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Universidade Federal do ABC Centro de Engenharias, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas ACUMULADORES DE ENERGIA

Universidade Federal do ABC Centro de Engenharias, Modelagem e Ciências Sociais Aplicadas

ACUMULADORES DE ENERGIA

CAPÍTULO 6b:

Armazenamento de energia elétrica em

baterias (Baterias de fluxo)

Prof. Dr. Federico Bernardino Morante Trigoso

SUMÁRIO

SUMÁRIO

1.

Dados históricos

2.

Baterias de fluxo

3.

Baterias de fluxo VS células a combustível

4.

Tipos de baterias de fluxo

5.

Detalhes estruturais das baterias de fluxo

6.

Baterias de fluxo redox

7.

Bateria redox de vanádio (VRB)

8.

Bateria de polissulfeto de brometo (PSB)

9.

Bateria redox de ferro-cromo (Fe-Cr)

10.Baterias de fluxo híbridas 11.Bateria de fluxo híbrida de zinco-bromo (ZnBr)

12.Exercício

DADOS HISTÓRICOS

DADOS HISTÓRICOS

Em 1933 o par redox de vanádio foi mencionado por primeira vez na França por P. A. Pissoort na patente 754 065-1933.

Em 1954 na Alemanha Walter Kango registrou uma patente sobre a célula de cloreto de titânio.

Na década de 1970 a NASA promoveu um programa de estudos relacionados com os pares redox Fe-Ti e Fe-Cr o qual foi encerrado em 1984.

Na década de 1980 no Japão o interesse pelo armazenamento eletroquímico aumentou como complemento às usinas hidrelétricas reversíveis. Nesse contexto

foram investigados os sistemas redox Fe-Cr em soluções de ácido clorídrico.

A idéia de utilização do vanádio foi revista em 1978 na Itália por A. Pelligri e P. M. Spaziante na patente GB Patent 2030349-1978, porém com pouco desenvolvimento.

A primeira demonstração com sucesso e desenvolvimento comercial das baterias de fluxo redox utilizando vanádio em cada metade da célula (VRB, bateria redox vanádio/vanádio) foi realizada na University of New South Wells (UNSW) da Austrália por Maria Skyllas-Kazacos e registrada na patente de 1986 AU Patent 575247-1986.

DADOS HISTÓRICOS

DADOS HISTÓRICOS

Nos anos posteriores a 1986 a nova tecnologia foi desenvolvida no Japão para obter vanádio como subproduto das refinarias de petróleo e da fuligem de combustíveis pesados. Posteriormente inclui-se a obtenção de titânio.

Por volta de 1989 a pesquisa e desenvolvimento de baterias de fluxo redox foi impulsionado tirando vantagem do conhecimento do par Fe-Cr.

Os primeiros testes de utilização real de sistemas com baterias de fluxo redox foram realizados entre 1996-2000 e as primeiras instalações comerciais começaram em

2001.

Nos últimos anos foi aumentando a atenção pelas possibilidades de utilização dos sistemas de armazenamento de energia elétrica baseados nas baterias de fluxo redox e mais produtores desta tecnologia surgiram em diferentes países.

ALGUMAS PLANTAS QUE UTILIZAM VRBs

ALGUMAS PLANTAS QUE UTILIZAM VRBs

1996: 200kW/800kWh instalada pela Mitsubishi Chemicals em Kashima-Kita Electric

Power, Japão (nivelamento de carga).

1996: 450kW/900kWh instalada pela Sumitomo Electric Industries (SEI) na subestação Tasumi em Kansai Electric, Japão (eliminação de picos).

2000: 200kW/1.6MWh instalada pela SEI em Kansai Electric, Japão (eliminação de

picos).

2001:170kW/1MW instalada pela SEI no parque eólica da Hokkaido Electric Power, Japão (estabilização de potência de turbinas eólicas).

2001: 1.5MW/1.5MWh instalada pela SEI em uma planta de fabricação de

semicondutores em Tottori Sanyo Electric, Japão (eliminação de picos e fornecimento de

energia emergencial).

2001: 250kW/500kWh instalada pela VRB Power em Stellenbosch University para ESKOM Power Corporation, África do Sul (eliminação de picos e UPS).

