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CONTEÚDO

PROFº: WELLIGTON
02 A TERCEIRA ETAPA DO CAPITALISMO – CAPITALISMO
FINANCEIRO
A Certeza de Vencer MA200208
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Nos séculos XVIII e XIX, o capitalismo florescia na forma de pequenas e numerosas empresas, que competiam
por uma fatia do mercado, sem que o Estado interferisse na economia. Nessa fase (liberal), predominava a doutrina de
Adam Smith, segundo a qual o mercado deve ser regido pela livre concorrência, baseada na lei da oferta e da procura.
Dentro das fábricas, mudanças importantes aconteceram: a produtividade e a capacidade de produzir aumentaram
velozmente; aprofundou-se a divisão do trabalho e cresceu a produção em série. Nessa época, segunda metade do séc.
xix, ocorreu o que se convencionou chamar de Segunda Revolução Industrial.
Uma das características mais importantes desse período foi à introdução de novas tecnologias e novas fontes de
energia no processo produtivo.
Observe a figura. Ela mostra uma refinaria de petróleo e uma
industria de automóveis, os grandes símbolos da Segunda
Revolução Industrial.
A) Refinaria de Petróleo em Houston, Texas, Estados Unidos. B) sede
de uma indústria automobilística em Detroit, Estados Unidos. O
petróleo e os veículos automotores foram os grandes símbolos da
chamada Segunda Revolução Industrial, que se iniciou no fim do
século XIX e se prolongou até as últimas décadas do século XX.
Havia uma verdadeira canalização de esforços por parte das
empresas e do estado para a pesquisa científica, com o objetivo de
desenvolver novas técnicas de produção. A descoberta da
eletricidade beneficiou as indústrias e a sociedade em geral, pois
promoveu grande melhoria na qualidade de vida. O
desenvolvimento do motor a combustão interna, e a conseqüente
utilização de combustíveis derivados do petróleo abriu novos
horizontes para os transportes, que se dinamizaram imensamente,
em virtude da expansão das indústrias automobilísticas e
aeronáutica.
Pela primeira vez, tendo como pioneiros a Alemanha e os
Estados Unidos, a ciência era apropriada pelo capital, sendo posta a
serviço da técnica, ao contrário da primeira revolução industrial
onde as tecnologias eram resultado de pesquisas espontâneas e
autônomas. Agora empresas eram criadas com o fim de descobrirem
novas técnicas de produção.
Com o brutal aumento da produção, acirrou-se cada vez
mais a concorrência. Era cada vez maior a necessidade de se
garantirem novos mercados consumidores, novas fontes de
matérias-primas e novas áreas para investimentos lucrativos. Foi
dentro desse quadro que ocorreu a expansão imperialista na Ásia e
na África, o que consolidou de vez a Divisão Internacional do
Trabalho. Em 1885 na Conferência de Berlim, retalhou-se o
continente africano, partilhando entre as potências européias. Essa
partilha imperialista das potências industriais consolidou a divisão
internacional do trabalho pela quais as colônias se especializavam
em fornecer matérias-primas baratas para os países que então se
industrializavam.
Nessa época também surgia uma potência industrial fora da
Europa: os Estados Unidos da América. Em 1823, o então presidente
VESTIBULAR – 2009

Norte-Americano James Monroe decretou a Doutrina Monroe, que


tinha como lema "A América para os americanos". Na Ásia também
em fins do século XIX, o Japão emergiu como potência, sobretudo
após a ascensão do Imperador Mitsuhito, que deu início a chamada
Era Meiji.

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Durante a Segunda fase da Revolução Industrial, o desenvolvimento da industrialização em outros países e a


aplicação de novas tecnologias à produção e ao transporte modificaram profundamente a orientação liberal. As novas
tecnologias foram empregadas nas indústrias metalúrgica, siderúrgica, no transporte ferroviário entre outros. Esses
setores industriais dependiam de investimentos maiores que aqueles realizados na primeira fase da Revolução Industrial.
Era necessário a união de vários empreendedores para a produção das novas mercadorias. Boa parte da indústria passou
a contar com o capital bancário ou financeiro.

