Projeto Manoel Philomeno de Miranda

P ASSES — APRENDENDO
COM OS ESPÍRITOS

Com uma apresentação bem elaborada e bastante elucidativa, a equipe do Projeto Manoel
Philomeno de Miranda oferece-nos mais uma excelente obra, fruto de criterioso trabalho de pesquisa
bibliográfica, destinada principalmente a quantos prestam seu labor nas reuniões mediúnicas de caráter
terapêutico, objetivando amenizar o sofrimento alheio.
Inspirando-se nos ensinamentos de nobres Espíritos, mediante a psicografia de Divaldo Franco, a
equipe do referido projeto nos passa valiosas informações relacionadas com técnicas e procedimentos
da mediunidade terapêutica, embasada nas lições de amor e de humildade do nosso Maior Guia: Jesus.

Livros do Projeto Manoel Philomeno de Miranda REUNIÕES MEDIÚNICAS (1993) VIVÊNCIA MEDIÚNICA (1994) TERAPIA PELOS PASSES (1996) ATENDIMENTO FRATERNO (1998) QUALIDADE NA PRÁTICA MEDIÚNICA (2000) CONSCIÊNCIA E MEDIUNIDADE (2003) P ASSES — APRENDENDO COM OS ESPÍRITOS (2006) ESTUDANDO O LIVRO DOS M ÉDIUNS (2008) .

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SUMÁRIO Apresentação Grupo 1 Espíritos aplicando ou inspirando a aplicação de passes em reuniões mediúnicas Subgrupo 1. FEB 2001) O Evangelho Segundo o Espiritismo (117. criando condições para prosseguimento do diálogo Subgrupo 1. finalizando atendimentos Subgrupo 1.6 — Outros casos Grupo 2 Espíritos aplicando ou inspirando a aplicação de passes fora das reuniões mediúnicas Ultimas reflexões Posfácio Trechos das obras básicas do Espiritismo O Livro dos Espíritos (76. FEB 1995) A Gênese (36. ed. Ed.4 — Para induzir Espíritos à regressão de memória Subgrupo 1. por hipnose. ed.2 — Com a finalidade de interromper comunicação mediúnica para proteção do médium ou do terapeuta doutrinador Subgrupo 1. Ed. FEB 1995) O Livro dos Médiuns (69. FEB 2001) O Céu e o Inferno (40. a Espíritos em atendimento. Subgrupo 1. Ed. feb 1995) Trechos da Revista Espírita Revista Espírita (1. Feb) Estudos Recomendados .5 — Para desfazer ideoplastias aplicadas.3 — Com a finalidade de adormecer.1 — Com a finalidade de recompor emocionalmente o espírito ou o médium. Ed.

sem gestos. Alguns daqueles sistemas sofreram a erosão do tempo e caíram no esquecimento. que ele definiu como o dom que possuem certas pessoas de curar pelo simples foque. existiam vários sistemas terapêuticos. Grifamos de propósito a palavra gesto para ressaltar que os diversos métodos de aplicação de passes utilizam posturas. embora a terapia pelos passes esteja perfeitamente aceita e incorporada como procedimento doutrinário no meio espírita. de elaboração mais recente. E quando falamos de procedimentos confiáveis. todos muito respeitáveis. o Magnetismo. gestos e movimentos direcionados para determinadas partes do corpo ou do períspirito. APRESENTAÇÃO Este trabalho de pesquisa bibliográfica foi elaborado pensando em todos quantos se interessam pelas reuniões mediúnicas de caráter terapêutico e aplicam passes nas Casas Espíritas. Este pequeno trabalho é proposta para os que desejam roteiro seguro e não dispõem de conhecimentos suficientes nem vocação para se tornarem pesquisadores capazes de fazer. Que procedimentos são efetivos e confiáveis. e para que indicações se aplicam? Esta a questão. pelo olhar. sem toques. Atende especificamente às necessidades de quem se dedica ao alívio do sofrimento alheio através de recursos espirituais e. em função da respeitabilidade que merecem. Não levantaremos. Outros foram incorporados ao Movimento Espírita. de procedimentos — assunto inócuo — pois todos os que se dedicam à transmissão dos passes jamais prescindiram deles. mas alcançam a postura mental. com intenções bem definidas de produzir este ou aquele efeito. aqui. englobados num só movimento. os quais conquistaram adeptos e aí se encontram disseminados. alguma dificuldade em relação à escolha das técnicas bioenergéticas. sendo praticados até hoje. naquele momento. nem os Espíritos que o assessoraram no trabalho de lançar os fundamentos da Doutrina Espírita. Bem sabemos que os procedimentos não se restringem ao aspecto mecânico das posturas físicas ou dos gestos. de modo amplo. estamos objetivando. as experiências que os levem à adoção de procedimentos confiáveis. sem dúvida. ou não. que determina a capacidade de irradiar o pensamento e de movimentar energias. sem nada. mesmo por um gesto. Como. Esta dificuldade. a quantos se envolvem com o Espiritismo prático. o que é compreensível. deve-se ao fato de que nem Allan Kardec. pois o que importava. ainda que utilizando os mais simples. identificar as fontes de onde promanam e os fundamentos experimentais em que se baseiam para que os adotemos. a adoção de preferências significaria trazer para o Movimento Espírita nascente a paixão das disputas e a confusão das ideias antes da construção das bases. E esta não é a proposta de Allan Kardec para a mediunidade curadora. por si mesmos. a questão da necessidade. Isto porque a sua ausência total seria a cura espontânea pela irradiação apenas do amor. em grande parte. propuseram modos e formas de aplicação de passes. E a proposta é muito . Persiste. ainda hoje. na época. digamos da era pós-kardequiana. sem contar com alguns. era a consolidação dos princípios básicos. sem o concurso de qualquer medicação. no Movimento Espírita.

claras ou veladas. para trazê-las à tona e aplicá-las em nosso trabalho no plano dos encarnados. item 197. eles serviram -se de médiuns experientes e de grande valor moral. o conhecimento sobre fisiologia humana e a arte de curar. cujos fundamentos foram lançados por Allan Kardec. tal como os Espíritos sábios. supervisionado por Espíritos de alto coturno. com dados da Ciência do Plano Espiritual. desconhecidos dos homens. Sobre o valor dos autores das narrativas — André Luiz e Philomeno de Miranda — nenhuma dúvida paira. em O Livro dos Médiuns.simples: APRENDER COM OS BONS ESPÍRITOS E FAZER COMO ELES FAZEM. desde o tempo de encarnado. na antiga União Espírita Bahiana. escrever sobre Francisco Cândido Xavier e Divaldo Franco exigiria espaço de muitas páginas e talvez não disséssemos tanto quanto suas próprias vidas. por quarenta anos dedicou-se ao estudo da obsessão. com responsabilidades definid as no projeto de estabelecer aplicativos para a Doutrina Espírita. Philomeno de Miranda foi pioneiro das lides desobsessivas. André Luiz e Manoel Philomeno de Miranda — em maior profusão este último — têm-se reportado à ação de técnicos do Mundo Espiritual. Das obras desses Espíritos. e também à de Mentores. Por último. . as circunstâncias e os resultados obtidos. conforme classificação de Allan Kardec. procurando identificar procedimentos. investindo -se da excepcional missão de descrever a vida nas colônias espirituais e lançar pontes entre o saber acadêmico da Terra e as realidades ampliadas da Vida Maior. para analisar e comentar. posturas e outras importantes lições terapêuticas. que as têm de forma equilibrada. hoje Federação Espírita do Estado da Bahia. Trasladado para a Pátria Espiritual. médico de subida competência profissional. Carneiro de Campos e ele próprio. Eurípedes Barsanulfo. quais Bezerra de Menezes e outros. atualiza. a fim de revelar aos homens os meandros da obsessão. além da respeitabilidade de que se investiram através das conquistas do amor e do conhecimento. seus multifacetados aspectos. selecionamos. como os Espíritos Bezerra de Menezes. no cumprimento de nossas obrigações como seus colaboradores. pois. relacionando-os com os procedimentos utilizados. de conformidade com as narrativas dos livros mediúnicos que ditaram. b) Espíritos aplicando ou inspirando a aplicação de passes fora de reuniões mediúnicas. poderemos compor um sistema de referência para usar experimentalmente no trabalho que desenvolvemos aqui no mundo físico. colocando-se como repórter. espraiando-se em amor e serviço na alma das gentes e no coração do povo. André Luiz. bastante conhecidos do Movimento Espírita. Separamo-las em dois grandes grupos: a) Espíritos aplicando ou inspirando a aplicação de passes em reuniões mediúnicas — dividido em seis subgrupos. o emérito Codificador. bem como as terapias espirituais correspondentes. Se anotarmos os casos por eles atendidos. Os Espíritos citados constituem uma plêiade de Entidades nobres. perfeitamente enquadrados na categoria d os seguros. Portanto. as citações mais sugestivas.

. de muitas terras deste Brasil gigante. na sequência. que o criticaram antes da publicação. convencendo-nos ou induzindo-nos a fazer alterações que o tornaram bem melhor do que o projeto original. Este trabalho tem como vantagem adicional. para concluir. A estrutura deste trabalho obedecerá ao seguinte formato: Em primeiro lugar. comentário dos autores com as ilações suscitadas pelo caso. destacando certos aspectos considerados importantes que nos ensejem tirar conclusões oportunas. com visão conjuntural delas. o exemplo. seguindo - se a ele. com um comentário de fechamento. agregada à proposta de estudo apresentada. Com os agradecimentos da equipe do Projeto Manoel Philomeno de Miranda. ensejar- nos rememoração das obras de André Luiz e de Philomeno. breve relato para entendimento dos fatos que determinaram a ação dos Espíritos. no final de cada subgrupo estudado. Fizemo-lo com o auxílio de muitos amigos.

GRUPO 1 ESPÍRITOS APLICANDO OU INSPIRANDO A APLICAÇÃO DE PASSES EM REUNIÕES MEDIÚNICAS .

com interferências moderadoras do Benfeitor Espiritual. hoje Federação Espírita do Estado da Bahia. desdobrados pelo sono. Nominalmente convocada. pôs-se a debater. intentou atirar-se sobre ela. parecendo sofrer indescritíveis padecimentos. aplicando-lhe passes reconfortantes. O diálogo entre ambos prossegue dramático. O ambiente é o da antiga União Espírita Bahiana. Houvesse incorporação mediúnica e o procedimento de passe seria idêntico. a começar pelos dispersivos. O Assessor de Saturnino. o sofredor evoca a região punitiva em que se surpreendera após o suicídio nefando e. sai para o rep to.. págs. chorando copiosamente. recobrando alguma serenidade. nauseante. como se fora tomada de horror. embora Petitinga. 2° — Exemplo: Grilhões Partidos. Subgrupo 1. de surpresa em surpresa. O Espírito dialoga com o Mentor sem estar incorporado por médium. . em que eram dispersadas as energias venenosas. sendo igualmente assistida. passando aos procedimentos terapêuticos programados. a começar pelo despertamento do inimigo espiritual da moça. LEAL. Depois de demorada operação magnética. A intervenção mediante os passes dá-se em momento dramático da catarse do Espírito e tem a finalidade de abrandar o impacto emocional das lembranças. Saturnino (Espírito) trouxe. a fim de que o diálogo pudesse continuar em clima favorável à absorção dos recursos educativos oferecidos pela fala amorosa de Saturnino. ed. iniciadas na reunião mediúnica da noite. este se refez paulatinamente. 72. Entrando em transe e mergulhando no passado. 5. enquanto o corpo repousa nas horas de refazimento pelo sono. que dialoga longamente com o algoz. criando condições para prosseguimento do diálogo 1° — Exemplo: Nos Bastidores da Obsessão. no que foi impedido por auxiliares vigilantes. acudiu presto o indigitado sofredor. ed. O verbo agressivo então escorreu de seus lábios. solícito.. levando-o. FEB. as providências socorristas a benefício de Mariana. pág. E porque Mariana se desesperasse ao defrontar com seu perseguidor. A Entidade. vendo-se em uso da razão e reconhecendo-a. Em dado momento. às lembranças do passado. prosseguiriam na madrugada. os envolvidos no caso.1 — Com a finalidade de recompor emocionalmente o espírito ou o médium. trazendo sua consciência para a realidade espaço-tempo em que se encontrava. elaboradas pelo baixo teor vibratório do próprio Espírito. Capítulo 2. a mãe de Mariana e outros membros da equipe de encarnados ali se encontrassem. 167 e 169. agitando os punhos. de modo a desembaraçar lhe a mente dos fantasmas da evocação dolorosa. dos quais saía substância escura. 4. Quão importante é sabermos que os Amigos Espirituais reservam a noite para desdobrarem providências libertadoras em prol dos enfermos da Terra! Todo participante de reunião mediúnica deve estar disponível e pronto para atender ao chamamento dos bons Espíritos. Capítulo 19. a moça desferiu horrível grito e caiu dominada por convulsões. contestando o seu acusador. certamente em atitude de colaboração. o Mentor tranquiliza-a.

e é fraternalmente convidado pelo doutrinador a identificar-se. Notando-se que o médium apresenta estertores. pedindo -lhe para reagir. revivendo a sua morte. A fluidoterapia oportuna recompôs a Entidade. tomando iniciativas apropriadas no momento exato em que observou as dificuldades do médium. deu curso à narração dos infaustosos acontecimentos. lembra-se de sua desencarnação — “Pois. de modo a auxiliá-lo no depoimento esclarecedor. Para preencher esta lacuna. o do Mentor e o do doutrinador. ao ser entrevistado. Eu participava da última batalha e retornava ao combate. soube aliar a lógica da razão com a da intuição.. de nossa autoria... As ordens eram para tomar a Cordilheira de Monte Castelo. por parte do terapeuta encarnado. Comentário de Fechamento deste Subgrupo Em nenhum dos dois atendimentos o narrador fez referência à técnica de passe utilizada. Ao fazê- lo. Ester. cujas emanações psíquicas possam afetar -lhes os delicados equipamentos perispirituais. chamo-me Matias. recorremos à obra Terapia pelos Passes. bem. captando a onda-pensamento do Mentor.. Um terapeuta atento chamará o médium à atenção toda vez que ele relaxe o controle. durante ou no final da comunicação. em plena festa de seus quinze anos sofre violação obsessiva que a conduz a demorado internamento hospitalar. Após longo períod o de amargura. na qual Divaldo Franco. O abnegado Bezerra. conduzido ao transe mediúnico pela terceira vez. dolorosamente. que poderá ser no início. capitão. corre-se o risco de se acentuarem as dificuldades do médium pela exacerbação de seu sistema nervoso. a compreensão clara do seu papel. a atuação pelos passes dar-se-á no momento em que o desequilíbrio se instalar.” — e começa a deblaterar. asfixia angústia acentuada . que o socorria carinhosamente. pois. estimulada pelo afável Bezerra. O Coronel Sobreira. do contrário. Morri na guerra por ordem dele. Nesses dois atendimentos em sequência. Quem lembraria de um reles soldado infeliz?. Nestes casos. atingido pelo desequilíbrio emocional do Espírito. O obsessor. inspirado pelo Mentor. que. ajudando-o a descarregar as energias negativas que o enlouqueciam.. Ele era. e dava a impressão de que a guerra era dele. propõe: Acredito que os médiuns em transe somente deverão receber passes quando se encontrem sob ação perturbadora de Entidades em desequilíbrio. permitindo fosse introduzida a terapêutica desobsessiva no tratamento da filha. então. Atento. 4.. presente na reunião. dirige-se ao pai da jovem enferma. Era dezembro de 1944. página 114. presto lhe aplicou recursos balsamizantes. certamente inspirado. menina-moça de família tradicional carioca. Estamos em reunião mediúnica da Instituição Espírita em que o Espírito Bezerra de Menezes atende o caso. A rapidez de ação do terapeuta é fator de sucesso no atendimento.. Pergunte-lhe.... fica demonstrada. Ed. seus pais conseguem aproximar-se do Espiritismo. acercou-se do médium e acudiu Matias incorporado com o recurso da aplicação de passes magnéticos de longo curso com a função calmante. Talvez não recorde..

da lavra dos mesmos autor e médium. Divaldo refere-se a centros de força.durante o intercâmbio. citaremos muitas vezes esses centros de força. seria muito útil que nos reciclássemos. por exemplo. também será auxiliado o instrumento mediúnico. logo após seguidos de revitalização dos referidos centros de força. Neste pequeno estudo. Com essa terapia pode -se liberar o médium das energias miasmáticas que o desencarnado lhe transmite. Nesse caso. ao tempo em que são diminuídas as cargas negativas do Espírito em sofrimento. que terá suavizadas as cargas vibratórias deletérias. de André Luiz. Essa mesma técnica aplica-se a médiuns exauridos após comunicações muito dolorosas ou para facilitar o transe nos médiuns inexperientes. Conquanto o assunto seja familiar a quantos lidam com as questões práticas da mediunidade. psicografada por Francisco Cândido Xavier. através de movimentos rítmicos dispersivos. devem -se objetivar os chakras coronário e cerebral do médium. com as informações do ministro Clarêncio contidas no capítulo XX da obra Entre a Terra e o Céu (Editora FEB). que alcançará também o desencarnado. O estudo poderá ser ampliado com noções sobre o passe magnético. consultando o capítulo XV de Evolução em Dois Mundos (Editora FEB). é de bom alvitre que seja aplicada a terapia do passe. Invariavelmente. diminuind o- lhe as manifestações enfermiças. como decorrência de intoxicação pelas emanações perniciosas do comunicante. . em casos de tal natureza.

