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Copyright© 2004 por Editora Central Gospel.

Dados Internacionais de Catalogação na Publicação (CIP) FILLION, Louis-Claude 1ª edição: setembro/2004 - 2 volumes 2ª edição: março/2008 – 1 volume 3ª edição: agosto/2016 - 4 volumes Enciclopédia da vida de Jesus: a nação de Jesus, Cristo antes da encarnação e a vida oculta de Jesus - Volume 1 Rio de Janeiro: 2016 264 páginas ISBN: 978-85-7689-521-3 1. Bíblia - Biografia/História I. Título II.

Gerência editorial e de produção Gilmar Chaves

Gerência de projetos especiais Jefferson Magno Costa

Resgate e concepção da obra Jefferson Magno Costa

Tradução Jefferson Magno Costa João Lira Reginaldo de Souza

Revisão Patrícia Nunan Patrícia Scott Josemar de Souza Pinto

Capa

Eduardo Souza

Projeto gráfico e diagramação Joede Bezerra

Impressão e acabamento R.R Donnelley

1ª edição: setembro/2004 2ª edição: março/2008 3ª edição: agosto/2016

As citações bíblicas utilizadas neste livro foram extraídas da Versão Almeida Revista e Corrigida (ARC), salvo indicação específica, e visam incentivar a leitura das Sagradas Escrituras.

É proibida a reprodução total ou parcial do texto deste livro por quaisquer meios (mecânicos, eletrônicos, xerográficos, fotográficos etc.), a não ser em citações breves, com indicação da fonte bibliográfica.

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Sumário

Apresentação

 

VIII

Introdução

1

PARTe I A nação de Jesus

Capítulo 1

Aspectos físicos da Palestina no tempo de Jesus Uma região de extremas demarcações

2

3

A

extensão de sua superfície

4

Fenômeno geológico Origem, importância e trajeto do rio Jordão Os lagos formados pelo rio Jordão As partes distintas da Palestina As célebres cidades da Transjordânia Condições climáticas da Palestina Paisagens modificadas pelo homem

4

4

5

5

6

7

10

Capítulo 2

 

A fauna e a flora na Palestina Solo excelente para o cultivo Diversidade na vegetação Os animais selvagens e os domésticos As aves que compõem o cenário bíblico Abundância de peixes, cobras e insetos As duas principais árvores frutíferas da Palestina

13

15

15

17

18

19

20

Capítulo 3

 

Províncias e cidades da Palestina no tempo de Jesus

23

Judéia

 

25

As cidades filistéias

25

Samaria

27

A

inimizade entre judeus e samaritanos

28

Uma cidade de abominação e blasfêmia

29

Galiléia

 

30

Uma rápida descrição dos galileus

30

A Galiléia dos gentios

 

31

A dicção dos galileus

31

Cidades da Galiléia

32

Peréia

33

Enciclopédia da Vida dE JEsus

A

miscigenação dos habitantes da Peréia

34

Cidades greco-romanas

 

35

abilene

37

Cidades e locais de pouca importância

37

JeruSalém

 

37

A

Cidade do Senhor

39

Situação geográfica Relevo, depressões e elevações

42

42

As muralhas de Jerusalém Os lugares santos

43

44

Capítulo 4

 

Situação política da Palestina no tempo de Jesus Os atos cruéis de Herodes Os assassinatos de um dos homens mais sanguinários da história

47

50

53

As mulheres e os filhos de Herodes Conduta contrária às preferências políticas e aos sentimentos religiosos Os testamentos de Herodes Rebeliões após a morte de Herodes, o Grande Surge Pilatos no cenário da História Antipas e Agripa I, outros dois Herodes César Augusto, o homem que mandava no mundo quando Jesus nasceu Tibério, o César da Crucificação

54

55

56

57

59

60

61

62

O

Sinédrio judaico

63

Capítulo 5

 

As condições sociais da Palestina no tempo de Jesus

65

A

cerimônia de casamento entre os judeus

67

As diversas profissões entre os judeus As estradas e as viagens

70

73

CuSto de vida Pobreza imPoStoS enfermidadeS

 

74

74

75

77

a

influênCia doS PaGãoS

78

a

diáSPora

80

O

idioma falado na Palestina

81

Capítulo 6

 

A situação religiosa dos judeus no tempo de Jesus

83

o

temPlo

85

Características do templo Descrição do santuário

86

88

Símbolo da vida religiosa e política de Israel

88

O

lugar ocupado pelo templo na vida de Jesus

89

aS SinaGoGaS

 

89

As sinagogas no tempo de Jesus

89

SaCerdoteS e levitaS

 

90

Distribuição e funções dos sacerdotes As atribuições dos levitas

91

91

SaCrifíCioS

 

91

oração

93

lei moSaiCa

93

oS eSCribaS

93

IV

Enciclopédia da Vida dE JEsus

A origem do primeiro escriba

93

A função dos escribas

 

94

Legislando em causa própria Fardos pesados e difíceis de carregar Condutores cegos! Falsos guias Casas de ensino onde se aprendia a lei Doutrinas frias, sem vida, dos escribas Partidos influentes na vida religiosa de Israel

94

96

96

97

97

98

99

eSSênioS

 

99

fariSeuS

99

A

forte presença do farisaísmo

100

SaduCeuS

 

102

O

ódio dos saduceus contra Jesus

103

HerodianoS

 

103

o Perfil reliGioSo doS JudeuS

104

A dedicação do povo aos cultos e às festividades

104

Oração e jejum

 

104

Obras de misericórdia Devoção sem fé verdadeira

104

105

A

expectativa da chegada do reino messiânico

105

A

esperança da vinda da consolação de Israel

105

A

firme e forte esperança da vinda do Messias invade o mundo e os escritos pagãos!

