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Unidade 1 - Introdução

Escopo da Mecânica dos Fluidos

O projeto de meios de transportes, estruturas e sistemas hidráulicos, requerem o conhecimento e a aplicação dos

princípios da Mecânica dos Fluidos, entre outros, abaixo,

exemplificam-se tais estruturas:

Aeronaves, barcos, navios, hover-craft, veículos terrestres;

Edifícios,

pontes,

estádios,

chaminés

industriais,

canais,

sistemas de tubulações etc.

Definição de Fluido

É a substância que se deforma de maneira continua ao sofrer uma tensão de cisalhamento.

Neste caso, encontram-se os líquidos e os gases.

A diferença entre um fluido e um sólido fica clara quando aplica-se a cada um deles uma tensão de

cisalhamento.

• A diferença entre um fluido e um sólido fica clara quando aplica-se a cada um

Tipos de Fluido

Tipos de Fluido 2

Tipos de Fluido

A: Fluido ideal, inviscido, ou seja, a tensão de cisalhamento é nula em qualquer ponto. Considerado em modelos simples de escoamentos.

B: Dilatante, característico de algumas soluções de açúcar e de amidos. A viscosidade aumenta com o aumento da taxa de

cisalhamento.

C: Newtoniano, fluidos mais comuns, água, ar, soluções aquosas, óleos etc.

D: Pseudo-plásticos, a viscosidade diminui com o aumento da taxa de cisalhamento. Exemplos: alguns produtos alimentícios,

massas de cerâmica e de cimento.

Tipos de Fluido

E: Fluido plástico com características de aumento da viscosidade com aumento da taxa de cisalhamento.

F: O plástico de Bingham, fluido newtoniano com uma tensão inicial maior que zero. É o comportamento

aproximado de produtos alimentícios com alto teor de

gordura (chocolate, manteiga, margarina); pasta de dente e massa de modelagem.

G: Fluido de Casson mostra características plásticas, com redução da viscosidade no aumento da taxa de

cisalhamento. Exemplo: sangue e iogurtes.

Propriedades Físicas dos Fluidos

Massa especifica e densidade

A massa específica é a relação entre massa e o volume

ocupado por um fluido,

= m f /v f (Kg/m 3 ) d l = l / H 2 O d g = g / ar

Compressibilidade

É a propriedade que tem a matéria de reduzir seu volume sob

a ação de pressões externas. Os líquidos são pouco

compressíveis, já os gases são bem mais compressíveis.

Elasticidade Líquidos e gases diminuem ou aumentam de volume quando experimentam aumentos ou diminuições de pressão. 3

Propriedades Físicas dos Fluidos

Viscosidade

É a propriedade que os fluidos têm em resistir às deformações e, em

conseqüência, ao escoamento, transformando energia cinética em calor.

Coesão e tensão superficial

A formação de uma gota d’água deve-se a coesão.

A tensão superficial é devida aos líquidos tenderem a adotar formas que

minimizam sua área superficial. E neste caso, uma menor área com uma mesma força de coesão entre as moléculas, dá origem a tensão superficial capaz de suportar o peso de certos corpos.

mesma força de coesão entre as moléculas, dá origem a tensão superficial capaz de suportar o

Propriedades Físicas dos Fluidos

Solubilidade Os líquidos dissolvem os gases. Por exemplo, a água dissolve

o ar, em proporções diferentes entre o oxigênio e o nitrogênio,

pois o oxigênio é mais solúvel.

Tensão de vapor

A temperatura de vaporização de um líquido depende da

pressão, a qual este está submetido. Quanto maior for a pressão, maior será a temperatura de vaporização.

Noções Básicas

Equações

Conservação da Massa;

Variação da quantidade de Movimento;

Segunda lei de Newton;

Equação de estado de gás ideal.

Sistema, Volume e Superfície de controle

Sistema de controle certa quantidade fixa e definida de massa fluida.

Volume de controle volume arbitrário do espaço através do qual o fluido escoa.

Superfície de controle contorno geométrico do volume de controle.

controle – contorno geométrico do volume de controle. Método diferencial X Método integral • Detalhamento do

Método diferencial X Método integral

Detalhamento do problema X Análise Global

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Grandezas, Unidades, Medidas e Sistemas de Unidades

Denominam-se quantidades físicas:

- Comprimento;

- Massa;

- Tempo;

- Temperatura.

- As unidades são nomes arbitrários que dão magnitude as

medidas das grandezas, por exemplo:

- Um tubo com 20 m de comprimento;

- É o mesmo tubo com 65,6 pés.

seguintes

grandezas

básicas

as

Grandezas, Unidades, Medidas e Sistemas de Unidades

Sistemas de Unidades SI Sistema Internacional

É o legalmente aceito na maioria dos países. No SI as unidades das grandezas básicas são as seguintes:

- Massa (Kg);

- Comprimento (m);

- Tempo (s);

- Temperatura (K).

A força é uma grandeza derivada cuja unidade é o Newton (N),

1 N = 1 Kg.m/s 2

Além do SI, ainda existem outros sistemas como:

- CGS (sistema métrico absoluto) g, cm, s, K;

- Sistema Inglês lbf, lbm, pé, s, Rankine.

8

Unidade 2 Estática dos Fluidos

Estática dos Fluidos

Equações Básicas Variação da pressão em fluido incompressível e em repouso Nessas condições a variação de pressão é proporcional ao peso específico do fluido e à altura da coluna fluida,

dp g dz

p



p 0

dp



z

z

0

gdz

p p 0 = -g(z-z 0 ) = g(z 0 -z), sendo z 0 -z = h

p = p 0 + gh g =

p - p 0 = h (Lei de Stevin) peso específico

0 -z), sendo z 0 -z = h p = p 0 +  gh 

Estática dos Fluidos

Equações Básicas Variação da pressão em fluido incompressível e em

repouso

A relação pressão altura é usada para resolver problemas de manometria. Nesse caso, as seguintes regras são úteis:

1. Dois pontos quaisquer, situados à mesma cota e no mesmo líquido em repouso, estão sujeitos à mesma pressão;

2. A pressão aumenta para baixo e ao longo da coluna líquida (pense num mergulho).

Estática dos Fluidos

Exercício 1 - No manômetro diferencial da figura, o fluido A é água, B é óleo e o fluido manométrico é mercúrio. Sendo h 1 = 25 cm, h 2 = 100 cm, h 3 = 80 cm e h 4 = 10 cm, qual é diferença de pressão p B p A ? Dados: ƔH 2 O = 10.000N/m³; Ɣ Hg = 136.000N/m³; Ɣ óleo = 8.000N/m³.

