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GEOGRAFIA DE MATO GROSSO POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL 2017 10 A CULTURA MATO-GROSSENSE INTRODUÇÃO CONCEITO :

GEOGRAFIA DE MATO GROSSO POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL 2017

GEOGRAFIA DE MATO GROSSO POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL 2017 10 A CULTURA MATO-GROSSENSE INTRODUÇÃO CONCEITO : “Cultura
10
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A CULTURA MATO-GROSSENSE
A CULTURA MATO-GROSSENSE

A CULTURA MATO-GROSSENSE

A CULTURA MATO-GROSSENSE
POLÍCIA JUDICIÁRIA CIVIL 2017 10 A CULTURA MATO-GROSSENSE INTRODUÇÃO CONCEITO : “Cultura é um todo complexo

INTRODUÇÃO

CIVIL 2017 10 A CULTURA MATO-GROSSENSE INTRODUÇÃO CONCEITO : “Cultura é um todo complexo que abarca

CONCEITO:

“Cultura é um todo complexo que abarca conhecimentos, crenças, artes, moral, leis, costumes e outras capacidades e hábitos adquiridos pelo homem como integrante da sociedade” (Edward B. Tylor) “A cultura é aquilo que menos espaço ocupa na memória; quanto mais se tem, na maior parte dos indivíduos, mais leves, soltos, independentes e livres se tornam” .

FORMAÇÃO DE CULTURA MATO-GROSSENSE

A cultura mato-grossense espelha uma síntese cultural dos vários grupos étnicos, também responsáveis pela própria característica racial do povo mato-grossense. Dentro dessa ótica pode-se evidenciar a inclusão do branco, do índio e do negro nos diversos segmentos culturais do Estado, quer na cultura popular, literatura, artes plásticas, teatro, música, artesanato, ou mesmo nos saborosos pratos da tradicional culinária mato-grossense.

PATRIMÔNIO CULTURAL

Entende-se por patrimônio cultural toda a produção humana, de ordem emocional, intelectual, material e imaterial, independente de sua origem, época natureza ou aspecto formal, que propicie o conhecimento e a consciência do homem sobre si mesmo e sobre o mundo que o rodeia. As leis e decretos sobre o patrimônio cultural de um país, de um estado ou de um município tem por objetivos desenvolver e implementar mecanismos e instrumentos de gestão voltados para a preservação destes bens culturais. Cabe ressaltar que entende-se por bem cultural todo bem material ou imaterial, significativo como produto e testemunho de tradição artística e/ou histórica, ou como manifestação da dinâmica cultural de um povo ou de uma região. Consideram-se como bens culturais obras arquitetônicas, plásticas, literárias, musicais, conjuntos urbanos, sítios arqueológicos, expressões do patrimônio imaterial, etc. Em seu sentido amplo, bens culturais compreendem todo testemunho do homem e seu meio, apreciado em si mesmo, sem estabelecer limitações derivadas de sua propriedade, uso, antiguidade, ou valor econômico. Os bens culturais podem ser divididos em três grandes categorias: bens materiais, bens imateriais e bens naturais. Bens Imateriais Trata-se de tradições e técnicas “do fazer” e “do saber fazer” humanos, como polir, esculpir, construir, cozinhar, tecer, pintar, etc. (patrimônio intelectual); as expressões do sentimento individual ou coletivo, como as manifestações folclóricas e religiosas, a música, a literatura, a dança, o teatro, etc. (patrimônio emocional). Mato Grosso é um estado riquíssimo em manifestações de Cultura Popular, o mais legítimo legado de nosso Patrimônio Imaterial. Do modo de fazer a gastronomia, o artesanato, as danças, lendas e contos estão a síntese das heranças mato-grossenses, principalmente, do índio e do negro e mais recentemente dos migrantes mestiços de norte a sul do Brasil. Lendas e Crendices Mato-grossenses Para o historiador Paulo Pitaluga Costa e Silva, é marcante a transferência de lendas de outras regiões. “Nesse ecletismo de crença, nasceu a ambiguidade da fé, isto é, contra o Pé de Garrafa, Pai do Mato, Minhocão do Pari, Lobisomem, etc., as rezas e orações católicas. O psicológico do mato-grossense é forjado dentro dessas crenças e também do sortilégio mouro-

