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MATEMÁTICA • GRUPO 2 • AÇÃO E REAÇÃO

RAMIREZ LEE / SHUTTERSTOCK DMITRY KALINOVSKY / SHUTTERSTOCKRAFAEL

EF9P-15-21

Números reais

Ao longo de todo o Ensino Fundamen- tal, você teve a oportunidade de conhe- cer diferentes conjuntos numéricos. O primeiro deles, estudado ainda nas séries iniciais, é conhecido como conjunto dos números naturais e trata-se de números que representam quantidades inteiras, porém não negativas. Depois, conheceu o conjunto dos nú- meros inteiros, este, sim, dando conta de valores também negativos. Continuando seus estudos, você pôde verificar aplicações com o uso dos números chamados racionais, representados pela di- visão (razão) entre dois inteiros. Os números fracionários, decimais e dízimas periódicas são exemplos de números racionais e, embo- ra você tenha estudado números fracioná- rios e decimais em séries iniciais, apenas no 7º ano, com a apresentação dos números inteiros, houve a definição formal deste conjunto, uma vez que, como foi dito, resul- ta da divisão ou razão entre inteiros. Finalmente, outro conjunto numérico foi apresentado, formado por números que não podem ser escritos como uma razão entre dois inteiros. O que não é racional é irracional. Trata-se do conjunto dos núme- ros irracionais, de que são exemplos a raiz

quadrada de um número primo, como 2,

e o famoso número π, que é igual à razão

entre as medidas do comprimento da cir-

é igual à razão entre as medidas do comprimento da cir- cunferência e seu diâmetro 

cunferência e seu diâmetro

c

d

=

π ≈ 3,14 .

A sequência em que esses conjuntos foram apresentados a você tem uma ló-

gica. Afinal, nem todos foram criados em um mesmo momento histórico. Na Ma- temática, os conceitos, teoremas e algo- ritmos são desenvolvidos com base em uma espécie de ação e reação. Conforme

o homem se depara com situações novas,

surge a necessidade de desenvolver novos raciocínios lógicos, símbolos, algoritmos e teoremas capazes de solucionar esses no-

vos problemas.

Números reais

Capítulo 3
Capítulo
3

Como em todo avanço científico, os ma- temáticos sentiram a necessidade de orga- nizar o conhecimento. Assim, da mesma forma que os biólogos classificam os seres vivos, e os químicos, as substâncias, cabe aos matemáticos classificar, basicamente, os números e as figuras geométricas. Então, com base nessas classificações, é possível desenvolver outras áreas do conhecimento matemático. Este conceito de organização é muito importante em diversas áreas.

de organização é muito importante em diversas áreas. A disposição de contêineres em navios e medicamentos
de organização é muito importante em diversas áreas. A disposição de contêineres em navios e medicamentos

A disposição de contêineres em navios e medicamentos em uma prateleira, são exemplos de situações que envolvem organização e classificação.

Neste grupo, trabalhar as seguintes competên- cias e habilidades:

• Reconhecer os con-

juntos numéricos.

• Saber utilizar proprie- dades da potenciação.

• Aplicar as proprieda- des da potenciação.

• Saber reconhecer um

número escrito na forma de notação científica.

• Reconhecer radicais

e aplicar as propriedades

da radiciação.

• Saber utilizar as pro-

priedades da radiciação na resolução de proble-

mas.

• Ler, interpretar e re-

solver situações-proble- ma envolvendo radicais,

• Saber resolver ex-

pressões com radicais.

• Aplicar o conceito de

frações equivalentes na racionalização de deno-

minadores.

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58

Embora o conjunto dos números reais já tenha sido apresentado aos alunos no 8º ano, acreditamos ser impor- tante retomar esse es- tudo, em virtude de sua grande aplicação nos conteúdos algébricos e aritméticos apresenta- dos a eles ao longo do 9º ano. Incentivar os alu- nos a se manifestarem sobre o que precisa ser recordado ou aprendido dentro do tema.

Associar a classificação dos conjuntos numéricos a outros tipos de orga- nização e classificação presentes em diversas áreas, como na logística, disposição de remédios em uma prateleira e gru- pos alimentares. Reforçar que a habilidade de clas- sificação e organização de números auxilia não ape- nas na Matemática, mas também em outras áreas do conhecimento.

A potenciação foi tra- balhada em séries an- teriores, sendo as pro- priedades estudadas nos últimos três anos. No en- tanto, dada a sua impor- tância para o cálculo al- gébrico apresentado no 9º ano e o estudo sobre radicais no próximo capí- tulo, é importante que os alunos façam uma rápida revisão sobre o tema, inclusive demonstrando, de forma algébrica, algu- mas de suas proprieda- des, como a do expoente zero e a do expoente in- teiro negativo.

VALENTYN VOLKOV / SHUTTERSTOCK
VALENTYN VOLKOV / SHUTTERSTOCK

Na divisão dos grupos de alimentos em um estudo nutricional, também se utilizam uma organização e uma classificação.

Do que foi exposto anteriormente, so- bre os conjuntos numéricos, temos:

Conjunto dos números naturais () = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12, …}

)  = {0, 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10, 11, 12,

Conjunto dos números inteiros () = {…, –4, –3, –2, –1, 0, 1, 2, 3, 4, …}

Conjunto dos números racionais ()

=

a

b |a , b

*

Exemplos

=

 −

3 , 3

;

;

1 ; 0 ; 2 , 5

;

11

2

;

Conjuntos dos números irracionais

Os números irracionais são aqueles que não podem ser escritos sob a forma de uma razão entre dois inteiros. De maneira geral, são formados por decimais não exa- tos e não periódicos. Perceba que certos conjuntos numéri- cos são subconjuntos de outros conjuntos numéricos. Por exemplo, todo número na- tural é também um número inteiro. Assim, dizemos que está contido em (). De maneira geral, temos:

Capítulo 3 – Números reais \ Grupo 2

Mas, e o conjunto dos números irracio- nais? Note que não está contido em ne- nhum dos conjuntos anteriores. A união de racionais com irracionais forma o conjunto dos números reais (). Podemos visualizar essas relações por meio de um diagrama:

Irracionais
Irracionais

Conclui-se então que os números reais formam um conjunto numérico que abran- ge todos os números dos demais conjun- tos numéricos estudados anteriormente.

Representação na reta No capítulo anterior, fizemos uso re- corrente de gráficos, construídos em um plano cartesiano. O plano cartesiano faz uso de dois eixos perpendiculares entre si no ponto (0, 0). Cada um dos eixos é a re- presentação geométrica dos infinitos nú- meros reais, ou seja, uma reta numerada é

a representação geométrica dos números reais em que cada ponto está associado a um dos infinitos números reais. Perceba com isso que, de forma intuitiva, já fazía-

mos uso da ideia de números reais. Agora,

você tem a oportunidade de organizar e sistematizar este conhecimento.