B – p A ? Dados: ƔH 2 O = 10.000N/m³; Ɣ H g = 136.000N/m³;

Estática dos Fluidos

Pressões Absoluta e Manométrica Pressões são expressas em relação a um nível de referência.

P absoluta = P manométrica +P atmosférica

P absoluta = P manométrica + P atmosférica • Atmosfera-Padrão - Pressão (P) = 101,3 kPa;

Atmosfera-Padrão

- Pressão (P) = 101,3 kPa;

- Temperatura (T) = 288 K (15°C);

- Massa Específica () = 1,225 kg/m 3 ;

- Viscosidade () = 1,781 (Pa.s).

Estática dos Fluidos

Empuxo Hidrostático

Projetos de estruturas que devem resistir a pressões exercidas por líquidos, tais

como: Comportas, Válvulas, Barragens, Reservatórios, etc. Necessitam da determinação do empuxo exercido por um líquido sobre uma superfície submersa.

y Centro de pressão
y
Centro de pressão

Estática dos Fluidos

Empuxo Hidrostático dF = p.dA = .h.dA= .y.sen.dA

F

dF

y sendA senydA

A

A

A ydA

é o momento da área em relação à interseção 0.

A

F

ydA

A y

= senA

y

o momento da área em relação à interseção 0.  A F ydA  A y

y sen=

h

F =

h

A

Estática dos Fluidos

Determinação do centro de pressão

A posição do centro de pressão pode ser determinada, aplicando-se o teorema dos

momentos, ou seja, o momento da resultante em relação à interseção 0 deve igualar-se aos

momentos das forças elementares dF.

0 deve igualar-se aos momentos das forças elementares dF. Onde I é o momento de inércia

Onde I é o momento de inércia em relação a 0. Aplicando o teorema de Huygens,

I = I 0 + A

I

0

Ay

y

2 , tem-se que

y

y

p

• Exercício 2 – Uma caixa d’água de 800 litros mede 1,0 x 1,0 x

Exercício 2 Uma caixa d’água de 800 litros mede 1,0 x 1,0 x 0,8. Determinar o empuxo que atua em uma de suas paredes laterais e o seu ponto de aplicação.

16

Exercício 3 Uma barragem de terra e enrocamento é projetada para uma

lâmina d’água máxima de 9 m. Considerando a seção transversal mostrada

na figura a seguir, com a barragem tendo largura unitária, pede-se determinar:

a) O empuxo hidrostático sobre a barragem; e

b) A posição do centro de pressão.

unitária, pede-se determinar: a) O empuxo hidrostático sobre a barragem; e b) A posição do centro

Unidade 3 Dinâmica dos Fluidos

Princípio de Conservação da Massa

dM

dt

sistema

0

 

m

1

m

2

m = Vol

(kg/s) - fluxo de massa ou vazão mássica

1  m 2 m =  Vol (kg/s) - fluxo de massa ou vazão mássica

m = AL

1  m 2 m =  Vol (kg/s) - fluxo de massa ou vazão mássica

m

AdL

1  m 2 m =  Vol (kg/s) - fluxo de massa ou vazão mássica

dt

m  AV

Dinâmica dos Fluidos Princípio de Conservação da Massa

m

1

m

2

Princípio de Conservação da Massa  m 1   m 2  V A 1

V A

1

1

1

 V A

2

2

2

Se o fluido é incompressível, o princípio de conservação da massa resulta em,

V A

1

1

V A

2

2

V A

3

3

cte

*Nota todas as velocidades das expressões acima são

médias nas seções.

Dinâmica dos Fluidos

Vazão Volumétrica (Q) é o produto da velocidade média pela área ou quociente entre o volume pelo tempo.

Q v.A

ou

Q

V

t

(m

3 /s)

Onde:

vvelocidade média (m/s);

V volume (m 3 ),

A área (m 2 );

t tempo (s).

Dinâmica dos Fluidos

Exercício 4 Considere o movimento permanente da água (= 1000 kg/m 3 ) através do dispositivo da figura. As áreas são:

A 1 = 0,02 m 2 , A 2 = 0,05 m 2 e A 3 = A 4 = 0,04 m 2 . A massa fluida que sai pela seção 3 vale 57 kg/s. O volume que entra pela seção 4 é de 0,03 m 3 /s, e V 1 = 3 î m/s. Admitindo que as propriedades do fluido sejam uniformes em todas as seções,

determinar a velocidade média do escoamento na seção 2.

propriedades do fluido sejam uniformes em todas as seções, determinar a velocidade média do escoamento na

21

Dinâmica dos Fluidos

- Exercício 5 No tubo redutor da figura há uma vazão de 10 ft 3 /s. Calcule a vazão em m 3 /s, bem como as velocidades médias nos tubos de 300 mm e 200 mm.

como as velocidades médias nos tubos de 300 mm e 200 mm. - Exercício 6 –

- Exercício 6 Um tubo de 0,3 m de diâmetro dividi-se em Y em dois ramos de 200 e 150 mm de diâmetro. Se a vazão na linha principal for igual a 0,3 m 3 /s e se a velocidade média no tubo de 200 mm for igual a 2,5 m/s. Pergunta-se:

a) Qual a velocidade na linha principal?

b) Qual a vazão no tubo de 200 mm?

c) Qual a vazão e a velocidade no tubo de 150 mm?

Dinâmica dos Fluidos

Exercício 7 Um depósito cilíndrico de diâmetro D = 0,3 m é drenado por um orifício no fundo. No instante em que a

profundidade da água é 0,6 m, a vazão média saindo do

tanque é de 4 kg/s. Determinar a taxa de variação do nível d’água e o tempo necessário para que o tanque esvazie-se.

