MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA

Glossário Ilustrado de Morfologia

Brasília – 2009

© 2009 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Todos os direitos reservados. Permitida a reprodução desde que citada a fonte. A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é do autor. 1ª edição. Ano 2009 Tiragem: 3000 exemplares Elaboração, distribuição, informações: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO Secretaria de Defesa Agropecuária Coordenação Geral de Apoio Laboratorial Esplanada dos Ministérios, Bloco D, Anexo B, 4º andar, sala 430 CEP: 70043-900, Brasília - DF Tel.: (61) 3225-5098 Fax.: (61) 3218-2697 www.agricultura.gov.br e-mail: cgal@agricultura.gov.br Central de Relacionamento: 0800 704 1995 Coordenação Editorial: Assessoria de Comunicação Social Impresso no Brasil / Printed in Brazil

Catalogação na Fonte Biblioteca Nacional de Agricultura – BINAGRI Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Glossário ilustrado de morfologia / Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Defesa Agropecuária. – Brasília : Mapa/ACS, 2009. 406 p. : il. color. ; 21 cm. ISBN 978-85-99851-74-6 1. Morfologia. 2. Taxonomia. I. Secretaria de Defesa Agropecuária. II. Título. AGRIS C30 CDU 57.018.2(038)

AGRADECIMENTOS
` A Drª Doris, professor titular da UNICAMP, pela dedicação na elaboração deste Glossário Ilustrado de Morfologia e pelas relevantes informações técnicas cedidas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

APRESENTAÇÃO
A Coordenação Geral de Apoio Laboratorial – CGAL, da Secretaria de Defesa Agropecuária – SDA, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa é o órgão responsável pela Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária e possui dentre suas atribuições estabelecer, uniformizar e oficializar métodos para a realização de análises. As presentes Regras para Análise de Sementes – RAS tem a finalidade de disponibilizar métodos para análise de sementes, sendo estes de uso obrigatório nos Laboratórios de Análise de Sementes credenciados no MAPA, objetivando o cumprimento da Lei nº 10.711, de 5 de agosto de 2003, publicada no Diário Oficial da União de 6 de agosto de 2003 e Decreto n° 5.153, de 23 de julho de 2004, publicado no Diário Oficial da União de 26 de julho de 2004. As RAS tiveram sua 1ª edição pelo Ministério da Agricultura, em 1967 e a partir de então foram publicadas outras atualizações. A presente edição atualiza e substitui a edição de 1992 e é composta de três volumes: Regras para Análise de Sementes, Manual de Análise Sanitária de Sementes (anexo ao Capítulo 9 – Teste de Sanidade de Sementes) e o Glossário Ilustrado de Morfologia. Estas regras foram atualizadas de acordo com as regras internacionais prescritas pela International Seed Testing Association – ISTA e incorpora a experiência e os avanços nacionais em análise de sementes. A CGAL pretende atualizar estas publicações à medida que novos métodos forem validados e de acordo com a exigência do mercado nacional e internacional. . Coordenação Geral de Apoio Laboratorial Secretaria de Defesa Agropecuária

..................................................................................................................................................................................................................................................... 315 S ........................................................................................................................................................................................................ 49 C ................................................. 271 P .......................................................................................................................................................... 215 K ...................................................................SUMÁRIO Apresentação .................................................................................... 125 E ......................................................................................................................................................................................................... 263 O ......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 6 Introdução ...................................................................................................................................................................................................................................................... 249 N ................................................. 333 ..................................................................................................................................................................................................................................................................... 75 D ........................................................................................................................................................................................................................................................................... 9 Abreviaturas usadas nas figuras para designar as estruturas morfológicas .............................. 231 L ........................................................................................................................................................................... 11 A ........ 279 Q .................. 137 F ................................. 203 I ................ 313 R ......................................................................................................................................................................................................................................................... 233 M ................................... 17 B ................ 173 G ................................................................................................................. 193 H .......................................................................................................................................................

.......................SUMÁRIO T ........................................................................375 V .............................................................................................381 X ..................................................................................................................393 Z ............................................401 ...........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................365 U ...............................................................................................................................................................................................................397 Bibliografia consultada .........................

INTRODUÇÃO .

Lolium.desenhos e descrições de espécies cultivadas que pertencem ao mesmo gênero.desenhos e descrições de algumas espécies invasoras e / ou quarentenárias que pertencem ao mesmo gênero de uma espécie cultivada. as descrições dos embriões com os respectivos desenhos. Foram introduzidas. Nas Figuras as estruturas morfológicas estão.. Drª Doris Groth. Trata-se de uma publicação que. o que faz com que a sua utilização para quaisquer outras finalidades. sementes e plântulas). As descrições de espécies botânicas permitem o reconhecimento das estruturas morfológicas e assim facilita o enquadramento nas definições de “Semente Pura”. também. por ocasião das análises de rotina. Sorghum. como por exemplo. como por exemplo. Bromus. A posição do embrião permite o posicionamento das espécies em um grupo de famílias ou em uma determinada família botânica e até fazer a separação de algumas espécies do mesmo gênero. para facilitar a identificação / separação dessas espécies nos trabalhos da “Análise de Pureza”. Foram introduzidas descrições de frutos visando atender a descrição das espécies florestais nativas. Lolium.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA O objetivo deste Glossário Ilustrado de Morfologia é suprir o analista de laboratório com informações sobre definições de termos utilizados na morfologia das espécies botânicas (plantas. portanto. etc. Para facilitar o imediato entendimento dessas abreviaturas organizou-se. por ordem alfabética: a abreviatura e a designação da estrutura morfológica. Brachiaria. etc. Bromus. . cujo material permanece sob o controle legal de propriedade da autora. Elytrigia. que se encontram em estudo pelo MAPA. por exemplo: . disponibilizar ao sistema de controle de qualidade de sementes no país. Sob a responsabilidade da Coordenação Geral de Apoio Laboratorial (CGAL/SDA/MAPA). Sorghum. Este Glossário contempla situações importantes como. um dos volumes integrantes das Regras para Análise de Sementes. apontadas por abreviaturas (letras). na maioria das vezes. Festuca. de espécies de Avena. edição 1992 e que nesta edição foi ampliado e aprofundado tornando-se o Glossário Ilustrado de Morfologia. anteriormente. A preocupação foi. este trabalho foi desenvolvido pela professora titular da UNICAMP. 10 . fazia parte do Apêndice 3 das Regras para Análise de Sementes. um guia de consulta referencial. Muitas vezes essas abreviaturas encontram-se também no texto. Elytrigia. seja permitido somente mediante autorização expressa da mesma. de espécies de Avena. especialista na área. frutos.

ABREVIATURAS USADAS NAS FIGURAS PARA DESIGNAR AS ESTRUTURAS MORFOLÓGICAS .

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ABREVIATURAS USADAS NAS FIGURAS PARA DESIGNAR AS ESTRUTURAS MORFOLÓGICAS A ac – acúleo ae – antécio estéril af – antécio fértil an – antípodas ani – antécio inferior ans – antécio superir ant – antera ap – apêndice aq – aquênio ar – artículo are – aréola ari – arilo arl – arilóide as – arista asg – arista geniculada au – aurícula B b – bulbo ba – bacáceo bai – bainha br – bráctea bres – bráctea com espinhos bv – broto vegetativo C c – catáfilo ca – carpelo cal – cálice cali .escapo ege – espigueta estéril eh – estolão hipogeu eixo – eixo embrionário ou eixo principal.calículo cap – cariopse car – carpídio cau – caule cd – costela dorsal ce – cerdas cf – coifa ch – chalaza ci – costela intermediária cl – costela lateral co – cotilédone(s) col – coluna seminífera cop – coleóptilo cor – coleorriza cos – costela C cp – cápsula cr – carpóforo crn – cornículo cru – carúncula D de – disco epígeno dru – drupa E e . flor ej – ejaculador em – embrião en – endosperma end – endocarpo ent – entalhe epi – epicótilo epu – estípula es – estigma esc – escutelo esd – espádice esp – espata espi – espinhos est – estilete et – estilopódio etr – estrofíolo eun – espinhos uncinados ex – integumento externo F f – funículo fc – folha carpelar fi – filete fl – flor fli – folículo fo – folha fol – folíolo fp – folha primária fr – fruto frc – fruto composto frm – fruto múltiplo F fru – frutículos fse – falso septo fv – feixes vasculares G g – glomérulo gaf – gametófito feminino gan – ganchos ge – gema gea – gema apical gi – ginóforo gin – gineceu gl – glumas gle – gluma estéril gli – gluma inferior gls – gluma superior gp – grão de pólen gpg – grão de pólen germinado H hi – hipanto hip – hipocótilo hpo – hipógino hr – eixo hipocótilo-radícula I in – integumento interno is – istmo L la – lacínia lab – lábio lb – lobos le – lema estéril ou estaminada lf – lema fértil li – linha de deiscência lo – lóculo lod – lodícula l – limbo M m – micrópila me – mericarpo mes – mesocarpo ms – mesocótilo N n – nucela nm .nervura mediana nm – nervura mediana do carpelo no – nó np – núcleos polares nse – núcleo seminífero nu – núcula nv – nervuras anastomosadas O o – oosfera oc – ócrea op – opérculo or – orifícios ov – óvulo ova – ovário P p – poro pa – papus pal – pecíolo alado pcap – posição da cariopse pd – pedúcnculo pe – pecíolo ped – pedicelo per – perianto pes – pálea estéril pet – pétala pf – pálea fértil pin – ponto de inserção dos cotilédones pir – pirênio pis – pistilo pj – ponto de junção dos carpelos pl – plúmula ple – pleurograma por – posição da radícula pr – pericarpo prg – perigônio pri – primórdios foliares pt – pericarpo+tegumento 12 .

ABREVIATURAS USADAS NAS FIGURAS PARA DESIGNAR AS ESTRUTURAS MORFOLÓGICAS Q q – quilha R r – raiz ra – raque rad – raizes adventícia rap – raiz primária ras – raizes adventícias seminais rc – raiz contrátil rd – radícula re – receptáculo R rep – replum rf – rafe rl – raiz lateral ro – rostro rp – raiz principal rs – raiz secundária ru – ruptura S s – semente sa – saco embrionário sc – saco polínico S se – septo seg – segmento da ráquila sgm – segmento si – sinérgidas sm – sâmara sp – sépalas spe – sépalas externas spi – sépalas internas su – sutura sul – sulco da comissura T t – teca tb – tubos de óleo te – tépala teg – tegumento tp – tubo polínico tu – tubérculo V va – valva val – valécula 13 .

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA 14 .

A GLOSSÁRIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA 15 .

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sem o calo espessado (abcisão completa). Este tipo de abcisão é encontrado nas aveias fatuóides heterozigotas. o antécio se separa com calo liso e bem desenvolvido. assim o calo só se apresenta engrossado lateralmente. O antécio não se separa facilmente. Ruptura – os pontos de articulação permanecem unidos ao redor de toda a cavidade basal. quando maduro. Abcisão em Avena – segundo MUSIL (1977) pode ser (mais detalhes na descrição de Avena e de Sorghum): Abcisão completa – na base (ponto de inserção) do antécio se forma uma camada engrossada. Este tipo de abcisão é encontrado nas aveias selvagens. ao redor da cavidade basal. como a separação dos antécios das espiguetas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ABAXIAL – se refere a superfície inferior de um órgão ou a superfície que está mais afastado do eixo sobre o qual se insere. Ver articulada e desarticulação [Fig. Abcisão parcial – na base do antécio não se forma uma camada engrossada ao redor de toda a cavidade. ou o segmento da ráquila pode se romper ou lascar em algum ponto. O antécio pode se separar mais ou menos regularmente ao redor da linha onde a camada de abcisão normalmente deveria se desenvolver. ABCISÃO ou ABSCISÃO – um tipo de desarticulação. antônimo de adaxial. A cavidade 18 .327]. é um caráter importante na distinção das espécies de Avena e de Sorghum (Poaceae =Gramineae). pois uma pequena porção na frente e atrás permanecem unidos.

19 .2]. sem costelas e com cerdas inseridas irregularmente sobre a superfície. mais grossos do que as cerdas.30. A unidade-semente é formada pelo invólucro-de-brácteas. base cuneiforme. e Avena strigosa Schreb. fruto ou semente) tem contorno de agulha. como as folhas de Pinus [Fig. 31. Abrus precatorius L. [Fig. A unidade-semente é formada pelo invólucro-de-brácteas. 32]. com um reto e outro uncinado [Fig. em torno do hilo e que ocupa cerca de ⅓ a ¼ da superfície [Fig. ápice largo-truncado. Ver Rhynchosia phaseoloides. linear e rígida. levemente inclinado. 1]. onde as folhas (fo) se apresentam dispostas em roseta sobre a superfície do solo e no centro surge o escapo (e) que sustenta a inflorescência [Fig. Acanthospermum australe (Loef. Acanthospermum hispidum DC. ápice e base arredondados e com uma extremidade voltada para um lado e a outra para o outro [Fig.A basal é frequentemente muito reduzida em tamanho. ACAULE – desprovido de caule.206B]. – invólucro-de-brácteas obtriangularcomprimido. Koch. base arredondada.206A].) Kuntze – invólucro-de-brácteas elipsóidecomprimido. com dois rostros divergentes. Este tipo de abcisão é encontrado nas aveias cultivadas Avena byzantina K. – semente de largo-ovóide a globosa. vermelho-escarlate e com mancha preta oblíqua no ápice. com cerdas uncinados que se inserem irregularmente sobre 8-10 costelas longitudinais. Avena sativa L.103L]. com ápice e FIGURA 1 – Abrus precatorius (A-B) e Rhynchosia phaseoloides (C-D): semente. ACICULAR – diz-se quando um órgão (folha. FIGURA 2 – Acaule.

ACUMINADO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha.110G] de um órgão (caule.107-ac]. 20 . concrescente. antônimo de abaxial. fruto ou semente) que se apresenta marcada com estrias muito finas. como se tivessem sido produzidas com a ponta de uma agulha [Fig. por ser de fácil remoção e por não possuir elementos condutores. em folhas de abacaxi e de joá (Solanum aculeatissimum Jacq. folha. estão fundidas. conato. afilada. ADAXIAL – se refere a superfície superior de um órgão ou a superfície que está mais próxima do eixo sobre o qual se insere. ADNATO – diz-se quando estruturas estão naturalmente concrescidas ou aderidas. o mesmo que aderente.295H]. quando estruturas diferentes. ACULEADA(O) – diz-se da superfície [Fig. ACRESCENTE – que se desenvolve ou que continua a se desenvolver após a frutificação. distinguem-se dos espinhos por não ter uma posição definida no órgão. como a do abacaxi. [Fig. com aspecto de espinho.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ACICULADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. como o caule das roseiras ou a margem de uma folha.16K-K’-K’’]. ACÚLEO – formação epidérmica rígida. encontra-se em caules de roseiras. fruto ou semente) se afila para um ângulo obtuso e abruptamente para um ângulo agudo (ponta dura) [Fig. fruto ou semente) provida de acúleos. o mesmo que adnato. irregulares. como pétalas + estames. Ver cálice. ADERENTE – que adere.) e nos frutos (craspédios) de Mimosa pudica L.203B] ou da margem [Fig.

calo glabro ou com anel de pêlos. subiguais e mais longas do que o antécio fértil. frequentemente escabrosa na carena. com arista dorsal ou ausente. finamente granular. do colo. lema fértil membranácea. é a raiz ou as raízes que se originam de outras estruturas que não da radícula ou da raiz primária.5mm de largura. 4]. A unidade-semente é o antécio-fértil. segmento da ráquila (ráquis) estéril glabra. pálea fértil ausente ou bicarenada e muito menor do que a lema [Fig. com dobras entre as nervuras escabrosas e finas na extremidade. pode ser a partir do hipocótilo. aguda ou truncada. Seguem as características diferenciais das espécies de Agrostis: Agrostis canina L. como um gancho. glabra. ÁFILO – diz-se quando caules ou plantas não possuem folhas de tipo algum. como em plantas parasitas (Cuscuta sp. para baixo. com 1-nervura. com 1. dasarticuladas acima das glumas e formadas por um antécio fértil. hialina. curtíssima ou ausente.A ADPRESSO – diz-se quando uma determinada estrutura cresce em contato íntimo com outra estrutura. – antécio fértil de fusiforme a estreito-elíptico. Agrostis sp. glabras.3. com arista (as) 21 . de caules ou de ramos.5mm ou mais de comprimento por menos de 0. – espiguetas pediceladas. ADUNCO – diz-se quando uma estrutura vegetal se apresenta curvada. comprimidas lateralmente. com 3-5 nervuras.). mas não se encontra fundida com ela. ADVENTÍCIO – diz-se de um órgão que nasce em lugar indevido. agudas ou aristadas. lema fértil (lf) fina. glumas (inferior e superior) lanceoladas.

lema fértil (lf) com dorso arredondado ou levemente achatado e não carenado. pêlos basais em geral ausentes. liso. lustrosa.A. lisa. pêlos basais longos e adpressos. capillaris. stolonifera. palustris. afilando-se uniformemente da base para um estreito entalhe apical em forma de ‘V’.3B. CA.3E.A. longa ou curta. CA. reta. lustroso e de coloração pálea a amarelada. inserida entre próximo à base e a porção mediana da lema. capillaris. 4A].3A. e reta. Agrostis gigantea Roth (=Agrostis alba L. em certas variedades.5mm de largura e ápice geralmente com 3-nervuras.) – glumas lanceoladas. gigantea. fosco ou ligeiramente lustroso. torcida.A. dura. EA. curta FIGURA 3 – Agrostis (antécio fértil lado dorsal): A. com 2. pálea fértil (pf) aderente a cariopse. acinzentado. antécio fértil oblongo ou estreito-elíptico. nunca torcida e geniculada.A.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA longa. arista (as). lema fértil de fusiforme a estreito-elíptica. dependendo da cultivar. se presente. D.0mm ou mais de comprimento por 0. geniculada e inserida na porção mediana ou pouco abaixo. mais ou menos longos e estendido [Fig. pálea fértil (pf) cerca da ½ do FIGURA 4 – Agrostis (antécio fértil lado ventral): A. B. EA.) – glumas de estreitooblongas a lanceoladas e a inferior escabrosa na carena. curta. B. pálea fértil tão reduzida que parece estar ausente. stolonifera.A. 22 . (=Agrostis tenuis Sibth. escabrosas na carena e de resto lisas. se presentes. com ⅔-¾ do comprimento das glumas ou com 1. às vezes ausentes [Fig. gigantea. palustris. curtos e grossos ou ausentes. calo arredondado e espessado verticalmente [Fig. canina.0mm de comprimento por 0.8-2. antécio fértil (lf) fusiforme. ou estendidos. às vezes. inserida acima da porção mediana da lema. pêlos basais rombudos e curtos nas extremidades do calo. agudas.A. comprimento da lema fértil e ápice truncado ou com largo entalhe raso e encoberto pelos bordos da lema. arista (as). geniculda ou. ou com nervuras e sem arista. 4B]. canina.5mm de largura. torcida. Agrostis capillaris L. 4E]. D. se presente.

ALA – qualquer expansão em forma de asa (laminar. foliácea ou membranácea) e que se prolonga da superfície de diversos órgãos. de amarelo-pálea lustroso a cinza-prateado e levemente lustroso. algumas vezes maiores e esparsos ou ausentes [Fig. arista (as). calo cônico e protuberante [Fig. no fruto 23 . mas se presentes curtos e grossos.5mm de largura. dorso carenado acima da base e com conspícua constrição acima do espesso calo obtusamente anguloso. inserida acima da porção mediana da lema. mas não apresenta entalhe em forma de ‘V’ e com cerca de ⅔ do comprimento da lema.A Agrostis palustris Huds. pálea fértil (pf) abruptamente mais estreita em direção ao ápice. pálea fértil (pf) larga na porção mediana e afilando-se abruptamente para um ápice diminutamente arredondado ou formando uma “espécie de ombro” e variavelmente entalhado.3D. pêlos basais em geral ausentes. fruto ou semente) termina gradativamente em um ângulo menor do que 90°. arista (as). se presente. – antécio fértil geralmente curto.) – antécio fértil ovado-lanceolado ou elíptico. que é muito variável. curta. de coloração palha e com ápice truncado. Agrostis stolonifera L. com 1.3C. roliço e liso. como o ápice da folha lanceolada [Fig. (incluída em Agrostis stolonifera L. lustrosa. liso. se presente.0mm de comprimento por 0.8-2. lema fértil (lf) à vezes fosca. reta e inserida entre a porção mediana e próximo ao ápice da lema. pêlos basais em geral curtos e grossos. geralmente com 5-nervuras no ápice (raramente 3-nervuras). AGUDO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha.16J-J’]. lema fértil (lf) lisa. curta e reta. 4D]. 4C].

313D] e Aspidosperma macrocarpon Mart. Cedrela fissilis Vell. ex DC. Tipuana tipu (Benth. Ala apical – Aspidosperma polyneuron Müll. . Ala circular – em Allamanda sp.5]. Ala bilateral – gênero Tabebuia (T. T.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA é formada exclusivamente pelo pericarpo e na semente é formada apenas pelo tegumento.T.Fig. (Apocynaceae Fig. chrysotricha. C.. roseo-alba (Rindl. T.Fig. Luehea (Tiliaceae) e Qualea (Vochysiaceae).T. . e Aspidosperma ramiflorum Müll.313E-E’). Carda- 24 . roseo-alba.) Standl.T. ex Griseb. chrysotricha (Mart. [Fig. Arg. e Swietenia macrophylla King (Meliaceae). Arg. D.T. impetiginosa (Mart.. nos gêneros Jacaranda (Bignoniaceae).) Kuntze (Fabaceae-Papilionoideae). avelanedae Lor.) Standl. avelanedae.Bignoniaceae . T. Como fruto alado cita-se a sâmara (ver descrição) que ocorre em: Pterogyne nitens Tul.) Standl. (Fabaceae-Caesalpinoideae). impetiginosa.. Em sementes pode-se encontrar: FIGURA 5 – Alas de Aspidosperma ramiflorum (A) e Tabebuia: B.5A (Apocynaceae). E.

arredondadas ou achatadas no dorso. B.0mm de comprimento. torcida. inserida próximo à base da lema e 5-7mm mais longa do que as glumas. presas na base. A unidade-semente é a espigueta.A mine (Brassicaceae =Cruciferae). finas. nas sementes beneficiadas é encontrada sem as glumas (apenas a lema fértil com a cariopse). centeio (Poaceae =Gramineae) e mamona (Euphorbiaceae). que FIGURA 6 – Alopecurus pratensis: A. cariopse comprimida.lema fértil.5-3. envolvem a cariopse e com as margens unidas na metade inferior. translúcidas. glumas (gl) agudas.8-2. trigo.Fig. lemas férteis (lf) lisas. ALEURONA – camada vital mais externa do endosperma de certas cariopses. 25 . ALADO(A) – provido de alas. o mesmo que endosperma (termo preferido). Dimorphoteca (Asteraceae =Compositae) e Grevillea [Fig. com 3-5 nervuras. ALBUMINOSA – diz-se da semente que contém albúmen no tecido de reserva. pálea fértil ausente.espigueta. se desarticula abaixo das glumas. mas às vezes.313C) e Roupala (Proteaceae).305G-H). calo pequeno e imperceptível. 6]. com 1. iguais ou subiguais entre sí. – espigueta uniflora (antécio fértil). sulcada. pecíolos alados. glabra. arista (as) geniculada. cevada. amarelo-dourada ou castanho-clara. fruto ou semente alada. de 5-6mm de comprimento por 1. “sementes” que contém reservas de proteína são milho. fortemente comprimida. ALBUME ou ALBÚMEN – tecido nutritivo da semente. superando e ocultando o antécio. Alopecurus pratensis L. Spergula e Spergularia (Caryophylla-ceae . diminutamente enrugada ou microscopicamente estriada e hilo basal punctiforme [Fig. com longos cílios na carena e nas nervuras laterais.0mm de largura.

às vezes. Utilizado também quando os verticílios florais se organizam em duas séries.) – invólucro-gamófilo mais largo entre a porção mediana e o ápice. e com longos pêlos alvo-hialinos. afilando gradativamente para a base. com grande reticulado de veias. ALTERNÂNCIA DE TEMPERATURA – quando no teste de germinação a temperatura mais baixa é utilizada durante 16 horas no período noturno e a temperatura mais alta por oito horas no período diurno. faces com costelas longitudinais lisas.). – invólucro-gamófilo mais largo próximo ao ápice ou em torno da porção mediana. 26 . (=Ambrosia elatior L.). superfície fracamente transverso-rugosa.Fig 295C. Ambrosia artemisiifolia L. Ver Rumex acetosela L. como a inserção das folhas do brinco-de-princesa (Hibiscus rosa-siensis L.208B]. ALVEOLADA(O) – diz-se da superfície que apresenta alvéolos (cavidades rasas e ± hexagonais .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ALTERNA(O) – diz-se quando as folhas (fo) estão inseridas no epicótilo ou no caule (cau) isoladamente e não em posição oposta [Fig. FIGURA 7 – Alterna. A unidade-semente é o invólucro-gamófilo. o mesmo que faveolada e faviforme. ápice com rostro grosso e circundado por uma coroa de 5-8 projeções delgadas e que formam costelas longitudinais em direção a base.7].240A]. A unidade-semente é o invólucro-gamófilo. ápice rostrado e não circundado por uma coroa de projeções.208A]. onde a ½ de uma sépala externa se sobrepõem ao bordo de duas sépalas internas [Fig. Ambrosia polystachya DC. ou quando sementes se inserem alternadamente no fruto. superfície glabra e entre as costelas fortemente transverso-rugosa [Fig. levemente mais escuras entre as costelas. mais densos perto do ápice [Fig.

02.109A-B-C-D-E]. pouco mais escura. com 2. lado ventral com profundo sulco.109A-B-C]. Seguem as características diferenciais das espécies de Ammi: Ammi majus L. – invólucro-gamófilo de aredondado a 5-angular. afila gradativamente para a base. circundado por uma coroa de cinco projeções e que formam costelas longitudinais em direção a base.5mm de comprimento por 0. – cremocarpo largo-elíptico.A Ambrosia trifida L. carpídio de estreitoovalado a elíptico e ápice agudo. lisas e amareloclaras. com base arredondada e ápice com estilopódio. com sulco mediano e que envolve o carpóforo [Fig.8 mm de espessura. Ammi visnaga (L. A unidade-semente é o invólucro-gamófilo. A unidade-semente é o cremocarpo e o carpídio. – cremocarpo ovóide e comprimido lateralmente.) Lam.5mm de comprimento por 0. Ammi sp. lado ventral (da comissura) em geral plano. dividindo 27 . ápice com rostro grosso.8mm de espessura.8-1.5mm de comprimento). AMÊNDOA – termo utilizado por alguns autores para indicar a parte que contém o embrião. carpídio com lado dorsal convexo com cinco nítidas costelas longitudinais. limitado por duas estrias longitudinais muito próximas [Fig.0mm de largura e 0.0mm de largura e 0. – cremocarpo formado por dois carpídios monospérmicos.8-1. carpídio ovado-oblongo e ápice obtuso. às vezes com 1-3 projeções menores podem ocorrer entre a coroa externa e o rostro central.8-2. com 1. mais largo próximo ao ápice ou em torno da porção mediana (5.6-6. lado dorsal com fina listra.

onde as 10-11 nervuras na gluma inferior (ou primeira gluma) se apresentam nitidamente anastomosadas no ápice [Fig.109D-E].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA as costelas. Andropogon gerardii Vitman – espiguetas aos pares. ANASTOMOSADO – confluência ou ramificação de duas células. a espécie produz uma porção variável de espiguetas pediceladas férteis. gluma superior lanceolada e unicarecada. com (5-)7-9mm de comprimento por 1. constitui o terceiro verticilio floral numa flor hermafrodita das Dicotiledôneas [Fig. 28 .47A]. isto é. ANÁTROPO – ver óvulo anátropo [Fig. a outra é pedicelada e pode ser estéril ou estaminada. opacas e acastanhadas. ANDROCEU – conjunto dos órgãos masculinos da flor. que diferem das espiguetas sésseis. lema e pálea fértil hialinas e pouco menores do que as glumas. sem arista. lema fértil com largo sulco longitudinal no dorso. que se formam no mesmo nó. mas nunca um sulco como em Ammi majus L. como em Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc. glumas da espigueta fértil coriáceas.13A. vasos. [Fig. ambas estão unidas pelo segmento da ráquila (ráquis). dos estames. unido de tal maneira que forma uma rede de malhas.. 171]. nervuras.8]. gluma inferior 2-carenada e com largo sulco no dorso. com arista FIGURA 8 – Amplexicaule. canais.5mm de largura. uma espigueta do par é séssil e fértil. etc.246]. 12. lado ventral com dois sulcos longitudinais em ambos os lados da linha mediana. AMPLEXICAULE – diz-se quando a base de uma folha (fo) séssil abraça (envolve) parcial ou totalmente o caule (cau) [Fig.

às vezes. aquênios com papus. A unidade-semente é a espigueta séssil e fértil. semelhante a anátropo [Fig. geniculada e que emerge do ápice. C-D. Ver antropocoria. envoltas por polpa (endocarpo) carnosa (suculenta).Crataeva sp. com pronunciados ângulos longitudinais [Fig. samarídio.Fig.9D). pericarpo carnoso.A torcida. etc. ANEMOCORIA – diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pelo vento. sem lóculos individualizados e cheia de sementes (s). em forma de taça [Fig. ANGULAR – que forma ângulos. se encontra ainda. segmento da ráquila e pedicelo denso-vilosos. como as de Eucalyptus. sâmaras.155].. St. (Sterculiaceae) [Fig. Crataeva (Capparaceae .Crescentia sp. ANFISSARCÍDIO – fruto de origem placentar. Arista geralmente quebrada nas sementes comerciais.Fig. Amaioua . – Asclepiadaceae).9C e Genipa (Rubiaceae) e Theobroma cacao L. como nas sementes aladas.10A-B]. ornitocoria e zoocoria. em oficial-de-sala (Asclepias curassavica L. – Malvaceae).Couroupita guianensis..seção longitudinal e B. ANGIOSPERMA – divisão do reino vegetal que compreende uma planta ou um grupo de plantas. 29 . preso no pedicelo. a espigueta estéril ou estaminada..Fig.Amaioua sp. achatados na base e ápice expandido. com segmento da ráquila e pedicelo de uma segunda espigueta. D. (Lecythidaceae .Kigelia sp.Fig. B.9A-B). autocoria. como em Kigelia e Crescentia (Bignoniaceae .seção transversal.100L] ou quando um órgão apresenta ângulos salientes na FIGURA 10 – Anfissarcídios: A-B.-Hil. cujas sementes ficam encerradas no interior de um ovário transformado em fruto. Couroupita guianensis Aubl.10C-D).Theobroma cacao. paineira (Chorisia speciosa A. Como grupo opõe-se ao das Gimnospermas. na FIGURA 9 – Anfissarcídios: A. com uma cavidade central.247]. ANFÍTROPO – ver óvulo anfítropo. C. hidrocoria. A.

110E].lado ventral. com ou sem lemas estéreis adicionais [Fig. Antécio estéril – nas Poaceae (=Gramineae) compõe-se exclusivamente das glumelas e é incapaz de produzir sementes [Fig. como a folha de Datura stramonium L.11]. Compõe-se de duas bractéolas (glumelas) secas.11. ANORMALIDADE APARENTE – anormalidade de plântulas devido a condições inadequadas para o teste de germinação em laboratório. e o caule de Salvia pratensis L.lado dorsal com embrião.156-ae].lf) envolve a cariopse pelo lado dorsal e a superior ou interna (pálea .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA margem [Fig.lf e pálea .pf) e dos dois órgãos floríferos reprodutivos (pistilo .12]. B. 155].fi). cariopse: C. Nas tecas encontram-se os FIGURA 12 – Antera. ANOMOCARPO – o mesmo que heterocarpo. Angular-angular – quando os ângulos são pronunciados. Obtuso-angular – quando os ângulos são arredondados.pf) envolve a cariopse pelo lado ventral [Fig.lado ventral com hilo. ANTERA – parte mais intumescida do estame. D. a inferior ou externa (lema .pis e estame) ou da cariopse madura. 30 . localizada na extremidade apical do filamento (filete .ovário tricarpelar e trilocular. divide-se em tecas (t) que estão unidas pelo conectivo [Fig. ANTÉCIO – cada urna das flores que compõem a espigueta das Cyperaceae e Poaceae (=Gramineae).antera. FIGURA 13 – Antera e ovário (seção transversal): A. FIGURA 11 – Antécio fértil: A-B. Antécio fértil – nas Poaceae (=Gramineae) compõe-se das glumelas (lema . na base de cada flor.

desiguais. aguda. escabrosas. Nas sementes comerciais pode(m) faltar a(s) lema(s) estéril(eis). um único antécio fértil terminal e duas lemas estéreis aristadas por baixo. portanto em posição oposta à oosfera (o) [Fig. a inflexão da arista geniculada (asg) geralmente ocorre na altura do ápice da lema ou pouco acima. lema estéril (superior) com arista dura. – espigueta curto-pedicelada. lema fértil (lf) largo-ovada. lustrosa. com longos pêlos fulvos e margens denso-ciliadas. FIGURA 15 – Antocarpo de Boerhavia difusa (A-B-C) e Mirabilis jalapa (D-E).14]. cerca de 3mm de comprimento.171A. castanho-avermelhadas e amareladas no ápice. com cerca de 2mm de comprimento. com duas glumas. lemas estéreis (le) bilobadas. catanho-avermelhada-escura. Anthoxanthum odoratum L.13A].A microsporângios ou sacos polínicos (sc). FIGURA 14 – Anthoxanthum odoratum: Aespigueta. A unidade-semente é a espigueta + as lemas estéreis ou. como na parede da núcula de Guapira (Nyctaginaceae). apenas o antécio fértil. comprimida lateralmente. apiculadas. ou é formado pela porção inferior persistente do 31 .antécio fértil. pubescentes. que são em número de quatro. às vezes. ANTOCARPO – formado pelo gineceu inteiro ou por parte dele (hipanto). glabra e envolve a cariopse e a pálea fértil (pf) [Fig. sendo duas para cada teca e que contêm os grãos de pólen (gp) ou micrósporos [Fig. o segmento da ráquila se desarticula acima das glumas naviculares. na extremidade da chalaza (ch). torcida. lema estéril (inferior) com curta arista que se insere perto da região mediana. geniculada e que se insere no dorso perto da base. B-C. ANTÍPODA – no óvulo das Angiospermas é cada uma das três células (an) que se encontram na base do saco embrionário (sa). com dorso laxo-piloso. 297]. participa na formação da parede do fruto. devido ao beneficiamento. não aristada. subiguais.

S. Oposto de retrorso.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA perigônio.roído.obcordado. C. G. I. hidrocoria. estreita e muitas vezes de importância secundária. R-R’.acuminado. (Nyctaginaceae) [Fig. para o ápice. D. APÊNDICE – designação de qualquer parte saliente. ANTROPOCORIA – quando a dispersão de diásporos é feita pelo homem.agudo.uncinado.pungente. como em Boerhavia difusa L. como no samarídio de Banisteriopsis lucida (Malpighiaceae) [Fig.300K].obtuso.apiculado. Bmucronado. L. que aumenta de tamanho durante o desenvolvimento do fruto. APIACEAE – nome válido da família Umbelliferae.15D-E]. quase sempre curta. P. H. ANTOCIANINA – pigmento que dá a coloração vermelha.truncado. autocoria.capitado. ornitocoria e zoocoria.exisa. O mesmo que Espermáfitas e é sinônimo de Fanerógamas e que se opõem as Criptógamas.) Vill. torna-se mais firme.15A-B-C] e Mirabilis jalapa L. fruto ou semente) tem contorno de ovo.cirroso. ANTÓFITOS – plantas que produzem flores. T. O mesmo que ovado e ovóide.103E]. Ver anemocoria.setoso. ANUAL – diz-se da planta que completa seu ciclo vegetativo e reprodutivo em alguns meses. Oemarginado. ANTRORSO – dirigido para frente. FIGURA 16 – Ápice (quanto a ponta): A. como a folha de Stellaria media (L. J-J’. circunda e protege o fruto (núcula). Mobtuso com acúmen. Q. com a parte mais larga na base [Fig. 32 .aristado. E. AOVADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. azul ou violácea a várias partes da planta. acidental ou espontaneamente. K-K’K’’. de um órgão vegetal.rostrado. F.retuso.cuspidado. [Fig. N.

Estas folhas envolvem e protegem o ponto de crescimento.16G]. liso ou com excrescências. FIGURA 18 – Aquênios alados: A.17]. geralmente associada à presença de microorganismos patogênicos. APODRECIMENTO – destruição da semente ou das estruturas da plântula. pode apresentar estruturas 33 . C-D. pericarpo não soldado ao tegumento. AQUÊNIO – fruto nucóide simples. que contém o ponto principal de crescimento (meristema ou gema apical) e as folhas iniciais. ÁPICE – extremo ou ponto terminal de qualquer órgão. formando assim a gema apical. APICULADO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. originado de um ovário bicarpelar e ínfero. mas pouco consistente. unilocular. FIGURA 17 – Apocárpico. fruto ou semente) termina abruptamente em curta projeção (ponta) dura e aguda no centro [Fig. Em órgãos foliáceos é frequentemente usado como sinônimo de múcron. APÍCULO – pequena ponta aguda e curta.seção transversal. Ápice da parte aérea ou Sistema apical – porção terminal da parte superior da plântula. seco. indeiscente. unisseminado.A APICAL ou TERMINAL – relativo ao ápice.Synedrellopsis grisebachii (com dois tipos do centro do capítulo) e C’-D’. BSoliva pterosperma.Synedrella nodiflora (raio do capítulo). com semente presa na parede do fruto (pericarpo) em um só ponto. provido de apículo. na base. (Boraginaceae). como o fruto de Cordia superba Cham. que pode ter diversas formas [Fig. APOMIXIA – quando a reprodução ocorre sem fecundação. APOCÁRPICO – diz-se do gineceu e depois do fruto onde os carpelos não se fundiram [Fig.16].

como em Hypochaeris brasiliensis Griseb. com cerdas ascendentes de diferentes tamanhos e com diminutos e esparsos cílios branco-amarelados na margem – Fig. glabra L. do capítulo. Aquênio heterocarpo – com dois ou mais tipos de aquênios na mesma inflorescência. do capítulo.) Gaertn.) Gaertn. H. não alados e os do centro com dois tipos.23A]. em Synedrellopsis grisebachii Hieron & Kuntze – aquênios da periferia. grisebachii Cabr.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA acessórias (invólucro) na base ou apresentar o cálice modificado em papus. – ala bilobada e recortada. 34 . H. Hypochaeris radicata L. Aquênio alado – em Soliva pterosperma (Juss. em Asteraceae (=Compositae) os frutos originados na periferia (raio) do capítulo podem apresentar características morfológicas diferentes daqueles que se formam no centro do capítulo. em Picris echioides L. Aquênio rostrado – prolongamento apical do aquênio..Fig. Synedrellopsis grisebachii Hieron & Kuntze – dois tipos de aquênios no centro do capítulo. 18-19-20-21-22-23-24-25).) Less.. Synedrella nodiflora (L. 18A). – aquênios pilosos na periferia e os do centro glabros – Fig. Dipsacaceae e Valerianaceae. em Synedrella nodiflora (L. – aquênios da periferia. onde no ápice se insere o papus. fruto das Asteraceae (=Compositae . alados e com cerdas ascendentes. um com ala estreita virada para o lado ventral e outro com ala estendida e laciniada nas margens [Fig. do capítulo.18]. do capítulo. [Fig. um com estreita-ala virada para o lado ventral e outro com ala estendida e laciniada nas margens – Fig.18C-C’-D). e H. rostrados e os da periferia não rostrados [Fig. – aquênios do centro. radicata L. – aquênios do centro.23B-B’). não alados e os da periferia alados. Em FIGURA 19 – Aquênio com papus bisseriado: Vernonia scorpioides.23A-A’]. Cyperaceae. de diferentes tamanhos e com diminutos cílios esparsos branco-amarelados na margem.

Jaegeria hirta.Picris echioides. A’. CPicris hieracioides. FIGURA 21 – Aquênio com papus ausente: A.Bidens pilosa. FIGURA 22 – Aquênios com papus multisseriado: A.Elvira biflora.Blainvillea biaristata. B.Elephantopus mollis.Bidens subalternans.aquênios que se inserem no centro do capítulo. D. A-B.aquênios que se inserem na periferia do capítulo. B. C.Siegesbeckia orientalis. F. 35 .Centaurea solstitialis.B’.A FIGURA 20 – Aquênio com papus aristado ou cerdoso: A-A’. B.Eclipta alba. FIGURA 23 – Aquênios heterocarpos: A-A’-Hypochaeris radicata. B-B’. E.Centaurea melitensis.

Parthenium hysterophorus.Tagetes minuta.Eupatorium squalidum. B. D.Galinsoga parviflora. F. FIGURA 24 – Aquênios com papus piloso unisseriado: AConyza bonariensis. 36 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 25 – Aquênio com papus paleáceo: A.Emilia sonchifolia.Erechtites hieracifolia.Sonchus asper.Gochnatia velutina. C. G.Sonchus oleraceus. C. B.Ageratum conyzoides. D. E.

ARBÓREA – quando a planta se aproxima do tamanho de uma árvore. ARECACEAE – nome válido para a família Palmae. G..Glinus sp.f) e carúncula (cru .Chelidonium majus. C. que pode ser de dois tipos: estrofíolo (etr . ARGÊNTEO – de coloração prateada. brancos e emaranhados [Fig.46]. B. D.Acacia longifolia. I. O arilo (ari) às vezes cobre todo o tegumento da semente (sarcotesta) ou forma apenas um apên- 37 .formado pelo funículo .A ARACNÓIDE – diz-se da superfície de um órgão (folha.Connarus sp. fruto ou semente) que se apresenta revestida por pêlos finos. ARILADO(A) – que possui arilo.Acacia molissima. em torno do ponto de inserção de alguns samarídios de Malpighiaceae (como Banisteriopsis basifixa e Banisteriopsis megaphylla) e dos espinhos em certas plantas espinhosas [Fig.. linha pontilhada. H-H’.204A]. FIGURA 26 – Arilo da semente de Connarus sp. na base da lema fértil das espécies de Brachiaria [Fig. F.300D-J-M]. os dois tipos somente se diferenciam em função do lugar onde iniciam seu desenvolvimento. tegumento e próximo da micrópila). ARÉOLA – pequena área. a altura da planta não a define como arbusto ou árvore... pela morfologia e pela coloração. ARBUSTO – planta com caule lenhoso que se ramifica desde a base.formada pelo FIGURA 27 – Arilos: A. ARILO – excrescência carnosa da semente. soltos. portanto não forma um tronco (fuste) definido. mas alguns autores consideram quando a altura não é superior a 4m.Turnera ulmifolia. pequeno círculo deprimido. do tamanho que alcançam.Eriosema sp.. E.Cleome sp.Polygala sp. em forma de semicírculo.

ocorre em Xylopia (Annonaceae).). Ex: Connarus sp. carúncula. exceto do lado da micrópila – Fig. como em labe-labe (Lablab purpureus (L. – Celastraceae). ou pode ser um envoltório membranoso-hialino e ligado à extremidade hilar.).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA dice de tamanho variável. recobrindo toda a superfície. unilateral. ao redor do ápice do funículo. noz-moscada (Myristiaca fragans Houtt. Talauma ovata A. curvo ou geniculado. Cleome sp. Em Cucurbitaceae o arilóide pode ser fibroso ou piloso e mais abundante próximo à região dos bordos.27E). maracujá (Passiflora sp. delgado. ou pode ser carnoso-mucilaginoso.-Hil. encontrado freqüentemente no ápice ou no dorso das glumas ou glumelas. Maytenus e Celastrus (Celastraceae). (Fabaceae–Mimosoideae – Fig. micrópila e sarcotesta. ou pode ser como uma cobertura de pêlos. como em Momordica. ou como uma faixa ao lado do hilo. Eriosema – arilo membranáceo Fig. teixo (Taxus baccata L.27H-H’ e Ulex (Fabaceae–Papilionoideae). Ver arilóide. inteiro ou lacerado. St. Mucuna. como em Cucumis e Melothria. 27F). recobrindo toda a semente e formando um falso arilo vermelho. evônimo-da-Europa (Euonymus europaeus L.) Sweet. das espiguetas ou dos antécios estéreis 38 . Acacia molissima (Andrews) Willd. funículo.26. (Capparaceae) – sem ou com arilo vesiculoso – Fig. membranáceo.27A). falso arilo. Dodonaea e Paullinia (Sapindaceae).Fig. Clusia (Clusiaceae =Guttiferae). estrofíolo.). como em Cucumis. (Connaraceae – Fig. (Magnoliaceae). Polygala (Polygalaceae . ARILÓIDE – termo usado para designar as estruturas carnosas formadas em torno do exostoma da micrópila. ARISTA – prolongamento ou apêndice.27D. branco. mais ou menos rígido. Nas Fabaceae–Papilionoideae apresenta-se como um anel ou um arco carnoso.27C. Swartzia e Copaifera (Fabaceae−Papilionoideae).). Turnera ulmifolia L (Turneraceae) – arilo funicular (f). reto. como em Cucurbita e Lagenaria.

a inferior (gli) com 1-nervura. Arrhenatherum elatius (L. como nos aquênios de algumas espécies de Asteraceae (=Compositae – ex: Bidens pilosa L.antécio superior. de coloração palha-clara. quando o ápice de um órgão (folha. B. ARISTADO(A) – provido de arista. calo com abundantes pêlos longos. inserida no dorso da lema fértil FIGURA 28 – Arrhenatherum elatius: A. Presl & C. que tendem a ser mais longas do que as lemas e nervuras da carena bem juntas. com o inferior estaminado (ani) e o superior fértil (ans). fruto ou semente) termina abruptamente em ponta longa.16A].continuação da arista.antécio inferior. páleas (pf) hialinas.A das Poaceae (=Gramineae) ou de frutos de outras famílias botânicas.0-)9. com dois antécios. Em Poaceae (=Gramineae) a arista geralmente é a continuação da nervura mediana de glumas ou lemas. diminutamente escabrosas na metade superior e frequentemente com esparsos e longos pêlos esbranquiçados na metade inferior.cariopse. antécio inferior (ani) com longa arista (asg) torcida. com (8. estreitas. – Fig. Presl – espiguetas comprimidas lateralmente. como nos gêneros Arrhenatherum e Avena [Fig. ex J. Beauv.0-10. segmento da ráquila se prolongada acima do antécio superior. que se insere no dorso da lema (le) perto da base e listrada de castanho e amerelo-bronzeado. (lf) e com antécio inferior aderido. ARREDONDADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. geniculada. C’. lemas com 5-7 nervuras.27-30-31]. que se desarticulam acima das glumas.0mm de comprimento. pediceladas. dura. glumas finamente escabrosas. estendidos e de coloração 39 . antécio superior (fértil) com curta arista reta e subapical. fruto ou semente) apresentam-se quase como um círculo.) P.19A-A’). D. delgada. C. mais curta do que os antécios e gluma superior (gls) com 3-nervuras e subigualando-se aos antécios. reta e subulada [Fig.espigueta.

amarelada ou castanho-clara. ou de um lomento.327]. como em Aeschynomene e Ornithopus sativus Brot. . ARTICULADO(A) – que se articula.321A-A’-A’’]. com cerca de 4-5mm de comprimento. com fuste principal definido e na parte superior uma copa ramificada. unisseminados. cariopse subcilíndica. Arista geralmente quebrada nas sementes comerciais. devido ao beneficiamento. deiscentes ou indeiscentes. ARVORETA – planta lenhosa com tronco principal definido e com uma copa ramificada. Ver abcisão e desarticulação. típico de Fabaceae−Caesalpinioideae. ou pelo antécio fértil. como Raphanus raphanistrum [Fig.29) ou síliqua lomentácea que ocorre em Brassicaceae =Cruciferae. espinhos dirigidos para o ápice. como em Sorghum (Poaceae =Gramineae) [Fig. formando com o eixo um ângulo menor do que 90°.28]. típico de Fabaceae (=Leguminosae)−Mimosoideae como do gênero Mimosa e de algumas espécies de Desmodium e Stylosanthes. provido de regiões predeterminadas onde podem ocorrer fragmentações. ou pela cariopse. 40 . ARTÍCULO – cada um uma das porções (ar . A unidade-semente é formada pela espigueta inteira (antécio fértil + antécio estaminado) e sem as glumas. alguns autores consideram que a altura varia entre 3-4m. como pêlos.Fig.segmentos) destacáveis ou das fragmentações transversais.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA clara. em vista latersal o lado dorsal é quase reto e o ventral convexo [Fig. ASCENDENTE – que cresce obliquamente para cima. ÁRVORE – planta lenhosa com crescimento monopodial. ou de Fabaceae−Papilionoideae. só se ramifica depois de 2m de altura. de um craspédio.

hidrocoria. ASSIMÉTRICO – sem simetria. lobo ou prolongamento em forma de orelha na base [Fig. ASTERACEAE – nome válido para a família Compositae.au) na base de uma folha [Fig. Ver auriculado. AURICULADO(A) – que tem aurícula. isto é. ATROPURPÚREO(A) – coloração que varia de púrpura ao negro. Acystacia. Coloração das sementes de Amaranthus e Chenopodium.102E].102 E]. ATROAVERMELHADO(A) – coloração que varia do vermelho-preto ao preto. Ver anemocoria.A ÁSPERA – diz-se da superfície de um órgão revestida com curtas pontas duras e irregulares.102P]. AUTOCORIA – quando a dispersão de diásporos é feita pela própria planta. antropocoria. os frutos se abrem por pressão e lançam as sementes a distância. ÁTROPO – ver óvulo ortótropo. ATENUADO(A) – diz-se quando o ápice ou a base de um órgão (folha. ornitocoria e zoocoria. 41 . AURÍCULA – pequena projeção (lobo . fruto ou semente) se afila lentamente para um ângulo agudo [Fig. – Balsaminaceae). Justicia e Ruellia (Acanthaceae). FIGURA 29 – Artículo de Ornithopus sativus. como no beijo-de-frade (Impatiens balsamina L. Folha com ápice atenuado – Eucaliptus saligna Sm.

geralmente 7-nervadas. mais curtas do que as glumas. cariopse delgada ou ligeiramente engrossada. membranáceas e persistentes na inflorescência (panícula). segmento da ráquila (seg . dos antécios e entre os antécios).30. Algumas características importantes podem estar presentes no antécio basal e ausentes nos antécios superiores. dificilmente é a cariopse nua. na extremidade alongada da ráquila. A unidadesemente é o antécio-fértil. com longos e abundantes pêlos amarelados no lado dorsal. 42 . antécios aristados.ráquis) pilosa. duas glumas iguais ou su- biguais. Ver abcisão em Avena. o tipo da abcisão é um caráter importante na distinção das espécies de aveia (abcisão da espigueta do seu pedicelo. em vista lateral não evidentemente mais largo na porção mediana (na base da arista). lema (lf) com duas aristas apicais. pálea com duas carenas ciliadas. lemas endurecidas quando maduras. de comprimento igual ou pouco menor do que a lema. cariopse firmemente envolta pela lema e pálea endurescida [Fig. que se desarticulam acima das glumas e entre os antécios. geralmente com um antécio rudimentar adicional. Avena barbata Pott. com dorso arredondado. com escabrosidade antrorsa sobre as nervuras. – espigueta com 1-6 antécios. Seguem as características diferenciais das espécies de Avena: • Todos os antécios se desarticulam por abcisão completa: – Lema (lf) com dois diminutos dentes ou duas aristas terminais. glumas quase iguais no tamanho e geralmente 9-nervadas. 32]. ex Link – espigueta com 2-3 antécios. antécio fértil estreitoelíptico. de coloração parda (quando maduras).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Avena sp. agudas. alongadas. arista geniculada (asg). 31.

inserida ao redor da porção mediana. pálea (pf) bicarenada. calo estreito-elíptico e circundado por um anel incompleto de pêlos. com esparsos FIGURA 30 – Avena (antécio fértil lado ventral): AA. de coloração mais clara e inserida pouco abaixo da porção mediana da lema. byzantina. 31G. ápice bidenticulado (que corresponde às terminações das nervuras das carenas). barbata.A. arista torcida. se desarticula na base de cada antécio e com longos e duros pêlos estendidos.A. glumas quase iguais no tamanho e geralmente 9-nervadas. cariopse oblonga. Avena fatua L. sativa. fatua. com arista torcida. em vista lateral somente mais largo na porção mediana (na base da arista). strigosa. B-C-D. e longos pêlos duros e castanhos na face dorsal (abaixo da inserção da arista) ou glabra. 31E. – espigueta com 2-3 antécios. 32C]. pálea (pf) bicarenadas. longos e estendidos ou curtos e compactos (densos). 43 .30E. geniculada (asg). 32E ].A. G. segmento da ráquila (seg) avermelhada. cariopse com escutelo conspícuo [Fig. antécio fértil estreito-elíptico. denso-ciliada nas carenas. levemente mais larga na porção mediana. castanho-escura (quando madura). geralmente 7-nervadas. lema (lf) com dois curtos dentes no ápice hialino. com escutelo ausente ou reduzido à fraca linha branca [Fig. com escabrosidade antrorsa sobre as nervuras. geniculada (asg). segmento da ráquila (seg) se desarticula na base de cada antécio e com longos e duros pêlos castanhos na parte externa. E. circundado por um anel de pêlos castanhos. geralmente com um antécio rudimentar adicional aristado e com segmento da ráquila piloso e alongado. ápice 2-denticulada (que correspondem as terminações das nervuras das carenas). denso ciliada nas carenas.A na porção superior e sobre as duas aristas apicais. F. calo arredondado ou oval.A.30G.

glabra ou com tufo de pêlos (lateralmente sobre o calo). aristada ou não (o que pode ocorrer na mesma inflorescência). E. 31B-C-D. sativa. sativa. fatua. strigosa. portanto esta espécie deve ser considerada como sinônimo de A.. arista quando presente reta ou geniculada. lema (lf) com ápice inteiro ou bidentado. pode-se afirmar que. o que comunga também com a opinião de outros autores. G. inserida na porção mediana ou pouco acima.A. geralmente 9-nervadas.A. 32B]. em geral 7-nervadas. abaixo da inserção da arista. Avena sativa L. segmento da ráquila (seg) glabro. arista reta. cariopse não conspicuamente espessado na metade inferior e escutelo largo e evidente.) – com características morfológicas iguais as de Avena sativa L. Segundo DILLENBERG (1984) o material que deu origem à primeira descrição (o holotipo).A. – espigueta com 1-3 antécios e com um antécio rudimentar adicional.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA • Todos os antécios se desarticulam por fratura: – Lema (lf) aguda e com dois diminutos dentes terminais. na extremidade alongada do segmento da ráquila. na realidade corresponde a Avena sativa L. FIGURA 31 – Avena (antécio fértil lado dorsal): A. na porção apical da lema. torcida na parte inferior e em geral com inflexão abaixo do ápice da lema.A. às vezes semi-geniculada e semi-torcida. Avena byzantina K. 44 . de lisa a finamente granulosa. F.A. byzantina. glumas quase iguais no tamanho.. Koch (incluída em Avena sativa L. amarelada. que se encontra no Herbário de Beºrlim.30BC-D. mais raro alguns pêlos longos no lado dorsal. o segmento da ráquila é partido na base do antécio basal ou próximo dela [Fig. barbata. com escabrosidade antrorsa sobre as nervuras. às vezes. B-C-D.

sativa.A pálea (pf) bidenticulado (que corresponde as terminações das nervuras das carenas) e com densos cílios sobre as carenas. 31F. bicarenada. cariopse levemente mais larga na porção mediana. D. com escabrosidade antrorsa sobre a porção terminal da lema e as aristas apicais.A. geralmente 7-nervadas. strigosa. 31A. B. ciliada na porção terminal das carenas e nos dentículos apicais. – espiguetas com 1-2 antécios. glabra ou com tufo de longos pêlos restritos aos bordos da porção superior. barbata. arista torcida. lema (lf) acuminada. C. geralmente com um antécio rudimentar adicional.33]. com duas longas aristas. segmento da ráquila (seg) sem desarticulação (antécios não se desprendem quando maduros). diz-se do embrião quando ele se encontra no centro (no eixo) da semente [Fig. segmento da ráquila (seg) glabro ou às vezes com alguns pêlos e sem desarticulação (os antécios não se separam.A. escutelo largo e evidente. E.A. com escutelo largo e evidente [Fig. de coloração mais clara e FIGURA 32 – Avena (antécio fértil vista lateral): A. 32A]. inserida pouco acima da porção mediana da lema. quando maduros) [Fig. com arista geniculada e com inflexão abaixo do ápice da lema.30A.A. pálea (pf) com ápice bidenticulado (que corresponde as terminações das nervuras das carenas). cariopse estreito-oblonga. ou do fruto (cápsula septífraga) 45 . de coloração escura (quando maduras) e nervuras mais claras. – Lema linear. Avena strigosa Schreb. fatua.A. com duas longas aristas duras. geniculada (asg). segmento da ráquila piloso. 30F. 32D]. AXIAL – relativo ao eixo. glumas quase iguais tamanho e geralmente 9-nervadas. este frequentemente aristado e com arístulas. byzantina.

iguais no comprimento e localizadas por cima da lema fértil. 33].cariopse. ao 46 . Raramente se encontra o antécio fértil. plano-convexas e acuminadas. antécio inferior reduzido apenas a lema estéril (pálea estéril ausente). na porção central.0-3. Seguem as características diferenciais das espécies de Axonopus: Axonopus compressus (Sw. de 2. – espiguetas com dois antécios.espigueta. AXILAR – que fica na axila. gluma inferior ausente. Beauv. ângulo formado pelo encontro de dois órgãos ou FIGURA 33 – Axial (A). liso e glabro.antécio fértil. AXILA – ângulo formado entre a inserção de um órgão com o eixo no qual está inserido.0mm de comprimento e com esparsos pêlos longos nas margens. com agluma superior e lema estéril. nos gêneros Convolvulus. FIGURA 34 – Axonopus compressus (A-C-D) e A. D. fissifolius (B): A-B. geralmente se refere a folha e ao caule ou a folha e o épicótilo. plurilocular. os óvulos se inserem nos bordos de cada carpelo. Ipomoea e Merremia.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA quando as sementes estão presas no eixo central (columela). partes da planta (axila da folha – ângulo formado pelo pecíolo no ponto onde ele se prende ao caule). C. A unidadesemente é o antécio fértil. que se desarticulam abaixo da gluma superior. sem gluma superior e sem lema estéril. onde ocorre a fusão dos carpelos [Fig. num gineceu sincárpico. misturada as sementes beneficiadas. Axonopus sp. ou no caso da placentação quando. antécio fértil (lema e pálea) papiráceo.) P. Axilar (B). Ver placentação axial. – espiguetas de ovaladolanceoladas a elíptico-lanceoladas. lema fértil (lf) de glabra a alguns pêlos no ápice e com as margens recurvadas sobre a pálea (pf). como nas Convolvulaceae. gluma superior (gls) e lema estéril membranáceas. gluma superior (gls) e lema estéril de agudas a sub-agudas.

sub-obtusas ou agudas. lema fértil (lf) de obtusa a subaguda e menor do que a gluma superior e a lema estéril [Fig. obtusas ou subagudas. de esverdeadas a violáceas. com a central apagada. antécio fértil de coloração palha. 34A-C-D]. 47 . com 4-5-nervuras.A longo das nervuras externas esparso-pubescentes ou glabras. gluma superior (gls) e lema estéril linear-elípticas. Axonopus fissifolius (Raddi) Kuhlm. se 5-nervada com a mediana às vezes apagada (vestigial).34B]. glabra ou com pubescência adpressa ao longo das nervuras. lema fértil (lf) do mesmo tamanho da gluma superior ou um pouco menor [Fig. com 2-4 nervuras. antécio fértil branco-amarelado. (=Axonopus affinis Chase) – espiguetas de oblongas a ovaladas.

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. Adenaria (Lythraceae Fig.Phytolacca sp. 50 . BACÍDIO – fruto bacóide. melanídio. como em Mutingia calabura L.Cinnamodendron sp. Fig. com pericarpo de pouco a muito espessado e endocarpo constituído apenas pela epiderme interna. não há nítida distinção entre os lóculos (lo)..: C. não diferenciada. geralmente com um grande número de sementes. hesperídio. Sementes (s) envoltas por polpa sulcosa. Gomidesia e Myrcia (Myrtaceae). ou com poucas sementes. Coccocypselum (Rubiaceae . bacídio. mostrando a invaginação da placenta no lóculo. bacáceo. com espaço central dividido ou não por septos. solanídio e teofrastídio. esclereificada ou coriácea. FIGURA 37 – Bacídios: A. BMezilaurus sp.35). D. balaústio. com epicarpo geralmente fino e mesocarpo carnoso ou sucoso. campomanesoídeo. FIGURA 36 – Bacáceos: A. originado de um ovário ínfero ou semi-ínfero. (1999). E. (1999).Fig.Fig. Fonte: A-C-D-E: Barroso et al.. mas não são raros os oligospemos e até mesmo os unisseminados. 38B-C].36C). BACÓIDE – incluem os frutos indeiscentes.37A-B-C-D]. uni. Myrciaria (Myrtaceae). C.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA BACÁCEO – fruto bacóide. Cayaponia e Fevillea (Cucurbitaceae FIGURA 35 – Bacáceo (seção longitudinal) do abacate.seção transversal..Fevillea sp.Fig. que não se encontram envoltas por polpa.fruto inteiro e D. Mezilaurus (Lauraceae . carnosos. Eugenia.Fig. 36E).Fig..36B). Mouriri e Platycentrum (Melastomataceae). (Loganiaceae . Mouriri sp.36A). . com uma semente como no fruto do abacate (Persea americana Mill.Coccocypselum sp. Ver a descrição de cada um deles.38A) e Schlegelia (Bignoniaceae Fig. (Tiliaceae) e nos gêneros Miconia. indeiscente. com mesocarpo carnoso e endocarpo membranáceo. O fruto bacóide se classifica em: anfissarcídio. B..Adenaria sp. Brunfelsia e Cestrum (Solanaceae). Vitis e Cissus (Vitaceae) e Phytolacca (Phytolaccaceae) [Fig. 36D). mas não lenhosa. Bacáceo (ba) ocorre em Melastomataceae.ou multisseminado. indeiscente. origindo de um ovário ínfero ou semi-ínfero. Fonte B-C-D: Barroso et al.Platycentrum sp. Ocorre em Potalia sp. nos gêneros Cinnamodendron (Canella-ceae .

B BACTÉRIA – vegetal unicelular.39FIGURA 38 – Bacóides: A. mais freqüentes no ápice [Fig.. BALAUSTA ou BALAÚSTIO – fruto bacóide carnoso. em geral membranácea. raramente celulósica e em geral com menos de dois micras. Difere da IíguIa por não ter vasos condutores.: B.corte longitudinal mostrando as sementes. (1999).204B].40]. que crescem em tufos e em diferentes partes da superfície. FIGURA 40 – Balausta de romã. C. mesotesta esclerótica e tegumento formado por células polposas. originado de um ovário ínfero. indeiscente. BAGA – termo genérico. 187]. com endocarpo fino. que se rompe no ápice e libera a primeira folha (eófilo) ou a plúmula (pl). fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos macios. com sarcotesta translúcida. multisseminado. muito usado como sinônimo de solanídio. que a prende ao caule [Fig. BAINHA – parte basal ou achatada da folha. internamente dividido em cavidades. 172D-bai]. Schlegelia sp. com funículo (f) longo e endosperma ausente. amarelo- FIGURA 39 – Bainha avermelhado. com membrana pectínica. − Punicaceae) [Fig. como o fruto da romã (Punica granatum L. BAINHA COTILEDONAR – porção basal do tecido cotiledonar que aparece nas plântulas de Monocotiledôneas. como uma pequena protuberância. bai.fruto inteiro. sem núcleo diferenciado e sem clorofila. BARBADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. com pericarpo carnoso-coriáceo. Fonte: Barroso et al. onde se alojam as numerosas sementes. 51 . o mesmo que coleóptilo (cop) [Fig.78 B. com carpelos dispostos em dois estratos.Potalia sp.

(em inglês: basionym).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA BAROCORIA – quando a dispersão de diásporos é feita pela ação da gravidade. o que só pode ser visto de cima. (1999).. hidrocoria. 52 . como nos gêneros Combretum. o mesmo que bienal. Fonte B-C-: Barroso et al. ornitocoria e zoocoria.Pteropegon sp. BIANUAL – diz-se da planta que completa seu ciclo vegetativo em dois anos. como no abacate e manga. com duas ou mais alas.Thiloa sp. Ver anemocoria. BETULÍDIO – designação dada aos frutos nucóides.41A-B-C]. (1999) apresenta três deiscências loculicidas somente na porção superior. que segundo BARROSO et al. BASINÔMIO – em taxonomia: é o primeiro nome dado (reconhecidamente conferido) a um táxon. BASAL – relativo à base. originados de um FIGURA 41 – Betulídios: A. parte de uma estrutura perto do ponto de união ou de origem. no primeiro ano desenvolve a parte vegetativa e no segundo. BICARENADO – estrutura com duas quilhas (carenas). O pericarpo pode ser lenhoso ou coriáceo. Terminalia e Thiloa (Combretaceae) e Pteropegon (Cucurbitaceae) [Fig. antropocoria. floresce e frutifica. BERTOLONÍDIO – fruto capsulídio e que ocorre no gênero Bertolonia (Melastomataceae). BASE – parte de um órgão que está mais próximo ao ponto de inserção. B-C. ovário ínfero e provido de alas derivadas de expansões do hipanto. autocoria. refere-se também à extremidade da radícula da semente. de onde tem um aspecto radial. podem ocorrer exceções.

como nos frutos do gênero Rapistrum (Brassicaceae) [Fig. que se divide transversalmente em dois artículos superpostos. BIENAL – o mesmo que bianual.42). formado por dois vocábulos latinos (gênero e espécie). como a corola da boca-de-leão (Antirrhinum majus L. BÍFIDO(A) – órgão fendido em duas partes. BICRENADA(O) – diz-se quando a margem de uma folha apresenta dentes arredondados que por sua vez também estão crenados [Fig. diz-se da corola gamopétala e zigomorpha. (Solanaceae). onde as pétalas se distribuem nitidamente em dois lábios superpostos. como as folhas de Bauhinia forficata Link e folhas cotiledonares de Ipomoea carnea Jacq. o superior globoso e fértil.. em geral na porção superior e que não ultrapassa a metade do comprimento do referido órgão. Ipomoea hederacea (L. Fruto (solanídio) de Capsicum chinense L. BILOMENTO – síliqua lomentácea. BILABIADO(A) – que tem dois lábios (lb).Fig. – FIGURA 42 – Bilabiado: lb. BILOCULAR – diz-se do ovário ou do fruto com dois lóculos. e Ipomoea invisa (Vell.) Jacq. indeiscente. Anemone. BINÔMIO – em taxonomia: nome científico dado a uma espécie botânica.lábio.B BICO – prolongamento longo e pontudo de um órgão (fruto ou semente). 53 . Ranunculus (Ranunculaceae). Encontra-se nos frutos dos gêneros Adonis.) Hallier (Convolvulaceae).322]. Erodium e Geranium (Geraniaceae) e Geum (Rosaceae).110A’]. Scrophulariaceae .

Ipomoea nil (L. BLASTOCÁRPICO – diz-se da semente que germina no interior do fruto. BIPINATÍFIDA – que tem folha composta bipinada. reto ou longitudinalmente curvado.) Roth. [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA BIPARTIDO(A) – qualquer órgão com incisão apical que se extende por quase todo o comprimento.folíolo. – antocarpo obcônico. Ipomoea cairica (L.1mm de comprimento (var. com (2.) Sweet. 54 . (Fabaceae-Caesalpinioideae).43].. ou as divisões primárias também estão divididas [Fig. mas que permanece unido pela base como as folhas cotiledonares de Ipomoea asarifolia (Desr. Folha de Delonix regia (Bojer ex Hook. que ao cair já trazem o embrião em desenvolvimento.) Choisy e Ipomoea triloba L.5-)3. diffusa) ou FIGURA 43 – Bipinada: fol..7-4.110B’].) Roem.176]. BISERREADA(O) ou DUPLOSERREADA(O) – diz-se quando os dentes de uma margem serreada também estão serreados [Fig.raque. Boerhavia diffusa L. dividindo-o em duas partes. & Schult. ra. BISPÉRMICO – diz-se do fruto que contém duas sementes. BLASTOCARPO – diz-se do fruto cuja semente germina antes de sair do pericarpo. Ipomoea ramosissima (Poir. como as das plantas do mangue.) Raf. BISSEXUAL – diz-se da flor que tem órgãos masculinos (estames) e femininos (pistio). BIPINADA – quando a folha composta está duplamente pinada ou dividida.

núcula globosa com pericarpo reduzido a fina película e que internamente se justapõem ao tegumento membranáceo e externamente ao espesso antocarpo [Fig. mais claras e espessas. Bowlesia incana Ruiz & Pav.0mm de comprimento.1mm de comprimento (var. na var. fruto do carvalho (Quercus robur L.0-1. com 1. 55 . – Fagaceae – Fig.44). tuberculada e com cinco sulcos longitudinais.6-2. formada pelo receptáculo ou pelo cálice persistente. BORDO – o mesmo que margem.15A-B-C]. lado ventral (da comissura) côncavo e muito estreito. A unidadesemente é o antocarpo. BOLBILHO – o mesmo que bulbilho. com cinco costelas longitudinais inconspícuas e com as laterais viradas para o lado ventral. de coloração castanho-amarelado-clara. leiocarpa) por 1. com base arredondada e atenuando gradativamente para um ápice agudo-obtuso. – cremocarpo formado por dois carpídios piriformes.1mm de largura. porque o lado ventral é fortemente convexo.B cerca de 2. leiocarpa: glabra. de contorno ovalado e em seção transversal estreitoelíptico. fosco e com esparsos pêlos estelados [Fig. BOLOTA – tipo de núcula envolta na base pela cúpula. fosca. FIGURA 44 – Bolota.109F-G-H]. superfície castanho-amarelada ou acinzentada. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. com ápice arredondado e atenuando-se para uma base estreita. diffusa: com pêlos glandulosos e brancos entre as cinco nervuras longitudinais conspícuas. na var.

com linha de ruptura conspícua e aréola (are) deprimida. mais ou 56 . Brachiaria sp.lado ventral.B. I-J-K. 2-glumas de textura papirácea e desiguais na forma e no tamanho. plano-convexo. ápice incospicuamente apiculada ou mucronado (ponta aguda e curta).B. ruziziensis: A-C-F-I-L-O. mais ou menos plano-convexa ou biconvexa. formado pela lema fértil (lf) com 5-nervuras inconspícuas.B.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 45 – Brachiaria (espiqueta): A-B. reduzida ou rudimentar. tão longa quanto a lema estéril. humidicola. E-H.B. raramente. formado pela lema estéril (le) com 5-9(-11) nevuras e as laterais um pouco mais afastadas da nervura mediana e pela pálea estéril hialina.gluma inferior. segmento da ráquila entre a gluma inferior e a superior. decumbens. binervada. B-D-G-J-M-P. ou às vezes. brizantha.B. O-P. primeira gluma ou gluma inferior (gli) voltada para o ráquis e geralmente menor ou. de ovada a oblonga. K-N.lema estéril ou estaminada. dictyoneura. segunda gluma ou gluma superior (gls) mais ou menos do mesmo comprimento da lema estéril. antécio superior (apical) fértil ou bisexual crustáceo.lado dorsal. – espigueta com dois antécios. tão longa quanto a espigueta. geralmente papilosa-rugosa ou estriada. C-D-E-F-G-H. antécio basal estéril ou estaminado (masculino) membranáceo. com 5-7(-9) nervuras relativamente próximas. L-M-N.