Potenciação e expoente zero

Nos anos anteriores, você teve oportu- nidade de estudar a potenciação. A poten- ciação representa, basicamente, multipli- cações de fatores iguais.

basicamente, multipli- cações de fatores iguais. Expoente 2 5 = 2 · 2 · 2 ·

Expoente

2 5 = 2 · 2 · 2 · 2 · 2 = 32

Base

Potência

EF9P-15-21

Matemática \ Ação e reação

Dizemos “basicamente” porque não é apenas isso. Quando o expoente é zero, ou inteiro negativo, o conceito envolvido na potenciação é ampliado. Vamos relembrar algumas de suas principais propriedades, considerando que todas são válidas para o conjunto dos números reais. A partir delas, mostraremos o que ocorre para expoente zero ou inteiro negativo.

Propriedades da potenciação no conjunto dos números reais

1ª propriedade: produto de potências de mesma base

a b · a c = a b + c

(a , b e c )

Exemplo 7 –3 · 7 5 = 7 –3 + 5 = 7 2 = 49

2ª propriedade: divisão de potências de mesma base

a b ÷ a c = a b – c

(a *, b e c )

Exemplo 5 8 ÷ 5 6 = 5 8 – 6 = 5 2 = 25

3ª propriedade: potência de um produto

(a · b) c = a c · b c

(a , b , c )

Exemplo

2

3

1

5

5

=

2

3

5



1

5

+

+

5

4ª propriedade: potência de um quociente

(a ÷ b) c = a c ÷ b c

(a , b *, c )

Exemplo [(+9) ÷ (–4)] 3 = (+9) 3 ÷ (–4) 3

5ª propriedade: potência de uma potência

[a b ] c = a b · c

(a , b e c )

Exemplo

[(

0 5

,

)

4

]

3

= ( , )

0 5

4 3

= ( , )

0 5

12

Agora, tomemos como base a 2ª proprieda- de, que fala da divisão de potências de mesma base, e consideremos a seguinte expressão com a *:

a

b

a

b

A expressão acima pode ser simplificada dividindo-se a potência do numerador pela potência do denominador, cujo quociente é 1 (numerador é igual ao denominador).

a

b

a

b

= 1

Por outro lado, poderíamos aplicar a 2ª propriedade:

a

b

a

b

=

a

b b

=

a

0

Comparando os resultados obtidos nas duas simplificações, temos a seguinte equivalência:

a 0 = 1

Na divisão inicial, devemos considerar a ≠ 0, pois não existe divisão por zero. Da mesma forma, temos então que:

Seguindo

a 0 = 1 , (a ∈ *) um raciocínio
a 0 = 1
, (a ∈ *)
um
raciocínio

semelhante,

acompanhe a próxima situação:

1

a b

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59

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60
60

Do que foi visto anteriormente, pode- mos substituir o numerador 1 por uma potência qualquer de expoente 0. Assim, temos:

1 a

=

0

a

b

a

b

Aplicando a 2ª propriedade, temos:

1

a

b

a

0

= =

a

b

a 0

b = a

b

Comparando a expressão inicial com o resultado obtido, teremos:

O estudo sobre a no- tação científica já foi apresentado, nesta cole- ção, em anos anteriores. Antes de iniciar o assun- to utilizando-se do livro, é interessante questio- nar os alunos sobre o que sabem a respeito de potências de base 10.

1 = a − b a b
1
= a
− b
a
b

, (a * e b )

De maneira análoga, temos, ainda:

− n n  a   b    =   
− n
n
a 
 b 
=
b
a

, (a *, b *e n )

Notação científica

Em séries anteriores, já apresenta- mos uma expressão matemática conhe- cida como notação científica. Vamos re- cordar este assunto e aprofundá-lo um pouco mais. Antes, contudo, vamos relembrar al- guns padrões observados para potências com base 10 e expoente inteiro. Observe, inicialmente, a regularidade encontrada para base 10 e expoente não negativo:

10 4 = 10.000 10 3 = 1.000 10 2 = 100 10 1 = 10 10 0 = 1 Repare que o expoente indica a quan- tidade de zeros nas potências de base 10.

Capítulo 3 – Números reais \ Grupo 2

Agora, vejamos o que ocorre com ex- poentes negativos:

10

10

10

1

− 1 = = 0 , 1 10 1 − 2 = = 0 ,
1
=
= 0 , 1
10
1
2
=
= 0 , 01
100
1
3
=
= 0 , 001
1
. 000

110 4 =

1

10 000

.

= 0 , 0001

Neste caso, considerando o expoente

negativo, podemos chegar a algumas con-

clusões:

• O valor absoluto do expoente in- dica quantascasas decimais tem a potência de base 10.

• Ou o valor absoluto do expoente indica o total de algarismos zero da potência de base 10 que ante- cedem o primeiro algarismo signi- ficativo.

Agora, tomando como referência po- tências de base 10, podemos trabalhar com mais segurança a notação científica. Por definição, uma expressão é chama- da de notação científica quando apresenta as seguintes condições:

a · 10 n

em que:

a é um número real maior ou igual a 1 e menor que 10 (1 ≤ a < 10);

n é um número inteiro (n ).

Assim, são exemplos de números escritos em notação científica:

a. 3,2 · 10 5

b. 9,99 · 10 –11

c. 6 · 10 47

d. 3,051 · 10 –103

ALEX STUDIO / SHUTTERSTOCK

Matemática \ Ação e reação

Mas, qual é a utilidade deste tipo de expressão? E por que recebe esse nome?
Mas, qual é a utilidade
deste tipo de expressão?
E por que recebe esse nome?

O garoto tem razão. Afinal, para que serve uma expressão escrita nesse forma- to? E por que recebe esse nome?

Para responder a essas perguntas, va- mos voltar um pouco na história. Ao lon- go dos vários séculos de desenvolvimento das diversas áreas ligadas às ciências, o homem evoluiu muito em seus estudos, sobretudo com a invenção de instrumen- tos de observação, como o microscópio e o telescópio.

EF9P-15-21 WAVEBREAKMEDIA / SHUTTERSTOCK
EF9P-15-21
WAVEBREAKMEDIA / SHUTTERSTOCK

Microscópios cada vez mais avançados permitem o estudo de elementos cada vez menores.

61 JORG HACKEMANN / SHUTTERSTOCK
61
JORG HACKEMANN / SHUTTERSTOCK

Telescópios cada vez mais potentes permitem o estudo de astros cada vez mais distantes.

Por meio desses e de outros instrumen- tos, o homem precisou fazer uso de núme- ros com uma quantidade cada vez maior de algarismos, para representar medidas ou muito grandes ou muito pequenas. Veja estes exemplos:

A distância média do planeta Saturno

ao Sol, em determinado instante, é de:

1.429.400.000 km

A massa de um átomo de hidrogênio é

de aproximadamente:

0,00000000000000000000000166 g

Assim, escrever e ler esses números e operar com eles não é uma tarefa muito rápida. Mesmo com auxílio de modelos comuns de calculadora, não podemos tra- balhar com esses números, em razão da grande quantidade de algarismos. Por outro lado, por meio da notação científica, podemos escrevê-los de uma maneira mais simples. Acompanhe alguns exemplos:

3.000 = 3 · 1.000 = 3 · 10 3

520.000 = 5,2 · 100.000 = 5,2 · 10 5

0,0005 = 5 · 0,0001 = 5 · 10 4

0,000047 = 4,7 · 0,00001 = 4,7 · 10 –5

62
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O uso de notação científica passará a ser, a partir desta série, re- corrente no estudo das ciências, seja em Física ou em Química. Dessa forma, é importante que os alunos compre- endam bem esse con- ceito, que servirá de ferramenta para o estu- do de conteúdos nessas disciplinas.

