Você está na página 1de 16

Services

Parte superior do formulário


MSC0000000082 http://w w w .proc

Parte inferior do formulário


Parte superior do formulário
MSC0000000082 http://w w w .proc

Parte inferior do formulário


Parte superior do formulário
MSC0000000082 http://w w w .proc

Parte inferior do formulário

• How to cite this paper

An. 1 Simp. Internacional do Adolescente May. 2005

Escola como contexto de proteção:


refletindo sobre o papel do educador na
prevenção do uso indevido de drogas

Maria Fátima Olivier Sudbrack; Carla Dalbosco


Instituto de Psicologia / PRODEQUI-Programa de Estudos e
Atenção às Dependências Químicas - Universidade de Brasília -
UnB - Brasília - Distrito Federal

Introdução
A adolescência nos coloca face a desafios constantes que
exigem disponibilidade e competências específicas. As ações
educativas e terapêuticas bem sucedidas no enfrentamento
destes desafios estarão garantindo o desenvolvimento dos
potenciais que esta fase da vida abriga. Por sua vez, a falta do
cuidado adequado com o adolescente pode representar não
apenas o desperdício deste potencial, mas sua exposição a
situações de risco ao seu desenvolvimento e, por vezes, riscos à
sua própria vida.
A construção identitária nesta fase transcende apenas a questão
das crises e rupturas, aparecendo também como um momento
de vulnerabilidade e fragilidade em relação ao social. Esse
quadro faz com que tenhamos que estar muito atentos aos
fatores de risco e proteção dos adolescentes em relação ao uso
indevido de drogas, não apenas na família, mas também no
interior da escola, a qual aparece com lugar de destaque
enquanto fator de formação e de socialização dos adolescentes.
Neste sentido, também os professores ocupam importante papel
dentro de uma visão sistêmica de desenvolvimento da
personalidade, pois estamos trabalhando com sistemas que
englobam não só o adolescente, sua família e amigos, mas
também outros grupos de inserção social, nos quais a escola e
os professores desempenham um importante papel. O ECA
(Estatuto da Criança e do Adolescente) exige um tratamento
diferenciado para as crianças e adolescentes que, enquanto
seres em formação, demandam cuidado e orientação.
Há inúmeros prismas através dos quais podemos lançar um
olhar sobre esta discussão. Os fenômenos sociais sempre têm
um significado específico de acordo com o contexto no qual
estão situados. Precisamos pensar, cada vez mais, qual o papel
e o lugar ocupados pela escola e pelos adolescentes como
atores e/ou vítimas desta saga e, de que forma podemos buscar
alternativas que venham permitir a ampliação da discussão
sobre este tema por si só tão multifacetado.
Neste sentido, algumas questões ficam no ar e precisam ser
problematizadas: Qual o papel da escola? Como aparece o papel
dos professores enquanto educadores? Como estes encaram o
tema da drogadição? De que forma a escola pode atuar como
contexto protetivo? Que fatores de risco levam o adolescente a
envolver-se com drogas? A escola consegue perceber seu papel
ativo na proteção dos alunos, ou apenas busca proteger-se
desta temática com a qual não se sente preparada para lidar?
O presente trabalho propõe-se a explorar um dos eixos de
intervenção do Projeto de Prevenção do Uso Indevido de Drogas
para Educadores de Escolas Públicas (promovido pelo MEC e
pela SENAD em parceria com a UnB), o qual refere à escola
como um contexto de promoção de saúde e proteção do
adolescente em situação de risco pelo envolvimento com
drogas.
É claro que dar conta destas articulações e deste tema seria
muita pretensão, mas as questões aqui refletidas são um
convite a que ampliemos nossa visão, pois precisamos olhar o
fenômeno do uso indevido de drogas como complexo e
multifacetado. Neste sentido, a escola aparece como cenário
cotidiano que reflete em seu interior essas questões sociais mais
abrangentes, sendo um contexto da mais ampla importância.