2001: 500kW/5MWh instalada pela SEI na Gwansei Gakuin University, Japão (eliminação de picos).

ALGUMAS PLANTAS QUE UTILIZAM VRBs

ALGUMAS PLANTAS QUE UTILIZAM VRBs

2001: 45kW/90kWh instalada pela SEI em CESI, Milan, Itália (para P&D na área de geração distribuída).

2003: 500kW/2MWh instalada pela SEI em uma fábrica de alta tecnologia no Japão, (UPS e eliminação de picos).

2003: 250kW/1MWh instalada pela Pinnacle VRB para a Hydro Tasmania no parque eólico Huxley Hill em King Island (armazenamento de energia eólica e substituição de óleo diesel).

2004: 250kW/2MWh instalado pela PacificCorp para VRB Power em Castle Valley, Moab, US-UT (suporte de tensão e ampliação de alimentador rural).

2005: 4MW/6MWh instalado pela SEI para a Electric Power Development Co, Ltd. Em Tomamae, Hokkaido, Japão (armazenamento de energia eólica e estabilização de potência eólica).

2010: 100kWh proporcionados por baterias de 18kW instalada pela Cellstrom GmbH

da Áustria em Vierakker, Holanda.

BATERIAS DE FLUXO

BATERIAS DE FLUXO

Uma bateria de fluxo é um dispositivo eletroquímico que converte a energia química de seus materiais eletroativos diretamente em energia elétrica através de reações químicas, de forma similar a uma bateria convencional ou uma célula a combustível.

Porém, os materiais eletroativos da bateria de fluxo são armazenados em sua maior parte externamente em eletrólitos que são introduzidos dentro o dispositivo somente durante sua operação.

As baterias de fluxo têm todos os reativos e produtos dos químicos eletroativos guardados no exterior do dispositivo de conversão de energia em dois tanques e produzem energia elétrica por meio de reações eletroquímicas reversíveis entre dois

eletrólitos.

A bateria de fluxo também é denominada célula a combustível regenerativa.

BATERIAS DE FLUXO

BATERIAS DE FLUXO
BATERIAS DE FLUXO Esquema de uma bateria de fluxo (Fonte: Chen et al ., 2009) •

Esquema de uma bateria de fluxo (Fonte: Chen et al., 2009)

Uma bateria de fluxo, é uma forma de

bateria na qual o eletrólito contém uma

ou mais espécies eletroativas

dissolvidas que fluem através de uma

célula de potência (reator) onde a energia química é convertida em energia elétrica.

Eletrólito adicional é armazenado

externamente, geralmente em tanques,

e é normalmente bombeado através da célula (ou células) do reator.

A reação é reversível, permitindo que

a bateria seja carregada, descarregada ou recarregada.

BATERIAS DE FLUXO

BATERIAS DE FLUXO

Uma membrana em estado sólido no interior de um recipiente separa dois eletrodos líquidos que podem armazenar grande quantidade de energia.

As baterias de fluxo têm várias vantagens:

Operam a temperatura ambiente, ao contrario das baterias de metal líquido, que devem ser aquecidas.

Para funcionamento em maior escala basta fazer eletrodos maiores ou

adicionar mais contêineres.

A capacidade de armazenamento das baterias de fluxo depende da quantidade de eletrólito utilizado e da potência da área ativa das células.

As baterias de fluxo podem liberar energia continuamente a uma alta taxa de descarga de até 10 h.

POTÊNCIA E ENERGIA NAS BATERIAS DE FLUXO

POTÊNCIA E ENERGIA NAS BATERIAS DE FLUXO

Uma grande vantagem dos sistemas de armazenamento em baterias de

fluxo é que a potência do sistema é independente da capacidade de armazenamento.

A potência das baterias de fluxo está determinada pelo tamanho dos eletrodos e do número de células da bateria, enquanto a capacidade de armazenamento está determinado pela concentração e a quantidade de eletrólito.

Devido aos eletrólitos estarem armazenados em tanques separados a

auto-descarga neste tipo de baterias é muito pequena.

