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ÁREAS DE ATUAÇÃO

SENAC EM JUNDIAÍ
Inspeções Internas
João Gama Godoy
Técnico de Segurança do
Trabalho
Senac - 2009

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qualquer meio de comunicação, eletrônico ou impresso, sem
autorização escrita do autor.
NR 13 - Caldeiras e Vasos de
Pressão
NR 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão
• As primeiras aplicações
práticas ou de caráter
industrial de vapor
surgiram por volta do
século 17.
• O inglês Thomas
Savery patenteou em
1698 um sistema de
bombeamento de água
utilizando vapor como
força motriz.
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• Em 1711, Newcomen
desenvolveu outro
equipamento com a
mesma finalidade.
• A caldeira de
Newcomen era apenas
um reservatório
esférico, com
aquecimento direto no
fundo, também
conhecida como
caldeira de Haycock.
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• James Watt
modificou um pouco
o formato em 1769,
desenhando a
caldeira Vagão, a
precursora das
caldeiras utilizadas
em locomotivas a
vapor.
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• Todos estes
modelos
provocaram
desastrosas
explosões, devido a
utilização de fogo
direto e ao grande
acúmulo de vapor
no recipiente.
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Stephen Wilcox, em 1856,


projetou um gerador de
vapor com tubos
inclinados, e da
associação com George
Babcock tais caldeiras
passaram a ser
produzidas, com
grande sucesso
comercial.
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Em 1880, Alan Stirling
desenvolveu uma
caldeira de tubos
curvados, cuja
concepção básica é
ainda hoje utilizada
nas grandes
caldeiras de tubos
de água.
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• Caldeiras a vapor • São classificadas
são equipamentos como:
destinados a • 1) Quanto à posição
produzir e dos gases quentes e
acumular vapor da água:
sob pressão • - Aquatubulares
superior à (Aquotubulares)
atmosférica, • - Flamotubulares
utilizando qualquer (Fogotubulares,
fonte de energia. Pirotubulares)
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• Caldeira
Aquatubolar
fixa Vertical
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• Caldeira aquatubular:
• chamadas caldeiras de paredes de
água ou de tubos de água. São as mais
comuns em se tratando de plantas
termelétricas ou geração de
energia elétrica em geral.
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CALDEIRA AQUATUBULAR
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Caldeira aquatubular de grande porte.


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• Caldeira Flamotubular:
• Também conhecidas como
Pirotubulares, Fogotubulares ou, ainda,
como Tubos de Fumaça, são aquelas
nas quais os gases da combustão
(fumos) atravessam a caldeira no
interior de tubos que se encontram
circundados por água, cedendo calor à
mesma.
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• Caldeira
Flamotubular
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Caldeira Flamotubular:
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• Existem vários métodos de


classificação das caldeiras
flamotubulares (segundo o uso, a
capacidade, a pressão, a posição da
fornalha, a posição dos tubos, os
tamanhos, etc.).
• Podemos dividi-las em:
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• Verticais • Horizontais
• · Com fornalha externa • Com fornalha externa
• · Com fornalha interna • Multitubulares
• Com fornalha interna
• Com uma tubulação central
(Cornovaglia)
• Com duas tubulações
(Lancashire)
• Locomotivas e Locomóveis
• Escocesas
• Marítimas
• Estacionárias
• Compactas
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• Considera-se "Profissional Habilitado"


aquele que tem competência legal para o
exercício da profissão de engenheiro na
atividades referentes a projeto de
construção, acompanhamento operação e
manutenção, inspeção e supervisão de
inspeção de caldeiras e vasos de pressão,
em conformidade com a regulamentação
profissional vigente no País.
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• Pressão Máxima de Trabalho


Permitida - PMTP ou Pressão Máxima
de Trabalho Admissível - PMTA é o
maior valor de pressão compatível
com o código de projeto, a
resistência dos materiais utilizados,
as dimensões do equipamento e
seus parâmetros operacionais.
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Constitui risco grave e iminente a falta de qualquer um dos seguintes itens:

a) válvula de segurança com pressão de abertura


ajustada em valor igual ou inferior a PMTA;
b) instrumento que indique a pressão do vapor
acumulado;
c) injetor ou outro meio de alimentação de água,
independente do sistema principal, em caldeiras
combustível sólido;
d) sistema de drenagem rápida de água, em
caldeiras de recuperação de álcalis;
e) sistema de indicação para controle do nível
de água ou outro sistema que evite o
superaquecimento por alimentação deficiente.
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a) válvula de
segurança com
pressão de
abertura ajustada
em valor igual ou
inferior a PMTA;
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b) instrumento que
indique a pressão
do vapor
acumulado;
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• c) injetor ou outro
meio de
alimentação de
água,
independente do
sistema principal,
em caldeiras
combustível
sólido;
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• d) sistema de
drenagem rápida
de água, em
caldeiras de
recuperação de
álcalis;
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• e) sistema de
indicação para
controle do nível
de água ou outro
sistema que evite
o
superaquecimento
por alimentação
deficiente.
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• Toda caldeira deve


ter afixada em seu
corpo, em local de
fácil acesso e bem
visível, placa de
identificação
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Toda caldeira deve possuir, no estabelecimento onde
estive instalada, a seguinte documentação,
devidamente:

• "Prontuário da Caldeira”
• "Registro de Segurança“
• "Projeto de Instalação”
• "Projetos de Alteração ou Reparo“
• "Relatórios de Inspeção”
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Para os propósitos desta NR, as caldeiras são classificadas em 3
(três) categorias, conforme segue:

a) A são aquelas cuja pressão de operação é igual


ou superiora 1960 KPa (19.98 Kgf/cm2);
b)C são aquelas cuja pressão de operação é igual
ou inferior a 588 KPa (5.99 Kgf/cm2) e o volume
interno é igual ou inferior a 100 (cem) litros;
c) B são todas as caldeiras que não se enquadram
nas categorias anteriores.
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• As caldeiras de
qualquer
estabelecimento
devem ser
instaladas em "Casa
de Caldeiras" ou em
local específico para
tal fim, denominado
"Área de Caldeiras".
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• As caldeiras
classificadas na
categoria A deverão
possuir painel de
instrumentos
instalados em sala de
controle, construída
segundo o que
estabelecem as Normas
Regulamentados
aplicáveis.
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Toda caldeira deve possuir "Manual de Operação" atualizado, em


língua portuguesa, em local de fácil acesso aos operadores,
contendo no mínimo:

a) procedimentos de partidas e paradas;


b) procedimentos e parâmetros operacionais
de rotina;
c) procedimentos para situações de
emergência;
d) procedimentos gerais de segurança,
saúde e de preservação do meio ambiente.
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Para efeito desta NR, será considerado operador de caldeira


aquele que satisfizer pelo menos uma das seguintes condições:

a) possuir certificado de "Treinamento de


Segurança na Operação de Caldeiras" e
comprovação de estágio prático;
b) possuir certificado de "Treinamento de
Segurança na Operação de Caldeiras"
previsto na NR 13;
c) possuir comprovação de pelo menos 3
(três) anos de experiência nessa atividade,
até 08 de maio de 1984.
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• O pré-requisito mínimo para


participação como aluno, no
"Treinamento de Segurança na
Operação de Caldeiras" é o atestado de
conclusão do 1° grau.
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O "Treinamento de Segurança na Operação de Caldeiras" deve,


obrigatoriamente:

a) ser supervisionado tecnicamente por


"Profissional Habilitado";
b) ser ministrado por profissionais
capacitados para esse fim;
c) obedecer, no mínimo, ao currículo
proposto no Anexo I-A desta NR.
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Todo operador de caldeira deve cumprir um estágio
prático, na operação da própria caldeira que irá operar,
o qual deverá ser supervisionado, documentado e ter
duração mínima de:

a) caldeiras da categoria A: 80 (oitenta)


horas;
b) caldeiras da categoria B: 60 (sessenta)
horas;
c) caldeiras da categoria C: 40 (quarenta)
horas.
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Todos os reparos ou alterações em caldeiras devem respeitar o
respectivo código do projeto de construção e as prescrições do

fabricante no que se refere a:

• materiais;
• procedimentos de execução;
• procedimentos de controle de qualidade;
• qualificação e certificação de pessoal.
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• As caldeiras devem ser submetidas a


inspeções de segurança inicial,
periódica e extraordinária, sendo
considerado condição de risco grave e
iminente o não atendimento aos prazos
estabelecidos nesta NR.
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 A inspeção de segurança inicial deve


ser feita em caldeiras novas, antes da
entrada em funcionamento, no local de
operação, devendo compreender
exames interno e externo, teste
hidrostático e de acumulação.
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• Ao completar 25 (vinte e cinco) anos de


uso, na sua inspeção subseqüente, as
caldeiras devem ser submetidas a
rigorosa avaliação de integridade para
determinar a sua vida remanescente e
novos prazos máximos para inspeção,
caso ainda estejam em condições de
uso.
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Categoria “A” Categoria “B” e Especial
“C”