B. Brachiaria brizantha (Hochst. pálea fértil (pf) tão longa quanto a lema fértil. decumbens.B. C-D-E-F. com cerca de 6. de textura mais fina e conspicuamente convexo-encurvados sobre a cariopse. Rich. 46]. raras vezes o antécio fértil. Seguem as características diferenciais das espécies de Brachiaria: FIGURA 46 – Brachiaria (antécio fértil): A-B. ápice levemente obtuso ou subagudo. brizantha. área do embrião dorsal e cerca da ½ a ¾ comprimento da cariopse [Fig. humidicola.45. lustrosas. I-J. como um desenho ± conspicuamente estriado.B menos lustrosa. com duas conspícuas carenas espessadas.) Stapf – espigueta oblonga ou elíptico-oblonga. esta achatada. B-D-F-H-J-L.lado ventral. G-H. hipocrepiforme-arredondada perto da base.B. A unidade-semente é a espigueta. de contorno ovalado ou arredondado.B. com hilo sub-basal-ventral e punctiforme.0mm de comprimento por 2. A-C-E-IK. dictyoneura.5mm de largura. margens lisas. ruziziensis. K-L.B. ex A. de coloração palha e frequentemente com pigmentações púrpuras ou tingida de 57 .0-2.lado dorsal. superfície glabra ou esparso-pilosa no ápice.

base atenuada e com conspícuo e grosso pedúnculo. ligeiramente mais curta do que a lema estéril. com 9-11 nervuras. com ápice curto-encurvado. achatada no dorso. lema fértil (lf) elípticoovada. lema estéril (le) semelhante à gluma superior. gluma inferior (gli) largo-ovada. tão longa quanto a espigueta. antécio fértil ovado. com extremidades das nervuras anastomosadas (unidas). glabrescente ou esparso-hirsuta no ápice. com 7-11 nervuras. poucos pêlos ou glabrescente. lema estéril (le) semelhante à gluma superior. com 5-nervuras e com agumas nervuras transversais anastomosadas (unidas). 46A-B]. glabrescente ou pilosa. às vezes. acuminada. pálea fértil (pf) menos convexa no dorso. abraça a base da espigueta. com extremidades das nervuras anastomosadas (unidas) e algumas nervuras transversais na porção superior. com cerca de 4mm de comprimento por 2mm de largura e de coloração 58 . abraça a base da espigueta. Brachiaria decumbens Stapf – espigueta obovada-elíptica. gluma superior (gls) ovada. com 7-nervuras e com agumas nervuras transversais perto do ápice. com mais de ⅓ do comprimento da espigueta. ápice esparso-piloso ou glabro. glabra. com 4-5mm de comprimento por cerca de 2mm de largura. ligeiramente menor do que a lema [Fig. pálea estéril tão longa quanto a lema.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA púrpura. gluma superior (gls) ovada. com mais de ⅓ do comprimento da espigueta.45A-B. gluma inferior (gli) largo-ovada. com 7-nervuras e com agumas nervuras transversais perto do ápice. às vezes. ligeiramente mais curta do que a lema estéril. ápice agudo. esparsopilosa no ápice. com 5-nervuras e com agumas nervuras transversais perto do ápice. antécio fértil oblongo ou elíptico-oblongo e de coloração palha. finamente estriada e com curto ápice obtuso e encurvado. glabras.

gluma inferior (gli) largo-oblonga. – espigueta ovadoelíptica. gluma superior (gls) oblonga. 7-9 nervuras. pálea fértil (pf) levemente convexa no dorso. com longos pêlos brancos. ápice obtuso.B amarelo-clara. com 6-7mm de comprimento por cerca de 2. pilosa. acuminada e finamente estriada longitudinalmente. mucronada. glabra. com 4-5mm de comprimento. adpressos e mais longos na porção superior. Brachiaria humidicola (Rendle) Schweick. tão longa quanto a espigueta. plicada e nervuras finamente reticuladas no ápice.0mm de comprimento por 1.45L-M-N. quase glabra no centro.5mm de largura. lema fértil (lf) obovada. cariopse ovada ou obovada. com densas nervuras transversais anastomosadas (unidas). tão longa quanto a lema estéril.) Stapf – espigueta obovada ou largo-oblonga. de coloração verde-clara. Brachiaria dictyoneura (Fig.45C-D-E-F-G-H. menos larga do que a gluma inferior. lema fértil (lf) ovada. membranácea. 46C-D-E-F]. com cerca de 5mm de comprimento por 2mm de 59 . cariopse ovada e de coloração palha [Fig. semelhante a gluma superior em textura. com as margens se encontrando na base da espigueta. coloração e pilosidade. ligeiramente mais curta.7mm de largura e de coloração palha [Fig. finamente transversorugosa. & De Not. com 9-11 nervuras. pálea fértil (pf) plana. opaca. com 5-nervuras e com densas e longas nervuras transversais anastomosadas (unidas). 46I-J]. lema estéril (le) largo-ovada. antécio fértil de coloração palha ou amerelo-escura. margens terminam em fina membrana. geralmente de coloração púrpura-escura ou verde. com cerca de 3. pálea estéril largo-elíptica. muito menos longa do que as glumas e a lema estéril. membranácea.

lema estéril (le) ovóide. membranácea. 46G-H]. lema fértil (lf) obovada. estramínea. com longas nervuras transversais anastomosadas (unidas) e quase glabra no centro. abraça a base da espigueta. gluma superior (gls) ovóide.5mm de comprimento por 2. guma inferior (gli) largo-ovalada. B.lado ventral.5mm de largura e 0. E. antécio fértil: D.espigueta: A. com 1-2 nervuras transversais no ápice.0(-1. com 5-nervuras. FIGURA 47 – Brachiaria plantaginea . cariopse obovada e de coloração palha [Fig. glabra. de coloração verde-clara. do que as outras espécies do gênero. quase branca ou parcialmente púrpura. ligeiramente mais curta.1)mm de espessura. Cpálea estéril. 7-9 nervuras e com nervuras transversais anastomosadas (unidas). – espigueta ovada-elíptica ou ovalada. tão longa quanto a lema estéril e com carenas endurescidas. margens terminam em fina. gluma inferior (gli) largo-ovada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA largura. antécio fértil de coloração palha ou branca (na maturação) com cerca de 3. pálea fértil (pf) levemente convexa no dorso. levemente plicada. finamente transverso-rugosa e com 5-nervuras conspícuas. glabra. 45I-J-K. glabra. amarelada-clara.0mm de largura. com 4-5mm de compri-mento por 2. tão longa quanto a espigueta. menos larga do que a gluma inferior.lado dorsal. cerca de ⅓ do comprimento da espigueta. 9-11 nervuras. margens se encontram na base da espigueta. devido ao tamanho da gluma inferior e da lema fértil. biseriada e inseridas alternadamente num ráquis ligeiramente alado. de coloração amarelada ou púrpura-escura ou com aparência púrpura. com esparsos pêlos longos. pálea estéril largo-ovada. semelhante a gluma superior em textura e coloração. Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc. de plano-convexa a achatada.9-1.lado dorsal.0-2. fino-membranácea. apiculada. duros e grossos. 10-11-ner- 60 . com aparência arredondada e mais aberta.lado ventral. ápice subagudo.

apiculada. abraça a base da espigueta. cariopse ovalada-arredondada.2mm de largura e 0. antécio estéril com lema estéril (le) 5-nervada e muito semelhante a gluma superior em forma. com dorso plano. com longos pêlos brancos no ápice e nas margens. Germ. embrião cerca da ½ do comprimento da cariopse. com fina rugosidade transversal (45X) e nervuras fracamente visíveis. amarelado. tamanho e textura. glabro. lema fértil (lf) obovada ou elíptica. Evrard – espigueta ovada. pálea fértil (pf) com dorso convexo. acuminada. cerca da ½ do comprimento da espigueta. com extremidades das nervuras e algumas nervuras transversais anastomosadas (unidas) perto do ápice.0)mm de comprimento por 2.B vada. glabra.M.6(-4.8mm de espessura.0-2. com 9-nervuras e com nervuras transversais anastomosadas (unidas) ausentes ou inconspícuas perto do ápice. ápice apiculado. 5-nervada. tamanho e textura. antécio fértil ovado-elíptica. gluma inferior (gli) largo-ovada. com cerca de 5mm de comprimento por 2mm de largura. plana ou levemente deprimida no dorso. glabra. & C.47]. pálea estéril largo-elíptica e tão longa quanto a lema estéril. crustácea. com pêlos longos e brancos na porção superior e nas margens. com (3. com 7-nervuras.0-)3. do mesmo comprimento do antécio fértil. mancha hilar punctiforme e sub-basal [Fig. ligeiramente menor do que a lema fértil.2-3. pálea estéril largo-elíptica e tão longa quanto a lema estéril. achatada e amarelada. Brachiaria ruziziensis R. com conspícuas nervuras anastomosadas (unidas) no ápice. antécio fértil ovalado. lema estéril (le) semelhante a gluma superior em forma. ápice subagudo.7-0. gluma superior (gls) ovada. 11-nervuras. lema fértil 61 . gluma superior (gls) de ovalada a ovalada-elíptica.

vista dorsal da lema. G.vista ventral. quase lisa e com 5-nervuras conspícuas. textura. plurinervada. C-E. F. que no eixo das Poaceae (=Gramineae) se estende por baixo de uma flor ou de uma espigueta. BRASSICACEAE – nome válido para a família Cruciferae. ápice com curto mucro.gli e superior . sem carena e com ala lateral ou lema lanceolada. G. pálea fértil (pf) 62 .45O-P. antécio fértil: B-D.B. antécio fértil com lema (lf) largo-cordiforme. coloração. etc. um ano após a floração. É diferente das folhas normais pela forma. C-D-E-F.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA (lf) obovada. com dorso giboso (núcleo seminífero em forma de carúncula).B. como em Acanthospermum (Asteraceae =Compositae) [Fig.pálea fértil. Brácteas involucrais ou Invólucro-de-brácteas – cada uma das brácteas internas da flor feminina.206]. geralmente modificada ou semelhante a escama.269]. Bractéola fértil ou lema fértil ou pálea fértil. Aespigueta. BRÁCTEA – folha reduzida. minor. mucronada ou aristada.gls) herbáceas. subaristata. – espiguetas multifloras (unidade-semente múltipla) que se desarticulam acima das glumas (inferior . poaeompha. BRADIACARPO – que frutifica depois do inverno.B.vista lateral da lema.46K-L]. FIGURA 48 – Briza: A-B. geralmente bem menor do que a bráctea. Briza sp. que na maturação se tornam rijas e formam um invólucro que envolve o aquênio. Fig. BRACTÉOLA – bráctea de segunda ordem (secundária) ou glumela. como em Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Oryza [Fig. finamente estriada. pálea fértil (pf) levemente convexa no dorso. tamanho. glabra ou pilosa. ligeiramente mais curta [Fig.157] e Phalaris [Fig.

5mm de espessura. pálea fértil (pf) de elíptica a suborbicular.7-1. muito menor do que a lema. de coloração amarelada. lema fértil (lf) gibosa. levemente encurvada e de 0.52. suborbicular. ápice obtuso. atinge até a ½ do comprimento ou pouco mais. Seguem as características diferenciais das espécies de Briza: Briza maxima L. A unidade-semente é a espigueta ou o antécio fértil. glabra ou pilosa. de coloração amarelo-avermelhada.2-1.3-0. hialina.6mm de largura e 0. elíptico ou linear [Fig. ápice obtuso e mútico.5-2. inteiro ou algo recortado. de coloração palha e com 7-nervuras castanhoavermelhadas. divergente -encurvada. adpressa a lema fértil.3-0. membranácea e de coloração palha.6mm de largura [Fig. segmento da ráquila pequena. de orbicular ou elíptica a lanceolada.7)mm de comprimento por 0. adpressa a lema fértil e cerca da ½ do seu comprimento. ápice hialino. esparso-pilosa no dorso. sem giba. truncado. – gluma inferior (gli) cordiforme. base cordiforme. com carenas glabras e com pêlos retrossos entre elas. cariopse com hilo punctiforme. segmento da ráquila divergente. margem alada.5mm de comprimento. cariopse com 1. base cordiforme.6-0. ápice subagudo.48A-B]. cariopse com 0. com 1. lisa ou com papilas entre as carenas.5mm de largura e 0. Briza minor L. com ala membranácea e ápice bífido antécio fértil transverso-ovalado-escavado.0mm de comprimento por 1.48]. de 8-10mm de comprimento por 5mm de largura e 0. membranácea.3mm de espessura.8(-1.B bicarenada. – antécio fértil escavado-ovalado.2mm de espessura.8mm de comprimento por 0. hilo linear. giba com grossos pêlos hialinos. com cerca de 2mm de diâmetro. lema fértil (lf) côncava. pálea fértil (pf) plana. 63 . margem alada.

– espigueta comprimidas dorsiventralmente. com 1. com carenas lisas ou com cílios muito curtos e com aspereza tuberculada entre elas. com glumas (gli – gls) persistentes.9-5. ápice de subagudo a agudo. às vezes.9mm de largura.2-1.9-1. com nervura central conspícua. subagudas.9-2. – espiguetas multifloras (unidade-semente múltipla) que se desarticulam acima das glumas (inferior e superior) e entre as lemas. obtusa.48C-D-E-F]. largo-elípticas e escabrosas na carena.6mm de largura. base cordiforme.2mm de comprimento por 0. – espigueta suborbicular. membranácea e de coloração palha. papilosa-escabrosa no ⅔ superiores. margem alada. gluma inferior em geral menor 64 .0mm de largura. hilo elíptico [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Briza poaemorpha (Presl) Henr. segmento da ráquila diminuto.4-0.0-2.6-1. de 1. pálea fértil (pf) de elíptico-orbicular a orbicular. margem não alada.3mm de comprimento por 0. comprimida lateralmente.5-0. glumas (inferior – gli e superior – gls) largo-elípticas.0(-4. pálea fértil (pf) de elíptica a elíptico-lanceolada.8mm de comprimento por (0. segmento da ráquila divergente e curta. Bromus sp. Briza subaristata Lam.7-1.48G]. de 1. de coloração amarelada.5(-7.7mm de largura. hilo elíptico [Fig. glumas agudas.5mm de comprimento por 0. glabras ou pilosas. giba glabra ou com pêlos.5)mm de comprimento por 0. antécio fértil com lema (lf) largo-elíptica. mútico ou com curto múcron.0)mm de largura.5mm de comprimento por 1. com conspícuo apêndice apical. menores do que os antécios.8-4. com 2. antécio fértil com lema (lf) gibosa. curto-ciliada sobre a porção superior das carenas. cariopse com 0.5mm de largura.3-0.0-1.4-7. cariopse com 0.

em geral aderida à pálea. agudas.82. com 5-10(-13)mm de comprimento por 0. glumas lanceoladas.5mm de largura e a superior com 3-5-nervuras. ápice agudo e fortemente comprimidas lateralmente.49A-B]. 65 . 1-5-nervuras. entre os quais a arista (as) terminal ou subapical. ápice bidentado.49]. unioloides Kunth) – espiguetas ovadolanceoladas. com 8-12mm de comprimento por 2-3mm de largura. antécio fértil com lema (lf) convexa ou carenada. lisa ou dorso papiloso. glabra ou pilosa. de subglabras a pubescentes. pálea fértil (pf) lanceolada. Bromus catharticus Vahl (= B. antécio fértil com lema (lf) lanceolada. carenas com curtos cílios [Fig. bicarenada e carenas com asperezas antrorsas e dorso glabro. cariopse com ápice piloso. pálea fértil (pf) subigualando-se a lema. gluma superior 3-9-nervuras. de dorso aplanado ou arredondado. Seguem as características diferenciais das espécies de Bromus: Bromus auleticus Trin. lisa ou com aspereza antrorsa sobre o dorso. segmento da ráquila (seg) com lado dorsal achatado e ventral (externo) arredondado e abaulado na porção superior. mucronada ou aristada. com 7-11 nervuras.0-3. com (18-)26 (-37) mm de comprimento por (3-)7mm de largura. A unidade-semente é o antécio fértil. a inferior com (1-)3-5-nervuras. reta. lisa ou com aspereza antrorsa. hilo linear [Fig. ápice com 2-dentes obtusos. calo plano e inclinado para o lado ventral do antécio. o tamanho do antécio varia de acordo com sua posição na ráquila e as medidas não incluem a da arista. ex Nees – espiguetas elípticas.5mm de largura. com ápice agudo ou bidentado. com 8-13(-15)mm de comprimento por 2. mútica. glabra.B do que a superior. de (1-)3-6mm de comprimento. menor do que a lema. de modo que aparenta estar paralelo ao eixo do antécio.

sterilis. com lema (lf) lanceolada. papiráceas. carenadas. FIGURA 49 – Bromus (antécios férteis): A-B. F.0-5. catharticus. L-M.5-)3. lado ventral: B-C-H-K-O-Q. de coloração palha ou castanho-amarelada e algumas vezes púrpura.B. cariopse: E-I. hordaceus. 66 . frequentemente esverdeada (imatura).B. J-K. rigidus. lado dorsal: A-G-J-M-N. Q-R. auleticus. tectorum. multinervadas e com magens hialino-membranáceas. G-H-I.B. inermis. secalinus.0mm de largura. K’-prolon-gamento da arista (as) de K. vista lateral: D-F-L-P-R.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA glumas lancelolado-agudas. N-O-P.B.B.B.B. antécio fértil com (10-)1517(-20)mm de comprimento por (2. C-D-E.B.

B muito comprimida lateralmente. segmento da ráquila (seg) com 2-4mm de comprimento. reto ou um pouco abaulado longitudinalmente. lema fértil (lf) de elíptica a estreito-obovada. papirácea. alarga-se ligeiramente em direção ao disco apical reto. com a inferior menor do que a superior. Bromus hordaceus L. antécio fértil obovado-oblongo. lado dorsal plano.7-1. cariopse aderida à pálea.49C-D-E].0-3. com ápice truncado. calo punctiforme e 67 . mais larga abaixo da porção mediana. comprimida lateralmente. de 10-24mm de comprimento por 2.) – espiguetas denso-pilosas. ápice agudo ou com múcro de até 3(-5)mm de comprimento. pálea fértil (pf) largo-acanalada. calo glabrescente ou finamente piloso. (=Bromus mollis L. estas mais conspícuas perto da base e a mediana estendendo-se em arista (as) subapical.0mm de largura e 1. com carenas ciliadas na porção superior e dorso liso. com 6-8mm de comprimento. dorso glabro e carenas esparso-pilosas. 3-5 nervuras e a mediana carenada. com 3-9mm de comprimento por 0. encobre quase totalmente a pálea e a cariopse. ápice bidentado. de 6-8(-10)mm de comprimento. glumas ovalado-lanceoladas. de coloração cinza-amarelada ou verde-amarelada.3mm de largura. lado ventral com sulco profundo (cerca de ⅓) e muito estreito [Fig. mais curta e mais estreita do que a lema.2-1. levemente encurvada longitudinalmente. base atenuada. glabro ou curto-pubecente. diminutamente curto-pubescente. nervuras e às vezes os interespaços finamente hispídulos.8mm de espessura. pálea fértil (pf) estreito-lanceolada.6mm de largura. segmento da ráquila (seg) com cerca de 1mm de comprimento. geralmente com rugas transversais entre as 7-nervuras. pilosas. de (6-)7-9(-11)mm de comprimento (exceto arista) por 2.

alargando um pouco para o ápice. de coloração castanha. – antécio fértil elíptico. lado ventral com estreita costela longitudinal [Fig. lateralmente pouco comprimido.0mm de comprimento. com lado dorso plano-convexa e ventral com sulco raso [Fig. fino. pálea fértil (pf) plana. base arredondada. Bromus inermis Leyss. de coloração amarelo-clara ou de castanho-acinzantada a castanho-escura.) Koch) – antécio fértil alongado-ovalado.49G-H-I]. arista (as) com 1-2(-3)mm de comprimento ou ausente. com 7-8mm de comprimento por 1. Bromus squarrosus L. de (9-)10-12mm de comprimento por 1.5-1. afilando para uma base pontuda. carenas com densos e curtos pêlos finos. mais estreita do que a cariopse. cariopse aderida à pálea e visível externamente através dela. igualando-se ou levemente maior do que a cariopse e a pálea.49F].5mm de espessura.. lema fértil (lf) de plana a levemente convexa (com margens levemente viradas). villosus (Gmel. 3-5-nervuras e com a mediana mais conspícua. cariopse aderida à pálea.3-0. segmento da ráquila (seg) subcilíndrico. Bromus rigidus Roth (= Bromus villosus Gmel. de 1220mm de comprimento (exceto a arista) por 1. afilando para o ápice. com pubescência espranquiçada.0mm de largura e 1.0mm de espessura. afilando para as duas extremidades. lado dorsal glabrescente ou esparso-puberulenta perto da base. ápice arredondado. reto.8-2.8mm de largura e 0.5-3. conspicuamente mais larga do que a cariopse. com 6mm de comprimento por 2mm de largura e 1mm de espessura.5-3. de coloração castanha. alongado-ovalada.2mm de largura 68 . achatada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA circundado por estreita calosidade. var. de 2.

rugosa-escabrosa e com 35(-50)mm de comprimento.6-2. lema fértil (lf) não comprimida lateralmente.B e 1. reto ou levemente encurvada longitudinalmente. calo fosco. hialinas da porção mediana ao ápice. afilando para as duas extremidades pontudas. ápice obtuso.5-1. a 4-6mm abaixo do ápice. pálea fértil (pf) com carenas muito próximas e com esparsa e curta pilosidade. da ½ inferior até ¾ do antécio. com curta pilosidade esbranquiçada mais densa na base. aproximadamente da mesma largura da cariopse. alargando um pouco para o ápice e curtopubescente. mais largo acima da porção mediana e afilando gradualmente para uma base arredondada e abruptamente para um ápice obtuso. margens retas ou encurvadas sobre a pálea.49J-K]. – antécio fértil de oblongo a estreito-elíptico em contorno e hipocrepiforme em seção transversal. lema e pálea fértil + cariopse ± iguais no comprimento. estreitooblonga.0mm de largura e espessura. punctiforme e com curta-pubescência esbranquiçada e ascendente. Bromus secalinus L. de coloração castanho-escura. margem encurvada para o lado ventral. com lado dorsal reto e ventral levemente convexo e com estreito sulco longitudinal profundo [Fig. com 10-12mm de comprimento (muito mais curta do que a lema e não alcançando as cerdas apicais) por 1. nervuras laterais 69 . lado dorsal reto.5-2. cariopse aderida ao antécio. ápice com duas finas cerdas membranáceas de 4-5mm de comprimento. principalmente. lema fértil (lf) de coloração castanhoamarelada a castanho-púrpura.8mm de espessura. de coloração amarelo-acinzentada a castanho-acinzentada. com 7-9mm de comprimento (exceto a arista) por 1. segmento da ráquila (seg) de 3-4mm de comprimento.0mm de largura e espessura. com nervura mediana conspícua e que se estende. em uma arista (as) muito dura.

Bromus sterilis L. aproximando-se uma da outra e extendendo-se para dois dentes apicais de 2-3mm de comprimento. pálea fértil (pf) côncava (com sulco ± profundo). lado dorsal convexo.49L-M].5-2. calo com calosidade aneliforme. com 10-15(-18) mm de comprimento (exceto a arista) por 1. com curta-pubescência inconspícua. – antécio fértil estreito-oblongo.0mm de espessura.5mm de comprimento. longitudinalmente encurvado (no antécio maduro). segmento da ráquila (seg) de 1-2mm de comprimento. a 1.5-8. oblongo-ovalada. lema fértil (lf) comprimida lateralmente.8mm de diâmetro. com (5. lado dorsal achatado (porção deitada sobre a pálea) e ventral arredondado. margens estreitohialinas.8(-2. de coloração cinza-amarelada e lema frequentemente tingida de castanho-escura a vermelho-púrpura ou púrpura-escuro (antécio maduro). conspicuamente rugosa-escabrosa. ápice arredondado e carenas hispídulo- ciliadas.5-1. pálea fértil (pf) com 70 .0mm de comprimento por (1. comprimida lateralmente. mas que algumas vezes pode estar ausente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA inconspícuas e mediana conspícua. em uma arista (as) escabrosa com 15-25mm de comprimento.0mm abaixo do ápice.0)mm de largura e 1.0-6. que geralmente se estende para uma arista (as) subapical de 3. nervuras muito conspícuas e com a mediana se estendendo.5-)6. cariopse aderida ao antécio. glabro ou lateralmente curtopiloso. de coloração amarelada a cinza. lado dorsal convexo e ventral com sulco longitudinal em forma de ‘V’ [Fig. margens conspicuamente voltadas para o lado ventral e que se afilam gradativamente do ápice arredondado para a base aguda.51. viradas para o lado ventral. pouco mais estreito perto do ápice.3-)1. arista reta ou com abrupta torção ou curvada na ½ ou acima.

margem e ápice hialinos. glabro ou com tufo de curtos pêlos em cada extremidade. segmento da ráquila (seg) reto. de coloração cinza-amarelada e lema freqüentemente tingida de púrpura ou de castanho-escura. Bromus tectorum L. com 8-10(12)mm de comprimento (exceto a arista) por (0. a 2-3mm abaixo do ápice. calo conspícuo.2mm de diâmetro. afilando para as extremidades e mais largo na porção mediana. cariopse aderida à pálea.9-)1. com um 71 . ápice obtuso e diminutamente entalhado. de coloração castanha e com estreito sulco profundo [Fig. estreito-oblonga. com longos e esparsos pêlos finos nas carenas. lustroso.B concavidade profunda (em forma de ‘V’). com 8-12mm de comprimento por 1. pálea fértil (pf) pouco mais curta do que a lema. segmento da ráquila (seg) com cerca de 3mm de comprimento. de 2.5-3. superfície finamente pilosa e margens com pêlos cerdosos de tamanho variado. de 2-3mm de comprimento. reta ou curvada para o dorso e de até 12(-15)mm de comprimento.0mm de comprimento. com curta-pilosida fina. em geral obscurescida pelas margens encurvadas da lema. com densa-pubescência de pêlos macios e que se tornam mais longos perto do ápice. – antécio fértil de estreito-elíptico a estreito-lanceolado.0-1. lema fértil (lf) comprimida lateralmente. alargando-se ligeiramente para o ápice.5mm de largura por 1.21. pouco mais larga do que a cariopse. nervura laterais fracas e mediana muito conspícua e que se estende. se alarga ligeiramente para o ápice. viloso.49N-O-P]. margens levemente encurvadas e que se extendem para dois dentes apicais. em uma arista (as) dura. calo amarelado.2mm de espessura. lado dorsal achatado (porção deitada sobre a pálea) e ventral arredondado. com estreita concavidade rasa. um pouco encurvada longitudinalmente.

C. caulinar extremamente reduzido e todas as reservas encontramse nos catáfilos. com cerca de 8mm de comprimento por 1mm de diâmetro.Fig. BROTO – gema que brota nos vegetais e é capaz de se desenvolver em ramificações folhosas e/ou floríferas.51B) que apresenta grande número de pequenos bulbos. alho .Fig. Broto axilar – gema que se desenvolve na axila de uma folha.49Q-R]. ou composto (trevo. como em inflorescências. BULBILHO – gema aérea transformada em órgão de multiplicação vegetativa. oblonga. cariopse aderida ao antécio. B.51A) ou tunicados (cebola .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA tufo de pêlos em cada lado. mas na realidade se trata de um sistema caulinar com seu eixo.composto de alho. (Alliaceae).escamoso do lírio. BULBO – diz-se de sistemas caulinares subterrâneos como gemas protegidas por catáfilos ou bases foliares que armazenam reservas. Broto terminal – gema que se desenvolve no ápice da parte aérea. Bulbos podem ser escamosos (lírio .Fig. considera-se o bulbo como um caule modificado. com lado dorsal convexo e ventral com profundo sulco [Fig. (Amaryllidaceae) e no gênero Agave (Agavaceae).tunicado de cebola.Fig. do qual resulta um vegetal que pode crescer e formar uma nova planta adulta. Hippeastrum reticulatum Herb. como nas espécies de Allium sativum L. O mesmo que bolbinho. 72 . FIGURA 50 – Bulbo cheio de açafrão. os primórdios foliares e as folhas modificadas. surgem também na axila de folhas normais. suas gemas.51C) ou cheios (alçafrão . de coloração castanha.50) que se caracterizam por apresentar o eixo FIGURA 51 – Bulbos : A. de resto glabro.

) C. levemente lustrosa.7-0.6-07mm de largura. afilando abruptamente para o ápice obtuso e gradativamente para uma base estipitada. 73 . de coloração parda. pericarpo coriáceo. transversalmente ondulado-rugasa.B. inserção basal triangular. trigona.) – núcula obovada. com 0.B Bulbostylis capillaris (L. A unidade-semente é a núcula.239A-A’]. ápice com rostro (ro .estilete remanescente) caliptriforme (raro ausente).8mm de comprimento (exceto o rostro) por 0. semente preenche todo o interior da núcula [Fig. Clarke (= Scirpus callaris L.

74 .

.

a certa distância umas das outras. ou quando um aquênio perde o pappus. (Asteraceae =Compositae – Fig.Leonotis sp. o mesmo que racemo [Fig. C. pode ser simples ou compostro e. ou como uma elevação distinta (saliência em Faboideae. se inserem num eixo comum.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CACHO – tipo de inflorescência onde as flores providas de pedicelo (pedúnculo – pd). como em Cirsium arvense (L..Hyptis sp. nas sementes é sempre oposta a micrópila e ao ápice dos cotilédones.90). neste caso. na tribo Vicieae. como as folhas de Tabebuia (Bignoniaceae).52]. 1999).297-ch]. FIGURA 52 – Cacho. Ver Fabaceae. B. (Fonte: Barroso et al. ou sob a forma de uma faixa que pode circundar parcial ou totalmente a semente. CÁLICE – verticílo floral mais externo do perianto heteroclamídeo das Dicotiledôneas. com um nome especial para cada um.Marsypianthes. CADUCIFÓLIA – árvore que perde as folhas no período de repouso vegetativo (inverno frio ou seco). CADUCO(A) – quando uma planta perde as folhas durante a estação mais desfavorável. FIGURA 53 – Cálice acrescente: A.. CALAZA ou CHALAZA – nos óvulos das Angispermas é a parte onde passam os vasos que conduzem a seiva do funículo à nucela [Fig.Hyoscyamnus sp.Triplaris surinamenseis. na superfície do tegumento é visível sob a forma de mancha mais escura ou mais clara (como no gênero Bixa – Bixaceae). E. formado pelas sépalas (sp) [Fig.) Scop.171]. multiforme. O cálice pode ser usado como uma caracteristica 76 . o mesmo que caduca ou decídua e oposto a perenifólia. Cálice acrescente – que continua a se desenvolver (em vez de cair) após a fecundação. CAESALPINIOIDEAE – subfamília da Fabaceae. D.. o mesmo que decíduo.

240M-N]. Nas sépalas internas os lóbulos são acrescentes. como em espécies de Polygonaceae ou é um cálice gamossépalo como em Hyptis sp. como em Triplaris surinamensis Cham. Cálice hexâmero – sépalas acrescentes.Fig. Leonotis sp.240D-E].53A). que serve de flutuador. é formado por seis segmentos (sp). adicional. [Fig.C morfológica. com ou sem ala. dispostas em dois ciclos de três lóbulos ou segmentos e com as externas menores.53A] e Ruprechtia.Fig. como em Rumex crispus L. [Fig. (Polygonaceae .53B) e Triplaris surinamenseis Cham. O perigônio persiste sobre o fruto e geralmente toma parte na sua dispersão. Rumex obtusifolius L. Cálice aderente – cálice de flor infero-ovariada. 77 . para separar espécies dentro do mesmo gênero.53C-D-E). Cálice livre – cálice de flor súpero-ovariada. Ver cálice hexâmero e cálice pentâmero.240I-J] e Rumex pulcher L. como em Rumex sp. [Fig. (Solanaceae . reflexas na frutificação e localizadas sobre os ângulos das núculas. e Marsypianthes (Lamiaceae =Labiatae Fig. Cálice dialisépalo – segmentos podem ser separados. [Fig. [Fig. Cálice gamossépalo – segmentos unidos numa peça única.240] ou os lóbulos externos são maiores do que os três internos. com bordos inteiros ou com pequenos dentes ou com lacínias e no dorso de cada lóbulo pode-se encontrar na base um tubérculo esponjoso (espessamento da nervura mediana).. Hyoscyamnus sp.

como ocorre em Eucaliptus.241D). com lóbulos ± do mesmo tamanho.20A-A’-B].) A. . Persicaria sp...248]. CAMPILÓTROPO – ver óvulo campilótropo [Fig. Fagopyrum esculentum Moench [Fig. Löve (=Polygonum convolvulus L. ou corola soldada em peça única em forma de capuz. como as flores de Tabebuia e Tecoma [Fig. 95-cf]. 167. 241P]. CALIPTRA – “capuz” que recobre aponta da radícula [Fig. [Fig. freqüentemente com pêlos [Fig. em Poaceae (=Gramineae) é a área intumescida e dura na base ou no ponto de inserção do antécio ou da espigueta no ráquis ou na ráquila. 155.101D]. CALICINA(O) – relativo ao cálice. com tubo inflado e que vai se alargando gradativamente para o limbo.241A]. CAMPANULADO(A) – diz-se da corola gamopétala. dispostas em um único ciclo. [Fig. 78 . o mesmo que coifa. cálice ou outro órgão em forma de sino. CALICIFORME – semelhante ao cálice: bráctea ou glândula caliciforme. Coccoloba sp. 116. Ver corola gamopétala.49. geralmente diferenciada pelo aspecto córneo e que rodeia a área de inserção no receptáculo [Fig. estrutura semelhante a um cálice.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Cálice pentâmero – sépalas acrescentes.241GL-M] e Polygonum sp.Fig. CALÍCULO – pequeno cálice. em Asteraceae (=Compositae) é a parte basal do aquênio. Fallopia convolvulus (L. como em Antigonon sp. CALO – área protuberante e endurecida (calosa). formado por brácteas externas a este. 224].

CAPÍTULO – tipo de inflorescência das Asteraceae (=Compositae). CAPPARIDACEAE – grafia correta da família Capparaceae (mais usada). CAPACIDADE DE CAMPO – quantidade (volume) de água que um solo é capaz de reter para atingir a saturação. em forma de cabeça [Fig.Fig. lb. formado por um receptáculo (re). com pericarpo carnoso e cavidade central cheia de tecido polposo uniforme. indeiscente. fruto ou semente) que FIGURA 55 – Capítulo.Campomanesia sp. 54C-D). CAPPARACEAE – grafia correta da família Capparidaceae.Fig.54A-B). freqüentemente alargado (discóide.. se apresenta mais largo.C CAMPOMANESOÍDIO – fruto bacóide.100P]. onde se localizam radialmente na porção central. CAPITADO – diz-se do ápice de um órgão (folha. estreitos lóculos (lo) que encerram poucas sementes. como os pêlos glandulares. Averrhoa (Oxalidaceae .Averhoa sp.16R-R’]. canal (largo e côncavo) [Fig. CANALICULADO(A) – diz-se quando um órgão se parece com um pequeno FIGURA 54 – Campomanesoídios (fruto inteiro e corte transversal): A-B. Diospyros (Ebenaceae) e Vismia (Hypericaceae =Guttiferae). C-D. Pecíolo canaliculado de Tradescantia virginiana L. Campomanesia (Myrtaceae . multisseminado.. ovóide. CANALÍCULO – que tem pequeno canal.lóbulos do cálice. como nos frutos de Achras (Sapotaceae). 79 . CANALIFORME – que tem forma de canal.

Eschweilera nana (O. Berg) Miers. CÁPSULA – fruto simples. Couratari asterotricha Prance. deiscente e geralmente multisseminado.55].2) mm de comprimento por (0.op). A unidade-semente pode ser a silícola.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA etc.9-2. Portulaca (Portulacaceae) e em Anagallis arvensis L. mais ou menos plano ou convexo e onde se inserem na parte superior as flores. Capsella bursa-pastoris (L. Eschweilera ovata 80 .3mm de espessura. como nos gêneros Sesuvium (Aizoaceae). na parte inferior encontram-se brácteas. FIGURA 57 – Cápsula circuncisa (pixídio) de: A-BCariniana estrellensis e C. (Primulaceae) . uma valva ou a semente livre.8-)0. interespaços rasos e alongados longitudinalmente [Fig. levemente comprimida lateralmente.2mm de largura.56].5(-0.317]. finamente alveolada (40X).fruto.3-)0. com uma rede de malhas finas.). geralmente sésseis (sem pedúnculo) e muito próximas uma das outras [Fig. de 2.6)mm de largura e cerca de FIGURA 56 – Cápsula circuncisa (pixídio) de Anagallis arvensis. formado por dois ou mais carpelos.. superfície de castanho-claro a castanho-avermelhado (quando madura). Amaranthus e Celosia (Amaranthaceae).Lecythidaceae: A-C.9-1.) Medik. B.fruto membranáceo [Fig. Bertholletia excelsa Bonpl. uma inferior (urna) e outra superior (opérculo .0(-1. 57A-B-C]. Existem diversos tipos de cápsulas dependendo da forma como se abrem na maturidade: Cápsula circuncisa ou opercular ou pixídio – com deiscência transversal que divide o fruto em duas porções distintas. de (0. ápice levemente emarginado e com mais de uma semente por valva (va). seco. – com silícola oblongo-cordadatriangular ou em forma de bolsa de pastor antiga.6-2. 0. faces levemente convexas e com dois sulcos longitudinais.8mm de comprimento por 1.columela seminífera.4-0. Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze (Lecythidaceae) – fruto lenhoso [Fig. de opaca a levemente lustrosa. semente (s) cilíndrica ou elipsóide.

Mitracarpus (Rubiaceae) e Plantago (Plantaginaceae) .Fig. ceae. Cápsula lobada – com deiscência loculicida que só ocorre na porção apical do fruto. Cápsula circundante – com deiscência loculicida que ocorre no contorno dos carpelos (ca).61) e Theaceae.C (Camb. como em Capparis flexuosa (L. como nos gêneros Cerastium e Silene (Caryophyllaceae . sobre a placenta parietal-marginal. com eixo central placentífero e cálice (cal) tubuloso persistente. Fruto membranáceo. FIGURA 58 – Cápsula circundante de Malopanthera sp. bilocular e com sementes (s) aladas. Cápsula folicular – com deiscência numa das suturas do fruto toruloso bicarpelar (ca). que envolve o fruto até o ápice ou apenas a metade inferior. Menodora (Oleaceae).Fig.Fig.59). com dois ou mais carpelos. expondo a superfície interna vermelha. FIGURA 59 – Cápsulas denteadas: A. Henriquezia e Molopan-thera (Rubiaceae .) Miers e Lecythis lanceolata Poir. Em Luehea somente após a queda das sementes é que os lobos se aprofundam e o fruto forma valvas. muitas vezes hialino.cápsulas uniloculares. como no gênero Spathodea (Bignoniaceae . expondo o largo eixo seminífero originado da placentação axial. Gleasonia. como nos gêneros Dianthus e Gypsophila (Caryophyllaceae). bicarpelar.Cerastium sp. fruto globoso ou comprimido.60).58). BSilene sp. do pericarpo e as sementes (s) pêndulas com sarcotesta carnosa. ou com deiscência num dos lóculos.. Cápsula denteada – com deiscência por dentes apicais. 81 . (Capparaceae). pode-se encontrar em Campanulaceae.Fig. Tiliaceae (Luehea .cápsulas biloculares.) L. com placentação axial ou parietal. Cucurbita- FIGURA 60 – Cápsula folicular de Spathodea campanulata: A. (Lecythidaceae) .fechada e B-aberta. formando-se curtos lobos (lb).

cápsula (cp) com 8-18 poros e igual número de estrias. Fig. mas os carpelos permanecem presos ao eixo central do fruto.Fig. (Papaveraceae – FIGURA 62 – Cápsula loculicida.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Cápsula loculicida – com deiscência ao longo da nervura mediana (nm). FIGURA 63 – Cápsula loculicida de Argemone mexicana. (Papaveraceae . Cápsula poricida – formado por dois ou mais carpelos. Spergula. Bredemeyera e Polygala (Polygalaceae) e Vochysia (Vochysiaceae) [Fig. o ejaculador (ej) ou retináculo.62]. sem formar valvas independentes. Petunia (Solanaceae). no dorso de cada carpelo (ca). Mollugo (Molluginaceae). – Lecythidaceae). 82 . disco estigmático (es) plano a levemente convexo.64A-B]. a forma da cápsula e o número de poros depende da variedade. e Stellaria (Caryophyllaceae). formando-se tantas valvas (va) quantas forem os carpelos que compõem o fruto e na base permanece o cálice (cal). portanto cada valva (va) é formada por duas metades de dois carpelos adjacentes [Fig. Argemone mexicana L. como nos gêneros Oxalis (Oxalidaceae). Cápsula rimosa – com deiscência loculicida que ocorre numa das suturas do fruto bicarpelar. uma estrutura encurvada em forma de gancho. como na castanha-do-Pará (Bertholletia excelsa Bonpl.Malvaceae) e nos gêneros Juncus (Juncaceae).65A-B) e nos gêneros Apeiba (Tiliaceae).65C-D-E). como em algodão (Gossypium .63) em Acystasia e Justicia (Acanthaceae) existe internamente. Papaver rhoeas L. sobre a qual estão assentadas as sementes (s) e que são expulsas (liberadas) em duas direções opostas [Fig.66]. Em Papaver rhoeas L. Spergularia FIGURA 61 – Cápsula lobada de Luehea sp.com deiscência por poros (p). Linaria e Antirrhinum (Scrophulariaceae – Fig.

simultaneamente. como nos gêneros Begonia (Begoniaceae).) Wurdack o tubo do hipanto se rompe irregularmente no sentido longitudinal e.Mostue sp. Mostue e Mitreola (Loganiaceae) e Veronica (Scrophulariaceae) [Fig.. em Tibouchina grandiflora Cogn. liberando as sementes. como nos gêneros Mollia (Tiliaceae).. na junção dos dois carpelos. em geral. Cápsula rompente – quando o ápice do fruto fica obstruído e a deiscência ocorre através do rompimento (ru) irregular do pericarpo. Tibouchina (Melastomataceae) e em Talinum repens (Portulacaceae – Fig. (1999). F-Vochysia sp.Polygala sp.Papaver rhoeas. C. numa curta distância. B. D. B. fruto ± orbicular.Justicia sp. FIGURA 67 – Cápsula ringente: A. (1999). segundo BARROSO et al. E. Fig.68I). Em Tibouchina clavata (Pers.corte transversal do fruto. (1999). Cápsula ringente – com deiscência que ocorre apenas na porção apical.68E-F-G-H) ocorre primeiro o rombimento do hipanto.67]. E.. Em Lavoisiera e Opisthocentra clidemioides (Melastomataceae . na mesma região da deiscência do ovário maduro..Bredemeyera sp. e T.. multiflora (Melastomataceae) ocorre primeiro o rompimento (ru) transversal.Antirrhinum sp..Acystasia sp. na região mediana de cada valva.. depois a deiscência loculicida e. Ludwigia (Onagraceae – FIGURA 66 – Cápsulas rimosas: A..Veronica sp. bicarpelar. 83 ...68A-B-C-D). 1999).. B-C-D.Mitreola sp. D. Fonte A-F: Barroso et al.Mollia sp. o hipanto começa a se decompor nas regiões dos rompimentos (BARROSO et al.Fig. ficando a cápsula semi-aberta. FIGURA 65 – Cápsulas poricidas: A-B.Oxalis sp.C FIGURA 64 – Cápsula loculicida com ejaculador: A. C-D. Fonte A-B-C: Barroso et al.Linaria sp.

como no gênero Ammannia e Cuphea (Lythraceae – Fig. mostrando a ruptura.semente parcialmente envolta pelo endocarpo. Ipomoea e Merremia (Convolvulaceae). Penstemon (Scrophulariaceae). Helicteres sacarrolha A. B.-Hil. Opisthocentra clidemioides: G.cp íntegra. (1999). Hibiscus (Malvaceae). Talinum repens: I. Petunia e Sessea (Solanaceae) [Fig. como nos gêneros Cuspidaria e Macfadyena (Bignoniaceae). et al. F. ventral de sutura e o eixo seminífero permanece como coluna.cp íntegra. o hipanto é membranáceo. Sapium (Euphorbiaceae).cp. Fonte: Barroso et al. Hypericum (Hypericaceae =Guttiferae). Alseis e Spermacoce (Rubiaceae). Simira (Rubiaceae). B.porção apical do hipanto.69) e em algumas espécies de Aristolochia (Aristolochiaceae). como nos gêneros Aristolochia (Aristolochiaceae) e Escallonia (Saxifragaceae) [Fig. O pericarpo é membranáceo e hialino. Lavoisiera sp. a coluna seminífera (col) pode sofrer um rompimento na porção basal e assim se desprende junto com as valvas (va). (Sterculiaceae).semente. FIGURA 69 – Cápsula rúptil: Cuphea sp. no centro da cápsula Clusia (Clusiaceae =Guttiferae).rompimento longitudinal da parede do fruto e do cálice. H. longituninalmente estriado e geralmente colorido. expulsando a coluna seminífera com as sementes.cp com ruptura.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Cápsula rúptil – com deiscência por rompimento unilateral da parede do fruto e do hipanto. Convolvulus.: A. ficando intacta a coluna seminífera (col).tubo do hipanto rompido. Bonyunia (Loganiaceae). D. C. Em alguns casos. Cardiospermum e Dodonaea (Sapindaceae). Cápsula septífraga – com deiscência por septos (se).: E. Datura. C.vista interna do fruto. a separação pode ocorrer da base do fruto para o ápice. St.cálice acrescente inteiro. ocorrendo a seguir a abertrura de cada um deles na linha FIGURA 68 – Cápsulas rompentes (cp) de Ludwigia sp. e o eixo seminífero (col) com as sementes (s) é projetado através desta abertura. mostrando o fruto deiscente (se fende na base). ao longo do dobramento dos carpelos.70. 73]. Cápsula septicida – com deiscência nos pontos de junção (união) dos carpelos. 71].: A. Browalia. caliciforme (cal). 84 .72. Rhododendron (Ericaceae).endocarpo.

B. formado por dois ou mais carpelos concrescidos em tubo até quase o ápice.. C. FIGURA 71 – Cápsulas septicidas: A. E.Bonyunia sp.: D.. C. 1999). D. Sapium sp.cápsula trivalvar.Hypericum sp. Cápsula tubulosa – com deiscência loculicida que ocorre na porção médio-superior do fruto ou.Simira sp. (Fonte: Barroso et al. FIGURA 73 – Cápsulas septífragas: A. Nesse tipo de fruto. Siolmatra (Capparaceae)..Macfadyena sp. G.C FIGURA 70 – Cápsula septicida. (Fonte: Barroso et al.... também podem ocorrer rompimentos 85 ..Ipomoea sp.Helicteris sacarrolha.cápsula sem uma valva e coluna seminífera sustentando a semente.Cuspidaria sp. e Menzelia (Losaceae) e Laplaceae (Theaceae – Fig. como em Lobelia (Campanulaceae). E.74).Sessea sp. B.Clusia sp.. 1999). na região apical.Alseis sp. formando-se curtos lobos (lb) ou dentes. Blumenbachia. F. mais freqüentemente. Caiophora FIGURA 72 – Cápsula septífraga (aberta e no centro a columela).

Fig. Fonte (exceto F): Barroso et al. CARCERULÍDIO – fruto artrocarpáceo. Leonotis nepetaefolia (L. ou as 86 . Hyptis lophanta Mart. Aiton. originado de um ovário súpero e bicarpelar.T.) W. Myosotis arvensis (L.. Hyptis suaveolens (L. Leonurus sibiricus L..Caiophora sp.Siolmatra sp. Marsypianthes chamaedrus (Vahl) Kuntze. São subtipos desse tipo de fruto as cápsulas: denteada. (1999). seco.. CAPSULÍFORME – em forma de cápsula.Me nzelia sp. (Lamiaceae =Labiatae . (Boraginaceae . como em Echium plantagineum L.Verbena bonariensis. FIGURA 74 – Cápsulas tubulosas lobadas: A. Hyptis brevipes Poit.77).Fig. CAPSULÍDIO – quando envolve mais de um tipo de cápsula. ficando intactas apenas as nervuras ou as costelas longitudinais. Hyptis pectinata (L.. rompente e velatídio. que se separa na maturação em dois carpídios ou mericarpos unisseminados e que correspondem à metade de uma folha carpelar. segundo BARROSO et al. Leucas martinicensis R. B. F-GLobelia sp. E.) Poit. FIGURA 75 – Carcerulídios (ventral e dorsal) : A-A’. D..Blumenbachia sp.Br.Laplaceae sp.76).. lobada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA irregulares do pericarpo.) Hill e Prunella vulgaris L. (1999).. C.. B-B’Stachytarpheta cayennensis.) Poit. indeiscente.. ou deste e do hipanto que o envolve...

Fig. CARENA – crista em forma de quilha (q) de barco.Fig.como a pálea fértil do antécio que é bicarenada) ou o lado ventral das sementes de Convolvulaceae [Fig.Hyptis brevipes. bordos carenados. com estilete filiforme persistente.C folhas bicarpelares por constricções mais ou menos transversais se dividem em quatro carpídios ou mericarpos unisseminados. geralmente.dorsal.Fig. C. 104A-C-D] (Convolvulus . castanho-clara (imatura) e de castanho-escura a ferrugínea (madura).Hyptis pectinata.Fig. Cuscuta . finamente reticulada. como as glumas das Poaceae (=Gramineae .338) ovóide-comprimida. planoconvexa. FIGURA 77 – Carcerulídio de Echium plantagineum: A.C.2-1. I. castanha.113A-B. de 2. estipiforme e inserção elíptica.Fig.105.Fig. base estipiforme. Dichondra . ELeonotis nepetaefolia. escariosos e com pequenos dentículos antrorsos [Fig. CARENADA(O) – que tem carena [Fig.2mm de comprimento (exceto estilete) por 1. com base obtusa.Leonurus sibiricus. A unidade-semente é a núcula ou o utrículo. ápice mucronado ou. BROUWER & STÄHLIN (1955) designam esse fruto de “Klause”.11 . núcula geralmente envolta pelo utrículo (bráctea em forma de saco .ventral. B.Hyptis lophanta.) Vahl .Prunella vulgaris. o mesmo que quilha. CARENIFORME – em forma de quilha.100-O]. Carex sororia Kunth – núcula de largo-ovalada a largo-elíptica. HMarsypianthes chamaedrus. FIGURA 76 – Carcerulídios de Lamiaceae: A.210). e Stachytarpheta cayennensis (L. G.113C-D e Ipomoea . como em Verbenaceae (no gênero Glandularia e em Verbena bonariensis L. 87 . F. com um lado muito pronunciado ou com uma costela plana ou côncava. D.Hyptis suaveolens. opaca ou levemente lustrosa.0-2.75). J.Fig. com rostro apical bifendido. B. Rich.5mm de largura.239B-C-C’].Myosotis arvensis.Leucas martinicensis.

primórdios foliares (pri).11] e o lado ventral. com pericarpo concrescido com o tegumento (pt) em toda a sua extensão. estilete (est) e estigma (es) [Fig. em número de uma ou mais. fica voltado para a pálea fértil (pf) do antécio.79. da cariopse permitem separar espécies do mesmo gênero. Ver também putâmen.81] e é genericamente denominado de grão. 78.vista interna. CARPELAR – relativo ao carpelo. que pode ser visualizado [Fig.80. almum Parodi e de S. como tamanho e forma. CARNOSA(O) – com textura de carne ou algo suculenta. quando completo é constituído pelo ovário (ova – onde estão os megasporângios – o ). forma o pistilo (parte do gineceu). Diz-se da folha que se modifica para constituir o pistilo e que corresponde ao megasporófilo. apresenta na base do lado ventral uma cicatriz. O embrião (em) é formado pelo escutelo (esc) e pelo eixo embrionário. sudanense (Piper) Stapf [Fig.328]. indeiscente. como folhas.) Pers. CARPELO – folha modificada (folha carpelar) que.vista externa. radícula (rd) e a coleorriza (cor). 88 . envolto pelo endosperma (en) abundante. FIGURA 78 – Cariopse de milho: A. unisseminado. Cariopse é o fruto típico das Poaceae (=Gramineae) [Fig. onde se encontra a mancha hilar. a mancha hilar (não é o hilo verdadeiro).78B): coleóptilo (cop).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CARIOPSE – fruto simples.171]. onde se encontra o embrião. pedúnculos. As características morfológicas. morfologicamente o termo mais adequado é ‘pirênio’. de S. O lado dorsal da cariopse. CAROÇO – termo genérico para designar a parte central das drupas. etc. que em algumas espécies é punctiforme e na base do lado dorsal o embrião (em).. raiz adventícia seminal (ras). seco. frutos. como Sorghum halepense (L. fica voltado para a lema fértil (lf) [Fig. plúmula (pl). B.

C-D.C FIGURA 79 – Cariopse dorsal (difernças entre espécies): B.A.Secale cereale.A.Hordeum vulgare.Triticum aestivum. strigosa e antécio fértil vista lateral: A. G.A. I. sativa.A.Avena barbata. strigosa e antécio fértil dorsal: A. F.A. EAvena barbata. 89 . C-D.Hordeum vulgare. I.A.A.Avena barbata.Secale cereale.Secale cereale. FIGURA 80 – Cariopse vista lateral (difernças entre espécies): B. H.A. G. E. E. I. G. byzantina. H. sativa. F. sativa.A.A. F.A. fatua. byzantina. fatua.Triticum aestivum. FIGURA 81 – Cariopse ventral (difernças entre espécies): B. strigosa e antécio fértil ventral: A. H.Hordeum vulgare. fatua. C-D. byzantina.Triticum aestivum.A.

Sida rhombifolia L. 109]. denominada de estilopódio (et) [Fig. bífido ou bipartido. santaremnensis. C. excrescência carnosa sobre o tegumento das sementes e que se forma próximo da micrópila. D.S. ou seja. Sida linifolia Cav.) Cav.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CARPÍDIO ou MERICARPO – cada uma das partes unisseminadas de um fruto esquizocarpáceo seco e indeiscente. linifolia.S. Sida carpinifolia L. Nas espécies da família Apiaceae (=Umbelliferae) o carpídio [Fig. também denominado 90 .. que na maturação se decompõem em cinco ou mais carpídios como nas Malvaceae ( Alcea rosea L. E. ou raramente quatro.83. as valéculas (val) e duas na face da comissura. No ápice dos carpídios encontram-se os esiletes (est) e que na base apresentam uma formação cônica ou cilíndrica. frequentemente FIGURA 82 – Carpídios de Sida: A. duas costelas intermediárias (ci) entre as costelas laterais e a costela dorsal (cd). Monteiro e Sida spinosa L. 109].. 109) e na maioria das Verbenaceae. CARÚNCULA – tipo de arilo.. CARPÓFORO – prolongamento do eixo floral que eleva o fruto acima do nível de inserção dos elementos do perianto.83. sendo duas costelas laterais (cl . visíveis como quatro linhas escuras. sendo uma em cada lado do sulco [Fig. cada carpídio (car) apresenta no lado dorsal cinco costelas ou nervuras longitudinais.. Sida cordifolia L.82).83. . B. que na maturação fica preso apenas no ápice pelo carpóforo inteiro. cordifolia. mas outras disposições podem ocorrer. Sida santaremnensis H. em dois nas Apiaceae (=Umbelliferae Fig.83-cr]. entre as costelas encontram-se tubos oleíferos longitudinais.f. rhombifolia.83-car] é pêndulo. com face ventral plana (face da comissura que envolve o carpóforo (cr) antes da maturação) e dorsal convexa.uma em cada lado e que delimita a margem da comissura). carpinifolia..S.S. como em Apiaceae (=Umbelliferae) [Fig.Fig. haste bifurcada de alguns frutos e que sustenta um carpídio ou mericarpo.S. F. = Althaea rosea (L.S. spinosa.

carúncula de origem micropilar (arilóide – arl). CASCA – porção mais externa do tronco e ramos de uma árvore. 189A-B] . geralmente de textura corticosa. CATÁFILO – diz-se das folhas modificadas. FIGURA 83 – Cremocarpo de Apiaceae. (Juncaceae). CARTÁCEO(A) – com textura de uma folha de papel ou de pergaminho.Fig.85. 87. ou são pequenas estruturas foliares (folhas escamiformes rudimentares) que são produzidas pela plântula e aparecem no epicótilo. CAUDADO(A) – diz-se do ápice excessivamente acuminado ou da base FIGURA 84 – Carúncula e rafe em Euphorbia comosa e Ricinus communis. ou podem ser encontradas em gemas. CAULE – haste das plantas.164-c. em geral escamiformes.C de arilo micropilar. freqüentemente sem clorofila (folhas não fotossintéticas) e tem a função de proteção. rizomas e bulbos.) Willd. CARTILAGINOSO – com textura de cartilagem.26E). 86. como a cauda de um animal [Fig. 88.84). 185D-c. 91 . parte que liga as raízes as folhas [Fig. Luzula pilosa (L.280C]. como em Polygala (Polygalaceae .102H]. excrescência típica dos gêneros Euphorbia e Ricinus (Euphorbiaceae . 172C. com apêndice longo. geralmente em espécies criptocotiledonares [Fig. 174. CASTANHA – semente do cajueiro [Fig. 175B]. 173. entre os cotilédones e os eófilos. de textura variável (membranáceas ou coriáceas).Fig.

87). em oposição as folhas basais ou em roseta. etc. Caule volúvel ou trepador – quando se enrola num suporte com um movimento em espiral. CAULINAR – se refere as folhas que se localizam no caule. CAULÍCULO – porção caulinar do embrião das sementes. que pode ser para a direita (caule dextrorso) ou para a esquerda (caule sinistrorso). inulina. com a inferior curta e a 92 . o primeiro ocorre em madressilva [Fig. – Solanaceae – Fig. Caule tuberoso – muitas vezes o caule se desenvolve subterraneamente e se torna mais ou menos espessado (tuberoso). sem um órgão de fixação.Fig.88A] e o segundo em campânula (Pharbitis . Caule bujudo ou barrigudo – como o baobá. – espiguetas isoladas ou pouco densas e inclusas num FIGURA 87 – Caule tuberoso de batatinha. Caule prostrado – quando a planta não encontra um suporte e os caules se prostam como no xuxú e no papo-de-perú (Aristolochia .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Caule alado – ocorre em carqueja [Fig. invólucro de espinhos ou de cerdas.85]. Cenchrus sp. com 2-antécios. ou seja.Fig. o inferior masculino ou estéril e o superior fértil. o talo do mesmo. Esta espécie não apresenta folhas e assim o caule se modificou em expansões aladas. FIGURA 86 – Caule prostrado de papo-de-perú. FIGURA 85 – Caule alado de carqueja.88B). esses tubérculos são na realidade ramos laterais do caule e são dotados de reservas nutritivas (amido. como na batata-inglesa (Solanum tuberosum L.).86). glumas papiráceas.

formado por dois carpídios plano-convexos. brácteas com espinhos agudos. lema estéril semelhante a gluma superior. comprimido lateralmente. retos FIGURA 88 – Caule volúvel: A. de coloração castanho–clara ou bronzeada.A. gluma superior (segunda) 5-7 nervuras e lema estéril quase do mesmo tamanho. O invólucro-de-cerdas nem sempre é encontrado nas sementes comerciais.sinistrorso de campânula.0-2. e vilosos mais densos na porção mediana do que no ápice e na base. séssil. de 2.5-)5. lado dorsal reto. nervadas. ligeiramente mais curtas do que a lema fértil. A unidade-semente é o invólucrode-espinhos ou de cerdas (espigueta + antécio fértil (lema e pálea) envolvendo a cariopse + lema estéril) ou a espigueta ou a cariopse.dextrorso de madressilva. O invólucro-de-cerdas espinhosas nem sempre é encontrado nas sementes comerciais. de coloração palha. muito reduzida ou ausente.0mm de largura. – cremocarpo orbicular. margens frequentemente ligeiramente elevadas.209A]. liso e na base a escura mancha hilar punctiforme [Fig. com ápice longo-acuminado. 209A-B]. com (3. lado ventral convexo. em geral soltas e de fácil remoção no manuseio.) – invólucro-de-cerdas-espinhosas. glabra.C superior lanceolada.5mm de comprimento por 3. papiráceas.0-6. calo oval. cariopse largo-ovada. levemente enrugado e área do embrião ocupando a maior parte. Curtis (=Cenchrus pauciflorus Benth. (=Cenchrus setiger Vahl) ver Pennisetum setigerum (Vahl) Wipff Centella sp. espigueta ovalada. Cenchrus incertus M. ápice geralmente com curto apêndice acicular. gluma inferior (primeira) 1-nervura.6-3. com 93 . de coloração pardo-amarelada.6mm de largura.207. antécio fértil lanceolado [Fig.0mm de comprimento por 2. plano-convexa. A unidade-semente é geralmente a espigueta ou a cariopse. B.

Chloris sp. no dorso e nas margens. CHALAZA – região do óvulo através do qual ele se prende ao funículo (f). cariopse livre. quando a cerda é curva. que envolve o carpóforo. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. CENTRAL – o mesmo que axial.) Britton – Cyperaceae – Fig. lemas estéreis aristadas ou múticas. que se desarticulam acima das glumas na maturação.297-ch].109 I-J].209). & Schult.) Roem. pouco menor do que a lema fértil. lema fértil (lf) carenada. conspícuas e anastomosadas na base [Fig. lado ventral (ou da comissura) plano com sulco mediano longitudinal. desiguais entre si e menores do que o antécio fértil.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA cerca de 4.0mm de comprimento por 4. membranáceas. como nos gêneros Cenchrus e Pennisetum (Poaceae – Fig. CESPITOSA – que cresce em touceiras. crymbosa (L. pálea fértil (pf) bicarenada. ou na núcula de Eleocharis geniculata (L.239F-I). em geral denso-imbricadas. de fusiforme a ovóide e de coloração castanha. glabra ou ciliada. e Rhynchospora aurea Vahl (=R. apenas antécio basal fértil (af) e 1-2 antécios superiores menores e estéreis (ae).5mm de largura e de 1. como a maioria das Gramíneas. mútica ou aristada. 94 . presente algumas vezes na parte superior da arista. CERDA – pêlo rijo mais ou menos longo. glumas (inferior –gli e superior –gls) persistentes.2mm de espessura. – espiguetas sésseis ou pediceladas. o mesmo que calaza [Fig. lado dorsal fortemente convexo com costelas longitudinais lisas.

0mm de largura. gluma superior de 2. lema fértil (lf) largolanceolada.2-3.6mm de largura.40. anécio inferior estéril (ae) mútico ou aristado.5-3. principalmente na nervura mediana. CILIADA – diz da margem de um órgão que apresenta pêlos finos e que se assemelham a cílios [Fig.0mm de comprimento e inserida no ápice bidentado. agudas ou mucronadas.5-4.8mm de largura. Espigueta ou antécio vazio.5-0.2mm de comprimento por 0. gluma inferior de 1.7mm de largura e os demais múticos.6-1. 95 .101F]. com 2-3 antécios estéreis. cariopse elipsóide e de coloração catanha [Fig. antécio fértil (af) em vista lateral com lado dorsal em geral reto e ventral arqueado. pálea fértil (pf) mútica. com 2.6mm de comprimento por 0. dorso glabro e com arista de 1.C Chloris gayana Kunth – espiguetas denso-imbricadas. FIGURA 89 – Chloris gayana: A. portanto sem a cariopse no seu interior. de 2. escabrosas.cariopse. CHOCHA – “semente cocha”.89].2-3. A unidade-semente é o antécio fértil + antécio esteril ou antécio fértil e às vezes a semente nua. calo ciliado. Bantécio fértil. glumas (inferior –gli e superior –gls) lanceoladas. CIATIFORME – em forma de taça [Fig.3-2.0mm de comprimento por 0.30. Polygonaceae e Apiaceae (=Umbelliferae).203K]. com pêlos brancos e com um tufo de cílios maiores próximo ao ápice. glabros e gradativamente menores. como nas Cucurbitaceae e Solanaceae. glabro. pubescente e margens ciliadas.espigueta. C. núcula ou cremocarpo) sem semente no seu interior como nas Asteraceae (=Compositae). ou unidade de dispersão (aquênio. ou semente sem endosperma e sem embrião.5mm de comprimento por 0.

314]. CIMBIFORME ou NAVICULAR – em forma de pequeno barco. (Plantaginaceae) e Diodia ocimifolia Brem. faces biconvexas. S. reto ou levemente longo-curvado. é sempre terminal e acaba em uma flor. como os folíolos de Cycas. (Rubiaceae) [Fig. com um número definido de ramos. comprimido. e S. – aquênio elíptico-oblongo. CINÉRIO – de coloração cinzenta.279B] ou um embrião axial curvado se apresentam enrolados em espiral.. CIMOSA – o mesmo que cimeira. S.140E]. côncavo e estreitando-se em direção as extremidades e externamente com quilha (q – carena) [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CILÍNDRICO – em forma de cilíndro. lycocarpum L. paniculatum L. (Solanaceae). o embrião circinado. CIMEIRA – tipo de inflorescência na qual a ramificação. em corte transversal da semente é visto quatro vezes. bordos arredondados. o mesmo que teretiforme [Fig. com um reto e outro convexo. [Fig. como em certas sementes e nas glumas de Phalaris canariensis L. Semente cimbiforme – Plantago lanceolata L. CIRCINADO – diz-se quando uma folha [Fig. a folha está enrolada do ápice à base. o mesmo que inflorescência cimosa.101M]. Cirsium sp. sisymbriifolium Lam. como em Cuscuta spp. ápice truncado e reto ou oblíquo. (Cuscutaceae) e Solanum aculeatissimum Jacq. com estreito colar que contorna o disco epígeno (de) ovalado e 96 . em geral um pouco anguloso.101R].

arredondada ou oblíqua. papus piloso. com numerosos pêlos plumosos. miudamente dentado e abaixo uma faixa constrita. caduco (no aquênio maduro).5-4. CIRROSO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. Cirsium vulgare (Savi) Tem.5-3. de 2.0)mm de comprimento por 0. unisseriado. castanho-claro. aplanados. largos. de 3. fruto ou semente) termina em espiral (flexível e filiforme). castanho-amarelado e finamente riscado de preto ou de púrpura. mais largo acima da porção mediana e afilando gradativamente para uma base e um ápice truncados. cerca de 2. com colar apical amarelo-intenso e miudamente dentado ou inteiro. ápice truncado com colar castanho-claro ou amarelado.) Scop. Cirsium arvense (L. comprimido.8-1. mais largo acima da porção mediana e afilando gradativamente para uma base oblíqua. – aquênio elíptico-oblongo. delicados. liso.7mm de largura. fosco.2-1. estilete (est) de cuneiforme a obtuso.C deprimido em torno do escuro estilete (est). comprimido.0(-4. em geral um pouco anguloso.8mm de comprimento e caduco (no aquênio maduro) [Fig. caduco no aquênio maduro e com 20-28mm de comprimento.89]. estilete (est) obtuso ou frequentemente inconspícuo. A unidade-semente é o aquênio.0mm de comprimento por 1. – aquênio elíptico-oblongo. 97 . unisseriado.16D]. fosco. FIGURA 90 – Cirsium arvense. papus piloso. esbranquiçados.2)mm de largura. em geral um pouco anguloso. As características diferenciais são citadas em cada espécie. lustrosos. inserção basal. unisseriado. o apêndice é um prolongamento da costela [Fig. com base estreita.0(-1. liso. papus piloso. concrescidos na base em um anel e desta forma caidiço.

fruto fechado. distingue-se do folicládio porque tem crescimento indeterminado. o fruto pode ser uma: FIGURA 92 – Esquizocarpo cocóide (dicoca) de Diodia: D. quando um órgão se engrossa gradativamente de uma base delgada para o ápice [Fig. que apresentam folhas rudimentares verdes ou pequenas flores.Opuntia sp.) Millsp.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CLADÓDIO – órgão de natureza caulinar e com aparência e função de folha (comprimido e laminar).) e em Rubiaceae (Richardia brasiliensis Gómez) [Fig. D. B. CLAVADO – em forma de clave.Fig. enquanto que aquele é de crescimento limitado.91B]. ocimifolia: C.91A).Polygonaceae . alata: A. CLOROFILA – pigmento responsável pela coloração verde do reino vegetal e de importância fundamental para a fotossíntese na presença da luz solar.93]. COCA – cada uma das 2-3 partes de um fruto esquizocarpáceo globoso. FIGURA 91 – Cladódio: A. Muell) L. deiscentes ou indeiscentes. E. O cactos (Opuntia sp) apresenta cladódios articulados [Fig. teres: D. Bailey . liberando oxigênio no ar e deste retirando o gás carbônico. Tricoca – ocorre em Euphorbiaceae (Chamaesyce hirta (L. como em fita-de-moça (Homalocladium platycladium (F. Dicoca – ocorre em Rubiaceae [Fig. Outros autores consideram que os dois termos são sinônimos. COCCÍNEA – de coloração escarlate.100B]. 98 . CLUSIACEAE – nome válido da família Guttiferae.92] (nos gêneros Diodia e Galium) e Trapaeolaceae (Trapaeolum).coca ventral. D. elipsóde ou ovóide.coca dorsal. muitas vezes com nítidos nós e entrenós. B-início da deiscência.Homalocladium platycladium.fruto fechado.H.