106

O

falso retrato do Messias

106

O

Messias na concepção dos judeus

107

Como seria o reinado do Messias na concepção dos judeus

108

O

motivo que levou os judeus a rejeitarem o Salvador

108

Testemunhas levantadas por Deus para falar do Messias

108

 

PARTe II Cristo antes da encarnação

Capítulo 7

O Verbo no seio do Pai

 

111

o

meSSiaS revelado a iSrael PelaS ProfeCiaS meSSiâniCaS

114

Profecias messiânicas: ponto culminante das revelações da Antiga Aliança

115

A

bênção por meio de Abraão

117

Um Rei vitorioso figurado pelo cetro e pela estrela Os relatos evangélicos

118

119

A

maneira singular de cada evangelista apresentar os fatos

120

Capítulo 8

 

As duas anunciações

 

123

Gabriel anuncia a Zacarias o nascimento do Precursor do Messias Zacarias e Isabel: os pais do Precursor

125

127

A

manifestação do anjo a Zacarias

128

Compreendendo a promessa feita pelo anjo

129

A

dúvida de Zacarias

131

O

sinal concedido pelo anjo a Zacarias

131

a

eSColHa de maria Como mãe do meSSiaS

132

O

relato da encarnação do Verbo

133

O

mensageiro da redenção

133

Maria, uma jovem da linhagem real

134

V

Enciclopédia da Vida dE JEsus

 

Jesus, o nome glorioso do Salvador Honra insigne

135

136

A

concepção sobrenatural de Jesus

136

Maria visita Isabel

 

137

A

resposta de Maria à saudação de Isabel

138

Nascimento e circuncisão de João Batista Noivado de Maria e José

139

141

A

complexa e atribulada situação de José

142

Uma decisão de honra que dignificou a memória do noivo de Maria Palavras que tranqüilizaram o coração de José

143

143

Cumprimento das palavras do Senhor

143

Capítulo 9

 

Nasce Jesus em Belém Os interesses de César Augusto ao ordenar o censo

145

147

 

A

submissão de Herodes a Roma

148

Belém, aldeia ilustre na história de Israel Informações culturais sobre Belém

149

150

a

viaGem até belém

151

belém

 

152

A

vida pastoril na Judéia

155

ano do naSCimento de JeSuS

156

A adoração dos pastores

158

a GenealoGia de JeSuS

 

160

Uma seleção prévia de tronco e ramos

162

As duas naturezas de Jesus Jesus descende também de Adão

164

165

filHo de davi

 

165

Capítulo 10

 

A

apresentação de Jesus no templo de Jerusalém e a purificação de Maria Como ocorria a purificação

167

170

Simeão e ana

 

171

O

cântico profético de Simeão

171

Capítulo 11

 

A

visita dos magos e suas conseqüências Quem eram os “magos”? Quantos eram?

175

177

178

 

a

eStrela doS maGoS

179

A

expectativa judaica pelo Messias

181

O

medo de Herodes

182

O

encontro dos magos com Jesus

184

A

fuga para o Egito e a degolação dos inocentes

185

O

Senhor da vida

187

Volta da família de Jesus do Egito e estabelecimento em Nazaré

188

o

nazareno

189

 

PARTe III A vida oculta de Jesus

Capítulo 12

Jesus, da manjedoura aos 12 anos de idade

191

VI

Enciclopédia da Vida dE JEsus

 

Os mistérios da vida particular de Jesus Nazaré, a cidade escolhida por Deus

193

194

Aspectos físicos e geográficos de Nazaré Antes do Salvador, uma cidade sem história Jesus perdido e achado no templo Peregrinação a Jerusalém

195

196

197

198

A

multidão que acorria à Cidade Santa no período das festas

200

Jesus entre os doutores Jesus e os doutores da lei Jesus e o ofício que ele deveria exercer

201

203

205

O

espanto de José e de Maria

206

Capítulo 13

 

O

desenvolvimento intelectual e moral de Jesus As duas naturezas de Jesus Cristo experimentou como homem um crescimento real

207

210

211

As circunstâncias humanas influenciaram o crescimento de Jesus?

212

O

exemplo do lar e dos pais

213

As línguas aprendidas por Jesus

214

A

influência escolar no crescimento do Salvador

215

O

papel da sinagoga no desenvolvimento de Jesus

216

A

influência das Sagradas Escrituras na formação intelectual de Jesus

216

Jesus cumpriu, ponto por ponto, o plano divino

218

O testemunho do Antigo Testamento a respeito de Jesus

219

A influência da natureza na vida do Filho de Deus

220

As observações pessoais do Salvador

221

o eSPírito Santo Como eduCador de JeSuS

222

Capítulo 14

 

A

Família de Jesus Perfil biográfico de Maria José, um homem de grande caráter Os irmãos de Jesus tentam prendê-lo Os irmãos e as irmãs de Jesus eram filhos de José e Maria Primeiro argumento Segundo argumento Terceiro argumento Quarto argumento

223

225

226

228

229

229

229

230

230

Capítulo 15

 

A

vida oculta de Jesus Um retrato de Jesus

 

231

235

 

O

corpo do homem-Deus

236

Atitudes e gestos do Salvador

237

O

olhar de Jesus

238

A

voz de Jesus

239

Qual era a aparência de Jesus?

