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Escolha sob Incerteza

Curso Microeconomia I

Escolha sob Incerteza (Aula 6)

Fl·via Chein

UFJF

Incerteza Curso Microeconomia I Escolha sob Incerteza (Aula 6) Fl·via Chein UFJF Fl·via Chein Curso Microeconomia

Fl·via Chein

Curso Microeconomia I

IntroduÁ„o

Escolha sob Incerteza

IntroduÁ„o Teoria da Utilidade Esperada Loterias Monet·rias e Avers„o ao Risco

AtÈ o momento estudamos escolhas que levam a resultados perfeitamente certos. Entretanto, na realidade, muitas decisıes econÙmicas importantes envolvem um elemento de risco.

Alternativas incertas tÍm uma estrutura que podemos utilizar para restringir as preferÍncias que indivÌduos "racionais" podem apresentar. Isso ir· nos permitir alguma vantagem, em termos de implicaÁıes, em relaÁ„o ao arcabouÁo utilizado nas aulas anteriores.

Escolha sob incerteza: estrutura na qual alternativas com resultados incertos s„o descritas por probabilidades em um conjunto abstrato de resultados possÌveis

RepresentaÁ„o de alternativas arriscadas: loterias

de resultados possÌveis RepresentaÁ„o de alternativas arriscadas: loterias Fl·via Chein Curso Microeconomia I

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IntroduÁ„o Teoria da Utilidade Esperada Loterias Monet·rias e Avers„o ao Risco

Teoria da Utilidade Esperada

Vamos iniciar descrevendo um aparato formal para modelar risco. Em seguida, vamos aplicar tal estrutura para estudar preferÍncias sobre alternativas arriscadas e para estabelecer o teorema da utilidade esperada.

Vamos imaginar que um tomador de decis„o depara-se com uma escolha entre diversas alternativas arriscadas. Cada alternativa arriscada pode resultar em um de uma sÈrie de possÌveis resultados, mas qual resultado ocorrer· de fato È incerto no momento em que o agente faz a sua escolha.

Formalmente, vamos denotar de C o conjunto de todos os resultados possÌveis. Tais resultados poder„o assumir diferentes formas. Podem ser, por exemplo, cestas de consumo. Nesse caso, C = X , o conjunto de consumo do tomador de decis„o.

de consumo. Nesse caso, C = X , o conjunto de consumo do tomador de decis„o.

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IntroduÁ„o Teoria da Utilidade Esperada Loterias Monet·rias e Avers„o ao Risco

Teoria da Utilidade Esperada

Por enquanto, vamos tratar C como um conjunto abstrato e, portanto, vamos permitir resultados mais gerais.

Vamos assumir que o conjunto C È Önito, os resultados ser„o

indexados por n = 1 ,

Vamos assumir, ainda, que as probabilidades associadas a escolha de qualquer alternativa s„o objetivamente conhecidas. Ex: as roletas s„o n„o viciadas.

Ponto de partida: deÖnÁ„o de loteria: dispositivo formal para representar alternativas arriscadas.

,

N .

de loteria: dispositivo formal para representar alternativas arriscadas. , N . Fl·via Chein Curso Microeconomia I

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Teoria da Utilidade Esperada

DeÖnition (DeÖniÁ„o 6.B.1)

Uma loteria simples L È uma lista L = ( p 1 ,

para todo n e Σ n p n = 1, onde p n È interpretado como a probabilidade de ocorrÍncia do resultado n .

, p N ) com p N 0

Uma loteria simples pode ser representada geometricamente como um ponto em um simplex de dimens„o

+ p N = 1 g . A Ögura a seguir

representa o simplex para o caso em que N = 3 .

Cada vÈrtice do simplex representa uma loteria degenerada em que um resultado ocorre com certeza e os outros dois tÍm probabilidade igual a zero.

