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APOSTILA DE LEGISLAÇÃO DA PMPE Curso: CFSd/2015 Instrutor: Turma: Aluno: 1

APOSTILA

DE

LEGISLAÇÃO DA PMPE

Curso: CFSd/2015 Instrutor:

Turma:

Aluno:

1

1. CONSTITUIÇÃO FEDERAL E OS MILITARES DO ESTADO

       

CONSTITUIÇÃO FEDERAL

CÓDIGO PENAL E CÓDIGO DE PROCESSO PENAL MILITAR

DECRETO PRESIDENCIAL Nº 667

REGULAMENTO PARA OS PPMM (R-200)

CONSTITUIÇÃO ESTADUAL

LEI DE ORGANIZAÇÃO BÁSICA

ESTATUTO DOS POLICIAIS MILITARES

CÓDIGO DISCIPLINAR

LEI DE MOVIMENTAÇÃO

LEI DE REMUNERAÇÃO

DOS MILITARES DO ESTADO

CF/88 - Art. 42. Os membros das Polícias Militares e Corpos de Bombeiros Militares, instituições organizadas com base NA HIERARQUIA E DISCIPLINA, são militares dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios.

DA SEGURANÇA PÚBLICA

CF/88 - Art. 144. A segurança pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para a preservação da ordem pública e da incolumidade das pessoas e do patrimônio, através dos seguintes órgãos:

I - polícia federal; II - polícia rodoviária federal; III - polícia ferroviária federal; IV - polícias civis; V - polícias militares e corpos de bombeiros militares. § 5º - às polícias militares cabem a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; aos corpos de bombeiros militares, além das atribuições definidas em lei, in- cumbe a execução de atividades de defesa civil.

§ 6º - As polícias militares e corpos de bombeiros militares, forças auxiliares e reser- va do Exército, subordinam-se, juntamente com as polícias civis, aos Governadores dos Estados, do Distrito Federal e dos Territórios. Segundo a CF/88 a remuneração dos servidores policiais deverá ser por meio de

subsídios, conforme preceitua o art. 39, §4º “(

por subsídio fixado em parcela única, vedado o acréscimo de qualquer gratificação,

serão remunerados exclusivamente

)

adicional, abono, prêmio, verba de representação ou outra espécie remuneratória, obedecido, em qualquer caso, o disposto no artigo 37, X e XI”.

 

SEGURANÇA PÚBLICA NA CONSTITUIÇÃO FEDERAL

 

Art. 144, caput

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De quem é a responsabilidade sobre Se- gurança Pública?

Todos

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Quem tem direito a Segurança Pública?

Todos

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De quem é o dever de prestar Segurança Pública?

do Estado

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Quais as finalidades da Segurança Públi- ca?

1. Preservação da ordem pública 2. Incolumidade:

a) das pessoas

b) do patrimônio

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Através de quais órgãos?

Inciso I – PF Inciso II – PRF Inciso III – PFF Inciso IV – PC Inciso V – PM/CBM

Atribuições constitucionais da Polícia Militar

Polícia Ostensiva - é o ramo da polícia administrativa que tem atribuição na prática de atos de prevenção e repressão destinadas à preservação da Ordem Pública. Tal com- petência define caráter híbrido de policiamento preventivo-repressivo. É a polícia unifor- mizada, fardada e identificada, tanto para coibir o crime pela simples ação de presença, bem como reprimi-lo tão logo ele aconteça na atividade de policiamento.

Policiamento ostensivo - é a modalidade de exercício da atividade policial desenvolvi- da intencionalmente à mostra, visível - em contraposição ao policiamento velado, se- creto. Caracteriza-se pela evidência do trabalho da polícia à população, pelo uso de vi- aturas caracterizadas, uniformes, ou até mesmo distintivos capazes de tornar os agen - tes policiais identificáveis por todos. A atividade de policiar consiste resumidamente em fiscalizar comportamentos e atividades, regular, ou manter a ordem pública, reprimindo crimes, contravenções, infrações de trânsito etc., zelando pelo respeito à legislação pe - los indivíduos.

Ordem Pública - é a situação de convivência pacífica e harmoniosa da população, fundada nos princípios éticos vigentes na sociedade. A preservação da ordem pública é o exercício dinâmico do poder de polícia, no campo da segurança pública, manifestado por atuações predominantemente ostensivas, visando a prevenir, dissuadir, coibir ou reprimir eventos que violem a ordem pública. Sendo este visto o conceito de preservação da ordem ligado à atividade policial, há de se entender também que tal movimento de preservação é realizado de outras formas por instrumentos judiciais, prisionais e na atuação das promotorias públicas.

2. CONSTITUIÇÃO DO ESTADO DE PERNAMBUCO DE 1989:

Art. 100. São Militares do Estado os membros da Polícia Militar de Pernambuco e do Corpo de Bombeiros Militar. §1º - As patentes, com as prerrogativas, direitos e deveres a elas inerentes, são asseguradas em toda sua plenitude, aos oficiais da ativa, da reserva ou reformados, sendo conferidas pelo Governador do Estado.

§2º - São privativos dos servidores militares os títulos, postos, graduações, uniformes, insígnias e distintivos militares.

§3º - O militar da ativa empossado em cargo público civil permanente será transferido para a reserva.

§4º - O militar da ativa que aceitar cargo, emprego ou função Pública temporária, não-eletiva, ainda que da administração indireta, ficara agregado ao respectivo quadro e somente poderá, enquanto permanecer nessa situação, ser promovido por antiguidade, contando-se-lhe o tempo de serviço apenas para aquela promoção e transferência para a reserva, sendo transferido para a inatividade, após dois anos de afastamento, contínuos ou não.

§5º - O oficial da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar só perderá o posto e a patente se for julgado indigno do oficialato, ou com ele incompatível, por decisão do Tribunal de Justiça Militar, quando este existir, ou do Tribunal de Justiça do Estado, devendo a Lei especificar os casos submissão a processo e a seu rito.

§6º - O oficial condenado na Justiça comum ou militar a pena privativa de liberdade superior a dois anos, por sentença transitada em julgado, será submetido ao julgamento previsto no Parágrafo anterior.

§7º - Ao servidor militar são proibidas a sindicalização e a greve, não podendo, enquanto em efetivo exercício, estar filiado a partidos Políticos.

1 §8º - o Estado promoverá POST MORTEM o servidor militar que vier a falecer em consequência de ferimento recebido em luta contra malfeitores, em ações ou operações de manutenção de ordem pública, na prevenção ou combate a incêndios e durante operações de salvamento de pessoas e bens ou de defesa civil, de acidentes

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de serviço ou de moléstia ou doença decorrente de qualquer desses fatos na forma da Lei.

§9º - Aos beneficiários do militar falecido em qualquer das circunstancias previstas no Parágrafo anterior, será concedida pensão especial, cujo valor será igual a remuneração do posto ou graduação a que foi promovido post mortem, reajustável na mesma época e nos mesmos índices da remuneração dos servidores militares em atividade.

2 §10 - As promoções dos servidores militares serão feitas por merecimento e antiguidade, de acordo com o estabelecido em legislação própria.

§11 - A lei disporá sobre os limites de idade, estabilidade e outras condições de transferencia do servidor militar para a inatividade.

§12 - Aplicam-se aos militares, e, no que couber, aos seus pensionistas, o disposto no artigo 40, §§7º e 8º da Constituição da República Federativa do Brasil.

§13 - Aplicam-se, também, aos militares de que trata este artigo o disposto nos artigos 14, §8º; 37, XI; 40, §9º; 42, §§1º e 2º; 142, §§2º e 3º, da Constituição da República Federativa do Brasil, e o artigo 171, §§2º, 3º, 4º, 6º, 7º, 8º, 9º, 10, 11 e 12, desta Constituição.

§14 - Postos à disposição, os servidores militares serão considerados no exercício de função militar quando ocuparem cargo em comissão ou função de confiança declarados em lei de natureza policial militar ou bombeiro militar.

Art. 101. A Segurança Pública, dever do Estado, direito e responsabilidade de todos, é exercida para preservação da ordem pública, da incolumidade das pessoas e do patrimônio e asseguramento da liberdade e das garantias individuais através dos seguintes órgãos permanentes:

I Polícia Civil; II Polícia Militar; III – Corpo de Bombeiros Militar. §1º As atividades de Segurança Pública serão organizadas em sistema, na forma da lei. §2º Cabe ao Governador do Estado, assessorado por um Conselho de Defesa Social, o estabelecimento da Política de defesa social e a coordenação das ações de Segurança Pública.

Art. 102. A Polícia Civil, a Polícia Militar e o Corpo de Bombeiros Militar, integrantes da Secretaria de Estado responsável pela defesa social, regular-se-ão por estatutos próprios que estabelecerão a organização, garantias, direitos e deveres de seus integrantes, estruturando-os em carreira, tendo por princípio a hierarquia e a disciplina.

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Art. 105. A polícia Militar, força auxiliar e reserva do Exército, cabe com exclusividade a polícia ostensiva e a preservação da ordem pública; e ao Corpo de Bombeiros Militar, também força auxiliar e reserva do Exército, cabe a execução das atividades da defesa civil, além de outras atribuições definidas em Lei.

Parágrafo único. Os Comandantes Gerais da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar serão nomeados em comissão pelo Governador do Estado entre os oficiais da ativa do último posto de cada Corporação.

3. DECRETO PRESIDENCIAL 667 – DE 02 JULHO DE 1969 REORGANIZA A POLÍCIA MILITAR E O CORPO DE BOMBEIROS

DEFINIÇÃO E COMPETÊNCIA

Art. 3º - Instituídas para a manutenção da ordem pública e segurança interna nos Esta- dos, nos Territórios e no Distrito Federal, compete às Polícias Militares, no âmbito de suas respectivas jurisdições:

a) executar com exclusividade, ressalvadas as missões peculiares das Forças Arma-

das, o POLICIAMENTO OSTENSIVO, FARDADO, planejado pela autoridade compe- tente, a fim de assegurar o cumprimento da lei, a manutenção da ordem pública e o exercício dos poderes constituídos;

b) atuar de maneira preventiva, como força de dissuasão, em locais ou áreas específi -

cas, onde se presuma ser possível a perturbação da ordem;

c) atuar de maneira repressiva, em caso de perturbação da ordem, precedendo o even- tual emprego das Forças Armadas;

d) atender à convocação, inclusive mobilização, do Governo Federal em caso de guer-

ra externa ou para prevenir ou reprimir grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrupção, subordinando-se à Força Terrestre para emprego em suas atribuições especí - ficas de polícia militar e como participante da Defesa Interna e da Defesa Territorial;

e) além dos casos previstos na letra anterior, a Polícia Militar poderá ser convocada,

em seu conjunto, a fim de assegurar à Corporação o nível necessário de adestramento e disciplina ou ainda para garantir o cumprimento das disposições deste Decreto-lei, na forma que dispuser o regulamento específico.

DO PESSOAL DAS POLÍCIAS MILITARES

Art. 8º - A hierarquia nas Polícias Militares é a seguinte:

a) Oficiais de Polícia:

- Coronel

- Tenente-Coronel

- Major

- Capitão

- 1º Tenente

- 2º Tenente

b) Praças Especiais de Polícia:

- Aspirante-a-Oficial

- Alunos da Escola de Formação de Oficiais da Polícia.

c) Praças de Polícia:

- Graduados:

- Subtenente

- 1º Sargento

- 2º Sargento

- 3º Sargento

- Cabo

- Soldado.

§ 1º A todos os postos e graduações de que trata este artigo será acrescida a designa- ção "PM" (Polícia Militar).