POTÊNCIA E ENERGIA NAS BATERIAS DE FLUXO

POTÊNCIA E ENERGIA NAS BATERIAS DE FLUXO

Esquema de um motor de combustão interna com tanque de

armazenamento de combustível.

interna com tanque de armazenamento de combustível. • Em uma bateria de fluxo existe uma separação

Em uma bateria de fluxo existe uma separação entre potência e energia:

De forma similar a um carro onde a potência está delimitada pelo

tamanho do motor, na bateria de

fluxo a potência dependerá do tamanho da célula de conversão.

Em um carro a quantidade de

energia armazenada depende do

volume do tanque, similarmente em

uma bateria de fluxo isso também dependerá do volume dos tanques de armazenamento do eletrólito.

A separação entre os requerimentos de potência e energia torna possível projetar o sistema para obter máxima potência e aproveitamento ótimo das propriedades da célula sem a necessidade de maximizar a densidade de energia.

BATERIAS DE FLUXO VS CÉLULAS A COMBUSTÍVEL

BATERIAS DE FLUXO VS CÉLULAS A COMBUSTÍVEL

Em contraste com as células a combustível em que apenas os

produtos químicos eletroativos (por exemplo hidrogênio, metanol e

oxigênio) fluem através do reator, sendo que o eletrólito permanece em todo momento dentro do reator, nas baterias de fluxo o eletrólito é conduzido (geralmente a maior parte em termos de peso e volume) e flui através do reator.

As baterias de fluxo também se distinguem das células a combustível pelo fato das reações químicas envolvidas serem reversíveis, isto é, elas são geralmente baterias secundárias e podem ser recarregadas substituindo o material eletroativo.

TIPOS DE BATERIAS DE FLUXO

TIPOS DE BATERIAS DE FLUXO

Dependendo se todos os componentes eletroativos podem ser

dissolvidos no eletrólito, as baterias de fluxo podem ser divididas em duas classes:

Baterias de fluxo redox é um sistema em que todos os materiais

eletroativos estão dissolvidos em um eletrólito líquido, exemplo:

Baterias redox de vanádio (VRB)

Baterias de polissulfeto de brometo (PSB)

Baterias de ferro cromo (Fe-Cr)

Baterias de fluxo híbridas é um sistema em que um ou mais componentes eletroativos estão armazenados internamente, exemplo:

Baterias de zinco-bromo (ZnBr)

TIPOS DE BATERIAS DE FLUXO

TIPOS DE BATERIAS DE FLUXO

Tabela 1: Características de algumas baterias de fluxo (Fonte: Mahlia et al., 2014)

TIPOS DE BATERIAS DE FLUXO Tabela 1: Características de algumas baterias de fluxo (Fonte: Mahlia et

DETALHES ESTRUCTURAIS DAS BATERIAS DE FLUXO

DETALHES ESTRUCTURAIS DAS BATERIAS DE FLUXO
DETALHES ESTRUCTURAIS DAS BATERIAS DE FLUXO Diagrama de uma célula de baterias de fluxo com elementos

DETALHES ESTRUCTURAIS DAS BATERIAS DE FLUXO

DETALHES ESTRUCTURAIS DAS BATERIAS DE FLUXO
DETALHES ESTRUCTURAIS DAS BATERIAS DE FLUXO Montagem com 100 células constituindo uma bateria de fluxo com

DETALHES ESTRUCTURAIS DAS BATERIAS DE FLUXO

DETALHES ESTRUCTURAIS DAS BATERIAS DE FLUXO
DETALHES ESTRUCTURAIS DAS BATERIAS DE FLUXO Componentes de potência e energia (à esquerda) de um sistema

Componentes de potência e energia (à esquerda) de um sistema SEI VRB de 125V, 500A, 45kW e 90kWh. O conjunto (lado superior esquerdo) consiste de 100 células em série. Os dois tanques (à direita) são de 5 m 3 e armazenam 4000 litros de eletrólito (Fonte: Alotto et al., 2014).

DETALHES ESTRUCTURAIS DAS BATERIAS DE FLUXO

DETALHES ESTRUCTURAIS DAS BATERIAS DE FLUXO
DETALHES ESTRUCTURAIS DAS BATERIAS DE FLUXO Esquema de um projeto utilizando baterias rédox de vanádio (VRB)

Esquema de um projeto utilizando baterias rédox de vanádio (VRB) a ser implantado pela Fraunhofer-Gesselschaft da Alemanha utilizando 8 módulos de 250 kW, cada um com conjuntos de 100 células (980 V 252 A). A capacidade total de armazenamento projetada é de 20 MWh (2 kV, 1 kA, 2 MW) em uma área de 35 x 17 m (Fonte: Alotto et al., 2014).

