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NOMENCLATURA

UTILIZADA NA SOLDAGEM
Centro Universitário da FEI – Soldagem (1ª aula) - Prof. Maurício David M. das Neves

- SOLDAGEM
• Definições - MB
- MA
- EPS
• Tipos de juntas:
(a) topo, (b) e (c) ângulo, (d) ângulo (filete),
(e) juntas sobrepostas, (f) junta em aresta ou bordamento

• Tipos de chanfros:
• Fatores que influenciam na seleção do chanfro
- processo de soldagem - profundidade no MB
- espessura do MB - tensões e deformações
- posição de soldagem - custo
Figura: Representação esquemática de um processo de
soldagem a arco elétrico com eletrodo consumível
A = topo, B = ângulo, C = sobreposta, D = filete,
E = bordamento ou fechamento
Tipos de juntas:
(a) topo,
(b),(c) e (d) ângulo,
(e) sobreposta,
(f) bordamento

Geometria de solda de topo (a) bordos retos e (b) bordos chanfrados


p = penetração da solda, b= largura e r = reforço do cordão
Soldas de topo
Soldas em ângulo
DENOMINAÇÕES DOS CHANFROS E JUNTAS SOLDADAS

CHANFROS

JUNTAS SOLDADAS
Figura: Representação esquemática de vários passes de soldagem
Centro Universitário da FEI – Soldagem (1ª aula) - Prof. Maurício David M. das Neves

• Posições de soldagem
(1G) plana (3G) vertical ascendente ou descendente
(2G) horizontal (4G) sobre-cabeça
(5G e 6G) para tubos (1F, 2F, 3F e 4F) F= filete
Centro Universitário da FEI – Soldagem (1ª aula) - Prof. Maurício David M. das Neves
• Simbologia da soldagem
Figuras: Representação de soldagem de filete
• Corrente contínua e corrente alternada

• Máquinas utilizadas na soldagem

• Fontes de energia (1- não tombante e 2- tombante)


• Arco elétrico
Definição→ nas CNTP os gases são isolantes. A
aplicação de uma ddp possibilita a ionização das
moléculas do gás, tornado-o condutor. Nestas
condições é possível a formação de uma descarga
elétrica entre os dois polos, que envolve,
basicamente, a movimentação de cargas elétricas.
PROCESSOS DE SOLDAGEM A
ARCO ELÉTRICO
Centro Universitário da FEI – Soldagem (2ª aula) - Prof. Maurício David M. das Neves

2.1. Física do arco elétrico

Figura: Representação
esquemática dos
fenômenos do arco
(+) elétrico
2.2. PROCESSO ELETRODO REVESTIDO –
SMAW (Shielded Metal Arc Welding)

2.2.1. Principio:

2.2.2. Materiais e equipamentos


ƒ Equipamentos básicos + EPI + acessórios de limpeza
ƒ Materiais consumíveis: eletrodo revestido.
(a)

(b)

Figuras: Representação
esquatica: (a) princípio
de funcionamento (b)
esquema de ligação e
(c) eletrodo revestido
(c)
2.2.3. Finalidade e tipos de revestimento
Finalidades: estabilizar o arco, formar gases protetores e escória para
proteção da poça de fusão e adicionar de elementos de liga.
Revestimentos: celulósico (celulose >20% + Fe liga + silicatos), rutílicos
(TiO2 +Fe-liga+silicatos), óxidos (Fe2 O3+MnO+silicatos) e básicos
(CaCO3 + Fe-liga).

