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UNIARP UNIVERSIDADE ALTO VALE DO RIO DO PEIXE 1 Eva Cristiane Malmann Graziely Coelho 2

SAÚDE 3

RESUMO: Este artigo cientifico, tem por objetivo o estudo e aprendizado acerca da Saúde, que se define como um subsistema do sistema da Seguridade Social. Neste estudo, abordar-se há tudo aquilo que diz respeito ao tema proposto, como por exemplo: histórico, características, princípios, diretrizes, recursos, sistema único de saúde.

INTRODUÇÃO

A presente pesquisa abordará o tema saúde, instituto que é assegurado por um conjunto integrado de ações de iniciativa dos Poderes Públicos e da sociedade, denominada seguridade social. A saúde é um direito garantido a todos bem como e dever de prestação por parte do Estado. Sua garantia se dá por meio de políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação, conforme previsão constitucional. Tal acesso é irrestrito, isso abrange inclusive estrangeiros e está isento de quaisquer contribuições. É administrada pelo SUS Sistema Único de Saúde, vinculado ao Ministério da Saúde, e financiado, como já dito, através de recursos do orçamento da seguridade social elaborados pela União, Estados, Distrito Federal, Municípios, além de outras fontes.

1. CONCEITO

De início é importante observar a acepção do termo saúde. Sua especificação constitucional ignora o antigo enfoque determinando a saúde como sinônimo de doença, desta feita, a expressão pode ser entendida sob 3 óbices: no sentido vulgar, como ausência de enfermidade; no sentido acadêmico, como o estado em que o

1 UNIARP Instituição de Ensino. Rua: Victor Baptista Adami, Caçador SC. Telefone: 49 3561-6200. 2 Acadêmicas do Curso de Direito da UNIARP, Campus Caçador, 10° fase. Direito Previdenciário. 3 Tema do Artigo Cientifico, pesquisa realizada acerca de: histórico, características, princípios, diretrizes, recursos, sistema único de saúde, artigo solicitado pelo professor Rodrigo Barzotto, da disciplina de Direito Previdenciário, como exigência para composição de nota.

organismo exerce normalmente todas as suas funções; e no sentido adotado internacionalmente, como um estado completo de bem-estar físico, mental e social”. De outro norte, analisando a saúde sob a ótica da proteção social, esta pode ser classificada de acordo com a abrangência das medidas pretendidas, em: curativas (ações reparadoras), preventivas (ações profiláticas) ou reabilitadoras (ações de reabilitação)”, resultado disso, cada nível de abrangência precisa de ordens médico- sanitárias específicas, bem como carregam em seu bojo ônus econômicos, uma vez que as despesas do Estado e das famílias crescem de acordo com o aumento das coberturas. 4

2. HISTÓRICO

Inicialmente faz se necessário entender o que é saúde, qual sua origem histórica. Neste sentido, pode-se dizer que a saúde é um subsistema, derivado da seguridade social. A Organização Mundial de Saúde (OMS) traz uma definição de saúde como sendo o estado de completo bem-estar físico, social e mental, não caracterizando apenas a ausência de dores ou enfermidades, já o artigo 196 da Constituição Federal, dispõe que ela é direito de todos e dever do estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doença e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”, ainda, visando a melhoria da saúde nacional, o referido dispositivo previu a criação de um Sistema Único de Saúde (SUS), efetivando a saúde através de ações conjuntas entre os todos os entes federativos. 5 Por decorrer do poder Estatal, se dá através de políticas econômicas e sociais,

para efetivar o direito à saúde de todos que se encontram no território nacional, e este

agir do Estado deve ser dirigido a reduzir o risco “doença” e outros agravos e garantir

acesso universal e igualitário às ações e serviços de saúde, sempre com vista à sua promoção, proteção e recuperação, como bem dispõe o art. 196 da CF. A atuação estatal deve passar por todas as etapas da cobertura, na de promoção do direito à saúde, encontram-se a prevenção do risco doença e outros agravos, como exemplo

