Você está na página 1de 19

INTRODUÇÃO

 Passaram-se muitas décadas desde a utilização da máquina a vapor


 A máquina eléctrica, generalizada em todos os domínios, produz uma energia:
mais limpa, com maior rendimento, maior gama de soluções e aplicações e com
maior distribuição geográfica
 A primeira a ser utilizada foi a de corrente contínua (c.c.)
 Com a descoberta do transformador, a distribuição de energia passou a a ser
feita quase totalmente em c.a. A máquina de corrente alternada é, por isso, a mais
utilizada
 Grandezas eléctricas e mecânicas que condicionam a escolha de uma máquina
eléctrica rotativa: tipo de corrente; tensão utilizada; gama de frequências; gama de
velocidades; potência útil; rendimento eléctrico; binário motor útil, binário de
arranque; binário resistente; corrente de arranque e corrente nominal

1
INTRODUÇÃO

• Campo girante
(Teorema de Ferraris)

• 1888 Motores bifásicos


– Ferraris
– Tesla

INTRODUÇÃO
• Westinghouse compra patente Tesla.
• Primeiros motores bifásicos comerciais.

• 1890 - Dobrowolsky (AEG) MOTOR


ASSÍNCRONO TRIFÁSICO.
– Rotor em gaiola de esquilo.
– 1893 - Dupla gaiola de esquilo.

2
Geradores Excitação independente
(dínamos) Excitação série
De corrente
contínua Excitação paralela
Excitação composta
Motores
MÁQUINAS
Geradores assíncronos
ELÉCTRICAS
Máquina assíncrona
ROTATIVAS
Motores assíncronos
De corrente
alternada Geradores síncronos
(Alternador)
Máquina síncrona
Motores síncronos

CLASSIFICAÇÃO DAS MÁQUINAS ELÉCTRICAS

BALANÇO ENERGÉTICO

Energia Pa Pu Energia
GERADOR
Mecânica Eléctrica

Pp

3
BALANÇO ENERGÉTICO

Energia Pa Pu Energia
MOTOR
Eléctrica Mecânica

Pp

LEI DE FARADAY

LEI DE LENZ

LEI DE LAPLACE

LEI DE HOPKINSON

LEIS DO ELECTROMAGNETISMO

4
LEIS DE FARADAY E DE LENZ
 Sempre que um condutor ou uma espira se movimentam dentro de um campo
magnético, cortando as suas linhas de força, aparece aos seus terminais uma
f.e.m. induzida que tende a opor-se à causa que lhe deu origem, ou seja à
variação de fluxo através da espira.
 Se a espira deixar de rodar, deixa de haver causa (variação de fluxo) e portanto também o
efeito (f.e.m. induzida).

PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO COMO GERADOR!

LEIS DO ELECTROMAGNETISMO

LEI DE LAPLACE
 Sempre que um condutor ou uma espira, alimentado por uma fonte de
energia eléctrica, for introduzido no seio de um campo magnético, exerce-se
sobre ele uma força electromagnética F que o faz deslocar num determinado
sentido (F = B.I.l.senα)
 No caso das máquinas rotativas, estas são constituídas por enrolamentos
por várias espiras, apoiadas num eixo, pelo que o conjunto entra em
movimento de rotação.

PRINCÍPIO DE FUNCIONAMENTO COMO MOTOR!

LEIS DO ELECTROMAGNETISMO

5
 As máquinas de corrente alternada são as mais utilizadas, não só porque
a rede de c.a. está mais vulgarizada, mas também porque, nos casos dos
motores, o motor assíncrono trifásico é um motor bastante mais barato,
mais robusto do que o de c.c., tem um arranque fácil, não possui colector,
(órgão delicado e caro), não produz faíscas e tem portanto uma manutenção
muito reduzida

 Os motores assíncronos começam cada vez mais a substituir os motores


de corrente contínua, nomeadamente no que diz respeito à capacidade em
manter constante a potência mecânica fornecida, independentemente da
variação da corrente absorvida pelo motor, utilizando o controlo electrónico
de velocidade e binário

 O motor assíncrono monofásico utiliza-se para baixas potências


até 1 a 2 KW

 O motor assíncrono trifásico utiliza-se para potências superiores

6
• Simples
• Robusto
• Pouca manutenção
• 80% dos motores na indústria são assíncronos.

• Inconvenientes:
– Regulação da velocidade.