PRESCRIÇÕES DIVERSAS

Art 22. Ao pessoal das Polícias Militares, em serviço ativo, é vedado fazer parte de fir - mas comerciais de empresas industriais de qualquer natureza ou nelas exercer função ou emprego remunerados.

Art 23. É expressamente proibido a elementos das Polícias Militares o comparecimento fardado, exceto em serviço, em manifestações de caráter político-partidário.

Art 27. Em igualdade de posto e graduação os militares das Forças Armadas em servi - ço ativo e da reserva remunerada têm precedência hierárquica sobre o pessoal das Po- lícias Militares.

4. DECRETO PRESIDENCIAL 88.777, DE 30 DE SETEMBRO DE 1983 REGULAMENTO PARA AS POLÍCIAS MILITARES E CORPOS DE BOMBEIROS MILITARES (R-200)

DA CONCEITUAÇÃO E COMPETÊNCIA

Art . 2º - Para efeito do Decreto-lei nº 667, de 02 de julho de 1969 modificado pelo Decreto-lei nº 1.406, de 24 de junho de 1975, e pelo Decreto-lei nº 2.010, de 12 de ja - neiro de 1983, e deste Regulamento, são estabelecidos os seguintes conceitos:

1) À disposição - É a situação em que se encontra o policial-militar a serviço de órgão ou autoridade a que não esteja diretamente subordinado.

2) Adestramento - Atividade destinada a exercitar o policial-militar, individualmen- te e em equipe, desenvolvendo-lhe a habilidade para o desempenho das tarefas para as quais já recebeu a adequada instrução.

3) Agregação - Situação na qual o policial-militar da ativa deixa de ocupar vaga na escala hierárquica do seu quadro, nela permanecendo sem número.

4) Aprestamento - Conjunto de medidas, incluindo instrução, adestramento e pre- paro logístico, para tornar uma organização policial-militar pronta para emprego imedia - to.

5) Assessoramento - Ato ou efeito de estudar os assuntos pertinentes, propor so- luções a cada um deles, elaborar diretrizes, normas e outros documentos.

6) Comando Operacional - Grau de autoridade que compreende atribuições para compor forças subordinadas, designar missões e objetivos e exercer a direção neces- sária para a condução das operações militares.

7) Controle - Ato ou efeito de acompanhar a execução das atividades das Polícias Militares, por forma a não permitir desvios dos propósitos que lhe forem estabelecidos pela União, na legislação pertinente.

8) Controle Operacional - Grau de autoridade atribuído à Chefia do órgão res- ponsável pela Segurança Pública para acompanhar a execução das ações de manu- tenção da ordem pública pelas Polícias Militares, por forma a não permitir desvios do planejamento e da orientação pré-estabelecidos, possibilitando o máximo de integração dos serviços policiais das Unidades Federativas.

9) Coordenação - Ato ou efeito de harmonizar as atividades e conjugar os esfor- ços das Polícias Militares para a consecução de suas finalidades comuns estabelecidas pela legislação, bem como de conciliar as atividades das mesmas com as do Exército, com vistas ao desempenho de suas missões.

10) Dotação - Quantidade de determinado material, cuja posse pelas Polícias Mili- tares é autorizada pelo Ministério do Exército, visando ao perfeito cumprimento de suas missões.

11) Escala Hierárquica - Fixação ordenada dos postos e graduações existentes nas Policias Militares (PM).

12 ) Fiscalização - Ato ou efeito de observar, examinar e inspecionar as Polícias Militares, com vistas ao perfeito cumprimento das disposições legais estabelecidas pela União.

13) Graduação - Grau hierárquico da praça.

14) Grave Perturbação ou Subversão da Ordem - Corresponde a todos os tipos de ação, inclusive as decorrentes de calamidade pública, que por sua, natureza, ori- gem, amplitude, potencial e vulto:

a) superem a capacidade de condução das medidas preventivas e repressivas to -

madas pelos Governos Estaduais;

b) sejam de natureza tal que, a critério do Governo Federal, possam vir a compro-

meter a integridade nacional, o livre funcionamento de poderes constituídos, a lei, a or- dem e a prática das instituições;

c) impliquem na realização de operações militares.

15) Hierarquia Militar - Ordenação da autoridade, em níveis diferentes, dentro da estrutura das Forças Armadas e Forças Auxiliares.

16) Inspeção - Ato da autoridade competente, com objetivo de verificar, para fins de controle e coordenação, as atividades e os meios das Policias Militares.

17) Legislação Específica - Legislação promulgada pela União, relativa às Polici- as Militares.

18) Legislação Peculiar ou Própria - Legislação da Unidade da Federação, perti- nente à Polícia Militar.

19) Manutenção da Ordem Pública - É o exercício dinâmico do poder de polícia, no campo da segurança pública, manifestado por atuações predominantemente osten- sivas, visando a prevenir, dissuadir, coibir ou reprimir eventos que violem a ordem pú - blica.

20) Material Bélico de Polícia Militar - Todo o material necessário às Policias Mi- litares para o desempenho de suas atribuições especificas nas ações de Defesa Inter- na e de Defesa Territorial.

Compreendem-se como tal:

a) armamento;

b) munição;

c) material de Motomecanização;

d) material de Comunicações;

e) material de Guerra Química;

f) material de Engenharia de Campanha.

21) Ordem Pública -.Conjunto de regras formais, que emanam do ordenamento jurídico da Nação, tendo por escopo regular as relações sociais de todos os níveis, do interesse público, estabelecendo um clima de convivência harmoniosa e pacífica, fisca- lizado pelo poder de polícia, e constituindo uma situação ou condição que conduza ao bem comum.

22) Operacionalidade - Capacidade de uma organização policial-militar para cumprir as missões a que se destina.

23) Orientação - Ato de estabelecer para as Polícias Militares diretrizes, normas, manuais e outros documentos, com vistas à sua destinação legal.

24) Orientação Operacional - Conjunto de diretrizes baixadas pela Chefia do ór- gão responsável pela Segurança Pública nas Unidades Federativas, visando a assegu- rar a coordenação do planejamento da manutenção da ordem pública a cargo dos ór- gãos integrantes do Sistema de Segurança Pública.

25) Perturbação da Ordem - Abrange todos os tipos de ação, inclusive as decor- rentes de calamidade pública que, por sua natureza, origem, amplitude e potencial pos-

sam vir a comprometer, na esfera estadual, o exercício dos poderes constituídos, o cumprimento das leis e a manutenção da ordem pública, ameaçando a população e propriedades públicas e privadas.

As medidas preventivas e repressivas neste caso estão incluídas nas medidas de Defesa Interna e são conduzidas pelos Governos Estaduais, contando ou não com o apoio do Governo Federal.

26) Planejamento - Conjunto de atividades, metodicamente desenvolvidas, para esquematizar a solução de um problema, comportando a seleção da melhor alternativa e o ordenamento contentemente avaliado e reajustado, do emprego dos meios disponí - veis para atingir os objetivos estabelecidos.

27) Policiamento Ostensivo - Ação policial, exclusiva das Policias Militares em cujo emprego o homem ou a fração de tropa engajados sejam identificados de relance, quer pela farda quer pelo equipamento, ou viatura, objetivando a manutenção da or- dem pública.

São tipos desse policiamento, a cargo das Polícias Militares ressalvadas as mis- sões peculiares das Forças Armadas, os seguintes:

- ostensivo geral, urbano e rural;

- de trânsito;

- florestal e de mananciais;

- rodoviária e ferroviário, nas estradas estaduais;

- portuário;

- fluvial e lacustre;

- de radiopatrulha terrestre e aérea;

- de segurança externa dos estabelecimentos penais do Estado;

- outros, fixados em legislação da Unidade Federativa, ouvido o Estado-Maior do Exército através da Inspetoria-Geral das Polícias Militares.

28) Posto - Grau hierárquico do oficial.

29) Praças Especiais - Denominação atribuída aos policiais-militares não enqua- drados na escala hierárquica como oficiais ou praças.

30) Precedência - Primazia para efeito de continência e sinais de respeito.

31) Subordinação - Ato ou efeito de uma corporação policial-militar ficar, na totali- dade ou em parte, diretamente sob o comando operacional dos Comandantes dos Exércitos ou Comandantes Militares de Área com jurisdição na área dos Estados, Terri- tórios e Distrito Federal e com responsabilidade de Defesa Interna ou de Defesa Terri - torial.

32) Uniforme e Farda - Tem a mesma significação.

33) Vinculação - Ato ou efeito de uma Corporação Policial-Militar por intermédio do comandante Geral atender orientarão e ao planejamento global de manutenção da ordem pública, emanados da Chefia do órgão responsável pela Segurança Pública nas Unidades da Federação, com vistas a obtenção de soluções integradas.

34) Visita - Ato por meio do qual a autoridade competente estabelece contatos pessoais com os Comandos de Polícias Militares, visando a obter, por troca de idéias e informações, uniformidade de conceitos e de ações que facilitem o perfeito cumprimen- to, pelas Polícias Militares, da legislação e das normas baixadas pela União.

Art . 4º - A Polícia Militar poderá ser convocada, total ou parcialmente, nas seguin - tes hipóteses:

1) Em caso de guerra externa;

2) Para prevenir ou reprimir grave perturbação da ordem ou ameaça de sua irrup- ção, e nos casos de calamidade pública declarada pelo Governo Federal e no estado de emergência, de acordo com diretrizes especiais baixadas pelo Presidente da Repú- blica.

Art . 5º - As Polícias Militares, a critério dos Exércitos e Comandos Militares de Área, participarão de exercícios, manobras e outras atividades de instrução necessári - as às ações específicas de Defesa Interna ou de Defesa Territorial, com efetivos que não prejudiquem sua ação policial prioritária.

DA ESTRUTURA E ORGANIZAÇÃO

Art . 10 - Os Comandantes-Gerais das Polícias Militares são os responsáveis, em nível de Administração Direta, perante os Governadores das respectivas Unidades Fe - derativas, pela administração e emprego da Corporação.

§ 1º - Com relação ao emprego, a responsabilidade funcional dos Comandantes-

Gerais verificar-se-á quanto à operacionalidade, ao adestramento e aprestamento das respectivas Corporações Policiais Militares.

§ 2º - A vinculação das Polícias Militares ao órgão responsável pela Segurança

Pública nas Unidades Federativas confere, perante a Chefia desse órgão, responsabili-

dade aos Comandantes-Gerais das Polícias Militares quanto à orientação e ao planeja- mento operacionais da manutenção da ordem pública, emanados daquela Chefia.

§ 3º - Nas missões de manutenção da ordem pública, decorrentes da orientação e do planejamento do Órgão responsável pela Segurança Pública nas Unidades Federa - tivas, são autoridades competentes, para efeito do planejamento e execução do empre- go das Polícias Militares, os respectivos Comandantes-Gerais e, por delegação destes, os Comandantes de Unidades e suas frações, quando for o caso.

5. DA MOVIMENTAÇÃO DOS MILITARES ESTADUAIS

A movimentação dos militares estaduais na Corporação é regulada pelo Decreto nº 7.510, de 18 de outubro de 1981, aplicável aos militares do serviço ativo. A Movimentação visa atender às necessidades do serviço, da disciplina, da instrução e do ensino, a eficiência operacional e administrativa da PMPE. Assim, os integrantes de nossa corporação, do serviço ativo, estão obrigados a servir em qualquer parte do país ou, excepcionalmente do exterior.

