MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA

Glossário Ilustrado de Morfologia

Brasília – 2009

© 2009 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Todos os direitos reservados. Permitida a reprodução desde que citada a fonte. A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é do autor. 1ª edição. Ano 2009 Tiragem: 3000 exemplares Elaboração, distribuição, informações: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO Secretaria de Defesa Agropecuária Coordenação Geral de Apoio Laboratorial Esplanada dos Ministérios, Bloco D, Anexo B, 4º andar, sala 430 CEP: 70043-900, Brasília - DF Tel.: (61) 3225-5098 Fax.: (61) 3218-2697 www.agricultura.gov.br e-mail: cgal@agricultura.gov.br Central de Relacionamento: 0800 704 1995 Coordenação Editorial: Assessoria de Comunicação Social Impresso no Brasil / Printed in Brazil

Catalogação na Fonte Biblioteca Nacional de Agricultura – BINAGRI Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Glossário ilustrado de morfologia / Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Defesa Agropecuária. – Brasília : Mapa/ACS, 2009. 406 p. : il. color. ; 21 cm. ISBN 978-85-99851-74-6 1. Morfologia. 2. Taxonomia. I. Secretaria de Defesa Agropecuária. II. Título. AGRIS C30 CDU 57.018.2(038)

AGRADECIMENTOS
` A Drª Doris, professor titular da UNICAMP, pela dedicação na elaboração deste Glossário Ilustrado de Morfologia e pelas relevantes informações técnicas cedidas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

APRESENTAÇÃO
A Coordenação Geral de Apoio Laboratorial – CGAL, da Secretaria de Defesa Agropecuária – SDA, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa é o órgão responsável pela Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária e possui dentre suas atribuições estabelecer, uniformizar e oficializar métodos para a realização de análises. As presentes Regras para Análise de Sementes – RAS tem a finalidade de disponibilizar métodos para análise de sementes, sendo estes de uso obrigatório nos Laboratórios de Análise de Sementes credenciados no MAPA, objetivando o cumprimento da Lei nº 10.711, de 5 de agosto de 2003, publicada no Diário Oficial da União de 6 de agosto de 2003 e Decreto n° 5.153, de 23 de julho de 2004, publicado no Diário Oficial da União de 26 de julho de 2004. As RAS tiveram sua 1ª edição pelo Ministério da Agricultura, em 1967 e a partir de então foram publicadas outras atualizações. A presente edição atualiza e substitui a edição de 1992 e é composta de três volumes: Regras para Análise de Sementes, Manual de Análise Sanitária de Sementes (anexo ao Capítulo 9 – Teste de Sanidade de Sementes) e o Glossário Ilustrado de Morfologia. Estas regras foram atualizadas de acordo com as regras internacionais prescritas pela International Seed Testing Association – ISTA e incorpora a experiência e os avanços nacionais em análise de sementes. A CGAL pretende atualizar estas publicações à medida que novos métodos forem validados e de acordo com a exigência do mercado nacional e internacional. . Coordenação Geral de Apoio Laboratorial Secretaria de Defesa Agropecuária

.................... 203 I .................................................................................................................................................................................................................................................... 125 E .............. 137 F .................................. 263 O ................ 231 L ................................................................................................................................................................................................... 215 K ........................................................ 173 G ................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 249 N .... 49 C ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 333 .... 315 S ........... 271 P .............................................................................................................................................................................................. 193 H ........................................ 11 A .................................................................................................. 6 Introdução ..............................................................................................................................................SUMÁRIO Apresentação .......................................................................................................................................................................................................... 279 Q ....................................................................................................................................................................................... 313 R .................................................................................................................................................... 17 B ............................................................................................................... 9 Abreviaturas usadas nas figuras para designar as estruturas morfológicas ................................................................................................................ 233 M ........................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 75 D ..........................................

.....................................................................397 Bibliografia consultada ...................................................375 V ...............381 X ..........................................................SUMÁRIO T .............................................................................................................................................................................................................................................................................401 ..............................365 U ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................393 Z .................................................................................................

INTRODUÇÃO .

portanto. como por exemplo. Sob a responsabilidade da Coordenação Geral de Apoio Laboratorial (CGAL/SDA/MAPA). Este Glossário contempla situações importantes como. de espécies de Avena. frutos. na maioria das vezes. especialista na área. Brachiaria. Drª Doris Groth. um guia de consulta referencial. A posição do embrião permite o posicionamento das espécies em um grupo de famílias ou em uma determinada família botânica e até fazer a separação de algumas espécies do mesmo gênero. apontadas por abreviaturas (letras). Bromus. Lolium. Festuca. fazia parte do Apêndice 3 das Regras para Análise de Sementes. 10 . sementes e plântulas). Para facilitar o imediato entendimento dessas abreviaturas organizou-se. seja permitido somente mediante autorização expressa da mesma. A preocupação foi. Sorghum. . Elytrigia. Bromus. um dos volumes integrantes das Regras para Análise de Sementes. cujo material permanece sob o controle legal de propriedade da autora. disponibilizar ao sistema de controle de qualidade de sementes no país. por exemplo: . As descrições de espécies botânicas permitem o reconhecimento das estruturas morfológicas e assim facilita o enquadramento nas definições de “Semente Pura”. este trabalho foi desenvolvido pela professora titular da UNICAMP. Lolium.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA O objetivo deste Glossário Ilustrado de Morfologia é suprir o analista de laboratório com informações sobre definições de termos utilizados na morfologia das espécies botânicas (plantas. etc..desenhos e descrições de espécies cultivadas que pertencem ao mesmo gênero. Muitas vezes essas abreviaturas encontram-se também no texto. Trata-se de uma publicação que. o que faz com que a sua utilização para quaisquer outras finalidades. edição 1992 e que nesta edição foi ampliado e aprofundado tornando-se o Glossário Ilustrado de Morfologia. para facilitar a identificação / separação dessas espécies nos trabalhos da “Análise de Pureza”. Nas Figuras as estruturas morfológicas estão. por ordem alfabética: a abreviatura e a designação da estrutura morfológica. como por exemplo. Sorghum. as descrições dos embriões com os respectivos desenhos. etc.desenhos e descrições de algumas espécies invasoras e / ou quarentenárias que pertencem ao mesmo gênero de uma espécie cultivada. Elytrigia. também. Foram introduzidas. que se encontram em estudo pelo MAPA. de espécies de Avena. por ocasião das análises de rotina. anteriormente. Foram introduzidas descrições de frutos visando atender a descrição das espécies florestais nativas.

ABREVIATURAS USADAS NAS FIGURAS PARA DESIGNAR AS ESTRUTURAS MORFOLÓGICAS .

flor ej – ejaculador em – embrião en – endosperma end – endocarpo ent – entalhe epi – epicótilo epu – estípula es – estigma esc – escutelo esd – espádice esp – espata espi – espinhos est – estilete et – estilopódio etr – estrofíolo eun – espinhos uncinados ex – integumento externo F f – funículo fc – folha carpelar fi – filete fl – flor fli – folículo fo – folha fol – folíolo fp – folha primária fr – fruto frc – fruto composto frm – fruto múltiplo F fru – frutículos fse – falso septo fv – feixes vasculares G g – glomérulo gaf – gametófito feminino gan – ganchos ge – gema gea – gema apical gi – ginóforo gin – gineceu gl – glumas gle – gluma estéril gli – gluma inferior gls – gluma superior gp – grão de pólen gpg – grão de pólen germinado H hi – hipanto hip – hipocótilo hpo – hipógino hr – eixo hipocótilo-radícula I in – integumento interno is – istmo L la – lacínia lab – lábio lb – lobos le – lema estéril ou estaminada lf – lema fértil li – linha de deiscência lo – lóculo lod – lodícula l – limbo M m – micrópila me – mericarpo mes – mesocarpo ms – mesocótilo N n – nucela nm .escapo ege – espigueta estéril eh – estolão hipogeu eixo – eixo embrionário ou eixo principal.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ABREVIATURAS USADAS NAS FIGURAS PARA DESIGNAR AS ESTRUTURAS MORFOLÓGICAS A ac – acúleo ae – antécio estéril af – antécio fértil an – antípodas ani – antécio inferior ans – antécio superir ant – antera ap – apêndice aq – aquênio ar – artículo are – aréola ari – arilo arl – arilóide as – arista asg – arista geniculada au – aurícula B b – bulbo ba – bacáceo bai – bainha br – bráctea bres – bráctea com espinhos bv – broto vegetativo C c – catáfilo ca – carpelo cal – cálice cali .calículo cap – cariopse car – carpídio cau – caule cd – costela dorsal ce – cerdas cf – coifa ch – chalaza ci – costela intermediária cl – costela lateral co – cotilédone(s) col – coluna seminífera cop – coleóptilo cor – coleorriza cos – costela C cp – cápsula cr – carpóforo crn – cornículo cru – carúncula D de – disco epígeno dru – drupa E e .nervura mediana nm – nervura mediana do carpelo no – nó np – núcleos polares nse – núcleo seminífero nu – núcula nv – nervuras anastomosadas O o – oosfera oc – ócrea op – opérculo or – orifícios ov – óvulo ova – ovário P p – poro pa – papus pal – pecíolo alado pcap – posição da cariopse pd – pedúcnculo pe – pecíolo ped – pedicelo per – perianto pes – pálea estéril pet – pétala pf – pálea fértil pin – ponto de inserção dos cotilédones pir – pirênio pis – pistilo pj – ponto de junção dos carpelos pl – plúmula ple – pleurograma por – posição da radícula pr – pericarpo prg – perigônio pri – primórdios foliares pt – pericarpo+tegumento 12 .

ABREVIATURAS USADAS NAS FIGURAS PARA DESIGNAR AS ESTRUTURAS MORFOLÓGICAS Q q – quilha R r – raiz ra – raque rad – raizes adventícia rap – raiz primária ras – raizes adventícias seminais rc – raiz contrátil rd – radícula re – receptáculo R rep – replum rf – rafe rl – raiz lateral ro – rostro rp – raiz principal rs – raiz secundária ru – ruptura S s – semente sa – saco embrionário sc – saco polínico S se – septo seg – segmento da ráquila sgm – segmento si – sinérgidas sm – sâmara sp – sépalas spe – sépalas externas spi – sépalas internas su – sutura sul – sulco da comissura T t – teca tb – tubos de óleo te – tépala teg – tegumento tp – tubo polínico tu – tubérculo V va – valva val – valécula 13 .

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA 14 .

A GLOSSÁRIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA 15 .

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Abcisão em Avena – segundo MUSIL (1977) pode ser (mais detalhes na descrição de Avena e de Sorghum): Abcisão completa – na base (ponto de inserção) do antécio se forma uma camada engrossada. como a separação dos antécios das espiguetas. Este tipo de abcisão é encontrado nas aveias selvagens. pois uma pequena porção na frente e atrás permanecem unidos. quando maduro. ao redor da cavidade basal. Abcisão parcial – na base do antécio não se forma uma camada engrossada ao redor de toda a cavidade. O antécio pode se separar mais ou menos regularmente ao redor da linha onde a camada de abcisão normalmente deveria se desenvolver. Este tipo de abcisão é encontrado nas aveias fatuóides heterozigotas. assim o calo só se apresenta engrossado lateralmente. Ver articulada e desarticulação [Fig. sem o calo espessado (abcisão completa). ou o segmento da ráquila pode se romper ou lascar em algum ponto.327]. A cavidade 18 . o antécio se separa com calo liso e bem desenvolvido. O antécio não se separa facilmente. Ruptura – os pontos de articulação permanecem unidos ao redor de toda a cavidade basal.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ABAXIAL – se refere a superfície inferior de um órgão ou a superfície que está mais afastado do eixo sobre o qual se insere. ABCISÃO ou ABSCISÃO – um tipo de desarticulação. é um caráter importante na distinção das espécies de Avena e de Sorghum (Poaceae =Gramineae). antônimo de adaxial.

como as folhas de Pinus [Fig. base cuneiforme. – semente de largo-ovóide a globosa.206A]. levemente inclinado. 32]. vermelho-escarlate e com mancha preta oblíqua no ápice. fruto ou semente) tem contorno de agulha. base arredondada.) Kuntze – invólucro-de-brácteas elipsóidecomprimido. 1]. ACAULE – desprovido de caule. mais grossos do que as cerdas. 19 . Abrus precatorius L. com ápice e FIGURA 1 – Abrus precatorius (A-B) e Rhynchosia phaseoloides (C-D): semente. em torno do hilo e que ocupa cerca de ⅓ a ¼ da superfície [Fig. [Fig. – invólucro-de-brácteas obtriangularcomprimido. FIGURA 2 – Acaule.2]. com cerdas uncinados que se inserem irregularmente sobre 8-10 costelas longitudinais.30. linear e rígida.206B]. 31. sem costelas e com cerdas inseridas irregularmente sobre a superfície.A basal é frequentemente muito reduzida em tamanho. Acanthospermum australe (Loef. Avena sativa L. ápice largo-truncado. onde as folhas (fo) se apresentam dispostas em roseta sobre a superfície do solo e no centro surge o escapo (e) que sustenta a inflorescência [Fig. com um reto e outro uncinado [Fig. e Avena strigosa Schreb. Koch. com dois rostros divergentes. Ver Rhynchosia phaseoloides. ACICULAR – diz-se quando um órgão (folha. A unidade-semente é formada pelo invólucro-de-brácteas. A unidade-semente é formada pelo invólucro-de-brácteas.103L]. Acanthospermum hispidum DC. Este tipo de abcisão é encontrado nas aveias cultivadas Avena byzantina K. ápice e base arredondados e com uma extremidade voltada para um lado e a outra para o outro [Fig.

Ver cálice. quando estruturas diferentes. por ser de fácil remoção e por não possuir elementos condutores. encontra-se em caules de roseiras. irregulares. folha.) e nos frutos (craspédios) de Mimosa pudica L. ACRESCENTE – que se desenvolve ou que continua a se desenvolver após a frutificação. o mesmo que adnato. estão fundidas. como a do abacaxi. em folhas de abacaxi e de joá (Solanum aculeatissimum Jacq. ACUMINADO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. como pétalas + estames. concrescente.107-ac]. com aspecto de espinho. 20 . ACÚLEO – formação epidérmica rígida. fruto ou semente) que se apresenta marcada com estrias muito finas. conato. ADNATO – diz-se quando estruturas estão naturalmente concrescidas ou aderidas.110G] de um órgão (caule.295H].203B] ou da margem [Fig. antônimo de abaxial.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ACICULADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. ADAXIAL – se refere a superfície superior de um órgão ou a superfície que está mais próxima do eixo sobre o qual se insere. ADERENTE – que adere. [Fig. fruto ou semente) se afila para um ângulo obtuso e abruptamente para um ângulo agudo (ponta dura) [Fig. como se tivessem sido produzidas com a ponta de uma agulha [Fig.16K-K’-K’’]. fruto ou semente) provida de acúleos. o mesmo que aderente. distinguem-se dos espinhos por não ter uma posição definida no órgão. ACULEADA(O) – diz-se da superfície [Fig. afilada. como o caule das roseiras ou a margem de uma folha.

glabras. ÁFILO – diz-se quando caules ou plantas não possuem folhas de tipo algum. para baixo. pálea fértil ausente ou bicarenada e muito menor do que a lema [Fig. dasarticuladas acima das glumas e formadas por um antécio fértil. com dobras entre as nervuras escabrosas e finas na extremidade. com arista dorsal ou ausente. curtíssima ou ausente. aguda ou truncada. Seguem as características diferenciais das espécies de Agrostis: Agrostis canina L. Agrostis sp. A unidade-semente é o antécio-fértil.). é a raiz ou as raízes que se originam de outras estruturas que não da radícula ou da raiz primária. do colo. comprimidas lateralmente. com arista (as) 21 . glumas (inferior e superior) lanceoladas.3. subiguais e mais longas do que o antécio fértil. pode ser a partir do hipocótilo. hialina.5mm de largura. lema fértil membranácea. – antécio fértil de fusiforme a estreito-elíptico. ADVENTÍCIO – diz-se de um órgão que nasce em lugar indevido. frequentemente escabrosa na carena. como em plantas parasitas (Cuscuta sp. lema fértil (lf) fina. com 1. com 3-5 nervuras. agudas ou aristadas. calo glabro ou com anel de pêlos.5mm ou mais de comprimento por menos de 0. com 1-nervura.A ADPRESSO – diz-se quando uma determinada estrutura cresce em contato íntimo com outra estrutura. de caules ou de ramos. – espiguetas pediceladas. segmento da ráquila (ráquis) estéril glabra. 4]. mas não se encontra fundida com ela. como um gancho. finamente granular. ADUNCO – diz-se quando uma estrutura vegetal se apresenta curvada. glabra.

pêlos basais longos e adpressos. pêlos basais rombudos e curtos nas extremidades do calo. às vezes ausentes [Fig. B. com 2. se presentes. acinzentado. pálea fértil tão reduzida que parece estar ausente. torcida. antécio fértil (lf) fusiforme. se presente.A. gigantea. reta. pêlos basais em geral ausentes. às vezes.3A. capillaris. dependendo da cultivar. ou estendidos.A. inserida entre próximo à base e a porção mediana da lema. nunca torcida e geniculada. D. inserida acima da porção mediana da lema. geniculda ou. Agrostis gigantea Roth (=Agrostis alba L.A. (=Agrostis tenuis Sibth. afilando-se uniformemente da base para um estreito entalhe apical em forma de ‘V’. ou com nervuras e sem arista. fosco ou ligeiramente lustroso. curta FIGURA 3 – Agrostis (antécio fértil lado dorsal): A.0mm ou mais de comprimento por 0. capillaris. pálea fértil (pf) aderente a cariopse. arista (as).3B. 4A]. calo arredondado e espessado verticalmente [Fig. em certas variedades. lustroso e de coloração pálea a amarelada. stolonifera. lema fértil (lf) com dorso arredondado ou levemente achatado e não carenado. B. 22 . arista (as). lisa. comprimento da lema fértil e ápice truncado ou com largo entalhe raso e encoberto pelos bordos da lema.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA longa. 4B].3E.A. e reta. gigantea. CA. pálea fértil (pf) cerca da ½ do FIGURA 4 – Agrostis (antécio fértil lado ventral): A. agudas.A. palustris.8-2. antécio fértil oblongo ou estreito-elíptico. com ⅔-¾ do comprimento das glumas ou com 1. CA. escabrosas na carena e de resto lisas. geniculada e inserida na porção mediana ou pouco abaixo. lustrosa. canina. Agrostis capillaris L. palustris. dura. lema fértil de fusiforme a estreito-elíptica. torcida.0mm de comprimento por 0.A. D.5mm de largura. canina. EA. longa ou curta. stolonifera. liso.5mm de largura e ápice geralmente com 3-nervuras. EA. mais ou menos longos e estendido [Fig. se presente.) – glumas de estreitooblongas a lanceoladas e a inferior escabrosa na carena.) – glumas lanceoladas. 4E]. curta. curtos e grossos ou ausentes.

como o ápice da folha lanceolada [Fig. Agrostis stolonifera L. se presente.5mm de largura. 4D]. mas se presentes curtos e grossos. arista (as).8-2.0mm de comprimento por 0. 4C]. lema fértil (lf) à vezes fosca.) – antécio fértil ovado-lanceolado ou elíptico.16J-J’]. ALA – qualquer expansão em forma de asa (laminar. calo cônico e protuberante [Fig. curta. inserida acima da porção mediana da lema. de amarelo-pálea lustroso a cinza-prateado e levemente lustroso. de coloração palha e com ápice truncado.3D. arista (as). pálea fértil (pf) larga na porção mediana e afilando-se abruptamente para um ápice diminutamente arredondado ou formando uma “espécie de ombro” e variavelmente entalhado.A Agrostis palustris Huds. reta e inserida entre a porção mediana e próximo ao ápice da lema. AGUDO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. lema fértil (lf) lisa. pêlos basais em geral curtos e grossos. foliácea ou membranácea) e que se prolonga da superfície de diversos órgãos. pêlos basais em geral ausentes. se presente. fruto ou semente) termina gradativamente em um ângulo menor do que 90°. liso. – antécio fértil geralmente curto. geralmente com 5-nervuras no ápice (raramente 3-nervuras). com 1. no fruto 23 . que é muito variável. dorso carenado acima da base e com conspícua constrição acima do espesso calo obtusamente anguloso. (incluída em Agrostis stolonifera L. lustrosa.3C. pálea fértil (pf) abruptamente mais estreita em direção ao ápice. algumas vezes maiores e esparsos ou ausentes [Fig. roliço e liso. curta e reta. mas não apresenta entalhe em forma de ‘V’ e com cerca de ⅔ do comprimento da lema.

. . avelanedae Lor. Ala circular – em Allamanda sp. Tipuana tipu (Benth. ex DC. impetiginosa (Mart. e Swietenia macrophylla King (Meliaceae)..T. Arg. D. avelanedae. chrysotricha (Mart. Como fruto alado cita-se a sâmara (ver descrição) que ocorre em: Pterogyne nitens Tul. T. roseo-alba.T.) Standl.T. Em sementes pode-se encontrar: FIGURA 5 – Alas de Aspidosperma ramiflorum (A) e Tabebuia: B.5]. . Carda- 24 . E.) Kuntze (Fabaceae-Papilionoideae). Arg. roseo-alba (Rindl. nos gêneros Jacaranda (Bignoniaceae).313D] e Aspidosperma macrocarpon Mart.Bignoniaceae .Fig. e Aspidosperma ramiflorum Müll.T. chrysotricha.) Standl. (Apocynaceae Fig. impetiginosa. Ala bilateral – gênero Tabebuia (T..) Standl.5A (Apocynaceae). T.313E-E’). C. T. ex Griseb. Luehea (Tiliaceae) e Qualea (Vochysiaceae). Ala apical – Aspidosperma polyneuron Müll. Cedrela fissilis Vell.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA é formada exclusivamente pelo pericarpo e na semente é formada apenas pelo tegumento. [Fig. (Fabaceae-Caesalpinoideae).Fig.

lema fértil. inserida próximo à base da lema e 5-7mm mais longa do que as glumas. finas.0mm de comprimento. 25 . glumas (gl) agudas. o mesmo que endosperma (termo preferido).espigueta. – espigueta uniflora (antécio fértil). com longos cílios na carena e nas nervuras laterais. se desarticula abaixo das glumas. fortemente comprimida. Alopecurus pratensis L. glabra.0mm de largura. presas na base.313C) e Roupala (Proteaceae). ALEURONA – camada vital mais externa do endosperma de certas cariopses. ALBUME ou ALBÚMEN – tecido nutritivo da semente. com 1. arista (as) geniculada. sulcada. pecíolos alados. centeio (Poaceae =Gramineae) e mamona (Euphorbiaceae). B. translúcidas.5-3. iguais ou subiguais entre sí. A unidade-semente é a espigueta. Dimorphoteca (Asteraceae =Compositae) e Grevillea [Fig.Fig. arredondadas ou achatadas no dorso. Spergula e Spergularia (Caryophylla-ceae .A mine (Brassicaceae =Cruciferae). “sementes” que contém reservas de proteína são milho. 6]. que FIGURA 6 – Alopecurus pratensis: A. nas sementes beneficiadas é encontrada sem as glumas (apenas a lema fértil com a cariopse). calo pequeno e imperceptível. mas às vezes. fruto ou semente alada. ALADO(A) – provido de alas. ALBUMINOSA – diz-se da semente que contém albúmen no tecido de reserva. trigo.8-2. de 5-6mm de comprimento por 1. amarelo-dourada ou castanho-clara. superando e ocultando o antécio. envolvem a cariopse e com as margens unidas na metade inferior.305G-H). pálea fértil ausente. cevada. com 3-5 nervuras. diminutamente enrugada ou microscopicamente estriada e hilo basal punctiforme [Fig. cariopse comprimida. lemas férteis (lf) lisas. torcida.

mais densos perto do ápice [Fig. levemente mais escuras entre as costelas. 26 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ALTERNA(O) – diz-se quando as folhas (fo) estão inseridas no epicótilo ou no caule (cau) isoladamente e não em posição oposta [Fig. afilando gradativamente para a base. ápice com rostro grosso e circundado por uma coroa de 5-8 projeções delgadas e que formam costelas longitudinais em direção a base.Fig 295C.7].240A].). faces com costelas longitudinais lisas. FIGURA 7 – Alterna. ALVEOLADA(O) – diz-se da superfície que apresenta alvéolos (cavidades rasas e ± hexagonais . Ver Rumex acetosela L. Ambrosia artemisiifolia L. como a inserção das folhas do brinco-de-princesa (Hibiscus rosa-siensis L. Utilizado também quando os verticílios florais se organizam em duas séries.). (=Ambrosia elatior L. onde a ½ de uma sépala externa se sobrepõem ao bordo de duas sépalas internas [Fig. o mesmo que faveolada e faviforme. A unidade-semente é o invólucro-gamófilo. – invólucro-gamófilo mais largo próximo ao ápice ou em torno da porção mediana. Ambrosia polystachya DC. A unidade-semente é o invólucro-gamófilo.208A]. ápice rostrado e não circundado por uma coroa de projeções. e com longos pêlos alvo-hialinos. superfície fracamente transverso-rugosa.208B]. ALTERNÂNCIA DE TEMPERATURA – quando no teste de germinação a temperatura mais baixa é utilizada durante 16 horas no período noturno e a temperatura mais alta por oito horas no período diurno. às vezes. ou quando sementes se inserem alternadamente no fruto.) – invólucro-gamófilo mais largo entre a porção mediana e o ápice. com grande reticulado de veias. superfície glabra e entre as costelas fortemente transverso-rugosa [Fig.

ápice com rostro grosso. – invólucro-gamófilo de aredondado a 5-angular.8 mm de espessura. AMÊNDOA – termo utilizado por alguns autores para indicar a parte que contém o embrião. mais largo próximo ao ápice ou em torno da porção mediana (5.5mm de comprimento). lado ventral com profundo sulco. com 2. – cremocarpo largo-elíptico.8-1. – cremocarpo ovóide e comprimido lateralmente.0mm de largura e 0. limitado por duas estrias longitudinais muito próximas [Fig.8-2.02. lado ventral (da comissura) em geral plano. com 1. pouco mais escura. dividindo 27 . lisas e amareloclaras. A unidade-semente é o cremocarpo e o carpídio.8mm de espessura. carpídio com lado dorsal convexo com cinco nítidas costelas longitudinais. lado dorsal com fina listra.109A-B-C]. Ammi sp.0mm de largura e 0. Ammi visnaga (L. – cremocarpo formado por dois carpídios monospérmicos. circundado por uma coroa de cinco projeções e que formam costelas longitudinais em direção a base.A Ambrosia trifida L. afila gradativamente para a base. com sulco mediano e que envolve o carpóforo [Fig. com base arredondada e ápice com estilopódio.5mm de comprimento por 0. Seguem as características diferenciais das espécies de Ammi: Ammi majus L. carpídio de estreitoovalado a elíptico e ápice agudo.6-6.8-1. A unidade-semente é o invólucro-gamófilo.5mm de comprimento por 0.109A-B-C-D-E].) Lam. às vezes com 1-3 projeções menores podem ocorrer entre a coroa externa e o rostro central. carpídio ovado-oblongo e ápice obtuso.

lema e pálea fértil hialinas e pouco menores do que as glumas. 28 . onde as 10-11 nervuras na gluma inferior (ou primeira gluma) se apresentam nitidamente anastomosadas no ápice [Fig. que diferem das espiguetas sésseis. dos estames. 171]. mas nunca um sulco como em Ammi majus L.246]. uma espigueta do par é séssil e fértil.5mm de largura.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA as costelas. constitui o terceiro verticilio floral numa flor hermafrodita das Dicotiledôneas [Fig. unido de tal maneira que forma uma rede de malhas. ANÁTROPO – ver óvulo anátropo [Fig.. gluma superior lanceolada e unicarecada.109D-E]. [Fig. com arista FIGURA 8 – Amplexicaule. ANASTOMOSADO – confluência ou ramificação de duas células. como em Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc. com (5-)7-9mm de comprimento por 1. lema fértil com largo sulco longitudinal no dorso. Andropogon gerardii Vitman – espiguetas aos pares. que se formam no mesmo nó.13A. ambas estão unidas pelo segmento da ráquila (ráquis). AMPLEXICAULE – diz-se quando a base de uma folha (fo) séssil abraça (envolve) parcial ou totalmente o caule (cau) [Fig. ANDROCEU – conjunto dos órgãos masculinos da flor. opacas e acastanhadas.8]. a espécie produz uma porção variável de espiguetas pediceladas férteis. gluma inferior 2-carenada e com largo sulco no dorso. 12. isto é. lado ventral com dois sulcos longitudinais em ambos os lados da linha mediana. vasos. canais. glumas da espigueta fértil coriáceas. etc. a outra é pedicelada e pode ser estéril ou estaminada.47A]. nervuras. sem arista.

ANEMOCORIA – diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pelo vento. Ver antropocoria. com pronunciados ângulos longitudinais [Fig. ornitocoria e zoocoria. Couroupita guianensis Aubl. paineira (Chorisia speciosa A. samarídio. ANGULAR – que forma ângulos. como nas sementes aladas.A torcida.Fig.9A-B).155]. ANFISSARCÍDIO – fruto de origem placentar.10C-D). C-D. geniculada e que emerge do ápice.seção longitudinal e B. ANFÍTROPO – ver óvulo anfítropo.10A-B]. aquênios com papus. ANGIOSPERMA – divisão do reino vegetal que compreende uma planta ou um grupo de plantas. semelhante a anátropo [Fig. cujas sementes ficam encerradas no interior de um ovário transformado em fruto. Amaioua . com uma cavidade central. etc. C.Fig. como as de Eucalyptus. St. às vezes..9D).seção transversal. se encontra ainda. sem lóculos individualizados e cheia de sementes (s). – Asclepiadaceae).Fig.Kigelia sp.100L] ou quando um órgão apresenta ângulos salientes na FIGURA 10 – Anfissarcídios: A-B. com segmento da ráquila e pedicelo de uma segunda espigueta. como em Kigelia e Crescentia (Bignoniaceae . segmento da ráquila e pedicelo denso-vilosos.247]. envoltas por polpa (endocarpo) carnosa (suculenta). pericarpo carnoso.9C e Genipa (Rubiaceae) e Theobroma cacao L. (Lecythidaceae . hidrocoria.. em oficial-de-sala (Asclepias curassavica L.Amaioua sp.Theobroma cacao. Arista geralmente quebrada nas sementes comerciais. D.. preso no pedicelo. A. achatados na base e ápice expandido. (Sterculiaceae) [Fig. Crataeva (Capparaceae .Couroupita guianensis. A unidade-semente é a espigueta séssil e fértil. 29 .-Hil. em forma de taça [Fig. B. na FIGURA 9 – Anfissarcídios: A. Como grupo opõe-se ao das Gimnospermas. – Malvaceae).Fig. a espigueta estéril ou estaminada.Crescentia sp.Crataeva sp. sâmaras. autocoria.

B.lado dorsal com embrião. ANTÉCIO – cada urna das flores que compõem a espigueta das Cyperaceae e Poaceae (=Gramineae).110E].156-ae]. Nas tecas encontram-se os FIGURA 12 – Antera. a inferior ou externa (lema . ANTERA – parte mais intumescida do estame.11.12]. na base de cada flor. ANORMALIDADE APARENTE – anormalidade de plântulas devido a condições inadequadas para o teste de germinação em laboratório. 155].pf) e dos dois órgãos floríferos reprodutivos (pistilo .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA margem [Fig.lf e pálea . cariopse: C. com ou sem lemas estéreis adicionais [Fig. Antécio estéril – nas Poaceae (=Gramineae) compõe-se exclusivamente das glumelas e é incapaz de produzir sementes [Fig. Angular-angular – quando os ângulos são pronunciados. D. 30 . Compõe-se de duas bractéolas (glumelas) secas. divide-se em tecas (t) que estão unidas pelo conectivo [Fig.lf) envolve a cariopse pelo lado dorsal e a superior ou interna (pálea . ANOMOCARPO – o mesmo que heterocarpo. FIGURA 13 – Antera e ovário (seção transversal): A.lado ventral.pf) envolve a cariopse pelo lado ventral [Fig. Obtuso-angular – quando os ângulos são arredondados. e o caule de Salvia pratensis L. como a folha de Datura stramonium L. FIGURA 11 – Antécio fértil: A-B.pis e estame) ou da cariopse madura.antera. localizada na extremidade apical do filamento (filete .ovário tricarpelar e trilocular.11]. Antécio fértil – nas Poaceae (=Gramineae) compõe-se das glumelas (lema .lado ventral com hilo.fi).

com longos pêlos fulvos e margens denso-ciliadas. aguda. castanho-avermelhadas e amareladas no ápice. na extremidade da chalaza (ch). cerca de 3mm de comprimento. sendo duas para cada teca e que contêm os grãos de pólen (gp) ou micrósporos [Fig. lemas estéreis (le) bilobadas. lema estéril (superior) com arista dura. – espigueta curto-pedicelada. glabra e envolve a cariopse e a pálea fértil (pf) [Fig. ou é formado pela porção inferior persistente do 31 . como na parede da núcula de Guapira (Nyctaginaceae). às vezes. portanto em posição oposta à oosfera (o) [Fig. que são em número de quatro. geniculada e que se insere no dorso perto da base.14]. lustrosa. ANTOCARPO – formado pelo gineceu inteiro ou por parte dele (hipanto). A unidade-semente é a espigueta + as lemas estéreis ou. torcida. a inflexão da arista geniculada (asg) geralmente ocorre na altura do ápice da lema ou pouco acima. apenas o antécio fértil. escabrosas.antécio fértil. com duas glumas. pubescentes. devido ao beneficiamento. lema fértil (lf) largo-ovada.13A]. B-C. catanho-avermelhada-escura. FIGURA 15 – Antocarpo de Boerhavia difusa (A-B-C) e Mirabilis jalapa (D-E).171A. ANTÍPODA – no óvulo das Angiospermas é cada uma das três células (an) que se encontram na base do saco embrionário (sa). Anthoxanthum odoratum L. com dorso laxo-piloso. 297]. desiguais. FIGURA 14 – Anthoxanthum odoratum: Aespigueta. apiculadas.A microsporângios ou sacos polínicos (sc). um único antécio fértil terminal e duas lemas estéreis aristadas por baixo. Nas sementes comerciais pode(m) faltar a(s) lema(s) estéril(eis). comprimida lateralmente. lema estéril (inferior) com curta arista que se insere perto da região mediana. com cerca de 2mm de comprimento. o segmento da ráquila se desarticula acima das glumas naviculares. não aristada. participa na formação da parede do fruto. subiguais.

cuspidado.rostrado. H. ANTRORSO – dirigido para frente. 32 . L. ornitocoria e zoocoria. O mesmo que ovado e ovóide. S.15D-E].obtuso. R-R’. G. [Fig. ANUAL – diz-se da planta que completa seu ciclo vegetativo e reprodutivo em alguns meses. autocoria. P. FIGURA 16 – Ápice (quanto a ponta): A.capitado.pungente.acuminado.obcordado.exisa.103E].roído. estreita e muitas vezes de importância secundária.15A-B-C] e Mirabilis jalapa L.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA perigônio. hidrocoria. Mobtuso com acúmen. com a parte mais larga na base [Fig. APÊNDICE – designação de qualquer parte saliente. APIACEAE – nome válido da família Umbelliferae.uncinado. C. E.300K]. AOVADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. azul ou violácea a várias partes da planta. Bmucronado.retuso. F. como no samarídio de Banisteriopsis lucida (Malpighiaceae) [Fig. quase sempre curta. D.truncado. fruto ou semente) tem contorno de ovo. (Nyctaginaceae) [Fig.setoso. ANTROPOCORIA – quando a dispersão de diásporos é feita pelo homem. K-K’K’’. acidental ou espontaneamente. como em Boerhavia difusa L.cirroso. como a folha de Stellaria media (L. I.aristado. Ver anemocoria.) Vill. Q.agudo. ANTOCIANINA – pigmento que dá a coloração vermelha. Oemarginado. torna-se mais firme. que aumenta de tamanho durante o desenvolvimento do fruto. Oposto de retrorso. circunda e protege o fruto (núcula). J-J’. N.apiculado. para o ápice. T. de um órgão vegetal. ANTÓFITOS – plantas que produzem flores. O mesmo que Espermáfitas e é sinônimo de Fanerógamas e que se opõem as Criptógamas.

BSoliva pterosperma.16]. liso ou com excrescências.17]. pode apresentar estruturas 33 . Ápice da parte aérea ou Sistema apical – porção terminal da parte superior da plântula.16G]. pericarpo não soldado ao tegumento. na base.A APICAL ou TERMINAL – relativo ao ápice. como o fruto de Cordia superba Cham. indeiscente. Estas folhas envolvem e protegem o ponto de crescimento.seção transversal. ÁPICE – extremo ou ponto terminal de qualquer órgão. FIGURA 18 – Aquênios alados: A. APOCÁRPICO – diz-se do gineceu e depois do fruto onde os carpelos não se fundiram [Fig. APOMIXIA – quando a reprodução ocorre sem fecundação. que pode ter diversas formas [Fig. com semente presa na parede do fruto (pericarpo) em um só ponto. Em órgãos foliáceos é frequentemente usado como sinônimo de múcron. APODRECIMENTO – destruição da semente ou das estruturas da plântula. unisseminado. provido de apículo. geralmente associada à presença de microorganismos patogênicos. (Boraginaceae). seco. que contém o ponto principal de crescimento (meristema ou gema apical) e as folhas iniciais. mas pouco consistente. formando assim a gema apical. C-D. originado de um ovário bicarpelar e ínfero. FIGURA 17 – Apocárpico. AQUÊNIO – fruto nucóide simples.Synedrellopsis grisebachii (com dois tipos do centro do capítulo) e C’-D’. fruto ou semente) termina abruptamente em curta projeção (ponta) dura e aguda no centro [Fig. APÍCULO – pequena ponta aguda e curta. APICULADO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha.Synedrella nodiflora (raio do capítulo). unilocular.

Cyperaceae. em Picris echioides L. Aquênio rostrado – prolongamento apical do aquênio. 18-19-20-21-22-23-24-25). de diferentes tamanhos e com diminutos cílios esparsos branco-amarelados na margem.18C-C’-D). – aquênios pilosos na periferia e os do centro glabros – Fig. – aquênios da periferia. do capítulo. – aquênios do centro.) Gaertn.18].) Gaertn. glabra L. Synedrellopsis grisebachii Hieron & Kuntze – dois tipos de aquênios no centro do capítulo. e H.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA acessórias (invólucro) na base ou apresentar o cálice modificado em papus. Em FIGURA 19 – Aquênio com papus bisseriado: Vernonia scorpioides.23B-B’). Aquênio heterocarpo – com dois ou mais tipos de aquênios na mesma inflorescência.) Less. H. – ala bilobada e recortada. Hypochaeris radicata L. Aquênio alado – em Soliva pterosperma (Juss. um com estreita-ala virada para o lado ventral e outro com ala estendida e laciniada nas margens – Fig.. com cerdas ascendentes de diferentes tamanhos e com diminutos e esparsos cílios branco-amarelados na margem – Fig. não alados e os do centro com dois tipos. 18A). radicata L. H. alados e com cerdas ascendentes.Fig. onde no ápice se insere o papus. em Synedrella nodiflora (L. rostrados e os da periferia não rostrados [Fig. em Synedrellopsis grisebachii Hieron & Kuntze – aquênios da periferia. não alados e os da periferia alados. 34 . grisebachii Cabr. em Asteraceae (=Compositae) os frutos originados na periferia (raio) do capítulo podem apresentar características morfológicas diferentes daqueles que se formam no centro do capítulo. do capítulo. [Fig. do capítulo.23A]. fruto das Asteraceae (=Compositae . como em Hypochaeris brasiliensis Griseb. do capítulo.. – aquênios do centro. Dipsacaceae e Valerianaceae.23A-A’]. um com ala estreita virada para o lado ventral e outro com ala estendida e laciniada nas margens [Fig. Synedrella nodiflora (L.

Bidens pilosa.Elvira biflora. FIGURA 22 – Aquênios com papus multisseriado: A.Eclipta alba. F. B. FIGURA 21 – Aquênio com papus ausente: A.Picris echioides.aquênios que se inserem no centro do capítulo. B. A’. FIGURA 23 – Aquênios heterocarpos: A-A’-Hypochaeris radicata.Bidens subalternans.aquênios que se inserem na periferia do capítulo.Jaegeria hirta. B. D.B’. 35 . E.Blainvillea biaristata.Centaurea solstitialis.Centaurea melitensis.A FIGURA 20 – Aquênio com papus aristado ou cerdoso: A-A’. B-B’.Elephantopus mollis. CPicris hieracioides.Siegesbeckia orientalis. C. A-B.

C. B. FIGURA 24 – Aquênios com papus piloso unisseriado: AConyza bonariensis. G. C.Ageratum conyzoides.Galinsoga parviflora.Sonchus asper.Sonchus oleraceus.Erechtites hieracifolia.Emilia sonchifolia.Tagetes minuta. B.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 25 – Aquênio com papus paleáceo: A. 36 . D.Eupatorium squalidum.Gochnatia velutina.Parthenium hysterophorus. D. F. E.

f) e carúncula (cru .Connarus sp.A ARACNÓIDE – diz-se da superfície de um órgão (folha.Eriosema sp. a altura da planta não a define como arbusto ou árvore.300D-J-M]. E. que pode ser de dois tipos: estrofíolo (etr . pela morfologia e pela coloração.Acacia molissima. B.Chelidonium majus. tegumento e próximo da micrópila). D.. I. fruto ou semente) que se apresenta revestida por pêlos finos. F.Acacia longifolia. brancos e emaranhados [Fig..Turnera ulmifolia.. ARECACEAE – nome válido para a família Palmae.Polygala sp.Glinus sp.204A]. em torno do ponto de inserção de alguns samarídios de Malpighiaceae (como Banisteriopsis basifixa e Banisteriopsis megaphylla) e dos espinhos em certas plantas espinhosas [Fig. os dois tipos somente se diferenciam em função do lugar onde iniciam seu desenvolvimento. portanto não forma um tronco (fuste) definido. O arilo (ari) às vezes cobre todo o tegumento da semente (sarcotesta) ou forma apenas um apên- 37 . H-H’. ARILADO(A) – que possui arilo.46]. ARBÓREA – quando a planta se aproxima do tamanho de uma árvore. soltos. mas alguns autores consideram quando a altura não é superior a 4m. FIGURA 26 – Arilo da semente de Connarus sp. C.Cleome sp.formado pelo funículo .. linha pontilhada. ARILO – excrescência carnosa da semente. pequeno círculo deprimido.. ARÉOLA – pequena área. na base da lema fértil das espécies de Brachiaria [Fig. em forma de semicírculo. ARGÊNTEO – de coloração prateada. do tamanho que alcançam. G.formada pelo FIGURA 27 – Arilos: A. ARBUSTO – planta com caule lenhoso que se ramifica desde a base.

– Celastraceae).27D. das espiguetas ou dos antécios estéreis 38 . micrópila e sarcotesta. St. como em Cucurbita e Lagenaria. Cleome sp. ou pode ser um envoltório membranoso-hialino e ligado à extremidade hilar.). Swartzia e Copaifera (Fabaceae−Papilionoideae). Dodonaea e Paullinia (Sapindaceae). recobrindo toda a semente e formando um falso arilo vermelho. (Connaraceae – Fig. Nas Fabaceae–Papilionoideae apresenta-se como um anel ou um arco carnoso. membranáceo. unilateral. Mucuna. encontrado freqüentemente no ápice ou no dorso das glumas ou glumelas. ou pode ser como uma cobertura de pêlos.27H-H’ e Ulex (Fabaceae–Papilionoideae). Em Cucurbitaceae o arilóide pode ser fibroso ou piloso e mais abundante próximo à região dos bordos. falso arilo. curvo ou geniculado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA dice de tamanho variável. como em labe-labe (Lablab purpureus (L.Fig. mais ou menos rígido. funículo.26. (Capparaceae) – sem ou com arilo vesiculoso – Fig.). exceto do lado da micrópila – Fig. ARILÓIDE – termo usado para designar as estruturas carnosas formadas em torno do exostoma da micrópila. (Fabaceae–Mimosoideae – Fig.). como em Cucumis e Melothria. ou pode ser carnoso-mucilaginoso. Turnera ulmifolia L (Turneraceae) – arilo funicular (f). ocorre em Xylopia (Annonaceae). Polygala (Polygalaceae . inteiro ou lacerado. como em Momordica.27A). reto. maracujá (Passiflora sp.) Sweet. Acacia molissima (Andrews) Willd. evônimo-da-Europa (Euonymus europaeus L.-Hil.27C. branco. recobrindo toda a superfície. ARISTA – prolongamento ou apêndice.27E). estrofíolo.). 27F). (Magnoliaceae). ao redor do ápice do funículo. Ver arilóide. como em Cucumis. carúncula. Maytenus e Celastrus (Celastraceae). Ex: Connarus sp. teixo (Taxus baccata L. delgado. Eriosema – arilo membranáceo Fig. ou como uma faixa ao lado do hilo. noz-moscada (Myristiaca fragans Houtt. Clusia (Clusiaceae =Guttiferae). Talauma ovata A.

ARREDONDADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. delgada. – Fig. antécio superior (fértil) com curta arista reta e subapical. Beauv. quando o ápice de um órgão (folha.19A-A’). que se insere no dorso da lema (le) perto da base e listrada de castanho e amerelo-bronzeado. calo com abundantes pêlos longos. páleas (pf) hialinas. B.27-30-31].0mm de comprimento. Presl & C. com (8. que tendem a ser mais longas do que as lemas e nervuras da carena bem juntas. lemas com 5-7 nervuras. C’. pediceladas. como nos aquênios de algumas espécies de Asteraceae (=Compositae – ex: Bidens pilosa L. D. ARISTADO(A) – provido de arista. fruto ou semente) apresentam-se quase como um círculo. C. antécio inferior (ani) com longa arista (asg) torcida. estreitas.0-10. como nos gêneros Arrhenatherum e Avena [Fig. Em Poaceae (=Gramineae) a arista geralmente é a continuação da nervura mediana de glumas ou lemas. estendidos e de coloração 39 . glumas finamente escabrosas.continuação da arista.0-)9. Arrhenatherum elatius (L. a inferior (gli) com 1-nervura.espigueta.16A]. com o inferior estaminado (ani) e o superior fértil (ans). reta e subulada [Fig. diminutamente escabrosas na metade superior e frequentemente com esparsos e longos pêlos esbranquiçados na metade inferior. geniculada. mais curta do que os antécios e gluma superior (gls) com 3-nervuras e subigualando-se aos antécios. dura. Presl – espiguetas comprimidas lateralmente. (lf) e com antécio inferior aderido. inserida no dorso da lema fértil FIGURA 28 – Arrhenatherum elatius: A. ex J.) P.A das Poaceae (=Gramineae) ou de frutos de outras famílias botânicas. de coloração palha-clara. fruto ou semente) termina abruptamente em ponta longa.antécio superior.cariopse.antécio inferior. com dois antécios. segmento da ráquila se prolongada acima do antécio superior. que se desarticulam acima das glumas.

321A-A’-A’’]. ÁRVORE – planta lenhosa com crescimento monopodial.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA clara. formando com o eixo um ângulo menor do que 90°. ARVORETA – planta lenhosa com tronco principal definido e com uma copa ramificada. Ver abcisão e desarticulação. 40 . ASCENDENTE – que cresce obliquamente para cima. como Raphanus raphanistrum [Fig. típico de Fabaceae−Caesalpinioideae.Fig. ou pela cariopse. só se ramifica depois de 2m de altura.28]. ARTÍCULO – cada um uma das porções (ar . ou pelo antécio fértil. com cerca de 4-5mm de comprimento. como em Aeschynomene e Ornithopus sativus Brot. Arista geralmente quebrada nas sementes comerciais. alguns autores consideram que a altura varia entre 3-4m.29) ou síliqua lomentácea que ocorre em Brassicaceae =Cruciferae. deiscentes ou indeiscentes. como pêlos. cariopse subcilíndica.segmentos) destacáveis ou das fragmentações transversais. típico de Fabaceae (=Leguminosae)−Mimosoideae como do gênero Mimosa e de algumas espécies de Desmodium e Stylosanthes. espinhos dirigidos para o ápice. A unidade-semente é formada pela espigueta inteira (antécio fértil + antécio estaminado) e sem as glumas. unisseminados. . devido ao beneficiamento. como em Sorghum (Poaceae =Gramineae) [Fig. ARTICULADO(A) – que se articula.327]. ou de Fabaceae−Papilionoideae. de um craspédio. ou de um lomento. em vista latersal o lado dorsal é quase reto e o ventral convexo [Fig. amarelada ou castanho-clara. provido de regiões predeterminadas onde podem ocorrer fragmentações. com fuste principal definido e na parte superior uma copa ramificada.

AUTOCORIA – quando a dispersão de diásporos é feita pela própria planta. ATENUADO(A) – diz-se quando o ápice ou a base de um órgão (folha. como no beijo-de-frade (Impatiens balsamina L. ATROAVERMELHADO(A) – coloração que varia do vermelho-preto ao preto. antropocoria. Acystacia. – Balsaminaceae). ornitocoria e zoocoria. lobo ou prolongamento em forma de orelha na base [Fig. ATROPURPÚREO(A) – coloração que varia de púrpura ao negro. Folha com ápice atenuado – Eucaliptus saligna Sm. AURICULADO(A) – que tem aurícula. ASTERACEAE – nome válido para a família Compositae. hidrocoria. Justicia e Ruellia (Acanthaceae). Coloração das sementes de Amaranthus e Chenopodium. isto é. FIGURA 29 – Artículo de Ornithopus sativus.A ÁSPERA – diz-se da superfície de um órgão revestida com curtas pontas duras e irregulares.102P]. ÁTROPO – ver óvulo ortótropo.102 E].102E].au) na base de uma folha [Fig. Ver anemocoria. 41 . AURÍCULA – pequena projeção (lobo . fruto ou semente) se afila lentamente para um ângulo agudo [Fig. os frutos se abrem por pressão e lançam as sementes a distância. ASSIMÉTRICO – sem simetria. Ver auriculado.

cariopse delgada ou ligeiramente engrossada. agudas. na extremidade alongada da ráquila. de coloração parda (quando maduras). duas glumas iguais ou su- biguais. 42 .ráquis) pilosa. lemas endurecidas quando maduras. Avena barbata Pott. que se desarticulam acima das glumas e entre os antécios. antécios aristados. arista geniculada (asg). de comprimento igual ou pouco menor do que a lema. dos antécios e entre os antécios). cariopse firmemente envolta pela lema e pálea endurescida [Fig. com escabrosidade antrorsa sobre as nervuras. alongadas. mais curtas do que as glumas. segmento da ráquila (seg . ex Link – espigueta com 2-3 antécios. 32]. Ver abcisão em Avena. com dorso arredondado. Seguem as características diferenciais das espécies de Avena: • Todos os antécios se desarticulam por abcisão completa: – Lema (lf) com dois diminutos dentes ou duas aristas terminais. – espigueta com 1-6 antécios. lema (lf) com duas aristas apicais.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Avena sp. geralmente com um antécio rudimentar adicional. em vista lateral não evidentemente mais largo na porção mediana (na base da arista). membranáceas e persistentes na inflorescência (panícula). 31. Algumas características importantes podem estar presentes no antécio basal e ausentes nos antécios superiores. geralmente 7-nervadas. antécio fértil estreitoelíptico. A unidadesemente é o antécio-fértil. dificilmente é a cariopse nua.30. o tipo da abcisão é um caráter importante na distinção das espécies de aveia (abcisão da espigueta do seu pedicelo. glumas quase iguais no tamanho e geralmente 9-nervadas. pálea com duas carenas ciliadas. com longos e abundantes pêlos amarelados no lado dorsal.

32E ]. segmento da ráquila (seg) avermelhada. G.A. calo estreito-elíptico e circundado por um anel incompleto de pêlos. antécio fértil estreito-elíptico.A na porção superior e sobre as duas aristas apicais.A. castanho-escura (quando madura). pálea (pf) bicarenadas. – espigueta com 2-3 antécios. com arista torcida. cariopse oblonga. E. Avena fatua L. geralmente com um antécio rudimentar adicional aristado e com segmento da ráquila piloso e alongado. com escabrosidade antrorsa sobre as nervuras. geniculada (asg). com escutelo ausente ou reduzido à fraca linha branca [Fig. levemente mais larga na porção mediana. 31E. 31G. geralmente 7-nervadas. arista torcida. B-C-D. circundado por um anel de pêlos castanhos. cariopse com escutelo conspícuo [Fig. denso ciliada nas carenas. com esparsos FIGURA 30 – Avena (antécio fértil lado ventral): AA. F.A. de coloração mais clara e inserida pouco abaixo da porção mediana da lema. strigosa. byzantina.A. glumas quase iguais no tamanho e geralmente 9-nervadas. 32C]. fatua. se desarticula na base de cada antécio e com longos e duros pêlos estendidos. e longos pêlos duros e castanhos na face dorsal (abaixo da inserção da arista) ou glabra. geniculada (asg).30G. pálea (pf) bicarenada. em vista lateral somente mais largo na porção mediana (na base da arista). lema (lf) com dois curtos dentes no ápice hialino. longos e estendidos ou curtos e compactos (densos). denso-ciliada nas carenas. inserida ao redor da porção mediana. 43 . calo arredondado ou oval. ápice 2-denticulada (que correspondem as terminações das nervuras das carenas). ápice bidenticulado (que corresponde às terminações das nervuras das carenas). barbata.30E. segmento da ráquila (seg) se desarticula na base de cada antécio e com longos e duros pêlos castanhos na parte externa. sativa.

Segundo DILLENBERG (1984) o material que deu origem à primeira descrição (o holotipo). 32B]. o segmento da ráquila é partido na base do antécio basal ou próximo dela [Fig. B-C-D. E. pode-se afirmar que. sativa. na extremidade alongada do segmento da ráquila.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA • Todos os antécios se desarticulam por fratura: – Lema (lf) aguda e com dois diminutos dentes terminais. o que comunga também com a opinião de outros autores. FIGURA 31 – Avena (antécio fértil lado dorsal): A. às vezes semi-geniculada e semi-torcida. torcida na parte inferior e em geral com inflexão abaixo do ápice da lema.. F.A. G. com escabrosidade antrorsa sobre as nervuras. Avena byzantina K. arista quando presente reta ou geniculada. que se encontra no Herbário de Beºrlim. às vezes.. glumas quase iguais no tamanho. aristada ou não (o que pode ocorrer na mesma inflorescência). 44 . Koch (incluída em Avena sativa L. byzantina. abaixo da inserção da arista. cariopse não conspicuamente espessado na metade inferior e escutelo largo e evidente. glabra ou com tufo de pêlos (lateralmente sobre o calo). na porção apical da lema. – espigueta com 1-3 antécios e com um antécio rudimentar adicional. arista reta.A. inserida na porção mediana ou pouco acima. 31B-C-D.A.30BC-D. geralmente 9-nervadas. barbata. em geral 7-nervadas. portanto esta espécie deve ser considerada como sinônimo de A. de lisa a finamente granulosa. lema (lf) com ápice inteiro ou bidentado. fatua. mais raro alguns pêlos longos no lado dorsal. amarelada.A. Avena sativa L. strigosa.) – com características morfológicas iguais as de Avena sativa L. na realidade corresponde a Avena sativa L. sativa.A. segmento da ráquila (seg) glabro.

geralmente 7-nervadas. barbata. fatua. B. Avena strigosa Schreb.30A. com escutelo largo e evidente [Fig. este frequentemente aristado e com arístulas. geniculada (asg). byzantina. arista torcida. segmento da ráquila (seg) sem desarticulação (antécios não se desprendem quando maduros). diz-se do embrião quando ele se encontra no centro (no eixo) da semente [Fig. lema (lf) acuminada. cariopse estreito-oblonga. D. E. de coloração escura (quando maduras) e nervuras mais claras.A.A. 32A]. C. glabra ou com tufo de longos pêlos restritos aos bordos da porção superior.A. bicarenada. com duas longas aristas duras. escutelo largo e evidente. geralmente com um antécio rudimentar adicional. com escabrosidade antrorsa sobre a porção terminal da lema e as aristas apicais. ciliada na porção terminal das carenas e nos dentículos apicais.A. pálea (pf) com ápice bidenticulado (que corresponde as terminações das nervuras das carenas). 31F. segmento da ráquila (seg) glabro ou às vezes com alguns pêlos e sem desarticulação (os antécios não se separam. – espiguetas com 1-2 antécios. 31A. segmento da ráquila piloso.A. 32D]. glumas quase iguais tamanho e geralmente 9-nervadas. cariopse levemente mais larga na porção mediana. quando maduros) [Fig.A pálea (pf) bidenticulado (que corresponde as terminações das nervuras das carenas) e com densos cílios sobre as carenas. de coloração mais clara e FIGURA 32 – Avena (antécio fértil vista lateral): A. com arista geniculada e com inflexão abaixo do ápice da lema. strigosa. AXIAL – relativo ao eixo. com duas longas aristas. ou do fruto (cápsula septífraga) 45 . – Lema linear. 30F.33]. inserida pouco acima da porção mediana da lema. sativa.

0mm de comprimento e com esparsos pêlos longos nas margens. plano-convexas e acuminadas. num gineceu sincárpico.0-3. Axonopus sp. os óvulos se inserem nos bordos de cada carpelo. FIGURA 34 – Axonopus compressus (A-C-D) e A. – espiguetas com dois antécios. D. misturada as sementes beneficiadas. sem gluma superior e sem lema estéril. antécio inferior reduzido apenas a lema estéril (pálea estéril ausente). onde ocorre a fusão dos carpelos [Fig. Ver placentação axial. Ipomoea e Merremia. Seguem as características diferenciais das espécies de Axonopus: Axonopus compressus (Sw. fissifolius (B): A-B. Axilar (B). liso e glabro. iguais no comprimento e localizadas por cima da lema fértil. nos gêneros Convolvulus. AXILAR – que fica na axila. antécio fértil (lema e pálea) papiráceo. ao 46 . 33]. plurilocular. na porção central. como nas Convolvulaceae. partes da planta (axila da folha – ângulo formado pelo pecíolo no ponto onde ele se prende ao caule). geralmente se refere a folha e ao caule ou a folha e o épicótilo. C. lema fértil (lf) de glabra a alguns pêlos no ápice e com as margens recurvadas sobre a pálea (pf). que se desarticulam abaixo da gluma superior.) P. gluma superior (gls) e lema estéril de agudas a sub-agudas. A unidadesemente é o antécio fértil.cariopse. gluma superior (gls) e lema estéril membranáceas.antécio fértil. ângulo formado pelo encontro de dois órgãos ou FIGURA 33 – Axial (A). com agluma superior e lema estéril. – espiguetas de ovaladolanceoladas a elíptico-lanceoladas. Raramente se encontra o antécio fértil. Beauv. gluma inferior ausente. de 2. ou no caso da placentação quando.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA quando as sementes estão presas no eixo central (columela).espigueta. AXILA – ângulo formado entre a inserção de um órgão com o eixo no qual está inserido.

gluma superior (gls) e lema estéril linear-elípticas. obtusas ou subagudas. com a central apagada. com 4-5-nervuras.34B]. antécio fértil de coloração palha. de esverdeadas a violáceas. antécio fértil branco-amarelado. sub-obtusas ou agudas. lema fértil (lf) de obtusa a subaguda e menor do que a gluma superior e a lema estéril [Fig. (=Axonopus affinis Chase) – espiguetas de oblongas a ovaladas.A longo das nervuras externas esparso-pubescentes ou glabras. com 2-4 nervuras. 47 . glabra ou com pubescência adpressa ao longo das nervuras. lema fértil (lf) do mesmo tamanho da gluma superior ou um pouco menor [Fig. 34A-C-D]. Axonopus fissifolius (Raddi) Kuhlm. se 5-nervada com a mediana às vezes apagada (vestigial).

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Bacáceo (ba) ocorre em Melastomataceae. (Loganiaceae .Phytolacca sp. origindo de um ovário ínfero ou semi-ínfero.Fig. Adenaria (Lythraceae Fig. Fig. BACÍDIO – fruto bacóide. com uma semente como no fruto do abacate (Persea americana Mill. bacáceo. 36E). 50 .. indeiscente. E.Fevillea sp.Coccocypselum sp. solanídio e teofrastídio. originado de um ovário ínfero ou semi-ínfero.fruto inteiro e D. Gomidesia e Myrcia (Myrtaceae). (1999). (Tiliaceae) e nos gêneros Miconia. C. com espaço central dividido ou não por septos..35). mostrando a invaginação da placenta no lóculo. BMezilaurus sp. ou com poucas sementes. Myrciaria (Myrtaceae). melanídio. hesperídio..Platycentrum sp.Cinnamodendron sp..Fig. indeiscente. Sementes (s) envoltas por polpa sulcosa. uni. balaústio. D. com mesocarpo carnoso e endocarpo membranáceo.38A) e Schlegelia (Bignoniaceae Fig. Vitis e Cissus (Vitaceae) e Phytolacca (Phytolaccaceae) [Fig. 36D). mas não são raros os oligospemos e até mesmo os unisseminados.Adenaria sp.36A). Brunfelsia e Cestrum (Solanaceae). geralmente com um grande número de sementes. campomanesoídeo. Ocorre em Potalia sp. nos gêneros Cinnamodendron (Canella-ceae . esclereificada ou coriácea. Eugenia. bacídio.36B). 38B-C]. Cayaponia e Fevillea (Cucurbitaceae FIGURA 35 – Bacáceo (seção longitudinal) do abacate.: C.Fig. FIGURA 37 – Bacídios: A. que não se encontram envoltas por polpa. B. . Mezilaurus (Lauraceae . com pericarpo de pouco a muito espessado e endocarpo constituído apenas pela epiderme interna. com epicarpo geralmente fino e mesocarpo carnoso ou sucoso.. Fonte: A-C-D-E: Barroso et al. Coccocypselum (Rubiaceae ..Fig. (1999). carnosos. mas não lenhosa.ou multisseminado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA BACÁCEO – fruto bacóide.37A-B-C-D]. BACÓIDE – incluem os frutos indeiscentes. O fruto bacóide se classifica em: anfissarcídio. FIGURA 36 – Bacáceos: A. como em Mutingia calabura L. Fonte B-C-D: Barroso et al. Mouriri e Platycentrum (Melastomataceae). não diferenciada.seção transversal. Ver a descrição de cada um deles. não há nítida distinção entre os lóculos (lo).36C).Fig. Mouriri sp.

internamente dividido em cavidades. com carpelos dispostos em dois estratos. BALAUSTA ou BALAÚSTIO – fruto bacóide carnoso.B BACTÉRIA – vegetal unicelular. com endocarpo fino.204B].39FIGURA 38 – Bacóides: A. que se rompe no ápice e libera a primeira folha (eófilo) ou a plúmula (pl).78 B. como o fruto da romã (Punica granatum L. BAGA – termo genérico. bai. FIGURA 40 – Balausta de romã. com pericarpo carnoso-coriáceo. mesotesta esclerótica e tegumento formado por células polposas. − Punicaceae) [Fig. BAINHA – parte basal ou achatada da folha. raramente celulósica e em geral com menos de dois micras. em geral membranácea. com funículo (f) longo e endosperma ausente. com membrana pectínica. 172D-bai].. C. muito usado como sinônimo de solanídio. mais freqüentes no ápice [Fig. como uma pequena protuberância. Difere da IíguIa por não ter vasos condutores.corte longitudinal mostrando as sementes.fruto inteiro. onde se alojam as numerosas sementes. amarelo- FIGURA 39 – Bainha avermelhado.Potalia sp. (1999). BARBADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. indeiscente. Fonte: Barroso et al. originado de um ovário ínfero.40]. o mesmo que coleóptilo (cop) [Fig. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos macios.: B. com sarcotesta translúcida. que crescem em tufos e em diferentes partes da superfície. que a prende ao caule [Fig. 51 . BAINHA COTILEDONAR – porção basal do tecido cotiledonar que aparece nas plântulas de Monocotiledôneas. 187]. multisseminado. sem núcleo diferenciado e sem clorofila. Schlegelia sp.

parte de uma estrutura perto do ponto de união ou de origem. BASE – parte de um órgão que está mais próximo ao ponto de inserção.Thiloa sp. BETULÍDIO – designação dada aos frutos nucóides. podem ocorrer exceções. (1999) apresenta três deiscências loculicidas somente na porção superior.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA BAROCORIA – quando a dispersão de diásporos é feita pela ação da gravidade. ovário ínfero e provido de alas derivadas de expansões do hipanto. de onde tem um aspecto radial.. B-C.Pteropegon sp. BERTOLONÍDIO – fruto capsulídio e que ocorre no gênero Bertolonia (Melastomataceae). BICARENADO – estrutura com duas quilhas (carenas). o que só pode ser visto de cima. refere-se também à extremidade da radícula da semente. floresce e frutifica. Fonte B-C-: Barroso et al. antropocoria. autocoria. O pericarpo pode ser lenhoso ou coriáceo. BIANUAL – diz-se da planta que completa seu ciclo vegetativo em dois anos. (em inglês: basionym). BASAL – relativo à base. hidrocoria. como nos gêneros Combretum. no primeiro ano desenvolve a parte vegetativa e no segundo. com duas ou mais alas. originados de um FIGURA 41 – Betulídios: A. 52 . (1999). que segundo BARROSO et al. Ver anemocoria. como no abacate e manga. BASINÔMIO – em taxonomia: é o primeiro nome dado (reconhecidamente conferido) a um táxon. Terminalia e Thiloa (Combretaceae) e Pteropegon (Cucurbitaceae) [Fig. ornitocoria e zoocoria. o mesmo que bienal.41A-B-C].

