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Sanctam Ecclésiam Cathólicam

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DECLARAÇÃO SOBRE A MAÇONARIA


03/09/2009 por Pedro
CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

DECLARAÇÃO SOBRE A MAÇONARIA

Foi pergu ntado se mu dou o parecer da Igreja a respeito da maçonaria


pelo facto qu e no novo Código de Direito Canónico ela não vem
expressamente mencionada como no Código anterior.
Esta Sagrada CongregaçAo qu er responder qu e tal circu nstância é
devida a u m critério redaccional segu ido também qu anto às ou tras
associações igu almente não mencionadas, u ma vez qu e estão
compreendidas em categorias mais amplas.

Permanece portanto imu tável o parecer negativo da Igreja a respeito das


associações maçónicas, pois os seu s princípios foram sempre
considerados inconciliáveis com a dou trina da Igreja e por isso
permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis qu e pertencem às
associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem
aproximar-se da Sagrada Comu nhão.

Não compete às au toridades eclesiásticas locais pronu nciarem-se sobre


a natu reza das associações maçónicas com u m ju ízo qu e impliqu e
derrogação de qu anto foi acima estabelecido, e isto segu ndo a mente da
Declaração desta Sagrada Congregação, de 17 de Fevereiro de 1981 (cf.
AAS 73, 1981, p. 240-241).

O Sumo Pontífice João Paulo II, durante a Audiência concedida ao


s ubs crito Cardeal Prefeito, aprovou a pres ente Declaração,
decidida na reunião ordinária des ta Sagrada Congregação, e
ordenou a s ua publicação.

Roma, da Sede da Sagrada Congregação para a Dou trina da Fé, 26 de


Novembro de 1983.

Joseph Card. RAT ZINGER


Prefeito

+ Fr. Jérôme Hamer, O.P.


Secretário

Fonte: http://www.vatican.va/roman_cu ria/congregations/cfaith


/docu ments/rc_con_cfaith_doc_19831126_declaration-masonic_po.html

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Humanum Genus
03/09/2009 por Pedro

ENCÍCLICA
HUMANUM GENUS
DO PAPA LEÃO XIII
SOBRE A MAÇONARIA
Aos Patriarcas, Primazes, Arcebispos, e
Bispos do Mundo Católico em Graça e Comunhão com a Sé Apostólica.

1. O Gênero Hu mano, após su a miserável qu eda de Deu s, o Criador e


Doador dos dons celestes, “pela inveja do demônio,” separou -se em du as
partes diferentes e opostas, das qu ais u ma resolu tamente lu ta pela
verdade e virtu de, e a ou tra por aqu elas coisas qu e são contrárias à
virtu de e à verdade. Uma é o reino de Deu s na terra, especificamente, a
verdadeira Igreja de Jesu s Cristo; e aqu eles qu e desejam em seu s
corações estar u nidos a ela, de modo a receber a salvação, devem
necessariamente servir a Deu s e Seu ú nico Filho com toda a su a mente
e com u m desejo completo. A ou tra é o reino de Satanás, em cu ja
possessão e controle estão todos e qu aisqu er qu e sigam o exemplo fatal
de seu líder e de nossos primeiros pais, aqu eles qu e se recu sam a
obedecer à lei divina e eterna, e qu e têm mu itos objetivos próprios em
desprezo a Deu s, e também mu itos objetivos contra Deu s.

2. Este reino dividido Sto. Agostinho penetrantemente discerniu e


descreveu ao modo de du as cidades, contrárias em su as leis porqu e
lu tando por objetivos contrários; e com su til brevidade ele expressou a
cau sa eficiente de cada u ma nessas palavras: “Dois amores formaram
du as cidades: o amor de si mesmo, atingindo até o desprezo de Deu s,
u ma cidade terrena; e o amor de Deu s, atingindo até o desprezo de si
mesmo, u ma cidade celestial.”[1] Em cada período do tempo u ma tem
estado em conflito com a ou tra, com u ma variedade e mu ltiplicidade de
armas e de batalhas, embora nem sempre com igu al ardor e assalto.
Nesta época, entretanto, os partisans (gu errilheiros) do mal parecem
estar se reu nindo, e estar combatendo com veemência u nida, liderados
ou au xiliados por aqu ela sociedade fortemente organizada e difu ndida
chamada os Maçons. Não mais fazendo qu alqu er segredo de seu s
propósitos, eles estão agora abru ptamente levantando-se contra o
próprio Deu s. Eles estão planejando a destru ição da santa Igreja
pu blicamente e abertamente, e isso com o propósito estabelecido de
despojar completamente as nações da Cristandade, se isso fosse
possível, das bênçãos obtidas para nós através de Jesu s Cristo nosso
Salvador. Lamentando estes males, Nós somos constrangidos pela
caridade qu e u rge Nosso coração a clamar freqü entemente a Deu s: “Ó
Deu s, eis qu e Teu s inimigos se agitam; e os qu e Te odeiam levantaram
as su as cabeças. Eles tramam u m plano contra Teu povo, e conspiram
contra Teu s santos. Eles disseram: ‘vinde, destru amo-nos, de modo qu e
eles não sejam u ma nação’.”[2]

3. Em u ma crise tão u rgente, qu ando tão feroz e tão forte assalto é feito
sobre o nome Cristão, é Nosso ofício apontar o perigo, marcar qu em são
os adversários, e no máximo de Nosso poder fazer u ma barreira contra
seu s planos e procedimentos, para qu e não pereçam aqu eles cu ja
salvação está confiada a Nós, e para qu e o reino de Jesu s Cristo confiado
a Nosso encargo possa não só permanecer de pé e inteiro, mas possa ser
alargado por u m crescimento cada vez maior através do mu ndo.

4. Os Pontífices Romanos nossos predecessores, em su a incessante


vigilância pela segu rança do povo Cristão, foram rápidos em detectar a
presença e o propósito desse inimigo capital tão logo ele saltou para a
lu z ao invés de esconder-se como u ma tenebrosa conspiração; e, além
disso, eles aproveitaram e tomaram providências, pois a eles isso
competia, e não permitiram a si mesmos serem tomados pelos
estratagemas e armadilhas armadas para enganá-los.

5. A primeira advertência do perigo foi dada por Clemente XII no ano de


1738[3], e su a constitu ição foi confirmada e renovada por Bento XIV[4].
Pio VII segu iu o mesmo caminho[5]; e Leão XII, por su a constitu ição
apostólica, Qu o Graviora[6], ju ntou os atos e decretos dos Pontífices
anteriores sobre o assu nto, e os ratificou e confirmou para sempre. No
mesmo sentido pronu nciou -se Pio VIII[7], Gregório XVI[8], e, mu itas
vezes, Pio IX[9].