DOS CONCEITOS

Para fins de familiarização com algumas terminologias utilizadas nos atos de movimentação, e outras que circulam no âmbito da PMPE. Segue relação abaixo:

COMANDANTE

ORGANIZAÇÃO MILITAR ESTADUAL (OME)

FRAÇÃO DE ORGANIZAÇÃO MILITAR ESTADUAL

SEDE

GUARNIÇÃO

É título genérico dado ao militar estadual correspondente ao de Chefe ou Diretor de Organização Militar Estadual

È a denominação genérica dada aos órgãos de direção, órgãos de apoio e órgãos de execução, ou qualquer outra unidade administrativa da Corporação Policial-militar

È a denominação genérica dada aos elementos de uma OME até o escalão Subdestacamento,

Todo o território do município, ou dos municípios vizinhos, dentro do qual se localizam as instalação de uma Organização Militar Estadual e onde são desempenhadas as atribuições, missões, tarefas ou atividades cometidas ao militar estadual.

É constituída por uma determinada área, na qual exista, permanente ou transitoriamente, uma ou mais de uma OME ou Fração de OME.

MOVIMENTAÇÃO

É a denominação genérica do ato administrativo que atribui ao

militar estadual cargo, situação, Quadro, OME ou Fração de

OME;

GUARNIÇÃO

ESPECIAL

É a situada em área considerada inóspita por condições precárias de vida, ou de insalubridades.

É a situada em área considerada inóspita por condições precárias de vida, ou de insalubridades.

CLASSIFICAÇÃO

TRANSFERÊNCIA

É ato de movimentação que sem especificar o cargo, posiciona

o miliciano em uma OME.

É ato de movimentação do PM de uma para outra OME, ou no

âmbito de uma OME, destacada ou não, por ato da autoridade competente. Ex-offício ou a requerimento do interessado;

INCLUSÃO

É ato pelo qual o Comandante integra no estado efetivo da OME

o

militar estadual que para ela tenha sido movimentado

EXCLUSÃO

É ato do Comandante pelo qual o miliciano deixa de integrar o estado efetivo da OME a que pertencia ou da Corporação

ADIÇÃO

EFETIVAÇÃO

DESLIGAMENTO

Ato que vincula o miliciano a uma OME, sem integrá-lo no estado efetivo desta.

Ato que atribui ao miliciano, dentro de uma mesma OME, a situação de efetivo, por existência, ou por abertura de vaga.

Ato pelo qual o Comandante desvincula o miliciano da OME em que servia ou a que se encontrava adido.

AGREGAÇÃO

EXCEDENTE

Quando o miliciano deixa de ocupar vaga na escala hierárquica de seu Quadro, nela permanecendo sem número.

É situação transitória e automática (qualquer dos casos especiais previstos no Estatuto dos Militares Estaduais)

ADIDO COMO SE EFETIVO FOSSE

À DISPOSIÇÃO

REVERSÃO

Quando transitoriamente aguarda classificação, efetivação, solução de requerimento de demissão do serviço ativo ou transferência para a reserva,é movimentado para uma OME ou nela permanece, sem que haja, na mesma, vaga de seu grau hierárquico ou qualificação. Quando a serviço de órgão ou autoridade a que não esteja diretamente subordinado

É o ato administrativo pela qual o militar estadual agregado

retorna ao respectivo Quadro, depois de cessado o motivo que

determinou a sua agregação.

TRÂNSITO

INSTALAÇÃO

É o período de afastamento total do serviço, concedido ao militar estadual cuja movimentação implique, obrigatoriamente, em mudança de Guarnição, destinado aos preparativos decorrentes dessa mudança.

É o período de afastamento total do serviço, destinado à acomodação, concedido ao miliciano movimentado com mudança de residência.

OBSERVAÇÕES:

A sede pode abranger uma ou mais guarnições.

As Sedes, Guarnições e Guarnições Especiais serão definidas pelo Governador do Estado, mediante proposta do Comandante Geral da Polícia Militar.

A classificação ocorre em decorrência de promoção, reversão, convocação para

o exercício ativo, reinclusão, retorno ao serviço ativo, tratamento de saúde, inclusive de

seus dependentes e por haver deixado de servir à disposição de autoridade ou órgão estranho à Corporação. O militar estadual na situação de adido como se efetivo fosse é considerado, para todos os efeitos, como integrante da OME.

O Regulamento de Movimentação de Oficiais e Praças estabelece competência a

determinados titulares dos cargos existentes na PMPE. Conforme quadro abaixo:

COMPETÊNCIA

PESSOAL

GOVERNADOR

Conforme quadro abaixo: COMPETÊNCIA PESSOAL GOVERNADOR a. Oficiais da Casa Militar b. Oficiais e Praças para

a. Oficiais da Casa Militar b. Oficiais e Praças para órgãos não previstos no Quadro de Organização da Corporação

c. Oficiais e Praças para cursos ou comissões no exterior

I. Oficiais e Praças nos casos não especificados nas alíneas “a”, “b”, e “c” do item 1

II. Praças para a Casa Militar, ouvido o respectivo Chefe

III. Oficiais e Praças para cursos em outras Unidades

da Federação ou nas Forças Armadas. Para Praças não compreendidas nos itens anteriores, cuja

COMANDANTE GERAL DA PMPE

DO CHEFE DO ESTADO-MAIOR

cuja COMANDANTE GERAL DA PMPE DO CHEFE DO ESTADO-MAIOR movimentação implique em mudança de sede. DOS

movimentação implique em mudança de sede.

DOS COMANDANTES DE OME

Para Oficiais e Praças, no âmbito das respectivas OME

DOS PRAZOS

I – DA PERMANÊNCIA EM OME

Em razão da necessidade do serviço, bem como do militar estadual vivenciar outras experiências nas diversas OME da Corporação, o RMOP estabelece os períodos mínimo e máximo que o miliciano deverá servir nas organizações militares estaduais:

a. Prazo mínimo de permanência na mesma OME é de, em princípio, de 04 anos, podendo, o miliciano solicitar sua movimentação a partir de 01 ano de serviço prestado na OME. Esse período de 12 meses poderá ser reduzido nos seguintes casos, por exemplo:

1) Promoção se houver impossibilidade de permanência do militar estadual no órgão,

por incompatibilidade hierárquica;

2) Matrícula em estabelecimento de ensino estranho à Corporação, conclusão ou

interrupção dos cursos ou estágios nele realizados;

3)

Reversão;

4)

Imposição de saúde do militar estadual ou de seu dependente, devidamente

comprovada em inspeção de saúde, ou mediante parecer médico;

5) Necessidade de afastar o militar estadual do órgão ou localidade onde sua

permanência seja julgada incompatível ou inconveniente;

6)

Conclusão de licença especial, licença para tratar de saúde de pessoa da família;

7)

Outras situações que a necessidade do serviço indicar.

b. Prazo mínimo de 5 anos, quando se tratar de movimentação para outros órgãos estranhos à Corporação.

II – PRAZO PARA APRESENTAÇÃO – QUANDO MOVIMENTADO:

a) 04 dias, se solteiro ou desacompanhado de família, quando movimentado de OME

sediada na capital para o interior;

b) 08 dias, se casado, acompanhado de família, quando movimentado de OME sediada

na capital para o interior;

c) 04 dias para o militar estadual acompanhado de família nas movimentações

efetuadas no âmbito do mesmo órgão (de uma para outra fração, ou de um para outro destacamento) e; de até 02, quando só;

d)

Até 3 dias, nas movimentações dento da mesma guarnição;

e)

Independente de prazo de permanência na OME ou guarnição, quando ocorrer:

1)

Incompatibilidade hierárquica;

2)

Conveniência da disciplina;

3)

Inconveniência da permanência do miliciano na OME, na Guarnição ou no cargo,

devidamente comprovada e assim considerada pelo Comandante Geral da Polícia

Militar;

4) A movimentação de um mesmo militar estadual da competência do Comandante de OME, poderá ser efetuada até o máximo de duas vezes no espaço de um ano.

DOS CRITÉRIOS DE MOVIMENTAÇÃO

a) Por necessidade do serviço – é efetuada, conforme o exigido no quadro de

organização da Corporação;

b) Por interesse próprio – é efetuada, segundo o interesse do miliciano ajustada à

existência de vaga na OME pretendida. O militar estadual interessado tem que preencher os critérios de prazos de permanência mínima na OME, e no caso de praça, deve atender os seguintes requisitos:

I – um ano, no mínimo, de permanência no órgão de origem, ressalvada o caso de atendimento de necessidade da saúde do miliciano ou de seu dependente;

II – estar, no bom comportamento, no mínimo;

III – não estar respondendo a processo de qualquer espécie, ressalvada a hipótese de

atender a necessidade de afastar o miliciano de OME ou da localidade em que sua

permanência seja julgada incompatível ou inconveniente.

6. ESTATUTO DOS POLICIAIS MILITARES (Lei 6.783/74)

GENERALIDADES

Art. 3º - Os integrantes da Polícia Militar do Estado de Pernambuco, em razãoda

destinação constitucional da Corporação e em decorrência das leis vigentes,constituem uma CATEGORIA ESPECIAL DE SERVIDORES PÚBLICOS ESTADUAIS e são deno- minadospoliciais-militares. § 1º - Os policiais-militares encontram-se em uma das seguintes situações:

A) NA ATIVA:

I - os policiais-militares de carreira;

II - os incluídos na Polícia Militar voluntariamente, durante os prazos a que seobrigam a

servir;

III

- os componentes da reserva remunerada quando convocados; e

IV

- os alunos de órgãos de formação de policiais-militares da ativa.

B)

NA INATIVIDADE:

I - na reserva remunerada, quando pertencem à reserva da Corporação epercebem re -

muneração do Estado de Pernambuco, porém sujeitos, ainda, à prestação deserviço na ativa, mediante convocação; II - reformados, quando, tendo passado por uma das situações anteriores, estão dis- pensados, definitivamente, da prestação de serviço na ativa, mas continuam a perceber remuneração do Estado de Pernambuco.

Art. 5º, § 2º - É privativa de brasileiro nato a carreira de Oficial da Polícia Militar.

Art. 6º - Os policiais-militares da reserva remunerada poderão ser convoca- dospara o serviço ativo, em caráter transitório e mediante aceitação voluntá-

ria, por ato doGovernador do Estado de Pernambuco, desde que haja conve- niência para o serviço.

DA HIERARQUIA E DA DISCIPLINA

A hierarquia e a disciplina são as bases institucionais da Corporação. A hierarquia

policial militar é a ordenação de autoridades em níveis diferentes, dentro da estrutura

da Polícia Militar. Essa ordenação se faz por postos ou graduações; dentro de um mesmo posto ou de uma mesma graduação se faz pela antiguidade no posto ou graduação. Daí advém os círculos hierárquicos, que são âmbitos de convivência entre os policiais militares da mesma categoria (posto ou graduação), e têm a finalidade de desenvolver o espírito de camaradagem em ambiente de estima e confiança, sem prejuízo do respeito mútuo. Os círculos hierárquicos na Polícia Militar são:

a) Círculo de oficiais

I

– superiores;

II

– intermediários;

III

– subalternos.

b)

Círculo de praças

I

– subtenentes e sargentos;

II

– cabos e soldados.

c)

Praças especiais

I – aspirante-a-oficiais PM – freqüenta o círculo de oficiais;

II – aluno-oficial PM – excepcionalmente ou em reuniões sociais tem acesso ao círculo de oficiais.

Observações:

I – alunos do curso de formação de sargentos PM – excepcionalmente ou em reuniões

sociais tem acesso ao círculo de subtenente e sargentos;

II – aluno de curso de formação de soldados PM – freqüenta o círculo de cabos e soldados.

e

OBS.

Graduações entre as Forças Armadas e a Policia Militar de Pernambuco.

Ver

no

anexo

I

Círculos

Hierárquicos

e

correspondência

-

de

Postos

A disciplina é a rigorosa observância e o acatamento integral das leis, regulamentos, normas e disposições que fundamentam o organismo policial militar, visando à harmonia entre todos integrantes da Corporação. Isso é traduzido pelo perfeito cumprimento do dever por parte de todos e de cada um dos componentes desse organismo. E dentro desse espírito norteado acima, a disciplina e o respeito devem ser mantidos em todas as circunstâncias da vida, quer seja no serviço ativo ou situação de inativo (reserva remunerada e reforma).

