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MINISTÉRIO DA JUSTIÇA SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA DEPARTAMENTO DA FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA
MINISTÉRIO DA JUSTIÇA
SECRETARIA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA
DEPARTAMENTO DA FORÇA NACIONAL DE SEGURANÇA PÚBLICA
COORDENAÇÃO GERAL DE TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO
Esplanada dos Ministérios, Palácio da Justiça, Ed. Sede, Bloco T, 5º andar, sala 500, Brasília – DF, Fone:
(61) 3429.9953
IINNSSTTRRUUÇÇÃÃOO TTÁÁTTIICCAA IINNDDIIVVIIDDUUAALL
((AAppoossttiillaa))
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AAuutt oorr eess:
1º Ten PMSC Julival Queiroz de Santana 1
2º Ten PMDF Ricardo Ferreira Napoleão 2
1 1 º Te n J. Q . d e S AN TAN A Es p e ci a l i s t a n a Ár e a d e O p e r a çõe s Es p e ci a i s d a P M S C .
2 2º Ten R. F. Napoleão Es p e ci a l i s t a n a Ár e a d e O p e r a çõe s Es p e ci a i s d a PMDF.
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CCÓÓDDIIGGOO DDEE CCOONNDDUUTTAA PPAARRAA OOSS FFUUNNCCIIOONNÁÁRRIIOOSS EENNCCAARRRREEGGAADDOOSS
PPEELLAA AAPPLLIICCAAÇÇÃÃOO DDAA LLEEII
AARRTTIIGGOO 11 ºº
Os funcionários responsáveis pela aplicação da lei devem cumprir, a todo o
momento, o dever que a lei lhes impõe, servindo a comunidade e protegendo
todas as pessoas contra atos ilegais, em conformidade com o elevado grau de
responsabilidade que a sua profissão requer.
AARRTTIIGGOO 22 ºº
No cumprimento do seu dever, os funcionários responsáveis pela aplicação da
lei devem respeitar e proteger a dignidade humana, manter e apoiar os direitos
fundamentais de todas as pessoas.
AARRTTIIGGOO 33 ºº
Os funcionários responsáveis pela aplicação da lei só podem empregar a força
quando tal se afigure estritamente necessário e na medida exigida para o
cumprimento do seu dever.
AARRTTIIGGOO 44 ºº
As informações de natureza confidencial em poder dos funcionários
responsáveis pela aplicação da lei devem ser mantidas em segredo, a não ser que
o cumprimento do dever ou as necessidades da justiça estritamente exijam
outro comportamento.
AARRTTIIGGOO 55 ºº
Nenhum funcionário responsável pela aplicação da lei pode infligir, instigar ou
tolerar qualquer ato de tortura ou qualquer outra pena ou tratamento cruel,
desumano ou degradante, nem invocar ordens superiores ou circunstanciais
excepcionais, tais como o estado de guerra ou uma ameaça à segurança
nacional, instabilidade política interna ou qualquer outra emergência pública
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como justificação para torturas ou outras penas ou tratamentos cruéis,
desumanos ou degradantes.
AARRTTIIGGOO 66 ºº
Os funcionários responsáveis pela aplicação da lei devem assegurar a proteção
da saúde das pessoas à sua guarda e, em especial, devem tomar medidas
imediatas para assegurar a prestação de cuidados médicos sempre que tal seja
necessário.
AARRTTIIGGOO 77 ºº
Os ato funcionários de corrupção. responsáveis Devem, igualmente, pela aplicação opor-se da rigorosamente lei não devem cometer e combater qualquer todos
os atos desta índole.
AARRTTIIGGOO 88 ºº
Os funcionários responsáveis pela aplicação da lei devem respeitar a lei e o
presente Código. Devem, também, na medida das suas possibilidades, evitar e
opor-se vigorosamente a quaisquer violações da lei ou do Código.
Os funcionários responsáveis pela aplicação da lei que tiverem motivos para
acreditar que se produziu ou irá produzir uma violação deste Código, devem
comunicar o fato aos seus superiores e, se necessário, a outras autoridades com
poderes de controle ou de reparação competentes.
(Resolução nº 34/169 de 17 de setembro de 1979 adotado pela ONU).
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RREEFFLLIITTAA!!
““TTuuddoo oo qquuee eessttiivveerr pprreessccrriittoo
tteemm ddee sseerr ffeeiittoo;;
—— TTuuddoo oo qquuee eessttiivveerr vveeddaaddoo
nnããoo ppooddee sseerr ffeeiittoo ssoobb qquuaallqquueerr
hhiippóótteessee;;
—— TTuuddoo oo qquuee,, nnããoo eessttaannddoo
pprreessccrriittoo oouu vveeddaaddoo,, ee sseennddoo
rreegguullaammeennttaarr ee lleeggaall,,
ddeeppeennddeennddoo ddoo aarrbbííttrriioo ddee
qquueemm vvaaii rreeaalliizzaarr,, ppooddee sseerr ffeeiittoo
sseemm rreessttrriiççõõeess”” 33
3 Ex é r ci t o B r a s i l e i r o. DDiirree tt rriizzee ss ddoo CC MM LL//22 00 00 55. Rio de Janeiro, RJ, 27 de janeiro de 2005. P . 2 .
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SSUUMMÁÁRRIIOO
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IINNTTRROODDUUÇÇÃÃOO
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FFIINNAALLIIDDAADDEE
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OOBBJJEETTIIVVOOSS
44
CCOORRRREELLAAÇÇÃÃOO DDAA IITTII CCOOMM AARRÉÉAASS AAFFIINNSS
55
FFUUNNDDAAMMEENNTTOOSS DDAA IITTII
66
PPRRIINNCCÍÍPPIIOOSS EELLEEMMEENNTTAARREESS DDAA IITTII
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TTÉÉCCNNIICCAA AAPPLLIICCAADDAA
88
CCOONNCCLLUUSSÃÃOO
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RREEFFEERRÊÊNNCCIIAA BBIIBBLLIIOOGGRRÁÁFFIICCAA
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IINNTTRROODDUUÇÇÃÃOO
Historicamente antes de enfrentar qualquer tipo de situação grave os
Estados lançavam mão de homens e mulheres pré-selecionados, que recebiam
treinamento individual em diversas áreas, partindo-se do pressuposto de que o
individuo compõe a célula elementar de qualquer estrutura funcional apta a dar
respostas a eventos variados e complexos.
No Mundo, observamos que houve, ao menos inicialmente, certa
influência dos treinamentos tipicamente militares, empregados pelas FA, no
sentido de selecionar e preparar homens e mulheres para exercerem funções
operacionais e atuarem em campanhas e conflitos que exigiam: conhecimento
apurado dos equipamentos de proteção individual e coletiva, das técnicas de
camuflagem, orientação e navegação de campanha, habilidade para enfrentar
e vencer obstáculos, deslocar com agilidade e velocidade, manejar e operar
armas com destreza, em suma manter-se ileso em combate e em condições de
enfrentar as adversidades e ajudarem-se uns aos outros mutuamente, de tal
sorte que a Unidade só poderia existir com e a partir do individuo.
Assim em inúmeras Instituições policiais na Europa, Ásia e América,
passaram a fazer uso e adequar as técnicas e táticas tipicamente militares para
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a consecução das atividades de polícia, conhecimentos que antes serviam para
manter o homem vivo nos campos de batalha, passaram a ser amplamente
difundidos, utilizados e adaptados a nova realidade social, qual seja: o
desenvolvimento de ações e operações de polícia para preservar a integridade
física, a vida e a segurança de pessoas em situação de risco e por vezes dos
próprios operadores.
Mudou-se o teatro de operações, mas de certa forma, as habilidades
consideradas indispensáveis ao homem (técnicas e táticas) continuam a serem
respeitadas e continuamente desenvolvidas tais como: habilidade com armas,
técnicas de progressão em áreas urbanas e rurais, domínio de equipamentos e
armas não letais, etc, compondo um pressuposto elementar no sucesso das
missões realizadas.
No Brasil, observamos que também houve certa influência na condução
e difusão das técnicas de instrução individual, conhecidas no meio militar pela
designação de “Treinamento Individual para o Combate”, que nos dias de hoje
ainda são largamente empregados e difundidos pelo Exército Brasileiro,
compondo quadro duplo, ou seja, num primeiro momento há uma chamada
“fase de instrução individual básica” sugerindo que o homem deve ser
submetido a um treinamento inicial no qual recebe informações e treinamento
elementar que o habilitar a desempenhar funções correspondestes aos cargos
militares para só então, num segundo momento serem submetidos a segunda
