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Escola Politécnica da Universidade de São Paulo PEF 2409 Geotecnia Ambiental Análise de estabilidade de
Escola Politécnica da Universidade de São Paulo
PEF 2409 Geotecnia Ambiental
Análise de estabilidade de taludes
Introdução Abordagem estática dos problemas de estabilidade Hipótese de equilíbrio numa massa de solo Modelo
Introdução
Abordagem estática dos problemas de
estabilidade
Hipótese de equilíbrio numa massa de solo
Modelo rígido plástico – eminência de
escorregamento

Introdução

 Comparação entre a resistência ao cisalhamento do solo e as solicitações atuantes
 Comparação entre a resistência ao
cisalhamento do solo e as solicitações
atuantes
ao cisalhamento do solo e as solicitações atuantes  Forças atuantes – peso da massa de

Forças atuantes peso da massa de solo e sobrecargas Determinação das tensões de cisalhamento

induzidas – resistência ao cisalhamento do solo
induzidas – resistência ao cisalhamento do solo
MÉTODO DO EQUILÍBRIO LIMITE
MÉTODO DO EQUILÍBRIO LIMITE
das tensões de cisalhamento induzidas – resistência ao cisalhamento do solo MÉTODO DO EQUILÍBRIO LIMITE
Introdução  Para avaliar a estabilidade de um determinado talude, é necessário definir / estimar:
Introdução
 Para avaliar a estabilidade de um
determinado talude, é necessário definir /
estimar:
 Geometria do talude
 Parâmetros de resistência ao cisalhamento do
solos envolvidos (c´, f´, Su)

Conceitos

 Hipóteses de geometria da superfície de ruptura  Planar
 Hipóteses de geometria da superfície de
ruptura
 Planar
de geometria da superfície de ruptura  Planar  Taludes íngrimes Talude infinito / escorregamento de


Taludes íngrimes Talude infinito / escorregamento de massas

Taludes íngrimes Talude infinito / escorregamento de massas   Circular  Observações mostram tendência de

 Circular  Observações mostram tendência de superfícies de ruptura com forma conchoidal / circular
 Circular
 Observações mostram tendência de superfícies de
ruptura com forma conchoidal / circular
 Outras geometrias mais complexas
Conceitos  Fator de Segurança – FS – estima em quanto a resistência ao cisalhamento
Conceitos
 Fator de Segurança – FS – estima em
quanto a resistência ao cisalhamento do solo
ao longo da superfície de ruptura supera os
esforços solicitantes = margem de
segurança  depende do tipo e do contexto
da obra, separando fase construtiva daquela
operacional.
Equilíbrio de forças
Equilíbrio de momentos

Conceitos

Conceitos  Fator de Segurança – FS  Em Normas Tecnicas e a Boa Pratica impoe

Fator de Segurança FS

Conceitos  Fator de Segurança – FS  Em Normas Tecnicas e a Boa Pratica impoe
Conceitos  Fator de Segurança – FS  Em Normas Tecnicas e a Boa Pratica impoe

Em Normas Tecnicas e a Boa Pratica impoe

Conceitos  Fator de Segurança – FS  Em Normas Tecnicas e a Boa Pratica impoe

que FS ≥ 1,5

Conceito

Conceito QUAL A SUPERFÍCIE GEOM’ETRICA NA QUAL SE DESENVOLVE A CONDICAO DE RUPTURA MAIS CRÍTICA? 

QUAL A SUPERFÍCIE GEOM’ETRICA NA

QUAL SE DESENVOLVE A CONDICAO

DE RUPTURA MAIS CRÍTICA?
DE RUPTURA MAIS CRÍTICA?
 Processo tentativo – busca da superfície de menor fator de segurança
 Processo tentativo – busca da superfície de
menor fator de segurança

Superfícies de ruptura - tipos

rotacional translacional
rotacional
translacional
fraca condicionado
fraca
condicionado

Camada

limitado
limitado

Camada resistente

corrida de lama tombamento
corrida de lama
tombamento

Métodos de cálculo de estabilidade

de taludes

Métodos de cálculo de estabilidade de taludes  Métodos de equilíbrio limite  Método Sueco (das

Métodos de equilíbrio limite Método Sueco (das “fatias” ou lamelas)

limite  Método Sueco (das “fatias” ou lamelas)  Método de Fellenius Método de Bishop /
limite  Método Sueco (das “fatias” ou lamelas)  Método de Fellenius Método de Bishop /
limite  Método Sueco (das “fatias” ou lamelas)  Método de Fellenius Método de Bishop /


Método de Fellenius Método de Bishop / Bishop simplificado Método de Janbu / Janbu simplificado Método de Morgenstern-Price Método de Spencer Método de Sarma

