Você está na página 1de 45

LEIDIANE PEREIRA DE OLIVEIRA

UMA RELAÇÃO TÃO DELICADA:

A Participação da Família no Processo de Aprendizagem de Crianças do Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série e Classes de Alfabetização

BELÉM – PARÁ

UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA

2001

2

UMA RELAÇÃO TÃO DELICADA:

A Participação da Família no Processo de Aprendizagem de Crianças do Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série e Classes de Alfabetização

LEIDIANE PEREIRA DE OLIVEIRA

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso de Pedagogia do Centro de Ciências Humanas e Educação, da Universidade da Amazônia, como requisito parcial para obtenção do grau de Licenciatura Plena em Pedagogia e Habilitação em Orientação Educacional, orientado pelo Prof. Fernando Costa.

BELÉM – PARÁ

UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA

2001

3

UMA RELAÇÃO TÃO DELICADA:

A Participação da Família no Processo de Aprendizagem de Crianças do Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série e Classes de Alfabetização

LEIDIANE PEREIRA DE OLIVEIRA

Avaliado por:

Data:

/

/

BELÉM – PARÁ UNIVERSIDADE DA AMAZÔNIA

2001

4

“Se um dia, já homem feito e realizado, sentires que a terra cede a teus pés, que tuas obras desmoronaram, que não há ninguém a tua volta para te estender a mão, esquece a tua maturidade, passa pela tua mocidade, volta a tua infância e balbucia, entre lágrimas e esperanças as últimas palavras que sempre te restarão na alma”. Rui Barbosa

Aos meus pais, dedico o resultado de um esforço comum, consciente e honesto em prol da minha formação.

5

A Deus pela sua força que nos ampara e nos torna vitoriosos. Pela luz divina que iluminou meus caminhos para a conclusão de mais uma fase da minha vida.

Aos meus pais, pela convivência de um tempo tão nosso, que na infância e na minha mocidade me orientaram para o caminho do estudo, apoiando-me nos momentos mais difíceis da minha vida. Mãe, Pai, obrigada pelo carinho e dedicação que contribuiu para o meu êxito.

Àqueles que presenciaram e me apoiaram nessa jornada, com companheirismo e respeito a minha decisão de ser.

Ao professor Fernando Costa, que pela dedicação mostrou-me o caminho para mais essa concretização em minha vida. Pela sua dignidade como ser humano que incentivou essa jornada com humildade e sabedoria.

6

“Não se pode educar eficientemente se os pais e professores se desconhecem, se a educação escolar estiver isolada da educação familiar”.

Suenens

7

SUMÁRIO

INTRODUÇÃO

8

1.1. PROBLEMA

8

1.2. JUSTIFICATIVA

8

1.3. OBJETIVOS

8

1.4. REFERENCIAL TEÓRICO

9

METODOLOGIA

18

RESULTADOS

19

DISCUSSÃO

26

CONSIDERAÇÕES FINAIS

39

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

41

8

INTRODUÇÃO

Este trabalho de pesquisa, buscou analisar a participação da família no processo de aprendizagem de crianças do Ensino Fundamental de 1ª a 4ª série e classes de Alfabetização. Para isso, foi interessante saber como as famílias influenciaram no processo de aprendizagem dos filhos e como se dá a articulação escola-família.

1.1. PROBLEMA

Como pais de crianças do Ensino Fundamental de 1 ª a 4ª série e classes de Alfabetização concebem a importância do seu papel no processo de escolarização dos seus filhos?

1.2. JUSTIFICATIVA

Sabendo-se que a educação é um processo contínuo que se desenvolve no ambiente familiar e social, é importante fazer um estudo do contexto familiar na relação com o contexto escolar, como os primeiros contatos que o sujeito possui, voltando-se para como os pais vêem seu papel no processo de escolarização dos seus filhos?

A problemática em foco permite analisar a situação atual dos pais e suas dificuldades em acompanhar o processo escolar dos filhos, assim como a sua postura em relação a escola, que servirá de fonte de estudo para os profissionais da educação que pretendem construir uma relação de parceria com as famílias, já que a escola e família são de suma importância para a construção de uma aprendizagem significativa.

1.3. OBJETIVOS

GERAL:

! Refletir sobre a importância da participação dos pais no processo de escolarização dos seus filhos do (Ensino Fundamental de 1 ª a 4ª série e classes de Alfabetização).

9

ESPECÍFICO:

! Identificar as dificuldades vivenciadas pelos pais com relação ao acompanhamento do processo escolar dos seus filhos.

! Verificar se há uma preocupação dos pais na escolha da escola para seus filhos.

! Evidenciar quais são as finalidades existentes na relação escola- família.

! Identificar que práticas são realizadas pelos pais objetivando auxiliar o processo de aprendizagem de seus filhos.

! Evidenciar qual a importância atribuída pelos pais à escola como um instituição social voltada para a educação das novas gerações

1.4. REFERENCIAL TEÓRICO

O contexto educacional compreende diferentes práticas escolares tendo como principal objeto de estudo o aluno. É no aluno que as práticas escolares se realizam de forma positiva ou negativa. Mas independente do modo como se dão essas práticas, todas têm como finalidade promover o aprendizado do aluno. “A aprendizagem é influenciar o comportamento inicial do aluno por meio das experiências vividas na escola, na rua, na família”. (SEAGOE,1978, p. 6).

A relação contexto escolar é contexto familiar é fundamental para o processo de aprendizagem . É nos dois contextos que a família juntamente com a escola, tem o papel de desenvolver a sociabilidade, a afetividade e o bem estar físico dos indivíduos.

É no ambiente familiar e escolar que o sujeito se prepara de acordo os padrões culturais e sócio-históricos pré-definidos para atuar na sociedade. Nesse sentido, é interessante realizar um estudo sobre as influencias da família no processo de aprendizagem e sobre como se dá ou não o processo de articulação escola e família, já que a família e a escola constituem-se como referenciais fundamentais para a formação do educando e é nessa articulação que a educação

10

acontece de forma insubstituível. É necessário que haja a aproximação desses dois

contextos a partir de uma ação coletiva, que complete a ação , já que tanto o

contexto familiar quanto o contexto escolar apresentam aspectos positivos e

negativos.

LIBÂNEO ressalta (2000):

Educação é o conjunto de ações, processos, Influências, estruturas que intervêm no desenvolvimento humano de indivíduos e grupo na relação ativa com o ambiente natural e social, num determinado contexto de relações entre grupos e classes sociais (p. 22).

Segundo essa concepção de educação, é importante se fazer uma análise do

contexto familiar, voltando-se para o que pensam pais sobre seu papel no processo

de escolarização dos seus filhos, pois não há como articular família-escola sem

entender o que eles pensam e sem tentar sensibiliza-los da sua importância no

aprendizado dos seus filhos.

A participação efetiva dos pais no processo de aprendizagem facilita a prática

pedagógica dos professores. Isso evidencia a responsabilidade que a escola tem

em incentivar e apoiar sem articulação família-escola. As duas instituições são

responsáveis pela inserção do sujeito no contexto social, devendo torná-lo capaz de

alcançar o conhecimento com autonomia e acompanhar as mudanças sociais,

tecnológicas e econômicas. “Ensinar é propiciar situação que permitam ao

educando modificar o seu comportamento de determinado modo” (SEAGOE, 1978,

p. 07).