Estabelecimento 12 meses 12 meses


sem Serviço ou
Próprio de 24 meses com
Inspeção de testes de válvulas
Equipamento de segurança a
Certificado cada 12 meses
(exceto caldeira de
recuperação de
Álcalis)
Estabelecimento 30 meses 18 meses 40 meses
com Serviço
Próprio de
Inspeção de
Equipamento
certificado

O quadro resume os prazos máximos estabelecidos para


inspeção de caldeiras.
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 A inspeção de segurança deve ser realizada


por "Profissional Habilitado", ou por
"Serviço Próprio de Inspeção de
Equipamentos“.

 Inspecionada a caldeira, deve ser emitido


"Relatório de Inspeção", que passa a fazer
parte da sua documentação.
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13.6 Vasos de pressão - disposições gerais.

• Vasos de pressão são equipamentos


que contêm fluidos sob pressão interna
ou externa.
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Constitui risco grave e iminente a falta de qualquer um
dos seguintes itens:

a) válvula ou outro dispositivo de segurança


com pressão de abertura ajustada em valor
igual ou inferior à PMTA, instalada
diretamente no vaso ou no sistema que o
inclui;
b) dispositivo de segurança contra bloqueio
inadvertido da válvula quando esta não
estiver instalada diretamente no vaso;
c) instrumento que indique a pressão de
operação.
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• Todo vaso de pressão deve ser


instalado de modo que todos os
drenos, respiros, bocas de visita e
indicadores de nível, pressão e
temperatura, quando existentes, sejam
facilmente acessíveis.
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Quando os vasos de pressão forem instalados em
ambientes confinados, a instalação deve
satisfazer os seguintes requisitos:

a) dispor de pelo menos 2 (duas) saídas amplas,


permanentemente desobstruídas e dispostas em direções
distintas;

b) dispor de acesso fácil e seguro para as atividades de


manutenção, operação e inspeção, sendo que, para guarda-
corpos vazados, os vãos devem ter dimensões que impeçam a
queda de pessoas;

c) dispor de ventilação permanente com entradas de ar que não


possam ser bloqueadas;

d) dispor de iluminação conforme normas oficiais vigentes;

e) possuir sistema de iluminação de emergência.


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Classificação dos Vasos de Pressão


• 1.1 - Os fluidos contidos nos vasos de pressão são
classificados conforme descrito a seguir:
• CLASSE “A” :
• - Fluidos inflamáveis;
• - Combustível com temperatura superior ou igual a
200ºC
• - Fluidos tóxicos com limite de tolerância igual ou
inferior a 20 ppm;
• - Hidrogênio;
• - Acetileno.
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• CLASSE “B” :
• - Fluidos combustíveis com
temperatura inferior a 200ºC
• - Fluidos tóxicos com limite de
tolerância superior a 20 ppm.
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• CLASSE “C” : Vapor de água, gases


asfixiantes simples ou ar comprimido.
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• CLASSE “D” : Água ou outros fluidos


não enquadrados nas classes “A”, “B”
ou “C”, com temperatura superior a
50ºC
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Todo profissional com "Treinamento de Segurança na Operação
de Unidade de Processo" deve cumprir estágio prático,
supervisionado, na operação de vasos de pressão com as
seguintes durações mínimas:

a) 300 (trezentas) horas para vasos


de categorias I ou II;
b) 100 (cem) horas para vasos de
categorias III, IV ou V.
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O estabelecimento onde for realizado o estágio prático
supervisionado deve informar previamente à representação
sindical da categoria profissional predominante no
estabelecimento:

• a) período de realização do estágio;


b) entidade, empresa ou profissional
responsável pelo "Treinamento de
Segurança na Operação de Unidade
de Processo";
c) relação dos participantes do
estágio.
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• Os vasos de pressão devem ser


submetidos a inspeções de segurança
inicial, periódica e extraordinária.
Para estabelecimentos que não possuam Serviço Próprio de
Inspeção de Equipamentos, conforme citado no Anexo II:
CATEGORIA EXAME EXAME TESTE
DO VASO EXTERNO INTERNO HIDROSTÁTICO
I 1 ANO 3 ANOS 6 ANOS
II 2 ANOS 4 ANOS 8 ANOS
III 3 ANOS 6 ANOS 12 ANOS
IV 4 ANOS 8 ANOS 16 ANOS
V 5 ANOS 10 ANOS 20 ANOS
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Para estabelecimentos que possuam Serviço Próprio de