O Que é Adolescência?
Precisamos, inicialmente, traçar uma reflexão acerca do que
consiste, afinal, a fase da adolescência. Que visão é transmitida
sobre o adolescente em nosso momento histórico atual, e mais,
até que ponto podemos falar em uma adolescência de modo
universal, ou será que o mais correto seria falarmos em várias
formas de adolescer diferentes, de acordo com o contexto
social, econômico, cultural, etc.
Segundo Becker (1994), a etimologia da palavra adolescente
vem do latim ad, que significa para e olescere , que quer dizer
crescer; ou seja, "crescer para". Na verdade, inúmeras
palavras são associadas a este momento do ciclo vital da
família: crise, ruptura, crescimento, descobertas, oportunidades,
iniciação, incertezas, esperanças e formação da personalidade.
Falamos aqui em ciclo vital pois são mudanças que afetam, não
apenas ao adolescente, mas a todos que estão ao seu redor. Em
meio a essa crise de identidade, o jovem vai partir em busca de
novas identificações, novos padrões de comportamento, sempre
que possível bem diferentes daqueles que seus pais
representam. Há uma enorme necessidade de pertencer a um
grupo, fato que ajuda o indivíduo a encontrar a própria
identidade nos contextos sociais.
A adolescência inclui este momento de saída do mundo privado
para o mundo público de uma forma mais efetiva, mais
autônoma, em contato com um novo leque de possibilidades de
vir-a-ser. A incógnita que permanece é se todos passam por
esta fase de forma semelhante, ou se, ampliando a questão,
podemos pensar que alguns adolescentes parecem mais
identificados, propensos e sensíveis ao envolvimento com
situações de risco, como por exemplo, o envolvimento com
drogas.
A conceituação da adolescência é tema polêmico que se
insere na polêmica maior das teorias psicológicas sobre o
próprio desenvolvimento humano. Estas oscilam basicamente
entre duas grandes tendências: aquelas que consideram a
adolescência como um processo de natureza mais individual,
enfatizando os aspectos biológicos e psicológicos e aqueles que
defendem que a adolescência é um fenômeno criado e
sustentado culturalmente, enfatizando os aspectos sociológicos,
antropológicos e mesmo políticos e ideológicos.
Existem, porém, aspectos do desenvolvimento biológico que
perpassam as variações culturais e marcam mudanças
significativas relativas ao crescimento físico, em especial à
maturação sexual. Trata-se do fenômeno da puberdade, que
constitui a referência da entrada na adolescência.
Segundo Nunes de Souza (1997), a crise da adolescência é
sempre mencionada como um período difícil que "eles", os
adolescentes, atravessam. Mas não são apenas as
transformações físicas que geram dificuldades. Elas constituem
uma pequena parcela dos problemas a serem resolvidos pelo
adolescente e sua família. Na verdade, a adolescência é um
momento de crise para todos, pois as transformações pelas
quais passam o jovem, não são restritas a ele, ainda que
possam ser desencadeadas por uma crise individual.
Muitas vezes, o jovem tem necessidade de contestar os valores
estabelecidos pelo grupo familiar, procurando se afirmar na
qualidade de indivíduo com existência e características próprias.
Podemos perceber que, quanto mais os pais se mostram
exigentes na manutenção da sua ordem, tanto mais os
adolescentes podem ter necessidade de contradizê-la. A
contestação individual, dependendo da flexibilidade dos padrões
familiares, poderá ter repercussões em todo o grupo.
Nunes de Souza (1997), cita uma frase de Aberastury (s/d):
"Entrar no mundo dos adultos - desejado e temido - significa
para o adolescente a perda definitiva de sua condição de
criança. É um momento crucial na vida do homem e constitui a
etapa decisiva de um processo de desprendimento que começou
com o nascimento." (p.153)
Este é o momento em que a redistribuição do poder se coloca
muito intensamente. O poder decisório dos pais entra em
declínio. Como adultos não lhes cabe mais a última palavra. As
escolhas e decisões deverão ser negociadas.
Além de buscar a autonomia, o adolescente precisa certificar-se
de seu pertencimento, recuperar sua história, testar a solidez de
suas referências de autoridade, para então ampliá-las e conduzir
o seu processo de separação e individuação. Há um paradoxo
existencial de dependência versus autonomia. (Sudbrack,s/d).
Como nos fala Fishman (1996), crescer envolve separação e a
idéia é poder ajudar o adolescente à "caminhar para fora de
casa e não sair correndo".
Ahrens (1997), nos atenta para o fato que o processo da
adolescência dos jovens de classe média e de baixa renda se dá
de forma diferenciada. Muitas vezes, o adolescente de baixa
renda não tem tempo para "ser adolescente", porque logo
assume a responsabilidade do trabalho ou das tarefas
domésticas. Não dispõe de condições materiais para
experimentar a adolescência enquanto um período de
descomprometimento com o processo produtivo e de
preparação para a idade adulta.
Se, por um lado, encontramos no Brasil o fenômeno da
adolescência prolongada - atualmente muito debatido na
realidade européia, por exemplo - temos, igualmente, a
realidade de um significativo contingente populacional de
crianças que, pelas condições de pobreza de suas famílias fica
impedido de viver esta etapa do desenvolvimento, sendo
obrigados a uma inserção precoce no mercado de trabalho. A
adultização de meninos trabalhadores foi estudada em pesquisa,
defendida como tese de doutorado (Marques, 2000). Este
estudo revelou o prejuízo psicológico e social desta queima de
etapas do desenvolvimento, e as repercussões transgeracionais
do trabalho infantil na identidade familiar, ou seja, a
transmissão de padrões familiares em que a inversão de papéis
cristaliza um funcionamento familiar onde os filhos - adultizados
- sustentam os pais e estes - infantilizados - dependem dos
filhos.
Chamamos a atenção para estas tantas adolescências, vividas,
mal vividas ou mesmo impedidas, nos diferentes contextos
socioculturais da realidade brasileira que lançam desafios
múltiplos. Se, por um lado, nas classes média e alta a condição
adolescente tende a prolongar-se em função das expectativas
de uma formação profissional cada vez mais exigente e
especializada, nas classes pobres desde tenra idade as crianças
já assumem, literalmente, uma função de adultos na medida em
que não apenas se sustentam, mas, ainda sustentam a própria
família. Por este motivo, entendemos que devemos considerar
esta pluralidade na expressão do que nomearemos como as
adolescências brasileiras. Nem a escola consegue mais
cumprir o seu papel de amenizar as diferenças.
Outro ponto importante é que, o aparecimento das tribos
parece, muitas vezes, responder a todas as questões
existenciais do adolescente. De modo geral, podemos situar a
adolescência como uma fase na qual junto com a tentativa de
independência, há esta busca de pertencimento a um grupo ou
tribo, podendo muitas vezes passar pela experiência com o uso
de drogas. Esta é uma situação vivenciada por todos,
independentemente de classes sociais.
A construção de uma identidade sólida depende da imagem que
o sujeito introjeta de si mesmo, da imagem que os outros tem
dele e da imagem que ele pensa que os outros fazem dele. Por
isso, para sentir-se um cidadão, ou seja, para sentir-se sujeito
de direitos e se assumir enquanto sujeito de deveres é
fundamental o sentimento de pertencer a uma comunidade. É
no sentimento de pertença que se alicerça a autonomia. Como
nos ensina muito bem Edgar Morin (1996), a conquista da
autonomia é um processo complexo que, paradoxalmente,
implica em muitas dependências.
Na origem etimológica, do termo "autonomus" significa ser
capaz de dar as leis a si próprio. A psicanálise nos ensina que só
é possível a introjeção das normas a partir de uma relação
afetiva positiva com as figuras de autoridade, vividas desde a
tenra infância. Sabemos que, na adolescência, este processo
atinge o seu auge de efervescência no momento em que o
indivíduo precisa ampliar suas referências, projetando-se dos
valores da família aos valores da sociedade mais ampla para se
reconhecer inserido em uma cultura. O sucesso desta inserção
social no papel adulto e esta transmissão dos valores sociais e
culturais dependerá das bases construídas na infância que
possibilitarão a separação da família, tarefa crucial da fase
adolescente. Aqueles que não tiveram oportunidade de vivenciar
uma referência de autoridade positiva terão dificuldade em
introjetar as regras e as leis com conseqüentes problemas
respeitar os limites.
É imprescindível que pensemos nas diferenças, ao invés de
simplesmente utilizarmos conceitos universalizantes e
absolutizadores. A identidade também é uma construção
relacional e dinâmica. Todo sintoma deve ser entendido como
tendo um caráter relacional. Até mesmo o envolvimento com
drogas ou atos infracionais também devem ser vistos como
tentativas de buscar saídas para a crise identitária da
adolescência. O grupo de pares ocupa posição primordial, na
medida em que, o sentimento evocado de pertencimento a um
grupo detém importante papel.
Portanto, a adolescência envolve uma série de significados
paradoxais e controversos, mas, na medida em que consiga ser
olhada em sua complexidade, pode vir a tornar o entendimento
do adolescente mais enriquecedor. Parece-nos que olhar o
contexto seja uma forma de sair da visão limitada unicamente
ao indivíduo ampliando-a para os sistemas. Há também uma
função social da adolescência, traduzida na maneira peculiar do
adolescente olhar o mundo. Há um choque entre o velho e o
novo, entre as regras estabelecidas e a
possibilidade/necessidade de transgressão.
O desafio imposto é de dar conta da complexidade desta fase da
vida. Precisamos caminhar rumo a uma visão mais inteira, que
leve em conta os sistemas nos quais o adolescente está
inserido, as redes sociais que o cercam, fatores de risco e
proteção de acordo com o contexto de cada um deles.
Precisamos estar atentos às diferenças, saindo de um modelo
fragmentado tradicional para abarcar um modelo mais inclusivo,
mais honesto, explicitando que comprometimentos ideológicos
estão presentes em determinados comportamentos.
Desta concepção da adolescência enquanto fenômeno que
extrapola o indivíduo e se coloca enquanto processo relacional,
decorrem implicações fundamentais para as ações educativas
relativas a esta faixa etária. Os programas devem incluir não
apenas os adolescentes, mas também, os demais segmentos
envolvidos, destacando-se: a família, a escola, as instituições e
os grupos de pares.
Há um duplo jogo, entre a individualidade e a coletividade, pois,
como nos fala Morin (1991), sempre há um imprinting cultural
determinando nossas percepções de mundo. Há uma
possibilidade de autonomia relativa do indivíduo em relação à
cultura. Porém, este autor ressalta ainda que sempre existem as
"brechas", ou seja, as folgas e hiatos que dão a possibilidade de
surgimento do novo. Uma crise sempre provoca a busca por
novas soluções. Sendo assim, é apenas redirecionando nosso
olhar para novos horizontes que será possível desvendar todo o
potencial criativo que pode estar encoberto em processos de
envolvimento com drogas em nosso país.