quando os encarregados do esclarecimento. enquanto o Mentor desprendia Ricardo. acionando o médium. partindo na direção de Julinda. Capítulo Terapia Desob sessiva. o Espírito agressor volta à sua hospedeira e vítima. se transformara em benfeitora devotada de Ester. . Compreendendo que mais nada poderia ser feito naquela conjuntura e inspirado por Doutor Bezerra que acompanhava a tarefa sob controle. FEB. Bezerra. Em muitos desses casos. no hospital. Católica. O Espírito agressor — Ricardo — incorporado num médium equilibrado está sendo atendido. I ed. ponto de partida do programa socorrista estabelecido. É o início da terapia. Capítulo 25. LEAL. Convém destacar um fato: interrompido o transe.. 184. os Mentores Espirituais o fazem. segundo. deixando-os surpresos por não compreenderem o ocorrido. pág. dando ensejo a outras providências terapêuticas mais efetivas. O apercebimento de que o atendimento não se deveria estender.2 — Com a finalidade de interromper comunicação mediúnica para proteção do médium ou do terapeuta doutrinador 3° — Exemplo: Nas Fronteiras da Loucura. facilitando ao terapeuta. porque não se perdeu tempo com diálogo prolongado e improdutivo e. o médium. Em doutrinação a inspiração é tudo. tomar as providências que lhe cabiam. que fora programado tão - somente para que se desse o choque anímico. sensibilizado ante a veemência daquela invocação. o doutrinador. O atendimento é para Julinda. Estamos em reunião mediúnica. Depois da tentativa não consumada. envia aos céus. envolveu-o em energias mentais de controle. educado que era. D. ed. 4° — Exemplo: Trilhas da Libertação. Subgrupo 1.. porque se poupou o médium de desgaste desnecessário. O Espírito Bezerra de Menezes interessou-se pelo caso atraído pela prece que a mãe da jovem. 82. foi essencial. Mais adiante esse caminho para a vítima lhe é interditado ou desvanece-se naturalmente pela diluição dos sentimentos de ódio. atende-a com passes e providencia a desobsessão na Casa Espírita onde exercia o ministério da caridade a Auxiliar de Enfermagem Rosângela que. 1. Primeiro. naquele caso. inspirado pelo Espírito Bezerra de Menezes. acorre em atitude de ajuda. deixam de tomar as iniciativas necessárias para interromper a comunicação. pág. decide interromper o diálogo. atraído por vigorosos laços magnéticos que o atavam a ela. aflita. que se liberou. Como o Espírito expressou mentalmente o desejo de agredir o doutrinador. de pronto. por inexperiência. passou a aplicar passes no médium. O diálogo já ia adiantado quando o comunicante encolerizou-se e quis agredir o doutrinador. inteira-se das dificuldades da enferma. Angélica ouve falar do “médico dos pobres” e clama por sua intercessão. sob a força da imantação demorada a que se fixara não se dando conta de como sequer retornava. jovem mulher obsidiada internada em hospital psiquiátrico.

tornando possível. sentia dores e estrugia em gritos. a médium. controlava lhe os centros coronário. seguido de alteração respiratória. Ela se debatia atabalhoadamente e. candidatou-se ao . Casos de sevícias e maus-tratos praticados pelo Comunicante contra o médium. além de comprimir-lhe fortemente os ovários. os centros de força envolvidos são os relacionados com a captação das ondas de pensamento — o coronário — e a introjeção desse material no mundo mental do médium através do cerebral. Aplicando energias saudáveis na médium e fluidos dispersivos nos centros da fixação mediúnica. que misturava a gargalhadas e quase convulsões nervosas. produzindo sudorese abundante e colapso periférico. portanto. compreender-se as dificuldades existenciais por que a médium vinha passando. Como porto seguro. E quais são esses centros? Sendo o fenômeno mediúnico processo essencialmente telepático. a Casa e a terapia espírita suavizaram-lhe as aflições e porque tinha compromisso com a mediunidade. A cena é de uma reunião mediúnica no Plano Físico. de mente a mente. enquanto o irmão Vicente induzia psiquicamente o obsessor para o afastamento da vítima. mais apto. Gargalhava. direcionado. prosseguindo nas atitudes de desforço e maus-tratos. mesmo emulada pelo doutrinador a manter o controle. levando a paciente à perda do autocontrole. Pelo ímpeto com que se apresentava a Entidade. A médium Raulinda oferece passividade ao seu próprio obsessor. Seria necessário que o doutrinador percebesse. naquele momento. A palavra calma do Orientador mais o excitava à vingança. Todavia. por entender que a terapia deveria ser de longo curso. estentórico. naquelas circunstâncias. toda vez que o invasor lhe comprimia a região sensível e enferma. A ocorrência pode surpreender alguém desacostumado com os labores desobsessivos. sempre impõem a necessidade imediata de interromper a comunicação. o dirigente conseguiu interromper a psicofonia atormentada. conforme consta da narrativa de Manoel Philomeno de Miranda. conforme se deu que o comunicante era obsessor da própria médium e que aquela situação não se resolveria de imediato. uma passividade atormentada. que se perguntará: — Por que a comunicação do Espírito vingador através de sua própria devedora? Por que os Mentores não programaram a comunicação através de outro médium experiente e em situação de neutralidade emocional. para exercer o controle? E a resposta será: — Poderiam fazê-lo. que destilava amargura. Certamente Raulinda aportou à Casa Espírita com a mediunidade avassalada pela presença ostensiva do inimigo. precisava viver a experiência. como se desejasse estrangulá-los. quem semeia é o mesmo que colhe. O passe dispersivo foi intencionalmente aplicado para interromper a comunicação. portanto. O Espírito. Afinal. a impressão que se tem é de que o perseguidor de Raulinda manifestava-se ostensivamente na reunião mediúnica pela primeira vez. cerebral e cardíaco. para os centros de fixação mediúnica.

que é dela somente a ela cabe deslindar. liberando. que enseja aquisição de méritos e criação de laços afetivos com os membros da Casa acolhedora. criando obsessões simples. o que atenuará as ligações magnéticas entre eles. c) Oportunidades de integração no trabalho do Bem. não sendo único. Já houve época em que pessoas como Raulinda chegavam à Casa Espírita com sintomas mediúnicos exacerbados pela presença de inimigos espirituais. São indispensáveis para iniciar-se o desenvolvimento mediúnico: a) O conhecimento teórico. compreende-se o valor de uma preparação bem cuidada. A esse compromisso inevitável. é muito comum. primeiro pela sintonia natural do semelhante que atrai o semelhante. Aceita. pois enquanto a pessoa se prepara. depois . E os dirigentes de Grupos não tergiversavam em colocá-las imediatamente nas salas mediúnicas. na medida d o progresso funcional e moral que conquistam. Este tipo de programa. b) Passes e orientações pessoais. nem deixar a árvore que vai produzi-lo sem o cuidado da adubação e da melhor rega. levando-o à desistência. foi colocada na linha de frente do serviço ativo. Chega. oportunidade de libertação. Virá depois o assédio dos seus inimigos. Somente depois desse estágio estará o sensitivo pronto e com maiores chances de obter sucesso no empreendimento. além de concorrer para a desestabilização do trabalho da equipe. Ao contrário. como aprendizagem indispensável. ensejando-lhes. que fortalecem o autocontrole. abrigada numa Casa séria. despreparado. Este pensamento piedoso não traduz a realidade. expondo-o desfavoravelmente perante o grupo em que foi colocado. que proporciona meios para se entender como agem os Espíritos ignorantes. também. É falso p entendimento de que apenas frequentando reunião mediúnica o sensitivo pode receber proteção. paulatinamente. constitui causa de maiores desarmonias nele. todavia. eles mesmos. como tentativas de inviabilizar lhe o desenvolvimento mediúnico. o Espírito é mantido sob controle. seja por amor ou pelo dever de se reabilitarem. mas a avença. semelhantes a ele mesmo. e. iniciar tarefas mediúnicas com o candidato em desarmonia acentuada. Tinham a intuição da importância de um compromisso mediúnico provacional e de que seus detentores seriam. por último. o momento em que os Mentores conduzem esses Espíritos ao transe mediúnico de caráter terapêutico. a religiosidade e a renovação íntima. vão incorporando outros. Em suma: os médiuns de prova reencarnam para compromisso de trabalho com clientela definida — aqueles a quem prometeram ajudar. Hoje. este último da constrição obsessiva e maleabilizando sua faculdade para atender outros Espíritos. mas pecavam pela precipitação de os vincular ao serviço mediúnico antes do tempo.seu exercício. As primeiras comunicações através de médium assim endividado (mesmo depois de preparado) são de Espíritos doentes. ou desavença. através do próprio médium de quem têm mágoa. a fim de solucionarem suas dificuldades. até o momento certo de iniciar os transes terapêuticos supervisionados pelos Mentores e direcionados para a recuperação de ambos: — obsessor e médium. os instrumentos de socorro para seus desafetos espirituais . Não se pode esperar o fruto antes da hora. devendo apressar-se-lhe o ingresso. recebendo benefícios também.

em desdobramento pelo sono. Concluída a narrativa. tendo em vista meu poder. O dialogador encarnado fará autocrítica e. 5° — Exemplo: Trilhas da Libertação. Raulinda. que. conforme expressa mais adiante em sua narrativa. adormecendo profundamente. devido à distância cultural e perceptiva que normalmente existe em relação à equipe espiritual. os faz rever as cenas do passado que desencadearam a obsessão e as vai narrando. Referimo -nos aos grupos bem estruturados a serviço do ideal cristão. Todavia. Aplicando-lhe energias balsâmicas e repousantes.pela sintonia da misericórdia que faz da compaixão campo de ascensão impossível de ser detido. 142. A ocorrência dera-se em reunião no Plano Físico. silenciando Davi e induzindo seu perseguidor ao sono refazedor.. FEB. pág. aguardando ocasião mais oportuna para fazê-lo e entregando suas necessidades intelectuais à Providência Divina.. mesmo sem entender as razões da interrupção do diálogo antes de desfecho lógico. vimos Guillaume asserenar-se. FEB. porque outras tarefas estivessem em curso. também desdobrado. não pergunta aos superiores. por último veio o Khan Tuqtamich: — Exijo consideração. permitindo a Davi — que lhe pede licença — dialogar com seu opositor. No trabalho mediúnico. não identificand o nenhuma atitude inconveniente no seu trabalho. O exercício mediúnico de caráter provacional iria constituir-se- lhe na vida um crisol depurador. Depois de várias comunicações de Espíritos obsessores. está incorporado por Espírito inimigo do médium Davi. E esta sintonia não pode ser quebrada pela violência de decisões arbitrárias. . A reunião realiza-se no Mundo Espiritual. o Mentor interrompe-a. pág. Capítulo O Enfrentamento. Leonardo. I ed. 6° — Exemplo: Trilhas da Libertação. Capítulo Guillaume e Gerard. A interrupção do diálogo colheu de surpresa o próprio Philomeno. e preferencialmente ela. teria que emprestar seus recursos mediúnicos para ajudar aquele a quem desgraçou no passado. o Mentor se põe a dialogar com o Espírito cobrador. É assim que se abrem os caminhos para o amor. I ed. com recursos magnéticos projetados em tela de substância alvinitente. A interrupção de um diálogo pode dar-se por deficiência do dialogador ou por motivos estratégicos dos Mentores Espirituais. Antes que houvesse desfecho para a confabulação entre os litigantes. a maioria das vezes inacessíveis à percepção dos dirigentes encarnados. com explicações aos contendores. Então. 290. confiará na decisão dos Amigos Espirituais. em continuação a outra no Plano Físico. Carneiro de Campos. os integrantes da equipe encarnada são auxiliares e aprendi zes. assiste à cena.

Philomeno de Miranda. que parecia próxima de um ataque de apoplexia. Tais necessidades não ocorrem apenas em reuniões mediúnicas. isto sim. precisam suspender uma comunicação mediúnica por necessidade de serviço. quando Fernando (um Espírito) aproximou um aparelho vibrador. Da parte dos seres humanos. prossegue a narrativa: Era demasiado. ou chega na Casa mediunizado. inspirados pelos primeiros. quando será atendido. . apesar de tanta tecnologia existente no mundo. o coronário e o cerebral. subitamente. quando. O desafiante foi tomado de estupor. ou seja. para fins terapêuticos e de controle os mais variados. Comentário de Fechamento deste Subgrupo O passe é recurso auxiliar importante quando Mentores ou terapeutas encarnados. tend o em vista o execrável comportamento que se tem permitido. era compreensível que o desfecho daquele atendimento estivesse sendo aguardado pelos Mentores. em trabalhos dessa ordem: senso de responsabilidade e fé. envolvendo os centros de captação mediúnica. A técnica para o passe é dispersiva. de nossa compaixão. com austeridade amorosa. por exemplo. pois que é destituído de direitos. são indispensáveis. A ação foge completamente aos padrões até aqui examinados. auxiliada por apelos verbais para que o médium reaja — se consciente estiver — ou direcionados para o Espírito — nos casos de transes sonambúlicos —. — O amigo não pode exigir nada. Espumando. solicitando que se afaste até outra oportunidade. inspirado pelo irmão Vicente. alterando a organização mediúnica de Dona Armênia. que o aguardava. Almiro. como proposto no 4° exemplo. Depois da redarguição enérgica do Sr. Afinal. e descargas azuladas envolveram o agressor que lentamente cedeu e derreou. portanto. E credor. podem dar-se. surpreende aos que estamos na Esfera Física. a qual lhe distendemos em nome da piedade cristã. num socorro emergencial no Atendimento Espiritual da Casa Espírita. A utilização de aparelhos concebidos pela engenharia da Espiritualidade. que foi acoplado à cabeça da senhora. tudo estava arrumado. ia prosseguir com o propósito de vitimar a médium. lidando - se com pessoas encarnadas. por questões de segurança ou quando se transfere ação para ocasião mais oportuna. alguém entra em transe mediúnico. a técnica de passe é a mesma. Delicadamente foi desligado da médium e colocado sobre uma mesa ao lado. nessas operações socorristas está todo um investimento objetivando a construção do progresso moral na Terra. dialogador encarnado. A capacidade de prever dos bons Espíritos causa espécie: compreendendo as limitações e fragilidades naturais dos colaboradores encarnados. Nesses casos.

em oração. Com voz compassiva. mas de todo o seu grupo familiar. Detalhe importante na ação de Petitinga: ele associa à sugestão hipnótica — dormir — outra. Durma. Branda claridade envolveu o comunicante. Ele não pode esperar que o Espírito mude seus sentimentos de uma hora para outra. O caso em tela foi atendido em reuniões mediúnicas no Plano Físico.. como a anestesiar lhe a organização perispiritual em desalinho. que também se exteriorizava do plexo cardíaco do passista. o que sugere passe longitudinal direcionado para mais de um. inspirado. pós- hipnótica dormir. no Plano Espiritual. seguidas de outras. que cooperavam no serviço de iluminação. e. Sobre a técnica. já que o pai . ergueu-o.. ao induzir o Espírito ao sono. nem levar suas tentativas. sim.. no despertamento. Petitinga. sendo desligado do médium por d evotados assessores desencarnados. O sono far-lhe-á bem. mormente o que. até o limite da exaustão do médium ou do Espírito. Subgrupo 1. naquele momento. a Entidade estava inflexível na disposição de continuar prejudicando sua vítima. associada ao efeito anestésico do passe. o narrador afirma: “As mãos do passista penetraram lentamente os centros de força” (no plural). No momento em que a providência sonoterápica foi utilizada. de comportamento inadequado..3 — Com a finalidade de adormecer. a terapia do choque anímico que fora programada como etapa inicial do processo de desobsessão. 5 ed. nesse sentido. justapostas às de Petitinga. durma. constituía-se. mas lembrar-se de que aquele era novo dia e que ele deveria esquecer o passado.. lentamente penetraram os centros de força do comunicante. com os outros irmãos. 57. O doutrinador deve saber o momento de interromper ou finalizar um diálogo. . Em verdade. enquanto as mãos de Saturnino. começou a aplicar-lhe passes. pág. campo fácil para a ação dos adversários espirituais. Capítulo 1. O perseguidor foi vencido por estranho torpor. durma. semi-incorporado no venerando doutrinador. durma meu irmão. nas dependências da veneranda Casa. o diretor dos trabalhos começou a exortar: Durma. É sempre bom quando. de modo a diminuir-lhe as agudíssimas ulcerações e torturas. compreende que er a chegado o momento de aliviar aquela dor — a dor de um suicida vencido pelo ódio — reforçando. dirigindo-se ao perturbador-perturbado. finalizando atendimentos 7° — Exemplo: Nos Bastidores da Obsessão.. fundador da antiga União Espírita Bahiana. Petitinga atendia. como depósitos de radiosa energia. está doutrinando o inimigo espiritual que se vinculara à jovem Mariana. propõe-se algo que possa concretizar-se depois. muito provavelmente a partir do coronário. com os passes. Procure tudo esquecer para somente lembrar-se de que hoje é novo dia. Já a palavra “lentamente” dá ideia de ação revigorante. FEB.. aquele não era problema só de Mariana. José Petitinga. O irmão Saturnino. viciado na jogatina e no álcool.