2.2.4. Manuseio e estocagem


- cuidados com umidade no revestimento → armazenar em estufas

2.2.5. Classificação dos eletrodos


- aço carbono: AWS 5.1-81 EXXYZ
XX= < resistência à tração [psi.103], Y= posição de soldagem→(1) todas
posições, (2) 1G e 2G, (3) 1G e Z= tipo de revestimento e corrente
- aço baixa liga: AWS 5.5-81 EXXXYZ-W
XXX= 70 a 120 [N/mm2] e W= metal a ser depositado
-aços inoxidáveis: AWS 5.4-81 EXXX NM onde XXX= norma AISI
- ligas de cobre: AWS 5.6-76 ECuX X= elemento de liga
- ligas de níquel: AWS 5.11-83 ENiX
- ligas de alumínio: AWS 5.3-80 E1100(Al), E3003(Al-Mn), E4013(Al-Si)
2.2.6.Projeto de junta (ver item de juntas e chanfros em nomenclatura)

2.2.7. Preparação da junta


- limpeza química e/ou mecânica do MB
- fixação dos materiais de base (ponteamento ou elementos mecânicos)

2.2.8. Metodologia de soldagem(condições operatórias)


- abertura de arco por atrito
- posicionamento eletrodo/eixo da solda: ângulo ≥ 90º
- cuidados → executar soldagens com parâmetros corretos
constantes e preencher as crateras (vazios gerados pela
solidificação da região da solda) quando da extinção do arco

2.2.9. Análise do efeito dos parâmetros de soldagem


- corrente de soldagem: proporcional a penetração da solda, largura
do cordão, reforço do cordão e taxa de deposição
- velocidade de soldagem: inversamente proporcional à penetração,
largura e reforço do cordão
- diâmetro do eletrodo: limita o intervalo da corrente de soldagem
densidade de corrente ( γ ) =corrente ( I ) / área de seção transversal (As)
- ângulo eletrodo/peça: controle do balanço de calor e de metal líquido
- comprimento de arco e tensão de solda: diretamente proporcional a
largura do cordão e inversa/ a profundidade de penetração

2.2.10. Controle da operação de soldagem


- envolve a utilização de uma Especificação de Procedimento de
Soldagem (EPS) processo e soldador qualificados

2.2.11. Aplicações principais


- processo de soldagem mais utilizado desde simples ponteamentos
até soldas com rígido controle de fabricação, em metais ferrosos
e não ferrosos
Tanque de armazenamento de
derivados de petróleo
construído em AISI 316 LN
com eletrodo E316 LN
(cortesia Bohler Thyssen)
2.2.12. HIGIENE E SEGURANÇA NA SOLDAGEM
(Processos a arco elétrico)
- elétricos→ ligações elétricas efetuadas por técnico qualificado,
aterramento da fonte, regulagem da tensão em vazio, evitar
superaquecimento durante a utilização, cabos dimensionados sem
danificação e com emendas apenas se forem necessárias

- fumos→ gerados pela decomposição de MB, eletrodos e de


revestimentos e fluxos

- ventilação forçada para minimizar a absorção de fumos


(V<350m3 e h<5m), em ambientes confinados empregar máscaras com
suprimento de ar

- equipamentos de proteção individual→ capacete com filtro de


proteção (1,6≤ ∅eletrdo ≤ 4,0mm utilizar filtro 10, 4,0≤∅eletrdo ≤6,4 filtro
12 e 6,4≤∅eletrdo ≤9,5 usar filtro 14), roupas para proteção, sapatos
industriais e proteção auricular → SMAW (150A, φ=3,25mm→86db a
400mm da fonte) e GMAW 300A, φ=1,2mm 97db a 400mm da fonte
Centro Universitário da FEI – Soldagem (2ª aula) - Prof. Maurício David M. das Neves

2. PROCESSOS DE
SOLDAGEM A ARCO
ELÉTRICO
2.1. Física do arco elétrico

Figura: Representação
esquemática dos
fenômenos do arco
elétrico
(+)
2.2. ELETRODO REVESTIDO - SMAW (Shielded Metal Arc Welding)

2.2.1. Principio:

2.2.2. Materiais e equipamentos


ƒ Equipamentos básicos + EPI + acessórios de limpeza
ƒ Materiais consumíveis: eletrodo revestido.
Representação esquatica: (a) princípio de Eeletrodo revestido
funcionamento (b) esquema de ligação
2.2.3. Finalidade e tipos de revestimento
Finalidades: estabilizar o arco, formar gases protetores e escória para a
poça de fusão e adicionar de elementos de liga.
Revestimentos: celulósico (celulose >20% + Fe liga + silicatos), rutílicos
(TiO2 +Fe-liga+silicatos), óxidos (Fe2 O3+MnO+silicatos) e básicos
(CaCO3 + Fe-liga).