240

A alma e o Espírito de Jesus

242

A sensibilidade de Jesus

244

Jesus sorria?

 

246

O

perfil intelectual do Salvador

247

Sua imaginação

 

249

A

moralidade de Jesus

250

Sua santidade

 

250

A pobreza de Jesus

251

A humildade de Jesus

253

Sua obediência

254

VII

ApreSentAção

E is finalmente em língua portuguesa a mais minuciosa, completa e bem elaborada

obra que alguém até hoje conseguiu escrever sobre Cristo: a Enciclopédia da

Vida de Jesus.

Composta de mais de mil páginas, esta obra reúne todas as informações essenciais sobre nosso Salvador e sua pátria terrestre. São dados sobre o solo, a topografia, a hidrografia, a fauna, a flora, a agro-pecuária, a população, os idiomas, os hábitos e costumes, as profissões, os partidos religiosos e os políticos, o dia-a-dia no templo, a vida comum do povo judeu e centenas de outros assuntos que vão enriquecer os conhecimentos e promover o crescimen- to intelectual e cultural dos leitores brasileiros.

Todas as fases da vida e do ministério de Cristo foram cuidadosamente estudadas por Louis-Claude Fillion. Ao longo de vinte anos de pesquisas feitas na Palestina e nos demais países relacionados às narrativas bíblicas, o autor recolheu um vasto material para escrever esta significativa obra, oferecendo ao leitor centenas de novos ângulos sobre a história do Filho de Deus.

Além do grandioso lastro de informações, a Enciclopédia da Vida de Jesus foi enrique- cida com fotos de alto valor elucidativo. Sem dúvida, é uma fonte de consulta, pesquisa, descobertas e inspiração sem igual, que inaugura uma nova fase de estudos cristológicos entre os evangélicos e pesquisadores em língua portuguesa.

— Os editores

introdução

E sta obra é iniciada com o estudo do aspecto geográfico da pátria terrena de Jesus — as condições climáticas, a vegetação, a fauna, a flora da Palestina na época do Salvador —, assunto que tem um atrativo especial para aquele que deseja conhecer

as paisagens sobre as quais o Filho de Deus pousou o seu olhar, os vales e as montanhas que os seus pés percorreram! Ler sobre esses lugares certamente dará ao leitor grande satisfação

e será imensamente útil, pois a doce e divina fisionomia de Jesus aparecerá ainda mais viva dentro da geografia da sua terra, a Palestina.

A natureza e suas contínuas evoluções, sobretudo os homens com suas guerras e seus estragos, têm causado muitas mudanças exteriores na pátria de Jesus. Mas não consegui- ram mudar o essencial. Depois de vinte e um séculos, a Palestina conserva ainda, no conjun- to geral, o mesmo clima, a mesma fauna e flora, os mesmos vales e as mesmas montanhas, os mesmos rios e as mesmas fontes, estradas e trilhas.

Se por um lado desapareceram muitos lugares e não ficaram deles senão ruínas, a mes- ma coisa não se pode dizer de Nazaré, de Belém, de Jerusalém, de Sicar, do monte das Oli- veiras, de Betânia, do rio Jordão, do deserto de Judá, do poço de Jacó, do monte Gerizim, pois estes e muitos outros lugares existem ainda hoje como testemunhas eloqüentes da vida de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo e provam toda a veracidade dos evangelhos.

Além do aspecto geográfico, também são analisados nesta obra os aspectos político, so- cioeconômico, cultural e religioso do povo judeu na época de Jesus. Ao lado da análise da narrativa bíblica, do conteúdo dos quatro evangelhos que norteiam este estudo, são apre- sentadas as províncias e as cidades palestinas mais eminentes, a economia e os fatores que

a influenciavam, as condições sociais do povo, o regime político e os principais governantes,

bem como a situação religiosa e todos os elementos envolvidos no culto judaico (o templo, as sinagogas, os símbolos sagrados, a lei mosaica, as profecias e as expectativas messiânicas, o sacerdócio, os partidos religiosos e sua influência na sociedade) — tudo que contextualiza a vida e o ministério que Jesus exerceu na Palestina, e cuja influência se faz presente em todo o mundo judaico-cristão.

Esta obra se propõe a cobrir todos os vários períodos da vida do Messias, desde o anún- cio do nascimento de seu precursor, passando pela obscura infância de Jesus e indo até o fim de seu ministério público, com o nascimento da Igreja. A partir dessa análise profunda do contexto e da vida desse homem que mudou a história da humanidade, o leitor, sem dúvida alguma, irá adquirir uma cultura mais vasta, e sua consciência será ampliada a respeito da pessoa de Jesus como Filho do Homem e Filho de Deus, de sua missão e de tudo que repre- sentou o seu nascimento, a sua vida, a sua morte e a sua ressurreição.

