Você está na página 1de 27

1

ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

Mecânica Geral

Cinemática

Cinemática é uma das partes da Mecânica que estuda o movimento em si, classifica-o e
descreve-o matematicamente, sem levar em conta as causas e seus efeitos.

Dizemos que um corpo esta em movimento quando em tempos sucessivos varia de


posição. Se ocupar constantemente a mesma posição, dizemos que ele esta em
equilíbrio ou em repouso.

Para sabermos se um corpo muda ou não de lugar, é necessário comparar sua posição
com a dos outros objetos que o cercam. Logo, o movimento é relativo. Uma pessoa,
sentada no interior de um carro, está em repouso em relação ao móvel, porém, em
movimento em relação à estrada.

Imaginemos um carro em movimento. Com o decorrer do tempo, diferentes posições são


ocupadas. Estas posições sucessivas recebem o nome de trajetória.

0s 1s 3s 5s

10m 25m 45m

Em relação ao tempo o movimento poderá ser uniforme ou variado. Em relação à


trajetória poderá ser em linha reta ou curva.

Movimento Retilíneo Uniforme

Dizemos que o movimento de um móvel é retilíneo e uniforme quando sua trajetória é


uma reta e percorre distâncias iguais em tempos iguais.

À distância percorrida na unidade de tempo é a velocidade.


No movimento em estudo a velocidade é sempre constante. É medida em m/seg, Km/h,
m/min, pés/seg, etc.

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


2
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

Fórmula:

s=vxt

s = espaço; t = tempo e v = velocidade.

Exemplo1

1- Qual a distância percorrida por um carro em 5 horas, com a velocidade de 80 Km/h.

s=vxt S = 80 x 5 = 400 km

2 – Um automóvel percorre 150 km em 3 horas. Qual é a sua velocidade?

s=vxt 150 = V x 3 V = 150 / 3 = 50 Km/h

3 – Se a distância entre São Paulo e Santos é 90 km, calcular o tempo gasto por um trem
que fez este percurso com a velocidade de 30 Km/h.

s=vxt 90 = 30 x t  t = 90 / 30 = 3 h

4 – Transformar 72 Km/h em m/seg.

72 Km/h = 72 x 1000m / 3600seg = 20 m/seg.

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


3
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

Sistemas de Padronização

SI  Sistema Internacional de Unidades


MKS  Metro (m) Kilo (Kg) Segundo (s)  (comprimento, massa e tempo)
CGS  Centímetro (cm) Grama (g) Segundo (S)  (comprimento, massa e tempo)

Transformação

Km/h em m/s

1 Km = 1000 metros
1 Hora = 60 minutos 1 h = 3600 segundos logo 1 Km/h = 1000 m = 1 m/s
1 Minuto = 60 segundos 3600 s 3,6

Ou

1 Km/h = 1 m/s  Km/h para m/s  dividir por 3,6


3,6

1 m/s = 3,6 Km/h  m/s para Km/h  multiplicar 3,6

Exemplo:

1 – 36 Km/h = 36/3,6 = 10 m/s

2 – 20 m/s = 20 x 3,6 = 72 Km/h

Exercício
Transformar em m/s

1- 108 Km/h ____________m/s 4 – 72 Km/h ____________m/s


2- 54 Km/h ____________m/s 5 – 288 Km/h ____________m/s
3- 3,6 Km/h ____________m/s 6 – 15,4 Km/h ____________m/s

Transformar em Km/h

1- 2 m/s ____________ Km/h 4 – 15 m/s ____________ Km/h


2- 20 m/s ____________ Km/h 5 – 30 m/s ____________ Km/h
3- 100m/s ____________ Km/h 6– 80 m/s ____________ Km/h

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


4
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

Representação Gráfica do movimento Linear

A fórmula s = vxt recebe o nome de equação horária, pois ela relaciona o espaço
percorrido com o tempo decorrido. Para representarmos graficamente basta tomar os
espaços em ordenadas e os tempos em abscissas. O gráfico obtido chama se gráfico
horário.

Exemplo: Desenhar o gráfico horário do movimento de um carro com a velocidade de 50


Km/h.

S = 50 x T

t (h) 0 1 2 3 4
s (Km) 0 50 100 150 200

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


5
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

Lista de exercícios 1

1) Numa plana limadora o cabeçote leva 2 seg no curso de 50 cm. Supondo constante,
calcular a velocidade em m/seg e em Km/hora.

