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UNIVERSIDADE METODISTA DE SÃO PAULO

FACULDADE DE PUBLICIDADE, PROPAGANDA E TURISMO


CURSO DE TURISMO

KÁTIA SCATOLIN
NATÁLIA GRACIANO DA SILVA
TIAGO BARBOSA
VANESSA MONTEIRO

SINALIZAÇÃO TURÍSTICA
INTERPRETATIVA E INDICATIVA
UM ESTUDO DE CASO DO CENTRO VELHO DA CIDADE
DE SÃO PAULO

SÃO BERNARDO DO CAMPO


2006
KÁTIA SCATOLIN
NATÁLIA GRACIANO DA SILVA
TIAGO BARBOSA
VANESSA MONTEIRO

SINALIZAÇÃO TURÍSTICA
INTERPRETATIVA E INDICATIVA
UM ESTUDO DE CASO DO CENTRO VELHO DA CIDADE
DE SÃO PAULO

Tese de conclusão de curso apresentado junto ao


curso de Turismo da Faculdade de Publicidade,
Propaganda e Turismo da Universidade Metodista
de São Paulo, como requisito parcial para obtenção
do título de Bacharel em Turismo.

Orientador: Prof. Dr. José Roberto Yasoshima

SÃO BERNARDO DO CAMPO


2006
Dedicamos este trabalho aos nossos pais, Osmar e
Fátima, Ricardo e Ângela, Maria Terezinha, Enio e
Margarete, pelos sacrifícios, apoio, incentivo e força em
todos os momentos de nossas vidas. A eles o nosso
eterno amor e agradecimentos.
AGRADECIMENTOS
Agradeço meus pais, Osmar e Fátima e meu irmão Osmar, pelo apoio e ajuda
constante durante esses quatro anos de estudo. Ao Renan, meu namorado e amigo, pela
paciência e incentivo, principalmente nos últimos meses de estudo, que são os mais intensos.
Agradeço também ao Tiago, Natália e Vanessa, por me ajudarem a concretizar este trabalho.
Muito obrigada!
Kátia Cristina Tragino Scatolin

Agradeço, primeiramente, meus pais, Ricardo e Ângela, pela dedicação e constante


incentivo e a meu irmão João Paulo. A meu companheiro e amigo de todas as horas Michael,
o pequeno e notável João Victor, a meu amigo de velhos tempos Maurício e também a Kátia,
Tiago e Vanessa, pela amizade, colaboração e ensinamentos. Muito obrigada!
Natália Graciano da Silva

Agradeço a minha mãe Maria Terezinha, minha irmã Ana Paula e minha sobrinha
Ingrid Tayná, por todos esses anos de incentivo e apoio e também as minhas amigas Kátia,
Natália e Vanessa.
Tiago Barbosa

Agradeço aos meus pais, Enio e Margarete, aos meus irmãos, Mariana e Leandro, a
meu sobrinho Leonardo, pelos momentos de descontração. Ao meu namorado Ailton, pela
cooperação e aos meus amigos Kátia, Natália e Tiago pelos sorrisos e compreensão. Amo
vocês!
Vanessa Monteiro

Gostaríamos de agradecer em especial a Deus, aos professores José Roberto, Herom,


Cíntia e Nadja, ao Adriano Gomes, da São Paulo turismo, Marco Antonio Ramos de Almeida,
Ana Maria, Terezinha e Natália, membros da Associação Viva o Centro, ao guia de turismo
Marcelo Broti e a todos aqueles que colaboraram com a realização deste trabalho.
“Através da interpretação, a compreensão;
através da compreensão, a apreciação,
e através da apreciação, a proteção”.

Freeman Tilden
RESUMO
O turismo é um grande gerador de divisas para todo o país, inclusive para a cidade de
São Paulo, isso pode ser comprovado por meio de diversos dados fornecidos por órgãos
gestores e associações. Analisando esse fato, resolveu-se abordar a região central da cidade,
ou mais especificamente o espaço conhecido como Centro Velho, delimitado pelos conventos
do Carmo, São Francisco e São Bento. A presente pesquisa trata a sinalização turística
interpretativa e indicativa para pedestres no Centro Velho da cidade de São Paulo, a fim de
analisar a sua relevância para esta localidade turística e a importância da cidade de São Paulo,
de seu centro e desta região especial denominada Centro Velho. Por meio de observações,
aplicação de questionários e entrevistas foi verificada também em que condição se encontra a
sinalização existente e a infra-estrutura turística, assim como a opinião dos turistas. Nas
considerações finais são sugeridas medidas que podem colaborar com a melhora da infra-
estrutura turística e também com o processo de revitalização dessa importante região da
cidade de São Paulo.

Palavras-chaves: Turismo, Turismo Cultural, Sinalização Turística, Interpretação Turística.

ABSTRACT
Tourism activity is now one of the greatest source of commercial intest for the whole
country, including the city of São Paulo, it can be assured by several information, from
managing organization and social associations. Through analysis, the Center of São Paulo city
was taken and mainly the well known Old Center of town, bounded by the Carmo, São
Francisco e São Bento monasteries. The present survey deals with the directive, informative
and guiding touristic signs to pedestrians in São Paulo Old Center, so that the importance of
touristic localization can be analyzed along with the São Paulo city, its center and the special
region named Old Center. Through observations, the use of questionnaires and personal
interviews was also confirmed the real condition of signs and the touristic infrastructure as
well as the tourist point of view. Finally procedures and behaviors are suggested to fit with the
infrastructure improvement as well as revitalization of the metropolitan area of São Paulo
city.

Key words: Tourism, Cultural Tourism, Touristic Signs, Touristic Interpretation.


SUMÁRIO

RESUMO

ABSTRACT

INTRODUÇÃO

CAPÍTULO I SINALIZAÇÃO E INFORMAÇÃO TURÍSTICA.....................................10

1.1 Turismo e comunicação visual: conceitos e relação...............................................10

1.2 Sinalização indicativa e interpretativa: conceitos...................................................12

1.3 Histórico da sinalização turística.............................................................................14

1.4 Orientações e procedimentos para implantação da sinalização turística.................16

1.5 A importância da sinalização para o turismo..........................................................18

1.5.1 Hospitalidade turística....................................................................................20

1.5.2 Interpretação do patrimônio histórico e cultural............................................22

CAPÍTULO II TURISMO NA CIDADE DE SÃO PAULO...............................................25

2.1 Histórico da cidade de São Paulo............................................................................25

2.2 O desenvolvimento do turismo na cidade de São Paulo e em seu Centro Velho....29

2.2.1 Dados do turismo na cidade de São Paulo.....................................................37

2.2.2 O Centro Velho e seus principais pontos turísticos........................................42

CAPÍTULO III SINALIZAÇÃO TURISTICA NO CENTRO VELHO DA CIDADE DE

SÃO PAULO: UMA PROPOSTA.........................................................................................48

3.1 Sinalização turística no Centro Velho da cidade de São Paulo...............................48

3.2 Metodologia da pesquisa.........................................................................................59

3.3 Pesquisas e resultados dos questionários aplicados no Centro Velho da cidade de

São Paulo.......................................................................................................................60

3.4 Propostas e sugestões de parcerias e ações.............................................................90

CONSIDERAÇÕES FINAIS...........................................................................................93
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS............................................................................95

ANEXOS..........................................................................................................................100
8

INTRODUÇÃO

A comunicação da existência de um determinado local é o primeiro passo para que ele


possa ser identificado e posteriormente visitado. Cabe então à sinalização estabelecer esta
relação inicial com o turista, informá-lo, notificá-lo, auxiliá-lo a interpretar e a compreender o
patrimônio histórico existente, cuja importância muitos desconhecem.

A partir do momento em que o turista entra na cidade, a sinalização turística


de indicação e orientação é imprescindível para ajudá-lo no processo de
decisão, na sua vontade de permanecer ou não na localidade e de visitar os
atrativos turísticos. O bem-orientar pressupõe uma sinalização de
aproximação e de direcionamento de fácil interpretação, com a utilização de
cores e pictogramas universais (OLIVEIRA; YASOSHIMA, 2003, p.26).
De acordo com a Organização Mundial de Turismo (OMT), a sinalização turística para
visitantes deve ser parte dos programas de turismo referentes à informação, promoção e
desenvolvimento regional (2003, p.11).
Devido ao processo de revitalização do Centro de São Paulo, que tem acontecido nos
últimos anos, esta pesquisa pode contribuir com ele e também colaborar com a infra-estrutura
básica de apoio ao turista, visando a ineficiência da sinalização turística para pedestres no
local e a insuficiência de publicações e projetos que possam auxiliar na sua implantação.
A presente pesquisa, Sinalização turística interpretativa e indicativa: um estudo de
caso do Centro Velho da cidade de São Paulo procura abordar a temática da sinalização
turística para pedestres, a partir do caso do Centro Velho da cidade de São Paulo. A principal
questão em destaque é: a falta de um conjunto de sinalização indicativa e interpretativa
adequada no Centro da cidade de São Paulo tem dificultado o acesso e a visitação de turistas?
Após uma análise da situação, foi observada uma grande deficiência em relação à
sinalização turística, que tem como principais motivos a degradação, a não eficiência das
placas ou em muitos casos a sua não existência.
Verificou-se então, a importância de abordar o tema e a confirmação de que a
sinalização e informação turística no Centro Velho do município de São Paulo servem como
fase inicial de estímulo à visitação e, por conseqüência, preservação do seu patrimônio
histórico.
Sugerimos, por fim, ações e parcerias que possam colaborar com implantação da
sinalização turística indicativa e interpretativa e suprir as necessidades existentes, levando em
consideração sua viabilidade. Como principais linhas de ação, sugerimos melhorias para o
serviço de informações turísticas, promovendo e valorizando o potencial turístico do Centro
Histórico da cidade de São Paulo, a fim de auxiliar o turista a se organizar quanto a tempo de
9

visita e espaço a ser explorado e incentivar o turismo interpretativo, divulgando e protegendo


o patrimônio histórico cultural.
Para o desenvolvimento deste trabalho foi necessária a realização de pesquisas
bibliográficas em fontes secundárias, páginas oficiais e sites de órgãos públicos de turismo,
realização de entrevistas com membros da Associação Viva o Centro, São Paulo Turismo e do
Conselho Municipal de Turismo (COMTUR), com o objetivo de conhecer ações que
pudessem auxiliar nossa pesquisa de forma direta ou indireta.
Foi efetuada também pesquisa de campo com aplicação de questionários no Centro
Velho da cidade de São Paulo, por ser o local de estudo do projeto, estar em pleno processo
de revitalização e por abrigar um rico complexo arquitetônico, histórico e cultural. O
questionário teve como foco turistas e visitantes da região com o intuito de comprovar as
dificuldades encontradas com relação à infra-estrutura e sinalização local.
O presente trabalho encontra-se estruturado em três capítulos. No primeiro capítulo
discutimos os conceitos de turismo, comunicação, sinalização e informação turística, além do
histórico da sinalização, as normas e procedimentos para sua implantação e sua contribuição
para a hospitalidade e interpretação do patrimônio histórico cultural.
O segundo capítulo aborda o histórico e os números do turismo na cidade de São
Paulo e, de forma mais específica, o turismo no Centro Velho.
O terceiro capítulo analisa a atual situação da sinalização turística no Centro Velho
da cidade de São Paulo, apresenta a metodologia, os resultados da pesquisa de campo e
sugestões que possam auxiliar na implantação desta sinalização.
As Considerações Finais são uma síntese dos resultados obtidos no transcorrer do
presente trabalho. Nelas, também, são sugeridas algumas ações para uma melhor sinalização e
interpretação do local.
10

CAPÍTULO I SINALIZAÇÃO E INFORMAÇÃO TURÍSTICA


Neste capítulo, serão abordadas as relações do turismo com a comunicação, além de
alguns conceitos, orientações e procedimentos para a implantação da sinalização turística, a
fim de que se compreenda a sua importância para o bom desenvolvimento do turismo em uma
localidade.

1.1 Turismo e comunicação: conceitos e relação

Existe uma relação intrínseca entre turismo e comunicação, porém antes de discutí-la é
necessário definir estes dois termos e conceituá-los. Segundo Montejano (2001, p.1),
compreende-se por turismo a teoria e a prática de todas as atividades relacionadas com a
atração, prestação de serviços e satisfação das necessidades do turista.
Já a OMT (2001, p.3) define turismo como as atividades que as pessoas realizam
durante suas viagens e estadas em lugares diferentes do seu entorno habitual, por um período
consecutivo inferior a um ano, por lazer, negócios ou outros.
De acordo com Lage e Milone (2000, p.25) há uma relação entre consumidores e
produtores que objetivam, respectivamente, maximizar suas satisfações e seus lucros. No
grande mercado de bens e serviços disponíveis destacam-se, também, os produtos turísticos,
produzidos para satisfazer as necessidades das atividades de lazer e viagens. Isso inclui o
transporte, hospedagem, agenciamento, alimentação, entre outras formas de produtos que
visem atender as necessidades de turistas.
Lage e Milone (2000, p.25) também destacam que, embora existam diversas
definições de turismo como as citadas, o turismo moderno não precisa ter um conceito
absoluto, o que importa é o conhecimento do mecanismo dinâmico que integra, ou seja,
atualmente é impossível limitar uma definição específica de turismo.
Considerado como uma das atividades econômicas do setor de serviços que mais
cresce no Brasil, segundo a Empresa Brasileira de Turismo (Embratur), o turismo movimenta
mais de R$ 30 bilhões por ano, o que representa algo em torno de 3,5% do Produto Interno
Bruto (PIB) nacional, sendo que o turismo interno responde por, aproximadamente, 80% deste
1
total. Já na cidade de São Paulo, local de estudo da pesquisa, o turismo movimenta R$ 8
bilhões por ano e gera 500 mil empregos diretos e indiretos (PALLADINO, 2006, p.13).
É possível detectar pelas etapas de transição da comunicação humana sua relação com
o turismo. “Desde os primórdios da Terra são encontradas referências de viagens e

1
Disponível em< www. revistaturismo.cidadeinternet.com.br/materiasespeciais/dianacional.htm > Acessado em
23 ago 2006.
11

deslocamentos físicos do ser humano cuja comunicação existente distinguiu períodos


especiais” (LAGE, 2000, p.39).
Comunicação é, em termos gerais, um fluxo de informações passadas de um emissor a
um receptor. Aristóteles a definiu como “todos os meios disponíveis de persuasão” (BERLO,
2003, p.7), ou seja, quando ocorre alguma forma de comunicação há também uma tentativa de
influenciar. No caso específico deste estudo, a sinalização turística é uma forma de
comunicação que tem por objetivo estimular os turistas a conhecerem e até compreenderem os
locais turísticos. Nörth (apud CARNEIRO 2001, p.22) afirma que (...).

As ações de comunicação humana desencadeiam reações não automáticas ou


programadas. Elas se realizam em meio a um processo simbólico onde os
signos são reconhecidos e interpretados conforme os objetivos ou conceitos
que sinalizam fisicamente de forma intencional. Essa intencionalidade é
analisada, enquanto interpretação, no cenário da semiótica.
Com a evolução da comunicação, principalmente a de massa, o deslocamento com
finalidade turística torna-se mais freqüente. Segundo Lage (2000, p.39), na Era dos Símbolos
e dos Sinais, quando os seres pré-humanos se comunicavam principalmente por rosnados,
gritos e urros, o deslocamento ocorria pela busca de alimentos, fuga de inimigos e mudança
climática.
Houve um significativo desenvolvimento humano na Era da Fala e da Linguagem,
porém, é na Era da Escrita, quando surgem os caracteres simbólicos ou hieróglifos e os
milhões de signos decifrados apenas por especialistas, escribas e pela elite de ricos e
poderosos, é que as viagens teriam sido iniciadas.
De acordo com Inskeep (apud LAGE 2000, p.39), isso passou a ocorrer devido o
desenvolvimento da agricultura, invenção dos navios, aparecimento das cidades e o
surgimento do dinheiro.
Ainda de acordo com a autora, na Era da Imprensa, com o desenvolvimento da
tipografia, promoveu-se a difusão de muitas cópias impressas, mapas, relatos de viagens e
grandes modificações sociais que induziram a democratização da sociedade emergente da
época.
Na Era da Comunicação de Massa, no século XX, com a disseminação de vários
meios de comunicação, a capacidade de viajar aumentou pela divulgação da imagem dos
locais turísticos e do próprio prazer de viajar. Posteriormente, uma nova mídia surgiu e
desenvolveu-se num ritmo avassalador, a internet, dinamizando a comunicação.
(YASOSHIMA, 2003, p.54).
12

Em função da tecnologia, a sociedade atual vive em constantes transformações e as


informações podem chegar de forma rápida a todos, tornando as pessoas cada vez mais
exigentes com relação aos serviços prestados.
Isto não se torna indiferente ao turismo, já que os turistas preferem investir seu tempo
e dinheiro em empresas e produtos em que a comunicação seja utilizada de forma clara, eficaz
e crédula.
A sinalização turística, se bem empregada, se torna umas das grandes ferramentas de
comunicação. Assim várias informações podem ser passadas, porém, a comunicação só se
efetivará se o receptor conseguir associar ao sinal recebido a mesma intenção da fonte
emissora. Para isto o canal deve ser rico o suficiente para não ter ruídos e o sinal deve fazer
parte de um repertório comum à fonte emissora e receptora. (CARNEIRO, 2001, p.22)

1.2 Sinalização indicativa e interpretativa: conceitos

O turista, em algum momento de sua viagem, necessitará de uma indicação da melhor


direção a seguir, a distância a ser percorrida ou mesmo a confirmação de ter chegado a
determinado ponto turístico.

Portanto, mensagens comuns transmitidas por meio de imagens devem ser


planejadas para facilitar o movimento de pessoas e melhorar a segurança, a
integridade e o conforto dos usuários de instalações e localidades turísticas.
(OMT, 2003, p.1)
O Guia Brasileiro de Sinalização Turística (EMBRATUR; IPHAN; CONTRAN,
2001) conceitua a sinalização como a comunicação efetuada por meio de um conjunto de
placas de sinalização, implantadas sucessivamente ao longo de trajeto estabelecido, com
mensagens escritas ordenadas, pictogramas e setas direcionais2.

Essas mensagens são formadas por um conjunto de elementos retirados de


um repertório, e organizados em uma estrutura tal que atinja diretamente os
sentidos dos seres humanos. É através desses canais de percepção (os
sentidos) que o homem pode decodificar uma idéia, codificá-la novamente
em uma estrutura (nova mensagem) e transmiti-la a um receptor que irá
recebê-la através dos seus sentidos e entendê-la, desde que o repertório da
mensagem já seja conhecido. (CARNEIRO, 2001, p.26).
Existem diferentes necessidades e para supri-las há, também, distintos tipos de
sinalização. Segundo o Guia Brasileiro de Sinalização Turística (EMBRATUR; IPHAN;
CONTRAN, 2001), as placas de orientação são agrupadas de acordo com a informação
requerida:

2
Disponível em <http://www.institucional.turismo.gov.br/sinalizacao/conteudo/principal.html> Acessado em 05
ago 06.
13

 Placa indicativa - As placas para pedestres indicativas devem ser fixadas em


locais de distribuição de fluxos, fazendo com que o visitante consiga interagir
com o local turístico. De acordo com o Guia Brasileiro de Sinalização Turística
(EMBRATUR; IPHAN; CONTRAN, 2001), são fundamentais no processo de
informação e sensibilização do visitante, o que permite que ele se localize com
facilidade e realize o maior número possível de deslocamentos a pé e em
roteiro de visitação estruturada. Segue abaixo um exemplo deste tipo de
sinalização.

Foto 1.1 – Modelo de placa de sinalização indicativa


Fonte: Natália Graciano da Silva

 Placa interpretativa - Segundo o Guia Brasileiro de Sinalização


Turística (...)
São as traduções do conhecimento por meio de uma linguagem prazerosa e
de fácil compreensão. Objetivam enriquecer a vida das pessoas,
apresentando-lhes algo em que pensar, lembrar ou explorar. Devem destacar
e disseminar informações e tentar mudar comportamentos, ser atraentes e
14

planejadas para durar, com estrutura resistente e conteúdo preciso


(EMBRATUR; IPHAN; CONTRAN, 2001)3.