fase, qual seja: a “fase de instrução individual de qualificação”, na qual
recebem informações e treinamentos avançados que o habilitam a compor as
diversas frações orgânicas destas Unidades, a partindo então para o
adestramento conjunto e a realização de operações militares.
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Nas organizações Policias Militares a instrução individual por sua vez,
tornou-se meio de qualificação, capacitação e adestramento técnico, passando
a compor, em especial nas frações especializadas, uma disciplina específica
dada a sua relevância na qualificação do homem, recebendo designações
próprias, tais como: “Instrução Técnica Policial”, Instrução Tática Policial”,
“Fundamentos Táticos” dentre outros, que nos dias atuais devido a
complexidade e incremento dos conflitos sociais acabou por se tornar premente
necessidade de aplicação junto a tropa ordinária, passando a ser amplamente
difundido profissional no do corpo homem. policial, como pressuposto basilar na formação técnica-
O preparo técnico individual, reflete diretamente na execução das ações,
operações e atividades típicas de polícia em desenvolvimento e a serem
desenvolvidas pela FNSP em todo o Território Nacional. Neste contexto o
homem se constitui em fator diferencial através do qual a Instituição estrutura e
executam as mais diversas missões no campo da Segurança Pública e Defesa
do Cidadão, conhecimento técnico, preocupação constante em aprimoramento,
capacitação e melhoria das condições individuais por certo se fazem refletir no
coletivo. Ao racionalizarmos que a fração tem por elo elementar o homem apto
a integrá-la, cônscio de suas potencialidades e limitações, então há que ser
devidamente treinado, adestrado e capacitado a exercer individualmente suas
atribuições e funções técnicas com primazia, eficiência e eficácia, assegurando
assim higidez, integridade e a composição do tecido coletivo, quer compondo
um grupo, um pelotão, Cia ou BTL da FNSP, mas sempre com foco na LLeeii,
ÉÉttiiccaa e na TTééccnniiccaa PPoolliicciiaall.
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22 FFIINNAALLIIDDAADDEE
Normatizar o planejamento e o desenvolvimento da IInnssttrruuççããoo TTááttiiccaa
IInnddiivviidduuaall da Força Nacional de Segurança Pública, a partir da padronização
de técnicas, procedimentos e ações policiais, devendo buscar a disseminação
e a fixação de conhecimentos técnico-científicos junto aos operacionais com
vista ao desenvolvimento constante e permanente das qualidades e aptidões
indispensáveis Pública e Defesa ao do desempenho Cidadão. da atividade policial na área da Segurança
33 OOBBJJEETTIIVVOOSS DDAA IINNSSTTRRUUÇÇÃÃOO TTÁÁTTIICCAA IINNDDIIVVIIDDUUAALL
Tem por objetivo habilitar os policiais que integram a FNSP no emprego
adequado das técnicas, princípios e fundamentos táticos individuais quando da
realização de qualquer ação, operação e/ou atividade típica de polícia,
ampliando o rol de conhecimentos e os atualizando em função de novos
conceitos e experiências obtidas, sendo atingida através de atividades teóricas
e práticas que permitam:
a. FFoommeennttaarr ee ffoorrttaalleecceerr vvaalloorreess ssoocciiaaiiss,, mmoorraaiiss ee ééttiiccooss;
b. AAmmpplliiaarr aa ccuullttuurraa ggeerraall ee aaddqquuiirriirr ccoonnhheecciimmeennttooss eessppeeccííffiiccooss;
c. DDeesseennvvoollvveerr ee mmaanntteerr aa ffoorrççaa ffííssiiccaa,, aa aaggiilliiddaaddee ee aa ddeessttrreezzaa;
d. AApprriimmoorraarr ooss rreefflleexxooss ee oo eennqquuaaddrraammeennttoo nneecceessssáárriioo àà aattiivviiddaaddee
ppoolliicciiaall--mmiilliittaarr;
e. MMaanntteerr ee aattuuaalliizzaarr ccoonnhheecciimmeennttooss ttééccnniiccoo--pprrooffiissssiioonnaaiiss;
f. BBuussccaarr,, iinncceessssaanntteemmeennttee,, aa iinntteerraaççããoo iinntteerrppeessssooaall iinnttrraa ee eexxttrraa
FFoorrççaa NNaacciioonnaall ddee SSeegguurraannççaa PPúúbblliiccaa.
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44 AARRÉÉAASS AAFFIINNSS 44 -- CCOORRRREELLAAÇÇÃÃOO CCOOMM AA IINNSSTTRRUUÇÇÃÃOO TTÁÁTTIICCAA
IINNDDIIVVIIDDUUAALL
A instrução tática individual deve ser entendida como elemento basilar
ao exercício e realização de qualquer prática operacional, logo indispensável à
consecução e ao desempenho de outras áreas do conhecimento na atividade
policial, áreas do possuindo saber. assim correlação direta com diversas outras disciplinas e
IITTII
DDoouuttrriinnaa ee
TTééccnniiccaa
DDiirree iitt ooss
HHuummaannooss
RREEAASS DDOO
SSAABBEERR
Técnicas Abordagem de
Tiro Policial Tático
Patrulha
UPF
Outras
Dignitários Segurança
4 O eixo transversal a ser observado está adstrito a área de Direitos Humanos.
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55 FFUUNNDDAAMMEENNTTOOSS BBÁÁSSIICCOOSS DDAA IINNSSTTRRUUÇÇÃÃOO TTÁÁTTIICCAA IINNDDIIVVIIDDUUAALL
A
instrução
tática
individual
deve
primar
pelo
desenvolvimento
continuo das qualidades e habilidades técnicas dos seus operadores,
possuindo dentre outros os seguintes fundamentos:
a. HHoommooggeenneeiiddaaddee: todos os policiais militares submetidos ao ensino
(teórico no entendimento e prático) e devem aplicação possuir das técnicas obrigatoriamente que lhes uma são transmitidas, consistência
a fim de que o conjunto, a unidade ou equipe atinjam e mantenham
padrões de conduta únicas frente a eventos de qualquer natureza,
contribuindo desta forma para a excelência das ações, operações e
atividades no campo da Segurança Pública.
 LEMBRE-SE:
a homogeneidade pressupõe que todas as partes
ou membros de uma equipe são ou estão solidamente e/ou
estreitamente ligados, logo não podem apresentar ou quase não
apresentam desigualdades, a ltos e baixos entre si – devem poss uir
assim um mesmo nível e padrão geral.
b. EEssppíírriittoo ddee CCoorrppoo: a instrução tática individual muito embora vise
num primeiro momento o desenvolvimento de habilidades individuais,
tem como fim maior contribuir para a cooperação, a participação, o
envolvimento, o compromisso e até mesmo o sacrifício do individuo
para com o todo.
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 LLEEMMBBRREE--SSEE:: oo eessppíírriittoo ddee ccoorrppoo rreefflleettee oo ggrraauu ddee coesão ddaass
ffrraaççõõeess ooppeerraacciioonnaaiiss ee ddee CCAAMMAARRAADDAAGGEEMM,, AAMMIIZZAADDEE EE
RREESSPPEEIITTOO eennttrree sseeuuss iinntteeggrraanntteess
c. DDiisscciipplliinnaa TTááttiiccaa: o policial militar a par de suas habilidades,
capacidades e limitações, deve estar cônscio de que em inúmeras
atividades surgirão problemas simples e complexos, que exigem
além da flexibilidade de raciocínio, criatividade e bom senso, acima
de de tudo ver, disciplina entender tática e agir que oportunamente se reveste da imponderável ante as dificuldades necessidade e
adversidades que se apresentam.
A pro - atividade constitui fator imperativo para, mesmo na
ausência de comando, ao visualizar situações de risco e problemas
graves o operador possa tomar a iniciativa, comunicar o escalão de
comando, intervir se estiver apto e em condições de fazê-lo, sem no
entanto colocar em risco desnecessário a sua vida, a de seus
companheiros e de terceiros no teatro de operações.
66 PPRRIINNCCÍÍPPIIOOSS EELLEEMMEENNTTAARREESS DDAA IINNSSTTRRUUÇÇÃÃOO TTÁÁTTIICCAA IINNDDIIVVIIDDUUAALL
a. AAttuuaarr sseemmpprree eemm dduuppllaa: todo policial ao realizar qualquer tipo de
atividade operacional nnããoo ddeevvee aattuuaarr iissoollaaddaammeennttee acreditando que
suas habilidades individuais serão suficientes ou preponderantes
ante aos fatores adversos alguns dos quais imprevisíveis nos
decorrer de uma intervenção policial. Assim, temos que o apoio
mútuo constante é elemento imprescindível a manutenção da
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segurança individual e da equipe, bem como a consecução eficaz
das missões que lhes são afetas.
AATTUUEE SSEEMMPPRREE EEMM DDUUPPLLAA
