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FENAÇÃO DE FORRAGEIRAS TROPICAIS E SEU USO NA ALIMENTAÇÃO A..

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FENAÇÃO DE FORRAGEIRAS TROPICAIS E SEU


USO NA ALIMENTAÇÃO ANIMAL

Trabalho apresentado como parte das exigências da Disciplina ZOO 650 - Forragicultura.

Aluno: Josvaldo Ataíde Jr.

Prof.: Domicio do Nascimento Jr.

VIÇOSA - MG, Julho - 1997

INTRODUÇÃO

Feno é um alimento largamente utilizado para ruminantes nos EUA e Europa, porém, no Brasil, ainda
existe uma série de dificuldades que impedem o seu uso de uma forma mais intensiva.

MICKENHAGEN (1996) afirma que feno é forragem desidratada, em que se procura manter o valor
nutritivo original da forrageira. Retirando-se a água da forragem ela pode ser armazenada por muito
tempo, sem comprometimento da qualidade. Em condições econômicas, o feno de gramíneas pode ser
feito no próprio campo, usando-se para desidratação somente a energia do sol e do vento.

O feno é produzido a partir de forragens verdes desidratadas, com menos de 15% de umidade, o que
permite que seja armazenado, desde que adequadamente, sem deterioração de seus princípios nutritivos.

A fenação ocupa importante papel no manejo das pastagens, permitindo o aproveitamento dos
excedentes de forragem ocorridos em períodos de crescimento acelerados de forrageiras, visto que o
controle do consumo de forragem através de alterações de carga animal é difícil de ser realizado
(ROCHA e EVANGELISTA, 1991).

A estacionalidade da produção forrageira, determinando a alternância de períodos de abundância e


escassez de pasto, cria a necessidade de conservar parte da produção, de forma a atender às
necessidades de alimentação do rebanho na época seca. Para isso, a fenação constitui uma das
alternativas recomendáveis, especialmente pela possibilidade de ser associada ao programa de manejo
das pastagens, com o aproveitamento do excedente de pasto observado no verão (Costa, 1989).

O feno pode possibilitar lucros, desde que sua produção por área seja elevada, o que se consegue
quando a forrageira é acertadamente escolhida, adequadamente cultivada e estocada e
convenientemente arraçoada (Seiffert, 1980)

SIEWERDT (1980) comenta que a produção de feno em escala agroindustrial é, essencialmente um


processo mecanizado. Exceto nos casos de fenação em pequena escala, quase em nível artesanal, o
processo requer a utilização de um elevado grau de mecanização.

A fenação é uma forma para conservar forragens muito pouco utilizada no Estado de Minas Gerais.
Uma das razões para isto é o elevado custo do equipamento; investimento que somente se torna
econômico quando a produção de feno atinge determinados níveis (PIZARRO et al., 1980).

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CARDOSO (1980) relata que há pouca utilização de fenos na alimentação de bovinos de leite no Brasil;
todavia, esse processo de conservação e utilização de forragem é usado nos países da Europa.

Para se manter altos índices de produção e resolver os problemas causados pela deficiência alimentar, é
fundamental a adoção de técnicas capazes de garantir o aproveitamento de toda a forragem que for
produzida no período chuvoso, utilizando-a posteriormente para suplementação no período seco. Desde
que o excesso de forragem seja conservado na forma de feno, o produtor contará com a vantagem de
ter um suplemento onde o valor nutritivo da forragem será mantido (LEITE, 1980).

A produção e utilização do feno têm sido feitas, principalmente, para alimentar os rebanhos durante os
meses do ano em que a pastagem não está disponível (inverno), porém esta prática pode se estender
por todo o ano em sistemas onde o pastejo não é praticado.

REIS (1996) comenta que por meio da rápida desidratação da forragem, é possível a conservação do
seu valor nutritivo, uma vez que a atividade respiratória das plantas, bem como a dos microrganismos, é
paralisada. A qualidade do feno está associada a fatores relacionados com as plantas a serem fenadas,
às condições climáticas durante a secagem a campo e ao sistema de armazenamento empregado.

Problemas na Produção de Feno

Durante o processo de corte e secagem a campo, o feno torna-se vulnerável a deterioração, sob
condições climáticas adversas, principalmente, à chuva.