Figura 1.1-Modelo de Placa Interpretativa


Fonte: Disponível em http://institucional.turismo.gov.br/sinalizacao/conteudo/principal.html. Acessado em 24 mar 06.

Estes dois tipos de placas se complementam para orientar o turista, pois sua
necessidade inicial é deslocar-se, chegar a um determinado ponto. Esta função de
direcionamento deve ser desempenhada pela sinalização indicativa, que se dá por meio de
setas e pictogramas. Posteriormente o turista precisa compreender o ambiente onde está
inserido. Para isso existem as placas interpretativas, que por meio de textos, mapas e
ilustrações buscam elucidar os possíveis questionamentos a fim de que o turista se situe.

1.3 Histórico da sinalização turística

Devido ao fenômeno da globalização, atualmente, é freqüente o contato entre pessoas


das mais diferentes culturas, costumes e nacionalidades, porém nem sempre essa troca de
informações foram harmônicas e fáceis.
Os signos e símbolos foram os primeiros instrumentos utilizados pela humanidade
para promover a comunicação. Eram utilizados por civilizações tão antigas quanto a chinesa e
a egípcia na forma de ideogramas ou hieróglifos.
Os símbolos são necessários para expressar uma realidade que pode ser apresentada de
forma indireta. Segundo a OMT (2003) a palavra "símbolo" se origina no grego sum-bolon,
3
Disponível em <http://www.institucional.turismo.gov.br/sinalizacao/conteudo/principal.html> Acessado em 05
ago 06.
15

um "signo de identificação", um objeto cortado em dois constituindo um signo de


identificação quando os portadores são capazes de unir as duas partes.4
A semiologia5 procura compreender como as diversas formas de utilização dos signos
e símbolos são estabelecidos para os meios, como por exemplo, para o turismo. De acordo
com esta ciência o signo deve ter significado, ou seja, deve ser um processo ativo, o resultado
de uma interação entre signo, símbolo, objeto e assunto.

Alguns historiadores sugerem que os signos representam um ramo da


imprensa. Foi um impressor da cidade de Lyon, na França, Charles Estienne,
que em 1552 publicou os primeiros guias cartográficos da França (Le Guide
des Chemins de France e Les Fleuves ou Royaume de France) e inventou
palavras-chaves e abreviações, fornecendo indicações mínimas com grande
precisão sobre as cidades ao longo das rotas, as distâncias entre elas, as
passagens, etc. (OMT, 2003, p.07).
De acordo com a OMT (2003), os primeiros símbolos de informação pública surgiram
com a expansão das ferrovias e a construção de grandes estações. Com sua evolução os signos
vão se desenvolvendo naturalmente, inclusive durante a Primeira Guerra Mundial. Já a
sinalização para visitantes assim como a classificação de estradas e instalações turísticas
expandiu-se com as sociedades industriais e com o início da viagem em massa, embora haja
referências de que, na Roma Antiga, já havia mapas pictográficos.
Conforme a OMT (2003), o primeiro sinal fixo foi instituído em 1834, na linha
Manchester-Liverpool. Após 1850, os códigos de sinalização começaram a ser unificados de
acordo com quatro categorias principais que se tornaram a base para os sinais rodoviários
atuais: os sinais de indicação, advertência, redução de velocidade e parada. Com relação às
cores, era geralmente aceito que o branco significava “ir em frente”, o amarelo “reduzir a
velocidade” e o vermelho “parar”.
Em 1900, a fim de auxiliar os motoristas e, por conseqüência, visitantes que estavam
desprovidos de sinalização turística, de trânsito e de guias turísticos, os irmãos Édouard e
André Michelin lançaram o Guia Michelin. Foram distribuídos 35 mil exemplares
gratuitamente aos automobilistas, já que os irmãos acreditavam firmemente no futuro do
automóvel e no seu rápido desenvolvimento. A publicação pretendia oferecer toda informação
útil ao motorista, desde como consertar o carro, onde se hospedar, comer, localização de

4
Esse objeto cortado em dois era conhecido na antiguidade como a Tessera Hospitalitas. Eram duas partes que
se complementavam. Quando alguém viajava levava uma das partes da Tessera. Ao chegar ao seu destino o
viajante apresentava essa parte ao seu hospedeiro. A prova da idoneidade e identidade do viajante era
comprovada se as duas partes se juntassem perfeitamente.
5
Ciência que estuda signos e símbolos na vida social.
16

correios e telefones.6 Existiam também as placas de sinalização construídas pelos irmãos


Michelin, que não possuíam critérios de formatação.

A sinalização turística se confunde com a sinalização de direção no caso das


“placas Michelin”. Os lugares turísticos podiam ser indicados, mas sem
qualquer especificação, nem na forma, nem na cor e nem na colocação e
localização dos painéis. (YASOSHIMA, 2003, p.93)
A tentativa de padronização de placas e símbolos ocorre em um período posterior. De
acordo com Yasoshima (2003, p.94), a primeira referência da utilização da cor marrom para
as placas de sinalização turística é encontrada em num documento da Commission
Permanente de Signalisation (CPS), de 21 de agosto de 1972. Este documento sugeria que
esta cor fosse utilizada em tudo relacionado à sinalização turística, porém isso só passou a
ocorrer muito tempo depois.
Transformações significativas ocorreram durante anos e a padronização da sinalização
turística sempre esteve em discussão com intuito de melhor receber os visitantes, embora a
existência de placas, principalmente as que auxiliam turistas a pé, ainda sejam insuficientes e
inadequadas. Para que a sinalização seja eficiente, é necessário que os procedimentos para sua
implantação sejam seguidos, garantindo assim, visibilidade, coerência entre os textos e
harmonia com o patrimônio.

1.4 Orientações e procedimentos para implantação da sinalização turística

Qualquer alteração que se faça em um local turístico deve ser minimamente planejada
para que surta o efeito desejado, ao invés de causar transtornos e desarmonia. Com relação à
implantação da sinalização turística não é diferente. É necessário que haja um consenso entre
os objetivos dos moradores, pesquisadores e órgãos públicos para sua implantação.
A padronização de cores, formas, letras, setas, pictogramas, o cumprimento dos
parâmetros de dimensionamento e de composição dos elementos gráficos e os princípios de
aplicação das placas devem ser observados e respeitados, pois garantem a eficácia da
sinalização.
Segundo a OMT (2003), em um número crescente de países e territórios, os órgãos
gestores nacionais de turismo são responsáveis, em nível nacional, pela adoção e
implementação de símbolos e signos turísticos. Caso não seja, são consultados sobre esse
assunto por outro órgão competente. O Guia Brasileiro de Sinalização Turística salienta que
(...)

6
Disponível em <http://www.michelin.es> – Acessado em 24 out 06.
17

É preciso observar as políticas de desenvolvimento do local a ser sinalizado,


levando em consideração os seus planos diretores, regionais, turísticos e de
preservação, as leis de zoneamento, as limitações ambientais e a oferta de
infra-estrutura, bem como a organização institucional e seu reflexo na
integração das atividades de planejamento regional e urbano. Essas políticas
devem ser incorporadas à análise inicial, de modo a evitar o conflito entre a
solução adotada na sinalização e as diretrizes estabelecidas. Há de se
considerar, ainda, que cada situação apresenta condições específicas, com
elementos próprios que induzem à procura de solução adequada.
(EMBRATUR; IPHAN; CONTRAN, 2001)7.

De acordo com o Guia Brasileiro de Sinalização Turística (EMBRATUR; IPHAN;


CONTRAN, 2001), a sinalização deve cumprir as leis estabelecidas no Código de Trânsito
Brasileiro (CTB) e nas resoluções do Conselho Nacional de Trânsito (CONTRAN), além da
legislação de preservação de sítios tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e
Artístico Nacional (IPHAN). É imprescindível que haja uma harmonia entre a sinalização
para pedestres e de trânsito, pois se elas coincidirem em um ponto podem levar um usuário de
veículo motorizado a utilizar erradamente a sinalização para pedestres e por conseqüência
infringir leis de trânsito.
As placas devem ser legíveis, garantir a integridade do patrimônio e não interferir em
suas peculiaridades, valorizando-o. Deve haver por todo o percurso um conjunto de placas
interligadas com mensagens contínuas, para serem precisas e confiáveis. Outro item
importante é o acompanhamento das transformações do meio, pois ele se modifica com o
tempo e alterações na sinalização são importantes para não se passar informações erradas. A
conservação e manutenção das placas também devem ser observadas, pois mesmo que o
material seja resistente elas se deterioram e pode haver casos de vandalismo.
A OMT (2003, p.16) afirma que, os órgãos gestores nacionais de turismo não são os
principais financiadores da sinalização para visitantes. As autoridades locais tendem a
desempenhar um papel mais importante nesse sentido. Recomenda-se que, os órgãos gestores,
além de possuírem um orçamento para implementar a sinalização para visitantes, também
testem seu uso e auxiliem as autoridades locais a implantá-la. Um orçamento de sinalização
para visitantes deve conter itens como pesquisa e projeto de signos e símbolos e seus testes,
além de fabricação, instalação e manutenção de postes indicadores, incluindo letreiros.
É importante salientar a necessidade de padronização da sinalização turística para que
se atinja o objetivo principal de orientar, ao invés de confundir. Para isso devem ser seguidos
os manuais oficiais de sinalização turística, utilizando símbolos recomendados, com o
7
Disponível em <http://www.institucional.turismo.gov.br/sinalizacao/conteudo/principal.html> Acessado em 05
ago 06.
18

objetivo de superar as barreiras lingüísticas e simplificar as informações e mensagens,


inclusive para turistas estrangeiros.

1.5 A Importância da sinalização turística

A sinalização turística é um dos instrumentos para bem recepcionar e acolher os


turistas, além de fazer parte da infra-estrutura básica de qualquer localidade.
De acordo com Machin (apud CARNEIRO, 2001, p.44), a globalização no turismo
reflete a divulgação de destinos turísticos aos quatro cantos do planeta. A demanda pede a
padronização da oferta, em prol de segurança. A segurança desejada deve ser atendida; o
turista deve ser bem recebido e bem orientado. A informação e sinalização turísticas
promovem a segurança necessária.
Considerando o atual processo de globalização mundial, no qual a qualidade e
eficiência são cada vez mais exigidas, inclusive no turismo, é impossível pensar em uma
sociedade pós-moderna, crítica, questionadora, estando mal informada. (CARNEIRO, 2001,
p.44).
Quando o turista chega a seu destino, mesmo que seja sua segunda visita, não tem
conhecimento profundo sobre o lugar e precisará de informações para se deslocar.

Inevitavelmente ele começa a avaliar o sistema turístico no momento em que


sai do avião ou do ônibus. Ele sente a temperatura, o clima, os ventos,
aprecia a arquitetura da cidade, o tráfego de veículos, a beleza das
construções etc., até ter os primeiros contatos com as pessoas, ou seja, a
prestação de serviços. Há cortesia e atenção, ou desrespeito? Os preços são
justos? E as atrações do lugar? Cada detalhe, cada nuance é sentida pelo
cliente. Ele saiu de casa especialmente para essa viagem. Tudo é especial e
apreciado em seus detalhes, e ele está pagando por isso, portanto deseja o
melhor (PETROCCHI, 2001, p.53-54).
Informações podem ser adquiridas na recepção do hotel, por meio de guias turísticos,
mapas, porém, é na prática, na hora de se deslocar, que as dúvidas e dificuldades surgem.
Dessa forma, se a sinalização é inexistente ou deficiente, deve passar a fazer parte do
planejamento turístico. Para Petrocchi (2002, p.19), planejamento é a definição de um futuro
desejado e de todas as providências necessárias à sua materialização.

Sua proposta é tornar os núcleos turísticos mais bonitos, com espaços


urbanos bem-cuidados, com pessoas hospitaleiras e capacitadas a prestar
bons serviços e com o meio ambiente protegido, e de que tais núcleos sejam
dotados de uma eficiente estrutura de comercialização de seus produtos
turísticos. (PETROCCHI, 2002, p.67).
Os locais turísticos também precisam se planejar quanto à recepção dos turistas
estrangeiros. Se estiverem traduzidas em outro idioma (de preferência em inglês, praticamente
19

um idioma universal), as placas de sinalização são de grande valia para auxiliar o


deslocamento deste tipo de turista. Após o fatídico atentado contra o World Trade Center, nos
Estados Unidos da América, em 11 de setembro de 2001, houve um grande aumento no
número de turistas estrangeiros que passaram a visitar o Brasil. De acordo com dados de 2006
da Associação Brasileira de Agências de Viagens (ABAV), o número de turistas estrangeiros
que visitam o país vem aumentando a cada ano, e em janeiro de 2005 desembarcaram 659.819
turistas, um número recorde.8
Se o caminho a ser percorrido for sinalizado corretamente o tempo do turista será
otimizado, ele se sentirá mais seguro e por conseqüência satisfeito pela escolha do destino.

Proporcionar informações por meio da sinalização contribui de forma


fundamental para a difusão do conhecimento dos atrativos e para o
desenvolvimento da atividade turística, potencializando a geração de
empregos e divisas, além de permitir a democratização do acesso ao bem
cultural e sua conseqüente valorização pela comunidade à qual pertence.
(GUIA BRASILEIRO DE SINALIZAÇÃO TURÍSTICA, 2001).
Por meio de algumas pesquisas da Embratur também é possível detectar que a
sinalização é um dos itens de infra-estrutura que os turistas mais criticam, pois apesar dela ser
extremamente importante encontra-se deficiente, confusa ou inexistente. Outros itens também
criticados e que possuem relação com a sinalização turística são comunicações e informações
turísticas.

Tabela 1.1 - O que os turistas estrangeiros não gostam.

EVENTO 1995 1996 1997 1998 1999 2000 2001


Sinalização Turística 22,3 19,4 21,7 12,3 19,2 11,1 15,8
Limpeza Pública 21,8 19,1 19,2 14,4 14,6 9,5 12,1
Comunicações 12,1 11,5 17,3 9,5 14,2 8,7 10,5
Informações Turísticas 16,3 10,3 13,3 5,9 12,3 _ _
Segurança Pública 16,1 13,1 13,1 9,8 10,8 9,3 9,0
Transporte Urbano 1,35 12 13,5 5,6 9,0 10,2 7,7
Fonte: Embratur/Fade (apud YASOSHIMA 2003, p.95)

Pode se verificar na tabela acima que a reclamação contra a falta de sinalização está no
topo dos pontos negativos observados pelos turistas estrangeiros. De 1995 a 2001, só no ano
de 1998 o item sinalização turística ficou em segundo lugar nas reclamações. O Guia
Brasileiro de Sinalização Turística destaca que (...)

Uma sinalização turística para pedestres, se bem formulada e integrada às


políticas locais, pode contribuir para a diminuição do número de veículos em
áreas congestionadas ou inadequadas ao trânsito intenso, como é o caso de
8
Disponível em <http://www.abav.com.br/view_noticias.asp?anomes=11-2006&id=348> Acessado em 10 set
2006
20

centros urbanos e núcleos históricos. Embora não seja proibida a circulação


de veículos motorizados em muitas dessas áreas, a sinalização para pedestres
pode atuar como indutora e informativa sobre as vantagens de percorrer
esses roteiros a pé, a partir de estacionamentos estratégicos localizados fora
das áreas em questão. (EMBRATUR; IPHAN; CONTRAN, 2001)9.
Um conjunto de sinalização deve possuir uma seqüência lógica de informações para
ser coerente, ter legibilidade e valorizar o patrimônio histórico cultural, além de passar por
processos de conservação. Somente dessa forma a sinalização será útil para o turista e
facilitará seu deslocamento, contribuindo para seu bem estar no local.

1.5.1. Hospitalidade turística

“A palavra hospitalidade deriva de hospice (asilo, albergue), uma antiga palavra


francesa que significa dar ajuda/abrigo aos viajantes” (WALKER, 2002, p.4).
De acordo com Náilon a hospitalidade está ligada à provisão de conforto psicológico e
fisiológico dentro dos níveis definidos de serviços (apud COOPER et al., 2001, p.23).
As referências iniciais à hospitalidade nos levam à Grécia e Roma antigas. Segundo
Walker (2002, p.5-6), com a evolução do comércio e por conseqüência das viagens, que eram
longas e cansativas, o aparecimento de acomodações foi imprescindível, porém muitos
contavam apenas com a hospitalidade de habitantes e de conhecidos. Nestes dois impérios,
tavernas e estalagens se proliferaram. Os romanos construíram hospedagens por toda parte e
os estabelecimentos mais populares eram vistos como propagadores de vícios. Após a queda
do Império Romano, a hospitalidade pública tornou-se exclusiva das ordens religiosas, pois as
pessoas que se lançavam em viagens estavam ligadas à corte ou à igreja.
Yasoshima (2003, p.36-37) afirma que, na Grécia antiga Zeus Xênios ou Zeus
Hospitaleiro era o deus protetor dos viajantes e dos estrangeiros. Acreditava-se que deuses
sob a forma de estrangeiro maltrapilho iam de vila em vila testando a hospitalidade dos
homens. Os que se negavam à recepção do suposto viajante eram punidos, porém as punições
se estendiam à comunidade em forma de tempestades, chuvas e inundações. Gobbout (apud
YASOSHIMA, 2003, p.31) afirma que (...)

A hospitalidade é um encontro, certamente, mas nem todos os encontros são


hospitalidade. Sua característica essencial é de ser um encontro entre
protagonistas que não têm o mesmo status. Um é recebido, o outro recebe.
Essa diferença de status cria uma instabilidade no centro da prova da
hospitalidade. A hospitalidade é receber alguém em casa e ser recebido por
alguém, em seu espaço. A hospitalidade é acompanhada de numerosos ritos.
Eles servem para marcar a fronteira móvel, mas sempre presente, marcando
9
Disponível em <http://www.institucional.turismo.gov.br/sinalizacao/conteudo/principal.html> Acessado em 05
ago 06.
21

o lugar social da hospitalidade, e balizando e enquadrando os


comportamentos para tornar a prova mais fácil. A hospitalidade consiste em
freqüentar uma fronteira sem eliminá-la
Essa fronteira pode ser quebrada quando não há uma cerimônia de recepção, ou seja, o
mesmo espaço é dividido e freqüentado por pessoas que são membro de uma mesma família
ou que com o tempo se tornaram membro.
A hospitalidade é fator decisivo para que o turista forme uma opinião positiva sobre
um local turístico. Expectativas são criadas para todo tipo de serviço prestado, inclusive no
setor turístico onde viagens são planejadas com certa antecedência. “Se as expectativas
criadas são excessivamente altas, o turista sofrerá uma decepção e considerará que o nível de
qualidade é baixo. Por isso é imprescindível não criar falsas expectativas” (OMT, 2001,
p.325).
Para que o visitante possa usufruir um serviço de qualidade é necessário que o local
possua infra-estrutura de apoio como limpeza pública; informações turísticas; segurança
pública; transporte urbano e sinalização turística, que é o tema em questão.

O planejamento da infra-estrutura de recepção e de acolhimento, além de


tornar o destino turístico ou cidade de etapa mais amigável para os visitantes,
pode também formar uma imagem favorável do lugar, destacando-o num
mercado promocional cada vez mais concorrencial. (YASOSHIMA;
OLIVEIRA, 2003, p.23).
Atualmente os turistas têm em mãos todo tipo de informação, por isso comparam
preços, instalações e serviços oferecidos. São cada vez mais exigentes e como há concorrência
acirrada também possuem mais opções.
A sinalização turística é fundamental para tornar uma determinada região hospitaleira,
para bem receber, bem orientar e, por conseqüência, otimizar o tempo. Os turistas não
costumam permanecer muito tempo em um local onde não há orientação e direcionamento.
Se a opinião sobre uma localidade é positiva, é provável que o turista retorne e ainda a
recomende para outras pessoas, fazendo publicidade gratuita e eficaz.
Existem diversas formas de orientar o turista. É possível distribuir panfletos e mapas.
Guias de turismo e moradores também podem ser um tipo de fonte. “Mas é importante
salientar que a informação deve ser precedida e reforçada por uma sinalização de direção e de
orientação bem planejada” (OLIVEIRA; YASOSHIMA, 2003, p.27).
22

1.5.2 Interpretação do patrimônio histórico e cultural

Para desenvolver o turismo em determinada região é preciso investir em infra-estrutura


de apoio e em equipamentos turísticos como transporte, limpeza, segurança, hospedagem,
alimentação, opções de compra e lazer, pois são essenciais para bem recepcionar os visitantes.