2) Calcular quanto tempo demora para um elevador subir ao 10º andar com velocidade de
1,5 m/s. Cada andar tem 3 metros de altura.

3) Um navio com velocidade de 36 nós navega 9000 metros. Calcular o tempo gasto
sabendo que 1 nó = 1 milha/hora = 1,852 km/hora. Transformar o resultado do problema
em minutos e segundos.

4) Para aplainar uma peça, a ferramenta leva 4 seg no curso de corte e 1 seg no
retrocesso. Supondo constante, calcular a velocidade de corte e de retrocesso se o
percurso da ferramenta em cada curso é de 100 cm. Transformar em m/s.

5) A distância entre Rio e São Paulo é de 500 km. Qual a velocidade de um avião que fez
este percurso em 1h e 15 min.

6) Um automóvel, depois de percorrer 5 km, adquire a velocidade de 100 km/h em


movimento uniforme, atingindo o ponto final depois de 30 min. Calcular a distância total
percorrida.

7) Uma bala é atirada horizontalmente com uma velocidade de 300 km/h. Supondo que o
movimento é uniforme, deseja se saber quanto tempo levou para cair num lugar distante
18 km do ponto de partida.

8) Quando um parafuso é acionado, tem-se a impressão que a rosca esta se deslocando


axialmente. Calcular a velocidade axial do filete, sabendo-se que leva 5 seg para percorrer
300 mm. Transformar em m/s.

9) Um elevador leva 30 seg para subir 12 andares com velocidade de 1,2 m/seg. Quando
mede cada andar.

10) Dois carros, um a 40 km/h e outro a 60 km/h, iniciam uma viagem de 120 km no
mesmo instante. Qual é o carro que chegará primeiro e de quantas horas chegará
adiantado em relação ao outro.

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


6
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

Gráfico Horário

250
200
150
100
50
0
1 2 3 4
s (km)
t (h)

Movimento Uniforme

S = S0 + VxT
 Equação horária do movimento uniforme

Obs: A equação horária de um movimento uniforme é sempre do 1º Grau.

Lembrete:
S = S0 + VxT
V = ∆S  S – S0  V= S – S0  VxT = S – S0  S-S0 = VxT 
∆T T – T0 T

S  Espaço do móvel num instante qualquer;


S0  Espaço inicial do móvel;
V  Velocidade constante no decorrer do tempo.

 T=0 T +

S0

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


7
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

Exemplo:

V = - 15m/s
Ponto de origem  +

S0=90m
 T=0

T=0 S = S0 + VxT
V=15m/s S = 90 + (-15)xT
S = 90 -15xT
Após 4s de partida S=90-15x4
S=90-60  S= 30 metros

Lista de Exercícios

1- A função horária de um corpo em movimento retilíneo uniforme é dada por S = - 20 + 5.t

Determine

a) O espaço inicial do corpo e a sua velocidade escalar;

b) O espaço escalar do corpo no instante t =10 seg;

c) O instante no qual o corpo passa pela origem dos espaços (s = 0).

2- Um móvel apresenta movimento retrógrado, com velocidade de módulo constante igual a


10 m/s. No instante t=0, temos so =60 m. Escreva a função horária do espaço escalar para
esse movimento e determine o espaço escalar do móvel no instante t = 15s.

3- A tabela representa as posições escalares ocupadas por um móvel em função do tempo:

t(s) 0 2 4 6 8 10
s(m - 0 10 20 30 40
) 10

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


8
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

a) O movimento é uniforme? Justifique.

b) O movimento é progressivo ou retrógrado?

c) Determine a função horária do espaço escalar para esse movimento.

4- A função horária para um móvel em movimento uniforme é s = 30 – 4.t . Determine:

a) A posição inicial e a velocidade do móvel;

b) O instante em que o móvel passa pela origem dos espaços.

5- Um carro encontra-se no km 280 de uma rodovia, em movimento retrógrado, com


velocidade de 70 km/h.

A partir deste instante, determine:

a) A função horária da posição escalar para esse carro;

b) A posição escalar aumenta ou diminui com o tempo?

c) Após quanto tempo ele atingirá o marco zero da rodovia?

6- Dois carros partem simultaneamente de duas cidades, A e B, distantes 280 km, um de


encontro com o outro. O que parte de A mantém velocidade constante de 80 km/h, e o que
parte de B mantém velocidade constante de 60 km/h. Determine:

a) Quanto tempo após a partida eles se encontram;

b) A que distância da cidade A se verifica o encontro.