    
 Método das cunhas
 Método das cunhas
Método de Morgenstern-Price Método de Spencer Método de Sarma       Método
Método de Morgenstern-Price Método de Spencer Método de Sarma       Método
Métodos de cálculo de estabilidade de taludes  Os métodos se distinguem entre si pelas
Métodos de cálculo de estabilidade
de taludes
 Os métodos se distinguem entre si pelas hipóteses
simplificadoras que cada um adota, geralmente
associadas à consideração da distribuição interna
de esforços interlamelas
 Alguns métodos são mais conservadores do que
outros em função do nível de simplificação
 Métodos mais atuais consideram o caráter
estatístico dos problemas
Pressupostos dos métodos de equilíbrio limite  Comportamento do solo assumido como rígido plástico perfeito
Pressupostos dos métodos de
equilíbrio limite
 Comportamento do solo assumido como
rígido plástico perfeito
 Equações de equilíbrio estático até a
eminência de ruptura (na realidade o
processo é evolutivo/dinamico)
 O FS é constante ao longo da superfície de
ruptura (na realidade o processo pode ser
progressivo)

Equilíbrio Limite

 ESTATICA EQUILIBRIO DOS ESFORCOS NA HORIZONTAL, NA VERTICAL E SOMATORIO DE MOMENTOS NULO
 ESTATICA
EQUILIBRIO DOS ESFORCOS NA
HORIZONTAL, NA VERTICAL E
SOMATORIO DE MOMENTOS NULO
Superfície circular de análise Lamela genérica
Superfície
circular de
análise
Lamela
genérica

Métodos

 Superfície de ruptura – arco de circunferência  Massa de solo subdividida em lamelas
 Superfície de ruptura –
arco de circunferência
 Massa de solo subdividida
em lamelas

Bishop e Fellenius

 Superfície de ruptura – arco de circunferência  Massa de solo subdividida em lamelas 
Fator de segurança - Dedução da fórmula considerando equilibrio dos Momentos Momento das forças atuantes
Fator de segurança - Dedução da fórmula considerando equilibrio dos Momentos Momento das forças atuantes
Fator de segurança - Dedução da fórmula considerando equilibrio dos Momentos Momento das forças atuantes
Fator de segurança - Dedução da fórmula

Fator de segurança - Dedução da fórmula

Fator de segurança - Dedução da fórmula considerando equilibrio dos Momentos Momento das forças atuantes  
considerando equilibrio dos Momentos

considerando equilibrio dos Momentos

Dedução da fórmula considerando equilibrio dos Momentos Momento das forças atuantes   S (P * R
Dedução da fórmula considerando equilibrio dos Momentos Momento das forças atuantes   S (P * R
Dedução da fórmula considerando equilibrio dos Momentos Momento das forças atuantes   S (P * R
Momento das forças

Momento das forças

atuantes
atuantes

atuantes

equilibrio dos Momentos Momento das forças atuantes   S (P * R * sen q )
 
 
S (P * R * sen q )

S (P * R * sen q)

Momento das forças atuantes   S (P * R * sen q ) Momento das forças
Momento das forças atuantes   S (P * R * sen q ) Momento das forças
Momento das forças atuantes   S (P * R * sen q ) Momento das forças
Momento das forças

Momento das forças

Momento das forças atuantes   S (P * R * sen q ) Momento das forças
resistentes

resistentes

Momento das forças atuantes   S (P * R * sen q ) Momento das forças
S (T * R)

S (T * R)

Momento das forças atuantes   S (P * R * sen q ) Momento das forças
 
 
Momento das forças atuantes   S (P * R * sen q ) Momento das forças
Momento das forças atuantes   S (P * R * sen q ) Momento das forças
Momento das forças atuantes   S (P * R * sen q ) Momento das forças
Momento das forças atuantes   S (P * R * sen q ) Momento das forças
Momento das forças atuantes   S (P * R * sen q ) Momento das forças

Fator de segurança

Fator de segurança  No equilíbrio – eminência da ruptura: S (P * R * sen

No equilíbrio eminência da ruptura:

segurança  No equilíbrio – eminência da ruptura: S (P * R * sen q) =
S (P * R * sen q) = S (T * R)  Fator de
S (P * R * sen q) = S (T * R)
 Fator de segurança – relação entre o esforço
resistente disponível e o esforço solicitante

F

Σ(c´ l N tgφ)



Σ(P sen θ)