2.2.4. Manuseio e estocagem


- cuidados com umidade no revestimento → armazenar em estufas

2.2.5. Classificação dos eletrodos


- aço carbono: AWS 5.1-81 EXXYZ
XX= < resistência à tração [psi.103], Y= posição de soldagem→(1) todas
posições, (2) 1G e 2G, (3) 1G e Z= tipo de revestimento e corrente
- aço baixa liga: AWS 5.5-81 EXXXYZ-W
XXX= 70 a 120 [N/mm2] e W= metal a ser depositado
-aços inoxidáveis: AWS 5.4-81 EXXX NM onde XXX= norma AISI
- ligas de cobre: AWS 5.6-76 ECuX X= elemento de liga
- ligas de níquel: AWS 5.11-83 ENiX
- ligas de alumínio: AWS 5.3-80 E1100(Al), E3003(Al-Mn), E4013(Al-Si)
2.2.6.Projeto de junta

2.2.7. Preparação da junta


- limpeza química e/ou mecânica
- regulagem dos parâmetros na máquina de soldagem
- fixação dos materiais de base (ponteamento ou elementos mecânicos)

2.2.8. Metodologia de soldagem(condições operatórias)


- abertura de arco por atrito
- posicionamento eletrodo/eixo da solda: ângulo ≥ 90º
- cuidados → executar soldagens com parâmetros corretos
constantes e preencher as crateras quando da extinção do arco

2.2.9. Análise do efeito dos parâmetros de soldagem


- corrente de soldagem: proporcional a penetração da solda, largura
do cordão, reforço do cordão e taxa de deposição
- velocidade de soldagem: inversamente proporcional à penetração,
largura e reforço do cordão
- oscilação do eletrodo: melhora de acabamento e do formato de
cordão, ↓ velocidade de avanço e produtividade
- diâmetro do eletrodo: limita o intervalo da corrente de soldagem
- ângulo eletrodo/peça: controle do balanço de calor e de metal líquido
- comprimento de arco e tensão de solda: diretamente proporcional à l
largura do cordão e inversa/ a profundidade de penetração

2.2.10. Controle da operação de soldagem


- envolve a utilização de uma Especificação de Procedimento de
Soldagem (EPS) e soldador qualificados

2.2.11. Aplicações principais


- processo de soldagem mais utilizado desde simples ponteamentos até
soldas com rígido controle de fabricação, em metais ferrosos e não ferrosos
2.2.12. HIGIENE E SEGURANÇA NA SOLDAGEM
(Processos a arco elétrico)
- elétricos→ ligações elétricas efetuadas por técnico qualificado,
aterramento da fonte, regulagem da tensão em vazio, evitar
superaquecimento durante a utilização, cabos dimensionados sem
danificação e com emendas apenas se forem necessárias

- fumos→ gerados pela decomposição de MB, eletrodos e de


revestimentos e fluxos

- ventilação forçada para minimizar a absorção de fumos


(V<350m3 e h<5m), em ambientes confinados empregar máscaras com
suprimento de ar

- equipamentos de proteção individual→ capacete com filtro de


proteção (1,6≤ ∅eletrdo ≤ 4,0mm utilizar filtro 10, 4,0≤∅eletrdo ≤6,4 filtro
12 e 6,4≤∅eletrdo ≤9,5 usar filtro 14), roupas para proteção, sapatos
industriais e proteção auricular → SMAW (150A, φ=3,25mm→86db a
400mm da fonte) e GMAW 300A, φ=1,2mm 97db a 400mm da fonte
Centro Universitário da FEI – Soldagem (4ª aula) - Prof. Maurício David M. das Neves
2.4. PROCESSO MIG/MAG (GMAW - GAS METAL ARC WELDING)
MIG (Metal Inert Gas); MAG (Metal Active Gas)