descontrola-se. no Plano Espiritual. adotar atitude tranquila e colaboradora. o perseguidor de Ester é trazido à reunião mediúnica. que fora antes socorrido com passes. simultaneamente à doutrinação. repassaram algumas impressões das oleogravuras que conhecera na Terra e estremeceu receoso. pág. que é mais frequente do que se pensa.. que também O ama sem saber. tal o estado de aflição em que se encontrava. do Crucificado. cultiva a ilusão de que O detesta. este adormeceu e foi retirado. atendendo solicitação do Mentor: Atentos às instruções do Orientador Espiritual. pág. que lhe irá abrir portas para a renovação. É importante que a equipe encarnada esteja consciente dessa possibilidade — intervenção direta dos Mentores —. 176. inclusive naquele ser sofrido e amargurado que ali estava em atendimento.. destila . impregnando o sofrido perseguidor. inconsciente. podemos afirmar que existem apenas dois tipos de criatura: a que já se deu conta de que O ama e a que. Capítulo 19. ele. quando ouve pronunciar o nome de Jesus por alguém que O ama. um insight próprio de seu nível evolutivo. Na primeira dessas reuniões. Manoel Philomeno de Miranda põe-se a aplicar passes no Espírito obsessor. mergulharam em profunda amargura que os fez aproximarem-se do Espiritismo. anestesiantes. protegendo o enfermo grave. naquele caso. Capítulo 16. dos sentidos e. momentaneamente. É momento de autodescobrimento. ao deparar-se com ela. Sem correr o risco de estar divagando. colhidos pelo impacto do acontecimento. Jamais conseguirá arrancar de si o Cristo. 4 ed. sugere reuniões mediúnicas desobsessivas extras (duas vezes por semana). mais adiante. Pela terceira vez. 143. Matias. experimentou rápido colapso da palavra. O Espírito Bezerra de Menezes. LEAL. chamado a colaborar no caso. amando-O. que fora acometida de grande surpresa ao ouvir o nome de Jesus Cristo. enquanto o Evangelizador falava sobre a grandeza do Cristo de Deus. 4 ed. recebeu a vibração mental que a acompanhava e lembrou-se. acercamo-nos do sofredor em desvario e aplicamos- lhe passes cuidadosos. Com os recursos que lhe aplicáramos. foi quase um desfecho automático da Natureza. Já sabemos que os seus pais. teme. Ester é a debutante acometida por violação obsessiva a que nos referimos no 2o exemplo. A Entidade. até o momento em que o Espírito adormecera não se fez demorado. ali em atendimento fraterno espiritual. A iniciativa da sonoterapia foi tomada pelos Mentores. 8° — Exemplo: Grilhões Partidos. Há preciosa lição nesse exemplo: a presença do Cristo que está gravada profundamente na alma de quase todas as criaturas da Terra. LEAL. a fim de. Pela mente aturdida. O diálogo. pelo temor disfarçado que experimenta. O sono. para as quais foram convidados os progenitores de Ester. quebra a fixação com o tema infeliz da vingança que o absorve. O Espírito enfermo vitimado pelo ódio. 9° — Exemplo: Grilhões Partidos. a fim de se reequilibrar emocionalmente e dar seguimento à sua narrativa.

em profundo transe inconsciente. depois de comovente doutrinação. beneficiando a mãe idosa de Matias e sua irmã.. certamente inspirado. pois ainda havia tempo de cumpridas. a identificação que conseguiram com a equipe do trabalho mediúnico. 131. Raulinda. como aconteceu. o coronel Santamaria.. repetindo-se a cena da reunião mediúnica da noite anterior (4o exemplo). no epílogo. Depois de narrar fatos íntimos envolvendo o pai de Ester. O Espiritismo não recomenda. praticamente solicita que seja colocado a dormir.. estou muito cansado. ao doutrinador: — Agora. Abre-se perspectiva redentora para o grupo de almas ali apascentadas pelo Pastor Divino. Constando? Tem algo a dizer? Na Casa de Jesus todos se podem expressar confiantes. chamamos a atenção para pequeno detalhe: ele.. naquele caso. porque necessário. está incorporada por seu obsessor. acorri a cooperar na indução hipnótica do comunicante. pergunte-lhe se sabe quem sou eu — e aquele. após alegar ter sido traído pela memória. conduziu o Espírito à . O problema é dele. voltando-se para o coronel. não cumprida pelo coronel..amargura e ódio decorrentes da promessa. desligando-o com especial carinho dos liames que o prendiam ao médium Joel.. prometendo reabilitar-se através do cumprimento das promessas que esquecera. nas reuniões mediúnicas. a palavra conselheira do doutrinador: — Então? — e a resposta do Espírito: — Não assumo qualquer compromisso. Daí a razão do convite. a presença de interessados ou pacientes despreparados para tão relevante mister. inquire: — Deseja falar-lhe. ele propõe.. FEB. Todavia. em que lutara sob seu comando. atendendo ao alvitre do diretor espiritual. E. que venceram preconceitos a fim de aderirem ao Espiritismo. O genitor de Ester está sendo duramente atingido pelo soldado. em desdobramento. Os encarregados da aplicação das terapias socorristas não têm outra coisa a fazer. em lágrimas. Final de doutrinação em reunião mediúnica ocorrida no Plano Espiritual. que relembra os acontecimentos da Segunda Guerra Mundial. recurso abençoado prodigalizado pela Divindade para desligar a mente das fixações infelicitadoras com que as almas se impregnam na trajetória evolutiva que empreendem. Enquanto isso. a renovação moral dos pais de Ester. Aquele entendimento entre a Entidade machucada pelo ressentimento e os pais amargurados. Estimulado pelo amigo. pede perdão a Matias. ambas residentes em Salvador. caso viesse a morrer em combate. senão acatarem tais desejos e facilitarem a sonoterapia. para que os genitores de Ester participassem das reuniões desobsessivas. Analisando o atendimento ministrado ao Espírito. pág. de auxiliar alguns parentes dele. dizendo-se cansado. Carneiro de Campos. Demais. fora previsto pela Superior Administração da Vida. Capítulo O Caso Raulinda. 10° — Exemplo: Trilhas da Libertação. I ed. dirigida por velho amigo do Exército e os interesses da Equipe Espiritual justificaram a exceção. nesses casos.

reflexão de suas atitudes, conseguindo abertura mental para que pensasse num futuro mais feliz. E
sinalizou-lhe a possibilidade de renascer nos braços da médium de quem se utilizava naquele
momento, aquela que o desgraçara no passado.
Abalado pelos argumentos do Mentor, o sofredor exclama: — ‘Não sei, não sei! Estou aturdido,
muito confuso. Nunca pensei num desfecho dessa ordem!”
A partir daí, o atendimento passa do processo verbal ao magnético:
O Benfeitor dirigiu-nos uma onda mental específica, e acorri com Fernando a aplicar energias
calmantes no Espírito, que foi acometido de forte emoção, pondo-se a chorar num misto de angústia e
frustração.
Prosseguindo com o concurso de aplicação de energias, ele se foi asserenando até que adormeceu,
sendo retirado...
A dupla ação de Philomeno e de outro Espírito, aplicando energias harmonizadoras de efeito
calmante, levou o Espírito ao sono, no final do atendimento, depois de demorado diálogo. No
atendimento, sair da fase verbal para a fase magnética é aprendizado importante no crescimento
funcional dos terapeutas espirituais encarnados.
No caso em tela, o Espírito entra numa fase de dúvidas, de ensimesmamento. Um terapeuta
inexperiente teria ido além no processo da fala, consciente ou inconscientemente, à procura da vitória
total (como se de vitórias necessitássemos). Mas Carneiro de Campos não agiu assim. Deixou-o
entregue às suas próprias reflexões, para não transformar sua mediação num processo hipnótico,
violentador do livre-arbítrio de seu interlocutor.
Estudando o diálogo de Carneiro de Campos com o Espírito sofredor, percebemos que eles se
alternam muitas vezes no uso da fala. O Mentor, com argumentos claros, detalhados; o Espí rito, contra-
arrazoando com independência e liberdade.
Normalmente esses atendimentos no Mundo das Causas fogem aos padrões das reuniões no Plano
Físico. Aqui, tomam a feição de prontos-socorros, são mais diversificados e de curta duração — muito
raramente os encarnados mantêm-se concentrados por mais de sessenta minutos, tempo de duração das
reuniões mediúnicas, ou dispõem de informações suficientes a respeito da situação e do histórico de
vida da Entidade —, ao passo que no além-túmulo são mais demorados, porque vão mais
profundamente ao âmago dos problemas.

11° — Exemplo: Trilhas da Libertação, I ed., LEAL, Capítulo Socorros de Emergência, págs. 216 e
217.

O episódio se desenrola na Esfera Espiritual. A reunião fora programada para socorrer Davi,
seriamente ameaça do no seu ministério mediúnico. Os desmandos sexuais e a simonia fizeram com
que ele atraísse um Espírito mistificador, que passou a usar-lhe a faculdade, fazendo-se passar por seu
Guia. É justamente esse Guia, empenhando-se em reconduzir Davi ao caminho correto, que o traz, em
desdobramento, para nova providência socorrista.

O mistificador é induzido a incorporar-se em D. Armênia para ser doutrinado pelo dirigente do
Grupo mediúnico, sob a inspiração de Carneiro de Campos e na presença de Davi. O Mentor, quando
entendeu que o diálogo se esgotara, depois de ouvir o Espírito apresentar o plano formulado nas trevas
para matar Davi numa cena de sangue, providencia a suspensão do diálogo e a indução ao sono do
desditoso infelicitador:

(...) aproximou o doutrinador do comunicante e, tocando-lhe o chakra coronário com forte indução
magnética, ripostou, esclarecendo:
— Tudo quanto nos acontece hoje, resultará em futuro bom para nós mesmos. Se o nosso Davi, que
nos ouve, preferir retornar ao mundo espiritual assistido pelo caro irmão e seus sequazes, aprenderá
inesquecível lição que o preparará para a Grande Luz em definitivo. A opção será dele. Quanto a nós, a
decisão é prosseguir amando o companheiro desatento e você, a quem convidamos ao sono, ao repouso. ..
“Durma, durma...”

A medida que o induzia com palavras, aplicava-lhe energias entorpecedoras, que ele assimilou,
apesar de reacionário, adormecendo logo após, algo agitado. Nem sempre a indução anestésica para o
sono se dá porque o Espírito está exausto ou refletindo sinais de alguma transformação íntima. Ela
ocorre, às vezes, exatamente porque o mesmo está agitado e inflexível, como medida preparatória para
outras terapias, outros momentos mais favoráveis a seu despertamento espiritual.
Nesse atendimento, o doutrinador está praticamente mediunizado pelo Doutor Carneiro, que toca
o chakra coronário do comunicante, a fim de canalizar melhor a energia que vai reforçar a sua sugestão.
Há importante lição nesse exemplo: a substituição de um Guia por Espírito mistificador, que se
apropria do médium e de sua tarefa, num processo misto de fascinação e subjugação demoradas, com
duplo objetivo: conduzir o médium pelos caminhos perigosos da simonia, fazendo -o perder a
reencarnação e desmoralizar a mediunidade.
O Espírito Pascal, na mensagem XIII do Capítulo XXXI de O Livro dos Médiuns, propõe: “Que,
dentre vós, o médium que não se sinta com forças para perseverar no ensino espírita, se abstenha;
porquanto, não fazendo proveitosa a luz que o ilumina, será menos escusável do que outro qualquer e
terá que expiar a sua cegueira”.
Mas, da mesma forma que existe, na mediunidade, essa rampa-ladeira-abaixo para o abismo, existe
o caminho ascensional para os campos formosos da paz. Podemos exemplificar com o amigo Divaldo
Franco. No início de sua trajetória mediúnica, comandava-lhe o processo medianímico Manoel da
Silva, Espírito bondoso e nobre que lhe direcionou os primeiros esforços no sentido de educar-lhe as
forças nervosas e apurar-lhe a sensibilidade para os registros. Em dado momento, Manoel da Silva avisa-
o de que cederia o comando da tarefa para outro Espírito, que se lhe apresenta com o pseudônimo de
“Um Espírito Amigo”, esse mesmo ser que, mais tarde, a ele se desvelaria como Joanna de Ângelis, o
“anjo bom de sua vida”, que conduziria sua mediunidade por novos caminhos, ásperos, porém
fascinantes, desafiadores, porém de horizontes largos, de entrega total ao serviço de Jesus.

12° — Exemplo: Tormentos da Obsessão, 5 ed., LEAL, Capítulo “Terapia Especial”, pág. 162.

A ocorrência dá-se, como todas as outras do livro Tormentos da Obsessão, no Sanatório Esperança,
fundado, no Mundo Espiritual, pelo Espírito Eurípedes Barsanulfo, para atender pessoas malsucedidas
em suas tarefas terrenas, entre as quais médiuns espíritas. Eurípedes está com Ignácio Ferreira, o
acatado médico de Uberaba, atendendo um dos pacientes internados naquele hospital, exatamente o
que fora resgatado das regiões infernais pela caravana da Rainha Isabel de Portugal — Ambrósio —,
mas que ainda não se desligara dos vínculos mentais com os inimigos que o mantiveram aprisionado
naquelas regiões. Eurípedes providenciou para que um deles viesse à comunicação mediúnica, através
de Espírito-médium de sua equipe. O diálogo, difícil, aproximava-se do fim quando:
A um sinal discreto, Dr. Ignácio levantou-se e começou a aplicar passes dispersivos no chakra
coronário da médium em transe, para logo distribuir vigorosas energias na mesma região, que
facultavam ao agressor a perda do controle da situação.
Ato contínuo, o orientador prosseguiu:
— Não pretendemos mudar-lhe a maneira de pensar (...).
Fez uma breve pausa, e notamos que o verdugo passava por rápida alteração com sinais de
entorpecimento mental.
— Nosso desejo, no momento, é diluir os laços psíquicos que o atam ao nosso irmão, rompendo as
vinculações doentias que têm vicejado até então entre ambos.
Quando silenciou, o agressor, adormecido, foi deslocado do períspirito da médium e acomodado
em maca próxima que o aguardava.
O objetivo daquela providência seria, no dizer do próprio Eurípedes, tentar deslocar algumas das
mentes que prosseguiam vergastando Ambrósio. Para isso, atraiu seus emissores de pensamentos
destrutivos a conveniente e breve diálogo, para, em ocasião própria, torná-lo mais prolongado. A terapia
especializada fora programada para liberar o enfermo, em tratamento no Sanatório Esperança, das
camadas concêntricas de culpa e de amargura, antes de seu despertamento.
Interessante notar que o passe aplicado na médium fez com que o Espírito perdesse o contro le de si
mesmo, sendo conduzido ao sono, não brusca, mas lentamente, a fim de que ouvisse, já num estado
alterado de consciência, suas últimas recomendações.
O passe foi direcionado ao coronário em operações distintas: primeiro, dispersar, e, depois,
distribuir energias.

Comentário de Fechamento deste Subgrupo

Na maioria dos atendimentos informou-se a natureza anestesiante das energias, o que fortalece uma
premissa: os passes aplicados em todos os casos foram equivalentes, com pequenas variações, e
objetivando beneficiar, sobretudo, o coronário.
Podemos afirmar que, na maioria dos tratamentos desobsessivos a que são submetidos os Espíritos
que fazem sofrer (porque sofrem também), haverá, em algum momento, em algum dos atendimentos
que se lhes dispense a necessidade de conduzi-los ao sono.

de certa forma. Constituindo-se o sono um dos instintos básicos do ser humano-espiritual. . O passe. nesses casos. está na raiz de suas necessidades e. O fundamento dessa terapia encontra-se no conhecimento das técnicas sugestivas. a indução a esse estado é. é recurso auxiliar extremamente útil. não à razão consciente. facilmente assimilável pelos Comunicantes. que são apelos direcionados ao inconsciente. portanto.