Capítulo 1 ASpectoS fíSicoS dA pAleStinA no tempo de JeSuS
Capítulo
1
ASpectoS fíSicoS
dA pAleStinA no tempo
de JeSuS
1
1

A o iniciarmos o estudo dos aspectos físicos da Palestina, vários fatos nos surpreendem de imediato, começan-

do pelo próprio nome da região, que não é outro senão o que foi dado pelos filisteus, aqueles te- míveis e sanguinários inimigos de Israel. Mas, por conta de algumas anomalias que a história apresenta com vários exemplos, este nome, que só deveria ter sido dado à parte sudoeste daquela região, terminou por designar toda a Palestina. Outro fenômeno ainda mais surpreendente é a pequenez desse território, tão justamente célebre. No Antigo Testamento, a Palestina nos

é apresentada como o escabelo dos pés do Se-

nhor. Podemos dizer também que essa privile- giada região tem sido o apoio (o escabelo) para os pés de Jesus, pois foi ali que o Verbo eterno encarnou e dignou-se a passar quase toda a sua existência humana. Dessa forma, a Palestina, depois de ter sido centro e cenário da revelação

judaica, tem tido a glória mil vezes maior de ser cenário e centro da revelação cristã. É uma região muito pequena se a exami- narmos do ponto de vista puramente natural.

O tamanho da Palestina tem sido um mistério.

Dizem que o famoso orador romano Marcos Túlio Cícero fez a seguinte observação desde- nhosa: “O Deus dos judeus deve ser um Deus pequeno, pois deu ao seu povo um território muito pequeno”. Sem levar em conta a auten- ticidade ou não desse texto, o certo é que a terra dos judeus, a terra de Jesus, é uma re- gião realmente muito pequena. Parece que Isaías se referiu a isto quando, contemplando o futuro messiânico, pronunciou estas palavras,

3

dirigidas pelo Senhor à Sião desolada: Até mesmo os filhos da tua orfandade dirão aos teus ouvidos: mui estreito é para mim este lugar; aparta-te de mim, para que possa ha- bitar nele (Is 49.20).

Ainda mais estranha parecerá a pequenez da Palestina se considerarmos a imensa exten- são dos impérios que a rodearam nas diferentes épocas da história: ao norte, a Síria; a leste, a Caldéia, a Assíria e a Pérsia; ao sul, o Egito.

A região onde Jesus viveu é uma faixa da

costa mediterrânea que se estende entre a Sí- ria meridional e o Egito. Ao longo dos séculos, essa região recebeu diferentes nomes e esteve limitada por diferentes fronteiras. Como o his- toriador grego Heródoto, hoje a chamamos Palestina, e seus limites são em parte naturais, em parte convencionais. Sua área territorial tem variado muito.

uma rEgião dE ExtrEmas dEmarcaçõEs

A Palestina tem limites naturais: a oeste, é

demarcada pelo Mediterrâneo, e a leste, pela Jordânia. Seus limites naturais ao norte e ao sul não são exatos. Mas ao norte ficam bastante assinalados pela cordilheira do Líbano, que desce paralela ao Mediterrâneo, sendo um pon- to avançado do monte Hermom. O desfiladeiro entre o Hermom e o Líbano pode ser conside-

rado o limite norte da Palestina. Ao centro, o limite geográfico está representado generica- mente pela Iduméia e pelas regiões desérticas que se estendem imediatamente ao sul de Ber- seba e do mar Morto. Estes dois limites ao norte e o limite meridional são mencionados

Enciclopédia da Vida dE JEsus

E nciclopédia da V ida dE J Esus Vista panorâmica da planície de Genesaré (Mt 14.34)

Vista panorâmica da planície de Genesaré (Mt 14.34)

freqüentemente no Antigo Testamento com a expressão de Dã até Berseba, referindo-se à Palestina habitada pelos hebreus.

a ExtEnsão dE sua supErfíciE

A longitude (norte–sul) da Palestina é de

470 km. Sua largura (leste–oeste) é de 135 km.

A superfície total de seu território é de 27.000 km 2 .

fEnômEno gEológico

A região inteira, em suas duas porções assi- naladas, está dividida em um profundo vale so- bre o qual corre o rio Jordão e que constitui um fenômeno geológico único no mundo. Esse vale, que se prolonga do Tauros à Celessíria, afunda cada vez mais à medida que se entra na Palesti- na, alcançando sua maior profundidade no mar Morto, e continuando ao oriente da península do Sinai, chega ao mar Vermelho. Na altura de Dã, seu nível se mantém em

550 m sobre a superfície do Mediterrâneo, mas

10 km depois, no lago de El Hule, o nível da água é só de 2 m sobre o nível do mar, e outros 10 km além, no lago de Tiberíades, o nível da água che- ga a 208 m abaixo do nível do mar, e o fundo do lago está 45 m mais baixo ainda. Finalmente, na embocadura do mar Morto, o nível de água é de

394 m inferior ao Mediterrâneo, e o fundo do

mar Morto (cuja água tem o maior nível de sali-

nidade do mundo), está 793 m abai- xo do nível do Mediterrâneo, consti- tuindo a mais profunda depressão continental do planeta.

origEm, importância E traJEto do rio Jordão

Esse vale singular é corta- do em sua longitude pelo único rio importante da Palestina, o Jordão, que nasce no Hermom, e depois de formar os já citados la- gos El Hule e Tiberíades deságua no mar Morto e morre nele, sem chegar a despejar-se no oceano. Desde a confluência de seus vários mananciais até o lago de El Hule, o Jordão percorre uns 40 km. O lago de El Hule, cuja profundidade varia de 3 a 5 m, mede cerca de 6 km de comprimento. Ao sair deste lago, o rio Jordão, depois de uma