2.4.1. Princípio

2.4.2.. Características principais

2.4.3. Materiais e equipamentos


- máquina de soldagem: característica não tombante
- tocha/pistola: I <300A (refrigeração com gás) e I >300A (água)
- características do material de adição (arame):
- secção constante
- encruamento uniforme (sem dobras)
- bom aspecto superficial (ex. ferrugem)
- gás inerte (Ar) ou misturas ou gás ativo (CO2) ou misturas
- funções: ionização, resfriamento e proteção
- gás ativo X gás inerte (gás ativo→ ↓ custo e↑ penetração,
diluição do MB, respingos e porosidade)
(a) (b)

(c)
Figuras: (a) principio, (b) caracterísitcas principais e (c) equipamentos
2.4.4. Transferência metálica
- globular, curto-circuito, pulverização ou por arco pulsado

2.4.5. Corrente e tensão de soldagem


- CC+ ou CCPR: é a corrente mais utilizada no processo MIG/MAG
- CC - ou CCPD: transferência instável adequado p/ revestimento
- tensão: influencia o comprimento de arco e a transferência do MA

2.4.6. Análise do efeito das variáveis no cordão de solda


- corrente de soldagem (I)
- intensidade → relação direta com a profundidade de penetração
- tipo → altera profundidade de penetração
- tensão (V): regula a largura do cordão→ ↑V ↑largura ↓penetração
- velocidade de soldagem (v)→ relação inversa com a penetração
- velocidade de alimentação e comprimento de arco → alteram I e V
- tipo de gás: altera profundidade e largura do cordão
- φ do eletrodo: utilizam-se 0,8 ≤ φ ≤ 3,2 mm
2.4.7. Condições operatórias ou metodologia de soldagem
- limpeza da junta: (mecânica e/ou química)
- seleção dos parâmetros de soldagem
- abertura de arco: tensão em vazio, acionamento do gás,
alimentação do arame, formação do arco elétrico, manutenção da
vazão de gás durante a solda e após a extinção do arco.
- posicionamento da tocha em relação ao MB (α > 90º)
- execução de soldagem conforme, parâmetros e seqüência,
selecionada

2.4.8. Qualificação do soldador e. Controle de qualidade (EPS)

2.4.9. Aplicações: uniões de materiais ferrosos e não ferrosos, com várias


espessuras nas diversas posições de soldagem, em
especial em linhas de produção
• Power Supply
• Gas Supply
• Wire feeder
• Gun and Whip
• Process
2.5. ARCO SUBMERSO ( SAW – Submerged Arc Welding )

2.5.1. Princípio:
2.5.2. Características principais:
- processo automatizado ou semi-automatizado
- elevado rendimento térmico (j=60-100 A/mm2) e (0,1-1,0 Kg/min)
- elevada produtividade
- cordão com boas propriedades de acabamento
- soldagem pode dispensar EPI, mas
- limitação às posições plana e horizontal
2.5.3. Materiais e equipamentos:
- fonte: transformador+retificador (CC) ou transformador (CA)
- máquina de soldagem: tensão ou corrente constante
- abertura de arco: GAF ou atrito com retração do arame
- cabeçote : motor, roletes, tubo de contato, guias de alimentação
- material de adição:
- fluxo granular: função similar ao revestimento no SMAW
2.5.4. Componentes do fluxo
2.5.5. Seleção dos eletrodos: composição química do MB e φeletrodo
2.5.6 Efeito das variáveis de processo:
- intensidade de corrente:
- tipo de corrente: CCPR ou CC ou CA (sopro magnético)
- tensão: influencia a seção transversal
- diâmetro do eletrodo: ↑φ e I(constante) → ↓j e p
- velocidade: ↑v ↓p
- stickout (s): d=15 a 40 mm ou s≅ 8φe, ↑s, ↑R.Elétr e ↑tx depos.
2.5.7. Aplicações:
- indústria de equipamentos pesados (plataformas marítimas e
caldeiraria e estaleiros)
- tubulações e soldas de perfis para construção civil)
- recuperação de peças rodantes (engrenagens e cil. de laminação)
- chapas de aços de 5-25mm
Centro Universitário da FEI – Soldagem (3ª aula) - Prof. Maurício David M. das Neves