COCLEARIFORME – em forma de caracol. Dicoca em Diodia alata Nees & Mart. FIGURA 94 – Coco-da-Bahia (seção longitudinal). Nepsera. D. coriáceo. 99 . mesocarpo. COCÓIDE – fruto esquizocarpáceo globoso. formada por uma ou várias camadas de células epidérmicas. com 4-5mm de comprimento e largura por 3. – invólucro de ovóide a globoso.. Comolia. como o coco-da-Bahia (Cocos nucifera L. com 1015mm de comprimento por 7-8mm de diâmetro. [Fig.0-3. FIGURA 93 – Esquizocarpo cocóide (tricoca): A. de coloração castanho-avermelhada.) Brem.217A] e as sementes de Melastomataceae (nos gêneros Aciotis. lustroso. fruto de diversas palmeiras. FIGURA 95 – Extremidade da raiz mostrando a coifa.) Millsp.Fig. raramente dicoca) e a dicoca nos gêneros Diodia e Gallium e tricoca em Richardia brasiliensis Gómez (Rubiaceae . 93A).C COCLEAR – torcido em forma de espiral curta. encontradas na maioria das Euphorbiaceae (tricoca em Euphorbia sp. cariopse semiglobosa. como o fruto de Medicago [Fig. o mesmo que caliptra [Fig. e D..93B.92].Richardia brasiliensis. Ver coca. .BChamaesyce hirta.94). ocimifolia (Willd. elipsóde ou ovóide. deiscentes ou indeiscentes. endocarpo e a semente formada pelo endosperma (líquido e que se bebe ou é a parte comestível) e embrião a parte basal do endosperma.Fig. Pterogastra e Tibouchina) [Fig. COIFA – porção protetora da ponta da raiz. Chamaesyce hirta (L. ápice com um poro por onde sai a antera (an). ..101L]. de coloração esbranquiçada a cinza-escura. Coix lacrima-jobi L. Acisanthera.Fig. em forma de caracol [Fig. na realidade esse fruto é uma drupa.305N].5mm de espessura.95-cf]. teres Walt. COCO – fruto formado pelo epicarpo duro. Ricinus communis L.

90]. que se distingue por um entumescimento. todo o comprimento. que surge na germinação de certas sementes de Mocotiledôneas. [Fig. No FIGURA 97 – Colmo de cana-de-açucar. nitidamente dividido em gomos. o colmo não se ramifica e distingue-se do estipe por apresentar.) Scop. colmo cheio [Fig. Envolve e protege o ápice do eixo embrionário e a plúmula. fosco. COLAR – parte superior ou basal de um aquênio de algumas Asteraceae (=Compositae).0mm de diâmetro [Fig. hilo orbicular. membranácea. escutelo com cerca de 1. como nas Poaceae (=Gramineae). Secale e Triticum (Poaceae . COLEÓPTILO ou BAINHA COTILEDONAR – primeira folha em forma de bainha fechada e ereta. Pode também circundar o meristema das raízes seminais. presente nos embriões das Poaceae (=Gramineae) e que envolve a base da radícula. 100 . O colmo típico é o caule da cana-de-açucar [Fig. os entrenós. altamente especializada. COLEORRIZA – bainha membranácea fechada. esbranquiçado e cerca de 3.78B-cor).98]. Na germinação a plúmula verde emerge através do coleóptilo [Fig. que são separados uns dos outros por discos transversais. COLETO – ponto de junção do caule com a raiz. como no gênero Avena. sem vaso condutor e de aparência FIGURA 96 – Coix lacrima-jobi. os nós.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA com larga depressão onde se localiza o embrião de até 2.97] e seus gomos estão cheios de bambú de um tecido (medula) rico de líquido açurado. às vezes de coloração diferente.Fig.78B-cop]. COLMO – caule especializado das Poaceae (=Gramineae) e Cyperaceae. Hordeum.5mm de largura. como em Cirsium arvense (L.0mm de largura.96].

CÔNCAVO – menos elevado no meio do que nas bordas. escavado. a queda dos mericarpos. quase imperceptível entre o hipocótilo e a radícula nas plântulas em início de germinação.). 109G-N’-S-Z’). ou de coloração um pouco diferenciada e abaixo da qual formam-se o pêlos radicais. achatado. ou apresenta-se intumescida.72]. COLUMELA – em frutos esquizocarpáceos. COLO – região de transição entre o caule e a raiz. CONATO – diz-se quando estruturas estão unidas ou soldadas uma a outra (pétalas. às vezes. ou é uma demarcação externa. o mesmo que aderente. COMISSURA – face ventral do carpídio de Apiaceae (=Umbelliferae Fig. oposto de roliço. formando o colmo fistuloso [Fig.99]. COLUNA SEMINÍFERA – eixo central dos frutos onde se prendem as sementes [Fig. etc. cavado. é o eixo que persiste após FIGURA 98 – Colmo cheio-de cana-de-çucar. COMPOSITAE – sinônimo de Asteraceae. concrescente. Nas Euphorbiaceae a tricoca se rompe na maturação. 101 . FIGURA 99 – Colmo oco ou fistuloso. as cocas se desprendem e a columela permanece presa no ápice do pedúnculo [Fig. COMPRIMIDO – lateralmente aplanado.C bambú a medula se separa durante o desenvolvimento do colmo. estames. de modo que ele se torna oco. ou sob a forma de anel.72]. adnato.

O. B. L.fusiforme. F. N-N’.turbinado. I.cônico. M.falcado. P. F.ringente.infundibuliforme. H.meloniforme. G. K.globoso. Q. R.angular.escuteliforme.semiteretiforme.clavado. K.nabiforme.urceolado. E. M.lenticular. C. Q.tiangular.labiado.sabreforme.cupuliforme. D.teretiforme. I.umbonado. P.ciatiforme.cimbiforme ou navicular.trígono. J.coclear. L.tubuliforme. C. H.campanulado. J.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 100 – Forma (terminologia usada): A. FIGURA 101 – Forma (terminologia usada): A.espiralado. 102 .lacrimiforme.moniliforme.canaliculado. B.toruloso.fungiforme. G. N. D. E.piriforme. Ocarenado: q-quilha.

caudado. O.12]. E-E’auriculado: F. CÔNICO ou CONIFORME – em forma de cone.orbicular. B. o mesmo que coniforme [Fig.cordado.ensiforme. CONES – inflorescência feminina ou inflorescência das Gimnospermas (Coníferas) [Fig.reniforme. H.atenuado. FIGURA 103 – Contorno (terminologia usada): A. I-J.oblongo.hastado.elíptico-lanceolado. Lruncinado. G.oval. D.ondulado.229-a].100]. H.rômbico. B. M. F. J. L.oblanceolado. N.panduriforme.lirado. 103 .espatulado. K. FIGURA 102 – Contorno (terminologia usada): A. K. G.sagitado.acicular. P. C. I-I’.aovado. E. como os espinhos de algumas rosas.parabólico. D. CONÍDIO – esporo de origem assexuada.linear.subulado.lunado.cuneiforme ou cuneado.C CONECTIVO – tecido que une as tecas (t) de uma antera (an) [Fig.lanceolado. C.

99. CONVOLVULACEAE – terminologia usada na descrição das sementes de Ipomoea e Convolvulus [Fig. área hilar basal-ventral.104].Ipomoea sp. evidente e nítido. FIGURA 104 – CONVOLVULACEAE (terminologia usada na descrição das sementes): AC-E.Convolvulus sp.semente ventral. com ou sem sulco mediano e lado ventral com carena obtuso-arredondada. proeminente. CONVEXO – mais elevado no meio do que nas bordas. hilo transverso-elíptico. CONVOLUTA(O) – diz-se da folha com os bordos enrolados longitudinalmente. Cupressaceae. Pinaceae. – a forma da semente depende do número de sementes maduras que se formam no fruto (cápsula septífraga). C-D-detalhe da área hilar. CONSTRICTO – o mesmo que estrangulado. em seção transversal achatado-ovalada ou subcuneiforme. Ver Convolvulus e Ipomoea. CONSPÍCUO – usado quando a estrutura de um órgão vegetal normal é muito visível. A-B. CONTORNO – linha que fecha ou limita externamente um corpo. Podocarpaceae e Taxodiaceae). do 104 . variando de globosa a obovóide-cuneiforme. CONIDIÓFORO – que porta (sustenta) conídios..GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CONÍFERA – classe de plantas das Gimnospermas (famílias Araucariaceae. como na folha da bananeira. 100].seção transversal da semente mostrando o contorno da semente. B-D-F.279A]. E-F. transverso-elíptica e base não emarginada.. ou é a figura representada pela margem [Fig. um dentro do outro [Fig. lado dorsal convexo. Convolvulus sp. produzem sementes não formados em frutos e sim reunidos em estróbilos coniformes.

6-) 3. mais larga na porção mediana. mais largo do que longo. superfície fosca. de (2.vista lateral.3mm de comprimento por 0.0-4. margem ± conspicuamente delimitada. com cotilédones de largo-obovados a obovados e com reentrância inferior a ¼ do comprimento do limbo (parecendo emarginado) [Fig. ápice arredondado e afilando-se abruptamente para a área hilar.8(-4. com diminutos pêlos simples.C tipo convolvulus.0)mm de comprimento por 2. de 3. – semente de subglobosa a obovóidecuneiforme e achatado-ovalada em seção transversal. faces ventrais planas ou levemente convexas. Seguem as características diferenciais de duas espécies de Convolvulus: Convolvulus arvensis L. castanho-claros a esbranquiçados [Fig. ambos de coloração esbranquiçada ou castanho-clara).105A-B].5-3. rugosa (por numerosas verrugas obtusas ou por linhas onduladas. glabra.2mm de largura e 2.101].02. hilo com 0. B-D. lado dorsal fortemente convexo e com um sulco longitudinal ± conspícuo no centro. carena obtusa. superfície fosca. embrião axial. de coloração preta (madura) e castanho-acinzentada a FIGURA 105 – Convolvulus arvensis (A-B) e C. plicado. de coloração castanho-acinzentada-clara a castanhoescura ou quase preta. glabra. 105 . mostrando a área hilar.5mm de espessura. margem arredondada. Convolvulus crenatifolius Ruiz et Pav.0-3. carena obtuso-arredondada.lado ventral.210]. crenatifolius (C-D): semente: AC.5mm de largura. lado dorsal fortemente convexo e ventral com duas faces planas ou convexas. levemente afundado. avermelhado ou da mesma coloração do tegumento e denso-piloso.0-2. – semente largo-elipsóide a obovóide-cuneiforme e largo-elíptica em contorno. área hilar e hilo transverso-elíptico. Ver Ipomoea [Fig.5mm de comprimento por 2-3mm de largura e 2. pequeno e não circundado por um sulco ou ranhura e por uma costela hipocrepiforme. contínuo.8mm de espessura.

onde as flores saem de pontos diferentes da mesma haste ou eixo. área hilar suborbicular.105C-D]. a castanho-cinza. rugosa (por numerosas tubérculos rombudos ou por curtas linhas onduladas. com lóbulos arredondados na base da folha.0-3. levemente afundado. 106 .2-1. CORDADO(A) ou CORDIFORME – diz-se quando um órgão (folha. ± conspicuamente delimitada.3-0. porque os pedúnculos são de diferentes tamanhos [Fig. de coloração cinza FIGURA 106 – Corimbo. rugoso.106]. lado dorsal com costelas longitudinais.3mm de largura. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA castanho-escura (imatura). superfície áspera e rugosa [Fig. CORIÁCEA(O) – diz-se quando a folha. de 3. fruto ou semente) tem contorno de coração. fruto.5mm de comprimento por 0. semente ou embrião [Fig. ambos da mesma coloração do tegumento (madura) ou mais claras quando imatura) ee miudamente alveolada (40X).109K-L]. CÓRNEO – diz-se da superfície que se apresenta dura como corno (chifre). Coriandrum sativum L. hilo transvesoelíptico. com 0. mas terminam na mesma altura.0mm de largura. glabro. primárias e secundárias pouco salientes e onduladas.102D].6-1. CORIMBO – tipo de inflorescência indeterminada. cerca de 1. ápice com estilopódio (estilete remanescente) cônico. de laranja a avermelhado ou da mesma coloração do tegumento [Fig. lado ventral (da comissura) plano. formado por dois carpídios semicirculares. com nervura mediana longitudinal. que se prende ao carpóforo e com fina nervura na margem.5mm de comprimento por 1.5mm de diâmetro. fruto ou semente tem textura de couro. – cremocarpo globoso ou ovóide.

Daucus. formado por uma ou mais pétalas (pt). que se extendem da base ao ápice de alguns 107 . com ou sem sulcos intercalados. 109]. COROLA – verticílo floral interno do perianto heteroclamídeo das Dicotiledôneas [Fig. sépala corniculada ou androceu de Asclepiadaceae. Corola gamopétala – segmentos (pétalas) unidos numa peça única.171]. livres ou concrescidas e de textura mais fina do que as sépalas. mericarpos) de certas Apiaceae (=Umbelliferae).C CORNICULADO – que possui cornículo. COSTA – diz-se da superfície com proeminências longitudinais como nos frutos (carpídios. CORNÍCULO – diz-se de um órgão (folha. geralmente é a parte mais vistosa da flor e de cores variadas. o mesmo que costela. [Fig. COSTELAS – diz-se da superfície com proeminências longitudinais. fruto ou semente) ou parte vegetal delgada e cujo aspecto lembra um chifre diminuto. COSMOPOLITA – diz-se das espécies que se espalham espontaneamente pela maior parte do globo. Apium. COSTADO(A) – diz-se da superfície provida com costelas (costas) longitudinais e/ou transversais. 83.82-crn]. como nos gêneros Ammi. carpídio corniculado de Sida linifolia Cav. Cyclospermum. geralmente finas. Petroselinum [Fig. Corola dialipétala – segmentos (pétalas) separados.

realizando o transporte de reservas alimentícias da semente para a plântula em desenvolvimento. podem tornar-se os primeiros órgãos fotossintetizadores da plântula. é um protófilo e não uma folha verdadeira. espontaneamente. na cariopse de Poaceae é uma estrutura em forma de escudo e que é o único cotilédone em forma de escudo. [Fig. como nas criptocotiledonares. B. subalternans DC. CORNUDO – que termina em um prolongamento parecido a um corno.78B]. podem também exercer a função haustorial. pode(m) ou não conter reservas.. como no fruto de Trapa bicornis Osbeck (Lythraceae). pela maior parte do globo. que se manifesta durante o processo germinativo. o mesmo que costa. pode ser em número de: um cotilédone – folha rudimentar das Monocotiledôneas. COSMOPOLITA – diz-se das espécies que se espalham. o escutelo (esc) [Fig. COTILÉDONE – é a primeira folha ou o primeiro par de folhas embrionárias das Angiospermas e Gimnospermas.20A-B]. como nas fanerocotiledonares e são então denominadas de paracotilédones. 108 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA aquênios Bidens pilosa L. CORTICOSO – diz-se de um órgão vegetal com textura de cortiça (muito grosso). pode ser verde e em forma de folha (como no gênero Allium – Alliaceae) ou pode ser modificado e permanecer total ou parcialmente dentro da semente (como no gênero Asparagus (Asparagaceae) e em Poaceae =Gramineae). ou de algumas sementes.

ex Colla). 307C. M. COTILÉDONE HAUSTORIAL – porção haustorial do cotilédone (escutelo). ocorre em Fabaceae− Mimosoideae como Mimosa caesalpiniaefolia Benth. nas Monocotiledôneas. fica preso ao pedúnculo. e S. Schrankia leptocarpa C. uma armação (replum – rep). nas plântulas com germinação epígea são verdes e semelhantes a folhas expandidas. 310B. Wright (= M. M.5]. M. formado pela sutura e pela nervura do único carpelo. como um órgão que absorve os nutrientes armazenados no tecido de reserva e os leva FIGURA 107 – Craspédio de Mimosa pudica. carnosas e permanecem no interior da semente e no solo [Fig. três cotilédones – podem ocorrer ocasionalmente em alguns gêneros como em Dianthus (Caryophyllaceae) e algumas espécies de Coníferas [Fig. pachycarpa. muitos cotilédones – nas Gimnospermas os cotilédones podem ser de 2 a 15. DC. [Fig. CRASPÉDIO – fruto seco. invisa Mart. 109 . enquanto nas plântulas com germinação hipógea são hemisféricas. portoricensis Urb.108].. indeiscente.). M. pigra L. para a plântula. 306C. após a queda.. 311B].C dois cotilédones – nas Dicotiledôneas. pudica L. dependendo das espécies variam em forma e tamanho. 308D. conforme a espécie e em Pinus variam de 4 a 15.107]. É a porção que permanece no interior do tegumento durante a germinação da semente.186. diplotricha C. non Mart. [Fig. que se fragmenta transversalmente em segmentos (artículos – ar) unisseminados e que.

W-X. X.ToriTorilis nodosa. M-N-N’-N’’-O.82]. originado de um ovário ínfero e bilocular. R-S-T. FIGURA 108 – Craspédio articulado de Mimosa caesalpiniaefolia.Hydrocotyle umbellata.artículos).Daucus pusillus.cremocarpídio. fruto ou semente tem textura espessa. I-J. F-G-H.Cyclospermum leptophyllum.Ammi visnaga.seção transversal.lado dorsal.Bowlesia incana.. Z-Z’-Z’’-Y. C-E-N’’-Z’’.seção transversal do cremocarpo. G-N’-S-Z’.lado da comissura. (Fabaceae−Mimosoideae) [Fig. P-Q. CREMOCARPO ou CREMOCARPÍDIO – fruto esquizocarpáceo seco e indeiscente. .Coriandrum sativum.Centella sp.108].109) e Malvaceae [Fig. (Fabaceae−Mimosoideae).Foeniculum vulgare. U-V. Craspédio não articulado – quando as valvas permanecem aderidas ao artículo. Na maturidade se separa em dois carpídios unisseminados e que se mantém unidos pelo carpóforo. Ver carpídio de Apiaceae (=Umbelliferae – Fig. densa e grossa. caesalpiniaefolia Benth.Eryngium luzulifolium.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Craspédio articulado – quando o fruto se fragmenta transversalmente em segmentos (ar . K-L. como em Mimosa clausenii Benth.Ammi majus. A-I-K-M-U-W. D-E. carpídio: B-D-F-N-P-R-Z.vista lateral e H-JL-O-Q-T-V-Y. CRASSO – diz-se quando a folha. 110 . como em M. como os cotilédones de feijão e soja. FIGURA 109 – Cremocarpos de APIACEAE: A-B-C.

dividido transversalmente em artículos indeiscentes. C. CRIPTOLOMENTO – fruto oblongo. como a folha-da-fortuna (Kalanchoe pinnata Pers.angular.). E. Bicrenado(a) ou Duplocrenado(a) – diz-se quando os dentes por sua vez também estão crenados [Fig.ondulada.C CRENADO(A) – diz-se quando a margem de uma folha apresenta dentes arredondados [Fig. FIGURA 110 – Margem (terminologia usada) – A. unisseminados e marcados internamente por falsos septos (fse) transversais. embrião com plúmula desenvolvida e diferenciada em pinas. F.110A]. A’.sinuada. com epicarpo lenhoso e margens levemente sinuosas. G. Crenado-aguda – diz-se quando os dentes apresentam uma pontinha espinhosa.110A’].189]. CRIPTOCOTILEDONAR – ver germinação criptocotiledonar [Fig.biserreada. bivalvar.denteada. H. endosperma reduzido.serreada.serrulada. com pleurograma mediano. Em Melanoxylon braunia Schott (Fabaceae- 111 . B’. sementes subquadrangulares. D.crenada.bicrenada. B.duplodenteada. Crenado-obtusa – diz-se quando os dentes apresentam pontas arredondadas sucessivas.aculeada. I.

membranácea ou coriácea. com epicarpo lenhoso e bivalvar. Fonte B-C-: Barroso et al. Schizolobium parahyba (Vell. CÚCULO – apêndice do androceu de Asclepiadaceae. mais expandido do que o cornículo e que. FIGURA 112 – Criptosâmara: A. . CUCULADO – diz-se de um órgão vegetal plano.Albizia polycephala.256A].Fig. CRUSTÁCEO(A) – diz-se quando uma folha. 112 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Caesalpinioideae – Fig. e Tachigalia sp. em forma de capacete (capuz). (1999). como em Amburana.111A) o fruto é oblongo-falciforme.111B) e Plathymenia reticulata Benth.Sclerolobium sp.FabaceaeMimosoideae).Tachigalia sp. Pterodon. (= P. fruto ou semente apresenta textura fina e quebradiça. com características específicas. FIGURA 111 – Criptolomento: A. CRIPTOSÂMARA – fruto unisseminado. com este. . CULTIVAR – relacionada a uma ou várias espécies naturais. segundo BARROSO et al. foliolosa Benth.F.Schizolobium parahyba. Ocorre também em Albizia polycephala (Benth.Melanoxylum braunia. comprimido. CRUCIFERAE – sinônimo de Brassicaceae. Blake.112]. C. cujo ápice ou os lados estão curvados para dentro. Sclerolobium sp.. como a gluma superior da espigueta de Panicum miliaceum L.) S. que se caracteriza por apresentar duas porções bem distintas do pericarpo.) Killip ex Record (=Pithecellobium polycephalum Benth. (Fabaceae =Leguminosae) [Fig. podendo ser fértil ou não. B. obtidas através da seleção (trabalho de polinização) não natural (melhoramento genético). [Fig. – abreviatura de cultivar. (1999). cv. é um elemento que constitui a corola. a externa que se separa em duas valvas bem distintas ou se rompe irregularmente e a interna indeiscente. B.

2-1. superfície fosca. glabra. com 1. como na bolota do carvalho (Quercus sp. mostrando a área hilar ) : Cuscuta indecora (A-B) e Dichondra repens (C-D). CUPULIFORME – em forma de cúpula ou taça.180I). isto é. diz-se do fruto cuja base é revestida pelo cálice persistente da flor.2mm de espessura. de coloração amarelada a castanho-amarelada ou castanho-acinzentada-clara. ligeiramente côncavo e com bordo quase inteiro [Fig. FIGURA 113 – Semente (lado ventral.7mm de comprimento por 1.Fig.5mm de largura e 0. inversamente triangular e com ângulos arredondados [Fig. Receptáculo cupuliforme – quando os frutículos se encontram sobre um receptáculo em forma de taça. CÚPULA – brácteas involucrais soldadas que se subestendem a flor e depois na base de certos frutos. lado dorsal convexo e ventral com duas faces planas ou ligeiramente convexas. fruto ou semente) tem contorno de cunha. Cuscuta indecora Choisy – semente de largo-ovóide a globosa e cuneiforme em seção transversal. como em Mollinedia sp.C CUNEADO(A) ou CUNEIFORME – diz-se quando um órgão (folha. finamente 113 .103I-J].101G].Fig. Ver embrião curvado. (Monimiaceae . .8-1. CURVADO – que se curvou. mas de maneira que representa o arco de um círculo. margem frequentemente marcada por fina listra longitudinal. sobressaindo a parte basal em forma de cúpula. CURVO – curvo. carena geralmente incosnspícua.4-1.44).

16C].7-1. comprimido lateralmente.lado vental.0mm de 114 . CUSPIDADO – diz-se quando o ápice de um de um órgão (folha.) – cremocarpo globoso. D.0)mm de comprimento por (1. hilo em forma de fenda linear esbranquiçada.0(-2. – espiguetas elípticas. com um antécio.) Pers.0-)1. antécio fértil de elíptico a ovalado.109M-N-N’-N’’-O]. com 2. desiguais no comprimento.cariopse.0-)1.vista lateral. com (1. que envolve o carpóforo. mútico. área hilar basal-ventral. castanho-clara e opaca [Fig.7-1. geralmente ausentes quando misturadas as sementes comerciais.5-2. (= Apium leptophyllum (Pers. glabras. ápice subagudo com estilopódio (estilete remanescente) deprimido-cônico. lado ventral (ou da comissura) plano com sulco mediano longitudinal.5)mm de comprimento por 0. contínuo.lado dorsal. em seção transversal truncado-estrelados. que se desarticula acima das glumas múticas. orbicular (nem sempre muito nítida).) F. lado dorsal fortemente convexo com cinco costelas longitudinais lisas. superfície FIGURA 114 – Cynodon dactylon (espigueta): A. C.2-2. fruto ou semente) é mais ou menos alongado e termina gradualmente em ponta fina [Fig. Muell ex Benth.5-)0.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA áspero-granulosa e microscópicamente alveolada (30X). linear e espiralado [Fig. com (0. de filiformes a salientes agudas ou obtusas (depende da variedade) e seis tubos oleíferos grandes e mais escuros do que as costelas.0mm de largura. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. B. Cynodon dactylon (L. de coloração ligeiramente mais escura do que o tegumento. Cyclospermum leptophyllum (Pers. com a inferior até a ½ e a superior até ⅔ do comprimento do antécio fértil.5(-3.) Muell. glabras.113A-B].0mm de largura e com carpóforo bífido. embrião axial. subgloboso ou ovalado (depende da variedade). formado por dois carpídios plano-convexos.

pálea fértril (pf) plana. obtusas. Cyperus flavus (Vahl) Nees. núcula trígona.6(-1. cariopse ovóide-elipsóide. branco-amarelado. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. Mariscus cayennensis Urb. glumas férteis elípticas. Mariscus flavus Vahl.0-3. com superfície glabra. 114].3-0. liso.) Hassk. (= Cyperus cayennensis (Lam.0)mm de largura por 0. com 1. de castanhoclara a castanho-avermelhada. (= Cyperus brevifolius (Rottb.) Britton) – ver Cyperus aggregatus (Willd. curto-mucronadas. com 3. estéreis. com lado dorsal nitidamente arqueado e ventral reto.C largura.8mm de largura. ápice acuminado ou agudo.) Endl.5-0.) – ver Kyllinga brevifolia Rottb. lisa e finamente reticulada (10X).3mm de comprimento.7-0.0-1. 115 . lema fértil (lf) aguda. lisa. levemente lustrosa e de coloração castanha [Fig. ovalado-lanceolada.) Endl. ápice obtuso. estreita. apiculada. com diminuta ala pubescente e dorso próximo a carena com esparsos pêlos translúcidos. adpressa a pálea e cerca da ½ do comprimento da pálea fértil. em cada lado com coloração pardo-amarelada e 3-4-nervuras. glabara e bordos escariosos. com 1.5mm de comprimento por 0. do mesmo tamanho da espigueta.) Britton. comprimida.5-1. com a inferior prolongada em apêndice setiforme-escabroso..9mm de comprimento por 0. Cyperus aggregatus (Willd.) – glumas inferiores 2.115A-A'-B-B'-B''-B''']. carena verde e 3-nervada.. glabra e microscopicamente estriada [Fig. Kyllinga cayennensis Lam. obovóide. (= Cyperus cayennensis (Lam. segmento da ráquila (seg) fina. lustroso. carena aguda. pericarpo crustáceo. lustrosa.4mm de espessura. A unidade-semente é a espigueta sem as glumas ou a cariopse nua.

vista lateral-ventral (C’’) e lateral-dorsal (U). pedaço da ráquila com gluma fértil + núcula (N’). Cyperus diffusus (C-C’-C’’-D-D’-D’’). Cyperus luzulae (I-J-J’-J’’). com glumas férteis (R’-Z-Z’). Cyperus distans (E-F-F’-F’’). Cyperus odoratus (M-M’-N-N’O-O’). 116 . Cyperus gigan-teus (G-H-H’-H’’). vista lateral (C’-G-P’). reticulado (B’’’-L’’’-Y’’’). ápice da espigueta com gluma estéril e glumas férteis (R). corte transversal da núcula (B’’-D’’-F’’-H’’-J’’-L’’-O’-Q’’-S’’-T’’-V’’-X’’-Y’’). Cyperus reflexus (P-P’-Q-Q’-Q’’). núcula (B-B’-D-D’-F-F’-HH’-J-J’-L-L’-O-Q-Q’-S-S’-T-T’-V-V’-Y-Y’-X-X’). Kyllinga brevifolia (Z-Z’-Y-Y’-Y’’-Y’’’): espigueta (A-A’): ápice (M). Cyperus sesquiflorus (R-R’-S-S’-S’’). Cyperus meyenianus (K-K’-L-L’-L’’-L’’’). Cyperus surinamen.sis (U-V-V’-V’’). Cyperus virens (W-X-X’-X’’).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 115 – Cyperus aggregatus (A-A’-B-B’-B’’-B’’’). base da espigueta com gluma inferior estéril (K). Cyperus sphacelatus (T-T’-T’’). gluma fértil: vista dorsal (C-E-I-N-P-W). base (M’). com gluma superior estéril (K’).

6mm de comprimento. se afila abruptamente para uma base atenuada-estipiforme.2-1. lisa. pericarpo crustáceo.9) mm de largura. geralmente com mancha purpúrea na parte inferior da margem.f. Cyperus esculentus L.0mm de comprimento. de textura papirácea. com (1. núcula trígona. com superfície glabra.1-)1.5-1.40. pericarpo crustáceo. dorso com listra esverdeada. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. pardacentas nos lados e margens largo-hialinas. – glumas férteis elípticas.0)mm de largura. de elíptica a oblonga em contorno.115E-F-F’-F’’]. geralmente iguais na largura. com três faces planas. pericarpo crustáceo.5(-1. de coloração amarelada (imaturo) e castanho-amarelada a castanho-acinzentada (madura).5-)0. elipsóidetrígona. curto-apiculada. com 2. com paredes dos retículos prateadas [Fig. com cerca de 2.5mm de comprimento por 0. com superfície glabra. 3-5-nervadas.9(-1. Cyperus distans L. com conspícuo múcro. com 9-11 nervuras proeminentes. levemente lustrosa. largo-obovóide. de (1. faces côncavas e atenuada na base. lisa (10X) e transverso-rugosa (30X).6-0.5mm de largura ou cerca da 1/3 do comprimento.3-)1. revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto reticulado.7(-0. apiculada.C Cyperus diffusus Vahl – glumas férteis largo-ovaladasa. com cerca de 1. raramente. de coloração verde no dorso. base levemente atenuada.2-2. – núcula obovóide-trígona ou. lustrosa. casta- 117 . ápice arredondadoobtusas. ângulos obtuso-arredondados e inserção basal arredondada e inconspícua. com superfície glabra.6mm de comprimento por 0.6)mm de comprimento por (0. núcula trígona.115C-C'-C''-D-D'-D'']. lados castanhoavermelhados e margens hialinas. mais larga perto do ápice obtuso-arredondado e com curto apículo. de coloração castanho-escura [Fig. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas.

com 118 . finamente reticuladas. de coloração amarelada (imaturo) e castanho-avermelhada-escura a acinzentada (madura) [Fig.0-)1.5mm de comprimento. adpressas. com aumento menor a superfície parece grosseiramente tuberculada [Fig. Cyperus giganteus Vahl (= Cyperus comosus Poir.) – glumas férteis carenado-naviculares.1-1. A unidadesemente é a núcula. de obovada a elíptica em contorno. de oblongo a lanceolada em contorno. de coloração amarelada. com estrias vermelho-sanguíneas (durante o desenvolvimento) e castanhoamarelada (maturação) e margens escariosas. com (1. (= Scirpus luzulae L. com superfície glabra. às vezes. carenadas.8)mm de comprimento.) – glumas férteis ovalado-oblongas.3mm de comprimento por 0. Papuus comosus Willd. lisa (10X) e fino alveolada (25X). núcula trígona.) Retz.0-2. ápice obtusoarredondado e curto-apiculado. 5-7-nervadas. devido a fina camada ceróide que a reveste e que dá o aspecto reticulado. com 2.) – ver Cyperus odoratus L.. ovóide. carenas esverdeadas na maturação e lados de esbranquiçados a pardos. lustrosa.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA nho-esbranquiçada. com linha dorsal esverdeada. com uma rede de malhas grossas e que formam interespaços profundos (30X). pericarpo crustáceo. (= Cyperus flavus (Vahl) Nees) – ver Cyperus aggregatus (Willd. com cerca de 1. agudas.5(-0.115G-HH’-H’’] . mucronuladas.5(-2.) Endl. escario-sas.239D-D’]. Cyperus luzulae (L. núcula trígona. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. em geral um pouco arqueada. imbricadas. se atenua ligeiramente para uma base obtuso-estipitada. (= Cyperus ferax Rich.6)mm de largura ou cerca da ½ do comprimento.

pericarpo crustáceo. de coloração castanho-amarelada (imatura) a castanho-escura (madura). pontilhada e revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto reticulado-prateado entre os pontos (25X) [Fig.115K-K'-LL'-L''-L''']. levemente lustrosa. oblonga em contorno.5-0.5mm de comprimento por 0. a inferior prolongada em apêndice setiforme. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. pericarpo crustáceo. geralmente com parte do pistilo persistente (característica da espécie).115I-J-J’-J’’]. nervuras laterais pardo-avermelhadas e com pontos e linhas vermelhas entre elas. onde se fragmenta na maturação. com 3-nervuras no dorso e quatro em cada lado.9-1. com superfície glabra. com 2. com superfície glabra.8-)0.3(-0.6mm de largura. agudas.C (0. com (1. entrenó da ráquila ovóide. de 119 . A unidade -semente é a núcula com ou sem as glumas. margens escariosas e de esbranquiçadas a amareladas. liso. base levemente atenuada e estipitada. plurinervadas.) – espigueta linear com ráquila articulada na inserção de cada gluma.1mm de comprimento por 0. Cyperus odoratus L. base não atenuada e estipitada.2-0. espesso-corticiforme no dorso (madura).5mm de comprimento. Cyperus meyenianus Kunth (= Mariscus meyenianus Nees) – glumas estéreis 2.0mm de comprimento por 0. levemente lustrosa. atenua gradativamente para um ápice apiculado. (= Cyperus ferax Rich. glumas férteis carenado-naviculares. fino-pontuada (10X) e revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto alveolado (25X) [Fig. mucronuladas.4)mm de largura (varia com a variedade). de coloração castanho-avermelhada-escura. com carena verde.2-)1. com cerca de 3. núcula trígona.3-1.5mm de largura.0-2. muito longo nas espiguetas inferiores e encurtando-se gradativamente em direção às superiores. se atenua para um ápice obtuso e curto-apiculado (resto do pistilo).

3-nervadas. com duas faces ventrais quase iguais na largura e uma dorsal mais larga e arqueada longitudinalmente. A unidade-semente é a núcula ou a núcula + o entrenó da ráquila + gluma fértil.8-2. núcula trígona. base atenuada e esti- pitada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA coloração castanho-avermelhada.5mm de largura.5mm de comprimento. com ponta e nervuras amarelo-esverdeadas e margens hialinas. ápice atenuado e com múcron mais escuro. Cyperus reflexus Vah.4mm ou (0. ápice obtuso. nitidamente carenado. branca. com uma rede de malhas finas de coloração cinza-prateada (20X) [Fig.6mm na maior largura (depende da variedade). com curto mucron subapical. núcula elipsóide-trígona. de coloração castanha ou acinzentada (10X). pericarpo crustáceo. pericarpo crustáceo. – glumas férteis carenadas agudas.7-) 0. porção apical do entrenó da ráquila em semi-círculo (meia-lua). glabra.115M-M’-N-N’-O-O’]. com superfície lisa. mucronuladas. ângulos arredondados. com carena verde e margens castanho-avermelhadas e com estrias vermelhas. com inserção basal triangular e inconspícua. verdes na carena.0mm de comprimento por (0.1 mm de comprimento por 0. de coloração vermelho-sanguíneas nos lados.3-0.8-1.7mm ou (0. que dá o aspecto reticulado. com 1.3-)0. com superfície glabra. de coloração castanho-avermelhada a castanho-escura. com 0. apiculado e às vezes com estilete trífido persistente.5-0. se afila lateralmente em alas que envolvem a núcula. com 2. lustrosa.1mm de comprimento. inclinada (correspondendo a articulação com o entrenó superior) e envolta parcialmente pela gluma fértil ovado-elíptica. 7-9-nervada.6-)1.8-2. fosca ou levemente lustrosa. de coloração de castanho-amarelada a castanho-avermelhada.6-0. base atenuada.4-)0. alongada. estipiforme. com dorso arredondado. elíptica em contorno. com fino reticulado longitudinal. devido aos interespaços prateados (25X) 120 .4-0. lustrosa. revestida por fina camada ceróide. com (1.

esbranquiçada e espessa.1-1. – núcula de elipsóide-trígona a oblongo-trígona. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas.8-1. base atenuada e estipiforme.3mm de espessura. devido a fina camada ceróide que a reveste e que lhe dá o aspecto reticulado. comprimida.8)mm de largura. com uma rede de malhas finíssimas e que formam interespaços rasos (30X).1mm de largura e 0. agudas ou curto-mucronadas. pericarpo crustáceo.2-0.2-)1. A unidade-semente é a núcula. formado pela fina camada ceróide do revestimento [Fig.0)mm de comprimento por (0.5-1.5-) 0.C do retículo.6-0.0-3. pericarpo crustáceo. com superfície lisa. com superfície glabra. com inserção basal elíptica e inconspícua.3 (3. com (2. com três faces. com (1. ângulos arredondados.5)mm de comprimento por (1.) Mattf. ápice arredondado e com curto apículo. de (1. glabra. margem arredondada. & Kük. com uma rede de malhas finíssimas.2-1. nervuras conspícuas.115PP’-Q-Q’-Q’’].9-)3. de coloração castanho-escura a preta.8(-2. carena dorsal alada e esverdeada. se afila gradualmente para uma base estipiforme. Cyperus sesquiflorus (Torr. Cyperus rotundus L.5)mm de largura.239E-E’]. (= Kyllinga odorata Vahl) – duas glumas férteis ovadas.5(2.7-)0. núcula obovadaelíptica. de castanho-esverdeada ou castanho-prateada. que na porção mediana da núcula formam interespaços maiores e que dão.7(-0.0)mm de comprimento por (0. de coloração palha-translúcida. gluma inferior 5-nervada e cerca da ½ do comprimento das glumas férteis.3-)1. com esparsos pontos avermelhados. translúcidas. o aspecto de diminutas pontuações (30X) ou de 121 . levemente lustrosa. revestida por fina camada ceróide. com duas geralmente iguais e planas ou levemente convexas e a terceira mais larga e plana. à superfície. ápice arredondado e curto-apiculado. raramente obovóide-trígona. levemente lustrosa. com aumento menor a superfície parece pontilhada [Fig. lados levemente convexos.3(-1.

de coloração parda e com margens hialinas. Cyperus surinamensis Rottb. Cyperus virens Michx.7(-0. com ou sem as glumas. – glumas férteis sub-coriáceas. de coloração castanha e fino-pontuada [Fig.2mm na maior largura. lustrosa. núcula trígona. escariosas. revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto prateado entre as rugosidades [Fig. 3-nervadas com uma nervura na carena e uma a cada lado. 3-nervadas e com as laterais proeminentes. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. de coloração castanho-claro (imatura) a castanho-avermelhado (madura). carenado-naviculares. de 1. agudas.25(-0. – glumas férteis com 2-3mm de comprimento. 122 . com 0.8-2.2-)0.3)mm na maior largura. – glumas férteis carenado-naviculares. com 1. transverso-rugosa (16X).115U-V-V’-V’’]. agudas.5mm de comprimento por 0. pericarpo custáceo. de coloração palha nos lados e esverdeada na carena. lisa. ligeiramente imbricadas na parte superios da espigueta. com 0. mucronuladas. escariosas. A unidadesemente é a núcula com ou sem as glumas. 7-9-nervadas. ápice obtuso e apiculado (resto do pistilo). com superfície glabra. Cyperus sphacelatus Rottb. base obtusa e curto-estipitada.8) mm de comprimento por (0. de oblonga a ovalada ou elíptica em contorno. geralmente com mancha purpúrea na parte inferior da margem.6-0. ápice e base obtusas. reticuladas.1mm de comprimento. núcula trígona. elíptica em contorno. A unidade-semente é a núcula.115TT’-T’].5mm de comprimento. pericarpo crustáceo. com interespaços pratedos [Fig. com fino reticulado longitudinal.115R-R’-S-S’-S’’]. de coloração verde-clara a amarelada (imatura) e palha ou pardacenta (madura). fosca.3-0.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA rugosidades (20X). com superfície glabra.

com 1. de coloração castanha a castanho-acinzentada. base atenuada e sub-estipitada. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas.C núcula trígona. granulosa-reticulada. com interespaços hexagonais (25X). devido as paredes prateadas do retículo. lustrosa.4-)0. apiculado e às vezes com resto do pistilo.5-0. 123 . formado pela fina camada ceróide do revestimento. Espécie com grande variabilidade [Fig. com superfície glabra. pericarpo crustáceo. ápice atenuado.01. elíptica ou às vezes obovada em contorno.3mm de comprimento por (0.115W-X-X’-X’’].6mm na maior largura.

124 .

.

facilmente separável do antécio. agudas e carenadas. persistem os antécios terminais estéreis.6mm de comprimento.5(-4. frequentemente com fina pubescência esbranquiçada em toda a superfície. lado ventral plano com estreito sulco mediano e duas costelas longitudinais 126 .8-1.116].5)mm de largura e 0. – espiguetas subsésseis. elípticas. comprimidas. como conseqüência direta dos impactos recebidos ou pela compressão sofrida pela semente durante a colheita e o processamento. hilo punctiforme [Fig. C-D-lado ventral. com FIGURA 116 – Dactylis glomerata (antécio fértil): A-B.2(1-1. mais densa no ápice. pálea fértil (pf) largo-sulcada e ápice bidentado.0)mm de comprimento. lema fértil (lf) comprimida lateralmente. de 2-3mm de comprimento por 0. ápice expandido em disco. com 3-5 nervuras. com margens pouco encurvadas sobre a pálea. a desarticulação ocorre acima das glumas e entre os antécios. E. por (1. antécio fértil estreito-ovalado.lado dorsal. glumas (inferior e superior) desiguais. de coloração amarelo-acinzentada a amarelada. de 2.5-2.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Dactylis glomerata L. Daucus carota L – cremocarpo formado por dois carpídios ovalados.0-3. planoconvexo.estilete remanescente) de 0.8mm de espessura. segmento da ráquila (seg) com 1mm de comprimento. multifloras (unidade-semente múltipla)..0mm de largura e 0.8mm de largura e espessura.2-0. de coloração amarelada.vista lateral. ápice longoacuminado e encurvado excentricamente (geralmente deitada de lado). muito parecido com Daucus pusillus Michx. nitidamente mais curta do que a pálea.4-0. cariopse (cap) de trígona a quilhada. às vezes. A unidade-semente é o antécio fértil. arista cerca de 2mm de comprimento ou ausente. Nas sementes comerciais.0-1. ápice com estilopódio (et . de (4-)5-7mm de comprimento (sem ariata) por 1.0mm de espessura. carena (nervura mediana) conspícua e ciliada. DANO MECÂNICO – manifesta-se como um tecido rachado ou danificado. de coloração amarelada e ápice um pouco mais escuro.0-)1.

– cremocarpo largo-ovóide. que envolve o carpóforo filiforme. como as folhas de Tabebuia (Bignoniaceae). DECÍDUO(A) – que cai facilmente. com 2. costelas laterais aliformes e com cinco tubos oleíferos [Fig.0mm de comprimento e que podem estar quebrados ou ausentes quando os carpídios se encontram misturados as sementes comerciais.5-30(-3. secundária. com quatro conspícuas costelas longitudinais. muito parecidos com Daucus carota L. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. entre cada costela primária se encontra uma costela secundária filiforme e com espinhos menores. com cerca de 10-15 acúleos esbranquiçado-amarelados por costela. equinadas. se contrapõe a persistente. primárias. de base arredondada. lado ventral (da comissura) de plano a levemente concavo e com sulco mediano longitudinal. depois que cumpriu sua função ou em um inverno frio e seco. equinadas. entre cada uma das quatro costelas encontra-se uma outra costela longitudinal. lado dorsal levemente convexo. de 1. cerca de 1mm de comprimento e que podem estar quebrados ou ausentes quando os carpídios se encontram misturados as sementes comerciais. 127 . castanho-amareladas a amarelo-acinzentadas.8mm de largura e 0.4mm de espessura.. formado por dois carpídios ovalado-comprimidos. como folha decídua. com cinco tubos oleíferos e costelas laterais conspicuamente aliformes. lado dorsal convexo com quatro conspícuas costelas longitudinais primárias. filiforme e com curtos pêlos adpressos. com acúleos esbranquiçado-amarelados.D laterais sem espinhos.2-1. o mesmo que caduco e caducifólia. ápice agudo e com pequeno estilopódio (et -estilete remanescente). A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio.109P-Q]. que cai facilmente FIGURA 117 – Decorrente.5)mm de comprimento (sem acúleos) por 1. Daucus pusillus Michx.

fruto) apresenta pequenos dentes pequenos. Ver cápsulas.seção transversal.119C]. suturas. 128 . C.120]. isto é.110C]. septos (se) quebram no meio [Fig.110I].119A]. Duplodenteada(o) – diz-se quando esses dentes por sua vez também possuem dentes [Fig. como o delta maiúsculo do alfabeto grego.119A-nm].) B.lóculos (cápsula loculicida) . como a folha do brinco-deprincesa (Hibiscus rosa-sinenesis L. etc. FIGURA 119 – Deiscência de cápsulas: A. DENTICULADO(A) – diz-se quando a margem de um órgão (folha. B. DELTÓIDE ou DELTIFORME – diz-se quando uma folha é triangular em seção transversal. Fig. lobos apicais. DEISCÊNCIA – abertura de qualquer órgão vegetal por um mecanismo natural (dentes apicais [Fig. DECUMBENTE – diz-se de colmos ou caules com base prostrada e extremidade ascendente ou ereta. liberando os grãos de pólen ou as sementes que se encontram no seu interior.poros (cápsula poricida de papoula).117].septicida. DENTEADA(O) – diz-se quando a margem de uma folha apresenta dentes dirigidos perpendicularmente [Fig.59]. DEISCENTE – que sofre deiscência. 119B].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA DECORRENTE – diz-se da folha cuja base se estende para além do ponto de inserção no caule. lóculos [Fig. com base muito ampla [Fig.118A-po].).118B e FIGURA 118 – Deiscência por: A. abertura espontânea de anteras ou frutos em determinados pontos ou numa direção definida.septifraga. nervura mediana [Fig. septos [Fig.loculicida. tornando-o alado [Fig. poros [Fig.

224. DEPRIMIDO – que apresenta depressão. achatado verticalmente. Sorghum sudanense – todas as partes se desarticulam por ruptura [Fig. 129 . DESCOLORAÇÃO – alteração ou perda da coloração. DESARTICULAÇÃO – separação na maturação. na base do antécio (calo) e no ápice do segmento da ráquila (seg . se pode separar as espécies de Sorghum: Sorghum halepense – todas as partes do antécio se desarticulam por abcisão [Fig.225) ou ainda no ápice do pedicelo (como nos gêneros Andropogon e Sorghum .Fig.155.como nos gêneros Lolium e Festuca . FIGURA 120– Deltóide. Sorghum almum – alguns antécios se desarticulam por abcisão e outros por ruptura [Fig. Ver abcisão e articulada.D DEPRESSO – diz-se quando um órgão (fruto ou semente) apresenta uma depressão. 327). 327A. Dependendo do modo de desarticulação. como a separação dos antécios das espiguetas em muitas Poaceae (=Gramineae). 329A].166. 329B]. 167. 327C]. DESINFECÇÃO – ato ou efeito de desinfeccionar(-se).Fig. DESNATURADA – diz-se da substância cuja natureza foi alterada pela adição de outras substâncias. se por abscisão ou por ruptura. como a raiz do nabo.327B. fruto deprimido.

área hilar basal-ventral. carena inconspícua ou levemente conspícua na ½ inferior.3(-0.1mm de comprimento por 0. glabro. miudamente alveolada (40X). que sofreu deterioração. lado dorsal e ventral convexos.4)mm de largura e mais escuro do que o tegumento.113C-D]. margens não delimitadas.5-2. embrião axial. DICOCA – fruto esquizocarpáceo formado por duas cocas. do tipo convolvulus. cerca de 0. ou é um fenômeno progressivo que se inicia. Dichondra microcalyx (Hall. DIÁSPORO – o mesmo que unidade de dispersão. nos gêneros Diodia e Gallium (Rubiaceae) [Fig.0(-2. superfície fosca. com cotilédones foliáceos oblongo-lineares e plicados [Fig.7mm e glabra.f. Ver coca. 130 .2)mm de comprimento por 1.) Fabris (= Dichondra repens Forst & Forst var. com hilo transversoelíptico. quando a semente atinge a maturidade fisiológica e continua em velocidade variável até a morte da semente. quando ocorre não há apenas a perda do poder germinativo e sim também do vigor da semente. não afundado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA DETERIORADO – o mesmo que apodrecido. glabra. ou é um processo progressivo e irreversível que não pode ser evitado. DETERIORAÇÃO – ato ou efeito de deteriorar(-se). somente retardado. f. geralmente associado com a presença de um microorganismo. liso. microcalyx Hall. de 1.8mm de diâmetro ou de espessura. apodrecimento de um tecido orgânico. que teve perda de qualidade.) – semente de subglobosa a obovóide-cuneiforme. cerca de 0.92].5-1. triangular. lisa de coloração castanhoavermelhada. contínuo.

como a corola de Digitalis.4(-0. por 0. diz-se das folhas cujas lâminas são divididas em lóbulos profundos e divergentes [Fig. com a mediana e as laterais lisas. diz-se também das folhas palmaticompostas.1-)2. ápice agudo. igual ou mais longo do que o antécio fértil.3-0. pálea estéril ausente. antécio fértil lanceolado. com 1. pilosa. liso. plano-convexo.2-) 2. cartáceo. lustroso. uma pedicelada e outra subséssil. com a inferior (gli) FIGURA 121 – Digitaliforme. com pilosidade esbranquiçada que não ultrapassa o ápice nas margens e entre as nervuras laterais. lema fértil (lf) acuminada.1mm de comprimento ou até ½ a ¾ do comprimento da espigueta por 0.8(-1. gluma superior (gls) lanceolada.5mm de largura. glumas membranáceas.2(-3.3)mm de comprimento.9(-1. por 0.1)mm de largura.) Koeler (= D. 7-nervuras. DIGITADA(O) – com lóbulos semelhantes a dedos da palma da mão. Digitaria ciliaris (Retz.5-3. entre as nervuras e nas margens. adscendens (Kunth) Henrard) – espiguetas aos pares. ápice agudo.7-0. lanceoladas.4-0. papirácea.3-0. lema estéril (inferior – le) lanceolada. com (2. com densos pêlos.121].6-2. triangular.251]. DICOTOMIA – subdivisão dois a dois. 131 .2(-3. que ultrapassam o ápice. ou com as laterais escabrosas no ápice. DIGITALIFORME – quando a corola gamopétala e zigomorpha é parecida com um dedo de luva [Fig. 3-nervuras.4)mm de comprimento. com 0. enérvea e glabra.4-3.5-0.D DICOTILEDÔNEA – planta ou grupo de plantas pertencentes as Angiospermas e cujas sementes possuem embrião geralmente com dois cotilédones. com (2.2)mm de largura e 0.5)mm de comprimento. Ver Monocotiledôneas.5mm de espessura. de coloração castanho-clara. ápice agudo.

de coloração castanho-avermelhada (imatura) a castanho-escura (madura).5mm de espessura.7-0. plano-convexa. raro o antécio fértil. de lanceolada a estreito-ovalada. cariopse de elíptica a oblonga. glabra em ambos os lados da nervura mediana e entre as demais nervuras.9mm de largura e 0.) Griseb. com (3.6-0.25mm de espessura. pouco mais longa ou tão longa quanto o antécio fértil. lema fértil (lf) acuminada. cariopse de lanceolada a estreitoovalada. área do embrião menor do que a ½ do comprimento da cariopse.5-5.0-4. finamente pontilhada longitudinalmente. respectivamente. liso.6-)0. com margens membranáceas viradas sobre a pálea fértil (pf).7-)1. de ápice acuminado a caudado.20-0. margens hialinas e longo-pilosas. com os pêlos ultrapassando em até 3mm o ápice. com margens membranáceas viradas sobre a pálea fértil (pf).0mm de largura e 0. pouco menos longa ou tão longa quanto o antécio fértil.35mm de espessura. com lado ventral plano 132 .30-0. plano-convexo.8mm de largura e 0. de coloração esbranquiçado-hialina a amarelado-fosca. com (1. com (3.) Fedde (= Tricholaena insularis (L. de ápice acuminado a caudado.5mm de espessura.81.1mm de comprimento por 0. cartáceo.4-0. com 1. Digitaria insularis (L. A unidade-semente é a espigueta.3-)1.) – espiguetas aos pares. com 0. 3-5 nervuras e com longos pêlos entre as nervuras. com a inferior (gli) subtriangular.4mm de comprimento (exceto os pêlos) por (0.6-1.5mm de comprimento por (0.0-1.60.2-)4. mácula hilar oblonga e mais escura do que o pericarpo.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA finamente pontilhada longitudinalmente.5-2. lema estéril (inferior – le) estreito-ovalada.7-)4. antécio fértil lanceolado. 7-nervada. papirácea. glabra. gluma superior (gls) triangularlanceolada.1mm de largura (exceto os pêlos) e 0. longo-pilosa e glabra. ápice obtuso.9mm de comprimento. por 0.8-2.1mm de comprimento por 0.0mm de largura. glumas membranáceas. glabra. de ápice acuminado a caudado. lustroso.

lado ventral. com 1. antécio fértil: C.9mm de largura e 0. ápice agudo. de esbranquiçada-hialina a amarelada.8-1. glumas e lema estéril membranáceas e de coloração palha. fosca. cartáceo. de coloração cinza-esverdeada-clara a verde-oliva-clara (imatura) e castanho-acinzentada-clara (madura). lustroso. gluma superior (gls) estreito-triangular-lanceolada. raro o antécio fértil. glabra e enérvea. – le) ovalada. glabro. cariopse de oblonga a estreito-ovalada. pálea estéril ausente. antécio fértil lanceolado.5-0. finamente pontilhada longitudinalmente.3-0.lado dorsal.8(-0. 133 . lema estéril (inferior FIGURA 122 – Digitaria sanguinalis (espigueta): A. com fina pubescência esbranquiçada entre as nervuras laterais e glabra nos outros espaços. ápice agudo. de coloração esbranquiçadahialina a amarelado-fosca.D e dorsal levemente convexo. de coloração cinza-olivácea.43.1-)2.6mm até ½ do comprimento da espigueta por 0. com 5-7-nervuras. mais visível no ⅓ superior). com 1.7)mm de espessura. mais longa do que o antécio fértil.) Scop. 3-nervuras conspícuas. lema fértil (lf) acuminada. D. B. A unidade-semente é a espigueta. de lanceoladas a estreito-elípticas.1-)2.1mm de comprimento por 0.0mm de largura e 0.4mm de comprimento.lado ventral.6)0. papirácea.4mm de largura.9)mm de largura.5mm de comprimento por (0. ápice agudo.8-0. com 0. finamente pontilhada longitudinalmente. mácula hilar obovada e mais escura do que o pericarpo. gluma inferior (gli) triangular. com margens membranáceas viradas sobre a pálea fértil (pf).lado ventral.5mm de comprimento por (0.8-1.7)- 0. de coloração castanho-clara. Digitaria sanguinalis (L.5-3. com 2. ápice agudo. plano-convexo. – espiguetas aos pares. liso.0mm de largura.6-0.6(-0.7-)0. com (2. a mediana lisa e as laterais escobrosas em toda a extensão (às vezes. glabra. ápice agudo.5-3. área do embrião de ⅓ a menos da ½ do comprimento da cariopse.3-0.30.1mm de comprimento por (0.7-2. com (2.3-1.4mm de espessura. pubescente e denso-ciliada nas margens (pêlos ascendentes).

DIÓICA – planta com flores unissexuadas. DISCÓIDE – orbicular. DISSEMÍNULO – o mesmo que propágulo. com lados paralelos e margem arredondada [Fig. cerca da ½ do comprimento da cariopse. mácula hilar sub-basal. o mesmo que lenticular. como nos aquênios das Asteraceae [Fig. DISCO – porção central do capítulo de Asteraceae (=Compositae) e onde se inserem as flores (posteriormente os aquênios). DISPERSÃO – o mesmo que disseminação. hidrocoria.23]. com pouca espessura. mais ou menos achatada e cilíndrica. os tipos de dispersão são: anemocoria.21B-de. A unidade-semente é a espigueta.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA área do embrião ovalada. raro o antécio fértil.100I]. onde as flores femininas e masculinas se encontram em plantas separadas. termo usado em oposição às flores que se inserem no raio (na periferia) e que geralmente são liguladas. As flores do disco podem produzir aquênios com características morfológicas diferentes das do raio e então ocorrem aquênios heterocarpos [Fig. com estilete central remanescente (mais ou menos visível) e onde se insere o papus. o mesmo que seminação e dispersão. 134 . de coloração amarelo-esbranquiçada e não hialino. DISCO EPÍGENO – porção apical. orbicular-afundada e de coloração catanha [Fig. DISSEMINAÇÃO – dispersão natural das sementes. ornitocoria e zoocoria.122]. 90B-de].

mesmo quando viável e quando aparentemente as exigências de temperatura. como os rostros apicais das brácteas involucrais de Acanthospermum hispidum DC. DORMÊNCIA – condição da própria semente que a impede de germinar. 1979). como altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar. de local para local e se instala na fase da maturação da semente. é. principalmente quando associados. temperaturas e deficiência de oxigênio. em outras palavras. a costa da semente. um fenônemo geneticamente programado para surgir e se desenvolver juntamente com a semente (CARVALHO & NAKAGAWA. DOENTE – plântula mostrando o efeito da presença e da atividade de microorganismos patogênicos.D DISTAL – parte da estrutura mais distante do seu ponto de união ou de origem. DIVARICADO – largamente divergente. [Fig. o que mais influencia a dormência induzida seriam altas FIGURA 123 – Drupa (seção longitudinal) de pêssego. Dormência induzida ou secundária – ocorre por indução de uma condição ambiental especial. Segundo VEGIS (1963) citado por CARVALHO & NAKAGAWA (1979). Ver quiescência. podem ocorrer exceções. umidade e luz foram satisfeitas. 135 . que ocorre com intensidade variável de ano para ano. DORSAL ou ADAXIAL – lado de cima da superfície de uma folha. ou do excesso ou da deficiência química. ou o lado voltado para a parte externa do fruto. é controlada por fatôres endógens (CARVALHO & NAKAGAWA. Dormência natural ou primária – condição intrínseca da própria semente. 1979).206B].

com pericarpo nitidamente diferenciado em epicarpo. mesocarpo (carnoso) e endocarpo (pirênio. com espaço central grande ou dividido em lóculos. Quando o fruto drupóide tem apenas um pirênio. ocorre também em Licania. 124A]. como cada um dos frutículos da framboesa (Rubus sp). B.Trema micrantha. pêssego .pirênio.Fig. pêra ..GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA DRUPA – fruto drupóide. D-D’. C.) Blume (Ulmaceae . formado por dois ou mais carpelos. com um único pirênio central grande.242. putâmen ou caroço) coriáceo ou lenhoso. DRUPÁCEO – semelhante a drupa.Hirtella sp.Fig.Chrysobalanus sp. é denominado de nuculânio [Fig. Epi. é denominado de drupa.e mesocarpo geralmente carnosos em maior ou menor grau. fruto drupáceo..124B-C-D-D') e Trema micrantha (L. putâmen ou caroço) duro e concrescido com o tegumento membranáceo. DRUPÉOLA – termo utilizado para designar uma drupa muito pequena. FIGURA 124– Drupas (inteiras e seção transversal): A. DRUPÓIDE – fruto de originado de um ovário súpero. lenhoso (ameixa. endocarpo (pirênio. indeiscente.. nitidamente diferenciado em exocarpo (fino). D’. 333]. 243.Licania sp. raramente unicarpelar. provido de drupas. esclerosado (azeitona) ou pergaminhoso (maçã. 123).278).Fig. 136 . Hirtella e Chrysobalanus (Chrysobalanaceae . se o pirênio é loculado ou se tem dois ou mais pirênios livres. simples.Fig. cereja. Ver pirênio. mesocarpo e endocarpo.

.

E. pálea fértil (pf) com margens escariosas e presas sobre a cariopse ovalado-orbicular.espigueta lado ventral. ou às vezes com pigmentação avermelhada (+ na porção superior). 138 .125A].3mm de largura dorsal e H. principalmente.0mm de espessura. mútica.0-2.lado dorsal. de coloração estramínea e glabro. na ½ superior. abraça completamente a espigueta. dorsal.5mm de comprimento (exceto a arista) por 1. crusgalli var. crusapiculada. A unidade-semente é a espigueta.4mm de largura e 0. com cerca de 2-2½ vezes tão longa quanto larga ou com galli var.lado ventral e elíptico-lanceolada ou lanceolada. E. crusgalli var. plana ou sulcada longitudinalmente. plano-convexa. 3-nervada e escabrosa entre as nervuras.lado ventral e C. zelayensis: I. glumas papiráceas.0-1.1-1. glumas papiráceas.4-4.espigueta lado dorsal.0-1. com 5-7(-9) nervuras híspidas e denso-escabrosas entre elas. E.9-1. mútica. oryzicola – espigueta: G. gluma superior (gls) apiculada.6mm de espessura. hialina.5mm de largura e 0. cerca de duas vezes tão longa quanto larga ou com (2.0-1. de coloração amarelada a esbranquiçado-subhialina e ápice levemente mucronado. – espigueta obovada.9-) 1. com 5-7 nervuras híspidas e escabrosa entre elas.6mm de comprimento por 1. pouco maior do que o antécio fértil. caudada ou E. cruspavonis: F. com a inferior (gli) acuminada. ovalada. área do embrião inconspicuamente delimitada e com até ⅔ do comprimento da cariopse. escabrosa ou híspido-escabrosa. convexa.4-3.9mm de compri-mento por 1. plano-convexa. com a inferior (gli) acuminada.0-2.0-1.espigueta lado dorsal.0mm de comprimento por 1.0-)2. coriáceo.3mm de espessura. colona: A. E.lado 2.lado Echinochloa crusgalli (L. crusgalli var.5-0. Beauv.) P. membranácea e tão longa quanto o antécio fértil (superior) plano-convexo.1mm de espessura. híspidoescabrosa. antécio estéril (basal) com lema apiculada.) Link – espigueta de obovada a elíptico-lanceolada. com 1. às vezes o antécio fértil. de coloração estramínea.lado ventral. lema fértil (lf) fracamente 3-nervada e ápice levemente escabroso. por 1. menos da ½ do comprimento da espigueta. de coloração estramínea.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Echinochloa colona (L. com 2.5mm de largura e (0. antécio fértil: D. mácula hilar punctiforme [Fig. pálea estéril bicarenada. FIGURA 125 – Echinochloa – E.0-1. crusgalli – espigueta: B.

– espigueta elíptico-lanceolada. gluma superior (gls) apiculada ou caudada. mácula hilar punctiforme. lema fértil (lf) fracamente 3-5 nervada e ápice escabroso e com ou sem anel escabroso entre o prolongamento apical membranáceo e a porção coriácea da lema.9-)1.0mm de comprimento por 0. ou convexa. com 2. com 2. localizadas em ambos os lados da nervura mediana.0-3.3-1. antécio fértil com 3. crusgalli (L. Beauv. Beauv. gluma superior (gls) com nervuras híspidas ou papilosohíspidas e pouco maior do que o antécio fértil. híspidas ou papiloso-híspidas e escabrosas ou.6-0.2mm de espessura.63.) P. 3-5 nervada. pálea fértil (pf) com margens escariosas e presas sobre a cariopse ovalada. 139 .7mm de largura [Fig. A unidadesemente é a espigueta. plana ou sulcada longitudinalmente.2-1. principalmente.7mm de espessura.0mm de comprimento por 1.) P. com 5-7 nervuras principais e mais duas ou quatro nervuras menores.9mm de largura e ápice da lema (lf) com ou sem anel escabroso. membranácea e pouco menos longa ou tão longa quanto a antécio fértil (superior) planoconvexo.0-1.6-3.E menos da ½ do comprimento da espigueta.2-1. com 5-7 nervuras híspidas e escabrosa entre elas. lema estéril papirácea. var. glabra entre elas.8-2. A seguir seguem as características diferenciais das variedades: Echinochloa crusgalli (L. arista (as) pode ultrapassar os 3cm de comprimento. caudada ou apiculada. cariopse com 2.0mm de comprimento por 1. antécio estéril (basal) com lema aristada (as). coriáceo. hialina.125B-C-D-E].2mm de largura e (0. abraça completamente a espigueta. pálea estéril bicarenada. às vezes.2-4. nervuras escabrosas. de coloração pardacenta e ápice mucronado. área do embrião conspicuamente delimitada e com cerca de ⅔ do comprimento da cariopse. na ½ superior.7mm de largura e 0.8mm de comprimento por 1. às vezes o antécio fértil. com ápice de mútico a aristado (ocorre numa mesma inflorescência).

5mm de largura [Fig.5mm de comprimento por 2. Beauv. 140 . Beauv. oryzicola (Vasing. reduzida ou ausente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Echinochloa crusgalli (L. Echinochloa crusgalli (L. gluma superior (gls) com nervuras escabrosas e glabra entre elas ou esparso-escabrosa no ápice e pouco menos longa ou tão longa quanto o antécio fértil.) P.2(-3.0-1.5-4.125I]. nas Dicotiledôneas normalmente inclui: gema. cruspavonis (Kunth) Hitchc.7mm de largura e ápice esparso-escabroso e geralmente caudado. pálea estéril tão longa quanto a pálea fértil. Echinochloa crusgalli (L. lema estéril aristada ou caudada.5-3. mesocótilo e raiz primária.3mm de largura [Fig. pálea estéril tão longa quanto o antécio fertil. Beauv. lisa e brilhante (que pode estar restrito a região mediana ou em todo extensão). zelayensis (Kunth) Hitchc.) Ohwi – espigueta com 3. hipocótilo e raiz primária e nas Monocotiledôneas: gema.0-2.02. escabrosa ou híspido-escabrosa e sulcada longitudinalmente. EIXO – estrutura central de um embrião ou de uma planta. cariopse com 2.4mm de largura.2mm de comprimento por 1.5-1. antécio fértil com 2. var.5-5.125G-H]. antécio fértil com 2. var. lema estéril papirácea.2mm de comprimento por 1.3)mm de comprimento por 1.83.125F]. – espigueta lanceolada. epicótilo. gluma superior (gls) geralmente caudada e nervuras híspidas. arista quando presente com 1-9mm de comprimento.0mm de comprimento e mútica.3-1.) P. com 2. – espigueta obovada e mútica. geralmente. no dorso com uma região espessada [Fig. lema estéril coriácea. escabroso-híspida e ápice aristado ou caudado (ocorre numa mesma inflorescência). var.) P.

334D]. nas cariopses de Poaceae (=Gramineae) é visível.8mm de largura.103D. ápice obtuso com rostro (estilete remanescente) caliptriforme (raro ausente). FIGURA 126 – Ejaculador de Chameranthemum sp.0mm de comprimento (exceto o rostro) por (0.239F-F’] A unidade-semente é a núcula (com rostro apical e com as cerdas).78]. ferrugíneas e ligeiramente maiores do que a núcula + o rostro [Fig.1-0. deprimido.6-) 0. largo na porção mediana e com as extremidades mais esteitas. EIXO HIPOCÓTILO-RADÍCULA – é o eixo do embrião (Fig. ELÍPTICO(A) – diz-se quando um órgão (folha.hip. são expulsas (liberadas) em duas direções opostas. para o lado da micrópila nas sementes.64A-B-ej). no lado dorsal.8-1.E Eixo embrionário – estrutura central de um embrião. As sementes assentadas sobre o ejaculador. lustrosa. segundo SELL (1969). com 0. Eleocharis geniculata (L.2mm de altura. Justicia e Ruellia (Acanthaceae – Fig. biconvexa. como uma área ovalada evidente e ± elevada. fruto ou semente) tem contorno de elipse. apresenta no ápice o coleóptilo envolvendo a plúmula e na base a coleorriza envolvendo a radícula [Fig. o mesmo que oval [Fig.hip]. quando o fruto (cápsula) na maturação se abre. citado por BARROSO et al. 126]. lisa.) Roem. Acystacia.186) ou da plântula situada entre o ponto de inserção dos cotilédones e aquele em que tem início a radícula [Fig. (1999). preta. EJACULADOR ou RETINÁCULO – um crescimento encurvado (em forma de gancho – ej) que parte do ponto de inserção do funículo.186. na base com uma coroa de 7 cerdas retrorso-denticuladas. esbranquiçado. com 0.7-0. como em Chameranthemum [Fig. no fruto. 188. & Schult. 141 . – núcula lenticular-obovóide.

Beauv. Elytrigia. Estreito-elíptico – diz-se quando um órgão (folha. fruto ou semente) é cerca de duas vezes mais longo do que largo. nervuras laterais inconspícuas.) P. com 3-nervuras na porção apical. fruto ou semente) tem contorno de elipse e terminando na base e no ápice em forma de lança [Fig. glabra. levemente carenada. geralmente achatada em direção ao ápice. arredondada no dorso ou. Elytrigia elongata (Host) Nevski (=Agropyron elongatum (Host. às vezes.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Elíptico-lanceolado – diz-se quando um órgão (folha. antécio fértil com lema semelhante as glumas e subigualando-se a pálea fértil. pálea fértil (pf) largamente côncava. com duas glumas (inferior e superior) iguais. ápice truncado ou miudamente lobado. intermedia. fruto ou semente) é somente levemente mais longo do que largo. a nervura mediana conspícua na metade superior e terminando em curta arista dura. lema fértil (lf) oblonga.E. Seguem as características diferenciais de espécies de Elytrigia: FIGURA 127 – Elytrigia (antécio fértil lados ventral e dorsal): A-B. dura. com 10-12mm de comprimento por 2.E. A unidade-semente é o antécio fértil. Largo-elíptico – diz-se quando um órgão (folha. lustrosa. elongata e C-E-DF. geralmente multinervadas e agudas ou aristadas. tuda superfície 142 . Elymus e Agropyron (tem características morfológicas gerais semelhantes e serão tratadas em conjunto) – espiguetas sésseis. constricta acima do calo. as margens se estendem até as carenas da pálea ou chegam próximas a elas.0-2. ELIPSÓIDE – um corpo sólido com contorno elíptico.103G].5mm de largura.) – antécio fértil estreito-oblongo.

Elytrigia repens (L. A unidade-semente é o antécio fértil.) Desv. elongata e B-C. glabrescente ou nitidamente esparsopubescente no ápice. lema fértil (lf) elíptica. Beauv. divergentes ou quase paralelos. Agropyron trichophorum (Link) K.. constricta acima do calo.. ex Nevski (=Agropyron repens (L. elíptico ou lanceolado. deitada contra as carenas da pálea ou entre elas. pálea fértil (pf) levemente côncava. segmento da ráquila (seg) diminuto-pubescente. C. Elymus repens (L. com pêlos geralmente na metade superior da carena. ápice arredondado. Elytrigia intermedia (Host) Nevski (=Agropyron intermedium (Host. truncado ou miudamente lobado. com 8-10mm de comprimento por 2mm de largura.E.) P. carenada na metade superior ou dorso arredondado em antécios imaturos. seno em forma de ‘V’ ou ‘U’ estreito [Fig. a nervura mediana se prolongando em curta arista dura ou ápice longo-agudo ou mucronado ou diminutamente lobada. curta e grossa. com alguns pêlos basais curtos e grossos.) Gould) – antécio fértil lanceolado ou estreito- 143 . segmento da ráquila (seg) diminutopubescente.) – antécio fértil FIGURA 128 – Elytrigia (antécio fértil vista lateral): A.E. arredondado ou com entalhe raso.127A-B e Fig. com ápice truncado. as margens se estendem até as carenas da pálea ou chegam próximas a elas. Beauv. deitada contra as carenas da pálea. calo com curtos pêlos adpressos. ápice com 3-nervuras ou inconspicamente 5-nervuras. confinados a extremidade ou ausentes [Fig.) P.128A]. glabrescente ou esparso-escabrosa nas nervuras em direção ao ápice ou pubescentes.E conspicuamente pubescente. A unidade-semente é o antécio fértil. densos e finos pêlos longos na carena (da base ao centro).lado dorsal. com bordos FIGURA 129 – Elytrigia repens (antécio fértil): A. seno geralmente em forma de ‘U’.128B-C]. intermedia. alargando-se para o ápice. Richt.lado ventral.127CD-E-F e Fig. Bvista lateral.