6. T ão logo a constitu ição e o espírito da seita maçônica foram


claramente descobertos por manifestos sinais de su as ações, pela
investigação de su as cau sas, pela pu blicação de su as leis, e de seu s ritos
e comentários, com a freqü ente adição do testemu nho pessoal daqu eles
qu e estiveram no segredo, esta sé apostólica denu nciou a seita dos
Maçons, e pu blicamente declarou su a constitu ição, como contrária à lei
e ao direito, perniciosa tanto à Cristandade como ao Estado; e proibiu
qu alqu er u m de entrar na sociedade, sob as penas qu e a Igreja costu ma
infligir sobre as pessoas excepcionalmente cu lpadas. Os sectários,
indignados por isto, pensando em elu dir ou diminu ir a força destes
decretos, parcialmente por desprezo, e parcialmente por calú nia,
acu saram os soberanos Pontífices qu e os passaram ou de exceder os
limites da moderação em seu s decretos ou de decretar o qu e não era
ju sto. Este foi o modo pelo qu al eles esforçaram-se para elu dir a
au toridade e o peso das constitu ições apostólicas de Clemente XII e
Bento XIV, e também de Pio VII e Pio IX[10]. Entretanto, na própria
sociedade, encontraram-se homens qu e relu tantemente concordaram
qu e os Pontífices Romanos tinham agido dentro de seu direito, de
acordo com a dou trina e disciplina Católicas. Os Pontífices receberam a
mesma concordância, em termos fortes, de mu itos príncipes e chefes de
governo, qu e tomaram como u m dever ou delatar a sociedade maçônica
à sé apostólica, ou por seu próprio acordo por leis específicas declará-la
perniciosa, como, por exemplo, na Holanda, Áu stria, Su íça, Espanha,
Bavária, Savóia, e ou tras partes da Itália.

7. Mas, o qu e é da maior importância, o cu rso dos eventos demonstrou a


pru dência dos Nossos predecessores. Pois a su a providente e paternal
solicitu de não consegu iu sempre e em todo lu gar o resu ltado desejado;
e isto, ou por cau sa do fingimento e astú cia de algu ns qu e eram agentes
ativos na maldade, ou então da irrefletida leviandade do resto qu e
deveria, em seu próprio interesse, ter dado ao assu nto su a diligente
atenção. Em conseqü ência, a seita dos Maçons cresceu com u ma
velocidade inconcebível no cu rso de u m sécu lo e meio, até qu e se
tornou capaz, através de frau de ou au dácia, de obter tal acesso em cada
nível do Estado de modo a parecer qu ase a su a força governante. Este
veloz e formidável avanço trou xe sobre a Igreja, sobre o poder dos
príncipes, sobre o bem estar pú blico, precisamente aqu ele grave dano
qu e Nossos predecessores tinham previsto mu ito antes. Tal condição foi
atingida qu e de agora de diante haverá grave razão para temer, não
realmente pela Igreja – porqu e su a fu ndação é firme demais para ser
derru bada pelos esforços dos homens – mas por aqu eles Estados em
qu e prevalece o poder, ou da seita da qu al estamos falando ou de ou tras
seitas não diferentes qu e cu rvam-se a ela como discípu las e
su bordinadas.

8. Por estas razões Nós, tão logo chegamos ao timão da Igreja,


claramente vimos e sentimos ser Nosso dever u sar Nossa au toridade em
su a máxima extensão contra u m mal tão vasto. Nós já por mu itas vezes,
conforme as ocasiões su rgiram, atacamos algu ns pont os principais dos
ensinamentos qu e demonstraram de u ma maneira especial a perversa
influ ência das opiniões Maçônicas. Assim, em nossa carta encíclica, Qu od
Apostolici Mu neris, Nós Nos esforçamos por refu tar as monstru osas
dou trinas dos socialistas e comu nistas; depois, em ou tra começando com
“Arcanu m”, Nós penosamente defendemos e explicamos a verdadeira e
genu ína idéia da vida doméstica, da qu al o matrimônio é o ponto de
partida e a origem; e novamente, naqu ela qu e começa com
“Diu tu rnu m”[11], Nós descrevemos a idéia de governo político conforme
os princípios da sabedoria Cristã, qu e é maravilhosa em harmonia, por u m
lado, com a ordem natu ral das coisas, e, por ou tro lado, com o bem-estar
tanto dos príncipes soberanos qu anto das nações. É agora Nossa
intenção, segu indo o exemplo de Nossos predecessores, tratar
diretamente a própria sociedade maçônica, todo o seu ensinamento,
seu s objetivos, e a su a maneira de pensar e agir, de modo a trazer mais e
mais à lu z seu poder para o mal, e fazer o qu e Nós pu dermos para deter
o contágio desta peste fatal.

9. Há vários corpos organizados os qu ais, embora diferindo em nome, em


cerimonial, em forma e origem, são contu do tão u nidos por comu nhão de
propósito e pela similaridade de su as principais opiniões, de modo a
formar de fato u ma só coisa com a seita dos Maçons, a qu al é u m tipo de
centro ao qu al todos eles se dirigem, e do qu al todos eles retornam.
Agora, estes não mais mostram u m desejo de permanecer escondidos;
pois eles realizam seu s encontros à lu z do dia e à vista do povo, e
pu blicam seu s próprios jornais; e contu do, qu ando completamente
compreendidos, descobre-se qu e eles ainda retêm a natu reza e os
hábitos de sociedades secretas. Há mu itas coisas como mistérios qu e é
regra fixa esconder com extremo cu idado, não somente de estranhos,
mas de mu itos e mu itos membros, também; tais como seu s desígnios
secretos e ú ltimos, os nomes de seu s maiores líderes, e certos
segredos e encontros privados, assim como su as decisões, e os
caminhos e meios de execu tá-las. Este é, sem dú vida, o objetivo das
mú ltiplas diferenças entre os membros qu anto a direito, cargo e
privilégio, das distinções recebidas de ordens e grau s, e da severa
disciplina qu e é mantida.

Os candidatos são geralmente ordenados a prometer – e mais, com u m


especial ju ramento, a ju rar – qu e eles não irão nu nca, a nenhu ma pessoa,
em qu alqu er tempo ou de qu alqu er modo, dar a conhecer os membros,
as senhas, ou os assu ntos discu tidos. Assim, com u ma aparência externa
frau du lenta, e com u m estilo de fingimento qu e é sempre o mesmo, os
Maçons, como os Maniqu eístas de antigamente, esforçam-se, tanto
qu anto possível, para encobrir a si mesmos, e para não admitir
testemu nhas exceto seu s próprios membros. Como u ma maneira
conveniente de disfarce, eles assu mem o caráter de homens de letras e
acadêmicos associados com o objetivo de aprender. Eles falam de seu
zelo por u m maior refinamento cu ltu ral, e de seu amor pelos pobres; e
eles declaram qu e seu ú nico desejo é a melhoria da condição das
massas, e o compartilhamento com o maior nú mero possível de pessoas
de todos os benefícios da vida civil. Mesmo qu e estes propósitos fossem
visados verdadeiramente, eles não são de modo algu m o todo de seu
objetivo. Ainda mais, para ser alistado, é necessário qu e os candidatos
prometam e assu mam ser daí em diante estritamente obedientes aos
seu s líderes e mestres com a mais completa su bmissão e fidelidade, e
estar de prontidão para cu mprir su as ordens à mais leve expressão de
seu desejo; ou , se desobedientes, su bmeter-se aos mais penosos
castigos e à própria morte. De fato, se algu m é ju lgado ter traído as
obras da seita ou ter resistido à ordens dadas, a pu nição é infligida neles
não infreqü entemente, e com tanta au dácia e destreza qu e o assassino
mu ito freqü entemente escapa à detecção e pu nição de seu crime.

