ELABORAÇÃO DE TESAURO DOCUMENTÁRIO

RELAÇÃO HIERÁRQUICA

Fonte: http://www.conexaorio.com/biti/tesauro/

A relação hierárquica é uma relação lógica (def.); reúne conceitos que têm
características (def.) comuns entre si. São de dois tipos:

 subordinação, formando cadeia
 coordenação, formando renque

Cadeia

Existe uma relação de subordinação lógica quando a intensão def. do conceito
subordinado inclui a intensão do conceito superordenado e, pelo menos, mais
uma característicaespecificadora. No sistema de conceitos, o conceito subordinado é
chamado, também, de conceito específico e o conceito superordenado, de conceito
genérico. No tesauro, são designados, respectivamente, como termo específico (indicado
pelo código TE) e termo genérico (indicado pelo código TG) antecedendo o termo.

A cadeia é, portanto, uma série vertical de conceitos.

Exemplo:
bebida
bebida hídrica
bebida hídrica natural
água potável

A cadeia pode ser visualizada de maneira diversa, ou seja, a cadeia pode ter início no
termo mais genérico (descendente) ou no mais específico (ascendente).

Se os conceitos que estão sendo estruturados não forem capazes de representar a cadeia
completa, então devemos introduzir os conceitos intermediários necessários. Estaremos,
assim, acatando o princípio da modulação, que estabelece que nenhum membro da
cadeia pode faltar.

Se apenas os termos 'solvente' e 'aguarrás' estiverem presentes, deve-se incluir 'solvente
orgânico', como termo intermediário, para que a cadeia fique completa,

Exemplo:
solvente
solvente orgânico
aguarrás

Renque
O renque é constituído de conceitos subordinados a um mesmo conceito, ou seja,
conceitos coordenados; são conceitos 'irmãos'. O renque é, portanto, uma série
horizontal de conceitos.

Por exemplo, 'água mineral' e 'água potável' têm o termo superordenado, 'bebida hídrica
natural'; logo, são de mesmo nível de coordenação, constituindo-se num renque.

A formação do renque é determinada pelas características, e pode ser explicitada na
parte sistemática dos tesauros pela característica de divisão. Na parte alfabética dos
tesauros não há codificação para os termos coordenados.

No exemplo a seguir, formam um renque todos os termos subordinados a 'corpo celeste'.

corpo celeste
asteróide
cometa
estrela
meteorito
nebulosa
planeta
pulsar
quasar
satélite

De um modo geral, os nomes próprios não integram os tesauros e são controlados em
listas à parte. Por uma circunstância qualquer pode-se desejar incluí-los. Assim, 'Sol'
estaria subordinado a 'estrela' . Mas os nomes próprios (nomes de objetos únicos,
relativos a conceitos individuais), só devem ser incluídos quando podem ser citados em
sua totalidade. Por exemplo, podem-se listar todos os planetas do sistema solar. No caso
das estrelas, se algumas delas forem importantes, devem figurar numa lista à parte (lista
de nomes autorizados), para se controlar a forma verbal.

A relação hierárquica pode ser representada por meio de gráficos que auxiliam a
visualização das cadeias e renques.

Exercícios:

1: Exercícios sobre Meio ambiente

2: No glossário de Teatro, identifique as relações lógicas (ou hierárquicas).

http://www.conexaorio.com/biti/tesauro/logica.htm#cadeia
Exercícios para organização de relações lógicas

A partir das definições, elabore uma pequena estrutura sistemática dos conceitos
reunidos em cada Exercício, considerando apenas as relações lógicas. Utilize gráficos
ou lista endentada.

Metodologia a ser empregada:

 separe os conceitos em categorias;
 organize as classes de conceitos dentro das categorias (cadeias e renques),
tuilizando características de divisão quando necessário

Se você tiver um software para tesauro, basta a organização sistemática, porque o
software vai produzir os códigos e as saídas necessárias

As definições a seguir foram retiradas como se encontravam nas fontes. É importante ter
sempre espírito crítico quando se consultam fontes que podem contribuir para o
desenvolvimento dos tesauros (por exemplo, textos diversos, glossários,
enciclopédias...)