às vezes. em antécios bem desenvolvidos. restritos a extremidade externa do calo [Fig. de 8-9(-10)mm de comprimento por 1. não encoberta pelas margens a lema e cicatriz apical largo-triangular e glabra. lustrosa. mais freqüentes na metade superior. ápice truncado. com os lados paralelos ou somente levemente divergente em antécios basais. glabrescente ou miudamente pubescente. glabra ou finamente pubescente no ápice e com longos pêlos rombudos na carena. glabra ou nervuras esparsoescabrosa no ápice. geralmente não se estendem até as carenas da pálea. achatado dorso-ventralmente. às vezes. 144 . fruto ou semente) apresenta uma reentrância (incurvação).3-1. com tonalidade esverdeada. margens hialinas na metade superior e na metade inferior. com arista muito variável no comprimento (1-10mm) ou mais raro longo-agudo e sem arista. pálea fértil (pf) levemente côcava em todo o comprimento ou com dobra longitudinal na metade inferior. seno em forma de ‘U’. levemente estreitada na base. EMBEBIÇÃO – ato ou efeito de embeber(-se).129A-B-C]. deitada contra a pálea e entre as carenas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA elíptico.16-O]. como se tivessem tirado um pedaço [Fig. calo glabro ou. com alguns curtos pêlos adpressos. ápice com 3-nervuras ou inconspicuamente 5-nervuras.8mm de largura. lema fértil (lf) lanceolada ou oblonga. dorso convexo. segmento da ráquila (seg) de 1/6-¼ do comprimento do antécio. arredondado ou com entalhe largo e raso. EMARGINADO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. A unidade-semente é o antécio fértil. de coloração palha-clara ou. com nítida saliência (inchaço) acima do calo.

metade.dominante. Quanto a forma o embrião pode ser: Embrião contínuo – embrião reto e onde não existe uma delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótilo-radícula. com sucesso. médio ou grande. quarto. C. D. são tão distintos nos diferentes grupos de plantas que podem ser utilizados.peqeno.E EMBRIÃO – planta rudimentar existente no interior da semente e que dará origem à futura plântula.metade. etc. da fusão dos núcleos dos gametas feminino e masculino da planta. é formado a partir da fecundação da oosfera. B. que podem ser de tamanho pequeno. para a identificação das sementes em famílias. Quanto a maturação o embrião pode ser: Embrião imaturo – é aquele que ainda não se encontra anatomicamente formado na maturação da semente e no seu desprendimento da FIGURA 130 – Embrião quanto ao tamanho: A.130]. espatulados. Etotal. Embrião dormente – é aquele que se encontra bem formado. como nos embriões axiais lineares. curvados e plicados. A forma. segundo MARTIN (1946). segundo MARTIN (1946) [Fig. planta-mãe. Quanto ao tamanho o embrião pode ser: pequeno. 145 . como ocorre em orquídeas. mas ainda não se encontra em condições de germinar em função de características fisiológicas. Geralmente formado por um eixo mais ou menos diferenciado (eixo hipocótilo-radícula) e pela inserção dos cotilédones. isto é.quarto. gêneros ou espécies. dominante e total. ginkgo. tamanho e posição do embrião maduro nas sementes em relação ao tecido de reserva (endosperma ou perisperma).

sementes de tamanho médio ou maiores. ocupa de ⅓ a ½ da porção inferior da semente [Fig. segundo MARTIN (1946). ocorre em Mono. .132A].133A).Anemone caroliniana. (=Hydrocotylle bonariensis Lam..133D).lateral. B. Aquifoliaceae (Ilex verticillata - Fig. Embrião ruminado – quando ocorrem invaginações do endosperma para dentro do embrião. C.Fig. E. Magnoliaceae. como em Hydrocotyle umbellata L. D.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Embrião invaginado – embrião reto.133B).Fig.largo. D.Papaver dubium. com cotilédones rudimentares e não diferenciados.133E) e Ranunculaceae (Anemone caroliniana e Ranunculus californicus .Ilex verticillata. Araliaceae. dubium L. em relação ao tamanho da semente. FIGURA 131 – Embrião ruminado de Fagopyrum esculentum. mas algumas vezes evidentes e parecendo minuaturas do tipo linear ou do espatulado [Fig. como o embrião axial invaginado. como em Juncus bufonius L.131). exceto em alguns embriões do tipo lateral.Hydrocotyle umbellata.capitado. C.Apiaceae =Umbellife.Fig. .Fig. Largo – embrião periférico ou quase assim e tão ou mais largo do que comprido [Fig. B.e Dicotiledôneas.rudimentar. abundante e se divide em: Rudimentar – embrião pequeno.Polygonaceae . com nítida delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótiolo-radícula. Juncus 146 . Papaveraceae (Papaver FIGURA 133 – Embriões basais rudimentares (em seção transversal e longitudinal): A. de globoso a ovalado-oblongo.Ranunculus californicus. se encontra deitado sobre o tecido de reserva (endosperma) FIGURA 132 – Embrião basal: A. como na núcula do trigo-sarraceno (Fagopyrum esculentum Moench .132].132B].rae . Quanto a posição que ocupa na semente o embrião pode ser: Embrião basal – embrião relativamente pequeno.

E

capillaceus Lam. e Luzula sp. (Juncaceae), Syngonanthes sp. (Ericaulaceae) e em Nymphaeaceae [Fig.134]. Capitado – embrião alargado na porção superior, em forma de cogumelo [Fig.132C]; ocorre apenas em Monocotiledôneas, como em Cyperaceae (Carex sororia Kunth; Cyperus brevifolius (Rottb.) Hassk.; C. ferax L.C. Rich.; Eleocharis geniculata (L.) Roem. &
FIGURA 134 – Embriões basais largos: A- Juncus bufonius; B- Juncus capillaceus;CLuzula sp.; D- Syngonanthes sp.

Schult.; Fimbristylis autumnalis (L.) Roem. & Schult.; F. dichotoma (L.) Vahl; Rhynchospora aurea Vahl (=R. corymbosa (L.) Britton) e Rhynchospora nervosa (Vahl) Boeck. (=Dichromena ciliata Vahl) Fig.135), Commelinaceae e Musaceae.

FIGURA 135 – Embriões basais capitados (em seção transversal e longitudinal): A- Carex sororia; B- Cyperus brevifolius; C- C. ferax; D- Rhynchospora nervosa; E- Eleocharis geniculata; F- Fimbristylis autum nalis; G- F. dichotoma; H- Rhynchospora aurea. FIGURA 136 – Embriões basais laterais (em seção transversal e longitudinal): A-Avena sativa; B- Brachiaria plantaginea; C- Cynodon dactylon; D- Digitaria san- Lateral – embrião basal–lateral ou lateral, de inclinado a expandido guinalis; E- Echinochloa sp.; F- Panicum sp.; Gno plano periférico, de pequeno a ½ da semente ou raramente Paspalum sp.; H- Setaria sp.; I- Sorghum halemaior [Fig.132D]; ocorre somente nas Poaceae (=Gramineae) como pense. em Avena sativa L.; Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc.; Cynodon

dactylon (L.) Pers.; Digitaria sanguinalis (L.) Scop.; Echinochloa sp.; Panicum sp.; Paspalum sp.; Setaria sp.; Sorghum halepense (L.) Pers. [Fig.136].

147

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Embrião periférico – embrião cilíndrico, contínuo, alongado, de ¼ a dominante, contíguo ao tegumento e em alguns casos deitado lateralmente contra o tecido de reserva (perisperma) central, conspícuo e amiláceo, ou curvado em torno de todo o perisperma [Fig.137]; cotilédones estreitos ou expandidos; mas em alguns casos um dos cotilédones é abortivo. Ocorre em Dicotiledôneas, como em Aizoaceae, Amaranthaceae (Amaranthus retroflexus L. - Fig. 138A), Cactaceae, Caryophyllaceae (Spergularia arvensis L. - Fig. 138G), Chenopodiaceae (Chenopodium album L. e Chenopodium ambrosioides L. - Fig.138B), Nyctaginaceae, Phytolaccaceae,
FIGURA 137 – Embrião periférico,
segundo MARTIN (1946).

Polygonaceae (Persicaria maculosa Gray; Persicaria punctata (Elliot) Small e Rumex crispus L. - Fig.138D-E-F) e Portulacaceae.

FIGURA 138 – Embriões periféricos e contínuos (em seção transversal e longitudinal): A- Amaranthus retroflexus; B- Chenopodium album; C- Chenopodium ambrosioides; D- Persicaria maculosa; E- Persicaria punctata; FRumex crispus; G- Spergularia arvensis.

Embrião axial – embrião de pequeno a total; se encontra no eixo
FIGURA 139 – Embrião axial: A- linear; B-B’diminuto; C-C’- micro; D- espatulado; E- curvado; F- plicado; G- invaginado, segundo MARTIN (1946).

centro da semente e está envolto pelo endosperma não amiláceo [Fig.139], exceto em cinco famílias de Monocotiledôneas. A divisão inclui o linear, a miniatura e o foliolado:

148

E

Linear – embrião cilíndrico, contínuo, geralmente mais longo do que largo [Fig.139A] e reto em Anethum graveolens L., Apium graveolens L., Daucus carota L. (Apiaceae =Umbelliferae - Fig. 140G-H-I) e Anagallis arvensis L. (Primulaceae - Fig.140A); ou anelar em Datura stramonium L. (Solanaceae - Fig.140C); ou curvo em Atropa belladona L. (Solanaceae - Fig.140B); ou espiralado em Cuscuta sp. (Cuscutaceae - Fig.148F), Byrsonima (Malpighiaceae), Dodonea e Koelreuteria (Sapindaceae); ou circinado em Solanum aculeatissimum Jacq., S. lycocarpum L., S. paniculatum L. e S. sisymbriifolium Lam. (Solanaceae - Fig. 140E); ou imbricado em Solanum americanum Mill. e Solanum capsicoides All. - Fig.140D-F); com cotilédones não expandidos e sementes geralmente não diminutas. O embrião linear ocorre em Amaryllidaceae, Apiaceae, Cuscutaceae, Malpighiaceae, Liliaceae, Primulaceae, Sapindaceae e Solanaceae.

FIGURA 140 – Embriões axiais lineares, contínuos e retos (em seção transversal e longitudinal): A- Anagallis arvensis; G-Anethum graveolens; H- Apium graveolens; I- Daucus carota; curvo: B- Atropa belladona.anelar: CDatura stramonium; circinado; E- Solanum aculeatissimum; imbricado: D- Solanum americanum; F- Solanum capsicoides.

Subdivisão miniatura – sementes de pequenas a diminutas, com embriões que são gandes ou diminutas, envoltório das sementes freqüentemente celular-reticulado; endosperma não amiláceo:

149

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Diminuto – embrião variável quanto ao seu tamanho relativo, de pequeno a total, geralmente de ovalado a elíptico ou oblongo; cotilédones de inclinados a pouco desenvolvidos; sementes geralmente de 0,3-2,0mm de comprimento, freqüentemente quase tão longas quanto largas [Fig.139B-B’]; como em Campanulaceae, Droseraceae (Drosera intermedia Hayne - Fig.141D), Ericaceae, Gentianaceae, Loganiaceae, Orobanchaceae, Saxifragaceae, ScrophulariaFIGURA 141 – Embriões axiais diminutos e contínuos (em seção transversal e longitudinal): A- Petunia axilaris; B- Scoparia dulcis; C- Chaenorhinum calycinum; D- Drosera intermedia.

ceae (Chaenorhinum calycinum (Banks & Sol.) P.H. Davis = Antirrhinum calycinum Banks & Sol. e Scoparia dulcis L. - Fig.141C-B) e Petunia axillaris (Lam.) Britton et al. (Solanaceae - Fig.141A). Micro – embrião de diminuto a total; sementes geralmente globosas, diminutas, em geral menores do que 0,2mm de comprimento e formadas por poucas células (50 a 150) no interior do tegumento [Fig.139C-C’]; como em Orchidiaceae. Subdivisão foliolada – embrião central, largo, de ¼ a total; cotilédones expandidos; sementes de grandes a médias; endosperma não amiláceo. A subdivisão foliolada apresenta as seguintes subdivisões:

FIGURA 142 – Embriões axiais espatulados e contínuos (em seção transversal e longitudinal): A-A’Spermacoce latifolia; B-B’- Plantago lanceolata; C-C’- Sesamum indicum; D-D’Euphorbia heterophylla; E-E’- Foeniculum vulgare.

Espatulado – embrião reto e contínuo; cotilédones de finos a espessos e de levemente expandidos a largos [Fig.139B]; como em Apiaceae (Foeniculum vulgare Mill. - Fig.142E-E'), Apocynaceae, Asclepiadaceae, Asteraceae (=Compositae), Bixaceae, Boraginaceae, Cistaceae, Cornaceae, Dipsacaceae, Ebenaceae, Euphorbiaceae (Euphorbia heterophylla L. - Fig.

150

E

142D-D’), Labiatae, Linaceae, Loasaceae, Meliaceae, Oleaceae, Oxalidaceae, Passifloraceae, Pedaliaceae (Sesamum indicum L. - Fig.142C-C’), Plantaginaceae (Plantago lanceolata L. - Fig.142B-B), Plumbaginaceae, Polemoniaceae, Rosaceae, Rubiaceae (Spermacoce latifolia Aubl. - Fig.142AA’), Rutaceae, Sapotaceae, Simaroubaceae, Theaceae, Urticaceae e Vitaceae. Curvado – embrião espatulado, contínuo, mas curvado em forma de canivete; cotilédones em geral espessos, iguais entre si, mas
FIGURA 143 – Embriões axiais curvados, contínuos e pleurorrizos (em seção transversal e longitudinal): A- Indigofera sp.; B-Ulex europaeus; C-Lespedeza sp.; D-Sesbania sp.

apresentam os bordos dobrados, ou um é maior do que o outro e se encontram dobrados ao meio [Fig. 139C]; como em Anacardiaceae, Bombacaceae, Brassicaceae (=Cruciferae), Cannabinaceae, Fabaceae–Papilionoideae e Moraceae; ou com eixo hipocótilo-radícula infletido (encurvado basal-lateralmente), em maior ou menor grau, como em Zornia sp. [Fig.143A] e Aeschynomene rudis [Fig.144] (Faba-ceae-Papilionoideae); ou com cotilédones dobrados, como em Serjania sp. (Sapindaceae – Fig.148D). O embrião curvado apresenta as seguintes subdivisões: Notorrizo ou Incumbente – quando no embrião curvado o eixo hipocótilo-radícula se dobra e se encontra deitado dorsalmente contra a nervura mediana de um dos cotilédones (um interno

FIGURA 144 – Embrião axial curvado, contínuo e raradícula infletida (em seção transversal e longitudinal): A- Aeschynomene rudis e B- Zornia sp.

e outro externo) incumbentes [Fig. 148G]; como em Capsella

bursa-pastoris (L.) Medik. [Fig. 145G] e Coronopis sp. (Brassicaceae =Cruciferae) e em espécies de Resedaceae. Ortoplóico ou Conduplicado – quando no embrião curvado os cotilédones conduplicados e justapostos se encontram

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GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

dobrados longitudinalmente e envolvem o eixo hipocótiloradícula [Fig.148H]; como nos gêneros Brassica (Brassica kaber (DC.) L.C. Wheeler - Fig.145I), Eruca, Raphanus, Rapistrum e Sinapis (Brassicaceae =Cruciferae).

FIGURA 145 – Embriões axiais curvados, contínuos e pleurorrizo (em seção transversal e longitudinal): A- Trifolium repens; B- Medicago lupulina; C- Melilotus indica; D- Lotus corniculatus; E- Crotalaria spectabilis; F- Desmodium tortuosum; H- Lepidium virginicum; notorrizo: G- Capsella bursa-pastoris e conduplicado: I- Brassica kaber.

Pleurorrizo ou Acumbente – quando no embrião curvado os cotilédones, se situam verticalmente na semente, e o eixo hipocótilo-radícula se dobra de maneira a se localizar lateralmente ao longo de um dos bordos justapostos dos cotilédones acumbentes; como em Barbarea, Cardamine, Lepidium virginicum L. [Fig.145H] e Nasturtium (Brassicaceae =Cruciferae), Crotalaria spectabilis Roth, Desmodium tortuosum (Sw.) DC., Indigofera sp., Lespedeza sp., Lotus corniculatus L., Medicago lupulina L., Melilotus indica (L.) All., Sesbania sp., Trifolium repens L. e Ulex europaeus (Fabaceae–Papilionoideae - Fig.143B-C-D-E e Fig.145AB-C-D-E-F).

152

E

Oblícuamente-Incumbente – é um estágio intermediário entre o embrião acumbente e o incumbente, mas está mais próximo ao incumbente; como em Sisymbrium officinale (L.) Scop. (Brassicaceae =Cruciferae). Plicado – embrião contínuo com cotilédones foliáceos, muito expandidos e variavelmente dobrados longitudinalmente e transversalmente, como se estivessem amassados e deitados
FIGURA 146 – Embriões axiais plicados e contínuos (em seção transversal e longitudinal): A- Malva parviflora; BSida carpinifolia; C- Sida linifolia; D- Sida spinosa; E- Ipomoea sp.

contra o eixo hipocótilo-radícula, ou envolvendo, às vezes, uma boa porção, dependendo do estádio de desnvolvimento do embrião; como em Burseraceae, Convolvulaceae (Ipomoea – Fig.146E e FIG.148R), Geraniaceae, Malvaceae (Malva parviflora L. - Fig.146A, Malvastrum americanum (L.) Torr. Fig.148P], Sida carpinifolia L. - Fig.146B e Fig.148Q, Sida linifolia Cav. e Sida spinosa L. – Fig.146C-D), Theobroma cacao L. (Sterculiaceae – Fig.148S), Tiliaceae e Ulmaceae. Invaginado – embrião com nítida delimitação entre o eixo hipocótiolo-radícula e os cotilédones, que se manifesta pela base emarginada, cordada, sagitada ou auriculada dos cotilédones ou pela invaginação do eixo reto e basal entre os cotilédones; a plúmula pode ou não estar presente; como em Betulaceae, Bignoniaceae, Fabaceae–Caesalpinioideae

FIGURA 147 – Embriões axiais invaginados (em seção transversal e longitudinal): AA’- Senna occidentalis; B-B’-Senna obtusifolia; C-C’- Senna alata.

(Senna occidentalis (L.) Link. – Fig.147A-A’; Senna obtusifolia (L.) H. S. Irwin & Barneby – Fig.147B-B’, Senna alata (L.) Roxb.; ou apresenta cotilédones em sigmóide – Fig.147C-C’), Fabaceae –Mimosoideae, Fagaceae, Lamiaceae, Lauraceae, Lythraceae e Rhamnaceae.

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GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Podem ocorrer ainda outros formas de embrião: Transverso-oblongo – embrião axial, com eixo hipocótilo-radícula curto, cilíndrico ou obcônico e cotilédones finos, membranáceos e mais largos do que longos; como em sementes dos gêneros Kielmeyera (Clusiaceae =Guttiferae - Fig.145N), Magonia (Sapindaceae - Fig.148M) e nas Bignoniaceae onde as sementes aladas, sem endosperma, possuem cotilédones profundamente bilodados no ápice [Fig.148O-O'-O'']. Conferruminado – embrião ovóide, elipsóide, globoso, obovóide ou claviforme, sem distinção de cotilédones nem do eixo hipocótilo-radícula, segundo BARROSO et al. (1999). Ocorre em Eugenia (Myrtaceae), Bertholletia e Lecythis (Lecythidaceae). Criptorradicular – embrião com cotilédones de oblongos a elípticos, plano-convexos, crassos, dispostos paralelamente ao curto eixo hipocótilo-radícula oculto entre os cotilédones, como em Erisma (Vochysiaceae), Anadenanthera pavonina L. e Pithecelobium (Fabaceae–Mimosoideae Fig.148J-J’-J’’). Hipocotilar – embrião com eixo hipocótilo-radícula grande e transformado em órgão armazenador de reservas, cotilédones de vestigiais a rudimentares, como duas alas membranáceas ou estão completamente ausentes. Ocorre em Bonnetia sp. (embrião cilíndrico e sem vestígios de cotilédones - Theaceae - Fig. 148Y), Caryocar (Cariocaraceae - Fig. 148U), Clusia (Clusiaceae
=Guttiferae - Fig.148T), Campo-manesia (com eixo curvo em forma de ‘C’ e cotilédones vestigiais - Myrtaceae - Fig. 148X) e Chomelia

sp. (Rubiaceae - Fig. 148V).

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com cotilédones incumbentes e eixo deitado sobre o dorso dos cotilédones (um externo e outro interno). O-O’-O’’.circinado. R.). 1999).Clusia grandiflora.Pisum sp. 155 .Bonnetia sp. X.Pithecelobium sp.Adenanthera pavonina e J’’.curvados.Campomanesia sp. com cotilédones conduplicados (dobrados longitudinalmente) e eixo deitado entre os bordos. V.Sida carpinifolia. em um dos lados. B. S. K’. (Fonte T-V-Y-X: Barroso et al.ortoplóico.. C..Kielmeyera.Ipomoea sp..Magonia pubescens. com cotilédones acumbentes e eixo encurvado e deitado entre os bordos justapostos dos cotilédones. transverso-oblongo: M. plicados: P. (ponta da radícula visível externamente). N. G.notorrizo.Chomelia sp.invaginado papilionáceo (eixo infletido em maior ou menor grau). hipocotilar: T. H.espiralado (Cuscuta sp.lineares. U.Bignoniaceae.Malvastrum americanum. invaginado: I.com eixo rudimentar (Calophyllum. Y.eixo em vista interna.. D.Caryocar sp.E FIGURA 148 – Embriões: A. I’.. e J’. E. Q.curvado com cotilédones dobrados (Serjania sp. F. invaginado criptoradicular: eixo não visto externamente: J.).ponta da radícula visível externamente. G-G’.pleurorrizo. invaginado globoso: K.eixo em vista interna. L.Theobroma cacao.espatulados.

123. proteínas. ENDOSPERMA – tecido nutritivo (triplóide) resultante da dupla fecundação que ocorre nas Angiospermas. pode permanecer líquido como em Cocos nucifera L. gelatinoso. parte da planta aérea e parte submersa. que são os óleos e gorduras.) De Wit. pode não estar presente na semente madura (como em espécies de orquídeas. pode ser parcial ou completa-mente absorvido pelo embrião em desenvolvimento ou pode permanecer até que a semente germine. Poaceae (=Gramineae). 325].) Allemão ex Benth. Eucalyptus. O amido pode conter como material de reserva os lipídios. ENDOCARPO – camada interna dos frutos (do pericarpo). como nas Brassicaceae (=Cruciferae).. em pau-Brasil – Caesalpinia echinata Lam. EMERGENTE – que emerge.).94]. O amido é o material de reserva mais comum nas sementese e é encontrado nas famílias Cyperaceae. EMERSO – que se eleva acima da superfície da água.-Hil. em pau-ferro – Caesalpinia ferrea Mart. Quanto a textura o endosperma pode ser farinhoso. lenhosa ou óssea [Fig. As principais substâncias de reserva são: carbohidratos.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA EMERGÊNCIA – ação de emergir. e em louro – Cordia trichotoma (Vell. em cássia – Cassia fistula L. lipídios e outras substâncias. a textura pode ser dura. em leucena – Leucaena leucocephala (Lam.35..) Arrab. 309]. ex Tul. 94. 156 . Juncaceae. pode rodear parcial ou totalmente o embrião (como em erva-mate – Ilex paraguaiensis A. St. carnoso. córneo ou crasso. É o tecido de reserva utilizado pelo embrião durante o processo de germinação [Fig. elevando-se acima da superfície da água ou do solo. em jacarandá – Dalbergia nigra (Vell. ex Steud. corresponde a epiderme interna ou superior da folha carpelar. [Fig.. etc.78B.) ou estar reduzido a uma fina película.

(Polygonaceae .Fig. como nas Poaceae (=Gramineae). da micrópila para a chalaza. como em sementes de Annonaceae. fruto ou semente) tem contorno de bainha de espada. Virola (Myristicaceae).. ENZIMA – proteína com propriedades catalíticas específicas.102A]. e se expande no tecido nucelar.E Endosperma albuminoso – quando a semente apresenta uma tecido de reserva bem definido. bem delimitado e é todo consumido durante a germinação e no desenvolvimento da plântula. de Diospyros FIGURA 149 – Endosperma ruminado e invaginações do tégmen de Triplaris surinamensis. completamente reta com ponta aguda.146) e Cissus (Vitaceae). ou quando o endosperma se desenvolve no centro da semente. ENTRENÓ – a parte de um colmo ou ramo localizado entre dois nós consecutivos [Fig. como nas Fabaceae (=Leguminosae). Coccoloba e Triplaris surinamensis Cham. Endosperma ruminado – se caracteriza pelas invaginações (ruminações) transversais do tegumento para o interior (centro) do tecido nutritivo. entre as ruminações do tegumento (BARROSO et al. como a folha de Iris ou da espada-de-São-Jorge [Fig. Endosperma exalbuminoso – quando a semente não apresenta tecido de reserva e o alimento consumido durante a germinação e no desenvolvimento da plântula se encontra armazenado nos cotilédones. 157 . (Ebenaceae). 1999). nas núculas de Antigonon. ENSIFORME – diz-se quando um órgão (folha.284].

EPICARPO – camada externa dos frutos (do pericarpo). 188-fp. o epicótilo se alonga e eleva para a luz (acima do solo) a gema apical e a plúmula.186-epi. corresponde a epiderme externa ou inferior da folha carpelar [Fig. enquanto nas espécies de germinação hipógea e criptocotiledonar.306B-C. ou o primeiro internó da plântula. EPIBLASTO – uma pequena excrescência do lado oposto do escutelo e é considerado como um remanescente do segundo cotilédone. ou as primeiras folhas (os eófilos). desenvolvida a partir da gema apical e se localiza logo acima dos cotilédones [Fig. 158 .35. como no trigo. 189C]. Nas espécies de germinação epígea e fanerocotiledonar o crescimento do epicótilo é muito pequeno durante a germinação. portanto não retira dela alimento. 189]. encontrado em algumas espécies. ou a porção do eixo da plântula. com lâmina verde. 307B-C-308C]. 325]. 188-epi. 186-fp. 123.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA EÓFILO ou FOLHA PRIMÁRIA (PRIMORDIAL) – é a primeira folha expandida ou o primeiro par de folhas. mas não a parasita. EPICÓTILO – é o eixo (epi) do embrião acima do nó cotiledonar e abaixo da plúmula [Fig. EPÍFITA – diz-se da planta que vive sobre a outra. acima do ponto de inserção dos cotilédones e abaixo da inserção da folha primária ou do primeiro par de folhas primárias ou dos eófilos [Fig. os cotilédones e o hipocótilo com o sistema radicular (situado abaixo). tipo de folha de transição desenvolvida antes da formação das folhas adultas. O mesmo que exocarpo. Os tecidos condutores do epicótilo unem a parte aérea (situada acima). 94.

ERGOT – substância produzida por fungos e que toma o lugar da cariopse. às vezes. EPÍGINA – diz-se da flor de ovário ínfero. relativo a epígina.0mm ou menos de largura. de coloração amarelo-castanhoclara. área do embrião oblonga. folha. termo usado quando o ovário das flores é ínfero. como nos gêneros Lolium e Festuca e outras Poaceae (=Gramineae). 243]. cariopse oval. cálice. como no: Fruto (nuculânio) equinado – globoso em Triumfetta (Tiliaceae – Fig.7-2. Cálice equinado – ocorre no cálice que envolve o fruto mútiplo de Acaena (Rosaceae – Fig151]. fruto FIGURA 150 – Epígina. 159 . EPIGÍNICO – que se insere acima do ovário. de 0. Eragrostis curvula – lemas e páleas membranáceas e muito caediças no beneficiamento. folha. ou semente) que se apresenta revestida de espinhos ou acúleos. EQUINADA – diz-se da superfície de um órgão vegetal (caule. inconspícuas. raras vezes com esturas acessórias. aguçados e retos [Fig. quando as partes se inserem acima dele [Fig. fruto ou semente) provida de pêlos duros. FIGURA 151 – Cálice equinado envolvendo o fruto múltiplo de Acaena sp.0mm de comprimento por cerca de 1. ERIÇADA – diz-se da superfície de um órgão (caule. com nervuras laterais. A unidade-semente é a semente nua.150].186]. escura e nitidamente delimitada. lisa ou levemente estriada longitudinalmente.E EPÍGEA – ver germinação epígea [Fig. lemas 3-nervadas.203C].

± torcido (quanto + seca + espiralada.109R-S-T].290C]. & Schlecht. A unidadesemente é o mericarpo. EROSO – diz-se da folha que apresenta margem irregularmente dentada. como o botão-de-ouro (Galinsoga parviflora Cav.5-3. de coloração castanho-alaranjada a castanho-avermelhada e superfície com pêlos ascendentes esbranquiçados. – Asteraceae =Compositae . ala formada por escamas laterais lanceolada e acuminadas. ápice com cavidade oblíqua-ovalada. como se tivesse sido roída por um animal. de 3. – regmídio formado. lisa.0mm de diâmetro. geralmente. em curto bico (geralmente ausente quando misturado às sementes comerciais) reto ou levemente encurvado e coberto por um tufo de pêlos. de 2-3mm de comprimento.9mm de diâmetro. de pequena consistência. calícinas pouco memores ou iguais. – cremocarpo com carpóforo nulo e formado por dois carpídios comprimidos.0-4. raro a semente.).) L’Her. Eryngium luzulifolium Cham. semente oblonga. ESCABRO – áspero como uma lixa. em virtude da pequena ou de nenhuma lenhificação. 160 . mericarpo se afila gradativamente para a base. parecendo um sacarrolha) da esquerda para a direita. escamas dorsais inconspícuas e vesiculosas. [Fig. castanho-avermelhada [Fig.0mm de comprimento por 0. com 2.0)mm de comprimento por 0.2 (-5. raro o cremocarpo. A unidade-semente é o carpídio. por cinco mericarpos claviformes e em seção transversal orbiculares.193) e de serralha (Sonchus oleraceus L. ERVA – pouco desenvolvida.7-1.Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Erodium cicutarium (L. circundada por um anel e do qual sai o longo estilete (rostro – ro) de 2-3cm de comprimento.

ESCAPO – pedúnculo geralmente sem folha (áfilo). constituído por numerosas hifas entrelaçadas e revestidas por um invólucro protetor (camada cortical). muitas vezes são escamiformes. pode ser química ou mecânica. freqüentemente translúcido e não verde. ESCAMOSA – diz-se da superfície de um órgão que se apresenta com escamas fixadas em uma ponta [Fig.2-e. rizoma. no ápice. Produz diretamente os esporóforos. formado pelo micélio de certos fungos que atacam principalmente as Poaceae (=Gramineae) e em outras como Fabaceae e Brassicaceae. que pode ser provido de escamas ou brácteas. ligeiramente coberta com curtas pontas um pouco duras. ESCAMIFORME – em forma de escamas. como certos catáfilos de bulbos e gemas lembram escamas de peixe [Fig. fruto ou semente) que se apresenta áspera. ESCLERÓCIO – corpo duro. ESCARIFICAÇÃO – ato de expor a parte interna da semente para facilitar a germinação. 175A]. ou escamas ou cerdas rígidas [Fig. e produz. pálea. mais ou menos seco. uma flor ou uma inflorescência [Fig.204C]. glumelas) é membranoso. 161 . ESCAMA – diz-se quando órgãos foliáceos.203-O]. ESCARIOSO – diz-se quando o órgão de natureza foliar (lema.51A-C]. de forma irregular. etc. origina-se de um bulbo.E ESCABROSA – diz-se da superfície de um órgão (folha.

geralmente díclinas e pouco vistosas [Fig. com eixo mais ou menos carnoso e que tem na base uma bráctea. fruto ou semente) tem contorno de espátula. como no antúrio. ESCUTELO – estrutura em forma de escudo e que constitui o único cotilédone (modificado) das cariopses de Poaceae (=Gramineae). possuindo caracteres comuns fixos no transcorrer de sua pogênese (VASCONCELOS SOBRINHO.152]. 1945).103H].78-esc). através do qual os nutrientes são transferidos do endosperma para o embrião. ESPATA – bráctea que ocorre na base de uma inflorescência. consistentemente e persistentemente distintos e distinguíveis por meios usuais (CRONQUIST.101H]. a espata. a espádice. 162 . é o conjunto de indivíduos originados de pais comuns. ou lenhosa. Espécie nativa – que tem habitat original no Brasil. com flores FIGURA 152 – Espádice. são os menores grupos FIGURA 153 – Espata. 153]. 1988). Espécie exótica – que não tem habitat original no Brasil. No lado dorsal da cariopse é visível como uma área ovalada evidente. ESPATULADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. mais ou menos elevada e que no centro apresenta o eixo embrionário (a radícula e a plúmula da planta embrionária – Fig. geralmente é membranácea. como nas palmeiras [Fig. largo e arredondado no ápice e afilando em direção a base [Fig. ESPÁDICE – tipo de inflorescência em espiga. ESPÉCIE – em taxonomia: é o taxon básico.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ESCUTIFORME – em forma ou com aparência de escudo [Fig. como no copo-de-leite. que pode envolvêla em maior ou menor extensão.

163 . pequena pequena espiga formada por um eixo ou segmento da ráquila ou ráquila curta. Na definição de semente pura das Poaceae.4]. o termo espigueta pode incluir mais de uma flor (antécio) fértil. rácemos e panículas compostas.Fig. 269].E ESPERMÁFITAS – divide-se em Angiospermas e Gimnospermas. uma inferior ou externa (gli) e outra superior ou interna (gls). ESPIGUETA ou ESPIGUILHA – inflorescência típica de Cyperaceae e Poaceae (=Gramineae . com flores sésseis (sem pedicelo) inseridas ao longo do eixo (raque . em Poaceae. uma ou mais flores (antécios) férteis ou estéreis. como nos gêneros Oryza [Fig. como nas Poaceae (=Gramineae) [Fig. ou glumas. Andropogon gerardii Vitmann [Fig.3. pouco perceptíveis. como nos gêneros Agrostis [Fig. sobre a qual se inserem as flores (uma a várias) e que apresentam na base da inflorecencia duas brácteas (glumas ) secas. ESPICIFORME – semelhante a uma espiga. opostas e estéreis. Na base de cada flor encontram-se duas bractéolas (glumelas).158] e Phalaris [Fig.157. muito próximas uma das outras. A flor propriamente dita se compõem de três estames e do gineceu protegido pelas glumelas. Podem aparecer ainda duas escamas (lodículas – lod) em ambos os lados do plano médio da lema.154].157). a inferior ou externa (lema) e a superior ou interna (pálea).ra).155] Avena barbata FIGURA 154 – Espiga.268. geralmente. As espiguetas se agrupam de diversas maneiras para formar espigas. ESPICULADA – diz-se da superfície de um órgão revestida com pontas finas e carnosas. simples. ESPIGA – inflorescência racemosa. também secas e opostas.

164 . [Fig. Oryza sativa L.157. [Fig. Panicum sp. FIGURA 155– Espigueta de Andropogon FIGURA 156 – Espigueta de Avena barbata.156]. gerardii.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Pott ex Link [Fig.199]. [Fig. FIGURA 157 – Espigueta de Oryza sativa.158] e Sorghum sp.158].34] Holcus sp. A espigueta pode ser uma unidade-semente múltipla ou simples. Axonopus [Fig. FIGURA 158 – Espigueta de Oryza. dependendo das estruturas que estão presentes e da espécie. 158]. Panicum e Sorghum. [Fig.

capaz de germinar em determinadas condições. em unidades de dispersão.203A]. o indivíduo que o formou. tantas quantas são os carpelos componentes. uma porção apical ou basal 165 . encontra-se geralmente no caule. vegetativa ou assexuadamente. que se decompõem longitudinalmente. ESPIRALADO – curvado em forma de espiral mais ou menos estreita [Fig.160]. ESPINHOSA – diz-se da superfície de um órgão (caule. Distinguem-se das cápsulas septicidas.148]. geralmente. FIGURA 160 – Espiralado. ESPORÓFORO – órgão que suporta (contém) os esporos. ESQUIZOCARPÁCEO – fruto formado por dois ou mais carpelos. Espinhos uncinados – no invólucro gamófilo de Xanthium strumarium L. porque nestas. ESPINHO – formação epidérmica pontiaguda. originados de um ovário súpero ou ínfero.159]. e rostro. folha.E ESPINHENTA – provido de espinhos. [Fig. [Fig. fruto ou FIGURA 159 – Espinhos uncinados semente) provida de espinhos [Fig. ESPORÂNGIO – órgão que forma (e que contém durante certo tempo) esporos. reproduzindo. 100F. na maturação. ESPORO – formação geralmente unicelular e uninuclear. como nas samambaias. com placentação. difere do acúleo por ser de difícil remoção e por possuir elementos condutores. como o embrião de Cuscuta sp.

Quando este falta diz-se que a antera é séssil. estéril e não tem a função original de produzir pólen.93] e mais de cinco unidades em Malvaceae. Cada carpelo. como em Poaceae (=Gramineae) no gênero Arrhenatherum. ESTAMINÓDIO – estame modificado. que só tem estames e é incapaz de produzir sementes.92]. seco. unidas pelo conectivo e nelas estão os microsporângios ou sacos polínicos (sc) que contêm os grãos de pólen (gp) [Fig. com a formação de valvas. três em Euphorbiaceae [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA dos carpelos fica sempre unida ao receptáculo. indeiscente e de bi. ESTAME – órgão masculino da flor.Fig. separa-se em duas unidades em Apiaceae (=Umbelliferae . Ver a descrição de cada um. Nestas cápsulas a abertura dos carpelos é sempre vental. cremocarpídio. enquanto na maioria dos esquizocarpos deiscentes a abertura é apenas apical. ESTÉRIL – incapaz de produzir sementes. A antera (estrutura alargada) é formada pelas duas tecas (t). em Poaceae (=Gramineae) é incapaz de produzir cariopses. composto pela antera (ant) e pelo filamento (ou filete –fi). em tantas unidades-sementes quantas são os carpelos componentes. na maturação.83. Os esquizocarpos dividemse em quatro subtipos (BARROSO et al. regmídio e samarídio.13A. ESTAMINADA – flor masculina.12. 1999): coca ou mericarpo. se separa longitudinalmente dos demais formando um fruto parcial (mericarpo ou carpídio) unisseminado.a pluricarpelar. 109). duas em Rubiaceae [Fig.. 171]. ESQUIZOCARPO – fruto simples. 166 .

de forma variada. caso típico das palmeiras. como as núculas de Carex sororia Kunth. geralmente sem ramificações. ESTIOLADO – que sofreu estiolamento. como a carnaúba [Fig. Daucus carota L. ESTIPE – é um caule comprido. que se enfraqueceu pelo estiolamento.Fig. que se prendem diretamente ao caule. persistente. Petroselinum crispum (Mill.171-es].. FIGURA 162 – Estipe de carnaúba. às vezes dilatada e glandulosa.. . Hill.161-et].171-est]. cônica FIGURA 161 – Estilopódio. que recebe os grãos de pólen e onde iniciam a germinação [Fig.car) de Apiaceae (Ammi majus L. ± engrossada. que ocorre em certos frutos (cremocarpo / carpídio . Ver tronco e colmo. Angelica archangelica L.) Nyman ex A.162].. ESTIOLAÇÃO – ato ou efeito de alteração das plantas que vegetam em lugar escuro ou são privadas da luz e que se caracteriza pelo descoloramento e amolecimento dos tecidos que atingem um certo grau de crescimento. ESTILOPÓDIO – base do estilete (et). Pimpinella anisum L. 167 . ou cilíndrica.E ESTERILIZAÇÃO – que foi submetido a esterilização. ESTIPIFORME – que parece uma estipe. apenas no ápice apresenta um tufo de folhas. ESTIGMA – parte apical do pistilo. ESTILETE ou ESTILO – parte do pistilo que fica entre o estigma e o ovário [Fig. como por exemplo o caule do mamoeiro ou a base de um fruto.W. quase cilíndrico.

ESTOLONÍFERO – que tem estolão. formam gemas e nesse ponto pode haver a formação de uma nova planta. geralmente longitudinal. Estolão hipogeu – é subterrâneo. respectivamente [Fig. desenvolve eixos caulinares que rastejam sobre o solo e que. [Fig. mas produz na extremidade tubérculos (batatinhas). de espaço em espaço.B. – Malvaceae). Cyperus rotundus L. ESTIPULADA – provido de estípulas. ESTÍPULA – formação laminar (epu) existente na base dos pecíolos de algumas plantas [Fig. como linhas finas (menores do que costelas).) Vahl. etc.239C-D-E-G].184]. a qual por sua vez pode desenvolver um novo estolho. com raízes e folhas em roseta. mas elas podem concrescer formando uma peça única.239A]. Clarke [Fig. como no morangueiro [Fig.163].) C. geralmente há duas em cada folha. não origina ramos nas raízes. 168 . mais raro. FIGURA 163 – Estolão epigeu do morangueiro. FIGURA 164 – Estolão hipogeu..164-eh]. bulbos (trevo). ESTOLÃO ou ESTOLHO – a planta. ao crescer. é denominado de estolão epigeu. pode também ocorrer o concrescimento de estípulas de folhas vizinhas. ESTIPITADO – como a base da núcula de Bulbostylis capillaris (L. e Fimbristylis dichotoma (L. ESTRIA – proeminência.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Cyperus esculentus L. ocorre no pecíolo do brinco-de-princesa (Hibiscus rosa-sinensis L.172A-epu.

204D]. ESTRIGOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. ESTROBOLIFORME – em forma de cone ou de estróbilo (estrutura florífera e depois frutífera das Coníferas). fruto ou semente) que está marcado com finas linhas longitudinais [Fig. epicótilo ou mesocótilo.308-etr. excrescência carnosa (etr) da semente. como o hipocótilo. epicótilo ou mesocótilo. Aguns autores usam esse termo como sinônimo de híspido. ESTROFÍOLO – tipo de arilo. que se torce ao redor do próprio 169 . ESTRUTURA COM LAÇADA – estrutura da plântula. coleóptilo. fruto ou semente) que se apresenta revestida por agudos pêlos. (Violaceae) e em Fabaceae [Fig. (Papaveraceae – Fig. ESTRUTURAS ESSENCIAIS – estruturas do embrião indispensáveis para a produção de uma plântula normal. como em Talauma ovata A. ESTRUTURA TORCIDA – estrutura da plântula. forma uma laçada.295F]. como o hipocótilo. coleóptilo.E ESTRIADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. como no gêneros Chelidonium majus L. Receptáculo estrobiliforme – quando os frutículos se encontram dispostos sobre um receptáculo cônico. que em vez de ser reta na sua porção terminal.27I-etr).-Hil. St. 309]. Viola odorata L. rígidos e adpressos [Fig. que se forma a partir do funículo e visível como pequeno intumescimento sobre a rafe.

313I] Magonia pubescens A.313D). et al.313A). (Clethraceae . Ver tuberculada. EXERTA – que se expõe para fora de um órgão. formando um laço ou um círculo ao invés de ser mais ou menos reto. Allamanda (Apocynaceae .St. semente ou embrião) apresenta uma incisão curta [Fig.313B). Clethra sp.313F). 170 . – abreviatura do latim et alii (e outros).Fig. como a ala circundante das sementes de espécies de Bignoniaceae [Fig. EXÊNTRICO(A) – fora do centro. Greville sp.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA eixo de alongamento. fruto ou semente) apresenta elevações. (Solanaceae .Fig.Fig. Coutarea sp. (Magnoliaceae .313G) e Campsiandra sp.Fig. como as valvas dos frutos de Eucalyptus. Sessea sp. fruto.16T].-Hil. EXCISA(O) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha.313H]. Fracamente torcida – quando a torção faz uma volta completa ao redor de um longo trecho da estrutura. (Fabaceae-Papilionoideae . como tubérculos ou verrugas. (Proteaceae . Violaceae [Fig.313J).Fig.Fig.313C). (Rubiaceae Fig. Fortemente torcida – quando a torção faz uma volta completa ao redor de um pequeno trecho da estrutura. EXCRESCÊNCIA – diz-se quando a superfície de um órgão (folha.

termo mais usado. 325].35. 94. EXOCARPO – o mesmo que epicarpo [Fig. EXÓTICA – planta estranha a região (não nativa). de pequenas proporções. o mesmo que escasso. EXTRORSO – voltado para fora. o mesmo que retrorso. em direção oposta ao eixo. 171 . 123. EXÓGENO – que é produzido ou desenvolvido na periferia de outro órgão. como espóros exógenos.E EXÍGUO – pequeno e estreito. EXSUDAÇÃO – fenômeno que libera substâncias líquidas por qualquer órgão da planta.

172 .

.

trígona e achatado-triangular em seção transversal. às vezes. pericarpo crustáceo.306. geralmente variegado ou mosqueado de castanho ou cinzaprateado.165]. Mimosoideae e Papilionoideae.0-4. Fagopyrum esculentum Moench – núcula largo-ovalada em contorno. 241A-B-C]. As sementes dessas subfamílias também diferem.100K].6-)3.0mm de largura e espessura. FACE – lado superior (ventral ou adaxial) ou inferior (dorsal ou abaxial) de um órgão (folha. linear e deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula em um sulco do endosperma (en) farináceo e duro. ângulos ± agudos e.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA f. – em taxonomia: abreviatuara de forma. FIGURA 165 – Face (lado) dorsal e ventral. 309]. conspicuamente alados. legume falciforme. com 5-6mm de comprimento por (2. 174 . glabro. fruto ou semente). 308. FABACEAE – nome válido para a família Leguminosae. cálice pentâmero (prg) glabro. A unidade-semente é a núcula. apresenta as subfamílias: Caesalpinioideae. branco ou rosado e mais longo do que o comprimento da núcula [Fig. 307. afila gradativamente para um ápice agudo e abuptamente para uma base obtuso-pedicelada. com três faces levemente convexas e iguais na largura. Ver semente [Fig. sem ou com cálice pentâmero ou parte dele aderida a base. plano e recurvado do meio para o ápice [Fig. curvo. de coloração castanho-amarelada-clara a preta. liso e de brilhante (quando nova) a fosco (quando velha). embrião (em) periférico. FALCADO ou FALCIFORME – em forma de foice. em relação ao eixo onde se prende [Fig.

embrião (em) periférico. séssil. grande grupo do reino vegetal que inclui todas as plantas que produzem flores. Aster é o gênero típico da família Asteraceae. FANERÓGAMA – designa qualquer planta que tem órgãos sexuais aparentes. levemente côncavas (núcula imatura) e plana (núcula madura). curvo. Poa é o gênero típico da família Poaceae. estramíneo. A unidade-semente é a núcula.5(-3. Para os vegetais acrescenta-se ao radical do gênero típico a terminação aceae (em português áceas). com três faces iguais na largura. ângulos arredondados. FARINOSA ou FARINÁCEA – diz-se da superfície de um órgão que se apresenta coberta com substância branca. base arredondada.) – núcula trígona.0)mm de largura. FAMÍLIA – em taxonomia: compreende um grupo de gêneros semelhantes entre si (affins) quanto ao aspecto geral e caracteres morfológicos. FARINHOSO – com textura semelhante a farinha.241D-E-F]. superfície das faces opaca.188]. lisos. cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si. Por exmplo: Faba é o gênero típico da família Fabaceae. com 3-4mm de comprimento por (2. denso-piloso e tão longo quanto o comprimento da núcula [Fig. 175 . sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base.0)-2.) A. com ápice pontiagudo. preta e escabrosa.F Fallopia convolvulus (L. espatulado e deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula. Löve (=Polygonum convolvulus L. por diminutas asperezas alongadas. lustrosos e pretos. FANEROCOTILEDONAR – ver germinação fanerocotiledonar [Fig.

297-fv].194). FENDIDO – quando as margens de uma folha são profundamente sulcadas. FAVÉOLA – pequena depressão (alvéolo). FAVEOLADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. do gênero Citrus (Rutaceae . dividido em gomos e revestido de pêlos sucosos (favos) na porção interna. como nos frutos da laranja. como a folha da batata-doce (Ipomoea batatas Lam. no caso de raizes referese a raizes adventícias.Fig 295C. até cerca da ½ da lâmina [Fig. fruto ou semente) que apresenta favos (conjunto de alvéolos . têrmo usado erroneamente como sinônimo de invólucrode-brácteas. flores e estames. o mesmo que faviforme e alveolada FAVOS – no hesperídio (fruto bacóide) o endocarpo é membranáceo. FEIXE – diz-se do cojunto de elementos do tecido vascular ou de fibras. FASCÍCULO – refere-se a pequenos grupos de folhas.252A]. [Fig.). – Convolvulaceae). raízes. 176 . FAVA – termo muitas vezes usado incorretamente como sinônimo de legume ou vagem em Fabaceae.Fig. lima e limão. FENDA – termo usado como sinônimo de sulco.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FASCICULADO(A) – diz-se de certas folhas e inflorescências que se encontram agrupadas em pequenos feixes.

5-nervadas. glumas lanceoladas. Festuca – espiguetas comprimidas. grosseiramente granulosa-escabrosa ao longo das margens (fortemente encurvadas) e nas nervuras. a inferior 1-nervada e a superior 3-nervada. ápice em geral mais escuro (amarromzado).) – espiguetas lanceoladas. afila-se uniformemente para a base e para um ápice pontudo. Na definição de semente pura. (=Festuca elatior L. lema fértil (lf) convexa. A unidade-semente é o antécio fértil. pálea 177 . antécios (lemas e páleas) com 1-2mm de comprimento e que se desarticulam quando maduros. Seguem as características diferenciais das espécies de Festuca: Festuca arundinacea Schreb. comprimento por 1. sem carena e atenuada numa arista ou às vezes miudamente bífida ou as vezes sem arista [Fig. oposto de estéril. de coloração cinzaamarelada a palha-amarelado.0-1. em geral mais escura do que Festuca pratensis.F FENÓTIPO – organismo de um ser vivo considerado em relação aos caracteres apreciáveis com o uso dos sentidos. longo-agudas. com arista ausente.4-1. com nervura mediana inconspícua e as outras conspícuas. especialmente em direção ao ápice e esparsa entre as nervuras.8mm na maior largura (abaixo da porção mediana) e 1. lema fértil (lf) lanceolada ou elíptica. antécio fértil de 6-9mm de FIGURA 166 – Festuca arundinacea (A) e Lolium multiflorum (B): antécio fértil lado ventral. subagudas.5 mm de espessura. FÉRTIL – capaz de produzir sementes. multifloras (unidade-semente múltipla).166 a 169]. quando se fala em antécio de Poaceae (=Gramineae) significa que encerra uma cariopse. com 5-nervuras. com glumas (inferior e superior) basais persistentes.

com 1.Vulpia myurus.F. granulosa e fosca. acima do término da cariopse e no ⅓ superior com curtos dentículos. carenas da pálea convergem abruptamente. segmento da ráquila ( seg ) cilíndrico.0mm por 0.4-)0. cariopse (cap) obovada. D-D’. esparso-pubescentes FIGURA 167 – Festuca e Vulpia (antécio fértil ventral): A.. com 3-4mm de comprimento. 168A.Vulpia myurus. arundinacea. arundinacea. 169A]. concrescida com o antécio (difícil de ser separada) . 168D-D’.167D-D’.5-6. esparsopubescente.F. frequentemente com reentrância na margem superior. rubra. B. pratensis.5-2.F.5mm de largura e 1mm de espessura. Festuca ovina L. D-D’. – antécio fértil lanceolada ou estreito-elíptica.0mm de largura e (0. no ápice e glabras na base. E. E.0-1. muito FIGURA 168 – Festuca e Vulpia (antécio fértil dorsal): A. não adpresso a pálea. ovina.8)mm de espessura) .0mm de comprimento.F. cariopse (cap) de coloração castanho-preta.166A.5-0. calo largotransversal. de 0.6-1. 178 .F.0mm de comprimento por 0.F. C.F.5mm de largura e espessura [Fig. lema e pálea do mesmo comprimento (que depende variedade. com ápice coprimido. por 1. levemente encurvado e não adpresso a pálea ou apenas ligeiramente. de 2. rubra. de 2. concrescida com a pálea fértil.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA fértil (pf) com largo sulco raso na base. segmento da ráquila (seg) cilíndrico e ápice expandido em disco. 167A. ápice arredondado e base obtusa. C. de coloração castanha.l. levemente lustrosas e com profundo sulco em forma de ‘V’. 169 D-D’]. com ápice horizontal e expandido em disco. lema fértil ( lf ) sem nervuras e margem encurvada sobre a pálea. deixando visível somente uma estreita faixa da pálea.7(-0.0mm de comprimento. arista ( as ) com cerca de 1/ 5 do comprimento da lema ou às vezes ½ ou mais. lado dorso convexo e ventral com largo sulco profundo [Fig. ovina.8-1. de coloração castanho-amarelada a castanho-acinzentada. s. B.F. pratensis.

nervura mediana conspícua.6mm de largura e 0. com curta e esparsa pubescência no ápice e nas margens.53. com nervuras laterais inconspícuas e próximas ao ápice conspícuas. Festuca rubra L. 168B. amarelopalha com manchas avermalhadas.F. de 5-7mm de comprimento por 1. carenas da pálea fértil (pf) 179 . pálea fértil (pf) largo sulcada e lustrosa.8-1.F Festuca pratensis Huds.) – antécio fértil de estreito-elíptica a estreito-lanceolada.F.0mm de espessura.5-0. glabra e lisa. arundinacea. D-D’. ovina. s. com profundo sulco em forma de ‘V’. de coloração esbranquiçada a cinza-amarelada. nervuras laterais sempre incosnpícuas. arista ausente. lado dorsal convexo e ventral largosulcado [Fig. ápice longo acuminado.F. lisa. E.8-1.8mm de espessura. non L. de coloração cinza-amarelada a castanho-amarelada. margens encurvadas e esparso-escabroso no ápice. pratensis. cariopse (cap) de coloração castanha a castanho-preta.l. segmento da ráquila (seg) de cilíndrico a levemente quadrangular. com ápice arredondado e base pontuda. 169C].8mm de comprimento (pelo menos 2mm mais curta do que o antécio) por 1. um pouco encurvado. com largo e raso sulco basalventral. arista (as) até 2mm de comprimento ou ausente. afilando-se uniformemente para a base e para um ápice pontudo. C.167B. deixando visível somente uma estreita faixa da pálea.2-1. mais largo na região mediana.2-1. muito concrescida com a pálea (difícil de ser separada). lema fértil (lf) convexa. calo frequentemente com reentrância na margem superior. cerca de 2mm de comprimento.8mm de espessura. lema fértil (lf) convexa e um pouco quilhada. de 3. rubra.5 mm de largura e 0. Amer.F. com 4-6mm de comprimento por 0.Vulpia myurus. B.6-0.2mm de largura e 0. afastado da pálea e ápice expandido em disco... – antécio fértil de estreito-lanceolado a elíptica. (=Festuca elatior auct. FIGURA 169 – Festuca e Vulpia (antécio fértil vista lateral): A.

5mm de espessura. O fruto se separa em 3-valvas (Protium sp. FILOGENÉTICO – relativo a filogenia. de 1-2mm de comprimento. concrescida com o antécio. FILETE ou FILAMENTO – haste que sustenta a antera [Fig.170E).Fig. Protium [Fig. com ápice horizontal e expandido em disco.170A-B-C-D] e Tetragastris (Burseraceae) e Joannesia (Euphorbiaceae). com ápice arredondado e base pontuda. conforme o número de carpelos que participaram na formação do filotrimídio. 169C]. Os pirênios podem se apresentar divididos em lóculos (lo). se separa na maturação em 1-3 valvas (va). o endocarpo (pirênio – pir).). FILIFORME – diz-se de um órgão vegetal que é longo e fino como um fio. FILOGENIA – relação entre organismos com base na sua história evolutiva. cariopse (cap) de coloração castanha a castanho-preta. 168C. como nos gêneros Aguiaria (Bombacaceae . ou separados em dois ou mais. lado dorsal convexo e ventral sulcado [Fig. 13A]. como os estiletes de muitas espécies. 180 .170F-G].167C. reto e afastado da pálea.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA convergem gradativamente em direção ao ápice onde apresenta curtos dentículos.) e em 4-valvas (Tetragastris sp.12. liso. FILOTRIMÍDIO – fruto drupóide. cujo exocarpo coriáceo. de 4mm de comprimento por 1mm de largura e 0. segmento da ráquila (seg) cilíndrico. ou frequentemente quebradiço ou crasso. envoltas parcial ou inteiramente por um mesocarpo (me) ± carnoso ou lenhoso. mas as sementes permanecem encerradas em estruturas indeiscentes. Bursera [Fig.

F

FIGURA 170 – Filotrimídios: Protium sp.: A- fruto, B- fruto no início da separação das valvas, C- pirênio separando-se da valva; D- pirênio ovóide; E- Aguiaria sp. (Fonte: Barroso et al., 1999); Bursera sp: F- fruto íntegro, G- pirênio com mesocarpo carnoso.

FIMBRIADO(A) – diz-se da superfície, de órgãos laminares, que apresenta a margem finamente recortado; o mesmo que franjada. Fimbristylis dichotoma (L.) Vahl – núcula ovalada, biconvexa, com 1,01,2mm de comprimento por (0,8)0,9-1,0mm de largura ou 1,0mm de diâmetro, de coloração ebúrnea ou castanho-clara, lustrosa, com ápice arredondado-truncado, muitas vezes com estilete bífido, fimbriadociliado [Fig.239H] e de base buldosa (persistente); base da núcula atenuada, estipiforme, geralmente com engrossamento mais escuro e inserção arredondada; superfície com 7-8 costelas conspícuas nas

181

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

faces e uma no bordo, transversalmente estriada e que dão a núcula o aspecto de costada-reticulada, com interespaços grandes e profundos [Fig.239G-G’]. A unidade-semente é a núcula (com ou sem o estilete). FISTULOSO – provido de cavidade central alongada, oco e cilíndrico; caule fistuloso. FITOTÓXICO – nocivo à planta ou à plântula. FLOCOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que se apresenta revestida por densos pêlos adpressos, em manchas ou em tufos [Fig.204E].
FIGURA 171 – Flor (diagrama completo): A- detalhe do saco embrionário.

FLOR – elemento reprodutivo dos vegetais superiores (Fanerógamas), formado pelos verticílios protetores (cálice e corola), mais ou menos vistoso e dos verticílios reprodutores (androceu e gineceu); a forma, a organização e a coloração são extremamente variáveis [Fig.171]. FLÓSCULO – pequena flor; cada uma das flores do capítulo de uma Asteraceae (=Compositae). Flósculo-múltiplo – flósculos ligados a um mesmo pedúnculo e que em conjunto constituem uma flor composta. FLUTUANTE – que fica sobre a superfície da água. Foeniculum vulgare Mill. – cremocarpo formado por dois carpídios oblongoelípticos, glabros, de 3,5-10,0mm de comprimento por (1,5-) 2,0-3,0mm de largura e 1,0-2,0mm de espessura, lado dorsal com cinco conspícuas

182

F

costelas longitudinais amaledo-esverdeadas a cinza-esverdeadas e entre elas os tubos oleíferos escuros; lado ventral (da comissura) plano e na margem amarelo-clara a esverdeada; frequentemente os dois carpídios permanecem aderidos mesmo depois do beneficiamento [109Fig.U-V]. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. FOLHA – órgão lateral que nasce sobre o eixo principal (caule – cau) ou
FIGURA 172 – Folhas: A- limbo com estípula e pecíolo; B- limbo com pecíolo alado; C- limbo com pecíolo, ócrea, caule e nó; Dlimbo com pecíolo e bainha.

sobre seus ramos e tem crecimento limitado; é em geral laminar, verde e tem como principal função a fotossíntese; é formado pelo limbo
(lâmina – l), pecíolo (pe), bainha (bai) e estípulas (epu) [Fig.172];

qualquer dessas partes pode faltar, menos freqüente é a ausência do limbo; as folhas variam muito quanto ao aspecto (contorno – Fig.102, 103] de suas partes, bem como quanto as margens [Fig.110], ao indumento da superfície [Fig.203, 204], nervação, etc.; em alguns casos a folha tem crescimento indeterminado. Folha simples – quando o limbo não se apresenta dividido em folíolos;

FIGURA 173 – Folha adunada de barbasco.

como a folha do café e batata-doce. Follha composta – quando o limbo se apresenta dividida em folíolos; como a folha do feijão e da paineira. Folha adunada – são folhas opostas, sésseis, soldadas pelas bases, aparentando ser perfurada pelo caule [Fig.173]; como as de
barbasco (Buddleia brasiliensis Jacq. ex Spreng. – Loganiaceae).

Folha perfoliada – quando as duas metades da base do limbo se
FIGURA 174 – Folha perfoliada de Specularia sp.

desenvolvem circundando o caule, de modo queesse parece estar atravessando o limbo [Fig.174]; como a folha de Specularia sp.

183

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Folhas rosuladas – ver rosulada [Fig.175A]. Folhas verticiladas – ver vertcilada [Fig.175B]. FOLHAS COTILEDONARES – são os cotilédones que no fim da germinação fanerocotiledonar saem do tegumento da semente, liberam a lâmina foliar e são os primeiros órgãos fotossintetizadores da plântula e
FIGURA 175 – Folhas: A- rosuladas da falsa-tiririca; B- verticiladas da espirradeira.

recebem a denominação de paracotilédones [Fig.188]. Elas podem ser inteiras ou lobadas (ápice com recorte não muito profundo), ou bipartiadas (com incisão apical que se extende por quase todo o comprimento, dividindo-o em duas partes, mas que permanecem unidas pela base, como as folhas cotiledonares de Ipomoea ramosissima (Poir.) Choisy e Ipomoea triloba L. - Fig.176). FOLHA PRIMÁRIA ou FOLHA PRIMORDIAL – são diferentes das folhas definitivas; na germinação de sementes é a primeira folha ou o primeiro par de folhas (eófilos) que se desenvolvem logo após os cotilédones.

FIGURA 176 – Folhas cotiledonares de Ipomoea: A-B- I. triloba, C- I. ramosissima.

Uma folha primária ocorre em plântulas com folhas alternas, como no gênero Pisum (Fabaceae-Papilionoideae); o primeiro par de folhas primárias ocorre nas plântulas com folhas opostas, como no gênero Phaseolus (Fabaceae-Papilionoideae - Fig.186). FOLIÁCEO – que tem textura e forma de folha. FOLÍCULO – fruto oblongo, simples, seco, deiscente, de cartáceo a coriáceo, com margens espessadas ou não, uni- ou multisseminado, que se abre pela sutura (fenda) longitudinal (bordo ventral ou bordo dorsal) do único carpelo de que é formado e com sementes aladas ou

FIGURA 177 – Folículo.

não [Fig.177]. As sementes se encontram inseridas no mesmo bordo

184

F

da deiscência. Folículo unisseminado em Macadamia (Proteaceae) e com mais de uma semente em Delphinium (Ranunculaceae), Aspidosperma polyneuron Müll. Arg. (Apocynaceae), Grevillea (Proteaceae - Fig.178A-A'-B); Senna alata (L.) Roxb., Dioclea, Indigofera, Mucuna, Pseudopiptadenia [Fig.170E] e Sesbania (Fabaceae =Leguminosae -Papilionoideae), Brachychiton e Pterygota (Sterculiaceae - Fig.178CD). Ver cápsula folicular. Folículo moniliforme – em Anadenanthera (Fabaceae-Mimosoideae). FOLIOLADO(A) – que tem folíolos. FOLÍOLO – a menor divisão de uma folha composta [Fig.257]; o mesmo que pina. FRANJADO – o mesmo que fimbriado.
FIGURA 178 – Folículos: Grevillea banksii – A- fruto fechado; A’- continuação do estilete de A; B- deiscência do fruto e sementes aladas no interior; deiscência dos frutos e no interior as sementes: C- Brachychiton sp.; D- Pterygota sp.; E- Pseudopiptadenia sp. Fonte C-D: Barroso et al. (1999).

FRUTA – qualquer fruto comestível. FRUTÍFERO – que produz frutos. FRUTIFICAÇÃO – ato de produzir frutos. FRUTO – ovário fecundado e desenvolvido, com ou sem semente. Podese definir também o fruto como um órgão formado por um ou mais ovários desenvolvidos, aos quais podem se associar, intimamente, outras estruturas acessórias. Quanto a origem o fruto pode ser simples, composto ou múltiplo; quanto ao pericarpo pode ser seco ou carnoso e quanto a abertura deiscente ou indeiscente:

185

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Frutos simples – originados de um só ovário, de uma flor, e são formados por um ou mais carpelos, são deiscentes ou indeiscentes. Frutos secos – aqueles que na maturação tem pericarpo seco, não carnoso. Frutos secos deiscentes – que se abrem na maturação: cápsula
(formada por dois ou + carpelos e com diferentes tipos de deiscência),

folículo (formado por um carpelo e se abre pela sutura do único
carpelo de que é formado), legume (formado por um carpelo e se abre longitudinalmente ao longo da sutura ventral (bordos de união dos carpelos) e da nervura mediana (principal) do único carpelo de que é formado), lomento (com constrições entre as sementes, se fragmenta transversalmente, na maturação, em segmentos (artículos) unissemi-nados, deiscentes ou indeiscentes), silícola e

síliqua (formadas por dois carpelos e ao se abrir, a partir da base,
deixa persistente um septo mediano (replum), onde se inserem as sementes). Ver a descrição de cada um.

Frutos secos indeiscentes – aquênio (com uma semente ligada
a parede do fruto (pericarpo) em um único ponto), bolota (tipo

de núcula envolvida na base por uma cúpula, formada pelo receptáculo ou pelo cálice persistente), carcerulídio (formado
por dois carpelos, que se separam na maturação em dois carpídios ou mericarpos unisseminados e que correspondem à metade de uma folha carpelar), cariopse (ligada a parede do fruto em toda a extensão),

craspédio (se fragmenta transversalmente em segmentos (artículos)
unisseminados e que, após a queda, fica preso ao pedúnculo, uma armação (replum), formado pela sutura e pela nervura do único carpelo),

186

F

esquizocarpo (bi- ou pluricarpelar, cada carpelo, na maturação, se
separa longitudinalmente dos demais formando um fruto parcial (mericarpo ou carpídio) unisseminado), núcula (formado por 1-2-carpelos, com uma semente presa na base da parede do fruto e pericarpo não soldado ao tegumento; alguns autores usam o termo noz), sâmara (em geral uma semente, com núcleo seminífero aliforme) e utrículo (resulta da soldadura dos bordos de uma gluma secundária (bráctea) e forma uma estrutura fechada, saciforme, ovóide-comprimida, com abertura apical ou subapical e que envolvem uma núcula de textura paleácea, coriácea). Ver a descrição de cada um.

Fruto carnoso – com pericarpo de tecido suculento (aquoso e
parenquimatoso); como o anfissarcídio (com pericarpo carnoso, uma cavidade central, sem lóculos individualizados e cheia de sementes, envoltas por uma polpa (endocarpo) carnosa), balausta (com carpelos dispostos em dois estratos, pericarpo carnoso-coriáceo e amarelo-avermelhado, internamente dividido em cavidades, endocarpo fino, onde se alojam as numerosas sementes, sarcotesta translúcida, mesotesta esclerótica), drupa (nitidamente diferenciado em exocarpo fino, mesocarpo carnoso e endocarpo (pirênio) duro e concrescido com o tegumento membranáceo; com um único pirênio central grande, lenhoso, esclerosado ou pergaminhoso), hesperídio (formado por vários carpelos, nos quais não houve uma perfeita sincarpia das porções mais internas; exocarpo mais ou menos delgado e cheio de glândulas, mesocarpo branco-esponjoso e endocarpo membranáceo, dividido em gomos, revestidos de favos (pêlos sucosos) na porção interna) e

solanídio (formado de um ovário simples ou composto, com pericarpo
carnoso, com dois ou mais lóculos e cavidade central cheia de polpa carnosa). Ver a descrição de cada um.

187

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Frutos compostos – formados por um ou mais ovários fecundados e desenvolvidos, aos quais se podem associar intimamente outras estruturas acessórias; são frequentemente também designados por alguns autores como falsos-frutos; ocorre em Coussapoa sp. e Brosimum sp. (Moraceae) [Fig.179]. No abacaxi (Ananas – Bromeliaceae – Fig.280A) a infrutescência rodeia um eixo que se torna carnoso e carrega numerosas flores que depois se transformam em frutos, que são os “olhos do abacaxi” e acima da infrutescência o eixo continua seu desenvolvimento vegetativo. Frutos múltiplos – originado de vários ovários, de flores distintas e que se agrupam em uma infrutescência. Cada ovário dá origem a um aquênio, núcula, drupa ou folículo. Os frutícolos se encontram assentados sobre um receptáculo comum, plano em Annonaceae nos gêneros Bacageopsis (1-6-frutícolos globosos,
FIGURA 179 – Frutos compostos (frc): Coussapoa sp.: A- frc, B- frutículo isolado; Brosimum sp.: C- frc, D- porção rompida do receptáculo mostrando a posição da núcula. Fonte: Barroso et al. (1999).

subsésseis e indeiscentes) e Pseudoxandra (6-10-frutícolos globosos e curto-estipitados) – Fig.180A-B; ou globoso em Rolliniopsis (frutícolos indeiscentes) – Fig.180C; ou cupuliforme em Mollinedia (Monimiaceae – Fig.180I) ou alongado e cilíndrico em Magonia champaca (L.) Baill. ex Pierre (= Michelia champaca L. - frutícolos deiscentes e mujltisseminados – Magnoliaceae – Fig.180H-H’), ou ovóide em Talauma ovata A. St.-Hil. (frutículos deiscentes – Magnoliaceae) ou receptáculo urceolado (Rosa). Em Xylopia frutículos oblongos, deiscentes e semente com arilóide e em Unonopsis os frutícolos indeiscentes estão dispostos em cachos axilares (Annonaceae – Fig.180E-D-D’); em Doliocarpus grandiflorus Eichler - fruto globoso, apiculado, denso-piloso, deiscente e que na maturação se divide em duas partes, unidas na base, em cada uma delas se prende apicalmente uma semente

188

F com arilo branco e em Tetracera com 4-frutícolos unisseminados (Dilleniaceae – Fig.180F-G-G’) Outro fruto múltiplo é o sicônio como em Ficus (Moraceae – Fig. D’.fru fechados dispostos no receptáculo estrobiliforme alongado.316).Rolliniopsis sp.. Fonte (exceto H-H’): Barroso et al. [Fig.Mollinedia sp.181].fru deiscente com numerosas sementes sésseis. (1999). Tetracera sp. FIGURA 180 – Frutos múltiplos (frm): A.Doliocarpus grandiflorus. mostrando a posição das das sementes. F. Magnolia champaca: H.Bacageopsis matogrossensis. I.semente com arilo laciniado ou franjado. como em Clematis dioica L. – fru dispostos no receptáculo cupuliforme.frutícolo (fru) isolado com parede rompida. C.Pseudoxandra sp.frm. Unonopsis sp. Em morango (Fragaria) e amora o receptáculo da flor.Xylopia sp.180B]. B. ou núculas com espinhos (espi). depois de fecundada. Em Ranunculaceae o fruto múltiplo é formado por diversas núculas (nu) com estilete (rostro – ro) plumoso no ápice. 189 . G’. como em Ranunculus sp. com cinco fru fechados. se desenvolve e forma a parte carnosa e comestível.frm formado por folículos. E.: D. enquanto os frutos (núculas) muito pequenos se inserem na superfície do receptáculo [Fig. alguns levemente uncinados.: G. H’.

