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SECRETARIA DE GESTÃO PARTICIPATIVA

RELATÓRIO DE GESTÃO

Apresentação

A construção do Sistema Único de Saúde enfrenta a disputa de sentidos sobre a

saúde na sociedade, sob a hegemonia de um conceito restrito de saúde, entendida com ênfase na dimensão biológica, e apontando para modelos de atenção assistencialistas, privatistas, individualistas. Em contrapartida, movimentos sociais brasileiros conquistaram a inscrição na carta magna da nação de um conceito ampliado

de saúde, vinculado a políticas públicas saudáveis e a modelos de atenção como a vigilância da saúde. Em decorrência disso, há a ampliação da agenda sanitária para o campo ambiental, social e comportamental, envolvendo não apenas tecnologias biomédicas assistenciais, mas também organizacionais e de intervenção social. Zelar pela Saúde Pública não é um tarefa exclusiva de alguns, mas de toda a sociedade e de todos os cidadãos comprometidos e envolvidos com a transformação da realidade brasileira. As ações no campo da saúde convergem para o alcance de

grandes objetivos finais voltados para a eficiência, eficácia e equidade na atenção à saúde da população brasileira.

A adoção de novos modelos de atenção à saúde requer a ampla disseminação,

na sociedade de informações e conhecimento acumulados por inúmeras experiências dispersas por todo o país, bem como uma política de educação permanente em saúde voltada para os diferentes públicos. Informações e conhecimentos precisam ser agregados, sistematizados e disponibilizados aos interessados e comprometidos com as mudanças necessárias para a melhoria da qualidade de vida dessa população. Com este enfoque, as políticas de saúde estão voltadas para a melhoria de vida da população, realizando sua tarefa precípua de oferecer serviços públicos de saúde de boa qualidade, de modo articulado e sintonizado com o combate à fome, às desigualdades sociais e na defesa e garantia dos procedimentos éticos no trato com a vida humana. Nesta perspectiva, a Secretaria de Gestão Participativa tem um papel de suma importância em estimular e contribuir para a construção de agendas públicas em saúde, fundada nos direitos do cidadão, ampliando a participação e o nível decisório, em interação com os processos de descentralização, regionalização e mudanças de cultura de gestão. Este Relatório Gerencial/2005 pretende evidenciar, com informações, dados e demonstrativos, a estratégia e os resultados decorrentes das ações sob a ótica do Controle Social e da Participação Popular, buscando aperfeiçoar a implementação das práticas de gestão participativa nas três esferas do SUS.

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Síntese Histórica

A Constituição de 1988 trouxe o conceito de que “Saúde é direito de todos e dever

do Estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem à redução do risco de doenças e de outros agravos, e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para sua promoção, proteção e recuperação”. O conceito ampliado de saúde, elaborado na 8ª Conferência Nacional de Saúde, define que “Saúde é a resultante das condições de alimentação, habitação, educação, renda, meio ambiente, trabalho, transporte, emprego, lazer, liberdade, acesso e posse da terra e acesso a serviços de saúde”. Diante disso, abandonou-se um sistema que apenas considerava a saúde pública

como dever do Estado, no sentido de coibir ou evitar a propagação de doenças que colocavam em risco a saúde da coletividade, e assumiu-se que o dever do Estado de garantir a saúde consiste na formulação e execução de políticas econômicas e sociais, além da prestação de serviços públicos de promoção, investimento e prevenção. Esse conceito reconhece o ser humano como ser integral e a saúde como qualidade de vida.

O Sistema Único de Saúde, instituído pela Constituição e regulamentado pela Lei

Orgânica da Saúde (Leis nº 8.080/90 e 8.142/90), no intuito de garantir o acesso de todos

à assistência integral e eqüitativa à saúde, avança de forma consistente na consolidação de uma rede de cuidados que funcione de forma regionalizada, hierarquizada e integrada. Com base neste pressuposto constitucional é que a Secretaria de Gestão Participativa (SGP) foi criada em 2003 (Decreto Nº 4.726, de 09/06/2003), representando ousada inovação no desenvolvimento dos processos participativos e aperfeiçoamento da Democracia do Estado, com uma estrutura inicial voltada para a institucionalização e organização de Políticas de Gestão Participativa, mediante um conjunto de Ações e Programas, através dos seguintes eixos:

Mobilização social para a gestão participativa

Produção de conhecimento e práticas de gestão participativa

Controle Social na Saúde

Articulação Inter e Intra-setorial para a gestão participativa

Ouvidoria do SUS

Informação e Comunicação para a gestão participativa

Planejamento em Saúde Na Oficina de Planejamento da SGP de 2005 foi formulada a missão que é:

Promover uma Política de Gestão Estratégica e Participativa, mediante escuta e informação à população, monitorando e avaliando procedimentos e serviços de saúde, contribuindo para o fortalecimento do Controle Social”. Em agosto de 2005, com o objetivo de reunir as diversas estruturas responsáveis pelas funções de apoio à gestão do SUS, foi proposta a reestruturação da Secretaria de Gestão Participativa. A Portaria GM nº 1.865, de 11/10/2005, que implementou a gestão do Plano Plurianual para o período 2004-2007, no âmbito do Ministério da Saúde, em seu Anexo II – Unidades Administrativas Responsáveis pela Gerência dos Programas e pela Coordenação das Ações do PPA 2004-2007 – incorporou na SGP as seguintes ações:

do Programa 1311 – Educação Permanente e Qualificação Profissional no Sistema Único de Saúde:

- Ação – 0851 – Apoio à Formação Permanente de Agentes para o Controle

Social e

- Ação – 6200 – Promoção dos Princípios da Educação Popular em Saúde; e

do Programa 1336 – Brasil Quilombola:

- Ação 8215 – Atenção à Saúde das Populações Quilombolas.

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Gestão

Estratégica e Participativa, composta por quatro Departamentos, além de apoiar o funcionamento do Conselho Nacional de Saúde:

Com

a

reestruturação,

a

SGP

deverá

ser

denominada

Secretaria

de

Departamento de Apoio à Gestão Participativa;

Departamento de Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS;

Departamento de Ouvidoria Geral do SUS; e

Departamento Nacional de Auditoria do SUS. Estas estruturas têm áreas de atuação complementar, mas atuavam de forma fragmentada, o que levava, algumas vezes, à duplicidade de ações ou conflitos de competência, e que poderiam ser racionalizadas e ganhar maior eficácia atuando em conjunto. Exemplo disso é o projeto “Monitoramento, avaliação e controle da gestão do SUS”, uma das Metas Presidenciais sob responsabilidade do Ministério da Saúde, que está em andamento, mantendo estreita relação com várias das competências das áreas citadas. Um outro dado relevante é que o atual governo foi capaz de acolher demandas oriundas de diferentes grupos relacionados com ações intersetoriais de inclusão social (população negra, trabalhadores da terra, GLTB e outros), gerando comitês técnicos, provisoriamente alocados na Secretaria Executiva, mas sem uma adequada articulação. Igualmente, é de fundamental importância o aprimoramento dos mecanismos de escuta do cidadão usuário e da população em geral, reformulando o conceito e a dinâmica das ouvidorias, transformando-as em fontes de informações privilegiadas para fomentar a gestão do SUS nas três esferas de governo. Torna-se necessário, também, aumentar a divulgação das prestações de contas e dos relatórios de gestão, favorecendo o acesso e a transparência no SUS. Para que, nesse novo contexto, o Departamento Nacional de Auditoria – DENASUS possa desempenhar o seu papel, vem-se desenvolvendo um processo de mudança conceitual e normativa, substituindo antigas práticas fragmentárias e individualizadas, centradas na auditoria de serviços assistenciais e focalizadas na busca do erro, por uma visão universalista, com foco, também, na prevenção e na gestão. Todas estas iniciativas contribuem efetivamente para a boa gestão pública da saúde, ampliando o seu comprometimento com a participação popular e a gestão participativa. Trata-se, enfim, da democratização do Estado Brasileiro, no campo da saúde, adotada como diretriz para o programa do atual governo. Neste sentido, o Ministério da Saúde aprovou e encaminhou ao Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão uma minuta do Decreto de reestruturação da Secretaria de Gestão Participativa, para posteriormente ser submetida à Presidência da República.

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1. DADOS GERAIS SOBRE A UNIDADE JURISDICIONADA

1.1 - Secretaria de Gestão Participativa.

1.2 – CNPJ N.º 00.394.544/0024-71.

1.3 - Natureza Jurídica: órgão da administração direta do Poder Executivo.

1.4 - Vinculação Ministerial: Subordinada ao Ministro de Estado da Saúde.

1.5 - Endereço Completo: Ministério da Saúde - Esplanada dos Ministérios, Bloco G,

edifício sede, 4º andar. CEP: 70.058-900

1.6 - Endereço institucional na internet: www.saude.gov.br.

1.7 - Código e nome do órgão Unidade Gestora:

Código 250009, Secretaria de Gestão Participativa.

1.8 - Normas de criação e finalidade:

Criada pelo Decreto nº 4.726, de 09 de junho de 2003, com a finalidade de:

- Coordenar a política e propor estratégias e mecanismos de fortalecimento da gestão

democrática do SUS, considerando a articulação do Ministério com os diversos setores governamentais e não-governamentais relacionados com os condicionantes e

determinantes da saúde e a utilização da informação de interesse da área pela sociedade;

- Estimular e apoiar o bom funcionamento dos Conselhos Estaduais e Municipais de Saúde, criando mecanismos para sua avaliação permanente;

- Coordenar a política e propor estratégias de fortalecimento do controle social por meio de Conferências Nacionais de Saúde, da Plenária de Conselhos de Saúde, da Rede Nacional de Conselhos de Saúde, da capacitação continuada de Conselheiros de Saúde, da articulação entre os níveis de gestão do SUS e a sociedade;

- Coordenar a política e propor estratégias de articulação e acompanhamento da

Reforma Sanitária por meio de sua avaliação e análise de seu desenvolvimento, elaboração de estudos e teses e da identificação e disseminação de experiências

inovadoras;

- Coordenar a política e estratégias da Ouvidoria Geral do SUS, por meio de

estruturas descentralizadas, realização de fóruns de usuários do SUS e cooperação com

entidades de defesa de direitos do cidadão.

1.9 - Normas que estabelecem a estrutura orgânica no período de gestão (01/01/2005 a 31/12/2005):

A estrutura organizacional foi criada pelo Decreto 4.726, de 09/06/03, constituída por: Gabinete do Secretário, Divisão Técnico-Administrativa, Coordenação-Geral de Planejamento e Orçamento, Departamento de Articulação e Acompanhamento da Reforma Sanitária e Departamento de Ouvidoria Geral do SUS.

1.10 - Publicação no DOU do Regimento Interno ou Estatuto da Unidade Jurisdicionada:

Portaria nº 2.123, de 07/10/2004, publicada no Diário Oficial da União, Seção 1, nº 196, de 11 de outubro de 2004.

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2. OBJETIVOS E METAS

Apoiar a implementação da Política Nacional de Gestão Estratégica e Participativa do SUS, através de:

Implementação e fortalecimento das ações de controle social e de gestão participativa, mobilizando movimentos sociais e sociedade civil em defesa do direito à saúde e dos princípios do SUS, bem como políticas, programas e ações voltadas para a promoção da eqüidade.

Implementação da Política Nacional de Ouvidoria do SUS, tendo como norteadores os princípios e diretrizes do SUS.

Ampliação e fortalecimento da capacidade de monitoramento e avaliação da gestão, das ações e dos serviços de saúde pelas três esferas de governo.

2.1 Identificação do Programa Governamental e suas respectivas Ações:

Programa 1336 – Brasil Quilombola Ação 8215 – Atenção à Saúde das Populações Quilombolas Coordenadora: Ana Maria Costa Objetivo Específico: Desenvolver estratégias para inclusão da população remanescente de Quilombos aos serviços e ações de saúde e saneamento, a partir da mobilização dessa população em torno do direito à saúde e fortalecimento do controle social. Público Alvo: População remanescente de quilombos, em 743 comunidades, totalizando 2 milhões de pessoas, nos 26 estados da federação e DF. Meta Física: População Quilombola atendida (Previsão 2.000.000) Meta Financeira: Aprovado: R$ 293.200,00 Realizado/Comprometido: R$ 108.000,00 Grau de Cumprimento: 36,83%

Programa

0016

Gestão

da

Política

de

Saúde

Esse

responsabilidade da Secretaria Executiva.

Programa

é

de

Ação 6183 – Promoção de conferências e Eventos na Área de Saúde para a Consolidação da Reforma Sanitária – A Ação é de Responsabilidade da Secretaria de Gestão Participativa - SGP. Responsável: do Programa: André Luis Bonifácio de Carvalho Coordenadora: Ana Maria costa Objetivo Específico: Apoiar a realização de Conferências temáticas e divulgação dos resultados destes eventos, bem como, acompanhar o cumprimento das deliberações. Público Alvo: Gestores do SUS, Secretários Estaduais e municipais de saúde, Delegados Estaduais e Municipais de saúde, Conselheiros Nacionais, Estaduais e Municipais de saúde, Trabalhadores de Saúde, Usuários do SUS, Prestadores de serviços do SUS, Movimentos Sociais organizados, ONG’s, Ministérios afins. Meta Física : Eventos Realizado. Meta financeira: R$ 1.200.000,80 Realizado/Comprometido: R$ 1.154.724,80 Grau de cumprimento:96,22%

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Ação 9741 – Rede de Colaboradores para a consolidação da Reforma Sanitária - A ação é de responsabilidade da Secretaria de Gestão Participativa - SGP. Meta Física: Montagem de 01 observatório da gestão participativa por macro região. Meta Financeira : Ação não orçamentária no PPA.