( N 1 ) , = f p 2 R N

+ : p 1 +

probabilidade igual a zero. ( N 1 ) , ∆ = f p 2 R N

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Teoria da Utilidade Esperada

Esperada Loterias Monet·rias e Avers„o ao Risco Teoria da Utilidade Esperada Fl·via Chein Curso Microeconomia I
Esperada Loterias Monet·rias e Avers„o ao Risco Teoria da Utilidade Esperada Fl·via Chein Curso Microeconomia I

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IntroduÁ„o Teoria da Utilidade Esperada Loterias Monet·rias e Avers„o ao Risco

Teoria da Utilidade Esperada

Quando N = 3, È conveniente representarmos o simplex em duas dimensıes, na forma de um tri‚ngulo equil·tero.

No tri‚ngulo equil·tero, a soma das perpendiculares a partir de qualquer ponto atÈ qualquer dos trÍs lados È igual a altura do tri‚ngulo.Logo, È comum representar o simplex quando N = 3 como um tri‚ngulo equil·tero com altura igual a 1.

Assim, temos a propriedade geomÈtrica que a probabilidade p n de um resultado n em uma loteria associada a algum ponto no simplex È igual ao comprimento da perpendicular desse ponto atÈ o lado oposto ao vÈrtice n .

igual ao comprimento da perpendicular desse ponto atÈ o lado oposto ao vÈrtice n . Fl·via

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Teoria da Utilidade Esperada

e Avers„o ao Risco Teoria da Utilidade Esperada Em uma loteria simples, os resultados que podem

Em uma loteria simples, os resultados que podem ocorrer s„o certos. Uma variante mais geral de uma loteria, conhecida como loteria composta, permite que os resultados da loteria sejam loterias simples.

como loteria composta, permite que os resultados da loteria sejam loterias simples. Fl·via Chein Curso Microeconomia

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Teoria da Utilidade Esperada

DeÖnition (DeÖniÁ„o 6.B.2)

Dado K loterias simples L k = ( p ,

k

, p

N k ) , k = 1 ,

 

K , e

1

,

probabilidades α k 0 com Σ k α k = 1, a loteria composta

, simples L k com probabilidade α k para k = 1 ,

( L 1 ,

L K ; α 1 ,

,

α K ) È a alternativa arriscada que gera a loteria

, K .

Para qualquer loteria composta ( L 1 ,

podemos calcular uma loteria reduzida correspondendo a uma

simples L = ( p 1 ,

sobre os resultados.

O valor de cada p n È obtido multiplicando a probabilidade de cada loteria L k ocorra, α k , pela probabilidade p de que o resultado n aconteÁa em uma loteria L k ,e, depois, somando em k .

,

L K ; α 1 , , α K ) ,

, p N ) que gera a mesma distribuiÁ„o Önal

k

n

α 1 , , α K ) , , p N ) que gera a mesma

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Teoria da Utilidade Esperada

Isto È, a probabilidade de um resultado n em uma loteria reduzida È:

p n = α 1 p

1

n +

+ α k p

K

n

para n = 1 ,

composta ( L 1 , vetores:

, N . Logo, uma loteria reduzida L de uma loteria

,

L K ; α 1 ,

,

α K ) pode ser obtida pela adiÁ„o de

L

= α 1 L 1 +

+ α K L K 2

pode ser obtida pela adiÁ„o de L = α 1 L 1 + + α K

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Teoria da Utilidade Esperada

Na Ögura abaixo, duas loterias s„o descritas em um simplex

. A Ögura descreve, ainda, a loteria reduzida 2 L 1 + 1 2 L 2 para

a loteria composta ( L 1 , L 2 ;

1

1 2 ;

2 1 ) .

2 L 2 para a loteria composta ( L 1 , L 2 ; 1 1
2 L 2 para a loteria composta ( L 1 , L 2 ; 1 1

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Teoria da Utilidade Esperada

PreferÍncias sobre loterias

Uma vez estabelecido uma forma de modelar alternativas arriscadas, vamos agora estudar as preferÍncias do tomador de decis„o sobre tais alternativas.

An·lise teÛrica: premissa consequencialista: Para qualquer alternativa arriscada, apenas a loteria reduzida sobre os resultados Önais È relevante para o tomador de decis„o.

Se as probabilidades dos resultados ocorrerem vÍm de uma loteria simples ou composta n„o importa.