4 SANTORO, José Jayme De Souza. Manual de Direito previdenciário. 2ª edição. Editora Freitas Bastos. P.8. 5 OAB. Cartilha de Direito previdenciário. Comissão De Direito Previdenciário São Paulo. P. 15.

as campanhas para prevenção da contaminação pelo vírus HIV, de prevenção de doenças endêmicas, de vacinação etc. Na etapa da proteção, nota-se o atendimento e o tratamento necessários. Já na etapa da recuperação deve ser facilitado o acesso a próteses, órteses e demais equipamentos necessários ao retorno para a vida em comunidade. Por sua vez as políticas econômicas e sociais de proteção à saúde não se situam apenas no campo da medicina, conforme o art. 3º da Lei n. 8.080/90, são fatores condicionantes e determinantes da saúde a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, o transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais, entre outros. Por fim, insta destacar que a falta ou deficiência deste serviço por parte do estado, caso acarrete dano para o usuário, poderá dar origem à responsabilidade objetiva do Estado e, consequentemente, ao dever de indenizar. 6 O sistema nacional de saúde foi instituído pela Lei 6.229/75. O sistema unificado e descentralizado de saúde nos Estados foi criado pelo decreto 94.657/87. Com isso se pretendeu passar aos Estados e Municípios, as ações de saúde. Foi em 1988 que a Constituição tratou da saúde como um direito de todos, garantido do art. 196 a 200 da Constituição Federal, reza o art. 196:

Art. 196. A saúde é direito de todos e dever do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco doença e de outros agravos e ao acesso universal igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. 7

O dispositivo acolhe ao princípio da universalidade, tanto da cobertura quanto do atendimento. O primeiro abrange todas as etapas: promoção, proteção e recuperação. Por sua vez o segundo garante a todos o direito e o acesso igualitário às ações e serviços de saúde. 8 Portanto, é um subsistema não contributivo. A lei 8.080/90, veio para revogar a Lei 6.229/75, passando a se tratar de saúde. 9 Sergio Pinto Martins, dispõe ainda sobre a revogação do INAMPS:

A Lei n° 8.689/93, extingui o INAMPS. As funções, competências, atividades e atribuições do INAMPS, serão absorvidas pelas instancias federal, estadual

  • 6 SANTOS, Maria Ferreira dos. Direito Previdenciario esquematizado. coord. Pedro Lenza. 3. ed. de acordo com a Lei n. 12.618/2012 São Paulo : Saraiva, 2013. P. 122

7

BRASIL.

Constituição

da

republica

Federativa

do

Brasil

de

1988. Disponível em

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm Acesso em 02 AGO 2017.

  • 8 SANTOS, Maria Ferreira dos. Direito Previdenciario esquematizado. coord. Pedro Lenza. P.

121.

  • 9 MARTINS, Sergio Pinto. Direito da Seguridade Social. São Paulo: Atlas, 2007. p. 501

e municipal gestoras do Sistema Único de Saúde, de acordo com as respectivas competências, critérios e demais disposições das Leis.

Andre Studart Leitão explana que “saúde é direito de todos e dever do Estado, devido:

Estar garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e outros agravos e ao acesso universal às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação. 10

Dispõe ainda que “todas as pessoas, independente da classe social, tem o mesmo direito a saúde. 11 O art. 6° da Constituição Federal traz que a saúde é um direito fundamental, reconhecido como direito social. As ações e os serviços de saúde, estão disciplinados na Lei n° 8.080, de 1990, dispostos na forma de um Sistema Único de Saúde (SUS) que está no âmbito da União, sob a direção do Ministério da Saúde (MS). De acordo com Gustavo Bregalda Neves, a saúde é um segmento de atribuições de responsabilidade do Ministério da Saúde, porem um tanto mais complexa, cabe a União a responsabilidade na centralização e coordenação dos serviços a cargo dos Estados e Municípios que atuam sempre articuladamente com o SUS 12 . Na área de saúde, temos as agências reguladoras:

A primeira é a ANVISA 13 , com intuito de promover a proteção da saúde da população por intermédio do controle sanitário da população e da comercialização de produtos e serviços e serviços submetidos a vigilância sanitária, inclusive dos ambientes, dos processos, dos insumos e das tecnologias a eles relacionados. 14

Traz ainda, a necessidade de levar em consideração o controle de portos, aeroportos e fronteiras e a interlocução junto ao Ministério das Relações Exteriores e instituições estrangeiras para tratar de assuntos internacionais na área da vigilância sanitária. 15 Explica também acerca da segunda agência:

  • 10 LEITÃO, Andre Studart. Direito Previdenciário I. São Paulo: Saraiva, 2012. p. 1

  • 11 LEITÃO, Andre Studart. Direito Previdenciário I. p. 1

  • 12 SUS Sistema Único de Saúde. Lei n° 8.080/90.

  • 13 ANVISA Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Lei n° 9,782/99.

  • 14 NEVES, Gustavo Bregalda. Manual de Direito Previdenciário: direito da seguridade social. São Paulo: Saraiva, 2012. p. 1

  • 15 NEVES, Gustavo Bregalda. Manual de Direito Previdenciário: direito da seguridade social. p.1

A segunda agencia reguladora que opera no segmento de saúde no Brasil é a ANS 16 , a qual tema missão institucional de promover a defesa do interesse público na assistência suplementar a saúde. Tendo por obrigação regular as operadoras setoriais, inclusive quanto as suas relações com prestadores e consumidores, contribuindo para isso no desenvolvimento das ações de saúde nos pais. 17

Em alguns Estados brasileiro, apesar, de agencias que regulam a saúde, tendo em vista ser um dos principais direitos do ser humano, a triste realidade é que muitos cidadãos morrem em filas, aguardando aquilo que era para ser de imediato.

3. CARACTERISTICAS

Saúde é uma palavra que deriva do latim, “saluus” que significa estar são. Em 1946, a OIT definiu saúde como um Estado completo de bem-estar físico, mental e social, e não somente ausência de doença ou enfermidade. O sistema de saúde deve envolver três espécies de categorias: prevenção, proteção e recuperação, de acordo com o que explana Martins:

A prevenção envolve meios para evitar doenças, incluindo a vigilância sanitária e epidemiológica. A recuperação da pessoa pode ser feita pelos serviços sociais e pela reabilitação profissional. Esses serviços visam reintegrar o trabalhador na sua atividade profissional. É uma forma de reintegração social. 18

Refere-se ao direito subjetivo de todos quantos vivem no território nacional, que tem o Poder Público estatal como sujeito passivo, contemplando todos os que tiverem abalo na sua saúde, independente de filiação e de contribuição para o financiamento da seguridade social. 19 Destaca ainda, que “a ação do Estado deve ser preventiva e curativa, de recuperar a pessoa”. 20 De acordo com Goes:

A saúde tem como fatores determinantes e condicionantes, entre outros, a alimentação, a moradia, o saneamento básico, o meio ambiente, o trabalho, a renda, a educação, p transporte, o lazer e o acesso aos bens e serviços essenciais, os níveis de saúde da população expressam a organização social e econômica do pais. 21

  • 16 ANS Agencia Nacional de Saúde Suplementar. Lei 9,961/2000.

  • 17 NEVES, Gustavo Bregalda. Manual de Direito Previdenciário: direito da seguridade social. p.1

  • 18 MARTINS, Sergio Pinto. Direito da Seguridade Social. p. 502

  • 19 SANTOS, Maria Ferreira dos. Direito Previdenciario esquematizado. coord. Pedro Lenza. P.

123.