Um outro tema muito discutido atualmente para melhorar a recepção de turistas é o


que se refere à informação passada sobre o lugar e seus habitantes. Para isso diversos métodos
podem ser colocados em prática a fim de estimular a curiosidade do visitante para que ele
compreenda os costumes, as manifestações artísticas e o patrimônio histórico e cultural.
A discussão sobre comunicação oferecida aos turistas pode alcançar outros horizontes.
Alguns estudiosos do assunto pesquisaram o caráter de sustentabilidade proposto em
planejamentos turísticos e foram unânimes em apontar a comunicação e informação com o
mercado como uma nova etapa, integrante de um programa maior de interpretação do
patrimônio. (CARNEIRO, 2001, p.42).
A palavra patrimônio tem vários significados, entre eles o mais comum é o conjunto
de bens que uma pessoa ou uma entidade possuem. Ele pode ser classificado em natural ou
cultural, o patrimônio natural compreende as riquezas que estão no solo, subsolo, inclusive as
florestas e as jazidas. O cultural tem um conceito mais amplo e caminha de acordo o próprio
conceito de cultura. Até a primeira metade deste século o patrimônio cultural tinha sinônimo
de obras monumentais, obras de arte consagradas e propriedades de luxo associadas às classes
dominantes. (BARRETO, 2001, p.9).
Conforme o Guia Brasileiro de Sinalização Turística (EMBRATUR; IPHAN;
CONTRAN, 2001) patrimônio cultural é um conjunto de manifestações imateriais, bens
históricos, artísticos, naturais e arqueológicos com linguagem própria e que definem a
identidade de um povo podendo ser consagrado pela população, ou oficialmente por meio de
tombamento.
O patrimônio, seja ele natural ou cultural, precisa ser apresentado de forma clara e de
fácil compreensão, não só para turistas, mas também para os próprios moradores. Essa
apresentação pode ser feita de diversas maneiras, entre elas está a sinalização para pedestres.
“Interpretar o patrimônio é algo essencial para o produto turístico. É através de uma
interpretação de qualidade que se descobre significados e toca as emoções, ao invés de apenas
passar informações factuais”. (MURTA; ALBANO, 2002, p.10)
23

“Interpretar é um ato de comunicação. Pode-se dizer que interpretar é a arte de


comunicar mensagens e emoções a partir de um texto, de uma partitura musical, de uma obra
de arte, de um ambiente ou de uma expressão cultural” (MURTA; GOODEY, 2002, p.13).
A interpretação valoriza a experiência do visitante fazendo com que ele aprecie melhor
o local turístico. O início desta prática se deu no fim da década de 1950, pelo Serviço
Nacional de Parques dos Estados Unidos. Posteriormente os conceitos de interpretação foram
utilizados na Grã-Bretanha para a valorização de parques e reservas naturais.
Atualmente já se vê trilhas sinalizadas, ou mesmo sinalizações que indicam recursos
naturais ou edificados, centros de informações para turistas, painéis, mapas que informam e
orientam, porém no Brasil esta prática ainda é pouco utilizada.
Existem diversos meios e técnicas de interpretação. De acordo com Murta e Goodey
(2002, p.24), eles podem ser agrupados em três categorias: interpretação ao vivo, textos e
publicações e interpretação com base no design, sendo que neste último estão as placas,
painéis e letreiros.
Para que ocorra uma interpretação eficaz por meio da sinalização não basta apenas um
bom texto. Segundo Goodey (2002, p.181) alguns itens são primordiais para a montagem de
painéis e placas.
Em primeiro lugar é preciso verificar quais são os objetivos da sinalização, o que se
pretende com ela. A sinalização interpretativa deve realçar a experiência da visita com
mensagens e ilustrações para que o turista compreenda o local em que se encontra.
Situar e direcionar são as premissas básicas, porém isso pode ser feito de uma forma
mais inusitada. Goodey (2002, p.182) sugere como exemplo uma placa associada a uma vista
panorâmica, ajudando o visitante a se localizar dentro de uma área maior.
Por este tipo de sinalização é possível focalizar a atenção de visitantes para
determinados aspectos. Um conjunto de painéis pode ser montado em um ambiente urbano
mostrando paisagens e costumes de outro século. Contar histórias ilustrativas pode quebrar
barreiras de idade e linguagem.
A utilização de placas também pode servir para estabelecer novos roteiros e caminhos,
por isso é preciso verificar a necessidade de novas instalações e serviços de apoio.
Forma de painéis, visibilidade, tamanho, fixação, todos esses aspectos devem ser
analisados a fim de oferecer um recurso de interpretação com qualidade. Para a escolha de
materiais é preciso levar em consideração o clima e estilo do local, vandalismo, custos,
disponibilidade de produtos e design, ou seja, há uma série de itens que devem ser analisados.
24

Goodey (2002, p.188) diz que nenhum painel deve conter mais de 50% de texto e que
diversas técnicas podem ser utilizadas para reduzir o risco de se fazer livros escritos em
muros.
Porém, uma das maiores dificuldades está no que colocar nos painéis, deve haver um
consenso entre moradores e pessoas que saibam das necessidades dos turistas e interesses dos
especialistas.
A cidade de São Paulo é conhecida pelo seu patrimônio histórico e por suas diversas
opções de atividades culturais. O Centro Velho também está repleto de atrativos. Dessa
forma, implementar a sinalização para melhor compreender esse patrimônio torna-se
essencial.
25

CAPÍTULO II TURISMO NA CIDADE DE SÃO PAULO


Este capítulo aborda a dinâmica de surgimento e crescimento da cidade de São Paulo e
de seu Centro Velho a partir do período colonial até os dias atuais e seus principais pontos
turísticos, que durante anos passaram por intensas modificações, além da forma como o
turismo foi desenvolvido nestes locais.

2.1 Histórico da cidade de São Paulo e o turismo no Centro Velho

Para quem conhece o atual cotidiano da cidade de São Paulo, é muito difícil imaginá-
la dentre as mais velhas do país. Sua transformação ao longo do século XX e a ausência de
referenciais históricos e geográficos fazem com que seja vivenciada como uma cidade
contemporânea.
Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE, 2005), a
capital do Estado de São Paulo, metrópole do sudeste do Brasil e maior centro urbano da
América do Sul, está localizada no planalto paulista, a 760 metros de altitude, ocupa uma área
de 1.523 km2 e possui uma população de 10.927.985 de habitantes na área metropolitana,
sendo dividida pelo rio Tietê10.
A data de 25 de janeiro de 1554 marca cronologicamente a fundação de São Paulo de
Piratininga pelos padres jesuítas José de Anchieta e Manuel da Nóbrega, no local em que
existia um povoado indígena. Em uma elevação entre as áreas dos rios Tamanduateí e
Anhangabaú surgiram suas primeiras praças: o Páteo do Colégio Jesuíta, São Bento e o
Carmo. Durante os séculos XVI e XVII, o local serviu de base para as expedições dos
bandeirantes que partiam em busca de escravos e pedras preciosas. O povoamento foi
crescendo aos poucos, acompanhando o rio Tietê. Em 1581, tornou-se sede da capital de São
Vicente e em 1711 foi elevada à cidade, mas sua economia continuou sendo agrária até o
século XIX11.
O vilarejo se firma, e mais gente vai chegando a cada dia, de todas as partes.
Veredas são abertas e novas casas são erguidas, casas “lisas e quadradas”, de
chão batido e taipa de pilão. Surgem as testadas, os atalhos, as trilhas, os
pátios, os becos, as ruas e as avenidas, por entre um triângulo quase à
entrada do sertão e da orla marítima. (GUIMARÃES, 2005, p.33)
Como podemos observar na figura a seguir, o Pateo do Colégio Jesuíta possuía
características arquitetônicas bem simples, muito parecido com o que existe atualmente.

10
Disponível em < http://www.ibge.gov.br/cidadesat/default.php> Acessado em 10 ago 06
11
Enciclopédia Microsoft Encarta 2001, Microsoft Corporation.
26

Figura 2.1 - Pateo do Colégio Jesuíta no período colonial


Fonte: Disponível em <http://static.flickr.com/64/177736995_e9f20a5804_m.jpg> Acessado em 28 out 06.

Assunção (2005, p.15) afirma que Piratininga ficava aproximadamente dez léguas do
mar e duas léguas da vila de Santo André. Teria sido povoada primeiramente por Martim
Afonso de Sousa e ocupava posição estratégica. A colina entre os rios Tamanduateí e
Anhangabaú garantia a segurança contra possíveis ataques. Além disso, os rios poderiam
abastecer de água e peixe os primeiros moradores, e também, servir como via de acesso ao
interior da colônia. O Planalto também tinha a seu favor a temperatura mais amena em relação
ao litoral. Essa localização, entretanto, não impedia que o povoado ficasse isolado, durante as
chuvas intensas.
De acordo com Reis Filho (apud MAGALHÃES e MENDES, 2002, p.43), durante os
séculos XVI e XVII outras ordens religiosas se estabeleceram na cidade, fixando-se
principalmente nas estradas de acesso, dando forma ao conhecido “triângulo histórico”,
ocupado em seus vértices pelos Beneditinos, os Carmelitas e os Franciscanos.
Segundo Mesgràvis (apud GUIMARÃES, 2005, p.36), prevalecia a prática de um
sistema de vida em que predominavam a policultura, a pequena propriedade, o campo em
comum para a criação de gado, a cooperação nos assuntos de interesse público e todas as
formas de solidariedade social necessárias ao indivíduo convencido de que a família, o clã, a
vizinhança e a cooperação seriam os seus pontos de apoio diante do mundo ignorado. Os
moradores de São Paulo produziam tudo o que precisavam para viver e importavam apenas
apetrechos bélicos, objetos de mineração e alguns artigos de luxo e adornos.
27

No século XIX, a cidade de São Paulo vai perdendo suas características agrárias e
adquirindo padrões arquitetônicos e culturais europeus com a chegada dos imigrantes, no final
do século, impulsionada pela implementação da estrada de ferro São Paulo Railway, que
ligava a cidade ao porto de Santos, e a expansão da cultura cafeeira, tornando São Paulo um
grande centro econômico.
De acordo com Magalhães e Mendes (2002, p.49), São Paulo permaneceu por três
séculos no topo da colina com sua estrutura colonial praticamente intacta. No final do século
XIX a economia do café desenvolvida ao redor do Vale do Paraíba penetra em São Paulo
escoando seus produtos da região ao porto de Santos e a mercados externos. Tal fato causou
enorme impacto na cidade, que se transformou em um grande entroncamento ferroviário e em
grande referência econômica.
Afirma Guimarães (2005, p.41) que entre 1851 e 1855 proliferaram as Sociedades
Anônimas, instalou-se a primeira linha telegráfica e a primeira estrada de ferro, organizou-se
o Banco Rural e Hipotecário. Em 1860, São Paulo contava com 26 mil habitantes. Na
paisagem urbana se sobressaíam o Jardim Botânico, a Academia de Direito, dois teatros,
diversos estabelecimentos comerciais e templos religiosos.

Em 1870, a cidade de São Paulo, que durante três séculos não tinha mais de
1 km de raio, passou a atingir distâncias de 15 a 20 km de raio em relação ao
centro da cidade. Os espaços vazios foram sendo ocupados e a economia,
cada vez mais forte, se preparava para dar sustentação à república, que seria
promulgada dentro de 20 anos. A população crescia aos saltos. Em 1872,
São Paulo possuía 32 mil habitantes, em 1890 tinha 65 mil e, em 1900, 200
mil. Esse é o momento onde surgem os bairros de São Paulo.
(GUIMARÃES, 2005, p.42)
Matos complementa que, durante esse período a população cresce enormemente. Entre
1886 e 1890 quintuplica, passando de 47.696 habitantes para 239.934. (apud MENDES,
MAGALHÃES, 2002, p.49).
De acordo com Rolnik, entre 1890 e 1983 a proporção de estrangeiros na composição
populacional da cidade cresce de 22% para 59%. (apud MENDES, MAGALHÃES, 2002,
p.49).
No século XX, graças ao enorme desenvolvimento do comércio do café e da
modernização dos sistemas de transporte, a cidade foi se transformando no principal centro
comercial e industrial da região.

Muitas colônias de imigrantes se fixaram em São Paulo naquele início de


século XX. Estes demonstraram tendência de fixar-se em pontos da cidade
conforme a sua nacionalidade. Assim, o “bairro círio” situou-se ao norte do
Distrito da Sé e ao sul de Santa Efigênia, apresentando as forma de um
triângulo cujos lados são a 25 de Março, Cantareira e a Avenida do Estado.
28

O ponto de concentração dos japoneses foi o bairro da Liberdade, entre as


ruas Conde de Sarzedas, Conde do Pinhal, Irmã Simpliciana, da Olaria e dos
Estudantes. Outra concentração importante foi a dos judeus nos distritos do
Bom Retiro e Santa Efigênia, com suas sinagogas e grande quantidade de
indústrias de confecção de roupas. Já os portugueses, espanhóis e italianos se
incorporaram de maneira total à população paulistana. Esses imigrantes
acabaram por dominar setores da jovem economia paulistana.
(GUIMARÃES, 2005, p.43)
O conjunto formado pela cidade e seus municípios vizinhos é atualmente o principal
centro comercial, bancário, financeiro, de prestação de serviços e industrial do país,
confirmando o que Saint Hilaire disse em 1819 “... será talvez por São Paulo que se há de
começar o processo de desenvolvimento econômico do Brasil” (apud Guimarães, 2005, p.32).
São Paulo é também um importante centro educativo e cultural. Entre suas principais
instituições de ensino superior, encontram-se a Universidade de São Paulo, a Pontifícia
Universidade Católica de São Paulo e a Universidade Mackenzie. O Museu de Arte de São
Paulo e a Biblioteca Municipal são alguns dos locais da cidade que possuem várias coleções
notáveis.

Foto 2.1 - Cidade de São Paulo atualmente


Fonte: Disponível em <http://www.las.inpe.br/BWSP12/imagens/sao_paulo_cidade.jpg> Acessado em 28 out 06.

Hoje, a cidade de São Paulo é considerada a quinta maior cidade do mundo e está em
constante crescimento, sendo referência em diversos segmentos tais como educação, cultura,
saúde, tecnologia e economia, contribuindo para o desenvolvimento econômico e cultural do
país.
29

2.2 O desenvolvimento do turismo na cidade de São Paulo e em seu Centro Velho

Os centros urbanos possuem uma grande importância para as cidades, pois neles se
concentram grande parte da História do local, sua origem e evolução. Além de possuir
importância arquitetônica, social, econômica, são regiões de fácil acesso.
Segundo a Associação Viva o Centro (2006), o Centro da cidade de São Paulo é uma
área de apenas 4,4 km2, o que corresponde a menos de 0,5% da área territorial total da cidade.
Abriga 8% dos empregos formais, 30% da área ocupada pelo sistema financeiro na cidade, é
destino de 20% de toda movimentação diária de pessoas, tem a melhor infra-estrutura, a maior
concentração de equipamentos culturais, de edifícios tombados e possui um comércio rico,
diversificado e especializado, abastecendo todo o país.
Afirma Marco Antônio Ramos de Almeida que, nesse pequeno espaço há sete estações
de metrô, três grandes terminais de ônibus e duas estações ferroviárias. É, também, o locus do
Poder Jurídico e de universidades, de grandes escritórios de advocacia e das ruas de comércio
especializado. Com cabeamento óptico para atender às demandas da comunicação em âmbito
global, sede das duas Bolsas - Bovespa e Bolsa de Mercadorias & Futuros - e voltou a abrigar
a Prefeitura e mais de 20 órgãos superiores das administrações públicas municipal e estadual.
No Centro existem 120 bibliotecas, entre elas a Biblioteca Mário de Andrade; 79 salas de
teatro e de concertos, como o Teatro Municipal, a Sala São Paulo e o Teatro Cultura Artística;
37 museus, entre eles a Pinacoteca do Estado e o Museu do Imigrante; 18 centros culturais,
sendo um deles o Centro Cultural Banco do Brasil; o Sesc Carmo, em plena Praça da Sé, e 19
cinemas.12
Para efeito desse estudo, será considerado Centro Velho da cidade de São Paulo a área
compreendida pelo triângulo histórico, cujos vértices são os conventos de São Francisco, São
Bento e do Carmo.

12
Marco Antônio Ramos de Almeida, Superintendente Geral da Associação Viva o Centro. Entrevista
concedida, por e-mail, ao grupo em 2 de outubro de 2006.
30

Figura 2.2 - Mapa do Centro Velho da cidade de São Paulo


Fonte: Disponível em < http://www.sescsp.org.br/sesc/hotsites/andarepedalar/images/> Acessado em 28 out 06.

Figura 2.3 - Mapa do Centro Velho da cidade de São Paulo


Fonte: Multimapas, 2006
31

Atualmente o Centro da cidade de São Paulo é conhecido como grande núcleo cultural
arquitetônico, além de possuir alguns dos maiores pólos comerciais e importantes centros
financeiros, porém cerca de três séculos após sua fundação, o local não passava de uma calma
aldeia colonial, estendendo-se pouco além dos estreitos limites dos rios Tamanduateí e
Anhangabaú.
Segundo a Secretaria da Cultura (1994), a população era de no máximo 20 mil
pessoas, as ruas não eram iluminadas e o local era de pouco movimento. Pairava sobre São
Paulo a representação de uma vila sem graça, uma cidade de barro, ponto de entroncamento
de tropas, local de partida e não de chegada.
Para compreendermos o processo de evolução urbana do Centro de São Paulo
podemos citar três períodos que foram de suma importância. O primeiro, o momento em que a
cidade torna-se a capital do café, seguido pela industrialização que substituiu este ciclo e,
posteriormente, à estruturação da economia voltada ao setor terciário, às atividades de serviço
e comércio.
A partir de 1810, São Paulo torna-se a capital econômica do café o que transformou o
vilarejo em centro do comércio cafeeiro com aspecto de metrópole e estilo europeu. No centro
da cidade concentravam-se os símbolos de riqueza e de civilização.

Foto 2.2 – Avenida Paulista no período do café


Fonte: Disponível em < http://www.estacaometropole.bravehost.com/paulista.old.bmp > Acessado em 28 out 06.

Moura (2002, p.61) afirma que o café, introduzido no país na primeira metade do
século XVIII, num espaço de tempo relativamente curto, passou de uma posição totalmente
secundária para a de produto base da economia brasileira. E isto ocorreu numa época de crise
econômica e financeira, na qual as disponibilidades de capital eram mínimas. Além disso, a
cafeicultura foi a primeira realização exclusivamente brasileira, visando a criação de riquezas.
32

Segundo Guimarães (2005, p.43), no final do século XIX ocorreu uma grave crise
de superprodução do café, que derrubou os preços e os salários, obrigando muitos imigrantes
a irem para a metrópole, em busca de melhores condições de vida. Essa abundância de mão-
de-obra permitiu a ampliação da incipiente indústria manufatureira paulistana.
Em meados de 1840 houve o crescimento da industrialização que substituiu o ciclo
econômico do café, a cidade toma outra forma com a construção de prédios e grandes
avenidas.

Foto 2.3 - A cidade de São Paulo no período industrial


Fonte: Disponível <http://www.vivaocentro.org.br/bancodados/centrosp/historia.htm> Acessado em 28 out 06.

