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MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA

Glossário Ilustrado de Morfologia

Brasília – 2009

© 2009 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
Todos os direitos reservados. Permitida a reprodução desde que citada a fonte.
A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é do autor.

1ª edição. Ano 2009
Tiragem: 3000 exemplares
Elaboração, distribuição, informações:
MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO
Secretaria de Defesa Agropecuária
Coordenação Geral de Apoio Laboratorial
Esplanada dos Ministérios, Bloco D, Anexo B, 4º andar, sala 430
CEP: 70043-900, Brasília - DF
Tel.: (61) 3225-5098
Fax.: (61) 3218-2697
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Coordenação Editorial: Assessoria de Comunicação Social
Impresso no Brasil / Printed in Brazil

Catalogação na Fonte
Biblioteca Nacional de Agricultura – BINAGRI

Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento
Glossário ilustrado de morfologia / Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de
Defesa Agropecuária. – Brasília : Mapa/ACS, 2009.
406 p. : il. color. ; 21 cm.

ISBN 978-85-99851-74-6

1. Morfologia. 2. Taxonomia. I. Secretaria de Defesa
Agropecuária. II. Título.

AGRIS C30
CDU 57.018.2(038)

AGRADECIMENTOS

À Drª Doris, professor titular da UNICAMP, pela dedicação na elaboração deste Glossário Ilustrado de Morfologia
e pelas relevantes informações técnicas cedidas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

APRESENTAÇÃO

A Coordenação Geral de Apoio Laboratorial – CGAL, da Secretaria de Defesa Agropecuária – SDA, do Ministério da
Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa é o órgão responsável pela Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários do
Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária e possui dentre suas atribuições estabelecer, uniformizar e oficializar
métodos para a realização de análises.
As presentes Regras para Análise de Sementes – RAS tem a finalidade de disponibilizar métodos para análise de
sementes, sendo estes de uso obrigatório nos Laboratórios de Análise de Sementes credenciados no MAPA, objetivando o
cumprimento da Lei nº 10.711, de 5 de agosto de 2003, publicada no Diário Oficial da União de 6 de agosto de 2003 e Decreto
n° 5.153, de 23 de julho de 2004, publicado no Diário Oficial da União de 26 de julho de 2004.
As RAS tiveram sua 1ª edição pelo Ministério da Agricultura, em 1967 e a partir de então foram publicadas outras
atualizações. A presente edição atualiza e substitui a edição de 1992 e é composta de três volumes: Regras para Análise de
Sementes, Manual de Análise Sanitária de Sementes (anexo ao Capítulo 9 – Teste de Sanidade de Sementes) e o Glossário
Ilustrado de Morfologia.
Estas regras foram atualizadas de acordo com as regras internacionais prescritas pela International Seed Testing
Association – ISTA e incorpora a experiência e os avanços nacionais em análise de sementes.
A CGAL pretende atualizar estas publicações à medida que novos métodos forem validados e de acordo com a exigência
do mercado nacional e internacional.
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Coordenação Geral de Apoio Laboratorial
Secretaria de Defesa Agropecuária

......................................................................................................................................................................................................................................................................................... 137 F................ 75 D......................................................................................................................................... 279 Q............................. 231 L.................................................................................................................................................................................................................................................................................................. 193 H................................................................................................................................................................................................................. 315 S........................ 173 G......................................................................................................................................................................................... 203 I..................................................................... 233 M.......................................................................................................................................................................... 49 C........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 17 B..................................................................... 215 K................................................................................................................................................................................. 9 Abreviaturas usadas nas figuras para designar as estruturas morfológicas....................................... 313 R................................................................................................................................................................ 11 A.............................................................. 263 O....................................................................................................................................................................................................... 125 E.. 6 Introdução....................................................................................................................... 249 N................................. 333 ..........................................................................................................................................................................................................................................................SUMÁRIO Apresentação....... 271 P..............................................................................................................................................................................................................................................

...................................381 X...........................................365 U............................................................................................................................................................................. SUMÁRIO T.............................375 V..........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................393 Z.................................................................................................................................................401 .....................................397 Bibliografia consultada...........................................................

INTRODUÇÃO .

Elytrigia. por exemplo: - desenhos e descrições de espécies cultivadas que pertencem ao mesmo gênero. Drª Doris Groth. de espécies de Avena. especialista na área. Para facilitar o imediato entendimento dessas abreviaturas organizou-se. Sorghum. Foram introduzidas. que se encontram em estudo pelo MAPA. A posição do embrião permite o posicionamento das espécies em um grupo de famílias ou em uma determinada família botânica e até fazer a separação de algumas espécies do mesmo gênero. Sob a responsabilidade da Coordenação Geral de Apoio Laboratorial (CGAL/SDA/MAPA). portanto. de espécies de Avena. Nas Figuras as estruturas morfológicas estão. Bromus. - desenhos e descrições de algumas espécies invasoras e / ou quarentenárias que pertencem ao mesmo gênero de uma espécie cultivada. Bromus. edição 1992 e que nesta edição foi ampliado e aprofundado tornando-se o Glossário Ilustrado de Morfologia. Sorghum. Glossario Ilustrado de Morfologia O objetivo deste Glossário Ilustrado de Morfologia é suprir o analista de laboratório com informações sobre definições de termos utilizados na morfologia das espécies botânicas (plantas. por ordem alfabética: a abreviatura e a designação da estrutura morfológica.. apontadas por abreviaturas (letras). Foram introduzidas descrições de frutos visando atender a descrição das espécies florestais nativas. como por exemplo. na maioria das vezes. Elytrigia. Trata-se de uma publicação que. seja permitido somente mediante autorização expressa da mesma. como por exemplo. As descrições de espécies botânicas permitem o reconhecimento das estruturas morfológicas e assim facilita o enquadramento nas definições de “Semente Pura”. Lolium. etc. para facilitar a identificação / separação dessas espécies nos trabalhos da “Análise de Pureza”.  10 . por ocasião das análises de rotina. fazia parte do Apêndice 3 das Regras para Análise de Sementes. frutos. o que faz com que a sua utilização para quaisquer outras finalidades. também. Brachiaria. este trabalho foi desenvolvido pela professora titular da UNICAMP. etc. Festuca. as descrições dos embriões com os respectivos desenhos. Muitas vezes essas abreviaturas encontram-se também no texto. Lolium. um guia de consulta referencial. disponibilizar ao sistema de controle de qualidade de sementes no país. A preocupação foi. sementes e plântulas). um dos volumes integrantes das Regras para Análise de Sementes. anteriormente. Este Glossário contempla situações importantes como. cujo material permanece sob o controle legal de propriedade da autora.

ABREVIATURAS USADAS NAS FIGURAS PARA DESIGNAR AS ESTRUTURAS MORFOLÓGICAS .

nervura mediana af – antécio fértil crn – cornículo fv – feixes vasculares nm – nervura mediana do an – antípodas cru – carúncula G carpelo ani – antécio inferior D g – glomérulo no – nó ans – antécio superir de – disco epígeno gaf – gametófito feminino np – núcleos polares ant – antera dru – drupa gan – ganchos nse – núcleo seminífero ap – apêndice ge – gema nu – núcula E aq – aquênio gea – gema apical nv – nervuras anastomosadas e .calículo eun – espinhos uncinados pin – ponto de inserção dos lb – lobos cap – cariopse ex – integumento externo cotilédones le – lema estéril ou car – carpídio F pir – pirênio estaminada cau – caule f – funículo pis – pistilo lf – lema fértil cd – costela dorsal fc – folha carpelar pj – ponto de junção dos li – linha de deiscência ce – cerdas fi – filete carpelos lo – lóculo cf – coifa fl – flor pl – plúmula lod – lodícula ch – chalaza fli – folículo ple – pleurograma l – limbo ci – costela intermediária fo – folha por – posição da radícula cl – costela lateral M pr – pericarpo fol – folíolo co – cotilédone(s) m – micrópila prg – perigônio fp – folha primária col – coluna seminífera me – mericarpo pri – primórdios foliares fr – fruto cop – coleóptilo mes – mesocarpo pt – pericarpo+tegumento frc – fruto composto cor – coleorriza ms – mesocótilo frm – fruto múltiplo cos – costela 12 .escapo ar – artículo gi – ginóforo O ege – espigueta estéril are – aréola gin – gineceu o – oosfera eh – estolão hipogeu ari – arilo gl – glumas oc – ócrea eixo – eixo embrionário ou arl – arilóide gle – gluma estéril op – opérculo eixo principal. flor as – arista gli – gluma inferior or – orifícios ej – ejaculador asg – arista geniculada gls – gluma superior ov – óvulo em – embrião au – aurícula gp – grão de pólen ova – ovário en – endosperma B end – endocarpo gpg – grão de pólen germinado P b – bulbo ent – entalhe H p – poro ba – bacáceo epi – epicótilo hi – hipanto pa – papus bai – bainha epu – estípula hip – hipocótilo pal – pecíolo alado br – bráctea es – estigma hpo – hipógino pcap – posição da cariopse bres – bráctea com esc – escutelo hr – eixo hipocótilo-radícula pd – pedúcnculo espinhos esd – espádice pe – pecíolo I bv – broto vegetativo esp – espata ped – pedicelo in – integumento interno C espi – espinhos is – istmo per – perianto c – catáfilo est – estilete pes – pálea estéril L ca – carpelo et – estilopódio pet – pétala la – lacínia cal – cálice etr – estrofíolo pf – pálea fértil lab – lábio cali . Glossario Ilustrado de Morfologia ABREVIATURAS USADAS NAS FIGURAS PARA DESIGNAR AS ESTRUTURAS MORFOLÓGICAS A C F N ac – acúleo cp – cápsula fru – frutículos n – nucela ae – antécio estéril cr – carpóforo fse – falso septo nm .

ABREVIATURAS USADAS NAS FIGURAS PARA DESIGNAR AS ESTRUTURAS MORFOLÓGICAS Q R S T q – quilha rep – replum se – septo t – teca R rf – rafe seg – segmento da ráquila tb – tubos de óleo r – raiz rl – raiz lateral sgm – segmento te – tépala ra – raque ro – rostro si – sinérgidas teg – tegumento rad – raizes adventícia rp – raiz principal sm – sâmara tp – tubo polínico rap – raiz primária rs – raiz secundária sp – sépalas tu – tubérculo ras – raizes adventícias seminais ru – ruptura spe – sépalas externas V rc – raiz contrátil S spi – sépalas internas va – valva rd – radícula s – semente su – sutura val – valécula re – receptáculo sa – saco embrionário sul – sulco da comissura sc – saco polínico 13 .

Glossario Ilustrado de Morfologia 14 .

A GLOSSÁRIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA 15 .

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antônimo de adaxial. Este tipo de abcisão é encontrado nas aveias selvagens. ao redor da cavidade basal.327]. O antécio não se separa facilmente. Glossario Ilustrado de Morfologia ABAXIAL – se refere a superfície inferior de um órgão ou a superfície que está mais afastado do eixo sobre o qual se insere. sem o calo espessado (abcisão completa). como a separação dos antécios das espiguetas. Abcisão em Avena – segundo MUSIL (1977) pode ser (mais detalhes na descrição de Avena e de Sorghum): Abcisão completa – na base (ponto de inserção) do antécio se forma uma camada engrossada. o antécio se separa com calo liso e bem desenvolvido. Este tipo de abcisão é encontrado nas aveias fatuóides heterozigotas. Ver articulada e desarticulação [Fig. ABCISÃO ou ABSCISÃO – um tipo de desarticulação. ou o segmento da ráquila pode se romper ou lascar em algum ponto. pois uma pequena porção na frente e atrás permanecem unidos. O antécio pode se separar mais ou menos regularmente ao redor da linha onde a camada de abcisão normalmente deveria se desenvolver. A cavidade 18 . assim o calo só se apresenta engrossado lateralmente. Ruptura – os pontos de articulação permanecem unidos ao redor de toda a cavidade basal. Abcisão parcial – na base do antécio não se forma uma camada engrossada ao redor de toda a cavidade. quando maduro. é um caráter importante na distinção das espécies de Avena e de Sorghum (Poaceae =Gramineae).

1]. Acanthospermum australe (Loef.103L]. linear e rígida. com ápice e base arredondada. Este tipo de abcisão é encontrado nas aveias cultivadas Avena byzantina K. fruto ou semente) tem contorno de agulha. Acanthospermum hispidum DC.30. e Avena strigosa Schreb. em torno do hilo e que ocupa cerca de ⅓ a ¼ da superfície [Fig. onde as folhas (fo) se apresentam dispostas em roseta sobre a superfície do solo e no centro surge o escapo (e) que sustenta a inflorescência [Fig. Koch. 19 . como as folhas de Pinus [Fig. [Fig. base cuneiforme. A unidade-semente é formada pelo invólucro-de-brácteas. no ápice. ápice largo-truncado. mais grossos do que as FIGURA 2 – Acaule. ACICULAR – diz-se quando um órgão (folha. levemente inclinado. com dois rostros divergentes. A basal é frequentemente muito reduzida em tamanho. – invólucro-de-brácteas obtriangular- comprimido. vermelho-escarlate e com mancha preta oblíqua FIGURA 1 – Abrus precatorius (A-B) e Rhyncho- sia phaseoloides (C-D): semente. sem costelas e com cerdas inseridas irregularmente sobre a superfície. A unidade-semente é formada pelo invólucro-de-brácteas. ápice e base arredondados e com uma extremidade voltada para um lado e a outra para o outro [Fig. com um reto e outro uncinado [Fig. – semente de largo-ovóide a globosa.206A]. 31. Ver Rhynchosia phaseoloides. Abrus precatorius L. Avena sativa L.206B]. ACAULE – desprovido de caule.2].) Kuntze – invólucro-de-brácteas elipsóide- comprimido. 32]. com cerdas uncinados que se inserem irregularmente sobre 8-10 costelas longitudinais. cerdas.

em folhas de abacaxi e de joá (Solanum aculeatissimum Jacq.295H]. como se tivessem sido produzidas com a ponta de uma agulha [Fig. ACULEADA(O) – diz-se da superfície [Fig. como pétalas + estames. 20 .107-ac]. fruto ou semente) provida de acúleos. por ser de fácil remoção e por não possuir elementos condutores. afilada. fruto ou semente) se afila para um ângulo obtuso e abruptamente para um ângulo agudo (ponta dura) [Fig. ACUMINADO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. folha. [Fig. como o caule das roseiras ou a margem de uma folha. antônimo de abaxial. ADAXIAL – se refere a superfície superior de um órgão ou a superfície que está mais próxima do eixo sobre o qual se insere. ADERENTE – que adere. concrescente. fruto ou semente) que se apresenta marcada com estrias muito finas. conato. Glossario Ilustrado de Morfologia ACICULADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. quando estruturas diferentes. o mesmo que aderente. o mesmo que adnato. ACÚLEO – formação epidérmica rígida.16K-K’-K’’]. distinguem-se dos espinhos por não ter uma posição definida no órgão. como a do abacaxi. ACRESCENTE – que se desenvolve ou que continua a se desenvolver após a frutificação. com aspecto de espinho. estão fundidas.203B] ou da margem [Fig.110G] de um órgão (caule. irregulares.) e nos frutos (craspédios) de Mimosa pudica L. encontra-se em caules de roseiras. Ver cálice. ADNATO – diz-se quando estruturas estão naturalmente concrescidas ou aderidas.

Agrostis sp. de caules ou de ramos. comprimidas lateralmente. lema fértil (lf) fina. aguda ou truncada. hialina. ADVENTÍCIO – diz-se de um órgão que nasce em lugar indevido.3. como em plantas parasitas (Cuscuta sp. pálea fértil ausente ou bicarenada e muito menor do que a lema [Fig. lema fértil membranácea. finamente granular. glumas (inferior e superior) lanceoladas. 4]. com 1. A ADPRESSO – diz-se quando uma determinada estrutura cresce em contato íntimo com outra estrutura. curtíssima ou ausente.5mm de largura. com arista dorsal ou ausente. dasarti- culadas acima das glumas e formadas por um antécio fértil. é a raiz ou as raízes que se originam de outras estruturas que não da radícula ou da raiz primária. com 3-5 nervuras.). do colo. com 1-nervura. com dobras entre as nervuras escabrosas e finas na extremidade. glabra. ADUNCO – diz-se quando uma estrutura vegetal se apresenta curvada. calo glabro ou com anel de pêlos. ÁFILO – diz-se quando caules ou plantas não possuem folhas de tipo algum. segmento da ráquila (ráquis) estéril glabra. agudas ou aristadas. para baixo. pode ser a partir do hipocótilo. A unidade-semente é o antécio-fértil. Seguem as características diferenciais das espécies de Agrostis: Agrostis canina L. – antécio fértil de fusiforme a estreito-elíptico. glabras. como um gancho.5mm ou mais de comprimento por menos de 0. frequentemente escabrosa na carena. subiguais e mais longas do que o antécio fértil. com arista (as) 21 . mas não se encontra fundida com ela. – espiguetas pediceladas.

0mm de comprimento por 0.3E. A. com ⅔-¾ do compri- mento das glumas ou com 1. E- A. 22 . lustrosa. Agrostis capillaris L. Agrostis gigantea Roth (=Agrostis alba L.A. palustris. acinzentado. às vezes ausentes [Fig.A. 4A].A. curta. gigantea. calo arredondado e espessado verticalmente [Fig.5mm de largura.3A. torcida. inserida entre próximo à base e a porção mediana da lema. adpressos. dependendo da A. dura. arista (as). escabrosas na carena e de resto lisas.5mm de largura e ápice geralmente com 3-nervuras. B. pálea fértil (pf) cerca da ½ do FIGURA 4 – Agrostis (antécio fértil lado ventral): comprimento da lema fértil e ápice truncado ou com largo entalhe A.3B. inserida acima da porção mediana da lema. C. às vezes. geniculada e inserida na porção mediana ou pouco abaixo. B. fosco ou ligeiramente lustroso.A.) – glumas lanceoladas. Glossario Ilustrado de Morfologia longa. C- A.8-2. cultivar. nunca torcida e geniculada. lustroso e de coloração pálea a amarelada. 4B]. se presente. arista (as). antécio fértil (lf) fusiforme.0mm ou mais de comprimento por 0. canina. pêlos basais em geral ausentes. em certas variedades.) – glumas de estreito- oblongas a lanceoladas e a inferior escabrosa na carena. (=Agrostis tenuis Sibth. capillaris. D. agudas. capillaris. geniculda ou. lema fértil (lf) com dorso arredondado ou levemente achatado e não carenado. pêlos basais longos e A. E. curtos e grossos ou ausentes. canina. gigantea. se presentes. antécio fértil oblongo ou estreito-elíptico. ou com nervuras e sem arista. mais ou menos longos e estendido [Fig. torcida. lema fértil de fusiforme a estreito-elíptica. curta FIGURA 3 – Agrostis (antécio fértil lado dorsal): e reta. ou estendidos. reta. se presente. palustris. afilando-se uniformemente da base para um estreito entalhe apical em forma de ‘V’. pálea fértil (pf) aderente a cariopse. com 2. pêlos basais rombudos e curtos nas extremidades do calo. 4E]. pálea fértil tão reduzida que parece estar ausente. liso. D. stolonifera. longa ou curta. lisa. stolonifera.A. raso e encoberto pelos bordos da lema.A.

pêlos basais em geral curtos e grossos. liso. fruto ou semente) termina gradativamente em um ângulo menor do que 90°. que é muito variável.3D. mas não apresenta entalhe em forma de ‘V’ e com cerca de ⅔ do comprimento da lema. 4C]. (incluída em Agrostis stolonifera L. curta e reta. AGUDO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. roliço e liso.8-2. arista (as). mas se presentes curtos e grossos. lema fértil (lf) lisa. reta e inserida entre a porção mediana e próximo ao ápice da lema.3C. como o ápice da folha lanceolada [Fig. com 1. 4D]. A Agrostis palustris Huds. curta. se presente. inserida acima da porção mediana da lema. Agrostis stolonifera L. arista (as). ALA – qualquer expansão em forma de asa (laminar. foliácea ou membra- nácea) e que se prolonga da superfície de diversos órgãos. algumas vezes maiores e esparsos ou ausentes [Fig. de coloração palha e com ápice truncado. pálea fértil (pf) abruptamente mais estreita em direção ao ápice. pêlos basais em geral ausentes. – antécio fértil geralmente curto. geralmente com 5-nervuras no ápice (raramente 3-nervuras). pálea fértil (pf) larga na porção mediana e afilando-se abruptamente para um ápice diminutamente arredondado ou formando uma “espécie de ombro” e variavelmente entalhado. dorso carenado acima da base e com conspícua constrição acima do espesso calo obtusamente anguloso. lustrosa.) – antécio fértil ovado-lanceolado ou elíptico. de amarelo-pálea lustroso a cinza-prateado e levemente lustroso. calo cônico e protuberante [Fig.0mm de comprimento por 0.16J-J’]. se presente. no fruto 23 .5mm de largura. lema fértil (lf) à vezes fosca.

e Aspidosperma ramiflorum Müll.Fig. T. E. ex DC.T.5A (Apocynaceae). (Fabaceae-Caesalpi- noideae). impetiginosa.. [Fig. C. impetiginosa (Mart. Arg.) Kuntze (Fabaceae-Papilionoideae). e Swietenia macrophylla King (Meliaceae). Tipuana tipu (Benth.. (Apocynaceae - Fig.313D] e Aspidosperma ma- crocarpon Mart. Cedrela fissilis Vell. Ala circular – em Allamanda sp. .) Standl. Ala apical – Aspidosperma polyneuron Müll.. nos gêneros Jacaranda (Bignoniaceae). Luehea (Tiliaceae) e Qualea (Vochysiaceae).T. . roseo-alba. T. ex Griseb.T. T.Fig. roseo-alba (Rindl. Arg. D. chrysotricha (Mart.) Standl. chrysotricha.Bignoniaceae . Como fruto alado cita-se a sâmara (ver descrição) que ocorre em: Pterogyne nitens Tul.) Standl.5]. Carda- 24 . avelanedae Lor.T. Em sementes pode-se encontrar: FIGURA 5 – Alas de Aspidosperma ramiflorum (A) e Tabebuia: B.313E-E’). Glossario Ilustrado de Morfologia é formada exclusivamente pelo pericarpo e na semente é formada apenas pelo tegumento. Ala bilateral – gênero Tabebuia (T. avelanedae.

calo pequeno e imperceptível. diminutamente en- rugada ou microscopicamente estriada e hilo basal punctiforme [Fig. arredondadas ou achatadas no dorso. nas sementes bene- ficiadas é encontrada sem as glumas (apenas a lema fértil com a cariopse). com 3-5 ner- vuras. B. glumas (gl) agudas. lemas férteis (lf) lisas. que se desarticula abaixo das glumas.5-3. arista (as) geniculada. com longos cílios na carena e nas nervuras laterais.0mm de largura. amarelo-dourada ou castanho-clara. ALBUMINOSA – diz-se da semente que contém albúmen no tecido de reserva. finas. mas às vezes. – espigueta uniflora (antécio fértil). 25 . pálea fértil ausente. de 5-6mm de comprimento por 1. cariopse comprimida. Dimorphoteca (Asteraceae =Composi- tae) e Grevillea [Fig. 6]. torcida. fruto ou semente alada. glabra. pecíolos alados.lema subiguais entre sí. envolvem a cariopse e com as margens unidas na metade infe- rior. ALEURONA – camada vital mais externa do endosperma de certas cariopses. centeio (Poaceae =Gramineae) e mamona (Euphorbiaceae). Spergula e Spergularia (Caryo- phylla-ceae . ALADO(A) – provido de alas. cevada.0mm de comprimento. presas na base. iguais ou FIGURA 6 – Alopecurus pratensis: A. sulcada. fortemente comprimida.305G-H). superando e ocultando o antécio.8-2. o mesmo que endosperma (termo preferido). A mine (Brassicaceae =Cruciferae).313C) e Roupala (Proteaceae). A unidade-semente é a espigueta. fértil. Alopecurus pratensis L. translúcidas. trigo.espigueta. “sementes” que contém reservas de proteína são milho. inserida próximo à base da lema e 5-7mm mais longa do que as glumas. com 1. ALBUME ou ALBÚMEN – tecido nutritivo da semente.Fig.

) – invólucro-gamófilo mais largo entre a porção mediana e o ápice. Ver Rumex acetosela L. superfície fracamente transverso-rugosa. faces com costelas longitudinais lisas. Ambrosia polystachya DC. Ambrosia artemisiifolia L. – invólucro-gamófilo mais largo próximo ao ápice ou em torno da porção mediana.208B]. ápice rostrado e não circundado por uma coroa de projeções. A unidade-semente é o invólucro-gamófilo. afilando gradativamente para a base. ou quando sementes se inserem alternadamente no fruto. FIGURA 7 – Alterna.7]. onde a ½ de uma sépala externa se sobrepõem ao bordo de duas sépalas internas [Fig. levemente mais escuras entre as costelas. Glossario Ilustrado de Morfologia ALTERNA(O) – diz-se quando as folhas (fo) estão inseridas no epicótilo ou no caule (cau) isoladamente e não em posição oposta [Fig.240A]. (=Ambrosia elatior L. com grande reticulado de veias. 26 . e com longos pêlos alvo-hialinos. ALTERNÂNCIA DE TEMPERATURA – quando no teste de germinação a temperatura mais baixa é utilizada durante 16 horas no período noturno e a temperatura mais alta por oito horas no período diurno. A unidade-semente é o invólucro-gamófilo. superfície glabra e entre as costelas fortemente transverso-rugosa [Fig. Utilizado também quando os verticílios florais se organizam em duas séries.). mais densos perto do ápice [Fig. como a inserção das folhas do brinco-de-princesa (Hibiscus rosa-siensis L.Fig 295C.). ALVEOLADA(O) – diz-se da superfície que apresenta alvéolos (cavidades rasas e ± hexagonais .208A]. ápice com rostro grosso e circundado por uma coroa de 5-8 projeções delgadas e que formam costelas longitudinais em direção a base. o mesmo que faveolada e faviforme. às vezes.

lado ventral (da comissura) em geral plano. Seguem as características diferenciais das espécies de Ammi: Ammi majus L. Ammi sp.) Lam. pouco mais escura. com sulco mediano e que envolve o carpóforo [Fig. A unidade-semente é o invólucro-gamófilo.6-6. carpídio com lado dorsal convexo com cinco nítidas costelas longitudinais. lisas e amarelo- claras.8mm de espessura.5mm de comprimento). Ammi visnaga (L. – cremocarpo ovóide e comprimido lateralmente. dividindo 27 . A Ambrosia trifida L. afila gradativamente para a base.5mm de comprimento por 0. – cremocarpo formado por dois carpídios monospérmicos. carpídio de estreito- ovalado a elíptico e ápice agudo. lado ventral com profundo sulco.0- 2. com 1. lado dorsal com fina listra.0mm de largura e 0. circundado por uma coroa de cinco projeções e que formam costelas longitudinais em direção a base.5mm de comprimento por 0. mais largo próximo ao ápice ou em torno da porção mediana (5.8-1. com 2.109A-B-C]. – invólucro-gamófilo de aredondado a 5-angular.8-2. às vezes com 1-3 projeções menores podem ocorrer entre a coroa externa e o rostro central. com base arredondada e ápice com estilopódio. AMÊNDOA – termo utilizado por alguns autores para indicar a parte que contém o embrião. ápice com rostro grosso.0mm de largura e 0. limitado por duas estrias longitudinais muito próximas [Fig.8 mm de espessura.8-1. – cremocarpo largo-elíptico. carpídio ovado-oblongo e ápice obtuso. A unidade-semente é o cremocarpo e o carpídio.109A-B-C-D-E].

glumas da espigueta fértil coriáceas. com (5-)7-9mm de comprimento por 1. que diferem das espiguetas sésseis. mas nunca um sulco como em Ammi majus L. opacas e acastanhadas. gluma superior lanceolada e unicarecada. onde as 10-11 nervuras na gluma inferior (ou primeira gluma) se apresentam nitidamente anastomosadas no ápice [Fig. como em Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc. a outra é pedicelada e pode ser estéril ou estaminada. a espécie produz uma porção variável de espiguetas pediceladas férteis. lema fértil com largo sulco longitudinal no dorso. dos estames. unido de tal maneira que forma uma rede de malhas. lema e pálea fértil hialinas e pouco menores do que as glumas. FIGURA 8 – Amplexicaule.109D-E].13A. isto é.. que se formam no mesmo nó. sem arista.47A]. uma espigueta do par é séssil e fértil. constitui o terceiro verticilio floral numa flor hermafrodita das Dicotiledôneas [Fig.5mm de largura. AMPLEXICAULE – diz-se quando a base de uma folha (fo) séssil abraça (envolve) parcial ou totalmente o caule (cau) [Fig. gluma inferior 2-carenada e com largo sulco no dorso. 171]. ANASTOMOSADO – confluência ou ramificação de duas células. etc. ambas estão unidas pelo segmento da ráquila (ráquis). Andropogon gerardii Vitman – espiguetas aos pares. lado ventral com dois sulcos longitudinais em ambos os lados da linha mediana. [Fig. Glossario Ilustrado de Morfologia as costelas.246].8]. ANÁTROPO – ver óvulo anátropo [Fig. com arista 28 . ANDROCEU – conjunto dos órgãos masculinos da flor. vasos. canais. nervuras. 12.

247]. paineira (Chorisia speciosa A. preso no pedicelo.9D). pericarpo carnoso. FIGURA 10 – Anfissarcídios: A-B. com segmento da ráquila e pedicelo de uma segunda espigueta.-Hil.Crescentia sp. Como grupo opõe-se ao das Gimnospermas.100L] ou quando um órgão apresenta ângulos salientes na 29 .Amaioua coria. hidrocoria. ANGULAR – que forma ângulos. em forma de taça [Fig.10C-D). sâmaras.Crataeva sp. em oficial-de-sala (Asclepias curassavica L. sp.9C e Genipa (Rubiaceae) e Theobroma cacao L. como nas sementes aladas. A unidade-semente é a espigueta séssil e fértil. ANFÍTROPO – ver óvulo anfítropo.10A-B]. Amaioua ..Kigelia sp.Fig. samarídio.seção transversal. – Asclepiadaceae).Fig. St. ANFISSARCÍDIO – fruto de origem placentar.. às vezes. segmento da ráquila e pedicelo denso-vilosos.Fig. a espigueta estéril ou estaminada.Couroupita guianensis. na FIGURA 9 – Anfissarcídios: A. A. autocoria. ANEMOCORIA – diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pelo vento. Crataeva (Capparaceae .155]. C. com uma cavidade central. (Lecythidaceae . etc. ornitocoria e zoocoria. aquênios com papus. A torcida. sem lóculos individualizados e cheia de sementes (s).Theobroma cacao. cujas sementes ficam encerradas no interior de um ovário transformado em fruto. ANGIOSPERMA – divisão do reino vegetal que compreende uma planta ou um grupo de plantas. achatados na base e ápice expandido. C-D. com pronunciados ângulos longitudinais [Fig. semelhante a anátropo [Fig. como as de Eucalyptus. (Sterculiaceae) [Fig. Arista geralmente quebrada nas sementes comerciais.seção longitudinal e B.9A-B). Ver antropo- B. como em Kigelia e Crescentia (Bignoniaceae . Couroupita guianensis Aubl. geniculada e que emerge do ápice. se encontra ainda.. D.Fig. envoltas por polpa (endocarpo) carnosa (suculenta). – Malvaceae).

FIGURA 11 – Antécio fértil: A-B. Compõe-se de duas bractéolas (glumelas) secas. Antécio fértil – nas Poaceae (=Gramineae) compõe-se das glumelas (lema .fi). Nas tecas encontram-se os 30 .11.pf) e dos dois órgãos floríferos reprodutivos (pistilo . na base de cada flor.lado dorsal com embrião.12].lado ventral. como a folha de Datura stramonium L. e o caule de Salvia pratensis L. divide-se em tecas (t) que estão B. Antécio estéril – nas Poaceae (=Gramineae) compõe-se exclusivamente FIGURA 12 – Antera. D. ANOMOCARPO – o mesmo que heterocarpo. das glumelas e é incapaz de produzir sementes [Fig.pf) envolve a cariopse pelo lado ventral [Fig.110E]. ANTÉCIO – cada urna das flores que compõem a espigueta das Cyperaceae e Poaceae (=Gramineae).lado ANORMALIDADE APARENTE – anormalidade de plântulas devido a ventral com hilo.156-ae]. a inferior ou externa (lema . apical do filamento (filete .11]. Angular-angular – quando os ângulos são pronunciados. FIGURA 13 – Antera e ovário (seção ANTERA – parte mais intumescida do estame. Obtuso-angular – quando os ângulos são arredondados.lf e pálea . 155]. com ou sem lemas estéreis adicionais [Fig.antera. condições inadequadas para o teste de germinação em laboratório. cariop- se: C.pis e estame) ou da cariopse madura.ovário tricarpelar e trilocular. localizada na extremidade transversal): A. unidas pelo conectivo [Fig. Glossario Ilustrado de Morfologia margem [Fig.lf) envolve a cariopse pelo lado dorsal e a superior ou interna (pálea .

na extremidade da chalaza (ch). A microsporângios ou sacos polínicos (sc). pubescentes. o segmento da ráquila se desarticula acima das glumas naviculares. cerca FIGURA 14 – Anthoxanthum odoratum: A- espigueta. ANTÍPODA – no óvulo das Angiospermas é cada uma das três células (an) que se encontram na base do saco embrionário (sa). FIGURA 15 – Antocarpo de Boerhavia difusa (A-B-C) participa na formação da parede do fruto.antécio fértil. comprimida lateralmente. castanho-avermelhadas e amareladas no ápice. glabra e envolve a cariopse e a pálea fértil (pf) [Fig. com duas glumas. que são em número de quatro. portanto em posição oposta à oosfera (o) [Fig. com longos pêlos fulvos e margens denso-ciliadas. lema fértil (lf) largo-ovada. escabrosas. lemas estéreis (le) bilobadas.13A]. desiguais. a inflexão da arista geniculada (asg) geralmente ocorre na altura do ápice da lema ou pouco acima. A unidade-semente é a espigueta + as lemas estéreis ou. devido ao beneficiamento. às vezes. lema estéril (superior) com arista dura. subiguais. lema estéril (inferior) com curta arista que se insere perto da região mediana. torcida. – espigueta curto-pedicelada. com dorso laxo-piloso.171A. lustrosa. ANTOCARPO – formado pelo gineceu inteiro ou por parte dele (hipanto). de 3mm de comprimento. como na parede da núcula de e Mirabilis jalapa (D-E). apiculadas. geniculada e que se insere no dorso perto da base. aguda. Guapira (Nyctaginaceae). sendo duas para cada teca e que contêm os grãos de pólen (gp) ou micrósporos [Fig. catanho-avermelhada-escura.14]. 297]. Anthoxanthum odoratum L. ou é formado pela porção inferior persistente do 31 . com cerca de 2mm de comprimento. apenas o antécio fértil. não aristada. Nas sementes comerciais pode(m) faltar a(s) lema(s) estéril(eis). B-C. um único antécio fértil terminal e duas lemas estéreis aristadas por baixo.

103E].acuminado. azul ou violácea a várias partes da planta.cuspidado.retuso. ANTOCIANINA – pigmento que dá a coloração vermelha. estreita e muitas vezes de importância secundária.setoso. F.uncinado. de ovo. ANTÓFITOS – plantas que produzem flores. com a parte mais larga na base [Fig. de um órgão vegetal. como a folha de K-K’K’’.agudo. ANUAL – diz-se da planta que completa seu ciclo vegetativo e reprodutivo em alguns meses. ANTROPOCORIA – quando a dispersão de diásporos é feita pelo homem.roído. M.truncado. G. circunda e protege o fruto (núcula).obcorda- do. S. Q.capitado. N. ornitocoria e zoocoria. Ver anemocoria. Glossario Ilustrado de Morfologia perigônio. R-R’. O- emarginado. T.pungente. (Nyctaginaceae) [Fig. H. quase sempre curta. AOVADO(A) – diz-se quando um órgão (folha.aristado.300K]. fruto ou semente) tem contorno E. como em Boerhavia difusa L. obtuso com acúmen. hidrocoria. que aumenta de tamanho durante o desenvolvimento do fruto. B- mucronado. I.15D-E]. FIGURA 16 – Ápice (quanto a ponta): A. torna-se mais firme.) Vill. acidental ou espontaneamente. como no samarídio de Banisteriopsis lucida (Malpighiaceae) [Fig. L.rostrado.obtuso. D. Oposto de retrorso. APIACEAE – nome válido da família Umbelliferae.cirroso. C. Stellaria media (L. J-J’. autocoria. 32 . O mesmo que Espermáfitas e é sinônimo de Fanerógamas e que se opõem as Criptógamas.15A-B-C] e Mirabilis jalapa L. O mesmo que ovado e ovóide. ANTRORSO – dirigido para frente. APÊNDICE – designação de qualquer parte saliente. P.exisa.apiculado. [Fig. para o ápice.

C-D.16G]. liso ou com excrescências. Ápice da parte aérea ou Sistema apical – porção terminal da parte superior da plântula. APODRECIMENTO – destruição da semente ou das estruturas da plântula. geralmente associada à presença de microorga­nismos patogênicos. indeiscente. pode apresentar estruturas 33 .Syne- drellopsis grisebachii (com dois tipos do centro do capítulo) e AQUÊNIO – fruto nucóide simples. fruto ou semente) termina abruptamente em curta projeção (ponta) dura e aguda no centro [Fig. formando assim a gema apical. APOMIXIA – quando a reprodução ocorre sem fecundação.16]. Soliva pterosperma. ÁPICE – extremo ou ponto terminal de qualquer órgão. Estas folhas envolvem e protegem o ponto de crescimento. originado de um ovário bicarpelar e ínfero. (Boraginaceae). APICULADO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. Em órgãos foliáceos é frequentemente usado como sinônimo de múcron. que contém o ponto principal de crescimento (meristema ou gema apical) e as folhas iniciais. unilocular.Synedrella nodiflora (raio do capítulo). com semente presa na parede do fruto (pericarpo) em um só ponto. minado. unisse­ C’-D’. como o fruto de Cordia superba Cham. APOCÁRPICO – diz-se do gineceu e depois do fruto onde os carpelos não se fundiram [Fig.seção transversal. que pode ter diversas formas [Fig. na base. APÍCULO – pequena ponta aguda e curta. FIGURA 17 – Apocárpico. provido de apículo. B. A APICAL ou TERMINAL – relativo ao ápice. seco.17]. FIGURA 18 – Aquênios alados: A. pericarpo não soldado ao tegumento. mas pouco consistente.

[Fig. em Synedrellopsis grisebachii Hieron & Kuntze – aquênios da periferia. do capítulo. do capítulo. Em Hypochaeris radicata L. – aquênios do centro. em Synedrella nodiflora bisseriado: Vernonia scorpioides. Aquênio heterocarpo – com dois ou mais tipos de aquênios na mesma inflorescência.18]. (L. em Asteraceae (=Compositae) os frutos originados na periferia (raio) do capítulo podem apresentar características morfo- lógicas diferentes daqueles que se formam no centro do capítulo.23B-B’). H. – aquênios do centro. grisebachii Cabr. um com ala estreita virada para o lado ventral e outro com ala estendida e laciniada nas margens [Fig.Fig.. do capítulo. e H. 18-19-20-21-22-23-24-25). do capítulo.23A-A’].) Gaertn. Aquênio alado – em Soliva pterosperma (Juss. Sy- nedrellopsis grisebachii Hieron & Kuntze – dois tipos de aquênios no centro do capítulo. de diferentes tamanhos e com diminutos cílios esparsos branco-amarelados na margem. Glossario Ilustrado de Morfologia acessórias (invólucro) na base ou apresentar o cálice modificado em papus. Dipsacaceae e Valerianaceae. 34 .. não alados e os da periferia alados. onde no ápice se insere o papus. em Picris echioides L. Cyperaceae. – ala bilobada e recortada. glabra L. – aquênios pilosos na periferia e os do centro glabros – Fig. como em Hypochaeris brasiliensis Griseb.18C-C’-D).23A]. radicata L. alados e com cerdas ascendentes.) Gaertn. H. 18A). Synedrella nodiflora (L. um com estreita-ala virada para o lado ventral e outro com ala esten- dida e laciniada nas margens – Fig. rostrados FIGURA 19 – Aquênio com papus e os da periferia não rostrados [Fig. com cerdas ascendentes de diferentes tamanhos e com diminutos e esparsos cílios branco-amarelados na margem – Fig. fruto das Asteraceae (=Compositae . não alados e os do centro com dois tipos. – aquênios da periferia. Aquênio rostrado – prolongamento apical do aquênio.) Less.

B’. Picris hieracioides.Elvira pilosa.Elephantopus mollis.Bidens FIGURA 21 – Aquênio com papus ausente: A.Eclipta alba.Centau. C- D. C. radicata. nios que se inserem no centro do capítulo. A FIGURA 20 – Aquênio com papus aristado ou cerdoso: A-A’. A’.Centaurea melitensis.Blainvillea biaristata.Bidens subalternans. A-B.Jaegeria hirta. B.Picris echioides. E. F.aquê- rea solstitialis. B.Siegesbeckia orientalis. FIGURA 22 – Aquênios com papus multisseriado: FIGURA 23 – Aquênios heterocarpos: A-A’-Hypochaeris A.aquênios que se inserem na perife- ria do capítulo. 35 . biflora. B. B-B’.

E. FIGURA 24 – Aquênios com papus piloso unisseriado: A- Conyza bonariensis. Glossario Ilustrado de Morfologia FIGURA 25 – Aquênio com papus paleáceo: A. B.Emilia sonchifolia. D. C. F.Gochnatia velutina.Ageratum conyzoi- des. 36 . C.Galinsoga parviflora.Tagetes minuta.Sonchus oleraceus. D.Erechtites hieracifolia. G. B.Eupatorium squalidum.Son- chus asper.Parthenium hystero- phorus.

brancos e emaranhados [Fig.300D-J-M].Turnera ulmifolia. ARBÓREA – quando a planta se aproxima do tamanho de uma árvore.. em função do lugar onde iniciam seu desenvolvimento.. fruto ou semente) que se apresenta revestida por pêlos finos. ARBUSTO – planta com caule lenhoso que se ramifica desde a base. todo o tegumento da semente (sarcotesta) ou forma apenas um apên- 37 . em torno do ponto de inserção de alguns samarídios de Malpighiaceae (como Banisteriopsis basifixa e Banisteriopsis megaphylla) e dos espinhos em certas plantas espinhosas [Fig. linha pontilhada.Cleo.formado pelo funículo .Acacia tegumento e próximo da micrópila). H-H’.Connarus sp. ARECACEAE – nome válido para a família Palmae. F. E.. pequeno círculo deprimido. I. ARÉOLA – pequena área.Eriosema sp.46]. a altura da planta não a define como arbusto ou árvore. alcançam. FIGURA 26 – Arilo da semente de Connarus sp. ARGÊNTEO – de coloração prateada. em forma de semicírculo. A ARACNÓIDE – diz-se da superfície de um órgão (folha. portanto não forma um tronco (fuste) definido.f) e carúncula (cru . O arilo (ari) às vezes cobre donium majus. mas alguns autores consideram quando a altura não é superior a 4m. B. que pode ser de dois tipos: es- trofíolo (etr . pela morfologia e pela coloração. na base da lema fértil das espécies de Brachiaria [Fig.Acacia molissima. soltos. ARILO – excrescência carnosa da semente.Glinus sp.204A].Cheli. do tamanho que me sp. os dois tipos somente se diferenciam longifolia.. ARILADO(A) – que possui arilo.formada pelo FIGURA 27 – Arilos: A..Polygala sp. C. D. G.

mara- cujá (Passiflora sp. Talauma ovata A. branco. ou pode ser um envoltório membranoso-hialino e ligado à extremidade hilar. Maytenus e Celastrus (Celastraceae).27H-H’ e Ulex (Fa- baceae–Papilionoideae). como em Momordica. Eriosema – arilo membranáceo Fig.-Hil. das espiguetas ou dos antécios estéreis 38 . Clusia (Clusiaceae =Guttiferae). Dodonaea e Paullinia (Sapindaceae). como em Cucumis. como em Cucurbita e Lagenaria. ou pode ser como uma cobertura de pêlos.).). recobrindo toda a semente e formando um falso arilo vermelho. (Connaraceae – Fig. Glossario Ilustrado de Morfologia dice de ta­manho variável.) Sweet. encontrado freqüente­mente no ápice ou no dorso das glumas ou glumelas. ou pode ser carnoso-mucilaginoso. membranáceo. 27F).26. teixo (Taxus baccata L. micrópila e sarcotesta. ARILÓIDE – termo usado para designar as estruturas carnosas formadas em torno do exostoma da micrópila.). inteiro ou lacerado. estrofíolo. falso arilo. (Cappara- ceae) – sem ou com arilo vesiculoso – Fig. delgado. unilateral. (Magnoliaceae). mais ou menos rígido. St.27C. Nas Faba- ceae–Papilionoideae apresenta-se como um anel ou um arco carnoso. ou como uma faixa ao lado do hilo. noz-moscada (Myristiaca fragans Houtt. Ver arilóide. exceto do lado da micrópila – Fig. Acacia molissima (Andrews) Willd.27D. (Fabaceae–Mi- mosoideae – Fig. Polygala (Polygalaceae . Turnera ulmifolia L (Turneraceae) – arilo funicular (f). reto. recobrindo toda a superfície. funículo. Em Cucurbitaceae o arilóide pode ser fibroso ou piloso e mais abundante próximo à região dos bordos. Mucuna. ao redor do ápice do funículo. Cleome sp. – Celastraceae). carúncula.27A). Ex: Connarus sp.27E). como em Cucumis e Melothria.). evônimo-da-Europa (Euonymus europaeus L. curvo ou geniculado.Fig. ARISTA – prolongamento ou apêndice. como em labe-labe (Lablab purpureus (L. Swartzia e Copaifera (Fabaceae−Papilionoideae). ocorre em Xylopia (Annonaceae).

) P. fruto ou semente) termina abruptamente em ponta longa. Presl & C. inserida no dorso da lema fértil (lf) e com antécio inferior aderido. reta e subulada [Fig. com (8.espigueta. dura. A das Poaceae (=Gramineae) ou de frutos de outras famílias botânicas. tendem a ser mais longas do que as lemas e nervuras da carena bem B. páleas (pf) hialinas. diminutamente escabrosas na metade superior e frequentemente com esparsos e longos pêlos esbranquiçados na metade inferior. com o inferior estaminado (ani) e o superior fértil (ans).cariopse.antécio inferior. ex J. ARREDONDADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. C’. de coloração palha-clara. fruto ou semente) apresentam-se quase como um círculo. mais curta do que os antécios e gluma superior (gls) com 3-nervuras e subigualando-se aos antécios. quando o ápice de um órgão (folha. Em Poaceae (=Gramineae) a arista geralmente é a continuação da nervura mediana de glumas ou lemas. lemas com 5-7 nervuras. com dois antécios. D.19A-A’). estreitas. antécio inferior (ani) com longa arista (asg) torcida. glumas finamente escabrosas.16A].antécio superior. ARISTADO(A) – provido de arista. C. antécio superior (fértil) com curta arista reta e subapical.0mm de comprimento. Presl – espiguetas comprimidas lateralmente.27-30-31]. Beauv. como nos aquênios de algumas espécies de Asteraceae (=Compositae – ex: Bidens pilosa L. como nos gêneros Arrhenatherum e Avena [Fig. delgada. estendidos e de coloração 39 . que se desarticulam acima das glumas. que FIGURA 28 – Arrhenatherum elatius: A.continuação da arista. que se insere no dorso da lema (le) perto da base e listrada de castanho e amerelo-bronzeado. geniculada. pediceladas. – Fig. calo com abundantes pêlos longos. segmento da ráquila se prolongada acima do antécio superior. juntas. a inferior (gli) com 1-nervura.0-)9. Arrhenatherum elatius (L.0-10.

Arista geralmente quebrada nas sementes comerciais. ou de um lomento. ASCENDENTE – que cresce obliquamente para cima.321A-A’-A’’]. com fuste principal definido e na parte superior uma copa ramificada. provido de regiões predeterminadas onde podem ocorrer fragmentações. ARTICULADO(A) – que se articula. deiscentes ou indeiscentes. só se ramifica depois de 2m de altura. alguns autores consideram que a altura varia entre 3-4m. ou pelo antécio fértil. ÁRVORE – planta lenhosa com crescimento monopodial. .327]. ou de Fabaceae−Papilionoideae. Glossario Ilustrado de Morfologia clara. amarelada ou castanho-clara. como pêlos. de um craspédio.29) ou síliqua lomentácea que ocorre em Brassica- ceae =Cruciferae. como Raphanus raphanistrum [Fig. 40 . em vista latersal o lado dorsal é quase reto e o ventral convexo [Fig. formando com o eixo um ângulo menor do que 90°. espinhos dirigidos para o ápice. típico de Fabaceae (=Leguminosae)−Mimosoideae como do gênero Mimosa e de algumas espécies de Desmodium e Stylosanthes. como em Sorghum (Poaceae =Gramineae) [Fig. típico de Fabaceae−Caesalpinioideae. unisseminados.segmentos) destacáveis ou das fragmentações transversais. Ver abcisão e desarticulação. devido ao beneficiamento.28]. A unidade-semente é formada pela espigueta inteira (antécio fértil + antécio estaminado) e sem as glumas. como em Aeschynomene e Ornithopus sativus Brot. ARVORETA – planta lenhosa com tronco principal definido e com uma copa ramificada. com cerca de 4-5mm de comprimento. cariopse subcilíndica. ARTÍCULO – cada um uma das porções (ar .Fig. ou pela cariopse.

isto é.102 E]. AURÍCULA – pequena projeção (lobo .au) na base de uma folha [Fig. os frutos se abrem por pressão e lançam as sementes a distância. FIGURA 29 – Artículo de Ornithopus ÁTROPO – ver óvulo ortótropo. ATROAVERMELHADO(A) – coloração que varia do vermelho-preto ao preto. A ÁSPERA – diz-se da superfície de um órgão revestida com curtas pontas duras e irregulares. ATROPURPÚREO(A) – coloração que varia de púrpura ao negro. sativus. Folha com ápice atenuado – Eucaliptus saligna Sm.102P]. ornitocoria e zoocoria. 41 . ASSIMÉTRICO – sem simetria. ATENUADO(A) – diz-se quando o ápice ou a base de um órgão (folha. AURICULADO(A) – que tem aurícula. antropo- coria. como no beijo-de-frade (Impatiens balsamina L. Ver anemocoria.102E]. lobo ou prolongamento em forma de orelha na base [Fig. Acystacia. Ver auriculado. fruto ou semente) se afila lentamente para um ângulo agudo [Fig. Coloração das sementes de Amaranthus e Chenopodium. Justicia e Ruellia (Acanthaceae). ASTERACEAE – nome válido para a família Compositae. AUTOCORIA – quando a dispersão de diásporos é feita pela própria planta. hidrocoria. – Balsaminaceae).

membranáceas e persistentes na inflo- rescência (panícula). 31. Glossario Ilustrado de Morfologia Avena sp.30. cariopse firmemente envolta pela lema e pálea endurescida [Fig. dificilmente é a cariopse nua. Avena barbata Pott. com longos e abundantes pêlos amarelados no lado dorsal. dos antécios e entre os antécios). alongadas.ráquis) pilosa. arista geniculada (asg). 32]. ex Link – espigueta com 2-3 antécios. pálea com duas carenas ciliadas. Algumas características importantes podem estar presentes no antécio basal e ausentes nos antécios superiores. – espigueta com 1-6 antécios. glumas quase iguais no tamanho e geralmente 9-nervadas. com escabrosidade antrorsa sobre as nervuras. A unidade- semente é o antécio-fértil. antécio fértil estreito- elíptico. o tipo da abcisão é um caráter impor- tante na distinção das espécies de aveia (abcisão da espigueta do seu pedicelo. de com- primento igual ou pouco menor do que a lema. de coloração parda (quando maduras). segmento da ráquila (seg . duas glumas iguais ou su- biguais. le- mas endurecidas quando maduras. em vista lateral não evidentemente mais largo na porção mediana (na base da arista). com dorso arredondado. agudas. Ver abcisão em Avena. Seguem as características diferenciais das espécies de Avena: • Todos os antécios se desarticulam por abcisão completa: – Lema (lf) com dois diminutos dentes ou duas aristas terminais. cariopse delgada ou ligeiramente engrossada. mais curtas do que as glumas. 42 . na extremidade alongada da ráquila. antécios aristados. geralmente com um antécio rudimentar adicional. lema (lf) com duas aristas apicais. geralmente 7-nervadas. que se desarticulam acima das glumas e entre os antécios.

ápice bidenticulado (que corresponde às terminações das nervuras das carenas). pálea (pf) bicarenadas. geniculada (asg). com escutelo ausente ou reduzido à fraca linha branca [Fig. antécio fértil estreito-elíptico. circundado por um anel de pêlos castanhos. glumas quase iguais no tamanho e geralmente 9-nervadas. ápice 2-denticulada (que correspondem as terminações das nervuras das carenas). com arista torcida. geralmente com um antécio rudimentar adicional aristado e com segmento da ráquila piloso e alongado. 43 .A. se desarticula na base de cada antécio e com longos e duros pêlos estendidos. segmento da ráquila (seg) avermelhada. em vista lateral somente mais largo na porção mediana (na base da arista). com esparsos FIGURA 30 – Avena (antécio fértil lado ventral): A. inserção da arista) ou glabra. levemente mais larga na porção mediana.A. fatua. cariopse oblonga. 31E. G. 32E ]. calo estreito-elíptico e circundado por um anel incompleto de pêlos. cariopse com escutelo conspícuo [Fig. e longos pêlos duros e castanhos na face dorsal (abaixo da A. denso ciliada nas carenas. F. castanho-escura (quando madura). de coloração mais clara e inserida pouco abaixo da porção mediana da lema.A. arista torcida. geralmente 7-nervadas. 31G. geniculada (asg). lema (lf) com dois curtos dentes no ápice hialino. denso-ciliada nas carenas. byzantina. pálea (pf) bicarenada. inserida ao redor da porção mediana. com escabrosidade antrorsa sobre barbata. 32C]. E. – espigueta com 2-3 antécios. strigosa. Avena fatua L.30G. segmento da ráquila (seg) se desarticula na base de cada antécio e com longos e duros pêlos castanhos na parte externa.30E.A. longos e estendidos ou curtos e compactos (densos). calo arredondado ou oval. sativa. A na porção superior e sobre as duas aristas apicais. as nervuras. B-C-D.

arista reta. sativa. 31B-C-D. 44 . de lisa a finamente granulosa. portanto esta espécie deve ser considerada como sinônimo de A.30B- C-D. fatua. abaixo da inserção da arista. Koch (incluída em Avena sativa L.A. – espigueta com 1-3 antécios e com um antécio rudimentar adicional. Segundo DILLENBERG (1984) o material que deu origem à primeira descrição (o holotipo). geralmente 9-nervadas.. lema (lf) com ápice inteiro ou bidentado. amarelada. strigosa. o segmento da ráquila é partido na base do antécio basal ou próximo dela [Fig. glabra ou com tufo de pêlos (lateralmente sobre o calo).A. na realidade corresponde a Avena sativa L. sativa. Avena byzantina K. arista quando presente reta ou geniculada. 32B].A. glumas quase iguais no tamanho.A. mais raro alguns pêlos longos no lado dorsal. byzantina. Glossario Ilustrado de Morfologia • Todos os antécios se desarticulam por fratura: – Lema (lf) aguda e com dois diminutos dentes terminais. às vezes semi-geniculada e semi-torcida. torcida na parte inferior e em geral com inflexão abaixo do ápice da lema. em geral 7-nervadas. Avena sativa L. o que comunga também com a opinião de outros autores. cariopse não conspicuamente espessado na metade inferior e escutelo largo e evidente. F. FIGURA 31 – Avena (antécio fértil lado dorsal): A.) – com características morfológicas iguais as de Avena sativa L. E. barbata. na extremidade alongada do segmento da ráquila. aristada ou não (o que pode ocorrer na mesma inflorescência). segmento da ráquila (seg) glabro.A. que se encontra no Herbário de Beºrlim. inserida na porção mediana ou pouco acima. pode-se afirmar que. na porção apical da lema. G. às vezes.. B-C-D. com escabrosidade antrorsa sobre as nervuras.

A. de coloração mais clara e inserida pouco acima da porção mediana da lema. com duas longas aristas.A. com escutelo largo e evidente [Fig. escutelo largo e evidente. cariopse estreito-oblonga.A. glabra ou com tufo de longos pêlos restritos aos bordos da porção superior. C. glumas quase iguais tamanho e geralmente 9-nervadas. A pálea (pf) bidenticulado (que corresponde as terminações das nervuras das carenas) e com densos cílios sobre as carenas.A. segmento da ráquila (seg) sem desarticulação (antécios não se desprendem quando maduros). byzantina.30A. com escabrosidade antrorsa sobre a porção terminal da lema e as aristas apicais. fatua. pálea (pf) FIGURA 32 – Avena (antécio fértil vista lateral): A. com ápice bidenticulado (que corresponde as terminações das sativa. 30F. stri- gosa. geralmente 7-nervadas. 32A]. geniculada (asg). 32D]. cariopse levemente mais larga na porção mediana. E. – Lema linear. 31A. de coloração escura (quando maduras) e nervuras mais claras. D. ou do fruto (cápsula septífraga) 45 . quando maduros) [Fig. este frequente- mente aristado e com arístulas. diz-se do embrião quando ele se encontra no centro (no eixo) da semente [Fig. lema (lf) acuminada. 31F. ciliada na porção terminal das carenas e nos dentículos apicais. com duas longas aristas duras. barbata. segmento da ráquila piloso. geral- mente com um antécio rudimentar adicional. AXIAL – relativo ao eixo. – espiguetas com 1-2 antécios. com arista geniculada e com inflexão abaixo do ápice da lema.33]. B. nervuras das carenas). bicarenada. arista torcida.A. Avena strigosa Schreb. segmento da ráquila (seg) glabro ou às vezes com alguns pêlos e sem desarticulação (os antécios não se separam.

ângulo formado pelo encontro de dois órgãos ou FIGURA 33 – Axial (A). onde ocorre a fusão dos carpelos [Fig.0-3. misturada as sementes beneficiadas. ao 46 .cariopse. ou no caso da placentação quando. nos gêneros Convolvulus. plano-convexas e acuminadas.0mm de comprimento e com esparsos pêlos longos nas margens. Axilar (B). Beauv. partes da planta (axila da folha – ângulo formado pelo pecíolo no ponto onde ele se prende ao caule).) P. como nas Convolvulaceae. num gineceu sincárpico. plurilocular. – espiguetas de ovalado- lanceoladas a elíptico-lanceoladas. gluma inferior ausente.antécio fértil. Ver placentação axial. sem gluma superior e sem lema A. com agluma superior e lema estéril. na porção central. de 2. iguais no comprimento e localizadas por cima da lema fértil. Axonopus sp. antécio inferior reduzido apenas a lema estéril (pálea estéril ausente). Ipomoea e Merremia. Seguem as características diferenciais das espécies de Axonopus: Axonopus compressus (Sw. D. liso e glabro. fissifolius (B): A-B. gluma superior (gls) e lema estéril de agudas a sub-agudas. geralmente se refere a folha e ao caule ou a folha e o épicótilo. FIGURA 34 – Axonopus compressus (A-C-D) e Raramente se encontra o antécio fértil. 33]. gluma superior (gls) e lema estéril membranáceas. – espiguetas com dois antécios.espigueta. A unidade- semente é o antécio fértil. AXILAR – que fica na axila. antécio fértil (lema e pálea) papiráceo. os óvulos se inserem nos bordos de cada carpelo. que se desarticulam abaixo da gluma superior. C. lema fértil (lf) de glabra a alguns pêlos no ápice e com as margens recurvadas sobre a pálea (pf). AXILA – ângulo formado entre a inserção de um órgão com o eixo no qual está inserido. Glossario Ilustrado de Morfologia quando as sementes estão presas no eixo central (columela). estéril.

obtusas ou subagudas. se 5-nervada com a mediana às vezes apagada (vestigial). 47 . A longo das nervuras externas esparso-pubescentes ou glabras. Axonopus fissifolius (Raddi) Kuhlm.34B]. de esverdeadas a violáceas. (=Axonopus affinis Chase) – espiguetas de oblongas a ovaladas. com a central apagada. sub-obtusas ou agudas. 34A-C-D]. glabra ou com pubescência adpressa ao longo das nervuras. lema fértil (lf) de obtusa a subaguda e menor do que a gluma superior e a lema estéril [Fig. com 2-4 nervuras. antécio fértil de coloração palha. antécio fértil branco-amarelado. com 4-5-nervuras. lema fértil (lf) do mesmo tamanho da gluma superior ou um pouco menor [Fig. gluma superior (gls) e lema estéril linear-elípticas.

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38B-C]. Ocorre em Potalia sp. esclereificada ou coriácea. 36D). e D. ou com poucas sementes. invaginação da placenta no lóculo. mostrando a solanídio e teofrastídio. uni. origindo de um ovário ínfero ou semi-ínfero. Eugenia. com epicarpo geralmente fino e mesocarpo carnoso ou sucoso. O fruto bacóide se classifica em: anfissarcídio. (Loganiaceae . como em Mutingia calabura L. BACÍDIO – fruto bacóide..35).Platy- centrum sp. Gomidesia e Myrcia (Myrtaceae).ou multisseminado. com pericarpo de pouco a muito espessado e endocarpo constituído apenas pela epiderme interna.Fig. que não se encontram envoltas por polpa. melanídio.. Fig. carnosos. (Tiliaceae) e nos gêneros Miconia.Fig. balaústio. B..: C. com uma semente como no fruto do abacate (Persea americana Mill.Cinnamodendron sp. mas não são raros os oligospemos e até mesmo os unisseminados. Mouriri e Platycentrum FIGURA 36 – Bacáceos: A. com mesocarpo carnoso e endocarpo membranáceo. 50 . 36E). geralmente com um grande número de sementes. E.36C).Fevillea sp. (1999).Fig. B- Mezilaurus sp. A-C-D-E: Barroso et al.. (1999). BACÓIDE – incluem os frutos indeiscentes. indeiscente.36A). Ver a descrição de cada um deles. mas não lenhosa..seção transversal.37A-B-C-D]. . FIGURA 37 – Bacídios: A. Brunfelsia e Cestrum (Solanaceae).Fig. Mezilaurus (Lauraceae . Mouriri sp. (Melastomataceae).36B). hesperídio. Cayaponia e Fevillea (Cucurbitaceae - FIGURA 35 – Bacáceo (seção longitudinal) do abacate. Fonte: Phytolacca (Phytolaccaceae) [Fig.Coccocypselum sp. bacáceo. nos gêneros Cinnamodendron (Canella-ceae . não diferenciada.. com espaço central dividido ou não por septos. Glossario Ilustrado de Morfologia BACÁCEO – fruto bacóide.Fig. Sementes (s) envoltas por polpa sulcosa.fruto inteiro bacídio. Fonte B-C-D: Barroso et al. Adenaria (Lythraceae - Fig.Adenaria sp. Myrciaria (Myrtaceae). C. Coccocypselum (Rubiaceae . campomanesoídeo. originado de um ovário ínfero ou semi-ínfero.38A) e Schlegelia (Bignoniaceae - Fig.Phytolacca sp. não há nítida distinção entre os lóculos (lo). Bacáceo (ba) ocorre em Melastomataceae. indeiscente. Vitis e Cissus (Vitaceae) e D.

indeiscente. raramente celulósica e em geral com menos de dois mi­cras. com sarcotesta translúcida. 51 . Schlegelia sp. mesotesta esclerótica e tegumento formado por células polposas. em geral membranácea. FIGURA 38 – Bacóides: A. C. − Punicaceae) [Fig. multisseminado.40].fruto inteiro. que crescem em tufos e em diferentes partes da superfície. Fonte: Barroso et al. originado de um ovário ínfero. com carpelos dispostos em dois estratos. FIGURA 40 – Balausta de romã. com membrana pectínica. como uma pequena protuberância. que se rompe no ápice e libera a primeira folha (eófilo) ou a plúmula (pl). amarelo- FIGURA 39 – Bainha avermelhado. que a prende ao caule [Fig. BAGA – termo genérico.78 B. 172D-bai].204B]. (1999). fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos macios. com funículo (f) longo e endosperma ausente. onde se alojam as numerosas sementes. o mesmo que coleóptilo (cop) [Fig.Potalia sp. com endocarpo fino. 187]. BAINHA – parte basal ou achatada da folha. mais freqüentes no ápice [Fig. internamente dividido em cavidades.: B. BALAUSTA ou BALAÚSTIO – fruto bacóide carnoso. sem núcleo diferenciado e sem clorofila. Difere da Ií­guIa por não ter vasos condutores. muito usado como sinônimo de solanídio.. com pericarpo carnoso-coriáceo. B BACTÉRIA – vegetal unicelular.39- bai. BARBADA – diz-se da superfície de um órgão (folha.corte longitu- dinal mostrando as sementes. BAINHA COTILEDONAR – porção basal do tecido co­tiledonar que aparece nas plântulas de Monocotiledôneas. como o fruto da romã (Punica granatum L.

que segundo BARROSO et al. BASE – parte de um órgão que está mais próximo ao ponto de inserção. (em inglês: basionym). BASAL – relativo à base. floresce e frutifica.. Glossario Ilustrado de Morfologia BAROCORIA – quando a dispersão de diásporos é feita pela ação da gravidade. BICARENADO – estrutura com duas quilhas (carenas). com duas ou mais alas. ornitocoria e zoocoria. originados de um ovário ínfero e provido de alas derivadas de expansões do hipanto. BASINÔMIO – em taxonomia: é o primeiro nome dado (reconhecidamente conferido) a um táxon. o mesmo que bienal. antropocoria. BIANUAL – diz-se da planta que completa seu ciclo vegetativo em dois anos.Pteropegon sp. 52 . Ver anemocoria. refere-se também à extremidade da radícula da semente.41A-B-C]. FIGURA 41 – Betulídios: A. Barroso et al.Thiloa sp. autocoria. como nos gêneros Combretum. parte de uma estrutura perto do ponto de união ou de origem. BETULÍDIO – designação dada aos frutos nucóides. B-C. Terminalia e Thiloa (Combretaceae) e Pteropegon (Cucurbitaceae) [Fig. o que só pode ser visto de cima. no primeiro ano desenvolve a parte vegetativa e no segundo. Fonte B-C-: O pericarpo pode ser lenhoso ou coriáceo. BERTOLONÍDIO – fruto capsulídio e que ocorre no gênero Bertolonia (Melastomataceae). (1999) apresenta três deiscências loculicidas somente na porção superior. de onde tem um aspecto radial. hidrocoria. podem ocorrer exceções. como no abacate e manga. (1999).

BILOCULAR – diz-se do ovário ou do fruto com dois lóculos. em geral na porção superior e que não ultrapassa a metade do comprimento do referido órgão. FIGURA 42 – Bilabiado: lb. Erodium e Geranium (Geraniaceae) e Geum (Rosaceae). BILOMENTO – síliqua lomentácea. BÍFIDO(A) – órgão fendido em duas partes.lábio.. como as folhas de Bauhinia forficata Link e folhas cotiledonares de Ipomoea carnea Jacq. que se divide transversal- mente em dois artículos superpostos. (Solanaceae). Fruto (solanídio) de Capsicum chinense L. Ipomoea hederacea (L.42). formado por dois vocábulos latinos (gênero e espécie). o superior globoso e fértil.110A’]. como nos frutos do gênero Rapistrum (Brassicaceae) [Fig. como a corola da boca-de-leão (Antirrhinum majus L. Anemone.) Jacq.322]. 53 . – Scrophulariaceae . Encontra-se nos frutos dos gêneros Adonis. BINÔMIO – em taxonomia: nome científico dado a uma espécie botânica.Fig. Ranunculus (Ra- nunculaceae). indeiscente. e Ipomoea invisa (Vell. B BICO – prolongamento longo e pontudo de um órgão (fruto ou semente). onde as pétalas se distribuem nitidamente em dois lábios superpostos. diz-se da corola gamopétala e zigomorpha. BILABIADO(A) – que tem dois lábios (lb). BICRENADA(O) – diz-se quando a margem de uma folha apresenta dentes arredondados que por sua vez também estão crenados [Fig.) Hallier (Convolvulaceae). BIENAL – o mesmo que bianual.

) Roth.) Sweet. com (2.. FIGURA 43 – Bipinada: fol. que ao cair já trazem o embrião em desenvolvimento. como as das plantas do mangue.folíolo. Boerhavia diffusa L.. ra. mas que permanece unido pela base como as folhas cotiledonares de Ipomoea asarifolia (Desr. BLASTOCARPO – diz-se do fruto cuja semente germina antes de sair do pericarpo. Glossario Ilustrado de Morfologia BIPARTIDO(A) – qualquer órgão com incisão apical que se extende por quase todo o comprimento.1mm de comprimento (var. ou as divisões primárias também estão divididas [Fig.5-)3. Ipomoea cairica (L. – antocarpo obcônico.raque. Ipomoea nil (L. BISPÉRMICO – diz-se do fruto que contém duas sementes.43]. dividindo-o em duas partes. [Fig.110B’]. BLASTOCÁRPICO – diz-se da semente que germina no interior do fruto.) Choisy e Ipomoea triloba L. Ipomoea ramosissima (Poir. BIPINADA – quando a folha composta está duplamente pinada ou dividida. diffusa) ou 54 .7-4. (Fabaceae-Caesalpinioideae). BISSEXUAL – diz-se da flor que tem órgãos masculinos (estames) e femininos (pistio). BISERREADA(O) ou DUPLOSERREADA(O) – diz-se quando os dentes de uma margem serreada também estão serreados [Fig.176]. BIPINATÍFIDA – que tem folha composta bipinada. reto ou longitudinalmente curvado.) Raf. Folha de Delonix regia (Bojer ex Hook. & Schult.) Roem.

mais claras e espessas. de contorno ovalado e em seção transversal estreito- elíptico. porque o lado ventral é fortemente convexo. Bowlesia incana Ruiz & Pav. superfície castanho-amarelada ou acinzentada. de coloração castanho-amarelado-clara. leiocarpa: glabra. fruto do carvalho (Quercus robur L. na var. – Fagaceae – Fig.44). fosco e com esparsos pêlos estelados [Fig.1mm de largura. com base arredondada e atenuando gradativamente para um ápice agudo-obtuso. 55 . lado ventral (da comissura) côncavo e muito estreito. leiocarpa) por 1. FIGURA 44 – Bolota.109F-G-H]. fosca. formada pelo receptáculo ou pelo cálice persistente. com cinco costelas longitudinais inconspícuas e com as laterais viradas para o lado ventral.15A-B-C]. núcula globosa com pericarpo reduzido a fina película e que internamente se justapõem ao tegumento membranáceo e externamente ao espesso antocarpo [Fig.1mm de comprimento (var. BOLOTA – tipo de núcula envolta na base pela cúpula.6-2. – cremocarpo formado por dois carpídios piriformes. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. diffusa: com pêlos glandulosos e brancos entre as cinco nervuras longitudinais conspícuas. com 1. A unidade- semente é o antocarpo.0-1. BORDO – o mesmo que margem. com ápice arredondado e atenuando-se para uma base estreita.0mm de comprimento. BOLBILHO – o mesmo que bulbilho. na var. tuberculada e com cinco sulcos longitudinais. B cerca de 2.