Fig. Anemone. Ranunculus (Ranunculaceae). em geral na porção superior e que não ultrapassa a metade do comprimento do referido órgão. formado por dois vocábulos latinos (gênero e espécie). 53 .B BICO – prolongamento longo e pontudo de um órgão (fruto ou semente). BICRENADA(O) – diz-se quando a margem de uma folha apresenta dentes arredondados que por sua vez também estão crenados [Fig. BILOCULAR – diz-se do ovário ou do fruto com dois lóculos. – FIGURA 42 – Bilabiado: lb.. indeiscente. BÍFIDO(A) – órgão fendido em duas partes. diz-se da corola gamopétala e zigomorpha. como nos frutos do gênero Rapistrum (Brassicaceae) [Fig. Fruto (solanídio) de Capsicum chinense L. como as folhas de Bauhinia forficata Link e folhas cotiledonares de Ipomoea carnea Jacq. BINÔMIO – em taxonomia: nome científico dado a uma espécie botânica. BIENAL – o mesmo que bianual. Erodium e Geranium (Geraniaceae) e Geum (Rosaceae).lábio. e Ipomoea invisa (Vell. BILABIADO(A) – que tem dois lábios (lb). (Solanaceae).42). o superior globoso e fértil.110A’].322]. Ipomoea hederacea (L. que se divide transversalmente em dois artículos superpostos.) Jacq. BILOMENTO – síliqua lomentácea. Scrophulariaceae . onde as pétalas se distribuem nitidamente em dois lábios superpostos. como a corola da boca-de-leão (Antirrhinum majus L.) Hallier (Convolvulaceae). Encontra-se nos frutos dos gêneros Adonis.

) Choisy e Ipomoea triloba L. BIPINATÍFIDA – que tem folha composta bipinada.7-4. reto ou longitudinalmente curvado. 54 .5-)3.110B’]. BISERREADA(O) ou DUPLOSERREADA(O) – diz-se quando os dentes de uma margem serreada também estão serreados [Fig. dividindo-o em duas partes.) Roem.raque.. BISSEXUAL – diz-se da flor que tem órgãos masculinos (estames) e femininos (pistio). (Fabaceae-Caesalpinioideae). – antocarpo obcônico.) Sweet. ra.. com (2. Ipomoea cairica (L.folíolo.176]. BLASTOCARPO – diz-se do fruto cuja semente germina antes de sair do pericarpo.1mm de comprimento (var. Folha de Delonix regia (Bojer ex Hook. como as das plantas do mangue. Boerhavia diffusa L. Ipomoea ramosissima (Poir. mas que permanece unido pela base como as folhas cotiledonares de Ipomoea asarifolia (Desr. diffusa) ou FIGURA 43 – Bipinada: fol.) Raf. Ipomoea nil (L. que ao cair já trazem o embrião em desenvolvimento. BLASTOCÁRPICO – diz-se da semente que germina no interior do fruto.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA BIPARTIDO(A) – qualquer órgão com incisão apical que se extende por quase todo o comprimento.43]. BISPÉRMICO – diz-se do fruto que contém duas sementes. & Schult.) Roth. ou as divisões primárias também estão divididas [Fig. [Fig. BIPINADA – quando a folha composta está duplamente pinada ou dividida.

fosco e com esparsos pêlos estelados [Fig.109F-G-H]. BORDO – o mesmo que margem. superfície castanho-amarelada ou acinzentada.15A-B-C].B cerca de 2. A unidadesemente é o antocarpo.0mm de comprimento. – Fagaceae – Fig.1mm de largura. 55 .6-2.44). com base arredondada e atenuando gradativamente para um ápice agudo-obtuso. fruto do carvalho (Quercus robur L. FIGURA 44 – Bolota. com cinco costelas longitudinais inconspícuas e com as laterais viradas para o lado ventral. porque o lado ventral é fortemente convexo. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. fosca. com 1. com ápice arredondado e atenuando-se para uma base estreita. de contorno ovalado e em seção transversal estreitoelíptico. Bowlesia incana Ruiz & Pav. BOLOTA – tipo de núcula envolta na base pela cúpula.1mm de comprimento (var. de coloração castanho-amarelado-clara.0-1. formada pelo receptáculo ou pelo cálice persistente. lado ventral (da comissura) côncavo e muito estreito. – cremocarpo formado por dois carpídios piriformes. mais claras e espessas. leiocarpa: glabra. leiocarpa) por 1. tuberculada e com cinco sulcos longitudinais. núcula globosa com pericarpo reduzido a fina película e que internamente se justapõem ao tegumento membranáceo e externamente ao espesso antocarpo [Fig. diffusa: com pêlos glandulosos e brancos entre as cinco nervuras longitudinais conspícuas. BOLBILHO – o mesmo que bulbilho. na var. na var.

B. tão longa quanto a espigueta. E-H. raramente. mais ou 56 . Brachiaria sp.lado ventral.gluma inferior. ápice incospicuamente apiculada ou mucronado (ponta aguda e curta). segmento da ráquila entre a gluma inferior e a superior. formado pela lema estéril (le) com 5-9(-11) nevuras e as laterais um pouco mais afastadas da nervura mediana e pela pálea estéril hialina. binervada. – espigueta com dois antécios. antécio basal estéril ou estaminado (masculino) membranáceo. com linha de ruptura conspícua e aréola (are) deprimida. dictyoneura. I-J-K. tão longa quanto a lema estéril. mais ou menos plano-convexa ou biconvexa.B. primeira gluma ou gluma inferior (gli) voltada para o ráquis e geralmente menor ou. humidicola. brizantha. formado pela lema fértil (lf) com 5-nervuras inconspícuas.B. reduzida ou rudimentar.lado dorsal. L-M-N. B-D-G-J-M-P.B. C-D-E-F-G-H.B. plano-convexo. segunda gluma ou gluma superior (gls) mais ou menos do mesmo comprimento da lema estéril. decumbens. 2-glumas de textura papirácea e desiguais na forma e no tamanho. ou às vezes. com 5-7(-9) nervuras relativamente próximas. antécio superior (apical) fértil ou bisexual crustáceo. O-P.lema estéril ou estaminada. ruziziensis: A-C-F-I-L-O. K-N. geralmente papilosa-rugosa ou estriada. de ovada a oblonga.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 45 – Brachiaria (espiqueta): A-B.

decumbens. hipocrepiforme-arredondada perto da base. Brachiaria brizantha (Hochst. 46]. de contorno ovalado ou arredondado. I-J.B menos lustrosa. G-H. com cerca de 6. de textura mais fina e conspicuamente convexo-encurvados sobre a cariopse. ruziziensis. B-D-F-H-J-L. esta achatada. Seguem as características diferenciais das espécies de Brachiaria: FIGURA 46 – Brachiaria (antécio fértil): A-B.B.B. humidicola. K-L. margens lisas.) Stapf – espigueta oblonga ou elíptico-oblonga.B. C-D-E-F.lado dorsal. ápice levemente obtuso ou subagudo. dictyoneura. brizantha. lustrosas. A-C-E-IK. com duas conspícuas carenas espessadas.5mm de largura. pálea fértil (pf) tão longa quanto a lema fértil.0mm de comprimento por 2.B. área do embrião dorsal e cerca da ½ a ¾ comprimento da cariopse [Fig.B.lado ventral. ex A. superfície glabra ou esparso-pilosa no ápice. raras vezes o antécio fértil.45. de coloração palha e frequentemente com pigmentações púrpuras ou tingida de 57 . Rich. com hilo sub-basal-ventral e punctiforme. como um desenho ± conspicuamente estriado.0-2. A unidade-semente é a espigueta.

com 5-nervuras e com agumas nervuras transversais anastomosadas (unidas). Brachiaria decumbens Stapf – espigueta obovada-elíptica. com extremidades das nervuras anastomosadas (unidas) e algumas nervuras transversais na porção superior. ápice agudo. com 7-nervuras e com agumas nervuras transversais perto do ápice. com 7-nervuras e com agumas nervuras transversais perto do ápice. ápice esparso-piloso ou glabro. poucos pêlos ou glabrescente. ligeiramente mais curta do que a lema estéril. gluma superior (gls) ovada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA púrpura. abraça a base da espigueta. com 4-5mm de comprimento por cerca de 2mm de largura. lema fértil (lf) elípticoovada.45A-B. glabrescente ou pilosa. às vezes. pálea estéril tão longa quanto a lema. com mais de ⅓ do comprimento da espigueta. gluma inferior (gli) largo-ovada. glabra. acuminada. pálea fértil (pf) menos convexa no dorso. com extremidades das nervuras anastomosadas (unidas). finamente estriada e com curto ápice obtuso e encurvado. glabras. ligeiramente menor do que a lema [Fig. com cerca de 4mm de comprimento por 2mm de largura e de coloração 58 . achatada no dorso. com 5-nervuras e com agumas nervuras transversais perto do ápice. antécio fértil oblongo ou elíptico-oblongo e de coloração palha. às vezes. base atenuada e com conspícuo e grosso pedúnculo. tão longa quanto a espigueta. ligeiramente mais curta do que a lema estéril. lema estéril (le) semelhante à gluma superior. gluma superior (gls) ovada. glabrescente ou esparso-hirsuta no ápice. com mais de ⅓ do comprimento da espigueta. antécio fértil ovado. abraça a base da espigueta. com ápice curto-encurvado. 46A-B]. gluma inferior (gli) largo-ovada. com 9-11 nervuras. lema estéril (le) semelhante à gluma superior. esparsopilosa no ápice. com 7-11 nervuras.

Brachiaria humidicola (Rendle) Schweick. lema fértil (lf) obovada. pálea estéril largo-elíptica.7mm de largura e de coloração palha [Fig. com 4-5mm de comprimento. com cerca de 3. quase glabra no centro. membranácea. Brachiaria dictyoneura (Fig. com 9-11 nervuras.45L-M-N. 46I-J]. lema fértil (lf) ovada. gluma superior (gls) oblonga. com 6-7mm de comprimento por cerca de 2.45C-D-E-F-G-H. pálea fértil (pf) levemente convexa no dorso. de coloração verde-clara. semelhante a gluma superior em textura. 46C-D-E-F]. adpressos e mais longos na porção superior. com densas nervuras transversais anastomosadas (unidas). glabra. lema estéril (le) largo-ovada. plicada e nervuras finamente reticuladas no ápice. & De Not. acuminada e finamente estriada longitudinalmente.B amarelo-clara. mucronada. finamente transversorugosa. muito menos longa do que as glumas e a lema estéril. 7-9 nervuras. pilosa. coloração e pilosidade.5mm de largura. cariopse ovada e de coloração palha [Fig. com as margens se encontrando na base da espigueta. – espigueta ovadoelíptica. margens terminam em fina membrana.) Stapf – espigueta obovada ou largo-oblonga. antécio fértil de coloração palha ou amerelo-escura. tão longa quanto a espigueta.0mm de comprimento por 1. menos larga do que a gluma inferior. geralmente de coloração púrpura-escura ou verde. com longos pêlos brancos. membranácea. pálea fértil (pf) plana. cariopse ovada ou obovada. ápice obtuso. gluma inferior (gli) largo-oblonga. opaca. com 5-nervuras e com densas e longas nervuras transversais anastomosadas (unidas). com cerca de 5mm de comprimento por 2mm de 59 . tão longa quanto a lema estéril. ligeiramente mais curta.

com aparência arredondada e mais aberta. biseriada e inseridas alternadamente num ráquis ligeiramente alado. de coloração verde-clara. ligeiramente mais curta. 45I-J-K. gluma superior (gls) ovóide. 7-9 nervuras e com nervuras transversais anastomosadas (unidas).0mm de largura. glabra.espigueta: A. FIGURA 47 – Brachiaria plantaginea . – espigueta ovada-elíptica ou ovalada.0-2. com longas nervuras transversais anastomosadas (unidas) e quase glabra no centro. cerca de ⅓ do comprimento da espigueta.5mm de comprimento por 2.5mm de largura e 0. devido ao tamanho da gluma inferior e da lema fértil.lado ventral. pálea estéril largo-ovada.lado ventral. 9-11 nervuras. Cpálea estéril. com 4-5mm de compri-mento por 2. gluma inferior (gli) largo-ovada. fino-membranácea.lado dorsal. finamente transverso-rugosa e com 5-nervuras conspícuas. cariopse obovada e de coloração palha [Fig. levemente plicada. membranácea. abraça a base da espigueta. lema estéril (le) ovóide. de plano-convexa a achatada.1)mm de espessura. estramínea. E. glabra. ápice subagudo. lema fértil (lf) obovada. antécio fértil: D. tão longa quanto a lema estéril e com carenas endurescidas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA largura. margens terminam em fina. semelhante a gluma superior em textura e coloração.0(-1. 10-11-ner- 60 . com 1-2 nervuras transversais no ápice. menos larga do que a gluma inferior. tão longa quanto a espigueta. antécio fértil de coloração palha ou branca (na maturação) com cerca de 3. B. do que as outras espécies do gênero. com 5-nervuras. guma inferior (gli) largo-ovalada. glabra. duros e grossos. de coloração amarelada ou púrpura-escura ou com aparência púrpura. margens se encontram na base da espigueta.9-1. amarelada-clara. pálea fértil (pf) levemente convexa no dorso. com esparsos pêlos longos. Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc.lado dorsal. 46G-H]. apiculada. quase branca ou parcialmente púrpura.

com cerca de 5mm de comprimento por 2mm de largura. com extremidades das nervuras e algumas nervuras transversais anastomosadas (unidas) perto do ápice. 11-nervuras. Brachiaria ruziziensis R. apiculada. do mesmo comprimento do antécio fértil. achatada e amarelada. com (3. lema fértil 61 .8mm de espessura.B vada. abraça a base da espigueta. ligeiramente menor do que a lema fértil. embrião cerca da ½ do comprimento da cariopse. Germ. antécio estéril com lema estéril (le) 5-nervada e muito semelhante a gluma superior em forma. glabra. gluma inferior (gli) largo-ovada.2mm de largura e 0.0-2. antécio fértil ovalado. glabro. 5-nervada. pálea estéril largo-elíptica e tão longa quanto a lema estéril. cariopse ovalada-arredondada. crustácea.2-3.7-0. com 9-nervuras e com nervuras transversais anastomosadas (unidas) ausentes ou inconspícuas perto do ápice. plana ou levemente deprimida no dorso. ápice subagudo. antécio fértil ovado-elíptica. com 7-nervuras. pálea estéril largo-elíptica e tão longa quanto a lema estéril. tamanho e textura. com conspícuas nervuras anastomosadas (unidas) no ápice. gluma superior (gls) de ovalada a ovalada-elíptica.47]. com dorso plano. com pêlos longos e brancos na porção superior e nas margens.0)mm de comprimento por 2. amarelado.0-)3. gluma superior (gls) ovada. com longos pêlos brancos no ápice e nas margens. & C. tamanho e textura. acuminada. mancha hilar punctiforme e sub-basal [Fig. cerca da ½ do comprimento da espigueta. Evrard – espigueta ovada.6(-4. lema estéril (le) semelhante a gluma superior em forma.M. glabra. com fina rugosidade transversal (45X) e nervuras fracamente visíveis. ápice apiculado. pálea fértil (pf) com dorso convexo. lema fértil (lf) obovada ou elíptica.

Aespigueta. G. que na maturação se tornam rijas e formam um invólucro que envolve o aquênio. BRÁCTEA – folha reduzida. – espiguetas multifloras (unidade-semente múltipla) que se desarticulam acima das glumas (inferior . Bractéola fértil ou lema fértil ou pálea fértil. glabra ou pilosa. ápice com curto mucro. com dorso giboso (núcleo seminífero em forma de carúncula).B. Brácteas involucrais ou Invólucro-de-brácteas – cada uma das brácteas internas da flor feminina.vista lateral da lema.B. quase lisa e com 5-nervuras conspícuas. que no eixo das Poaceae (=Gramineae) se estende por baixo de uma flor ou de uma espigueta.269].46K-L]. textura.pálea fértil. pálea fértil (pf) 62 . F. É diferente das folhas normais pela forma. pálea fértil (pf) levemente convexa no dorso. BRACTÉOLA – bráctea de segunda ordem (secundária) ou glumela. finamente estriada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA (lf) obovada.B. C-E. um ano após a floração. Fig. minor. como em Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Oryza [Fig. geralmente modificada ou semelhante a escama. FIGURA 48 – Briza: A-B. subaristata. sem carena e com ala lateral ou lema lanceolada. G. antécio fértil: B-D. geralmente bem menor do que a bráctea. tamanho. mucronada ou aristada.vista dorsal da lema. etc.gli e superior .45O-P. Briza sp.157] e Phalaris [Fig.vista ventral. plurinervada. BRASSICACEAE – nome válido para a família Cruciferae. poaeompha.gls) herbáceas. como em Acanthospermum (Asteraceae =Compositae) [Fig. coloração. BRADIACARPO – que frutifica depois do inverno. C-D-E-F. antécio fértil com lema (lf) largo-cordiforme. ligeiramente mais curta [Fig.206].

cariopse com 1. base cordiforme. margem alada. margem alada. ápice hialino. giba com grossos pêlos hialinos.52. de orbicular ou elíptica a lanceolada.7-1. pálea fértil (pf) de elíptica a suborbicular. cariopse com 0.3-0. de 8-10mm de comprimento por 5mm de largura e 0.48]. esparso-pilosa no dorso. cariopse com hilo punctiforme. hilo linear. adpressa a lema fértil.8mm de comprimento por 0. muito menor do que a lema.8(-1. de coloração amarelo-avermelhada. hialina. 63 . ápice obtuso. pálea fértil (pf) plana. Seguem as características diferenciais das espécies de Briza: Briza maxima L. – antécio fértil escavado-ovalado. com ala membranácea e ápice bífido antécio fértil transverso-ovalado-escavado. base cordiforme. A unidade-semente é a espigueta ou o antécio fértil. lema fértil (lf) gibosa.6mm de largura [Fig. membranácea e de coloração palha. adpressa a lema fértil e cerca da ½ do seu comprimento.2-1. com cerca de 2mm de diâmetro. suborbicular.5mm de espessura.6mm de largura e 0. membranácea.48A-B].5mm de largura e 0. inteiro ou algo recortado. levemente encurvada e de 0.6-0. ápice subagudo. lema fértil (lf) côncava.B bicarenada.5mm de comprimento. Briza minor L. glabra ou pilosa. segmento da ráquila divergente. – gluma inferior (gli) cordiforme.7)mm de comprimento por 0. atinge até a ½ do comprimento ou pouco mais. com carenas glabras e com pêlos retrossos entre elas.0mm de comprimento por 1. ápice obtuso e mútico. de coloração palha e com 7-nervuras castanhoavermelhadas.2mm de espessura. elíptico ou linear [Fig. com 1. de coloração amarelada. divergente -encurvada.3-0. segmento da ráquila pequena.5-2.3mm de espessura. lisa ou com papilas entre as carenas. truncado. sem giba.

curto-ciliada sobre a porção superior das carenas.2-1.48C-D-E-F]. pálea fértil (pf) de elíptico-orbicular a orbicular.8mm de comprimento por (0. segmento da ráquila divergente e curta.5mm de comprimento por 1. segmento da ráquila diminuto. de 1.6-1.3-0.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Briza poaemorpha (Presl) Henr. largo-elípticas e escabrosas na carena. papilosa-escabrosa no ⅔ superiores.7mm de largura. cariopse com 0. giba glabra ou com pêlos. cariopse com 0.7-1. com 1.4-7. glumas (inferior – gli e superior – gls) largo-elípticas.0-1. ápice de subagudo a agudo. comprimida lateralmente. menores do que os antécios. base cordiforme. membranácea e de coloração palha.4-0.5)mm de comprimento por 0. Bromus sp.0-2.5-0. com 2.9-5.9-1. antécio fértil com lema (lf) gibosa.9-2. às vezes.0(-4.48G]. gluma inferior em geral menor 64 . glumas agudas.2mm de comprimento por 0. com glumas (gli – gls) persistentes. glabras ou pilosas. – espigueta suborbicular. pálea fértil (pf) de elíptica a elíptico-lanceolada.8-4.5(-7. obtusa. – espiguetas multifloras (unidade-semente múltipla) que se desarticulam acima das glumas (inferior e superior) e entre as lemas.5mm de comprimento por 0.0mm de largura. de coloração amarelada. com carenas lisas ou com cílios muito curtos e com aspereza tuberculada entre elas.6mm de largura. Briza subaristata Lam. – espigueta comprimidas dorsiventralmente. com nervura central conspícua. hilo elíptico [Fig. hilo elíptico [Fig. com conspícuo apêndice apical. margem alada.0)mm de largura.3mm de comprimento por 0. margem não alada. de 1. antécio fértil com lema (lf) largo-elíptica.5mm de largura. subagudas.9mm de largura. mútico ou com curto múcron.

com 7-11 nervuras. ápice com 2-dentes obtusos. pálea fértil (pf) lanceolada. glumas lanceoladas. glabra. de (1-)3-6mm de comprimento. com 8-12mm de comprimento por 2-3mm de largura. ex Nees – espiguetas elípticas. Bromus catharticus Vahl (= B.5mm de largura. o tamanho do antécio varia de acordo com sua posição na ráquila e as medidas não incluem a da arista. entre os quais a arista (as) terminal ou subapical. de subglabras a pubescentes. Seguem as características diferenciais das espécies de Bromus: Bromus auleticus Trin. reta. menor do que a lema. gluma superior 3-9-nervuras. de modo que aparenta estar paralelo ao eixo do antécio.5mm de largura e a superior com 3-5-nervuras. com ápice agudo ou bidentado. bicarenada e carenas com asperezas antrorsas e dorso glabro. carenas com curtos cílios [Fig. unioloides Kunth) – espiguetas ovadolanceoladas. a inferior com (1-)3-5-nervuras.B do que a superior.0-3. com 8-13(-15)mm de comprimento por 2. hilo linear [Fig.49]. com 5-10(-13)mm de comprimento por 0. lisa ou dorso papiloso. mútica. agudas. glabra ou pilosa. calo plano e inclinado para o lado ventral do antécio. antécio fértil com lema (lf) lanceolada. segmento da ráquila (seg) com lado dorsal achatado e ventral (externo) arredondado e abaulado na porção superior. em geral aderida à pálea. cariopse com ápice piloso. ápice bidentado. com (18-)26 (-37) mm de comprimento por (3-)7mm de largura. 1-5-nervuras. pálea fértil (pf) subigualando-se a lema. lisa ou com aspereza antrorsa sobre o dorso. ápice agudo e fortemente comprimidas lateralmente.49A-B]. de dorso aplanado ou arredondado.82. 65 . mucronada ou aristada. lisa ou com aspereza antrorsa. antécio fértil com lema (lf) convexa ou carenada. A unidade-semente é o antécio fértil.

sterilis. hordaceus. J-K. secalinus. tectorum. frequentemente esverdeada (imatura). L-M. inermis. de coloração palha ou castanho-amarelada e algumas vezes púrpura.5-)3.B. rigidus. F. lado ventral: B-C-H-K-O-Q. K’-prolon-gamento da arista (as) de K. auleticus. carenadas. catharticus.B. FIGURA 49 – Bromus (antécios férteis): A-B. com lema (lf) lanceolada.B.0-5.B. Q-R.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA glumas lancelolado-agudas. vista lateral: D-F-L-P-R.B.0mm de largura. papiráceas. N-O-P. multinervadas e com magens hialino-membranáceas. 66 .B. G-H-I. cariopse: E-I.B. C-D-E.B. lado dorsal: A-G-J-M-N. antécio fértil com (10-)1517(-20)mm de comprimento por (2.

0-3. com ápice truncado. levemente encurvada longitudinalmente. papirácea. nervuras e às vezes os interespaços finamente hispídulos. comprimida lateralmente. com a inferior menor do que a superior. de coloração cinza-amarelada ou verde-amarelada.B muito comprimida lateralmente. de (6-)7-9(-11)mm de comprimento (exceto arista) por 2. mais curta e mais estreita do que a lema.2-1. segmento da ráquila (seg) com cerca de 1mm de comprimento. dorso glabro e carenas esparso-pilosas.3mm de largura. pilosas. pálea fértil (pf) largo-acanalada. cariopse aderida à pálea. de 6-8(-10)mm de comprimento. com 6-8mm de comprimento. calo glabrescente ou finamente piloso. lema fértil (lf) de elíptica a estreito-obovada. encobre quase totalmente a pálea e a cariopse. glumas ovalado-lanceoladas. com 3-9mm de comprimento por 0. (=Bromus mollis L. lado dorsal plano. ápice agudo ou com múcro de até 3(-5)mm de comprimento. reto ou um pouco abaulado longitudinalmente. alarga-se ligeiramente em direção ao disco apical reto.) – espiguetas denso-pilosas.6mm de largura. mais larga abaixo da porção mediana. segmento da ráquila (seg) com 2-4mm de comprimento.0mm de largura e 1. glabro ou curto-pubecente. antécio fértil obovado-oblongo. 3-5 nervuras e a mediana carenada. estas mais conspícuas perto da base e a mediana estendendo-se em arista (as) subapical. Bromus hordaceus L. de 10-24mm de comprimento por 2. lado ventral com sulco profundo (cerca de ⅓) e muito estreito [Fig. base atenuada.8mm de espessura. com carenas ciliadas na porção superior e dorso liso. geralmente com rugas transversais entre as 7-nervuras.49C-D-E]. diminutamente curto-pubescente. ápice bidentado. calo punctiforme e 67 . pálea fértil (pf) estreito-lanceolada.7-1.

segmento da ráquila (seg) subcilíndrico. fino. de coloração castanha. pálea fértil (pf) plana. afilando para uma base pontuda. lateralmente pouco comprimido. var.. alargando um pouco para o ápice. alongado-ovalada.) Koch) – antécio fértil alongado-ovalado. com 7-8mm de comprimento por 1. de (9-)10-12mm de comprimento por 1. Bromus squarrosus L. lado dorsal glabrescente ou esparso-puberulenta perto da base. de 2. afilando para o ápice.0mm de largura e 1. de 1220mm de comprimento (exceto a arista) por 1. com lado dorso plano-convexa e ventral com sulco raso [Fig.5mm de espessura. carenas com densos e curtos pêlos finos.0mm de comprimento.5-3.49G-H-I]. Bromus rigidus Roth (= Bromus villosus Gmel. lema fértil (lf) de plana a levemente convexa (com margens levemente viradas).2mm de largura 68 .49F].8-2.3-0.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA circundado por estreita calosidade. lado ventral com estreita costela longitudinal [Fig. base arredondada.5-3. reto. – antécio fértil elíptico. achatada. afilando para as duas extremidades. cariopse aderida à pálea.8mm de largura e 0. de coloração amarelo-clara ou de castanho-acinzantada a castanho-escura.5-1. 3-5-nervuras e com a mediana mais conspícua. com 6mm de comprimento por 2mm de largura e 1mm de espessura. villosus (Gmel. Bromus inermis Leyss.0mm de espessura. com pubescência espranquiçada. ápice arredondado. igualando-se ou levemente maior do que a cariopse e a pálea. conspicuamente mais larga do que a cariopse. mais estreita do que a cariopse. cariopse aderida à pálea e visível externamente através dela. de coloração castanha. arista (as) com 1-2(-3)mm de comprimento ou ausente.

nervuras laterais 69 . margens retas ou encurvadas sobre a pálea. de coloração amarelo-acinzentada a castanho-acinzentada. aproximadamente da mesma largura da cariopse. cariopse aderida ao antécio. calo fosco. da ½ inferior até ¾ do antécio. com lado dorsal reto e ventral levemente convexo e com estreito sulco longitudinal profundo [Fig. lema fértil (lf) de coloração castanhoamarelada a castanho-púrpura. reto ou levemente encurvada longitudinalmente. em uma arista (as) muito dura. com curta pilosidade esbranquiçada mais densa na base.49J-K]. com 7-9mm de comprimento (exceto a arista) por 1. principalmente. alargando um pouco para o ápice e curtopubescente. a 4-6mm abaixo do ápice. lema e pálea fértil + cariopse ± iguais no comprimento. de coloração castanho-escura. com nervura mediana conspícua e que se estende.6-2. margem encurvada para o lado ventral. rugosa-escabrosa e com 35(-50)mm de comprimento. com 10-12mm de comprimento (muito mais curta do que a lema e não alcançando as cerdas apicais) por 1. afilando para as duas extremidades pontudas. punctiforme e com curta-pubescência esbranquiçada e ascendente. lema fértil (lf) não comprimida lateralmente.5-2. estreitooblonga. Bromus secalinus L. hialinas da porção mediana ao ápice.5-1. lado dorsal reto. ápice com duas finas cerdas membranáceas de 4-5mm de comprimento.0mm de largura e espessura.0mm de largura e espessura. – antécio fértil de oblongo a estreito-elíptico em contorno e hipocrepiforme em seção transversal. ápice obtuso.B e 1. pálea fértil (pf) com carenas muito próximas e com esparsa e curta pilosidade. mais largo acima da porção mediana e afilando gradualmente para uma base arredondada e abruptamente para um ápice obtuso. segmento da ráquila (seg) de 3-4mm de comprimento.8mm de espessura.

lado dorsal convexo. glabro ou lateralmente curtopiloso. de coloração cinza-amarelada e lema frequentemente tingida de castanho-escura a vermelho-púrpura ou púrpura-escuro (antécio maduro).0-6. pálea fértil (pf) côncava (com sulco ± profundo). calo com calosidade aneliforme. – antécio fértil estreito-oblongo. a 1. de coloração amarelada a cinza. conspicuamente rugosa-escabrosa. que geralmente se estende para uma arista (as) subapical de 3.5-2. aproximando-se uma da outra e extendendo-se para dois dentes apicais de 2-3mm de comprimento.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA inconspícuas e mediana conspícua.8(-2. lado dorsal convexo e ventral com sulco longitudinal em forma de ‘V’ [Fig. longitudinalmente encurvado (no antécio maduro).5-1.0mm abaixo do ápice. ápice arredondado e carenas hispídulo- ciliadas. mas que algumas vezes pode estar ausente. com curta-pubescência inconspícua. com 10-15(-18) mm de comprimento (exceto a arista) por 1. Bromus sterilis L. comprimida lateralmente.49L-M].0)mm de largura e 1.51. viradas para o lado ventral.0mm de comprimento por (1. lema fértil (lf) comprimida lateralmente. arista reta ou com abrupta torção ou curvada na ½ ou acima. com (5.0mm de espessura. margens estreitohialinas. oblongo-ovalada. em uma arista (as) escabrosa com 15-25mm de comprimento. margens conspicuamente voltadas para o lado ventral e que se afilam gradativamente do ápice arredondado para a base aguda.8mm de diâmetro.5-8.3-)1.5-)6. segmento da ráquila (seg) de 1-2mm de comprimento. pouco mais estreito perto do ápice. pálea fértil (pf) com 70 .5mm de comprimento. cariopse aderida ao antécio. lado dorsal achatado (porção deitada sobre a pálea) e ventral arredondado. nervuras muito conspícuas e com a mediana se estendendo.

com 8-10(12)mm de comprimento (exceto a arista) por (0. segmento da ráquila (seg) reto. com um 71 . margem e ápice hialinos.B concavidade profunda (em forma de ‘V’). margens levemente encurvadas e que se extendem para dois dentes apicais. superfície finamente pilosa e margens com pêlos cerdosos de tamanho variado. de 2-3mm de comprimento. de 2.2mm de diâmetro. com estreita concavidade rasa.9-)1. se alarga ligeiramente para o ápice. reta ou curvada para o dorso e de até 12(-15)mm de comprimento. em uma arista (as) dura. a 2-3mm abaixo do ápice. calo amarelado. pálea fértil (pf) pouco mais curta do que a lema.0mm de comprimento. alargando-se ligeiramente para o ápice. com longos e esparsos pêlos finos nas carenas. segmento da ráquila (seg) com cerca de 3mm de comprimento. lado dorsal achatado (porção deitada sobre a pálea) e ventral arredondado. estreito-oblonga. lustroso. um pouco encurvada longitudinalmente. calo conspícuo. pouco mais larga do que a cariopse. glabro ou com tufo de curtos pêlos em cada extremidade. lema fértil (lf) comprimida lateralmente. nervura laterais fracas e mediana muito conspícua e que se estende. viloso. Bromus tectorum L.2mm de espessura. de coloração castanha e com estreito sulco profundo [Fig. em geral obscurescida pelas margens encurvadas da lema.21.5mm de largura por 1.49N-O-P]. com 8-12mm de comprimento por 1. de coloração cinza-amarelada e lema freqüentemente tingida de púrpura ou de castanho-escura. afilando para as extremidades e mais largo na porção mediana. – antécio fértil de estreito-elíptico a estreito-lanceolado. ápice obtuso e diminutamente entalhado.0-1. cariopse aderida à pálea.5-3. com densa-pubescência de pêlos macios e que se tornam mais longos perto do ápice. com curta-pilosida fina.

BROTO – gema que brota nos vegetais e é capaz de se desenvolver em ramificações folhosas e/ou floríferas.50) que se caracterizam por apresentar o eixo FIGURA 51 – Bulbos : A. Broto terminal – gema que se desenvolve no ápice da parte aérea. como em inflorescências. oblonga. com cerca de 8mm de comprimento por 1mm de diâmetro. alho . com lado dorsal convexo e ventral com profundo sulco [Fig. como nas espécies de Allium sativum L.51A) ou tunicados (cebola . do qual resulta um vegetal que pode crescer e formar uma nova planta adulta. mas na realidade se trata de um sistema caulinar com seu eixo.composto de alho. suas gemas. de resto glabro. 72 .tunicado de cebola. B. surgem também na axila de folhas normais.Fig. (Amaryllidaceae) e no gênero Agave (Agavaceae). BULBILHO – gema aérea transformada em órgão de multiplicação vegetativa. Broto axilar – gema que se desenvolve na axila de uma folha. considera-se o bulbo como um caule modificado. O mesmo que bolbinho.Fig.Fig. de coloração castanha. C.Fig. (Alliaceae). FIGURA 50 – Bulbo cheio de açafrão. Bulbos podem ser escamosos (lírio . Hippeastrum reticulatum Herb. BULBO – diz-se de sistemas caulinares subterrâneos como gemas protegidas por catáfilos ou bases foliares que armazenam reservas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA tufo de pêlos em cada lado. cariopse aderida ao antécio.51C) ou cheios (alçafrão .51B) que apresenta grande número de pequenos bulbos.escamoso do lírio. caulinar extremamente reduzido e todas as reservas encontramse nos catáfilos.49Q-R]. os primórdios foliares e as folhas modificadas. ou composto (trevo.

B.7-0. com 0.) – núcula obovada.239A-A’].B Bulbostylis capillaris (L. trigona.estilete remanescente) caliptriforme (raro ausente). levemente lustrosa.8mm de comprimento (exceto o rostro) por 0.6-07mm de largura. pericarpo coriáceo. afilando abruptamente para o ápice obtuso e gradativamente para uma base estipitada. A unidade-semente é a núcula. semente preenche todo o interior da núcula [Fig. 73 . de coloração parda. transversalmente ondulado-rugasa. Clarke (= Scirpus callaris L. ápice com rostro (ro . inserção basal triangular.) C.

74 .

.

) Scop. o mesmo que caduca ou decídua e oposto a perenifólia. CÁLICE – verticílo floral mais externo do perianto heteroclamídeo das Dicotiledôneas. CADUCO(A) – quando uma planta perde as folhas durante a estação mais desfavorável.Triplaris surinamenseis. como em Cirsium arvense (L.Hyptis sp. nas sementes é sempre oposta a micrópila e ao ápice dos cotilédones. CAESALPINIOIDEAE – subfamília da Fabaceae. como as folhas de Tabebuia (Bignoniaceae). D. Ver Fabaceae. a certa distância umas das outras. neste caso. pode ser simples ou compostro e. (Asteraceae =Compositae – Fig.Leonotis sp.. com um nome especial para cada um. o mesmo que decíduo. FIGURA 52 – Cacho.. na superfície do tegumento é visível sob a forma de mancha mais escura ou mais clara (como no gênero Bixa – Bixaceae). multiforme.297-ch]. CALAZA ou CHALAZA – nos óvulos das Angispermas é a parte onde passam os vasos que conduzem a seiva do funículo à nucela [Fig.Hyoscyamnus sp. FIGURA 53 – Cálice acrescente: A.52].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CACHO – tipo de inflorescência onde as flores providas de pedicelo (pedúnculo – pd).. B. ou sob a forma de uma faixa que pode circundar parcial ou totalmente a semente. 1999). se inserem num eixo comum.90). O cálice pode ser usado como uma caracteristica 76 .171]. na tribo Vicieae. Cálice acrescente – que continua a se desenvolver (em vez de cair) após a fecundação. E. o mesmo que racemo [Fig. ou quando um aquênio perde o pappus.Marsypianthes. formado pelas sépalas (sp) [Fig. (Fonte: Barroso et al. ou como uma elevação distinta (saliência em Faboideae. CADUCIFÓLIA – árvore que perde as folhas no período de repouso vegetativo (inverno frio ou seco). C.

240D-E]. Nas sépalas internas os lóbulos são acrescentes. como em espécies de Polygonaceae ou é um cálice gamossépalo como em Hyptis sp. Rumex obtusifolius L. [Fig. (Solanaceae . O perigônio persiste sobre o fruto e geralmente toma parte na sua dispersão. como em Rumex sp. reflexas na frutificação e localizadas sobre os ângulos das núculas.53A] e Ruprechtia. Cálice hexâmero – sépalas acrescentes. para separar espécies dentro do mesmo gênero. Leonotis sp.53A). Cálice aderente – cálice de flor infero-ovariada. é formado por seis segmentos (sp).C morfológica. Cálice gamossépalo – segmentos unidos numa peça única. (Polygonaceae .53C-D-E). dispostas em dois ciclos de três lóbulos ou segmentos e com as externas menores. adicional.240I-J] e Rumex pulcher L. que serve de flutuador. Ver cálice hexâmero e cálice pentâmero. e Marsypianthes (Lamiaceae =Labiatae Fig. [Fig. 77 .Fig.240] ou os lóbulos externos são maiores do que os três internos. como em Triplaris surinamensis Cham. [Fig. Hyoscyamnus sp.. com ou sem ala.Fig. com bordos inteiros ou com pequenos dentes ou com lacínias e no dorso de cada lóbulo pode-se encontrar na base um tubérculo esponjoso (espessamento da nervura mediana). Cálice livre – cálice de flor súpero-ovariada. [Fig. Cálice dialisépalo – segmentos podem ser separados.240M-N]. [Fig.53B) e Triplaris surinamenseis Cham. como em Rumex crispus L.

estrutura semelhante a um cálice. em Poaceae (=Gramineae) é a área intumescida e dura na base ou no ponto de inserção do antécio ou da espigueta no ráquis ou na ráquila. com tubo inflado e que vai se alargando gradativamente para o limbo. CALIPTRA – “capuz” que recobre aponta da radícula [Fig.. freqüentemente com pêlos [Fig. 116. formado por brácteas externas a este. como ocorre em Eucaliptus. CALICINA(O) – relativo ao cálice. cálice ou outro órgão em forma de sino. geralmente diferenciada pelo aspecto córneo e que rodeia a área de inserção no receptáculo [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Cálice pentâmero – sépalas acrescentes. Löve (=Polygonum convolvulus L. Ver corola gamopétala. 155.241A]. Persicaria sp. Fallopia convolvulus (L. 78 .20A-A’-B].) A. 241P]. Fagopyrum esculentum Moench [Fig. 224]. dispostas em um único ciclo.248].101D].241D). como em Antigonon sp. CALÍCULO – pequeno cálice..Fig. ou corola soldada em peça única em forma de capuz. com lóbulos ± do mesmo tamanho. [Fig. CAMPANULADO(A) – diz-se da corola gamopétala. o mesmo que coifa. . como as flores de Tabebuia e Tecoma [Fig. CALO – área protuberante e endurecida (calosa). em Asteraceae (=Compositae) é a parte basal do aquênio. Coccoloba sp. 167. CAMPILÓTROPO – ver óvulo campilótropo [Fig.241GL-M] e Polygonum sp. [Fig. CALICIFORME – semelhante ao cálice: bráctea ou glândula caliciforme.49. 95-cf].

54A-B).. CANALIFORME – que tem forma de canal. 54C-D). em forma de cabeça [Fig.Fig. CAPITADO – diz-se do ápice de um órgão (folha.16R-R’]. Diospyros (Ebenaceae) e Vismia (Hypericaceae =Guttiferae). Campomanesia (Myrtaceae . CAPPARIDACEAE – grafia correta da família Capparaceae (mais usada). CANALÍCULO – que tem pequeno canal.Averhoa sp. freqüentemente alargado (discóide. fruto ou semente) que FIGURA 55 – Capítulo. como nos frutos de Achras (Sapotaceae). canal (largo e côncavo) [Fig. se apresenta mais largo. lb. CANALICULADO(A) – diz-se quando um órgão se parece com um pequeno FIGURA 54 – Campomanesoídios (fruto inteiro e corte transversal): A-B. com pericarpo carnoso e cavidade central cheia de tecido polposo uniforme. CAPACIDADE DE CAMPO – quantidade (volume) de água que um solo é capaz de reter para atingir a saturação. CAPÍTULO – tipo de inflorescência das Asteraceae (=Compositae). formado por um receptáculo (re).. ovóide. CAPPARACEAE – grafia correta da família Capparidaceae. C-D.C CAMPOMANESOÍDIO – fruto bacóide.lóbulos do cálice. como os pêlos glandulares. Averrhoa (Oxalidaceae . onde se localizam radialmente na porção central.100P].Campomanesia sp. 79 .Fig. estreitos lóculos (lo) que encerram poucas sementes. Pecíolo canaliculado de Tradescantia virginiana L. multisseminado. indeiscente.

). ápice levemente emarginado e com mais de uma semente por valva (va). CÁPSULA – fruto simples. formado por dois ou mais carpelos.2mm de largura. mais ou menos plano ou convexo e onde se inserem na parte superior as flores. de 2.3-)0.) Medik.56]. de opaca a levemente lustrosa. na parte inferior encontram-se brácteas. deiscente e geralmente multisseminado. 57A-B-C].3mm de espessura. faces levemente convexas e com dois sulcos longitudinais. 0. seco.2) mm de comprimento por (0.6)mm de largura e cerca de FIGURA 56 – Cápsula circuncisa (pixídio) de Anagallis arvensis.4-0. B. Bertholletia excelsa Bonpl.317]. Existem diversos tipos de cápsulas dependendo da forma como se abrem na maturidade: Cápsula circuncisa ou opercular ou pixídio – com deiscência transversal que divide o fruto em duas porções distintas. – com silícola oblongo-cordadatriangular ou em forma de bolsa de pastor antiga.fruto membranáceo [Fig. A unidade-semente pode ser a silícola. geralmente sésseis (sem pedúnculo) e muito próximas uma das outras [Fig.fruto. FIGURA 57 – Cápsula circuncisa (pixídio) de: A-BCariniana estrellensis e C. Amaranthus e Celosia (Amaranthaceae). superfície de castanho-claro a castanho-avermelhado (quando madura). Eschweilera ovata 80 .9-1. Couratari asterotricha Prance. Capsella bursa-pastoris (L. interespaços rasos e alongados longitudinalmente [Fig.columela seminífera.9-2.Lecythidaceae: A-C.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA etc. Berg) Miers. uma inferior (urna) e outra superior (opérculo . levemente comprimida lateralmente.op). uma valva ou a semente livre.5(-0. de (0.55].8-)0.6-2. finamente alveolada (40X). com uma rede de malhas finas. semente (s) cilíndrica ou elipsóide.0(-1.. Eschweilera nana (O. como nos gêneros Sesuvium (Aizoaceae).8mm de comprimento por 1. Portulaca (Portulacaceae) e em Anagallis arvensis L. (Primulaceae) . Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze (Lecythidaceae) – fruto lenhoso [Fig.

ou com deiscência num dos lóculos.) L. bicarpelar. FIGURA 59 – Cápsulas denteadas: A.Cerastium sp. Cápsula denteada – com deiscência por dentes apicais. Tiliaceae (Luehea . (Lecythidaceae) .cápsulas biloculares. Gleasonia. Cápsula lobada – com deiscência loculicida que só ocorre na porção apical do fruto. que envolve o fruto até o ápice ou apenas a metade inferior. com dois ou mais carpelos.Fig. Em Luehea somente após a queda das sementes é que os lobos se aprofundam e o fruto forma valvas. Menodora (Oleaceae). bilocular e com sementes (s) aladas.C (Camb. 81 .58).) Miers e Lecythis lanceolata Poir. como no gênero Spathodea (Bignoniaceae .Fig.Fig. fruto globoso ou comprimido. como em Capparis flexuosa (L. formando-se curtos lobos (lb). Henriquezia e Molopan-thera (Rubiaceae . sobre a placenta parietal-marginal. Fruto membranáceo. como nos gêneros Cerastium e Silene (Caryophyllaceae .59). (Capparaceae). FIGURA 58 – Cápsula circundante de Malopanthera sp. pode-se encontrar em Campanulaceae. como nos gêneros Dianthus e Gypsophila (Caryophyllaceae). Cucurbita- FIGURA 60 – Cápsula folicular de Spathodea campanulata: A. expondo a superfície interna vermelha. muitas vezes hialino.60).61) e Theaceae.fechada e B-aberta..cápsulas uniloculares. com eixo central placentífero e cálice (cal) tubuloso persistente. Cápsula circundante – com deiscência loculicida que ocorre no contorno dos carpelos (ca). Cápsula folicular – com deiscência numa das suturas do fruto toruloso bicarpelar (ca). BSilene sp. Mitracarpus (Rubiaceae) e Plantago (Plantaginaceae) . ceae. com placentação axial ou parietal. expondo o largo eixo seminífero originado da placentação axial.Fig. do pericarpo e as sementes (s) pêndulas com sarcotesta carnosa.

Bredemeyera e Polygala (Polygalaceae) e Vochysia (Vochysiaceae) [Fig. como nos gêneros Oxalis (Oxalidaceae).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Cápsula loculicida – com deiscência ao longo da nervura mediana (nm).com deiscência por poros (p).65A-B) e nos gêneros Apeiba (Tiliaceae). cápsula (cp) com 8-18 poros e igual número de estrias. formando-se tantas valvas (va) quantas forem os carpelos que compõem o fruto e na base permanece o cálice (cal).64A-B]. sobre a qual estão assentadas as sementes (s) e que são expulsas (liberadas) em duas direções opostas [Fig. e Stellaria (Caryophyllaceae). como na castanha-do-Pará (Bertholletia excelsa Bonpl.62]. FIGURA 63 – Cápsula loculicida de Argemone mexicana. no dorso de cada carpelo (ca).65C-D-E). uma estrutura encurvada em forma de gancho. Cápsula rimosa – com deiscência loculicida que ocorre numa das suturas do fruto bicarpelar.Malvaceae) e nos gêneros Juncus (Juncaceae). o ejaculador (ej) ou retináculo. Spergularia FIGURA 61 – Cápsula lobada de Luehea sp.Fig. Argemone mexicana L. mas os carpelos permanecem presos ao eixo central do fruto. Fig. (Papaveraceae . Linaria e Antirrhinum (Scrophulariaceae – Fig. (Papaveraceae – FIGURA 62 – Cápsula loculicida. portanto cada valva (va) é formada por duas metades de dois carpelos adjacentes [Fig. 82 .63) em Acystasia e Justicia (Acanthaceae) existe internamente. Spergula. Petunia (Solanaceae). – Lecythidaceae). Papaver rhoeas L. sem formar valvas independentes. a forma da cápsula e o número de poros depende da variedade. como em algodão (Gossypium . Em Papaver rhoeas L. Cápsula poricida – formado por dois ou mais carpelos.66]. disco estigmático (es) plano a levemente convexo. Mollugo (Molluginaceae).

Oxalis sp. (1999). depois a deiscência loculicida e. (1999). Em Lavoisiera e Opisthocentra clidemioides (Melastomataceae . ficando a cápsula semi-aberta. F-Vochysia sp. Tibouchina (Melastomataceae) e em Talinum repens (Portulacaceae – Fig. como nos gêneros Mollia (Tiliaceae).. Cápsula ringente – com deiscência que ocorre apenas na porção apical. Em Tibouchina clavata (Pers. (1999).68I).Fig.. Ludwigia (Onagraceae – FIGURA 66 – Cápsulas rimosas: A. B..Mitreola sp. segundo BARROSO et al. B-C-D....C FIGURA 64 – Cápsula loculicida com ejaculador: A.Antirrhinum sp.Mostue sp. D. liberando as sementes.Veronica sp. em geral. na mesma região da deiscência do ovário maduro. E. C. e T. FIGURA 65 – Cápsulas poricidas: A-B. FIGURA 67 – Cápsula ringente: A. na junção dos dois carpelos.67]. Fonte A-B-C: Barroso et al.Papaver rhoeas. o hipanto começa a se decompor nas regiões dos rompimentos (BARROSO et al. em Tibouchina grandiflora Cogn.. Fig. C-D. D.corte transversal do fruto.Justicia sp..68A-B-C-D). como nos gêneros Begonia (Begoniaceae).Polygala sp.Linaria sp. 1999). multiflora (Melastomataceae) ocorre primeiro o rompimento (ru) transversal. Cápsula rompente – quando o ápice do fruto fica obstruído e a deiscência ocorre através do rompimento (ru) irregular do pericarpo.68E-F-G-H) ocorre primeiro o rombimento do hipanto. simultaneamente. Fonte A-F: Barroso et al. 83 .. Mostue e Mitreola (Loganiaceae) e Veronica (Scrophulariaceae) [Fig.Mollia sp. bicarpelar.. fruto ± orbicular.Bredemeyera sp..Acystasia sp. E. na região mediana de cada valva.) Wurdack o tubo do hipanto se rompe irregularmente no sentido longitudinal e. B. numa curta distância.

cp com ruptura. B. H. Cápsula septicida – com deiscência nos pontos de junção (união) dos carpelos. (1999). caliciforme (cal). expulsando a coluna seminífera com as sementes. o hipanto é membranáceo. Lavoisiera sp. Penstemon (Scrophulariaceae). ventral de sutura e o eixo seminífero permanece como coluna. Sapium (Euphorbiaceae). O pericarpo é membranáceo e hialino.semente. et al. Ipomoea e Merremia (Convolvulaceae). Simira (Rubiaceae). Opisthocentra clidemioides: G.rompimento longitudinal da parede do fruto e do cálice.endocarpo. C.69) e em algumas espécies de Aristolochia (Aristolochiaceae). Cardiospermum e Dodonaea (Sapindaceae). ao longo do dobramento dos carpelos. a coluna seminífera (col) pode sofrer um rompimento na porção basal e assim se desprende junto com as valvas (va). ocorrendo a seguir a abertrura de cada um deles na linha FIGURA 68 – Cápsulas rompentes (cp) de Ludwigia sp. Hibiscus (Malvaceae).cp íntegra.70. Browalia. Bonyunia (Loganiaceae). ficando intacta a coluna seminífera (col). como nos gêneros Aristolochia (Aristolochiaceae) e Escallonia (Saxifragaceae) [Fig. St. Convolvulus.vista interna do fruto. a separação pode ocorrer da base do fruto para o ápice. C. F. Rhododendron (Ericaceae). B. 73]. mostrando o fruto deiscente (se fende na base). 71]. Hypericum (Hypericaceae =Guttiferae). como nos gêneros Cuspidaria e Macfadyena (Bignoniaceae).semente parcialmente envolta pelo endocarpo. mostrando a ruptura. Fonte: Barroso et al. Em alguns casos.cp íntegra. Cápsula septífraga – com deiscência por septos (se).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Cápsula rúptil – com deiscência por rompimento unilateral da parede do fruto e do hipanto. FIGURA 69 – Cápsula rúptil: Cuphea sp.porção apical do hipanto. D. no centro da cápsula Clusia (Clusiaceae =Guttiferae). Petunia e Sessea (Solanaceae) [Fig. como no gênero Ammannia e Cuphea (Lythraceae – Fig.72. Helicteres sacarrolha A. Talinum repens: I.cálice acrescente inteiro.tubo do hipanto rompido.: A. longituninalmente estriado e geralmente colorido.cp.: E. (Sterculiaceae). e o eixo seminífero (col) com as sementes (s) é projetado através desta abertura. Datura.: A.-Hil. Alseis e Spermacoce (Rubiaceae). 84 .

Caiophora FIGURA 72 – Cápsula septífraga (aberta e no centro a columela). Sapium sp. B. e Menzelia (Losaceae) e Laplaceae (Theaceae – Fig. E.Sessea sp.Hypericum sp.Cuspidaria sp... E..: D.Alseis sp. Blumenbachia. (Fonte: Barroso et al.Ipomoea sp. mais freqüentemente. na região apical.cápsula sem uma valva e coluna seminífera sustentando a semente.cápsula trivalvar... B. Cápsula tubulosa – com deiscência loculicida que ocorre na porção médio-superior do fruto ou.Helicteris sacarrolha. G.Simira sp. formado por dois ou mais carpelos concrescidos em tubo até quase o ápice. F.. FIGURA 71 – Cápsulas septicidas: A. C. 1999).C FIGURA 70 – Cápsula septicida. FIGURA 73 – Cápsulas septífragas: A..Clusia sp. C. 1999).Bonyunia sp. como em Lobelia (Campanulaceae). D.74).. Siolmatra (Capparaceae).Macfadyena sp. também podem ocorrer rompimentos 85 . (Fonte: Barroso et al. Nesse tipo de fruto. formando-se curtos lobos (lb) ou dentes.

rompente e velatídio.. ou as 86 .Siolmatra sp. Aiton. que se separa na maturação em dois carpídios ou mericarpos unisseminados e que correspondem à metade de uma folha carpelar. D. (Lamiaceae =Labiatae . (1999). F-GLobelia sp. (Boraginaceae .Br.Fig.. ficando intactas apenas as nervuras ou as costelas longitudinais. (1999)...GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA irregulares do pericarpo. segundo BARROSO et al. São subtipos desse tipo de fruto as cápsulas: denteada. E. CARCERULÍDIO – fruto artrocarpáceo. Myosotis arvensis (L. Leucas martinicensis R.Caiophora sp. CAPSULÍFORME – em forma de cápsula. Hyptis lophanta Mart. FIGURA 75 – Carcerulídios (ventral e dorsal) : A-A’.... ou deste e do hipanto que o envolve.) Poit. Leonotis nepetaefolia (L.) W. Hyptis brevipes Poit. Marsypianthes chamaedrus (Vahl) Kuntze.Fig. lobada..77). Hyptis pectinata (L.T. CAPSULÍDIO – quando envolve mais de um tipo de cápsula. originado de um ovário súpero e bicarpelar. FIGURA 74 – Cápsulas tubulosas lobadas: A. B-B’Stachytarpheta cayennensis. como em Echium plantagineum L.Me nzelia sp.Blumenbachia sp. Leonurus sibiricus L. C. Fonte (exceto F): Barroso et al... B.Verbena bonariensis. seco.) Hill e Prunella vulgaris L. Hyptis suaveolens (L..) Poit. indeiscente.76).Laplaceae sp.

escariosos e com pequenos dentículos antrorsos [Fig.Fig. Rich.11 .0-2. CARENIFORME – em forma de quilha. o mesmo que quilha. I.Hyptis suaveolens. finamente reticulada. 87 . BROUWER & STÄHLIN (1955) designam esse fruto de “Klause”. C.Prunella vulgaris. Carex sororia Kunth – núcula de largo-ovalada a largo-elíptica.) Vahl . estipiforme e inserção elíptica.105. planoconvexa. como em Verbenaceae (no gênero Glandularia e em Verbena bonariensis L. com um lado muito pronunciado ou com uma costela plana ou côncava. núcula geralmente envolta pelo utrículo (bráctea em forma de saco .113C-D e Ipomoea . G. J.338) ovóide-comprimida. HMarsypianthes chamaedrus. CARENA – crista em forma de quilha (q) de barco. com estilete filiforme persistente. Cuscuta . F.2mm de comprimento (exceto estilete) por 1.Fig.Hyptis pectinata.dorsal. 104A-C-D] (Convolvulus . e Stachytarpheta cayennensis (L.113A-B. de 2.75). ELeonotis nepetaefolia.Fig. geralmente.100-O]. como as glumas das Poaceae (=Gramineae . ápice mucronado ou.como a pálea fértil do antécio que é bicarenada) ou o lado ventral das sementes de Convolvulaceae [Fig. com rostro apical bifendido.Fig.ventral.Fig.Hyptis brevipes. Dichondra . castanha.Fig.5mm de largura. FIGURA 76 – Carcerulídios de Lamiaceae: A.Hyptis lophanta. B.Leonurus sibiricus.C folhas bicarpelares por constricções mais ou menos transversais se dividem em quatro carpídios ou mericarpos unisseminados.210). A unidade-semente é a núcula ou o utrículo. base estipiforme. B. D.Myosotis arvensis.Fig.Leucas martinicensis. opaca ou levemente lustrosa. com base obtusa.239B-C-C’]. CARENADA(O) – que tem carena [Fig. castanho-clara (imatura) e de castanho-escura a ferrugínea (madura).C. bordos carenados. FIGURA 77 – Carcerulídio de Echium plantagineum: A.2-1.

de S. 88 . envolto pelo endosperma (en) abundante.11] e o lado ventral. Diz-se da folha que se modifica para constituir o pistilo e que corresponde ao megasporófilo. sudanense (Piper) Stapf [Fig. fica voltado para a lema fértil (lf) [Fig. O lado dorsal da cariopse. indeiscente. CARPELO – folha modificada (folha carpelar) que. como folhas. almum Parodi e de S.) Pers.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CARIOPSE – fruto simples. morfologicamente o termo mais adequado é ‘pirênio’. unisseminado. que em algumas espécies é punctiforme e na base do lado dorsal o embrião (em). primórdios foliares (pri). CAROÇO – termo genérico para designar a parte central das drupas. com pericarpo concrescido com o tegumento (pt) em toda a sua extensão.78B): coleóptilo (cop). como Sorghum halepense (L. CARPELAR – relativo ao carpelo. onde se encontra o embrião. da cariopse permitem separar espécies do mesmo gênero. estilete (est) e estigma (es) [Fig.171]. B. frutos.79.vista interna. fica voltado para a pálea fértil (pf) do antécio. radícula (rd) e a coleorriza (cor). forma o pistilo (parte do gineceu). apresenta na base do lado ventral uma cicatriz.vista externa. 78. Cariopse é o fruto típico das Poaceae (=Gramineae) [Fig. As características morfológicas. quando completo é constituído pelo ovário (ova – onde estão os megasporângios – o ). FIGURA 78 – Cariopse de milho: A. que pode ser visualizado [Fig. O embrião (em) é formado pelo escutelo (esc) e pelo eixo embrionário..328]. pedúnculos. onde se encontra a mancha hilar. como tamanho e forma. em número de uma ou mais. seco. etc. Ver também putâmen.81] e é genericamente denominado de grão.80. raiz adventícia seminal (ras). CARNOSA(O) – com textura de carne ou algo suculenta. plúmula (pl). a mancha hilar (não é o hilo verdadeiro).

A. sativa.A. E.Avena barbata. C-D. F. strigosa e antécio fértil vista lateral: A.Secale cereale. sativa.Triticum aestivum. strigosa e antécio fértil ventral: A. H. 89 . sativa. I. G. EAvena barbata.Secale cereale.A.A. C-D. byzantina. fatua.A. I. fatua.A. G.A.A. fatua. H.Triticum aestivum. G.Avena barbata.Triticum aestivum. H. C-D. F. FIGURA 81 – Cariopse ventral (difernças entre espécies): B.Hordeum vulgare. E. FIGURA 80 – Cariopse vista lateral (difernças entre espécies): B. strigosa e antécio fértil dorsal: A. F.C FIGURA 79 – Cariopse dorsal (difernças entre espécies): B.A. byzantina.A.Secale cereale. I. byzantina.Hordeum vulgare.A.A.Hordeum vulgare.

bífido ou bipartido.. B. cordifolia.82).. C. sendo uma em cada lado do sulco [Fig.S. com face ventral plana (face da comissura que envolve o carpóforo (cr) antes da maturação) e dorsal convexa.f. ..83.S. sendo duas costelas laterais (cl . = Althaea rosea (L. E. haste bifurcada de alguns frutos e que sustenta um carpídio ou mericarpo. visíveis como quatro linhas escuras. excrescência carnosa sobre o tegumento das sementes e que se forma próximo da micrópila. CARPÓFORO – prolongamento do eixo floral que eleva o fruto acima do nível de inserção dos elementos do perianto. linifolia. F..S. Nas espécies da família Apiaceae (=Umbelliferae) o carpídio [Fig. rhombifolia. 109]. frequentemente FIGURA 82 – Carpídios de Sida: A.83.83. Sida cordifolia L. ou seja.uma em cada lado e que delimita a margem da comissura). que na maturação fica preso apenas no ápice pelo carpóforo inteiro. CARÚNCULA – tipo de arilo. carpinifolia. 109) e na maioria das Verbenaceae. No ápice dos carpídios encontram-se os esiletes (est) e que na base apresentam uma formação cônica ou cilíndrica. também denominado 90 . mas outras disposições podem ocorrer. Sida rhombifolia L. como em Apiaceae (=Umbelliferae) [Fig. Sida carpinifolia L. Monteiro e Sida spinosa L. 109]. spinosa.S. as valéculas (val) e duas na face da comissura. santaremnensis. que na maturação se decompõem em cinco ou mais carpídios como nas Malvaceae ( Alcea rosea L. Sida linifolia Cav. ou raramente quatro.) Cav.83-cr].S. duas costelas intermediárias (ci) entre as costelas laterais e a costela dorsal (cd).S.83-car] é pêndulo. D. entre as costelas encontram-se tubos oleíferos longitudinais. em dois nas Apiaceae (=Umbelliferae Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CARPÍDIO ou MERICARPO – cada uma das partes unisseminadas de um fruto esquizocarpáceo seco e indeiscente. denominada de estilopódio (et) [Fig. Sida santaremnensis H. cada carpídio (car) apresenta no lado dorsal cinco costelas ou nervuras longitudinais..Fig.

