Você está na página 1de 33

Profª Renata Duarte

Pós-graduação Lato sensu Informática na Educação

Fundamentos em Educação/ 30h

2017

Origem da educação brasileira

Objetivos da unidade

Compreender o conceito de educação.

Conhecer a história da educação brasileira.

Identificar a relação existente entre infância e escola.

Conceitos de educação e ensino

A palavra “educação”, de acordo com o Dicionário Online Aurélio, vem do latim educatione , é um substantivo feminino e tem como definição prévia o ato ou efeito de

educar-se. Essa definição remete-se ao processo que se instaura a partir do ato/efeito

que é o ensino e a aprendizagem.

De acordo ainda com o Dicionário Online Aurélio a palavra “educação” pode ter três possíveis significações, que se definem como:

um conjunto de normas pedagógicas tendentes ao desenvolvimento geral do corpo e do espírito; um conhecimento e prática dos usos da

gente fina ; ou ainda instrução, polidez, cortesia .

Conceitos de educação e ensino

Mas ainda falta definirmos a palavra “ensino”, a qual ter por definição, segundo o Dicionário Online Aurélio:

Castigo, Encami- Enfim, Instrução Indicação Reprimen- nhamento Educação da
Castigo,
Encami-
Enfim,
Instrução
Indicação
Reprimen-
nhamento
Educação
da

A educação e o ensino apresentam definições que preconizam os acontecimentos da

história educacional do nosso país, como o Manifesto dos Pioneiros da Educação Nova, a

Conferência para a Declaração Universal da Educação para Todos, enfim, pilares que sustentam as mudanças e a evolução da educação brasileira, as quais veremos a seguir.

Compreendendo a Educação

Compreendendo a Educação Brandão (1981) salienta que: A educação pode existir livre e, entre todos, pode
Compreendendo a Educação Brandão (1981) salienta que: A educação pode existir livre e, entre todos, pode

Brandão (1981) salienta que:

A educação pode existir livre e, entre todos, pode ser uma das maneiras que as pessoas criam para tornar comum o

saber, ideia, crença, aquilo que é comunitário como bem,

como trabalho ou como vida.

Além disso, a educação pode existir imposta por um sistema centralizado de poder, que usa o saber e o controle sobre o saber como armas que reforçam a desigualdade entre os

homens, na divisão dos bens, do trabalho, dos direitos e dos

símbolos (p. 10).

Educar para construção social

] [

Brandão enfatiza que:

a educação participa do processo de

produção de crenças e ideias, de qualificações e especialidades que envolvem as trocas de

símbolos, bens e poderes que, em conjunto,

constroem tipos de sociedades. E esta é sua força. (p. 11).

as trocas de símbolos, bens e poderes que, em conjunto, constroem tipos de sociedades. E esta
as trocas de símbolos, bens e poderes que, em conjunto, constroem tipos de sociedades. E esta

Significados da educação

Logo, percebemos que a educação, no decorrer de sua história, assume significados distintos, mas também mantém seu elo

entre todas as definições.

Você consegue perceber qual é esse elo? Converse com seus pares sobre o assunto.
Você consegue perceber qual é esse elo?
Converse com seus pares sobre o assunto.

Efeitos do processo de globalização sobre a educação

Sacristán (2007) afirma que a educação ocorre por meio de um traço da realidade econômica, cultural e da sociedade, e assim será afetada pelas mudanças que ocorrem

por meio da globalização. Ainda de acordo com Sacristán (2007), a globalização afeta a

educação e causa três efeitos distintos:

A falta de condições do Estado em oferecer a educação em condições mínimas de qualidade.
A falta de condições do
Estado em oferecer a
educação em
condições mínimas de
qualidade.
A constante mudança da finalidade da educação voltada para as relações de trabalho;
A constante mudança
da finalidade da
educação voltada para
as relações de
trabalho;
Necessidade de educadores em constante atualização.
Necessidade de
educadores em
constante atualização.
A falta de condições do Estado em oferecer a educação em condições mínimas de qualidade.
A falta de condições do
Estado em oferecer a
educação em
condições mínimas de
qualidade.
a educação em condições mínimas de qualidade. Primeiro efeito Refere-se ao “esvaziamento do Estado

Primeiro efeito

Refere-se ao “esvaziamento do Estado posto a

serviço da satisfação dos direitos básicos das pessoas

e, em particular, o da educação em condições mínimas de igualdade(p. 30).