A Ögura a seguir apresenta duas loterias compostas que levam

a mesma loteria reduzida. HipÛtese consequecialista requer as duas loterias sejam equivalentes para o tomador de decis„o.

requer as duas loterias sejam equivalentes para o tomador de decis„o. Fl·via Chein Curso Microeconomia I

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PreferÍncias sobre loterias

e Avers„o ao Risco Teoria da Utilidade Esperada PreferÍncias sobre loterias Fl·via Chein Curso Microeconomia I
e Avers„o ao Risco Teoria da Utilidade Esperada PreferÍncias sobre loterias Fl·via Chein Curso Microeconomia I

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PreferÍncias sobre loterias

Vamos retomar o problema do tomador de decis„o retornando ao arcabouÁo desenvolvido nas aulas passadas.

De acordo com a premissa consequencialista, vamos tomar o conjunto de alternativas, denotado por L , sendo o conjunto de todas as loterias simples sobre o conjunto de resultados C .

Em seguida, assumimos que o tomador de decis„o tem uma relaÁ„o de prefÍncia % racional em L , um relaÁ„o completa e transitiva permitindo a comparaÁ„o entre quaisquer pares de loterias simples.

A hipÛtese da racionalidade aqui È mais forte do que na teoria sob certeza, apresentada nas aulas anteriores. Quanto mais complexas forem as alternativas maior o peso imposto pela racionalidade.

Quanto mais complexas forem as alternativas maior o peso imposto pela racionalidade. Fl·via Chein Curso Microeconomia

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PreferÍncias sobre loterias

Vamos agora apresentar duas hipÛteses adicionais sobre as preferÍncias sobre loterias do tomador de decis„o.

as preferÍncias sobre loterias do tomador de decis„o. DeÖnition Uma relaÁ„o de preferÍncia % em um

DeÖnition Uma relaÁ„o de preferÍncia % em um espaÁo de loterias simples L È contÌnua se para qualquer L , L 0 , L " 2 L , os conjuntos

fα 2 [ 0 , 1 ] : α L + ( 1 α ) L 0 % L " g [ 0 , 1 ]

e

fα 2 [ 0 , 1 ] : L " % α L + ( 1 α ) L 0 g [ 0 , 1 ]

s„o fechados.

: L " % α L + ( 1 α ) L 0 g [ 0

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PreferÍncias sobre loterias

Continuidade signiÖca que pequenas mudanÁas nas probabilidades n„o altera a natureza da ordenaÁ„o entre duas loterias.

Exemplo: "Viagem de carro" È preferÌvel a "Öcar em casa", ent„o uma mistura de resultados "viagem de carro" com uma probabilidade suÖcientemente pequena mas positiva de "morte por acidente de carro" ainda È preferÌvel a "Öcar em casa".

Logo, continuidade, exclui o caso em que o tomador de decis„o tem preferÍncias lexicogr·Öcas ("seguranÁa em primeiro lugar") por alternativas com probabilidade zero de algum resultado (nesse caso, "morte por acidente de carro").

zero de algum resultado (nesse caso, "morte por acidente de carro"). Fl·via Chein Curso Microeconomia I

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PreferÍncias sobre loterias

Assim como no CapÌtulo 3 (Teoria Cl·ssica da Demanda), o axioma da continuidade implica a existÍncia de uma funÁ„o utilidade representando % , uma funÁ„o U : L ! R de modo que L % L 0 se e somente se U ( L ) U ( L 0 ) .

A hipÛtese seguinte, o axioma da independÍncia, ir· nos permitir colocar um pouco mais de estrutura em U ( . ) .

independÍncia, ir· nos permitir colocar um pouco mais de estrutura em U ( . ) .

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Teoria da Utilidade Esperada

PreferÍncias sobre loterias

DeÖnition (DeÖniÁ„o 6.B.4)

A relaÁ„o de preferÍncia % em um espaÁo de loterias L satisfaz o axioma da independÍncia se para todo L , L 0 , L " 2L e α 2 ( 0 , 1 ) temos:

L % L 0 se e somente se α L + ( 1 α ) L " % α L 0 + ( 1 α ) L "

Em outras palavras, se misturamos duas loterias com uma terceira, ent„o a ordenaÁ„o de preferÍncia das duas misturas resultantes n„o depende (È independente de) da terceira loteria particular utilizada.

n„o depende (È independente de) da terceira loteria particular utilizada. Fl·via Chein Curso Microeconomia I

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PreferÍncias sobre loterias

Suponha, por exemplo, que L % L 0 e α = 2 . Ent„o

pode ser pensada como uma loteria composta decorrente de um jogo de moedas em que o tomador de decis„o recebe L se a d· cara e L " se d· coroa.

