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Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS Instituto de Pesquisas Hidráulicas – IPH

Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS Instituto de Pesquisas Hidráulicas IPH

Curso de Engenharia Civil Disciplina IPH01104 – Hidrologia
Curso de Engenharia Civil
Disciplina IPH01104 – Hidrologia
de Engenharia Civil Disciplina IPH01104 – Hidrologia FUNDAMENTOS DE HIDROLOGIA Capitulo 10.- Propagação de
FUNDAMENTOS DE HIDROLOGIA
FUNDAMENTOS DE
HIDROLOGIA
Capitulo 10.- Propagação de vazões
Capitulo 10.- Propagação
de vazões
Prof. Julio Sánchez
Prof. Julio Sánchez
Porto Alegre, Brasil, 2012
Porto Alegre, Brasil, 2012
Propagação de vazões Uma grande diver- sidade de proble- mas hidrológicos se envolve direta ou

Propagação de vazões

Propagação de vazões Uma grande diver- sidade de proble- mas hidrológicos se envolve direta ou indiretamente

Uma grande diver-

Propagação de vazões Uma grande diver- sidade de proble- mas hidrológicos se envolve direta ou indiretamente

sidade de proble-

mas hidrológicos

se envolve direta ou indiretamente

com propagação de vazões: a pre-

visão de cheias,

projeto de reser-

vatórios, simula-

ção do escoamen- to, etc.

Propagar uma onda de cheia é "acompanhar" essa onda no seu deslocamento na medida em que atravessa um sistema (trecho de rio ou um reservatório). Usa-se a propagação para determinar o hidrograma numa seção à jusante, a partir do hidrograma conhecido

numa outra seção à montante, no mesmo rio.

Propagação de vazões Em redes fluviais pode-se dar o caso de uma bacia onde chove

Propagação de vazões

Propagação de vazões Em redes fluviais pode-se dar o caso de uma bacia onde chove muito

Em redes fluviais pode-se dar o caso de uma bacia onde chove

muito na parte alta, gerando uma onda de cheia registrada no ponto A;

é interessante saber se na sua passagem pelo ponto B, essa onda de cheia representa um perigo de enchente; é um caso típico de

propagação em rios.

de enchente; é um caso típico de propagação em rios. Outra situação comum se apresenta na

Outra situação comum se apresenta na confluência de rios, quando

num deles se forma uma onda de cheia que entra no sistema e se desloca para jusante, somando-se às contribuições dos demais formadores; a composição dessas ondas de cheia parciais é um problema de propagação.

Propagação de vazões • Tipos de propagação A propagação é feita através da aplicação das

Propagação de vazões

Propagação de vazões • Tipos de propagação A propagação é feita através da aplicação das equações
• Tipos de propagação
Tipos de propagação

A propagação é feita através da aplicação das equações hidráulicas que

descrevem o escoamento em canais, e pode ser dividida em duas categorias:

• •
em canais, e pode ser dividida em duas categorias: • • a.- Propagação hidrológica , quando

a.- Propagação hidrológica, quando se utiliza apenas a equação da continuidade associada a uma relação (empírica ou analítica) entre o

associada a uma relação (empírica ou analítica) entre o armazenamento e a descarga no sistema: a

armazenamento e a descarga no sistema: a função de armazenamento.

e a descarga no sistema: a função de armazenamento . b.- Propagação hidráulica , quando se

b.- Propagação hidráulica, quando se usa também a equação da

continuidade e a equação dinâmica (normalmente a equação dos

momentos). Em geral, usam-se as equações do movimento não

permanente em canais.

Embora a segunda descreva mais adequadamente a dinâmica do escoamento, muitos tipos de problemas podem ser tratados com a propagação hidrológica.

podem ser tratados com a propagação hidrológica. Neste Curso será tratada apenas a propagação

Neste Curso será tratada apenas a propagação hidrológica em

reservatórios e rios.

Propagação de vazões • De uma maneira geral, a descarga de saída de um sistema

Propagação de vazões

Propagação de vazões • De uma maneira geral, a descarga de saída de um sistema hídrico

De uma maneira geral, a descarga de saída de um sistema hídrico depende da quantidade de água armazenada no próprio sistema; a

da quantidade de água armazenada no próprio sistema; a relação entre essas duas grandezas é chamada

relação entre essas duas grandezas é chamada de função de

armazenamento.
armazenamento.
duas grandezas é chamada de função de armazenamento. Uma onda de cheia que passa através de
duas grandezas é chamada de função de armazenamento. Uma onda de cheia que passa através de

Uma onda de cheia que passa

de função de armazenamento. Uma onda de cheia que passa através de um reservatório sofre distorções

através de um reservatório sofre

distorções na sua configuração, pela ação das diversas forças

envolvidas no processo de

deslocamento e distribuição da

água (gravidade, atrito, impulso,

viscosidade, etc).

Por isso, a efluência do sistema difere da afluência especialmente em dois aspectos: a

difere da afluência especialmente em dois aspectos: a saída sofre um retardo e uma atenuação com

saída sofre um retardo e uma atenuação com

relação à entrada. Analisando este sistema

particular, verifica-se que a água e liberada

lentamente através de tubulações que acionam as turbinas e através de vertedores, controlados

ou não.

Propagação de vazões em Reservatórios Um vertedor pode ser representado, de forma genérica, por uma

Propagação de vazões em Reservatórios

Propagação de vazões em Reservatórios Um vertedor pode ser representado, de forma genérica, por uma equação

Um vertedor pode ser representado, de forma genérica, por uma equação do tipo

onde

Q = C B H x

Q = vazão de saída

C = coeficiente de descarga do vertedor

B = comprimento da crista do vertedor

H = altura da lamina de água sobre

o vertedor

x = expoente empírico (teoricamente 3/2)

sobre o vertedor x = expoente empírico (teoricamente 3/2) Equações semelhantes descrevem outros órgãos de

Equações semelhantes descrevem outros órgãos de descarga, sendo

então possível combinar varias delas. No caso de trechos de rio onde

ocorre propagação, também existe um certo grau de armazenamento,

embora menor, de mais difícil expressão matemática, como se verá

mais adiante.