A década de 1950 transformaria definitivamente São Paulo em uma cidade


fabril, com profundas diferenças sociais. Havia 2.198.000 habitantes na
capital paulista. A comemoração do 4º Centenário em 1954 festejou a
circulação de 170.000 automóveis por suas 6.000 ruas, que cresciam
vertiginosamente, até que, nas décadas de 1960 e 70, o desenvolvimento da
cidade atingiria o seu auge, naquele período histórico conhecido pela
efervescência social e pelo poder militar. Desde os anos 80, São Paulo se
consolidou como “a cidade que mais cresce no mundo”. Aos poucos, o uso
residencial do velho centro foi se desativando, passando a concentrar as
atividades de comércio e serviços. Muitos dos prédios erguidos no centro
naquele momento são prédios de três pavimentos. (GUIMARÃES, 2005,
p.44)
Por volta de 1870 e 1880 as indústrias transferem-se do centro para municípios
vizinhos e cidades do interior do Estado, a cidade volta sua economia ao setor terciário e as
atividades de serviço e comércio.
33

Foto 2.4 - A cidade de São Paulo no período pós-industrial


Fonte: Disponível em <http://www.klepsidra.net> Acessado em 28 out 06.

De acordo com Rolnik (1997, p.106), as chamadas obras de remodelação, alargamento


de vias, instalação de praças, bulevares e equipamentos públicos, ao ter como efeito o
aumento do preço dos imóveis, contribuíram para acentuar o caráter comercial e de serviços
ao Centro, na medida em que apenas uma utilização de alta rentabilidade poderia arcar com o
pagamento da renda devido a tal localização, valorizada pelo investimento público.
Simultaneamente, estes novos usos criaram uma paisagem inusitada que correspondia aos
novos hábitos que a cidade passara a adotar. O projeto da Esplanada e do Teatro Municipal,
um investimento milionário na época, foi o ponto alto de uma série de intervenções na área
central da cidade além de melhorar as condições de tráfego e acesso, produziram um novo
produto cultural, cujo consumo, exclusivo das elites, com elas se identificava no que diz
respeito à paisagem. Assim, o Centro passou a concentrar poder político e financeiro,
transformando-se na própria imagem da cidade.
No final do século XIX, devido às edificações, São Paulo possuía um perfil
nitidamente urbano e moderno, que se dá com a construção de prédios padronizados e a
separação das áreas públicas das áreas privadas.

O tráfego de veículos era tal que em 1873 a municipalidade designou que o


Pátio do Colégio; Largo de São Gonçalo; Largo São Francisco e Largo da
Luz seriam locais específicos para estacionamento. Essa é a época dos novos
bondes movidos à tração animal, que acompanhavam a evidente expansão
territorial. Em 1887 existiam sete linhas com 25 quilômetros de trilhos, 319
animais e 43 carros, que transportavam 1,5 milhão de passageiros por ano. A
grande novidade do início do século atual eram os primeiros automóveis,
que apesar de poucos e muito barulhentos causaram verdadeiros tumultos na
cidade. (SÃO PAULO. Secretaria da Cultura, 1994)
34

Por ser uma cidade em que não eram muito exploradas as atividades científicas e
educacionais, por volta de 1870, o ambiente torna-se adequado para o desenvolvimento de
instituições de ensino e de pesquisa.
Ocorre a organização e fortalecimento da Faculdade de Direito, a abertura do Museu
Paulista, do Observatório Astronômico e do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo,
além da estruturação de uma série de escolas privadas.
A cidade vivia um processo de desenvolvimento e embelezamento. A partir daí os
estudantes passam a explorar os costumes boêmios. Em 1891 a iluminação elétrica começa
ser utilizada.
De acordo com a Secretaria de Cultura (1994), nas lojas do centro, no final do século,
vendia-se uma grande variedade de produtos, tais como charutos importados, destilarias,
tecidos ingleses, roupas com corte francês e especiarias do Oriente. Por meio do consumo, a
cidade fazia de si uma extensão ligeira do Velho Mundo. Tem início a época dos grandes
bailes, das confeitarias requintadas e das agitadas casas de espetáculos como o Teatro
Provisório, o Ginásio Dramático, o Polytheama, o conhecido São José, entre outros.
Com o término das construções do Teatro Municipal, em 1911, cantores e atores
famosos, vindos da Europa, passam a freqüentar São Paulo.
Surgem diversos clubes recreativos, quermesses, saraus musicais e passam a ser
realizadas diversas atividades culturais e esportivas, além da construção de novas bibliotecas e
livrarias.
Essa nova organização do Centro modificou e ampliou os espaços sociais de
convivência das pessoas que até então eram restritos a encontros familiares, aos circuitos
vizinhos e ao convívio nas grandes fazendas.
Com o deslocamento dos moradores para outras regiões da cidade dá-se o processo de
degradação do Centro de São Paulo, tal fato foi se acentuando ao longo dos anos. Com isso o
Centro passou a ser um local aonde as pessoas vão a negócios, a estudo e a passeio.

O Centro se especializa cada vez mais, mantendo-se ativo durante o dia,


mas morto à noite, pois a população residente é reduzida. O Centro Velho é
envolto pelo “casco de integração”, que deixa de incluir ruas da região e o
circunda sem penetrar, movendo-se gradualmente em direção ao oeste para o
Centro Novo, com a Avenida Paulista destacando-se como importante eixo
de integração. (MENDES; MAGALHÃES, 2002, p.56)
35

Segundo Scarlato (2006), quando uma pessoa perde a identidade com um local e deixa
de definir suas relações mais estreitas nele, não se sente responsável pela preservação do
mesmo.13
Mendes e Magalhães (2002, p.58) também afirmam que o processo de globalização,
que se acentua a partir dos anos 90, agrava essa mudança, impondo mais fragmentação e
desarticulação, o que resulta em uma cidade baseada na mobilidade de fluxos, com pouca
oportunidade de espaços urbanos para a socialização. As desigualdades sociais, junto com a
segregação espacial contribuem para aumentar a violência e para limitar as oportunidades de
interação, que ficam geralmente restritas a ambientes sob vigilância, como shoppings e
clubes, enquanto os espaços públicos são gradeados e fechados com muros e portões.
No período de 1886 a 1936, foram formulados alguns princípios presentes até nossos
dias na legislação urbanística paulistana: a muralha protetora em torno dos bairros
residenciais da elite, a posição eternamente periférica dos bairros populares, a concentração
dos investimentos e a super-regularização do centro-sudoeste da cidade e a expansão
horizontal da baixa densidade. O conhecimento destes fatos pretende, iluminar possibilidades
de enfrentamento e superação de limites de degradação a que chegou a cidade de São Paulo
nesse final de milênio. (ROLNIK, 1997, p.14).

A deterioração de áreas urbanas é um fenômeno que, desde meados do


século passado, tem se intensificado nas grandes cidades, possuindo relação
direta com os processos dinâmicos de produção e consumo observados após
o surgimento da cidade industrial. Além do forte crescimento populacional e
da expansão física da malha urbanizada, a inserção da cidade nesse novo
contexto econômico veio estabelecer novas formas de apropriação e de
valorização do solo urbano, cujos reflexos se manifestam mais intensamente
nas áreas centrais dessas cidades (SIMÕES JR, 1994, p.11).

A partir dos anos 1980, as discussões sobre revitalização de áreas urbanas centrais e
políticas públicas para tal tornam-se mais freqüentes.
A principal justificativa para esse fato reside na crise global – crise econômica,
social, energética, e até mesmo de valores – que acaba por induzir certa mudança de
paradigmas nas práticas tradicionais, não só do Estado, mas de outros agentes interventores
sobre o espaço urbano (SIMÕES JR. 1994, p.05).
A escolha de uma localidade para o desenvolvimento do processo de revitalização leva
em conta itens como a localização e a rede de infra-estrutura, serviços e equipamentos
existentes, com isso as áreas centrais são revalorizadas. Segundo Simões Jr. (1994, p.06), o
13
Informação fornecida por Francisco Capuano Scarlato na quarta aula do curso de História de São Paulo em 31
de agosto de 2006, CIEE. São Paulo.
36

fator mais relevante consiste no fato de que esses locais possuem um rico e representativo
patrimônio de cunho histórico, que possibilita o resgate daqueles valores ligados à cultura
local, ao imaginário da população e às raízes da própria cidade.
O processo de revitalização no Centro Velho da cidade de São Paulo é em parte uma
parceria pública com algumas instituições privadas, principalmente no setor financeiro devido
a pouca verba disponibilizada pelo governo.
Nos últimos anos, esse processo de revitalização vem incentivando cada vez mais o
aumento da vida cultural na região central com a implantação de centros culturais, que dispõe
ao público as mais diversas opções em arte, maior atividade nos teatros, cinemas e outros
estabelecimentos que acabaram perdendo o glamour que possuíam nos séculos XIX e XX.
Com isso a atividade turística vem despertando cada vez mais o interesse da iniciativa pública
e privada, além dos moradores e visitantes de São Paulo, e ganhando cada vez mais espaço.
Muitas instituições vêm investindo em ações que colaboram com o crescimento da
vida cultural no Centro Velho, patrocinando espetáculos culturais famosos e de renome e com
o desenvolvimento da atividade turística oferecendo, por exemplo, tours pelos principais
pontos turísticos da região.

As intervenções de caráter urbanístico desta fase se caracterizam


principalmente pela retomada de espaços públicos centrais pelo pedestre,
espaços estes que o automóvel havia deteriorado significativamente. Esta
política de intervenção é também seguida por outras medidas visando à
recuperação da escala humana e da qualidade de vida nesse centro da
metrópole. (SIMÕES JR, 1994, p.32)

Segundo Adriano Gomes (2006), analista de turismo da São Paulo Turismo, a


revitalização é um processo de longo prazo e, por mais que muito tenha sido feito nos últimos
anos, os resultados mais concretos ainda irão aparecer. Neste sentido, é difícil estimular uma
utilização turística numa região ainda cercada de estereótipos de violência e abandono.
Ademais, ainda é visível, em algumas ruas específicas, a presença de drogados e delinqüentes
que realizam pequenos furtos, embora, seja ressaltado que, a situação tenha melhorado muito
em comparação a outros anos, com rondas policiais mais efetivas. O principal inibidor do
turismo no Centro é, a seu ver, a limpeza ainda deficiente.14
De acordo com Marco Antônio Ramos de Almeida (2006), superintendente geral da
Associação Viva o Centro, em editorial ao informe Viva o Centro, o turismo é o setor que
atualmente mais emprega e mais gera renda. Para ele, está na hora de São Paulo dar melhor
aproveitamento turístico a tudo de bom que existe no Centro. O momento, considerando as
14
Entrevista concedida ao grupo, por e-mail, em 12 de setembro de 2006.
37

conquistas já alcançadas e o fato do processo de requalificação da área ter se tornado


irreversível, é de incentivar a visitação a região, de trazer quem venha a passeio ou a negócios
para conhecer os tesouros do local. Para isso, é preciso melhorar a sinalização turística,
instalar postos de informação, intensificar a segurança e incrementar a limpeza pública15.

2.2.1 Dados do turismo na cidade de São Paulo

Com seu desenvolvimento a cidade de São Paulo passa a ter grande importância para o
setor turístico no Brasil, e tem conquistado grande representatividade principalmente no
turismo de negócios e cultural que de acordo com Moletta (2000, p.9) é o acesso ao conjunto
de bens móveis e imóveis existente no país, cuja conservação é de interesse público, por valor
histórico, arqueológico, etnográfico, bibliográfico ou artístico, ou seja, a história, a cultura e
ao modo de viver de uma comunidade. Já o turismo de negócios compreende (...)

O conjunto de atividades de viagem, de hospedagem, de alimentação e de


lazer praticado por quem viaja a negócios referentes aos diversos setores da
atividade comercial ou industrial ou para conhecer mercados, estabelecer
contatos, firmar convênios, treinar novas tecnologias, vender ou comprar
bens ou serviços (apud ANSARAH, 2000, p.35).
De acordo com o Sindicato das Empresas de Turismo no Estado de São Paulo
(Sindetur, 2001, p.09-10), em 1951 a cidade de São Paulo conta com 2,2 milhões de
habitantes e já corresponde à afirmação de "cidade que mais cresce no mundo". Em outubro
deste mesmo ano, a realização da Primeira Bienal Internacional de Artes Plásticas, idealizada
por Ciccillo Mattarazzo, conta com a participação de 21 países, de onde são trazidas 1.800
obras. Aproximadamente cinco mil pessoas participaram de sua inauguração e, nos 66 dias de
duração, a mostra é vista por cerca de 100 mil pessoas, que movimentam a então incipiente
indústria turística da cidade. As festividades do IV Centenário da cidade de São Paulo em 25
de janeiro de 1954, assim como a inauguração da Catedral inacabada no Parque do Ibirapuera
também atraíram um grande número de turistas à capital paulistana.
O Sindetur (2002, p.25) também afirma que, já na década de 1950, São Paulo além do
perfil de capital cultural do país, plenamente reconhecido, apresenta o de grande potência
industrial brasileira. Graças ao Programa de Metas de Juscelino Kubitscheck, que prevê
"crescer 50 anos em cinco", investimentos estrangeiros passam a sustentar os projetos de
industrialização.
A partir desse momento o desenvolvimento do turismo na cidade de São Paulo torna-
se notório. Rodrigues (s/d) afirma que em 10 de junho de 1965 foi criada a Secretaria de

15
Informe Viva o Centro, ano XIV setembro de 2006 nº225
38

Turismo do Estado de São Paulo, tendo como objetivo incrementar o turismo, organizar
eventos, estimular a criação de empresas relacionadas com o setor e organizar o calendário
turístico paulista. Por decreto de 1967, passou a ser designada Secretaria da Cultura, Esporte e
Turismo, com o objetivo de desenvolver, também, as atividades compreendidas no Sistema
Estadual de Deportes.16
Com a definição do produto turístico que a cidade passa a oferecer ao país e ao
mundo, um grupo de empresários paulistas, liderados por Caio de Alcântara Machado, para
mostrar o que fabricam e atrair compradores de outros centros nacionais e do exterior, decide
construir em 1968 a Anhembi Turismo S/A, atual São Paulo Turismo.
O ano de 1986 foi eleito como Ano Nacional do Turismo e a cidade de São Paulo,
considerada o maior pólo do turismo de negócios da América do Sul, beneficia tanto o
turismo receptivo, quanto o turismo emissivo.

Definir o volume turístico da cidade de São Paulo é uma tarefa complexa, a


partir do momento em que não existe nenhuma pesquisa periódica que avalie
esse número. Além disso, seu posicionamento como principal ponto de
conexões, chegadas e partidas de todos os vôos nacionais e internacionais,
sugere um número superestimado de turistas na cidade. (São Paulo
Convention e Visitors Bureau , 2002, p.10)
A capital paulista, uma das mais receptoras de viajantes do país, atrai um grande
número de turistas provenientes de todas as partes do Brasil e do mundo.
Nas pesquisas da São Paulo Turismo (SP Turismo), dos visitantes que chegam a São
Paulo, 17,5% vêm de outros países, sendo os maiores emissores a Europa, Estados Unidos e
Canadá e 82% são oriundos das cidades do interior do Estado de São Paulo, seguidos por Belo
Horizonte, Salvador, Rio de Janeiro, Recife e Porto Alegre. (apud PALLADINO, 2006, p.13).
Dados da São Paulo Convention & Visitors Bureau (SPC&VB, 2006), apontam que o
setor turístico gera, anualmente, cerca de R$ 70 milhões em Impostos Sobre Serviços (ISS) e
o PIB estimado em R$ 144 bilhões, equivale 15% do PIB nacional17.
Segundo levantamento da ABAV (2000), o executivo paulistano, é o que mais viaja.
Cerca de 70% dos passageiros embarcados no aeroporto de Congonhas voam a negócios, o
que leva a entidade a estimar que 35% dos US$ 3 bilhões que o turismo de negócios
movimenta ao ano venham de São Paulo. Os destinos mais freqüentes são Rio de Janeiro,
Salvador, Belo Horizonte, Curitiba e Brasília, e, no exterior, Estados Unidos e Europa.
Conforme a SPC&VB, dos 7,5 milhões de visitantes que chegam à cidade, 42,7% vêm
a negócios e permanecem cerca de dois dias, 37,9% a lazer, 15,9% vêm para visitar parentes e

16
Disponível em <http://www.saopaulo.sp.gov.br/linha/sec_turismo.htm> Acessado em 02 out 2006.
17
Disponível em < http://www.visitesaopaulo.com/> Acessado em 02 out 06
39

amigos e 3,5% vêm por outros pretextos, como estudo, tratamentos de saúde ou mesmo
motivos religiosos. (apud PALLADINO, 2006, p.13).

Apenas na área de eventos, está contabilizado pelas principais entidades do


segmento (Associação Brasileira de Empresas de Eventos - Abeoc -,União
Brasileira dos Promotores de Feiras - Ubrafe - e SPCVB), que acontece um
evento a cada seis minutos na cidade, entre congressos, feiras, meetings,
palestras, workshops, etc., num total de 90 mil eventos por ano. Das 160
grandes feiras de negócios realizadas em todo o Brasil, 120 acontecem em São
Paulo, o que significa uma feira profissional a cada três dias, ou 75% do
mercado brasileiro do setor. Esses eventos geram R$ 1,4 bilhão de receita por
ano, sendo R$ 700 milhões provenientes da locação de área de exposições e
outros R$ 700 milhões dos serviços especializados. São 4,5 milhões de
profissionais de todas as áreas circulando pelas feiras da cidade e, desses, 100
mil vêm do interior. (PALLADINO, 2006:13-14).
O setor de transportes na cidade de São Paulo, apesar de possuir uma grande
diversidade, em alguns casos, ainda não é suficiente para atender a demanda. A situação
quantitativa do transporte em na cidade dá-se da forma a seguir:

Tabela 2.1 - Transporte em São Paulo


Meio de Transporte Quantidade
Automóveis de passeio Mais de 5 milhões
Táxis 28.000
Ônibus 14.862
Terminais Rodoviários 03
Linhas de Metrô 05 linhas*
Linha Férrea 06 linhas
Helicópteros 500**
Companhias Aéreas 06***
Aeroportos 03
* A linha 4 (Vila Sônia - Luz) está em construção/ **Segunda maior frota de helicópteros do mundo/ ***Principais
Companhias Aéreas atuantes em São Paulo.
Fonte: Dados disponíveis em <http://www.socicam.com.br>, <http://www.cptm.com.br>, <www.infraero.gov.br>,
<http://www.sptrans.com.br>, <http://www.metro.sp.gov.br>, Acessado em 28 out 06 e Palladino (2006).

Dados da Infraero (2006) apontam que há cerca de 8,2 milhões de desembarques ao


ano nos dois aeroportos mais movimentados do Brasil.
40

Tabela 2.2 - Quantidade de passageiros no aeroporto de Congonhas.


Ano Quantidade
2002 12.446.415
2003 12.069.575
2004 13.611.227
2005 17.147.628
Fonte: Disponível em <http://www.infraero.gov.br>. Acessado em 27 out. 06

De acordo com a tabela acima a situação quantitativa do número de passageiros no


aeroporto de Congonhas dá-se da forma a seguir:

Gráfico 2.1 - Quantidade de passageiros no aeroporto de Congonhas.

20.000.000

15.000.000

Número de
10.000.000
passageiros

5.000.000

0
2002 2003 2004 2005

Fonte: Infraero (2006)

A cidade de São Paulo conta também com três terminais rodoviários, localizados no
Tietê, na Barra Funda e no Jabaquara.

Tabela 2.3 - Transporte Rodoviário de São Paulo


Informações gerais
Movimentação Número de Número de Número de
diária Plataformas Empresas Linhas
Terminal Jabaquara ... 24 04 10
Terminal Barra Funda 40 mil pessoas 36 30 146
Terminal Tietê 90 mil pessoas 90 65 304
Fonte: Disponível em < http://www.socicam.com.br/webflash/ >. Acessado em 27 out. 06.