10. Mas fingir e desejar permanecer escondido; atar homens como


escravos com as mais fortes correntes, e sem dar qu alqu er razão
su ficiente; u sar homens escravizados aos desejos de ou tro para
qu alqu er ato arbitrário; armar as mãos direitas de homens para o
massacre após assegu rar a impu nidade pelo crime – tu do isso é u ma
enormidade diante qu al a natu reza recu a. Por este motivo, a razão e a
própria verdade tornam claro qu e a sociedade da qu al nós estamos
falando está em antagonismo com a ju stiça e a retidão natu ral. E isto se
torna ainda mais claro, u ma vez qu e ou tros argu mentos, também, e
mu ito evidentes, provam qu e ela é essencialmente oposta à virtu de
natu ral. Pois, não importando qu ão grande possa ser a inteligência do
homem em disfarçar e a su a experiência em mentir, é impossível evitar
os efeitos de qu alqu er cau sa de mostrarem, de algu m modo, a natu reza
intrínseca da cau sa da qu al eles vêm. “Uma boa árvore não pode produ zir
mau fru to, nem u ma árvore ru im produ zir bom fru to.”[12] Agora, a seita
maçônica produ z fru tos qu e são perniciosos e do mais amargo sabor.
Pois, daqu ilo qu e Nós acima mostramos da maneira mais clara, aqu ele
qu e é o seu propósito ú ltimo força-a a se tornar visível –
especificamente, a completa derru bada de toda a ordem religiosa e
política do mu ndo qu e o ensinamento Cristão produ ziu , e a su bstitu ição
por u m novo estado de coisas de acordo com as su as idéias, das qu ais as
fu ndações e leis devem ser obtidas do mero natu ralismo.

11. O qu e Nós dissemos, e estamos para dizer, deve ser entendido com
respeito à seita dos Maçons tomada genericamente, e tanto qu anto ela
compreende as associações aparentadas a ela e confederadas com ela,
mas não dos seu s membros individu ais. Pode haver pessoas entre eles, e
não pou cos qu e, embora não livres da cu lpa de terem se enleado em tais
associações, ainda assim não são eles mesmos parceiros em seu s atos
criminosos nem conscientes do objetivo ú ltimo qu e eles estão se
esforçando por alcançar. Do mesmo modo, algu mas das sociedades
afiliadas, talvez, de modo algu m aprovem as conclu sões extremas qu e
eles iriam, se consistentes, abraçar como conseqü ências necessárias de
seu s princípios comu ns, se a su a própria maldade não os enchesse de
horror. Algu ns deles, novamente, são levados pelas circu nstâncias dos
tempos e lu gares ou a visar coisas menores do qu e os ou tros
normalmente tentam ou do qu e eles mesmos desejariam tentar. Eles
não devem, entretanto, por esta razão, ser considerados como
estranhos à federação maçônica; porqu e a federação maçônica deve ser
ju lgada não tanto pelas coisas qu e ela tem feito, ou conclu ído, qu anto
pela soma de su as opiniões pronu nciadas.

12. Agora, a dou trina fu ndamental dos natu ralistas, qu e eles tornam
su ficientemente conhecida em seu próprio nome, é qu e a natu reza
hu mana e a razão hu mana deveria em todas as coisas ser senhora e gu ia.
Eles ligam mu ito pou co para os deveres para com Deu s, ou os
pervertem por opiniões errôneas e vagas. Pois eles negam qu e qu alqu er
coisa tenha sido ensinada por Deu s; eles não permitem qu alqu er dogma
de religião ou verdade qu e não possa ser entendida pela inteligência
hu mana, nem qu alqu er mestre qu e deva ser acreditado por cau sa de su a
au toridade. E desde qu e é o dever especial e exclu sivo da Igreja Católica
estabelecer completamente em palavras as verdades divinamente
recebidas, ensinar, além de ou tros au xílios divinos à salvação, a
au toridade de seu ofício, e defender a mesma com perfeita pu reza, é
contra a Igreja qu e o ódio e o ataqu e dos inimigos é principalmente
dirigido.

13. Nos assu ntos a respeito de religião qu e se veja como a seita dos
Maçons age, especialmente aonde ela é mais livre para agir sem
barreiras, e então qu e qu alqu er u m ju lgu e se realmente ela não deseja
execu tar a política dos natu ralistas. Por u m longo e perseverante labor,
eles esforçam-se para alcançar este resu ltado – especificamente, qu e o
ofício de ensinar e a au toridade da Igreja tornem-se sem valor no Estado
civil; e por esta mesma razão eles declaram ao povo e argu mentam qu e a
Igreja e o Estado devem ser completamente desu nidos. Por este meio
eles rejeitam das leis e da nação a sau dável influ ência da religião Católica;
e eles conseqü entemente imaginam qu e os Estados devem ser
constitu ídos sem qu alqu er consideração pelas leis e preceitos da Igreja.

14. Nem eles pensam ser su ficiente desconsiderar a Igreja – a melhor


das gu ias – mas eles também a ferem por su a hostilidade. Realmente,
para eles está dentro da lei atacar com impu nidade as próprias
fu ndações da religião Católica, em palavra, em escritos e em
ensinamentos; e até os direitos da Igreja não são pou pados, e os ofícios
com os qu ais ela é divinamente investida não estão segu ros. A mínima
liberdade possível para administrar os assu ntos é deixada à Igreja; e isto
é feito por leis aparentemente não mu ito hostis, mas na realidade
armadas e aju stadas para dificu ltar a liberdade de ação. Ainda mais, Nós
vemos leis excepcionais e opressivas impostas sobre o clero, a fim de
qu e eles possam ser continu amente diminu ídos em nú mero e meios
necessários. Nós também vemos os remanescentes das possessões da
Igreja restringidos pelas mais estritas condições, a su jeitados ao poder e
ao desejo arbitrário dos administradores do Estado, e as ordens
religiosas reviradas e espalhadas.
15. Mas contra a sé apostólica e o Pontífice Romano a contenda destes
inimigos tem sido por u m longo tempo dirigida. O Pontífice foi primeiro,
por razões sem su bstância, atirado para fora da proteção de su a
liberdade e de seu direito, o principado civil; logo, ele foi inju stamente
forçado em u ma condição qu e era insu portável por cau sa das
dificu ldades levantadas de todos os lados; e agora o tempo chegou em
qu e os partisans (gu errilheiros) da seita abertamente declaram, o qu e
em segredo entre eles mesmos eles têm por u m longo tempo planejado,
qu e o poder sagrado dos Pontífices deve ser abolido, e qu e o próprio
papado, fu ndado por direito divino, deve ser totalmente destru ído. Se
ou tras provas fossem desejadas, este fato seria su ficientemente
revelado pelo testemu nho de homens informados, dos qu ais algu ns em
ou tros tempos, e ou tros recentemente, declararam ser verdadeiro a
respeito dos Maçons qu e eles desejam especialmente atacar
violentamente a igreja com irreconciliável hostilidade, e qu e eles nu nca
descansarão até qu e eles tenham destru ído o qu e qu er qu e os
su premos Pontífices tenham estabelecido como religião.