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


9
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

Velocidade Escalar Média

Uma das principais preocupações, na cinemática, é estabelecer a relação entre a posição


(P) de uma partícula e o instante (t) em que a partícula ocupa aquela posição.

- (negativo) 0 + (positivo)

r
Exemplificando

-2 -1 0 1 2 3 cm

Resumindo T 

Espaço Percorrido (∆S)

0  T1=2s  T2=5s

S1=2 m

S2 = 5 m

∆S = S2-S1 e ∆ T = T2 –T1

Velocidade Escalar Média

Vm = ∆S ou Vm = S2 – S1

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


10
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

∆T T2 –T1

Exercício

1-

0  T1=2h  T2=6h +

S1=30Km

S2 = 70Km

T1 = 2 horas  S1 = 30 Km
T2 = 5 horas  S2 = 70 Km

Vm = S2 – S1 Vm = 70 – 30 = 40 = 10 Km/h (positiva)
T2 –T1 6 – 2 4

2–
- S2 = -40 Km S1 = 30 Km +

 T2 = 7 h  T1 = 2 h

T1 = 2 horas  S1 = 30 Km
T2 = 7 horas  S2 = -40 Km

Vm = S2 – S1 Vm = - 40 – 30 = -70 = - 14 Km/h (negativo)


T2 –T1 7 – 2 5

Fato importante : Baseado nos exercícios, o fato da Vm ser positiva ou negativa nos
indica para onde vai o móvel, isto é, se o móvel se desloca no sentido concordante com a
orientação atribuída a trajetória ou no sentido discordante.

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


11
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

- Movimento progressivo V>0 +


(Concordante)

-

- Movimento Retrogrado V<0 +


(Discordante)

-

Aceleração Média

A maioria dos movimentos apresenta uma velocidade variável, como por exemplo, o
movimento de um automóvel por uma rua da cidade. Esse automóvel pode encontrar-se
inicialmente parado diante de um semáforo; em seguida pode começar a movimentar-se,
ganhando velocidade cada vez maior. Mais tarde, por motivo qualquer, pode ser obrigado
a frear, de modo que sua velocidade diminua.

Podemos tomar um outro exemplo, como uma pedra lançada para o alto, que em um
determinado tempo perderá velocidade, até atingir o ponto mais alto da trajetória. A partir
daí, cai com velocidade crescente.

Sempre que a velocidade do corpo variar no decorrer do tempo, dizemos que este corpo
tem aceleração.
Esta é definida como sendo o quociente entre a variação da velocidade (∆V) e o intervalo
de tempo (∆T) considerado.

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


12
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

am = ∆v
∆t
Observe que uma unidade de aceleração é o resultado da divisão de uma unidade de
velocidade por unidade de tempo.

Exemplificando:

m/s , Km/h cm/s , etc....


s h s

Porém tal notação costuma sofrer uma alteração matemática que é a seguinte:

m/s  m/s  mx1  m  m/s2


s s/1 sxs s2

Exemplo:
1- Um veículo parte do estado de repouso e ao fim de 5s sua velocidade é de 20 m/s.
O valor de sua aceleração média, nesse intervalo de tempo, corresponde a:

∆t = 5s e ∆v = 20 m/s

am = ∆v  20 m/s  4 m/s2
∆t 5s

Movimento Uniformemente Variado

Um corpo tem aceleração desde que sua velocidade varie. Mas, essa velocidade pode
variar arbitrariamente ou uniformemente com o tempo, o que implica numa aceleração
variável ou constante.
Veja a tabela abaixo, que mostra a variação da velocidade de um corpo em função do
tempo:

V(m/s 0 2 3 6 10 12 14 16 18 20 20 20 20 15 10 5 0
t(s) 0 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16

Observe que de t = 0s a t = 4s a velocidade variou às vezes mais rapidamente, às vezes


menos rapidamente, o que significa que o corpo tem aceleração variável, ora maior, ora
menor.

No tempo compreendido entre t = 4s e t = 9s, a velocidade continuou variando, mas varia


uniformemente com o tempo.

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


13
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

Conclusão
O fato de um corpo ter aceleração constante significa que sua velocidade varia com o
tempo.

Definição
Movimento uniformemente variado é o movimento efetuado por um corpo cuja aceleração
é constante e diferente de zero.

