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FUNDAMENTOS DA

LUBRIFICAÇÃO

MANCAIS E SUA LUBRIFICAÇÃO & PLANEJAMENTO E CONTROLE DOS

PLANOS DE LUBRIFICAÇÃO

INTRODUÇÃO

Os mancais são elementos orgânicos de máquinas que suportam peças e eixos.

1.

Deslizamento ou fricção;

2.

Antifricção ou rolamento.

1 e 2 são tipos de mancais.

MANCAIS

1A) Planos ou radiais Buchas p/ bielas;

Semi-mancais;

Bipartidos p/ bielas;

Quatro partes.

MANCAIS 1A) Planos ou radiais • Buchas p/ bielas; • Semi-mancais; • Bipartidos p/ bielas; •
MANCAIS 1A) Planos ou radiais • Buchas p/ bielas; • Semi-mancais; • Bipartidos p/ bielas; •

MANCAIS

MANCAIS 1B) De guias, ou seja, máquinas a vapor; 1C) De escora ou axiais (rolos cônicos);

1B) De guias, ou seja, máquinas a vapor;

MANCAIS 1B) De guias, ou seja, máquinas a vapor; 1C) De escora ou axiais (rolos cônicos);

1C) De escora ou axiais (rolos cônicos);

MATERIAIS P/ MANCAIS

Devem ter as seguintes características;

1.

A tensão de compressão deve ser compatível com as pressões hidráulicas desenvolvidas pelo lubrificante (não deve amassar o mancal);

2.

Especialmente em máquinas alternativas deve ter resistência à fadiga causada pelas cargas;

3.

Deve ter ductilidade para que não haja extrusão com choque;

4.

Deve ter habilidade para embeber abrasivos (absorver pedacinhos para não riscar);

5.

Deve ter resistência a riscagem;

6.

Conforme às irregularidades do eixo absorvendo pequenos desalinhamentos.

MATERIAIS P/ MANCAIS

Materiais mais usados:

A. Bronze;

B. Bronze sintetizado;

C. Plásticos (Teflon, Nylon, Resinas, etc.);

D. Ligas Cobre/Chumbo;

E. Ligas Alumínio;

F. Prata (tem tendência a soldar-se ao eixo);

G. Grafita (Não resiste a choques) associada ao teflon normalmente melhorada)

H. Metal Patente (Babbit), que é uma liga de 89% de estanho, 9% de antimônio e 2% de cobre.

Critérios de Escolhas de Lubrificantes

Óleo ou graxa?

1. Usa-se graxa com velocidades abaixo de 50 RPM e cargas elevadas;

2. Com grandes folgas;

Viscosidade/Consistência

1. A carga ultrapassando a pressão acumulada existe o contato metal-metal, quanto maior a carga, maior deve ser a viscosidade do óleo (ou consistência da graxa). Em mancais pesados pode ser usado um apoio de lubrificação reduzindo para 1/10 o torque de partida.

Critérios de Escolhas de Lubrificantes

Viscosidade/Consistência

2. Velocidade, quanto maior a velocidade menor deve ser a viscosidade/consistência, são consideradas altas velocidades maiores que 5m/s.

3. Temperatura, grandes diferenças de temperaturas, exige óleos com alto IV. Mancais externos podem necessitar uma mudança no lubrificante durante o ano (Inverno/verão)

Critérios de Escolhas de Lubrificantes

3. Estabilidade química: os lubrificantes não devem reagir com os mancais nem oxidar-se com

facilidade.

4.

Boa resistência de película: pode ser necessário o uso de aditivos do tipo E.P.

5.

Resistência ao meio ambiente

5.1

Umidade: considerar o uso de aditivos emulsificantes (vapor) ou demulsificantes (motores)

conforme o caso;

5.2 Calor: o lubrificante deve ter o ponto de fulgor adequado;

5.3 Ácido: o lubrificante deve ter uma reserva alcalina (TBN) adequada ao serviço.