Dinâmica dos Fluidos

Equações Diferenciais - Conservação da Massa

Através do volume de controle diferencial em coordenadas

retangulares da figura abaixo.

diferencial em coordenadas retangulares da figura abaixo. E o princípio de conservação da massa representado pela

E o princípio de conservação da massa representado pela seguinte equação.

retangulares da figura abaixo. E o princípio de conservação da massa representado pela seguinte equação. 24

24

Equações Diferenciais - Conservação da Massa Pode-se aplicar o balanço de massa em uma das direções

coordenadas. Toma-se, então, a direção “x” e aplica-se a

equação anterior,

   

z

u

y

t(x



x)

   

u

z

y t(x)

u(x



x)



u(x)

lim

 

x

 u

0

x

x

u(x



x)



u(x)

x

    

(

x

y

z

t)

Dinâmica dos Fluidos

Equações Diferenciais - Conservação da Massa

E por analogia nas outras direções, tem-se:

 v

y

e

 w

z

Resta agora, avaliar, a variação de massa no interior do volume de controle, também no tempo t. Neste caso, tem-se:

  

x

y

z(t

   

t)

x

y

  

(t

t)

(t)

lim



t

t

  

(t

t)

(t)



t

0

t

z(t)

    

(

x

y

z

t)

26

Equações Diferenciais - Conservação da Massa

E assim, somando-se todas as parcelas deduzidas, tem-se a

equação da conservação da massa ou da continuidade em coordenadas cartesianas,

 u

x

 v

y

 w

z



t

0

Exercício 8 O amortecedor pneumático da suspensão de um automóvel é

cheio de gás e comporta-se como um conjunto pistão-cilindro. No instante t

= 0, o pistão está a L = 0,15 m distante da extremidade fechada do cilindro e

a massa específica do gás é uniforme e igual a = 18 kg/m 3 . Repentinamente, o pistão começa a distanciar-se da extremidade fechada com velocidade V = 12 m/s. O movimento do gás é unidimensional e proporcional à distância dessa extremidade. A velocidade varia linearmente de 0 (zero) na extremidade a u = V no pistão. Determinar a expressão da massa específica em função do tempo e sua variação no instante t = 0.

u = V no pistão. Determinar a expressão da massa específica em função do tempo e

Da Equação da Conservação da Quantidade de Movimento 3D à Equação de Bernoulli 1D

u ux, y, z,t,

v vx, y,z,te w wx, y,z,t

- Direção X

Neste caso a segunda lei de Newton pode ser escrita da seguinte

maneira

dF

x

dm

du

dt

Onde, pela regra da cadeia, tem-se

du

u

x

dx

u

y

dy

u

z

dz

u

t

dt

(1)

29

A qual, derivada em relação a t, torna-se

du

dt

a

x

Sendo,

a

x

u

u

x

v

u

y

dm xyz

dF dF

dF

sx

x dF mx =xyzg

mx

w

u

z

u

t

(2)

(3)

(4)

(5)

Então, aplicando-se um balanço de forças de superfície no

cubo diferencial apresentado a seguir,

Da Equação da Conservação da Quantidade de Movimento 3D à Equação de Bernoulli 1D

da Quantidade de Movimento 3D à Equação de Bernoulli 1D dF s    

dF

s

xx

yx

zx

  

 

 

 

  

y

z

  

x

z

  

x

y

x

y

z

x

y

z

x

y

z

y

z

xx

  

x

z

y

yx

x

 

zx

(6)

Assim, substituindo (6) e (5) em (4) e depois (4), (3) e (2) em (1) e dividindo por xyz, tem-se

x



x



y

x

y

y

xx

xx

yx

yx

u

x

y

g

x

Fazendo x,y e z

0, tem-se

x  y   g x Fazendo  x,  y e  z 0,

 

yx

xx

zx

x

y

z

g

u

x

x

zx

z

 

z

zx

z

u

u

x

v

u

y

z

v

u

y

w

u

z

w

u

z

u

t

u

t

E reaplicando-se a metodologia apresentada para as direções y e z,

E reaplicando-se a metodologia apresentada para as direções y e z,

respectivamente, tem-se

respectivamente, tem-se

xy

x

xz

x

yy

y

zy

z

g

yz

y

zz

z

g

z

y

 

v

u

x

v

v

y

u

 

w

x

v

w

y

v

w

 

z

w

 

w

z

v

t

w

 

t

- -

Equações de Navier-Stokes para fluidos Newtonianos (Água e Ar)

Equações de Navier-Stokes para fluidos Newtonianos (Água e Ar)

 u

t

 v

t

u

u

u

x

v

x

v

v

u

y

v

y

w

w

 

u

z

 

v

z

g

g

x

y

p

x

p

y



222

u

y

2

u

u

x

2

2

v

2

x

z

2



2

v

2

v

y

2

z

2

 w

 

t

w

u

x

v

w

y

w

w

z

 

g

z

p

z



 

222

w

w

y

2

w

 

x

2

z

2

Dinâmica dos Fluidos

Da Equação da Conservação da Quantidade de Movimento

3D à Equação de Bernoulli 1D

- Equação de Euler Considerando-se nas equações de Navier-Stokes: fluido

incompressível e invíscido (=0), este último também chamado

de fluido ideal ou perfeito; e regime permanente, tem-se as

Equações de Euler, que aqui é apresentada somente na direção

x,

 

u

u

x

v

u

y

w

u

z

g

p

x

x

Dinâmica dos Fluidos

- Equação de Bernoulli

u

u

x

 

g

p

x

x

udu g dx dp

x

 g   p x  x  udu   g dx  dp
 g   p x  x  udu   g dx  dp

u

u

x

  

g

dp

x

x

x

dx

g dx dp udu

x

0

g x

x

2

p u 
p
u

2

cte

Tomando a coordenada vertical z, tem-se:

gz

p

2

v

2

cte ou

35

Dinâmica dos Fluidos

Da Equação da Conservação da Quantidade de Movimento 3D à

Equação de Bernoulli 1D

- Equação de Bernoulli

p

gz

2

v

2

cte

Válida para :

-Regime permanente;

-Escoamento de fluido incompressível;

-Escoamento invíscido; -Escoamento ao longo de uma linha de corrente. Tubos se aproximam bem disso. -Uma das principais aplicações da equação de Bernoulli é sobre dois pontos de uma linha de corrente

V

1

2

2

V

2

2

2

p

1

p

2

gz

1

gz

2

Dinâmica dos Fluidos

Equação de Bernoulli exercícios de aplicação

Exercício 9 Um tubo em U funciona como sifão. A curva deste tubo está a 1 m acima da superfície da água e a saída situa-se a 7 m abaixo da mesma superfície. Se o escoamento, em primeira aproximação, processa-se com atrito nulo, e o jato de saída é livre à pressão atmosférica, determinar a velocidade do jato livre e a pressão absoluta do fluido ao

escoar pela curva.

