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Ficha de trabalho 5

Educao Literria

Nome ____________________________________________ Ano ___________ Turma __________ N.o _________

Unidade 1 Fernando Pessoa Alberto Caeiro

L o seguinte poema de Alberto Caeiro e responde s questes.

O guardador de rebanhos

XXXIX
O mistrio das cousas, onde est ele?
Onde est ele que no aparece
Pelo menos a mostrar-nos que mistrio?
Que sabe o rio disso e que sabe a rvore?
5 E eu, que no sou mais do que eles, que sei disso?
Sempre que olho para as cousas e penso no que os homens pensam delas,
Rio como um regato que soa fresco numa pedra.

Porque o nico sentido oculto das cousas


elas no terem sentido oculto nenhum.
10 mais estranho do que todas as estranhezas
E do que os sonhos de todos os poetas
E os pensamentos de todos os filsofos,
Que as cousas sejam realmente o que parecem ser
E no haja nada que compreender.

15 Sim, eis o que os meus sentidos aprenderam sozinhos:


As cousas no tm significao, tm existncia.
As cousas so o nico sentido oculto das cousas.
Alberto Caeiro, Poesia de Alberto Caeiro (ed. Fernando Cabral Martins e Richard Zenith),
3. ed., Lisboa, Assrio & Alvim, 2014, p. 75.

1. Identifica a temtica do poema, justificando com elementos textuais.

2. Na primeira estrofe, Caeiro interroga-se sobre o mistrio das coisas.


2.1. Esclarece o que o leva a essa interrogao.
2.2. Explica de que forma a identificao com a Natureza funciona como argumento nessa
interrogao.
2.3. Explicita como se v o sujeito potico em relao ao outro.

3. Na segunda estrofe, o sujeito potico apresenta a sua argumentao.


3.1. Justifica o uso do articulador causal a iniciar a estrofe.
3.2. Explica o paradoxo presente nos dois primeiros versos.

4. Refere marcas caractersticas da poesia de Caeiro, presentes nesta composio potica.

Editvel e fotocopivel Texto | Mensagens 12.o ano 1