O Adolescente na Escola
O ponto de partida para toda e qualquer ação educativa relativa
à população juvenil refere-se ao resgate do adolescente
enquanto sujeito transformador. Os jovens precisam encontrar
espaços de participação na família e na escola para assumirem o
protagonismo de sua história e de seu futuro na sociedade. Na
escola, o adolescente tem oportunidade de viver experiências
com novas figuras de autoridade, bem como com o grupo de
pares.
A educação do importante contingente populacional formado
pela juventude brasileira é, sem dúvida, o maior desafio que se
coloca para as políticas sociais neste início de milênio. Somente
um trabalho conjunto entre a escola, a família e demais
instituições responsáveis pela proteção à infância e adolescência
permitirá o pleno alcance desta meta que é prioritária no atual
cenário brasileiro. Os adolescentes deixarão de representar
apenas quantidade para se tornarem verdadeiros protagonistas
do desenvolvimento social somente se tiverem acesso à
educação que compreende tanto uma completa formação como
a plena escolarização.
Situamos a escola como a instituição de vanguarda neste
processo, uma vez que, juntamente com a família desempenha
papel decisivo no processo de formação destes adolescentes
enquanto sujeitos plenos, capazes de exercitar seus direitos e
corresponder com seus deveres na sociedade brasileira que os
integra como cidadãos.
A escola constitui referencial estruturante nesta fase importante
da formação da personalidade que é a adolescência e, por este
motivo, deve contemplar em seu projeto pedagógico atividades
que promovam o amadurecimento do jovem. Cabe, pois, à
escola, além das ações específicas da escolarização, assumir seu
papel de instância formadora e de preciosa influência sobre a
pessoa do adolescente em desenvolvimento.