Nota:

 Observe que as definições lógicas informam, em primeiro lugar, aquilo que o
referente é, e isto ajuda a formar os renques. Por não utilizarem princípios de
terminologia, os glossários nem sempre apresentam definições lógicas na
estrutura correta. Atenção e perspicácia ajudam a retirar as informações
necessárias em tais situações. Portanto, mesmo que o primeiro elemento da
definição não informe o termo genérico, procure inferir isso.
 Por vezes a definição inclui conceitos subordinados ao conceito analisado.
Utilize-os para formar a cadeia.
 Acrescente novos termos, quando necessários para completar a cadeia (princípio
da modulação). Quando isto ocorrer, apresente a definição do termo incluídoi.

Exercício 1:

aeração - ação de promover um contato íntimo entre o ar e o liquido. Pode ser realizada
por um dos seguintes métodos: pulverização do líquido no ar, insuflação de ar no
líquido ou agitação do líquido a fim de promover a absorção superficial de ar

aeração por ar difuso - consiste em introduzir ar atmosférico junto ao fundo do tanque
de aeração, por meio de uma série de difusores (bocais ou meios porosos)

aeração por jato submerso - consiste em introduzir ar por meio de um soprador
através de um bocal horizontal localizado junto ao fundo do tanque para o qual é
também bombeado o próprio líquido do tanque
algicida - substância utilizada para a destruição das algas ou para impedir sua
proliferação

bactéria - microorganismo unicelular, procarionte, que se reproduz com grande
velocidade por cissiparidade

bactéria aeróbia - bactéria que necessita de oxigênio molecular livre (atmosférico ou
dissolvido no meio) para seu crescimento e sua sobrevivência

bactéria anaeróbia - bactéria que cresce e desempenha suas funções na ausência de
oxigênio livre, usando o oxigênio ligado a outros compostos

bactericida - agente químico utilizado para evitar o desenvolvimento de bactérias
destruindo-as ou impedindo sua proliferação

biocida - designação genérica de substância química, de origem natural ou sintética, que
inibe o crescimento de microorganismos ou que os extermina. Pode ser bactericida,
fungicida ou algicida

descarga - qualquer tipo de lançamento ou emissão de substâncias no meio

despejo industrial - corresponde à descarga líquida residual final proveniente de
processos industriais ou de prestação de serviços diversos. De acordo com o tipo de
indústria ele apresentará características muito específicas, o que justifica a necessidade
de se efetuar um estudo de cada tipo de despejo isoladamente

digestão - decomposição biológica da matéria orgânica. Pode ser classificada em
aeróbia ou anaeróbia, segundo sua necessidade de oxigênio

digestão aeróbia - tratamento biológico da matéria orgânica no qual esta é decomposta
através do metabolismo de organismos aeróbios

digestão anaeróbia - tratamento biológico da matéria orgânica no qual esta é
parcialmente estabilizada pelo metabolismo de microrganismos anaeróbios. A matéria
orgânica é degradada a gases e outros compostos mais estáveis. O processo compreende
os seguintes estágios: a hidrólise da matéria orgânica complexa, a acidogênese, a
acetogênese e a metanogênese

efluente - líquido residual final de uma unidade de processo que flui de um estação de
tratamento.

efluente bruto - efluente que se encontra na forma como foi emitido, sem qualquer tipo
de tratamento.

efluente tratado - efluente que flui de uma estação de tratamento, ou seja, que se
encontra em condições de ser lançado no meio ambiente sem causar danos a este.

esgoto - descarga líquida proveniente dos diversos usos das águas, sejam estes
domésticos, industriais, comerciais, agrícolas, etc.
esgoto doméstico - descarga líquida proveniente das residências ou instituições,
originária dos processos usuais da vida, não resultante de atividades comerciais,
industriais ou agrícolas. O mesmo que esgoto sanitário.

fungicida - substância usada para a destruição de fungos - ou seus esporos - e mofos

lixo - resíduo sólido ou pastoso resultante das atividades humanas.