I-J-K. 2-glumas de textura papirácea e desiguais na forma e no tamanho. com linha de ruptura conspícua e aréola (are) deprimida.B. dictyoneura. – espigueta com dois antécios. segunda gluma ou gluma superior (gls) mais ou menos do mesmo comprimento da lema estéril. E-H.gluma inferior.lado ventral.B. B-D-G-J-M-P. C-D-E-F-G-H.B.lado dorsal. tão longa quanto a espigueta. segmento da ráquila entre a gluma inferior e a superior. reduzida ou rudimentar. formado pela lema estéril (le) com 5-9(-11) nevuras e as laterais um pouco mais afastadas da nervura mediana e pela pálea estéril hialina. formado pela lema fértil (lf) com 5-nervuras inconspícuas.B. Brachiaria sp. antécio superior (apical) fértil ou bisexual crustáceo. de ovada a oblonga. mais ou menos plano-convexa ou biconvexa. ápice incospicuamente apiculada ou mucronado (ponta aguda e curta). tão longa quanto a lema estéril. raramente. L-M-N. decumbens.B. humidicola. K-N. geralmente papilosa-rugosa ou estriada. Glossario Ilustrado de Morfologia FIGURA 45 – Brachiaria (espiqueta): A-B. antécio basal estéril ou estaminado (masculino) membranáceo. brizantha. plano-convexo. primeira gluma ou gluma inferior (gli) voltada para o ráquis e geralmente menor ou. mais ou 56 .lema estéril ou estaminada. binervada. ou às vezes. com 5-7(-9) nervuras relativamente próximas. ruziziensis: A-C-F-I-L-O. O-P.

B.B. área do embrião dorsal e cerca da ½ a ¾ comprimento da cariopse [Fig.B. de contorno ovalado ou arredondado.0-2. K-L. com duas conspícuas carenas espessadas. decumbens.) Stapf – espigueta oblonga ou elíptico-oblonga. esta achatada. I-J.lado ventral. C-D-E-F. de textura mais fina e conspicuamente convexo-encurvados sobre a cariopse. hipocrepiforme-arredondada perto da base. A unidade-semente é a espigueta. 46].0mm de comprimento por 2. dictyoneura. com hilo sub-basal-ventral e punctiforme. lustrosas.45.B. A-C-E-I- K. ex A. ápice levemente obtuso ou subagudo. com cerca de 6. raras vezes o antécio fértil. de coloração palha e frequentemente com pigmentações púrpuras ou tingida de 57 . ruziziensis. humidicola. pálea fértil (pf) tão longa quanto a lema fértil. Rich. Brachiaria brizantha (Hochst.lado dorsal. G-H.B. brizantha. margens lisas. Seguem as características diferenciais das espécies de Brachiaria: FIGURA 46 – Brachiaria (antécio fértil): A-B. como um desenho ± conspicuamente estriado. B-D-F-H-J-L. superfície glabra ou esparso-pilosa no ápice. B menos lustrosa.5mm de largura.

lema estéril (le) semelhante à gluma superior. com 7-nervuras e com agumas nervuras transversais perto do ápice. com 7-11 nervuras. Brachiaria decumbens Stapf – espigueta obovada-elíptica. achatada no dorso. finamente estriada e com curto ápice obtuso e encurvado. com 4-5mm de comprimento por cerca de 2mm de largura. Glossario Ilustrado de Morfologia púrpura. pálea estéril tão longa quanto a lema. abraça a base da espigueta. ligeiramente mais curta do que a lema estéril. glabrescente ou pilosa. com 5-nervuras e com agumas nervuras transversais perto do ápice. lema estéril (le) semelhante à gluma superior. gluma superior (gls) ovada. com extremidades das nervuras anastomosadas (unidas).45A-B. com 5-nervuras e com agumas nervuras transversais anastomosadas (unidas). base atenuada e com conspícuo e grosso pedúnculo. gluma superior (gls) ovada. 46A-B]. com mais de ⅓ do comprimento da espigueta. às vezes. com 7-nervuras e com agumas nervuras transversais perto do ápice. abraça a base da espigueta. glabra. com cerca de 4mm de comprimento por 2mm de largura e de coloração 58 . ligeiramente menor do que a lema [Fig. com mais de ⅓ do comprimento da espigueta. tão longa quanto a espigueta. com ápice curto-encurvado. ligeiramente mais curta do que a lema estéril. acuminada. com extremidades das nervuras anastomosadas (unidas) e algumas nervuras transversais na porção superior. às vezes. antécio fértil oblongo ou elíptico-oblongo e de coloração palha. gluma inferior (gli) largo-ovada. glabrescente ou esparso-hirsuta no ápice. ápice esparso-piloso ou glabro. esparso- pilosa no ápice. glabras. com 9-11 nervuras. gluma inferior (gli) largo-ovada. ápice agudo. lema fértil (lf) elíptico- ovada. poucos pêlos ou glabrescente. antécio fértil ovado. pálea fértil (pf) menos convexa no dorso.

pálea fértil (pf) plana. 7-9 nervuras. lema fértil (lf) ovada. cariopse ovada e de coloração palha [Fig. de coloração verde-clara. pilosa. membranácea. 46I-J]. lema fértil (lf) obovada. com 9-11 nervuras. com 4-5mm de comprimento. tão longa quanto a lema estéril. ligeiramente mais curta. semelhante a gluma superior em textura. gluma superior (gls) oblonga. B amarelo-clara. muito menos longa do que as glumas e a lema estéril.7mm de largura e de coloração palha [Fig.45C-D-E-F-G-H. – espigueta ovado- elíptica. Brachiaria humidicola (Rendle) Schweick. 46C-D-E-F]. antécio fértil de coloração palha ou amerelo-escura.5mm de largura. lema estéril (le) largo-ovada. geralmente de coloração púrpura-escura ou verde. ápice obtuso. adpressos e mais longos na porção superior. plicada e nervuras finamente reticuladas no ápice.0mm de comprimento por 1. opaca. com longos pêlos brancos. com 6-7mm de comprimento por cerca de 2. & De Not. cariopse ovada ou obovada. com cerca de 5mm de comprimento por 2mm de 59 . mucronada. tão longa quanto a espigueta. glabra. membranácea. acuminada e finamente estriada longitudinalmente. gluma inferior (gli) largo-oblonga.45L-M-N.) Stapf – espigueta obovada ou largo-oblonga. margens terminam em fina membrana. com densas nervuras transversais anastomosadas (unidas). quase glabra no centro. pálea fértil (pf) levemente convexa no dorso. com 5-nervuras e com densas e longas nervuras transversais anastomosadas (unidas). pálea estéril largo-elíptica. coloração e pilosidade. com as margens se encontrando na base da espigueta. finamente transverso- rugosa. menos larga do que a gluma inferior. Brachiaria dictyoneura (Fig. com cerca de 3.

ápice subagudo. glabra. cerca de ⅓ do com- primento da espigueta. – espigueta ovada-elíptica A. lema estéril (le) ovóide. 7-9 nervuras e com nervuras transversais anastomosadas (unidas). margens se encontram na base da espigueta.espigueta: Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc. gluma superior (gls) ovóide. antécio fértil de coloração palha ou branca (na maturação) com cerca de 3. 10-11-ner- 60 . E. com 1-2 nervuras transversais no ápice. pálea fértil (pf) levemente convexa no dorso. 45I-J-K. 46G-H]. com longas nervuras transversais anastomosadas (unidas) e quase glabra no centro. menos larga do que a gluma inferior. com 4-5mm de com- pálea estéril. tão longa quanto a espigueta.1)mm de espes- sura. levemente plicada. guma inferior (gli) largo-ovalada.9-1. devido ao tamanho da gluma inferior e da lema fértil. gluma inferior (gli) largo-ovada. margens terminam em fina. C- ou ovalada. abraça a base da espigueta.lado dorsal. apiculada.lado dorsal. de plano-convexa a achatada. tão longa quanto a lema estéril e com carenas endurescidas. com aparência arredondada e mais aberta.5mm de comprimento por 2. fino-membranácea. semelhante a gluma superior em textura e coloração. FIGURA 47 – Brachiaria plantaginea . do que as outras espécies do gênero. antécio fértil: D. biseriada e inseridas alternadamente num ráquis ligeiramente alado. 9-11 nervuras. glabra. estramínea. glabra. Glossario Ilustrado de Morfologia largura. de coloração verde-clara. B. ligeira- mente mais curta. quase branca ou parcialmente púrpura.0-2. membranácea.0mm de largura. finamente transverso-rugosa e com 5-nervuras conspícuas.lado ventral. amarelada-clara. de coloração amarelada ou púrpura-escura ou com aparência púrpura.0(-1. cariopse obovada e de coloração palha [Fig. duros e grossos. pri-mento por 2. com 5-nervuras.lado ventral.5mm de largura e 0. lema fértil (lf) obovada. pálea estéril largo-ovada. com esparsos pêlos longos.

8mm de espessura. antécio estéril com lema estéril (le) 5-nervada e muito semelhante a gluma superior em forma.2mm de largura e 0.6(-4. gluma inferior (gli) largo-ovada. mancha hilar punctifor- me e sub-basal [Fig. cerca da ½ do comprimento da espigueta. com conspícuas nervuras anastomosadas (unidas) no ápice.47]. cariopse ovalada-arredondada.7-0. do mesmo comprimento do antécio fértil. com longos pêlos brancos no ápice e nas margens.0-2. lema fértil 61 . com 9-nervuras e com nervuras transversais anastomosadas (unidas) ausentes ou inconspícuas perto do ápice. com cerca de 5mm de comprimento por 2mm de largura. lema fértil (lf) obovada ou elíptica. glabra. com dorso plano. Evrard – espigueta ovada. pálea fértil (pf) com dorso convexo. Germ. abraça a base da espigueta. ápice subagudo.0)mm de com- primento por 2. com (3. pálea estéril largo-elíptica e tão longa quanto a lema estéril. tamanho e textura. gluma superior (gls) de ovalada a ovalada-elíptica. com pêlos longos e brancos na porção superior e nas margens. glabro. plana ou levemente deprimida no dorso. apiculada. acu- minada. antécio fértil ovalado. glabra. pálea estéril largo-elíptica e tão longa quanto a lema estéril. com 7-nervuras. com fina rugosida- de transversal (45X) e nervuras fracamente visíveis. com extremidades das nervuras e algumas nervuras transversais anastomosadas (unidas) perto do ápice.M. lema estéril (le) semelhante a gluma superior em forma. amarelado. ápice apiculado. ligeiramente menor do que a lema fértil. achatada e amarelada. tamanho e textura. B vada. & C. gluma superior (gls) ovada. 5-nervada. embrião cerca da ½ do comprimento da cariopse.0-)3.2-3. antécio fértil ovado-elíptica. Brachiaria ruziziensis R. crustácea. 11-nervuras.

como em Acanthospermum (Asteraceae =Compositae) [Fig.gls) herbáceas.46K-L]. G.157] e Phalaris [Fig. pálea fértil (pf) levemente convexa no dorso. tamanho. textura. plurinervada. F. subaristata.vista Briza sp. etc. antécio lema. BRACTÉOLA – bráctea de segunda ordem (secundária) ou glumela.vista dorsal da culam acima das glumas (inferior . ligeiramente mais curta [Fig. poaeompha. finamente estriada. com dorso giboso (núcleo seminífero em forma de carúncula). É diferente das folhas normais pela forma. BRADIACARPO – que frutifica depois do inverno. geralmente bem menor do que a bráctea. coloração. A- espigueta. FIGURA 48 – Briza: A-B. Glossario Ilustrado de Morfologia (lf) obovada. como em Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Oryza [Fig.vista ventral.pálea fértil. Fig.B. um ano após a floração. BRASSICACEAE – nome válido para a família Cruciferae. C-E. minor.269]. mucronada ou aristada.gli e superior . BRÁCTEA – folha reduzida.B. – espiguetas multifloras (unidade-semente múltipla) que se desarti- lateral da lema. G. fértil com lema (lf) largo-cordiforme. glabra ou pilosa. que no eixo das Poaceae (=Gramineae) se estende por baixo de uma flor ou de uma espigueta. Bractéola fértil ou lema fértil ou pálea fértil. geralmente modificada ou semelhante a escama. que na maturação se tornam rijas e formam um invólucro que envolve o aquênio. quase lisa e com 5-nervuras conspícuas. Brácteas involucrais ou Invólucro-de-brácteas – cada uma das brácteas internas da flor feminina. pálea fértil (pf) 62 .B. C-D-E-F. antécio fértil: B-D.206]. sem carena e com ala lateral ou lema lanceolada. ápice com curto mucro.45O-P.

margem alada. ápice obtuso. muito menor do que a lema.3-0. B bicarenada.3-0. com ala membranácea e ápice bífido antécio fértil transverso-ovalado-escavado. inteiro ou algo recortado.6mm de largura [Fig. base cordiforme. base cordiforme.5- 2. truncado. segmento da ráquila pequena. de coloração palha e com 7-nervuras castanho- avermelhadas.6mm de largura e 0. ápice hialino. cariopse com hilo punctiforme. ápice obtuso e mútico. adpressa a lema fértil. A unidade-semente é a espigueta ou o antécio fértil. com carenas glabras e com pêlos retrossos entre elas.0mm de comprimento por 1. esparso-pilosa no dorso. Seguem as características diferenciais das espécies de Briza: Briza maxima L. de coloração amarelada. giba com grossos pêlos hialinos. – gluma inferior (gli) cordiforme. lema fértil (lf) gibosa. Briza minor L. lisa ou com papilas entre as carenas. – antécio fértil escavado-ovalado. hilo linear. ápice subagudo. cariopse com 1.48]. adpressa a lema fértil e cerca da ½ do seu comprimento. segmento da ráquila divergente.5mm de largura e 0.2mm de espessura.48A-B]. cariopse com 0. sem giba.7-1. lema fértil (lf) côncava. 63 . hialina. levemente encurvada e de 0. glabra ou pilosa.2-1. divergente -encurvada. atinge até a ½ do comprimento ou pouco mais. pálea fértil (pf) de elíptica a suborbicular. de orbicular ou elíptica a lanceolada.5mm de comprimento.3mm de espessura.8mm de comprimento por 0. de 8-10mm de comprimento por 5mm de largura e 0. margem alada.8(-1. membranácea. com 1. pálea fértil (pf) plana. de coloração amarelo-avermelhada.5mm de espessura.6-0. elíptico ou linear [Fig. suborbicular. com cerca de 2mm de diâmetro.7)mm de comprimento por 0. membranácea e de coloração palha.5-2.

4-0.2-1. de coloração amarelada. giba glabra ou com pêlos. com glumas (gli – gls) persistentes. menores do que os antécios. margem não alada. com 1. membranácea e de coloração palha. glumas (inferior – gli e superior – gls) largo-elípticas. curto-ciliada sobre a porção superior das carenas. hilo elíptico [Fig.8mm de comprimento por (0.7-1.5mm de largura. Glossario Ilustrado de Morfologia Briza poaemorpha (Presl) Henr. às vezes. largo-elípticas e escabrosas na carena. pálea fértil (pf) de elíptico-orbicular a orbicular. ápice de subagudo a agudo. gluma inferior em geral menor 64 .5-0. – espigueta comprimidas dorsiventralmente. Briza subaristata Lam.2mm de comprimento por 0.9-5. glumas agudas.0)mm de largura.6-1.9-2. segmento da ráquila diminuto.9-1. Bromus sp.5mm de comprimento por 1. segmento da ráquila divergente e curta.0-2. de 1. com 2.0mm de largura.7mm de largura.3-0. – espigueta suborbicular. com nervura central conspícua. mútico ou com curto múcron.48G]. cariopse com 0. base cordiforme.5(-7.3mm de comprimento por 0.0(-4. de 1. papilosa-escabrosa no ⅔ superiores. subagudas.0-1.9mm de largura. com conspícuo apêndice apical.48C-D-E-F].8-4. obtusa. pálea fértil (pf) de elíptica a elíptico-lanceolada. cariopse com 0.6mm de largura. comprimida lateralmente.5)mm de comprimento por 0. glabras ou pilosas.5mm de comprimento por 0. hilo elíptico [Fig. margem alada. – espiguetas multifloras (unidade-semente múltipla) que se desarticulam acima das glumas (inferior e superior) e entre as lemas. antécio fértil com lema (lf) gibosa. antécio fértil com lema (lf) largo-elíptica.4-7. com carenas lisas ou com cílios muito curtos e com aspereza tuberculada entre elas.

A unidade-semente é o antécio fértil. cariopse com ápice piloso. agudas. 65 . carenas com curtos cílios [Fig. unioloides Kunth) – espiguetas ovado- lanceoladas.5mm de largura. 1-5-nervuras. ex Nees – espiguetas elípticas. segmento da ráquila (seg) com lado dorsal achatado e ventral (externo) arredondado e abaulado na porção superior. com 7-11 nervuras. com (18-)26 (-37) mm de comprimento por (3-)7mm de largura. gluma superior 3-9-nervuras.5mm de largura e a superior com 3-5-nervuras. com 8-13(-15)mm de comprimento por 2. pálea fértil (pf) subigualando-se a lema. ápice bidentado. mucronada ou aristada. lisa ou com aspereza antrorsa. com ápice agudo ou bidentado. B do que a superior. lisa ou dorso papiloso. ápice agudo e fortemente comprimidas lateralmente. entre os quais a arista (as) terminal ou subapical. Bromus catharticus Vahl (= B. a inferior com (1-)3-5-nervuras. lisa ou com aspereza antrorsa sobre o dorso. bicarenada e carenas com asperezas antrorsas e dorso glabro. de dorso aplanado ou arredondado. glabra.0-3. reta. pálea fértil (pf) lanceolada. ápice com 2-dentes obtusos.8- 2. mútica. o tamanho do antécio varia de acordo com sua posição na ráquila e as medidas não incluem a da arista. de (1-)3-6mm de comprimento. calo plano e inclinado para o lado ventral do antécio. com 5-10(-13)mm de comprimento por 0. de subglabras a pubescentes. com 8-12mm de comprimento por 2-3mm de largura. antécio fértil com lema (lf) lanceolada. hilo linear [Fig. Seguem as características diferenciais das espécies de Bromus: Bromus auleticus Trin. glabra ou pilosa. antécio fértil com lema (lf) convexa ou carenada. glumas lanceoladas.49A-B]. menor do que a lema.49]. de modo que aparenta estar paralelo ao eixo do antécio. em geral aderida à pálea.

F. FIGURA 49 – Bromus (antécios férteis): A-B. de coloração palha ou castanho-amarelada e algumas vezes púrpura. rigidus.5-)3. hordaceus. L-M. multinervadas e com magens hialino-membranáceas.B.B. inermis. 66 . K’-prolon-gamento da arista (as) de K. frequentemente esverdeada (imatura). auleticus. lado ventral: B-C-H-K-O-Q. G-H-I. C-D-E. sterilis.B. Glossario Ilustrado de Morfologia glumas lancelolado-agudas.B. tectorum.B. cariopse: E-I.B.0mm de largura. papiráceas. vista lateral: D-F-L-P-R. lado dorsal: A-G-J-M-N. Q-R. com lema (lf) lanceolada. secalinus. N-O-P. carenadas. antécio fértil com (10-)15- 17(-20)mm de comprimento por (2. catharticus. J-K.0-5.B.B.

8mm de espessura. Bromus hordaceus L. dorso glabro e carenas esparso-pilosas. ápice bidentado. com 3-9mm de comprimento por 0. com carenas ciliadas na porção superior e dorso liso. de (6-)7-9(-11)mm de comprimento (exceto arista) por 2. 3-5 nervuras e a mediana carenada. cariopse aderida à pálea. (=Bromus mollis L. pilosas. mais larga abaixo da porção mediana. pálea fértil (pf) largo-acanalada. diminutamente curto-pubescente. lema fértil (lf) de elíptica a estreito-obovada. papirácea. levemente encurvada longitudinalmente. segmento da ráquila (seg) com 2-4mm de comprimento. base atenuada. segmento da ráquila (seg) com cerca de 1mm de comprimento. antécio fértil obovado-oblongo. glumas ovalado-lanceoladas.2-1. encobre quase totalmente a pálea e a cariopse. mais curta e mais estreita do que a lema. B muito comprimida lateralmente. com 6-8mm de comprimento.3mm de largura.49C-D-E].0-3. alarga-se ligeiramente em direção ao disco apical reto. pálea fértil (pf) estreito-lanceolada. de 10-24mm de comprimento por 2. nervuras e às vezes os interespaços finamente hispídulos. ápice agudo ou com múcro de até 3(-5)mm de comprimento. lado ventral com sulco profundo (cerca de ⅓) e muito estreito [Fig. lado dorsal plano.6mm de largura. calo glabrescente ou finamente piloso. de 6-8(-10)mm de comprimento.) – espiguetas denso-pilosas. de coloração cinza-amarelada ou verde-amarelada. calo punctiforme e 67 . glabro ou curto-pubecente. estas mais conspícuas perto da base e a mediana estendendo-se em arista (as) subapical. geralmente com rugas transversais entre as 7-nervuras. comprimida lateralmente.0mm de largura e 1. com a inferior menor do que a superior.7-1. reto ou um pouco abaulado longitudinalmente. com ápice truncado.

8-2. cariopse aderida à pálea. com lado dorso plano-convexa e ventral com sulco raso [Fig. Bromus rigidus Roth (= Bromus villosus Gmel. 3-5-nervuras e com a mediana mais conspícua. ápice arredondado. com 7-8mm de comprimento por 1.49G-H-I]. Bromus inermis Leyss. alargando um pouco para o ápice.5-3.8mm de largura e 0. carenas com densos e curtos pêlos finos.) Koch) – antécio fértil alongado-ovalado. afilando para o ápice. segmento da ráquila (seg) subcilíndrico. de 2. com pubescência espranquiçada. pálea fértil (pf) plana. – antécio fértil elíptico.5-3. de coloração castanha. Bromus squarrosus L. afilando para uma base pontuda. igualando-se ou levemente maior do que a cariopse e a pálea. var. Glossario Ilustrado de Morfologia circundado por estreita calosidade. reto.49F].0mm de comprimento. de coloração castanha. de (9-)10-12mm de comprimento por 1. afilando para as duas extremidades. lema fértil (lf) de plana a levemente convexa (com margens levemente viradas).3-0. cariopse aderida à pálea e visível externamente através dela.5-1. achatada.2mm de largura 68 . arista (as) com 1-2(-3)mm de comprimento ou ausente.0mm de espessura. lado dorsal glabrescente ou esparso-puberulenta perto da base. fino. mais estreita do que a cariopse. base arredondada.. de coloração amarelo-clara ou de castanho-acinzantada a castanho-escura. com 6mm de comprimento por 2mm de largura e 1mm de espessura.5mm de espessura. de 12- 20mm de comprimento (exceto a arista) por 1. lado ventral com estreita costela longitudinal [Fig.0mm de largura e 1. villosus (Gmel. alongado-ovalada. conspicuamente mais larga do que a cariopse. lateralmente pouco comprimido.

punctiforme e com curta-pubescência esbranquiçada e ascendente. calo fosco. Bromus secalinus L. em uma arista (as) muito dura.6-2. lado dorsal reto.8mm de espessura. com nervura mediana conspícua e que se estende. margens retas ou encurvadas sobre a pálea. afilando para as duas extremidades pontudas. alargando um pouco para o ápice e curto- pubescente. de coloração amarelo-acinzentada a castanho-acinzentada. aproximadamente da mesma largura da cariopse. margem encurvada para o lado ventral. estreito- oblonga.5-1. com 7-9mm de comprimento (exceto a arista) por 1. segmento da ráquila (seg) de 3-4mm de comprimento. lema e pálea fértil + cariopse ± iguais no comprimento. cariopse aderida ao antécio. ápice com duas finas cerdas membranáceas de 4-5mm de comprimento.5-2. de coloração castanho-escura. reto ou levemente encurvada longitudinalmente. lema fértil (lf) de coloração castanho- amarelada a castanho-púrpura.49J-K]. pálea fértil (pf) com carenas muito próximas e com esparsa e curta pilosidade. com 10-12mm de comprimento (muito mais curta do que a lema e não alcançando as cerdas apicais) por 1. com lado dorsal reto e ventral levemente convexo e com estreito sulco longitudinal profundo [Fig.0mm de largura e espessura. principalmente. lema fértil (lf) não comprimida lateralmente. ápice obtuso. nervuras laterais 69 .0mm de largura e espessura. B e 1. hialinas da porção mediana ao ápice. mais largo acima da porção mediana e afilando gradualmente para uma base arredondada e abruptamente para um ápice obtuso. – antécio fértil de oblongo a estreito-elíptico em contorno e hipocrepiforme em seção transversal. a 4-6mm abaixo do ápice. da ½ inferior até ¾ do antécio. rugosa-escabrosa e com 35(-50)mm de comprimento. com curta pilosidade esbranquiçada mais densa na base.

longitudinalmente encurvado (no antécio maduro). arista reta ou com abrupta torção ou curvada na ½ ou acima. lado dorsal achatado (porção deitada sobre a pálea) e ventral arredondado. margens conspicuamente voltadas para o lado ventral e que se afilam gradativamente do ápice arredondado para a base aguda.8(-2.0)mm de largura e 1.0mm abaixo do ápice. mas que algumas vezes pode estar ausente.8mm de diâmetro. Glossario Ilustrado de Morfologia inconspícuas e mediana conspícua. glabro ou lateralmente curto- piloso. cariopse aderida ao antécio. que geralmente se estende para uma arista (as) subapical de 3.5-2. comprimida lateralmente.5-)6. pálea fértil (pf) com 70 . de coloração cinza-amarelada e lema frequentemente tingida de castanho-escura a vermelho-púrpura ou púrpura-escuro (antécio maduro). pálea fértil (pf) côncava (com sulco ± profundo).3-)1. viradas para o lado ventral.0mm de espessura.5-8. com (5. lema fértil (lf) comprimida lateralmente. calo com calosidade aneliforme. conspicuamente rugosa-escabrosa.5- 1. – antécio fértil estreito-oblongo. com 10-15(-18) mm de comprimento (exceto a arista) por 1. aproximando-se uma da outra e extendendo-se para dois dentes apicais de 2-3mm de comprimento. segmento da ráquila (seg) de 1-2mm de comprimento. com curta-pubescência inconspícua. pouco mais estreito perto do ápice. de coloração amarelada a cinza. Bromus sterilis L. oblongo-ovalada. lado dorsal convexo.49L-M]. em uma arista (as) escabrosa com 15-25mm de comprimento.5mm de comprimento.0-6. a 1. nervuras muito conspícuas e com a mediana se estendendo. lado dorsal convexo e ventral com sulco longitudinal em forma de ‘V’ [Fig.0mm de comprimento por (1.5-1. margens estreito- hialinas. ápice arredondado e carenas hispídulo- ciliadas.

B concavidade profunda (em forma de ‘V’). de 2. estreito-oblonga. pouco mais larga do que a cariopse. com estreita concavidade rasa.49N-O-P]. reta ou curvada para o dorso e de até 12(-15)mm de comprimento. lado dorsal achatado (porção deitada sobre a pálea) e ventral arredondado. glabro ou com tufo de curtos pêlos em cada extremidade. Bromus tectorum L. com 8-10(12)mm de comprimento (exceto a arista) por (0. lema fértil (lf) comprimida lateralmente.0mm de comprimento.2mm de diâmetro. um pouco encurvada longitudinalmente. – antécio fértil de estreito-elíptico a estreito-lanceolado. se alarga ligeiramente para o ápice. em uma arista (as) dura. margens levemente encurvadas e que se extendem para dois dentes apicais. cariopse aderida à pálea. com densa-pubescência de pêlos macios e que se tornam mais longos perto do ápice. superfície finamente pilosa e margens com pêlos cerdosos de tamanho variado. segmento da ráquila (seg) reto. pálea fértil (pf) pouco mais curta do que a lema. calo conspícuo. em geral obscurescida pelas margens encurvadas da lema. de 2-3mm de comprimento.9-)1. viloso. ápice obtuso e diminutamente entalhado. com 8-12mm de comprimento por 1.2mm de espessura.0-1. com curta-pilosida fina. calo amarelado.5mm de largura por 1.5-3. nervura laterais fracas e mediana muito conspícua e que se estende. segmento da ráquila (seg) com cerca de 3mm de comprimento. afilando para as extremidades e mais largo na porção mediana. margem e ápice hialinos.2- 1. alargando-se ligeiramente para o ápice. a 2-3mm abaixo do ápice. lustroso. com longos e esparsos pêlos finos nas carenas. de coloração castanha e com estreito sulco profundo [Fig. com um 71 . de coloração cinza-amarelada e lema freqüentemente tingida de púrpura ou de castanho-escura.

C. Broto axilar – gema que se desenvolve na axila de uma folha.composto caulinar extremamente reduzido e todas as reservas encontram- de alho.51B) que apresenta grande número de pequenos bulbos.49Q-R]. FIGURA 50 – Bulbo cheio de açafrão. cariopse aderida ao antécio. (Amaryllidaceae) e no gênero Agave (Agavaceae). BULBILHO – gema aérea transformada em órgão de multiplicação vegetativa. Broto terminal – gema que se desenvolve no ápice da parte aérea. com lado dorsal convexo e ventral com profundo sulco [Fig. 72 .51A) ou tunicados (cebola .tunicado de cebola. Hippeastrum reticulatum Herb. de coloração castanha. se nos catáfilos. alho . como em inflorescências.Fig. como nas espécies de Allium sativum L. Glossario Ilustrado de Morfologia tufo de pêlos em cada lado. considera-se o bulbo como um caule modificado.escamoso do lírio. os primórdios foliares e as folhas modificadas. surgem também na axila de folhas normais. suas gemas. com cerca de 8mm de comprimento por 1mm de diâmetro.51C) ou cheios (alçafrão . do qual resulta um vegetal que pode crescer e formar uma nova planta adulta. B.Fig.Fig.Fig. ou composto (trevo. mas na realidade se trata de um sistema caulinar com seu eixo. oblonga. BROTO – gema que brota nos vegetais e é capaz de se desenvolver em ramificações folhosas e/ou floríferas. BULBO – diz-se de sistemas caulinares subterrâneos como gemas protegidas por catáfilos ou bases foliares que armazenam reservas. (Alliaceae). Bulbos podem ser escamosos (lírio . de resto glabro. O mesmo que bolbinho.50) que se caracterizam por apresentar o eixo FIGURA 51 – Bulbos : A.

6-07mm de largura. ápice com rostro (ro .8mm de comprimento (exceto o rostro) por 0.) C. A unidade-semente é a núcula. trigona.B. Clarke (= Scirpus callaris L. com 0. semente preenche todo o interior da núcula [Fig. inserção basal triangular. transversalmente ondulado-rugasa.7-0. de coloração parda. 73 .) – núcula obovada. afilando abrupta- mente para o ápice obtuso e gradativamente para uma base estipitada.239A-A’].estilete remanescente) caliptriforme (raro ausente). B Bulbostylis capillaris (L. levemente lustrosa. pericarpo coriáceo.

74 .

.

. CADUCIFÓLIA – árvore que perde as folhas no período de repouso vegetativo (inverno frio ou seco).Hyoscyamnus sp. ou como uma elevação distinta (saliência em Faboideae. o mesmo que decíduo. multiforme. nas sementes é sempre oposta a micrópila e ao ápice dos cotilédones. (Asteraceae =Compositae – Fig. C. CAESALPINIOIDEAE – subfamília da Fabaceae. Cálice acrescente – que continua a se desenvolver (em vez de cair) após a fecundação. na tribo Vicieae. como as folhas de Tabebuia (Bignoniaceae).. pode ser simples ou compostro e. a certa distância umas das outras. CÁLICE – verticílo floral mais externo do perianto heteroclamídeo das Dicotiledôneas. 1999).171].) Scop. FIGURA 52 – Cacho. na superfície do tegumento é visível sob a forma de mancha mais escura ou mais clara (como no gênero Bixa – Bixaceae). neste caso. como em Cirsium arvense (L. CADUCO(A) – quando uma planta perde as folhas durante a estação mais desfavorável. formado pelas sépalas (sp) [Fig. Glossario Ilustrado de Morfologia CACHO – tipo de inflorescência onde as flores providas de pedicelo (pedúnculo – pd). B. CALAZA ou CHALAZA – nos óvulos das Angispermas é a parte onde passam os vasos que conduzem a seiva do funículo à nucela [Fig.Hyptis sp. (Fonte: Barroso et al. menseis. E.90).52]. com um nome especial para cada um.Triplaris surina. ou sob a forma de uma faixa que pode circundar parcial ou totalmente a semente. FIGURA 53 – Cálice acrescente: A.297-ch]. o mesmo que caduca ou decídua e oposto a perenifólia. O cálice pode ser usado como uma caracteristica 76 .Leonotis sp..Marsypianthes. Ver Fabaceae. ou quando um aquênio perde o pappus. se inserem num eixo comum. o mesmo que racemo [Fig. D.

adicional. com bordos inteiros ou com pequenos dentes ou com lacínias e no dorso de cada lóbulo pode-se encontrar na base um tubérculo esponjoso (espessamento da nervura mediana). 77 .Fig. para separar espécies dentro do mesmo gênero. e Marsypianthes (Lamiaceae =Labiatae - Fig. Ver cálice hexâmero e cálice pentâmero. que serve de flutuador. Nas sépalas internas os lóbulos são acrescentes.Fig. Rumex obtusifolius L.240] ou os lóbulos externos são maiores do que os três internos. (Solanaceae . Hyoscyamnus sp. O perigônio persiste sobre o fruto e geralmente toma parte na sua dispersão. Cálice aderente – cálice de flor infero-ovariada. [Fig. como em Rumex sp. [Fig. Cálice dialisépalo – segmentos podem ser separados. [Fig.240I-J] e Rumex pulcher L. C morfológica. como em Triplaris surinamensis Cham. Cálice hexâmero – sépalas acrescentes.53A). com ou sem ala. Leonotis sp. como em Rumex crispus L.53A] e Ruprechtia. como em espécies de Polygonaceae ou é um cálice gamossépalo como em Hyptis sp. Cálice livre – cálice de flor súpero-ovariada. [Fig. é formado por seis segmentos (sp).240D-E]. reflexas na frutificação e localizadas sobre os ângulos das núculas..53C-D-E). [Fig. dispostas em dois ciclos de três lóbulos ou segmentos e com as externas menores.240M-N]. (Polygonaceae .53B) e Triplaris surinamenseis Cham. Cálice gamossépalo – segmentos unidos numa peça única.

167.) A.241A]. Persicaria sp. Fallopia convolvulus (L. 224]. 155. o mesmo que coifa. CAMPANULADO(A) – diz-se da corola gamopétala. como ocorre em Eucaliptus.241GL-M] e Polygonum sp. Glossario Ilustrado de Morfologia Cálice pentâmero – sépalas acrescentes. estrutura semelhante a um cálice. em Asteraceae (=Compositae) é a parte basal do aquênio. 241P].. 78 . geralmente diferenciada pelo aspecto córneo e que rodeia a área de inserção no receptáculo [Fig. CALICINA(O) – relativo ao cálice. [Fig. dispostas em um único ciclo. freqüentemente com pêlos [Fig. como as flores de Tabebuia e Tecoma [Fig.. Fagopyrum esculentum Moench [Fig. [Fig. formado por brácteas externas a este. com lóbulos ± do mesmo tamanho.248].49. Coccoloba sp. .101D]. cálice ou outro órgão em forma de sino. ou corola soldada em peça única em forma de capuz. em Poaceae (=Gramineae) é a área intumescida e dura na base ou no ponto de inserção do antécio ou da espigueta no ráquis ou na ráquila. 95-cf]. Löve (=Polygonum convolvulus L.20A-A’-B]. com tubo inflado e que vai se alargando gradativa- mente para o limbo. CALICIFORME – semelhante ao cálice: bráctea ou glândula caliciforme. 116. CALO – área protuberante e endurecida (calosa). CALÍCULO – pequeno cálice.241D). CAMPILÓTROPO – ver óvulo campilótropo [Fig. como em Antigonon sp. CALIPTRA – “capuz” que recobre aponta da radícula [Fig.Fig. Ver corola gamopétala.

79 . lb. onde se localizam radialmente na porção central.54A-B). do cálice. ovóide. Averrhoa (Oxalidaceae . C-D. Diospyros (Ebenaceae) e Vismia (Hypericaceae =Guttiferae). CAPÍTULO – tipo de inflorescência das Asteraceae (=Compositae). CAPPARACEAE – grafia correta da família Capparidaceae.. C CAMPOMANESOÍDIO – fruto bacóide.lóbulos Pecíolo canaliculado de Tradescantia virginiana L. como os FIGURA 55 – Capítulo. indeiscente. CANALIFORME – que tem forma de canal. CAPITADO – diz-se do ápice de um órgão (folha.100P]. CANALICULADO(A) – diz-se quando um órgão se parece com um pequeno canal (largo e côncavo) [Fig..Averhoa sp.Campomanesia sp.Fig. como nos frutos de Achras (Sapota- ceae). Campomanesia (Myrtaceae . 54C-D). estreitos lóculos (lo) que encerram poucas sementes. CANALÍCULO – que tem pequeno canal. multisseminado. CAPACIDADE DE CAMPO – quantidade (volume) de água que um solo é capaz de reter para atingir a saturação.Fig. fruto ou semente) que se apresenta mais largo.16R-R’]. com pericarpo carnoso e cavidade central cheia de tecido polposo uniforme. FIGURA 54 – Campomanesoídios (fruto inteiro e corte transversal): A-B. em forma de cabeça [Fig. CAPPARIDACEAE – grafia correta da família Capparaceae (mais usada). pêlos glandulares. formado por um receptáculo (re). freqüentemente alargado (discóide.

Capsella bursa-pastoris (L. (Primulaceae) . ceae: A-C.5(-0.9-1. uma valva ou a semente livre. finamente alveolada (40X). Couratari asterotricha Prance.fruto. de 2. Portulaca (Portulacaceae) e Cariniana estrellensis e C. B.fruto membranáceo [Fig.55].3-)0.56]. 57A-B-C]. com uma rede de malhas finas. superfície de castanho-claro a castanho-avermelhado arvensis.8mm de comprimento por 1. semente (s) cilíndrica ou elipsóide. como nos gêneros Sesuvium (Aizoaceae).8-)0. formado por dois ou mais carpelos. levemente comprimida lateralmente. Berg) Miers. Eschweilera ovata 80 . Glossario Ilustrado de Morfologia etc.2) mm de comprimento por (0. A unidade-semente pode ser a silícola.) Medik. faces levemente convexas e com dois sulcos FIGURA 56 – Cápsula circuncisa (pixídio) de Anagallis longitudinais.9-2.3mm de espessura. Amaranthus e Celosia (Amaranthaceae). ápice levemente emarginado e com mais de uma semente por valva (va).4-0. CÁPSULA – fruto simples. deiscente e geralmente multisseminado. – com silícola oblongo-cordada- triangular ou em forma de bolsa de pastor antiga.0(-1. seco. Bertholletia excelsa Bonpl. mais ou menos plano ou convexo e onde se inserem na parte superior as flores. de (0.Lecythida.317]. na parte inferior encontram-se brácteas. (quando madura).2mm de largura..columela seminífera.).6-2. de opaca a levemente lustrosa. geralmente sésseis (sem pedúnculo) e muito próximas uma das outras [Fig. em Anagallis arvensis L. Existem diversos tipos de cápsulas dependendo da forma como se abrem na maturidade: Cápsula circuncisa ou opercular ou pixídio – com deiscência transversal que divide o fruto em duas porções distintas. Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze (Lecythidaceae) – fruto lenhoso [Fig. FIGURA 57 – Cápsula circuncisa (pixídio) de: A-B. Eschweilera nana (O.op).6)mm de largura e cerca de 0. interespaços rasos e alongados longitudinalmente [Fig. uma inferior (urna) e outra superior (opérculo .

do pericarpo e as sementes (s) pêndulas com sarcotesta carnosa. expondo o largo eixo seminífero originado da placentação axial. fruto globoso ou comprimido. como nos gêneros Cerastium e Silene (Caryophyllaceae . com placentação axial ou parietal. FIGURA 59 – Cápsulas denteadas: A.cápsulas uniloculares.60). como em Capparis flexuosa (L.) Miers e Lecythis lanceolata Poir. que envolve o fruto até o ápice ou apenas a metade inferior. B- Silene sp.fecha- da e B-aberta. (Capparaceae).cápsulas biloculares.Fig. com eixo central placentífero e cálice (cal) tubuloso persistente. fruto forma valvas. ou com deiscência num dos lóculos. Tiliaceae (Luehea .Fig.59). FIGURA 58 – Cápsula circundante bilocular e com sementes (s) aladas.Fig. Em Luehea somente de Spathodea cam- após a queda das sementes é que os lobos se aprofundam e o panulata: A. Cápsula lobada – com deiscência loculicida que só ocorre na porção apical do fruto.) L. muitas vezes hialino. Cápsula circundante – com deiscência loculicida que ocorre no contorno dos carpelos (ca). Cucurbita- FIGURA 60 – Cápsula folicular ceae. Menodora (Oleaceae). Mitracarpus (Rubiaceae) e Plantago (Plantaginaceae) . formando-se curtos lobos (lb). bicarpelar. 81 . (Lecythidaceae) . Henriquezia e Molopan-thera (Rubiaceae .58). Cápsula folicular – com deiscência numa das suturas do fruto toruloso bicarpelar (ca).Fig. pode-se encontrar em Campanulaceae. como nos gêneros Dianthus de Malopanthera sp. como no gênero Spathodea (Bignoniaceae . sobre a placenta parietal-marginal..Cerastium sp. expondo a superfície interna vermelha. Fruto membranáceo. Cápsula denteada – com deiscência por dentes apicais. C (Camb. com dois ou mais carpelos. e Gypsophila (Caryophyllaceae). Gleasonia.61) e Theaceae.

sobre a qual estão assentadas as sementes (s) e que são expulsas (liberadas) em duas direções opostas [Fig. – Lecythidaceae). Em Papaver rhoeas L. Fig.65C-D-E). (Papaveraceae – FIGURA 62 – Cápsula loculicida. cápsula (cp) com 8-18 poros e igual número de estrias. como FIGURA 63 – Cápsula loculicida de Argemone mexicana. portanto cada valva (va) é formada por duas metades de dois carpelos adjacentes [Fig. (Papaveraceae de Luehea sp.62]. . sem formar valvas independentes. o ejaculador (ej) ou retináculo.65A-B) e nos gêneros Apeiba (Tiliaceae). Cápsula rimosa – com deiscência loculicida que ocorre numa das suturas do fruto bicarpelar. uma estrutura encurvada em forma de gancho. Cápsula poricida – formado por dois ou mais carpelos. Linaria e Antirrhinum (Scrophulariaceae – Fig. Petunia (Solanaceae).Malvaceae) e nos gêneros Juncus (Juncaceae). 82 .63) em Acystasia e Justicia (Acanthaceae) existe internamente.64A-B]. mas os carpelos permanecem presos ao eixo central do fruto. Bredemeyera e Polygala (Polygalaceae) e Vochysia (Vochysiaceae) [Fig. Mollugo (Molluginaceae). como em algodão (Gossypium . Spergularia FIGURA 61 – Cápsula lobada e Stellaria (Caryophyllaceae). Argemone mexicana L.Fig. a forma da cápsula e o número de poros depende da variedade. nos gêneros Oxalis (Oxalidaceae). Spergula. disco estigmático (es) plano a levemente convexo. Papaver rhoeas L. no dorso de cada carpelo (ca). como na castanha-do-Pará (Bertholletia excelsa Bonpl. Glossario Ilustrado de Morfologia Cápsula loculicida – com deiscência ao longo da nervura mediana (nm).com deiscência por poros (p).66]. formando-se tantas valvas (va) quantas forem os carpelos que compõem o fruto e na base permanece o cálice (cal).

liberando as sementes. B.Acystasia sp.) Wurdack o tubo do hipanto se rompe irregularmente no sentido FIGURA 67 – Cápsula ringente: A. ficando a cápsula semi-aberta.67]..Justicia sp.Bredemeyera (Portulacaceae – Fig. segundo BARROSO et al.Mollia sp. E..Mostue longitudinal e.68A-B-C-D). Em Tibouchina clavata (Pers.Oxalis sp.Antirrhinum sp. numa curta distância..Veronica sp. C FIGURA 64 – Cápsula loculicida com ejaculador: A. Mostue e Mitreola (Loganiaceae) e Veronica (Scrophulariaceae) [Fig.corte transversal do (Melastomataceae . como nos gêneros Begonia (Begoniaceae). maduro.. Fonte A-B-C: Barroso et al. Em Lavoisiera e Opisthocentra clidemioides sp. multiflora (Melasto- mataceae) ocorre primeiro o rompimento (ru) transversal..Linaria sp. em Tibouchina grandiflora Cogn. do hipanto. Fonte A-F: Barroso et al. Cápsula ringente – com deiscência que ocorre apenas na porção apical. em geral. Cápsula rompente – quando o ápice do fruto fica obstruído e a deiscência ocorre através do rompimento (ru) irregular do pericarpo. e T. na região mediana de cada valva. simulta- neamente.68I). FIGURA 65 – Cápsulas poricidas: A-B. B. depois a deiscência loculicida e.Mitreola sp. como nos gêneros Mollia (Tiliaceae). 1999). C-D. na mesma região da deiscência do ovário sp. bicarpelar.. C. o hipanto começa a se decompor nas regiões dos rompimentos (BARROSO et al. D.. Tibouchina (Melastomataceae) e em Talinum repens FIGURA 66 – Cápsulas rimosas: A. E. 83 . na junção dos dois carpelos. fruto ± orbicular. Ludwigia (Onagraceae – Fig.68E-F-G-H) ocorre primeiro o rombimento fruto.. F-Vochysia sp.. (1999). D.Fig.Papaver rhoeas.. B-C-D.Polygala sp. (1999). (1999)..

O pericarpo é membranáceo e hialino. Em alguns casos. Rhododendron (Ericaceae). Opisthocentra clidemioides: G. B. Browalia. mostran- do a ruptura. Helicteres rompido. Talinum repens: I. caliciforme (cal). como no gênero Ammannia e Cuphea (Lythraceae – Fig.69) e em algumas espécies de Aristolochia (Aristolochiaceae). F. Fonte: Barroso et al. St. Bonyunia (Loganiaceae). longituninal- mente estriado e geralmente colorido.70. fera com as sementes. 71]. (Sterculiaceae). Glossario Ilustrado de Morfologia Cápsula rúptil – com deiscência por rompimento unilateral da parede do fruto e do hipanto. C.cp íntegra. FIGURA 69 – Cápsula rúptil: Cuphea sp. acrescente inteiro. 73]. Hibiscus (Malvaceae).72. e o eixo seminífero (col) com as sementes (s) é projetado através desta abertura. ao longo do dobramento dos carpelos.: A. C. (Rubiaceae).rompimento longitudinal da parede do fruto e do a coluna seminífera (col) pode sofrer um rompimento na porção cálice. mostrando o fruto deiscente (se fende na base).tubo do hipanto (Hypericaceae =Guttiferae).porção apical do hipanto.endocarpo. ceae).cálice Petunia e Sessea (Solanaceae) [Fig. Penstemon (Scrophularia- ra. Ipomoea e Merremia (Convolvulaceae).vista in- terna do fruto. Simira (Rubiaceae).cp. Cápsula septífraga – com deiscência por septos (se). como nos gêneros Aristolochia (Aristolochiaceae) e Escallonia (Saxifragaceae) [Fig. Cardiospermum e Dodonaea (Sapindaceae). Sapium (Euphorbiaceae). D. (1999).: E. ficando intacta a coluna seminífera (col). no centro da cápsula Clusia (Clusiaceae =Guttiferae). Convolvulus.cp sacarrolha A. B. Hypericum siera sp. basal e assim se desprende junto com as valvas (va). como nos gêneros Cuspidaria e Macfadyena (Bignoniaceae). ocorrendo a seguir a abertrura de cada um deles na linha FIGURA 68 – Cápsulas rompentes (cp) de Ludwigia sp. H. Cápsula septicida – com deiscência nos pontos de junção (união) dos carpelos.cp com ruptu.-Hil. A.: ventral de sutura e o eixo seminífero permanece como coluna. a separação pode ocorrer da base do fruto para o ápice. o hipanto é membranáceo. 84 .semente. Datura.semente parcialmente envolta pelo endocarpo. et al. expulsando a coluna seminí. Lavoi. Alseis e Spermacoce íntegra.

.Cuspidaria sp. em tubo até quase o ápice. (Fonte: Barroso et al. F. E. FIGURA 71 – Cápsulas septicidas: A. também podem ocorrer rompimentos 85 . Blumenbachia.. D.Alseis sp.Simira sp.Macfadyena sp. 1999). na região apical.Ipomoea sp.Hypericum sp. formado por dois ou mais carpelos concrescidos columela).Clusia sp. mais freqüentemente.cápsula trivalvar.. Nesse FIGURA 72 – Cápsula septífraga (aberta e no centro a tipo de fruto..... B. Caiophora e Menzelia (Losaceae) e Laplaceae (Theaceae – Fig.74).. 1999).Bonyunia sp. Siolmatra (Capparaceae). Cápsula tubulosa – com deiscência loculicida que ocorre na porção médio-superior do fruto ou. como em Lobelia (Campa- nulaceae). B. (Fonte: Barroso et al. E.cápsula sem uma valva e coluna seminífera sustentando a semente.Helicteris sacarrolha. G. C. formando-se curtos lobos (lb) ou dentes. C.Sessea sp. FIGURA 73 – Cápsulas septífragas: A.: D. C FIGURA 70 – Cápsula septicida. Sapium sp.

Siolmatra sp.77). Hyptis lophanta Mart. ou deste e do hipanto que o envolve..Caiophora sp. F-G- Lobelia sp. (1999). ficando intactas apenas as nervuras ou as costelas longitudinais.. Fonte (exceto F): Barroso et al. B-B’.. Marsypianthes chamaedrus (Vahl) Kuntze. Leonotis A-A’. (Boraginaceae ..) Poit. ou as 86 . Leucas martinicensis Stachytarpheta cayennensis.) Poit.Laplaceae sp. D. (Lamiaceae =Labiatae .. São subtipos desse tipo de fruto as cápsulas: denteada.T. como em Echium plantagineum L.. lobada. CAPSULÍFORME – em forma de cápsula. seco. indeiscente. E. rompente e velatídio.. R.Blumenbachia sp. que se separa na maturação em dois carpídios ou mericarpos unisseminados e que correspondem à metade de uma folha carpelar.. Myosotis arvensis (L. FIGURA 75 – Carcerulídios (ventral e dorsal) : Hyptis pectinata (L.. C.Verbena bonariensis.Fig. (1999). Glossario Ilustrado de Morfologia irregulares do pericarpo.) W. Aiton. originado de um ovário súpero e bicarpelar. CARCERULÍDIO – fruto artrocarpáceo. Leonurus sibiricus L. segundo BARROSO et al. Hyptis suaveolens (L.. nepetaefolia (L. B. Hyptis brevipes Poit.Br.76).Me nzelia sp.Fig.. CAPSULÍDIO – quando envolve mais de um tipo de cápsula. FIGURA 74 – Cápsulas tubulosas lobadas: A.) Hill e Prunella vulgaris L.

104A-C-D] (Convolvulus . F. tis arvensis.Fig.Hyptis brevipes.C. CARENA – crista em forma de quilha (q) de barco.0-2. A unidade-semente é a núcula ou o utrículo.Fig. E. C folhas bicarpelares por constricções mais ou menos transversais se dividem em quatro carpídios ou mericarpos unisseminados.ventral. escariosos e com pequenos dentículos antrorsos [Fig. com base obtusa.como a pálea fértil do antécio que é bicarenada) ou o lado ventral das sementes de Convolvulaceae [Fig. núcula geralmente envolta pelo utrículo (bráctea em forma de saco .Fig.Leonurus si- convexa.Prunella vulgaris. CARENADA(O) – que tem carena [Fig. como as glumas das Poaceae (=Gramineae .Myoso. I. B.Leucas martinicensis.100-O]. castanha.105.Fig.113C-D e Ipomoea . CARENIFORME – em forma de quilha. G. Rich.dorsal.Fig. finamente reticulada.2mm de comprimento (exceto estilete) por 1. BROUWER & STÄHLIN (1955) designam esse fruto de “Klause”. biricus. com um lado muito pronunciado ou com uma costela plana ou côncava.5mm de largura. como em Verbenaceae (no gênero Glandularia e em Verbena bonariensis L. ápice mucronado ou. FIGURA 77 – Carcerulídio de Echium plantagineum: A. Dichondra .Hyptis suaveolens.Hyptis pectinata. D. e Stachytarpheta cayennensis (L. com estilete filiforme persistente.11 . base estipiforme. Carex sororia Kunth – núcula de largo-ovalada a largo-elíptica.338) ovóide-comprimida. Cuscuta . plano- Leonotis nepetaefolia. estipiforme e inserção elíptica.2-1. castanho-clara (imatura) e de castanho-escura a ferrugínea (madura).113A-B.Fig.) Vahl . J. com rostro apical bifendido. FIGURA 76 – Carcerulídios de Lamiaceae: A. geralmente. B. opaca ou levemente lustrosa. o mesmo que quilha.239B-C-C’]. 87 .Fig. bordos carenados. C. de 2.75).Hyptis lophanta.210). H- Marsypianthes chamaedrus.

Glossario Ilustrado de Morfologia CARIOPSE – fruto simples. 78. 88 . almum Parodi e de S. CAROÇO – termo genérico para designar a parte central das drupas. forma o pistilo (parte do gineceu).11] e o lado ventral. O lado dorsal da cariopse. fica voltado para a pálea fértil (pf) do antécio. onde se encontra o embrião. etc. fica voltado para a lema fértil (lf) [Fig. estilete (est) e estigma (es) [Fig. frutos.171]. CARPELAR – relativo ao carpelo. Ver também putâmen. Diz-se da folha que se modifica para constituir o pistilo e que corresponde ao megasporófilo.328]. em número de uma ou mais. como tamanho e forma. raiz adventícia seminal (ras). indeiscente. O embrião (em) é formado pelo escutelo (esc) e pelo eixo embrionário. seco. que em algumas espécies é punctiforme e na base do lado dorsal o embrião (em). quando completo é constituído pelo ovário (ova – onde estão os megasporângios – o ). primórdios foliares (pri). B. da cariopse permitem separar espécies do mesmo gênero. apresenta na base do lado ventral uma cicatriz. morfo- logicamente o termo mais adequado é ‘pirênio’. envolto pelo endosperma (en) abundante. As características morfológicas. radícula (rd) e a coleorriza (cor). pedúnculos. CARNOSA(O) – com textura de carne ou algo suculenta. como folhas. FIGURA 78 – Cariopse de milho: A. sudanense (Piper) Stapf [Fig.vista externa. plúmula (pl). CARPELO – folha modificada (folha carpelar) que..) Pers. a mancha hilar (não é o hilo verdadeiro). onde se encontra a mancha hilar. de S.vista interna. como Sorghum halepense (L. unisseminado. Cariopse é o fruto típico das Poaceae (=Gramineae) [Fig.79. com pericarpo concrescido com o tegumento (pt) em toda a sua extensão.81] e é genericamente denominado de grão.80.78B): coleóptilo (cop). que pode ser visualizado [Fig.

Secale cereale.A. C-D. fatua.Secale cereale.A. FIGURA 80 – Cariopse vista lateral (difernças entre espécies): B. strigosa e antécio fértil dorsal: A. strigosa e antécio fértil vista lateral: A.Avena barbata. G. F.A. byzantina.Hor- deum vulgare. 89 .A. H. I. byzantina. fatua.Triticum aestivum. G. fatua.A.A.A.A. E. I. sativa. H.A.A.Secale cereale.Avena barbata. FIGURA 81 – Cariopse ventral (difernças entre espécies): B. I. H. C FIGURA 79 – Cariopse dorsal (difernças entre espécies): B. strigosa e antécio fértil ventral: A. C-D.Hor- deum vulgare. sativa.Triticum aestivum.Hordeum vulgare.A. byzantina. F.Triticum aestivum. E- Avena barbata. sativa. C-D. F. G. E.A.

também denominado 90 . mas outras disposições podem ocorrer. da comissura. que na maturação fica preso apenas no ápice pelo carpóforo inteiro.S. denominada de estilopódio (et) [Fig. Sida santaremnensis H. Sida rhombifolia L. B. santaremnensis. excrescência carnosa sobre o tegumento das sementes e que se forma próximo da micrópila. sendo uma em cada lado do sulco [Fig.S. Sida carpinifolia L.uma em cada lado e que delimita a margem da comissura). como em Apiaceae (=Umbelliferae) [Fig. E..Fig. haste bifurcada de alguns frutos e que sustenta um carpídio ou mericarpo. 109]. em dois nas Apiaceae (=Umbelliferae - Fig. Sida linifolia Cav. .83.83. frequentemente visíveis como quatro linhas escuras.f.83-cr]. Monteiro e Sida spinosa L. Nas espécies da família Apiaceae (=Umbelliferae) o carpídio [Fig. Sida cordifolia L. F. No ápice dos carpídios encontram-se os esiletes (est) e que na base apresentam uma formação cônica ou cilíndrica.83-car] é pêndulo. carpinifolia. que na maturação se decompõem em cinco ou mais carpídios como nas Malvaceae ( Alcea rosea L.83. duas costelas intermediárias (ci) entre as costelas laterais e a costela dorsal (cd). Glossario Ilustrado de Morfologia CARPÍDIO ou MERICARPO – cada uma das partes unisseminadas de um fruto esquizocarpáceo seco e indeiscente.) Cav. CARPÓFORO – prolongamento do eixo floral que eleva o fruto acima do nível de inserção dos elementos do perianto. cada carpídio (car) apresenta no lado dorsal cinco costelas ou nervuras longitudinais.82).S. 109]. sendo duas costelas laterais (cl . ou raramente quatro.. entre as costelas encontram-se tubos oleíferos longitudinais. rhombifolia.S.S. bífido ou bipartido. CARÚNCULA – tipo de arilo.S.. spinosa.. = Althaea rosea (L. as valéculas (val) e duas na face FIGURA 82 – Carpídios de Sida: A. linifolia. com face ventral plana (face da comissura que envolve o carpóforo (cr) antes da maturação) e dorsal convexa. C. D. cordifolia.. 109) e na maioria das Verbenaceae. ou seja.

geralmente em espécies criptocotiledonares [Fig. 88. 173. 172C.164-c. FIGURA 84 – Carúncula e rafe em Euphorbia comosa e Ricinus communis.Fig. CAULE – haste das plantas. 189A-B] . como em Polygala (Polygalaceae . rizomas e bulbos. em geral escamiformes.Fig. CASTANHA – semente do cajueiro [Fig. CAUDADO(A) – diz-se do ápice excessivamente acuminado ou da base com apêndice longo. C de arilo micropilar. entre os cotilédones e os eófilos.) Willd. 91 . 175B].84). 86. 87. Luzula pilosa (L. (Juncaceae). 185D-c.26E). CASCA – porção mais externa do tronco e ramos de uma árvore. excrescência típica dos gêneros Euphorbia e Ricinus (Euphorbiaceae . ou podem ser encontradas em gemas. carúncula de origem micropilar (arilóide – arl). 174.280C]. CATÁFILO – diz-se das folhas modificadas. freqüentemente sem clorofila (folhas não fotossintéticas) e tem a função de proteção. FIGURA 83 – Cremocarpo de Apiaceae. CARTILAGINOSO – com textura de cartilagem. CARTÁCEO(A) – com textura de uma folha de papel ou de pergaminho.102H]. de textura variável (membranáceas ou coriáceas). geralmente de textura corticosa. parte que liga as raízes as folhas [Fig. ou são pequenas estruturas foliares (folhas escamiformes rudimentares) que são produzidas pela plântula e aparecem no epicótilo. como a cauda de um animal [Fig.85.

Fig. Glossario Ilustrado de Morfologia Caule alado – ocorre em carqueja [Fig. – espiguetas isoladas ou pouco densas e inclusas num FIGURA 87 – Caule tuberoso de batatinha.85]. sem um órgão de fixação.86). esses tubérculos são na realidade ramos laterais do caule e são dotados de reservas nutritivas (amido. Cenchrus sp. como na batata-inglesa (Solanum tuberosum L.87). FIGURA 85 – Caule alado de carqueja. Caule tuberoso – muitas vezes o caule se desenvolve subterraneamente e se torna mais ou menos espessado (tuberoso). etc. em oposição as folhas basais ou em roseta. – Solanaceae – Fig.88B). que pode ser para a direita (caule dextrorso) ou para a esquerda (caule sinistrorso). o inferior masculino ou estéril e o superior fértil. o primeiro ocorre em madressilva [Fig. Esta espécie não apresenta folhas e assim o caule se modificou em expansões aladas. Caule prostrado – quando a planta não encontra um suporte e os caules se prostam como no xuxú e no papo-de-perú (Aristolochia .Fig.). o talo do mesmo.88A] e o segundo em campânula (Pharbitis . CAULINAR – se refere as folhas que se localizam no caule. movimento em espiral. CAULÍCULO – porção caulinar do embrião das sementes. com a inferior curta e a 92 . Caule bujudo ou barrigudo – como o baobá. glumas papiráceas. inulina. Caule volúvel ou trepador – quando se enrola num suporte com um FIGURA 86 – Caule prostrado de papo-de-perú. invólucro de espinhos ou de cerdas. com 2-antécios. ou seja.

5-)5.5mm de comprimento por 3. brácteas com espinhos agudos. margens frequentemen- te ligeiramente elevadas.A. de coloração palha. com (3. Curtis (=Cenchrus pauciflorus Benth. lema estéril semelhante a gluma superior. liso e na base a escura mancha hilar punctiforme [Fig.6mm de largura. retos FIGURA 88 – Caule volúvel: A. A unidade-semente é geralmente a espigueta ou a cariopse. comprimido lateralmente. ligeira- mente mais curtas do que a lema fértil. de 2. gluma inferior (primeira) 1-nervura.0mm de comprimento por 2. nervadas. glabra. calo oval. ápice geralmente com curto apêndice acicular. do. A unidade-semente é o invólucro- de-espinhos ou de cerdas (espigueta + antécio fértil (lema e pálea) envolvendo a cariopse + lema estéril) ou a espigueta ou a cariopse. levemente enrugado e área do embrião ocupando a maior parte.0-6. (=Cenchrus setiger Vahl) ver Pennisetum setigerum (Vahl) Wipff Centella sp. papiráceas. O invólucro-de-cerdas espinhosas nem sempre é encontrado nas sementes comerciais.dextrorso de e vilosos mais densos na porção mediana do que no ápice e na madressilva. espigueta ovalada. plano-con- vexa. com ápice longo-acumina- campânula. de coloração castanho–clara ou bronzeada. muito re- duzida ou ausente. em geral soltas e de fácil remoção no manuseio. de coloração pardo-amarelada.209A].sinistrorso de base. séssil.) – invólu- cro-de-cerdas-espinhosas.6-3. C superior lanceolada. – cremocarpo orbicular. formado por dois carpídios plano-convexos. gluma superior (segunda) 5-7 nervuras e lema estéril quase do mesmo tamanho. cariopse largo-ovada.0mm de largura. antécio fértil lanceolado [Fig. com 93 . lado dorsal reto. Cenchrus incertus M.0-2. O invólucro-de-cerdas nem sempre é encontrado nas sementes comerciais.207. 209A-B]. lado ventral convexo. B.

94 .239F-I). presente algumas vezes na parte superior da arista. glumas (inferior –gli e superior –gls) persistentes. lado dorsal fortemente convexo com costelas longitudinais lisas. de fusiforme a ovóide e de coloração castanha. & Schult. Glossario Ilustrado de Morfologia cerca de 4.) Britton – Cyperaceae – Fig. CESPITOSA – que cresce em touceiras. no dorso e nas margens. e Rhynchospora aurea Vahl (=R. como a maioria das Gramíneas. CHALAZA – região do óvulo através do qual ele se prende ao funículo (f).109 I-J].209). em geral denso-imbrica- das. glabra ou ciliada. lema fértil (lf) care- nada. cariopse livre. mútica ou aristada. CERDA – pêlo rijo mais ou menos longo. que envolve o carpóforo. pouco menor do que a lema fértil. Chloris sp. como nos gêneros Cenchrus e Pennisetum (Poaceae – Fig.0mm de comprimento por 4. crymbosa (L.5mm de largura e de 1. o mesmo que calaza [Fig. que se desarticulam acima das glumas na maturação. quando a cerda é curva. lemas estéreis aristadas ou múticas. conspícuas e anastomosadas na base [Fig. – espiguetas sésseis ou pediceladas. membranáceas. apenas antécio basal fértil (af) e 1-2 antécios superiores menores e estéreis (ae).297-ch]. de- siguais entre si e menores do que o antécio fértil.) Roem. CENTRAL – o mesmo que axial.2mm de espessura. lado ventral (ou da comissura) plano com sulco mediano longitudinal. ou na núcula de Eleocharis geniculata (L. pálea fértil (pf) bicarenada. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio.

núcula ou cremocarpo) sem semente no seu interior como nas Asteraceae (=Compositae).6mm de comprimento por 0. principalmente na nervura mediana. glumas (inferior –gli e superior –gls) lanceoladas. dorso glabro e com arista de 1.8mm de largura. anécio inferior estéril (ae) mútico ou aristado. escabrosas.5-0.5mm de comprimento por 0. lema fértil (lf) largo- lanceolada. C. C Chloris gayana Kunth – espiguetas denso-imbricadas.3- 0. 95 .5-3. portanto sem a cariopse no seu interior. Espigueta ou antécio vazio. com 2. glabros e gradativamente menores. B. gluma inferior de 1. CHOCHA – “semente cocha”.101F]. CIATIFORME – em forma de taça [Fig. CILIADA – diz da margem de um órgão que apresenta pêlos finos e que se assemelham a cílios [Fig. ou semente sem endosperma e sem embrião.0mm de comprimento por 0. gluma superior de 2. como nas Cucurbitaceae e Solanaceae.203K].2-3. com 2-3 antécios estéreis. de 2. (aquênio.2-3.89].0mm de comprimento e inserida no ápice bidentado.4- 0.2mm de comprimento por 0. calo ciliado. pubescente e margens ciliadas.cariopse. pálea fértil (pf) mútica. antécio fértil (af) em vista lateral com lado dorsal em geral reto e ventral arqueado.7mm de largura e os demais múticos. cariopse elipsóide e de coloração catanha [Fig.5-4.6mm de largura.3-2.espigueta. com pêlos brancos e com um tufo de cílios maiores próximo ao ápice. agudas ou mucronadas. Polygonaceae e Apiaceae (=Umbelliferae). FIGURA 89 – Chloris gayana: A.0mm de largura. A unidade-semente é o antécio fértil + antécio esteril ou antécio fértil e às vezes a semente nua. ou unidade de dispersão antécio fértil. glabro.6-1.

reto ou levemente longo-curvado. S.. faces biconvexas. S. comprimido. ápice truncado e reto ou oblíquo.140E]. e S. o mesmo que teretiforme [Fig. CIMOSA – o mesmo que cimeira. CIRCINADO – diz-se quando uma folha [Fig. como em certas sementes e nas glumas de Phalaris canariensis L. (Plantaginaceae) e Diodia ocimifolia Brem. – aquênio elíptico-oblongo.314]. CIMBIFORME ou NAVICULAR – em forma de pequeno barco. CIMEIRA – tipo de inflorescência na qual a ramificação. lycocarpum L.101M]. Cirsium sp. (Cuscutaceae) e Solanum aculeatissimum Jacq. o embrião circinado. sisymbriifolium Lam. côncavo e estreitando-se em direção as extremidades e externamente com quilha (q – carena) [Fig. com um reto e outro convexo. com estreito colar que contorna o disco epígeno (de) ovalado e 96 . paniculatum L. em geral um pouco anguloso. bordos arredondados.101R]. Semente cimbiforme – Plantago lanceolata L. a folha está enrolada do ápice à base. Glossario Ilustrado de Morfologia CILÍNDRICO – em forma de cilíndro. como em Cuscuta spp. é sempre terminal e acaba em uma flor. [Fig. CINÉRIO – de coloração cinzenta. com um número definido de ramos. (Rubiaceae) [Fig. (Solanaceae). em corte transversal da semente é visto quatro vezes. como os folíolos de Cycas.279B] ou um embrião axial curvado se apresentam enrolados em espiral. o mesmo que inflorescência cimosa.

caduco no aquênio maduro e com 20-28mm de comprimento. miudamente dentado e abaixo uma faixa constrita. em geral um pouco anguloso. liso.7mm de largura.0(-4. fosco.) Scop. com colar apical amarelo-intenso e miudamente dentado ou inteiro. arredondada ou oblíqua. concrescidos na base em um anel e desta forma caidiço.5-3. ápice truncado com colar castanho-claro ou amare- lado.16D]. cerca de 2. esbranquiçados. Cirsium vulgare (Savi) Tem.0)mm de comprimento por 0.8mm de comprimento e caduco (no aquênio maduro) [Fig. C deprimido em torno do escuro estilete (est).0(-1. com numerosos pêlos plumosos. castanho-amarelado e finamente riscado de preto ou de púrpura.5-4. de 2. lustrosos. mais largo acima da porção mediana e afilando gradativamente para uma base e um ápice truncados. em geral um pouco anguloso. A unidade-semente é o aquênio. comprimido. comprimido. papus piloso. – aquênio elíptico-oblongo. CIRROSO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. estilete (est) obtuso ou frequentemente inconspícuo. castanho-claro. unisseriado. aplanados. 97 . liso. caduco (no aquênio maduro). inserção basal. papus piloso. As características diferenciais são citadas em cada espécie. mais lar- go acima da porção mediana e afilando gradativamente para uma base oblíqua. delicados. – aquênio elíptico-oblongo. Cirsium arvense (L. fosco.8-1. o apêndice é um prolongamento da costela [Fig. papus piloso.2)mm de largura. de 3.0mm de comprimento por 1. largos. com base estreita. FIGURA 90 – Cirsium arvense.2-1. estilete (est) de cuneiforme a obtuso. fruto ou semente) termina em espiral (flexível e filiforme). unisseriado.89]. unisseriado.

fruto fechado. enquanto que aquele é de crescimento limitado. FIGURA 91 – Cladódio: A. CLAVADO – em forma de clave. teres: D.100B].Homalocladium platycla.91A). Outros autores consideram que os dois termos são sinônimos.93]. Glossario Ilustrado de Morfologia CLADÓDIO – órgão de natureza caulinar e com aparência e função de folha (comprimido e laminar). O cactos (Opuntia sp) apresenta cladódios articu- lados [Fig. mente de uma base delgada para o ápice [Fig. D. COCCÍNEA – de coloração escarlate. COCA – cada uma das 2-3 partes de um fruto esquizocarpáceo globoso. Muell) L. D. distingue-se do folicládio porque tem crescimento indeterminado. muitas vezes com nítidos nós e en- trenós. CLOROFILA – pigmento responsável pela coloração verde do reino vegetal e de importância fundamental para a fotossíntese na presença da luz solar. Bailey .91B].coca ventral. o fruto pode ser uma: FIGURA 92 – Esquizocarpo cocóide (dicoca) de Dicoca – ocorre em Rubiaceae [Fig. deiscentes ou indeiscentes.Polygonaceae .) e em Rubiaceae (Richardia brasiliensis Gómez) [Fig. alata: A.H. quando um órgão se engrossa gradativa- dium. B. como em fita-de-moça (Homalocladium platycladium (F. 98 . ocimifolia: e Trapaeolaceae (Trapaeolum). CLUSIACEAE – nome válido da família Guttiferae. elipsóde ou ovóide. B-início da deiscência.Opuntia sp. que apresentam folhas rudimentares verdes ou pequenas flores.) Millsp.coca dorsal. Tricoca – ocorre em Euphorbiaceae (Chamaesyce hirta (L.fruto fechado. liberando oxigênio no ar e deste retirando o gás carbônico.Fig. C.92] (nos gêneros Diodia e Galium) Diodia: D. E.