MÁQUINA DE INDUÇÃO

A corrente que circula no enrolamento do rotor deve-


se à f.e.m. induzida originada pelo fluxo magnético
variável do enrolamento do estátor

MÁQUINA ASSÍNCRONA

Gira a uma velocidade inferior à velocidade de


sincronismo (campo magnético girante)

7
 Uma máquina diz-se assíncrona quando roda (o rotor) a uma
velocidade n’ diferente da velocidade de sincronismo.

 Motor assíncrono: n’ < n

 Gerador assíncrono (pouco utilizado): n’ > n

n’ – velocidade do rotor [r.p.s.]


n – velocidade do campo girante [r.p.s.]

 ESTATOR (indutor) – onde é criado o campo magnético girante

Rotor em gaiola de esquilo (ou em c.c.


 ROTOR
(induzido)
Rotor bobinado (ou de anéis)

 Entreferro (ar – distância entre o rotor e o estator)

Na máquina assíncrona, o circuito eléctrico do rotor não é alimentado,


pois a corrente que nele aparece é por indução magnética, provocada
pelo campo girante criado no estator. Por isso, a máquina assíncrona é
também conhecida por máquina de indução.

8
TIPOS DE MOTORES ASSÍNCRONOS QUANTO AO ROTOR

 Rotor em gaiola de esquilo (ou


rotor em curto-circuito)

Motor assíncrono de rotor em gaiola de esquilo

 Rotor bobinado (ou rotor de anéis)

Motor assíncrono de rotor bobinado

ASPECTOS CONSTRUCTIVOS

ROTOR:
Gaiola de esquilo Bobinado (anéis)

9
Bobinas

Anéis
colectores

 O rotor em gaiola de esquilo é de construção rápida e simples.

 Representa um induzido mais prático e mais barato do que a vulgar


bobinagem do núcleo com espiras fechadas e isoladas entre si
 As barras condutoras da gaiola são colocadas geralmente com uma
certa inclinação para evitar as trepidações e ruídos que resultam da acção
electrodinâmica entre os dentes das cavas do estator e do rotor

 Tanto no motor assíncrono trifásico com rotor em c.c. como no


de rotor bobinado, os condutores do rotor estão ligados entre si,
formando um circuito fechado

 No motor de rotor em gaiola de esquilo, o circuito é fechado


interiormente

 No motor de rotor bobinado, o circuito é fechado exteriormente,


através de anéis colectores

10
 Circuito magnético estático constituído por chapas
ferromagnéticas empilhadas e isoladas entre si (para ESTATOR
reduzir as perdas no ferro)

 Bobinas (1, 2 ou 3 grupos) localizadas em cavas


abertas no núcleo do estator e alimentadas pela rede
de corrente alternada

 O Estator envolve o rotor

ESTATOR

• Empilhamento de chapas de ferro


• Cavas para colocação dos enrolamentos
• Enrolamentos desfasados desfasados 120º
• Alimentado por correntes trifásicas.
• Obtem-se assim (Teorema de Ferraris):

CAMPO MAGNÉTICO GIRANTE


(de valor constante)

11
 Outro núcleo ferromagnético, também laminado,
sobre o qual se encontra um enrolamento ou um
conjunto de condutores paralelos, nos quais são
ROTOR
induzidas correntes provocadas pela corrente
alternada das bobinas do estator

 O rotor é apoiado num veio, o qual transmite à


carga a energia mecânica produzida

ROTOR

• Chapas empilhadas

• GAIOLA DE ESQUILO:
- Conductores de Alumínio curto-circuitados nos extremos.

• BOBINADO
- Enrolamento trifásico:
• Um lado em ESTRELA.
• O outro conectado a ANÉIS.

12
 A distância entre o rotor e o estator é bastante
reduzido, de forma a reduzir a corrente em vazio da
máquina e portanto as perdas e a aumentar o factor ENTREFERRO
de potência em vazio

• O campo girante atravessa os enrolamentos do rotor.


• Induzem-se f.e.ms
• Como estão curto-circuitados, aparecem correntes no rotor
que interagem com o fluxo do estátor.
• É dessa interação que surge o binário de forças, pela Lei de
Laplace.
Corrente
induzida no rotor

Campo magnético induzido

13
Se a velocidade do rotor n’ se aproxima da
velocidade do campo girante n:
Menor será a f.e.m. induzida nos enrolamentos do rotor
Menor será a corrente induzida
Menor será a força
Menor será o binário motor A máquina trava!