Programa 1314 – Participação Popular e Intersetorialidade na Reforma Sanitária e no Sistema Único de Saúde. Responsável do Programa: Antônio Alves de Souza

Ação 6806 – Controle Social no Sistema Único de saúde Coordenadora: Ana Maria Costa Objetivos específicos: Desenvolver ações de Apoio ao Fortalecimento do Controle Social e da Gestão participativa; Ampliar e fortalecer o acesso a população às informações sobre direito à saúde; Fomentar ações de equidade; Monitorar funcionamento dos conselho de saúde com base na resolução do CNS 333/03; Apoiar e dar suporte de infra-estrutura aos conselhos municipais e estaduais de saúde. Público Alvo: Conselhos de Saúde, Movimentos Sociais Organizados, Sociedade em Geral, ONG’s Meta Física: Não tem meta física cadastrada no PPA. Meta Financeira: Aprovado: R$ 1.872.800,00 Realizado/Comprometido: R$ 1.686.288,52 Grau de Cumprimento: 90,04%

Ação 6804 – Mobilização da Sociedade para a Gestão Participativa no SUS Coordenadora: Ana Maria costa Objetivos específicos: Apoiar a mobilização social em defesa do SUS; Identificar os modelos de Gestão Participativa e apoiar a criação de novos; Identificar e divulgar os indicadores de Gestão Participativa; Mobilizar a comunidade para a participação nos processos de gestão do SUS, do direito à saúde e em defesa da EC29; Construir redes de movimentos sociais em defesa do SUS. Público Alvo: Gestores do SUS, trabalhadores da Saúde, Conselheiros de Saúde, Movimentos Sociais, Entidades Civis organizados, Sociedade em geral. Meta Física:Não tem meta física cadastrada no PPA. Meta Financeira: Aprovado: R$ 1.993.500,00 Realizado/Comprometido: R$ 1.784.560,00 Grau de Cumprimento: 89,52%

Ação 6182 – Ouvidoria Nacional de Saúde. Coordenador: Carlos Saraiva e Saraiva Objetivo específico: Implantação da estrutura de ouvidoria da saúde, no que tange aos processos de trabalho pertinentes à esfera do governo federal, e a realização de fóruns regionais para discussão, com vistas ao apoio e desenvolvimento de estruturas de ouvidorias de saúde nas demais instâncias do SUS. Público Alvo: Sociedade Meta Física: 8 milhões e quatrocentos mil ligações recebidas através do 0800 Meta Financeira: Aprovado: R$ 8.719.760,00

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Realizado/Comprometido: R$ 5.439.940,00 Grau de Cumprimento: 62,39%

Ação 4641 – Publicidade de Utilidade Pública – Esta ação é Coordenada e operacionalizada pela Assessoria da Comunicação do Ministério da saúde/ASCOM. Objetivo específico: Divulgar e Coordenar, supervisionar e classificar as informações de interesse do governo a serem veiculadas, bem como a contratação de realização de pesquisas de opinião, campanhas e ações publicitárias das ações governamentais, voltadas para a publicidade de utilidade pública. Público Alvo: Sociedade Meta Física: Não foi cadastrada no PPA Meta Financeira : Aprovado: R$ 1.680.000,00 Realizado: R$ 1.680.000,00 Grau de Cumprimento: 100%

Ação 2016 – Funcionamento do Conselho Nacional de saúde. Coordenadora: Eliane Aparecida da Cruz Objetivo específico: Promover o funcionamento do Conselho Nacional de Saúde; Apoiar o desenvolvimento de processos formais de acompanhamento dos Conselhos de saúde; Apoiar a implantação de uma rede nacional de informação que favoreça um maior intercâmbio entre os conselhos municipais e estaduais e destes com o Conselho Nacional de Saúde. Público Alvo: Conselhos de Saúde. Meta Física: Não foi cadastrada no PPA Meta Financeira: Aprovado: R$ 3.984.700,00 Realizado/Comprometido: R$ 2.160.753,60 Grau de cumprimento: 54,22%

Ação 2272 – Gestão e Administração do Programa. Coordenadora: Maria Natividade Gomes da Silva Teixeira Santana Objetivo específico: Destina-se à manutenção das atividades desenvolvidas pela Secretaria, principalmente com gastos relativos a passagens/diárias e serviços de terceiros. Meta Física: Não foi cadastrada no PPA Meta Financeira: Aprovado: R$ 5.724.782,00 Realizado: R$ 5.123.198,16 Grau de cumprimento: 89,49%

Programa 1311 – Educação Permanente e Qualificação Profissional no

Sistema Único de Saúde. Responsável do Programa: Maria Luiza Jaeger - Secretaria de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde/SGTES

Ação 0851 – Apoio à Formação Permanente de Agentes para o Controle Social. Coordenadora: Ana Maria Costa Objetivo específico: Apoiar a formação e educação permanente de agentes sociais que atuam no controle social em saúde. Público Alvo: Agentes para o Controle Social Meta Física: 50.000 Agentes Capacitados Meta Financeira: Aprovado: R$ 7.000.000,00

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Realizado: R$ 6.867.542,86 Grau de cumprimento: 98,11%

Ação 6200 – Promoção dos Princípios da Educação Popular em Saúde Coordenadora: Ana Maria Costa Objetivo específico: Apoio a participação dos movimentos sociais que lutam por saúde e do próprio usuário, focalizando suas necessidades e da promoção para o auto-cuidado em saúde. Público Alvo: Profissionais da Saúde e Sociedade em Geral Meta Física: 11.000.000 de Pessoas Capacitadas Meta financeira: Aprovado R$ 6.992.000,00 Realizado: R$ 5.933.904,89 Grau de Cumprimento: 84,86%

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3. INDICADORES/PARÂMETROS DE GESTÃO

Indicadores de Gestão

3.1.

Quanto à Implementação e fortalecimento das ações de controle social e de

gestão participativa, mobilizando movimentos sociais e sociedade civil em defesa do direito à saúde e dos princípios do SUS, bem como políticas, programas e ações

voltadas para a promoção da eqüidade:

Sistema de gestão das ações de controle social no SUS implantado na maioria dos estados brasileiros.

Capacitação de 20.000 agentes para controle social.

30% das SES com Comitês de Promoção da Eqüidade em Saúde implantados.

Movimentos sociais articulados com instâncias de controle social no SUS articulados em 100% dos estados brasileiros.

3.2.

Quanto à Implementação da Política Nacional de Ouvidoria do SUS, tendo como

norteadores os princípios e diretrizes do SUS:

Ouvidorias implementadas e implantadas em todos os estados, nas capitais e no Distrito Federal até o ano 2007

8 milhões e quatrocentas mil ligações recebidas através do disque 0800

3.3. Quanto à Ampliação e fortalecimento da capacidade de monitoramento e avaliação da gestão, das ações e dos serviços de saúde pelas três esferas de governo:

Comitê intra-ministerial para articulação e harmonização das ações de monitoramento e avaliação constituído

Gestores, Trabalhadores e Conselheiros de Saúde, das três esferas de governo, participantes em cursos de monitoramento e avaliação.

Processo de monitoramento e avaliação da gestão do SUS em desenvolvimento em 60% das SES.

Processo de monitoramento e avaliação da gestão do SUS em desenvolvimento em 60% das SMS das capitais e iniciado o processo de mapeamento, adesão e implantação em municípios de médio e grande porte de todas as regiões do País.

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4. ANÁLISE CRÍTICA DO RESULTADO ALCANÇADO

A análise e os resultados alcançados estão descritos nos itens 2 Objetivos/metas e 9 Atividades desenvolvidas.

Cumprimento de metas:

Programa 1314 – Participação popular e intersetorialidade na Reforma Sanitária e no SUS

AÇÕES COM METAS NO PPA:

6182 – Ouvidoria Nacional de Saúde

Meta física:

8.400.000

ligações recebidas

Realizado:

11.721.094

ligações recebidas

Grau de cumprimento:

139,54%

Programa 0016 – Gestão da Política de Saúde

6183 – Promoção de conferências e eventos na área de saúde para a consolidação da reforma sanitária

Meta Física:

4

eventos

Realizado:

4

eventos

Grau de cumprimento:

100,00%

Programa 1336 – Brasil Quilombolas

8215 –Atenção à Saúde das Populações Quilombolas

Meta Física:

Justificativa no item 5.

2.000.000

pessoas atendidas

Programa 1311 – Educação Permanente de Agentes para o Controle Social

0851

–Apoio à Formação Permanente de Agentes para o Controle Social

 

Meta Física:

50.000

agentes capacitados

Realizado:

49.000

agentes capacitados

Grau de cumprimento:

98,00%

6200

– Promoção dos princípios da Educação Popular em Saúde

Meta Física:

11.000.000

pessoas capacitadas

Realizado:

10.000.000

pessoas capacitadas

Grau de cumprimento:

91,00%

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5.

MEDIDAS ADOTADAS PARA SANEAR DISFUNÇÕES DETECTADAS

A principal disfunção detectada para a execução total do orçamento de 2005,

especialmente no final do período, está relacionada à limitação dos tetos diários para

empenho e à priorização que o Ministério da Saúde deu às transferências regulares e

automáticas (fundo a fundo), embora os processos tenham sido enviados em tempo hábil para empenho. As situações específicas são detalhadas abaixo.

O Programa 1314 - Participação Popular e intersetorialidade na Reforma Sanitária e

no SUS cumpriu as metas financeiras em torno de 72%. As principais disfunções detectadas e que influenciaram no alcance total das metas previstas, são:

Não empenho de R$ 3.000.000,00 da ação Ouvidoria Nacional de Saúde referente

ao 44ºTermo de Referência com a OPAS.

Não empenho de R$ 1.154.249,63 da ação Funcionamento do Conselho Nacional de

Saúde referente ao processo nº 25000.113421/2004-62, reforma e equipamento do Auditório do CNS.

O Programa 1336-Brasil Quilombolas cumpriu as metas financeiras em torno de

37%. As principais disfunções detectadas e que influenciaram no alcance total da meta prevista, foi:

Não empenho de R$ 140.000,00 da ação Atenção à Saúde das Populações Quilombolas referente aos processos nºs 25000.201753/2005-84 e

25000.200392/2005-59.

Tendo em vista que esta ação apresenta recurso orçamentário insuficiente para ações nas comunidades quilombolas existentes nos 26 estados e no Distrito Federal,

a meta física não pôde ser alcançada. A programação foi revista e a destinação do

recurso passou a envolver a capacitação de gestores dos estados e municípios e agentes sociais para o controle social de políticas públicas, onde se estima a meta de 1.500.000 pessoas, bem como o re-enquadramento desta ação na Ação: Atenção

à Saúde da População Negra a ser desenvolvida no decorrer do ano de 2006.

6.

TRANSFERÊNCIAS DE RECURSOS (CONVÊNIOS E PORTARIAS)

A

relação de convênios, com as devidas especificação, é apresentada em anexo.

7.

CONTROLE

DAS

ENTIDADES

DE

PREVIDÊNCIA

PRIVADA

PATROCINADAS

 
 

Não se aplica

8.

PROJETOS

E

PROGRAMAS

FINANCIADOS

COM

RECURSOS

EXTERNOS

Não houve na Secretaria de Gestão Participativa financiamentos externos

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9. ATIVIDADES DESENVOLVIDAS:

Em função da proposta de reestruturação da Secretaria e as mudanças na dinâmica dos trabalhos, as Atividades Desenvolvidas em 2005 serão apresentadas em dois blocos: um correspondente às atividades do 1º semestre e outro às atividades desenvolvidas no 2º semestre.

9.1 ATIVIDADES DO 1º SEMESTRE 2005:

A estrutura organizacional de caráter funcional da Secretaria de Gestão Participativa – SGP, durante o primeiro semestre de 2005 manteve a mesma configuração de 2004, ou seja, além da Coordenação Geral de Planejamento e Orçamento, constituiu-se de 06 áreas técnicas:

Mobilização social para a gestão participativa

Produção de conhecimento e práticas de gestão participativa

Controle social na saúde

Articulação inter e intra-setorial para a gestão participativa

Ouvidoria do SUS

Informação e Comunicação para a gestão participativa

9.1.1 MOBILIZAÇÃO SOCIAL PARA A GESTÃO PARTICIPATIVA EM SAÚDE:

Seminários realizados em 2005:

Rio de Janeiro

“5º Seminário de Gestão Participativa em Saúde da Região Metropolitana I do Rio de Janeiro”

Reuniões preparatórias: Foram realizadas 02 reuniões preparatórias, no Rio de Janeiro, nos dias 25 de fevereiro e 09 e 13 de março de 2005.

O Seminário foi realizado no dia 01 de abril de 2005, na Universidade do Estado do Rio de Janeiro.

Municípios Participantes: Belford Roxo, Duque de Caxias, Itaguaí, Japeri, Magé, Mesquita, Nilópolis, Nova Iguaçu, Queimados, São João de Meriti e Seropédica (Baixada Fluminense – RM I) e Rio de Janeiro.

Produtos: 5º Caderno Metropolitano da Região Metropolitana I do Rio de Janeiro (em fase de elaboração) e material audiovisual para ampla divulgação (em fase de elaboração).