Inspeção de Equipamentos, conforme citado no Anexo II

CATEGORIA DO EXAME EXAME INTERNO TESTE


VASO EXTERNO HIDROSTÁTICO

I 3 ANOS 6 ANOS 12 ANOS

II 4 ANOS 8 ANOS 16 ANOS

III 5 ANOS 10 ANOS a critério

IV 6 ANOS 12 ANOS a critério

V 7 ANOS a critério a critério


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• ANEXO I-B
• CURRÍCULO MÍNIMO PARA TREINAMENTO DE SEGURANÇA NA OPERAÇÃO DE UNIDADES DE PROCESSO
• 1. NOÇÕES DE GRANDEZAS FÍSICAS E UNIDADES
• Carga horária: 04 horas
• 1.1. Pressão
• 1.1.1. Pressão atmosférica
• 1.1.2. Pressão interna de um vaso
• 1.1.3. Pressão manométrica, pressão relativa e pressão absoluta.
• 1.1.4. Unidades de pressão
• 1.2. Calor e Temperatura
• 1.2.1. Noções gerais: o que é calor, o que é temperatura
• 1.2.2. Modos de transferência de calor
• 1.2.3. Calor específico e calor sensível
• 1.2.4. Transferência de calor a temperatura constante
• 1.2.5. Vapor saturado e vapor superaquecido
• 2. EQUIPAMENTOS DE PROCESSO
• Carga horária: estabelecida de acordo com a complexidade da unidade, mantendo um mínimo de 4 horas por item, onde aplicável.
• 2.1. Trocadores de calor
• 2.2. Tubulação, válvulas e acessório.
• 2.3. Bombas
• 2.4. Turbinas e ejetores
• 2.5. Compressores
• 2.6. Torres, vasos, tanques e reatores.
• 2.7. Fornos
• 2.8. Caldeiras
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Auto claves
• Autoclave é um
aparelho utilizado
para esterilizar
artigos através do
calor húmido sob
pressão.
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Auto claves
• O equipamento consiste em uma
câmara de aço inoxidável, comum ou
duas portas, contendo válvula de
segurança, manômetro de pressão e
indicador de temperatura.
• É o processo mais utilizado em
hospitais e é o mais econômico para
esterilização de artigos
termorresistentes.
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• esterilização em autoclave é o
processo que maior segurança oferece,
devendo ser utilizado para esterilização
de artigos que não sejam sensíveis ao
calor e ao vapor.
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• O princípio básico da
esterilização por calor
úmido é a exposição do
material a vapor
saturado seco em
temperatura, pressão e
tempo necessário.
• A umidade e calor
desnaturam
irreversivelmente
enzimas e proteínas
estruturais, destruindo
os microrganismos.
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• A esterilização a • Sistema de operação:


• A esterilização por vapor
vapor é sempre por saturado seco sob pressão
autoclaves e é a se faz em cinco fases:
remoção do ar que • - Remoção do ar da câmara;
diferencia os tipos • - Admissão do vapor;
de autoclaves. • - Exposição dos artigos
(tempo de penetração,
esterilização e confiança);
• - Exaustão do vapor;
• - Secagem da carga.
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• São dois tipos de • Gravitacional


autoclaves que • - Pré-vácuo
esterilizam por
calor úmido:
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• Gravitacional • O ar é removido por gravidade,


o ar frio (mais denso) é forçado
pela injeção de vapor e tende a
sair por um ralo colocado na
parte inferior da câmara,
quando o vapor é admitido. É
um processo lento e favorece a
permanência residual do ar,
podendo ocorrer bolhas. O
ciclo deve ser mais longo, para
que o vapor penetre em todos
os materiais.
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• Pré-vácuo • Por meio da bomba de


vácuo contida na aparelho, o
ar é removido do material e
da câmara, podendo ter um
ou três ciclos pulsáteis, o
que favorece a penetração
mais rápida do vapor dentro
dos pacotes.
• Após a esterilização, a
bomba a vácuo faz a sucção
do vapor e da umidade
interna da carga, tornando a
secagem mais rápida e
completando o ciclo.
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Mecanismo de ação

• O processo baseia-se na transformação das


partículas de água em vapor, sob a mesma
temperatura.
• A atividade esterelizante da autoclave tem
como princípio a morte celular pela
coagulação das proteínas bacterianas, por
meio do calor, de modo que o microrganismo
perde suas funções vitais.
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Tempo: pode variar de três a 30 minutos,


de acordo com a temperatura o tipo de
equipamento utilizados.