Ao sair deste lago, o rio Jordão, depois de uma O rio Jordão em sua trajetória

O rio Jordão em sua trajetória serpenteante rumo ao mar Morto

Ao sair deste lago, o rio Jordão, depois de uma O rio Jordão em sua trajetória

4

Ao sair deste lago, o rio Jordão, depois de uma O rio Jordão em sua trajetória

aspEctos físicos da palEstina no tEmpo dE JEsus

rápida descida de 17 km, forma o lago de Tiberíades, chamado antigamente de Genesaré ou mar da Galiléia. Esse lago, de forma quase oval, tem uma largura máxima de 12 km e 21 km de compri- mento. É a grande reserva hídrica de

Israel.

A partir do ponto em que deixa o lago

hídrica de Israel. A partir do ponto em que deixa o lago Rio Jordão, uma das

Rio Jordão, uma das mais significativas presenças na história do povo judeu

ma três lagos de diferentes dimensões: ao norte, forma o lago que foi chamado antigamente de Merom, o qual os árabes chamam hoje de El Hule; mais abaixo, forma o célebre Tiberíades ou mar da Galiléia, admirável e muito famoso na vida pública de Jesus e que será descrito mais adiante; ao sul, aumenta o volume de água do mar Morto, onde desaparece. Em sua margem esquerda, o Jordão recebe dois afluentes principais: o Hieromax ou Yar- muk, em sua saída do grande lago da Galiléia, e o Jaboque ou Nahr-ez-Zerka. Depois das chu- vas do inverno e da primavera, quando as neves do monte Hermom começam a derreter, o Jor- dão transborda habitualmente, mas sem causar danos, por causa da forma do seu leito em sua parte mais meridional. Conforme já dissemos, o Jordão corre por um verdadeiro vale de 13 a 20 km de largura, com terraços escalonados aos seus lados que, pouco a pouco, foram formados pelas águas que escavam o solo e arrastam as terras. Os árabes têm-lhe dado o nome de Ghor (fenda). O leito do rio tem apenas 20 m de largura. Próximo às suas margens, cresce densíssima vegetação formada de tamarindos, álamos e outras árvo- res. No período da seca, pode-se atravessá-lo em vários pontos, dos quais existe um em fren- te a Jericó.

as partEs distintas da palEstina

Tomando conhecimento desses pormeno-

de Tiberíades até desaguar no mar Mor- to, o Jordão percorre 109 km, embora seu curso real ultrapasse o dobro por causa da tortuosidade do seu leito. Em

suas origens, o Jordão tem uma largura média de 25 m e uma profundidade de 2 a 3 m, deslizando entre margens cobertas de uma ve-

getação silvestre. Mas, a 10 km do mar Morto,

a vegetação diminui, a água se torna salobra, e

a corrente menos profunda e mais larga uns 75

m.

O vale do Jordão atravessa a Palestina de

norte a sul e tem o rio Jordão como sua artéria. O rio corre paralelamente às duas cadeias de montanhas à direita e à esquerda. Em uma ca- racterística, é único no mundo: extraordinaria- mente tem sua fonte principal ao pé do grande Hermom, a 563 m acima do nível do mar, e quando deságua no mar Morto atinge 392 m abaixo do nível do mar. Isso dá uma diferença

de quase mil metros de sua origem até sua desembocadura, numa distância de menos de 150 km em linha reta. Mas essa distância se alonga consideravelmente por infinitos cami- nhos, sobretudo depois que o rio sai em direção

ao lago de Tiberíades, embora entre este lago e

o mar Morto não haja mais do que 100 km de

distância em linha reta. O Jordão, por seus caprichosos rodeios, percorre mais de 300 km. Compreende-se, com isso, a rapidez com que ele se precipita na enorme fenda que lhe serve de leito. Seu nome significa precisamente ou exatamente aquele que desce.

os lagos formados pElo rio Jordão

Ao longo de seu percurso, o rio Jordão for-

ou exatamente aquele que desce . o s lagos formados pElo rio J ordão Ao longo

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ou exatamente aquele que desce . o s lagos formados pElo rio J ordão Ao longo

Enciclopédia da Vida dE JEsus

E nciclopédia da V ida dE J Esus Rio Jordão. Local tradicionalmente apontado como aquele em

Rio Jordão. Local tradicionalmente apontado como aquele em que João Batista batizou Jesus (Mt 3.13)

res, podemos compreender quão grande é a

importância geográfica do rio Jordão para a Terra Santa. Ele divide a Palestina em duas partes bem distintas, que se chamam Palesti- na Cisjordânica, a oeste; e Palestina Transjor- dânica, a leste. Outra parte, a fertilíssima planície de Es- drelom ou de Jizreel — que se estende em for- ma de triângulo entre a cadeia do monte Car- melo, os montes de Samaria, as colinas meri- dionais da Galiléia e o monte Tabor — corta a região de leste a oeste em quase toda a largura da Palestina Cisjordânica. No tempo de Jesus, enquanto a Judéia e sua capital, Jerusalém, representavam o autêntico centro do judaísmo, Samaria era um fla- grante contraste étnico e religioso. Os samaritanos descendiam dos colonos asiáticos importados para aquelas regiões pelos assírios em fins do século VIII antes de Jesus Cristo. Esses colonos tinham se misturado com os proletários isra- elitas que ficaram ali. Sua religião, que a princípio fora em sua essên- cia idólatra com uma leve tintura de jeovismo, foi purificando-se com o passar do tempo e, no final do século IV a.C., os samaritanos ti- nham o seu templo próprio, cons-

