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Núcleo Gerador: Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC)

DR1 – Comunicações Rádio (CR)

Colectânea de textos (pequenas citações com a indicação dos respectivos links


direccionando para a página original), seleccionados a partir de pesquisas
efectuadas no motor de busca "Google" e que se pretende ajudem a descodificar
o tema Comunicações Rádio (CR) do Núcleo Gerador: Tecnologias da
Informação e Comunicação (TIC) do Referencial de Competências-Chave de
Nível Secundário.
[Nota: Todos os Adultos/Formandos devem mencionar, no seu PRA, as fontes de todas as leituras que
efectuaram, não podendo copiar ou plagiar, arriscando-se à expulsão do processo RVCC.]

Boas leituras...

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STC
C o m petên ci a s Entender a utilização das comunicações rádio em diversos contextos familiares e sociais.
Critério s de E vidên ci a
• Actuar no quadro das predisposições para os usos e exploração de novas funcionalidades em
objectos tecnologicamente avançados que fazem recurso às comunicações rádio, relacionando-os
com os perfis sociais dos indivíduos.
• Actuar em situações da vida doméstica na resolução de problemas relacionados com as
comunicações a distância (rádio, televisão, telemóvel, telefone fixo, etc.).
• Actuar na utilização das TIC na vida privada com conhecimento dos elementos básicos científicos
nas comunicações rádio: ondas electromagnéticas, electrónica, etc.
CLC
Operar com as comunicações rádio em contexto doméstico adequando-as às necessidades da
C o m petên ci a s
organização do quotidiano e compreendendo de que modo incorporam e suscitam diferentes utilizações da língua.

Critério s de E vidên ci a
• Actuar perante as novas tecnologias de comunicação reconhecendo as suas múltiplas
funcionalidades e compreendendo as suas aplicações na organização do quotidiano.
• Actuar no contexto privado compreendendo e distinguindo as diferentes formas de utilização da
língua e respectivos símbolos e códigos face às tecnologias de informação e comunicação
emergentes.
• Actuar comunicando através dos meios tecnológicos disponíveis em contexto privado,
compreendendo os diferentes símbolos e suportes de comunicação utilizados.

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Textos de apoio

http://stc-rvcc.blogspot.com/2008/10/tecnologias-de-informao-e-comunicao.html
Quais as tecnologias que utilizo no meu contexto privado, para comunicar com a minha familia e amigos?
Compreendo a utilização do telemóvel como objecto simbólico de status social?
Quais as suas consequências nas relações sociais?
Compreendo quais os principais componentes de um telemóvel?
Identifico com precisão a presença de ondas electromangéticas em aplicações tecnológicas?

http://w3.ualg.pt/~jlongras/

Grandes descobertas do electromagnetismo


que mudaram a forma como se comunica desde o final do século XIX

Em 1820 Ørsted descobre que a electricidade se comporta como um íman

Em 1831 Faraday descobre que o magnetismo cria electricidade

Em 1867 Maxwell prevê a existências de ondas electromagnéticas. A velocidade das ondas


electromagnéticas é a mesma que a velocidade da luz (~300 000 km/s). Propõe que a luz é
também uma onda electromagnética!

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Em 1887 Hertz produz ondas electromagnéticas, ondas hertzianas.

Em 1894 Marconi demonstra a telegrafia eléctrica sem fios, ondas hertzianas


(rádio e microondas)

Equipamentos electromagnéticos usados para comunicar

 Telegrafo eléctrico com fios, ~1840 (Morse)


 Telecópia (fax), ~1843 (Alexander Bain)
 Telefone eléctrico com fios, ~1876 (Bell)
 Telegrafo eléctrico sem fios, ~1894 (Marconi)
 Radiofonia, ~1905 (Reginald Fessenden)
 Televisão, ~1920 (Charles Jenkins, Paul Nipkow)
 Telefone sem fios (telemóvel), ~1946
 Satélites de comunicações, ~1962
 Redes de computadores, ~1976
 Fibras ópticas, ~1980

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http://www.lx.it.pt/monit/
ABC das Ondas ElectroMagnéticas