Dinâmica dos Fluidos Equação de Bernoulli exercícios de aplicação

Exercício 10 Água flui sob uma comporta instalada à entrada de um

canal de leito horizontal. Na face a montante, o nível d’água está a 1,5 ft de

altura e a velocidade é desprezível. Na seção contraída, sob a comporta, as linhas de corrente são retas e a profundidade d’água mede 2 in. A pressão

distribui-se hidrostaticamente e o escoamento pode ser considerado

uniforme em cada seção. O atrito é desprezível. Determinar a velocidade do escoamento a jusante da comporta e a vazão por unidade de largura.

atrito é desprezível. Determinar a velocidade do escoamento a jusante da comporta e a vazão por

Dinâmica dos Fluidos

Equação de Bernoulli exercícios de aplicação

Exercício 11 Um tubo de Pitot é utilizado para medir a velocidade do fluxo de ar (em CNTP) em uma tubulação. A

inserção do tubo é feita de modo que fique apontado para

montante, medindo, portanto, a pressão de estagnação. A pressão estática é medida na mesma seção de escoamento por meio de uma tomada na parede. Se a diferença dessas

pressões for de 30 mm de mercúrio, determinar a velocidade

do escoamento.

tomada na parede. Se a diferença dessas pressões for de 30 mm de mercúrio, determinar a
tomada na parede. Se a diferença dessas pressões for de 30 mm de mercúrio, determinar a

39

Dinâmica dos Fluidos Equação de Bernoulli exercícios de aplicação

Exercício 12 Em movimento permanente água escoa verticalmente por um tubo de 0,1 m de diâmetro e sai por

um bocal com 0,05 m de diâmetro descarregando na

atmosfera. A velocidade da corrente à saída do bocal deve ser de 20 m/s. Calcular a pressão manométrica necessária

na seção 1, supondo que os efeitos do atrito possam ser

desprezados.

Calcular a pressão manométrica necessária na seção 1, supondo que os efeitos do atrito possam ser

40

Unidade 4 Escoamento em Condutos

Forçados

Número de Reynolds Na década de 1880, Osborne Reynolds, engenheiro britânico, estudou a transição entre o escoamento laminar e o turbulento em um tubo. Ele descobriu a seguinte relação chamada de Número de Reynolds,

Re = VD/= VD/, sendo = /

onde:

Re número de Reynolds (-); - viscosidade dinâmica (N.s /m 2 ); - viscosidade cinemática (m 2 /s);

De maneira geral,

Re = VL/Sendo L, o comprimento característico descritivo do campo do escoamento. O número de Reynolds é a razão entre as forças de inércia e as forças viscosas.

Grandes números de Reynolds caracterizam escoamentos turbulentos. Pequenos números de Reynolds caracterizam escoamentos laminares. 41

Escoamentos em Condutos Forçados

Escoamento laminar é aquele em que o fluido escoa em lâminas ou camadas; não ocorre mistura macroscópica de camadas adjacentes de fluido.

Escoamento Turbulento é aquele em que as partículas do fluido têm

trajetórias irregulares, causando uma transferência de quantidade de movimento entre as camadas fluidas, fazendo com que estas desapareçam.

A diferença qualitativa entre os dois escoamentos supracitados, pode ser

observada através da experiência de Reynolds mostrada esquematicamente a seguir,

escoamentos supracitados, pode ser observada através da experiência de Reynolds mostrada esquematicamente a seguir, 42

Perda de Carga

Perda de carga em dutos circulares

Um fluido, ao escoar, transforma parte de sua energia em

calor. Essa energia não é mais recuperada na forma de

energia cinética e/ou potencial e, por isso, denomina-se perda de carga, expressa por unidade de massa de fluido

escoante (J/kg) ou por (m).

Cálculo da perda de carga

A perda de carga total, h t , é a soma das perdas de carga contínuas, h c , devidas ao atrito, mais as perdas de carga localizadas, h l , devidas a acessórios e mudanças de seção.

Perda de Carga Perdas de carga contínuas - Escoamento laminar

h

c

64 LV

2

Re 2 D

(J/kg)

ou

h

c

64 LV

2

Re 2 gD

(m)

- Escoamento Turbulento Equação Universal

h

c

f

LV

2

2D

(J/kg)

ou

h

f laminar

c

f

64

Re

LV

2

2 gD

(m)

Determinação do fator de atrito - Diagrama de Moody

• Determinação do fator de atrito - Diagrama de Moody 45

45

Perda de Carga Determinação do fator de atrito - Fórmula de Swamee e Jain

Perda de Carga • Determinação do fator de atrito - Fórmula de Swamee e Jain 46

Determinação do fator de atrito - Rugosidade dos materiais

• Determinação do fator de atrito - Rugosidade dos materiais 47

47

Determinação do fator de atrito - Rugosidade dos materiais

• Determinação do fator de atrito - Rugosidade dos materiais 48
• Determinação do fator de atrito - Rugosidade dos materiais 48

Perda de Carga

Determinação do fator de atrito

Natureza das paredes dos tubos

Analisando-se a natureza ou rugosidade das paredes dos tubos,

devem ser considerados:

a) O material empregado na fabricação dos tubos;

b) O processo de fabricação, rebitado ou soldado;

c) O estado e conservação das paredes dos tubos;

d) A existência de revestimentos especiais;

• Alterações na superfície interna do tubo
• Alterações na superfície interna do tubo
das paredes dos tubos; d) A existência de revestimentos especiais; • Alterações na superfície interna do

Perda de Carga

Determinação do fator de atrito

Influência do envelhecimento dos tubos

Com o decorrer do tempo e em consequência dos fatores já

apontados, a capacidade de transporte de água das tubulações de ferro fundido e aço (sem revestimentos especiais) vai diminuindo.

fundido e aço (sem revestimentos especiais) vai diminuindo. Os tubos não metálicos costumam apresentar capacidade

Os tubos não metálicos costumam apresentar capacidade constante ao longo do tempo, a menos que ocorra algum fenômeno de incrustação específica, o mesmo ocorrendo com os tubos de cobre.