dentro dessas crenças e também do sortilégio mouro- cigano. Tais povos se mesclaram muito com a
dentro dessas crenças e também do sortilégio mouro- cigano. Tais povos se mesclaram muito com a
dentro dessas crenças e também do sortilégio mouro- cigano. Tais povos se mesclaram muito com a

cigano. Tais povos se mesclaram muito com a população ribeirinha. Isso explica o gosto pela dança, música, cores fortes, brincos de argola de ouro, truco espanhol e impetuosidades românticas”. Mãe do Morro, Cracachá, Piraputanga Dourada, Alavanca de Ouro, o Minhocão do Pari e o Boi-a-Serra são algumas lendas regionais que vem sendo transmitidas de geração a geração, seja através de literatura (destaca-se as produções de Dunga Rodrigues). Como difusores populares destas estórias estão nomes como Prof. Benedito Campos, Ditinho, o arte-educador Vital Siqueira (usa o personagem Comadre Pitu), dentre tantos outros nomes. Festas de Santos Nas cidades mais antigas de Mato Grosso são grande promotoras das manifestações da Cultura Popular as festas de santo:

das manifestações da Cultura Popular as festas de santo:  São Benedito;  Nossa Senhora do
das manifestações da Cultura Popular as festas de santo:  São Benedito;  Nossa Senhora do
das manifestações da Cultura Popular as festas de santo:  São Benedito;  Nossa Senhora do
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das manifestações da Cultura Popular as festas de santo:  São Benedito;  Nossa Senhora do

São Benedito;

Nossa Senhora do Rosário;

Divino Espírito Santo,

Nossa Senhora do Rosário;  Divino Espírito Santo, Essas festas lembram o tempo do Império, e
Nossa Senhora do Rosário;  Divino Espírito Santo, Essas festas lembram o tempo do Império, e
Nossa Senhora do Rosário;  Divino Espírito Santo, Essas festas lembram o tempo do Império, e
Nossa Senhora do Rosário;  Divino Espírito Santo, Essas festas lembram o tempo do Império, e
Nossa Senhora do Rosário;  Divino Espírito Santo, Essas festas lembram o tempo do Império, e
Nossa Senhora do Rosário;  Divino Espírito Santo, Essas festas lembram o tempo do Império, e

Essas festas lembram o tempo do Império, e seu organizadores (festeiros) são titulados de reis, rainhas, juízes e outros cargos alusivos. Na região chamada Baixada Cuiabana as maiores festas

Na região chamada Baixada Cuiabana as maiores festas de a   o os ceramistas de São

de

a

 

o

os ceramistas de São Gonçalo-Beira-Rio;

o

as rendeiras de Várzea Grande;

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as mulheres de Fibra de Nova Olímpia;

o

o

o

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mulheres de Fibra de Nova Olímpia; o o o o são as em louvor a São
mulheres de Fibra de Nova Olímpia; o o o o são as em louvor a São

são as em louvor a São Benedito, (geralmente realizada na última semana de junho e com o encerramento no 1º domingo de julho) e ao Senhor Divino. A primeira em Cuiabá é marcada por almoços e jantares regionais e bailes populares. Já a segunda costuma ser liderada pela alta sociedade cuiabana. Nas cidades históricas de Vila Bela de Santíssima Trindade e Nossa Senhora do Livramento, ambas com alto índice

negros, mantém-se o registro da Dança do Congo em honra

Nossa Senhora do Rosário. Ladainhas (rezas cantadas)

avançando madrugadas e a passagem de bandeiras para arrecadar donativos para a realização das festas também são tradicionais em todo o Estado. Artesanato:

O artesanato mato-grossense reflete o dia-a-dia e os costumes de vida do próprio artista. Destacam-se:

o artesanato em madeira e as biojóias (sementes diversas) do norte e médio norte do Estado;

artesanato indígena, força do Araguaia e médio- Araguaia; Este segmento vem ganhando qualidade para comercialização internacional com programas desenvolvidos pela Secretaria de Indústria, Comércio e Mineração de Mato Grosso e pelo SEBRAE. Organizados em associações e cooperativas, os artesões avançam com exposições e feiras permanentes. Folguedos:

As danças e músicas do universo da Cultura Popular

Mato-grossense, conforme o pesquisador da cultura mato- grossense, compositor e cantor nativista, Milton Pereira de Pinho - o Guapo sofrem duas grandes influências:

A autóctone onde a instrumentalização e a musicalidade são de origem local, fruto do choque cultural entre índios da região, negros escravizados e brancos colonizadores, desenvolvida nos primeiros anos de fundação das cidades ribeirinhas e a platina.

A musicalidade foram trazidas para a região no processo da colonização, via Estuário do Prata, no século XIX, principalmente logo após a Guerra da Tríplice Aliança, (Guerra do Paraguai).

via Estuário do Prata, no século XIX, principalmente logo após a Guerra da Tríplice Aliança, (Guerra

o

Vale acrescentar que a expansão da recepção migratória pós anos 1960 do século XX, ampliou ainda mais o acesso aos mais diversos ritmos de músicas e danças de manifestos coletivos.

1960 do século XX, ampliou ainda mais o acesso aos mais diversos ritmos de músicas e

Instrumentos Tradicionais:

o

Viola de Cocho viola feita de madeira ribeirinha como o sarã, com cordas que nos tempos antigos era de origem animal como tripas de macaco.

o

É o Principal instrumento do cururu e outros folguedos da região pantaneira, foi tombado pelo Estado e pelo Governo Federal como Patrimônio Histórico Imaterial.

o

Em Mato Grosso o incentivo a produção e ensino do instrumento vem se dando através do incentivo a curso para jovens e pela Orquestra de Mato Grosso, criada em 2005, e, a única do mundo a utilizar o instrumento entre os principais naipes.

o

Igreja Nossa Senhora da Guia: Antiga capela localizada no Distrito da Guia, em Cuiabá. Representa parte da história do Distrito, região que abrigou muitos garimpeiros em busca de alternativas às lavras do Cuiabá há 275 anos. A construção rústica de adobe e taipa-de-pilão (material feito à base de barro, restos de madeira e ossos), recuperada e revitalizada em janeiro de 2008.

o

Ganzá Pedaço de bambu serrilhado tocado com um pedaço de osso ou bambu. Um dos principais instrumentos do Siriri e do Cururu.

o

Mocho Banco alto de madeira e couro.

o

Casa Barão de Melgaço: Imóvel histórico do séc. XVIII, em Cuiabá, que abriga o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e a Academia Mato-grossense de Letras desde a década de 1930. Foi recuperado e revitalizado em 2006,

permitindo, desta forma, sua adequada ocupação e utilização. Imóvel histórico do séc. XVIII, em Cuiabá, que

abriga o Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso e a Academia Mato-grossense de Letras desde a década de 1930. Foi recuperado e revitalizado em 2006, permitindo, desta forma, sua adequada ocupação e utilização.

o

Bruaca Bolsa de couro revestida com palha seca.

o

Adulfo - Pandeiro quadrado feito de couro.

o

Pé de Bode - Acordeom de oito baixos trazido e difundido pelos migrantes da fronteira sul-americana.

BENS MATERIAIS

Entende-se por bens materiais os sítios e achados arqueológicos (patrimônio arqueológico); as formações rurais e urbanas (patrimônio urbanístico); os agenciamentos paisagísticos (patrimônio paisagístico); os bens móveis, como objetos de arte, objetos utilitários, documentos arquivísticos e iconográficos (patrimônio artístico); e os bens imóveis, como edificações rurais e urbanas (patrimônio arquitetônico). Citamos abaixo alguns bens materiais do Estado de Mato Grosso:

o

abaixo alguns bens materiais do Estado de Mato Grosso: o Centro Histórico de Cuiabá: A área