• Temperatura e tempo de exposição:


• - Gravitacional: 132 à 135º C – 10 à 25 min;
• 121 à 123º C – 15 à 30 min;
• - Pré-Vácuo: 132 à 135º C – 3 à 5 min.
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• Esta NR deve ser • qualquer vaso cujo


aplicada aos produto “P.V” seja
seguintes superior a 8 (oito)
equipamentos: onde “P” é a
máxima pressão de
operação em kPa e
“V” o seu volume
geométrico interno
em m3 incluindo:
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• permutadores de
calor, evaporadores
e similares;
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• vasos de pressão
ou partes sujeitas
a chama direta que
não estejam dentro
do escopo de outras
NRs, nem do item
13.1. desta NR;
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• vasos de pressão
encamisados,
incluindo
refervedores e
reatores;
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• autoclaves e
caldeiras de fluido
térmico que não o
vaporizem.
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• b) vasos que • Fluidos inflamáveis;


contenham fluido • Fluidos tóxicos;
da classe “A”, • - Hidrogênio
especificados no
Anexo IV, • - Acetileno
independente das
dimensões e do
produto “P.V”.
• (P=Pressão Máxima
e V= volume
geométrico)
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Esta NR não se aplica aos
seguintes equipamentos:
• cilindros
transportáveis, vasos
destinados ao
transporte de produtos,
reservatórios portáteis
de fluido comprimido e
extintores de incêndio;
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• os destinados à
ocupação
humana;
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• câmara de combustão
ou vasos que façam
parte integrante de
máquinas rotativas ou
alternativas, tais como
bombas, compressores,
turbinas, geradores,
motores, cilindros
pneumáticos e
hidráulicos e que não
possam ser
caracterizados como
equipamentos
independentes;
NR 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão

• dutos e tubulações
para condução de
fluido;
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• serpentinas para
troca térmica;
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• tanques e
recipientes para
armazenamento e
estocagem de
fluidos não
enquadrados em
normas e códigos
de projeto relativos
a vasos de pressão;
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• vasos com diâmetro


interno inferior a
150 (cento e
cinqüenta) mm para
fluidos da classe
“B”, “C” e “D”,
conforme
especificado no
Anexo IV.
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EXPLOSÃO EM CALDEIRA
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EXPLOSÃO EM CALDEIRA
• A caldeira envolvida no acidente era uma
caldeira aquatubular com economizador e
superaquecedor. A superfície total de
aquecimento era de 2203 pés quadrados,
pressão de projeto 12000 Kpa e produzia 160
Ton. de vapor / hora .
• Os queimadores possuíam um sistema de
bicos que permitia a queima de 8 diferentes
tipos de combustível.
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EXPLOSÃO EM CALDEIRA
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INTRODUÇÃO
Na noite de 09 de Dezembro de 2000, as 02:30,
3 pessoas estavam tentando dar partida (re-
start) na caldeira quando ocorreu uma
explosão dentro da câmara de combustão da
caldeira.
As 3 pessoas ficaram gravemente feridas, com
mais de 50% da área de corpo queimados por
queimaduras de segundo grau.
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• Duas destas pessoas


subseqüentemente morreram no
hospital:
• 1 Operador de 23 anos de idade.
• 1 Operadora de 21 anos de idade.
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FOTOS DA CALDEIRA APÓS A