Causas de Falhas em mancais

1. Operacionais ou de montagem

A. Sobrecarga;

B. Choques;

C. Mudanças ambientais;

D. Inversão das posições

Causas de Falhas em mancais

2- Causas mecânicas:

A. Metais inadequados;

B. Desalinhamento externo;

C. Ranhuras;

D. Desgastes excessivos (já deveria ter trocado o mancal);

E. Área de máx. pressão com localização inadequada.

Causas de Falhas em mancais

3- Falhas do lubrificante: (hipóteses)

A. Falta;

B. Inadequado;

C. Contaminado;

D. Excesso (é o menos comum), só em graxas é importante.

Sintomas das falhas;

A. Vibração;

B. Calor.

Mancais de Rolamentos ou Anti-fricção

Composição:

A. Pista externa (anel ext);

B. Pista interna (anel int);

C. Espaçadores (gaiolas);

D. Elementos rolantes (esferas, rolos, agulhas -> cônicos, côncavos, esféricos);

Mancais de Rolamentos ou Anti-fricção

Materiais:

Aço Cromo SAE 50-100, 51-100 ou 52-100, dureza Rockwell 62 +/- 3 RC (Duríssimos)

Aplicações:

A. Esferas: cargas radiais pequenas e médias;

B. Rolos: cargas elevadas;

C. Agulhas: espaços radiais limitados

Funções dos Lubrificantes

1. Evitar o atrito de deslocamento entre o espaçador e os elementos rolantes;

2. Proteger contra corrosão;

3. Dissipação de calor;

4. Vedar (graxas).

Critérios de Escolhas

Usa-se óleo quando:

1. Seja necessário dissipar calor (altas velocidades);

2. Quando já existe lubrificação a óleo como nas caixas de câmbio e redutores;

3. Quando se necessita um controle na lubrificação;

4. É necessária a facilidade de renovação do lubrificante.

Classificação dos Óleos

MANCAIS E SUA LUBRIFICAÇÃO

Os principais ensaios físicos padronizados para os óleos lubrificantes encontram-se resumidos na tabela a seguir.

LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS

A exigência fundamental para duas superfícies serem lubrificadas é que as espessuras operacionais do lubrificante entre as superfícies deve ser maior que a rugosidade das superfícies. As duas superfícies devem flutuar em um filme pressurizado de lubrificante.

ser maior que a rugosidade das superfícies. As duas superfícies devem flutuar em um filme pressurizado

LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS

Suponhamos um munhão em repouso em seu mancal, como é mostrado esquematicamente na

Fig. 6 (a).

O espaço da folga está cheio de óleo e o munhão repousa na superfície de apoio, ou mancal, havendo contato de metal com metal no seu ponto mais baixo. À proporção que o munhão, com a carga (ou reação do mancal) R, começa a girar no sentido indicado na Fig. 6 (b) e (c), ocorre inicialmente, uma atrito de metal com metal e o munhão tende a subir para a direita do mancal,

como se vê na Fig 6 (b).

Contudo, como o óleo adere à superfície do munhão, a rotação arrasta um filme de óleo separando o munhão e o mancal e, então, o munhão move-se para a esquerda e toma a posição excêntrica em relação ao mancal, como se vê na Fig 6 (c). O mancal em rotação, agindo como uma bomba, provoca suficiente elevação da pressão de óleo pra que este assegure uma

completa separação entre a sua superfície e a do mancal.

LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS

Métodos de lubrificação dos mancais:

Os mancais podem ser lubrificados:

(a) intermitentemente;

(b) continuamente, com uma quantidade limitada de lubrificante; ou (c) continuamente, com uma quantidade abundante de lubrificante.

LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS

A) - Lubrificação intermitente. A lubrificação intermitente, seja com óleo ou graxa, compreende os casos em que é deixado ao operador a aplicação periódica do lubrificante, seja em furos de lubrificação, ou em copos de óleo ou graxa, de tipo comum ou de tipo especialmente designado como de pressão. O coeficiente de atrito decorrente deste método de lubrificação é variável e, comumente, é admitido como variando de 0,12 a 0,15.

LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS

B) - Lubrificação limitada. Existem vários sistemas, alguns dos quais abaixo descritos, que asseguram uma lubrificação contínua, mas de limitada quantidade de óleo, aos mancais. Estes sistemas são indicados para serviços relativamente leves.