Richardia brasiliensis. com 10- 15mm de comprimento por 7-8mm de diâmetro. teres Walt. com 4-5mm de comprimento e largura por 3.B- COCO – fruto formado pelo epicarpo duro. endocarpo e a Chamaesyce hirta. COIFA – porção protetora da ponta da raiz. mesocarpo. COCÓIDE – fruto esquizocarpáceo globoso. – invólucro de ovóide a globoso.5mm de espessura. Ver coca.95-cf]. de coloração esbranquiçada a cinza-escura.305N].92]. [Fig. Pterogastra e Tibouchina) [Fig.217A] e as sementes de Melastomataceae (nos gêneros Aciotis. como o fruto de Medicago [Fig. elipsóde ou ovóide.) Brem.Fig. cariopse semiglobosa. deiscentes ou indeiscentes.94). 99 .0-3. . como o coco-da-Bahia (Cocos nucifera L. Comolia. Nepsera. ápice com um poro por onde sai a antera (an). de coloração castanho-avermelhada.) Millsp.Fig.93B. D. raramente dicoca) e a dicoca nos gêneros Diodia e Gallium e tricoca em Richardia brasiliensis Gómez (Rubiaceae . e D. C COCLEAR – torcido em forma de espiral curta. 93A).. ocimifolia (Willd.Fig. fruto de diversas palmeiras. semente formada pelo endosperma (líquido e que se bebe ou é a parte comestível) e embrião a parte basal do endosperma. coriáceo. Ricinus communis L. Chamaesyce hirta (L. .. o mesmo que caliptra [Fig. na realidade esse fruto é uma drupa. Acisanthera. FIGURA 95 – Extremidade da raiz mostrando a coifa. Coix lacrima-jobi L.101L]. Dicoca em Diodia alata Nees & Mart. formada por uma ou várias camadas de células epidérmicas. encontradas na maioria das Euphorbiaceae (tricoca em Euphorbia sp. FIGURA 94 – Coco-da-Bahia (seção longitudinal). COCLEARIFORME – em forma de caracol. em forma de caracol [Fig. lustroso. FIGURA 93 – Esquizocarpo cocóide (tricoca): A..

todo o comprimento. No 100 . Envolve e protege o ápice do eixo embrionário e a plúmula. presente nos embriões das Poaceae (=Gramineae) e que envolve a base da radícula. o FIGURA 97 – Colmo de cana-de-açucar. sem vaso condutor e de aparência mem­branácea. escutelo com cerca de 1. nitidamente dividido em gomos. COLMO – caule especializado das Poaceae (=Gramineae) e Cyperaceae.0mm de diâmetro [Fig. Na germinação a plúmula verde emerge através do coleóptilo [Fig. às vezes de coloração diferente.Fig.0mm de largura. como no gênero Avena. COLEORRIZA – bainha membranácea fechada.98]. como em Cirsium arvense (L.97] e seus gomos estão cheios de bambú de um tecido (medula) rico de líquido açurado. que são separados uns dos outros por discos transversais. O colmo típico é o caule da cana-de-açucar [Fig. Glossario Ilustrado de Morfologia com larga depressão onde se localiza o embrião de até 2.96]. COLAR – parte superior ou basal de um aquênio de algumas Astera- ceae (=Compositae). [Fig. que se distingue por um entumescimento. como nas Poaceae (=Gramineae). os nós. Secale e Triticum (Poaceae . colmo cheio [Fig. COLETO – ponto de junção do caule com a raiz. altamente especializada. Pode também circundar o meristema das raízes seminais.5mm de largura. Hordeum. fosco.) Scop. hilo orbicular. Mocotiledôneas.90].78B-cop]. esbranquiçado e cerca de 3. os entrenós. que surge na germinação de certas sementes de FIGURA 96 – Coix lacrima-jobi.78B-cor). colmo não se ramifica e distingue-se do estipe por apresentar. COLEÓPTILO ou BAINHA COTILEDONAR – primeira folha em forma de bainha fechada e ereta.

CÔNCAVO – menos elevado no meio do que nas bordas. 109G-N’-S-Z’). adnato. às vezes. ou é uma demarcação externa. no ápice do pedúnculo [Fig. ou sob a forma de anel.72]. oposto de roliço. escavado. ou apresenta-se intumescida. COMPOSITAE – sinônimo de Asteraceae. cavado. CONATO – diz-se quando estruturas estão unidas ou soldadas uma a outra (pétalas. COLO – região de transição entre o caule e a raiz. é o eixo que persiste após a queda dos mericarpos. concrescente. COMPRIMIDO – lateralmente aplanado. COLUMELA – em frutos esquizocarpáceos. Nas Euphorbiaceae a tricoca se rompe na FIGURA 98 – Colmo cheio-de maturação. C bambú a medula se separa durante o desenvolvimento do colmo. de modo que ele se torna oco. achatado. as cocas se desprendem e a columela permanece presa cana-de-çucar.72]. o mesmo que aderente. ou de coloração um pouco diferenciada e abaixo da qual formam-se o pêlos radicais.99]. COLUNA SEMINÍFERA – eixo central dos frutos onde se prendem as sementes [Fig. etc. 101 . formando o colmo fistuloso [Fig. estames. FIGURA 99 – Colmo oco ou fistuloso.). quase imperceptível entre o hipocótilo e a radícula nas plântulas em início de germinação. COMISSURA – face ventral do carpídio de Apiaceae (=Umbelliferae - Fig.

sabreforme. J. K. B. E. G. M. C. C. O- carenado: q-quilha.cônico.escuteliforme. M.ciatiforme.semiteretiforme.nabiforme. H. O.trígono. Glossario Ilustrado de Morfologia FIGURA 100 – Forma (terminologia usada): A.cupuliforme.teretiforme.piriforme. R. G.tiangular. J.globoso. K. P. D. Q. E. F.cimbiforme ou navicular. P.fungiforme.turbinado. 102 .espiralado. N-N’. F. L.infundibuliforme. L. N.clavado.falcado.tubuliforme.fusiforme.lenticular. H.toruloso.canaliculado. Q.angular. FIGURA 101 – Forma (terminologia usada): A. I.coclear.umbonado.urceolado. I. B.meloniforme.moniliforme.campanulado. D.lacrimiforme.ringente.labiado.

M. N.cuneiforme ou cuneado.linear.orbicular.espatulado. K. G. o mesmo que coniforme [Fig. CÔNICO ou CONIFORME – em forma de cone. como os espinhos de algumas rosas. H. D.caudado. L. B. B. K. F. L- runcinado. E-E’- auriculado: F.acicular. G.ensiforme.cordado.12].oblongo.sagitado. C CONECTIVO – tecido que une as tecas (t) de uma antera (an) [Fig. CONES – inflorescência feminina ou inflorescência das Gimnospermas (Coníferas) [Fig.atenuado.100]. P.ondulado.rômbico.subulado.elíptico-lanceolado. 103 .parabólico.panduriforme. J.lirado.229-a]. FIGURA 102 – Contorno (terminologia usada): A.lunado. H. D. C. I-I’. O.aovado. I-J.oval.lanceolado. CONÍDIO – esporo de origem assexuada. FIGURA 103 – Contorno (terminologia usada): A. E.oblanceolado.reniforme.hastado. C.

100]. variando de globosa a obovóide-cuneiforme. CONVEXO – mais elevado no meio do que nas bordas. um dentro do outro [Fig.104].Ipomoea sp. – a forma da semente depende do número de sementes ção transversal da semente mos- trando o contorno da semente.. produzem sementes não formados em frutos e sim reunidos em estróbilos coniformes. do 104 . proeminente. CONVOLUTA(O) – diz-se da folha com os bordos enrolados longitudinal- mente. área hilar basal-ventral. em seção transversal achatado-ovalada ou subcuneiforme. Cupressaceae. Glossario Ilustrado de Morfologia CONÍFERA – classe de plantas das Gimnospermas (famílias Araucariaceae.se- Convolvulus sp.99. evidente e nítido. transverso-elíptica e base não emarginada. lado dorsal convexo. ou é a figura representada pela margem [Fig. FIGURA 104 – CONVOLVULACEAE (terminologia CONVOLVULACEAE – terminologia usada na descrição das sementes de usada na descrição das sementes): A- Ipomoea e Convolvulus [Fig.semente ventral. Podocarpaceae e Taxodiaceae). C-D-detalhe da área hilar. Pinaceae. CONTORNO – linha que fecha ou limita externamente um corpo. maduras que se formam no fruto (cápsula septífraga). com ou sem sulco mediano e lado ventral com carena obtuso-arredondada. CONIDIÓFORO – que porta (sustenta) conídios. Ver Convolvulus e Ipomoea. CONSTRICTO – o mesmo que estrangulado.. A-B. B-D-F.Convol- vulus sp. C-E. CONSPÍCUO – usado quando a estrutura de um órgão vegetal normal é muito visível.279A]. como na folha da bananeira. hilo transverso-elíptico. E-F.

8mm de espessura.5-3.3mm de comprimento por 0. glabra. – semente largo-elipsóide FIGURA 105 – Convolvulus arvensis (A-B) e C.6-) C.210]. margem ± conspicuamente delimitada. com diminutos pêlos simples.2mm de largura e 2.0-3. hilo com 0. crenatifolius (C-D): semente: A. mais largo do que longo.5mm de espessura.101]. B-D.lado ventral. ápice arredondado e afilando-se abruptamente para a área hilar. superfície fosca. rugosa (por numerosas verrugas obtusas ou por linhas onduladas. ambos de coloração esbranquiçada ou castanho-clara). plicado. embrião axial. de (2. Ver Ipomoea [Fig. – semente de subglobosa a obovóide- cuneiforme e achatado-ovalada em seção transversal. mostrando a área hilar. área hilar e hilo transverso-elíptico. com cotilédones de largo-obovados a obovados e com reentrância inferior a ¼ do comprimento do limbo (parecendo emarginado) [Fig. Seguem as características diferenciais de duas espécies de Convolvulus: Convolvulus arvensis L. a obovóide-cuneiforme e largo-elíptica em contorno. carena obtusa. superfície fosca.0-2. 2. pequeno e não circundado por um sulco ou ranhura e por uma costela hipocrepiforme. de coloração preta (madura) e castanho-acinzentada a 105 .5mm de comprimento por 2-3mm de largura e 2. C tipo convolvulus. glabra. margem arredondada. 3. avermelhado ou da mesma coloração do tegumento e denso-piloso.0-4.8(-4.5mm de largura. de 3.0- ral. lado dorsal fortemente convexo e ventral com duas faces planas ou convexas.vista late. lado dorsal fortemente convexo e com um sulco longitudinal ± conspícuo no centro. faces ventrais planas ou levemente convexas.105A-B]. castanho-claros a esbranquiçados [Fig. levemente afundado. carena obtuso-arredondada. de coloração castanho-acinzentada-clara a castanho- escura ou quase preta. Convolvulus crenatifolius Ruiz et Pav. contínuo. mais larga na porção mediana.0)mm de comprimento por 2.

FIGURA 106 – Corimbo. semente ou embrião [Fig. fruto.0mm de largura. CORIMBO – tipo de inflorescência indeterminada. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. primárias e secundárias pouco salientes e onduladas. lado ventral (da comissura) plano.5mm de diâmetro. ambos da mesma coloração do tegumento (madura) ou mais claras quando imatura) ee miudamente alveolada (40X). formado por dois carpídios semicirculares. com lóbulos arredondados na base da folha. ápice com estilopódio (estilete remanescente) cônico. superfície áspera e rugosa [Fig.3mm de largura.2-1. Glossario Ilustrado de Morfologia castanho-escura (imatura). lado dorsal com costelas longitudinais.0-3. levemente afundado. glabro.5mm de comprimento por 0. rugosa (por numerosas tubérculos rombudos ou por curtas linhas onduladas.3-0. ± conspicuamente delimitada. que se prende ao carpóforo e com fina nervura na margem. fruto ou semente) tem contorno de coração. área hilar suborbicular.106]. cerca de 1. mas terminam na mesma altura.102D].105C-D].6-1. CÓRNEO – diz-se da superfície que se apresenta dura como corno (chifre). – cremocarpo globoso ou ovóide. onde as flores saem de pontos diferentes da mesma haste ou eixo. com 0. hilo transveso- elíptico. Coriandrum sativum L. CORIÁCEA(O) – diz-se quando a folha. rugoso. de laranja a avermelhado ou da mesma coloração do tegumento [Fig.109K-L]. de 3. fruto ou semente tem textura de couro.5mm de comprimento por 1. porque os pedúnculos são de diferentes tamanhos [Fig. com nervura mediana longitudinal. 106 . de coloração cinza a castanho-cinza. CORDADO(A) ou CORDIFORME – diz-se quando um órgão (folha.

Daucus. fruto ou semente) ou parte vegetal delgada e cujo aspecto lembra um chifre diminuto. o mesmo que costela. COSTELAS – diz-se da superfície com proeminências longitudinais. geralmente é a parte mais vistosa da flor e de cores variadas. C CORNICULADO – que possui cornículo. COSTA – diz-se da superfície com proeminências longitudinais como nos frutos (carpídios. CORNÍCULO – diz-se de um órgão (folha. 109]. que se extendem da base ao ápice de alguns 107 . [Fig. sépala corniculada ou androceu de Asclepiadaceae. COSTADO(A) – diz-se da superfície provida com costelas (costas) longitudinais e/ou transversais. carpídio corniculado de Sida linifolia Cav. 83. Apium. geralmente finas. Petroselinum [Fig. com ou sem sulcos intercalados. como nos gêneros Ammi.171].82-crn]. formado por uma ou mais pétalas (pt). Cyclospermum. livres ou concrescidas e de textura mais fina do que as sépalas. COSMOPOLITA – diz-se das espécies que se espalham espontaneamente pela maior parte do globo. COROLA – verticílo floral interno do perianto heteroclamídeo das Dicotiledôneas [Fig. Corola dialipétala – segmentos (pétalas) separados. Corola gamopétala – segmentos (pétalas) unidos numa peça única. mericarpos) de certas Apiaceae (=Umbelliferae).

CORTICOSO – diz-se de um órgão vegetal com textura de cortiça (muito grosso). CORNUDO – que termina em um prolongamento parecido a um corno. pela maior parte do globo. espontanea- mente. como no fruto de Trapa bicornis Osbeck (Lythraceae). [Fig. B.78B]. COTILÉDONE – é a primeira folha ou o primeiro par de folhas embrionárias das Angiospermas e Gimnospermas. pode ser verde e em forma de folha (como no gênero Allium – Alliaceae) ou pode ser modificado e permanecer total ou parcialmente dentro da semente (como no gênero Asparagus (Asparagaceae) e em Poaceae =Gramineae). realizando o transporte de reservas alimentícias da semente para a plântula em desenvolvimento.. 108 . como nas criptocotile- donares. na cariopse de Poaceae é uma estrutura em forma de escudo e que é o único cotilédone em forma de escudo.20A-B]. podem tornar-se os primeiros órgãos fotossintetizadores da plântula. o escutelo (esc) [Fig. Glossario Ilustrado de Morfologia aquênios Bidens pilosa L. que se manifesta durante o processo germinativo. subalternans DC. ou de algumas sementes. pode ser em número de: um cotilédone – folha rudimentar das Monocotiledôneas. é um protófilo e não uma folha verdadeira. pode(m) ou não conter reservas. COSMOPOLITA – diz-se das espécies que se espalham. podem também exercer a função haustorial. o mesmo que costa. como nas fanerocotiledonares e são então denominadas de paracotilédones.

186. 308D. 109 . pachycarpa. pudica L. [Fig. COTILÉDONE HAUSTORIAL – porção haustorial do cotilédone (escutelo). non Mart. pigra L. para a plântula. invisa Mart. C dois cotilédones – nas Dicotiledôneas. [Fig. carnosas e permane- cem no interior da semente e no solo [Fig. uma armação (replum – rep). após a queda.). formado pela sutura e pela nervura do único carpelo. três cotilédones – podem ocorrer ocasionalmente em alguns gêneros como em Dianthus (Caryophyllaceae) e algumas espécies de Coníferas [Fig. portoricensis Urb. muitos cotilédones – nas Gimnospermas os cotilédones podem ser de 2 a 15. M. ocorre em Fabaceae− Mi- mosoideae como Mimosa caesalpiniaefolia Benth.108].5]. como um órgão que absorve os nutrientes armazenados no tecido de reserva e os leva FIGURA 107 – Craspédio de Mimosa pudica. M. É a porção que permanece no interior do tegumento durante a germinação da semente. Wright (= M. M. nas plântulas com germinação epígea são verdes e semelhantes a folhas expandidas. M. DC. enquanto nas plântulas com germinação hipógea são hemisféricas.. ex Colla). fica preso ao pedúnculo. 310B. dependendo das espécies variam em forma e tamanho. e S. CRASPÉDIO – fruto seco.107].. Schrankia leptocarpa C. indeiscente. nas Monocotiledôneas. 307C. diplo- tricha C. 306C. que se fragmenta transversalmente em segmentos (artículos – ar) unisseminados e que. conforme a espécie e em Pinus variam de 4 a 15. 311B].

P-Q. Glossario Ilustrado de Morfologia Craspédio articulado – quando o fruto se fragmenta transversalmente em segmentos (ar . Na maturidade se separa em dois carpídios unisseminados e que se mantém unidos pelo carpóforo.Bowlesia incana. FIGURA 109 – Cremocarpos de APIACEAE: A-B-C.vista lateral e H-J- L-O-Q-T-V-Y. (Fabaceae−Mimosoideae) [Fig.Foeniculum vulgare.. W-X.Ammi visnaga. C-E-N’’-Z’’. . carpídio: B-D-F-N-P-R-Z. U-V. M-N-N’-N’’-O. X.seção transversal. Craspédio não articulado – quando as valvas permanecem aderidas ao artículo. como em Mimosa clausenii Benth. caesalpiniaefolia Benth. F-G-H.Eryn- gium luzulifolium. Z-Z’-Z’’-Y. G-N’-S-Z’. Ver carpídio de Apiaceae (=Umbelliferae – Fig.Cyclospermum lepto- phyllum. como os cotilédones de feijão e soja. (Fabaceae−Mimosoideae). A-I-K-M-U-W. Mimosa caesalpiniaefolia. FIGURA 108 – Craspédio articulado de densa e grossa. CREMOCARPO ou CREMOCARPÍDIO – fruto esqui­zocarpáceo seco e indeiscente. como em M.Ammi majus.lado dorsal. CRASSO – diz-se quando a folha. fruto ou semente tem textura espessa.Centella sp. K-L. 110 .Tori- Torilis nodosa. D-E. I-J.82].cremocarpídio. R-S-T.Daucus pusillus.Coriandrum sa- tivum.Hydrocotyle umbellata.artículos). originado de um ovário ínfero e bilocular.109) e Malvaceae [Fig.seção transversal do cremocarpo.lado da comissura.108].

serrulada.denteada.110A]. I.angular. com epicarpo lenhoso e margens levemente sinuosas.110A’]. com pleurograma mediano.bicrenada.aculeada. sementes subquadrangulares. D. Bicrenado(a) ou Duplocrenado(a) – diz-se quando os dentes por sua vez também estão crenados [Fig. endosperma reduzido. unisseminados e marcados internamente por falsos septos (fse) transversais. CRIPTOCOTILEDONAR – ver germinação criptocotiledonar [Fig.ondulada. dividido transversalmente em artículos indeiscentes. G. B’. Em Melanoxylon braunia Schott (Fabaceae- 111 .189].). C CRENADO(A) – diz-se quando a margem de uma folha apresenta dentes arredondados [Fig. CRIPTOLOMENTO – fruto oblongo.sinuada. A’. F.crenada. como a folha-da-fortuna (Kalanchoe pinnata Pers. FIGURA 110 – Margem (terminologia usada) – A. E.serreada. Crenado-aguda – diz-se quando os dentes apresentam uma pontinha espinhosa.biserreada.duplodenteada. Crenado-obtusa – diz-se quando os dentes apresentam pontas arredondadas sucessivas. embrião com plúmula desenvolvida e diferenciada em pinas. B. bivalvar. C. H.

CRUSTÁCEO(A) – diz-se quando uma folha. e Tachigalia FIGURA 111 – Criptolomento: A. em forma de capacete (capuz). com características Barroso et al. como a gluma superior da espigueta de Panicum miliaceum L.111B) e Plathymenia reticulata Benth. CUCULADO – diz-se de um órgão vegetal plano. com este.Albizia polycephala. B. Sclerolobium sp. Schizolobium parahyba (Vell.111A) o fruto é oblongo-falciforme. a externa que se separa em duas valvas bem distintas ou se rompe irregularmente e a interna indeiscente. podendo ser fértil ou não. é um elemento que constitui a corola.Tachigalia sp.Fabaceae- Mimosoideae). segundo BARROSO et al.Fig. B. específicas. 112 . mais expandido do que o cornículo e que. fruto ou semente apresenta textura fina e quebradiça.Schizolobium parahyba. Glossario Ilustrado de Morfologia Caesalpinioideae – Fig. – abreviatura de cultivar.Melanoxylum sp. membranácea ou coriácea. Blake. Fonte B-C-: CULTIVAR – relacionada a uma ou várias espécies naturais. (Fabaceae =Leguminosae) [Fig. obtidas através da seleção (trabalho de polinização) não natural (melhoramento genético).Sclerolobium sp.. cv. (= P. .) S. FIGURA 112 – Criptosâmara: A. Pterodon. CRUCIFERAE – sinônimo de Brassicaceae. (1999). CRIPTOSÂMARA – fruto unisseminado. . cujo ápice ou os lados estão curvados para dentro. C. como em Amburana.) Killip ex Record (=Pithecellobium polycephalum Benth. que se caracteriza por apresentar duas porções bem distintas do pericarpo. com epicarpo lenhoso e bivalvar. CÚCULO – apêndice do androceu de Asclepiadaceae.256A]. foliolosa Benth. comprimido. Ocorre também em Albizia polycephala (Benth.112].F. (1999). [Fig. braunia.

com 1.Fig.2-1. diz-se do fruto cuja base é revestida pelo cálice persistente da flor.2mm de espessura.180I). inversamente triangular e com ângulos arredondados [Fig.7mm de comprimento por 1. lado dorsal convexo e ventral com duas faces planas ou ligeiramente convexas.5mm de largura e 0.44). C CUNEADO(A) ou CUNEIFORME – diz-se quando um órgão (folha. margem frequentemente marcada por fina listra longitudinal.8-1.Fig. FIGURA 113 – Semente (lado ventral. mas de maneira que representa o arco de um círculo. CUPULIFORME – em forma de cúpula ou taça. glabra. Ver embrião curvado. mostrando a área hilar ) : Cuscuta indecora (A-B) e Dichondra repens (C-D). (Monimiaceae .101G]. de coloração amarelada a castanho-amarelada ou castanho-acinzentada-clara. CURVADO – que se curvou. ligeiramente côncavo e com bordo quase inteiro [Fig. Cuscuta indecora Choisy – semente de largo-ovóide a globosa e cuneiforme em seção transversal. carena geralmente incosnspícua. . como na bolota do carvalho (Quercus sp. CURVO – curvo. superfície fosca. CÚPULA – brácteas involucrais soldadas que se subestendem a flor e de- pois na base de certos frutos. finamente 113 .4-1.103I-J]. sobressaindo a parte basal em forma de cúpula. isto é. Receptáculo cupuliforme – quando os frutículos se encontram sobre um receptáculo em forma de taça. como em Mollinedia sp. fruto ou semente) tem contorno de cunha.

embrião axial.) F. glabras.109M-N-N’-N’’-O].16C]. fruto ou semente) é mais ou menos alongado e termina gradualmente em ponta fina [Fig. ápice subagudo com estilopódio (estilete remanescente) deprimido-cônico. com (1. Cynodon dactylon (L. lateral. de filiformes a salientes agudas ou obtusas (depende da variedade) e seis tubos oleíferos grandes e mais escuros do que as costelas.5)mm de comprimento por 0.0-)1. compri- mido lateralmente.0mm de 114 . geralmente ausentes quando misturadas as se- mentes comerciais.0-)1. com 2. D. em seção transversal truncado-estrelados. área hilar basal-ventral.) Muell. lado dorsal fortemente convexo com cinco costelas longitudinais lisas. Glossario Ilustrado de Morfologia áspero-granulosa e microscópicamente alveolada (30X). contínuo.5-2. Muell ex Benth. com (0. hilo em forma de fenda linear esbranquiçada.0(-2. – espiguetas elípticas. (= Apium leptophyllum (Pers.0)mm de comprimento por (1. de coloração ligeiramente mais escura do que o tegumento.0mm de largura e com carpóforo bífido.) – cremocarpo globoso.vista o cremocarpo ou o carpídio. desiguais no comprimento. Cyclospermum leptophyllum (Pers. CUSPIDADO – diz-se quando o ápice de um de um órgão (folha. antécio fértil de elíptico a ovalado. com um anté- cio.7-1.lado vental. que se desarticula acima das glumas múticas.0mm de largura.7-1.113A-B]. B.cariopse. que envolve o carpóforo.2-2.lado dorsal.5(-3. C. subgloboso ou ovalado (depende da variedade). mútico.) Pers. glabras. A unidade-semente é FIGURA 114 – Cynodon dactylon (espigueta): A. formado por dois carpídios plano-convexos. superfície castanho-clara e opaca [Fig.5-)0. lado ventral (ou da comissura) plano com sulco mediano longitudinal. orbicular (nem sempre muito nítida). linear e espiralado [Fig. com a inferior até a ½ e a superior até ⅔ do compri- mento do antécio fértil.

glabra e microscopicamente estriada [Fig. curto-mucronadas. Mariscus flavus Vahl. Cyperus flavus (Vahl) Nees.4mm de espessura. com a inferior prolongada em apêndice setiforme-escabroso. 115 . com lado dorsal nitidamente arqueado e ventral reto. (= Cyperus cayennensis (Lam. lustroso. cariopse ovóide-elipsóide. com 3. obovóide. carena aguda. núcula trígona. obtusas.7-0. glabara e bordos escariosos. segmento da ráquila (seg) fina.) – ver Kyllinga brevifolia Rottb. com 1. com superfície glabra. ápi- ce acuminado ou agudo. de castanho- clara a castanho-avermelhada.9mm de comprimento por 0. do mesmo tamanho da espigueta.115A-A'-B-B'-B''-B''']. em cada lado com coloração pardo-amarelada e 3-4-nervuras. lema fértil (lf) aguda. levemente lustrosa e de coloração castanha [Fig. (= Cyperus cayennensis (Lam. estreita. pericarpo crustáceo. Cyperus aggregatus (Willd.) Britton.0-3. A unidade-semente é a espigueta sem as glumas ou a cariopse nua. adpressa a pálea e cerca da ½ do comprimento da pálea fér- til.) – glumas inferiores 2. Mariscus cayennensis Urb. branco-amarelado..5mm de comprimento por 0.) Britton) – ver Cyperus aggregatus (Willd. pálea fértril (pf) plana. liso. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas.0-1. glumas férteis elípticas. ápice obtuso. 114]. Kyllinga cayennensis Lam. com diminuta ala pubescente e dorso próximo a carena com esparsos pêlos translúcidos.5-0. lisa. apiculada. carena verde e 3-nervada. estéreis. lustrosa. (= Cyperus brevifolius (Rottb. com 1.) Endl. ovalado-lanceolada.) Endl.3mm de comprimento. lisa e finamente reticulada (10X).) Hassk.8mm de largura.3-0.0)mm de largura por 0. comprimida. C largura.6(-1..5-1.

Cyperus distans (E-F-F’-F’’).sis (U-V-V’-V’’). 116 . Glossario Ilustrado de Morfologia FIGURA 115 – Cyperus aggregatus (A-A’-B-B’-B’’-B’’’). Cyperus virens (W-X-X’-X’’). Cyperus su- rinamen. reticulado (B’’’-L’’’-Y’’’). Cyperus sphacelatus (T-T’-T’’). núcula (B-B’-D-D’-F-F’-H- H’-J-J’-L-L’-O-Q-Q’-S-S’-T-T’-V-V’-Y-Y’-X-X’). corte transversal da núcula (B’’-D’’-F’’-H’’-J’’-L’’-O’-Q’’-S’’-T’’-V’’-X’’-Y’’). base da espigueta com gluma inferior estéril (K). Cyperus odoratus (M-M’-N-N’- O-O’). Cyperus sesquiflorus (R-R’-S-S’-S’’). Cyperus diffusus (C-C’-C’’-D-D’-D’’). ápice da espigueta com gluma estéril e glumas férteis (R). Cyperus luzulae (I-J-J’-J’’). gluma fértil: vista dorsal (C-E-I-N-P-W). Kyllinga brevifolia (Z-Z’-Y-Y’-Y’’-Y’’’): espigueta (A-A’): ápice (M). com gluma superior estéril (K’). vista lateral-ventral (C’’) e lateral-dorsal (U). vista lateral (C’-G-P’). base (M’). Cyperus gi- gan-teus (G-H-H’-H’’). Cyperus reflexus (P-P’-Q-Q’-Q’’). Cyperus meyenianus (K-K’-L-L’-L’’-L’’’). com glumas férteis (R’-Z-Z’). pedaço da ráquila com gluma fértil + núcula (N’).

6mm de comprimento. pardacentas nos lados e margens largo-hialinas.3-)1. com 9-11 nervuras proeminen- tes. elipsóide- trígona. pericarpo crustáceo.5-1. com cerca de 2. com superfície glabra.6-0. de coloração amarelada (imaturo) e castanho-amarelada a castanho-acinzentada (madura). base levemente atenuada. com três faces planas.6)mm de comprimento por (0. com (1. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. geralmente iguais na largura. geralmente com mancha purpúrea na parte inferior da margem. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas.9(-1. mais larga perto do ápice obtuso-arredondado e com curto apículo. se afila abruptamente para uma base atenuada-estipi- forme. raramente. largo-obovóide. de elíptica a oblonga em contorno.115E-F-F’-F’’]. com 2. com paredes dos retículos prateadas [Fig. faces côncavas e atenuada na base. apiculada. com superfície glabra.2-1.2-2.0)mm de largura. lados castanho- avermelhados e margens hialinas. núcula trígona. – glumas férteis elípticas.7(-0. ângulos obtuso-arredondados e inserção basal arredondada e inconspícua.5(-1. pericarpo crustáceo. Cyperus distans L.0mm de comprimento. levemente lustrosa. ápice arredondado- obtusas. de coloração verde no dorso. de coloração castanho-escura [Fig.f. com cerca de 1. revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto reticulado.6mm de comprimento por 0. lisa.115C-C'-C''-D-D'-D''].5-)0. casta- 117 . de textura papirácea. – núcula obovóide-trígona ou. pericarpo crustáceo. lisa (10X) e transverso-rugosa (30X).5mm de largura ou cerca da 1/3 do comprimento.4- 0. dorso com listra esverdeada. com conspícuo múcro. lustrosa. 3-5-nervadas. núcula trígona. C Cyperus diffusus Vahl – glumas férteis largo-ovaladasa.5mm de comprimento por 0. de (1. com superfície glabra. curto-apiculada. Cyperus esculentus L.1-)1.9) mm de largura.

com aumento menor a superfí- cie parece grosseiramente tuberculada [Fig. ovóide. pericarpo crustáceo. com cerca de 1. Cyperus giganteus Vahl (= Cyperus comosus Poir. (= Scirpus luzulae L.5(-2. com 2. com linha dorsal esverdeada. carenas esverdeadas na matura- ção e lados de esbranquiçados a pardos.3mm de comprimento por 0. Glossario Ilustrado de Morfologia nho-esbranquiçada. Cyperus luzulae (L. es- cario-sas. lisa (10X) e fino alveolada (25X).) Retz.6)mm de largura ou cerca da ½ do comprimento. se atenua ligeiramente para uma base obtuso-estipitada. de oblongo a lanceolada em contorno. agudas.) Endl. com superfície glabra. de coloração amarelada (imaturo) e castanho-avermelhada-escura a acinzentada (madura) [Fig. lustrosa. núcula trígona. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas.239D-D’]. com uma rede de malhas grossas e que formam interespaços profundos (30X). às vezes. devido a fina camada ceróide que a reveste e que dá o aspecto reticulado. em geral um pouco arqueada. (= Cyperus flavus (Vahl) Nees) – ver Cyperus aggregatus (Willd. A unidade- semente é a núcula. Papuus comosus Willd. com (1.0-2. núcula trígona.1-1.) – ver Cyperus odoratus L.115G-H- H’-H’’] . de coloração amarelada. imbricadas.5mm de comprimento. 5-7-nervadas..8)mm de comprimento.5(-0.) – glumas férteis ovalado-oblongas. ápice obtuso- arredondado e curto-apiculado. finamente reticuladas. com estrias vermelho-sanguíneas (durante o desenvolvimento) e castanho- amarelada (maturação) e margens escariosas.0-)1. adpressas.) – glumas férteis carena- do-naviculares. de obo- vada a elíptica em contorno. (= Cyperus ferax Rich. carenadas. mucronuladas. com 118 .

com (1.3-1. com superfície glabra. de coloração castanho-amarelada (imatura) a castanho-escura (madura). atenua gradativamente para um ápice apiculado.5mm de comprimento. espesso-corticiforme no dorso (madura). a inferior prolongada em apêndice setiforme. nervuras laterais pardo-avermelhadas e com pontos e linhas vermelhas entre elas.8-)0. com cerca de 3. base não atenuada e estipitada. C (0. com 3-nervuras no dorso e quatro em cada lado. A unidade -semente é a núcula com ou sem as glumas.1mm de comprimento por 0. liso. mucronuladas. núcula trígona. oblonga em contorno. de coloração castanho-avermelhada-escura. geralmente com parte do pistilo persistente (característica da espécie). pericarpo crustáceo.6mm de largura.115K-K'-L- L'-L''-L''']. onde se fragmenta na matura- ção. levemente lustrosa. Cyperus meyenianus Kunth (= Mariscus meyenianus Nees) – glumas estéreis 2. agudas.3(-0.) – espigueta linear com ráquila articulada na inserção de cada gluma. base levemente atenuada e estipitada.5mm de comprimento por 0. pericarpo crustáceo. com superfície glabra. margens escariosas e de esbranquiçadas a amareladas.5-0.115I-J-J’-J’’].2-0. se atenua para um ápice obtuso e curto-apiculado (resto do pistilo).2-)1. entrenó da ráquila ovóide. Cyperus odoratus L. pontilhada e revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto reticulado-prateado entre os pontos (25X) [Fig. muito longo nas espiguetas inferiores e encurtando-se gradativamente em direção às superiores. de 119 . (= Cyperus ferax Rich.4)mm de largura (va- ria com a variedade). glumas férteis carenado-naviculares. com 2.5mm de largura. fino-pontuada (10X) e revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto alveolado (25X) [Fig.0-2. plurinervadas. levemente lustrosa. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. com carena verde.0mm de comprimento por 0.9-1.

6mm na maior largura (depende da varie- dade). com duas faces ventrais quase iguais na largura e uma dorsal mais larga e arqueada longitudi- nalmente. verdes na carena. lustrosa. alongada. revestida por fina camada ceróide.8-2.8-1. núcula elipsóide-trígona. mucronuladas. elíptica em contorno.6-0. se afila lateralmente em alas que envolvem a núcula.3-0.4-0. 3-nervadas. inclinada (correspondendo a articula- ção com o entrenó superior) e envolta parcialmente pela gluma fértil ovado-elíptica. A unidade-semente é a núcula ou a núcula + o entrenó da ráquila + gluma fértil.7mm ou (0.7-) 0. núcula trígona.4-)0. ângulos arredondados. com 2. pericarpo crustáceo.4mm ou (0. de coloração castanha ou acinzentada (10X). ápice atenuado e com múcron mais escuro. base atenuada. com dorso arredondado.3-)0. que dá o aspecto reticulado. com fino reticulado longitudinal.0mm de comprimento por (0.6-)1. de coloração castanho-aver- melhada a castanho-escura. lustrosa. de coloração vermelho-sanguíneas nos lados. porção apical do entrenó da ráquila em semi-círculo (meia-lua). branca. fosca ou levemente lustrosa.115M-M’-N-N’-O-O’]. de coloração de castanho-amarelada a castanho-avermelhada. ápice obtuso. devido aos interespaços prateados (25X) 120 . Glossario Ilustrado de Morfologia coloração castanho-avermelhada. com superfície lisa.8-2. com inserção basal triangular e inconspícua.1mm de comprimento. com pon- ta e nervuras amarelo-esverdeadas e margens hialinas. base atenuada e esti- pitada. Cyperus reflexus Vah. nitidamente carenado. com uma rede de malhas finas de coloração cinza-prateada (20X) [Fig. estipiforme.5mm de largura.5mm de comprimento. 7-9-nervada. com superfície glabra. apiculado e às vezes com estilete trífido persistente. com 0. pericarpo crustáceo. glabra. com carena verde e margens castanho-avermelhadas e com estrias vermelhas. com 1. com curto mucron subapical. – glumas férteis carenadas agudas.1 mm de comprimen- to por 0. com (1.5-0.

8)mm de largura. com esparsos pontos avermelhados.0)mm de comprimento por (0.2-1. com superfície glabra. pericarpo crustáceo.5)mm de largura.5)mm de comprimento por (1. agudas ou curto-mucronadas. nervuras conspícuas. levemente lustrosa. com (2. ângulos arredondados.3 (3.2-0. gluma inferior 5-nervada e cerca da ½ do comprimento das glumas férteis. o aspecto de diminutas pontuações (30X) ou de 121 . pericarpo crustáceo.0-3. revestida por fina camada ceróide. (= Kyllinga odorata Vahl) – duas glumas férteis ovadas. de coloração castanho-escura a preta. de (1. – núcula de elipsóide-trígona a oblongo-trígona.3mm de espessura. com uma rede de malhas finíssimas. com aumento menor a superfície parece ponti- lhada [Fig.239E-E’].0)mm de comprimento por (0. lados levemente convexos. C do retículo.1-1. com duas geralmente iguais e planas ou levemente convexas e a terceira mais larga e plana. esbranquiçada e espessa. comprimida. com (1.8-1.7(-0. núcula obovada- elíptica.3(-1. carena dorsal alada e esverdeada.2-)1. raramen- te obovóide-trígona.9-)3. translúcidas.115P- P’-Q-Q’-Q’’]. se afila gradualmente para uma base estipiforme. base atenuada e estipiforme.5(2. devido a fina camada ceróide que a reveste e que lhe dá o aspecto reticulado. Cyperus sesquiflorus (Torr. que na porção mediana da núcula formam interespaços maiores e que dão. ápice arredondado e curto-apiculado. ápice arre- dondado e com curto apículo. com três faces. margem arredondada. formado pela fina camada ceróide do revestimento [Fig. glabra. com uma rede de malhas finíssimas e que formam interespaços rasos (30X). A unidade-semente é a núcula. & Kük. levemente lustrosa. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas.) Mattf. de castanho-esverdeada ou castanho-prateada.8(-2. com superfície lisa.5-) 0. com inserção basal elíptica e inconspícua.6-0.1mm de largura e 0.5-1. à superfície.7-)0. de coloração palha-translúcida.3-)1. Cyperus rotundus L.

com 1.8) mm de comprimento por (0. com 0. escariosas. revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto prateado entre as rugosidades [Fig. Cyperus sphacelatus Rottb. de coloração parda e com margens hialinas. de 1.2-)0.3)mm na maior largura.115T- T’-T’].1mm de comprimento. 7-9-nervadas. com interespaços pratedos [Fig. ápice obtuso e apiculado (resto do pistilo). – glumas férteis carenado-naviculares. lustrosa. escariosas. de coloração palha nos lados e esverdeada na carena. de coloração castanho-claro (imatura) a castanho-avermelhado (madura). com superfície glabra. de coloração verde-clara a amarelada (imatura) e palha ou pardacenta (madura). núcula trígona. Cyperus surinamensis Rottb. com fino reticulado longitudinal.5mm de comprimento. geralmente com mancha purpúrea na parte inferior da margem. elíptica em contorno. fosca. 122 . com superfície glabra.3-0. reticuladas. de oblonga a ovalada ou elíptica em contorno. 3-nervadas e com as laterais proeminentes. transverso-rugosa (16X).115U-V-V’-V’’]. Cyperus virens Michx. mucronuladas. – glumas férteis com 2-3mm de comprimento. agudas.5mm de comprimento por 0. A unidade- semente é a núcula com ou sem as glumas. carenado-navicula- res. agudas. com 0. ligeiramente imbri- cadas na parte superios da espigueta.6-0. base obtusa e curto-estipitada. lisa. A unidade-semente é a núcula. ápice e base obtusas.7(-0.25(-0. pericarpo custáceo. 3-nervadas com uma nervura na carena e uma a cada lado. pericarpo crustáceo. núcula trígona. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas.2mm na maior largura. – glumas férteis sub-coriáceas.115R-R’-S-S’-S’’]. com ou sem as glumas. Glossario Ilustrado de Morfologia rugosidades (20X).8-2. de coloração castanha e fino-pontuada [Fig.

0- 1.115W-X-X’-X’’]. Espécie com grande variabilidade [Fig. elíptica ou às vezes obovada em contorno.5-0.3mm de comprimento por (0. lustrosa.6mm na maior largura. formado pela fina camada ceróide do revestimento. apiculado e às vezes com resto do pistilo. base atenuada e sub-estipitada. pericarpo crustáceo. ápice atenuado. 123 . A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. com interespaços hexagonais (25X).4-)0. com 1. devido as paredes prateadas do retículo. com superfície glabra. C núcula trígona. granulosa-reticulada. de coloração castanha a castanho-acinzentada.

124 .

.

de 2-3mm E. de co- FIGURA 116 – Dactylis glomerata (antécio fértil): A-B.8-1. A unidade-semente é o antécio fértil. às vezes.estilete remanescente) de 0. pálea fértil (pf) largo-sulcada e ápice bidentado.2-0. com margens pouco encurvadas sobre a pálea. de 2.lado dorsal. DANO MECÂNICO – manifesta-se como um tecido rachado ou danificado. persistem os antécios terminais estéreis.6mm de comprimento. plano- convexo. comprimidas. facilmente separá- vel do antécio.8mm de largura e espessura. multifloras (unidade-semente múltipla). a desarticulação ocorre aci- ma das glumas e entre os antécios. Daucus carota L – cremocarpo formado por dois carpídios ovalados. C-D-lado ventral. – espiguetas subsésseis. Glossario Ilustrado de Morfologia Dactylis glomerata L. nitidamente mais curta do que a pálea. arista cerca de 2mm de comprimento ou ausente. elípticas. cariopse (cap) de trígona a quilhada. muito pareci- do com Daucus pusillus Michx.0-)1. glumas (inferior e superior) desi- guais. como conseqüência direta dos impactos recebidos ou pela compres- são sofrida pela semente durante a colheita e o processamento.2(1-1. ápice longo- acuminado e encurvado excentricamente (geralmente deitada de lado).. carena (nervura mediana) conspícua e ciliada.116].0mm de espessura. de (4-)5-7mm de comprimento (sem ariata) por 1.8mm de espessura. mais densa no ápice.0)mm de comprimento.0-1. hilo punctiforme [Fig. com ápice expandido em disco.5(-4. segmento da ráquila (seg) com 1mm de comprimento. lado ventral plano com estreito sulco mediano e duas costelas longitudinais 126 .0mm de largura e 0. de coloração amarelo-acinzentada a amarelada. por (1.4-0. loração amarelada.vista lateral. Nas sementes comerciais. frequentemente com fina pubescência esbranquiçada em toda a superfície. ápice com estilopódio (et .0-3. antécio fértil estreito-ovalado. lema fértil (lf) comprimida lateralmente. com 3-5 nervu- ras. agudas e carenadas.5)mm de largura e 0. de comprimento por 0. de coloração amarelada e ápice um pouco mais escuro.5-2.

2-1. lado ventral (da comissura) de plano a levemente concavo e com sulco mediano longitudinal. com 2. de 1. castanho-amareladas a amarelo-acinzentadas. – cremocarpo largo-ovóide. DECÍDUO(A) – que cai facilmente. como folha decídua. lado dorsal levemente convexo. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio.8mm de largura e 0.4mm de espessura.0mm de comprimento e que podem estar que- brados ou ausentes quando os carpídios se encontram misturados as sementes comerciais. D laterais sem espinhos. se contrapõe a persistente. equinadas. filiforme e com curtos pêlos adpressos. Daucus pusillus Michx. muito parecidos com Daucus carota L.109P-Q]. formado por dois carpídios ovalado-comprimidos. folhas de Tabebuia (Bignoniaceae).5)mm de comprimento (sem acúleos) por 1. entre cada uma das quatro costelas encontra-se uma outra costela longitudinal. com cinco tubos oleíferos e costelas laterais conspicuamente aliformes. com cerca de 10-15 acúleos esbranquiçado-amarelados por costela. ápice agudo e com pequeno estilopódio (et -estilete remanescente). lado dorsal convexo com quatro conspícuas costelas longitudinais primárias. que envolve o carpóforo filiforme. como as FIGURA 117 – Decorrente. que cai facilmente depois que cumpriu sua função ou em um inverno frio e seco. secundária. de base arredondada. 127 . com quatro conspícuas costelas longitudinais..5-30(-3. cerca de 1mm de comprimento e que podem estar quebrados ou ausentes quando os carpídios se encontram misturados as sementes comerciais. costelas laterais aliformes e com cinco tubos oleíferos [Fig. entre cada costela primária se encontra uma costela secundária filiforme e com espinhos menores. A unidade-se- mente é o cremocarpo ou o carpídio. o mesmo que caduco e caducifólia. primárias. com acúleos esbranquiça- do-amarelados. equinadas.

etc. C. lobos apicais. tornando-o alado [Fig. poros [Fig.110C].59].119C].117]. B.118B e Fig. DENTICULADO(A) – diz-se quando a margem de um órgão (folha. DENTEADA(O) – diz-se quando a margem de uma folha apresenta dentes dirigidos perpendicularmente [Fig. B. DELTÓIDE ou DELTIFORME – diz-se quando uma folha é triangular em seção transversal. Ver cápsulas. DEISCÊNCIA – abertura de qualquer órgão vegetal por um mecanismo natural (dentes apicais [Fig. com base muito ampla [Fig.loculicida. possuem dentes [Fig. Glossario Ilustrado de Morfologia DECORRENTE – diz-se da folha cuja base se estende para além do ponto de inserção no caule. liberando os grãos de pólen ou as sementes que se encontram no seu interior. (cápsula poricida de papoula). 119B]. sep- FIGURA 118 – Deiscência por: A.). lóculos [Fig. fruto) apresenta pequenos dentes pequenos. DECUMBENTE – diz-se de colmos ou caules com base prostrada e extremidade ascendente ou ereta. isto é.110I].septici- da.seção transversal. abertura espontânea de anteras ou frutos em determinados pontos ou numa direção definida. DEISCENTE – que sofre deiscência. nervura mediana [Fig.119A].120]. como a folha do brinco-de- princesa (Hibiscus rosa-sinenesis L.) FIGURA 119 – Deiscência de cápsulas: Duplodenteada(o) – diz-se quando esses dentes por sua vez também A. suturas.119A-nm].septifraga.118A-po]. septos (se) quebram no meio [Fig.lóculos (cápsula loculici- da) . como o delta maiúsculo do alfabeto grego.poros tos [Fig. 128 .

155. fruto deprimido. 329A]. como a separação dos antécios das espiguetas em muitas Poaceae (=Gramineae). Ver abcisão e articulada. D DEPRESSO – diz-se quando um órgão (fruto ou semente) apresenta uma depressão. como a raiz do nabo. 129 . Dependendo do modo de desarticulação. 327). DESINFECÇÃO – ato ou efeito de desinfeccionar(-se). Sorghum sudanense – todas as partes se desarticulam por ruptura [Fig. se por abscisão ou por ruptura. DESNATURADA – diz-se da substância cuja natureza foi alterada pela adição de outras substâncias. achatado verticalmente. Sorghum almum – alguns antécios se desarticulam por abcisão e outros por ruptura [Fig. DEPRIMIDO – que apresenta depressão. FIGURA 120– Deltóide. 327C]. DESCOLORAÇÃO – alteração ou perda da coloração.166.Fig.Fig. 327A. na base do antécio (calo) e no ápice do segmento da ráquila (seg . 167.225) ou ainda no ápice do pedicelo (como nos gêneros Andropogon e Sorghum . 224. 329B].como nos gêneros Lolium e Festuca . DESARTICULAÇÃO – separação na maturação. se pode separar as espécies de Sorghum: Sorghum halepense – todas as partes do antécio se desarticulam por abcisão [Fig.327B.

que teve perda de qualidade. lado dorsal e ventral convexos. 130 .2)mm de comprimento por 1. carena inconspícua ou levemente conspícua na ½ inferior. nos gêneros Diodia e Gallium (Rubiaceae) [Fig.5-1.5-2.0(-2. microcalyx Hall. não afundado. ou é um fenômeno progressivo que se inicia. área hilar basal-ventral. com cotilédones foliáceos oblongo-lineares e plicados [Fig. quando a semente atinge a maturidade fisiológica e continua em velocidade variável até a morte da semente.8mm de diâmetro ou de espessura. Glossario Ilustrado de Morfologia DETERIORADO – o mesmo que apodrecido.1mm de comprimento por 0. ou é um processo progressivo e irreversível que não pode ser evitado. que sofreu deterioração.113C-D]. embrião axial.4)mm de largura e mais escuro do que o tegumento.92]. margens não delimitadas. triangular. do tipo convolvulus. glabro. geralmente associado com a presença de um mi- croorganismo. glabra. apodrecimento de um tecido orgânico. DIÁSPORO – o mesmo que unidade de dispersão. com hilo transverso- elíptico. liso. lisa de coloração castanho- avermelhada. DICOCA – fruto esquizocarpáceo formado por duas cocas.3(-0. Ver coca.) Fabris (= Dichondra repens Forst & Forst var. f.) – semente de subglobosa a obovóide-cuneiforme. contínuo. quando ocorre não há apenas a perda do poder germinativo e sim também do vigor da semente. miudamente alveolada (40X).7mm e glabra.f. cerca de 0. Dichondra microcalyx (Hall. somente retardado. de 1. superfície fosca. cerca de 0. DETERIORAÇÃO – ato ou efeito de deteriorar(-se).

pálea estéril ausente.1-)2. com 1.5-3. glumas membranáceas. gluma superior (gls) lanceolada.1)mm de largura. com a inferior (gli) triangular. Digitaria ciliaris (Retz. papirácea. 131 . lanceoladas. 7-nervuras. enérvea FIGURA 121 – Digitaliforme.4(-0. com densos pêlos.2(-3. 3-nervuras.2(-3. diz-se também das folhas palmaticompostas. liso.9(-1.4-0. DIGITADA(O) – com lóbulos semelhantes a dedos da palma da mão.) Koeler (= D. Ver Monocotiledôneas. uma pedicelada e outra subséssil. lema fértil (lf) acuminada. entre as nervuras e nas margens.6-2. com a mediana e as laterais lisas. como a corola de Digitalis.4)mm de comprimento. DICOTOMIA – subdivisão dois a dois. ápice agudo. ápice agudo. pilosa. com (2. de coloração castanho-clara. cartáceo. por 0.7-0.121].5-0. com (2. plano-convexo. ou com as laterais escabrosas no ápice.3-0.5mm de espessura.5)mm de comprimento. com pilosidade esbranquiçada que não ultrapassa o ápice nas margens e entre as nervuras laterais. ápice agudo.8(-1.1mm de comprimento ou até ½ a ¾ do comprimento da espigueta por 0. igual ou mais longo do que o antécio fértil. D DICOTILEDÔNEA – planta ou grupo de plantas per­tencentes as Angiosper- mas e cujas sementes possuem embrião geralmente com dois cotilé- dones. adscendens (Kunth) Henrard) – espiguetas aos pares. DIGITALIFORME – quando a corola gamopétala e zigomorpha é parecida com um dedo de luva [Fig. diz-se das folhas cujas lâminas são divididas em lóbulos profundos e divergen- tes [Fig. e glabra. lema estéril (inferior – le) lanceolada. que ultrapassam o ápice.3-0.3)mm de comprimento. com 0. antécio fértil lanceolado.2)mm de largura e 0.251]. lustroso.2-) 2.4-3.5mm de largura. por 0.

com 1. lema estéril (inferior – le) estreito-ovalada.2-)4.1mm de comprimento por 0. glumas membranáceas.30-0. por 0. de coloração castanho-avermelhada (imatura) a castanho-escura (madura).7-)4. de ápice acuminado a caudado. mácula hilar oblonga e mais escura do que o pericarpo.5mm de espessura. cartáceo. com margens membranáceas viradas sobre a pálea fértil (pf). ápice obtuso.) Fedde (= Tricholaena insularis (L.5mm de espessura.8-2.20-0.) – espiguetas aos pares.7-0.3-)1.0mm de largura. A unidade-semente é a espigueta. lema fértil (lf) acuminada. glabra.0mm de largura e 0. gluma superior (gls) triangular- lanceolada.) Griseb. com os pêlos ultrapassando em até 3mm o ápice. pouco mais longa ou tão longa quanto o antécio fértil.6-0. papirácea. raro o antécio fértil. com (3.8- 1.7-)1. pouco menos longa ou tão longa quanto o antécio fértil. plano-convexa. cariopse de elíptica a oblonga. com (3. com lado ventral plano 132 .6-)0.0-4.35mm de espessura.9mm de comprimento. de ápice acuminado a caudado.4-0.5-2. respectivamente. com 0. margens hialinas e longo-pilosas. com margens membranáceas viradas sobre a pálea fértil (pf). Glossario Ilustrado de Morfologia finamente pontilhada longitudinalmente. de lanceolada a estreito-ovalada. 3-5 nervuras e com longos pêlos entre as nervuras. glabra em ambos os lados da nervura mediana e entre as demais nervuras.6-1. com (1.0-1. 7-nervada. com a inferior (gli) subtriangular.1mm de comprimento por 0. glabra. liso. cariopse de lanceolada a estreito- ovalada. lustroso. de ápice acuminado a caudado.6- 0.5mm de comprimento por (0. longo-pilosa e glabra. plano-convexo. área do embrião menor do que a ½ do comprimento da cariopse. de coloração esbranquiçado-hialina a amarelado-fosca. finamente pontilhada longitudinalmente.5-5.25mm de espessura.8mm de largura e 0.4mm de comprimento (exceto os pêlos) por (0. antécio fértil lanceolado.9mm de largura e 0.1mm de largura (exceto os pêlos) e 0. Digitaria insularis (L.

com (2. gluma inferior (gli) triangular. raro o antécio fértil.7)- FIGURA 122 – Digitaria sanguinalis (espigueta): A.5mm de comprimento por (0. B. cartáceo. Digitaria sanguinalis (L. de esbranquiçada-hialina a amarelada.6)0.1-)2. ápice agudo.lado ventral.1mm de comprimento por (0.0mm de largura.0mm de largura e 0. D e dorsal levemente convexo.8-1.4- 3.1mm de comprimento por 0. lustroso. ápice agudo. antécio fértil lanceolado.7)mm de espessura. de coloração cinza-esverdeada-clara a verde-oliva-clara (imatura) e castanho-acinzentada-clara (madura).lado dorsal.3-1. ápice agudo. com 1. área do embrião de ⅓ a menos da ½ do comprimento da cariopse. com (2. de coloração castanho-clara. papirácea.) Scop.8-1.8-0. com 0. glumas e lema estéril membranáceas e de coloração palha.5-0. cariopse de oblonga a estreito-ovalada. lema fértil (lf) acuminada.3-0. 0. 3-nervuras conspícuas.9mm de largura e 0.6-0. glabra e enérvea. com margens membranáceas viradas sobre a pálea fértil (pf). gluma superior (gls) estreito-triangular-lanceolada. de lanceoladas a estreito-elípticas.5mm de comprimento por (0. mácula hilar obovada e mais escura do que o pericarpo.4mm de largura. – espiguetas aos pares.5-3.lado ventral.3-0.7-2. a mediana lisa e as laterais escobrosas em toda a extensão (às vezes. com 5-7-nervuras.6(-0.1-)2.lado ventral. pubescente e denso-ciliada nas margens (pêlos ascendentes).9)mm de largura. ápice agudo. finamente pontilhada longitudinalmente. de coloração cinza-olivácea. D. ápice agudo. mais visível no ⅓ superior). com 2.3- 0. fosca. glabro. pálea estéril ausente.4mm de espessura. com 1. glabra.6mm até ½ do comprimento da espigueta por 0. mais longa do que o antécio fértil.4mm de comprimento. lema estéril (inferior – le) ovalada. antécio fértil: C. liso. fina- mente pontilhada longitudinalmente.7-)0. de coloração esbranquiçada- hialina a amarelado-fosca. com fina pubescência esbranquiçada entre as nervuras laterais e glabra nos outros espaços. A unidade-semente é a espigueta.5-3. plano-convexo. 133 .8(-0.

21B-de. As flores do disco podem produzir aquênios com caracterís- ticas morfológicas diferentes das do raio e então ocorrem aquênios heterocarpos [Fig.23]. como nos aquênios das Asteraceae [Fig. DISCO EPÍGENO – porção apical. DISSEMÍNULO – o mesmo que propágulo. 134 .122]. orbicular-afundada e de coloração catanha [Fig. raro o antécio fértil. mais ou menos achatada e cilíndrica. DISCO – porção central do capítulo de Asteraceae (=Compositae) e onde se inserem as flores (posteriormente os aquênios). com estilete central remanescente (mais ou menos visível) e onde se insere o papus. 90B-de]. cerca da ½ do comprimento da cariopse. mácula hilar sub-basal. DISCÓIDE – orbicular. o mesmo que seminação e dispersão. hidrocoria. ornitocoria e zoocoria. A unidade-semente é a espigueta. DIÓICA – planta com flores unissexuadas. DISPERSÃO – o mesmo que disseminação. onde as flores femininas e mascu- linas se encontram em plantas separadas. Glossario Ilustrado de Morfologia área do embrião ovalada. o mesmo que lenticular. de coloração amarelo-esbranquiçada e não hialino.100I]. com pouca espessura. com lados paralelos e margem arredondada [Fig. os tipos de dispersão são: anemocoria. termo usado em oposição às flores que se inserem no raio (na periferia) e que geralmente são liguladas. DISSEMINAÇÃO – dispersão natural das sementes.

Dormência induzida ou secundária – ocorre por indução de uma condição ambiental especial. de local para local e se instala na fase da maturação da semente. DORMÊNCIA – condição da própria semente que a impede de germinar. Ver quiescência. podem ocorrer exceções. DORSAL ou ADAXIAL – lado de cima da superfície de uma folha. Dormência natural ou primária – condição intrínseca da própria semente. é controlada por fatôres endógens (CARVALHO & NAKAGAWA. 135 . mesmo quando viável e quando aparentemente as exigências de temperatura. que ocorre com intensidade variável de ano para ano. 1979).206B]. 1979). umidade e luz foram satisfeitas. a costa da semente. como altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar. como os rostros apicais das brácteas involucrais de Acanthospermum hispidum DC. [Fig. DOENTE – plântula mostrando o efeito da presença e da atividade de microorganismos patogênicos. ou do excesso ou da deficiência química. DIVARICADO – largamente divergente. principalmente quando associados. FIGURA 123 – Drupa (seção longitudi- nal) de pêssego. Segundo VEGIS (1963) citado por CARVALHO & NAKAGAWA (1979). um fenônemo geneticamente programado para surgir e se desenvolver juntamente com a semente (CARVALHO & NAKAGAWA. é. ou o lado voltado para a parte externa do fruto. o que mais influencia a dormência induzida seriam altas temperaturas e deficiência de oxigênio. D DISTAL – parte da estrutura mais distante do seu ponto de união ou de origem. em outras palavras.

fruto drupáceo. B. é denominado de nuculânio [Fig.Licania sp. Quando o fruto drupóide tem apenas um pirênio. é denominado de drupa. A.Fig. mesocarpo (carnoso) e endocarpo (pirênio. 136 ..Fig. provido de drupas. Glossario Ilustrado de Morfologia DRUPA – fruto drupóide. Ver pirênio.e mesocarpo geralmente carnosos em maior ou menor grau. simples.. nus DRUPÉOLA – termo utilizado para designar uma drupa muito pequena. esclerosado (azeitona) ou pergaminhoso (maçã.) Blume (Ulmaceae . lenhoso (ameixa. 243. Hirtella e Chrysobalanus (Chrysobalanaceae . putâmen ou caroço) duro e concrescido com o tegumento membranáceo. com pericarpo nitidamente diferenciado em epicarpo. Epi.. 123). formado por dois ou mais carpelos. mesocarpo e endocarpo. DRUPÓIDE – fruto de originado de um ovário súpero. putâmen ou caroço) coriáceo ou lenhoso. pêra .Chrysobala- sp.Hirtella sp. se o pirênio é loculado ou se tem dois ou mais pirênios livres. endocarpo (pirênio. cereja. FIGURA 124– Drupas (inteiras e seção transversal): DRUPáCEO – semelhante a drupa.Trema micrantha. raramente unicarpelar. com espaço central grande ou dividido em lóculos. 124A].Fig. com um único pirênio central grande.242.278).Fig.pirênio.124B-C-D-D') e Trema micrantha (L. C. como cada um dos frutículos da framboesa (Rubus sp). nitidamente diferenciado em exocarpo (fino). ocorre também em Licania. D-D’. pêssego . 333]. D’. indeiscente.

.

de coloração estramínea. E. com a inferior (gli) acuminada. crusgalli var.6mm de comprimento por 1.0-2.4-3. com 5-7(-9) nervuras híspidas e denso-escabrosas entre elas. por 1. crusgalli 2. Beauv.0-1.) Link – espigueta de obovada a elíptico-lanceolada.5mm de largura e (0. glumas papiráceas.lado dorsal.espigueta lado dorsal.lado ventral. colona: A. gluma superior (gls) apiculada. glumas papiráceas. menos da ½ do comprimento da espigueta.0-1. apiculada. abraça completamente a espigueta. plano-convexa.4mm de largura e 0. ovalada.9-) 1.0mm de espessura. crusgalli var. mácula hilar punctiforme [Fig.0-)2.espigueta lado ventral. caudada ou vonis: F. coriáceo. 138 . pouco maior do que o antécio fértil. oryzicola – espigueta: G. com cerca de 2-2½ vezes tão longa quanto larga ou com galli var. crus.espigueta lado dorsal.5mm de comprimento (exceto a arista) por 1.0-1. membranácea e tão longa quanto o antécio fértil (superior) plano-convexo.1mm de espessura. convexa. antécio fértil: D.125A]. plano-convexa. com a inferior (gli) acuminada. 3-nervada e escabrosa entre as nervuras. área do embrião inconspicuamente delimitada e com até ⅔ do comprimento da cariopse.9-1.3mm de espessura. E. zelayensis: I.3mm de largura var. E.0-1. hialina.lado Echinochloa crusgalli (L.1-1. pálea estéril bicarenada. na ½ superior.5mm de largura e 0. E. elíptico-lanceolada ou lanceolada. de coloração estramínea. com 1. Glossario Ilustrado de Morfologia Echinochloa colona (L.0-2. cruspa. com 5-7 nervuras híspidas e escabrosa entre elas.0mm de comprimento por 1. antécio estéril (basal) com lema apiculada.lado ventral e C. híspido- escabrosa. FIGURA 125 – Echinochloa – E. pálea fértil (pf) com margens escariosas e presas sobre a cariopse ovalado-orbicular.0-1.5-0. A unidade-semente é a espigueta.) P. cerca de duas vezes tão longa quanto larga ou com (2. – espigueta obovada. dorsal. crusgalli – espigueta: B.9mm de compri-mento por 1. com 2. às vezes o antécio fértil.4-4. principalmente.lado ventral e E.lado dorsal e H. mútica. de coloração amarelada a esbranquiçado-subhialina e ápice levemente mucronado. lema fértil (lf) fracamente 3-nervada e ápice levemente escabroso. escabrosa ou híspido-escabrosa. plana ou sulcada longitudinalmente. de coloração estramínea e glabro. mútica. ou às vezes com pigmentação avermelhada (+ na porção superior).6mm de espessura.

cariopse com 2.8-2. com 2. hialina. antécio estéril (basal) com lema aristada (as). ou convexa. área do embrião conspicuamente delimitada e com cerca de ⅔ do comprimento da cariopse.0mm de comprimento por 1. – espigueta elíptico-lanceolada. var.6-3. coriáceo. com ápice de mútico a aristado (ocorre numa mesma inflorescência).2mm de espessura. às vezes o antécio fértil. caudada ou apiculada.6-0. às vezes. mácula hilar punctiforme. abraça completamente a espigueta.6- 3. 3-5 nervada. arista (as) pode ultrapassar os 3cm de comprimento.) P.) P. Beauv. principalmente. membranácea e pouco menos longa ou tão longa quanto a antécio fértil (superior) plano- convexo. com 2.7mm de largura [Fig.125B-C-D-E].9-)1. de coloração pardacenta e ápice mucronado. pálea estéril bicarenada. híspidas ou papiloso-híspidas e escabrosas ou.2mm de largura e (0. gluma superior (gls) com nervuras híspidas ou papiloso- híspidas e pouco maior do que o antécio fértil.0-1.0mm de comprimento por 1. na ½ superior.2-1. A unidade- semente é a espigueta. com 5-7 nervuras principais e mais duas ou quatro nervuras menores.2-1.2-4. lema fértil (lf) fracamente 3-5 nervada e ápice escabroso e com ou sem anel escabroso entre o prolongamento apical membranáceo e a porção coriácea da lema.0-3. nervuras escabrosas. plana ou sulcada longitudinalmente.8mm de comprimento por 1. 139 . Beauv.7mm de espessura. A seguir seguem as características diferenciais das variedades: Echinochloa crusgalli (L. E menos da ½ do comprimento da espigueta.7mm de largura e 0. localizadas em ambos os lados da nervura mediana.0mm de comprimento por 0. gluma superior (gls) apiculada ou caudada. glabra entre elas. lema estéril papirácea. pálea fértil (pf) com margens escariosas e presas sobre a cariopse ovalada. crusgalli (L.9mm de largura e ápice da lema (lf) com ou sem anel escabroso. antécio fértil com 3.3-1. com 5-7 nervuras híspidas e escabrosa entre elas.

pálea estéril tão longa quanto o antécio fertil.) P.3mm de largura [Fig.5-3. reduzida ou ausente. Echinochloa crusgalli (L.5mm de comprimento por 2. lisa e brilhante (que pode estar restrito a região mediana ou em todo extensão). – espigueta obovada e mútica.2mm de comprimento por 1.5-4. var.3)mm de comprimento por 1. no dorso com uma região espessada [Fig. lema estéril aristada ou caudada.3-1. var. Beauv.4mm de largura. EIXO – estrutura central de um embrião ou de uma planta.2(-3.8- 3. mesocótilo e raiz primária. antécio fértil com 2. gluma superior (gls) geralmente caudada e nervuras híspidas.0mm de comprimento e mútica. Beauv. cruspavonis (Kunth) Hitchc. var. lema estéril coriácea. 140 . hipocótilo e raiz primária e nas Monocotiledôneas: gema. nas Dicotiledôneas normalmente inclui: gema. lema estéril papirácea.125G-H]. – espigueta lanceolada. Beauv.5mm de largura [Fig. gluma superior (gls) com nervuras escabrosas e glabra entre elas ou esparso-escabrosa no ápice e pouco menos longa ou tão longa quanto o antécio fértil. Glossario Ilustrado de Morfologia Echinochloa crusgalli (L. zelayensis (Kunth) Hitchc. cariopse com 2. antécio fértil com 2. epicótilo.2mm de comprimento por 1.) P. arista quando presente com 1-9mm de comprimento. pálea estéril tão longa quanto a pálea fértil.125F].5-1.125I]. com 2.0-2.7mm de largura e ápice esparso-escabroso e geralmente caudado. oryzicola (Vasing. geralmente.) Ohwi – espigueta com 3.0- 2.5-5. Echinochloa crusgalli (L.0-1. escabroso-híspida e ápice aristado ou caudado (ocorre numa mesma inflorescência). escabrosa ou híspido-escabrosa e sulcada longitudinalmente.) P.

lustrosa. com 0. EJACULADOR ou RETINÁCULO – um crescimento encurvado (em forma de gancho – ej) que parte do ponto de inserção do funículo.186) ou da plântula situada entre o ponto de inserção dos cotilédones e aquele em que tem início a radícula [Fig.hip]. EIXO HIPOCÓTILO-RADÍCULA – é o eixo do embrião (Fig. & Schult. como uma área ovalada evidente e ± elevada. ápice obtuso com rostro (estilete remanescente) caliptriforme (raro ausente).78]. Eleocharis geniculata (L. Acystacia. E Eixo embrionário – estrutura central de um embrião. Justicia e Ruellia (Acanthaceae – Fig. preta.hip. segundo SELL (1969).0mm de comprimento (exceto o rostro) por (0. são expulsas (liberadas) em duas direções opostas.7-0. apresenta no ápice o coleóptilo envolvendo a plúmula e na base a coleorriza envolvendo a radícula [Fig. ferrugíneas e ligeiramente maiores do que a núcula + o rostro [Fig. nas cariopses de Poaceae (=Gramineae) é visível. citado por BARROSO et al.8mm de largura. largo na porção mediana e com as extremidades mais esteitas.6-) 0. (1999). 141 . fruto ou semente) tem contorno de elipse.103D. ELÍPTICO(A) – diz-se quando um órgão (folha. deprimido. – núcula lenticular-obovóide. 126]. esbranquiçado. com 0. quando o fruto (cápsula) na maturação se abre.64A-B-ej).8-1. no lado dorsal. FIGURA 126 – Ejaculador de Chameranthemum sp. no fruto.186. 334D]. para o lado da micrópila nas sementes.239F-F’] A unidade-semente é a núcula (com rostro apical e com as cerdas).2mm de altura. na base com uma coroa de 7 cerdas retrorso-denticuladas. lisa.1-0. 188.) Roem. As sementes assentadas sobre o ejaculador. o mesmo que oval [Fig. como em Chameranthemum [Fig. biconvexa.

Elytrigia. pálea fértil (pf) largamente côncava. fruto ou semente) tem contorno de elipse e terminando na base e no ápice em forma de lança [Fig.) – antécio fértil estreito-oblongo. nervuras laterais inconspícuas. arredondada no dorso ou. constricta acima do calo. geralmente multinervadas e agudas ou aristadas. fruto ou semente) é somente levemente mais longo do que largo.0-2. Largo-elíptico – diz-se quando um órgão (folha.) P. ápice truncado ou miudamente lobado. Beauv. A unidade-semente é o antécio fértil.E. às vezes. fruto ou semente) é cerca de duas vezes mais longo do que largo. dura. glabra. geralmente achatada em direção ao ápice. com 3-nervuras na porção apical. intermedia. tuda superfície 142 . com duas glumas (inferior e superior) iguais. Seguem as características diferenciais de espécies de Elytrigia: FIGURA 127 – Elytrigia (antécio fértil lados ventral e dorsal): A-B. Glossario Ilustrado de Morfologia Elíptico-lanceolado – diz-se quando um órgão (folha. a nervura mediana conspícua na metade superior e terminando em curta arista dura. as margens se estendem até as carenas da pálea ou chegam próximas a elas. lustrosa. antécio fértil com lema semelhante as glumas e subigualando-se a pálea fértil. Elymus e Agropyron (tem características morfológicas gerais semelhantes e serão tratadas em conjunto) – espiguetas sésseis. levemente carenada.5mm de largura.103G]. Estreito-elíptico – diz-se quando um órgão (folha. com 10-12mm de comprimento por 2. Elytrigia elongata (Host) Nevski (=Agropyron elongatum (Host. ELIPSÓIDE – um corpo sólido com contorno elíptico. lema fértil (lf) oblonga. elongata e C-E-D- F.E.