Método de Fellenius  Equilíbrio de forças na direção normal  Para pressões neutras elevadas
Método de Fellenius
 Equilíbrio de forças
na direção normal
 Para pressões neutras
elevadas o método
pode induzir erro
 Equilíbrio de forças na direção normal  Para pressões neutras elevadas o método pode induzir
Método de Fellenius
Método de Fellenius
Método de Fellenius
Método de Bishop simplificado  Equilíbrio de forças na direção vertical
Método de Bishop
simplificado
 Equilíbrio de forças
na direção vertical
Método de Bishop simplificado  Equilíbrio de forças na direção vertical
Método de Bishop simplificado
Método de Bishop simplificado
Pressões Neutras  Barragem em final de construção ou aterro sobre solos moles  parâmetro
Pressões Neutras
 Barragem em final de construção ou aterro sobre
solos moles
 parâmetro B = u/sv
Pressões Neutras Barragem em operação e talude submerso com rede de fluxo em regime permanente
Pressões Neutras
Barragem em operação e talude submerso com rede
de fluxo em regime permanente incluir forças de
percolação nas análises (J)
Pressões Neutras
Pressões Neutras
Pressões Neutras  Talude com submersão parcial
Pressões Neutras
 Talude com submersão parcial

Parâmetros de resistência

Parâmetros de resistência  Resistência ao cisalhamento depende:  Nível de tensões (vertical efetiva) 

Resistência ao cisalhamento depende:

de resistência  Resistência ao cisalhamento depende:  Nível de tensões (vertical efetiva)  Condições
de resistência  Resistência ao cisalhamento depende:  Nível de tensões (vertical efetiva)  Condições


Nível de tensões (vertical efetiva) Condições de drenagem Trajetória e história de tensões Estrutura dos solos

Trajetória e história de tensões Estrutura dos solos    Parâmetros de resistência Coesão efetiva
Trajetória e história de tensões Estrutura dos solos    Parâmetros de resistência Coesão efetiva
Trajetória e história de tensões Estrutura dos solos    Parâmetros de resistência Coesão efetiva
Trajetória e história de tensões Estrutura dos solos    Parâmetros de resistência Coesão efetiva


e história de tensões Estrutura dos solos    Parâmetros de resistência Coesão efetiva (c´)

Parâmetros de resistência

Estrutura dos solos    Parâmetros de resistência Coesão efetiva (c´)   Coesão não
Coesão efetiva (c´)   Coesão não drenada (Su)  Ângulo de atrito interno (f´)
Coesão efetiva (c´)
 Coesão não drenada (Su)
 Ângulo de atrito interno (f´)

Parâmetros de resistência

 Análise de estabilidade de barragem de terra: Final de construção

Análise de estabilidade de barragem de terra:

Final de construção
Final de construção
estabilidade de barragem de terra: Final de construção   Talude de jusante  Não há
  Talude de jusante  Não há tempo para dissipação da pressão neutra (parâmetros
 Talude de jusante
 Não há tempo para dissipação da pressão neutra (parâmetros
rápidos, sem dissipação)
 Barragem em operação
 Talude de jusante
 NA máximo
Ensaios rápidos ou lentos, adensados
 Rebaixamento rápido
Talude de montante
Ensaios rápidos, adensados não drenados
Ábacos de cálculo Maciço drenado
Ábacos de cálculo
Maciço drenado
Ábacos de cálculo Maciço saturado
Ábacos de cálculo
Maciço saturado
SOFTWARES de cálculo  Modelos bidimensionais tipo equilíbrio limite Pesquisa de diversas superfícies de
SOFTWARES de cálculo
 Modelos bidimensionais tipo equilíbrio
limite
Pesquisa de diversas superfícies de
ruptura
 circulares – arcos de circunferência
 planares – especificadas
Abordagens estatísticas

SOFTWARES de cálculo

 Modelos de elementos finitos  análise de superfícies de plastificação  geração de estado
 Modelos de elementos finitos
 análise de superfícies de plastificação
 geração de estado de tensões para posterior
análise tipo equilíbrio limite
Exemplos de processamentos Malha de pontos  centros da superfícies analisadas 1.4 Superfície circular de
Exemplos de processamentos
Malha de pontos  centros
da superfícies analisadas
1.4
Superfície circular de
menor fator de segurança
dentre as analisadas
Exemplos de processamentos 1.5 Polo para cálculo do equilíbrio de forças Superfície planar única 
Exemplos de processamentos
1.5
Polo para cálculo
do equilíbrio de
forças
Superfície planar única
 definida
Para pensar  Heterogeneidade / variabilidade – abordagem estatística  Efeito tridimensional – taludes
Para pensar
 Heterogeneidade / variabilidade –
abordagem estatística
 Efeito tridimensional – taludes côncavos /
convexos
 Parâmetros geomecânicos de resíduos
sólidos (sanitário, rejeito industrial, etc)
 Retro-análise – ruptura: FS ~ 1.0