A radiação electromagnética: fontes naturais e fontes artificiais


A radiação electromagnética ocorre naturalmente no Universo e, como tal, sempre esteve presente na Terra.
O nosso Sol, por exemplo, é a fonte (natural) de radiação electromagnética mais intensa a que estamos
expostos. Por outro lado, o crescimento tecnológico, as mudanças no comportamento social e nos hábitos
de trabalho - próprios de uma sociedade em evolução - criaram um ambiente crescentemente exposto a
outras fontes de radiação electromagnética. Estas fontes foram criadas artificialmente pelo homem e são,
por exemplo, as antenas dos sistemas de telecomunicações, as linhas de alta tensão, os aparelhos eléctricos,
etc.
Assim, a luz visível, os raios X, as vulgarmente chamadas “ondas de rádio” e as microondas são formas
possíveis de radiação electromagnética, correspondendo à propagação de energia pelo espaço a velocidades
da ordem de 300 000 km/s, sem necessidade de suporte físico.
As ondas electromagnéticas
A propagação da energia electromagnética faz-se através de ondas electromagnéticas. Estas são
constituídas por duas entidades interdependentes entre si: o campo eléctrico, E, e o campo magnético, H.
Não é possível observar directamente o campo eléctrico e o campo magnético, a não ser através de uma
representação artificial, como a indicada na Figura 1: o campo eléctrico está representado com cor azul, e o
campo magnético com cor vermelha. Estes campos evoluem no espaço como uma onda, daí a designação
de “onda electromagnética”. O produto destes dois campos resulta na densidade de potência, S. Uma onda
electromagnética pode ser criada por uma corrente eléctrica variável no tempo.

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Características das ondas electromagnéticas
Existem características particulares das ondas electromagnéticas que determinam as suas propriedades e
aplicações. As características essenciais são:

 Comprimento de onda, l, e frequência, f;


 Amplitude;
 Direcção e velocidade de propagação;
 Polarização.

Como se pode ver na Figura 1, a onda electromagnética


apresenta um padrão que se repete enquanto se propaga. O
comprimento desse padrão de repetição no espaço designa-se
por comprimento de onda, medindo-se em metros [m]. A
frequência representa o número de ciclos da onda num ponto
do espaço em cada segundo, medindo-se em Hertz [Hz]. O
comprimento de onda e a frequência estão interligados entre si,
através da velocidade de propagação da luz, c: l f = c.
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Como funcionam os telefones celulares
por Julia Layton, Marshall Brain e Jeff Tyson - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Ler em: HowStuffWorks Brasil

http://forum.g-sat.net/

Primeira chamada de telemóvel foi há 35 anos


Há 35 anos, precisamente no dia 3 de Abril de 1973, o antigo executivo da Motorola, Martin Cooper, fez
aquela que é considerada a primeira chamada de telemóvel pública da história.
O acontecimento histórico ocorreu em Nova Iorque, na esquina da Rua
56ª com a Avenida Lexington, perante o pasmo dos transeuntes, nada
habituados a ver alguém passear na rua de telefone na mão. O
equipamento utilizado por Cooper - o antepassado dos actuais telemóveis
- também não deixava ninguém indiferente. Pesava mais de um quilo e
media cerca 25 centímetros de altura por 3,8 de largura e 7,6 de espessura.
«A bateria durava apenas 20 minutos, mas isso não era problema porque
ninguém o conseguia segurar por mais de 20 minutos», brincou Cooper,
citado pelo News.com.
Ao contrário do que seria de esperar, o destinatário da primeira chamada de telemóvel da história não deve
ter ficado muito entusiasmado com o facto. É que a primeira pessoa para quem o engenheiro da Motorola

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ligou foi Joel Engel, à data o responsável pelo departamento de investigação da rival Bell Labs.
Martin Cooper, que entretanto abandonou a Motorola, é actualmente o CEO e fundador da ArrayComm,
empresa especializada em telecomunicações móveis. Continuar a ler