  • 20 MARTINS, Sergio Pinto. Direito da Seguridade Social. p. 502

  • 21 DE GOES, Hugo Medeiros. Manual de Direito Previdenciário. Rio de Janeiro: ed. Ferreira, 2008.

p. 449

Destaca ainda, que dizem respeito a saúde, as ações que destinam a garantir ás pessoas e a coletividade condições de bem-estar físico, mental e social. 22 Entretanto, não é apenas do Estado o dever de garantir o direito à saúde, esta responsabilidade também é das pessoas, da família, das empresas e da sociedade, conforme o art. 2º da Lei n. 8.080/90. O direito à saúde é amplo, pode-se até afirmar que abrange a saúde física e mental, tanto que o art. 3º, parágrafo único, da Lei n. 8.080/90 dispõe que dizem respeito também à saúde as ações que se destinam a garantir às pessoas e à coletividade condições de bem-estar físico, mental e social. 23

4. PRINCÍPIOS

Sergio Pinto Martins, explana acerca de que a saúde é informada por princípios. Destes quais se explica:

Acesso universal e igualitário, provimento das ações e dos serviços, descentralização, atendimento integral, participação da comunidade na gestão e participação da iniciativa privada na assistência a saúde obedecidos os preceitos constitucionais. 24

O art. 7° da Lei 8.080 acrescenta também alguns princípios, tais como “

integridade de assistência, preservação de autonomia, igualdade de assistência a saúde, direito a informação, organização dos serviços públicos de modo a evitar duplicidade de meios para fins idênticos”. 25

  • 22 DE GOES, Hugo Medeiros. Manual de Direito Previdenciário. p. 449

  • 23 SANTOS, Maria Ferreira dos. Direito Previdenciario esquematizado. coord. Pedro Lenza. P.

124.

5. DIRETRIZES Importante destacar, o significado da palavra diretriz, Sergio Pinto Martins, leciona que diretriz significa

5. DIRETRIZES

Importante destacar, o significado da palavra diretriz, Sergio Pinto Martins,

leciona que diretriz significa “estabelecer uma linha reguladora, um traçado, um caminho a seguir. Envolve direção, rumo, sentido, uma conduta ou procedimento a ser seguido.” 26 A intervenção Estatal deve observar várias diretrizes no que diz respeito ao sistema nacional de saúde. Tais como:

  • 1- Controlar e fiscalizar procedimentos, produtos e substancias do interesse para a saúde e participar da produção de medicamentos, equipamentos, imunobiologico, hemoderivados e outros insumos;

    • 2- Executar as ações de vigilância sanitária e epidemiológica, bem como da saúde do trabalhador;

      • 3- Ordenar a formação de recursos humanos na área da saúde;

4- Participar da formulação da política e da execução das ações de saneamento

básico; 5- Incrementar em sua área de atuação e desenvolvimento cientifico e tecnológico;

26 MARTINS, Sergio Pinto. Direito da Seguridade Social. p. 504

6- Fiscalizar e inspecionar alimentos, compreendido o controle de seu teor nutricional, bem como o de bebidas e aguas para consumo humano;

7- Participar do controle e da fiscalização da produção, transporte, guarda e utilização de substancias e produtos psicoativos, tóxicos e radioativos;

  • 8- Colaborar na proteção do meio ambiente, nele compreendido o do trabalho (art. 200, I a VIII, da Constituição).

6. RECURSOS

Odonel Urbano Gonçalves diz que, “o sistema único de saúde tem como recursos aqueles originários dos orçamentos da seguridade social, da União Federal, do Distrito Federal, dos Estados e dos Municípios.” 27 Aduz ainda, que “não poderão ser destinados recursos públicos para auxílios ou subvenções de instituições privadas que tenham fins lucrativos”, de acordo com o que reza o § 2° do art. 199 da lei maior). 28 Sergio Pinto Martins, explica acerca do orçamento da seguridade social, a qual destina recursos ao Sistema Único de Saúde:

O orçamento da seguridade social destinará ao Sistema Único de Saúde SUS, de acordo com a receita estimada, os recursos necessários à realização de suas finalidades, previstos em proposta elaborada pela sua direção nacional, com a participação dos órgãos de Previdência Social e da Assistência Social, tendo em vista as metas e as prioridades estabelecidas na Lei de Diretrizes Orçamentarias. 29

De acordo com o que discorre Sergio Pinto Martins, outras fontes de recursos poderão servir para auxiliar no financiamento do sistema, sendo elas:

Serviços que possam ser prestados sem prejuízo da assistência à saúde; ajuda, contribuições, doações e donativos; alienações patrimoniais e rendimentos de capital; taxas, multas, emolumentos e preços públicos arrecadados no âmbito do SUS; rendas eventuais, inclusive comerciais e industriais. 30

Os recursos financeiros do SUS serão depositados em conta especial, cada esfera de sua atuação, sendo movimentada sob fiscalização dos respectivos Conselhos de Saúde. Na esfera federal, os recursos financeiros, originários do

  • 27 GONÇALVES, Odonel Urbano. Manual de Direito Previdenciário. São Paulo: Atlas, 2007. p. 17

  • 28 MARTINS, Sergio Pinto. Direito da Seguridade Social. p. 504

  • 29 Idem.

  • 30 MARTINS, Sergio Pinto. Direito da Seguridade Social. p. 505

orçamento da seguridade social, de outros orçamentos da União, além de outras fontes serão administrados pelo Ministério da saúde por Fundo Nacional de Saúde. 31

  • 7. SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

O art. 198 da CF dispõe que para se ter uma rede regionalizada e hierarquizada e constituem um sistema único necessita-se de ações e serviços de saúde que

possam integrar tal sistema. O art. 4º da Lei n. 8.080/90 define o SUS como o “conjunto

de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da Administração direta e indireta e das fundações mantidas

pelo Poder Público”. Em seu § 1º inclui no SUS as instituições públicas federais,

estaduais e municipais de controle de qualidade, pesquisa e produção de insumos, medicamentos, inclusive de sangue e hemoderivados, e de equipamentos para saúde. Aduz que a proteção à saúde é dada por meio da prestação de serviços públicos, executados diretamente pelo Poder Público, por intermédio de terceiros e por pessoas físicas ou jurídicas de direito privado. Consonante a isso, o art. 199 da CF autoriza que a iniciativa privada atue no setor de saúde, entretanto, o legislador constituinte enfatizou que a atuação da iniciativa privada só pode ocorrer de forma complementar, impondo que o Poder Público a prestação direta deste serviço, tal disposição é repetida pelo § 2º do art. 4º da lei. O financiamento de tal sistema se dá por recursos do orçamento da seguridade social, da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios, além de outras fontes conforme dispõe o art. 198, § 1º, da CF. 32 O acesso à saúde é irrestrito, independe de pagamento, e abrange inclusive os estrangeiros não residentes no país, sendo administrada pelo SUS vinculado ao Ministério da Saúde, financiado através de recursos do orçamento da seguridade social elaborados pela União, Estados, Distrito Federal, Municípios, além de outras fontes. 33 Sergio Pinto Martins, destaca que “o conjunto de ações e serviços de saúde, prestados por órgãos e instituições públicas federais, estaduais e municipais, da

  • 31 Idem.

  • 32 SANTOS, Maria Ferreira dos. Direito Previdenciario esquematizado. coord. Pedro Lenza. P.

125.

  • 33 LOPES, André Luiz. Direito previdenciário. Roteiro de estudos. Escola Superior Dom Helder

administração direta e indireta e das fundações mantidas pelo Poder Público, constitui o Sistema Único de Saúde (SUS).” 34 Diz ainda, que a iniciativa privada poderá participar do SUS em caráter complementar. 35 São objetivos do SUS:

1- A identificação e a divulgação dos fatores condicionados e determinantes da saúde; 2- A formulação de politica de saúde destinada a promover, nos campos econômicos e social, a observância da redução de riscos de doenças e de outros agravos; 3- A assistência as pessoas por intermédio de ações de promoção, proteção e recuperação da saúde, com a realização integrada das ações assistenciais e das atividades preventivas. A vigilância sanitária, a vigilância epidemiológica, a assistência terapêutica integral, inclusive farmacêutica, estão incluídas no campo de atuação do SUS, através de execuções dessas ações. 36 Os municípios poderão constituir consórcios para desenvolver em conjunto as ações e os serviços de saúde que lhes correspondam. No nível municipal, o SUS poderá organizar-se em distritos de forma a integrar e articular recursos, técnicas e práticas voltadas para a cobertura total das ações de saúde. 37 Importante destacar, de acordo com Sergio Pinto Martins, que é assegurado atendimento integral a saúde da criança e do adolescente, por intermédio do Sistema Único de Saúde, garantido o acesso universal e igualitário às ações e serviços para promoção, proteção e recuperação da saúde. 38