189A-B] . CAUDADO(A) – diz-se do ápice excessivamente acuminado ou da base FIGURA 84 – Carúncula e rafe em Euphorbia comosa e Ricinus communis. ou podem ser encontradas em gemas. 172C. parte que liga as raízes as folhas [Fig. ou são pequenas estruturas foliares (folhas escamiformes rudimentares) que são produzidas pela plântula e aparecem no epicótilo. excrescência típica dos gêneros Euphorbia e Ricinus (Euphorbiaceae . entre os cotilédones e os eófilos. como em Polygala (Polygalaceae . 91 .85. 175B].26E). 173. 174. de textura variável (membranáceas ou coriáceas). com apêndice longo. 87.Fig. CARTÁCEO(A) – com textura de uma folha de papel ou de pergaminho. (Juncaceae).84). carúncula de origem micropilar (arilóide – arl). Luzula pilosa (L. em geral escamiformes. 88.C de arilo micropilar.Fig. FIGURA 83 – Cremocarpo de Apiaceae. 185D-c.) Willd.102H]. rizomas e bulbos.280C]. CASTANHA – semente do cajueiro [Fig. como a cauda de um animal [Fig. geralmente em espécies criptocotiledonares [Fig. freqüentemente sem clorofila (folhas não fotossintéticas) e tem a função de proteção. CATÁFILO – diz-se das folhas modificadas. geralmente de textura corticosa. CARTILAGINOSO – com textura de cartilagem. CASCA – porção mais externa do tronco e ramos de uma árvore.164-c. 86. CAULE – haste das plantas.

como na batata-inglesa (Solanum tuberosum L. Esta espécie não apresenta folhas e assim o caule se modificou em expansões aladas. invólucro de espinhos ou de cerdas. com 2-antécios.88A] e o segundo em campânula (Pharbitis . Caule tuberoso – muitas vezes o caule se desenvolve subterraneamente e se torna mais ou menos espessado (tuberoso).87).88B). que pode ser para a direita (caule dextrorso) ou para a esquerda (caule sinistrorso). com a inferior curta e a 92 . inulina. etc. Caule volúvel ou trepador – quando se enrola num suporte com um movimento em espiral. esses tubérculos são na realidade ramos laterais do caule e são dotados de reservas nutritivas (amido. FIGURA 86 – Caule prostrado de papo-de-perú. o primeiro ocorre em madressilva [Fig. CAULINAR – se refere as folhas que se localizam no caule.85].Fig.). Caule bujudo ou barrigudo – como o baobá. Cenchrus sp.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Caule alado – ocorre em carqueja [Fig. – Solanaceae – Fig. Caule prostrado – quando a planta não encontra um suporte e os caules se prostam como no xuxú e no papo-de-perú (Aristolochia . – espiguetas isoladas ou pouco densas e inclusas num FIGURA 87 – Caule tuberoso de batatinha. ou seja.Fig. o talo do mesmo. CAULÍCULO – porção caulinar do embrião das sementes. FIGURA 85 – Caule alado de carqueja. sem um órgão de fixação. glumas papiráceas. em oposição as folhas basais ou em roseta.86). o inferior masculino ou estéril e o superior fértil.

5-)5.0-2. com ápice longo-acuminado. ápice geralmente com curto apêndice acicular. calo oval. e vilosos mais densos na porção mediana do que no ápice e na base. de coloração castanho–clara ou bronzeada. Cenchrus incertus M.6mm de largura.5mm de comprimento por 3. comprimido lateralmente. O invólucro-de-cerdas espinhosas nem sempre é encontrado nas sementes comerciais. de coloração pardo-amarelada. A unidade-semente é geralmente a espigueta ou a cariopse. gluma inferior (primeira) 1-nervura. – cremocarpo orbicular.) – invólucro-de-cerdas-espinhosas.0mm de comprimento por 2. Curtis (=Cenchrus pauciflorus Benth. muito reduzida ou ausente. lado dorsal reto.0mm de largura. gluma superior (segunda) 5-7 nervuras e lema estéril quase do mesmo tamanho. séssil.6-3. (=Cenchrus setiger Vahl) ver Pennisetum setigerum (Vahl) Wipff Centella sp. espigueta ovalada. cariopse largo-ovada. de 2. glabra. margens frequentemente ligeiramente elevadas. levemente enrugado e área do embrião ocupando a maior parte.dextrorso de madressilva. formado por dois carpídios plano-convexos. nervadas. B. lema estéril semelhante a gluma superior.C superior lanceolada. plano-convexa. antécio fértil lanceolado [Fig. em geral soltas e de fácil remoção no manuseio. A unidade-semente é o invólucrode-espinhos ou de cerdas (espigueta + antécio fértil (lema e pálea) envolvendo a cariopse + lema estéril) ou a espigueta ou a cariopse. ligeiramente mais curtas do que a lema fértil. de coloração palha. com 93 . 209A-B].A.207. lado ventral convexo. liso e na base a escura mancha hilar punctiforme [Fig.0-6.209A]. com (3. brácteas com espinhos agudos. O invólucro-de-cerdas nem sempre é encontrado nas sementes comerciais. papiráceas.sinistrorso de campânula. retos FIGURA 88 – Caule volúvel: A.

que se desarticulam acima das glumas na maturação. CHALAZA – região do óvulo através do qual ele se prende ao funículo (f).5mm de largura e de 1.0mm de comprimento por 4. lemas estéreis aristadas ou múticas. crymbosa (L. lema fértil (lf) carenada. glumas (inferior –gli e superior –gls) persistentes. pálea fértil (pf) bicarenada.297-ch].) Britton – Cyperaceae – Fig. de fusiforme a ovóide e de coloração castanha. lado ventral (ou da comissura) plano com sulco mediano longitudinal. pouco menor do que a lema fértil. e Rhynchospora aurea Vahl (=R. Chloris sp.109 I-J].209). no dorso e nas margens. ou na núcula de Eleocharis geniculata (L. – espiguetas sésseis ou pediceladas. o mesmo que calaza [Fig. presente algumas vezes na parte superior da arista. CENTRAL – o mesmo que axial.2mm de espessura. 94 . quando a cerda é curva.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA cerca de 4. em geral denso-imbricadas.) Roem. & Schult. desiguais entre si e menores do que o antécio fértil. CERDA – pêlo rijo mais ou menos longo. cariopse livre. como nos gêneros Cenchrus e Pennisetum (Poaceae – Fig. CESPITOSA – que cresce em touceiras. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. mútica ou aristada. conspícuas e anastomosadas na base [Fig. que envolve o carpóforo. lado dorsal fortemente convexo com costelas longitudinais lisas. membranáceas. glabra ou ciliada.239F-I). apenas antécio basal fértil (af) e 1-2 antécios superiores menores e estéreis (ae). como a maioria das Gramíneas.

pubescente e margens ciliadas.5-4. com 2.espigueta. pálea fértil (pf) mútica.89].5-3. glumas (inferior –gli e superior –gls) lanceoladas. antécio fértil (af) em vista lateral com lado dorsal em geral reto e ventral arqueado. ou unidade de dispersão (aquênio. agudas ou mucronadas.2-3. FIGURA 89 – Chloris gayana: A. glabros e gradativamente menores. escabrosas. gluma superior de 2. como nas Cucurbitaceae e Solanaceae.2mm de comprimento por 0. C. Espigueta ou antécio vazio. Polygonaceae e Apiaceae (=Umbelliferae).0mm de comprimento e inserida no ápice bidentado. núcula ou cremocarpo) sem semente no seu interior como nas Asteraceae (=Compositae). CHOCHA – “semente cocha”. glabro. Bantécio fértil. com pêlos brancos e com um tufo de cílios maiores próximo ao ápice.2-3. principalmente na nervura mediana. cariopse elipsóide e de coloração catanha [Fig.cariopse. CILIADA – diz da margem de um órgão que apresenta pêlos finos e que se assemelham a cílios [Fig. dorso glabro e com arista de 1.40.8mm de largura.5-0. gluma inferior de 1.6mm de largura. ou semente sem endosperma e sem embrião.203K]. calo ciliado. A unidade-semente é o antécio fértil + antécio esteril ou antécio fértil e às vezes a semente nua.3-2. lema fértil (lf) largolanceolada.6-1.30. portanto sem a cariopse no seu interior.C Chloris gayana Kunth – espiguetas denso-imbricadas. com 2-3 antécios estéreis. anécio inferior estéril (ae) mútico ou aristado.6mm de comprimento por 0. 95 .7mm de largura e os demais múticos. de 2.5mm de comprimento por 0. CIATIFORME – em forma de taça [Fig.0mm de comprimento por 0.0mm de largura.101F].

Cirsium sp. com estreito colar que contorna o disco epígeno (de) ovalado e 96 . (Rubiaceae) [Fig. como em certas sementes e nas glumas de Phalaris canariensis L. com um reto e outro convexo.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CILÍNDRICO – em forma de cilíndro. sisymbriifolium Lam. reto ou levemente longo-curvado. S.101R]. o mesmo que teretiforme [Fig. (Solanaceae). lycocarpum L. a folha está enrolada do ápice à base. S. CIMOSA – o mesmo que cimeira. é sempre terminal e acaba em uma flor.314]. paniculatum L. com um número definido de ramos. CINÉRIO – de coloração cinzenta. (Cuscutaceae) e Solanum aculeatissimum Jacq. como em Cuscuta spp. Semente cimbiforme – Plantago lanceolata L. ápice truncado e reto ou oblíquo. como os folíolos de Cycas. – aquênio elíptico-oblongo. e S. (Plantaginaceae) e Diodia ocimifolia Brem. bordos arredondados. CIRCINADO – diz-se quando uma folha [Fig. em geral um pouco anguloso. em corte transversal da semente é visto quatro vezes. faces biconvexas. CIMBIFORME ou NAVICULAR – em forma de pequeno barco.. [Fig. o mesmo que inflorescência cimosa. côncavo e estreitando-se em direção as extremidades e externamente com quilha (q – carena) [Fig. CIMEIRA – tipo de inflorescência na qual a ramificação. o embrião circinado.101M].279B] ou um embrião axial curvado se apresentam enrolados em espiral. comprimido.140E].

A unidade-semente é o aquênio. estilete (est) de cuneiforme a obtuso. esbranquiçados. em geral um pouco anguloso. FIGURA 90 – Cirsium arvense.0(-1. largos. com numerosos pêlos plumosos. 97 .89].5-3. com colar apical amarelo-intenso e miudamente dentado ou inteiro.16D].8-1.8mm de comprimento e caduco (no aquênio maduro) [Fig. cerca de 2.7mm de largura. arredondada ou oblíqua. mais largo acima da porção mediana e afilando gradativamente para uma base oblíqua. papus piloso. As características diferenciais são citadas em cada espécie. – aquênio elíptico-oblongo.0mm de comprimento por 1. liso. papus piloso.0(-4. ápice truncado com colar castanho-claro ou amarelado. caduco (no aquênio maduro). castanho-amarelado e finamente riscado de preto ou de púrpura. com base estreita. – aquênio elíptico-oblongo.) Scop. unisseriado. em geral um pouco anguloso.5-4. aplanados. liso. unisseriado. de 2. comprimido. comprimido. fruto ou semente) termina em espiral (flexível e filiforme). fosco.2-1. estilete (est) obtuso ou frequentemente inconspícuo.0)mm de comprimento por 0. unisseriado. concrescidos na base em um anel e desta forma caidiço.2)mm de largura. Cirsium vulgare (Savi) Tem. CIRROSO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. fosco. caduco no aquênio maduro e com 20-28mm de comprimento. o apêndice é um prolongamento da costela [Fig. inserção basal. Cirsium arvense (L. miudamente dentado e abaixo uma faixa constrita. papus piloso. de 3. lustrosos.C deprimido em torno do escuro estilete (est). delicados. castanho-claro. mais largo acima da porção mediana e afilando gradativamente para uma base e um ápice truncados.

fruto fechado. 98 .) e em Rubiaceae (Richardia brasiliensis Gómez) [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CLADÓDIO – órgão de natureza caulinar e com aparência e função de folha (comprimido e laminar). CLAVADO – em forma de clave. D.91A).100B]. Outros autores consideram que os dois termos são sinônimos. distingue-se do folicládio porque tem crescimento indeterminado. ocimifolia: C.93].H.Fig. Tricoca – ocorre em Euphorbiaceae (Chamaesyce hirta (L.91B]. quando um órgão se engrossa gradativamente de uma base delgada para o ápice [Fig. COCA – cada uma das 2-3 partes de um fruto esquizocarpáceo globoso. D. CLOROFILA – pigmento responsável pela coloração verde do reino vegetal e de importância fundamental para a fotossíntese na presença da luz solar.92] (nos gêneros Diodia e Galium) e Trapaeolaceae (Trapaeolum).Homalocladium platycladium. muitas vezes com nítidos nós e entrenós. alata: A. Dicoca – ocorre em Rubiaceae [Fig. FIGURA 91 – Cladódio: A. Bailey . B-início da deiscência. Muell) L. como em fita-de-moça (Homalocladium platycladium (F. CLUSIACEAE – nome válido da família Guttiferae.coca dorsal. que apresentam folhas rudimentares verdes ou pequenas flores. O cactos (Opuntia sp) apresenta cladódios articulados [Fig. enquanto que aquele é de crescimento limitado.Opuntia sp.fruto fechado. elipsóde ou ovóide.Polygonaceae . E. teres: D. o fruto pode ser uma: FIGURA 92 – Esquizocarpo cocóide (dicoca) de Diodia: D.) Millsp. deiscentes ou indeiscentes.coca ventral. COCCÍNEA – de coloração escarlate. B. liberando oxigênio no ar e deste retirando o gás carbônico.

) Millsp. elipsóde ou ovóide. com 4-5mm de comprimento e largura por 3.C COCLEAR – torcido em forma de espiral curta. coriáceo.Fig. COCÓIDE – fruto esquizocarpáceo globoso.Fig. formada por uma ou várias camadas de células epidérmicas. ocimifolia (Willd. como o fruto de Medicago [Fig.94). e D. COCO – fruto formado pelo epicarpo duro. . de coloração castanho-avermelhada..93B. cariopse semiglobosa. na realidade esse fruto é uma drupa. COIFA – porção protetora da ponta da raiz. Chamaesyce hirta (L. FIGURA 94 – Coco-da-Bahia (seção longitudinal). de coloração esbranquiçada a cinza-escura. Ver coca. teres Walt. endocarpo e a semente formada pelo endosperma (líquido e que se bebe ou é a parte comestível) e embrião a parte basal do endosperma.92].. 99 . 93A). FIGURA 95 – Extremidade da raiz mostrando a coifa.5mm de espessura. como o coco-da-Bahia (Cocos nucifera L. FIGURA 93 – Esquizocarpo cocóide (tricoca): A.. deiscentes ou indeiscentes. encontradas na maioria das Euphorbiaceae (tricoca em Euphorbia sp. Comolia. [Fig. raramente dicoca) e a dicoca nos gêneros Diodia e Gallium e tricoca em Richardia brasiliensis Gómez (Rubiaceae . em forma de caracol [Fig. D. o mesmo que caliptra [Fig. fruto de diversas palmeiras. Dicoca em Diodia alata Nees & Mart. Ricinus communis L. ápice com um poro por onde sai a antera (an).) Brem.Fig. Nepsera. mesocarpo. Acisanthera.0-3. COCLEARIFORME – em forma de caracol. Pterogastra e Tibouchina) [Fig.217A] e as sementes de Melastomataceae (nos gêneros Aciotis.Richardia brasiliensis.95-cf].101L]. Coix lacrima-jobi L. . lustroso.305N]. – invólucro de ovóide a globoso. com 1015mm de comprimento por 7-8mm de diâmetro.BChamaesyce hirta.

Envolve e protege o ápice do eixo embrionário e a plúmula. 100 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA com larga depressão onde se localiza o embrião de até 2.97] e seus gomos estão cheios de bambú de um tecido (medula) rico de líquido açurado.96]. membranácea. o colmo não se ramifica e distingue-se do estipe por apresentar. que se distingue por um entumescimento.) Scop. sem vaso condutor e de aparência FIGURA 96 – Coix lacrima-jobi. Secale e Triticum (Poaceae . os nós.Fig.78B-cop]. COLAR – parte superior ou basal de um aquênio de algumas Asteraceae (=Compositae). presente nos embriões das Poaceae (=Gramineae) e que envolve a base da radícula. COLETO – ponto de junção do caule com a raiz. [Fig. todo o comprimento.0mm de largura. Pode também circundar o meristema das raízes seminais. COLEÓPTILO ou BAINHA COTILEDONAR – primeira folha em forma de bainha fechada e ereta. como no gênero Avena. fosco. No FIGURA 97 – Colmo de cana-de-açucar. hilo orbicular. como nas Poaceae (=Gramineae). Hordeum. escutelo com cerca de 1. altamente especializada. esbranquiçado e cerca de 3. O colmo típico é o caule da cana-de-açucar [Fig. como em Cirsium arvense (L. às vezes de coloração diferente. COLMO – caule especializado das Poaceae (=Gramineae) e Cyperaceae.0mm de diâmetro [Fig. que surge na germinação de certas sementes de Mocotiledôneas. nitidamente dividido em gomos.98]. COLEORRIZA – bainha membranácea fechada.90]. que são separados uns dos outros por discos transversais.5mm de largura.78B-cor). colmo cheio [Fig. Na germinação a plúmula verde emerge através do coleóptilo [Fig. os entrenós.

COLUNA SEMINÍFERA – eixo central dos frutos onde se prendem as sementes [Fig. a queda dos mericarpos. FIGURA 99 – Colmo oco ou fistuloso.). o mesmo que aderente. COLO – região de transição entre o caule e a raiz. ou apresenta-se intumescida. 109G-N’-S-Z’). cavado. Nas Euphorbiaceae a tricoca se rompe na maturação.72]. formando o colmo fistuloso [Fig. as cocas se desprendem e a columela permanece presa no ápice do pedúnculo [Fig. CONATO – diz-se quando estruturas estão unidas ou soldadas uma a outra (pétalas. estames.72]. CÔNCAVO – menos elevado no meio do que nas bordas. escavado. COMISSURA – face ventral do carpídio de Apiaceae (=Umbelliferae Fig. etc. achatado. adnato. é o eixo que persiste após FIGURA 98 – Colmo cheio-de cana-de-çucar. quase imperceptível entre o hipocótilo e a radícula nas plântulas em início de germinação.99]. ou é uma demarcação externa. 101 . ou de coloração um pouco diferenciada e abaixo da qual formam-se o pêlos radicais. COMPRIMIDO – lateralmente aplanado. oposto de roliço.C bambú a medula se separa durante o desenvolvimento do colmo. concrescente. às vezes. de modo que ele se torna oco. COMPOSITAE – sinônimo de Asteraceae. ou sob a forma de anel. COLUMELA – em frutos esquizocarpáceos.

teretiforme. I. 102 .infundibuliforme.ringente. R. J. J. C.clavado. L. H.cônico. F. O.piriforme.trígono. N.fungiforme. N-N’.tiangular. E.escuteliforme. K. F.fusiforme. E.coclear. B.falcado. K. M.canaliculado. G. D. P.tubuliforme. P.lacrimiforme.meloniforme.espiralado.turbinado. H. B. Q.sabreforme.toruloso.labiado. I.semiteretiforme.urceolado.cimbiforme ou navicular. G. FIGURA 101 – Forma (terminologia usada): A.cupuliforme. Q.lenticular.globoso.moniliforme.umbonado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 100 – Forma (terminologia usada): A.angular.nabiforme. Ocarenado: q-quilha. L.ciatiforme.campanulado. C. D. M.

K.parabólico.ondulado.linear.atenuado. C.100].ensiforme. M.oblongo. FIGURA 103 – Contorno (terminologia usada): A.caudado. D.orbicular.lirado. G. N.subulado.cuneiforme ou cuneado.sagitado.acicular. B.hastado. H. J.elíptico-lanceolado. B. o mesmo que coniforme [Fig.oblanceolado.12].229-a]. F.C CONECTIVO – tecido que une as tecas (t) de uma antera (an) [Fig.cordado. CONES – inflorescência feminina ou inflorescência das Gimnospermas (Coníferas) [Fig. Lruncinado. como os espinhos de algumas rosas. E-E’auriculado: F.panduriforme.rômbico.reniforme. P. H.oval.lunado. FIGURA 102 – Contorno (terminologia usada): A. D. CÔNICO ou CONIFORME – em forma de cone. I-J.espatulado. I-I’.lanceolado.aovado. L. 103 . CONÍDIO – esporo de origem assexuada. C. G. O. K. E.

Pinaceae. com ou sem sulco mediano e lado ventral com carena obtuso-arredondada. C-D-detalhe da área hilar. B-D-F. Cupressaceae. produzem sementes não formados em frutos e sim reunidos em estróbilos coniformes.semente ventral. evidente e nítido. CONIDIÓFORO – que porta (sustenta) conídios. FIGURA 104 – CONVOLVULACEAE (terminologia usada na descrição das sementes): AC-E.104]. 100].99. – a forma da semente depende do número de sementes maduras que se formam no fruto (cápsula septífraga). Ver Convolvulus e Ipomoea. CONVEXO – mais elevado no meio do que nas bordas. CONTORNO – linha que fecha ou limita externamente um corpo.279A].Ipomoea sp. área hilar basal-ventral. CONSPÍCUO – usado quando a estrutura de um órgão vegetal normal é muito visível.. em seção transversal achatado-ovalada ou subcuneiforme. Podocarpaceae e Taxodiaceae). E-F. um dentro do outro [Fig. variando de globosa a obovóide-cuneiforme. lado dorsal convexo. A-B. CONSTRICTO – o mesmo que estrangulado. hilo transverso-elíptico.seção transversal da semente mostrando o contorno da semente. proeminente. como na folha da bananeira. CONVOLUTA(O) – diz-se da folha com os bordos enrolados longitudinalmente.. CONVOLVULACEAE – terminologia usada na descrição das sementes de Ipomoea e Convolvulus [Fig. do 104 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CONÍFERA – classe de plantas das Gimnospermas (famílias Araucariaceae. transverso-elíptica e base não emarginada. Convolvulus sp.Convolvulus sp. ou é a figura representada pela margem [Fig.

5mm de espessura. glabra. crenatifolius (C-D): semente: AC. de coloração castanho-acinzentada-clara a castanhoescura ou quase preta. Seguem as características diferenciais de duas espécies de Convolvulus: Convolvulus arvensis L.210]. mais larga na porção mediana. margem ± conspicuamente delimitada. lado dorsal fortemente convexo e com um sulco longitudinal ± conspícuo no centro. rugosa (por numerosas verrugas obtusas ou por linhas onduladas. plicado.6-) 3. – semente de subglobosa a obovóidecuneiforme e achatado-ovalada em seção transversal.8mm de espessura. com diminutos pêlos simples.0-2. de 3. glabra. com cotilédones de largo-obovados a obovados e com reentrância inferior a ¼ do comprimento do limbo (parecendo emarginado) [Fig. carena obtusa.lado ventral.02. – semente largo-elipsóide a obovóide-cuneiforme e largo-elíptica em contorno. mais largo do que longo. superfície fosca. avermelhado ou da mesma coloração do tegumento e denso-piloso. lado dorsal fortemente convexo e ventral com duas faces planas ou convexas.5mm de largura. levemente afundado.C tipo convolvulus. Convolvulus crenatifolius Ruiz et Pav. 105 .0-3. de (2. superfície fosca. de coloração preta (madura) e castanho-acinzentada a FIGURA 105 – Convolvulus arvensis (A-B) e C. carena obtuso-arredondada. contínuo. castanho-claros a esbranquiçados [Fig. embrião axial.105A-B].5mm de comprimento por 2-3mm de largura e 2.3mm de comprimento por 0. margem arredondada.5-3.vista lateral. pequeno e não circundado por um sulco ou ranhura e por uma costela hipocrepiforme.0)mm de comprimento por 2.0-4. faces ventrais planas ou levemente convexas. B-D. hilo com 0. mostrando a área hilar. ápice arredondado e afilando-se abruptamente para a área hilar.2mm de largura e 2.8(-4. Ver Ipomoea [Fig.101]. área hilar e hilo transverso-elíptico. ambos de coloração esbranquiçada ou castanho-clara).

3-0. CÓRNEO – diz-se da superfície que se apresenta dura como corno (chifre).0-3. área hilar suborbicular. ápice com estilopódio (estilete remanescente) cônico. fruto.6-1. CORIMBO – tipo de inflorescência indeterminada. CORDADO(A) ou CORDIFORME – diz-se quando um órgão (folha.5mm de comprimento por 1. primárias e secundárias pouco salientes e onduladas. porque os pedúnculos são de diferentes tamanhos [Fig. 106 .106].2-1. semente ou embrião [Fig. mas terminam na mesma altura. onde as flores saem de pontos diferentes da mesma haste ou eixo. rugoso. Coriandrum sativum L. com nervura mediana longitudinal. fruto ou semente) tem contorno de coração. a castanho-cinza. CORIÁCEA(O) – diz-se quando a folha.109K-L]. de laranja a avermelhado ou da mesma coloração do tegumento [Fig. – cremocarpo globoso ou ovóide. lado dorsal com costelas longitudinais. lado ventral (da comissura) plano. levemente afundado. com lóbulos arredondados na base da folha. ± conspicuamente delimitada. de coloração cinza FIGURA 106 – Corimbo. superfície áspera e rugosa [Fig. fruto ou semente tem textura de couro.0mm de largura. que se prende ao carpóforo e com fina nervura na margem. cerca de 1.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA castanho-escura (imatura). com 0.5mm de diâmetro. formado por dois carpídios semicirculares.102D]. rugosa (por numerosas tubérculos rombudos ou por curtas linhas onduladas.5mm de comprimento por 0. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. glabro. de 3.105C-D]. ambos da mesma coloração do tegumento (madura) ou mais claras quando imatura) ee miudamente alveolada (40X). hilo transvesoelíptico.3mm de largura.

83. fruto ou semente) ou parte vegetal delgada e cujo aspecto lembra um chifre diminuto. que se extendem da base ao ápice de alguns 107 . Apium. Petroselinum [Fig. geralmente é a parte mais vistosa da flor e de cores variadas. COROLA – verticílo floral interno do perianto heteroclamídeo das Dicotiledôneas [Fig. COSTELAS – diz-se da superfície com proeminências longitudinais. COSMOPOLITA – diz-se das espécies que se espalham espontaneamente pela maior parte do globo. 109]. Corola dialipétala – segmentos (pétalas) separados. o mesmo que costela. com ou sem sulcos intercalados.82-crn]. COSTA – diz-se da superfície com proeminências longitudinais como nos frutos (carpídios. [Fig. Cyclospermum. Daucus. CORNÍCULO – diz-se de um órgão (folha. COSTADO(A) – diz-se da superfície provida com costelas (costas) longitudinais e/ou transversais. livres ou concrescidas e de textura mais fina do que as sépalas. como nos gêneros Ammi. formado por uma ou mais pétalas (pt). sépala corniculada ou androceu de Asclepiadaceae. carpídio corniculado de Sida linifolia Cav.171]. mericarpos) de certas Apiaceae (=Umbelliferae). geralmente finas. Corola gamopétala – segmentos (pétalas) unidos numa peça única.C CORNICULADO – que possui cornículo.

o escutelo (esc) [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA aquênios Bidens pilosa L. é um protófilo e não uma folha verdadeira. pode ser em número de: um cotilédone – folha rudimentar das Monocotiledôneas. o mesmo que costa. como nas fanerocotiledonares e são então denominadas de paracotilédones.. como no fruto de Trapa bicornis Osbeck (Lythraceae). podem tornar-se os primeiros órgãos fotossintetizadores da plântula. COSMOPOLITA – diz-se das espécies que se espalham. pela maior parte do globo. [Fig. pode(m) ou não conter reservas. como nas criptocotiledonares. podem também exercer a função haustorial. CORTICOSO – diz-se de um órgão vegetal com textura de cortiça (muito grosso). na cariopse de Poaceae é uma estrutura em forma de escudo e que é o único cotilédone em forma de escudo. espontaneamente.78B]. subalternans DC.20A-B]. realizando o transporte de reservas alimentícias da semente para a plântula em desenvolvimento. B. que se manifesta durante o processo germinativo. pode ser verde e em forma de folha (como no gênero Allium – Alliaceae) ou pode ser modificado e permanecer total ou parcialmente dentro da semente (como no gênero Asparagus (Asparagaceae) e em Poaceae =Gramineae). 108 . COTILÉDONE – é a primeira folha ou o primeiro par de folhas embrionárias das Angiospermas e Gimnospermas. ou de algumas sementes. CORNUDO – que termina em um prolongamento parecido a um corno.

fica preso ao pedúnculo. M. diplotricha C. ocorre em Fabaceae− Mimosoideae como Mimosa caesalpiniaefolia Benth. [Fig. muitos cotilédones – nas Gimnospermas os cotilédones podem ser de 2 a 15. carnosas e permanecem no interior da semente e no solo [Fig. Schrankia leptocarpa C. indeiscente. DC. que se fragmenta transversalmente em segmentos (artículos – ar) unisseminados e que. pigra L. para a plântula. 306C.5]. pudica L. 310B. como um órgão que absorve os nutrientes armazenados no tecido de reserva e os leva FIGURA 107 – Craspédio de Mimosa pudica. nas plântulas com germinação epígea são verdes e semelhantes a folhas expandidas. dependendo das espécies variam em forma e tamanho.108]. portoricensis Urb..). non Mart. após a queda. 311B]. e S. ex Colla). três cotilédones – podem ocorrer ocasionalmente em alguns gêneros como em Dianthus (Caryophyllaceae) e algumas espécies de Coníferas [Fig. Wright (= M. enquanto nas plântulas com germinação hipógea são hemisféricas. M. pachycarpa. uma armação (replum – rep). invisa Mart. M. M. 307C. É a porção que permanece no interior do tegumento durante a germinação da semente. formado pela sutura e pela nervura do único carpelo.. CRASPÉDIO – fruto seco. 308D.C dois cotilédones – nas Dicotiledôneas.186. nas Monocotiledôneas. conforme a espécie e em Pinus variam de 4 a 15. [Fig.107]. COTILÉDONE HAUSTORIAL – porção haustorial do cotilédone (escutelo). 109 .

densa e grossa.108].Cyclospermum leptophyllum. CREMOCARPO ou CREMOCARPÍDIO – fruto esquizocarpáceo seco e indeiscente.Bowlesia incana. F-G-H. K-L.Centella sp. D-E.82].ToriTorilis nodosa. G-N’-S-Z’.Coriandrum sativum. fruto ou semente tem textura espessa. X.Hydrocotyle umbellata. CRASSO – diz-se quando a folha. FIGURA 109 – Cremocarpos de APIACEAE: A-B-C.lado da comissura. U-V. (Fabaceae−Mimosoideae) [Fig. P-Q.Ammi majus.Ammi visnaga. carpídio: B-D-F-N-P-R-Z.109) e Malvaceae [Fig. I-J. caesalpiniaefolia Benth.artículos). W-X. 110 .Eryngium luzulifolium. Na maturidade se separa em dois carpídios unisseminados e que se mantém unidos pelo carpóforo. Craspédio não articulado – quando as valvas permanecem aderidas ao artículo. como em M. FIGURA 108 – Craspédio articulado de Mimosa caesalpiniaefolia. A-I-K-M-U-W.Foeniculum vulgare. como em Mimosa clausenii Benth. originado de um ovário ínfero e bilocular.Daucus pusillus.cremocarpídio. Ver carpídio de Apiaceae (=Umbelliferae – Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Craspédio articulado – quando o fruto se fragmenta transversalmente em segmentos (ar . Z-Z’-Z’’-Y. .. C-E-N’’-Z’’.seção transversal do cremocarpo.vista lateral e H-JL-O-Q-T-V-Y. (Fabaceae−Mimosoideae).lado dorsal.seção transversal. como os cotilédones de feijão e soja. R-S-T. M-N-N’-N’’-O.

G.denteada. E. unisseminados e marcados internamente por falsos septos (fse) transversais. H. Em Melanoxylon braunia Schott (Fabaceae- 111 .bicrenada. A’. I.serreada. FIGURA 110 – Margem (terminologia usada) – A. F. Crenado-obtusa – diz-se quando os dentes apresentam pontas arredondadas sucessivas. embrião com plúmula desenvolvida e diferenciada em pinas.crenada. B. endosperma reduzido.aculeada.angular.biserreada.110A]. CRIPTOCOTILEDONAR – ver germinação criptocotiledonar [Fig.ondulada. sementes subquadrangulares. com pleurograma mediano.110A’]. CRIPTOLOMENTO – fruto oblongo. Bicrenado(a) ou Duplocrenado(a) – diz-se quando os dentes por sua vez também estão crenados [Fig. D. como a folha-da-fortuna (Kalanchoe pinnata Pers.189]. dividido transversalmente em artículos indeiscentes.duplodenteada. Crenado-aguda – diz-se quando os dentes apresentam uma pontinha espinhosa. com epicarpo lenhoso e margens levemente sinuosas.). bivalvar.C CRENADO(A) – diz-se quando a margem de uma folha apresenta dentes arredondados [Fig. C.sinuada. B’.serrulada.

Fig. como a gluma superior da espigueta de Panicum miliaceum L.Albizia polycephala. Blake. .Sclerolobium sp. FIGURA 112 – Criptosâmara: A. foliolosa Benth. a externa que se separa em duas valvas bem distintas ou se rompe irregularmente e a interna indeiscente. 112 . [Fig.F. CULTIVAR – relacionada a uma ou várias espécies naturais. Fonte B-C-: Barroso et al. membranácea ou coriácea.111B) e Plathymenia reticulata Benth.112]. CUCULADO – diz-se de um órgão vegetal plano.Melanoxylum braunia. CRIPTOSÂMARA – fruto unisseminado.FabaceaeMimosoideae). (= P. C. e Tachigalia sp.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Caesalpinioideae – Fig. comprimido.111A) o fruto é oblongo-falciforme.256A]. CRUSTÁCEO(A) – diz-se quando uma folha. com características específicas. cujo ápice ou os lados estão curvados para dentro. Ocorre também em Albizia polycephala (Benth. com este. em forma de capacete (capuz).Tachigalia sp. como em Amburana. (1999). CÚCULO – apêndice do androceu de Asclepiadaceae. CRUCIFERAE – sinônimo de Brassicaceae. fruto ou semente apresenta textura fina e quebradiça.Schizolobium parahyba. obtidas através da seleção (trabalho de polinização) não natural (melhoramento genético). com epicarpo lenhoso e bivalvar.. B. . é um elemento que constitui a corola. podendo ser fértil ou não. Schizolobium parahyba (Vell. cv. B. Sclerolobium sp. – abreviatura de cultivar.) S. (Fabaceae =Leguminosae) [Fig. segundo BARROSO et al. que se caracteriza por apresentar duas porções bem distintas do pericarpo. mais expandido do que o cornículo e que. Pterodon. FIGURA 111 – Criptolomento: A.) Killip ex Record (=Pithecellobium polycephalum Benth. (1999).

103I-J]. . CURVO – curvo. Ver embrião curvado.5mm de largura e 0.Fig. como em Mollinedia sp. ligeiramente côncavo e com bordo quase inteiro [Fig. sobressaindo a parte basal em forma de cúpula.7mm de comprimento por 1. de coloração amarelada a castanho-amarelada ou castanho-acinzentada-clara. isto é. CÚPULA – brácteas involucrais soldadas que se subestendem a flor e depois na base de certos frutos.180I). CUPULIFORME – em forma de cúpula ou taça.4-1.101G].8-1. com 1. inversamente triangular e com ângulos arredondados [Fig. lado dorsal convexo e ventral com duas faces planas ou ligeiramente convexas. margem frequentemente marcada por fina listra longitudinal. como na bolota do carvalho (Quercus sp.44).Fig. (Monimiaceae .C CUNEADO(A) ou CUNEIFORME – diz-se quando um órgão (folha. FIGURA 113 – Semente (lado ventral. mostrando a área hilar ) : Cuscuta indecora (A-B) e Dichondra repens (C-D). carena geralmente incosnspícua. Receptáculo cupuliforme – quando os frutículos se encontram sobre um receptáculo em forma de taça. glabra. finamente 113 . mas de maneira que representa o arco de um círculo. CURVADO – que se curvou. Cuscuta indecora Choisy – semente de largo-ovóide a globosa e cuneiforme em seção transversal.2mm de espessura. fruto ou semente) tem contorno de cunha.2-1. diz-se do fruto cuja base é revestida pelo cálice persistente da flor. superfície fosca.

Cyclospermum leptophyllum (Pers.0(-2. antécio fértil de elíptico a ovalado. lado dorsal fortemente convexo com cinco costelas longitudinais lisas.109M-N-N’-N’’-O]. embrião axial.) – cremocarpo globoso. que envolve o carpóforo. CUSPIDADO – diz-se quando o ápice de um de um órgão (folha.0mm de largura. glabras. ápice subagudo com estilopódio (estilete remanescente) deprimido-cônico.vista lateral. com 2. de coloração ligeiramente mais escura do que o tegumento. em seção transversal truncado-estrelados. C. B. glabras.0-)1. D. Muell ex Benth. orbicular (nem sempre muito nítida). subgloboso ou ovalado (depende da variedade).0mm de largura e com carpóforo bífido. superfície FIGURA 114 – Cynodon dactylon (espigueta): A.lado vental.16C]. que se desarticula acima das glumas múticas.) Muell. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. – espiguetas elípticas.7-1.lado dorsal.) F. fruto ou semente) é mais ou menos alongado e termina gradualmente em ponta fina [Fig. (= Apium leptophyllum (Pers. desiguais no comprimento.5-)0. de filiformes a salientes agudas ou obtusas (depende da variedade) e seis tubos oleíferos grandes e mais escuros do que as costelas.0mm de 114 .5(-3.113A-B].cariopse. com (1. geralmente ausentes quando misturadas as sementes comerciais.7-1.) Pers. com um antécio.0-)1.5-2. contínuo.0)mm de comprimento por (1. mútico.2-2. com a inferior até a ½ e a superior até ⅔ do comprimento do antécio fértil. castanho-clara e opaca [Fig. área hilar basal-ventral. linear e espiralado [Fig. Cynodon dactylon (L.5)mm de comprimento por 0. lado ventral (ou da comissura) plano com sulco mediano longitudinal. com (0. hilo em forma de fenda linear esbranquiçada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA áspero-granulosa e microscópicamente alveolada (30X). formado por dois carpídios plano-convexos. comprimido lateralmente.

Cyperus aggregatus (Willd. (= Cyperus cayennensis (Lam. glabra e microscopicamente estriada [Fig.) Hassk. Kyllinga cayennensis Lam. pericarpo crustáceo. com 3.. (= Cyperus brevifolius (Rottb. com 1. Mariscus flavus Vahl.) Britton) – ver Cyperus aggregatus (Willd. glumas férteis elípticas. de castanhoclara a castanho-avermelhada. com 1.0-1. lustroso. glabara e bordos escariosos. carena verde e 3-nervada.7-0. obtusas. levemente lustrosa e de coloração castanha [Fig. núcula trígona. lisa e finamente reticulada (10X).5mm de comprimento por 0.. apiculada.) Britton.3mm de comprimento. ovalado-lanceolada. comprimida. branco-amarelado. A unidade-semente é a espigueta sem as glumas ou a cariopse nua. estreita. ápice obtuso. do mesmo tamanho da espigueta. estéreis. (= Cyperus cayennensis (Lam.6(-1. liso. lema fértil (lf) aguda. carena aguda.C largura. ápice acuminado ou agudo.3-0. adpressa a pálea e cerca da ½ do comprimento da pálea fértil. em cada lado com coloração pardo-amarelada e 3-4-nervuras. com lado dorsal nitidamente arqueado e ventral reto.) – ver Kyllinga brevifolia Rottb. com a inferior prolongada em apêndice setiforme-escabroso. com diminuta ala pubescente e dorso próximo a carena com esparsos pêlos translúcidos. 114]. obovóide. lisa.5-0. 115 .0-3.4mm de espessura. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. pálea fértril (pf) plana.5-1.9mm de comprimento por 0. Cyperus flavus (Vahl) Nees. Mariscus cayennensis Urb.) Endl.8mm de largura.) – glumas inferiores 2.115A-A'-B-B'-B''-B''']. segmento da ráquila (seg) fina.0)mm de largura por 0. cariopse ovóide-elipsóide. curto-mucronadas. lustrosa.) Endl. com superfície glabra.

corte transversal da núcula (B’’-D’’-F’’-H’’-J’’-L’’-O’-Q’’-S’’-T’’-V’’-X’’-Y’’). Cyperus distans (E-F-F’-F’’). reticulado (B’’’-L’’’-Y’’’).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 115 – Cyperus aggregatus (A-A’-B-B’-B’’-B’’’). vista lateral-ventral (C’’) e lateral-dorsal (U). Cyperus luzulae (I-J-J’-J’’). com glumas férteis (R’-Z-Z’). base da espigueta com gluma inferior estéril (K).sis (U-V-V’-V’’). Cyperus diffusus (C-C’-C’’-D-D’-D’’). Cyperus surinamen. com gluma superior estéril (K’). 116 . pedaço da ráquila com gluma fértil + núcula (N’). núcula (B-B’-D-D’-F-F’-HH’-J-J’-L-L’-O-Q-Q’-S-S’-T-T’-V-V’-Y-Y’-X-X’). gluma fértil: vista dorsal (C-E-I-N-P-W). Cyperus sesquiflorus (R-R’-S-S’-S’’). Cyperus reflexus (P-P’-Q-Q’-Q’’). ápice da espigueta com gluma estéril e glumas férteis (R). Kyllinga brevifolia (Z-Z’-Y-Y’-Y’’-Y’’’): espigueta (A-A’): ápice (M). Cyperus meyenianus (K-K’-L-L’-L’’-L’’’). Cyperus gigan-teus (G-H-H’-H’’). Cyperus sphacelatus (T-T’-T’’). Cyperus virens (W-X-X’-X’’). vista lateral (C’-G-P’). base (M’). Cyperus odoratus (M-M’-N-N’O-O’).

com conspícuo múcro. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. raramente. levemente lustrosa. ápice arredondadoobtusas. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas.115E-F-F’-F’’]. lados castanhoavermelhados e margens hialinas. dorso com listra esverdeada.5mm de comprimento por 0. lustrosa. 3-5-nervadas.1-)1. núcula trígona. faces côncavas e atenuada na base. com 2.6mm de comprimento.6-0. se afila abruptamente para uma base atenuada-estipiforme. largo-obovóide. ângulos obtuso-arredondados e inserção basal arredondada e inconspícua.2-1.5mm de largura ou cerca da 1/3 do comprimento. lisa (10X) e transverso-rugosa (30X). casta- 117 . elipsóidetrígona. com 9-11 nervuras proeminentes.9(-1. com (1.2-2. pericarpo crustáceo. mais larga perto do ápice obtuso-arredondado e com curto apículo. de coloração verde no dorso.5-1.6)mm de comprimento por (0. apiculada.0)mm de largura. núcula trígona. curto-apiculada. de coloração castanho-escura [Fig.f. de coloração amarelada (imaturo) e castanho-amarelada a castanho-acinzentada (madura). com cerca de 2.40. de elíptica a oblonga em contorno.9) mm de largura. Cyperus esculentus L. lisa.5(-1. com superfície glabra. Cyperus distans L. pericarpo crustáceo. base levemente atenuada. com superfície glabra. de (1. geralmente com mancha purpúrea na parte inferior da margem. – núcula obovóide-trígona ou.3-)1. pericarpo crustáceo. com três faces planas. de textura papirácea.0mm de comprimento. com superfície glabra. com cerca de 1.7(-0.6mm de comprimento por 0.5-)0. revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto reticulado.115C-C'-C''-D-D'-D''].C Cyperus diffusus Vahl – glumas férteis largo-ovaladasa. com paredes dos retículos prateadas [Fig. geralmente iguais na largura. – glumas férteis elípticas. pardacentas nos lados e margens largo-hialinas.

com 2. pericarpo crustáceo. (= Cyperus ferax Rich. finamente reticuladas.5(-2.0-2. de oblongo a lanceolada em contorno. com uma rede de malhas grossas e que formam interespaços profundos (30X). ápice obtusoarredondado e curto-apiculado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA nho-esbranquiçada.) – glumas férteis ovalado-oblongas. lustrosa. núcula trígona.5(-0.1-1. agudas.) Retz.) Endl. imbricadas. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. de obovada a elíptica em contorno. Cyperus luzulae (L. devido a fina camada ceróide que a reveste e que dá o aspecto reticulado. com linha dorsal esverdeada.8)mm de comprimento.) – ver Cyperus odoratus L.) – glumas férteis carenado-naviculares. com superfície glabra. carenas esverdeadas na maturação e lados de esbranquiçados a pardos. com 118 . (= Scirpus luzulae L. núcula trígona. escario-sas.115G-HH’-H’’] . com cerca de 1. carenadas. de coloração amarelada (imaturo) e castanho-avermelhada-escura a acinzentada (madura) [Fig. com estrias vermelho-sanguíneas (durante o desenvolvimento) e castanhoamarelada (maturação) e margens escariosas.6)mm de largura ou cerca da ½ do comprimento. Cyperus giganteus Vahl (= Cyperus comosus Poir.0-)1. mucronuladas.3mm de comprimento por 0. 5-7-nervadas. lisa (10X) e fino alveolada (25X). se atenua ligeiramente para uma base obtuso-estipitada. (= Cyperus flavus (Vahl) Nees) – ver Cyperus aggregatus (Willd. Papuus comosus Willd. adpressas. ovóide. A unidadesemente é a núcula. com aumento menor a superfície parece grosseiramente tuberculada [Fig.5mm de comprimento. com (1. de coloração amarelada.. às vezes.239D-D’]. em geral um pouco arqueada.

0-2. pericarpo crustáceo.5mm de comprimento. levemente lustrosa.2-0. pericarpo crustáceo. se atenua para um ápice obtuso e curto-apiculado (resto do pistilo).6mm de largura. de coloração castanho-amarelada (imatura) a castanho-escura (madura).115K-K'-LL'-L''-L''']. A unidade -semente é a núcula com ou sem as glumas.) – espigueta linear com ráquila articulada na inserção de cada gluma. oblonga em contorno. plurinervadas. Cyperus odoratus L. levemente lustrosa. com 3-nervuras no dorso e quatro em cada lado.5mm de largura. de 119 . base levemente atenuada e estipitada. mucronuladas.5mm de comprimento por 0. margens escariosas e de esbranquiçadas a amareladas.2-)1. com superfície glabra. entrenó da ráquila ovóide. com carena verde. com 2.C (0.1mm de comprimento por 0.8-)0. liso. pontilhada e revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto reticulado-prateado entre os pontos (25X) [Fig. (= Cyperus ferax Rich.3(-0. muito longo nas espiguetas inferiores e encurtando-se gradativamente em direção às superiores.3-1. nervuras laterais pardo-avermelhadas e com pontos e linhas vermelhas entre elas. atenua gradativamente para um ápice apiculado.115I-J-J’-J’’]. com cerca de 3. agudas. núcula trígona. com superfície glabra.0mm de comprimento por 0. geralmente com parte do pistilo persistente (característica da espécie). de coloração castanho-avermelhada-escura. Cyperus meyenianus Kunth (= Mariscus meyenianus Nees) – glumas estéreis 2. a inferior prolongada em apêndice setiforme. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. base não atenuada e estipitada.4)mm de largura (varia com a variedade). espesso-corticiforme no dorso (madura). com (1. onde se fragmenta na maturação.9-1. glumas férteis carenado-naviculares.5-0. fino-pontuada (10X) e revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto alveolado (25X) [Fig.

alongada. glabra. ângulos arredondados.7-) 0. mucronuladas. que dá o aspecto reticulado. base atenuada e esti- pitada. pericarpo crustáceo.0mm de comprimento por (0. fosca ou levemente lustrosa. com superfície lisa. branca. lustrosa. com 0. de coloração de castanho-amarelada a castanho-avermelhada. 3-nervadas.8-2. – glumas férteis carenadas agudas. com (1. núcula elipsóide-trígona. com uma rede de malhas finas de coloração cinza-prateada (20X) [Fig. apiculado e às vezes com estilete trífido persistente. com duas faces ventrais quase iguais na largura e uma dorsal mais larga e arqueada longitudinalmente. com fino reticulado longitudinal. com 1.4mm ou (0.4-)0. verdes na carena. revestida por fina camada ceróide. ápice atenuado e com múcron mais escuro. com dorso arredondado. núcula trígona. de coloração castanho-avermelhada a castanho-escura.5-0. A unidade-semente é a núcula ou a núcula + o entrenó da ráquila + gluma fértil. com ponta e nervuras amarelo-esverdeadas e margens hialinas. lustrosa. elíptica em contorno.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA coloração castanho-avermelhada. porção apical do entrenó da ráquila em semi-círculo (meia-lua). base atenuada. inclinada (correspondendo a articulação com o entrenó superior) e envolta parcialmente pela gluma fértil ovado-elíptica.4-0.115M-M’-N-N’-O-O’]. com superfície glabra.3-)0. nitidamente carenado. de coloração vermelho-sanguíneas nos lados. de coloração castanha ou acinzentada (10X).7mm ou (0. com carena verde e margens castanho-avermelhadas e com estrias vermelhas.8-1.6-0.6mm na maior largura (depende da variedade).6-)1.1 mm de comprimento por 0.3-0.5mm de comprimento.5mm de largura. Cyperus reflexus Vah. 7-9-nervada.1mm de comprimento. devido aos interespaços prateados (25X) 120 . pericarpo crustáceo. se afila lateralmente em alas que envolvem a núcula. estipiforme. ápice obtuso. com inserção basal triangular e inconspícua.8-2. com curto mucron subapical. com 2.

com uma rede de malhas finíssimas.3-)1.5(2. gluma inferior 5-nervada e cerca da ½ do comprimento das glumas férteis.2-0. revestida por fina camada ceróide.239E-E’]. o aspecto de diminutas pontuações (30X) ou de 121 . núcula obovadaelíptica. comprimida. pericarpo crustáceo. de castanho-esverdeada ou castanho-prateada.0-3. com superfície glabra. Cyperus sesquiflorus (Torr.7(-0. ápice arredondado e curto-apiculado.0)mm de comprimento por (0. levemente lustrosa. glabra. base atenuada e estipiforme.9-)3. com duas geralmente iguais e planas ou levemente convexas e a terceira mais larga e plana.3 (3.3(-1. com três faces. & Kük.3mm de espessura. margem arredondada. com (1. lados levemente convexos. com esparsos pontos avermelhados. ângulos arredondados.7-)0. com uma rede de malhas finíssimas e que formam interespaços rasos (30X).8-1. à superfície. com (2. ápice arredondado e com curto apículo. Cyperus rotundus L.C do retículo. de coloração palha-translúcida. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. com inserção basal elíptica e inconspícua.5-) 0. formado pela fina camada ceróide do revestimento [Fig.2-)1.5)mm de largura.2-1.5-1. carena dorsal alada e esverdeada. raramente obovóide-trígona. translúcidas.) Mattf.8)mm de largura.5)mm de comprimento por (1. de coloração castanho-escura a preta. esbranquiçada e espessa. agudas ou curto-mucronadas. se afila gradualmente para uma base estipiforme. A unidade-semente é a núcula. que na porção mediana da núcula formam interespaços maiores e que dão. nervuras conspícuas. (= Kyllinga odorata Vahl) – duas glumas férteis ovadas.1-1.8(-2.0)mm de comprimento por (0.6-0. de (1. – núcula de elipsóide-trígona a oblongo-trígona. com superfície lisa. levemente lustrosa.1mm de largura e 0. com aumento menor a superfície parece pontilhada [Fig.115PP’-Q-Q’-Q’’]. pericarpo crustáceo. devido a fina camada ceróide que a reveste e que lhe dá o aspecto reticulado.

lustrosa. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. de coloração verde-clara a amarelada (imatura) e palha ou pardacenta (madura). lisa. 3-nervadas com uma nervura na carena e uma a cada lado. agudas. revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto prateado entre as rugosidades [Fig. Cyperus sphacelatus Rottb. com 1. transverso-rugosa (16X). 7-9-nervadas.25(-0. ápice e base obtusas.5mm de comprimento. Cyperus surinamensis Rottb. – glumas férteis sub-coriáceas. reticuladas.3-0. geralmente com mancha purpúrea na parte inferior da margem. de coloração palha nos lados e esverdeada na carena.5mm de comprimento por 0. de coloração castanha e fino-pontuada [Fig. núcula trígona. de 1. carenado-naviculares. escariosas. A unidadesemente é a núcula com ou sem as glumas. de oblonga a ovalada ou elíptica em contorno.2mm na maior largura. com interespaços pratedos [Fig.1mm de comprimento. elíptica em contorno. 122 . mucronuladas.6-0. – glumas férteis carenado-naviculares.7(-0.115TT’-T’].8) mm de comprimento por (0. – glumas férteis com 2-3mm de comprimento. com fino reticulado longitudinal. fosca. ápice obtuso e apiculado (resto do pistilo). escariosas. com ou sem as glumas. ligeiramente imbricadas na parte superios da espigueta. pericarpo custáceo. com 0. com 0. Cyperus virens Michx. base obtusa e curto-estipitada. 3-nervadas e com as laterais proeminentes.3)mm na maior largura.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA rugosidades (20X). com superfície glabra.2-)0. agudas.115U-V-V’-V’’].8-2.115R-R’-S-S’-S’’]. com superfície glabra. A unidade-semente é a núcula. pericarpo crustáceo. núcula trígona. de coloração parda e com margens hialinas. de coloração castanho-claro (imatura) a castanho-avermelhado (madura).

4-)0. com 1. com superfície glabra. de coloração castanha a castanho-acinzentada. base atenuada e sub-estipitada. devido as paredes prateadas do retículo.6mm na maior largura. pericarpo crustáceo. granulosa-reticulada. 123 .5-0.C núcula trígona. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. Espécie com grande variabilidade [Fig. formado pela fina camada ceróide do revestimento.01.3mm de comprimento por (0. elíptica ou às vezes obovada em contorno. lustrosa.115W-X-X’-X’’]. ápice atenuado. com interespaços hexagonais (25X). apiculado e às vezes com resto do pistilo.

124 .

.

. mais densa no ápice. glumas (inferior e superior) desiguais.116]. Nas sementes comerciais. com FIGURA 116 – Dactylis glomerata (antécio fértil): A-B.2(1-1.8-1. comprimidas. hilo punctiforme [Fig.8mm de largura e espessura. multifloras (unidade-semente múltipla).6mm de comprimento. de 2. por (1. – espiguetas subsésseis. frequentemente com fina pubescência esbranquiçada em toda a superfície. persistem os antécios terminais estéreis.8mm de espessura.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Dactylis glomerata L.4-0.0mm de largura e 0. com 3-5 nervuras. de coloração amarelo-acinzentada a amarelada. pálea fértil (pf) largo-sulcada e ápice bidentado. ápice com estilopódio (et .5-2.lado dorsal.0-3.vista lateral. cariopse (cap) de trígona a quilhada. de (4-)5-7mm de comprimento (sem ariata) por 1. lema fértil (lf) comprimida lateralmente. arista cerca de 2mm de comprimento ou ausente. E. DANO MECÂNICO – manifesta-se como um tecido rachado ou danificado. agudas e carenadas.0-1. lado ventral plano com estreito sulco mediano e duas costelas longitudinais 126 . de coloração amarelada e ápice um pouco mais escuro. elípticas. facilmente separável do antécio. carena (nervura mediana) conspícua e ciliada.0)mm de comprimento. nitidamente mais curta do que a pálea. ápice longoacuminado e encurvado excentricamente (geralmente deitada de lado). com margens pouco encurvadas sobre a pálea. segmento da ráquila (seg) com 1mm de comprimento.5)mm de largura e 0.0mm de espessura. de coloração amarelada. planoconvexo. C-D-lado ventral. A unidade-semente é o antécio fértil.2-0.0-)1. de 2-3mm de comprimento por 0. às vezes. muito parecido com Daucus pusillus Michx. ápice expandido em disco. como conseqüência direta dos impactos recebidos ou pela compressão sofrida pela semente durante a colheita e o processamento.5(-4. antécio fértil estreito-ovalado.estilete remanescente) de 0. Daucus carota L – cremocarpo formado por dois carpídios ovalados. a desarticulação ocorre acima das glumas e entre os antécios.

Daucus pusillus Michx.. castanho-amareladas a amarelo-acinzentadas. DECÍDUO(A) – que cai facilmente. que cai facilmente FIGURA 117 – Decorrente. com quatro conspícuas costelas longitudinais. entre cada uma das quatro costelas encontra-se uma outra costela longitudinal. de base arredondada. primárias.5-30(-3.8mm de largura e 0. se contrapõe a persistente.5)mm de comprimento (sem acúleos) por 1.0mm de comprimento e que podem estar quebrados ou ausentes quando os carpídios se encontram misturados as sementes comerciais. 127 . A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio.D laterais sem espinhos.109P-Q]. muito parecidos com Daucus carota L. equinadas.4mm de espessura. que envolve o carpóforo filiforme. com cerca de 10-15 acúleos esbranquiçado-amarelados por costela. equinadas. entre cada costela primária se encontra uma costela secundária filiforme e com espinhos menores. – cremocarpo largo-ovóide. com 2. costelas laterais aliformes e com cinco tubos oleíferos [Fig. lado ventral (da comissura) de plano a levemente concavo e com sulco mediano longitudinal. de 1. filiforme e com curtos pêlos adpressos. secundária. lado dorsal levemente convexo. como as folhas de Tabebuia (Bignoniaceae). com cinco tubos oleíferos e costelas laterais conspicuamente aliformes. com acúleos esbranquiçado-amarelados. depois que cumpriu sua função ou em um inverno frio e seco. ápice agudo e com pequeno estilopódio (et -estilete remanescente).2-1. o mesmo que caduco e caducifólia. formado por dois carpídios ovalado-comprimidos. lado dorsal convexo com quatro conspícuas costelas longitudinais primárias. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. cerca de 1mm de comprimento e que podem estar quebrados ou ausentes quando os carpídios se encontram misturados as sementes comerciais. como folha decídua.

B. etc.59]. DENTICULADO(A) – diz-se quando a margem de um órgão (folha. C.119A-nm]. como a folha do brinco-deprincesa (Hibiscus rosa-sinenesis L. 128 . Duplodenteada(o) – diz-se quando esses dentes por sua vez também possuem dentes [Fig. isto é. DEISCÊNCIA – abertura de qualquer órgão vegetal por um mecanismo natural (dentes apicais [Fig. nervura mediana [Fig.loculicida.) B. abertura espontânea de anteras ou frutos em determinados pontos ou numa direção definida. fruto) apresenta pequenos dentes pequenos. DECUMBENTE – diz-se de colmos ou caules com base prostrada e extremidade ascendente ou ereta.118B e FIGURA 118 – Deiscência por: A. DENTEADA(O) – diz-se quando a margem de uma folha apresenta dentes dirigidos perpendicularmente [Fig. suturas. como o delta maiúsculo do alfabeto grego.seção transversal. tornando-o alado [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA DECORRENTE – diz-se da folha cuja base se estende para além do ponto de inserção no caule. DEISCENTE – que sofre deiscência. poros [Fig. lobos apicais. septos (se) quebram no meio [Fig.).120]. Fig.119C].septicida.septifraga. lóculos [Fig.117].poros (cápsula poricida de papoula). septos [Fig. liberando os grãos de pólen ou as sementes que se encontram no seu interior. DELTÓIDE ou DELTIFORME – diz-se quando uma folha é triangular em seção transversal.119A].118A-po]. Ver cápsulas. com base muito ampla [Fig. 119B].110C].lóculos (cápsula loculicida) . FIGURA 119 – Deiscência de cápsulas: A.110I].

327C]. 329A].327B.166.155. na base do antécio (calo) e no ápice do segmento da ráquila (seg . 167. 327A. DESCOLORAÇÃO – alteração ou perda da coloração. Sorghum sudanense – todas as partes se desarticulam por ruptura [Fig. se pode separar as espécies de Sorghum: Sorghum halepense – todas as partes do antécio se desarticulam por abcisão [Fig.Fig. achatado verticalmente.D DEPRESSO – diz-se quando um órgão (fruto ou semente) apresenta uma depressão. DESARTICULAÇÃO – separação na maturação. 329B].225) ou ainda no ápice do pedicelo (como nos gêneros Andropogon e Sorghum . Sorghum almum – alguns antécios se desarticulam por abcisão e outros por ruptura [Fig. 129 . DESINFECÇÃO – ato ou efeito de desinfeccionar(-se). 224. fruto deprimido. DESNATURADA – diz-se da substância cuja natureza foi alterada pela adição de outras substâncias.como nos gêneros Lolium e Festuca . Dependendo do modo de desarticulação. FIGURA 120– Deltóide. DEPRIMIDO – que apresenta depressão. como a separação dos antécios das espiguetas em muitas Poaceae (=Gramineae). 327).Fig. Ver abcisão e articulada. se por abscisão ou por ruptura. como a raiz do nabo.

f. glabro. de 1.2)mm de comprimento por 1. triangular. lado dorsal e ventral convexos. com cotilédones foliáceos oblongo-lineares e plicados [Fig. quando a semente atinge a maturidade fisiológica e continua em velocidade variável até a morte da semente.8mm de diâmetro ou de espessura. do tipo convolvulus. que sofreu deterioração. microcalyx Hall.3(-0. com hilo transversoelíptico. DICOCA – fruto esquizocarpáceo formado por duas cocas. superfície fosca. ou é um fenômeno progressivo que se inicia. quando ocorre não há apenas a perda do poder germinativo e sim também do vigor da semente. cerca de 0.7mm e glabra. cerca de 0.113C-D]. margens não delimitadas. miudamente alveolada (40X). geralmente associado com a presença de um microorganismo.) – semente de subglobosa a obovóide-cuneiforme. liso. contínuo. lisa de coloração castanhoavermelhada.) Fabris (= Dichondra repens Forst & Forst var.1mm de comprimento por 0. que teve perda de qualidade. DIÁSPORO – o mesmo que unidade de dispersão. área hilar basal-ventral.f. 130 . glabra. não afundado. carena inconspícua ou levemente conspícua na ½ inferior. ou é um processo progressivo e irreversível que não pode ser evitado.4)mm de largura e mais escuro do que o tegumento.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA DETERIORADO – o mesmo que apodrecido.5-1.0(-2. embrião axial. Dichondra microcalyx (Hall. Ver coca. apodrecimento de um tecido orgânico. nos gêneros Diodia e Gallium (Rubiaceae) [Fig. DETERIORAÇÃO – ato ou efeito de deteriorar(-se).92].5-2. somente retardado.