“1º Seminário de Gestão Participativa em Saúde da Região Metropolitana II do Rio de Janeiro”

Reuniões preparatórias: Foram realizadas 02 reuniões preparatórias, no Rio de Janeiro, nos dias 20 de janeiro e 21 e 22 de abril de 2005.

O Seminário foi realizado no dia 07 de maio de 2005 em Itaboraí/RJ.

Municípios Participantes: Itaboraí, Maricá, Niterói, Rio Bonito, São Gonçalo, Silva Jardim e Tangá.

Produtos: 1º Caderno Metropolitano da Região Metropolitana II do Rio de Janeiro (em fase de elaboração).

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Roraima

“1º Seminário de Gestão Participativa em Saúde do Estado de Roraima”

Reuniões Preparatórias: Foram realizadas 02 reuniões preparatórias, em Roraima, nos dias 17, 18 e 19 de março e 28 e 29 de abril de 2005.

O Seminário foi realizado no dia 16 de junho de 2005, na Universidade Federal de Roraima.

Municípios Participantes: todos os municípios do Estado.

Produtos: 1º Caderno Metropolitano do Estado de Roraima (em fase de elaboração).

CONVÊNIOS E PARCERIAS:

Universidade Estadual do Rio de Janeiro Objetivo: Fortalecimento da gestão democrática na saúde, por meio do fomento à participação e mobilização da sociedade no Estado do Rio de Janeiro. Metas: Mapeamento dos Conselhos de Saúde do Estado do Rio de Janeiro; Realização de 10 Seminários nas 08 regiões do Estado e realização de Seminário estadual.

Fundação Universitária José Bonifácio – Universidade Federal do Rio de Janeiro Objetivo: Estudo de processo de formação, articulação e consolidação da gestão participativa em suas diversas expressões tais como fóruns metropolitanos e outras formas que proporcionam a ampliação e efetiva participação do cidadão comum. Metas: Investigar processos de gestão participativa dos sistemas de saúde em municípios e regiões metropolitanas brasileiras, com prioridade para os estados do Rio de Janeiro, Ceará, Pará, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul.

ATIVIDADES DA SGP EM SAÚDE NA REGIÃO METROPOLITANA DO RIO DE JANEIRO

SEMINÁRIOS DE GESTÃO PARTICIPATIVA EM SAÚDE

A Secretaria de Gestão Participativa em parceria com o Fórum de Conselhos

Municipais de Saúde da Região Metropolitana I do Estado do Rio de Janeiro, a Associação

de Prefeitos da Baixada Fluminense, o Conselho de Secretários Municipais de Saúde da Região, a Secretaria de Saúde do Estado do Rio de Janeiro, as Universidades Estadual e

Federal do Rio de Janeiro, o Fórum de Conselhos Municipais de Saúde da Região Metropolitana II do Rio de Janeiro e a Fundação Oswaldo Cruz realizou mais 01 Seminário de Gestão Participativa em Saúde na Região Metropolitana I do Estado, em 01 de abril de

2005.

No primeiro, foram apresentados os panoramas: sanitário, da organização dos

serviços, da transferência de recursos e da participação popular na região.

O segundo teve como tema a Saúde da Família, compreendida como estratégia

reorganizadora não só da atenção básica, mas do sistema como um todo, no sentido de atender as necessidades da população.

O terceiro, com o tema Reorganizando o SUS na Região, possibilitou a construção

de uma Agenda Pública em Saúde assumida por todos os co-responsáveis por este processo, com os seguintes eixos: construção de um Plano Regional de Saúde com amplo envolvimento da sociedade, reorganização do SUS na região com ênfase na Atenção Básica por meio da Expansão da Saúde da Família, aperfeiçoamento da Cooperação regional e estímulo à Gestão Participativa, cumprimento da Emenda Constitucional nº 29 por todas as prefeituras da região, superação da precarização do trabalho em saúde por meio de Concurso Público Regional de Base Local e promoção de

uma maior articulação da Saúde com as políticas públicas da área social.

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O quarto Seminário, cujo tema foi Reorganizando o SUS na Cidade do Rio de

Janeiro, teve como objetivo a potencialização da participação social na formulação e na

gestão da política pública de saúde, fortalecendo e articulando os conselhos municipais e distritais de saúde do município do Rio de Janeiro, na perspectiva de ampliar a democracia participativa. Um dos resultados importantes deste 4º Seminário foi a afirmação de uma articulação metropolitana através da construção de uma Agenda Comum tendo como eixo a construção de um Plano Metropolitano/Regional de Saúde, baseado no conceito da responsabilidade sanitária ultrapassando um momento anterior de desarticulação entre os municípios da Região Metropolitana I.

O quinto Seminário teve como o objetivo o avanço da articulação Metropolitana,

trazendo para o processo as experiências da Região Metropolitana II do Estado do Rio de Janeiro, visando uma integração de toda a Região Metropolitana do Estado, no processo de consolidação do SUS em torno das reais necessidades da população e afirmando a necessidade de enfatizar a produção da saúde na região expressa no cumprimento de metas sociais/sanitárias em saúde. Em 07 de maio de 2005, foi realizado o “1º Seminário de Gestão Participativa em Saúde da Região Metropolitana II do Rio de Janeiro”, utilizando a mesma metodologia da Região Metropolitana I. Cada Seminário realizado teve como um de seus produtos, a elaboração e publicação de um Caderno Metropolitano e de um vídeo, cujo objetivo é disponibilizar informações públicas que favoreçam a afirmação de processos decisórios participativos para a reorganização do SUS. Outro produto dos Seminários, a construção de uma Agenda Pública em Saúde, com diversos eixos (supracitados), sendo que o primeiro deles: “construção de um Plano Regional de Saúde”, já está em curso nas Regiões Metropolitanas I e II do Rio de Janeiro.

Construção do Plano Regional de Saúde

Região Metropolitana I:

Em Oficina realizada no Rio de Janeiro, no dia 19 de maio de 2005, teve início a construção do Plano Regional de Saúde da Região Metropolitana I do Rio de Janeiro. Nesta oficina se constituíram subgrupos de trabalho que iriam trabalhar as diretrizes do Plano: atenção básica, urgência/emergência, modernização da gestão municipal de saúde, média e alta complexidade ambulatorial, assistência hospitalar e gestão do trabalho.

Região Metropolitana II:

Com relação à Região Metropolitana II, um dos resultados concretos do Seminário foi o processo de rápida adequação dos Conselhos Municipais de Saúde da região à Resolução 333 do Conselho Nacional de Saúde, uma vez que durante a apresentação do panorama da participação social ficou evidente a inadequação dos Conselhos à Resolução 333. Outro resultado concreto foi a instalação de um Colegiado Paritário de Conselhos de Saúde, constituído pelo Secretário Municipal, 2 usuários e 1 trabalhador da saúde (para cada município que compõe a RM II). Esse Colegiado vem realizando reuniões preparatórias para a Oficina de Construção do Plano Regional da Região Metropolitana II do Rio de Janeiro.

9.1.2 PRODUÇÃO DO CONHECIMENTO E PRÁTICAS DE GESTÃO PARTICIPATIVA

A área de Produção do Conhecimento e Práticas de Gestão Participativa apresentou as seguintes ações prioritárias:

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Implementação do processo de gestão participativa nas três esferas de governo do

SUS:

Identificar e disseminar métodos e práticas de gestão participativa nos estados e municípios; contribuir para a construção do conceito e práticas de gestão participativa e suas relações com o controle social e com a mobilização social; difundir experiências de gestão participativa do SUS para outros países; estimular o processo de gestão participativa na implementação de políticas, programas, projetos, serviços, unidades, sistemas, órgãos e entidades relacionadas ao SUS nas três esferas de governo; implementar conselhos de gestão participativa nos estabelecimentos de saúde do SUS. (Conselho Gestor).

Produção de informações e conhecimentos para a gestão participativa do SUS:

Criar rede de observatórios de gestão participativa no SUS; realizar pesquisas com diversos segmentos do controle social, voltadas à avaliação da qualidade da gestão e atenção no SUS; implementar o processo de avaliação da qualidade da gestão e da atenção no SUS; realizar monitoramento da prática do controle da gestão do SUS feito pela União.

Fortalecimento da intersetorialidade como estratégia de governo para a promoção da qualidade de vida:

Contribuir para a adoção da intersetorialidade como prática de gestão nas três esferas de governo do SUS; realizar estudos e pesquisas municipais sobre políticas e práticas de promoção da saúde e intersetorialidade; atuar na articulação dos conselhos setoriais nas três esferas de governo, visando ação intersetorial de promoção da saúde e de qualidade de vida; contribuir na formulação e implementação da política de promoção da saúde do SUS, com ênfase nos componentes da gestão participativa e intersetorialidade. Processo de Implantação de Conselhos Gestores:

Contribuir para a construção do novo pacto de gestão do SUS, com a construção de uma nova institucionalidade, promovendo a qualificação e democratização do SUS, por intermédio de discussões acerca da formulação de portaria e desenvolvimento de ações na perspectiva de implantação e implementação de conselhos gestores nos estabelecimentos de saúde do SUS, iniciando pelas unidades hospitalares próprias. Elaborado minuta de portaria e projeto de implantação de Conselho Gestor; Realizada oficina de trabalho com os hospitais federais próprios do Ministério da Saúde, para discussão do documento elaborado sobre Conselho Gestor: Instituto Nacional do Câncer, Hospital dos Servidores do Estado do Rio de Janeiro, Hospital Geral de Bonsucesso, Grupo Hospitalar Conceição, Instituto Nacional de Cardiologia Laranjeiras, e Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia. Realizada reunião com o Grupo Hospitalar Conceição para apresentação e debate da proposta de implantação de Conselho Gestor nas unidades próprias do MS.

Elaboração de documento da Política Nacional de Gestão Participativa:

Estabelecimento da estrutura inicial do documento, definição de estratégia de elaboração; discussão de aspectos teóricos e conceituais em Gestão Participativa; Redação e revisão do documento; discussão interna do documento na SGP.

Projeto sobre Gestão Participativa e Movimentos Sociais no SUS Solidificação do controle social e do envolvimento de diferentes setores da sociedade civil em torno do projeto de democratização da gestão pública em geral e do

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SUS em particular, visando investigar como os diferentes tipos de movimentos atuantes na área de saúde – urbanos, sindicais, de portadores de patologias, de mulheres, de etnias, entre outros – concebem o SUS “ideal” e como avaliam o sistema em geral e em relação às suas demandas específicas.

Convênios e parceria:

Associação Paulista de Saúde Pública - Convênio para editoração da Revista Saúde e Sociedade: contribuir para o debate da temática de gestão participativa, incluindo nessa ótica, temas importantes da agenda das políticas de saúde como promoção da saúde” e qualidade da atenção em saúde, por intermédio do debate e da publicação de três números da Revista Saúde e Sociedade, contemplando temas como: intersetorialidade e políticas. públicas saudáveis; Empoderamento, participação e comunicação em saúde; Integralidade, humanização e qualidade de atenção em saúde.

Fundação Universitária de Brasília – FUBRA - Convênio para construção de uma metodologia para conhecer o grau de satisfação dos usuários do SUS com os serviços prestados, bem como a disponibilização de informações resultantes de estudo em oito regiões metropolitanas - Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Goiânia, Salvador, Recife e Manaus - considerando os diferentes níveis de complexidade do sistema de saúde. Realizadas reuniões e oficina de trabalho, com a participação das seguintes entidades: DataUnB, SE/MS, DECIT/MS, SAS/MS, NESCOM, UFBA, UFG, ENSP, FIOCRUZ. Fundação Universitária de Brasília – FUBRA - Convênio para a realização de inquérito municipal, de natureza censitária, sobre promoção da saúde, em todo o país. Realizadas reuniões e mantida articulação com o DECIT/SCTIE para negociação do projeto no programa de ciência e tecnologia e para acordos operacionais. Rede Nacional Feminista de Saúde, Direitos Sexuais e Direitos Reprodutivos - Projeto “Mulheres pelo Fortalecimento do Controle Social em Defesa do SUS”. Convênio realizado com o objetivo de sensibilizar e qualificar 130 mulheres das 05 regiões brasileiras (26 em cada), líderes populares ativistas em saúde da população negra, das trabalhadoras rurais e radialistas, para que atuem em suas localidades como referências no debate e na ação política nas diferentes instâncias do controle social, existentes na área da saúde e em defesa do SUS. Articulação com outras áreas do Ministério da Saúde que mantém interface com o Projeto. Participação em reuniões do comitê gestor do Projeto de Formação de Multiplicadoras (es) em gênero, saúde e direitos sexuais reprodutivos: CONTAG e SEGETES/ MS. Participação no Seminário Nacional de Sensibilização e Planejamento do Projeto CONTAG-MS com representantes da Rede Feminista. Associação Brasileira de Saúde Coletiva (ABRASCO) - Convênio para a Construção da Rede Nacional de Observatórios da Gestão Participativa do SUS, com o propósito de possibilitar a gestores e agentes políticos o aperfeiçoamento interativo de seus mecanismos de avaliação e controle, mediante a identificação de 05 centros colaboradores (sendo 01 por cada Região do país), que deverão acompanhar e difundir as ações de gestão participativa de estados (05) e municípios (80) brasileiros. Realizada oficina de trabalho para apresentação do projeto e construção de cronograma de trabalho, com a participação da ABRASCO, pesquisadores dos 05 centros colaboradores e da FIOCRUZ .