101I]. (Brassicaceae =Cruciferae). Fruto sincárpico – formado de um gineceu gamocarpelar. pedaços da síliquas articuladas. Desmodium e Ornithopus (Fabaceae−Papilionoideae). Raphanus raphanistrum L. convexa e alargada [Fig. sem tecido de sustentação ou condutor diferenciado.frm. D. FULVO – de coloração amarelo-tostada ou pardo-avermelhada. Fruto apocárpico – formado de um gineceu dialicarpelar.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Fruto monospérmico – com uma só semente. FUNGIFORME – com forma de fungo. pedaços unisseminados de frutos multisseminados (lomento). Fruto trispérmico – com três sementes. Fruto-semente – ovário fecundado. FUNGO – organismo vegetal heterotrófico. – C.núcula com espinhos. Ranunculus sp. Fruto dispérmico – com duas sementes. Fruto polispérmico – com várias sementes. sem raízes e cujas células (hifas) são desprovidas de cloroplastos e de paredes não celulósicas. cilíndrico e uma extremidade arredondada. 190 .núcula com estilete (ro).frm. FIGURA 181 – Frutos múltiplos (frm): Clematis dioica – A. bolota que ocorre em Juniperus (Cupressaceae) e Taxus (Taxaceae). Ocorre em Aeschynomene. desenvolvido e abriga uma única semente. saprófito ou parasita. Fruto monocárpico – formado de um gineceu unicarpelar. B.

como as raizes do rábano [Fig. ou funículo longo-filiforme com formação arilóide carnosa. alvo-amarelada.101I].182). ou carnoso e colorido.F FUNÍCULO – filamento (f) pelo qual o óvulo (ov) [Fig. 297] e depois a semente se ligam à placenta ou à parede do ovário (ova) e mais tarde ao fruto. FUSTE – quando a planta apresenta caule lenhoso e não se ramifica na base. é o mesmo que tronco. como em Carica papaya L. (Caricaceae). na semente pode ser seco. (Mulluginaceae – Fig. (Andrews) Willd – Fig. (Lecythidaceae). como nas sementes de Malvaceae. FUSIFORME – em forma mais ou menos cilíndrica na porção central e que se afila para as extremidades.27G) e em muitas espécies do gênero Acacia (Acacia longifolia FIGURA 182 – Funículo de Urena lobata. (Malvaceae .171. Gustavia angusta L. 246 a 250.Fig. como em Glinus sp. 191 . Urena lobata L.27B – Fabaceae−Mimosoideae).

192 .

.

concrescidas. FIGURA 184 – Gavinha do maracujazeiro. GAMOPÉTALA – ver corola gamopétala. que termina produzindo gametas (células sexuais) em Coníferae (Gimnospermas). GAMETÓFITO – fase sexuada na geração. fungos e/ou bactérias. GANCHUDO − com a extremidade de um órgão mais ou menos recurvada.) se apresentam soldadas. como as gavinhas da videira [Fig. etc. FIGURA 183 – Gavinha da videira. coesas. pétalas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA GALHA – intumescência de qualquer parte de um vegetal.183] e do maracujazeiro [Fig. GAVINHA – órgão de fixação de certas plantas trepadeiras. 194 . em forma de gancho (uncinado). a fase que alterna com o gametófito é o esporófito (que produz esporos) . produzida pelo ataque de insetos. espiralado. Ver invólucro-gamófilo e invólucro-de-cerdas. GAMÓFILO – termo usado para qualquer estrutura de natureza foliar. de uma folha. das plantas. ± filamentoso. com que as trepadeiras se fixam aos ramos de outras plantas ou a suportes cilíndricos. GAMOSÉPALA – ver cálice gamosépalo. sépalas. nematóides.184]. Gametófito feminino – forma-se antes da fertilização e seu núcleo é haplóide (possui n cromossomas) e produz arquegônios. mais raramente de uma raiz. quando as peças que a compõem (brácteas. que resulta da modificação de um caule.

GENICULADO(A) – dobrado ou curvado abruptamente em ângulo (reto ou quase). isto é. os catáfilos. como no amendoim. ± diferenciadas.32] e Arrhenatherum [Fig.G GEMA – rudimento de uma nova estrutura. GEOCARPIA – quando a dispersão de diásporos é feita pelos pedúnculos. habitualmente formada na axila de uma folha e pode dar origem a ramos e folhas (gemas vegetativas) ou flores (gemas florais).88A186-gea.31. 195 . Ver anemocoria. autocoria. Os gêneros congregam-se em famílias. não se desenvolve [Fig. 30. localizada entre os cotilédones ou entre seus pecíolos e muitas vezes está protegida por várias folhas.183]. Gema axilar ou lateral – geralmente formada na axila de uma folha e muitas vezes está protegida pelos catáfilos e também permanece dormente. GEOTROPISMO – tipo de curvatura de órgãos da planta em resposta à ação da gravidade. Gema apical ou terminal – é o ponto vegetativo [Fig. GÊNERO – unidade taxonômica usada no sistema de classificação botânica e é formada por uma ou mais espécies com características semelhantes (afins).28]. tecido de crescimento (meristema). hidrocoria. com forma de joelho. ornitocoria e zoocoria. onde amadurecem. como nas aristas dos gêneros Avena [Fig. 188bv] responsável pelo desenvolvimento da parte aérea. antropocoria. em Hyparrhenia rufa [Fig. isto é.200] e em outras espécies de Poaceae (=Gramineae). após a fecundação os pedúnculos enterram no solo seus frutos.

ou finamente reticulada. Geotropismo positivo – crescimento para baixo. A unidade-semente é a semente. de 1. ou finamente rugosa [Fig. glabro ou com pêlos. lisa e fosca ou lustrosa e finamente faveolada. Helianthus (Asteraceae =Compositae). Geranium sp.5(-3. que culminam com a emissão da radícula (conceito fisiológico) ou das estruturas essenciais do embrião. dando origem a uma plântula (conceito tecnológico) e que em condições favoráveis de campo originam uma planta normal. como a parte aérea normal. parecendo um sacarrolha) da esquerda para a direita.) Batsch 196 . Cinício da germinação. semente FIGURA 185 – Germinação de Coniferae: A. B.seção longitudinal da semente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Geotropismo negativo – crescimento para cima.2-2. raro o mericarpo. como as raízes.186).semente.Fig. trigo-sarraceno (Fagopyron esculentum Moench – Polygonaceae) e pêssego (Prunus persica (L. como nos gêneros Allium (Alliaceae).plântula com cotilédones + catáfilos. FIGURA 186 – Germinação epígea de feijão. GERMINAÇÃO – é o ato de germinar e consiste de uma série de processos de desenvolvimento do embrião. D.8)mm de largura e espessura. reto ou levemente encurvado. superfície (dependendo da espécie) varia do castanho-amarelado ou avermelhado ao castanho-escuro. ± torcido (quanto + seca + espiralada.estilete) glabro ou com pêlos. – regmídio formado por cinco mericarpos oblanceolados.01. pode ser glabra. base com ou sem um bico (geralmente ausente quando misturado às sementes comerciais). ápice com longo rostro (ro . Germinação epígea – é a germinação na qual os cotilédones e a gema apical são elevados acima do solo pelo alongamento do hipocótilo.5(-1.290A-B].5)mm de comprimento por 1. mamona (Euphorbiaceae). de elíptica a largo-ovalada. Phaseolus (Fabaceae =Leguminosae . mostrando os cotilédones.

189B) e Araucaria angustifolia (Bert.Fig.188]. em Campsiandra laurifolia Benth. Germinação fanerocotiledonar – é a germinação onde os cotilédones emergem do tegumento da semente.G – Rosaceae). Eugenia edulis (O. (Myrtaceae . como nas Dicotiledôneas ou pelo alongamento do mesocótilo em algumas Monocotiledôneas. FIGURA 188 – Germinação epígea-fanerocotiledonar de Prunus persica. Ex: Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Triticum e Zea [Fig. A maioria das espécies de germinação epígea são também fanerocotiledonares. Berg) Kiaersk. O eixo é elevado acima do nível do solo pelo o epicótilo. Germinação criptocotiledonar – é a germinação onde os cotilédones não emergem do tegumento da semente e permanecem no interior do mesmo até o final do processo. como o escutelo.) Kuntze (Araucariaceae . Germinação hipógea – é a germinação na qual os cotilédones ou uma estrutura semelhante. as espécies com esse tipo de germinação são também hipógeas.185]. escapam da testa e se expandem.Fig.189C). (Fabaceae-Caesalpinioideae . FIGURA 187 – Germinação hipógea de milho. A maioria das espécies de germinação hipógea são também criptocotiledonares.189A).) Batsch – Rosaceae) mostrando o início da germinação até a formaçào da plântula [Fig. 187] e em Fabaceae (=Leguminosae) no gênero Pisum. Ocorre no gênero Pisum (Fabaceae =Leguminosae).Fig. Phaseolus (Fabaceae =Leguminosae) e pêssego (Prunus persica (L. em Coníferae: com o início da germinação os 5-cotilédones escapam da testa [Fig. as espécies com esse tipo de germinação são também epígeas. 197 . Ex: gêneros Helianthus (Asteraceae =Compositae). permanecem no solo ou na superfície do mesmo e dentro da semente.

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 189 – Germinação hipógea-criptocotiledonar: A. GIBERELINA – classe de hormônios de plantas envolvidos em numerosas atividades.190]. GIBOSO – provido de giba. C. – Scrophulariaceae). B.Araucaria angustifolia. Existem tipos intermediários ou transitórios de germinação e são propostas outras classificações. inchado em um lado.Campsiandra laurifolia.Eugenia edulis. FIGURA 190 – Giba na flor de boca-de-leão. GIBA – pequena saliência em forma de carúncula. 198 . mas essa é a que melhor caracteriza as situações. como na flor de boca-de-leão (Antirrhinum majus L. por exemplo em germinação e alongamento de células. perto da base [Fig.

P. ocorre em Capparaceae [Fig. GINECEU – órgão feminino da flor. 199 . patula Schiede ex Schltdl. GLANDULAR – se referem aos pêlos que possuem na sua extremidade pequenas bolinhas. cada um constituído pelo ovário (ova). pinheiro-bravo (Podocarpus lambertti Klotzsch).) Kuntze). elliottii Engelm. semelhantes a uma pequena gota. (Pinaceae). desprovida de indumento. Pinus caribaea Morelet. GLÂNDULA – pequena célula epidérmica.). estilete (est – estilo) e estigma (es) [Fig. que pode ser formado por um ou mais pistilos. GLABÉRRIMO – diz-se da superfície que é completamente destituído de pêlos.G GIMNOSPERMA – divisão do reino vegetal que compreende espécies com antófitos de rudimentos seminais. é o prolongamento do eixo floral que eleva o gineceu acima do ponto de inserção dos demais elementos que formam uma flor. e P.) Franco =Araucaria excelsa R. GINÓFORO – pedúnculo do ovário. que secreta alguma substância.171]. árvore-de-natal (Araucaria heterophylla (Salisb. Br. GLABRESCENTE – diz-se da superfície que é quase sem pêlos.191]. como as espécies de pinheiro-brasileiro (Araucaria angustifolia (Bertol. protuberante. sem a proteção de um verdadeiro pericarpo ou fruto. GLABRA(O) – diz-se da superfície que não tem pêlos. completamente FIGURA 191 – Ginóforo. & Cham. não protegidos por um ovário fechado e que formam sementes nuas.

GLOMÉRULO – inflorescência do tipo cimosa multípara (pleiocásio).158B]. GLUMA – cada uma das brácteas estéreis (inferior e superior).156]. em Poaceae (=Gramineae) como nos gêneros Alopecurus [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA GLANDULÍFERO – provido de glândulas.125B-C] e Panicum [Fig. que se encontram na base de cada flor (antécio) ou de uma espigueta.45].11A] de Poaceae (=Gramineae). muito contraída. provido de glândulas. 200 . Gluma inferior ou primeira no lado dorsal ou adaxial e gluma superior ou segunda no lado ventral ou abaxial. fruto ou semente) provido com pêlos que produzem pequenas glândulas na ponta. GLUMELA – cada uma das duas peças (lema e pálea) escamiformes.192-g). Brachiaria [Fig. GLOBOSO – em forma de esfera ou de globo [Fig. globosa e com pequenas flores mais condensadas FIGURA 192 – Glomérulo (g) do que no fascículo.100H]. escariosas ou paleáceas que se encontarm na base de cada flor ou do antéco fértil (lema fértil e pálea fértil) [Fig.6A]. fruto da acelga e beterraba (Beta – Chenopodiaceae . Avena [Fig. Echinochloa [Fig. GLANDULOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. 204F]. em tufos [Fig. GLAUCO(A) – diz-se da superfície revestida com cerosidade verde e tonalidade ligeiramente azulada.Fig. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos estrelados. GLOQUIDIADA – diz-se da superfície de um órgão (folha.

GRAMINEAE – sinônimo de Poaceae.171]. viscosa.224.157]. GUTTIFERAE – sinônimo de Clusiaceae. GRÃO – termo genérico para designar a cariopse dos cereais e mais genericamente das Gramíneas. GRÃO DE PÓLEN – cada um dos microsporos produzidos pelas anteras. 225]. ou dos microsporos germinados das Fanerógamas [Fig.116]. o mesmo que pólen. dando a aparência de diminutos grânulos (grãos de areia) e que podem estar agrupados ou esparsos.G como em Brachiaria [Fig. GLUTINOSO – superfície pegajosa. GRANULADA ou GRANULAR – diz-se da superfície rugosa.46]. 167] e Lolium [Fig. com pequenas elevações arredondadas. na espigueta de Oryza [Fig. 201 . Dactylis [Fig. GLUMÉLULA – o mesmo que lodícula. Festuca e Vulpia [Fig.

202 .

.

Fig.Asteraceae . lembra o ferro de alabarda sem farpa. HASTADO(A) – diz-se de um órgão foliáceo que tem contorno de lança. FIGURA 193 – Haste de Galinsoga parviflora. HALÓFITA – planta daptada a viver em ambiente com alto teor salino.193) e da serralha (Sonchus oleraceus L. que tem porte e textura de erva.). HELIÓFITA – planta que só pode crescer e se reproduzir sob insolação completa. HEMÍTROPO – ver óvulo hemítropo [Fig. termo usado para designar as raizes modificadas das parasitas.Fig. ocorre em ervas e arbustos. região onde uma planta cresce em forma nativa. HASTE – termo geral usado para designar um caule. HÁBITO – aparência geral da planta. . pouco resistente. como na serralha (Sonchus oleraceus L. como a planta do botão-de-ouro (Galinsoga parviflora Cav. HAUSTÓRIO – órgão sugador das plantas parasitas. como a folha de Rumex pulcher L. planta de sol. herbáceo ou fracamente lenhificado. 204 . HERBÁCEA(O) – planta desprovida de caule lenhoso e persistente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA HABITAT – local onde cresce uma planta.102J]. que penetram no interior dos tecidos da planta hospedeira para absorver o água e alimento.) e botão-de-ouro (Galinsoga parviflora Cav.249].193). com lobos basais pontiagudos e divergentes [Fig. .

que possuem tubérculos 205 .Fig.H HERMAFRODITA – flor que contém os órgãos masculinos (estames) e femininos (pistilo). com exocarpo mais ou menos delgado e cheio de glândulas.194). HIDROCORIA – diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pela água. polimorfo. officinalis L. HETEROCARPIA – com dois tipos de frutos na mesma planta. o mesmo que flor bissexual. HETEROCARPO – frutos da mesma espécie com características morfológicas externas diferentes. HIALlNO – que tem aparência fina. raio e aquênios heterocarpos.) Fourr. Calendula arvensis L. formado por vários carpelos. segetum L. dividido em gomos. mesocarpo branco-esponjoso e endocarpo membranáceo. Glebionis segetum (L. radicata L. Ver disco. (=C.. [Fig. Hypochaeris glabra L. como nos frutos da laranja (Citrus aurantiifolia (Christm. ocorre em certas espécies de Asteraceae (=Compositae) como Anthemis arvensis L.). lima e limão. do gênero Citrus (Rutaceae). e Picris echioides L. revestidos de favos (pêlos sucosos) na porção interna e ricos em uma solução açucarada. carnoso. originado de um ovário súpero. HESPERÍDIO – fruto bacóide. HETEROMORFO – multiforme. como pode ocorrer em espécies de Rumex.. seca.) FIGURA 194 – Hesperídio (seção transversal) de laranja. o mesmo que anomocarpo. H. ex Spach (=Chrysanthemum coronarium L..).. freqüentemente multisseminado.23]. contendo uma qunantidade variável de ácidos orgânicos. indeiscente. Glebionis coronaria (L. C. Swingle . transparente e sem coloração.) Cass. nos quais não houve uma perfeita sincarpia das porções mais internas.

196).) [Fig.) Walp. antropocoria. na base da face ventral. não saliente. feijão-miúdo (Vigna unguiculata (L. HIFA – cada um dos elementos filamentosos que reunidos compõem o micélio de um fungo.311].) Merr. como uma linha mediana que é tão longa que circunda as sementes (hilo linear circundante – Fig. entre a semente e o fruto. feijão (Phaseolus vulgaris L. Ex: sementes de ervilha (Pisum sativum L.310].) e soja (Glycine max (L. que cresce em ambiente aquático ou brejoso. como uma mancha escura. Nas Fabaceae (Mimosoide e Caesalpinioideae) o hilo é apical e pouco conspícuo [Fig. ornitocoria e zoocoria. hidrocoria. 206 . em forma linear. mancha hilar ou mancha hilaris [Fig. HIGRÓFITA – planta hidrófila.195) ou apenas uma parte da semente (hilo linear semicircundante – Fig.semente. tamanho e coloração diversa.312]. HILO – cicatriz. Ver anemocoria. O hilo é um detalhe importante na identificação das sementes. ou pode ser obscurecido por um tecido corticiforme ebranquiçado. O hilo pode ou não ser contornado por uma excrescência arilar. deixada no tegumento da semente e resultante da inserção e separação do funículo. o hilo se prolonga para além da inserção do funículo.308].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA nas sépalas. como em Vigna unguiculata (L. denominada de hilo. autocoria.11D].306. com exceção de Lupinus e Eriosema. Nas Poaceae (=Gramineae) o hilo é visível. onde o hilo também é apical.). Em certas Papilionoideae. de forma.) [Fig.) Walp. [Fig. 307]. nas Fabaceae–Papilionoideae é quase sempre lateral [Fig. entre outros. FIGURA 195 – Hilo linear circundante de Dioclea macrocarpa: A-B-C.

quanto à origem.195]. 186. (Fabaceae-Papilionoideae .semente. como nos gêneros Agrimonia e Sanguisorba (Rosaceae).101S].) Medik. 207 .185B. 188. e Vicia nigricans (Fabaceae-Papilionoideae). termina por um limbo que se expande abruptamente e que pode ser íntegro ou lobado [Fig. HIPOCÓTILO – é o eixo embrionário da plântula e que se localiza imediatamente acima da radícula ou da raiz primária e abaixo da inserção dos cotilédones. 189C].196). no ápice. como em Dioclea microcarpa Huber [Fig.Fig.H Hilo linear circundante – contorna cerca de ¾ da circunferência da semente.197]. Pode ser curto ou nulo nas plântulas com germinação hipógea e longo nas de germinação epígea. Os tecidos condutores do hipocótilo transferem água e sais minerais em sentido ascendente e material de reserva em sentido inverso (descendente) FIGURA 197 – Hipanto. O hipanto. HIPOCREPIFORME – em forma de ferradura. como em Ormosia continhoi (Meissn. HIPOCRATERIFORME ou HIPOCRATERIMORFO – diz-se da cálice ou da corola gamopétala ou de outro órgão com longo tubo estreito e que. corola e androceu. Mucuna urens (L. pode ainda resultar da fusão parcial do cálice. pétalas e estames.) Baill. Hilo linear semicircundante – contorna cerca de ½ da circunferência da semente. [Fig. pela base [Fig. circunda as flores com ovário ínfero. concresce com ele e no qual se inserem as sépalas. HIPANTO – tálamo ou receptáculo em forma de taça (ou urna) que FIGURA 196 – Hilo linear semicircundante de Ormosia continhoi: AB.

– espiguetas pediceladas. 204G]. HÍSPIDA – diz-se da superfície de um órgão (folha. antécio basal fértil e superior masculina (estaminada). lisas e lustrosas.198]. que se encontra sob a superfície do solo. pelo crescimento do pedúnculo [Fig. Holcus sp. lema do antécio superior dorsalmente curtoaristada.5mm de coprimento por 0. desarticuladas abaixo das glumas (gl) subiguais. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos rígidos e duros (espinhos) [Fig. às vezes. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos espessos e um pouco duros [Fig. tenha se originado na parte aérea da planta. comprimidas lateralmente. muito comprimidas lateralmente. HIPÓGINA(O) ou HIPOGÍNICA – diz-se quando todas as estruturas que compoem a flor se encontram inseridas no tálamo mas em nível inferior ao do ovário [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA HIPÓGEA – ver germinação hipógea. 208 . em vista lateral. fruto ou semente) que se apresenta revestida por numerosos pêlos muito duros e curtos.50. HIPOGEU – órgão subterrâneo. embora. com lado ventral reto e dorsal fortemente arqueada abaixo da porção mediana e afilando-se para um FIGURA 198 – Hipógina. HIRSUTA – diz-se da superfície de um órgão (folha. lemas esbranquiçadas. HISPÍDULO – diz-se da superfície de um órgão (folha. 204H]. os frutos após a fecundação são enterrados. no caso do amendoim.164].75mm de largura. antécios com cerca de 2.

lema fértil superior (lf) com arista em forma de gancho. E-F. ápice obtuso ou com três pontas curtas. espesso.B-D-F]. segmento da ráquila do antécio superior ausente. segmento da ráquila (seg) achatado e com esparsa e longa pubescência. gluma inferior 2-nervada e superior 3-nervada. geralmente com três espiguetas presas no mesmo segmento da ráquila. FIGURA 199 – Holcus lanatus (A-C-F) e H.espigueta.cariopse.129A-C-F]. afilando para as extremidades. lema do antécio superior com arista em forma de gancho. glabro e justaposto à pálea fértil (pf).lateral. as duas laterais da tríade estéreis e pediceladas. cerca de 0. antécio fértil lanceoladoovalado. A unidade-semente é o antécio fértil. ligeiramente curto-pubescentes e ciliadas nas nervuras da carena. – espigueta séssil. D. mollis (BD-F): A-B. Seguem as características de duas espécies de Holcus: Holcus lanatus L. calo praticamente glabro [Fig. Holcus mollis L. Hordeum vulgare L. calo praticamente glabro [Fig. lustrosa e sem arista. – espiguetas com glumas (gl) quase glabras e ciliadas nas nervuras da carena. a central com antécio fértil largo-elíptico. antécio fértil: C. 5-9-nervadas e arista com 15mm de comprimento (geralmente quebrada nas sementesa comerciais). 209 .H ápice agudo [Fig.5mm de comprimento. pálea fértil com 10-12mm de comprimento por 4mm de largura. – espiguetas com glumas (gl) granulosas. duro e em vista lateral. lema fértil (lf) lisa. com lado ventral convexo e dorsal quase reto. afilando para as extremidades e segmento da ráquila (seg) filiforme.199]. uniflora. antécio fértil lanceolado-ovalado. lema do antécio basal sem arista. séssil. lisa ou com dobras transversais.ventral. lema fértil lanceolada. segmento da ráquila do antécio superior ausente.

79. cariopse com 7-11mm de comprimento. lisas. 81]. estéril ( ae) ou estaminada e outra séssil. incluso no antécio ou solta [Fig. levemente rugosa. com 1.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA segmento da ráquila filiforme.antécio fértil (inferior e séssil) + antécio estéril (superior e pedicelado) . ± cartáceas.0-2. Hyparrhenia rufa (Nees) Stapf – espécie muito polimorfa. com 3-4mm de comprimento. Hydrocotyle umbellata L. os pares superiores uma pedicelada. carpídio com estiletes geralmente persistentes. no ápice. que geralmente se mantém unidos mesmo após a maturação. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. espiguetas elípticas. (=Hydrocotyle bonariensis Lam. mais claras. entre as costelas os tubos oleíferos. base cordada e com 2 carpídios monospérmicos. ou apenas o antécio fértil.109W-X]. com superfície fosca. onde se localiza a área do 210 . torcida. C. B. D-cariopse com embrião (em). verdes e com manchas ruivas. ápice emarginado ou levemente truncado. sem nenhuma estrutura acessória. fortemente comprimido lateralmente.0mm de comprimento por 2. estéreis e múticos.lado dorsal. fértil (af) e aristada (as). sobre o reduzido estilopódio. de coloração levemente mais escura [Fig. geniculada e de 20-25(-30)mm de comprimento. FIGURA 200 – Hyparrhenia rufa (Nees) Stapf (espigueta) : A.) – cremocarpo cordiforme. espiguetas em pares. glumas iguais. lema fértil (lf) com arista (as) filiforme. cariopse oblonga. com cerca de ¾ do comprimento da pálea. com base aguda. de castanhoamarelada a castanho-avermelhada. 80. com 3-5mm de comprimento.lado ventral. com os pares inferiores semelhantes. a inferior bidentada. A unidade-semente pode ser a tríade de espiguetas com segmento da ráquila aderido. com uma costela lateral mais proeminentes (margem aguda) e as outras duas uma em cada lado. lado dorsal rufo-pubescentes (pêlos castanho-avermelhados) e bordos ciliados. pálea fértil em geral ausente.5-2. com cinco costelas longitudinais.5mm de largura.

8-)0. 211 . brevipes var. carcerulídio de elíptico a estreito-obovóide ou oblongo-elíptico ou quadrangular-comprimido. + densos no ápice. em forma de ‘V’ na base do lado ventral e suborbicular no dorsal. – fruto artrocarpáceo geralmente com quatro carcerulídios. pectinata.2-)0. que a divide em duas faces.200].0(-1. com lado dorsal ± convexa e ventral carenada.53]. pectinata. embrião axial. A unidade-semente é a espigueta ou antécio fértil. H.. mutabilis e H. endosperma carnoso.. envolto pelo cálice acrescente [Fig.03. semente inclusa no carcerulídio. com tegumento membranáceo.H embrião com cerca da ½ do comprimento da cariopse [Fig. serrata Briq.. pericarpo cartáceo.4(-0. acuta Benth. finos e curtos pêlos simples e alvo translúcidos.0mm de comprimento.76A]. vulgaris Briq. com (0. A unidadesemente é o carcerulídio. externamente com esparsos.0-6. fosco ou brilhante em H. carcerulídio elíptico ou estreito-obovóide. tubo com 3. cicatriz de inserção esbranquiçada. melanosticta Griseb.5)mm de largura por (0.3mm de espessura. às vezes inconspícua em H.5mm de comprimento.9-1.5mm e as 5 projeções filiformes com 2. Seguem as características diferenciais de espécies de Hyptis: Hyptis brevipes Poit. ápice com 5 projeções filiformes ou 5 dentes. (=H. invaginado e reto. H.0-3. carena ventral inconspícua. Hyptis sp. pericarpo castanho-amareladaclaro a escuro (imatura) ou preto (maduro) e microscopicamente reticulada [Fig. às vezes com cálice acrescente presente.2)mm de comprimento e 0. brevipes var. glabro. H. liso e microscopicamente reticulado ou alveolado (32X).) – cálice infundibuliforme com 5.

polystachya var.5-6. pericarpo de coloração palha.0mm de comprimento. – cálice tubuloso com 2-4mm de comprimento.4-0. H.. semi-reto e com 5 dentes setiformes e pilosos. carena ventral arredondada. canescens Kunth.5mm de largura. castanho-clara a escura ou preta. pericarpo castanho-claro (imatura) e preto (maduro) e microscopicamente reticulado [Fig. microscopicamente alveolado e malhas do alvéolo mais escuras nos carcerulídios claros [Fig. H. H.76B].) Briq.Rich.6-07mm de espessura. com 5 dentes apicais de 0.0-1. inconspicuamente transverso-rugoso e microscopicamente alveolado.9-1.76C]. levemente curvo. lado dorsal curvada longitudinalmente. externamente com esparsos pêlos alvo-translúcidos. ápice ± truncado. carcerulídio elíptico. tubo com base dilatada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Hyptis lophanta Mart.1mm de comprimento por 0.Rich. 212 .C.8mm de largura por 0.6-0. spicata Poit. mais densa na porção apical. carcerulídio oblongo-elíptico. com 1. carena ventral arredondada. externamente curto piloso.5mm de espessura. com pêlos patentes curvados e com esparsas glândulas curto-pedunculadas.) Poit. polystachya Kunth. H.0-1. – cálice tubuloso levemente curvado. longiflora Benth.2mm de comprimento. carcerulídio elíptico.4mm de comprimento e 1. com 5-7mm de comprimento.) – cálice campanulado com 4. Hyptis mutabilis (A. com 0.5-1.3mm de comprimento e 0. largamente reticulado (por nervuras longitutinais proeminentes e transversais menos pronunciadas). Hyptis pectinata (L. (=Nepeta mutabilis L.1mm de largura por 0. nervuras longitudinais e transversais proeminentes formando um reticulum com interespaços alongados. simples e com glândulas no ápice. com 5 projeções filiformes. pericarpo castanho-amarelado-claro a escuro ou preto. com 1. carena ventral inconspícua..

reto. ápice levemente emarginado e base abrupto-atenuada.9-2. ligeiramente menos largo. com 5 dentes cuneados e agudos. A rugosidade do pericarpo é a única diferença entre esta espécie e H. – cálice em forma de taça. pericarpo castanho-amarelado a castanho-avermelhado-claro (imatura) e castanho-escuro ou quase preto (madura).5mm de comprimento por 1. – cálice tubuloso com 8-13 mm de comprimento. salzmanii [Fig. suaveolens. lado ventral e dorsal com carena ± conspícua. carcerulídio muito semelhante ao de H. grosseiro e levemente rugoso (rugosidade ligeiramente mais escura nos carcerulídios claros) e microscopicamente reticulado.76D]. externamente piloso e internamente glabro. carcerulídio quadrangular-comprimido.8-3. bordos mais retos. com 5 dentes de dois tamanhos. cicatriz de inserção pouco menor e pericarpo microscopicamente reticulado. 213 .2 mm de largura. com 2.) Poit. nervuras longitudinais proeminentes. Hyptis suaveolens (L.H Hyptis salzmanii Benth.

214 .

.

capsicoides All. S. e S. ou que está inserido em. [Fig. ou dentro de alguma coisa. sendo um em posição terminal [Fig. grandiflorum Ruiz & Pav. atropurpureum Schrank. 216 . S. Ver imbricado. como em Solanum americanum Mill. S. INCLUSO – que está incluído em. S. pseudocapsicum L. 201]. outra totalmente interna e nas demais um bordo recobre o outro [Fig..140D].140F]. [Fig. o conjunto tem um número ímpar de folíolos. Ver também circinado. outros líquidos e/ou gases.201]. Mas também é utilizado para o embrião axial curvado onde a base do eixo hipocótilo-radícula recobre o ápice dos cotilédones e num corte transversal da semente o embrião é visto três vezes. IMBRICADO – tipo de prefloração onde há uma pétala totalmente externa. de Pureza. IMPARIPINADA – diz-se da folha pinada cujo eixo (ráquis) termina por um folíolo (pina). IMPERMEÁVEL – condição dos tegumentos da semente ou das membranas protoplasmáticas que impedem a passagem da água. INCANO – diz-se da superfície de um órgão revestida por pêlos muito curtos.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA IMBRICAÇÃO – modo de apresentação do botão floral.. FIGURA 201 – Imbricado. densos e dispostos tão próximos que dão a impressão da superfície ser de coloroção branca. IMPUREZA – termo mais genérico para definir material inerte na Análise FIGURA 202 – Imparipinada. asperolanatum Ruiz et Pav.

L.urticante. O. I.escabrosa.tuberculada.glandulosa.escamosa.aculeada. E.espinhosa. M.velutino. C. J.papilosa.ciliada.lepidota. C.eriçada (equinada).serícia. contidas no seu interior. G.I INCONSPÍCUO – diz-se de um órgão vegetal normal. L. aplica-se geralmente as anteras e aos frutos. I. 217 . K. K.estrigosa. D. B. que não liberam o pólen ou as sementes. D. J. N.ramentácea.setosa. FIGURA 204– Superfície (quanto ao indumento): A.muricada.fimbriada.puberulenta.tomentosa.barbada.pubescente.aracnóide.pilosa. INDEISCENTE – que não se abre na maturidade. B. H. G. E. F.flocosa.híspida.vilosa. sendo quase imperceptível. N. H.gloquidiada. porém com dimensões muito reduzidas. FIGURA 203 – Superfície (quanto ao indumento): A. F.hirsuta. M.

INFECCIONADA – mostrando o efeito da presença do organismo patogênico ou atividade fisiológica anormal. ÍNFERO – diz-se do ovário que fica abaixo do ponto de inserção dos outros verticílios florais e que está soldado ao hipanto (hi) [Fig. espinhos. mas não necessariamente mostrando sintomas de doença. INERME – diz-se da superfície de um órgão (folhas. 218 . Infecção primária – presença de organismos patogênicos ativos na própria semente. como nas estruturas da plântula. INFECTADO – portador do organismo patogênico.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA INDUMENTO – qualquer estrutura (cera.205]. FIGURA 205 – Ínfero. como nos gêneros Coffea (Rubiaceae) e Psidium (Myrtaceae). 204].203. não necessariamente mas frequentemente causa sintomas de doença e deterioração. frutos e sementes) [Fig.) que cobre a superfície de um órgão (folhas. desprovido de qualquer tipo de indumento. Infecção secundária – presença de organismos patogênicos disseminados por outras sementes ou plântuIas. escamas. INFECÇÃO – é entrada e a disseminação de organismos patogênicos no material vivo. INFESTAÇÃO – ato ou efeito de infestar(-se). frutos e sementes) que está desprovida de acúleos e espinhos. etc. Ver súpero. pêlos ou tricomas.

como em Eichohrnia (Pontederiaceae) e no legume inflado de Bocoa mollis [Fig. ou substância química que impede ou retarda a germinação. 333). membranoso. encontram-se envolvidas pelo receptáculo comum do conjunto floral. como a corola de Nicotiana (Solanaceae). outro ex: espinafre-da-Nova-Zelândia (Tetragonia tetragonioides (Pall. 219 . com tubo obcônico e que se alarga gradualmente em direção ao limbo [Fig. como se estivesse cheio de ar. Também denominado de infrutescência-semente ou frutosemente. – Chenopodiaceae) com flores múltiplas (glomérulo) forma uma infrutescência-semente. INFLADO – semelhante a uma bexiga. mas não apresenta sintomas da doença. INFLORESCÊNCIA – conjunto de flores. INÓCULO – qualquer estrutura do patógeno capaz de iniciar ou causar doença. formando uma infrutescência. o mesmo que inchado e intumescido. 218].I INFESTADA – quando a semente transporta um agente patogênico. ligeiramente transparente. Ex: beterraba (Beta vulgaris L. delgado. provenientes de flores distintas. INFUNDIBULIFORME – diz-se da corola gamopétala em forma de funil.101C]. qualquer sistema de ramificação que termina em flores. enquanto a acelga é formado por uma flor solitária.) Kuntze – Aizoaceae .Fig. uniformemente inchado. INIBIDORES – substância que inibe o crescimento. INFRUTESCÊNCIA – quando dois ou mais frutos (unidade-semente múltipla).

que se manifesta pela base emarginada.in) [Fig. INTEGUMENTO – estrutura que envolve e protege o óvulo. 220 . pode(m) ocorrer um ou dois integumentos. de uma umbela composta. o externo (primina .Fig. INTEIRO – quando a margem de um órgão é lisa. (Dipsacaceae . INVAGINADO – termo usado para designar um tipo de embrião axial reto. com nítida delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótiloradícula. como em Scabiosa sp. sagitada ou auriculada dos cotilédones e pela invaginação do eixo reto e basal entre os cotilédones.ex) e o interno (secundina . formado por um conjunto de pequenas brácteas na base das umbelas secundárias. INTRORSO – dirigido para dentro. ou invólucro floral (involucelo). INTERNÓ – parte do embrião ou do eixo da plântula entre dois nós consecutivos. persistente no ápice do aquênio). aplica-se também ao espaço entre dois artículos de um fruto (lomento ou craspédio). freqüentemente circundando um glomérulo de flores. a corola tubulosa e o calículo modificado em papus (formado por cinco sépalas estreitas e agudas. INVOLUCELO – um invólucro secundário. não tem recortes.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA INSERÇÃO – local onde um órgão se prende a outro. e Scabiosa columbaria L. cordada.171. 297].301). Ver embrião invaginado. que darão origem a testa e ao tégmen.

Ver a descrição das espécies.208C-D]. Invólucro-de-cerdas – em Poaceae (=Gramineae) se refere ao conjunto formado por uma série de brácteas das flores femininas que concrescem na parte inferior e na maturação se tornam mais ou menos rijas e espinhosas (invólucro-de-cerdas-espinhosas).) Brunken – Fig. como o capítulo das Asteraceae (=Compositae) ou a umbela das Apiaceae (=Umbelliferae). C-antécio fértil.Fig.208A-B] e dois no gênero Xanthium [Fig.Fig. (Sw. como no gênero Ambrosia [Fig.209B) . pauciflorus Benth. australe. em Pennisetum setigerum (Vahl) Wipff (=Cenchrus setiger Vahl . hispidum. Ver descrição das espécies. Ver a descrição das espécies. B.Fig.) Rich. setosum FIGURA 207 – Pennisetum setigerum: A. polystachion (L. como no gênero Cenchrus.A.) Schult.209A). Curtis (= C. Invólucro-gamófilo – em Asteraceae (=Compositae) se refere ao conjunto formado pelas brácteas foliáceas da flor feminina. subsp.A. 221 . B. ou são mais delgadas (invólucro- de-cerdas) e às vezes plumosas.207) e C. (= P.A.espigueta.206).invólucro-de-cerdas. incertus M. . como no gênero Acanthospermum (Asteraceae =Compositae FIGURA 206 – Invóluco-de-brácteas de Acanthospermum: A. Invólucro-de-brácteas ou brácteas-involucrais – conjunto formado pelas brácteas involucrais internas da flor feminina que na maturação se tornam rijas e formam um invólucro que envolve o aquênio. como no gênero Pennisetum setosum (Sw. .I INVÓLUCRO – um conjunto (anel) de pequenas folhas (brácteas) ou cerdas que circundam ou envolvem a base de uma flor ou de uma inflorescência. concrescidas entre si e que na maturação se tornam rijas e encerram um aquênio. O invólucro-de-cerdas encerra de 1-5 espiguetas.

faces ventrais fortemente convexas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA INVOLUTA – diz-se da folha com os bordos voltados para a face inferior [Fig. – a forma da semente depende do número de sementes maduras que se formam no fruto (cápsula septífraga). embrião axial. Ver Convolvulus [Fig. ligeiramente maiores e esbranquiçados. com 4.) – semente geralmente globosa-cuneiforme e de irregularmente orbicular FIGURA 208 – Invólucro-gamófilo: A.8-5. Seguem as características diferenciais das sementes de espécies de Ipomoea: Ipomoea cairica (L.Xanthium strumarium.210]. a ovóide ou suborbicular em contorno. contínuo. com tomento castanhoavermelhado-claro. carena arredondada inconspícua. Ipomoea sp. fosca. Oposto a revoluta.Xanthium spinosum. revestida por curto tomento uniforme.Ambrosia polystachya. em seção transversal cuneiforme ou circular. área hilar ovalada ou de obovada a orbicular. com hilo orbicular. oblíqua e no lado ventral abaixo da carena.0(-6. lado dorsal com ou sem sulco mediano.0)mm de largura e 4-5mm de espessura. geralmente emarginado na base e circundado por um sulco ou ranhura e por uma costela hipocrepiforme. áspero. com as extremidades elevadas e abertura voltada para a base.0)mm de comprimento por 4. com curto eixo hipocótilo-radícula reto e com cotilédones foliáceos. variando de globosa. ferrugíneo e com pêlos simples. D. bilobados e plicados [Fig.4-5. superfície áspera.5mm de diâmetro.279C]. na base do hilo com duas pequenas projeções inconspícuas. do tipo ipomoea.Ambrosia artemisiifolia. B. de plano a levemente afundado. C.3-1. (= Convolvulus cairicus L. dando à semente 222 .105]. obovóide-cuneiforme ou ovóide-cuneiforme a oblongaovóide.0(-6. com base emarginada e circundado por um sulco de coloração ligeiramente mais clara. com 1. fosco. lado dorsal fortemente convexo e com estreito e raso sulco mediano.) Sweet. hilo suborbicular.

faces ventrais geralmente irregularmente deprimidas mais perto da margem. afundado. hilo orbicular. com diminutos e esparsos pêlos simples e translúcidos (10X ou mais).5-)3.0) mm de comprimento por (2.5(-2. devido ao curto revestimento tomentoso uniforme. (= Quamoclit hederifolia (L. com (3.5mm de espessura. fosco. fosca. carena obtuso-arredondada. com largo sulco raso. Ipomoea hederifolia L. Ipomoea hederacea (L.5-3. quando o tomento está parcialmente removido e os pêlos cairam [Fig.7-5. dando à semente uma FIGURA 209 – Cenchrus incertus (A) e Pennisetum setosum (B): invólucro-de-cerdas. com 0.210D]. superfície áspera. com estreito sulco raso em cada lado do 223 . base inconspicuamente emarginada e com duas pequenas projeções estreito ovaladas e revestidas por tomento.6mm de diâmetro.0)mm de comprimento por (2. com ou sem sulco mediano largo e raso.0-4. áspero.210F].0-)3.0mm de largura e 3. lado dorsal irregularmente convexo. lado dorsal fortemente convexo.5mm de largura e 2.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de ovalada a elíptica em contorno. fino e preto.) Choisy) – semente geralmente de subglobosa-cuneiforme a ovóide-cuneiforme e de suborbicular a largo-elíptica em contorno. esbranquiçados e de 5mm ou mais de comprimento [Fig.0-2. com (4.5-0. (= Convolvulus hederaceus L.0-3. margem com conspícua listra estreita e que separa os dois lados.8(-4. às vezes.0-) 4.0-3.) Jacq.I uma coloração de castanho-amarelada a acastanho-avermelhadaclara e na margem com macios pêlos lanosos. coloração que varia do preto-acinzentado ao preto ou castanhoescura. com densos e grossos pêlos muito curtos e cinza-avermelhados.5(-6.5-)3.8) mm de espessura. parecendo miudamente pontilhada (20X).

e ruivo-translúcidos. 224 . hilo de largo-elíptico a obovado.6-0. áspera. ± inconspícuas por estarem encobertas por pêlos iguais aos do hilo.9-1. lado dorsal fortemente convexo e com duas áreas longitudinais denso-pubescentes. margem e áreas longitudinais do lado dorsal com longos e densos pêlos de coloração cúpreo-translúcida.210B-G]. (= Convolvulus indivisus Vell. castanho-avermelhado. Ipomoea indivisa (Vell. longos. com 0. superfície fosca. às vezes afundada.0mm de largura. áspera.0-2. carena obtusa e.7mm de comprimento por 0. hilo orbicular. com diminutos e esparsos pêlos translúcidos e. alvo. revestida por tomento preto e por densos pêlos simples. formando manchas irregularmente argênteas [Fig. faces ventrais levemente côncavas perto do ápice. revestida por curto tomento ± uniforme e castanho-escuro ou preto. com 3-4mm de comprimento e largura por 2. ligeiramente encoberto pelos pêlos da carena. aguda ou inconspícua perto do ápice. às vezes.4mm de diâmetro. superfície fosca. área hilar com cerca de 0. áspero. afundado. mais curtos do que os pêlos da margem e do lado dorsal. Quamoclit indivisa (Vell. levemente afundado. com 0.. carena aguda.0) mm de espessura. faces e carena com pêlos irregulares de coloração cúprea ou amarelada-translúcida. ruivo-translúcidos e adpressos do bordo para a base da semente.) Hall.) – semente geralmente de subglobosa a obovóide- cuneiforme.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA sulco mediano. com duas pequenas projeções na base do hilo. com longapilosidade (que pode estar removidada quando misturada as sementes comerciais).) Hall. áspero e fosco. às vezes.8mm de diâmetro. hilo circundado por estreito sulco glabro e pela costela hipocrepiforme. com densos pêlos simples.5(-3. grossos. faces ventrais geralmente planas ou levemente arqueadas.

carena conspícua. hilo orbicular. Ipomoea pes-caprae (L. hilo circundado por denso anel de pêlos fulvos a prateados.5-6. amarelado. fosca. 225 .0-)3. ± adpressos e dirigidos para o centro. hilo oblongo.0mm de largura e 4-5mm de espessura. Br. lado dorsal fortemente convexo e com largo e profundo sulco mediano. áspera.0mm de comprimento por 3. com 2. fulvo-translúcidos. com (4.I Ipomoea nil (L. na base do hilo com duas pequenas projeções lineares. margem com conspícua delimitação entre os dois lados.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e largo-elíptica em contorno. uniforme e com diminutos pêlos fulvo-translúcidos.7)mm de comprimento por 6. com 1.0(-1. revestida por curto tomento preto.1)mm de comprimento por 0.5-3. carena obtusa.5-4.5-7.0(-7.0)mm de largura e (3. pubescente e com conspícuo e profundo emarginado na base. revestida por tomento aveludado castanho-médio e por densa pilosidade de curtos pêlos pálidos. faces ventrais ligeiramente côncavas.6-0. ± deitados nas faces (da margem à carena) e eretos no lado dorsal. lado dorsal fortemente convexo.7mm de largura. área hilar revestida com densos pêlos simples. não afundado.0mm de diâmetro. pêlos facilmente removíveis com o manuseio [Fig.) R. faces ventrais de planas a levemente côncavas. com 6.5-7. superfície áspera. (= Convolvulus pes-caprae L. essa disposição dos pêlos na superfície dá a delimitação da margem.5(-4.) – semente geralmente estreito-obovóide-cuneiforme.210A].) Roth (= Ipomoea longicuspis Meissn.0-)4. afundado e avermelhado.0mm de espessura.0-3. superfície do tegumento fosca.

5mm de espessura. translúcidos e que dão à semente a coloração negro acinzentada [Fig.3(-2. revestida por curto tomento preto ou castanho-escuro (30X). uniforme e por diminutos e esparsos pêlos simples. localizados sobre a saliência hipocrepiforme e que encobrem ± o sulco que circunda o hilo. afundado. Ipomoea quamoclit L. geralmente circundado por um anel de diminutos pêlos de alvo-translúcidos a argênteos.5)mm de largura e (2. com duas projeções estreito-ovaladas na base do hilo.5)mm de largura e 1. com duas pequenas projeções estreito-ovaladas na base do hilo. de 226 . sem sulco mediano.5-) 4. parecendo miudamente pontilhada (10X).0-3.0-)3. faces ventrais de planas a arqueadas. lado dorsal mais convexo na ½ inferior.4(-4. revestida por curto tomento preto. parecendo miudamente pontilhada (10X).5-3. inconspicuamente emarginado na base.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Ipomoea purpurea (L. superfície ápera. hilo orbicular. caidiços.9-2.210H].4-)5. fosca. com (0.1mm de espessura. faces ventrais geralmente com uma ou duas dobras transversais.9mm de diâmetro. com tomento preto mais longo do que o do tegumento. com (4. lado dorsal fortemente convexo e com largo sulco mediano ± raso. não afundado. circundado por saliência hipocrepiforme com densos pêlos simples e pretos.5)mm de comprimento por 2.6-0. glabro. superfície áspera.7mm de diâmetro. fosca. principalmente perto da base.5mm de comprimento por 2.5-)0. com 0. com (3. carena arredondada inconspícua.0-4.1-2.0(-3. hilo orbicular.0-5. áspero. inconspicuamente emarginado na base.) Roth – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de estreito-obovada a estreito-elíptica em contorno. (= Quamoclit pinnata Bojer) – semente geralmente alongado-ovóide e de ovalado em contorno. margem com fina costela que separa os dois lados.

mais escuro do que o tegumento. às vezes. Ipomoea ramosissima (Poir. com 0.210I].) Choisy (= Ipomoea cynanchifolia Meissn. subaguda ou inconspícua.4mm de diâmetro.7(-3.1mm de espessura. carena obtusa.3-)3.0)mm de largura e 1.7-4. levemente afundado.8mm de diâmetro. com base emarginada e circundado por um sulco mais claro do que a testa. hilo orbicular. com estreito sulco mediano raso. lado dorsal convexo. ápice agudo e com (3.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de ovalada a largoelíptica em contorno.5-4. carena obtusa. lado dorsal convexo. áspero.3(-4.5mm de espessura. margem geralmente com conspícua listra estreita que separa os dois lados. superfície lisa. faces ventrais planas ou deprimidas no centro. amarelo-alaranjado ou castanho-avermelhado. hilo orbicular.I diferentes comprimentos e com diminutos pêlos alvo-translúcidos em tufos. geralmente mais escuro do que o resto do tegumento. de coloração castanho-escura.0-2. com largo e profundo sulco mediano.0mm de largura e 2. com 3.8-2. afundado. área hilar orbicular e com 1.7-0. Ipomoea rubiflora O’Donell – semente geralmente ovóidecuneiforme e largo-ovalada em contorno.5)mm de comprimento por 2. área hilar às vezes encoberta por pêlos da carena. faces ventrais côncavas ou levemente convexas. fosco. levemente lustrosa.2-2. mais claro do que o resto do tegumento e que. que dão à semente o aspecto rugoso e irregularmente manchado de cinza [Fig. às vezes. se reduz a uma listra longitudinal. glabra e finamente alveolada (30X) [Fig.0mm de comprimento por 3. com 0.210C]. castanho-avermelhado-claro e revestido 227 .0mm de diâmetro.

levemente afundado. ápice obtuso e com 3. IRREGULAR – usado quando a simetria das partes é distribuída por desigual. encobertas por pêlos da margem. fosca. B-G. que dão à superfície a aparência manchada. C.I.I. nil (L.4mm de diâmetro. às vezes.0-3. castanhoclaro ou mais escuro do que o tegumento.5-2. D. (= Ipomoea grandifolia (Dammer) O’Don.I. às vezes. levemente lustrosa. purpurea. mais claro do que o resto do tegumento e que. na base do hilo com duas inconspícuas projeções largo-ovaladas.7(-3. de coloração castanha ou quase preta. H. superfície lisa. triloba.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA por longos pêlos amarelado-translúcidos. hederifolia. carena aguda. E-J. revestida por curto tomento castanhoacinzentado-claro e castanho-avermelhado.210E-J]. F. I. faces ventrais planas e às vezes FIGURA 210 – Semente de Ipomoea (lado ventral): A.2)mm de largura e cerca de 2.I.7(-4.) Roth. hilo orbicular. glabra e finamente alveolada (30X) [Fig.I. Ipomoea triloba L.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de largo-ovalada a largoelíptica em contorno. muito próximas uma da outra e. hederacea.1)mm de comprimento por 2. ramosissima. com 0. 228 . com base emarginada. nas faces com curtos pêlos irregularmente distribuídos e com longos pêlos na margem e em ambos os lados do sulco dorsal. lado dorsal fortemente convexo e com estreito e raso sulco mediano. cairica. glabro. superfície áspera. se reduz a uma listra. quamoclit. circundado por um sulco levemente mais claro do que o tegumento ou de coloração amarelo-alaranjada e por uma saliência hipocrepiforme e com extremidades elevadas. como a corola labiada e a violeta são irregulares.I.0mm de espessura.I.I. desiguais.

227C). (Brassicaceae =Cruciferae – Fig. mas sem septos transversais. 229 . (Fabaceae =Leguminosae– Papilionoideae – Fig.321A-A’-A’’).I ISTMO – estreito ponto de união entre dois artículos (ar) de um lomento. ou entre dois artículos (segmentos – segm) de uma síliqua lomentácea de Raphanus raphanistrum L. como em Desmodium tortuosum (Sw.) DC. ISTMOCÁRPO – legume ou lomento com os artículos separados por costrições.

230 .

.

) – legume largo-elíptico. afila gradativamente para uma base larga. unisseminado. translúcidas e que lhe dá o aspecto reticulado (30X) [Fig. com 3. com rostro uncinado ou inconspícuo. 232 .) Endl.115Z-Z’-YY’’-Y’’’]. lóbulos largos.2mm de comprimento por 0. núcula obovado-elíptica. com uma rede de malhas finíssimas [Fig. A unidade-semente é o legume ou a semente. revestida por fina camada ceróide. A unidade-semente é o legume ou a semente. menores do que a ½ do comprimento do cálice e com nervuras conspícuas [Fig. com ou sem as glumas. com 1.) Hook.0-3. cálice 5-lobulado.) – legume oval-arredondado.215B-C-G].5mm de comprimento por 2.) – glumas férteis lanceoladas e carena espinulosa.) (= Kyllinga cayennensis Lam.8mm de largura. com curto rostro apical. ápice de arredondado a truncado e apiculado. unisseminado. ligeiramente pubescente e envolto pelo cálice e pelas brácteas. & Arn. Kummerowia striata (Thunb. obtusos e denso-pubescente ao longo das margens dos lóbulos.5mm de largura. ligeiramente curto-pubescente e envolto pelo cálice e pelas brácteas. levemente lustrosa. 3-brácteas basais estreitas. de coloração amaraleda a castanho-escura. com ¾ do comprimento do fruto. (= Cyperus brevifolius (Rottb. cálice 5-lobulado.) Makino (=Lespedeza stipulacea Maxim. 3-brácteas basais com mais da ½ do comprimento do cálice [Fig.0-1. cerca da ½ do comprimento do fruto.) – ver Cyperus aggregatus (Willd. com retículo tênue. Kyllinga brevifolia Rottb. biconvexa.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Kummerowia stipulacea (Maxim.) Hassk. pericarpo crustáceo.215A-F]. glabra.) Schindl. lóbulos largos. (=Lespedeza striata (Thunb.115Y’]. com retículo conspícua. A unidade-semente é a núcula. obtusos e glabros. com superfície lisa.

.

pétalas. como a semente da maçã. LACUNOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. o mesmo que piriforme. que tem lacunas. LAMIACEAE – nome válido para a família Labiateae. LACÍNIA – diz-se quando os bordos de qualquer órgão laminar (folhas. etc. FIGURA 211 – Laciniado. por isso o termo mais usado é o bilabiado. também usado para o cálice que apresenta dois lábios.211].101B]. LACINIADO – que tem lacínias (la) [Fig.) estão recortados em profundos e estreitos segmentos pontiagudos [Fig.295E]. que tem látex. LACTESCENTE – leitoso. só que os lados do cone invertido não são contraídos [Fig. LACTÍFERO – que produz látex. constituída por três pétalas soldadas. LADO – ver face. fruto ou semente) que tem numerosas escavações grandes e profundas [Fig. 234 . que se opõe à inferior. podem ocorrer plantas com corola ou cálice labiado. com aspecto de lábio [Fig. das quais duas superiores são soldadas e formam uma porção. LACUNAR – lacunoso.100E]. Termo frequentemente usado em vez de ringente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA LABIADO(A) – diz-se da corola simpétala (gamopétala e zigomorpha) de cinco pétalas.211] LACRIMIFORME – em forma de lágrima.

0)mm de largura e espessura. com porção basal lisa e da porção mediana ao ápice com espessamento irregular e com retículo de 235 . Seguem as características diferenciais das espécies de Lantana: Lantana camara L. endocarpo de textura óssea (aparência de caroço) e geralmente com restos do mesocarpo aderido.1(5. inserção basal mais clara do que o exocarpo. finos. A unidade-semente é o nuculânio. superfície lustrosa e lisa na maturação e enrugado-escavada após desidratado. o mesmo que limbo [Fig. LANCEOLADO(A) – quando um órgão (folha. – nuculânio com mesocarpo carnoso-sucoso na maturação e fibroso após desidratado.0(-6.5)3. nuculânio obovóide com mesocarpo removido e orbicular em seção transversal.103B]. superfície do endocarpo de amarelada a castanho-amarelada ou castanho-avermelhada. inserção basal orbicular. Lantana sp.5(-5. fosca.1-4. de três a quatro vezes a largura [Fig.5)mm de largura e espessura.8(-5. essse com estreito sulco escuro e que percorre parte do lado. LANOSA – diz-se da superfície de um órgão revestida por curtos pêlos densos. pirênio com dois lóculos [Fig.L LÂMINA – porção expandida (l) da folha. lados fortemente convexos. cavidade de tamanho e forma irregular. afilando gradativamente para uma base obtusa com abertura em forma de ‘V’ (visto pelo lado ventral).172-l]. sedosos e semelhantes a lã. com 3. com 3. de roxo-escuro a preto.242]. muito mais longo do que largo.0-4.0-4. fruto ou semente) tem contorno de lança.2-5.5) mm de comprimento por 2. no ápice do lado ventral e entre os lóculos do pirênio. se afila para as extremidades.0)mm de comprimento por (2. – nuculânio globoso-cuneiforme. lado dorsal mais convexo do que o ventral.

inserção basal da mesma coloração do exocarpo.1-2.4-3.8-3.1-)2. que dão o aspecto ápero-rugoso à superfície [Fig. superfície do endocarpo de castanho-clara a castanha.0mm de comprimento por (2. com 2.0-)2. LÁTEX – suco leitoso.242B-B’-B’’-C-D]. levemente brilhante.9)mm de comprimento por (2. LARVA – o primeiro estádio dos insetos. luz e umidade. com 2. como o de algumas espécies de Euphorbiaceae (Hevea. irregulares. ápice apiculado e base sem fenda.5-3. Lantana lilacina Desf.9-)2. nuculânio oblongo-globoso com mesocarpo removido e transverso elíptico em seção transversal. castanho.1mm de largura e (1. LANUGINOSO – diz-se da superfície revestida com numerosos pêlos finos semelhantes a lã. – nuculânio oblongo-globoso. com interespaços irregulares e ± profundos [Fig.7-3.5(-4. lado levemente convexos e com um sulco largo e ligeiramente mais escuro no centro do lado ventral.2mm de largura e (2.242A-A’]. depois da eclosão dos ovos. Euphorbia).2-2. 236 .5mm de espessura. mesmo sob condições favoráveis de temperatura. condição que impede a germinação de sementes viáveis.4mm de espessura.2-)2.4(-3. LATÊNCIA – é o estado de repouso fisiológico onde a semente pode se encontrar quiescente ou dormente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA malhas escuras. cavidade interna reduzida a estreita fenda entre os lóculos do pirênio.

FIGURA 212 – Legume de: A.212B]. ex Tul. toruloso ou levemente comprimido. dos quais existem diversos tipos: Legume bacóide – fruto indeiscente com mesocarpo polposo. como em Bauhinia sp. fibroso. com epicarpo mais ou menos carnoso e mesocarpo de consistência carnosa ou gelatinosa. Ocorre em Tamarindus indica L.212A] ou ficar espiraladas. multisseminado. em Pithecellobium inopinatum (FabaceaeMimosoideae . Legume indeiscente – Medicago sp.214]. FIGURA 213 – Legume de ervilha.Fig.213].Bauhinia sp. deiscente. quando seco. e Caesalpinia peltophoroide Benth. (fruto com mesocarpo polposo-gelatinoso e epicarpo que se desprende totalmente. sementes com pleurograma . oblongocilíndrico. em Caesalpinia ferrea Mart. [Fig.: A. abre-se longitudinalmente ao longo da sutura ventral (bordos de união dos carpelos) e da nervura mediana (principal) da folha carpelar. como em Calliandra spp. [Fig.Fig. pode ser cilíndrico. unicarpelar.216B-C) o fruto é oblongo-cilíndrico. semente com pleurograma apical-basal. B. de tamanho e formas variadas. A deiscência pode ser elástica explosiva. soja. Fruto comum das Fabaceae (=Leguminosae). A morfologia desse tipo de fruto evidencia uma adaptação do pericarpo à dispersão zoocórica. lenhoso ou coriáceo e mesocarpo. (FabaceaeCaesalpinioideae).212C-C’].valvas espiraladas.. Após a deiscência as valvas podem permanecer retas ou se torcer. seco. como de ervilha [Fig. [Fig. [Fig. C-C’Calliandra spp. 237 .217]. LEGUME – fruto simples. e Onobrychis sp. BAnadenanthera pavonina. feijão [Fig.216A). embrião com plúmula diferenciada em pinas. como em Anadenanthera pavonina L.com deiscência elástica explosiva e valvas retrorsas.valvas torcidas. deixando apenas as porções fibrosas dos bordos.L LAXO – frouxo. CC’.

Cowan (Fabaceae– Papilionoideae . Enterolobium contortisiliquum (Vell.legume com cálice + brácteas. mas nunca se diferencia em polpa típica. Parkia multijuga Benth.Fig.219A-B).Lespedeza cuneata.Fig. (Fabaceae–Mimosoideae . lenhoso-fibroso ou fibroso-esponjoso. Dinizia excelsa Ducke (com frutos plano-convexos e cartáceos). com pericarpo seco e mesocarpo. com adaptação à dispersão anemocórica e com uma a poucas sementes.Fig. stipulacea.seção longitudinal mostrando as sementes presas na margem do carpelo. Derris [Fig. Legume nucóide com aspecto moniliforme – ocorre em Sophora tomentosa L. como em Bocoa mollis (Benth.221C].Fig.218). 238 .219C-D).) Benth. (Fabaceae–Papilionoideae . A-B.Fig. (Fabaceae–Mimosoideae . D-E. O legume nucóide distingue-se da núcula por ser um fruto sempre oligospermo ou polispermo. Dioclea macrocarpa Huber. Distingue-se da sâmara porque a ala e o núcleo seminífero não são bem delimitados e as alas não são originadas dos carpelos. no gênero Erisma (Vochysiaceae).221B] e Sweetia (Fabaceae =Leguminosae). B.221A].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Legume inflado – uniformemente inchado. como do cálice acrescente no ápice.220A). Legume nucóide – fruto indeiscente ou tardiamente deiscente. plano e comprimido..) R. Encontrado em Arachis hypogaea L. FIGURA 215 – Legume de Lespedeza e Kummerowia: A-F. mas sim de outras partes florais.220C).legume com cálice.221D). C-E.legume D.Fig.S. como se estivesse cheio de ar. ocorre em Cedrelinga catenaeformis (Ducke) Ducke [Fig. Lonchocarpus [Fig. B-C-G.seção transversal.220B) e Parkinsonia sp.Fig. FIGURA 214 – Legume de Phaseols vulgaris: A.) Morong. F-G. (Fabaceae–Caesalpinioideae .semente. nos gêneros Apuleia (legume samaróide não apresenta núcleo seminífero distinto da ala . Pithecellobium dulce (Roxb.K. Dalbergia.Kummerowia striata. (Fabaceae–Papilionoideae . Legume samaróide – fruto seco indeiscente. Bowdichia. quando visível.

Parkinsonia sp. C. FIGURA 220 – Legumes nucóides com aspecto moniliforme: A.L FIGURA 216 – Legume bacóide: A-Tamarindus indica.Medicago sp.C.Caesalpinia peltophoroides. B. C.fruto fechado.Parkia multijuga..Sophora tomentosa. FIGURA 219 – Legume nucóide: A.Arachis hypogaea. BOnobrychis sp.Dioclea macrocarpa.Pithecellobium dulce. ferrea. B. C. FIGURA 217 – Legume indeiscente: A. Bfruto em início de deiscência. DEnterolobium contortisiliquum. FIGURA 218 – Legume inflado de Bocoa mollis: A . B. 239 .

Apuleia sp. No eixo da ráquis situa-se mais abaixo e envolve a base da pálea.11A-lf]. base geralmente atenuada e com hilo. LEMA – glumela inferior ou externa (bractéola fértil . levemente reticulada.Cedrelinga catanaeformis. fosca. ápice arredondado. – com silícola de ovada a orbicular. Fonte C-D: Barroso et al. Lepidium sp. antécio estaminado pode estar reduzido apenas a glumela inferior [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA LEGUMINOSAE – sinônimo de Fabaceae.157. localizada na base de cada flor (antécio) e que envolve a cariopse pelo lado dorsal (externo) [Fig. Lema estéril – é a glumela inferior (le) de um antécio estaminado.319A]. 158A-le].Lonchocarpus sp. ápice com estilete (est) ausente ou inconspícuo [Fig. reto ou ligeiramente encurvado. – com silícola ovada-elíptica a quase orbicular. sulco longitudinal ± conspícuo. além das laterais não muito visíveis. como as sementes de Amaranthus e Chenopodium. semente de ovada a obovada. (1999). Seguem as características diferenciais das silícolas e das sementes de espécies de Lepidium: Lepidium bonariense L. o FIGURA 221 – Legumes samaróides: A. D. aspecto e consistência do lenho ou da madeira. ambos do mesmo comprimento). B.100I]. alada ou não. LENTICULAR – em forma de lente duplamente convexa ou de lentilha [Fig. LENHOSO – diz-se de um órgão vegetal que apresenta natureza. que corre do hilo para o centro da semente (separando internamente o eixo hipocótilo-radícula dos cotilédones.318. 240 . Possui a nervura mediana mais ou menos perceptível.319].lf) da espigueta das Poaceae (=Gramineae).. com duas valavas. cada uma unisseminada e geralmente com estilete apical remanescente no ápice [Fig.Derris guianensis. C.

L Lepidium campestre (L. Lepidium ruderale L. frequentemente [Fig.5mm de largura. (=Cardaria draba (L. de castanhoavermelhada-clara a escura. muito comprimida. com 2. lisa.5mm de largura e 0.6-1.8mm de largura e 0. semente ovalada.319E]. margem cotiledonar reta e margem do eixo hipocótilo-radícula curvada. se afila convexamente do ápice para a uma base aguda com hilo claro.319B].0)mm de largura e 0.2-1.0-2. Lepidium draba L. ala marginal. base com duas pontas e hilo esbranquiçado.6-0.0-1. com 2.) Desv. de castanho-escura a castanho-preta.1-1. de castanho-escura a castanho-avermelhada.0mm de comprimento por 1. finamente granulosa-reticulada. 241 .3-3.4mm de espessura. Lepidium sativum L. semente obovada. granular.319C]. base com duas pontas quase inconspícuas e hilo branco. semente de largo-ovalada a largo-obovada. lisa.2(-2.) R. comprimida na porção superior. com 1. 319D]. com conspícuo sulco quase reto. de amareloescura a amarelo-acinzentada. base com hilo esbranquiçado e levemente protuberante.5(-2.) – com silícola de ovada a elíptica. com 1. Br.8-1.8-2. com ápice largoalado e emarginado [Fig.5)mm de comprimento por 1.0mm de espessura. com ápice emarginado.2-0. ápice emarginado e com estilete (est) geralmente persistente [Fig. com conspícuo sulco curvo. base estreita.318A-B.4mm de comprimento por 0. sulco ± conspícuo.2-1. com conspícuo sulco ligeiramente encurvado. – com silícola ovada. – com silícola orbicular-ovada. semente ovalada.5) mm de comprimento por 1.8mm de espessura. – com silícola largo-ovada.2(-2. estreito-alada e geralmente com estilete (est) persistente [Fig.

semente de ovalada a obovada. de 0. fruto ou semente) que se apresenta coberta com pequenas escamas peltadas. LIGNIFICADO – diz-se de qualquer parte da planta que se encontra impregnada de lignina. Don.).31F].3)mm de largura e 0.2-0. cálice basal com mais da ½ até ¾ do comprimento do fruto. – com silícola orbicular (globosa). miudamente tuberculada. isto é. miudamente tuberculada (que acompanha o contorno da semente). brácteas ausentes [Fig. que ocorre na junção do pecíolo das FIGURA 222 – Lígula.1-)1. acuminados e pubescentes. LEPIDOTA – diz-se da superfície de um órgão (folha. muitas vezes com margem cotiledonar reta e a do eixo hipocótilo-radicula convexa. com retículo tênue. folhas com a bainha [Fig.222]. com ápice estreito-alada e largo-emarginada [Fig. – legume unisseminado. com sulco mais acentuado na porção mediana. pubescente no ápice e ao longo dos lados. a escama é arredondada e se fixa no centro [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Lepidium virginicum L. fendido até quase a base e com lóbulos estreitos. Lespedeza cuneata (Dumont) G.1mm de largura e que só não circunda o bordo cotiledonar.7-2. com (1. ala geralmente translúcida. portanto adquire textura de madeira.215D-E].) Gaertn. LÍGULA – apêndice membranáceo. castanhoavermelhado-escuro.0)mm de comprimento por 0. com 3-5mm de comprimento por 1.203M]. nas Poaceae (=Gramineae) como no capim-pé-de-galinha (Eleusine indica (L. comprimida. alaranjada ou de castaho-alaranjada a castanho-avermelhado-clara. nas flores das 242 . hilo basal esbranquiçado.8-1.5-2.0mm de largura.3(-0.2(-1.4) mm de espessura.

quando as pétals unidas formam uma única lígula. geralmente lustrosa. das flores da periferia ou de todas as flores do capítulo. LIGULIFORME – em forma de lígula. LINTER – penugem que permanece nas sementes de algodão após o beneficiamento. semente ou embrião) é estreito. tri. mas com várias sinuosidades em cada lado e que diminuem da porção mediana para a base [Fig. como as folhas de Raphanus rhaphanistrum L. LOBADO(A) – diz-se de um órgão provido de lobos. LINEAR – diz-se quando um órgão (folha. sem nenhuma elevação ou aspereza aparente.ou pentadentada. embrião axial [Fig.103A]. LIRADO(A) – o mesmo que panduriforme. ocorre nos gêneros Chrysanthemum. Coleostephus. LIGULADO(A) – provido de lígula. de recortes pouco profundos e arredondados. fruto. Glebionis.102 K]. com bordos paralelos e geralmente mais longo do que largo. LISA(O) – diz-se da superfície plana. (Brassicaceae =Cruciferae). 139 a 147].172-l]. isto é. Leucanthemum e Tanacetum.L espécies da família Asteraceae (=Compositae) denomina-se de lígula à corola gamopétala e zigomorpha. LIMBO – parte expandida (l) de uma folha (lâmina) [Fig. como as folhas das gramíneas [Fig. reto. 243 .

da nervura mediana. LÓBULO – diz-se do órgão com pequeno lobo (lb) [Fig.157] e Phalaris [Fig. se desarticulam acima das glumas e entre os antécios. membranácea no ápice e subigualando-se a pálea fértil (pf) lisa e lustrosa em direção ao ápice. óvulos ou sementes [Fig. granulosa. Ver cápsula loculicida [Fig. B. – espiguetas multifloras (unidade-semente múltipla).antera. 63. com duas glumas (inferior e superior). 223-lod] e da espigueta. 64]. FIGURA 224 – Lolium (antécio fértil lados ventral e dorsal): A.L. duas ou três escamas hialinas. contendo respectivamente os esporos.lodícula. como em Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Oryza [Fig.269-lod]. 224. LÓCULO – cavidade (lo) de um órgão. gluma inferior geralmente ausente. arista (as) geralmente quebrada no beneficiamento. adpressas à base do ovário [Fig. temulentum. lod. calo estreito transverso-elíptico e com bordo fino [Fig. antécio fértil oblongo. Lolium sp. com lema (lf) 5-7-nervada. ovário ou fruto.166.L. alternas sobre o eixo central. LOCULICIDA – diz-se do fruto (cápsula) que apresenta deiscência ao longo FIGURA 223 – Lodícula: an. Seguem as características diferenciais de espécies de Lolium: 244 . C. multiflorum. 225] A unidade-semente é o antécio fértil. sésseis. em geral de um esporângio.54A-lb]. grãos de pólen. perenne.L. esparsopubescente ou glabra. largo e ápice não expandido. convexa. rudimentos ancestrais do perianto.62. comprimidas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA LOBO – diz-se do órgão com recorte(s) pouco profundo(s) e arredondado(s). segmento da ráquila (seg) achatado. LOBULADO – diz-se do órgão provido de (ou dividido em) lóbulos. esestigma. exceto na espigueta terminal. LODÍCULA – o mesmo que glumélula.54B-C-lo]. antera.