A família, especialmente os pais, ocupa um importante papel na mudança do

comportamento de seus filhos. Ela intervém no desenvolvimento humano do

indivíduo, na relação com o meio natural e social. Desse modo, a postura dos pais,

sua contribuição, suas ações e principalmente sua concepção sobre o papel,

servem de objeto de investigação para essa pesquisa., que servirá de fonte de

11

estudo para os profissionais da educação, no sentido de se repensar mais

profundamente a respeito da temática em foco.

A família como toda instituição social, apesar dos conflitos é a única que

engloba o indivíduo em toda a sua história de vida pessoal (PRADO, 1981, p. 09), É

nela que a criança adquiri suas primeiras experiências educativas, sociais e

históricas que a criança aprende a se adaptar às diferentes circunstâncias, a

flexibilizar e a negociar, independente das normas educacionais que são impostas

aos familiares, através da escola, da ideologia vigente de cada sociedade etc.

No ambiente familiar, modo de ser do sujeito pode ser aprendido por meio de

imitações, de significados atribuídos às determinadas situações que se dão na

convivência via discurso das pessoas da família ou via comportamentos. É na

família, que a criança aprende a se relacionar com outro, que aprende mitos,

crenças e valores que traçam seu perfil como pessoa.

Segundo PRADO (1981):

“A família influencia positivamente quando transmite afetividade, apoio e solidariedade e negativamente quando impõe normas através de leis , dos usos e dos costumes” (p.13).

Contudo, a família tem maior responsabilidade na educação dos indivíduos,

por estar em constante contato em sua casa fase de formação e desenvolvimento.

Dessa forma, a substituição da família por outra instituição pode provocar

uma insegurança emocional na criança, prejudicando seu ajustamento social. A

participação da família é fundamental no processo educativo da criança, quando há

satisfação das necessidades emocionais e sociais dos filhos.

SZYMANSKI diz (2001):

“Uma instituição não substitui uma família mas com atendimento adequado, pode dar condições para a criança e o adolescente desenvolverem uma vida saudável no futuro”. (p. 53).

12

Dependendo das condições do meio e das relações existentes entre criança

e os colegas e membros da instituição, substituir a responsabilidade dos pais para a

escola pode ajudar o desenvolvimento pessoal da criança do que na convivência

com uma família mal estruturada. Mas sem dúvida, essa substituição priva a criança

de experiências de relacionamento afetivo familiar que são essenciais para

construção da identidade. Assim, a família que transfere suas responsabilidades

para outros, como para o professor, que já tem conhecimentos sobre o

funcionamento do sistema escolar e acaba por valorizar e aceitar a ajuda do aluno,

não contribui para a escolarização dos filhos.

O ideal é que se desenvolva um trabalho envolvendo a escola e família,

numa relação recíproca, pois as influências dos dois meios são importantes para a

formação de sujeitos.

“É na família que o indivíduo irá buscar energia, sustentação para enfrentar

situações difíceis de serem vivenciadas”. (PORTES, 2000, p.70). Nesse sentido, a

família deve realizar um trabalho no interior do lar para que o filho supere as

diversas situações difíceis como a ausência dos pais , as dificuldades financeiras e

outros, levando o filho a dar continuidade aos estudos, pois a formação adquirida

no interior da família, a imagem de pais sérios, honestos e trabalhadores favorecem

no desempenho escolar dos filhos e nos seus comportamentos escolares.

“A família não é um simples fenômeno natural. Ela é uma instituição social variando através da história e apresenta até formas e finalidades diversas numa mesma época e lugar, conforme o grupo social que esteja” (PRADO, 1981, p. 12).

Sabe-se que na atualidade, a família assume uma função social voltada para

atender as exigências do mercado de trabalho, pois a política vigente, globalizada,

direciona a ação da família e da escola, porém mesmo com essa denominação os

pais ainda ocupam grande parcela de poder de decisão sobre filhos menores.

Segundo PRADO (1981) “A família, é a instituição mais sólida desde os

princípios da era cristã” (p. 64). É nela que a criança mantém os contatos mais

13

íntimos, já que é o primeiro grupo social a que ela pertence, devendo a família

juntamente com a escola, desenvolver o processo educacional.

A família e a escola são os primeiros ‘espelhos’ da criança, onde aprende a

se ver, a descobrir seu lugar no mundo, aprende o que o homem e o que é a

mulher, suas diferenças e como deve se expressar

“É preciso distinguir as expectativas sociais em relação á família, como também aquelas que ela própria preencha em relação aos elementos mais indefesos da sociedade: criança e deficientes em todas as idades”. (PRADO, 1091, p.35)

Desse modo, dependendo das expectativas sociais, a família recebe apoio

de outras instituições sociais e assume inúmeras funções como: a função de

identificação, de socialização, de transmissora de hábitos e atitudes, de

conhecimento e atitudes necessárias para a participação na sociedade. A família

assume função diferente da escola, tem que dar acolhimento a seus filhos num

ambiente estável e de respeito mútuo.

As famílias ocupam papel importante na vida escolar dos filhos, e este não

pode ser desconsiderado, pois consciente e intencionalmente ou não, influenciam

no comportamento escolar dos filhos. Muitas, infelizmente influenciam

negativamente, seja por questões econômicas, pessoais, de relacionamento, de

amadurecimento dos pais ou separação.

LAHIRE apud ZAGO (2000, p. 21) afirma que,

“(

comportamentais, cognitivos e de avaliação através de formas que assumem as relações de interdependência com as pessoas que a cercam com mais freqüência e com mais tempo, ou seja, os

membros da família. (

Suas ações são reações que

a criança constitui seus esquemas

)

)

‘se apóiam’ relacionalmente nas ações dos adultos

que, sem sabê-lo, desenham, traçam espaços de comportamento e de representações possíveis para ela”.

14

Por outro lado, os comportamentos escolares não se reduzem às influências

do ambiente familiar, o aluno participa nas interações sociais seja no bairro, na

escola ou na família entre outros, devendo haver uma articulação da realidade

cultural e sócio-econômica do sujeito com a realidade sociocultural mais ampla. Pois

se a aprendizagem no sentido amplo ocorre durante toda a vida da criança,

independente do ambiente em que se encontra, o aprender abrange aspecto de

nossa vida afetiva e valores culturais. Nesse sentido, deve a família participar

efetivamente desse processo de aprendizagem, com o intuito de facilitar a prática

escolar.

Segundo ZAGO (2000): “(

)

A escolaridade não obedece ao tempo normal

de entrada e permanência até a fiscalização de um ciclo, mas se define no tempo

‘do possível’ ”. (p.125).

Sabe-se que os processos de escolarização de alunos no Ensino

Fundamental há interrupção por diferentes motivos, um deles são os constantes

descompassas da realidade de vida do aluno com as normas da instituição de

ensino, outro é a instabilidade e a precariedade de condições de vida; a

necessidade do trabalho infantil diversificado; a separação dos pais e outros

acontecimentos familiares que levam a interrupção dos estudos.