De acordo com o SPC&VB (2002, p.22) a motivação para a visita à cidade de São
Paulo se dá de forma racional tendo em vista a necessidade de viajar pela obrigação de um
encontro de negócios, um congresso ou feira, ou seja, não existe motivação emocional por
parte do visitante.
A partir desta constatação, a São Paulo Turismo e seus colaboradores têm se dedicado
não apenas em atrair mais turistas, mas também em conquistar sua fidelidade para que esses
números se tornem cada vez maiores e mais favoráveis.
41

“A multiplicidade de ofertas de diversão, apoiada na imensa diversidade cultural e de


serviços que a cidade apresenta, é o fator chave das campanhas promocionais de atração
turística” (SPC&VB, 2006).
Os setores vinculados ao turismo, juntamente com as empresas que desenvolvem
atividades turísticas na cidade de São Paulo estão resumidos quantitativamente no quadro a
seguir:

Tabela 2.4 - Setores vinculados ao turismo


Recursos Quantidade
Bares 15.000
Casas de Espetáculo 09
Centros Culturais 11
Feiras Livres Semanais 900
Festas Populares 41
Locais de Hospedagem 550
Museus 71
Parques 34
Parques Temáticos 04
Postos de Atendimento ao Turista 16
Restaurantes 12.000
Ruas especializadas no seguimento do comércio 42
Salas de Cinema 280
Shopping Centers 72
Teatros 120
Fonte: Disponível em < http://www.visitesaopaulo.com/ >. Acessado em 27 out. 06.

A criação de projetos também favorece o interesse dos visitantes pelo turismo em São
Paulo, como exemplo, os 31 roteiros oferecidos pela São Paulo Turismo, elaborados a partir
de 9 temas (entre Bem-estar, Arte, Glamour, SP Verde, SP Romance, Família, SP e suas
faces, SP e suas religiões e SP dos paulistanos), que mostram a cidade como destino turístico
urbano, onde se pode apreciar a cultura, a natureza, a história, as compras e a gastronomia.
Estes roteiros são comercializados por operadoras brasileiras e sul-americanas desde 2005.
Para o atual gestor do Fundo Nacional do Turismo (FUTUR), Armando Campos
Mello, em entrevista a Palladino (2006, p.2), o ideal é que o turismo disponha de R$ 10
milhões designados pela municipalidade e tenha mais parcerias, aumentando assim a
promoção da cidade, informatizando os postos de informação turística e disponibilizando
mais materiais de divulgação para os visitantes.
42

2.2.2 O Centro Velho e seus principais pontos turísticos

O Centro Velho de São Paulo possui um amplo número de pontos turísticos, sendo
alguns destes localizados no triângulo histórico, cujos vértices são o Largo de São Francisco,
São Bento e Carmo.
A região do Largo de São Francisco ganhou notoriedade com a instalação da
Faculdade de Direito, por volta de 1828. No local também existem igrejas e monumentos de
suma importância para a história da cidade.

Partem do Largo duas íngremes ladeiras paulistanas, convergindo a Praça da


Bandeira. Ainda hoje apresentam aspectos arquitetônicos que lembram São
Paulo do século XIX, que junto com a ladeira Doutor Falcão, eram as duas
vias de acesso para aqueles que demandavam o Centro da cidade,
procedendo os bairros do Chá, Arouche, Consolação, Santa Cecília e outros
que ficavam do outro lado do Anhangabaú. (GUIMARÃES, 2005, p.112)
Diversas reformas devido às novas instalações da Faculdade de Direito da
Universidade de São Paulo modificaram a arquitetura original do local, porém muitas
características ainda foram mantidas.

Foto 2.5 - Largo de São Francisco


Fonte: Disponível em < http://www.radio.usp.br/imagens/fdusp.jpg> Acessado em 28 out 06.

Entre os vértices do Largo de São Francisco e de São Bento podemos citar como ponto
principal a Praça do Patriarca.
Segundo Grafisyl (s/d), a Praça do Patriarca foi construída em homenagem ao
Patriarca José Bonifácio de Andrada e Silva e tomando-se como referência as ruas e praças do
Centro de São Paulo, é extremamente nova. Localizada próxima ao Viaduto do Chá é limitada
pelas ruas São Bento, Direita, Líbero Badaró e Quitanda, dá acesso à galeria que termina no
43

Anhangabaú e é cruzamento de seis ruas. Foi aberta por necessidade de ampliar-se o espaço
para o trânsito naquele local em que a convergência das ruas pequenas provocava
aglomeração.18

Foto 2.6 - Praça do Patriarca


Fonte: Disponível em < http://www.fotoforma.com.br/conteudo.asp?cont=4&foto=43 > Acessado em 28 out 06.

Na região entre o Largo de São Francisco e São Bento citamos como principais pontos
turísticos a Escola de Comércio Álvares Penteado, Faculdade de Direito da Universidade de
São Paulo, Igreja de São Francisco das Chagas, Igreja da Venerável Ordem Terceira de São
Francisco da Penitência, Casa das Arcadas, Edifício Saldanha Marinho, Justiça Federal,
Edifício São Joaquim, Prefeitura do Município de São Paulo – Edifício Matarazzo, Edifício
Sampaio Moreira, Othon Palace Hotel, Praça do Patriarca, Galeria Prestes Maia, Igreja de
Santo Antônio, Centro Cultural Banco do Brasil, Antigo Banco Português do Brasil, Palacete
Crespi, Edifício Martinelli, Bolsa de Mercadorias & Futuros e Edifício Sede do Banespa -
Edifício Altino Arantes.
Na região do Largo de São Bento, de acordo com o Governo do Estado de São Paulo
(s/d), estava instalada a taba do cacique Tibiriçá e demarcava o limite do povoado que
começava a se formar. A taba deu lugar a um largo, onde em 1598 foi construída uma capela
em homenagem a Nossa Senhora de Montserrat, mas já em 1660 começava a instalação do
Mosteiro de São Bento, numa área pertencente aos beneditinos. Em 1864, o largo foi
reurbanizado e seu movimento era intenso. A última transformação ocorreu por conta do

18
Disponível em < http://www.sampa.art.br/SAOPAULO/praca%20patriarca.htm> Acessado em 16 out 06.
44

metrô, durante a década de 1970, quando o largo ganhou um calçadão, bancos e jardins, e, no
seu subsolo, a Estação São Bento.19

Foto 2.7 - Largo de São Bento


Fonte: Disponível em <http://content.answers.com/main/content/wp/en-commons/thumb/2/27/275px-
Mosteiro_igreja_saobento.jpg > Acessado em 28 out 06.

Já entre os vértices do Largo de São Bento e do Carmo, podemos citar como principal
ponto, a região do Pateo do Colégio que, por ser o local do “nascimento” de São Paulo, é
considerado um marco para a cidade.

Diferentemente do crescimento quase estagnado da cidade o colégio e a


igreja passaram por inúmeras reformas, sendo transformado em cede do
governo em 1769. O conjunto foi demolido, devido os danos existentes em
suas instalações sendo reconstruído em 1954. Após a expulsão dos jesuítas
do Brasil, o então governador Morgado de Mateus requisitou as instalações
do Pateo do Colégio para sede dos Capitães-Generais ou Palácio dos
Governadores. Posteriormente o local passou então a sediar a Secretaria da
Educação. As primeiras décadas do século 19 trouxeram grandes
transformações urbanas para a região do Pateo. Os traços foram mudando e
as imediações foram tomadas por centros comerciais e industriais.
(PONCIANO, 2002, p.165)
Segundo a associação Viva o Centro (2006), hoje em dia, o conjunto, construído no
início do século XX e remodelado na década de 70, que substituiu o Edifício do Palácio do
Governo, procura ser uma réplica do original. Da construção do século XVI resta apenas uma
parede de taipa de pilão20, protegida por paredes de vidro. A Capela de Anchieta preserva
ainda alguns elementos originais, como o alicerce e o altar-mor, e o Museu Padre Anchieta
reúne imagens sacras barrocas dos séculos XVII e XVIII, mapas, relicários e um crucifixo que

19
Disponível em <http://www.saopaulo.sp.gov.br/saopaulo/turismo/cap_ptos_lgo_sbent.htm> Acessado em 16
out 06.
20
Mistura de areia, barro, fibras, sangue de animais, etc.
45

supostamente pertenceu ao Padre Anchieta. O conjunto do Pateo do Colégio foi totalmente


restaurado, contando com o Café do Pateo e sendo possível acompanhar o trabalho de restauro
de imagens e outros objetos, realizado no local.

Foto 2.8 - Pateo do Colégio


Fonte: Natália Graciano da Silva

Entre o Largo de São Bento e do Carmo, podemos citar como principais pontos
turísticos, o Mosteiro, Faculdade e Colégio de São Bento, Igreja Santa Efigênia, Viaduto
Santa Efigênia, a Ladeira Porto Geral, além do próprio Pateo do Colégio, onde encontram-se a
Igreja do Beato Anchieta, o Museu Anchieta, o Centro Loyola de fé e cultura e a Biblioteca
Padre Antonio Vieira do Pateo; a Casa da Fundição, a Casa da Moeda, a Casa da Ópera, Beco
do Colégio, o Solar da Marquesa de Santos - Domitila de Castro Canto Melo - Museu da
Cidade de São Paulo, o Primeiro Tribunal da Alçada Civil, a Secretaria da Justiça e da Defesa
da Cidadania, o Edifício da Caixa Econômica Federal, o Beco do Colégio, a Casa nº1, a
Antiga Bolsa de Mercadorias, Antiga Casa de Móveis, Viaduto Boa Vista, Ladeira General
Carneiro, a Secretaria da Fazenda e Secretaria da Agricultura e o monumento "Glória Imortal
dos Fundadores de São Paulo".
A região do Largo do Carmo, que antigamente era uma chácara pertencente à
Marquesa de Santos. Segundo Guimarães (2005, p.127), era a área da Vila de São Paulo, por
onde distendia sinuosamente o rio Tamanduateí, que se constituiu num dos fatores decisivos
na determinação da escolha do sítio onde se erguia o Colégio de São Paulo. Situada a cerca de
30 metros abaixo do promontório, onde se instalou o Colégio Jesuítico, oferecia larga visão a
46

sua volta. Área sempre inundada, ainda que em 1862, mostrava-se pantanosa e infecta,
circunstância que dificultava o acesso à cidade propriamente dita, ao centro, por aqueles
lados.

Foto 2.9 - Largo do Carmo


Fonte: Natália Graciano da Silva

No vértice do Largo do Carmo ao de São Francisco existe como ponto principal a


Praça da Sé.
A Praça da Sé nasceu a partir do Largo da Sé, surgido na segunda metade do
século XVI. Ali, no mesmo período, teve início a construção da Igreja
Matriz, finalizada no início do século XVII. Em meados do século XVIII ela
foi demolida e deu lugar a outro templo. Em 1911 todo o local veio abaixo
para a construção de uma nova praça, muito maior, e de uma catedral,
inaugurada em 1954. No início da década de 1970 a Praça da Sé passou pela
maior reforma até então, para a implantação da estação do Metrô, inaugurada
em 1978. A nova configuração englobou a Praça Clóvis Bevilácqua.
(PREFEITURA DA CIDADE DE SÃO PAULO, s/d)21
De acordo com a Associação Viva o Centro (2005), devido o processo de
remodelação, a Praça da Sé está passando por grandes intervenções. O acesso para deficientes
físicos e idosos será facilitado com a construção de rampas e passagens, os canteiros serão
rebaixados, a vegetação arbustiva retirada, a iluminação trocada e o espelho-d’água
recuperado22.

21
Disponível em <http://www.centrosp.prefeitura.sp.gov.br> Acessado em 25 out 06
22
Disponível em < http://www.vivaocentro.org.br/noticias/arquivo/220605> Acessado em 25 ou 06
47

Foto 2.10 - Praça da Sé


Fonte: Disponível em
<http://www.metro.sp.gov.br/cultura/turismetro/turismo_roteiros/images/turismo_se_03_g.jpg > Acessado em 28 out 06.

Nesta região podemos citar como principais pontos turísticos a Igreja e Convento do
Carmo, Sesc do Carmo, Catedral da Sé, Praça da Sé, Marco zero, estátua de José de Anchieta,
Palacete São Paulo, Prédio Piratininga, Jardim de Esculturas, Palácio da Justiça - Fórum João
Mendes Jr. e Igreja São Gonçalo.
Devido esse grande potencial turístico existente no Centro Velho da cidade de São
Paulo, torna-se de extrema importância a melhoria na infra-estrutura existente, principalmente
quanto à sinalização turística indicativa e interpretativa, a fim de que o visitante possa
contemplar de forma segura e agradável os atrativos do local.
48

CAPÍTULO III SINALIZAÇÃO TURÍSTICA NO CENTRO


VELHO DA CIDADE DE SÃO PAULO: UMA PROPOSTA

Neste capítulo será apresentada uma análise da situação da sinalização turística no


Centro Velho da cidade de São Paulo, realizada por meio de observação do local, aplicação de
questionários e entrevistas, além de sugerir ações e parcerias para melhoria da sinalização
existente.

3.1 Sinalização turística no Centro Velho da cidade de São Paulo

O turismo é um fator vital para o desenvolvimento de uma localidade no que diz


respeito ao meio ambiente. Existe uma relação muito estreita entre o turismo e o meio
ambiente, quando os gestores e a população de uma localidade decidem cuidar de seu
patrimônio histórico e cultural e de suas áreas naturais, como produtos turísticos para
conquistar pessoas. (TRIGUEIRO, 2001, p.6).
A sinalização turística é um processo de comunicação que a cidade adota para falar
com seus habitantes e visitantes. (YASOSHIMA, 2003, p.91).
A grande diversidade de produtos turísticos de São Paulo, aliada à constatação de que
na maioria dos locais observa-se a carência de sinalização indicativa ou orientadora e em
outros o excesso, sempre sem qualquer padronização ou ordem, resulta em um sistema
confuso e precário de orientação ao turista. (Manual de Sinalização Turística, 1998, p.5).
O Centro Velho da cidade de São Paulo, apesar de possuir um grande potencial
turístico e receber um grande número de pessoas por dia, está desprovido de infra-estrutura
adequada para o recebimento de visitantes. Após uma análise da situação, podemos apontar
como principais problemas existentes no local a limpeza pública ineficiente, a segurança
precária e a falta de adequação da sinalização turística, tema deste estudo.
Segundo o SPC&VB (2002, p.20), não houve uma estratégia e uma aposta estruturada
para a captação de turistas, apenas para a captação de visitantes de negócios. O setor não está
posicionado na economia da cidade, e não existe integração entre as organizações públicas e
privadas. Os serviços de informação são insuficientes e a má qualidade dos serviços, da infra-
estrutura básica e a falta de conservação do espaço urbano são pontos fracos.
Dessa forma, tornou-se de extrema importância abordar o tema e desenvolver uma
pesquisa sobre sinalização, informação e interpretação turística para o centro da cidade de São
49

Paulo, pois “mais que informar, a interpretação tem como objetivo convencer as pessoas do
valor de seu patrimônio, encorajando-as a conservá-lo” (MURTA; ALBANO, 2002, p.10).
Foi analisada a situação da sinalização para pedestres na região do Centro Velho da
cidade de São Paulo e verificado que a sinalização existente encontra-se inadequada,
insuficiente, mal conservada e em muitos casos inexistente.
Na região é possível encontrar dois modelos de placas. O projeto “História das Ruas
de São Paulo”, desenvolvido por uma parceria entre o Departamento do Patrimônio Histórico
(DPH), Secretaria Municipal da Cultura, Prefeitura da Cidade de São Paulo e grupo Plamarc,
conta com 16 placas espalhadas pelo Centro de São Paulo e tem como o objetivo divulgar a
história das ruas e alguns pontos turísticos do local.

Foto 3.1 – Placa História das Ruas de São Paulo


Fonte: Natália Graciano da Silva
O outro modelo de placa existente é pertencente a um projeto de nome “Trilha do
Centro Histórico: convite para conhecer os bens culturais de São Paulo” e conta com diversas
placas espalhadas pelo centro da cidade. Este projeto é uma parceria entre a Prefeitura de São
Paulo, a Empresa Municipal de Urbanização (EMURB), Subprefeitura da Sé, Secretaria
Municipal de Cultura, Departamento do Patrimônio Histórico (DPH), São Paulo Turismo,
Projeto Aprendiz, entre outras entidades.
50

Foto 3.2 – Placa Trilha do Centro Histórico


Fonte: Natália Graciano da Silva

Para que haja harmonia com o local e para que a sinalização seja eficiente, é
necessário que exista uma padronização das placas. Quando utiliza-se diversos modelos de
placas, pode ocorrer a falta de coerência entre as mensagens, assim as informações são
repetidas e perdem seu sentido principal que é de auxiliar, tornando-se apenas um objeto sem
função. Este tipo de problema pode acarretar a criação de barreiras para o visitante e
confundi-lo.
Para que a sinalização seja eficiente, é preciso que ela seja clara, objetiva e possua
formato e letras adequadas, o que facilita a compreensão da mensagem e sua visualização,
inclusive por pessoas que possam ter alguma limitação visual. É possível verificar nas placas
existentes, uma grande quantidade de informação impressa, o que confunde o leitor no
momento em que busca uma informação.
51

Foto 3.3 – Placa com excesso de informação impressa


Fonte: Natália Graciano da Silva

Para que um projeto obtenha sucesso é necessário haver um planejamento estratégico,


pensando em um cenário prospectivo, nos recursos e na gestão de riscos. As estratégias
devem ser sempre revistas para que falhas sejam minimizadas. É possível verificar nas placas,
o resultado da falta de planejamento adequado, pois muitas delas encontram-se em péssimo
estado de conservação, por conta da ação do tempo e de vandalismo.
Nas fotos a seguir é possível verificar degradação das placas, com pedaços faltando e
bolhas formadas por conta das chuvas, dificultando e muitas vezes impossibilitando a leitura
do conteúdo existente.
52

Foto 3.4 – Placa degradada pela ação do tempo


Fonte: Natália Graciano da Silva

Foto 3.5 – Placa degradada pela ação da chuva


Fonte: Natália Graciano da Silva
53

Devido à falta de segurança, de fiscalização adequada do patrimônio e ausência de


políticas de preservação, o vandalismo é outro grande problema local. Como podemos
verificar nas imagens a seguir, pichações e colagem de adesivos comerciais são comuns nas
placas do local, o que colabora com a degradação.

Foto 3.6 - Placa deteriorada por vandalismo


Fonte: Natália Graciano da Silva
54

Foto 3.7 - Placa deteriorada por vandalismo no Páteo do Colégio


Fonte: Natália Graciano da Silva

As placas de sinalização turística existentes no Centro Velho muitas vezes não são
utilizadas como deveriam. Como podemos verificar nas figuras a seguir, o senhor que vende
ouro na Praça do Patriarca, utiliza a placa como apoio para as costas. Isso acontece também
com uma das placas existentes na Praça da Sé.
55

Foto 3.8 - Vendedor utilizando placa como apoio para as costas na Praça do Patriarca
Fonte: Natália Graciano da Silva

Foto 3.9 - Vendedor utilizando a placa como apoio na Praça da Sé


Fonte: Natália Graciano da Silva
56
Já na imagem a seguir, também na Praça da Sé, podemos verificar que o morador de rua
utiliza a estrutura da placa como apoio para dormir.

Foto 3.10 - Morador de rua utilizando a base da placa como apoio na Praça da Sé
Fonte: Natália Graciano da Silva

É preciso que se faça uma observação e estudo do espaço para que as placas sejam fixadas
em locais de fácil visualização e em pontos estratégicos. A placa a seguir, situada no Largo de
São Bento, pode servir como exemplo de má localização.
57

Figura 3.11 – Placa mal localizada em frente ao Mosteiro de São Bento


Fonte: Natália Graciano da Silva

Alguns dias após verificarmos a má localização da placa acima ela foi ligeiramente
arrastada, porém a visualização continuou comprometida.

Foto 3.12 - Placa mal localizada em frente ao Mosteiro de São Bento


Fonte: Natália Graciano da Silva
58
A cidade de São Paulo recebe um grande número de turistas estrangeiros vindos de
diversas partes do mundo. Sendo assim, é de grande importância que a infra-estrutura existente
contemple também este público.
É notável que as placas de sinalização turística existentes no Centro Velho da cidade de
São Paulo possuem informações somente em português, dificultando a orientação do turista
estrangeiro.

Foto 3.12 – Exemplo de placa impressa somente em português


Fonte: Natália Graciano da Silva

É possível observar na figura a seguir, a única placa existente no Centro Velho, localizada
no Pateo do Colégio, que possui informações em outros idiomas.