Lolium perenne L. tão longa quanto a lema. afilandose levemente para a base.L.lanceolada. arista (as) tão longa quanto a lema fértil. com curtos dentículos nas carenas e frequentemente intercalados com espaços sem dentes. lema fértil (lf) oblongo. este oblongo ou lanceolado. achatado dorso-ventralmente e quase com a mesma largura em toda extensão. nervuras frequentemente inconspícuas. segmento da ráquila (seg) cilíndrica ou ± quadrangular (depende da variedade).2-1. B.7-4. de coloração castanho-amarelada a acinzentada e fosco. – espiguetas com glumas mais curtas do que o antécio fértil.5-)2. aristada.0mm de comprimento por cerca de 1. curta. cariopse lanceolada ou oblonga.L.7-0. mais ou menos convexa (depende da variedade). fraco-convexa. lema fértil (lf) oblongo-lanceolada.0-7. temulentum.multiflorum. C.9)mm de espessura. 225A]. com 5-7mm de comprimento (exceto a arista) por 1.4mm de largura e 0.5mm de largura e 0. afila-se para um ápice agudo.0mm de 245 . achatado dorso-ventralmente e aproximadamente com a mesma largura em toda extensão. ápice obtuso ou curtopontudo.224A. exceto na base que é ligeiramentre mais estreita. quase da mesma espessura em toda extensão. de coloração amarelo-acinzentada a cinza-amarromzada e fosco.L. este oblongo ou lanceolado. castanho-escura [Fig. com 3.8(-0. com 5.7mm de espessura. perenne. ápice curto. exceto na base que é ligeiramentre mais estreita. – espiguetas com glumas pouco mais curtas do que o antécio fértil.5mm de comprimento por (1. pálea fértil (pf) acanalada.L Lolium multiflorum L. achatada dorso-ventralmente e de coloração castanho-amarelada a FIGURA 225 – Lolium (antécio fértil vista lateral): A. alarga-se ou não para o ápice (depende da variedade) e pouco mais estreita do que em Lolium perenne. sem dobras transversais.

em vista lateral com lado ventral fortemente arqueado e dorsal reto. BStylosanthes guianensis. com dobra transversal na porção mediana ou pouco acima. fortemente acanalada.4mm de largura e 0. lema fértil (lf) fortemente convexa. D-D’. arista (as) com inserção subapical na lema.Aeschynomene denticulata.5)mm de largura e 2.1.7. escabrosa e em geral quebrada quando misturada as sementes comerciais. mente. não achatado dorso-ventralFIGURA 226 – Lomentos: A.5-3. muito adpressa a pálea e se alarga uniformemente para o ápice. Lolium temulentum L. porção mediana das nervuras laterais sem dentículos. com cerca de 12(-15)mm de comprimento.7-0.5mm de comprimento.3-1. com 3. – espiguetas com glumas (inferior e superior) 7-nervadas e subigualando-se ao resto da espigueta. cariopse oblonga-lanceolada.Zornia diphylla. com dorso achatado. pálea fértil (pf) bicarenada. ápice obtuso e bordos não encobrindo as carenas da pálea fértil. larga. curta e frágil. aristado. ápice frágil.224B.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA largura e 0. visível através do antécio fértil e intimamente aderida a ele.0(-3. com estreito sulco mediano arredondado. sem dobras transversais. com curtos dentículos nas carenas.8-2. segmento 246 .2mm de espessura. afila-se para o ápice.0mm de comprimento por 1. pálea fértil (pf) acanalada.0mm de espessura. lema e pálea nitidamente 5-nervadas e de cinzaamareladas a castanho-claras. translúcido.5-4. de 6-7mm de comprimento (exceto a arista) por 2. tão longa quanto a lema.8mm de espessura.Stylosanthes humilis. 225B].0-2. C. mais largo na porção mediana. fracamente 5-nervada. semarista ou quando presente. estreitando-se para um ápice obtuso. arredondada no ápice e largo acanalada no lado ventral e de coloração castanho-amarelada [Fig. carenas com curtos e densos dentículos uniformemente inclinados e no ápice múticos. antécio fértil de ovalado a largo-elíptico. segmento da ráquila (seg) de 0.

com segmentos. alongado. ocorre em Fabaceae– Caesalpinioideae como no gênero Cassia subgênero Fistula: Cassia ferruginea (Schrad.Fabaceae. calo estreito transverso-elíptico. 228B].7-4.Fig.Desmodium incanum. 225C]. pouco profundo e com sulco mediano [Fig.) Schrad. Hedysarum. mais larga do ápice a porção mediana e afilando-se para a base. e em Prosopis hassleri Harms (Fabaceae–Mimosoideae . com epicarpo e mesocarpo contínuos. Crotalaria. em geral. com constrições entre as sementes.226. comprimido. Cassia fistula L.228A-B) onde o fruto é linear-oblongo.4-1. com epicarpo cartáceo. indeiscentes e de consistência óssea ou coriácea. fragmenta-se transversalmente. com ápice plano-ovalado e de até 3mm de comprimento.7-0.0mm de comprimento por 1. drupáceo – fruto indeiscente. D. que se separa em pedaços (artículos – ar) monospérmicos. Desmodium. deiscentes ou indeiscentes. Este fruto ocorre também em Gleditsia sp. mesocarpo granuloso-polposo e endocarpo coriáceo.228C). Lomento FIGURA 227 – Lomentos: A. na maturação. com 3. (Fabaceae–Caesalpinioideae – Fig. como nos gêneros Aeschynomene.L da ráquila (seg) achatado-cilíndrica. subretangulares e sementes com pleurograma (ple) [Fig. LOMENTO – fruto artrocarpáceo seco. adpressa a pálea.8mm de largura. em segmentos (artículos – ar) unisseminados..Fig.Desmodium adscendens. 227). C. cariopse oblonga-cimbiforme. Existem formas botânicas com ou sem aristas.5mm de largura e 0. 247 . endocarpo articulado. B.Desmodium tortuosum. ex DC. Coronilla. de falcado a subfalcado. sub-cilíndrico. Stylosanthes e Zornia (Fabaceae =Leguminosae . lado dorsal plano e ventral largo-acanalado.224C.

227C].) DC.inserção da semente nos artículos. LUSTROSO – o mesmo que brilhante. LUNIFORME – que tem forma de meia-lua. com epicarpo e mesocarpo contínuos. [Fig. CGleditsia sp. de consistência co- riácea ou óssea e apresentam istmo (is) central entre os artículos. LUTÉOLO – de coloração levemente amarelada. LÚTEO – de coloração amarelo-vivo tirante a vermelho.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Lomento toruloso – fruto indeiscente. indeiscentes.102F]. e endocarpo articulado. LONGITUDINAL – que está na direção do eixo principal (sentido do comprimento) do órgão vegetal. FIGURA 228 – Lomento drupáceo de Prosopis hassleri: A. fruto ou semente) tem contorno semelhante a lua crescente [Fig. como em Desmodium tortuosum (Sw. 248 . LUNADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. que se separam em pedaços (artículos – ar) monospérmicos. o mesmo que lunado. reluzente. LUTESCENTE – de coloração que se aproxima do amarelo-pálido. B.fruto.

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250 . em posição oposta ou verticilada. As sementes podem ter ou não estreita ala. que são medicinais. formando uma espécie de baga (fructus juniperi). o memo que megagametófito.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA MACERAÇÃO – ato ou efeito de macerar. ou para o ovário com óvulos aptos a serem fecundados. MADURO – usado para frutos que tem sementes aptos a germinar. MACERADO – que sofreu maceração. MANCHA HILAR ou MANCHA HILARIS – ver hilo [Fig. MANCHADO – que tem macula de diferentes colorações e/ou tonalidades.cone maduro). Em Juniperus permanece fechado. imersão em um líquido. são células especializadas na nucela e que dão origem aos óvulos (macrosporos). por fendas entre as margens das escamas.flor feminina com escamas de Cupressus goveniana. que são compostos de poucas escamas férteis ou estéreis. MACROSPORÓFILO – encontra-se. MACROGAMETÓFITO – célula modificada e que formará o megagameta.229]. como em Cupressus goveniana Gordon [Fig.11D]. b. submetio a maceração. usadas no preparo de bebida alcoólica (genebra) e no preparo do chucrut. nas Cupressaceae. MACERAR – amolecer um órgão (semente) em um líquido. nos cones femininos FIGURA 229 – Macrosporófilo (a. se abre no amadurecimento das sementes. MACROSPORÂNGIO ou MEGASPORÂNGIO – nas Angiospermas é denominado de nucelo. O cone seminífero maduro varia de coriáceo a lenhoso.

serreada. originado de um ovário ínfero ou súpero. – legume indeisecente coclear. que pode ser inteira ou apresentar diversas divisões. A unidade-semente é a semente.231B] e Jacarantia (Caricaceae).231A). FIGURA 230 – Marginal (A). que envolvem numerosas sementes ariladas ou com funículo espessado. carnoso.Carica sp.217A]. Melilotus sp. MEGAGAMETÓFITO – o mesmo que macrogametófito. dividida em lóculos e forrada por placentas carnosas. angular. B. multisseminado. Medicago tuberculata Willd. preto.semente. Ver placentação marginal [Fig. MELÍFERA – plantas cujas flores atraem abelhas.. como crenada. – núcula (nu) unisseminada. com cavidade central ampla. Parietal(B). indeiscente. pericarpo com pouca ou muita espessura (carnoso). lóbulo radicular mais estreito do que o lóbulo cotiledonar e separado por um conspícuo sulco raso. com placentação parietal. MELONÍDIO – fruto bacóide. MEGAGAMETA – célula aredondada que se forma de um megagametófito. semente com hilo localizado num entalhe basal excêntrico raso. cálice (cal) acrescente com cinco lóbulos. sinuada.núcula com cálice basal acrescente. Seguem as características diferenciais das espécies de Melilotus: FIGURA 232 – Melilotus indicus: A. ondulada. fruto ou semente). MARGINAL – que se refere a margem.110].Fig. que produz mel. denteada. não FIGURA 231 – Melonídios (seção transversal): A. Citrullus (Cucurbitaceae) e Passiflora (Passifloraceae . que corre do hilo para o centro da semente. com configurações conspícuas no dorso [Fig.Passiflora sp. B.230A]. como os frutos dos gêneros Carica [Fig. 251 .M MARGEM ou BORDO – a parte mais externa de um órgão (folha. aculeada e serrulada [Fig.

semente. com curto estilete remanescente no ápice. – núcula (nu) subglobosa. cálice (cal) de até ¾ do comprimento da núcula e lóbulos longo-acuminados. Melilotus indicus (L. fosca. eixo hipocótilo-radicula com cerca de ⅔ a ¾ do comprimento dos cotilédones [Fig.0-2.) – núcula (nu) ovóide.0mm de espessura. com largo sulco conspícuo e raso. de castanho-cinza a catanhoesverdeada. eixo hipocótilo-radicula com cerca de ¾ do coprimento dos cotilédones. FIGURA 233 – Melilotus officinalis: A.5mm de largura e 1. de 1.0mm de largura e 1.8-2.núcula com cálice basal acrescente. superfíce de amarela a amareloavermelhada. com curto estilete remanescente no ápice.0-1. de 1.2-1. de 3-4mm de comprimento por 2.0mm espessura. B. Melilotus officinalis (L.0mm de espessura.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Melilotus albus Medik. semente ovóide ou cordiforme. hilo pequeno e inconspícuo.5mm de comprimento por 1.5mm de largura e 1.3mm de largura e 0.6mm de largura e 1.232]. hilo pequeno e conspícuo. rugosa-escavada e com algumas nervuras transversais onduladas. rugosa (finos tubérculos). lisa.5mm de largura e 1. 252 . com curto estilete remanescente no ápice. com conspícuo sulco raso. de amarela a castanho-amarelada. superfície de castanha a preta e transversalmente rugosa. – núcula (nu) ovóide.2-1.5-2.) All. de amarelo-esverdeada a castanho-pálido. de 2. eixo hipocótilo-radicula com cerca de ⅔ a ¾ do coprimento dos cotilédones [Fig.6-1. com conspícuo sulco raso. fosca. de 3-4mm de comprimento por 2.) Lam. cálice (cal) cerca de 1/3 do comprimento da núcula e lóbulos curto-agudos. semente ovóide.5mm de comprimento por 2. lisa.0mm de espessura. com 1. semente de ovóide a cordiforme. cálice (cal) menos da ½ do comprimento da núcula e lóbulos cuto-agudos.5mm de espessura. superfície preta e grosseiramente reticulada.4-1.3mm de espessura. hilo orbicular circundado por um halo branco. fosca. (= Melilotus alba Medik.8 mm de comprimento por 1.0-2.233].8mm de comprimento por 1.

Beauv. pode ser aplicado às folhas. do comprimento da espigueta. do tipo ipomoea. levemente afundadas ou convexas. semelhante a lema estéril e maior do que a lema fértil. gluma superior bilobada. o inferior reduzido a lema estéril. ao pericarpo dos frutos e ao tegumento das sementes.101J]. lema estéril com arista reta inserida entre os 2-dentes apicais. com dois antécios. Merremia sp. ápice e base a agudos.lateral.) ou inconspícua (nas demais espécies).M Melinis minutiflora P. com base emarginada ± conspícua. glabras.8-2. F. irregularmante esférico com costelas salientes [Fig. com cerca de 1.5mm de largura. com 1. pediceladas. MEMBRANÁCEA(O) – com textura de membrana.) Urb.espigueta. gluma inferior reduzida a pequena escama de 0.235]. cariopse elipsóide.8mm de comprimento.234] MELONIFORME – com forma que se assemelha a do melão. circundado por um sulco e pela saliência hipocrepiforme ± conspícua ou apunas visível na base. sulcada. lema fértil (lf) com 0. E. – espiguetas estreito-oblongas. membranácea. levemente lustroso e liso [Fig. como duas projeções [Fig.5-1. hilo de transverso-ovalado a transverso-elíptico.3mm de comprimento. Seguem as características diferenciais de espécies de Merremia: 253 .ventral.4-0. ± afundado.4mm de largura e pericarpo castanho-esverdeado. pálea fértil subhialina no ápice. – semente de globosa-cuneiforme a ovóide-cuneiforme. solitárias. cariopse: D. fortemente nervada.dorsal. roxo-avermelhadas.2mm de comprimento por 0. com ou sem arista (as) terminal. margem bem delimitada (Merremia aegyptia (L.2mm de comprimento por 0. lado dorsal convexo e ventral carenado e com duas faces de planas a FIGURA 234 – Melinis minutiflora: A-B-C. A unidade-semente é a semente.

com (3. mais largo na parte superior e inferior. lado ventral 254 . não afundado.0-4.lado dorsal.M. – semente de subglobosa a ovóide-cuneiforme.5-3. macrocalyx: A-C-C’-E-G.0mm de largura.0(-4. E-F. com 0.0)mm de comprimento por (4.0)mm de espessura.7mm de comprimento por 1.7mm de comprimento por 3.0-)4. finamente pontilhada (10X). G-H.) Hall.7(-5. FIGURA 235 – Merremia (semente): A-B. margem com nítida listra. com (4.5)mm de largura e 3. lado dorsal com base emarginada e ventral com carena de obtuso-arredondada a inconspícua.f. saliência hipocrepiforme mais conspícua na metade inferior e na base com duas projeções largoovaladas.34.8-)4. Merremia cissoides (Lam.2(-4. glabro.lado ventral.2-) 4. de coloração alaranjada (imatura) e castanho-amarelada-escura (madura) [Fig.5-3.5mm de espessura. cissoides. superfície do tegumento de fosca a levemente brilhante.M. – semente globosa-cuneiforme.M. branco e circundado por um sulco esbranquiçado.5)mm de largura e 2. dissecta.8(-4.5-4.235A-B]. muito próximas uma da outra e em geral mais claras do que o tegumento. aegyptia.M. hilo transverso-ovalado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Merremia aegyptia (L. B-D-F-H.) Urb. C-C’-D.

mais visível nas sementes de coloração cinza-escura.) Hall. alvo-translúcidos.5mm de espessura. lado ventral com carena obtuso-arredondada (às vezes inconspícua). lanceoladas ou suborbiculares. não emarginado na base.0-5. muito caidiços. muito próximas uma da outra e ± inconspícuas. com 0.0mm de largura. dando à semente o aspecto de pequenas manchas claras de coloração castanho-acinzentada [Fig. com numerosos pêlos simples. levemente afundado. na base com duas projeções estreitoovaladas. com 1. com 7. carena e margem inconspícuas com faces fortemente convexas (quando no fruto se formaram apenas três sementes). de coloração cinzaescura a preta.0mm de comprimento por 6.9mm de comprimento por 2. lado dorsal mais convexo na ½ inferior. de castanho-avermelhado a castanho-escuro e circundado na parte superior por um semi-halo preto. superfície do tegumento fosca.0-9.0mm de largura e preto. glabra.5mm de diâmetro. fasciculados e alvo-translúcidos. geralmente mais densos e menos caidiços no sulco e diminuindo em quantidade do hilo para a saliência hipocrepiforme.5-)5. revestida por pêlos simples. miudamente alveolada (20X).2-1. revestida por fina camada ceróide castanho-clara [Fig. – semente de ovóide-cuneiforme a subglobosa.2mm de largura e (4. 255 . miudamente alveolada (10X). na base com duas projeções suborbiculares. fasciculados.235C-C’-D]. não afundado.M com carena obtuso-arredondada. com 0.235E-F]. área hilar largo-obovada. hilo transverso-obovado. superfície do tegumento fosca. Merremia dissecta (Jacq. de coloração alaranjada (imatura) a castanho-escura (madura).8mm de comprimento por 1.0-7.f. às vezes. hilo transverso-elíptico.8- 0.

325].2mm de comprimento por 3. é a parte que fica entre o epi. também denominado de gema apical.5mm de largura.235G-H]. não diferenciado.9mm de diâmetro. 94. ainda não diferenciado e que se localiza no ápice da plântula ou da planta. superfície do tegumento fosca. em geral. áspera.e o endocarpo. não afundado. – semente globosacuneiforme. na base com duas projeções estreito-lanceoladas. Meristema apical – tecido vivo.7-3. corresponde ao mesófilo carpelar e é. como nas Apiaceae (=Umbelliferae) [Fig.9mm de comprimento por 1.35. Cada mericarpo corresponde a metade de uma folha carpelar. com 0. ou seja. como nas Malvaceae [Fig. hilo transversoelíptico. MERICARPO – o mesmo que carpídio. lado ventral com carena arredondada. com 3. castanho-negro.8-0. carnoso e comestível ou não. pode ser fibroso. 256 . de coloração castanhoescura (imatura) e negra (madura). revestida por fina camada ceróide mais clara e com numerosos e diminutos pêlos simples e alvo-translúcidos [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Merremia macrocalyx (Ruiz & Pav. com pilosidade igual à do tegumento e circundado na parte superior por um semi-halo escuro e piloso. MESOCARPO – camada mediana dos frutos (do pericarpo).265. embrionário. MERISTEMA – um tecido vivo.) O’Don.83-car] e em mais de dois mericarpos. Cada uma das partes unisseminadas de um fruto esquizocarpáceo seco e indeiscente. à parte mais desenvolvida do fruto [Fig.82]. cuja função é produzir novos tecidos por divisão de suas células. que na maturação se decompõe em dois mericarpos.8-4.41. farináceo.

MICRÓPILA – pequena abertura ( m) existente no integumento de um óvulo [Fig. como em Fabaceae (=Leguminosae) no gênero Phaseolus [Fig. Nem sempre é claramente visível. Indica sempre. MICÉLIO – conjunto das hifas de um fungo. a posição da radícula do embrião. Na plântula.310]. abaixo. causador de fermentações e doenças. que em muitas sementes se evidencia como uma saliência no tegumento ou por dois feixes mais claros. 309]. nas Angiospermas são as células especializadas da antera e que produzem os grãos de pólen ( gp . é a parte que fica abaixo das raízes adventícias do primeiro nó até o início da radícula. folhas adultas.308. freqüentemente fechada formando uma cicatriz superficial. MICROSPORÂNGIO ou SACO POLÍNICO – oposto a macro-(ou mega-) sporângio.M MESOCÓTILO – nas Poaceae (=Gramineae) é a parte do eixo embrionário entre o ponto de inserção do escutelo e o coleóptilo [Fig. um ser microscópico.13A]. Pisum [Fig. MICROORGANISMO – é um micróbio.297] ou no tegumento da maioria das sementes maduras [Fig. ou um pequeno orifício punctiforme (poro). 257 . Vicia.311].78B-cop].microsporos) [Fig. METÁFILOS – são as folhas que se formam após o(s) eófilo(s). e nas Fabaceae (=Leguminosae) onde se inserem os cotilédones.

(Poaceae =Gramineae . com (6.Fig.0)mm de diâmetro. superfície com cinco estrias longitudinais. .5(-6.101-O]. com uma série de invólucros córneos superpostos. de coloração castanho-escura a preta.Fig. 258 .321A-A'-A'') ou que não se separam (Raphanus sativus L. fosco. Ver Fabaceae.Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA MICROSPORÓFILO – encontra-se.0-)7.5-8. núcula globosa com pericarpo reduzido a fina película e que internamente se justapõem ao tegumento membranáceo e externamente ao espesso externamente ao espesso antocarpo [Fig. de irregularmente transverso-rugosa a tuberculada.321B) na maturidade. com constrições entre eles e que podem se separar (Raphanus raphanistrum L. MIMOSOIDEAE – subfamília da Fabaceae. . com ápice obtuso-arredon- dado e base truncado-aneliforme. que constam de pecíolos curtos com escamas terminais alagados.96).2-)4. glabro. córneo. – antocarpo de globoso a largo-ovóide (parece uma granda) e orbicular em contorno.5-5. geralmente com esparsoas e pequenas manchas lineares amareladas. Ver macrosporófilo. nas Cupressaceae. ± alongado. MONILIFORME – em forma de rosário de contas [Fig. ou são segmentos arredondados superpostos.171]. MICROSPOROS ou GRÃOS DE PÓLEN (gp) [Fig. A unidade-semente é o antocarpo. espécies da família Brassicaceae (=Cruciferae). portadoras de 2-3-6 sacos polínicos livres.5mm de comprimento por (4. somente nos cones masculinos.15D-E]. como em Coix lacrima-jobi L. Mirabilis jalapa L.

16B]. mas no mesmo indivíduo. fruto ou semente) termina abruptamente em pequena (curta) projeção (ponta) aguda e dura no centro [Fig. quando o ápice de um órgão (folha. MUCILAGEM – diz-se da superfície que apresenta substância parecida com goma. que produzem flores e cujas sementes (cariopse) possuem um embrião com um único cotilédone. MULTIFLORA – que tem muitas flores. MUCRONULADO – provido de múcron (apículo) muito reduzido. MONÓICA – planta com flores masculinas e femininas separadas. MUCILAGINOSO – que tem textura de mucilagem (goma). MULTICARPELAR – diz-se do gineceu que tem vários carpelos. MUCRONADO(A) – provido de múcron. plulobulado 259 . Angiospermas.M MONOCOTILEDÔNEA – planta ou grupo de plantas. MUCRO ou MÚCRON – ver apículo. MULTILOBADO – que tem muitos lóbulos. MONOGÉRMICO ou MONOSPÉRMICO ou MONOSPERMO – o mesmo que unisseminado. líquido de textura viscosa.

Myosotis arvensis (L. ou provida de saliências (espinhos. esse caso a última pode ser designada de mútica. contrasta-se duas coisas. 260 . ou qualquer outro similar. (=Myosotis intermedia Link) – fruto artrocarpáceo geralmente com quatro carcerulídios. assim. polispérmico ou polispermo. MULTILOCULAR – quem tem muitos lóculos. MURIFORME – diz-se da superfície que apresenta divisões transversais e longitudinais. MULTIOVULADO – diz-se do ovário que tem vários lóculos. uma delas é mucronada FIGURA 236– Muricado. o mesmo que oligospérmico.203D. poligérmico. MURICADA – diz-se da superfície de certos frutos com numerosas excrescências (protuberâncias) curtas. incorretamente. envolto pelo cálice acrescente. MÚTICO – o termo somente é empregado em oposição a outro que indica: com ponta. tubérculos pontudos ou curtos acúleos cônicos) [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA MULTIGÉRMICA – alguns autores utilizam esse termo.) Hill. o mesmo termo pode ser usado em contraste com cuspidado ou aristado. irregulares e duras. MULTISSEMINADO – com muitas sementes. como sinônimo de multisseminado. MÚLTIPLO – diz-se quando um fruto deriva de várias flores da mesma inflorescência. e a outra não. 236]. oligospermo.

261 . invaginado e reto.8mm de largura e 0. pericarpo crustáceo. que o divide em duas faces quase planas. cicatriz de inserção basal-ventral. achatada.5mm de comprimento por 0. A unidade-semente é o carcerulídio. embrião axial. com superfície lisa. com ápice obtuso e base arredondada. endosperma carnoso [Fig.5mm de espessura. com tegumento membranáceo.4-0. semente inclusa no carcerulídio. frequentemente formado por duas pequenas verrugas esbranquiçadas. glabra. muito lustrosa e de coloração preta. margem circundante aguda. comprimido. com 1. lado dorsal levemente convexo e ventral levemente carenado.2-1.76I].M carcerulídio ovalado.

262 .

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GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA NABIFORME – que tem a forma de nabo (esfera achatada). 264 .1)mm de largura. Neslia paniculata (L.172C. com rostro (ro) apical. NERVURA – conjunto de elementos condutores. Necróse profunda – localiza-se profundamente dentro do tecido. NEMATÓIDE – organismo fino e alongado. como um fio de linha.0(-1.6-2. folhas e ramos [Fig.9)mm de comprimento por 1.0mm de espessura.0-2.5-2. em especial na face abaxial. NÓ – parte de um eixo embrionário ou de uma plântula. fosca. circundada por estreita margem. com 1. de coloração cinza-esverdeada a castanho-acinzentada ou castanho-escura. que se distinguem. superfície grosseiramente reticulada.100G].5(-1. com grande nitidez nas folhas. que corre do hilo para o centro da semente (separando internamente o eixo hipocótilo-radícula dos cotilédones) [Fig. base (área hilar) pontuda (posição da ponta da radícula) e com sulco longitudinal conspícuo. de 1. 318C].) Desv. a partir do qual se origina uma folha ou uma folha modificada (coleóptilo. 244]. cotilédones ou escutelo).2mm de comprimento por 2.101R]. – com silícola de ovóide-globosa a subglobosa. semente ovóide. ou parte espessada sólida do colomo onde nascem raízes. A unidade-semente é a silícola.6mm de largura e 1. Necróse superficial – localiza-se superficialmente nos tecidos. como a raiz do rabanete [Fig. NECROSE – área de um tecido morto. um pouco comprimida. amarelada ou alaranjada. NAVICULAR – o mesmo que cimbiforme [Fig. interespaços afundados.

(Dilleniaceae) e Heliocarpus (Tiliaceae). que se torna ruminado pelas invaginações transversais do tegumento.) [Fig. pode apresentar apêndices sob a forma de alas. Curatella americana L. Na maioria das espécies vegetais. com dois ou mais carpelos. como em Balfourodendron (Rutaceae).171A. e a parte remanescente vai funcionar como um tecido de reserva na semente madura. 297]. ela é usada apenas parcialmente.N NOZ – denominação genérica para aquênio ou núcula. a nucela (n) é praticamente toda consumida durante a formação do saco embrionário e do endosperma (en) [Fig. Nucáceo bilocular – com dois lóculos.171A. NUCELA – tecido nutritivo do saco embrionário (as). 243). corresponde ao megasporângio.297]. NUCÁCEO – fruto originado de um ovário súpero. 265 . denominada de perisperma. fruto do carvalho (Quercus rubor L. desenvolvendo-se no centro da semente um endosperma ruminado. Nucáceo multilocular – com 4-5 lóculos Balfourodendron (Rutaceae) e com 2-5 lóculos Triumfetta (Tiliaceae – Fig. NÚCLEO POLAR – no óvulo das Angiospermas é cada uma das duas células (np) que se encontram na porção central do saco embrionário (sa) [Fig. Algumas vezes a nucela (n) se desenvolve muito depois da fecundação do óvulo (ov) e a chalaza (ch) preenche os espaços laterais da semente. com dois ou mais lóculos. não deve ser utilizado na descrição morfológica. em outras espécies. Ver endosperma ruminado e perisperma.44].

R. Banisteriopsis muricata e Banisteriopsis andersonii (Malpighia-ceae . Ver a descrição de cada um deles. (Apocynaceae).312E-E’] e A. parviflorus. núcula e nucáceo.R.Fig. lenhosa ou membranácea). Grevillea (Proteaceae . ex Benth (Fabaceae–Papilionoideae . a superfície do pericarpo pode ser lisa. a dois núcleos espermáticos. Serjania glabrata Kunth. 299D). Clethra sp. FIGURA 238 – Núculas de Ranunculus: A.Fig. bulbosus. ocorre a penetração do tubo polínico no óvulo e o desaparecimento do núcleo vegetativo.305G-H). (A-B-C). (Clethraceae . formado por 1-2 carpelos. NÚCLEO SEMINÍFERO – parte (nse) que contém o embrião numa semente alada. com pericarpo seco. (Meliaceae). ou como no samarídio de Serjania cuspidata. A.312C) e Tabebuia (Bignoniaceae). C.Fig. (Fabaceae-Papilionoideae . cerdosa ou equinada e se divide em sâmara. Aspidosperma macrocarpon Mart. betulídio. por divisão.Fig.299F): ou é a parte que contém o embrião em um fruto.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA NÚCLEO GERMINATIVO – do grão de pólen dá origem.300A-B-G-I). apresenta um grande número de acessórios. [Fig.299A-E).Fig.) Cambess (Caryophyllaceae . O núcleo seminífero pode ser equinado como em Centrolobium tomentosum Guill. (Fabaceae–Caesalpinioideae – Fig.. ex Benth. NUCÓIDE – fruto indeiscente. como em Allamanda [Fig.St. Coutarea sp. Spergula arvensis L.Fig. Pterogyne sp. Magonia pubescens A. ramiflorum Müll.-Hil. 266 .Fig.312D]. nos gêneros Dimorphoteca (AsteraFIGURA 237 – Núcula com ganchos em Petiveria sp. Arg.Fig. tem formas variadas. Jacaranda (Bignoniaceae). B-B’.299A) e não equinado em Tipuana (Fabaceae–Papilionoideae .Fig. Arg. não diferenciado nas três camadas típicas (coriácea. (Rubiaceae . polyneuron Müll. e Spergularia grandis (Pers. acris. pilosa.312B). Cedrela fissilis Vell. (Magnoliaceae) . e Riedeliella sp. como na sâmara de Centrolobium tomentosum Guill.312F). ceae). 312A. aquênio.R.

Scleria uleana. com um ou dois carpelos. Bistorta. Núculas de Polygonaceae – em geral ficam inclusas no perigônio (prg) persistente. etc. L-L’. I-I’. essas adaptações podem ser o cálice (como em Rumex sp. com semente presa na parede do fruto (pericarpo) em um só ponto.seção transversal da núcula. 238.Cyperus esculentus. & Schult.Eleocharis geniculata. como nos gêneros de Antigonon. Fagopyron. estar totalmente incluso no utrículo (Carex – Fig. pericarpo não soldado ao tegumento.Cyperus rotundus.) Britton) e Rhynchospora nervosa (Vahl) Boeck. Petiveria (Phytolaccaceae) e Ranunculus (Ranunculaceae) [Fig.) Roem. corymbosa (L. Polygonum e de Persicaria – com embrião sempre deitado paralelamente a um dos ângulos da núcula [Fig. Núculas de Bistorta. A núcula ocorre em espécies de Cyperaceae e Polygonaceae e em Basella (Baselaceae). água ou pelos animais. mais ou menos acrescente e pode ou não apresentar adaptações para a dispersão pelo vento. Fallopia. F-F’.Fimbristylis dichotoma. H. A-C-D-E-FG-I-J-K. 241]. 338). K-K’. rostro (ro) ou caliptra (Bulbostylis.Bulbostylis capillaris.237]. 267 .Scleria balansae. E-E’. simples.241F-I-K-O-R].núcula.estilete bífido.237. Polygonum e Rumex [Fig. Persicaria. B-C-C’. Núculas de Cyperaceae – pode apresentar: no ápice um tubérculo. Coccoloba. B. seco. J-J’. no ápice um rostro ou tubérculo e na base cerdas (ce) (Eleocharis geniculata (L.240. Núculas com ganchos – Petiveria sp. (=Dichromena ciliata Vahl) – Fig.239B-C-C’.N NÚCULA – fruto nucóide.G-G’H.. pode apresentar adaptações para dispersão pelo vento.239A-A’I-I’-J-J’). na base. A’-C’-D’-E’-F’-G’-I’-J’-K’. indeiscente e unisseminado. Rhynchospora – Fig. água ou animais.Carex sororia. 239. 241].Rhynchospora aurea.Rhynchospora nervosa. Rhynchospora aurea Vahl (=R. originado de um ovário súpero.239F-F’-I-I’-J-J’) e estrutura cupuliforme paleácea e ciliada (Cephalocarpus) ou a núcula pode FIGURA 239 – Núculas de CYPERACEAE (inteira e seção transversal): A-A’. Boehmeria (Urticaceae).). pequeno. Fallopia.utrículo (perigônio). D-D’. (Phytolaccaceae – Fig. 240.

com estilete (ro . semente com ranhura profunda na face ventral (Coffea e Ixora) e pouco profunda em Palicourea. D-E-F-Go nuculânio se origina de um ovário ínfero e trilocular. R.242]. Em Rubiaceae com dois pirênios dorsalmente convexos e sulcados longitudinalmente. pulcher. B-F-G-K-O.243]. seco.rostro) apical persistente. parviflorus L. núcula comprimida. mostrando o tubérculo corticoso.encontra o cálice mais ou menos acrescente e plumoso. camara L.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Núculas de Rumex – com embrião sempre deitado paralelamente a uma das faces da núcula [Fig. e L. 268 .ou multisseminados.R.núcula envolta pelo cálice.. livres entre si. I-J-K-L. reto ou curvado..R. que estão assentadas sobre um receptáculo estrobiliforme. [Fig. [Fig. acris L. versal da núcula.R. Núculas de Ranunculus – são os frutícolos de um fruto múltiplo. lilacina Desf.lóculos estéreis. A-D-I-M. mostrando a seção do embrião nocentro de uma das faces. R. Em Valerianella (Valerianaceae) NUDICAULE – haste sem folhas. C-H-L-P. Em Tetragonia (Aizoaceae – Fig. crispus. E-J-N. como em Lantana FIGURA 240 – Núculas de Rumex: A-B-C.240C-H-L-P]. unisseminados e no ápice se apresenta coroado pelo cálice acrescente. Em Verbenaceae pirênios com dorso não convexo e sementes sem ranhuras na face ventral. indeiscente.seção trans. maiores ou menores do que o lóculo fértil e no ápice se seção transversal do cálice.333) nuculânio com quatro pirênios lenhosos. M-N-O-P. como em Triumfetta bartramia L.núcula. Em Tiliaceae pirênio lenhoso e com três lóculos. e T. com pirênios loculados ou pirênios livres. como em R. [Fig.R. com quatro sépalas providas de cornículos apicais. que podem ser uni. NUCULÂNIO – fruto drupóide policárpico. apresenta dois H. semitriloba Jacq. obtusifolius. bulbosus L. acetosella. em ± tamanho.238].

T. pirênio: A’-B’-B’’. G-H-I-J-K. 269 .seção transversal da núcula. B.Persicaria punctata.núcula.T. bartramia. D. camara. P-Q-R. B-E-H-J-N-Q-U.L. L-M-N-O.seção longitudinal.seção seção transversal. C-F-I. B-B’-B’’-C-D. A-D-G-L-M-P-S-Tnúcula envolta pelo perigônio inteiro ou parte na base.vista externa. C.L. semitriloba.Polygonum aviculare.N FIGURA 241 – Núculas de POLYGONACEAE: A-D-C. lilacina. FIGURA 243 – Nuculânio de Triumfetta: A.Fallopia convolvulus .Rheum rhaponticum. S-T-U. FIGURA 242 – Nuculânio (A-B) de Lantana: A-A’.Persicaria maculosa.Fagopyrum esculentum.K-O-R. D-E-F.

270 .

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mas com as extremidades agudas. o mesmo que obcordiforme [Fig. o mesmo que obovóide. com a parte mais larga no ápice. fruto ou semente) é duas a quatro vezes mais longo do que largo. fruto ou semente) tem contorno inversamente cordada. quando o grau de desigualdade nos dois lados é leve. OBPIRAMIDAL – diz-se quando um órgão (folha. com a parte mais larga voltada para o ápice e com o ponto de inserção na extremidade estreita [Fig. fruto ou semente) tem contorno de pirâmide invertida e a inserção ocorre na base (no vértice). fruto ou semente) tem contorno de lança invertida. OBCORDADO(A) – diz-se quando um órgão (folha.334C]. OBLONGO-AGUDO(A) – igual ao anterior. com a parte mais larga no ápice e a inserção basal na parte aguda [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA OBCÔNICO(A) – em forma de cone invertido.16Q]. OBOVÓIDE – o mesmo que obovado. OBCORDIFORME – o mesmo que obcordado.103F]. 272 . fruto ou semente) tem contorno de ovo invertido (inversamente ovada). OBLÍCUO – inclinado. OBLONGO(A) – diz-se quando o contorno de um órgão (folha. com ponto de inserção na extremidade pontiaguda. com bordos paralelos e é obtuso no ápice e na base. OBLANCEOLADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. OBOVADO(A) – diz-se quando um órgão (folha.

) Baill. 110D]. ÓCREA – estrutura vegetal com aspecto de bainha que envolve o caule. portanto em posição oposta as antípodas (an . ex Pierre).Fig.16M]. 273 . Ex: cápsula oligosperma. o mesmo que multisseminado. OLIGOSTÊMONE – que tem poucos estames. polispérmico ou polispérmo.297). Ex: flor oligostêmone. em certas plantas. OOSFERA – célula sexual feminina (o). de pétalas.172C-oc.102M. nos dois bordos [Fig. fruto ou semente) termina em um ângulo arredondado (maior do que 90°) [Fig. no óvulo (ov) das Angiospermas é a célula que se encontra acompanhada pelas sinérgidas (si) na porção apical do saco embrionário (sa). poligérmico. fruto ou semente) apresenta concavidades e convexidades alternadas e sucessi- vas [Fig. em número menor do que o FIGURA 244 – Ócrea. OLlGOSPÉRMICO ou OLIGOSPERMO – que tem poucas sementes. como a folha da magnólia (Magnolia champaca (L.O OBTUSO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha.16L]. ONDULADO(A) – diz-se quando a margem de um órgão (folha. Obtusa com acúmen – quando o ápice termina em um ângulo arredondado (maior do que 90°) e no centro apresenta abruptamente uma ponta dura [Fig. OPERCULAR – relativo ao opérculo. é o resultado do concrescimento de estípulas axilares. 244].

ÓRGÃO – parte de um organismo vegetal (raiz.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA OPÉRCULO – parte superior (op) de um fruto (cápsula) que se destaca na deiscência transversal [Fig. caule. folha. 274 . Saintpaulia ionantha H. autocoria. (Amaranthaceae). Wendl. garantindo a sobrevivência da espécie. Fruto orbicular – silícola de Lepidium virginicum L.diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pelos pássaros. flor.57A-C]. (Gesneriaceae). Ver cápsula circuncisa. Órgãos acessórios – termo utilizado por algus autores para designar o cálice e/ou a corola quando acompanham o fruto ou a semente na dispersão. barocoria. fruto ou semente) é perfeitamente circular [Fig. fruto e semente) que tem a finalidade de manter a planta viva. retrroflexus L. Folha orbicular – Maranta orbiculata (Marantaceae). e A. antropocoria.102-O]. (Brassicaceae – Fig. ORNITOCORIA . OPOSTO(A) – quando a inserção ocorre aos pares. Semente orbicular – Amaranthus graecizans L. Ver anemocoria. hidrocoria e zoocoria. no mesmo nível e em sentido contrário.319F). ORBICULAR – diz-se quando o contorno de um órgão (folha.

Bantécio fértil. o mesmo que ovado.334B]. desarticulado acima das pequenas glumas paleáceas e glabras.espigueta.O Ornithopus sativus Brot.4(-3. o mesmo que aovado e ovalado. mais ou menos comprimido lateralmente.103D]. – espiguetas pediceladas.0-2. FIGURA 245 – Oryza sp. 334B]. com um único antécio fértil. Oryza sp. com a parte mais larga na base. com 2-lemas inferiores (le) estéreis. A unidade-semente é o artículo unisseminado do lomento.5-)3.3mm de espessura. com linhas anastomosadas nas faces. de castanho-claros a escuros. 245]. quadrangulares. muito reduzidas (escamiformes).0-1. geralmente mais longo do que o artículo [Fig.250].0-3. artículo superior com rostro unciforme. OVALADO(A) – diz-se quando um órgão (folha.8mm de comprimento por 2.0)mm de largura e 1. ovóide e aovado [Fig. OVAL – diz-se quando um órgão (folha. – legume formado por vários artículos achatados. ORTÓTROPO – ver óvulo ortótropo [Fig. lema fértil às vezes aristada [Fig. C. o comprimento no máximo duas vezes a largura [Fig. indeiscentes.29]. com a parte mais larga na base. fruto ou semente) tem contorno de ovo.: A.cariopse. antécio fértil com lema ( lf) e pálea (pf) naviculares (carenadas) e subiguais. A unidade-semente é a espigueta ou a cariopse. de (2. fruto ou semente) tem contorno de elipse e com as duas extremidades arredondadas [Fig. 275 .103E. OVADO(A) ou OVÓIDE – que tem contorno de ovo.

este óvulo é muito semelhante ao anátropo [Fig. OVÓIDE – em forma de ovo. o ovário pode ser uni-..seção longitudinal. formado por um ou mais carpelos. bi-. em relação a sua base. O óvulo fecundado e maduro transforma-se na semente. FIGURA 246 – Óvulo anátropo: A. que toma a forma de ferradura.. Óvulo anfítropo – diz-se do óvulo e do saco embrionário (sa) que sofrem uma curvatura. ocorre em Alismaceae.246 a 2450. onde se localiza a oosfera (o) [Fig. é o óvulo mais comum em Angiospermas. Oposto ao óvulo ortótropo.247].inteiro.171-ova]. a curvatura afeta a nucela (n) e o saco embrionário. em relação a sua base. tri. Existem cinco tipos de óvulos maduros: Óvulo anátropo – diz-se do óvulo que sofre uma curvatura de 180°. as Angiospermas. B. mas o encurvamento não afetou a forma do saco embrionário (sa).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA OVÁRIO – região inferior dilatada do pistilo e que contém um ou mais óvulos (ov). ÓVULO – é o megasporângio dos vegetais superiores. a chalaza (ch) está oposta a micrópila e esta está dirigida para a placenta e o funículo se encontra fundido ao integumento (in – ex). OVULADO – provido de óvulos.e.. a FIGURA 247 – Óvulo anfítropo. 276 . formando a rafe (rf) [Fig.pluricarpelar. 297]. chalaza (ch) não está oposta à micrópila (m). o funículo (f) e a micrópila (m) estão na mesma linha e esta está próxima do hilo. semente ovóide. transforma-se em fruto e os óvulos em sementes [Fig.246]. formado por um ou dois integumentos (in – ex) que envolvem a nucela (n) e o saco embrionário (sa).

ocorre em Ranunculus.seção longitudinal. B. na curvatura se forma um ângulo reto FIGURA 248 – Óvulo campilótropo: A. FIGURA 249 – Óvulo hemianátropo ou hemítropo. FIGURA 250 – Óvulo ortótropo: A.250].inteiro.248]. em relação a sua base.seção longitudinal.249]. Oposto ao óvulo anátropo. Óvulo hemianátropo ou hemítropo – diz-se do óvulo que sofre uma curvatura de 90°. em relação a sua base.O Óvulo átropo ou ortótropo Óvulo campilótropo – diz-se do óvulo que sofreu uma curvatura. com a nucela (n) e os integumentos (in – ex) [Fig. Óvulo ortótropo ou átropo – diz-se do óvulo reto que não tem curvatura. a micrópila (m) e a chalaza (ch) estão na mesma linha axial e a micrópila é oposta ao funículo (f) [Fig. 277 . B. a chalaza (ch) não está oposta a micrópila (m) [Fig.inteiro. ocorre em Resedaceae e Fabaceae. curvatura. a curvatura não afeta o saco embrionário (sa). a curvatura não afeta o saco embrionário (sa).

278 .

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280 . G. – Convolvulaceae).) Sweet. com entalhes que ultrapassam ½ do limbo [Fig. C. FIGURA 252 – Folhas (quanto a forma): A. PALMATIPARTIDA – diz-se da folha palmada. PALMATÍFIDA – diz-se da folha palmada. com entalhes que alcançam até a ½ do limbo [Fig. se aplica às folhas.pinatilobada. com entalhes que alcançam quase até a base [Fig. PALMADO – em forma de palma de mão. Possui nervuras laterais conspícuas [Fig. PALMAE – sinônimo de Arecaceae.252D]. D. – Convolvulaceae).pinatissesta. B. também conhecida como bractéola fértil e que envolve a cariopse pelo lado ventral.palmatipartida.252B]. PALMATILOBADA – folha palmada.palmatilobada. com lobos ± arredondados [Fig.252A]. como a folha da guanxima (Urena lobata L. PALMATISSECTA – diz-se da folha palmada. F. FIGURA 253 – Panícula. E. diz-se da folha que se divide em segmentos lembrando a palma da mão [Fig.251]. como a folha da corriola (Ipomoea cairica (L. pode estar ausente.palmatífida.pinatífida.palmatissecta. superior ou interna da espigueta das Poaceae (=Gramineae). – Caricaceae). – Malvaceae).252C]. Pálea estéril – é a glumela superior de um antécio estaminado. FIGURA 251 – Palmado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PÁLEA – glumela seca. como a folha da batata-doce (Ipomoea batatas Lam. PALEÁCEO(A) – com textura e coloração de palha. como a folha do mamão (Cariaca papaya L.11A].

o mesmo que lirado [Fig. com a inferior geralmente muito menor. A unidade-semente é a espigueta ou o antécio fértil. – espiguetas estreito-elipsóides. com margens encurvadas e envolvendo a pálea fértil (pf) plana [Fig. cariopse:F. lema estéril (le) e gluma superior do mesmo comprimento.G. [Fig.3mm de comprimento. antécio fértil rijo.253].lado dorsal. viola ou pandora (instrumento da família do alaúde). glabras. estéril (le) 5-nervadas e agudas. A unidadesemente é a espigueta ou o antécio fértil. largosubuladas. obtusa. com 3. do mesmo comprimento. fruto ou semente) tem contorno de violino. – espiguetas de lanceoladas a subglobosas ou obovóides.lado dorsal. 3-nervada e cerca de ⅓ da espigueta.lado dorsal. antécio fértil: C-lado dorsal e D.p PANDURIFORME – diz-se quando um órgão (folha.102N]. B. hebáceas. a inferior (gli) ovalada. com lema (lf) ovalada e com diminutos tubérculos que formam estrias transversais (rugosidade) [Fig. aguda. o inferior reduzido a lema estéril semelhante às glumas e com lema fértil próxima a ráquis. Panicum sp. com ápice para cima FIGURA 254– Panicum sp.lado ventral.: espigueta: A. glabro.255]. em geral lisa. Panicum maximum Jacq.espigueta: Alado ventral. lustrosa. lustroso. glumas (inferior – gli e superior – gls) nervadas. lema fértil (lf) cartilaginosa. lado ventral.lado ventral. PANÍCULA – tipo de inflorescência que corresponde a um cacho composto. os ramos crescem da base para o ápice e o conjunto assume forma cônica ou piramidal. Clado ventral. gluma superior (gls) e lema FIGURA 255 – Panicum maximum . esverdeadas ou violáceas.0-3. 281 . com 2-3-antécios. glumas glabras. antécio fértil: B.254]. PANICULADO(A) – disposto em panícula.lado dorsal.

21]. escamosos ou cerdosos: Papus ausente – Elvira biflora (L. cuculado-obtusa. gluma superior (gls) ovada. Picris hieracioides L. Blainvillea biaristata DC. Papus aristado – Bidens pilosa L. avermelhado ao quase preta. amarelado.. cariopse: D.8-5. A unidade-semente é o antécio fértil ou a cariopse nua.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Panicum miliaceum L. [Fig. PAPILAS – com projeções semelhantes a mamilos.. obtuso. lema estéril (le) semelhante a gluma superior. com 3-3. a coloração depende da variedade. raramente a espigueta. [Fig. lema fértil (lf) encobrindo a margem da pálea fértil (pf).. – espiguetas ovóides.lado dorsal e Clado ventral. cinza-claro. plumosos. área do embrião (em) cerca da ½ do comprimento da cariopse e mancha hilar (hilo) punctiforme [Fig.20A-A-B-C-D-F].3(-4)mm de comprimento por 2. Bidens subalternans DC. PAPILHO ou PAPUS – cálice modificado e persistente no ápice dos frutos (aquênios) de Asteraceae (=Compositae) e que auxilia na disperção do fruto.lado ventral. muito lustroso.espigueta.3mm de comprimento.) Hassk. gluma inferior (gli) ovada.256].) Less.. 11-13-nervada. semiabertas e glabras. varia do palha. Pode estar ausente ou se apresentar como um anel de pêlos finos. calo estreito (vertical) e cicatriz proeminente. com a central escabrosa. antécio fértil: B.lado dorsal e E.0-2. Jaegeria hirta (Lag.. atenuada e mais da ½ do comprimento da espigueta. cariopse largo-elipsóide. Siegesbeckia orientalis L.. antécio fértil ovalado.5mm de largura. com 4. FIGURA 256 – Panicum miliaceum: A. 282 .) DC. Eclipta alba (L.

) Rafin.. Papus paleáceo – Ageratum conyzoides L. Sonchus oleraceus L. Tagetes minuta L. PAPIRÁCEO(A) – com textura de papel. [Fig.. com ápice arredondado..) Cronq. de tamanho desigual e bem delicadas [Fig.) Pers. Eupatorium squalidum DC.. Sonchus asper (L..24]. [Fig.p Papus cerdoso – Elephantopus mollis Kunth [Fig. [Fig. Parthenium hysterophorus L.. PAPILIONOIDEAE – subfamília da Fabaceae. Papus multisseriado – Centaurea melitensis L. Papus piloso e unisseriado – Conyza bonariensis (L. que podem vir a ser os primeiros órgãos fitossintetizantes da plântula... Emilia sonchifolia (L.) Hill. Centaurea solstitialis L.22]..20E]. Gochnatia velutina (Bong.) DC. Ver Fabaceae.25]. Essa(s) folha(s) 283 .) Cabr. como na germinação fanerocotiledonar. PARACOTILÉDONES – designação dada a primeira folha ou ao primeiro par de folhas encontradas nas sementes das Angiospermas e Gimnospermas. [Fig. PAPILOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. Galinsoga parviflora Cav. Erechtites hieracifolia (L.19]. fruto ou semente) provida com pequenas e curtas papilas (tubérculos ou excrescências) cupuliformes ou em forma de tubo.203E]. Papus bisseriado – Vernonia scorpioides (Lam.

simetricamente dispostas dos dois lados do raque (ra) [Fig. FIGURA 257 – Paripinada. os frutos resultantes são estéreis.230B]. 284 .258]. o desenvolvimento de um indivíduo a partir de um óvulo não fecundado. PARASITA – planta que cresce as custas de outra. PARTENOCARPIA – desenvolvimento de uma infrutescência mesmo sem haver a polinização das flores. sem fecundação. PARIPINADA – diz-se da folha pinada que termina em dois folíolos (fol) opostos e que tem um número par de folíolos. FIGURA 258 – Partido.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA pode(m) ter a função de reserva no embrião e assim permanecer durante a germinação. com incisões até quase a metade do limbo. com ápice obtuso [Fig.257]. entre a margem e a nervura principal (mediana) [Fig. PARTENOGÊNESE – é o desenvolvimento do óvulo. PARTIDO – diz-se da folha profundamente fendida. pode(m) ainda exercer a função haustorial. ocorre em banana. fruto ou semente) tem contorno entre aovado e elíptico. PARABÓLICO – diz-se quando um órgão (folha. isto é. geralmente desprovida de clorofila.102B]. PARIETAL – ver placentação parietal [Fig. realizando o transporte das reservas da semente para a plântula em formação.

82.0mm de largura. plano-convexa. plano-convexa.2(-3. glabras. obtusas. mais ou menos achatadas. com 2. gluma superior e lema fértil (lf) muito semelhantes e margens da lema enroladas e abraçando a pálea fértil (pf). FIGURA 259 – Paspalum dilatatum: A. antécio fértil (lema – lf e pálea – pf) duro. cariopse com embrião basal no lado dorsal.8-2. com mancha hilar punctiforme e embrião castanho-claro [Fig.0-3.0(-3. amarelado e lustroso.p Paspalum sp. pelo lado ventral (plano).8)mm de comprimento por 1.ventral. Paspalum notatum Flüggé – espiguetas bisseriadas. mancha hilar punctiforme no lado ventral e em geral mais escuro [Fig. lisas. C. com 3.4) mm de largura. lustrosas. obtusa.dorsal.5-3. glabra e com 2. glumas e lema estéril (le) acastanhadas e lanuginosas ao longo das margens.5mm de comprimento. solitárias ou em pares. com 2. lemas e páleas férteis duras.espigueta ventral.0(-2. com 1. 260]. lustrosas e paleáceas. – espiguetas plano-convexas. gluma inferior muito reduzida ou ausente na maioria das espécies do gênero.1mm de comprimento por 285 . ou às vezes um pouco côncavoconvexas ou desigualmente biconvexas. amarelada ou esverdeada.5-2. lema fértil (lf) elíptica. ovadas.5-1. glabras.0-2. ovaladas. Paspalum dilatatum Poir. verdes. cariopse orbicular.259].8)mm de comprimento por 1. A unidadesemente é o antécio fértil ou raro a cariopse nua.0mm de comprimento por 1. pericarpo cinza-esbranquiçada. com 2. gluma superior (gls) e lema estéril (le) ovaladas. cariopse ovóide-elíptica ou ovóide-aredondada. com longos pêlos translúcidos.7mm de largura. antécio fértil: B.8-3. – espiguetas unifloras. liso e levemente lustroso. lisas ou ligeiramente ásperas. gluma inferior ausente.259.0-2. curto-pediceladas.0mm de comprimento.

Paspalum saurae (Parodi) Parodi – para alguns autores é uma espécie independente e para outros como GRIN (acessado em 286 .lado dorasal.lado ventral. com 3. de coloração palha a esverdeadas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA 1. glabras. com cerca da ½ do comprimento. J-K-L. antécio fértil: C-F-I-Llado ventral. escutelo basal-dorsal. lisa e glabra. notatum.260A-B-C-D-E-F].0-3. com a primeira convexa e a segunda plana. ovadas. lustroso. G-H-IP. plano-convexas.0-2. gluma superior (gls) e lema estéril (le) obovadas.5mm de largura.6mm de largura. – espiguetas aos pares. com 2. H.5mm de comprimento [Fig. glabras. com 3. FIGURA 260 – Paspalum: A-B-C-D-E-F. bisseriadas. cariopse ovada. convexa e longitudinalmente estriada.260G-H-I]. B-E-K. Paspalum guenoarum Arech. obtusas.5mm de comprimento por 2. mancha hilar oblonga basal-ventral e de 0. obtusa. espigueta: A-D-G-J. gluma inferior ausente.lado ventral.5-1. glabro. notatum var.5mm de comprimento. antécio fértil castanho escuro. guenoarum. plano-convexa [Fig. com lema (lf) ovalada.P. saurae.0mm de comprimento. membranáceas.P.

pectinata (Pinaceae) [Fig. PECÍOLO – parte (pe) da folha que prende o limbo (l . PEDÚNCULO-FLORAL – ver pseudo-fruto.) [Fig.Fig.8-3.2mm de comprimento por 1.172]. ou sustenta a espigueta nas Poaceae (=Gramineae .8-2.260J-K-L].56 a 74).0mm de largura) as demais características são muinto semelhantes [Fig. PATOGÊNICO – capaz de produzir doença. PEDICELO ou PEDÚNCULO – pequena haste (pd) que sustenta cada uma das flores (e mais tarde um fruto) de uma inflorescência. PECIOLADA – que tem pecíolo.172B]. PECTINADO – em forma de pente. com lacínias (la) que se dispõem de modo a lembrar os dentes de um pente.261].lâmina) ao caule(cau) [Fig. Alguns autores preferem usar o termo pedúnculo para a haste que sustenta um fruto. Pecíolo alado – ocorre em laranja (Citrus aurantium L. saurae Parodi – a espigueta é um pouco menor (2. PEDICELADO(A) – provido de pedicelo. 287 . como nas folhas de Abies FIGURA 261 – Pectinado.p 10/07/2009) é uma variedade de Paspalum notatum Flüggé var. como nas Asteraceae (=Compositae).

flexível ou rígida. como o FIGURA 263 – Peninérvea. água e sais minerais do solo. embrião de Apiaceae (=Umbelliferae). como em Gossypium (Malvaceae) e Anemone (Ranunculaceae). uni ou multicelular. PÊNDULA – diz-se do órgão que se apresenta dependurado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PELÍCULA – membrana.262]. São pêlos de vida curta que perdem a turgescência em poucos dias após sua formação. como a folha do mamoeiro e de cinco-chagas (Tropaeolum majus L. cilíndricas e capilares da epiderme das raízes. – Tropaeolaceae).262]. PÊLO ou TRICOMA – formação epidérmica. tornandose flácidos e desprendem-se da raiz. Pêlos absorventes ou Pêlos radiculares – extensões finas. As paredes finas absorvem FIGURA 262 – Peltada. PELTADA – em forma de escudo. de uma folha ou de uma semente [Fig. dispostas como as barbas de uma pena [Fig. PENINÉRVEA ou PENINERVADA – diz-se da folha cuja nervura principal se ramifica em nervuras secundárias. quando o ponto de inserção do pecíolo ou do funículo se dá no centro da circunferência. lisa ou estriada. que ocorrem na sua base ou na extremidade (zona pilífera). pontiaguda ou capitada. PELTINÉRVEAS – quando as nervuras de uma folha peltada se irradiam do pecíolo para a margem [Fig. PENINERVADA – o mesmo que peninérvea.263]. 288 . simples ou ramificada.

o inferior masculino (estaminado) e o superir hermafrodito. lema estéril comprida. Pennisetum typhoides (Burm. Pennisetum pedicellatum Trin. 5-7-nervada.209B. fosco. E. embrião (em) elíptico. B. lema fértil (lf) quase igual a lema estéril e com as margens envolvendo a pálea fértil (pf). com cerca de 2mm de comprimento. amarelo. 264]. com 2.) Stapf & C. frequentemente 3-lobadas. 5-nervadas. antécio fértil (lema e pálea) duro e com margens pubescentes. uninervada ou sem nervuras. Hubb.0mm de comprimento. mais longa do que a lema e a pálea na maturação. com 2 antécios lisos e lustrosos.) – espiguetas obova- das e subestendidas pelas cerdas do invólucro. cariopse elíptica.cariopse. – espiguetas isoladas ou com 2-3 dentro do invólucro com numeroras cerdas escabrosas ou plumosas e caindo com ele. f. com 2-antécios o inferior estéril (ani) ou estaminado e o superior fértil (ans). cariopse (cap) obovóide. A unidade-semente é geralmente formada pela cariopse nua. lemas heteromorfas. com 4-6mm de comprimento. Pennisetum glaucum (L.) R. gluma superior se iguala a espigueta. gluma superior mais curta do que a lema estéril. com duas glumas herbáceas. com eixo hipocótilo-radícula conspícuo [Fig.264]. áspero e cerca de ⅔ do comprimento da cariopse. 289 . gluma inferior pelo menos ½ do comprimento da espigueta. A unidade-semente é o invólucro de cerdas (espigueta + antécio fértil (lema e pálea) envolvendo a cariopse + lema estéril). glumas herbáceas com a inferior curta ou ausente. Br.p Pennisetum sp. lema fértil subigualando-se a lema estéril e as margens envolvem a pálea fértil [Fig.5-3. sub-obtusa. a inferior curta. – espiguetas lanceoladas. (=Pennisetum americanum (L. A unidade-semente é geralmente formada pela cariopse nua. com base FIGURA 264 – Pennisetum glaucum: Aantécio fértil.) Leeke.

(=Cenchrus setosus Sw. pálea fértil plana. de ápice reto e ciliado com margens escariosas.) Rich. a maioria com até 9mm. gluma superior e lema estéril convexas. lustroso. tão longa quanto a espigueta. rodeada por até 30 cerdas (ce) de comprimento variado. carnoso. fértil convexa. carnoso. de amarelada a castanho-avermelhada ou púrpura. com gluma superior + antécio fértil + lema estéril [Fig. pálea estéril plana. indeiscente. membranáceas.Fig. liso. branco-amarelado. Cucumis e Cucurbita (Cucurbitaceae . como os frutos dos gêneros Cayaponia.) Brunken) – espigueta obovada. com placentação parietal. com pêlos que se entrelaçam. convexas e presas sobre a cariopse [Fig.. subiguais no tamanho. 290 . membranácea. uma mais longa. Pennisetum polystachion (L. setosum (Sw. planoconvexo. Pennisetum setigerum (Vahl) Wipff (=Cenchrus setiger Vahl) – invólucro-de-cerdas com 1-4 espiguetas. gluma superior mucronada.265). hialina e de ápice arredondado e ciliado. lema estéril com três dentes apicais ciliados. subsp. originado de um ovário ínfero. gluma inferior geralmente ausente. multisseminado. pericarpo carnoso e sementes embebidas em polpa sucosa. com 2-antécios o inferior estéril (ani) ou estaminado e o superior fértil (ans).207]. coriáceo. glabro. porção apical escabrosa. com margens escariosas e hialinas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Pennisetum setosum (Sw. com cerca de 15mm e intenso-pilosas na poção inferior. em geral quatro vezes mais longa do que larga. antécio fértil apical. indeiscente. fracamente 3-nervada. lema FIGURA 265 – Peponídio de pepino. de ápice reto e ciliado.) Schult. PEPONÍDIO – fruto bacóide.209B]. 5-nervadas.

PERÍGINO – diz-se quando os três verticílios externos independentes. PERIGÍNIO – bráctea em forma de saco (utrículo) que se estende por baixo da flor pistilada e mais tarde envolve a unidade de dispersão.239B. mesocarpo e endocarpo. como em espécies de Amaranthaceae. em nível mais alto do que o ovário (ova). Ver cálice acrescente. 266]. provém da parede do ovário maFIGURA 266 – Perígino. oposto de caducifólia. (1999) utilizam o têrmo “perigônio” para designar o cálice acrescente (hexâmero e pentâmero) das espécies de Polygonaceae. termo usado para uma flor com ovário súpero e provida de hipanto [Fig. em forma de taça. onde não se destingue o cálice da corola. PERIANTO – os dois invólucros florais.p PERENE – planta que vive três ou mais anos. duro e é formado por três cama das: epicarpo. a não ser pela sua posição relativa. envoltório externo da flor. PERIGÔNIO – o mesmo que perianto (per). Em Carex sp. 291 . PERENIFÓLIA – árvore que tem. o mesmo que perigônio. PERICARPO – parede do fruto que o envolve. cálice e coroIa. florescendo ou não todos os anos. 338]. ou qualquer um deles sozinho. estão dispostos em torno do gineceu.197. (Cyperaceae) envolve a núcula [Fig. folhas perenemente. BARROSO et al. PERIFÉRICO – que se encontra na periferia (parte externa) de um órgão.

pois tem origem diversa. Chenopodiaceae.) Gray (= Polygonum lapathifolium L. como nas Amaranthaceae. Perisperma integumentar – é mais comum do que o perisperma nucelar. pedicelada. lustrosa. Perisperma e endosperma são análogos. Caryophyllaceae. superfície atro-avermelhada (em maior ou menor grau).3-)0. Quanto a textura o perisperma pode ser carnoso ou gelatinoso. linear. a nucela se degenera e é absorvida totalmente.8(-2. presente em algumas sementes e pode ocorrer como tecido nutritivo único.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PERISPERMA – tecido de reserva de origem nucelar.0-2.5-)2. ou aparece acompanhado pelo endosperma mais ou menos copioso. Persicaria lapathifolia (L.31. e microscopicamente rugosa (45X). Perisperma nucelar – não é muito comum.0)mm de espessura.5(-1. com concavidade central e uma delas na porção mediana um pouco elevada (levemente carenada). cotilédones estreito-elípticos com ápice obtuso e eixo hi- pocótilo-radícula transverso-elíptico em seção transversal. Polygonaceae e Portulacaceae (onde apresenta reserva de amido). ângulos arredondados. mas de nenhuma forma ho mólogos.0)mm de largura e (0. Phytolacaceae. embrião (em) periférico.) – núcula lenticular (nunca triangular) e em contorno de orbicular a largo-ovalada.5mm de comprimento por 1. Piperaceae e Nymphaeaceae. é encontrado em Piperaceae. com duas faces convexas. têm a mesma função de armazenar reservas.4-0. pois a medida que o embrião se desenvolve. curvo (deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula). cálice 292 . apiculada. com (1. como nas Musaceae.

8mm de comprimento.0mm de largura e 0. superfície castanho-clara (núcula imatura) ou atro-avermelhada (núcula madura). lisa.0mm de comprimento por 1. sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base. muito lustrosa. embrião 293 . com ângulos arredondados e três faces desiguais na largura.6-0. glabro.5-3.) – núcula lenticular ou.0-2. com 2. planas ou ligeiramente côncavas. embrião (em) periférico. afilando abruptamente para um ápice agudo. com três faces.241G-H-I-J-K].7-2. A unidadesemente é a núcula. lisa e finamente alveolada (45X). muito lustrosa e finamente alveolada. de estramíneo a rosado. sendo duas iguais na largura e a terceira mais larga. às vezes triangular e em contorno de orbicular a largo-ovalada. com 2. rosado.8-2. às vezes.8)mm de espessura.0mm de largura. Persicaria maculosa Gray (=Polygonum persicaria L. com cerca de 1.p pentâmero (prg) geralmente persistente apenas somente na base da núcula. sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base.5mm de comprimento por 1. pedicelada. curvo (deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula). cotilédones estreito-elípticos com ápice obtuso e eixo hipocótilo-radícula circular em seção transversal.5-2. A unidade-semente é a núcula. Persicaria punctata (Elliot) Small (=Polygonum punctatum Elliot) – núcula triangular. ângulos arredondados. apiculada. linear. com duas faces convexas e uma delas com uma concavidade central ou. cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si.7(-0. glabro e tão longo quanto o comprimento da núcula [Fig. superfície castanho-avermelhada (núcula imatura) a atro-avermelhada (núcula madura). com nervuras salientes e recurvados no ápice.

como as brácteas de muitas espécies. A unidade-semente é a núcula. PERSISTENTE – diz-se quando um órgão vegetal permanece afixado após o término da sua função e não cai. curvo. castanho-acinzentada ou esverdeada. 294 .237]. bilobado. perisperma escasso [Fig. embrião axial reto. sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base. Rumex. Polygonum. cada lobo com três aristas (gan) pontiagudas e retrorsas.Fig. ápice emarginado. com pontos glandulares castanho-avermelhados e mais longo do que o comprimento da núcula [Fig. dorsiventralmente comprimida. espatulado e deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula.171].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA (em) periférico. longitudinalmente estriada. Ver corola.240. cotilédones foliáceos e um deles dobrado transversalmente ao meio. PÉTALA – cada um dos segmentos (pt) da corola de uma flor [Fig. estramíneo. Persicaria. Petiveria tetrandra Gomez – núcula linear-cuneada. glabro.241L-M-N-O]. A unidade-semente é a núcula. esparso-pilosa. PETALÓIDE – que tem coloração e textura de uma pétala. núcula envolta até pouco mais da ½ do comprimento pelo cálice tubuloso. como o cálice que envolve as núculas dos gêneros Fallopia. Rheum e Triplaris (Polygonaceae . 241). com pêlos retrorsos na porção apical-lateral. cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si. Gamopétala – corola com as pétalas total ou parcilamente unidas. semente oblonga e mais ou menos cilíndrica.

D. antécio fértil com lema (lf) coriácea. iguais e mais ou menos aladas. lema fértil (lf) de castanho-acinzentado-claro a escuro.P.P.0mm de largura. às vezes glabra. Phalaris angusta Nees ex Trin. as intermediárias ligeiramente pubescentes na extremidade.5-2. C. 268a. comprimidas lateralmente. do que as glumas. angusta. minor. com carenas aladas e que se alargam para cima. 268. A unidade-semente é a espigueta ou o antécio fértil com lemas estéreis presas na base. cariopse com 1. aquatica. de 3. FIGURA 268 – Phalaris (antécio fértil ventral. glabras.267A. com lemas estéris): A. mais curta FIGURA 267 – Phalaris (espigueta com as glumas): A.6mm de comprimento e de coloração castanhoclara [Fig.P.2-)2. antécio fértil ovado-lanceolado ou ovado. canariensis. lateralmente comprimida. Phalaris sp. arundinacea. 295 . com estreitas glumas (gl) agudas.P.0)mm de comprimento por 1. as espiguetas se desarticulam acima das glumas (gl) e as duas lemas estéreis (le) permanecem ± adppressas na base do antécio fértil. 269D]. glumas (gl) naviculares.5-4. subiguais. com um antécio fértil terminal e dois estéreis ou estaminados por baixo e adpressas a lema fértil. adpressas ao antécio fértil. – espigueta subelíptica. B. aquatica.P.4-1. menos da ½ do tamanho do antécio fértil ou com (0. CP. esparso-pubescente em direção ao ápice e com nervuras ± inconspícuas.p PÉTREO – com textura de pedra. D. lustrosa. com pálea estéril ou estaminada ausente.P. – espiguetas curto-pediceladas. angusta. como duas diminutas escamas. minor.7-)1.P.0mm de comprimento. 3-nervadas.53.5-2. com (2.0mm de comprimento e com esparsa pubescência longa. 2-lemas estéreis (le) subuladas. estreitas. B. ± pubescente. se afila gradativamente da região próxima à base para um ápice longo-agudo. 269]. e envolvem completamente a pálea [Fig. glumas com nervuras diminuto-escabrosas.267.0(-4.