No âmbito dos círculos hierárquicos que já tratamos nesta apostila, vem a necessidade de ser estabelecida a precedência hierárquica e a antiguidade entre os postos e graduações. O posto é o grau hierárquico de oficial, conferido por ato do governador do Estado de Pernambuco. A graduação é o grau hierárquico das praças, conferido por ato do Comandante Geral. Em situação especial encontram-se os aspirantes-a-oficial PM e os alunos- oficiais, que são considerados praças especiais. No tocante à precedência entre os policiais-militares existem duas situações específicas:

a) Entre os da ativa do mesmo grau hierárquico. A antiguidade é assegurada pela antiguidade no posto ou graduação, salvo nos casos de precedência funcional estabelecida em lei ou regulamento. Esse fato se aplica aos casos de oficial mais moderno assumir o cargo de Comandante Geral, por exemplo; b) Entre os policiais militares da ativa e os inativos. Nesse caso, em igualdade de posto ou graduação, os policiais militares ativos têm precedência sobre os da inatividade. Para efeito de aplicação da antiguidade entre os policiais militares, toma-se por base a data de promoção, nomeação, declaração ou inclusão, salvo quando for indicada especificamente outra data fixada. E o caso de promoção em ressarcimento de preterição, ou qualquer outro ato proveniente de demanda judicial transitada em julgado. Em igualdade de posto ou graduação entre policiais militares da inatividade convocados e os de carreira na ativa, a antiguidade é definida pelo tempo de efetivo serviço no posto ou graduação. Por fim a precedência entre as praças especiais e as demais praças, e nos casos em que a igualdade de antiguidade persistir, a precedência será assim estabelecida:

a) Os aspirantes-a-oficiais são hierarquicamente superiores as demais praças e; b) Os alunos-oficiais são hierarquicamente superiores aos subtenentes. E quando se tratar da hierarquia entre os alunos de um mesmo curso, esta será estabelecida pelo regulamento interno da casa de ensino a que os alunos estão vinculados.

DO CARGO E DA FUNÇÃO POLICIAL MILITAR

Cargo: É a posição que a pessoa ocupa dentro de uma estrutura organizacional.

Função: É o conjunto de tarefas e responsabilidades correspondentes ao cargo.

Para todo policial militar do serviço ativo existe um cargo. Por isso, a previsão desse cargo deve figurar nos Quadros de Organização da Corporação ou previsto em outros dispositivos legais. Como exemplo, citamos a Lei nº 12.341/03, modificada pela Lei nº 13.265/07 que disciplina um cargo destinado a policial militar no âmbito da Assembléia Legislativa, por exemplo.

O provimento do cargo do militar estadual se faz por ato de nomeação,

designação ou determinação expressa de autoridade competente. E deve ser efetuado

com pessoal que satisfaça aos requisitos de qualificação e grau hierárquico exigidos para o desempenho do respectivo cargo. O cargo será considerado vago quando o seu titular:

a) for exonerado, dispensando ou que tenha determinação expressa de autoridade para deixá-lo, ficando livre até a indicação de outro policial militar.

b) falecido

c) for considerado extraviado(é a situação do desaparecimento do policial militar quando não houver indícios de deserção)

d) Desertor (é a situação em que o policial militar deixa de comparecer, sem licença, à unidade onde serve por mais de oito dias consecutivos).

A cada cargo é conferida um conjunto de atribuições, deveres e

responsabilidades que se constituem em obrigações do respectivo titular, para o exercício de funções previamente estabelecidas em normas, regulamentos ou

determinações superiores. Em linhas gerais, os cargos exercidos por policiais militares

e previstos no Quadro de Organização da Corporação são considerados de natureza policial militar.

Os demais poderão ser considerados de NATUREZA POLICIAL MILITAR, desde

que estabelecidos em lei. É o caso dos previstos na Lei nº 12.341/03 (institui as Assistências Militares no Tribunal de Justiça, Assembléia Legislativa e Prefeitura da

Cidade do Recife) e alterações posteriores. Função policial-militar é o exercício das obrigações inerentes ao car- go policial-militar.

DOS DEVERES POLICIAIS MILITARES

Os deveres policiais militares emanam de vínculos racionais e morais que ligam

o policial militar ao estado e a sua segurança, compreendendo, essencialmente:

I – a dedicação integral ao serviço policial militar e a fidelidade à instituição a que pertence mesmo com o sacrifício da própria vida; II – o culto aos símbolos nacionais;

III – a probidade e a lealdade em todas as circunstâncias;

IV – a disciplina e o respeito à hierarquia;

V – o rigoroso cumprimento das obrigações e ordens; e

VI – a obrigação de tratar o subordinado dignamente e com urbanidade.

São proibidas quaisquer manifestações coletivas, tanto sobre atos desuperiores, quanto as de caráter reivindicatório.

DO COMPROMISSO POLICIAL-MILITAR

Todo cidadão após ingressar na Polícia Militar prestará o compromisso de honra, no qual afirmará formalmente a sua aceitação de cumprir as suas obrigações e deveres após adquirir o grau de instrução compatível com o perfeito entendimento de seus deveres. Esse compromisso é firmado por ocasião da conclusão do curso de formação de soldados, por exemplo, cujo teor é o seguinte: “Ao ingressar na Polícia Militar do Estado de Pernambuco, prometo regular a minha conduta pelos preceitos da moral, cumprir rigorosamente as ordens das autoridades a que estiver subordinado e dedicar-me inteiramente ao serviço policial militar, à manutenção da ordem pública e à segurança da comunidade, mesmo com o risco da própria vida ”.

DO COMANDO E DA SUBORDINAÇÃO

O Oficial é preparado, ao longo da carreira, para exercício do Comando, da Che-

fia e da Direção das Organizações Policiais-Militares. Os Subtenentes e Sargentos auxiliam e complementam as atividadesdos Ofici- ais, quer no adestramento da tropa e no emprego dos meios, quer na instrução e na administração; poderão ser empregados na execução de atividades de policiamento ostensivo peculiares à Polícia Militar. Os Cabos e Soldados são, essencialmente, os elementos de execução.

DA VIOLAÇÃO DAS OBRIGAÇÕES E DOS DEVERES

A violação dos deveres ou obrigações policiais militares constituirá crime ou transgressão disciplinar, conforme dispuserem as normas reguladoras. A violação desses deveres poderá acarretar: responsabilidade funcional, pecuniária, disciplinar ou penal.

O policial-militar que, por sua atuação, se tornar incompatível com ocargo ou de-

monstrar incapacidade no exercício das funções policiais-militares a eleinerentes, será afastado do cargo. São competentes para determinar o imediato afastamento do cargo ou oimpe- dimento do exercício da função:

a) o Governador do Estado de Pernambuco;

b) o Comandante-Geral da Polícia Militar; e

c) os Comandantes, os Chefes e os Diretores, na conformidade da legislação ouregula-

mento da Corporação.

d) Secretário de Defesa Social (no caso do art. 14, LC 158/2010)

O Art. 14 da Lei Complementar 158/2010, prescreveque os Policiais Militares

submetidos a Processo Administrativo Disciplinar (Conselho de Disciplina, Conselho de Justificação e Sindicância) por prática de ato incompatível com a função pública, sem prejuízo da remuneração, poderão ser afastados do exercício da função, por meio de Portaria do Secretário de Defesa Social, cujo afastamento perdurará pelo prazo de 120 (cento e vinte) dias, prorrogável, uma única vez, por igual período. Tal afastamento implicará na suspensão das prerrogativas funcionais.É retido do policial a identificação funcional, distintivo, arma, algema ou qualquer outro

instrumento que esteja em posse do servidor. Findo o prazo do afastamento sem a conclusão do processo administrativo contra ele instaurado, retornará o servidor às

atividades meramente administrativas, sendo-lhe restituídos os instrumentos retidos e concedida uma nova identidade funcional com restrição ao porte de arma, até decisão

do mérito disciplinar.

A apuração devida sobre a conduta incompatível com o cargo policial militar será procedida mediante:

a) Conselho de Justificação – ao oficial presumivelmente incapaz de permanecer como policial-militar b) Conselho de Disciplina – para os aspirantes-a-oficiais e as praças estáveis, isto é, aqueles que têm mais de 10(dez) anos de efetivo serviço e; c) Processo de Licenciamento – para as praças instáveis, isto é, aqueles que têm menos de 10(dez) anos de efetivo serviço. Os membros do conselho decidirão, com base na apuração efetuada pela culpa

ou inocência do aconselhado. De igual modo, assim fará o responsável pelo processo

de licenciamento da praça instável. Os procedimentos inerentes à instrução do Conselho de Disciplina estão regulados no Decreto nº 3.639/75. Os inerentes ao Processo de Licenciamento estão descritos no Suplemento Normativo nº 02/2007, que

trata do processo de licenciamento ex-offício de praças instáveis. As transgressões disciplinares praticadas por policiais militares estão reguladas

na Lei nº 11.817/00, o os crimes militares, no Código Penal Militar – Decreto-Lei nº

1001, de 21 de outubro de 1969.

DOS DIREITOS E DAS PRERROGATIVAS

SÃO DIREITOS dos militares estaduais:

I – percepção de remuneração correspondente ao grau hierárquico superior ou melhoria da mesma quando, ao ser transferido para a inatividade, contar mais de 30(trinta) anos de serviço; II – a remuneração calculada com base no soldo integral do posto ou graduação quando, não contando 30 (trinta) anos de serviço, for transferido para a reserva remunerada, “ex-offício”, por ter atingido a idade limite de permanência em atividade no posto ou na graduação; (remuneração proporcional ao tempo de serviço)

III – nas condições ou nas limitações impostas na legislação e regulamentação

específica:

a) A estabilidade, quando praça com 10 (dez) ou mais anos de tempo de efetivo

serviço;

b) O uso das designações hierárquicas;

c) A ocupação de cargo correspondente ao posto ou graduação; d) A percepção de remuneração;

e) Outros direitos previstos na lei específica que trata da remuneração dos Militares do

Estado de Pernambuco; f) A constituição de pensão policial-militar;

g) A promoção;

h) A transferência para a reserva remunerada, a pedido ou reforma;

i) As férias, os afastamentos temporários do serviço e as licenças; j) A demissão e o licenciamento voluntário;

l) O porte de arma, pelas praças, com as restrições impostas pelas normas que regulam a matéria.

DA REMUNERAÇÃO

A remuneração do militar estadual na ativa compreenderá:

I – Vencimentos: quantitativo mensal em dinheiro devido ao militar estadual na ativa, compreendendo o soldo e as gratificações; II – Indenizações: quantitativo em dinheiro devido ao servidor militar para ressarcimento de despesas que decorram de situações especiais relacionadas com o exercício da função e com o dever jurídico do Estado.

III –Outros direitos(devidos com base em lei peculiar)

COMPREENDE OS VENCIMENTOS:

(compondo os vencimentos têm-se as gratificações)

a) As constantes no Art. 8º ao12º da Lei Complementar nº 59/04, alterado seus valores

pela Lei Complementar 159/2010;

b) De função para os motoristas;

c) Gratificação de serviço extraordinário, conforme disciplinado na Lei Complementar nº

27/99;

d) Gratificação de localidade especial para quem trabalha em determinada área (alto

Sertão);

e) Gratificação adicional de tempo de serviço para os militares estaduais que

adquiriram o direito até 04 de junho de 1999.