A paciente regrediu tão profundamente que penetrou no domínio do próprio idioma falado por ela em s ua encarnação anterior.4 — Para induzir Espíritos à regressão de memória 13° — Exemplo: Nos Bastidores da Obsessão. para logo modificar a expressão. A personagem tocou a fronte do manifestante. ora na língua de Aldegundes. Os Espíritos Superiores. agindo na esfera extrafísica. Do mal - estar momentâneo passou a um aspecto de desvario. Ativados os chakras. Após demorado diálogo. através dos passes habilmente aplicados. na madrugada seguinte à reunião mediúnica da União Espírita Bahiana. não é terapia espírita. FEB. O mentor Saturnino prossegue com as terapias em favor dos envolvidos no caso Mariana. 77. quando levam pacientes encarnados desdobrados pelo sono à regressão de memória espiritual — e há muitos casos dessa natureza citados por eles — têm sempre o cuidado de bloquear as lembranças evocadas. leva-o à regressão de memória. pareceu sofrer um delíquio. sem a participação do doutrinador encarnado: O Diretor falava sustentado por Natércio (Espírito). pág. através do qual as palavras fluíam ora no idioma de Mariana. as providências terapêuticas repentinamente tomam novo rumo: Entidade espiritual que assistia o comunicante. 1 ed. A protegida de Petitinga até aquele momento não houvera mergulhado plenamente nos arquivos mentais de seu passado e está sendo preparada para isso: Saturnino solicitou a Ambrósio que aplicasse recursos magnéticos nos centros coronário e cerebral de Mariana. que nada percebeu. Penetrado por energias vigorosas.. explicou: . Em reunião desobsessiva realizada no Plano Físico.. LEAL. neste exemplo. de modo a despertar-lhe o passado adormecido nas telas da memória. Isto é compreensível. pág. no Plano Físico. é da vítima. 14° — Exemplo: Tramas do Destino. que ministrava socorros providenciais ao comunicante. 5 ed. 189. Inferimos daí que a terapia de regressão de memória em encarnados. Subgrupo 1.. e não do Espírito que a persegue. desdobrada parcialmente pelo sono físico.. a paciente. Capítulo 20. A regressão de memória. ao concluírem a terapia e antes de trazê-los de volta à consciência corporal.. Capítulo 3. A região estimulada pelos passes corresponde aos centros de força coronário e cerebral.. desdobrada. certamente com a aquiescência do Mentor espiritual da reunião. que se comunica por psicofonia. semelhante a alguém que acorda após demorado sono. no qual pesadelos cruéis houvessem tomado corpo destruidor. assistido por lúcida e bela Entidade feminil. o Diretor da equipe encarnada esclarece Entidade espiritual agressiva e agitada. pois a irrupção das lembranças do inconsciente para o consciente traria sérios inconvenientes à vida de relação do encarnado.

no centro coronário. dizer palavras breves. Nesse estado. e mesmo a interrupção do transe (quando não se quer esse fato). 5 ed. representando a figura dramática da tragédia de Fausto. para posterior transferência para a enfermaria adequada (. Ignácio. que o Espírito comunicante. LEAL. bastante desagradável. não se deve tocá-los. ele próprio. nesse sentido. também.. as cenas e os lances que culminaram com a minha desgraça. estão com a sensibilidade aumentada por causa da exteriorização do períspirito e qualquer contato físico direto pode causar-lhes choque nervoso.) . Maria Modesto Cravo. Paciente do Sanatório Esperança. portador de grave perturbação oriunda da agressão de formas - pensamento por ele mesmo criadas na encarnação anterior.) Ocorrências desse tipo — ação direta dos Espíritos sem a participação volitiva do doutrinador encarnado — não são tão raras quanto se poderia pensar. Nesses casos. ele adverte o visitante espiritual de que o conduziria ao passado. — Recordo-me. Volvem-me ao pensamento. o Doutrinador deve calar-se. portanto. 15° — Exemplo: Tormentos da Obsessão. a terapia da palavra. irritação.. Capítulo Alucinações Espirituais. Dr. estimulado a recuar ao passado. logo começou a caracterizar-se como um ator em pleno palco. e.) Sem muita relutância o visitante adormeceu e. Concluída. até para concluir sua fala adequadamente. (. Quando isso acontecer. É possível.. Dr... e o doutrinador. A necessidade de socorrer ambos. no século XIX... a viagem ao tempo-ontem (expressão usada por Philomeno). O toque simples. à lembrança. Ignácio acercou-se da médium e começou a aplicar-lhe energias dissolventes no centro cerebral. encerrando o atendimento. além da presença do Dr. Ao mesmo tempo. levou Eurípedes a atendimento mediúnico especial. de conforto. no atendimento. quando percebê- la concluída. funcionando como mero espectador. com sequelas do tipo dores de cabeça. Nesse momento. acompanhado de forte manifestação de vontade pode ser o suficiente para a ação dos Espíritos. I gnácio Ferreira. no caso de médiuns encarnados. deslindou o comunicante dos laços que o vinculavam ao períspirito da médium e o colocou em uma cama de campanha que se encontrava atrás do semicírculo. perseguidor e interno. de Ser espiritual que se dizia Mefistófeles. em transe. pôs-se a induzi-lo ao sono profundo (. quando se lhe instalou a ideia absurda de ser Mefistófeles: Ato contínuo. Observem a técnica usada pelo Mentor espiritual — toque na fronte. como colaborador e passista.. Pesava ainda sobre ele influência.. nas reuniões mediúnicas. E dizemos “para a ação dos Espíritos”. a distância. etc. 239. durante ou após a rememoração de seu passado. pág. porque. que prosseguia aplicando energias restauradoras do equilíbrio. no qual a médium seria D. escute orientações diretamente dos Espíritos. a fim de que a memória do Espírito se desenovelasse das induções mentais a que fora submetido. o doutrinador deverá simplesmente acompanhar a narração do Espírito comunicante sem interrompê-la.

como se estivesse dissolvendo energias condensadas naquelas áreas. O Comunicante. Lá. são necessários grupos afinados. ali comparece em estado de sono e será conduzido ao passado na França Napoleônica.. arquivada em seu inconsciente. por ideoplastia. 206. Esse interessante caso merece ser lido no original. Dilermando. quando vivera na personalidade feminina da cafetina Madame X: A um sinal quase imperceptível do irmão Anacleto. A técnica utilizada: passes diretamente no centro cerebral. para logo prolongar os movimentos na direção longitudinal do corpo adormecido. portanto. Espírito refratário ao arrependimento. seguidos por doação revigorante no final da regressão. pág. a fim de torná-lo participante da própria recuperação espiritual. de tanto representar no palco a personagem. LEAL. para isso. concomitantemente às induções. a ideia de ser o mito lendário de Mefistófeles. assessorados de tal modo que sejam efetivamente eles que planejem as ações e passem-nas. Os detalhes da técnica de passes utilizada são muito claros neste exemplo: os dispersivos. 16° — Exemplo: Sexo e Obsessão. para desenvolvê-las com segurança. com ressalva: desde que assessorados pelos Mentores. encarnado na Terra. detentores de conhecimento de causa. I ed. e os longitudinais ao longo do corpo perispiritual para reanimá-lo. Reunião especial na Esfera Espiritual de um Centro Espírita onde se reuniu uma plêiade de Espíritos Superiores. manipulado por outro Espírito de mente mais vigorosa que a sua. construiu. Comentário de Fechamento deste Subgrupo Todas as regressões de memória deste subgrupo ocorrem na Esfera espiritual. doutrinadores encarnados empregar essas terapias com os Espíritos que atendem nas reuniões mediúnicas? A resposta é sim. bem cuidada preparação e porque realizadas por Espíritos Superiores. para os parceiros no Plano Físico. aproximou-se de Mauro e começou a aplicar-lhe passes dispersivos. capazes de produzir padrão vibratório elevado e dirigidos por pessoas experientes. Lentamente o períspirito do sacerdote assumiu a forma feminina e Madame despertou recuperando a lucidez com relativa facilidade. . Mas. que lhe seja estimulada a memória profunda. necessitando. via intuição. Questão sempre cogitada: podem ou não. para remoção de fluidos e desbloqueio da memória espiritual. essas providências são mais comuns por exigirem maior apuro. que se encontrava vigilante. a princípio sobre os chakras coronário e cerebral. para providências desobsessivas programadas com o intuito de libertar algumas vítimas do Marquês de Sade e ele próprio. fascinou-se e. Capítulo 16. envolvido em graves desvios sexuais. O paciente é encarnado. A narrativa refere-se especificamente às operações de regressão de memória do jovem sacerdote Mauro que.

revolta. LEAL. no livro Terapia pelos Passes. rotativos. mediante movimentos longitud inais e. perseguição impiedosa. Como o coronário está muito próximo dele. porque identificadas as causas dos sofrimentos e realizada a conveniente psicoterapia. em entrevista que concedeu à equipe do Projeto Manoel Philomeno de Miranda. reequilibrar outras áreas do corpo perispiritual. Nota do autor espiritual . sugere procedimento de valor equivalente para tais necessidades: Nesses casos. através de movimentos longitudinais. 4. podemos tomar o chakra 1 cerebral como a região das lembranças. a fim de facilitar as recordações dos momentos geradores da aflição que ora se expressa em forma de sofrimento. Ed. algumas vezes. A respeito da técnica. conforme o estado do paciente. no chakra1 cerebral... Divaldo Franco. 1 Chakra é palavra sânscrita que significa roda. página 117. poderá ser envolvido durante o passe. retiram-se os fluidos negativos que envolvem o períspirito do comunicante. Na maioria dos casos é preciso dispersar e. é para onde devem ser direcionadas preferencialmente as energias. de imediato. sucedem o despertar da consciência e o natural desejo de reparação naquele que descobre estar sem razão.. ao mesmo tempo em que se procede à indução hipnótica. Os resultados são muito positivos.

passando a saltar e a mover-se num sofrimento indescritível. sucedendo a outra.. págs. estorcegando. O estado daquela Entidade era desesperador. é atendido pelo Espírito Bezerra de Menezes. Participam das terapias programadas os membros mais adestrados da equipe mediúnica e os principais beneficiários da reunião: Julinda. os auxiliares do Mentor movimentam-se. ao vê-lo. produzindo fenômeno de transfiguração atormentada. Esta citação é preparatória para a seguinte. Colocado ao lado do médium. Todos encarnados. com expressão inteligente nos olhos fulgurantes. realizada no Plano Físico. já foram despertados e colocados em condições de assistir aos procedimentos terapêuticos previstos. 17° — Exemplo: Nas Fronteiras da Loucura. Capítulo 28. adormecido.. o sofredor se lhe acoplou. fazendo-se de vítima. víamos deslindar-se um fio negro de substância pegajosa que emanava odor . ed. que não consegue concretizar. I ed. a Espíritos em atendimento. pág. À medida que eram dispersadas as energias perniciosas que se encontravam fixadas no centro cerebral do sofredor. E porque o outro contendor. Como a tarefa não estivesse concluída. até encontrá-lo. 1. em que se vai descrever a técnica de desmontagem de ideoplastias. 18° — Exemplo: Nas Fronteiras da Loucura. misturando medo com arrogância. apenas se agitando como animal. arfava. Bezerra dá início às operações regressivas. esposo e mãe. por hipnose. ensaia fuga. o cobrador de Julinda. atuando primeiro sobre Ricardo. incorporado em Jonas. LEAL. LEAL. prestos. para ali conduzidos em desdobramento. Porque insistisse com essa descabida alegação. O Comunicante. se desarmonizasse excessivamente. passeou o olhar. o irmão zoantropiado que. 214 e 215. estampou. aplicando-lhe passes: Dois outros amigos e o irmão Genésio (Espíritos) assistiam. De forma simiesca. a imagem do terror e. 203. a pouco e pouco. o Mentor diz-lhe.. Estamos em reunião mediúnica no Plano Espiritual. e autoriza a entrada no recinto de Espírito também vinculado ao passado dos implicados no caso.5 — Para desfazer ideoplastias aplicadas. atingido pela voz ou pela vibração do desafeto. Ricardo. as medidas terapêuticas foram dirigidas ao Espírito de aspecto simiesco incorporado no médium Jonas: A um sinal sutil do Mentor. devolveu o médium à cadeira. furibundo. Capítulo 27. o irmão Genésio Duarte passou a aplicar recursos fluídicos de desmagnetização nos centros coronário e cerebral de Manuel Alfredo. incorporado em Jonas. Ricardo. com técnicas especiais de recursos magnéticos que manipulavam com habilidade. não conseguindo falar. ergueu o sensitivo. Subgrupo 1. na face lívida. —. com austeridade: — É o que iremos examinar.

ela é porta de esperança no labirinto das aflições. (.. gerando nele mesmo a forma-pensamento que lhe era imposta pela hipnose de outros companheiros empedernidos no mal e impenitentes.. uma porta de esperança no labirinto das aflições. convidativo. em suave tonalidade prata-violácea.. ensejando libertação aos padecentes. sob comando mental bem dirigido. convidando o desencarnado para que se evada da situação em que sofre.) e onde. produzia. no períspirito alterado. em transe.. A cirurgia psíquica era feita. à medida que abandonavam o fulcro emissor.. impregnaram-lhe os centros perispirituais tão profundamente. repentinamente. mas.. também. porque. da direita para a esquerda. como se estivesse sob uma cirurgia psíquica um pouco dolorosa. direcionado para o coronário e o cerebral. Capítulo A Luta Prossegue.. que se condensaram. circulares. FEB. através de movimentos contrários. podem-se extrair as fixações que se condensam. pág. Interessante fixar não apenas a técnica do passe. à frente. servindo de molde refazente o psicossoma do médium encarnado. impondo-lhe a compleição simiesca. — As forças deletérias absorvidas — explicou. na Terra. a utilização do médium como verdadeiro molde para reconstituir o períspirito do indigitado sofredor. se abrisse um corredor de segurança para evasão. que se diluíam. em profunda concentração. I ed. A mediunidade com Jesus é. à meia-voz. exteriorizavam-se do centro coronário ondas vibratórias sucessivas. no Capítulo 42 da obra Intercâmbio Mediúnico: Imaginemos um dédalo de proporções gigantescas onde não tremeluz a esperança nem o caminho leva ao mundo exterior (. Propõe ele. 19° — Exemplo: Obra Trilhas da Libertação. No dizer de João Cléofas. O técnico em passes permanecia inatingido pelas irradiações negativas. desmagnetizando. interiormente. por desdobramento parcial do corpo. Abençoada mediunidade! Instrumento de comprovação da imortalidade. na sucessão do tempo. cresça. se transforme em veículo de segurança e libertação é necessário que o médium. 300. investido do mandato. rítmicos. . As ideias pessimistas e deprimentes. é o mais precioso recurso terapêutico a serviço da caridade. liberando o paciente da poderosa constrição que o submete. através da mediunidade de Divaldo Franco. Simultaneamente. Doutor Bezerra a Philomeno —. restabelecendo sua forma humana. todavia. E possível imaginar-se o significado da bênção. e possa repousar um pouco. além das memórias constritoras e amargas.desagradável. Atuando-se em sentido oposto (como agia o passista). o estrugir de felicidade e anseio de fuga naqueles que se consideravam perdidos. correntes de uma energia que o envolvia. A Entidade atormentada gemia pungentemente. vítimas de si mesmos. Para que essa porta. atuaram no “corpo de plasma biológico” encarregando-se de submetê-lo à situação em que se encontra. E conclui Philomeno: Estávamos diante de uma recuperação. desse modo. por sua vez.). naquele caso. apontando um lugar de paz.

.” (. o Doutor Carneiro começou a aplicar passes longitudinais. Carneiro de Campos.. Os demais adereços da composição. a continuação da reunião anterior (ver o 6o exemplo).. derrotando-o na guerra cruenta. alcançando o chakra cerebral da Entidade.” — “Não é verdade. Tuqtamich. começa a vociferar e a doutrinação se desenrola. a figura satânica com que revestiu seu períspirito. Armênia..” — “Que horror! Como você o teme.. A voz tornou-se monocórdia. rasteja para agradar a Timur Lang. que teimava na fixação. Eu sou o Diabo.. dos equivocadamente fortes?” — “Você está enganado.) Ele anulou-lhe a faculdade de pensar. você é gente. intercepta-lhe a frase: — “Império sinistro que se desdobra nos sítios sórdidos do planeta. Enquanto naquele se afirmava “da direita para a esquerda”. A pouco e pouco. Como pode submeter-se a uma existência primária. enquanto dizia: — Tuqtamich.). caindo como destroços que se houvessem arrebentado de dentro para fora.... romperam-se as construções que o ocultavam. Ficara acertada. até que houvesse quase justaposição.” — “Não pronuncie esse venerando nome aqui (. Veja!” Querendo demonstrar autonomia e importância. o Khan imprime a força do ódio a si mesmo. igualmente. asselvajada. O Diabo é uma figura concebida pelas mentes passadas. ao ouvir declarações bombásticas do Khan de que era ministro de um império. neste se diz “no sentido oposto ao movimento dos ponteiros do relógio”. a fim de dominá-lo. não foi ainda superada no seu sentimento” (. Eu sou a força e a ninguém temo.) Aproximando-se da médium em transe. você é gente. Suas mãos despendiam anéis luminosos que passaram a envolver o Espírito. para atendimento ao Khan: Fernando procedeu ao despertamento do chefe siberiano e o aproximou de D. períspirito a períspirito. Despertado.. contínua. Carneiro de Campos enfrenta-o: — “Você não me assusta! Conheço essa triste fantasia na qual você se oculta. na Terra. na qual predomina o terror e as sevícias incessantes são estímulos à permanência no escuro Paul? Já não se encontrará saturado da bajulação dos fracos e das ameaças de cima. e o detesta! A humilhação que ele lhe impôs. no sentido oposto ao movimento dos ponteiros d o relógio. criando. para a madrugada. O manto rubro pareceu incendiar-se e a cauda tombou inerme.” — “A mim ninguém domina. Sem pressa e ritmadamente o benfeitor prosseguia com os movimentos corretos.. ignorantes e temerárias. Sereno. despedaçaram-se e caíram no chão. o que vem conseguindo com facilidade. Aqui não há clima para ser proferido o seu nome santo. Operação semelhante à do exemplo anterior. por ideoplastia. seu superior e soberano.. depois circulares. Submetido pela violência. o que é a mesma . enquanto os movimentos prosseguiam.

mas essa é avaliação que cabe a cada um realizar. todavia. que é muito raro dispormos de condições favoráveis para este fim. para essas mais complexas operações. Mas. Preferimos reproduzir com fidelidade o diálogo. Comentário de Fechamento deste Subgrupo Na descrição da técnica utilizada por auxiliares do Espírito Bezerra de Menezes (17° exemplo). que estava acostumado a plasmar para impressionar suas vítimas. Glorioso momento da mediunidade vitoriosa trazia para o antigo senhor de impérios os primeiros raios de sol do novo dia. o momento culminante da missão confiada a Carneiro de Campos. afrouxando-a. Tudo depende de inspiração e de merecimento com relação à confiança que os bons Espíritos depositem não apenas em quem aplica a terapia. desmagnetizar é como torcer a porca de um parafuso no sentido contrário ao da rosca. mas instigação deliberada. . cujo objetivo. com a colaboração dos mais adestrados do Grupo mediúnico. Pode parecer estranha a posição desafiadora que assumiu. mas no médium e em todo o grupo que lhe dá apoio. e o Khan certamente era um deles. antes da desestruturação da ideoplastia (18° exemplo). Aquele era. em se deparando com necessidade dessa ordem. “era a libertação do chefe siberiano com o fito de abalar a estrutura do império dirigido pelo Soberano Gênio das Trevas”. Certamente que os bons Espíritos preferem. sentir-se em condições de realizar atendimentos tão complexos quanto os descritos? Em tese. enquanto na técnica de Carneiro de Campos (19° exemplo) esta é precedida de passes longitudinais. o que é incompatível com os bons Espíritos. Precisamos convir. há operação especial (não descrita). não existem os que nunca se arrependerão. agindo no P lano Físico. agir na esfera do Espírito. Existem Espíritos de arrependimento tardio. quando libertos pelo sono. a fim de analisar melhor o comportamento do terapeuta. Uma questão que este item suscita é a seguinte: pode um doutrinador. acalmando e controlando o Espírito.coisa. Soava a hora das primeiras clarinadas despertadoras da consciência longamente adormecida. Usando-se de imagem simples. a fim de fazer com que o Espírito repetisse o disfarce ideoplástico. também. no dizer de Philomeno. Este último procedimento deverá ser o preferido pelos terapeutas espirituais encarnados. ensejando a Carneiro de Campos desmontá-lo definitivamente. todavia aquela postura não era expressão de arrogância. sim.