truído sobre o monte Gerizim. Para eles, naturalmente, este era o único

lugar onde se deveria render culto autêntico a Jeová, em contraposição ao templo judaico de Jerusalém. Os samaritanos consideravam-se genuínos descendentes dos antigos patriarcas hebreus e os verdadeiros depositários de sua fé religiosa. Este foi o motivo das raivosas e contínuas hos- tilidades entre samaritanos e judeus, ainda mais porque Samaria era lugar de passagem obrigatória para quem ia à Galiléia e à Judéia. Essas hostilidades, freqüentemente registra- das nos documentos antigos, não cessaram, e ainda se perpetuam entre os samaritanos que habitam ao pé do monte Gerizim.

as célEbrEs cidadEs da transJordânia

A Transjordânia, montanhosa em quase sua totalidade e antigamente coberta de bosques e muito bem regada, nunca foi ocupada comple- tamente pelos hebreus. Antes da colonização helênica, residiram ali povos de origem aramai- ca, sobretudo na parte setentrional. Com o he- lenismo, instalou-se solidamente na região o elemento grego, representado principalmente no tempo de Jesus pela chamada Decápolis, formada por um grupo de cidades helenísticas ou helenizadas, que talvez constituíssem entre

ou helenizadas, que talvez constituíssem entre Aldeia da Palestina onde sua população continua falando o

Aldeia da Palestina onde sua população continua falando o dialeto aramaico

que talvez constituíssem entre Aldeia da Palestina onde sua população continua falando o dialeto aramaico 6

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que talvez constituíssem entre Aldeia da Palestina onde sua população continua falando o dialeto aramaico 6

aspEctos físicos da palEstina no tEmpo dE JEsus

si uma espécie de confederação e cujo número variava conforme as épocas, geralmente em torno de dez, daí o seu nome, Decápolis. Dessas cidades, só Citópolis (a antiga Betisam, hoje Bensam) es- tava situada aquém do Jordão. As demais estavam na Transjordânia. As mais célebres delas eram: Da- masco, ao norte; Hipos, na mar- gem oriental do lago de Tibería- des; Gadara, Gerasa, Pella e Fila-

délfia. Algumas daquelas cidades haviam sido subjugadas pelo as- modeu Alexandre, o Grande, mas Pompeu, por volta do ano 63 a.C., devolveu a elas sua liber- dade. Cada uma dessas cidades possuía ao seu redor um território autônomo mais ou menos grande, constituindo, por sua vez, pequenos territórios helenísticos em regiões habitadas pelos judeus e dominadas pela monarquia ju- daica.

pelos judeus e dominadas pela monarquia ju- daica. Cidade palestina de Aim-Karen (nome atual), onde João

Cidade palestina de Aim-Karen (nome atual), onde João Batista nas-

ceu

ticamente só há nela duas estações: o inverno, a estação das chuvas, que vai de novembro a abril, e o verão, o período de seca, que vai de maio a outubro. No verão, as chuvas são ra- ríssimas. Mas as chuvas do inverno superam, em quase todo o território, a medida de 600 milímetros. A temperatura varia de acordo com os luga- res. No vale do Jordão, muito profundo e es- treito, é quase sempre maior que nas outras regiões e, às vezes, aproxima-se dos 50ºC. Na costa mediterrânea, a temperatura média in-

condiçõEs climáticas da palEstina

A Palestina é uma região subtropical. Pra-

da p alEstina A Palestina é uma região subtropical. Pra- Cidade de Betfagé, no vale do

Cidade de Betfagé, no vale do Jordão (Mc 11.1)

da p alEstina A Palestina é uma região subtropical. Pra- Cidade de Betfagé, no vale do

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da p alEstina A Palestina é uma região subtropical. Pra- Cidade de Betfagé, no vale do

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E nciclopédia da V ida dE J Esus Vale de Esdrelom, visto da montanha do Armagedom

Vale de Esdrelom, visto da montanha do Armagedom

vernal é de 12 graus. Na primavera, é de 18ºC, no verão é de 25ºC, e no outono é de 22ºC. No interior, é um pouco mais baixa. Em Jerusalém, que está a uns 740 m acima do nível do mar, a temperatura média anual é de quase 16ºC. A média de janeiro é de quase 10 graus, e a de agosto é de quase 26ºC. A temperatura máxima raramente alcança os 40 graus, mas a mínima chega com freqüência a menos de zero. Em Nazaré, a uns 300 m acima do nível do mar, a temperatura média é de 12 graus. A mé- dia de janeiro é de quase 11ºC, e a de agosto de quase 27 graus. As temperaturas máximas as- sinaladas se aproximam dos 40 graus, e só ex- cepcionalmente chegam abaixo de zero. A neve é muito rara, mas cai algumas vezes

em janeiro. Também é muito raro o orvalho noturno. Na primavera e no outono, são fre- qüentes o vento morno do leste, o chamado si- roco, e o do sudoeste, o simum, ambos muito prejudiciais à agricultura e à saúde dos habi- tantes. Os assírios representavam esses ventos sob a forma de horríveis monstros. Pelo que parece, não há grandes diferenças entre o clima da Palestina na antigüidade e o clima que existe hoje lá. Em contrapartida, existem muitas diferenças, e todas para pior, com relação à fertilidade do solo. A causa dessa decadência se apóia no abandono da agricultu- ra e na sistemática derrubada dos bosques, praticada durante o longo domínio muçulmano. Porém, em alguns lugares isolados, existem al-

derrubada dos bosques, praticada durante o longo domínio muçulmano. Porém, em alguns lugares isolados, existem al-