Exemplo de um vertedor com duas comportas

Propagação de vazões em Reservatórios Definição da função de armazenamento No caso de reservatórios, a

Propagação de vazões em Reservatórios

Propagação de vazões em Reservatórios Definição da função de armazenamento No caso de reservatórios, a
Definição da função de armazenamento No caso de reservatórios, a definição da função pode ser
Definição da função de armazenamento
No caso de reservatórios, a definição da
função pode ser melhor entendida
estudando-se os hidrogramas de entrada e
saída plotados no mesmo gráfico, como
ilustrado na figura.
Da analise desta figura se depreende que
até o instante 5 entra mais água da que sai
do sistema, havendo portanto acumulação
de água e o consequente aumento de nível
no reservatório; a partir dai sai mais água
da que entra, às expensas do estoque feito
na fase anterior. A plotagem das descargas
de saída e dos correspondentes valores do
armazenamento, conduz à função de
armazenamento procurada, conforme se
exemplifica na próxima figura.
Propagação de vazões em Reservatórios Examinando a função exemplificada, pode-se ver que corresponde a uma

Propagação de vazões em Reservatórios

Propagação de vazões em Reservatórios Examinando a função exemplificada, pode-se ver que corresponde a uma barragem

Examinando a função exemplificada,

pode-se ver que corresponde a uma

barragem com duas efluências:

descarregador de fundo e vertedor.

A metodologia usada parte do pres-

suposto da existência do reservatório

e de dados hidrológicos. Na realidade, a definição da função de armazena- mento deve ser feita durante a fase de projeto do reservatório.

deve ser feita durante a fase de projeto do reservatório. Para isso, parte-se da informação topográfica
deve ser feita durante a fase de projeto do reservatório. Para isso, parte-se da informação topográfica
deve ser feita durante a fase de projeto do reservatório. Para isso, parte-se da informação topográfica

Para isso, parte-se da informação topográfica básica que permite construir as curvas cota-área inundada e cota-volume. Basta associá-

las às equações de descarga do sistema para extrair dai a função de

armazenamento.

Determinação da função de armazenamento S = f (O) São conhecidas: • A curva cota-volume
Determinação da função de armazenamento
Determinação da função de armazenamento
Determinação da função de armazenamento S = f (O) São conhecidas: • A curva cota-volume do
S = f (O)
S = f (O)

São conhecidas:

• A curva cota-volume do reservatório
• A curva cota-volume do reservatório
• A curva de descarga da barragem
• A curva de descarga da barragem

Esta curva pode ser composta por

diversos extravassores (vertedor,

descarga de fundo, eclusas, tomada

para geração de energia, escada para

peixes), etc.:

Q  C B H a  C B H b  C B H
Q
C B H
a 
C B H
b 
C B H
c 
1
1
2
2
3
3

Fixada uma determinada cota, calcula-se a vazão de saída por esta

equação e , para a mesma cota, obtém-se o valor do armazenamento na

curva cota-volume. Repetindo-se o procedimento para várias cotas, se

na curva cota-volume. Repetindo-se o procedimento para várias cotas, se constrói a Função de armazenamento (F.A.)

constrói a Função de armazenamento (F.A.).

Propagação de vazões em Reservatórios % de abertura das comportas As figuras mostram curvas de

Propagação de vazões em Reservatórios

Propagação de vazões em Reservatórios % de abertura das comportas As figuras mostram curvas de reservatórios

% de abertura das comportas

de vazões em Reservatórios % de abertura das comportas As figuras mostram curvas de reservatórios reais,

As figuras mostram curvas de reservatórios reais, que indicam uma maior complexidade nos projetos de engenharia.

indicam uma maior complexidade nos projetos de engenharia. A curva de armazenamento da esquerda mostra que

A curva de armazenamento da esquerda mostra que a mesma pode

variar no tempo, sob os efeitos do assoreamento do reservatório.

no tempo, sob os efeitos do assoreamento do reservatório. A curva de descarga da direita corresponde

A curva de descarga da direita corresponde a um vertedor controlado

por comportas, quando se tem uma família de curvas em vez do caso

simples de vertimento livre (curva verde) ate aqui considerado.

Propagação de vazões em Reservatórios O problema de propagar vazões em reservatórios se apresenta assim:

Propagação de vazões em Reservatórios

Propagação de vazões em Reservatórios O problema de propagar vazões em reservatórios se apresenta assim: •
Propagação de vazões em Reservatórios O problema de propagar vazões em reservatórios se apresenta assim: •

O problema de propagar

vazões em reservatórios se

apresenta assim:

Conhecida a entrada I,

• Calcular a saída O
• Calcular a saída O

(é conhecida a F.A.)

A relação fundamental na propagação hidrológica é

a equação da continuidade:
a equação da continuidade:

dV

dt

I O

é a equação da continuidade: d V dt  I  O A solução do problema

A solução do problema é simples nos casos em que se podem desprezar os efeitos dinâmicos, como acontece na maioria dos reservatórios; nestes

, como acontece na maioria dos reservatórios; nestes casos, aceita-se que a difusão da água que

casos, aceita-se que a difusão da água que entra no sistema ocorre

uniformemente em toda a massa d’água, ignorando-se o efeito de "cunha"

que indicar-ia uma declividade da linha d’água de montante para jusante;

dessa forma, o espelho d’água se desloca paralelamente a si mesmo durante todo o processo de enchimento ou esvaziamento do reservatório.

Propagação de vazões em Reservatórios Método de Puls A figura ilustra as variáveis envol- vidas

Propagação de vazões em Reservatórios

Propagação de vazões em Reservatórios Método de Puls A figura ilustra as variáveis envol- vidas no
Método de Puls
Método de Puls
Propagação de vazões em Reservatórios Método de Puls A figura ilustra as variáveis envol- vidas no

A figura ilustra as variáveis envol- vidas no problema, definidas assim:

as variáveis envol- vidas no problema, definidas assim: I 1 = vazão de entrada no início

I 1 = vazão de entrada no início do t I 2 = vazão de entrada no fim do t O 1 = vazão de saída no início do t O 2 = vazão de saída no fim do t

do  t O 2 = vazão de saída no fim do  t A equação
do  t O 2 = vazão de saída no fim do  t A equação

A equação da continuidade pode ser escrita de forma mais simples, assim:

I - O = S

ou, individualizando o inicio e fim do intervalo,

0,5( I 1 + I 2 ) t - 0,5 (O 1 + O 2 ) t = S 2 - S 1 Separando os termos conhecidos e os desconhecidos, se tem 0,5( I 1 + I 2 ) t + S 1 - 0,5 O 1 t = S 2 + 0,5 O 2 t ou, multiplicando por 2,

(I 1 + I 2 O 1 ) t + 2S 1 = 2S 2 + O 2 t

O método de Puls ( I 1 + I 2 – O 1 ) 
O método de Puls
O método de Puls
O método de Puls ( I 1 + I 2 – O 1 )  t

(I 1 + I 2 O 1 ) t + 2S 1 = 2S 2 + O 2 t

Equação de propagação

Uma analise desta equação revela as incógnitas do problema:

analise desta equação revela as incógnitas do problema: • A descarga de saída O no fim

A descarga de saída O no fim do t e, consequentemente,

O armazenamento correspondente.

