Você está na página 1de 2

Prova de Alergia

Grupo: Gabriel Cesa Possamai, Jorge Antnio Rizkalla, Luiz


Roberto Tomasi Ribeiro, Rubens Menezes
Medicina - semestre 8
Caso Clnico:
M.S.T, sexo masculino, 42 anos de idade, enfermeiro, recorreu
consulta de ORL por um quadro com trs dias de evoluo
caracterizado, por odinofagia, tosse com expectorao purulenta ,
febre (38C) e mialgias, referindo tambm , aparecimento de
tumefaces cervicais bilaterais dolorosas.
Na observao foi lhe diagnosticada uma amigdalite eritemato-
pultcea bilateral, tendo sido medicada com amoxacilina + c.
Clavulmico (875+ 125 mg de 12 em 12 horas durante 4 dias).
Por no haver resoluo completa da sintomatologia no
tratamento (persistiam o desconforto farngeo e as tumefaces
cervicais), fez um esfregao farngeo com Teste de Sensibilidade
aos Antimicrobianos (TSA) e iniciado novo ciclo de
antibioticoterapia com ciprofloxacina. Ao longo do tratamento (2
dias aps o incio da ciprofloxacina) apresentou abcesso
periamigdaliano e foi submetido ao procedimento cirrgico.
Durante o qual, apresentou uma parada cardiorrespiratria que foi
revertida imediatamente. No ocorreram complicaes
decorrentes da tcnica cirrgica.
1- Responda as perguntas abaixo:
A. Qual diagnostico provvel, qual sua conduta? Justifique?
R) Anafilaxia ao anestsico utilizado no procedimento. Como
ocorreu uma reao aguda e grave, supe-se que foi um processo
imune IgE mediado e, portanto, ocorreu dentro de alguns minutos
a horas aps o contato com a substncia (anestsico).
Neste caso, descartamos a alergia aos antibiticos prvios pois
se enquadrariam em reaes tardias, que resultam em sintomas
geralmente mais brandos (e no anafilaxia).

B. Como voc orientaria a equipe cirrgica em caso de um novo


procedimento (novo abcesso)? Justifique?
R) Recomendaramos que a equipe utilize um outro anestsico,
podendo ser at mesmo da mesma classe (dado o fato de que
reaes cruzadas entre os anestsicos locais so raras).