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derrubada dos bosques, praticada durante o longo domínio muçulmano. Porém, em alguns lugares isolados, existem al-

aspEctos físicos da palEstina no tEmpo dE JEsus

a spEctos físicos da p alEstina no tEmpo dE J Esus Pescadores no lago de Genesaré,

Pescadores no lago de Genesaré, vendo-se ao fundo o monte Hermom

gumas amostras da fecundidade do solo, como, por exemplo, em Cafarnaum e em Tiberíades, ao longo da margem noroeste do lago, que é a região descrita com tanta e tão justificada admiração pelo historiador Flávio Josefo. Também em outros pontos onde se tem organizado por meios racionais trabalhos agrícolas e de reposição florestal, reaparece a fertilidade da antiga Terra Prome- tida, que já foi biblicamente um lugar onde manava leite e mel. Tal é a configuração geral da região de Jesus do ponto de vista físico. O seu aspecto é sumamente variado, sobretudo levando-se em conta o seu pequeno tamanho. Ne- nhuma outra região da terra re-

presenta tantos fenômenos e con- trastes surpreendentes: a zona

montanhosa e gelada do Líbano e do Hermom confinando com a região tropical do baixo Jor- dão; a região marítima em contraste com a do deserto. Em menos de 48 horas, pode-se visi-

com a do deserto. Em menos de 48 horas, pode-se visi- Monte Hermom, com o seu

Monte Hermom, com o seu cume coroado de neves eternas (Sl 133.3)

com a do deserto. Em menos de 48 horas, pode-se visi- Monte Hermom, com o seu

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com a do deserto. Em menos de 48 horas, pode-se visi- Monte Hermom, com o seu

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E nciclopédia da V ida dE J Esus Jerusalém. Porta Dourada tar as quatro sem dificuldade.

Jerusalém. Porta Dourada

tar as quatro sem dificuldade. Os relatos evangélicos, sempre fiéis, citam com freqüência, em notas acessórias, esta va- riedade. Quando a oportunidade se apresenta, os evangelistas mencionam os montes, os vales, as correntes de água, as planícies e ribeiras marítimas, o deserto, os lagos, as fontes e os demais elementos naturais da Palestina com os quais o Salvador esteve em contato. O terreno

é muito irregular, e o viajante que o percorre

continuamente deve subir e descer para voltar

a subir e voltar a descer de novo. Quem contará as encostas e as escarpas que terá de transpor (a pé, a cavalo ou em uma boa carruagem) para ir de Hebrom a Nazaré pelo

caminho que une as duas cidades; ou de Nazaré a Tiberíades, de Tí- beríades a Safede, de Tiberíades a Habanias ou ainda mais ao norte? A linguagem expressiva e sempre exata dos evangelistas está perfeitamente ajustada a esta realidade, que a cada passo se re- nova. Assim, falam de subir a Jeru- salém, de descer de Caná a Cafar- naum, de descer de Cafarnaum a Jericó etc. Esses narradores ja- mais são pegos em alguma falta. Conhecem perfeitamente o terri- tório que descrevem. A diversidade de que falamos tem sido verdadeiramente provi- dencial. Como a Bíblia e o evan- gelho foram dirigidos ao mundo inteiro, convinha que suas carac- terísticas geográficas estivessem ao alcance dos habitantes de to- das as regiões. Ora, nenhum lu- gar da terra foi tão bem prepara- do como a Palestina a fim de pro- porcionar ilustrações para livros que deveriam ser lidos e compreen- didos ao mesmo tempo por pesso- as do Ocidente e do Oriente, ensi- nando a verdade tanto aos habi- tantes dos trópicos como aos das regiões polares.

paisagEns modificadas pElo homEm

Apesar de tanta variedade, as paisagens da Terra Santa são normalmente pouco apreciáveis no que se refere a belezas naturais. O aspecto exterior da região não tem nada de romântico, nada que deleite a vista. Se ficamos impressiona- dos, isto ocorre muito mais pelas grandes recor- dações que a região desperta, especialmente por estarem ligadas à vida de Jesus. A monotonia da paisagem é seu caráter ha- bitual. A cor cinzenta das rochas, que surgem do solo por quase todas as partes, a falta de

é seu caráter ha- bitual. A cor cinzenta das rochas, que surgem do solo por quase