. alargando-se para o ápice. segmento da ráquila (seg) diminuto-pubescente. Beauv. com ápice truncado. carenada B-C. na metade superior ou dorso arredondado em antécios imaturos. pálea fértil (pf) levemente côncava. com alguns pêlos basais curtos e grossos.128B-C]. pêlos adpressos. Elymus repens (L.lado dorsal.127C- D-E-F e Fig.128A].127A-B e Fig. glabrescente ou esparso-escabrosa nas nervuras em direção ao ápice ou pubescentes. Elytrigia repens (L. ex Nevski (=Agropyron repens (L. deitada contra as carenas da pálea fértil): A.) Gould) – antécio fértil lanceolado ou estreito- 143 . glabrescente ou nitidamente esparso- pubescente no ápice. com 8-10mm de comprimento por 2mm de lateral): A.) Desv. A unidade-semente é o antécio fértil. arredondado ou com entalhe raso. curta e grossa. seno em forma de ‘V’ ou ‘U’ estreito [Fig. B- ou entre elas. com bordos FIGURA 129 – Elytrigia repens (antécio divergentes ou quase paralelos. Elytrigia intermedia (Host) Nevski (=Agropyron intermedium (Host. Richt. seno geralmente em forma de ‘U’. com pêlos geralmente na metade superior da carena. elongata e largura. confinados a extremidade ou ausentes [Fig. truncado ou miudamente lobado. deitada contra as carenas da pálea.E. segmento da ráquila (seg) diminuto- pubescente. E conspicuamente pubescente. constricta acima do calo. lema fértil (lf) elíptica.) P. densos e finos pêlos longos na carena (da base ao centro). ápice arredondado. calo com curtos vista lateral. A unidade-semente é o antécio fértil. Beauv.E.) – antécio fértil FIGURA 128 – Elytrigia (antécio fértil vista elíptico ou lanceolado..lado ventral.) P. Agropyron trichophorum (Link) K. intermedia. a nervura mediana se prolongando em curta arista dura ou ápice longo-agudo ou mucronado ou diminutamente lobada. C. ápice com 3-nervuras ou inconspicamente 5-nervuras. as margens se estendem até as carenas da pálea ou chegam próximas a elas.

com nítida saliência (inchaço) acima do calo. com os lados paralelos ou somente levemente divergente em antécios basais. segmento da ráquila (seg) de 1/6-¼ do comprimento do antécio. glabra ou finamente pubescente no ápice e com longos pêlos rombudos na carena. margens hialinas na metade superior e na metade inferior. não encoberta pelas margens a lema e cicatriz apical largo-triangular e glabra. ápice truncado. levemente estreitada na base. fruto ou semente) apresenta uma reentrância (incurvação). geralmente não se estendem até as carenas da pálea.8mm de largura. restritos a extremidade externa do calo [Fig. A unidade-semente é o antécio fértil. calo glabro ou. seno em forma de ‘U’. pálea fértil (pf) levemente côcava em todo o comprimento ou com dobra longitudinal na metade inferior. ápice com 3-nervuras ou inconspicuamente 5-nervuras. mais freqüentes na metade superior. glabrescente ou miudamente pubescente. achatado dorso-ventralmente. deitada contra a pálea e entre as carenas. 144 . arredondado ou com entalhe largo e raso. de coloração palha-clara ou. glabra ou nervuras esparso- escabrosa no ápice. às vezes. com arista muito variável no comprimento (1-10mm) ou mais raro longo-agudo e sem arista. de 8-9(-10)mm de compri- mento por 1. Glossario Ilustrado de Morfologia elíptico. lema fértil (lf) lanceolada ou oblonga. como se tivessem tirado um pedaço [Fig. dorso convexo. com tonalidade esverdeada.129A-B-C]. lustrosa. EMBEBIÇÃO – ato ou efeito de embeber(-se). às vezes.16-O]. EMARGINADO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. com alguns curtos pêlos adpressos.3-1. em antécios bem desenvolvidos.

planta-mãe. Quanto a forma o embrião pode ser: Embrião contínuo – embrião reto e onde não existe uma delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótilo-radícula. D. quarto. espatulados. mas ainda não se encontra em condições de germinar em função de características fisiológicas. segundo MARTIN (1946) [Fig. Quanto ao tamanho o embrião pode ser: pequeno. A forma. 145 . segundo MARTIN (1946). como ocorre em orquídeas. são tão distintos nos diferentes grupos de plantas que podem ser utilizados. metade. para a identificação das sementes em famílias. isto é. E- total. Embrião dormente – é aquele que se encontra bem formado. etc.quarto. da fusão dos núcleos dos gametas feminino e masculino da planta. dominante e total.metade. Quanto a maturação o embrião pode ser: Embrião imaturo – é aquele que ainda não se encontra anatomicamente formado na maturação da semente e no seu desprendimento da FIGURA 130 – Embrião quanto ao tamanho: A. tamanho e posição do embrião maduro nas sementes em relação ao tecido de reserva (endosperma ou perisperma).peqeno. gêneros ou espécies. ginkgo. como nos embriões axiais lineares. com sucesso. médio ou grande. E EMBRIÃO – planta rudimentar existente no interior da semen­te e que dará origem à futura plântula. que podem ser de ta­manho pequeno. curvados e plicados. Geralmente formado por um eixo mais ou menos diferenciado (eixo hipocótilo-radícula) e pela inserção dos cotilédones.dominante. C.130]. B. é formado a partir da fecundação da oosfera.

largo. como na núcula do trigo-sarraceno (Fagopyrum esculentum Moench . E. em relação ao tamanho da semente. para dentro do embrião. D. . com cotilédones rudimentares e não diferenciados. Papaveraceae (Papaver FIGURA 133 – Embriões basais rudimentares (em seção dubium L.Fig.e Dicotiledôneas. sementes de tamanho médio ou maiores.Hydrocotyle umbellata. mas algumas vezes evidentes e parecendo minuaturas do tipo linear ou do espatulado [Fig. C. Embrião ruminado – quando ocorrem invaginações do endosperma FIGURA 131 – Embrião ruminado de Fagopyrum esculentum. caroliniana. Quanto a posição que ocupa na semente o embrião pode ser: Embrião basal – embrião relativamente pequeno.Ranunculus californicus. D. como em Hydrocotyle umbellata L. Magnoliaceae.131). Araliaceae.133D). (=Hydrocotylle bonariensis Lam. . de globoso a ovalado-oblongo.133E) e Ranunculaceae (Anemone caroliniana transversal e longitudinal): A. Aquifoliaceae (Ilex verticillata - Fig.lateral. ocorre em Mono. Rudimentar – embrião pequeno. como o embrião axial invaginado. ocupa de ⅓ a ½ da porção inferior da semente [Fig.rae .capitado. segundo MARTIN (1946).Polygonaceae . se encontra deitado sobre o tecido de reserva (endosperma) FIGURA 132 – Embrião basal: A. B..Ilex verticillata. Glossario Ilustrado de Morfologia Embrião invaginado – embrião reto.132A]. Largo – embrião periférico ou quase assim e tão ou mais largo do que comprido [Fig. C.Fig. como em Juncus bufonius L. Juncus 146 .132B].132].133B).Papaver dubium.Apiaceae =Umbellife.rudimentar. exceto em alguns embriões do tipo lateral.Fig.Anemone e Ranunculus californicus .Fig.133A). com nítida delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótiolo-radícula. abundante e se divide em: B.

E

capillaceus Lam. e Luzula sp. (Juncaceae), Syngonanthes sp.
(Ericaulaceae) e em Nymphaeaceae [Fig.134].

Capitado – embrião alargado na porção superior, em forma de
cogumelo [Fig.132C]; ocorre apenas em Monocotiledôneas, como
em Cyperaceae (Carex sororia Kunth; Cyperus brevifolius (Rottb.)
Hassk.; C. ferax L.C. Rich.; Eleocharis geniculata (L.) Roem. &
Schult.; Fimbristylis autumnalis (L.) Roem. & Schult.; F. dichotoma
FIGURA 134 – Embriões basais largos: A- Juncus
bufonius; B- Juncus capillaceus;C- (L.) Vahl; Rhynchospora aurea Vahl (=R. corymbosa (L.) Britton) e
Luzula sp.; D- Syngonanthes sp.
Rhynchospora nervosa (Vahl) Boeck. (=Dichromena ciliata Vahl) -
Fig.135), Commelinaceae e Musaceae.

FIGURA 135 – Embriões basais capitados (em seção transversal
e longitudinal): A- Carex sororia; B- Cyperus bre-
vifolius; C- C. ferax; D- Rhynchospora nervosa;
E- Eleocharis geniculata; F- Fimbristylis autum
nalis; G- F. dichotoma; H- Rhynchospora aurea.

FIGURA 136 – Embriões basais laterais (em seção transversal e
longitudinal): A-Avena sativa; B- Brachiaria plan-
taginea; C- Cynodon dactylon; D- Digitaria san- Lateral – embrião basal–lateral ou lateral, de inclinado a expandido
guinalis; E- Echinochloa sp.; F- Panicum sp.; G- no plano periférico, de pequeno a ½ da semente ou raramente
Paspalum sp.; H- Setaria sp.; I- Sorghum hale-
pense. maior [Fig.132D]; ocorre somente nas Poaceae (=Gramineae) como
em Avena sativa L.; Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc.; Cynodon
dactylon (L.) Pers.; Digitaria sanguinalis (L.) Scop.; Echinochloa sp.;
Panicum sp.; Paspalum sp.; Setaria sp.; Sorghum halepense (L.)
Pers. [Fig.136].

147

Glossario Ilustrado de Morfologia

Embrião periférico – embrião cilíndrico, contínuo, alongado, de ¼
a dominante, contíguo ao tegumento e em alguns casos deitado
lateralmente contra o tecido de reserva (perisperma) central,
conspícuo e amiláceo, ou curvado em torno de todo o perisperma
[Fig.137]; cotilédones estreitos ou expandidos; mas em alguns casos
um dos cotilédones é abortivo. Ocorre em Dicotiledôneas, como
em Aizoaceae, Amaranthaceae (Amaranthus retroflexus L. - Fig.
138A), Cactaceae, Caryophyllaceae (Spergularia arvensis L. - Fig.
138G), Chenopodiaceae (Chenopodium album L. e Chenopodium
ambrosioides L. - Fig.138B), Nyctaginaceae, Phytolaccaceae,
Polygonaceae (Persicaria maculosa Gray; Persicaria punctata (Elliot)
FIGURA 137 – Embrião periférico,
Small e Rumex crispus L. - Fig.138D-E-F) e Portulacaceae.
segundo MARTIN (1946).

FIGURA 138 – Embriões periféricos e contínuos (em seção transversal e longitudinal):
A- Amaranthus retroflexus; B- Chenopodium album; C- Chenopodium
ambrosioides; D- Persicaria maculosa; E- Persicaria punctata; F-
Rumex crispus; G- Spergularia arvensis.

Embrião axial – embrião de pequeno a total; se encontra no eixo

FIGURA 139 – Embrião axial: A- linear; B-B’- centro da semente e está envolto pelo endosperma não amiláceo
diminuto; C-C’- micro; D- espa- [Fig.139], exceto em cinco famílias de Monocotiledôneas. A divisão
tulado; E- curvado; F- plicado;
G- invaginado, segundo MARTIN inclui o linear, a miniatura e o foliolado:
(1946).

148

E

Linear – embrião cilíndrico, contínuo, geralmente mais longo do
que largo [Fig.139A] e reto em Anethum graveolens L., Apium
graveolens L., Daucus carota L. (Apiaceae =Umbelliferae - Fig.
140G-H-I) e Anagallis arvensis L. (Primulaceae - Fig.140A);
ou anelar em Datura stramonium L. (Solanaceae - Fig.140C);
ou curvo em Atropa belladona L. (Solanaceae - Fig.140B); ou
espiralado em Cuscuta sp. (Cuscutaceae - Fig.148F), Byrsonima
(Malpighiaceae), Dodonea e Koelreuteria (Sapindaceae); ou
circinado em Solanum aculeatissimum Jacq., S. lycocarpum L.,
S. paniculatum L. e S. sisymbriifolium Lam. (Solanaceae - Fig.
140E); ou imbricado em Solanum americanum Mill. e Solanum
capsicoides All. - Fig.140D-F); com cotilédones não expandidos
e sementes geralmente não diminutas. O embrião linear ocorre
em Amaryllidaceae, Apiaceae, Cuscutaceae, Malpighiaceae,
Liliaceae, Primulaceae, Sapindaceae e Solanaceae.

FIGURA 140 – Embriões axiais lineares, contínuos e retos (em seção transversal e
longitudinal): A- Anagallis arvensis; G-Anethum graveolens; H- Apium
graveolens; I- Daucus carota; curvo: B- Atropa belladona.anelar: C-
Datura stramonium; circinado; E- Solanum aculeatissimum; imbricado:
D- Solanum americanum; F- Solanum capsicoides.

Subdivisão miniatura – sementes de pequenas a diminutas, com
embriões que são gandes ou diminutas, envoltório das sementes
freqüentemente celular-reticulado; endosperma não amiláceo:

149

Glossario Ilustrado de Morfologia

Diminuto – embrião variável quanto ao seu tamanho relati-
vo, de pequeno a total, geralmente de ovalado a elíptico ou
oblongo; cotilédones de inclinados a pouco desenvolvidos;
sementes geralmente de 0,3-2,0mm de comprimento, fre-
qüentemente quase tão longas quanto largas [Fig.139B-B’];
como em Campanulaceae, Droseraceae (Drosera interme-
dia Hayne - Fig.141D), Ericaceae, Gentianaceae, Loga-
niaceae, Orobanchaceae, Saxifragaceae, Scrophularia-
FIGURA 141 – Embriões axiais diminutos e contínuos (em ceae (Chaenorhinum calycinum (Banks & Sol.) P.H. Davis
seção transversal e longitudinal): A- Petunia
= Antirrhinum calycinum Banks & Sol. e Scoparia dulcis L.
axilaris; B- Scoparia dulcis; C- Chaenorhi-
num calycinum; D- Drosera intermedia. - Fig.141C-B) e Petunia axillaris (Lam.) Britton et al. (Sola-
naceae - Fig.141A).

Micro – embrião de diminuto a total; sementes geralmente
globosas, diminutas, em geral menores do que 0,2mm
de comprimento e formadas por poucas células (50 a 150) no
interior do tegumento [Fig.139C-C’]; como em Orchidiaceae.

Subdivisão foliolada – embrião central, largo, de ¼ a total;
cotilédones expandidos; sementes de grandes a médias;
endosperma não amiláceo. A subdivisão foliolada apresenta as
seguintes subdivisões:

FIGURA 142 – Embriões axiais espatulados e contínuos Espatulado – embrião reto e contínuo; cotilédones de finos a
(em seção transversal e longitudinal): A-A’-
Spermacoce latifolia; B-B’- Plantago lan- espessos e de levemente expandidos a largos [Fig.139B];
ceolata; C-C’- Sesamum indicum; D-D’-
como em Apiaceae (Foeniculum vulgare Mill. - Fig.142E-E'),
Euphorbia heterophylla; E-E’- Foenicu-
lum vulgare. Apocynaceae, Asclepiadaceae, Asteraceae (=Compositae), Bi-
xaceae, Boraginaceae, Cistaceae, Cornaceae, Dipsacaceae,
Ebenaceae, Euphorbiaceae (Euphorbia heterophylla L. - Fig.

150

E

142D-D’), Labiatae, Linaceae, Loasaceae, Meliaceae, Olea-
ceae, Oxalidaceae, Passifloraceae, Pedaliaceae (Sesamum
indicum L. - Fig.142C-C’), Plantaginaceae (Plantago lance-
olata L. - Fig.142B-B), Plumbaginaceae, Polemoniaceae,
Rosaceae, Rubiaceae (Spermacoce latifolia Aubl. - Fig.142A-
A’), Rutaceae, Sapotaceae, Simaroubaceae, Theaceae, Urtica-
ceae e Vitaceae.

Curvado – embrião espatulado, contínuo, mas curvado em forma
de canivete; cotilédones em geral espessos, iguais entre si, mas
apresentam os bordos dobrados, ou um é maior do que o outro
FIGURA 143 – Embriões axiais curvados, contínuos e pleurorrizos
(em seção transversal e longitudinal): A- Indigofera sp.; e se encontram dobrados ao meio [Fig. 139C]; como em Anacar-
B-Ulex europaeus; C-Lespedeza sp.; D-Sesbania sp. diaceae, Bombacaceae, Brassicaceae (=Cruciferae), Cannabina-
ceae, Fabaceae–Papilionoideae e Moraceae; ou com eixo hipo-
cótilo-radícula infletido (encurvado basal-lateralmente), em maior
ou menor grau, como em Zornia sp. [Fig.143A] e Aeschynomene
rudis [Fig.144] (Faba-ceae-Papilionoideae); ou com cotilédones
dobrados, como em Serjania sp. (Sapindaceae – Fig.148D). O
embrião curvado apresenta as seguintes subdivisões:

Notorrizo ou Incumbente – quando no embrião curvado o eixo
hipocótilo-radícula se dobra e se encontra deitado dorsalmente
contra a nervura mediana de um dos cotilédones (um interno
FIGURA 144 – Embrião axial curvado, contínuo e ra- e outro externo) incumbentes [Fig. 148G]; como em Capsella
radícula infletida (em seção transversal
e longitudinal): A- Aeschynomene rudis bursa-pastoris (L.) Medik. [Fig. 145G] e Coronopis sp.
e B- Zornia sp. (Brassicaceae =Cruciferae) e em espécies de Resedaceae.

Ortoplóico ou Conduplicado – quando no embrião curvado
os cotilédones conduplicados e justapostos se encontram

151

Glossario Ilustrado de Morfologia

dobrados longitudinalmente e envolvem o eixo hipocótilo-
radícula [Fig.148H]; como nos gêneros Brassica (Brassica
kaber (DC.) L.C. Wheeler - Fig.145I), Eruca, Raphanus,
Rapistrum e Sinapis (Brassicaceae =Cruciferae).

FIGURA 145 – Embriões axiais curvados, contínuos e pleurorrizo (em seção transversal e longitudinal):
A- Trifolium repens; B- Medicago lupulina; C- Melilotus indica; D- Lotus corniculatus;
E- Crotalaria spectabilis; F- Desmodium tortuosum; H- Lepidium virginicum; notorrizo:
G- Capsella bursa-pastoris e conduplicado: I- Brassica kaber.

Pleurorrizo ou Acumbente – quando no embrião curvado
os cotilédones, se situam verticalmente na semente, e o
eixo hipocótilo-radícula se dobra de maneira a se localizar
lateralmente ao longo de um dos bordos justapostos dos
cotilédones acumbentes; como em Barbarea, Cardamine,
Lepidium virginicum L. [Fig.145H] e Nasturtium (Brassica-
ceae =Cruciferae), Crotalaria spectabilis Roth, Desmodium
tortuosum (Sw.) DC., Indigofera sp., Lespedeza sp., Lotus
corniculatus L., Medicago lupulina L., Melilotus indica (L.)
All., Sesbania sp., Trifolium repens L. e Ulex europaeus
(Fabaceae–Papilionoideae - Fig.143B-C-D-E e Fig.145A-
B-C-D-E-F).

152

E

Oblícuamente-Incumbente – é um estágio intermediário
entre o embrião acumbente e o incumbente, mas está mais
próximo ao incumbente; como em Sisymbrium officinale (L.)
Scop. (Brassicaceae =Cruciferae).

Plicado – embrião contínuo com cotilédones foliáceos, muito
expandidos e variavelmente dobrados longitudinalmente e
transversalmente, como se estivessem amassados e deitados
contra o eixo hipocótilo-radícula, ou envolvendo, às vezes,
FIGURA 146 – Embriões axiais plicados e contínuos (em seção
transversal e longitudinal): A- Malva parviflora; B- uma boa porção, dependendo do estádio de desnvolvimento
Sida carpinifolia; C- Sida linifolia; D- Sida spino-
do embrião; como em Burseraceae, Convolvulaceae (Ipomoea
sa; E- Ipomoea sp.
– Fig.146E e FIG.148R), Geraniaceae, Malvaceae (Malva
parviflora L. - Fig.146A, Malvastrum americanum (L.) Torr. -
Fig.148P], Sida carpinifolia L. - Fig.146B e Fig.148Q, Sida
linifolia Cav. e Sida spinosa L. – Fig.146C-D), Theobroma cacao
L. (Sterculiaceae – Fig.148S), Tiliaceae e Ulmaceae.

Invaginado – embrião com nítida delimitação entre o eixo hi-
pocótiolo-radícula e os cotilédones, que se manifesta pela
base emarginada, cordada, sagitada ou auriculada dos co-
tilédones ou pela invaginação do eixo reto e basal entre os
cotilédones; a plúmula pode ou não estar presente; como
em Betulaceae, Bignoniaceae, Fabaceae–Caesalpinioideae
FIGURA 147 – Embriões axiais invaginados (em (Senna occidentalis (L.) Link. – Fig.147A-A’; Senna obtusifo-
seção transversal e longitudinal): A-
A’- Senna occidentalis; B-B’-Senna lia (L.) H. S. Irwin & Barneby – Fig.147B-B’, Senna alata (L.)
obtusifolia; C-C’- Senna alata. Roxb.; ou apresenta cotilédones em sigmóide – Fig.147C-C’),
Fabaceae –Mimosoideae, Fagaceae, Lamiaceae, Lauraceae,
Lythraceae e Rhamnaceae.

153

Glossario Ilustrado de Morfologia

Podem ocorrer ainda outros formas de embrião:

Transverso-oblongo – embrião axial, com eixo hipocótilo-radícula
curto, cilíndrico ou obcônico e cotilédones finos, membranáceos
e mais largos do que longos; como em sementes dos gêneros
Kielmeyera (Clusiaceae =Guttiferae - Fig.145N), Magonia
(Sapindaceae - Fig.148M) e nas Bignoniaceae onde as
sementes aladas, sem endosperma, possuem cotilédones
profundamente bilodados no ápice [Fig.148O-O'-O''].

Conferruminado – embrião ovóide, elipsóide, globoso, obovóide
ou claviforme, sem distinção de cotilédones nem do eixo
hipocótilo-radícula, segundo BARROSO et al. (1999). Ocorre em
Eugenia (Myrtaceae), Bertholletia e Lecythis (Lecythidaceae).

Criptorradicular – embrião com cotilédones de oblongos a
elípticos, plano-convexos, crassos, dispostos paralelamente ao
curto eixo hipocótilo-radícula oculto entre os cotilédones, como
em Erisma (Vochysiaceae), Anadenanthera pavonina L. e
Pithecelobium (Fabaceae–Mimosoideae Fig.148J-J’-J’’).

Hipocotilar – embrião com eixo hipocótilo-radícula grande e
transformado em órgão armazenador de reservas, cotilédones
de vestigiais a rudimentares, como duas alas membranáceas
ou estão completamente ausentes. Ocorre em Bonnetia sp.
(embrião cilíndrico e sem vestígios de cotilédones - Theaceae - Fig.
148Y), Caryocar (Cariocaraceae - Fig. 148U), Clusia (Clusiaceae
=Guttiferae - Fig.148T), Campo-manesia (com eixo curvo em forma
de ‘C’ e cotilédones vestigiais - Myrtaceae - Fig. 148X) e Chomelia
sp. (Rubiaceae - Fig. 148V).

154

E. F.Pithecelobium sp. N. I’.lineares.Magonia pubescens.espiralado (Cuscuta sp. Q.Ipomoea sp. K’.invagi- nado papilionáceo (eixo infletido em maior ou menor grau). 155 .circinado.Bignoniaceae.pleurorrizo.Chomelia sp.Pisum sp.Malvastrum americanum.Sida carpinifolia.eixo em vista interna.. hipocotilar: T.Bonnetia sp. com cotilédones conduplicados (dobrados longitudinalmente) e eixo deitado entre os bordos.Caryocar sp.Theobroma cacao.curvado com cotilédones dobrados (Serjania sp. H. X. e J’. D. L. transverso-oblongo: M. C. (Fonte T-V-Y-X: Barroso et al.com eixo rudimentar (Calophyllum. B.Kielmeyera.). invaginado globoso: K.ortoplóico.. U. R.Clusia grandiflora. Y. V.Adenanthera pavonina e J’’. E FIGURA 148 – Embriões: A.eixo em vista interna. O-O’-O’’. com cotilédones incumbentes e eixo deitado sobre o dorso dos cotilédones (um externo e outro interno).Campomanesia sp. com cotilédones acumbentes e eixo encurvado e deitado entre os bordos justapostos dos co- tilédones.ponta da radícula visível externamente. G.. em um dos lados.. invaginado: I.espatulados. 1999).curvados..). invaginado criptoradicular: eixo não visto externamente: J. (ponta da radícula visível externamente). S. G-G’.notorrizo. plicados: P.

gelatinoso. a textura pode ser dura.. Eucalyptus. As principais substâncias de reserva são: carbohidratos. que são os óleos e gorduras. em jacarandá – Dalbergia nigra (Vell. ENDOSPERMA – tecido nutritivo (triplóide) resultante da dupla fecundação que ocorre nas Angiospermas. 309].94]. 94. em pau-Brasil – Caesalpinia echinata Lam. em pau-ferro – Caesalpinia ferrea Mart. como nas Brassicaceae (=Cruciferae). Glossario Ilustrado de Morfologia EMERGÊNCIA – ação de emergir.). Juncaceae. pode rodear parcial ou totalmente o embrião (como em erva-mate – Ilex paraguaiensis A. carnoso. ENDOCARPO – camada interna dos frutos (do pericarpo). pode permanecer líquido como em Cocos nucifera L. ex Tul. St.-Hil. proteínas.. EMERSO – que se eleva acima da superfície da água. É o tecido de reserva utilizado pelo em­brião durante o processo de germinação [Fig. parte da planta aérea e parte submersa. 156 . em cássia – Cassia fistula L. O amido pode conter como material de reserva os lipídios.) De Wit. 325]. 123. Quanto a textura o endosperma pode ser farinhoso.. ex Steud.35. EMERGENTE – que emerge.) Allemão ex Benth. Poaceae (=Gramineae). lenhosa ou óssea [Fig. pode ser parcial ou completa-mente absorvido pelo embrião em desenvolvimento ou pode permanecer até que a semente germine. pode não estar presente na semente madura (como em espécies de orquídeas.78B.) ou estar reduzido a uma fina película. etc. e em louro – Cordia trichotoma (Vell. elevando-se acima da superfície da água ou do solo.) Arrab. em leucena – Leucaena leucocephala (Lam. lipídios e outras substâncias. córneo ou crasso. corresponde a epiderme interna ou superior da fo­lha carpelar. [Fig. O amido é o material de reserva mais comum nas sementese e é encontrado nas famílias Cyperaceae.

(Polygonaceae . fruto ou semente) tem contorno de bainha de espada.. da micrópila para a chalaza.284]. Virola (Myristicaceae). como nas Poaceae (=Gramineae). ENSIFORME – diz-se quando um órgão (folha. ou quando o endosperma se desenvolve no centro da semente. como nas Fabaceae (=Leguminosae). ENTRENÓ – a parte de um colmo ou ramo localizado entre dois nós consecutivos [Fig. Endosperma exalbuminoso – quando a semente não apresenta tecido de reserva e o alimento consumido durante a germinação e no desenvolvimento da plântula se encontra armazenado nos cotilédones.102A]. bem delimitado e é todo consumido durante a germinação e no desenvolvimento da plântula. Endosperma ruminado – se caracteriza pelas invaginações (ruminações) transversais do tegumento para o interior (centro) do tecido nutritivo. completamente reta com ponta aguda. 157 . do tégmen de Triplaris surinamensis. como a folha de Iris ou da espada-de-São-Jorge [Fig. como em sementes de Annonaceae. nas núculas de Antigonon. E Endosperma albuminoso – quando a semente apresenta uma tecido de reserva bem definido.Fig. 1999). e se expande no tecido nucelar. entre as ruminações do tegumento (BARROSO et al. de Diospyros FIGURA 149 – Endosperma ruminado e invaginações (Ebenaceae). Coccoloba e Triplaris surinamensis Cham. ENZIMA – proteína com propriedades catalíticas específicas.146) e Cissus (Vitaceae).

EPICÓTILO – é o eixo (epi) do embrião acima do nó cotiledonar e abaixo da plúmula [Fig. enquanto nas espécies de germinação hipógea e criptocotiledonar. corresponde a epiderme externa ou inferior da folha carpelar [Fig. ou as primeiras folhas (os eófilos). 325]. 158 . 189].35. 188-fp. os cotilédones e o hipocótilo com o sistema radicular (situado abaixo). EPICARPO – camada externa dos frutos (do pericarpo). portanto não retira dela alimento. ou o primeiro internó da plântula. desenvolvida a partir da gema apical e se localiza logo acima dos cotilédones [Fig. tipo de folha de transição desenvolvida antes da formação das folhas adultas. acima do ponto de inserção dos cotilédones e abaixo da inserção da folha primária ou do primeiro par de folhas primárias ou dos eófilos [Fig. como no trigo. com lâmina verde. 307B-C-308C]. 123.186-epi. 189C]. ou a porção do eixo da plântula. Glossario Ilustrado de Morfologia EÓFILO ou FOLHA PRIMÁRIA (PRIMORDIAL) – é a primeira folha expandida ou o primeiro par de folhas. 186-fp. 94. EPÍFITA – diz-se da planta que vive sobre a outra. Nas espécies de germinação epígea e fanerocotiledonar o crescimento do epicótilo é muito pequeno durante a germinação. o epicótilo se alonga e eleva para a luz (acima do solo) a gema apical e a plúmula. Os tecidos condutores do epicótilo unem a parte aérea (situada acima). 188-epi. O mesmo que exocarpo. EPIBLASTO – uma pequena excrescência do lado oposto do escutelo e é considerado como um remanescente do segundo cotilédone. mas não a parasita.306B-C. encontrado em algumas espécies.

ERGOT – substância produzida por fungos e que toma o lugar da cariopse. A unidade-semente é a semente nua. ERIÇADA – diz-se da superfície de um órgão (caule. cálice.0mm ou menos de largura. Fruto (nuculânio) equinado – globoso em Triumfetta (Tiliaceae – Fig. lemas 3-nervadas. fruto ou semente) provida de pêlos duros. Cálice equinado – ocorre no cálice que envolve o fruto mútiplo de Acaena (Rosaceae – Fig151]. FIGURA 151 – Cálice equinado envol- vendo o fruto múltiplo de Acaena sp. E EPÍGEA – ver germinação epígea [Fig.150]. raras vezes com esturas acessórias. EPIGÍNICO – que se insere acima do ovário. Eragrostis curvula – lemas e páleas membranáceas e muito caediças no beneficiamento. EQUINADA – diz-se da superfície de um órgão vegetal (caule. relativo a epígina. EPÍGINA – diz-se da flor de ovário ínfero.186].203C]. folha. quando as partes se inserem acima dele [Fig. fruto ou semente) que se apresenta revestida de espinhos ou acúleos. como no: FIGURA 150 – Epígina. termo usado quando o ovário das flores é ínfero.7-2. às vezes. escura e nitidamente delimitada. aguçados e retos [Fig. de coloração amarelo-castanho- clara. como nos gêneros Lolium e Festuca e outras Poaceae (=Gramineae). de 0. 243]. lisa ou levemente estriada longitudinalmente. 159 . área do embrião oblonga. folha.0mm de comprimento por cerca de 1. com nervuras laterais. inconspícuas. cariopse oval.

5-3. ± torcido (quanto + seca + espiralada.7-1. – regmídio formado. Eryngium luzulifolium Cham. EROSO – diz-se da folha que apresenta margem irregularmente dentada.) L’Her. ápice com cavidade oblíqua-ovalada. parecendo um sacarrolha) da esquerda para a direita. geralmente. & Schlecht. com 2. 160 . escamas dorsais inconspícuas e vesiculosas. circundada por um anel e do qual sai o longo estilete (rostro – ro) de 2-3cm de comprimento. em curto bico (geralmente ausente quando misturado às sementes comerciais) reto ou levemente encurvado e coberto por um tufo de pêlos. de pequena consistência.0mm de comprimento por 0. em virtude da pequena ou de nenhuma lenhificação. [Fig. como se tivesse sido roída por um animal. ERVA – pouco desenvolvida. raro o cremocarpo. castanho-avermelhada [Fig. ala formada por escamas laterais lanceolada e acuminadas. semente oblonga. A unidade-semente é o carpídio. lisa. como o botão-de-ouro (Galinsoga parviflora Cav. de coloração castanho-alaranjada a castanho-avermelhada e superfície com pêlos ascendentes esbranquiçados. Glossario Ilustrado de Morfologia Erodium cicutarium (L. de 2-3mm de comprimento.0)mm de comprimento por 0. A unidade- semente é o mericarpo. de 3.0mm de diâmetro. calícinas pouco memores ou iguais.193) e de serralha (Sonchus oleraceus L. por cinco mericarpos claviformes e em seção transversal orbiculares.109R-S-T]. – Asteraceae =Compositae .2 (-5. ESCABRO – áspero como uma lixa.Fig. raro a semente.).9mm de diâmetro.0-4. mericarpo se afila gradativamente para a base. – cremocarpo com carpóforo nulo e formado por dois carpídios comprimidos.290C].

fruto ou semente) que se apresenta áspera. mais ou menos seco. ESCAMA – diz-se quando órgãos foliáceos. uma flor ou uma inflorescência [Fig.2-e. pálea. ESCLERÓCIO – corpo duro. ESCAPO – pedúnculo geralmente sem folha (áfilo). ESCAMIFORME – em forma de escamas. ESCARIFICAÇÃO – ato de expor a parte interna da semente para facilitar a germinação. Produz diretamente os esporóforos.204C]. origina-se de um bulbo. ESCAMOSA – diz-se da superfície de um órgão que se apresenta com escamas fixadas em uma ponta [Fig. no ápice. pode ser química ou mecânica. glumelas) é membranoso. etc. ESCARIOSO – diz-se quando o órgão de natureza foliar (lema. rizoma.51A-C].203-O]. 175A]. de forma irregular. formado pelo micélio de certos fungos que atacam principalmente as Poaceae (=Gramineae) e em outras como Fabaceae e Brassicaceae. muitas vezes são escamiformes. que pode ser provido de escamas ou brácteas. como certos catáfilos de bulbos e gemas lembram escamas de peixe [Fig. E ESCABROSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. constituído por numerosas hifas entrelaçadas e revestidas por um invólucro protetor (camada cortical). freqüentemente translúcido e não verde. e produz. ou escamas ou cerdas rígidas [Fig. ligeiramente coberta com curtas pontas um pouco duras. 161 .

162 . como no antúrio. 1945).101H]. são os menores grupos FIGURA 153 – Espata. ESPÁDICE – tipo de inflorescência em espiga. Glossario Ilustrado de Morfologia ESCUTIFORME – em forma ou com aparência de escudo [Fig. Espécie exótica – que não tem habitat original no Brasil.152]. ESPATULADO(A) – diz-se quando um órgão (folha.103H]. que pode envolvê- la em maior ou menor extensão. a espata. ou lenhosa. ESPÉCIE – em taxonomia: é o taxon básico. Espécie nativa – que tem habitat original no Brasil. com flores FIGURA 152 – Espádice. geralmente é membranácea. como no copo-de-leite. fruto ou semente) tem contorno de espátula. como nas palmeiras [Fig. ESPATA – bráctea que ocorre na base de uma inflorescência. 153]. possuindo caracteres comuns fixos no transcorrer de sua pogênese (VASCONCELOS SOBRINHO. através do qual os nutrientes são transferidos do endosperma para o embrião. ESCUTELO – estrutura em forma de escudo e que constitui o único cotilédone (modificado) das cariopses de Poaceae (=Gramineae). mais ou menos elevada e que no centro apresenta o eixo embrionário (a radícula e a plúmula da planta embrionária – Fig. geralmente díclinas e pouco vistosas [Fig. consistentemente e persistentemente distintos e distinguíveis por meios usuais (CRONQUIST.78-esc). 1988). largo e arredondado no ápice e afilando em direção a base [Fig. é o conjunto de indivíduos originados de pais comuns. com eixo mais ou menos carnoso e que tem na base uma bráctea. a espádice. No lado dorsal da cariopse é visível como uma área ovalada evidente.

Podem aparecer ainda duas escamas (lodículas – lod) em ambos os lados do plano médio da lema. muito próximas uma das outras.157. também secas e opostas. uma ou mais flores (antécios) férteis ou estéreis. pequena pequena espiga formada por um eixo ou segmento da ráquila ou ráquila curta.157).155] Avena barbata 163 . geralmente.ra). opostas e estéreis. 269].4]. Poaceae (=Gramineae .3. uma inferior ou externa (gli) e outra superior ou interna (gls). como nos gêneros Oryza [Fig. ou glumas.Fig. com flores sésseis (sem pedicelo) inseridas ao longo do eixo (raque . Andropogon gerardii Vitmann [Fig. como nas Poaceae (=Gramineae) [Fig. como nos gêneros Agrostis [Fig. As espiguetas se agrupam de diversas maneiras para formar espigas. ESPICIFORME – semelhante a uma espiga. ESPIGUETA ou ESPIGUILHA – inflorescência típica de Cyperaceae e FIGURA 154 – Espiga. ESPICULADA – diz-se da superfície de um órgão revestida com pontas finas e carnosas.158] e Phalaris [Fig. a inferior ou externa (lema) e a superior ou interna (pálea). E ESPERMÁFITAS – divide-se em Angiospermas e Gimnospermas. em Poaceae. simples. rácemos e panículas compostas. ESPIGA – inflorescência racemosa. sobre a qual se inserem as flores (uma a várias) e que apresentam na base da inflorecencia duas brácteas (glumas ) secas.268. Na definição de semente pura das Poaceae.154]. pouco perceptíveis. o termo espigueta pode incluir mais de uma flor (antécio) fértil. Na base de cada flor encontram-se duas bractéolas (glumelas). A flor propriamente dita se compõem de três estames e do gineceu protegido pelas glumelas.

156]. [Fig. dependendo das estruturas que estão presentes e da espécie. [Fig. A espigueta pode ser uma unidade-semente múltipla ou simples. FIGURA 157 – Espigueta de Oryza sativa.199]. Glossario Ilustrado de Morfologia Pott ex Link [Fig.158].34] Holcus sp. Axonopus [Fig.157. 158]. Panicum e Sorghum. Oryza sativa L. [Fig. FIGURA 155– Espigueta de Andropogon FIGURA 156 – Espigueta de Avena barbata. gerardii. Panicum sp. 164 . FIGURA 158 – Espigueta de Oryza. [Fig.158] e Sorghum sp.

203A]. uma porção apical ou basal 165 . FIGURA 160 – Espiralado. originados de um ovário súpero ou ínfero. [Fig. Espinhos uncinados – no invólucro gamófilo de Xanthium strumarium L. 100F. com placentação. ESQUIZOCARPÁCEO – fruto formado por dois ou mais carpelos. difere do acúleo por ser de difícil remoção e por possuir elementos condutores. o indivíduo que o formou.148].160]. ESPIRALADO – curvado em forma de espiral mais ou menos estreita [Fig. vegetativa ou assexuada- mente. em unidades de dispersão. ESPORÂNGIO – órgão que forma (e que contém durante certo tempo) esporos. na maturação. ESPINHO – formação epidérmica pontiaguda. como nas samambaias. que se decompõem longitudinalmente. ESPORÓFORO – órgão que suporta (contém) os esporos. Distinguem-se das cápsulas septicidas. ESPINHOSA – diz-se da superfície de um órgão (caule. [Fig. fruto ou semente) provida de espinhos [Fig. folha. tantas quantas são os carpelos componentes. E ESPINHENTA – provido de espinhos.159]. ESPORO – formação geralmente unicelular e uninu­clear. encontra-se geralmente no caule. reproduzindo. porque nestas. capaz de germinar em determinadas condições. geralmente. FIGURA 159 – Espinhos uncinados e rostro. como o embrião de Cuscuta sp.

ESTAME – órgão masculino da flor. que só tem estames e é incapaz de produzir sementes. com a formação de valvas. unidas pelo conectivo e nelas estão os microsporângios ou sacos polínicos (sc) que contêm os grãos de pólen (gp) [Fig.Fig. composto pela an­tera (ant) e pelo filamento (ou filete –fi).83. 1999): coca ou mericarpo. Nestas cápsulas a abertura dos carpelos é sempre vental. ESQUIZOCARPO – fruto simples. separa-se em duas unidades em Apiaceae (=Umbelliferae . estéril e não tem a função original de produzir pólen. indeiscente e de bi. ESTÉRIL – incapaz de pro­duzir sementes.a pluricarpelar.92]. 166 . Ver a descrição de cada um.93] e mais de cinco unidades em Malvaceae. em Poaceae (=Gramineae) é incapaz de produzir cariopses. ESTAMINADA – flor masculina. em tantas unidades-sementes quantas são os carpelos componentes. 109). se separa longitudinalmente dos demais formando um fruto parcial (me­ricarpo ou carpídio) unisseminado. 171]. Quando este falta diz-se que a antera é séssil. A antera (estrutura alargada) é formada pelas duas tecas (t). duas em Rubiaceae [Fig. Os esquizocarpos dividem- se em quatro subtipos (BARROSO et al. Glossario Ilustrado de Morfologia dos carpelos fica sempre unida ao receptáculo. regmídio e samarídio. Cada carpelo. na maturação.13A..12. como em Poaceae (=Gramineae) no gênero Arrhenatherum. três em Euphorbiaceae [Fig. enquanto na maioria dos esquizocarpos deiscentes a abertura é apenas apical. ESTAMINÓDIO – estame modificado. seco. cremocarpídio.

que recebe os grãos de pólen e onde iniciam a germinação [Fig. Pimpinella anisum L. ESTIPE – é um caule comprido. de forma variada. ESTILOPÓDIO – base do estilete (et). que ocorre em certos frutos (cremocarpo / carpídio .171-est]. persistente. às vezes dilatada e glandulosa. Daucus carota L. Hill. . caso típico das palmeiras. geralmente sem ramificações. ESTIOLAÇÃO – ato ou efeito de alteração das plantas que vegetam em lugar escuro ou são privadas da luz e que se caracteriza pelo descoloramento e amolecimento dos tecidos que atingem um certo grau de crescimento. Angelica archangelica L. 167 . quase cilíndrico.car) FIGURA 161 – Estilopódio. que se prendem direta- mente ao caule.. ESTIGMA – parte apical do pistilo. ± engrossada. como por exemplo o caule do mamoeiro ou a base de um fruto. como a carnaúba [Fig. que se enfraqueceu pelo estiolamento.Fig. ESTILETE ou ESTILO – parte do pistilo que fica entre o estigma e o ovário [Fig. E ESTERILIZAÇÃO – que foi submetido a esterilização. de Apiaceae (Ammi majus L. cônica ou cilíndrica. ESTIOLADO – que sofreu estiolamento. Ver tronco e colmo.. ESTIPIFORME – que parece uma estipe. apenas no ápice apresenta um tufo de folhas.) Nyman ex A..W.171-es].162].161-et]. como as núculas de Carex sororia Kunth. Petroselinum crispum (Mill. FIGURA 162 – Estipe de carnaúba.

mais raro. pode também ocorrer o concrescimento de estípulas de folhas vizinhas. formam gemas e nesse ponto pode haver a formação de uma nova planta. [Fig.B. de espaço em espaço. respectivamente [Fig. desenvolve eixos caulinares que rastejam sobre o solo e que. ESTÍPULA – formação laminar (epu) existente na base dos pecíolos de algumas plantas [Fig. – Malvaceae). ESTOLÃO ou ESTOLHO – a planta. geralmente há duas em cada folha.239A]. ESTOLONÍFERO – que tem estolão. e Fimbristylis dichotoma (L. como linhas finas (menores do que costelas). com raízes e folhas em roseta.164-eh]. Estolão hipogeu – é subterrâneo. é denominado de estolão epigeu. etc. ESTIPULADA – provido de estípulas. mas elas podem concrescer formando uma peça única. ao crescer. FIGURA 163 – Estolão epigeu do morangueiro. geralmente longitudinal.. mas produz na extremidade tubérculos (batatinhas).) C. não origina ramos nas raízes. como no morangueiro [Fig. ESTRIA – proeminência. ocorre no pecíolo do brinco-de-princesa (Hibiscus rosa-sinensis L.239C-D-E-G].163]. a qual por sua vez pode desenvolver um novo estolho.) Vahl. FIGURA 164 – Estolão hipogeu. ESTIPITADO – como a base da núcula de Bulbostylis capillaris (L.172A-epu. Cyperus rotundus L. 168 .184]. Clarke [Fig. Glossario Ilustrado de Morfologia Cyperus esculentus L. bulbos (trevo).

epicótilo ou mesocó­tilo. rígidos e adpressos [Fig. Receptáculo estrobiliforme – quando os frutículos se encon- tram dispostos sobre um receptáculo cônico. como no gêneros Chelidonium majus L. E ESTRIADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. ESTRIGOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha.-Hil.308-etr. fruto ou semente) que está marcado com finas linhas longitudinais [Fig. 309]. que se torce ao redor do próprio 169 . (Violaceae) e em Fabaceae [Fig. fruto ou semente) que se apresenta revestida por agudos pêlos. St. coleóptilo. ESTRUTURA COM LAÇADA – estrutura da plântula. ESTRUTURA TORCIDA – estrutura da plântula. Aguns autores usam esse termo como sinônimo de híspido. ESTROFÍOLO – tipo de arilo. Viola odorata L. coleóptilo. ESTROBOLIFORME – em forma de cone ou de estróbilo (estrutura florífera e depois frutífera das Coníferas). como o hipocótilo. epicótilo ou mesocótilo. co­mo o hipocótilo. excrescência carnosa (etr) da semente. ESTRUTURAS ESSENCIAIS – estruturas do embrião indispensáveis para a produção de uma plântula normal. que em vez de ser reta na sua porção terminal. como em Talauma ovata A. que se forma a partir do funículo e visível como pequeno intumescimento sobre a rafe. (Papaveraceae – Fig.27I-etr). 204D]. forma uma laçada.295F].

Fracamente torcida – quando a torção faz uma volta completa ao redor de um longo trecho da estrutura. Allamanda (Apocynaceae . 170 .313C). EXERTA – que se expõe para fora de um órgão.Fig.313A). fruto ou semente) apresenta elevações.313I] Magonia pubescens A.-Hil.16T]. como as valvas dos frutos de Eucalyptus.Fig. Violaceae [Fig. (Rubiaceae - Fig. (Magnoliaceae . como a ala circundante das sementes de espécies de Bignoniaceae [Fig. (Fabaceae-Papilionoideae . Greville sp.Fig.Fig. Clethra sp. EXCISA(O) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha.313B). Ver tuberculada. et al. EXÊNTRICO(A) – fora do centro. – abreviatura do latim et alii (e outros).313H]. semente ou embrião) apresenta uma incisão curta [Fig. Fortemente torcida – quando a torção faz uma volta completa ao redor de um pequeno tre­cho da estrutura. Glossario Ilustrado de Morfologia eixo de alongamento. como tubérculos ou verrugas. Sessea sp. EXCRESCÊNCIA – diz-se quando a superfície de um órgão (folha.Fig.Fig. fruto. formando um laço ou um círculo ao invés de ser mais ou menos reto. (Proteaceae . Coutarea sp.313G) e Campsiandra sp.313F). (Clethraceae . (Solanaceae .St.313J).313D).

EXOCARPO – o mesmo que epicarpo [Fig. 325]. o mesmo que retrorso. termo mais usado. em direção oposta ao eixo. de pequenas proporções. EXÓTICA – planta estranha a região (não nativa). EXÓGENO – que é produzido ou desenvolvido na periferia de outro órgão. 123. o mesmo que escasso. EXTRORSO – voltado para fora. E EXÍGUO – pequeno e estreito. EXSUDAÇÃO – fenômeno que libera substâncias líquidas por qualquer órgão da planta.35. 94. 171 . como espóros exógenos.

172 .

.

Mimosoideae e Papilionoideae. em relação ao eixo onde se prende [Fig. legume falciforme. 308.6-)3. 307. FABACEAE – nome válido para a família Leguminosae. FACE – lado superior (ventral ou adaxial) ou inferior (dorsal ou abaxial) de um órgão (folha. trígona e achatado-triangular em seção transversal. pericarpo crustáceo.165]. liso e de brilhante (quando nova) a fosco (quando velha). branco ou rosado e mais longo do que o comprimento da núcula [Fig. Fagopyrum esculentum Moench – núcula largo-ovalada em contorno. com três faces levemente convexas e iguais na largura. de coloração castanho-amarelada-clara a preta. Glossario Ilustrado de Morfologia f. fruto ou semente). linear e deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula em um sulco do endosperma (en) farináceo e duro.0-4.0mm de largura e espessura. FALCADO ou FALCIFORME – em forma de foice. A unidade-semente é a núcula. 309].306. embrião (em) periférico. sem ou com cálice pentâmero ou parte dele aderida a base. 174 . cálice pentâmero (prg) glabro. – em taxonomia: abreviatuara de forma. conspicuamente alados.100K]. curvo. As sementes dessas subfamílias também diferem. FIGURA 165 – Face (lado) dorsal e ventral. às vezes. plano e recurvado do meio para o ápice [Fig. apresenta as subfamílias: Caesalpinioideae. glabro. Ver semente [Fig. 241A-B-C]. com 5-6mm de comprimento por (2. afila gradativamente para um ápice agudo e abuptamente para uma base obtuso-pedicelada. ângulos ± agudos e. geralmente variegado ou mosqueado de castanho ou cinza- prateado.

Aster é o gênero típico da família Asteraceae. preta e escabrosa.0)-2. lisos. Para os vegetais acrescenta-se ao radical do gênero típico a terminação aceae (em português áceas). superfície das faces opaca. base arredon- dada.0)mm de largura. 175 . embrião (em) periférico. séssil. FANEROCOTILEDONAR – ver germinação fanerocotiledonar [Fig. grande grupo do reino vegetal que inclui todas as plantas que produzem flores. curvo. F Fallopia convolvulus (L. estramíneo. com três faces iguais na largura. com 3-4mm de comprimento por (2. Por exmplo: Faba é o gênero típico da família Fabaceae. A unidade-semente é a núcula.) – núcula trígona.) A.188]. sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base. FARINOSA ou FARINÁCEA – diz-se da superfície de um órgão que se apresenta coberta com substância branca.241D-E-F]. FANERÓGAMA – designa qualquer planta que tem órgãos sexuais aparentes. espatulado e deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula. Löve (=Polygonum convolvulus L. por diminutas asperezas alongadas. com ápice pontiagudo. FAMÍLIA – em taxonomia: compreende um grupo de gêneros semelhantes entre si (affins) quanto ao aspecto geral e caracteres morfológicos.5(-3. Poa é o gênero típico da família Poaceae. levemente côncavas (núcula imatura) e plana (núcula madura). cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si. denso-piloso e tão longo quanto o compri- mento da núcula [Fig. ângulos arredondados. FARINHOSO – com textura semelhante a farinha. lustrosos e pretos.

como a folha da batata-doce (Ipomoea batatas Lam. raízes.252A]. dividido em gomos e revestido de pêlos sucosos (favos) na porção interna. FAVA – termo muitas vezes usado incorretamente como sinônimo de legume ou vagem em Fabaceae. Glossario Ilustrado de Morfologia FASCICULADO(A) – diz-se de certas folhas e inflorescências que se encontram agrupadas em pequenos feixes. no caso de raizes refere- se a raizes adventícias. FEIXE – diz-se do cojunto de elementos do tecido vascular ou de fibras. 176 . FASCÍCULO – refere-se a pequenos grupos de folhas. o mesmo que faviforme e alveolada FAVOS – no hesperídio (fruto bacóide) o endocarpo é membranáceo. FENDA – termo usado como sinônimo de sulco. como nos frutos da laranja.Fig 295C. FAVÉOLA – pequena depressão (alvéolo).194). – Convolvulaceae).297-fv]. FENDIDO – quando as margens de uma folha são profundamente sulcadas.). do gênero Citrus (Rutaceae . têrmo usado erroneamente como sinônimo de invólucro- de-brácteas. flores e estames.Fig. até cerca da ½ da lâmina [Fig. lima e limão. FAVEOLADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. fruto ou semente) que apresenta favos (conjunto de alvéolos . [Fig.

lema fértil (lf) convexa.0-1. F FENÓTIPO – organismo de um ser vivo considerado em relação aos caracteres apreciáveis com o uso dos sentidos. de coloração cinza- amarelada a palha-amarelado. antécio fértil de 6-9mm de comprimento por 1.4-1. (=Festuca elatior L. A unidade-semente é o antécio fértil. sem carena e atenuada numa arista ou às vezes miudamente bífida ou as vezes sem arista [Fig. multifloras (unidade-semente múltipla). ápice em geral mais escuro (amarromzado).5 mm de espessura. afila-se uniformemente e Lolium multiflorum (B): antécio fértil lado ventral.166 a 169]. com 5-nervuras. quando se fala em antécio de Poaceae (=Gramineae) significa que encerra uma cariopse. lema fértil (lf) lanceolada ou elíptica.8mm na maior largura (abaixo da porção FIGURA 166 – Festuca arundinacea (A) mediana) e 1. grosseiramente granulosa-escabrosa ao longo das margens (fortemente encurvadas) e nas nervuras. Festuca – espiguetas comprimidas.) – espiguetas lanceoladas. para a base e para um ápice pontudo. subagudas. especialmente em direção ao ápice e esparsa entre as nervuras. antécios (lemas e páleas) com 1-2mm de comprimento e que se desarticulam quando maduros. oposto de estéril. 5-nervadas. glumas lanceoladas. a inferior 1-nervada e a superior 3-nervada. em geral mais escura do que Festuca pratensis. pálea 177 . Na definição de semente pura. com arista ausente. com glumas (inferior e superior) basais persistentes. longo-agudas. FÉRTIL – capaz de produzir sementes. Seguem as características diferenciais das espécies de Festuca: Festuca arundinacea Schreb. com nervura mediana inconspícua e as outras conspícuas.

0mm por 0. calo largo- transversal.F. segmento da ráquila (seg) cilíndrico e ápice expandido em disco. de coloração castanho-amarelada a castanho-acinzentada. com 1.8)mm de espessura) . s. concrescida com a pálea fértil. cariopse (cap) obovada. 167A.F. frequentemente com reentrância na margem superior. 169 D-D’]. ápice arredondado e base obtusa. esparso- pubescente. ovina. 178 .5-2. lema fértil ( lf ) sem nervuras e margem en- curvada sobre a pálea. Glossario Ilustrado de Morfologia fértil (pf) com largo sulco raso na base.5mm de largura e espessura [Fig. pratensis.5-6. pratensis. de 2.5mm de largura e 1mm de espessura. com 3-4mm de comprimento.166A.8-1. de 2.7(-0.F. D-D’. arista ( as ) com cerca de 1/ 5 do com- primento da lema ou às vezes ½ ou mais. granulosa e fosca.F. Festuca ovina L. – antécio fértil lanceolada ou estreito-elíp- FIGURA 167 – Festuca e Vulpia (antécio fértil ventral): A. 169A]. comprimento por 0.Vulpia myurus.l. de 0.0mm de comprimento. por 1.. D-D’. 168D-D’. não adpresso a pálea.0mm de A. cariopse (cap) de coloração castanho-preta. com ápice horizontal e expandido em disco. muito FIGURA 168 – Festuca e Vulpia (antécio fértil dorsal): concrescida com o antécio (difícil de ser separada) . B.5-0. tica. arundinacea. arundinacea. levemente lustrosas e com profundo sulco em forma de ‘V’.6-1.0mm de comprimento.F. esparso-pubescentes no ápice e glabras na base. rubra. levemente encurvado e não adpresso a pálea ou apenas ligeiramente.0mm de lar- myurus.167D-D’. com ápice coprimido.Vulpia mento (que depende variedade. gura e (0. deixando visível somente uma estreita faixa da pálea.4-)0.F. lema e pálea do mesmo compri- C. ovina. 168A. acima do término da cariopse e no ⅓ superior com curtos dentículos.0-1. carenas da pálea convergem abruptamente. de coloração castanha. lado dorso convexo e ventral com largo sulco profundo [Fig. E. C. B. segmento da ráquila ( seg ) cilíndrico.F. E.F. rubra.

F. mais largo na região mediana. carenas da pálea fértil (pf) 179 .167B. D-D’.F.. ovina. 169C].5- 3.5 mm de largura e 0. com curta e esparsa pubescência no ápice e nas margens.2mm de largura e 0.8-1. de 5-7mm de comprimento por 1.8mm de espessura.l. ápice longo acuminado. pratensis.6-0. deixando visível somente uma estreita faixa da pálea. cerca de 2mm de compri- mento. 168B. com nervuras laterais inconspícuas e próximas ao ápice conspícuas. de 3. segmento da ráquila (seg) de cilíndrico a levemente quadrangular. rubra. FIGURA 169 – Festuca e Vulpia (antécio fértil vista lateral): A. com profundo sulco em forma de ‘V’. afilando-se uniformemente para a base e para um ápice pontudo. de coloração esbranquiçada a cinza-amarelada. arundinacea. com ápice arredondado e base pontuda. nervuras laterais sempre incosnpícuas. – antécio fértil de estreito-lanceolado a elíptica. calo frequentemente com reentrância na margem superior. cariopse (cap) de coloração castanha a castanho-preta. margens encurvadas e esparso-escabroso no ápice.8mm de comprimento (pelo menos 2mm mais curta do que o antécio) por 1. lado dorsal convexo e ventral largo- sulcado [Fig.F. C. com 4-6mm de comprimento por 0.6mm de largura e 0. amarelo- palha com manchas avermalhadas.8-1. glabra e lisa. muito concrescida com a pálea (difícil de ser separada).. lema fértil (lf) convexa. Amer. pálea fértil (pf) largo sulcada e lustrosa. F Festuca pratensis Huds.5-0. B. de coloração cinza-amarelada a castanho-amarelada. Festuca rubra L.) – antécio fértil de estreito-elíptica a estreito-lanceolada. (=Festuca elatior auct. um pouco encurvado. non L. E. arista ausente. nervura mediana conspícua. afastado da pálea e ápice expandido em disco. com largo e raso sulco basal- ventral.F. lema fértil (lf) convexa e um pouco quilhada.Vulpia myurus. arista (as) até 2mm de comprimento ou ausente. s. lisa.0mm de espessura.8mm de espessura.2-1.2-1.

) e em 4-valvas (Tetragastris sp. envoltas parcial ou inteiramente por um mesocarpo (me) ± carnoso ou lenhoso. com ápice horizontal e expandido em disco.170A-B-C-D] e Tetragastris (Burseraceae) e Joannesia (Euphor- biaceae). reto e afastado da pálea. lado dorsal convexo e ventral sulcado [Fig. com ápice arredondado e base pontuda. 169C]. Os pirênios podem se apresentar divididos em lóculos (lo).170E). 13A].5mm de espessura. ou frequente- mente quebradiço ou crasso. conforme o número de carpelos que participaram na formação do filotrimídio. se separa na maturação em 1-3 valvas (va). O fruto se separa em 3-valvas (Protium sp. Protium [Fig. concrescida com o antécio. cariopse (cap) de coloração castanha a castanho-preta. liso. mas as sementes permanecem encerradas em estruturas indeis- centes. 168C. ou separados em dois ou mais. FILIFORME – diz-se de um órgão vegetal que é longo e fino como um fio. cujo exocarpo coriáceo. o endocarpo (pirênio – pir). FILOGENIA – relação entre organismos com base na sua história evolutiva. segmento da ráquila (seg) cilíndrico.170F-G]. FILETE ou FILAMENTO – haste que sustenta a antera [Fig. como nos gêneros Aguiaria (Bombacaceae . 180 .12. de 4mm de comprimento por 1mm de largura e 0. FILOTRIMÍDIO – fruto drupóide. como os estiletes de muitas espécies.). FILOGENÉTICO – relativo a filogenia.Fig. Glossario Ilustrado de Morfologia convergem gradativamente em direção ao ápice onde apresenta curtos dentículos. Bursera [Fig. de 1-2mm de comprimento.167C.

F

FIGURA 170 – Filotrimídios: Protium sp.: A- fruto, B- fruto no início da separação das valvas,
C- pirênio separando-se da valva; D- pirênio ovóide; E- Aguiaria sp. (Fonte:
Barroso et al., 1999); Bursera sp: F- fruto íntegro, G- pirênio com mesocarpo
carnoso.

FIMBRIADO(A) – diz-se da superfície, de órgãos laminares, que apresenta
a margem finamente recortado; o mesmo que franjada.

Fimbristylis dichotoma (L.) Vahl – núcula ovalada, biconvexa, com 1,0-
1,2mm de comprimento por (0,8)0,9-1,0mm de largura ou 1,0mm de
diâmetro, de coloração ebúrnea ou castanho-clara, lustrosa, com ápice
arredondado-truncado, muitas vezes com estilete bífido, fimbriado-
ciliado [Fig.239H] e de base buldosa (persistente); base da núcula
atenuada, estipiforme, geralmente com engrossamento mais escuro
e inserção arredondada; superfície com 7-8 costelas conspícuas nas

181

Glossario Ilustrado de Morfologia

faces e uma no bordo, transversalmente estriada e que dão a núcula o
aspecto de costada-reticulada, com interespaços grandes e profundos
[Fig.239G-G’]. A unidade-semente é a núcula (com ou sem o estilete).

FISTULOSO – provido de cavidade central alongada, oco e cilíndrico;
caule fistuloso.

FITOTÓXICO – nocivo à planta ou à plântula.

FLOCOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que
se apresenta revestida por densos pêlos adpressos, em manchas ou
em tufos [Fig.204E].

FIGURA 171 – Flor (diagrama
completo): FLOR – elemento reprodutivo dos vegetais superiores (Fanerógamas),
A- detalhe do saco em-
brionário. formado pelos verticílios protetores (cálice e corola), mais ou menos
vistoso e dos verticílios reprodutores (androceu e gineceu); a forma,
a organização e a coloração são extremamente variáveis [Fig.171].

FLÓSCULO – pequena flor; cada uma das flores do capí­tulo de uma
Asteraceae (=Compositae).

Flósculo-múltiplo – flósculos ligados a um mesmo pedúnculo e que
em conjunto constituem uma flor composta.

FLUTUANTE – que fica sobre a superfície da água.

Foeniculum vulgare Mill. – cremocarpo formado por dois carpídios oblongo-
elípticos, glabros, de 3,5-10,0mm de comprimento por (1,5-) 2,0-3,0mm
de largura e 1,0-2,0mm de espessura, lado dorsal com cinco conspícuas

182

F

costelas longitudinais amaledo-esverdeadas a cinza-esverdeadas
e entre elas os tubos oleíferos escuros; lado ventral (da comissura)
plano e na margem amarelo-clara a esverdeada; frequentemente os
dois carpídios permanecem aderidos mesmo depois do beneficiamento
[109Fig.U-V]. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio.

FOLHA – órgão lateral que nasce sobre o eixo principal (caule – cau) ou
sobre seus ramos e tem crecimento limitado; é em geral laminar, verde
FIGURA 172 – Folhas: A- limbo com estípula e pecíolo;
B- limbo com pecíolo alado; C- limbo e tem como principal função a fotossíntese; é formado pelo limbo
com pecíolo, ócrea, caule e nó; D- (lâmina – l), pecíolo (pe), bainha (bai) e estípulas (epu) [Fig.172];
limbo com pecíolo e bainha.
qualquer dessas partes pode faltar, menos freqüente é a ausência do
limbo; as folhas variam muito quanto ao aspecto (contorno – Fig.102,
103] de suas partes, bem como quanto as margens [Fig.110], ao
indumento da superfície [Fig.203, 204], nervação, etc.; em alguns
casos a folha tem crescimento indeterminado.

Folha simples – quando o limbo não se apresenta dividido em folíolos;
como a folha do café e batata-doce.
FIGURA 173 – Folha adunada de barbasco.

Follha composta – quando o limbo se apresenta dividida em folíolos;
como a folha do feijão e da paineira.

Folha adunada – são folhas opostas, sésseis, soldadas pelas bases,
aparentando ser perfurada pelo caule [Fig.173]; como as de
barbasco (Buddleia brasiliensis Jacq. ex Spreng. – Loganiaceae).

Folha perfoliada – quando as duas metades da base do limbo se
desenvolvem circundando o caule, de modo queesse parece estar
FIGURA 174 – Folha perfoliada de Specularia sp.
atravessando o limbo [Fig.174]; como a folha de Specularia sp.

183

Glossario Ilustrado de Morfologia

Folhas rosuladas – ver rosulada [Fig.175A].

Folhas verticiladas – ver vertcilada [Fig.175B].

FOLHAS COTILEDONARES – são os cotilédones que no fim da germinação
fanerocotiledonar saem do tegumento da semente, liberam a lâmina
foliar e são os primeiros órgãos fotossintetizadores da plântula e

FIGURA 175 – Folhas: A- rosuladas da falsa-tiririca; recebem a denominação de paracotilédones [Fig.188]. Elas podem
B- verticiladas da espirradeira. ser inteiras ou lobadas (ápice com recorte não muito profundo), ou
bipartiadas (com incisão apical que se extende por quase todo o
comprimento, dividindo-o em duas partes, mas que permanecem unidas
pela base, como as folhas cotiledonares de Ipomoea ramosissima
(Poir.) Choisy e Ipomoea triloba L. - Fig.176).

FOLHA PRIMÁRIA ou FOLHA PRIMORDIAL – são diferen­tes das folhas
definitivas; na germinação de sementes é a primeira folha ou o primeiro
par de folhas (eófilos) que se desenvolvem logo após os cotilédones.
FIGURA 176 – Folhas cotiledonares de Ipomoea: Uma folha primária ocorre em plântulas com folhas alternas, como no
A-B- I. triloba, C- I. ramosissima.
gênero Pisum (Fabaceae-Papilionoideae); o primeiro par de folhas
primárias ocorre nas plântulas com folhas opostas, como no gênero
Phaseolus (Fabaceae-Papilionoideae - Fig.186).

FOLIÁCEO – que tem textura e forma de folha.

FOLÍCULO – fruto oblongo, simples, seco, deiscente, de cartáceo a coriá-
ceo, com margens espessadas ou não, uni- ou multisseminado, que
se abre pela sutura (fenda) longitudinal (bordo ventral ou bordo dor-
sal) do único carpelo de que é formado e com sementes aladas ou
FIGURA 177 – Folículo. não [Fig.177]. As sementes se encontram inseridas no mesmo bordo

184

F

da deiscência. Folículo unisseminado em Macadamia (Proteaceae)
e com mais de uma semente em Delphinium (Ranunculaceae), Aspi-
dosperma polyneuron Müll. Arg. (Apocynaceae), Grevillea (Proteaceae
- Fig.178A-A'-B); Senna alata (L.) Roxb., Dioclea, Indigofera, Mucuna,
Pseudopiptadenia [Fig.170E] e Sesbania (Fabaceae =Leguminosae
-Papilionoideae), Brachychiton e Pterygota (Sterculiaceae - Fig.178C-
D). Ver cápsula folicular.

Folículo moniliforme – em Anadenanthera (Fabaceae-Mimosoideae).

FOLIOLADO(A) – que tem folíolos.

FOLÍOLO – a menor divisão de uma folha composta [Fig.257]; o mesmo
que pina.

FRANJADO – o mesmo que fimbriado.

FIGURA 178 – Folículos: Grevillea banksii – A- fruto fe- FRUTA – qualquer fruto comestível.
chado; A’- continuação do estilete de A;
B- deiscência do fruto e sementes aladas
no interior; deiscência dos frutos e no
FRUTÍFERO – que produz frutos.
interior as sementes: C- Brachychiton
sp.; D- Pterygota sp.; E- Pseudopipta-
denia sp. Fonte C-D: Barroso et al. (1999).
FRUTIFICAÇÃO – ato de produzir frutos.

FRUTO – ovário fecundado e desenvolvido, com ou sem semente. Pode-
se definir também o fruto como um órgão formado por um ou mais
ovários desenvolvidos, aos quais podem se associar, intimamente,
outras estruturas acessórias. Quanto a origem o fruto pode ser
simples, composto ou múltiplo; quanto ao pericarpo pode ser seco ou
carnoso e quanto a abertura deiscente ou indeiscente:

185

Glossario Ilustrado de Morfologia

Frutos simples – originados de um só ovário, de uma flor, e são
formados por um ou mais carpelos, são deiscentes ou indeiscentes.

Frutos secos – aqueles que na maturação tem pericarpo seco, não
carnoso.

Frutos secos deiscentes – que se abrem na maturação: cápsula
(formada por dois ou + carpelos e com diferentes tipos de deiscência),
folículo (formado por um carpelo e se abre pela sutura do único
carpelo de que é formado), legume (formado por um carpelo e se
abre longitudinalmente ao longo da sutura ventral (bordos de união
dos carpelos) e da nervura mediana (principal) do único carpelo
de que é formado), lomento (com constrições entre as sementes,
se fragmenta transversalmente, na maturação, em segmentos
(artículos) unissemi-nados, deiscentes ou indeiscentes), silícola e
síliqua (formadas por dois carpelos e ao se abrir, a partir da base,
deixa persistente um septo mediano (replum), onde se inserem as
sementes). Ver a descrição de cada um.

Frutos secos indeiscentes – aquênio (com uma semente ligada
a parede do fruto (pericarpo) em um único ponto), bolota (tipo
de núcula envolvida na base por uma cúpula, formada pelo
receptáculo ou pelo cálice persistente), carcerulídio (formado
por dois carpelos, que se separam na maturação em dois carpídios ou
mericarpos unisseminados e que correspondem à metade de uma folha
carpelar), cariopse (ligada a parede do fruto em toda a extensão),
craspédio (se fragmenta transversalmente em segmentos (artículos)
unisseminados e que, após a queda, fica preso ao pedúnculo, uma
armação (replum), formado pela sutura e pela nervura do único carpelo),

186

F

esquizocarpo (bi- ou pluricarpelar, cada carpelo, na maturação, se
separa longitudinalmente dos demais formando um fruto parcial (me­
ricarpo ou carpídio) unisseminado), núcula (formado por 1-2-carpelos,
com uma semente presa na base da parede do fruto e pericarpo não
soldado ao tegumento; alguns autores usam o termo noz), sâmara (em
geral uma semente, com núcleo seminífero aliforme) e utrículo (resulta
da soldadura dos bordos de uma gluma secundária (bráctea) e forma
uma estrutura fechada, saciforme, ovóide-comprimida, com abertura
apical ou subapical e que envolvem uma núcula de textura paleácea,
coriácea). Ver a descrição de cada um.

Fruto carnoso – com pericarpo de tecido suculento (aquoso e
parenquimatoso); como o anfissarcídio (com pericarpo carnoso,
uma cavidade central, sem lóculos individualizados e cheia de
sementes, envoltas por uma polpa (endocarpo) carnosa), balausta
(com carpelos dispostos em dois estratos, pericarpo carnoso-coriáceo e
amarelo-avermelhado, internamente dividido em cavidades, endocarpo
fino, onde se alojam as numerosas sementes, sarcotesta translúcida,
mesotesta esclerótica), drupa (nitidamente diferenciado em exocarpo
fino, mesocarpo carnoso e endocarpo (pirênio) duro e concrescido
com o tegumento membranáceo; com um único pirênio central grande,
lenhoso, esclerosado ou pergaminhoso), hesperídio (formado por
vários carpelos, nos quais não houve uma perfeita sincarpia das porções
mais internas; exocarpo mais ou menos delgado e cheio de glândulas,
mesocarpo branco-esponjoso e endocarpo membranáceo, dividido
em gomos, revestidos de favos (pêlos sucosos) na porção interna) e
solanídio (formado de um ovário simples ou composto, com pericarpo
carnoso, com dois ou mais lóculos e cavidade central cheia de polpa
carnosa). Ver a descrição de cada um.

187

Glossario Ilustrado de Morfologia

Frutos compostos – formados por um ou mais ovários fecundados e
desenvolvidos, aos quais se podem associar intimamente outras
estruturas acessórias; são frequentemente também designados
por alguns autores como falsos-frutos; ocorre em Coussapoa
sp. e Brosimum sp. (Moraceae) [Fig.179]. No abacaxi (Ananas
– Bromeliaceae – Fig.280A) a infrutescência rodeia um eixo
que se torna carnoso e carrega numerosas flores que depois se
transformam em frutos, que são os “olhos do abacaxi” e acima da
infrutescência o eixo continua seu desenvolvimento vegetativo.