Com isso, o exemplo dado sobre a dis- tância média de Saturno ao Sol poderá ser reescrito da seguinte maneira:

1.429.400.000 =

= 1,4294 · 1.000.000.000 =

= 1,4294 · 10 9

= 1,4 · 10 9 km

Assim, a distância média entre Saturno e o Sol é, aproximadamente, de 1,4 · 10 9 km. Já a massa de um átomo de hidrogênio pode ser assim representada:

0,00000000000000000000000166 =

= 1,66 · 0,000000000000000000000001 =

= 1,66 · 10 24 g

Perceba que representamos esses nú- meros de uma maneira mais simples, ocu- pando um espaço menor. Da mesma forma, para descobrir a massa de 1.000 átomos de hidrogênio, de- veríamos multiplicar a massa de 1 átomo por 1.000. Fazendo uso da notação cientí- fica, temos:

1.000 · (1,66 · 10 24 ) =

= 10 3 · 1,66 · 10 –24 =

= 1,66 · 10 24 + 3 =

= 1,66 · 10 21 g

Capítulo 3 – Números reais \ Grupo 2

Observe que o cálculo foi realizado sem o uso de muitos algarismos em cada fator. De maneira geral, a notação científica é também uma forma-padrão de escrever nú- meros utilizando potências de base 10, até mesmo porque nosso sistema de numera- ção é de base decimal. Em outras áreas do conhecimento, como em Física ou Química, essa forma de escrita é muito comum.

ALEX STUDIO / SHUTTERSTOCK É, realmente. A escrita em forma de notação científica possui várias
ALEX STUDIO / SHUTTERSTOCK
É, realmente. A escrita
em forma de notação
científica possui várias
utilidades!
Mapa conceitual Números reais Potenciação Notação e expoente científica zero EF9P-15-21
Mapa conceitual
Números
reais
Potenciação
Notação
e expoente
científica
zero
EF9P-15-21

MATEMÁTICA • GRUPO 2 • AÇÃO E REAÇÃO

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Atividade 19 • Números reais

Exercícios de Aplicação

Números reais

Capítulo 3
Capítulo
3

01) No estudo dos números reais, verifi- camos a existência de outros conjuntos e a possibilidade de fazer classificações. Ainda na teoria, fizemos aplicações desse estudo em situações de nosso cotidiano que exigem algum tipo de classificação ou organização. Além das citadas na teoria, cite três outras situações que requerem o uso de algum tipo de classificação.

Resposta pessoal. Sugestão: livros em prate-

leiras de uma biblioteca, ordem das palavras apresentadas em um dicionário, disposição

de produtos em um grande estoque.

02) Complete as lacunas com (perten- ce) ou (não pertence).

a. 18 ∈  ∉ b. –12  c. 9 ∈  d. 0,5 ∉
a. 18
∈ 
b. –12
c. 9
∈ 
d. 0,5
2
e.
3
f.
7
g. –6

03) Para representar números inteiros, ou até mesmo certos números racionais, em uma reta, basta considerar intervalos iguais, com pontos equidistantes, e fazer algumas poucas divisões. No entanto, a representação geométrica de números ir- racionais não é tão direta, a menos que se represente de forma aproximada. Porém há caminhos alternativos. Siga os passos indicados e represente, na reta numérica, o número irracional re-

• Sobre

a

reta

r,

a

uma

unidade

distante

da

origem,

trace

um

segmento AB com 1 unidade de

comprimento (segmento OA ), per- pendicular à reta r no ponto A. • Com o compasso e centro em O,

trace um arco de raio OB que cruza a reta r num ponto C. O segmento

OC terá medida de comprimento. 2 unidade de B O A C r 0 1
OC terá medida de
comprimento.
2 unidade de
B
O
A C
r
0 1
2

04) Considere o quadrado a seguir, de

lado 1 unidade. Determine a medida de

sua diagonal d. d
sua diagonal d.
d

1 unidade

Aplicando o teorema de Pitágoras, temos:

d

2

=

1

2

+

1

2

2

d

=

1

+

1

d

2

= 2

d =

2
2
 

(d > 0)

Pedir aos alunos que providenciem um com-

passo e uma régua para esta aula. O exercício 04 tem por finalidade mos- trar a razão pela qual a construção realizada no exercício 3 resulta, de fato, na identifica- ção do irracional 2 na

reta. Fazer com que os alunos percebam esse fato estabelecendo essa relação.

ção do irracional 2 na reta. Fazer com que os alunos percebam esse fato estabelecendo essa

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64

05)

alfabeto grego π indica o quociente entre o

perímetro da circunferência e o seu diâme- tro. Porém, apesar de ser obtido por meio de uma divisão, π é um número irracional. Explique o motivo pelo qual isso acontece.

O número representado pela letra do

Apesar de π representar o resultado de uma divisão, os termos envolvidos nela não são, simultaneamente, inteiros. Assim, se a medi- da do diâmetro for dada por um número in-

teiro, o mesmo não ocorre com a medida do comprimento da circunferência, e vice-versa.

Exercícios Propostos

Capítulo 3 – Números reais \ Grupo 2

No exercício 07, os re- sultados apresentados são apenas sugestões. Deixar claro que podem existir, considerando ra- zões equivalentes, infini- tas soluções possíveis.

06) Considerando que a raiz quadrada de um número real não negativo e não qua- drado perfeito resulta num número irra- cional, quais das raízes a seguir são núme- ros irracionais?

12 ; 49 ; 64 ; 91 ; 104 ; 32 12 ; 91 ;
12 ;
49 ; 64 ;
91 ; 104 ;
32
12 ; 91 ; 104 ; 32

07) Um número será considerado racio- nal se puder ser escrito sob a forma de uma razão entre dois inteiros. Com base nisso, represente cada número racional a seguir como uma razão entre dois inteiros.

7

10

10

2

107

100

13

4

a. 0,7 =

b. –5 =

c. 1,07 =

d.

3

1

4

=

08) Determine o número irracional que corresponde à medida da diagonal do re- tângulo com
08) Determine o número irracional que
corresponde à medida da diagonal do re-
tângulo com lados medindo 2 u e 3 u e,
depois, represente-o na reta r.
2
r
–1
0
1 2 3
4
5
13
d =
13

Aplicando o teorema de Pitágoras, temos:

d

2

=

2

2

+

3

2

d

2

=

4

+

9

 

d

2

= 13

d =

13
13
 

(d > 0)

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Matemática \ Ação e reação

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65

Atividades 20 e 21 • Potenciação e o expoente zero

Exercícios de Aplicação

01) No texto teórico, tivemos a oportuni- dade de estudar o que ocorre quando uma potência tem expoente zero. Vimos isso de forma algébrica. Neste exercício, vamos verificar essa mesma propriedade fazendo uso de uma sequência numérica. Acompa- nhe os passos. a. Complete a tabela com o valor de cada potência.

2

5

32

2

4

16

2

3

8

2

2

4

2

1

2

b. De uma linha para a próxima, o que ocorre com o valor do expoente? E com o valor da potência?