NUNCA ATINGE A VELOCIDADE DE


SINCRONISMO n

 Uma máquina diz-se assíncrona quando roda (o rotor) a uma


velocidade n’ diferente da velocidade de sincronismo.

 Motor assíncrono: n’ < n n’ – velocidade do rotor [r.p.s.]


n – velocidade do campo girante [r.p.s.]

 Gerador assíncrono (pouco utilizado): n’ > n

 Uma máquina diz-se síncrona quando roda (o rotor) à velocidade


de sincronismo.

14
O campo magnético girante é indispensável tanto para a
máquina síncrona como para a máquina assíncrona

O campo magnético girante é gerado no estator

Princípio de funcionamento do motor Princípio de funcionamento do motor


assíncrono – velocidade “não síncrona” síncrono – velocidade síncrona

 A agulha magnética representa o rotor (induzido)

 O núcleo ferromagnético em U representa o estator (indutor)

 Obrigámos o núcleo a girar, cria-se assim um campo magnético girante

 A agulha magnética (N’ e S’) roda à


mesma velocidade do campo magnético
girante – velocidade de sincronismo

Princípio de funcionamento do motor síncrono

15
 A bobina curto-circuitada representa o rotor (induzido)

 O núcleo ferromagnético em U representa o estator (indutor)

 Obrigámos o núcleo a girar, cria-se assim um campo magnético girante

 A bobina não tem polaridade própria e irá


rodar a uma velocidade inferior à do campo
magnético girante (leis de Faraday e de
Lenz)

Princípio de funcionamento do motor assíncrono

Não faz sentido produzir o campo magnético girante fazendo rodar o


indutor (estator)!
 Na prática, consegue-se produzir um campo magnético girante a
partir de um sistema trifásico de tensões

 O Teorema de Ferraris diz que “ um conjunto de 3 bobinas, desfasadas


entre si de 120º, alimentadas por um sistema trifásico de correntes,
produz um campo magnético girante de valor constante igual a 3/2 hmáx”

O estator não necessita, assim, de estar em movimento!

16
 A criação de campos magnéticos girantes pode também ser feita
através de uma só corrente alternada monofásica!
 O Teorema de Leblanc diz que “uma campo magnético alternado
sinusoidal de direcção fixa, h=Hmáx.cos(ωt), é equivalente a 2 campos de
valor constante h’=h’’=Hmáx/2, girando sobre um ponto comum, em
sentido contrário um ao outro e com a mesma velocidade”

Princípio de funcionamento do motor assíncrono monofásico!

f – frequência da corrente alternada trifásica que alimenta os


enrolamentos do estator [Hz]
f = p.n
n – velocidade do campo magnético girante [r.p.s.]
p – nº de par de pólos [r.p.s.]

rotor

Pólos equivalentes ou fictícios da máquina, resultado do campo magnético girante


criado (não correspondem aos pólos magnéticos reais existentes na máquina

17
 É possível ter um motor assíncrono trifásico a rodar à velocidade
de sincronismo!

Motor assíncrono trifásico de rotor bobinado

Arranque (assíncrono) até atingir a velocidade nominal (n’ < n)

Excita-se o rotor com uma fonte de c. c. (tal como no motor síncrono)

O rotor acompanha o campo girante (n = n’)

ng n − n' n − n'
g= g= g= × 100 %
n n n

ng = n − n' O rotor atrasa-se, escorrega com uma velocidade relativa ng

De acordo com as Leis de Faraday e de Lenz, se o motor roda à velocidade de


sincronismo, então não haverá correntes induzidas no rotor, i.e. a frequência
das correntes induzidas no rotor (fr) será nula

Como no motor assíncrono, n’ < n, existem correntes induzidas alternadas


sinusoidais: fr = g.f

18
 Método estroboscópico

Medida do escorregamento

 Método do milivoltímetro

 Leitura directa (taquímetro)

Medida da velocidade do rotor


 Método indirecto (através da
medida do escorregamento)

Medida da velocidade do rotor pelo método indirecto


(através da medida do escorregamento)

 A velocidade n’ do rotor pode ser lida utilizando um taquímetro


aplicado ao veio do motor

 O valor é dado em r.p.m.

 A velocidade do campo girante (ou de sincronismo) n é sempre


submúltipla de 3000 para a frequência da rede de 50 Hz
imediatamente acima de n’

19