Nesse sentido, percebemos o aumento da

desigualdade social, a má distribuição de renda e a falta de financiamento aos sistemas públicos de ensino.

A constante mudança da finalidade da educação voltada para as relações de trabalho.
A constante mudança
da finalidade da
educação voltada para
as relações de
trabalho.
da educação voltada para as relações de trabalho. Segundo efeito A relação entre educação e trabalho,

Segundo efeito

A relação entre educação e trabalho, uma vez que a

educação “tem de enfrentar o desafio de preparar não se sabe muito bem para que, ao se desconhecer que saberes e capacidades serão rentáveis no futuro

das pessoas e ‘investir’ neles(SACRISTAN, 2007, p.

31).

Necessidade de educadores em constante atualização.
Necessidade de
educadores em
constante atualização.
Necessidade de educadores em constante atualização. Terceiro efeito Recai sobre as pessoas, os conteúdos do

Terceiro efeito

Recai sobre as pessoas, os conteúdos do currículo e

as formas de aprender:

Os educadores precisam estar atualizados

tecnologicamente para acompanhar as novas

exigências e necessidades do modelo educacional vigente.

Diante do contexto da globalização, como você enquanto educador (a) se posiciona frente aos desafios
Diante do contexto da globalização, como você
enquanto educador (a) se posiciona frente aos
desafios inerentes ao processo educativo?

História da educação brasileira

Ao nos reportar à realidade local, no Brasil, a educação teve seu início com o fim do regime de Capitanias Hereditárias em 1549 e, de acordo com Ghiraldelli Jr (2009), o país ficou sob o regime das

capitanias entre 1532 a 1549.

Hereditárias em 1549 e, de acordo com Ghiraldelli Jr (2009), o país ficou sob o regime
Hereditárias em 1549 e, de acordo com Ghiraldelli Jr (2009), o país ficou sob o regime

História da educação brasileira

O Brasil passou por mudanças educacionais ao longo de sua história, as quais se chamaram de reformas.

A partir da Independência Política de 1822, nosso país esteve sob a influência de um Estado de Direito cuja referência externa está na Revolução Francesa de 1789.

Súditos da Coroa Portuguesa
Súditos da
Coroa
Portuguesa
Revolução Francesa de 1789. Súditos da Coroa Portuguesa Esse momento foi marcado pela passagem da condição

Esse momento foi

marcado pela passagem

da condição individual e servil de súditos da Coroa Portuguesa,

marca do Colonialismo,

condição individual e servil de súditos da Coroa Portuguesa, marca do Colonialismo, Para a de cidadãos
Para a de cidadãos do Império
Para a de
cidadãos
do Império
Estado de Direito O Estado de Direito será, sobretudo, o resguardo das liberdades, das garantias
Estado de Direito O Estado de Direito será, sobretudo, o resguardo das liberdades, das garantias

Estado de Direito

O Estado de Direito será, sobretudo, o resguardo das

liberdades, das garantias individuais e dos direitos de

cidadania, reforço também das proclamações liberais, entre as quais a da educação fundamental e gratuita, discurso, no século XIX, transcrito nos ordenamentos jurídicos das nações emancipadas, mas sem que isso resulte, concretamente, em direito público subjetivo.

