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Sanctam Ecclésiam Cathólicam

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Provida Romanorum Pontificum


Por Pedro

SOBRE A MAÇONARIA

Bula “Provida Romanorum Pontificum” de Bento XIV

Treze anos depois da primeira condenação, em 1751, a suprema autoridade


da Igreja, pela voz de Bento XIV, mais uma vez denunciou a Maçonaria, para
confirmar a declaração anterior.

BENT O, Bispo, servo dos servos de Deu s.

Razões ju stas e graves obrigam-nos a confirmar e mu nir da força de


nossa au toridade as sábias leis e sanções dos pontífices romanos, nossos
predecessores, não somente as qu e receamos sejam pelo tempo
destru ídas ou enfraqu ecidas, mas ainda aqu elas qu e se acham em pleno
vigor, e em toda a su a força.

Clemente XII, nosso antecessor, de clara memória, em su as Letras


Apostólicas In Eminenti, datada aos 28 de Abril de 1738, condenou e
proibiu para sempre, debaixo de pena de excomu nhão, certas
sociedades, assembléias, reu niões, corrilhos ou conventícu los,
denominados vu lgarmente de franco-maçons, qu e então se propagavam
em algu ns países, crescendo de dia para dia.

Mas chegou à nossa notícia qu e não trepidam algu ns em assegu rar e


divu lgar qu e a pena de excomu nhão fu lminada pelo nosso antecessor
cessou , porqu e não foi confirmada a su pracitada Constitu ição, como se
fosse exigida a confirmação do Papa su cessor, para qu e continu assem a
su bsistir as Constitu ições apostólicas do Papa predecessor. Por isso nos
insinu aram homens piedosos e tementes a Deu s qu e, para cortarmos
todos os su bterfú gios dos calu niadores, e declararmos a conformidade
de nossa intenção com a vontade de nosso predecessor, vinha mu ito a
propósito aju ntar a nossa confirmação às su as mencionadas letras.

Qu ando concedemos benigno — o qu e se deu principalmente no ano do


ju bileu , e algu mas vezes antes — a absolvição da excomu nhão a vários
fiéis arrependidos de terem violado as leis da referida Constitu ição,
prometendo abandonar de todo em todo tais sociedades ou
conventícu los condenados; qu ando comu nicamos aos penitenciários
nossos delegados a facu ldade de dar em nosso nome e au toridade a
mesma absolvição aos penitentes qu e a eles recorriam contritos; qu ando
exortamos com solicitu de e vigilância os ju izes e tribu nais competentes a
procederem contra os violadores da mesma Constitu ição conforme a
gravidade do delito; em todas essas ocasiões apresentamos argu mentos,
não só plau síveis, evidentes e indu bitáveis, dos qu ais devia dedu zir-se a
nossa firme e deliberada vontade em relação à força e ao vigor da
censu ra lançada por nosso antecessor Clemente XII.

Contu do, para qu e se não possa dizer qu e impru dente omitimos algu ma
coisa do qu e pode barrar a boca à mentira e à calú nia, resolvemos
confirmar, como de fato confirmamos pelas presentes Letras, a
Constitu ição acima referida, corroborando-a, renovando-a com toda a
plenitu de de nosso poder apostólico em tu do e sem reserva, como se
fosse pu blicada por nós mesmo, por nossa própria au toridade, em nosso
nome, e queremos e mandamos que tenha força e eficácia para
s empre.

Finalmente, entre as cau sas mais graves das su praditas proibições e


condenações enu nciadas na Constitu ição acima inserida, — a primeira é:
qu e nas tais sociedades e assembléias secretas, estão filiados
indistintamente homens de todos os credos; daí ser evidente a
resu ltante de u m grande perigo para a pureza da religião católica;

— a segu nda é: a obrigação estrita do segredo indevassável, pelo qu al se


ocu lta tu do qu e se passa nas assembléias secretas, às qu ais com razão
se pode aplicar o provérbio (do qu al se serviu Caeciliu s Natalis, em cau sa
de caráter diverso, contra Minú ciu s Félix): “As coisas honestas gozam
da publicidade; as criminosas, do segredo”;