“As interrupções aumentam a distância entre a idade cronológica e a idade escolar, e quando maior a diferença, mais improvável se torna a conclusão de um ciclo completo de ensino”. (ZAGO, 2000 p.27)

Geralmente, em caso de retomadas aos estudos, são feitas após o período

do ensino obrigatório através do ensino noturno ou outros modos de ensino mais

rápido, deve haver uma conciliação entre estudo e trabalho, sendo difícil essa

retomada para os jovens pela falta de disponibilidade para os estudos pelo cansaço,

pelo freqüentes ausências às aulas, e pelas dificuldades em certas disciplinas etc.

15

“Nas camadas populares, a relação com a escola é heterogêneas com freqüência contraditória, ou seja, a pesar do discurso marcadamente pró-escola, não assimilam subjetivamente, como uma disposição real para os estudos, adotando comportamentos que podem ser caracterizados de contra cultura escolar”. (ZAGO, 2000 p.30-31)

Considera-se que a família na relação com a escola participa da construção

do sucesso escolar de diferentes maneiras. Suas ações podem contribuir ou não

para a permanência duradoura do filho na escola. Alguns pais apresentam uma

postura contrária à escola, não estimulando a escolarização dos seus filhos. Outros,

expectativa de satisfazerem seus desejos de estudar não alcançados e de superar

a condição social em que vivem, transmitem conselhos, valores e costumes

familiares em relação aos estudos, que nem sempre são aprendidos pelos filhos

que em alguns casos, acabam apresentando comportamento de resistência à

escola.

Por outro lado, existem conflitos entre família e escola devido as diferenças

de classes sociais, valores, crenças, hábitos de se interar e de se comunicar. Isto é,

a família, muitas vezes tem modelos de comportamento e de pensar diferente da

escola do seu filho, sendo necessário que os pais se preocupem em escolher a

escola para seus filhos de modo que se assemelhe ao seu próprio modelo.

Deste modo, só numa relação de parceria entre família e escola,

independente da classe social, que se consegue uma participação dos pais. A

escola como promovedora dessa participação, precisa antes de tudo, conhecer um

pouco das famílias, observando seus comportamentos e atitudes, e através da

compreensão e do respeito procurar estratégias adequadas às necessidades da

família, sem desvaloriza-la pela sua classe social.

Como ressalta SZYMANSKI (2001): “‘família desestruturada’ não quer dizer

mais do que uma família que se estrutura de forma diferente do modo da família

nuclear burguês” (p.68).

16

Sabe-se que muitas famílias trabalhadoras não têm condições de

acompanhar o processo de aprendizagem dos filhos. Aí está o papel da escola em

abrir as portas oportunizando possibilidades das famílias estar presente no

processo educativo.

A família, como instituição, tem o papel de reprodução social, no contexto

econômico, cultural, social em que se insere, transmitindo herança cultural de

geração a geração.

ROMANELLI (2000) coloca:

“O capital cultural transmitido pela mãe constitui elemento significativo no processo de reprodução social da família que tem, na escolarização dos seus filhos. Um recurso importante para promover relativa mobilidade social deles e, indiretamente, da própria unidade doméstica”. (p.120)

Na relação mãe/filhos, essa transmissão se dá de forma mais efetiva, através

do diálogo e não da imposição. Contudo não deve-se desconsiderar a importância

do pai no processo de escolarização, pois há uma relação de afeto, mesmo que

seja de modo diferente, procuram orientar seus filhos para que não cometam os

mesmos erros que cometeram, acabando por impor sua decisão aos filhos.

O filho-aluno por sua vez, desempenha um papel importante e ativo na

construção do seu sucesso escolar. Assim também a escola com seu

funcionamento, suas propostas curriculares , seus procedimentos metodológicos,

seus critérios de avaliações pedagógicas interpessoais, familiares, comunitários ou

escolares contribuem ou não para a formação do aluno, interferindo no processo de

escolarização dos indivíduos.

De acordo com LIBÂNEO (2000). “A pedagogia familiar não deve estar

desarticulada da pedagogia escolar” (p.85). As ações educativas sejam na escola,

na família ou em outro ambiente não acontecem isoladamente, uma influencia a

outra implícita ou explicitamente e se procederem de forma desarticulada pode levar

17

ao fracasso escolar do aluno, principalmente quando este pertence a uma classe economicamente baixa, tendo uma educação familiar diferente da educação escolar.

Segundo BRANDÃO (1982): “Não há uma forma única nem um modelo de

e o ensino escolar não é a sua única prática e o professor não é o

educação (

seu único praticante” (p.9).

),

A educação existe de várias formas, e é praticada em diferentes situações que se não forem bem definidas objetivamente torna-se sem valor.

Ela se dá através das experiências de vida em diferentes situações de trocas entre as pessoas, envolve trocas de símbolos, bens , poderes e crenças. Nesse sentido, percebe-se que o ensino formal não é suficiente, a escola tem que considerar as formas livres, familiares e comunitárias de educação, pois as diferentes práticas educativas influenciam no desenvolvimento das crianças.

Para finalizar, este trabalho tem como propósito investigar a percepção dos pais sobre o processo de escolarização dos seus filhos; identificar as dificuldades vivenciadas pelos pais com relação ao processo de escolarização de seus filhos, evidenciar a preocupação que eles têm em escolher a escola para os filhos; verificar os obstáculos existentes na relação escola-família; identificar que práticas são realizadas pelos pais no processo de aprendizagem dos filhos e evidenciar a importância que pais atribuem à escola como uma instituição social voltada para a educação das novas gerações.

18

II. METODOLOGIA

Participantes: Os participantes da pesquisa foram 29 pais - estudantes universitários (ou responsáveis) por crianças que estavam no Ensino Fundamental de 1ª a 4ª e classes de alfabetização de escolas públicas ou particulares da cidade de Belém, sendo 6% do sexo masculino e 93% do sexo feminino, situado na faixa etária entre 20 e 50 anos, sendo 24 pais de Pedagogia e 5 de Psicologia.

Local da realização: O trabalho foi realizado nas salas de aula de uma instituição do Ensino Superior, especialmente do curso de Pedagogia e Psicologia.

Técnicas e Instrumentos: Foram utilizados questionários com quesitos fechados e semi- abertos (em anexo).

Procedimentos:

1ª etapa: A pesquisadora de pose de um ofício se apresentou nas salas de aulas dos cursos de pedagogia e psicologia como estudante pesquisadora do 4º ano de Pedagogia - Orientação Educacional, da Universidade da Amazônia.

2ª etapa: A pesquisadora solicitou aos coordenadores dos cursos a permissão para a realização da pesquisa com os estudantes universitários que já possuem filhos de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental e classes de alfabetização.

3ª etapa: A pesquisadora realizou visitas às salas de aula, dos cursos de Pedagogia e Psicologia para a aplicação dos questionários. Durante as visitas, a pesquisadora esclarecerá os objetivos e a problemática da presente pesquisa, combinando o dia, horário e local.

4ª etapa: A pesquisadora aplicou o questionário dos discentes que se dispuseram a participar espontaneamente do estudo, garantindo um tratamento ético das informações coletadas, suprimindo quaisquer evidências que possam identificar os (as) participantes.

19

Resultados

Tabela nº 01: Referente ao curso dos (as) participantes.

 

Cursos

Participantes

%

Pedagogia

24

82,8

Psicologia

05

17,2

Total

 

29

100

Tabela nº 02: Referente ao sexo dos (as) participantes.