Origem da educação brasileira

A educação brasileira inicialmente teve

cunho religioso, de ordem franciscana, com a missão de catequizar os povos indígenas. Além de ensinar aos nativos princípios

religiosos, os jesuítas buscavam também

inserir a cultura portuguesa no modo de vida dessas pessoas.

Foram a Companhia de Jesus que se destacaram como os primeiros educadores

dos povos indígenas.

de vida dessas pessoas. Foram a Companhia de Jesus que se destacaram como os primeiros educadores
de vida dessas pessoas. Foram a Companhia de Jesus que se destacaram como os primeiros educadores

Origem da educação brasileira

A intenção jesuítica pairava sobre a modificação cultural dos povos indígenas, através

do ensino, da pregação e da escravidão à qual os índios deveriam se submeter (KERN,

2004).

Os jesuítas buscavam meios de trabalhar as questões pertinentes à religião.

O ensino passou pelas doutrinas franciscanas e, posteriormente, eles assumiram a tarefa de, além de evangelizar, ensinar os nativos a ler e a escrever.

Origem da educação brasileira

O trecho transcrito de Sangenis (2004, p. 99) é ilustrativo da educação então

propiciada:

“Em 1586, fundaram um internato para os curumins onde, além de aprenderem a doutrina cristã, eram ensinados a ler,

escrever, fazer contas, cantar e tocar instrumentos musicais”.

Origem da educação brasileira

Origem da educação brasileira Saviani (2004) salienta que a educação ofertada no Brasil no período entre
Origem da educação brasileira Saviani (2004) salienta que a educação ofertada no Brasil no período entre

Saviani (2004) salienta que a educação ofertada no

Brasil no período entre 1570 e 1759 não contemplava

apenas os índios, mas também os filhos dos colonos portugueses.

Nessa ótica, é possível caracterizar os colégios jesuítas como formadores de uma elite

intelectualizada dos portugueses da Colônia.

Origem da educação brasileira

Romanelli (1986) afirma que o processo de ensino nesse período não tinha um objetivo

determinado, não possuía um currículo estabelecido e um fim a se chegar com esse

grau de “instrução”. A autora afirma que:

"[ ] os padres acabaram ministrando, em princípio, educação elementar para a população índia e
"[
]
os padres acabaram ministrando, em princípio, educação elementar para a população
índia e branca (salvo as mulheres), a educação média para os homens da classe
dominante, parte da qual continuou nos colégios preparando-se para o ingresso na classe
sacerdotal, e a educação superior religiosa só para esta última. A parte da população
escolar que não seguia a carreira eclesiástica encaminhava-se para a Europa, a fim de
completar os estudos, principalmente na Universidade de Coimbra, de onde deviam voltar
letrados” (ROMANELLI, 1986, p. 35).

Para pensar

É possível observar que a expulsão dos jesuítas do Brasil no século XVIII não

representou uma ruptura dos modelos propostos de ensino, mas marcou uma das grandes características educacionais deste período, ou seja, “a educação de classes”.

E hoje? Ainda é possível identificar um processo educacional segregado? Existe a escola de rico
E hoje? Ainda é possível identificar um
processo educacional segregado? Existe a
escola de rico para ricos e de pobre para
pobres? A educação pública e a privada
oferecem as mesmas oportunidades?

História da educação brasileira

Com a expulsão dos jesuítas e a subida ao trono de Dom José I em 1750, foi anunciado

também que o ministro de gabinete seria Sebastião José de Carvalho e Melo, intitulado

Marquês de Pombal, que promoveu inúmeras reformas, dentre elas, Saviani (2007) destaca:

O desenvolvimento da cultura geral; A vitalidade do comércio interno; A riqueza do comércio externo;
O desenvolvimento da
cultura geral;
A vitalidade do
comércio
interno;
A riqueza do
comércio
externo;
O incremento
das indústrias;
O progresso
A paz
científico;
política;
A elevação do nível de
O progresso
O progresso
riqueza e bem-estar.
das artes;
das letras;

Processo de escolarização

Veiga (2003) lembra que o processo de escolarização presente no Brasil tinha por base a legislação vigente em Portugal, as quais perduraram até o período que antecedeu a

Constituição de 1824.