Por enquanto. a ponto de fazerem do Núcleo — referimo-nos ao Centro Espírita como modelo de instituição ou o conjunto de todos eles — foco permanente de irradiação do pensamento do Cristo. porque se doaram. Mas. Era chegado o fim da reunião: O irmão Vicente. . na fase final da reunião mediúnica.. Philomeno. Capítulo O Enfrentamento. a derramar fluidos sobre todos. 228.. Fora as sessões de regressão de memória. pág. Não os médiuns ostensivos. FEB. em condições lamentáveis. mas está acometido de transtorno mental provocado por rebeldia e insensatez.. que não são procedimentos espíritas para tratamento de encarnados. os Centros Espíritas não têm condições de ficar abertos todos os dias.). está em visita a um interno do Sanatório Esperança.. chegará esse momento. Este é procedimento que se deve constituir em norma regimental. I ed. na Terra. os doutrinadores e os assistentes-participantes. 290. 21° — Exemplo: Tormentos da Obsessão..6 — Outros casos 20° — Exemplo: Trilhas da Libertação. É sempre bom. 5 ed. Subgrupo 1. Boa técnica é aplicá-los de forma coletiva. propriamente falando. levando-o a processos regressivos (.)..). três vezes por dia. os doadores distribuindo-se ao longo da sala. tudo o mais se enquadra perfeitamente nas propostas dos serviços de Atendimento Espiritual dos Centros Espíritas: a) Leituras edificantes. por muito tempo. Ignácio. LEAL. consideráveis. Capítulo Prova e Fracasso. O enfermo não é. portador de obsessão. informou o programa terapêutico que estava sendo administrado ao paciente: — Três vezes por dia são-lhe aplicados recursos magnéticos para reajustamento dos neurônios perispirituais desagregados pelas ondas da rebeldia que lhe assinalou a existência física (. Almiro a encerrar a atividade mediante aplicação de passes nos médiuns que foram objeto das comunicações penosas. que lhe serve na ocasião de instrutor dedicado e solícito. Duas vezes por semana são aplicadas técnicas hipnóticas.. Programa muito simples. sob o efeito das quais veio a desencarnar. e b) Recursos magnéticos. por trás do grupo. apresentam-se com perdas energéticas. às vezes. distendendo os braços e agitando as mãos abertas como que formando um “chuveiro”. são realizadas leituras edificantes que se lhe vão imprimindo na mente e estabelecendo novos raciocínios propiciadores de paz e de esperança. Concomitantemente. Poderão funcionar como doadores os médiuns passistas. aplicar energias de recomposição nos médiuns que participaram dos atendimentos. quando os espíritas forem em maior número e qualitativamente melhores. jubiloso. e carecem de recomposição fluídica. respondendo a Philomeno. o que foi realizado (. como já dissemos.. sempre iniciados com a prece. pág. inspirou o Sr. na companhia de Ignácio Ferreira.

mais simples ainda: leitura de O Evangelho Segundo o Espiritismo (bom saber que esta obra é lida no Mundo Espiritual e que a terapia de manutenção de muitos necessitados. em forma de diálogo esclarecedor. fora dela. até ser abençoado por um sono repousante e tranquilo. 230. Trata-se de atendimento do paciente do exemplo anterior.. Depois da chegada dos passistas. Philomeno se incorpora à equipe para dar sustentação oracional: Proferida a prece por Alberto. lá. A preparação. na verdade. ainda no espaço onde foi desenvolvido o labor socorrista. que deve estar associado a outras terapias. No início. Na reunião mediúnica. é como deve ser: simples). Convém aqui chamar atenção para a não banalização do passe. contando com o concurso das equipes dos dois planos. prosseguindo-se com a doação de energias saudáveis. Capítulo Prova e Fracasso. logo após foi lida uma página de O Evangelho Segundo o Espiritismo e depois de breve comentário por um dos servidores. pág. ao final das reuniões. acalmando-se lentamente. . No p rimeiro caso. No segundo caso. verificamos que eles têm a particularidade comum de ser utilizados como desdobramentos desse tipo de reunião. alongando-se por todo o corpo perispiritual. seguidos da injeção de energias saudáveis. foram aplicados passes dispersivos no chakra coronário. fora das reuniões mediúnicas. à terapia da palavra. o paciente estertorou. 5 ed. LEAL. solicitado pelo orientador. de recurso bioenergético de múltipla aplicação. a partir do chakra coronário e alongando-se por todo o organismo perispiritual. Comentário de Fechamento deste Subgrupo: Os exemplos enfeixados neste subitem fogem ao conjunto geral dos passes aplicados nas reuniões mediúnicas com as finalidades anteriormente descritas. 22° — Exemplo: Tormentos da Obsessão. Todavia. Trata-se. como recurso terapêutico complementar à terapia desobsessiva. conjugado à terapia ímpar da oração. aplicados a intervalos regulares preestabelecidos. A técnica de passe é de padrão simples e largamente praticado nas Casas Espíritas: dispersivos. para restauração da equipe de encarnados do Grupo Mediúnico.

GRUPO 2 ESPÍRITOS APLICANDO OU INSPIRANDO A APLICAÇÃO DE PASSES FORA DAS REUNIÕES MEDIÚNICAS .

). 179. O corpo relaxou os músculos antes retesados e vimos. ed. é atendido por Espírito-Guia. Em chegando à enfermaria. repentinamente. em recuperação de cirurgia para extirpação de pulmão minado pela tuberculose. Capítulo 5. o sopro curador d as tradições do Magnetismo. Renovada a visita à mesma enferma. para as providências imediatamente possíveis: Ele próprio aplicou recursos magnéticos na obsidiada. mediante movimentos longitudinais. 49. LEAL. rítmicos. ed. LEAL. mas de passagem de energias. nem ela. Capítulo 5. Capítulo 25.. Insuflação não tem aqui o sentido de “sopro”.. Julinda-Espírito ser atraída e tombar. Aquela intervenção fora o início da preparação para tratamento especializado a ser feito no Plano Supra Físico. pág. com o auxílio de um médium em desdobramento. fonte dos pensamentos e do comando psíquico do ser. 24° — Exemplo: Nas Fronteiras da Loucura. A julgar pelos efeitos.. especialmente. 1... acompanhada da insuflação de energias vitalizadoras. área muito explorada em processos de vampirização e onde residia o karma de Julinda pelo fato de ter abortado. LEAL. repetindo a experiência no seu corpo. 41. quando seriam transferidas para ele energias vitais da Natureza (maaprana). o passe aplicado em Julinda-corpo. a pobre enferma movimentou-se um pouco como a diminuir a torpe intoxicação fluídica e a das drogas ingeridas (. Depois de entendimentos com o supervisor das atividades socorristas daquele nosocômio. mas pressentia a presença deles: Doutor Bezerra convidou-nos discretamente à concentração e aplicou passes refazentes em Julinda- Espírito. . A técnica simples. Se um benefício prestado ao Espírito pode repercutir favoravelmente no corpo. percebeu que ali não se encontravam. fazendo a dispersão dos fluidos tóxicos que a asfixiavam. Interessante aprendizado esse de observar o Espírito a atender Julinda. nas suas duas expressões: espírito e corpo. foi utilizada. dos passes longitudinais dispersivos. põe-se em ação. logo após insuflando energias restauradoras de forças. beneficiando regiões orgânicas naquele momento de interesse — a cerebral. a fim de ali adormecer. a mesma personagem do 3° e 17° exemplos. 25° — Exemplo: Painéis da Obsessão. nem seu sicário. separadamente. O jovem Argos. e a genésica. pág. pág. funcionou como vigoroso ímã. 23° — Exemplo: Nas Fronteiras da Loucura. Sob a ação benfazeja. no casulo carnal. atraindo Julinda-espírito para seu casulo carnal. ed. atendendo. adormecida. porque ambos reagem entre si. no mesmo hospital onde estava internada. em espírito. 1. injeção de forças renovadoras. 1. aos campos cerebral e genésico. um auxílio prestado a este pode beneficiar aquele. O obsessor não enxergava os Espíritos socorristas. O Espírito Bezerra de Menezes está em visita a Julinda.

Primeiro a dispersão. ed. altamente concentradores. Ao tempo em que beneficiava Argos. do “outro lado da vida”. que dera entrada no nosocômio com tuberculose em estado avançado. que avalia o doente e passa a coordenar ações no sentido de auxiliá-lo: (. Arnaldo. aplicou-lhe recursos magnéticos.. como a fazer um suprimento. denotando as sensações traumatizantes que o ato produzira no corpo... técnico convocado para o serviço. pág. A Benfeitora aplicou-lhe passes longitudinais. Philomeno recebe instruções enquanto ajuda o Benfeitor no atendimento a alguns pacientes do hospital. com atuação preferencial na área cardiopulmonar. 1. 27° — Exemplo: Painéis da Obsessão. foram os escolhidos por Bernardo. Cena de hospital. a princípio. que o acudiu com passes de dispersão fluídica.. ele se exteriorizava. neste caso. dadas às condições de profunda desarmonia espiritual. 54. detendo-se mais na área do epigástrio e. o Espírito a distribui para todo o organismo desvitalizado. A primeira atendida é uma mulher tuberculosa e grávida. a fim de melhorar-lhe o tônus. daí o interesse da Irmã Angélica por essa região. Os passes circulares são altamente concentradores de energia. o mesmo tipo de passe foi utilizado. Depois de concentrá-la. O epigástrio é uma das âncoras de fixação mais forte que ligam o corpo à alma. quando se aplicou essa técnica. em tentativa de reanimá-lo da síncope provocada por brutal hemoptise. demonstrando profundo abatimento: Acerquei-me mais e o Dr. 26° — Exemplo: Painéis da Obsessão. porém da direita para a esquerda. O suprimento. o mesmo do 16° exemplo. adentra-se a Irmã. a seu benefício. objetivando a área cardiopulmonar. em trabalho de parto. circulares. que gemia e chorava. concentrando energia para desestruturar matéria mental perniciosa — a . na fase seguinte. minada pela doença. O sentido de aplicação. Espírito. os passes circulares. Nesse comenos. Espírito vinculado por responsabilidades de serviço ao hospital onde Argos fora operado.) conclamou-nos à oração silenciosa. é atendido com fármacos pelo médico encarnado. que o convoca a participar de trabalho terapêutico em favor de paciente ligado ao interesse da Irmã Angélica (Espírito). 1. a Benfeitora Espiritual o deslindava do envoltório físico para as providências mais profundas que seriam tomadas. com reflexos altamente danosos para o inventário de forças físicas do enfermo. logo depois. no seu passe. LEAL. na Terra: Philomeno faz-se acompanhar de Bernardo. Mercê da gentileza de Arnaldo. para. 82. Capítulo 11. LEAL. recorrendo ao auxílio psicoterápico do dedicado Bernardo. Capítulo 7. Nessa fase de suprimento. pág. solicitando-me orar. através de passes circulares e logo depois longitudinais. revigorá-lo com energias especiais. foi da esquerda para a direita. O enfermo. Já no 18° exemplo. alcançando os tecidos sutis do Espírito pelo processo automático da ação-reação. em movimentos rítmicos. com o objetivo auxiliar de favorecer regressão de memória pela estimulação do centro cerebral. em poucos segundos. ed.

) e. E o Pai trouxe a resposta positiva solicitada. atônito e amedrontado. Capítulo 29. age comandado por seu Guia e por outro Espírito. A um sinal da Irmã Angélica o médium Venceslau começou a aplicar passes de dispersão fluídica sob o comando psíquico de Bernardo. um dos seus fundadores presta socorro a criança ali internada. porque ali tivesse chegado com poucas resistências orgânicas. pág. pág. contraíra pneumonia muito grave e estava com a vida seriamente ameaçada. através da vidência mediúnica.vigorosa ideoplastia construída pelo Khan Tuqtamich. a Entidade fascinada pelo poder. que lhe aciona diretamente o recurso fluídico. cuidando dos infelizes.. desembaraçava o frágil organismo do pequeno enfermo das correntes pesadas de energia negativa.. atraindo de volta a enfermidade pulmonar cármica. O que nos chamou a atenção nesse atendimento foi a unção com que orou o médium Venceslau. 1 ed. a presença de inimigo espiritual. O passista. Observamos que o sensitivo. referida na obra Trilhas da Libertação. 1 ed. desta vez. outros tipos de fluido procedentes do corpo físico sadio do sensitivo. carregado de vibrações de alto teor. São os milagres do amor e do devotamento. o enfermo que fora atendido com transfusão de fluidos vitais canalizados pelo médium Venceslau. seguramente conduzido pela irmã Angélica.. naquela ocasião. favorecendo a recuperação do enfermo. Outro atendimento a Argos. com moratória ou sobrevida. e transfusão de forças novas. LEAL. Capítulo 30. que com ele convive na Instituição Espírita comandada pela Irmã Angélica. De pronto constata. vai atendê-lo.. deu início à operação socorrista. pedindo misericórdia para o enfermo. 225. A técnica é a mesma: dispersão. naquele momento fizera-se instrumento de Deus. depois. retirando as energias deletérias que o envenenavam. porém entregando os resultados a Deus. O enfermo. Depois do socorro. descuidara-se de certas obrigações morais. Venceslau. LEAL. atraindo fluidos curativos poderosos para aquele infante que precisava viver. e a presença da Irmã Angélica com outros Espíritos em atitude de ajuda.. Em Instituição Espírita. 208. 28° — Exemplo: Painéis da Obsessão. valioso. ao mesmo tempo infundindo-lhe forças novas (. provenientes de pertinaz processo pneumônico resistente ao tratamento especializado. . órfão social abrigado na Casa. criara a predisposição para que o doente assimilasse. primeiro. que havia entregado a sua vida a Jesus. ato contínuo. concorrendo para o agravamento da doença. O médium. O auxílio de Bernardo.. Foi proferida uma oração (. Beneficiado.). o médium. 29° — Exemplo: Painéis da Obsessão. A recidiva deixou o enfermo semidesfalecido. a febre cedeu e forças novas foram absorvidas pelo organismo da criança. médium vidente.

a partir do coronário para assepsia e descongestionamento. É nesse momento grave que ele está sendo atendido de forma especial.). padrão.). A cirurgia para a extirpação do pulmão deteriorado do companheiro de lide fora prevista. Foram mais cuidadosamente atendidos os centros coronário.. mercê de tantos investimentos da vida. que lentamente foram absorvendo a energia salutar e mudando de cor (. a fim de domar- lhe a natureza rebelde. largamente empregado e que atende à maioria das situações: dispersão em movimentos longitudinais. reabilitando-se. Ela era fruto amargo do comportamento criminoso e desleal no passado. aos arraiais da fé. com ferro será ferido”. A princípio. atingindo a mente. e facilitando a fixação de microrganismos vorazes causadores da destruição do órgão afetado. não é outra a proposta do livro “Painéis da Obsessão”. sobretudo. passou a transferir-lhe as forças restauradoras. Diríamos: no local que se fere nesse será ferido. que lhe foi oferecida em pequena dose e se encerrou o labor da caridade fraternal. em tocaia bem urdida.. desembaraçou o enfermo das energias absorvidas e dos miasmas venenosos que lhe empestavam o organismo. curado. A obsessão se manifesta de formas variadas. “quem com ferro fere. efeito bumerangue golpeando-lhe as carnes.. e para onde. mediante a imposição das mãos nas referidas áreas. nem se ajusta ao trabalho e à disciplina — normas morais da Instituição — e a doença cármica volta. mais tarde. Logo após. Em seguida. recebendo nova moratória e novo apelo para que abrace o ideal e se reabilite.. Quão grandes são a paciência e a misericórdia dos bons Espíritos! . senão estudar as consequências físicas da obsessão. onde encontraria a bênção do estudo e do trabalho nobres. para domar-lhe a natureza rebelde e trazê-lo. seu obsessor seria atraído como criança órfã social. com movimentos rítmicos e em direção longitudinal. Abrimos espaço para comentar a obsessão de Argos. pelo sofrimento. em cujas atividades receberia o apoio de amigos leais como o médium Venceslau. Explicação: O impacto emocional da cena marca indelevelmente a consciência infratora. culminando com a fluidificação da água. a fim de que Argos o acolhesse como pai. Podemos asseverar que o passe aplicado é típico. vincula-se à Obra. Ocorre que Argos. em Casa bem estruturada sob a supervisão da Irmã Angélica. foi magnetizada a água. à baixa resistência imunológica. parafraseando a expressão proverbial. mais tarde. Argos se aproximaria da Doutrina Espírita. que atrai a desarmonia vibratória para o órgão correspondente. facilitando-lhes a renovação. A tuberculose constituía-se choque de retorno pela estocada aplicada no pulmão da vítima. Programação perfeita. No reconhecimento de sua fragilidade. em outras palavras: a transferência para a área física de atos equivocados que engendraram a obsessão. no próprio períspirito. dando ensejo. quando em duas encarnações sucessivas assassinou covardemente o Espírito que ora o perseguia. através da valorização do trabalho nobre. na área física. como a desinto xicar as células. Em Argos ela se apresentou. como possibilidade. cardíaco e gástrico (. seguida de imposições revitalizadoras nas áreas mais carentes. a emoção e o físico. como vimos em exemplos anteriormente citados. mas não corrige a natureza autoritária. aliás.