pesticida - composto utilizado principalmente na agricultura com o objetivo de destruir
muitas pragas da lavoura

praguicida - designação dos produtos que servem para matar animais ou vegetais
indesejáveis, incômodos ou nocivos. Podem ser classificados em inseticidas, herbicidas
e fungicidas

resíduo - denominação dada ao que resta de qualquer substância

resíduo degradável - resíduo passível de ser decomposto pela ação de agentes de
biodegradação ou por processos físico-químicos, de maneira relativamente rápida. São
exemplos, o esgoto doméstico, cargas térmicas, etc.

resíduo industrial - resíduo procedente de diferentes áreas do setor industrial, gerado
durante o processo de transformação da matéria-prima e, portanto, de constituição muito
variada.

resíduo não-degradável - resíduo que pode ser diluído ou alterado na sua forma, mas
não significativamente reduzido na sua massa. São exemplos os produtos químicos
inorgânicos, produtos orgânicos sintéticos, sólidos inorgânicos em suspensão, etc.

resíduo perigoso - resíduo que, devido às suas características (toxicidade,
corrosividade, patogenicidade, reatividade e inflamabilidade) pode apresentar risco à
saúde pública e/ou efeitos danosos ao meio ambiente.

resíduo sólido - qualquer resíduo em estado sólido ou semi-sólido proveniente das
atividades domésticas, industriais, comerciais, agrícolas, etc. que interfira
prejudicialmente no meio ambiente, tornando-o insatisfatório para determinado fim

(Extraído de Corrêa, Tiana Pinho - Glossário brasileiro da terminologia de tratamento
de efluentes industriais. Porto Alegre, Senai, 1994.

Confira o resultado.

Exercício 2

adubação orgânica - técnica de melhoramento do solo pela restituição ao solo de
resíduos vegetais e pela incorporação de estercos e camadas animais.

adubação verde - adubação orgânica pelo cultivo de leguminosas, principalmente, pela
fixação de nitrogênio e sua incorporação ao solo para a cultura seguinte.
adubo orgânico - adubo resultante do processamento de resíduos animais e vegetais
que contém quantidades de nutrientes para plantas.

agricultura tradicional - sistema de produção agrícola geralmente em unidade de
pequena produção, altamente diversificado, manejado com baixos níveis de tecnologia e
com insumos gerados no local. Depende dos recursos locais, da energia humana e/ou
animal e da fertilidade do solo, do uso de leguminosas e/ou adubos orgânicos.

agricultura moderna - sistema de produção agrícola geralmente em grandes
propriedades, empregando práticas baseadas em conceitos ocidentais alheios à situação
local. Nota: É um conceito oposto a Agricultura tradicional.

agricultura biodinâmica - sistema de produção agrícola de orientação antropossófica
que se baseia na influência dos astros sobre as plantas e no uso de preparados
biodinâmicos à base de esterco.

bioma - ecossistema terrestre classificado com base nas características de solo e no tipo
de vegetação. Os biomas terrestres mais importantes são a floresta, a savana, a tundra e
o deserto.

cobertura morta - técnica de conservação do solo que consiste em espalhar matéria
orgânica ou inorgânica na superfície do solo, de modo a cobrí-lo o mais amplamente
possível. Nota: A principal função da cobertura morta é criar um microclima na
superfície do solo, independentemente do tempo, e atuar no controle de erosão.

compostagem - técnica de melhoramento do solo pela decomposição biológica e
química controlada e pela conversão de rejeitos animais e vegetais com o objetivo de
produzir húmus.

conservação do solo - técnicas e procedimentos visando o controle da erosão, da perda
de nutrientes do solo e de outros elementos necessários à manutenção da qualidade do
solo.

consorciação de culturas - sistema de cultivo de várias culturas na mesma área com o
objetivo de aproveitar sinergicamente as propriedades das plantas e alcançar uma
produção eficiente e fortemente ecológica. Nota: As plantas que interagem
sinergicamente são chamadas de plantas companheiras.

controle de erosão - ação visando a impedir a degradação do solo.

controle biológico de pragas - manejo integrado de pragas empregando inimigos
naturais, parasitas ou predadores para controlar as pragas. A rotação de culturas é uma
das práticas agrícolas que contribui para o controle biológico de pragas.