A rapidez de secagem torna-se relevante, especialmente quando se propõe realizar a fenação durante o
verão, quando é maior a probabilidade de ocorrência de chuvas. Portanto, cresce em importância a
identificação de espécies forrageiras que apresentam características que favoreçam a perda de água em
seus tecidos e determinam maior velocidade de secagem (COSTA, 1989).

O estágio mais difícil no processo de fenação é a eliminação de água chamada "intracelular". A mesma é
retida com força considerável, especialmente nas hastes (PIZARRO, 1980).

Segundo revisão de BONJARDIM et al. (1992), no processo de fenação é difícil associar o estádio de
desenvolvimento adequado das plantas com as condições apropriadas para a secagem a campo sem
que ocorram perdas no valor nutritivo devido às chuvas.

O tempo de secagem é, portanto, essencial para se obter feno com teor de umidade inferior a 15%, de
boa qualidade, pois fenos com umidade superior são suscetíveis a perdas quali e quantitativas durante o
armazenamento.

A secagem excessiva de leguminosas é prejudicial, pois, nestas condições, o desprendimento de folhas


seria muito intenso, mas no caso das gramíneas, não ocorrerão prejuízos de queda de folhas, havendo
uma descoloração do feno, com efeitos negativos sobre a aceitabilidade de forragem pelo animal
(ROCHA e EVANGELISTA, 1991)

Uso do Feno por Animais

A maior razão para a utilização do feno na alimentação animal é prover energia para mantença,
produção de leite e carne, trabalho e outras funções. Feno também provê proteínas, vitaminas e
minerais, porém para ruminantes e eqüinos, isto é de pouca importância.

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O feno é composto, principalmente, por fibra (40 - 85%), contendo celulose, hemicelulose e lignina, o
que torna os ruminantes mais eficientes na utilização deste alimento, devido a capacidade de digestão
pelas bactérias celulolíticas do rúmen. Os eqüinos, por apresentarem um longo ceco e cólon com função
semelhante a do rúmen-retículo, também podem aproveitar-se melhor deste alimento.

CARDOSO (1980) relata que o feno é um alimento complementar, ministrado junto com silagem,
forragens de corte e suplementado com concentrados ou farelos. Quando fornecido na proporção de
0,5 ou 1,0 kg por 100 kg de peso vivo, além da silagem à vontade, tem-se observado que as vacas em
lactação ingerem maior quantidade de alimentos (matéria seca) e produzem mais leite, em comparação
como o uso de silagem como único volumoso.

Com relação ao tipo de alimento volumoso a ser usado na alimentação de bezerros, a recomendação de
ordem geral é que bons fenos são melhores que bons alimentos verdes picados, que, por sua vez são
melhores que boas silagens (CAMPOS, 1986)

A quantidade de feno em dieta exclusiva (sem suplementação) deverá ser fornecida em quantidade que
represente cerca de 2,5% do peso vivo do animal (MICKENHAGEN, 1996).

QUALIDADE DO FENO

MICKENHAGEN (1996) afirma que o feno de boa qualidade é aquele que provém de uma forragem
cortada no momento adequado, que passou por uma secagem bem feita, rápida e sem ocorrência de
chuvas. É proveniente de solo bem adubado, isento de ervas daninhas, fungos e doenças. Feno de boa
qualidade apresenta cor verde característica, maciez ao tato e excelente aroma.

O feno pode ser melhorado em qualidade, ou seja, em valor nutritivo. A qualidade máxima de feno está
associada a altos teores de proteína e nutrientes digestíveis totais. Atingir esta qualidade depende de
seleção adequada da espécie, bom manejo da forrageira e época certa de colheita. É grande a diferença
de digestibilidade entre fenos colhidos antes e depois da floração. As forrageiras tropicais colhidas após
a floração, geralmente, apresentam valor nutritivo baixo (SEIFFERT, 1980).

A qualidade deve ser determinada por aquelas características do feno que afetam o consumo e sua
utilização pelos animais, assim como: (1) estádio de maturidade da planta; (2) espécie forrageira; (3)
composição química; (4) relação folha:caule; (5) forma física; (6) impurezas; (7) danos ou deterioração
durante o corte e estocagem e (8) presença de componentes antinutricionais (ex. Alcalóides).

Todos os tipos de feno contém, aproximadamente, o mesmo teor de energia bruta por unidade de peso,
porém ocorrem grandes diferenças nas proporções com que a EB é digerida ou utilizada pelos animais.