2.2. TIG (Tungsten Inert Gas) – GTAW (Gas Tungsten Arc Welding))

2.2.1. Princípio:
2.2.2. Características principais
2.2.3. Materiais e equipamentos
• eletrodo não consumível (AWS A 5.12)
• gás de proteção (inerte): argônio, hélio ou misturas
• tocha: I < 200 A (refrigeração com gás) e 200 < I < 500 A (água)
- função → transferir a corrente da máquina para o eletrodo
→ direcionar o fluxo gasoso
→ fixação do eletrodo de tungstênio

• dispositivos especiais
- sistema de subida e descida de corrente
- gerador de alta freqüência (500-2000V)
Tabela: Caracterísiticas principais:
-taxa de deposição de 0,2 a 1,3 Kg/h
-espessura soldada de 0,1 a 50 mm
- posição de tipos de juntas: todas
- faixa de corrente: 10 a 400 A
- emissão intensa de radiação
ultravioleta

(a) - possibilidade de inclusão de


tungstênio na solda

(b)

Figuras: (a) princípio de funcionamento e (b) equipamentos


2.2.4. Condições operatórias
- limpeza mecânica e/ou química - abertura de arco com GAF
- recondicionamento do eletrodo - posicionamento tocha X MA
- regulagem dos parâmetros de soldagem - regular fluxo gasoso

2.2.5. Corrente de utilizadas na soldagem


- Corrente contínua com Polaridade Direta (CCPD) ou (CC - )
- Corrente contínua com Polaridade Inversa (CCPR) ou (CC +)
- Corrente Alternada (CA)

2.2.6. Aplicações
- materiais nobres (inox, ligas Ni) - MB de ↓ espessura < 2mm
- soldas com base na ASTM A312 - materiais formadores de óxidos
- execução de passe de raiz

2.3. PROCESSO PLASMA (PAW – Plasma Arc Welding)


- Princípio - GTAW X PAW - Materiais e equipamentos
Centro Universitário da FEI – Soldagem (3ª aula) - Prof. Maurício David M. das Neves

2.2. TIG (Tungsten Inert Gas) – GTAW (Gas Tungsten Arc Welding)

2.2.1. Princípio:
2.2.2. Características principais
2.2.3. Materiais e equipamentos
• eletrodo não consumível (AWS A 5.12)
• gás inerte: argônio, hélio ou misturas
• máquina de soldagem: tipo tombante (I constante)
• tocha: I < 200 A (refrigeração com gás) e 200 < I < 500 A (água)
- função → transferir a corrente da máquina para o eletrodo
→ direcionar o fluxo gasoso
→ fixação do eletrodo de tungstênio

• dispositivos especiais
- sistema de subida e descida de corrente
- gerador de alta freqüência (500-2000V)
Tabela: Caracterísiticas principais:
-taxa de deposição de 0,2 a 1,3 Kg/h
-espessura soldada de 0,1 a 50 mm
- posição de tipos de juntas: todas
- faixa de corrente: 10 a 400 A
- emissão intensa de radiação
ultravioleta

(a) - possibilidade de inclusão de W na


solda

(b)