Frutos múltiplos – originado de vários ovários, de flores distintas
e que se agrupam em uma infrutescência. Cada ovário dá
origem a um aquênio, núcula, drupa ou folículo. Os frutícolos se
encontram assentados sobre um receptáculo comum, plano em
Annonaceae nos gêneros Bacageopsis (1-6-frutícolos globosos,
FIGURA 179 – Frutos compostos (frc): Coussapoa subsésseis e indeiscentes) e Pseudoxandra (6-10-frutícolos
sp.: A- frc, B- frutículo isolado;
Brosimum sp.: C- frc, D- porção globosos e curto-estipitados) – Fig.180A-B; ou globoso em
rompida do receptáculo mostrando Rolliniopsis (frutícolos indeiscentes) – Fig.180C; ou cupuliforme
a posição da núcula. Fonte: Barro-
so et al. (1999). em Mollinedia (Monimiaceae – Fig.180I) ou alongado e cilíndrico
em Magonia champaca (L.) Baill. ex Pierre (= Michelia champaca
L. - frutícolos deiscentes e mujltisseminados – Magnoliaceae –
Fig.180H-H’), ou ovóide em Talauma ovata A. St.-Hil. (frutículos
deiscentes – Magnoliaceae) ou receptáculo urceolado (Rosa). Em
Xylopia frutículos oblongos, deiscentes e semente com arilóide
e em Unonopsis os frutícolos indeiscentes estão dispostos em
cachos axilares (Annonaceae – Fig.180E-D-D’); em Doliocarpus
grandiflorus Eichler - fruto globoso, apiculado, denso-piloso,
deiscente e que na maturação se divide em duas partes, unidas
na base, em cada uma delas se prende apicalmente uma semente

188

Xylopia sp. F. (1999).. – fru dispostos no receptáculo cupuliforme.Rolliniopsis sp. I. mostrando a posição das das sementes. FIGURA 180 – Frutos múltiplos (frm): A. C.frm. alguns levemente uncinados.Pseudoxandra sp. depois de fecundada. se desenvolve e forma a parte carnosa e comestível. E. com cinco fru fechados.180F-G-G’) Outro fruto múltiplo é o sicônio como em Ficus (Moraceae – Fig.Doliocarpus grandiflorus.frm formado por folículos. D’. [Fig. B. F com arilo branco e em Tetracera com 4-frutícolos unisseminados (Dilleniaceae – Fig.frutícolo (fru) isolado com parede rompida. 189 .fru fechados dispostos no receptáculo estrobiliforme alongado. Unonopsis sp. Em Ranunculaceae o fruto múltiplo é formado por diversas núculas (nu) com estilete (rostro – ro) plumoso no ápice.316).: D. Tetracera sp. Em morango (Fragaria) e amora o receptáculo da flor. H’.semente com arilo laciniado ou franjado.: G.Mollinedia sp.fru deiscente com nume- rosas sementes sésseis. enquanto os frutos (núculas) muito pequenos se inserem na superfície do receptáculo [Fig. ou núculas com espinhos (espi). como em Clematis dioica L. Magnolia champaca: H. como em Ranunculus sp. Fonte (ex- ceto H-H’): Barroso et al.180B].Bacageopsis matogrossensis. G’.181].

Ranunculus sp. Ocorre em Aeschy- nomene. Fruto trispérmico – com três sementes. desenvolvido e abriga uma única semente. bolota que ocorre em Juniperus (Cupressaceae) e Taxus (Taxaceae).frm. Fruto dispérmico – com duas sementes. FULVO – de coloração amarelo-tostada ou pardo-avermelhada. convexa e alargada [Fig.núcula com espinhos.núcula com Fruto apocárpico – formado de um gineceu dialicarpelar. saprófito ou parasita. estilete (ro). FIGURA 181 – Frutos múltiplos (frm): Clematis dioica – A. FUNGO – organismo vegetal heterotrófico. Desmodium e Ornithopus (Fabaceae−Papilionoideae). B.frm. Glossario Ilustrado de Morfologia Fruto monospérmico – com uma só semente. Raphanus raphanistrum L. Fruto sincárpico – formado de um gineceu gamocarpelar. sem raízes e cujas células (hifas) são desprovidas de cloroplastos e de paredes não celulósicas. sem tecido de sustentação ou condutor diferenciado. 190 . Fruto monocárpico – formado de um gineceu unicarpelar. cilíndrico e uma extremidade arredondada. Fruto polispérmico – com várias sementes. D. FUNGIFORME – com forma de fungo.101I]. pedaços da síliquas articuladas. (Brassicaceae =Cruciferae). – C. Fruto-semente – ovário fecundado. pedaços unisseminados de frutos multisseminados (lomento).

246 a 250. como as raizes do rábano [Fig.182).Fig. (Andrews) Willd – Fig.27G) e em muitas espécies do gênero Acacia (Acacia longifolia FIGURA 182 – Funículo de Urena lobata. como em Carica papaya L. FUSIFORME – em forma mais ou menos cilíndrica na porção central e que se afila para as extremidades. ou funículo longo-filiforme com formação arilóide carnosa. ou carnoso e colorido. (Lecythidaceae). (Mulluginaceae – Fig. Urena lobata L.171. como em Glinus sp. Gustavia angusta L. 297] e depois a semente se ligam à placenta ou à parede do ovário (ova) e mais tarde ao fruto. (Caricaceae). na semente pode ser seco. F FUNÍCULO – filamento (f) pelo qual o óvulo (ov) [Fig. como nas sementes de Malvaceae.27B – Fabaceae−Mimosoideae). 191 . (Malvaceae . FUSTE – quando a planta apresenta caule lenhoso e não se ramifica na base. alvo-amarelada.101I]. é o mesmo que tronco.

192 .

.

nematóides. GAMETÓFITO – fase sexuada na geração. a fase que alterna com o gametófito é o esporófito (que produz esporos) . com que as trepadeiras se fixam aos ramos de outras plantas ou a suportes cilíndricos. 194 . produzida pelo ataque de insetos. de uma folha. concrescidas. GAMOPÉTALA – ver corola gamopétala. das plantas. que resulta da modificação de um caule. GAMÓFILO – termo usado para qualquer estrutura de natureza foliar. fungos e/ou bactérias.183] e do maracujazeiro [Fig. GAMOSÉPALA – ver cálice gamosépalo. Gametófito feminino – forma-se antes da fertilização e seu núcleo é haplóide (possui n cromossomas) e produz arquegônios. como as gavinhas da videira [Fig. maracujazeiro. FIGURA 183 – Gavinha da videira. pétalas. Glossario Ilustrado de Morfologia GALHA – intumescência de qualquer parte de um vegetal. mais raramente de uma raiz. coesas.) se apresentam soldadas. quando as peças que a compõem (brácteas. ± filamentoso. que termina produzindo gametas (células sexuais) em Coníferae (Gimnospermas). Ver invólucro-gamófilo e invólucro-de-cerdas. em forma de gancho (uncinado). FIGURA 184 – Gavinha do espiralado. GANCHUDO − com a extremidade de um órgão mais ou menos recurvada. sépalas.184]. GAVINHA – órgão de fixação de certas plantas trepadeiras. etc.

GENICULADO(A) – dobrado ou curvado abruptamente em ângulo (reto ou quase). Ver anemocoria. GÊNERO – unidade taxonômica usada no sistema de classificação botânica e é formada por uma ou mais espécies com características semelhantes (afins). 188- bv] responsável pelo desenvolvimento da parte aérea.28].200] e em outras espécies de Poaceae (=Gramineae). 195 . autocoria. em Hyparrhenia rufa [Fig. habitualmente formada na axila de uma folha e pode dar origem a ramos e folhas (gemas vegetativas) ou flores (gemas florais). Gema apical ou terminal – é o ponto vegetativo [Fig. como no amendoim. não se desenvolve [Fig. ornitocoria e zoocoria. localizada entre os cotilédones ou entre seus pecíolos e muitas vezes está protegida por várias folhas. após a fecundação os pedúnculos enterram no solo seus frutos. onde amadurecem. Os gêneros congregam-se em famílias. tecido de crescimento (meristema). com forma de joelho. isto é.32] e Arrhenatherum [Fig. G GEMA – rudimento de uma nova estrutura.88A186-gea. hidrocoria. GEOCARPIA – quando a dispersão de diásporos é feita pelos pedúnculos.31. ± diferenciadas. antropocoria. 30.183]. Gema axilar ou lateral – geralmente formada na axila de uma folha e muitas vezes está protegida pelos catáfilos e também permanece dormente. isto é. GEOTROPISMO – tipo de curvatura de órgãos da planta em resposta à ação da gravidade. como nas aristas dos gêneros Avena [Fig. os catáfilos.

semente FIGURA 185 – Germinação de Coniferae: A. pode + catáfilos.0- B.5(-3.5(-1. de elíptica a largo-ovalada. Germinação epígea – é a germinação na qual os cotilédones e a gema apical são elevados acima do solo pelo alongamento do hipocótilo.semente. mostrando os co.Fig. – regmídio formado por cinco mericarpos oblanceolados.seção longitudinal da semente. raro o mericarpo. lisa e fosca ou lustrosa e finamente faveolada. parecendo um sacarrolha) da esquerda para a direita.) Batsch 196 . superfície (dependendo da espécie) tilédones.estilete) glabro ou com pêlos. Geotropismo positivo – crescimento para baixo. glabro ou com pêlos. D. Geranium sp. GERMINAÇÃO – é o ato de germinar e consiste de uma série de processos de desenvolvimento do embrião. ± torcido (quanto + seca + espiralada.5)mm de comprimento por 1.186).290A-B]. como as raízes. dando origem a uma plântula (conceito tecnológico) e que em condições favoráveis de campo originam uma planta normal. Phaseolus (Fabaceae =Leguminosae . ou finamente reticulada.plântula com cotilédones varia do castanho-amarelado ou avermelhado ao castanho-escuro. que culminam com a emissão da radícula (conceito fisiológico) ou das estruturas essenciais do embrião. ser glabra. trigo-sarraceno (Fagopyron esculentum Moench – Polygonaceae) e pêssego (Prunus persica (L. como a parte aérea normal.2-2. como nos gêneros Allium (Alliaceae). reto ou levemente encurvado.8)mm de largura e espessura. de 1. ápice com longo rostro (ro . base com ou sem um bico (geralmente ausente quando misturado às sementes comerciais). Glossario Ilustrado de Morfologia Geotropismo negativo – crescimento para cima. mamona (Euphorbiaceae). C- início da germinação. FIGURA 186 – Germinação epígea de feijão. 1. Helianthus (Asteraceae =Compositae). A unidade-semente é a semente. ou finamente rugosa [Fig.

(L.189B) e Araucaria angustifolia (Bert. G – Rosaceae). como o escutelo. Eugenia edulis (O. FIGURA 187 – Germinação hipógea de milho.185]. como nas Dicotiledôneas ou pelo alongamento do mesocótilo em algumas Monocotiledôneas.Fig.Fig.) Kuntze (Araucariaceae . A maioria das espécies de germinação epígea são também fanerocotiledonares. Ex: gêneros Helianthus (Asteraceae =Compositae). A maioria das espécies de germinação hipógea são também criptocotiledonares. em Campsiandra laurifolia Benth. (Fabaceae-Caesalpinioideae . Berg) Kiaersk. Germinação criptocotiledonar – é a germinação onde os cotilédones não emergem do tegumento da semente e permanecem no interior do mesmo até o final do processo. Phaseolus (Fabaceae =Leguminosae) e pêssego (Prunus persica FIGURA 188 – Germinação epígea-fanerocotiledonar de Prunus persica.188]. Germinação hipógea – é a germinação na qual os cotilédones ou uma estrutura semelhante. permanecem no solo ou na superfície do mesmo e dentro da semente. 187] e em Fabaceae (=Leguminosae) no gênero Pisum. escapam da testa e se expandem. as espécies com esse tipo de germinação são também epígeas. 197 .) Batsch – Rosaceae) mostrando o início da germinação até a formaçào da plântula [Fig. Ocorre no gênero Pisum (Fabaceae =Leguminosae). (Myrtaceae . Ex: Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Triticum e Zea [Fig.189A).Fig. Germinação fanerocotiledonar – é a germinação onde os cotilédones emergem do tegumento da semente. em Coníferae: com o início da germinação os 5-cotilédones escapam da testa [Fig. O eixo é elevado acima do nível do solo pelo o epicótilo. as espécies com esse tipo de germinação são também hipógeas.189C).

perto da base [Fig. inchado em um lado. – Scrophulariaceae).190]. como na flor de boca-de-leão (Antirrhinum majus L.Araucaria angustifolia. GIBERELINA – classe de hormônios de plantas envolvidos em numerosas atividades. por exemplo em germinação e alongamento de células. GIBOSO – provido de giba.Eugenia edulis. 198 .Campsiandra laurifolia. Existem tipos intermediários ou transitórios de germinação e são propostas outras classificações. Glossario Ilustrado de Morfologia FIGURA 189 – Germinação hipógea-criptocotiledonar: A. FIGURA 190 – Giba na flor de boca-de-leão. mas essa é a que melhor caracteriza as situações. B. GIBA – pequena saliência em forma de carúncula. C.

199 . GINECEU – órgão feminino da flor. G GIMNOSPERMA – divisão do reino vegetal que com­preende espécies com antófitos de rudimentos seminais. pinheiro-bravo (Podocarpus lambertti Klotzsch). Pinus caribaea Morelet. Br. não protegidos por um ovário fechado e que formam sementes nuas. e P. P. GLABRESCENTE – diz-se da superfície que é quase sem pêlos. completamente desprovida de indumento. FIGURA 191 – Ginóforo.) Kuntze).191]. é o prolongamento do eixo floral que eleva o gineceu acima do ponto de inserção dos demais elementos que formam uma flor. elliottii Engelm. como as espécies de pinheiro-brasileiro (Araucaria angustifolia (Bertol. GLABÉRRIMO – diz-se da superfície que é completamente destituído de pêlos. ocorre em Capparaceae [Fig. protuberante. que secreta alguma substância. & Cham. estilete (est – estilo) e estigma (es) [Fig. (Pinaceae). semelhantes a uma pequena gota. GLANDULAR – se referem aos pêlos que possuem na sua extremidade pequenas bolinhas. GLABRA(O) – diz-se da superfície que não tem pêlos. GINÓFORO – pedúnculo do ovário. sem a proteção de um verdadeiro pericarpo ou fruto.). que pode ser formado por um ou mais pistilos.171]. GLÂNDULA – pequena célula epidérmica. cada um constituído pelo ovário (ova).) Franco =Araucaria excelsa R. patula Schiede ex Schltdl. árvore-de-natal (Araucaria heterophylla (Salisb.

GLUMELA – cada uma das duas peças (lema e pálea) escamiformes. provido de glândulas.100H]. GLOMÉRULO – inflo­rescência do tipo cimosa multípara (pleiocásio). Echinochloa [Fig.156]. 204F]. que se encon­ tram na base de cada flor (antécio) ou de uma espigueta. GLAUCO(A) – diz-se da superfície revestida com cerosidade verde e tonalidade ligeiramente azulada.125B-C] e Panicum [Fig. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos estrelados. Brachiaria [Fig. GLOBOSO – em forma de esfera ou de globo [Fig. em tufos [Fig.11A] de Poaceae (=Gramineae). em Poaceae (=Gramineae) como nos gêneros Alopecurus [Fig. 200 . fruto da acelga e beterraba (Beta – Chenopodiaceae . Avena [Fig.Fig. Gluma inferior ou primeira no lado dorsal ou adaxial e gluma superior ou segunda no lado ventral ou abaxial.6A]. GLOQUIDIADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. GLANDULOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. escariosas ou paleáceas que se encontarm na base de cada flor ou do antéco fértil (lema fértil e pálea fértil) [Fig.192-g). GLUMA – cada uma das brácteas estéreis (inferior e superior). muito contraída. fruto ou semente) provido com pêlos que produzem pequenas glândulas na ponta. globosa e com pequenas flores mais condensadas FIGURA 192 – Glomérulo (g) do que no fascículo.45]. Glossario Ilustrado de Morfologia GLANDULÍFERO – provido de glândulas.158B].

viscosa. Festuca e Vulpia [Fig. 225]. o mesmo que pólen. GUTTIFERAE – sinônimo de Clusiaceae. GLUTINOSO – superfície pegajosa. 201 . na espigueta de Oryza [Fig. GLUMÉLULA – o mesmo que lodícula. Dactylis [Fig.171].116]. com pequenas elevações arredondadas. GRAMINEAE – sinônimo de Poaceae. GRÃO DE PÓLEN – cada um dos microsporos produzidos pelas anteras.46]. GRÃO – termo genérico para designar a cariopse dos cereais e mais genericamente das Gramíneas. ou dos microsporos germinados das Fanerógamas [Fig. G como em Brachiaria [Fig.157]. 167] e Lolium [Fig. GRANULADA ou GRANULAR – diz-se da superfície rugosa. dando a aparência de diminutos grânulos (grãos de areia) e que podem estar agrupados ou esparsos.224.

202 .

.

HELIÓFITA – planta que só pode crescer e se reproduzir sob insolação completa. HALÓFITA – planta daptada a viver em ambiente com alto teor salino.193) e da serralha (Sonchus oleraceus L. Glossario Ilustrado de Morfologia HABITAT – local onde cresce uma planta. HERBÁCEA(O) – planta desprovida de caule lenhoso e persistente.) e botão-de-ouro (Galinsoga parviflora Cav.193). FIGURA 193 – Haste de Galinsoga parviflora. HASTADO(A) – diz-se de um órgão foliáceo que tem contorno de lança. como na serralha (Sonchus oleraceus L.249]. que penetram no interior dos tecidos da planta hospedeira para absorver o água e alimento. como a planta do botão-de-ouro (Galinsoga parviflora Cav.Fig. lembra o ferro de alabarda sem farpa. . com lobos basais pontiagudos e divergentes [Fig.Fig. HÁBITO – aparência geral da planta.). HAUSTÓRIO – órgão sugador das plantas parasitas.102J]. HASTE – termo geral usado para designar um caule. pouco resistente. planta de sol. herbáceo ou fracamente lenhificado. ocorre em ervas e arbustos. . 204 . região onde uma planta cresce em forma nativa. termo usado para designar as raizes modificadas das parasitas. que tem porte e textura de erva. HEMÍTROPO – ver óvulo hemítropo [Fig.Asteraceae . como a folha de Rumex pulcher L.

dividido em gomos.. HIDROCORIA – diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pela água.) Cass.) FIGURA 194 – Hesperídio (seção transversal) de laranja.Fig. mesocarpo branco-esponjoso e endocarpo membranáceo. C.). raio e aquênios heterocarpos. indeiscente. seca. transparente e sem coloração. polimorfo. como nos frutos da laranja (Citrus aurantiifolia (Christm. HETEROCARPIA – com dois tipos de frutos na mesma planta.23]. contendo uma qunantidade variável de ácidos orgânicos. formado por vários carpelos.) Fourr. ex Spach (=Chrysanthemum coronarium L.. ocorre em certas espécies de Asteraceae (=Compositae) como Anthemis arvensis L. Calendula arvensis L. officinalis L. Glebionis segetum (L.. Swingle . o mesmo que anomocarpo.). do gênero Citrus (Rutaceae).. H. radicata L. [Fig. HIALlNO – que tem aparência fina. HETEROMORFO – multiforme. HETEROCARPO – frutos da mesma espécie com características morfológicas externas diferentes. originado de um ovário súpero. Glebionis coronaria (L. carnoso. como pode ocorrer em espécies de Rumex. com exocarpo mais ou menos delgado e cheio de glândulas. revestidos de favos (pêlos sucosos) na porção interna e ricos em uma solução açucarada. H HERMAFRODITA – flor que contém os órgãos masculinos (estames) e femininos (pistilo). HESPERÍDIO – fruto bacóide. lima e limão. nos quais não houve uma perfeita sincarpia das porções mais internas. (=C. que possuem tubérculos 205 . freqüentemente multis- seminado. e Picris echioides L. segetum L.194). o mesmo que flor bissexual. Hypochaeris glabra L. Ver disco.

Ver anemocoria.) [Fig. que cresce em ambiente aquático ou brejoso. como em Vigna unguiculata (L. deixada no tegumento da semente e resultante da inserção e separação do funículo. [Fig.) Walp. com exceção de Lupinus e Eriosema.11D]. de forma. o hilo se prolonga para além da inserção do funículo. nas Fabaceae–Papilionoideae é quase sempre lateral macrocarpa: A-B-C. Nas Fabaceae (Mimosoide e Caesalpinioideae) o hilo é apical e pouco conspícuo [Fig. tamanho e coloração diversa. na base da face ventral.310]. antropocoria. O hilo pode ou não ser contornado por uma excrescência arilar. autocoria.). O hilo é um detalhe importante na identificação das sementes. como uma linha mediana que é tão longa que circunda as sementes (hilo linear circundante – Fig. [Fig. onde o hilo também é apical. hidrocoria. entre a semente e o fruto. ou pode ser obscurecido por um tecido corticiforme ebranquiçado. em forma linear. denominada de hilo.312]. como uma mancha escura. HIGRÓFITA – planta hidrófila.306.195) ou apenas uma parte da semente (hilo linear semicircundante – Fig.308]. Nas Poaceae (=Gramineae) o hilo é visível. feijão-miúdo (Vigna unguiculata (L. ornitocoria e zoocoria. FIGURA 195 – Hilo linear circundante de Dioclea 307]. não saliente.semente.) Walp.311]. mancha hilar ou mancha hilaris [Fig. entre outros.196).) Merr.) e soja (Glycine max (L. Ex: sementes de ervilha (Pisum sativum L. Em certas Papilionoideae. HILO – cicatriz. Glossario Ilustrado de Morfologia nas sépalas.) [Fig. 206 . feijão (Phaseolus vulgaris L. HIFA – cada um dos elementos filamentosos que reunidos compõem o micélio de um fungo.

no ápice. Hilo linear semicircundante – contorna cerca de ½ da circunferência da semente.101S]. 207 .185B. como nos gêneros B. O hipanto. pode ainda resultar da fusão parcial do cálice.) Baill. HIPANTO – tálamo ou receptáculo em forma de taça (ou urna) que FIGURA 196 – Hilo linear semicircundante circunda as flores com ovário ínfero. HIPOCREPIFORME – em forma de ferradura. H Hilo linear circundante – contorna cerca de ¾ da circunferência da semente. e Vicia nigricans (Fabaceae-Papilionoideae).197]. como em Dioclea microcarpa Huber [Fig. como em Ormosia continhoi (Meissn. concresce com ele e no de Ormosia continhoi: A.) Medik. Agrimonia e Sanguisorba (Rosaceae). HIPOCRATERIFORME ou HIPOCRATERIMORFO – diz-se da cálice ou da corola gamopétala ou de outro órgão com longo tubo estreito e que. corola e androceu. quanto à origem.semente. qual se inserem as sépalas. pela base [Fig. Os tecidos condutores do hipocótilo transferem água e sais minerais em sentido ascendente e material de reserva em sentido inverso (descendente) FIGURA 197 – Hipanto. 188. 189C]. Pode ser curto ou nulo nas plântulas com germinação hipógea e longo nas de germinação epígea. pétalas e estames. termina por um limbo que se expande abruptamente e que pode ser íntegro ou lobado [Fig. Mucuna urens (L. [Fig. (Fabaceae-Papilionoideae . 186.195].Fig. HIPOCÓTILO – é o eixo embrionário da plântula e que se localiza imediatamente acima da radícula ou da raiz primária e abaixo da inserção dos cotilédones.196).

antécio basal fértil e superior masculina (estaminada). fruto ou semente) que se apresenta revestida por numerosos pêlos muito duros e curtos. com lado ventral reto e dorsal fortemente arqueada abaixo da porção mediana e afilando-se para um 208 .198]. tenha se originado na parte aérea da planta. – espiguetas pediceladas. fruto ou semente) que FIGURA 198 – Hipógina. comprimidas lateralmente. se apresenta revestida por longos pêlos rígidos e duros (espinhos) [Fig. lema do antécio superior dorsalmente curto- aristada. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos espessos e um pouco duros [Fig.5mm de coprimento por 0. Holcus sp. HIPÓGINA(O) ou HIPOGÍNICA – diz-se quando todas as estruturas que compoem a flor se encontram inseridas no tálamo mas em nível inferior ao do ovário [Fig. 204H]. Glossario Ilustrado de Morfologia HIPÓGEA – ver germinação hipógea. HÍSPIDA – diz-se da superfície de um órgão (folha. no caso do amendoim. HISPÍDULO – diz-se da superfície de um órgão (folha. os frutos após a fecundação são enterrados.75mm de largura. que se encontra sob a superfície do solo.164]. lemas esbranquiçadas. embora. 204G]. pelo crescimento do pedúnculo [Fig. em vista lateral. muito comprimidas lateralmente. HIPOGEU – órgão subterrâneo.5- 0. antécios com cerca de 2. desarticu- ladas abaixo das glumas (gl) subiguais. às vezes. HIRSUTA – diz-se da superfície de um órgão (folha. lisas e lustrosas.

ápice obtuso ou com três pontas curtas.129A-C-F]. espesso. segmento FIGURA 199 – Holcus lanatus (A-C-F) e H. antécio fértil lanceolado- ovalado. pálea fértil com 10-12mm de comprimento por 4mm de largura.cariopse. D. segmento da ráquila (seg) achatado e com esparsa e longa pubescência. séssil. calo praticamente glabro C. Holcus mollis L. cerca de 0. – espiguetas com glumas (gl) quase glabras e ciliadas nas nervuras da carena.ventral. 209 . lema fértil (lf) lisa. glabro e justaposto à pálea fértil (pf). segmento da ráquila do antécio superior ausente. lisa ou com dobras transversais.5mm de comprimento. geralmente com três espiguetas presas no mesmo segmento da ráquila. as duas laterais da tríade estéreis e pediceladas.199]. Hordeum vulgare L. lema fértil lanceolada. lema do antécio superior com arista em forma de gancho. E-F. gluma inferior 2-nervada e superior 3-nervada. afilando para as extremidades. ligeira- mente curto-pubescentes e ciliadas nas nervuras da carena.espigueta. antécio fértil lanceolado-ovalado. antécio fértil: da ráquila do antécio superior ausente.lateral. duro e em vista lateral. mollis (B- D-F): A-B. [Fig. – espiguetas com glumas (gl) granulosas. H ápice agudo [Fig. com lado ventral convexo e dorsal quase reto. calo praticamente glabro [Fig. – espigueta séssil. afilando para as extremidades e segmento da ráquila (seg) filiforme. uniflora.B-D-F]. lema do antécio basal sem arista. 5-9-nervadas e arista com 15mm de comprimento (geralmente quebrada nas sementesa comerciais). Seguem as características de duas espécies de Holcus: Holcus lanatus L. A unidade-semente é o antécio fértil. lema fértil superior (lf) com arista em forma de gancho. a central com antécio fértil largo-elíptico. lustrosa e sem arista.

antécio fértil (inferior e séssil) + antécio estéril (superior e pedicelado) . Hydrocotyle umbellata L. ápice emarginado ou leve- mente truncado. ± cartáceas. com 1. espiguetas elípticas. D-cariopse com embrião (em). verdes e com manchas ruivas. glumas iguais. 80. base cordada e com 2 carpídios monospérmicos. lisas. de coloração levemente mais escura [Fig. com cerca de ¾ do comprimento da pálea. no ápice. com uma costela lateral mais proeminentes (margem aguda) e as outras duas uma em cada lado. entre as costelas os tubos oleíferos. fortemente comprimido lateralmente. com os pares inferiores semelhantes. lema fértil (lf) com arista (as) filiforme. os pares superiores uma pedicelada.) – cremocarpo cordiforme.5mm de largura. com superfície fosca. ou apenas o antécio fértil.lado dorsal. espiguetas em pares. sobre o reduzido estilopódio. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. B.0-2. com cinco costelas longitudi- nais. geniculada e de 20-25(-30)mm de comprimento. com 3-5mm de comprimento. estéril ( ae) ou estaminada e FIGURA 200 – Hyparrhenia rufa (Nees) Stapf (espigue- outra séssil.lado ventral. que geralmente se mantém unidos mesmo após a maturação. C. com base aguda.5-2. incluso no antécio ou solta [Fig. levemente rugosa. fértil (af) e aristada (as). Hyparrhenia rufa (Nees) Stapf – espécie muito polimorfa. (=Hydrocotyle bonariensis Lam.109W-X]. sem nenhuma estrutura acessória. cariopse com 7-11mm de comprimento. onde se localiza a área do 210 .79. A unidade-semente pode ser a tríade de espiguetas com segmento da ráquila aderido. lado dorsal ta) : A. mais claras.0mm de comprimento por 2. rufo-pubescentes (pêlos castanho-avermelhados) e bordos ciliados. Glossario Ilustrado de Morfologia segmento da ráquila filiforme. torcida. pálea fértil em geral ausente. de castanho- amarelada a castanho-avermelhada. estéreis e múticos. carpí- dio com estiletes geralmente persistentes. cariopse oblonga. a inferior bidentada. 81]. com 3-4mm de comprimento.

0- 3. H embrião com cerca da ½ do comprimento da cariopse [Fig. serrata Briq. H. às vezes inconspícua em H. com (0. carcerulídio elíptico ou estreito-obovóide. envolto pelo cálice acrescente [Fig.5mm e as 5 projeções filiformes com 2. em forma de ‘V’ na base do lado ventral e suborbicular no dorsal.5)mm de largura por (0. com lado dorsal ± convexa e ventral carenada.200]. com tegumento membranáceo. pectinata. + densos no ápice.2-)0. 211 . cicatriz de inserção esbranquiçada. pectinata.2)mm de compri- mento e 0.0mm de compri- mento. invaginado e reto. vulgaris Briq. externamente com esparsos. carcerulídio de elíptico a estreito-obovóide ou oblongo-elíptico ou quadrangular-comprimido. tubo com 3. ápice com 5 projeções filiformes ou 5 dentes.5mm de comprimento.76A]. (=H.4(-0. H. H.0-6. semente inclusa no carcerulídio. acuta Benth. fosco ou brilhante em H. às vezes com cálice acrescente presente. pericarpo castanho-amarelada- claro a escuro (imatura) ou preto (maduro) e microscopicamente reticulada [Fig.. endosperma carnoso.) – cálice infundibuliforme com 5. Hyptis sp.53]. mutabilis e H. finos e curtos pêlos sim- ples e alvo translúcidos.0(-1.3mm de espessu- ra.9-1. pericarpo cartáceo.0-3. embrião axial. A unidade-semente é a espigueta ou antécio fértil.. – fruto artrocarpáceo geralmente com quatro carcerulídios. brevipes var. A unidade- semente é o carcerulídio. melanosticta Griseb.8-)0. carena ventral inconspícua. Seguem as características diferenciais de espécies de Hyptis: Hyptis brevipes Poit. liso e microscopicamente reticulado ou alveolado (32X). brevipes var. que a divide em duas faces. glabro..

semi-reto e com 5 dentes setiformes e pilosos.5-1. carcerulídio elíptico.0-1.8mm de largura por 0. levemente curvo. – cálice tubuloso com 2-4mm de compri- mento. polystachya var.6-0.76C]. spicata Poit. 212 . ápice ± truncado.5mm de espessura. longiflora Benth.. Glossario Ilustrado de Morfologia Hyptis lophanta Mart.) Poit.2mm de comprimento. tubo com base dilatada.C.0mm de comprimento. carcerulídio oblongo-elíptico.Rich. pericarpo castanho-claro (imatura) e preto (maduro) e microscopicamente reticulado [Fig. Hyptis mutabilis (A. com 1.1mm de comprimento por 0. polystachya Kunth.4-0. com 0. carena ventral arredondada.5-6.9-1. canescens Kunth. com 5 projeções filiformes. externamente com esparsos pêlos alvo-translúcidos. microscopicamente alveolado e malhas do alvéolo mais escuras nos carcerulídios claros [Fig.Rich. com pêlos patentes curvados e com esparsas glândulas curto-pedunculadas. mais densa na porção apical. inconspicuamente transverso-rugoso e microscopicamente alveolado. (=Nepeta mutabilis L. com 5-7mm de comprimento. – cálice tubuloso levemente curvado. com 5 dentes apicais de 0. carena ventral arredondada. H. Hyptis pectinata (L.1mm de largura por 0. largamente reticulado (por nervuras longitutinais proeminentes e transversais menos pronunciadas). externamente curto piloso.6-07mm de espessura. lado dorsal curvada longitudi- nalmente. pericarpo castanho-amarelado-claro a escuro ou preto.) – cálice campanulado com 4. com 1.5mm de largura. H. nervuras longitudinais e transversais proeminentes formando um reticulum com interespaços alongados.0-1. pericarpo de coloração palha.3mm de comprimento e 0. H. carcerulídio elíptico. H.) Briq. carena ventral inconspícua..76B].4mm de comprimento e 1. simples e com glândulas no ápice. castanho-clara a escura ou preta.

carceru- lídio muito semelhante ao de H. com 5 dentes de dois tamanhos.2 mm de largura. grosseiro e levemente rugoso (rugosidade ligeira- mente mais escura nos carcerulídios claros) e microscopicamente reticulado. pericarpo castanho-amarelado a castanho-avermelhado-claro (imatura) e castanho-escuro ou quase preto (madura). carcerulídio quadrangular-comprimido. – cálice tubuloso com 8-13 mm de comprimento. lado ventral e dorsal com carena ± conspícua. nervuras longitudinais proeminentes. reto. bordos mais retos.76D]. suaveolens. A rugosidade do pericarpo é a única diferença entre esta espécie e H.) Poit. ápice levemente emargi- nado e base abrupto-atenuada.9-2.8-3. 213 . – cálice em forma de taça. com 2. Hyptis suaveolens (L. cicatriz de inserção pouco menor e pericarpo microscopicamente reticulado. ligeiramente menos largo. com 5 dentes cuneados e agudos.5mm de comprimento por 1. externamente piloso e internamente glabro. salzmanii [Fig. H Hyptis salzmanii Benth.

214 .

.

de Pureza. e S. S. FIGURA 201 – Imbricado. como em Solanum americanum Mill. Ver imbricado. outros líquidos e/ou gases. IMPERMEÁVEL – condição dos tegumentos da semente ou das membranas protoplasmáticas que impedem a passagem da água.. Ver também circinado. [Fig. IMBRICADO – tipo de prefloração onde há uma pétala totalmente externa. S.. IMPARIPINADA – diz-se da folha pinada cujo eixo (ráquis) termina por um folíolo (pina).140D]. sendo um em posição terminal [Fig. INCLUSO – que está incluído em. o conjunto tem um número ímpar de folíolos. S.140F]. 216 .201]. INCANO – diz-se da superfície de um órgão revestida por pêlos muito curtos. ou dentro de alguma coisa. grandiflorum Ruiz & Pav. asperolanatum Ruiz et Pav. Mas também é utilizado para o embrião axial curvado onde a base do eixo hipocótilo-radícula recobre o ápice dos cotilédones e num corte transversal da semente o embrião é visto três vezes. ou que está inserido em. S. IMPUREZA – termo mais genérico para definir material inerte na Análise FIGURA 202 – Imparipinada. 201]. densos e dispostos tão próximos que dão a impressão da superfície ser de coloroção branca. capsicoides All. atropurpureum Schrank. Glossario Ilustrado de Morfologia IMBRICAÇÃO – modo de apresentação do botão floral. [Fig. outra totalmente interna e nas demais um bordo recobre o outro [Fig. pseudocapsicum L.

F.puberulenta.vilosa.ciliada.ramentácea. G. L. B. FIGURA 204– Superfície (quanto ao indumento): A. C. G. H.aracnóide. K. que não liberam o pólen ou as sementes.híspida. FIGURA 203 – Superfície (quanto ao indumento): A. INDEISCENTE – que não se abre na maturidade.eriçada (equinada). N.espinhosa.estrigosa.hirsuta. porém com dimensões muito reduzidas.serícia.glandulosa.velutino. contidas no seu inte­rior.muricada. J. B.urticante. I INCONSPÍCUO – diz-se de um órgão vegetal normal. I. F. E.papilosa. 217 .lepidota. D.flocosa. C. M. H.setosa. N. M. apli­ca-se geralmente as anteras e aos frutos. O.fimbriada. sendo quase imperceptível.pubescente. I.barbada. K. D. J.tomentosa.aculeada.escabrosa. L.gloquidiada.tuberculada. E.pilosa.escamosa.

FIGURA 205 – Ínfero. espinhos. 204]. INFECCIONADA – mostrando o efeito da presença do organismo patogênico ou atividade fisiológica anormal. ÍNFERO – diz-se do ovário que fica abaixo do ponto de inserção dos outros verticílios florais e que está soldado ao hipanto (hi) [Fig. Glossario Ilustrado de Morfologia INDUMENTO – qualquer estrutura (cera.203. Ver súpero. Infecção primária – presença de organismos patogênicos ativos na própria semente.) que cobre a superfície de um órgão (folhas. desprovido de qualquer tipo de indumento. frutos e se- mentes) [Fig.205]. escamas. como nos gêneros Coffea (Rubiaceae) e Psidium (Myrtaceae). mas não necessaria- mente mostrando sintomas de doença. INFECÇÃO – é entrada e a disseminação de organismos pa­togênicos no material vivo. INFECTADO – portador do organismo patogênico. não necessariamente mas frequentemente causa sintomas de doença e deterioração. 218 . INFESTAÇÃO – ato ou efeito de infestar(-se). como nas estruturas da plântula. INERME – diz-se da superfície de um órgão (folhas. pêlos ou tri- comas. etc. frutos e sementes) que está desprovida de acúleos e espinhos. Infecção secundária – presença de organismos patogênicos dissemi- nados por outras sementes ou plântuIas.

101C]. enquanto a acelga é formado por uma flor solitária. como em Eichohrnia (Pontederiaceae) e no legume inflado de Bocoa mollis [Fig. 333). encontram-se envolvidas pelo receptáculo comum do conjunto floral. membranoso. uniformemente inchado. delgado. INIBIDORES – substância que inibe o crescimento. INFLADO – semelhante a uma bexiga.Fig. INÓCULO – qualquer estrutura do patógeno capaz de iniciar ou causar doença. Ex: beterraba (Beta vulgaris L. qualquer sistema de ramificação que termina em flores. INFLORESCÊNCIA – conjunto de flores. 218]. provenientes de flores distintas.) Kuntze – Aizoaceae . como se estivesse cheio de ar. como a corola de Nicotiana (Solanaceae). formando uma infrutes- cência. ligeiramente transparente. ou substância química que impede ou retarda a germinação. INFRUTESCÊNCIA – quando dois ou mais frutos (unidade-semente múltipla). INFUNDIBULIFORME – diz-se da corola gamopétala em forma de funil. – Chenopodiaceae) com flores múltiplas (glomérulo) forma uma infrutescência-semente. I INFESTADA – quando a semente transporta um agente patogênico. com tubo obcônico e que se alarga gradualmente em direção ao limbo [Fig. outro ex: espinafre-da-Nova-Zelândia (Tetragonia tetragonioides (Pall. o mesmo que inchado e intumescido. mas não apresenta sintomas da doença. Também denominado de infrutescência-semente ou fruto- semente. 219 .

com nítida delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótilo- radícula.301). INVAGINADO – termo usado para designar um tipo de embrião axial reto. 297]. cordada. 220 . não tem recortes.Fig. formado por um conjunto de pequenas brácteas na base das umbelas secundárias. Ver embrião invaginado. (Dipsacaceae . que se manifesta pela base emarginada. a corola tubulosa e o calículo modificado em papus (formado por cinco sépalas estreitas e agudas. sagitada ou auriculada dos cotilédones e pela invaginação do eixo reto e basal entre os cotilédones. INTEGUMENTO – estrutura que envolve e protege o óvulo. o externo (primina .171. Glossario Ilustrado de Morfologia INSERÇÃO – local onde um órgão se prende a outro.ex) e o interno (secundina . pode(m) ocorrer um ou dois integumentos. INTEIRO – quando a margem de um órgão é lisa. que darão origem a testa e ao tégmen. persistente no ápice do aquênio). INTRORSO – dirigido para dentro.in) [Fig. freqüentemente circundando um glomérulo de flores. INTERNÓ – parte do embrião ou do eixo da plântula entre dois nós consecutivos. de uma umbela composta. ou invólucro floral (involucelo). e Scabiosa columbaria L. INVOLUCELO – um invólucro secundário. aplica-se também ao espaço entre dois artículos de um fruto (lomento ou craspédio). como em Scabiosa sp.

A. setosum (Sw. como o capítulo das Asteraceae (=Compositae) ou a umbela das Apiaceae (=Umbelliferae).209A). Ver a descrição das espécies. . Ver descrição das espécies. australe. gueta.207) e C.208C-D].espi.in- vólucro-de-cerdas.) Rich. .A.209B) .A. ou são mais delgadas (invólucro- de-cerdas) e às vezes plumosas.) Schult.Fig. como no gênero Cen­chrus. (= P. Invólucro-gamófilo – em Asteraceae (=Compositae) se refere ao conjunto formado pelas brácteas foliáceas da flor feminina. Curtis (= C.206). polystachion (L. espiguetas.) Brunken – Fig. Invólucro-de-brácteas ou brácteas-involucrais – conjunto formado pelas brácteas involucrais internas da flor feminina que na maturação se tornam rijas e formam um invólucro que envolve o aquênio. concrescidas en­tre si e que na maturação se tornam rijas e encerram um aquênio. subsp. 221 .Fig. incertus M. Ver a descrição das espécies. hispidum. O invólucro-de-cerdas encerra de 1-5 FIGURA 207 – Pennisetum setigerum: A. mum: A. como no gênero Ambrosia [Fig. Invólucro-de-cerdas – em Poaceae (=Gramineae) se refere ao conjunto formado por uma série de brácteas das flores femininas que concrescem na parte inferior e na matu­ração se tornam mais ou menos rijas e espinhosas (invólucro-de-cerdas-espinhosas). em Pennisetum setigerum (Vahl) Wipff (=Cenchrus setiger Vahl . B. como no gênero Pennisetum setosum (Sw.Fig. C-antécio fértil. pauciflorus Benth. como no gênero Acanthospermum (Asteraceae =Compositae FIGURA 206 – Invóluco-de-brácteas de Acanthosper. I INVÓLUCRO – um conjunto (anel) de pequenas folhas (brácteas) ou cerdas que circundam ou envolvem a base de uma flor ou de uma inflorescência. B.208A-B] e dois no gênero Xanthium [Fig.

superfície áspera. C.Ambrosia polystachya. com tomento castanho- avermelhado-claro. Ipomoea sp. embrião axial. dando à semente 222 . com curto eixo hipocótilo-radícula reto e com cotilédones foliáceos. hilo suborbicular. faces ventrais fortemente convexas.0(-6. variando de globosa.8-5. revestida por curto tomento uniforme.105]. de plano a levemente afundado. Ver Convolvulus [Fig. comprimento por 4. Oposto a revoluta.0)mm de FIGURA 208 – Invólucro-gamófilo: A. na base do hilo com duas pequenas projeções inconspícuas.0)mm de largura e 4-5mm de espessura. carena arredondada inconspícua.0(-6. rium. – a forma da semente depende do número de sementes maduras que se formam no fruto (cápsula septífraga). ferrugíneo e com pêlos simples.) Sweet. bilobados e plicados [Fig. fosca. área hilar ovalada ou de obovada a orbicular.279C]. Seguem as características diferenciais das sementes de espécies de Ipomoea: Ipomoea cairica (L.) – semente geralmente globosa-cuneiforme e de irregularmente orbicular a ovóide ou suborbicular em contorno. áspero.210].5mm de diâmetro.4-5.Ambrosia artemisiifolia. contínuo. com 4. geralmente emarginado na base e circundado por um sulco ou ranhura e por uma costela hipocrepiforme. ligeiramente maiores e esbranquiçados. em seção transversal cuneiforme ou circular. do tipo ipomoea. (= Convolvulus cairicus L. Glossario Ilustrado de Morfologia INVOLUTA – diz-se da folha com os bordos voltados para a face inferior [Fig. com base emarginada e circundado por um sulco de coloração ligeiramente mais clara.Xanthium spinosum. lado dorsal fortemente convexo e com estreito e raso sulco mediano. D. lado dorsal com ou sem sulco mediano. B.Xanthium struma. com hilo orbicular.3-1. oblíqua e no lado ventral abaixo da carena. com 1. obovóide-cuneiforme ou ovóide-cuneiforme a oblonga- ovóide. com as extremidades elevadas e abertura voltada para a base. fosco.

0mm de largura e 3. áspero. devido ao curto revestimento tomentoso uniforme. hilo orbicular.0-4. fosco.6mm de diâmetro.) Choisy) – semente geralmente de subglobosa-cuneiforme a ovóide-cuneiforme e de suborbicular a largo-elíptica em contorno. dando à semente uma FIGURA 209 – Cenchrus incertus (A) e Pennisetum coloração que varia do preto-acinzentado ao preto ou castanho- setosum (B): invólucro-de-cerdas.0-2. esbranquiçados e de 5mm ou mais de comprimento [Fig.0-3. parecendo miudamente pontilhada (20X). com ou sem sulco mediano largo e raso.5-0.0-)3. carena obtuso-arredondada. com estreito sulco raso em cada lado do 223 .5mm de espessura. escura.8(-4.5(-2.0)mm de comprimento por (2.0) mm de comprimento por (2.8) mm de espessura. com largo sulco raso. Ipomoea hederacea (L. quando o tomento está parcialmente removido e os pêlos cairam [Fig. fino e preto. fosca. I uma coloração de castanho-amarelada a acastanho-avermelhada- clara e na margem com macios pêlos lanosos. lado dorsal irregularmente convexo.0-) 4. faces ventrais geralmente irregularmente deprimidas mais perto da margem. Ipomoea hederifolia L. margem com conspícua listra estreita e que separa os dois lados. base inconspicuamente emarginada e com duas pequenas projeções estreito ovaladas e revestidas por tomento. com 0. com diminutos e esparsos pêlos simples e translúcidos (10X ou mais). superfície áspera. (= Quamoclit hederifolia (L.) Jacq.210F]. com (4. às vezes.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de ovalada a elíptica em contorno.5-)3.5(-6.5mm de largura e 2. com densos e grossos pêlos muito curtos e cinza-avermelhados.0-3. lado dorsal fortemente convexo. (= Convolvulus hederaceus L.5-)3.210D].5-3. com (3.7-5. afundado.

. faces ventrais levemente côncavas perto do ápice. superfície fosca. aguda ou inconspícua perto do ápice. alvo.5(-3. com longapilosidade (que pode estar removidada quando misturada as sementes comerciais). superfície fosca. Glossario Ilustrado de Morfologia sulco mediano. revestida por curto tomento ± uniforme e castanho-escuro ou preto. castanho-avermelhado. 224 .) Hall. ± inconspícuas por estarem encobertas por pêlos iguais aos do hilo. hilo orbicular.4mm de diâmetro. formando manchas irregularmente argênteas [Fig.6-0. Quamoclit indivisa (Vell. com 3-4mm de comprimento e largura por 2. áspero e fosco.7mm de comprimento por 0. com diminutos e esparsos pêlos translúcidos e.9-1.e ruivo-translúcidos.8mm de diâmetro. área hilar com cerca de 0. com densos pêlos simples. revestida por tomento preto e por densos pêlos simples. com 0. hilo circundado por estreito sulco glabro e pela costela hipocrepiforme. hilo de largo-elíptico a obovado. (= Convolvulus indivisus Vell. carena obtusa e. ligeiramente encoberto pelos pêlos da carena. com 0. áspera. faces ventrais geralmente planas ou levemente arqueadas.210B-G]. áspera.) – semente geralmente de subglobosa a obovóide- cuneiforme. lado dorsal fortemente convexo e com duas áreas longitudinais denso-pubescentes. carena aguda.0) mm de espessura. às vezes.) Hall. às vezes afundada. faces e carena com pêlos irregulares de coloração cúprea ou amarelada-translúcida. margem e áreas longitudinais do lado dorsal com longos e densos pêlos de coloração cúpreo-translúcida. levemente afundado. grossos. às vezes. ruivo-translúcidos e adpressos do bordo para a base da semente. com duas pequenas projeções na base do hilo. áspero. mais curtos do que os pêlos da margem e do lado dorsal.0-2.0mm de largura. Ipomoea indivisa (Vell. longos. afundado.

5-3. revestida por tomento aveludado castanho-médio e por densa pilosidade de curtos pêlos pálidos.5-7. carena obtusa. carena conspícua. I Ipomoea nil (L.7)mm de comprimento por 6. 225 .0mm de comprimento por 3. com 1.5(-4. lado dorsal fortemente convexo e com largo e pro- fundo sulco mediano. superfície áspera.1)mm de comprimento por 0.) Roth (= Ipomoea longicuspis Meissn. ful- vo-translúcidos. pubescente e com conspícuo e profundo emarginado na base. com (4. lado dorsal fortemente convexo.0)mm de largura e (3. Br. hilo orbicular. essa disposição dos pêlos na superfície dá a delimitação da margem.5-7. re- vestida por curto tomento preto.) R. amarelado. Ipomoea pes-caprae (L. faces ventrais de planas a levemente côn- cavas. fosca.0mm de espessura. margem com conspícua delimitação entre os dois lados.0mm de largura e 4-5mm de espessura.0mm de diâmetro. na base do hilo com duas pequenas projeções lineares. pêlos facilmente removíveis com o manuseio [Fig.0(-7. faces ventrais ligeiramente côncavas. (= Convolvulus pes-caprae L. não afundado.0-3. áspera. ± adpressos e dirigidos para o centro. hilo oblon- go. uniforme e com diminutos pêlos fulvo-translúcidos.5-4.6-0.) – semente ge- ralmente estreito-obovóide-cuneiforme.210A]. com 6. ± deitados nas faces (da margem à carena) e eretos no lado dorsal. com 2.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e largo-elíptica em contorno. afundado e avermelhado. hilo circundado por denso anel de pêlos fulvos a prateados.0-)4. superfície do tegumento fosca.0(-1.5-6. área hilar revestida com densos pêlos simples.7mm de largura.0-)3.

5)mm de largura e (2.5mm de espessura.0(-3. localizados sobre a saliência hipocrepiforme e que encobrem ± o sulco que circunda o hilo.4-)5. Ipomoea quamoclit L.) Roth – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de estreito-obovada a estreito-elíptica em contorno. com duas pequenas projeções estreito-ovaladas na base do hilo.5)mm de largura e 1. parecendo miudamente pontilhada (10X). inconspicuamente emarginado na base. geralmente circundado por um anel de diminutos pêlos de alvo-translúcidos a argênteos. afundado. fosca. áspero. com duas projeções estreito-ovaladas na base do hilo. carena arredondada inconspícua.0-5. inconspicuamente emarginado na base.9-2. (= Quamoclit pinnata Bojer) – semente geralmente alongado-ovóide e de ovalado em contorno.210H].5mm de comprimento por 2.1mm de espessura.4(-4. fosca. sem sulco mediano. não afundado.5-3. revestida por curto tomento preto.5-) 4. hilo orbicular. com 0. margem com fina costela que separa os dois lados. faces ventrais geralmente com uma ou duas dobras transversais. principalmente perto da base. de 226 . lado dorsal mais convexo na ½ inferior.6-0. com (4. hilo orbicular. glabro. parecendo miudamente pontilhada (10X).9mm de diâmetro. com (3. com tomento preto mais longo do que o do tegumento. uniforme e por diminutos e esparsos pêlos simples. caidiços. faces ventrais de planas a arqueadas. lado dorsal fortemente convexo e com largo sulco mediano ± raso.3(-2. superfície ápera.1-2.0-3. superfície áspera. circundado por saliência hipocrepiforme com densos pêlos simples e pretos. com (0. Glossario Ilustrado de Morfologia Ipomoea purpurea (L.5-)0.5)mm de comprimento por 2.0-)3.7mm de diâmetro. translúcidos e que dão à semente a coloração negro acinzentada [Fig. revestida por curto tomento preto ou castanho-escuro (30X).0-4.

área hilar orbicular e com 1.7-0. que dão à semente o aspecto rugoso e irregularmente manchado de cinza [Fig.0mm de comprimento por 3. levemente lustrosa.0mm de largura e 2. com 3. mais escuro do que o tegumento. afundado. lado dorsal convexo. carena obtusa. hilo orbicular.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de ovalada a largo- elíptica em contorno. subaguda ou inconspícua.5)mm de comprimento por 2. glabra e finamente alveolada (30X) [Fig. com base emarginada e circundado por um sulco mais claro do que a testa. geralmente mais escuro do que o resto do tegumento. áspero. lado dorsal convexo.1mm de espessura. carena obtusa.3-)3.0mm de diâmetro. Ipomoea rubiflora O’Donell – semente geralmente ovóide- cuneiforme e largo-ovalada em contorno. com 0. margem geralmente com conspícua listra estreita que separa os dois lados. levemente afundado. de coloração castanho-escura. I diferentes comprimentos e com diminutos pêlos alvo-translúcidos em tufos. ápice agudo e com (3.7(-3. amarelo-alaranjado ou castanho-avermelhado. mais claro do que o resto do tegumento e que. com 0. às vezes.5-4.0-2.210C]. área hilar às vezes encoberta por pêlos da carena.8mm de diâmetro.) Choisy (= Ipomoea cynanchifolia Meissn. com estreito sulco mediano raso.0)mm de largura e 1. faces ventrais planas ou deprimidas no centro.8-2. faces ventrais côncavas ou levemente convexas.210I]. fosco. castanho-avermelhado-claro e revestido 227 .4mm de diâmetro.7-4. Ipomoea ramosissima (Poir. se reduz a uma listra longitudinal.3(-4. com largo e profundo sulco mediano.5mm de espessura. superfície lisa. hilo orbicular. às vezes.2-2.

0-3. circundado por um purpurea. às vezes.I. H. muito próximas uma da outra e.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de largo-ovalada a largo- elíptica em contorno. de coloração castanha ou quase preta.I.7(-4. lado dorsal fortemente convexo e com estreito e raso sulco mediano.4mm de diâmetro. hederacea. hederifo- lia. 228 . com 0. levemente lustrosa. nil (L. que dão à superfície a aparência manchada. ápice obtuso e com 3.5-2. glabro. hilo orbicular. claro ou mais escuro do que o tegumento. D. nas faces com curtos pêlos irregularmente distribuídos e com longos pêlos na margem e em ambos os lados do sulco dorsal. mais claro do que o resto do tegumento e que.1)mm de comprimento por 2. carena aguda. triloba. glabra e finamente alveolada (30X) [Fig. superfície lisa.I. como a corola labiada e a violeta são irregulares. superfície áspera.) Roth.I. castanho- E-J. (= Ipomoea grandifolia (Dammer) O’Don. às vezes. Glossario Ilustrado de Morfologia por longos pêlos amarelado-translúcidos.I. F. I. C. faces ventrais planas e às vezes FIGURA 210 – Semente de Ipomoea (lado ventral): desiguais.2)mm de largura e cerca de 2. cairica. fosca.0mm de espessura. revestida por curto tomento castanho- acinzentado-claro e castanho-avermelhado. levemente afundado. A. ramosissima. se reduz a uma listra. na base do hilo com duas inconspícuas projeções largo-ovaladas. com base emarginada.7(-3. B-G.210E-J]. sulco levemente mais claro do que o tegumento ou de coloração amarelo-alaranjada e por uma saliência hipocrepiforme e com extremidades elevadas.I.I. quamoclit. encobertas por pêlos da margem. IRREGULAR – usado quando a simetria das partes é distribuída por desigual.I. Ipomoea triloba L.

321A-A’-A’’). mas sem septos transversais.) DC.227C). 229 . como em Desmodium tortuosum (Sw. ISTMOCÁRPO – legume ou lomento com os artículos separados por costrições. (Brassicaceae =Cruciferae – Fig. ou entre dois artículos (segmentos – segm) de uma síliqua lomentácea de Raphanus raphanistrum L. (Fabaceae =Leguminosae– Papilionoideae – Fig. I ISTMO – estreito ponto de união entre dois artículos (ar) de um lomento.

230 .

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3-brácteas basais com mais da ½ do comprimento do cálice [Fig.) – glumas férteis lanceoladas e carena espinulosa. com 1. & Arn.5mm de comprimento por 2.115Y’]. ápice de arredondado a truncado e apiculado. núcula obovado-elíptica. obtusos e denso-pubescente ao longo das margens dos lóbulos. 3-brácteas basais estreitas. glabra. pericarpo crustáceo. com 3.5mm de largura. ligeiramente pubescente e envolto pelo cálice e pelas brácteas.2mm de comprimento por 0.215B-C-G]. com ou sem as glumas.) (= Kyllinga cayennensis Lam. com rostro uncinado ou inconspícuo. com retículo tênue.8mm de largura.) Hook. A unidade-semente é a núcula. Glossario Ilustrado de Morfologia Kummerowia stipulacea (Maxim.115Z-Z’-Y- Y’’-Y’’’]. com curto rostro apical. lóbulos largos. A unidade-semente é o legume ou a semente. com superfície lisa. de coloração amaraleda a castanho-escura. cerca da ½ do comprimento do fruto.0-1. (= Cyperus brevifolius (Rottb. Kyllinga brevifolia Rottb. revestida por fina camada ceróide. com retículo conspícua. (=Lespedeza striata (Thunb.) – ver Cyperus aggregatus (Willd. com ¾ do comprimento do fruto. A unidade-semente é o legume ou a semente.) Makino (=Lespedeza stipulacea Maxim. lóbulos largos. translúcidas e que lhe dá o aspecto reticulado (30X) [Fig. unisseminado. unisseminado.) – legume oval-arredondado. cálice 5-lobulado.) Schindl.) Hassk. bicon- vexa. menores do que a ½ do comprimento do cálice e com nervuras conspícuas [Fig. com uma rede de malhas finíssimas [Fig. afila gradativamente para uma base larga.) Endl.215A-F]. levemente lustrosa. ligeiramente curto-pubescente e envolto pelo cálice e pelas brácteas.) – legume largo-elíptico. obtusos e glabros. 232 .0-3. Kummerowia striata (Thunb. cálice 5-lobulado.

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que tem látex. também usado para o cálice que apresenta dois lábios. só que os lados do cone invertido não são contraídos [Fig. podem ocorrer plantas com corola ou cálice labiado. FIGURA 211 – Laciniado. LACUNOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. pétalas. por isso o termo mais usado é o bilabiado. que se opõe à inferior. constituída por três pétalas soldadas. LACTÍFERO – que produz látex. Termo frequentemente usado em vez de ringente. LACUNAR – lacunoso. 234 .295E].) estão recortados em profundos e estreitos segmentos pontiagudos [Fig. que tem lacunas. LAMIACEAE – nome válido para a família Labiateae.100E]. das quais duas superiores são soldadas e formam uma porção. LACINIADO – que tem lacínias (la) [Fig.101B]. LACÍNIA – diz-se quando os bordos de qualquer órgão laminar (folhas.211] LACRIMIFORME – em forma de lágrima. Glossario Ilustrado de Morfologia LABIADO(A) – diz-se da corola simpétala (gamopétala e zigomorpha) de cinco pétalas. como a semente da maçã. o mesmo que piriforme. com aspecto de lábio [Fig.211]. etc. LACTESCENTE – leitoso. fruto ou semente) que tem numerosas escavações grandes e profundas [Fig. LADO – ver face.

de três a quatro vezes a largura [Fig. fosca. A unidade-semente é o nuculânio. lados fortemente convexos. Seguem as características diferenciais das espécies de Lantana: Lantana camara L.242]. com porção basal lisa e da porção mediana ao ápice com espessamento irregular e com retículo de 235 .103B]. pirênio com dois lóculos [Fig. com 3.1(5. se afila para as extremidades. L LÂMINA – porção expandida (l) da folha. o mesmo que limbo [Fig. afilando gradativamente para uma base obtusa com abertura em forma de ‘V’ (visto pelo lado ventral). sedosos e semelhantes a lã. inserção basal orbicular.172-l].0(-6. cavidade de tamanho e forma irregular.5)mm de largura e espessura. no ápice do lado ventral e entre os lóculos do pirênio. nuculânio obovóide com mesocarpo removido e orbicular em seção transversal.0)mm de comprimento por (2.5) mm de comprimento por 2. LANCEOLADO(A) – quando um órgão (folha.5)3.8(-5. com 3. superfície lustrosa e lisa na maturação e enrugado-escavada após desidratado. LANOSA – diz-se da superfície de um órgão revestida por curtos pêlos densos. essse com estreito sulco escuro e que percorre parte do lado.2-5.0-4. – nuculânio com mesocarpo carnoso-sucoso na maturação e fibroso após desidratado.0-4. lado dorsal mais convexo do que o ventral. de roxo-escuro a preto. fruto ou semente) tem contorno de lança.5(-5. Lantana sp.0)mm de largura e espessura. finos.1-4. endocarpo de textura óssea (aparência de caroço) e geralmente com restos do mesocarpo aderido. superfície do endocarpo de amarelada a castanho-amarelada ou castanho-avermelhada. inserção basal mais clara do que o exocarpo. – nuculânio globoso-cuneiforme. muito mais longo do que largo.

luz e umidade. Euphorbia). que dão o aspecto ápero-rugoso à superfície [Fig. LATÊNCIA – é o estado de repouso fisiológico onde a semente pode se encontrar quiescente ou dormente. Glossario Ilustrado de Morfologia malhas escuras. LARVA – o primeiro estádio dos insetos. nuculânio oblongo-globoso com mesocarpo removido e transverso elíptico em seção transversal. LANUGINOSO – diz-se da superfície revestida com numerosos pêlos finos semelhantes a lã.4-3.2mm de largura e (2. irregulares. cavidade interna reduzida a estreita fenda entre os lóculos do pirênio.2-)2.8-3.242A-A’]. lado levemente convexos e com um sulco largo e ligeiramente mais escuro no centro do lado ventral. ápice apiculado e base sem fenda.9)mm de comprimento por (2.1-2.4(-3. superfície do endocarpo de castanho-clara a castanha.7-3. com interespaços irregulares e ± profundos [Fig. 236 .1-)2. condição que impede a germinação de sementes viáveis.1mm de largura e (1.9-)2. mesmo sob condições favoráveis de temperatura.4mm de espessura.0-)2. com 2. levemente brilhante. castanho. Lantana lilacina Desf. – nuculânio oblongo-globoso. LÁTEX – suco leitoso.2-2.0mm de comprimento por (2. inserção basal da mesma coloração do exocarpo.242B-B’-B’’-C-D].5(-4. com 2.5-3.5mm de espessura. depois da eclosão dos ovos. como o de algumas espécies de Euphorbiaceae (Hevea.

com epicarpo mais ou menos carnoso e mesocarpo de consistência carnosa ou gelatinosa. pericarpo à dispersão zoocórica. A deiscência pode ser elástica explosiva. sementes com pleurograma . abre-se longitudinalmente ao longo da sutura ventral (bordos de união dos carpelos) e da nervura mediana (principal) da folha carpelar. Fruto comum das Fabaceae (=Legu­minosae).com deiscência elástica A morfologia desse tipo de fruto evidencia uma adaptação do explosiva e valvas retrorsas. em Pithecellobium inopinatum (Fabaceae- Mimosoideae .213]. como em Calliandra spp. pleurograma apical-basal. Legume indeiscente – Medicago sp. Após a deiscência as valvas podem permanecer retas ou se torcer. [Fig.216A). dos quais existem diversos tipos: FIGURA 212 – Legume de: A. C-C’- Calliandra spp. (fruto com mesocarpo polposo-gelatinoso e epicarpo que se desprende totalmente. em Caesalpinia ferrea Mart. Legume bacóide – fruto indeiscente com mesocarpo polposo. embrião com plúmula diferenciada em pinas. C- C’. semente com FIGURA 213 – Legume de ervilha. [Fig.214]. soja.212C-C’]. deiscente.212A] ou ficar espiraladas. como de ervilha [Fig. de tamanho e formas variadas. 237 . [Fig.Bauhinia sp.217]. fibroso. mul­tisseminado. unicarpelar. pode ser cilíndrico. feijão [Fig. deixando apenas as porções fibrosas dos bordos. (Fabaceae- Caesalpinioideae). das. e Caesalpinia peltophoroide Benth. toruloso ou levemente comprimido. como em Bauhinia sp. B- Anadenanthera pavonina. e Onobrychis sp. Ocorre em Tamarindus indica L.216B-C) o fruto é oblongo-cilíndrico.212B]. ex Tul.valvas espiraladas. quando seco. lenhoso ou coriáceo e mesocarpo. B.valvas torci.: A. como em Anadenanthera pavonina L. [Fig..Fig. oblongo- cilíndrico.Fig. LEGUME – fruto simples. L LAXO – frouxo. seco.

Fig.Fig. B. quando visível. Distingue-se da sâmara porque a ala e o núcleo seminífero não são bem delimitados e as alas não são originadas dos carpelos.legume com cálice. O legume nucóide distingue-se da núcula por ser um fruto sempre oligospermo ou polispermo. Glossario Ilustrado de Morfologia Legume inflado – uniformemente inchado. B-C-G.221D). Encontrado em Arachis hypogaea L. nos gêneros Apuleia A-B.220C).S.Kummerowia striata. 238 . como em Bocoa mollis (Benth.K.220A).219A-B). (Fabaceae–Papilionoideae . (Fabaceae–Papilionoideae . Dalbergia.218).) R. Lonchocarpus [Fig. (Fabaceae–Mimosoideae .seção transversal.seção longitudinal mostrando as sementes presas na margem Dioclea macrocarpa Huber.219C-D).legume D. Enterolobium contortisiliquum (Vell.Lespedeza cuneata. Pithecellobium dulce (Roxb..semente. Morong.220B) e Parkinsonia sp.Fig.) do carpelo.221C]. (Fabaceae–Mimosoideae . Cowan (Fabaceae– Papilionoideae . com pericarpo seco e mesocarpo. Legume nucóide – fruto indeiscente ou tardiamente deiscente.221B] e Sweetia (Fabaceae =Legu­minosae).legume com cálice + brácteas. (legume samaróide não apresenta núcleo seminífero distinto da ala F-G. como do cálice acrescente no ápice.221A]. no gênero Erisma (Vochysiaceae). como se estivesse cheio de ar. C-E.Fig. Legume nucóide com aspecto moniliforme – ocorre em Sophora tomentosa L. mas sim de outras partes florais. Dinizia excelsa Ducke stipulacea.Fig. catenaeformis (Ducke) Ducke [Fig. lenhoso-fibroso ou fibroso-esponjoso.) Benth. plano e comprimido. Legume samaróide – fruto seco indeiscente. com adaptação à dispersão anemocórica e com uma a poucas sementes. Derris [Fig. A. . (Fabaceae–Caesalpinioideae . ocorre em Cedrelinga FIGURA 215 – Legume de Lespedeza e Kummerowia: A-F. (com frutos plano-convexos e cartáceos). Bowdichia. mas nunca se diferencia em polpa típica. FIGURA 214 – Legume de Phaseols vulgaris: Parkia multijuga Benth.Fig. D-E.Fig.

C. B. B- peltophoroides.Sophora tomen- C. C. D.Caesalpinia A. moniliforme: A. 239 .Arachis FIGURA 220 – Legumes nucóides com aspecto hypogaea. Onobrychis sp. L FIGURA 216 – Legume bacóide: A-Tama. B.Parkia multijuga. B.Parkinsonia sp. FIGURA 217 – Legume indeiscente: FIGURA 218 – Legume inflado de Bocoa rindus indica.Medicago sp.fruto fechado.Dioclea macrocarpa. B. Enterolobium contortisiliquum. mollis: A . tosa.Pithecellobium dulce. fruto em início de deiscência. ferrea. FIGURA 219 – Legume nucóide: A.C..

D. fosca. alada ou não.Cedrelinga antécio estaminado pode estar reduzido apenas a glumela inferior catanaeformis.318. Seguem as características diferenciais das silícolas e das sementes de espécies de Lepidium: Lepidium bonariense L. LENHOSO – diz-se de um órgão vegetal que apresenta natureza. (1999).100I]. C. reto ou ligeiramente encurvado. 240 . ápice com estilete (est) ausente ou inconspícuo [Fig.157. além das laterais não muito visíveis. Fonte C-D: Barroso et al. LEMA – glumela inferior ou externa (bractéola fértil . ápice arredondado. que corre do hilo para o centro da semente (separando internamente o eixo hipocótilo-radícula dos cotilédones. levemente reticulada.Lonchocarpus sp. – com silícola de ovada a orbicular.Derris guianensis. 158A-le]. sulco longitudinal ± conspícuo. localizada na base de cada flor (antécio) e que envolve a cariopse pelo lado dorsal (externo) [Fig. No eixo da ráquis situa-se mais abaixo e envolve a base da pálea. com duas valavas.319].Apuleia sp.319A]. [Fig. como as sementes de Amaranthus e Chenopodium.lf) da espigueta das Poaceae (=Gramineae). B. o FIGURA 221 – Legumes samaróides: A. LENTICULAR – em forma de lente duplamente convexa ou de lentilha [Fig. semente de ovada a obovada. Glossario Ilustrado de Morfologia LEGUMINOSAE – sinônimo de Fabaceae.11A-lf].. Lepidium sp. base geralmente atenuada e com hilo. aspecto e consistência do lenho ou da madeira. Lema estéril – é a glumela inferior (le) de um antécio estaminado. cada uma unisseminada e geralmente com estilete apical remanescente no ápice [Fig. ambos do mesmo comprimento). – com silícola ovada-elíptica a quase orbicular. Possui a nervura me­diana mais ou menos perceptível.

2-1. 319D].6-0. com conspícuo sulco curvo. de amarelo- escura a amarelo-acinzentada.5(-2. muito comprimida. – com silícola ovada. sulco ± conspícuo. de castanho-escura a castanho-preta. Br.2-1.319B]. com conspícuo sulco ligeiramente encurvado. frequentemente [Fig.0-2.5) mm de comprimento por 1.319E]. lisa. com 1. (=Cardaria draba (L. base com duas pontas quase inconspícuas e hilo branco.0mm de espessura. de castanho- avermelhada-clara a escura. semente ovalada. L Lepidium campestre (L. base com duas pontas e hilo esbranquiçado.4mm de compri- mento por 0. estreito-alada e geralmente com estilete (est) persistente [Fig. base com hilo esbranqui- çado e levemente protuberante.2(-2. com 2.4mm de espessura. granular. base estreita.0-1. – com silícola orbicular-ovada. de castanho-escura a castanho-avermelhada.2(-2.8-1.0mm de comprimento por 1.) Desv. lisa.318A-B. Lepidium ruderale L. se afila convexamente do ápice para a uma base aguda com hilo claro. Lepidium draba L. com 2. ápice emarginado e com estilete (est) geralmente persistente [Fig.5)mm de comprimento por 1.5mm de largura e 0. semente obovada. com conspícuo sulco quase reto. 241 .8mm de espessura. semente ovalada.) R.319C]. – com silícola largo-ovada. com ápice largo- alado e emarginado [Fig.8mm de largura e 0.1-1.6-1. com ápice emarginado. Lepidium sativum L.2-0. finamente granulosa-reticulada.0)mm de largura e 0. semente de largo-ovalada a largo-obovada. comprimida na porção superior. margem cotiledonar reta e margem do eixo hipocótilo-radícula curvada. ala marginal.) – com silícola de ovada a elíptica.8-2.3-3.5mm de largura. com 1.