b. PPoorrttaarr rreeccuurrssooss ttááttiiccooss aaddiicciioonnaaiiss: preponderante aos policiais
quando no desempenho de suas atribuições mantenham ajustados e em
excelentes condições todo o seu aparelhamento tático e de proteção individual,
bem como seu armamento, equipamentos não letais e outros, os quais, via de
regra, deve compor dotação individual e coletiva necessária a prevenção e
repressão legal, proporcional e técnica. Logo, não há que falarmos em
eessccaalloonnaammeennttoo ddoo uussoo ddaa ffoorrççaa, se tal não for objeto de preocupação
constante, que se reflete na manutenção e porte destes recursos pelos
operacionais, aarrmmaa pprriinncciippaall ee rreesseerrvvaa,, ccaarrrreeggaaddoorreess eexxttrraass,, bbaassttããoo aassppeenn,,
eessppaarrggiiddoorr,, aallggeemmaass,, ee oouuttrrooss capazes de minimizar a exposição a riscos e
prevenir danos aos envolvidos numa ação e/ou operação policial.
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PPOORRTTEE RREECCUURRSSOOSS AADDIICCIIOONNAAIISS
c. CCoonnttrroollaarr ttooddooss ooss aammbbiieenntteess ee//oouu mmeeiiooss: independente se as
ações e ou operações serão realizadas em ambiente fechados ou abertos, em
áreas urbanas ou rurais, em terra ou em meio aquoso, todo operacional dever
manter-se atento aos fatores de risco e ameaças, ffaazzeennddoo uussoo ddaa
oobbsseerrvvaaççããoo,, ddooss sseennttiiddooss,, ee ddaa ssuuaa pprróópprriiaa eexxppeerriiêênncciiaa pprrooffiissssiioonnaall, com
vista a controlar todo o ambiente que o circunda ou no qual está inserido,
sempre trezentos que e sessenta possível graus. mantendo a segurança perimetral próxima e de área em
CCOONNTTRROOLLEE TTOODDOO OO AAMMBBIIEENNTTEE//MMEEIIOO OONNDDEE EESSTTIIVVEERR OOPPEERRAANNDDOO
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77 TTÉÉCCNNIICCAASS AAPPLLIICCAADDAASS
Neste tópico abordaremos alguns conceitos e técnicas que aplicadas
adequadamente propiciam aos operacionais um ganho estratégico e tático em
relação ao meio e aos possíveis agressores.
7.1 CCOONNCCEEIITTOOSS GGEERRAAIISS:
aa
TTÉÉCCNNIICCAA,, TTÁÁTTIICCAA EE EESSTTRRAATTÉÉGGIIAA
Em inúmeras ações policiais nas quais nos defrontamos com eventos
e situações de risco lançamos mão dos conhecimentos pré-adquiridos que
aliados a experiência profissional nos garante, ao menos em tese, darmos a
resposta mais satisfatória aos inúmeros problemas e dificuldades no campo da
Segurança Pública.
Mas você já refletiu sobre o emprego da técnica, da tática, da
estratégia e do aproveitamento conceitual e doutrinário em relação a ação
realizada? Se de fato os recursos e esforços empreendidos foram os mais
acertados e necessários à situação problema?. Você seria capaz de efetivar a
distinção entre o que é ttééccnniiccaa, ttááttiiccaa e eessttrraattééggiiaa? Então, este é o momento
proprício para fazê-lo, pois são indispensáveis a compreensão e execução das
missões policiais.
Podemos conceituar a ttééccnniiccaa 5 como sendo “o conjunto de processos
de uma arte. Ex. técnica cirúrgica, jurídica ou, ppoolliicciiaall (inserção e grifo nosso).
5 Wikipédia
Enciclopédia
Eletrônica.
Consulta
ao
verbete
TTééccnniiccaa.
Disponível
em
http://pt.wikipedia.org. Acessado em 29 Julho de 2008. No ser humano, a técnica surge de sua
relação com o meio e se caracteriza por ser consciente, reflexiva, inventiva e
fundamentalmente individual. O indivíduo a aprende e a faz progredir. Só os humanos são
capazes de construir, com a imaginação, algo que logo podem concretizar na realidade.
Campos de ação: o campo da técnica e da Tecnologia responde ao interesse e à vontade do
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Podemos dizer em suma que a técnica é maneira, jeito ou habilidade
especial de executar ou fazer algo 6 ”, compõe uma habilidade ou conhecimento
específico numa determinada área do saber humano.
Assim, quando tratamos da técnica policial, tal compreende todo o
conhecimento sistematizado e aplicável à realidade que nos habilita a agir,
intervir e dar respostas eficazes a situações problemas no campo da
Segurança pública.
A técnica importa em obtenção contínua de conhecimentos específicos e
a
utilização destes conhecimentos na prática policial, saber utilizá-los da
melhor forma possível, com oportunidade, a fim de obtermos êxito em ações e
operações de polícia, a melhor forma para sacar a arma, ou a melhor forma
para empregar as algemas, ou a forma mais segura de adentrar num ambiente,
dentre outros, ssããoo ccoonnhheecciimmeennttooss ttééccnniiccooss qquuee jjaammaaiiss ppooddeemm sseerr
ddeessccoonnssiiddeerraaddooss. Técnica em resumo é conhecimento sistematizado e
aplicável a situações reais.
O conceito clássico de ttááttiiccaa compreende a “arte de manobrar tropas”,
porém pode ser entendida, no sentido policial, como a arte da disposição, da
movimentação e emprego das forças e equipes policiais durante situações de
risco, embate ou na iminência destes. Se por um lado a técnica nos propicia
conhecimentos específicos é através da tática que os utilizamos da forma mais
adequada para resolver problemas complexos. Tática se traduz em emprego
do que conhecemos de forma eficiente, oportuna e eficaz.
A ttááttiiccaa é qualquer elemento componente de uma eessttrraattééggiiaa, com a
finalidade de se atingir a meta desejada num eemmpprreeeennddiimmeennttoo qualquer.
necessidades homem de transformar ou desejos. seu Esta ambiente, atividade buscando humana novas e seu e produto melhores resultante formas é de o que satisfazer chamamos suas
técnica e Tecnologia, segundo o caso.
6 D i ci on á r i o Au r é l i o El e t r ôn i co. C on s u l t a a o v e r b e t e Té cn i ca . An o 2 0 0 7 .
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Enquanto eessttrraattééggiiaa busca visão "macro", de ccoonnjjuunnttoo ou, por assim
dizer, ssiissttêêmmiiccaa, relativamente ao empreendimento, ttááttiiccaa ocupa-se de visão
"micro", no sentido de elementar ou particular em relação ao todo.
Numa comparação mais simples, a tática seria 'como' se deve realizar
determinada função (em oposição à estratégia, mais próxima de 'o que' se
deve realizar).
Intimamente relacionadas, tática e estratégia se complementam, sendo
que aquela seria o plano a curto prazo e esta o plano a longo prazo 7 ”.
 LLEEMMBBRREE--SSEE: NNããoo aaddiiaannttaa ppoossssuuiirr uummaa ttééccnniiccaa rreeffiinnaaddaa eemm
ddeetteerrmmiinnaaddaa aarreeaa ppoolliicciiaall,, ssee nnoo ddeeccoorrrreerr ddee aaççõõeess iinnuussiittaaddaass
ee ddee rriissccoo nnããoo ssoouubbeerrmmooss uuttiilliizzaarr eesstteess ccoonnhheecciimmeennttooss
ttaattiiccaammeennttee,, ““eessttrraattééggiiccaammeennttee”” EExx ssaabbeerr aattiirraarr mmuuiittoo bbeemm,,
ppoorréémm nnããoo ffaazzeerr uussoo aaddeeqquuaaddoo ddoo tteerrrreennoo,, oouu vviiccee--vveerrssaa,,
ddeennttrree oouuttrrooss
c. VVIISSÂÂOO PPEERRIIFFÉÉRRIICCAA:: a nossa visão deve ser treinada e
estimulada a assimilar o que costumamos chamar de “visão periférica”, ou seja,
mesmo tendo como foco principal o objetivo a nossa frente, podemos
simultaneamente “estender o alcance” da nossa visão para um campo visual
mais amplo o que nos permite observar coisas, pessoas e objetos que estão
fora do nosso foco principal (alvos secundários), consistindo em mecanismo
essencial para que possamos evitar riscos e fatores inusitados ou, mesmo
sermos surpreendidos no decorrer de atividades operacionais.
No
texto
publicado
o
Doutor
Luiz
Roberto
Cotti,
faz
o
seguinte
comentário e nos lança à seguinte questionamento, quais sejam:
7 Wikipédia, enciclopédia livre. Consulta ao verbete Tática. Acessado em 29 de Julho de 2008.
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“ Certamente a visão periférica é a grande responsável por você ter saído
ileso de uma série de situações de risco. Qual a última vez que ela te salvou?!
De fato, poderíamos elencar uma gama considerável de ações e