B.1) - Lubrificação por gotejamento ou por gravidade. É de uso muito comum e, sob certas condições, dá resultados satisfatórios. Um furo roscado no mancal, no lado da baixa pressão, recebe um copo de óleo que é provido de uma válvula de agulha ajustável para regular a

quantidade de óleo fornecida ao mancal. Este método de alimentação de óleo permite a

formação de um filme de óleo espesso (atrito fluido), mas é aconselhável usar um fator de segurança relativamente elevado e manter uma certa dependência ao computar o valor do coeficiente de atrito.

LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS

B.2) - Lubrificação por mecha. É obtida por meio de mechas ligadas a pequenos reservatórios na parte superior do mancal e desenvolvendo-se ao longo de sua superfície. O óleo é suprido ao munhão por ação capilar. Este tipo de lubrificação é usado em eixos intermediários e os

reservatórios de óleo devem ser completados diariamente.

C) - Lubrificação Abundante. Existem vários meios de assegurar um abundante suprimento de óleo a um mancal. O sistema de anel-guia, usado em muitos tipos de máquinas, é um sistema

intermediário no qual um anel fornecerá ampla quantidade de óleo, se o mancal for

apropriadamente projetado e trabalhar velocidades médias.

LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS

Intervalos de lubrificação:

No caso de rolamentos lubrificados por banho de óleo, o período de troca de óleo depende, fundamentalmente, da temperatura de funcionamento do rolamento e da possibilidade de contaminação proveniente do ambiente. Não havendo grande possibilidade de poluição, e sendo a temperatura inferior a 50°C, o óleo pode ser trocado apenas uma vez por ano. Para temperaturas em torno de 100°C, este intervalo cai para 60 ou 90 dias.

LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS

Lubrificação dos mancais dos motores: temperatura, rotação e carga do mancal são os fatores que vão direcionar a escolha do lubrificante.

Regra geral:

· temperaturas altas: óleo mais viscoso ou uma graxa que se mantenha consistente;

· altas rotações: usar óleo mais fino;

· baixas rotações: usar óleo mais viscoso.

LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS

Lubrificação de motorredutores

A escolha de um óleo para lubrificar motorredutores deve ser feita considerando-se os seguintes fatores: tipo de engrenagens; rotação do motor; temperatura de operação e carga. No geral, o óleo deve ser quimicamente estável para suportar oxidações e resistir à oxidação.

LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS

Em resumo, por mais complicada que uma máquina pareça, há apenas três elementos a lubrificar:

1. Apoios de vários tipos, tais como: mancais de deslizamento ou rolamento, guia etc.

2. Engrenagens de dentes retos, helicoidais, parafusos de rosca sem-fim etc., que podem estar

descobertas ou encerradas em caixas fechadas.

3. Cilindros, como os que se encontram nos compressores e em toda a espécie de motores,

bombas ou outras máquinas com êmbolos.

LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS

Lubrificação de mancais de deslizamento:

O traçado correto dos chanfros e ranhuras de distribuição do lubrificante nos mancais de deslizamento é o fator primordial para se assegurar a lubrificação adequada.

do lubrificante nos mancais de deslizamento é o fator primordial para se assegurar a lubrificação adequada.
do lubrificante nos mancais de deslizamento é o fator primordial para se assegurar a lubrificação adequada.

LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS

Os mancais de deslizamento podem ser lubrificados com óleo ou com graxa. No caso de óleo, a

viscosidade é o principal fator a ser levado em consideração; no caso de graxa, a sua consistência

é o fator relevante.

A escolha de um óleo ou de uma graxa também depende dos seguintes fatores:

· geometria do mancal: dimensões, diâmetro, folga mancal/eixo;

· rotação do eixo;

· carga no mancal;

· temperatura de operação do mancal;

· condições ambientais: temperatura, umidade, poeira e contaminantes;

· método de aplicação.

LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS

Lubrificação de mancais de rolamento

Os rolamentos axiais autocompensadores de rolos são lubrificados, normalmente, com óleo. Todos os demais tipos de rolamentos podem ser lubrificados com óleo ou com graxa.

lubrificados, normalmente, com óleo. Todos os demais tipos de rolamentos podem ser lubrificados com óleo ou

LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS

LUBRIFICAÇÃO DE MANCAIS

MÉTODOS DE APLICAÇÃO DOS LUBRIFICANTES

MÉTODOS DE APLICAÇÃO DOS LUBRIFICANTES

Planejamento e Controle dos Planos de

Lubrificação

Plano de lubrificação As máquinas e equipamentos possuem um grande número de componentes e elementos com superfícies em movimento constante ou intermitente e variáveis níveis de velocidade e em todo esse movimento está presente o atrito, que gera aquecimento e

desgaste. E para proteger e minimizar esses efeitos nesses componentes e elementos de

máquinas e equipamentos é que existe a lubrificação.