Figuras: (a) princípio de funcionamento e (b) equipamentos


2.2.4. Condições operatórias
- limpeza mecânica e/ou química - abertura de arco com GAF
- recondicionamento do eletrodo - posicionamento tocha X MA
- fluxo gasoso

2.2.5. Corrente de utilizadas na soldagem


- Corrente contínua com Polaridade Direta (CCPD) ou (CC - )
- Corrente contínua com Polaridade Inversa (CCPR) ou (CC +)
- Corrente Alternada (CA)

2.2.6. Aplicações
- materiais nobres (inox, ligas Ni) - MB de ↓ espessura < 2mm
- soldas com base na ASTM A312 - materiais formadores de óxidos
- execução de passe de raiz

2.3. PROCESSO PLASMA (PAW – Plasma Arc Welding)


- Princípio - GTAW X PAW - Materiais e equipamentos
MOVIMENTAÇÃO DE PEÇAS
Centro Universitário da FEI – Soldagem (4ª aula) - Prof. Maurício David M. das Neves
2.4. PROCESSO MIG/MAG (GMAW - GAS METAL ARC
WELDING) MIG (Metal Inert Gas); MAG (Metal Active Gas)

2.4.1. Princípio

2.4.2.. Características principais

2.4.3. Materiais e equipamentos


- tocha: I <300A (refrigeração com gás) e I >300A (água)
- características do material de adição (arame):
- secção constante
- encruamento uniforme (sem dobras)
- bom aspecto superficial (ex. ferrugem)
- gás de proteção: inerte (Ar) ou ativo (CO2) ou misturas
- funções: ionização, resfriamento e proteção
- gás ativo X gás inerte (gás ativo→ ↓ custo e ↑
penetração, diluição do MB, ↑ respingos e poros)
(a) (b)

(c)

Figuras: (a) principio, (b) caracterísitcas principais e (c) equipamentos


2.4.4. Transferência metálica do material de adição
- globular, curto-circuito, pulverização ou por arco pulsado

2.4.5. Tipo de Corrente e tensão de soldagem


- CC+ ou CCPR: corrente mais utilizada no processo MIG/MAG
- CC - ou CCPD: transferência instável adequado p/ revestimento
- tensão: influencia o comprimento de arco e a transferência do MA

2.4.6. Análise do efeito das variáveis no cordão de solda


- corrente de soldagem (I)
- intensidade → relação direta com a penetração
- tipo → altera profundidade de penetração
- tensão (V): regula a largura do cordão→ ↑V ↑largura ↓penetração
- velocidade de soldagem (v)→ relação inversa com a penetração
- velocidade de alimentação e comprimento de arco→alteram I e V
- tipo de gás: altera profundidade e largura do cordão
- φ do eletrodo: utilizam-se 0,8 ≤ φ ≤ 3,2 mm
Modos de transferência metálica

Aerosol Globular

Curto-circuíto Pulsado
2.4.7. Condições operatórias ou metodologia de soldagem
- limpeza da junta: (mecânica e/ou química)
- selecionar dos parâmetros de soldagem
- abertura de arco: tensão em vazio, acionar vazão gás,
alimentar do arame, formar do arco elétrico, manter
vazão de gás durante a solda e após a extinção do arco.
- posicionar da tocha em relação ao MB (α > 90º)
- executar de soldagem conforme, parâmetros e
seqüência selecionada

2.4.8. Qualificação do soldador e Controle de qualidade (EPS)

2.4.9. Aplicações:
uniões de materiais ferrosos e não ferrosos, com várias
espessuras nas diversas posições de soldagem, em
especial em linhas de produção
2.5. ARCO SUBMERSO ( SAW – Submerged Arc Welding )