Phalaris arundinacea L. com 3. 269A]. 2-lemas estéreis (le) subiguais. lustroso. estreita. com carena largo-alada nos ⅔ superiores.5mm de comprimento e de coloração castanho-clara [Fig.5-4.0-1. minor. cariopse com 2. 268B. e as intermediárias microscopicamente pubescentes. nervuras laterais glabras FIGURA 269 – Phalaris (antécio fértil lateral. que se afilam uniformemente para um ápice pontudo.0-1. lema fértil (lf) de coloração palha-clara a castanho-acinzentada. angusta. 3-nervadas.7mm de espessura castanho-escura e fosca [Fig. arundinacea. pubescente na ½ superior e com conspícuas nervuras esbranquiçadas.5(-1.2-2. lema estéril (le) uma única. C. com 1. com lemas estéreis): A. antécio fértil de lanceolado a ovado-lanceolado. aquatica.0-3. tuberosa L.6) mm de comprimento por 1. nervura da carena escabrosa.3mm de largura e 0. – espigueta com carenas (q) aladas nas glumas (gl) que se afilam abruptamente para uma curta ponta e de 296 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Phalaris aquatica L.0)mm de comprimento por 1. cariopse largo-ovada. BP. adpressa ao antécio fértil. DP. com 1. antécio fértil estreito-lanceolado. – espigueta com glumas (gl) estreito-agudas. 269C].4-1.268C. adpressas ao antécio fértil.P. com 3.0(-4. na base e no ápice). coriáceo e muito lustroso. com nervura da carena escabrosa. Phalaris canariensis L.8mm de espessura. estreitas.5-0.) – espigueta com glumas (gl) de 5-6mm de comprimento. com até 1mm de comprimento e com longos cilíos brancos.8) mm de largura.5mm de comprimento por 1mm de largura e 0.5mm de comprimento.P. lema fértil (lf) de cinza-amarelada a cinza-prateadaescura ou esbranquiçada. (=P.5(-4. pilosa.267 B. com esparsa pubescência esbranquiçada (pouco mais intensa na margem. nervuras laterais e intermediárias lisas e glabras. nervuras conspícuas e amaralo-claras.

5)mm FIGURA 270 – Phleum pratense: A-antécio fértil.9(-4. de coloração castanha a quase preto [Fig. Phalaris minor Retz. B-C-cariopse.267C].5)mm de largura e 1. 2-lemas estéreis (le) glabras.5mm de espessura e de coloração castanho-clara [Fig. pálea fértil (pf) abaulada.5mm de largura e 1mm de espessura.0-1.5(-1. Phleum pratense L. glabra.0-6. cariopse com (3. – espiguetas com um antécio. antécio fértil de ovado-lanceolada a lanceolada.2)mm de comprimento por 1. – espigueta com carenas aladas nas glumas que se afilam uniformemente para um ápice agudo. com 1. com nervuras da carena bem próximas.p 7-8mm de comprimento.0)mm de comprimento por 1. 268D. cariopse com (2. lema fértil (lf) de coloração palha-clara.0(-1.5mm de espessura.0-2. cariopse (cap) subglobosa. com (2.0-)2. com três nervuras longitudinais em cada lado.7-)3.8-)5. exceto na margem que é ciliada em direção ao ápice.0-3. largas.2-1.5(-4. agudo.5-)3.0mm de comprimento. com conspícuas nervuras esbranquiçadas e com sedosa pubescência branca nos ⅔ a ½ superior e de resto glabra. esparso curtopubescente.267D. de comprimento. com 7-nervuras. muitas vezes irregularmente dentadas. na base do antécio fértil e mais da ½ do tamanho da lema fértil ou com (2.0(-6. lema fértil (lf) de amareloacinzentada a castanho-acinzentada e amarelo-clara (imaturo). que se desarticulam acima das glumas carenadas.8)mm de comprimento por (1. 269B].5-) 3.8)mm de largura e 0. lema estéril (le) uma única.8-)2. glumas (gl) de 4-6mm de comprimento. lema fértil (lf) papirácea. glabra e de até 1.0-4. subiguais. antécio fértil lanceolado.5-0.8mm de espessura. coriáceo e lustroso.5)mm de comprimento por 1mm de largura e 0. estreita.5mm de 297 . com (4.2(2.3(-2.

257].203G-J]. – Meliaceae). PINADA – quando a folha composta está subdividida em folíolos ou pinas. 271]. FIGURA 272 – Pinatissecta. PINULADO – provido de pínulas. PÍNULA – últimos folíolos de uma folha bi. PINATILOBADA – diz-se da folha de nervação pinada. como a folha do picão (Bidens pilosa L. PINATISSECTA(O) – diz-se da folha de nervação pinada. PILOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha.252F]. PINA – cada uma das divisões ou dos folíolos (fol) de uma folha composta (pinada) [Fig. como a folha do bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima Willd.ou tri-pinatissecta.252G. A unidade-semente é o antécio fértil ou a cariopse. macios e delgados [Fig. – Euphorbiaceae). – Asteraceae). com recortes que chegam. com limbo tão profundamente dividido que os lobos quase alcançam a nervura mediana [Fig. até a metade do limbo [Fig. 272]. PINATICORTADA(O) ou PINATÍFIDA(O) ou PINATIPARTIDA(O) – diz-se FIGURA 271 – Pinatífido. fruto ou semente) que se apresenta revestida por pêlos curtos. no máximo. 298 . embrião (em) na base obtusa da cariopse [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA comprimento.270].252E. como o folíolo de cinamomo (Melia azedarach L. com lobos arredondados [Fig. da folha de nervação pinada.

Bursera Fig. Duranta e Lantana (Verbenaceae) [Fig. O pistilo (pis) pode ser simples ou composto. PISTILO – unidade do gineceu. PIRÊNIO – em morfologia indica o endocarpo (parte central) de um fruto drupóide. Ver cápsula circuncisa. 299 . como no peponídio [Fig. também conhecido como putâmen ou caroço. PIXÍDIO – fruto seco (cápsula) de deiscência transversal [Fig. PIRIFORME – diz-se quando um órgão (folha. indeiscente e carnoso.Fig. Aguiaria (Bombacaceae . pode conter uma ou mais sementes. como em feijão e ervilha.242]. parte feminina da flor é formada de ovário (ova).265]. como nos gêneros Ilex (Aquifoliaceae). 170F-G e Protium .p PIRAMIDAL – diz-se quando um órgão (folha.Fig. enquanto o composto é formado por dois ou mais carpelos.100D]. onde os óvulos em fileira se inserem na margem do carpelo. fruto ou semente) tem forma cônica. estilete (est) e estigma (es) [Fig. às vezes o estilete pode faltar e o estigma fica diretamente sobre o ovário [Fig.57].170E).171].170A-B-C-D (Burseraceae). a flor pode ser formada por um ou mais pistilos. O pistilo simples é formado por um carpelo. como a copa de algumas árvores. fruto ou semente) tem a forma de pêra [Fig. PLACENTA – tecido do ovário sobre o qual ocorre o desenvolvimento de um ou mais óvulos.13B].

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

PLACENTAÇÃO – modo como se dispõe a placenta e conseqüentemente os óvulos (mais tarde as sementes) no ovário (mais tarde no fruto). Placentação axial ou central – quando em um ovário sincárpico e unilocular os óvulos se inserem sobre o eixo central [Fig.33A]; como na cravina. Placentação axialar – diz-se quando num gineceu sincárpico e pluricarpelar, os óvulos (mais tarde as sementes) se inserem nos bordos de cada carpelo, na porção central do eixo do ovário
(e depois no fruto), resultante do fechamento e fusão lateral dos

carpelos; neste caso o número de lóculos corresponde ao número de carpelos [Fig.33B]. Placentação marginal – quando os óvulos (mais tarde as sementes) se inserem isoladamente ou em fileira na margem do(s)

carpelo(s) (mais tarde no fruto), na face adaxial dos carpelos. Em ervilha e feijão os óvulos se inserem em fileira na margem do(s) carpelo(s) [Fig. 230A]. Placentação parietal – quando os óvulos (mais tarde as sementes ) se inserem na parede interna do ovário (mais tarde no fruto) na superfície denominada placenta; neste caso os carpelos são abertos ou parcialmente abertos e circundam uma cavidade (lóculo) [Fig. 230B]. PLANO – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que se apresenta plana, lisa e sem desigualdades.

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Plantago lanceolata L. – pixídio de oblongo a ovóide, com placenta axial, bilocular, com 3-4mm de comprimento, com deiscência transversal no ⅓ inferior, unisseminado por lóculo, lustroso, glabro, liso e castanho-claro ou castanho-amarelado, urna membranácea e opérculo obtuso, geralmente mais consistente e mais longo do que o comprimento da urna; pixídio envolto pelo cálice, com 4 sépalas de ápice acuminado; semente oblonga, cimbiforme [Fig.314A-B], elíptica ou estreito-ovalada em contorno, com 2,5-3,0(-3,2)mm de comprimento e 1,0-1,3(-1,5)mm de largura por 0,6-0,8 mm de espessura, lado dorsal convexo e ventral em forma de canoa (profundo e estreito sulco longitudinal de 0,1-0,7mm de largura, que corre da extremidade fechada para a aberta), lado dorsal virado para o lado ventral exceto na extremida-

de aberta; hilo oblongo-ovalado, ventral, mediano, escuro e rodeado por uma porção esbranquiçada; tegumento crustáceo quando seco e mucilaginoso quando hidratado, com superfície lisa, glabra, muito brilhante exceto o sulco ventral que é fosco, de coloração castanhoclara a escura, lado dorsal mais escuro do que o vental (sementes
pretas sem nenhuma porção castanha, são consideradas mortas), com lar-

ga listra longitudinal mais clara (que mostra a posição do embrião), lado dorsal finamente alveolado (45X) e ventral com fino reticulado longitudinal (30X); embrião axial, espatulado, esbranquiçado-amarelado e cotilédones paralelos aos bordos da semente; endosperma carnoso, amarelado-translúcido, o que permite ver o embrião através do tegumento [Fig.142B-B’]. PLÂNTULA – pequena planta resultante do desenvolvimento inicial do embrião de uma semente [Fig.185 a 189].

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GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Plântula anormal – é aquela que não apresenta potencial para continuar seu desenvolvimento e dar origem a uma planta normal, mesmo quando cultivada em solo de boa qualidade e em condições favoráveis de umidade, temperatura e luz. Plântula normal – é aquela que apresenta capacidade de continuar seu desenvolvimento e dar origem a uma planta normal, quando cultivada em solo de boa qualidade e em condições favoráveis de
FIGURA 273 – Pleurogramas lineares: A- Anadenanthera colubrina; B- Mimosa sp.; C- Cassia sp.; D- Albizia lebeck.

umidade, temperatura e luz. PLEUROGRAMA – marca (ple) sobre a face das sementes, visível na superfície da maioria das sementes de Fabaceae−Mimosoideae (Prosopis hassleri Hams), como uma linha ou ranhura ± conspícua, hipocrepiforme (‘U’ invertido) ou em forma de ‘V’ invertido, com abertura para a extremidade do hilo [Fig.273A-B-D], ou como uma estrutura fechada, de coloração diferente da do tegumento, como em certas espécies do gênero Cassia [Fig.273C] e em Senna alata (L.) Roxb., Senna hirsuta (L.) H.S. Irwin & Barneby, Senna obtusifolia (L.) H.S. Irwin & Barneby,

FIGURA 274 – Pleurograma: A- Senna obtusifolia; B- Senna hirsuta.

Senna occidentalis (L.) Link e Senna tora (L.) Roxb. [Fig.274] (Fabaceae−Caesalpinioideae), Acacia molissima (Andrews) Willd. e Acacia molissima Willd. – Fig.27A); Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan, Albizia lebeck (L.) Benth. e Mimosa sp. (Fabaceae−Mimosoideae – Fig. 273A-D-B); ou como uma linha que circunda o bordo da semente, como em Cucurbitaceae. PLICADO – provido de dobras (pregas); plissado. Ver embrião plicado [Fig.139F, 146]

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p

PLUMOSO – diz-se da superfície de um órgão com aspecto de pluma; ou com pêlos secundários ao longo do eixo principal, como uma pena; ou como o paus de Leotondon e Taraxacum. PLÚMULA – folha (pl) simples ou composta, verde, pouco perceptível ou diferenciada, que se encontra entre os cotilédones de alguns embriões e que dará origem a parte aérea da planta [Fig.78B, 275, 307B, 308C, 309, 311B].
FIGURA 275 – Plúmulas de espécies de Fabaceae.

PLURISSEMINADO – com muitas sementes. Poa annua L. – espiguetas ovadas, agudas, comprimidas lateralmente, multifloras (unidade-semente múltipla), com 3,0-5,5(-7,0)mm de comprimento por 1,8-2,5mm de largura, de coloração palha, que se desarticulam acima das glumas e entre os antécios; glumas ovadas, a agudas, herbáceas, glabras, com a inferior (gli) 3-nervada e menor do que a gluma superior (gls); antécio fértil (af) com lema (lf) largo-ovada, aguda, mútica de 2,5-3,0(-3,7)mm de comprimento por (0,7-)1,0-1,3mm de largura, 5-nervuras conspícuas, com densa pubescência longa nas nervuras laterais e no dorso, pouco maior do que a pálea fértil; esta com densos pêlos longos na carena e que não vão até o ápice; segmento da ráquila (seg) adpresso à pálea fétil, cilíndrico e cerca de 1/5 do comprimento do antécio; cariopse com (1,0-)1,21,5mm de comprimento, com fino retículo, livre ou aderido ao antécio, hilo elíptico [Fig.276]. A unidade-semente é o antécio fértil. Poa pratensis L. – antécio fértil de 2,5-3,0(-3,8)mm de comprimento por 0,7-1,0mm de largura; lema fértil lanceolada, de coloração palha-cla-

FIGURA 276 – Poa annua: A- espigueta; B- antécio fértil; C- cariopse ventral.

303

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

ra a escura, com mancha marrom mais escura na base, 5-nervuras, granulosa, levemente arqueada no dorso, ápice obtuso-dilatado, com curta pubescência esparsa na porção inferior das nervuras; pálea fértil com esparsos pêlos ásperos e que não vão até o ápice; cariopse com 1,5-1,7(-2,0)mm de comprimento, tendendo a ser uniformemente espessa, lisa, de coloração castanho-amarelada, área do embrião larga, hilo ovalado-arredondado. A unidade-semente é o antécio fértil. POACEAE – nome válido da família Gramineae. PÓLEM ou PÓLEN – cada um (ou o conjunto) dos microspóros (gp) germinados das Fanerógamas [Fig.13A, 171]. POLIEMBRIONIA – quando ocorrem dois ou mais embriões na mesma semente. Esses embriões podem ser de origem sexuada ou apomítica. A poliembrionia ocorre em manga, Citrus, orquídeas e tem grande interesse e importância para o melhoramento de plantas e para
FIGURA 277 – Poliembrionia em Aspidosperma polyneuron: A- semente; B-C-DE-F- poliembrionia.

a horticultura. Também ocorre em algumas espécies florestais como Aspidosperma polyneuron Müll. Arg. (Apocynaceae - Fig.277). POLIGÉRMICO ou POLISPÉRMICO ou POLISPÉRMO – com muitas sementes; o mesmo que multisseminado, oligospérmico ou oligospermo. Ex: cápsula polispérmica. POLIMORFISMO – ocorrência de várias formas de indivíduos na mesma espécie, isto é com existência de órgãos ou plantas com diversas formas.

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p

POLISTÊMONE – que tem estames em número superior ao dobro de pétalas. Ex: flor polistêmone. POLISSÂMARA – fruto formado por várias sâmaras. Polygonum aviculare L. – núcula triangular, apiculada, pedicelada, afilando gradativamente para um ápice agudo-acuminado, com 2,5-3,5 mm de comprimento por 1,5-2,0mm de largura, ângulos arredondados, lisos, lustrosos e castanho-avermelhados; com três faces geralmente desiguais na largura, levemente côncavas, foscas, escabrosas por diminutas asperezas alongadas (30X), castanho-escuras (núcula madura) ou castanho-avermelhadas (núcula imatura), mas sempre ligeiramente mais escuras do que os ângulos; embrião (em) periférico, curvo, linear e deitado paralelamente em um dos ângulos da núcula; cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si, estramíneo, glabro e menos longo do que o comprimento da núcula [Fig.241P-Q-R]. A unidade-semente é a núcula, sem ou com cálice pentâmero inFIGURA 278 – Pomídio de maçã.

teiro ou parte dele aderida a base. POMÍDIO – fruto bacóide, carnoso, indeiscente, unisseminado, originado de um ovário ínfero, com endocarpo coriáceo que forma pequenas câmaras ou “antros”, que encerram as sementes; como nos gêneros Malus e Pyrus (Rosaceae) [Fig.278]. PORICIDA – diz-se do fruto quando a deiscência ocorre através de poros (p). Ver cápsula poricida [Fig.65]. PORO – qualquer pequena abertura na parede de um órgão (esporos, anteras, frutos, estômatos).

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GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Portulaca oleracea L. – pixídio de globoso a obovado, com 4-8mm de diâmetro, unilocular, multisseminado, com deiscência transversal na porção mediana, pericarpo de esverdeado ou amarelo-esverdeado a pardo e envolto pelo cálice, tão longo quanto o comprimento do fruto; semente de lenticular a reniforme, de suborbicular ou orbicular a largo-obovado em contorno; com 0,5-0,8mm de diâmetro ou 0,50,8(-0,9)mm de comprimento por 0,4-0,6mm de largura e 0,3-0,5mm de espessura, lados convexos, com sulco que corre do hilo ao centro da semente, bordo arredondado e interrompido na porção lateralbasal por pequeno entalhe amarelado e ovalado, o hilo; tegumento crustáceo, com superfície levemente lustrosa, glabra, de coloração castanho-avermelhado-escura a preta, ornamentada com curtos tubérculos arredondados e dispostos ± simetricamente em linhas concêntricas, a partir do hilo (20X); embrião periférico, curvo e aneliforme, com curvatura de + de 360º, eixo hipocótilo-radícula pouco + da ½ do comprimento total do embrião e cotilédones elípticos de ápice obtuso-arredondado; endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central, farináceo, duro e ebranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig.305L]. PRAGA – qualquer espécie, raça ou biótipo vegetal ou animal ou agente patogênico nocivo para os vegetais ou produtos vegetais. Nestas regras a praga refere-se especificamente às espécies de sementes determinadas e definidas pela legislação como: Praga não quarentenária regulamentada – é aquela cuja presença nas plantas, ou partes destas, para plantio, influi no uso proposto

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para essas plantas com impactos economicamente inaceitáveis e que, portanto, está regulamentada no território da parte contratante importadora. Praga quarentenária – praga de importância econômica potencial para a área posta em perigo quando a praga ainda não está presente, ou se está, não se encontra amplamente distribuída e é oficialmente controlada. Praga quarentenária A1 – praga não presente no País, porém com características de ser potencial causadora de importantes danos
FIGURA 279 – Préfloração: A- convoluta; B- circinado; C- involuta; D- revoluta.

econômicos, se introduzida. Praga Quarentenária A2 – praga de importância econômica potencial, já presente no País, porém não se encontra amplamente distribuída e possui programa oficial de controle. PRÉFLORAÇÃO – modo pelo qual se prendem, no botão floral, os elementos do perianto [Fig.279]. Ver circinada, convoluta, involuta e revoluta. PRIMINA – integumento externo (ex) do óvulo [Fig.171, 297]. PRIMÓRDIO – estádio rudimentar de um órgão que começa a se formar. PROCUMBENTE – diz-se de caules que não se mantém eretos, mas rastejam sobre o solo e não se enraizam; o mesmo que prostrado.

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com listra mais clara no 308 .91. em forma de V. lustrosa. que apresenta pó ceroso. PROPÁGULO – o mesmo que dissemínulo. ato de se propagar.7-0. diásporo e unidade de dispersão.8(-2. lado dorsal levemente convexo e ventral arredondado-carenado. – fruto artrocarpáceo bicarpelar. base aguda. PRUINOSO – coberto com pruina (partículas ou pequenos pontos esbranquiçadas). ápice arredon dado.9mm de espes sura.2mm de largura e 0. de um órgão (folha. com carena obtuso-arredondada.5-1. com 1. pericarpo crustáceo. PROTUBERÂNCIA – saliência (proeminência) em geral de forma arredondada. que o divide em duas faces quase planas.5)mm de compri mento por 0.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PROPAGAÇÃO – o memo que multiplicação. com superfície lisa. ornamentada por carnosidade branca. obovada em contorno e cuneiforme em seção transversal. PROTÓFILO – folha embrionária. o mesmo que procumbente. de coloração castanho-amare lado-clara ou escura. cicatriz de inserção basal-ventral. fruto ou semente) que apresenta secreção pulverulenta. Prunella vulgaris L. PRUÍNA – diz-se da superfície. Qualquer estrutura que serve para propagação ou multiplicação vegetativa de uma planta. envolto pelo cálice. aguda. geralmente com quatro carceru lídios. glabra. PROSTRADO – deitado sobre o solo. por exemplo cotilédones. carceru lídio alongadoobovóide-cuneiforme.

marmelo.) Merr. D.Fig.p centro do lado dorsal e sobre a carena.280D) a parte comestível é o receptáculo-floral e internamente se encontra o fruto com as sementes. FIGURA 280 – Pseudo-frutos: A. diversos ovários provenientes de uma única flor e distribuídos em uma polpa suculenta.[Fig. na uva-do-japão (Hovenia dulcis Thunb. endosperma carnoso [Fig.amora.Fig.) a parte comestível é o pedúnculo (pd) .Fig.280B) o pseudo-fruto múltiplo é formado pela inflorescência feminina de diversas flores.abacaxi.281].Fig. no marmelo (Cydonia oblonga Mill. a parte comestível no fruto do cajú (Anacardium occidentale L. 280C) é o pedúnculo-floral e a semente é a castanha.cajú. invagi nado e reto. no abacaxi (Ananas comosus (L. seção longitudinal: C. e listra escura que desce ao lado da carena e pelos bordos do lado ventral. no morango (Fragaria sp. formado por FIGURA 281 – Pseudo-fruto de Hovenia dulcis. B. 309 . . . embrião axial. . PSEUDO-FRUTO – resultante do crescimento de partes acessórias da flor.280 A) o pseudo-fruto múltiplo resulta de numerosas flores femininas inseridas sobre um eixo comum.76J]. na amora (Rubus sp. com embrião na parte basal (próximo do ponto de inserção com o pedúnculo-floral).) tem-se um pseudo-fruto composto. A unidade-semente é o carcerulídio. .

pode provocar movimentos nas folhas. PUNCTEADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. fruto ou semente) que se apresenta miudamente pubescente [Fig. fruto ou semente) que se apresenta ligeiramente pubescente. PUNCTIFORME – em forma ou com aparência de ponto. fruto ou semente) que se apresenta coberta com pequenas impressões. o mesmo que pulvino. com densos e curtos pêlos finos. PUBESCÊNCIA – indumento da superfície de um órgão. PULVÍNULO – pequena intumescência situada na base do pecíolo de muitas plantas. fruto ou semente) que se apresenta revestida com densos e curtos pêlos finos [Fig. como se tivessem sido feitas pela ponta de um alfinete [Fig. próximo ao ponto de inserção no caule.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PUBERULENTA – diz-se da superfície de um órgão (folha. PUBÉRULO – diz-se da superfície de um órgão (folha. como a semente de Anagallis arvensis L. composta de parênquima e que pela variação da turgescência. 310 . Ver pubescente. PUBESCENTE – diz-se da superfície de um órgão (folha.204I].295I].203J]. ocorre principalmente nas Fabaceae (=Leguminosae). PULVINO – o mesmo que pulvínulo.

fraco e delgado. PÚSTULA – pequena proeminência vesicular na haste. PURPÚREO – que tem coloração púrpura.11D). PUTÂMEN – parte central (caroço) das drupas.Fig. PUSILO – muito pequeno. PUPA – estádio intermediário entre a larva e o inseto adulto. morfologicamente o termo mais adequado é ‘pirênio’. fruto ou semente) termina gradativamente em ponta dura e aguda [Fig. PUREZA FÍSICA – é a característica que reflete a composição física ou mecânica de um lote de sementes. PÚRPURA – de coloração vermelha-escura tirante ao violeta. 311 . PUREZA VARIETAL – quando as sementes geneticamente puras produzem no campo plantas adultas que reproduzem fielmente as características da variedade selecionada pelo melhorista.16E].p Hilo punctiforme como em muitas Poaceae (=Gramineae . nas folhas ou na testa das sementes. PUNGENTE – diz-se quando o ápice de órgão (folha.

312 .

Q .

Ver cimbiforme e navicular. 314 . em que a semente está viável mas não germina. temperatura e oxigênio. QUILHA – saliência longitudinal. QUIESCENTE – aplica-se a fase ou estado de repouso de um vegetal ou de uma semente. o mesmo que carena.100-O. Ver quiescência. 101R]. este estado é facilmente superado com o fornecimento das condições ambientais adequadas para a espécie. como [Fig. nas Poaceae (=Gramineae) é uma dobra aguda ou o ângulo ao longo das duas nervuras da pálea [Fig. mas passará imediatamente a germinar quando forem fornecidas as condições adequadas de umidade. é controlada por fatores exógenos (CARVALHO & NAKAGAWA.11A] ou ao longo da nervura mediana da lema. 1979). Ver dormência. ficando por um período como que dormente. Por ex.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA QUIESCÊNCIA – é um estado de repouso. semelhante a quilha de um barco.: uma semente de milho pode estar em estado quiescente.

.

a certa distância uma das outras. 304B. onde as flores são pedunculadas e não se inserem no mesmo ponto. inflorescência em cacho.302B. o mesmo que cacho [Fig..) All. como em Trifolium repens L. 303B. geralmente. A posição da radícula em relação aos cotilédones.78A] e que após emergir do tegumento da semente.52].11] ou pode-se dizer que é a estrutura distal do eixo embrionário ou eixo hipocótiloradícula que se encontra abaixo dos cotilédones [Fig. Contorno da radícula – é visível nas sementes na extremidade FIGURA 283 – Sistema radicular fasciculado de Monocotiledônea. RADÍCULA – é a raiz rudimentar do embrião e que consiste. se inserem num eixo comum. 311B] ou abaixo do escutelo [Fig. Crotalaria spectabilis Roth e Desmodium tortuosum (Sw. de apenas um meristema apical coberto pela coifa [Fig. dará origem à raiz primária. Medicago lupulina L. entre e dentro da família. 308C. é um elemento de grande valor na identificação de certas espécies. dispostos em forma de roda. 307B. Lotus corniculatus L. Melilotus indica (L. 310B..). RADICELA – o mesmo que radícula. 316 . FIGURA 282 – Sistema radicular ramificado de Dicotiledônea. dentro da semente. RADIADA – arranjada ou que se insere em um ponto comum. 306B. durante o processo de germinação. próximo da micrópila.. RACEMOSO – que tem cachos ou com aparência de cacho.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA RACEMO – inflorescência indefinida na qual as flores são pediceladas.) DC. em muitas espécies de Fabaceae– Papilionoideae.. 309. RADIAL – se refere à periferia (ao raio).

R RAFE – linha elevada ou sulco que percorre o tegumento da semente. Rafe ventral – tipo mais comum. principal. RAIZ – é o órgão de fixação do vegetal ao solo. 317 .84]. este conjunto forma o sistema radicular ramificado de Dicotiledôneas [Fig.248] com o integumento. as flores mais externas (posteriormente os aquênios) que geralmente são flores liguladas. Celastraceae e Proteaceae. ocorre em Buxaceae. do hilo à chalaza. [Fig. de ramos ou de bulbos [Fig.282]. pode ser a partir do hipocótilo. Termo usado em oposição às flores do disco. de caules. Ebenaceae e Lauraceae e em certos gêneros de Anacardiaceae.51. apresenta geotropismo positivo e raizes secundárias pouco desenvolvidas e oblíquas em relação a FIGURA 285 – Raiz aérea de Philodendron. e que provém da soldadura de uma porção do funículo de um óvulo anátropo [Fig. num capítulo de Asteraceae (=Compositae). RAIO – região onde se inserem. do colmo. FIGURA 284 – Parte inferior de uma planta de milho.246] ou campilótropo [Fig. do colo. isto é. ocorre nas Euphorbiaceae. Rafe dorsal – resulta da curvatura do funículo sobre a micrópila adaxial. Raiz adventícia – é a raiz ou as raízes que se originam de outras estruturas que não a radícula. 284]. que são centrais. Raiz axial ou pivotante – é a raiz principal que penetra verticalmente no solo. de onde retira água e nutrientes minerais. As flores do raio podem produzir aquênios com características morfológicas diferentes das do disco e quando isso ocorre temos aquênios heterocarpos. e Ricinus communis L. como em Euphorbia comosa Vell.

que degeneraram. que serve para flutuação e para a respiração da planta [Fig. Raiz atrofiada – é a raiz ou as raízes que apresentam atrofia. Raiz com desenvolvimento atrasado – uma raiz geralmente com ponta intacta.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Raizes adventícias seminais – no embrião das Poaceae (=Gramineae) desenvolve-se acima do ponto de inserção do escutelo [Fig. Raiz aérea – é a raiz de uma planta epífita. 318 .78Aras] e após a germinação. As raizes partem do caule e se dirigem verticalmente para o solo. a não ser que a ponta tenha sido quebrada. que não se desenvolveram.285). Quando as raizes FIGURA 286 – Raiz aquática de Jussiaea. antes disso a ramificação dificilmente acontece. como a raiz do imbé (Philodendron Fig. Raiz enfezada – é uma raiz raquítica e atrofiada. com ponta intacta. que estão enfraquecidas. sem parasitá-las. FIGURA 287 – Raiz pivotante de nabo. outras raízes adventícias se desenvolvem dos nós do colmo principal e dos colmos laterais.286]. atingem o solo. Raiz aquática – é a raiz que se forma abaixo da lâmina d’água. penetram nele e se ramificam. que vive sobre outras plantas. mas muito curta e fraca para estar em equilíbrio com as outras estruturas da plântula. podem atingir a alguns metros. são muito resistentes e freqüentemente usadas como cipós. Raiz curta e grossa – é a raiz que caracteriza as plântulas com sintomas fitotóxicos. Raiz geralmente claviforme.

portanto também é uma raiz tuberosa.283]. Nos testes de germinação usa-se essa designação para outras raízes que não a raiz primária. pois armazena reservas alimentícias. Raiz primária – é a raiz principal. longa e delgada. Raiz lateral – é qualquer raiz que se origina lateralmente a raiz principal. Raiz secundária – é a raiz que emerge da raiz primária. 284]. como nos gêneros Zea (Poaceae =Gramineae) e Cucurbita (Cucurbitaceae). Raizes seminais – designação dada à raiz primária e um certo número de raízes secundárias. geralmente com FIGURA 288 – Raiz tuberosa de batata-doce. ocorre em Poaceae (=Gramineae) e devido ao formato são denominadas de raízes adventícias [Fig. que se originam no eixo embrionário e formam o sistema radicular de uma plântula de cereais (como em Triticum – Poaceae) e de Cyclamen (Primulaceae). Raiz pivotante – quando a raiz principal é muito desenvolvida e suas ramificações tem desenvolvimento quase desprezível. numerosos pêlos absorventes e terminando em ponta fina. este conjunto forma o sistema radicular fasciculado de Monocotiledôneas [Fig.R Raiz fascículada ou Raiz em cabeleira – é aquela onde não se distingue nem pela posição e nem pelo desenvolvimento uma raiz principal. como em cenoura e nabo [Fig. 319 .287]. resultante do desenvolvimento da radícula do embrião.

por (1. que se afila para o ápice e a base (ponto de inserção). como na beterraba [Fig.6mm de largura e 0. Ranunculus sp. que se assentam sobre um receptáculo estrobiliforme. que penetra verticalmente no solo onde se ramifica e na porção próxima a superfície é muito desenvolvida.3mm de comprimento.7mm de espessura. largo-obovada em contorno e estreito-elíptica em seção transversal. a núcula. superfície finamente pontilhada. fosca. reto ou curvado. marrons e escamiformes [Fig. 289]. de coloração castanho-clara a escura e margem ligeiramente mais clara em sementes mais escuras [Fig.238A]. cerca de 2. – núcula discóide. Seguem características diferencias de algumas espécies de Ranunculus: Ranunculus acris L. originado da margem. – fruto múltiplo formado por diversos frutícolos (núculas).203N]. 320 . base frequentemente levemente extendida. margens levemente aladas. com uma muito mais alada e curvada do que a outra. formando um tubérculo. com estilete (rostro) apical persistente. como em batata-doce [Fig.238].2-3.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Raiz tuberosa – é a raiz principal. A unidade-semente é FIGURA 289 – Raiz tuberosa de beterraba.5-)2.288] e nas raizes de dália.0-2. Algumas vezes não é a raiz principal que é tuberosa e sim as algumas raizes laterais. núcula comprimida. frutos ou sementes) que se apresenta coberta com macías e flexíveis excrescências rugosas.5-0. em maior ou menor tamanho. com curto rostro apical ligeiramente curvado ou reto. ou espinhoso [Fig. RAMENTÁCEA – diz-se da superfície de um órgão (folhas.

R

Ranunculus bulbosus L. – núcula discóide, de suborbicular a largoobovada em contorno e estreito-elíptica em seção transversal, com (2,8-)3,0-3,5mm de comprimento, por (1,8-)2,3-2,8mm de largura e 0,5-0,7mm de espessura, com curto rostro apical uncinado, originado da margem; margens levemente aladas, com uma muito mais alada e curvada do que a outra; superfície finamente granular, fosca, de coloração castanho-escura a castanho-avermelhada e margem amarelada [Fig.238B]. Ranunculus parviflorus L. – núcula de largo-ovalada a suborbicular em contorno, cerca de 2,0-2,8mm de comprimento, por 1,8-2,5mm de largura e 0,5-0,7mm de espessura, com longo rostro apical reto, margens inconspícuamente aladas e pouco mais claras, superfície castanha, granulosa e fosca [Fig.238C]. RANHURA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) com pequeno sulco, ou escavação. Raphanus raphanistrum L. – síliqua lomentácea cilíndrico-alongada, não alada, moniliforme em maior ou menor intensidade, com 25-80mm de comprimento por 2,0-3,5(-4,0)mm de largura, com 5-7 costelas conspícuas ou inconspícuas e com rostro longo-acuminado (muitas vezes
quebrada quando misturada às sementes comerciais); porção valvar delgada,

estipiforme e com 2,0mm de comprimento; porção estilar com (2-)48(-10) sementes, com costrições transversais (mais [Fig.321A’-A’’] ou
menos [Fig.320A] acentuadas, dependendo da variedade), que podem

se separar em segmentos (sgm - na maturação) com 1-2 artículos unisseminados, globosos e com 1,6-2,0mm de diâmetro, ou subcilíndricos e com 3-4mm de comprimento [Fig.321A-A’-A’’]; semente

321

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

ovóide, castanho-avermelhada, 4-6mm de comprimento por 2mm de largura. A unidade-semente são os segmentos e mais raramente a semente livre. Raphanus sativus L. – síliqua lomentácea cilíndrico-cônica, inflado, não moniliforme, com 30-50(-80)mm de comprimento por 5-9(-10)mm de largura, com nervuras longitudinais e rostro largo-cônico (muitas vezes
quebrado quando misturado às sementes comerciais); porção valvar muito curta, parecendo um pedúnculo; porção estilar com 2-3(-4) sementes, sem constrições transversais, ou às vezes contrídas entre as sementes, mas não se separa em segmentos na maturação, no entanto pode se abrir mecanicamente no beneficiamento [Fig.321B]. A unidade-semente é a semente e mais

raramente o fruto quebrado. Rapistrum rugosum (L.) All. – síliqua lomentácea formada por dois ou mais artículos superpostos, uniseminados ou bisseminados, um rostro (ro) e um pedúnculo (pd); artículos córneos, de amarelado a amarelo-palha ou acinzentado, bordos sinuados, se desarticulam entre eles e entre o pedúnculo; artículo superior indeiscente, de globoso a largo-ovóide, com 2,5-3,5mm de comprimento (exceto o rostro) por 2,0-3,0(-3,5)mm de diâmetro, unisseminado ou bisseminado,

com largas costelas longitudinais, muito ou pouco rugosas; artículo superior atenuado para um rostro apical estéril, com 1,0-1,5(-2,0) mm de comprimento, muitas vezes ausente; artículo inferior deiscente ou não, subcilíndrico ou ovóide, liso ou levemente rugoso ou estriado, com 1,0-1,5(-2,0)mm de comprimento por 1,0-1,2mm de largura, unisseminado, estéril ou raro bisseminado; pedúnculo liso, curto ou até três vezes o comprimento do artículo inferir [Fig.322]. A unidade-semente são os artículos, muito raro a semente livre.

322

R

RAQUE – é o eixo principal (ra) de uma inflorescência [Fig.43, 257]. RÁQUILA ou RÁQUIS – pequeno eixo ou eixo secundário do ráquila; nas Poaceae (=Gramineae) e nas Cyperaceae é o eixo onde se originam as pequenas flores ou os antécios. Ver segmento da ráquila. RASTEIRO – que se arrasta; o mesmo que rastejante. RASTEJANTE – diz-se do caule que se desenvolve apoiado sobre o solo, com ou sem raízes, de trechos em trechos, como na abóbora; o mesmo que rasteiro. REANÁLISE – quando a repetição do teste for com sementes do mesmo lote, mas de amostras médias diferentes. Ver reteste. RECEPTÁCULO – porção axial da flor que serve de assento aos diversos verticilos florais [Fig.171-re], assim como a extremidade ± dilatada do pedicelo, que constitui o suporte das diversas flores de um capítulo ou de outra inflorescência; o mesmo que tálamo.
FIGURA 290 – Regmídio (A-C) e mericarpo (B)de Geranium sp. (A-B) e Erodium sp. (C).

RECEPTÁCULO-FLORAL – ver receptáculo. RECURVO – curvo com a cavidade voltada para trás. REFLEXO – diz-se do órgão que que se apresenta voltado para base do local onde se insere. REGMÍDIO – fruto esquizocarpáceo, formado por cinco carpelos, cujos estiletes estão concrescidos em uma coluna (eixo) central ou carpóforo

323

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

mais ou menos longo. Na maturação os carpelos (agora carpídios ou mericarpos) se separam da coluna, mas ficam presos a ela, por algum tempo, pela base e pelo ápice (os estiletes). Cada carpídio longopontudo na base, se abre (deiscente) longitudinalmente por uma fenda, mas a semente fica impedida de sair pela projeção basal da coluna central. Enquanto os estiletes (rostro – ro) se torcem helicoidalmente
(da esquerda para a direita), a semente se move e é levada para a parte

superior do carpídio ou mericarpo e depois é liberada. Fruto típico das Geraniaceae, como nos gêneros Erodium (mericarpos com um tufo de pêlos na base - Fig. 290C), Geranium [Fig.290A-B] e Pelargonium (mericarpos com pêlos na base). Na natureza os estiletes absorvem ou perdem água, em velocidades diferentes, de maneira que eles executam movimentos em espiral, ora num sentido ora no outro, e assim o mericarpo se move sobre a superfície do solo e penetra nele. REGULAR – usado para dizer que todas as partes são simétricas; como uma corola rotada. REMANESCENTE – a estrutura que permaneceu aderida. RENIFORME – diz-se quando um órgão (folha, fruto ou semente) tem contorno de rim e com ponto de inserção no centro do lado encurvado [Fig.102G]. REPLO ou REPLUM – falso septo (rep), de textura membranácea, formado pela união dos bordos carpelares no fruto (síliqua ou silícula) de Brassicaceae (=Cruciferae) e que contém as placentas e posteriormente as sementes [Fig.317B, 319C-D]. Este conjunto permanece ligado ao pedúnculo, após a deiscência e a queda das valvas. Também encontrado nos craspédios das Fabaceae [Fig.107-rep].

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R

RETANGULAR – que tem forma de retângulo. RETESTE – quando a repetição do teste for com sementes da mesma amostra média. Ver reanálise. RETICULADA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que se apresenta recoberto por linhas que se anastomosam formando uma rede de pequenas malhas, geralmente com aparência geométrica [Fig.295B]. RETICULADO–FAVEOLADA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que varia entre reticulada e faveolada; quando a profundidade e a distância entre cada retículo são mais pronunciadas do que a de uma simples superfície reticulada [Fig.295D]. RETICULAR – com aspecto de retículo. RETÍCULO – diz-se da superfície com pequena rede de malhas. RETINÁCULO – o mesmo que ejaculador [Fig.64, 126]. RETRORSO – voltado ou dirigido para trás (base), geralmente pêlos ou espinhos [Fig.237]; oposto de antrorso. RETUSO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente) é arredendo e no centro apresenta pequena reentrância [Fig.16N]. REVOLUTA(O) – diz-se da folha com os bordos enrolados ou voltados para trás ou para baixo [Fig.279D]; como os bordos de uma folha ex: Senna. Oposto a involuta.

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GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Rheum rhaponticum L. – núcula envolta pelo perigônio (prg), formado por 3-sépalas (sp) aladas, planas, amarelo-castanho-avermelhada, com bordos paralelos e de 7-9mm de comprimento, largura e espessura; núcula de trígona a quadrangular, com 7-8mm de comprimento por 3,5-4,0mm de largura e espessura, castanho-escura, com faces convexas, com três ângulos agudos e afilando para o ápice e a base [Fig.241S-T-U]. A unidade-semente é a núcula, sem ou com o cálice pentâmero inteiro ou parte aderida a base. Rhynchosia phaseoloides (Sw.) DC. – semente de largo-ovóide a globosa, com ápice e base arredondada, vermelho-escarlate e com mancha preta obliqua (abaixo da área hilar e na margem dorsal) que ocupa cerca da ½ da superfície; hilo localizado na porção vermelho-escarlate [Fig.1C-D]. Ver Abrus precatorius. A unidade-semente é a semente. Rhynchospora aurea Vahl (=R. corymbosa (L.) Britton) – núcula obovada, com 2,5-3,5mm de comprimento (exceto o rostro) por 2,0-3,0mm de largura (próximo ao ápice), castanha, com leve escabrosidada, se afila gradativamente para uma base pontuda, deprimida nas faces, ápice com longo rostro (ro - estilete remanescente) igual ou maior do que a núcula, na base com 6-7 cerdas (ce) escabrosas de 4-5(-5,5)mm de comprimento [Fig.239I-I’]. A unidade-semente é a núcula (com rostro
apical e com ou sem as cerdas basais).

Rhynchospora nervosa (Vahl) Boeck. (=Dichromena ciliata Vahl) – núcula de suborbicular a largo-elíptica, biconvexa, com 10-2mm de comprimento
(exceto o rostro), de amarelo-palha a castanho-escura, transversalmente

rugosa, ápice com rostro (ro - estilete remanescente) de até ½ do comprimento da núcula [Fig.239J-J’]. A unidade-semente é a núcula (com
rostro apical).

326

R

RINGENTE – termo usado para uma corola monopétala, cujo limbo está desigualmente dividido e com os lábios bem afastados; com a divisão superior do lábio encurvada (em forma de arco) e a inferior proeminente e adpressa contra a anterior, de modo que o conjunto se parece com a boca de um animal [Fig.101A]. Ver cápsula ringente. Corola ringente – como a de Antirrhinum. RIZOMA – caule freqüentemente parcial ou totalmente subterrâneo, horizontal, mais ou menos espesso, rico em reservas e com capacidade de produzir raizes e caules em cada nó; se destingue das raizes pela presença de nós, gemas e escamas; como o rizoma de Iris [Fig.291] e da espada-de-São-Jorge. RIZOMATOSO – que tem rizomas. ROÍDO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente) se apresenta truncado, exceto que não termina reto e sim parece estar
FIGURA 291 – Rizoma de Iris.

irregular (roído) [Fig.16S]. ROLIÇO – quando um órgão, em seção transversal, é quase circular; o mesmo que cilíndrico e teretiforme [Fig.101M]. RÔMBICO – diz-se quando um órgão (folha, fruto ou semente) tem contorno de losango ou oval e um pouco angular na porção mediana [Fig.102C]. ROMBIFORME – que tem forma de romboedro. ROMBOIDAL – que tem forma de rombóide; o mesmo que rombóide.

327

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

ROMBÓIDE – quadrilátero de ângulos não retos, com lados opostos iguais e paralelos e lados contíguos diferentes; o mesmo que paralelograma. ROSETA – quando as folhas estão arranjadas ao redor da base, em círculo condensado, de um caule central [Fig.2]. ROSTRADO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente) termina gradualmente em ponta dura, larga, reta ou curvada [Fig.16I]; como a bainha do rábano; ou que possui rostro (ro). Aquênio rostrado – quando o corpo do aquênio apresenta um
FIGURA 292 – Rostro.

prolongamento, como em Hypochaeris brasiliensis Griseb., H. grisebachii Cabr., H. glabra L., H. radicata L. e Soliva pterosperma (Juss.) Less. (Asteraceae =Compositae – Fig.23A, 18B) e de Scabiosa atropurpurea L. (Dipsacaceae – Fig.301B-C). Invólucro-gamófilo rostrado – como em Xanthium strumarium [Fig. 208C-ro]. Núcula rostrada – que possui estilete apical persistente, como nos gêneros Ranunculus [Fig.238] e Anemone (Ranunculaceae ). ROSTRO – prolongamento apical de um órgão (fruto ou semente)

FIGURA 293 – Rosulado.

que termina em ponta dura, longa e reta, formado pelos estiletes concrescidos e persistentes [Fig.16I,18B, 23A, 238, 292]. Ver rostrado. Rostro divergente – em Acanthospermum hispidum [Fig.206B]. ROSULADO – quando as folhas (fo) encontram-se dispostas na base ou no ápice do caule (cau), estão muito próximas por ocorrer em entrenós

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rugosa. ruínas. ROTÁCEO ou ROTADA – diz-se da corola gamopétala. FIGURA 294 – Rotada. linear e deitado paralelamente a uma das faces da núcula. RUDIMENTO – estrutura inicial. um órgão imperfeitamente desenvolvido e não funcional. rotáceo mais usado do que rotada. Gsulcada. C. com limbo circular. expandido e perpendicular ao tubo [Fig.aciculada. F. as externas 329 . fica reduzido. glabro.. Rumex sp. de tubo muito curto e estreito que lembra o eixo de uma roda.295A]. RUDERAL – diz-se da espécie. como ruas. como nos frutos ou sementes no início do seu desenvolvimento. cálice hexâmero.puncteada. E.293]. dando a impressão de que todas estão no mesmo nó [Fig.reticulado -faveolada.R muito curtos. RUGOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. I. B. terrenos baldios. ou estado atrofiado de um órgão e que FIGURA 295 – Superfície (quanto ao desenho): A. fruto ou semente) que tem rugas (que não é lisa) [Fig. primórdio.faveolada.estriada.reticulada.294]. lugares abandonados. etc. embrião periférico. – núcula trígona. em forma de roseta. – Hypoxidaceae – Fig. o estado rudimentar pode ser transitório.lacunosa. papiráceo e formado por dois ciclos de três sépalas. H. RUDIMENTAR – estado de desenvolvimenbto imperfeito. portanto a existência da planta depende da habitação humana vizinha. que habitam as cercanias das construções humanas. curvo. próprio do rudimento ou relativo a ele. ou de um grupo de plantas. como as folhas da falsa-tiririca (Hypoxis decumbens L. ou ser definitivo como o estaminódio de certas flores. D.175A). como a corola de Veronica e Galium.

castanho-escuras. embrião (em) transverso-elíptico em seção transversal. com 4-5(6-)mm de comprimento por 3-4mm de largura.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA (spe) reflexas na frutificação e muito menores do que as internas (spi). ângulos obtusos e ligeiramente alados. tão longas quanto a núcula. de ápice arrebondado ou obtuso. superfície castanho-avermelhada nas faces e ângulos castanho mais escuros.4-)1. sépalas internas (spi) aderentes. se afila abruptamente para um ápice acuminado. cálice com sépalas externas (spe) ovado-oblongas.8-1.3mm de comprimento por 0. com sépalas externas (spe) linear-lanceoladas e com 1.240]. superfície castanho-avermelhadaescura. castanho-claras e cerca da ½ do comprimento total da núcula.5(-1. sépalas internas (spi) não aderentes. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base. com três faces planas iguais na largura. – núcula trígona. nervura mediana saliente e sem tubérculo [Fig. com 2. cálice castanho-avermelhado-claro. com retículo de malhas bem visíveis.1 mm de largura.0-1.0-1. ligeiramente pedicelada. Seguem as características diferenciais das espécies de Rumex: Rumex acetosella L. A unidade-semente é a núcula. Rumex crispus L. ovadas ou cordiformes. séssil. com três faces planas iguais na largura. acrescentes e aderentes ou não à núcula [Fig. embrião (em) estreito-transversoelíptico em seção transversal. lóbulos áspero-granulosas.240A-B-C].0-2. – núcula trígona. com bordos inteiros e não alados. cerca de 1mm de diâmetro ou 1.2mm de comprimento.5mm de comprimento por (1. com retículo de malhas 330 . ângulos obtusos e não alados.7)mm de largura. lisa e muito lustrosa. de ápice acuminado. ovado-triangulares. com ápice e base obtusos.

5mm de comprimento pr 1. com 2. superfície castanho-avermelhada ou castanho-acinzentada e ângulos da mesma coloração.R ligeiramente mais escuras. cálice 331 . ângulos obtusos e não distintamente alados.5-1.5-3. basal.0)mm de comprimento por 2. ápice agudo. com sépalas externas (spe) linear-lanceoladas e com 1.8mm de largura. ângulos obtusos e não alados. com 1.0-1.5-5. Rumex obtusifolius L. de ápice agudo.2mm de comprimento.2-1. com 2mm de comprimento e com retículo longitudinal [Fig.5-2. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base. – núcula trígona. com 2.0 mm de comprimento e com retículo longitudinal [Fig. A unidade-semente é a núcula.0mm de largura.0-)4. ovado-triangulares. com (4. séssil. Rumex pulcher L.0-2. cálice castanhoavermelhado. embrião (em) transverso-elíptico em seção transversal. a nervura mediana de cada sépala forma um tubérculo (tu) oblongo. bordos alados. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base. superfície atro-avermelhada (núcula madura) e mais clara (núcula imatura) e com ângulos mais escuros. com dentes ou lacínias entre a base e a porção mediana. basal. apenas a nervura mediana de uma das sépalas forma um tubérculo (tu) subgloboso ou oblongo-ovalado. inteiros ou com pequenos dentes na porção basal. inconspicuamente pedicelada.3 mm de comprimento por 1. embrião (em) com cotilédones transverso-elíptico em seção transversal. sépalas internas (spi) não aderentes. bordos alados.4mm de largura.240D-E-F-G-H]. – núcula trígona. afila gradativamente para um ápice acuminado. A unidade-semente é a núcula.0(-6. com retículo de malhas menores na base e maiores no ápice e ligeiramente mais escuras.240I-J-K-L].02.

ver Cápsula rúptil [Fig. com 2mm de comprimento e alveolado [Fig. como em sementes de Annonaceae. Coccoloba e Triplaris surinamensis Cham. sépalas internas (spi) não aderentes. como a noz-moscada. A unidade-semente é a núcula. com 4-5(-6)mm de comprimento por 2. Virola (Myristicaceae).5mm de largura. RUNCINADO(A) – diz-se das folhas com profundos recortes voltados para a base [Fig. bordos alados. ou de aspecto irregular. a nervura mediana de cada sépala ou apenas uma delas. (Ebenaceae). RUMINADO – provido de múltiplas fissuras. 332 . RUPESTRE ou RUPÍCOLA– vegetal que cresce sobre rochas. com retículo de malhas menores na base e maiores no ápice e da mesma coloração.240M-N-O-P]. com sépalas externas (spe) oblongas e com 1mm de comprimento. de Diospyros FIGURA 296 – Runcinado. como as folhas de Taraxacum.102L.Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA castanho-avermelhado. (Polygonaceae . de ovadas a ovado-oblongas. Endosperma ruminado – se caracteriza pelas invaginações transversais do tegumento (tegmen) para o interior do tecido nutritivo (para o centro da semente).5-4. com 5-10 dentes ou lacínias retas. RÚPTIL – que se rompe irregularmente. setiformes ou subespinhosas.149) e Cissus (Vitaceae).69]. RUPTURA – ver abcisão. forma um tubérculo (tu) de semigloboso a oblongo. 296]. basal. Antigonon. de ápice agudo. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base.

.

SACO POLÍNICO ou MICROSPORÂNGIO . margem grosso-côncava e outra delgado-convexa [Fig. O sacelo se encontra reunido em glomérulos e tem a superfície externa recoberta com uma grande variedade de indumentos (hirsuto. os núcleos polares (np). SAGITIFORME – o mesmo que sagitado. pela redução a um único artículo oval.oposto de macro.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SABREFORME – em forma de sabre. agudos.gp]. pubérulo. SACELO – segundo BARROSO et al. acerba Benth. plano nos dois lados. FIGURA 298 – Sacelo de Mimosa doleus. onde três núcleos ficam próximos da micrópila. sendo uma a oosfera (o) e duas sinérgidas (si). que nas Angiospermas são as células especializadas da antera (ant). que são a célula mãe do endosperma [Fig.100J]. em geral. Fonte: Barroso et al. dirigidos para trás e em forma de seta ou bilabiados [Fig. SAGITADO(A) – diz-se de um órgão vegetal foliáceo que tem ápice agudo e base com lobos (apêndices) basais retos. acerba (Benth. como as folhas de Rumex acetosella L.) Barneby (= M. setoso. FIGURA 297 – Saco embrionário em desenvolvimento. glandular.Fig. subsp. três ficam na parte oposta. (1999) o fruto é um tipo derivado do craspédio. em oito. curvado. que produzem os grãos de pólen (gp) [Fig.171 ant .298) e M. as antípodas (an) e duas na porção central.102I-I’]. SACO EMBRIONÁRIO ou MACROSPORÂNGIO – nas Angiospermas é a célula que o formou e que divide seu núcleo. ocorre em Mimosa doleus Vell. 334 . estrigoso e estrelado). 297].(ou mega-) sporângio. com abertura transverso-apical da borda do carpelo e que ao se abrir forma um replum curto e caduco. hispídulo. carnoso. (1999). . meticulosa.171A.

basal ou unilateral) do núcleo seminífero: Ala apical – com núcleo seminífero basal.299H). B. simples. C..Platypodium elegans. se localizar apenas nas extremidades dele ou apenas numa de suas extremidades. F. ISecuridaca sp.ou dissâmaras) ou de três (trissâmaras).S SÂMARA – fruto nucóide. em Centrolobium com núcleo semínífero equinado. 335 .299D). Securidaca (Polygalaceae – Fig.299I) e Phyllostylon (Ulmaceae). cada uma formando um mericarpo. A sâmara em Gallesia com cálice tubuloso (cal). As alas podem contornar o núcleo seminífero. desenvolvidas da parede ovariana (ovário súpero) e pode ser um caráter de diferenciação entre táxons. por atrofia de um carpelo [Fig.. ocorre em Fabaceae (=Leguminosae) como em Pelthophorum (Caesalpinioideae).299A-B-F-G).Machaerium pedicellatum.Vatairea heteroptera.Gallesia sp. Fonte B-C-E. em Securidaca L. Riedeliella (Papilionoideae – Fig.. com núcleo seminífero reticulado-faveolado ou cristado. em Vatairea com ala transversovenosa. G. Machaerium. (1999). H. as sâmaras podem apresentar-se isoladamente ou em grupos de duas (bi. persistente e com lacínias eretas.Tipuana tipi. Centrolobium. Sâmara anfinuclear – com ala circular (circunda o núcleo seminífero). indeiscente. ERiedeliella sp. seco.Pterogyne sp. com núcleo seminífero (nse) unisseminado e com projeções membranáceas do pericarpo em forma de ala. Gallesia (Phytolaccaceae – Fig. monocarpelar ou pseudomonocarpelar.299].299E) e em Monina (Polygalaceae).G-I: Barroso et al. nos gêneros: Pterogyne (Fabaceae–Caesalpinoideae – Fig. Quanto a posição da ala pode ser: FIGURA 299 – Sâmara: A. D. Tipuana e Vatairea (Fabaceae–Papilionoideae – Fig.Centrolobium tomentosum. Sâmara paranuclear – com ala somente em um lado (apical.

SAMARÍDIO – fruto esquizocarpáceo tricarpelar (originado de um ovário súpero ou ínfero). lóculos unisseminados e com ala dorsal ou lateral em cada um dos carpelos. ocorre em Malpighiaceae (com núcleo seminífero basal) e Sapindaceae (com núcleo seminífero apical). O samarídio pode ser mais ou menos giboso com espessamento no bordo superior (Banisteriopsis muricata (Cav. ou comprimido e se distinguem pouco das alas (Serjania cuspidata – Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Ala basal – com núcleo seminífero apical.300L).300A). ou por 2 samarídios. As alas dos samarídios podem ser: 336 .299C (Fabaceae–Papilionoideae).300K).300B). Ala unilateral – com núcleo seminífero em uma das extremidades gênero Paramachaerium (Fabaceae–Papilionoideae). que pode ser longa e afundada (Banisteriopsis megaphylla – Fig. raramente bicarpelar por aborto. por aborto do terceiro (Banisteriopsis andersonii – Fig. ou com ala dorsal e espessamento no bordo inferior (Heteropterys macrophylla – Fig. ou providos de alélulas laterais ou paralelas (Banisteriopsis ferruginea) ou com apêndices na base da ala dorsal (Banisteriopsis lucida – Fig. O núcleo seminífero (nse) em Malpighiaceae pode ser: liso em Mascagnia (Malpighiaceae).) B.300C). ou pequena e circular (Banisteriopsis ferruginea).) Cuatrec.300I). O esquizocarpo pode ser formado por 1 samarídio (por aborto dos demais) e com ala dorsal (Banisteriopsis stellaris (Griseb.300J).300D e Heteropterys verrucoides – Fig. Gates – Fig. ocorre nos gêneros Myroxylon e Platypodium – Fig. ou cristado e mais ou menos distinto da ala (Serjania platycarpa – Fig. – Fig. ou globoso e saliente e bem distinto da ala (Serjania glabrata Kunth – Fig.300M). O ponto de inserção do samarídio no receptáculo é a aréola (are).300G).300H). ou alongada (Banisteriopsis basifixa – Fig.

Mascagnia sp. com reforço no bordo superior ou excepcionalmente no bordo inferior. Banisteriopsis lucida . (1999).. schizopetala.Banisteriopsis andersonii.Fig. C.Heteropterys verrucoides. J.Serjania glabrata. Ala cristiforme – dorsal vertical sobre o núcleo seminífero – em Diplopterys (Malpighiaceae) ou dorsal disposta em uma extremidade do núcleo seminífero. E.H. como em Barnebya dispar.Serjania platycarpa e de Malpighiaceae: D. L. Em Rutaceae com três samarídios. G.Banisteriopsis muricata.Heteropterys macrophylla. B. 337 .300K. I. F. B.Mascagnia pubiflora. cuneiforme ou cristiforme.Banisteriopsis megaphylla. como no gênero Diatenopteryx que tem ala dorsal. M. K.Banisteriopsis lucida.Banisteriopsis stellaris.Serjania cuspidata. como no gênero Helietta. Ala dorsal – oblonga. Em Sapindaceae com dois samarídios divergentes.Banisteriopsis basifixa.S FIGURA 300 – Samarídios de Sapindaceae: A. Fonte (exceto F): Barroso et al.

calículo (cali) com pêlos nas nervuras longitudinais [Fig. é vermelho-alaranjado e em Capparis flexuosa (L. – aquênio (aq) envolto pelo invólucro floral (involucelo). Scabiosa sp. ou aquênio (aq) coroado pelo papus [Fig.). H.) Griseb. como em Magnolia champaca (L. onde se localiza a aréola central (Mascagnia – Fig. como nos gêneros Mezia e Mascagnia – com ala lateral inteira.Fig.) Griseb.formado por cinco sépalas estreitas e agudas. banksiaefolia e H.300D. Scabiosa columbaria L.) Baill. H.) Cuatrec . A unidade-semente é o aquênio com ou sem o calículo persistente. – aquênio (aq) envolto pelo invólucro floral (involucelo). três segmentos laterais em Hiptage. (B-C): A-B.300I. que contorna o núcleo seminífero. B. verrucoides . a corola tubulosa e o calículo (cali) modificado em papus (pa . ou quatro segmentos em Tetrapteryx. ou ala dividida profundamente em dois segmentos Mascagnia pubiflora (A.330E). Juss. FIGURA 301 – Scabiosa columbaria (A) e Scabiosa sp. 338 . Ala lateral-inteira – contornando o núcleo seminífero. macrophylla . persistente no ápice do aquênio). laevifolia. Juss. (= Hiraea rigida A. persistente no ápice do aquênio). . (Capparaceae) é branco. Juss. (= Hiraea pubiflora A.301A]. C.aquênio envolto pelo involucelo.Fig. a corola tubulosa e o calículo modificado em papus (pa – formado por cinco sépalas estreitas e agudas. SARCOTESTA – um tipo de arilóide carnoso que recobre o tegumento da semente.301B-C]. Juss.Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA B.) L. ex Pierre e no gênero Michelia (Magnoliaceae).Fig.300F) e Mascagnia rigida (A.300L (Malpighiaceae). Heteropterys chrysophyllum. muricata (Cav. ala confluente em vista ventral.aquênio com papus.

297]. diz-se da superfície de um órgão revestida por numerosos pêlos muito finos. fosca.158C. Scleria uleana Boeck. hipogínio ausente [Fig.0)5. semilunares e com pontos lustrosos [Fig. A unidade-semente é a núcula (com hipogíno).5-3. SEDOSO ou SERÍCIO – que tem pêlos com textura de seda.224. rugosa. apiculado.239L-L’]. 339 .5(10. – núcula depresso-globosa.0mm de comprimento.0)mm de comprimento por 1. mucronada. se afila para uma base aguda. A unidade-semente é a cariopse nua. 80CD. muricado-tuberculado e com 2.239K-K’]. branca. SEGMENTO DA RÁQUILA ou SEGMENTO DO RÁQUIS ou RÁQUIS – uma parte da ráquila (seg) articulada que na maturação permanece presa ao antécio. ápice truncado. Lolium [Fig. 326.171. SECUNDINA – integumento interno (in) do óvulo [Fig. 328].5mm de comprimento.5-3. hipogíno cupuliforme basal bem desenvolvido e com seis tubérculos brancos.167. – cariopse com (4. 168]. 81C-D].5mm de largura e 1. branco. Secale cereale L. Festuca [Fig. de amarelada a castanho-amarelada. de resto glabra. com curtos pêlos. A unidade-semente é a núcula.0mm de espessura. com área hilar longo e estreita [Fig.S Scleria balansae Maury – núcula ovóide.49]. 225]. liso e com 2.0-3.79C-D.0-8. Andropogon [Fig.155] e Sorghum [Fig. lado ventral com prufundo sulco longitudinal. com brilho de seda e sedosos ao tato. como em Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Bromus [Fig. geralmente curtos.

310]. pepino. tecido(s) nutritivo(s) e embrião. B. – superfície com tubérculos espinhosos. grandes em relação ao tamanho da semente.vista externa. 340 .vista exerna. a partir do hilo [Fig. mas no dorso e no bordo estão organizados em cinco linhas concêntricas. – superfície com tubérculos pontudos ou. onde as verrugas são achatadas [Fig. de Mimosoideae [Fig. 309] e de Trifolium [Fig.vista externa. Silene gallica L. rabanete e repolho: A. Em sentido amplo. couve. Silene noctiflora L. B. Estruturas da semente de abóbora. melancia e melão: A.vista interna. arranjadas em linhas concêntricas a partir do hilo e paralelas à margem.305B].vista interna. Sementes com diferentes ornamentações na superfície: • CARYOPHYLLACEAE: (Agrostemma githago L.303].302]. de Papilionoideae [Fig. B.306]. rabanete e repolho [Fig. arredondados. cebola [Fig. FIGURA 304 – Sementes de couve. Silene antirrhina L. de feijão [Fig. de ervilha [Fig.vista interna. melancia. – superfície com estreitas placas alongadas na porção escavada da face. – superfície com curtos tubérculos rombudos. Cerastium glomeratum Thuill.305A].305D].334]. Compreende em geral três partes: tegumento(s). dispostas em placas arredondadas formamdo um padrão definido nas faces. melão e pepino [Fig. de CaesalFIGURA 302 – Sementes de abóbora. às vezes. – superfície com pequenas verrugas rombudas mais escuras. semente é toda estrutura que serve para reproduzir um vegetal. do desenvolvimento e do amadurecimento do óvulo.305E]. arranjados em linhas concêntricas a partir do hilo e paralelas à margem [Fig.307]. 308. distribuídos sobre placas cinza-arredondadas e que se tornam oblongas perto na área hilar. pinioideae [Fig. nas faces as placas com os FIGURA 303 – Semente de cebola: A. com curtos e finos tubérculos rombudos inconspícuos na porção periférica convexa da face e no bordo da semente e com placas alongadas ao redor do entalhe do hilo ausentes [Fig.304].311].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SEMENTE – parte reprodutora dos vegetais superiores que produzem flores e resulta da fecundação.

• CAPPARACEAE: Cleome hassleriana Chodat – superfície com pequenos e irregulares tubérculos coniformes no dorso e nas faces. Talinum triangulare (Jacq.305K]. dispostos mais ou menos simetricamente em linhas concêntricas a partir do hilo.305F]. – superfície com curtos tubérculos rombudos. Stellaria media (L.27G]. Spergula arvensis L.305H]. – superfície com finos tubérculos alongados e achatados.) Cambess – superfície com pequenas papilas distribuídas irregularmente [Fig. dispostos mais ou menos simetricamente em linhas concêntricas a partir do hilo [Fig. Stellaria graminea L.305I].305M]. Spergularia grandis (Pers. – superfície com finas verrugas e com pequenas papilas distribuídas irregularmente. bordo acuminado e com estreita ala circular esbranquiçada [Fig.) Willd. 341 . • PORTULACACEAE: Portulaca oleracea L.305J]. grandes em relação ao tamanho da semente e dispostos em linhas concêntricas a partir do hilo [Fig. – superfície diminutamente tuberculada [Fig.305G]. – superfície com curtos tubérculos rombudos.) Vill.305C].S tubérculos estão arranjados em um padrão de linhas concêntricas a partir do hilo e nos bordos sobre 6-8 linhas [Fig. Vaccaria hispanica (Mill.) Rauschert – superfície com curtos tubérculos ovais em forma de bolhas arranjados em fileiras ou em um padrão específico [Fig. esta com nítido sulco entre a radícula e os cotilédones e que termina no centro em uma cavidade mais ou menos profunda [Fig. – superfície finamente rugosa [Fig. • MULLUGINACEAE: Glinus sp.

Talinum triangulare.Cleome hassleriana.Silene gallica. C.Spergula arvensis.Silene noctiflora.Agrostemma githago. com malhas do retículo salientes [Fig.Tibouchina sp. E. D.305N]. – superfície reticulada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA • MALPIGHIACEAE: Tibouchina sp. parecendo diminutos grãos de areia e que podem estar adensados ou espaçados [Fig. com pequenas elevações arredondadas. – superfície granulosa. L. N.Vaccaria hispanica.27C]. 342 .Stellaria media. B. • TURNERACEAE: Turnera ulmifolia L. M.Portulaca oleracea. K.Cerastium glomeratum. H. G.Stellaria graminea. FIGURA 305 – Sementes com diferentes ornamentações na superfície: A.Spergularia grandis. I. J.Silene antirrhina. F.

no lado interno e está totalmente oculto. inconspícuo. Adenanthera. C. uma das extremidades da semente. B. funículo curto ou longo e. geralmente representada por uma camada castanho-escura. sendo mais abundante sobre as faces externas dos cotilédones. hilo pequeno. sem características específicas e que se localiza na margem em FIGURA 306 – Sementes de CAESALPINIOIDEAE: A. que se encontra ± invaginada entre os cotilédones crassos. e Senna obtusifolius (L.) Irwin & Barneby possuem embrião axial FIGURA 308 – Sementes de PAPILIONOIDEAE: A-Bvista externa.seção longitudinal. 343 . 306.. embrião reto. faces planas (achatadas) ou levemente convexas [Fig.306C. elípticos ou oblongos e articulados na porção centralbasal. Cercis canadensis L.seção longitudinal.seção transversal. axial e invaginado (quando há delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótilo-radícula).vista externa. C. Plúmula bem desenvolvida e diferenciada em pinas. O endosperma. B. com espessura variável. com eixo hipocótila-radícula curta.seção transversal. torcido em espiral. é duro e vítreo. quando evidente nas duas subfamílias. em seção transversal a semente apresenta cotilédones finos e endosperma ± abundante [Fig. 307C].seção longitudinal. oblonga ou orbicular). nas espécies de Inga e Pithecellobium os cotilédones possuem base cordada (profunda incisão) e o eixo hipocótilo-radícula se localiza acima dessa incisão. espécies de Bauhinia existe leve assimetria da base dos cotilédones e do eixo hipocótilo-radícula que fica ligeiramente curvo. Em algumas FIGURA 307 – Sementes de MIMOSOIDEAE: Avista externa. 307]. Dseção transversal. simétricas e razoavelmente consistentes na forma (elíptica. em Acacia. C. imediatamente contígua à ponta da radícula. a chalaza se encontra na extremidade oposta. Em Caesalpinioideae existe também uma parede de parênquima. muitas vezes.S Diferença entre sementes de CAESALPINIOIDEAE e MIMOSOIDEAE: Sementes geralmente oriundas de óvulos anátropos. Albizia e Calliandra. arredondados. Nesta subfamília as espécies de Ceratonina siliqua L. cônica e reta. de suborbicular a elíptico.