Assim, no setor educacional, houve a instauração das aulas-régias, ou seja, estudos de

nível primário que tinham o dever de enfatizar a cultura das ciências, deixando para

trás o método jesuítico (SAVIANI, 2007). Além disso, passou-se a ter um professor para cada área do conhecimento.

Dificuldades no ensino público

Com o passar do tempo, de acordo com Saviani (2007), percebeu-se que o ensino público

idealizado pelos portugueses não atendia às dificuldades presentes na prática, e ainda:

Havia demora no atendimento às demandas;
Havia demora no atendimento às demandas;
Faltavam livros didáticos;
Faltavam livros didáticos;
Havia número reduzido de professores, os quais eram pagos com baixos salários;
Havia número reduzido de professores, os quais eram pagos
com baixos salários;
Faltavam recursos para a reforma dos padrões educacionais.
Faltavam recursos para a reforma dos padrões educacionais.

Dificuldades no ensino público

Tudo isso levou ao esgotamento da reforma

pombalina, sendo que a segunda fase da

reforma privilegiou o ensino superior.

O advento da Proclamação da Independência em 1822, segundo Xavier (1994), não trouxe grandes modificações para o quadro

educacional do país.

da Independência em 1822, segundo Xavier (1994), não trouxe grandes modificações para o quadro educacional do
da Independência em 1822, segundo Xavier (1994), não trouxe grandes modificações para o quadro educacional do

Criação do Sistema de ensino

O fato de o Brasil se tornar um Império trouxe preocupações acerca da criação de um sistema de ensino, não direcionando o setor para uma reforma, mas com

perspectivas de elaboração de um Sistema Nacional de Instrução Pública.

de um Sistema Nacional de Instrução Pública. Esse Sistema resultou na criação do Decreto de 15

Esse Sistema resultou na criação do Decreto de 15 de outubro de 1827, em que se ambicionava assegurar o direito à instrução pública a todos os indivíduos do Império.

Vale ressaltar que a educação pública no período imperial limitou-se a manter o

modelo europeu de ensino, surgindo assim as Escolas de Primeiras Letras.

Método de ensino

Com a criação das Escolas de Primeiras Letras no Brasil, em 1827, houve a tentativa de

instauração do método de ensino monitorial ou mútuo, pelo qual as crianças receberiam instrução umas das outras através de um monitor (BASTOS, 2005).

As aulas nas Escolas de Primeiras Letras, de responsabilidade da Real Mesa Censória, eram voltadas ao ensino da leitura, da escrita e das quatro operações matemáticas, ressaltando

também o ensino das regras gramaticais da língua portuguesa; também traziam noções de

religião e regras de etiqueta. Contudo, desde as aulas régias houve poucas mudanças na instrução.

Financiamento da educação

A instrução pública no Império trouxe ao

sistema público de ensino mudanças

relacionadas a uma educação preocupada com a continuidade dos estudos dos alunos formandos, ainda que beneficiasse apenas as elites, bem como se preocupava com o financiamento dessa etapa da educação.

ainda que beneficiasse apenas as elites, bem como se preocupava com o financiamento dessa etapa da
ainda que beneficiasse apenas as elites, bem como se preocupava com o financiamento dessa etapa da

Financiamento da educação

Financiamento da educação Para resolver a questão do financiamento, foi criado um fundo pecuniário , que
Financiamento da educação Para resolver a questão do financiamento, foi criado um fundo pecuniário , que

Para resolver a questão do financiamento, foi criado um fundo pecuniário, que tinha por objetivo assegurar as necessidades financeiras de todos os níveis educacionais públicos:

Seja a educação dos menores (ensino primário);

Seja o ensino dos maiores (ensino universitário);

Além de custear o pagamento dos professores e a

aquisição de livros didáticos, dentre outras despesas com o ensino.