AS INDENIZAÇÕES COMPREENDEM:

I – Diárias – pagas, conforme o Art. 5º do Decreto nº 22.105/99 e Decreto 25845/2003 nos seguintes casos:

a) para indenizar os custos com alimentação e pousada do policial militar que se afastar

de sua sede por um período superior a 08(oito) horas por motivo de serviço; b) para indenizar os custos com alimentação e pousada do militar estadual designado

para fazer curso de interesse da Corporação, desde que a Polícia Militar de Pernambuco não custei as despesas do militar estadual;

II – A ajuda de custo – destinada a indenização de despesas de viagem e de

instalação paga ao militar sempre que for movimentado para cargo ou serviço, cujo

desempenho importe em mudança de moradia, conforme Art. 43 da Lei nº 10.426/90 – Lei de Remuneração;

III – Transporte – nas seguintes situações:

a) Quando movimentado por interesse do serviço, compreendendo o translado da bagagem de residência a residência do transporte;

b) Nos deslocamentos de sua sede para atender requisição da justiça ou da disciplina;

c) Quando em deslocamento para prestar concursos para ingresso em escolas, cursos

ou centros de formação, especialização aperfeiçoamento ou atualização, de interesse da corporação;

d) Por motivo de serviço, decorrente do desempenhando de sua atividade;

e) Baixa em organização hospitalar, ou alta desta, em virtude de prescrição médica

competente, ou ainda, realização de inspeção de saúde. IV – A alimentação, quando nas seguintes condições:

a) Freqüentando cursos ou estágios ministrados pela Corporação, ou desempenhando

atividades internas no âmbito de uma OME, que excedam a jornada normal de trabalho;

b) Internado por motivo de saúde ou recolhido a OME, em decorrência de decisão judicial ou sanção disciplinar;

c) Quando no desempenho de atividades operacionais inerentes à Corporação.

A alimentação sempre foi produzida nas OME da Corporação. No ano de 2006, foi editado o Decreto nº 13.296/06 que concedeu o valor de R$ 110,00(cento e dez) reais aos militares estaduais empregados em OME operacionais haja vista às despesas com alimentação. No mês de Outubro de 2007 foi editado o Decreto nº 30.867 que corrigiu o valor para R$ 132,00 (cento e trinta e dois reais). Dessa forma, o serviço de rancho foi desativado. Posteriormente, houve um acréscimo no valor, passando para R$ 154,00 (cento e cinqüenta e quatro reais).

V – Fardamento, peças e acessórios nos seguintes casos:

a) Alunos freqüentando curso de formação de oficiais, sargentos; b) Os cabos e soldados; c) Em caso de perda do uniforme em qualquer sinistro havido em OME ou em deslocamento a serviço, receberá um auxílio correspondente até 3 (três) vezes o valor do soldo de seu posto ou graduação. Com o advento da Lei de Ingresso (Lei Complementar nº 108/2008), os alunos do Curso de Formação de Soldados, enquanto estiverem realizando o curso de formação, não serão militares e perceberão uma Bolsa Auxilio de Formação Profissional, no valor de R$ 970,42 (novecentos e setenta reais e quarenta e dois centavos).

DAS FÉRIAS REMUNERADAS

O militar estadual tem direito a férias remuneradas com, pelo menos, um terço a mais do que a remuneração integral de 30 (trinta) dias corridos, adquiridos, após um ano de efetivo serviço, podendo ser gozados em dois períodos iguais de 15(quinze) dias no mesmo ano. A concessão de férias não é prejudicada pelo gozo anterior de licençaspara tra- tamento de saúde, por punição anterior decorrente de transgressão disciplinar, pelo es - tado de guerra ou para que sejam cumpridos atos de serviços, bem como nãoanula o direito àquelas licenças.

DA PROMOÇÃO

A promoção dos milicianos pode ocorrer:

a) por bravura;

b) antiguidade;

c) merecimento;

d) post – mortem.

Em situações específicas o militar estadual poderá ser promovido em ressarcimento de preterição. O militar promovido nessa situação receberá o número que lhe competir na escala hierárquica, como se houvesse sido promovido na época devida.

A promoção das praças é disciplinada nas Lei Complementar n° 134/2008, Lei Ordinária nº 12.545/2004 e Decreto nº 34.681/2010, que ressaltam as condições imprescindíveis para promoção do praça a graduação superior por antiguidade:

I - ter concluído, com aproveitamento, até a data prevista para encerramento das

alterações, o curso que o habilita ao desempenho dos cargos e funções próprios da

graduação superior;

II

- ter completado até a data da promoção, os seguintes requisitos:

a)

interstício mínimo:

1.

Primeiro-Sargento: 02 (dois) anos na graduação;

2.

Segundo-Sargento: 02 (dois) anos na graduação;

3.

Terceiro Sargento: 02 (dois) anos na graduação;

4.

Cabo: 03 (três) anos na graduação;

5.

Soldado: 03 (três) ano de efetivo serviço na respectiva corporação militar;

b)

serviço arregimentado:

1.

Primeiro-Sargento: 01 (um) ano;

2.

Segundo-Sargento: 02 (dois) anos;

3.

Terceiro-Sargento: 02 (dois) anos;

III - estar classificado, no mínimo, no comportamento BOM; IV - ter sido considerado apto na inspeção de saúde para fins de promoção, ressalvada

a

hipótese de incapacidade temporária;

V

- ter sido incluído no Quadro de Acesso (QA) de sua respectiva qualificação.

Será computado como serviço arregimentado para fins de ingresso em QA, o tempo

passado:

I - em unidade operacional;

II - em unidade e órgão de apoio;

III - em funções técnicas de suas especialidades, pelos graduados músicos, em qualquer Organização Militar Estadual. As condições de interstício estabelecidas, bem como as do processo seletivo ao Curso de Formação de Sargentos, observadas as normas gerais reguladoras do processo seletivo, poderão ser reduzidas até a metade, através de ato do Comandante Geral, mediante proposta da Comissão de Promoção.

DOS AFASTAMENTOS TEMPORÁRIOS

Os militares têm direito aos seguintes afastamentos temporários:

Motivo

Núpcias luto Instalação Trânsito Licença paternidade Licença maternidade

Período de gozo 8 dias 8 dias 10 dias 30 dias 15 dias 06 meses

Será concedida o afastamento de luto nos casos de falecimento de: pai, mãe, sogro, sogra, irmão, filho e cônjuge; O afastamento por motivo de núpcias deverá ser solicitado por antecipação à data do evento. As férias e os afastamentos acima mencionados serão concedidos ao militar estadual sem prejuízo da remuneração e a contagem do tempo de contribuição ao FUNAFIN.

DAS LICENÇAS

As licenças são outros afastamentos que os militares estaduais têm direito e compreende:

a) LICENÇA ESPECIAL Corresponde ao prazo de 06 (seis) meses de afastamento do serviço, podendo ser gozado integralmente ou em parcelas de 02 (dois) ou 03 (três) meses por ano civil. O militar para gozar esse direito tem que preencher os seguintes requisitos: contar, no mínimo, 10 (dez) anos de efetivo serviço, ter parecer favorável de seu comandante respectivo. O requerimento da praça deve ser dirigido ao seu Comandante de OME, Autoridade competente para deferir ou não a concessão da Licença.

b) LICENÇA PARA TRATAR DE INTERESSE PARTICULAR Deverá o militar ter estabilidade assegurada para gozar esse direito. O período de afastamento é, a princípio, de 02 anos, podendo ser renovado por mais 02 (dois) anos. O militar terá prejuízo na contagem do tempo de serviço (contribuição), caso não contribua para o FUNAFIN. Essa licença é concedida com prejuízo dos vencimentos. O requerimento deve ser encaminhado pelo Comandante do requerente ao Diretor de Gestão de Pessoas da PMPE. A licença para tratar de assunto de interesse particular traz prejuízos financeiros ao militar estadual, não podendo receber nenhuma gratificação prevista na Lei Complementar nº 59/2004, que importa para o Soldado no valor de R$

550,00(quinhentos e cinqüenta reais), nos casos de servir em Unidade Operacional; e quanto à licença sem vencimentos, o policial militar, além dos vencimentos, também não poderá contar com o tempo de contribuição, podendo fazê-lo, conforme prescreve a Lei complementar nº 28/00 e Decreto nº 22.425, de 05 de julho de 2000, caso contribua enquanto permanecer de licença sem vencimentos.

c) LICENÇA PARA TRATAR DE SAÚDE DE PESSOA DA FAMÍLIA.

Essa licença é regulada em Portaria do Comando Geral. Será suspenso, temporariamente, o pagamento das gratificações ao miliciano que ultrapassar 06 meses contínuos de licença para acompanhar tratamento de saúde de pessoa da família.

d)LICENÇA PARA TRATAR DE SAÚDE PRÓPRIA É concedida, conforme prescrição médica específica para cada caso.

e) PRESCRIÇÕES DIVERSAS

As licenças

especiaisl

ou

para

tratar

de

interesse particular, poderão

ser

interrompidas, a pedido, ou nas seguintes situações:

a) Em caso de mobilização e estado de guerra;

b) Em caso de decretação de estado de sítio;

c) Para cumprimento de sentença que importe em restrição da liberdade individual;

d) Para cumprimento de punição disciplinar, conforme for regulado pelo Comandante

Geral da Polícia Militar e;

e) Em caso de pronúncia em processo criminal ou indiciamento em inquérito policial

militar, a juízo da autoridade que efetivar a pronúncia ou o indiciamento.

DA ASSISTÊNCIA A SAÚDE

Em decorrência do desequilíbrio financeiro existente no Hospital da PMPE,

devido aos elevados custos da prestação de assistência médica aos Policiais Militares e dependentes, houve a necessidade de se reformular a gestão do sistema de saúde, advindo a Lei nº 13.1264/2007, que instituiu o Sistema de Saúde dos Militares de Pernambuco (SISMEPE), Legislação regulamentada pelo Decreto nº 34.680/2010. São beneficiários titulares do SISMEPE:

- os Militares Estaduais da ativa;

- os Militares Estaduais inativos;

- os Servidores Públicos efetivos da PMPE e do CBMPE; e

- os Servidores Públicos aposentados pela PMPE e pelo CBMPE. Poderão ser beneficiários do SISMEPE, na condição de beneficiários dependentes do titular e a ele vinculados:

- o cônjuge ou companheiro na constância, respectivamente, do casamento ou da união estável;

- os filhos solteiros, menores de 18 (dezoito) anos;

- os filhos solteiros, quando estudantes universitários, até completar os 25 (vinte e cinco) anos, desde que, comprovadamente, não exerçam qualquer atividade remunerada e vivam, exclusivamente, às expensas do beneficiário titular;

- o filho inválido ou interdito, consoante atestado de invalidez expedido por Junta Militar de Saúde ou sentença decretando a interdição;

- o enteado ou tutelado, desde que não possua meios suficientes para o próprio sustento;

- os pais, sem rendimentos próprios, que vivam, exclusivamente, às expensas do

beneficiário titular, desde que devidamente comprovado. Perderá o direito à assistência à saúde o ex-cônjuge do beneficiário titular, quando decretada judicialmente a separação judicial ou o divórcio, bem como o ex- companheiro, na hipótese de dissolução de união estável, mediante requerimento- padrão de exclusão de dependente.