situações de risco (acidentes, confrontos armados, agressões, etc) em que a
nossa visão periférica foi o fator determinante para que as nossas vidas e
integridade física fossem preservadas.
VVIISSÃÃOO PPEERRIIFFÉÉRRIICCAA
 LEMBRE-SE: O sentido da Visão é responsável por 80% das
informações que recebemos do ambiente e
xterno 8 .
d. SSUUPPEERRIIOORRIIDDAADDEE OOPPEERRAACCIIOONNAALL: Em qualquer atividade
policial devemos contar com a superioridade, que pode ser numérica ou
relativa. A superioridade numérica cinge-se a proporção elementar de dois para
um, ou seja, dois operacionais, em tese estão em condições de abordar ou
intervir em relação a um suspeito, checar áreas e averiguar situações suspeitas
em locais controlados. Já a relativa cinge-se as condições gerais, análise de
risco, logística e preparo técnico profissional dos operadores, sempre que
possível devemos aliar a superioridade numérica a relativa e ter um ganho
operacional diferenciado em relação as situações de risco ou confronto. Porém
8 Cotti,
Luiz
Roberto
M.
C.
OO
SSeennttiiddoo
ddaa
vviissããoo.
Disponível
em
http://www.perkons.com.br/imprensa_opiniao.php. Acessado em 29 de Julho de 2008.
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jamais devemos nos colocar em situação de risco operando isoladamente, logo
se a situação importar em possível fragmentação da unidade elementar, acione
apoio e aguarde a sua chegada.
LEMBRE-SE: Procure atuar sempre na proporção mínima
de: DOIS operacionais para UM susp eito !
DDUUPPLLAA DDEE FFNN
ee
TTÉÉCCNNIICCAA DDOO TTEERRCCEEIIRROO OOLLHHOO
A técnica do terceiro olho, como é conhecida, remonta a
necessidade dos policiais estarem em plenas condições de enfrentamento ante a
situações planejadas ou inusitadas, independente do tipo de ação a ser
desenvolvida aa aarrmmaa ddeevveerráá sseemmpprree aaccoommppaannhhaarr aa ddiirreeççããoo ppaarraa oonnddee oo
ooppeerraacciioonnaall eessttiivveerr oollhhaannddoo,, mmaanntteennddoo--ssee ooss ddooiiss oollhhooss aabbeerrttooss ppoorr ssoobbrree
oo ccaannoo ddaa aarrmmaa, independente se esta for curta ou longa. Está técnica depende
em parte da observação de outros dois aspectos, quais sejam:
 EEvviittaarr aa vviissããoo ddee ttúúnneell:: quando ocorre, principalmente em
situações de confronto armado, onde o nível de estresse derivado das
ocorrências se acentua bruscamente, a tendência dos profissionais é
entrarem numa espécie de visão extremamente limitada, ou seja, num tipo
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dode túnel, que bloqueia os seus sentido e a percepção espacial e
situacional do terreno. Então o que fazer? Devemos procurar treinar a
postura tática adequada e aliar tal a dois aspectos simples: oohhaarr ppoorr
ssoobbrree oo ccaannooddaa aarrmmaa e mmaanntteerr ooss ddooiiss oollhhooss aabbeerrttooss ampliando assim
nosso campo de observação e tiro.
 CCoonnttrroollee ddaa aarrmmaa ee ddoo ccaannoo:: tal aspecto é imprescíndivel a
manutenção da segurança individual e do grupo, logo devemos dar
especial atenção e este fator e mmaanntteerr oo ccaannoo ddaa aarrmmaa aappoonnttaaddoo ppaarraa
ddiirreeççõõeess sseegguurraass oouu ppaarraa oo oobbjjeettiivvoo, porém sseemmpprree ddeessvviiaannddoo ee
eevviittaannttoo ppaassssaarr oouu aappoonnttaarr oo ccaannoo ddaa aarrmmaa nnaa ddiirreeççããoo ddee ppeessssooaass
nnããoo ssuussppeeiittaass oouu ddee oouuttrrooss ppoolliicciiaaiiss.
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LEMBRE-SE:
“ A
arma
acompanha
simul taneamente
a
direção pa ra onde o Policial estiver observando”
;
ff
CCOONNTTRROOLLEE DDEE ÁÁRREEAA EE ÁÁRREEAA DDEE RREESSPPOONNSSAABBIILLIIDDAADDEE
Durante qualquer ação, operação ou atividade operacional especialmente
durante os deslocamentos, entradas, varreduras e outras ações de risco, o
policial deve estar em condições de dominar completamente a área, meio ou
ambiente em que se encontre.
A responsabilidade do grupo se dilui com e através dos individuos que
compõem as diversas equipes, importa assim na
necessidade e obrigação de
monitoramento, observação e controle da área, perimetros e suspeitos pelo
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operador, não podendo ser desconsiderada em nenhum momento antes, durante
e em certos casos após a ação policial.
Logo, além do controle de área hháá rreeaall nneecceessssiiddaaddee ddee qquuee oo ooppeerraaddoorr
eesstteejjaa ccoonnsscciieennttee ee aatteennttoo aa ssuuaa pprróópprriiaa rreessppoonnssaabbiilliiddaaddee iinnddiivviidduuaall
ddeerriivvaaddaa ddaa mmiissssããoo qquuee llhhee ffooii ddeelleeggaaddaa.
O controle de área e perimetros, quer em áreas urbanas ou rurais,
compreende a busca incessante pelo controle e pelo domínio total do ambiente
onde se opera, a ser atingido através dos seguintes mecanismos:
 EEssttaabbeelleecceerr ee MMaanntteerr aa PPrrootteeççããoo 336600ºº:: a proteção em 360º graus se
constitiui numa maneira eficaz para mantermos a segurança no decorrer
de ações e operações, compreende que todos os lados/direções devem
permanecer sob domínio do operador. No exemplo, temos o conhecido
“AAuuttoo GGuuaarrddaaddoo 99 ”;
 PPoonnttooss ddiissttaanntteess:: devemos procurar observar sempre os pontos mais
próximos (riscos iminentes), superada está etapa devemos então lançar
nossas vistas e preocupações para os locais mais profundos, elevados ou
distantes que devem ser observados, monitorados e mantidos sobre
controle permanente;
 DDiisscciipplliinnaa ddee rruuííddooss:: devemos, em ações e situações de risco, manter o
silêncio como forma de aumentar a percepção do ambiente.
g. FFUUNNIILL FFAATTAALL:: o funil fatal ou “cone da morte” como é conhecido
decorre da projeção (contraste) da silhueta humana ante a um facho de luz,
gerando conseqüentemente uma maior exposição a situações de risco e
9 O a l t o g u a r d a d o é u m a t é cn i ca d e con t r ol e e s e g u r a n ça d e p e r í m e t r o e m 3 6 0 g r a u s , n or m a l m e n t e
u t i l i za‐s e p a r a a s u a e s t r u t u r a çã o o d i s p os i t i v o d o r e l óg i o 1 2 , 3 , 6 e 9 h or a s s ã o os m a r cos r e fe r e n ci a i s
p a r a o p os i ci on a m e n t o d os h om e n s .
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agressão. O facho de luz projetada pelas aberturas e vazios entre espaços que
contrastam com o perfil humano (forma) eessppeecciiaallmmeennttee aattrraavvééss ddee aabbeerrttuurraass
ttaaiiss ccoommoo:: ppoorrttaass,, jjaanneellaass,, ccoorrrreeddoorreess etc.
Assim, temos que os ccoonneess ddaa mmoorrttee ssee ccoonnssttiittuueemm eemm ppoonnttooss
iinneerreenntteess aa uumm ddeetteerrmmiinnaaddoo aammbbiieennttee oonnddee hháá aa mmaaiioorr pprroobbaabbiilliiddaaddee ddooss
ooppeerraaddoorreess sseerreemm aammeeaaççaaddooss,, aattaaccaaddooss oouu aallvvoo ddee aaççõõeess lleettaaiiss por
eventuais agressores que ali estejam.
Então o que devemos fazer quando nos depararmos com funis fatais?
o sendo, Temos passar duas com respostas cobertura a este o questionamento: mais rápido possível evitar se sem for possível, quebrar não a
segurança.
 LEMBRE-SE: As aberturas e a projeção de luz sobre a
silhueta do operador são combinações perigosas,
extremo cuidado na transposição destes locais e
aberturas.
h. PPEERRIIGGOO IIMMEEDDIIAATTOO:: Perigo imediato é o ponto, local ou situação
em um ambiente onde existe a maior probabilidade de surgir uma ameaça física
contra o policial. A identificação do perigo imediato é fundamental para o policial
decidir aonde ir e o que fazer. O deslocamento, ação de busca ou reação do
operacional deve ser dirigida prioritariamente para o perigo imediato tão logo seja
identificado.
 LEMBRE-SE: O agressor pode contar com o elemento
surpressa, logo não subestime ou desconsidere a
existência de outros perigos além do que você consegue
ver.