A fase de desenvolvimento da forrageira é um dos fatores importantes a determinar a qualidade do feno,


uma vez que, em função do envelhecimento, há uma marcante redução no valor nutritivo das forrageiras
tropicais. Todavia, a qualidade do feno depende também das condições do ambiente e da manipulação
da forragem durante todo o processo de seu preparo (GARCIA et al., 1991a).

Fatores que interferem na taxa de secagem

COSTA (1989) relata que além das resistências internas de natureza fisiológica, a perda de umidade em
plantas forrageiras durante a fenação pode ser influenciada, sobretudo, por suas características
morfológicas e estruturais, especialmente a relação caule:folha e as diferentes taxas de secagem destes
componentes.

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Inúmeros fatores relacionados à estrutura das plantas influenciam a taxa de perda de água, destacando-
se: a) razão de peso de folha; b) relação folha:caule; c) espessura de caule; d) comprimento do caule; e)
espessura da cutícula; f) densidade dos estômatos (REIS, 1996).

Em se tratando de fenação de capim-gordura, capim-buffel, capim green-panic e capim-braquiária, que


apresentam relação caule-folha muito elevada, mesmo quando ainda jovens, a solução reside no uso da
segadeira-condicionadora que, esmagando o caule da planta após cortá-la, garante a uniformidade da
secagem de toda a planta (GOMIDE, 1980).

Sullivan (1973) citado por REIS (1996) afirma que a etapa inicial de secagem é rápida, ocorrendo
quando os estômatos ainda estão abertos. Desta forma, a resistência à perda de água é ambiente.

Durante o processo de secagem, quando a forragem é enleirada, a progressiva perda de água e o


sombreamento promovem o fechamento dos estômatos, resultando no aumento da resistência à
desidratação (REIS, 1996).

Segundo COSTA (1989), no período noturno ocorreu reumedecimento da forragem, de forma mais
intensa quanto mais avançado o estádio de secagem, tendendo a uniformização do nível de umidade em
torno de 50%, na manhã do dia seguinte. Concorreram para isto as condições climáticas prevalecentes à
noite, especialmente a umidade relativa do ar, superior a 85% associada à higroscopicidade de forragens
com baixos teores de umidade (Dexter, 1947 citado por COSTA, 1989)

Composição e Energia Digestível

O valor nutritivo dos fenos varia com a espécie, estádio de maturação, fertilidade do solo e fatores
relativos ao método de conservação, como a desidratação da planta no campo, o seu relativo
armazenamento e a forma em que é fornecido aos animais (VILELA, 1984).

A composição química dos fenos inclui carboidratos não estruturais (açúcar e amido), proteína, minerais
e carboidratos estruturais ou fibra (principalmente celulose e hemicelulose). Os teores da carboidratos
não estruturais pode variar de menos de 5 a mais de 30% do peso seco. Estes constituintes são
altamente digestíveis quando oferecidos a ruminantes e podem, também, ser digeridos por
monogástricos. Fenos com teores relativamente altos de carboidratos não estruturais são, geralmente, de
boa qualidade.

Com o desenvolvimento das plantas, observa-se diminuição na relação folha:caule, bem como o seu
valor nutritivo e conteúdo de umidade. Do ponto de vista de desidratação, o avanço no estádio de
desenvolvimento resulta em vantagem para o processo de perda de água, mas é prejudicial em termos
de qualidade da forragem (REIS, 1996).

GARCIA et al. (1991b) relata que o estádio vegetativo do capim gordura (Melinis minutiflora, Pal. de
Beauv.) é , principalmente, em forrageiras tropicais, um fator muito importante a determinar o valor
nutritivo de uma forrageira. A recomendação de se fenar plantas por ocasião do florescimento, sem
dúvida uma prática comum para as forrageiras temperadas, não se aplica à maior parte das forrageiras
tropicais.

O alto teor de fibra dos fenos restringe sua utilização pelos animais. A lignina interfere na capacidade das
bactérias ruminais de digerir a celulose e hemicelulose. A digestibilidade destes constituintes é altamente
correlacionada com o grau de lignificação e pode variar de menos de 20 a mais de 80%.

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Pesquisas mostram que com o aumento de uma unidade percentual de lignina, diminui-se 3 a 4 unidades
na percentagem de MSD.

Estádio de Maturidade ao Momento do Corte

REIS (1996) relata que o estádio de desenvolvimento no momento do corte, sem dúvida, é o fator que
exerce maior influência na qualidade da forragem. Com o crescimento ocorrem alterações que resultam
na elevação dos teores dos compostos estruturais, tais como a celulose, a hemicelulose e a lignina e,
paralelamente, diminuição do conteúdo celular.