Poderão ser incluídos como beneficiários especiais do SISMEPE, os pensionistas de beneficiários titulares, desde que não abrangidos pela assistência à saúde prestada pelo SASSEPE. A prestação da assistência à saúde aos beneficiários dependentes ficará condicionada ao cumprimento dos seguintes prazos de carência:

- 24 (vinte e quatro) horas, para atendimento de urgência e emergência;

- 300 (trezentos) dias, para partos a termo; e

- 180 (cento e oitenta) dias, para os demais casos. Ficará dispensado do cumprimento dos prazos de carência o filho recém- nascido de beneficiário titular que venha a ser inscrito no SISMEPE no prazo máximo de 30 (trinta) dias do nascimento. O SISMEPE será custeado pelas seguintes fontes de receita:

– recursos do tesouro estadual;

- contribuição mensal, descontada dos vencimentos ou proventos do beneficiário titular, e da pensão do beneficiário especial, no valor de 1% da remuneração total, acrescido de mais tantas cotas de 1% quantos forem os dependentes incluídos no Sistema , até o máximo de 4%;

- indenizações pela utilização, por parte dos beneficiários dependentes e especiais, de serviços de assistência à saúde fora das Organizações Militares Estaduais de Saúde, a serem descontadas em folha de pagamento, conforme Tabela Indenizatória de Procedimentos de Assistência à Saúde a ser disponibilizada pelo SISMEPE;

DOS RECURSOS NA ESFERA ADMINISTRATIVA

O militar estadual que se julgar prejudicado ou ofendido por qualquer ato administrativo ou disciplinar de superior hierárquico, poderá recorrer ou interpor pedido de reconsideração, queixa, ou representação, conforme a legislação vigente na Corporação, contudo, tais recursos não podem ser feitos coletivamente.

Esse direito prescreverá:

I. 15(quinze) dias CORRIDOS, a contar do recebimento da comunicação oficial, quanto a ato que decorra da composição de quadro de acesso; II. 120(cento e vinte) DIAS CORRIDOS, nos demais casos.

Os militares estaduais da ativa que, nos casos cabíveis, se dirigir ao Poder Judiciário, deverão participar, antecipadamente, esta iniciativa à autoridade a qual estiver subordinado.

DO DESLIGAMENTO DO SERVIÇO ATIVO

A desvinculação do policial militar do serviço ativo compreende as seguintes

modalidades:

a) Transferência para a reserva remunerada;

b) Licenciamento;

c) Demissão

d) Exclusão a bem da disciplina;

e) Falecimento;

f) Deserção;

g) Extravio.

A transferência para a reserva remunerada do militar estadual poderá ocorrer a

pedido ou ex-offício. A transferência a pedido será concedida ao militar que conte, no

mínimo, 30(trinta) anos de serviço (contribuição).

O pedido será indeferido caso o militar:

a) Esteja respondendo a inquérito ou processo em qualquer jurisdição; e

b) Esteja cumprindo pena de qualquer natureza.

No caso do policial militar haver realizado qualquer curso ou estágio de duração superior a 6 (seis) meses, por conta do Estado de Pernambuco, no exterior, sem haver

decorrido 3 (três) anos de seu término, a transferência para a reserva remunerada, só será concedida mediante indenização de todas as despesas correspondentes à realização do referido curso ou estágio, inclusive as diferenças de vencimentos. A transferência ex-offício dos milicianos ocorrerá, no caso das praças, atingirem a idade limite:

a) Subtenente PM – 56 anos;

b) Primeiro Sargento PM – 54 anos;

c) Segundo Sargento PM – 52 anos;

d) Terceiro Sargento PM - 51 anos;

e) Cabo PM -

51 anos;

f) Soldado PM

51 anos.

A transferência dos militares estaduais também ocorrerá ex-offício, nos seguintes

casos:

a) Em caso de posse em cargo de natureza permanente;

b) Em caso de eleito para cargo eletivo, conforme o disposto no Art. 14, § 8º, Inc. II da

Constituição Federal.

A transferência dos milicianos para a reserva remunerada poderá ser suspensa

na vigência do estado de guerra, estado de sítio ou em caso de mobilização.

O licenciamento aplicável somente as praças, quando a pedido, será concedido

desde que não haja prejuízo para o serviço.

Já o licenciamento ex-offício será feito na forma da lei:

a.

por conclusão de tempo de serviço;

b.

por conveniência do serviço

c.

e a bem da disciplina.

O

Aspirante-a-oficial PM e os demais praças empossados em cargo permanente

estranho a sua carreira serão imediatamente licenciados ex-offício e terão a situação militar regulada pela lei do serviço militar.

A demissão é a modalidade de desligamento do serviço ativo exclusivamente

aplicável ao oficial, podendo ser a pedido ou ex-offício, sendo que, neste último caso

após decisão do Tribunal de Justiça competente haver decidido pela perda do posto e da patente do oficial.

O Licenciamento ex-offício será aplicado às praças sem estabilidade assegurada

(menos de dez anos de efetivo serviço) que forem condenados a pena restritiva de liberdade superior a 2 anos, por Tribunal Militar ou Civil, em sentença transitado em julgado; haver cometido falta de natureza grave que afete a honra pessoal, o pundonor policial. Neste caso, o licenciamento será realizado depois de efetuado o processo devido, ensejando aos milicianos submetidos ao processo a oportunidade de defesa e

do contraditório. A exclusão da praça a bem da disciplina será aplicada as praças com

estabilidade assegurada (mais de 10 anos de efetivo serviço), acarretando a perda da remuneração e seu grau hierárquico. Não isentará as praças dos prejuízos causados à Fazenda Estadual ou a terceiros nem das pensões decorrentes de sentença judicial. A situação da praça nessas condições também será regulada pela lei do serviço militar.

A deserção acarreta a interrupção do serviço do militar estadual, com a seqüente

exclusão do serviço ativo para as praças e demissão ex-offício do oficial. A deserção é

crime tipificado no Art. 187 do Código Penal Militar.

DO DESAPARECIMENTO E DO EXTRAVIO

É considerado desaparecido o militar estadual da ativa que, no desempenho de

qualquer serviço, em viagem, em operações policiais militares ou em caso de calamidade pública, tiver paradeiro ignorado por mais de 8 (oito) dias. Já o extravio será concretizado, desde que o militar estadual, ultrapassar 30 (trinta) dias de desaparecimento.

DA CONTAGEM DE TEMPO DE SERVIÇO

A contagem de tempo de serviço (efetiva contribuição) compreende:

a) Contagem de tempo de efetivo serviço (efetiva contribuição, que se refere à data de

ingresso na Polícia Militar - data de matrícula em curso de formação), nomeação ou inclusão, acrescido do tempo de serviço prestado às Forças Armadas e auxiliares antes do ingresso na Corporação. A nova Lei de ingresso da PMPE (Lei Complementar nº

108/2009) estabelece que o período em que o Militar se encontrar no Curso de Formação não é tido como tempo de efetivo serviço. b) Contagem de anos de serviço (anos de contribuição) compreende o tempo de serviço contado dia a dia na Corporação, acrescido de: tempo de atividade privada; tempo de serviço público federal, estadual ou municipal, prestado pelo policial militar anteriormente à sua inclusão, matrícula, nomeação ou reinclusão na Polícia Militar. De outro lado, não é computado para efeito algum o tempo:

a) Que ultrapassar de 01 ano, contínuo ou não, em licença para tratamento de saúde

de pessoa da família;

b)

Passado em licença para tratar de interesse particular, desde que não contribua para

o

FUNAPE, nos termos do Decreto 22.425/00;

c)

Passado como desertor;

d)

Decorrido em cumprimento de pena de suspensão do exercício do posto, graduação,

cargo ou função, por sentença passada em julgado; e

e) Decorrido em cumprimento de pena restritiva de liberdade, por sentença passada em

julgado, desde que não tenha sido concedida suspensão condicional da pena, quando, então o tempo que exceder ao período da pena será computado para todos os efeitos, caso as condições estipuladas na sentença não o impeçam.

DAS SITUAÇÕES ESPECIAIS

As situações especiais em que o militar estadual pode se encontrar são:

agregado, revertido, extraviado, ausente, desaparecido e desertor. A situação de ausência é caracterizada quando o militar estadual permanece mais de 24 (vinte e quatro) horas consecutivas: deixa de comparecer a sua OME sem comunicar qualquer motivo de impedimento; e ausentar-se sem licença da OME onde serve ou local onde deve permanecer. Os casos de deserção, extraviado, desaparecido

e desertor já tratamos nesta apostila. A situação de agregado é aquela em que o militar estadual da ativa permanece sem número na sua escala hierárquica.

DA AGREGAÇÃO

O militar estadual será agregado quando:

a) For nomeado para cargo policial-militar ou considerado de natureza policial-militar,

estabelecido em lei ou decreto, não previsto nos quadros de organização da Polícia

Militar;

b) Aguardar transferência ex-offício para a reserva remunerada por ter sido enquadrado

em quaisquer dos requisitos que a motivam; e

c) For afastado temporariamente do serviço ativo por motivo de:

I – ter sido julgado incapaz temporariamente, após um ano contínuo de tratamento;

II

– ter sido julgado incapaz definitivamente, enquanto tramita o processo de reforma;

III – haver ultrapassado 1 (um) ano contínuo de licença para tratamento de saúde

própria;

IV – haver ultrapassado 6 (seis) meses contínuos de licença para tratar de interesse

particular;

V – haver ultrapassado 6 (seis) meses contínuos em licença para tratamento de saúde

de

pessoa da família;

VI

– ter sido considerado oficialmente extraviado;

VII

– haver sido esgotado o prazo que caracteriza o crime de deserção previsto no

Código Penal Militar, se Oficial ou Praça com estabilidade assegurada;

VIII – como desertor, ter-se apresentado voluntariamente, ou ter sido capturado e

recolhido a fim de se ver processar;

IX – se ver processar, após ficar exclusivamente à disposição da justiça comum;

X – haver ultrapassado 06 (seis) meses contínuos sujeito a processo no foro militar;

XI – ter sido condenado a pena restritiva de liberdade superior a 06 (seis) meses, em

sentença com trânsito em julgado, enquanto durar a execução ou até ser declarado

indigno de pertence à Polícia Militar ou com ela incompatível;

XII

– ter passado à disposição de Secretarias do governo ou de outro órgão do Estado

de

Pernambuco, da União, dos demais estados ou dos territórios, para exercer função

de

natureza civil;

XIII

– ter sido nomeado para qualquer cargo público civil temporário, não eletivo,

inclusive da administração indireta;

XIV – ter-se candidatado a cargo eletivo, desde que conte 10 (dez) ou mais anos de

efetivo serviço;

XV

– ter sido condenado à pena de suspensão do exercício do posto, graduação, cargo

ou

função prevista no Código Penal ou comum.

OBSERVAÇÕES IMPORTANTES:

1 - Os militares agregados, de conformidade com as alíneas “a” e “b” continuam para todos os efeitos vinculados ao serviço ativo;

2 - A agregação do militar estadual a que se refere o item XIV da alínea “c” será

contada a partir da data do registro como candidato até sua diplomação ou seu regresso à Corporação, se não houver sido eleito.

3 – O militar estadual agregado fica sujeito às obrigações disciplinares concernentes às

suas relações com outros policiais militares e autoridades civis, salvo quando titular de cargo que lhe dê precedência funcional sobre outros policiais militares mais graduados

ou

mais antigos. (vide Lei nº 12341/03, modificada pela Lei nº 12.731/04)

4

– A agregação se faz por ato do Governador do Estado de Pernambuco ou de

autoridades à qual tenham sido delegados poderes para isso.

5 – O retorno do policial militar ao respectivo quadro ocorre logo após cessar o motivo

que o levou à situação de agregado, voltando a ocupar o lugar que lhe competir na

respectiva escala numérica.

6 – A qualquer tempo poderá ser determinada a reversão do militar estadual agregado,

exceto nos casos previstos nos itens I, II, III, VI, VII, VIII, XI, XIV e XV acima.

7 – A reversão será efetuada mediante ato do Governador do Estado de Pernambuco ou de autoridades à qual tenham sido delegados poderes para isso.