2-0.3(-0. isto é. capim-pé-de-galinha (Eleusine indica (L. Glossario Ilustrado de Morfologia Lepidium virginicum L.1-)1.0)mm de comprimento por 0.) Gaertn. a escama é arredondada e se fixa no centro [Fig.2(-1.203M]. brácteas ausentes [Fig.1mm de largura e que só não circunda o bordo cotiledonar. nas flores das 242 . Lespedeza cuneata (Dumont) G. castanho- avermelhado-escuro. com retículo tênue.). de 0. – legume unisseminado. portanto adquire textura de madeira.7-2. acuminados e pubescentes. com sulco mais acentuado na porção mediana. nas Poaceae (=Gramineae) como no FIGURA 222 – Lígula. miudamente tuberculada (que acompanha o contorno da semente). com (1. semente de ovalada a obovada. Don.4) mm de espessura. miudamente tuberculada. ala geralmente translúcida. hilo basal esbranquiçado. com ápice estreito-alada e largo-emarginada [Fig. fruto ou semente) que se apresenta coberta com pequenas escamas peltadas. que ocorre na junção do pecíolo das folhas com a bainha [Fig.8-1.3)mm de largura e 0.215D-E]. LEPIDOTA – diz-se da superfície de um órgão (folha. – com silícola orbicular (globosa). com 3-5mm de comprimento por 1. alaranjada ou de castaho-alaranjada a castanho-avermelhado-clara. comprimida. pubescente no ápice e ao longo dos lados.31F]. cálice basal com mais da ½ até ¾ do comprimento do fruto. LÍGULA – apêndice membranáceo.0mm de largura.222].5-2. fendido até quase a base e com lóbulos estreitos. muitas vezes com margem cotiledonar reta e a do eixo hipocótilo-radicula convexa. LIGNIFICADO – diz-se de qualquer parte da planta que se encontra impregnada de lignina.

Leucanthemum e Tanacetum.102 K]. Coleostephus. tri. semente ou embrião) é estreito. sem nenhuma elevação ou aspereza aparente. ocorre nos gêneros Chrysanthemum. LIGULADO(A) – provido de lígula. (Brassicaceae =Cruciferae). geralmente lustrosa. reto. isto é. LOBADO(A) – diz-se de um órgão provido de lobos. L espécies da família Asteraceae (=Compositae) denomina-se de lígula à corola gamopétala e zigomorpha. de recortes pouco profundos e arredondados. LIGULIFORME – em forma de lígula. LIMBO – parte expandida (l) de uma folha (lâmina) [Fig. LIRADO(A) – o mesmo que panduriforme. LINTER – penugem que permanece nas sementes de al­godão após o beneficiamento. 139 a 147]. como as folhas das gramíneas [Fig. mas com várias sinuosidades em cada lado e que diminuem da porção mediana para a base [Fig.103A]. fruto. embrião axial [Fig. LINEAR – diz-se quando um órgão (folha. 243 . com bordos paralelos e geralmente mais longo do que largo.ou pentadentada. como as folhas de Raphanus rhaphanistrum L. Glebionis. quando as pétals unidas formam uma única lígula. LISA(O) – diz-se da superfície plana. das flores da periferia ou de todas as flores do capítulo.172-l].

com duas glumas (inferior e superior). adpressas à base do ovário [Fig. LÓBULO – diz-se do órgão com pequeno lobo (lb) [Fig. antécio fértil oblongo. rudimentos ancestrais do perianto.166. perenne. B. estigma. calo estreito transverso-elíptico e com A. 225] A unidade-semente é o antécio fértil. 64]. comprimidas.62.lodícula. membranácea no ápice e subigualando-se a pálea fértil (pf) lisa e lustrosa em direção ao ápice. convexa. Lolium sp. lod.L. FIGURA 224 – Lolium (antécio fértil lados ventral e dorsal): largo e ápice não expandido. Glossario Ilustrado de Morfologia LOBO – diz-se do órgão com recorte(s) pouco profundo(s) e arredondado(s).157] e Phalaris [Fig. multiflorum. 223-lod] e da espigueta. conten­do respectivamente os esporos. se desarticulam acima das glumas e entre os antécios. temulentum. antera. ovário ou fruto. grãos de pólen. como em Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Oryza [Fig. C. óvu­los ou sementes [Fig.269-lod]. arista (as) geralmente quebrada no beneficiamento. 224.54B-C-lo]. duas ou três escamas hialinas. esparso- pubescente ou glabra. LODÍCULA – o mesmo que glumélula. bordo fino [Fig.L. Ver cápsula loculicida [Fig. da nervura mediana. 63.54A-lb]. LOCULICIDA – diz-se do fruto (cápsula) que apresenta deiscência ao longo FIGURA 223 – Lodícula: an. granulosa.antera. com lema (lf) 5-7-nervada. gluma inferior geralmente ausente. sésseis. alternas sobre o eixo central. es. LOBULADO – diz-se do órgão provido de (ou dividido em) lóbulos. Seguem as características diferenciais de espécies de Lolium: 244 .L. LÓCULO – cavidade (lo) de um órgão. segmento da ráquila (seg) achatado. – espiguetas multifloras (unidade-semente múltipla). em geral de um esporângio. exceto na espigueta terminal.

este oblongo ou lanceolado. achatado dorso-ventral- mente e aproximadamente com a mesma largura em toda extensão. com curtos dentículos nas carenas e frequentemente intercalados com espaços sem dentes. aristada. sem dobras transversais.5-)2. pálea fértil (pf) acanalada. este oblongo ou lanceolado. C.0mm de 245 . – espiguetas com glumas mais curtas do que o antécio fértil.7-4.9)mm de espessura. exceto na base que é ligeiramentre mais estreita. achatada dorso-ventralmente e de coloração castanho-amarelada a FIGURA 225 – Lolium (antécio fértil vista lateral): castanho-escura [Fig. ápice curto. nervuras frequentemente inconspícuas. de coloração castanho-amarelada a acinzentada e fosco. de coloração amarelo-acinzentada a cinza-amarromzada e fosco. L Lolium multiflorum L. fraco-convexa. com 5-7mm de comprimento (exceto a arista) por 1. lema fértil (lf) oblongo.7mm de espessura. afilando- se levemente para a base.2-1. tão longa quanto a lema. perenne. – espiguetas com glumas pouco mais curtas do que o antécio fértil.L. achatado dorso-ventralmente e quase com a mesma largura em toda extensão. quase da mesma espessura em toda extensão.7-0.lanceolada. ápice obtuso ou curto- pontudo. curta. segmento da ráquila (seg) cilíndrica ou ± quadrangular (depende da variedade). lema fértil (lf) oblongo-lanceolada.multiflorum. B.0mm de comprimento por cerca de 1. cariopse lanceolada ou oblonga. temulentum.0-7.8(-0. com 3. A.224A. 225A]. mais ou menos convexa (depende da variedade).L. exceto na base que é ligeiramentre mais estreita.5mm de largura e 0.4mm de largura e 0.L. alarga-se ou não para o ápice (depende da variedade) e pouco mais estreita do que em Lolium perenne.5mm de comprimento por (1. Lolium perenne L. arista (as) tão longa quanto a lema fértil. afila-se para um ápice agudo. com 5.

com dorso achatado.2mm de espessura.Zornia diphylla. pálea fértil (pf) acanalada. lema fértil (lf) fortemente convexa. com curtos dentículos nas carenas.224B. cariopse oblonga-lanceolada.Stylosanthes humilis. curta e frágil. com cerca de 12(-15)mm de comprimento. com estreito sulco mediano arredondado. ápice obtuso e bordos não encobrindo as carenas da pálea fértil.0-2. antécio fértil de ovalado a largo-elíptico. segmento da ráquila (seg) de 0.0(-3. semarista ou quando presente.5)mm de largura e 2.1. fracamente 5-nervada.8mm de espessura. segmento 246 .5-4.Aeschynomene den. escabrosa e em geral quebrada quando misturada as sementes comerciais. de 6-7mm de comprimento (exceto a arista) por 2.4mm de largura e 0. com dobra transversal na porção mediana ou pouco acima. pálea fértil (pf) bicarenada. arista (as) com inserção subapical na lema. C. lema e pálea nitidamente 5-nervadas e de cinza- ticulata.0mm de espessura. não achatado dorso-ventral- FIGURA 226 – Lomentos: A. fortemente acanalada.7-0. tão longa quanto a lema. D-D’. mais largo na porção mediana. arredondada no ápice e largo acanalada no lado ventral e de coloração castanho-amarelada [Fig. 225B]. afila-se para o ápice. – espiguetas com glumas (inferior e superior) 7-nervadas e subigualando-se ao resto da espigueta. porção mediana das nervuras laterais sem dentículos. sem dobras transversais. em vista lateral com lado ventral fortemente arqueado Stylosanthes guianensis.8-2. muito adpressa a pálea e se alarga uniformemente para o ápice. e dorsal reto. mente.3-1. translúcido. com 3. Lolium temulentum L. aristado. carenas com curtos e densos dentículos uniformemente inclinados e no ápice múticos. B. amareladas a castanho-claras. larga.0mm de comprimento por 1. estreitando-se para um ápice obtuso.5-3.5mm de comprimento.7. Glossario Ilustrado de Morfologia largura e 0. ápice frágil. visível através do antécio fértil e intimamente aderida a ele.

(Fabaceae–Caesalpinioideae – Fig. lado dorsal plano e ventral largo-acanalado. Stylosanthes e Zornia (Fabaceae =Leguminosae . calo estreito transverso-elíptico.7-4. adpressa a pálea.0mm de comprimento por 1. em geral.Fabaceae. mesocarpo granuloso-polposo e endocarpo coriáceo. Crotalaria.4-1. 247 . na maturação.Fig.Desmodium incanum. ex DC. endocarpo articulado. com ápice plano-ovalado e de até 3mm de comprimento. indeiscentes B. C.5mm de largura e 0. com 3. subretangulares e sementes com pleurograma (ple) [Fig..228C). Lomento drupáceo – fruto indeiscente. como nos gêneros Aeschynomene. alongado.228A-B) onde o fruto é linear-oblongo. 228B]. Coronilla. comprimido. Desmodium.224C. ocorre em Fabaceae– Caesalpinioideae como no gênero Cassia subgênero Fistula: Cassia ferruginea (Schrad. mais larga do ápice a porção mediana e afilando-se para a base.7-0. deiscentes ou indeiscentes. com segmentos. Cassia fistula L. sub-cilíndrico. em segmentos (artículos – ar) unisseminados. e em Prosopis hassleri Harms (Fabaceae–Mimosoideae . que se separa FIGURA 227 – Lomentos: A. 225C]. Hedysarum. D. e de consistência óssea ou coriácea. 227). Existem formas botânicas com ou sem aristas. com epicarpo cartáceo. LOMENTO – fruto artrocarpáceo seco. com epicarpo e mesocarpo contínuos. em pedaços (artículos – ar) monospérmicos. com constrições entre as sementes.Fig.Desmodium tortuosum. Este fruto ocorre também em Gleditsia sp. fragmenta-se transversalmente. cariopse oblonga-cimbiforme. pouco profundo e com sulco mediano [Fig.8mm de largura. L da ráquila (seg) achatado-cilíndrica.) Schrad. de falcado a subfalcado.Desmodium adscendens.226.

227C]. que se separam em pedaços (artículos – ar) monospérmicos. indeiscentes.) DC. de consistência co- riácea ou óssea e apresentam istmo (is) central entre os artículos. [Fig. 248 .inserção da semente nos artículos. FIGURA 228 – Lomento drupáceo de Prosopis hassleri: A. LUTESCENTE – de coloração que se aproxima do amarelo-pálido. LUSTROSO – o mesmo que brilhante. o mesmo que lunado. B. como em Desmodium tortuosum (Sw. LUNADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. Gleditsia sp. com epicarpo e mesocarpo contínuos. LUTÉOLO – de coloração levemente amarelada.fruto.102F]. fruto ou semente) tem contorno semelhante a lua crescente [Fig. e endocarpo articulado. LONGITUDINAL – que está na direção do eixo principal (sentido do comprimento) do órgão vegetal. LÚTEO – de coloração amarelo-vivo tirante a vermelho. Glossario Ilustrado de Morfologia Lomento toruloso – fruto indeiscente. reluzente. LUNIFORME – que tem forma de meia-lua. C.

.

formando uma espécie de baga (fructus juniperi). As sementes podem ter ou não estreita ala. Em Juniperus permanece fechado. que são medicinais. que são compostos de poucas escamas férteis ou estéreis. MACROSPORÂNGIO ou MEGASPORÂNGIO – nas Angiospermas é denominado de nucelo. 250 . ou para o ovário com óvulos aptos a serem fecundados. O cone seminífero maduro varia de coriáceo a Cupressus goveniana. nas Cupressaceae.11D]. nos cones femininos FIGURA 229 – Macrosporófilo (a. lenhoso. são células especializadas na nucela e que dão origem aos óvulos (macrosporos). imersão em um líquido. MANCHADO – que tem macula de diferentes colorações e/ou tonalidades. por fendas entre as margens das escamas. se abre no amadurecimento das sementes. MADURO – usado para frutos que tem sementes aptos a germinar. MACROSPORÓFILO – encontra-se. MANCHA HILAR ou MANCHA HILARIS – ver hilo [Fig. usadas no preparo de bebida alcoólica (genebra) e no preparo do chucrut. MACERAR – amolecer um órgão (semente) em um líquido. Glossario Ilustrado de Morfologia MACERAÇÃO – ato ou efeito de macerar.flor feminina com escamas de oposta ou verticilada. o memo que megagametófito.cone maduro). em posição b. MACERADO – que sofreu maceração. como em Cupressus goveniana Gordon [Fig.229]. MACROGAMETÓFITO – célula modificada e que formará o megagameta. submetio a maceração.

Medicago tuberculata Willd.núcula com cálice basal acrescente.Fig.231B] e Jacarantia (Caricaceae). FIGURA 232 – Melilotus indicus: A. angular.230A]. aculeada e serrulada [Fig. não dividida em lóculos e forrada por placentas carnosas. preto.semente. ondulada. B. – núcula (nu) unisseminada. MARGINAL – que se refere a margem. numerosas sementes ariladas ou com funículo espessado. MEGAGAMETÓFITO – o mesmo que macrogametófito. carnoso. como crenada.Carica sp. MELONÍDIO – fruto bacóide. MELÍFERA – plantas cujas flores atraem abelhas. que produz mel.217A]. diferenciais das espécies de Melilotus: 251 . cálice (cal) acrescente com cinco lóbulos. multisseminado. pericarpo com pouca ou muita espessura (carnoso). A unidade-semente é a semente. Ver placentação marginal [Fig. Melilotus sp. com placentação parietal. sinuada. Seguem as características B. indeiscente.Passiflora sp. que envolvem FIGURA 231 – Melonídios (seção transversal): A. semente com hilo localizado num entalhe basal excêntrico raso. M MARGEM ou BORDO – a parte mais externa de um órgão (folha. como os frutos dos gêneros Carica [Fig. com FIGURA 230 – Marginal (A). que pode ser inteira ou apresentar diversas divisões. originado de um ovário ínfero ou súpero. serreada. MEGAGAMETA – célula aredondada que se forma de um megagametófito..110]. fruto ou semente). – legume indeisecente coclear. Parietal(B). denteada. com cavidade central ampla. Citrullus (Cucurbitaceae) e Passiflora (Passifloraceae .231A). que corre do hilo para o centro da semente. lóbulo radicular mais estreito do que o lóbulo cotiledonar e separado por um conspícuo sulco raso. configurações conspícuas no dorso [Fig.

0-2. – núcula (nu) subglobosa.8mm de comprimento por 1. eixo hipocótilo-radicula com cerca de ¾ do coprimento dos cotilédones. eixo hipocótilo-ra- dicula com cerca de ⅔ a ¾ do coprimento dos cotilédones [Fig. Melilotus indicus (L.semente. semente de ovóide a cordiforme.5mm de largura e 1. com conspícuo sulco raso. superfície preta e grosseiramente reticulada.0mm de espessura. FIGURA 233 – Melilotus officinalis: A. (= Melilotus alba Medik.0mm espessura.6mm de largura e 1.8 mm de com- primento por 1. – núcula (nu) ovóide. de 1. cálice (cal) de até ¾ do compri- mento da núcula e lóbulos longo-acuminados.232]. cálice (cal) cerca de 1/3 do comprimento da núcula e lóbulos curto-agudos.5mm de largura e 1. de 3-4mm de com- primento por 2. superfície de castanha a preta e transversalmente rugosa.0-2. com largo sulco conspícuo e raso.8-2.) Lam.2-1. de castanho-cinza a catanho- esverdeada. de amarelo-esverdeada a castanho-pálido.núcula com cálice basal acrescente. rugosa-escavada e com algumas nervuras transver- sais onduladas. fosca.0mm de largura e 1. com curto estilete remanescente no ápice.5-2.4-1. com 1. com cur- to estilete remanescente no ápice. eixo hipocótilo-radi- cula com cerca de ⅔ a ¾ do comprimento dos cotilédones [Fig. com conspícuo sulco raso. de 1. Glossario Ilustrado de Morfologia Melilotus albus Medik.6-1. Melilotus officinalis (L.5mm de comprimento por 1.0mm de espessura. superfíce de amarela a amarelo- avermelhada.2-1. hilo pequeno e inconspícuo. hilo orbicular circun- dado por um halo branco. comprimento por 2. lisa. fosca.3mm de largura e 0.0mm de espessura.0-1. lisa.233]. de amarela a castanho-amarelada. semente ovóide ou cordiforme.5mm de largura e 1.3mm de espessura. com cur- to estilete remanescente no ápice. hilo pequeno e conspícuo. fosca.) All. rugosa (finos tubérculos).5mm de espessura. de 2. cálice (cal) menos da ½ do comprimento da núcula e lóbulos cuto-agudos.) – núcula (nu) ovóide.5mm de B. semente ovóide. de 3-4mm de comprimento por 2. 252 .

com base emarginada ± conspícua. hilo de transverso-ovalado a transverso-elíptico. semelhante a lema estéril e maior do que a lema fértil. com cerca de 1. com 1. sulcada. com dois antécios. aegyptia (L.4mm de largura e pericarpo castanho-esverdeado. levemente lustroso e liso [Fig.dorsal.) Urb. F. Seguem as características diferenciais de espécies de Merremia: 253 . M Melinis minutiflora P. lado dorsal convexo e ventral carenado e com duas faces de planas a levemente afundadas ou convexas.5-1. ao pericarpo dos frutos e ao tegumento das sementes. do tipo ipomoea. roxo-avermelhadas.4-0.lateral.3mm de comprimento. – espiguetas estreito-oblongas. membranácea. A unidade-semente é a semente. como duas projeções [Fig. ± afundado. pálea fértil subhialina no ápice. fortemente nervada. irregularmante esférico com costelas salientes [Fig.8-2.2mm de comprimento por 0. com ou sem arista (as) terminal. pode ser aplicado às folhas. Merremia sp. cariopse elipsóide. ápice e base a agudos.2mm de comprimento por 0. margem bem delimitada (Merremia FIGURA 234 – Melinis minutiflora: A-B-C. E.) ou inconspícua (nas demais espécies).ventral. – semente de globosa-cuneiforme a ovóide-cuneiforme.234] MELONIFORME – com forma que se assemelha a do melão.espigueta. glabras. pediceladas. Beauv.235]. o inferior reduzido a lema estéril. lema fértil (lf) com 0. solitárias.101J]. circundado por um sulco e pela saliência hipocrepiforme ± conspícua ou apunas visível na base. cariopse: D. lema estéril com arista reta inserida entre os 2-dentes apicais. gluma inferior reduzida a pequena escama de 0.5mm de largura. gluma superior bilobada.8mm de comprimento. do comprimento da espigueta. MEMBRANÁCEA(O) – com textura de membrana.

G-H. muito próximas uma da outra e em geral mais claras do que o tegumento. Merremia cissoides (Lam. cissoides.5-3. lado ventral 254 .M. finamente pontilhada (10X).0)mm de espessura.0mm de largura. superfície do tegumento de fosca a levemente brilhante.8-)4. de coloração alaranjada (imatura) e castanho-amarelada-escura (madura) [Fig. saliência hipocrepiforme mais conspícua na metade inferior e na base com duas projeções largo- ovaladas.235A-B]. Glossario Ilustrado de Morfologia Merremia aegyptia (L.M.) Hall.0)mm de comprimento por (4. com (3. com (4. não afundado. aegyptia.M.5-3.7mm de comprimento por 1. C-C’-D. lado dorsal com base emarginada e ventral com carena de obtuso-arredondada a inconspícua.7mm de comprimento por 3.) Urb.M.5-4.7(-5. branco e circundado por um sulco esbranquiçado. margem com nítida listra.0-)4.5)mm de largura e 2.f.5mm de espessura.lado dorsal.8(-4.2-) 4. B-D-F-H. hilo transverso-ovalado. – semente globosa-cuneiforme. glabro.0-4. com 0. dissecta. E-F.5)mm de largura e 3.0(-4. macrocalyx: A-C-C’-E-G. FIGURA 235 – Merremia (semente): A-B.3- 4.2(-4.lado ventral. – semente de subglobosa a ovóide-cuneiforme. mais largo na parte superior e inferior.

revestida por pêlos simples.9mm de comprimento por 2.235E-F]. revestida por fina camada ceróide castanho-clara [Fig.8- 0.2-1. hilo transverso-obovado. carena e margem inconspícuas com faces fortemente convexas (quando no fruto se formaram apenas três sementes). superfície do tegumento fosca. lado ventral com carena obtuso-arredondada (às vezes inconspícua). com numerosos pêlos simples. levemente afundado.8mm de comprimento por 1. lanceoladas ou suborbiculares.0-9. com 0. com 7. Merremia dissecta (Jacq.0mm de largura e preto. na base com duas projeções estreito- ovaladas. às vezes. alvo-translúcidos.f. superfície do tegumento fosca.5mm de diâmetro. não emarginado na base. miudamente alveolada (10X).0-5. de coloração cinza- escura a preta.0mm de largura. de castanho-avermelhado a castanho-escuro e circundado na parte superior por um semi-halo preto. muito próximas uma da outra e ± inconspícuas. na base com duas projeções suborbiculares.5-)5. miudamente alveolada (20X). 255 . de coloração alaranjada (imatura) a castanho-escura (madura). dando à semente o aspecto de pequenas manchas claras de coloração castanho-acinzentada [Fig.235C-C’-D]. mais visível nas sementes de coloração cinza-escura.) Hall. hilo transverso-elíptico. – semente de ovóide-cuneiforme a subglobosa. geralmente mais densos e menos caidiços no sulco e diminuindo em quantidade do hilo para a saliência hipocrepiforme.2mm de largura e (4. com 0. com 1. M com carena obtuso-arredondada. muito caidiços. fasciculados e alvo-translúcidos. lado dorsal mais convexo na ½ inferior.0-7.5mm de espessura. fasciculados. área hilar largo-obovada.0mm de comprimento por 6. não afundado. glabra.

) O’Don.82]. ainda não diferenciado e que se localiza no ápice da plântula ou da planta.83-car] e em mais de dois mericarpos. como nas Apiaceae (=Umbellife- rae) [Fig. – semente globosa- cuneiforme.8-0. Cada mericarpo corresponde a metade de uma folha carpelar.5mm de largura.2mm de comprimento por 3.9mm de diâmetro. de coloração castanho- escura (imatura) e negra (madura). com 0. castanho-negro.265.7-3. com pilosidade igual à do tegumento e circundado na parte superior por um semi-halo es- curo e piloso. MERICARPO – o mesmo que carpídio.9mm de comprimento por 1.235G-H]. MESOCARPO – camada mediana dos frutos (do pericarpo). carnoso e comestível ou não. à parte mais desenvolvida do fruto [Fig. na base com duas projeções estreito-lanceoladas.e o endocarpo. Cada uma das partes unissemina- das de um fruto esquizocarpáceo seco e indeiscente. embrio­nário. farináceo. com 3. ou seja. não diferenciado. em geral. corresponde ao mesófilo carpelar e é. MERISTEMA – um tecido vivo. revestida por fina camada ce- róide mais clara e com numerosos e diminutos pêlos simples e alvo-translúcidos [Fig. 94.4- 1. Meristema apical – tecido vivo. superfície do tegumento fosca. como nas Malvaceae [Fig.8-4. 256 . que na matura- ção se decompõe em dois mericarpos. pode ser fibroso. hilo transverso- elíptico. cuja função é produzir novos tecidos por divisão de suas células. 325].35. é a parte que fica entre o epi. não afundado. também denominado de gema apical. lado ventral com carena arredondada. áspera. Glossario Ilustrado de Morfologia Merremia macrocalyx (Ruiz & Pav.

Vicia. ou um pequeno orifício punctiforme (poro). MICROORGANISMO – é um micróbio. um ser microscópico. 309]. que em muitas se- mentes se evidencia como uma saliência no tegumento ou por dois feixes mais claros. causador de fermentações e doenças. é a parte que fica abaixo das raízes adventícias do primeiro nó até o início da radícula. MICRÓPILA – pequena abertura ( m) existente no integumento de um óvulo [Fig. Indica sem- pre. como em Fabaceae (=Leguminosae) no gênero Phaseolus [Fig.microspo- ros) [Fig.310].78B-cop]. M MESOCÓTILO – nas Poaceae (=Gramineae) é a parte do eixo embrionário entre o ponto de inserção do escutelo e o coleóptilo [Fig. MICROSPORÂNGIO ou SACO POLÍNICO – oposto a macro-(ou mega-) sporângio. 257 . METÁFILOS – são as folhas que se formam após o(s) eófilo(s). e nas Fabaceae (=Leguminosae) onde se inserem os cotilédones. MICÉLIO – conjunto das hifas de um fungo. a posição da radícula do embrião.308. folhas adultas. Na plântula.297] ou no tegumento da maioria das sementes madu- ras [Fig. nas Angiospermas são as células especializa- das da antera e que produzem os grãos de pólen ( gp . abaixo. freqüente- mente fechada formando uma cicatriz superficial.13A]. Nem sempre é claramente visível.311]. Pisum [Fig.

258 . MICROSPOROS ou GRÃOS DE PÓLEN (gp) [Fig. com (6. Ver Fabaceae. com ápice obtuso-arredon- dado e base truncado-aneliforme. com uma série de invólucros córneos superpostos. – antocarpo de globoso a largo-ovóide (parece uma gran- da) e orbicular em contorno. nas Cupressaceae. (Poaceae =Gramineae .5-5. glabro. Mirabilis jalapa L. ou são segmentos arredondados superpostos.0)mm de diâmetro.101-O]. espécies da família Brassicaceae (=Cruciferae).15D-E]. . núcula globosa com pericarpo reduzido a fina película e que interna- mente se justapõem ao tegumento membranáceo e externamente ao espesso externamente ao espesso antocarpo [Fig. ge- ralmente com esparsoas e pequenas manchas lineares amareladas. . ± alongado.321B) na maturidade.5mm de compri- mento por (4. A unida- de-semente é o antocarpo.2-)4.0-)7. como em Coix lacrima-jobi L. MONILIFORME – em forma de rosário de contas [Fig. com constrições entre eles e que podem se separar (Raphanus raphanistrum L. fosco. córneo. portadoras de 2-3-6 sacos polínicos livres. de irregularmente transverso-rugosa a tuberculada. que constam de pecíolos curtos com escamas terminais alagados. superfície com cinco estrias longitudinais.Fig.171].5(-6.5-8. de coloração castanho-escura a preta. MIMOSOIDEAE – subfamília da Fabaceae. Glossario Ilustrado de Morfologia MICROSPORÓFILO – encontra-se. somente nos cones masculinos.Fig.96).321A-A'-A'') ou que não se separam (Raphanus sativus L. Ver macrosporófilo.Fig.

que produzem flores e cujas sementes (cariopse) possuem um embrião com um único cotilédone. MUCRONULADO – provido de múcron (apículo) muito reduzido. MUCRONADO(A) – provido de múcron. MUCILAGINOSO – que tem textura de mucilagem (goma). quando o ápice de um órgão (fo- lha. líquido de textura viscosa. MULTIFLORA – que tem muitas flores. plulobulado 259 . MULTILOBADO – que tem muitos lóbulos. MUCILAGEM – diz-se da superfície que apresenta substância parecida com goma. MULTICARPELAR – diz-se do gineceu que tem vários carpelos. MONÓICA – planta com flores masculinas e femininas separadas. Angiospermas. MUCRO ou MÚCRON – ver apículo. M MONOCOTILEDÔNEA – planta ou grupo de plantas. MONOGÉRMICO ou MONOSPÉRMICO ou MONOSPERMO – o mesmo que unisseminado. mas no mesmo indivíduo. fruto ou semente) termina abruptamente em pequena (curta) pro- jeção (ponta) aguda e dura no centro [Fig.16B].

MÚLTIPLO – diz-se quando um fruto deriva de várias flores da mesma inflorescência. MURIFORME – diz-se da superfície que apresenta divisões transversais e longitudinais. incorretamente. o mesmo termo pode ser usado em contraste com cuspidado ou aristado. polispérmico ou polispermo. MULTIOVULADO – diz-se do ovário que tem vários lóculos. o mesmo que oligospérmico. e a outra não. ou qualquer outro similar. Glossario Ilustrado de Morfologia MULTIGÉRMICA – alguns autores utilizam esse termo. esse caso a última pode ser designada de mútica. uma delas é mucronada FIGURA 236– Muricado. tubérculos pontudos ou curtos acúleos cônicos) [Fig. assim. MULTILOCULAR – quem tem muitos lóculos. envolto pelo cálice acrescente. contrasta-se duas coisas. como sinônimo de multisseminado. ou provida de saliências (espinhos. poligérmico.203D. irregulares e duras. MURICADA – diz-se da superfície de certos frutos com numerosas excrescências (protuberâncias) curtas. MULTISSEMINADO – com muitas sementes.) Hill. 260 . oligospermo. Myosotis arvensis (L. MÚTICO – o termo somente é empregado em oposição a outro que indica: com ponta. (=Myosotis intermedia Link) – fruto artrocarpáceo geralmente com quatro carcerulídios. 236].

margem circundante aguda. glabra. com tegumento membranáceo. fre- quentemente formado por duas pequenas verrugas esbranquiçadas. achatada.8mm de largura e 0. M carcerulídio ovalado. com 1. embrião axial. com ápice obtuso e base arredondada. que o divide em duas faces quase planas. A unidade-semente é o carcerulídio. invaginado e reto. com superfície lisa. endosperma carnoso [Fig. semente inclusa no carcerulídio. cicatriz de inserção basal-ventral.5mm de espessura. muito lustrosa e de coloração preta.5mm de comprimento por 0. comprimido.76I]. lado dorsal levemente convexo e ventral levemente carenado. pericarpo crustáceo.2-1.4-0. 261 .

262 .

.

– com silícola de ovóide-globosa a subglobosa. Necróse profunda – localiza-se profundamente dentro do tecido.6mm de largura e 1. cotilédones ou escutelo). circundada por estrei- ta margem. semente ovóide. com rostro (ro) apical. amarelada ou alaranjada.6-2. que se distinguem. superfície grosseiramente reticulada. 318C].2mm de comprimento por 2. em especial na face abaxial.0mm de espessura. base (área hilar) pontuda (posição da ponta da radícula) e com sulco longitudinal conspícuo. como um fio de linha. NAVICULAR – o mesmo que cimbiforme [Fig.1)mm de largura.101R]. a partir do qual se origina uma folha ou uma folha modificada (coleóptilo. ou parte espessada sólida do colomo onde nascem raízes. NECROSE – área de um tecido morto.172C. NEMATÓIDE – organismo fino e alongado.100G]. Necróse superficial – localiza-se superficialmente nos tecidos. folhas e ramos [Fig. de coloração cinza-esverdeada a castanho-acinzentada ou castanho-es- cura. com 1.9)mm de comprimento por 1. de 1. interespaços afundados. 264 . fosca. Glossario Ilustrado de Morfologia NABIFORME – que tem a forma de nabo (esfera achatada). NÓ – parte de um eixo embrionário ou de uma plântula. com grande nitidez nas folhas. que corre do hilo para o centro da semente (separando internamente o eixo hipocótilo-radícula dos cotilédones) [Fig. um pouco comprimida.0-2. NERVURA – conjunto de elementos condutores.0(-1. Neslia paniculata (L.5(-1. como a raiz do rabanete [Fig.) Desv. A unidade-semente é a silícola.5-2. 244].

com dois ou mais carpelos. que se torna ruminado pelas invaginações transversais do tegumento. Curatella americana L. 265 . Ver endosperma ruminado e perisperma. Na maioria das espécies vegetais. denominada de perisperma. não deve ser utilizado na descrição morfológica. (Dilleniaceae) e Heliocarpus (Tiliaceae).171A. Nucáceo bilocular – com dois lóculos.297]. Nucáceo multilocular – com 4-5 lóculos Balfourodendron (Rutaceae) e com 2-5 lóculos Triumfetta (Tiliaceae – Fig. pode apresentar apêndices sob a forma de alas. ela é usada apenas parcialmente. corresponde ao megasporângio. 297]. Algumas vezes a nucela (n) se desenvolve muito depois da fecundação do óvulo (ov) e a chalaza (ch) preenche os espaços laterais da semente.) [Fig. e a parte remanescente vai funcionar como um tecido de reserva na semente madura. com dois ou mais lóculos. desenvolvendo-se no centro da semente um endosperma ruminado.171A. como em Balfourodendron (Rutaceae). NUCÁCEO – fruto originado de um ovário súpero. N NOZ – denominação genérica para aquênio ou núcula. fruto do carvalho (Quercus rubor L. a nucela (n) é praticamente toda consumida durante a formação do saco embrionário e do endosperma (en) [Fig.44]. em outras espécies. NÚCLEO POLAR – no óvulo das Angiospermas é cada uma das duas células (np) que se encontram na porção central do saco embrionário (sa) [Fig. 243). NUCELA – tecido nutritivo do saco embrionário (as).

312F). Cedrela fissilis Vell. (Fabaceae–Caesalpinioideae – Fig. tem formas variadas.Fig.312C) e Tabebuia (Bignoniaceae).299A-E). como em Allamanda [Fig.Fig. C. Magonia pubescens A.300A-B-G-I). (A-B-C). A.299A) e não equina- do em Tipuana (Fabaceae–Papilionoideae .299F): ou é a parte que contém o embrião em um fruto. e Spergularia grandis (Pers. formado por 1-2 carpelos. Clethra sp. apresenta um grande número de acessórios. e Riedeliella sp. (Fabaceae-Papilionoi- deae . como na sâmara de Centrolobium tomentosum Guill. bulbosus. Aspidosperma macrocarpon Mart.Fig. O núcleo seminífero pode ser equinado como em Centrolobium tomentosum Guill.Fig.-Hil. (Magnoliaceae) . Coutarea sp. Serjania glabrata Kunth. nos gêneros Dimorphoteca (Astera- FIGURA 237 – Núcula com ganchos em ceae). Arg.Fig.R. (Me- liaceae). Spergula arvensis L. lenhosa ou membranácea).312D]. Arg. pilosa. ocorre a penetração do tubo polínico no óvulo e o desaparecimento do núcleo vegetativo. Petiveria sp. acris. Glossario Ilustrado de Morfologia NÚCLEO GERMINATIVO – do grão de pólen dá origem. aquênio. 299D).Fig.312E-E’] e A. a dois núcleos espermáticos. com pericarpo FIGURA 238 – Núculas de Ranunculus: A.St. B-B’. NUCÓIDE – fruto indeiscente. Pterogyne sp. (Clethraceae . 312A. ou como no samarídio de Serjania cuspidata. não diferenciado nas três camadas típicas (coriácea. 266 . parviflorus.305G-H).. polyneuron Müll. Banisteriopsis muricata e Banisteriopsis andersonii (Malpighia-ceae .Fig.R. (Rubiaceae . cerdosa ou equinada e se divide em sâmara. [Fig. ex Benth. seco.312B).) Cambess (Caryophyllaceae . ramiflorum Müll. ex Benth (Fabaceae–Papilionoideae . betulídio. NÚCLEO SEMINÍFERO – parte (nse) que contém o embrião numa semente alada. núcula e nucáceo.Fig. Grevillea (Proteaceae . (Apocynaceae).R. Jacaranda (Bignoniaceae). Ver a descrição de cada um deles. por divisão.Fig. a superfície do pericarpo pode ser lisa.

237. 241]. como G-I-J-K. A-C-D-E-F. I-I’. 238. Fallopia. Rhynchospora – Fig. etc.Bulbostylis capillaris. K-K’. indeiscente e unisseminado. Bistorta. Rhynchospora aurea Vahl (=R. seco. pode apresentar adaptações para dispersão pelo vento. Núculas de Bistorta. essas adaptações podem ser o cálice (como em Rumex sp. água ou pelos animais. F-F’. na base. Polygonum e Rumex [Fig. & Schult. 241].240. H. Núculas de Cyperaceae – pode apresentar: no ápice um tubérculo. (Phytolaccaceae – Fig. com um ou dois carpelos. Fagopyron. E-E’. D-D’. (=Dichromena ciliata Vahl) – Fig.Eleocharis geniculata. N NÚCULA – fruto nucóide.Cyperus esculentus. B.. A’-C’-D’-E’-F’-G’-I’-J’-K’. 267 . A núcula ocorre em espécies de Cyperaceae e Polygonaceae e em Basella (Baselaceae).).G-G’. 239.239A-A’- I-I’-J-J’). adaptações para a dispersão pelo vento.núcula. 338).239F-F’-I-I’-J-J’) e estrutura cupuliforme paleácea e ciliada (Cephalocarpus) ou a núcula pode FIGURA 239 – Núculas de CYPERACEAE (inteira e seção trans. 240. pericarpo não soldado ao tegumento. no ápice um rostro ou tubérculo e na base cerdas (ce) (Eleocharis geniculata (L. Núculas de Polygonaceae – em geral ficam inclusas no perigônio (prg) H. nos gêneros de Antigonon. Fallopia. estar totalmente incluso no utrículo (Carex – Fig. persistente.Scleria balansae.) Britton) e Rhynchospora nervosa (Vahl) Boeck. pequeno.estilete bífido.Rhynchospora nervosa. água ou animais. Petiveria (Phytolaccaceae) e Ranunculus (Ranunculaceae) [Fig. rostro (ro) ou caliptra (Bulbostylis. B-C-C’.Fimbristylis dichotoma. Boehmeria (Urticaceae).Cype- rus rotundus.Scle.237]. mais ou menos acrescente e pode ou não apresentar ria uleana.utrículo (perigô. simples. com semente presa na parede do fruto (pericarpo) em um só ponto.Rhynchospora aurea. corymbosa (L. Núculas com ganchos – Petiveria sp. Coccoloba. versal): A-A’. Polygonum e de Persicaria – com embrião sempre deitado paralelamente a um dos ângulos da núcula [Fig. nio).) Roem. Persicaria.se- ção transversal da núcula.241F-I-K-O-R].239B-C-C’.Carex sororia. originado de um ovário súpero. J-J’. L-L’.

. Em Verbenaceae pirênios com dorso não convexo e sementes sem ranhuras na face ventral. seco. com estilete (ro − rostro) apical persistente. Em Valerianella (Valerianaceae) FIGURA 240 – Núculas de Rumex: A-B-C. 268 . NUCULÂNIO – fruto drupóide policárpico. e T. A-D-I-M. com quatro sépalas providas de cornículos apicais. como em Lantana lilacina Desf. maiores ou menores do que o lóculo fértil e no ápice se seção transversal do cálice. em ± tamanho.R.ou multisseminados. I-J-K-L. M-N-O-P. crispus. R. mostrando a seção do embrião nocentro de uma das faces. que podem ser uni. versal da núcula. bulbosus L. [Fig. unisseminados e no ápice se apresenta coroa- do pelo cálice acrescente. E-J-N.seção trans. acetosella. Núculas de Ranunculus – são os frutícolos de um fruto múltiplo. [Fig. apresenta dois pulcher.R.encontra o cálice mais ou menos acrescente e plumoso. com pirênios loculados ou pirênios livres. Em Tiliaceae pirênio lenhoso e com três lóculos. Em Rubiaceae com dois pirênios dorsalmente convexos e sulcados longitudinalmente. como em Triumfetta bartramia L. o nuculânio se origina de um ovário ínfero e trilocular. mostrando o tubérculo corticoso.242]. NUDICAULE – haste sem folhas. R. [Fig.243]. C-H-L-P. acris L. que estão assentadas sobre um receptáculo estrobiliforme.238].núcula envolta pelo cálice. semente com ranhura profunda na face ventral (Coffea e Ixora) e pouco profunda em Palicourea. semitriloba Jacq. reto ou curvado. indeiscente.333) nuculânio com quatro pirênios lenhosos. e L.240C-H-L-P]. camara L. Glossario Ilustrado de Morfologia Núculas de Rumex – com embrião sempre deitado paralelamente a uma das faces da núcula [Fig. como em R. Em Tetragonia (Aizoaceae – Fig. B-F-G-K-O..R. D-E-F-G- H. obtusifolius.núcula.R.lóculos estéreis. núcula comprimida. parviflorus L. livres entre si.

C.vista externa.Persicaria punctata.Rheum rhaponticum. D-E-F. A-D-G-L-M-P-S-T- núcula envolta pelo perigônio inteiro ou parte na base.seção longitu- dinal.Fagopyrum esculentum. S-T-U. A’-B’-B’’. lila. 269 . FIGURA 242 – Nuculânio (A-B) de Lantana: A-A’. P-Q-R. bartramia.L. camara. FIGURA 243 – Nuculânio de Triumfetta: A. cina. B-E-H-J-N-Q-U. C-F-I. L-M-N-O.Polygonum aviculare.seção seção transversal.seção transversal da núcula. G-H-I-J-K.K-O-R.Persicaria maculosa. N FIGURA 241 – Núculas de POLYGONACEAE: A-D-C. pirênio: B.Fallopia convolvulus . B-B’-B’’-C-D.núcula. D.T.L.T. semitriloba.

270 .

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quando o grau de desigualdade nos dois lados é leve. OBPIRAMIDAL – diz-se quando um órgão (folha. fruto ou semente) tem contorno de lança invertida. com a parte mais larga no ápice. OBOVÓIDE – o mesmo que obovado. OBLONGO-AGUDO(A) – igual ao anterior. OBLONGO(A) – diz-se quando o contorno de um órgão (folha. fruto ou semente) tem contorno inversamente cordada. com a parte mais larga no ápice e a inserção basal na parte aguda [Fig. OBCORDADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. OBOVADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. fruto ou semente) tem contorno de pirâmide invertida e a inserção ocorre na base (no vértice).334C].16Q]. com bordos paralelos e é obtuso no ápice e na base. OBLANCEOLADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. fruto ou semente) é duas a quatro vezes mais longo do que largo. o mesmo que obovóide. o mesmo que obcordiforme [Fig. OBCORDIFORME – o mesmo que obcordado. Glossario Ilustrado de Morfologia OBCÔNICO(A) – em forma de cone invertido.103F]. com a parte mais larga voltada para o ápice e com o ponto de inserção na extremidade estreita [Fig. OBLÍCUO – inclinado. com ponto de inserção na extremidade pontiaguda. mas com as extremidades agudas. fruto ou semente) tem contorno de ovo invertido (inversamente ovada). 272 .

102M. nos dois bordos [Fig. OLIGOSTÊMONE – que tem poucos estames. é o resultado do concrescimento de estípulas axilares. 244].Fig. fruto ou semente) termina em um ângulo arredondado (maior do que 90°) [Fig. fruto ou semente) apresenta concavidades e convexidades alternadas e sucessi- vas [Fig. polispérmico ou polispérmo. 110D]. portanto em posição oposta as antípodas (an . poligérmico. no óvulo (ov) das Angiospermas é a célula que se encontra acompanhada pelas sinérgidas (si) na porção apical do saco embrionário (sa). O OBTUSO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. 273 . OOSFERA – célula sexual feminina (o).16M]. OLlGOSPÉRMICO ou OLIGOSPERMO – que tem poucas sementes.) Baill.172C-oc.297). Ex: flor oligostêmone. em número menor do que o de pétalas. em certas plantas. ONDULADO(A) – diz-se quando a margem de um órgão (folha. como a folha da magnólia (Magnolia champaca (L. OPERCULAR – relativo ao opérculo.16L]. o mesmo que multisseminado. Obtusa com acúmen – quando o ápice termina em um ângulo arredondado (maior do que 90°) e no centro apresenta abrupta- mente uma ponta dura [Fig. ex Pierre). FIGURA 244 – Ócrea. ÓCREA – estrutura vegetal com aspecto de bainha que envolve o caule. Ex: cápsula oligosperma.

retrroflexus L. Órgãos acessórios – termo utilizado por algus autores para designar o cálice e/ou a corola quando acompanham o fruto ou a semente na dispersão. no mesmo nível e em sentido contrário. Wendl. Saintpaulia ionantha H. ORNITOCORIA .57A-C]. barocoria. Ver anemocoria. caule. OPOSTO(A) – quando a inserção ocorre aos pares. Semente orbicular – Amaranthus graecizans L. fruto e semente) que tem a finalidade de manter a planta viva.102-O]. ORBICULAR – diz-se quando o contorno de um órgão (folha. Ver cápsula circuncisa.319F). hidrocoria e zoocoria. (Brassicaceae – Fig. Glossario Ilustrado de Morfologia OPÉRCULO – parte superior (op) de um fruto (cápsula) que se destaca na deiscência transversal [Fig. antropocoria. Fruto orbicular – silícola de Lepidium virginicum L. e A. autocoria. (Amaranthaceae). ÓRGÃO – parte de um organismo vegetal (raiz. 274 . fruto ou semente) é perfeitamente circular [Fig. (Gesneriaceae). flor.diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pelos pássaros. Folha orbicular – Maranta orbiculata (Marantaceae). folha. garantindo a sobrevivência da espécie.

250]. 245].cariopse. indeiscentes. quadrangulares.8mm de compri- mento por 2.29]. desarticulado acima das pe- quenas glumas paleáceas e glabras.5-)3. o mesmo que ovado.334B]. o comprimento no máximo duas vezes a largura [Fig. FIGURA 245 – Oryza sp.4(-3. fruto ou semente) tem contorno de ovo.0-2. fruto ou semente) tem contorno de elipse e com as duas extremidades arredondadas [Fig. ORTÓTROPO – ver óvulo ortótropo [Fig.103E.103D]. B- antécio fértil. com a parte mais larga na base. com 2-lemas inferiores (le) estéreis. com linhas anastomosadas nas faces. – legume formado por vários artículos acha- tados. OVALADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. artículo superior com rostro unciforme. o mesmo que aovado e ovalado. 334B].0-3. com um único antécio fértil. A unidade-semente é a espigueta ou a cariopse.0-1. muito reduzidas (escamiformes). com a parte mais larga na base. 275 . ovóide e aovado [Fig. Oryza sp. de (2.3mm de espessura. lema fértil às vezes aristada [Fig. de castanho-claros a escuros. A unidade-semente é o artículo unissemi- nado do lomento. OVAL – diz-se quando um órgão (folha. mais ou menos comprimido lateralmente. OVADO(A) ou OVÓIDE – que tem contorno de ovo.espigueta. geralmente mais longo do que o artículo [Fig.0)mm de largura e 1. – espiguetas pediceladas. O Ornithopus sativus Brot. antécio fértil com lema ( lf) e pálea (pf) naviculares (carenadas) e subiguais.: A. C.

O óvulo fecundado e maduro transforma-se na semen­te. ÓVULO – é o megasporângio dos vegetais superiores. a curvatura afeta a nucela (n) e o saco embrionário. FIGURA 246 – Óvulo anátropo: em relação a sua base.171-ova].247]. o funículo (f) e a micrópila (m) estão na A. a chalaza (ch) está oposta a micrópila e esta está dirigida para a placenta e o funículo se encontra fundido ao integumento (in – ex).. a FIGURA 247 – Óvulo anfítropo. ocorre em Alismaceae. 276 .pluricarpelar. forma­do por um ou dois integumentos (in – ex) que envolvem a nu­ cela (n) e o saco embrionário (sa). é o óvulo mais comum em Angiospermas. Glossario Ilustrado de Morfologia OVÁRIO – região inferior dilatada do pistilo e que contém um ou mais óvulos (ov).e. Óvulo anfítropo – diz-se do óvulo e do saco embrionário (sa) que sofrem uma curvatura. OVÓIDE – em forma de ovo. 297]. semente ovóide. formado por um ou mais carpelos. Existem cinco tipos de óvulos maduros: Óvulo anátropo – diz-se do óvulo que sofre uma curvatura de 180°. as Angiospermas. mesma linha e esta está próxima do hilo. chalaza (ch) não está oposta à micrópila (m). B.246]. em relação a sua base.seção longitudinal. transforma-se em fruto e os óvulos em sementes [Fig. formando a rafe (rf) [Fig. Oposto ao óvulo ortótropo.inteiro. tri.246 a 2450. bi-.. OVULADO – provido de óvulos. este óvulo é muito semelhante ao anátropo [Fig. mas o encurvamento não afetou a forma do saco embrionário (sa).. o ovário pode ser uni-. onde se localiza a oosfera (o) [Fig. que toma a forma de ferradura.

Óvulo ortótropo ou átropo – diz-se do óvulo reto que não tem curvatura. em relação a sua base.inteiro. a micrópila (m) e a chalaza (ch) estão na mesma linha axial e a micrópila é oposta ao funículo (f) [Fig. na curvatura se forma um ângulo reto com a nucela (n) e os integumentos (in – ex) [Fig. O Óvulo átropo ou ortótropo Óvulo campilótropo – diz-se do óvulo que sofreu uma curvatura. Oposto ao óvulo anátropo. a curvatura não afeta o saco embrionário (sa).249]. ocorre em Resedaceae e Fabaceae. B. Óvulo hemianátropo ou hemítropo – diz-se do óvulo que sofre uma curvatura de 90°. B. FIGURA 249 – Óvulo hemianátropo ou hemítropo. a chalaza (ch) não está oposta a micrópila (m) [Fig. curvatura.250]. 277 .inteiro. FIGURA 250 – Óvulo ortótropo: A. a curvatura não afeta o saco embrionário (sa).248]. longitudinal.seção Ranunculus. em relação a sua base. ocorre em FIGURA 248 – Óvulo campilótropo: A.se- ção longitudinal.

278 .

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– Malvaceae). C. E.252C]. – Convolvulaceae).palmatífida. FIGURA 251 – Palmado.pinatífida. D. FIGURA 252 – Folhas (quanto a forma): A. como a folha da corriola (Ipomoea cairica (L. PALMATÍFIDA – diz-se da folha palmada. superior ou interna da espigueta das Poaceae (=Gramineae). Glossario Ilustrado de Morfologia PÁLEA – glumela seca. com entalhes que ultrapas- sam ½ do limbo [Fig. PALEÁCEO(A) – com textura e coloração de palha.pi. com entalhes que alcançam quase até a base [Fig.251]. como a folha da guanxima (Urena lobata L.palmatilobada. com entalhes que alcançam até a ½ do limbo [Fig. PALMADO – em forma de palma de mão. PALMATIPARTIDA – diz-se da folha palmada. pode estar ausente.252A].palmatissecta. FIGURA 253 – Panícula. 280 . – Caricaceae). F. como a folha da batata-doce (Ipomoea batatas Lam.252D]. – Convolvulaceae).252B]. Pálea estéril – é a glumela superior de um antécio estaminado.pinatissesta. PALMAE – sinônimo de Arecaceae.) Sweet. Possui nervuras laterais conspícuas [Fig. PALMATISSECTA – diz-se da folha palmada. também conhecida como bractéola fértil e que envolve a cariopse pelo lado ventral. B.palmatipartida. G. com lobos ± arredondados [Fig.11A]. se aplica às folhas. diz-se da folha que se divide em segmentos lembrando a palma da mão [Fig. PALMATILOBADA – folha palmada. natilobada. como a folha do mamão (Cariaca papaya L.

lustrosa. os ramos crescem da base para o ápice e o conjunto assume forma cônica ou piramidal. glabro. A unidade- semente é a espigueta ou o antécio fértil.255]. glabras. lustroso. antécio FIGURA 255 – Panicum maximum . esverdeadas ou violáceas.lado dorsal. glumas (inferior – gli e superior – gls) nervadas.: espigueta: A. aguda. com margens en- curvadas e envolvendo a pálea fértil (pf) plana [Fig. B. do mesmo comprimento. com lema (lf) ovalada e com di- fértil: C-lado dorsal e D.lado dorsal. o mesmo que lirado [Fig. gluma superior (gls) e lema estéril (le) 5-nervadas e agudas. antécio fértil rijo. minutos tubérculos que formam estrias transversais (rugosidade) cariopse:F. [Fig.254]. obtusa. a inferior (gli) ovalada. hebáceas. C. Panicum sp. PANÍCULA – tipo de inflorescência que corresponde a um cacho com- posto. glumas glabras.lado dorsal. largo- subuladas.PANICULADO(A) – disposto em panícula. com ápice para cima [Fig.253]. lema fértil (lf) cartilaginosa. em geral lisa.0-3. A unidade-semente é a espigueta ou o antécio fértil. o inferior reduzido a lema estéril semelhante às glumas e com lema fértil próxima a ráquis. 281 . com 3. FIGURA 254– Panicum sp.G. viola ou pandora (instrumento da família do alaúde). – espiguetas de lanceoladas a subglobosas ou obovóides. antécio fértil: B.lado dorsal. fruto ou semente) tem contorno de violino. 3-nervada e cerca de ⅓ da espigueta. – espiguetas estreito-elipsóides.lado ventral. p PANDURIFORME – diz-se quando um órgão (folha. lema estéril (le) e gluma superior do mesmo comprimento.102N].lado ventral.3mm de comprimento. lado ventral. com 2-3-antécios. Panicum maximum Jacq.espigueta: A- lado ventral. lado ventral. com a inferior geralmente muito menor.

) Less. 11-13-nervada. com 4. cuculado-obtusa.lado PAPILHO ou PAPUS – cálice modificado e persistente no ápice dos frutos dorsal e E. gluma inferior (gli) ovada. muito lustroso.lado ventral.0-2. avermelhado ao quase preta. varia do palha.. [Fig. lema fértil (lf) encobrindo a margem da pálea fértil (pf). cinza-claro.espigueta. plumo­sos.256]. Glossario Ilustrado de Morfologia Panicum miliaceum L.) DC...20A-A-B-C-D-F]. A unidade-semente é o antécio fértil ou a cariopse nua.) Hassk. a coloração depende da variedade.. amarelado. FIGURA 256 – Panicum miliaceum: A. Pode estar ausente ou se apresentar como um anel de pêlos finos. Jaegeria hirta (Lag. PAPILAS – com projeções semelhantes a mamilos. Bidens subalternans DC. escamosos ou cerdosos: Papus ausente – Elvira biflora (L. antécio fértil ovalado. Siegesbeckia orientalis L.3(-4)mm de compri- mento por 2. [Fig.5mm de largura. atenuada e mais da ½ do comprimento da espigueta. Papus aristado – Bidens pilosa L. área do embrião (em) cerca da ½ do comprimento da cariopse e mancha hilar (hilo) punctiforme [Fig. com a central escabrosa. Picris hieracioides L. obtuso. antécio fértil: B. calo estreito (vertical) e cicatriz proeminente. raramente a espigueta.3mm de comprimento. cariopse largo-elipsóide.8-5.21]. 282 . – espiguetas ovóides. Eclipta alba (L. semiabertas e glabras. com 3-3. Blainvillea biaristata DC. gluma superior (gls) ovada..lado dorsal e C- lado ventral. (aquênios) de Asteraceae (=Compositae) e que auxilia na disperção do fruto.. cariopse: D. lema estéril (le) semelhante a gluma superior.

Emilia sonchifolia (L. Sonchus oleraceus L.) Pers.) Rafin.203E].20E]. de tamanho desigual e bem delicadas [Fig. Eupatorium squalidum DC. Papus bisseriado – Vernonia scorpioides (Lam.) DC.) Cronq.. Ver Fabaceae. Papus piloso e unisseriado – Conyza bonariensis (L. Galinsoga parviflora Cav. Gochnatia velutina (Bong.) Cabr. fruto ou semente) provida com pequenas e curtas papilas (tubérculos ou excrescências) cupuliformes ou em forma de tubo. como na germinação fanerocotiledonar.) Hill. com ápice arredondado.25].24]. Tagetes minuta L. p Papus cerdoso – Elephantopus mollis Kunth [Fig. que podem vir a ser os primeiros órgãos fitossintetizantes da plântula. Parthenium hysterophorus L.22]. Erechtites hieracifolia (L... Essa(s) folha(s) 283 . [Fig. [Fig... PAPIRÁCEO(A) – com textura de papel. PAPILIONOIDEAE – subfamília da Fabaceae.. Sonchus asper (L. Papus multisseriado – Centaurea melitensis L. Papus paleáceo – Ageratum conyzoides L. PAPILOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. [Fig. [Fig. Centaurea solstitialis L.19].. PARACOTILÉDONES – designação dada a primeira folha ou ao primeiro par de folhas encontradas nas sementes das Angiospermas e Gimnos- permas...

simetricamente dispostas dos dois lados do raque (ra) [Fig. sem fecundação. 284 . o desenvolvimento de um indivíduo a partir de um óvulo não fecundado. PARTENOGÊNESE – é o desenvolvimento do óvulo. com ápice obtuso [Fig.258]. fruto ou semente) tem contorno entre aovado e elíptico. geralmente desprovida de clorofila. realizando o transporte das reservas da semente para a plântula em formação. PARASITA – planta que cresce as custas de outra.102B]. PARABÓLICO – diz-se quando um órgão (folha. com incisões até quase a metade do limbo. isto é.257]. os frutos resultantes são estéreis. pode(m) ainda exercer a função haustorial. PARTENOCARPIA – desenvolvimento de uma infrutescência mesmo sem haver a polinização das flores. PARIETAL – ver placentação parietal [Fig. FIGURA 258 – Partido. entre a margem e a nervura principal (mediana) [Fig. ocorre em banana.230B]. PARIPINADA – diz-se da folha pinada que termina em dois folíolos (fol) opostos e que tem um número par de folíolos. Glossario Ilustrado de Morfologia pode(m) ter a função de reserva no embrião e assim permanecer durante a germinação. FIGURA 257 – Paripinada. PARTIDO – diz-se da folha profundamente fendida.

obtusa.0-2. com mancha hilar punctiforme e embrião castanho-claro [Fig. ovadas. liso e levemente lustroso. antécio fértil: B. solitárias ou em pares. FIGURA 259 – Paspalum dilatatum: A. ou às vezes um pouco côncavo- convexas ou desigualmente biconvexas.2(-3. pericarpo cinza-esbranquiçada. curto-pediceladas. mais ou ventral.7mm de largura.0(-2. glumas e lema estéril (le) acastanhadas e lanuginosas ao longo das margens. antécio fértil (lema – lf e pálea – pf) duro. gluma superior (gls) e lema estéril (le) ovaladas. p Paspalum sp. com 2. gluma inferior ausente. amarelado e lustroso. lustrosas e paleáceas.ventral. C. lemas e páleas férteis duras. glabras. gluma inferior muito reduzida ou ausente na maioria das espécies do gênero.8)mm de comprimento por 1. gluma superior e lema fértil (lf) muito semelhantes e margens da lema enroladas e abraçando a pálea fértil (pf). glabra e com 2. com 1. A unidade- semente é o antécio fértil ou raro a cariopse nua. lisas ou ligeiramente ásperas. – espiguetas unifloras. cariopse orbicular.0mm de largura.5-2. plano-convexa.espigueta Paspalum dilatatum Poir. com longos pêlos translúcidos. cariopse ovóide-elíptica ou ovóide-aredondada. ovaladas.1mm de comprimento por 285 . lema fértil (lf) elíptica. amarelada ou esverdeada.0-2.4) mm de largura.8-3.0mm de comprimento por 1. – espiguetas plano-convexas. mancha hilar punctiforme no lado ventral e em geral mais escuro [Fig.8- 2. obtusas.259. cariopse com embrião basal no lado dorsal. plano-convexa.0mm de comprimento. glabras. 260]. lustrosas.5-1. pelo lado ventral (plano).5mm de comprimento. menos achatadas. verdes. com 3.8)mm de comprimento por 1. com 2.259]. com 2. Paspalum notatum Flüggé – espiguetas bisseriadas.0(-3.8-2.0-3. lisas.5-3.dorsal.

gluma superior (gls) e lema estéril (le) obovadas. gluma inferior ausente. mancha hilar oblonga basal-ventral e de 0. antécio fértil castanho escuro.5mm de comprimento [Fig. convexa e longitudinalmente estriada. notatum var. lisa e glabra. B-E-K. plano-convexa [Fig. bisseriadas. glabro.0-2. glabras.P.5mm de comprimento. Paspalum saurae (Parodi) Parodi – para alguns autores é uma espécie independente e para outros como GRIN (acessado em 286 . plano-convexas.5mm de largura. escutelo basal-dorsal.P. membranáceas.0-3.5-1. com a primeira convexa e a segunda plana. guenoarum. J-K-L.260A-B-C-D-E-F].260G-H-I].0mm de compri- mento. glabras. saurae. Glossario Ilustrado de Morfologia 1. lustroso. com lema (lf) ovalada. G-H-I- P. com 3. espigueta: A-D-G-J. com 3. obtusa. cariopse ovada. ovadas. obtusas.5mm de comprimento por 2. FIGURA 260 – Paspalum: A-B-C-D-E-F.6mm de largura. com cerca da ½ do comprimento. – espiguetas aos pares. notatum. com 2. H.lado dorasal.lado ventral.lado ventral. de coloração palha a esverdeadas. Paspalum guenoarum Arech. antécio fértil: C-F-I-L- lado ventral.

2mm de comprimento por 1. Pecíolo alado – ocorre em laranja (Citrus aurantium L.8-2.172B].261]. saurae Parodi – a espigueta é um pouco menor (2. Alguns autores preferem usar o termo pedúnculo para a haste que sustenta um fruto.Fig. PEDICELO ou PEDÚNCULO – pequena haste (pd) que sustenta cada uma das flores (e mais tarde um fruto) de uma inflorescência. PATOGÊNICO – capaz de produzir doença. como nas Asteraceae (=Compositae). PECIOLADA – que tem pecíolo.0mm de largura) as demais características são muinto semelhantes [Fig.) [Fig.56 a 74). PECTINADO – em forma de pente. PEDICELADO(A) – provido de pedicelo.260J-K-L].lâmina) ao caule(cau) [Fig. PEDÚNCULO-FLORAL – ver pseudo-fruto. p 10/07/2009) é uma variedade de Paspalum notatum Flüggé var. 287 . pectinata (Pinaceae) [Fig. ou sustenta a espigueta nas Poaceae (=Gramineae . PECÍOLO – parte (pe) da folha que prende o limbo (l .172].8-3. com lacínias (la) que se dispõem de modo a lembrar os dentes de um pente. como nas folhas de Abies FIGURA 261 – Pectinado.

cilíndri- cas e capilares da epiderme das raízes. quando o ponto de inserção do pecíolo ou do funículo se dá no centro da circunferência. PENINÉRVEA ou PENINERVADA – diz-se da folha cuja nervura principal se ramifica em nervuras secundárias. PÊLO ou TRICOMA – formação epidérmica. como o FIGURA 263 – Peninérvea. PÊNDULA – diz-se do órgão que se apresenta dependurado.262]. PENINERVADA – o mesmo que peninérvea.263]. dispostas como as barbas de uma pena [Fig. de uma folha ou de uma semente [Fig. São pêlos de vida curta que per- dem a turgescência em poucos dias após sua formação. PELTADA – em forma de escudo. 288 . lisa ou estriada. PELTINÉRVEAS – quando as nervuras de uma folha peltada se irradiam do pecíolo para a margem [Fig. água e sais minerais do solo. – Tropaeolaceae). tornando- se flácidos e desprendem-se da raiz. Pêlos absorventes ou Pêlos radiculares – extensões finas. simples ou ramificada. As paredes finas absorvem FIGURA 262 – Peltada. embrião de Apiaceae (=Umbelliferae). pontiaguda ou capitada. que ocorrem na sua base ou na extremida­de (zona pilífera). Glossario Ilustrado de Morfologia PELÍCULA – membrana. como a folha do mamoeiro e de cinco-chagas (Tropaeolum majus L. uni ou multicelular. flexível ou rígida. como em Gossypium (Malvaceae) e Anemone (Ranunculaceae).262].

gluma inferior pelo menos ½ do comprimento da espigueta. o inferior masculino (estaminado) e o superir hermafrodito. mais longa do que a lema e a pálea na maturação. gluma superior mais curta do que a lema estéril.) Leeke. 264]. A unidade-semente é geralmente formada pela cariopse nua.) – espiguetas obova- das e subestendidas pelas cerdas do invólucro. 5-nervadas. f. p Pennisetum sp. lema fértil (lf) quase igual a lema estéril e com as margens envolvendo a pálea fértil (pf). com cerca de 2mm de comprimento. Pennisetum typhoides (Burm. Br. B. fosco. 289 .209B. A unidade-semente é o invólucro de cerdas (espigue- ta + antécio fértil (lema e pálea) envolvendo a cariopse + lema estéril). antécio fértil (lema e pálea) duro e com margens pubes- centes. Hubb. com eixo hipocótilo-radícula conspícuo [Fig. E. com base sub-obtusa. 5-7-nervada. (=Pennisetum americanum (L.0mm de comprimento.) R. cariopse elíptica. A unidade-semente é geralmente formada pela cariopse nua. com 4-6mm de comprimento. brião (em) elíptico.264]. lemas heteromorfas.5-3. a inferior curta. cariopse (cap) obovóide. amarelo. lema fér- til subigualando-se a lema estéril e as margens envolvem a pálea fértil [Fig. com duas glumas herbáceas.) Stapf & C. – espiguetas isoladas ou com 2-3 dentro do invólucro com numeroras cerdas escabrosas ou plumosas e caindo com ele. lema estéril comprida. gluma superior se iguala a espigueta. com 2 antécios lisos e lustrosos. Pennisetum glaucum (L. uninervada ou sem nervuras. com 2. áspero e cerca de ⅔ do compri- mento da cariopse. Pennisetum pedicellatum Trin.cariopse. glumas herbáceas com a inferior curta ou ausente. em- FIGURA 264 – Pennisetum glaucum: A- antécio fértil. com 2-an- técios o inferior estéril (ani) ou estaminado e o superior fértil (ans). – espiguetas lanceoladas. frequentemen- te 3-lobadas.

multisseminado. hialina e de ápice arredondado e ciliado.209B]. lema FIGURA 265 – Peponídio de pepino. a maioria com até 9mm. com 2-antécios o inferior estéril (ani) ou estaminado e o superior fértil (ans). de ápice reto e ciliado com margens escariosas. uma mais longa. Pennisetum setigerum (Vahl) Wipff (=Cenchrus setiger Vahl) – invólu- cro-de-cerdas com 1-4 espiguetas. pálea fértil plana. gluma superior mucronada.) Schult. antécio fértil apical. indeiscente. subiguais no tamanho. com pêlos que se entrelaçam. plano- convexo. com cerca de 15mm e intenso-pilosas na poção inferior.207]. branco-amarelado. pálea estéril plana. fértil convexa. como os frutos dos gêneros Cayaponia. setosum (Sw. lema estéril com três dentes apicais ciliados. de amarelada a castanho-avermelhada ou púrpura. convexas e presas sobre a cariopse [Fig.) Brunken) – espigueta obovada. Cucumis e Cucurbita (Cucurbi- taceae . PEPONÍDIO – fruto bacóide.265). em geral quatro vezes mais longa do que larga.) Rich. indeiscente. Glossario Ilustrado de Morfologia Pennisetum setosum (Sw. (=Cenchrus setosus Sw.Fig. glabro. tão longa quanto a espigueta. subsp. com gluma superior + antécio fértil + lema estéril [Fig. originado de um ovário ínfero. membranácea.. gluma superior e lema estéril convexas. com placentação pa- rietal. membranáceas. 290 . liso. carnoso. gluma inferior geralmente ausente. pericarpo carnoso e sementes embebidas em polpa sucosa. porção apical escabrosa. 5-nervadas. fracamente 3-nervada. com margens escariosas e hialinas. lustroso. de ápice reto e ciliado. carnoso. Pennisetum polystachion (L. rodeada por até 30 cerdas (ce) de comprimento variado. coriáceo.

duro e é formado por três cama das: epicarpo. florescendo ou não to- dos os anos. cálice e coro­Ia. termo usado para uma flor com ovário súpero e provida de hipanto [Fig. envoltório externo da flor. em nível mais alto do que o ovário (ova). oposto de caducifólia. a não ser pela sua posi- ção relativa. PERENIFÓLIA – árvore que tem. 338]. o mesmo que perigônio. em forma de taça. PERIGÔNIO – o mesmo que perianto (per). provém da parede do ovário ma- FIGURA 266 – Perígino. PERIFÉRICO – que se encontra na periferia (parte externa) de um órgão. onde não se destingue o cálice da corola. 266]. PERÍGINO – diz-se quando os três verticílios externos independentes. ou qualquer um deles sozinho. BARROSO et al. (1999) utilizam o têrmo “perigônio” para designar o cálice acres- cente (hexâmero e pentâmero) das espécies de Polygonaceae. PERICARPO – parede do fruto que o envolve. Em Carex sp. PERIANTO – os dois invólucros florais. como em espécies de Amaranthaceae. mesocarpo e endocar­po. PERIGÍNIO – bráctea em forma de saco (utrículo) que se estende por baixo da flor pistilada e mais tarde envolve a unidade de dispersão. Ver cálice acrescente.239B. folhas perenemente. p PERENE – planta que vive três ou mais anos.197. estão dispostos em torno do gineceu. 291 . (Cyperaceae) envolve a núcula [Fig.

Chenopodiaceae.3- 1.8(-2. Piperaceae e Nymphaeaceae. linear. como nas Musaceae. Quanto a textura o perisperma pode ser carnoso ou gelatinoso. com concavidade central e uma delas na porção mediana um pouco elevada (leve- mente carenada). presente em al- gumas sementes e pode ocorrer como tecido nutritivo único. Perisperma integumentar – é mais comum do que o perisperma nucelar. pois tem origem diversa. e microscopicamente rugosa (45X). Perisperma nucelar – não é muito comum. ân- gulos arredondados.0)mm de espessura.) – núcula len- ticular (nunca triangular) e em contorno de orbicular a largo-ovalada.5mm de comprimento por 1. Glossario Ilustrado de Morfologia PERISPERMA – tecido de reserva de origem nucelar. é encontrado em Piperaceae.0)mm de largura e (0. ou aparece acompanhado pelo endosperma mais ou menos co­pioso.4-0. Persicaria lapathifolia (L. lustrosa. cálice 292 . Perisperma e endosperma são análogos. pois a medida que o embrião se desenvolve. Phytola- caceae. pedicelada. Caryophyllaceae. com duas faces convexas. superfície atro-avermelhada (em maior ou menor grau).3-)0.5(-1.5-)2. cotilédones estreito-elípticos com ápice obtuso e eixo hi- pocótilo-radícula transverso-elíptico em seção transversal. mas de nenhuma forma ho­mólogos. a nucela se degenera e é absorvida totalmente. como nas Amaranthaceae. apiculada.) Gray (= Polygonum lapathifolium L. têm a mesma função de armazenar reservas. embrião (em) periférico. Polygonaceae e Portulacaceae (onde apresenta reserva de amido). curvo (deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula).0-2. com (1.

