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T ESTES SUMATIVOS NOVO PLURAL 12 – LIVRO DO PROFESSOR Português • 12.º Ano •

TESTES SUMATIVOS

NOVO PLURAL 12 LIVRO DO PROFESSOR

Português • 12.º Ano • Ensino Secundário

NOME:

ANO:

TURMA:

N.º

TESTE 1

Fernando Pessoa, poesia do ortónimo + poesia do heterónimo Alberto Caeiro

Unidade 1

GRUPO I

Apresente as respostas de forma bem estruturada.

Leia o texto.

1

5

10

Texto A

Não sei porque é que sou assim. Também, saber é não andar. Sentir foi sempre para mim Uma maneira de pensar.

Por isso agora essa cantiga, Que me lembrou, me entristeceu. Não sei se foi por ser antiga, Se por ser ela, ou eu ser eu. Às vezes há um rodopio

Das folhas secas num lugar. Não consigo ser eu a fio, Mas continuo sempre a olhar.

16.03.1931

Fernando Pessoa, in Poesia 1931-1935 e não datada , Assírio & Alvim,

ed. Manuela Parreira da Silva, Ana Maria Freitas, Madalena Dine, 2006.

1. Identifique três traços de autocaracterização do sujeito poético, revelados na primeira e na terceira estrofes, fundamentando a sua resposta com elementos do texto.

2. Considerando a segunda estrofe, caracterize e justifique o efeito que a memória exerce sobre o estado de espírito do sujeito.

3. Aponte as duas linhas temáticas da poesia de Fernando Pessoa ortónimo presentes neste poema.

poesia de Fernando Pessoa ortónimo presentes neste poema. Leia o texto. Texto B POEMA IX 1

Leia o texto.

Texto B

POEMA IX

1

Sou um guardador de rebanhos.

O

rebanho é os meus pensamentos

E

os meus pensamentos são todos sensações.

Penso com os olhos e com os ouvidos

5

E

com as mãos e os pés

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E com o nariz e a boca.

Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la

E comer um fruto é saber-lhe o sentido.

Por isso quando num dia de calor

10 Me sinto triste de gozá-lo tanto,

E

me deito ao comprido na erva,

E

fecho os olhos quentes,

Sinto todo o meu corpo deitado na realidade, Sei a verdade e sou feliz.

Alberto Caeiro Poesia, edição de Fernando Cabral Martins e Richard Zenith, Lisboa, Assírio & Alvim, 2001.

4. Mostre o tipo de relação que sujeito poético estabelece com a realidade, esclarecendo o papel das sensações e do pensamento no estabelecimento dessa relação.

5. Registe e comente três dos recursos expressivos utilizados pelo poeta, que mais contribuem para a apresentação da sua relação com a realidade.

GRUPO II

Nas respostas aos itens de escolha múltipla, selecione a opção correta. Escreva, na folha de respostas, o número do item e da letra que identifica a opção escolhida.

1

5

10

15

20

e da letra que identifica a opção escolhida. 1 5 10 15 20 Leia o texto.

Leia o texto.

Partilhar a vida com a natureza e os animais

Um amigo jesuíta, Juan Masiá, que vive há trinta anos no Japão, contou-me uma história passada numa paróquia japonesa. O missionário, estrangeiro, começou a notar que os paroquianos deixaram de frequentar a missa por ele celebrada e, intrigado, decidiu informar-se discretamente. Foi recebendo respostas evasivas, até que alguém ganhou coragem e lhe disse: «É por causa do gato». Achou estranho, embora se lembrasse de

que uns meses antes tinha agarrado pelo rabo um gato vadio que andava pela cozinha e o tinha atirado contra a parede. Ainda assim, não via razão para o afastamento dos paroquianos. Quando tentaram explicar-lhe, disse: «Tanto esforço para ensinar-vos que o ser humano tem alma e os animais não e agora ficais indignados por causa da morte do gato, um animal irracional?!» Mas os cristãos responderam-lhe: «O problema não é a alma do gato, se ele tem ou não tem alma. O problema é o senhor. O que terá no íntimo do

coração, se foi capaz de, a sangue frio, esborrachar o gato contra a parede?» Ainda se continua a escrever, aqui e ali: «proibida a entrada de animais», esquecendo que os seres humanos também são animais. Pois bem, é necessário tomar consciência de que a humanidade não se pode pensar isolada, pois todos fazemos parte da comunidade natural da vida, em relação com animais e plantas, respirando o mesmo ar, partilhando a mesma necessidade de alimentação e água, na mesma terra e sob o

mesmo céu. A consciência desta condição comum implica um paradigma holístico de existência, contra o monopólio antropocêntrico explorador e dominador. Há, contudo, dois extremismos a evitar: o antropocentrismo tecnocientífico moderno, que vê o homem fora da Natureza e o coloca na posição de sujeito explorador da Natureza, como se esta se reduzisse a um reservatório de energias a dominar e a chamada «deep ecology», que invoca uma Natureza divinizada,

encerra o homem na totalidade naturalista cósmico-biológica, esquecendo a sua singularidade única de pessoa.