O expoente diminui 1 unidade e, conse-

quentemente, pelo fato de a base ser 2, a potência é dividida por 2.

c. Considerando sua conclusão no item anterior, complete, de manei- ra coerente, a tabela com a próxi- ma linha.

2

0

1

02) Ainda no texto teórico, mostramos al- gebricamente o que ocorre com o valor da potência quando ela apresenta o expoente inteiro negativo. Agora, considerando a ta- bela, complete-a seguindo o padrão exis- tente entre expoente e valor da potência e responda ao que se pede. Nas duas últi- mas linhas, escreva a potência sob a forma de fração.

2

3

8

2

2

4

2

1

2

2

0

1

 

1

2

–1

2

 

1

2

–2

4

Sem utilizar propriedades da potencia-

ção, como é possível chegar ao valor de 2 1 apenas tomando como base o valor da li-

nha superior?

Uma vez que o expoente diminuiu 1 unida- de, basta dividir a potência por 2.

03) Faça uso das propriedades da poten- ciação e determine o valor numérico de cada expressão.

a. 3 –2 ˸ 3 –1

3 –2 ˸ 3 –1 = 3 –2 – (–1) =

= 3 –2 + 1 =

1

= 3 –1 =

3

b. (–2) 8 · (–2) –10

(–2) 8 · (–2) –10 =

= (2) 8 + (–10) =

= (–2) 8 – 10 =

 

1

1

= (–2) –2 =

=

 

(

2 )

2

4

EF9P-15-22

66
66

No exercício 04, o ob- jetivo é apenas reforçar o fato de que, qualquer que seja a base real não nula elevada a zero, a potência será sempre 1.

Capítulo 3 – Números reais \ Grupo 2

c. (2

1

)

3

=

2

(

1 ) 3

=

2

3

=

1

=

1

3

2

8

d. [(–3) · (–2)] 2

[(

3

)

(

2

)]

2

=

(

3

)

2

(

2

)

2

=

=

1

1

=

 
 

(

3

)

2

 

(

2 )

2

 
 

1

1

 

1

==

=

 

9

4

 

36

 

04)

Determine o valor de cada potência a seguir.

a.

b.

c.

d.

15 0 = 1 (–15) 0 = 1 0  1  = 1 
15 0 =
1
(–15) 0 =
1
0
1 
=
1
 
 
15
0
(
)
15
=
1

Exercícios Propostos

Por meio de expres- sões como a apresenta- da no exercício 05, o alu- no tem a oportunidade de retomar conteúdos elementares, como a divisão de frações. Veri- fique se o grupo está se- guro sobre a resolução desse tipo de expressão. Se necessário, propor expressões semelhantes para que possam treinar.

O exercício 06 tem por objetivo avaliar a aten- ção do aluno, que deve- rá perceber que toda a expressão está elevada a 0. Logo, o resultado será 1. Comente também que é importante verifi- car, ainda que por esti- mativa, se a base dada pela expressão indicada entre colchetes não será zero.

05)

guinte expressão:

Determine o valor numérico da se-

1 − 2 0 2 1 + 2 − 1 3
1
− 2
0
2
1
+ 2
1
3

1

1 2

− 2 2 2 3 +
2
2
2
3
+
− 1 2 1 1 +
− 1
2
1
1
+

=

=

3 2

6

6

1 − 3 2   1   6 = = − ⋅ =
1
3
2
1
6
= =
=
5
2 
5
1
6
== − 3

5

06)

guinte expressão:

Determine o valor numérico da se-

4

+

(

5

)

3

÷

6

2

(

1 , 5

)

1

0

1

07)

Considere a seguinte expressão:

( x

n

+

y

n

)

2

valor

para x = 2, y = 3 e n = 2.

Determine

o

dessa

expressão

(

2

2

+

3

)

2 2

=

4

1

2

 

=

 

+

3

2

2

=

=

4

+

1

9

=

 

36

 

1

2

 

=

9

+ 99

=

=

37

2

1

=

. 369

 

9

 

81

EF9P-15-22

Matemática \ Ação e reação

08) Considere uma relação com inverso do quadrado dada por:

y = 1

x

4

2 , x 0

Mostre, utilizando propriedades das potências, que uma forma equivalente de se escrever essa relação é dada por y = (2x) 2 .

 

1

y

=

4

x

2

 

1

y

=

2

2

x

2

y

=

1

 

(

2 x )

2

 

=

(

2 x

)

2

y

 

(

2 x )

0

y

=

(

2 x )

2

y

y

= 2 x

(

= (

)

)

0 2

2

x 22 , para x 0

Atividades 22 e 23 • Notação científica

Exercícios de Aplicação

67
67

01) A velocidade da luz no vácuo é difícil de se imaginar, pois é de aproximadamente 300.000.000 m/s, ou seja, a luz percorre uma distância de 300 milhões de metros em ape- nas 1 segundo!

IKKYTOK / SHUTTERSTOCK N
IKKYTOK / SHUTTERSTOCK
N

Feixe de luz partindo da lâmpada de uma lanterna.

Escreva essa velocidade em quilômetros por segundo, usando a notação científica.

300.000.000 m/s = 300.000 km/s

300.000 = 3 · 10 5 A velocidade é de 3 · 10 5 km/s.

02) Considerando-se que a distância média entre a Terra e o Sol é de aproximadamente 150 milhões de quilômetros, quantos se- gundos um feixe de luz que foi emitido pelo Sol demora para chegar ao nosso planeta? E quantos minutos? Realize os cálculos fa- zendo uso da notação científica. (Dado: velocidade da luz = 3 · 10 8 m/s)

Temos que a velocidade da luz é de aproxi-

madamente 3 · 10 8 m/s ou 3 · 10 5 km/s. Por outro lado, a distância considerada (Terra-

-Sol) é de aproximadamente 150.000.000 km ou 1,5 · 10 8 km. Agora, efetuamos uma di-

visão:

1 5 10

,

8

=

1 , 5 10

10

8

3 10

5

3

5

=

0 , 5 10

3

Assim, o tempo será de 0,5 · 10 3 ou 500 se-

gundos. 500 : 60 = 8 e resto 20

Portanto o feixe de luz demorará 500 segun- dos ou 8 minutos e 20 segundos para chegar ao nosso planeta.

É interessante com- parar os resultados ob- tidos nos exercícios 01 e 02. Apesar de ser muito rápida, a velocidade da luz nos mostra quão distantes estamos do Sol. Afinal, mesmo com uma velocidade de 300 mil km/s, esta “viagem” demora cerca de 8 mi- nutos.

EF9P-15-22

68
68

Capítulo 3 – Números reais \ Grupo 2

03) Escreva cada número a seguir sob a forma de uma potência de base 10.

a. 100 =

b. 100.000 =

10

2

10

5

c. 0,0000001 =

10

–7

d. 0,0000000001 =

10

–10

04) Considere que a massa de 1 átomo de oxigênio seja de aproximadamente 2,7 · 10 –23 g. Com base nisso, qual deverá ser a massa aproximada de 8 · 10 20 áto- mos de oxigênio?

05) Escreva cada notação a seguir sob a forma de um número inteiro ou decimal.

 

a.

3 · 10 9 =

3.000.000.000

b.