M.U.V.  acte ≠ 0

Equação das velocidades

Denominamos de equação das velocidades aquela que nos permite calcular a velocidade
V do corpo num instante T qualquer.

V = V0 + at

Exemplo
Um corpo está animado de uma velocidade de 10 m/s no instante T = 0s, quando adquire
uma aceleração constante de 2 m/s2. Para esse movimento, temos a seguinte equação
das velocidades:

Resolução
V0 = 10 m/s V = V0 + aT  V = 10 + 2t  essa equação nos permite
determinar a
a = 2 m/s2 velocidade V do corpo em qualquer
instante T

para T = 0s, temos V = 10 + 2 x 0  V = 10 m/s


para T = 1s, temos V = 10 + 2 x 1  V = 12 m/s
para T = 2s, temos V = 10 + 2 x 2  V = 14 m/s
para T = 3s, temos V = 10 + 2 x 3  V = 16 m/s
para T = 4s, temos V = 10 + 2 x 4  V = 18 m/s
para T = 5s, temos V = 10 + 2 x 5  V = 20 m/s

Tabelando os resultados obtidos, temos:

t(s) 0 1 2 3 4 5
V(m/s) 10 12 14 16 18 20

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


14
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

Gráfico

V(m/s)
Base x Altura
20 2

Calculando-se a área da
figura, obtemos o espaço
percorrido.
10

t(s)
0 1 2 3 4 5

PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DA DINÂMICA

INTRODUÇÃO

Dentro da mecânica vimos à Cinemática, que descreve sem se preocupar com as suas
causas. A dinâmica, no entanto, estuda as causas que produzem e modificam o
movimento. A dinâmica admite proposições que não podem ser demonstradas
matematicamente; são verdades obtidas através de observações experimentais e
raciocínio lógico. Tais proposições são denominadas princípios.

São três os princípios da dinâmica:


1º Princípio: Princípio da Inércia ou 1ª Lei de Newton.
2º Princípio: Princípio Fundamental da Dinâmica ou Segunda Lei de Newton.
3º Princípio: Princípio da Ação e Reação ou Terceira Lei de Newton.

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


15
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

• PRINCÍPIO DA INÉRCIA OU PRIMEIRA LEI DE NEWTON

1ª Observação:
- Se estamos sentado num ônibus que dá uma arrancada brusca, sentimo-nos
pressionados contra o encosto.
- Quando um elevador sobe rapidamente, partindo do estado de repouso, sentimos
aumentar o esforço sobre nossas pernas, como se nosso peso aumentasse.

Repouso M.R.U. acelerado


M.R.U. acelerado
Esforço nas
pernas aumenta.
Elevador subindo

Elevador parado Partida rápida

Analisando os fatos, percebemos que:

Corpos em repouso tendem a continuar em repouso.

2ª Observação:

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


16
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

-Quando um motorista de um ônibus freia bruscamente, os passageiros são projetados


para frente.
-Se o elevador que estava em movimento ascendente pára bruscamente, sentimos
diminuir o esforço sobre nossas pernas.

M.R.U Esforço nas M.R.U. Retardado


pernas aumenta. Diminui esforço
Elevador subindo nas pernas.
Elevador parando.

Elevador acelerando Elevador freando

Conclusão:

Corpos em movimento tendem a continuar em movimento.

PRINCÍPIO DA INÉRCIA

Todo ponto material permanece em seu estado de repouso ou de movimento


retilíneo uniforme, a menos que seja obrigado a mudar o seu estado, por forças
atuantes sobre ele.

Outro enunciado para o Princípio da Inércia pode ser:

Um ponto material, livre de ação de forças, ou está em repouso ou em movimento


retilíneo uniforme.

Dois estados cinemáticos :

Repouso, denominado equilíbrio estático.

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


17
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

A resultante das forças que agem sobre ele é nula.

Movimento retilíneo uniforme (M.R.U.),


denominado equilíbrio dinâmico.

5N 10 N
r r

2ª LEI DE NEWTON - PRINCIPIO FUNDAMENTAL DA DINÂMICA

Na cinética, vimos que a variação de velocidade com o decorrer do tempo é chamada de


aceleração.
Assim, podemos dizer que o Princípio Fundamental da Dinâmica é:

Todo corpo sujeito à ação de uma força adquire na direção e sentido dessa
força, uma aceleração cuja intensidade é diretamente proporcional à
intensidade da força aplicada.