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VVEERRBBAALLIIZZAAÇÇÃÃOO:: O termo “verbalizar” aponta para a
necessidade de comunicação permanente quer entre Policias ou destes em
i.
relação a um suspeito no decorrer de uma ação ou operação. Tal pode ser
levada a termo através dos seguintes meios: utilizando sinais sonoros,
luminosos, sendo os mais comuns o emprego da VVOOZZ ((DDEE FFOORRMMAA DDIIRREETTAA
oouu VVIIAA SSIISSTTEEMMAA DDEE CCOOMMUUNNIIAAÇÇÃÃOO –– RRÁÁDDIIOO 1100 ,, TTEELLEEFFOONNEE)) ee GGEESSTTOOSS, 11
estes últimos – gestos - quando a ação exigir disciplina de ruídos e ação
furtiva.
A verbalização deve ser “CCLLAARRAA,,
FFIIRRMMEE
e
OOBBJJEETTIIVVAA””,
as palavras
devem ser proferidas em velocidade moderada facilitando a compreensão por
parte do interlocutor, sempre iniciada com a palavra PPOOLLÍÍCCIIAA,, FFOORRÇÇAA
NNAACCIIOONNAALL!! e, uma “DDEETTEERRMMIINNAAÇÇÃÃOO IIMMPPEERRAATTIIVVAA”” indicativo a ação
desejada pelo operador a ser ouvida e executada pelo suspeito. Por exemplo:
“PPoollíícciiaa,, FFoorrççaa NNaacciioonnaall! llaarrgguuee aa aarrmmaa”, “não realize movimentos bruscos,
etc”.
 LEMBRE-SE: A verbalização aplicada adequadamente (sem
gritarias, gírias, etc) comp õe elemento técnic o
indispensável ao êxito em qualquer ação policial. Então
verbalizem, fa lem, comun iquem-se!
j.
PPRROOTTEEÇÇÕÕEESS:: As proteções comumente chamadas de
“barricadas” no meio policial podem se constituir numa gama extremamente
diferenciada de recursos a serem utilizados pelos operacionais.
10 A com u n i ca çã o v i a r á d i o p os s u i cód i g os e s p e cí fi cos n ã o s e n d o ob je t o d e e s t u d o n e s t e m om e n t o.
11 O s g e s t os n ã o s e r ã o ob je t o d e e s t u d o n e s t e m a n u a l .
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As
proteções
podem
compor
oobbjjeettooss
nnaattuurraaiiss 1122
ou
equipamentos
e
ambientes
que
ofereçam
garantias
de
aarrttiiffiicciiaaiiss 1133 ,
segurança
aos
operadores contra possíveis agressões físicas, além de ccoonnttrriibbuuíírreemm ppaarraa aa
ddiissssiimmuullaaççããoo,, ooccuullttaaççããoo ee aapprrooxxiimmaaççããoo ffuurrttiivvaa ddeesstteess pprrooffiissssiioonnaaiiss eemm
aammbbiieenntteess uurrbbaannooss ee rruurraaiiss. Segundo a doutrina podemos classificar as
proteções/barricadas em dois tipos:
 CCOOBBEERRTTAASS: São estruturas e anteparos mais frágeis que
os resistência abrigos, normalmente pode ser facilmente protegem rompida ou ocultam por parte uma ação do corpo, agressora, porém sua em
especial as que são oriundas de armas de fogo. Ex. Proteger-se atrás de
uma vegetação ou fazer uso de uma porta de madeira laminada, muito
embora o suspeito não o veja ou apenas parcialmente se disparar contra
o operador este poderá ser fatalmente atingido.
12 Ar v or e s , d e p r e s s õe s e d ob r a s n o t e r r e n o, e t c.
13 P os t e s , v e í cu l os , col u n a s , p a r e d e s , e t c.
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 LEMBRE-SE: Nas cobertas não posso ser visto ou visto
apenas
parcialmente,
porém
posso
ser
atingido
pelo
agressor.
 AABBRRIIGGOOSS 1144 : Compõem estruturas mais resistentes, que
além de ocultarem o corpo do operador, o protegem contra
agressões letais. Ex. Parede ou coluna de concreto,
estruturas rígidas e espessas de metais, etc.
Ao progredir procure identificar o melhor local para estacionar, que
proteja a maior área corporal possível e que lhe permita ver sem ser visto,
atirar mas não ser atingido pela ação do suspeito.
14 Destinam-se a proteger em todas as direções o pessoal e o material, antes ou durante o
combate 14 .
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 LEMBRE-SE:
Nos
abrigos não posso ser visto ou visto
parcia lmente, porém estou protegido dos
fogos do suspeito.
7.2 UUTTIILLIIZZAAÇÇÃÃOO DDEE EEQQUUIIPPAAMMEENNTTOOSS TTÁÁTTIICCOOSS
Todos os equipamentos táticos compõem ferramentas necessárias a
realização das missões e atividades peculiares de polícia, a manutenção e o
uso criterioso destes equipamentos, armamentos, munições e agentes (letais e
não letais) dentre outros são importantíssimos para proporcionar
ccoonnffoorrttoo,
eeqquuiillííbbrriioo ddiissttrriibbuuiiççããoo ddoo ppeessoo ee ffuunncciioonnaalliiddaaddee nnoo sseeuu eemmpprreeggoo.
Assim como a Instituição busca observar os pprriinnccííppiiooss ppaarraa aa sseelleeççããoo
ddee eeqquuiippaammeennttooss,, ttaaiiss ccoommoo: Utilidade, Qualidade e Preço, todos
indistintamente que os utilizam devem:
 Mantê-los em condições de uso;
 Utilizá-los tecnicamente;
 Portá-los adequadamente;
 Utilize apenas os necessários ao cumprimento das missões.
 LEMBRE-SE: Os equipame ntos táticos são indi spensá veis
a manutenção da sua vida!.
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AAppaarreellhhaammeennttoo ttááttiiccoo ddaa FFNNSSPP
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77 33
PPOOSSTTUURRAA TTÁÁTTIICCAA
A postura ou posição tática nada mais é do que a adoção de uma
posição corporal diferenciada que proporcione ao policial boa plataforma para
engajar ante as situações de risco, mantendo-o em perfeitas condições de
oferecer resposta imediata a qualquer agressão física.
Atualmente, a postura tática mais recomendada tem sido a ppoossttuurraa ddee
ccoommbbaattee 15 , corpo posicionado DDEE PPÉÉ e frontalmente em relação ao alvo ou
agressor, levemente projetado a frente e joelhos moderadamente flexionados.
Esta posição baseia-se no princípio de uma posição natural de expectativa e
deslocamento corporal.
PPOOSSTTUURRAA DDEE CCOOMMBBAATTEE
15 Ta m b é m con h e ci d a com o p os i çã o SAS, oriunda do Special Air Service, unidade especial do
exército inglês.
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Existem outras plataformas que podem ser utilizadas de acordo com a
situação, circunstancias e fatores de risco, isoladamente ou de forma alternada,
quais sejam: ppoossiiççããoo ddee jjooeellhhoo ee ppoossiiççããoo ddeeiittaaddoo.
PPOOSSIIÇÇÃÃOO DDEE JJOOEELLHHOOSS
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PPOOSSIIÇÇÃÃOO DDEEIITTAADDOO
LEMBRE-SE: A velocidade de reação e uma plataforma
estável são fatores extremamente relevantes para a
obtenção d e êxito ante as ações agressivas.
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77 44
PPOOSSTTUURRAASS TTÁÁTTIICCAASS CCOOMM AARRMMAASS
Antes de abordarmos as posturas/posições com armas, abordaremos
rapidamente um aspecto técnico extremamente relevante, qual seja: aa
eemmppuunnhhaadduurraa, com armas de porte e portateis. A empunhadura deve ser
realizada sempre com as duas mãos, mantendo –se o dedo fora do gatilho,
salvo na hora do emprego efetivo em conrontos armados.
EEmmppuunnhhaadduurraa AArrmmaa PPoorrttááttiill
EEmmppuunnhhaadduurraa AArrmmaa PPoorrttee
Prosseguindo a postura corporal acima referenciada (de combate)
compõem a plataforma ideal para o uso de armas (de porte e portateis), sendo
que as adotadas pela FNSP são as seguintes:
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PPOOSSIIÇÇÃÃOO 11:: Nesta posição a arma reserva (pistola) deve estar no coldre, a
arma principal deve ser empunhada próximo ao corpo com o cano para baixo,
badoleira sobre a coronha da arma, sendo utilizada em situaçãoes onde não há
perspectiva de confronto eminente, na composição de filas e na presença de
pessoas não suspeitas.
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PPOOSSIIÇÇÃÃOO 22:: partindo da posição NATURAL DO CORPO A ARMA SERÁ
LEVEMENTE INCLINADA EM DIAGONAL, permanecendo junto ao corpo e
não o ultrapassando lateralmente. Utilizada em situações rotineiras onde não
há risco ou perigo imediato de agressão ou ameaça em relação ao operador.
PPOOSSIIÇÇÃÃOO 22
ERRO COMUM: Não manter a bandoleira sobr
eposta a coronha.
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PPOOSSIIÇÇÃÃOO 33:: partindo da posição corporal de combate arma deverá ser