16. Se aqu eles qu e são admitidos como membros não são ordenados a
abju rar por qu aisqu er palavras as dou trinas Católicas, esta omissão,
mu ito longe de ser adversa aos desígnios dos Maçons é mais ú til para os
seu s propósitos. Primeiro, deste modo eles facilmente enganam os
ingênu os e os incau tos, e podem indu zir u m nú mero mu ito maior a se
tornarem membros. Novamente, como todos qu e se oferecem são
recebidos qu alqu er qu e possa ser su a forma de religião, eles deste
modo ensinam o grande erro desta época – qu e u ma consideração por
religião deveria ser tida como assu nto indiferente, e qu e todas as
religiões são semelhantes. Este modo de raciocinar é calcu lado para
trazer a ru ína de todas as formas de religião, e especialmente da religião
Católica, qu e, como é a ú nica qu e é verdadeira, não pode, sem grande
inju stiça, ser considerada como meramente igu al às ou tras religiões.

17. Mas os natu ralistas vão mu ito mais longe; pois, tendo, nas mais altas
coisas, entrado em u m cu rso completamente errôneo, eles são levados
impetu osamente a extremos, ou por cau sa da fraqu eza da natu reza
hu mana, ou porqu e Deu s inflige sobre eles a ju sta pu nição do seu
orgu lho. Assim acontece qu e eles não mais consideram como certas e
permanentes aqu elas coisas qu e são totalmente entendidas pela lu z
natu ral da razão, tais como certamente são – a existência de Deu s, a
natu reza imaterial da alma hu mana, e su a imortalidade. A seita dos
Maçons, por u ma similar trilha de erro, é exposta a estes mesmos
perigos; pois, embora de u m modo geral eles possam professar a
existência de Deu s, eles mesmos são testemu nhas qu e eles não mantém
todos esta verdade com total concordância da mente e com u ma firme
convicção. Nem eles escondem qu e esta qu estão sobre Deu s é a maior
fonte e cau sa de discórdias entre eles; de fato, é certo qu e u ma
discu ssão considerável sobre este mesmo assu nto existiu entre eles
mu ito recentemente. Mas, realmente, a seita permite grande liberdade
aos seu s membros ju ramentados por voto, de modo qu e para cada lado
é dado o direito de defender a su a própria opinião, ou de qu e há u m
Deu s, ou de qu e não há nenhu m; e aqu eles qu e obstinadamente
argu mentam qu e não há nenhu m Deu s são tão facilmente iniciados como
aqu eles qu e argu mentam qu e Deu s existe, embora, como os panteístas,
eles tenham falsas noções acerca dEle: tu do qu e não é nada mais do qu e
retirar a realidade, retendo algu mas absu rdas representações da
natu reza divina.

18. Qu ando esta maior e fu ndamental verdade foi derru bada ou


enfraqu ecida, segu e qu e aqu elas verdades, também, qu e são conhecidas
pelo ensinamento da natu reza devem começar a cair – especificamente,
qu e todas as coisas foram feitas pelo livre desejo de Deu s o Criador; qu e
o mu ndo é governado pela Providência; qu e as almas não morrem; qu e a
esta vida dos homens sobre a terra su cederá ou tra em u ma vida eterna.

19. Qu ando estas verdades foram eliminadas, as qu ais são os princípios


da natu reza e importantes para o conhecimento e para o u so prático, é
fácil de ver o qu e irá ser da moralidade pú blica e privada. Nós não
dizemos nada daqu elas virtu des mais celestiais, as qu ais ningu ém pode
exercer ou mesmo adqu irir sem u m especial dom e graça de Deu s; das
qu ais necessariamente nenhu m traço pode ser encontrado naqu eles qu e
rejeitam como desconhecida a redenção da hu manidade, a graça de
Deu s, os sacramentos, e a felicidade a ser obtida no céu . Nós falamos
agora dos deveres qu e têm a su a origem na retidão natu ral. Qu e Deu s é
o Criador do mu ndo e seu providente Governador; qu e a lei eterna exige
qu e a ordem natu ral seja mantida, e proíbe qu e ela seja pertu rbada; qu e
o fim ú ltimo do homem é u m destino mu ito acima das coisas hu manas e
além desta parada sobre a terra: estas são as fontes e estes são os
princípios de toda ju stiça e moralidade.

Se eles forem removidos, como os natu ralistas e Maçons desejam,


imediatamente não haverá nenhu m conhecimento qu anto ao qu e
constitu i ju stiça e inju stiça, ou sobre qu al princípio a moralidade é
fu ndada. E, em verdade, o ensinamento de moralidade qu e
exclu sivamente encontra o favor da seita dos Maçons, e em qu e eles
argu mentam qu e os jovens deveriam ser instru ídos, é o qu e eles
chamam “civil”, e “independente”, e “livre”, especificamente, aqu ele qu e
não contém qu alqu er crença religiosa. Mas, qu ão insu ficiente tal
ensinamento é, qu anto deixa a desejar em firmeza, e qu ão facilmente
movido por cada impu lso da paixão, é su ficientemente provado por seu s
tristes fru tos, qu e já começaram a aparecer. Pois, aonde qu er qu e,
removendo a edu cação Cristã, este ensinamento começou a reinar mais
completamente, aí a bondade e integridade da moral começou
rapidamente a perecer, monstru osas e vergonhosas opiniões têm
crescido, e a au dácia dos atos malignos tem se elevado a u m alto grau .
T u do isso é comu mente lamentado e deplorado; e não pou cos daqu eles
qu e de modo algu m desejam fazê-lo são compelidos pela abu ndância de
provas a dar não infreqü entemente o mesmo testemu nho.

20. Ainda mais, a natu reza hu mana foi manchada pelo pecado original, e é
portanto mais disposta ao vício do qu e à virtu de. Pois u ma vida virtu osa é
absolu tamente necessária para restringir os movimentos desordenados
da alma, e para fazer as paixões obedientes à razão. Neste conflito as
coisas hu manas devem freqü entemente ser desprezadas, e os maiores
trabalhos e du rezas devem ser execu tados, de modo qu e a razão possa
sempre manter o seu domínio. Mas os natu ralistas e Maçons, não tendo
fé naqu elas coisas qu e nós aprendemos pela revelação de Deu s, negam
qu e nossos primeiros pais tenham pecado, e conseqü entemente pensam
qu e o livre desejo não é de modo algu m enfraqu ecido e inclinado ao
mal[13]. Pelo contrário, exagerando bastante o poder e a excelência da
natu reza, e colocando somente ali o princípio e regra da ju stiça, eles não
podem nem mesmo imaginar qu e haja qu alqu er necessidade de u ma
constante lu ta e u ma perfeita firmeza para dominar a violência e governo
de nossas paixões.

Por isso nós vemos qu e homens são pu blicamente tentados pelos


mu itos encantamentos do prazer; qu e há jornais e panfletos sem
moderação nem vergonha; qu e peças de teatro são notáveis pela
licenciosidade; qu e desenhos para obras de arte são de u ma maneira
desavergonhada bu scados nas leis de u m assim chamado realismo; qu e
os planos de u ma vida fácil e delicada são cu idadosamente elaborados;
qu e todas as sedu ções do prazer são diligentemente bu scadas pelas
qu ais a virtu de possa ser ninada até adormecer. Depravadamente,
também, mas ao mesmo tempo de u m modo bastante consistente,
fazem aqu eles atos qu e eliminam a expectativa das alegrias do céu , e
trazem para baixo toda a felicidade para o nível da mortalidade, e, de
fato, a afu ndam na terra. Do qu e Nós dissemos o segu inte fato,
estarrecedor não tanto por si mesmo qu anto em su a aberta expressão,
pode servir como confirmação. Pois, u ma vez qu e geralmente ningu ém
está acostu mado a obedecer homens hábeis e inteligentes tão
su bmissamente como aqu eles cu ja alma está enfraqu ecida e qu ebrada
pelo domínio das paixões, tem havido na seita dos Maçons algu ns qu e
têm simplesmente determinado e proposto qu e, engenhosamente e de
propósito estabelecido, a mu ltidão deveria ser saciada com u ma licença
sem limite para o vício, pois, qu ando isso tivesse sido feito, ela iria
facilmente cair sob o seu poder e au toridade para qu aisqu er atos de
au dácia.