Qualquer que seja a cultivar a ser empregada, o corte deve ser realizado quando a planta alcançar alto
teor de proteínas, associado a elevada produtividade por hectare e baixo teor de fibra bruta
(MICKENHAGEN, 1996).

KIMBROUGH (1996) afirma que em sistema de pastejo rotacional, o excesso de forragem pode ser
cortada para a produção de feno. Normalmente se faz o corte de bermudagrass em intervalo de quatro
semanas.

As plantas do gênero Cynodon se prestam muito bem para a produção de feno. Nesta condição, a
colheita de forragem é feita com cortes realizados mecanicamente à altura de aproximadamente 5-7 cm
do solo. Ao se observar os dados referentes a pesquisas em que se analisou o efeito de frequências e
alturas de corte sobre a produção e a recuperação de plantas, chega-se à conclusão de que o intervalo
de cortes mais apropriado é por volta de 4 a 5 semanas (SILVA, 1993)

Com o avanço do ciclo vegetativo, as plantas tem seu MSD diminuído, rapidamente.

Gramíneas e leguminosas de clima temperado, crescendo no hemisfério norte, apresentam 80 a 85% de


MSD durante as primeiras duas semanas de crescimento, e cerca de 60% no final da estação. A MSD
declina de 0,3 a 0,5% por dia até atingir valores abaixo de 50%.

Para forrageiras crescendo no hemisfério sul, a taxa de declínio da MSD é de 0,29 - 0,41% por dia.
Forragens crescendo sob elevadas temperaturas conseqüentemente apresentam maior proporção de
caules e menor MSD.

Relação Folha:Caule

MICKENHAGEN, (1996) afirma que os melhores fenos de gramíneas (Cynodon) são obtidos das
cultivares que têm mais folhas do que colmos, como: Tifton-85, Florakirk, "Coast-cross" n0 1 e Florona.

O efeito do avanço da idade é atribuído ao aumento da relação caule:folha, em decorrência da


intensificação de alongamento do caule. Como se sabe, o caule se compara às folhas por seu teor
elevado de fibra e mais baixo teores de proteína e fósforo (GOMIDE, 1980)

Forrageiras com relação folha:caule de aproximadamente 1,2:1 contém cerca de 2/3 do total de MSD
nas folhas.

As folhas, principalmente de leguminosas, são mais frágeis e se perdem facilmente durante o processo de
corte e secagem do feno.

Método de Cura

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Cura corresponde ao processo de desidratação da forragem para confecção do feno com teor de
umidade adequado. Geralmente é realizada a campo, mas pode ser feita em galpões com circulação
forçada de ar aquecido ou não.

COSTA (1989) relata que o capim-jaraguá apresentou ritmo de secagem no campo mais acelerado que
as demais espécies testadas e os mais elevados coeficientes de perda de umidade durante a secagem em
câmara, seguido pelo capim-colonião; enquanto que o capim-brachiária e o capim gordura, às idades de
oito e doze semanas, respectivamente, foram as gramíneas de secagem mais lenta no campo; tendência
semelhante foi observada em câmara, correspondendo a essas gramíneas os menores coeficientes de
perda de umidade.

O efeito do método de cura, sobre a qualidade do feno, depende do tempo requerido para a
desidratação.

Decréscimos na MSD ocorrem sob prolongado tempo de cura e podem ser atribuídos a perdas de
nutrientes solúveis, devido à chuva, perdas de carboidratos não estruturais devido à respiração
excessiva e perdas de folhas.

Reid et al. (1959) citados por LECHTENBERG & HEMKEN (1985) mostraram que feno curado sob
condições de campo, durante oito dias com considerável exposição a chuvas, apresentam somente 57%
de MSD, enquanto que feno desidratado em galpão sob condições de ar aquecido apresenta cerca de
67% MSD.

Forma Física

A forma física do feno afeta a produção animal: na quantidade de energia que o animal obtém por
unidade de peso e na quantidade de feno consumido pelo animal.

A digestibilidade da fibra é maior para fenos com fibra longa, enquanto que a moagem, que reduz o
tamanho da partícula, melhora o consumo do feno devido a mais rápida passagem pelo trato digestivo.