Perda de Carga

Perdas de carga localizadas

Adicionalmente às perdas de carga contínuas, que ocorrem ao

longo das tubulações, têm-se perturbações localizadas,

denominadas perdas de carga localizadas, causadas por curvas, junções, válvulas, reduções, medidores, etc.

Nas instalações hidráulicas prediais, a perda de carga localizada é mais importante do que a perda de carga contínua, devido ao grande número de conexões e aparelhos, relativamente ao comprimento da tubulação. Entretanto, no caso de tubulações

muito longas, com vários quilômetros de extensão, como nas

adutoras, a perda carga localizada pode ser desprezada. As perdas de carga localizadas podem ser expressas por:

h l

K

V

2

2

(J/kg)

ou

h l

K

V

2

2 g

(m)

Perda de Carga Perdas de carga localizadas

O coeficiente K é dado para cada tipo de acidente. As

perdas localizadas podem também ser expressas por:

h l

f

L

e

V

2

2 D

(J/kg)

ou

h l

f

L

e

V

2

2 gD

(m)

Perdas de carga localizadas com valores de K e L e

• Perdas de carga localizadas com valores de K e L e 53

53

Perda de Carga

Perdas de carga localizadas com valores de K e L e

Perda de Carga • Perdas de carga localizadas com valores de K e L e 54

Perda de Carga

Perdas de carga localizadas com valores de K e L e

Perda de Carga • Perdas de carga localizadas com valores de K e L e 55

Perdas de carga localizadas com valores de K e L e

• Perdas de carga localizadas com valores de K e L e 56
• Perdas de carga localizadas com valores de K e L e 56

56

Perdas de carga localizadas com valores de K e L e

• Perdas de carga localizadas com valores de K e L e 57
• Perdas de carga localizadas com valores de K e L e 57

Perda de Carga

Cálculo da perda de carga em tubulações

Balanço de energia via equação de Bernoulli

P

1

2

V

1

2g

Z

1

 

P

2

2

V

2

2g

Z

2

h

t

Onde:

h t perda de carga total (m) - h t = h c + h l.

Caso 1 L, Q e D dados e P ?

Exercício 13 - Água flui de uma bomba através de um tubo

comercial de aço de 0,25 m de diâmetro, por uma distância de 5 km a partir da descarga de uma bomba, para um reservatório aberto à atmosfera. O nível da água no reservatório está a 7 m

acima da descarga da bomba e a velocidade média da água no

tubo é de 3 m/s. Calcular a pressão na descarga da bomba.

Perda de Carga Caso 2 P, Q e D dados e L ?. Exercício 14 Petróleo escoa através de um oleoduto de

ferro galvanizado numa vazão de 1,6 milhão de barris/dia

(1 barril = 42 galões). O diâmetro interno do duto é de 48 pol. A pressão máxima permissível é de 1200 lbf/pol 2 e a pressão mínima requerida é de 50 lbf/pol 2 . O petróleo cru tem = 930 Kg/m 3 e µ = 3,5 x 10 -4 N.s/m 2 . Determine a distância máxima até a próxima estação de

bombeamento. Considere: 1 galão = 3,8 L, 1 pol = 25,4 mm, 1 lbf/pol 2 = 6.895 Pa e 1 m 3 = 1000 L.

Perda de Carga

Caso 3 L, P e D dados e Q?.

Exercício 15 Calcular a vazão de água num conduto de ferro fundido, sendo dado D = 10 cm, = 0,7x10 -3 e sabendo-se que dois manômetros instalados a uma distância de 10 m indicam respectivamente, 0,15 Mpa e

0,145 Mpa.

e sabendo-se que dois manômetros instalados a uma distância de 10 m indicam respectivamente, 0,15 Mpa

Perda de Carga

Caso 4 P, L, Q dados e D?.

Exercício 16 Certa indústria nova requer a vazão

d’água de 5,7 m 3 /min. A pressão manométrica na tubulação principal, situada na rua, a 50 m da indústria, é de 800 kPa. A linha de suprimento exigirá a instalação de

4 cotovelos (Le/D = 120). A pressão manométrica exigida

na indústria é de 500 kPa. Determinar o menor diâmetro comercial dos tubos lisos e novos a serem instalados?

Perda de Carga

Fórmulas empíricas

Fórmula de Darcy

J = h c = KQ 2 (m/m)

Válida para tubos de ferro e aço, transportando água fria.

• Fórmula de Darcy J = h c = KQ 2 (m/m) Válida para tubos de

Perda de Carga Fórmula de Hazen-Williams

J

10,64Q

1,85

C

1,85

D

4,87

Onde,

J Perda de carga contínua (m/m);

C

Coeficiente de perda de carga (-);

Q

Vazão (m 3 /s);

D

Diâmetro (m).

Essa fórmula tem sido largamente empregada. Seus

limites de aplicação vão de diâmetros de 50 a 3 500 mm e velocidades de até 3 m/s, cobrindo, em geral, os casos

comumente encontrados no dia a dia.

Perda de Carga

Perda de Carga 64

Perda de Carga Fórmulas empíricas de cálculo

Exercício 17 A população de uma cidade é igual a 6

700 habitantes. A cidade já conta com um serviço de

abastecimento de água, localizando-se o manancial na encosta de uma serra. O diâmetro da linha adutora

existente é de 150 mm, sendo os tubos de ferro fundido

com bastante uso. A diferença de cotas entre o manancial e o reservatório de distribuição de água é igual

a 36 m e o comprimento da linha adutora é igual a 4 240

m. Verificar se a vazão atual do sistema é adequada para o abastecimento da cidade, admitindo um consumo

individual médio igual a 200 litros por habitante por dia e

que nos dias de maior calor a demanda é cerca de 25% maior que a média.

Unidade 5 Orifícios, Bocais e Vertedores

Orifícios

Escoamento em orifícios

Orifícios são perfurações, geralmente de forma geométrica definida, feitos abaixo da superfície livre do líquido em paredes de reservatórios, tanques, canais ou tubulações.

definida, feitos abaixo da superfície livre do líquido em paredes de reservatórios, tanques, canais ou tubulações.