O papel do professor como novo modelo de


autoridade para o adolescente
As vivências escolares do adolescente são valiosas no seu
processo de socialização e de desenvolvimento. Cabe lembrar
que os professores representam modelos de autoridade
alternativos aos da família e o processo de transformação vivido
pelo adolescente na sua relação com as figuras parentais estará
sendo transferido, ou ampliado para suas relações com os
educadores. Estes passam a exercer uma influência muito
importante enquanto modelos alternativos de identificação,
permitindo que o jovem reconstrua suas próprias referências e
relações com as figuras de autoridade. Aos educadores cabe,
pois, além das tarefas pedagógicas em si, a função de oferecer
a continência de que o jovem necessita neste seu momento de
incertezas, angústias, instabilidade e necessidade de afirmação.
Na medida em que os professores representam um
prolongamento de suas relações com a autoridade, a postura do
jovem face aos mesmos tenderá a ser, igualmente, permeada
de conflitos e ambivalências. Se, por um lado, estão buscando
segurança e proteção, precisam também confrontá-los,
questioná-los. Por esta razão, esta possibilidade de exercitar
sua postura crítica aos modelos de autoridade e de receber o
retorno dos mesmos numa relação sincera e de respeito
constitui ingrediente fundamental para a formação de uma
postura crítica madura.
A escola precisa oportunizar contextos de expressão para que o
jovem possa elaborar este turbilhão de energia e também de
angústias que afloram em seu ser. Neste sentido, são
fundamentais atividades artísticas e de expressão de todo o
gênero: literárias, cênicas, musicais, esportivas, entre outras.
Representam recursos preciosos neste sentido, oficinas de
discussão sobre os temas de interesse da idade através das
quais o jovem possa exercitar a habilidade de expressão verbal
de seus sentimentos e de seus posicionamentos críticos,
devendo sempre ser estimulado a construir propostas, num
processo participativo e coletivo de resolução dos problemas ou
situações colocadas. A sala de aula constitui um excelente fórum
para exercício de cidadania no qual as habilidades e valores
relativos à vida comunitária podem ser exercitados. Inclusive,
extrapolando as ações de turma ou de sala de aula, precisamos
resgatar a vida dos jovens em suas organizações juvenis mais
amplas de cunho institucional.
Sendo assim, a escola assume função importante na aquisição
das habilidades para o desempenho na vida societária.
Destacamos aqui a noção de alteridade, ou seja, de
reconhecimento e respeito às necessidades do outro, a ética das
relações, a convivência com as diferenças.

Fatores de Risco e de Proteção Associados ao


Uso de Drogas na Adolescência
O uso indevido de substâncias psicoativas tomou proporção de
grave problema de saúde pública no país e esta constatação
também se reflete nos demais segmentos da sociedade pela
relação comprovada de tal uso com os agravos sociais dele
decorrentes (Ministério da Saúde, 2001). Suas conseqüências
afetam, com considerável prejuízo, homens e mulheres de
diferentes grupos étnicos, independentemente de classe social e
econômica, ou mesmo de idade (Macedo, 2004).
Existe uma tendência mundial que aponta para o uso cada vez
mais precoce de substâncias psicoativas, incluindo o álcool,
sendo que tal uso também ocorre de forma cada vez mais
pesada. No Brasil, estudo realizado pelo Centro Brasileiro de
Informações sobre Drogas Psicoativas (CEBRID) acerca o uso
indevido de drogas por estudantes de 1º e 2º graus em 10
capitais brasileiras (Galduróz & cols., 1997) revelou percentual
altíssimo de adolescentes que já haviam feito uso de álcool na
vida: 74,1%. Quanto a uso freqüente, o percentual foi de
14,7%. Também ficou constatado que 19,5% dos estudantes
faltaram à escola, após beber, e que 11,5% brigaram.
O fato de a sociedade tolerar as drogas lícitas pode estar
contribuindo para o aumento do consumo de álcool e tabaco
entre os jovens. Muitos experimentam drogas muito cedo,
passando do uso das drogas lícitas para as ilícitas. Essa
passagem nem sempre está relacionada ao aumento da idade.
Porém, é preciso considerar que o uso de álcool e do tabaco não
condiciona o uso de outras drogas como maconha, cocaína e
demais drogas.

