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INTRODUÇÃO À FARMACOLOGIA – AULA 2

Farmacologia

Ciência que estuda o modo pelo qual a função dos sistemas é afectada pelos fármacos.

Farmacognosia

Estuda a origem, conservação e análise química dos fármacos de origem animal ou vegetal.

Farmácia galénica

Estuda a preparação e transformação dos fármacos em formas que permitam a administração ao doente mais fácil e cómoda. Farmacodinamia – “o que a substância faz no corpo”

Estuda os efeitos dinâmicos dos fármacos e mecanismos de acção farmacológicos.

o Geral – estuda os princípios e conceitos gerais aplicáveis a todos os fármacos.

o Especial – estuda os factores adicionais necessários para a compreensão da acção de grupos de fármacos com acção similar. Farmacocinética – “o que o corpo faz com a substância”

Estuda a absorção, distribuição, biotransformação e excreção dos fármacos, assim como os factores que condicionam a velocidade desses processos. Farmacogenética

Estuda os problemas relacionados com a influência dos factores genéticos sobre a farmacocinética e farmacodinamia de certos fármacos. Toxicologia

Estuda os efeitos tóxicos dos fármacos, assim como de certas substâncias de uso caseiro, agrícola, industrial.

o Toxicologia Ambiental; Toxicologia Económica; Toxicologia Médico-legal.

Farmacologia experimental

Investiga a farmacodinamia, a farmacocinética e a toxicologia de medicamentos experimentais em modelos animais – órgãos, preparações, animal inteiro.

Farmacologia clínica

Sucede a farmacologia experimental, passando o estudo a fazer-se na espécie humana.

Droga

Toda a substância que introduzida no organismo vivo, pode modificar uma ou várias funções:

o Fármacos; Produtos dietéticos; Cosméticos.

Associa-se a estupefaciente.

Fármaco

Toda a substância que interfere ou modifica funções fisiológicas e bioquímicas do indivíduo:

o

Medicamentos – fármacos dirigidos no sentido terapêutico, que se destinam à profilaxia e/ou tratamento de determinada doença.

o

Meios clínicos de diagnóstico; Produtos cosméticos; Tóxicos ou venenos.

Efeito terapêutico

Uma determinada acção benéfica farmacológica sobre uma determinada patologia.

Efeitos laterais

Efeitos não relacionados com o efeito terapêutico que, apesar de indesejados, não podem ser evitados. Podem ser benéficos ou não (exemplo: sonolência inerente aos anti-histamínicos).

Efeitos secundários

Consequências indesejáveis do efeito primário ou terapêutico (exemplo: bradicardia).

Efeito tóxico

Consequência de sobredosagem do medicamento.

Fármaco ideal

Fácil administração

Sem efeitos laterais

Sem efeitos tóxicos

Actividade biológica selectiva

Eficaz durante o período que se pretende.

Medicamentos genéricos

São medicamentos designados cientificamente pela Denominação Comum Internacional (DCS) ou nome genérico e não pela marca comercial.

Apresentam a mesma composição, quantidade de princípio activo, concentração, forma farmacêutica, via de administração, eficácia e potencial de reacções adversas do medicamento de referência.

Após expirar os direitos de propriedade industrial (patente) relativos às respectivas substâncias activas ou processo de fabrico.

Medicamentos sob patente

Medicamento inovadores com eficácia e qualidade comprovadas através de estudos clínicos.

Possuem marca e não podem ser copiados enquanto vigorar o direito de propriedade (20 anos).

Medicamentos de referência

Medicamentos inovadores que foram objecto de patente, que uma vez expirada possibilita a comercialização no mercado, com base em documentação completa (incluindo resultados de ensaios químicos, biológicos, farmacêuticos, farmacológicos, toxicológicos e clínicos).

Cópias

Medicamentos que contêm as mesmas substâncias, a mesma indicação e posologia dos medicamentos de referência e têm um nome de marca.

Não podem porém ser intercambiáveis com os medicamentos de referência, por não terem sido submetidos a testes de biodisponibilidade e bioequivalência.

Biodisponibilidade – Equivalente a farmacocinética – Determina a [fármaco] ao longo do tempo.

Velocidade e taxa de absorção de um princípio activo, a partir de uma determinada forma farmacêutica, determinada através da curva concentração/tempo na circulação geral ou de medição da excreção urinária.

Bioequivalência o Medicamentos que contêm as mesmas substâncias activas e são idênticas na dosagem ou concentração, forma farmacêutica e via de administração, são consideradas equivalentes farmacêuticas. O critério exigido para os intervalos de confiança significa que 90% das especialidades farmacêuticas se consideram bioequivalentes, se o intervalo de segurança está dentro dos limites fixados de +/- 20% para o parâmetro farmacocinético de AUC (curva da área das concentrações plasmáticas; quantifica a quantidade do princípio activo absorvido e a disponibilidade para chegar ao local de acção).