BATERIAS DE FLUXO REDOX

BATERIAS DE FLUXO REDOX

BATERIAS DE FLUXO REDOX

BATERIAS DE FLUXO REDOX

Sistemas em que todos os materiais eletroativos estão dissolvidos em um eletrólito liquido são denominadas baterias de fluxo redox (por redução/oxidação).

Os eletrólitos que fluem através do cátodo e do ânodo freqüentemente são diferentes e são denominados anólito ou católito, respectivamente.

Entre os compartimentos do ânodo e do cátodo há uma membrana (ou separador) que de forma seletiva permite o transporte transversal de espécies não ativas(e. g. Hb, Cl-) para manter a neutralidade elétrica e o equilíbrio dos eletrólitos.

BATERIAS DE FLUXO REDOX

BATERIAS DE FLUXO REDOX
BATERIAS DE FLUXO REDOX • Uma bateria de fluxo redox é um tipo de bateria recarregável

Uma bateria de fluxo redox é um tipo de bateria recarregável que armazena energia elétrica tipicamente em pares redox solúveis guardados externamente em tanques de eletrólito dimensionados de acordo com os requerimentos desejados.

Os eletrólitos líquidos são bombeados

dos tanques de armazenamento para fluírem através dos eletrodos onde a energia química é convertida em energia elétrica (descarga) e vice-versa (carga).

Esquema de uma bateria redox de fluxo com eletrodos mostrados no modo descarga (Fonte:

Nguyen & Savinell, 2010).

BATERIAS DE FLUXO REDOX

BATERIAS DE FLUXO REDOX
BATERIAS DE FLUXO REDOX Curva de polarização de uma bateria de fluxo Redox na região de

Curva de polarização de uma bateria de fluxo

Redox na região de geração de energia

elétrica (primeiro quadrante) e região de carga (segundo quadrante invertido sobre o primeiro (Fonte: Alotto et al., 2014).

BATERIA REDOX DE VANÁDIO (VRB)

BATERIA REDOX DE VANÁDIO (VRB)

A bateria redox de vanádio é um tipo de bateria de fluxo recarregável que utiliza íons de vanádio em diferentes estados de oxidação para armazenar energia química potencial.

Esta bateria explora a capacidade do vanádio de existir em solução em quatro estados diferentes de oxidação, e utiliza esta propriedade para constituir uma bateria com apenas um elemento eletroativo, em vez de dois.

A tensão de célula deste tipo de bateria é de 1,4-1,6 V e a eficiência pode ser tão elevada quanto 85%.

As reações químicas de uma bateria de vanádio são:

Eletrodo positivo: V 4+ V 5+ + e -

Eletrodo negativo: V 3+ + e - V 2+

BATERIA REDOX DE VANÁDIO (VRB)

BATERIA REDOX DE VANÁDIO (VRB)

As baterias de fluxo VRB armazenam energia empregando pares redox de vanádio (íons):

V 2+ /V 3+

no

negativas

V 4+ /V 5+

no

positivas.

conjunto

de

células

conjunto

de

células

Estes pares redox são armazenados

em soluções leves de ácido sulfúrico

(eletrólitos).

em soluções leves de ácido sulfúrico (eletrólitos). Diagrama de uma bateria redox de fluxo ligada a

BATERIA REDOX DE VANÁDIO (VRB)

BATERIA REDOX DE VANÁDIO (VRB)

Durante os

carga/descarga, íons H + são trocados entre os dois tanques de eletrólito

através da membrana de polímero permeável a esses íons.

ciclos de

O metal vanádio é um subproduto abundante e barato da extração de petróleo.

Em Madagascar existe uma enorme

reserva deste metal.

• Em Madagascar existe uma enorme reserva deste metal. Estrutura de uma bateria redox de vanádio

Estrutura de uma bateria redox de vanádio

(Fonte: Holzman, 2007).