Centro Histórico de Cuiabá: A área compreendida como o antigo centro da capital mato-grossense foi tombado em nível federal em 01 de outubro de 1987. A homologação do tombamento deu-se somente em 04 de novembro de 1992, em Ato assinado pelo Ministro da Cultura. A necessidade de se preservar parte da área urbana, construída entre os séculos XVIII e XIX, motivou o tombamento de 62,7 hectares (13 hectares na área tombada e o restante no entorno) contendo aproximadamente 1.000 imóveis.

no entorno) contendo aproximadamente 1.000 imóveis. Casa do Alferes : Imóvel histórico localizado no centro

Casa do Alferes: Imóvel histórico localizado no centro antigo de Cuiabá. Numa parceria entre a Prefeitura de Cuiabá e governos federal e estadual, em 2006, foi revitalizado e transformado no Museu da Imagem e do Som de Cuiabá.

Ponte de Ferro do Coxipó: A Ponte de Ferro do Rio Coxipó foi construída em 1896, em Cuiabá. Foi importada da França, adotando o sistema construtivo Eiffel. A sua montagem representou um marco nas relações comerciais de Mato Grosso, viabilizando a penetração de capitais, mercadorias, técnicos e imigrantes europeus. Foi destruída por uma enchente em 1995. Em 2006 foi feito um trabalho de recuperação das ferragens que estavam submersas no leito e nas margens do Coxipó, sendo entregue à comunidade cuiabana em 2008.

das ferragens que estavam submersas no leito e nas margens do Coxipó, sendo entregue à comunidade

o

Palácio da Instrução: Prédio construído em 1913, para servir à área da educação, em Cuiabá. É imóvel tombado pelo Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, e foi recuperado e revitalizado em 2005. Atualmente é sede da Biblioteca Pública Estadual Estevão de Mendonça e do Conselho Estadual de Cultura.

Igreja Nossa Senhora do Rosário e São Benedito: A mais antiga igreja erguida no Estado (há citações desde 1736). Foi minuciosamente restaurada, desde os altares e imagens rigorosamente cuidados por especialistas nacionais e locais em arte sacra, às grossas paredes de adobe que foram expostas ao seu estado mais original. Foram três anos de trabalhos e muita história desvendada, do assoalho ao telhado. Foi reaberta em 21 de junho de 2006.

do assoalho ao telhado. Foi reaberta em 21 de junho de 2006. o Clube Feminino :

o

Clube Feminino: Antigo clube da sociedade cuiabana. O local guarda a memória de grandes bailes que reuniam a sociedade. Já serviu de biblioteca pública municipal e hoje abriga a Secretaria Municipal de Cultura de Cuiabá. Foi recuperado e revitalizado pela Prefeitura de Cuiabá, com apoio do governo estadual, em 2006.

o

Igreja

Nosso

Senhor

dos

Passos:

Imóvel

histórico

localizado no antigo centro de Cuiabá. Revitalizado, foi entregue à sociedade no dia 07 de fevereiro de 2006. O restauro foi realizado em regime de parceria envolvendo o IPHAN Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e o Governo de Mato Grosso.

Histórico e Artístico Nacional e o Governo de Mato Grosso. o Arquivo Público do Estado :

o

Arquivo Público do Estado: Local que abriga o maior acervo histórico de Mato Grosso. Está localizado na cidade de Cuiabá em edifício construído na década de 1940, no período do Estado Novo e ocupado por outros órgãos públicos ao longo da história.

o

Museu Histórico de Mato Grosso: Prédio centenário que abrigava o Tesouro do Estado, localizado na Praça da República, em Cuiabá. Foi reinaugurado em 2006, passando a abrigar o Museu Histórico de Mato Grosso, recebendo equipamentos, iluminação e mobiliário para a instalação do acervo de mais de 9 mil peças entre filatelia, objetos ornamentais, documentos textuais, iconográficos, medalhas e condecorações, mobiliários, numismática e obras de arte.

condecorações, mobiliários, numismática e obras de arte. MUSEU HISTÓRICO DE MATO GROSSO o Seminário da