Lubrificar corretamente significa planejar e programar a lubrificação e para conseguir uma

lubrificação eficiente é preciso saber o tipo e a quantidade do lubrificante e quando e onde usá-

lo. A coordenação e controle desses fatores citados é o que chamamos de planejamento da lubrificação.

Planejamento e Controle dos Planos de

Lubrificação

Fases para executar o planejamento da lubrificação:

Levantamento das máquinas e equipamentos; Identificação dos pontos de lubrificação; Elaboração das rotas de lubrificação; Adequação dos estoques; Programação das rotas de lubrificação; Identificação dos lubrificantes; Controle do plano de lubrificação.

Planejamento e Controle dos Planos de

Lubrificação

Levantamento das máquinas e equipamentos;

Nesse momento é necessário fazer o levantamento de todas as máquinas e equipamentos que vão fazer parte do plano de lubrificação.

Identificação dos pontos de lubrificação;

Após o levantamento das máquinas e equipamentos, vem a parte muito minuciosa e extremamente importante, fazer a identificação de todos os pontos necessários para lubrificar. Para isso é essencial ter em mãos o manual da máquina ou equipamento para identificar esses pontos, tipo de lubrificante, quantidades recomendadas e intervalos para se lubrificar. Para a identificação dos pontos no local de aplicação normalmente são construídas plaquetas ou decalques e fixados direto no local ou na impossibilidade disso, nas proximidades dos pontos de lubrificação.

Planejamento e Controle dos Planos de

Lubrificação

Elaboração das rotas de lubrificação;

Deve ser determinado em função do layout das máquinas, sua disponibilidade, frequência de

aplicação e tempos de deslocamento e lubrificação, portanto deve ser o mais racional possível.

Adequação dos estoques;

Esse planejamento de lubrificação só será eficiente se for garantido o fornecimento do lubrificante em quantidade e intervalos corretos. Esse fornecimento deve ser contínuo e automático com quantidades adequadas e ponto de reposição corretos, evitando-se assim a falta do item comprometendo todo esse planejamento.

Planejamento e Controle dos Planos de

Lubrificação

Programação das rotas de lubrificação;

Essa é uma das fases muito importantes pois será definido calendário do plano, o quando a

máquina ou equipamento estará disponível para lubrificação lembrando que entre todos os

pontos a serem lubrificados sempre teremos aqueles que podem ser com a máquina em movimento e outros pontos será necessário parar.

Identificação dos lubrificantes;

Todos os lubrificantes devem ser identificados corretamente para não gerar problemas com uso indevido nos pontos de lubrificação e mesmo quando os manutentores fazem uso do mesmo. No plano e nos pontos de lubrificação é recomendável usar métodos com códigos definidos de acordo com a norma DIN 51502 com uso de figuras geométricas, cores e letras.

Planejamento e Controle dos Planos de

Lubrificação

Controle do plano de lubrificação.

É necessário que o responsável pela programação do plano de lubrificação saiba, com

segurança, quais os serviços executados, não executados e quais os transferidos. Esse controle é

feito por meio de análise diária da rotina individual do lubrificador, reprogramação se necessário

e arquivamento do documento físico e no sistema eletrônico (via software ou outro meio como planilha em Excel).

Como vimos nessa matéria, o plano de lubrificação é muito importante para uma eficácia nas

atividades do dia a dia de lubrificação. Vejam no link abaixo mais sobre esse tema onde falamos

sobre algumas recomendações importantes sobre o Plano de lubrificação na manutenção de máquinas e equipamentos. Deixe seu comentário, sua opinião é muito importante.

EXERCÍCIOS

1-) Você é gerente de manutenção em uma indústria de cimentos, e foi acionado para cuidar de todos os planejamentos e controles de planos de lubrificação, contudo, desde o ultimo encarregado nunca houve um protocolo e controle referente a troca de óleos e graxas nos

maquinários, então você precisa montar um protocolo baseado nas informações acima.