7. CÓDIGO DISCIPLINAR DOS MILITARES ESTADUAIS (LEI 11.817, de 24 JUL 2000)

ABRANGÊNCIA: O presente código aplica-se aos militares estaduais (Oficiais e Praças), ATIVOS E INATIVOS (RESERVA REMUNERADA E REFORMA);

FINALIDADE - especificar e classificar as transgressões disciplinares militares, estabelecer normas relativas a amplitude e aplicação de penas disciplinares.

SÃO MANIFESTAÇÕES ESSENCIAIS DA DISCIPLINA MILITAR:

a correção de atitudes a obediência pronta as ordens legais dos superiores hierárquicos,

a dedicação integral ao serviço,

a consciência das responsabilidades,

a rigorosa observância das prescrições regulamentares

e o respeito à continuidade e à essencialidade do serviço à sociedade.

COMPETÊNCIAS PARA APLICAÇÃO DAS PENAS: A competência é inerente ao cargo ou função ocupada e não ao grau hierárquico. SÃO COMPETENTES:

Governador do Estado;

Secretário da SDS;

Comandante Geral,

Chefe da Casa Militar do Governo do Estado em relação aos que servirem sob sua chefia,

Chefe de Estado Maior e/ou subcomandante das Corporações Militares Estaduais,

Subchefe da Casa Militar,

Subchefe do EMG,

Comandantes de Grandes Comandos e de Comandos Intermediário ou de Área,

Ajudantes Gerais ou seus equivalentes,

Diretores de Diretorias das Corporações Militares Estaduais,

Diretores de Diretorias da Casa Militar do Governo do Estado,

Corregedores e os Assistentes dos Comandos Gerais das Corporações Militares Estaduais,

COMANDANTES DE OMES,

os Comandantes de Unidades de Ensino e outros que em razão do cargo ou função, receberem delegação específica para tal, proveniente de autoridade competente superior.

Todo militar estadual que presenciar ou tiver conhecimento de umatransgressão disciplinar militar, conforme especificada neste Código, deverá, desde quenão seja au- toridade competente para adotar as providências imediatas comunica-la aoseu superior imediato, por escrito, ou verbalmente, obrigando-se, ainda, quando acomunicação for verbal, o ratificá-la, por escrito, ao prazo máximo de 2 (dois) dias úteis. (art. 11, CDME)

A parte deve ser clara, concisa e precisa, devendo conter os dados capazes de

identificar as pessoas ou coisas envolvidas, o local, a data, a hora da ocorrência, e

caracterizar as circunstâncias que a envolveram, SEM TECER COMENTÁRIOS OU OPINIÕES PESSOAIS.

Quando, para preservação da disciplina e do decoro institucional a prática da- transgressão disciplinar militar exigir uma PRONTA INTERVENÇÃO, cabe no militar estadualque a presenciar ou dela tiver conhecimento, seja autoridade competente ou não, COM OU SEM ASCENDÊNCIA FUNCIONAL sobre o transgressor, tomar imedia- tas e enérgicasprovidências contra o mesmo, INCLUSIVE PRENDE-LO "em nome da autoridade competente",que é aquela a quem o militar transgressor estiver funcional- mente subordinado, dando-lheciência pelo meio mais rápido, da ocorrência e das provi - dências em seu nomeadotadas.

A autoridade competente, a quem a parte disciplinar é dirigida, deve NOTIFI-

CAR otransgressor no prazo máximo de 5 (cinco) dias úteis, contados da data em que tomouconhecimento da ocorrência, e informar ao notificado da abertura do prazo de 5 (cinco) dias úteis para APRESENTAÇÃO DO DEFESA escrita e provas, que jul- gar adequadas. Na impossibilidade de proceder a notificação no prazo estabelecido, providencia- rá aautoridade competente a publicação, em boletim especifico, das razões fundamen - tadasextra apelação do prazo, e qual, pelas mesmas razões, poderá ser prorrogado até omáximo de 15 (quinze) dias úteis, desde que a autoridade competente opte pelains- tauração de Sindicância ou Inquérito Policial Militar, com amplo direito de defesa ao in-

vestigado.

É VEDADO aos militares estaduais, na ativa ou na inatividade, tratar no meio ci-

vil,pela imprensa ou por outro meio de divulgação, de ASSUNTOS DA NATUREZA MI- LITAR, decaráter sigiloso ou funcional, ou de CARÁTER REIVINDICATÓRIO, ou que atente contra osprincípios da hierarquia, da disciplina, do respeito e do decoro militar, ou ainda, qualqueroutro que atinja negativamente o conceito ou a base institu-

cional da OME.

PROCEDIMENTOS E PROCESSOS ADMINISTRATIVOS DISCIPLINARES

Os procedimentos divergem do Processo. Os Procedimentos fazem parte do Processo. São as medidas administrativas tomadas para que o processo se movimente. Ex: A instauração da Portaria. O Termo de oitiva da testemunha. O Processo são as peças que integram o bojo de uma investigação. Os Processos Administrativos Disciplinares são: Sindicâncias, Sindicâncias Sumárias, Processos de Rito Sumaríssimo, Conselhos de Disciplinas e Processos de Licenciamento. As Sindicâncias, Sindicâncias Sumárias e Processos de Rito Sumaríssimo têm a finalidade de investigar denúncias de transgressões disciplinares envolvendo policiais militares identificados ou não.

SINDICÂNCIA Regulada pela Portaria do Comando do Exército Brasileiro nº 107, de 13FEV2012, é iniciada por Portaria e na PMPE tem prazo diferente do EB, que é de 30 (trinta) prorrogado por mais 10 (dez) dias para ser encerrada, a sindicância sumária iniciada por despacho tem o prazo de 08 (oito) dias e o Processo de Rito Sumaríssimo deve obedecer aos seguintes prazos, notificação, por escrito, do transgressor no prazo de 02 (dois) dias, a contar da data da ocorrência, dando-lhe o prazo de 05 (cinco) dias para apresentar a razão de defesa, e ao ser apresentada ou não a defesa, o Comandante tem o prazo de 05 (cinco) dias para solucionar.

CONSELHO DE DISCIPLINA (CD) Regulado pelo Decreto 3.639, de 19AGO75. A este são submetidos o Aspirante- a-oficial e todas as praças que no momento da transgressão disciplinar possuam estabilidade, ou seja, contem 10 (dez) anos de efetivo serviço militar, e ainda aos inativos. A submissão a CD se dá quando se fere o contido no Art. 2º, I, alíneas a, b, ou c, do referido decreto, ou seja, quando for acusado oficialmente ou por qualquer meio licito de comunicação social de ter: procedido incorretamente no desempenho do cargo, tido conduta irregular ou praticado ato que afete a honra pessoal, o pundonor policial militar ou o decoro da classe. Processa-se da seguinte forma: De posse do documento oficial com a informação o Comando Geral instaura o Conselho, mediante Portaria, que após ser publicada em Boletim Geral da corporação é enviada a Corregedoria Geral da SDS, a quem compete distribuir o CD para uma de suas Comissões Processantes, ficando na incumbência de processar e julgar a praça. Ao final, os membros do conselho emitem um relatório conclusivo e envia para o Corregedor Geral, e este pode acatar ou não o entendimento do Conselho, e depois remete para ser homologado pelo Secretário de Defesa Social, que da mesma forma poderá homologar a decisão do Corregedor, ou pode discordar, emitindo nova decisão. A solução de CD pode resultar em reforma (como medida administrativa), ou punição disciplinar (prisão, detenção ou exclusão a bem da disciplina). Ressalte-se que o Corregedor da Secretaria de Defesa Social também é competente para instaurar Conselho de Disciplina.

PROCESSO DE LICENCIAMENTO (PL)

Regulado pela Portaria Administrativa do Comando Geral nº 088, de 24JAN2007, publicada no SUNOR nº 002, de 31JAN2007. A este são submetidas as praças que no momento da ação não possuam mais de 10 (dez) anos de efetivo serviço militar e que o ato praticado tenha afetado a honra pessoal, o decoro da classe, o sentimento do dever e o pundonor policial militar, ou ainda quando estando no comportamento mau há no mínimo 01 (um) ano, continua tendo conduta irregular ou procedendo incorretamente no desempenho de suas funções. São competentes para instaurar o PL:

Comando Geral

e os Comandantes de OME.

Inicia-se com os documentos oficiais que noticiaram o fato, que servem de base para fundamentar a Portaria de Submissão a Processo de Licenciamento a qual deve ser publicada em Diário Oficial do Estado. Durante os Processos Disciplinares, poderão os militares estaduais serem submetidos ao regime do Art. 14 da Lei Complementar nº 158/2010. O período de afastamento compreenderá até 120 (cento e vinte) dias, prorrogáveis por igual período. Enquanto perdurar o afastamento, os Militares terão recolhida a Carteira de Identidade Policial Militar, não poderão usar farda, nem arma de fogo e só cumprirão expediente administrativo na OME designada, sem prejuízo da remuneração. Em todos os processos administrativos, exceto na sindicância sumária (visa investigar a existência do fato e sua autoria que é desconhecida), é obrigatório a garantia da ampla defesa e o contraditório, nos termos da carta magna, sendo assegurado o direito a indicar advogado ou defensor dativo. As penas previstas no CDME são repreensão, detenção, prisão, licenciamento a bem da disciplina (praças sem estabilidade) e exclusão a bem da disciplina (praças com estabilidade). Podem acumular ou alternar com as medidas administrativas de cancelamento de matricula em curso ou estágio, afastamento do cargo, função, encar- go ou comissão, movimentação da OME e outros. Existe a prisão disciplinar acautelató- ria de 72 horas, nos casos que a disciplina exigir, por ordem do Governador do Estado, dos Comandantes Gerais das Corporações Militares Estaduais ou Chefe da Casa Mili - tar do Governo do Estado, conforme o caso, nos termos do Art. 11, §2º, C/C Art. 29, to- dos do CDME O Governador do Estado, o Secretário da SDS ou o Comandante Geral poderão, atendendo requerimento do interessado ou ex-offício, conceder a reabilitação do militar licenciado ou excluído a bem da disciplina, em sendo comprovado haver ilegalidade ou injustiça na aplicação da pena, porém não analisará o pedido se houver processo judicial sobre a matéria em andamento.

DO JULGAMENTO DAS TRANSGRESSÕES

O julgamento das transgressões disciplinares militares deve ser precedido do uma analise que considere:

I

- os antecedentes do transgressor;

II - as causas que a determinaram;

III - a natureza dos fatos ou dos atos que a envolveram; e

IV - as conseqüências que dela possam advir.

No julgamento das transgressões disciplinares militares, podem ser levantadas causas que as Justifiquem, ou circunstâncias que as atenuem ou agravem.

SÃO CAUSAS DE JUSTIFICAÇÃO:

I - ter sido cometida a transgressão na prática de ação meritória, no interesse do servi- çoou da ordem pública;

II - ter sido cometida a transgressão em legitima defesa, estado de necessidade, exer- cício regular de direito ou estrito cumprimento do dever legal;

III - ter sido cometida a transgressão em decorrência de caso fortuito ou força maior,

plenamente comprovado e justificado; e

IV - ter sido cometida a transgressão em decorrência da falta de melhoresesclareci -

mentos, quando da emissão da ordem, ou de falta de meios adequados para o

seu cumprimento, devendotais circunstâncias serem plenamente comprovadas e justifi-

cadas.

SÃO CIRCUNSTÂNCIA ATENUANTES:

I - a constatação de bons antecedentes, registrados nos assentamentos do transgres-

sor;

II - a relevância de serviços prestados;

III - a falta de pratica no serviço; e

IV - a influência de fatores diversos, devidamente comprovados e justificados.