5mm de largura. DIGITADA(O) – com lóbulos semelhantes a dedos da palma da mão. gluma superior (gls) lanceolada. antécio fértil lanceolado. que ultrapassam o ápice. diz-se também das folhas palmaticompostas. pilosa. plano-convexo. por 0.4(-0.6-2. adscendens (Kunth) Henrard) – espiguetas aos pares. 131 .8(-1.3)mm de comprimento. uma pedicelada e outra subséssil. Digitaria ciliaris (Retz.3-0.2-) 2. com pilosidade esbranquiçada que não ultrapassa o ápice nas margens e entre as nervuras laterais.4-3. papirácea. 7-nervuras. com (2. de coloração castanho-clara. triangular.5mm de espessura. glumas membranáceas. com a inferior (gli) FIGURA 121 – Digitaliforme.3-0. pálea estéril ausente.5)mm de comprimento. entre as nervuras e nas margens.4)mm de comprimento. com a mediana e as laterais lisas.5-0. com (2. com densos pêlos.D DICOTILEDÔNEA – planta ou grupo de plantas pertencentes as Angiospermas e cujas sementes possuem embrião geralmente com dois cotilédones. diz-se das folhas cujas lâminas são divididas em lóbulos profundos e divergentes [Fig. Ver Monocotiledôneas. ápice agudo.2(-3. igual ou mais longo do que o antécio fértil. DIGITALIFORME – quando a corola gamopétala e zigomorpha é parecida com um dedo de luva [Fig.1-)2. ou com as laterais escabrosas no ápice.251]. DICOTOMIA – subdivisão dois a dois. lema fértil (lf) acuminada. liso.2)mm de largura e 0. ápice agudo. cartáceo.1mm de comprimento ou até ½ a ¾ do comprimento da espigueta por 0. por 0.121]. enérvea e glabra. com 1. ápice agudo. lema estéril (inferior – le) lanceolada. 3-nervuras.4-0.9(-1.) Koeler (= D. lanceoladas.2(-3.5-3. com 0. lustroso.1)mm de largura.7-0. como a corola de Digitalis.

3-5 nervuras e com longos pêlos entre as nervuras. plano-convexo.5mm de espessura. de ápice acuminado a caudado.3-)1.20-0. com (1. com 1. de lanceolada a estreito-ovalada. glabra em ambos os lados da nervura mediana e entre as demais nervuras. lustroso.25mm de espessura. com lado ventral plano 132 .9mm de comprimento. de ápice acuminado a caudado.8mm de largura e 0. plano-convexa.4-0. raro o antécio fértil.0mm de largura. papirácea.30-0.6-)0. com margens membranáceas viradas sobre a pálea fértil (pf).9mm de largura e 0. respectivamente.5-5. glabra. gluma superior (gls) triangularlanceolada. com a inferior (gli) subtriangular.5mm de comprimento por (0. de coloração castanho-avermelhada (imatura) a castanho-escura (madura). cariopse de lanceolada a estreitoovalada. lema estéril (inferior – le) estreito-ovalada.7-)4.8-2.5-2.1mm de comprimento por 0.2-)4. de ápice acuminado a caudado. com 0. com (3.1mm de comprimento por 0. longo-pilosa e glabra. finamente pontilhada longitudinalmente.6-1.81. ápice obtuso. Digitaria insularis (L.) Fedde (= Tricholaena insularis (L.35mm de espessura.4mm de comprimento (exceto os pêlos) por (0. pouco menos longa ou tão longa quanto o antécio fértil. cartáceo.0-4. área do embrião menor do que a ½ do comprimento da cariopse.0mm de largura e 0. por 0.7-)1. lema fértil (lf) acuminada. com margens membranáceas viradas sobre a pálea fértil (pf). pouco mais longa ou tão longa quanto o antécio fértil.7-0. com (3.0-1. antécio fértil lanceolado. cariopse de elíptica a oblonga. liso.6-0. glumas membranáceas.5mm de espessura.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA finamente pontilhada longitudinalmente.) Griseb.1mm de largura (exceto os pêlos) e 0. com os pêlos ultrapassando em até 3mm o ápice. glabra.) – espiguetas aos pares. A unidade-semente é a espigueta. de coloração esbranquiçado-hialina a amarelado-fosca. mácula hilar oblonga e mais escura do que o pericarpo. margens hialinas e longo-pilosas. 7-nervada.60.

gluma inferior (gli) triangular. de lanceoladas a estreito-elípticas.5mm de comprimento por (0. D. 3-nervuras conspícuas. glabra.4mm de largura. Digitaria sanguinalis (L. de coloração cinza-esverdeada-clara a verde-oliva-clara (imatura) e castanho-acinzentada-clara (madura).8-1.0mm de largura e 0.1-)2.3-0.6mm até ½ do comprimento da espigueta por 0.lado ventral. plano-convexo.7)- 0.43.7-2. antécio fértil lanceolado.8-0.3-0.7)mm de espessura.8-1. mais visível no ⅓ superior).1mm de comprimento por 0. cariopse de oblonga a estreito-ovalada. ápice agudo. fosca. a mediana lisa e as laterais escobrosas em toda a extensão (às vezes. finamente pontilhada longitudinalmente.5mm de comprimento por (0. pálea estéril ausente. com 5-7-nervuras. de coloração cinza-olivácea.6(-0. – le) ovalada. glabro.lado dorsal. com 1. liso. ápice agudo.lado ventral. com 2. finamente pontilhada longitudinalmente. 133 . A unidade-semente é a espigueta. de esbranquiçada-hialina a amarelada.8(-0. antécio fértil: C.) Scop. lustroso.5-0. com 1. raro o antécio fértil. glumas e lema estéril membranáceas e de coloração palha. de coloração esbranquiçadahialina a amarelado-fosca.6)0.1mm de comprimento por (0.4mm de espessura. papirácea. pubescente e denso-ciliada nas margens (pêlos ascendentes). gluma superior (gls) estreito-triangular-lanceolada.1-)2. mácula hilar obovada e mais escura do que o pericarpo.lado ventral. ápice agudo. B. cartáceo.3-1. com margens membranáceas viradas sobre a pálea fértil (pf). mais longa do que o antécio fértil.6-0.7-)0. glabra e enérvea. – espiguetas aos pares. com (2. área do embrião de ⅓ a menos da ½ do comprimento da cariopse.30. lema fértil (lf) acuminada.9mm de largura e 0. ápice agudo.5-3. com 0.9)mm de largura. de coloração castanho-clara. lema estéril (inferior FIGURA 122 – Digitaria sanguinalis (espigueta): A.D e dorsal levemente convexo.4mm de comprimento. com (2. ápice agudo. com fina pubescência esbranquiçada entre as nervuras laterais e glabra nos outros espaços.0mm de largura.5-3.

de coloração amarelo-esbranquiçada e não hialino. DISPERSÃO – o mesmo que disseminação. mácula hilar sub-basal. DISSEMÍNULO – o mesmo que propágulo. DISSEMINAÇÃO – dispersão natural das sementes. As flores do disco podem produzir aquênios com características morfológicas diferentes das do raio e então ocorrem aquênios heterocarpos [Fig. DISCÓIDE – orbicular. ornitocoria e zoocoria. com lados paralelos e margem arredondada [Fig. com estilete central remanescente (mais ou menos visível) e onde se insere o papus. 90B-de]. cerca da ½ do comprimento da cariopse. como nos aquênios das Asteraceae [Fig. termo usado em oposição às flores que se inserem no raio (na periferia) e que geralmente são liguladas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA área do embrião ovalada. os tipos de dispersão são: anemocoria. hidrocoria. raro o antécio fértil. com pouca espessura. DISCO – porção central do capítulo de Asteraceae (=Compositae) e onde se inserem as flores (posteriormente os aquênios).100I].21B-de.23]. orbicular-afundada e de coloração catanha [Fig. o mesmo que lenticular. onde as flores femininas e masculinas se encontram em plantas separadas. o mesmo que seminação e dispersão. DISCO EPÍGENO – porção apical. mais ou menos achatada e cilíndrica. 134 .122]. A unidade-semente é a espigueta. DIÓICA – planta com flores unissexuadas.

um fenônemo geneticamente programado para surgir e se desenvolver juntamente com a semente (CARVALHO & NAKAGAWA. Segundo VEGIS (1963) citado por CARVALHO & NAKAGAWA (1979). umidade e luz foram satisfeitas. como altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar.D DISTAL – parte da estrutura mais distante do seu ponto de união ou de origem. é.206B]. 1979). mesmo quando viável e quando aparentemente as exigências de temperatura. a costa da semente. ou do excesso ou da deficiência química. 1979). o que mais influencia a dormência induzida seriam altas FIGURA 123 – Drupa (seção longitudinal) de pêssego. principalmente quando associados. DORSAL ou ADAXIAL – lado de cima da superfície de uma folha. de local para local e se instala na fase da maturação da semente. DORMÊNCIA – condição da própria semente que a impede de germinar. DIVARICADO – largamente divergente. Ver quiescência. Dormência natural ou primária – condição intrínseca da própria semente. é controlada por fatôres endógens (CARVALHO & NAKAGAWA. [Fig. 135 . DOENTE – plântula mostrando o efeito da presença e da atividade de microorganismos patogênicos. temperaturas e deficiência de oxigênio. Dormência induzida ou secundária – ocorre por indução de uma condição ambiental especial. que ocorre com intensidade variável de ano para ano. ou o lado voltado para a parte externa do fruto. em outras palavras. como os rostros apicais das brácteas involucrais de Acanthospermum hispidum DC. podem ocorrer exceções.

Fig. lenhoso (ameixa. Ver pirênio. 124A].Fig. DRUPÉOLA – termo utilizado para designar uma drupa muito pequena. se o pirênio é loculado ou se tem dois ou mais pirênios livres. Hirtella e Chrysobalanus (Chrysobalanaceae . FIGURA 124– Drupas (inteiras e seção transversal): A. Quando o fruto drupóide tem apenas um pirênio.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA DRUPA – fruto drupóide. simples.124B-C-D-D') e Trema micrantha (L.Chrysobalanus sp. com um único pirênio central grande. DRUPÁCEO – semelhante a drupa. 123). B.242.Licania sp. ocorre também em Licania.278). com pericarpo nitidamente diferenciado em epicarpo. provido de drupas.. mesocarpo e endocarpo. pêssego .pirênio. nitidamente diferenciado em exocarpo (fino). Epi. com espaço central grande ou dividido em lóculos. como cada um dos frutículos da framboesa (Rubus sp). é denominado de nuculânio [Fig.Fig. fruto drupáceo.) Blume (Ulmaceae . cereja. mesocarpo (carnoso) e endocarpo (pirênio.. 136 . é denominado de drupa. putâmen ou caroço) coriáceo ou lenhoso. D’. putâmen ou caroço) duro e concrescido com o tegumento membranáceo. formado por dois ou mais carpelos.Fig. C. esclerosado (azeitona) ou pergaminhoso (maçã. endocarpo (pirênio. indeiscente.. pêra . raramente unicarpelar.e mesocarpo geralmente carnosos em maior ou menor grau.Trema micrantha. 243. DRUPÓIDE – fruto de originado de um ovário súpero. D-D’. 333].Hirtella sp.

.

E.1-1. gluma superior (gls) apiculada. E.9mm de compri-mento por 1. glumas papiráceas. com 5-7(-9) nervuras híspidas e denso-escabrosas entre elas.0mm de comprimento por 1. – espigueta obovada. com cerca de 2-2½ vezes tão longa quanto larga ou com galli var. oryzicola – espigueta: G. de coloração amarelada a esbranquiçado-subhialina e ápice levemente mucronado. na ½ superior. escabrosa ou híspido-escabrosa.125A]. ou às vezes com pigmentação avermelhada (+ na porção superior).lado ventral. Beauv.lado ventral e elíptico-lanceolada ou lanceolada.0-)2. mútica. glumas papiráceas. crusgalli var.4mm de largura e 0.1mm de espessura.5mm de largura e 0.4-3.0-2.lado Echinochloa crusgalli (L. mácula hilar punctiforme [Fig. principalmente. crusapiculada. plano-convexa. crusgalli – espigueta: B. híspidoescabrosa.5mm de comprimento (exceto a arista) por 1. dorsal.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Echinochloa colona (L. coriáceo.3mm de largura dorsal e H. 138 . antécio fértil: D. E. pouco maior do que o antécio fértil.) Link – espigueta de obovada a elíptico-lanceolada. de coloração estramínea e glabro.0-1.5-0.0-2. convexa. hialina.6mm de espessura. FIGURA 125 – Echinochloa – E.0-1. E. lema fértil (lf) fracamente 3-nervada e ápice levemente escabroso. com 5-7 nervuras híspidas e escabrosa entre elas.espigueta lado dorsal. pálea fértil (pf) com margens escariosas e presas sobre a cariopse ovalado-orbicular.3mm de espessura. menos da ½ do comprimento da espigueta.espigueta lado ventral.6mm de comprimento por 1.lado dorsal.0-1.4-4. com a inferior (gli) acuminada. com 1. abraça completamente a espigueta.) P.5mm de largura e (0. área do embrião inconspicuamente delimitada e com até ⅔ do comprimento da cariopse. por 1. com a inferior (gli) acuminada. colona: A.lado 2. membranácea e tão longa quanto o antécio fértil (superior) plano-convexo.0-1. mútica. às vezes o antécio fértil. crusgalli var. A unidade-semente é a espigueta. plana ou sulcada longitudinalmente. com 2. caudada ou E.espigueta lado dorsal. crusgalli var.9-) 1. ovalada. antécio estéril (basal) com lema apiculada.9-1. de coloração estramínea. pálea estéril bicarenada. zelayensis: I. 3-nervada e escabrosa entre as nervuras. cerca de duas vezes tão longa quanto larga ou com (2.0mm de espessura.lado ventral e C. cruspavonis: F. de coloração estramínea. plano-convexa.0-1.

pálea estéril bicarenada.8-2.63.0-1.0mm de comprimento por 1.2-4. Beauv. híspidas ou papiloso-híspidas e escabrosas ou. lema fértil (lf) fracamente 3-5 nervada e ápice escabroso e com ou sem anel escabroso entre o prolongamento apical membranáceo e a porção coriácea da lema. mácula hilar punctiforme. de coloração pardacenta e ápice mucronado. caudada ou apiculada. cariopse com 2. abraça completamente a espigueta.7mm de largura e 0. com 5-7 nervuras híspidas e escabrosa entre elas.7mm de espessura. Beauv. principalmente. var. nervuras escabrosas. A unidadesemente é a espigueta.2mm de espessura.2mm de largura e (0. área do embrião conspicuamente delimitada e com cerca de ⅔ do comprimento da cariopse. gluma superior (gls) com nervuras híspidas ou papilosohíspidas e pouco maior do que o antécio fértil. ou convexa.6-3. com 2. às vezes. gluma superior (gls) apiculada ou caudada. coriáceo.2-1. localizadas em ambos os lados da nervura mediana.2-1. – espigueta elíptico-lanceolada.E menos da ½ do comprimento da espigueta. arista (as) pode ultrapassar os 3cm de comprimento. com 2.3-1. crusgalli (L. lema estéril papirácea. às vezes o antécio fértil. 3-5 nervada. antécio estéril (basal) com lema aristada (as).7mm de largura [Fig. na ½ superior. com ápice de mútico a aristado (ocorre numa mesma inflorescência). antécio fértil com 3.) P. membranácea e pouco menos longa ou tão longa quanto a antécio fértil (superior) planoconvexo.125B-C-D-E].9-)1. glabra entre elas. hialina. A seguir seguem as características diferenciais das variedades: Echinochloa crusgalli (L. pálea fértil (pf) com margens escariosas e presas sobre a cariopse ovalada.0mm de comprimento por 1.0-3.6-0. com 5-7 nervuras principais e mais duas ou quatro nervuras menores.0mm de comprimento por 0. plana ou sulcada longitudinalmente. 139 .) P.9mm de largura e ápice da lema (lf) com ou sem anel escabroso.8mm de comprimento por 1.

Beauv. var. lema estéril aristada ou caudada.125F]. cariopse com 2. cruspavonis (Kunth) Hitchc.3)mm de comprimento por 1.83. lema estéril papirácea. escabrosa ou híspido-escabrosa e sulcada longitudinalmente. hipocótilo e raiz primária e nas Monocotiledôneas: gema. – espigueta lanceolada.) P. zelayensis (Kunth) Hitchc. var. oryzicola (Vasing. arista quando presente com 1-9mm de comprimento.2(-3. Echinochloa crusgalli (L.) P. – espigueta obovada e mútica. gluma superior (gls) com nervuras escabrosas e glabra entre elas ou esparso-escabrosa no ápice e pouco menos longa ou tão longa quanto o antécio fértil.0-2. EIXO – estrutura central de um embrião ou de uma planta.02.3mm de largura [Fig.5-4.125I].) P. reduzida ou ausente. com 2. var. escabroso-híspida e ápice aristado ou caudado (ocorre numa mesma inflorescência). 140 . pálea estéril tão longa quanto o antécio fertil. lisa e brilhante (que pode estar restrito a região mediana ou em todo extensão). epicótilo. Echinochloa crusgalli (L. mesocótilo e raiz primária.125G-H].4mm de largura. no dorso com uma região espessada [Fig.0mm de comprimento e mútica.0-1.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Echinochloa crusgalli (L. lema estéril coriácea. geralmente. nas Dicotiledôneas normalmente inclui: gema. antécio fértil com 2.2mm de comprimento por 1.3-1. pálea estéril tão longa quanto a pálea fértil.5mm de comprimento por 2. Beauv.5-3.2mm de comprimento por 1. antécio fértil com 2.) Ohwi – espigueta com 3. Beauv.5-1.5-5.7mm de largura e ápice esparso-escabroso e geralmente caudado. gluma superior (gls) geralmente caudada e nervuras híspidas.5mm de largura [Fig.

) Roem. são expulsas (liberadas) em duas direções opostas.239F-F’] A unidade-semente é a núcula (com rostro apical e com as cerdas). no lado dorsal. na base com uma coroa de 7 cerdas retrorso-denticuladas.186.7-0. (1999). quando o fruto (cápsula) na maturação se abre. Acystacia. deprimido.8-1. o mesmo que oval [Fig. largo na porção mediana e com as extremidades mais esteitas. 334D]. nas cariopses de Poaceae (=Gramineae) é visível.0mm de comprimento (exceto o rostro) por (0. como uma área ovalada evidente e ± elevada. esbranquiçado.hip. lisa. ápice obtuso com rostro (estilete remanescente) caliptriforme (raro ausente). com 0.1-0. ferrugíneas e ligeiramente maiores do que a núcula + o rostro [Fig. lustrosa. & Schult. para o lado da micrópila nas sementes. EIXO HIPOCÓTILO-RADÍCULA – é o eixo do embrião (Fig.78]. como em Chameranthemum [Fig.2mm de altura. FIGURA 126 – Ejaculador de Chameranthemum sp. – núcula lenticular-obovóide. 141 . apresenta no ápice o coleóptilo envolvendo a plúmula e na base a coleorriza envolvendo a radícula [Fig. 188. Eleocharis geniculata (L. As sementes assentadas sobre o ejaculador. EJACULADOR ou RETINÁCULO – um crescimento encurvado (em forma de gancho – ej) que parte do ponto de inserção do funículo. fruto ou semente) tem contorno de elipse.6-) 0.E Eixo embrionário – estrutura central de um embrião.103D.186) ou da plântula situada entre o ponto de inserção dos cotilédones e aquele em que tem início a radícula [Fig. citado por BARROSO et al.64A-B-ej). com 0. no fruto. segundo SELL (1969).hip]. Justicia e Ruellia (Acanthaceae – Fig. biconvexa.8mm de largura. 126]. preta. ELÍPTICO(A) – diz-se quando um órgão (folha.

com 3-nervuras na porção apical. com 10-12mm de comprimento por 2. A unidade-semente é o antécio fértil. fruto ou semente) é somente levemente mais longo do que largo. levemente carenada. arredondada no dorso ou. pálea fértil (pf) largamente côncava. lema fértil (lf) oblonga. ELIPSÓIDE – um corpo sólido com contorno elíptico.5mm de largura. as margens se estendem até as carenas da pálea ou chegam próximas a elas. Elytrigia elongata (Host) Nevski (=Agropyron elongatum (Host. dura.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Elíptico-lanceolado – diz-se quando um órgão (folha. Elytrigia. Seguem as características diferenciais de espécies de Elytrigia: FIGURA 127 – Elytrigia (antécio fértil lados ventral e dorsal): A-B. lustrosa. elongata e C-E-DF.) – antécio fértil estreito-oblongo. nervuras laterais inconspícuas. tuda superfície 142 .103G]. antécio fértil com lema semelhante as glumas e subigualando-se a pálea fértil. Estreito-elíptico – diz-se quando um órgão (folha. com duas glumas (inferior e superior) iguais. Largo-elíptico – diz-se quando um órgão (folha. Beauv. às vezes. a nervura mediana conspícua na metade superior e terminando em curta arista dura. glabra. constricta acima do calo. geralmente achatada em direção ao ápice. Elymus e Agropyron (tem características morfológicas gerais semelhantes e serão tratadas em conjunto) – espiguetas sésseis.) P.E. intermedia. geralmente multinervadas e agudas ou aristadas. fruto ou semente) é cerca de duas vezes mais longo do que largo.E. ápice truncado ou miudamente lobado. fruto ou semente) tem contorno de elipse e terminando na base e no ápice em forma de lança [Fig.0-2.

intermedia.E. curta e grossa.) – antécio fértil FIGURA 128 – Elytrigia (antécio fértil vista lateral): A. ápice arredondado.lado ventral. lema fértil (lf) elíptica. C. com alguns pêlos basais curtos e grossos.) Gould) – antécio fértil lanceolado ou estreito- 143 . seno em forma de ‘V’ ou ‘U’ estreito [Fig. Elytrigia intermedia (Host) Nevski (=Agropyron intermedium (Host. a nervura mediana se prolongando em curta arista dura ou ápice longo-agudo ou mucronado ou diminutamente lobada. densos e finos pêlos longos na carena (da base ao centro).. com ápice truncado. Richt.) P. deitada contra as carenas da pálea. elongata e B-C.E. arredondado ou com entalhe raso. Agropyron trichophorum (Link) K. segmento da ráquila (seg) diminuto-pubescente. seno geralmente em forma de ‘U’. carenada na metade superior ou dorso arredondado em antécios imaturos. confinados a extremidade ou ausentes [Fig. elíptico ou lanceolado. com bordos FIGURA 129 – Elytrigia repens (antécio fértil): A.. Beauv. glabrescente ou esparso-escabrosa nas nervuras em direção ao ápice ou pubescentes.127A-B e Fig. Bvista lateral. segmento da ráquila (seg) diminutopubescente. calo com curtos pêlos adpressos.E conspicuamente pubescente. glabrescente ou nitidamente esparsopubescente no ápice.128A]. Elymus repens (L. divergentes ou quase paralelos.) P.lado dorsal. A unidade-semente é o antécio fértil. Beauv. truncado ou miudamente lobado. alargando-se para o ápice.128B-C]. com pêlos geralmente na metade superior da carena.127CD-E-F e Fig. com 8-10mm de comprimento por 2mm de largura. ex Nevski (=Agropyron repens (L.) Desv. pálea fértil (pf) levemente côncava. Elytrigia repens (L. ápice com 3-nervuras ou inconspicamente 5-nervuras. constricta acima do calo. A unidade-semente é o antécio fértil. as margens se estendem até as carenas da pálea ou chegam próximas a elas. deitada contra as carenas da pálea ou entre elas.

arredondado ou com entalhe largo e raso. dorso convexo. ápice truncado. EMARGINADO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha.129A-B-C]. glabrescente ou miudamente pubescente. mais freqüentes na metade superior. com alguns curtos pêlos adpressos. lustrosa. às vezes. achatado dorso-ventralmente. com os lados paralelos ou somente levemente divergente em antécios basais.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA elíptico.3-1.8mm de largura. com tonalidade esverdeada. geralmente não se estendem até as carenas da pálea. margens hialinas na metade superior e na metade inferior. não encoberta pelas margens a lema e cicatriz apical largo-triangular e glabra. fruto ou semente) apresenta uma reentrância (incurvação). seno em forma de ‘U’. restritos a extremidade externa do calo [Fig. EMBEBIÇÃO – ato ou efeito de embeber(-se). glabra ou nervuras esparsoescabrosa no ápice. lema fértil (lf) lanceolada ou oblonga. segmento da ráquila (seg) de 1/6-¼ do comprimento do antécio. ápice com 3-nervuras ou inconspicuamente 5-nervuras. de coloração palha-clara ou. como se tivessem tirado um pedaço [Fig. levemente estreitada na base. de 8-9(-10)mm de comprimento por 1. em antécios bem desenvolvidos. às vezes. pálea fértil (pf) levemente côcava em todo o comprimento ou com dobra longitudinal na metade inferior.16-O]. calo glabro ou. deitada contra a pálea e entre as carenas. A unidade-semente é o antécio fértil. com nítida saliência (inchaço) acima do calo. glabra ou finamente pubescente no ápice e com longos pêlos rombudos na carena. com arista muito variável no comprimento (1-10mm) ou mais raro longo-agudo e sem arista. 144 .

D. que podem ser de tamanho pequeno. médio ou grande. A forma. como ocorre em orquídeas. para a identificação das sementes em famílias. mas ainda não se encontra em condições de germinar em função de características fisiológicas. isto é. é formado a partir da fecundação da oosfera.metade. segundo MARTIN (1946) [Fig. Quanto a forma o embrião pode ser: Embrião contínuo – embrião reto e onde não existe uma delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótilo-radícula. B. tamanho e posição do embrião maduro nas sementes em relação ao tecido de reserva (endosperma ou perisperma).130]. 145 . da fusão dos núcleos dos gametas feminino e masculino da planta. segundo MARTIN (1946). como nos embriões axiais lineares. Geralmente formado por um eixo mais ou menos diferenciado (eixo hipocótilo-radícula) e pela inserção dos cotilédones. Quanto ao tamanho o embrião pode ser: pequeno.quarto. metade. com sucesso. gêneros ou espécies. Etotal. são tão distintos nos diferentes grupos de plantas que podem ser utilizados. espatulados. Quanto a maturação o embrião pode ser: Embrião imaturo – é aquele que ainda não se encontra anatomicamente formado na maturação da semente e no seu desprendimento da FIGURA 130 – Embrião quanto ao tamanho: A. ginkgo. etc. quarto. Embrião dormente – é aquele que se encontra bem formado.E EMBRIÃO – planta rudimentar existente no interior da semente e que dará origem à futura plântula. curvados e plicados. planta-mãe. C.peqeno.dominante. dominante e total.

ocorre em Mono. Juncus 146 .Fig. com cotilédones rudimentares e não diferenciados.largo. Araliaceae. C. como na núcula do trigo-sarraceno (Fagopyrum esculentum Moench .Anemone caroliniana.lateral.Apiaceae =Umbellife. sementes de tamanho médio ou maiores. (=Hydrocotylle bonariensis Lam.131). FIGURA 131 – Embrião ruminado de Fagopyrum esculentum. exceto em alguns embriões do tipo lateral. C.Fig. Aquifoliaceae (Ilex verticillata - Fig.. como em Juncus bufonius L. D. Largo – embrião periférico ou quase assim e tão ou mais largo do que comprido [Fig. Papaveraceae (Papaver FIGURA 133 – Embriões basais rudimentares (em seção transversal e longitudinal): A.Fig. B. ocupa de ⅓ a ½ da porção inferior da semente [Fig.e Dicotiledôneas. se encontra deitado sobre o tecido de reserva (endosperma) FIGURA 132 – Embrião basal: A.Ranunculus californicus.capitado.132A].rae .133A). E.133E) e Ranunculaceae (Anemone caroliniana e Ranunculus californicus . Magnoliaceae. de globoso a ovalado-oblongo. D.132B]. abundante e se divide em: Rudimentar – embrião pequeno.Ilex verticillata.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Embrião invaginado – embrião reto.133D). .Fig. segundo MARTIN (1946). . dubium L.Papaver dubium.Hydrocotyle umbellata. mas algumas vezes evidentes e parecendo minuaturas do tipo linear ou do espatulado [Fig.rudimentar.Polygonaceae .132]. como o embrião axial invaginado. em relação ao tamanho da semente. Quanto a posição que ocupa na semente o embrião pode ser: Embrião basal – embrião relativamente pequeno. B.133B). Embrião ruminado – quando ocorrem invaginações do endosperma para dentro do embrião. com nítida delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótiolo-radícula. como em Hydrocotyle umbellata L.

E

capillaceus Lam. e Luzula sp. (Juncaceae), Syngonanthes sp. (Ericaulaceae) e em Nymphaeaceae [Fig.134]. Capitado – embrião alargado na porção superior, em forma de cogumelo [Fig.132C]; ocorre apenas em Monocotiledôneas, como em Cyperaceae (Carex sororia Kunth; Cyperus brevifolius (Rottb.) Hassk.; C. ferax L.C. Rich.; Eleocharis geniculata (L.) Roem. &
FIGURA 134 – Embriões basais largos: A- Juncus bufonius; B- Juncus capillaceus;CLuzula sp.; D- Syngonanthes sp.

Schult.; Fimbristylis autumnalis (L.) Roem. & Schult.; F. dichotoma (L.) Vahl; Rhynchospora aurea Vahl (=R. corymbosa (L.) Britton) e Rhynchospora nervosa (Vahl) Boeck. (=Dichromena ciliata Vahl) Fig.135), Commelinaceae e Musaceae.

FIGURA 135 – Embriões basais capitados (em seção transversal e longitudinal): A- Carex sororia; B- Cyperus brevifolius; C- C. ferax; D- Rhynchospora nervosa; E- Eleocharis geniculata; F- Fimbristylis autum nalis; G- F. dichotoma; H- Rhynchospora aurea. FIGURA 136 – Embriões basais laterais (em seção transversal e longitudinal): A-Avena sativa; B- Brachiaria plantaginea; C- Cynodon dactylon; D- Digitaria san- Lateral – embrião basal–lateral ou lateral, de inclinado a expandido guinalis; E- Echinochloa sp.; F- Panicum sp.; Gno plano periférico, de pequeno a ½ da semente ou raramente Paspalum sp.; H- Setaria sp.; I- Sorghum halemaior [Fig.132D]; ocorre somente nas Poaceae (=Gramineae) como pense. em Avena sativa L.; Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc.; Cynodon

dactylon (L.) Pers.; Digitaria sanguinalis (L.) Scop.; Echinochloa sp.; Panicum sp.; Paspalum sp.; Setaria sp.; Sorghum halepense (L.) Pers. [Fig.136].

147

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Embrião periférico – embrião cilíndrico, contínuo, alongado, de ¼ a dominante, contíguo ao tegumento e em alguns casos deitado lateralmente contra o tecido de reserva (perisperma) central, conspícuo e amiláceo, ou curvado em torno de todo o perisperma [Fig.137]; cotilédones estreitos ou expandidos; mas em alguns casos um dos cotilédones é abortivo. Ocorre em Dicotiledôneas, como em Aizoaceae, Amaranthaceae (Amaranthus retroflexus L. - Fig. 138A), Cactaceae, Caryophyllaceae (Spergularia arvensis L. - Fig. 138G), Chenopodiaceae (Chenopodium album L. e Chenopodium ambrosioides L. - Fig.138B), Nyctaginaceae, Phytolaccaceae,
FIGURA 137 – Embrião periférico,
segundo MARTIN (1946).

Polygonaceae (Persicaria maculosa Gray; Persicaria punctata (Elliot) Small e Rumex crispus L. - Fig.138D-E-F) e Portulacaceae.

FIGURA 138 – Embriões periféricos e contínuos (em seção transversal e longitudinal): A- Amaranthus retroflexus; B- Chenopodium album; C- Chenopodium ambrosioides; D- Persicaria maculosa; E- Persicaria punctata; FRumex crispus; G- Spergularia arvensis.

Embrião axial – embrião de pequeno a total; se encontra no eixo
FIGURA 139 – Embrião axial: A- linear; B-B’diminuto; C-C’- micro; D- espatulado; E- curvado; F- plicado; G- invaginado, segundo MARTIN (1946).

centro da semente e está envolto pelo endosperma não amiláceo [Fig.139], exceto em cinco famílias de Monocotiledôneas. A divisão inclui o linear, a miniatura e o foliolado:

148

E

Linear – embrião cilíndrico, contínuo, geralmente mais longo do que largo [Fig.139A] e reto em Anethum graveolens L., Apium graveolens L., Daucus carota L. (Apiaceae =Umbelliferae - Fig. 140G-H-I) e Anagallis arvensis L. (Primulaceae - Fig.140A); ou anelar em Datura stramonium L. (Solanaceae - Fig.140C); ou curvo em Atropa belladona L. (Solanaceae - Fig.140B); ou espiralado em Cuscuta sp. (Cuscutaceae - Fig.148F), Byrsonima (Malpighiaceae), Dodonea e Koelreuteria (Sapindaceae); ou circinado em Solanum aculeatissimum Jacq., S. lycocarpum L., S. paniculatum L. e S. sisymbriifolium Lam. (Solanaceae - Fig. 140E); ou imbricado em Solanum americanum Mill. e Solanum capsicoides All. - Fig.140D-F); com cotilédones não expandidos e sementes geralmente não diminutas. O embrião linear ocorre em Amaryllidaceae, Apiaceae, Cuscutaceae, Malpighiaceae, Liliaceae, Primulaceae, Sapindaceae e Solanaceae.

FIGURA 140 – Embriões axiais lineares, contínuos e retos (em seção transversal e longitudinal): A- Anagallis arvensis; G-Anethum graveolens; H- Apium graveolens; I- Daucus carota; curvo: B- Atropa belladona.anelar: CDatura stramonium; circinado; E- Solanum aculeatissimum; imbricado: D- Solanum americanum; F- Solanum capsicoides.

Subdivisão miniatura – sementes de pequenas a diminutas, com embriões que são gandes ou diminutas, envoltório das sementes freqüentemente celular-reticulado; endosperma não amiláceo:

149

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Diminuto – embrião variável quanto ao seu tamanho relativo, de pequeno a total, geralmente de ovalado a elíptico ou oblongo; cotilédones de inclinados a pouco desenvolvidos; sementes geralmente de 0,3-2,0mm de comprimento, freqüentemente quase tão longas quanto largas [Fig.139B-B’]; como em Campanulaceae, Droseraceae (Drosera intermedia Hayne - Fig.141D), Ericaceae, Gentianaceae, Loganiaceae, Orobanchaceae, Saxifragaceae, ScrophulariaFIGURA 141 – Embriões axiais diminutos e contínuos (em seção transversal e longitudinal): A- Petunia axilaris; B- Scoparia dulcis; C- Chaenorhinum calycinum; D- Drosera intermedia.

ceae (Chaenorhinum calycinum (Banks & Sol.) P.H. Davis = Antirrhinum calycinum Banks & Sol. e Scoparia dulcis L. - Fig.141C-B) e Petunia axillaris (Lam.) Britton et al. (Solanaceae - Fig.141A). Micro – embrião de diminuto a total; sementes geralmente globosas, diminutas, em geral menores do que 0,2mm de comprimento e formadas por poucas células (50 a 150) no interior do tegumento [Fig.139C-C’]; como em Orchidiaceae. Subdivisão foliolada – embrião central, largo, de ¼ a total; cotilédones expandidos; sementes de grandes a médias; endosperma não amiláceo. A subdivisão foliolada apresenta as seguintes subdivisões:

FIGURA 142 – Embriões axiais espatulados e contínuos (em seção transversal e longitudinal): A-A’Spermacoce latifolia; B-B’- Plantago lanceolata; C-C’- Sesamum indicum; D-D’Euphorbia heterophylla; E-E’- Foeniculum vulgare.

Espatulado – embrião reto e contínuo; cotilédones de finos a espessos e de levemente expandidos a largos [Fig.139B]; como em Apiaceae (Foeniculum vulgare Mill. - Fig.142E-E'), Apocynaceae, Asclepiadaceae, Asteraceae (=Compositae), Bixaceae, Boraginaceae, Cistaceae, Cornaceae, Dipsacaceae, Ebenaceae, Euphorbiaceae (Euphorbia heterophylla L. - Fig.

150

E

142D-D’), Labiatae, Linaceae, Loasaceae, Meliaceae, Oleaceae, Oxalidaceae, Passifloraceae, Pedaliaceae (Sesamum indicum L. - Fig.142C-C’), Plantaginaceae (Plantago lanceolata L. - Fig.142B-B), Plumbaginaceae, Polemoniaceae, Rosaceae, Rubiaceae (Spermacoce latifolia Aubl. - Fig.142AA’), Rutaceae, Sapotaceae, Simaroubaceae, Theaceae, Urticaceae e Vitaceae. Curvado – embrião espatulado, contínuo, mas curvado em forma de canivete; cotilédones em geral espessos, iguais entre si, mas
FIGURA 143 – Embriões axiais curvados, contínuos e pleurorrizos (em seção transversal e longitudinal): A- Indigofera sp.; B-Ulex europaeus; C-Lespedeza sp.; D-Sesbania sp.

apresentam os bordos dobrados, ou um é maior do que o outro e se encontram dobrados ao meio [Fig. 139C]; como em Anacardiaceae, Bombacaceae, Brassicaceae (=Cruciferae), Cannabinaceae, Fabaceae–Papilionoideae e Moraceae; ou com eixo hipocótilo-radícula infletido (encurvado basal-lateralmente), em maior ou menor grau, como em Zornia sp. [Fig.143A] e Aeschynomene rudis [Fig.144] (Faba-ceae-Papilionoideae); ou com cotilédones dobrados, como em Serjania sp. (Sapindaceae – Fig.148D). O embrião curvado apresenta as seguintes subdivisões: Notorrizo ou Incumbente – quando no embrião curvado o eixo hipocótilo-radícula se dobra e se encontra deitado dorsalmente contra a nervura mediana de um dos cotilédones (um interno

FIGURA 144 – Embrião axial curvado, contínuo e raradícula infletida (em seção transversal e longitudinal): A- Aeschynomene rudis e B- Zornia sp.

e outro externo) incumbentes [Fig. 148G]; como em Capsella

bursa-pastoris (L.) Medik. [Fig. 145G] e Coronopis sp. (Brassicaceae =Cruciferae) e em espécies de Resedaceae. Ortoplóico ou Conduplicado – quando no embrião curvado os cotilédones conduplicados e justapostos se encontram

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GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

dobrados longitudinalmente e envolvem o eixo hipocótiloradícula [Fig.148H]; como nos gêneros Brassica (Brassica kaber (DC.) L.C. Wheeler - Fig.145I), Eruca, Raphanus, Rapistrum e Sinapis (Brassicaceae =Cruciferae).

FIGURA 145 – Embriões axiais curvados, contínuos e pleurorrizo (em seção transversal e longitudinal): A- Trifolium repens; B- Medicago lupulina; C- Melilotus indica; D- Lotus corniculatus; E- Crotalaria spectabilis; F- Desmodium tortuosum; H- Lepidium virginicum; notorrizo: G- Capsella bursa-pastoris e conduplicado: I- Brassica kaber.

Pleurorrizo ou Acumbente – quando no embrião curvado os cotilédones, se situam verticalmente na semente, e o eixo hipocótilo-radícula se dobra de maneira a se localizar lateralmente ao longo de um dos bordos justapostos dos cotilédones acumbentes; como em Barbarea, Cardamine, Lepidium virginicum L. [Fig.145H] e Nasturtium (Brassicaceae =Cruciferae), Crotalaria spectabilis Roth, Desmodium tortuosum (Sw.) DC., Indigofera sp., Lespedeza sp., Lotus corniculatus L., Medicago lupulina L., Melilotus indica (L.) All., Sesbania sp., Trifolium repens L. e Ulex europaeus (Fabaceae–Papilionoideae - Fig.143B-C-D-E e Fig.145AB-C-D-E-F).

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E

Oblícuamente-Incumbente – é um estágio intermediário entre o embrião acumbente e o incumbente, mas está mais próximo ao incumbente; como em Sisymbrium officinale (L.) Scop. (Brassicaceae =Cruciferae). Plicado – embrião contínuo com cotilédones foliáceos, muito expandidos e variavelmente dobrados longitudinalmente e transversalmente, como se estivessem amassados e deitados
FIGURA 146 – Embriões axiais plicados e contínuos (em seção transversal e longitudinal): A- Malva parviflora; BSida carpinifolia; C- Sida linifolia; D- Sida spinosa; E- Ipomoea sp.

contra o eixo hipocótilo-radícula, ou envolvendo, às vezes, uma boa porção, dependendo do estádio de desnvolvimento do embrião; como em Burseraceae, Convolvulaceae (Ipomoea – Fig.146E e FIG.148R), Geraniaceae, Malvaceae (Malva parviflora L. - Fig.146A, Malvastrum americanum (L.) Torr. Fig.148P], Sida carpinifolia L. - Fig.146B e Fig.148Q, Sida linifolia Cav. e Sida spinosa L. – Fig.146C-D), Theobroma cacao L. (Sterculiaceae – Fig.148S), Tiliaceae e Ulmaceae. Invaginado – embrião com nítida delimitação entre o eixo hipocótiolo-radícula e os cotilédones, que se manifesta pela base emarginada, cordada, sagitada ou auriculada dos cotilédones ou pela invaginação do eixo reto e basal entre os cotilédones; a plúmula pode ou não estar presente; como em Betulaceae, Bignoniaceae, Fabaceae–Caesalpinioideae

FIGURA 147 – Embriões axiais invaginados (em seção transversal e longitudinal): AA’- Senna occidentalis; B-B’-Senna obtusifolia; C-C’- Senna alata.

(Senna occidentalis (L.) Link. – Fig.147A-A’; Senna obtusifolia (L.) H. S. Irwin & Barneby – Fig.147B-B’, Senna alata (L.) Roxb.; ou apresenta cotilédones em sigmóide – Fig.147C-C’), Fabaceae –Mimosoideae, Fagaceae, Lamiaceae, Lauraceae, Lythraceae e Rhamnaceae.

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GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Podem ocorrer ainda outros formas de embrião: Transverso-oblongo – embrião axial, com eixo hipocótilo-radícula curto, cilíndrico ou obcônico e cotilédones finos, membranáceos e mais largos do que longos; como em sementes dos gêneros Kielmeyera (Clusiaceae =Guttiferae - Fig.145N), Magonia (Sapindaceae - Fig.148M) e nas Bignoniaceae onde as sementes aladas, sem endosperma, possuem cotilédones profundamente bilodados no ápice [Fig.148O-O'-O'']. Conferruminado – embrião ovóide, elipsóide, globoso, obovóide ou claviforme, sem distinção de cotilédones nem do eixo hipocótilo-radícula, segundo BARROSO et al. (1999). Ocorre em Eugenia (Myrtaceae), Bertholletia e Lecythis (Lecythidaceae). Criptorradicular – embrião com cotilédones de oblongos a elípticos, plano-convexos, crassos, dispostos paralelamente ao curto eixo hipocótilo-radícula oculto entre os cotilédones, como em Erisma (Vochysiaceae), Anadenanthera pavonina L. e Pithecelobium (Fabaceae–Mimosoideae Fig.148J-J’-J’’). Hipocotilar – embrião com eixo hipocótilo-radícula grande e transformado em órgão armazenador de reservas, cotilédones de vestigiais a rudimentares, como duas alas membranáceas ou estão completamente ausentes. Ocorre em Bonnetia sp. (embrião cilíndrico e sem vestígios de cotilédones - Theaceae - Fig. 148Y), Caryocar (Cariocaraceae - Fig. 148U), Clusia (Clusiaceae
=Guttiferae - Fig.148T), Campo-manesia (com eixo curvo em forma de ‘C’ e cotilédones vestigiais - Myrtaceae - Fig. 148X) e Chomelia

sp. (Rubiaceae - Fig. 148V).

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invaginado globoso: K.Campomanesia sp. N.Clusia grandiflora.. 1999).Caryocar sp.notorrizo. O-O’-O’’.Pisum sp. 155 . G.Chomelia sp.com eixo rudimentar (Calophyllum. L.E FIGURA 148 – Embriões: A.Pithecelobium sp.ortoplóico. hipocotilar: T. B.eixo em vista interna. com cotilédones conduplicados (dobrados longitudinalmente) e eixo deitado entre os bordos.). invaginado: I..Bonnetia sp.espiralado (Cuscuta sp.eixo em vista interna.Adenanthera pavonina e J’’.Sida carpinifolia. com cotilédones incumbentes e eixo deitado sobre o dorso dos cotilédones (um externo e outro interno). H.curvados.invaginado papilionáceo (eixo infletido em maior ou menor grau). R. S.).Ipomoea sp. (Fonte T-V-Y-X: Barroso et al. plicados: P.Theobroma cacao. invaginado criptoradicular: eixo não visto externamente: J. com cotilédones acumbentes e eixo encurvado e deitado entre os bordos justapostos dos cotilédones. Q. Y. E.lineares.curvado com cotilédones dobrados (Serjania sp.Kielmeyera. D.. (ponta da radícula visível externamente). F. K’..Magonia pubescens. V. e J’. G-G’.Malvastrum americanum.Bignoniaceae.circinado.ponta da radícula visível externamente.pleurorrizo. C. em um dos lados. U.. transverso-oblongo: M. X. I’.espatulados.

em jacarandá – Dalbergia nigra (Vell. pode não estar presente na semente madura (como em espécies de orquídeas. 156 . em pau-ferro – Caesalpinia ferrea Mart. em cássia – Cassia fistula L.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA EMERGÊNCIA – ação de emergir. O amido é o material de reserva mais comum nas sementese e é encontrado nas famílias Cyperaceae. lipídios e outras substâncias. 123. O amido pode conter como material de reserva os lipídios. proteínas.35.-Hil. 94. ex Tul. Juncaceae. gelatinoso. pode rodear parcial ou totalmente o embrião (como em erva-mate – Ilex paraguaiensis A. etc.) Arrab.94]. em leucena – Leucaena leucocephala (Lam.) De Wit. Poaceae (=Gramineae). As principais substâncias de reserva são: carbohidratos. ENDOCARPO – camada interna dos frutos (do pericarpo). elevando-se acima da superfície da água ou do solo.78B. como nas Brassicaceae (=Cruciferae). ENDOSPERMA – tecido nutritivo (triplóide) resultante da dupla fecundação que ocorre nas Angiospermas. que são os óleos e gorduras. EMERGENTE – que emerge.. Eucalyptus. ex Steud. É o tecido de reserva utilizado pelo embrião durante o processo de germinação [Fig.). lenhosa ou óssea [Fig. 309].. parte da planta aérea e parte submersa. [Fig. em pau-Brasil – Caesalpinia echinata Lam. pode permanecer líquido como em Cocos nucifera L. carnoso.) ou estar reduzido a uma fina película. a textura pode ser dura..) Allemão ex Benth. Quanto a textura o endosperma pode ser farinhoso. EMERSO – que se eleva acima da superfície da água. 325]. St. córneo ou crasso. e em louro – Cordia trichotoma (Vell. pode ser parcial ou completa-mente absorvido pelo embrião em desenvolvimento ou pode permanecer até que a semente germine. corresponde a epiderme interna ou superior da folha carpelar.

Coccoloba e Triplaris surinamensis Cham. 157 . (Polygonaceae . e se expande no tecido nucelar.146) e Cissus (Vitaceae). entre as ruminações do tegumento (BARROSO et al. ENTRENÓ – a parte de um colmo ou ramo localizado entre dois nós consecutivos [Fig. Virola (Myristicaceae). como nas Poaceae (=Gramineae). da micrópila para a chalaza. ou quando o endosperma se desenvolve no centro da semente..284].102A]. completamente reta com ponta aguda.E Endosperma albuminoso – quando a semente apresenta uma tecido de reserva bem definido. (Ebenaceae). Endosperma exalbuminoso – quando a semente não apresenta tecido de reserva e o alimento consumido durante a germinação e no desenvolvimento da plântula se encontra armazenado nos cotilédones. ENZIMA – proteína com propriedades catalíticas específicas. ENSIFORME – diz-se quando um órgão (folha.Fig. fruto ou semente) tem contorno de bainha de espada. nas núculas de Antigonon. bem delimitado e é todo consumido durante a germinação e no desenvolvimento da plântula. Endosperma ruminado – se caracteriza pelas invaginações (ruminações) transversais do tegumento para o interior (centro) do tecido nutritivo. como a folha de Iris ou da espada-de-São-Jorge [Fig. como nas Fabaceae (=Leguminosae). 1999). como em sementes de Annonaceae. de Diospyros FIGURA 149 – Endosperma ruminado e invaginações do tégmen de Triplaris surinamensis.

enquanto nas espécies de germinação hipógea e criptocotiledonar. mas não a parasita. desenvolvida a partir da gema apical e se localiza logo acima dos cotilédones [Fig. ou o primeiro internó da plântula. encontrado em algumas espécies.35. ou a porção do eixo da plântula. 123. ou as primeiras folhas (os eófilos). 186-fp. o epicótilo se alonga e eleva para a luz (acima do solo) a gema apical e a plúmula. como no trigo. 189]. EPÍFITA – diz-se da planta que vive sobre a outra. tipo de folha de transição desenvolvida antes da formação das folhas adultas. 325]. portanto não retira dela alimento. 158 . 189C].306B-C. 188-fp. corresponde a epiderme externa ou inferior da folha carpelar [Fig. 94.186-epi. EPIBLASTO – uma pequena excrescência do lado oposto do escutelo e é considerado como um remanescente do segundo cotilédone. os cotilédones e o hipocótilo com o sistema radicular (situado abaixo). acima do ponto de inserção dos cotilédones e abaixo da inserção da folha primária ou do primeiro par de folhas primárias ou dos eófilos [Fig. Os tecidos condutores do epicótilo unem a parte aérea (situada acima). 307B-C-308C]. 188-epi. O mesmo que exocarpo. EPICARPO – camada externa dos frutos (do pericarpo). com lâmina verde. Nas espécies de germinação epígea e fanerocotiledonar o crescimento do epicótilo é muito pequeno durante a germinação. EPICÓTILO – é o eixo (epi) do embrião acima do nó cotiledonar e abaixo da plúmula [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA EÓFILO ou FOLHA PRIMÁRIA (PRIMORDIAL) – é a primeira folha expandida ou o primeiro par de folhas.

0mm ou menos de largura. FIGURA 151 – Cálice equinado envolvendo o fruto múltiplo de Acaena sp.150]. relativo a epígina. escura e nitidamente delimitada. EPIGÍNICO – que se insere acima do ovário. 243].203C]. de 0. quando as partes se inserem acima dele [Fig.186]. lemas 3-nervadas. ERIÇADA – diz-se da superfície de um órgão (caule. lisa ou levemente estriada longitudinalmente.7-2. EPÍGINA – diz-se da flor de ovário ínfero. como no: Fruto (nuculânio) equinado – globoso em Triumfetta (Tiliaceae – Fig. termo usado quando o ovário das flores é ínfero. cariopse oval. A unidade-semente é a semente nua. Cálice equinado – ocorre no cálice que envolve o fruto mútiplo de Acaena (Rosaceae – Fig151]. de coloração amarelo-castanhoclara. com nervuras laterais.0mm de comprimento por cerca de 1. ERGOT – substância produzida por fungos e que toma o lugar da cariopse. fruto FIGURA 150 – Epígina. inconspícuas. como nos gêneros Lolium e Festuca e outras Poaceae (=Gramineae). raras vezes com esturas acessórias. às vezes. cálice. Eragrostis curvula – lemas e páleas membranáceas e muito caediças no beneficiamento. 159 .E EPÍGEA – ver germinação epígea [Fig. aguçados e retos [Fig. folha. fruto ou semente) provida de pêlos duros. área do embrião oblonga. folha. ou semente) que se apresenta revestida de espinhos ou acúleos. EQUINADA – diz-se da superfície de um órgão vegetal (caule.

– regmídio formado. ápice com cavidade oblíqua-ovalada. de 2-3mm de comprimento. ERVA – pouco desenvolvida. de coloração castanho-alaranjada a castanho-avermelhada e superfície com pêlos ascendentes esbranquiçados.7-1. parecendo um sacarrolha) da esquerda para a direita. por cinco mericarpos claviformes e em seção transversal orbiculares. mericarpo se afila gradativamente para a base. como o botão-de-ouro (Galinsoga parviflora Cav.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Erodium cicutarium (L. ± torcido (quanto + seca + espiralada.0mm de comprimento por 0.109R-S-T]. calícinas pouco memores ou iguais.5-3. castanho-avermelhada [Fig.0-4. de pequena consistência. A unidadesemente é o mericarpo. & Schlecht. ESCABRO – áspero como uma lixa.0)mm de comprimento por 0. Eryngium luzulifolium Cham. escamas dorsais inconspícuas e vesiculosas.). 160 . [Fig.2 (-5. ala formada por escamas laterais lanceolada e acuminadas. lisa. EROSO – diz-se da folha que apresenta margem irregularmente dentada.193) e de serralha (Sonchus oleraceus L. semente oblonga. em curto bico (geralmente ausente quando misturado às sementes comerciais) reto ou levemente encurvado e coberto por um tufo de pêlos. em virtude da pequena ou de nenhuma lenhificação. – cremocarpo com carpóforo nulo e formado por dois carpídios comprimidos. com 2.Fig. circundada por um anel e do qual sai o longo estilete (rostro – ro) de 2-3cm de comprimento. – Asteraceae =Compositae .9mm de diâmetro. como se tivesse sido roída por um animal. geralmente. de 3.290C].) L’Her.0mm de diâmetro. A unidade-semente é o carpídio. raro o cremocarpo. raro a semente.

etc. 175A]. freqüentemente translúcido e não verde.E ESCABROSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. rizoma. formado pelo micélio de certos fungos que atacam principalmente as Poaceae (=Gramineae) e em outras como Fabaceae e Brassicaceae. que pode ser provido de escamas ou brácteas. ESCARIFICAÇÃO – ato de expor a parte interna da semente para facilitar a germinação. ESCAMOSA – diz-se da superfície de um órgão que se apresenta com escamas fixadas em uma ponta [Fig.204C]. e produz. 161 . fruto ou semente) que se apresenta áspera. uma flor ou uma inflorescência [Fig. mais ou menos seco. constituído por numerosas hifas entrelaçadas e revestidas por um invólucro protetor (camada cortical). ESCLERÓCIO – corpo duro. glumelas) é membranoso. ou escamas ou cerdas rígidas [Fig. de forma irregular. no ápice. ligeiramente coberta com curtas pontas um pouco duras. Produz diretamente os esporóforos. ESCAMA – diz-se quando órgãos foliáceos. pode ser química ou mecânica.203-O].51A-C].2-e. ESCAPO – pedúnculo geralmente sem folha (áfilo). como certos catáfilos de bulbos e gemas lembram escamas de peixe [Fig. origina-se de um bulbo. muitas vezes são escamiformes. ESCAMIFORME – em forma de escamas. pálea. ESCARIOSO – diz-se quando o órgão de natureza foliar (lema.

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ESCUTIFORME – em forma ou com aparência de escudo [Fig. a espata.78-esc). 1988). fruto ou semente) tem contorno de espátula.103H]. Espécie nativa – que tem habitat original no Brasil. ou lenhosa. através do qual os nutrientes são transferidos do endosperma para o embrião. como no copo-de-leite. ESPÉCIE – em taxonomia: é o taxon básico. consistentemente e persistentemente distintos e distinguíveis por meios usuais (CRONQUIST. ESPATA – bráctea que ocorre na base de uma inflorescência. ESCUTELO – estrutura em forma de escudo e que constitui o único cotilédone (modificado) das cariopses de Poaceae (=Gramineae). mais ou menos elevada e que no centro apresenta o eixo embrionário (a radícula e a plúmula da planta embrionária – Fig. largo e arredondado no ápice e afilando em direção a base [Fig. geralmente é membranácea. como nas palmeiras [Fig. 153]. como no antúrio. No lado dorsal da cariopse é visível como uma área ovalada evidente. a espádice.101H]. ESPATULADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. é o conjunto de indivíduos originados de pais comuns. com flores FIGURA 152 – Espádice.152]. ESPÁDICE – tipo de inflorescência em espiga. 162 . possuindo caracteres comuns fixos no transcorrer de sua pogênese (VASCONCELOS SOBRINHO. geralmente díclinas e pouco vistosas [Fig. que pode envolvêla em maior ou menor extensão. com eixo mais ou menos carnoso e que tem na base uma bráctea. Espécie exótica – que não tem habitat original no Brasil. 1945). são os menores grupos FIGURA 153 – Espata.

a inferior ou externa (lema) e a superior ou interna (pálea). geralmente. Andropogon gerardii Vitmann [Fig. como nos gêneros Oryza [Fig. rácemos e panículas compostas. muito próximas uma das outras. A flor propriamente dita se compõem de três estames e do gineceu protegido pelas glumelas. simples. Na definição de semente pura das Poaceae. sobre a qual se inserem as flores (uma a várias) e que apresentam na base da inflorecencia duas brácteas (glumas ) secas. uma inferior ou externa (gli) e outra superior ou interna (gls).3. pequena pequena espiga formada por um eixo ou segmento da ráquila ou ráquila curta. uma ou mais flores (antécios) férteis ou estéreis. 269].158] e Phalaris [Fig.157). em Poaceae. como nas Poaceae (=Gramineae) [Fig. ou glumas. ESPIGUETA ou ESPIGUILHA – inflorescência típica de Cyperaceae e Poaceae (=Gramineae .E ESPERMÁFITAS – divide-se em Angiospermas e Gimnospermas. ESPICIFORME – semelhante a uma espiga. Na base de cada flor encontram-se duas bractéolas (glumelas).Fig. também secas e opostas. 163 .4]. ESPICULADA – diz-se da superfície de um órgão revestida com pontas finas e carnosas. Podem aparecer ainda duas escamas (lodículas – lod) em ambos os lados do plano médio da lema. como nos gêneros Agrostis [Fig. ESPIGA – inflorescência racemosa. opostas e estéreis.155] Avena barbata FIGURA 154 – Espiga. As espiguetas se agrupam de diversas maneiras para formar espigas. com flores sésseis (sem pedicelo) inseridas ao longo do eixo (raque .ra). pouco perceptíveis.154].157. o termo espigueta pode incluir mais de uma flor (antécio) fértil.268.

Axonopus [Fig.157.158] e Sorghum sp.199]. Panicum e Sorghum. dependendo das estruturas que estão presentes e da espécie.34] Holcus sp. [Fig. [Fig. Panicum sp. Oryza sativa L. [Fig. FIGURA 155– Espigueta de Andropogon FIGURA 156 – Espigueta de Avena barbata.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Pott ex Link [Fig. [Fig. FIGURA 157 – Espigueta de Oryza sativa. A espigueta pode ser uma unidade-semente múltipla ou simples. 164 .156]. FIGURA 158 – Espigueta de Oryza. gerardii.158]. 158].

originados de um ovário súpero ou ínfero. difere do acúleo por ser de difícil remoção e por possuir elementos condutores. ESPORÂNGIO – órgão que forma (e que contém durante certo tempo) esporos. que se decompõem longitudinalmente. como o embrião de Cuscuta sp. vegetativa ou assexuadamente. fruto ou FIGURA 159 – Espinhos uncinados semente) provida de espinhos [Fig. capaz de germinar em determinadas condições. com placentação. uma porção apical ou basal 165 . reproduzindo.159]. como nas samambaias. ESPINHO – formação epidérmica pontiaguda. o indivíduo que o formou. 100F. Distinguem-se das cápsulas septicidas. ESPORÓFORO – órgão que suporta (contém) os esporos. [Fig.148]. ESQUIZOCARPÁCEO – fruto formado por dois ou mais carpelos. e rostro. na maturação. ESPINHOSA – diz-se da superfície de um órgão (caule.E ESPINHENTA – provido de espinhos. ESPORO – formação geralmente unicelular e uninuclear. encontra-se geralmente no caule. [Fig. ESPIRALADO – curvado em forma de espiral mais ou menos estreita [Fig. FIGURA 160 – Espiralado.203A]. porque nestas. em unidades de dispersão. geralmente. Espinhos uncinados – no invólucro gamófilo de Xanthium strumarium L. tantas quantas são os carpelos componentes.160]. folha.

ESTAMINÓDIO – estame modificado. Ver a descrição de cada um. com a formação de valvas. se separa longitudinalmente dos demais formando um fruto parcial (mericarpo ou carpídio) unisseminado.12. composto pela antera (ant) e pelo filamento (ou filete –fi). Quando este falta diz-se que a antera é séssil. ESQUIZOCARPO – fruto simples. Nestas cápsulas a abertura dos carpelos é sempre vental. 1999): coca ou mericarpo.92].. na maturação. separa-se em duas unidades em Apiaceae (=Umbelliferae . enquanto na maioria dos esquizocarpos deiscentes a abertura é apenas apical. ESTAME – órgão masculino da flor. três em Euphorbiaceae [Fig. que só tem estames e é incapaz de produzir sementes. unidas pelo conectivo e nelas estão os microsporângios ou sacos polínicos (sc) que contêm os grãos de pólen (gp) [Fig. cremocarpídio.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA dos carpelos fica sempre unida ao receptáculo. em tantas unidades-sementes quantas são os carpelos componentes. em Poaceae (=Gramineae) é incapaz de produzir cariopses.13A. 171]. estéril e não tem a função original de produzir pólen.Fig. seco.83. indeiscente e de bi. ESTAMINADA – flor masculina. 166 . como em Poaceae (=Gramineae) no gênero Arrhenatherum. duas em Rubiaceae [Fig. Os esquizocarpos dividemse em quatro subtipos (BARROSO et al. ESTÉRIL – incapaz de produzir sementes. regmídio e samarídio. A antera (estrutura alargada) é formada pelas duas tecas (t). 109).a pluricarpelar. Cada carpelo.93] e mais de cinco unidades em Malvaceae.

que recebe os grãos de pólen e onde iniciam a germinação [Fig..Fig.162]. geralmente sem ramificações. caso típico das palmeiras. ± engrossada. FIGURA 162 – Estipe de carnaúba. apenas no ápice apresenta um tufo de folhas. que se prendem diretamente ao caule. ESTIOLADO – que sofreu estiolamento. como a carnaúba [Fig. de forma variada. ESTILETE ou ESTILO – parte do pistilo que fica entre o estigma e o ovário [Fig. persistente.E ESTERILIZAÇÃO – que foi submetido a esterilização. ESTIGMA – parte apical do pistilo. que ocorre em certos frutos (cremocarpo / carpídio . às vezes dilatada e glandulosa. . ESTIPIFORME – que parece uma estipe. quase cilíndrico. ou cilíndrica.161-et]. ESTIOLAÇÃO – ato ou efeito de alteração das plantas que vegetam em lugar escuro ou são privadas da luz e que se caracteriza pelo descoloramento e amolecimento dos tecidos que atingem um certo grau de crescimento. 167 .. ESTIPE – é um caule comprido.) Nyman ex A.W. Pimpinella anisum L. Angelica archangelica L. Ver tronco e colmo. Petroselinum crispum (Mill.. que se enfraqueceu pelo estiolamento.car) de Apiaceae (Ammi majus L.171-es]. Daucus carota L. como por exemplo o caule do mamoeiro ou a base de um fruto. Hill. cônica FIGURA 161 – Estilopódio. ESTILOPÓDIO – base do estilete (et).171-est]. como as núculas de Carex sororia Kunth.