0mm de largura. lisa. cotilédones estreito-elípticos com ápice obtuso e eixo hipocótilo-radícula circular em seção transversal.5-2. Persicaria maculosa Gray (=Polygonum persicaria L. com duas faces convexas e uma delas com uma concavidade central ou. com 2.0mm de comprimento por 1. p pentâmero (prg) geralmente persistente apenas somente na base da núcula.241G-H-I-J-K]. sendo duas iguais na largura e a terceira mais larga.0mm de largura e 0. embrião 293 . afilando abruptamente para um ápice agudo. A unidade-semente é a núcula. muito lustrosa. com 2.5mm de comprimento por 1. às vezes triangular e em contorno de orbicular a largo-ovalada. de estramíneo a rosado.5-3. com três faces.6-0. A unidade- semente é a núcula. apiculada. cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si. às vezes. curvo (deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula). superfície castanho-avermelhada (núcula imatura) a atro-avermelhada (núcula madura). sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base. com cerca de 1. linear.) – núcula lenticular ou. Persicaria punctata (Elliot) Small (=Polygonum punctatum Elliot) – núcula triangular. rosado. glabro. pedicelada. com ângulos arredondados e três faces desiguais na largura.7-2.8mm de comprimento. planas ou ligeiramente côncavas. glabro e tão longo quanto o comprimento da núcula [Fig.7(-0. superfície castanho-clara (núcula imatura) ou atro-averme- lhada (núcula madura).0-2. com nervuras salientes e recurvados no ápice. lisa e finamente alveolada (45X). ângulos arredondados.8-2. sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base. embrião (em) periférico. muito lustrosa e finamente alveolada.8)mm de espessura.

semente oblonga e mais ou menos cilíndrica. como as brácteas de muitas espécies. Ver corola. cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si. estramíneo.241L-M-N-O]. A unidade-se- mente é a núcula. Gamopétala – corola com as pétalas total ou parcilamente unidas. 241).171]. PERSISTENTE – diz-se quando um órgão vegetal permanece afixado após o término da sua função e não cai. Polygonum. ápice emarginado. com pêlos retrorsos na porção apical-lateral.Fig. longitudinalmente es- triada. bilobado.240. A unidade-semente é a núcula. PÉTALA – cada um dos segmentos (pt) da corola de uma flor [Fig. glabro. cotilédones foliáceos e um deles dobrado trans- versalmente ao meio. curvo. Rheum e Triplaris (Polygonaceae . Persicaria. embrião axial reto. como o cálice que envolve as núculas dos gêneros Fallopia. com pontos glandulares castanho-avermelha- dos e mais longo do que o comprimento da núcula [Fig. Petiveria tetrandra Gomez – núcula linear-cuneada. castanho-acinzentada ou esverdeada. Rumex. Glossario Ilustrado de Morfologia (em) periférico. esparso-pilosa. dorsiventralmente com- primida.237]. cada lobo com três aristas (gan) pontiagu- das e retrorsas. sem ou com cálice pentâmero in- teiro ou parte dele aderida a base. 294 . perisperma escasso [Fig. núcula envolta até pouco mais da ½ do comprimento pelo cálice tubuloso. PETALÓIDE – que tem coloração e textura de uma pétala. espatulado e deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula.

como duas dimi- nutas escamas.0mm de comprimento e com esparsa pubescência longa.2-)2.5-2. glumas (gl) naviculares.5-2. e envolvem A. antécio fértil com lema (lf) coriácea. iguais e mais ou menos aladas. B. D. 3-nerva- das.5-4. antécio fértil ovado-lanceolado ou ovado. canariensis. aquatica.P.P. glabras. 269D]. comprimidas lateralmente. – espiguetas curto-pediceladas. com lemas estéris): A. angusta. 268. C.6mm de comprimento e de coloração castanho- clara [Fig. estreitas. Phalaris angusta Nees ex Trin. A unidade-semente é a es- P.7-)1. com (2. adpressas ao antécio fértil. D.267A. se afila gradativamente da região próxima à base para um ápice longo-agudo. C- completamente a pálea [Fig. arundinacea. minor. ± pubescente.5- 3. glumas com nervuras diminuto-escabrosas.0)mm de comprimento por 1. cente em direção ao ápice e com nervuras ± inconspícuas. Phalaris sp.0mm de largura. as intermediárias ligeiramente pubescentes na extremidade. com pálea estéril ou estaminada ausente. – espigueta subelíptica. subiguais.267. 295 . 269]. ca- riopse com 1. lema FIGURA 268 – Phalaris (antécio fértil ventral. B.0mm de comprimento.4-1.P. fértil (lf) de castanho-acinzentado-claro a escuro. com estrei- tas glumas (gl) agudas. às vezes glabra. 2-lemas estéreis (le) subuladas. mais curta FIGURA 267 – Phalaris (espigueta com as glumas): do que as glumas. minor. p PÉTREO – com textura de pedra. esparso-pubes- aquatica.P. 268a. lustrosa. angusta. com um antécio fértil terminal e dois estéreis ou estaminados por baixo e ad- pressas a lema fértil. me- nos da ½ do tamanho do antécio fértil ou com (0. de 3.0(-4. com carenas aladas e que se alargam para cima. as espi- guetas se desarticulam acima das glumas (gl) e as duas lemas estéreis (le) permanecem ± adppressas na base do antécio fértil. pigueta ou o antécio fértil com lemas estéreis presas na base.P. lateralmente comprimida.P.P.

0(-4. reis (le) subiguais. D. 268B. na base e no ápice). antécio fértil de lanceolado a ovado-lanceolado.7mm de espessura cas- tanho-escura e fosca [Fig. com nervura da carena escabrosa. com esparsa pubescência esbranqui- çada (pouco mais intensa na margem. lema estéril (le) uma única.4-1. lema fértil (lf) de coloração palha-clara a castanho-acinzentada.268C. 269A]. Phalaris canariensis L. nervuras conspícuas e amaralo-claras.8mm de espessura. – espigueta com carenas (q) aladas nas glumas (gl) que se afilam abruptamente para uma curta ponta e de 296 . com 1.3mm de largura e 0. cariopse com 2. Phalaris arundinacea L.P.) – espigueta com glumas (gl) de 5-6mm de comprimento.P. 2-lemas esté- lemas estéreis): A.0-1. – espigueta com glumas (gl) estreito-agu- das. nervuras laterais e inter- mediárias lisas e glabras. aquatica. nervuras laterais glabras FIGURA 269 – Phalaris (antécio fértil lateral. pubescente na ½ superior e com conspícuas nervuras esbranqui- çadas. adpressas ao antécio fértil.5mm de comprimento. cariopse largo-ovada. lema fértil (lf) de cinza-amarelada a cinza-prateada- escura ou esbranquiçada.6) mm de comprimento por 1.0-3. com 1. com 3.5mm de comprimento e de coloração castanho-clara [Fig.5-0. pi- losa. arundinacea.5-4. 1mm de comprimento e com longos cilíos brancos. estreitas. angusta. minor.0)mm de comprimento por 1. que se afilam uniformemente para um ápice pontudo. 3-nervadas. B- P. estreita. com carena largo-alada nos ⅔ superiores.0-1.5(-4. com até P. lustroso. (=P.5mm de comprimento por 1mm de largura e 0.267 B.5(-1. coriáceo e mui- to lustroso. nervura da carena escabrosa. 269C]. Glossario Ilustrado de Morfologia Phalaris aquatica L. com 3. adpressa ao antécio fértil.8) mm de largura. C. com e as intermediárias microscopicamente pubescentes. antécio fértil estreito-lanceolado.2-2. tuberosa L.

agudo.0-2. com 7-nervuras.5-)3.0-3.5mm de 297 .0(-1. – espigueta com carenas aladas nas glumas que se afilam uniformemente para um ápice agudo. de comprimento. antécio fértil lanceolado. Phleum pratense L. com 1. subiguais. antécio fértil de ovado-lanceolada a lanceolada.0mm de comprimento.267C].5mm de largura e 1mm de espessura. Phalaris minor Retz.5)mm de largura e 1. glabra.0-1. glumas (gl) de 4-6mm de comprimento.267D. cariopse (cap) subglobosa. 2-lemas estéreis (le) glabras. esparso curto- pubescente. estreita. coriáceo e lustroso. cariopse com (2. lema estéril (le) uma única. de coloração castanha a quase preto [Fig.0)mm de comprimento por 1. com nervuras da carena bem próximas.0-4.7-)3. com (4.5-0. – espiguetas com um antécio. com três nervuras longitudinais em cada lado.0-6. na base do antécio fértil e mais da ½ do tamanho da lema fértil ou com (2.5(-4.8)mm de comprimento por (1.8mm de espessura. com (2.5(-1. lema fértil (lf) papirácea.5mm de espessura e de coloração castanho-clara [Fig. exceto na margem que é ciliada em direção ao ápice. largas.0-)2. glabra e de até 1.9(-4.8-)5. p 7-8mm de comprimento. pálea fértil (pf) abaulada.2)mm de comprimento por 1. 269B]. que se desarticulam acima das glumas carenadas. B-C-cariopse.8)mm de largura e 0. com conspícuas nervuras esbranquiçadas e com sedosa pubes- cência branca nos ⅔ a ½ superior e de resto glabra.8-)2.0(-6. cariopse com (3.2-1. lema fértil (lf) de coloração palha-clara.5mm de espessura.5-) 3. 268D.2(2. muitas vezes irregularmente dentadas.3(-2.5)mm FIGURA 270 – Phleum pratense: A-antécio fértil.5)mm de comprimento por 1mm de largura e 0. lema fértil (lf) de amarelo- acinzentada a castanho-acinzentada e amarelo-clara (imaturo).

macios e delgados [Fig. PÍNULA – últimos folíolos de uma folha bi.252F]. – Meliaceae). como a folha do picão (Bidens pilosa L. com lobos arredondados [Fig. A unidade-semente é o antécio fértil ou a cariopse.270].203G-J]. como a folha do bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima Willd. como o folíolo de cinamomo (Melia azedarach L. PILOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. com recortes que chegam. 272]. da folha de nervação pinada. PINULADO – provido de pínulas. PINATISSECTA(O) – diz-se da folha de nervação pinada.252G. embrião (em) na base obtusa da cariopse [Fig. PINATILOBADA – diz-se da folha de nervação pinada. Glossario Ilustrado de Morfologia comprimento.257]. com limbo tão profundamente dividido que os lobos quase alcançam a nervura mediana [Fig. – Euphorbiaceae). fruto ou semente) que se apresenta revestida por pêlos curtos. 298 .252E. PINADA – quando a folha composta está subdividida em folíolos ou pinas. PINA – cada uma das divisões ou dos folíolos (fol) de uma folha composta (pinada) [Fig. até a metade do limbo [Fig.ou tri-pinatissecta. – Asteraceae). FIGURA 272 – Pinatissecta. 271]. PINATICORTADA(O) ou PINATÍFIDA(O) ou PINATIPARTIDA(O) – diz-se FIGURA 271 – Pinatífido. no máximo.

Fig. fruto ou semente) tem a forma de pêra [Fig. também conhecido como putâmen ou caroço.265]. p PIRAMIDAL – diz-se quando um órgão (folha. 170F-G e Protium . in­deiscente e carnoso. como no peponídio [Fig.13B].171].170A-B-C-D (Burseraceae). Ver cápsula circuncisa.57]. Bursera - Fig. O pistilo (pis) pode ser simples ou composto. fruto ou semente) tem forma cônica.170E). estilete (est) e estigma (es) [Fig. 299 .242]. PIXÍDIO – fruto seco (cápsula) de deiscência transversal [Fig. como em feijão e ervilha. Aguiaria (Bombacaceae .100D]. como a copa de algumas árvores.Fig. PLACENTA – tecido do ovário sobre o qual ocorre o desenvolvimento de um ou mais óvulos. O pistilo simples é formado por um carpelo. a flor pode ser forma­da por um ou mais pistilos. pode conter uma ou mais sementes. Duranta e Lantana (Verbenaceae) [Fig. onde os óvulos em fileira se inserem na margem do carpelo. PIRÊNIO – em morfologia indica o endocarpo (parte central) de um fruto drupóide. PISTILO – unidade do gineceu. como nos gêneros Ilex (Aquifoliaceae). enquanto o composto é formado por dois ou mais carpelos. parte feminina da flor é formada de ovário (ova). às vezes o estilete pode faltar e o estigma fica diretamente sobre o ovário [Fig. PIRIFORME – diz-se quando um órgão (folha.

Glossario Ilustrado de Morfologia

PLACENTAÇÃO – modo como se dispõe a placenta e conseqüentemente
os óvulos (mais tarde as sementes) no ovário (mais tarde no fruto).

Placentação axial ou central – quando em um ovário sincárpico e
unilocular os óvulos se inserem sobre o eixo central [Fig.33A];
como na cravina.

Placentação axialar – diz-se quando num gineceu sincárpico e
pluricarpelar, os óvulos (mais tarde as sementes) se inserem nos
bordos de cada carpelo, na porção central do eixo do ovário
(e depois no fruto), resultante do fechamento e fusão lateral dos
carpelos; neste caso o número de lóculos corresponde ao número
de carpelos [Fig.33B].

Placentação marginal – quando os óvulos (mais tarde as semen-
tes) se inserem isoladamente ou em fileira na margem do(s)
carpelo(s) (mais tarde no fruto), na face adaxial dos carpelos. Em
ervilha e feijão os óvulos se inserem em fileira na margem do(s)
carpelo(s) [Fig. 230A].

Placentação parietal – quando os óvulos (mais tarde as sementes ) se
inserem na parede interna do ovário (mais tarde no fruto) na superfície
denominada placenta; neste caso os carpelos são abertos ou par-
cialmente abertos e circundam uma cavidade (lóculo) [Fig. 230B].

PLANO – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que se
apresenta plana, lisa e sem desigualdades.

300

p

Plantago lanceolata L. – pixídio de oblongo a ovóide, com placenta axial,
bilocular, com 3-4mm de comprimento, com deiscência transversal
no ⅓ inferior, unisseminado por lóculo, lustroso, glabro, liso e cas-
tanho-claro ou castanho-amarelado, urna membranácea e opérculo
obtuso, geralmente mais consistente e mais longo do que o compri-
mento da urna; pixídio envolto pelo cálice, com 4 sépalas de ápice
acuminado; semente oblonga, cimbiforme [Fig.314A-B], elíptica ou
estreito-ovalada em contorno, com 2,5-3,0(-3,2)mm de comprimento
e 1,0-1,3(-1,5)mm de largura por 0,6-0,8 mm de espessura, lado dor-
sal convexo e ventral em forma de canoa (profundo e estreito sulco lon-
gitudinal de 0,1-0,7mm de largura, que corre da extremidade fechada para
a aberta), lado dorsal virado para o lado ventral exceto na extremida-
de aberta; hilo oblongo-ovalado, ventral, mediano, escuro e rodeado
por uma porção esbranquiçada; tegumento crustáceo quando seco
e mucilaginoso quando hidratado, com superfície lisa, glabra, muito
brilhante exceto o sulco ventral que é fosco, de coloração castanho-
clara a escura, lado dorsal mais escuro do que o vental (sementes
pretas sem nenhuma porção castanha, são consideradas mortas), com lar-
ga listra longitudinal mais clara (que mostra a posição do embrião), lado
dorsal finamente alveolado (45X) e ventral com fino reticulado longi-
tudinal (30X); embrião axial, espatulado, esbranquiçado-amarelado e
cotilédones paralelos aos bordos da semente; endosperma carnoso,
amarelado-translúcido, o que permite ver o embrião através do tegu-
mento [Fig.142B-B’].

PLÂNTULA – pequena planta resultante do desenvolvi­mento inicial do
embrião de uma semente [Fig.185 a 189].

301

Glossario Ilustrado de Morfologia

Plântula anormal – é aquela que não apresenta potencial para
continuar seu desenvolvimento e dar origem a uma planta normal,
mesmo quando cultivada em solo de boa qualidade e em condições
favoráveis de umidade, temperatura e luz.

Plântula normal – é aquela que apresenta capacidade de continuar
seu desenvolvimento e dar origem a uma planta normal, quando
cultivada em solo de boa qualidade e em condições favoráveis de
FIGURA 273 – Pleurogramas lineares: A- Anade- umidade, temperatura e luz.
nanthera colubrina; B- Mimosa sp.;
C- Cassia sp.; D- Albizia lebeck.
PLEUROGRAMA – marca (ple) sobre a face das sementes, visível na su-
perfície da maioria das sementes de Fabaceae−Mimosoideae (Proso-
pis hassleri Hams), como uma linha ou ranhura ± conspícua, hipocre-
piforme (‘U’ invertido) ou em forma de ‘V’ invertido, com abertura para
a extremidade do hilo [Fig.273A-B-D], ou como uma estrutura fechada,
de coloração diferente da do tegumento, como em certas espécies do
gênero Cassia [Fig.273C] e em Senna alata (L.) Roxb., Senna hirsuta
(L.) H.S. Irwin & Barneby, Senna obtusifolia (L.) H.S. Irwin & Barneby,
FIGURA 274 – Pleurograma: A- Senna Senna occidentalis (L.) Link e Senna tora (L.) Roxb. [Fig.274] (Faba-
obtusifolia; B- Senna
hirsuta. ceae−Caesalpinioideae), Acacia molissima (Andrews) Willd. e Acacia
molissima Willd. – Fig.27A); Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan,
Albizia lebeck (L.) Benth. e Mimosa sp. (Fabaceae−Mimosoideae –
Fig. 273A-D-B); ou como uma linha que circunda o bordo da semente,
como em Cucurbitaceae.

PLICADO – provido de dobras (pregas); plissado. Ver embrião plicado
[Fig.139F, 146]

302

p

PLUMOSO – diz-se da superfície de um órgão com aspecto de pluma;
ou com pêlos secundários ao longo do eixo principal, como uma pena; ou
como o paus de Leotondon e Taraxacum.

PLÚMULA – folha (pl) simples ou composta, verde, pouco perceptível
ou diferenciada, que se encontra entre os cotilédones de alguns
embriões e que dará origem a parte aérea da planta [Fig.78B, 275,
307B, 308C, 309, 311B].

FIGURA 275 – Plúmulas de espécies
de Fabaceae. PLURISSEMINADO – com muitas sementes.

Poa annua L. – espiguetas ovadas, agudas, comprimidas lateralmente,
multifloras (unidade-semente múltipla), com 3,0-5,5(-7,0)mm de
comprimento por 1,8-2,5mm de largura, de coloração palha, que se
desarticulam acima das glumas e entre os antécios; glumas ovadas,
a agudas, herbáceas, glabras, com a inferior (gli) 3-nervada e me-
nor do que a gluma superior (gls); antécio fértil (af) com lema (lf)
largo-ovada, aguda, mútica de 2,5-3,0(-3,7)mm de comprimento por
(0,7-)1,0-1,3mm de largura, 5-nervuras conspícuas, com densa pubes-
cência longa nas nervuras laterais e no dorso, pouco maior do que a
pálea fértil; esta com densos pêlos longos na carena e que não vão
até o ápice; segmento da ráquila (seg) adpresso à pálea fétil, cilíndri-
co e cerca de 1/5 do comprimento do antécio; cariopse com (1,0-)1,2-
FIGURA 276 – Poa annua: A- espigueta; B- antécio
1,5mm de comprimento, com fino retículo, livre ou aderido ao anté-
fértil; C- cariopse ventral.
cio, hilo elíptico [Fig.276]. A unidade-semente é o antécio fértil.

Poa pratensis L. – antécio fértil de 2,5-3,0(-3,8)mm de comprimento por
0,7-1,0mm de largura; lema fértil lanceolada, de coloração palha-cla-

303

Glossario Ilustrado de Morfologia

ra a escura, com mancha marrom mais escura na base, 5-nervuras,
granulosa, levemente arqueada no dorso, ápice obtuso-dilatado, com
curta pubescência esparsa na porção inferior das nervuras; pálea fér-
til com esparsos pêlos ásperos e que não vão até o ápice; cariopse
com 1,5-1,7(-2,0)mm de comprimento, tendendo a ser uniformemente
espessa, lisa, de coloração castanho-amarelada, área do embrião lar-
ga, hilo ovalado-arredondado. A unidade-semente é o antécio fértil.

POACEAE – nome válido da família Gramineae.

PÓLEM ou PÓLEN – cada um (ou o conjunto) dos microspóros (gp)
germinados das Fanerógamas [Fig.13A, 171].

POLIEMBRIONIA – quando ocorrem dois ou mais embriões na mesma
semente. Esses embriões podem ser de origem sexuada ou apomí-
tica. A poliembrionia ocorre em manga, Citrus, orquídeas e tem gran-
de interesse e importância para o melhoramento de plantas e para
a horticultura. Também ocorre em algumas espécies florestais como
FIGURA 277 – Poliembrionia em Aspidosperma
polyneuron: A- semente; B-C-D- Aspidosperma polyneuron Müll. Arg. (Apocynaceae - Fig.277).
E-F- poliembrionia.
POLIGÉRMICO ou POLISPÉRMICO ou POLISPÉRMO – com muitas se-
mentes; o mesmo que multisseminado, oligospérmico ou oligos-
permo. Ex: cápsula polispérmica.

POLIMORFISMO – ocorrência de várias formas de indivíduos na mes-
ma espécie, isto é com existência de órgãos ou plantas com diver-
sas formas.

304

p

POLISTÊMONE – que tem estames em número superior ao dobro de
pétalas. Ex: flor polistêmone.

POLISSÂMARA – fruto formado por várias sâmaras.

Polygonum aviculare L. – núcula triangular, apiculada, pedicelada, afilan-
do gradativamente para um ápice agudo-acuminado, com 2,5-3,5 mm
de comprimento por 1,5-2,0mm de largura, ângulos arredondados, li-
sos, lustrosos e castanho-avermelhados; com três faces geralmente
desiguais na largura, levemente côncavas, foscas, escabrosas por di-
minutas asperezas alongadas (30X), castanho-escuras (núcula madura)
ou castanho-avermelhadas (núcula imatura), mas sempre ligeiramente
mais escuras do que os ângulos; embrião (em) periférico, curvo, li-
near e deitado paralelamente em um dos ângulos da núcula; cálice
pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si, estramíneo, glabro
e menos longo do que o comprimento da núcula [Fig.241P-Q-R].
A unidade-semente é a núcula, sem ou com cálice pentâmero in-
FIGURA 278 – Pomídio de maçã. teiro ou parte dele aderida a base.

POMÍDIO – fruto bacóide, carnoso, indeiscente, unisseminado, originado
de um ovário ínfero, com endocarpo coriáceo que forma pequenas
câmaras ou “antros”, que encerram as sementes; como nos gêneros
Malus e Pyrus (Rosaceae) [Fig.278].

PORICIDA – diz-se do fruto quando a deiscência ocorre através de poros
(p). Ver cápsula poricida [Fig.65].

PORO – qualquer pequena abertura na parede de um órgão (esporos,
anteras, frutos, estômatos).

305

Glossario Ilustrado de Morfologia

Portulaca oleracea L. – pixídio de globoso a obovado, com 4-8mm de
diâmetro, unilocu­lar, multissemi­nado, com deiscência transversal na
porção media­na, pericarpo de esverdeado ou amarelo-esverdeado
a pardo e envolto pelo cálice, tão longo quanto o comprimento do
fruto; semente de lenticular a reniforme, de suborbicular ou orbicular
a largo-obovado em contorno; com 0,5-0,8mm de diâmetro ou 0,5-
0,8(-0,9)mm de comprimento por 0,4-0,6mm de largura e 0,3-0,5mm
de espessura, lados convexos, com sulco que corre do hilo ao centro
da semente, bordo arredondado e interrompido na porção lateral-
basal por pequeno entalhe amarelado e ovalado, o hilo; tegumento
crustáceo, com superfície levemente lustrosa, glabra, de coloração
castanho-avermelhado-escura a preta, ornamentada com curtos tu-
bérculos arredondados e dispostos ± sime­tricamente em linhas con-
cêntricas, a partir do hilo (20X); embrião periférico, curvo e aneli-
forme, com curvatura de + de 360º, eixo hipocótilo-radícula pouco
+ da ½ do comprimento total do embrião e cotilédones elípticos de
ápice obtuso-arredondado; endosperma reduzido a fina película em
torno da ponta da radícula e perisperma central, farináceo, duro e
ebranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de
hidratado [Fig.305L].

PRAGA – qualquer espécie, raça ou biótipo vegetal ou animal ou agente
patogênico nocivo para os vegetais ou produtos vegetais. Nestas
regras a praga refere-se especificamente às espécies de sementes
determinadas e definidas pela legislação como:

Praga não quarentenária regulamentada – é aquela cuja presença
nas plantas, ou partes destas, para plantio, influi no uso proposto

306

p

para essas plantas com impactos economicamente inaceitáveis e
que, portanto, está regulamentada no território da parte contratante
importadora.

Praga quarentenária – praga de importância econômica potencial
para a área posta em perigo quando a praga ainda não está
presente, ou se está, não se encontra amplamente distribuída e é
oficialmente controlada.

Praga quarentenária A1 – praga não presente no País, porém com
características de ser potencial causadora de importantes danos
econômicos, se introduzida.
FIGURA 279 – Préfloração: A- convoluta;
B- circinado; C- involuta;
D- revoluta.
Praga Quarentenária A2 – praga de importância econômica potencial,
já presente no País, porém não se encontra amplamente distribuída
e possui programa oficial de controle.

PRÉFLORAÇÃO – modo pelo qual se prendem, no botão floral, os
elementos do perianto [Fig.279]. Ver circinada, convoluta, involuta
e revoluta.

PRIMINA – integumento externo (ex) do óvulo [Fig.171, 297].

PRIMÓRDIO – estádio rudimentar de um órgão que começa a se formar.

PROCUMBENTE – diz-se de caules que não se mantém eretos, mas
rastejam sobre o solo e não se enraizam; o mesmo que prostrado.

307

com listra mais clara no 308 . base aguda.8(-2.5-1. com superfície lisa. or- namentada por carnosidade branca. lado dorsal levemente convexo e ventral arredonda- do-carenado. PRUINOSO – coberto com pruina (partículas ou pequenos pontos esbranquiçadas). ato de se propagar. Prunella vulgaris L.9- 1.7-0. com carena obtuso-arredondada. Qualquer estrutura que serve para propagação ou multiplicação vegetativa de uma planta. diásporo e unidade de dispersão. que o divide em duas faces quase planas. glabra. o mesmo que procumbente. – fruto artrocarpáceo bicarpelar. que apresenta pó ceroso. PROTUBERÂNCIA – saliência (proeminência) em geral de forma arredondada. lustrosa. envolto pelo cálice. por exemplo cotilédones. PROTÓFILO – folha embrionária. aguda. em forma de V. Glossario Ilustrado de Morfologia PROPAGAÇÃO – o memo que multiplicação. PROPÁGULO – o mesmo que dissemínulo.9mm de espes­s ura. fruto ou semente) que apresenta secreção pulverulenta. carceru­lídio alongado- obovóide-cuneiforme. com 1. de colora- ção casta­n ho-amare­lado-clara ou escura.2mm de largura e 0. cicatriz de inserção basal-ventral. peri- carpo crustáceo. ápice arredon­dado. PRUÍNA – diz-se da superfície.5)mm de compri­mento por 0. geralmente com quatro carceru­lídios. de um órgão (folha. obovada em contorno e cuneiforme em seção transversal. PROSTRADO – deitado sobre o solo.

FIGURA 280 – Pseudo-frutos: A.280B) o pseudo-fruto múltiplo é formado pela inflorescência feminina de diversas flores. . do-fruto múltiplo resulta de numerosas flores femininas inseridas sobre um eixo comum.marmelo. com embrião na parte basal (próximo do ponto de inserção com o pedúnculo-floral).280 A) o pseu- Hovenia dulcis. formado por diversos ovários provenientes de uma única flor e distribuídos em uma pol- FIGURA 281 – Pseudo-fruto de pa suculenta.280D) a parte comestível é o re- ceptáculo-floral e internamente se encontra o fruto com as sementes. a parte comestível no fruto do cajú (Anacardium occidentale L. e listra escura que desce ao lado da carena e pelos bordos do lado ventral.) Merr. no abacaxi (Ananas comosus (L. na uva-do-japão (Hovenia dulcis Thunb. na amora (Rubus sp.) tem-se um pseudo-fruto composto. .Fig.cajú. 309 .281]. PSEUDO-FRUTO – resultante do crescimento de partes acessórias da flor. D.amora.abacaxi. embrião axial. B. no marmelo (Cydonia oblonga Mill. 280C) é o pedúnculo-floral e a semente é a castanha.Fig.Fig. . no morango (Fragaria sp.Fig. p centro do lado dorsal e sobre a carena. seção longitudinal: C.[Fig. endosperma carnoso [Fig.76J]. invagi­n ado e reto. A unidade-se- mente é o carcerulídio. .) a parte comestível é o pedúnculo (pd) .

204I]. composta de parênquima e que pela variação da turgescência. PUBESCÊNCIA – indumento da superfície de um órgão. como a semente de Anagallis arvensis L. com densos e curtos pêlos finos. Glossario Ilustrado de Morfologia PUBERULENTA – diz-se da superfície de um órgão (folha. fruto ou semente) que se apresenta miudamente pubescente [Fig. próximo ao ponto de inserção no caule. como se tivessem sido feitas pela ponta de um alfinete [Fig.295I]. PUBESCENTE – diz-se da superfície de um órgão (folha. fruto ou se- mente) que se apresenta revestida com densos e curtos pêlos fi- nos [Fig. PUNCTEADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. PULVINO – o mesmo que pulvínulo. ocorre principalmente nas Fabaceae (=Leguminosae). 310 . Ver pubescente. fruto ou semente) que se apresenta coberta com pequenas impressões. fruto ou semente) que se apresenta ligeiramente pubescente. PUBÉRULO – diz-se da superfície de um órgão (folha. pode provocar movimentos nas folhas. PUNCTIFORME – em forma ou com aparência de ponto.203J]. PULVÍNULO – pequena intumescência situada na base do pecíolo de muitas plantas. o mesmo que pulvino.

PUREZA FÍSICA – é a característica que reflete a composição física ou mecânica de um lote de sementes. PURPÚREO – que tem coloração púrpura. PUREZA VARIETAL – quando as sementes geneticamente puras produzem no campo plantas adultas que reproduzem fielmente as características da variedade selecionada pelo melhorista.11D). PUNGENTE – diz-se quando o ápice de órgão (folha. PUPA – estádio intermediário entre a larva e o inseto adulto.16E]. p Hilo punctiforme como em muitas Poaceae (=Gramineae . PÚRPURA – de coloração vermelha-escura tirante ao violeta. 311 . nas folhas ou na testa das sementes. fraco e delgado. PUTÂMEN – parte central (caroço) das drupas.Fig. fruto ou semente) termina gradativamente em ponta dura e aguda [Fig. PUSILO – muito pequeno. morfologicamente o termo mais adequado é ‘pirênio’. PÚSTULA – pequena proeminência vesicular na haste.

312 .

Q .

é controlada por fatores exógenos (CARVALHO & NAKAGAWA. Ver cimbiforme e navicular. 314 .100-O. Ver dormência. este estado é facilmente superado com o fornecimento das condições ambientais adequadas para a espécie.11A] ou ao longo da nervura mediana da lema. 1979). como [Fig. Glossario Ilustrado de Morfologia QUIESCÊNCIA – é um estado de repouso. 101R]. Por ex. nas Poaceae (=Gramineae) é uma dobra aguda ou o ângulo ao longo das duas nervuras da pálea [Fig.: uma semente de milho pode estar em estado quiescente. em que a semente está viável mas não germina. temperatura e oxigênio. o mesmo que carena. mas passará imediatamente a germinar quando forem fornecidas as condições adequadas de umidade. semelhante a quilha de um barco. QUIESCENTE – aplica-se a fase ou estado de repouso de um vegetal ou de uma semente. QUILHA – saliência longitudinal. ficando por um período como que dormente. Ver quiescência.

.

. se inserem num eixo comum.) DC. durante o processo de germinação. 310B. 316 . dará origem à raiz primária. é um elemento de grande valor na identificação de certas espécies. Medicago lupulina L. RADÍCULA – é a raiz rudimentar do embrião e que consiste. Melilotus indica (L.) All. Contorno da radícula – é visível nas sementes na extremidade FIGURA 283 – Sistema radicular próximo da micrópila. 307B. como em Trifolium repens L.. entre e dentro da família.). de Dicotiledônea. geralmente. onde as flores são pedunculadas e não se inserem no mesmo ponto. a certa distância uma das outras. Lotus corniculatus L.. Papilionoideae. inflorescên- cia em cacho.52]. 304B. RADIADA – arranjada ou que se insere em um ponto comum. FIGURA 282 – Sistema radicular ramificado RADICELA – o mesmo que radícula.302B. 303B. dispostos em forma de roda. dentro da semente. em muitas espécies de Fabaceae– fasciculado de Mo- nocotiledônea. 306B. 308C.78A] e que após emergir do tegumento da semente. de apenas um meristema apical coberto pela coifa [Fig. RACEMOSO – que tem cachos ou com aparência de cacho.11] ou pode-se dizer que é a estrutura distal do eixo embrionário ou eixo hipocótilo- radícula que se encontra abaixo dos cotilédones [Fig. 311B] ou abaixo do escutelo [Fig. Glossario Ilustrado de Morfologia RACEMO – inflorescência indefinida na qual as flores são pediceladas. 309. Crotalaria spectabilis Roth e Desmodium tortuosum (Sw. RADIAL – se refere à periferia (ao raio). A posição da radícula em relação aos cotilédones.. o mesmo que cacho [Fig.

Rafe ventral – tipo mais comum. Celastraceae e Proteaceae. [Fig. Termo usado em oposição às flores do disco. como em Euphorbia comosa Vell. num capítulo de Asteraceae (=Compositae). ocorre nas Euphorbiaceae. FIGURA 284 – Parte inferior de uma RAIO – região onde se inserem. de Dicotiledôneas [Fig. ocorre em Buxaceae. de onde retira água e nutrientes minerais. do colmo. 317 . apresenta geotropismo positivo e raizes secundárias pouco desenvolvidas e oblíquas em relação a FIGURA 285 – Raiz aérea de principal. RAIZ – é o órgão de fixação do vegetal ao solo. do hilo à chalaza.51. e que provém da soldadura de uma porção do funículo de um óvulo anátropo [Fig. de ramos ou de bulbos [Fig. de caules.248] com o integumento. que são centrais. este conjunto forma o sistema radicular ramificado Philodendron. As flores do raio podem produzir aquênios com características morfológicas diferentes das do disco e quando isso ocorre temos aquênios heterocarpos. Raiz adventícia – é a raiz ou as raízes que se originam de outras estruturas que não a radícula. R RAFE – linha elevada ou sulco que percorre o tegumento da semente. 284]. planta de milho. Rafe dorsal – resulta da curvatura do funículo sobre a micrópila adaxial. Raiz axial ou pivotante – é a raiz principal que penetra verticalmente no solo.246] ou campilótropo [Fig. e Ricinus communis L.84]. Ebenaceae e Lauraceae e em certos gêneros de Anacardiaceae. pode ser a partir do hipocótilo. isto é. as flores mais externas (posteriormente os aquênios) que geralmente são flores liguladas. do colo.282].

mas muito curta e fraca para estar em equilíbrio com as outras estruturas da plântula. penetram nele e se ramificam. Raiz com desenvolvimento atrasado – uma raiz geralmente com ponta intacta. Raiz atrofiada – é a raiz ou as raízes que apresentam atrofia. Quando as raizes atingem o solo. As raizes partem do caule e se dirigem verticalmente para o solo. Raiz aquática – é a raiz que se forma abaixo da lâmina d’água. que não se desenvolveram. 318 . Raiz aérea – é a raiz de uma planta epífita.285). Glossario Ilustrado de Morfologia Raizes adventícias seminais – no embrião das Poaceae (=Gramineae) desenvolve-se acima do ponto de inserção do escutelo [Fig.78A- ras] e após a germinação.286]. como a raiz do imbé (Philodendron - Fig. que estão enfraquecidas. sem parasitá-las. antes disso a FIGURA 286 – Raiz aquática de Jussiaea. a não ser que a ponta tenha sido quebrada. que vive sobre outras plantas. podem atingir a alguns metros. outras raízes adventícias se desenvolvem dos nós do colmo principal e dos colmos laterais. que degeneraram. Raiz geralmente claviforme. Raiz enfezada – é uma raiz raquítica e atrofiada. que serve para flutuação e para a respiração da planta [Fig. Raiz curta e grossa – é a raiz que caracteriza as plântulas com sintomas fitotóxicos. ramificação dificilmente acontece. FIGURA 287 – Raiz pivotante de nabo. são muito resis- tentes e freqüentemente usadas como cipós. com ponta intacta.

como em cenoura e nabo [Fig. pois armazena reservas alimentícias. resultante do desenvolvimento da radícula do embrião. Nos testes de germinação usa-se essa designação para outras raízes que não a raiz primária. Raiz pivotante – quando a raiz principal é muito desenvolvida e suas ramificações tem desenvolvimento quase desprezível. que se originam no eixo embrionário e formam o sistema radicular de uma plântula de cereais (como em Triticum – Poaceae) e de Cyclamen (Primulaceae). 319 . Raiz lateral – é qualquer raiz que se origina lateral­mente a raiz principal. numerosos pêlos absorventes e terminando em ponta fina. Raiz primária – é a raiz principal.287]. Raizes seminais – designação dada à raiz primária e um certo número de raízes secundárias. ocorre em Poaceae (=Gramineae) e devido ao formato são denominadas de raízes adventícias [Fig. como nos gêneros Zea (Poaceae =Gramineae) e Cucurbita (Cucurbitaceae).283]. longa e delgada. portanto também é uma raiz tuberosa. Raiz secundária – é a raiz que emerge da raiz primária. 284]. este conjunto forma o sistema radicular fas- ciculado de Monocotiledôneas [Fig. geralmente com FIGURA 288 – Raiz tuberosa de batata-doce. R Raiz fascículada ou Raiz em cabeleira ­– é aquela onde não se distingue nem pela posição e nem pelo desenvolvimento uma raiz principal.

cerca de 2. em maior ou menor tama- nho. de coloração castanho-clara a escura e margem ligeiramente mais clara em sementes mais escuras [Fig. que penetra verticalmente no solo onde se ramifica e na porção próxima a superfície é muito de- senvolvida.238A]. ou espinhoso [Fig.238]. formando um tubérculo. a núcula. fosca. reto ou curvado. superfície finamente pontilhada.6mm de largura e 0. como na beterraba [Fig. 320 . por (1.2-3. Glossario Ilustrado de Morfologia Raiz tuberosa – é a raiz principal.3mm de comprimento. marrons e escamiformes [Fig. frutos ou sementes) que se apresenta coberta com macías e flexíveis excrescências rugosas. como em batata-doce [Fig. margens levemente aladas. – núcula discóide. RAMENTÁCEA – diz-se da superfície de um órgão (folhas.203N]. 289].288] e nas raizes de dália. base frequentemente levemente extendida. Algumas vezes não é a raiz principal que é tuberosa e sim as al- gumas raizes laterais. com uma muito mais alada e curvada do que a outra. Seguem características diferencias de algumas espécies de Ranunculus: Ranunculus acris L. Ranunculus sp. com curto rostro apical ligeiramente curvado ou reto. largo-obovada em contorno e estreito-elíptica em seção transversal. que se afila para o ápice e a base (ponto de inserção).5-0. A unidade-semente é FIGURA 289 – Raiz tuberosa de beterraba. núcula comprimida. com estilete (rostro) apical persistente.0-2.5-)2. originado da margem. que se assentam sobre um receptáculo estrobiliforme. – fruto múltiplo formado por diversos frutícolos (núcu- las).7mm de espessura.

R

Ranunculus bulbosus L. – núcula discóide, de suborbicular a largo-
obovada em contorno e estreito-elíptica em seção transversal, com
(2,8-)3,0-3,5mm de comprimento, por (1,8-)2,3-2,8mm de largura
e 0,5-0,7mm de espessura, com curto rostro apical uncinado,
originado da margem; margens levemente aladas, com uma muito
mais alada e curvada do que a outra; superfície finamente granular,
fosca, de coloração castanho-escura a castanho-avermelhada e
margem amarelada [Fig.238B].

Ranunculus parviflorus L. – núcula de largo-ovalada a suborbicular
em contorno, cerca de 2,0-2,8mm de comprimento, por 1,8-2,5mm
de largura e 0,5-0,7mm de espessura, com longo rostro apical reto,
margens inconspícuamente aladas e pouco mais claras, superfície
castanha, granulosa e fosca [Fig.238C].

RANHURA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) com
pequeno sulco, ou escavação.

Raphanus raphanistrum L. – síliqua lomentácea cilíndrico-alongada, não
alada, moniliforme em maior ou menor intensidade, com 25-80mm de
comprimento por 2,0-3,5(-4,0)mm de largura, com 5-7 costelas conspí-
cuas ou inconspícuas e com rostro longo-acuminado (muitas vezes
quebrada quando misturada às sementes comerciais); porção valvar delgada,
estipiforme e com 2,0mm de comprimento; porção estilar com (2-)4-
8(-10) sementes, com costrições transversais (mais [Fig.321A’-A’’] ou
menos [Fig.320A] acentuadas, dependendo da variedade), que podem
se separar em segmentos (sgm - na maturação) com 1-2 artículos
unisseminados, globosos e com 1,6-2,0mm de diâmetro, ou sub-
cilíndricos e com 3-4mm de comprimento [Fig.321A-A’-A’’]; semente

321

Glossario Ilustrado de Morfologia

ovóide, castanho-avermelhada, 4-6mm de comprimento por 2mm de
largura. A unidade-semente são os segmentos e mais raramente a
semente livre.

Raphanus sativus L. – síliqua lomentácea cilíndrico-cônica, inflado, não
moniliforme, com 30-50(-80)mm de comprimento por 5-9(-10)mm de
largura, com nervuras longitudinais e rostro largo-cônico (muitas vezes
quebrado quando misturado às sementes comerciais); porção valvar muito
curta, parecendo um pedúnculo; porção estilar com 2-3(-4) sementes, sem
constrições transversais, ou às vezes contrídas entre as sementes, mas não se
separa em segmentos na maturação, no entanto pode se abrir mecanicamente
no beneficiamento [Fig.321B]. A unidade-semente é a semente e mais
raramente o fruto quebrado.

Rapistrum rugosum (L.) All. – síliqua lomentácea formada por dois ou
mais artículos superpostos, uniseminados ou bisseminados, um
rostro (ro) e um pedúnculo (pd); artículos córneos, de amarelado
a amarelo-palha ou acinzentado, bordos sinuados, se desarticulam
entre eles e entre o pedúnculo; artículo superior indeiscente, de glo-
boso a largo-ovóide, com 2,5-3,5mm de comprimento (exceto o ros-
tro) por 2,0-3,0(-3,5)mm de diâmetro, unisseminado ou bisseminado,
com largas costelas longitudinais, muito ou pouco rugosas; artículo
superior atenuado para um rostro apical estéril, com 1,0-1,5(-2,0)
mm de comprimento, muitas vezes ausente; artículo inferior deis-
cente ou não, subcilíndrico ou ovóide, liso ou levemente rugoso ou
estriado, com 1,0-1,5(-2,0)mm de comprimento por 1,0-1,2mm de
largura, unisseminado, estéril ou raro bisseminado; pedúnculo liso,
curto ou até três vezes o comprimento do artículo inferir [Fig.322].
A unidade-semente são os artículos, muito raro a semente livre.

322

R

RAQUE – é o eixo principal (ra) de uma inflorescência [Fig.43, 257].

RÁQUILA ou RÁQUIS – pequeno eixo ou eixo secundário do ráquila; nas
Poaceae (=Gramineae) e nas Cyperaceae é o eixo onde se originam
as pequenas flores ou os antécios. Ver segmento da ráquila.

RASTEIRO – que se arrasta; o mesmo que rastejante.

RASTEJANTE – diz-se do caule que se desenvolve apoiado sobre o solo,
com ou sem raízes, de trechos em trechos, como na abóbora; o mesmo
que rasteiro.

REANÁLISE – quando a repetição do teste for com sementes do mesmo
lote, mas de amostras médias diferentes. Ver reteste.

RECEPTÁCULO – porção axial da flor que serve de assento aos diversos
verticilos florais [Fig.171-re], assim como a extremidade ± dilatada do
pedicelo, que constitui o suporte das diversas flores de um capítulo ou
de outra inflorescência; o mesmo que tálamo.

FIGURA 290 – Regmídio (A-C) e mericarpo
(B)de Geranium sp. (A-B) e RECEPTÁCULO-FLORAL – ver receptáculo.
Erodium sp. (C).

RECURVO – curvo com a cavidade voltada para trás.

REFLEXO – diz-se do órgão que que se apresenta voltado para base do
local onde se insere.

REGMÍDIO – fruto esquizocarpáceo, formado por cinco carpelos, cujos
estiletes estão concrescidos em uma coluna (eixo) central ou carpóforo

323

Glossario Ilustrado de Morfologia

mais ou menos longo. Na maturação os carpelos (agora carpídios ou
mericarpos) se separam da coluna, mas ficam presos a ela, por algum
tempo, pela base e pelo ápice (os estiletes). Cada carpídio longo-
pontudo na base, se abre (deiscente) longitudinalmente por uma fenda,
mas a semente fica impedida de sair pela projeção basal da coluna
central. Enquanto os estiletes (rostro – ro) se torcem helicoidalmente
(da esquerda para a direita), a semente se move e é levada para a parte
superior do carpídio ou mericarpo e depois é liberada. Fruto típico das
Geraniaceae, como nos gêneros Erodium (mericarpos com um tufo
de pêlos na base - Fig. 290C), Geranium [Fig.290A-B] e Pelargonium
(mericarpos com pêlos na base). Na natureza os estiletes absorvem ou
perdem água, em velocidades diferentes, de maneira que eles executam
movimentos em espiral, ora num sentido ora no outro, e assim o
mericarpo se move sobre a superfície do solo e penetra nele.

REGULAR – usado para dizer que todas as partes são simétricas; como
uma corola rotada.

REMANESCENTE – a estrutura que permaneceu aderida.

RENIFORME – diz-se quando um órgão (folha, fruto ou semente) tem
contorno de rim e com ponto de inserção no centro do lado encurvado
[Fig.102G].

REPLO ou REPLUM – falso septo (rep), de textura membranácea, formado
pela união dos bordos carpelares no fruto (síliqua ou silícula) de
Brassicaceae (=Cruciferae) e que contém as placentas e posteriormente
as sementes [Fig.317B, 319C-D]. Este conjunto permanece ligado
ao pedúnculo, após a deiscência e a queda das valvas. Também
encontrado nos craspédios das Fabaceae [Fig.107-rep].

324

R

RETANGULAR – que tem forma de retângulo.

RETESTE – quando a repetição do teste for com sementes da mesma
amostra média. Ver reanálise.

RETICULADA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semen-
te) que se apresenta recoberto por linhas que se anastomosam for-
mando uma rede de pequenas malhas, geralmente com aparência
geométrica [Fig.295B].

RETICULADO–FAVEOLADA – diz-se da superfície de um órgão (folha,
fruto ou semente) que varia entre reticulada e faveolada; quando a
profundidade e a distância entre cada retículo são mais pronunciadas
do que a de uma simples superfície reticulada [Fig.295D].

RETICULAR – com aspecto de retículo.

RETÍCULO – diz-se da superfície com pequena rede de malhas.

RETINÁCULO – o mesmo que ejaculador [Fig.64, 126].

RETRORSO – voltado ou dirigido para trás (base), geralmente pêlos ou
espinhos [Fig.237]; oposto de antrorso.

RETUSO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente) é
arredendo e no centro apresenta pequena reentrância [Fig.16N].

REVOLUTA(O) – diz-se da folha com os bordos enrolados ou voltados para
trás ou para baixo [Fig.279D]; como os bordos de uma folha ex: Senna.
Oposto a involuta.

325

Glossario Ilustrado de Morfologia

Rheum rhaponticum L. – núcula envolta pelo perigônio (prg), formado por
3-sépalas (sp) aladas, planas, amarelo-castanho-avermelhada, com
bordos paralelos e de 7-9mm de comprimento, largura e espessura;
núcula de trígona a quadrangular, com 7-8mm de comprimento por
3,5-4,0mm de largura e espessura, castanho-escura, com faces
convexas, com três ângulos agudos e afilando para o ápice e a base
[Fig.241S-T-U]. A unidade-semente é a núcula, sem ou com o cálice
pentâmero inteiro ou parte aderida a base.

Rhynchosia phaseoloides (Sw.) DC. – semente de largo-ovóide a globosa,
com ápice e base arredondada, vermelho-escarlate e com mancha
preta obliqua (abaixo da área hilar e na margem dorsal) que ocupa
cerca da ½ da superfície; hilo localizado na porção vermelho-escarlate
[Fig.1C-D]. Ver Abrus precatorius. A unidade-semente é a semente.

Rhynchospora aurea Vahl (=R. corymbosa (L.) Britton) – núcula obovada,
com 2,5-3,5mm de comprimento (exceto o rostro) por 2,0-3,0mm de
largura (próximo ao ápice), castanha, com leve escabrosidada, se afila
gradativamente para uma base pontuda, deprimida nas faces, ápice
com longo rostro (ro - estilete remanescente) igual ou maior do que a
núcula, na base com 6-7 cerdas (ce) escabrosas de 4-5(-5,5)mm de
comprimento [Fig.239I-I’]. A unidade-semente é a núcula (com rostro
apical e com ou sem as cerdas basais).

Rhynchospora nervosa (Vahl) Boeck. (=Dichromena ciliata Vahl) – núcula de
suborbicular a largo-elíptica, biconvexa, com 10-2mm de comprimento
(exceto o rostro), de amarelo-palha a castanho-escura, transversalmente
rugosa, ápice com rostro (ro - estilete remanescente) de até ½ do compri-
mento da núcula [Fig.239J-J’]. A unidade-semente é a núcula (com
rostro apical).

326

R

RINGENTE – termo usado para uma corola monopétala, cujo limbo está
desigualmente dividido e com os lábios bem afastados; com a divisão
superior do lábio encurvada (em forma de arco) e a inferior proeminente
e adpressa contra a anterior, de modo que o conjunto se parece com a
boca de um animal [Fig.101A]. Ver cápsula ringente.

Corola ringente – como a de Antirrhinum.

RIZOMA – caule freqüentemente parcial ou totalmente subterrâneo, horizontal,
mais ou menos espesso, rico em reservas e com capacidade de
produzir raizes e caules em cada nó; se destingue das raizes pela
presença de nós, gemas e escamas; como o rizoma de Iris [Fig.291] e
da espada-de-São-Jorge.

RIZOMATOSO – que tem rizomas.

ROÍDO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente) se
apresenta truncado, exceto que não termina reto e sim parece estar
irregular (roído) [Fig.16S].
FIGURA 291 – Rizoma de Iris.

ROLIÇO – quando um órgão, em seção transversal, é quase circular; o
mesmo que cilíndrico e teretiforme [Fig.101M].

RÔMBICO – diz-se quando um órgão (folha, fruto ou semente) tem contorno
de losango ou oval e um pouco angular na porção mediana [Fig.102C].

ROMBIFORME – que tem forma de romboedro.

ROMBOIDAL – que tem forma de rombóide; o mesmo que rombóide.

327

Glossario Ilustrado de Morfologia

ROMBÓIDE – quadrilátero de ângulos não retos, com lados opostos iguais
e paralelos e lados contíguos diferentes; o mesmo que paralelograma.

ROSETA – quando as folhas estão arranjadas ao redor da base, em círculo
condensado, de um caule central [Fig.2].

ROSTRADO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente)
termina gradualmente em ponta dura, larga, reta ou curvada [Fig.16I];
como a bainha do rábano; ou que possui rostro (ro).

Aquênio rostrado – quando o corpo do aquênio apresenta um
prolongamento, como em Hypochaeris brasiliensis Griseb., H.
FIGURA 292 – Rostro.
grisebachii Cabr., H. glabra L., H. radicata L. e Soliva pterosperma
(Juss.) Less. (Asteraceae =Compositae – Fig.23A, 18B) e de Scabiosa
atropurpurea L. (Dipsacaceae – Fig.301B-C).

Invólucro-gamófilo rostrado – como em Xanthium strumarium
[Fig. 208C-ro].

Núcula rostrada – que possui estilete apical persistente, como nos
gêneros Ranunculus [Fig.238] e Anemone (Ranunculaceae ).

ROSTRO – prolongamento apical de um órgão (fruto ou semente)
que termina em ponta dura, longa e reta, formado pelos estiletes
FIGURA 293 – Rosulado.
concrescidos e persistentes [Fig.16I,18B, 23A, 238, 292]. Ver rostrado.

Rostro divergente – em Acanthospermum hispidum [Fig.206B].

ROSULADO – quando as folhas (fo) encontram-se dispostas na base ou
no ápice do caule (cau), estão muito próximas por ocorrer em entrenós

328

primórdio. fruto ou semente) que tem rugas (que não é lisa) [Fig. como ruas. como a corola de Veronica e Galium. um órgão imperfeitamente desenvolvido e não funcional. B.lacunosa.puncteada. RUDIMENTO – estrutura inicial.rugosa. como as folhas da falsa-tiririca (Hypoxis decumbens L. fica reduzido. com limbo circular. como nos frutos ou sementes no início do seu desenvolvimento. R muito curtos. dando a impressão de que todas estão no mesmo nó [Fig.reticulado -faveolada. o estado rudimentar pode ser transitório. etc. que habitam as cercanias das construções humanas. C. cálice hexâmero. F. expandido e perpendicular ao tubo [Fig.294]. terrenos baldios. G- sulcada. RUDIMENTAR – estado de desenvolvimenbto imperfeito. papiráceo e formado por dois ciclos de três sépalas. próprio do rudimento ou relativo a ele.. I. em forma de roseta. ou ser definitivo como o estaminódio de certas flores. FIGURA 294 – Rotada.reticulada. – núcula trígona. RUGOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha.aciculada. ruínas. as externas 329 . Rumex sp. linear e deitado paralelamente a uma das faces da núcula. glabro. rotáceo mais usado do que rotada. curvo. D.295A]. ROTÁCEO ou ROTADA – diz-se da corola gamopétala.175A). lugares abandonados. H. E.estriada. – Hypoxidaceae – Fig. portanto a existência da planta depende da habitação humana vizinha.293]. ou de um grupo de plantas. ou estado atrofiado de um órgão e que FIGURA 295 – Superfície (quanto ao desenho): A. embrião periférico. RUDERAL – diz-se da espécie.faveolada. de tubo muito curto e estreito que lembra o eixo de uma roda.

com 4-5(6-)mm de comprimento por 3-4mm de largura.1 mm de largura. de ápice acuminado. Rumex crispus L. cálice castanho-avermelhado-claro. Glossario Ilustrado de Morfologia (spe) reflexas na frutificação e muito menores do que as internas (spi).4-)1. A unidade-semente é a núcula. tão longas quanto a núcula.2mm de comprimento. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base. – núcula trígona. Seguem as características diferenciais das espécies de Rumex: Rumex acetosella L. castanho-escuras. com ápice e base obtusos. com três faces planas iguais na largura. sépalas internas (spi) não aderentes. embrião (em) transverso-elíptico em seção transversal. lóbulos áspero-granulosas.8-1. embrião (em) estreito-transverso- elíptico em seção transversal. nervura mediana saliente e sem tubérculo [Fig. ovado-triangulares. com retículo de malhas bem visíveis. de ápice arrebondado ou obtuso. com 2. séssil. cálice com sépalas externas (spe) ovado-oblongas.240A-B-C]. se afila abruptamente para um ápice acuminado.0-1. ângulos ob- tusos e ligeiramente alados. – núcula trígona. com três faces planas iguais na largura. com retículo de malhas 330 . com sépalas externas (spe) linear-lanceoladas e com 1. cerca de 1mm de diâmetro ou 1. sépalas internas (spi) aderentes.5(-1. castanho-claras e cerca da ½ do comprimento total da núcula.3mm de comprimento por 0. lisa e muito lustrosa. ângulos obtusos e não alados.240]. ovadas ou cordiformes.7)mm de largura.0-2. acrescentes e aderentes ou não à núcula [Fig. com bordos inteiros e não alados. superfície castanho-avermelhada- escura.0-1. superfície castanho-avermelhada nas faces e ângu- los castanho mais escuros.5mm de comprimento por (1. ligeiramente pedicelada.

com dentes ou lacínias entre a base e a porção mediana. embrião (em) com cotilédones transverso-elíptico em seção transversal.2mm de comprimento. afila gradativamente para um ápice acuminado. bordos alados. séssil. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base.2-1. basal. sépalas internas (spi) não aderentes.0mm de largura. com retículo de malhas menores na base e maiores no ápice e ligeiramente mais escuras. embrião (em) transverso-elíptico em seção transversal. superfície castanho-avermelhada ou castanho-acinzentada e ângulos da mesma coloração. ângulos obtusos e não alados.0-)4. com (4.5-5. superfície atro-avermelhada (núcula madura) e mais clara (núcula imatura) e com ângulos mais escuros. Rumex pulcher L. cálice castanho- avermelhado. com 1. ovado-triangulares.5mm de comprimento pr 1. inconspicuamente pedicela- da. – núcula trígona. cálice 331 .0 mm de comprimento e com retículo longitudinal [Fig.4mm de largura. Rumex obtusifolius L. com sépalas externas (spe) linear-lanceoladas e com 1. inteiros ou com pe- quenos dentes na porção basal. R ligeiramente mais escuras. ápice agudo.3 mm de comprimento por 1. apenas a nervura mediana de uma das sépalas forma um tubérculo (tu) subgloboso ou oblongo-ovalado. com 2. de ápice agudo.5-2. a nervura mediana de cada sépala forma um tubérculo (tu) oblongo.240D-E-F-G-H]. basal. com 2.0(-6.240I-J-K-L]. com 2mm de comprimento e com retículo longitudinal [Fig. ângulos obtusos e não distintamente alados.0- 2.0)mm de comprimento por 2.0-1.5-1. – núcula trígona. A unidade-semente é a núcula.8mm de largura.5-3. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base. bordos alados. A unidade-semente é a núcula.0-2.

5mm de largura. RUNCINADO(A) – diz-se das folhas com profundos recortes voltados para a base [Fig. ver Cápsula rúptil [Fig. 332 . (Polygonaceae . Coccoloba e Triplaris surinamensis Cham. Glossario Ilustrado de Morfologia castanho-avermelhado. bordos alados. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base. 296]. forma um tubérculo (tu) de semigloboso a oblongo. de ápice agudo. como a noz-moscada. ou de aspecto irregular. sépalas internas (spi) não aderentes. setiformes ou subespinhosas. (Ebenaceae). com retículo de malhas menores na base e maiores no ápice e da mesma coloração. RUPTURA – ver abcisão.240M-N-O-P]. como as folhas de Taraxacum. com sépalas externas (spe) oblongas e com 1mm de comprimento.Fig.69]. com 2mm de comprimento e alveolado [Fig. Virola (Myristicaceae). RÚPTIL – que se rompe irregularmente. basal. Endosperma ruminado – se caracteriza pelas invaginações transver- sais do tegumento (tegmen) para o interior do tecido nutritivo (para o centro da semente). de Diospyros FIGURA 296 – Runcinado.102L.5-4. a nervura mediana de cada sépala ou apenas uma delas. com 5-10 dentes ou lacínias retas. com 4-5(-6)mm de comprimento por 2. como em sementes de Annonaceae. A unidade-semente é a núcula. de ovadas a ovado-oblongas. RUPESTRE ou RUPÍCOLA– vegetal que cresce sobre rochas.149) e Cissus (Vitaceae). RUMINADO – provido de múltiplas fissuras. Antigonon.

.

hispídulo. Fonte: Barroso et al. (1999). as antípodas (an) e duas na porção central.102I-I’].Fig. meticulosa. onde três núcleos ficam próximos da micrópila. setoso.(ou mega-) sporângio.) Barneby (= M. acerba (Benth. pubérulo. que produzem os grãos de pólen (gp) [Fig. estrigoso e estrelado). como as folhas de Rumex acetosella L. .oposto de macro. curvado. em geral. SACO EMBRIONÁRIO ou MACROSPORÂNGIO – nas Angiospermas é a célula que o formou e que divide seu núcleo. glandular. subsp. acerba Benth. pela redução a um único artículo oval.298) e M. SAGITADO(A) – diz-se de um órgão vegetal foliáceo que tem ápice agudo e base com lobos (apêndices) basais retos. plano nos dois lados.171A. com abertura transverso-apical da borda do carpelo e que ao se abrir forma um replum curto e caduco. ocorre em Mimosa doleus Vell. 334 . O sacelo se encontra reunido em glomérulos e tem a superfície externa recoberta com uma grande variedade de indumentos (hirsuto. sendo uma a oosfera (o) e duas sinérgidas (si). FIGURA 298 – Sacelo de Mimosa doleus. os núcleos polares (np). Glossario Ilustrado de Morfologia SABREFORME – em forma de sabre. dirigidos para trás e em forma de seta ou bilabiados [Fig. SAGITIFORME – o mesmo que sagitado.gp]. agudos. carnoso. três ficam na parte oposta. FIGURA 297 – Saco embrionário em desenvolvimento.100J]. SACO POLÍNICO ou MICROSPORÂNGIO .171 ant . margem grosso-côncava e outra delgado-convexa [Fig. (1999) o fruto é um tipo derivado do craspédio. que são a célula mãe do endosperma [Fig. que nas Angiospermas são as células especializadas da antera (ant). em oito. SACELO – segundo BARROSO et al. 297].

335 . indeiscente. As alas podem contornar o núcleo seminífero. roso et al. I- Securidaca sp. A sâmara em Gallesia com cálice tubuloso (cal).Centrolobium tomentosum. (Caesalpinioideae).. (1999). as sâmaras podem apresentar-se isoladamente ou em grupos de duas (bi. Centro- lobium. em Securidaca L.. H. Sâmara paranuclear – com ala somente em um la­do (apical. ocorre em Fabaceae (=Leguminosae) como em Pelthophorum Riedeliella sp.299I) e Phyllos- tylon (Ulmaceae).Tipuana tipi. basal ou unilateral) do núcleo seminífero: Ala apical – com núcleo seminífero basal. desenvolvidas da parede ovariana (ovário súpero) e pode ser um caráter de diferenciação entre táxons. com nú- cleo seminífero (nse) unisseminado e com proje­ções membranáce- as do pericarpo em forma de ala. Securidaca (Polygalaceae – Fig.Platy- podium elegans. Sâmara anfinuclear – com ala circular (circunda o núcleo seminífero). Tipuana e Vatairea (Fabaceae–Papi- lionoideae – Fig. B. se localizar apenas nas ex- tremidades dele ou apenas numa de suas extremidades.Va. persis- tente e com lacínias eretas. em Vatairea com ala transverso- venosa.Pterogyne sp. D. simples. F..ou dissâmaras) ou de três (trissâmaras).299D). C. nos gêneros: Pte- rogyne (Fabaceae–Caesalpinoideae – Fig. cada uma formando um mericarpo. Quanto a posição da ala pode ser: FIGURA 299 – Sâmara: A.299].299A-B-F-G). Machaerium. E. S SÂMARA – fruto nucóide. em Centrolobium com núcleo semínífero equinado.G-I: Bar. Fonte B-C-E. G. Monina (Polygalaceae). por atrofia de um carpelo [Fig.299E) e em tairea heteroptera. Riedeliella (Papilionoideae – Fig. seco. monocarpelar ou pseudomonocarpelar. Gallesia (Phytolaccaceae – Fig. com núcleo seminífero reticulado-faveolado ou cristado.Machaerium pedicellatum.Gallesia sp.299H).

300J). ou providos de alélulas laterais ou paralelas (Banisteriopsis ferruginea) ou com apêndices na base da ala dorsal (Banisteriopsis lucida – Fig. O esquizocarpo pode ser formado por 1 samarídio (por aborto dos demais) e com ala dorsal (Banisteriopsis stellaris (Griseb. O núcleo seminífero (nse) em Malpighiaceae pode ser: liso em Mascagnia (Malpighiaceae).300H).300K). por aborto do terceiro (Banisteriopsis andersonii – Fig.300G). ocorre nos gêneros Myroxylon e Platypodium – Fig.300M). Ala unilateral – com núcleo seminífero em uma das extremidades gênero Paramachaerium (Fabaceae–Papilionoideae). As alas dos samarídios podem ser: 336 . ou com ala dorsal e espessamento no bordo inferior (Heteropterys macrophylla – Fig. ou globoso e saliente e bem distinto da ala (Serjania glabrata Kunth – Fig. Gates – Fig. – Fig.300D e Heteropterys verrucoides – Fig. ou comprimido e se distinguem pouco das alas (Serjania cuspidata – Fig. raramente bicarpelar por aborto. ou pequena e circular (Banisteriopsis ferruginea). Glossario Ilustrado de Morfologia Ala basal – com núcleo seminífero apical.300I).) Cuatrec.300C). ou por 2 samarídios. O ponto de inserção do samarídio no receptáculo é a aréola (are).300L). ou cristado e mais ou menos distinto da ala (Serjania platycarpa – Fig.300A). ocorre em Malpighiaceae (com núcleo seminífero basal) e Sapindaceae (com núcleo seminífero apical). que pode ser longa e afundada (Banisteriopsis megaphylla – Fig. O samarídio pode ser mais ou menos giboso com espessamento no bordo superior (Banisteriopsis muricata (Cav.) B.299C (Fabaceae–Papilionoideae). lóculos unissemina- dos e com ala dorsal ou lateral em cada um dos carpelos.300B). SAMARÍDIO – fruto esquizocarpáceo tricarpelar (originado de um ovário súpero ou ínfero). ou alongada (Banisteriopsis basifixa – Fig.

schizopetala. como em Barnebya dispar.Mascagnia sp.Banisteriopsis ba- sifixa.Heteropterys verrucoides. como no gênero Helietta. com reforço no bordo superior ou excepcionalmente no bordo inferior. S FIGURA 300 – Samarídios de Sapindaceae: A. (1999). I. cuneiforme ou cristiforme.Banisteriopsis megaphylla.Banisteriopsis muricata.300K. B. G.Mascagnia pubiflora. Ala dorsal – oblonga.Ba- nisteriopsis andersonii.Banisteriopsis stellaris.. Em Rutaceae com três samarídios. E.Serjania platycarpa e de Malpighiaceae: D.Heteropterys macrophylla.H.Serjania glabrata. Banisteriopsis lucida . M. como no gênero Diatenopteryx que tem ala dorsal. 337 . F. L.Banisteriopsis lucida.Fig. Fonte (exceto F): Barroso et al. Ala cristiforme – dorsal vertical sobre o núcleo seminífero – em Diplopterys (Malpighiaceae) ou dorsal disposta em uma extremidade do núcleo seminífero. J. B. C. Em Sapindaceae com dois samarídios divergentes. K.Serjania cuspidata.

como em Magnolia champaca (L.aquênio envolto pelo involucelo. Heteropterys chrysophyllum.) Griseb. Juss. Juss.formado por cinco sépalas estreitas e agudas. como nos gêneros Mezia e Mascagnia – com ala lateral inteira.) L. ou aquênio (aq) coroado pelo papus [Fig.Fig. calículo (cali) com pêlos nas nervuras longitudinais [Fig. H. (involucelo). macrophylla .Fig. a corola tubulosa e o calículo modificado em papus (pa – formado por cinco sépalas estreitas e agudas.) Cuatrec . FIGURA 301 – Scabiosa columbaria (A) e Scabiosa Scabiosa columbaria L. muricata (Cav. 338 . H.301A]. persistente no ápice do aquênio). B. (Capparaceae) é branco. onde se localiza a aréola central (Mascagnia – Fig.aquênio com papus. que contorna o núcleo seminífero. laevifolia. (= Hiraea rigida A. ex Pierre e no gênero Michelia (Magnoliaceae). (B-C): A-B. é vermelho-alaranjado e em Capparis flexuosa (L. ala confluente em vista ventral. Scabiosa sp. C.). – aquênio (aq) envolto pelo invólucro floral (involucelo). três segmentos laterais em Hiptage.301B-C]. ou ala dividida profundamente em dois segmentos Mascagnia pubiflora (A.) Baill. persistente no ápice do aquênio). SARCOTESTA – um tipo de arilóide carnoso que recobre o tegumento da semente.300F) e Mascagnia rigida (A. ou quatro segmentos em Tetrapteryx. verrucoides . – aquênio (aq) envolto pelo invólucro floral sp.300L (Malpighiaceae). (= Hiraea pubiflora A. A unidade-semente é o aquênio com ou sem o calículo persistente. Glossario Ilustrado de Morfologia B.Fig.300D. a corola tubulosa e o calículo (cali) modificado em papus (pa . Juss.300I. Juss. .) Griseb.330E). banksiaefolia e H.Fig. Ala lateral-inteira – contornando o núcleo seminífero.

167. muricado-tuberculado e com 2.171.5-3. Secale cereale L. SECUNDINA – integumento interno (in) do óvulo [Fig. com brilho de seda e sedosos ao tato. SEGMENTO DA RÁQUILA ou SEGMENTO DO RÁQUIS ou RÁQUIS – uma parte da ráquila (seg) articulada que na maturação permanece presa ao antécio. 297]. mucronada.5-3. com área hilar longo e estreita [Fig. S Scleria balansae Maury – núcula ovóide. 339 . SEDOSO ou SERÍCIO – que tem pêlos com textura de seda. 81C-D]. ápice truncado. 168].155] e Sorghum [Fig. A unidade-semente é a núcula.0)mm de comprimento por 1. de resto glabra. de amarelada a castanho-amarelada. – cariopse com (4. hipogíno cupuliforme basal bem desenvolvido e com seis tubérculos brancos.0-3. – núcula depresso-globosa.5mm de largura e 1. hipogínio ausente [Fig.0)5. semilunares e com pontos lustrosos [Fig.239L-L’]. A unidade-semente é a núcula (com hipogíno).5(10.0mm de espessura. apiculado. 225]. liso e com 2. Andropogon [Fig.0-8.0mm de comprimento. geralmente curtos. lado ventral com prufundo sulco longitudinal. se afila para uma base aguda. Festuca [Fig.5mm de comprimento. diz-se da superfície de um órgão revestida por numerosos pêlos muito finos. Lolium [Fig. Scleria uleana Boeck.158C. como em Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Bromus [Fig. com curtos pêlos. 328].79C-D.239K-K’]. A unidade-semente é a cariopse nua. 80C- D. fosca. 326. branco. rugosa. branca.224.49].

vista interna. grandes em relação ao tamanho da semente. de ervilha [Fig.305A]. melancia e melão: A. Glossario Ilustrado de Morfologia SEMENTE – parte reprodutora dos vegetais superiores que produzem flores e resulta da fecundação. do desenvolvimento e do amadurecimento do óvulo. Silene noctiflora L. onde as verrugas são achatadas [Fig.vista interna. nas faces as placas com os 340 .305B]. às vezes. – superfície com tubérculos espinhosos. tornam oblongas perto na área hilar. Com­preende em geral três partes: tegumento(s).305D]. – superfície com curtos tubérculos FIGURA 304 – Sementes de couve. Sementes com diferentes ornamentações na superfície: • CARYOPHYLLACEAE: (Agrostemma githago L. 308. Cerastium glomeratum Thuill. – superfície com estreitas placas alongadas na porção escavada da face.310].vista externa. dispostas em placas arredondadas formamdo um padrão definido nas faces. B. B. melão e pepino [Fig. pepino. distribuídos sobre placas cinza-arredondadas e que se A. rabanete e repolho [Fig.vista ex- erna. arranjados em linhas concêntricas a partir do hilo e paralelas à margem [Fig. B. cebola [Fig. Silene gallica L. – superfície com tubérculos pontudos ou. arranjadas em linhas concêntricas a partir do hilo e paralelas à margem.334]. 309] e de Trifolium [Fig.304].vista externa. Silene antirrhina L. arredondados. de feijão [Fig. de Papilionoideae FIGURA 302 – Sementes de abóbora.311]. Estruturas da semente de abóbora.vista interna.303]. semente é toda estrutura que serve para reproduzir um vegetal.305E]. mas no dorso e no bordo estão organizados em cinco linhas concêntricas. melancia. [Fig.306]. de Mimosoideae [Fig. couve. a partir do hilo [Fig. tecido(s) nutritivo(s) e embrião. – superfície com pequenas verrugas rombudas mais escuras.302]. FIGURA 303 – Semente de cebola: A. com curtos e finos tubérculos rombudos inconspícuos na porção periférica convexa da face e no bordo da semente e com placas alongadas ao redor do entalhe do hilo ausentes [Fig. de Caesal- pinioideae [Fig. rabanete e repolho: rombudos. Em sentido amplo.307].