CONCLUSÃO

  • 34 MARTINS, Sergio Pinto. Fundamentos de Direito da Seguridade Social. São Paulo: Atlas, 2002. p. 159

  • 35 MARTINS, Sergio Pinto. Direito da Seguridade Social. p. 506

  • 36 MARTINS, Sergio Pinto. Direito da Seguridade Social. p. 507

  • 37 MARTINS, Sergio Pinto. Direito da Seguridade Social. p. 508

  • 38 MARTINS, Sergio Pinto. Direito da Seguridade Social. p. 510

Neste artigo, a Saúde frente ao Direito previdenciário. A CF/88 a conceitua como um Direito Fundamental Social inerente ao ser humano, sem o qual não há possibilidade de uma vida digna.

Defendemos a Saúde como ponto de interseção entre essas duas áreas do Direito, devendo ser concretizada mediante Políticas Sociais articuladas entre todos os setores de governo, proporcionando participação popular.

Neste sentido, aciona-se a Seguridade Social como o sistema responsável por garantir, dentre outros, o direito à saúde para toda a sociedade.

No nível infraconstitucional , o SUS (sistema único de saúde) foi regulado pela Lei Federal 8.080 de setembro de 1990. O art. 2º, “caput”, desta lei, prevê que: “A saúde é um direito fundamental do ser humano, devendo o Estado prover as

condições indispensáveis ao seu pleno exercício”. A universalidade de acesso às

ações e políticas do SUS está prevista no art. no art. 7º, I, da mesma lei Por fim, acreditamos que o grande desafio estabelecido para o Estado não é outro, senão, a articulação de normas e o estabelecimento de políticas públicas no âmbito da Saúde, Seguridade Social e Meio Ambiente, devendo ser ampliado para demais setores e esferas de governo, com a garantia da participação popular em todo o processo decisório.

REFERENCIAS

ANS Agencia Nacional de Saúde Suplementar. Lei 9,961/2000.

ANVISA Agencia Nacional de Vigilância Sanitária. Lei n° 9,782/99.

BRASIL. Constituição da republica Federativa do

Brasil

de

1988.

Disponível

em

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicaocompilado.htm Acesso em 02 AGO 2017.

BRASIL. Lei 8080/90 SUS. Disponível em http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/L8080.htm. Acesso em 01/08/2017

GOES, Hugo Medeiros. Manual de Direito Previdenciário. Rio de Janeiro: ed. Ferreira, 2008. p. 449

GONÇALVES, Odonel Urbano. Manual de Direito Previdenciário. São Paulo: Atlas, 2007. p. 17

LEITÃO, Andre Studart. Direito Previdenciário I. São Paulo: Saraiva, 2012. p. 1

LOPES, André Luiz. Direito previdenciário. Roteiro de estudos. Escola Superior Dom Helder Câmara. Belo Horizonte, 2013. P. 2

MARTINS, Sergio Pinto. Direito da Seguridade Social. São Paulo: Atlas, 2007. p. 501

OAB. Cartilha de Direito previdenciário. Comissão De Direito Previdenciário São Paulo. P. 15.

SANTORO, José Jayme De Souza. Manual de Direito previdenciário. 2ª edição. Editora Freitas Bastos. P.8.

SANTOS, Maria Ferreira dos. Direito Previdenciario esquematizado. coord. Pedro Lenza. 3. ed. de acordo com a Lei n. 12.618/2012 São Paulo : Saraiva, 2013. P. 122

SUS Sistema Único de Saúde. Lei n° 8.080/90. NEVES, Gustavo Bregalda. Manual de Direito Previdenciário: direito da seguridade social. São Paulo: Saraiva, 2012. p. 1