5,12 · 10 6 =

 

5.120.000

8 · 10 20 · 2,7 · 10 –23 =

 

= 8 · 2,7 · 10 20 · 10 –23 =

c.

9 · 10 –7 =

0,0000009

=

21,6 · 10 –3 = 0,0216 A massa será de 0,0216 g

d.

1,023 · 10 –5 =

0,00001023

Exercícios Propostos

 
 

b.

(1,1 · 10 –9 ) · (1,6 · 10 –11 )

06) Escreva cada número a seguir sob a forma de notação científica.

a. 56.000 =

5,6 · 10 4

1,1 · 10 –9 · 1,6 · 10 –11 =

= 1,1 · 1,6 · 10 –9 · 10 –11 =

= 1,76 · 10 –20

b. 32.000.000 =

3,2 · 10 7

c. 0,0000056 =

5,6 · 10 –6

d. 0,0000000197 =

1,97 · 10 –8

07) Utilizando propriedades da potencia- ção, efetue os cálculos e dê a resposta sob a forma de notação científica.

a. (8 · 10 –18 ) · (1,5 · 10 23 )

8 · 10 18 · 1,5 · 10 23 =

= 8 · 1,5 · 10 –18 · 10 23 = =12 · 10 5 = 1,2 · 10 6

c.

(

7 5 10

,

17

)

(

2 5 10

,

15

)

7 , 5 10

17

= 3 10

32

2 , 5 10

15

EF9P-15-22

Matemática \ Ação e reação

08) Saturno é o sexto planeta do Sistema Solar, com órbita localizada entre as órbi- tas de Júpiter e Urano.

CVADRAT / SHUTTERSTOCK
CVADRAT / SHUTTERSTOCK

Considere Saturno uma esfera de diâ- metro 120.000.000 m. Em notação cientí-

fica, a medida do diâmetro de Saturno, em metros, é representada por:

R.: B

1,2 · 10 7 1,2 · 10 8

c. 1,2 · 10 9

a.

b.

d.

e.

1,2 · 10 10 1,2 · 10 11

69
69

No exercício 08, con- vertendo o diâmetro em notação científica, obtemos:

120.000.000 = 1,2 · 10 8

09) Escreva as expressões a seguir sob a forma de notação científica.

a. 23 · 10 23 =

b. 10,6 · 10 –11 =

2,3 · 10 24

1,06 · 10 –10

6 · 10 29

9,5 · 10 16

c. 0,06 · 10 31 =

d. 0,95 · 10 –15 =

MATEMÁTICA • GRUPO 2 • AÇÃO E REAÇÃO

EF9P-15-21

Capítulo 4
Capítulo
4

Faremos, neste início de capítulo, uma revi- são sobre os conceitos elementares envolvidos na radiciação. Na sequ- ência, serão apresenta- das as propriedades e operações com raízes, além da simplificação e racionalização de deno- minadores.

Radiciação

Radiciação

No capítulo anterior, retomamos o estu- do da potenciação. Considerando que toda operação matemática que estudaremos possui uma operação inversa, temos que a radiciação é o inverso da potenciação. Por definição, temos que:

Índice Radical n n a = b ⇔ b = a Raiz
Índice Radical
n
n
a = b ⇔ b = a
Raiz

Radicando

O termo raiz, em Matemática, pode

estar associado, segundo alguns historia- dores, à ideia de origem. Para alguns mate- máticos da Antiguidade, todo número qua- drado tinha uma origem, da mesma forma que todo número cúbico, e assim por dian- te. Dessa maneira, eles acreditavam que:

a origem do 4 é 2, pois 2² = 4;

• a origem do 49 é 7, pois 7² = 49.

Nos casos apresentados anteriormen- te, teríamos a raiz (origem) quadrada. Se o número estiver elevado ao cubo, teremos a raiz (origem) cúbica, e assim por diante.

) seria uma

variação da letra r, da palavra radix, com

O símbolo de radical (

da letra r, da palavra radix, com O símbolo de radical ( origem no latim. r
origem no latim. r →
origem no latim.
r →

com O símbolo de radical ( origem no latim. r → → → Aplicando a definição

com O símbolo de radical ( origem no latim. r → → → Aplicando a definição

Aplicando a definição mostrada ante- riormente, temos os seguintes exemplos:

I.

2 9 = 3 3 = 5
2
9
=
3
3
=
5

3

2 =

5

(

9

3 =

II. 125 5

125

III. 32 = −2 ⇔ −2

)

5 = −32

Podemos observar que, para índice par, só existirá raiz de radicandos reais não ne- gativos. Ao mesmo tempo, para índice ímpar, existirá raiz no conjunto dos reais, qual- quer que seja o radicando real.

Observações

Se pensarmos em um número real que, elevado ao quadrado, resulta em 25, che- garemos a dois números: +5 e –5.

(+5)² = 25 (–5)² = 25

No entanto, quando falamos em raiz quadrada, por definição, devemos buscar o número não negativo que, elevado ao quadrado, resulte no radicando. Raciocínio semelhante aplica-se para qualquer raiz de índice par. Além disso, o símbolo de radical sem o

) indica, por definição,

índice aparente ( uma raiz quadrada.

por definição, índice aparente ( uma raiz quadrada. De maneira resumida, temos que, para um número

De maneira resumida, temos que, para um número real a qualquer:

se a ≥ 0: n a = b ⇔
se a ≥ 0:
n
a
=
b

b

n =

a

onde n é um número natural positivo e b é um número real não negativo.

se a < 0:

devemos, neste caso, considerar duas pos- sibilidades: n é par ou n é ímpar.

• Para n inteiro e par: não definimos a raiz nos reais ().

• Para n inteiro e ímpar: a raiz é um nú- mero real negativo.

Cálculo de raiz por estimativa

ou utilizando-se a calculadora

O cálculo de uma raiz pode ser feito por meio de algoritmos, ou por meio de estima- tiva ou com uso de uma calculadora. Além desses métodos, podemos fazer uso da de- composição do radicando em fatores primos. Falaremos sobre esse método logo após o estudo das propriedades da radiciação.

OLJ STUDIO / SHUTTERSTOCK

EF9P-15-21

Matemática \ Ação e reação

Para o cálculo ser realizado por meio de estimativa, é importante que se tenham em mente as principais tabuadas. É por meio delas que podemos estimar valores de raiz para radicandos relativamente pe- quenos. Veja um exemplo:

Determinar, com aproximação de 1 casa

decimal, o valor de

20 .
20 .

Resolução

20 é um número irracional. Vamos é um número irracional. Vamos

fazer uma primeira aproximação pensando

em números inteiros:

A

4² = 16

5² = 25

Portanto: 4 < 20 < 5
Portanto:
4 < 20 < 5

Como queremos uma aproximação de 1 casa decimal, devemos buscar um nú- mero racional entre 4 e 5 que, elevado ao quadrado, mais se aproxime de 20. Assim, temos:

(4,1)² = 16,81 (4,2)² = 17,64 (4,3)² = 18,49 (4,4)² = 19,36 (4,5)² = 20,25

Por critérios de aproximação, 4,5 eleva-

do ao quadrado, está mais próximo de 20.

4,5 eleva- do ao quadrado, está mais próximo de 20. Logo, 20 ≈ 4 , 5

Logo, 20 4 , 5 .