) Rauschert – superfície com curtos tubérculos ovais em forma de bolhas arranjados em fileiras ou em um padrão específico [Fig.305H].305C]. Stellaria media (L. esta com nítido sulco entre a radícula e os cotilédones e que termina no centro em uma cavidade mais ou menos profunda [Fig. Spergula arvensis L.) Willd.305K].305F].) Cambess – superfície com pequenas papilas distribuídas irregularmente [Fig.) Vill. • CAPPARACEAE: Cleome hassleriana Chodat – superfície com pequenos e irregulares tubérculos coniformes no dorso e nas faces.27G]. – superfície com curtos tubérculos rombudos. Talinum triangulare (Jacq. Spergularia grandis (Pers. Stellaria graminea L. Vaccaria hispanica (Mill. – superfície diminutamente tubercu- lada [Fig. 341 . S tubérculos estão arranjados em um padrão de linhas concêntricas a partir do hilo e nos bordos sobre 6-8 linhas [Fig. – superfície com finas verrugas e com pequenas papilas distribuídas irregularmente.305M]. – superfície com finos tubérculos alongados e achatados. dispostos mais ou menos simetricamente em linhas concêntricas a partir do hilo [Fig.305I].305J].305G]. bordo acuminado e com estreita ala circular esbranquiçada [Fig. • MULLUGINACEAE: Glinus sp. • PORTULACACEAE: Portulaca oleracea L. grandes em relação ao tamanho da semente e dispostos em linhas concêntricas a partir do hilo [Fig. dispostos mais ou menos simetricamente em linhas concêntricas a partir do hilo. – superfície com curtos tubérculos rombudos. – superfície finamente rugosa [Fig.

Tibouchina sp. I.Spergula ar- vensis.Si- lene antirrhina. C.Silene gallica.Cerastium glomeratum. FIGURA 305 – Sementes com diferentes ornamentações na superfície: A.Stellaria media. Glossario Ilustrado de Morfologia • MALPIGHIACEAE: Tibouchina sp.305N].Agrostem- ma githago.Stellaria graminea. L.Portulaca oleracea. com malhas do retículo salientes [Fig.Cleome hassleriana. J.27C]. M. H. com pequenas elevações arredondadas. F. K. D. G.Talinum triangulare.Spergularia grandis. – superfície reticulada. E. – superfície granulosa. N. parecendo diminutos grãos de areia e que podem estar adensados ou espaçados [Fig. 342 .Vaccaria hispanica. B.Silene noctiflora. • TURNERACEAE: Turnera ulmifolia L.

ponta da radícula. Nesta FIGURA 308 – Sementes de PAPILIONOIDEAE: A-B- subfamília as espécies de Ceratonina siliqua L.306C. e Senna obtusifolius (L. B. Cercis canadensis vista externa. oblonga ou orbicular). muitas vezes. 306. C. Em algumas espécies de Bauhinia existe leve assimetria da base dos FIGURA 307 – Sementes de MIMOSOIDEAE: A- vista externa.seção longitudi. sendo mais abundante sobre as faces externas dos cotilédones. com eixo hipocótila-radícula curta. nas espécies de Inga e Pithecellobium os cotilédones possuem base cordada (profunda incisão) e o eixo hipocótilo-radícula se localiza acima dessa incisão.seção transversal. embrião reto. elípticos ou oblongos e articulados na porção central- basal.seção longitu- dinal. hilo pequeno. inconspícuo.seção longitudinal. S Diferença entre sementes de CAESALPINIOIDEAE e MIMOSOIDEAE: Sementes geralmente oriundas de óvulos anátropos. Em Caesalpinioideae existe também uma parede de parênquima. axial e invaginado (quando há delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótilo-radícula). no lado interno e está totalmente oculto. em Acacia. cônica e reta.) Irwin & Barneby possuem embrião axial 343 . L. é duro e vítreo. geralmente representada por uma camada castanho-escura. quando evidente nas duas subfamílias. nal. a chalaza se encontra na extremidade oposta. 307]. sem características específicas e que se localiza na margem em FIGURA 306 – Sementes de CAESALPINIOIDEAE: uma das extremidades da semente. O endosperma. simétricas e razoavelmente consistentes na forma (elíptica. C.vista externa. Adenanthera. com espessura variável. torcido em espiral..seção transversal. D- seção transversal. B. faces planas (achatadas) ou levemente convexas [Fig. que se encontra ± invaginada entre os cotilédones crassos. Plúmula bem desenvolvida e diferenciada em pinas. de suborbicular a elíptico. Albizia e Calliandra. em seção transversal a semente apresenta cotilédones finos e endosperma ± abundante [Fig. C. 307C]. cotilédones e do eixo hipocótilo-radícula que fica ligeiramente curvo. funículo curto ou longo e. imediatamente contígua à A. arredondados.

Sementes assimétricas em um único plano e diferem acentuadamente entre os diferentes gêneros. contígua à ponta da radícula. linear ou oblongo. oposta a micrópila e ao ápice dos cotilédones. coloração e localização do hilo e da chalaza [Fig.307A].vista externa.) Savi ex Hassk. (=Vigna sinnensis (L. contornado ou não pelo arilo (ari) e com conspícua e fina fenda longitudinal ou ranhura mediana. que segue ± o contorno da semente e pode ser pequeno. é um caráter importante FIGURA 310 – Semente de ervilha: A. abaixo. com os alvéolos dispostos em linhas. variável no tamanho e na nitidez. No gênero Senna aparece nas duas faces uma área mais clara. mas a testa tem superfície faveolada. Na maioria das Mimosoideae encontra-se sobre a testa (nas faces) uma fina linha hipocrepiforme (‘U’ invertido) ou em forma de ‘V’ invertido. sementes de PAPILIONOIDEAE e alguns embriões. No subgênero Lasioohegma de Cassia (Chamaecrista) não ocorre o pleurograma. B. mas variavelmente posicionada em relação à chalaza. 309]. o pleurograma. da posição da radícula [Fig. hilo (h) orbicular. se localiza sempre.Fig. forma (sendo a reniforme a mais comum). FIGURA 309 – Terminologia usada na descrição das quanto ao tamanho. com abertura dos braços para a extremidade hilar [Fig. . grande ou médio. como em Vicia. como em Vigna unguiculata (L. Chalaza uma pequena área (mancha) evidente.vista interna. para separar algumas espécies. a natureza e o grau desta curvatura é variado. Micrópila (m) um minúsculo poro (orifício) perto de uma das extremidades do hilo. se localiza na porção mediana. 344 . Glossario Ilustrado de Morfologia reto e espatulado.312) e Phaseolus. de forma e localização variáveis.) Walp. escura (em algumas espécies).308. Características morfológicas das sementes de Papilionoideae: Sementes oriundas de óvulos campilótropos. o pleurograma. que as vezes pode estar obscurescida por uma camada corticenta esbran- quiçada.310A.

Em Vicieae e nas Phaseoleae o endosperma é ausente. F.Greville sp. Rafe (rf) conspícua.vista interna.vista externa. A inserção do funículo pode ser apical ou central. Endosperma córneo e translúcido quando seco e gelatinoso quando hidratado. Hymenelobium. resultante do espessamento do funículo. K. é parco ou reduzido. a fina camada quase imperceptível sobre as faces dos cotilédones. A forma da FIGURA 312 – Semente de Vigna semente é determinada. Tegumento geralmente espesso. E-E’. em algumas espécies.. L..Lagerstroemia speciosa. C. em geral. contínuo. semente.Bignoniaceae. ocupa quase toda a cavidade da B. em certas espécies. 345 . pelo ângulo que a radícula unguiculata: área hilar forma com os cotilédones e pela distância entre a extremidade da radícula e a dos cotilédones. Pterodon. D. Existem muitas exceções.. localizado lateralmente aos cotilédones. duro e freqüentemente impermeável à água. Vatairea e outros gêneros. como na maioria das espécies desta subfamília. S 311A] e acima da cicatriz hilar. Embrião axial. formam-se duas pequenas saliências (excrescência carnosas) sobre a rafe. H.Allamanda sp. curvado. FIGURA 313 – Sementes aladas: A. como em Andira.Coutarea sp.Clethra sp. entre o hilo e a chalaza. J. com eixo hipocótilo-radícula infletido (em maior ou menor grau). I.Violaceae. o estrofíolo (etr).Aspidosperma polyneuron. sob a forma de uma estria em relevo. FIGURA 311 – Semente de feijão: A..Sessea sp.. G. Dipteryx.Cariniana sp. B. ela não tem valor morfológico significativo.Campsiandra sp..Magonia pubescens.

Diodia ocimifolia.) Cambess [Fig.5A (Apocynaceae). 346 . Arg.Fig.Fig. FIGURA 314 – Sementes cimbiformes (lado ventral Semente cimbiforme – Plantago lanceolata L. (Plantaginaceae) e e seção transversal): A-B.Fig.Fig. conforme normas e padrões estabelecidos.Fig.313F).Fig.313B).313J).Fig. (Lecythidaceae .314].313A).313E-E').Fig. Sementes aladas – com ala bilateral e núcleo seminífero (nse) entre as alas – em Sessea (Solanaceae . Spergula arvensis L. (Rubiaceae) [Fig.Fig. .313C) e em Magonia pubescens A St. Violaceae [Fig. Glossario Ilustrado de Morfologia Sementes aladas – com ala circundante e núcleo seminífero (nse) central – são encontradas em espécies de Bignoniaceae [Fig.313K) e em Aspidosperma polyneuron (Apocynaceae .305G] e Spergularia grandis (Pers. Clethra (Clethraceae .5). conforme normas e padrões estabelecidos. Semente silvestre – é aquela reconhecida como invasora e cuja presença junto às sementes comerciais é globalmente limitada. Coutarea (Rubiaceae .313I].313 H]. C-D. nos gêneros de Allamanda . Semente cultivada – é aquela reconhecida como de interesse agrícola e cuja presença junto às sementes comerciais é individual ou globalmente limitada. Sementes aladas – com ala apical e núcleo seminífero basal (nse) – no gênero Cariniana sp. lanceolata.313L).Plantago Diodia ocimifolia Brem. Campsiandra (Fabaceae-Papi- lionoideae . (Magnoliaceae .-Hil. Lagerstroemia speciosa (Lythraceae . [Fig. Greville (Proteaceae .Fig.Fig.305H] (Caryophyllaceae).313G) e Tabebuia (Bignonia- ceae .Fig.313D e Aspidosperma ramiflorum Müll.

espinhos. específicos e globais. alas. não podem ser limpas. ou não são amostradas facilmente e podem fazer com que outras sementes fiquem presas ou aderidas às sementes cultivadas. porém nunca fica total- mente desfolhada. etc) ou que apre- sentam superfície rugosa. conforme nor- mas e padrões estabelecidos. Como palhentas citam-se as Poaceae (a não ser que suas estruturas palhentas tenham sido previamente remo- vidas). 2009) são as unidades de dispersão que não deslizam fa- cilmente e são propensas a aderirem umas às outras ou a outros ob- jetos. Semente nociva proibida – semente de espécie cuja presença não é permitida junto às sementes do lote. sendo as espécies relacionadas e cuja presença junto às sementes comerciais é limitada. 347 . S Semente nociva – semente de espécie que. conforme normas e pa- drões estabelecidos. ou indicam-se outros gêneros que apresentam unidades de dispersão com apêndices (ganchos. é prejudicial à cultura ou a seu produto. por ser de difícil erradi- cação no campo ou de remoção no beneficiamento. SEMENTE PALHENTA – segundo as Regras para Análise de Sementes (BRASIL. Semente nociva tolerada – semente de espécie cuja presença junto às sementes da amostra é permitida dentro de limites máximos. SEMIDECÍDUA – planta que perde parcial ou quase totalmente as fo- lhas durante um período do ano (inverno). fixados em normas e padrões estabelecidos.

129A]. nos gêneros Agropyron. Elytrigia [Fig. SENO – espaço angular na face ventral. SEMITERETIFORME – com forma de semicilindro.101N]. Ver cálice. Festuca [Fig.167E].166A. 167A-B-C-D-D’]. SENESCENTE – que envelhece. o mesmo que envelhecimento. SEMÍNULA – pequena semente. 348 .127A-C-E. SEMITERETIFORME – o mesmo que semicilíndrico e semiroliço [Fig. entre as margens da lema e na base de um antécio fértil. Lolium [Fig. 101N]. 224] e Vulpia [Fig. Glossario Ilustrado de Morfologia SEMI-ÍNFERO – diz-se do ovário que se encontra parcialmente solda- do ao hipanto.166B. SÉPALA – cada um dos segmentos (sp) do cálice das flores [Fig. usa-se rudimento seminal como sinônimo de óvulo. Elymus. SEMINAL – relativo à semente. SENESCÊNCIA – ação e efeito de envelhecer. SEMINÍFERO – que produz sementes. com um lado plano e outro cilíndrico [Fig. SEMINAÇÃO – dispersão natural das sementes.11B]. O mesmo que dispersão e disseminação.171-sp]. como nas Poaceae (=Gramineae) [Fig.

como a folha do capim-pé-de-galinha (Eleusine indica (L. aglomerados muito próximos e geralmente adpressos [Fig.70. com brilho de seda. SERÍCEA ou SEDOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. Nos frutos os septos são formados por carpelos. fruto ou semente) que se apresenta revestida por numerosos pêlos muito finos. SERRULADA(O) – diz-se quando a margem de um órgão (folha) apresenta diminutos dentes dirigidos para o ápice [Fig. geralmente curtos. S SEPTADO – provido de septos. tabiques. SEPTO – membrana ou tabique que separa duas cavidades. Ver cápsula septicida [Fig.) Gaertn.). Biserreada(o) ou duploserreada(o) – diz-se quando os dentes de uma margem serreada também estão serreados [Fig. SEPTÍFRAGA – diz-se do fruto quando a deiscência ocorre através da rup- tura dos septos.72. macios ao tato. Alguns autores pre- ferem usar serrilhado. como a folha do beijo-de-frade (Impatiens balsamina L.204K].73]. SERRILHADO – ver serrulada.110B]. 349 .110B’]. SEPTICIDA – diz-se do fruto quando a deiscência ocorre ao longo do septo. Ver cápsula septífraga [Fig.). 71]. SERREADA(O) – diz-se da margem de uma folha que apresenta aguçados dentes dirigidos para cima [Fig.110H].

.ventral. SETOSO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha.315]. que caem com a espigueta. algumas vezes apiculada. – Ruscaceae) que se enraiza. C. subestendidas por uma ou mais cerdas (antrorsas ou retrorso-escabrosas) e que formam um invólucro. com aréola hipocrepiforme perto da base da lema. fruto ou semente) termina gradualmente em uma ponta muito fina e aguda [Fig. como a folha da espada-de-São-Jorge (Sansevieria thyrsiflora Thunb. cariopse plano-convexa. A unidade-semente pode ser uma espigueta inteira. ovaladas ou lanceoladas. com bordos que podem ou não chegar até a carena da antécio fértil: B. FIGURA 315 – Setaria sp. espigueta inferior estéril ou masculina (estaminada) e a superior hermafrodita. as espiguetas se desarticulam abaixo das glumas e as cerdas ficam presas no ráquis. pedicelo. mas geralmente é o antécio fértil sem as glumas e a lema estéril. eixo hipocótilo-radícula elevado e radícula geralmente se prolongando para além da base da cariopse. lisa e lustrosa da pálea.16F]. tão longa quanto o antécio fértil coriáceo.espigueta: A. – espiguetas bifloras. mácula hilar punctiforme [Fig. glumas membranáceas. ou a cariopse nua.ventral. a inferior muito mais curta do que o antécio fértil (cerca de ⅓) e a superior (gls) de um pouco mais curta até quase do mesmo tamanho do antécio fértil. agudas ou afilando para um apículo endurecido. elípticas. Setaria sp. pálea fértil (pf) e encobrir ou não a margem escariosa. deprimida e mais clara. múticas. lema fértil (lf) mais ou menos convexa. com área do embrião ocupando cerca de ¾ do comprimento da cariopse. envolvendo a pálea estéril bicarenada e hialina. pedúnculo ou filete. com rugosidade transversal mais ou menos conspícua. raramente lisa. 350 . Glossario Ilustrado de Morfologia SÉSSIL – diz-se das espiquetas. ou de um outro órgão vegetal quando está desprovido de haste. lema estéril glumiforme.dorsal.

82]. ápice com dois apêndices reduzidos a cornículos (0.f.5-)3. – carpídio trígono.3-0. trígona. sempre com flores diclinas no interior [Fig.5-5. com 5-12 carpídios (depende da espécie) unisseminados. hilo apical côncavo ou às vezes levemente convexo.Fig. – esquizocarpo globoso. com funículo liguliforme preto. em que há um receptáculo suculento em forma de urna com poro apical.2- 7. de deiscência parcial.5- 1. por fenda apical. com 351 .8-2. A unidade-semente é o carpídio. acerba (Benth. subsp.vista interna. que o divide em duas faces.8mm no dorso. com 2. com columela cilíndrica. ápice raramente mútico. Sida carpinifolia L. com lado dorso convexo e ventral carenado. como no sacelo de Mimosa doleus Vell. mais ou menos reduzida e que permite a expulsão da semente.3-0.5-4.4mm de comprimento por 2. B. trígona-globosa ou trígona-cordiforme. e com fenda hilar estreita e transversal [Fig. SICÔNIO – fruto múltiplo proveniente de uma inflorescência. semente apicalmente pêndula. ou em forma de taça. .0mm) com pêlos antrorsos ou FIGURA 316 – Sicônio de figo: A. preso no lóbulo radicular.0mm de diâmetro.204J]. fruto ou semente) se apresenta revestida por cerdas ou setas [Fig.) Barneby (= M.8mm) ou aristas apicais ou subapicais (1.5-)2. carpídio trígono ou trígono-globoso e lateralmente comprimido. ou rostros (0. Sida sp. acerba Benth. subgloboso ou obovóide. S Têrmo também usado quando a supérficie de um órgão (folha.298). fruto típico das figueiras (Ficus). bordos angulosos ou arredondados.0mm nas faces e 1. lado dorso convexo e ventral carenado.vista externa. que pode estar revestida por numerosos pêlos.0mm de comprimento. cálice persistente. retrorsos. aristas com (1.5mm).316]. com (2.0mm de comprimento (exceto aristas) por 1.

0-3.5mm no dorso. Sida santaremnensis H. com 2. alvo-translúcidos.0-1. Sida rhombifolia L.7-1.8-3.2-1.3-1. – carpídio trígono. – carpídio trígono. Glossario Ilustrado de Morfologia diminutos pêlos estrelados.2-1.8mm de comprimento.2)mm nas faceas e 1.2mm no dorso.5mm de comprimento (exceto aristas) por 2.4mm nas faceas e (1. alvo-translúcido e muito caducos com o manuseio [Fig. – carpídio obovóide.82F].3mm nas faceas e 1.0-)1. com densos pêlos simples. FIGURA 317 – Silícola de Capsella bursa pastoris.5mm de comprimento. com 2.2-)1.82C].5-2.6)mm no dorso. com sulco oblíquo [Fig.8mm no dorso.4-0.D].0mm de comprimento (exceto aristas) por (1. aristas com 0.5(-1.3-)0. Monteiro – carpídio trígono. cornículos com 0.8mm de comprimento (exceto aristas) por 2. alvo-translúcidos e retorsos [Fig.82A]. aristas divaricadas com (1. com diminutos pêlos alvo-translúcidos e caducos com o manuseio [Fig.5mm de comprimento (exceto cornículos) por 1. com 2. ascendentes e caducos com o manuseio [Fig. cornículos obtusos com (0.0mm de comprimento (exceto cornículos) por 2.8-2.5mm de comprimento. Sida cordifolia L.0(-2. com pêlos estrelados.0mm nas faceas e no dorso. Sida spinosa L.82B]. com 2.7mm de comprimento. com longos pêlos simples.0)1. 352 . Sida linifolia Cav.5-2.3-2.3-0. alvo-translúcidos e caducos com o manuseio [Fig. – carpídio trígono.82E]. aristas divergente com 2.7-1. com 3.0mm de comprimento.3-1.8-3.0mm nas faceas e 1.2-2.

L. 0. finos. sativum. na sutura mediana. com 1. com eixo hipocótilo-radícula pouco menos da ½ do comprimento total do embrião e cotilédones elípticos. inconspícuos e compactos.L. semente reniforme. tegumento crustáceo. larga do que longa. F. bordo arredondado C. como B. comprimida. e interrompido por pequeno entalhe. campestre. com placas alongadas e estreitas na porção rebaixada da face e com tubérculos curto-rombudos. draba.2)mm de comprimento por FIGURA 318 – Silícolas: A-B.0(-1. na porção periférica convexa na face e no bordo da semente.L.8mm de largura. envolta pelo cálice curto- piloso.0)mm de largura.L.Lepidium ruderale.5-0.317. E. o qual permanece ligado ao pedúnculo (pd) após a deiscência. com nervuras salientes parecendo costelas. o hilo.deiscente. quase do mesmo comprimento da cápsula.Fig. como o pleurograma de Senna obtusifolia (Fabaceae-Caesalpinoideae . não dispostos em padrões definidos.Thlaspi arvense. 318. faces levemente convexas. SILÍCOLA ou SILÍCULA – síliqua muito curta e duas a quatro vezes mais FIGURA 319 – Silícolas: A. com superfície de coloração castanho-avermelhada-escura ou de cinza- escura a preta.L.Lepidium bonariense. largo-ovalada em seção longitudinal e transverso-oblonga em seção transversal. farináceo. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central.274A). G.0mm de diâmetro ou com 0. geralmente com estilete (est) apical (± longo).Fig.59B].8-1. placas alongadas ao redor do entalhe hilar ausentes. ruderale. duro e esbranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig.305E]. – cápsula denteada cônica [Fig. fruto: A. As caracterís- ticas morfológicas das silícolas são uteis na separação de espécies.Neslia paniculata. virgi. com deiscência nicum.0-3. embrião com curvatura de quase 360º. C. 319).fe- chado e B. em (Brassicaceae =Cruciferae . Sillene gallica L. ao longo do replum (rep). D.5(4. de baixo para cima. com 6-9(-12)mm de comprimento por 3. 353 . S SIGMÓIDE – tem a forma da letra grega sigma (σ).

onde se inserem as sementes (s). ocorre em Barbarea. Eruca.) Medik. [Fig. [Fig. inflada e com mais de uma semente por valva em Camelina. ou orbicular. [Fig. seco. [Fig.. Síliqua indeiscente e rostrada – ocorre em Rapistrum. ou orbicular- achatada e largo-alada em toda margem. [Fig.318C]. Rorippa. da base ao ápice. mais longo do que largo e geralmente com estilete (rostro . Erysimum.. Brassica. deiscente. valva em Capsella bursa-pastoris (L. muito comprimida.19A]. ou ovada. bicarpelar. em Thlaspi arvense L. com ápice estreito-alado. com uma semente em cada valva (va). na maturação se separa por deiscência septífraga em duas valvas (va).) DC. ou oblongo-cordada-triangular ou em forma de bolsa de pastor antiga.. SÍLIQUA – fruto simples.início da deisceência.replum). Cardamine.319D]. Sinapis e Sisymbrium (Brassicaceae =Cruciferae - Fig.fe- chada. emarginado e geralmente com estilete persistente em Lepidium ruderale L. Malcomia.) Desv. Síliqua deiscente e rostrada – ocorre em Brassica. ou globosa e apiculada em Neslia paniculata (L. em Lepidium virginicum L. B. truncada ou emarginada no ápice e com quatro sementes em Alyssum alyssoides (L. disposto alternadamente na planta. Hesperis.317]. Raphanus. Hirschfeldia.319F] e ápice não alado em Lepidium bonariense L. sativus (B). 354 . Cleome (Capparaceae =Capparidaceae).ro) apical persistente. Eruca e Sinapis. 319G]. Descurainia.320). com ápice levemente emarginado e com mais de uma semente por FIGURA 320 – Síliqua de BRASSICACEAE: A. ou largo-cordada e um pouco alada somente na parte superior em Thlaspi perfoliatum L. bilocular. ou piriforme- C-D.) L. Diplotaxis muralis (L. as placentas marginais são espessadas e os bordos dos carpelos constituem o replo (rep . ápice estreito-alado e largo-emarginada. FIGURA 321– Síliqua lomentácea de Rapha- nus raphanistrum (A-A’-A’’) e R. Glossario Ilustrado de Morfologia como: silícola globosa.deiscente. [Fig.

SINCÁRPICO – diz-se da flor.diz-se da folha que apresenta margens desiguais. [Fig. que apresenta concresci- mento dos carpelos [Fig. 297]. S Síliqua não rostrada – ocorre em Cardamine. Em R. portanto em posição oposta as antípodas (an) [Fig. alternando profundas concavidades com convexidades [Fig.321 A-A’-A’’] e R. [Fig.171A. do gineceu. SISTEMÁTICA – o mesmo que taxonomia. 322].) All. raphanis- trum a síliqua lomentácea pode apresentar formas diferentes e constricções ± acentuadas. ocorre em Coronopus. Rorippa e Sisymbium. Rapistrum rugosum (L. SINÉRGIDA – no óvulo das Angiospermas é cada uma das duas células (si) que acompanham a oosfera (o) e se encontram na porção apical do saco embrionário (sa).). Em certos FIGURA 322 – Síliqua lomentácea (A-B inteira. Ver axial. Síliqua lomentácea – fruto indeiscente. originado de um ovário simples ou composto.110F.. multisseminado. FIGURA 323 – Sincárpico. etc. Rapahanus raphanistrum L.seção transversal) de Rapistrum gêneros. [Fig. com pericarpo carnoso. axilar e parietal. dependendo da variedade. SINUADA(O) . sativus L. arredondados.) All. indeiscente. for- mada por dois ou mais artículos (segm – segmentos) superpos- tos. com dois FIGURA 324 – Sinuado. como em Rapistrum rugosum rugosum. uni. [Fig.321B]. como as fo- lhas do carvalho (Quercus robur L. carnoso. 323]. ou mais lóculos (lo) e cavidade central cheia de polpa carnosa (de 355 . com bordos sinuados. (L.323].ou bisseminados. SOLANÍDIO – fruto bacóide. a porção apical é estéril.322]. C.

A unidade-semente é a espigueta séssil (2 glumas + lema e pálea) + segemento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua. 356 . antécio fértil com lema hialina. – espiguetas aos pares. 328. 325].326]).) Less.327. na extremidade do segmento da ráquila e no pedicelo da espigueta estéril. com uma pedicelada e estéril ou estaminado. Sorghum sp. lobos basais retrorso-divergentes. Psidium (Myrtaceae). C- comprimida. Physallis. ápice com agudo espinho (rostro – ro) alongado (estilete persistente) e no centro o núcleo seminífero (nse).18B]. – aquênio muito comprimido. Lycopersicon [Fig. a desarticulação das espi- guetas. cariopse obovóide. inclusa. mais lustrosa no lado ventral. Solanum (Solanaceae [Fig. 329]. 2-dentada. pode ser por abcisão ou por ruptura. com núcleo seminífero obovado ou elíptico-obovado e circundado pela ala bilobada. com lobos apicais maiores e com a margem superior terminando em ponta aguda. a outra séssil e perfeita (hermafrodita). ou em várias formas cultivadas ultrapassando fruto de Physalis sp. Glossario Ilustrado de Morfologia origem placentar). geral- FIGURA 326 – Solanídio: Solanum americanum: mente com arista geniculada. A unidade-semente é o aquênio alado. superfície lisa. as glumas [Fig. Usado incorretamente como sinônimo o termo genérico ‘baga’. FIGURA 325 – Solanídio de tomate (seção com curtos pêlos no lado dorsal. no ápice e na base do espinho transversal). ocorre em três pontos: na base da espigueta séssil fértil. espigueta séssil terminal com 2 espiguetas pediceladas. B. é um caráter fundamental para separar espécies. lanceoladas ou elípticas. dorsiventralmente A.corte transversal. [Fig. espigueta com duas glumas coriáceas ou crustáceas. Soliva pterosperma (Juss. como nos gêneros Capsicum. ciliada.fruto. a coloração das glumas e a presença ou ausência de pubescência varia com a espécie e a variedade.

eixo hipocótilo-radícula com friso espesso ao longo de todo seu comprimento. B.S. Xalmum e C. em vista lateral a espessura é bem uniforme.S. S Sorghum Xalmum Parodi – a espigueta nem sempre pode ser dife- renciada da espigueta de S. 329A]. Xalmum e C. embrião semelhante ao de S. 357 . 329A].327B. Xalmum.S. com ápice e base obtusos. às vezes com fina alça.S. B. FIGURA 327 – Sorghum (antécio fértil lado ventral): A.327B]. sudanense. halepense pelo tamanho. 328B. No primeiro (por abcisão) base da espigueta com calo conspícuo e ápice do pedicelo expandido em forma de disco. com extremidades arredondadas e superfície finamen- te estriada.S. halepense. FIGURA 328– Sorghum (cariopse lado ventral): A. Espigueta com alguns antécios se desarticulando por abcisão e outros por ruptura [Fig. margem bem delimitada e geralmente castanho-amarelada.S.327B. no segundo (por ruptura) o calo é inconspícuo e ápice do pedicelo não expandido em forma de disco [Fig. halepense. Cariopse apenas ligeiramente mais curta do que as glu- mas. sudanense. castanho-avermelhada-clara. assim a espigueta apresenta ponta curta e mais larga em direção ao ápice do que a de S. com área escutelar oval-arredondada que se afila em direção a uma base pontuda. Cariopse obovada. halepense. presente acima da extremidade da plúmula [Fig. A unidade-semente é a espigueta séssil + segmento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua.

assim. eixo hipocótilo-radícula com um friso espesso ao longo de todo seu comprimento. calo inconspícuo na base e ápice do pedicelo não expandido em forma de disco [Fig.5mm de comprimento por 1. espiguetas pediceladas halepense (B): antécio fértil lado ventral. halepense [Fig.5-2. Sorghum sudanense (Piper) Stapf – espiguetas sésseis de elíptico- lanceoladas a lanceoladas. Cariopse elíptico-arre- dondada.) Pers. embrião. Cariopse geralmente. às ve- zes com fina alça. castanho-avermelhada-escura e área escutelar castanho mais clara. em vista lateral mais larga na região mediana e com os lados ventral e dorsal curvadas e extremidades achatadas dorsi- 358 . 328A. presente acima da extremidade da plúmula [Fig. com área escutelar oval-arredondada. com 6mm de comprimen- to. calo conspícuo na base e ápice do pedicelo expandido em forma de disco [Fig. subagudas. todas as partes se desarticulam por rup- tura e. em vista lateral com espessura uniforme. geralmente persistentes.327B-C]. A forma característica e o tamanho grande das espiguetas distinguem essa espécie de S. se afila gradativamente para o ápice e a base arredon- dados. mais largas próximas a região mediana e se afilam gradati- FIGURA 329 – Sorghum Xalmum (A) e Sorghum vamente em direção ao ápice e à base. semelhante ao de Sorghum Xalmum. com extremidades arredondadas e superfície finamente estriada. Cariopse obo- vada. Xalmum e S. – a espigueta nem sempre pode ser diferenciada da de S.327A.327A. 329B]. Glossario Ilustrado de Morfologia Sorghum halepense (L. com ápice e base obtusos.0mm de largura. A unidade-semente é a espigueta séssil + segmento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua. nitidamente mais cur- ta do que as glumas e espigueta com ponta longa.327C]. que se afila em direção a uma base pontuda e com margem bem delimitada. Xalmum pelo tamanho. 329B]. assim. Na espigueta todas as partes do antécio se desarticulam por abcisão e. Glumas com 4.

embrião. S ventralmente. com estreita ala circular.0)mm de comprimento (ou diâmetro) por 2. com deiscência por cinco valvas. – abreviatura do latim species (espécie). 359 . eixo hipocótilo-radícula achatado no ápice e na base termi- na com duas estrias em relevo. Xalmum e S. halepense [Fig. pericarpo glabro. de coloração preta a preto-acinzentada.8-)1. superfície não estriada e coloração igual a de S.2-4. sudanense pode ser facilmente diferênciada de S. com fina linha saliente em forma de alça geralmente presente acima da extremidade da plúmula. o hilo.305G].6-) 3. orbicular em seção longitudinal e oblata em seção transversal. almum. – cápsula loculicida de globosa a ovóide. de amarelado a pardo-lustroso. com cotilédones estrei- to-elípticos. A cariopse de S.5)mm de diâmetro por (0. embrião periférico. farináceo. + longo ou tão longo quanto o comprimento do fruto. de coloração esbranquiça- da a castanho-amarelada e.1mm de espessura. bordo acuminado. com área escutelar inconspicuamente delimita- da. com 1.5-3. frequentemente. duro e esbranquiçado quando seco ou translúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig. 328C]. A unidade-semente é a espigueta séssil + segmento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua.0mm de lar- gura. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central. com pequenas verrugas e finas papilas. multissemi- nada (5-25).3(-1. tegumento crustáceo. semente lenticular- globosa. irregularmente distribuídas.327C.0(-5. sp. com superfície opa- ca.0-1. de coloração amarelada a catanho-clara e interrompida na porção basal por pequeno entalhe. circinado [Fig. com eixo hipocótilo-radícula menos da ½ do comprimento total do embrião. opostas as sépalas. Spergula arvensis L.0-1. com (2. lados fortemente convexos. glabras ou esparso-piloso externamente.138G]. caducas pelo manuseio. envolta pelo cálice (cinco sépalas).

menores. de fos- co a levemente lustroso.3)mm de comprimento por (0.0-4. com ápice mucronado e base reta.3mm de comprimento por 360 . com cinco costelas longitudinais anastomo- sadas no ápice.9-)1. – cápsula loculicida ovalada. multisseminada (4-6 sementes deitadas horizontalmen- te). com 0. semente irregularmen- te lenticular.) Vill. A unidade-semente é o invólucro de brácteas + núcula. lado dorsal convexo.8mm de espessura. spinosa. Spinacia oleracea L.C. às vezes. envolta pelo cálice (cinco sépalas) curto-piloso externamente.6-4.7-0. unisseminado. lado ventral A. com (5. plano e totalmente revestido por minúsculas papilas achatadas e es- branquiçadas.) Vahl (=Stachytarpheta polyura (Schauer) DC.1(-4. com 3. de esverdeado a amarelado-lustroso. Stachytarpheta cayennensis (L.2-1.6-1. B. – abreviatura do latim species+p (espécies) adicional indicando plural.7-1.5-7. linha longitudinal de sutura entre os dois carcerulídios castanho-avermelhada ou castanho-amarelada [Fig. spinosa) e sem espinhos (ssp. inermis) [Fig.0-5. formando retículos irregulares. retículos miudamente reticulados (30X). pode aparecer unido a outra me- tade e envoltos pelo cálice.ssp. Rich.4mm de diâmetro ou com 0. com depressão reniforme e transverso-elíptica em seção transversal. de suborbicular a largo-ovalada em seção longitudinal.4mm de largura e 0.0mm de largura com deiscência por seis valvas. pericarpo glabro. Stellaria media (L.0mm de comprimento por (3. preto (maduro) ou avermelhado (imaturo). tão longo ou menos longo do que o comprimento do fruto. Glossario Ilustrado de Morfologia spp.330].ssp. plano- convexo. unilocular.) – carcerulídio oblongo. A unidade -semente é o carcerulídio.0-)6. conspícuos e interespaços mais profundos na metade superior e retículos incospícuos FIGURA 330 – Spinacia oleracea (perigônio): na porção basal.75B-B’]. – perigônio formado pelo invólucro-de-brácteas endurescidas e concrescidas até o ápice e que envolvem a núcula ápice com dois espinhos (ssp. inermis.

tegumento crustáceo.7-1.6mm de espessura. duro e esbranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig. com superfície glabra. é anual e se refaz na época favorável ao crescimento. embrião periférico. com 1-2 sulcos pouco conspícuo que correm do hilo para o centro da semente. curvado. SUBARBUSTIVO – semelhante a um arbusto. farináceo.4mm de largura e 0. hipocrepeiforme ou com uma curvatura de + de 360º (quando o ápice dos cotilédones se sobrepõem ligeiramente a ponta da radícula). cotilédones elípticos com ápice arredondado ou obtuso. SUBCAMPANULADO – de forma imperfeitamente campanulada. quase inconspícuo. embora lignificada. SUBCARTILAGINOSO – quando a textura é quase cartilaginosa. SUBARBUSTO – diz-se do vegetal que está entre erva e arbusto. de coloração preta ou preto-acinzentada. 361 . característica da vegetação campestre e anualmente submetida a uma estação seca. A parte aérea. S 0. SUBCAUDADO – quando o ápice e a base são quase caudados. SUBCARENADO – com ângulo quase em forma de carena. bordo arredondado e interrompido lateramente por pequeno enta- lhe do hilo. SUB-BASILAR – quase na base. Planta baixa. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central. com lados conve- xos.305J].4-0. parte subterrânea perene e geralmente mais vigorosa. SUBAPICAL – quase no ápice. lustrosa.

SUBCORIÁCEO – com textura entre o membranáceo e o coriáceo.). SUBTERMINAL – muito próximo da extremidade. designada pelo acréscimo da terminação oideae ao radical do gênero considerado seu tipo. Glossario Ilustrado de Morfologia SUBCLAVADO – quando a forma é quase em clave. SUBTERETE – quase cilíndrico. Ex: Caesalpinia é o gênero tipo da subfamília Caesalpinoideae. SUBFAMÍLIA – divisão da família. SUBGLABRO – diz-se da superfície que é quase glabra. Agrostis é o gênero tipo da subfamília Agrostoideae. que compreende um grupo de gêneros afins. SUBLENHOSO – diz-se quando um caule é lenhoso na base e tenro (não lenhificado) no ápice. quase terminal. SUBCORDADO – com tendência ao contorno de coração. SUBCORDIFORME – quase cordiforme. SUBRENIFORME – quase reniforme. SUBTERRÂNEO – que fica abaixo da superfície do solo. SUBTRUNCADO – terminando quase abruptamente. Mimosa é o gênero tipo da subfamília Mimosoideae. como na crista-de-galo (Amaranthus tricolor L. SUBESPÉCIE – em taxonomia: táxon de nível hierárquico inferior à espécie. 362 . elíptico ou ovóide com leve depres- são lateral.

num legume corresponde a linha pela qual o fruto se abre na FIGURA 331 – Sutural: semente. os outros verticílos florais estão inseridos abaixo do ovário.177]. isto é.103K]. com estreitamento em direção ao ápice. os óvulos e as sementes se inserem na sutura [Fig. aplica-se àquela cuja extremidade está dirigida para o ápice do fruto. que resulta da fusão de par- tes contíguas. como nos carpídios das Apiaceae (=Umbelliferae). como os bordos concrescentes de um ou mais car- pelos. SULCADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. No caso de radícula (súpera). mais ou menos conspícua. S SUBULADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. maturação [Fig.64].295G]. Ver ínfero. 363 . fruto ou semente) que se apresenta marcada por canais longitudinais [Fig.63. unido ao receptáculo apenas pela base.330]. como a folha de Ulex europaeus L. Ver cápsula loculicida [Fig. SUPERFICIAL – sobre ou que cresce sobre a superfície do solo SÚPERO – diz-se do ovário livre. SUTURAL – diz-se do ovário ou fruto quando a deiscência ocorre ao longo da sutura. como a haste de Conium sp. – abreviatura do latim subspecies. subsp. até terminar em ponta fina [Fig.62. SUTURA – linha. SUCULENTO(A) – carnosa e cheia de suco. fruto ou semente) tem contorno de sovela (agulha de sapateiro).

364 .

.

encoberto pelo funículo branco- hialino. de coloração amarelo-esverdea- da ou de amarelada a vermelho-alaranjada ou parda e envolta pelo cálice. com curvatura de + de 360º.0mm de comprimento por 2.0-1.9-)1. bordo arredondado e interrompido na porção lateral-basal por pequeno entalhe ovalado. T. unilocular. multisseminada (20).0mm de largura. endosperma reduzido a fina pelí- cula em torno da ponta da radícula e perisperma central. embrião perifé­rico.0) mm de diâmetro ou 4.) – cápsula septifraga de globosa a ovóide. (=T. glabra. 366 .) Willd. pericarpo crustáceo. Talinum paniculatum (Jacq.3-0.5-5. os verdadeiros tabiques ou septos são de natureza carpelar e quando não o são.5-3. TÁLAMO – porção axial.. tegumento crustáceo. com (2. achatados e dispostos mais ou menos sime­tricamente em linhas concêntricas a partir do hilo (30X). deve-se dizer falsos septos ou tabiques. farináceo. patens (L. às vezes lisa. patens L. ornamentada com finos tubér­cu­los alonga­dos.) Gaertn. com superfície lustrosa. lados conve­xos.0(-4. de suborbicular ou orbicular a largo-obovada em contorno.1mm de compri­mento por 0. em geral alargada. com desiscência por três valvas membranáceas. eixo hipocótilo-radícula cerca da ½ do comprimento total do embrião e cotilédones elípticos de ápice obtuso. curvo e anelifor­me.0mm de largura e 0.0-)3.305M].8-1. Glossario Ilustrado de Morfologia TABIQUE – num fruto. duro e esbranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig. semente de lenticular a reniforme. com (0. de colo­ ração castanho-averme­lhada (imatura) e preta (madura). onde se inseserem os diversos verticílios de uma flor.5mm de espessura. o mesmo que receptáculo. o hilo. com sulco mais ou menos inconspícuo que corre do hilo ao centro da semente.

TÁXON – qualquer unidade taxonômica. 367 . geralmente em número de duas. TECA – parte da antera [Fig. etc. TECIDO ESSENCIAL – são os meristemas e todos as estruturas conhecidas como necessárias ao desenvolvimento normal da plântula. TAXONOMIA – ciência que se ocupa da classificação dos seres vivos. TECIDO GAMETOFÍTICO ou GAMETÓFITO – tecido nutritivo que ocorre no interior das sementes de Coníferas (GIMNOSPERMAS) e tem função semelhante a do endosperma nas Angiospermas. TECIDO CONDUTOR – conjunto de células de origem comum. que são os microsporângios.12]. o mesmo que sistemática. TAXONÔMICO – em taxonomia: palavra que designa um táxon. que acumulam reservas. TECIDO NUTRITIVO ou TECIDO DE RESERVA – independentemente de sua origem. cada uma geralmente formada por duas cavidades as lojas ou sacos polínicos [Fig. sem especificação da categoria (do nível hierárquico). espécie. como o endosperma. perisperma e tecidos gametófitos. o termo é utilizado para indicar qualquer tecido de re- serva de alimentos do embrião. que serve para transportar água e sais minerais através do corpo da plântula e/ ou planta.13A-sc]. pode ser gênero. T TAXA – é o plural de táxon.

TEOFRASTÍDIO – nome que BARROSO et al. como nos gêneros Clavija e Jacquinia (Theophrastaceae . O tegumento pode apresentar invaginações trans- versais internas (ver endosperma ruminado e nucela). é constituído por camadas celulares originárias dos integumentos do óvulo.149] (Polygo- naceae). como em Annonaceae e em Triplaris surinamensis Cham.. TÉPALA – cada um dos segmentos do perigônio (prg). quando o óvulo tem originalmente dois integumentos (primina ou intina . carnoso. cerca 5-10 sementes.Fig. Fonte: noturno. TEGUMENTO – é a estrutura externa que envolve a semente e protege o embrião e o endosperma. Glossario Ilustrado de Morfologia TÉGME ou TÉGMEN – tegumento interno da semente. envoltas por tecido vermelho ou alaranjado. a não ser pela sua posição relativa. Barroso et al. Brassicaceae (=Cruciferae). originado de um ovário súpero. não variando mais do que 1%.Jacquinia sp. no período FIGURA 332 – Teofrastídio: A. [Fig. (1999). TEMPERATURA ALTERNADA – quando no teste de germinação a temperatura mais baixa é mantida durante 16 horas. 368 . B.ex). Chenopodiaceae e Fabaceae (=Leguminosae). com placentação central livre.Clavija sp.in e secundina ou exina . TEMPERATURA CONSTANTE – quando no teste de germinação uma determinada temperatura é a mesma durante todo o período. isto é. do perianto onde não se destingue o cálice da corola. indeiscente. e a mais alta por oito horas. (1999) propõem para designar o fruto globoso.332]. no período diurno. Ex: sementes de Amaran- thaceae. pouco espessado.

FIGURA 333 – Tetragonia tetragonoides largo-alada em toda margem. semente ovada. A unidade-semente é a silícola e a semente. com 4-5 sépalas providas de cornículos apicais. ápice largo-emarginado e estilete . T TESTA – é o tegumento externo da semente.333]. sementes piriformes e pêndulas. 369 . O têrmo só pode ser usado como sinônimo de tegumento quando a semente apresenta uma única camada (tégmen ausente) e portanto se originou da primina do óvulo. Thlaspi arvense L. com 1. curtos pêlos densos. Tetragonia tetragonoides (Pall. fruto ou semente) que se apresenta revestida por tomento.204L]. A unidade-semente é o nuculânio. persistente.7-2. de maneira que são sensivelmente perceptíveis ao tato [Fig. unisseminados e no ápice se apresenta coroado pelo cálice acrescente. livres entre si. TOMENTO – diz-se da superfície de um órgão com pubescência densa e lanosa (camada de pêlos semelhantes a lã). cada face com 6-costelas concêntricas que acompanham o contorno da semente [Fig. muito rígidos e entrelaçados. TERETIFORME ou CILÍNDRICO – que tem forma de cilíndrico [Fig.nuculânio.0mm de comprimento por menos de 0. TOMENTOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. – com silícola de sub-orbicular a orbicular-achatada. com testa lustrosa e estriada longitudinalmente [Fig.7mm de largura. castanho-violeta. quando o óvulo tem originalmente dois integumentos (primina e secundina). TIPO – amostra herborizada de uma planta que caracteriza o táxon.) Kuntze – nuculânio com quatro pirênios lenhosos.319G].101M].

assimé- tricos. no cremocarpo da perifería da umbela .0-2.334E]. cilíndrico. desigual na superfície [Fig.101P] e muito semelhante ao moniliforme. Transverso-elíptico – [Fig.) DC. eixo transversal. TRANSVERSAL – que atravessa perpendicularmente a superfície de um órgão vegetal. TRANSVERSO – colocado ou dirigido de maneira transversal.0mm de espessura. – carpídios heterocarpos ovados. TORULOSO – diz-se do fruto alongado. lado dorsal convexo.carpídio externo com espinhos retos e carpídio interno com tubérculos rugosos. com 5 finas costelas longitudinais e interespaços com longos e densos espinhos retos ou com curtos e rugosos tubérculos cilíndricos. 370 . [Fig.os dois carpídios com tubérculos- rugosos [Fig.) Gaertn.109Z-Z’-Z’’-Y]. Fruto toruloso – como os lomentos de Desmodium tortuosum (Sw.0mm (sem es- pinhos) ou 2. lado da comissura (ou ventral) com profundo sulco longitudinal. Glossario Ilustrado de Morfologia Torilis nodosa (L. no cre- mocarpo do centro da umbela . com 2-4mm de comprimento por cerca de 1. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio.227C]. mas não é completamente transparente.5mm de largura (com espinhos) e cerca de 1. TRANSLÚCIDO – que transmite a luz. lado dorsal fortemente virado para o lado ventral e assim essse lado sempre com tubérculos rugo- sos.

geralmente usado como sinônimo de trígono [Fig. tamanho varia com as cultivares. D. 3-locular e com uma sementes por lóculo. F.obovado. Ver coca.93]. como nas Ephorbiaceae [Fig. FIGURA 334 – Terminologia usada na descrição TRÍGONO – que tem três ângulos longitudinais e três lados planos [Fig. ápice com tufo de pêlos. equinado. Trifolium – terminologia usada na descrição do gênero [Fig. verso-eliptico.) Fiori et Paoletti – cariopse longo elíptico-obovado. TRAPEZOIDAL – o mesmo trapezóide.100L].100L]. B. com três ângulos agudos e com faces côncavas [Fig.elíptico.334]. TRICOCA(O) – fruto esquizocarpáceo formado por três cocas. lado ventral com sulco longitudinal de raso a profundo. TRICOMA – o mesmo que pêlo. 371 . pericarpo castanho-claro. Triumfetta bartramia L. E. C.transverso-oblongo. T Transverso-oblongo – [Fig. TRIANGULAR – que tem forma ou contorno de triângulo. 80B.79B. com área do embrião obovada [Fig. de amarelada a castanho-amarelado. – nuculânio globoso. das sementes de Trifolium e con- tornos: A. indeiscente ou tardiamente deiscente.ovalado. TRAPEZÓIDE – que tem forma de trapézio. na extremidade mais estreita.diagrama.trans- Triticum aestivum (L. A unidade-semente é a cariopse.100M-N]. 81B]. lado dorsal. os dois lados mais ou menos convexos. com 3-4mm de diâmetro (exceto as cerdas).334F].

0)mm de largura.0(-2. A unidade-semente é o nuculânio. castanho-escura.16P]. 372 . TUBERCULADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. lenhoso. com desenvolvimento maior na base e no ápice apresenta ramificações.0-1. semente piriforme ou ovóide-comprimida. com densa pubescência estrelada ou glabrescente. de glabros a quase.5(-2. equinado. pericarpo castanho-escura. cerca de 2mm de comprimento e com nítido sulco funicular no ápice [Fig. O tronco na maioria das árvores e arbustos das Dicotiledôneas se apresenta robusto. com 50-75 espinhos. FIGURA 335 – Tronco do cacaueiro. 3-locular e com 2 sementes por lóculo. com 3-5mm de diâmetro (exceto as cerdas) e 5-7mm de diâmetro com os espinhos. base afilada e ápice com um sulco funicular mais ou menos nítido. Triumfetta semitriloba Jacq. A unidade-semente é o nuculânio. semente piriforme. de 1.5-2. de 2-3mm de comprimento e com pêlos retorsos da base até cerca da ½ a ¼ do comprimento.0-1. de 1. cotiledones pli- cados e endosperma oleaginoso [Fig. indeiscente ou tardiamente deiscente. mais ou menos densas e globosas.203F]. TRONCO – caule lenhoso e maciço das árvores.5) mm de comprimento por 1.335]. fruto ou semente) termina como se tivesse sido cortado no plano horizontal [Fig. – nuculânio orbicular. provido de tubérculos [Fig. com 75-100 espinhos uncina- dos. fruto ou semen- te) com elevações em forma de pequenas excrescências ou verrugas. Ver estipe e colmo.243A]. TRUNCADO – diz-se quando o ápice ou base de um órgão (folha. Glossario Ilustrado de Morfologia com densa pilosidade esbranquiçada.243B]. como o caule do cacaueiro [Fig.5mm de comprimento.

como na beterraba [Fig. raiz tuberosa.) ou raiz (mandioca). oco e cilíndrico. penetra pelo estilete em direção ao ovário até alcançar o saco embrionário (sa) [Fig. Cálice tubuloso – como o cálice de Silene.101Q]. TUBERCULOSO – que tem pequenos tubérculos. que germina no estigma. batatinha e em Cyperus rotundus L.100C]. especial- mente das Angiospermas. como uma tuba (trombeta) romana [Fig. TUNICADO – coberto por multiplas camadas superpostas. como o fruto de algumas rosas [Fig. com uma contração até a ponta. arredondado ou engrossado e que possui na superfície pequenos brotos ou olhos (como na batata- inglesa [Fig.171-tp]. Corola tubulada TUBULOSO – em forma de tubo. TUBO POLÍNICO – protalo masculino (tp) das Espermatófitas. 289]. TURBINADO . TÚRGIDO – ligeiramente inchado (dilatado e endurecido). com aspecto de tubo ou fita. TUBULIFORME ou TUBULOSO ou TUBULAR – que tem forma de pe- queno tubo oco e dilado na extremidade.) ou caule aéreo (cará – Dioscorea bulbifera L. o mesmo que tubular.87]. 373 . T TUBÉRCULO – caule subterrâneo.em forma de cone invertido (pião). em vez de um só.

374 .

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376 . FIGURA 336 – Umbela. tais como a semente botânica (semente verdadeira). UNIDADE DE DISPERSÃO – são estruturas que tem a finalidade de disse- minar e dispersar as espécies. glomérulo.336]. cremocarpo. drupa. lema e pálea). como os espinhos uncinados de certos frutos: invólucro-gamófilo de Xanthium strumarium L. fruto ou semente) se apresenta repentinamente curvado para trás [Fig. O mesmo que diásporo. esquizocarpo. sâmara e samarídio. UNCIFORME – em forma de gancho. Glossario Ilustrado de Morfologia UMBELA – tipo de inflorescência onde numerosas flores pedunculadas se inserem num mesmo nível do eixo principal e os pedúnculos tem um comprimento tal que elevam as flores na mesma altura da flor terminal do eixo principal. antécio fértil ligado a um antécio estéril. nuculânio. carpídio. núcu- la. proveniente do ovário. UMBIGO – formação anômala. cariopse. antécio fértil (cariopse envolta pelas glumelas. mais ou menos desenvolvida e que ocorre no centro do ápice de certos frutos. aquênio.101K]. UNCINADO – que tem ganchos (curvado para trás). [Fig. tal como o chapéu de alguns fungos [Fig. mericarpo. erva-doce e salsa [Fig. UMBELÍFERO – provido de umbelas. como a laranja-baía. As unidades de dispersão podem vir acompanhadas de estruturas acessórias. UMBONADO – que tem no centro uma proeminência mamiliforme.16H]. ou diz-se quando o ápice de um órgão (folha. UMBELLIFERAE – sinônimo de Apiaceae.208C]. inflorescência típica das Apiaceae (=Umbelliferae) como na cenoura. espigueta.

U UNIDADE-SEMENTE – em Poaceae (=Gramineae) pode ser a cariopse nua. 377 . festuca). FIGURA 337 – Unidade-semente simples e Unidade-semente múltipla. Festuca. como nos gêneros Arrhenatherum. O antécio fértil envolvendo a cariopse pode ou não apresentar o segmento da ráquila [Fig. Bromus. b) outro antécio fértil ou antécio estéril aderido. Poa. c) outro antécio estéril aderido à base mais de um antécio fértil (aveia-perene. Koeleria. capim-de-Rhodes. Avena. dátilo. Lolium. Holcus. lema e pálea). Dactylis. Chloris.337]. Unidade-semente simples – em Poaceae (=Gramineae) é definida como sendo um antécio fértil ligado a outro antécio fértil e/ou es- téril. XFestulolium. um antécio fértil (cariopse envolta pelas glumelas. Sorghum e Triticum spelta. Unidade-semente múltipla – unidade-semente que contém mais de uma estrutura: Em Poaceae (=Gramineae) é definida como sendo um antécio fértil com: a) mais de um antécio fértil e/ou antécio estéril aderidos.

monospérmico. UNISSEMENTADO ou UNISSEMINADO – que possui uma única semente. oligospérmico ou oligospermo. 378 . UNINERVADO – que só tem uma nervura. c) drupa que possue mais de uma semente (espinafre-da-Nova- Zelândia – Aizoaceae) d) frutos de Tectona grandis (Verbenaceae). UNILATERAL – disposto em um só lado. UNISSEPTADO – que só tem um septo. UNILOCULAR – que só tem um lóculo ou cavidade. Glossario Ilustrado de Morfologia Em outras famílias botânicas: a) cremocarpos unidos não separados em espécies de Apiaceae (=Umbelliferae). UNISSERIADO – disposto em uma fila. b) glomérulo que possue mais de uma semente (acelga e beterraba – Chenopodiaceae). unissementado não é muito usado. O mesmo que monogérmico. UNINÉRVEO – o mesmo que uninervado. UNITEGUMINADO – com um só integumento ovular (do óvulo). o mesmo que uninérveo. UNISSERRULADO – com uma fila de pequenos dentes. monospermo.

338]. Ver Carex sororia Kunth e perigínio. 1979. com longo tubo bojudo (maior diâmetro na região mediana do que nas extremidades . com abertura apical ou subapical e que envolvem uma núcula de textura paleácea. citado por FIGURA 338 – Utrículo de Carex sororia.Fig. fruto ou semente) que se apresenta revestida por duros pêlos de ponta aguda e que produzem irritação como queimaduras. oco e chanfrado.). U URCEOLADO(A) – diz-se principalmente do cálice gamossépalo ou da corola gamopétala. as glumas formam uma estrutura fechada. Ver cápsula circuncisa. na deiscência transversal de um fruto [Fig. GROTH.204M]. dando passagem aos estigmas. em forma de urna. 57]. coriácea. ocorre em Carex (Cyperaceae) [Fig. URNA – parte inferior de um fruto (cápsula). como a corola de mirtilo (Vaccinium myrtillus L.56. como as folhas de Urtica urens L. que permanece presa no pedúnculo.101E) e limbo pouco desenvolvido e ereto. quando em contato com a pele (quando tocados) [Fig. saciforme. ovóide-comprimida. com características de prófilo (OLIVEIRA. mais raramente membraná- cea ou suberosa. 1984). URTICANTE – diz-se da superfície de um órgão (folha. 379 . UTRÍCULO – resulta da soldadura dos bordos de uma gluma secundária (bráctea). ápice com rostro de comprimento variável. base arredondada ou estipiforme.

380 .

.

VARIEGADO – que apresenta variegação. VALÉCULA – sulco (val) mais ou menos profundo.. que fica entre as costelas (linhas em relevo) dos carpídios das Apiaceae (=Umbelliferae) [Fig. Tibouchina sp. 71. 72. Acisanthera alsinae- folia (DC. em geral deiscente.) Triana. irregularmente manchado. comum nas Fabaceae (=Leguminosae). que ocorre em algumas espécies de Me- lastomataceae. – abreviatura do latim varietas (variedade). fruto seco. 73]. Behuria parvifolia. atinge apenas a parede do pericarpo (parede ovariana) e deixa o hipanto inteiro.339]. 109-M-N-val]. VARIEGAÇÃO – diz-se da superfície que apresenta manchas de colora- ções diferentes. Comolia sertularia. como de Acanthella conferta. nas quais a deiscência é loculicida e pode ou não ser acompanhada de deiscência septífraga. e Tibou- china fothergilla [Fig. VELATÍDIO – fruto capsulídio. 382 . alongado. var. Pterogastra divaricata. Aciotis sp.83- val. VARIEDADE – táxon de nível hierárquico inferior à espécie e subespécie. 63. Glossario Ilustrado de Morfologia VAGEM – denominação genérica para legume. Salpinga secunda. pela queda das lacínias do calíce. VALVA – cada uma das porções (va) de certos frutos (cápsulas e síliqua) em que se separam na maturação [Fig.67. com várias sementes.62. O fruto pode estar totalmente incluso ou com região apical exposta.

Tibouchina fothergilla.velatídio com tubo do hipanto parcialmente removido. lado voltado para a parte interna do fruto. (1999). ápice e base arredondados. E.6-0.Tibouchina sp.. que dão ao tato a sensação proporcionada pelo veludo [Fig. curtos. ápice do lado dorsal mais ou me- 383 . – carcerulídio em forma de bastonete-alongado. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos muito finos.5-)1.5-0.Aciotis sp.6-1.4-)(0.Acisanthera alsinaefolia. J-K.Acanthella conferta.vela- tídio íntegro.204N].5-)0.7mm de largura e (0.Comolia sertularia. Verbena bonariensis L. mostrando o fruto deiscente.Behuria parvifolia. V FIGURA 339 – Velatídios de MELASTOMATACEAE: A. com (1. VENTRAL – é a frente da semente. F. C. B-C-E-D-H-I-K.9(-2. B. densos. D. G-H- Salpinga secunda.0)mm de comprimento por (0.6)mm de es- pessura. com textura de veludo. A-F-G-J. VELUTINO – diz-se da superfície de um órgão (folha.Pterogastra divaricata. eretos e macios.. reto ou levemente curvado longitudinalmente. Fonte: Barroso et al. I.

arredondada e dura. VERRUCIFORME – em forma de verruga. ± globosa e dura. como na espirradeira (Nerium oleander L. VERTICILADA(O) – com três ou mais folhas. pequena protuberância rugosa. in- clusive na carena [Fig. ou outras estruturas que se inserem em círculo (no mesmo nó) ao redor de um eixo. for- mando um verticílio foliar [Fig. com lado dorsal castanho-avermelhado. oblíqua e com inserção branca. VENTRODORSAL – que vai da face dorsal à ventral. bor- dos agudos.175B]. mais ou menos pronunciada (dependendo se 2 ou 4 carceru- lídios se formaram juntos). lado ventral totalmente revestido por minúsculas papilas esbranquiçadas. fruto ou semente) que apresenta saliências em forma de verrugas. VERRUCOSO(A) – diz-se da superfície de um órgão (folha. que a divide em duas faces planas ou uma plana e outra convexa (dependendo se 2 ou 4 carcerulídios se formaram juntos). pericarpo glabro. – Apocynaceae). A unidade-semente é o carcerulidio. Glossario Ilustrado de Morfologia nos encurvado para o lado ventral. com qua- tro costelas longitudinais. miudamente reticulado (30X . formando retículos irregulares no terço apical e interespaços alongados no restante. lado dorsal convexo e ventral com carena obtusa. provido de verrugas.75A-A’]. de fosco a levemente lustroso. mais ou menos anastomosadas no ápice.com malhas do retículo mais claras). área hilar basal-ventral. VERRUGA – pequena elevação superficial. 384 . VENTRICOSO – dilatado ou entumescido em sua porção mediana. VENTROLATERAL – que vai dos lados à face ventral.

localizada no bordo dorsal ou próximo a uma das extremidades do hilo. às vezes. com funículo persistente (V. com radícula curta. áspera. às vezes. cotilédones crassos e plúmula. sobre o qual se inserem. de coloração mais escura do que o tegumento. capazes de germinar e se de- senvolver. ao mesmo nível da superfí- cie e variavelmente ornamentado. num teste de tetrazólio. hilo pequeno ou grande. remanescente. geralmente. paralelo ao compri- mento da semente (exceto em Vicia faba). rugosa ou verrucosa. VESTIGIAL – que remanesce muito diminuto. vermelha ou preta. olivácea. Seguem as características diferenciasis de espécies de Vicia: 385 . no mesmo nó ou no mesmo nível. de coloração muito variável (cinza‑esverdeada. corola. VIÁVEL – quando as células de um embrião estão vivas e tem a capacidade de produzir uma plântula normal. acinzentada. Vicia sp. V VERTICÍLIO – conjunto de peças florais (cálice. geralmen- te. monocolor. lanceolado. – semente de globosa. castanha em diversas to- nalidades. embrião axial curvado. fenda hilar visível e branca. ocupando de ½ a ⅔ do contorno da semente. globosa‑achatada e globosa‑quadrangular a ovóide ou lenticular. glabra. bem desenvolvida. levemente comprimida. chalaza bri- lhante. oblongo ou ovalado. estames e pistilo) dispostas em torno de um eixo. hirsuta). fosca ou brilhante. tegumento com superfície lisa. endosperma muito reduzido a ausente. linear. VIABILIDADE – índice de sementes vivas. marmoreada). 2‑3X mais longo do que largo. vermelho‑es- cura ou castanho.

afila-se para uma das extremidades em um ponto arredondado.3-2. – semente globosa. Vicia faba L. ocupa de 1/6 a 1/5 do diâmetro da semente ou com cerca de 2mm de comprimento por 0. de oblonga a oval-arredondada ou arredondada-quadrangular.7-3. hilo elíptico em sementes menores e oblongo em sementes maiores. tegumento com superfície lisa. tegumento com superfície geralmente fosca.0mm abaixo do hilo. com (7-)13-14(-30) mm de comprimento por (6-)8-9(-17)mm de largura. rafe conspícua.75mm na porção + larga. 3-4X mais longo do que largo.6(-4. com extremidade hilar mui- tas vezes mais espessa do que a extremidade oposta. semente muito variá- vel em forma e tamanho. ápi- ce e base obliquamente acuminados.3-)2. de fosca a 386 . de 3-20cm de comprimento por 10-30mm de largura.5mm de largura. ocupa de 1/6 a 1/5 do diâmetro da semente e completamente ou parcialmente encobertro pelo funículo. 2-3X mais longo do que largo. chalaza um escu- ro ponto proeminente. comprimida lateralmente (com faces sub‑planas). castanha e a cerca de 1. reticulada e ± rugosa.0) mm de diâmetro. finamente granular. Glossario Ilustrado de Morfologia Vicia angustifolia L. de terete a levemente comprimido (arredondado sobre as sementes). com 5-6mm de comprimento por 1. o que depende da variedade. glabro. pericarpo de castanho a preto. de reto a levemente curva- do. hilo de estreito-cuneiforme a linear-ovalado. de coloração castanha a preta. levemente deprimido nas margens e pro- eminente ao longo da fenda hilar mediana. – legume oblongo. com (2. preto-acastanhada e lustrosa ou de esverdeada (verde-oliva) a castanha e esparso ou denso-mar- moreada de preto (20X).

comprimido. de 6-9X mais longo do que largo. V lustrosa. avermelhada. tegumento com superefície lisa.8mm de diâmetro por 1.0mm de espessura. acastanhada. algumas vezes tão denso-mamoreada que parece monocromática.5mm de com- primento por menos de 0. às vezes somente preso em uma das extremida- des. cinza-esverdeada a palha-aver- melhada e de leve a denso-marmoreada de castanho-escura a preta (20X). hilo de linear a subcuneiforme. lustrosa.0(-9.5-)2.5-6.0mm de lar- gura e 3.0-2.) Gray – legume oglongo-ovalado. ápice e base oblicuamente curto- acuminados a quase arredondados.8- 2. com (1-)2(-3) sementes. Vicia hirsuta (L.0)cm de comprimento por 6-12mm de largura ou 4.0mm abaixo do hilo.0-2. verde-amarelado-clara. rafe + escura do que o tegumento e a cerca de 0. + escuro do que o tegumento.5-)3.5-8. com (2. – legume de oblongo a linear. com (1. pericarpo de castanho a preto. 387 . com (6-)9-11mm de comprimento por (2. castanho-esverdeada-clara a escura ou de púrpura-clara a escura ou preta e insconspi- cuamente marmoreada e pontilhada com coloração similar a da coloração base (20X). de coloração palha-esverdeada. Vicia sativa L.5-)3.0mm (dependendo do cultivar). ocupa de ⅓ a ½ do diâmetro da semente ou com 2. comprimido ou qua- se teretiforme. de coloração amarelo-clara.6-1.0mm de espessura. semente de subglobosa-comprimida a espesso-lenticular.5-4. curto-pubescente e obscu- ramente reticulado.5mm e parcialmente obscurescido pelo funículo castanho de 2mm de comprimento (característico da espécie).

deprimido nas margens e proeminen- te ao longo da fenda hilar mediana. tegu- mento com superfície lisa. de ± comprimida a ovóide ou sublenticular.0) mm de diâmetro por 3. 3-4X mais longo do que largo. branco.75mm de largura.0-2. hilo de oblongo a estreito-ovalado ou estreito- cuneiforme. rafe geralmente preta ou de castanha a palha-clara em sementes de coloração mais clara e a cerca de 1. glabro. se- mente de subglobosa a globosa. Vicia villosa Roth – legume oblongo. geralmente da mesma coloração do te- gumento.5-4. ápice e base oblicua- mente curto-acuminados.5mm de comprimento por 0. de colo- ração variável. orbicular em con- torno e largo-elíptica em seção transversal. geralmente castanho-avermelhada. pericarpo de amarelado a castanho- amarelado (madura).0(-5. 388 . de glabro a piloso ou seríceo-piloso (dependendo do cultivar). de fosca a semilustrosa. Glossario Ilustrado de Morfologia ápice e base oblícuas e agudos.3mm de espessura.7mm). com 20-40mm de comprimento por 5-10mm de largura. pericarpo de pa- lha-claro a escuro. hilo oblongo. de leve a intenso- marmoreada e pontilhada de castanho-clara a escura (20X).0)mm de diâmetro por 3. com 3.5-0.5 (-6. multisseminado. com 6-8 sementes.3mm de espessura. com 3. com 10-12 sementes unisseriadas. ocupa de 1/6 a 1/5 do diâmetro da semente ou com 2. fortemente reticulado. finamente reticulado e puncteado.0mm abaixo do hilo (às vezes a cerca de 0. raramente preto. semente globosa e ligeiramente achatada.3-4. amarelo-esbranquiçada e não obscurescida.4-4. achatado. algumas vezes tão denso-mamoreada que parece monocro- mático (castanho-escura ou preta). de palha-clara a ocre-esverdeada-escura ou verde.

exceto por um pequeno sulco em uma das extremidades.5(-8. ao mesmo nível da superfície da semente.0-6. de alon- gada‑reniforme a ovóide ou globosa‑angular. hilo circundado por tecido marginal escu- ro (geralmente esverdeado) e pelo arilo escuro (de castanho a preto). tegumento coriáceo.7(-1. grosso.0-6. tegumento com superfície lisa. com (2.3-1. V liso. rafe oval.3mm abaixo do hilo. lisa ou transversalmente rugosa.5mm de comprimento por 0. que se eleva acima da superfície da semente e encobre também a fenda hilar mediana.0mm de espessura. micrópila um poro na extremida- de inferior do hilo. fosca.2-2.312] esbranquiçado (caráter diagnóstico importante da espécie) persistente. Sementes Vicia villosa são muito parecidas com as de Vicia dasycarpa Ten.5-0. com (6-)8-9(-12)mm de comprimento por (3. denso-marmoreada e pontilhada de catanho-preto (20X).5‑)5. algumas vezes tão denso-marmorea- da que parece monocromática (preto).) – semente muito variável na forma.) Walp. rafe bilobada e escura.) Savi ex Hassk. + escura do que o tegu- mento e a cerca de 1.0)mm de lar- gura e (2. com superfície lustrosa. hilo de ovalado‑oblongo. da mesma coloração do tegumento ou + escuro (preto ou avermelhado). 3X mais lon- go de que largo.0) mm de largura e com estreita fenda hilar mediana.0)mm de comprimento por 1. (=Vigna sinensis (L. Vigna unguiculata (L. com coloração que varia do 389 . tamanho e coloração. ± comprimida.0-2. ocupa de 1/7 ou pouco menos do diâmetro da semente ou com 2.7(-3. deprimi- do e obscurecido por tecido corticiforme [Fig.5-)4.7mm de largura (a forma e a largura variam muito com a variedade). ± afundada (característico da espécie). de coloração castanho-avermelhado-es- cura a castanho-esverdeada.0-1.0-)2.

A unidade-semente é a semente. com base nas definições da ISTA e AOSA). Vigor genético – é aquele observado na heterose ou nas diferenças de vigor entre duas linhagens. VISCOSO – que é pegajoso (grudento). com nervura central e quatro pares de secundá- rias conspícuas. Glossario Ilustrado de Morfologia branco‑creme. cultivar ou espécie. 390 . translúcido. Vigor fisiológico – é aquele observado entre lotes de uma mesma linhagem genética. VILOSA(O) – diz-se da superfície de um órgão (folha. fruto ou semente) que se apresenta revestida com pêlos macios e delicados [Fig. endosperma não evidente. monocolor ou bicolor e variavelmente mar- moreada. VIGOR DE SEMENTES – compreende um conjunto de características que determinam o potencial para a emergência e o rápido desenvol- vimento de plântulas normais. com curta radí-cula infletida e menos da ½ do comprimento dos cotilédones de reniformes a oblongos. o mesmo que pubescente. castanho‑amarelado‑clara a vermelho‑escura. sob ampla diversidade de condições ambientais (MARCOS-FILHO (1999). embrião axial curvado. VÍTREO – o mesmo que transparente. com área preta ou púrpurea ao redor do hilo. castanho‑aver- melhada ou preta. com duas plúmulas bem desenvolvidas. ovadas com ápice obtuso.203H].