um deles excitava-lhe o desejo. Dois Espíritos perversos dominam. beneficiando-a com passes e a incorporação imediata dos obsessores em outros médiuns ali disponíveis para essas emergências. que a ouvia em atendimento fraterno. Capítulo 3. um Espírito especialista recomendou a aplicação de passes a intervalos regulares: Antes de despedir-se. 8 ed. pág. 31° — Exemplo: Loucura e Obsessão. 1 ed. Este tipo de providência — passes regulares. a comunicante ergueu o médium e pôs a destra sobre a cabeça da desconsolada mulher. o amigo dispensou vibrações muito salutares ao doente. No livro Loucura e Obsessão. para daí a dois dias. Ed. como no caso em pauta. a cada quatro horas. vemos o Espírito Bezerra de Menezes informar a Philomeno que Carlos. Nesse ínterim. de modo a auxiliá-lo. Outra peculiaridade contida nesse exemplo é o toque direto na assistida. agindo por intermédio dos bons Espíritos. FEB. capítulo 11. como se fora prescrição medicamentosa — é uma das bênçãos que os encarnados recolhem da Misericórdia Divina. através da aplicação correta de bioenergia nos centros coronário e cerebral. procedimento não aconselhável nas Casas Espíritas. Não é proposta espírita que o atendimento espiritual seja feito com médiuns em transe mediúnico. que permanecia atemorizado. Paciente encarnada é atendida nas consultas por Irmã Emerenciana. passa- lhe receita de banhos e beberagens. e recomendou a Bernardo que lhe aplicasse a terapia fluídica. página 132. pág. diluir as ideoplastias que o outro fomentava. cuja realização. na presença de Bezerra de Menezes e de Philomeno de Miranda. deveria tomar passes quatro vezes ao dia. no dizer de Philomeno. Após descarregar-lhe energias refazedoras e interromper a compressão perturbadora que lhe impunha o vulgar perseguidor. um dos assistidos nos labores desobsessivos da Casa onde se encontrava em missão de ajuda. 244. incorporada em médium da Casa. o comportamento da enferma. LEAL. em procedimento semelhante ao adotado anteriormente. momentaneamente livre das influências terríveis. Capítulo 29. por pouco não foi acometida por um vagado. Como esses fatos dão-se numa Casa dedicada ao culto afro brasileiro. conseguiu também. características do culto afro. dentro das possibilidades que os seus créditos o permitissem. assumindo a responsabilidade pela orientação que oferecem. acionando-se outra vez a mediunidade curadora de Venceslau. enquanto aguardasse outras providências em seu favor. em lucidez... a segunda aplicação de “maaprana e clorofila” (fluidos vitais da Natureza). 8. quase por inteiro.. algumas vezes por dia. transmitindo um pouco de renovação à enferma que. comprimindo lhe certa região do aparelho genésico. sistematicamente. fugiu às diretrizes que ele se acostumara a aceitar por compatíveis com a razão: Nesse comenos. Como os Espíritos superiores tivessem obtido deferimento favorável para nova moratória em favor de Argos. . enquanto o outro lhe transmitia vigorosos clichês mentais em que a paciente se via nos braços de homem casado que ela procurava conquistar. 35. mas inspirados. FEB. 30° — Exemplo: Painéis da Obsessão. em seguida. Irmã Emerenciana. programaram. age.

O Doutor Carneiro acercou-se da esposa quase hebetada e aplicou-lhe energias dispersivas no centro cerebral. a quem já nos referimos anteriormente... do filho. Sem ele. explorando-lhe a inocência de forma criminosa. induziram-no à agressão física contra D. LEAL. desligando o obsessor (. seriamente ameaçada pela agressão de Espíritos inimigos do Bem. Armênia era a médium mais segura daquela Instituição.. Descoberto pela diretora do Colégio onde atuava. o Espírito Bezerra de Menezes encontrou nesse núcleo do sincretismo religioso a presença do amor de Deus e a abnegação da caridade cristã. . Tratava-se de uma emergência: ocorrência grave na vida familiar da médium. liberando-a da constrição psíquica que quase a bloqueava. culminando no ferimento. Carneiro de Campos age da forma convencional. a fim de desbaratar a falange de Espíritos ignorantes. Trata-se de Mauro. porque delas precisava para seu crescimento espiritual. em luta com os ideais do Cristo. 176. Capítulo 5.. a fim de o adormecer. Armênia.). Armênia. em defendendo a mãe. FEB. agora lhe distendendo energias relaxantes.. reequilibrando-lhe a circulação e o ritmo respiratório. Um sacerdote comete atentado ao pudor contra uma criança. Depois vitalizou-a nos centros coronário e cardíaco. Foi ela a pessoa escolhida pelos Espíritos para os transes mediúnicos mais difíceis.. na Terra. Prosseguiu na ação fluídica. além de reprovado por sua consciência. na mediunidade ou na difícil vida familiar. a vida na Terra jamais poderia ser conduzida por muito tempo. Lutas da mediunidade! D.não nos cabe nenhuma censura ou crítica. Nem por isso estava liberada de suas provas. arrancando-a do amolecimento que a acometera (. em missão. pág. Esses Espíritos.) ao tempo em que diminuía a capacidade de raciocínio e alucinação do atormentado jovem. para onde Carneiro de Campos fora enviado. Capítulo Alcoolismo e Obsessão. aproveitando-se da fragilidade moral do marido. primeiro dispersando energias no centro cerebral e depois vitalizando os centros de força mais atingidos pelo choque: — o coronário e o cardíaco. página 15. que lhe diminuíssem a rigidez nervosa. Aliás. co nforme os ensinamentos de Jesus. planeja o suicídio sob indução de seu inimigo espiritual. viciado em alcoólicos. à faca. 1 ed.). 33° — Exemplo: Sexo e Obsessão. havia sido atingido pelo pai enlouquecido e fora de si. que. retirando-o do casulo físico (. 32° — Exemplo: Trilhas da Libertação.. I ed. dedicada médium por quem se comunicava o Mentor da reunião. até porque o valor das ações praticadas está muito mais na caridade de quem as pratica do que nos preceitos e normas que as regulamentam.. como na desmobilização do Khan Tuqtamich (ver o 19° exemplo). O socorro dos bons Espíritos está sempre presente. Nessa condição mental perigosa é socorrido com passes pelo Espírito Anacleto: O irmão Anacleto acercou-se do infeliz e começou a aplicar-lhe a bioenergia no chakra coronário. conforme se lê no livro em apreço. pág. 62. O atendimento fora dado a D.

págs. rumo à Crosta. reparando que enorme placa de sombra lhe pesava na fonte. Começam a chegar à residência humilde de D. às quais ligava a melhor essência de minhas intenções.. e falou: — Mãos à obra! Distribuamos alguns passes de reconforto! Surpreso. Deixara Nosso Lar. 230 e 231. é preocupante. por isso foi o alvo da ação. embevecido. concentrei minhas possibilidades magnéticas de auxílio nessa zona perturbada.. é preciso começar. fora das vibrações perturbadoras das faixas inferiores do mundo físico. a excessiva contemplação dos resultados pode prejudicar o trabalhador. a desencarnada desferiu um grito de espanto. o . Isabel Espíritos sofredores — não os perversos.) E. onde se beneficiara com valioso aprendizado. São 18 horas e alguns minutos. Lembrando a influência divina de Jesus. que. lembrou-se de Narcisa. porque a maioria está olhando para trás: para os erros. Há complexo de culpa disfarçado. Já no ambiente terreno. e provocado o sono. Entendeu-se Aniceto com Isidoro. à medida que me dispunha a observar a prática do amor fraternal. de bairro modesto do Rio de Janeiro. Contudo. Acompanhemos a narrativa de André Luiz: (. a boa enfermeira que lhe iniciara no serviço das câmaras de retificação de Nosso Lar e movimentou-se no trabalho que lhe foi confiado. na Terra. onde se dará sua estreia nos labores do passe. a fim de colocar o jovem padre sob a guarda dos bons Espíritos. objetou André — estarei preparado para trabalho dessa natureza? Ao ser estimulado com a frase do instrutor — Por que não? —. arrebanhados da redondeza para os labores socorristas da noite. 34° — Exemplo: Os Mensageiros. Quantos. O coronário é o centro da lucidez. em espírito. é fascinante descobrir o prazer do serviço. Porém. sob a supervisão de Aniceto. passando pelo Posto de Socorro de Campo da Paz. que limita as possibilidades radiantes e a força da vontade de cada um. uma claridade diferente começou a iluminar e a aquecer-me a fronte. Saindo do transe de autoadmiração. quando ainda não se tem experiência. Pronunciando palavras de animação. FEB. No âmbito das responsabilidades espirituais ainda mais. E uma delas Aniceto passou imediatamente a André. se demorava na contemplação do resultado feliz: — André. esposo desencarnado dá dona da casa. ali com funções de coordenação. André Luiz inicia seu “curso de serviço”. há também lições corretivas a tirar do êxito. Importava que fosse quebrada a ideia fixa.. 22 ed. Capítulo 44. iniciei o passe de alívio sobre os olhos da pobre mulher. o que foi conseguido. Dentro de alguns instantes. o produto amargo das paixões que ainda estão sendo retificadas. A primeira das Entidades indicadas para seu atendimento ainda conservava os sinais do tracoma e se encontrava cega. estão sem essa coragem de começar?! Nas tarefas espíritas. — Vejo! Vejo! —. as vacilações. pois a casa não estava estruturada para atendê-los —. exclamou entre o assombro e a alegria — Grande Deus! Grande Deus! Toda tarefa nova. estaciona numa das oficinas de Nosso Lar: casa singela. muitos deles se mantêm apegados ao velho argumento — Quem sou eu?! — e deixam de pôr a mão no arado.

ela poderia tê-los. Na chegada. uma de suas assistidas. Silas... visita hospital terreno para cumprir responsabilidades de que se investira. a depender de sua vontade.. o melhor para ela. O planejamento reencarnatório da pupila. através da imposição de mãos sobre o cérebro. Avaliando a situação. Capítulo 12. intercedendo por filha. (. ali internada para trabalhos de parto. 133 e 134. 35° — Exemplo: Ação e Reação. págs. Decorridos alguns minutos de pesada expectativa. (. pois. prevaleceu na decisão. Mesmo reconhecendo que. podemos afirmar que ela depende de três fatores: o poder fluídico de quem doa. durante o sono. o merecimento de quem recebe (conforme o karma) e a eficácia do meio. acompanhado por André e Hilário.. págs. Socorro!. ameaçada de pôr termo à vida.. está ameaçada de sofrer cesariana porque envolta por fluidos anestesiantes contra ela desfechados por seus perseguidores espirituais.. passa à ação magnética em favor de sua pupila. Capítulo 10. 166 a 172.discípulo de Aniceto foi atender outros enfermos de sua cota de trabalho.. — “Assistente Silas! Assistente Silas!. com relação ao número de filhos que deveria ter. FEB.) Socorro!. põe-se a caminho para as providências socorristas . atencioso. enquanto ouve as explicações da mulher aflita. 36° — Exemplo: Ação e Reação. Silas. surgiram contrações que. controlou a evolução do parto. em última análise. cabia-lhe receber ainda mais três filhos no templo do lar. 9 ed. se acentuaram intensamente. colhendo na sua cesta de resultados apenas melhora discreta num deles. ou não. FEB. por outro Espírito avisado. Silas conclui que operação dessa espécie acarretar-lhe-á grandes prejuízos para o futuro. à Espiritualidade competia assegurar-lhe as condições orgânicas para que os tivesse porque esse era o compromisso. começou a fazer operações magnéticas excitantes sobre o colo do útero. 9 ed.. tonificando-a e excitando-a.. até que o médico ingressou no recinto. irradiava-se-lhe das mãos.. a cura pertence a Deus. e Silas agindo diretamente na área comprometida pela apatia. com André e Hilário sustentando a área mental da enferma. qual neblina leve. toma conhecimento de que Laudemira. Substância leitosa. Atribuir pesos a cada um desses fatores pertence à matemática divina. conserva apatia prejudicial ao nascituro. Os filhos.. sem anulação do livre-arbítrio de Laudemira. O instrutor Silas. consoante o programa organizado em favor dela.. com a destra colada ao cérebro da doente. Ação conjunta.” Este é o apelo dramático de mãe (Espírito). espalhando-se sobre todos os escaninhos do aparelho genital. como tentativa para reverter a situação indesejada e favorecer parto natural: Determinando permanecêssemos ambos em oração.) Sem tempo a perder. pouco a pouco.

em movimento rápido. Nosso orientador estendeu-lhe os braços. enquanto explica detalhes a André e a Hilário. à maneira do cego que retorna à visão.. a pobre criatura viu a genitora que lhe estendia os braços amigos e carinhosos. batesse com força no copo fatídico. Num quarto humilde. agora indecisas.).. inquieta.. derramando o líquido letal. uma menina choramingava.. recebe o influxo inspirativo de Silas. a terceira. acompanhados de ação mediúnica (quase um efeito físico) — para acentuar a passividade e induzir movimento ao braço da enferma —. deixou-se adormecer pesadamente. — desdobramento — trazendo-a para fora do corpo.que o caso requer. sob os auspícios de nossa casa. beijava a filha com a angústia dos que se despedem para sempre. Prestar-lhe-emos o necessário auxílio. fez que ela mesma. Marina. Toma de um copo. inspirando telepaticamente a mulher fascinada com a ideia do suicídio — Como pensar na morte sem a luz da oração? —. para que se inteirassem minimamente da situação: — Trata-se de companheira da Mansão. Silas (. indução ao sono — direcionando energias para o córtex encefálico — e quarta. a fim de encontrar-se com a mãe. ao mesmo tempo em que vocês poderão examinar um problema de débito agravado. pois és tu? Interessante atendimento em quatro operações distintas: a primeira. Lampejaram-lhe os olhos com novo brilho e o copo tremeu-lhe nas mãos.. antes porém de levá-lo à boca. Foi o caso de Marina. Com lágrimas a lhe correrem dos olhos. sem conseguir explicar a si mesma a razão do torpor que lhe invadia o campo nervoso. em residência de três cômodos.). depara-se quadro desolador: junto da jovem senhora agoniada e exausta. e então presenciamos um quadro inesquecível. a segunda. e a moça. reencarnada há quase trinta anos. De repente. administrou novos recursos magnéticos à mãezinha debilitada. O que Silas classifica como débito agravado são as situações de prova que a pessoa adiciona a outras já programadas durante a preparação reencarnatória. assinalada pelos estigmas dos marcados pelo sofrimento ao nascer. sem a luz da oração? A desventurada não lhe ouviu a pergunta com os tímpanos da carne. mas a frase de Silas invadiu - lhe a cabeça qual rajada violenta. Acompanhemos a ação do orientador de André Luiz: — Como podes pensar na sombra da morte. (. interessado em conduzir o socorro até ao fim.. refugiou-se-lhe no regaço. ajoelhada.. Silas administrava-lhe passes magnéticos de prostração e. que rolou no piso do quarto. aplicando passes de prostração. gritando de alegria: — Mãe! Minha mãe!. envolvendo-a em fluidos anestesiantes de carinho e de bondade. induzindo-a a ligeiro movimento do braço. Silas emitiu forte jato de energia fluídica sobre o córtex encefálico dela. que atraíra para sua encarnação atual a irmã suicida (por sua responsabilidade indireta). de olhos esgazeados. num impulso irrefletido. Marina ergueu-se em Espírito sobre o corpo somático e pousou em nós o olhar vago e inexpressivo.. no caso a criança surda-muda ali .

cria condições para ação mais consciente. (. A criatura . espraiando-se sob a mão irradiante. Em poucos instantes. repetindo o contato na região mencionada e prosseguindo nas mesmas operações por diversas vezes. em seguida. morosamente. colaboradora da Casa. com reflexos sobre as células materiais. todavia. onde seis Entidades altamente qualificadas operavam quais enfermeiros vigilantes. pág.). Capítulo 19.. que não temos enquanto encarnados. notei que a destra. logo após. a atender o caso: Colocou a mão direita sobre o epigástrio da paciente. nobre Espírito com tarefas de supervisão em Instituição Espírita no plano físico.ao seu lado. Assediada pelos princípios magnéticos postos em ação. com reflexos na válvula aórtica. também. o organismo da enferma voltou à normalidade. A pequena nuvem que lhe cerca o órgão vital representa matéria mental fulminatória. facilitado pela visão espiritual. que as canalizou por sua vontade poderosa. entrando em grave posição de desarmonia íntima. Foi então que o magnetizador espiritual iniciou o serviço mais ativo do passe. Fez o contato duplo sobre o epigástrio. 16 ed. no caso o ex-noivo da irmã suicida. como se fora atraída pela vigorosa vontade de Anacleto. O diagnóstico claro do problema. deslocou-se vagarosamente e. está aberta para todos. veio aos tecidos da superfície. ao longo da epiderme. tenuíssima nuvem negra cobrindo grande extensão do coração. erguendo ambas as mãos e descendo-as. Esse quadro suscita de Anacleto o seguinte esclarecimento: Assim como o corpo físico pode ingerir alimentos venenosos que lhe intoxicam os tecidos. com surpresa. FEB. também o organismo perispiritual pode absorver elementos de degradação que lhe corroem os centros de força. em atividade de estudo. Anacleto. se percebia. 325. emitia sublimes jatos de luz que se dirigiam ao coração da senhora enferma.. A estrada a percorrer. através dos quadris até aos joelhos. na manhã de hoje.. Esta amiga. pois prevaleceu a grande força radiante do doador de energias. observando-se nitidamente que os raios de luminosa vitalidade eram impulsionados pela força inteligente e consciente do emissor. que envolvia a válvula mitral. à visão espiritual. 37° — Exemplo: Missionários da Luz. Dispôs-se. podendo ser vencida com esforços e dedicação. A permanência de semelhantes resíduos no coração pode ocasionar-lhe perigosa enfermidade. na zona inferior do externo e. recebe orientações de Alexandre. Apresentado André Luiz ao supervisor da tarefa. Na primeira pessoa a ser atendida. atendendo os frequentadores encarnados e. a reduzida porção de matéria negra. O interesse do discípulo na questão dos passes estimulou o Instrutor a tecer comentários a respeito do funcionamento dessa importante atividade na Casa que dirigia. e um marido enfermo que não estava em seu programa de vida. a partir de imposição dupla de mãos — fica em segundo plano. assim disposta. na condição de criaturas comuns. alijando a maligna influência. Que belíssima descrição! A técnica — longitudinal. André Luiz. teve sérios atritos com o esposo. o séquito de seus acompanhantes espirituais. este o convida à observação.