Podemos obter um número mais pró-

ximo de 20 e com mais casas decimais fazendo uso de uma calculadora que tenha a função de raiz. Para isso, basta digitar o número referente ao radicando e, depois,

pressionar a tecla

. Alguns modelos de

calculadora, como as chamadas calculado- ras científicas, podem ter a ordem de di- gitação invertida, devendo-se, nesse caso,

a ordem de di- gitação invertida, devendo-se, nesse caso, primeiro pressionar a tecla para depois digitar
a ordem de di- gitação invertida, devendo-se, nesse caso, primeiro pressionar a tecla para depois digitar
a ordem de di- gitação invertida, devendo-se, nesse caso, primeiro pressionar a tecla para depois digitar

primeiro pressionar a tecla para depois digitar o número referente ao radicando. Fazendo desta forma, temos o seguinte va-

ao radicando. Fazendo desta forma, temos o seguinte va- lor aproximado para 20 : 20 ≈

lor aproximado para 20 :

20
20

4 , 472135954999579

Esse valor é aproximado e dado pelas primeiras 15 casas decimais de infinitas existentes.

Propriedades da radiciação

Como toda operação matemática estu- dada anteriormente, a radiciação apresen- ta também algumas propriedades, no con- junto dos números reais. Vejamos algumas dessas propriedades.

As propriedades da radiciação são muito úteis em cálculos com radicais!
As propriedades
da radiciação são
muito úteis em cálculos
com radicais!

1ª propriedade

n a n = a
n
a
n
=
a

Com a real não negativo.

71
71

Apresentamos, ini- cialmente, algumas das principais proprieda- des da radiciação. Elas servem de base para outros cálculos, como simplificação de radi- cais e racionalização de denominadores. Assim, é importante que os alunos compreendam e exercitem as proprie- dades para terem segu- rança na sua aplicação.

EF9P-15-21

72
72

Verificar a necessi- dade de revisar a dife- rença entre os termos “não negativos” e “po- sitivos”. É possível que alguns alunos ainda façam confusão e con- siderem que sejam ex- pressões equivalentes.

É importante que os alunos tenham contato com alguns exemplos

que ilustrem a aplicabi- lidade das propriedades da radiciação. Dessa forma, podem verificar que este conhecimen-

to possui significado e,

com isso, não aprendem

a propriedade apenas

pela propriedade. Du- rante o estudo de radi- cais, outras situações se-

rão apresentadas nesse sentido.

Exemplos

2 a. 3 2 = 3 3 b. 11 3 = 11 5 1 
2
a.
3
2
= 3
3
b.
11
3
= 11
5
1 
1
5 
c.
=
 2 
2
2ª propriedade
n
n
n
a b
=
a
b

Com a e b reais não negativos.

Essa propriedade mostra que a raiz de um produto é o produto das raízes.

Exemplos

5 5 5 a. 6 7 ⋅ = 6 ⋅ 7 b. 5 ⋅ 20
5
5
5
a.
6 7
=
6
7
b.
5 ⋅ 20 = 5 ⋅ 20
1
2
1
2
c.
3
=
3
3
4
3
4
3
3ª propriedade
n
a a
n
=
n
b b

Com a real não negativo, b real positivo.

Essa propriedade mostra que a raiz de um quociente é o quociente das raízes.

Exemplos

a.

1 1 = 4 4
1
1
=
4
4

b.

3 1 1 3 = 8 3 8
3
1
1
3
=
8
3
8

c.

16 4 625
16
4
625

=

4 16 4 625
4
16
4
625

Capítulo 4 – Radiciação \ Grupo 2

4ª propriedade b n a b = a n a real positivo n natural positivo
4ª propriedade
b
n a
b
= a
n
a
real positivo
n
natural positivo
b
natural positivo

Essa propriedade apresenta algo novo:

expoente fracionário! Perceba que o índi- ce (n) indica o denominador do expoente

enquanto o expoente do radicando (b) in- dica o numerador do expoente fracionário.

Exemplos

5 2 5 a. 2 3 = 3 4 3 b. 3 19 4 =
5
2
5
a. 2
3
=
3
4
3
b. 3
19
4
=
19

Observe que, por meio desta proprie- dade, podemos resolver mais facilmente raízes em que o expoente do radicando é

múltiplo do índice. Acompanhe os próxi- mos exemplos.

4 c. = 5 12 5 3 3 d. = 7 3 7 3
4
c. =
5
12
5
3
3
d. =
7
3
7
3

12

4

=

=

7

5

1

3

=

=

7

125

Este último exemplo está relacionado à primeira propriedade apresentada, que

trata de expoente e índice iguais

( n a n = a ) .
(
n
a
n
=
a
) .

A seguir, fornecemos mais alguns exemplos de radicais em que o cálculo da raiz pode ser facilitado com o uso de algu-

mas das propriedades estudadas.

I.

3 3 4 ⋅ 2
3
3
4 ⋅
2

Observe que, se calcularmos as raízes

separadamente, não teremos valores exa- tos. Porém, aplicando a recíproca da 2ª pro- priedade, temos:

3 3 3 3 4 ⋅ 2 = 4 2 ⋅ = 8
3
3
3
3
4 ⋅
2
=
4 2
=
8

= 2

Matemática \ Ação e reação

II.

200 2
200
2

Calculando as raízes separadamente, não teremos valores exatos. Porém, aplicando a recíproca da 3ª propriedade, temos:

200 200 = 2 2
200
200
=
2
2
a recíproca da 3ª propriedade, temos: 200 200 = 2 2 = 100 = 10 Simplificação

= 100 = 10

Simplificação de radicais

As propriedades da radiciação, vistas anteriormente, são aplicadas nos cálculos com raízes para facilitar algum cálculo apa- rentemente trabalhoso. Nesse sentido, com base nas propriedades da radiciação, vere- mos como é possível simplificar um radical. Simplificar um radical consiste em escrevê-lo de forma mais simples e equi- valente ao radical inicial. Observe alguns exemplos.

Exemplo 1

Simplificar o radical

3 24 .
3
24 .

Primeiro, decompomos o radicando em fatores primos e escrevemos, no radican- do, sua forma fatorada.

24 = 2 3 · 3

Assim, temos: 3 24 = 3 2 3 ⋅ 3
Assim, temos:
3 24
= 3 2
3 ⋅
3

Na sequência, aplicamos outras pro- priedades da radiciação:

= sequência, aplicamos outras pro- priedades da radiciação: Assim, temos que 3 24 é equivalente ao dobro

Assim, temos que

3
3

24 é equivalente

ao dobro da raiz cúbica de 3:

3 24
3
24

=

3
3

2 3

Observação – Podemos escrever o pro-

duto de um número por um radical sem que o sinal de multiplicação esteja indica-

do

( 2

3 ⋅ 3
3
3

=

3 )
3
)

2 3

.

73
73

Embora não tenhamos chegado a um valor numérico, o radicando foi reduzido (simplificado) de 24 para 3.

Exemplo 2

Determinar

o

valor

numérico

para

11.025 .
11.025 .