MUSEU HISTÓRICO DE MATO GROSSO

o

Seminário da Conceição: Um dos mais antigos bens imóveis de Cuiabá (datado de 1882) é a sede do Museu de Arte Sacra, fechado desde 1988. Foi alvo de recuperação e revitalização de 2004 a 2007. Uma parte importante do passado religioso mato-grossense foi recuperada pelo artesão Ariston Paulino. São milhares de fragmentos da antiga Catedral do Senhor Bom Jesus de Cuiabá, que formaram altares do séc. XVIII (altar de Santa Terezinha em estilo rococó e um dos altares do Cruzeiro em estilo barroco, além do neoclássico altar de São Miguel - século 19). Os acervos remanescentes da antiga Catedral do Senhor Bom Jesus e Igreja de Nossa Senhora do Rosário, contam com cerca de 4.300 peças entre imagens sacras, paramentos, alfaias, altares e vestuários épicos, inclusive, parte de objetos pessoais do Arcebispo Dom Aquino Correia.

o

Igreja Nossa Senhora do Bom Despacho: Imóvel tombado pelo patrimônio histórico estadual. Começou a ser construído em 1918 e, em 1955, passou por sua primeira reforma. Em 2004, o Governo do Estado revitalizou o imóvel que se encontra à disposição e uso pela Cúria Metropolitana de Cuiabá.

à disposição e uso pela Cúria Metropolitana de Cuiabá. Igreja do Bom Despacho- Cuiabá MT o

Igreja do Bom Despacho- Cuiabá MT

o

Centro

Histórico

de

Diamantino:

Uma

das

principais

referências históricas do Estado é a cidade de Diamantino, motivo que levou à necessidade de tombamento, por parte do Governo do Estado, em 2006, na tentativa de preservar parte do que já foi o rico patrimônio arquitetônico e histórico do lugar. Alguns imóveis estão em bom estado de conservação, o que motiva a sociedade local a sonhar com a recuperação de seus antigos casarões.

o

Casa

Canônica

de

Diamantino.

Imóvel

de

interesse

histórico e que marca a presença dos jesuítas em Mato Grosso. Localizado em Diamantino, foi recuperado e entregue à comunidade em fins de 2007.

o

Relógio da Fonte - Localizado em Nossa Senhora do Livramento, o Relógio da Fonte Pública, juntamente com a Praça Central e a Igreja Matriz formam um belo conjunto arquitetônico. O Relógio da Fonte foi idealizado pelo Frei Salvador Roquette em 1945, com o objetivo de oferecer água de qualidade à população e um referencial de tempo, suprindo a carência do povo que, na época, não contava com rede de distribuição de água.

o

Dança

do

Congo:

Retrata

a

resistência,

tradição,

demonstração de fé e religiosidade, demonstrando a força de um povo que luta para preservar sua história. Reis e embaixadores travam uma luta dramatizada em que dois reinados africanos disputam o poder. Em Mato Grosso, a dança surgiu com a vinda de escravos para a primeira Capital, Vila Bela. A dança manifesta ainda a resistência dos negros que ficaram no município mesmo com a transferência da Capital para Cuiabá.

o

Centro Cultural Cadeia Pública - O Centro Cultural Cadeia Pública, em Santo Antônio de Leverger, é imóvel (datado de 1925) tombado pelo patrimônio histórico estadual. Foi recuperado e revitalizado em 2007.

Leverger, é imóvel (datado de 1925) tombado pelo patrimônio histórico estadual. Foi recuperado e revitalizado em

o

Igreja Nossa Senhora da Guia Em Várzea Grande, trata-

se

da primeira capela da cidade, e foi revitalizada em 2004.

Hoje integra o roteiro de procissões das principais festas

religiosas da região, além de ser um ponto turístico da cidade.

o

Igreja

Nossa

Senhora da

Conceição

- Localizada

na

localidade de Passagem da Conceição, em Várzea Grande.

A

igreja centenária foi revitalizada, fortalecendo a região

como um dos principais pontos de turismo histórico da Baixada Cuiabana.