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é seu caráter ha- bitual. A cor cinzenta das rochas, que surgem do solo por quase

aspEctos físicos da palEstina no tEmpo dE JEsus

a spEctos físicos da p alEstina no tEmpo dE J Esus Deserto da Judéia árvores, a

Deserto da Judéia

árvores, a ausência de verdor durante parte considerável do ano, os leitos secos e pedregosos devido às enxurradas de inverno, as formas semelhantes dos cumes redondos e desnudos dão certa- mente poucos motivos para deleites quando os contemplamos durante longas horas. Mas, repetimos, esta é a terra de Jesus! E este pensamento que nos inun- da o espírito e o coração põe tonalidades cor-de-rosa, azul, verde e dourada em muitos desses lugares! Surpreendem-nos também as mu- danças súbitas; um vale se estende, uma montanha se afasta e desvia-se das de- mais, tomando certa forma estranha. Isto produz agradável impressão! Por exem- plo: vindo de Nazaré e passando por Caná, divisam-se Tiberíades e o seu ma- ravilhoso lago ao fundo da graciosa con- cha que os encerra. Isto é belíssimo e gratificante! A vista é muito bonita em Naplusa, ao pé do monte Gerizim. Sobre o cume do Carmelo, em Caifa; na região de Hermom, sobre o monte das Oliveiras,

aérea do deserto da Judéia

o cume do Carmelo, em Caifa; na região de Hermom, sobre o monte das Oliveiras, aérea

Vista

o cume do Carmelo, em Caifa; na região de Hermom, sobre o monte das Oliveiras, aérea

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o cume do Carmelo, em Caifa; na região de Hermom, sobre o monte das Oliveiras, aérea

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em Jericó, existem paisagens belíssimas! Deixemos, porém, de lado esse aspecto estéti- co da Terra Santa, ao qual os evangelhos em ne- nhuma parte fazem alusão. Digamos tão-somente que a alma divinamente sensível do Salvador sentiu por essas belezas da natureza um atrativo que pode ser percebido claramente nas narra- ções evangélicas que nos contam sua vida. E va- mos concluir este quadro recordando a posição

central que a Palestina ocupa no mundo antigo. Assim diz o Senhor Jeová: Esta é Jerusa- lém; pu-la no meio das nações e terras que estão ao redor dela (Ez 5.5). Foi isto que disse o Senhor pelo profeta Ezequiel. Essa situa- ção tinha importância especial, posto que desta terra bendita e privilegiada, deste cen- tro da verdadeira religião, deveria partir a boa nova do evangelho para todas as direções do mundo.

deste cen- tro da verdadeira religião, deveria partir a boa nova do evangelho para todas as
deste cen- tro da verdadeira religião, deveria partir a boa nova do evangelho para todas as

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deste cen- tro da verdadeira religião, deveria partir a boa nova do evangelho para todas as
Composta de mais de mil páginas, a Enciclopédia da Vida de Jesus reúne todas as
Composta de mais de mil páginas, a Enciclopédia da Vida de Jesus reúne todas as

Composta de mais de mil páginas, a Enciclopédia da Vida de Jesus reúne todas as informações essenciais sobre nosso Salvador e Sua pátria terrestre. A Sua história é abordada em quatro volumes:

Volume 1. A nação de Jesus, Cristo antes da encarnação & A vida oculta de Jesusterrestre. A Sua história é abordada em quatro volumes: Volume 2. A vida pública de Jesus

Volume 2. A vida pública de JesusCristo antes da encarnação & A vida oculta de Jesus Volume 3. Jesus con rma e

Volume 3. Jesus con rma e instrui seus auxiliares & Entre a terceira Páscoa e a Festa da Dedicação rma e instrui seus auxiliares & Entre a terceira Páscoa e a Festa da Dedicação

Volume 4. Dentro da expectativa messiânica & Rumo ao calvário& Entre a terceira Páscoa e a Festa da Dedicação São dados sobre a topogra a,

São dados sobre a topogra a, a hidrogra a, a fauna, a ora, a agropecuária, a população, os idiomas, os hábitos e os costumes, as pro ssões, os partidos religiosos e os políticos, o dia a dia no templo,

a vida comum do povo judeu e centenas de outros assuntos que vão promover o crescimento intelectual e cultural dos leitores brasileiros.

Todas as fases da vida e do ministério de Cristo foram cuidadosamente estudadas por Louis-Claude Fillion. Ao longo de 20 anos de pesquisas feitas na Palestina e nos demais países relacionados às narrativas bíblicas, o autor recolheu um vasto material para escrever esta signi cativa obra, oferecendo ao leitor centenas de novos ângulos sobre a história do Filho de Deus.

Além do grandioso lastro de informações, a Enciclopédia da Vida de Jesus foi enriquecida com mais de 600 fotos de alto valor elucidativo. Sem dúvida, é uma fonte de consulta, pesquisa, descobertas e inspiração sem paralelo, que inaugura uma nova fase de estudos cristológicos entre os evangélicos

e pesquisadores em geral.

Louis-Claude Fillion foi um teólogo judeu-francês, pertencente a uma ilustre família, que se converteu a Cristo no século 19. Ele foi um dos mais profundos conhecedores das Escrituras em toda história do cristianismo. Além da Enciclopédia da Vida de Jesus, ele é o autor de outras riquíssimas obras, como: o Comentário Geral da Bíblia; o Atlas Geográ co da Bíblia; a História dos Milagres de Jesus e a Enciclopédia Popular de Cultura Bíblica, também publicada pela Editora Central Gospel.

Bíblica , também publicada pela Editora Central Gospel. Estrada do Guerenguê, 1851 - Taquara Rio de

Estrada do Guerenguê, 1851 - Taquara Rio de Janeiro - RJ - CEP: 22713-001 PEDIDOS: (21) 2187-7000 www.editoracentralgospel.com

ISBN: 978-85-7689-521-3

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