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Reunião com a ABRASCO para encaminhamento das propostas discutidas na oficina e apreciação dos instrumentos de campo.

CONASEMS - Convênio para apoio e fortalecimento dos COSEMS, na dimensão do controle social e da gestão participativa; identificação, registro e divulgação de experiências municipais e estaduais exitosas / inovadoras em gestão participativa; instituição do Prêmio Nacional em Gestão Participativa “Sérgio Arouca”, nas linhas: a) relato de experiências municipais e estaduais; b) estudos, monografias Elaborado o regulamento do prêmio e apresentação da proposta ao CONASEMS.

9.1.3 CONTROLE SOCIAL NA SAÚDE

Campanha Dia Internacional da Doença Celíaca - 15 estados (parceria ACELBRA). Realizadas duas oficinas de trabalho sobre a Doença Celíaca; II Encontro do Grupo de Trabalho sobre a Doença Celíaca - Brasília/DF.

Monitoramento, acompanhamento e assessoria técnica de 07 convênios celebrados em

2004.

Reprodução de 20 mil exemplares do Relatório da 12ª CNS (Editora/MS).

Convênios e Parcerias:

Associação Brasileira de Pós-Graduação em Saúde Coletiva – ABRASCO, convênio

cujo objeto é registrar informações e analisar a importância da Plenária Nacional de Saúde

e da Plenária Nacional de Conselhos de Saúde para a Construção do Controle Social no SUS.

Centro de Promoção da Saúde – CEDASP, convênio para desenvolvimento de ações locais envolvendo lideranças comunitárias e equipes multidisciplinares de forma a contribuir para a realização de ações de participação social em saúde.

Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG, convênio para

o fortalecimento de representatividade do Controle Social no SUS e a defesa do Sistema

Único de Saúde a partir de capacitação de Lideranças Sindicais na formulação do Controle de Políticas Públicas de Saúde.

Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde – COSEMS, Convênio cujo objeto é o apoio e fortalecimento dos COSEMS, na dimensão do controle social e da gestão participativa.

Centro Brasileiro de Estudos de Saúde – CEBES, desenvolver pesquisa sobre o perfil dos conselhos de saúde, visando a construção de indicadores básicos e estruturação de sistema de acompanhamentos dos conselhos de saúde.

Fundação Oswaldo Cruz – FIOCRUZ, cujo objeto é registrar a trajetória do CESTEH na interface com sindicatos e representações do controle social em saúde.

Instituto de Estudos, Formação e Assessoria em Políticas Sociais – PÓLIS, Convênio firmado a fim de Desenvolver atividades educativas e apoiar oficinas para o fortalecimento da atuação dos representantes dos Conselhos Gestores.

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REPRESENTAÇÃO INSTITUCIONAL:

Grupo de Trabalho para integração das ações assistenciais de saúde na área de influência da ITAIPU Binacional, região da fronteira – GT ITAIPU/SAÚDE.

Comitê da capacitação de conselheiros de saúde.

Grupo da Terra.

Grupo de Trabalho para acompanhamento e participação na Campanha Nacional de Sensibilização e Mobilização (Ministérios das Cidades).

9.1.4

PARTICIPATIVA

ARTICULAÇÃO

INTRA

E

INTERSETORIAL

PARA

A

GESTÃO

Articulação no campo da Gestão, perante o Departamento de Apoio à Descentralização - DAD/SE/MS, CONASS e CONASEMS, e a CIT. (AIGD, Pacto de Gestão, Regionalização Cooperativa e Responsabilidade Sanitária) Técnicos da Secretaria de Gestão Participativa - SGP.

As reuniões dos dirigentes e técnicos do Ministério da Saúde para construir conceitos, estratégias e ações em cada unidade federada, de apoio integrado do MS à gestão descentralizada dos Estados e Municípios, gerou um processo novo que por sua vez gerou expectativas positivas para formulações e discussões de novo pacto de gestão entre as três esferas, ao nível da Câmara Técnica Tripartite incluindo a Regionalização Cooperativa.

Articulação no campo do Financiamento, perante a Câmara Técnica do Sistema de Informação do Orçamento Públicos de Saúde - CT/SIOPS, Relatorias na Câmara dos Deputados e da Comissão de Orçamento e Financiamento do Conselho Nacional de Saúde - COFIN/CNS (Montante e Estrutura de Gastos).

Participação no aprimoramento do acompanhamento dos orçamentos e execuções orçamentárias nos Estados e Municípios, inclusive do cumprimento da EC nº29, a Câmara Técnica do SIOPS participou ativamente no grupo que discutiu a elaboração do substituto do Projeto de Lei 01/03, sob coordenação de Deputado Guilherme Menezes, da regulamentação da Emenda Constitucional n.º29.

Articulação com o Ministério Público - MP (cumprimento da Constituição Federal e da Lei), Associação dos Membros do Ministério Público em Defesa da Saúde - AMPASA e Conselho Nacional de Procuradores Gerais do Ministério Público dos Estados e da União - CNPGMPEU - (Oficina de Trabalho de Outubro/04 e Grupo de Trabalho da Procuradoria Geral dos Direitos do Cidadão – PGDC -, reunião de 14.04.05): Temas – Emenda Constitucional nº 29 e Medicamentos Excepcionais.

EC. nº 29 e Medicamentos Excepcionais

Articulação com a Comissão de Saúde e Seguridade Social da Câmara dos Deputados - CSSF/CD, Comissão de Assuntos Sociais do Senado – CAS e Frente Parlamentar de Saúde do Congresso Nacional – FPS-CN.

Articulação com o Centro Brasileiro de Estudos de Estudos da Saúde - CEBES, Associação Brasileira de Pós-graduação em Saúde Coletiva - ABRASCO, Associação Brasileira de Economia em Saúde - ABRES e Rede Unida de Desenvolvimento de Recursos Humanos para a Saúde - RU.

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Estas articulações geraram a organização do Simpósio sobre Política Nacional de Saúde, para discutir e propor sobre os rumos nacionais de SUS, a ser realizado de 17 a 20/maio/05, no recinto da Câmara dos Deputados.

Apresentações e esclarecimentos sobre os projetos estratégicos do Ministério da Saúde a todos os técnicos da Secretaria de Gestão Participativa, Apoio Integrado à Gestão Descentralizada – AIGD, Projeto de Qualificação do SUS - QualiSUS, Projeto de Humanização do SUS - HumanizaSUS, Controle, Avaliação e Regulação, Farmácia Popular e outros.

Os responsáveis pelos programas estratégicos do Ministério da Saúde foram convidados a expor e debater esses programas com todos os Técnicos da Secretaria de Gestão Participativa, o que foi efetivado com grande interesse e participação de todos.

Integração parcial com outras áreas da SGP: Departamento de Ouvidoria geral do SUS - DOGES (Reuniões Técnicas na Ouvidoria, GT/MS e outras), Seminários Metropolitanos (Reunião com a Coordenadora, participação no evento, participação na preparação, outras), Produção de Conhecimentos (Projetos: Conselhos Gestores, Código dos Usuários, Política Nacional de Gestão Participativa, outros) e outras.

Participação, por meio de seus técnicos, de acompanhamento de diversas Secretarias de Estado da Saúde, juntamente com as representações das demais Secretarias do Ministério da Saúde, no Projeto em implementação pelo Departamento de Acompanhamento da Descentralização da Secretaria Executiva de Apoio Integrado à gestão Descentralizada do SUS.

Assessoramento ativo na realização dos Termos de Referência e da programação do 12º Simpósio Nacional de Saúde realizado pela a Comissão de Saúde e Seguridade Social da Câmara dos Deputados - CSSF/CD, Comissão de Assuntos Sociais do Senado – CAS e Frente Parlamentar de Saúde do Congresso Nacional – FPS-CN, realizado em Brasília, dias 28, 29 e 30 de junho de 2005, no Auditório Nereu Ramos da Câmara dos Deputados.

9.1.5 OUVIDORIA DO SUS

O Departamento de Ouvidoria Geral do SUS - DOGES mantém os Serviços “Disque Saúde” (Central de Atendimento Telefônico 0800), Pró-Saúde (Centro Nacional de Promoção da Qualidade e Proteção ao Usuário do SUS) e SAC-SUS (Serviço de Atendimento ao Cidadão). No final de 2004, o DOGES incorporou nova tecnologia para atendimento telefônico eletrônico em nível nacional, a Unidade de Resposta Audível (URA), que permitiu um substancial aumento na capacidade de atendimento e a possibilidade de realização de pesquisas avaliativas.

Atendimento aos cidadãos

As demandas espontâneas dos cidadãos usuários são provenientes de: Serviços de Discagem Direta Gratuita - DDG (0800), Presidência da República, Gabinete do Ministro da Saúde, demais Ministérios, Conselhos de Saúde, Ouvidoria Geral da União e outras Ouvidorias, páginas eletrônicas do Ministério da Saúde, atendimento pessoal, dentre outros.

Os atendimentos são registrados no Serviço de Atendimento à Demanda Espontânea (SADE) e disponibilizados via WEB por meio de um código de atendimento

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gerado pelo sistema, permitindo que, tanto o Departamento, quanto as Secretarias e os usuários possam acompanhar o andamento das demandas inseridas. Além do SADE, há o Sistema de Controle de Documentos (DocControl) que registrou, de março a novembro, a inserção de 9.905 demandas, sendo que 53,5% são

provenientes da Área de Tele-atendimento (0800). Das 9.905 demandas inseridas, 58,53% foram encaminhadas aos órgãos competentes para providências cabíveis.

A análise dos dados segundo a região de origem dos usuários demonstra que a

região Sudeste apresenta o maior percentual de manifestações: 42,4%; a região Nordeste,

26,4%, a Sul, 10,8%, Centro-oeste, 8,8% e a região Norte apenas 4,5%.

A classificação das demandas segundo o assunto mostra que a incidência maior

está em solicitações referentes a medicamentos, seguida de tratamento, exames e cirurgias.

Desenvolvimento de Estudos e Pesquisas Foram realizados os seguintes estudos e pesquisas:

Levantamento de projetos e ações relativos à qualidade de vida e à humanização dos serviços, nos programas estaduais e municipais de DST/Aids. Objetivo: realizar levantamento de iniciativas de projetos e ações para o desenvolvimento da qualidade de vida e verificar o envolvimento na política HumanizaSUS.

Levantamento de informações sobre a realização de Testes de Genotipagem e sobre a utilização da Rede Nacional de Genotipagem (RENAGENO) por médicos de serviços especializados ou ambulatoriais que atendem em HIV/Aids. Objetivo: avaliar o fluxo de atendimento da Rede Nacional de Genotipagem (RENAGENO) e a sua importância para os médicos que atendem HIV/Aids nos serviços de atendimento especializado e ambulatoriais.

Diagnóstico dos Centros de Testagem e Aconselhamento em DST/Aids sobre a realização de sorologias para HIV e Hepatites Virais. Objetivo: realizar um diagnóstico dos CTA de todas as regiões brasileiras de forma a possibilitar o planejamento e a execução de ações do Programa Nacional de Hepatites Virais.

Controle do recebimento de kits de medicamentos pelos municípios vítimas das enchentes.

Objetivo: informar quanto ao recebimento dos kits de medicamentos pelas Secretarias Municipais de Saúde (em número de 411 SMS) que estavam em situação de calamidade pública. Programa Nacional de Avaliação dos Serviços de Saúde – PNASS. Objetivo: apoiar tecnicamente o DERAC/SAS na elaboração e execução do Programa Nacional de Avaliação dos Serviços de Saúde. Projeto sobre alimentação e nutrição: Iª e IIª enquete sobre obesidade e sobrepeso. Objetivo: identificar as ações pertinentes para o controle e a prevenção do sobrepeso e da obesidade. Na IIª Enquete foi delineado o perfil dos usuários. Avaliação do serviço Disque Pare de Fumar Objetivo: avaliar a eficiência das orientações fornecidas pelo serviço Disque Pare de

Fumar.

Projeto sobre alimentação e nutrição: adesão ao Programa Bolsa Família Objetivo: estimular a adesão dos gestores municipais de saúde ao Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional - SISVAN e atualizar dados cadastrais da Secretaria de Saúde. Divulgação do lançamento do Programa Farmácia Popular.