 
 

Sexo

Participantes

%

Masculino

02

6,9

Feminino

27

93,1

Total

 

29

100

Tabela nº 03: Referente à idade dos (as) participantes.

 
 

Idade

Participantes

%

20

à 25 anos

02

6,9

26

à 30

07

24,1

31

à 35

11

38

36

à

40

04

13,8

41

à 50

03

10,3

Não identificado

02

6,9

Total

 

29

100

20

Tabela nº 04: Referente ao número de filhos em classes de alfabetização e 1 ª à 4 ª

série do Ensino Fundamental.

Cursos

Número de filhos

%

Pedagogia

25

75,8

Psicologia

8

24,2

Total

33

100

Tabela nº 05: Referente à pergunta. Você considera importante a integração entre

escola e família no processo de ensino-aprendizagem?

As respostas dos participantes foram unânimes em considerar que é

importante a integração escola e família no processo de ensino-aprendizagem dos

seus filhos, equivalendo a 100% .

 

Formas de Considerar

 

Participantes

%

Ambos

são

responsáveis

pela

ação

e

reação

do

01

4,5

indivíduo.

Facilita o processo ensino-aprendizagem de forma significativa e eficaz.

07

32

A escola é uma extensão da família quanto à construção de valores morais, intelectuais e sociais. Ela complementa a ação da família

04

18,2

A família, o primeiro espaço de aprendizagem, devendo

01

4,5

a escola valorizar o aprendizado que a criança adquiri

nela.

Para um melhor entendimento e acompanhamento do desenvolvimento da personalidade da criança.

01

4,5

A

família é o apoio no ensino aprendizagem.

 

01

4,5

Para facilitar e discutir de forma coletiva o melhor caminho para o aprendizado em benefício da criança.

03

13,6

Para ajudar no desenvolvimento global da criança e na sua formação.

02

9,2

É preciso haver uma integração completa e verdadeira.

01

4,5

A família deve acompanhar de perto o rendimento do

01

4,5

filho, sem estar desvinculada das outras, etapas da educação dos filhos

Total

22

100

21

Tabela

n.º

06:

Referente

à

pergunta:

Você

comparece

às

reuniões

ao

ser

convocado?

 

Alternativas

 

Participantes

   

%

 

Sim

 

26

 

89,7

Não

 

03

 

10,3

Total

 

29

 

100

Justificativas

Quantidade

%

É uma forma de acompanhar o desenvolvimento da criança.

02

10

Para estar ciente de todos os acontecimentos, existentes no contexto escolar que o nosso filho está inserido. Acompanhando seu desempenho, progressos, comportamento, dificuldades e aprendizado.

10

50

Para estar em contato freqüente com as decisões tomadas e dar sugestões.

01

5

Para conhecer o local em que o filho está sendo preparado com os conhecimentos sistematizados.

01

5

Deve ser questionadas a hora, o local, o tempo da reunião.

01

5

Não, porque moramos juntos, devido os horários marcados, tempo limitado.

03

15

As reuniões são esclarecedoras e importantes para a socialização com a escola.

01

5

Para que os objetivos sejam alcançados

01

5

Total

20

100

Tabela n.º 07: Referente à pergunta: A escola sozinha, dá conta de promover a

formação global do (a) seu filho (a)?

As respostas dos participantes foram 100% em considerar que a escola

sozinha, não dá conta de promover a formação global da criança.

22

 

Justificativas

 

Quantidade

%

A

família tem papel importante no desenvolvimento

02

9,0

da

criança e na formação de valores.

 

A

socialização do nosso filho é fundamental para a

02

9,1

formação, envolve todos os ambientes freqüentados por ele para melhorar o processo de construção de

conhecimentos.

 

A

família é a base da educação da

criança e a

03

13,6

escola educa de forma sistematizada, formaliza o conhecimento e orienta para a vida em sociedade.

É

preciso a família iniciar e acompanhar o processo

01

4,5

de

formação do aluno.

 

O

desenvolvimento do indivíduo não

depende só

1

4,5

da escola e sim da relação existente no meio que

está inserido.

 

A escola é uma extensão da família.

 

1

4,5

A família tem que

ter sua parcela de contribuição,

7

31,8

uma auxilia a outra devendo haver coesão entre as

duas.

 

A

família é essencial e a primeira responsável pela

3

13,6

formação da criança, a escola passa pouco tempo

com a criança.

 

A

educação da criança inicia-se em casa, partindo

 

1 4,5

para a igreja, para a convivência com os amigos e

para escola.

 

Sim,

apesar

de

muitos

serem

conduzidos

pela

 

1 4,5

escola.

 

Total

 

22

100%

23

Tabela n.º 08: Referente à pergunta: Na prática, quais as estratégias que a escola

do (a) seu (a) filho (a) utiliza para articular-se à família?

 

Alternativas

 

Participante

Quantidade

Reuniões

bimestrais

ou

semestrais

e

26

57

programações festivas

 

Contato pelos pais através de correios

 

01

2,2

Visitas às exposições e trabalhos escolares dos alunos nas escolas

12

27

Reunião mensal

 

01

2,2

Escola de pais realizadas mensalmente

 

02

4,4

Visitas as residências dos alunos

 

01

2,2

Aviso e recado na agenda dos alunos

 

01

2,2

Chamar os pais quando há necessidade de diálogo sobre a criança

 

01

2,2

Total

45

100

Tabela n º 09: Referente à pergunta: Como você avalia as reuniões que ocorrem

nas escolas dos seus filhos.

 

Alternativas

 

Participantes

Quantidade

Um momento de orientação aos pais de como contribuir no processo de aprendizagem dos seus filhos.

22

66,7

Uma ação repetitiva da escola

 

03

9,1

Um

momento

para

tratar

de

assuntos

04

12,1

burocráticos

 

Não tenho opinião formada

 

02

6,1

Orientações aos pais em épocas festivas e a contribuição no processo de aprendizagem

01

3,0

Um momento em que os pais são ouvidos

01

3,0

Total

33

100

24

Tabela

nº 10: Referente à pergunta: Na sua opinião, qual a função social da

escola?

 

Alternativas

Participantes

Quantidade

Propiciar

oportunidades

de

01

3,4

aprendizagem sistemática

Contribuir para o desenvolvimento global do ser humano.

27

93,2

Moldar o comportamento do sujeito num processo progressivo.

01

3,4

Total

29

100

Tabela nº 11: Referente à pergunta: Qual a função social da família?

Alternativas

Participantes

Quantidade

Desenvolver a sociabilidade, a afetividade e o bem estar físico dos seus filhos.

15

39,5

Influenciar positivamente

no

07

18,4

processo de formação e desenvolvimento do sujeito

Preparar o sujeito para enfrentar as diversas situações de convivência social

06

15,8

Educar os filhos inserindo-os contexto social

no

08

21,1

Somando a contribuir para o pleno desenvolvimento deste para a vida em sociedade.

01

2,6

Assistência no desenvolvimento cognitivo de suas crianças.

01

2,6

Total

38

100

25

Tabela nº 12: Referente à pergunta: Na sua opinião como você gostaria que fosse a

articulação família-escola?