1

1

2 L +

1

2 L "

De modo similar, 1 2 L 0 + 2 L " seria o sorteio da moeda em que cara resulta em L 0 e coroa resulta em L ", conforme representado na Ögura a seguir.

1

em L 0 e coroa resulta em L ", conforme representado na Ögura a seguir. 1

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PreferÍncias sobre loterias

Teoria da Utilidade Esperada PreferÍncias sobre loterias Note que, condicional em cara, a loteria t„o boa

Note que, condicional em cara, a loteria

t„o boa quanto a loteria

coroa, as duas loterias compostas geram resultados idÍnticos.

1

2 L +

1

2 L " È ao menos

2 1 L 0 +

2 1 L "; mas condicional em

+ 1 2 L " È ao menos 2 1 L 0 + 2 1 L

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PreferÍncias sobre loterias

O axioma da independÍncia requer a conclus„o sensÌvel de que

1

2 L + 1

2 L " seja t„o bom como 1 2 L 0 + 2 L ".

1

O axioma da independencia È o cerne da teoria da escolha sob

incerteza. Explora, de modo fundamental, a estrutura de incerteza presente no modelo.

Na teoria da demanda do consumidor, por exemplo, n„o existe raz„o para acreditar que as preferÍncias dos consumidores sobre as diferentes cestas de bens 1 e 2 devem ser independentes das quantidades de outros bens que ele v· consumir.

1 e 2 devem ser independentes das quantidades de outros bens que ele v· consumir. Fl·via

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Teoria da Utilidade Esperada

PreferÍncias sobre loterias

No contexto de escolha sob incerteza, È natural pensar que a preferÍncia do tomador de decis„o entre duas loterias, L e L 0 , deve determinar qual das duas ele prefere ter como parte de uma loteria composta, L " , a despeito do resultado dessa loteria composta.

O resultado de L " deve ser irrelevante para sua escolha porque, em constraste com o contexto do consumidor, ele n„o consome L ou L 0 junto com L " , mas, ao invÈs disso, apenas no lugar dessa ( L e L 0 s„o os resultados realizados).

Veremos que o axioma da independÍncia est· intimamente relacionado com a representatividade de preferÍncias sobre loterias por uma funÁ„o utilidade que tem a forma de utilidade esperada.

sobre loterias por uma funÁ„o utilidade que tem a forma de utilidade esperada. Fl·via Chein Curso

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PreferÍncias sobre loterias

DeÖnition (DeÖniÁ„o (6.B.1))

A funÁ„o utilidade U : L ! R tem a forma de uma utilidade

esperada se existe uma atribuiÁ„o de n˙meros ( u 1 ,

resultados de modo que para cada loteria simples

L = ( p 1 ,

, u N ) aos N

, p N ) 2 L temos

U ( L ) = u 1 p 1 +

+ u N p N .

A funÁ„o utildade U : L ! R com a forma de utilidade esperada È

chamada de funÁ„o utilidade esperada von Neumann-Morgenstern (vN-M)

esperada È chamada de funÁ„o utilidade esperada von Neumann-Morgenstern (vN-M) Fl·via Chein Curso Microeconomia I

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PreferÍncias sobre loterias

ProposiÁ„o 6.B.1 : Uma funÁ„o utilidade U : L ! R tem a forma de utilidade esperada se e somente se È linear, ou seja, se e somente se ela satisfaz a propriedade que

U

1 α k L k ! =

K

k =

K

k = 1

α k U ( L k )

para K loterias L k 2 L , k = 1 ,

( α 1 ,

α K ) 0 , Σ k α K = 1 .

, K e probabilidades

(1)

( α 1 , α K ) 0 , Σ k α K = 1 .

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Teoria da Utilidade Esperada

PreferÍncias sobre loterias

Proof.