BATERIA REDOX DE VANÁDIO (VRB)

BATERIA REDOX DE VANÁDIO (VRB)

A

BATERIA REDOX DE VANÁDIO (VRB) • A Diagrama esquemático de um sistema de baterias de fluxo

Diagrama esquemático de um sistema de baterias de fluxo redox de vanádio (Fonte: Luo et al., 2015.

BATERIA REDOX DE VANÁDIO (VRB)

BATERIA REDOX DE VANÁDIO (VRB)
BATERIA REDOX DE VANÁDIO (VRB) Diagrama esquemático de um sistema de bateria de fluxo redox de

Diagrama esquemático de um sistema de bateria de fluxo redox de vanádio (Fonte: Yang et al., 2011)

BATERIA REDOX DE VANÁDIO (VRB)

BATERIA REDOX DE VANÁDIO (VRB)
BATERIA REDOX DE VANÁDIO (VRB) Montagem de uma bateria de fluxo redox de vanádio (Fonte: Yang

Montagem de uma bateria de fluxo redox de vanádio (Fonte: Yang et al., 2011)

1. Placa terminal

2. Coletor de corrente

3. Placa bipolar

4. Vedação

5. Eletrodo

6. Membrana

VANTAGENS DAS VRB

VANTAGENS DAS VRB

A principal vantagem das baterias redox de vanádio é que elas

podem oferecer capacidade quase ilimitada simplesmente utilizando

tanques de armazenamento cada vez maiores.

Por causa disso podem ser completamente descarregadas por longos períodos, sem efeitos nocivos.

Além disso, podem ser recarregadas simplesmente substituindo o

eletrólito se nenhuma fonte de energia está disponível para realizar

a carga.

Se o eletrólito é acidentalmente misturado, a bateria não sofre nenhum dano permanente.

Esta tecnologia de armazenamento de energia é particularmente

limpa, com alta disponibilidade de energia e um longo ciclo de vida.

DESVANTAGENS DAS VRB

DESVANTAGENS DAS VRB

A principal desvantagem das baterias redox de vanádio é uma

proporção relativamente baixa de energia em relação ao volume, e a complexidade do sistema em comparação com as baterias convencionais.

A sua densidade de energia é bastante reduzida, cerca de 40

Wh/kg, embora pesquisas recentes indicam que uma solução eletrolítica modificada produz uma melhoria de 70% na densidade de energia.

Os esforços de pesquisa estão focados na melhoria da eficiência, redução das perdas de auto-descarga e em conseguir menores custos das estruturas dos eletrodos.

SISTEMAS VRB INSTALADOS

SISTEMAS VRB INSTALADOS
SISTEMAS VRB INSTALADOS Tanques de armazenamento de eletrólito de uma bateria VRB (Fonte: Holzman, 2007).

Tanques de armazenamento de eletrólito de uma bateria VRB

(Fonte: Holzman, 2007).

SISTEMAS VRB INSTALADOS

SISTEMAS VRB INSTALADOS

Sistema de armazenamento de energia com VRBs de 600 kW/600kWh:

Prudent Energy instalado pela VRB-ESS em Gills Onions, Oxnard, Califórnia (Fonte: Akhil et al., 2013).

Onions, Oxnard, Califórnia (Fonte: Akhil et al ., 2013). • O sistema está constituído por módulos

O sistema está constituído por

módulos de 200 kW que

proporcionam um total de 6 horas de armazenamento de energia eletroquímica.

BATERIA REDOX DE POLISSULFETO DE BROMETO (PSB)

BATERIA REDOX DE POLISSULFETO DE BROMETO (PSB)
BATERIA REDOX DE POLISSULFETO DE BROMETO (PSB) Estrutura de uma bateria de fluxo PSB (a) tanque

Estrutura de uma bateria de fluxo PSB

(a)

tanque anôdico;

(b)

tanque catódico;

(c1, c2) bomba magnética; (d1, d2, d3, d4) entrada e saída do eletrólito; (e1, e2) placas de revestimento; (f1, f2, f3, f4, f5, f6) juntas;

(g1, g2) placa do eletrodo;

(h1, h2) estrutura de escoamento;

(i)

membrana de permuta de cátions;

(j)

eletrodo negativo;

(k) eletrodo positivo.