— a terceira é: o ju ramento pelo qu al se comprometem a gu ardar


inviolável segredo, como se fosse permitido a qu alqu er u m apoiar-se
nu ma promessa ou ju ramento com o fito de fu rtar-se a prestar
declarações ao legítimo poder, qu e investiga se em tais assembléias
secretas não se maqu ina algo contra o Estado, contra a Religião e contra
as Leis;

— a qu arta é: qu e tais sociedades são reconhecidamente contrárias às


sanções civis e canônicas; o direito civil proíbe aju ntamentos e sodalícios,
como se pode conferir no XLVII livro de Pandectas, tit. 22 de Collegüs et
Corporibus illicitis e na célebre carta de Pliniu s Caeciliu s II, qu e é a
XCVII, livro 10, na qu al diz ser proibida pelo Imperador a existência de
“Hetérias”: isto é, sociedade algu ma ou reu nião podia existir e
constitu ir-se sem a devida au torização do príncipe;

— a qu inta é: qu e em mu itos países as ditas sociedades e agregações


foram proscritas e eliminadas por leis de príncipes secu lares;

— a ú ltima enfim é: qu e as tais sociedades e agregações são reprovadas


por homens pru dentes e honestos e, no pensar deles, qu em qu er qu e
se inscreva nelas merece o ferrete da depravação e pervers idade.

Enfim, nosso predecessor, na Constitu ição acima inserida, conclama os


Bispos e Su periores Prelados e ou tros Ordinários dos lu gares, a qu e não
deixem de solicitar o poder secu lar, se necessário, para a execu ção da
mesma.

T u do isso não só aprovamos e confirmamos e respectivamente


recomendamos e ordenamos aos su periores eclesiásticos, mas também
nós mesmo, por dever de solicitu de apostólica, pelas presentes Letras,
requ eremos u m esforço conju nto, e invocamos o au xílio e forças do
poder secu lar, para a execu ção das mesmas.

E u ma vez qu e os príncipes soberanos e os poderes são designados por


Deu s, são defensores da fé e protetores da Igreja, por obrigação devem
empenhar-se com toda a sorte de boas razões qu e sejam observadas à
risca as Constitu ições Apostólicas. E’ o qu e lhes lembraram os padres do
Santo Concilio de T rento, na 254 sessão, cap. 20 e já mu i anteriormente
havia esplendidamente declarado o Imperador Carlos Magno, qu e, após
ter recomendado a todos os seu s sú ditos a observância das leis
eclesiásticas, acrescentou : “De modo algum podemos reconhecer por
fiéis os s úditos infiéis a Deus e des obedientes aos s eus
s acerdotes ”. E por isso ordenou a todos os chefes e oficiais de seu
Império qu e obrigassem a todos os sú ditos à observância e obediência
das leis da Igreja, sancionando penas mu ito severas aos infratores. Entre
ou tras, disse: “Aqu eles qu e forem reconhecidamente (o qu e Deu s não o
permita) negligentes ou desobedientes neste ponto, saibam qu e não
podem ocu par lu gar algu m em nosso Império, sejam embora nossos
filhos, nem viver no palácio, e menos ainda ter qu alqu er sociedade ou
comu nicação, nem conosco, nem com os nossos, mas sofrerão as penas
de fome, sede e prisão”.

Qu eremos qu e a transcrição das presentes letras, igu almente as


impressas, seja su bscrita por notário pú blico e mu nida com o sigilo de
pessoa revestida de dignidade eclesiástica e mereça assim a mesma fé
qu e o original, caso for exibida.

A ninguém, pois , s eja lícito infringir es ta página de nos s a


confirmação, inovação, aprovação, requis ição, decreto e vontade ou
temeràriamente contrariar. Caso algu ém o presu mir, saiba qu e
incorrerá na ira de Deu s Onipotente e de seu s bem-aventu rados
apóstolos Pedro e Pau lo.

Dado em Roma, em Santa Maria Maior, aos 18 de Maio do ano da


Encarnação, 1751, 2º de nosso pontificado.

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Essa entrada foi publicada em 18/06/2009 às 19:55 e arquivada em Uncategorized. Você


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