Micrópila (m) um minúsculo poro (orifício) perto de uma das extremidades do hilo. o pleurograma. de forma e localização variáveis. oposta FIGURA 310 – Semente de ervilha: A. contígua à ponta da radícula. (=Vigna sinnensis (L. grande ou médio. se localiza na porção mediana. como em Vicia. da posição da radícula [Fig. que segue ± o contorno da semente e pode ser pequeno. a natureza e o grau desta curvatura é variado.) Walp. linear ou oblongo. Chalaza uma pequena área (mancha) evidente. No subgênero Lasioohegma de Cassia (Chamaecrista) não ocorre o pleurograma.307A]. quanto ao tamanho. B. coloração e localização do hilo e da chalaza [Fig. abaixo. variável no tamanho e na nitidez.310A. que as vezes pode estar obscurescida por uma camada corticenta esbranquiçada.vista externa. o pleurograma. mas variavelmente posicionada em relação à chalaza.) Savi ex Hassk. FIGURA 309 – Terminologia usada na descrição das sementes de PAPILIONOIDEAE e alguns embriões. 344 . com abertura dos braços para a extremidade hilar [Fig. a micrópila e ao ápice dos cotilédones. como em Vigna unguiculata (L.vista interna.308. Na maioria das Mimosoideae encontra-se sobre a testa (nas faces) uma fina linha hipocrepiforme (‘U’ invertido) ou em forma de ‘V’ invertido. Sementes assimétricas em um único plano e diferem acentuadamente entre os diferentes gêneros.312) e Phaseolus. mas a testa tem superfície faveolada. se localiza sempre.Fig. com os alvéolos dispostos em linhas. escura (em algumas espécies). No gênero Senna aparece nas duas faces uma área mais clara. . contornado ou não pelo arilo (ari) e com conspícua e fina fenda longitudinal ou ranhura mediana.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA reto e espatulado. hilo (h) orbicular. 309]. forma (sendo a reniforme a mais comum). é um caráter importante para separar algumas espécies. Características morfológicas das sementes de Papilionoideae: Sementes oriundas de óvulos campilótropos.

Allamanda sp. duro e freqüentemente impermeável à água. curvado. localizado lateralmente aos cotilédones.. Tegumento FIGURA 311 – Semente de feijão: A.Sessea sp. sob a forma de uma estria em relevo. pelo ângulo que a radícula forma com os cotilédones e pela distância entre a extremidade da radícula e a dos cotilédones. como na maioria das espécies desta subfamília.. Endosperma córneo e translúcido quando seco e gelatinoso quando hidratado. 345 . I. K. G. Hymenelobium.Greville sp. com eixo hipocótilo-radícula infletido (em maior ou menor grau). A forma da FIGURA 312 – Semente de Vigna unguiculata: área hilar semente é determinada. D. em algumas espécies. é parco ou reduzido.vista externa. contínuo.vista interna.. FIGURA 313 – Sementes aladas: A. Em Vicieae e nas Phaseoleae o endosperma é ausente. Vatairea e outros gêneros. Pterodon.Campsiandra sp. a fina camada quase imperceptível sobre as faces dos cotilédones. A inserção do funículo pode ser apical ou central.. L. Rafe (rf) conspícua. ocupa quase toda a cavidade da semente.Violaceae.S 311A] e acima da cicatriz hilar... Dipteryx. entre o hilo e a chalaza. Existem muitas exceções. Embrião axial. o estrofíolo (etr). C.Bignoniaceae.Aspidosperma polyneuron. em certas espécies. B. H.Clethra sp.Magonia pubescens. em geral. E-E’. B. F. resultante do espessamento do funículo. geralmente espesso.Cariniana sp.Coutarea sp.Lagerstroemia speciosa. formam-se duas pequenas saliências (excrescência carnosas) sobre a rafe. como em Andira. ela não tem valor morfológico significativo. J.

Fig. Coutarea (Rubiaceae .Fig. Greville (Proteaceae .Fig.Plantago lanceolata. conforme normas e padrões estabelecidos.) Cambess [Fig.313 H]. Sementes aladas – com ala bilateral e núcleo seminífero (nse) entre as alas – em Sessea (Solanaceae .305H] (Caryophyllaceae).Fig.313L).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Sementes aladas – com ala circundante e núcleo seminífero (nse) central – são encontradas em espécies de Bignoniaceae [Fig.Fig.-Hil.313F).5).314]. C-D. Semente cultivada – é aquela reconhecida como de interesse agrícola e cuja presença junto às sementes comerciais é individual ou globalmente limitada. Campsiandra (Fabaceae-Papilionoideae .305G] e Spergularia grandis (Pers. [Fig.313B). (Rubiaceae) [Fig. conforme normas e padrões estabelecidos. Spergula arvensis L.313A). Lagerstroemia speciosa (Lythraceae . 346 .Fig.Fig. Violaceae [Fig. (Plantaginaceae) e Diodia ocimifolia Brem.313K) e em Aspidosperma polyneuron (Apocynaceae . .313C) e em Magonia pubescens A St.Fig.Fig. FIGURA 314 – Sementes cimbiformes (lado ventral e seção transversal): A-B.313J).5A (Apocynaceae). nos gêneros de Allamanda . Sementes aladas – com ala apical e núcleo seminífero basal (nse) – no gênero Cariniana sp.Diodia ocimifolia. (Magnoliaceae .313G) e Tabebuia (Bignoniaceae . Arg.Fig.Fig. Clethra (Clethraceae .313D e Aspidosperma ramiflorum Müll. Semente cimbiforme – Plantago lanceolata L. Semente silvestre – é aquela reconhecida como invasora e cuja presença junto às sementes comerciais é globalmente limitada.313E-E').Fig.313I]. (Lecythidaceae .

específicos e globais. SEMENTE PALHENTA – segundo as Regras para Análise de Sementes (BRASIL. SEMIDECÍDUA – planta que perde parcial ou quase totalmente as folhas durante um período do ano (inverno). Como palhentas citam-se as Poaceae (a não ser que suas estruturas palhentas tenham sido previamente removidas). não podem ser limpas. etc) ou que apresentam superfície rugosa. 2009) são as unidades de dispersão que não deslizam facilmente e são propensas a aderirem umas às outras ou a outros objetos. por ser de difícil erradicação no campo ou de remoção no beneficiamento.S Semente nociva – semente de espécie que. ou indicam-se outros gêneros que apresentam unidades de dispersão com apêndices (ganchos. conforme normas e padrões estabelecidos. é prejudicial à cultura ou a seu produto. ou não são amostradas facilmente e podem fazer com que outras sementes fiquem presas ou aderidas às sementes cultivadas. sendo as espécies relacionadas e cuja presença junto às sementes comerciais é limitada. porém nunca fica totalmente desfolhada. conforme normas e padrões estabelecidos. Semente nociva tolerada – semente de espécie cuja presença junto às sementes da amostra é permitida dentro de limites máximos. alas. fixados em normas e padrões estabelecidos. 347 . espinhos. Semente nociva proibida – semente de espécie cuja presença não é permitida junto às sementes do lote.

Festuca [Fig. 348 . entre as margens da lema e na base de um antécio fértil. SEMITERETIFORME – com forma de semicilindro. como nas Poaceae (=Gramineae) [Fig. SEMINAÇÃO – dispersão natural das sementes.166A. O mesmo que dispersão e disseminação. SEMÍNULA – pequena semente. Elytrigia [Fig.11B]. 167A-B-C-D-D’]. SENESCÊNCIA – ação e efeito de envelhecer. Lolium [Fig. com um lado plano e outro cilíndrico [Fig. SENO – espaço angular na face ventral. 224] e Vulpia [Fig. SENESCENTE – que envelhece.171-sp].166B. usa-se rudimento seminal como sinônimo de óvulo.101N]. SÉPALA – cada um dos segmentos (sp) do cálice das flores [Fig.167E]. SEMINÍFERO – que produz sementes. o mesmo que envelhecimento. SEMITERETIFORME – o mesmo que semicilíndrico e semiroliço [Fig. Elymus. nos gêneros Agropyron. SEMINAL – relativo à semente. 129A].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SEMI-ÍNFERO – diz-se do ovário que se encontra parcialmente soldado ao hipanto.127A-C-E. 101N]. Ver cálice.

).).110H]. Ver cápsula septicida [Fig. SERRILHADO – ver serrulada. SEPTICIDA – diz-se do fruto quando a deiscência ocorre ao longo do septo.70. macios ao tato. tabiques. fruto ou semente) que se apresenta revestida por numerosos pêlos muito finos. como a folha do capim-pé-de-galinha (Eleusine indica (L. com brilho de seda. 71]. SERRULADA(O) – diz-se quando a margem de um órgão (folha) apresenta diminutos dentes dirigidos para o ápice [Fig.72. Nos frutos os septos são formados por carpelos. Alguns autores preferem usar serrilhado.110B].73].110B’]. geralmente curtos. SEPTO – membrana ou tabique que separa duas cavidades.204K]. SERREADA(O) – diz-se da margem de uma folha que apresenta aguçados dentes dirigidos para cima [Fig. 349 . SEPTÍFRAGA – diz-se do fruto quando a deiscência ocorre através da ruptura dos septos.) Gaertn. SERÍCEA ou SEDOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. Biserreada(o) ou duploserreada(o) – diz-se quando os dentes de uma margem serreada também estão serreados [Fig. como a folha do beijo-de-frade (Impatiens balsamina L. Ver cápsula septífraga [Fig. aglomerados muito próximos e geralmente adpressos [Fig.S SEPTADO – provido de septos.

350 . com bordos que podem ou não chegar até a carena da pálea fértil (pf) e encobrir ou não a margem escariosa. lema estéril glumiforme. lema fértil (lf) mais ou menos convexa. Setaria sp.ventral. a inferior muito mais curta do que o antécio fértil (cerca de ⅓) e a superior (gls) de um pouco mais curta até quase do mesmo tamanho do antécio fértil. algumas vezes apiculada.16F]. agudas ou afilando para um apículo endurecido. raramente lisa. com rugosidade transversal mais ou menos conspícua. pedúnculo ou filete. múticas. com área do embrião ocupando cerca de ¾ do comprimento da cariopse. pedicelo. com aréola hipocrepiforme perto da base da lema. cariopse plano-convexa.315].espigueta: A. – Ruscaceae) que se enraiza. mácula hilar punctiforme [Fig. lisa e lustrosa da pálea. ou de um outro órgão vegetal quando está desprovido de haste. FIGURA 315 – Setaria sp. SETOSO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. – espiguetas bifloras.ventral. fruto ou semente) termina gradualmente em uma ponta muito fina e aguda [Fig. subestendidas por uma ou mais cerdas (antrorsas ou retrorso-escabrosas) e que formam um invólucro. que caem com a espigueta. as espiguetas se desarticulam abaixo das glumas e as cerdas ficam presas no ráquis. A unidade-semente pode ser uma espigueta inteira. espigueta inferior estéril ou masculina (estaminada) e a superior hermafrodita. envolvendo a pálea estéril bicarenada e hialina. elípticas. tão longa quanto o antécio fértil coriáceo. antécio fértil: B.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SÉSSIL – diz-se das espiquetas. deprimida e mais clara. como a folha da espada-de-São-Jorge (Sansevieria thyrsiflora Thunb. mas geralmente é o antécio fértil sem as glumas e a lema estéril. C.dorsal. . ovaladas ou lanceoladas. glumas membranáceas. ou a cariopse nua. eixo hipocótilo-radícula elevado e radícula geralmente se prolongando para além da base da cariopse.

carpídio trígono ou trígono-globoso e lateralmente comprimido. ou rostros (0. ápice raramente mútico. – carpídio trígono.51. aristas com (1. com columela cilíndrica.f.5-)2. – esquizocarpo globoso.0mm de diâmetro. com 5-12 carpídios (depende da espécie) unisseminados.8mm no dorso.204J].8mm) FIGURA 316 – Sicônio de figo: A. trígona.S Têrmo também usado quando a supérficie de um órgão (folha. de deiscência parcial.0mm de comprimento (exceto aristas) por 1.vista interna.3-0.5mm). por fenda apical. lado dorso convexo e ventral carenado.5-5. mais ou menos reduzida e que permite a expulsão da semente. cálice persistente. subsp. em que há um receptáculo suculento em forma de urna com poro apical. com funículo liguliforme preto. . ou em forma de taça. fruto típico das figueiras (Ficus).298).3-0.316]. com 2. e com fenda hilar estreita e transversal [Fig. acerba Benth.Fig.0mm nas faces e 1. fruto ou semente) se apresenta revestida por cerdas ou setas [Fig. SICÔNIO – fruto múltiplo proveniente de uma inflorescência.0mm) com pêlos antrorsos ou retrorsos. com (2. sempre com flores diclinas no interior [Fig.5-)3. hilo apical côncavo ou às vezes levemente convexo. subgloboso ou obovóide. A unidade-semente é o carpídio. Sida sp.82]. acerba (Benth. ou aristas apicais ou subapicais (1. preso no lóbulo radicular.5-4. como no sacelo de Mimosa doleus Vell. ápice com dois apêndices reduzidos a cornículos (0.27. semente apicalmente pêndula.vista externa. com lado dorso convexo e ventral carenado. com 351 . B.0mm de comprimento. bordos angulosos ou arredondados.) Barneby (= M. que pode estar revestida por numerosos pêlos. que o divide em duas faces.8-2. Sida carpinifolia L. trígona-globosa ou trígona-cordiforme.4mm de comprimento por 2.

82A]. Sida spinosa L. com densos pêlos simples.0mm de comprimento (exceto aristas) por (1.6)mm no dorso.5mm de comprimento (exceto cornículos) por 1.8-3.0)1.0-)1.0mm nas faceas e no dorso.7-1. aristas divergente com 2.0(-2.4mm nas faceas e (1.0-3.5mm de comprimento.3-1.4-0.5-2.3-1.82E].3-0. alvo-translúcidos e retorsos [Fig.5mm de comprimento. com 3. Sida santaremnensis H.D].5-2.7-1.82B]. alvo-translúcido e muito caducos com o manuseio [Fig.8mm no dorso. com longos pêlos simples. Monteiro – carpídio trígono. Sida cordifolia L.5mm no dorso. FIGURA 317 – Silícola de Capsella bursa pastoris. com 2. com 2. cornículos obtusos com (0.0mm de comprimento (exceto cornículos) por 2.2mm no dorso. – carpídio trígono. aristas com 0.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA diminutos pêlos estrelados. – carpídio trígono.8-3.2-1. – carpídio trígono. alvo-translúcidos e caducos com o manuseio [Fig. com 2.82F].2-)1. Sida rhombifolia L.8mm de comprimento. com pêlos estrelados.3-2. ascendentes e caducos com o manuseio [Fig. cornículos com 0. com sulco oblíquo [Fig.8-2.5(-1.2-1.82C].5mm de comprimento (exceto aristas) por 2. – carpídio obovóide.3mm nas faceas e 1.0mm de comprimento. com diminutos pêlos alvo-translúcidos e caducos com o manuseio [Fig.7mm de comprimento.3-)0. alvo-translúcidos.0-1. Sida linifolia Cav.0mm nas faceas e 1. aristas divaricadas com (1.8mm de comprimento (exceto aristas) por 2. com 2.2-2.2)mm nas faceas e 1. 352 .

farináceo. 0. largo-ovalada em seção longitudinal e transverso-oblonga em seção transversal. draba.Thlaspi arvense.Fig. quase do mesmo comprimento da cápsula. B.L. geralmente com estilete (est) apical (± longo). com nervuras salientes parecendo costelas. larga do que longa. semente reniforme. o hilo. de baixo para cima.317.S SIGMÓIDE – tem a forma da letra grega sigma (σ).5(4. placas alongadas ao redor do entalhe hilar ausentes. embrião com curvatura de quase 360º. fruto: A. 353 . com 1.fechado e B. faces levemente convexas.Neslia paniculata. D.Fig. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central. As características morfológicas das silícolas são uteis na separação de espécies. envolta pelo cálice curtopiloso. ruderale.0)mm de largura. virginicum. não dispostos em padrões definidos. inconspícuos e compactos. C.L. G. com 6-9(-12)mm de comprimento por 3.0(-1. tegumento crustáceo.L. bordo arredondado e interrompido por pequeno entalhe. E. com deiscência na sutura mediana. com placas alongadas e estreitas na porção rebaixada da face e com tubérculos curto-rombudos. finos. ao longo do replum (rep). o qual permanece ligado ao pedúnculo (pd) após a deiscência.L.0-3.59B]. C. como o pleurograma de Senna obtusifolia (Fabaceae-Caesalpinoideae . – cápsula denteada cônica [Fig. sativum.5-0.8-1.2)mm de comprimento por FIGURA 318 – Silícolas: A-B. como em (Brassicaceae =Cruciferae .L. 318.305E]. Sillene gallica L. com superfície de coloração castanho-avermelhada-escura ou de cinzaescura a preta.8mm de largura. campestre. na porção periférica convexa na face e no bordo da semente.274A).0mm de diâmetro ou com 0. F. duro e esbranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig.Lepidium bonariense. comprimida.Lepidium ruderale. SILÍCOLA ou SILÍCULA – síliqua muito curta e duas a quatro vezes mais FIGURA 319 – Silícolas: A. 319). com eixo hipocótilo-radícula pouco menos da ½ do comprimento total do embrião e cotilédones elípticos.deiscente.

Erysimum. Diplotaxis muralis (L.. com ápice estreito-alado. Síliqua deiscente e rostrada – ocorre em Brassica. [Fig. 319G]. SÍLIQUA – fruto simples. Sinapis e Sisymbrium (Brassicaceae =Cruciferae Fig. FIGURA 321– Síliqua lomentácea de Raphanus raphanistrum (A-A’-A’’) e R. da base ao ápice. onde se inserem as sementes (s).) Desv. Malcomia. disposto alternadamente na planta.19A].319F] e ápice não alado em Lepidium bonariense L.319D].) L. Eruca. bicarpelar. bilocular. seco. em Lepidium virginicum L. ou globosa e apiculada em Neslia paniculata (L.317]. [Fig.fechada. [Fig. sativus (B). com ápice levemente emarginado e com mais de uma semente por valva em Capsella bursa-pastoris (L. muito comprimida. com uma semente em cada valva (va). [Fig. Cardamine. mais longo do que largo e geralmente com estilete (rostro . [Fig.) Medik. ou orbicular. truncada ou emarginada no ápice e com quatro sementes em Alyssum alyssoides (L. em Thlaspi arvense L.início da deisceência.replum).. Hirschfeldia. ou orbicularachatada e largo-alada em toda margem.320). 354 .ro) apical persistente. ou piriformeinflada e com mais de uma semente por valva em Camelina.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA como: silícola globosa. deiscente. Cleome (Capparaceae =Capparidaceae). Raphanus.. [Fig.deiscente. emarginado e geralmente com estilete persistente em Lepidium ruderale L. Descurainia. B. ou oblongo-cordada-triangular ou em forma de bolsa de pastor antiga. Rorippa.318C]. na maturação se separa por deiscência septífraga em duas valvas (va). ou largo-cordada e um pouco alada somente na parte superior em Thlaspi perfoliatum L.) DC. Eruca e Sinapis. Brassica. C-D. ocorre em Barbarea. Hesperis. Síliqua indeiscente e rostrada – ocorre em Rapistrum. ou ovada. ápice estreito-alado e largo-emarginada. FIGURA 320 – Síliqua de BRASSICACEAE: A. as placentas marginais são espessadas e os bordos dos carpelos constituem o replo (rep .

323]. originado de um ovário simples ou composto. SISTEMÁTICA – o mesmo que taxonomia. SINUADA(O) . indeiscente.S Síliqua não rostrada – ocorre em Cardamine. com dois FIGURA 324 – Sinuado. dependendo da variedade. carnoso.110F. ocorre em Coronopus. do gineceu.) All. raphanistrum a síliqua lomentácea pode apresentar formas diferentes e FIGURA 322 – Síliqua lomentácea (A-B inteira. Síliqua lomentácea – fruto indeiscente. SOLANÍDIO – fruto bacóide. como em Rapistrum rugosum (L. Rapistrum rugosum (L.321 A-A’-A’’] e R. sativus L.. FIGURA 323 – Sincárpico. com pericarpo carnoso. 297]. 322]. multisseminado. uni. axilar e parietal. [Fig. como as folhas do carvalho (Quercus robur L.321B]. ou mais lóculos (lo) e cavidade central cheia de polpa carnosa (de 355 . Ver axial.seção transversal) de Rapistrum rugosum. Em certos gêneros. que apresenta concrescimento dos carpelos [Fig. SINCÁRPICO – diz-se da flor. alternando profundas concavidades com convexidades [Fig. Rorippa e Sisymbium.ou bisseminados. com bordos sinuados. a porção apical é estéril.323].).322]. [Fig. portanto em posição oposta as antípodas (an) [Fig. Em R. Rapahanus raphanistrum L. formada por dois ou mais artículos (segm – segmentos) superpostos.) All. arredondados. constricções ± acentuadas. [Fig. C. SINÉRGIDA – no óvulo das Angiospermas é cada uma das duas células (si) que acompanham a oosfera (o) e se encontram na porção apical do saco embrionário (sa). [Fig.171A.diz-se da folha que apresenta margens desiguais. etc.

Lycopersicon [Fig. a outra séssil e perfeita (hermafrodita). dorsiventralmente comprimida. mente com arista geniculada. a desarticulação das espiguetas. lobos basais retrorso-divergentes. – aquênio muito comprimido. pode ser por abcisão ou por ruptura. na extremidade do segmento da ráquila e no pedicelo da espigueta estéril. – espiguetas aos pares. Solanum (Solanaceae [Fig. Sorghum sp. a coloração das glumas e a presença ou ausência de pubescência varia com a espécie e a variedade. mais lustrosa no lado ventral. com lobos apicais maiores e com a margem superior terminando em ponta aguda.fruto. 329]. FIGURA 325 – Solanídio de tomate (seção transversal). Usado incorretamente como sinônimo o termo genérico ‘baga’.18B]. superfície lisa. geral- FIGURA 326 – Solanídio: Solanum americanum: A. inclusa. Soliva pterosperma (Juss. é um caráter fundamental para separar espécies. B. espigueta com duas glumas coriáceas ou crustáceas.corte transversal. ou em várias formas cultivadas ultrapassando as glumas [Fig. espigueta séssil terminal com 2 espiguetas pediceladas.327. Physallis.) Less. 328. 356 . ápice com agudo espinho (rostro – ro) alongado (estilete persistente) e no centro o núcleo seminífero (nse). com curtos pêlos no lado dorsal. cariopse obovóide.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA origem placentar). A unidade-semente é a espigueta séssil (2 glumas + lema e pálea) + segemento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua. 325]. antécio fértil com lema hialina. Cfruto de Physalis sp. no ápice e na base do espinho [Fig. com uma pedicelada e estéril ou estaminado. 2-dentada. lanceoladas ou elípticas. A unidade-semente é o aquênio alado. com núcleo seminífero obovado ou elíptico-obovado e circundado pela ala bilobada. ocorre em três pontos: na base da espigueta séssil fértil.326]). Psidium (Myrtaceae). ciliada. como nos gêneros Capsicum.

FIGURA 328– Sorghum (cariopse lado ventral): A. com extremidades arredondadas e superfície finamente estriada. embrião semelhante ao de S.327B. sudanense. Xalmum e C. Cariopse apenas ligeiramente mais curta do que as glumas. halepense. B.S Sorghum Xalmum Parodi – a espigueta nem sempre pode ser diferenciada da espigueta de S. halepense. com ápice e base obtusos. Cariopse obovada. castanho-avermelhada-clara.S. às vezes com fina alça. eixo hipocótilo-radícula com friso espesso ao longo de todo seu comprimento. FIGURA 327 – Sorghum (antécio fértil lado ventral): A. assim a espigueta apresenta ponta curta e mais larga em direção ao ápice do que a de S. halepense.S. A unidade-semente é a espigueta séssil + segmento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua. B. No primeiro (por abcisão) base da espigueta com calo conspícuo e ápice do pedicelo expandido em forma de disco. sudanense. Xalmum.327B. Espigueta com alguns antécios se desarticulando por abcisão e outros por ruptura [Fig.S. 328B. margem bem delimitada e geralmente castanho-amarelada. em vista lateral a espessura é bem uniforme.S. 329A].327B]. 329A]. Xalmum e C. no segundo (por ruptura) o calo é inconspícuo e ápice do pedicelo não expandido em forma de disco [Fig.S. 357 . halepense pelo tamanho. com área escutelar oval-arredondada que se afila em direção a uma base pontuda.S. presente acima da extremidade da plúmula [Fig.

5mm de comprimento por 1. com extremidades arredondadas e superfície finamente estriada. Cariopse obovada. – a espigueta nem sempre pode ser diferenciada da de S.5-2. com ápice e base obtusos. 329B]. mais largas próximas a região mediana e se afilam gradativamente em direção ao ápice e à base.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Sorghum halepense (L. nitidamente mais curta do que as glumas e espigueta com ponta longa. calo conspícuo na base e ápice do pedicelo expandido em forma de disco [Fig. eixo hipocótilo-radícula com um friso espesso ao longo de todo seu comprimento. em vista lateral mais larga na região mediana e com os lados ventral e dorsal curvadas e extremidades achatadas dorsi- 358 . to. 328A. se afila gradativamente para o ápice e a base arredondados.327A.) Pers. Na espigueta todas as partes do antécio se desarticulam por abcisão e. A unidade-semente é a espigueta séssil + segmento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua. Cariopse elíptico-arredondada. 329B]. calo inconspícuo na base e ápice do pedicelo não expandido em forma de disco [Fig.327C]. subagudas. halepense [Fig. Cariopse geralmente.327A. em vista lateral com espessura uniforme. com 6mm de comprimenFIGURA 329 – Sorghum Xalmum (A) e Sorghum halepense (B): antécio fértil lado ventral. Xalmum e S. às vezes com fina alça. que se afila em direção a uma base pontuda e com margem bem delimitada. Xalmum pelo tamanho. Glumas com 4. espiguetas pediceladas geralmente persistentes. embrião. Sorghum sudanense (Piper) Stapf – espiguetas sésseis de elípticolanceoladas a lanceoladas. com área escutelar oval-arredondada. presente acima da extremidade da plúmula [Fig. semelhante ao de Sorghum Xalmum.327B-C]. A forma característica e o tamanho grande das espiguetas distinguem essa espécie de S.0mm de largura. assim. assim. castanho-avermelhada-escura e área escutelar castanho mais clara. todas as partes se desarticulam por ruptura e.

orbicular em seção longitudinal e oblata em seção transversal. – cápsula loculicida de globosa a ovóide. com área escutelar inconspicuamente delimitada.5-3. 359 .305G]. embrião periférico. – abreviatura do latim species (espécie).3(-1. sudanense pode ser facilmente diferênciada de S. Spergula arvensis L. de coloração preta a preto-acinzentada. A unidade-semente é a espigueta séssil + segmento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua.0(-5. duro e esbranquiçado quando seco ou translúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig. eixo hipocótilo-radícula achatado no ápice e na base termina com duas estrias em relevo. o hilo. com 1. de coloração amarelada a catanho-clara e interrompida na porção basal por pequeno entalhe. almum.327C.138G]. glabras ou esparso-piloso externamente. 328C].5)mm de diâmetro por (0. com eixo hipocótilo-radícula menos da ½ do comprimento total do embrião. com pequenas verrugas e finas papilas. com fina linha saliente em forma de alça geralmente presente acima da extremidade da plúmula. com cotilédones estreito-elípticos. sp.0)mm de comprimento (ou diâmetro) por 2. Xalmum e S. circinado [Fig. superfície não estriada e coloração igual a de S.1mm de espessura. frequentemente. envolta pelo cálice (cinco sépalas). pericarpo glabro. A cariopse de S. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central. com superfície opaca.S ventralmente. de amarelado a pardo-lustroso. halepense [Fig. com estreita ala circular. + longo ou tão longo quanto o comprimento do fruto. opostas as sépalas. farináceo.8-)1.2-4. lados fortemente convexos. com deiscência por cinco valvas. multisseminada (5-25).0-1. bordo acuminado. com (2.6-) 3. embrião. tegumento crustáceo. de coloração esbranquiçada a castanho-amarelada e.0mm de largura. caducas pelo manuseio. semente lenticularglobosa.0-1. irregularmente distribuídas.

– cápsula loculicida ovalada.9-)1.4mm de largura e 0. com 0. A unidade -semente é o carcerulídio.1(-4. envolta pelo cálice (cinco sépalas) curto-piloso externamente.330].6-4.7-0. unilocular.3mm de comprimento por 360 .) Vahl (=Stachytarpheta polyura (Schauer) DC.75B-B’]. A unidade-semente é o invólucro de brácteas + núcula.7-1.4mm de diâmetro ou com 0.0-4.) Vill. B. lado dorsal convexo. de fosco a levemente lustroso. interespaços mais profundos na metade superior e retículos incospícuos na porção basal. inermis) [Fig. – perigônio formado pelo invólucro-de-brácteas endurescidas e concrescidas até o ápice e que envolvem a núcula ápice com dois espinhos (ssp. pode aparecer unido a outra metade e envoltos pelo cálice. menores.2-1.0-)6.) – carcerulídio oblongo. de esverdeado a amarelado-lustroso. formando retículos irregulares.C. retículos miudamente reticulados (30X).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA spp.ssp. às vezes. preto (maduro) ou avermelhado (imaturo). semente irregularmente lenticular. Stellaria media (L. lado ventral plano e totalmente revestido por minúsculas papilas achatadas e esbranquiçadas.0mm de comprimento por (3. multisseminada (4-6 sementes deitadas horizontalmente). – abreviatura do latim species+p (espécies) adicional indicando plural. Rich.5-7.0mm de largura com deiscência por seis valvas. linha longitudinal de sutura entre os dois carcerulídios castanho-avermelhada ou castanho-amarelada [Fig. conspícuos e FIGURA 330 – Spinacia oleracea (perigônio): A.8mm de espessura. Spinacia oleracea L.3)mm de comprimento por (0. unisseminado. com depressão reniforme e transverso-elíptica em seção transversal. com 3. spinosa) e sem espinhos (ssp. com (5. de suborbicular a largo-ovalada em seção longitudinal.ssp. tão longo ou menos longo do que o comprimento do fruto. pericarpo glabro. plano- convexo. inermis. com ápice mucronado e base reta.6-1. com cinco costelas longitudinais anastomosadas no ápice. Stachytarpheta cayennensis (L. spinosa.0-5.

hipocrepeiforme ou com uma curvatura de + de 360º (quando o ápice dos cotilédones se sobrepõem ligeiramente a ponta da radícula). Planta baixa. com lados convexos. com superfície glabra. cotilédones elípticos com ápice arredondado ou obtuso. é anual e se refaz na época favorável ao crescimento. embrião periférico. SUBAPICAL – quase no ápice.6mm de espessura. de coloração preta ou preto-acinzentada. curvado. farináceo. 361 . quase inconspícuo. SUBCAUDADO – quando o ápice e a base são quase caudados. parte subterrânea perene e geralmente mais vigorosa. A parte aérea.4-0. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central. SUBCARTILAGINOSO – quando a textura é quase cartilaginosa.S 0.305J]. lustrosa.7-1. SUBCAMPANULADO – de forma imperfeitamente campanulada. com 1-2 sulcos pouco conspícuo que correm do hilo para o centro da semente. embora lignificada. SUBARBUSTIVO – semelhante a um arbusto.4mm de largura e 0. SUBCARENADO – com ângulo quase em forma de carena. duro e esbranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig. SUB-BASILAR – quase na base. tegumento crustáceo. SUBARBUSTO – diz-se do vegetal que está entre erva e arbusto. bordo arredondado e interrompido lateramente por pequeno entalhe do hilo. característica da vegetação campestre e anualmente submetida a uma estação seca.

SUBTERMINAL – muito próximo da extremidade. que compreende um grupo de gêneros afins. como na crista-de-galo (Amaranthus tricolor L. SUBGLABRO – diz-se da superfície que é quase glabra.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SUBCLAVADO – quando a forma é quase em clave. 362 . Ex: Caesalpinia é o gênero tipo da subfamília Caesalpinoideae. SUBLENHOSO – diz-se quando um caule é lenhoso na base e tenro (não lenhificado) no ápice. SUBRENIFORME – quase reniforme. designada pelo acréscimo da terminação oideae ao radical do gênero considerado seu tipo.). SUBTERRÂNEO – que fica abaixo da superfície do solo. SUBFAMÍLIA – divisão da família. quase terminal. elíptico ou ovóide com leve depressão lateral. SUBCORDADO – com tendência ao contorno de coração. SUBESPÉCIE – em taxonomia: táxon de nível hierárquico inferior à espécie. Mimosa é o gênero tipo da subfamília Mimosoideae. SUBCORIÁCEO – com textura entre o membranáceo e o coriáceo. Agrostis é o gênero tipo da subfamília Agrostoideae. SUBCORDIFORME – quase cordiforme. SUBTRUNCADO – terminando quase abruptamente. SUBTERETE – quase cilíndrico.

SUTURA – linha.295G]. como a haste de Conium sp. unido ao receptáculo apenas pela base.330]. fruto ou semente) que se apresenta marcada por canais longitudinais [Fig. Ver cápsula loculicida [Fig. que resulta da fusão de partes contíguas. num legume corresponde a linha pela qual o fruto se abre na FIGURA 331 – Sutural: semente. com estreitamento em direção ao ápice. aplica-se àquela cuja extremidade está dirigida para o ápice do fruto. No caso de radícula (súpera). isto é.63. como a folha de Ulex europaeus L.62. maturação [Fig. – abreviatura do latim subspecies. como os bordos concrescentes de um ou mais carpelos. SUTURAL – diz-se do ovário ou fruto quando a deiscência ocorre ao longo da sutura.103K]. SULCADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. mais ou menos conspícua.64].177]. Ver ínfero. SUPERFICIAL – sobre ou que cresce sobre a superfície do solo SÚPERO – diz-se do ovário livre. SUCULENTO(A) – carnosa e cheia de suco. como nos carpídios das Apiaceae (=Umbelliferae). os outros verticílos florais estão inseridos abaixo do ovário. até terminar em ponta fina [Fig. fruto ou semente) tem contorno de sovela (agulha de sapateiro). subsp. 363 .S SUBULADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. os óvulos e as sementes se inserem na sutura [Fig.

364 .

.

5-5.0mm de largura. ornamentada com finos tubérculos alongados.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA TABIQUE – num fruto.1mm de comprimento por 0.0mm de largura e 0. com curvatura de + de 360º.3-0. achatados e dispostos mais ou menos simetricamente em linhas concêntricas a partir do hilo (30X). multisseminada (20). encoberto pelo funículo brancohialino. embrião periférico. patens L. às vezes lisa.305M]. bordo arredondado e interrompido na porção lateral-basal por pequeno entalhe ovalado. patens (L. lados convexos. pericarpo crustáceo. de coloração amarelo-esverdeada ou de amarelada a vermelho-alaranjada ou parda e envolta pelo cálice. de suborbicular ou orbicular a largo-obovada em contorno. semente de lenticular a reniforme.5mm de espessura. os verdadeiros tabiques ou septos são de natureza carpelar e quando não o são. tegumento crustáceo.9-)1. glabra.8-1. de coloração castanho-avermelhada (imatura) e preta (madura).) Gaertn. com superfície lustrosa.0(-4. T. em geral alargada. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central. com (0. com sulco mais ou menos inconspícuo que corre do hilo ao centro da semente.) – cápsula septifraga de globosa a ovóide.0mm de comprimento por 2. duro e esbranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig.. farináceo.0-)3.5-3. o mesmo que receptáculo. com (2. onde se inseserem os diversos verticílios de uma flor. 366 . Talinum paniculatum (Jacq. deve-se dizer falsos septos ou tabiques. o hilo.0-1. com desiscência por três valvas membranáceas. unilocular.0) mm de diâmetro ou 4.) Willd. (=T. eixo hipocótilo-radícula cerca da ½ do comprimento total do embrião e cotilédones elípticos de ápice obtuso. TÁLAMO – porção axial. curvo e aneliforme.

como o endosperma. TECA – parte da antera [Fig. etc. TECIDO NUTRITIVO ou TECIDO DE RESERVA – independentemente de sua origem. espécie.12]. TAXONÔMICO – em taxonomia: palavra que designa um táxon. que acumulam reservas. 367 . TÁXON – qualquer unidade taxonômica. pode ser gênero. o termo é utilizado para indicar qualquer tecido de reserva de alimentos do embrião. TECIDO CONDUTOR – conjunto de células de origem comum. TAXONOMIA – ciência que se ocupa da classificação dos seres vivos. que são os microsporângios. sem especificação da categoria (do nível hierárquico). perisperma e tecidos gametófitos. geralmente em número de duas.13A-sc]. o mesmo que sistemática.T TAXA – é o plural de táxon. que serve para transportar água e sais minerais através do corpo da plântula e/ ou planta. cada uma geralmente formada por duas cavidades as lojas ou sacos polínicos [Fig. TECIDO GAMETOFÍTICO ou GAMETÓFITO – tecido nutritivo que ocorre no interior das sementes de Coníferas (GIMNOSPERMAS) e tem função semelhante a do endosperma nas Angiospermas. TECIDO ESSENCIAL – são os meristemas e todos as estruturas conhecidas como necessárias ao desenvolvimento normal da plântula.

carnoso. pouco espessado.Jacquinia sp. cerca 5-10 sementes.332].Clavija sp. isto é. TEGUMENTO – é a estrutura externa que envolve a semente e protege o embrião e o endosperma. a não ser pela sua posição relativa.. Ex: sementes de Amaranthaceae. B. no período noturno. (1999).Fig. como nos gêneros Clavija e Jacquinia (Theophrastaceae .149] (Polygonaceae). envoltas por tecido vermelho ou alaranjado. Chenopodiaceae e Fabaceae (=Leguminosae). quando o óvulo tem originalmente dois integumentos (primina ou intina . do perianto onde não se destingue o cálice da corola.in e secundina ou exina . no período diurno.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA TÉGME ou TÉGMEN – tegumento interno da semente. TEMPERATURA ALTERNADA – quando no teste de germinação a FIGURA 332 – Teofrastídio: A.ex). como em Annonaceae e em Triplaris surinamensis Cham. originado de um ovário súpero. (1999) propõem para designar o fruto globoso. Fonte: Barroso et al. Brassicaceae (=Cruciferae). O tegumento pode apresentar invaginações trans- versais internas (ver endosperma ruminado e nucela). temperatura mais baixa é mantida durante 16 horas. TEMPERATURA CONSTANTE – quando no teste de germinação uma determinada temperatura é a mesma durante todo o período. indeiscente. TEOFRASTÍDIO – nome que BARROSO et al. não variando mais do que 1%. TÉPALA – cada um dos segmentos do perigônio (prg). com placentação central livre. [Fig. é constituído por camadas celulares originárias dos integumentos do óvulo. e a mais alta por oito horas. 368 .

com 1.101M]. muito rígidos e entrelaçados.0mm de comprimento por menos de 0. ápice largo-emarginado e estilete persistente. A unidade-semente é a silícola e a semente.) Kuntze – nuculânio com quatro pirênios lenhosos. castanho-violeta. FIGURA 333 – Tetragonia tetragonoides .7mm de largura. livres entre si.nuculânio. O têrmo só pode ser usado como sinônimo de tegumento quando a semente apresenta uma única camada (tégmen ausente) e portanto se originou da primina do óvulo. TERETIFORME ou CILÍNDRICO – que tem forma de cilíndrico [Fig. Thlaspi arvense L.7-2.333]. A unidade-semente é o nuculânio. fruto ou semente) que se apresenta revestida por tomento. com 4-5 sépalas providas de cornículos apicais. sementes piriformes e pêndulas. Tetragonia tetragonoides (Pall. semente ovada. TOMENTOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha.T TESTA – é o tegumento externo da semente. TOMENTO – diz-se da superfície de um órgão com pubescência densa e lanosa (camada de pêlos semelhantes a lã). com testa lustrosa e estriada longitudinalmente [Fig. – com silícola de sub-orbicular a orbicular-achatada.319G]. 369 . cada face com 6-costelas concêntricas que acompanham o contorno da semente [Fig. unisseminados e no ápice se apresenta coroado pelo cálice acrescente. TIPO – amostra herborizada de uma planta que caracteriza o táxon.204L]. curtos pêlos densos. largo-alada em toda margem. quando o óvulo tem originalmente dois integumentos (primina e secundina). de maneira que são sensivelmente perceptíveis ao tato [Fig.

227C]. com 2-4mm de comprimento por cerca de 1. assimétricos. eixo transversal. no cremocarpo da perifería da umbela . TRANSVERSAL – que atravessa perpendicularmente a superfície de um órgão vegetal. com 5 finas costelas longitudinais e interespaços com longos e densos espinhos retos ou com curtos e rugosos tubérculos cilíndricos.0mm de espessura. Fruto toruloso – como os lomentos de Desmodium tortuosum (Sw. TRANSVERSO – colocado ou dirigido de maneira transversal. desigual na superfície [Fig.0-2. mas não é completamente transparente. TRANSLÚCIDO – que transmite a luz. lado da comissura (ou ventral) com profundo sulco longitudinal.5mm de largura (com espinhos) e cerca de 1. Transverso-elíptico – [Fig. TORULOSO – diz-se do fruto alongado. cilíndrico. no cremocarpo do centro da umbela . A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio.) Gaertn.0mm (sem espinhos) ou 2.carpídio externo com espinhos retos e carpídio interno com tubérculos rugosos. lado dorsal convexo.) DC.109Z-Z’-Z’’-Y]. lado dorsal fortemente virado para o lado ventral e assim essse lado sempre com tubérculos rugosos.os dois carpídios com tubérculosrugosos [Fig. – carpídios heterocarpos ovados.334E]. [Fig.101P] e muito semelhante ao moniliforme. 370 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Torilis nodosa (L.

A unidade-semente é a cariopse. – nuculânio globoso. lado dorsal. C. TRAPEZOIDAL – o mesmo trapezóide. de amarelada a castanho-amarelado. 81B]. na extremidade mais estreita.ovalado.T Transverso-oblongo – [Fig. 3-locular e com uma sementes por lóculo.100M-N].334F]. 371 . com área do embrião obovada [Fig. B.79B. TRICOMA – o mesmo que pêlo. equinado.diagrama. Triumfetta bartramia L.) Fiori et Paoletti – cariopse longo elíptico-obovado.334].transverso-eliptico.elíptico. lado ventral com sulco longitudinal de raso a profundo. 80B. Ver coca.100L]. E. FIGURA 334 – Terminologia usada na descrição das sementes de Trifolium e contornos: A. indeiscente ou tardiamente deiscente. como nas Ephorbiaceae [Fig. Triticum aestivum (L. com três ângulos agudos e com faces côncavas [Fig.100L]. TRIANGULAR – que tem forma ou contorno de triângulo.93]. TRICOCA(O) – fruto esquizocarpáceo formado por três cocas. com 3-4mm de diâmetro (exceto as cerdas). F. TRAPEZÓIDE – que tem forma de trapézio.transverso-oblongo. pericarpo castanho-claro. Trifolium – terminologia usada na descrição do gênero [Fig. os dois lados mais ou menos convexos.obovado. TRÍGONO – que tem três ângulos longitudinais e três lados planos [Fig. tamanho varia com as cultivares. geralmente usado como sinônimo de trígono [Fig. D. ápice com tufo de pêlos.

com 3-5mm de diâmetro (exceto as cerdas) e 5-7mm de diâmetro com os espinhos. semente piriforme. como o caule do cacaueiro [Fig. TUBERCULADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. cerca de 2mm de comprimento e com nítido sulco funicular no ápice [Fig.5-2.0(-2.0)mm de largura.5(-2. base afilada e ápice com um sulco funicular mais ou menos nítido. semente piriforme ou ovóide-comprimida. de 1. com densa pubescência estrelada ou glabrescente.16P]. mais ou menos densas e globosas. com 75-100 espinhos uncinados.0-1. com desenvolvimento maior na base e no ápice apresenta ramificações. castanho-escura. fruto ou semente) termina como se tivesse sido cortado no plano horizontal [Fig. TRONCO – caule lenhoso e maciço das árvores.335].243A]. de 1. Triumfetta semitriloba Jacq.5mm de comprimento. de 2-3mm de comprimento e com pêlos retorsos da base até cerca da ½ a ¼ do comprimento. de glabros a quase. pericarpo castanho-escura. 3-locular e com 2 sementes por lóculo. equinado. provido de tubérculos [Fig. A unidade-semente é o nuculânio. com 50-75 espinhos.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA com densa pilosidade esbranquiçada. indeiscente ou tardiamente deiscente.243B]. 372 . cotiledones plicados e endosperma oleaginoso [Fig.0-1. lenhoso. O tronco na maioria das árvores e arbustos das Dicotiledôneas se apresenta robusto.203F]. fruto ou semente) com elevações em forma de pequenas excrescências ou verrugas. – nuculânio orbicular. Ver estipe e colmo. TRUNCADO – diz-se quando o ápice ou base de um órgão (folha.5) mm de comprimento por 1. FIGURA 335 – Tronco do cacaueiro. A unidade-semente é o nuculânio.

como uma tuba (trombeta) romana [Fig. 373 . com uma contração até a ponta.101Q].100C]. Corola tubulada TUBULOSO – em forma de tubo. penetra pelo estilete em direção ao ovário até alcançar o saco embrionário (sa) [Fig.) ou raiz (mandioca). o mesmo que tubular. raiz tuberosa. TURBINADO . oco e cilíndrico. em vez de um só. arredondado ou engrossado e que possui na superfície pequenos brotos ou olhos (como na batatainglesa [Fig. TUBO POLÍNICO – protalo masculino (tp) das Espermatófitas. TUBULIFORME ou TUBULOSO ou TUBULAR – que tem forma de pequeno tubo oco e dilado na extremidade. TUNICADO – coberto por multiplas camadas superpostas.171-tp]. com aspecto de tubo ou fita.T TUBÉRCULO – caule subterrâneo. especialmente das Angiospermas.em forma de cone invertido (pião). 289]. que germina no estigma. TUBERCULOSO – que tem pequenos tubérculos.) ou caule aéreo (cará – Dioscorea bulbifera L. batatinha e em Cyperus rotundus L. como o fruto de algumas rosas [Fig. TÚRGIDO – ligeiramente inchado (dilatado e endurecido). Cálice tubuloso – como o cálice de Silene.87]. como na beterraba [Fig.

374 .

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como os espinhos uncinados de certos frutos: invólucro-gamófilo de Xanthium strumarium L. erva-doce e salsa [Fig. As unidades de dispersão podem vir acompanhadas de estruturas acessórias. lema e pálea). sâmara e samarídio. núcula. UMBELÍFERO – provido de umbelas. drupa. mericarpo. UNCIFORME – em forma de gancho. nuculânio. cariopse. antécio fértil ligado a um antécio estéril. UMBELLIFERAE – sinônimo de Apiaceae. glomérulo.208C]. antécio fértil (cariopse envolta pelas glumelas. 376 . aquênio.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA UMBELA – tipo de inflorescência onde numerosas flores pedunculadas se inserem num mesmo nível do eixo principal e os pedúnculos tem um comprimento tal que elevam as flores na mesma altura da flor terminal do eixo principal. UMBIGO – formação anômala. tal como o chapéu de alguns fungos [Fig. UMBONADO – que tem no centro uma proeminência mamiliforme. O mesmo que diásporo. esquizocarpo. proveniente do ovário. FIGURA 336 – Umbela. cremocarpo. tais como a semente botânica (semente verdadeira). carpídio. fruto ou semente) se apresenta repentinamente curvado para trás [Fig. [Fig. ou diz-se quando o ápice de um órgão (folha. espigueta.336]. inflorescência típica das Apiaceae (=Umbelliferae) como na cenoura.101K]. UNCINADO – que tem ganchos (curvado para trás). como a laranja-baía.16H]. mais ou menos desenvolvida e que ocorre no centro do ápice de certos frutos. UNIDADE DE DISPERSÃO – são estruturas que tem a finalidade de disseminar e dispersar as espécies.

lema e pálea). b) outro antécio fértil ou antécio estéril aderido. FIGURA 337 – Unidade-semente simples e Unidade-semente múltipla. festuca). Chloris. Unidade-semente múltipla – unidade-semente que contém mais de uma estrutura: Em Poaceae (=Gramineae) é definida como sendo um antécio fértil com: a) mais de um antécio fértil e/ou antécio estéril aderidos. Koeleria. Unidade-semente simples – em Poaceae (=Gramineae) é definida como sendo um antécio fértil ligado a outro antécio fértil e/ou estéril.U UNIDADE-SEMENTE – em Poaceae (=Gramineae) pode ser a cariopse nua. Dactylis. um antécio fértil (cariopse envolta pelas glumelas. Avena. Festuca. Sorghum e Triticum spelta.337]. como nos gêneros Arrhenatherum. Lolium. dátilo. capim-de-Rhodes. O antécio fértil envolvendo a cariopse pode ou não apresentar o segmento da ráquila [Fig. Bromus. XFestulolium. Poa. c) outro antécio estéril aderido à base mais de um antécio fértil (aveia-perene. Holcus. 377 .

b) glomérulo que possue mais de uma semente (acelga e beterraba – Chenopodiaceae). monospermo. c) drupa que possue mais de uma semente (espinafre-da-NovaZelândia – Aizoaceae) d) frutos de Tectona grandis (Verbenaceae). UNILATERAL – disposto em um só lado. UNITEGUMINADO – com um só integumento ovular (do óvulo). unissementado não é muito usado. UNISSEMENTADO ou UNISSEMINADO – que possui uma única semente. UNISSERRULADO – com uma fila de pequenos dentes. 378 . UNISSEPTADO – que só tem um septo. UNISSERIADO – disposto em uma fila. O mesmo que monogérmico. UNINERVADO – que só tem uma nervura. UNINÉRVEO – o mesmo que uninervado. oligospérmico ou oligospermo. o mesmo que uninérveo. UNILOCULAR – que só tem um lóculo ou cavidade. monospérmico.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Em outras famílias botânicas: a) cremocarpos unidos não separados em espécies de Apiaceae (=Umbelliferae).

coriácea. 379 . como as folhas de Urtica urens L. oco e chanfrado. citado por GROTH. como a corola de mirtilo (Vaccinium myrtillus L. mais raramente membranácea ou suberosa.56. Ver cápsula circuncisa. que permanece presa no pedúnculo. 1979. Ver Carex sororia Kunth e perigínio. na deiscência transversal de um fruto [Fig.). 57]. saciforme. base arredondada ou estipiforme. UTRÍCULO – resulta da soldadura dos bordos de uma gluma secundária FIGURA 338 – Utrículo de Carex sororia.338]. ocorre em Carex (Cyperaceae) [Fig. 1984). as glumas formam uma estrutura fechada. URTICANTE – diz-se da superfície de um órgão (folha.101E) e limbo pouco desenvolvido e ereto. fruto ou semente) que se apresenta revestida por duros pêlos de ponta aguda e que produzem irritação como queimaduras. com longo tubo bojudo (maior diâmetro na região mediana do que nas extremidades . quando em contato com a pele (quando tocados) [Fig.U URCEOLADO(A) – diz-se principalmente do cálice gamossépalo ou da corola gamopétala. com características de prófilo (OLIVEIRA. ovóide-comprimida. (bráctea). ápice com rostro de comprimento variável. em forma de urna.Fig.204M]. URNA – parte inferior de um fruto (cápsula). com abertura apical ou subapical e que envolvem uma núcula de textura paleácea. dando passagem aos estigmas.

380 .

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62. nas quais a deiscência é loculicida e pode ou não ser acompanhada de deiscência septífraga. em geral deiscente. Salpinga secunda.67. Acisanthera alsinaefolia (DC. pela queda das lacínias do calíce.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA VAGEM – denominação genérica para legume. como de Acanthella conferta. 71. e Tibouchina fothergilla [Fig. 382 . que ocorre em algumas espécies de Melastomataceae. atinge apenas a parede do pericarpo (parede ovariana) e deixa o hipanto inteiro. comum nas Fabaceae (=Leguminosae). VARIEGADO – que apresenta variegação. 72. Comolia sertularia. O fruto pode estar totalmente incluso ou com região apical exposta. com várias sementes. VALVA – cada uma das porções (va) de certos frutos (cápsulas e síliqua) em que se separam na maturação [Fig.83val. var. Aciotis sp.) Triana. VALÉCULA – sulco (val) mais ou menos profundo. VARIEGAÇÃO – diz-se da superfície que apresenta manchas de colorações diferentes. 63. 109-M-N-val]. Tibouchina sp. fruto seco. que fica entre as costelas (linhas em relevo) dos carpídios das Apiaceae (=Umbelliferae) [Fig.. Pterogastra divaricata.339]. 73]. irregularmente manchado. – abreviatura do latim varietas (variedade). Behuria parvifolia. VARIEDADE – táxon de nível hierárquico inferior à espécie e subespécie. alongado. VELATÍDIO – fruto capsulídio.

204N]. E.Comolia sertularia. com textura de veludo. G-HSalpinga secunda..V FIGURA 339 – Velatídios de MELASTOMATACEAE: A.Acanthella conferta. – carcerulídio em forma de bastonete-alongado.velatídio íntegro.6)mm de espessura. A-F-G-J.5-)1. que dão ao tato a sensação proporcionada pelo veludo [Fig.0)mm de comprimento por (0.6-0..9(-2. J-K. I.Tibouchina sp. reto ou levemente curvado longitudinalmente. com (1.5-)0. lado voltado para a parte interna do fruto. ápice do lado dorsal mais ou me- 383 . B-C-E-D-H-I-K. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos muito finos.6-1.Aciotis sp. F. B. Verbena bonariensis L. D.Pterogastra divaricata. VENTRAL – é a frente da semente.4-)(0. C.7mm de largura e (0.velatídio com tubo do hipanto parcialmente removido. eretos e macios. mostrando o fruto deiscente. (1999). ápice e base arredondados.Acisanthera alsinaefolia. VELUTINO – diz-se da superfície de um órgão (folha.Behuria parvifolia. Fonte: Barroso et al. curtos.5-0.Tibouchina fothergilla. densos.

VERRUGA – pequena elevação superficial. inclusive na carena [Fig. lado ventral totalmente revestido por minúsculas papilas esbranquiçadas. que a divide em duas faces planas ou uma plana e outra convexa (dependendo se 2 ou 4 carcerulídios se formaram juntos).com malhas do retículo mais claras). de fosco a levemente lustroso. VERRUCIFORME – em forma de verruga. pericarpo glabro. mais ou menos pronunciada (dependendo se 2 ou 4 carcerulídios se formaram juntos). ou outras estruturas que se inserem em círculo (no mesmo nó) ao redor de um eixo. VENTRODORSAL – que vai da face dorsal à ventral.175B]. – Apocynaceae). lado dorsal convexo e ventral com carena obtusa. com lado dorsal castanho-avermelhado. mais ou menos anastomosadas no ápice. bordos agudos. VERTICILADA(O) – com três ou mais folhas. provido de verrugas. A unidade-semente é o carcerulidio.75A-A’].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA nos encurvado para o lado ventral. área hilar basal-ventral. formando um verticílio foliar [Fig. ± globosa e dura. VENTRICOSO – dilatado ou entumescido em sua porção mediana. com quatro costelas longitudinais. pequena protuberância rugosa. 384 . miudamente reticulado (30X . oblíqua e com inserção branca. fruto ou semente) que apresenta saliências em forma de verrugas. VERRUCOSO(A) – diz-se da superfície de um órgão (folha. VENTROLATERAL – que vai dos lados à face ventral. como na espirradeira (Nerium oleander L. formando retículos irregulares no terço apical e interespaços alongados no restante. arredondada e dura.

Seguem as características diferenciasis de espécies de Vicia: 385 . remanescente. fosca ou brilhante. áspera. bem desenvolvida. olivácea. VIÁVEL – quando as células de um embrião estão vivas e tem a capacidade de produzir uma plântula normal. com radícula curta. tegumento com superfície lisa.V VERTICÍLIO – conjunto de peças florais (cálice. hilo pequeno ou grande. cotilédones crassos e plúmula. endosperma muito reduzido a ausente. chalaza brilhante. paralelo ao comprimento da semente (exceto em Vicia faba). levemente comprimida. com funículo persistente (V. VIABILIDADE – índice de sementes vivas. de coloração mais escura do que o tegumento. rugosa ou verrucosa. capazes de germinar e se desenvolver. linear. num teste de tetrazólio. acinzentada. às vezes. VESTIGIAL – que remanesce muito diminuto. localizada no bordo dorsal ou próximo a uma das extremidades do hilo. lanceolado. geralmente. ao mesmo nível da superfície e variavelmente ornamentado. geralmente. hirsuta). estames e pistilo) dispostas em torno de um eixo. castanha em diversas tonalidades. – semente de globosa. oblongo ou ovalado. glabra. no mesmo nó ou no mesmo nível. sobre o qual se inserem. globosa-achatada e globosa-quadrangular a ovóide ou lenticular. monocolor. corola. às vezes. 2-3X mais longo do que largo. ocupando de ½ a ⅔ do contorno da semente. vermelho-escura ou castanho. de coloração muito variável (cinza-esverdeada. embrião axial curvado. marmoreada). Vicia sp. vermelha ou preta. fenda hilar visível e branca.

7-3. afila-se para uma das extremidades em um ponto arredondado. comprimida lateralmente (com faces sub-planas). semente muito variável em forma e tamanho.0) mm de diâmetro. pericarpo de castanho a preto. ápice e base obliquamente acuminados. 3-4X mais longo do que largo. reticulada e ± rugosa. de 3-20cm de comprimento por 10-30mm de largura. chalaza um escuro ponto proeminente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Vicia angustifolia L. com (7-)13-14(-30) mm de comprimento por (6-)8-9(-17)mm de largura. de oblonga a oval-arredondada ou arredondada-quadrangular. glabro.0mm abaixo do hilo. Vicia faba L. castanha e a cerca de 1. hilo de estreito-cuneiforme a linear-ovalado. de coloração castanha a preta. rafe conspícua.3-2. de reto a levemente curvado. de terete a levemente comprimido (arredondado sobre as sementes). com (2. ocupa de 1/6 a 1/5 do diâmetro da semente e completamente ou parcialmente encobertro pelo funículo. 2-3X mais longo do que largo. tegumento com superfície lisa.3-)2.5mm de largura. finamente granular. o que depende da variedade.75mm na porção + larga. tegumento com superfície geralmente fosca.6(-4. de fosca a 386 . – semente globosa. com 5-6mm de comprimento por 1. ocupa de 1/6 a 1/5 do diâmetro da semente ou com cerca de 2mm de comprimento por 0. – legume oblongo. preto-acastanhada e lustrosa ou de esverdeada (verde-oliva) a castanha e esparso ou denso-marmoreada de preto (20X). com extremidade hilar muitas vezes mais espessa do que a extremidade oposta. hilo elíptico em sementes menores e oblongo em sementes maiores. levemente deprimido nas margens e proeminente ao longo da fenda hilar mediana.

acastanhada. 387 . de coloração amarelo-clara.V lustrosa. com (2. comprimido.5mm de comprimento por menos de 0. castanho-esverdeada-clara a escura ou de púrpura-clara a escura ou preta e insconspicuamente marmoreada e pontilhada com coloração similar a da coloração base (20X). com (6-)9-11mm de comprimento por (2.5mm e parcialmente obscurescido pelo funículo castanho de 2mm de comprimento (característico da espécie).82.0mm (dependendo do cultivar). curto-pubescente e obscuramente reticulado. avermelhada.0mm abaixo do hilo. com (1-)2(-3) sementes.0mm de espessura. rafe + escura do que o tegumento e a cerca de 0.0mm de espessura. ápice e base oblicuamente curtoacuminados a quase arredondados.5-)2.5-4. de coloração palha-esverdeada.0mm de largura e 3. – legume de oblongo a linear. lustrosa. às vezes somente preso em uma das extremida- des. cinza-esverdeada a palha-avermelhada e de leve a denso-marmoreada de castanho-escura a preta (20X). hilo de linear a subcuneiforme. de 6-9X mais longo do que largo.) Gray – legume oglongo-ovalado.5-6. verde-amarelado-clara.5-)3.6-1.0-2. ocupa de ⅓ a ½ do diâmetro da semente ou com 2.0)cm de comprimento por 6-12mm de largura ou 4.5-8. pericarpo de castanho a preto. com (1. semente de subglobosa-comprimida a espesso-lenticular. Vicia hirsuta (L. comprimido ou quase teretiforme.0(-9.0-2. + escuro do que o tegumento.8mm de diâmetro por 1. algumas vezes tão denso-mamoreada que parece monocromática. tegumento com superefície lisa. Vicia sativa L.5-)3.

hilo oblongo. semente de subglobosa a globosa. achatado.3-4.0-2. com 6-8 sementes. com 3.0mm abaixo do hilo (às vezes a cerca de 0. com 3. ocupa de 1/6 a 1/5 do diâmetro da semente ou com 2. rafe geralmente preta ou de castanha a palha-clara em sementes de coloração mais clara e a cerca de 1. de fosca a semilustrosa. raramente preto.4-4.3mm de espessura.5 (-6. de ± comprimida a ovóide ou sublenticular.7mm).0)mm de diâmetro por 3.5-4. com 10-12 sementes unisseriadas. fortemente reticulado. tegumento com superfície lisa. com 20-40mm de comprimento por 5-10mm de largura. de leve a intensomarmoreada e pontilhada de castanho-clara a escura (20X). 388 .5-0.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ápice e base oblícuas e agudos. 3-4X mais longo do que largo. amarelo-esbranquiçada e não obscurescida. pericarpo de palha-claro a escuro.0(-5. orbicular em contorno e largo-elíptica em seção transversal. multisseminado. pericarpo de amarelado a castanhoamarelado (madura). branco. glabro.3mm de espessura. hilo de oblongo a estreito-ovalado ou estreitocuneiforme. de coloração variável. finamente reticulado e puncteado. Vicia villosa Roth – legume oblongo. geralmente castanho-avermelhada. deprimido nas margens e proeminente ao longo da fenda hilar mediana. de palha-clara a ocre-esverdeada-escura ou verde. de glabro a piloso ou seríceo-piloso (dependendo do cultivar).0) mm de diâmetro por 3.5mm de comprimento por 0. geralmente da mesma coloração do tegumento. ápice e base oblicuamente curto-acuminados. algumas vezes tão denso-mamoreada que parece monocromático (castanho-escura ou preta). semente globosa e ligeiramente achatada.75mm de largura.

5-0. ± afundada (característico da espécie). com coloração que varia do 389 . ao mesmo nível da superfície da semente.0-2. com (2. com (6-)8-9(-12)mm de comprimento por (3. + escura do que o tegumento e a cerca de 1. micrópila um poro na extremida- de inferior do hilo. denso-marmoreada e pontilhada de catanho-preto (20X).5-)4. que se eleva acima da superfície da semente e encobre também a fenda hilar mediana.5-)5. tamanho e coloração.5(-8. fosca.0-)2.0)mm de largura e (2.) Savi ex Hassk. ± comprimida.312] esbranquiçado (caráter diagnóstico importante da espécie) persistente. rafe oval. Sementes Vicia villosa são muito parecidas com as de Vicia dasycarpa Ten. de coloração castanho-avermelhado-escura a castanho-esverdeada. exceto por um pequeno sulco em uma das extremidades.7(-3. tegumento coriáceo. lisa ou transversalmente rugosa. com superfície lustrosa.0) mm de largura e com estreita fenda hilar mediana.7mm de largura (a forma e a largura variam muito com a variedade). hilo circundado por tecido marginal escuro (geralmente esverdeado) e pelo arilo escuro (de castanho a preto). algumas vezes tão denso-marmoreada que parece monocromática (preto).) Walp. hilo de ovalado-oblongo. rafe bilobada e escura. ocupa de 1/7 ou pouco menos do diâmetro da semente ou com 2. 3X mais longo de que largo.0-6. tegumento com superfície lisa. grosso. (=Vigna sinensis (L.3-1.5mm de comprimento por 0.2-2.0-1.3mm abaixo do hilo.0)mm de comprimento por 1. Vigna unguiculata (L.V liso.) – semente muito variável na forma.0-6.7(-1. deprimido e obscurecido por tecido corticiforme [Fig. de alongada-reniforme a ovóide ou globosa-angular.0mm de espessura. da mesma coloração do tegumento ou + escuro (preto ou avermelhado).

cultivar ou espécie. fruto ou semente) que se apresenta revestida com pêlos macios e delicados [Fig. VÍTREO – o mesmo que transparente. castanho-amarelado-clara a vermelho-escura. com área preta ou púrpurea ao redor do hilo. endosperma não evidente. 390 . com duas plúmulas bem desenvolvidas. sob ampla diversidade de condições ambientais (MARCOS-FILHO (1999). o mesmo que pubescente.203H]. VIGOR DE SEMENTES – compreende um conjunto de características que determinam o potencial para a emergência e o rápido desenvolvimento de plântulas normais. Vigor fisiológico – é aquele observado entre lotes de uma mesma linhagem genética. com curta radí-cula infletida e menos da ½ do comprimento dos cotilédones de reniformes a oblongos. castanho-avermelhada ou preta. com base nas definições da ISTA e AOSA). VILOSA(O) – diz-se da superfície de um órgão (folha. embrião axial curvado. translúcido. ovadas com ápice obtuso. Vigor genético – é aquele observado na heterose ou nas diferenças de vigor entre duas linhagens.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA branco-creme. VISCOSO – que é pegajoso (grudento). A unidade-semente é a semente. monocolor ou bicolor e variavelmente marmoreada. com nervura central e quatro pares de secundárias conspícuas.

(=Festuca myurus L. sublaxas. com a inferior cerca de ⅓−¼ do tamanho da gluma superior.). – espiguetas obovadas. escabrosa. margens enroladas para dentro. 5-nervada.Fig.167E. lema longo-aristada. de dorso convexo.88A]. achatada contra a pálea e ápice muito pouco expandido [Fig. 168E. muito desiguais. arista (as) com o dobro do comprimento da lema (±5mm) ou mais longa por ½mm de largura. glabra. 391 . Vulpia myurus (L. antécio fértil com comprimento cerca de 9-10 vezes a largura. deixando somente uma faixa estreita da pálea fértil (pf) visível e com curta pubescência no ápice e ao longo dos lados. multifloras (unidade-semente múltipla). A unidade-semente é o antécio fértil. pálea fértil (pf) membranácea e dobrada no ápice. com duas glumas estreito-lanceoladas. 169E]. inermes. lema fértil (lf) estreito-lanceolada. comprimidas. segmento da ráquila (seg) filiforme. quando se enrola para a esquerda (sinistro). como a madressilva [Fig.88B) e se para a direita (dextrorso). Gmel.V VOLÚVEL – diz-se da planta trepadeira que sobe enrolando-se em torno de um suporte. como na campânula (Pharbitis .) C.C.

392 .

.

5(-3. com 11-12 (-13)mm de comprimento por 3.que vive em lugares secos. Cada invólucro gamófilo encerra dois aquênios [Fig.0-2. Xanthium strumarium L. mais grossos e de 1½ a duas ve- zes mais longos do que as cerdas.5)mm de largura e 2. com duas cerdas iguais as outras. A unidade-semente é o invólucro gamófilo. onde se inserem irregularmente as numerosas cerdas de 2. – invólucro gamófilo elipsóide.5-4. com curtos pêlos lanuginosos brancos (invólucro maduro) e de amarelados a alaranjados (invólucro imaturo).0) mm de espessura (todas as medidas sem as cerdas).208D]. de ápice fortemente uncinado (característico da espécie) e base engrossada. XERÓFITA – diz-se da planta que é capaz de crescer em lugares áridos. mas geralmente um pouco menores. Cada invólucro gamófilo encerra dois aquênios [Fig. ápice sem rostro e. com 15-20mm de comprimento (exceto os rostros) e 6-8(-13)mm de largura e espessura (exceto os rostros). com curtos pêlos rígidos e numerosas cerdas duras de ápice uncinado. ápice com dois rostros.5-3. com costelas longitudinais incompletas e pouco nítidas. mais numerosos na base das cerdas. superfície de cinza-amarelada a castanha em diversas tonalidades. 394 .208C]. – invólucro gamófilo ovóide ou elipsóide. em solos com pouca umidade disponível. sobre as costelas e no invólucro imaturo. também usado para designar a estrutura das folhas de plantas xerófitas. XERÓFILO .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Xanthium spinosum L.0) mm de comprimento. A unidadesemente é o invólucro gamófilo. às vezes. base engrossada e de 2-3(-4)mm de comprimento. como a caatinga e os desertos. superfície de castanho-amarelada a castanho-escura.0(-4.0(4.

X XEROMÓRFICO – diz-se do órgão vegetal. XILOPÓDIO – órgão subterrâneo. FIGURA 341– Xilopódio de maniçoba. provocados pela seca. XEROMORFOSE – modificação de forma dos órgãos vegetais. de natureza incerta (caulinar. lignificado. protegido contra a seca excessiva (não sofre deficiência hídrica).Fig. Estas plantas tem a capacidade de preservar a vida contra a seca na caatinga e contra a queimada que assola os campos.340) e da caatinga (maniçoba . independentemente do seu modo de adaptação. 395 . radicular ou mista). o mesmo que xeromorfo.341). encontrado com muita freqüência em plantas do cerrado (como o caiapá . FIGURA 340 – Xilopódio de caiapá.Fig. XEROPLÁSTICO – diz-se do vegetal característrico de lugares secos. rico em substâncias de reserva e inclusive de água. XEROMORFO – o mesmo que xeromórfico. como é o caso da vegetação do cerrado.

396 .

.

com superfície híspida. 398 . ZIGÓTICO – que ocorre logo após a fecundação. às vezes. o mesmo que célula ovo. se desarticulam por baixo das glumas. B.343]. tipo de simetria bilateral de uma flor. pálea fértil (pf) reduzida ou ausente.342]. antropocoria. Ver anemocoria.342]. ZIGOMORFIA – tipo de simetria bilateral de uma flor. com 3. barocoria.5mm de comprimento (excluíndo a arista) por 1. com arista curta ou vestigial. FIGURA 342 – Zigomorfa.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ZIGOMORFA(O) – que apresenta zigomorfia. – lomento 2-5-articulado.9-3. relativo ao zigoto. autocoria. ZIGOTO –célula resultante da fusão dos gametas. hidrocoria e ornitocoria. FIGURA 343 – Zornia diphylla: A. lustrosa. lateralmente comprimidas.lomento.0mm de largura.344]. portanto o ógão floral possui um plano de simetria [Fig. corola zigomorfa. que envolve completamente o antécio fértil (lema (lf) e pálea) membranáceo. A unidade-semente é o artículo do lomento. ZOOCORIA – diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pelos animais.semente.) Merr. cariopse (cap) estreito-elíptico-lanceolada. lustrosa. A unidade-semente é a cariopse envolta pela gluma superior. portanto o órgão floral possui um plano de simetria [Fig. Zoysia matrella (L. Zornia diphylla Pers. gluma inferior ausente e superior (gls) coriácea. de coloração palha-amarelada [Fig. envolto por brácteas persistentes e arranjado em estruturas alongadas e racemosas Fig. – espiguetas unifloras (1 antécio).

espigueta com gluma superior superior.Z ZOÓCORO – diz-se dos esporos ou das unidades de dispersão que são disseminados pelos animais (aderindo aos pêlos dos animais ou ingeridos e assim são transportados). 399 . FIGURA 344 – Zoysia matrella: A. B.antécio fértil com pálea fértil ausente.

400 .

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