BATERIA REDOX DE POLISSULFETO DE BROMETO (PSB)

BATERIA REDOX DE POLISSULFETO DE BROMETO (PSB)

As baterias de fluxo PSB proporcionam uma reação eletroquímica reversível entre dois eletrólitos de solução salina (brometo de sódio e polissulfeto de sódio):

3NaBr + Na 2 S 4 ↔ 2Na 2 S 2 + NaBr 3

Eletrólitos PSB são transportados até as células onde são separados por uma membrana de polímero que só permite que atravessem íons de sódio positivos, produzindo cerca de 1,5 V através da membrana.

As células PSB são eletricamente ligadas em série e em paralelo para obter níveis de tensão e corrente adequados.

A eficiência desta bateria é de cerca de 75%.

Baterias PSB funcionam na temperatura ambiente.

BATERIA REDOX DE FERRO-CROMO (Fe-Cr)

BATERIA REDOX DE FERRO-CROMO (Fe-Cr)
BATERIA REDOX DE FERRO-CROMO (Fe-Cr) Principio de operação de um sistema de armazenamento de energia com

Principio de operação de um sistema de armazenamento de energia com baterias de fluxo de Fe-Cr (Fonte:

Akhil et al., 2013).

BATERIA REDOX DE FERRO-CROMO (Fe-Cr)

BATERIA REDOX DE FERRO-CROMO (Fe-Cr)

Típico sistema de baterias de

fluxo de Fe-Cr (Fonte: Akhil et al.,

2013).

BATERIA REDOX DE FERRO-CROMO (Fe-Cr) Típico sistema de baterias de fluxo de Fe-Cr (Fonte: Akhil et

BATERIA REDOX DE FERRO-CROMO (Fe-Cr)

BATERIA REDOX DE FERRO-CROMO (Fe-Cr)
BATERIA REDOX DE FERRO-CROMO (Fe-Cr) Conceito de um sistema de armazenamento de energia baseado em baterias

Conceito de um sistema de armazenamento de energia baseado em baterias de fluxo de Fe- Cr (Fonte: Akhil et al.,

2013).

BATERIAS DE FLUXO HÍBRIDAS

BATERIAS DE FLUXO HÍBRIDAS

BATERIA DE FLUXO HÍBRIDA DE ZINCO-BROMO (ZnBr)

BATERIA DE FLUXO HÍBRIDA DE ZINCO-BROMO (ZnBr)
BATERIA DE FLUXO HÍBRIDA DE ZINCO-BROMO (ZnBr) Estrutura de uma bateria de bromo-zinco (Fonte: Poullikkas, 2013)

Estrutura de uma bateria de bromo-zinco (Fonte: Poullikkas, 2013)

A bateria de zinco-bromo é um tipo híbrido de baterias de fluxo que

armazena energia em dois tanques.

Quando a bateria é carregada ou descarregada, as soluções (eletrólitos)

são bombeadas ao conjunto de células

do reator e voltam para os tanques.

Um tanque é utilizado para armazenar o eletrólito para as reações do eletrodo positivo e o outro para as do eletrodo negativo.

O eletrólito aquoso é composto predominantemente de sal de brometo de zinco dissolvido em água.

Cada conjunto de células de polietileno (HDPE) de alta densidade e totalmente

recicláveis tem até 60 eletrodos bipolares de plástico entre um par de ânodos e cátodos constituindo um bloco.

BATERIA DE FLUXO HÍBRIDA DE ZINCO-BROMO (ZnBr)

BATERIA DE FLUXO HÍBRIDA DE ZINCO-BROMO (ZnBr)

Durante a carga: zinco metálico é depositado a partir da solução do eletrólito

sobre as superfícies dos eletrodos negativos (feitos de um material compósito

carbono-plástico) no conjunto de células, constituindo um filme muito fino.

O brometo é convertido em bromo na superfície do eletrodo positivo no conjunto de células e é imediatamente armazenado de forma segura em uma

fase orgânica quimicamente complexa, no tanque de eletrólito.

Durante a descarga: Zn e Br se combinam formando brometo de zinco, gerando 1,8 V em cada célula.

Isso incrementará a densidade dos íons Zn 2+ e Br - em ambos tanques de eletrólito.