O método de Puls é um processo iterativo, no qual se aplica a

equação ou sistema de equações intervalo por intervalo de tempo,

sendo que as variáveis no fim de um intervalo se transformam nas variáveis do inicio
sendo que as variáveis no fim de um intervalo se transformam nas
variáveis do inicio do intervalo subsequente.

Nestas condições, em cada intervalo são conhecidas I 1 , I 2 e O 1 , já que esta ultima foi calculada no intervalo imediatamente anterior; para iniciar o processo adota-se no primeiro intervalo O 1 = I 1 , a menos que seja conhecido o estado inicial do sistema.

, a menos que seja conhecido o estado inicial do sistema. A equação acima possui, então,
, a menos que seja conhecido o estado inicial do sistema. A equação acima possui, então,

A equação acima possui, então, duas incógnitas: O 2 e S 2 e por isso é necessária mais uma equação para resolver o sistema; essa equação é

uma equação para resolver o sistema; essa equação é derivada da função de armazenamento do reservatório

derivada da função de armazenamento do reservatório S = f(O).

O método de Puls Quando essa função é conhecida analiticamente, a solução do sistema é
O método de Puls
O método de Puls
O método de Puls Quando essa função é conhecida analiticamente, a solução do sistema é direta

Quando essa função é conhecida analiticamente, a solução do sistema é direta em cada t, obtendo-se cada vez O 2 ate o fim da onda de cheia.

t, obtendo-se cada vez O 2 ate o fim da onda de cheia. Em muitos casos,

Em muitos casos, no entanto, essa função é conhecida apenas gràfica-

mente, e o método de Puls usa uma solução gráfica para essa situação.

mente , e o método de Puls usa uma solução gráfica para essa situação.

A partir da a função de armazenamento O =f(S), é possível construir uma

curva auxiliar que represente a função

O = f (2S + 0 2 t )

que é exatamente o segundo mem-

bro da equação de propagação que

contém as incógnitas no fim do t.

Para construir a curva auxiliar, basta arbitrar valores de O, ler na curva de armazenamento o valor de

S correspondente, multiplicar por 2

e somar-lhe o produto Ot; os

pontos assim obtidos definem a

curva procurada, como se pode ver

na figura ao lado

por 2 e somar-lhe o produto O  t; os pontos assim obtidos definem a curva
por 2 e somar-lhe o produto O  t; os pontos assim obtidos definem a curva
EXEMPLO O método de Puls Conhece-se a função de armazenamento de um reservatório O=f(S), dada
EXEMPLO
EXEMPLO
O método de Puls
O método de Puls

Conhece-se a função de armazenamento de um

reservatório O=f(S), dada na figura embaixo. Consi-

derando-se um t de 2 dias, pede-se propagar o hidrograma de entrada dado na tabela da direita,

usando o método de Puls.

entrada dado na tabela da direita, usando o método de Puls. Pr imeiro passo : construção

Primeiro passo: construção da curva auxiliar indicada

antes O=f(2S + Ot), e apresentada na mesma figura,

onde se indica a forma de construir a Função Auxiliar.

onde se indica a forma de construir a Função Auxiliar. Hidrograma de entrada  t I
onde se indica a forma de construir a Função Auxiliar. Hidrograma de entrada  t I
onde se indica a forma de construir a Função Auxiliar. Hidrograma de entrada  t I

Hidrograma

de entrada

t

I (m/s)

2 dias

m3/s

0

50

1

145

2

295

3

520

4

1040

5

1480

6

1310

7

1085

8

820

9

600

10

410

11

270

12

O método de Puls Segundo passo : elaboração da tabela para aplicar a equação de
O método de Puls
O método de Puls
O método de Puls Segundo passo : elaboração da tabela para aplicar a equação de propagação:

Segundo passo: elaboração da tabela para aplicar a equação de propagação:

da tabela para aplicar a equação de propagação: ( I 1 + I 2 – O

(I 1 + I 2 O 1 ) t + 2S 1 = 2S 2 + O 2 t

Observações para iniciar o processo iterativo:

a.- O 2 no primeiro intervalo se aceita como igual à I 1 . b.- O armazenamento inicial é conhecido ( o reservatório não esta vazio quando chega a onda de cheia) e corresponde ao valor de O 1 . c.- cada intervalo de tempo esta representado por duas linhas horizontais, sendo

tempo esta representado por duas linhas horizontais, sendo a primeira o inicio (sub-indice 1) e a
tempo esta representado por duas linhas horizontais, sendo a primeira o inicio (sub-indice 1) e a
tempo esta representado por duas linhas horizontais, sendo a primeira o inicio (sub-indice 1) e a
a primeira o inicio (sub-indice 1) e a segunda o fim do intervalo (sub-indice 2).
a primeira o inicio (sub-indice 1) e a segunda o fim do intervalo (sub-indice 2).
Propagação pelo método de Puls
1
2
3
4
5
6
7
t
I
I1+I2-O1
(I1+I2-O1)t
2S1
(4)+(5)
O
2 dias
m3/s
m3/s
(m3/s)xdia
(m3/s)xdia
(m3/s)xdia
m3/s
0
50
145
290
7000
7290
50
Primeiro t
1
145
385
770
7080
7850
55
Segundo t
2
295
755
1510
7730
9240
60
O valor 7290 na função auxiliar corresponde a O 2 = 55 m3/s
O método de Puls A tabela é calculada linha por linha, concluindo com o valor
O método de Puls
O método de Puls
O método de Puls A tabela é calculada linha por linha, concluindo com o valor de
O método de Puls A tabela é calculada linha por linha, concluindo com o valor de

A tabela é calculada linha por linha, concluindo com o valor de O 2 ; este valor permite estimar o valor de S (x 2 na col. 5) na função de armaze- namento. Na primeira linha, para O 1 = 50 m3/s S = 3500 (m3/sxdia) (x2 = 7000 na col.5)