Ensino público no período imperial

Xavier (1994) faz ressalvas acerca da qualidade do ensino ofertado no país, já que os

investimentos no setor educacional não atendiam à demanda, impedindo assim a

manutenção de mínimas condições para a oferta de um ensino público eficaz.

Com base no estudo histórico feito até aqui, você percebe alguma semelhança entre os problemas
Com base no estudo histórico feito até aqui,
você percebe alguma semelhança entre os
problemas educacionais vivenciados
naquela época e os entraves vigentes?

Ensino público no período imperial

Percebemos que o ensino público no período imperial foi marcado pela escassez de recursos para sustentar uma educação de qualidade em suas províncias, assim como o

número insuficiente de escolas elementares caracterizava o setor educacional da época

(XAVIER, 1994).

A escola deve atender aos desafios da sociedade e isso deve ser feito de forma
A escola deve atender aos desafios da sociedade e isso deve ser
feito de forma crítica e dialogada.

Material para consulta

Material para consulta  Texto 1: “Tramitação e desdobramentos da LDB/1996: embates entre projetos antagônicos de

Texto 1: “Tramitação e desdobramentos da LDB/1996: embates entre projetos antagônicos de sociedade e de educação”. Disponível em:

Texto 2: “Práticas pedagógicas de ensinar-aprender: por entre resistências e resignações”. Disponível em: <http://www.scielo.br/pdf/ep/v41n3/1517-

9702-ep-41-3-0601.pdf>.

Vídeo “Linha do tempo da História da Educação no Brasil”. Disponível em:

<https://www.youtube.com/watch?v=VoTX8_pPrQE>.

Vídeo: “Por que estudar História da Educação? - Dermeval Saviani” Disponível em:

<https://www.youtube.com/watch?v=qxXk9ZWrXTc&feature=youtu.be>.

REFERÊNCIAS

BRANDÃO, Carlos Rodrigues. O que é educação. 25. ed. São Paulo: Brasiliense, 1989.

GHIRALDELLI JUNIOR, Paulo. História da educação brasileira. 4. ed. São Paulo: Cortez, 2009.

KERN, Arno. Missões: uma utopia política. Porto Alegre: Mercado Aberto, 2004.

ROMANELLI, Otaíza de Oliveira. História da Educação no Brasil. 8. ed. Petrópoles, RJ: Vozes. 1986.

SACRISTÁN, José Gimeno. A educação que ainda é possível: ensaios sobre uma cultura para a educação. Tradução: Valério Campos. Porto Alegre: Artmed, 2007.

SAVIANI, Demerval. História das Ideias Pedagógicas no Brasil. Campinas. SP: Autores Associados. 2007.

STEPHANOU, Maria; BASTOS, Maria Helena (orgs). Histórias e Memórias da Educação no Brasil. Vol. III. Petrópolis: Vozes,

2005.

REFERÊNCIAS

SAVIANI, Dermeval. O legado educacional do “longo século XX” brasileiro. In: SAVIANI, Dermeval (et. al.). O legado educacional do século XX no Brasil. Campinas, SP: Autores Associados, 2004.

SANGENIS, Luiz Fernando Conde. Franciscanos na Educação Brasileira. In: STEPHANOU, Maria; BASTOS, Maria Helena Câmara. Histórias e Memórias da Educação no Brasil Vol. I Séculos XVI-XVIII. Petrópolis: Editora Vozes, 2004.

, Demerval. As concepções pedagógicas na história da educação brasileira. Campinas: Histedbr, 2005.

VEIGA, Cynthia Greive. História da Educação. São Paulo: Ática, 2003.

XAVIER, Maria Elizabete Sampaio Prado; RIBEIRO, Maria Luisa; NORONHA, Olinda Maria. História da Educação: a escola no Brasil. São Paulo: FTD. 1994.