21. Qu anto ao qu e se refere à vida doméstica nos ensinamentos dos


natu ralistas é qu ase tu do contido nas segu intes declarações: qu e o
casamento pertence ao gênero dos contratos hu manos, qu e pode ser
legalmente revogado pelo desejo daqu eles qu e o fizeram, qu e os
governadores civis do Estado têm poder sobre o laço matrimonial; qu e
na edu cação dos jovens nada deve ser ensinado em matéria de religião
como opinião certa e fixada; e cada u m deve ser deixado livre para segu ir,
qu ando chegar à idade, qu alqu er qu e ele preferir. Os Maçons concordam
completamente com estas coisas; e não somente concordam, mas têm
longamente esforçado-se para transformá-las em lei e institu ição. Pois
em mu itos países, e aqu eles nominalmente Católicos, é estabelecido qu e
nenhu m casamento deve ser considerado legal a não ser aqu eles
contraídos pelo rito civil; em ou tros lu gares a lei permite o divórcio; e
em ou tros todos os esforços são feitos para torná-lo legal tão logo
qu anto possível. Portanto, o tempo está rapidamente se aproximando
em qu e os casamentos vão ser tornados em ou tro tipo de contrato – ou
seja em u niões mu táveis e incertas qu e u m capricho pode u nir, e qu e do
mesmo modo qu ando se modificar pode desu nir.

Com a maior u nanimidade a seita dos Maçons também esforça-se para


tomar a si mesma a edu cação da ju ventu de. Eles pensam qu e eles
podem facilmente moldar às su as opiniões aqu ela idade macia e
maleável, e torcê-la no qu e qu er qu e eles desejem; e qu e nada pode ser
mais adequ ado do qu e isto para permitir a eles levar a ju ventu de do
Estado a segu ir seu próprio plano. Portanto, na edu cação e instru ção de
crianças eles não permitem qu alqu er participação, qu er no ensinamento
ou na disciplina, aos ministros da Igreja; e em mu itos lu gares eles têm
procu rado obter qu e a edu cação dos jovens esteja exclu sivamente nas
mãos de leigos, e qu e nada qu e trate dos mais importantes e mais
sagrados deveres dos homens para com Deu s deva ser introdu zido na
instru ção sobre moral.

22. E ainda há as su as dou trinas sobre política, em qu e os natu ralistas


decretam qu e todos os homens tem o mesmo direito, e são em todos os
aspectos da mesma e igu al condição; qu e cada u m é natu ralmente livre;
qu e nenhu m tem o direito de comandar a ou trem; qu e é u m ato de
violência requ erer qu e homens obedeçam qu alqu er au toridade ou tra
qu e aqu ela qu e é obtida deles mesmos. De acordo com isto, portanto,
todas as coisas pertencem ao povo livre; o poder é exercido pela ordem
ou permissão do povo, de modo qu e, qu ando o desejo do povo mu da, os
governantes podem ser legalmente depostos e a fonte de todos os
direitos e deveres civis está ou na mu ltidão ou na au toridade governante
qu ando esta é constitu ída de acordo com as ú ltimas dou trinas. É
su stentado também qu e o Estado deve ser sem Deu s; qu e nas várias
formas de religião não há razão pela qu al u ma devesse ter precedência
sobre ou tra; e qu e todas elas devem ocu par o mesmo lu gar.

23. Qu e estas dou trinas são igu almente aceitáveis aos Maçons, e qu e
eles desejariam constitu ir Estados de acordo com este exemplo e
modelo, é excessivamente bem conhecido para requ erer prova. Por
algu m tempo eles tem abertamente esforçado-se para tornar isto
realidade com toda a su a força e recu rsos; e deste modo eles preparam
o caminho para não pou cos homens au daciosos qu e estão se apressando
a fazer até as piores coisas, em seu esforço para obter igu aldade e
comu nhão de todos os bens pela destru ição de todas as distinções de
títu lo e propriedade.

24. O qu e, portanto, a seita dos Maçons é, e qu e trilha ela persegu e,


aparece su ficientemente do su mário qu e Nós resu midamente demos.
Seu s dogmas principais estão tão grandemente e manifestamente
apartados da razão qu e nada pode ser mais perverso. Desejar destru ir a
religião e a Igreja qu e o próprio Deu s estabeleceu , e cu ja perpetu idade
Ele assegu ra por Su a proteção, e trazer após u m lapso de dezoito
sécu los as maneiras e costu mes dos pagãos, é notável insensatez e
au daciosa impiedade. Nem é menos horrível nem mais tolerável qu e eles
repu diem os benefícios qu e Jesu s Cristo tão misericordiosamente
obteve, não somente para os indivídu os, mas também para as famílias e a
sociedade civil, benefícios os qu ais, mesmo de acordo com o ju lgamento
e testemu nho de inimigos da Cristandade, são mu ito grandes. Nesta
empreitada insana e pervertida nós qu ase podemos ver o ódio implacável
e o espírito de vingança com o qu al o próprio Satanás está inflamado
contra Jesu s Cristo. – Do mesmo modo o estu dado esforço dos Maçons
para destru ir as principais fu ndações da ju stiça e honestidade, e para
cooperar com aqu eles qu e desejarem, como se fossem meros animais,
fazer o qu e eles qu iserem, tende somente para a ignominiosa e
desgraçada ru ína do gênero hu mano.

O mal, também, é agravado pelos perigos qu e ameaçam a sociedade


doméstica e civil. Como Nós demonstramos, no matrimônio, de acordo
com a crença de qu ase todas nações, há algo sagrado e religioso; e a lei
de Deu s determinou qu e os matrimônios não devam ser dissolvidos. Se
eles forem desprovidos do seu caráter sagrado, e feitos dissolú veis,
problemas e confu são na família serão o resu ltado, a esposa sendo
despojada de su a dignidade e as crianças deixadas sem proteção qu anto
aos seu s interesses e bem-estar. – Não ter nos assu ntos pú blicos
qu alqu er cu idado pela religião, e nos arranjos e administração dos
assu ntos civis não ter maior consideração para com Deu s do qu e se Ele
não existisse, é u ma impru dência desconhecida dos próprios pagãos; pois
em seu s corações e almas a noção de u ma divindade e a necessidade de
u ma religião pú blica estavam tão firmemente estabelecidas qu e eles
teriam pensado ser mais fácil ter u ma cidade sem fu ndamentos do qu e
u ma cidade sem Deu s. A sociedade hu mana, para a qu al nós
verdadeiramente por natu reza somos formados, foi constitu ída por
Deu s, o Au tor da natu reza; e dEle, como de seu princípio e fonte, flu em
em toda a su a força e permanência os incontáveis benefícios com os
qu ais a sociedade abu nda. Como todos e cada u m de nós somos
admoestados pela própria voz da natu reza para cu ltu ar a Deu s em
piedade e santidade, como o Doador da vida e de tu do qu e é bom nela,
do mesmo modo e pela mesma razão, nações e Estados estão obrigado a
cu ltu á-lO; e portanto é claro qu e aqu eles qu e qu erem absolver a
sociedade de todos os deveres religiosos agem não só inju stamente mas
também com ignorância e insensatez.