O que leva os jovens a usar drogas?


A resposta a tal pergunta não é simples, dada a complexidade
que envolve o fenômeno da drogadição. É preciso levar em
consideração a tríade "substância, indivíduo e meio ambiente"
(Olievenstein, 1990) e as suas mais diversas características. A
enorme quantidade de variáveis implicadas neste consumo
permite um número infindável de configurações possíveis para o
uso de substâncias psicoativas.
De um modo geral, pode-se dizer que o que leva os jovens a
usarem drogas é um conjunto de fatores denominados "fatores
de risco". A combinação destes fatores ou a junção de alguns
deles tornam uma pessoa mais ou menos propensa ao uso.
Fatores de risco para o uso de drogas são características ou
atributos de um indivíduo, grupo ou ambiente de convívio social
que contribuem, em maior ou menor grau, para aumentar a
probabilidade deste uso. Não existe um fator único
determinante do uso. Assim, para cada compartimento da vida
(denominado de domínios da vida) há fatores de risco ou não,
além de fatores protetores do uso. Entendem-se como domínios
da vida: o individual, grupo de pares, familiar, o comunitário, o
domínio escolar.
Assim, os fatores de risco e de proteção podem ser identificados
em todos os domínios da vida adolescente: nos próprios
indivíduos, em suas famílias, em seus pares, em suas escolas e
nas comunidades, e em qualquer outro nível de convivência
sócio-ambiental. É importante notar que tais fatores de risco
não ocorrem de forma estanque, havendo entre eles
considerável transversalidade e conseqüente variabilidade de
influência.
É importante salientar, portanto, que se existem fatores de risco
atuantes em cada um dos domínios citados, estes últimos
também possuem os seus fatores específicos de proteção. A
combinação dos fatores de riscos nestes diversos níveis vai
tornar uma pessoa mais ou menos predisponente a se envolver
com droga.