Fatorando o radicando, temos:

11.025 = 5 2 · 7 2 · 3 2

Substituindo o radicando por sua forma fatorada:

11 025 . = 5 2 ⋅ 7 2 ⋅ 3 2
11 025
.
=
5
2
7
2
3
2

É importante que os alunos tenham consci- ência de que as proprie- dades das operações matemáticas têm por finalidade facilitar os cálculos. Alguns alunos podem ter a ideia de que são apenas propriedades para serem memoriza- das, sem nenhuma apli- cação prática.

Apliquemos agora as propriedades da radiciação:

11 025 . = 5 2 ⋅ 7 2 ⋅ 3 2 = 5 2
11 025
.
=
5
2
7
2
3
2
=
5
2
7
2
3
2
=
=
5 ⋅ 7 ⋅ 3
= 105
=

=

Veja que, neste segundo exemplo, foi possível não apenas simplificar o radical como também determinar seu valor nu- mérico. Assim, a simplificação de um ra-

dical por meio da decomposição de seu radicando em fatores primos é uma boa alternativa para o cálculo do valor numé- rico de uma raiz.

Exemplo 3 Podemos simplificar os radicais escre- vendo seu radicando sob a forma de um produto de fatores primos. Assim, se co- nhecermos a raiz de alguns números pri-

mos, podemos chegar rapidamente ao valor da raiz de vários outros radicandos. Como exemplo, considere os seguintes va-

ao valor da raiz de vários outros radicandos. Como exemplo, considere os seguintes va- lores aproximados
ao valor da raiz de vários outros radicandos. Como exemplo, considere os seguintes va- lores aproximados
ao valor da raiz de vários outros radicandos. Como exemplo, considere os seguintes va- lores aproximados

lores aproximados para 2 , 3 e 5 :

EF9P-15-21

74
74

Antes de apresentar o texto para que os alunos acompanhem os passos em cada uma das de- monstrações realizadas (diagonal do quadrado e altura do triângulo equilátero), sugerimos instigá-los a deduzir es- tas fórmulas usando o teorema de Pitágoras.

2 3 5
2
3
5

1 , 4

1 , 7

2 , 2

Com base nesses valores, determine o

4 ≈ 1 , 7 ≈ 2 , 2 Com base nesses valores, determine o valor

valor aproximado de 6, 10 , 15 e 30 .

Resolução

6 = 2 ⋅ 3 ≈ 1, 4 ⋅ 1, 7 = 2 , 38
6
= 2 ⋅ 3 ≈ 1, 4 ⋅ 1, 7 = 2 , 38
10
=
2 ⋅
5
≈ 1, 4 ⋅ 2 , 2 = 3, 08
15
=
3 ⋅
5
≈ 1, 7 ⋅ 2 , 2 = 3, 74
2 , 2 = 3, 08 15 = 3 ⋅ 5 ≈ 1, 7 ⋅ 2

30 = 2 3 5 1, 4 1, 7 2 , 2 = 5, 236

As propriedades da radiciação possibilitam a simplificação de radicais. 4 4 32 = 2 2
As propriedades
da radiciação
possibilitam
a simplificação
de radicais.
4
4
32 = 2 2
OLJ STUDIO / SHUTTERSTOCK

Aplicando conhecimentos

Vejamos agora algumas situações em que se faz necessário o uso de radicais e de suas propriedades. São situações relaciona- das ao estudo da geometria. Acompanhe.

Capítulo 4 – Radiciação \ Grupo 2

Situação 1 Consideremos um quadrado de lado L

e diagonal d. D A d L C L B
e diagonal d.
D
A
d
L
C
L B

Aplicando o teorema de Pitágoras, po- demos estabelecer uma relação entre as medidas d e L. Veja:

d 2 = L 2 + L 2 d 2 = 2 L 2 d
d
2
=
L
2
+
L
2
d
2
=
2 L
2
d
=
2 L
2
d
=
2 ⋅
L
2
d
=
L
2

Com isso, podemos concluir que a me-

dida da diagonal de um quadrado equivale

à medida do lado multiplicada por

Como exemplo, consideremos um qua-

2.
2.
lado multiplicada por Como exemplo, consideremos um qua- 2. drado com lado medindo 8 cm. Quanto

drado com lado medindo 8 cm. Quanto deverá medir sua diagonal?

Resolução Poderíamos, para responder a esta questão, aplicar o teorema de Pitágoras. No entanto, fazendo uso da relação entre

a medida do lado (L) e a diagonal (d) de um

quadrado, podemos chegar ao valor pedi- do de forma mais rápida e objetiva. Veja:

d = 8 ⋅ 2 d = 8 2 ⋅ d = 16 d =
d
=
8
2
d
=
8 2
d
=
16
d
=
4

A diagonal medirá 4 cm.

EF9P-15-21

Matemática \ Ação e reação

Situação 2 Consideremos agora um triângulo equi- látero ABC de lado L e altura h.

A h L C M L
A
h
L
C M
L

2

B

Com base no teorema de Pitágoras, es- crever uma fórmula que relacione as me- didas L e h, escrevendo h em função de L.

Tomando como base o triângulo ABM, temos:

h

h

h

h

h

h

h

h

2

2

2

2 L  +  = L 2    2  2 L
2
L 
+ 
=
L 2
 2 
2
L 
2
= L
− 
 2 
2
L
2
= L

4

2 2 4 LL − L 2 = 4 2 3 L 2 = 4
2
2
4 LL −
L
2
=
4
2
3 L
2
=
4
2
3 L
=
4
2
3 ⋅
L
=
4
L
3
=

2

Com isso, concluímos que a medida da al- tura (h) de um triângulo equilátero equivale

medida da al- tura (h) de um triângulo equilátero equivale à metade do produto do lado

à metade do produto do lado (L) por 3.

Exemplo Determinar a medida da altura de um

triângulo equilátero cujo lado mede

medida da altura de um triângulo equilátero cujo lado mede 18 m. Resolução Aplicando a fórmula

18 m.

Resolução Aplicando a fórmula deduzida anterior- mente, temos:

h

h

h

h

=

=

=

=

h =

h =

L 3
L
3

2

18 ⋅ 3
18
3

2

18 ⋅ 3
18
3

2

54
54

2

3 2 ⋅ 3 ⋅ 2
3
2
3 ⋅ 2

2

3 6
3 6

2

A medida da altura do triângulo dado

é

de

3 6
3
6

2

m. Caso queiramos um valor

aproximado para a altura, devemos consi-

queiramos um valor aproximado para a altura, devemos consi- derar o valor aproximado para 6 .

derar o valor aproximado para 6 . Assim,

devemos consi- derar o valor aproximado para 6 . Assim, considerando 6 ≈ 2 , 45

considerando 6 2 , 45 :

h

2

h

3 68

,

A

medida aproximada da altura do

triângulo equilátero será de 3,68 m.

75
75

MATEMÁTICA • GRUPO 2 • AÇÃO E REAÇÃO

EF9P-15-22

Capítulo 4
Capítulo
4

Radiciação

Atividade 24 • Radicais

Exercícios de Aplicação

No exercício 01, item b, verificar se estão uti- lizando adequadamen- te o sinal de parênteses.

No exercício 03, apro- veitar para enfatizar a razão pela qual poten- ciação e radiciação são operações inversas, uma vez que o aluno deverá aplicar a poten- ciação elevando a raiz ao valor dado no índice para determinar o radi- cando.