empunhada junto ao corpo, cano em posição intermediária, ou seja, direcionado
em ângulo aproximado de 45 graus, utilizadas em qualquer ação onde o
confronto ou risco é iminente ou previsível, tais como na aproximação de
suspeitos, no decorrer de abordagens ou deslocamentos para locais de risco.
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PPOOSSIIÇÇÃÃOO 44: arma será empunhada mantendo-se o cano na altura dos olhos
(pouco abaixo para evitar visão de túnel), paralela ao solo, usada em
deslocamentos em situações risco iminente, varreduras, abordagens, confrontos
armados e ante a ações agressivas letais deflagradas;
ERROS
COMUNS:
deixar a coronha muito abaixo do
ombro, manter o dedo no gatilho, sair da postura tática
após o pri meiro disparo ou antes de conclui r a ação.
LEMBRE-SE:
Ao
operar
com
armas,
treinamento
e
instruções, verifique se a arma está descarregada. Em
dedo situações no gatilho, reais e salvo treinamento na hora de do tiro dispar nunca e não mantenha esqueça, o
aponte a arma a penas para o alvo pr etendido.
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DDEESSLLOOCCAAMMEENNTTOOSS TTÁÁTTIICCOOSS 1166
Os deslocamentos congregam as formas ou métodos adotados pelos
policiais para moverem-se em meio urbano ou rural de um ponto a outro, ou de
um lugar para outro em uma área ou situação quer ofereça risco ou não.
Independente do processo empregado, os policiais devem observar o
seguinte aspecto:
 Realizar planejamento mental rápido a fim de responder as
seguintes questões: PPrraa oonnddee vvoouu?? PPoorr oonnddee vvoouu?? CCoommoo vvoouu??
e, QQuuaannddoo vvoouu??
Os deslocamentos táticos individuais podem ser assim distribuídos:
 DDEESSLLOOCCAAMMEENNTTOO FFRROONNTTAALL:: Mantendo-se na posição, postura de
combate, o operador inicia o deslocamento a frente, mantendo uma boa
postura e plataforma de tiro, pernas semi-flexionadas e os joelhos
próximos, o corpo levemente inclinado para a frente, colocando primeiro
o calcanhar no solo depois a planta do pé.
Assim, os operadores conseguem manter o equilíbrio do corpo e
da arma, possibilitando uma estabilidade e conseqüentemente um
melhor aproveitamento de seus disparos em situações de ameaça ou
agressão letal. Importante salientar que neste deslocamento os joelhos
16 Ta m b é m con h e ci d os p e l o t e r m o “ Té cn i ca s d e P r og r e s s ã o”
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servem como uma espécie de “amortecedor natural”, ou seja, o tronco
permanece estável até a altura da cintura independente do terreno em
que o operador estiver caminhando, porém os joelhos devem flexionar e
absorver o impacto do corpo e assimilar as diferenças de terreno e
obstáculos.
DDEESSLLOOCCAAMMEENNTTOO FFRROONNTTAALL
 DDEESSLLOOCCAAMMEENNTTOO LLAATTEERRAALL:: Este deslocamento não é tão usual,
porém em certas situações pode ser empregado, partindo-se da posição
“cavaleiro” mantendo a arma na posição 3, deve juntar os pés
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lateralmente, abrindo e fechando, movimentando-se para a direita ou
para esquerda, porém sseemm ccrruuzzaarr aass ppeerrnnaass
DDEESSLLOOCCAAMMEENNTTOO LLAATTEERRAALL
 DDEESSLLOOCCAAMMEENNTTOO AA RREETTAAGGUUAARRDDAA:: A postura é idêntica a utilizada
no deslocamento frontal, porém é executado em ordem inversa, sempre
que houver necessidade de recuar em segurança, mantendo a arma em
situação de emprego e uso. Neste deslocamento, devemos utilizar a
nossa vviissããoo ppeerriifféérriiccaa e sentidos, a fim de evitarmos obstáculos e
quedas.
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DDEESSLLOOCCAAMMEENNTTOO AA RREETTAAGGUUAARRDDAA
Segundo a doutrina militar existem basicamente três formas ou técnicas
para efetivarmos um deslocamento, quais sejam: ccaammiinnhhaannddoo,, eennggaattiinnhhaannddoo
oouu rraasstteejjaannddoo, sendo a primeira destes métodos o mais usual e os dois
últimos mais afetos ao meio rural, porém não há que ser descartado o seu
emprego no meio urbano. A técnica de engatinhar não será objeto de estudo
neste momento.
CCaammiinnhhaarr bbaaiixxoo
RRaasstteejjoo aallttoo -- ccoommbbaattee
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 LEMBRE-SE: Só desloque se estiver coberto, ou seja, contar com o
apoio de outro pol icial já posicionado e em condições de protege r o
seu deslocamento através do apoio de fogo.
Via de regra, os deslocamentos serão executados fazendo-se uso de
velocidades variadas, assim descritas:
 VVEELLOOCCIIDDAADDEE
DDEE
CCOOBBEERRTTUURRAA:
deslocamento
lento,
progressivo,
usado em situações de terrenos desconhecidos;
 VVEELLOOCCIIDDAADDEE
DDEE
BBUUSSCCAA:
deslocamento
moderado,
usado
para
domínio
rápido
de
um
ambiente
ou
para
atingir
um
ponto
pré-
determinado; e
 VVEELLOOCCIIDDAADDEE DDEE AASSSSAALLTTOO:
deslocamento
rápido
e
direcionado,
usado quando a situação exige uma ação dinâmica.
Independente da velocidade adotada, nnããoo ddeevveemmooss ccoorrrreerr e, sim
ccaammiinnhhaarr ttaattiiccaammeennttee, aumentando ou diminuindo a amplitude e freqüência
dos nossos passos no decorrer do deslocamento de um ponto a outro.
 LEMBRE-SE: a velocidade está diretamente vinculada a certos
fatores a ur gência da ação, a ne cessidade de dar ou receber apoio,
a saída de pontos críticos ou sob ameaça letal e principalmente a
manutenção da segurança individual e coletiva.
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FFOORRMMAAÇÇÕÕEESS EE DDEESSLLOOCCAAMMEENNTTOOSS TTÁÁTTIICCOOSS EEMM DDUUPPLLAA
Além das técnicas de deslocamento, podemos agregar outro fator
extremamente importante para a manutenção da segurança e da integridade
individual e do grupo, a partir da conjugação deslocamento e uso adequado
das ffoorrmmaaççõõeess ttááttiiccaass,, dentre outras podemos destacar as seguintes:
 FFOORRMMAAÇÇÃÃOO EE DDEESSLLOOCCAAMMEENNTTOO EEMM CCOOLLUUNNAA::
nesta formação um
policial se posta atrás do outro, convencionam o momento de iniciar o
deslocamento, mantendo a arma nnaa ppoossiiççããoo 33, um mantêm a segurança
à frente, o segundo guarda o flanco ou dá apoio de fogo a frente,
mantendo assim a segurança e o apoio mútuo. Existindo outro operacional
mantem a segurança a retaguarda.
FFOORRMMAAÇÇÃÃOO EE DDEESSLLOOCCAAMMEENNTTOO EEMM CCOOLLUUNNAA
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 FFOORRMMAAÇÇÃÃOO EE DDEESSLLOOCCAAMMEENNTTOO AALLTTOO EE BBAAIIXXOO 1177 :: nesta formação o
primeiro homem desloca-se com a silhueta bem baixa mantendo a a arma
na poisção 3 e garantindo a segurança a frente, o segundo homem se
posiciona a retagurada do primeiro, encostado neste e passa a se
deslocar em pé, mantendo a arma apontada para a frente em ppoossiiççããoo 33.
A formação alto e baixo devido ao desgaste que impõe ao homem, pouca
flexibilidade de movimento e velocidade diminuta, só deve ser utilizada
em limitações situações quanto muito ao peculiares, emprego de onde outra pelas formação características não haja outra do terreno forma de e
realizar a progressão.
PPOOSSIIÇÇÃÃOO AALLTTOO EE BBAAIIXXOO
17 C on h e ci d a com o High-Low.
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 FFOORRMMAAÇÇÃÃOO EE DDEESSLLOOCCAAMMEENNTTOO SSIIAAMMEESS 1188 :: neste método um dos
operacionais deverá estar direcionado para frente e outro postado um
pouco a retaguarda e lateralmente formando uma espécie de “L”, o
primeiro assegura o perímetro à frente e o segundo mantêm a segurança
lateral, ambos com a arma na ppoossiiççããoo 33.
FFOORRMMAAÇÇÃÃOO EE DDEESSLLOOCCAAMMEENNTTOO SSIIAAMMEESS OOUU ““LL””
 FFOORRMMAAÇÇÃÃOO EE DDEESSLLOOCCAAMMEENNTTOO CCOOSSTTAA AA CCOOSSTTAA 1199 :: formação
elementar quando se pretende deslocar, ou estacionar mantendo a
segurança à frente e a retaguarda, logo um dos operadores deverá
deslocar-se a frente com a arma na posição 3 e o outro de costas para o
primeiro deverá deslocar-se de costas para o objetivo com as costas em