25. Como os homens são pela vontade de Deu s nascidos para a u nião civil
e sociedade, e como o poder de governar é u m elo de u nião tão
necessário à sociedade qu e, se ele é retirado, a sociedade
necessariamente e imediatamente se desfaz, segu e qu e dEle qu e é o
Au tor da sociedade veio também a au toridade de governar; assim qu em
qu er qu e governe, é ministro de Deu s. Portanto, como o fim e a
natu reza da sociedade hu mana requ erem, é correto obedecer às ju stas
ordens da au toridade legal, como é correto obedecer a Deu s qu e
governa todas as coisas; e é extremamente falso qu e o povo tenha como
u m poder jogar de lado su a obediência qu ando qu er qu e lhe agrade.

26. De maneira semelhante, ningu ém du vida qu e todos os homens são


igu ais u ns aos ou tros, tanto qu anto se refere à su a origem e natu reza
comu ns, ou o fim ú ltimo qu e cada u m deve atingir, ou os direitos e
deveres qu e são daí derivados. Mas, como as habilidades de todos não
são igu ais, como u m difere do ou tro nos poderes da mente e do corpo, e
como há realmente mu itas dessemelhanças de maneiras, disposição, e
caráter, é extremamente repu gnante à razão esforçar-se por confinar
todos dentro da mesma medida, e estender completa igu aldade às
institu ições da vida civil. Assim como u ma perfeita condição do corpo
resu lta da conju nção e composição de seu s vários membros, os qu ais,
embora diferindo em forma e propósito, fazem, por su a u nião e
distribu ição de cada u m em seu próprio lu gar, u ma combinação bela para
ser mantida, firme em força, e necessária para o u so; desse modo, na
comu nidade, há u ma qu ase infinita dessemelhança de homens, como
partes do todo. Se eles devem ser todos igu ais, e cada u m deve segu ir
seu próprio desejo, o Estado vai aparecer extremamente deformado;
mas se, com u ma distinção de grau s de dignidade, de ocu pações e
empregos, todos habilmente cooperarem para o bem comu m, eles irão
apresentar a imagem de u m Estado bem constitu ído e conformado à
natu reza.

27. Agora, dos pertu rbantes erros qu e Nós temos descrito os maiores
perigos para os Estados devem ser temidos. Pois, sendo retirados o
temor a Deu s e a reverência pelas leis divinas, sendo desprezada a
au toridade dos governantes, a sedição permitida e aprovada, e as paixões
popu lares exacerbadas até o desprezo pela lei, sem qu alqu er freio a não
ser o castigo, u ma mu dança e derru bada de todas as coisas
necessariamente segu irá. Sim, esta mu dança e derru bada é
deliberadamente planejada e colocada em cu rso por várias associações
de comu nistas e socialistas; e aos seu s propósitos a seita dos Maçons
não é hostil, mas favorece grandemente seu s desígnios, e tem em
comu m com eles su as principais opiniões. E se estes homens não se
esforçam imediatamente e em todo lu gar para levar à frente seu s
pontos de vista extremos, isso não deve ser atribu ído ao seu
ensinamento e su a vontade, mas à virtu de daqu ela divina religião qu e
não pode ser destru ída; e também porqu e a parte mais sólida dos
homens, recu sando-se a ser escravizada às sociedades secretas,
vigorosamente resiste às su as insanas tentativas.

28. Se todos os homens ju lgassem a árvore pelo seu fru to, e


reconhecessem a semente e origem dos males qu e nos pressionam, e
dos perigos qu e estão nos ameaçando! Nós temos qu e lidar com u m
inimigo enganoso e habilidoso, qu e, gratificando os ou vidos do povo e dos
príncipes, os tem enleado por falas macias e por adu lação. Entrando nas
boas graças dos governantes sob a alegação de amizade, os Maçons tem
se esforçado para fazê-los seu s aliados e poderosos au xiliadores para a
destru ição do nome Cristão; e para qu e eles possam mais fortemente
pressioná-los, eles têm, com determinada calú nia, acu sado a Igreja de
maliciosamente contender com os governantes em assu ntos qu e afetam
a su a au toridade e soberano poder. T endo, por estes artifícios,
assegu rado a su a própria segu rança e au dácia, eles começaram a
exercer grande peso no governo dos Estados: mas entretanto estão
preparados para sacu dir as fu ndações de impérios, para pertu rbar os
governantes do Estado, para acu sá-los, e para expu lsá-los, tão
freqü entemente qu anto eles aparentam governar de modo diferente do
qu e eles próprios poderiam ter desejado. De modo semelhante, eles têm
por falsos elogios ilu dido o povo. Proclamando com u ma alta voz a
liberdade e prosperidade pú blica, e dizendo qu e era por cau sa da Igreja e
dos soberanos qu e a mu ltidão não era retirada de su a inju sta servidão e
pobreza, eles se impu seram sobre o povo, e, excitando-os por u ma sede
por novidades, eles os pressionaram a assaltar tanto a Igreja qu anto o
poder civil. Entretanto, a expectativa de benefícios qu e era esperada é
mu ito maior do qu e a realidade; realmente, as pessoas comu ns, mais
oprimidas do qu e elas eram antes, estão privadas em su a miséria
daqu ele consolo qu e, se as coisas tivessem sido arranjadas de u m modo
Cristão, eles teriam tido com facilidade e em abu ndância. Mas, qu em
qu er qu e lu te contra a ordem qu e a Divina Providência constitu iu paga
u su almente a penalidade por seu orgu lho, e encontra-se com a aflição e
a miséria qu ando eles insensatamente esperavam encontrar todas as
coisas prósperas e conforme os seu s próprios desejos.

29. A Igreja, se ela dirige os homens a prestar obediência principalmente


a acima de tu do a Deu s o soberano Senhor, é erradamente e falsamente
considerada ou invejosa do poder civil ou de se arrogar algo dos direitos
dos soberanos. Pelo contrário, ela ensina qu e o qu e é retamente devido
ao poder civil deve ser prestado a ele com convicção e consciência de
dever. Ensinando qu e do próprio Deu s vem o direito de governar, ela
adiciona u ma grande dignidade à au toridade civil, e ainda aju da a obter a
obediência e boa intenção dos cidadãos. Amiga da paz e su stentácu lo da
concórdia, ela abraça a todos com amor maternal, e, intencionando
apenas au xiliar o homem mortal, ela ensina qu e à ju stiça deve ser
aju ntada a clemência, eqü idade à au toridade, e moderação à legislação;
qu e o direito de ningu ém pode ser violado; qu e a ordem e a tranqü ilidade
pú blica devem ser mantidas e qu e a pobreza daqu eles qu e estão em
necessidade deve, tanto qu anto possível, ser aliviada pela caridade
pú blica e privada. “Mas por esta razão,” para u sar as palavras de Sto.
Agostinho, “os homens pensam, ou gostariam de acreditar, qu e o
ensinamento Cristão não é adequ ado para o bem do Estado; pois eles
desejam qu e o Estado seja fu ndado não em sólida virtu de, mas na
impu nidade do vício.”[14] Sabendo destas coisas, os príncipes e o povo
agiriam com sabedoria política[15], e de acordo com as necessidades da
segu rança geral, se, ao invés de ju ntar-se aos Maçons para destru ir a
Igreja, eles se ju ntassem à Igreja para repelir os seu s ataqu es.