MANIFESTAÇÕES POPULARES:

 

o

Boi-a-Serra: No Mato Grosso, o folguedo com temática de

boi se chama Boi-à-Serra. Encontrado especialmente na região do Rio Abaixo (Santo Antônio do Leverger), apresenta-se durante as festas carnavalescas. Sai da casa do festeiro, meio de surpresa, e vai arrebanhando os brincantes que estão pela rua.

o

Siriri e Cururu: Dança das mais populares do folclore mato- grossense, praticada especialmente nas periferias das cidades e na zona rural da região chamada Baixada Cuiabana (vários municípios no entorno da Capital) e Cáceres, fazendo parte das festas de batizados, casamentos

festejos religiosos. É uma dança que lembra os divertimentos indígenas.

e

festejos religiosos. É uma dança que lembra os divertimentos indígenas. e

o

Dança dos Mascarados: Típica de Poconé, muito parecida nas festas de São Benedito e Espírito Santo , no dia da iluminação. Não de sabe de onde veio, quem a introduziu aqui, é uma dança que sem dúvidas vem dos costumes dos índios, enriquecidas pelos colonizadores espanhóis que aqui chegaram. Os participantes são somente homens mascarados, usando chapéus com plumas, espelhos e outros enfeites, desempenhando função de damas e de galã. Cada participante prepara sua roupa, o galã manda fazer roupas coloridas e bem enfeitados.

função de damas e de galã. Cada participante prepara sua roupa, o galã manda fazer roupas

o

Cururu: “O cururu, na cuiabania, é dança de roda, só para homens, ao som de desafio cantado, com acompanhamento instrumental da viola de cocho e o ganzá”.

de roda, só para homens, ao som de desafio cantado, com acompanhamento instrumental da viola de

o

Cavalhada: Também típica de Poconé, a manifestação é comumente associada a famosos episódios da história e da literatura universal, como a Guerra de Tróia e As Cruzadas. Cavalos e cavaleiros ricamente ornamentados competem ao som do repique de uma “caixa”. A Cavalhada acontece todos os anos durante a Festa de São Benedito, em junho e além do embate entre os exércitos Mouros e Cristãos, a Cavalhada tem ainda o Baile dos Cavaleiros, a Festa da Iluminação (com espetáculo pirotécnico), a Dança dos Mascarados, siriri e cururu e é encerrada com um grande show popular.

o

Caretas - No período de carnaval a tradição na cidade de Guiratinga é um desfile de mascarados em que nada do corpo é mostrado.

o

Folia de Reis: Folguedo popular de origem portuguesa em que um grupo de foliões carregando bandeiras, pede esmolas para a festa dos Reis Magos.

o Pastorinhas ou Pastoril : Folguedo comum em Barra do Garças, região do Vale do

o

Pastorinhas ou Pastoril: Folguedo comum em Barra do Garças, região do Vale do Araguaia.

o

Rasqueado Cuiabano: Definição da palavra rasqueado: “ arrastar as unhas ou um só polegar sobre as cordas, sem as pontear”. (Acordes em glissados, rápidos, rasgado, rasgadinho, rasgueado e rasgueo) - Dicionário Musical Brasileiro - Mário de Andrade. O pesquisador da cultura mato-grossense, compositor e cantor nativista Milton Pereira de Pinho (o Guapo) escreveu que “o ritmo começou após o fim da Guerra da Tríplice Aliança (Guerra do Paraguai), quando os prisioneiros e refugiados da Retomada de Corumbá ficaram confinados à margem direita do Rio Cuiabá, atualmente cidade de Várzea Grande".

Chorado: Ainda hoje preservada e cultuada pelos vilabelenses, originalmente foi o instrumento encontrado pelas negras escravas para persuadir os senhores a amenizarem os castigos dados a seus familiares. Um dos principais elementos do Chorado é a garrafa de kanjinjin equilibrada na cabeça pelas

o

Kuarup, ritual indígena do Xingu: Kuarup é um ritual dos grupos indígenas do Parque do Xingu para homenagear os mortos. Os troncos feitos da madeira. kuarup? são a representação concreta do espírito dos mortos ilustres. A festa corresponderia a cerimônia de finados do homem

dançarinas. Segundo as dançarinas do Chorado, o elemento foi incorporado à dança recentemente, na década de 80 para 90.