As reações químicas são:

Eletrodo positivo:

2Br - Br 2 (aq) + 2e -

Eletrodo negativo: Zn 2+ + 2e - Zn

CARACTERÍSTICAS DAS BATERIAS ZnBr

CARACTERÍSTICAS DAS BATERIAS ZnBr

a) Alta densidade de energia comparativamente às baterias de chumbo-ácido.

b) Eficiência por volta de 75%.

c) Profundidade de descarga diária de 100%.

d) Alta vida útil com mais de 2000 ciclos de carga e descarga a 100% de profundidade de descarga o qual pode ser controlado para aumentar a vida útil para mais de 3500 ciclos.

e) Não têm limitações de vida quando estão sem funcionar, portanto, as baterias de

zinco-bromo não são perecíveis nessas condições ao contrário das baterias de

chumbo-ácido e as de íons de lítio.

f) Capacidade de armazenamento em sistemas ​​de 10 kWh a 500 kWh.

g) Capacidade de armazenar energia proveniente de qualquer fonte de geração de eletricidade.

BATERIAS ZnBr

BATERIAS ZnBr

Sistema de armazenamento de energia com baterias ZnBr da RedFlow (Fonte: Akhil et al., 2013).

com baterias ZnBr da RedFlow (Fonte: Akhil et al ., 2013). • No contêiner de 6

No contêiner de 6 m estão alojadas baterias que totalizam 90 kW/180 kWh.

EXERCÍCIO

EXERCÍCIO

Uma célula redox de vanádio utiliza 05M VOSO 4 em 2M H 2 SO 4 e uma membrana de polietileno sulfonado, sendo a área do eletrodo de 90 cm 2 e a densidade da corrente de carga de 15 mA/cm 2 . Durante o processo de descarga foi utilizado um resistor de 1 e a densidade média da corrente de descarga foi de 6 mA/cm 2 . Nessas condições a célula foi polarizada havendo-se registrado os seguintes dados:

 

Descarga

Tempo (h)

Voltagem da célula (V)

0

1,30

0,5

1,28

1

1,25

2

1,20

3

1,15

4

1,00

5

0,90

5,5

0,80

6

0,70

6,5

0,25

7

0,15

 

Carga

Tempo (h)

Voltagem da célula (V)

0

1,40

0,25

1,70

0,50

1,75

1,00

1,80

1,50

1,83

2,00

1,90

2,50

2,15

2,75

2,40

2,80

2,65

a) Construir as curvas de carga e descarga da célula.

b) Qual a tensão de circuito aberto?

c) Explicar a influência nas curvas de carga e descarga das diferentes perdas de polarização da célula.

EXERCÍCIO

EXERCÍCIO

c) Explicar a influência nas curvas de carga e descarga das diferentes perdas de polarização da

célula.

As perdas de polarização da célula influem da seguinte forma:

A primeira parte das curvas é dominada pelas perdas de ativação do eletrodo

manifestadas em um sobre-potencial cinético principalmente durante a carga.

A parte média das curvas é dominada pelas perdas ôhmicas ou de condução iônica na membrana.

A parte final das curvas é influenciada pelas perdas nas reações com transporte de

massa na camada de difusão.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALOTTO, Piergiorgio; Massimo Guarnieri e Federico Moro. Redox flow batteries for

the storage of renewable energy: A review”. Renewable and Sustainable Energy Reviews, vol. 29, pp. 325-335, 2014.

PONCE DE LEÓN, C.; A. Frías-Ferrer; J. Gonzáles-García; D. A. Szánto e F. C. Walsh.

“Redox flow cells for energy conversion”. Journal of Power Sources, vol. 160, pp.

716-732, 2006.

WEBER, Adam Z.; Matthew M. Mench; Jeremy P. Meyers; Philip N. Ross; Jeffrey T. Gostick e Qinghua Liu. “Redox flow batteries: a review”. Journal of Applied Electrochemistry, vol. 41, pp. 1137-1164, 2011.

YANG, Zhenguo; Jianlu Zhang; Michael C. W. Kintner-Meyer; Xiaochuan Lu; Daiwon Choi e John P. Lemmon. “Electrochemical energy storage for green grid”. Chemical Reviews, vol. 111, pp. 3577-3613, 2011.