Orifícios

Orifícios Torricelli

São considerados pequenos os orifícios cujas dimensões são muito

menores que as profundidades em que se encontram: dimensão vertical igual ou inferior a um terço da profundidade. Se o orifício for circular d h/3. - Paredes delgadas

pequenos

em

paredes

delgadas:

Teorema

de

Se o orifício for circular – d  h/3. - Paredes delgadas pequenos em paredes delgadas:

Orifícios Orifícios pequenos em paredes delgadas: Teorema de Torricelli Nesse caso, aplicando-se a equação de Bernoulli às seções 1 e 2 da primeira figura do slide anterior, tem-se,

v

t

2gh
2gh

Onde V t é a velocidade teórica calculada a partir do

teorema de Torricelli. Entretanto, esta velocidade não leva

em conta as perdas por atrito e na realidade,

V 2 = C v . V t

Orifícios Orifícios pequenos em paredes delgadas: Teorema de Torricelli

Onde

da

velocidade.

Seguindo as correções devido as perdas, o cálculo da

vazão dá-se por,

C v

= 0,985,

é

um coeficiente

de correção

Q

C

d

A

2gh
2gh

Sendo, h altura da superfície livre até o centro do orifício (m); A área do orifício (m 2 ); C d coeficiente de descarga (C d = 0,61).

Orifícios

Orifícios

delgadas Neste caso, a expressão de Torricelli pode, ainda ser aplicada, mas sendo que a altura h = (h 1 -h 2 ), conforme figura abaixo,

afogados

pequenos

em

paredes

ser aplicada, mas sendo que a altura h = (h 1 -h 2 ), conforme figura

Orifícios

Perda de carga em orifícios, adufas e comportas

Nesses casos, a perda de carga corresponde à diferença de energia cinética,

a perda de carga corresponde à diferença de energia cinética, http://www.saneamento10.hpg.ig.com.br/CompAduf.htm 71
a perda de carga corresponde à diferença de energia cinética, http://www.saneamento10.hpg.ig.com.br/CompAduf.htm 71

http://www.saneamento10.hpg.ig.com.br/CompAduf.htm

71

Orifícios

Escoamento com nível variável: cálculo do tempo de esvaziamento através de orifícios

Nos casos já considerados, a altura da superfície livre do líquido foi considerada

constante. Porém, a altura varia, devido ao escoamento pelo orifício. O problema que se apresenta na prática consiste em determinar o tempo necessário para o esvaziamento de um tanque ou recipiente. Sendo, A área do orifício (m 2 ); A R área da superfície do reservatório (m 2 ); O tempo de esvaziamento aproximado, t (s), é dado pela seguinte fórmula,

t

2A R h C A 2g d
2A
R
h
C A
2g
d

Exercício 18 Em uma estação de tratamento de água, existem dois decantadores de 5,50 x 16,50 e 3,50 m de profundidade. Para limpeza e reparos,

qualquer uma dessas unidades pode ser esvaziada por meio de uma comporta

quadrada de 0,30 m de lado, instalada junto ao fundo do decantador. A espessura da parede é de 0,25 m. Calcular a vazão inicial na comporta e determinar o tempo aproximado necessário para o esvaziamento do decantador.

Bocais

São constituídos por peças tubulares adaptadas aos orifícios, servindo para dirigir o jato e com perdas de carga menores que as dos orifícios. Análise dos bocais em parede espessa, segue a mesma linha dos orifícios. Os bocais costumam ser classificados em:

Cilíndricos Interiores ou reentrantes e Exteriores

E

Cônicos

Convergentes ou divergentes

E Cônicos – Convergentes ou divergentes • Velocidade, vazão e perda de carga nos bocais V

Velocidade, vazão e perda de carga nos bocais

V 2 = C v . V t

Q

C

d

A

2gh
2gh
ou divergentes • Velocidade, vazão e perda de carga nos bocais V 2 = C v

.

. 74

74

Vertedores

Definição e aplicações

Pode-se definir vertedores como simplesmente, orifícios sem a borda superior. São usados como medidores de

vazão em pequenos cursos d’água, condutos livres,

galerias e canais. E também, como estruturas que dão

vazão ao excesso de água em pequenas barragens.

livres, galerias e canais. E também, como estruturas que dão vazão ao excesso de água em

Vertedores

Terminologia

A borda horizontal denomina-se crista, ou soleira;

As bordas verticais denominam-se faces do vertedor;

A carga do vertedor, H, é a altura atingida pelas águas a

contar da soleira.

denominam-se faces do vertedor; A carga do vertedor, H, é a altura atingida pelas águas a

Classificação quanto a:

- Forma

a) Simples (retangulares, trapezoidais, triangulares, etc.);

b) Compostos (seções combinadas).

- Altura relativa da soleira

a) Completos ou livres (p>p’);

b) Incompletos ou afogados (p<p’).

- Natureza da parede

a) Delgada (chapas ou madeira chanfrada);

b) Espessa (e > 0,66H).

ou afogados (p<p’). - Natureza da parede a) Delgada (chapas ou madeira chanfrada); b) Espessa (e

Classificação quanto a:

- Largura relativa

a) sem contrações laterais (L = B);

b) contraídos (L < B).

Vertedor contraído é aquele cuja largura é menor que a do canal de acesso.

Vertedores

Contraídos e sem contrações

Vertedores • Contraídos e sem contrações 79
Vertedores • Contraídos e sem contrações 79

Vertedores

Vertedores contrações

Determinação da vazão

Retangulares

de

- Fórmula de Francis

Q = 1,838 LH 3/2

- Influência das contrações

paredes

delgadas

e

sem

Francis, após muitas experiências, concluiu que a largura é

reduzida pelas contrações e esta redução é proporcional a carga

H do vertedor. Assim,

Para uma contração, L’ = L 0,1H Para duas contrações, L’ = L 0,2H Logo, a fórmula de Francis para duas contrações torna-se, Q = 1,838 (L-0,2H)H 3/2

A fórmula anterior válida com as seguintes restrições H/p < 0,5 e

que H/L < 0,5.