 

Alternativas

Participantes

Quantidade

Relação harmoniosa

 

02

9,5

Encontros

01

4,8

Diálogos

01

4,8

Próxima e presente

 

04

19

Informal

01

4,8

Participativa

 

05

23,9

Interada

02

9,5

Reuniões

bimestrais

de

forma

02

9,5

coletiva

Projeto de conscientização

 

01

4,8

A escola desenvolve bom trabalho perante a comunidade / como estar é bom

02

9,5

Total

21

100

Tabela nº 13: Referente à pergunta: De que forma você contribui em casa, no

processo de aprendizagem do seu (a) filho (a).

 

Justificativas

 

Participantes

Quantidade

Acompanhando diariamente nas atividades escolares com trabalhinho e em geral

18

53

Incentivando

e

estimulando

nos

03

8,8

estudos

Levando a se interessar pela leitura

02

5,9

Através

de

recadinho

para

a

01

2,9

professora

 

Conversando

 

03

8,8

Dando materiais de pesquisa

 

04

11,8

Não contribuo muito

 

03

8,8

Total

34

100

26

DISCUSSÃO

A pesquisa de campo realizada teve maior incidência de participante no curso de Pedagogia, com 82,8%, os quais foram em sua maioria do sexo feminino, sem 93,1% do total. Essa incidência no curso de Pedagogia se dá pelo fato da maioria dos estudantes serem do sexo feminino, como se observa, os quais muito já possuem filhos em classes de alfabetização a 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental, podendo assim, contribuir para as coletas de dados. Deste modo, o número de filhos foi também maior no curso de Pedagogia com 75, 7% dos participantes.

Com relação à idade dos participantes da pesquisa, em geral, a concentração está na faixa etária de 26 a 40 anos, equivalente de 75,9% dos pais informantes. Isso nos mostra que esses participantes fazem parte de uma classe trabalhadora com maturidade para perceber a importância de seu papel no processo escolarização dos filhos, porém ainda vem deixando a desejar quanto a execução de seu papel, já que o trabalho exige disponibilidade do sujeito, ocupando-o muitas vezes na maior parte do tempo e, impossibilitando-os de acompanharem o processo de aprendizagem dos seus filhos, mesmo que esses sejam em grande maioria educadores cientes da importância da participação da família no processo educativo da criança.

Com base nos dados coletados, constatou-se que a problemática em foco é considerado importante no campo educacional, mais ainda precisa ser melhor discutida quanto a forma que vem sendo trabalhada na escola, pois, apesar da preocupação existente com a participação da família, a escola ainda precisa continuar a criar melhores estratégias de aproximação escola-família, de modo a responsabilizar a família e torná-la parte do processo educativo dos filhos, assim como, a família também precisa repensar sobre sua postura no processo escolar dos filhos.

Com relação à pergunta “você considera importante a integração entre a escola e família no processo de ensino-aprendizagem?” Observou-se que os pais- participantes foram unânimes em considerar fundamental essa integração no

27

processo de escolarização dos seus filhos, como se vê nas resposta de 45,6% dos pais.

Pai 3 – “É importante para facilitar o processo-aprendizagem dos filhos de forma significativa e eficaz”

Pai 1 – “para facilitar e discutir de forma coletiva o melhor caminho para o aprendizado em benefício da criança”.

Para que ocorra uma aprendizagem significativa e eficaz é necessário um trabalho de parceria que se dê de forma coletiva em busca de crescimento e transformação de criança, a partir de uma ação coletiva, já que a escola aparece na fala de 18,2% dos pais como continuação ou complementação da ação familiar:

Pai 6 – “A escola é uma extensão da família quanto à construção de valores morais, intelectuais e sociais. Ela complementa a ação da família”.

É importante colocar também as respostas de outros pais, como:

Pai 20 – “É sua formação”.

uma forma de garantir o desenvolvimento global, da criança e

Pai 7 – “A família o primeiro espaço de aprendizagem ( valorizar esse aprendizado”.

)

a escola deve

A partir de tais exemplos, vê-se que as duas são responsáveis pela formação

do sujeito, transmissoras de cultura e valores de geração a geração.

Dessa maneira ALTHUON defende a idéia de que (1999).

“Os pais não podem delegar responsabilidade única e exclusivamente para a escola, e a escola não pode eximir-se de ser co-responsável no processo formativo do aluno” (p-50).

28

Nesse contexto de informações, a família e a escola precisam construir e consolidar essa parceria, buscando juntos resgatar os valores, contribuindo assim, para a construção de identidade da criança e estimulando sua autonomia e cidadania. Ambas devem fazer parte do processo educativo da criança para uma aprendizagem significativa e eficaz.

Por outro lado, com relação à pergunta “você comparece às reuniões ao ser convocado?”. Observou-se que os pais vivenciam algumas dificuldades com acompanhar o processo escolar dos filhos, pois uma das formas mais comum de se fazer esse acompanhamento é através das reuniões escolares, as quais não vêm sendo correspondidas por 15% dos pais participantes, seja por falta de tempo ou pelos horários, como se observa nas respostas abaixo:

Pai 1 – “( limitado”.

)

as reuniões tem que ser claras e definidas, pois o nosso tempo é

devido os horários marcados (

reuniões procuro a coordenação para manter-me informada do assunto tratado”.

Pai

26

“(

)

),

mas sempre após as

Apesar das dificuldades encontradas por alguns pais, percebe-se que existe uma preocupação em querer participar dos encontros escola-família, já que 89, 7% dos pais dizem comparecer às reuniões quando convocados, para estarem cientes do processo escolar dos filhos e para contribuírem para o aprendizado, como se vê nas respostas abaixo.

Pai 3 “Para ficar ciente sobre todos os acontecimentos existentes no âmbito escolar”

Pai 12 – “Para acompanhar o aprendizado do meu filho”

Pai 8 – “É uma forma de acompanhar o desenvolvimento da criança”.

Assim, de acordo com SZYMANSKI (2001) as famílias:

29

“Esperam da escola um tipo de organização que permita mais contato com os pais, por meio de reuniões em que possam saber sobre o rendimento dos filhos, assim com um registro, um boletim” (p-

82).

Isto é, os pais consideram natural e necessário o acompanhamento do

processo escolar dos filhos, como forma de conhecer as ações da escola sobre os

filhos, mas se não é possível ajudar, a família deve, no mínimo fazer o

acompanhamento em casa.

Porém, por parte de 12,1% dos pais, ainda existe uma insatisfação quanto a

forma que é traduzida as reuniões, quando se perguntou “como você avalia as

reuniões que ocorre na escola dos seus filhos?” Esses pais sugerem que sejam

repensados os objetivos, o local, a hora e o tempo da reuniões, como se vê nas

respostas de alguns informantes:

“(

)

Devem ser cuidadosamente questionadas a hora, o local, o tempo da

reunião ou até a mesmo (

)”

Pai 6 “um momento para tratar de assuntos burocráticos”.

Pai 4 “uma ação repetitiva da escola”

Ainda para SZYMANSKI (

de significados comuns” (p.36).

)

A troca de informação possibilita a descoberta

Dessa forma, as reuniões são momentos em que pais relatam como

percebem o desenvolvimento dos seus filhos, assim como também as suas

insatisfações. Entretanto é preciso pensar sobre elas e sobre as diversas formas de

atrair os pais a participarem do processo educativo das crianças, pois quando bem

conduzidas, a escola e família juntas encontram solução prática para os problemas

existentes.