1 = 50 m3/s S = 3500 (m3/sxdia) (x2 = 7000 na col.5) Propagação pelo método
1 = 50 m3/s S = 3500 (m3/sxdia) (x2 = 7000 na col.5) Propagação pelo método

Propagação pelo método de Puls

1

2

3

4

5

6

7

t

I

I1+I2-O1

(I1+I2-O1)t

2S1

(4)+(5)

O

2 dias

m3/s

m3/s

(m3/s)xdia

(m3/s)xdia

(m3/s)xdia

m3/s

 

0

50

145

290

7000

7290

50

50

1

145

385

770

7080

7850

55

2

295

755

1510

7730

9240

60

60

3

520

1495

2990

9110

12100

65

65

4

1040

2445

4890

11920

16810

75

75

5

1480

2700

5400

16630

22030

90

90

6

1310

2275

4550

20400

24950

120 350

120

350

 

7

1085

1555

3110

24200

27310

8

820

750

1500

26000

27500

670 680 620
670
680
620

9

600

330

660

26200

26860

10

410

60

120

25600

25720

11

270

440

330 660 26200 26860 10 410 60 120 25600 25720 11 270 440 Q de pico
330 660 26200 26860 10 410 60 120 25600 25720 11 270 440 Q de pico

Q de pico da saída

330 660 26200 26860 10 410 60 120 25600 25720 11 270 440 Q de pico
O método de Puls A plotagem das colunas (1) e (7) permite a construção do
O método de Puls
O método de Puls
O método de Puls A plotagem das colunas (1) e (7) permite a construção do hidrograma

A plotagem das colunas (1) e (7) permite a construção do

A plotagem das colunas (1) e (7) permite a construção do hidrograma de saída do reservatório,

hidrograma de saída do reservatório, conforme se mostra na figura.

Nessa figura se verifica a ocorrência de retardo e amortecimento do
Nessa figura se verifica a ocorrência de retardo e amortecimento do

hidrograma de saída, observando-se também a coincidência do pico da saída com a rama descendente do hidrograma de entrada; isso é uma consequencia da dependência direta entre maximo armazenamento e a máxima vazão de saída na função O = f(S).

No caso de vertedores controlados

na função O = f(S). No caso de vertedores controlados com comportas , a função de

com comportas, a função de arma-

zenamento torna-se mais complexa

em virtude do numero de comportas abertas e do grau de abertura em

cada caso; isso produz uma F.A. que é uma família de curvas, mas o

isso produz uma F.A. que é uma família de curvas , mas o processo de propagação

processo de propagação é o mês-

mo, escolhendo cada vez a curva

apropriada.

que é uma família de curvas , mas o processo de propagação é o mês- mo,
Aplicações da Propagação em Reservatórios 1.- Dimensionamento de extravasores Uma das principais aplicações da

Aplicações da Propagação em Reservatórios

Aplicações da Propagação em Reservatórios 1.- Dimensionamento de extravasores Uma das principais aplicações da
1.- Dimensionamento de extravasores
1.- Dimensionamento de extravasores

Uma das principais aplicações da propagação em reservatórios é o dimensionamento do vertedor da barragem e de todos os órgãos de

do vertedor da barragem e de todos os órgãos de descarga, já que o hidrograma de

descarga, já que o hidrograma de projeto calculado para a bacia

afluente deverá ser propagado através do reservatório antes de

chegar a essas estruturas. Esses dispositivos deverão ser calculados

para a vazão de pico do hidrograma efluente. O amortecimento é uma função da capacidade de armazenamento do reservatório (tamanho do mesmo).

É por isso que os

reservatórios são a

mais eficiente ferra-

menta para problemas

reservatórios são a mais eficiente ferra- menta para problemas de controle de cheias ou proteção contra

de controle de cheias

ou proteção contra

inundações.

reservatórios são a mais eficiente ferra- menta para problemas de controle de cheias ou proteção contra

Exercício Propagação em Reservatório

Calcular o hidrograma de saída de um reservatório com um vertedor retangular de 45

m de comprimento, com a soleira na cota 120 m, considerando a seguinte tabela cota-

volume para o reservatório e o hidrograma de entrada apresentado na tabela embaixo,

se o nível da água no reservatório está inicialmente na cota 119 m.

Cota

Vol. (x10 4

(m)

m

3 )

115

1900

120

2000

121

2008

122

2038

123

2102

124

2208

125

2362

126

2569

127

2834

128

3163

129

3560

130

4029

 

Hidrograma de entrada

 

Tempo (h)

Vazão (m 3/ s)

Tempo (h)

Vazão (m 3 /s)

0

0

11

310

1

350

12

270

2

720

13

220

3

940

14

200

4

1090

15

180

5

1060

16

150

6

930

17

120

7

750

18

100

8

580

19

80

9

470

20

70

10

380

Cálculo da vazão efluente

Q = 2,18 L H 1,5 e definição da

função de armazenamento e função auxiliar

Curva cota-volume do

Vertedor L= 45 m - Q=2,18 L H 1,5

 

reservatório

Cota (m)

Vol. (x10 4 m 3 )

Vazão (m 3 /s)

Vol (hm 3 )

2S+O∆t

115

1900

 

19,00

 

120

2000

0,00

20,00

40,00

121

2008

98,10

20,08

40,51

122

2038

277,47

20,38

41,76

123

2102

509,74

21,02

43,88

124

2208

784,80

22,08

46,99

125

2362

1096,79

23,62

51,19

126

2569

1441,77

25,69

56,57

127

2834

1816,84

28,34

63,22

128

3163

2219,75

31,63

71,25

129

3560

2648,70

35,60

80,74

130

4029

3102,19

40,29

91,75

Função de armazenamento - Vertedor L= 45 m 3000 2500 O=f(S) 2000 O=f(2S+O∆t) 1500 1000
Função de armazenamento - Vertedor L= 45 m
3000
2500
O=f(S)
2000
O=f(2S+O∆t)
1500
1000
500
0
20
30
40
50
60
70
80
90
100
Armazenamento - hm3
Vazão de saída- m3/s

Propagação pelo método de Puls

Hidrograma de entrada

 

Propagação - Vertedor L=45 m

 

tempo

Vazão

I

1 +I 2 -O 1

(I 1 +I 2 -O 1 ) t-hm 3

2S 1 (hm 3 )

Soma

O

 

(h)

(m

3 /s)

2

0

 

0

 

350,0

1,3

39,6

40,9

0,0

1

350

 