80

Vertedores

Vertedor Triangular

Os vertedores triangulares são indicados para medidas de

pequenas vazões, pois possibilitam maior precisão.

de pequenas vazões, pois possibilitam maior precisão. Na prática, os mais utilizados são os isósceles a

Na prática, os mais utilizados são os isósceles a 90 o .

de pequenas vazões, pois possibilitam maior precisão. Na prática, os mais utilizados são os isósceles a

Vertedores

De parede Espessa retangulares sem contrações

Determinação da vazão

Q = 1,71LH 3/2

Vertedores • De parede Espessa retangulares sem contrações • Determinação da vazão Q = 1,71LH 3

Vertedores

Vertedores extravasores de barragens

No projeto desses vertedores, é privilegiada a forma que

dê passagem a vazão máxima, mais que também

impeça efeitos prejudiciais à estrutura, tais como o vácuo parcial, as pulsações da veia que podem provocar

vibrações, etc.

Determinação da vazão

Q = 2,2LH 3/2

parcial, as pulsações da veia que podem provocar vibrações, etc. • Determinação da vazão Q =

83

Vertedores

Importantes práticas para medidas de vazão com uso de vertedores

A lâmina de água deve ser livre;

A soleira deve ser bem talhada e ficar na posição horizontal;

Não deve ocorrer passagem de liquido pelas laterais do vertedor;

Deve ser instalado num trecho o mais retilíneo possível;

A carga H deve ser medida a montante (antes) do vertedor, a uma distância compreendida entre 5H e 10H, porém nunca inferior a

2,5H; sobre uma estaca nivelada com a soleira ou com o vértice do vertedor;

Não deve ocorrer represamento da água a jusante (depois do vertedor);

Não deve ocorrer turbilhonamento da água próximo ao ponto de medição.

84

Exercício 19 Está sendo projetado o serviço de abastecimento de água para uma pequena cidade de 5.600 habitantes. O volume médio de água por habitante é de 200 l/dia,

sendo 25% o aumento de consumo previsto para os dias

em que este é maior. Pensou-se em captar as águas de um igarapé que passava às proximidades da cidade e,

para isso, procurou-se determinar a sua vazão numa

época desfavorável do ano, tendo sido empregado um vertedor retangular com duas restrições, executado em madeira chanfrada e com 0,80 m de largura. A água

elevou-se a 0,12 m acima do nível da soleira. Verificar

se esse manancial é suficiente; adote um coeficiente de segurança igual a 3, pelo fato de se ter apenas uma

medida de vazão.

Unidade 6 Semelhança ou Similaridade

e Análise Dimensional

Similaridade

O uso e a confiança nos modelos têm crescido continuamente:

- O engenheiro aeronáutico obtém dados a partir de modelos testados em túneis de vento;

- O engenheiro naval testa modelos de navios em tanques;

- O engenheiro mecânico testa modelos de turbinas e bombas e prevê o desempenho das máquinas;

- O engenheiro civil trabalha com modelos de estruturas hidráulicas, rios,

estuários e até prédios.

A similaridade entre fenômenos de escoamentos existe não só entre um modelo e seu protótipo, como também entre diversos fenômenos desde que certas leis de semelhança sejam satisfeitas.

Existem três tipos básicos de similaridade, sendo que os três devem existir para que se tenha similaridade completa em fenômenos envolvendo fluidos.

- Similaridade geométrica;

- Similaridade cinemática;

- Similaridade dinâmica.

Para a solução de alguns problemas práticos em engenharia, o uso da

similaridade dinâmica é suficiente. Nesse caso, com base na história da mecânica

dos fluidos, existe um conjunto de números adimensionais usados na descrição da similaridade dinâmica. Estes números são os seguintes:

Similaridade

Na relação de semelhança, quando predominar a força da

gravidade, deve-se utilizar o Número de Froude.

Fr

V

lg
lg

Na relação de semelhança, quando predominarem as

forças de inércia e pressão, deve-se utilizar o Número de

Euler.

Eu

V

 2  P
2
P

Na relação de semelhança, quando predominarem as

forças de inércia e viscosidade, deve-se utilizar o Número

de Reynolds.

vl

Re

Similaridade

Na relação de semelhança, quando predominarem as forças de inércia e elasticidade, deve-se utilizar o Número de Cauchy.

Ca

v

2

E

Onde E é a elasticidade.

Na relação de semelhança, quando predominarem as forças de inércia e de tensão superficial, deve-se utilizar o Número de Weber.

We

lv

2

Onde sigma é a tensão superficial.

Similaridade

Problemas Ilustrativos

Exercício 20 Água a 0°C escoa numa tubulação horizontal de 75 mm de

diâmetro a uma velocidade média de 3 m/s. A queda de pressão através de 10 m

da tubulação é de 14,0 kPa. Calcule a velocidade de escoamento do querosene a 20°C através de uma tubulação geometricamente similar de 25 mm de diâmetro para que os escoamentos sejam dinamicamente similares. Qual a queda de pressão estimada através de uma distância de 3 m do tubo de diâmetro 25 mm.

Despreze o atrito.

Exercício 21 Um navio de 120 m de comprimento deve ser testado por meio de um modelo de 3 m de comprimento. Se o navio move-se a 56 km/h, calcule a velocidade com que o modelo deve mover-se para que haja similaridade dinâmica entre o modelo e o protótipo.

Exercício 22 Sobre um vertedor hidráulico liso, ocorre um transbordamento com vazão igual a 600 m 3 /s. Calcule a vazão necessária para se fazer um modelo quadrado desta estrutura na escala 1:15 afim de que haja similaridade dinâmica entre os dois, desprezando-se o efeito da viscosidade.

Análise Dimensional

Outra ferramenta útil na Mecânica dos Fluidos, que está

intimamente ligada ao princípio da similaridade, é a

chamada análise dimensional que é a análise

matemática das dimensões das grandezas físicas e das equações.