No final do séc. XIX, a fusão entre o capital industrial e o financeiro e, mesmo a fusão entre indústrias, levou ao
aparecimento de empresas gigantescas, os monopólios e oligopólios (empresas de grande porte que se associam para
controlar o mercado), ocorrendo, com isso, um enfraquecimento da livre concorrência. Pela baixa competitividade, as
pequenas empresas, que não acompanharam essa nova tendência do desenvolvimento econômico capitalista, faliram ou
foram absorvidas pelas grandes.

Nesse período, o estrondoso aumento da produção através da tecnologia, não encontrou mercado consumidor
correspondente, o que ocasionou uma queda brutal nos preços, abalando a bolsa de valores de Nova York. Esse período
ficou conhecido como a Crise de 1929. Essa crise gerou uma acumulação maior de capital pelos monopólios e oligopólios
remanescentes.

Para contornar a crise, o Estado passou a interferir diretamente na economia (Keynesianismo), elaborando
planos econômicos, construindo grandes obras públicas, controlando preços, definindo regras para o mercado, etc. O
impacto da crise obrigou o Estado a definir políticas específicas para a satisfação das necessidades sociais da população.
Estrutura-se o chamado Estado do bem-estar Social (Welfare State). Segundo essas novas determinações, o Estado nacional
assumiu o papel de mediador nas relações estabelecidas entre a sociedade e as empresas, defendendo os interesses dos
trabalhadores, consumidores e apoiando as atividades sindicais. Desenvolveu-se um sólido sistema previdenciário. Essa
política de intervenção estatal numa economia oligopolizada, que acaba favorecendo o grande capital, ficou conhecida
como, keynesianismo.

Em cada setor da economia - petrolífero, elétrico, siderúrgico, têxtil, etc - Passam a dominar alguns grandes
grupos. São os trustes. Quando esses trustes fazem acordos entre si, estabelecendo um preço comum, dividindo os
mercados potenciais e, portanto inviabilizando a livre concorrência criam um cartel.
Muitos trustes surgidos no final do século XIX e início do século XX transformaram-se em conglomerados, resultantes de
um processo mais amplo de concentração e centralização de capitais, de uma brutal ampliação e diversificação nos
negócios, visando dominar a oferta de determinados produtos ou serviços no mercado, os conglomerados, são o exemplo
mais perfeito de empresas que atuam no capitalismo monopolista. Dentro da Segunda Revolução Indústria dois aspectos
ou processos se destacam ambos típicos do século XX: o Taylorismo e, em especial, o Fordismo.

O Taylorismo, organização do trabalho sistematiza¬da pelo engenheiro norte-americano Frederich W. Taylor por
volta de 1900, consiste na rígida separação do trabalho por tarefas e níveis hierárquicos (executivos e operários). Existe
um controle sobre o tempo gasto em cada tarefa e um constante esforço de racionalização, para que a tarefa seja
executada num tempo mínimo. O tempo de cada trabalhador passa a ser vigiado e cronometrado, e aqueles que
produzem mais em menos tempo recebem prêmios como incentivo; com o tempo, todos serão obrigados a produzir num
tempo mínimo certa quantidade de peças ou produtos. O taylorismo aumenta a produtividade da fábrica, mas também a
exploração do trabalhador, que passa a produzir mais em menos tempo.

Como um complemento do taylorismo, surgiu na década de 1920 o Fordismo, termo que vem do nome do
industrial norte-americano Ford, um pioneiro da indústria automobilística no início do século. Esse processo consiste
num conjunto de métodos voltados para produzir em massa, em quantidades nunca vistas anteriormente. Ele absorve
algumas técnicas do taylorismo, mas vai além: trata de organizar a linha de montagem de cada fábrica para produzir
mais, controlando melhor as fontes de matérias-primas e de energia, a formação da mão-de-obra, os transportes, o
aperfeiçoamento das máquinas para ampliar a produção, etc. O fordismo buscava ampliar a produção e o consumo. O
grande lema do fordismo era “produção em massa e consumo em massa”.
VESTIBULAR – 2009

Do ponto de vista econômico, o período pós-guerra foi marcado por acentuada mundialização da economia
capitalista, sob o comando dos grandes conglomerados, agora chamados de multinacionais ou transnacionais. Esse
período preparou a base das profundas transformações econômicas pelas quais o mundo iria passar, principalmente a
partir dos anos 80, ou seja, o atual processo de Globalização Da Economia.

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