910,0

3,3

40,4

43,7

160,0

2

720

1210,0

4,4

41,4

45,8

450,0

3

940

1360,0

4,9

43,2

48,1

670,0

4

1090

1260,0

4,5

45,0

49,5

890,0

5

1060

1010,0

3,6

46,0

49,6

980,0

6

930

 

690,0

2,5

46,2

48,7

990,0

7

750

 

430,0

1,5

45,2

46,7

900,0

8

580

 

300,0

1,1

43,8

44,9

750,0

9

470

 

230,0

0,8

42,8

43,6

620,0

10

380

 

220,0

0,8

41,6

42,4

470,0

11

310

 

200,0

0,7

41,2

41,9

380,0

12

270

 

195,0

0,7

40,8

41,5

295,0

13

220

 

Gráficos dos hidrogramas de entrada e saída

1200 1000 800 600 400 200 0 0 2 4 6 8 10 12 14
1200
1000
800
600
400
200
0
0
2
4
6
8
10
12
14
16
tempo (horas)
Vazão (m3/s)

Cálculo da vazão efluente

Q = 2,18 L H 1,5 e definição da

função de armazenamento e função auxiliar

Curva cota-volume do reservatório

Vertedor L= 15 m - Q = 2,18 L H 1,5

cota (m)

Vol. (x10 4 m 3 )

vazão(m 3 /s)

vol(hm 3 )

2S+O∆t

115

1900

 

19,00

 

120

2000

0,00

20,00

40,00

121

2008

32,70

20,08

40,28

122

2038

92,49

20,38

41,09

123

2102

169,91

21,02

42,65

124

2208

261,60

22,08

45,10

125

2362

365,60

23,62

48,56

126

2569

480,59

25,69

53,11

127

2834

605,61

28,34

58,86

128

3163

739,92

31,63

65,92

129

3560

882,90

35,60

74,38

130

4029

1034,06

40,29

84,30

Função de armazenamento- Vertedor L= 15 m (m 3 /s) 1000 900 800 O=f(S) 700
Função de armazenamento- Vertedor L= 15 m
(m 3 /s)
1000
900
800
O=f(S)
700
O=f(2S+O∆t)
600
500
400
300
200
100
0
20
30
40
50
60
70
80
90
(hm 3)
Armazenamento
Vazão de saída

Propagação pelo método de Puls

Hidrograma de

 

Propagação - Vertedor L=15 m

 

entrada

 

tempo

Vazão

I

1 +I 2 -O 1

(I 1 +I 2 -O 1 ) t- hm 3

2S 1 (hm 3 )

Soma

O 2 (m 3 /s)

(h)

(m

3 /s)

0

 

0

 

350,0

1,3

39,6

40,9

0,0

1

350

 

990,0

3,6

40,6

44,2

80,0

2

720

 

1430,0

5,1

43,3

48,4

230,0

3

940

 

1670,0

6,0

47,0

53,0

360,0

4

1090

 

1670,0

6,0

51,3

57,3

480,0

5

1060

 

1420,0

5,1

54,9

60,0

570,0

6

930

 

1050,0

3,8

57,7

61,5

630,0

7

750

 

670,0

2,4

59,2

61,6

660,0

8

580

 

388,0

1,4

59,4

60,8

662,0

9

470

 

210,0

0,8

58,4

59,2

640,0

10

380

 

72,0

0,3

57,0

57,3

618,0

11

310

 

4,0

0,0

55,4

55,4

576,0

12

270

 

-40,0

-0,1

53,2

53,1

530,0

13

220

 

-60,0

-0,2

51,2

51,0

480,0

14

200

 

-50,0

-0,2

49,2

49,0

430,0

15

180

 

380,0

Gráficos dos hidrogramas de entrada e saída

1200 1000 800 600 400 200 0 0 2 4 6 8 10 12 14
1200
1000
800
600
400
200
0
0
2
4
6
8
10
12
14
16
tempo (horas)
Vazão (m3/s)

Amortecimento produzido por vertedores de diversos comprimentos

Hidrograma de entrada

Hidrogramas de saída

tempo (h)

Vazão (m3/s)

L= 45 m

L= 25 m

L= 15 m

0

0

0,0

0,0

0,0

1

350

160,0

113,0

80,0

2

720

450,0

260,0

230,0

3

940

670,0

407,0

360,0

4

1090

890,0

534,0

480,0

5

1060

980,0

633,0

570,0

6

930

990,0

697,0

630,0

7

750

900,0

719,0

660,0

8

580

750,0

711,0

662,0

9

470

620,0

680,0

640,0

10

380

470,0

635,0

618,0

11

310

380,0

583,0

576,0

12

270

295,0

528,0

530,0

13

220

1200 Amortecimento produzido Entrada por diversos tamanhos de vertedor 1000 Vertedor 45 m 800 Vertedor
1200
Amortecimento produzido
Entrada
por diversos tamanhos de
vertedor
1000
Vertedor 45 m
800
Vertedor 25 m
600
Vertedor 15 m
400
200
0
0
2
4
6
8
10
12
14
16
tempo (horas)
Vazão (m3/s)

Componentes da barragem de uma usina hidrelétrica

Componentes da barragem de uma usina hidrelétrica

Vertedor tipo

Creager com comporta

Vertedor retangular em funcionamento

Vertedor retangular em funcionamento

Vertedor retangular em funcionamento

Vertedor retangular em funcionamento

Vertedor da UHE Samuel rio Jamari - RO

Vertedor da UHE Samuel – rio Jamari - RO

Itaipú vertedor com as comportas totalmente fechadas

Itaipú – vertedor com as comportas totalmente fechadas

Barragem de Machadinho rio Uruguai vertedor em operação

Usina de Xingó rio São Francisco vertedor em funcionamento

Usina de Xingó rio São Francisco vertedor e casa de força

Usina de Xingó – rio São Francisco – vertedor e casa de força

Usina Foz de Chapecó rio Uruguai Vertedor em construção

Usina Foz de Chapecó – rio Uruguai – Vertedor em construção

Usina de Tucuruí vertedor em funcionamento

Usina de Tucuruí – vertedor em funcionamento

Usina de Tucuruí vertedor em funcionamento

Projeto da barragem de Belo

Monte rio Xingú

Projeto da

barragem de Belo

Monte rio Xingú

Projeto da barragem de Belo Monte rio Xingú Casa de força

Projeto da barragem de Belo Monte – rio Xingú – Casa de força

Projeto da barragem de Belo Monte rio Xingú Vertedor

Projeto da barragem de Belo Monte – rio Xingú – Vertedor
Dimensionamento de extravasores Três Marias Itaipú
Dimensionamento de extravasores
Dimensionamento de extravasores
Dimensionamento de extravasores Três Marias Itaipú
Três Marias
Três Marias
Itaipú
Itaipú
Dimensionamento de extravasores Três Marias Itaipú
Dimensionamento de extravasores Três Marias Itaipú
Aplicações da Propagação em Reservatórios 2.- Controle de cheias urbanas Em áreas urbanizadas, onde não