Foto 3.13 - Placa em outros idiomas localizada no Pateo do Colégio


Fonte: Natália Graciano da Silva
59
A sinalização indicativa é imprescindível para auxiliar o turista em seu deslocamento,
pois é responsável por informá-lo e orientá-lo, permitindo que ele se organize e encontre com
maior facilidade os locais de visitação e otimize seu tempo.
A região do Centro Velho de São Paulo é extremamente desprovida de placas de
sinalização turística indicativa para pedestres. A única placa, notável, está localizada no Largo de
São Bento.

Foto 3.14 - Placa de sinalização indicativa localizada no Mosteiro de São Bento


Fonte: Natália Graciano da Silva

3.2 Metodologia da pesquisa

Para efeito deste estudo, foi aplicada pesquisa qualitativa no Centro Velho da cidade de
São Paulo, com uma amostra de cem questionários (ANEXO 01). Seu objetivo foi verificar a
opinião dos visitantes e freqüentadores do local, referente à infra-estrutura turística,
principalmente com relação à sinalização. Como critério para escolha dos que responderiam ao
questionário foram selecionadas pessoas que estavam visitando alguns atrativos turísticos do
local, como Pateo do Colégio, Mosteiro de São Bento e Praça da Sé.
Esta pesquisa possui caráter exploratório e experimental, que para Hymann (apud
MARCONI; LAKATOS, 1982, p.19) são levantamentos explicativos, avaliativos e
interpretativos, que tem como objetivos a aplicação e/ou a mudança de alguma situação ou
fenômeno.
60
Para complemento deste estudo também foram realizadas entrevistas com Marco Antônio
Ramos de Almeida, superintendente geral da Associação Viva o Centro (ANEXO 02) e com
Adriano Gomes, analista de turismo da São Paulo Turismo, que também é membro representante
do COMTUR (ANEXO 03).
Foi planejada também uma entrevista com algum membro da Secretaria de Turismo do
Estado de São Paulo, porém mesmo com diversas tentativas de contato por telefone e e-mails não
obtivemos a colaboração solicitada.

3.3 Pesquisas e resultados dos questionários aplicados no Centro Velho da cidade de São
Paulo.

A pesquisa realizada segue a seguinte ordem. Em primeiro lugar foram verificados dados
pessoais e posteriormente a opinião sobre a infra-estrutura turística.

a) Sexo:

Tabela 3.1: Sexo dos entrevistados

Sexo Número Absoluto Porcentagem


Masculino 41 41%
Feminino 58 58%
Não responderam 01 1%
Total 100 100%

Gráfico 3.1: Sexo

SEXO

Não
respondeu 1%
Masculimo
41%
Feminino
58%

Dentre os cem entrevistados 58% são do sexo feminino, 41% do sexo masculino e 1% não
respondeu a questão.
61
b) Idade:

Tabela 3.2: Faixa etária

Faixa etária Número Absoluto Porcentagem


De 15 a 35 anos 75 75%
De 35 a 55 anos 18 18%
De 55 a 75 anos 05 5%
Não responderam 02 2%
Total 100 100%

Gráfico 3.2: Faixa etária

FAIXA ETÁRIA

De 55 a 75 anos Não respondeu


5% 2%
De 35 a 55 anos
18%

De 15 a 35 anos
75%

Analisando o gráfico acima, é possível observar que a maioria dos entrevistados são
jovens, possuindo idade inferior a 35 anos (75%); seguidos por uma parcela de entrevistados que
possui idade entre 35 a 55 anos (18%); posteriormente encontram-se, em menor número, as
pessoas entre 55 a 75 anos (5%). Do total de entrevistados apenas 2% não responderam.

c) Grau de instrução:

Tabela 3.3: Grau de instrução

Grau de instrução Número Absoluto Porcentagem


Ensino Fundamental incompleto 04 4%
Ensino Fundamental completo 04 4%
Ensino Médio incompleto 31 31%
Ensino Médio completo 19 19%
Ensino Superior incompleto 13 13%
Ensino Superior completo 25 25%
Pós-Graduação 03 3%
Não respondeu 01 1%
Total 100 100%
62
Gráfico 3.3: Grau de instrução

GRAU
GRAU DE DE INSTRUÇÃO
INSTRUÇÃO

35

30

25 ENSINO FUNDAMENTAL COMPLETO


ENSINO FUNDAMENTAL INCOMPLETO
ENSINO MÉDIO COMPLETO
20
ENSINO MÉDIO INCOMPLETO
ENSINO SUPERIOR COMPLETO
ENSINO SUPERIOR INCOMPLETO
15
PÓS - GRADUAÇÃO
NÃO RESPONDEU
10

Foi constatado que a maioria dos entrevistados estão cursando (31%) ou já cursaram
(19%) o ensino médio, muitos possuem ensino superior incompleto (13%), seguidos por pessoas
que já concluíram o ensino superior (25%) e pós-graduados (3%). O gráfico aponta que há uma
equivalência entre pessoas que possuem ensino fundamental completo e incompleto,
representando 4% cada. Apenas uma pequena parcela (1%) não respondeu a questão.

d) Ocupação:

Tabela 3.4: Ocupação

Ocupação Número Absoluto Porcentagem


Estuda 29 29%
Trabalha 22 22%
Estuda e trabalha 41 41%
Aposentado 02 2%
Outras 06 6%
Total 100 100%
63
Gráfico 3.4: Ocupação

OCUPAÇÃO

Estuda e
Trabalha
Trabalha
22%
41%

Estuda Aposentado
29% 2%
Outras
6%

Com relação às atividades exercidas, a grande maioria (41%) concilia o estudo com o
trabalho, 29% dos entrevistados apenas estudam e 22% apenas trabalham. Somente duas pessoas
estão aposentadas e 6% exerce outro tipo de ocupação.

e) Renda individual:

Esta questão tem como base o salário mínimo no valor de R$350,00, sendo até cinco
salários mínimos o valor até R$1.750,00, de cinco a dez salários mínimos a quantia de
R$1.750,00 a R$3.500,00 e acima de dez salários mínimos valores acima de R$3.500,00.

Tabela 3.5: Renda individual

Renda individual Número Absoluto Porcentagem


Até cinco salários mínimos 65 65%
De cindo a dez salários mínimos 09 9%
Acima de dez salários mínimos 05 5%
Sem renda/desempregado 20 20%
Não responderam 01 1%
Total 100 100%
64

Gráfico 3.5: Renda individual

RENDA INDIVIDUAL

Sem renda; Não


desempregado
Sem respondeu
20% 1%

Acima de 10
salários
Até 5 salários
mínimos De 5 a 10 mínimos
5% salários 65%
mínimos
9%

Do total de entrevistados 65% possuem renda de até cinco salários mínimos, em segundo
lugar, totalizando 20%, encontram-se as pessoas que não possuem renda, confirmando a atual
situação econômica do país. Apenas 9% possuem renda entre cinco a dez salários mínimos,
seguidos por 5% que possuem renda acima de dez salários mínimos. Somente 1% dos
entrevistados não respondeu a questão.

f) Estado e cidade de residência permanente:

Tabela 3.6: Cidade e Estado de residência permanente

Cidade e Estado de residência permanente Número Absoluto Porcentagem


São Paulo -SP 91 91%
Guarulhos-SP 01 1%
Caieiras-SP 01 1%
Arujá-SP 01 1%
Santo André-SP 01 1%
Salvador-BA 01 1%
Fortaleza-CE 01 1%
Não respondeu 03 3%
Total 100 100%
65
Gráfico 3.6: Cidade e Estado de residência permanente

CIDADE E ESTADO DE RESIDÊNCIA PERMANENTE

91%
100

90

80

70

60

50

40

30

20

10 1% 1% 1% 1% 1% 1% 3%

0
P) P) P) P) )
E)
(S (S (S P) (B
A
(C
EU
S (S (S R
D
AS ZA
N
LO O JÁ R
É
DO PO
AU LH IR U D LE
E N VA A ES
P U
AI AR A L RT
AR
R
O C O SA FO ÃO
SÃ U
G ST N

Devido ao fato da pesquisa ter sido realizada no Centro Velho da cidade de São Paulo
91% dos entrevistados reside na cidade. Foram entrevistadas pessoas de Guarulhos, Caieiras,
Arujá e Santo André, também residentes no estado de São Paulo, totalizando 1% cada. Foi
abordada uma pessoa de Salvador, na Bahia (1%), e outra de Fortaleza, no Ceará (1%). Dentre os
entrevistados 3% não responderam a questão.

g) Considera o seu conhecimento sobre o Centro de São Paulo:

Tabela 3.7: Conhecimento espacial sobre o Centro de São Paulo

Conhecimento sobre o Centro de São Paulo Número Absoluto Porcentagem


Pequeno 40 40%
Médio 50 50%
Grande 09 9%
Não responderam 01 1%
Total 100 100%
66

Gráfico 3.7: Conhecimento espacial sobre o Centro de São Paulo

CONSIDERA SEU CONHECIMENTO SOBRE O


CENTRO DE SÃO PAULO:
Não
respondeu Grande
1% 9%

Médio
50% Pequeno
40%

Em relação ao conhecimento sobre o Centro de São Paulo, metade dos entrevistados


(50%) consideram seu nível de conhecimento como médio, 40% acreditam possuir pouco
conhecimento e 9% afirmam possuir um grande conhecimento do local. Apenas uma pessoa (1%)
não respondeu a questão.

h) Com que freqüência costuma vir ao Centro de São Paulo?

Tabela 3.8: Freqüência que vai ao Centro

Conhecimento sobre o Centro de São Paulo Número Absoluto Porcentagem


Diariamente 36 36%
Semanalmente 27 27%
Mensalmente 18 18%
Anualmente 18 18%
Não responderam 01 1%
Total 100 100%
67
Gráfico 3.8: Freqüência que vai ao Centro

COM QUE FREQÜÊNCIA COSTUMA VIR AO CENTRO?

Não respondeu
Anualmente
1%
18%
Diariamente
36%

Mensalmente
18%

Semanalmente
27%

Considerando que a maioria dos entrevistados são residentes da cidade de São Paulo,
freqüentam o Centro diariamente 36% do total, seguidos por 27% que vão ao Centro
semanalmente. Os que freqüentam o local mensalmente e anualmente totalizam 18% cada. 1%
dos entrevistados não respondeu a questão.

i) Costuma freqüentar o Centro com qual finalidade?

Tabela 3.9: Com qual finalidade freqüenta o Centro

Conhecimento sobre o Centro de São Paulo Número Absoluto Porcentagem


Trabalho 19 16,4%
Estudo 02 1,7%
Trabalho e estudo 26 22,4%
Passeio 53 45,7%
Outras 14 12,1%
Não responderam 02 1,7%
Total de respostas 116 100%
Total de entrevistas 100 -
68

Gráfico 3.9: Com qual finalidade freqüenta o Centro

COSTUMA FREQUENTAR O CENTRO COM QUAL FINALIDADE?

Não respondeu Trabalho


Outros 2% 16%
12% Estudo
2%

Trabalho e estudo
Passeio 22%
46%

Nesta questão é possível verificar os diversos usos que as pessoas fazem do Centro. A
maioria dos entrevistados (46%) costuma ir ao Centro somente a passeio, seguidos por 22% que
vão ao local a trabalho e a estudo. 16% disseram apenas ir a trabalho, 12% exercem outras
atividades, como por exemplo, compras, 2% dos entrevistados não responderam. É necessário
ressaltar que nesta questão alguns entrevistados responderam mais de uma alternativa, visto que,
exercem mais de uma atividade no Centro de São Paulo.

j) Quanto tempo costuma passar no Centro de São Paulo?

Tabela 3.10: Tempo de permanência

Conhecimento sobre o Centro de São Paulo Número Absoluto Porcentagem


Somente manhã 37 37%
Somente Tarde 27 27%
Período Integral 17 17%
Outros 18 18%
Não responderam 01 1%
Total 100 100%
69
Gráfico 3.10: Tempo de permanência

QUANTO TEMPO COSTUMA PASSAR NO CENTRO DE


SÃO PAULO?

Outro Não respondeu


18% 1%
Somente manhã
37%

Período integral
17%
Somente tarde
27%

Foi constatado que o período matutino é o horário de maior fluxo, pois 37% dos
entrevistados costumam ir ao Centro somente pela manhã. Em seguida, 27% das pessoas
costumam freqüentar o local no período da tarde, 17% passam período integral, 18% diz
freqüentar o Centro em outros horários ou horários alternados. 1% não respondeu a questão.

k) Acredita que o Centro de São Paulo possui estrutura adequada para receber turistas?

Tabela 3.11: Estrutura adequada

Acredita que o Centro de São Paulo possui Número Absoluto Porcentagem


estrutura adequada para receber turistas?
Sim 49 49%
Não 50 50%
Não responderam 01 1%
Total 100 100%
70
Gráfico 3.11: Estrutura adequada

ACREDITA QUE O CENTRO DE SÃO PAULO POSSUI


ESTRUTURA ADEQUADA PARA RECEBER
TURISTAS?

Sem resposta
1%

Sim
49%
Não
50%

O gráfico mostra que os entrevistados estão divididos quanto à opinião sobre a estrutura
que o Centro possui para receber turistas, pois 50% acreditam que o local não possui estrutura
adequada, já 49% diz que possui. 1% dos entrevistados não respondeu a questão.

l) Já se perdeu ou teve dificuldade para encontrar algum local turístico no Centro de São Paulo?

Tabela 3.12: Dificuldade de locomoção

Teve dificuldade de locomoção? Número Absoluto Porcentagem


Sim 28 28%
Não 71 71%
Não responderam 01 1%
Total 100 100%
71
Gráfico 3.12: Dificuldade de locomoção

JÁ SE PERDEU OU TEVE DIFICULDADE PARA


ENCONTRAR ALGUM LUGAR TURÍSTICO NO
CENTRO DE SÃO PAULO?

Sem resposta
1% Sim
28%

Não
71%

Devido ao fato da maioria dos entrevistados residirem na cidade de São Paulo e possuírem
nível médio de conhecimento, foi obtido como resposta neste gráfico que 71% das pessoas nunca
se perderam e nem possuem dificuldade para encontrar algum local turístico, porém 28%
afirmam que já se perderam ou tiveram algum tipo de dificuldade. Do total de entrevistados, 1%
não respondeu.

m) Já utilizou placas de sinalização turística para encontrar algum ponto turístico no Centro de São
Paulo?

Tabela 3.12: Utilização da sinalização turística

Já utilizou sinalização turística no local? Número Absoluto Porcentagem


Sim 41 41%
Não 57 57%
Não responderam 02 2%
Total 100 100%
72
Gráfico 3.13: Utilização de sinalização turística

JÁ UTILIZOU PLACAS DE SINALIZAÇÃO TURÍSTICA PARA


ENCONTRAR ALGUM PONTO TURÍSTICO NO CENTRO
DE SÃO PAULO?

Não respondeu
2%
Sim
41%
Não
57%

A sinalização turística nunca foi utilizada por 57% dos entrevistados, já 41% afirmam ter
utilizado sinalização para se orientar, porém é importante salientar que muitas dessas pessoas
podem ter utilizado sinalização viária ao invés da turística. Duas pessoas (2%) não responderam.
Os próximos gráficos tiveram como objetivo verificar quais são os pontos turísticos mais
conhecidos pelos entrevistados e se foi utilizada a sinalização turística. Alguns destes pontos não
fazem parte do Centro Velho, porém foram abordados devido à importância cultural,
arquitetônica e histórica que possuem.
Nota-se que nos gráficos sobre a utilização de sinalização turística, muitos dos
entrevistados não responderam à questão, isto se deve ao fato de que muitos não conhecem os
pontos turísticos abordados e também pela sinalização precária que muitas vezes passa
despercebida.
n) Quais pontos turísticos conhece no Centro de São Paulo? Utilizou sinalização turística?

Tabela 3.14 A: Catedral da Sé

Catedral da Sé Número Absoluto Porcentagem


Conhece 98 98%
Não respondeu 02 2%
Total 100 100%
73
Gráfico 3.14 A: Catedral da Sé

CATEDRAL DA SÉ

98

100

80
Conhece
60

40
Não respondeu
2
20

Tabela 3.14 B: Utilização de sinalização turística

Utilizou sinalização turística? Número Absoluto Porcentagem


Sim 19 19%
Não 60 60%
Não respondeu 21 21%
Total 100 100%

Gráfico 3.14 B: Utilização de sinalização turística

UTILIZOU S INALIZAÇÃO TURÍS TICA?

60

60

50

40 Não
Sim
21
30 19 Não respondeu

20

10

A Catedral da Sé foi considerada, pelos entrevistados, o ponto turístico mais conhecido do


Centro de São Paulo. Do total, 60% dizem não ter utilizado sinalização turística e 21% não
responderam a questão.
74
Tabela 3.14 A: Pateo do Colégio

Pateo do Colégio Número Absoluto Porcentagem


Conhece 88 88%
Não conhece 10 10%
Não respondeu 02 2%
Total 100 100%

Gráfico 3.14 A: Pateo do Colégio

PATEO DO C O LÉGIO

88

90

80

70

60
Conhece
50 Não conhece
40 Não respondeu
30
10
20
2
10

Tabela 3.14 B: Utilização de sinalização turística

Utilizou sinalização turística? Número Absoluto Porcentagem


Sim 16 16%
Não 58 58%
Não respondeu 26 26%
Total 100 100%
75
Gráfico 3.14 B: Utilização de sinalização turística

UTILIZOU SINALIZAÇÃO TURÍSTICA?

58

60

50

Não
40 26
Sim
30 16 Não respondeu
20

10

O Pateo do Colégio é o terceiro ponto turístico mais conhecido pelos entrevistados,


apenas 10% não o conhece, desse total, 58% não utilizou sinalização turística referente ao local.
Há uma diferença de 10% entre os que não responderam e os que afirmaram ter utilizado
sinalização turística, sendo respectivamente 26% e 16%.

Tabela 3.14 A: Mosteiro e Igreja de São Bento

Mosteiro e Igreja de São Bento Número Absoluto Porcentagem


Conhece 90 90%
Não conhece 08 8%
Não respondeu 02 2%
Total 100 100%
76
Gráfico 3.14 A: Mosteiro e Igreja de São Bento

MOSTEIRO E IGREJA DE SÃO


BENTO

90
90

80

70

60 Conhece
50
Não conhece
40

30 Não respondeu
20 8
2
10

Tabela 3.14 B: Utilização de sinalização turística

Utilizou sinalização turística? Número Absoluto Porcentagem


Sim 19 19%
Não 56 56%
Não respondeu 25 25%
Total 100 100%

Gráfico 3.14 B: Utilização de sinalização turística

UTILIZOU SINALIZAÇÃO TURÍSTICA?

56

60

50

40 Não
25
Sim
30 19
Não respondeu
20

10

Após a Catedral da Sé, o Mosteiro e a Igreja de São Bento são os pontos turísticos mais
conhecidos, já que 90% dos entrevistados afirmam conhecer os locais. Uma parcela significativa
77
de 56% diz nunca ter utilizado sinalização turística para chegar a esses locais e 19% afirmam ter
utilizado. A porcentagem dos que não responderam a questão é de 25%.

Tabela 3.14 A: Teatro Municipal

Teatro Municipal Número Absoluto Porcentagem


Conhece 73 73%
Não conhece 25 25%
Não respondeu 02 2%
Total 100 100%

Gráfico 3.14 A: Teatro Municipal

TEATRO MUNICIPAL

73
80

70

60
Conhece
50
Não conhece
40 25
30
Não respondeu
20
2
10

Tabela 3.14 B: Utilização de sinalização turística

Utilizou sinalização turística? Número Absoluto Porcentagem


Sim 14 14%
Não 51 51%
Não respondeu 35 35%
Total 100 100%
78
Gráfico 3.14 B: Utilização de sinalização turística

UTILIZOU SINALIZAÇÃO TURÍSTICA?

60 51
50

35 Não
40

30
Sim
14 Não respondeu
20

10

Embora o Teatro Municipal não faça parte do Centro Velho da cidade de São Paulo,
também foi abordado nesta pesquisa. 73% dos entrevistados dizem conhecer o Teatro, 25% não o
conhece e 2% não responderam. Destes, 51% não utilizaram sinalização turística, 14% utilizou a
sinalização e 35% não responderam.