Segundo as dançarinas do Chorado, o elemento foi incorporado à dança recentemente, na década de 80

branco, entretanto, o Kuarup é uma festa alegre, afirmadora, exuberante, onde cada um coloca a sua melhor vestimenta na pele. Na visão dos índios, os mortos não querem ver os vivos tristes ou feios.

um coloca a sua melhor vestimenta na pele. Na visão dos índios, os mortos não querem

SÍMBOLOS DE MATO GROSSO

o

Curussé - Conforme o pesquisador cultural Mário Friedländer, “Curussé é a denominação atual que se dá a uma dança brincadeira de origem chiquitana que ocorre no município de Porto Esperidião”.

Durante o período colonial, o estado do Mato Grosso acatava, e por assim dizer utilizava dos símbolos oficiais de Portugal. Quando da Proclamação da Independência, em 1822, o estado passou a respeitar os símbolos oficiais do Império Brasileiro Com a Proclamação da República (1889), cada um dos estados já existentes ou em fase de criação obtiveram o direito de criar e usar seus próprios símbolos, dentre eles MT.

BANDEIRA DE MT

o

o

seus próprios símbolos, dentre eles MT. BANDEIRA DE MT o Dança do Zinho Preto - A

Dança do Zinho Preto - A Dança do Zinho Preto ou Dança Cabocla, existe em Jauru, desde a década de 1970, tendo sido trazida da cidade de Mantenópolis, no Espírito Santo, por José Alves Batista - o Zinho Preto, criador da dança.

É o mais antigo símbolo oficial do Estado do Mato Grosso. Foi criada pelo General Antônio Maria Coelho através do Decreto n.2, de 31 de janeiro de 1890; 73 dias após a data de criação da Bandeira Brasileira. A bandeira mato-grossense em muito se parece com a brasileira, principalmente em suas cores, não em sua disposição.

É formada por um retângulo azul, com losango branco; ao centro uma esfera ou globo verde e uma estrela amarela (cinco pontas) tocando as extremidades da esfera.

Assim sendo, justifica-se a referência das cidades de Corumbá e Dourados na letra do hino mato-grossense. Foi Dom Francisco de Aquino Corrêa o autor da letra da “Canção Mato- grossense” reconhecida no ano de 1983 como hino oficial do estado. Porém, antes disso, a canção havia sido executada e, 1919, pela primeira vez, na cerimônia do bicentenário de Cuiabá. Durante longa data, o hino, mesmo não sendo oficial foi cantado nas escolas; a não oficialização do hino possivelmente tenha ocorrido por fatores políticos diversos advindos dos sucessores de Dom Francisco de Aquino Corrêa. Com a implantação do “Estado Novo” todos os símbolos oficiais do estado foram abolidos, restabelecendo-se seu uso em todos os estados, sendo que Mato Grosso só apresentava como símbolo a bandeira e o brasão de armas. O hino era oficial para a população mato-grossense tendo sido oficializado pelo governador Júlio José de Campos por meio do Decreto n. 38, de 03 de maio de 1983.

 

Retângulo Azul: corresponde ao céu, como na bandeira nacional; representa também a evolução de um princípio espiritual, a busca da perfeição.

Losango Branco: lembra o culto à mulher, à pureza; significa o zodíaco além da paz, da concórdia na política e, o otimismo e a virtude no lado psicossocial.

Esfera ou globo Verde: representa a soberania, a grandeza territorial. O verde caracteriza a esperança, a juventude; busca desenvolver a consciência para a convivência equilibrada e sustentável do homem com o meio ambiente. Estrela Amarela: retrata a humanidade voltada para o firmamento em busca de respostas às perguntas. Este foi um dos mais importantes símbolos dos ideais republicanos. Sua coloração amarelo lembra o ouro, uma das riquezas mato-grossenses.

BRASÃO DE ARMAS DE MT

Hino de Mato Grosso Letra: Dom Aquino Corrêa - Maestro: Emilio Heine

A frase “Virtute Plusquam Auro” chama a atenção para o brasão estadual, sua tradução diz

A frase “Virtute Plusquam Auro” chama a atenção para o brasão estadual, sua tradução diz “Pela virtude mais que pelo ouro”.