http://www.obercom.pt/

Utilização do Telemóvel e Transformação da Vida Social


Gustavo Cardoso, Maria do Carmo Gomes, Rita Espanha e Vera Araújo
OberCom, 2007

Introdução
Os telemóveis tornaram-se parte integrante do nosso quotidiano e, hoje em dia, é difícil concebermos o
mundo sem eles. Se um indivíduo se perde, telefona a pedir indicações do caminho, em vez de perguntar a
alguém na rua. Manifestações são convocadas através de SMS. O telemóvel é também agenda, lista de
contactos, arquivo de ficheiros, walkman, rádio, despertador, consola de jogos, calculadora e relógio. O
impacto dos telemóveis na sociedade actual é portanto inegável. No entanto, a natureza precisa desse
impacto, assim como as suas implicações em termos de transformação da vida social, permanecem por
identificar e analisar em profundidade.
Antes de 1991, Portugal vivia sem este tipo de dispositivo. Decorridos apenas 16 anos, o uso deste
equipamento tornou-se banal e, nos dias que correm, é difícil encontrar alguém que não possua pelo menos
um telemóvel. Em consequência desta rápida massificação, o sector das telecomunicações tornou-se um

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dos que cresceu a um ritmo mais acelerado no âmbito da História da Tecnologia. Tão rápido, que torna-se
por vezes difícil recordar como era organizado o nosso quotidiano antes dos telemóveis. Mas qual o motor
deste crescimento? O que explica a adesão das massas a este dispositivo? Serão os telemóveis expressões
da identidade, ferramentas, uma moda, ou uma combinação de todos estes elementos?
Apesar dos telemóveis serem normalmente considerados meros instrumentos ao serviço dos seus donos,
eles são também artefactos sociais. Enquanto meio de comunicação, eles suportam a relação com o outro.
Mas para além disso, a prática comunicativa através do telemóvel é influenciada pelo contexto social em
que este é utilizado e, ao poder ser activado a partir de qualquer parte e a qualquer momento, o telemóvel
passou a assumir também um papel social activo. Mas quem comunica com quem? Qual a estrutura das
redes sociais criadas pela comunicação através do telemóvel? Estará o uso do telemóvel associado a um
esbatimento das fronteiras entre os contextos sociais das práticas individuais, à medida que os papeis que
desempenhamos no quotidiano se intercruzam?
O presente estudo analisa as potenciais alterações sociais provocadas pela possibilidade da comunicação a
toda a hora e em qualquer local, levantando pistas de análise mais abrangentes, que visam perceber as
transformações sociais decorrentes da mobilidade. O telemóvel deixou de ser apenas um dispositivo que
permite comunicar, para se tornar uma ferramenta da interacção social. Em poucos anos, passou de mero
instrumento de trabalho a um equipamento de massas, utilizado não só para comunicar, como também para
estruturar as relações sociais e o quotidiano.
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http://www.marktest.com/wap/

Mais de 1,7 milhões utilizam telemóvel 3G


São 1.745 milhões os portugueses que já utilizam um telemóvel de terceira geração, que permite realizar
video-chamadas, de acordo com os resultados do trimestre móvel de Abril de 2007 do Barómetro de
Telecomunicações.
Este número representa 22.1% do total de residentes em Portugal com 10 e mais anos que possuem
telemóvel e tem revelado uma tendência de crescimento ao longo do último ano. Mais de 2 milhões, 2 368
mil indivíduos, utiliza um aparelho que, não sendo de 3G, permite aceder ao Portal do seu operador
(30.0%) e 44.4% outros tipos de telemóvel.
A penetração de telemóvel 3G é maior junto dos jovens entre os 15 e 24 anos, 38.8% dos que possuem
telemóvel nesta faixa etária utilizam mais o de 3G e entre os jovens dos 25 aos 34 anos, 27.9%. No Litoral
Norte e na Grande Lisboa também se regista penetração do produto acima da média, respectivamente com
23.6% e 23.5%. Por classes sociais, é na média que o telemóvel 3G é mais utilizado, por 28.3% dos
possuidores de telemóvel desta classe social. Continuar a ler

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http://www.infopedia.pt/

GSM
(Global System for Mobile Communications )
É um sistema de comunicações digitais celulares e o mais utilizado mundialmente, principalmente na
Europa e Ásia. O sistema GSM usa a banda estreita TDMA que permite a realização de oito chamadas
simultâneas na mesma frequência de rádio. O aparecimento do sistema deu-se em 1991 e, em finais de
1997 o serviço GSM estava disponível em mais de 100 países.

Como referenciar este artigo:


GSM. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-06-25].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$gsm>.