Nesse empenho. Ele. dentro de sua individualidade dominadora. que o auxiliador tocava com a extremidade dos dedos irradiantes. embora as desejando. repetindo-se a operação por alguns minutos. é compelido a destruir várias concepções que se lhe figuravam preciosas e sagradas. doem-lhe no íntimo como marteladas. Tem atravessado inúmeras experiências em lutas passadas e aprendeu a dominar as coisas e as situações com invejável energia. conforme a narrativa que reproduzimos textualmente: — Este irmão. porém. sob o influxo vigoroso do magnetizador em missão de auxílio. E mais uma vez transparece o reforço para o que é mais importante: o influxo vigoroso do magnetizador. pela emissão de energias benéficas. Em semelhante tarefa. As explicações do Orientador Espiritual para aquele desequilíbrio orgânico. de escura. pouco a pouco. o pâncreas e o duodeno. eram surpreendentes. vagarosamente. porque é obrigado a ausentar-se de seu campo exclusivo. sem ansiedades pelas que virão. 16 ed. desfazendo-se. se fizera opaca. que lhe servem de modelo à renovação. 328. e. reformar-se. de fato. está aprendendo a dominar a si mesmo. dentro de si mesmo. até a região do fígado. porquanto. portador dum temperamento muito vivo. modificando por completo o processo digestivo. envolto em nuvem muito escura. vem lutando. que requer de seu orientador demorada explicação pelo inusitado da situação. no esforço mental gigantesco. Mas sofre intensamente. Agora. ele mesmo produziu pensamentos terríveis e destruidores. os próprios ensinamentos do Cristo. está cheio dos valores positivos da personalidade humana. com reflexos no comportamento emocional. porém. Capítulo 19. em certas circunstâncias. desde ontem. que segregaram matéria venenosa. Este homem. no entanto. partindo do contato simples e descendo a mão. Os passes longitudinais aparecem como recurso para quase todos os usos em termos de aplicações magnéticas. FEB. No círculo dos conflitos dessa natureza. contudo. O fígado voltou à normalidade plena. a caminho do vasto território da compreensão geral. para acomodar-se a certas imposições de origem humana que lhe são necessárias ao aprendizado espiritual. pág.) Seguiu-se a ação dos passes: Anacleto continuou de pé e aplicou-lhe um passe longitudinal sobre a cabeça. imediatamente atraída para o seu ponto orgânico mais frágil. A grande força diluente dos bons fluidos é mostrada com propriedade.que descobriu o Cristo deve viver o prazer de cada conquista. André acompanha novo atendimento. Tratava-se de cavalheiro idoso. com o fígado profundamente alterado. Surpreendido. .. 38° — Exemplo: Missionários da Luz... observei que a nuvem. a conquistar-se para a iluminação interior. que é o fígado. (. experimenta choques de vulto. que lhe alcançava a vesícula biliar. é sincero e deseja. está em prece regeneradora e facilitará nosso serviço de so corro.

conhecido da Casa. Todos os temos. não estava conseguindo. um mundo de providências já foi tomado antes. certamente era caso relacionado com o passado. e os teremos até que equilibremos. ainda mais por causa das emissões de matéria mental doentia que lhe arremessava o companheiro. 330 a 332. Quando sinais deles são percebidos no universo dos homens. 40° — Exemplo: Missionários da Luz. Estes são os milagres de Deus. 333. dos quais os bons Espíritos são distribuidores. congregando-se numa só. Sob o influxo magnético do auxiliador. Anacleto retirou do vaso certa porção de substância luminosa. Em vista disso. por fim. portadora de anemia profunda. — Agora. Terminara mais um atendimento. quando um dos cooperadores se acerca de Anacleto. com o . Na pessoa objeto de seu estudo esse ponto é o fígado. FEB. pág. Outro caso. Criatura de fé. Capítulo 19.. esclareceu: — Não convém dilatar a colaboração magnética para retirar a matéria tóxica de uma vez. Técnicas precisas e ajustadas para o objetivo geral. é preciso socorrer a organização fetal. todavia. Na observação de André. Em seguida. acostumado a se apoiar na sua coragem e resignação. estudado por André Luiz: uma grávida. Lançada no excretor de urina será alijada facilmente. pedindo -lhe orientação para um caso de “décima vez”. o útero apresentava manchas escuras ou pardacentas. Já vimos no caso de Argos (29° exemplo). causada por subalimentação e vigílias noturnas em trabalhos extras para ajudar o marido mal- remunerado. vencer a tristeza angustiosa. em perigoso cerco ao feto. à mostra ou velados. 39° — Exemplo: Missionários da Luz. dando os passes por terminados. os instrumentos psicofísicos que recebemos de Deus para o milagre da vida. a questão do órgão vulnerável aqui focalizado por André Luiz com expressão equivalente: “ponto orgânico frágil”. a grande sabedoria de deixar que a Natureza fizesse sua parte. por inteiro. aplicou passes rotatórios na região uterina..) muito cuidadosamente. a reduzida bola fluídico-pardacenta transferiu-se para o interior da bexiga urinaria. projetando-a nas vilosidades uterinas. O novo companheiro.. às vezes mais de um. utilizados para proteger o feto. FEB. que deveriam ser impedidas de alcançá-lo para que o perigo do aborto fosse afastado. 16 ed. ao reservar para o aparelho excretor o papel natural de eliminar resíduos fluídicos. extremamente carente. Anacleto passa à ação socorrista: (. Tratava-se de homem idoso. Capítulo 19. Alívio ao cérebro enfermo através da imposição dupla de mãos. passes rotatórios. não se tratando de obsessão.. com o objetivo de aglutinar os fluidos perniciosos acumulados na região da bexiga — já se mencionou o grande poder concentrador desses passes — e concentrados fluídicos preparados no Mundo Espiritual. págs. dispensando a carga de outras operações. enriquecendo o sangue materno destinado a fornecer oxigênio ao embrião. formando pequeno corpo escuro. atuou por imposição das mãos sobre a cabeça da enferma. Vi que as manchas microscópicas se reuniam. 16 ed. como se quisesse aliviar-lhe a mente.

por vários motivos. a fim de que a vida seja preservada. Afora os aspectos técnicos do passe aplicado diretamente pelos Espíritos. em todos os exemplos aqui transcritos. Nossa missão é de amparar os que erraram. quase sempre. como demonstram os exemplos. Judiciosa apreciação levará.fígado e o baço em grande desequilíbrio. o equilíbrio restabelecido e a paz instalada. desnecessário investir-se na aplicação de passes na Casa Espírita. em nenhum momento a ação dos Espíritos desencarnados dispensa a colaboração dos encarnados. Esta é excelente lição para encerrar este passeio pelas letras espíritas. à conclusão contrária. o dedicado Espírito lamentou o fato e deu-lhe orientação sábia: (. a doença é remédio e a parcimônia no ajudar é sabedoria. consoante os imperativos da Lei de Sociedade. mas não deve alijar a carga de forças destruidoras que o nosso rebelde amigo acumulou para si mesmo... a atuação dos mentores e dos passistas sob a supervisão destes ocorre. é preciso deixá-lo entregue a si mesmo. como em outros também. Poderá oferecer-lhe melhoras. em casos extremos e urgentes. certamente. até que adote nova resolução. após dez vezes de socorro completo. diretamente ou agindo por inspiração deles. é possível destacar importantes lições quanto à atuação dos passistas. e não de fortalecer os erros. se assim atuam os bons Espíritos. toda ajuda cria compromisso e aquele que recebe os bens divinos e não os sabe guardar é perdulário que precisa da lição do sofrimento para despertar.) Agora. remete-nos à clássica ideia de que. movimentos rítmicos. verificamos a presença dos Amigos Espirituais atuando de forma amorosa e tecnicamente orientada. Uma apreciação superficial poderia levar à conclusão de que. Primeiro. Terceiro. a ação dos Espíritos no campo da aplicação da terapia bioenergética excede em muito nossa capacidade de atuação. Depois de longa perquirição. na aplicação de passes fora das reuniões mediúnicas. . às vezes. Segundo. dado que ultrapassa a mera doação de energia e adentra no campo da sua organização e manipulação. irradiação do pensamento e direcionamento da vontade para a sintonia com os Espíritos Superiores. apresentada em O Livro dos Espíritos. O ensinamento deixado por André Luiz. conforme mostram algumas descrições nesses exemplos reproduzidos. Afinal de contas. neste passo. Comentário de Fechamento do Grupo 2 Nos exemplos enfeixados neste Grupo. algumas vezes preventivos. que conjuga imposição de mãos.

Agradecendo a atenção do caro leitor. que é fator primordial para o sucesso da atividade. agiremos sem premeditação. o vaso escolhido por Ele para apresentar o Consolador Prometido. ÚLTIMAS REFLEXÕES Aprender com os Espíritos é o maior investimento que podemos fazer. no âmbito desse grande empreendimento que é nossa edificação espiritual. Ao agrupar os assuntos e definir ordenadamente as situações específicas a que se aplica cada terapia. esperamos ter contribuído a benefício de quantos. o porquê e o quando de cada ação. como nós. Isto não significa que rejeitemos o conhecimento de como funcionam as coisas. Precisamos. passes longitudinais e rotativos (também denominados de circulares) nos dois sentidos. não para os que estão vivendo a era do sentimento pleno. permitindo que o amor assuma o comando de nossos impulsos. que nesses sessenta anos que vão de André Luiz a Manoel Philomeno de Miranda. preocupando-se com a forma. associando as finalidades de dispersar ou suprir. caro amigo. esquecer o essencial. caro amigo. certamente. sem sombra de dúvida. podendo ser úteis em algum momento de sua trajetória. pois são ferramentas que não pesarão muito. sempre. e a Allan Kardec. 84: Na proposta da Casa Espírita a técnica se revestirá. o excelente Filho de Deus. contida na obra “Terapia pelos Passes”. E aprender com eles a tão nobre tarefa de aplicar passes e exercer a função de terapeuta espiritual é investimento precioso para a Vida Eterna. cada movimento tem um objetivo e uma finalidade e quem se dedica a essa tarefa deve conscientizar-se disto. nem de referências. Vamos repetir recomendação nossa. ficamos no simples e lógico: imposição de mãos. pois esses já não precisam de sistemas. reequilibrando ou tonificando. quebrando a sintonia com os Bons Espíritos. . está interessado em buscar o conhecimento e a vivência do amor. Incorporado este conhecimento ao hábito. recomendamos a leitura do posfácio que enriquece sobremaneira este livro ao resgatar raízes históricas que remontam a Jesus. sentimento nobre que move a ação socorrista. que nos lê este modesto trabalho e que. Quem vê no passe apenas o aspecto mecânico das técnicas. da simplicidade. Não foi preciso ir além. No passe. Constate você mesmo. ponha estas informações em sua bagagem. de tal modo que o doador de energias se entregue à tarefa com espontaneidade e não se veja induzido a. ainda precisam de sistemas de referência. compreender o quê. pág. está se enganando na base. Você. pois o essencial mesmo é o amor.

lançado em 1868. dizendo-lhe: “— Queres ser curado? Levanta-te e anda. COM JESUS APRENDEMOS.. em épocas diversas e no seio de quase todos os povos. entre os quais citamos:  No tanque de Betsaida. à ordem dos fenômenos psíquicos. podemos classificar Jesus. dos que têm como causa primária as faculdades e os atributos da alma”. pela imposição das mãos. que “Os fatos que o Evangelho relata e que foram até hoje considerados milagres pertencem.. (Grifamos). porém. E enfatiza o Codificador que Jesus.. . P OSFÁCIO Passes — aprendendo com Jesus e com Allan Kardec Adilton Pugliese As narrativas-exemplos deste livro. consoante o apóstolo Mateus.) tomou sobre Si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças” e orientava aos discípulos idêntico esforço caridoso: “— Curai os enfermos. portanto. estão vinculadas a dois poderosos sustentáculos: os ensinos e as experiências de Jesus e de Allan Kardec. limpai os leprosos. a de curar instantaneamente. portanto.. isto é. mas. propriedade e objetivo ético.. surgiram indivíduos que a possuíam em grau eminente”. item 34. ergue o paralítico. como Espírito puro. que. (Mateus. desse quinto livro da Codificação. Natural. conforme esclarece Allan Kardec em A Gênese. tinha a organização dos seres carnais.) nas propriedades do fluido perispiritual. “Como homem. seja demonstrado o que esses dois vigorosos núcleos de aprendizado destacaram acerca da ação fluídica ou passe. 10:8). expulsai os demônios”.. exaradas e comentadas nos relatos constantes das obras citadas neste livro. havia de viver mais da vida espiritual do que da vida corporal.” (João. Destaca o Mestre de Lyon que “O princípio dos fenômenos psíquicos repousa (. de cujas fraquezas não era passível (. que a utilizaram em larga escala e com intensidade nas atividades socorristas das quais foram ativos protagonistas. ao tratar dos Milagres do Evangelho — Capítulo XV — e examinar a Superioridade da Natureza de Jesus.)” e que a qualidade dos seus fluidos “(. No capítulo XIV. essa é mais rara e o seu grau máximo se deve considerar excepcional. na sua maioria . 5:1-15). No entanto. 8:17 “(. (Grifamos). pela sua eficácia.. que representam a linha mestra do pensamento espírita. Allan Kardec elucida que “É muito comum a faculdade de curar pela influência fluídica e pode desenvolver-se por meio do exercício. André Luiz e equipes espirituais de trabalho por eles observadas. cuja qualidade terapêutica influenciou e se constituiu num paradigma para os Espíritos Manoel Philomeno de Miranda. Há vários registros das curas de Jesus por efeito da ação fluídica. O qual. que constitui o agente magnético”. Nessa posição. desprendido da matéria. no fechamento dos comentários nele contidos..) lhe conferia imensa força magnética. secundada pelo incessante desejo de fazer o bem”.