SÃO CIRCUNSTÂNCIAS AGRAVANTES:

I - a constatação de maus antecedentes, registrados nos assentamentos do transgres-

sor;

II - a prática simultânea ou a conexão de duas ou mais transgressões;

III - a reincidência específica da transgressão;

IV - o conluio de duas ou mais pessoas na prática da transgressão;

V - ter sido cometida a transgressão com abuso da autoridade hierárquica e/ou funcio-

nal do transgressor;

VI - ter sido cometida a transgressão durante a execução do serviço;

VII - ter sido cometida a transgressão em presença de subordinados;

VIII - ter sido praticada a transgressão em presença de tropa ou de público civil; e

IX - ter sido tentada ou consumada, a transgressão, em desrespeito ao dever daconti-

nuidade e da essencialidade do serviço.

DO COMPORTAMENTO

O comportamento militar das praças deve ser classificado em:

I - EXCEPCIONAL - quando, no período de 06 (seis) anos de efetivo serviço não te- nhasofrido quaisquer pena disciplinar;

II - ÓTIMO- quando, no período de 04 (quatro) anos de efetivo serviço, tenha sido penalizada com até uma detenção;

III - BOM- quando no período de 02 (dois) anos de efetivo serviço, tenha sidopenaliza-

da com uma prisão, ou com duas sanções menores:

IV - INSUFICIENTE, quando no período de 02 (dois) anos de efetivo serviço tenha sido

penalizado com até duas prisões ou com quatro sanções menores; e

V - MAU -quando, no período de 01 (um) ano de efetivo serviço tenha sido penalizado

com mais de 02 prisões ou com 04 sanções menores.

DOS RECURSOS DISCIPLINARES

Os Recursos Disciplinares visam a modificação da pena aplicada. Eles são os seguintes:

I - Reconsideração de Ato; II -Queixa;

III - Representação; e

IV - Revisão Disciplinar.

RECONSIDERAÇÃO DE ATO

CONCEITO

PRAZO

PROCEDIMENTO

É o recurso interposto por militar ou por seu superior, o qual solicita à autoridade que praticou o ato, que reexamine sua decisão e re- considere seu ato.

Deve ser apresentado em 02 (dois) dias úteisa contar da data em que o militar tomar oficialmente conhecimento dosfatosque o motiva- ram

Mediante requerimento

QUEIXA É o recurso disciplinar interposto pelo militar que se julgue injustiça-
QUEIXA É o recurso disciplinar interposto pelo militar que se julgue injustiça-

QUEIXA

É o recurso disciplinar interposto pelo militar que se julgue injustiça-

CONCEITO

do, dirigido diretamente ao superior imediato da autoridade contra quem è apresentada a queixa.

 

05

(cinco) dias úteis a contar da publicação em boletim da solução

PRAZO

do pedido de reconsideração de ato

PROCEDIMENTO

 

Redigido sob forma de ofício ou parte

Deve informar por escrito à autoridade de quem vai se queixar

O

queixoso deve ser afastado da subordinação direta da

autoridade contra quem formulou o recurso.

REPRESENTAÇÃO

CONCEITO

PRAZO

PROCEDIMENTO

É o recurso disciplinar interposto por uma autoridade em favor de um

subordinado, que esteja sendo vítima de injustiça ou prejudicado nos seus direitos por ato de autoridade superior.

Redigido sob folha de ofício ou parte

REVISÃO DISCIPLINAR

CONCEITO

PRAZO

PROCEDIMENTO

É o recurso disciplinar interposto após esgotados os recursos anteri-

ores

05 (cinco) dias úteis a contar da data em que o militar tomar conhe-

cimento oficialmente do indeferimento do seu último recurso.

Redigido sob forma de requerimento

È interposto perante a Comissão Recursal

É encaminhado a tal Comissão por meio da autoridade a quem

o requerente estiver subordinado

.

OBSERVAÇÕES:

Todos os recursos têm efeito suspensivo, não podendo o militar iniciar o cumprimento da pena até que todos os recursos administrativos sejam julgados.

O militar estadual pode ter cancelada em sua ficha de justiça e disciplina a pena que lhe foi aplicada nos termos do art. 61 a 64 do CDME. As transgressões disciplinares mais corriqueiras são: Portar-se em público ou na presença de tropa de modo inconveniente, sem compostura, faltando aos preceitos da ética, da moral, dos bons costumes e da educação; promover escândalo ou nele se envolver comprometendo o prestigio da corporação; faltar com a verdade; deixar de cumprir ou de fazer cumprir as normas regulamentares na esfera de suas atribuições; chegar atrasado a qualquer ato de serviço em que deva tomar parte ou que deva assistir.

BIBLIOGRAFIA:

Coletânea de Legislação Básica da PMPE – 1988; Constituições: Federal e Estadual; Lei 6783 - 1974 - Estatuto Policial Militar Lei Complementar nº 27/99;

Lei Complementar nº 32/99; Lei Complementar nº 49/03; Lei Complementar nº 59/04; LC 090_2007_amplia concessão de gratificação para casos de Licença Médica LC 091_2007_regula tempo de Licença Maternidade LC 106_2007_atribui competência a Corregedoria Geral para instaurar Conselho de Disciplina LC 108_2008_estabelece a forma de ingresso na PMPE LC 134_2008_dispõe sobre a carreira de praças LC 152_fixa efetivo da PMPE LC 158_2010_altera atribuições da Corregedoria LEI Nº 10.426_90_Lei de Remuneração Lei nº 11.817_2000_Código Disciplinar Lei nº 12.341/03_institui Assistência Militar Lei nº 12.731/04_institui Assistência Militar Decreto nº 667/69; Decreto nº 3639/75_normas do Conselho de Disciplina Decreto nº 7.510_1981_regula movimentação no âmbito da PMPE Decreto nº 88.777/83; Decreto nº 22.105/99; Decreto nº 22.114_2000_regulamento de Ética da PMPE

Decreto 34680

Decreto nº 35.035/2010_Manual de Serviço da SDS SUNOR002 - 31 jan 2007 - Regula o Processo de Licenciamento a Bem da disciplina Portaria. 093.EMTU_gratuidade nos ônibus

2010_regula

o SISMEPE

C

í

Círculo de

P

Coronel PM

r

Oficiais

Tenente-Coronel PM

c

Superiores

O

Major PM

u

O

l

f

Círculo

de

S

 

o

i

Oficiais

Capitão PM

 

c

Intermediário

t

de

i

s

 

a

o

i

Círculo

de

Primeiro-Tenente PM

s

Oficiais

s

 

Subalternos

Segundo-Tenente PM

C

Círculo

de

G

Subtenente PM

í

Subtenentes

r

Primeiro-Sargento PM

r

P

e Sargentos

a

Segundo-Sargento PM

c

r

d

Terceiro-Sargento PM

u

a

u

l

ç

Círculo

de

A

Cabo PM

 

o

a

Cabos

e

ç

 

s

Soldados

õ

Soldado PM

 

d

 

e

 

e

s

 

E

   

P

s

Freqüenta o Círculo

Aspirante-a-Oficial PM

r

p

de Oficiais

 

a

e

 

ç

c

a

i

Excepcionalmente

   

s

a

ou

em

reuniões

Aluno-Oficial PM

i

sociais tem acesso

s

ao

Círculo

 

de

 

Oficiais

 

P

Excepcionalmente

   

r

ou

em

reuniões

Alunos do

Curso de

a

sociais tem acesso

Formação de Sargento

ç

ao

Círculo

 

de

PM

Subtenente

 

e

 

Sargentos

 

a

Freqüenta o Círculo

Aluno

de

Curso

de

s

de

Cabos

e

Formação

de

Soldados

Soldados

PM

ANEXO I

ANEXO II
ANEXO II

ESTRUTURA ORGANIZACIONAL DA PMPE

CMT GERAL AG CPV ACG AEA C JA CPU AEA AjOrd CPL CPP CPA CH
CMT GERAL
AG
CPV
ACG
AEA
C
JA
CPU
AEA
AjOrd
CPL
CPP
CPA
CH EMG
CPO
Aj de Ordens
SUBCH EMG
Secretaria
1ª EMG
2ª EMG
3ª EMG
4ª EMG
5ª EMG
6ª EMG
DGO
CASIS
DAL
DEIP
DGP
DS
DF
CPE
CPC
CPM
CPMN
CPMS
CPA I
CPA II
CPS I
CPS II
CSM/MB
CEMATA
CAS
CMH
EM
EM
EM
EM
EM
EM
EM
EM
EM
CSM/INT
CEMet-I
CPM
CODONT
BPGd
BPChq
11º BPM
1º BPM
2º BPM
5ª CIPM
4º BPM
9º BPM
3º BPM
5º BPM
CEC
CEFD
CREED
CFARM
1º BPTran
BPRp
12º BPM
6º BPM
22º BPM
10º BPM
3ª CIPM
15º BPM
14º BPM
7º BPM
CSM/TEL
CAEP
BPRv
RPMon
13º BPM
17º BPM
6ェ CIPM
21º BPM
8 ェ CIPM
23º BPM
8º BPM
CPD
CIPOMA
CIOE
16º BPM
18º BPM
1ª CIPM
2ª CIPM
CIATur
CIPCães
19º BPM
20º BPM
4ª CIPM
7ª CIPM
CIPMoto
CIOSAC
1ª CIPM 2ª CIPM CIATur CIPCães 19º BPM 20º BPM 4ª CIPM 7ª CIPM CIPMoto CIOSAC

(Fonte: 1ª Seção EMG)

ANEXO III

COMANDOS DE ÁREA

DGOPM

DIRETORIA GERAL DE OPERAÇÕES

CPC

COMANDO DO POLICIAMENTO DA CAPITAL

CPM

COMANDO DO POLICIAMENTO METROPOLITANO

CPE

COMANDO DO POLICIAMENTO ESPECIALIZADO

CPMN

COMANDO DO POLICIAMENTO DA MATA NORTE

CPMS

COMANDO DE POLICIAMENTO DA MATA SUL

CPA I

COMANDO DO POLICIAMENTO DO AGRESTE I

CPA II

COMANDO DO POLICIAMENTO DO AGRESTE II

CPS I

COMANDO DO POLICIAMENTO DO SERTÃO I

CPS II

COMANDO DO POLICIAMENTO DO SERTÃO II

CPC

11º BPM

Água Fria

12º BPM

13º BPM

16º BPM

19º BPM

Jiquiá

Santo Amaro

São José

Setúbal

CPMN

2º BPM

Nazaré da Mata

Surubim

Limoeiro

22º BPM

6ª CIPM

CPA II

9º BPM

15º BPM

8ª CIPM

Garanhuns

Belo Jardim

Pesqueira

CPS II

5º BPM

Petrolina

7º BPM

Ouricurí

8º BPM

Salgueiro

2ª CIPM

Cabrobó

7ª CIPM

Santa M. B.Vista

   

CPM

   
 

1º BPM

 

Olinda

6º BPM

 

Jaboatão

 

17º BPM

 

Paulista

18º BPM Cabo de Stº Ag.

 

20º BPM

São Lourenço

   

CPMS

 

10º BPM

Palmares

21º BPM

Vitória S. Antão

5ª CIPM

Gravatá

 

CPA I

   

4º BPM

 

Caruaru

3º CIPM

S. Cruz. Cap.

 

CPS I

3º BPM

Arcoverde

14º BPM

Serra Talhada

23º BPM

Afogados da Ing.

1ª CIPM

Belém São Fran.

4ª CIPM

Petrolândia

CPE

BPGd

Santo Antônio

BPRp

Av. Dom Bosco

RPMon

San Martin

BPChoque

Benfica

1º BPTran

San Martin

BPRv

San Martin

CIPOMA

Abreu e Lima

1ª CIPCães

Dois Unidos

1ª CIOE

Jiquiá

CIOSAC

Custódia

CIPMoto

Várzea

CIATur

Aeroporto