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Assim, independentemente do debate sobre os direitos dos animais, não há dúvida de que temos obrigações para com eles, concretamente quando se trata do seu sofrimento. São inadmissíveis a tortura e

a crueldade, bem como o sofrimento desnecessário. Neste contexto, é preciso repensar a justeza de muitos hábitos e tradições, como, por exemplo, as touradas. Mesmo Kant, que só reconhecia direitos às pessoas, referiu a insensibilidade face aos animais como reveladora de desumanidade, tendo escrito: «Aquele que se comporta cruelmente com os animais possui também um coração endurecido com os humanos», de tal modo que «se pode conhecer o coração humano

a partir da sua relação com os animais». Sobre esta problemática lê-se no Tratado de Lisboa: «Na definição e aplicação das políticas da União nos domínios da agricultura, da pesca, dos transportes, do mercado interno, da investigação e desenvolvimento tecnológico e do espaço, a União e os Estados membros terão plenamente em conta as exigências em matéria de bem-estar dos animais, enquanto seres sensíveis, respeitando simultaneamente as disposições legislativas e administrativas e os costumes dos Estados membros, nomeadamente em matéria de ritos religiosos, tradições culturais e património regional.»

Anselmo Borges, Diário de Notícias, 22 de janeiro de 2011.

25

30

1. O missionário justifica o seu ato de crueldade para com um gato, utilizando o argumento de que

(A)

quem rouba tem de ser punido.

(B)

é irrelevante matar um ser sem alma.

(C)

o gato é um ser demoníaco.

(D)

desconhecia os preconceitos dos seus paroquianos.

2. Os paroquianos contra-argumentaram que o problema não estava na morte do gato, nem no facto de este ter ou não alma, mas sim

(A)

na crueldade do ato cometido.

(B)

na incapacidade de compreenderem a barbaridade do ato.

(C)

no medo que ele, missionário, lhes tinha despertado.

(D)

na dúvida sobre as qualidades humanas de quem executa atos tão cruéis.

3. O paradigma holístico da existência implica a consciência

(A)

de que todos somos animais com direitos e deveres.

(B)

de que homens, animais e plantas, todos fazemos parte de uma comunidade natural de vida.

(C)

do antropocentrismo, comummente aceite.

(D)

de que a humanidade não vive isolada no planeta.

4. A singularidade única da pessoa humana é posta em causa

(A)

por todo o tipo de extremismos de origem recente.

(B)

pelo antropocentrismo tecnocientífico moderno.

(C)

pela «deep ecology», que integra a vida humana numa das muitas do ecossistema global.

(D)

pela divinização da Natureza.

5. É preciso repensar a justeza de muitos hábitos e tradições, como, por exemplo, as touradas, porque

(A)

os animais têm direitos que não podem reivindicar.

(B)

o homem tem obrigações para com os animais, mas também para com os homens.

(C)

o homem tem o dever de debater o que é a crueldade sobre os animais.

(D)

muitos desses espectáculos são apreciados, apesar do sofrimento inadmissível dos animais.

apesar do sofrimento inadmissível dos animais. 147 www.raizeditora.pt © Raiz Editora, 2017. Todos os

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6. A crueldade com os animais é reveladora de um traço de caráter do homem que a pratica. Esta afirmação

(A)

vai ao encontro do pensamento do filósofo Kant e contra o dos paroquianos japoneses que se afastaram do seu pároco.

(B)

traduz tanto o pensamento de Kant como o dos paroquianos japoneses, que rejeitaram o seu pároco.

(C)

não é aceite ou é mesmo ridicularizada pelo senso comum.

(D)

tem o seu fundamento nos direitos dos animais, hoje mundialmente aceites.

7. Na frase iniciada por «Mesmo Kant, que só reconhecia direitos às pessoas», a palavra sublinhada contribui para a coesão

(A)

temporal.

(B)

frásica.

(C)

interfrásica.

(D)

referencial.

8. «Mesmo Kant, que só reconhecia direitos às pessoas, referiu a insensibilidade face aos animais como reveladora de desumanidade.» (ll.26-27)

8.1 Classifique a oração sublinhada.

8.2 Substitua a oração sublinhada por uma oração adverbial concessiva, fazendo apenas as modificações necessárias.

9. «a União e os Estados membros terão plenamente em conta as exigências em matéria de bem-estar dos animais [] respeitando simultaneamente as disposições legislativas e administrativas []» (ll.32-34) Identifique a função sintática das palavras sublinhadas.

GRUPO III

Numa época de constantes e devastadoras catástrofes naturais, é urgente repensar a nossa relação com a Natureza e com os animais, que partilham connosco esta casa comum que é a Terra. Essa urgência é determinada, não pela simples necessidade de mudança, mas por uma questão de sobrevivência.

Num texto de opinião bem estruturado, com um mínimo de 200 e um máximo de 300 palavras, defenda um ponto de vista pessoal sobre a problemática apresentada.

Fundamente o seu ponto de vista recorrendo, no mínimo, a dois argumentos e ilustre cada um deles com, pelo menos, um exemplo significativo.

OBSERVAÇÕES:

1. Para efeitos de contagem, considera-se uma palavra qualquer sequência delimitada por espaços em branco, mesmo quando esta integre elementos ligados por hífen (ex.: /dir-se-ia/). Qualquer número conta como uma única palavra, independentemente dos algarismos que o constituam (ex.:/2015/).

2. Relativamente ao desvio dos limites de extensão indicados entre 200 e 300 palavras , há que atender ao seguinte: um desvio dos limites de extensão indicados implica uma desvalorização parcial (até 5 pontos) do texto produzido; um texto com extensão inferior a 80 palavras é classificado com zero pontos.

FIM

inferior a 80 palavras é classificado com zero pontos. FIM 148 www.raizeditora.pt © Raiz Editora, 2017.

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