Exemplo:
Se aplicarmos a um corpo diversas forças, isoladamente, de mesma direção e sentido, as
acelerações serão diferentes, porém de mesma direção e sentido.

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


18
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

F1 F2 F3

a a a

Conclusão:
O quociente entre cada força e a aceleração correspondente é constante.

F1 = F2 =... Fn = Constante
a1 a2 an

Essa constante mede a inércia do corpo e é denominada massa inercial ou simplesmente


massa.

m=F
a

Quanto maior a quantidade de matéria do corpo, maior será a oposição à variação de


velocidade.
Ou seja:
Quanto maior a inércia do corpo, maior a sua massa.
A medida da oposição à variação de velocidade é a massa inercial ( m ).

Outros exemplos:
• Frear um automóvel lotado de passageiros é mais difícil do que frear o mesmo
carro só com o motorista.

Obs.
Mais passageiros representam maior massa e, portanto, maior oposição a variação da
velocidade.
Para aumentar a velocidade do carro é preciso forçar mais o motor, pois o carro lotado
tem mais massa.

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


19
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

EQUAÇÃO FUNDAMENTAL DA DINÂMICA

Voltemos à equação m =F → dela podemos concluir que :


a

F=m.a

Força e aceleração são grandezas vetoriais, e que no caso têm a mesma direção e
sentido, o que nos permite escrever:

F=m.a ⇒ Equação fundamental da dinâmica.

Enunciado do princípio fundamental da dinâmica:


A força resultante que atua em um corpo exerce na massa deste corpo uma
aceleração que tem a mesma direção e sentido da força, e cuja intensidade lhe é
proporcional.

• Peso de um corpo

Tomemos um corpo de massa m suspenso a um dinamômetro fixo em relação à Terra.

O dinamômetro acusa um valor


constante, o qual mede a intensidade da
força que o corpo aplica ao
dinamômetro.

Como determinar o peso de um corpo?


Podemos usar uma balança, mas o dinamómetro é um medidor de forças e permite
também medir o peso de um objeto pequeno.

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


20
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

Modelos de dinamômetro

Que força é essa?


Se o corpo fosse abandonado em queda livre, sua aceleração seria g.
Aplicando o princípio fundamental da dinâmica, uma força constante deve agir sobre esse
corpo de maneira que :

F=m.g

Essa força é devida à atração gravitacional da Terra sobre o corpo: a intensidade dessa
força é chamada de PESO.

P=m.g

A massa de um corpo é uma grandeza física que caracteriza esse corpo. Quanto mais
massa tem um corpo, mais difícil é movê-lo. A unidade de massa no Sistema
Internacional é o quilograma (símbolo kg), e mede-se através de balanças.

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


21
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

O valor do peso é proporcional à massa, mas peso e massa são grandezas físicas
distintas.
No dia-a-dia as duas grandezas confundem-se: por exemplo, uma pessoa pesa-se numa
balança e diz que “pesa 70 kg”. Mas, de fato, 70 kg é o valor da sua massa; o peso vale
70 x 9,8 = 700 N.
Em Física é importante a distinção entre peso e massa. O peso é uma força – um vetor -
que depende do local onde está o objeto (o peso é seis vezes menor na Lua do que na
Terra), mas a massa é uma propriedade do objeto, que tem sempre o mesmo valor, onde
quer que o objeto se encontre (a massa é a mesma na Terra e na Lua).

Todas as grandezas físicas podem ser medidas, e o peso, não é exceção.

SISTEMAS DE UNIDADE ( SI ou M.K.S )

• Unidade de força nos dois sistemas

- Newton ( N ) no sistema M.K.S.

1N é a intensidade de uma força constante que, agindo sobre um corpo de massa de 1


kg, comunica-lhe uma aceleração de 1 m/s²

Então temos:
F= m .a m= 1 kg
1N = 1 kg . 1m/s² F= 1N
a = 1m/s²

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


22
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

- Dina no sistema C.G.S.

1d é a intensidade de uma força constante que, agindo sobre um corpo de massa 1


grama, comunica-lhe uma aceleração de 1cm/s².

F= m .a m= 1 g
1d = 1 g . 1cm/s² F= 1d
a = 1cm/s²

A relação entre NEWTON e DINA é: 1N = 105 d

Exemplo1:
Um corpo de massa m = 3 kg parte do repouso, e após 4seg sua velocidade é de 24 m/s.
Determinar:
a) Aceleração
b) A força resultante que atuou sobre ele.
c) O que ocorre após t = 4 seg, se a força resultante passar a ser nula.