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Objetivo: divulgar, entre parlamentares e prefeitos, o lançamento do Programa Farmácia Popular. Divulgação do lançamento da Rede Nacional SAMU. Objetivo: contatar as prefeituras dos municípios selecionados para participar da Rede Nacional SAMU e as coordenações municipais e estaduais do SAMU para divulgação do lançamento do programa. Alimentação e Nutrição: Programa Qualidade de Vida Objetivo: traçar perfil dos trabalhadores da unidade III do Ministério da Saúde quanto

a alimentação e nutrição. Pesquisa sobre Absenteísmo Objetivo: levantamento e análise de informações relacionadas ao elevado índice de absenteísmo dos funcionários da Central de Tele-atendimento do DOGES/SGP. Cadastro de Diretorias Regionais de Saúde Objetivo: levantamento de informações junto às Diretorias Regionais de Saúde de cada estado para a construção de cadastro. Perfil dos delegados da 2ª Mostra Nacional de Produção de Saúde da Família Objetivo: definição de procedimentos metodológicos da pesquisa: coleta de dados e instrumento de coleta de informações. CartaSUS Objetivo: propor um novo método para envio da CartaSUS e elaborar projeto de pesquisa de satisfação dos usuários do SUS. Divulgação do Lançamento de Portarias Objetivo: divulgar o lançamento de portarias (renal, cardiologia e traumo- ortopedia) ao primeiro escalão do MS e a parlamentares. Pesquisa sobre condições físicas de trabalho - ginástica laboral Objetivo: levantamento e análise de informações sobre as condições físicas de trabalho dos funcionários do DOGES/SGP. Enquete sobre a votação do relatório preliminar da 12ª CNS aos Delegados Objetivo: estímulo, via telefone, aos delegados que participaram da 12ª CNS, para a votação dos destaques pendentes. Análise dos projetos e ações inscritos no Prêmio David Capistrano - HumanizaSUS Objetivo: mapear as experiências no âmbito da Política Nacional de Humanização. Pesquisa sobre Promoção à Saúde Objetivo: verificar a existência de ações de atividade física e sua forma de organização, nos municípios com mais de 50.000 habitantes. Pesquisa Vivendo com Aids Objetivo: realizar pesquisa no XII Encontro Nacional de Pessoas Vivendo com HIV e Aids e analisar as informações sobre medicina natural, prática complementar e alimentação

e nutrição. II Enquete sobre as Fotos nos Maços de Cigarro Objetivo: verificar a opinião dos usuários do serviço Disque Pare de Fumar, a respeito das fotos inseridas nos maços de cigarro. Projeto sobre alimentação e nutrição II: adesão ao Programa Bolsa Família Objetivo: estimular a adesão dos gestores municipais de saúde ao Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional e atualizar dados cadastrais do local de utilização do sistema.

Pesquisa sobre a disponibilidade de medicamentos Objetivo: avaliar a disponibilidade de 13 medicamentos contra infecções oportunistas, nas unidades dispensadoras de medicamentos. Avaliação do Seminário HumanizaSUS

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Objetivo: percepção dos participantes sobre o Seminário HumanizaSUS, em pesquisa realizada durante o evento. Pesquisa sobre a percepção dos prefeitos sobre o processo de gestão do SUS Objetivo: analisar a percepção dos prefeitos quanto ao Sistema Único de Saúde, à situação local da saúde e aos apoios necessários para a melhoria da gestão municipal de saúde.

Levantamento de dados sobre as ouvidorias existentes nos hospitais universitários, de ensino e escola Objetivo: Construir cadastro de todos os hospitais universitários, hospitais de ensino e hospitais-escola e verificar a existência de ouvidorias nesses estabelecimentos. Diagnóstico das Ouvidorias no âmbito da Saúde - Secretarias Estaduais e Municipais das Capitais e de Municípios com mais de 100.000 Habitantes Objetivo: Identificar, juntos às Secretarias Estaduais e Municipais das Capitais e dos municípios com mais de 100.000 habitantes, as ouvidorias existentes no âmbito da saúde e compor um cadastro de ouvidorias em saúde. Apoio ao I Seminário de Ouvidorias do Sistema Único de Saúde Objetivo: reunir experiências relacionadas às Ouvidorias do SUS para formular princípios e diretrizes que contribuam para a elaboração da Política Nacional de Ouvidorias do SUS.

Tecnologia da Informação

Migração das redes da área técnica: D_DSTAIDS para MSNET. Desenvolvimento dos seguintes sistemas:

Controle de Horários Controle de Documentos Emissão de Documentos Apoio tecnológico aos seguintes estudos e pesquisas:

Bolsa Alimentação - Prévia I Bolsa Alimentação - Prévia II Enquete sobre Obesidade I Enquete sobre Obesidade II Comunidades Terapêuticas Sorologia para hepatites virais nos centros de testagem e aconselhamento em DST/AIDS Diagnóstico dos centros de testagem e aconselhamento em DST/AIDS sobre a realização de sorologia para HIV e hepatites virais. Levantamento de projetos e ações de qualidade de vida e humanização dos serviços nos programas estaduais e municipais DST/AIDS Levantamento de informações sobre a realização de testes de genotipagem e a utilização da rede nacional de genotipagem (Renageno) por médicos de serviços especializados ou ambulatoriais que atendem HIV/AIDS Diagnóstico das Ouvidorias no âmbito da Saúde - Secretarias Estaduais e Municipais das Capitais Diagnóstico das Ouvidorias no âmbito da Saúde - Secretarias Estaduais e Municipais das Capitais - Municípios com mais de 100.000 Habitantes Análise Sistema da Farmácia Popular, por meio de consultas dos diversos tipos de medicamentos oferecidos. Levantamento geral das principais dificuldades encontradas pelo Sistema SADE

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Análise e implementação da INTRANET: comunicação interna do DOGES Atualização da Home Page - www.saude.gov.br/ouvidoria e www.aids.gov.br/disquesaude Mudança de cabeçalho de todos os relatórios gerados pelo sistema SISDISQUE e SISDISQUE MULHER

Instalação de uma nova Ferramenta do SISDISQUE e SISDISQUE MULHER, para controle dos usuários do Call Center Instalação de novas bases de dados e aplicativo do Disque Medicamentos Criação de ferramentas de extração de dados do Sistema de Controle de Documentos. Implementação do Sistema de Controle de Documentos e de ferramenta de extração

de

dados Criação do banco de dados da telefonia Criação de ferramenta para extração de dados do Banco da Telefonia

HARDWARE Instalação e configuração de três servidores: um servidor de configuração Pentium

IV

de 2.4 GHZ, HD 40 GB e 512MB de memória, destinado à monitoria de 12 cabinas, com

seus respectivos softwares; o segundo servidor, com a mesma configuração do primeiro, destinado a 14 cabinas do segmento 3 (denúncias) com acesso ao SADE (via internet); servidor de documentos para armazenar todos os arquivos dos usuários da rede msnet. Instalação e configuração do servidor de backup de documentos (nova rotina de backup) Envio de backup para o Programa Bolsa Família: gerado semanalmente um backup específico do banco de dados do Bolsa Alimentação SIPAR: instalação do sistema.

Parceria DOGES e DataSUS

Análise das tecnologias de informação em uso no DOGES, propiciando:

Planejamento de aquisições para modernização dos equipamentos de computação e multimídia integrados à telefonia.

Estimativas para a modernização da rede de computadores, visando a implantação

de soluções comprometidas com software livre. Capacitação de pessoal em ferramentas de Apoio a Decisão: capacidade de

realização de análise em volumosos bancos de dados, realização de tratamento estatístico

e manipulação de informação georeferenciada. Planejamento de projetos de remodelagem de negócios e especificação de

processos voltados a racionalizar o fluxo de trabalho, integrar bancos de dados e modernizar os softwares aplicativos indispensáveis ao gerenciamento operacional. Destacam-se:

- Análise comparativa, por software, dos requisitos funcionais hoje atendidos por soluções informatizadas e da plenitude das necessidades.

- Modelo de relacionamento entre as Ouvidorias do SUS, suportado por solução

informatizada baseada em software livre.

- Regras de tipificação de demandas e de garantia de autonomia das ouvidorias a serem implementadas nas novas soluções informatizadas.

Convênios Secretaria de Saúde do Estado da Bahia e Secretaria de Saúde do Estado de Sergipe

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Implantação do sistema de ouvidoria no estado, visando descentralizar e reforçar o compromisso da gestão pública compartilhada entre governo e sociedade.

9.1.6 INFORMAÇÃO E COMUNICAÇÃO PARA A GESTÃO PARTICIPATIVA

Dá-se por meio de ações diretamente realizadas – como na coordenação do processo editorial da Secretaria e na administração do sítio da SGP no portal do Ministério da Saúde, ou por meio de instituições conveniadas.

Convênios:

Faculdade de Saúde Pública/USP – Objetivo de realizar cursos de sensibilização [para assuntos de saúde e participação social] para programadores de rádios comunitárias e propiciar estágios para técnicos e professores de Núcleos de Saúde Pública ou Coletiva de universidades brasileiras visando a reprodução desses cursos por todo o país.

Realizados dois cursos de informação para radialistas e programadores de rádios comunitárias, num total de 16 seminários e 120 alunos; e treinamento fornecido para 12 pessoas de 8 núcleos acadêmicos , visando a capacitação para realização dos cursos de informação para radialistas programadores de rádios comunitárias em seus respectivos estados.

Prefeitura Municipal de Guarulhos – Implementar a articulação e co-participação da população na gestão de saúde, através de oficinas com a participação de profissionais de saúde da rede municipal, de representantes da comunidade e de programadores e radialistas de rádios comunitárias do município.

Projeto com a Prefeitura Municipal de Guarulhos, associado à Faculdade Federal de Medicina (SP): Realizados seminários para radialistas e programadores de rádios comunitárias, técnicos e trabalhadores dos serviços de saúde em Guarulhos e lideranças comunitários.

Fundação Paiva Neto – Produção, difusão e veiculação pelas redes de televisão (676 emissoras de TV por canal a cabo e 210 em canal aberto) e rádio (15 emissoras), de programas de saúde visando estimular a participação das comunidades no sistema de saúde.

Programas para rádio e TV em produção. A veiculação pelo rádio iniciou em abril. Revisados e atualizados 45 programas educativos da série Viva Legal, produzidos pelo MS entre 1998 e 2000. Veiculados 42 desses programas; Produzidos 24 programas com especialistas (Série Viver é Melhor) sendo que 16 já foram veiculados, 6 foram aprovados e editados para veiculação e dois estão em edição. Nove argumentos pra produção de documentários aprovados, estando em processo de elaboração de roteiro. Adquiridos três filmes comerciais para exibição (Melhor é Impossível, Erin Brocovich, uma mulher de coragem e A Partilha) e produzidas as três mesas redondas associadas aos temas.

Produzidos 10 debates (Grupos Focais) de temas selecionados, restando dois para produção.

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Revisados os 48 programas de rádio produzidos pelo MS, em 1999, para a série Saúde no Ar, que estão sendo veiculados desde 16 de março de 2005, na Rede Mundial de Rádio, da FPN.

Fundação Zerbini – Desenvolvimento de modelos de gestão participativa em municípios brasileiros. Foram selecionados, pelos perfis demográficos, econômicos e sociais três municípios – Alexânia (GO), Niterói (RJ) e Pindamonhangaba (SP) que poderão ter os processos e instrumentos utilizados no desenvolvimento de seus modelos, replicados para outros municípios com estrutura similar; e levantamentos e estudos já realizados, oficina de trabalho para estruturação das propostas de cada município já realizada.

Outras ações

Página da SGP no Portal do MS Estruturar e atualizar os conteúdos da página da SGP no portal do MS. Criação de Audioteca junto à Biblioteca da Faculdade de Saúde Pública da USP, visando, inclusive a popularização de trabalhos científicos e acadêmicos nas áreas operacionais do SUS; Extensão dos cursos de sensibilização para comunicadores das rádios comunitárias – 12 Núcleos de Saúde Pública já receberam treinamento e a UFPE se responsabilizou para realizar esses cursos com cobertura estadual. Planejamento Editorial Em conformidade com as resoluções do Conselho Editorial do MS (CONED), dar prosseguimento aos trabalhos de planejamento editorial da SGP e de implementação do Comitê Editorial da SGP.

9.2 ATIVIDADES DO 2º SEMESTRE 2005:

Considerando a nova formatação proposta para a conformação da Secretaria de Gestão Participativa, propôs-se uma nova estruturação de quatro Departamentos. Dessa forma, as ações definidas anteriormente como áreas técnicas distribuem-se nas duas coordenações que passarão a compor o Departamento de Apoio à Gestão Participativa.

9.2.1 APOIO À GESTÃO PARTICIPATIVA E AO CONTROLE SOCIAL NO SUS

Oficina de Gestão Participativa no Fórum Social de Saúde de São Leopoldo – RS, 01 a 04 de dezembro de 2005;

Oficina de sensibilização e qualificação de lideranças sindicais do estado do

Piauí na formulação e controle de políticas públicas de saúde – Floriano – PI;

Reunião de trabalho sobre Conferências Temáticas com o Conselho Nacional de

Saúde e as coordenações Nacionais e Estaduais das Conferências Temáticas: Saúde do

Trabalhador, Gestão do Trabalho e Educação em Saúde e Saúde Indígena. Brasília DF;

Participação na I Conferência Municipal de Gestão do Trabalho e Educação na Saúde, realizada em Teresina-PI;

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Participação na Conferência Distrital de Gestão da do Trabalho e Educação na Saúde em Brasília-DF;

Oficina de Trabalho: acompanhamento e monitoramento do processo de controle social - Brasília DF;

Participação

e

Conferencista

na

Conferência

Nacional

de

Saúde

do

Trabalhador: TRABALHAR, SIM! ADOECER, NÃO! No DF;

Oficina de Trabalho sobre construção compartilhada de agenda de trabalho

voltados à gestão compartilhada e regionalização no estado de Tocantins;

Contatos com os Conselhos Estaduais de Saúde de todos os estados e do

Distrito Federal para a elaboração do pré-projeto de Sensibilização do Controle Social;

Levantamento de bibliografia nas diversas áreas técnicas do Ministério da Saúde,

para embasamento da proposta de Capacitação de Conselheiros a ser desencadeada pela

SGP;

Reuniões com a Secretaria Especial de Políticas para Mulheres para discussão

de Encontro de políticas de controle social a ser realizado em conjunto com o Ministério da Saúde.