Aplicações da Propagação em Reservatórios

Aplicações da Propagação em Reservatórios 2.- Controle de cheias urbanas Em áreas urbanizadas, onde não há
2.- Controle de cheias urbanas
2.- Controle de cheias urbanas
em Reservatórios 2.- Controle de cheias urbanas Em áreas urbanizadas, onde não há espaço para grandes

Em áreas urbanizadas, onde não há espaço para grandes obras de

contenção, mas onde as bacias são

pequenas e os picos rápidos (de

mas onde as bacias são pequenas e os picos rápidos (de volume reduzido ), pequenos reserva-

volume reduzido), pequenos reserva-

tórios são uma boa solução para enchentes urbanas.

tórios são uma boa solução para enchentes urbanas . Esses reservatórios são denominados bacias de detenção

Esses reservatórios são denominados bacias de detenção ou de

retenção e são dimensionados pelo método de Puls; sua função é

e são dimensionados pelo método de Puls; sua função é compatibilizar os picos de escoamento produzidos
e são dimensionados pelo método de Puls; sua função é compatibilizar os picos de escoamento produzidos

compatibilizar os picos de escoamento produzidos por uma bacia

urbana, com as capacidades da rede pluvial existente.

bacia urbana, com as capacidades da rede pluvial existente. Podem ser de dois tipos: • em

Podem ser de dois tipos:

da rede pluvial existente. Podem ser de dois tipos: • em serie ( in line )

em serie ( in line )

em paralelo ( off stream )

em serie ( in line ) • em paralelo ( off stream ) A questão sanitária

A questão sanitária é o maior proble- ma a tratar nestas estruturas.

Soluções para controle de escoamento em áreas urbanas
Soluções para controle de escoamento em áreas urbanas

Soluções

para controle de

escoamento

em áreas

urbanas

Soluções para controle de escoamento em áreas urbanas
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção Piscinão Pacaembu
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção Piscinão Pacaembu
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção Piscinão Pacaembu
Piscinão Pacaembu
Piscinão Pacaembu
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção Piscinão Pacaembu
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção Piscinão Pacaembu
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção
Controle de cheias urbanas: bacias de detenção

Jardim Romano São Paulo

Sistema de controle de cheias Porto Alegre

Parque Marinha do Brasil Porto Alegre

Reservatório Aricanduva III - SP

Diversos extravasores em Reservatórios Furnas Capivara Açude Piranhas
Diversos extravasores em Reservatórios
Diversos extravasores em Reservatórios
Diversos extravasores em Reservatórios Furnas Capivara Açude Piranhas
Furnas
Furnas
Capivara
Capivara
Diversos extravasores em Reservatórios Furnas Capivara Açude Piranhas
Açude Piranhas
Açude Piranhas
Diversos extravasores em Reservatórios Itaipú Tucuruí Três Marias Xingó
Diversos extravasores em Reservatórios
Diversos extravasores em Reservatórios
Diversos extravasores em Reservatórios Itaipú Tucuruí Três Marias Xingó
Itaipú
Itaipú
Tucuruí
Tucuruí
Três Marias
Três Marias
Xingó
Xingó
Diversos extravasores em Reservatórios Vacacaí Mirim Itaipú piracema
Diversos extravasores em Reservatórios
Diversos extravasores em Reservatórios
Diversos extravasores em Reservatórios Vacacaí Mirim Itaipú piracema
Vacacaí Mirim
Vacacaí Mirim
Diversos extravasores em Reservatórios Vacacaí Mirim Itaipú piracema
Diversos extravasores em Reservatórios Vacacaí Mirim Itaipú piracema
Itaipú piracema
Itaipú piracema
Diversos extravasores em Reservatórios
Diversos extravasores em Reservatórios
Diversos extravasores em Reservatórios
Diversos extravasores em Reservatórios
Diversos extravasores em Reservatórios
Diversos extravasores em Reservatórios
Diversos extravasores em Reservatórios
Propagação de vazões em Rios Aspectos genéricos A diferença do reservatório, onde considerou-se que o
Propagação de vazões em Rios
Propagação de vazões em Rios
Propagação de vazões em Rios Aspectos genéricos A diferença do reservatório, onde considerou-se que o espelho
Aspectos genéricos
Aspectos genéricos

A diferença do reservatório, onde considerou-se que o espelho d'água

se desloca paralelamente a si mesmo (e portanto S depende

exclusivamente de O), o volume acumulado num trecho de rio não é

só função da vazão da extremidade de jusante; não sendo permanente

o escoamento, o perfil da linha d'água pode assumir posições diversas para uma mesma descarga de saída, segundo as variações

da entrada. Num trecho de rio, a acumulação produz efeitos

semelhantes aos do reservatório, conforme o esquema embaixo, onde

as alterações do hidrograma de saída são atribuíveis exclusivamente

do hidrograma de saída são atribuíveis exclusivamente aos efeitos do armazenamento no canal fluvial (desprezando

aos efeitos do armazenamento no canal fluvial (desprezando a contribuição em percurso).

atribuíveis exclusivamente aos efeitos do armazenamento no canal fluvial (desprezando a contribuição em percurso ).
Propagação de vazões em Rios A figura ilustra a formação de uma " cunha" de
Propagação de vazões em Rios
Propagação de vazões em Rios
Propagação de vazões em Rios A figura ilustra a formação de uma " cunha" de armazenamen-

A figura ilustra a formação de

de vazões em Rios A figura ilustra a formação de uma " cunha" de armazenamen- to
de vazões em Rios A figura ilustra a formação de uma " cunha" de armazenamen- to

uma "cunha" de armazenamen-

ilustra a formação de uma " cunha" de armazenamen- to durante a passagem de uma onda

to durante a passagem de uma

onda de cheia por um trecho de

rio; esta cunha pode ser:

uma onda de cheia por um trecho de rio; esta cunha pode ser: positiva ( I

positiva (I O) ou

de rio; esta cunha pode ser: positiva ( I  O ) ou • • n

negativa (I < O) Por essa razão a função de armaze- namento apresenta um laço como o mostrado na figura, indicando-se tam- bém que na maior parte dos casos se trabalha com uma interpolatriz para

maior parte dos casos se trabalha com uma interpolatriz para efeito de simplificação do problema. Num

efeito de simplificação do problema.