etnobotânica - botânica baseada em conhecimento popular.

fixação de nitrogênio - conversão biológica de nitrogênio elementar para combinações
orgânicas ou para formas prontamente utilizáveis nos processos biológicos.
floresta - bioma dos mais importantes no planeta, caracterizado por uma associação
vegetal na qual prevalecem árvores e outras espécies lenhosas. Há diferentes tipos de
floresta: floresta tropical, floresta monsônica, manguezais, floresta boreal e temperada.

húmus - fração mais ou menos estável da matéria orgânica do solo, remanescente da
decomposição de grande parcela de resíduos vegetais e animais adicionados.

inimigo natural - organismo que, por suas propriedades, combate as pragas da planta.

manejo de pragas - método de proteção vegetal empregando produtos químicos,
geralmente tóxicos, no combate às pragas, o que tem levado à degradação
ambiental. Nota: A adoção de medidas de controle preservacionista e segundo a visão
holística levou ao conceito de manejo integrado de pragas.

manejo integrado de pragas - método conservacionista de proteção vegetal
empregando todos os meios que satisfaçam os requisitos econômicos, ecológicos e
toxicológicos, levando em consideração, porém, a presença daqueles inimigos naturais
que diminuem a incidência de pragas e baseando-se, fundamentalmente, na tolerância
das culturas ao ataque dessas pragas.

manguezal - floresta costeira marinha de baixa altitude, dominada por espécies
lenhosas e muito rica em vida selvagem marinha e de água doce.

matéria orgânica - substância que apresenta em sua composição o carbono
tetracovalente tendo suas quatro ligações completadas por hidrogênio, nitrogênio,
enxofre ou outros elementos. Pode ser de origem vegetal, como resíduos culturais, ou
animal, como os rejeitos animais.

permacultura - sistema de produção agrícola cuja prática é imitar, reproduzir de
maneira consciente e bem planejada, os aspectos paisagísticos e energéticos, com
especial ênfase no uso da conservação de culturas, daí o termo sustentabilidade.

praga - organismo que compete com os seres vivos por alimentação, fibras, abrigos ou
transmite patogenos, ameaça a saúde, o conforto ou o bem estar desses seres vivos.

reflorestamento - estabelecimento artificial de espécies florestais através do plantio ou
semeadura em área desmatada.

rejeito animal - excremento, resto de alimentos e demais resíduos peculiares a locais
habitados por gados, aves, etc.

revolução verde - sistema de produção agrícola geralmente em grandes propriedades,
manejado com altos níveis de tecnologia e emprego de fertilizantes
químicos. Nota: Esta prática assegura alta produtividade mas leva à degradação do solo
e ao aumento das pragas e ervas daninhas.

rotação de culturas - técnica de melhoramento do solo que consiste em mudar
anualmente uma cultura na mesma área de terra. Nota: Tais culturas não devem fazer as
mesmas demandas no solo por nutrientes nem ter as mesmas pragas.
sistema agroflorestal - sistema de produção agrícola que combina a produção de
cultivos florestais lenhosos (incluindo frutas e outros cultivos arbóreos) com cultivos
sazonais e/ou para forragem, em consorciação ou em rotação, na mesma unidade de
produção e aplicação de prática de manejo compatíveis com as práticas culturais da
população local.

Definições e explicações retirados de diversos livros e ajustados para este exercício.

Confira o resultado.

ELABORAÇÃO DE TESAURO DOCUMENTÁRIO

Exercício

Este vocabulário se presta a diversos exercícios. Quando vc chegar aqui execute apenas
o exercício solicitado à página de onde você veio.

ato Parte de uma peça teatral que corresponde a um ciclo de ação completo; separa-se
dos demais por um intervalo e é, por sua vez, subdividido em quadros e cenas.

balcão nobre Primeira acomodação para espectadores, a contar do nível da platéia para
cima. O mesmo que platéia alta.

bambolina Faixa de pano ou de papel, montada ou não sobre caixilhos, unindo na parte
superior as pernas dos rompimentos, para evitar que se veja o urdimento quando não há
teto.