9.2.2 AMPLIAÇÃO DAS PRÁTICAS DE GESTÃO PARTICIPATIVA NAS TRÊS ESFERAS DA GESTÃO DO SUS

Reunião de apresentação da metodologia da Pesquisa Nacional de Avaliação da

Satisfação dos Usuários do SUS, em convênio com a Fundação Universidade de Brasília, que será aplicada em oito regiões metropolitanas: Manaus, Recife, Salvador, Belo

Horizonte, Porto Alegre, São Paulo, Rio de Janeiro e Goiânia;

Avaliação, seleção e premiação dos trabalhos inscritos ao Prêmio Sergio Arouca

de Gestão Participativa – foram selecionados 15 trabalhos, dos quais 05 receberam premiação na categoria Trabalhos Acadêmicos e 05 na categoria Experiências Exitosas;

Organização e participação no Seminário do Prêmio Sergio Arouca de Gestão

Participativa no SUS. Neste Seminário foram apresentados os 15 trabalhos selecionados, foi a realizada a cerimônia de premiação de 10 trabalhos e realizada a cerimônia de inserção do busto de Sérgio Arouca na galeria dos Sanitaristas - Auditório Emílio Ribas – MS – Brasília DF;

Acompanhamento e monitoramento do treinamento dos entrevistadores para

aplicação do questionário da pesquisa nacional de satisfação do usuário do SUS;

Acompanhamento da aplicação do pré-teste da pesquisa nacional de satisfação do usuário do SUS nos estados de RJ e RS;

Reunião com a direção do Hospital do Servidor Público para implantação de Conselhos de Gestão Participativa.

26

9.2.3 APOIO À MOBILIZAÇÃO SOCIAL EM DEFESA DO SUS

Seminário: Sensibilização e Qualificação de Lideranças Rurais do Estado do Piauí na formulação e controle de Políticas Públicas de Saúde – Teresina/PI;

Participação no grupo de planejamento do Seminário de Comunicação, Educação e

Mobilização em Vigilância Sanitária, promovido pela ANVISA em parceria com o MEC e

Ministério da Saúde, realizada em Brasília, dezembro de 2005;

Participação em Fóruns de debate sobre Educação Popular representando a Coordenação Geral de Apoio a Educação Popular e Mobilização Social;

Acompanhamento, monitoramento e sistematização de informações referentes aos projetos estruturantes da ANEPS – Articulação Nacional de Movimentos e Práticas de Educação Popular e Saúde;

Reunião com o Núcleo Nacional Articulador da ANEPS.

9.2.4 PROMOÇÃO DA EQUIDADE NA ATENÇÃO À SAÚDE

Na reformulação da Secretaria de Gestão Estratégica e Participativa, definiu-se que o acompanhamento às Políticas de Promoção da Equidade, realizada especialmente por meio de Comitês Técnicos será realizado no âmbito do Departamento de Apoio à Gestão Participativa. Dessa forma realizou-se reunião de trabalho sobre transferência para esta Secretaria dos Comitês Técnicos para a promoção da eqüidade na Saúde – SEGEP/MS – Brasília DF

Grupo da Terra

- Atualização e publicação da portaria nº 2,460/2005-GM de criação do Grupo da Terra;

- Reunião interna de avaliação do funcionamento e organização do GT Terra;

e

acompanhamento do processo de remanejamento dos recursos financeiros;

- Reuniões para discutir o Projeto de Formação de Multiplicadores em “Gênero, Saúde e Direitos Sexuais e Reprodutivos” da CONTAG – remanejamento de recursos e diagnóstico rápido participativo;

- Redirecionamento

estratégico

do

Projeto

CONTAG/MS

e

assessoria

- Reunião do Grupo Temático de Educação do Campo do Conselho Nacional de Desenvolvimento Rural Sustentável – CONDRAF;

- Redefinição de estratégias e ações a serem desenvolvidas para a população do campo em 2006.

27

Comitê Técnico GLTB:

- Participação na Mesa de Abertura do I Encontro Nacional de Transexuais, em Brasília, 08 de novembro de 2005;

- Participação na Tribuna Políticas Públicas de Saúde e Controle Social, no XII EBGLT, em Brasília, 10 de novembro de 2005;

- Realização do Fórum de Discussões entre técnicos do CT Saúde da

População GLTB e representantes dos movimentos sociais de gays, lésbicas,

bissexuais, travestis e transexuais;

- Participação na organização da Oficina com mulheres lésbicas e bissexuais

para construção de diretrizes para projetos piloto visando promover esclarecimento aos profissionais de saúde sobre prevenção a DSTS entre mulheres que fazem

sexo com mulheres, a ser promovida pelo PN DST/AIDS em parceria com a SGTES, SGEP, SAS (Saúde da Mulher e DAB) nos dias 12 e 13 de dezembro de

2005;

- Reunião do Dia da Visibilidade Lésbica, organizada pela Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, em 29 de agosto de 2005;

- Jornada Nacional sobre Transexualidade e Saúde: A Assistência Pública no

Brasil, realizada nos dias 9 e 10 de setembro, no Rio de Janeiro, promovida pelo IMS/UERJ e pela Coordenação de Saúde Mental do MS, tendo sido elaborado Relatório já disponibilizado aos membros do CT GLTB;

-

Organização e realização da I e II Reunião Interna do CT GLTB, em Brasília

DF.

Colaboração e Acompanhamento das ações desenvolvidas pelo Comitê Técnico para a Promoção da Equidade da População GLTB;

-

- Seminário Nacional de Agrotóxicos, Saúde e Ambiente em Recife – PE;

- Participação na apresentação da Pesquisa sobre o perfil de homossexuais

masculinos no Distrito Federal realizada pelo NESP/CEAM da Universidade de Brasília.

Comitê Técnico de Saúde da População Negra

- Trabalho junto ao grupo da Secretaria Executiva realizando atividades de

acompanhamento de projetos, bem como auxílio no desenvolvimento de atividades de seminários, oficinas sobre a temática; visita técnica a estados e municípios para criar agendas e compromisso na efetivação das propostas de ação do Comitê (criação de comitês estaduais e municipais e a consolidação da saúde da população negra);

- Apresentação da campanha contra o racismo institucional para o Conselho Nacional de Saúde;

- Reunião com membros da SEPPIR para apresentar a campanha contra o racismo institucional;

- Participação no I Seminário Promoção da Eqüidade em Saúde da População Negra – Salvador/Ba;

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- Articulação com as demais instâncias do MS que compõem o Comitê na

efetivação da saúde da população negra e ao combate ao racismo institucional;

- Articulação para a realização do Seminário Municipal de Saúde da População Negra de Salvador;

- Articulação para realização do Seminário Estadual de Saúde da População Negra do Rio Grande do Sul;

- Organização e monitoramento da 3ª reunião ordinária do Comitê Técnico de Saúde da População Negra, realizada em 15 e 16/setembro;

- Elaboração do relatório da 3ª Reunião Ordinária do Comitê Técnico de Saúde da População Negra;

- Reavaliação e reformulação do Estatuto da Igualdade Racial, por meio de incremento dos princípios e diretrizes do SUS;

- Atualização da publicação: Saúde da População Negra e o SUS;

- Reuniões de articulação e elaboração da campanha de endomarketing sobre Campanha sobre o Racismo Institucional;

Programa Brasil Quilombola:

-

Avaliação

Quilombola;

e

acompanhamento

de

projetos

inseridos

no

programa

Brasil

- Visitas técnicas a gestores de municípios inseridos na Portaria 1.343 de 14/07/2004, em parceria com as demais secretarias do MS, visando efetivação da atenção integral à saúde da população quilombola;

- Reunião do Projeto Zanauandê que consiste no diagnóstico da situação da criança e adolescente quilombola, incluindo avaliação nutricional e diagnóstico de anemias (ferropriva e falciforme);

- Reunião na SEPPIR – Secretaria Especial de Políticas de Promoção de Igualdade Racial - sobre as ações do Vale do Gurutuba/MG;

- Construção do relatório das ações desenvolvidas pelo Ministério da Saúde no Vale Gurutuba/MG;

- Reunião para discussão do diagnóstico de avaliação nutricional em comunidades Quilombolas, SGP/MS – Brasília DF;

- Participação na III Semana da Consciência Negra – Seminário Estadual POA/RS – Saúde da População Negra – Uma questão de Eqüidade no SUS.

Comunidade Cigana:

- Reuniões do Grupo de Trabalho Interministerial sobre Ciganos no Brasil, coordenado pela SEPPIR, em número de 5, sobre as demandas das comunidades ciganas no Brasil;

- Organização de um acervo básico de publicações sobre cultura cigana para ampliação e socialização de informações sobre a etnia no Comitê Cigano do Departamento de Apoio à Gestão Estratégica e Participativa;

- Visita a comunidades ciganas no município Trindade/GO, em 21 de Outubro;

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Atividades De Fomento E Assessoria Técnica (Convênios)

Assessoria e monitoramento aos convênios/2004 (Polis/SP; CONTAG-DF; ABRASCO, CEDAPS, CEBES/RJ);

Participação na elaboração de critérios para análise de pré-projetos/2005;

Elaboração de parecer técnico dos pré-projetos e projetos/2005;

Assessoria aos Conselhos Estaduais de Saúde para o desenvolvimento de projetos de sensibilização para participação e Controle Social no SUS – foram apresentados 13 projetos ( AC; BA; MA; MG;MS;PA;PE;PR;RO; RR;RS;SC; TO );

Assessoria e acompanhamento de Projeto de Gestão Participativa desenvolvido pela Fundação Zerbini – reuniões para reordenamento das ações do projeto com vistas ao alcance dos objetivos do Departamento.

Formação, Qualificação e Atualização Técnica.

Curso sobre Legislação Aplicada à Gestão de Pessoas - (Escola Nacional de Administração Pública – ENAP);

Curso da Ética Pública - ( Escola Nacional de Administração Pública – ENAP);

Curso: (Re) descobrindo o SUS que temos para construirmos o SUS que queremos – MS;

Curso à distância sobre sensibilização de software livre;

Curso de Comunicação para Mobilização Social, realizado nos dias 13 e 14 de outubro de 2005, na ANVISA;

Representação Institucional

Grupo de Trabalho para integração das ações assistenciais de saúde na área de influência da ITAIPU Binacional, região da fronteira – GT ITAIPU/SAÚDE; Comitê da capacitação de conselheiros de saúde. Coordenação do Grupo da Terra:

Atualização da Portaria. Reunião interna referente à avaliação do GT Terra. Grupo de Trabalho para acompanhamento e participação na Campanha Nacional de Sensibilização e Mobilização (Ministério das Cidades); Participação na Comissão Nacional da Conferência Infanto-juvenil pelo Meio Ambiente – MEC; Participação no grupo gestor que discute o Programa Saúde e Prevenção nas Escolas –Política Nacional DST/AIDS e Saúde do Adolescente; Participação no grupo que discute ações de implantação da Política Nacional da Saúde de Adolescentes e Jovens; Participação em reuniões para discutir a reestruturação do Projeto Saúde e Prevenção na Escola, implementado pelo PN-DST-Aids, em parceria com o MEC e UNESCO; Participação no Encontro Estadual da ANEPS do Rio Grande do Sul.

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Principais Eventos

Seminário do Prêmio Sergio Arouca de Gestão Participativa no SUS – 18 e 19 de outubro de 2005 Participação no I Seminário Promoção da Equidade em Saúde da População Negra – Salvador/Ba - 24 e 25 de novembro de 2005 Seminário Estadual Porto Alegre/RS – Saúde da População Negra – Uma questão de Eqüidade no SUS – 28, 29 e 30 de novembro de 2005

9.2.5 Ouvidoria Geral do SUS

Sistema Nacional de Ouvidoria do SUS em implantação, tendo como norteadores os princípios e diretrizes do SUS.

A nova direção do DOGES

Em agosto de 2005, uma nova direção assumiu o Departamento de Ouvidoria Geral

do SUS. A partir de diálogos com o colegiado do DOGES e em consonância com as diretrizes da Secretaria de Gestão Participativa foram propostas e efetivadas várias ações e definições respaldadas no decreto 4726/2003 de criação desse departamento e voltadas para a implantação da Política Nacional de Ouvidorias. Primeiramente foram definidos os eixos prioritários para a retomada de ações do DOGES e em seguida foram identificadas as estratégias para a implantação da Política Nacional de Ouvidorias. As informações a seguir, são apresentadas na mesma ordem em que foram organizadas.

O Departamento de Ouvidoria-Geral do SUS, em conformidade com suas

atribuições, conta com diversas ações, as principais delas são detalhadas a seguir. É importante destacar que várias dessas ações estão relacionadas às novas tecnologias implantadas em 2004. Essas tecnologias propiciaram a criação dos sistemas de controle, identificação e tipificação de documentos; sistema de atendimento eletrônico (URA); geração de informações de telefonia disponíveis por acesso remoto (Internet) em tempo real; enquetes por meio eletrônico, pesquisas de opinião pública, entre outros. As novas tecnologias possibilitaram, também, um aumento extraordinário da capacidade de absorção das demandas dos usuários do SUS, ampliando pelo menos três vezes o número de ligações recebidas, e que atingiu, somente em junho de 2005, o número recorde de mais um milhão de ligações. Além disso, as novas tecnologias permitem a identificação de situações por incidência de ligações, por região geográfica, até o nível municipal. É importante salientar que, mesmo com o atendimento eletrônico, o atendimento humano continuou a funcionar com qualidade, fornecendo informações e acatando denúncias, sugestões e elogios dos usuários do SUS. Cabe destacar, ainda, a possibilidade do envio de telemensagens que podem ser utilizadas de diversas maneiras como, por exemplo, divulgar a visita do Sr. Ministro a um município para o lançamento de um programa.