ESTÍPULA – formação laminar (epu) existente na base dos pecíolos de algumas plantas [Fig. desenvolve eixos caulinares que rastejam sobre o solo e que. etc. e Fimbristylis dichotoma (L. respectivamente [Fig. Clarke [Fig.164-eh]. ESTIPITADO – como a base da núcula de Bulbostylis capillaris (L. formam gemas e nesse ponto pode haver a formação de uma nova planta. mas elas podem concrescer formando uma peça única. a qual por sua vez pode desenvolver um novo estolho. Estolão hipogeu – é subterrâneo. geralmente longitudinal. FIGURA 164 – Estolão hipogeu.) C.184]. 168 .172A-epu.B.. ocorre no pecíolo do brinco-de-princesa (Hibiscus rosa-sinensis L. de espaço em espaço. geralmente há duas em cada folha. pode também ocorrer o concrescimento de estípulas de folhas vizinhas.163].239C-D-E-G]. ESTOLÃO ou ESTOLHO – a planta. FIGURA 163 – Estolão epigeu do morangueiro. com raízes e folhas em roseta. ESTRIA – proeminência. como no morangueiro [Fig. mas produz na extremidade tubérculos (batatinhas). bulbos (trevo).239A]. [Fig. mais raro. ESTIPULADA – provido de estípulas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Cyperus esculentus L. é denominado de estolão epigeu. Cyperus rotundus L. – Malvaceae). como linhas finas (menores do que costelas).) Vahl. não origina ramos nas raízes. ESTOLONÍFERO – que tem estolão. ao crescer.

(Papaveraceae – Fig. coleóptilo.E ESTRIADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. ESTRUTURA TORCIDA – estrutura da plântula. 309]. ESTRIGOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. coleóptilo.-Hil. epicótilo ou mesocótilo. epicótilo ou mesocótilo. que em vez de ser reta na sua porção terminal. ESTROFÍOLO – tipo de arilo. fruto ou semente) que se apresenta revestida por agudos pêlos.308-etr. ESTRUTURAS ESSENCIAIS – estruturas do embrião indispensáveis para a produção de uma plântula normal. (Violaceae) e em Fabaceae [Fig. que se forma a partir do funículo e visível como pequeno intumescimento sobre a rafe. forma uma laçada.27I-etr). que se torce ao redor do próprio 169 . rígidos e adpressos [Fig. Viola odorata L. fruto ou semente) que está marcado com finas linhas longitudinais [Fig. excrescência carnosa (etr) da semente. 204D]. como o hipocótilo. ESTROBOLIFORME – em forma de cone ou de estróbilo (estrutura florífera e depois frutífera das Coníferas). como no gêneros Chelidonium majus L. como em Talauma ovata A. ESTRUTURA COM LAÇADA – estrutura da plântula. Aguns autores usam esse termo como sinônimo de híspido.295F]. St. como o hipocótilo. Receptáculo estrobiliforme – quando os frutículos se encontram dispostos sobre um receptáculo cônico.

313A).16T].313H]. Allamanda (Apocynaceae . Violaceae [Fig.Fig.St. EXCISA(O) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. como tubérculos ou verrugas. (Clethraceae . formando um laço ou um círculo ao invés de ser mais ou menos reto. fruto ou semente) apresenta elevações.313J).Fig.Fig.-Hil. como as valvas dos frutos de Eucalyptus. (Magnoliaceae .Fig. et al. como a ala circundante das sementes de espécies de Bignoniaceae [Fig. semente ou embrião) apresenta uma incisão curta [Fig. (Solanaceae . (Rubiaceae Fig. Fracamente torcida – quando a torção faz uma volta completa ao redor de um longo trecho da estrutura. – abreviatura do latim et alii (e outros).313C).Fig. Coutarea sp. Clethra sp. EXERTA – que se expõe para fora de um órgão.Fig. EXÊNTRICO(A) – fora do centro.313B).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA eixo de alongamento. Ver tuberculada. Greville sp. 170 . EXCRESCÊNCIA – diz-se quando a superfície de um órgão (folha.313G) e Campsiandra sp. (Proteaceae .313F).313D). (Fabaceae-Papilionoideae . fruto. Sessea sp.313I] Magonia pubescens A. Fortemente torcida – quando a torção faz uma volta completa ao redor de um pequeno trecho da estrutura.

35. EXÓTICA – planta estranha a região (não nativa). 123. termo mais usado. como espóros exógenos. EXSUDAÇÃO – fenômeno que libera substâncias líquidas por qualquer órgão da planta. 171 . o mesmo que escasso. EXÓGENO – que é produzido ou desenvolvido na periferia de outro órgão. em direção oposta ao eixo. 325]. EXOCARPO – o mesmo que epicarpo [Fig. 94. EXTRORSO – voltado para fora. o mesmo que retrorso.E EXÍGUO – pequeno e estreito. de pequenas proporções.

172 .

.

sem ou com cálice pentâmero ou parte dele aderida a base. fruto ou semente). FALCADO ou FALCIFORME – em forma de foice.100K]. Ver semente [Fig. geralmente variegado ou mosqueado de castanho ou cinzaprateado.0-4. com três faces levemente convexas e iguais na largura. com 5-6mm de comprimento por (2. às vezes. ângulos ± agudos e. glabro. FABACEAE – nome válido para a família Leguminosae. curvo.165]. FACE – lado superior (ventral ou adaxial) ou inferior (dorsal ou abaxial) de um órgão (folha. FIGURA 165 – Face (lado) dorsal e ventral.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA f. linear e deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula em um sulco do endosperma (en) farináceo e duro. 309]. Mimosoideae e Papilionoideae. de coloração castanho-amarelada-clara a preta. Fagopyrum esculentum Moench – núcula largo-ovalada em contorno. branco ou rosado e mais longo do que o comprimento da núcula [Fig. em relação ao eixo onde se prende [Fig. liso e de brilhante (quando nova) a fosco (quando velha). As sementes dessas subfamílias também diferem. – em taxonomia: abreviatuara de forma.6-)3. apresenta as subfamílias: Caesalpinioideae. cálice pentâmero (prg) glabro. afila gradativamente para um ápice agudo e abuptamente para uma base obtuso-pedicelada. 307.306. trígona e achatado-triangular em seção transversal. pericarpo crustáceo. conspicuamente alados. 241A-B-C]. embrião (em) periférico. 174 . A unidade-semente é a núcula. legume falciforme. 308.0mm de largura e espessura. plano e recurvado do meio para o ápice [Fig.

241D-E-F]. FARINOSA ou FARINÁCEA – diz-se da superfície de um órgão que se apresenta coberta com substância branca. Por exmplo: Faba é o gênero típico da família Fabaceae.0)-2. Para os vegetais acrescenta-se ao radical do gênero típico a terminação aceae (em português áceas). Poa é o gênero típico da família Poaceae. cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si. séssil.0)mm de largura. FANERÓGAMA – designa qualquer planta que tem órgãos sexuais aparentes. curvo. com 3-4mm de comprimento por (2. com ápice pontiagudo. Aster é o gênero típico da família Asteraceae. estramíneo. levemente côncavas (núcula imatura) e plana (núcula madura). preta e escabrosa. 175 .188]. sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base. com três faces iguais na largura.) A. FANEROCOTILEDONAR – ver germinação fanerocotiledonar [Fig.5(-3. embrião (em) periférico. Löve (=Polygonum convolvulus L. denso-piloso e tão longo quanto o comprimento da núcula [Fig.) – núcula trígona. superfície das faces opaca. lisos. espatulado e deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula.F Fallopia convolvulus (L. FARINHOSO – com textura semelhante a farinha. grande grupo do reino vegetal que inclui todas as plantas que produzem flores. lustrosos e pretos. ângulos arredondados. por diminutas asperezas alongadas. A unidade-semente é a núcula. FAMÍLIA – em taxonomia: compreende um grupo de gêneros semelhantes entre si (affins) quanto ao aspecto geral e caracteres morfológicos. base arredondada.

176 . como a folha da batata-doce (Ipomoea batatas Lam. fruto ou semente) que apresenta favos (conjunto de alvéolos .194). FAVÉOLA – pequena depressão (alvéolo). têrmo usado erroneamente como sinônimo de invólucrode-brácteas. até cerca da ½ da lâmina [Fig. FENDA – termo usado como sinônimo de sulco. FASCÍCULO – refere-se a pequenos grupos de folhas. FEIXE – diz-se do cojunto de elementos do tecido vascular ou de fibras.).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FASCICULADO(A) – diz-se de certas folhas e inflorescências que se encontram agrupadas em pequenos feixes.297-fv]. [Fig. FAVEOLADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. FAVA – termo muitas vezes usado incorretamente como sinônimo de legume ou vagem em Fabaceae.Fig.252A]. FENDIDO – quando as margens de uma folha são profundamente sulcadas. raízes. no caso de raizes referese a raizes adventícias. dividido em gomos e revestido de pêlos sucosos (favos) na porção interna. lima e limão. flores e estames.Fig 295C. o mesmo que faviforme e alveolada FAVOS – no hesperídio (fruto bacóide) o endocarpo é membranáceo. do gênero Citrus (Rutaceae . como nos frutos da laranja. – Convolvulaceae).

oposto de estéril. de coloração cinzaamarelada a palha-amarelado. a inferior 1-nervada e a superior 3-nervada.166 a 169]. multifloras (unidade-semente múltipla).) – espiguetas lanceoladas. Na definição de semente pura.8mm na maior largura (abaixo da porção mediana) e 1.0-1. A unidade-semente é o antécio fértil. Seguem as características diferenciais das espécies de Festuca: Festuca arundinacea Schreb. antécios (lemas e páleas) com 1-2mm de comprimento e que se desarticulam quando maduros. em geral mais escura do que Festuca pratensis.4-1. (=Festuca elatior L. com glumas (inferior e superior) basais persistentes.F FENÓTIPO – organismo de um ser vivo considerado em relação aos caracteres apreciáveis com o uso dos sentidos. antécio fértil de 6-9mm de FIGURA 166 – Festuca arundinacea (A) e Lolium multiflorum (B): antécio fértil lado ventral.5 mm de espessura. especialmente em direção ao ápice e esparsa entre as nervuras. sem carena e atenuada numa arista ou às vezes miudamente bífida ou as vezes sem arista [Fig. afila-se uniformemente para a base e para um ápice pontudo. com arista ausente. Festuca – espiguetas comprimidas. glumas lanceoladas. FÉRTIL – capaz de produzir sementes. comprimento por 1. com nervura mediana inconspícua e as outras conspícuas. 5-nervadas. longo-agudas. pálea 177 . grosseiramente granulosa-escabrosa ao longo das margens (fortemente encurvadas) e nas nervuras. com 5-nervuras. subagudas. lema fértil (lf) convexa. ápice em geral mais escuro (amarromzado). lema fértil (lf) lanceolada ou elíptica. quando se fala em antécio de Poaceae (=Gramineae) significa que encerra uma cariopse.

168D-D’. 168A. B. não adpresso a pálea. no ápice e glabras na base. lado dorso convexo e ventral com largo sulco profundo [Fig. C.167D-D’. rubra.F.6-1. arundinacea.0mm de comprimento.F.0-1. com 1.5mm de largura e 1mm de espessura. de 2. arista ( as ) com cerca de 1/ 5 do comprimento da lema ou às vezes ½ ou mais. E. por 1.0mm de comprimento. D-D’. deixando visível somente uma estreita faixa da pálea. cariopse (cap) de coloração castanho-preta. esparsopubescente. rubra.F.F.7(-0.Vulpia myurus.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA fértil (pf) com largo sulco raso na base. segmento da ráquila ( seg ) cilíndrico. calo largotransversal. granulosa e fosca. arundinacea. 167A. cariopse (cap) obovada. acima do término da cariopse e no ⅓ superior com curtos dentículos.F. levemente encurvado e não adpresso a pálea ou apenas ligeiramente. esparso-pubescentes FIGURA 167 – Festuca e Vulpia (antécio fértil ventral): A.5mm de largura e espessura [Fig. C.0mm por 0. concrescida com a pálea fértil. 169A]. segmento da ráquila (seg) cilíndrico e ápice expandido em disco.5-6.Vulpia myurus. – antécio fértil lanceolada ou estreito-elíptica. de coloração castanho-amarelada a castanho-acinzentada. concrescida com o antécio (difícil de ser separada) . muito FIGURA 168 – Festuca e Vulpia (antécio fértil dorsal): A. D-D’. ovina. pratensis.F. lema fértil ( lf ) sem nervuras e margem encurvada sobre a pálea. com ápice coprimido.0mm de largura e (0.166A. levemente lustrosas e com profundo sulco em forma de ‘V’. s.8-1. carenas da pálea convergem abruptamente.5-0.F. de coloração castanha. lema e pálea do mesmo comprimento (que depende variedade. com ápice horizontal e expandido em disco..8)mm de espessura) . 178 . ápice arredondado e base obtusa. de 2. frequentemente com reentrância na margem superior.F.l. de 0. com 3-4mm de comprimento. ovina.5-2.0mm de comprimento por 0. 169 D-D’]. E. pratensis. Festuca ovina L. B.4-)0.

rubra. de coloração esbranquiçada a cinza-amarelada. de coloração cinza-amarelada a castanho-amarelada.Vulpia myurus.F Festuca pratensis Huds. com profundo sulco em forma de ‘V’.l. 169C]. lema fértil (lf) convexa e um pouco quilhada. segmento da ráquila (seg) de cilíndrico a levemente quadrangular.167B. nervuras laterais sempre incosnpícuas. um pouco encurvado.F.0mm de espessura. E.6-0. deixando visível somente uma estreita faixa da pálea. nervura mediana conspícua.2-1. arista (as) até 2mm de comprimento ou ausente. com 4-6mm de comprimento por 0. lisa. 168B.F.53. cerca de 2mm de comprimento.5-0.5 mm de largura e 0.F. mais largo na região mediana.F. com nervuras laterais inconspícuas e próximas ao ápice conspícuas. com ápice arredondado e base pontuda. arundinacea.8-1. lema fértil (lf) convexa. s. carenas da pálea fértil (pf) 179 . arista ausente.8mm de comprimento (pelo menos 2mm mais curta do que o antécio) por 1.2mm de largura e 0. C.6mm de largura e 0. muito concrescida com a pálea (difícil de ser separada). pálea fértil (pf) largo sulcada e lustrosa. amarelopalha com manchas avermalhadas. de 5-7mm de comprimento por 1.. non L. cariopse (cap) de coloração castanha a castanho-preta. calo frequentemente com reentrância na margem superior. de 3. glabra e lisa. (=Festuca elatior auct.2-1. afastado da pálea e ápice expandido em disco. afilando-se uniformemente para a base e para um ápice pontudo. Festuca rubra L. FIGURA 169 – Festuca e Vulpia (antécio fértil vista lateral): A. lado dorsal convexo e ventral largosulcado [Fig. com largo e raso sulco basalventral. com curta e esparsa pubescência no ápice e nas margens.8-1..8mm de espessura. Amer. margens encurvadas e esparso-escabroso no ápice.8mm de espessura. D-D’. ápice longo acuminado. B.) – antécio fértil de estreito-elíptica a estreito-lanceolada. pratensis. – antécio fértil de estreito-lanceolado a elíptica. ovina.

envoltas parcial ou inteiramente por um mesocarpo (me) ± carnoso ou lenhoso.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA convergem gradativamente em direção ao ápice onde apresenta curtos dentículos. segmento da ráquila (seg) cilíndrico. Bursera [Fig. mas as sementes permanecem encerradas em estruturas indeiscentes. concrescida com o antécio. cujo exocarpo coriáceo. com ápice arredondado e base pontuda. O fruto se separa em 3-valvas (Protium sp. conforme o número de carpelos que participaram na formação do filotrimídio. cariopse (cap) de coloração castanha a castanho-preta.Fig. FILOTRIMÍDIO – fruto drupóide. com ápice horizontal e expandido em disco.) e em 4-valvas (Tetragastris sp. lado dorsal convexo e ventral sulcado [Fig. de 4mm de comprimento por 1mm de largura e 0.170A-B-C-D] e Tetragastris (Burseraceae) e Joannesia (Euphorbiaceae). FILIFORME – diz-se de um órgão vegetal que é longo e fino como um fio. ou frequentemente quebradiço ou crasso. Os pirênios podem se apresentar divididos em lóculos (lo). FILOGENÉTICO – relativo a filogenia. o endocarpo (pirênio – pir). como os estiletes de muitas espécies.12. FILOGENIA – relação entre organismos com base na sua história evolutiva. 169C]. de 1-2mm de comprimento.5mm de espessura. se separa na maturação em 1-3 valvas (va).170E). ou separados em dois ou mais. como nos gêneros Aguiaria (Bombacaceae . FILETE ou FILAMENTO – haste que sustenta a antera [Fig. reto e afastado da pálea. 168C.170F-G].167C.). liso. 13A]. Protium [Fig. 180 .

F

FIGURA 170 – Filotrimídios: Protium sp.: A- fruto, B- fruto no início da separação das valvas, C- pirênio separando-se da valva; D- pirênio ovóide; E- Aguiaria sp. (Fonte: Barroso et al., 1999); Bursera sp: F- fruto íntegro, G- pirênio com mesocarpo carnoso.

FIMBRIADO(A) – diz-se da superfície, de órgãos laminares, que apresenta a margem finamente recortado; o mesmo que franjada. Fimbristylis dichotoma (L.) Vahl – núcula ovalada, biconvexa, com 1,01,2mm de comprimento por (0,8)0,9-1,0mm de largura ou 1,0mm de diâmetro, de coloração ebúrnea ou castanho-clara, lustrosa, com ápice arredondado-truncado, muitas vezes com estilete bífido, fimbriadociliado [Fig.239H] e de base buldosa (persistente); base da núcula atenuada, estipiforme, geralmente com engrossamento mais escuro e inserção arredondada; superfície com 7-8 costelas conspícuas nas

181

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

faces e uma no bordo, transversalmente estriada e que dão a núcula o aspecto de costada-reticulada, com interespaços grandes e profundos [Fig.239G-G’]. A unidade-semente é a núcula (com ou sem o estilete). FISTULOSO – provido de cavidade central alongada, oco e cilíndrico; caule fistuloso. FITOTÓXICO – nocivo à planta ou à plântula. FLOCOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que se apresenta revestida por densos pêlos adpressos, em manchas ou em tufos [Fig.204E].
FIGURA 171 – Flor (diagrama completo): A- detalhe do saco embrionário.

FLOR – elemento reprodutivo dos vegetais superiores (Fanerógamas), formado pelos verticílios protetores (cálice e corola), mais ou menos vistoso e dos verticílios reprodutores (androceu e gineceu); a forma, a organização e a coloração são extremamente variáveis [Fig.171]. FLÓSCULO – pequena flor; cada uma das flores do capítulo de uma Asteraceae (=Compositae). Flósculo-múltiplo – flósculos ligados a um mesmo pedúnculo e que em conjunto constituem uma flor composta. FLUTUANTE – que fica sobre a superfície da água. Foeniculum vulgare Mill. – cremocarpo formado por dois carpídios oblongoelípticos, glabros, de 3,5-10,0mm de comprimento por (1,5-) 2,0-3,0mm de largura e 1,0-2,0mm de espessura, lado dorsal com cinco conspícuas

182

F

costelas longitudinais amaledo-esverdeadas a cinza-esverdeadas e entre elas os tubos oleíferos escuros; lado ventral (da comissura) plano e na margem amarelo-clara a esverdeada; frequentemente os dois carpídios permanecem aderidos mesmo depois do beneficiamento [109Fig.U-V]. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. FOLHA – órgão lateral que nasce sobre o eixo principal (caule – cau) ou
FIGURA 172 – Folhas: A- limbo com estípula e pecíolo; B- limbo com pecíolo alado; C- limbo com pecíolo, ócrea, caule e nó; Dlimbo com pecíolo e bainha.

sobre seus ramos e tem crecimento limitado; é em geral laminar, verde e tem como principal função a fotossíntese; é formado pelo limbo
(lâmina – l), pecíolo (pe), bainha (bai) e estípulas (epu) [Fig.172];

qualquer dessas partes pode faltar, menos freqüente é a ausência do limbo; as folhas variam muito quanto ao aspecto (contorno – Fig.102, 103] de suas partes, bem como quanto as margens [Fig.110], ao indumento da superfície [Fig.203, 204], nervação, etc.; em alguns casos a folha tem crescimento indeterminado. Folha simples – quando o limbo não se apresenta dividido em folíolos;

FIGURA 173 – Folha adunada de barbasco.

como a folha do café e batata-doce. Follha composta – quando o limbo se apresenta dividida em folíolos; como a folha do feijão e da paineira. Folha adunada – são folhas opostas, sésseis, soldadas pelas bases, aparentando ser perfurada pelo caule [Fig.173]; como as de
barbasco (Buddleia brasiliensis Jacq. ex Spreng. – Loganiaceae).

Folha perfoliada – quando as duas metades da base do limbo se
FIGURA 174 – Folha perfoliada de Specularia sp.

desenvolvem circundando o caule, de modo queesse parece estar atravessando o limbo [Fig.174]; como a folha de Specularia sp.

183

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Folhas rosuladas – ver rosulada [Fig.175A]. Folhas verticiladas – ver vertcilada [Fig.175B]. FOLHAS COTILEDONARES – são os cotilédones que no fim da germinação fanerocotiledonar saem do tegumento da semente, liberam a lâmina foliar e são os primeiros órgãos fotossintetizadores da plântula e
FIGURA 175 – Folhas: A- rosuladas da falsa-tiririca; B- verticiladas da espirradeira.

recebem a denominação de paracotilédones [Fig.188]. Elas podem ser inteiras ou lobadas (ápice com recorte não muito profundo), ou bipartiadas (com incisão apical que se extende por quase todo o comprimento, dividindo-o em duas partes, mas que permanecem unidas pela base, como as folhas cotiledonares de Ipomoea ramosissima (Poir.) Choisy e Ipomoea triloba L. - Fig.176). FOLHA PRIMÁRIA ou FOLHA PRIMORDIAL – são diferentes das folhas definitivas; na germinação de sementes é a primeira folha ou o primeiro par de folhas (eófilos) que se desenvolvem logo após os cotilédones.

FIGURA 176 – Folhas cotiledonares de Ipomoea: A-B- I. triloba, C- I. ramosissima.

Uma folha primária ocorre em plântulas com folhas alternas, como no gênero Pisum (Fabaceae-Papilionoideae); o primeiro par de folhas primárias ocorre nas plântulas com folhas opostas, como no gênero Phaseolus (Fabaceae-Papilionoideae - Fig.186). FOLIÁCEO – que tem textura e forma de folha. FOLÍCULO – fruto oblongo, simples, seco, deiscente, de cartáceo a coriáceo, com margens espessadas ou não, uni- ou multisseminado, que se abre pela sutura (fenda) longitudinal (bordo ventral ou bordo dorsal) do único carpelo de que é formado e com sementes aladas ou

FIGURA 177 – Folículo.

não [Fig.177]. As sementes se encontram inseridas no mesmo bordo

184

F

da deiscência. Folículo unisseminado em Macadamia (Proteaceae) e com mais de uma semente em Delphinium (Ranunculaceae), Aspidosperma polyneuron Müll. Arg. (Apocynaceae), Grevillea (Proteaceae - Fig.178A-A'-B); Senna alata (L.) Roxb., Dioclea, Indigofera, Mucuna, Pseudopiptadenia [Fig.170E] e Sesbania (Fabaceae =Leguminosae -Papilionoideae), Brachychiton e Pterygota (Sterculiaceae - Fig.178CD). Ver cápsula folicular. Folículo moniliforme – em Anadenanthera (Fabaceae-Mimosoideae). FOLIOLADO(A) – que tem folíolos. FOLÍOLO – a menor divisão de uma folha composta [Fig.257]; o mesmo que pina. FRANJADO – o mesmo que fimbriado.
FIGURA 178 – Folículos: Grevillea banksii – A- fruto fechado; A’- continuação do estilete de A; B- deiscência do fruto e sementes aladas no interior; deiscência dos frutos e no interior as sementes: C- Brachychiton sp.; D- Pterygota sp.; E- Pseudopiptadenia sp. Fonte C-D: Barroso et al. (1999).

FRUTA – qualquer fruto comestível. FRUTÍFERO – que produz frutos. FRUTIFICAÇÃO – ato de produzir frutos. FRUTO – ovário fecundado e desenvolvido, com ou sem semente. Podese definir também o fruto como um órgão formado por um ou mais ovários desenvolvidos, aos quais podem se associar, intimamente, outras estruturas acessórias. Quanto a origem o fruto pode ser simples, composto ou múltiplo; quanto ao pericarpo pode ser seco ou carnoso e quanto a abertura deiscente ou indeiscente:

185

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Frutos simples – originados de um só ovário, de uma flor, e são formados por um ou mais carpelos, são deiscentes ou indeiscentes. Frutos secos – aqueles que na maturação tem pericarpo seco, não carnoso. Frutos secos deiscentes – que se abrem na maturação: cápsula
(formada por dois ou + carpelos e com diferentes tipos de deiscência),

folículo (formado por um carpelo e se abre pela sutura do único
carpelo de que é formado), legume (formado por um carpelo e se abre longitudinalmente ao longo da sutura ventral (bordos de união dos carpelos) e da nervura mediana (principal) do único carpelo de que é formado), lomento (com constrições entre as sementes, se fragmenta transversalmente, na maturação, em segmentos (artículos) unissemi-nados, deiscentes ou indeiscentes), silícola e

síliqua (formadas por dois carpelos e ao se abrir, a partir da base,
deixa persistente um septo mediano (replum), onde se inserem as sementes). Ver a descrição de cada um.

Frutos secos indeiscentes – aquênio (com uma semente ligada
a parede do fruto (pericarpo) em um único ponto), bolota (tipo

de núcula envolvida na base por uma cúpula, formada pelo receptáculo ou pelo cálice persistente), carcerulídio (formado
por dois carpelos, que se separam na maturação em dois carpídios ou mericarpos unisseminados e que correspondem à metade de uma folha carpelar), cariopse (ligada a parede do fruto em toda a extensão),

craspédio (se fragmenta transversalmente em segmentos (artículos)
unisseminados e que, após a queda, fica preso ao pedúnculo, uma armação (replum), formado pela sutura e pela nervura do único carpelo),

186

F

esquizocarpo (bi- ou pluricarpelar, cada carpelo, na maturação, se
separa longitudinalmente dos demais formando um fruto parcial (mericarpo ou carpídio) unisseminado), núcula (formado por 1-2-carpelos, com uma semente presa na base da parede do fruto e pericarpo não soldado ao tegumento; alguns autores usam o termo noz), sâmara (em geral uma semente, com núcleo seminífero aliforme) e utrículo (resulta da soldadura dos bordos de uma gluma secundária (bráctea) e forma uma estrutura fechada, saciforme, ovóide-comprimida, com abertura apical ou subapical e que envolvem uma núcula de textura paleácea, coriácea). Ver a descrição de cada um.

Fruto carnoso – com pericarpo de tecido suculento (aquoso e
parenquimatoso); como o anfissarcídio (com pericarpo carnoso, uma cavidade central, sem lóculos individualizados e cheia de sementes, envoltas por uma polpa (endocarpo) carnosa), balausta (com carpelos dispostos em dois estratos, pericarpo carnoso-coriáceo e amarelo-avermelhado, internamente dividido em cavidades, endocarpo fino, onde se alojam as numerosas sementes, sarcotesta translúcida, mesotesta esclerótica), drupa (nitidamente diferenciado em exocarpo fino, mesocarpo carnoso e endocarpo (pirênio) duro e concrescido com o tegumento membranáceo; com um único pirênio central grande, lenhoso, esclerosado ou pergaminhoso), hesperídio (formado por vários carpelos, nos quais não houve uma perfeita sincarpia das porções mais internas; exocarpo mais ou menos delgado e cheio de glândulas, mesocarpo branco-esponjoso e endocarpo membranáceo, dividido em gomos, revestidos de favos (pêlos sucosos) na porção interna) e

solanídio (formado de um ovário simples ou composto, com pericarpo
carnoso, com dois ou mais lóculos e cavidade central cheia de polpa carnosa). Ver a descrição de cada um.

187

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Frutos compostos – formados por um ou mais ovários fecundados e desenvolvidos, aos quais se podem associar intimamente outras estruturas acessórias; são frequentemente também designados por alguns autores como falsos-frutos; ocorre em Coussapoa sp. e Brosimum sp. (Moraceae) [Fig.179]. No abacaxi (Ananas – Bromeliaceae – Fig.280A) a infrutescência rodeia um eixo que se torna carnoso e carrega numerosas flores que depois se transformam em frutos, que são os “olhos do abacaxi” e acima da infrutescência o eixo continua seu desenvolvimento vegetativo. Frutos múltiplos – originado de vários ovários, de flores distintas e que se agrupam em uma infrutescência. Cada ovário dá origem a um aquênio, núcula, drupa ou folículo. Os frutícolos se encontram assentados sobre um receptáculo comum, plano em Annonaceae nos gêneros Bacageopsis (1-6-frutícolos globosos,
FIGURA 179 – Frutos compostos (frc): Coussapoa sp.: A- frc, B- frutículo isolado; Brosimum sp.: C- frc, D- porção rompida do receptáculo mostrando a posição da núcula. Fonte: Barroso et al. (1999).

subsésseis e indeiscentes) e Pseudoxandra (6-10-frutícolos globosos e curto-estipitados) – Fig.180A-B; ou globoso em Rolliniopsis (frutícolos indeiscentes) – Fig.180C; ou cupuliforme em Mollinedia (Monimiaceae – Fig.180I) ou alongado e cilíndrico em Magonia champaca (L.) Baill. ex Pierre (= Michelia champaca L. - frutícolos deiscentes e mujltisseminados – Magnoliaceae – Fig.180H-H’), ou ovóide em Talauma ovata A. St.-Hil. (frutículos deiscentes – Magnoliaceae) ou receptáculo urceolado (Rosa). Em Xylopia frutículos oblongos, deiscentes e semente com arilóide e em Unonopsis os frutícolos indeiscentes estão dispostos em cachos axilares (Annonaceae – Fig.180E-D-D’); em Doliocarpus grandiflorus Eichler - fruto globoso, apiculado, denso-piloso, deiscente e que na maturação se divide em duas partes, unidas na base, em cada uma delas se prende apicalmente uma semente

188

316). E.Doliocarpus grandiflorus.Pseudoxandra sp. Tetracera sp.181]. alguns levemente uncinados.semente com arilo laciniado ou franjado. H’.frm. FIGURA 180 – Frutos múltiplos (frm): A. como em Clematis dioica L. F.fru deiscente com numerosas sementes sésseis. depois de fecundada. mostrando a posição das das sementes.180B].Rolliniopsis sp. com cinco fru fechados.: D. (1999). D’.fru fechados dispostos no receptáculo estrobiliforme alongado. [Fig. – fru dispostos no receptáculo cupuliforme. C. Em morango (Fragaria) e amora o receptáculo da flor. se desenvolve e forma a parte carnosa e comestível. enquanto os frutos (núculas) muito pequenos se inserem na superfície do receptáculo [Fig. ou núculas com espinhos (espi). 189 . Fonte (exceto H-H’): Barroso et al. Em Ranunculaceae o fruto múltiplo é formado por diversas núculas (nu) com estilete (rostro – ro) plumoso no ápice. I. B.: G.. G’.180F-G-G’) Outro fruto múltiplo é o sicônio como em Ficus (Moraceae – Fig.Xylopia sp.Mollinedia sp.frm formado por folículos.F com arilo branco e em Tetracera com 4-frutícolos unisseminados (Dilleniaceae – Fig.Bacageopsis matogrossensis. como em Ranunculus sp.frutícolo (fru) isolado com parede rompida. Unonopsis sp. Magnolia champaca: H.

101I].frm. sem raízes e cujas células (hifas) são desprovidas de cloroplastos e de paredes não celulósicas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Fruto monospérmico – com uma só semente. desenvolvido e abriga uma única semente. bolota que ocorre em Juniperus (Cupressaceae) e Taxus (Taxaceae). Ranunculus sp. Raphanus raphanistrum L. D.núcula com espinhos. Fruto monocárpico – formado de um gineceu unicarpelar. FULVO – de coloração amarelo-tostada ou pardo-avermelhada. Fruto-semente – ovário fecundado. saprófito ou parasita. cilíndrico e uma extremidade arredondada. FUNGO – organismo vegetal heterotrófico.núcula com estilete (ro). pedaços unisseminados de frutos multisseminados (lomento). Fruto sincárpico – formado de um gineceu gamocarpelar. sem tecido de sustentação ou condutor diferenciado. Fruto dispérmico – com duas sementes. Desmodium e Ornithopus (Fabaceae−Papilionoideae). Ocorre em Aeschynomene. convexa e alargada [Fig. FIGURA 181 – Frutos múltiplos (frm): Clematis dioica – A. – C. pedaços da síliquas articuladas. Fruto apocárpico – formado de um gineceu dialicarpelar. (Brassicaceae =Cruciferae). B.frm. 190 . Fruto polispérmico – com várias sementes. FUNGIFORME – com forma de fungo. Fruto trispérmico – com três sementes.

alvo-amarelada. Gustavia angusta L. 191 .101I]. como em Carica papaya L. FUSIFORME – em forma mais ou menos cilíndrica na porção central e que se afila para as extremidades. é o mesmo que tronco. (Mulluginaceae – Fig.27G) e em muitas espécies do gênero Acacia (Acacia longifolia FIGURA 182 – Funículo de Urena lobata.F FUNÍCULO – filamento (f) pelo qual o óvulo (ov) [Fig. 246 a 250. Urena lobata L. como as raizes do rábano [Fig. FUSTE – quando a planta apresenta caule lenhoso e não se ramifica na base. ou funículo longo-filiforme com formação arilóide carnosa. (Lecythidaceae).Fig. ou carnoso e colorido. (Andrews) Willd – Fig.182). (Caricaceae). na semente pode ser seco.171. como em Glinus sp.27B – Fabaceae−Mimosoideae). 297] e depois a semente se ligam à placenta ou à parede do ovário (ova) e mais tarde ao fruto. como nas sementes de Malvaceae. (Malvaceae .

192 .

.

que termina produzindo gametas (células sexuais) em Coníferae (Gimnospermas). das plantas. em forma de gancho (uncinado).183] e do maracujazeiro [Fig. Ver invólucro-gamófilo e invólucro-de-cerdas.) se apresentam soldadas. ± filamentoso. a fase que alterna com o gametófito é o esporófito (que produz esporos) . quando as peças que a compõem (brácteas. GAMOSÉPALA – ver cálice gamosépalo. GAMETÓFITO – fase sexuada na geração. produzida pelo ataque de insetos. sépalas. de uma folha. concrescidas. 194 . pétalas. coesas. GAVINHA – órgão de fixação de certas plantas trepadeiras. GANCHUDO − com a extremidade de um órgão mais ou menos recurvada. que resulta da modificação de um caule. Gametófito feminino – forma-se antes da fertilização e seu núcleo é haplóide (possui n cromossomas) e produz arquegônios. etc.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA GALHA – intumescência de qualquer parte de um vegetal. como as gavinhas da videira [Fig.184]. mais raramente de uma raiz. fungos e/ou bactérias. FIGURA 183 – Gavinha da videira. FIGURA 184 – Gavinha do maracujazeiro. GAMÓFILO – termo usado para qualquer estrutura de natureza foliar. nematóides. espiralado. com que as trepadeiras se fixam aos ramos de outras plantas ou a suportes cilíndricos. GAMOPÉTALA – ver corola gamopétala.

GENICULADO(A) – dobrado ou curvado abruptamente em ângulo (reto ou quase). Ver anemocoria.200] e em outras espécies de Poaceae (=Gramineae). os catáfilos. não se desenvolve [Fig.G GEMA – rudimento de uma nova estrutura. isto é. hidrocoria. isto é. com forma de joelho. GEOTROPISMO – tipo de curvatura de órgãos da planta em resposta à ação da gravidade. após a fecundação os pedúnculos enterram no solo seus frutos. autocoria. ornitocoria e zoocoria.31. habitualmente formada na axila de uma folha e pode dar origem a ramos e folhas (gemas vegetativas) ou flores (gemas florais). GEOCARPIA – quando a dispersão de diásporos é feita pelos pedúnculos. Gema axilar ou lateral – geralmente formada na axila de uma folha e muitas vezes está protegida pelos catáfilos e também permanece dormente.88A186-gea. como nas aristas dos gêneros Avena [Fig. GÊNERO – unidade taxonômica usada no sistema de classificação botânica e é formada por uma ou mais espécies com características semelhantes (afins). 195 . Os gêneros congregam-se em famílias. Gema apical ou terminal – é o ponto vegetativo [Fig. antropocoria. localizada entre os cotilédones ou entre seus pecíolos e muitas vezes está protegida por várias folhas. como no amendoim. tecido de crescimento (meristema).183]. ± diferenciadas. em Hyparrhenia rufa [Fig. 30.28].32] e Arrhenatherum [Fig. 188bv] responsável pelo desenvolvimento da parte aérea. onde amadurecem.

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Geotropismo negativo – crescimento para cima. – regmídio formado por cinco mericarpos oblanceolados. ± torcido (quanto + seca + espiralada.01.semente. parecendo um sacarrolha) da esquerda para a direita.plântula com cotilédones + catáfilos. ou finamente reticulada. FIGURA 186 – Germinação epígea de feijão. pode ser glabra. Helianthus (Asteraceae =Compositae). ou finamente rugosa [Fig. Geranium sp. Germinação epígea – é a germinação na qual os cotilédones e a gema apical são elevados acima do solo pelo alongamento do hipocótilo.5)mm de comprimento por 1.Fig. mamona (Euphorbiaceae).5(-1. como a parte aérea normal. semente FIGURA 185 – Germinação de Coniferae: A. D. Phaseolus (Fabaceae =Leguminosae .5(-3. reto ou levemente encurvado.seção longitudinal da semente. como as raízes. trigo-sarraceno (Fagopyron esculentum Moench – Polygonaceae) e pêssego (Prunus persica (L. superfície (dependendo da espécie) varia do castanho-amarelado ou avermelhado ao castanho-escuro.8)mm de largura e espessura. raro o mericarpo.186).2-2.290A-B]. mostrando os cotilédones. de elíptica a largo-ovalada. GERMINAÇÃO – é o ato de germinar e consiste de uma série de processos de desenvolvimento do embrião. lisa e fosca ou lustrosa e finamente faveolada. de 1.estilete) glabro ou com pêlos. que culminam com a emissão da radícula (conceito fisiológico) ou das estruturas essenciais do embrião. base com ou sem um bico (geralmente ausente quando misturado às sementes comerciais).) Batsch 196 . A unidade-semente é a semente. ápice com longo rostro (ro . Geotropismo positivo – crescimento para baixo. dando origem a uma plântula (conceito tecnológico) e que em condições favoráveis de campo originam uma planta normal. glabro ou com pêlos. como nos gêneros Allium (Alliaceae). Cinício da germinação. B.

FIGURA 187 – Germinação hipógea de milho. em Coníferae: com o início da germinação os 5-cotilédones escapam da testa [Fig.) Batsch – Rosaceae) mostrando o início da germinação até a formaçào da plântula [Fig. como o escutelo. A maioria das espécies de germinação hipógea são também criptocotiledonares.Fig.188]. Phaseolus (Fabaceae =Leguminosae) e pêssego (Prunus persica (L. Ocorre no gênero Pisum (Fabaceae =Leguminosae). (Fabaceae-Caesalpinioideae . as espécies com esse tipo de germinação são também epígeas.Fig. Germinação hipógea – é a germinação na qual os cotilédones ou uma estrutura semelhante. O eixo é elevado acima do nível do solo pelo o epicótilo. (Myrtaceae . escapam da testa e se expandem. Ex: gêneros Helianthus (Asteraceae =Compositae). Ex: Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Triticum e Zea [Fig. permanecem no solo ou na superfície do mesmo e dentro da semente. Berg) Kiaersk.Fig.185]. 197 .) Kuntze (Araucariaceae .189A).G – Rosaceae). em Campsiandra laurifolia Benth. Germinação fanerocotiledonar – é a germinação onde os cotilédones emergem do tegumento da semente. FIGURA 188 – Germinação epígea-fanerocotiledonar de Prunus persica.189B) e Araucaria angustifolia (Bert. Germinação criptocotiledonar – é a germinação onde os cotilédones não emergem do tegumento da semente e permanecem no interior do mesmo até o final do processo. as espécies com esse tipo de germinação são também hipógeas.189C). A maioria das espécies de germinação epígea são também fanerocotiledonares. Eugenia edulis (O. 187] e em Fabaceae (=Leguminosae) no gênero Pisum. como nas Dicotiledôneas ou pelo alongamento do mesocótilo em algumas Monocotiledôneas.

por exemplo em germinação e alongamento de células.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 189 – Germinação hipógea-criptocotiledonar: A. inchado em um lado. como na flor de boca-de-leão (Antirrhinum majus L. FIGURA 190 – Giba na flor de boca-de-leão. perto da base [Fig. – Scrophulariaceae). GIBERELINA – classe de hormônios de plantas envolvidos em numerosas atividades.190]. GIBA – pequena saliência em forma de carúncula.Eugenia edulis. C. B. 198 .Campsiandra laurifolia. Existem tipos intermediários ou transitórios de germinação e são propostas outras classificações. GIBOSO – provido de giba. mas essa é a que melhor caracteriza as situações.Araucaria angustifolia.

) Franco =Araucaria excelsa R. GLABÉRRIMO – diz-se da superfície que é completamente destituído de pêlos. que pode ser formado por um ou mais pistilos. 199 . Br. completamente FIGURA 191 – Ginóforo.) Kuntze). P.). semelhantes a uma pequena gota. árvore-de-natal (Araucaria heterophylla (Salisb. cada um constituído pelo ovário (ova). Pinus caribaea Morelet. GLANDULAR – se referem aos pêlos que possuem na sua extremidade pequenas bolinhas. patula Schiede ex Schltdl.G GIMNOSPERMA – divisão do reino vegetal que compreende espécies com antófitos de rudimentos seminais. é o prolongamento do eixo floral que eleva o gineceu acima do ponto de inserção dos demais elementos que formam uma flor. (Pinaceae). e P. como as espécies de pinheiro-brasileiro (Araucaria angustifolia (Bertol. ocorre em Capparaceae [Fig. sem a proteção de um verdadeiro pericarpo ou fruto. estilete (est – estilo) e estigma (es) [Fig. não protegidos por um ovário fechado e que formam sementes nuas. protuberante. & Cham.171]. elliottii Engelm. desprovida de indumento. que secreta alguma substância. GLÂNDULA – pequena célula epidérmica. GINÓFORO – pedúnculo do ovário.191]. GLABRA(O) – diz-se da superfície que não tem pêlos. pinheiro-bravo (Podocarpus lambertti Klotzsch). GINECEU – órgão feminino da flor. GLABRESCENTE – diz-se da superfície que é quase sem pêlos.

globosa e com pequenas flores mais condensadas FIGURA 192 – Glomérulo (g) do que no fascículo. provido de glândulas. Brachiaria [Fig. GLUMA – cada uma das brácteas estéreis (inferior e superior). muito contraída.11A] de Poaceae (=Gramineae).45]. Echinochloa [Fig.100H]. GLOBOSO – em forma de esfera ou de globo [Fig. que se encontram na base de cada flor (antécio) ou de uma espigueta. GLOMÉRULO – inflorescência do tipo cimosa multípara (pleiocásio).158B]. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos estrelados.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA GLANDULÍFERO – provido de glândulas. GLANDULOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. escariosas ou paleáceas que se encontarm na base de cada flor ou do antéco fértil (lema fértil e pálea fértil) [Fig. em tufos [Fig.156]. GLOQUIDIADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. 200 . Avena [Fig.192-g). 204F]. fruto da acelga e beterraba (Beta – Chenopodiaceae .125B-C] e Panicum [Fig.6A]. GLUMELA – cada uma das duas peças (lema e pálea) escamiformes.Fig. GLAUCO(A) – diz-se da superfície revestida com cerosidade verde e tonalidade ligeiramente azulada. fruto ou semente) provido com pêlos que produzem pequenas glândulas na ponta. em Poaceae (=Gramineae) como nos gêneros Alopecurus [Fig. Gluma inferior ou primeira no lado dorsal ou adaxial e gluma superior ou segunda no lado ventral ou abaxial.

ou dos microsporos germinados das Fanerógamas [Fig. GRANULADA ou GRANULAR – diz-se da superfície rugosa. 201 .46]. Dactylis [Fig. GRÃO DE PÓLEN – cada um dos microsporos produzidos pelas anteras. 225].G como em Brachiaria [Fig. o mesmo que pólen. GRÃO – termo genérico para designar a cariopse dos cereais e mais genericamente das Gramíneas. GLUTINOSO – superfície pegajosa. GUTTIFERAE – sinônimo de Clusiaceae. GLUMÉLULA – o mesmo que lodícula.116]. com pequenas elevações arredondadas. GRAMINEAE – sinônimo de Poaceae. viscosa. 167] e Lolium [Fig. Festuca e Vulpia [Fig.171]. dando a aparência de diminutos grânulos (grãos de areia) e que podem estar agrupados ou esparsos.157]. na espigueta de Oryza [Fig.224.

202 .

.

como a planta do botão-de-ouro (Galinsoga parviflora Cav. HASTE – termo geral usado para designar um caule. FIGURA 193 – Haste de Galinsoga parviflora. HALÓFITA – planta daptada a viver em ambiente com alto teor salino. planta de sol. HERBÁCEA(O) – planta desprovida de caule lenhoso e persistente. .102J].Fig.Asteraceae . que penetram no interior dos tecidos da planta hospedeira para absorver o água e alimento.193). 204 . que tem porte e textura de erva. lembra o ferro de alabarda sem farpa. pouco resistente.Fig. termo usado para designar as raizes modificadas das parasitas. ocorre em ervas e arbustos.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA HABITAT – local onde cresce uma planta.) e botão-de-ouro (Galinsoga parviflora Cav.). herbáceo ou fracamente lenhificado. HELIÓFITA – planta que só pode crescer e se reproduzir sob insolação completa.193) e da serralha (Sonchus oleraceus L.249]. com lobos basais pontiagudos e divergentes [Fig. HAUSTÓRIO – órgão sugador das plantas parasitas. HASTADO(A) – diz-se de um órgão foliáceo que tem contorno de lança. HEMÍTROPO – ver óvulo hemítropo [Fig. HÁBITO – aparência geral da planta. . região onde uma planta cresce em forma nativa. como na serralha (Sonchus oleraceus L. como a folha de Rumex pulcher L.

) FIGURA 194 – Hesperídio (seção transversal) de laranja. indeiscente. como pode ocorrer em espécies de Rumex. carnoso. radicata L. formado por vários carpelos. HETEROCARPO – frutos da mesma espécie com características morfológicas externas diferentes. com exocarpo mais ou menos delgado e cheio de glândulas. raio e aquênios heterocarpos. ocorre em certas espécies de Asteraceae (=Compositae) como Anthemis arvensis L. seca.) Fourr.). C.. Glebionis segetum (L. originado de um ovário súpero. polimorfo. que possuem tubérculos 205 .. Calendula arvensis L. mesocarpo branco-esponjoso e endocarpo membranáceo. HIDROCORIA – diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pela água. o mesmo que anomocarpo. Glebionis coronaria (L. contendo uma qunantidade variável de ácidos orgânicos. H. HESPERÍDIO – fruto bacóide. HETEROMORFO – multiforme. revestidos de favos (pêlos sucosos) na porção interna e ricos em uma solução açucarada. freqüentemente multisseminado. segetum L. Hypochaeris glabra L. e Picris echioides L.. HIALlNO – que tem aparência fina.) Cass. HETEROCARPIA – com dois tipos de frutos na mesma planta. o mesmo que flor bissexual.H HERMAFRODITA – flor que contém os órgãos masculinos (estames) e femininos (pistilo). (=C.23].). Swingle . como nos frutos da laranja (Citrus aurantiifolia (Christm. do gênero Citrus (Rutaceae). lima e limão. dividido em gomos.Fig. nos quais não houve uma perfeita sincarpia das porções mais internas. ex Spach (=Chrysanthemum coronarium L. transparente e sem coloração.194). [Fig. officinalis L. Ver disco..

hidrocoria. Nas Fabaceae (Mimosoide e Caesalpinioideae) o hilo é apical e pouco conspícuo [Fig.311].) [Fig. de forma. não saliente. onde o hilo também é apical. mancha hilar ou mancha hilaris [Fig. Nas Poaceae (=Gramineae) o hilo é visível. como uma linha mediana que é tão longa que circunda as sementes (hilo linear circundante – Fig.) Walp. Ver anemocoria.312].). nas Fabaceae–Papilionoideae é quase sempre lateral [Fig. deixada no tegumento da semente e resultante da inserção e separação do funículo. antropocoria.) Merr. HIGRÓFITA – planta hidrófila.semente. 206 . o hilo se prolonga para além da inserção do funículo. O hilo é um detalhe importante na identificação das sementes. na base da face ventral.) Walp.306.) e soja (Glycine max (L.) [Fig. com exceção de Lupinus e Eriosema.196).310]. Ex: sementes de ervilha (Pisum sativum L. HIFA – cada um dos elementos filamentosos que reunidos compõem o micélio de um fungo. entre outros. em forma linear. [Fig. feijão (Phaseolus vulgaris L. como em Vigna unguiculata (L.11D]. como uma mancha escura. denominada de hilo.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA nas sépalas. tamanho e coloração diversa. entre a semente e o fruto.308]. 307]. FIGURA 195 – Hilo linear circundante de Dioclea macrocarpa: A-B-C. feijão-miúdo (Vigna unguiculata (L. Em certas Papilionoideae. HILO – cicatriz. O hilo pode ou não ser contornado por uma excrescência arilar. que cresce em ambiente aquático ou brejoso. ornitocoria e zoocoria.195) ou apenas uma parte da semente (hilo linear semicircundante – Fig. ou pode ser obscurecido por um tecido corticiforme ebranquiçado. autocoria.

[Fig. quanto à origem. 186. HIPANTO – tálamo ou receptáculo em forma de taça (ou urna) que FIGURA 196 – Hilo linear semicircundante de Ormosia continhoi: AB. termina por um limbo que se expande abruptamente e que pode ser íntegro ou lobado [Fig. pétalas e estames. O hipanto.101S]. 207 . HIPOCREPIFORME – em forma de ferradura. Mucuna urens (L. Pode ser curto ou nulo nas plântulas com germinação hipógea e longo nas de germinação epígea. circunda as flores com ovário ínfero. como em Dioclea microcarpa Huber [Fig. concresce com ele e no qual se inserem as sépalas.) Medik. HIPOCRATERIFORME ou HIPOCRATERIMORFO – diz-se da cálice ou da corola gamopétala ou de outro órgão com longo tubo estreito e que.semente. HIPOCÓTILO – é o eixo embrionário da plântula e que se localiza imediatamente acima da radícula ou da raiz primária e abaixo da inserção dos cotilédones.H Hilo linear circundante – contorna cerca de ¾ da circunferência da semente. (Fabaceae-Papilionoideae . pela base [Fig.Fig. como em Ormosia continhoi (Meissn.185B. 188. e Vicia nigricans (Fabaceae-Papilionoideae). como nos gêneros Agrimonia e Sanguisorba (Rosaceae). Hilo linear semicircundante – contorna cerca de ½ da circunferência da semente.196).197]. no ápice. Os tecidos condutores do hipocótilo transferem água e sais minerais em sentido ascendente e material de reserva em sentido inverso (descendente) FIGURA 197 – Hipanto.195]. corola e androceu. 189C]. pode ainda resultar da fusão parcial do cálice.) Baill.

HÍSPIDA – diz-se da superfície de um órgão (folha. – espiguetas pediceladas. em vista lateral. comprimidas lateralmente. HIRSUTA – diz-se da superfície de um órgão (folha. com lado ventral reto e dorsal fortemente arqueada abaixo da porção mediana e afilando-se para um FIGURA 198 – Hipógina. fruto ou semente) que se apresenta revestida por numerosos pêlos muito duros e curtos. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos espessos e um pouco duros [Fig. que se encontra sob a superfície do solo. 204H].5mm de coprimento por 0.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA HIPÓGEA – ver germinação hipógea. lisas e lustrosas. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos rígidos e duros (espinhos) [Fig. pelo crescimento do pedúnculo [Fig. HIPÓGINA(O) ou HIPOGÍNICA – diz-se quando todas as estruturas que compoem a flor se encontram inseridas no tálamo mas em nível inferior ao do ovário [Fig. 208 . muito comprimidas lateralmente.198]. os frutos após a fecundação são enterrados. lema do antécio superior dorsalmente curtoaristada. antécios com cerca de 2.164].75mm de largura.50. HIPOGEU – órgão subterrâneo. 204G]. lemas esbranquiçadas. tenha se originado na parte aérea da planta. embora. antécio basal fértil e superior masculina (estaminada). HISPÍDULO – diz-se da superfície de um órgão (folha. desarticuladas abaixo das glumas (gl) subiguais. às vezes. no caso do amendoim. Holcus sp.

Holcus mollis L.199]. geralmente com três espiguetas presas no mesmo segmento da ráquila. gluma inferior 2-nervada e superior 3-nervada. FIGURA 199 – Holcus lanatus (A-C-F) e H. glabro e justaposto à pálea fértil (pf). A unidade-semente é o antécio fértil. a central com antécio fértil largo-elíptico. E-F.B-D-F].H ápice agudo [Fig. Seguem as características de duas espécies de Holcus: Holcus lanatus L. Hordeum vulgare L. com lado ventral convexo e dorsal quase reto. antécio fértil lanceoladoovalado.129A-C-F].lateral. séssil. calo praticamente glabro [Fig. afilando para as extremidades e segmento da ráquila (seg) filiforme. uniflora.espigueta. – espigueta séssil. lema fértil (lf) lisa. mollis (BD-F): A-B. afilando para as extremidades. pálea fértil com 10-12mm de comprimento por 4mm de largura. lema fértil lanceolada. antécio fértil lanceolado-ovalado. 209 . ápice obtuso ou com três pontas curtas. segmento da ráquila do antécio superior ausente. antécio fértil: C.cariopse. – espiguetas com glumas (gl) granulosas. lisa ou com dobras transversais. as duas laterais da tríade estéreis e pediceladas. segmento da ráquila do antécio superior ausente. duro e em vista lateral. lema fértil superior (lf) com arista em forma de gancho. espesso. lema do antécio basal sem arista. lema do antécio superior com arista em forma de gancho. cerca de 0. 5-9-nervadas e arista com 15mm de comprimento (geralmente quebrada nas sementesa comerciais). D. – espiguetas com glumas (gl) quase glabras e ciliadas nas nervuras da carena.ventral. lustrosa e sem arista. ligeiramente curto-pubescentes e ciliadas nas nervuras da carena.5mm de comprimento. calo praticamente glabro [Fig. segmento da ráquila (seg) achatado e com esparsa e longa pubescência.

lado ventral. verdes e com manchas ruivas. cariopse com 7-11mm de comprimento. D-cariopse com embrião (em).0-2. com base aguda. onde se localiza a área do 210 .79. os pares superiores uma pedicelada. 81]. A unidade-semente pode ser a tríade de espiguetas com segmento da ráquila aderido. no ápice.5mm de largura. (=Hydrocotyle bonariensis Lam.0mm de comprimento por 2. com cerca de ¾ do comprimento da pálea. entre as costelas os tubos oleíferos. espiguetas em pares. com 1. cariopse oblonga. sem nenhuma estrutura acessória. torcida.5-2. ± cartáceas. fortemente comprimido lateralmente. pálea fértil em geral ausente. estéril ( ae) ou estaminada e outra séssil. a inferior bidentada. ápice emarginado ou levemente truncado. C. 80. que geralmente se mantém unidos mesmo após a maturação.lado dorsal. geniculada e de 20-25(-30)mm de comprimento. levemente rugosa. lisas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA segmento da ráquila filiforme. com 3-4mm de comprimento.antécio fértil (inferior e séssil) + antécio estéril (superior e pedicelado) . Hyparrhenia rufa (Nees) Stapf – espécie muito polimorfa. mais claras.109W-X]. de coloração levemente mais escura [Fig. B. incluso no antécio ou solta [Fig. estéreis e múticos.) – cremocarpo cordiforme. com uma costela lateral mais proeminentes (margem aguda) e as outras duas uma em cada lado. sobre o reduzido estilopódio. com os pares inferiores semelhantes. com 3-5mm de comprimento. lema fértil (lf) com arista (as) filiforme. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. Hydrocotyle umbellata L. lado dorsal rufo-pubescentes (pêlos castanho-avermelhados) e bordos ciliados. FIGURA 200 – Hyparrhenia rufa (Nees) Stapf (espigueta) : A. carpídio com estiletes geralmente persistentes. glumas iguais. base cordada e com 2 carpídios monospérmicos. de castanhoamarelada a castanho-avermelhada. espiguetas elípticas. fértil (af) e aristada (as). com superfície fosca. ou apenas o antécio fértil. com cinco costelas longitudinais.

53]. com tegumento membranáceo.76A].) – cálice infundibuliforme com 5.. H.8-)0.9-1.H embrião com cerca da ½ do comprimento da cariopse [Fig. H. pericarpo castanho-amareladaclaro a escuro (imatura) ou preto (maduro) e microscopicamente reticulada [Fig. cicatriz de inserção esbranquiçada. – fruto artrocarpáceo geralmente com quatro carcerulídios. carena ventral inconspícua.0(-1.0-3. carcerulídio elíptico ou estreito-obovóide. às vezes com cálice acrescente presente. pectinata. mutabilis e H. tubo com 3. ápice com 5 projeções filiformes ou 5 dentes. finos e curtos pêlos simples e alvo translúcidos. envolto pelo cálice acrescente [Fig. glabro. Hyptis sp. que a divide em duas faces.5mm e as 5 projeções filiformes com 2. liso e microscopicamente reticulado ou alveolado (32X). semente inclusa no carcerulídio. A unidadesemente é o carcerulídio.2-)0. às vezes inconspícua em H..0mm de comprimento. externamente com esparsos.4(-0. embrião axial. pericarpo cartáceo. A unidade-semente é a espigueta ou antécio fértil. pectinata. invaginado e reto. brevipes var.3mm de espessura. endosperma carnoso. 211 .5)mm de largura por (0. serrata Briq.5mm de comprimento. com lado dorsal ± convexa e ventral carenada. brevipes var.200]. melanosticta Griseb. acuta Benth. em forma de ‘V’ na base do lado ventral e suborbicular no dorsal. fosco ou brilhante em H.2)mm de comprimento e 0. Seguem as características diferenciais de espécies de Hyptis: Hyptis brevipes Poit. + densos no ápice. vulgaris Briq.03. com (0. carcerulídio de elíptico a estreito-obovóide ou oblongo-elíptico ou quadrangular-comprimido.0-6.. H. (=H.

5mm de espessura. carena ventral arredondada. castanho-clara a escura ou preta. H. pericarpo castanho-amarelado-claro a escuro ou preto. carcerulídio elíptico. polystachya Kunth. pericarpo de coloração palha. pericarpo castanho-claro (imatura) e preto (maduro) e microscopicamente reticulado [Fig. longiflora Benth. H. (=Nepeta mutabilis L. externamente com esparsos pêlos alvo-translúcidos. carcerulídio oblongo-elíptico.76C].) – cálice campanulado com 4. inconspicuamente transverso-rugoso e microscopicamente alveolado. – cálice tubuloso levemente curvado. com 5 dentes apicais de 0. microscopicamente alveolado e malhas do alvéolo mais escuras nos carcerulídios claros [Fig.0-1.3mm de comprimento e 0.4-0. spicata Poit.) Briq.Rich.5-6.0mm de comprimento.8mm de largura por 0. com 5 projeções filiformes.6-07mm de espessura.76B]. carena ventral inconspícua. nervuras longitudinais e transversais proeminentes formando um reticulum com interespaços alongados. simples e com glândulas no ápice.4mm de comprimento e 1. – cálice tubuloso com 2-4mm de comprimento.0-1.5mm de largura. carcerulídio elíptico.Rich. externamente curto piloso.9-1. tubo com base dilatada. largamente reticulado (por nervuras longitutinais proeminentes e transversais menos pronunciadas). com 5-7mm de comprimento.6-0. canescens Kunth. ápice ± truncado. com 0.2mm de comprimento. 212 . lado dorsal curvada longitudinalmente.1mm de comprimento por 0..1mm de largura por 0.. com 1. semi-reto e com 5 dentes setiformes e pilosos. H.) Poit. H. levemente curvo. mais densa na porção apical.C.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Hyptis lophanta Mart.5-1. Hyptis pectinata (L. com 1. polystachya var. Hyptis mutabilis (A. carena ventral arredondada. com pêlos patentes curvados e com esparsas glândulas curto-pedunculadas.

bordos mais retos. 213 .8-3. ligeiramente menos largo. grosseiro e levemente rugoso (rugosidade ligeiramente mais escura nos carcerulídios claros) e microscopicamente reticulado. reto. Hyptis suaveolens (L. suaveolens.) Poit. cicatriz de inserção pouco menor e pericarpo microscopicamente reticulado. nervuras longitudinais proeminentes. com 5 dentes de dois tamanhos. carcerulídio muito semelhante ao de H. carcerulídio quadrangular-comprimido. externamente piloso e internamente glabro.9-2.76D]. salzmanii [Fig. com 5 dentes cuneados e agudos. A rugosidade do pericarpo é a única diferença entre esta espécie e H.5mm de comprimento por 1. ápice levemente emarginado e base abrupto-atenuada.2 mm de largura. – cálice em forma de taça. com 2. – cálice tubuloso com 8-13 mm de comprimento. lado ventral e dorsal com carena ± conspícua.H Hyptis salzmanii Benth. pericarpo castanho-amarelado a castanho-avermelhado-claro (imatura) e castanho-escuro ou quase preto (madura).

214 .

.