Tabela 3.14 A: Largo de São Francisco

Largo de São Francisco Número Absoluto Porcentagem


Conhece 60 60%
Não conhece 38 38%
Não respondeu 02 2%
Total 100 100%

Gráfico 3.14 A: Largo de São Francisco

LARGO SÃO FRANCISCO

60
60

50
38
40 Conhece
30 Não conhece
Não respondeu
20

10 2
0
79
Tabela 3.14 B: Utilização de sinalização turística

Utilizou sinalização turística? Número Absoluto Porcentagem


Sim 12 12%
Não 41 41%
Não respondeu 47 47%
Total 100 100%

Gráfico 3.14 B: Utilização de sinalização turística

UTILIZOU SINALIZAÇÃO TURÍSTICA?

47
50 41
45
40
35
Não
30
Sim
25
20 12 Não respondeu
15
10
5
0

Popular por abrigar a Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo, o Largo de São
Francisco, é conhecido por mais da metade dos entrevistados, totalizando 60%, 38% diz não
conhecer o local e 2% não responderam. 41% dos entrevistados afirmam não ter utilizado
sinalização. É intrigante que 47% dos entrevistados não tenham respondido a questão referente à
utilização de sinalização turística.

Tabela 3.14 A: Praça da República

Praça da República Número Absoluto Porcentagem


Conhece 83 83%
Não conhece 15 15%
Não respondeu 02 2%
Total 100 100%
80
Gráfico 3.14 A: Praça da República

PRAÇA DA REPÚBLICA

83
90

80

70

60 Conhece
50
Não conhece
40
Não respondeu
30
15
20

10
2
0

Tabela 3.14 B: Utilização de sinalização turística

Utilizou sinalização turística? Número Absoluto Porcentagem


Sim 21 21%
Não 51 51%
Não respondeu 28 28%
Total 100 100%

Gráfico 3.14 B: Utilização de sinalização turística

UTILIZOU SINALIZAÇÃO
TURÍSTICA?

60 51
50

40
28 Não
30 21 Sim
20 Não respondeu
10

A Praça da República é um dos pontos turísticos mais conhecidos pelos entrevistados,


83% afirmam conhecer o local, 15% diz não conhecê-lo e 2% não respondeu. 51% dos
entrevistados não utilizaram sinalização turística, 21% utilizaram e 28% não responderam.
81
Tabela 3.14 A: Edifício Itália

Edifício Itália Número Absoluto Porcentagem


Conhece 45 %
Não conhece 53 %
Não respondeu 02 2%
Total 100 100%

Gráfico 3.14 A: Edifício Itália

EDIFÍCIO ITÁLIA

60
53
45
50

40 Conhece
30 Não conhece
Não respondeu
20

10 2
0

Tabela 3.14 B: Utilização de sinalização turística

Utilizou sinalização turística? Número Absoluto Porcentagem


Sim 12 12%
Não 32 32%
Não respondeu 56 56%
Total 100 100%
82
Gráfico 3.14 B: Utilização de sinalização turística

UTILIZOU SINALIZAÇÃO TURÍSTICA?

56
60

50

40 32 Não
30
Sim
20
12 Não respondeu
10

Embora figure entre os pontos turísticos mais conhecidos na cidade, o Edifício Itália,
nesta pesquisa, é desconhecido por 53% dos entrevistados, 45% afirmam conhecê-lo e 2% não
responderam. Sobre a utilização de sinalização turística 56% não responderam à questão, 32%
não utilizaram e apenas 12% dizem ter utilizado.

Tabela 3.14 A: Viaduto do Chá

Viaduto do Chá Número Absoluto Porcentagem


Conhece 81 81%
Não conhece 17 17%
Não respondeu 02 2%
Total 100 100%

Gráfico 3.14 O: Viaduto do Chá

VIADUTO DO CHÁ

100 81

80
Conhece
60
Não conhece
40 Não respondeu
17
20 2

0
83
Tabela 3.14 B: Utilização de sinalização turística

Utilizou sinalização turística? Número Absoluto Porcentagem


Sim 14 14%
Não 55 55%
Não respondeu 31 31%
Total 100 100%

Gráfico 3.14 B: Utilização de sinalização turística

UTILIZOU SINALIZAÇÃO TURÍSTICA?

55
60

50

40 31 Não

30
Sim
14 Não respondeu
20

10

Local de ligação entre o Centro Velho e o Centro Novo, o Viaduto do Chá é conhecido
por 81% dos entrevistados, apenas 17% não o conhece e 2% não responderam. Deste total, 55%
não utilizaram sinalização turística, 14% afirmam ter utilizado e 31% não responderam.

Tabela 3.14 A: Edifício Martinelli

Edifício Martinelli Número Absoluto Porcentagem


Conhece 34 34%
Não conhece 64 64%
Não respondeu 02 2%
Total 100 100%
84
Gráfico 3.14 A: Edifício Martinelli

EDIFÍCIO MARTINELLI

64
70
60
50 34 Conhece
40 Não conhece
30 Não respondeu
20 2
10
0

Tabela 3.14 B: Utilização de sinalização turística

Utilizou sinalização turística? Número Absoluto Porcentagem


Sim 10 10%
Não 28 28%
Não respondeu 62 62%
Total 100 100%

Gráfico 3.14 B: Utilização de sinalização turístico

UTILIZOU SINALIZAÇÃO
TURÍSTICA?

70
62
Não
60
50
40 28 Sim
30
20 10 Não
10 respondeu
0

Apesar de ser o edifício mais antigo da cidade de São Paulo, o Edifício Martinelli é o
ponto turístico menos conhecido de toda a pesquisa, 64% dos entrevistados não o conhece,
apenas 34% dizem conhecê-lo. Uma parcela expressiva não respondeu a questão sobre utilização
de sinalização turística, 10% afirmam tê-la utilizado e 28% não.
85
Os gráficos a seguir fazem referência à avaliação da infra-estrutura existente no Centro,
tendo como objetivo apontar os pontos mais críticos na opinião dos entrevistados.
o) Avaliação
Tabela 3.15 A: Atrativos turísticos

Atrativos turísticos Número Absoluto Porcentagem


Ótimo 19 19%
Bom 55 55%
Regular 19 19%
Ruim 02 2%
Péssimo 03 3%
Não respondeu 02 2%
Total 100 100%

Gráfico 3.15 A: Atrativos turísticos

AVALIAÇÃO DOS ATRATIVOS TURÍSTICOS

Ruim
Não Responderam
Regular 2%
2%
19%

Péssimo
3%
Bom
55%
Ótimo
19%

A grande maioria dos entrevistados (55%) considera como bom os atrativos turísticos, há
uma equivalência entre os que consideram os atrativos como regular e ótimo, sendo 19% cada.
3% os avaliam como péssimo e 2% como ruim. Somente duas pessoas não responderam esta
questão.
86
Tabela 3.15 B: Informação Turística

Informação turística Número Absoluto Porcentagem


Ótimo 05 5%
Bom 28 28%
Regular 32 32%
Ruim 22 22%
Péssimo 06 6%
Não respondeu 07 7%
Total 100 100%

Gráfico 3.15 B: Informação turística

AVALIAÇÃO DA INFORMAÇÃO TURÍSTICA

Não
responderam
Bom
Ruim 7%
28%
22%
Otimo
5%

Regular Péssimo
32% 6%

Do total de entrevistados, 32% avaliaram como regular a informação turística, 28% como
bom e 22% como ruim. 6% disseram ser péssimas as informações turísticas passadas, apenas 5%
consideram como ótimo e do total 7% não responderam. A avaliação geral pode ser considerada
negativa pelo das informações serem insuficientes.
87
Tabela3.15 C: Limpeza pública

Limpeza pública Número Absoluto Porcentagem


Ótimo 01 1%
Bom 11 11%
Regular 36 36%
Ruim 19 19%
Péssimo 31 31%
Não respondeu 02 2%
Total 100 100%

Gráfico 3.15 C: Limpeza pública

AVALIAÇÃO DA LIMPEZA PÚBLICA

Não responderam
2% Bom
Ruim Otimo
19% 11%
1%

Péssimo
31%
Regular
36%

A limpeza pública é um dos pontos críticos apontados pelos entrevistados, apenas 1% a


considera ótima e 11% boa. A soma dos entrevistados que afirmam ser a limpeza pública regular,
ruim ou péssima chega a 86% do total. Apenas 2% não responderam à questão.

Tabela 3.15 D: Opções de alimentação

Opções de alimentação Número Absoluto Porcentagem


Ótimo 10 10%
Bom 33 33%
Regular 37 37%
Ruim 13 13%
Péssimo 05 5%
Não respondeu 02 2%
Total 100 100%
88

Gráfico 3.15 D: Opções de alimentação

AVALIAÇÃO DE OPÇÕES DE ALIMENTAÇÃO

Não
responderam
Ruim 2% Bom
13% 33%

Regular
Otimo
37%
Péssimo 10%
5%

Apesar de São Paulo ser considerada capital gastronômica, o Centro da cidade não está
entre os locais que conta com maiores opções de alimentação na opinião dos entrevistados. 37%
afirmam serem regulares as opções, 13% classificam como ruins e 5% como péssimas. Do total
33% afirmam ser boas, 10% ótimas e 2% não responderam.

Tabela 3.15 E: Segurança

Segurança Número Absoluto Porcentagem


Ótimo 01 1%
Bom 18 18%
Regular 35 35%
Ruim 31 31%
Péssimo 12 12%
Não respondeu 03 3%
Total 100 100%
89
Gráfico 3.15 E: Segurança

AVALIAÇÃO DA SEGURANÇA

Não
responderam Bom
3% 18%
Ruim Otimo
31% 1%

Péssimo
12%

Regular
35%

Apesar dos últimos acontecimentos referentes a ataques de facções criminosas, 35% dos
entrevistados consideraram como regular a segurança na cidade, seguidos por 31% que a
classificaram como ruim e 12% como péssimo. Apenas uma parcela de 19% avaliou a segurança
de forma positiva, sendo 18% como bom e 1% como ótima. 3% não responderam a questão.

Tabela 3.15 F: Sinalização turística

Sinalização turística Número Absoluto Porcentagem


Ótimo 04 4%
Bom 13 13%
Regular 34 34%
Ruim 24 24%
Péssimo 11 11%
Não respondeu 14 14%
Total 100 100%
90
Gráfico 3.15 F: Sinalização Turística

AVALIAÇÃO DA SINALIZAÇÃO TURÍSTICA

Não Bom
responderam 13%
14% Otimo
4%

Péssimo
11%
Ruim
24%

Regular
34%

A avaliação da sinalização turística, de forma geral, não foi positiva. Do total de


entrevistados, 69% a considera regular, ruim ou péssima. Dentre os que fizeram avaliação
positiva 13% a classificou como boa e 4% como ótima. 14% não responderam a questão.

Tabela 3.15 G: Transporte Público

Transporte Público Número Absoluto Porcentagem


Ótimo 11 11%
Bom 37 37%
Regular 27 27%
Ruim 13 13%
Péssimo 10 10%
Não respondeu 02 2%
Total 100 100%
91
Gráfico 3.15 G: Transporte Público

AVALIAÇÃO DO TRANSPORTE PÚBLICO

Não
Ruim responderam
13% 2%
Bom
37%

Regular
27%
Péssimo Otimo
10% 11%

Referente ao transporte público, a maioria dos entrevistados o avaliou entre bom e regular,
sendo respectivamente 37% e 27%. 23% não estão satisfeitos com o transporte, já que 10% o
classificaram como péssimo e 13% como ruim. Somente 11% o consideram ótimo e 2% não
responderam.
O questionário era composto por dezesseis questões, no entanto, a última, que tinha por
objetivo verificar em ordem de prioridade os principais fatores (referente aos gráficos 3.15 A,
3.15 B, 3.15 C, 3.15 D, 3.15 E, 3.15 F e 3.15 G) que necessitam de melhorias no Centro de São
Paulo foi cancelada, devido ao fato de muitas pessoas não terem respondido a questão ou por não
terem completado a seqüência.

3.4 Propostas e sugestões de parcerias e ações

A atividade turística, por ser considerada multifacetada, possibilita diversas formas de


atuação. Permite que existam parcerias com profissionais de outras áreas, a fim de que
experiências possam ser trocadas e complementadas no desenvolvimento de projetos. Isso
garante que possíveis falhas sejam minimizadas ou evitadas.
Portanto, o trabalho desenvolvido não apresenta um projeto de sinalização turística, com
os locais das disposições de placas, dimensões e formatos, mas sim propostas e sugestões de
parcerias e ações, para que futuros projetos possam ser desenvolvidos por profissionais com
conhecimentos e habilidades adequadas.
92
Sugerimos inicialmente que as associações e órgãos gestores do turismo na cidade façam
convênios com faculdades de Turismo, Design, Arquitetura e Urbanismo, aproveitando a grande
diversidade de cursos de alta qualidade existentes em São Paulo e o grande potencial dos alunos.
Essas parcerias garantiriam que projetos fossem desenvolvidos com excelência, pois cada
estudante atuaria em sua área de estudo, orientado por seus professores ou por profissionais
capacitados, fato que já ocorre com o Instituto Europeu di Design, que desenvolve projetos para a
cidade de São Paulo.
De acordo com Marco Antônio Ramos de Almeida, a Associação Viva o Centro iniciou
recentemente uma parceria com o Instituto Europeo di Design, sediado no Bairro de
Higienópolis, que produzirá trabalhos dentro do curso de Design de Interiores ministrado pela
escola em duas áreas diferentes, sendo uma delas o turismo. A idéia é que os alunos, imersos no
tema São Paulo Centro, coordenado pela professora Luz Romero, façam um kit de turismo23 que
atenda as necessidades da cidade, entre elas, fornecer informações que possam orientar o turista a
se locomover na região. O projeto será doado ao município24.
Um concurso pode ser criado, para avaliar projetos de sinalização turística para o Centro
Velho da cidade de São Paulo. Estes projetos seguiriam critérios como reaproveitamento das
placas já existentes, harmonia com o local, viabilidade, durabilidade, relação custo benefício e
utilização das normas do Guia Brasileiro de Sinalização Turística.
Estas parcerias objetivam aproveitar o potencial dos universitários, para que o
conhecimento obtido seja colocado em prática e contribua com a sociedade, ao invés de projetos
desenvolvidos ao longo dos anos de estudo que servem apenas para garantir pontos necessários
para a graduação. Outros benefícios seriam o incentivo do processo de revitalização do Centro e a
criação de novos projetos para a cidade de São Paulo, gerando assim uma maior identidade e
compromisso com a cidade.
Esses projetos seriam avaliados por membros das associações e órgãos gestores de
turismo da cidade, para verificar sua viabilidade com relação aos custos, se as orientações de
guias oficiais de sinalização são seguidas, coerência de textos, a localização das placas, entre
outros critérios que devem ser analisados para a realização de um projeto que possa trazer
benefícios.
Aproveitando o grande número de empresas que passaram a investir no desenvolvimento
cultural, revitalização do espaço urbano e incentivo a educação, os custos de implantação podem

23
Conjunto de materiais informativos sobre o Centro da cidade de São Paulo.
24
Entrevista concedida, por e-mail, ao grupo em 2 de outubro de 2006.
93
ser absorvidos por estas entidades privadas e públicas por meio de parcerias. Assim, esses valores
poderiam fazer parte dos programas permanentes de desenvolvimento da cidade e incentivo a
cultura dessas instituições.
Essas entidades teriam seus nomes vinculados ao concurso e a toda publicidade, exceto
nas placas de sinalização implantadas, obedecendo ao novo projeto de lei que veta publicidade
externa e outdoors na cidade de São Paulo, batizado pela Prefeitura de Cidade Limpa. Esta lei
entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2007.
Os projetos criados a partir dessas parcerias contribuiriam para melhoria da infra-estrutura
turística na região e ofereceriam mais informações, hospitalidade e segurança aos turistas e
moradores.
94
CONSIDERAÇÕES FINAIS

A região central da cidade de São Paulo vem passando por diversas melhorias ao longo
dos últimos anos. Muitos monumentos, praças e edifícios estão sendo restaurados e recuperados,
porém esse processo ainda não está completo e vários aspectos ainda precisam de melhorias.
A infra-estrutura turística é um dos itens que necessita de investimentos, principalmente
em relação à informação, pois os Centros de Informação Turística (CITs) e as placas de
sinalização indicativa e interpretativa, no local, são ineficientes e muitas vezes inexistentes.
Observou-se que as mensagens em placas interpretativas para pedestres são extensas e as
indicativas são escassas. Os pictogramas que poderiam deixar os textos mais curtos e auxiliar na
indicação de locais, não são utilizados. É notória a falta de preocupação em se criar um padrão de
placas próximo aos internacionais.
A sinalização turística visa atender, a variedade da oferta, seus usuários e serviços
oferecidos. Um sistema de sinalização deve ser, portanto, parte integrante da infra-estrutura do
município, estado ou país, dispostos a explorar o turismo de forma séria e coerente.
(CARNEIRO, 2001, p.41)
A falta de planejamento de longo prazo foi um dos fatores que mais colaborou para a
ineficiência dos projetos de sinalização turística existentes, atualmente, no Centro Velho. É de
extrema importância que, profissionais de turismo, design, arquitetura e urbanismo trabalhem em
conjunto na formulação de projetos, para que o maior número de falhas seja minimizado ou
evitado.
Podemos afirmar que os empecilhos criados pela falta de sinalização adequada, têm
dificultado o acesso e visitação de turistas, pois não existem placas suficientes para contemplar
todos os atrativos do Centro Velho da cidade de São Paulo. Além disso, as existentes estão em
mal estado de conservação e não possuem boa comunicação visual. Assim, o visitante não se vê
munido de informações básicas para que possa explorar o local com qualidade, conforto e
segurança.
O planejamento e a implantação de um sistema de sinalização devem contemplar a
necessidade de qualquer indivíduo. Devem ser analisados os diversos tipos de limitações
existentes. O turista só compreenderá a mensagem se o repertório apresentado for igual ao seu.
É importante que haja investimentos em planejamento turístico no local, a fim de que se
implante sinalização de forma adequada e, posteriormente, conservada. Isso evitaria a
ineficiência de projetos e gastos desnecessários.
95
Sua implantação pode colaborar de forma ampla com o processo de revitalização da
região central da cidade e também contribuir com a proposta da Associação Viva o Centro,
referente ao desenvolvimento de um plano de turismo específico para a região, aprovada este ano
pelo COMTUR e pela São Paulo Turismo.
Marco Antônio Ramos de Almeida afirma que, um plano específico de turismo para o
Centro precisa, em primeiro lugar, que a cidade resgate sua identidade, que é dada pelo Centro e,
ao mesmo tempo, invista em medidas simples, mas necessárias, entre elas, a melhoria da
sinalização turística na região central e a instalação de postos de informação em lugares
estratégicos, com pessoal preparado para receber o turista brasileiro e estrangeiro25.
Os gráficos expostos no capítulo III demonstram o quadro em que se encontra a infra-
estrutura turística. De forma geral, ela não atende às expectativas dos entrevistados, os itens de
sinalização e informação turística tiveram avaliação negativa e oscilaram entre regular e ruim.
Apesar da avaliação da sinalização ser insatisfatória, observa-se que os atrativos turísticos
obtiveram um índice positivo, pois 74% dos entrevistados responderam entre ótimo e bom, sendo
respectivamente 19% e 55%. Estes dados mostram que existe potencial turístico na região e que
há pessoas interessadas em conhecê-los, o que falta é investir em infra-estrutura para receber
melhor os visitantes.
Essa pesquisa visa contribuir de alguma forma com a melhora da infra-estrutura do Centro
Velho de São Paulo, colaborar com a implantação da sinalização turística interpretativa e
indicativa, adequada no local, e com os estudos sobre o assunto.