30. O qu e qu er qu e o fu tu ro possa ser, neste grave e difu ndido mal é


Nosso dever, veneráveis irmãos, esforçar-nos por encontrar u m remédio.
E porqu e Nós sabemos qu e a Nossa melhor e mais firme esperança de
u m remédio está no poder daqu ela divina religião qu e os Maçons odeiam
em proporção ao seu medo dela, Nós pensamos ser de capital
importância chamar esse grande poder salvífico em Nosso au xílio contra
o inimigo comu m. Portanto, tu do qu e os Pontífices Romanos Nossos
predecessores decretaram com o propósito de opor-se aos projetos e
esforços da seita maçônica, e tu do qu e eles tenham legislado qu anto à
entrada ou saída de homens de sociedades deste tipo, Nós ratificamos e
confirmamos completamente pela nossa au toridade apostólica: e
confiando grandemente na boa intenção dos Cristãos, Nós rogamos e
imploramos a cada u m, pela su a salvação eterna, para ser o mais
conscienciosamente cu idadoso para não divergir o mínimo qu e seja
daqu ilo qu e a sé apostólica tem ordenado neste assu nto.

31. Nós rogamos e imploramos a vós, veneráveis irmãos, a ju ntar os


vossos esforços com os Nossos, e esforçadamente lu tar pela extirpação
desta praga maligna, qu e está se esgu eirando através das veias do corpo
da política. Vós deveis defender a glória de Deu s e a salvação do vosso
próximo; e com o objetivo de vosso combate à vossa frente, nem
coragem nem força irão faltar. Será por vossa pru dência qu e ju lgareis
por qu ais modos vós podeis melhor sobrepu jar as dificu ldades e
obstácu los com os qu ais vos encontrardes. Mas, como pertence à
au toridade de Nosso ofício qu e Nós mesmos apontemos algu mas
maneiras apropriadas de procedimento, Nós desejamos qu e o vosso
primeiro ato seja arrancar a máscara da Maçonaria, e deixar qu e ela seja
vista como realmente é; e por sermões e cartas pastorais instru ir o povo
qu anto aos artifícios u sado pelas sociedades deste tipo para sedu zir os
homens e persu adi-los a entrar em su as fileiras, e qu anto à perversidade
de su as ações e à maldade de seu s atos. Como Nossos predecessores
por mu itas vezes repetiram, qu e nenhu m homem pense qu e ele possa
por qu alqu er razão qu e seja aju ntar-se à seita maçônica, se ele dá valor
ao seu nome Católico e à su a salvação eterna como ele deveria
valorizá-los. Qu e nenhu m seja enganado por u ma pretensão de
honestidade. Pode parecer a algu ns qu e os Maçons não exigem nada qu e
seja abertamente contrário à religião e à moral; mas, como todo princípio
e objetivo da seita está naqu ilo qu e é vicioso e criminoso, aju ntar-se com
estes homens ou em algu m modo aju dá-los não pode ser legítimo.

32. Além disso, por assídu os ensinamentos e exortações, a mu ltidão


precisa ser levada a aprender diligentemente os preceitos da religião;
para este propósito Nós encarecidamente recomendamos qu e por
oportu nos escritos e sermões lhes sejam ensinados os elementos
daqu elas sagradas verdades nas qu ais a filosofia Cristã está contida. O
resu ltado disto será qu e as mentes dos homens serão fortalecidas pela
instru ção, e serão protegidas contra mu itas formas de erro e indu ções à
depravação, especialmente na presente liberdade de escrita sem limites
e insaciável desejo de aprender.

33. Grande, realmente, é a obra; mas nela o clero irá compartilhar os


vossos trabalhos, se, através de vosso cu idado, eles estiverem à altu ra
disto através do aprendizado e de u ma vida bem orientada. Este bom e
grande trabalho requ er o au xílio também da indú stria daqu eles entre os
leigos em qu e u m amor pela religião e pela pátria existe ao lado da
instru ção e retidão de vida. Unindo os esforços do clero e dos leigos,
batalhai, veneráveis irmãos, para fazer os homens conhecer e amar
completamente a Igreja; pois, qu anto maior o seu conhecimento e amor
pela Igreja, mais eles se desviarão das sociedades clandestinas.

34. Por este motivo, não sem cau sa Nós u samos esta ocasião para
declarar novamente o qu e nós declaramos em ou tro lu gar, ou seja, qu e
a Ordem T erceira de São Francisco, cu ja disciplina Nós algu m tempo
atrás pru dentemente mitigamos[16], deveria ser refletidamente
promovida e su stentada; pois todo o objetivo desta Ordem, como
constitu ída por seu fu ndador, é convidar os homens a u ma imitação de
Jesu s Cristo, a u m amor à Igreja, e à observância de todas as virtu des
Cristãs; e portanto ela deveria ser de grande influ ência em su primir o
contágio das sociedades pervertidas. Qu e, portanto, esta santa
irmandade possa ser fortalecida por u m crescimento diário. Entre os
mu itos benefícios a serem esperados disso estará o grande benefício de
voltar as mentes dos homens à liberdade, fraternidade e igu aldade de
direito; não tais como os Maçons absu rdamente imaginam, mas tais como
Jesu s Cristo obteve para o gênero hu mano e aos qu ais São Francisco
aspirou : a liberdade, Nós qu eremos dizer, de filhos de Deu s, através da
qu al nós podemos ser livres da escravidão a Satanás ou a nossas paixões,
ambos os mais perversos mestres; a fraternidade cu ja origem está em
Deu s, o Criador comu m e Pai de todos; a igu aldade a qu al, fu ndada na
ju stiça e caridade, não remove todas as distinções entre os homens,
mas, das variedades da vida, dos deveres, e das ocu pações, forma aqu ela
u nião e aqu ela harmonia qu e natu ralmente tende ao benefício e
dignidade da sociedade.
35. Em terceiro lu gar, há u m assu nto sabiamente institu ído por nossos
ancestrais, mas no decorrer do tempo deixado de lado, qu e pode agora
ser u sado como u m padrão e forma de algo semelhante. Nós qu eremos
dizer as associações ou organizações de trabalhadores, para proteger,
sob a direção da religião, os seu s interesses temporais e a su a
moralidade. Se nossos ancestrais, por longa prática e experiência,
sentiram o benefício destas associações, nossa época talvez irá senti-lo
ainda mais por cau sa da oportu nidade qu e eles darão de esmagar o
poder das seitas. Aqu eles qu e su stentam a si mesmos pelo trabalho de
su as mãos, além de serem, pela su a própria condição, mais dignos acima
de todos os ou tros de caridade e consolação, são também especialmente
expostos às tentações de homens cu jos caminhos estão na frau de e no
engano. Portanto, eles devem ser aju dados com a maior bondade
possível, a ser convidados a ju ntar-se a associações qu e são boas, para
qu e eles não sejam arrastados para ou tras qu e são malignas. Por esta
razão, Nós grandemente desejamos, pela salvação das pessoas, qu e, sob
os au spícios e patrocínio dos bispos, e em oportu nidades convenientes,
estas associações possam ser restau radas de u ma maneira generalizada.
Para Nossa grande alegria, irmandades deste tipo e também associações
de mestres já foram estabelecidas em mu itos lu gares, tendo, cada
classe delas, por seu objetivo aju dar os honestos trabalhadores, a
proteger e gu ardar su as crianças e família, e a promover neles a piedade,
o conhecimento Cristão, e u ma vida moral. E neste assu nto Nós não
podemos nos omitir de mencionar aqu ela sociedade exemplar,
denominada de acordo com o seu fu ndador, São Vicente, qu e tem
merecido tanto das classes mais baixas. Seu s atos e seu s alvos são bem
conhecidos. T odo o seu objetivo é dar alívio ao pobre e miserável. Isto
ela faz com singu lar pru dência e modéstia; e qu anto menos ela deseja
ser notada, mais ela se adequ a ao exercício da caridade Cristã, e para o
alívio dos sofredores.