S.140D]. outros líquidos e/ou gases. INCLUSO – que está incluído em. INCANO – diz-se da superfície de um órgão revestida por pêlos muito curtos. asperolanatum Ruiz et Pav. IMPUREZA – termo mais genérico para definir material inerte na Análise FIGURA 202 – Imparipinada. ou dentro de alguma coisa. ou que está inserido em. outra totalmente interna e nas demais um bordo recobre o outro [Fig. de Pureza. [Fig. atropurpureum Schrank.201]. pseudocapsicum L. e S. S. Mas também é utilizado para o embrião axial curvado onde a base do eixo hipocótilo-radícula recobre o ápice dos cotilédones e num corte transversal da semente o embrião é visto três vezes. IMPARIPINADA – diz-se da folha pinada cujo eixo (ráquis) termina por um folíolo (pina). FIGURA 201 – Imbricado. densos e dispostos tão próximos que dão a impressão da superfície ser de coloroção branca. 201]. S. IMPERMEÁVEL – condição dos tegumentos da semente ou das membranas protoplasmáticas que impedem a passagem da água. grandiflorum Ruiz & Pav..140F]. IMBRICADO – tipo de prefloração onde há uma pétala totalmente externa. S. o conjunto tem um número ímpar de folíolos.. como em Solanum americanum Mill. [Fig. 216 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA IMBRICAÇÃO – modo de apresentação do botão floral. sendo um em posição terminal [Fig. Ver também circinado. Ver imbricado. capsicoides All.

pubescente. H. INDEISCENTE – que não se abre na maturidade. H. O. F. J.aculeada. E. L.serícia. E. I.hirsuta.flocosa.urticante.vilosa.eriçada (equinada). aplica-se geralmente as anteras e aos frutos. D. B.setosa.escamosa. C. K.muricada.tuberculada.papilosa. I. L. sendo quase imperceptível.fimbriada. G. C.glandulosa. FIGURA 203 – Superfície (quanto ao indumento): A.puberulenta. M. que não liberam o pólen ou as sementes. G.estrigosa. M.ramentácea.I INCONSPÍCUO – diz-se de um órgão vegetal normal.pilosa. F. 217 .barbada.aracnóide. N. J. N. contidas no seu interior. porém com dimensões muito reduzidas. B.híspida. D.ciliada.lepidota.gloquidiada. FIGURA 204– Superfície (quanto ao indumento): A.espinhosa.velutino.escabrosa. K.tomentosa.

ÍNFERO – diz-se do ovário que fica abaixo do ponto de inserção dos outros verticílios florais e que está soldado ao hipanto (hi) [Fig. mas não necessariamente mostrando sintomas de doença.) que cobre a superfície de um órgão (folhas. FIGURA 205 – Ínfero. desprovido de qualquer tipo de indumento. pêlos ou tricomas.205]. 218 . frutos e sementes) [Fig.203. como nos gêneros Coffea (Rubiaceae) e Psidium (Myrtaceae). INFESTAÇÃO – ato ou efeito de infestar(-se). Infecção primária – presença de organismos patogênicos ativos na própria semente. espinhos. frutos e sementes) que está desprovida de acúleos e espinhos. INERME – diz-se da superfície de um órgão (folhas. escamas. não necessariamente mas frequentemente causa sintomas de doença e deterioração. Ver súpero. como nas estruturas da plântula. etc. 204]. INFECCIONADA – mostrando o efeito da presença do organismo patogênico ou atividade fisiológica anormal. Infecção secundária – presença de organismos patogênicos disseminados por outras sementes ou plântuIas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA INDUMENTO – qualquer estrutura (cera. INFECTADO – portador do organismo patogênico. INFECÇÃO – é entrada e a disseminação de organismos patogênicos no material vivo.

mas não apresenta sintomas da doença. INFUNDIBULIFORME – diz-se da corola gamopétala em forma de funil. membranoso. como se estivesse cheio de ar. Também denominado de infrutescência-semente ou frutosemente. 333). o mesmo que inchado e intumescido. INFLADO – semelhante a uma bexiga. encontram-se envolvidas pelo receptáculo comum do conjunto floral. provenientes de flores distintas.Fig. ligeiramente transparente. ou substância química que impede ou retarda a germinação. delgado. formando uma infrutescência. 219 . 218]. INFLORESCÊNCIA – conjunto de flores. enquanto a acelga é formado por uma flor solitária. como a corola de Nicotiana (Solanaceae). – Chenopodiaceae) com flores múltiplas (glomérulo) forma uma infrutescência-semente.I INFESTADA – quando a semente transporta um agente patogênico. qualquer sistema de ramificação que termina em flores. INÓCULO – qualquer estrutura do patógeno capaz de iniciar ou causar doença. INIBIDORES – substância que inibe o crescimento.101C].) Kuntze – Aizoaceae . Ex: beterraba (Beta vulgaris L. como em Eichohrnia (Pontederiaceae) e no legume inflado de Bocoa mollis [Fig. INFRUTESCÊNCIA – quando dois ou mais frutos (unidade-semente múltipla). outro ex: espinafre-da-Nova-Zelândia (Tetragonia tetragonioides (Pall. uniformemente inchado. com tubo obcônico e que se alarga gradualmente em direção ao limbo [Fig.

220 . persistente no ápice do aquênio). formado por um conjunto de pequenas brácteas na base das umbelas secundárias. INVOLUCELO – um invólucro secundário.301). a corola tubulosa e o calículo modificado em papus (formado por cinco sépalas estreitas e agudas. ou invólucro floral (involucelo). INVAGINADO – termo usado para designar um tipo de embrião axial reto.in) [Fig. 297].ex) e o interno (secundina . cordada. (Dipsacaceae . INTEGUMENTO – estrutura que envolve e protege o óvulo. INTERNÓ – parte do embrião ou do eixo da plântula entre dois nós consecutivos. que se manifesta pela base emarginada. com nítida delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótiloradícula. aplica-se também ao espaço entre dois artículos de um fruto (lomento ou craspédio).171. o externo (primina .Fig. de uma umbela composta. como em Scabiosa sp. e Scabiosa columbaria L. INTRORSO – dirigido para dentro. freqüentemente circundando um glomérulo de flores. sagitada ou auriculada dos cotilédones e pela invaginação do eixo reto e basal entre os cotilédones. pode(m) ocorrer um ou dois integumentos. INTEIRO – quando a margem de um órgão é lisa. que darão origem a testa e ao tégmen. não tem recortes. Ver embrião invaginado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA INSERÇÃO – local onde um órgão se prende a outro.

polystachion (L. Invólucro-de-cerdas – em Poaceae (=Gramineae) se refere ao conjunto formado por uma série de brácteas das flores femininas que concrescem na parte inferior e na maturação se tornam mais ou menos rijas e espinhosas (invólucro-de-cerdas-espinhosas).209B) . australe.I INVÓLUCRO – um conjunto (anel) de pequenas folhas (brácteas) ou cerdas que circundam ou envolvem a base de uma flor ou de uma inflorescência. (Sw.206).208C-D]. pauciflorus Benth. B. O invólucro-de-cerdas encerra de 1-5 espiguetas.208A-B] e dois no gênero Xanthium [Fig.) Schult.) Brunken – Fig. concrescidas entre si e que na maturação se tornam rijas e encerram um aquênio.invólucro-de-cerdas.espigueta. 221 .Fig. em Pennisetum setigerum (Vahl) Wipff (=Cenchrus setiger Vahl . Ver a descrição das espécies.) Rich.207) e C.Fig. Curtis (= C. . Invólucro-gamófilo – em Asteraceae (=Compositae) se refere ao conjunto formado pelas brácteas foliáceas da flor feminina.A.A. . ou são mais delgadas (invólucro- de-cerdas) e às vezes plumosas. Ver descrição das espécies. subsp. como no gênero Pennisetum setosum (Sw.209A).Fig. como no gênero Acanthospermum (Asteraceae =Compositae FIGURA 206 – Invóluco-de-brácteas de Acanthospermum: A. como no gênero Cenchrus. C-antécio fértil. Invólucro-de-brácteas ou brácteas-involucrais – conjunto formado pelas brácteas involucrais internas da flor feminina que na maturação se tornam rijas e formam um invólucro que envolve o aquênio. como o capítulo das Asteraceae (=Compositae) ou a umbela das Apiaceae (=Umbelliferae). hispidum. como no gênero Ambrosia [Fig. setosum FIGURA 207 – Pennisetum setigerum: A.A. incertus M. (= P. B. Ver a descrição das espécies.

0)mm de largura e 4-5mm de espessura. do tipo ipomoea. oblíqua e no lado ventral abaixo da carena.) – semente geralmente globosa-cuneiforme e de irregularmente orbicular FIGURA 208 – Invólucro-gamófilo: A. hilo suborbicular. Oposto a revoluta. superfície áspera. em seção transversal cuneiforme ou circular. com 4. faces ventrais fortemente convexas. D. Ver Convolvulus [Fig. na base do hilo com duas pequenas projeções inconspícuas.8-5. de plano a levemente afundado. fosco.Ambrosia artemisiifolia. Ipomoea sp. com 1. com curto eixo hipocótilo-radícula reto e com cotilédones foliáceos.Xanthium spinosum. com hilo orbicular.0)mm de comprimento por 4. ligeiramente maiores e esbranquiçados. variando de globosa. a ovóide ou suborbicular em contorno. ferrugíneo e com pêlos simples. – a forma da semente depende do número de sementes maduras que se formam no fruto (cápsula septífraga). contínuo. com tomento castanhoavermelhado-claro.5mm de diâmetro. carena arredondada inconspícua.Ambrosia polystachya. área hilar ovalada ou de obovada a orbicular.105]. (= Convolvulus cairicus L. áspero. C.Xanthium strumarium. dando à semente 222 . geralmente emarginado na base e circundado por um sulco ou ranhura e por uma costela hipocrepiforme. revestida por curto tomento uniforme. com base emarginada e circundado por um sulco de coloração ligeiramente mais clara. lado dorsal fortemente convexo e com estreito e raso sulco mediano.0(-6. fosca.) Sweet. Seguem as características diferenciais das sementes de espécies de Ipomoea: Ipomoea cairica (L.279C].4-5.3-1. com as extremidades elevadas e abertura voltada para a base. obovóide-cuneiforme ou ovóide-cuneiforme a oblongaovóide.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA INVOLUTA – diz-se da folha com os bordos voltados para a face inferior [Fig.0(-6.210]. B. lado dorsal com ou sem sulco mediano. embrião axial. bilobados e plicados [Fig.

0-3.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de ovalada a elíptica em contorno. com (3.5-)3. com largo sulco raso.210D].6mm de diâmetro.5-)3.8) mm de espessura. esbranquiçados e de 5mm ou mais de comprimento [Fig. áspero. carena obtuso-arredondada. às vezes. com estreito sulco raso em cada lado do 223 .7-5.I uma coloração de castanho-amarelada a acastanho-avermelhadaclara e na margem com macios pêlos lanosos.) Jacq.8(-4. lado dorsal fortemente convexo. fosco. com densos e grossos pêlos muito curtos e cinza-avermelhados. coloração que varia do preto-acinzentado ao preto ou castanhoescura.) Choisy) – semente geralmente de subglobosa-cuneiforme a ovóide-cuneiforme e de suborbicular a largo-elíptica em contorno. com diminutos e esparsos pêlos simples e translúcidos (10X ou mais).210F].0-4. dando à semente uma FIGURA 209 – Cenchrus incertus (A) e Pennisetum setosum (B): invólucro-de-cerdas.0-)3. faces ventrais geralmente irregularmente deprimidas mais perto da margem. afundado. devido ao curto revestimento tomentoso uniforme.5mm de largura e 2. superfície áspera.5mm de espessura. (= Convolvulus hederaceus L. (= Quamoclit hederifolia (L.0-2. margem com conspícua listra estreita e que separa os dois lados.0-3. hilo orbicular. Ipomoea hederifolia L. fosca.5-3.0-) 4.0)mm de comprimento por (2. com ou sem sulco mediano largo e raso. base inconspicuamente emarginada e com duas pequenas projeções estreito ovaladas e revestidas por tomento.5-0. com (4. parecendo miudamente pontilhada (20X).5(-2. com 0.5(-6. lado dorsal irregularmente convexo. fino e preto.0mm de largura e 3. quando o tomento está parcialmente removido e os pêlos cairam [Fig. Ipomoea hederacea (L.0) mm de comprimento por (2.

às vezes. superfície fosca.0-2. faces ventrais levemente côncavas perto do ápice. hilo de largo-elíptico a obovado. áspero e fosco. (= Convolvulus indivisus Vell. carena aguda. às vezes afundada. carena obtusa e. Quamoclit indivisa (Vell.5(-3. com 3-4mm de comprimento e largura por 2. com 0. área hilar com cerca de 0. áspera. revestida por tomento preto e por densos pêlos simples. Ipomoea indivisa (Vell. 224 . afundado. com diminutos e esparsos pêlos translúcidos e. castanho-avermelhado. com longapilosidade (que pode estar removidada quando misturada as sementes comerciais). margem e áreas longitudinais do lado dorsal com longos e densos pêlos de coloração cúpreo-translúcida. ruivo-translúcidos e adpressos do bordo para a base da semente. com duas pequenas projeções na base do hilo. formando manchas irregularmente argênteas [Fig. grossos.0) mm de espessura. áspero.7mm de comprimento por 0. longos. ± inconspícuas por estarem encobertas por pêlos iguais aos do hilo.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA sulco mediano.6-0. levemente afundado.0mm de largura. hilo circundado por estreito sulco glabro e pela costela hipocrepiforme.. faces ventrais geralmente planas ou levemente arqueadas. hilo orbicular. lado dorsal fortemente convexo e com duas áreas longitudinais denso-pubescentes. faces e carena com pêlos irregulares de coloração cúprea ou amarelada-translúcida. alvo.210B-G]. superfície fosca.) Hall. às vezes. mais curtos do que os pêlos da margem e do lado dorsal. revestida por curto tomento ± uniforme e castanho-escuro ou preto. aguda ou inconspícua perto do ápice. com 0. com densos pêlos simples.) – semente geralmente de subglobosa a obovóide- cuneiforme.9-1.8mm de diâmetro. ligeiramente encoberto pelos pêlos da carena.e ruivo-translúcidos.) Hall.4mm de diâmetro. áspera.

) Roth (= Ipomoea longicuspis Meissn. Br.0)mm de largura e (3.0mm de largura e 4-5mm de espessura.7)mm de comprimento por 6.I Ipomoea nil (L.5-7.5-7. lado dorsal fortemente convexo. revestida por tomento aveludado castanho-médio e por densa pilosidade de curtos pêlos pálidos.0-)4.0(-7. hilo orbicular.0-)3. faces ventrais de planas a levemente côncavas. fosca. pubescente e com conspícuo e profundo emarginado na base. revestida por curto tomento preto.5-3. hilo circundado por denso anel de pêlos fulvos a prateados.5(-4.7mm de largura. faces ventrais ligeiramente côncavas.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e largo-elíptica em contorno. essa disposição dos pêlos na superfície dá a delimitação da margem. (= Convolvulus pes-caprae L. hilo oblongo. pêlos facilmente removíveis com o manuseio [Fig. uniforme e com diminutos pêlos fulvo-translúcidos.5-4.0mm de diâmetro. com 1. fulvo-translúcidos. amarelado. margem com conspícua delimitação entre os dois lados. superfície áspera.) R.0-3.6-0.210A]. afundado e avermelhado. superfície do tegumento fosca. Ipomoea pes-caprae (L.5-6.) – semente geralmente estreito-obovóide-cuneiforme.0mm de comprimento por 3. lado dorsal fortemente convexo e com largo e profundo sulco mediano. com 2.0(-1. 225 . área hilar revestida com densos pêlos simples. carena conspícua.0mm de espessura. não afundado. com (4. ± deitados nas faces (da margem à carena) e eretos no lado dorsal. carena obtusa. com 6. na base do hilo com duas pequenas projeções lineares. ± adpressos e dirigidos para o centro.1)mm de comprimento por 0. áspera.

revestida por curto tomento preto ou castanho-escuro (30X). inconspicuamente emarginado na base. faces ventrais geralmente com uma ou duas dobras transversais.5mm de comprimento por 2.6-0. inconspicuamente emarginado na base.210H].4-)5. superfície ápera.5)mm de comprimento por 2. margem com fina costela que separa os dois lados.5)mm de largura e 1. afundado.0-5.0(-3. áspero.7mm de diâmetro.5-3.0-)3. faces ventrais de planas a arqueadas.5-) 4. fosca. (= Quamoclit pinnata Bojer) – semente geralmente alongado-ovóide e de ovalado em contorno.) Roth – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de estreito-obovada a estreito-elíptica em contorno. com (0. translúcidos e que dão à semente a coloração negro acinzentada [Fig. lado dorsal mais convexo na ½ inferior. parecendo miudamente pontilhada (10X). com 0. com (4.1-2. sem sulco mediano. de 226 . não afundado. com duas pequenas projeções estreito-ovaladas na base do hilo.4(-4. hilo orbicular. geralmente circundado por um anel de diminutos pêlos de alvo-translúcidos a argênteos. lado dorsal fortemente convexo e com largo sulco mediano ± raso.9-2. Ipomoea quamoclit L. principalmente perto da base. circundado por saliência hipocrepiforme com densos pêlos simples e pretos. com tomento preto mais longo do que o do tegumento. revestida por curto tomento preto.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Ipomoea purpurea (L. carena arredondada inconspícua.0-4.5-)0. com duas projeções estreito-ovaladas na base do hilo. fosca. hilo orbicular. glabro. uniforme e por diminutos e esparsos pêlos simples.5mm de espessura.0-3.1mm de espessura.3(-2. parecendo miudamente pontilhada (10X).5)mm de largura e (2.9mm de diâmetro. com (3. localizados sobre a saliência hipocrepiforme e que encobrem ± o sulco que circunda o hilo. caidiços. superfície áspera.

0)mm de largura e 1.0mm de diâmetro. área hilar orbicular e com 1. mais escuro do que o tegumento.5-4. faces ventrais planas ou deprimidas no centro.3(-4. com largo e profundo sulco mediano. amarelo-alaranjado ou castanho-avermelhado.0-2. às vezes. faces ventrais côncavas ou levemente convexas.7(-3. hilo orbicular. levemente afundado. superfície lisa. ápice agudo e com (3. com estreito sulco mediano raso.I diferentes comprimentos e com diminutos pêlos alvo-translúcidos em tufos. Ipomoea rubiflora O’Donell – semente geralmente ovóidecuneiforme e largo-ovalada em contorno. com 0.1mm de espessura. carena obtusa. fosco. lado dorsal convexo. que dão à semente o aspecto rugoso e irregularmente manchado de cinza [Fig. áspero.8-2.5)mm de comprimento por 2.) Choisy (= Ipomoea cynanchifolia Meissn. subaguda ou inconspícua. levemente lustrosa.7-0.7-4. às vezes.2-2. Ipomoea ramosissima (Poir. afundado. hilo orbicular.3-)3.8mm de diâmetro.0mm de comprimento por 3. carena obtusa. mais claro do que o resto do tegumento e que.210C].210I]. de coloração castanho-escura.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de ovalada a largoelíptica em contorno. área hilar às vezes encoberta por pêlos da carena. margem geralmente com conspícua listra estreita que separa os dois lados. com 0. castanho-avermelhado-claro e revestido 227 .0mm de largura e 2. com base emarginada e circundado por um sulco mais claro do que a testa. glabra e finamente alveolada (30X) [Fig. com 3.5mm de espessura.4mm de diâmetro. lado dorsal convexo. se reduz a uma listra longitudinal. geralmente mais escuro do que o resto do tegumento.

encobertas por pêlos da margem.4mm de diâmetro. levemente lustrosa. hederacea.) Roth. lado dorsal fortemente convexo e com estreito e raso sulco mediano. nas faces com curtos pêlos irregularmente distribuídos e com longos pêlos na margem e em ambos os lados do sulco dorsal.0mm de espessura.I.I. Ipomoea triloba L. faces ventrais planas e às vezes FIGURA 210 – Semente de Ipomoea (lado ventral): A.I. glabra e finamente alveolada (30X) [Fig. se reduz a uma listra. de coloração castanha ou quase preta. às vezes.5-2.2)mm de largura e cerca de 2. fosca. E-J. F.I. desiguais. revestida por curto tomento castanhoacinzentado-claro e castanho-avermelhado. na base do hilo com duas inconspícuas projeções largo-ovaladas. quamoclit. superfície áspera. como a corola labiada e a violeta são irregulares.7(-3.1)mm de comprimento por 2. com 0.210E-J]. I. superfície lisa.I. B-G. purpurea. 228 .I.7(-4.I.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA por longos pêlos amarelado-translúcidos. (= Ipomoea grandifolia (Dammer) O’Don. IRREGULAR – usado quando a simetria das partes é distribuída por desigual. cairica. carena aguda.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de largo-ovalada a largoelíptica em contorno. levemente afundado. C.I. muito próximas uma da outra e. H. nil (L. mais claro do que o resto do tegumento e que. ramosissima. castanhoclaro ou mais escuro do que o tegumento.0-3. às vezes. ápice obtuso e com 3. que dão à superfície a aparência manchada. triloba. glabro. hederifolia. com base emarginada. D. circundado por um sulco levemente mais claro do que o tegumento ou de coloração amarelo-alaranjada e por uma saliência hipocrepiforme e com extremidades elevadas. hilo orbicular.

mas sem septos transversais. como em Desmodium tortuosum (Sw.I ISTMO – estreito ponto de união entre dois artículos (ar) de um lomento.) DC. ISTMOCÁRPO – legume ou lomento com os artículos separados por costrições. (Brassicaceae =Cruciferae – Fig. 229 . ou entre dois artículos (segmentos – segm) de uma síliqua lomentácea de Raphanus raphanistrum L.321A-A’-A’’).227C). (Fabaceae =Leguminosae– Papilionoideae – Fig.

230 .

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unisseminado.) – legume oval-arredondado. com 1.215A-F]. com ¾ do comprimento do fruto.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Kummerowia stipulacea (Maxim. pericarpo crustáceo. ligeiramente pubescente e envolto pelo cálice e pelas brácteas. (= Cyperus brevifolius (Rottb.5mm de largura. A unidade-semente é o legume ou a semente. 232 . com retículo tênue.115Y’].) – glumas férteis lanceoladas e carena espinulosa.8mm de largura. menores do que a ½ do comprimento do cálice e com nervuras conspícuas [Fig. revestida por fina camada ceróide. ápice de arredondado a truncado e apiculado. A unidade-semente é o legume ou a semente. A unidade-semente é a núcula. com uma rede de malhas finíssimas [Fig. com superfície lisa.) – ver Cyperus aggregatus (Willd.215B-C-G].) – legume largo-elíptico.0-1. obtusos e glabros. de coloração amaraleda a castanho-escura. 3-brácteas basais estreitas.) Hook. lóbulos largos. com 3.) Endl.115Z-Z’-YY’’-Y’’’]. biconvexa. com curto rostro apical. cerca da ½ do comprimento do fruto. com ou sem as glumas. glabra.) Makino (=Lespedeza stipulacea Maxim. cálice 5-lobulado. cálice 5-lobulado. ligeiramente curto-pubescente e envolto pelo cálice e pelas brácteas.0-3.5mm de comprimento por 2.) Schindl. Kummerowia striata (Thunb. afila gradativamente para uma base larga. unisseminado. translúcidas e que lhe dá o aspecto reticulado (30X) [Fig. núcula obovado-elíptica. 3-brácteas basais com mais da ½ do comprimento do cálice [Fig. levemente lustrosa.) (= Kyllinga cayennensis Lam.) Hassk. com rostro uncinado ou inconspícuo.2mm de comprimento por 0. Kyllinga brevifolia Rottb. (=Lespedeza striata (Thunb. com retículo conspícua. lóbulos largos. obtusos e denso-pubescente ao longo das margens dos lóbulos. & Arn.

.

LACTÍFERO – que produz látex. pétalas. LACINIADO – que tem lacínias (la) [Fig. como a semente da maçã.) estão recortados em profundos e estreitos segmentos pontiagudos [Fig. LACUNAR – lacunoso. podem ocorrer plantas com corola ou cálice labiado. Termo frequentemente usado em vez de ringente. por isso o termo mais usado é o bilabiado. das quais duas superiores são soldadas e formam uma porção. FIGURA 211 – Laciniado.101B]. 234 . LAMIACEAE – nome válido para a família Labiateae.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA LABIADO(A) – diz-se da corola simpétala (gamopétala e zigomorpha) de cinco pétalas. LACTESCENTE – leitoso. LACÍNIA – diz-se quando os bordos de qualquer órgão laminar (folhas. LADO – ver face. que se opõe à inferior.100E].211]. com aspecto de lábio [Fig. que tem lacunas. fruto ou semente) que tem numerosas escavações grandes e profundas [Fig. LACUNOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. etc. só que os lados do cone invertido não são contraídos [Fig. que tem látex. também usado para o cálice que apresenta dois lábios.295E]. constituída por três pétalas soldadas.211] LACRIMIFORME – em forma de lágrima. o mesmo que piriforme.

afilando gradativamente para uma base obtusa com abertura em forma de ‘V’ (visto pelo lado ventral). no ápice do lado ventral e entre os lóculos do pirênio.1-4.0(-6. Seguem as características diferenciais das espécies de Lantana: Lantana camara L. inserção basal orbicular. de três a quatro vezes a largura [Fig. Lantana sp. se afila para as extremidades. superfície do endocarpo de amarelada a castanho-amarelada ou castanho-avermelhada. finos. fosca.0-4.L LÂMINA – porção expandida (l) da folha. o mesmo que limbo [Fig.242]. inserção basal mais clara do que o exocarpo. A unidade-semente é o nuculânio.0-4.0)mm de largura e espessura.0)mm de comprimento por (2. fruto ou semente) tem contorno de lança. lados fortemente convexos.5(-5.172-l]. LANCEOLADO(A) – quando um órgão (folha. lado dorsal mais convexo do que o ventral. sedosos e semelhantes a lã. essse com estreito sulco escuro e que percorre parte do lado. superfície lustrosa e lisa na maturação e enrugado-escavada após desidratado. nuculânio obovóide com mesocarpo removido e orbicular em seção transversal. – nuculânio globoso-cuneiforme. cavidade de tamanho e forma irregular. LANOSA – diz-se da superfície de um órgão revestida por curtos pêlos densos. com 3. com 3. – nuculânio com mesocarpo carnoso-sucoso na maturação e fibroso após desidratado.5) mm de comprimento por 2.2-5. pirênio com dois lóculos [Fig.103B]. muito mais longo do que largo. endocarpo de textura óssea (aparência de caroço) e geralmente com restos do mesocarpo aderido.5)3. com porção basal lisa e da porção mediana ao ápice com espessamento irregular e com retículo de 235 .8(-5.1(5. de roxo-escuro a preto.5)mm de largura e espessura.

1-)2.5(-4.1-2. Lantana lilacina Desf. LARVA – o primeiro estádio dos insetos.0mm de comprimento por (2. com 2. LÁTEX – suco leitoso.5mm de espessura. – nuculânio oblongo-globoso. com interespaços irregulares e ± profundos [Fig. mesmo sob condições favoráveis de temperatura. nuculânio oblongo-globoso com mesocarpo removido e transverso elíptico em seção transversal. LATÊNCIA – é o estado de repouso fisiológico onde a semente pode se encontrar quiescente ou dormente.7-3. LANUGINOSO – diz-se da superfície revestida com numerosos pêlos finos semelhantes a lã.2mm de largura e (2. irregulares. levemente brilhante. depois da eclosão dos ovos. superfície do endocarpo de castanho-clara a castanha.2-)2. com 2.9)mm de comprimento por (2.9-)2. como o de algumas espécies de Euphorbiaceae (Hevea.2-2. 236 . ápice apiculado e base sem fenda.4(-3.242B-B’-B’’-C-D].0-)2. inserção basal da mesma coloração do exocarpo.1mm de largura e (1.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA malhas escuras. luz e umidade.5-3.8-3.242A-A’].4mm de espessura. condição que impede a germinação de sementes viáveis. que dão o aspecto ápero-rugoso à superfície [Fig. lado levemente convexos e com um sulco largo e ligeiramente mais escuro no centro do lado ventral. castanho. Euphorbia). cavidade interna reduzida a estreita fenda entre os lóculos do pirênio.4-3.

oblongocilíndrico. pode ser cilíndrico. (fruto com mesocarpo polposo-gelatinoso e epicarpo que se desprende totalmente. sementes com pleurograma . soja. com epicarpo mais ou menos carnoso e mesocarpo de consistência carnosa ou gelatinosa. multisseminado.L LAXO – frouxo. A deiscência pode ser elástica explosiva.216A).213]. seco. e Onobrychis sp. semente com pleurograma apical-basal. [Fig. quando seco.212B]. lenhoso ou coriáceo e mesocarpo. unicarpelar. CC’.212A] ou ficar espiraladas. em Pithecellobium inopinatum (FabaceaeMimosoideae . abre-se longitudinalmente ao longo da sutura ventral (bordos de união dos carpelos) e da nervura mediana (principal) da folha carpelar. C-C’Calliandra spp. fibroso. 237 .214].Bauhinia sp. de tamanho e formas variadas. em Caesalpinia ferrea Mart. como em Bauhinia sp. toruloso ou levemente comprimido. BAnadenanthera pavonina.217]. [Fig. FIGURA 212 – Legume de: A. B. Fruto comum das Fabaceae (=Leguminosae). ex Tul. Após a deiscência as valvas podem permanecer retas ou se torcer. deiscente.com deiscência elástica explosiva e valvas retrorsas. feijão [Fig. como em Calliandra spp. [Fig.212C-C’].valvas espiraladas. A morfologia desse tipo de fruto evidencia uma adaptação do pericarpo à dispersão zoocórica.Fig.216B-C) o fruto é oblongo-cilíndrico. dos quais existem diversos tipos: Legume bacóide – fruto indeiscente com mesocarpo polposo. deixando apenas as porções fibrosas dos bordos. como em Anadenanthera pavonina L. Ocorre em Tamarindus indica L. (FabaceaeCaesalpinioideae). Legume indeiscente – Medicago sp. como de ervilha [Fig. LEGUME – fruto simples. e Caesalpinia peltophoroide Benth.valvas torcidas.. embrião com plúmula diferenciada em pinas.Fig. FIGURA 213 – Legume de ervilha.: A. [Fig.

S. Parkia multijuga Benth. O legume nucóide distingue-se da núcula por ser um fruto sempre oligospermo ou polispermo. nos gêneros Apuleia (legume samaróide não apresenta núcleo seminífero distinto da ala .. FIGURA 214 – Legume de Phaseols vulgaris: A.) R. lenhoso-fibroso ou fibroso-esponjoso. C-E. mas sim de outras partes florais. 238 .221B] e Sweetia (Fabaceae =Leguminosae). mas nunca se diferencia em polpa típica. B-C-G.Fig. Enterolobium contortisiliquum (Vell. (Fabaceae–Caesalpinioideae . Dalbergia.legume com cálice.Kummerowia striata.Fig.seção longitudinal mostrando as sementes presas na margem do carpelo. quando visível.) Benth.) Morong. F-G. (Fabaceae–Mimosoideae .legume com cálice + brácteas. Legume samaróide – fruto seco indeiscente. Legume nucóide com aspecto moniliforme – ocorre em Sophora tomentosa L.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Legume inflado – uniformemente inchado. como do cálice acrescente no ápice. (Fabaceae–Papilionoideae . ocorre em Cedrelinga catenaeformis (Ducke) Ducke [Fig.Fig.220B) e Parkinsonia sp. plano e comprimido. B. Dioclea macrocarpa Huber. D-E.legume D.Lespedeza cuneata. Dinizia excelsa Ducke (com frutos plano-convexos e cartáceos).semente. no gênero Erisma (Vochysiaceae). com adaptação à dispersão anemocórica e com uma a poucas sementes. (Fabaceae–Papilionoideae .seção transversal. Legume nucóide – fruto indeiscente ou tardiamente deiscente. como se estivesse cheio de ar.219A-B).Fig. FIGURA 215 – Legume de Lespedeza e Kummerowia: A-F. Derris [Fig.220A). Lonchocarpus [Fig.K. (Fabaceae–Mimosoideae .221D). Bowdichia. Cowan (Fabaceae– Papilionoideae .221C]. Distingue-se da sâmara porque a ala e o núcleo seminífero não são bem delimitados e as alas não são originadas dos carpelos.218). com pericarpo seco e mesocarpo.221A].Fig. Encontrado em Arachis hypogaea L.220C). stipulacea.Fig. A-B. Pithecellobium dulce (Roxb.Fig.219C-D). como em Bocoa mollis (Benth.

L FIGURA 216 – Legume bacóide: A-Tamarindus indica.Pithecellobium dulce.Arachis hypogaea. FIGURA 217 – Legume indeiscente: A. B. Bfruto em início de deiscência. FIGURA 218 – Legume inflado de Bocoa mollis: A ..Sophora tomentosa. B.Dioclea macrocarpa. B. FIGURA 220 – Legumes nucóides com aspecto moniliforme: A.Parkia multijuga. C. DEnterolobium contortisiliquum. C. ferrea.Medicago sp. C. 239 .C.Caesalpinia peltophoroides.fruto fechado.Parkinsonia sp. BOnobrychis sp. FIGURA 219 – Legume nucóide: A.

ápice com estilete (est) ausente ou inconspícuo [Fig.. alada ou não. aspecto e consistência do lenho ou da madeira.Lonchocarpus sp. Lepidium sp. B. Seguem as características diferenciais das silícolas e das sementes de espécies de Lepidium: Lepidium bonariense L. como as sementes de Amaranthus e Chenopodium. o FIGURA 221 – Legumes samaróides: A. – com silícola de ovada a orbicular. semente de ovada a obovada. base geralmente atenuada e com hilo.lf) da espigueta das Poaceae (=Gramineae). além das laterais não muito visíveis. 158A-le].318. com duas valavas. fosca. cada uma unisseminada e geralmente com estilete apical remanescente no ápice [Fig. LENTICULAR – em forma de lente duplamente convexa ou de lentilha [Fig. LENHOSO – diz-se de um órgão vegetal que apresenta natureza. – com silícola ovada-elíptica a quase orbicular.11A-lf]. Possui a nervura mediana mais ou menos perceptível. C. Lema estéril – é a glumela inferior (le) de um antécio estaminado. (1999). ambos do mesmo comprimento).Apuleia sp.157. sulco longitudinal ± conspícuo. levemente reticulada. Fonte C-D: Barroso et al. localizada na base de cada flor (antécio) e que envolve a cariopse pelo lado dorsal (externo) [Fig.319]. 240 . reto ou ligeiramente encurvado. No eixo da ráquis situa-se mais abaixo e envolve a base da pálea.Derris guianensis. LEMA – glumela inferior ou externa (bractéola fértil .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA LEGUMINOSAE – sinônimo de Fabaceae. antécio estaminado pode estar reduzido apenas a glumela inferior [Fig.319A]. ápice arredondado. D. que corre do hilo para o centro da semente (separando internamente o eixo hipocótilo-radícula dos cotilédones.Cedrelinga catanaeformis.100I].

319D]. Lepidium ruderale L. com 2. frequentemente [Fig. semente de largo-ovalada a largo-obovada. semente ovalada. base estreita. lisa.2(-2. granular.) Desv.5(-2.8mm de largura e 0.3-3. com conspícuo sulco quase reto. sulco ± conspícuo.L Lepidium campestre (L.5)mm de comprimento por 1.0-1. com ápice emarginado.0mm de comprimento por 1.319E]. finamente granulosa-reticulada. com conspícuo sulco curvo. base com duas pontas e hilo esbranquiçado. 241 . semente obovada. ala marginal. de amareloescura a amarelo-acinzentada. de castanho-escura a castanho-avermelhada. com ápice largoalado e emarginado [Fig. – com silícola largo-ovada. com 1. estreito-alada e geralmente com estilete (est) persistente [Fig.5) mm de comprimento por 1.6-1. de castanho-escura a castanho-preta. margem cotiledonar reta e margem do eixo hipocótilo-radícula curvada.8-2. Lepidium draba L.2(-2.319B]. com conspícuo sulco ligeiramente encurvado. com 1. comprimida na porção superior. se afila convexamente do ápice para a uma base aguda com hilo claro.4mm de espessura.0)mm de largura e 0.319C].5mm de largura e 0. base com hilo esbranquiçado e levemente protuberante. Lepidium sativum L. com 2.6-0. lisa.) R.2-0.8mm de espessura. – com silícola orbicular-ovada. muito comprimida.318A-B. base com duas pontas quase inconspícuas e hilo branco. (=Cardaria draba (L.5mm de largura.) – com silícola de ovada a elíptica. – com silícola ovada.4mm de comprimento por 0. de castanhoavermelhada-clara a escura.0-2.1-1.8-1. ápice emarginado e com estilete (est) geralmente persistente [Fig.0mm de espessura. Br.2-1.2-1. semente ovalada.

215D-E]. miudamente tuberculada (que acompanha o contorno da semente). – com silícola orbicular (globosa).2-0. nas flores das 242 .0mm de largura. pubescente no ápice e ao longo dos lados. fendido até quase a base e com lóbulos estreitos. miudamente tuberculada.0)mm de comprimento por 0. fruto ou semente) que se apresenta coberta com pequenas escamas peltadas. isto é. com 3-5mm de comprimento por 1.7-2.) Gaertn. de 0. alaranjada ou de castaho-alaranjada a castanho-avermelhado-clara. com sulco mais acentuado na porção mediana.4) mm de espessura. Don. LIGNIFICADO – diz-se de qualquer parte da planta que se encontra impregnada de lignina.3(-0. brácteas ausentes [Fig. acuminados e pubescentes.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Lepidium virginicum L. LEPIDOTA – diz-se da superfície de um órgão (folha. que ocorre na junção do pecíolo das FIGURA 222 – Lígula. ala geralmente translúcida.3)mm de largura e 0. semente de ovalada a obovada.31F].203M]. – legume unisseminado. com (1. portanto adquire textura de madeira. com ápice estreito-alada e largo-emarginada [Fig. muitas vezes com margem cotiledonar reta e a do eixo hipocótilo-radicula convexa. cálice basal com mais da ½ até ¾ do comprimento do fruto. LÍGULA – apêndice membranáceo.). a escama é arredondada e se fixa no centro [Fig.1mm de largura e que só não circunda o bordo cotiledonar.8-1. folhas com a bainha [Fig. com retículo tênue.5-2. Lespedeza cuneata (Dumont) G. hilo basal esbranquiçado. castanhoavermelhado-escuro.1-)1. nas Poaceae (=Gramineae) como no capim-pé-de-galinha (Eleusine indica (L.222].2(-1. comprimida.

Leucanthemum e Tanacetum. LIGULADO(A) – provido de lígula. 243 . com bordos paralelos e geralmente mais longo do que largo. de recortes pouco profundos e arredondados.172-l]. LINEAR – diz-se quando um órgão (folha. 139 a 147]. LIMBO – parte expandida (l) de uma folha (lâmina) [Fig. como as folhas de Raphanus rhaphanistrum L. Coleostephus. sem nenhuma elevação ou aspereza aparente. geralmente lustrosa.ou pentadentada. quando as pétals unidas formam uma única lígula.L espécies da família Asteraceae (=Compositae) denomina-se de lígula à corola gamopétala e zigomorpha. reto. LIRADO(A) – o mesmo que panduriforme. semente ou embrião) é estreito. Glebionis. embrião axial [Fig. LISA(O) – diz-se da superfície plana. LIGULIFORME – em forma de lígula. mas com várias sinuosidades em cada lado e que diminuem da porção mediana para a base [Fig. ocorre nos gêneros Chrysanthemum.103A]. como as folhas das gramíneas [Fig. tri.102 K]. LOBADO(A) – diz-se de um órgão provido de lobos. LINTER – penugem que permanece nas sementes de algodão após o beneficiamento. das flores da periferia ou de todas as flores do capítulo. fruto. (Brassicaceae =Cruciferae). isto é.

perenne. antécio fértil oblongo. B.269-lod].L. membranácea no ápice e subigualando-se a pálea fértil (pf) lisa e lustrosa em direção ao ápice. multiflorum. largo e ápice não expandido. duas ou três escamas hialinas. lod. segmento da ráquila (seg) achatado. se desarticulam acima das glumas e entre os antécios.54B-C-lo]. óvulos ou sementes [Fig. LOBULADO – diz-se do órgão provido de (ou dividido em) lóbulos. rudimentos ancestrais do perianto. adpressas à base do ovário [Fig. antera.157] e Phalaris [Fig. – espiguetas multifloras (unidade-semente múltipla). em geral de um esporângio. grãos de pólen. LODÍCULA – o mesmo que glumélula. LOCULICIDA – diz-se do fruto (cápsula) que apresenta deiscência ao longo FIGURA 223 – Lodícula: an. C. temulentum. Seguem as características diferenciais de espécies de Lolium: 244 . comprimidas.L. granulosa.54A-lb].L. gluma inferior geralmente ausente. LÓBULO – diz-se do órgão com pequeno lobo (lb) [Fig. ovário ou fruto. arista (as) geralmente quebrada no beneficiamento. 225] A unidade-semente é o antécio fértil.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA LOBO – diz-se do órgão com recorte(s) pouco profundo(s) e arredondado(s). da nervura mediana. FIGURA 224 – Lolium (antécio fértil lados ventral e dorsal): A. como em Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Oryza [Fig. 223-lod] e da espigueta.lodícula. com duas glumas (inferior e superior). 224. 63.62.antera. esestigma.166. contendo respectivamente os esporos. esparsopubescente ou glabra. Lolium sp. LÓCULO – cavidade (lo) de um órgão. exceto na espigueta terminal. sésseis. alternas sobre o eixo central. calo estreito transverso-elíptico e com bordo fino [Fig. convexa. Ver cápsula loculicida [Fig. com lema (lf) 5-7-nervada. 64].

7mm de espessura. ápice curto.5mm de largura e 0. ápice obtuso ou curtopontudo. B.L. pálea fértil (pf) acanalada.L Lolium multiflorum L. exceto na base que é ligeiramentre mais estreita. de coloração amarelo-acinzentada a cinza-amarromzada e fosco. tão longa quanto a lema. – espiguetas com glumas mais curtas do que o antécio fértil. com curtos dentículos nas carenas e frequentemente intercalados com espaços sem dentes.4mm de largura e 0.2-1. achatado dorso-ventralmente e quase com a mesma largura em toda extensão. Lolium perenne L. este oblongo ou lanceolado. sem dobras transversais. quase da mesma espessura em toda extensão. este oblongo ou lanceolado.0-7. com 5-7mm de comprimento (exceto a arista) por 1.L. cariopse lanceolada ou oblonga.5-)2.7-0. exceto na base que é ligeiramentre mais estreita.8(-0. perenne. com 5. fraco-convexa. segmento da ráquila (seg) cilíndrica ou ± quadrangular (depende da variedade). temulentum.9)mm de espessura. lema fértil (lf) oblongo-lanceolada.L. afilandose levemente para a base. – espiguetas com glumas pouco mais curtas do que o antécio fértil.5mm de comprimento por (1. arista (as) tão longa quanto a lema fértil. achatado dorso-ventralmente e aproximadamente com a mesma largura em toda extensão. de coloração castanho-amarelada a acinzentada e fosco. achatada dorso-ventralmente e de coloração castanho-amarelada a FIGURA 225 – Lolium (antécio fértil vista lateral): A. lema fértil (lf) oblongo. afila-se para um ápice agudo. alarga-se ou não para o ápice (depende da variedade) e pouco mais estreita do que em Lolium perenne. curta.lanceolada. nervuras frequentemente inconspícuas. C. aristada. 225A].7-4.multiflorum.224A. mais ou menos convexa (depende da variedade).0mm de comprimento por cerca de 1. castanho-escura [Fig. com 3.0mm de 245 .

fracamente 5-nervada. BStylosanthes guianensis.7.5-4. não achatado dorso-ventralFIGURA 226 – Lomentos: A. carenas com curtos e densos dentículos uniformemente inclinados e no ápice múticos. D-D’. com dobra transversal na porção mediana ou pouco acima.3-1. tão longa quanto a lema. aristado.0mm de espessura. com dorso achatado. semarista ou quando presente. em vista lateral com lado ventral fortemente arqueado e dorsal reto.1. segmento da ráquila (seg) de 0. com cerca de 12(-15)mm de comprimento. larga.0mm de comprimento por 1.8-2. arista (as) com inserção subapical na lema.2mm de espessura. Lolium temulentum L. muito adpressa a pálea e se alarga uniformemente para o ápice. translúcido. com curtos dentículos nas carenas. ápice frágil. fortemente acanalada. segmento 246 . sem dobras transversais.5)mm de largura e 2. de 6-7mm de comprimento (exceto a arista) por 2. porção mediana das nervuras laterais sem dentículos. curta e frágil.0-2. lema fértil (lf) fortemente convexa.Stylosanthes humilis.5-3.4mm de largura e 0. mente. visível através do antécio fértil e intimamente aderida a ele.0(-3. mais largo na porção mediana. pálea fértil (pf) bicarenada.7-0. 225B]. com 3. com estreito sulco mediano arredondado.5mm de comprimento. ápice obtuso e bordos não encobrindo as carenas da pálea fértil. antécio fértil de ovalado a largo-elíptico.8mm de espessura.Aeschynomene denticulata. lema e pálea nitidamente 5-nervadas e de cinzaamareladas a castanho-claras.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA largura e 0. arredondada no ápice e largo acanalada no lado ventral e de coloração castanho-amarelada [Fig. – espiguetas com glumas (inferior e superior) 7-nervadas e subigualando-se ao resto da espigueta. estreitando-se para um ápice obtuso. pálea fértil (pf) acanalada.Zornia diphylla. escabrosa e em geral quebrada quando misturada as sementes comerciais.224B. afila-se para o ápice. C. cariopse oblonga-lanceolada.

Desmodium incanum. Hedysarum. com segmentos. adpressa a pálea. ocorre em Fabaceae– Caesalpinioideae como no gênero Cassia subgênero Fistula: Cassia ferruginea (Schrad.224C. deiscentes ou indeiscentes. e em Prosopis hassleri Harms (Fabaceae–Mimosoideae . como nos gêneros Aeschynomene. Este fruto ocorre também em Gleditsia sp. com epicarpo e mesocarpo contínuos. calo estreito transverso-elíptico. mesocarpo granuloso-polposo e endocarpo coriáceo. D. indeiscentes e de consistência óssea ou coriácea. em segmentos (artículos – ar) unisseminados.. 227). Coronilla.Desmodium tortuosum.7-4. B. com ápice plano-ovalado e de até 3mm de comprimento. Stylosanthes e Zornia (Fabaceae =Leguminosae . que se separa em pedaços (artículos – ar) monospérmicos. de falcado a subfalcado. 228B]. C.Desmodium adscendens. drupáceo – fruto indeiscente.5mm de largura e 0. alongado.Fabaceae. (Fabaceae–Caesalpinioideae – Fig. endocarpo articulado.Fig. fragmenta-se transversalmente.) Schrad.0mm de comprimento por 1. comprimido. Crotalaria. ex DC.228A-B) onde o fruto é linear-oblongo.Fig.L da ráquila (seg) achatado-cilíndrica. na maturação. 247 . mais larga do ápice a porção mediana e afilando-se para a base. com 3. lado dorsal plano e ventral largo-acanalado.226. Lomento FIGURA 227 – Lomentos: A. em geral. com epicarpo cartáceo.228C).4-1. Desmodium. pouco profundo e com sulco mediano [Fig. 225C]. com constrições entre as sementes. LOMENTO – fruto artrocarpáceo seco. subretangulares e sementes com pleurograma (ple) [Fig.8mm de largura. cariopse oblonga-cimbiforme. sub-cilíndrico.7-0. Cassia fistula L. Existem formas botânicas com ou sem aristas.

reluzente. CGleditsia sp. como em Desmodium tortuosum (Sw. LUTÉOLO – de coloração levemente amarelada. o mesmo que lunado. fruto ou semente) tem contorno semelhante a lua crescente [Fig.102F].inserção da semente nos artículos.) DC. LÚTEO – de coloração amarelo-vivo tirante a vermelho. [Fig. que se separam em pedaços (artículos – ar) monospérmicos. FIGURA 228 – Lomento drupáceo de Prosopis hassleri: A. LUNIFORME – que tem forma de meia-lua. B. e endocarpo articulado.227C]. LUNADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. LUSTROSO – o mesmo que brilhante. LUTESCENTE – de coloração que se aproxima do amarelo-pálido. LONGITUDINAL – que está na direção do eixo principal (sentido do comprimento) do órgão vegetal. indeiscentes. com epicarpo e mesocarpo contínuos.fruto. de consistência co- riácea ou óssea e apresentam istmo (is) central entre os artículos. 248 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Lomento toruloso – fruto indeiscente.

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MACROSPORÂNGIO ou MEGASPORÂNGIO – nas Angiospermas é denominado de nucelo. As sementes podem ter ou não estreita ala. MACERAR – amolecer um órgão (semente) em um líquido.flor feminina com escamas de Cupressus goveniana. b. que são medicinais. MANCHA HILAR ou MANCHA HILARIS – ver hilo [Fig. MACROSPORÓFILO – encontra-se. nos cones femininos FIGURA 229 – Macrosporófilo (a.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA MACERAÇÃO – ato ou efeito de macerar. se abre no amadurecimento das sementes. formando uma espécie de baga (fructus juniperi). MANCHADO – que tem macula de diferentes colorações e/ou tonalidades. Em Juniperus permanece fechado. submetio a maceração. MACROGAMETÓFITO – célula modificada e que formará o megagameta.229].11D]. que são compostos de poucas escamas férteis ou estéreis. como em Cupressus goveniana Gordon [Fig. são células especializadas na nucela e que dão origem aos óvulos (macrosporos). nas Cupressaceae. por fendas entre as margens das escamas.cone maduro). usadas no preparo de bebida alcoólica (genebra) e no preparo do chucrut. 250 . ou para o ovário com óvulos aptos a serem fecundados. MACERADO – que sofreu maceração. MADURO – usado para frutos que tem sementes aptos a germinar. O cone seminífero maduro varia de coriáceo a lenhoso. o memo que megagametófito. imersão em um líquido. em posição oposta ou verticilada.

preto. MELONÍDIO – fruto bacóide. como os frutos dos gêneros Carica [Fig. não FIGURA 231 – Melonídios (seção transversal): A.Carica sp. cálice (cal) acrescente com cinco lóbulos. semente com hilo localizado num entalhe basal excêntrico raso. carnoso.Fig. com cavidade central ampla. originado de um ovário ínfero ou súpero. com configurações conspícuas no dorso [Fig. – legume indeisecente coclear. MEGAGAMETA – célula aredondada que se forma de um megagametófito. Medicago tuberculata Willd. que corre do hilo para o centro da semente. angular. denteada. multisseminado. como crenada. B. que produz mel. serreada. Citrullus (Cucurbitaceae) e Passiflora (Passifloraceae . – núcula (nu) unisseminada. ondulada.231B] e Jacarantia (Caricaceae). que envolvem numerosas sementes ariladas ou com funículo espessado.231A). pericarpo com pouca ou muita espessura (carnoso).núcula com cálice basal acrescente. que pode ser inteira ou apresentar diversas divisões. B. Seguem as características diferenciais das espécies de Melilotus: FIGURA 232 – Melilotus indicus: A. 251 . MARGINAL – que se refere a margem.M MARGEM ou BORDO – a parte mais externa de um órgão (folha. sinuada. Melilotus sp.. com placentação parietal. Ver placentação marginal [Fig.230A]. dividida em lóculos e forrada por placentas carnosas. lóbulo radicular mais estreito do que o lóbulo cotiledonar e separado por um conspícuo sulco raso. A unidade-semente é a semente.semente. MELÍFERA – plantas cujas flores atraem abelhas.110]. Parietal(B). fruto ou semente).Passiflora sp. aculeada e serrulada [Fig.217A]. FIGURA 230 – Marginal (A). MEGAGAMETÓFITO – o mesmo que macrogametófito. indeiscente.

de 1. hilo pequeno e inconspícuo.5mm de comprimento por 2. Melilotus officinalis (L. de 1. 252 . de 3-4mm de comprimento por 2. de amarelo-esverdeada a castanho-pálido.8-2. fosca.233]. (= Melilotus alba Medik. com curto estilete remanescente no ápice.5mm de comprimento por 1.232]. com curto estilete remanescente no ápice. com conspícuo sulco raso.3mm de largura e 0.) All. hilo orbicular circundado por um halo branco. lisa.0-1. de 2.núcula com cálice basal acrescente.3mm de espessura.5mm de largura e 1.0mm espessura.5-2. fosca. – núcula (nu) ovóide. de castanho-cinza a catanhoesverdeada.0mm de espessura. com largo sulco conspícuo e raso.0-2.0mm de espessura.8 mm de comprimento por 1.0-2. rugosa-escavada e com algumas nervuras transversais onduladas. – núcula (nu) subglobosa. Melilotus indicus (L.6mm de largura e 1. lisa. superfície preta e grosseiramente reticulada.2-1.) – núcula (nu) ovóide.5mm de espessura. hilo pequeno e conspícuo. FIGURA 233 – Melilotus officinalis: A.) Lam.8mm de comprimento por 1. superfíce de amarela a amareloavermelhada. fosca. cálice (cal) cerca de 1/3 do comprimento da núcula e lóbulos curto-agudos.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Melilotus albus Medik.5mm de largura e 1. semente ovóide. cálice (cal) de até ¾ do comprimento da núcula e lóbulos longo-acuminados. B. rugosa (finos tubérculos). semente ovóide ou cordiforme. cálice (cal) menos da ½ do comprimento da núcula e lóbulos cuto-agudos. eixo hipocótilo-radicula com cerca de ¾ do coprimento dos cotilédones.semente.5mm de largura e 1. eixo hipocótilo-radicula com cerca de ⅔ a ¾ do coprimento dos cotilédones [Fig. superfície de castanha a preta e transversalmente rugosa. com 1.2-1. eixo hipocótilo-radicula com cerca de ⅔ a ¾ do comprimento dos cotilédones [Fig. semente de ovóide a cordiforme.0mm de espessura.4-1.0mm de largura e 1. com conspícuo sulco raso.6-1. com curto estilete remanescente no ápice. de 3-4mm de comprimento por 2. de amarela a castanho-amarelada.

ápice e base a agudos. Beauv. pediceladas. gluma superior bilobada. Seguem as características diferenciais de espécies de Merremia: 253 . levemente lustroso e liso [Fig. cariopse: D. lado dorsal convexo e ventral carenado e com duas faces de planas a FIGURA 234 – Melinis minutiflora: A-B-C. lema fértil (lf) com 0.espigueta. glabras.) Urb. MEMBRANÁCEA(O) – com textura de membrana. com cerca de 1. Merremia sp.8mm de comprimento.dorsal. levemente afundadas ou convexas.234] MELONIFORME – com forma que se assemelha a do melão.8-2.4-0. gluma inferior reduzida a pequena escama de 0. cariopse elipsóide.2mm de comprimento por 0.101J]. F. do comprimento da espigueta.5-1.ventral.3mm de comprimento. com ou sem arista (as) terminal. lema estéril com arista reta inserida entre os 2-dentes apicais. ao pericarpo dos frutos e ao tegumento das sementes.235]. do tipo ipomoea. roxo-avermelhadas. sulcada. E.5mm de largura.4mm de largura e pericarpo castanho-esverdeado. hilo de transverso-ovalado a transverso-elíptico. pálea fértil subhialina no ápice. margem bem delimitada (Merremia aegyptia (L. irregularmante esférico com costelas salientes [Fig. solitárias. com base emarginada ± conspícua.M Melinis minutiflora P. com 1. – espiguetas estreito-oblongas. fortemente nervada. com dois antécios. ± afundado. pode ser aplicado às folhas. A unidade-semente é a semente. – semente de globosa-cuneiforme a ovóide-cuneiforme. semelhante a lema estéril e maior do que a lema fértil.) ou inconspícua (nas demais espécies). como duas projeções [Fig. o inferior reduzido a lema estéril.lateral.2mm de comprimento por 0. circundado por um sulco e pela saliência hipocrepiforme ± conspícua ou apunas visível na base. membranácea.

34. não afundado. – semente de subglobosa a ovóide-cuneiforme.7mm de comprimento por 3. superfície do tegumento de fosca a levemente brilhante.5)mm de largura e 2. – semente globosa-cuneiforme.5mm de espessura.5-4. de coloração alaranjada (imatura) e castanho-amarelada-escura (madura) [Fig.235A-B]. FIGURA 235 – Merremia (semente): A-B.M.5-3. finamente pontilhada (10X). C-C’-D.8-)4.5)mm de largura e 3.7mm de comprimento por 1. margem com nítida listra. cissoides. com (3. mais largo na parte superior e inferior.0mm de largura.M.0)mm de espessura.M. macrocalyx: A-C-C’-E-G.) Hall. hilo transverso-ovalado. lado dorsal com base emarginada e ventral com carena de obtuso-arredondada a inconspícua. muito próximas uma da outra e em geral mais claras do que o tegumento.2(-4. lado ventral 254 . G-H.M.lado dorsal. saliência hipocrepiforme mais conspícua na metade inferior e na base com duas projeções largoovaladas. Merremia cissoides (Lam. com 0. B-D-F-H. E-F.lado ventral. branco e circundado por um sulco esbranquiçado.8(-4.0(-4.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Merremia aegyptia (L. aegyptia.2-) 4.0-4.5-3.7(-5.) Urb.0-)4. dissecta. glabro. com (4.0)mm de comprimento por (4.f.

de coloração alaranjada (imatura) a castanho-escura (madura). na base com duas projeções estreitoovaladas. 255 . carena e margem inconspícuas com faces fortemente convexas (quando no fruto se formaram apenas três sementes).M com carena obtuso-arredondada. lanceoladas ou suborbiculares. miudamente alveolada (10X).0-9. fasciculados e alvo-translúcidos. fasciculados.0-7. superfície do tegumento fosca.f. às vezes. área hilar largo-obovada. não emarginado na base. hilo transverso-elíptico. na base com duas projeções suborbiculares.235C-C’-D]. revestida por pêlos simples. mais visível nas sementes de coloração cinza-escura. com 1.0mm de largura e preto. com 7. com 0. levemente afundado. lado ventral com carena obtuso-arredondada (às vezes inconspícua). miudamente alveolada (20X).5-)5. alvo-translúcidos. revestida por fina camada ceróide castanho-clara [Fig. de castanho-avermelhado a castanho-escuro e circundado na parte superior por um semi-halo preto. muito caidiços. muito próximas uma da outra e ± inconspícuas.2-1.0mm de comprimento por 6.0mm de largura. dando à semente o aspecto de pequenas manchas claras de coloração castanho-acinzentada [Fig. com numerosos pêlos simples.) Hall.235E-F].5mm de diâmetro.2mm de largura e (4. geralmente mais densos e menos caidiços no sulco e diminuindo em quantidade do hilo para a saliência hipocrepiforme. lado dorsal mais convexo na ½ inferior.8- 0. hilo transverso-obovado. superfície do tegumento fosca. Merremia dissecta (Jacq.5mm de espessura. de coloração cinzaescura a preta. não afundado.9mm de comprimento por 2.0-5. com 0. – semente de ovóide-cuneiforme a subglobosa. glabra.8mm de comprimento por 1.

pode ser fibroso.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Merremia macrocalyx (Ruiz & Pav.e o endocarpo. também denominado de gema apical. MESOCARPO – camada mediana dos frutos (do pericarpo). cuja função é produzir novos tecidos por divisão de suas células.2mm de comprimento por 3.5mm de largura. ainda não diferenciado e que se localiza no ápice da plântula ou da planta.8-4. 325]. 94. em geral. como nas Malvaceae [Fig.) O’Don. como nas Apiaceae (=Umbelliferae) [Fig. ou seja.9mm de comprimento por 1. hilo transversoelíptico. com 0.235G-H]. 256 . não diferenciado. MERICARPO – o mesmo que carpídio.82].265. castanho-negro. embrionário. de coloração castanhoescura (imatura) e negra (madura). áspera. na base com duas projeções estreito-lanceoladas. revestida por fina camada ceróide mais clara e com numerosos e diminutos pêlos simples e alvo-translúcidos [Fig. à parte mais desenvolvida do fruto [Fig. lado ventral com carena arredondada. – semente globosacuneiforme. carnoso e comestível ou não. Cada uma das partes unisseminadas de um fruto esquizocarpáceo seco e indeiscente. corresponde ao mesófilo carpelar e é. não afundado.35. é a parte que fica entre o epi. que na maturação se decompõe em dois mericarpos.7-3. Cada mericarpo corresponde a metade de uma folha carpelar. Meristema apical – tecido vivo.83-car] e em mais de dois mericarpos.8-0. MERISTEMA – um tecido vivo.41. com pilosidade igual à do tegumento e circundado na parte superior por um semi-halo escuro e piloso. superfície do tegumento fosca. com 3. farináceo.9mm de diâmetro.

MICÉLIO – conjunto das hifas de um fungo. como em Fabaceae (=Leguminosae) no gênero Phaseolus [Fig. a posição da radícula do embrião. METÁFILOS – são as folhas que se formam após o(s) eófilo(s).311]. Pisum [Fig. folhas adultas. que em muitas sementes se evidencia como uma saliência no tegumento ou por dois feixes mais claros.78B-cop]. ou um pequeno orifício punctiforme (poro).308. 257 . MICROSPORÂNGIO ou SACO POLÍNICO – oposto a macro-(ou mega-) sporângio. é a parte que fica abaixo das raízes adventícias do primeiro nó até o início da radícula.M MESOCÓTILO – nas Poaceae (=Gramineae) é a parte do eixo embrionário entre o ponto de inserção do escutelo e o coleóptilo [Fig. MICROORGANISMO – é um micróbio. freqüentemente fechada formando uma cicatriz superficial. MICRÓPILA – pequena abertura ( m) existente no integumento de um óvulo [Fig. nas Angiospermas são as células especializadas da antera e que produzem os grãos de pólen ( gp .310]. um ser microscópico. abaixo.microsporos) [Fig. 309]. causador de fermentações e doenças.13A].297] ou no tegumento da maioria das sementes maduras [Fig. Nem sempre é claramente visível. Vicia. Na plântula. Indica sempre. e nas Fabaceae (=Leguminosae) onde se inserem os cotilédones.

5-8. geralmente com esparsoas e pequenas manchas lineares amareladas. . como em Coix lacrima-jobi L. fosco.321A-A'-A'') ou que não se separam (Raphanus sativus L.Fig.0-)7. MONILIFORME – em forma de rosário de contas [Fig.321B) na maturidade. que constam de pecíolos curtos com escamas terminais alagados. ou são segmentos arredondados superpostos. com uma série de invólucros córneos superpostos. somente nos cones masculinos. córneo. MIMOSOIDEAE – subfamília da Fabaceae. nas Cupressaceae. MICROSPOROS ou GRÃOS DE PÓLEN (gp) [Fig. espécies da família Brassicaceae (=Cruciferae). 258 . de irregularmente transverso-rugosa a tuberculada. com ápice obtuso-arredon- dado e base truncado-aneliforme.Fig. núcula globosa com pericarpo reduzido a fina película e que internamente se justapõem ao tegumento membranáceo e externamente ao espesso externamente ao espesso antocarpo [Fig. de coloração castanho-escura a preta. com constrições entre eles e que podem se separar (Raphanus raphanistrum L. com (6.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA MICROSPORÓFILO – encontra-se. Mirabilis jalapa L. A unidade-semente é o antocarpo. portadoras de 2-3-6 sacos polínicos livres. Ver Fabaceae.Fig. ± alongado. – antocarpo de globoso a largo-ovóide (parece uma granda) e orbicular em contorno.101-O]. Ver macrosporófilo.96). . (Poaceae =Gramineae .171].5(-6.0)mm de diâmetro.5mm de comprimento por (4. glabro.5-5.15D-E].2-)4. superfície com cinco estrias longitudinais.