Dom Francisco de Aquino Corrêa governou o estado no período de 1918 a 1922. No início de seu governo eram muitas as dificuldades, consequência da Primeira Guerra Mundial e da gripe espanhola; para tanto o governante buscou na virtude de seus ideais a solução para os problemas. Foi durante seu primeiro mandato que Dom Francisco enviou à Assembleia Legislativa a proposta de criação de um Brasão de Armas. Enquanto o estado não tinha seu próprio brasão, a bandeira era o símbolo do estado. De forma simples e compreensiva, assim é composto o Brasão de Armas do estado do Mato Grosso. Escudo em estilo português (ponta arredondada) no qual está simbolizado um campo de sinople (verde), uma “montanha” de ouro (amarelo) e, o restante do escudo tomado pelo céu. Sob

Limitando, qual novo colosso, O ocidente do imenso Brasil, Eis aqui, sempre em flor. Mato Grosso, Nosso berço glorioso e gentil! Eis a terra das minas faiscantes, Eldorado como outros não há Que o valor de imortais bandeirantes Conquistou ao feroz Paiaguás! (BIS) Salve, terra de amor, terra do ouro, Que sonhara Moreira Cabral! Chova o céu dos seus dons o tesouro Sobre ti, bela terra natal! Terra noiva do Sol! Linda terra! A quem lá, do teu céu todo azul, Beija, ardente, o astro louro, na serra E abençoa o Cruzeiro do Sul! No teu verde planalto escampado, E nos teus pantanais como o mar, Vive solto aos milhões, o teu gado, Em mimosas pastagens sem par!

Hévea fina, erva-mate preciosa, Palmas mil, são teus ricos florões,

E da fauna e da flora o índio goza,

A opulência em teus virgens sertões. O diamante sorri nas grupiaras Dos teus rios que jorram, a flux,

A hulha branca das águas tão claras, Em cascatas de força e de luz.

Dos teus bravos a glória se expande De Dourados até Corumbá, O ouro deu-te renome tão grande Porém mais, nosso amor te dará! Ouve, pois, nossas juras solenes De fazermos em paz e união, Teu progresso imortal como a fênix Que ainda timbra o teu nobre brasão.

o

céu um braço armado empunhando uma bandeira com a cruz

 

da Ordem de Cristo. No alto do escudo uma fênix de ouro como timbre. Ladeando o escudo dois ramos, um de seringueira e outro de erva-mate entrelaçados pela fita com os dizeres: “Virtute Plusquam Auro”.

18. BIBLIOGRAFIA ANTUNES, Emílio. Lendas do Rio Cuiabá. Cuiabá. 1998.

ARANTES, Antônio A. O que é Cultura Popular. São Paulo: Brasiliense, 1995 - (Coleção Primeiros Passos) ARRUDA, Antônio, O linguajar Cuiabano e outros Escritos, Cuiabá, MT, Ed. do autor.

1998.

HINO DE MT Devido a grande extensão territorial do estado no início de sua formação, abrangendo os municípios de Ponta Porã e

BRANDÃO, Carlos R. O que é folclore. São Paulo: Brasiliense, 1982 _ (Coleção Primeiros Passos) CASCUDO, Luís da C. Dicionário Do Folclore Brasileiro. Belo Horizonte - MG, Editora Itatiaia LTDA. 6ª Ed. 1988. COLEÇÃO MUNICÍPIOS DE MATO GROSSO, Jaciara. Fundação Júlio Campos, Projeto Memória Viva. FRADE, Cássia. Folclore N.º 3. São Paulo: Global, 1997. 2ª Ed. Coleção Para Entender FERREIRA, João C. V. Mato Grosso e Seus Municípios. Cuiabá - MT, 1997. Secretaria de Estado de Educação.

Guaporé, hoje respectivamente anexados ao Mato Grosso do Sul

e

Rondônia; mesmo havendo o desmembramento dos estados

(criação do Mato Grosso do Sul) o Mato Grosso continuou sendo

o

terceiro maior estado brasileiro.