Por que então, não trabalhar nas reuniões temas sobre as situações-

problemas vividos na escola e na sociedade? Como propõe ALTHUON (1999):

30

“Em um mês, é discutido o projeto pedagógico em

outra a avaliação, em outra a tarefa de casa, em outro

o

estudo do meio, a orientação profissional, em outro

a

falta de diálogo, o problema do álcool e das drogas

(

),

em outro a falta de respeito e assim por diante”

(p.50).

Articulação escola-família, aumenta o interesse e a preocupação dos pais em

participarem do processo escolar dos filhos como co-responsáveis. Nessa parceria,

é preciso manter uma relação dialógica, em que todas as partes envolvidas possam

expressar na busca de saídas para os problemas educativos.

Referente à pergunta “Na prática, quais as estratégicas que a escola utiliza

para articular-se a família? Observou-se que na articulação escola-família, a escola

vem oferecendo diversas oportunidades de participação dos pais, como 57% dos

pais colocam que é através de reuniões, isto é uma das formas mais comuns

utilizadas pela escola assim como através de visitas as atividades de culminância

realizadas pelos filhos na escola de acordo com 27% dos informantes”.

“Reuniões bimestrais ou semestrais e programações festivas”.

“Visitas às exposições e trabalhos escolares dos alunos nas escolas”.

Além dessas estratégias de articulação, verificou-se também outras nas

respostas de alguns pais.

Pai 1: “Contato com os pais através de correios.

Pai 18: “chamar os pais quando há necessidade de diálogo sobre a criança”.

Pai 27: “visitas as residências de pais realizadas mensalmente”.

Pai 28: “através de aviso e recados na agenda dos alunos

“Percebe-se que, no contexto escolar existem diversas maneiras dos pais

participarem efetivamente do processo educativo, já que essa participação é

necessária. Entretanto, a escola ainda vem fazendo um trabalho que precisa ser a

primórdio, aprofundado, pois suas estratégias mais usadas como as reuniões e

visitas as exposições escolares dos alunos, não possibilita ainda que a família

31

interfere significativamente no processo como responsáveis pelo aprendizado.no

processo como responsáveis pelo aprendizado”.

Como ressalta ALTHUON (1999):

“Passam a ser parceiros da escola e deixam de ser menos espetáculos. Passam a ser co-adjuvantes, como responsáveis e não delegam à escola a responsabilidade solitária de encaminhamento e da solução das dificuldades” (p. 50).

No processo de parceria, a família por estar a maior parte do tempo com a

criança, tem maior responsabilidade na educação dos filhos nas fases iniciais de

desenvolvimento e formação. Por isso deve ter conhecimento desse

desenvolvimento como co-participantes do processo escolar a fim de propor novas

alternativas de mudança à escola, como coloca um pai:

Pai 10. “É importante que a família esteja engajada no processo ensino e

aprendizagem, já que das 24 horas do dia, somente 4 h a criança está na escola, as

outras 20 h. a crianças está no convívio familiar”.

Considerando que a aprendizagem é um processo que se dá nas

experiências vividas na rua, na família, na escola etc. os 100% pais-participantes

afirmam que a escola sozinha, não dá conta de promover a formação global da

criança. E no diálogo família-escola, que a educação acontece, como se observa

nas respostas de alguns pais:

Pai 12: “A família tem que ter sua parcela de contribuição, pois uma auxilia a

outra devendo haver coesão entre elas”

Pai 4: “A família é a base da educação da criança e a escola educa de forma

sistematizada, formaliza o conhecimento e orienta para a vida em sociedade”.

Pia 7: “A família é essencial e a primeira responsável pela formação da

criança, enquanto a escola passa pouco tempo com a criança”.

Assim, quando 33% dos pais dizem que a escola tem que contribuir no

processo educativo dos filhos, isso só comprova cada vez mais, que a escola não

32

pode assumir sozinha a responsabilidade, pois “Escola é Escola” e “Família é

Família” como coloca os 13.640 dos pais, que a escola e família tem diferentes

formas de educar.

Portanto, como afirma SYMANSKI (2001)

“Ambas as instituições têm em comum o fato de prepararem os membros jovens para sua inserção futura na sociedade e para o desempenho de funções que possibilitem a continuidade da vida sócia”. (p. 61)

As duas são responsáveis pela formação da pessoa e do cidadão, mas

assumem funções diferentes com relação aos objetivos, conteúdo, ações e saberes,

formas de educar, comportamentos, cultura e valores.

Discordando de alguns pais, hoje a família não é sozinha e nem a primeira

responsável pela formação da criança, mas sim a escola e família juntas são os

primeiros “espelhos” e “mundos” com os quais a criança se depara, sejam eles

positivos ou negativos.

Assim observa-se também, que a família tem que ter sua parcela de

contribuição, pois uma auxilia a outra e devem caminhar juntas como se vê nas

respostas abaixo, quando os pais relatam as formas que contribuem no processo de

escolarização dos seus filhos, isto é através do acompanhamento diário feito em

casa, como coloca 53% dos informantes:

Pai

10:

“Acompanhar

diariamente

as

reforçando com trabalhinhos”.

atividades

escolares

em

geral,

Pai 12: “Ajudando nas tarefas e incentivando a criança estudar”.

Pai 17: “Acompanhando dia-dia, nas atividades de casa, conversando com a

incentivando nos estudos, dando materiais de

professora, participando (

pesquisas (

),

33

Pai 8: “Lendo, fazendo com que ela se interesse pela leitura, tendo prazer

em fazer os deveres de casa”.

Apesar dessas contribuições 8,8% dos pais não participam em nenhum

momento do processo de aprendizagem dos filhos, seja na escola ou em casa,

mesmo considerando importante seu papel.

Pai 4: “Não contribuo muito (

),

trabalho em outro município (

Pai 19: “(

)

ela estuda só e faz os deveres sozinha”.

)”

Pai 25: “Infelizmente o tempo é o meu maior inimigo (

Pai 24: “Não estou tendo a oportunidade (

)

a

)”

tia

verifica tudo, me

passando as informações”

Para ampliar nossa leitura, recorremos SZYMANSKI (2001) ressalta que:

“A condição de famílias trabalhadoras dificultam um acompanhamento mais próximo do trabalho

Mas, mesmo assim,

acadêmico das crianças (

muitas demonstravam boa vontade, e colaboram

(

).

(p. 68).

Hoje, a preocupação dos pais oferecem o conforto aos filhos exige-lhes mais

de 8 h. de trabalho por dia, dificultando-os para estarem presentes na vida escolar e

cotidiana dos seus filhos. Portanto não basta justificar a ausência no processo de

escolarização dos filhos, a família precisa assumir efetivamente seu papel, já que o

considera importante.

Se não há possibilidade da família estar inteirada do que ocorre na escola,

através das oportunidades oferecidas, o mínimo que se pode fazer é orientar o filho

no interior do espaço familiar, já que é nesse ambiente que os valores são também

aprendidos., ajudando a criança a crescer com segurança, auxiliando-a a aprender

a enfrentar as situações difíceis do dia, estimulando-o cada vez mais para os

estudos.