contato com as do primeiro operador, também mantendo a arma em
condições de uso ppoossiiççããoo 33.
18 C h a m a d o d e “ L” p od e s e r r e a l i za d a com d oi s ou t r ê s op e r a d or e s .
19 C on h e ci d a com o B a ck t o B a ck .
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FFOORRMMAAÇÇÃÃOO EE DDEESSLLOOCCAAMMEENNTTOO CCOOSSTTAA AA CCOOSSTTAA
 FFOORRMMAAÇÇÃÃOO EE DDEESSLLOOCCAAMMEENNTTOO TTOORRRREE:: na formação torre um dos
policiais se posta de joelhos com a arma na ppoossiiççããoo 33 e o outro policial
se posiciona a retaguarda deste, porém na posição de pé, mantendo a
arma na mesma posição. Realizada a análise do terreno, riscos e
proteções o homem que está na posição de joelhos mmaanntteennddoo--ssee ccoomm
aa ssiillhhuueettaa bbaaiixxaa ddáá uumm ggrraannddee ppaassssoo
aa ffrreennttee perdendo assim
contato com o homem a sua retaguarda iniciando o deslocamento
(lanço). Durante a movimentação deste primeiro operacional o segundo
permanece em posição fornecendo apoio de fogo (cobertura) até que o
primeiro esteja em local seguro (coberto ou abrigado), partindo então ele
próprio para o local já seguro.
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FFOORRMMAAÇÇÃÃOO TTOORRRREE
A formação torre permite ainda a presença de um terceiro homem
na formação aproximada apto a dar apoio de fogo a frente em situações
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em que a máxima potencia e convergencia de
necessária.
fogo
a
frente for
 LEMBRE-SE: O policial nun ca deve se deslocar sozinho.
77 88
MMUUDDAANNÇÇAASS DDEE FFRREENNTTEE EE DDIIRREEÇÇÃÃOO
adequadamente Não basta as ao formações policial conhecer e o armamento, e empregar se ele não a postura estiver tática, apto a mudar utilizar
de frente ou direção de forma rápida e eficaz, afinal na maioria das ações
policias é comum observarmos que os suspeitos se deslocam em diversas
direções a frente, a retaguarda, em sentido lateral e diagonal compondo um
quadro complexo de movimentos que obrigam os policias a alternarem de um
para outro local, de uma direção para outra, mudando assim a sua frente de
combate ou engajamento. Assim, independente da posição de combate
adotada pelo policial seja ela: de pé, joelho ou deitado, parado ou em
movimento, deve estar apto a efetivar a transição de uma para a outra 20 e de
uma direção para outra no menor tempo possível com segurança e destreza.
As mudanças de frente ou sentido de deslocamento podem ser realizadas:
 DDEE FFOORRMMAA EESSTTÁÁTTIICCAA:: normal utilizarmos um pé como apoio (base)
sobre a qual realizaremos o movimento giratório, para a direita,
esquerda ou a retaguarda.
20 Le i o t óp i co q u e fa l a s ob r e p os i çã o t á t i ca e a l t e r n â n ci a d e u m a p a r a a ou t r a .
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 EEMM MMOOVVIIMMEENNTTOO:: nesta a mudança de frente acorre quando estamos
em deslocamento, utilizamos um dos pés como base e giramos para o
lado que se encontra a ameaça ou alvo, sendo necessário manter a
postura tática e da arma em condições de emprego imediato.
 LEMBRE-SE: Ao realizarmos qualquer mudança de frente, quer em
situações estáticas ou em movimento, devemos retrair a arma no
decorrer da transição para a posição 2, retomando a 3 ao final do
movimento.
77 99
TTRRAANNSSIIÇÇÃÃOO DDEE AARRMMAASS
Em situações de confronto é comum ou podem ocorrer uma série de
problemas com a arma principal 21 dos policiais, tais como: o mal funcionamento
da arma ou da munição, impondo ao policial a necessidade de lançar mão da
arma reserva 22 , com agilidade e segurança, mantendo-se em condições de
pronto emprego ou combate.
21 Arma principal é a que estamos empregando no momento da ação, tal pode se constituir em
qualquer arma portátil tais como: o fuzil, a submetralhadora ou a doze.
22 Ar m a r e s e r v a é a q u e l a q u e e s t á s e n d o p or t a d a p e l o p ol i ci a l , p or é m v i a d e r e g r a e n con t r a‐s e n o
col d r e , p od e n d o con s t i t u i r q u a l q u e r a r m a , t a i s com o: p i s t ol a s , r e v ol v e r e s , e t c.
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PPOOSSIIÇÇÃÃOO 44
BBAAIIXXAANNDDOO AA AARRMMAA PPRRIINNCCIIPPAALL
MMÃÃOO IINNVVEERRTTIIDDAA
SSAAQQUUEE DDAA AARRMMAA RREESSEERRVVAA
50
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FFIINNAALLIIZZAANNDDOO OO SSAAQQUUEE
A transição enquanto técnica pode ser executada de formas variadas,, nnaa
FFNNSSPP aa ttrraannssiiççããoo aaddoottaaddaa éé aa aaqquueellaa eemm qquuee aa aarrmmaa pprriinncciippaall ppeerrmmaanneeccee
àà ffrreennttee ddoo ccoorrppoo, porém em dadas circunstâncias podemos ainda empregar
outras técnicas.
A ttrraannssiiççããoo aa rreettaagguuaarrddaa -- EEMMEERRGGEENNCCIIAALL, onde a arma principal é
movimentada para a as costas tanto na posição de pé quanto deitado, com
vista a utilização da arma reserva, transposição de escadas e muros ou,
mesmo em situações em que o operador deva manter as duas mãos livres para
prestar socorro a um companheiro ferido ou mesmo na condução de uma maca
dentre outros.
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TTRRAANNSSIIÇÇÃÃOO DDEE AARRMMAA NNAA PPOOSSIIÇÇÃÃOO DDEE PPÉÉ
TTRRAANNSSIIÇÇÃÃOO DDEEIITTAADDOO
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TTÉÉCCNNIICCAASS DDEE VVAARRRREEDDUURRAA EE OOBBSSEERRVVAAÇÇÃÃOO DDEE AAMMBBIIEENNTTEESS
Em inúmeras ações, operações típicas de polícia os operadores são
demandados a executarem uma série de atividades tais como: efetivar a
abordagem e vistoria em veículos, manter a segurança em bloqueios e
contenções, adentrar em edificações, averiguar denuncias em locais de difícil
acesso, que lhe dentre assegurem outras maior sendo segurança de tal sorte no indispensável desempenho a destas utilização atividades. de técnicas Tais
técnicas hoje são conhecidas como técnicas de varredura e observação de
ambientes, dentre elas podemos destacar:
 TTOOMMAADDAA DDEE ÂÂNNGGUULLOO:: é a técnica que consiste na abertura gradativa
do nosso campo visual, a partir do distanciamento das paredes e quinas. Este
procedimento embora simples fará com que seu campo visual domine a área não
visualizada (ângulo morto) porém manterá simultaneamente um ponto de
proteção a ser utilizado pelo policial. Quanto maior o ângulo de abertura, maior a
área visualizada (varrida e observada) sem que no entanto o policial perca a
proteção. A aplicação da técnica inicia com o policial na posição de pé ou
ajoelhado, antes de chegar na abertura começa a descrever o arco (uma meia
lua) a partir da proteção (parede, muro, etc) mantendo sempre a posição de
combate e tiro, de frente para o objetivo.
Esta técnica pode ser usada iinnddiivviidduuaallmmeennttee oouu eemm dduuppllaa em
portas, escadas, corredores, cômodos e, também em relação a veículos em
situação estacionária, dentre outras situações.
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IINNIICCIIAANNDDOO AA TTOOMMAADDAA DDEE ÂÂNNGGUULLOO
TTOOMMAADDAA DDEE ÂÂNNGGUULLOO
 OOLLHHAADDAA RRÁÁPPIIDDAA:: Consiste em uma rápida projeção da cabeça para o
interior do local a ser varrido, retornando imediatamente para o local de proteção
se houver agressão ou, permanecendo na posição final se não houver agressão
alguma. No caso de uma agressão, após retirar a cabeça da área de risco,
podemos realizar uma segunda olhada, porém o ponto de entrada deve ser
alterado ou alternado: alto, médio, baixo aleatoriamente. Está técnica deve ser
utilizada apenas quando não for possível fazer a tomada de ângulo, mantendo
doravante a arma deverá acompanhar o movimento da cabeça fazendo-se uso
da TTééccnniiccaa 33 oo OOllhhoo, em condições reais de emprego em caso de uma ação
suspeita agressiva.
OOLLHHAADDAA RRÁÁPPIIDDAA
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Esplanada dos Ministérios, Palácio da Justiça, Ed. Sede, Bloco T, 5º andar, sala 500, Brasília – DF, Fone:

(61) 3429.9953

UUSSOO EESSPPEELLHHOOSS EE EEQQUUIIPPAAMMEENNTTOOSS OOPPTTIICCOOSS:: O uso de espelhos e de equipamentos ópticos (barras de espionagem) são técnicas simples, porém muito eficazes, especialmente em ocorrências em ambientes fechados, ela consiste basicamente no uso de espelhos fixados numa haste ou em barras telescópicas flexíveis que de certa forma “alongam e ampliam” o alcance da visão do policial, evitando assim que este se exponha ou seja alvo de ações agressivas. Normalmente são recursos utilizados em ocorrências de alto risco, para se verificar corredores, ambientes, o interior de móveis, buracos, sótão e

outros locais elevados de difícil acesso e visualização.

77 1111

CCRRÍÍTTIICCOOSS

TTRRAANNSSPPOOSSIIÇÇÃÃOO

EE

TTOOMMAADDAA

DDEE

OOBBSSTTÁÁCCUULLOOSS

EE

PPOONNTTOOSS

A transposição ou a passagem por pontos críticos são uma constante no decorrer de ações policiais, logo, por se constituir locais de extremo risco ao operador, devemos adotar procedimentos seguros que envolvem:

ddeessllooccaammeennttoo ccoomm ccoobbeerrttuurraa, ppaassssaaggeemm uuttiilliizzaannddoo aa ttoommaaddaa ddee âânngguulloo (rápida ou lenta) dependendo das circunstâncias e locais (áreas abertas ou fechadas), mmaanntteennddoo--ssee aa ttééccnniiccaa ddoo tteerrcceeiirroo oollhhoo. Tal procedimento deve ser adotado na passagem de: portas, janela, tomada de ruas estreitas (vielas e becos), escadarias, corredores, transposição de muros, dentre outros.

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PPAASSSSAAGGEEMM PPOORR PPOORRTTAASS
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PPAASSSSAAGGEEMM PPOORR CCOORRRREEDDOORREESS
 PPOORR JJAANNEELLAASS::
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PPAASSSSAAGGEEMM PPOORR EESSCCAADDAASS
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 TTRRAANNSSPPOOSSIIÇÇÃÃOO DDEE MMUURROOSS::
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Quem sobe segura o fuzil pela coronha
Arma travada.
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Cobertura
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CCOONNCCLLUUSSÃÃOO
Ao concluir as atividades previstas para a Instrução Tática Individual,
presumimos que muito há que se aprender, porém temos a certeza de que
muitos conhecimentos serão aprimorados e de fato empregados pelos
operadores em situações reais. Então, leia, revise, e busque assimilar estes
conhecimentos, repasse para outros companheiros de farda e jamais esqueça:
HHAAJJAA CCOOMM SSEEGGUURRAANNÇÇAA,, TTÉÉCCNNIICCAA,, ÉÉTTIICCAA,, CCUUMMPPRRAA EE FFAAÇÇAA CCUUMMPPRRIIRR
AA LLEEII.
Por fim, solicitamos aos operadores que tenham contato com este
material didático e que possam de alguma forma contribuir para a melhoria e
aporte doutrinário e técnico-científico, entre em contato com:
1° Ten PMSC Julival Queiroz de de SANTANA:
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COORDENAÇÃO GERAL DE TREINAMENTO E CAPACITAÇÃO
Esplanada dos Ministérios, Palácio da Justiça, Ed. Sede, Bloco T, 5º andar, sala 500, Brasília – DF, Fone:
(61) 3429.9953
santana007@hotmail.com
Telefone: (048) 9923-0008
2° Ten PMDF Ricardo Ferreira Napoleão, através da Coordenação de Ensino
da FNSP.
FFOORRÇÇAA NNAACCIIOONNAALL BBRRAASSIILL!!
9 RREEFFEERRÊÊNNCCIIAA BBIIBBLLIIOOGGRRÁÁFFIICCAA
ANOTAÇÕES do Curso de Operações Especiais. COESP. Polícia
Militar de Santa Catarina, SC. Ano 2005.
ANOTAÇÕES do Curso Táticas Policiais em Duplas. TEES Brazil.
Curitiba, PR. 2001.
APOSTILA do Curso de Ações Táticas Especiais. Tigre. Polícia Civil,
Curitiba, PR. 2003.
TÉCNICAS POLICIAIS: Uma questão de Segurança. Franco, Paulo
Ricardo Pinto. Cruz, Valdir Silva da. Porto Alegre, RS. 3 Edição. 2003.
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