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UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO DEPARTAMENTOS DE ASSUNTOS ACADÊMICOS E

UNIVERSIDADE FEDERAL RURAL DO RIO DE JANEIRO PRÓ-REITORIA DE GRADUAÇÃO DEPARTAMENTOS DE ASSUNTOS ACADÊMICOS E REGISTRO GERAL DIVISÃO DE REGISTROS ACADÊMICOS PROGRAMA ANALÍTICO

DISCIPLINA

CÓDIGO: TH520 CRÉDITOS: 04 (4T-0 P)

HISTÓRIA DA ÁFRICA

Cada crédito corresponde a 15h/aula

INSTITUTO DE CIÊNCIAS HUMANAS E SOCIAIS

DEPARTAMENTO DE HISTÓRIA

OBJETIVO DA DISCIPLINA:

Geral: Capacitar o aluno a assimilar conhecimentos que possibilitem a identificar regiões da África que permitam uma análise significativa e uma periodização que aponte os principais momentos da história da escravidão e da economia política naquele continente. Específico: Analisar a escravidão moderna e a influência do tráfico de escravos para o Brasil em Moçambique.

EMENTA:

Territórios africanos que serviram ao tráfico negreiro em direção ao Brasil: litoral do Golfo da Guiné e a costa e o sertão moçambicanos e angolanos. Principais etnias e culturas da África que chegaram escravizadas ao Brasil: banto e sudaneses. O Colonialismo como sistema e o Imperialismo na África. Os movimentos nacionalistas e a descolonização da África. Os efeitos da globalização e do neoliberalismo na África de língua portuguesa.

CONTEÚDO PROGRAMÁTICO:

I - A ÁFRICA E A ESCRAVIDÃO

1. A escravidão: uma definição

2. A escravidão nas formações sociais

3. O ambiente africano

4. O fator islâmico

5. O comércio transatlântico

II - ESTUDO DE CASO: A ESCRAVIDÃO MODERNA EM MOÇAMBIQUE

1. As condições naturais e colonização portuguesa

2. Os “Prazos da Coroa” no vale do Zambeze: estruturas sociais, produção e comércio.

3. A dinâmica populacional

4. O comércio interno de escravos

5. O tráfico de escravos para o Brasil através do Porto de Quelimane e da Ilha de Moçambique

III - A ESCRAVIDÃO NA ECONOMIA POLÍTICA DA ÁFRICA

1. A escravidão como modo de produção

2. A transformação da escravidão

3. A articulação com o capitalismo

4.

O legado da escravidão

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

ALENCASTRO, Luiz Felipe de. O Trato dos Viventes (Formação do Brasil no Atlântico Sul:

Séculos XVI e XVII). São Paulo, Companhia das Letras, 2000. COSTA E SILVA, Alberto da. A enxada e a lança (A África antes dos portugueses). 2 edição, revista e ampliada. Rio, Nova Fronteira, 1996 A Manilha e o Libambo (A África e a Escravidão de 1500 a 1700).

Rio, Nova Fronteira, 2002. LOVEJOY, Paul E. A Escravidão na África: uma história de suas transformações. Rio, Civilização Brasileira, 2002.

OLIVER, Roland. A Experiência Africana (Da pré-história aos dias atuais). Rio, Jorge Zahar,

1994.

BIBLIOGRAFIA COMPLEMENTAR:

ALMEIDA, Pedro Ramos de. Portugal e a Escravatura em África (Cronologia: do séc. XV ao séc.

XX). Lisboa, Editorial Estampa, 1978. BERTAUX, Pierre. África (Desde la prehistoria hasta los Estados actuales). México, siglo veintiuno, s/d. BLACKBURN, Robin. “As origens do antiescravismo”; “A abolição do comércio negreiro britânico:1803-14”. In

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80; p. 315-352. BOTTOMORE, Tom e William Outhwaite (Editores). “Antropologia” (p. 22-26”; “Islamismo” (p. 399-402); “Parentesco” (p. 555-558). In Dicionário do Pensamento Social do Século XX. Rio, Jorge Zahar, 1996.

Índia”.In

Relações Raciais no Império Colonial Português (1515-1825). Rio, Tempo Brasileiro, 1967, p. 77- 92 (Observação: Só foi contemplada a parte do texto referente à Moçambique). O Império Colonial Português. Lisboa, Edições 70, 1977. Salvador de Sá e a luta pelo Brasil e Angola, 1602-1686. São Paulo, Companhia Editora Nacional/EDUSP, 1973 (Brasiliana, vol. 353) BRUNSCHWIG, Henri. A Partilha da África Negra. São Paulo, Perspectiva, 1974. CAPELA, José. O Escravismo Colonial em Moçambique. Porto, Afrontamento, 1993. Donas, Senhores e Escravos. Porto, Afrontamento, 1995. “A Classe Esclavagista Moçambicana”. In As Burguesias Portuguesas e a abolição do Tráfico da Escravatura, 1810-42. Porto, Afrontamento, 1979, p. 117-191. “A Escravatura e o Tráfico dos Prazos da Zambézia” In Escravatura ( A Empresa de Saque, o Abolicionismo – 1810-75). Porto, Afrontamento, 1974, p. 156-173. A Burguesia Mercantil do Porto e as Colônias (1834-1900). Porto, Afrontamento,

BOXER,

C.

R.

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230.

DAVIDSON, Basil. Descobrindo o passado da África. Lisboa, Sá da Costa Editora, 1981. DAVIS, David Brion. “Padrões de continuidade na história da servidão” In O Problema da Escravidão na Cultura Ocidental. Rio, Civilização Brasileira, 2001, p. 49-53. DEL PRIORE, Mary e VENÂNCIO, Renato Pinto. Ancestrais: uma introdução à história da África Atlântica.Rio, Campus, 2004.

FANON, Frantz. Os Condenados da Terra. Rio, Civilização Brasileira, 1979. FINLEY, Moses I. Escravidão Antiga e Ideologia Moderna. Rio, Graal, 1991. FLORENTINO, Manolo. Em Costas Negras (Uma História do Tráfico de Escravos entre a África e o Rio de Janeiro: séculos XVIII a XIX). São Paulo, Companhia das Letras, 1997. HOBSBAWM, Eric. A Era dos Império 1875-1914. Rio, Paz e Terra, 1988. KI-ZERBO, J. (coord.). História Geral da África. I. Metodologia e pré-história da África. São Paulo: Ática/Unesco, 1982. LINHARES, Maria Yedda. A Luta Contra a Metópole (Ásia e África). São Paulo, Brasiliense, 1981 (Coleção Tudo é História). MEILLASSOUX, Claude. Antropologia da Escravidão (o ventre de ferro e dinheiro). Rio, Jorge Zahar Editor, 1995. PAPAGNO, Giuseppe. “Origem e natureza dos Prazos da Coroa”. In Colonialismo e Feudalismo (A questão dos prazos da Coroa em Moçambique no fim do século XIX). Lisboa, A Regra do Jogo, Lda., 1980 PRIORE, Mary Del e Renato Pinto Venâncio. Ancestrais: uma introdução à história da África. Rio, Campus, 2004. RODRIGUES, José Honório. Brasil e África: Outro Horizonte. Rio, Nova Fronteira, 1982. VENÂNCIO, José Carlos. A Economia de Luanda e Hinterland no Século XVIII. Lisboa, Editorial Estampa, 1996. VERGER, Pierre. Fluxo e refluxo do tráfico de escravos entre o Golfo de Benin e a Bahia de Todos os Santos (séculos XVII-XIX). São Paulo, Corrupio, 1987.