Aproveitar o exercício 04 para desenvolver o cálculo mental.

01) Complete corretamente as lacunas em cada item a seguir.

6 é um nú-

36 = 6
36 =
6

a.

, pois

b.

c.

mero real positivo e

6

2

= 36.

3 27

= –3

, pois

é um

= –27.

2 é um nú-

–3

(–3) 3

número real negativo e

4 16 = 2
4 16 =
2

, pois

mero real positivo e

2

4

= 16.

02)

Determine entre quais números natu-

rais consecutivos se encontra cada raiz. a. 6 < 38 < 7 b. 10 <
rais consecutivos se encontra cada raiz.
a.
6
< 38 <
7
b.
10
<
110 <
11

Exercícios Propostos

c. 8 < 72 < 9 d. 27 < 5 < 6 e. 180 <
c. 8
<
72 <
9
d. 27 <
5
<
6
e. 180 <
13
<
14

03) Complete cada igualdade determi-

nando o radicando correto.

3 a. 2 8 = 5 b. −2 –32 = 3 c. −5 –125 =
3
a. 2
8
=
5
b. −2
–32
=
3
c. −5
–125
=
2
d. 12
144
=
e. 14
196
=

04)

por um número inteiro ou irracional.

Em cada item, escreva se a raiz é dada

a. 3 16 Irracional
a.
3
16
Irracional
4 b. 1 Inteiro
4
b.
1
Inteiro
c. 3 125 Inteiro
c.
3
125
Inteiro
d. 2 289 Inteiro
d.
2
289
Inteiro
e. 3 −15 Irracional
e.
3
−15
Irracional

05) Complete corretamente as lacunas entre cada par de raízes com um dos si- nais: <, > ou =.

a. 8

3 < 4 81 2 3 > −27 4 = 9 2 > 3 −125
3
< 4
81
2
3
> −27
4
=
9
2
>
3 −125
2
<
100

b. 9

c. 81

d. 25

e. 36

06) Algumas raízes não pertencem ao conjunto dos números reais. De acordo com o valor do índice e do radicando, é possível verificar se a raiz é real ou não. Com base nisso, escreva que condição deve existir para que a raiz seja pertencen- te ao conjunto dos números reais.

Caso o índice da raiz seja par, o radicando deve ser positivo ou nulo. Sendo ímpar o índice, o radicando pode assumir qualquer valor real. Respeitadas essas condições, a

raiz será pertencente ao conjunto dos nú- meros reais.

Matemática \ Ação e reação

77
77

Atividades 25 e 26 • Propriedades da radiciação

Exercícios de Aplicação

01) Verificamos, na teoria, que existem duas propriedades na radiciação sobre

operações com radicais, sendo uma re- ferente ao produto e outra referente ao quociente de radicais. Mas será que essas propriedades são válidas também para a adição e a subtração? Para responder a essa pergunta, considere os itens a e b.

a. Calcule o valor de cada expressão apresentada a seguir isoladamen- te. Depois, verifique se a igualdade é, de fato, verdadeira, inserindo o sinal = ou ≠ entre elas, completan- do adequadamente a frase.

3 ≠ 3 3 1 + 8 1 + 8 3 9 ≠ 1 +
3
3
3
1
+
8
1
+
8
3
9
1
+
2
3
9
3
As expressões mostradas
não são

equivalentes. Logo, a raiz de uma

soma

riamente, à soma das raízes.

,necessa-

não é equivalente

b. Faça como no item anterior. 16 − 4 ≠ 16 − 4
b. Faça como no item anterior.
16 − 4
≠ 16 − 4
3 2  3     3  10 2  5 
3
2 
3 
3 
10
2
5 
3
 

=

2

3

e. =

f. 2

3

10

5

=

2

3  

2

=

4

9

03)

zar mais de uma propriedade. Acompanhe o exemplo:

No cálculo de uma raiz, pode-se utili-

6 9 6 9 3 2 ⋅ 5 = 3 2 ⋅ 3 5 =
6
9
6
9
3 2
5
=
3 2
3 5
=
6 9
= 2
3 ⋅
5
3
=
2
= 2
5
3 =
=
= 500
Faça como no exemplo e dê o valor nu-
mérico de cada raiz.
4 125
=
 

a.

 
2 4 6 7 ⋅ 3
2
4
6
7 ⋅ 3
2 7 4 ⋅
2
7
4
 
2 3 6
2
3
6

=

 

4 6

 

=

7

2

3

2

=

=

7

2

3

3

=

 

=

49

27

=

12
12

4

2

= 1 . 323

12
12
 

2

As expressões mostradas

equivalentes. Logo, a raiz de uma

neces-

sariamente à diferença das raízes.

diferença

não são

não é equivalente

02) Aplique as propriedades da radicia- ção e determine o valor de cada raiz.

2 a. 3 2 = 3 9 3 3 7 3 b. 7 9 =
2
a. 3 2 =
3
9
3
3
7
3
b. 7 9 =
=
7
=
343
5
c. 11 5 =
11
6
3
2
5
2
=
5
=
125
d. 5 6 =
EF9P-15-22

b.

15 3 5 10 5
15
3
5
10
5
   
5 15 3 5 10 5
5
15
3
5
10
5

=

 

15

 

3

5

=

10

=

 

5

5

=

3

3

=

5

2

=

27

 
 

25

 

EF9P-15-22

78
78

No exercício 04, item d, verificar se os alunos fazem uso adequado dos parênteses.

No exercício 06, co- mentar também que se trata de operações inversas (a raiz enési- ma elevada à enési- ma potência). Assim, anulam-se. Exemplificar que pode ser entendi- do como “adicionar n e subtrair n” ou “multipli- car por n e dividir por n”.

04) Em cada item a seguir, transforme o radical na forma de uma única potência com expoente fracionário.

4na forma de uma única potência com expoente fracionário. 3 05) Escreva cada potência na forma

3

05) Escreva cada potência na forma de um radical com radicando inteiro.

2

a. 5 3 =

1

b. 7 4 =

3 2 3 5 = 25 4 1 4 7 = 7
3
2
3
5
=
25
4
1
4
7
=
7

Exercícios Propostos

Capítulo 4 – Radiciação \ Grupo 2

c.

5

6 3 =

3

d. 9 4 =

3 5 3 6 = 7 776 . 4 3 4 9 = 729
3
5
3
6
=
7 776
.
4
3
4
9
=
729

06)

diciação e da potenciação já estudadas,

Com base nas propriedades da ra-

mostre que

n ( n ) a
n
(
n
)
a

= a , para a > 0, e n *.

a

1

n

=

a

1 ⋅ n n
1
⋅ n
n

=

a

1 =

a

= ( (

)

n

07) Considerando as propriedades da ra- diciação e dois números positivos, x e y, identifique quais igualdades a seguir são verdadeiras e quais são falsas.

a. = x + y Falsa b. x 2 ⋅ y 2 = x y
a.
=
x
+
y
Falsa
b.
x
2
y
2
=
x y
Verdadeira
c. x⋅x = x Verdadeira
c.
x⋅x = x
Verdadeira

d.

Falsa

x − y = x − y
x − y = x − y

08) Fazendo uso das propriedades da ra- diciação, determine o valor numérico da potência indicada:

2

8 3 = ?

2

3

8

=