M MONOCOTILEDÔNEA – planta ou grupo de plantas. quando o ápice de um órgão (folha. MUCILAGEM – diz-se da superfície que apresenta substância parecida com goma. MUCRO ou MÚCRON – ver apículo. MUCILAGINOSO – que tem textura de mucilagem (goma). MONÓICA – planta com flores masculinas e femininas separadas. MUCRONULADO – provido de múcron (apículo) muito reduzido.16B]. que produzem flores e cujas sementes (cariopse) possuem um embrião com um único cotilédone. mas no mesmo indivíduo. MUCRONADO(A) – provido de múcron. fruto ou semente) termina abruptamente em pequena (curta) projeção (ponta) aguda e dura no centro [Fig. líquido de textura viscosa. MONOGÉRMICO ou MONOSPÉRMICO ou MONOSPERMO – o mesmo que unisseminado. Angiospermas. MULTIFLORA – que tem muitas flores. plulobulado 259 . MULTICARPELAR – diz-se do gineceu que tem vários carpelos. MULTILOBADO – que tem muitos lóbulos.

MÚTICO – o termo somente é empregado em oposição a outro que indica: com ponta. MURICADA – diz-se da superfície de certos frutos com numerosas excrescências (protuberâncias) curtas. incorretamente. uma delas é mucronada FIGURA 236– Muricado. poligérmico. MÚLTIPLO – diz-se quando um fruto deriva de várias flores da mesma inflorescência.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA MULTIGÉRMICA – alguns autores utilizam esse termo. envolto pelo cálice acrescente. MULTISSEMINADO – com muitas sementes. 236]. MULTILOCULAR – quem tem muitos lóculos.) Hill. Myosotis arvensis (L. e a outra não. o mesmo que oligospérmico. oligospermo. MURIFORME – diz-se da superfície que apresenta divisões transversais e longitudinais. irregulares e duras. como sinônimo de multisseminado. o mesmo termo pode ser usado em contraste com cuspidado ou aristado.203D. polispérmico ou polispermo. (=Myosotis intermedia Link) – fruto artrocarpáceo geralmente com quatro carcerulídios. tubérculos pontudos ou curtos acúleos cônicos) [Fig. esse caso a última pode ser designada de mútica. MULTIOVULADO – diz-se do ovário que tem vários lóculos. contrasta-se duas coisas. assim. 260 . ou provida de saliências (espinhos. ou qualquer outro similar.

com superfície lisa. glabra.M carcerulídio ovalado. invaginado e reto.76I]. semente inclusa no carcerulídio. A unidade-semente é o carcerulídio. frequentemente formado por duas pequenas verrugas esbranquiçadas. cicatriz de inserção basal-ventral.8mm de largura e 0. muito lustrosa e de coloração preta. com 1. com tegumento membranáceo.4-0. comprimido. 261 . endosperma carnoso [Fig.5mm de espessura. pericarpo crustáceo. com ápice obtuso e base arredondada. que o divide em duas faces quase planas. achatada. margem circundante aguda.2-1. embrião axial. lado dorsal levemente convexo e ventral levemente carenado.5mm de comprimento por 0.

262 .

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semente ovóide. Neslia paniculata (L. 244].0mm de espessura.100G].101R]. NÓ – parte de um eixo embrionário ou de uma plântula. cotilédones ou escutelo). circundada por estreita margem. amarelada ou alaranjada. de coloração cinza-esverdeada a castanho-acinzentada ou castanho-escura.5(-1. NERVURA – conjunto de elementos condutores.1)mm de largura. que corre do hilo para o centro da semente (separando internamente o eixo hipocótilo-radícula dos cotilédones) [Fig. de 1. 318C]. Necróse profunda – localiza-se profundamente dentro do tecido.9)mm de comprimento por 1. superfície grosseiramente reticulada.5-2. como a raiz do rabanete [Fig. com rostro (ro) apical.) Desv.172C. um pouco comprimida.6mm de largura e 1. base (área hilar) pontuda (posição da ponta da radícula) e com sulco longitudinal conspícuo.6-2. Necróse superficial – localiza-se superficialmente nos tecidos. A unidade-semente é a silícola. NEMATÓIDE – organismo fino e alongado.0(-1. com 1. – com silícola de ovóide-globosa a subglobosa. folhas e ramos [Fig.0-2.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA NABIFORME – que tem a forma de nabo (esfera achatada). em especial na face abaxial. a partir do qual se origina uma folha ou uma folha modificada (coleóptilo. como um fio de linha. NAVICULAR – o mesmo que cimbiforme [Fig. que se distinguem. ou parte espessada sólida do colomo onde nascem raízes. 264 . interespaços afundados.2mm de comprimento por 2. com grande nitidez nas folhas. fosca. NECROSE – área de um tecido morto.

desenvolvendo-se no centro da semente um endosperma ruminado. Algumas vezes a nucela (n) se desenvolve muito depois da fecundação do óvulo (ov) e a chalaza (ch) preenche os espaços laterais da semente.N NOZ – denominação genérica para aquênio ou núcula. corresponde ao megasporângio. com dois ou mais carpelos. 265 . fruto do carvalho (Quercus rubor L. NUCÁCEO – fruto originado de um ovário súpero. NÚCLEO POLAR – no óvulo das Angiospermas é cada uma das duas células (np) que se encontram na porção central do saco embrionário (sa) [Fig.297]. ela é usada apenas parcialmente. (Dilleniaceae) e Heliocarpus (Tiliaceae). a nucela (n) é praticamente toda consumida durante a formação do saco embrionário e do endosperma (en) [Fig.171A. como em Balfourodendron (Rutaceae). Na maioria das espécies vegetais. pode apresentar apêndices sob a forma de alas.44]. Curatella americana L. NUCELA – tecido nutritivo do saco embrionário (as). e a parte remanescente vai funcionar como um tecido de reserva na semente madura.) [Fig. 243). Nucáceo bilocular – com dois lóculos. em outras espécies. Nucáceo multilocular – com 4-5 lóculos Balfourodendron (Rutaceae) e com 2-5 lóculos Triumfetta (Tiliaceae – Fig. 297]. Ver endosperma ruminado e perisperma.171A. que se torna ruminado pelas invaginações transversais do tegumento. com dois ou mais lóculos. não deve ser utilizado na descrição morfológica. denominada de perisperma.

O núcleo seminífero pode ser equinado como em Centrolobium tomentosum Guill. Coutarea sp. por divisão.Fig. e Riedeliella sp. Jacaranda (Bignoniaceae).R. C. A. betulídio.Fig. formado por 1-2 carpelos.305G-H). (Apocynaceae). [Fig.) Cambess (Caryophyllaceae .Fig. Aspidosperma macrocarpon Mart. ocorre a penetração do tubo polínico no óvulo e o desaparecimento do núcleo vegetativo. ou como no samarídio de Serjania cuspidata. 312A. com pericarpo seco. (A-B-C). Arg. tem formas variadas.312F). polyneuron Müll.Fig.. bulbosus. lenhosa ou membranácea).Fig. núcula e nucáceo. acris. (Meliaceae). NUCÓIDE – fruto indeiscente. a superfície do pericarpo pode ser lisa.St. Arg.312D].-Hil. cerdosa ou equinada e se divide em sâmara. a dois núcleos espermáticos. (Fabaceae–Caesalpinioideae – Fig. (Rubiaceae .Fig. nos gêneros Dimorphoteca (AsteraFIGURA 237 – Núcula com ganchos em Petiveria sp. ceae). Serjania glabrata Kunth. ex Benth. Banisteriopsis muricata e Banisteriopsis andersonii (Malpighia-ceae .Fig. apresenta um grande número de acessórios. B-B’. como na sâmara de Centrolobium tomentosum Guill.Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA NÚCLEO GERMINATIVO – do grão de pólen dá origem. Ver a descrição de cada um deles.R. como em Allamanda [Fig. Cedrela fissilis Vell. FIGURA 238 – Núculas de Ranunculus: A. aquênio. não diferenciado nas três camadas típicas (coriácea. Spergula arvensis L.299A-E). NÚCLEO SEMINÍFERO – parte (nse) que contém o embrião numa semente alada. Pterogyne sp.299F): ou é a parte que contém o embrião em um fruto.299A) e não equinado em Tipuana (Fabaceae–Papilionoideae . Grevillea (Proteaceae . ex Benth (Fabaceae–Papilionoideae . Clethra sp. (Clethraceae . 299D). 266 . parviflorus. ramiflorum Müll.Fig.312B).312C) e Tabebuia (Bignoniaceae). (Magnoliaceae) .R. e Spergularia grandis (Pers. Magonia pubescens A. (Fabaceae-Papilionoideae . pilosa.312E-E’] e A.300A-B-G-I).

A núcula ocorre em espécies de Cyperaceae e Polygonaceae e em Basella (Baselaceae). A-C-D-E-FG-I-J-K. D-D’. Persicaria.239A-A’I-I’-J-J’).Rhynchospora aurea.seção transversal da núcula. estar totalmente incluso no utrículo (Carex – Fig. na base. (=Dichromena ciliata Vahl) – Fig. mais ou menos acrescente e pode ou não apresentar adaptações para a dispersão pelo vento. Rhynchospora – Fig. 239. & Schult. 241].241F-I-K-O-R]. com semente presa na parede do fruto (pericarpo) em um só ponto. J-J’. como nos gêneros de Antigonon.) Roem. simples.Fimbristylis dichotoma. L-L’. etc. 267 . E-E’.utrículo (perigônio). Rhynchospora aurea Vahl (=R. essas adaptações podem ser o cálice (como em Rumex sp. pequeno. Fallopia.). originado de um ovário súpero. Núculas de Bistorta. Fallopia.núcula.Scleria uleana. (Phytolaccaceae – Fig. pode apresentar adaptações para dispersão pelo vento. Núculas de Polygonaceae – em geral ficam inclusas no perigônio (prg) persistente. Núculas de Cyperaceae – pode apresentar: no ápice um tubérculo. 241]. Fagopyron.Eleocharis geniculata.N NÚCULA – fruto nucóide. Boehmeria (Urticaceae). Bistorta.Bulbostylis capillaris.Cyperus esculentus. F-F’.239F-F’-I-I’-J-J’) e estrutura cupuliforme paleácea e ciliada (Cephalocarpus) ou a núcula pode FIGURA 239 – Núculas de CYPERACEAE (inteira e seção transversal): A-A’. Polygonum e Rumex [Fig. rostro (ro) ou caliptra (Bulbostylis. Núculas com ganchos – Petiveria sp. Petiveria (Phytolaccaceae) e Ranunculus (Ranunculaceae) [Fig.estilete bífido. água ou pelos animais. B.237].Carex sororia. no ápice um rostro ou tubérculo e na base cerdas (ce) (Eleocharis geniculata (L. 240. pericarpo não soldado ao tegumento. B-C-C’. Coccoloba. Polygonum e de Persicaria – com embrião sempre deitado paralelamente a um dos ângulos da núcula [Fig.Scleria balansae. A’-C’-D’-E’-F’-G’-I’-J’-K’.240.Cyperus rotundus. K-K’. I-I’.237.) Britton) e Rhynchospora nervosa (Vahl) Boeck. seco. água ou animais. H. com um ou dois carpelos. 238.G-G’H. indeiscente e unisseminado.Rhynchospora nervosa..239B-C-C’. 338). corymbosa (L.

R.. C-H-L-P. M-N-O-P. NUCULÂNIO – fruto drupóide policárpico. [Fig. em ± tamanho.lóculos estéreis.ou multisseminados. semitriloba Jacq.333) nuculânio com quatro pirênios lenhosos.R. [Fig. e T. [Fig.243].. Núculas de Ranunculus – são os frutícolos de um fruto múltiplo. Em Tiliaceae pirênio lenhoso e com três lóculos. parviflorus L. livres entre si.R. mostrando a seção do embrião nocentro de uma das faces. como em Triumfetta bartramia L. Em Verbenaceae pirênios com dorso não convexo e sementes sem ranhuras na face ventral. unisseminados e no ápice se apresenta coroado pelo cálice acrescente. D-E-F-Go nuculânio se origina de um ovário ínfero e trilocular. lilacina Desf. bulbosus L. maiores ou menores do que o lóculo fértil e no ápice se seção transversal do cálice. com quatro sépalas providas de cornículos apicais. que estão assentadas sobre um receptáculo estrobiliforme. camara L.240C-H-L-P].seção trans. obtusifolius. versal da núcula. indeiscente.238]. seco. E-J-N.242]. como em Lantana FIGURA 240 – Núculas de Rumex: A-B-C. acris L. Em Tetragonia (Aizoaceae – Fig. R. com pirênios loculados ou pirênios livres. B-F-G-K-O. 268 . A-D-I-M.encontra o cálice mais ou menos acrescente e plumoso.núcula envolta pelo cálice.R. acetosella. que podem ser uni.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Núculas de Rumex – com embrião sempre deitado paralelamente a uma das faces da núcula [Fig. semente com ranhura profunda na face ventral (Coffea e Ixora) e pouco profunda em Palicourea. como em R. núcula comprimida. reto ou curvado. Em Valerianella (Valerianaceae) NUDICAULE – haste sem folhas.R. e L. I-J-K-L. Em Rubiaceae com dois pirênios dorsalmente convexos e sulcados longitudinalmente. apresenta dois H. pulcher. mostrando o tubérculo corticoso.rostro) apical persistente.núcula. com estilete (ro . crispus.

vista externa.seção transversal da núcula.núcula.Rheum rhaponticum. pirênio: A’-B’-B’’.Persicaria maculosa. A-D-G-L-M-P-S-Tnúcula envolta pelo perigônio inteiro ou parte na base.L.Fallopia convolvulus . 269 . G-H-I-J-K.seção longitudinal.Polygonum aviculare. B-B’-B’’-C-D. bartramia.L.T.Fagopyrum esculentum. S-T-U. B.K-O-R. FIGURA 242 – Nuculânio (A-B) de Lantana: A-A’. C. C-F-I. P-Q-R.T.Persicaria punctata. FIGURA 243 – Nuculânio de Triumfetta: A.seção seção transversal. semitriloba. L-M-N-O. D. B-E-H-J-N-Q-U. D-E-F. camara. lilacina.N FIGURA 241 – Núculas de POLYGONACEAE: A-D-C.

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OBLONGO-AGUDO(A) – igual ao anterior. OBOVÓIDE – o mesmo que obovado. OBCORDADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. OBLANCEOLADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. com a parte mais larga voltada para o ápice e com o ponto de inserção na extremidade estreita [Fig. OBLONGO(A) – diz-se quando o contorno de um órgão (folha. OBPIRAMIDAL – diz-se quando um órgão (folha. o mesmo que obcordiforme [Fig. OBOVADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. fruto ou semente) tem contorno inversamente cordada. 272 . com ponto de inserção na extremidade pontiaguda. fruto ou semente) tem contorno de ovo invertido (inversamente ovada). com a parte mais larga no ápice e a inserção basal na parte aguda [Fig. OBLÍCUO – inclinado. com a parte mais larga no ápice. fruto ou semente) tem contorno de lança invertida. quando o grau de desigualdade nos dois lados é leve. o mesmo que obovóide. fruto ou semente) tem contorno de pirâmide invertida e a inserção ocorre na base (no vértice).103F]. com bordos paralelos e é obtuso no ápice e na base.16Q]. mas com as extremidades agudas.334C].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA OBCÔNICO(A) – em forma de cone invertido. fruto ou semente) é duas a quatro vezes mais longo do que largo. OBCORDIFORME – o mesmo que obcordado.

Ex: cápsula oligosperma.O OBTUSO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. OLlGOSPÉRMICO ou OLIGOSPERMO – que tem poucas sementes.102M. é o resultado do concrescimento de estípulas axilares. 244]. Ex: flor oligostêmone. ÓCREA – estrutura vegetal com aspecto de bainha que envolve o caule.) Baill. polispérmico ou polispérmo. fruto ou semente) termina em um ângulo arredondado (maior do que 90°) [Fig.Fig.297). poligérmico. no óvulo (ov) das Angiospermas é a célula que se encontra acompanhada pelas sinérgidas (si) na porção apical do saco embrionário (sa). como a folha da magnólia (Magnolia champaca (L. o mesmo que multisseminado. fruto ou semente) apresenta concavidades e convexidades alternadas e sucessi- vas [Fig. em número menor do que o FIGURA 244 – Ócrea. em certas plantas. nos dois bordos [Fig. 110D]. OOSFERA – célula sexual feminina (o).16L]. ONDULADO(A) – diz-se quando a margem de um órgão (folha.172C-oc. portanto em posição oposta as antípodas (an . Obtusa com acúmen – quando o ápice termina em um ângulo arredondado (maior do que 90°) e no centro apresenta abruptamente uma ponta dura [Fig. OPERCULAR – relativo ao opérculo. OLIGOSTÊMONE – que tem poucos estames. de pétalas.16M]. ex Pierre). 273 .

folha. garantindo a sobrevivência da espécie. OPOSTO(A) – quando a inserção ocorre aos pares. flor.102-O]. no mesmo nível e em sentido contrário.319F). hidrocoria e zoocoria. antropocoria. Saintpaulia ionantha H. Semente orbicular – Amaranthus graecizans L. Folha orbicular – Maranta orbiculata (Marantaceae). ÓRGÃO – parte de um organismo vegetal (raiz. ORNITOCORIA . Órgãos acessórios – termo utilizado por algus autores para designar o cálice e/ou a corola quando acompanham o fruto ou a semente na dispersão. ORBICULAR – diz-se quando o contorno de um órgão (folha. Wendl. (Gesneriaceae). 274 . caule. e A.57A-C]. (Amaranthaceae). barocoria. Fruto orbicular – silícola de Lepidium virginicum L.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA OPÉRCULO – parte superior (op) de um fruto (cápsula) que se destaca na deiscência transversal [Fig. autocoria. Ver cápsula circuncisa. fruto e semente) que tem a finalidade de manter a planta viva. (Brassicaceae – Fig. Ver anemocoria.diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pelos pássaros. fruto ou semente) é perfeitamente circular [Fig. retrroflexus L.

103E. artículo superior com rostro unciforme.103D]. fruto ou semente) tem contorno de elipse e com as duas extremidades arredondadas [Fig. A unidade-semente é a espigueta ou a cariopse. ORTÓTROPO – ver óvulo ortótropo [Fig. – espiguetas pediceladas.3mm de espessura. geralmente mais longo do que o artículo [Fig. quadrangulares.8mm de comprimento por 2. – legume formado por vários artículos achatados. OVAL – diz-se quando um órgão (folha. com a parte mais larga na base.espigueta.0)mm de largura e 1. muito reduzidas (escamiformes).cariopse. C. de (2. desarticulado acima das pequenas glumas paleáceas e glabras.250]. 275 . OVALADO(A) – diz-se quando um órgão (folha.O Ornithopus sativus Brot. 334B]. o mesmo que ovado. A unidade-semente é o artículo unisseminado do lomento. o comprimento no máximo duas vezes a largura [Fig. FIGURA 245 – Oryza sp. com a parte mais larga na base. mais ou menos comprimido lateralmente. 245]. ovóide e aovado [Fig.334B]. com linhas anastomosadas nas faces. lema fértil às vezes aristada [Fig. OVADO(A) ou OVÓIDE – que tem contorno de ovo. antécio fértil com lema ( lf) e pálea (pf) naviculares (carenadas) e subiguais. de castanho-claros a escuros.0-2.0-1.5-)3.: A.29].4(-3. com um único antécio fértil. indeiscentes.0-3. o mesmo que aovado e ovalado. com 2-lemas inferiores (le) estéreis. Bantécio fértil. fruto ou semente) tem contorno de ovo. Oryza sp.

o funículo (f) e a micrópila (m) estão na mesma linha e esta está próxima do hilo.247].246].seção longitudinal. este óvulo é muito semelhante ao anátropo [Fig. tri. em relação a sua base.. chalaza (ch) não está oposta à micrópila (m). transforma-se em fruto e os óvulos em sementes [Fig. ÓVULO – é o megasporângio dos vegetais superiores. formando a rafe (rf) [Fig. formado por um ou dois integumentos (in – ex) que envolvem a nucela (n) e o saco embrionário (sa). semente ovóide. Existem cinco tipos de óvulos maduros: Óvulo anátropo – diz-se do óvulo que sofre uma curvatura de 180°.171-ova]. em relação a sua base.e. Óvulo anfítropo – diz-se do óvulo e do saco embrionário (sa) que sofrem uma curvatura.246 a 2450. OVULADO – provido de óvulos. formado por um ou mais carpelos.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA OVÁRIO – região inferior dilatada do pistilo e que contém um ou mais óvulos (ov). 276 . as Angiospermas. onde se localiza a oosfera (o) [Fig. bi-. a FIGURA 247 – Óvulo anfítropo. 297]. mas o encurvamento não afetou a forma do saco embrionário (sa). que toma a forma de ferradura. a curvatura afeta a nucela (n) e o saco embrionário.. FIGURA 246 – Óvulo anátropo: A.inteiro. o ovário pode ser uni-.. é o óvulo mais comum em Angiospermas. B. Oposto ao óvulo ortótropo. OVÓIDE – em forma de ovo. O óvulo fecundado e maduro transforma-se na semente. ocorre em Alismaceae.pluricarpelar. a chalaza (ch) está oposta a micrópila e esta está dirigida para a placenta e o funículo se encontra fundido ao integumento (in – ex).

B.249].250].O Óvulo átropo ou ortótropo Óvulo campilótropo – diz-se do óvulo que sofreu uma curvatura. a curvatura não afeta o saco embrionário (sa).seção longitudinal.inteiro. em relação a sua base. 277 . ocorre em Ranunculus. a micrópila (m) e a chalaza (ch) estão na mesma linha axial e a micrópila é oposta ao funículo (f) [Fig. Óvulo hemianátropo ou hemítropo – diz-se do óvulo que sofre uma curvatura de 90°. curvatura. em relação a sua base.seção longitudinal.248]. Óvulo ortótropo ou átropo – diz-se do óvulo reto que não tem curvatura. com a nucela (n) e os integumentos (in – ex) [Fig.inteiro. FIGURA 249 – Óvulo hemianátropo ou hemítropo. a curvatura não afeta o saco embrionário (sa). a chalaza (ch) não está oposta a micrópila (m) [Fig. FIGURA 250 – Óvulo ortótropo: A. ocorre em Resedaceae e Fabaceae. B. na curvatura se forma um ângulo reto FIGURA 248 – Óvulo campilótropo: A. Oposto ao óvulo anátropo.

278 .

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palmatipartida. como a folha da batata-doce (Ipomoea batatas Lam. FIGURA 253 – Panícula. B.palmatífida. com entalhes que alcançam até a ½ do limbo [Fig. Pálea estéril – é a glumela superior de um antécio estaminado. diz-se da folha que se divide em segmentos lembrando a palma da mão [Fig. também conhecida como bractéola fértil e que envolve a cariopse pelo lado ventral.252B]. D. 280 . pode estar ausente.palmatissecta. – Convolvulaceae).252D].palmatilobada. PALMAE – sinônimo de Arecaceae. E. FIGURA 252 – Folhas (quanto a forma): A. – Convolvulaceae).) Sweet. PALMADO – em forma de palma de mão.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PÁLEA – glumela seca. PALEÁCEO(A) – com textura e coloração de palha. – Caricaceae). PALMATISSECTA – diz-se da folha palmada.251]. com entalhes que alcançam quase até a base [Fig. PALMATIPARTIDA – diz-se da folha palmada. com lobos ± arredondados [Fig. com entalhes que ultrapassam ½ do limbo [Fig.pinatilobada. superior ou interna da espigueta das Poaceae (=Gramineae). como a folha da guanxima (Urena lobata L. se aplica às folhas.pinatissesta. como a folha da corriola (Ipomoea cairica (L. G.pinatífida. PALMATILOBADA – folha palmada.252C]. C. PALMATÍFIDA – diz-se da folha palmada. FIGURA 251 – Palmado. F. como a folha do mamão (Cariaca papaya L.11A]. Possui nervuras laterais conspícuas [Fig. – Malvaceae).252A].

com 3.lado dorsal. viola ou pandora (instrumento da família do alaúde). esverdeadas ou violáceas. com a inferior geralmente muito menor. antécio fértil: C-lado dorsal e D. – espiguetas estreito-elipsóides. fruto ou semente) tem contorno de violino. estéril (le) 5-nervadas e agudas. com lema (lf) ovalada e com diminutos tubérculos que formam estrias transversais (rugosidade) [Fig.lado dorsal. B. glumas glabras. largosubuladas.lado dorsal.espigueta: Alado ventral.253]. Panicum maximum Jacq. PANÍCULA – tipo de inflorescência que corresponde a um cacho composto.lado ventral. 281 . com ápice para cima FIGURA 254– Panicum sp.: espigueta: A. 3-nervada e cerca de ⅓ da espigueta.lado dorsal. PANICULADO(A) – disposto em panícula. glabro. lema estéril (le) e gluma superior do mesmo comprimento. glumas (inferior – gli e superior – gls) nervadas.G. com margens encurvadas e envolvendo a pálea fértil (pf) plana [Fig. A unidade-semente é a espigueta ou o antécio fértil.3mm de comprimento.lado ventral.255].254]. do mesmo comprimento. aguda. – espiguetas de lanceoladas a subglobosas ou obovóides. o inferior reduzido a lema estéril semelhante às glumas e com lema fértil próxima a ráquis. o mesmo que lirado [Fig. com 2-3-antécios. antécio fértil: B. os ramos crescem da base para o ápice e o conjunto assume forma cônica ou piramidal. Clado ventral. A unidadesemente é a espigueta ou o antécio fértil. obtusa. hebáceas.102N]. a inferior (gli) ovalada.0-3.p PANDURIFORME – diz-se quando um órgão (folha. em geral lisa. gluma superior (gls) e lema FIGURA 255 – Panicum maximum . [Fig. lustroso. cariopse:F. Panicum sp. glabras. antécio fértil rijo. lustrosa. lema fértil (lf) cartilaginosa. lado ventral.

área do embrião (em) cerca da ½ do comprimento da cariopse e mancha hilar (hilo) punctiforme [Fig. calo estreito (vertical) e cicatriz proeminente.5mm de largura. PAPILHO ou PAPUS – cálice modificado e persistente no ápice dos frutos (aquênios) de Asteraceae (=Compositae) e que auxilia na disperção do fruto. escamosos ou cerdosos: Papus ausente – Elvira biflora (L..) DC. gluma inferior (gli) ovada. cariopse: D. semiabertas e glabras. avermelhado ao quase preta. amarelado. Blainvillea biaristata DC. varia do palha. muito lustroso. 282 . Siegesbeckia orientalis L. com a central escabrosa.21]. raramente a espigueta.lado dorsal e Clado ventral. antécio fértil ovalado.. [Fig. A unidade-semente é o antécio fértil ou a cariopse nua. PAPILAS – com projeções semelhantes a mamilos. atenuada e mais da ½ do comprimento da espigueta. antécio fértil: B. cuculado-obtusa.) Less.8-5.3(-4)mm de comprimento por 2. Picris hieracioides L.lado ventral. Jaegeria hirta (Lag.0-2.espigueta.20A-A-B-C-D-F]. Bidens subalternans DC. 11-13-nervada. gluma superior (gls) ovada. – espiguetas ovóides.. Eclipta alba (L. a coloração depende da variedade. [Fig. lema estéril (le) semelhante a gluma superior.256]. FIGURA 256 – Panicum miliaceum: A. cinza-claro. obtuso. Pode estar ausente ou se apresentar como um anel de pêlos finos. cariopse largo-elipsóide. plumosos.3mm de comprimento.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Panicum miliaceum L. Papus aristado – Bidens pilosa L. lema fértil (lf) encobrindo a margem da pálea fértil (pf).lado dorsal e E. com 3-3..) Hassk... com 4.

.203E]. Sonchus asper (L. Papus bisseriado – Vernonia scorpioides (Lam. PAPIRÁCEO(A) – com textura de papel. Papus piloso e unisseriado – Conyza bonariensis (L.) Hill.) Cronq..25]. PAPILOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. Eupatorium squalidum DC.22]. Sonchus oleraceus L. Emilia sonchifolia (L.p Papus cerdoso – Elephantopus mollis Kunth [Fig. Centaurea solstitialis L.19]. Papus paleáceo – Ageratum conyzoides L. Ver Fabaceae. Essa(s) folha(s) 283 . [Fig. [Fig.24].) DC. Erechtites hieracifolia (L. Parthenium hysterophorus L.. Galinsoga parviflora Cav.. com ápice arredondado. Papus multisseriado – Centaurea melitensis L. Tagetes minuta L. de tamanho desigual e bem delicadas [Fig. Gochnatia velutina (Bong.. PAPILIONOIDEAE – subfamília da Fabaceae. [Fig..) Cabr.20E]. que podem vir a ser os primeiros órgãos fitossintetizantes da plântula. PARACOTILÉDONES – designação dada a primeira folha ou ao primeiro par de folhas encontradas nas sementes das Angiospermas e Gimnospermas. como na germinação fanerocotiledonar. fruto ou semente) provida com pequenas e curtas papilas (tubérculos ou excrescências) cupuliformes ou em forma de tubo. [Fig..) Pers..) Rafin..

PARIETAL – ver placentação parietal [Fig. entre a margem e a nervura principal (mediana) [Fig. o desenvolvimento de um indivíduo a partir de um óvulo não fecundado. sem fecundação. os frutos resultantes são estéreis. PARIPINADA – diz-se da folha pinada que termina em dois folíolos (fol) opostos e que tem um número par de folíolos. geralmente desprovida de clorofila. FIGURA 258 – Partido. realizando o transporte das reservas da semente para a plântula em formação. PARTIDO – diz-se da folha profundamente fendida. 284 .257]. simetricamente dispostas dos dois lados do raque (ra) [Fig.230B]. isto é. PARTENOGÊNESE – é o desenvolvimento do óvulo.102B]. ocorre em banana. PARTENOCARPIA – desenvolvimento de uma infrutescência mesmo sem haver a polinização das flores. fruto ou semente) tem contorno entre aovado e elíptico. com incisões até quase a metade do limbo. PARASITA – planta que cresce as custas de outra. PARABÓLICO – diz-se quando um órgão (folha. pode(m) ainda exercer a função haustorial.258]. FIGURA 257 – Paripinada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA pode(m) ter a função de reserva no embrião e assim permanecer durante a germinação. com ápice obtuso [Fig.

glabra e com 2. – espiguetas unifloras.0-2.0-3. pelo lado ventral (plano).p Paspalum sp. gluma inferior ausente. cariopse ovóide-elíptica ou ovóide-aredondada. curto-pediceladas.8-2.82.8)mm de comprimento por 1.5-2. amarelada ou esverdeada.259. lustrosas. lisas. lisas ou ligeiramente ásperas. com longos pêlos translúcidos.2(-3.7mm de largura. ovadas. com 2.dorsal.1mm de comprimento por 285 . glabras. Paspalum dilatatum Poir.5-1. glabras. – espiguetas plano-convexas. obtusa. plano-convexa. verdes.5mm de comprimento. ovaladas. lema fértil (lf) elíptica. Paspalum notatum Flüggé – espiguetas bisseriadas. com mancha hilar punctiforme e embrião castanho-claro [Fig. com 1. gluma superior (gls) e lema estéril (le) ovaladas.0mm de largura.5-3. liso e levemente lustroso.4) mm de largura.0(-2.8-3.259].espigueta ventral. com 2. com 2. 260]. A unidadesemente é o antécio fértil ou raro a cariopse nua. C. antécio fértil: B. cariopse com embrião basal no lado dorsal. solitárias ou em pares.8)mm de comprimento por 1. obtusas. FIGURA 259 – Paspalum dilatatum: A. lustrosas e paleáceas. lemas e páleas férteis duras. gluma inferior muito reduzida ou ausente na maioria das espécies do gênero. amarelado e lustroso. ou às vezes um pouco côncavoconvexas ou desigualmente biconvexas. antécio fértil (lema – lf e pálea – pf) duro.0(-3.0-2. gluma superior e lema fértil (lf) muito semelhantes e margens da lema enroladas e abraçando a pálea fértil (pf).ventral.0mm de comprimento. glumas e lema estéril (le) acastanhadas e lanuginosas ao longo das margens. plano-convexa. com 3. mancha hilar punctiforme no lado ventral e em geral mais escuro [Fig.0mm de comprimento por 1. cariopse orbicular. mais ou menos achatadas. pericarpo cinza-esbranquiçada.

lisa e glabra. bisseriadas. cariopse ovada.lado dorasal. antécio fértil castanho escuro.5mm de comprimento.260A-B-C-D-E-F].0mm de comprimento. glabras. J-K-L. de coloração palha a esverdeadas. guenoarum. glabras. com 2.P. plano-convexa [Fig. gluma inferior ausente.5mm de comprimento por 2. com 3. lustroso. glabro.260G-H-I]. saurae. Paspalum guenoarum Arech. G-H-IP. escutelo basal-dorsal.5-1. membranáceas. B-E-K. com cerca da ½ do comprimento.P. com a primeira convexa e a segunda plana. convexa e longitudinalmente estriada.0-3. gluma superior (gls) e lema estéril (le) obovadas. plano-convexas. notatum. antécio fértil: C-F-I-Llado ventral. obtusa. ovadas. com lema (lf) ovalada.lado ventral. mancha hilar oblonga basal-ventral e de 0. H.6mm de largura. notatum var.lado ventral.0-2. espigueta: A-D-G-J. – espiguetas aos pares. obtusas.5mm de comprimento [Fig. Paspalum saurae (Parodi) Parodi – para alguns autores é uma espécie independente e para outros como GRIN (acessado em 286 .5mm de largura. FIGURA 260 – Paspalum: A-B-C-D-E-F. com 3.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA 1.

2mm de comprimento por 1. PECTINADO – em forma de pente. ou sustenta a espigueta nas Poaceae (=Gramineae .lâmina) ao caule(cau) [Fig.261].8-3. Alguns autores preferem usar o termo pedúnculo para a haste que sustenta um fruto. PEDÚNCULO-FLORAL – ver pseudo-fruto.8-2. Pecíolo alado – ocorre em laranja (Citrus aurantium L.56 a 74). 287 .260J-K-L]. PECÍOLO – parte (pe) da folha que prende o limbo (l . com lacínias (la) que se dispõem de modo a lembrar os dentes de um pente.Fig. PATOGÊNICO – capaz de produzir doença.p 10/07/2009) é uma variedade de Paspalum notatum Flüggé var. como nas folhas de Abies FIGURA 261 – Pectinado. PEDICELO ou PEDÚNCULO – pequena haste (pd) que sustenta cada uma das flores (e mais tarde um fruto) de uma inflorescência.0mm de largura) as demais características são muinto semelhantes [Fig. PEDICELADO(A) – provido de pedicelo. pectinata (Pinaceae) [Fig. como nas Asteraceae (=Compositae).172B]. PECIOLADA – que tem pecíolo.) [Fig. saurae Parodi – a espigueta é um pouco menor (2.172].

que ocorrem na sua base ou na extremidade (zona pilífera). como o FIGURA 263 – Peninérvea.262]. água e sais minerais do solo. 288 . As paredes finas absorvem FIGURA 262 – Peltada. PELTINÉRVEAS – quando as nervuras de uma folha peltada se irradiam do pecíolo para a margem [Fig. PENINERVADA – o mesmo que peninérvea.262]. Pêlos absorventes ou Pêlos radiculares – extensões finas. São pêlos de vida curta que perdem a turgescência em poucos dias após sua formação. simples ou ramificada. lisa ou estriada. – Tropaeolaceae). dispostas como as barbas de uma pena [Fig. uni ou multicelular. como a folha do mamoeiro e de cinco-chagas (Tropaeolum majus L.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PELÍCULA – membrana. quando o ponto de inserção do pecíolo ou do funículo se dá no centro da circunferência. PÊNDULA – diz-se do órgão que se apresenta dependurado. de uma folha ou de uma semente [Fig.263]. flexível ou rígida. cilíndricas e capilares da epiderme das raízes. embrião de Apiaceae (=Umbelliferae). tornandose flácidos e desprendem-se da raiz. PENINÉRVEA ou PENINERVADA – diz-se da folha cuja nervura principal se ramifica em nervuras secundárias. PÊLO ou TRICOMA – formação epidérmica. pontiaguda ou capitada. como em Gossypium (Malvaceae) e Anemone (Ranunculaceae). PELTADA – em forma de escudo.

264].264]. com duas glumas herbáceas. frequentemente 3-lobadas. Pennisetum pedicellatum Trin. embrião (em) elíptico. cariopse (cap) obovóide. gluma superior mais curta do que a lema estéril. com cerca de 2mm de comprimento. Pennisetum glaucum (L. A unidade-semente é geralmente formada pela cariopse nua.p Pennisetum sp. áspero e cerca de ⅔ do comprimento da cariopse. a inferior curta. B. lemas heteromorfas.5-3. fosco. 5-7-nervada. 5-nervadas. lema fértil (lf) quase igual a lema estéril e com as margens envolvendo a pálea fértil (pf). sub-obtusa. com 2-antécios o inferior estéril (ani) ou estaminado e o superior fértil (ans). gluma superior se iguala a espigueta. antécio fértil (lema e pálea) duro e com margens pubescentes. com 2 antécios lisos e lustrosos. com 2.cariopse. Br. A unidade-semente é o invólucro de cerdas (espigueta + antécio fértil (lema e pálea) envolvendo a cariopse + lema estéril). A unidade-semente é geralmente formada pela cariopse nua. com 4-6mm de comprimento.209B. uninervada ou sem nervuras. lema fértil subigualando-se a lema estéril e as margens envolvem a pálea fértil [Fig. lema estéril comprida. glumas herbáceas com a inferior curta ou ausente.) R. amarelo. (=Pennisetum americanum (L. com eixo hipocótilo-radícula conspícuo [Fig. f. – espiguetas lanceoladas. E. o inferior masculino (estaminado) e o superir hermafrodito. Pennisetum typhoides (Burm.) Stapf & C.0mm de comprimento. cariopse elíptica. com base FIGURA 264 – Pennisetum glaucum: Aantécio fértil. mais longa do que a lema e a pálea na maturação. gluma inferior pelo menos ½ do comprimento da espigueta.) Leeke. – espiguetas isoladas ou com 2-3 dentro do invólucro com numeroras cerdas escabrosas ou plumosas e caindo com ele. 289 .) – espiguetas obova- das e subestendidas pelas cerdas do invólucro. Hubb.

) Schult. lustroso.. liso. com 2-antécios o inferior estéril (ani) ou estaminado e o superior fértil (ans). pericarpo carnoso e sementes embebidas em polpa sucosa. Pennisetum setigerum (Vahl) Wipff (=Cenchrus setiger Vahl) – invólucro-de-cerdas com 1-4 espiguetas. setosum (Sw. branco-amarelado. membranáceas. 290 . gluma superior e lema estéril convexas. fértil convexa. de ápice reto e ciliado com margens escariosas.Fig. de ápice reto e ciliado. fracamente 3-nervada.) Rich. com gluma superior + antécio fértil + lema estéril [Fig. antécio fértil apical.207]. PEPONÍDIO – fruto bacóide. gluma inferior geralmente ausente. em geral quatro vezes mais longa do que larga. pálea fértil plana. indeiscente. com placentação parietal. Cucumis e Cucurbita (Cucurbitaceae . porção apical escabrosa. carnoso. subiguais no tamanho. a maioria com até 9mm. (=Cenchrus setosus Sw. com margens escariosas e hialinas. com cerca de 15mm e intenso-pilosas na poção inferior. rodeada por até 30 cerdas (ce) de comprimento variado. gluma superior mucronada. pálea estéril plana.265). uma mais longa. carnoso. originado de um ovário ínfero. tão longa quanto a espigueta. 5-nervadas.209B]. convexas e presas sobre a cariopse [Fig. planoconvexo. coriáceo. indeiscente. subsp. hialina e de ápice arredondado e ciliado. Pennisetum polystachion (L. glabro. membranácea. lema FIGURA 265 – Peponídio de pepino. como os frutos dos gêneros Cayaponia. multisseminado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Pennisetum setosum (Sw.) Brunken) – espigueta obovada. de amarelada a castanho-avermelhada ou púrpura. lema estéril com três dentes apicais ciliados. com pêlos que se entrelaçam.

BARROSO et al. (Cyperaceae) envolve a núcula [Fig. PERIGÔNIO – o mesmo que perianto (per). PERIANTO – os dois invólucros florais. oposto de caducifólia. termo usado para uma flor com ovário súpero e provida de hipanto [Fig. onde não se destingue o cálice da corola. mesocarpo e endocarpo.239B. PERIGÍNIO – bráctea em forma de saco (utrículo) que se estende por baixo da flor pistilada e mais tarde envolve a unidade de dispersão. 291 . em forma de taça. PERICARPO – parede do fruto que o envolve. como em espécies de Amaranthaceae.p PERENE – planta que vive três ou mais anos. 338]. provém da parede do ovário maFIGURA 266 – Perígino. o mesmo que perigônio. estão dispostos em torno do gineceu. a não ser pela sua posição relativa. em nível mais alto do que o ovário (ova). PERÍGINO – diz-se quando os três verticílios externos independentes. PERENIFÓLIA – árvore que tem. 266]. envoltório externo da flor. ou qualquer um deles sozinho. folhas perenemente. (1999) utilizam o têrmo “perigônio” para designar o cálice acrescente (hexâmero e pentâmero) das espécies de Polygonaceae.197. Ver cálice acrescente. cálice e coroIa. PERIFÉRICO – que se encontra na periferia (parte externa) de um órgão. duro e é formado por três cama das: epicarpo. Em Carex sp. florescendo ou não todos os anos.

e microscopicamente rugosa (45X). têm a mesma função de armazenar reservas.31. pedicelada. cotilédones estreito-elípticos com ápice obtuso e eixo hi- pocótilo-radícula transverso-elíptico em seção transversal.5mm de comprimento por 1. Perisperma nucelar – não é muito comum. Chenopodiaceae. Phytolacaceae. Perisperma integumentar – é mais comum do que o perisperma nucelar. superfície atro-avermelhada (em maior ou menor grau). como nas Amaranthaceae.5-)2. linear. a nucela se degenera e é absorvida totalmente. Quanto a textura o perisperma pode ser carnoso ou gelatinoso.) Gray (= Polygonum lapathifolium L. mas de nenhuma forma ho mólogos. embrião (em) periférico. apiculada. é encontrado em Piperaceae. ou aparece acompanhado pelo endosperma mais ou menos copioso. cálice 292 . Persicaria lapathifolia (L. Piperaceae e Nymphaeaceae.5(-1. lustrosa. pois tem origem diversa. com (1.4-0. Caryophyllaceae. Polygonaceae e Portulacaceae (onde apresenta reserva de amido). com duas faces convexas. como nas Musaceae. pois a medida que o embrião se desenvolve.8(-2.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PERISPERMA – tecido de reserva de origem nucelar. ângulos arredondados.0)mm de espessura. curvo (deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula).3-)0. Perisperma e endosperma são análogos. com concavidade central e uma delas na porção mediana um pouco elevada (levemente carenada). presente em algumas sementes e pode ocorrer como tecido nutritivo único.0-2.) – núcula lenticular (nunca triangular) e em contorno de orbicular a largo-ovalada.0)mm de largura e (0.

com cerca de 1. Persicaria punctata (Elliot) Small (=Polygonum punctatum Elliot) – núcula triangular. pedicelada. sendo duas iguais na largura e a terceira mais larga. com nervuras salientes e recurvados no ápice.241G-H-I-J-K]. apiculada. embrião 293 .8mm de comprimento. de estramíneo a rosado. com 2.) – núcula lenticular ou. rosado.8)mm de espessura. A unidade-semente é a núcula.p pentâmero (prg) geralmente persistente apenas somente na base da núcula. A unidadesemente é a núcula.0mm de largura. superfície castanho-avermelhada (núcula imatura) a atro-avermelhada (núcula madura). linear. às vezes. com ângulos arredondados e três faces desiguais na largura. com três faces.7(-0.6-0. glabro e tão longo quanto o comprimento da núcula [Fig.8-2.0mm de comprimento por 1.0-2.7-2. com 2. sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base.5-2. Persicaria maculosa Gray (=Polygonum persicaria L.5mm de comprimento por 1. muito lustrosa e finamente alveolada. glabro. muito lustrosa. embrião (em) periférico. cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si. afilando abruptamente para um ápice agudo.0mm de largura e 0. planas ou ligeiramente côncavas. curvo (deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula). lisa e finamente alveolada (45X). com duas faces convexas e uma delas com uma concavidade central ou. lisa. superfície castanho-clara (núcula imatura) ou atro-avermelhada (núcula madura). cotilédones estreito-elípticos com ápice obtuso e eixo hipocótilo-radícula circular em seção transversal. sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base. ângulos arredondados. às vezes triangular e em contorno de orbicular a largo-ovalada.5-3.

A unidade-semente é a núcula.237]. curvo. esparso-pilosa.171]. longitudinalmente estriada. A unidade-semente é a núcula. Petiveria tetrandra Gomez – núcula linear-cuneada. cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si. como o cálice que envolve as núculas dos gêneros Fallopia. semente oblonga e mais ou menos cilíndrica.240. Persicaria. sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base. Rumex. dorsiventralmente comprimida. 241). PETALÓIDE – que tem coloração e textura de uma pétala. glabro. Ver corola. PERSISTENTE – diz-se quando um órgão vegetal permanece afixado após o término da sua função e não cai. castanho-acinzentada ou esverdeada. cotilédones foliáceos e um deles dobrado transversalmente ao meio. estramíneo. com pontos glandulares castanho-avermelhados e mais longo do que o comprimento da núcula [Fig. Polygonum.241L-M-N-O]. bilobado. espatulado e deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula.Fig. 294 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA (em) periférico. Rheum e Triplaris (Polygonaceae . ápice emarginado. núcula envolta até pouco mais da ½ do comprimento pelo cálice tubuloso. Gamopétala – corola com as pétalas total ou parcilamente unidas. perisperma escasso [Fig. cada lobo com três aristas (gan) pontiagudas e retrorsas. com pêlos retrorsos na porção apical-lateral. PÉTALA – cada um dos segmentos (pt) da corola de uma flor [Fig. como as brácteas de muitas espécies. embrião axial reto.

2-)2. Phalaris angusta Nees ex Trin.0(-4. D.P.P.267. antécio fértil ovado-lanceolado ou ovado. com pálea estéril ou estaminada ausente. glabras. B. 268.p PÉTREO – com textura de pedra. as intermediárias ligeiramente pubescentes na extremidade.5-2.P. – espiguetas curto-pediceladas. C. às vezes glabra.4-1. e envolvem completamente a pálea [Fig. aquatica. lateralmente comprimida.5-2. como duas diminutas escamas. angusta. estreitas. se afila gradativamente da região próxima à base para um ápice longo-agudo. mais curta FIGURA 267 – Phalaris (espigueta com as glumas): A. com um antécio fértil terminal e dois estéreis ou estaminados por baixo e adpressas a lema fértil. do que as glumas. CP. 2-lemas estéreis (le) subuladas.0mm de largura.0mm de comprimento e com esparsa pubescência longa. lustrosa. glumas (gl) naviculares. FIGURA 268 – Phalaris (antécio fértil ventral. com (2. aquatica. subiguais. 269].P.P.7-)1.P. 295 . minor. com lemas estéris): A.53. D. esparso-pubescente em direção ao ápice e com nervuras ± inconspícuas. antécio fértil com lema (lf) coriácea. lema fértil (lf) de castanho-acinzentado-claro a escuro. 269D]. Phalaris sp. comprimidas lateralmente. iguais e mais ou menos aladas. adpressas ao antécio fértil. cariopse com 1. canariensis.0mm de comprimento. glumas com nervuras diminuto-escabrosas. com carenas aladas e que se alargam para cima. A unidade-semente é a espigueta ou o antécio fértil com lemas estéreis presas na base. B. menos da ½ do tamanho do antécio fértil ou com (0. ± pubescente. arundinacea. 3-nervadas. minor. – espigueta subelíptica. com estreitas glumas (gl) agudas. as espiguetas se desarticulam acima das glumas (gl) e as duas lemas estéreis (le) permanecem ± adppressas na base do antécio fértil.267A. de 3.6mm de comprimento e de coloração castanhoclara [Fig. 268a.5-4. angusta.P.0)mm de comprimento por 1.

e as intermediárias microscopicamente pubescentes. 269C]. com lemas estéreis): A. com até 1mm de comprimento e com longos cilíos brancos. – espigueta com glumas (gl) estreito-agudas. aquatica.) – espigueta com glumas (gl) de 5-6mm de comprimento. com 3.0(-4. Phalaris arundinacea L. arundinacea. DP. 3-nervadas.5-0.268C. com nervura da carena escabrosa. 269A]. Phalaris canariensis L.0)mm de comprimento por 1. BP. com carena largo-alada nos ⅔ superiores. cariopse largo-ovada.5mm de comprimento por 1mm de largura e 0.8) mm de largura.2-2. nervuras laterais glabras FIGURA 269 – Phalaris (antécio fértil lateral. adpressas ao antécio fértil. minor. estreitas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Phalaris aquatica L. nervura da carena escabrosa. 2-lemas estéreis (le) subiguais.5mm de comprimento e de coloração castanho-clara [Fig.5mm de comprimento. adpressa ao antécio fértil. coriáceo e muito lustroso. cariopse com 2.8mm de espessura. estreita.P. lustroso. antécio fértil estreito-lanceolado. angusta. C.0-1. que se afilam uniformemente para um ápice pontudo. (=P. nervuras conspícuas e amaralo-claras.3mm de largura e 0. com 1. na base e no ápice). lema estéril (le) uma única.6) mm de comprimento por 1.5(-1.5-4.267 B. com 1. – espigueta com carenas (q) aladas nas glumas (gl) que se afilam abruptamente para uma curta ponta e de 296 . com esparsa pubescência esbranquiçada (pouco mais intensa na margem.4-1. nervuras laterais e intermediárias lisas e glabras.0-3.5(-4. lema fértil (lf) de cinza-amarelada a cinza-prateadaescura ou esbranquiçada. com 3. pubescente na ½ superior e com conspícuas nervuras esbranquiçadas. 268B.0-1. tuberosa L. antécio fértil de lanceolado a ovado-lanceolado. lema fértil (lf) de coloração palha-clara a castanho-acinzentada.P.7mm de espessura castanho-escura e fosca [Fig. pilosa.

de coloração castanha a quase preto [Fig. muitas vezes irregularmente dentadas.0(-6.9(-4.5-)3. 269B]. subiguais. pálea fértil (pf) abaulada.5(-1.0-1.0(-1.0-4.8mm de espessura.8-)2. com conspícuas nervuras esbranquiçadas e com sedosa pubescência branca nos ⅔ a ½ superior e de resto glabra.5mm de largura e 1mm de espessura.5mm de espessura e de coloração castanho-clara [Fig. glabra.0mm de comprimento. largas. coriáceo e lustroso. lema fértil (lf) de coloração palha-clara.p 7-8mm de comprimento. Phleum pratense L.5-0.8)mm de comprimento por (1.5)mm de largura e 1. glumas (gl) de 4-6mm de comprimento.267D.0-6. antécio fértil lanceolado.5-) 3.5)mm FIGURA 270 – Phleum pratense: A-antécio fértil. na base do antécio fértil e mais da ½ do tamanho da lema fértil ou com (2. Phalaris minor Retz.7-)3. com nervuras da carena bem próximas.0)mm de comprimento por 1.5)mm de comprimento por 1mm de largura e 0.5mm de 297 .8-)5. antécio fértil de ovado-lanceolada a lanceolada. – espiguetas com um antécio. que se desarticulam acima das glumas carenadas.0-)2. exceto na margem que é ciliada em direção ao ápice.2)mm de comprimento por 1.3(-2. de comprimento. esparso curtopubescente. agudo.8)mm de largura e 0.5(-4. lema fértil (lf) papirácea. cariopse com (2.0-2. com (2. cariopse (cap) subglobosa. com 1.2-1. com 7-nervuras.5mm de espessura.0-3. com (4. – espigueta com carenas aladas nas glumas que se afilam uniformemente para um ápice agudo. 2-lemas estéreis (le) glabras.267C]. B-C-cariopse. estreita. com três nervuras longitudinais em cada lado. glabra e de até 1.2(2. lema estéril (le) uma única. cariopse com (3. lema fértil (lf) de amareloacinzentada a castanho-acinzentada e amarelo-clara (imaturo). 268D.

– Asteraceae). macios e delgados [Fig.252E. da folha de nervação pinada. com recortes que chegam. até a metade do limbo [Fig.ou tri-pinatissecta. PÍNULA – últimos folíolos de uma folha bi. A unidade-semente é o antécio fértil ou a cariopse.252G. como a folha do picão (Bidens pilosa L.203G-J].257]. 272].270]. PINULADO – provido de pínulas. com limbo tão profundamente dividido que os lobos quase alcançam a nervura mediana [Fig.252F]. PINADA – quando a folha composta está subdividida em folíolos ou pinas. – Meliaceae). 298 . PINATICORTADA(O) ou PINATÍFIDA(O) ou PINATIPARTIDA(O) – diz-se FIGURA 271 – Pinatífido. fruto ou semente) que se apresenta revestida por pêlos curtos. PILOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. como o folíolo de cinamomo (Melia azedarach L. como a folha do bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima Willd. FIGURA 272 – Pinatissecta.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA comprimento. 271]. no máximo. PINA – cada uma das divisões ou dos folíolos (fol) de uma folha composta (pinada) [Fig. – Euphorbiaceae). com lobos arredondados [Fig. PINATISSECTA(O) – diz-se da folha de nervação pinada. PINATILOBADA – diz-se da folha de nervação pinada. embrião (em) na base obtusa da cariopse [Fig.

Fig.p PIRAMIDAL – diz-se quando um órgão (folha. também conhecido como putâmen ou caroço. PISTILO – unidade do gineceu. como em feijão e ervilha.100D]. a flor pode ser formada por um ou mais pistilos. O pistilo (pis) pode ser simples ou composto. fruto ou semente) tem a forma de pêra [Fig.242]. PIRÊNIO – em morfologia indica o endocarpo (parte central) de um fruto drupóide.265]. às vezes o estilete pode faltar e o estigma fica diretamente sobre o ovário [Fig. como no peponídio [Fig. Ver cápsula circuncisa. como nos gêneros Ilex (Aquifoliaceae). estilete (est) e estigma (es) [Fig.170E).Fig. fruto ou semente) tem forma cônica. pode conter uma ou mais sementes. PIRIFORME – diz-se quando um órgão (folha. 170F-G e Protium .171]. Duranta e Lantana (Verbenaceae) [Fig.170A-B-C-D (Burseraceae). Aguiaria (Bombacaceae . 299 . onde os óvulos em fileira se inserem na margem do carpelo.13B]. Bursera Fig. PIXÍDIO – fruto seco (cápsula) de deiscência transversal [Fig. indeiscente e carnoso. enquanto o composto é formado por dois ou mais carpelos. O pistilo simples é formado por um carpelo.57]. PLACENTA – tecido do ovário sobre o qual ocorre o desenvolvimento de um ou mais óvulos. como a copa de algumas árvores. parte feminina da flor é formada de ovário (ova).

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

PLACENTAÇÃO – modo como se dispõe a placenta e conseqüentemente os óvulos (mais tarde as sementes) no ovário (mais tarde no fruto). Placentação axial ou central – quando em um ovário sincárpico e unilocular os óvulos se inserem sobre o eixo central [Fig.33A]; como na cravina. Placentação axialar – diz-se quando num gineceu sincárpico e pluricarpelar, os óvulos (mais tarde as sementes) se inserem nos bordos de cada carpelo, na porção central do eixo do ovário
(e depois no fruto), resultante do fechamento e fusão lateral dos

carpelos; neste caso o número de lóculos corresponde ao número de carpelos [Fig.33B]. Placentação marginal – quando os óvulos (mais tarde as sementes) se inserem isoladamente ou em fileira na margem do(s)

carpelo(s) (mais tarde no fruto), na face adaxial dos carpelos. Em ervilha e feijão os óvulos se inserem em fileira na margem do(s) carpelo(s) [Fig. 230A]. Placentação parietal – quando os óvulos (mais tarde as sementes ) se inserem na parede interna do ovário (mais tarde no fruto) na superfície denominada placenta; neste caso os carpelos são abertos ou parcialmente abertos e circundam uma cavidade (lóculo) [Fig. 230B]. PLANO – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que se apresenta plana, lisa e sem desigualdades.

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Plantago lanceolata L. – pixídio de oblongo a ovóide, com placenta axial, bilocular, com 3-4mm de comprimento, com deiscência transversal no ⅓ inferior, unisseminado por lóculo, lustroso, glabro, liso e castanho-claro ou castanho-amarelado, urna membranácea e opérculo obtuso, geralmente mais consistente e mais longo do que o comprimento da urna; pixídio envolto pelo cálice, com 4 sépalas de ápice acuminado; semente oblonga, cimbiforme [Fig.314A-B], elíptica ou estreito-ovalada em contorno, com 2,5-3,0(-3,2)mm de comprimento e 1,0-1,3(-1,5)mm de largura por 0,6-0,8 mm de espessura, lado dorsal convexo e ventral em forma de canoa (profundo e estreito sulco longitudinal de 0,1-0,7mm de largura, que corre da extremidade fechada para a aberta), lado dorsal virado para o lado ventral exceto na extremida-

de aberta; hilo oblongo-ovalado, ventral, mediano, escuro e rodeado por uma porção esbranquiçada; tegumento crustáceo quando seco e mucilaginoso quando hidratado, com superfície lisa, glabra, muito brilhante exceto o sulco ventral que é fosco, de coloração castanhoclara a escura, lado dorsal mais escuro do que o vental (sementes
pretas sem nenhuma porção castanha, são consideradas mortas), com lar-

ga listra longitudinal mais clara (que mostra a posição do embrião), lado dorsal finamente alveolado (45X) e ventral com fino reticulado longitudinal (30X); embrião axial, espatulado, esbranquiçado-amarelado e cotilédones paralelos aos bordos da semente; endosperma carnoso, amarelado-translúcido, o que permite ver o embrião através do tegumento [Fig.142B-B’]. PLÂNTULA – pequena planta resultante do desenvolvimento inicial do embrião de uma semente [Fig.185 a 189].

301

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Plântula anormal – é aquela que não apresenta potencial para continuar seu desenvolvimento e dar origem a uma planta normal, mesmo quando cultivada em solo de boa qualidade e em condições favoráveis de umidade, temperatura e luz. Plântula normal – é aquela que apresenta capacidade de continuar seu desenvolvimento e dar origem a uma planta normal, quando cultivada em solo de boa qualidade e em condições favoráveis de
FIGURA 273 – Pleurogramas lineares: A- Anadenanthera colubrina; B- Mimosa sp.; C- Cassia sp.; D- Albizia lebeck.

umidade, temperatura e luz. PLEUROGRAMA – marca (ple) sobre a face das sementes, visível na superfície da maioria das sementes de Fabaceae−Mimosoideae (Prosopis hassleri Hams), como uma linha ou ranhura ± conspícua, hipocrepiforme (‘U’ invertido) ou em forma de ‘V’ invertido, com abertura para a extremidade do hilo [Fig.273A-B-D], ou como uma estrutura fechada, de coloração diferente da do tegumento, como em certas espécies do gênero Cassia [Fig.273C] e em Senna alata (L.) Roxb., Senna hirsuta (L.) H.S. Irwin & Barneby, Senna obtusifolia (L.) H.S. Irwin & Barneby,

FIGURA 274 – Pleurograma: A- Senna obtusifolia; B- Senna hirsuta.

Senna occidentalis (L.) Link e Senna tora (L.) Roxb. [Fig.274] (Fabaceae−Caesalpinioideae), Acacia molissima (Andrews) Willd. e Acacia molissima Willd. – Fig.27A); Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan, Albizia lebeck (L.) Benth. e Mimosa sp. (Fabaceae−Mimosoideae – Fig. 273A-D-B); ou como uma linha que circunda o bordo da semente, como em Cucurbitaceae. PLICADO – provido de dobras (pregas); plissado. Ver embrião plicado [Fig.139F, 146]

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p

PLUMOSO – diz-se da superfície de um órgão com aspecto de pluma; ou com pêlos secundários ao longo do eixo principal, como uma pena; ou como o paus de Leotondon e Taraxacum. PLÚMULA – folha (pl) simples ou composta, verde, pouco perceptível ou diferenciada, que se encontra entre os cotilédones de alguns embriões e que dará origem a parte aérea da planta [Fig.78B, 275, 307B, 308C, 309, 311B].
FIGURA 275 – Plúmulas de espécies de Fabaceae.

PLURISSEMINADO – com muitas sementes. Poa annua L. – espiguetas ovadas, agudas, comprimidas lateralmente, multifloras (unidade-semente múltipla), com 3,0-5,5(-7,0)mm de comprimento por 1,8-2,5mm de largura, de coloração palha, que se desarticulam acima das glumas e entre os antécios; glumas ovadas, a agudas, herbáceas, glabras, com a inferior (gli) 3-nervada e menor do que a gluma superior (gls); antécio fértil (af) com lema (lf) largo-ovada, aguda, mútica de 2,5-3,0(-3,7)mm de comprimento por (0,7-)1,0-1,3mm de largura, 5-nervuras conspícuas, com densa pubescência longa nas nervuras laterais e no dorso, pouco maior do que a pálea fértil; esta com densos pêlos longos na carena e que não vão até o ápice; segmento da ráquila (seg) adpresso à pálea fétil, cilíndrico e cerca de 1/5 do comprimento do antécio; cariopse com (1,0-)1,21,5mm de comprimento, com fino retículo, livre ou aderido ao antécio, hilo elíptico [Fig.276]. A unidade-semente é o antécio fértil. Poa pratensis L. – antécio fértil de 2,5-3,0(-3,8)mm de comprimento por 0,7-1,0mm de largura; lema fértil lanceolada, de coloração palha-cla-

FIGURA 276 – Poa annua: A- espigueta; B- antécio fértil; C- cariopse ventral.

303

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

ra a escura, com mancha marrom mais escura na base, 5-nervuras, granulosa, levemente arqueada no dorso, ápice obtuso-dilatado, com curta pubescência esparsa na porção inferior das nervuras; pálea fértil com esparsos pêlos ásperos e que não vão até o ápice; cariopse com 1,5-1,7(-2,0)mm de comprimento, tendendo a ser uniformemente espessa, lisa, de coloração castanho-amarelada, área do embrião larga, hilo ovalado-arredondado. A unidade-semente é o antécio fértil. POACEAE – nome válido da família Gramineae. PÓLEM ou PÓLEN – cada um (ou o conjunto) dos microspóros (gp) germinados das Fanerógamas [Fig.13A, 171]. POLIEMBRIONIA – quando ocorrem dois ou mais embriões na mesma semente. Esses embriões podem ser de origem sexuada ou apomítica. A poliembrionia ocorre em manga, Citrus, orquídeas e tem grande interesse e importância para o melhoramento de plantas e para
FIGURA 277 – Poliembrionia em Aspidosperma polyneuron: A- semente; B-C-DE-F- poliembrionia.

a horticultura. Também ocorre em algumas espécies florestais como Aspidosperma polyneuron Müll. Arg. (Apocynaceae - Fig.277). POLIGÉRMICO ou POLISPÉRMICO ou POLISPÉRMO – com muitas sementes; o mesmo que multisseminado, oligospérmico ou oligospermo. Ex: cápsula polispérmica. POLIMORFISMO – ocorrência de várias formas de indivíduos na mesma espécie, isto é com existência de órgãos ou plantas com diversas formas.