bambolina de céu Bambolina usada para dar a impressão de infinito, no alto dos
cenários de exteriores.

bambolina-mestra Bambolina que vem logo em seguida à bambolina-régia e que se
liga aos reguladores-mestres para com eles formar a moldura da cena.

bambolina-régia Bambolina que não faz parte do cenário e que em geral se pinta com
as cores do pano de boca. Nota: Usa-se para regular a altura da boca de cena.

boca de cena Abertura que delimita o âmbito visual do palco, podendo coincidir com a
boca de ópera ou ser determinada pelos reguladores-mestres e pela bambolina-mestra.

boca de ópera Abertura construída na parede que separa a sala e a caixa do teatro.

caixa Parte do teatro, para trás da boca de ópera, compreendendo o urdimento, as
varandas, o palco e o porão.

camarote Compartimento especial para acomodação de espectadores, em geral com
cinco lugares, situados nos lados da sala.

cena A menor divisão de uma peça, na dramaturgia clássica; a cena passa a ser outra,
toda vez que entra ou sai um personagem.
cenário Conjunto de elementos plásticos que decoram e delimitam o espaço cênico.

cenário com porta Cenário no qual se instala uma bandeira de porta para os fins de
entrada e saída dos personagens.

cenário móvel Trainel ou conjunto de trainéis que se pode deslocar à vontade no palco,
por meio de rodas e carretilhas

cenário projetado Cenário, ou parte dele, que se projeta de trás ou de fora sobre uma
tela translúcida, em geral por meio de um retro-projetor.

cenário único Cenário que serve, sem mutações ou mudanças para todos os quadros e
cenas de uma peça.

cenário volante Cenário que se pode pendurar com facilidade, em qualquer lugar.

cortina Pano em toda a largura do espaço cênico, que se abre para os lados ou sobe ao
urdimento.

cortina à alemã Cortina pregueada que desce do urdimento e a ele retorna em
movimento vertical.

cortina à francesa Cortina pregueada em que se combinam os recursos e efeitos da
cortina à italiana e os da cortina à alemã: abre-se pelo meio e franze-se a cada lado, mas
sobe ao urdimento.

cortina à grega Cortina que se abre para os lados, provida de roldanas ou ganchos que
deslizam sobre um trilho horizontal superior.

cortina à italiana Cortina que se abre do meio para os lados, por um simples franzido
mediano, sem o deslizamento lateral da cortina à grega e sem subida total para o
urdimento.

cortina à polichinelo Cortina que se abre enrolada de baixo para cima sobre um rolo
preso à sua bainha inferior.

cortina de manobra Cortina de primeiro plano, franzida ou em apanhados e que, em
vez de se abrir para os lados, sobe para o urdimento. Nota: Usa-se para fazer saber ao
público que haverá em cena uma mutação rápida. O mesmo que comodim.

coxias Partes do palco, aos lados e ao fundo do espaço cênico, ocultas à visão do
público. O mesmo que bastidores; asas do palco.

espaço cênico Parte do teatro onde se representam as peças.

fosso da orquestra Espaço rebaixado entre o proscênio e a platéia, onde costuma ser
instalada a orquestra. O mesmo que Poço de orquestra; vão Wagneriano.

fraldão Grande peça de cenário que se coloca nas laterais do palco a fim de evitar uma
visão devassada das coxias.
frisa Espécie de camarote que se instala a cada lado do proscênio e no nível dele.

galeria Parte da sala, mais alta e mais distante do palco.

mutação Transformação total ou parcial do cenário, no desenrolar de uma cena ou no
final de um quadro ou de um ato. Nota: Pode ser realizada no escuro ou à vista do
espectador, o qual é então atordoado com fortes jatos de luz, ou tem sua visibilidade
perturbada por cortinas de fumaça e outros recursos.

mutação à vista Mutação que se faz sem descer ou fechar a cortina de arlequim ou o
pano de boca.

mutação rápida Troca de cenários ou de figurinos, que se faz muito rapidamente, às
vezes à vista do público.