Contextualização do Curso de Prevenção do Uso


Indevido de Drogas
Vimos que a escola, ao lado da família, ocupa lugar de destaque
na formação e na socialização dos adolescentes, constituindo
também um contexto privilegiado de proteção, por seu potencial
na promoção da saúde integral do adolescente. Com o objetivo
de instrumentalizar educadores com conhecimentos que lhes
permitam implementar ações preventivas ao uso indevido de
drogas no âmbito da escola, em consonância com a prática
sistêmica, o Ministério da Educação (MEC), em parceria com a
Secretaria Nacional Antidrogas (SENAD) e a Universidade e
Brasília (UnB) promoveram entre setembro e dezembro de
2004, um curso de educação à distância na área de Formação
em Prevenção ao Uso Indevido de Drogas para Educadores de
1000 Escolas Públicas de todo o país, totalizando cerca de cinco
mil participantes.
O conteúdo do programa contemplou temas como o adolescente
em desenvolvimento na família e na escola, bem como a
prevenção do uso indevido de drogas como questão educacional
e de saúde. Os recursos utilizados foram: duas apostilas e 16
vídeos transmitidos pela TV escola, elaborados a partir de
situações reais que remetem ao problema. Durante o curso, os
educadores receberam assessoria de tutores por meio de
telefone e Internet. Cada grupo tinha que elaborar um projeto
de prevenção, visando a adequação do conteúdo do curso à sua
realidade.
O modelo teórico de proteção e promoção de saúde em
substituição ao modelo do medo, visa uma mudança de
abordagem para estas situações. A proposta do curso trabalha
com perspectivas de proteção a partir de recursos disponíveis
na própria comunidade escolar, tendo como objetivo final a
prevenção da drogadição na adolescência e, conseqüentemente,
a proteção do adolescentes em relação a outros fatores, como
por exemplo, a violência.
A partir deste modelo, os professores são convidados a propor
novas formas de agir quando fatores de risco ultrapassam os
muros da escola e, em especial, evitar a eclusão dos
adolescentes usuários de drogas, resgatando o papel ativo da
escola enquanto parte integrante da rede social de proteção. Os
educadores são preparados para uma melhor abordagem das
situações de risco pelo envolvimento com as drogas
apresentadas no quotidiano escolar. O curso introduziu, dessa
forma, uma nova perspectiva de abordagem do problema,
visando ajudar o professor a rever seu papel neste processo
enquanto um promotor da saúde.
A escola precisa resgatar a sua ação protetiva em relação ao
adolescente e não apenas permanecer em uma atitude
"defensiva" por não se sentir em condições de lidar com as
questões suscitadas por este de forma adequada. Enquanto
seres em desenvolvimento, o ECA assegura aos adolescentes o
direito à vida, saúde, educação, lazer, participação cultural e
dignidade. O jovem passa a ser visto como sujeito de direitos,
também em situações de risco como é o uso de drogas. A aula
nº 2, intitulada "Adolescentes: riscos e proteção", propunha
uma reflexão a esse respeito, demonstrando o avanço que
significou a criação do ECA e a necessidade de que ele possa,
cada vez mais, ser implementado no cotidiano da sociedade.
Sabemos que os fatores de risco são presentes na escola. O seu
papel está em aprender a proteger o jovem, articulando
elementos de proteção-prevenção-ação-diálogo no contexto de
sua realidade específica. Apenas assim, poder-se-á tornar a
escola, de mais vulnerável, em mais protetora e protegida.
A fronteira entre a responsabilidade do aluno, da família e
escola é delicada. Mais uma vez citando o ECA, é dever de todos
zelar pela dignidade do jovem, colocando-o a salvo de qualquer
tratamento desumano ou violência. É preciso sempre buscar
medidas específicas de proteção. Os valores de cidadania e
saúde só são resgatados na medida em que se envolve a
comunidade como um todo. Um trabalho de inclusão social só é
realizado quando se encontram novos padrões agregados às
redes naturais das pessoas e dos grupos, sendo a escola
também fortalecida enquanto instituição.
A escola não ocupa apenas o lugar de transmissora de
conhecimento. É também um contexto de promoção de saúde e
deve zelar pelo desenvolvimento integral dos jovens que a
freqüentam. Precisa, a partir de um trabalho que envolva todas
as redes do adolescente, criar condições que evitem situações
de risco. A ideologia do medo se transfigura no medo da perda
do controle da situação. É preciso buscar a autonomia,
potencializando uma rede de ajuda a partir dos recursos
existentes na própria comunidade. Buscar a força da cooperação
e efetividade das ações coletivas. Esta é a nova perspectiva de
abordagem do problema, que pretende ajudar o professor a
rever seu papel neste processo enquanto promotor da saúde.
Durante o trabalho de tutoria, muitos professores telefonavam
mobilizados com as situações expostas nos vídeos, muitas
vezes, achando-as muito "idealizadas" e dizendo ser impossível
aplicar integralmente este modelo à sua realidade. Percebe-se aí
a dificuldade do olhar por um novo prisma, pois a ideologia do
medo está bastante consolidada. A escola se vê fragilizada,
necessitando ser protegida. Difícil ainda poder ver o que é
possível fazer para mudar esta situação, frente a um "monstro
ameaçador" que é o fenômeno do uso indevido de drogas,
diretamente por eles associado à violência e à delinqüência que
rondam os muros da escola.
Por ter sido um curso de âmbito nacional, podemos pensar que
os projetos elaborados pelos professores possam retratar as
mais variadas realidades de nosso país, uma vez que não se
restringiram a uma única região, nem apenas aos grandes
centros urbanos, abrangendo também pequenas cidades do
interior. O leque que apareceu foi bastante heterogêneo, mas
chama a atenção o quanto as preocupações, medos e
inseguranças no tocante à questão da violência, uso de drogas e
adolescência independem de região do Brasil. Trabalhamos com
realidades diversas, mas ao mesmo tempo, bastante similares
nos pontos considerados por eles frágeis e problemáticos. É
necessário pensar até que ponto os professores se percebem
como agentes de uma possível mudança destas realidades, ou
sentem-se apenas vítimas impotentes e paralisadas.
As situações de risco a serem abordadas extrapolam o consumo
de drogas, incluindo aquelas relativas ao contexto dos pares de
consumo, do acesso e compra da drogas e dos meios para
financiar a compra. É preciso um trabalho integrado e de apoio
auxiliando a ampla gama de demandas que vêm junto ao
problema decorrente do uso de drogas.

Domínio escolar
A escola é o ambiente em que boa parte os fatores de risco e de
proteção podem ser percebidos:
Em suma, os maiores fatores de risco apresentados no domínio
escolar são a falta de habilidade de convivência com grupos e a
disponibilidade de álcool na escola e nas redondezas. Além
disso, uma escola que apresente regras e papéis inconsistentes
ou ambíguos com relação ao uso de drogas ou à conduta dos
estudantes também constitui importante fator de risco relativo
ao uso de álcool. Apresenta fatores de proteção a escola que
evidencia regras de padrões comportamentais claros e
consistentes, com exemplificação dos adultos. Da mesma forma,
é importante a participação dos estudantes em decisões de
questões escolares, com a inerente aquisição de
responsabilidades (Macedo, 2004).
Qualquer sociedade deve assumir o compromisso ético de cuidar
de suas crianças e adolescentes (Saggese, 2000) e, portanto,
deve empenhar-se em diminuir a probabilidade do jovem
envolver-se com o uso de drogas. Para isso, devem enfatizar a
redução dos fatores de risco e ampliar os fatores de proteção.
Nem toda pessoa que experimenta ou usa uma droga se tornará
um dependente químico. Por outro lado, todo dependente
invariavelmente um dia experimentou uma droga. O grande
problema é que não dá para saber com antecedência, entre as
pessoas que começam a usar drogas, quais serão usuárias
ocasionais e quais se tornarão dependentes.