HSCSD
O HSCSD (High Speed Switched Data) é um aperfeiçoamento de uma tecnologia já existente - o CSD
(Circuit Switched Data), no qual se baseiam as redes celulares existentes. O objectivo do HSCSD é elevar
a velocidade da transmissão de dados através da rede móvel. Esta tecnologia permite um acesso três vezes
mais rápido aos serviços de dados, o que significa que com o HSCSD os utilizadores da rede móvel estão
aptos a enviar e receber dados a uma velocidade muito superior à de anteriormente.
O High Speed Switched Data insere-se num conjunto de tecnologias que constituem a família GSM
(Global System for Mobile Communications), entre elas o GPRS (General Packet Radio Services),
tecnologia que também visa aumentar a velocidade da transferência de dados na rede móvel. O HSCSD

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permite uma grande velocidade no envio e recepção de dados utilizando as redes GSM, conseguindo
velocidades de transmissão entre os 28,5 kbps e os 43,2 kbps, utilizando para isso quatro canais das redes
GSM.
O HSCSD e o GPRS são ambos tecnologias que aumentam a velocidade de transmissão de dados através
das redes móveis, embora sejam tecnologias divergentes. As suas funcionalidades práticas são muito
similares mas também existem algumas diferenças importantes. O HSCSD é anterior ao GPRS, foi a
primeira tecnologia a permitir o aumento da largura de banda através da rede GSM e funciona de um modo
diferente. Enquanto o GPRS permite a partilha de um canal (slot ) por vários utilizadores, no HSCSD é
atribuído um canal físico permanente à ligação durante a totalidade da duração da chamada, mesmo que
não estejam a ser efectuadas transferências de dados.

HSCSD. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-06-25].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$hscsd>.

GPRS
As siglas GPRS correspondem a General Packet Radio Services, em português Serviço Geral de Pacotes
por Rádio.
A discussão acerca da necessidade de um modelo de transferência de dados para GSM que se baseasse na
transmissão de dados por pacotes (IP) começou em 1992-93 e em 1998 o ETSI (European
Telecomunications Standards Institute), entidade reguladora europeia, concluiu os seus estudos sobre a
definição das normas do novo sistema - o GPRS.
Esta tecnologia de comunicações móveis baseia-se na comutação de pacotes realizando a transmissão dos
mesmos sobre a rede GSM. O sistema GPRS é também chamado GSM-IP em virtude de utilizar a

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tecnologia IP (Internet Protocol) para aceder directamente aos provedores de conteúdos de Internet.
O GPRS permite, assim, enviar e receber informação através do telemóvel, acedendo a uma grande
diversidade de serviços online , como chats , email , páginas Web, etc., de uma forma muito rápida e
eficaz.
A velocidade de ligação da tecnologia GPRS pode atingir os 115 kbps, ampliando as potencialidades da
rede, melhorando o acesso WAP e aumentando, exponencialmente, a velocidade da transmissão de dados
no acesso móvel à Internet.
A tecnologia GPRS é considerada uma evolução em relação ao GSM (2G - 2.a geração) porque apesar de
se basear neste, vai mais além, incluindo módulos adicionais, proporcionando uma maior velocidade na
transmissão de dados, fornecendo a possibilidade de estar sempre online, sem ser necessário fazer uma
ligação sempre que se deseja aceder a uma página Web ou consultar o email, e tendo um custo de
utilização que depende da quantidade de informação transferida e não da duração da ligação. Assim, esta
tecnologia faz a ponte entre a segunda e a terceira gerações móveis, sendo normalmente considerada de
2,5G (segunda geração e meia).

GPRS. In Infopédia [Em linha]. Porto: Porto Editora, 2003-2008. [Consult. 2008-06-25].
Disponível na www: <URL: http://www.infopedia.pt/$gprs>.

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http://pt.wikipedia.org/

UMTS
UMTS (acrónimo de Universal Mobile Telecommunication System) é uma das tecnologias de terceira
geração (3G) dos telemóveis (celular no Brasil).
O termo é adotado para designar o padrão de 3ª Geração estabelecido como evolução para operadoras de
GSM e que utiliza como interface rádio o WCDMA.
Até o ano de 2000, o desenvolvimento de padrões para o GSM foi conduzido pelo European
Telecommunications Standards Institute (ETSI). A partir desta data a responsabilidade passou a ser do 3rd
Generation Partnership Project (3GPP), que é um esforço conjunto de várias organizações de standards ao
redor do mundo para definir um sistema celular global de 3º Geração UMTS (Universal Mobile
Telecommunications System). O objetivo do UMTS é prover um padrão universal para as comunicações
pessoais com o apelo do mercado de massa e com a qualidade de serviços eqüivalente à rede fixa.
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http://repositorium.sdum.uminho.pt/

Mensagens SMS e novos usos da escrita


Se a escrita SMS trunca as palavras, usa abreviaturas múltiplas e diferentes de mensagem para mensagem,
utiliza palavras meio portuguesas meio inglesas, como é que o professor de língua há-de tratar este
entulho?