36. Em qu arto lu gar, de modo a mais facilmente atingir o qu e Nós


desejamos, à vossa fidelidade e vigilância Nós recomendamos de u m
modo especial os jovens, como sendo a esperança da sociedade hu mana.
Devotai a maior parte do vosso cu idado à instru ção deles; e não pensai
qu e qu alqu er precau ção possa ser grande o su ficiente para mantê-los
afastados de mestres e escolas aonde o hálito pestilento das seitas deva
ser temido. Sob a vossa direção, deixem os pais, instru tores religiosos, e
padres tendo a cu ra de almas, u sar cada oportu nidade, em seu
ensinamento Cristão, para advertir su as crianças e pu pilos da natu reza
infame destas sociedades, para qu e eles possam aprender em bom
tempo a terem cu idado com os variados e frau du lentos artifícios pelos
qu ais seu s promotores costu mam laçar as pessoas. E aqu eles qu e
instru em os jovens em conhecimento religioso agirão sabiamente se eles
indu zirem todos eles a se resolverem e se comprometerem a nu nca
ligar-se a qu alqu er sociedade sem o conhecimento de seu s pais, ou o
conselho de seu padre ou diretor.
37. Nós bem sabemos, entretanto, qu e os nossos esforços u nidos não
serão de modo algu m su ficientes para arrancar estas sementes
perniciosas do campo do Senhor, a menos qu e o Celestial Mestre da
vinha misericordiosamente nos aju de em nossos esforços. Nós
precisamos, portanto, com grande e ansioso cu idado, implorar a Ele a
aju da qu e a grandeza do perigo e da necessidade requ er. A seita da
Maçonaria mostra-se insolente e orgu lhosa de seu su cesso, e parece
qu e ela não colocará limites à su a pertinácia. Seu s segu idores, aju ntados
por perversos acordos e por conselhos secretos, aju dam-se u ns aos
ou tros, e excitam-se u ns aos ou tros a u ma au dácia nas coisas malignas.
Um ataqu e tão veemente exige u ma igu al defesa – especificamente, qu e
todos os homens de bem formem a mais abrangente associação possível
de ação e de oração. Nós imploramos a eles, portanto, com corações
u nidos, a permanecer u nidos e firmes contra as forças das seitas qu e
avançam; e em aflição e sú plica estender su as mãos a Deu s, orando qu e
o nome Cristão possa florescer e prosperar, qu e a Igreja possa desfru tar
da su a necessária liberdade, qu e aqu eles qu e se extraviaram possam
retornar a u ma mente reta, qu e o erro difu ndido possa dar lu gar à
verdade, e o vício à virtu de. T omemos como nossa au xiliadora e
intercessora a Virgem Maria, Mãe de Deu s, para qu e ela, qu e desde o
momento de su a concepção derrotou Satanás possa mostrar seu poder
sobre estas seitas malignas, nas qu ais revive o contu maz espírito do
demônio, ju ntamente com su a perfídia insu bmissa e enganosa.
Imploremos a Migu el, o príncipe dos anjos celestes, qu e lançou fora o
infernal inimigo; e José, o esposo da santíssima Virgem, e patrono
celeste da Igreja Católica; e os grandes Apóstolos, Pedro e Pau lo, os
pais e campeões vitoriosos da fé Cristã. Por seu patrocínio, e pela
perseverança na u nião de oração, Nós esperamos qu e Deu s irá
misericordiosamente e oportu namente socorrer o gênero hu mano, qu e
é rodeado por tantos perigos.

38. Como garantia dos dons celestes e de Nossa benevolência, Nós


amorosamente concedemos no Senhor a vós, veneráveis irmãos, e ao
clero e todo o povo confiado ao vosso vigilante cu idado, Nossa bênção
apostólica.

Dado em Roma, junto de S. Pedro, no vigésimo dia de abril de 1884, o sexto


ano de Nosso pontificado.

Notas :

[1] De civ. Dei, 14, 28 (PL 41, 436).

[2] Sl 82,2-4.

[3] Const. In Eminenti, 24 de abril de 1738.


[4] Const. Providas, 18 de maio de 1751.

[5] Const. Ecclesiam a Jesu Christo, 13 de setembro de 1821.

[6] Const. dada a 13 de março de 1825.

[7] Enc. Traditi, 21 de maio de 1829.

[8] Enc. Mirari, 15 de agosto de 1832.

[9] Enc. Qui Pluribus, 9 de novembro de 1846; pronu nciamento


Multiplices inter, 25 de setembro de 1865. etc.

[10] Clemente Xll (1730-40); Bento XIV (1740-58), Pio VII (1800-23); Pio
IX (1846-78). [11] Ver nú meros 79, 81, 84.

[12] Mt 7,18.

[13] T rid., sess. vi, De justif, c. 1. Texto do Concílio de T rento: “tametsi in


eis (sc. Judaeis) liberu m arbitriu m minime extinctu m esset, viribu s licet
attenu atu m et inclinatu m.”

[14] Ver Arcanu m, no. 81.

[15] Epistola 137, ad Volusianum, c. v, n. 20 (PL 33, 525).


[16] (17 de setembro de 1882), na qu al o Papa Leão XIII tinha
recentemente glorificado S. Francisco de Assis por ocasião do sétimo
centenário de seu nascimento. Nesta encíclica, o Papa apresentou a
Ordem T erceira de S. Francisco como u ma resposta Cristã aos
problemas sociais da época. A constitu ição Misericors Dei filius (23 de
ju nho de 1883) expressamente relembrou qu e a negligência com a qu al
as virtu des Cristãs são tidas é a cau sa principal dos males qu e ameaçam
as sociedades. Confirmando a regra da Ordem T erceira e adaptando-a às
necessidades dos tempos modernos, o Papa Leão XIII intencionava
trazer de volta o maior nú mero possível de almas à prática destas
virtu des.

Fonte: Vaticano

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03/09/2009 por Pedro

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