Para Concluir
Acreditamos, por fim, que a criação do ECA veio a auxiliar na
mudança das visões absolutistas da adolescência, ao introduzir
dimensões pluralistas e de caráter mais socialmente
comprometido sobre esta fase da vida. O ECA exige um
tratamento diferenciado para as crianças e adolescentes que,
afinal, de "marginais" e "desviantes" passaram a ser vistos
como seres em formação, em desenvolvimento e que também
demandam cuidado. Portanto, ao invés de serem retaliados,
excluídos pela sociedade de forma a determinar que seus
destinos já estejam selados, o ECA introduz uma mudança de
perspectiva: esses adolescentes precisam ser protegidos. Ficam
assim, preservados os seus direitos e garantias fundamentais. A
família enquanto o primeiro socializador, também tem de
oferecer um ambiente sadio e ético, promovendo a construção
da cidadania. Não cabe aqui analisar em que medida está sendo
possível atingir esses objetivos, pela própria ineficácia na
implantação de políticas públicas que integrem, por exemplo, a
família à escola, mas é preciso ressaltar o quão significativa é
esta mudança de perspectiva.
O uso indevido de drogas passa também a ser portador de um
sentido e de uma função, tanto pessoal como social. A obrigação
de seus grupos de inserção (família, escola, etc) é a de procurar
proteger estes adolescentes dos riscos que correm. Numa visão
mais aberta e despida de preconceitos, é possível também
pensar que estes adolescentes estão sinalizando algo, pedindo
uma continência e um olhar.
A constituição do sujeito é um processo complexo, dialético e
permanente, que se dá através das relações com o outro. Neste
sentido, o homem, simultaneamente, produz a cultura e é
produzido por ela. (Siqueira, 1999). Precisamos pensar em
novos modos de romper com estes ciclos, para que possamos
construir mecanismos mais eficazes que protejam este
segmento da sociedade, ao mesmo tempo em que lhes
possibilite encontrar novas formas de relação. Precisamos
valorizar seu desenvolvimento enquanto seres singulares que
possam vir a exercer sua cidadania dentro de uma visão ética
de mundo. Aqui entra o papel fundamental da escola.
Há ainda um último ponto que gostaríamos de destacar. A
vulnerabilidade social nos mostra que devemos estar atentos
aos múltiplos planos e estruturas sociais que a condicionam. É
importante levar em conta os mecanismos que podem ser
mobilizados no nível das famílias e/ou dos indivíduos,
juntamente com os fatores educacionais, sem circunscrever tais
recursos a uma perspectiva apenas econômica. É preciso
acionar os atores para resistirem e enfrentarem situações
socialmente negativas. Aprender, através do vivido, a tecer
formas de resistências, formas de lidar com riscos e obstáculos
de uma maneira criativa. (Abramovay, 2002)
Esperamos que todo o quadro que foi acima exposto possa nos
servir de alerta, ajudando nas elaborações sobre a adolescência
atual de uma forma mais inclusiva, mas que, ao mesmo tempo,
nos ajude a pensar as diferenças. Neste sentido, capacitar os
professores para atuarem enquanto promotores da saúde, e
pensar na escola enquanto contexto de proteção é de
importância primordial a fim de que se rompa este ciclo: uso de
drogas - exclusão - violência. Olhar esta equação de forma
linear não funciona mais.
Para finalizar, resgatamos a visão de Alberti (2004) que nos
alerta ainda para a importância que a juventude têm na
promoção de mudanças culturais, pois nada muda se a
juventude for sacrificada. O fato de ter que brigar para fazer
valer as suas contribuições à cultura, não é o problema da
adolescência, mas sim, a sua função na cultura. A identificação
com o grupo de pares é fundamental, e se faz presente desde a
moda, até as disputas grupais. Mas para que o adolescente
possa exercer de forma plena o seu papel, precisa, no mínimo,
que suas condições de vida permitam o acesso à educação e à
cultura, para que todos possam correr atrás de seus sonhos a
fim de construir pontes entre os abismos existentes. A escola
precisa estar aberta para essas mudanças. Construir
alternativas de ajuda contando com recursos próprios de cada
comunidade.
Precisamos, atualmente, rever muitos de nossos padrões sociais
que continuam a andar de mãos dadas com o desrespeito aos
outros seres humanos. Parece que neste cenário de desordem e
desigualdade, fica difícil resgatarmos padrões éticos, morais e
vermos também uma atitude positiva. Mas temos agora a
clareza de pensar que uma aparente regressão pode, de fato,
ser um novo começo. A mudança faz parte do próprio processo
de nosso mundo. Vivemos, com certeza, um tempo de
mudanças e revisões em todas as áreas do conhecimento, e,
conseqüentemente, isso vem a exercer uma influência em nossa
atitude enquanto cidadãos e profissionais que trabalham com o
fator humano. Neste contexto, os professores precisam também
encontrar novas formas de abordar velhos problemas, como se
configura a relação dos adolescentes com as drogas e sua
existência marginal.
O mais importante parece ser que possamos nos despir dos
preconceitos. A partir deste trabalho, percebemos que as
fronteiras entre o bem e o mal são extremamente tênues. Se
olharmos, por exemplo, um adolescente usuário de drogas como
portador do "mal", estaremos negando todo o contexto em que
determinadas relações foram geradas. Precisamos de olhares
focais, pois é no pequeno, no singular que as novas atitudes vão
tomando forma. Todo o movimento de abordagem à questão
das drogas, deve ser compreendido em sua ambigüidade.
Para encerrar, acreditamos que seja importante compartilhar da
visão de Prata (2002), que nos alerta para o fato de que a
desordem pode produzir novas formas. No caos pode-se
produzir ordem, e desorganização nem sempre é sinônimo de
desperdício de energia: a ordem e a desordem são
indissociáveis. Nesse contexto, a grandeza do grau de
desorganização da energia de um sistema nem sempre precisa
ser relacionada à degradação e ao desperdício, pode ser fonte
do novo. Há que se manter vivo ao menos um pouco de
otimismo em relação à raça humana.
Podemos dizer que se a violência e a destruição se fazem
presentes de forma tão assustadora, se o uso indevido de
drogas (principalmente as lícitas) beira à epidemia, temos de
lembrar que os laços sociais nos mantêm vivos e menos
solitários e que devemos insistir em recriá-los, mesmo quando
somos alimentados continuamente pela violência de nossa
atualidade. A escola ainda ocupa importante papel de
socialização. Não apenas reproduz padrões, mas pode tornar-se
semente de mudanças a partir de si mesma. Como nos diz Prata
(2002), a vida é um exercício constante de reconstrução. A
transitoriedade do belo não implica a perda de seu valor, e é
justamente dessa fragilidade que podemos extrair a
preciosidade da vida.