Num trecho de rio, de forma geral,

do problema. Num trecho de rio, de forma geral, pode-se dizer que o armazenamento depende das
do problema. Num trecho de rio, de forma geral, pode-se dizer que o armazenamento depende das

pode-se dizer que o armazenamento

depende das descargas que entram e

que o armazenamento depende das descargas que entram e saem do trecho e de algumas carac-

saem do trecho e de algumas carac-

terísticas físicas e hidráulicas do

mesmo.

Propagação de vazões em Rios Uma equação geral para representar a F.A. seria uma mistura
Propagação de vazões em Rios
Propagação de vazões em Rios
Propagação de vazões em Rios Uma equação geral para representar a F.A. seria uma mistura da

Uma equação geral para representar a F.A. seria uma mistura da

entrada com a saída ponderadas por um fator X tal que

S =

b (X I m + (1 X) O n )

fator X tal que S = b (X I m + (1 – X) O n

onde b, m e n refletem as características da relação cota-descarga e da relação cota-volume do trecho de rio.

Nos canais fluviais, os hidrogra-

mas de entrada e saída super-

postos apresentam o aspecto da figura, diferente do caso de reser-

vatório.

Diversas técnicas são oferecidas

na literatura para estimar a F. A.; abordaremos a de maior difusão

oferecidas na literatura para estimar a F. A.; abordaremos a de maior difusão que é o

que é o denominado método Muskingum.

oferecidas na literatura para estimar a F. A.; abordaremos a de maior difusão que é o
oferecidas na literatura para estimar a F. A.; abordaremos a de maior difusão que é o
Propagação de vazões em Rios O método Muskingum Assume-se na equação mencionada S = b
Propagação de vazões em Rios
Propagação de vazões em Rios
Propagação de vazões em Rios O método Muskingum Assume-se na equação mencionada S = b (X
O método Muskingum
O método Muskingum

Assume-se na equação mencionada

S =

b (X I m + (1 X) O n )

mencionada S = b (X I m + (1 – X) O n ) que m

que m = n = 1 e b = K, resultando na equação clássica de propagação em rios

S = K ( X I + ( 1-X ) O)

onde

de propagação em rios S = K ( X I + ( 1-X ) O) onde

K = constante de armazenamento

X = fator de ponderação que varia de 0 a 0,5

São os parâmetros do método
São os
parâmetros do
método

Pode-se verificar que o valor de K é aproximadamente o tempo de

viagem da onda ao longo do trecho (ou o retardamento do pico).

A determinação dos parâmetros K e X do método exige a existência de dados hidrométricos observados (entrada e saída do trecho), para pelo menos um evento.

O método Muskingum Determinação dos parâmetros K e X Sua determinação inicia-se com a construção
O método Muskingum
O método Muskingum
O método Muskingum Determinação dos parâmetros K e X Sua determinação inicia-se com a construção de
Determinação dos parâmetros K e X Sua determinação inicia-se com a construção de uma função
Determinação dos parâmetros K e X
Sua determinação inicia-se com a construção de uma função que ligue o
armazenamento S com a descarga ponderada XI + (l-X) O, arbitrando
diversos valores para X e plotando-se os resultados como se sugere na
figura; as curvas obtidas apresentam dispersões diferentes, e o valor
escolhido de X será aquele que produzir a menor dispersão (fechar mais o
laço), já que se procura uma função biunívoca; procede-se então a traçar
a interpolatriz cuja declividade é o valor de K desejado.
Armazenamento S XI + (1-X) O
Armazenamento S
XI + (1-X) O
procede-se então a traçar a interpolatriz cuja declividade é o valor de K desejado. Armazenamento S
O método Muskingum EXEMPLO Dados os hidrogramas de entrada e saída de um trecho de
O método Muskingum
O método Muskingum
O método Muskingum EXEMPLO Dados os hidrogramas de entrada e saída de um trecho de rio
EXEMPLO
EXEMPLO

Dados os hidrogramas de entrada e saída de um trecho de rio

constantes da tabela embaixo, determinar os parâmetros K e X do

método Muskingum.

A tabela, os valores de I e O são os valores medios do intervalo, de

valores de I e O são os valores medios do intervalo, de maneira que cada linha

maneira que cada linha corresponde a um t.

Q ponderada=XI+(1-X)O t dias I m3/s O m3/s S m3/sxdia 1 2 3 4 5
Q ponderada=XI+(1-X)O
t dias
I m3/s
O m3/s
S m3/sxdia
1
2
3
4
5 x=0,1
6 x=0,2
7 x=0,3
1
587
418
1,69x10 2
435
452
469
2
931
697
4,03
720
744
767
3
1290
756
9,4
809
863
916
4
2050
1420
15,7
1480
1550
1610
5
2100
1830
18,4
1860
1880
1910
6
2340
1850
23,3
1900
1950
2000
7
3250
2130
34,5
2240
2350
2470
8
5540
2930
60,6
3190
3450
3710
9
6270
3970
83,6
4200
4430
4660
10
11
601
938
23,1
904
871
837
12
505
786
20,3
730
730
702

Isso significa que repre-

sentam

0,5(I1+I2)

e da mesma forma na

coluna 3, para as vazões de saída. Na coluna 4 se

dá o arnazenamento

S (= I - O);

as demais colunas são

auto-explicativas.

O método Muskingum A representação gráfica da descarga ponderada XI+(l-X)O contra S, para vários X
O método Muskingum
O método Muskingum
O método Muskingum A representação gráfica da descarga ponderada XI+(l-X)O contra S, para vários X conduz
O método Muskingum A representação gráfica da descarga ponderada XI+(l-X)O contra S, para vários X conduz

A representação gráfica da

descarga ponderada XI+(l-X)O

contra S, para vários X conduz à

ponderada XI+(l-X)O contra S, para vários X conduz à escolha de X=0,3 como o valor que

escolha de X=0,3 como o valor

que fecha melhor o laço formado

(figura ao lado); a declividade da

linha interpolada indica o valor de

K= cot  = 2,0.
K= cot  = 2,0.