O sistema de envio de cartas aos usuários do SUS - CartaSUS

Ao Departamento de Ouvidoria Geral do SUS cabe a operacionalização do sistema

de envio de cartas aos usuários do SUS, conhecido como CartaSUS. As cartas enviadas

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aos usuários, além de identificarem se o procedimento foi ou não realizado ou se houve cobrança indevida, incluem um questionário de satisfação do usuário com o serviço prestado, considerado a única fonte de dados históricos de satisfação dos usuários do Ministério da Saúde. Diante da identificação do baixo retorno de cartas do sistema CartaSUS, devido ao endereçamento inconsistente entre outros problemas, o DOGES, por intermédio da área de estudos e pesquisas, identificou que os procedimentos metodológicos de envio do CartaSUS poderiam ser otimizados. Nesse sentido, foi elaborada a Nova proposta de envio do CartaSUS, que sugere o envio amostral de cartas, ao invés do envio censitário que gera custos muito altos com baixa efetividade nos resultados. A nova proposta também traz a possibilidade de resposta da pesquisa de satisfação por meio eletrônico (via telefone), digitando opções gratuitamente, inclusive nos telefones públicos, com o funcionamento 24 horas. A tabela abaixo mostra o número de cartas enviadas e recebidas, dados que motivaram a elaboração da referida proposta.

Tabela - Distribuição das Cartas ao Usuário do Sistema Único de Saúde por Lotes Brasil, 1998 a 2003.

Lotes

Emitidas

Devolvidas

Respondidas

Quantidade

Percentual

Quantidade

Percentual

01 - PARTO

228.058

79.981

35,1

2.433

1,1

02 - UTI

41.524

11.434

27,5

857

2,1

03 - MAIORES VALORES JUL/1999

99.998

29.129

29,1

2.035

2,0

04 - HOSPISTAIS SELECIONADOS

233.008

65.550

28,1

4.236

1,8

05 - COMPETENCIA JAN/2000

960.833

311.795

32,5

114.918

12,0

06 - APAC-MAI/2000

37.160

6.889

18,5

539

1,5

07 - COMPETENCIA JUL/2000

876.674

268.676

30,6

5.863

0,7

08 - HOSPITAIS PRIVADOS DEZ/2000

36.179

10.956

30,3

174

0,5

09 - COMPETENCIA ABR/2001

581.495

162.017

27,9

44.260

7,6

10 - 1§ SACSUS - NOV/2001

809.795

290.386

35,9

67.521

8,3

11 - COMPETENCIA DEZ/2001

881.863

322.615

36,6

11.430

1,3

12 - CAMPANHAS CATARATA

214.538

68.509

31,9

6.692

3,1

13 - COMPETENCIA ABR/2002

943.914

323.377

34,3

15.129

1,6

14 - COMPETENCIA MAI/2002

933.405

367.601

39,4

70.193

7,5

15 - APAC TRS ABR/2002

53.722

10.275

19,1

1.280

2,4

16 - COMPETENCIA JUN/2002

925.683

251.918

27,2

13.686

1,5

17 - MEDICAMENTOS EXCEP. ABR/2002

122.706

29.390

24,0

6.104

5,0

18 - COMPETENCIA AGO/2002

921.128

67.851

7,4

21.337

2,3

19 - MUTIROES (2003)

463.395

108.812

23,5

14.402

3,1

Total / Percentual Global *

9.365.078

2.787.161

29,8

403.089

4,3

Fonte: Ministério da Saúde / Departamento de Ouvidoria Geral do SUS

Oficina

Ouvidoria

Nacional

de

Ouvidorias

do

SUS:

Construindo

a

Política

Nacional

de

Nos dias 15,16 e 17 de junho de 2005 foi realizada, em Brasília, a I Oficina de Ouvidorias do SUS, que contou com a presença de gestores de saúde estaduais e municipais, ouvidores em saúde, conselheiros de saúde e representantes estaduais das Vigilâncias em Saúde. A realização deste evento foi o primeiro passo para o grande desafio de se construir, de forma pactuada e com ampla participação da sociedade, as diretrizes da Política Nacional de Saúde.

32

A política de Ouvidorias do SUS delineará os caminhos de acesso e comunicação

entre o governo e os cidadãos, as formas de processamento das demandas da sociedade e os mecanismos que favorecerão a defesa do direito à saúde, o fortalecimento do controle social e a agilidade de resposta da gestão para enfrentar a missão de se fazer cumprir os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde, a luz das necessidades apontadas pela população. Assim, nos próximos meses, espera-se realizar cinco Oficinas Regionais e o Seminário Nacional para consolidação do Sistema Nacional de Ouvidorias do SUS.

Estudos e pesquisas do DOGES

Desde a criação da Área de Estudos e Pesquisas, em agosto de 2003, o DOGES realizou mais de quarenta estudos e pesquisas solicitadas por diversas áreas do MS. Alguns desses trabalhos eram diagnósticos, como no caso do Diagnóstico das Unidades Dispensadoras de Medicamento Anti-retrovirais, outras eram pesquisas mais complexas como a Pesquisa sobre a Atenção Integral às Mulheres ou o Levantamento das Comunidades Terapêuticas no Brasil. Foram realizadas também enquetes no atendimento eletrônico dos serviços de Discagem Direta Gratuita (DDGs), onde destaca-se a Enquete sobre o fracionamento de medicamentos que, a partir de metodologia desenvolvida pelo IBOPE, atingiu uma parcela representativa da população brasileira. Essas pesquisas

tinham o objetivo de subsidiar políticas do Ministério da Saúde e seus resultados foram amplamente divulgados.

O sistema OUVIDORSUS

O OuvidorSUS é um sistema nacional integrado e pactuado de ouvidoria em saúde

com a finalidade de atender as necessidades dos usuários do SUS e conhecer as deficiências existentes no SUS a fim de propiciar a tomada de decisões. Apresenta

característica técnica de interoperabilidade com diversos sítios geográficos de forma parametrizada e criptografada.

O sistema tem como características operacionais: captar e registrar reclamações,

denúncias, sugestões, elogios e outras demandas por telefone, página na Internet, correio eletrônico, carta e atendimento pessoal; analisar, tipificar, tratar e encaminhar as demandas

às instâncias do SUS ou instituição responsável pela questão, utilizando diversos meios de comunicação, inclusive a Internet; elaborar as respostas que serão enviadas ao demandante por diversos meios (telefone, carta, e-mail); gerenciar múltiplas formas de respostas, desde as automáticas como e-mail e URA -Unidade de Resposta Audível, até a correspondência oficial, esclarecer as necessidades de informação da população apoiando- se em conteúdos elaborados de forma participativa por áreas técnicas do Ministério da Saúde; avaliar o desempenho da produção e o fluxo de trabalho na solução das demandas; complementar ou subsidiar a funcionalidade de outros sistemas de informações do SUS. Como características operacionais, a funcionalidade mais relevante do OuvidorSUS

é formação de uma Rede de Ouvidorias capaz de levar em consideração as seguintes características: regras de tipificação pactuadas visando estabelecer uma "linguagem universal", respeitando as necessidades locais; regras pactuadas de encaminhamento visando agilizar o atendimento, regionalizado ou especializado; regras de integração pactuadas visando compartilhar o histórico dos atendimentos, as respostas e os conteúdos elaborados de forma institucional. O sistema possibilita a elaboração sob medida, pelo usuário final, de: relatórios gerenciais; informações para apoio à decisão; análise georeferenciada por município; tratamento estatístico. Atualmente, o sistema está em desenvolvimento pela equipe do DataSUS na versão 1.2. Esta versão será testada no Departamento de Ouvidoria Geral do SUS como piloto

33

pela equipe de operadores, monitores e técnicos das Áreas de Teleatendimento e de Análise e Tratamento de Demandas e em paralelo será feito o Teste de Software do LACQUA – Laboratório de Controle de Qualidade de Soluções Informatizadas do SUS. O sistema opera com diversos sítios eletrônicos geograficamente distribuídos e permite o acesso aos principais cadastros do SUS, respeitando os padrões “e-gov”. Trata- se de uma aplicação de gestão de atendimento e de conteúdo, focada em banco de dados e navegadores no padrão WWW (browsers). É aderente às normas ISO 9126 para Requisitos de Qualidade e baseia-se nos conceitos de orientação a objetos e de componentização.

Convênios do DOGES

>Convênio com a Pastoral da Criança Fortalecer a disseminação de informação sobre o funcionamento do SUS e os direitos à saúde através da rede de rádios da Pastoral da Criança. Divulgação do serviço da Ouvidoria Geral do SUS. Convênio com 2421 rádios em nível local Capacitação de 80 radialistas multiplicadores com relação ao Programa “VIVA a VIDA” Local – Saúde, Direito e Cidadania. Produção de CD - Pré Natal (utilizado nas capacitações) e parto (aguardando reprodução) Produção de Cartilhas – com os mesmos temas citados acima.

Outras Ações Importantes

Além das ações do DOGES já descritas, destacam-se outras ações importantes, quais sejam:

Envio de telegramas aos usuários cadastrados para as cirurgias eletivas do município do Rio de Janeiro; Atender às requisições recebidas de Ministérios Públicos, Delegacias de Polícias e dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Encaminhamento das denúncias de ilícito penal diretamente ao Gabinete do Ministro e também ao Ministério Público e Polícias. Transferência de competência na apuração das denúncias do Sistema CartasSUS após o prazo de 90 dias ao DENASUS e atualização do Sistema após este prazo.

Coordenar e operacionalizar o Portal de Denúncias e Reclamações (instituído pela Portaria Ministerial n° 1.193/2004): Acesso, triagem, análise e classificação das denúncias do Portal.

Responder à Advocacia-Geral da União no prazo máximo de 5 dias.

Área de Teleatendimento

A Área de Teleatendimento do Departamento Ouvidoria Geral do SUS mantém em funcionamento seis serviços de Discagem Direta Gratuita para a população, sendo os três últimos incorporados nesta gestão:

Disque Saúde: tem o objetivo de disseminar informações sobre doenças, orientações de saúde, ações e políticas de saúde, encaminhar o cidadão para serviços de saúde onde ele possa receber orientação médica, bem como registrar denúncias, reclamações e sugestões ao Ministério da Saúde.

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Disque Pare de Fumar: em parceria com o Instituto Nacional do Câncer, tem o objetivo de prestar orientações sobre câncer, drogas, tabagismo (como parar de fumar, promover a prevenção de doenças causadas pelo cigarro e conscientizar sobre os riscos do tabagismo), além de encaminhar o cidadão para serviços de saúde onde ele possa receber orientação médica. SAC-SUS: tem o objetivo de registrar reclamações, sugestões e opiniões do usuário do SUS sobre a qualidade dos hospitais e do atendimento prestado. Disque da Saúde Mulher: em parceria com a Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres, tem o objetivo de realizar prevenção da mortalidade feminina por causas evitáveis; orientar em caso de preconceito sofrido pela mulher; assistência à gravidez em condições inseguras como no caso de adolescentes, mulheres que não realizam o pré – natal ou que sofreram violência sexual, entre outros; Disque Medicamentos: em parceria com na Agência Nacional de Vigilância Sanitária, tem o objetivo de orientar sobre o preço de medicamentos, registro e denúncia da população sobre a regulamentação de preços de medicamentos e acesso aos medicamentos da assistência farmacêutica do SUS;

Disque Denúncia de Abuso e Exploração Sexuais contra Crianças e Adolescentes:

em parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos, registra denúncias de abuso e exploração sexual contra crianças e adolescente.

O objetivo da apresentação dos dados a seguir é comparar a capacidade de

atendimento telefônico do Departamento de Ouvidoria Geral do SUS antes e depois da

implantação do atendimento eletrônico (Unidade de Resposta Audível - URA). Há várias dificuldades metodológicas para realizar tal comparação. É preciso pontuar algumas delas:

1) a referência temporal das informações não possui a mesma dimensão, o primeiro período tem três meses e meio e o segundo apenas um mês; 2) no primeiro período apresentado, já havia atendimento telefônico pela URA, mas esse só funcionava para dois dos serviços oferecidos pelo DOGES.

As tabelas apresentadas a seguir mostram o número de ligações por serviços entre

eletrônico. É interessante

novembro de 2004 e junho de 2005, já com o atendimento

observar que, em apenas um mês (novembro de 2004), quando houve a implantação da URA em nível nacional, o número de ligações recebidas foi de 716.035. Os dados evidenciam o considerável aumento da capacidade de atendimento aos usuários do SUS. Em maio de 2004, os serviços de telefonia do Departamento de Ouvidoria Geral do SUS começaram a contar com a URA, inicialmente ligada a alguns estados. Essa tecnologia, implantada em nível nacional em 22 de outubro daquele ano, possibilitou a ampliação significativa do atendimento à população brasileira por intermédio de informações de mensagens gravadas. Desse modo, a partir de novembro de 2004, foi possível gerar dados de telefonia para todo o país. Os resultados da telefonia após a implantação do atendimento eletrônico têm como referência o Sistema WEB de Telefonia desenvolvido pela empresa Marketing Quality Information (MQI), parceira da operadora Embratel. É importante ressaltar que, para a análise das informações aqui apresentadas, deve- se levar em consideração a possível influência das campanhas do Ministério da Saúde, da mídia televisiva, das propagandas comerciais, de sazonalidade, entre outras variáveis.