Referências Bibliográficas
ABRAMOVAY, M. (2002). Escola e Violência. Brasília, Unesco,
UCB
AHRENS, M. H. (1997). Da Desigualdade à Diferença, do
Singular ao Plural, Gênero e Identidade na Adolescência. Teses
de Mestrado em Psicologia, UnB
ALBERTI, S. (2004). O Adolescente e o Outro. RJ: Jorge Zahar.
Coleção Psicanálise Passo a Passo 37
BRASIL, MINISTÉRIO DA SAÚDE.( 2001). Relatório do seminário
sobre o atendimento aos usuários de álcool e outras drogas na
rede do SUS. Caderno de Textos de Apoio da III Conferência
Nacional de Saúde Mental. Brasília: MS.
BECKER, D. (1994). O Que é Adolescência. São Paulo,
Brasiliense, 13ª edição Curso de Formação em Prevenção do
Uso Indevido de Drogas para educadores de Escolas Públicas.
(2004). SENAD/MEC/UnB, volumes 1 e 2
FISHMAN, H. C. (1996). Tratando Adolescentes com Problemas.
Porto Alegre, Artes Médicas
GALDURÓZ, J.C.; NOTO, A. R.; CARLINI, E. A.. (1997). IV
Levantamento sobre o uso de drogas entre estudantes de 1º e
2º graus em 10 capitais brasileiras - 1997. Centro Brasileiro de
Informações sobre Drogas Psicotrópicas - CEBRID, Escola
Paulista de Medicina.
MACEDO, P.R.A. Adolescência e Fatores de Risco e Proteção
para o Uso Indevido de Álcool. Obtido em 18/06/2004 no
http://www.uniad.org.br/independencia/ado_fatoresrisco.htm
MARQUES, W.E.U. (2000). Infâncias (pre)ocupadas: Trabalho
infantil, família e identidade
MORIN, E. (1991). O Método IV: As Idéias: a sua Natureza,
Vida, Habitat e Organização. Publicações Europa-América,
Portugal.
NUNES de SOUZA, A.M. (1997). A Família e Seu Espaço: Uma
Proposta de Terapia Familiar. Rio de janeiro: Agir
OLIEVENSTEIN, C. A (1990). Clínica do Toxicômano. Porto
Alegre: Ed. Artes Médicas
PRATA, M. R. (2002).Transgressões e Violência na Atualidade in:
PLASTINO, C. (org), Transgressões. Rio de Janeiro, Contra Capa
Livraria, 2002.
SAGGESE, E. (2000). Saúde Mental na Infância e Adolescência.
Cadernos IPUB nº 112ª edição. Rio de Janeiro: UFRJ/IPUB.
SIQUEIRA, A. (1999). A Violência Simbólica na Relação Criança-
Criança: O Papel do Educador". Texto & Contexto -
Enfermagem. UFSC, v. 8, n°. 2
SUDBRACK, M.F. Terapia Familiar e Dependência de Drogas:
construções teórico metodológicas no paradigma da
complexidade. In: V Conferência Internacional sobre Filosofia,
Psiquiatria e Psicologia. UnB, ABRAFIP. Brasília, DF.

© 2010 Faculdade de Educação da Universidade de São


Paulo

Rua Alves Guimarães, 1292 apto 52


São Paulo - SP
CEP 05410-002

monicagta@usp.br