O consumo voluntário de feno pode aumentar de 10 a 30% com a moagem, quando comparado com
fenos de fibra longa ou picados. Isto compensa a diminuição da MSD pelo maior consumo de ED,
resultando na melhoria da produção animal. Porém a moagem e/ou peletização do feno pode causar
diminuição da gordura do leite.

Espécies e Cultivares

Diferenças na qualidade entre espécies e entre cultivares dentro das espécies são, geralmente, relatadas
às diferenças no conteúdo de carboidratos estruturais, proporção de folhas ou presença de metabólitos
secundários que afetam a digestibilidade e a palatabilidade do feno para os animais.

A resistência a doenças, também, tem um significante impacto sobre a qualidade da forragem,


especialmente, a porcentagem de MSD. Tecido clorótico apresenta cerca de 41% de MSD enquanto
que o tecido normal cerca de 67% de MSD.

Proteína e Outros Nutrientes

Quantitativamente a importância nutricional da proteína do feno é menor do que da energia. Porém,

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freqüentemente, fenos com baixo teor de proteína bruta (PB) também apresentam baixo teor de ED.

Teor de Proteína do Feno

O teor de PB do feno depende, principalmente: (1) das espécies; (2) do estádio de maturidade ao corte;
(3) do nível de fertilização de N e (4) da proporção de folhas.

No mesmo estádio de crescimento, leguminosas apresentam, consideravelmente, mais proteína do que


gramíneas.

Para ambas, o teor de proteína é maior no estádio inicial de crescimento do que na maturidade.

A relação proteína:ED é maior para fenos de forragens maduras do que para fenos feitos com forragens
tenras.

A fertilização do solo com N aumenta o teor de PB em fenos de gramíneas e não afeta,


significativamente, a porcentagem de MSD.

A perda do valor protéico, devido ao processo de fenação, é de ordem de apenas 2,5%. Todavia, o
efeito do aquecimento no processo de deseidratação, sobre a proteína do feno, pode alterar a
solubilidade desta no aparelho digestivo do ruminante (ROCHA e EVANGELISTA, 1991)

Digestibilidade da Proteína do Feno

Há uma alta correlação entre a porcentagem de PB do feno e a concentração de proteína digestível


aparente.

Imprecisões na estimativa da proteína digestível (PD) podem ocorrer quando o feno for submetido a
condições adversas de armazenamento, como por exemplo alta umidade e calor. Uma grande porção de
PD torna-se indigestível e pode ser estimada pela determinação do NIDA.

Confecção do Feno

O processo de secagem ou cura requer um maior cuidado para o sucesso da confecção do feno. Sob
condições naturais ideais a secagem, requer de 2 a 3 dias, mas geralmente é mais vagarosa devido a alta
umidade relativa do ar e às chuvas que podem ocorrer, antes que se complete a secagem, ocasionando
perdas quali-quantitativas.

O problema na secagem do feno está na resistência à perda de água das plantas, causada pela cutícula
que envolve a superfície de folhas e caules.

Muitos problemas associados com a confecção do feno podem ser resolvidos com uma secagem rápida
ou se o feno puder ser armazenado com alta umidade sem deterioração (haylage).

Dessecantes e Melhoria da Secagem

Fenos podem ser feitos com uma secagem rápida se a resistência natural da planta em perder água for
destruída ou alterada.

A nível de laboratório, pesquisadores, conseguiram bons resultados através da maceração das plantas e
rompimento da cutícula, porém, nas condições de campo, outros autores têm conseguido taxas de

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secagem mais elevadas com o uso de carbonato de potássio após o corte e deixando o material secar
no campo (FIG. 49.1).

Preservativos para Armazenagem de Feno Com Alta Umidade

Fenos enfardados e armazenados com mais de 20% de umidade favorecem o desenvolvimento de


fungos. O calor gerado pela atividade metabólica destes microrganismos aumenta a temperatura do feno
podendo ultrapassar a 65 ºC, quando ocorrem reações químicas que levam à combustão expontânea do
material.

Fungos e calor em fenos estocados com alta umidade causam sérias reduções na digestibilidade da
proteína e na quantidade de carboidratos.

Perdas de peso podem ser severas em fenos com alta umidade, mas podem ocorrer, também, quando o
feno é estocado com menos de 20% de umidade, na ordem de 4 a 10% do peso seco. Outros estudos
mostram perdas de peso do feno durante a estocagem de, aproximadamente, 1% para cada percentual
de umidade acima de 10%.