O sistema de controle de documentos – Doccontrol O Decreto Presidencial n° 4.726, de 09 junho de 2003, no seu art. 28, regulamenta o Departamento de Ouvidoria Geral do SUS - DOGES e define as suas atribuições, dentre as quais estão: receber as solicitações, reclamações, denúncias, elogios, informações e

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sugestões encaminhadas pelos usuários do SUS e levá-las ao conhecimento dos órgãos competentes de acordo com os Princípios e Diretrizes do Sistema Único da Saúde. O DOGES recebe correspondência (Gabinete do Presidente da República e Gabinete do Ministro), ligações convertidas em registros gerados a partir do Sisdisque (DDGs), e-mails dos portais (Fale com o MS, Fale Conosco – PN - DST/Aids, Ouvidoria) e atendimento pessoal (exceção). Compete a este analisar, encaminhar, acompanhar e responder as manifestações recebidas no DOGES, oriundas dos cidadãos (usuários do SUS).

O Sistema de Controle de Documento - DOCCONTROL foi desenvolvido pelas

Áreas que compõe o DOGES e implementado em 15/03/2004, com intuito de facilitar o

controle interno de documento, definir e padronizar internamente a tipificação das demandas, a fim de elaborar relatórios gerenciais e subsidiar a tomada de decisão.

O DOCCONTROL permite identificar o meio de acesso do cidadão ao DOGES

(carta, e-mail, fax, telefone), o técnico responsável, as datas e os prazos pré-estabelecidos, a classificação, o assunto e subassunto das demandas, bem como as instâncias as quais as demandas foram encaminhadas para análise e providências, de acordo com as responsabilidades legais. Vale ressaltar que todo cidadão recebe resposta do DOGES de acordo com o encaminhamento realizado. As demandas recebidas pelo Departamento de Ouvidoria Geral do SUS são classificadas em denúncia, elogio, informação, reclamação, solicitação e sugestão ou ainda tipificadas de acordo com o assunto em: Assistência Ambulatorial, Assistência Hospitalar, Financeiro, Gestão, Vigilância em Saúde-Epidemiologia, Vigilância em Saúde-Sanitária e Outros assuntos.

9.2.6 Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS

Em julho de 2005, no processo de sua reestruturação, a Secretaria de Gestão Participativa passou a desenvolver ações de Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS, visando preparar as bases para a criação de um Departamento que viesse a coordenar, promover e apoiar as ações de monitoramento e avaliação da gestão, das ações e dos serviços nas diversas esferas do SUS. É evidente que para o monitoramento e avaliação de processos e resultados é fundamental o estabelecimento de indicadores de estrutura, incluindo os referentes a recursos alocados, condução financeira e seu impacto nas metas e indicadores de saúde, bem como de processo e de resultado.

Objetivos da área:

a) implantar e coordenar as ações de Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS;

b) compreender, monitorar e avaliar as inter-relações e os fatores que influenciam a eficiência, a efetividade e a eqüidade no desempenho do SUS;

c) monitorar as desigualdades no acesso e na qualidade dos serviços recebidos pelos

diferentes grupos sociais no Brasil e

d) desenvolver instrumentos e iniciativas que qualifiquem o processo de avaliação da gestão estratégica e participativa no âmbito do SUS, bem como mecanismos de acesso e difusão da informação e de formação permanente, voltados aos gestores, trabalhadores e usuários, em especial os membros dos Conselhos de Saúde.

e) colaborar para melhorar o processo de formulação das políticas de saúde;

f) viabilizar e coordenar a realização de estudos e pesquisas visando à produção do conhecimento no campo do monitoramento e avaliação da gestão do SUS;

g) Integrar as atividades e ações de cooperação técnica a Estados e municípios, visando aprimorar a gestão dos serviços e recursos do SUS.

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h) articular e integrar as ações de monitoramento e avaliação executadas pelos órgãos

e unidades do Ministério da Saúde;

i) apoiar os processos de acompanhamento dos pactos firmados entre as três esferas de gestão do SUS.

Atividades Desenvolvidas:

A primeira tarefa da área foi delimitar seu campo de atuação, fazendo parte da Meta

Presidencial, mas se confundir com a mesma, tendo em vista que a maioria dos produtos esperados estava sob responsabilidade de outras áreas do Ministério. Assim, foram realizadas algumas reuniões com as pessoas que participaram do processo desde seu início. Enquanto esta discussão era feita, foram desenvolvidas as seguintes atividades:

Realização de Oficinas de Capacitação “Refletindo sobre Monitoramento e Avaliação

da Gestão do SUS”, em conjunto com Fundo Nacional de Saúde, em Brasília, Salvador,

Goiânia e Curitiba, totalizando cerca de 250 Participantes, além de uma Oficina Pedagógica e uma Oficina de Avaliação;

Formação da Equipe do Departamento;

Adequação da área física da SEGEP para abrigar o novo Departamento;

Divulgação da proposta de Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS junto ao Conselho Nacional de Saúde e à Comissão Intergestores Tripartite;

Divulgação das propostas de Quadro de Indicadores e dos Roteiros de Avaliação “in loco” junto à Comissão Intergestores Tripartite e sua Câmara Técnica de Gestão;

Colaboração na realização da 3ª Conferência Nacional de Saúde dos Trabalhadores, especialmente na Comissão de Relatoria;

Colaboração no processo de elaboração da Política de Gestão Estratégica e

Participativa;

Participação na Oficina de Trabalho “Mecanismos e Iniciativas de Acompanhamento e Avaliação das Políticas, Ações e Situação de Saúde no Ministério da Saúde”, organizada pelo Departamento de Atenção Especializada - DAE, da Secretaria de Atenção à Saúde, em 30/11/05;

Participação no Encontro de Auditoria, organizado pelo DENASUS, em 21 a

23/11/05;

Participação na Oficina “Planejamento como Base para o Fortalecimento da Gestão Participativa”, em 09 e 10/12/05;

Criação de um Fórum sobre Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS, junto ao

DATASUS - http://forum.datasus.gov.br/viewforum.php?f=76

Oficina sobre Monitoramento e Avaliação, realizada no dia 12/12/05, no Auditório

Emilio Ribas, com a presença de 50 técnicos de diversas áreas do Ministério, onde foram apresentados assuntos sobre avaliação de desempenho dos sistemas de saúde, apresentação do Departamento de Monitoramento e Avaliação da Gestão do SUS e realizada uma exposição sobre a experiência do PROADESS, sob a coordenação do Departamento de Informações em Saúde, do Centro de Informação Científica e Tecnológica (CICT/FIOCRUZ);

Participação na 4ª Oficina do Apoio Integrado à Gestão Descentralizada do SUS,

realizada nos dias 07 e 08 de dezembro de 2005, organizada pelo Departamento de

Apoio à Descentralização – DAD/SE;

Participação no Seminário de Produtos para a Saúde: Mercado e Regulação, nos

dias 08 e 09 de dezembro de 2005;

Realização de Palestras e participação em eventos representando o Ministério da Saúde e a Secretaria de Gestão Participativa;

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Participação em Comitês e Comissões.

9.3 COORDENAÇÃO GERAL DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO

Elaboração de instrumentos de programação das ações da SGP (detalhamento da

agenda de trabalho). Apoio às áreas técnicas para detalhamento da programação anual

Elaboração de metodologia de monitoramento das ações: relatório gerencial da SGP. Apoio às áreas técnicas para elaboração do relatório gerencial.

Acompanhamento do desempenho orçamentário 2005/2006.

Elaboração do PPA 2006/2009 da SGP. Participação em reuniões na SPO/SE e no Ministério do Planejamento para elaboração do PPA 2006.

Elaboração da proposta orçamentária 2006 da SGP.

Formulação de Convênios: reuniões no Fundo Nacional de Saúde; apoio à

elaboração de pré-projetos e inserção no Sistema GESCON; viagens de assessoria às

instituições conveniadas para elaboração de plano de trabalho, reuniões com as instituições conveniadas para orientação na elaboração dos planos de trabalho; acompanhamento do processo de tramitação e aprovação dos convênios.

Processo de contratação de consultores nas diversas modalidades: elaboração de

termos de referência; acompanhamento do processo de contratação; acompanhamento

dos contratos vigentes e dos produtos contratuais.

Processo de contratação de serviços (gráfica, local de eventos, etc.) para apoio às ações desenvolvidas pelas áreas técnicas.

Participação nas reuniões do Fórum de Planejamento do MS, como área de

planejamento que compõem o referido Fórum.

Elaboração de projeto específico da SGP para compor o Projeto de Investimentos

QUALISUS. Participação em reuniões para elaboração do Projeto de Investimentos QUALISUS (Banco Mundial e Banco Interamericano de Desenvolvimento)

Participação nas reuniões do Projeto Amazônia Legal. Participação em Oficina de Trabalho com os Estados da Amazônia Legal.

Participação em Programas/projetos do Ministério da Saúde

Fórum de Planejamento do MS: SPO/SE

Fórum de Investimentos do MS: DIPE/SE

Projeto Amazônia Legal: DAD/SE

Projeto Promoção da Saúde: SE

GT Avaliação do SUS: DAD/SE

Plano Nacional de Saúde: SPO/SE

GT do Plano de Desenvolvimento Sustentável para a Região de Influência da Rodovia BR-163: DAD/SE

GT da Câmara Técnica do SIOPS: SCTIS

GT para regulamentação da EC 29/00: SCTIS

PNUD – BRA/98-006

Desenho de proposta para a readequação organizacional da SGP.

Análise dos fatores e condições necessárias para a adequação da SGP.

Relatório sobre o processo de ampliação das discussões para institucionalização do documento de diretrizes de gestão participativa PARTICIPASUS sobre proposição

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de alternativas de apresentação e divulgação de ações no campo de gestão participativa, objetivando sua difusão e maior visibilidade.

Relatório sobre o processo de programação de evento para debates na temática saúde e sociedade e das discussões relativas a temas inseridos nessa temática e na agenda de políticas de gestão participativa, como intersetorialidade, empoderamento, participação e comunicação em saúde, sistematizando aspectos do acompanhamento do projeto editorial da Associação Paulista de Saúde Pública e USP, para a publicação de exemplares da revista Saúde e Sociedade.

OPAS – 44º TERMO DE COOPERAÇÃO OPAS/SEGEP

Termo de Cooperação já aprovado aguardando empenho e publicação, para desenvolver os objetivos aprovados em 2006.

Valor aprovado no montante de R$ 10.000.000,00 2006/2010, sendo que para 2006 o montante de R$ 6.400.000,00.

OFICINA Em 09/12/2005 foi realizada a 11ªª OOffiicciinnaa ddee PPllaanneejjaammeennttoo:: BBaassee ppaarraa oo ffoorrttaalleecciimmeennttoo ddaa SSEEGGEEPP nnoo SSUUSS

Foram apresentados os resultados Alcançados em 2005 e medidas adotadas para sanear disfunções detectadas; definiu-se agenda de trabalho 2006; definiu-se Programa/Ações/ SEGEP - PPA 2004/2007; PLANEJASUS – Proposta da SPO/MS; Sistema de Planejamento e Monitoramento (SISPLAM), e Relatório Gerencial.

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10- Recursos Orçamentários e Financeiros

MINISTÉRIO DA SAÚDE SECRETARIA DE GESTÃO ESTRATÉGICA E PARTICIPATIVA COORDENAÇÃO GERAL DE PLANEJAMENTO E ORÇAMENTO

 

2005

COMPROMETIDO/

ACÕES

REALIZADO

FUNCIONAMENTO DO CONSELHO NACIONAL DE SAÚDE

3.984.700,00

2.160.753,60

PUBLICIDADE DE UTILIDADE PÚBLICA

1.680.000,00

1.680.000,00

GESTÃO E ADMINISTRAÇÃO DO PROGRAMA

5.724.782,00

5.123.198,16

OUVIDORIA NACIONAL DE SAÚDE

8.719.760,00

5.439.940,00

MOBILIZAÇÃO DA SOCIEDADE PARA A GESTÃO PARTICIPATIVA NO SUS

1.993.500,00

1.784.560,00

CONTROLE SOCIAL NO SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE

1.872.800,00

1.686.288,52

PROMOÇÃO DE CONFERÊNCIAS E EVENTOS NA ÁREA DE SAÚDE

1.200.000,00

1.154.724,80

PROMOÇÃO AOS PRINCÍPIOS DA EDUCAÇÃO POPULAR EM SAÚDE

6.992.000,00

5.933.904,89

APOIO A FORMAÇÃO PERMANENTE DE AGENTE PARA O CONTROLE SOCIAL

7.000.000,00

6.867.542,86

ATENÇÃO À SAÚDE DA POPULAÇÃO NEGRA (inclui ação 1336.8215 - Quilombolas)

293.200,00

108.000,00

TOTAL SGP

39.460.742,00

31.938.912,83

Obs: Não foram empenhados o montante de R$ 6.400.000,00 (seis milhões e quatrocentos mil reais) referente ao Termo de Cooperação Técnica com a OPAS, em virtude da recomentação do Ministério do Planejamento Orçamento e Gestão para limite de empenhos durante o exercício de 2005, conforme informado pelo FNS.

Brasília, 31 de janeiro de 2006

Antonio Alves de Souza Secretário de Gestão Participativa

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