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Estoque mínimo também é conhecido como estoque de segurança.

 

A

definição deste estoque é a quantidade mínima que deve existir para cobrir eventuais atrasos no ressuprimento. Garantindo o funcionamento ininterrupto do processo produtivo.

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Entre as causas que ocasionam as faltas podemos citar:

 

Oscilação do consumo; Atraso no tempo de reposição; Variação na qualidade (rejeição pelo controle de qualidade); Remessas por parte do fornecedor divergente do solicitado; Diferenças de inventário.

 

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O

estabelecimento de uma margem de segurança ou estoque mínimo é o risco que a empresa está disposta a assumir com relação à ocorrência de falta de estoque.

Pode-se determinar o estoque mínimo através de:

 

Fixação de determinada projeção mínima; Cálculos com base estatística.

 

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Representação gráfica da quantidade de um determinado item no estoque ao longo do tempo, pode

Representação gráfica da quantidade de um determinado item no estoque ao longo do tempo, pode ser simplificada para uma reta descendente.

Qt Lote de Estoque médio compra (Q) Reposição
Qt
Lote de
Estoque médio
compra
(Q)
Reposição

T(tempo)

 

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A

variação

do

estoque

médio

quando

acrescido

o

estoque mínimo pode ser notada no gráfico.

Qt

Lote de

compra

(Q)

Estoque médio Qt Lote de compra (Q) Estoque Mínimo Estoque médio

Estoque médio

Qt

Lote de

compra

(Q)

Estoque

Mínimo

Estoque médio Qt Lote de compra (Q) Estoque Mínimo Estoque médio

Estoque médio

 
 

T(tempo)

T(tempo)

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A) Fórmula Simples

 
 

E MN = C x K

Onde:

C = consumo mensal K = fator de segurança arbitrário com o qual se deseja garantir contra um risco de ruptura.

 

O

fator

K

é

proporcional

ao

grau

de

atendimento

 

desejado.

Ex.

se

quisermos

que

determinada

peça

tenha um grau de atendimento de 90% o K será 0,9.

 
 

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B) Método da Raiz Quadrada Onde: E M N = √ C x TR C

B) Método da Raiz Quadrada

Onde:

E MN = √ C x TR

C = consumo mensal

TR = tempo de reposição

Este método leva em consideração que o tempo de reposição não varia mais que a raiz quadrada do seu valor, logo este método só deve ser utilizado quando:

O consumo durante o TR for menor que 20 unidades; O consumo for irregular; A quantidade requisitada ao estoque for igual a 1.

 

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for igual a 1.   Prof. Emanuel Alvares Calvo 7/12 C) Método da Porcentagem de Consumo

C) Método da Porcentagem de Consumo E MN = (C max – C med ) x TR

Onde:

C max = consumo máximo C med = consumo médio TR = tempo de reposição Esse método considera os consumos passados, são medidos em um gráfico de distribuição acumulativo. Este método só deverá ser aplicado se o TR não for variável

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o TR não for variável Prof. Emanuel Alvares Calvo 8/12 Método da Porcentagem de Consumo Exemplo:

Método da Porcentagem de Consumo

Exemplo:

O consumo diário do ano anterior de uma peça foi: 90, 80, 70, 65, 60, 50, 40, 30, 20 e o número de dias que eles ocorreram foram: 4, 8, 12, 28, 49, 80, 110, 44, 30 respectivamente. O TR foi de 10 dias.

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Método da Porcentagem de Consumo Consumo Nº de dias consumo Consumo x Acumulado % diário

Método da Porcentagem de Consumo

Consumo

Nº de dias consumo

Consumo x

Acumulado

%

diário

dias

acumulada

90

4

360

360

2,12

80

8

640

1.000

5,91

70

12

840

1.840

10,87

65

28

1.820

3.660

21,63

60

49

2.940

6.600

39,00

50

80

4.000

10.600

62,29

40

110

4.400

15.000

88,65

30

44

1.320

16.320

96,45

20

30

600

16.920

100,00

 

365

16.920

x med = 16.920 / 365 = 46,36

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E MN =(C max -C med )TR

Para um consumo

diário de 70 unidades só ocorrerá em 11% das vezes.

E MN =(70-46,36)x 10

E MN = 236,4 un.

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D) Estoque Mínimo com Grau de Atendimento Definido E M N = K x σ

D) Estoque Mínimo com Grau de Atendimento Definido E MN = K x σ Onde: K = função do risco assumido σ = desvio padrão Para um grau de atendimento de 95%, temos um risco de não atendimento de 100% - 95% = 5% = 0,05.

Risco

K

Risco

K

Risco

K

0,001

3,090

0,100

1,282

0,350

0,385

0,005

2,576

0,150

1,036

0,400

0,253

0,010

2,326

0,200

0,842

0,450

0,126

0,025

1,960

0,250

0,674

0,500

0,000

0,050

1,645

0,300

0,524

   

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Bibliografia:

Administração de Materiais uma abordagem logística, Marco Aurélio P. Dias, Atlas, São Paulo, 2010.

 
 

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