O crescimento microbiano, em fenos com alta umidade, pode ser inibido pelo tratamento com
preservativos. Ácidos orgânicos podem ser utilizados com esta finalidade, porém têm o inconveniente de
serem corrosivos e não melhorarem a qualidade do feno.

Amônia anidra tem sido utilizada, também, com o propósito de inibir o crescimento de fungos,
mostrando um bom resultado, além de aumentar a % de PB do feno tratado.

Acondicionamento e Método de Armazenagem

Até meados de 1970, nas regiões úmidas dos EUA, o feno era acondicionado sob a forma de fardos
retangulares e estocado em galpões. Desde então, grandes quantidades de feno têm sido cortadas e
acondicionadas em grandes fardos circulares pesando cerca de 500 a 600 kg e estocados à campo.
Este método de corte tem reduzido, grandemente, o trabalho e acelerado o processo de produção de
feno.

Porém, pelo fato destes tipos de fardos serem estocados a campo, as perdas são dependentes das
condições ambientais durante a estocagem e do manejo de fornecimento para os animais, e podem
chegar até a 25% (LECHTENBERG & HEMKEN, 1985).

Variações na qualidade e perdas de peso seco devido a intempéries, quando o feno é estocado a
campo, ocorrem principalmente na porção superficial do fardo, enquanto que a porção interna é pouco
afetada.

No Brasil o feno é, geralmente, armazenado sob a forma de fardos com 0,30 x 0,40 x 1,00 m ou em
medas, com capacidade de 6 a 12 toneladas, diretamente no campo (ROCHA & EVANGELISTA,
1991).

Melhoramento da Qualidade

BROWN e ADJEI (1993) observaram aumento na concentração de proteína bruta, da digestibilidade in


vitro da matéria orgânica e da digestibilidade aparente da fibra em detergente neutro (FDN) e da fibra
em detergente ácido (FDA) com o aumento do teor de uréia no feno de 0 para 8%.

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O tratamento com hidróxido de sódio, hidróxido de potássio, hidróxido de cálcio ou amônia, aumenta a
digestibilidade da fibra de fenos com baixa qualidade e resíduos de culturas.

Animais consomem bem fenos tratados, e estudos de desempenho demonstram um aumento na


produtividade, em relação a fenos não tratados.

Os hidróxidos devem ser aplicados durante o enfardamento e distribuídos por todo o feno, porém têm o
inconveniente de afetar o balanço de minerais dos animais e pode-se requerer alguma modificação na
composição de suplementos minerais.

Amonização pode ser feita após o enfardamento, não altera o balanço mineral e aumenta o teor de PB
do feno tratado.

PRODUÇÃO ANIMAL

O principal fator que limita a produção de animais recebendo rações a base de feno é a quantidade de
MSD ou ED consumida.

Em geral, há uma boa relação entre consumo voluntário e % MSD. O consumo de ED total aumenta,
dramaticamente, com a % MSD do feno, até, aproximadamente 70% de MSD.

PHILLIPS (1988) relata que quando a forragem verde é fornecida à vontade a suplementação com feno
tem pouco efeito sobre o consumo de matéria seca total. Em alguns experimentos a depressão do teor
de gordura do leite é aliviada com o fornecimento de feno e em alguns casos aumenta o consumo de
matéria seca, especialmente quando há baixa disponibilidade de forragem verde, aumentando a
produção de leite e de gordura e de gordura e proteína do leite.

Consumo de Feno

O consumo de forragens é inversamente relacionado com seu conteúdo de parede celular - celulose,
hemicelulose e lignina - ou FDN (Van Soest, 1965). Mais especialmente, consumo está relacionado com
o conteúdo de parede celular indigestível. Esta fibra indigestível ocupa espaço no trato gastrointestinal,
diminuindo a taxa de passagem e, conseqüentemente, o consumo.

Fenos feitos a partir de forragens maduras são consumidos em menores quantidades do que fenos feitos
de forragens tenras, presumivelmente devido as variações na composição química ocorrida com o
avanço da maturidade (aumento no teor de carboidratos estruturais).

Baixo consumo é uma grave limitação na produtividade animal com fenos de baixa qualidade e resíduos
de cultura.

Animais consumindo fenos de gramíneas de baixa qualidade, chegam a comer o equivalente a 1% do seu
peso vivo por dia, o que, geralmente, não supre seus requerimentos de energia para mantença. Porém,
animais podem consumir mais do que 3% de seu peso vivo de feno com 67 a 70% de MSD.