EXPLOSÃO
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A caldeira estava operando queimando GLP.
Uma ordem noturna foi dada para acender os
queimadores de Diesel na caldeira.
As 3 pessoas acidentadas tentaram acender
o queimador de diesel a partir das 00:30.
Eles fizeram diversas tentativas, mas não
obtiveram sucesso.
As 2:20, eles tentaram acender novamente os
queimadores de diesel. Entretanto, a caldeira
sofreu um trip e apagou.
Na tentativa de reacendimento da caldeira
com GLP, a explosão ocorreu.
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A caldeira estava em fase de
comissionamento no momento do acidente.
Procedimentos escritos estavam disponíveis
para partida a frio e a quente de caldeiras.
Investigações revelaram que a equipe de
partida encontrou dificuldades para o
acendimento da caldeira com GLP algum
tempo antes. Para superar o problema, eles
improvisaram um método de partida com um
by-passs manual.
Este método de by-pass não era o mesmo
constante nos procedimentos operacionais.
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O método de by-pass foi usado pela equipe
de partida como uma mediada temporária, e
eles pararam de usa-lo quando uma solução
definitiva para o problema foi encontrada.
Este método foi utilizado apenas pela equipe
de partida e nenhum operador foi instruído
para utiliza-los.
Investigações mostraram que operadores
estavam presentes quando este método de
partida foi usado. Na realidade , este método
foi utilizado em diversas ocasiões
subsequentes pelos operadores de processo.
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Sistema Interno de Gerenciamento de Segurança
Corporativa
Investigações revelaram que o S.M.S. não estava
efetivamente implementado na planta antes do
acidente.
• Não houve aprovação formal pelo Gerenciamento de
Mudanças para o uso do método de by-pass
temporário.
•O método de by-pass temporário requeria a abertura
das 2 válvulas de by-pass das XVs. Neste caso, não
havia controle de falha para o caso de apagamento de
chama. Procedimentos estabeleciam que deveria haver
aprovação formal da gerência para permitir a remoção
do selo das válvulas de by-pass.
NR 13 - Caldeiras e Vasos de Pressão
Sistema Interno de Gerenciamento de Segurança
Corporativa
• Foi recomendado fazer revisão de segurança pré-
partida para a caldeira (Pre-Startup Safety Review ) .
Entretanto, durante a investigação não foi encontrado
nenhum documento que evidenciasse que esta revisão
tivesse sido feita.
• Foi descoberto que as válvulas de by-pass das XVs
não possuíam nenhum selo de segurança quando a
equipe de partida implementou o método de partida
com by-pass. Não se descobriu porque não havia selo
de segurança nestas válvulas de by-pass.
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Treinamento e Experiência
Foi ministrado a todos operadores 8 meses de um
programa de orientação e treinamento. Isto incluía
treinamento em SMS.
Os 2 operadores mortos eram operadores de processo,
porém não eram operadores certificados para
operação de caldeiras. O supervisor ferido que
sobreviveu era certificado como operador de caldeira
de 1a classe.
O supervisor ferido alegou que tinha medo do método
de by-pass e admitiu que o mesmo estava sendo
usado em 9 de Dezembro. Ele também sentia que o
treinamento dado a ele era insuficiente para operar a
caldeira.
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• Investigações no local confirmaram que as 2 válvulas
de by-pass das XVs estavam 50% abertas. Isto
confirma que o método de by-pass foi utilizado para
reestartar a caldeira.
•Registros de dados confirmam que a válvula principal
de controle de GLP (FCV “A”) estava 66% aberta no
momento imediatamente anterior à explosão.
• As válvulas de bloqueio a jusante e a montante da
válvula principal de controle de GLP (FCV “A”)
estavam 100% abertas.
• Houve portanto um alinhamento que permitiu a
entrada de grande quantidade de GLP para a câmara
de combustão, resultando na explosão da caldeira.
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CAUSAS DO ACIDENTE
• Uso de um método temporário de by-pass para
reestartar uma caldeira após o seu trip.
• As 2 válvulas de by-pass das válvulas de trip (XVs)
estavam abertas, sem que as 2 válvulas de bloqueio
da válvula de controle principal (FCV “A”) de GLP
tivessem sido fechadas.
• Não cumprimento de requisitos e procedimentos
internos de SMS da companhia:
- Uso de um método não autorizado de by-pass
- Remoção do selo de segurança das válvulas de
by-pass.
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LIÇÕES APRENDIDAS
• Todas pessoas envolvidas na operação de
caldeiras devem seguir procedimentos
operacionais seguros.
• Autorização formal deve ser obtida antes de
introduzir modificações no sistema da caldeira ou
nos seus procedimentos.
• Deve-se assegurar que todo pessoal envolvido
na operação receba adequado treinamento e
supervisão.
• Deve-se assegurar documentação apropriada.
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AÇÕES TOMADAS
A empresa foi instruída para levar a cabo uma
inspeção do remanescente da caldeira e executar
os trabalhos de recuperação de forma a assegurar
condições seguras de operação.
A empresa também reviu seu sistema e
recertificou-o.
Eles também revisaram e auditaram seu sistema
interno de SMS para identificar e corrigir fraquezas
e lacunas.
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Não negligencie a operação de


suas caldeiras apenas porque
elas operam automaticamente.

OBRIGADO