Os métodos da análise dimensional baseiam-se no princípio da homogeneidade dimensional, formulado por Fourier em 1822, segundo o qual toda equação que exprime um fenômeno físico deve ser dimensionalmente

homogênea, isto é, as dimensões em todos os membros

de uma equação devem ser as mesmas. Afim de ilustrar as etapas matemáticas num problema

dimensional simples, considere a equação familiar da

estática dos fluidos,

p =h

Análise Dimensional

Suponha que as dimensões de e h sejam conhecidas e as de p desconhecidas. As dimensões de p só podem ser uma combinação

de M, L, T, e esta combinação pode ser descoberta escrevendo-se

a equação dimensionalmente como,

(Dimensões de p) = (Dimensões de ) x (Dimensões de h) ou

M

a

b

L T c

M

2

L T

2

L

Onde a, b e c são incógnitas. Aplicando-se o princípio da homogeneidade dimensional, conclui-se que o expoente em cada

dimensão fundamental deve ser igual em ambos os membros da

equação, donde resulta a = 1,

b = -2 + 1

e

c = -2

Portanto, (Dimensões de p) =

ML

1

T

2

M

LT

2

92

Unidade 7 Introdução à Transferência de Calor e Massa

Transferência de Calor

Conceito

A transferência de calor (ou calor) é o trânsito de energia provocado

por uma diferença de temperatura.

Mecanismos

de calor (ou calor) é o trânsito de energia provocado por uma diferença de temperatura. •

Transferência de Calor

Equação geral da transferência de calor

q

"

cond

q

"

conv

q

"

rad

0

Sendo que cada um dos termos acima pode ser expresso através

de suas equações apresentadas a seguir.

Na condução do calor, a equação do fluxo de calor é conhecida

como lei de Fourier aplicada a uma parede plana unidimensional,

com distribuição de temperatura T(x), conforme a seguir:

Transferência de Calor

Condução

Transferência de Calor • Condução Sendo com O fluxo de calor é então, Ou finalmente, q

Sendo

com

O fluxo de calor é então,

Ou finalmente,

q

q

"

x

"

x

k

T

2

T

1

 

L

T

T

1

L

2



k

k

T

L

q

" dT

x 

k

dx

dT

dx

T

2

T

1

L

Onde k é a condutividade térmica do material (W/m.K). O fluxo de calor (W/m 2 ) é a taxa de transferência de calor por unidade de área. A taxa, no caso, de condução de calor, q x (W)

através de uma parede plana de área A (m 2 ), é então o produto do

fluxo de calor pela área,

"

x

A

q x

q

96

Transferência de Calor

Convecção

Ocorre entre um fluido em movimento e uma superfície limitante,

quando os dois estão em temperaturas diferentes.

limitante, quando os dois estão em temperaturas diferentes. A convecção pode ser classificada de acordo com

A convecção pode ser classificada de acordo com a natureza do escoamento em convecção forçada ou natural.

Transferência de Calor

Convecção

A convecção forçada existe quando o escoamento é gerado por

forças externas oriundas, por exemplo, de ventiladores, bombas ou

por ventos na atmosfera. A convecção natural (ou livre) dá-se quando o escoamento é provocado pelas forças do empuxo, que se originam das diferenças de densidade devidas às variações de temperatura no fluido.

pelas forças do empuxo, que se originam das diferenças de densidade devidas às variações de temperatura

Transferência de Calor

Convecção

Independente do tipo de convecção, a equação do fluxo de calor

devido a este mecanismo, possui a seguinte forma:

q” = h (T s - T)

ou

q” = h (T-T s )

onde:

q” – fluxo de calor convectivo (W/m 2 );

T s temperatura da superfície; T- temperatura do fluido; h coeficiente de convecção de calor (W/m 2 .K).

A expressão anterior resfriamento.

é conhecida

como

a

lei

de

Newton do

Transferência de Calor

Transferência de Calor 100

Transferência de Calor

Radiação

Ocorre pela transferência de calor entre superfícies sólidas, líquidas

e gasosas através de ondas eletromagnéticas associadas a

temperatura dos corpos. Enquanto a condução e convecção precisam de meio material para se transferirem, a radiação não. Na realidade a transferência por radiação ocorre com maior eficiência

no vácuo.

A determinação da taxa líquida na qual a radiação é trocada entre superfícies, é, em geral, bem complicada. Um caso particular, no

entanto, que ocorre frequentemente em casos práticos, envolve a

troca líquida de radiação entre uma pequena superfície e uma outra superfície maior, que envolve completamente a superfície menor (figura a seguir).

Transferência de Calor

Radiação

Transferência de Calor • Radiação Assim, o fluxo de calor por radiação entre a superfície e

Assim, o fluxo de calor por radiação entre a superfície e as suas

vizinhanças é expressa abaixo:

q " 

4

(T

s

4

T

viz

)

onde:

- emissividade da superfície (-); - constante de Stefan-Boltzman (= 5,67.10 -8 W/m.K 4 )

Transferência de Calor

Exercício 23

Os gases quentes da combustão, numa fornalha, estão separados da atmosfera ambiente e das vizinhanças, ambas a 25°C, por uma parede de

tijolos de 0,15 m de espessura. O tijolo tem

condutividade térmica de 1,2 W/m.K e emissividade superficial de 0,8. Nas condições de

regime permanente, a temperatura da superfície

externa é de 100°C. A convecção de calor para o ar adjacente é caracterizada por um coeficiente h =

20 W/m 2 .K. Qual é a temperatura da superfície interna do tijolo?

Transferência de Massa

É massa em trânsito como resultado da diferença de concentração de uma espécie em uma mistura.

Transferência de massa por difusão

Considere um recipiente em que duas espécies de gás à mesma temperatura e pressão encontram-se separadas por uma parede. Se a parede for removida, as espécies se difundirão em direções contrárias.

separadas por uma parede. Se a parede for removida, as espécies se difundirão em direções contrárias.

Composição de uma mistura Uma mistura consiste em dois ou mais constituintes químicos (espécies) e a quantidade de qualquer espécie i pode ser quantificada em função de sua massa específica, que neste caso representa, concentração mássica no volume da mistura i (kg/m 3 ) ou sua concentração molar C i (kmol/ m 3 ). A concentração mássica e a concentração molar são relacionadas pela massa molecular M i (kg/kmol) tal que:

ρ = M i C i

A massa específica da mistura é:

ρ =Σρ i

Analogamente, o número total de moles por unidade de volume da mistura é:

C = Σc i

Composição de uma mistura

A quantidade da espécie i em uma mistura, também pode ser quantificada em função de sua fração mássica:

m

i