. 10-46-52). que seria um “(. 2 Oliveira. curando-o (Marcos. E Jesus. pela cura que operava junto àqueles enfermos que se abrigavam sob a sombra protetora de sua irradiação fluídica perispiritual. 22:51). 20:21). porém. p. em homenagem ao primeiro centenário daquela obra. em 1775. 9:2-8). fica limpo”. existente em Paris. citados no Livro das Previsões Concernentes ao Espiritismo.  Em Jerico. se queres.. Therezinha. cicatrizando-lhe o ferimento doloroso (Lc. toca a orelha de Malco (Jo 18:10). declara ao enfermo de paralisia grave: “ — Levanta-te.) fluido passível de transmissão de uma pessoa para a outra”. o barão Du Potet (Jules Denis de Sennevoy — 1796- 1881) além dos Srs.. o famoso pescador do Evangelho seria citado por Lucas em Atos dos Apóstolos. em que especifica suas descobertas sobre o que ele chamava de “forças magnéticas” e seus efeitos sobre as doenças 3. lançado em Paris em 1890. Estudos Espíritas do Evangelho. A Pedro.  Cura a sogra de Pedro. médico espírita que traduziu vis-à-vis a primeira edição de O Livro dos Espíritos. a exemplo do paralítico de Betesda: “-Olha que já estás curado. 5: l4)2. eu também vos envio” (João. — consoante o Prof. tocando-lhe a mão. pede que apascente as Suas ovelhas (João. p. tocou-o. (Atos. (Mateus.  Impondo as mãos. com diagnóstico de “febre alta”. e extinguindo o sintoma febril (Mateus. que O chama insistentemente. decepada pelo golpe de Pedro. manuscrito que viria compor a segunda parte do livro Obras Póstumas. não peques mais para que te não suceda alguma coisa pior. do qual aciona a vontade de ficar bom: “— Senhor. E depois da ressurreição transmite o Seu legado aos discípulos sinceros de Sua época e de todos os tempos. atende ao apelo do cego Bartimeu.  Em Cafarnaum. 21:15- 17). também. FEB. Roustan e Carlotti.. 2.) Assim como o Pai me enviou. personagens contemporâneos do Mestre de Lyon. que diplomou-se em Medicina em Viena e afirmava ter descoberto o “magnetismo animal”. — que o professor Hippolyte Léon Denizard Rivail (1804-1869) teria sido membro da Sociedade Mesmeriana. da qual faziam parte. 39. Estudos sobre a Cura Magnética. 233 3 Facure. Canuto Abreu (1892-1980).  No Horto das Oliveiras. toma o teu leito e vai para tua casa” . advertia ao paciente quanto à recidiva.” (João. 8:14-15). sob o título de O Primeiro Livro dos Espíritos de Allan Kardec (1857). orientando-os a pregar o Evangelho em toda a parte e a toda criatura. A “Sociedade Mesmeriana” derivava de estudos elaborados pelo filósofo e teólogo austríaco Franz Anton Mesmer (1734-1815). A Ciência da Alma — De Mesmer a Kardec. Núbor O. Ed. Mais tarde. estendendo a mão. dizendo-lhes: “— (. Em todas as curas. apresentando-se no caminho de Emaús e às margens do Mar de Tiberíades. Publicou. cura o leproso citado por Marcos (1:40-45). dizendo-lhe: “— Quero. 5:15). COM KARDEC APRENDEMOS. . FEB Editora. podes tornar-me limpo”.

P. 265 . assinando-a com o nome de Allan Kardec. Allan. diariamente. Identificamos. amigo de Rivail e de Carlotti. FEB. Ed. ele. Médiuns Curadores. vamos encontrar a sua afirmação. declarando que “Eram sérias essas reuniões e se realizavam com ordem” 7. Carlotti. inclusive. Foi nesses encontros que Rivail elaborou. item 176. certamente com o auxílio desses amigos — estudiosos como ele do magnetismo curador — e de vários médiuns a primeira edição de O Livro dos Espíritos. foi a partir de 1856 que o professor Rivail frequentou simultaneamente as reuniões mediúnicas nas residências dos senhores Roustan e Baudin. Ed. passes magnéticos de cura aos doentes que buscavam a terapêutica magnética 6. Acreditamos que seja esse barão o “amigo médico” ao qual o Codificador se refere em O Livro dos Médiuns. em profundidade. da qual fazia p arte. por Herculano Pires.) de graça distribuía. O barão Du Potet estudou Medicina na Faculdade de Paris e publicou a obra Cours de Magnetism Animal (1834) e foi editor do Journal du Magnétisme 4. p. p. De acordo com o que se encontra exarado na segunda parte do livro Obras Póstumas. No seu famoso diálogo com o magnetizador Fortier. p.. e que pretendia tratar. O Livro dos Espíritos e sua Tradição Histórica e Lendária. 2004. operacionalizada nas diversas Instituições Espíritas do país. Obras Póstumas. Podemos. Na mesma obra. o testamento doutrinário de Allan Kardec. Ed FEB. capítulo XIV. identificar o uso dessa palavra (passes) em duas traduções brasileiras. de Magnetismo de Cura. como. FEB. Rio de Janeiro. título 7. em janeiro de 1855. FEB. que lhe fala das mesas girantes. segunda parte. que se aprofundara nos estudos do Magnetismo. Ed FEB. depreendemos que o assunto era do domínio do pedagogista Rivail. numa Sociedade Magnetológica. item 175. desse gênero de mediunidade. 69 5 Idem. Por isso. O Livro dos Espíritos e sua Tradição Histórica e Lendária. artigo Médiuns Curadores. 32. Canuto. — Em O Livro dos Médiuns. Ed. mais tarde. Allan. Rivail. 69. 270 8 Kardec. capítulo XIV.. quando da aproximação do professor Rivail dos fenômenos das mesas girantes. Rio de Janeiro. ed. quinta resposta. de Aplicação Fluídica ou de Terapia Fluídica em suas obras e que se popularizaria no Movimento Espírita brasileiro. Roustan.. 2001. ao declarar-lhe que não eram apenas as pessoas que podiam ser magnetizadas 8. página 218. já tinha mais de 35 anos de convivência com magnetistas 5. página 22. Canuto. de Emissão Fluídica. p. francesa Le Livre des Médiums ou Guide des Médiums et des Évocateurs. — Na Revista Espírita (Revue Spirite: Journal D’Etudes Psychologiques). (. Ainda conforme o famoso pesquisador brasileiro. existente em Paris. localizamos referência às atividades do Sr. 69 7 Kardec. FEB. de janeiro de 1864. que o Codificador do Espiritismo possuía considerável lastro informativo teórico-prático a respeito da ação do que ele chamaria de Mediunidade Curadora. o qual.. PASSES. a convite do Sr. tradução de Evandro Noleto Bezerra. Obras Póstumas. l. ibidem. ed. tradução de Guillon Ribeiro da 49. 142 6 Abreu. na edição de março de 1858 da Revue Spirite: Journal D’Études 4 Abreu. em obra sobre medicina intuitiva. considerada. lançada em 18 de abril de 1857 em Paris. assim. 32.

1. 9 Kardec. tal é sua conexão que. do sonambulismo e do êxtase às manifestações espíritas não há mais que um passo.” 9 Transcrevemos.Psychologiques: O Magnetismo preparou o caminho do Espiritismo. à vulgarização das ideias sobre a primeira. Revista Espírita. Ed. p. Dos fenômenos magnéticos. março de 1858. . a seguir. FEB. 149. incontestavelmente. trechos extraídos das Obras Básicas que expressam o pensamento de Allan Kardec certamente inspirado pelos Espíritos a respeito dessa temática. e o rápido progresso desta última doutrina se deve. torna-se impossível falar de um sem falar do outro. Allan. por assim dizer.

Importa desconfiar também das narrativas interesseiras.” Pergunta 556 — “Têm algumas pessoas.” Capítulo XIV — item 176 “Há pessoas que verdadeiramente possuem o dom de curar pelo simples contato. Ele opera uma transmutação por meio do fluido magnético que. sem o emprego dos passes magnéticos? Certamente. TRECHOS DAS OBRAS BÁSICAS DO ESPIRITISMO O Livro dos Espíritos (76. como atrás dissemos. o poder de curar pelo simples contato?” “A força magnética pode chegar até aí. verdadeiramente. porém. sempre dispostas a considerar maravilhoso o que há de mais simples e mais natural. que costumam fazer os que exploram. em seu proveito. quando secundada pela pureza dos sentimentos e por um ardente desejo de fazer o bem. porque revela o que é possível e o que é impossível. a credulidade alheia. desconfiar da maneira pela qual contam as coisas pessoas muito crédulas e muito entusiastas. pode também produzir um fenômeno análogo com os fluidos do organismo. é a substância que mais se aproxima da matéria cósmica. constitui o melhor preservativo contra as ideias supersticiosas. mostrando a realidade das coisas e suas verdadeiras causas. O conhecimento lúcido dessas duas ciências que. a bem dizer. porque então os bons Espíritos lhe vêm em auxílio. ou elemento universal. donde o efeito curativo da ação magnética. desde que ele pode operar uma modificação nas propriedades da água. O Espírito atuante é o do magnetizador. por obra da vontade. mas inexplicado até hoje: o da mudança das propriedades da água. não tens disso múltiplos exemplos”? . o que está nas leis da Natureza e o que não passa de ridícula crendice. Ed. Cumpre. ed.” O Livro dos Médiuns (69. formam uma única. em que os fatos se apresentam exagerados pela imaginação. Ora. quase sempre assistido por outro Espírito. FEB 1995) Pergunta 555 (comentários de Allan Kardec) “O Espiritismo e o Magnetismo nos dão a chave de uma imensidade de fenômenos sobre os quais a ignorância teceu um sem-número de fábulas. FEB 2001) Capítulo VIII — item 131 “Esta teoria (vide item 130) nos fornece a solução de um fato bem conhecido em magnetismo. convenientemente dirigida.

religiosamente. muita vez. por vezes até a sua saúde.” Capítulo XXVI — Daí gratuitamente — item 10 “A mediunidade é coisa santa. Tal o motivo por que Jesus disse a seus apóstolos: se não o curastes. Daí decorre que aquele que a um grande poder fluídico normal junta ardente fé. Feb 1995) ..” O Evangelho Segundo o Espiritismo (117. agente universal.. que deve ser praticada santamente. Essas pessoas são verdadeiros médiuns. ed. ele nos revela uma lei. ed. Capítulo XIV — item 176 “Nesse caso. em outras eras. ainda que pobres. conforme o entendes.. operar esses singulares fenômenos de cura e outros. isso.” O Céu e o Inferno (40. há também ação magnética. o homem atua sobre o fluido. pelo menos incompreendida (. Conhecida essa lei. nada cobravam pelas curas que operavam. senão desconhecida. Podem pôr-lhes preço. O médium curador transmite o fluido salutar dos bons Espíritos.). mas que não passam de efeito de uma lei natural. modifica-lhe as qualidades e lhe dá uma impulsão por assim dizer irresistível. à custa de sacrifícios penosos. Se há um gênero de mediunidade que requeira essa condição de modo ainda mais absoluto é a mediunidade curadora. tidos antigamente por prodígios. ed. ou apenas influência dos Espíritos?” “Uma e outra coisa. não quer dizer que sejam médiuns curadores. na ação magnética. não tem o direito de vendê-lo. por seu intermédio. Jesus e os apóstolos. O médico dá o fruto de seus estudos. desaparece o maravilhoso e os fenômenos entram para a ordem das coisas naturais. pode. Eis por que os Espíritos não produzem milagres (. de modo direto e especial. porém. constituindo uma das forças e potências da Natureza o Espiritismo nos dá a chave de inúmeros fatos e coisas inexplicadas e inexplicáveis de outro modo. Do mesmo modo que o Magnetismo. só pela força da sua vontade dirigida para o bem.” A Gênese (36. feitos. FEB 2001) Capítulo XTX — A Fé Transporta Montanhas — item 5 “O poder da fé se demonstra.. pois que atuam sob a influência dos Espíritos.). O magnetizador dá o seu próprio fluido. fatos e coisas que passaram por prodígios. FEB 1995) Primeira parte — capítulo X — item 10 “Esclarecendo-nos sobre as propriedades dos fluidos agentes e meios de ação do mundo invisível. foi porque não tínheis fé.

” . E o Magnetismo espiritual. seja para o curar ou acalmar um sofrimento. — Pelo fluido dos Espíritos. seja para exercer sobre o indivíduo uma influência física ou moral qualquer. cuja qualidade está na razão direta das qualidades do Espírito. Capítulo XIV — item 33 “A ação magnética pode produzir-se de muitas maneiras:” “2°. atuando diretamente e sem intermediário sobre um encarnado. seja para provocar o sono sonambúlico espontâneo.

Essas bravas criaturas ficam surpresas de debelar crises. 21 e 22 Mensagem do Espírito Mesmer “(. que se devotam à propagação do Espiritismo. Em quase todas as consultas. págs. porque sua propagação não pode deixar de ter resultados consideráveis. Os espíritas notarão quanto os Espíritos são engenhosos nos meios tão variados. “Aperto a vossa mão muito cordialmente. Contudo há que não perder de vista que os resultados estarão na razão da boa direção dada à coisa pelos chefes dos grupos curadores. Como não o seria. 414 e 417 Os Médicos-médiuns10 10 Médicos-médiuns são aqueles assistidos intuitivamente pelos Espíritos pelo fato de terem uma vida de devotamento à profissão e aos enfermos. Julho de 1867. que empregam. É uma ideia nova. ed. E a vulgarização anunciada da mediunidade curadora. muitas vezes inutilmente. Feb) Janeiro de 1864. se . ser demasiado encorajada. pág. uma mãe.. o médium curador infiltra um fluido regenerador pela simples imposição das mãos. desde que se lhe abrem. novos canais e se lhe dão os meios de bater em todas as portas? Esta prática não poderia. pois.. em dar passes. “Caro senhor Kardec. seu devotamento e seu próprio exemplo. e que são devidas simplesmente à natureza do fluido derramado sobre o médium. e do impulso que souberem imprimir por sua energia.” (Grifamos).) Também é por isto que o magnetismo empregado pelos médiuns curadores é tão potente e produz essas curas classificadas de miraculosas. págs. enquanto o magnetizador ordinário se esgota. cuja importância não escapará a ninguém. uma irmã ou uma irmã.” Dombre O fato mais característico assinalado nesta carta é o da interferência dos parentes e amigos dos doentes nas curas. tomaram também a tarefa de vulgarizar o magnetismo. (Comentário de Allan Kardec — Nota dos autores) Outubro de 1867. “Nossos bons Espíritos. para fazer penetrar a ideia nas massas. eles pedem o auxílio dos parentes: um pai. um vizinho. Mas esse concurso só é concedido à fé sincera e à pureza de intenção. para os diversos casos de moléstias. não sendo médicos de formação. graças ao concurso dos bons Espíritos. TRECHOS DA REVISTA ESPÍRITA Revista Espírita (1. incessantemente. Marmande. de acalmar dores. 12 de maio de 1867. 245 Grupo Curador de Marmande — Intervenção dos Parentes nas Curas. um amigo são requisitados para dar passes. Médiuns-médicos são aqueles que.

provar-lhes que não sabem tudo. fora da ciência oficial. recursos e forças que ignoravam e com os quais podem beneficiar a ciência e seus doentes. intitulado: Sra. . Assim. haverá sempre médiuns curadores. “Dissemos e repetimos: seria um erro crer que a mediunidade curadora venha destruir a Medicina e os médicos. deve ser lido o artigo anterior da mesma Revista Espírita de outubro de 1867. facilitando a ação mediúnica dos Espíritos por seu intermédio. porque sempre os houve. juntarão o dom de faculdades mediúnicas especiais. conseguem o que eles mesmos não conseguem. mostrar-lhes. não temos nenhuma dúvida de que um dia haja médicos-médiuns. e mais confiança nos médiuns quando forem médicos”. numa palavra. Para melho r entendimento.” (grifos do original) “Dissemos que a mediunidade curadora não matará a Medicina nem os médicos. Sem dúvida. e esta faculdade está na Natureza. Ela vem lhes abrir novo caminho. interessam pelo estudo da Medicina. como há médiuns-médicos que à ciência adquirida. já que há pessoas que. e quando a Ciência e a mediunidade se prestarem mútuo apoio. mas não pode deixar de modificar profundamente a ciência médica. mas serão menos numerosos e menos procurados à medida que o número de médicos-médiuns aumentar. na Natureza. página 409. Condessa Adelaide de Clérambert Médium-Médica (Nota dos autores). Ter-se-á mais confiança nos médicos quando forem médiuns.

outubro de 1858)  O Magnetismo Reconhecido pelo Poder Judiciário (Revista Espírita. outubro de 1859)  Um Médium Curador (Revista Espírita. outubro de 1866)  Considerações sobre a Propagação da Mediunidade Curadora (Revista Espírita. novembro de 1867) . janeiro de 1864)  Poder Curativo do Magnetismo Espiritual — Dr. dezembro de 1866)  A Lei e os Médiuns Curadores. Médium Curador (Revista Espírita. março de 1860)  Médiuns Curadores (Revista Espírita. ESTUDOS RECOMENDADOS  Emprego Oficial do Magnetismo Animal (Revista Espírita. agosto de 1867)  O Cura Gassner — Médium Curador (Revista Espírita. novembro de 1866)  O Príncipe de Hohenlohe. Demeure (Revista Espírita. abril de 1865)  O Zuavo Curador do Campo de Châlons (Revista Espírita. (Revista Espírita. julho de 1867)  Simonet — Médium Curador de Bordeaux (Revista Espírita. outubro de 1858)  O Magnetismo e o Sonambulismo Ensinados pela Igreja (Revista Espírita.

após o médium Saturnino Favila tê-lo curado de grave enfermidade. Converteu-se ao Espiritismo em Alagoinhas (BA). Manoel Philomeno de Miranda nasceu em 14 de novembro de 1876. As suas atividades doutrinárias foram direcionadas para as questões da obsessão e desobsessão. . sendo eleito presidente pela Assembleia Geral. em 1914. município do Conde (BA). Exerceu vários cargos na União. em Jangada. fundada em 1915. em virtude da desencarnação de José Petitinga. Conheceu José Petitinga. na Capital. sendo seus pais Manoel Batista de Miranda e Umbelina Maria da Conceição. começando a frequentar as sessões da União Espírita Bahiana.

Caso não tenha este perfil.” Emmanuel . Esta obra destina-se aos deficientes visuais. pedimos que compre o exemplar em papel e distribua entre os amigos. “O Espiritismo nos solicita uma espécie permanente de caridade – a caridade da sua própria divulgação.