34

Dessa forma, não há como a família transferir seu papel, sua

responsabilidade para a escola. Sua participação é fundamental no processo

educativo da criança, devendo influenciá-lo positivamente. A família, que transfere

sua responsabilidade para outras, não contribui para o progresso e amadurecimento

do seu filho, provocando-lhe insatisfação e insegurança, podendo levá-lo inclusive

ao mau rendimento escolar.

A esse respeito NOGUEIRA diz (1999):

“Se a escola é uma instituição pública da qual os pais dos alunos fazem parte, este deve poder participar de tomadas de decisão em relação aos objetivos educacionais, à prioridade e às metas do projeto educativo”. (p. 15)

Tal pensamento ratifica, que a família, não pode apenas justificar sua

ausência e pensar que a escola sozinha dá conta do futuro dos indivíduos. A

responsabilidade tem que ser compartilhada numa relação de cooperação, que

permite as duas instituições exercerem suas funções com autonomia e respeito

mútuo.

“Uma condição importante nas relações entre família e escola, é a criação de um clima de respeito mútuo

) (

atuação de cada um” (SZYMANSKI, 2001, p.75).

tendo claramente delimitado os âmbitos de

Realizar uma parceria com a família significa reconhecer a família com a sua

estrutura, respeitando-a sem preconceito. Nessa parceria cabe a escola conhecer

as relações familiares para poder manter uma relação face-a-face com o espaço

familiar, de forma aberta e respeitosa.

Tendo em vista, as práticas que os pais e a escola vêm utilizando para

estarem articulados, observou-se pela insatisfação de alguns dos pais, que essa

articulação ainda ocorre de forma insuficiente e fragmentada, algum chegando até a

sugerir formas de se fazer tal articulação quando se pergunta como os pais

gostariam que fosse a articulação família-escola? Como se vê nas respostas que

seguem:

35

Pai 13: “Mais participativa e com mais fraternidade”.

Pai 7: “De que maneira mais informal (

)”

Pai 5: “Através de diálogos individuais (

)”

Pai 1: “Uma relação harmoniosa de respeito, real na formação dos filhos”.

Pai 19: “Através de reuniões bimestrais de forma coletiva”.

Pai 25: “Através de projetos de conscientização da importância da família na

escola, na aprendizagem e desenvolvimento dos filhos”.

Tomando-se por base esse contexto de insatisfação e sugestões, comprova-

se que família e escola precisam de maior interação e participação, já que muitas

vezes as reuniões não se dão de forma coletiva, precisando haver contornos mais

definidos.

Defendemos a idéia de que a escola deve valorizar o capital cultural que a

criança adquire no meio familiar, fortalecendo, enriquecendo-o e assumindo a

família como parte fundamental de todo esse processo.

Para SZYMANSKI (2001):

“Tudo o que ocorre numa família tem um significado. Nossas ações refletem nossos modos de pensar nossos sentimentos, nossas ambigüidades, nossas possibilidades no momento nossas limitações”. (p.

48)

Nesse sentido, a escola ainda precisa repensar sobre suas práticas em

relação à família. Precisa procurar desenvolver um trabalho de incentivo à

participação da família na escola, assim como também, a família precisa aproximar-

se cada vez mais das ações que ocorrem no interior da escola, mesmo quando se

está insatisfeito com a prática escolar, como colocam 9,5% dos pais.

Pai 9: “Estou satisfeita como ela é realizada”.

36

Quando se buscou saber que significados os pais vêm atribuindo à função da

escola, como uma instituição social, voltada para a educação das novas gerações,

constatou-se quer, a escola é percebida como tendo uma função social abrangente,

mudando no decorrer das transformações sociais, por outro lado 3,4% dos

informantes restringi-se a comentar esta função de forma sistemática, como se

observa nas respostas abaixo:

“Contribuir para o desenvolvimento global do ser humano”.

“Moldar o comportamento do sujeito num processo progressivo”.

“Propiciar oportunidades de aprendizagem sistemática”.

Segundo SZYMANSKI (2001):

“A escola tem um papel preponderante na contribuição do sujeito, tanto do ponto de vista de seu desenvolvimento pessoal e emocional, quanto da constituição da identidade, além de sua inscrição futura na sociedade” (p. 90)

Deste modo, o papel da escola vai além de meras transmissoras de

conteúdo, já que é no ambiente escolar que o sujeito adquire uma ampla gama de

conhecimentos e aperfeiçoa seu aprendizado de viver em sociedade. Hoje, o papel

da escola, é proporcional a formação global do aluno, como um espaço de

discussão das questões sociais (violência, drogas, DSTs, orientação sexual,

atividade profissional etc.) vividas pela sociedade, pela comunidade e pelos alunos

e educadores em seu cotidiano.

Percebe-se também, na pergunta “Qual a função social da família?, que a

família como instituição social tem uma função rica e ampla para com o sujeito.

Essa função varia no tempo e no espaço, assume inúmeras formas (de

identificação, da socialização, de transmissão, de formação de hábitos e atitudes,

de valores, cultura, conhecimentos de formação etc), quando 39,5% dos

participantes afirmam que a família deve desenvolver a sociabilidade, laços afetivos

e o bem estar físico da pessoa, outros 21,1% complementam dizendo que a família

37

tem a função de educar os filhos para este possa se adaptar no contexto social, como se observa nas respostas emitidas”:

“Desenvolver a sociabilidade, a afetividade e o bem estar físico dos seus filhos”.

“Influenciar positivamente no processo de formação e desenvolvimento do sujeito”.

“Dar assistência no desenvolvimento cognitivo da criança”.

“Somando a contribuir para o pleno desenvolvimento da criança para a vida em

sociedade”.

“Preparar o sujeito para enfrentar as diversas situações de convivência social”.

É importante ressaltar que a família é o primeiro lugar onde as condições necessárias (direito à vida, saúde, liberdade, respeito à educação, lazer e cultura) para o desenvolvimento das pessoas devem ser promovidas e respeitas. Assim, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente, a família deve se preocupar com o desenvolvimento pleno e a formação do sujeito, proporcionando oportunidades para que essa formação se concretize.

Sabe-se que esses direitos fundamentais não são só de responsabilidade da família. Ela junto com a escola deve promover oportunidades para que tais condições ocorram, porém muitas famílias, só se preocupam com o oferecimento de condições materiais à criança; outras não têm condições financeiras para garantir esses direitos, devendo também o poder público ajudar a família e escola no cumprimento dos seus deveres para com a criança.

Finalizando, considera que a escola é complementação da ação da família que devo ultrapassar os próprios muros e preparar o sujeito em seus múltiplos aspectos: cognitivos, físico, éticos, emocional, cultural, político e estético. Para isso, é preciso fazer-se um trabalho de parceria com a família, conhecendo um pouco sobre a sua realidade, o seu modo de agir e pensar, com o intuito de compreender as ações e comportamentos dos alunos.

38

A escola precisa conhecer os valores, crenças, mitos do que vem ser a

família, sem fazer julgamentos pessoais e moralistas e pré-julgamentos ou percepções estereotipadas, buscando de alguma forma, numa relação dialógica, modificar os procedimentos que os pais usam com os filhos no interior do lar, estreitando cada vez mais essa interação.