palco Parte da caixa do teatro que fica entre o urdimento, em cima, e o porão, em baixo.
Compreende o espaço cênico, a boca de cena, o proscênio, as coxias, etc.

palco à italiana Palco separado da platéia pelo fosso da orquestra e que tem o seu
assoalho dividido em ruas, calhas, falsas-ruas, etc; é o palco de formas tradicionais.

palco corrediço Palco provido de trilhos sobre os quais deslizam, colocando-se diante
da boca de cena ou afastando-se para os lados dela, cenários diversos montados sobre
carrinhos.

palco elizabetano Palco em que o espaço cênico fica entre setores da sala destinados
aos espectadores, que o envolvem por três lados.

palco giratório Palco em que o assoalho do espaço cênico é constituído de um disco
sobre o qual, dividindo-se em setores, montam-se dois, ou três, ou mais cenários, cuja
mutação pode ser feita rapidamente e à vista do público.

palco levadiço Segmento do palco, armado sobre elevadores, que se pode fazer subir
mecanicamente do porão.

pano de boca Grande telão que se faz subir ou descer na frente do velário, no início e
no fim de um ato ou da peça. Nota: Em alguns teatros serve de suporte a cartazes e
anúncios, caso em que é baixado para ser visto sempre que possível.

peça Texto escrito para ser encenado, ou a encenação desse texto, podendo se dividir
em atos, quadros e cenas.

perna Fraldão de pouca largura que pende da mesma vara de uma bambolina.

platéia Parte da sala do teatro que se estende ao rés do chão, do fosso da orquestra para
trás, indo terminar embaixo do balcão nobre; o piso apresenta ligeira inclinação, de
modo que a cabeça do espectador da frente não cubra a visão do palco para o espectador
de trás.
porão Parte da caixa do teatro que se encontra por baixo do palco. Nota: O porão pode,
por sua vez, ter mais de um pavimento, que se numera de cima para baixo, sendo o
primeiro poráo o que se localiza imediatamente abaixo do palco.

proscênio parte anterior do palco, que avança desde a boca de cena até o fosso da
orquestra.

quadro Uma das divisões do ato, havendo mudança de quadro toda vez que há
modificação no cenário. A subdivisão do quadro é a cena.

regulador Elemento do cenário usado para demarcar verticalmente os limites laterais
do espaço cênico.

regulador-mestre Regulador que se liga à bambolina-mestra e com ela delimita a visão
do espaço cênico e, portanto, as dimensões do cenário.

rompimento Elemento delimitador do espaço cênico, composto de dois reguladores, ou
de duas pernas, que se ligam no alto a uma bambolina, com ela formando um
arco. Nota: Os rompimentos são numerados de baixo para cima, isto á, dos mais
próximos para os mais distantes da boca de cena.

sala Recinto do teatro onde se encontram os lugares destinados ao público espectador,
poltronas e cadeiras, frisas e camarotes, tendo ao rés do chão a platéia e as paredes
laterais e principalmente a do fundo, o balcão e a galeria.

telão Trainel de grandes proporções (8 a 10 m) que em geral se usa no fundo do espaço
cênico, podendo ser recolhido ao porão depois de utilizado.

teto Trainel de grande amplitude, que se dispõe horizontalmente sobre os topos dos
trainéis laterais, fechando um cenário armado em gabinete.

trainel Elemento cenográfico plano constituído por uma lona ou tela que se prega sobre
uma armação de sarrafos.

trainel dobrável Trainel composto de duas ou mais partes planas que se articular por
meio de dobradiças ou gonzos.

urdimento Parte superior da caixa do teatro, guarnecida de corte e firme madeiramento
ao qual se fixam roldanas, moitões, gornos e ganchos e outros dispositivos mecânicos
para o trabalho das manobras. Do urdimento fazem parte as varandas.

varanda Espécie de balcão gradeado que acompanha as paredes internas da caixa, em
toda a sua volta.

velário Cortina grande e luxuosa que se monta logo depois dos reguladores-mestres, e
que se utiliza para marcar o início e o fim da peça.

(Extraído de Campos, Geir. Glossário de termos técnicos do espetáculo. Niterói:
EDUFF, 1989)

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