2.5.1. Princípio:
2.5.2. Características principais:
- processo automatizado ou semi-automatizado
- elevado rendimento térmico (j=60-100 A/mm2) e (0,1-1,0 Kg/min)
- elevada produtividade
- cordão com boas propriedades de acabamento
- soldagem pode dispensar EPI, mas
- limitação às posições plana e horizontal
2.5.3. Materiais e equipamentos:
- fonte: transformador+retificador (CC) ou transformador (CA)
- abertura de arco: GAF ou atrito com retração do arame
- cabeçote : motor, roletes, tubo de contato, guias de alimentação
- material de adição: características similares ao MIG/MAG
- fluxo granular: função similar ao revestimento no SMAW
2.5.4. Componentes do fluxo
2.5.5. Seleção dos eletrodos: composição química do MB e φeletrodo
2.5.6 Efeito das variáveis de processo:
- intensidade de corrente:
- tipo de corrente: CCPR ou CC ou CA (sopro magnético)
- tensão: influencia a seção transversal
- diâmetro do eletrodo: ↑φ e I(constante) → ↓j e p
- velocidade: ↑v ↓p
- stickout (s): d=15 a 40 mm ou s≅ 8φe, ↑s, ↑R.Elétr e ↑tx depos.
2.5.7. Aplicações:
- indústria de equipamentos pesados (plataformas marítimas e
caldeiraria e estaleiros)
- tubulações e soldas de perfis para construção civil)
- recuperação de peças rodantes (engrenagens e cil. de laminação)
- chapas de aços de 5-25mm
Processo arco submerso na soldagem de perfis industriais
SOLDAGEM COM ARCO
SUBMERSO EM EIXO
TRASEIRO COM
DIFERENCIAL PARA
CAMINHÕES E ONIBUS
Apresentação do Produto
Processo de Fabricação

Anel

Tampa

Meia Carcaça
Processo de Fabricação

Carcaça Soldagem da Máquina de Soldagem


Usinada Carcaça Arco Submerso

Fixação do eixo Início da Liberação do


Soldagem Fluxo
Processo de Fabricação

Escória Retirada da Escória

Over Lap

Carcaça Final
Ensaio de Fadiga
SOLDAGEM COM ARCO
SUBMERSO NO CONJUNTO
DE 3º EIXO DE CAMINHÕES
E ONIBUS
Processo de
Fabricação

Usinagem de
chanfros em
V de 45º.
EIXO
(TUBO + FLANGE)
SOLDADOS
EIXO
MONTADO
2.6. PROCESSO ARAME TUBULAR (FLUX CORED ARC
WELDING – FCAW)

2.6.1. Princípio
2.6.2. Características principais
- soldagem automática ou semi-automatizada
- taxa de deposição de 1 a 12 Kg/h
- utilização de proteção gasosa para o cordão de solda
- possibilidade de soldar fora da posição 1G, com eletrodos ↓φ
- maior produtividade em relação ao processo SMAW
2.6.3. Materiais e equipamentos
- máquina de soldagem: tensão ou corrente constante
- abertura de arco: atrito e posterior retração do arame
- seleção do eletrodo: f (composição química do MB e I)
- fluxo: função similar ao revestimento no processo SMAW
( ionização, desoxidação do MB e introdução de EL)
- classificação dos eletrodos: AWS 5.20 – EXYT-X
Geometria do eletrodo
tubular
Seções
Processo transversais de Processo
Eletrodo Tubular eletrodo tubular Eletrodo Tubular
auto-protegido com vazão de gás
de proteção auxiliar
Equipamentos do processo eletrodo tubular
2.6.4. Parâmetros de soldagem
- intensidade e tipo de corrente: CCPR ou CC+
- tensão do arco:
- velocidade de soldagem:
- stick-out:

2.6.5. Metodologia de soldagem


- limpeza do MB
- ângulo da tocha: 20 < θ < 30º em relação a plano vertical
(posição 1G) e soldas de filete 40 < θ < 50º
- utilizar parâmetros corretos e constantes

2.6.6. Aplicações
- construção naval, vasos de pressão, plataformas submarinas
- diversos segmentos onde o processo eletrodo revestido possa ser
substituído