Aceitam-se válidos para o trecho

de rio em questão.

= 2,0. Aceitam-se válidos para o trecho de rio em questão. Equação de propagação : voltando

Equação de propagação: voltando à equação

S = K ( X I + ( l-X ) O)

já mencionada, podemos aplicá-la a um

intervalo de tempo individualizando I e O no início e fim do intervalo, bem como S, da

mesma forma que no caso de Puls.

de tempo individualizando I e O no início e fim do intervalo, bem como S ,
O método Muskingum S = K ( X I + ( l-X ) O) Aplicada
O método Muskingum
O método Muskingum
O método Muskingum S = K ( X I + ( l-X ) O) Aplicada a

S = K ( X I + ( l-X ) O)

Aplicada a um intervalo fica

S 2 - S 1 = K( X (I 2 -I 1 ) + (1 - X) (O 2 O 1 ))

equação que, combinada com

I-O = S

aplicada da mesma forma

conduz a

S 2 - S 1 = 0,5(I 1 + I 2 ) t - 0,5(O 1 + O 2 ) t

O 2 = C o I 2 + C 1 I 1 + C 2 O 1

t O 2 = C o I 2 + C 1 I 1 + C 2

onde os coeficientes C estão dados por

Equação de propagação

do método Muskingum

 t
t
KX  0,5 C  o K (1  X )  0,5  t
KX
0,5
C 
o
K
(1
X
)
0,5
t
 0,5 C  o K (1  X )  0,5  t KX 
KX  0,5  t C  1 K (1  X )  0,5
KX
0,5
t
C
1
K
(1
X
)
0,5
t

C

2

K

(1

X

)

0,5

t

K

(1

X

)

0,5

t

A equação de propagação permite calcular diretamente O 2 num processo iterativo, onde a vazão O 1 foi calculada no intervalo anterior.

EXEMPLO O método Muskingum Dado o hidrograma de entrada num trecho de rio (tabela), propagar
EXEMPLO
EXEMPLO
O método Muskingum
O método Muskingum
EXEMPLO O método Muskingum Dado o hidrograma de entrada num trecho de rio (tabela), propagar essas

Dado o hidrograma de entrada num trecho de rio (tabela), propagar essas

descargas usando o método Muskingum, sabendo-se que t = 6h, K= 11 h

e X=0,13.

Calculam-se inicialmente os coefi- cientes C:

h e X=0,13 . Calculam-se inicialmente os coefi- cientes C: C 0 = (11 x 0,13

C 0 = (11 x 0,13 0,5 x 6) / (11(1

0,13) + 0,5 x 6 )

= 0,124

C 1 = 1 =

(11 x 0,13 + 0,5 x 6) / (11(1

0,13) + 0,5 x 6 ) = 0,353

C 2 =
C 2 =

(11(1 0,13) - 0,5 x 6 ) / (11(1

0,13) + 0,5 x 6 ) = 0,523

t I m 3 /s C o xI 2 C 1 xI 1 C 2
t
I m 3 /s
C o xI 2
C 1 xI 1
C 2 xO 1
O m 3 /s
(6h)
1
0,28
0,28
2
0,85
0,104
0,099
0,147
0,35
3
1,93
0,238
0,300
0,183
0,72
4
1,41
0,175
0,680
0,397
1,23
5
1,13
0,141
0,500
0,644
1,28
6
0,87
0,107
0,400
0,670
1,18
7
0,65
0,082
0,309
0,615
1,01
8

A ultima coluna contém a vazão de saída no fim do t, calculada como a

soma das três colunas anteriores.

O método Muskingum Observa-se que, como em todos os métodos iterativos , supõe-se para iniciar
O método Muskingum
O método Muskingum

Observa-se que, como em todos os métodos iterativos, supõe-se para iniciar o processo que O 1 =I 1 no primeiro intervalo de tempo; note-se também que a descarga 0 2 de cada t se transforma na descarga O 1 do período seguinte

 t se transforma na descarga O 1 do período seguinte A figura da acima mostra
 t se transforma na descarga O 1 do período seguinte A figura da acima mostra

A figura da acima mostra que num trecho de rio ocorre também amortecimento e retardo, embora menos intensos por causa da menor capacidade de armazenamento exibida pelo trecho fluvial.

Os parâmetros K, X e o t não são independentes entre si, mas devem

guardar relações definidas para que a solução seja convergente:

C o + C 1 + C 2 = 1 C o e C 2 devem ser 0

Δt

K

2X

2(1

X)

C o + C 1 + C 2 = 1 C o e C 2 devem
C o + C 1 + C 2 = 1 C o e C 2 devem
O método Muskingum Considerações sobre o método: O parâmetro X é um ponderador adimensional cujo
O método Muskingum
O método Muskingum
O método Muskingum Considerações sobre o método: O parâmetro X é um ponderador adimensional cujo valor
Considerações sobre o método:
Considerações sobre o método:

O parâmetro X é um ponderador

adimensional cujo valor deve estar entre 0 e 1, mas na maior parte dos

rios e canais naturais seu valor é próximo a 0,3.

O parâmetro K têm unidades de tempo

e deve ser expresso nas mesmas

unidades de t.

O valor de K pode ser estimado pelo

tempo de viagem do pico da cheia do início ao final do trecho de rio, ou

seja, a distância dividida pela

celeridade.

Necessidade de dispor de dados observados para calcular K e X.

de rio, ou seja, a distância dividida pela celeridade. Necessidade de dispor de dados observados para
de rio, ou seja, a distância dividida pela celeridade. Necessidade de dispor de dados observados para
O método Muskingum- Cunge Na prática, a existência de dados observados de vazão nos extremos
O método Muskingum- Cunge
O método Muskingum- Cunge
O método Muskingum- Cunge Na prática, a existência de dados observados de vazão nos extremos de

Na prática, a existência de dados observados de vazão nos extremos de montante e jusante do trecho de rio raramente se cumpre.

de montante e jusante do trecho de rio raramente se cumpre. O método de Muskingum-Cunge permite

O método de Muskingum-Cunge permite contornar este problema

O método de Muskingum-Cunge permite contornar este problema

através de estimativas dos valores de K e X a partir de características

dos valores de K e X a partir de características físicas do rio. Assim, K pode
físicas do rio.
físicas do rio.
de K e X a partir de características físicas do rio. Assim, K pode ser calculado

Assim,