Para SZYMANSKI (2001): “Compreender é ser capaz de descrever o que está se passando com uma família para que se possa tomar medidas que previram danos à criança e as adolescentes” (p. 44).

A escola precisa compreender as diferenças entre as famílias e saber

trabalhar com elas, no sentido de conscientizar os pais sobre a importância do seu papel no processo da escolarização dos filhos.

Enfim, o fato da família não poder participar o tempo todo de todo o processo escolar dos filhos, não a impede de acompanhar esse processo de outras maneiras, já que os pais geralmente demonstram se preocupar com a aprendizagem dos filhos.

39

CONSIDERAÇÕES FINAIS

da

participação dos pais no processo de escolaridade dos seus filhos de Ensino Fundamental de 1ª à 4ª série e classes de Alfabetização.

Este trabalho de pesquisa de campo, mostra de fato a importância

Diante disso, verificou-se que os pais investigados consideram importante sua participação no processo escolar dos filhos, mesmo que essa participação ainda deixe a desejar tanto por parte dos pais como pela escola, devido a forma que vem se procedendo.

Percebe-se que essa participação é um grande desafio para aqueles que estão envolvidos com o processo educativo de crianças, adolescentes e jovens . É preciso a escola e família busque cada vez mais uma relação de parceria com compromisso, a fim de superar as dificuldades existentes nessa relação.

Hoje essa relação torna-se visível em poucas escolas, pois quanto mais portas a escola abre para as famílias, maior é a participação dos pais, mas existe ainda muita insatisfação por parte dos pais com relação às práticas de articulação família e escola.

A escola, por sua vez, está buscando cada vez mais estratégias de aproximação, as quais estas ainda estão precisando ser aplicadas num clima de cooperação e de respeito mútuo.

Verificou-se também que as dificuldades vivenciadas pelos pais em acompanhar o processo escolar dos seus filhos vêm resultando em novas práticas de acompanhamento realizadas pelos pais. Isto é quando não é possível ir à escola , procura-se auxiliar o aprendizado dos filhos no interior do lar; o importante é não atribuir a escola total responsabilidade , pois busca uma relação de parceria não significa transferir a responsabilidade de pais para a escola, assim como a escola não pode responsabilizar os pais pelo aproveitamento escolar dos filhos.

40

Assim, penso que na relação família escola deve-se criar possibilidades para uma relação dialógica, crítica e libertadora a fim de se fazer mais visível a participação dos pais no espaço escolar. Ultrapassar as barreiras existentes é demonstrar boa vontade e compromisso com o processo educativo dos membros das novas gerações.

41

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

ALTHUON, Beate. Família e Escola: Uma parceria possível? Revista Pedagógica PÁTIO: Comunidade e Escola – A integração Necessária. Porto Alegre: ARTIMED, 1999, ano 3 Nº 10, p. 49-51.

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. 28 ed. São Paulo: Brasiliense,

1993.

LIBÂNEO, José Carlos. Pedagogia e pedagogos, Para quê?. 3 ed. São Paulo:

Cortez, 2000.

NOGUEIRA, Neide. A relação entre escola e comunidade na perspectiva dos Parâmetros Curriculares Nacionais. Revista Pedagógica PÁTIO: Comunidade e Escola – Integração Nacional. Porto Alegre: ARTIMED, 1999, ano 3. Nº 10, p. 13-17.

PORTES, E.A. O trabalho escolar das famílias populares. Em NOGUEIRA, M.A; ROMANELLI, G. ZAGO, N. (Orgs). Família e escola: Trajetória da escolarização em camadas médias e populares. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000. p. 61 - 80.

PRADO, Danda. O que é família. 1 ed. São Paulo: Brasiliense, 1981. (Coleção Primeiros Passos).

ROMANELLI, G. - Famílias de Camadas Médias e escolarização Superior dos filhos – O estudante-trabalhador. Em NOGUEIRA, M. A; ROMANELLI, G; ZAGO. N. (Orgs). Família e escola: Trajetória da escolarização em camadas médias e populares. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000, p. 99 – 123.

SEAGOE, May Violet. O processo de aprendizagem e a prática escolar. 2 ed. Vol. 107. SP: Companhia Editora Nacional, 1978.

42

SZYMANSKI, Heloisa. A relação família/escola: desafios e perspectivas. Brasília:

Plano, 2001.

ZAGO, N. Processo de escolarização nos meios populares – As contradições da obrigatoriedade escolar. Em Nogueira, M.A; Romaneli, G, ZAGO, N. (Orgs). Família e escola: Trajetória da escolarização em camadas médias e populares. Petrópolis, RJ: Vozes, 2000 p. 17-43.

43

A N E X O

44

QUESTIONÁRIO

A estudante (pesquisadora) Leidiane Pereira de Oliveira, do curso de

Pedagogia (orientação educacional), almeja a participação dos pais (estudantes

universitários), garantindo sigilo às informações dadas no questionário.

O presente estudo busca evidenciar como os pais de crianças do ensino

fundamental de 1ª a 4ª série e classes de alfabetização concebem a importância do

seu papel no processo de escolarização dos seus filhos.

OBS: Ao responder o questionário, procure não rasurar, assinalando apenas

uma alternativa ou invalidará a questão caso contrário.

Nome:

Idade:

Curso:

Nº de filhos em classes de alfabetização e 1ª à 4ª séries do Ensino Fundamental:

1) Você considera importante a integração entre a escola e família no processo de ensino-aprendizagem dos seus filhos?

(

(

Justifique sua resposta:

) SIM

) NÃO

2) Você comparece às reuniões ao ser convocado?

(

(

Justifique sua resposta:

) SIM

) NÃO

3) A escola, sozinha, dá conta de promover a formação global do (a) seu filho (a)?

(

(

Justifique sua resposta:

) SIM

) NÃO

45

4) Na prática, quais as estratégias que a escola do seu (a) filho (a) utiliza para articular-se à família?

(

) Reuniões bimestrais ou semestrais e programações festivas

(

) Visitas às residências dos alunos

(

) Através de contato com os pais pelo correio

(

) Visitas às exposições e trabalhos escolares realizados pelos filhos na escola

(

) Outros:

5) Como você avalia as reuniões que ocorrem na escola dos seus filhos?

(

) Um momento para tratar de assuntos burocráticos

(

) Uma ação repetitiva da escola

(

) Um momento de orientação aos pais de como contribuir no processo de apren- dizagem dos seus filhos

(

) Outros:

6) Na sua opinião, qual a função social da escola?

(

) Propiciar oportunidade de aprendizagem sistemática

 

(

) Transmitir cultura e valores de geração à geração

(

) Moldar o comportamento do sujeito num processo progressivo

(

) Contribuir para o desenvolvimento global ético, etc.) do ser humano

(social,

afetivo, cognitivo, cultural,

(

) Outros:

7) Qual a função da família?

(

) Educar os filhos inserindo-os no contexto social

(

) Preparar o sujeito para enfrentar as diversas situações de convivência social

(

) Influenciar positivamente no processo de formação e desenvolvimento do sujeito

(

) Desenvolver a sociabilidade, a efetividade e o bem estar físico dos seus filhos.

(

) Outros:

8) Na sua opinião, como você gostaria que fosse a articulação família-escola?

9) De que forma você contribui em casa, no processo de aprendizagem do seu (a) filho (a)?