Suponha que U ( . ) satisfaÁa a propriedade (1). Podemos escrever

 

qualquer L = ( p 1 ,

,

p N ) como uma combinaÁ„o convexa de

 

loterias degeneradas ( L 1 ,

,

L N ) , isto È, L = Σ n p n L n . Ent„o,temos

U ( L ) = U ( Σ n p n L n ) = Σ n p n L n ./Logo, U ( . ) tem a forma de utilidade esperada. Em outra direÁ„o, suponha que U ( . ) tenha a forma da utilidade esperada, e considere alguma lotera composta

 

( L 1 ,

reduzida L 0 = Σ k α k L k . Logo,

,

L K ; α 1 ,

,

k

α K ) , onde L k = ( p ,

1

k

, N ) . A sua loteria

p

 

k

U ( Σ k α k L k ) = Σ n u n ( Σ k α k p ) = Σ k α k ( Σ n u n p

n

k

n

)

= Σ k α k U ( L k )

 

Logo, a propriedade (1) È satisfeita

 
Logo, a propriedade (1) È satisfeita  
Logo, a propriedade (1) È satisfeita  
α k U ( L k )   Logo, a propriedade (1) È satisfeita   Fl·via

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PreferÍncias sobre loterias

A propriedade da utilidade esperada È uma propriedade

cardinal das funÁıes utilidade deÖnidas no espaÁo de loterias. Em particular, o resultado na ProposiÁ„o a seguir mostra que a forma de utilidade esperada È preservada apenas por transformaÁıes lineares crescentes.

ProposiÁ„o 6.B.2: Suponha que U : L ! R È uma funÁ„o

de utilidade esperada v.N-M para a relaÁ„o de preferÍncia %

em L . Logo, U : L ! R È outra funÁ„o para % se e somente

se existem escalares β > 0 e γ tal que para todo L 2 L .

˜

U ˜ ( L ) = β U ( L ) + γ

> 0 e γ tal que para todo L 2 L . ˜ U ˜ (

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e Avers„o ao Risco Teoria da Utilidade Esperada PreferÍncias sobre loterias Fl·via Chein Curso Microeconomia I
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PreferÍncias sobre loterias

Proof. ¯ Comece escolhendo duas loterias L e L com propriedade que ¯ ¯ L
Proof.
¯
Comece escolhendo duas loterias L e L com propriedade que
¯
¯
L % L % L para todo L 2 L . Se L ~ L , ent„o toda funÁ„o utilidade
È constante e o resultado decorre de imediato. Logo, assumimos, a
¯
partir daqui, que L % L .
Note que se U ( . ) È uma funÁ„o de utilidade esperada v.N-M e
U ˜ ( L ) = β U ( L ) + γ , ent„o:
K
K
˜
U
1 α k L k ! =
β U
1 α k L k ! + γ
k =
k =
, ent„o: K K ˜ U ∑ 1 α k L k ! = β U

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PreferÍncias sobre loterias

= β "

1 α k U ( L k ) # + γ

K

k =

K

=

k = 1

α k [ β U ( L k ) + γ ]

=

K

k = 1

α

k

˜

U ( L k )

= 1 α k [ β U ( L k ) + γ ] = K

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PreferÍncias sobre loterias

Como U ( . ) satisfaz a propriedade (6.B.1), ela tem a forma de

funÁ„o de utilidade esperada.

Para a direÁ„o reversa, queremos mostrar que se ambos

˜

U ˜ ( . ) . e U ( . ) tÍm forma de utilidade esperada, ent„o as

constantes β > 0 e γ existem de modo que

U ˜ ( L ) = β U ( L ) +

γ para todo L 2 L .

e γ existem de modo que U ˜ ( L ) = β U ( L

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Teorema da Utilidade Esperada

ProposiÁ„o : Suponha que uma relaÁ„o racional de preferÍncias % no espaÁo de loterias L satisfaz os axiomas da continuidade e independÍncia. Ent„o % admite representaÁ„o da utilidade na forma de utilidade esperada.

Ent„o % admite representaÁ„o da utilidade na forma de utilidade esperada. Fl·via Chein Curso Microeconomia I

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Curso Microeconomia I

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