Eficiência de Conversão de Energia

Fenos mais digestíveis proporcionam menor incremento calórico e sua ED é mais eficientemente utilizada
pelo animal, quando comparados a fenos com baixos teores de ED. As eficiências de utilização relativas
são de ordem decrescente para mantença, produção de leite e ganho de peso.

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AVALIAÇÃO DA QUALIDADE

A avaliação precisa da qualidade do feno é extremamente importante para se prever o desempenho


animal.

Análises da aparência visual, cor, odor e textura têm sido utilizadas a nível de campo, enquanto que um
sistema baseado em padrões de odor, cor, proporção de folhas, textura do caule e presença de
impurezas é usado, nos EUA, para fins de comercialização (QUADRO 1). Contudo, avaliações feitas
com base nas aparências físicas têm pouca relação com o desempenho animal.

QUADRO 1 - CRITÉRIOS PARA A AVALIAÇÃO VISUAL DO FENO*


LIMITE DE
CARACTERÍSTICAS DO FENO PONTOS
PONTUAÇÃO

I. ESTÁGIO DE COLHEITA (TOTAL: 30)

Feno de primeiro corte

Antes da floração 0 - 5% folhas marrom 27 - 30

6 - 15% folhas
Início da floração 22 - 26
marrom

16-30% folhas
Meio da floração 17 - 21
marrom

Estágio de sementes > 30% folhas marrom 11 - 16

II. PROPORÇÃO DE FOLHAS (TOTAL: 30)

Muita folha 27 - 30

Intermediário superior 22 - 26

Intermediário inferior 17 - 21

Pouca folha 11 - 16

III. PROPORÇÃO DE CAULE (TOTAL: 30)

Nenhum ou diâmetro pequeno de caule/colmo 27 - 30

Poucos ou diâmetro médio de caule/colmo 22 - 26

Muitos ou diâmetro maior de caule/colmo 17 - 21

Muito caule ou diâmetro muito grosso de caule 11 - 16

IV. COLORAÇÃO (TOTAL: 15)

Verde natural da cultura 14 - 15

Levemente verde a ligeiramente marrom 11 - 13

Do amarelo palha até amarronzado 8 - 10

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Do marrom ao preto 0- 7

V. CHEIRO (TOTAL: 15)

Agradável 14 - 15

Empoeirado 11 - 13

De mofado 8 - 10

De queimado 0- 7

VI. MACIEZ (TOTAL: 10)

Muito macio 9 - 10

Macio 7- 8

Ligeiramente áspero 5- 6

Áspero e quebradiço 0- 4

SUB TOTAL

VII. PENALIDADES

Ervas daninhas, sujeira, material estranho menos 0 - 35

Insetos nocivos menos 0 - 50

TOTAL

Rohweder et al. (1978) citados por LECHTENBERG & HENKEM (1985) propuseram um sistema de
avaliação da qualidade do feno baseado na composição química, onde são determinados os teores de
FDA e FDN. Estes componentes são relacionados com a porcentagem de MSD e, assim, podem
descrever melhor a resposta animal.

Recentemente, com o avanço da técnica de reflectância infravermelha, pode-se determinar com mais
rapidez, precisão e economia, a composição química de alimentos, analisando não só FDA e FDN
como também proteína e outros constituintes, simultaneamente.

QUADRO 1A - Qualidade do Feno Produzido no Estado de Minas Gerais*


Composição Química

Espécie Forrageira MS (%) PB (% na MS) Digestibilidade


(%)

Gordura 85±2,32 5,1±1,82 43,3±5,95

Jaraguá 86,3±1,17 4,0±0,91 43,0±5,80

Setária 83,6 5,8 40,5

Colonião 85,9±2,64 5,4 45,6±11,07

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Green-Panic 86,4±0,45 4,3±1,28 42,2±5,23

Grama-africana 86,6 8,3 37,7

Guiné 84,7 11,1 54,4

Grama Estrela 89,5 4,0 40,2

Brachiaria-Decumbens 86,8±1,86 4,9±2,14 46,6±9,21

Soja Perene 86,1 9,9 49,5

Feijão-guandu 85,2 15,3 40,5

Colonião+Leguminosa 86,9 4,3 47,5

Jaraguá+S. Perene 86,1 9,9 53,5

Green-Panic+S. Perene 86,5 5,5 30,9

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