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Universidade Federal de Goiás – UFG

Engenharia de Software
Nome: Cézar Augusto Ferreira - 090179

Ética, normas e Práticas profissionais

Com o avanço das formas e técnicas de produção as indústrias se tiveram que adotar padrões
para otimizar, qualificar e quantificar seus produtos em meio a um mercado cada vez mais exigente.
Com a indústria de Software não foi diferente. Produzir software não é fácil porque é um produto
muito complexo, não é fisicamente visível, não é palpável e requer um grande esforço para sua
definição, formulação, prototipação, e desenvolvimento.
Enquanto os computadores evoluem, evolui também a forma de desenvolvimento de
software e sua complexidade, que, no ambiente de produção, tem um cronograma a ser seguido, um
orçamento definido e seguir um grau de qualidade satisfatório. Surgia então um dilema: como
desenvolver software com qualidade, dentro do orçamento, respeitando o cronograma? Esses
fatores exigiram métodos de produção, elaboração e construção que foram sendo aprimorados
dando início à criação de normas como ISO/IEC 12207 responsável por definir o ciclo de vida de
um software, ISO/IEC 9126 que descreve um modelo de qualidade do produto de software. Além de
normas para criação de produtos de software usando processos, atividades e padrões pré-
estabelecidos era preciso assegurar que todos os profissionais da área de Engenharia de Software
usariam seus conhecimentos criando software para o bem da sociedade em geral e não para uma
parcela mínima de beneficiados, surgiu assim o Código de Ética e Práticas Profissionais do
Engenheiro de Software.
Segundo Pressman, um autor muito conhecido nas literaturas voltadas para estudantes e
profissionais da área, engenharia de Software é o estabelecimento e uso de sólidos princípios de
engenharia para que se possa obter economicamente um software que seja confiável e que funcione
eficientemente em máquinas reais. Para complementar a definição anterior, Sommerville diz que a
engenharia de software é uma disciplina de engenharia relacionada com todos os aspectos da
produção de software, desde os estágios iniciais de especificação do sistema até sua manutenção,
depois que este (o software) entrar em operação. Os princípios sólidos de engenharia citados por
Pressman são os processos de Software que reúnem atividades e resultados associados que produz
um produto de software. Esses princípios são estabelecidos pela ISO/IEC 12207 que define todos os
processos desde a coleta dos requisitos até a configuração do Software no ambiente do cliente.
Além dos processos relacionados a construção, existe também processos de apoio que serve
para verificar os padrões seguidos e validar o produto de software. Esses processos são definidos
pela ISO/IEC 9126 que é a norma para qualidade do produto de software. A qualidade de um
sistema de software pode ser entendida de diversas formas e utilizando diferentes abordagens. A
9126 estabelece um modelo de qualidade com os seguintes componentes: processo, produto interno
e externo e a qualidade em uso, serve de auxílio para definir os requisitos de qualidade de um
produto de software, apóia a avaliação das especificações do software durante o desenvolvimento
para verificar se os requisitos de qualidade estão sendo atendidos, descreve as características e
atributos do software implementado, auxilia na avaliação do software antes da aceitação e entrega
para o cliente, entre outros. A primeira parte da norma especifica as características para qualidade
interna e externa e cada uma de suas subcaracterísticas. A segunda parte do modelo especifica
quatro características de qualidade em uso, mas não apresenta o modelo de qualidade em uso além
do nível de características.
Com a Engenharia de Software definida em sua teoria, foi constituído a identidade da
profissão com a definição do Código de Ética. O Código, resultante dos esforços de uma equipe de
trabalho multinacional liderada pela IEEE/ACM, traz oito princípios: público, cliente e empregador,
produto, julgamento, administração, profissão, coleguismo e identidade. Esses princípios orientam
os profissionais da área como agir em determinadas situações em que a identidade da profissão
pode ser ferida, ou seja, quando serviços prestados podem afetar drasticamente a sociedade em
geral.
O Mercado de software, hoje em dia, carece de profissionais que estejam familiarizados com
os processos de construção de software e suas respectivas atividades e sejam aderentes ao Código
de Ética para que todos os benefícios esperados da adoção das normas 12207, 9126, dentre outras,
sejam conquistados o mais próximo de 100%.