Resolução
a) Aprendemos na cinemática que V = V0 + a.t
Substituindo temos:
V0 = 0 24 = 0 + a . 4
t = 4 seg a = 24 a = 6 m/s2
V = 24 m/s 4
a=?

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


23
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

b) Do princípio fundamental da dinâmica temos que F = m . a, substituindo:


F=m.a
F=3.6
F = 18 N

c) Se após 4 segundos a força se anular, de acordo com o princípio da inércia, o


corpo manterá o seu estado cinemático, ou seja, ele prosseguirá em M.R.U. com
velocidade constante de 24 m/s.

Exemplo2:
Um corpo de massa = 12 kg encontra-se em um local onde a aceleração da gravidade é
g = 10 m/s2 Qual é o seu peso?
P=m.g Peso de um corpo é a força com
a qual é atraído pela Terra.
P = 12 . 10
P = 120 N

3ª Lei de Newton – Princípio da Ação e Reação

Introdução
A existência de uma força está condicionada à existência de outra de igual intensidade e
direção, mas de sentido oposto, e atuando em corpo diferente.

Exemplo

Remar para traz O barco vai


para frente

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


24
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

O princípio da ação e reação pode ser assim descrito:

Toda vez que um corpo exerce uma força sobre o outro, este exerce
sobre aquele uma força de mesma intensidade, mesma direção e sentido
contrário.

Observação importante:
• As forças nunca parecem isoladas, mas sempre aos pares;
• As forças do par “ação e reação” nunca se anulam, pois são aplicadas em corpos
distintos.

Mais exemplos:

1º Seja um corpo de massa m em repouso, apoiado sobre um plano horizontal.

Sabemos que esse corpo está sujeito a uma força gravitacional (peso) de direção vertical,
sentido de baixo para cima e módulo P = m . g.

Mas o corpo está em repouso; portanto, a resultante das forças que nele agem devem ser
nula. Isto ocorre se admitirmos a existência de uma força N de direção vertical, sentido de
baixo para cima e módulo P.
N

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


25
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

Como aparece a força N?


O princípio da ação e reação tem a resposta:
O corpo comprime o plano com força igual ao seu peso.
Simultaneamente, o plano reage sobre o corpo com uma força N = P.
N

Baseado na 3ª Lei de Newton, explique o que ocorre quando um lutador de Boxe acerta
um cruzado no rosto de um lutador B. Será que o lutador B reagiu sobre o lutador A? Se a
resposta foi sim justifique.
R:

O que acontece com uma bexiga cheia de ar ao ser solta de repente?


R:

Exemplo
Dois corpos de massas respectivamente iguais a 4kg e 6 kg encontram-se ligados por um
fio resistente e de massa desprezível.
Sobre o corpo de massa 4 kg é aplicado uma força paralela ao plano de intensidade F =
50 N. Considerando-se a inexistência de atrito, determinar:
a) A aceleração adquirida pelos corpos;
b) A intensidade da força de tração no fio.
fio
F = 50 N
6 kg 4 kg

Resolução:

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


26
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

a) O corpo de 4 kg desloca-se para a direita, puxa o fio com uma força T; o fio, por
sua vez, reage no corpo com uma força de módulo T.
N
fio T F
4 kg
T

Essa força T se transmite no fio e vai agir no corpo de 6 kg.


N
fio
T T
6 kg

Note que no corpo de 4 kg agem duas forças horizontais F e T,


N
N F
4 kg

No fio agem duas forças T e T


T T

E no corpo de 6 kg só age a força T


N

T
6 kg

P
Apliquemos o princípio fundamental da dinâmica a cada um dos corpos:
Corpo de 4 kg F – T = m1 . a

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica


27
ORGANIZAÇÃO EINSTEIN DE ENSINO

50 – T = 4 . a

Corpo de 6 kg T = m2 . a
T=6.a
Somando membro a membro as duas equações, temos:
50 – T = 4 . a 50 = 10 . a a = 50 a = 5 m/s2
+
T=6.a 10

Resposta: A aceleração de cada um dos corpos é a 5 m/s2

b) Para calcularmos a força de tração no fio, basta substituirmos o valor de a em uma


das equações, por exemplo, em:

T=6.a
T=6.5
T = 30 N

Resposta: A força de tração no fio é de 30 N

Profº Magri - Mecânica Geral - Curso Técnico em Automação e Mecatrônica