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Propõe-se que talvez seja justificável que a noção de “nível de língua”, com tendência a ser (quase sempre)
identificado com certas situações da oralidade, se possa aplicar à escrita. O conceito de nível de escrita
poderá ser didacticamente útil na medida em que permite que o professor de língua não escorrace para fora
da sala uma das formas de escrita que actualmente os seus alunos mais utilizam e aproveite o fascínio e o
uso das SMS para trabalhar a faceta que aparentemente as mesmas mais “atacam”: a escrita formal. Em
vez de exorcizar a forma da língua escrita mais divergente (ou criativa?) seria talvez melhor mostrar que
contextos de comunicação diferentes admitem processos diferentes e que para os tradicionais níveis de
língua a tecnologia vai impondo diferentes níveis de escrita.

A especificidade das mensagens SMS


O telemóvel, que foi vulgarizado tendo por finalidade a comunicação oral, vem multiplicar por milhões
uma nova dinâmica da escrita individual, constituída apenas por mensagens curtas com um máximo de 160
caracteres e designadas mensagens SMS.7 E por que razão este tipo de texto escrito se impôs tão
generalizada e rapidamente, sobretudo entre a camada mais jovem, conhecida até aí pela sua aversão à
escrita? Essencialmente porque a escrita SMS é radicalmente diferente da escrita tradicional que a mesma
geração está a aprender na escola. E talvez seja por isso que a geração do predomínio da imagem e do oral
se está a transformar naquilo que alguns sociólogos já chamam a “generation text”.8 E são precisamente as
características novas e diferentes que fazem das mensagens SMS uma das principais formas de
comunicação social e mesmo a principal forma de comunicação escrita de uma determinada faixa etária.
A primeira diferença reside na instantaneidade do efeito comunicativo. Numa sociedade de mudanças
frequentes e vertiginosas, a instantaneidade é um valor altamente atractivo. As mensagens SMS têm esta
particularidade, sendo quase simultâneo o processo de escrita e a sua recepção. A escrita tradicional, ao
contrário, demora muito tempo a atingir o receptor.

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A regra de ouro de o processo de comunicação linguística assentar no máximo de eficácia com o mínimo
de esforço favorece as mensagens SMS: quase não dão trabalho, não necessitam de elementos materiais
físicos (papel, caneta) para além do próprio telemóvel e todo o processo é muito rápido, já que a escrita de
uma mensagem gasta muitíssimo pouco tempo, ao invés da actividade custosa e demorada da escrita
tradicional. ...

... Uma outra possibilidade que as mensagens SMS oferecem é a de permitirem que o seu autor tenha
acesso a meios de comunicação tão apetecíveis e com tanto prestígio social como as estações de televisão.
Inúmeros programas de televisão (sobretudo os voltados para o público juvenil) passam em rodapé
mensagens SMS. Ora “aparecer” na televisão é extremamente aliciante, mormente numa idade em que o
dar nas vistas é prioritário. Conseguir que uma sua mensagem, com a sua identificação, passe num
programa de televisão é ter a certeza que será lida por muitos milhares ou milhões de pessoas. Por
isso é que são tão frequentes declarações de amor em mensagens SMS televisivas: o adolescente
considera um enorme prestígio social “aparecer” na televisão e aproveita a oportunidade para
cativar quem mais deseja.
Por estes motivos, porque são na sua essência diferentes das formas de escrita tradicional é que as
mensagens SMS não sentem obrigação de cumprir os cânones normativos clássicos da língua. A única
função é comunicar e não, como na escrita escolar, mostrar que se sabe comunicar através da escrita. A
forma é totalmente secundária em relação à finalidade e ao conteúdo.
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