25
Entrevista concedida, por e-mail, ao grupo em 2 de outubro de 2006.
96
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<http://www.vivaocentro.org.br/noticias/arquivo/220605_jt2206.pdf> Acessado em 25 out. 06
CPTM
<http://www.cptm.com.br/e_redecptm/rede/default.asp> Acessado em 28 out. 06
IBGE
<http://www.ibge.gov.br/cidadesat/default.php> Acessado em 10 ago. 06
INFRAERO
<http://www.infraero.gov.br/aero_prev_movi.php?ai=109> Acessado em 28 out 06
GOVERNO DO ESTADO DE SÃO PAULO
<http://www.saopaulo.sp.gov.br/linha/sec_turismo.htm> Acessado em 21 set. 06
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<http://www.saopaulo.sp.gov.br/saopaulo/turismo/cap_ptos_lgo_sbent.htm> Acessado em 16
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GUIA BRASILEIRO DE SINALIZAÇÃO TURÍSTICA
<http://institucional.turismo.gov.br/sinalizacao/conteudo/principal.html> Acessado em 05 ago. 06
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METRÔ
<http://www.metro.sp.gov.br/expansao/teexpansao.shtml> Acessado em 28 out 06
MICHELIN
<http://www.michelin.es/es/front/affich.jsp?&codeRubrique=1007&codePage=104_00_02&lang
=ES#GUIA> Acessado em 24 out. 06
MOSTEIRO DE SÃO BENTO
<http://www.mosteiro.org.br> Acessado em 15 set. 06
PATEO DO COLÉGIO
<http://www.pateodocollegio.com.br> Acessado em 15 set. 06
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
<http://www.capital.sp.gov.br/portalpmsp/homec.jsp> Acessado em 10 mai. 06
PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO
<http://www.centrosp.prefeitura.sp.gov.br> Acessado em 25 out. 06
REVISTA TURISMO
<http://www.revistaturismo.cidadeinternet.com.br/materiasespeciais/dianacional.htm> Acessado
em 23 ago. 06
SAMPA ART
<http://www.sampa.art.br/SAOPAULO/praca%20patriarca.htm> Acessado em 10 ago. 06
SÃO PAULO CONVENTION E VISITORS BUREAU
<http://www.spcvb.com.br/acidade/dados.asp> Acessado em 31 mai. 06
SÃO PAULO CONVENTION E VISITORS BUREAU
<http://www.visitesaopaulo.com> Acessado em 02 out. 06
SÃO PAULO TRANSPORTE
<http://www.sptrans.com.br/new05/> Acessado em 28 out. 06
SÃO PAULO TURISMO
<http://www.cidadedesaopaulo.com> Acessado em 15 set. 06
SÃO PAULO TURISMO
<http://www.spturis.com/> Acessado em 04 out. 06
SECRETARIA DE CULTURA DO ESTADO DE SÃO PAULO
<http://www.cultura.sp.gov.br/portal/site/SEC> Acessado em 24 set. 06
SOCICAM
<http://www.socicam.com.br/webflash/oricab.asp> Acessado em 28 out. 06
100
ANEXOS
Anexo 01 - Questionário aplicado no Centro Velho da cidade de São Paulo
Nome: ____________________ Local: __________________
Data: _____________________ Hora: __________________

1. Sexo
 Masculino  Feminino

2. Idade
________________

3. Grau de instrução
 Ensino Fundamental Completo  Ensino Superior Completo
 Ensino Fundamental Incompleto  Ensino Superior Incompleto
 Ensino Médio Completo  Pós Graduação
 Ensino Médio Incompleto

4. Ocupação
 Estuda  Aposentado
 Trabalha _____________  Outras_______________
 Estuda e Trabalha _________

5. Renda Individual
 Até cinco salários mínimos (Até R$1.750,00)
 De cinco a dez salários mínimos (De R$1.750,00 a R$3.500,00)
 Acima de dez salários mínimos (Acima de R$3.500,00)
 Sem renda/Desempregado

6. Estado e cidade de residência permanente?


_________________________________________________

7. Considera seu conhecimento sobre o centro de São Paulo:


 Grande  Médio  Pequeno

8. Com que freqüência costuma vir ao centro de São Paulo?


 Diariamente  Mensalmente
 Semanalmente  Anualmente

9. Costuma freqüentar o centro de São Paulo com qual finalidade?


 Trabalho  Trabalho e estudo  Outros____________
 Estudo  Passeio

10. Quanto tempo costuma passar no centro de São Paulo?


 Somente manhã  Período integral
 Somente tarde  Outro_________
101

11. Acredita que o centro de São Paulo possui estrutura adequada para receber
turistas?
 Sim  Não

12. Já se perdeu ou teve dificuldade para encontrar algum local turístico no centro de
São Paulo? Qual?
 Sim  Não
________________________________________________________________________

13. Já utilizou placas de sinalização turísticas para encontrar algum ponto turístico no
centro de São Paulo?
 Sim  Não

14. Quais pontos turísticos conhece no centro de São Paulo?


Utilizou sinalização turística?
 Sim  Não
( ) Catedral da Sé
 Sim  Não
( ) Pateo do Colégio  Sim  Não
( ) Mosteiro e Igreja de São Bento  Sim  Não
( ) Teatro Municipal  Sim  Não
( ) Largo São Francisco  Sim  Não
( ) Praça da República  Sim  Não
( ) Edifício Itália  Sim  Não
 Sim  Não
( ) Viaduto do Chá
( ) Edifício Martinelli

15. Avaliação

Ótimo Bom Regular Ruim Péssimo N. Sabe


Atrativos Turísticos
Informações Turísticas
Limpeza Pública
Opções de Alimentação
Segurança
Sinalização Turística
Transporte Urbano
102

16. Qual principal fator que necessita de melhorias no centro de São Paulo? Marque de
1º a 7º, sendo 1º o mais importante, o 2º o segundo mais importante, sucessivamente
até o 7º (menos importante).

1º 2º 3º 4º 5º 6º 7º
Atrativos Turísticos
Informações Turísticas
Limpeza Pública
Opções de Alimentação
Segurança
Sinalização Turística
Transporte Urbano
103

Anexo 02 - Entrevista concedida ao grupo, via e-mail, por Marco Antônio Ramos de
Almeida, superintendente geral da Associação Viva o Centro, em 02 de outubro de 2006.

Esta entrevista será baseada em ações, campanhas e projetos efetuados e/ou apoiados
pela instituição no passado, presente, suas formas de avaliação e de manter a continuidade
destes e também em futuros projetos que possam ser desenvolvidos com o objetivo de
aumentar a demanda turística e/ou melhora da qualidade da infra-estrutura turística e serviços
oferecidos no Centro de São Paulo, principalmente com relação à sinalização turística.

1. Existe algum projeto no momento apoiado ou conduzido pela Associação Viva o


Centro que tenha como objetivo implantar a sinalização turística no Centro de São
Paulo ou que tenha sido criado, mas atualmente não esteja em vigor?
Essa questão da sinalização turística no Centro de São Paulo é um dos vários itens da
proposta que a Associação Viva o Centro levou este ano ao Conselho Municipal de Turismo
(COMTUR), como um de seus membros, e foi aprovada por unanimidade pelo órgão. A Viva
o Centro sugeriu que a SPTuris, por meio de parcerias, desenvolva um Plano de Turismo
específico para o Centro. Um plano específico de turismo para o Centro precisa, em primeiro
lugar, que a cidade resgate sua identidade, que é dada pelo Centro e, ao mesmo tempo,
invista em medidas simples, mas altamente necessárias, entre elas a melhoria da sinalização
turística na região central e a instalação de postos de informação em lugares estratégicos,
com pessoal preparado para receber o turista brasileiro e estrangeiro.

2. Com relação à infra-estrutura básica para recepcionar bem os turistas, o que a


Associação Viva o Centro considera como prioridade para ser implantado ou receber
melhorias?
Limpeza pública intensiva e tolerância zero com a apropriação do espaço público por
camelôs. No restante, não há região mais rica em infra-estrutura na cidade do que o Centro.
O Centro recebe um fluxo diário de 20% da população da cidade, concentra 8% dos
empregos e 30% da área ocupada pelo sistema financeiro, tudo isso em apenas 4,4 km2, ou
0,5% do território urbano. Nesse pequeno espaço há sete estações de metrô, três grandes
terminais de ônibus e duas estações ferroviárias. É, também, o locus da Justiça e de
universidades, de grandes escritórios de advocacia e das ruas de comércio especializado.
Com cabeamento óptico para atender às demandas da comunicação em âmbito global, sedia
as duas Bolsas - Bovespa e BM&F - e voltou a abrigar a Prefeitura e mais de 20 órgãos
superiores das administrações públicas municipal e estadual. No Centro existem 120
104

bibliotecas, entre elas a Biblioteca Mário de Andrade; 79 salas de teatro e de concertos,


como o Teatro Municipal, a Sala São Paulo e o Teatro Cultura Artística; 37 museus, entre
eles a Pinacoteca do Estado e o Museu do Imigrante; 18 centros culturais, sendo um deles o
Centro Cultural Banco do Brasil; o Sesc Carmo, em plena Praça da Sé, e 19 cinemas. O
Centro só precisa estar limpo para se tornar agradável.

3. Há algum projeto em vigor ou que possa ser posto em prática que não trate
especificamente sobre sinalização turística, mas que auxilie o turista de alguma
forma a se locomover no Centro de São Paulo?
A Viva o Centro publica o Mapa Viva o Centro, um folder com a localização dos
principais equipamentos culturais e tombados pelo patrimônio histórico no Centro, para os
turistas locais e do exterior. Além disso, entabulou recentemente uma parceria com o Istituto
Europeu di Design (IED), sediado no Bairro de Higienópolis, que produzirá trabalhos dentro
do curso de Design de Interiores ministrado pela escola em duas áreas diferentes, sendo uma
delas o turismo. A idéia é que os alunos, imersos no tema “São Paulo Centro”, coordenado
pela professora Luz Romero, façam um kit de turismo que atenda às necessidades da cidade
para o Centro, entre elas, fornecer informações que possam orientar o turista a se locomover
na região. O projeto será doado ao município.

4. Quais campanhas e/ ou projetos foram desenvolvidas ou apoiados nos últimos


anos até agora que contribuíram para o aumento e/ou melhora da qualidade do
turismo no Centro de São Paulo?
A Associação Viva o Centro conseguiu, nos seus 15 anos de existência, introduziu a
área central de São Paulo e seu processo de recuperação na agenda de prioridades dos
governos, nas expectativas da população e da iniciativa privada e na pauta da mídia. Com
isso, o Centro melhorou muito em relação ao que estava no começo dos anos 1990, quando a
Associação foi criada, e passou a figurar novamente nos roteiros turísticos oferecidos pelas
agências, tanto no Brasil como no Exterior. Hoje há pacotes turísticos com hospedagem em
hotéis do Centro e ingressos para espetáculos em teatros importantes como o Municipal, a
Sala São Paulo, o Teatro Abril ou o Cultura Artística.
105

5. Qual foi a duração dessas campanhas e/ ou projetos? Como eram mantidos?


Como eram avaliados?
Essas campanhas são contínuas, até porque sabemos que o trabalho não está
concluído e ainda há muito por fazer. Ao levarmos a proposta ao COMTUR, estamos
imbuídos desse papel de que o processo começou e não pode parar nem retroceder.

6. Quais foram os resultados obtidos? Os resultados obtidos eram os esperados pela


associação?
É compensador ver grupos de turistas daqui ou de fora ou classes inteiras de
estudantes da própria cidade trazidos por seus professores para conhecer o Centro e seus
pontos turísticos históricos ou para assistir a um espetáculo ou visitar uma exposição. O
turismo é o setor que mais gera empregos e receita, precisa de apoio e investimento. O
Centro de São Paulo, como acontece em outras grandes metrópoles do mundo, poderá se
tornar auto-sustentável com o turismo, mas precisa melhorar em matéria de limpeza, espaço
público desobstruído, sinalização de qualidade, divulgação de todas as coisas boas que
oferece, das atividades artístico-culturais à gastronomia.

7. Quais são os planos futuros quanto a desenvolvimento de projetos voltados para o


turismo no centro de São Paulo?
Nossa expectativa é que o Plano de Turismo para o Centro seja elaborado e possamos
contribuir com sua difusão.
106

Anexo 03 – Entrevista concedida, via e-mail, por Adriano Gomes, analista de turismo da São
Paulo Turismo, em 12 de setembro de 2006.

Esta entrevista será baseada em ações, campanhas e projetos efetuados e/ou apoiados
pela instituição no passado, presente, suas formas de avaliação e de manter a continuidade
destes e também em futuros projetos que possam ser desenvolvidos com o objetivo de
aumentar a demanda turística e/ou melhora da qualidade da infra-estrutura turística e serviços
oferecidos no Centro de São Paulo, principalmente com relação à sinalização turística.

1. Quais campanhas foram desenvolvidas nos últimos anos com o objetivo de


contribuir para o aumento e/ou melhora da qualidade do turismo no Centro de
São Paulo?
As ações de revitalização do Centro geralmente partem da Prefeitura de São Paulo -
Subprefeitura da Sé, com participação de secretarias diversas em suas realizações. Apesar de
termos promovido e/ou apoiado diversos eventos que contribuem para uma utilização social
positiva da região, não possuímos um histórico de projetos específicos para o Centro de São
Paulo nas gestões anteriores.

2. Existe algum projeto em andamento ou que está sendo desenvolvido com o


objetivo de contribuir para o aumento e/ou melhora da qualidade do turismo no
Centro de São Paulo no momento? Quais são os objetivos? Como será avaliado?
O mais importante, na minha opinião, será a formatação de projetos visando o
desenvolvimento turístico do Centro de São Paulo. A idéia surgiu na última reunião do
Conselho Municipal de Turismo - COMTUR, em julho, pela Associação Viva o Centro, e
foi imediatamente encampada pela SPTuris. Após apresentação do tema na reunião com
coordenadores de faculdades de turismo e hotelaria de São Paulo, em agosto, será formada
uma comissão composta por uma equipe técnica da SPTuris, membros do COMTUR e
faculdades de turismo (que realizarão trabalhos com seus corpos docente e discente). A
primeira reunião da comissão será ainda neste mês de setembro.
Atualmente, é importante destacar alguns projetos da SPTuris que envolvem o Centro:
- TurisMetrô (desde janeiro/2006): Os roteiros abarcam os principais equipamentos e
atrativos históricos e culturais do Centro: dois roteiros são realizados no Centro Velho -
"Sé", "Theatro Municipal/São Francisco" - sendo que o último ainda percorre ruas do Centro
Novo; um roteiro percorre a região da Luz; outro, a Paulista (que não é Centro, mas,
tecnicamente, faz parte do "Centro Expandido"); o último, Memoriais, percorre o Brás e a
107

Barra Funda, mas, a partir deste mês, também vai abranger o Centro Novo/Região da
República.
- Roteiros Natalinos (em dezembro): todos os anos, desde a época da Anhembi Turismo e
Eventos, são realizados roteiros, de ônibus, passando pelas principais
decorações/iluminações natalinas da cidade. O ponto de embarque é o Centro, e suas
ruas são percorridas.
- Trolebus: está em projeto uma parceria da SPTrans e SPTuris para realização de roteiro
turístico de trolebus pelo Centro da cidade.
- Virada Cultural.
É interessante destacar o trabalho realizado há um ano e meio com as agências de
turismo receptivo da cidade, envolvendo este importante elemento da cadeia produtiva do
turismo, com o intuito de ajudá-las a promover seus produtos de forma mais eficiente e,
conseqüentemente, divulgando o turismo paulistano. E, como sabemos, o Centro é uma das
principais áreas turísticas da cidade. Acreditamos que, assim, ensejamos uma freqüência
maior de visitantes.
A revitalização é um processo de longo prazo e, por mais que muito tenha sido feito
nos últimos anos, os resultados mais concretos ainda vão aparecer. Neste sentido, é difícil
estimular uma utilização turística numa região ainda cercada de estereótipos de violência e
abandono. Ademais, ainda é visível, em algumas ruas específicas, a presença de drogados e
delinqüentes que realizam pequenos furtos, embora, ressaltemos, a situação melhorou muito
em comparação a outros anos, com rondas policiais mais efetivas.
O principal inibidor do turismo no Centro é, no meu ver, a limpeza ainda deficiente.
A SPTuris, ao insistir em projetos turísticos que envolvam o Centro, contribui com a
utilização racional da área. O fluxo de visitantes, interessados na história e cultura da
região, faz com que o senso de preservação, conservação e cidadania (desses visitantes e da
própria população) seja incentivado. Isso vem a somar com ações diversas da Prefeitura e
Sociedade Civil, da recuperação de fachadas de prédios históricos a transferência de
comércio ambulante, passando por eventos que estimulem sua ocupação durante os finais de
semana.
108

3. Existe algum projeto no momento apoiado ou conduzido pela São Paulo Turismo
que tenha como objetivo implantar a sinalização turística no centro de São Paulo
ou que tenha sido criado, mas atualmente não esteja em vigor?
Sim, estamos desenvolvendo um projeto para implantação da sinalização turística da
cidade de São Paulo, mais ainda encontramo-nos num estágio bem embrionário. Sabemos
que a sinalização turística da cidade é quase inexistente (há indicações somente para alguns
poucos atrativos, como Sala São Paulo e Memorial do Imigrante) e que é um fator
imprescindível para o desenvolvimento da atividade. Apesar de ser uma ação prioritária, é
necessário um grande aporte de verba. Nesta etapa, estamos procurando meios para
conseguir a verba e dar prosseguimento ao plano junto com a Companhia de Engenharia de
Tráfego – CET, órgão responsável pela sinalização viária da cidade.

4. Com relação à infra-estrutura básica para recepcionar bem os turistas, o que a


São Paulo Turismo considera como prioridade para ser implantado ou receber
melhorias?
A São Paulo Turismo disponibiliza Centrais de Informações Turísticas – CIT em
pontos estratégicos da cidade – nos dois terminais de desembarque do Aeroporto de
Guarulhos, Rodoviária do Tietê, Ibirapuera, Avenida Paulista, Centro – Galeria Olido, Luz,
Shopping Iguatemi, além de CITs móveis nos principais eventos da cidade. Estas Centrais
contam com atendimento de graduados em turismo, com fluência em dois idiomas, no
mínimo.
Ademais, diversos folhetos em português, inglês, espanhol, francês, alemão, italiano e
japonês têm sido produzidos, preocupando-se com a qualidade visual e forma de
comunicação / linguagem moderna, e apontando os benefícios de aproveitar São Paulo como
destino turístico.
Paralelamente, temos desenvolvido trabalhos de capacitação de diversos atores da
cadeia produtiva do turismo, como agentes de turismo receptivo e taxistas.

5. Qual foi a duração das campanhas e/ou projetos apoiados pela São Paulo
Turismo? Como eram/são mantidos? Como eram/são avaliados?
Em relação a esta gestão, iniciada em 2005, podemos destacar, entre outros, os
projetos TurisMetrô, os Roteiros Natalinos, a Virada Cultural (junto com a Sec. de Cultura),
o Projeto Praça Viva, que continuam sendo realizados – alguns com uma periodicidade
definida, pela própria característica do projeto, outros de modo contínuo. Também há
projetos cujos resultados aparecem mais em longo prazo, como participação em eventos
109

diversos, representando o turismo da cidade, projetos de capacitação e aproximação dos


diversos setores do turismo, como agências de viagens, academia, etc.
Os projetos passam por uma avaliação constante através de pesquisas qualitativas e
quantitativas desempenhadas pela Coordenadoria de Informação e Pesquisa. A manutenção
de cada projeto depende de sua natureza e da conjuntura. Pode ser mantido por patrocínio
ou permuta com empresas privadas, em associação com outros órgãos públicos, ou com
verba proveniente do Fundo Municipal de Turismo - FUTUR.

6. Quais foram os resultados obtidos? Os resultados obtidos eram os esperados?


Resumidamente, pode-se dizer que os projetos têm obtido grande aceitação por parte
do público participante, suplantando, por vezes, o esperado.

7. Como está o andamento do projeto de desenvolvimento turístico no centro de São


Paulo? Existem outros projetos em vista?
Conversações têm sido realizadas pela SPTuris com a Associação Viva o Centro e
algumas faculdades de turismo da cidade. Um planejamento para o Centro, contemplando
inventários, diagnósticos e planos de ações deverão ser realizados já a partir do ano que
vem.