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p

POLISTÊMONE – que tem estames em número superior ao dobro de pétalas. Ex: flor polistêmone. POLISSÂMARA – fruto formado por várias sâmaras. Polygonum aviculare L. – núcula triangular, apiculada, pedicelada, afilando gradativamente para um ápice agudo-acuminado, com 2,5-3,5 mm de comprimento por 1,5-2,0mm de largura, ângulos arredondados, lisos, lustrosos e castanho-avermelhados; com três faces geralmente desiguais na largura, levemente côncavas, foscas, escabrosas por diminutas asperezas alongadas (30X), castanho-escuras (núcula madura) ou castanho-avermelhadas (núcula imatura), mas sempre ligeiramente mais escuras do que os ângulos; embrião (em) periférico, curvo, linear e deitado paralelamente em um dos ângulos da núcula; cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si, estramíneo, glabro e menos longo do que o comprimento da núcula [Fig.241P-Q-R]. A unidade-semente é a núcula, sem ou com cálice pentâmero inFIGURA 278 – Pomídio de maçã.

teiro ou parte dele aderida a base. POMÍDIO – fruto bacóide, carnoso, indeiscente, unisseminado, originado de um ovário ínfero, com endocarpo coriáceo que forma pequenas câmaras ou “antros”, que encerram as sementes; como nos gêneros Malus e Pyrus (Rosaceae) [Fig.278]. PORICIDA – diz-se do fruto quando a deiscência ocorre através de poros (p). Ver cápsula poricida [Fig.65]. PORO – qualquer pequena abertura na parede de um órgão (esporos, anteras, frutos, estômatos).

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GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Portulaca oleracea L. – pixídio de globoso a obovado, com 4-8mm de diâmetro, unilocular, multisseminado, com deiscência transversal na porção mediana, pericarpo de esverdeado ou amarelo-esverdeado a pardo e envolto pelo cálice, tão longo quanto o comprimento do fruto; semente de lenticular a reniforme, de suborbicular ou orbicular a largo-obovado em contorno; com 0,5-0,8mm de diâmetro ou 0,50,8(-0,9)mm de comprimento por 0,4-0,6mm de largura e 0,3-0,5mm de espessura, lados convexos, com sulco que corre do hilo ao centro da semente, bordo arredondado e interrompido na porção lateralbasal por pequeno entalhe amarelado e ovalado, o hilo; tegumento crustáceo, com superfície levemente lustrosa, glabra, de coloração castanho-avermelhado-escura a preta, ornamentada com curtos tubérculos arredondados e dispostos ± simetricamente em linhas concêntricas, a partir do hilo (20X); embrião periférico, curvo e aneliforme, com curvatura de + de 360º, eixo hipocótilo-radícula pouco + da ½ do comprimento total do embrião e cotilédones elípticos de ápice obtuso-arredondado; endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central, farináceo, duro e ebranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig.305L]. PRAGA – qualquer espécie, raça ou biótipo vegetal ou animal ou agente patogênico nocivo para os vegetais ou produtos vegetais. Nestas regras a praga refere-se especificamente às espécies de sementes determinadas e definidas pela legislação como: Praga não quarentenária regulamentada – é aquela cuja presença nas plantas, ou partes destas, para plantio, influi no uso proposto

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p

para essas plantas com impactos economicamente inaceitáveis e que, portanto, está regulamentada no território da parte contratante importadora. Praga quarentenária – praga de importância econômica potencial para a área posta em perigo quando a praga ainda não está presente, ou se está, não se encontra amplamente distribuída e é oficialmente controlada. Praga quarentenária A1 – praga não presente no País, porém com características de ser potencial causadora de importantes danos
FIGURA 279 – Préfloração: A- convoluta; B- circinado; C- involuta; D- revoluta.

econômicos, se introduzida. Praga Quarentenária A2 – praga de importância econômica potencial, já presente no País, porém não se encontra amplamente distribuída e possui programa oficial de controle. PRÉFLORAÇÃO – modo pelo qual se prendem, no botão floral, os elementos do perianto [Fig.279]. Ver circinada, convoluta, involuta e revoluta. PRIMINA – integumento externo (ex) do óvulo [Fig.171, 297]. PRIMÓRDIO – estádio rudimentar de um órgão que começa a se formar. PROCUMBENTE – diz-se de caules que não se mantém eretos, mas rastejam sobre o solo e não se enraizam; o mesmo que prostrado.

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– fruto artrocarpáceo bicarpelar.9mm de espes sura.8(-2. aguda. o mesmo que procumbente.5)mm de compri mento por 0.91. de um órgão (folha. que o divide em duas faces quase planas. lado dorsal levemente convexo e ventral arredondado-carenado. geralmente com quatro carceru lídios. diásporo e unidade de dispersão. em forma de V.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PROPAGAÇÃO – o memo que multiplicação. PROTÓFILO – folha embrionária. envolto pelo cálice. fruto ou semente) que apresenta secreção pulverulenta. com 1. ato de se propagar. com superfície lisa. PROTUBERÂNCIA – saliência (proeminência) em geral de forma arredondada. lustrosa. ápice arredon dado. pericarpo crustáceo.7-0. base aguda. que apresenta pó ceroso. com listra mais clara no 308 . ornamentada por carnosidade branca. de coloração castanho-amare lado-clara ou escura. PRUINOSO – coberto com pruina (partículas ou pequenos pontos esbranquiçadas). por exemplo cotilédones.5-1.2mm de largura e 0. carceru lídio alongadoobovóide-cuneiforme. Prunella vulgaris L. cicatriz de inserção basal-ventral. Qualquer estrutura que serve para propagação ou multiplicação vegetativa de uma planta. obovada em contorno e cuneiforme em seção transversal. PROPÁGULO – o mesmo que dissemínulo. glabra. PROSTRADO – deitado sobre o solo. com carena obtuso-arredondada. PRUÍNA – diz-se da superfície.

280D) a parte comestível é o receptáculo-floral e internamente se encontra o fruto com as sementes.Fig.p centro do lado dorsal e sobre a carena. 309 . formado por FIGURA 281 – Pseudo-fruto de Hovenia dulcis. embrião axial. A unidade-semente é o carcerulídio.) a parte comestível é o pedúnculo (pd) . seção longitudinal: C.marmelo. . . invagi nado e reto.amora.281]. e listra escura que desce ao lado da carena e pelos bordos do lado ventral. com embrião na parte basal (próximo do ponto de inserção com o pedúnculo-floral). 280C) é o pedúnculo-floral e a semente é a castanha. no morango (Fragaria sp.76J]. endosperma carnoso [Fig. diversos ovários provenientes de uma única flor e distribuídos em uma polpa suculenta.) Merr.cajú. . na amora (Rubus sp. B. .Fig.[Fig.280 A) o pseudo-fruto múltiplo resulta de numerosas flores femininas inseridas sobre um eixo comum.Fig.Fig. no marmelo (Cydonia oblonga Mill.) tem-se um pseudo-fruto composto. PSEUDO-FRUTO – resultante do crescimento de partes acessórias da flor. FIGURA 280 – Pseudo-frutos: A.abacaxi. na uva-do-japão (Hovenia dulcis Thunb.280B) o pseudo-fruto múltiplo é formado pela inflorescência feminina de diversas flores. a parte comestível no fruto do cajú (Anacardium occidentale L. D. no abacaxi (Ananas comosus (L.

como a semente de Anagallis arvensis L. composta de parênquima e que pela variação da turgescência.203J]. como se tivessem sido feitas pela ponta de um alfinete [Fig. fruto ou semente) que se apresenta miudamente pubescente [Fig. PULVÍNULO – pequena intumescência situada na base do pecíolo de muitas plantas. o mesmo que pulvino. PUBÉRULO – diz-se da superfície de um órgão (folha. 310 . fruto ou semente) que se apresenta ligeiramente pubescente.204I]. pode provocar movimentos nas folhas. PUBESCENTE – diz-se da superfície de um órgão (folha. fruto ou semente) que se apresenta coberta com pequenas impressões. com densos e curtos pêlos finos. PUNCTIFORME – em forma ou com aparência de ponto. PUBESCÊNCIA – indumento da superfície de um órgão. fruto ou semente) que se apresenta revestida com densos e curtos pêlos finos [Fig. PUNCTEADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. Ver pubescente. próximo ao ponto de inserção no caule. PULVINO – o mesmo que pulvínulo.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PUBERULENTA – diz-se da superfície de um órgão (folha.295I]. ocorre principalmente nas Fabaceae (=Leguminosae).

fraco e delgado.16E]. PUREZA VARIETAL – quando as sementes geneticamente puras produzem no campo plantas adultas que reproduzem fielmente as características da variedade selecionada pelo melhorista. PUSILO – muito pequeno. PUREZA FÍSICA – é a característica que reflete a composição física ou mecânica de um lote de sementes. nas folhas ou na testa das sementes. PUPA – estádio intermediário entre a larva e o inseto adulto.p Hilo punctiforme como em muitas Poaceae (=Gramineae .11D).Fig. fruto ou semente) termina gradativamente em ponta dura e aguda [Fig. PÚSTULA – pequena proeminência vesicular na haste. PUNGENTE – diz-se quando o ápice de órgão (folha. PÚRPURA – de coloração vermelha-escura tirante ao violeta. PURPÚREO – que tem coloração púrpura. 311 . morfologicamente o termo mais adequado é ‘pirênio’. PUTÂMEN – parte central (caroço) das drupas.

312 .

Q .

Por ex. ficando por um período como que dormente. este estado é facilmente superado com o fornecimento das condições ambientais adequadas para a espécie. mas passará imediatamente a germinar quando forem fornecidas as condições adequadas de umidade. Ver quiescência. 314 . como [Fig. Ver dormência. Ver cimbiforme e navicular.: uma semente de milho pode estar em estado quiescente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA QUIESCÊNCIA – é um estado de repouso. nas Poaceae (=Gramineae) é uma dobra aguda ou o ângulo ao longo das duas nervuras da pálea [Fig. QUIESCENTE – aplica-se a fase ou estado de repouso de um vegetal ou de uma semente. é controlada por fatores exógenos (CARVALHO & NAKAGAWA. temperatura e oxigênio. o mesmo que carena. semelhante a quilha de um barco. QUILHA – saliência longitudinal.11A] ou ao longo da nervura mediana da lema. 101R].100-O. em que a semente está viável mas não germina. 1979).

.

78A] e que após emergir do tegumento da semente. FIGURA 282 – Sistema radicular ramificado de Dicotiledônea. 311B] ou abaixo do escutelo [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA RACEMO – inflorescência indefinida na qual as flores são pediceladas. 310B. Contorno da radícula – é visível nas sementes na extremidade FIGURA 283 – Sistema radicular fasciculado de Monocotiledônea..302B. dentro da semente. a certa distância uma das outras. dará origem à raiz primária. próximo da micrópila. durante o processo de germinação. RADIADA – arranjada ou que se insere em um ponto comum. Melilotus indica (L.) All. RADICELA – o mesmo que radícula.. RACEMOSO – que tem cachos ou com aparência de cacho. o mesmo que cacho [Fig. inflorescência em cacho.52]. RADIAL – se refere à periferia (ao raio). 307B. Crotalaria spectabilis Roth e Desmodium tortuosum (Sw. entre e dentro da família. 304B.. 309. como em Trifolium repens L. 303B.). RADÍCULA – é a raiz rudimentar do embrião e que consiste. Medicago lupulina L. onde as flores são pedunculadas e não se inserem no mesmo ponto. 308C. A posição da radícula em relação aos cotilédones. 306B. de apenas um meristema apical coberto pela coifa [Fig. é um elemento de grande valor na identificação de certas espécies.11] ou pode-se dizer que é a estrutura distal do eixo embrionário ou eixo hipocótiloradícula que se encontra abaixo dos cotilédones [Fig. em muitas espécies de Fabaceae– Papilionoideae.) DC. se inserem num eixo comum. dispostos em forma de roda. geralmente.. Lotus corniculatus L. 316 .

Celastraceae e Proteaceae.282]. Termo usado em oposição às flores do disco. as flores mais externas (posteriormente os aquênios) que geralmente são flores liguladas. este conjunto forma o sistema radicular ramificado de Dicotiledôneas [Fig. ocorre nas Euphorbiaceae. pode ser a partir do hipocótilo. apresenta geotropismo positivo e raizes secundárias pouco desenvolvidas e oblíquas em relação a FIGURA 285 – Raiz aérea de Philodendron. como em Euphorbia comosa Vell. 284]. e que provém da soldadura de uma porção do funículo de um óvulo anátropo [Fig. 317 . e Ricinus communis L. As flores do raio podem produzir aquênios com características morfológicas diferentes das do disco e quando isso ocorre temos aquênios heterocarpos. Rafe dorsal – resulta da curvatura do funículo sobre a micrópila adaxial. que são centrais. Raiz adventícia – é a raiz ou as raízes que se originam de outras estruturas que não a radícula. num capítulo de Asteraceae (=Compositae).248] com o integumento. de caules. FIGURA 284 – Parte inferior de uma planta de milho. isto é. de ramos ou de bulbos [Fig. ocorre em Buxaceae. RAIO – região onde se inserem. do colmo. Rafe ventral – tipo mais comum. de onde retira água e nutrientes minerais. RAIZ – é o órgão de fixação do vegetal ao solo. do colo. [Fig. principal. Raiz axial ou pivotante – é a raiz principal que penetra verticalmente no solo.R RAFE – linha elevada ou sulco que percorre o tegumento da semente.51.84]. do hilo à chalaza. Ebenaceae e Lauraceae e em certos gêneros de Anacardiaceae.246] ou campilótropo [Fig.

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Raizes adventícias seminais – no embrião das Poaceae (=Gramineae) desenvolve-se acima do ponto de inserção do escutelo [Fig. a não ser que a ponta tenha sido quebrada. 318 .285). Raiz enfezada – é uma raiz raquítica e atrofiada. Raiz aquática – é a raiz que se forma abaixo da lâmina d’água. atingem o solo. podem atingir a alguns metros. outras raízes adventícias se desenvolvem dos nós do colmo principal e dos colmos laterais. Raiz geralmente claviforme. FIGURA 287 – Raiz pivotante de nabo.78Aras] e após a germinação. mas muito curta e fraca para estar em equilíbrio com as outras estruturas da plântula. Raiz atrofiada – é a raiz ou as raízes que apresentam atrofia. antes disso a ramificação dificilmente acontece. Raiz curta e grossa – é a raiz que caracteriza as plântulas com sintomas fitotóxicos. com ponta intacta. que vive sobre outras plantas. Raiz com desenvolvimento atrasado – uma raiz geralmente com ponta intacta. que não se desenvolveram.286]. que degeneraram. sem parasitá-las. penetram nele e se ramificam. que serve para flutuação e para a respiração da planta [Fig. Raiz aérea – é a raiz de uma planta epífita. Quando as raizes FIGURA 286 – Raiz aquática de Jussiaea. que estão enfraquecidas. como a raiz do imbé (Philodendron Fig. são muito resistentes e freqüentemente usadas como cipós. As raizes partem do caule e se dirigem verticalmente para o solo.

Nos testes de germinação usa-se essa designação para outras raízes que não a raiz primária. este conjunto forma o sistema radicular fasciculado de Monocotiledôneas [Fig.287]. portanto também é uma raiz tuberosa. ocorre em Poaceae (=Gramineae) e devido ao formato são denominadas de raízes adventícias [Fig. 284]. que se originam no eixo embrionário e formam o sistema radicular de uma plântula de cereais (como em Triticum – Poaceae) e de Cyclamen (Primulaceae).283]. Raiz secundária – é a raiz que emerge da raiz primária. numerosos pêlos absorventes e terminando em ponta fina. pois armazena reservas alimentícias. Raiz primária – é a raiz principal. resultante do desenvolvimento da radícula do embrião. Raiz lateral – é qualquer raiz que se origina lateralmente a raiz principal. como nos gêneros Zea (Poaceae =Gramineae) e Cucurbita (Cucurbitaceae). geralmente com FIGURA 288 – Raiz tuberosa de batata-doce. longa e delgada. Raizes seminais – designação dada à raiz primária e um certo número de raízes secundárias. como em cenoura e nabo [Fig. Raiz pivotante – quando a raiz principal é muito desenvolvida e suas ramificações tem desenvolvimento quase desprezível. 319 .R Raiz fascículada ou Raiz em cabeleira – é aquela onde não se distingue nem pela posição e nem pelo desenvolvimento uma raiz principal.

como na beterraba [Fig. com curto rostro apical ligeiramente curvado ou reto. frutos ou sementes) que se apresenta coberta com macías e flexíveis excrescências rugosas. cerca de 2. Seguem características diferencias de algumas espécies de Ranunculus: Ranunculus acris L. que se afila para o ápice e a base (ponto de inserção).238A]. por (1.5-)2. RAMENTÁCEA – diz-se da superfície de um órgão (folhas. – núcula discóide.5-0. de coloração castanho-clara a escura e margem ligeiramente mais clara em sementes mais escuras [Fig. originado da margem. 320 .6mm de largura e 0. como em batata-doce [Fig. 289]. formando um tubérculo. em maior ou menor tamanho. Algumas vezes não é a raiz principal que é tuberosa e sim as algumas raizes laterais. fosca. núcula comprimida.7mm de espessura. com uma muito mais alada e curvada do que a outra.0-2. superfície finamente pontilhada. Ranunculus sp. A unidade-semente é FIGURA 289 – Raiz tuberosa de beterraba. largo-obovada em contorno e estreito-elíptica em seção transversal. a núcula. base frequentemente levemente extendida.288] e nas raizes de dália. que penetra verticalmente no solo onde se ramifica e na porção próxima a superfície é muito desenvolvida. margens levemente aladas.203N]. com estilete (rostro) apical persistente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Raiz tuberosa – é a raiz principal. – fruto múltiplo formado por diversos frutícolos (núculas).2-3. que se assentam sobre um receptáculo estrobiliforme.3mm de comprimento. marrons e escamiformes [Fig.238]. ou espinhoso [Fig. reto ou curvado.

R

Ranunculus bulbosus L. – núcula discóide, de suborbicular a largoobovada em contorno e estreito-elíptica em seção transversal, com (2,8-)3,0-3,5mm de comprimento, por (1,8-)2,3-2,8mm de largura e 0,5-0,7mm de espessura, com curto rostro apical uncinado, originado da margem; margens levemente aladas, com uma muito mais alada e curvada do que a outra; superfície finamente granular, fosca, de coloração castanho-escura a castanho-avermelhada e margem amarelada [Fig.238B]. Ranunculus parviflorus L. – núcula de largo-ovalada a suborbicular em contorno, cerca de 2,0-2,8mm de comprimento, por 1,8-2,5mm de largura e 0,5-0,7mm de espessura, com longo rostro apical reto, margens inconspícuamente aladas e pouco mais claras, superfície castanha, granulosa e fosca [Fig.238C]. RANHURA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) com pequeno sulco, ou escavação. Raphanus raphanistrum L. – síliqua lomentácea cilíndrico-alongada, não alada, moniliforme em maior ou menor intensidade, com 25-80mm de comprimento por 2,0-3,5(-4,0)mm de largura, com 5-7 costelas conspícuas ou inconspícuas e com rostro longo-acuminado (muitas vezes
quebrada quando misturada às sementes comerciais); porção valvar delgada,

estipiforme e com 2,0mm de comprimento; porção estilar com (2-)48(-10) sementes, com costrições transversais (mais [Fig.321A’-A’’] ou
menos [Fig.320A] acentuadas, dependendo da variedade), que podem

se separar em segmentos (sgm - na maturação) com 1-2 artículos unisseminados, globosos e com 1,6-2,0mm de diâmetro, ou subcilíndricos e com 3-4mm de comprimento [Fig.321A-A’-A’’]; semente

321

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

ovóide, castanho-avermelhada, 4-6mm de comprimento por 2mm de largura. A unidade-semente são os segmentos e mais raramente a semente livre. Raphanus sativus L. – síliqua lomentácea cilíndrico-cônica, inflado, não moniliforme, com 30-50(-80)mm de comprimento por 5-9(-10)mm de largura, com nervuras longitudinais e rostro largo-cônico (muitas vezes
quebrado quando misturado às sementes comerciais); porção valvar muito curta, parecendo um pedúnculo; porção estilar com 2-3(-4) sementes, sem constrições transversais, ou às vezes contrídas entre as sementes, mas não se separa em segmentos na maturação, no entanto pode se abrir mecanicamente no beneficiamento [Fig.321B]. A unidade-semente é a semente e mais

raramente o fruto quebrado. Rapistrum rugosum (L.) All. – síliqua lomentácea formada por dois ou mais artículos superpostos, uniseminados ou bisseminados, um rostro (ro) e um pedúnculo (pd); artículos córneos, de amarelado a amarelo-palha ou acinzentado, bordos sinuados, se desarticulam entre eles e entre o pedúnculo; artículo superior indeiscente, de globoso a largo-ovóide, com 2,5-3,5mm de comprimento (exceto o rostro) por 2,0-3,0(-3,5)mm de diâmetro, unisseminado ou bisseminado,

com largas costelas longitudinais, muito ou pouco rugosas; artículo superior atenuado para um rostro apical estéril, com 1,0-1,5(-2,0) mm de comprimento, muitas vezes ausente; artículo inferior deiscente ou não, subcilíndrico ou ovóide, liso ou levemente rugoso ou estriado, com 1,0-1,5(-2,0)mm de comprimento por 1,0-1,2mm de largura, unisseminado, estéril ou raro bisseminado; pedúnculo liso, curto ou até três vezes o comprimento do artículo inferir [Fig.322]. A unidade-semente são os artículos, muito raro a semente livre.

322

R

RAQUE – é o eixo principal (ra) de uma inflorescência [Fig.43, 257]. RÁQUILA ou RÁQUIS – pequeno eixo ou eixo secundário do ráquila; nas Poaceae (=Gramineae) e nas Cyperaceae é o eixo onde se originam as pequenas flores ou os antécios. Ver segmento da ráquila. RASTEIRO – que se arrasta; o mesmo que rastejante. RASTEJANTE – diz-se do caule que se desenvolve apoiado sobre o solo, com ou sem raízes, de trechos em trechos, como na abóbora; o mesmo que rasteiro. REANÁLISE – quando a repetição do teste for com sementes do mesmo lote, mas de amostras médias diferentes. Ver reteste. RECEPTÁCULO – porção axial da flor que serve de assento aos diversos verticilos florais [Fig.171-re], assim como a extremidade ± dilatada do pedicelo, que constitui o suporte das diversas flores de um capítulo ou de outra inflorescência; o mesmo que tálamo.
FIGURA 290 – Regmídio (A-C) e mericarpo (B)de Geranium sp. (A-B) e Erodium sp. (C).

RECEPTÁCULO-FLORAL – ver receptáculo. RECURVO – curvo com a cavidade voltada para trás. REFLEXO – diz-se do órgão que que se apresenta voltado para base do local onde se insere. REGMÍDIO – fruto esquizocarpáceo, formado por cinco carpelos, cujos estiletes estão concrescidos em uma coluna (eixo) central ou carpóforo

323

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

mais ou menos longo. Na maturação os carpelos (agora carpídios ou mericarpos) se separam da coluna, mas ficam presos a ela, por algum tempo, pela base e pelo ápice (os estiletes). Cada carpídio longopontudo na base, se abre (deiscente) longitudinalmente por uma fenda, mas a semente fica impedida de sair pela projeção basal da coluna central. Enquanto os estiletes (rostro – ro) se torcem helicoidalmente
(da esquerda para a direita), a semente se move e é levada para a parte

superior do carpídio ou mericarpo e depois é liberada. Fruto típico das Geraniaceae, como nos gêneros Erodium (mericarpos com um tufo de pêlos na base - Fig. 290C), Geranium [Fig.290A-B] e Pelargonium (mericarpos com pêlos na base). Na natureza os estiletes absorvem ou perdem água, em velocidades diferentes, de maneira que eles executam movimentos em espiral, ora num sentido ora no outro, e assim o mericarpo se move sobre a superfície do solo e penetra nele. REGULAR – usado para dizer que todas as partes são simétricas; como uma corola rotada. REMANESCENTE – a estrutura que permaneceu aderida. RENIFORME – diz-se quando um órgão (folha, fruto ou semente) tem contorno de rim e com ponto de inserção no centro do lado encurvado [Fig.102G]. REPLO ou REPLUM – falso septo (rep), de textura membranácea, formado pela união dos bordos carpelares no fruto (síliqua ou silícula) de Brassicaceae (=Cruciferae) e que contém as placentas e posteriormente as sementes [Fig.317B, 319C-D]. Este conjunto permanece ligado ao pedúnculo, após a deiscência e a queda das valvas. Também encontrado nos craspédios das Fabaceae [Fig.107-rep].

324

R

RETANGULAR – que tem forma de retângulo. RETESTE – quando a repetição do teste for com sementes da mesma amostra média. Ver reanálise. RETICULADA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que se apresenta recoberto por linhas que se anastomosam formando uma rede de pequenas malhas, geralmente com aparência geométrica [Fig.295B]. RETICULADO–FAVEOLADA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que varia entre reticulada e faveolada; quando a profundidade e a distância entre cada retículo são mais pronunciadas do que a de uma simples superfície reticulada [Fig.295D]. RETICULAR – com aspecto de retículo. RETÍCULO – diz-se da superfície com pequena rede de malhas. RETINÁCULO – o mesmo que ejaculador [Fig.64, 126]. RETRORSO – voltado ou dirigido para trás (base), geralmente pêlos ou espinhos [Fig.237]; oposto de antrorso. RETUSO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente) é arredendo e no centro apresenta pequena reentrância [Fig.16N]. REVOLUTA(O) – diz-se da folha com os bordos enrolados ou voltados para trás ou para baixo [Fig.279D]; como os bordos de uma folha ex: Senna. Oposto a involuta.

325

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Rheum rhaponticum L. – núcula envolta pelo perigônio (prg), formado por 3-sépalas (sp) aladas, planas, amarelo-castanho-avermelhada, com bordos paralelos e de 7-9mm de comprimento, largura e espessura; núcula de trígona a quadrangular, com 7-8mm de comprimento por 3,5-4,0mm de largura e espessura, castanho-escura, com faces convexas, com três ângulos agudos e afilando para o ápice e a base [Fig.241S-T-U]. A unidade-semente é a núcula, sem ou com o cálice pentâmero inteiro ou parte aderida a base. Rhynchosia phaseoloides (Sw.) DC. – semente de largo-ovóide a globosa, com ápice e base arredondada, vermelho-escarlate e com mancha preta obliqua (abaixo da área hilar e na margem dorsal) que ocupa cerca da ½ da superfície; hilo localizado na porção vermelho-escarlate [Fig.1C-D]. Ver Abrus precatorius. A unidade-semente é a semente. Rhynchospora aurea Vahl (=R. corymbosa (L.) Britton) – núcula obovada, com 2,5-3,5mm de comprimento (exceto o rostro) por 2,0-3,0mm de largura (próximo ao ápice), castanha, com leve escabrosidada, se afila gradativamente para uma base pontuda, deprimida nas faces, ápice com longo rostro (ro - estilete remanescente) igual ou maior do que a núcula, na base com 6-7 cerdas (ce) escabrosas de 4-5(-5,5)mm de comprimento [Fig.239I-I’]. A unidade-semente é a núcula (com rostro
apical e com ou sem as cerdas basais).

Rhynchospora nervosa (Vahl) Boeck. (=Dichromena ciliata Vahl) – núcula de suborbicular a largo-elíptica, biconvexa, com 10-2mm de comprimento
(exceto o rostro), de amarelo-palha a castanho-escura, transversalmente

rugosa, ápice com rostro (ro - estilete remanescente) de até ½ do comprimento da núcula [Fig.239J-J’]. A unidade-semente é a núcula (com
rostro apical).

326

R

RINGENTE – termo usado para uma corola monopétala, cujo limbo está desigualmente dividido e com os lábios bem afastados; com a divisão superior do lábio encurvada (em forma de arco) e a inferior proeminente e adpressa contra a anterior, de modo que o conjunto se parece com a boca de um animal [Fig.101A]. Ver cápsula ringente. Corola ringente – como a de Antirrhinum. RIZOMA – caule freqüentemente parcial ou totalmente subterrâneo, horizontal, mais ou menos espesso, rico em reservas e com capacidade de produzir raizes e caules em cada nó; se destingue das raizes pela presença de nós, gemas e escamas; como o rizoma de Iris [Fig.291] e da espada-de-São-Jorge. RIZOMATOSO – que tem rizomas. ROÍDO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente) se apresenta truncado, exceto que não termina reto e sim parece estar
FIGURA 291 – Rizoma de Iris.

irregular (roído) [Fig.16S]. ROLIÇO – quando um órgão, em seção transversal, é quase circular; o mesmo que cilíndrico e teretiforme [Fig.101M]. RÔMBICO – diz-se quando um órgão (folha, fruto ou semente) tem contorno de losango ou oval e um pouco angular na porção mediana [Fig.102C]. ROMBIFORME – que tem forma de romboedro. ROMBOIDAL – que tem forma de rombóide; o mesmo que rombóide.

327

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

ROMBÓIDE – quadrilátero de ângulos não retos, com lados opostos iguais e paralelos e lados contíguos diferentes; o mesmo que paralelograma. ROSETA – quando as folhas estão arranjadas ao redor da base, em círculo condensado, de um caule central [Fig.2]. ROSTRADO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente) termina gradualmente em ponta dura, larga, reta ou curvada [Fig.16I]; como a bainha do rábano; ou que possui rostro (ro). Aquênio rostrado – quando o corpo do aquênio apresenta um
FIGURA 292 – Rostro.

prolongamento, como em Hypochaeris brasiliensis Griseb., H. grisebachii Cabr., H. glabra L., H. radicata L. e Soliva pterosperma (Juss.) Less. (Asteraceae =Compositae – Fig.23A, 18B) e de Scabiosa atropurpurea L. (Dipsacaceae – Fig.301B-C). Invólucro-gamófilo rostrado – como em Xanthium strumarium [Fig. 208C-ro]. Núcula rostrada – que possui estilete apical persistente, como nos gêneros Ranunculus [Fig.238] e Anemone (Ranunculaceae ). ROSTRO – prolongamento apical de um órgão (fruto ou semente)

FIGURA 293 – Rosulado.

que termina em ponta dura, longa e reta, formado pelos estiletes concrescidos e persistentes [Fig.16I,18B, 23A, 238, 292]. Ver rostrado. Rostro divergente – em Acanthospermum hispidum [Fig.206B]. ROSULADO – quando as folhas (fo) encontram-se dispostas na base ou no ápice do caule (cau), estão muito próximas por ocorrer em entrenós

328

reticulado -faveolada. C. como nos frutos ou sementes no início do seu desenvolvimento.295A]. I.175A). RUDIMENTO – estrutura inicial. próprio do rudimento ou relativo a ele. Rumex sp.puncteada. como ruas. ou ser definitivo como o estaminódio de certas flores. F. dando a impressão de que todas estão no mesmo nó [Fig.. etc. E. expandido e perpendicular ao tubo [Fig. glabro. Gsulcada. RUDIMENTAR – estado de desenvolvimenbto imperfeito. com limbo circular. H. o estado rudimentar pode ser transitório. cálice hexâmero. D.estriada. curvo. ruínas. em forma de roseta. embrião periférico. RUGOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. – Hypoxidaceae – Fig. papiráceo e formado por dois ciclos de três sépalas. que habitam as cercanias das construções humanas. terrenos baldios. RUDERAL – diz-se da espécie.lacunosa.294]. B. – núcula trígona. linear e deitado paralelamente a uma das faces da núcula. como as folhas da falsa-tiririca (Hypoxis decumbens L. de tubo muito curto e estreito que lembra o eixo de uma roda. portanto a existência da planta depende da habitação humana vizinha.reticulada. as externas 329 .rugosa.R muito curtos. um órgão imperfeitamente desenvolvido e não funcional. ou estado atrofiado de um órgão e que FIGURA 295 – Superfície (quanto ao desenho): A. como a corola de Veronica e Galium.faveolada. ou de um grupo de plantas. primórdio. rotáceo mais usado do que rotada. fica reduzido. fruto ou semente) que tem rugas (que não é lisa) [Fig. ROTÁCEO ou ROTADA – diz-se da corola gamopétala.aciculada. FIGURA 294 – Rotada.293]. lugares abandonados.

com retículo de malhas bem visíveis. nervura mediana saliente e sem tubérculo [Fig.3mm de comprimento por 0. de ápice arrebondado ou obtuso. ligeiramente pedicelada. com bordos inteiros e não alados. ângulos obtusos e ligeiramente alados. se afila abruptamente para um ápice acuminado. com três faces planas iguais na largura. superfície castanho-avermelhadaescura. lóbulos áspero-granulosas. ovadas ou cordiformes. – núcula trígona. ângulos obtusos e não alados. cerca de 1mm de diâmetro ou 1.4-)1.240]. castanho-claras e cerca da ½ do comprimento total da núcula. cálice com sépalas externas (spe) ovado-oblongas.1 mm de largura. sépalas internas (spi) aderentes. embrião (em) estreito-transversoelíptico em seção transversal. sépalas internas (spi) não aderentes. lisa e muito lustrosa.240A-B-C]. – núcula trígona. com ápice e base obtusos. com três faces planas iguais na largura.7)mm de largura. A unidade-semente é a núcula. acrescentes e aderentes ou não à núcula [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA (spe) reflexas na frutificação e muito menores do que as internas (spi). sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base. Rumex crispus L. ovado-triangulares.8-1. com 4-5(6-)mm de comprimento por 3-4mm de largura. embrião (em) transverso-elíptico em seção transversal. superfície castanho-avermelhada nas faces e ângulos castanho mais escuros.5(-1. cálice castanho-avermelhado-claro. de ápice acuminado.2mm de comprimento. Seguem as características diferenciais das espécies de Rumex: Rumex acetosella L.0-1. com sépalas externas (spe) linear-lanceoladas e com 1. com retículo de malhas 330 . com 2. tão longas quanto a núcula. castanho-escuras. séssil.0-2.0-1.5mm de comprimento por (1.

com dentes ou lacínias entre a base e a porção mediana. Rumex obtusifolius L. bordos alados. basal. com sépalas externas (spe) linear-lanceoladas e com 1. com 2mm de comprimento e com retículo longitudinal [Fig. com retículo de malhas menores na base e maiores no ápice e ligeiramente mais escuras.0-1. sépalas internas (spi) não aderentes. inteiros ou com pequenos dentes na porção basal.4mm de largura. com 2.5-1. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base. superfície atro-avermelhada (núcula madura) e mais clara (núcula imatura) e com ângulos mais escuros.R ligeiramente mais escuras. – núcula trígona. embrião (em) com cotilédones transverso-elíptico em seção transversal. cálice castanhoavermelhado. cálice 331 . inconspicuamente pedicelada. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base. ápice agudo.8mm de largura.0 mm de comprimento e com retículo longitudinal [Fig.0(-6. ângulos obtusos e não distintamente alados. Rumex pulcher L. embrião (em) transverso-elíptico em seção transversal. ângulos obtusos e não alados.5mm de comprimento pr 1.0mm de largura. – núcula trígona.5-3.5-2.2mm de comprimento.2-1.240D-E-F-G-H]. com 1.240I-J-K-L]. com 2. com (4.3 mm de comprimento por 1. basal. bordos alados.0-)4.0)mm de comprimento por 2. séssil.02.5-5. afila gradativamente para um ápice acuminado. A unidade-semente é a núcula. apenas a nervura mediana de uma das sépalas forma um tubérculo (tu) subgloboso ou oblongo-ovalado. A unidade-semente é a núcula. de ápice agudo. superfície castanho-avermelhada ou castanho-acinzentada e ângulos da mesma coloração.0-2. ovado-triangulares. a nervura mediana de cada sépala forma um tubérculo (tu) oblongo.

5mm de largura. com 5-10 dentes ou lacínias retas.Fig. de ovadas a ovado-oblongas. RUMINADO – provido de múltiplas fissuras.240M-N-O-P].69]. RÚPTIL – que se rompe irregularmente. de Diospyros FIGURA 296 – Runcinado. com retículo de malhas menores na base e maiores no ápice e da mesma coloração. ou de aspecto irregular.5-4. setiformes ou subespinhosas. RUPTURA – ver abcisão. Coccoloba e Triplaris surinamensis Cham. sépalas internas (spi) não aderentes. como a noz-moscada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA castanho-avermelhado. com sépalas externas (spe) oblongas e com 1mm de comprimento. com 2mm de comprimento e alveolado [Fig.149) e Cissus (Vitaceae). Antigonon. bordos alados. forma um tubérculo (tu) de semigloboso a oblongo. ver Cápsula rúptil [Fig. 332 . A unidade-semente é a núcula. como as folhas de Taraxacum. Endosperma ruminado – se caracteriza pelas invaginações transversais do tegumento (tegmen) para o interior do tecido nutritivo (para o centro da semente). (Polygonaceae . (Ebenaceae). de ápice agudo. RUPESTRE ou RUPÍCOLA– vegetal que cresce sobre rochas. com 4-5(-6)mm de comprimento por 2. Virola (Myristicaceae). como em sementes de Annonaceae. RUNCINADO(A) – diz-se das folhas com profundos recortes voltados para a base [Fig. basal.102L. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base. a nervura mediana de cada sépala ou apenas uma delas. 296].

.

com abertura transverso-apical da borda do carpelo e que ao se abrir forma um replum curto e caduco. em oito. SACO EMBRIONÁRIO ou MACROSPORÂNGIO – nas Angiospermas é a célula que o formou e que divide seu núcleo. SAGITADO(A) – diz-se de um órgão vegetal foliáceo que tem ápice agudo e base com lobos (apêndices) basais retos. O sacelo se encontra reunido em glomérulos e tem a superfície externa recoberta com uma grande variedade de indumentos (hirsuto.102I-I’]. que são a célula mãe do endosperma [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SABREFORME – em forma de sabre. estrigoso e estrelado).171A. dirigidos para trás e em forma de seta ou bilabiados [Fig. como as folhas de Rumex acetosella L. ocorre em Mimosa doleus Vell.100J]. (1999). (1999) o fruto é um tipo derivado do craspédio.) Barneby (= M. 297]. que produzem os grãos de pólen (gp) [Fig. três ficam na parte oposta. SACELO – segundo BARROSO et al. SACO POLÍNICO ou MICROSPORÂNGIO . que nas Angiospermas são as células especializadas da antera (ant). as antípodas (an) e duas na porção central. agudos.298) e M. FIGURA 298 – Sacelo de Mimosa doleus. margem grosso-côncava e outra delgado-convexa [Fig. em geral.gp]. pubérulo. .oposto de macro.Fig. meticulosa. Fonte: Barroso et al. subsp. carnoso. os núcleos polares (np). plano nos dois lados. FIGURA 297 – Saco embrionário em desenvolvimento. acerba (Benth.(ou mega-) sporângio. sendo uma a oosfera (o) e duas sinérgidas (si). curvado.171 ant . pela redução a um único artículo oval. 334 . setoso. glandular. acerba Benth. onde três núcleos ficam próximos da micrópila. SAGITIFORME – o mesmo que sagitado. hispídulo.

Pterogyne sp. persistente e com lacínias eretas.299I) e Phyllostylon (Ulmaceae). 335 .Machaerium pedicellatum. em Vatairea com ala transversovenosa. D. B. nos gêneros: Pterogyne (Fabaceae–Caesalpinoideae – Fig. Securidaca (Polygalaceae – Fig.Gallesia sp.. indeiscente. basal ou unilateral) do núcleo seminífero: Ala apical – com núcleo seminífero basal. cada uma formando um mericarpo. F. Sâmara anfinuclear – com ala circular (circunda o núcleo seminífero).299D). Quanto a posição da ala pode ser: FIGURA 299 – Sâmara: A. Centrolobium. simples. desenvolvidas da parede ovariana (ovário súpero) e pode ser um caráter de diferenciação entre táxons.299E) e em Monina (Polygalaceae). com núcleo seminífero (nse) unisseminado e com projeções membranáceas do pericarpo em forma de ala.Tipuana tipi.. seco.Platypodium elegans. em Centrolobium com núcleo semínífero equinado. ocorre em Fabaceae (=Leguminosae) como em Pelthophorum (Caesalpinioideae). Machaerium. Sâmara paranuclear – com ala somente em um lado (apical.G-I: Barroso et al. monocarpelar ou pseudomonocarpelar. Fonte B-C-E.Vatairea heteroptera.. A sâmara em Gallesia com cálice tubuloso (cal). C. as sâmaras podem apresentar-se isoladamente ou em grupos de duas (bi. H. Riedeliella (Papilionoideae – Fig. se localizar apenas nas extremidades dele ou apenas numa de suas extremidades. por atrofia de um carpelo [Fig. ERiedeliella sp. ISecuridaca sp.Centrolobium tomentosum. (1999).S SÂMARA – fruto nucóide.299H).299]. G. com núcleo seminífero reticulado-faveolado ou cristado. em Securidaca L. Tipuana e Vatairea (Fabaceae–Papilionoideae – Fig.299A-B-F-G).ou dissâmaras) ou de três (trissâmaras). Gallesia (Phytolaccaceae – Fig. As alas podem contornar o núcleo seminífero.

300L). O ponto de inserção do samarídio no receptáculo é a aréola (are). Gates – Fig. Ala unilateral – com núcleo seminífero em uma das extremidades gênero Paramachaerium (Fabaceae–Papilionoideae). por aborto do terceiro (Banisteriopsis andersonii – Fig. O esquizocarpo pode ser formado por 1 samarídio (por aborto dos demais) e com ala dorsal (Banisteriopsis stellaris (Griseb. raramente bicarpelar por aborto.300A).300H). As alas dos samarídios podem ser: 336 . – Fig. ou globoso e saliente e bem distinto da ala (Serjania glabrata Kunth – Fig. ou alongada (Banisteriopsis basifixa – Fig.300C).300M).300I). ou pequena e circular (Banisteriopsis ferruginea). lóculos unisseminados e com ala dorsal ou lateral em cada um dos carpelos.) Cuatrec. O samarídio pode ser mais ou menos giboso com espessamento no bordo superior (Banisteriopsis muricata (Cav.300J). que pode ser longa e afundada (Banisteriopsis megaphylla – Fig.300B). SAMARÍDIO – fruto esquizocarpáceo tricarpelar (originado de um ovário súpero ou ínfero). ocorre nos gêneros Myroxylon e Platypodium – Fig.300K). O núcleo seminífero (nse) em Malpighiaceae pode ser: liso em Mascagnia (Malpighiaceae).300D e Heteropterys verrucoides – Fig. ou comprimido e se distinguem pouco das alas (Serjania cuspidata – Fig. ou cristado e mais ou menos distinto da ala (Serjania platycarpa – Fig. ou com ala dorsal e espessamento no bordo inferior (Heteropterys macrophylla – Fig.) B. ou por 2 samarídios.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Ala basal – com núcleo seminífero apical.299C (Fabaceae–Papilionoideae). ou providos de alélulas laterais ou paralelas (Banisteriopsis ferruginea) ou com apêndices na base da ala dorsal (Banisteriopsis lucida – Fig.300G). ocorre em Malpighiaceae (com núcleo seminífero basal) e Sapindaceae (com núcleo seminífero apical).

S FIGURA 300 – Samarídios de Sapindaceae: A. Em Sapindaceae com dois samarídios divergentes. cuneiforme ou cristiforme.Serjania glabrata. schizopetala. Fonte (exceto F): Barroso et al.Mascagnia sp. I.Banisteriopsis andersonii.Serjania platycarpa e de Malpighiaceae: D. como em Barnebya dispar. Em Rutaceae com três samarídios. E. L.Banisteriopsis basifixa. G. K. B.Banisteriopsis stellaris. Ala cristiforme – dorsal vertical sobre o núcleo seminífero – em Diplopterys (Malpighiaceae) ou dorsal disposta em uma extremidade do núcleo seminífero.H. J.Fig.. B. como no gênero Helietta.Mascagnia pubiflora.Serjania cuspidata. com reforço no bordo superior ou excepcionalmente no bordo inferior.Heteropterys macrophylla. Ala dorsal – oblonga. como no gênero Diatenopteryx que tem ala dorsal. (1999).Banisteriopsis lucida. F.Banisteriopsis megaphylla. M. Banisteriopsis lucida .300K. 337 . C.Heteropterys verrucoides.Banisteriopsis muricata.

Fig.) Baill. H.301A]. Juss. Scabiosa sp. laevifolia. Ala lateral-inteira – contornando o núcleo seminífero.) Griseb. onde se localiza a aréola central (Mascagnia – Fig.) Griseb. como nos gêneros Mezia e Mascagnia – com ala lateral inteira. – aquênio (aq) envolto pelo invólucro floral (involucelo).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA B. verrucoides .) Cuatrec .300L (Malpighiaceae). Juss.330E). (Capparaceae) é branco. que contorna o núcleo seminífero. Heteropterys chrysophyllum. como em Magnolia champaca (L.Fig.). Juss.300F) e Mascagnia rigida (A. C. Scabiosa columbaria L.300I.Fig. ex Pierre e no gênero Michelia (Magnoliaceae). a corola tubulosa e o calículo modificado em papus (pa – formado por cinco sépalas estreitas e agudas. a corola tubulosa e o calículo (cali) modificado em papus (pa . SARCOTESTA – um tipo de arilóide carnoso que recobre o tegumento da semente.301B-C]. ou aquênio (aq) coroado pelo papus [Fig.aquênio envolto pelo involucelo.) L. – aquênio (aq) envolto pelo invólucro floral (involucelo).Fig. (= Hiraea rigida A.aquênio com papus.formado por cinco sépalas estreitas e agudas. macrophylla . persistente no ápice do aquênio). (= Hiraea pubiflora A. ou quatro segmentos em Tetrapteryx. é vermelho-alaranjado e em Capparis flexuosa (L. banksiaefolia e H. 338 . ala confluente em vista ventral. B. três segmentos laterais em Hiptage. persistente no ápice do aquênio). A unidade-semente é o aquênio com ou sem o calículo persistente. (B-C): A-B. FIGURA 301 – Scabiosa columbaria (A) e Scabiosa sp. H. calículo (cali) com pêlos nas nervuras longitudinais [Fig. . muricata (Cav. ou ala dividida profundamente em dois segmentos Mascagnia pubiflora (A.300D. Juss.

SEGMENTO DA RÁQUILA ou SEGMENTO DO RÁQUIS ou RÁQUIS – uma parte da ráquila (seg) articulada que na maturação permanece presa ao antécio. diz-se da superfície de um órgão revestida por numerosos pêlos muito finos.0)5. rugosa. de amarelada a castanho-amarelada.0mm de comprimento.239K-K’].155] e Sorghum [Fig. ápice truncado. – cariopse com (4. hipogíno cupuliforme basal bem desenvolvido e com seis tubérculos brancos. SECUNDINA – integumento interno (in) do óvulo [Fig. mucronada. branca.5-3. hipogínio ausente [Fig. apiculado.79C-D. se afila para uma base aguda.49]. Festuca [Fig.0-3. com curtos pêlos. geralmente curtos. Secale cereale L. com brilho de seda e sedosos ao tato. A unidade-semente é a núcula.0-8. – núcula depresso-globosa. Scleria uleana Boeck.224.5mm de comprimento.167. liso e com 2. 297]. 168].5(10.0mm de espessura. fosca. muricado-tuberculado e com 2. 328].239L-L’]. 339 . semilunares e com pontos lustrosos [Fig.5-3.0)mm de comprimento por 1.S Scleria balansae Maury – núcula ovóide. SEDOSO ou SERÍCIO – que tem pêlos com textura de seda. A unidade-semente é a núcula (com hipogíno). 80CD.171.158C. de resto glabra. A unidade-semente é a cariopse nua. como em Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Bromus [Fig. branco. com área hilar longo e estreita [Fig. 326. Lolium [Fig. Andropogon [Fig. lado ventral com prufundo sulco longitudinal.5mm de largura e 1. 225]. 81C-D].

Silene antirrhina L. 308. – superfície com tubérculos espinhosos. semente é toda estrutura que serve para reproduzir um vegetal. – superfície com pequenas verrugas rombudas mais escuras. rabanete e repolho: A.vista interna. distribuídos sobre placas cinza-arredondadas e que se tornam oblongas perto na área hilar.305A]. de CaesalFIGURA 302 – Sementes de abóbora. – superfície com tubérculos pontudos ou. a partir do hilo [Fig. Silene noctiflora L. pepino. pinioideae [Fig. Sementes com diferentes ornamentações na superfície: • CARYOPHYLLACEAE: (Agrostemma githago L.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SEMENTE – parte reprodutora dos vegetais superiores que produzem flores e resulta da fecundação. Compreende em geral três partes: tegumento(s). com curtos e finos tubérculos rombudos inconspícuos na porção periférica convexa da face e no bordo da semente e com placas alongadas ao redor do entalhe do hilo ausentes [Fig. melancia. mas no dorso e no bordo estão organizados em cinco linhas concêntricas. 309] e de Trifolium [Fig. Cerastium glomeratum Thuill. arranjadas em linhas concêntricas a partir do hilo e paralelas à margem. melão e pepino [Fig.310].305E]. couve. Em sentido amplo. – superfície com curtos tubérculos rombudos. de Mimosoideae [Fig.305D].vista interna. 340 .305B].306]. de Papilionoideae [Fig. Estruturas da semente de abóbora. de feijão [Fig. cebola [Fig. de ervilha [Fig.vista interna. melancia e melão: A.vista externa.334]. tecido(s) nutritivo(s) e embrião. grandes em relação ao tamanho da semente. arranjados em linhas concêntricas a partir do hilo e paralelas à margem [Fig. – superfície com estreitas placas alongadas na porção escavada da face.vista externa. nas faces as placas com os FIGURA 303 – Semente de cebola: A.303]. às vezes. do desenvolvimento e do amadurecimento do óvulo. Silene gallica L. arredondados. dispostas em placas arredondadas formamdo um padrão definido nas faces. B.302]. rabanete e repolho [Fig. FIGURA 304 – Sementes de couve. onde as verrugas são achatadas [Fig. B.311]. B.307].vista exerna.304].

– superfície com finos tubérculos alongados e achatados. 341 .305I]. • PORTULACACEAE: Portulaca oleracea L. – superfície com curtos tubérculos rombudos.) Willd. esta com nítido sulco entre a radícula e os cotilédones e que termina no centro em uma cavidade mais ou menos profunda [Fig.305J].305G].305M].) Cambess – superfície com pequenas papilas distribuídas irregularmente [Fig.) Vill. Stellaria graminea L.305H]. – superfície finamente rugosa [Fig.S tubérculos estão arranjados em um padrão de linhas concêntricas a partir do hilo e nos bordos sobre 6-8 linhas [Fig.305K]. – superfície com finas verrugas e com pequenas papilas distribuídas irregularmente. Stellaria media (L. dispostos mais ou menos simetricamente em linhas concêntricas a partir do hilo [Fig. • MULLUGINACEAE: Glinus sp.305C]. • CAPPARACEAE: Cleome hassleriana Chodat – superfície com pequenos e irregulares tubérculos coniformes no dorso e nas faces.27G]. Talinum triangulare (Jacq.305F]. dispostos mais ou menos simetricamente em linhas concêntricas a partir do hilo. – superfície diminutamente tuberculada [Fig. Vaccaria hispanica (Mill.) Rauschert – superfície com curtos tubérculos ovais em forma de bolhas arranjados em fileiras ou em um padrão específico [Fig. Spergularia grandis (Pers. grandes em relação ao tamanho da semente e dispostos em linhas concêntricas a partir do hilo [Fig. bordo acuminado e com estreita ala circular esbranquiçada [Fig. – superfície com curtos tubérculos rombudos. Spergula arvensis L.

parecendo diminutos grãos de areia e que podem estar adensados ou espaçados [Fig.Silene noctiflora. – superfície reticulada. C. J.Talinum triangulare. D.Stellaria graminea.Tibouchina sp.305N].Cleome hassleriana.Silene antirrhina. 342 .Agrostemma githago. L. M.Vaccaria hispanica. com malhas do retículo salientes [Fig. K. F. I. G. FIGURA 305 – Sementes com diferentes ornamentações na superfície: A.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA • MALPIGHIACEAE: Tibouchina sp. • TURNERACEAE: Turnera ulmifolia L.Stellaria media. H. E. B.Portulaca oleracea.Spergularia grandis.27C]. N. – superfície granulosa.Spergula arvensis.Cerastium glomeratum.Silene gallica. com pequenas elevações arredondadas.

inconspícuo. sem características específicas e que se localiza na margem em FIGURA 306 – Sementes de CAESALPINIOIDEAE: A. espécies de Bauhinia existe leve assimetria da base dos cotilédones e do eixo hipocótilo-radícula que fica ligeiramente curvo. 306. e Senna obtusifolius (L. Em Caesalpinioideae existe também uma parede de parênquima. nas espécies de Inga e Pithecellobium os cotilédones possuem base cordada (profunda incisão) e o eixo hipocótilo-radícula se localiza acima dessa incisão. arredondados. 343 .. muitas vezes. O endosperma. com espessura variável. B. Adenanthera. em seção transversal a semente apresenta cotilédones finos e endosperma ± abundante [Fig. geralmente representada por uma camada castanho-escura. a chalaza se encontra na extremidade oposta. torcido em espiral. 307]. é duro e vítreo. Em algumas FIGURA 307 – Sementes de MIMOSOIDEAE: Avista externa. simétricas e razoavelmente consistentes na forma (elíptica.306C. elípticos ou oblongos e articulados na porção centralbasal. cônica e reta. Plúmula bem desenvolvida e diferenciada em pinas. 307C]. C. que se encontra ± invaginada entre os cotilédones crassos. axial e invaginado (quando há delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótilo-radícula). em Acacia. uma das extremidades da semente. B.seção transversal. C. funículo curto ou longo e. hilo pequeno. embrião reto.seção transversal. Albizia e Calliandra.vista externa.seção longitudinal. faces planas (achatadas) ou levemente convexas [Fig. Cercis canadensis L.) Irwin & Barneby possuem embrião axial FIGURA 308 – Sementes de PAPILIONOIDEAE: A-Bvista externa. com eixo hipocótila-radícula curta.S Diferença entre sementes de CAESALPINIOIDEAE e MIMOSOIDEAE: Sementes geralmente oriundas de óvulos anátropos.seção longitudinal. quando evidente nas duas subfamílias. Dseção transversal. C. oblonga ou orbicular). Nesta subfamília as espécies de Ceratonina siliqua L. imediatamente contígua à ponta da radícula. de suborbicular a elíptico. no lado interno e está totalmente oculto.seção longitudinal. sendo mais abundante sobre as faces externas dos cotilédones.

se localiza na porção mediana. escura (em algumas espécies). B. Na maioria das Mimosoideae encontra-se sobre a testa (nas faces) uma fina linha hipocrepiforme (‘U’ invertido) ou em forma de ‘V’ invertido. o pleurograma. grande ou médio.308.310A. forma (sendo a reniforme a mais comum). mas a testa tem superfície faveolada. No gênero Senna aparece nas duas faces uma área mais clara. quanto ao tamanho. 309]. contornado ou não pelo arilo (ari) e com conspícua e fina fenda longitudinal ou ranhura mediana. mas variavelmente posicionada em relação à chalaza. como em Vigna unguiculata (L. a natureza e o grau desta curvatura é variado. se localiza sempre. contígua à ponta da radícula. com os alvéolos dispostos em linhas. Sementes assimétricas em um único plano e diferem acentuadamente entre os diferentes gêneros.312) e Phaseolus. como em Vicia. abaixo.Fig. coloração e localização do hilo e da chalaza [Fig.) Walp. com abertura dos braços para a extremidade hilar [Fig. o pleurograma.vista externa. que as vezes pode estar obscurescida por uma camada corticenta esbranquiçada.) Savi ex Hassk. é um caráter importante para separar algumas espécies. Micrópila (m) um minúsculo poro (orifício) perto de uma das extremidades do hilo. linear ou oblongo. que segue ± o contorno da semente e pode ser pequeno. variável no tamanho e na nitidez.307A]. Chalaza uma pequena área (mancha) evidente. hilo (h) orbicular. No subgênero Lasioohegma de Cassia (Chamaecrista) não ocorre o pleurograma. oposta FIGURA 310 – Semente de ervilha: A. Características morfológicas das sementes de Papilionoideae: Sementes oriundas de óvulos campilótropos. 344 . (=Vigna sinnensis (L.vista interna. .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA reto e espatulado. a micrópila e ao ápice dos cotilédones. de forma e localização variáveis. FIGURA 309 – Terminologia usada na descrição das sementes de PAPILIONOIDEAE e alguns embriões. da posição da radícula [Fig.

com eixo hipocótilo-radícula infletido (em maior ou menor grau).Violaceae. I.. Embrião axial.Magonia pubescens.Lagerstroemia speciosa. B. H.Campsiandra sp. A inserção do funículo pode ser apical ou central. Em Vicieae e nas Phaseoleae o endosperma é ausente. G. em certas espécies. C. o estrofíolo (etr). como na maioria das espécies desta subfamília. curvado. D. é parco ou reduzido. Dipteryx.Greville sp.vista externa. entre o hilo e a chalaza. ela não tem valor morfológico significativo. a fina camada quase imperceptível sobre as faces dos cotilédones. Rafe (rf) conspícua. E-E’. sob a forma de uma estria em relevo. F.Bignoniaceae.Cariniana sp. Vatairea e outros gêneros. duro e freqüentemente impermeável à água. Pterodon. localizado lateralmente aos cotilédones. ocupa quase toda a cavidade da semente. FIGURA 313 – Sementes aladas: A. Hymenelobium..S 311A] e acima da cicatriz hilar.Allamanda sp. geralmente espesso.Coutarea sp.. resultante do espessamento do funículo. em geral..vista interna. B. A forma da FIGURA 312 – Semente de Vigna unguiculata: área hilar semente é determinada.Sessea sp. como em Andira. 345 . pelo ângulo que a radícula forma com os cotilédones e pela distância entre a extremidade da radícula e a dos cotilédones.Aspidosperma polyneuron.. L. Tegumento FIGURA 311 – Semente de feijão: A. Existem muitas exceções. J.. Endosperma córneo e translúcido quando seco e gelatinoso quando hidratado. contínuo.Clethra sp. K. formam-se duas pequenas saliências (excrescência carnosas) sobre a rafe. em algumas espécies.

Fig. (Plantaginaceae) e Diodia ocimifolia Brem. .Fig. Sementes aladas – com ala apical e núcleo seminífero basal (nse) – no gênero Cariniana sp.Fig.305H] (Caryophyllaceae).314]. Clethra (Clethraceae . (Magnoliaceae .313C) e em Magonia pubescens A St.Fig. conforme normas e padrões estabelecidos. Greville (Proteaceae .Plantago lanceolata.) Cambess [Fig.Fig. Sementes aladas – com ala bilateral e núcleo seminífero (nse) entre as alas – em Sessea (Solanaceae .Fig.Fig.313F). Arg. [Fig. FIGURA 314 – Sementes cimbiformes (lado ventral e seção transversal): A-B.313 H]. Lagerstroemia speciosa (Lythraceae .Diodia ocimifolia.305G] e Spergularia grandis (Pers. Spergula arvensis L.313J).5A (Apocynaceae). nos gêneros de Allamanda .313I].-Hil.313A).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Sementes aladas – com ala circundante e núcleo seminífero (nse) central – são encontradas em espécies de Bignoniaceae [Fig.Fig. conforme normas e padrões estabelecidos.313D e Aspidosperma ramiflorum Müll.Fig. Semente cultivada – é aquela reconhecida como de interesse agrícola e cuja presença junto às sementes comerciais é individual ou globalmente limitada. Semente silvestre – é aquela reconhecida como invasora e cuja presença junto às sementes comerciais é globalmente limitada. C-D.313K) e em Aspidosperma polyneuron (Apocynaceae . Violaceae [Fig.313L).Fig.313B).313G) e Tabebuia (Bignoniaceae .Fig.313E-E'). (Rubiaceae) [Fig. (Lecythidaceae .5). Semente cimbiforme – Plantago lanceolata L. Campsiandra (Fabaceae-Papilionoideae .Fig. Coutarea (Rubiaceae . 346 .

Como palhentas citam-se as Poaceae (a não ser que suas estruturas palhentas tenham sido previamente removidas). Semente nociva tolerada – semente de espécie cuja presença junto às sementes da amostra é permitida dentro de limites máximos.S Semente nociva – semente de espécie que. conforme normas e padrões estabelecidos. espinhos. não podem ser limpas. sendo as espécies relacionadas e cuja presença junto às sementes comerciais é limitada. por ser de difícil erradicação no campo ou de remoção no beneficiamento. SEMENTE PALHENTA – segundo as Regras para Análise de Sementes (BRASIL. é prejudicial à cultura ou a seu produto. 2009) são as unidades de dispersão que não deslizam facilmente e são propensas a aderirem umas às outras ou a outros objetos. SEMIDECÍDUA – planta que perde parcial ou quase totalmente as folhas durante um período do ano (inverno). ou indicam-se outros gêneros que apresentam unidades de dispersão com apêndices (ganchos. ou não são amostradas facilmente e podem fazer com que outras sementes fiquem presas ou aderidas às sementes cultivadas. conforme normas e padrões estabelecidos. Semente nociva proibida – semente de espécie cuja presença não é permitida junto às sementes do lote. porém nunca fica totalmente desfolhada. alas. etc) ou que apresentam superfície rugosa. específicos e globais. 347 . fixados em normas e padrões estabelecidos.

167A-B-C-D-D’]. O mesmo que dispersão e disseminação. 129A]. Lolium [Fig.11B]. SEMINÍFERO – que produz sementes. SENESCÊNCIA – ação e efeito de envelhecer. Elytrigia [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SEMI-ÍNFERO – diz-se do ovário que se encontra parcialmente soldado ao hipanto.166B.101N].127A-C-E. SENESCENTE – que envelhece. SEMINAL – relativo à semente. Ver cálice. 101N]. o mesmo que envelhecimento. usa-se rudimento seminal como sinônimo de óvulo.167E]. Elymus. entre as margens da lema e na base de um antécio fértil. SEMINAÇÃO – dispersão natural das sementes. nos gêneros Agropyron.166A. SEMITERETIFORME – com forma de semicilindro. SÉPALA – cada um dos segmentos (sp) do cálice das flores [Fig. SEMITERETIFORME – o mesmo que semicilíndrico e semiroliço [Fig. Festuca [Fig. 224] e Vulpia [Fig. com um lado plano e outro cilíndrico [Fig.171-sp]. SEMÍNULA – pequena semente. 348 . como nas Poaceae (=Gramineae) [Fig. SENO – espaço angular na face ventral.

SERRILHADO – ver serrulada.72.110B]. SERREADA(O) – diz-se da margem de uma folha que apresenta aguçados dentes dirigidos para cima [Fig. SERÍCEA ou SEDOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. SERRULADA(O) – diz-se quando a margem de um órgão (folha) apresenta diminutos dentes dirigidos para o ápice [Fig. geralmente curtos. fruto ou semente) que se apresenta revestida por numerosos pêlos muito finos. Ver cápsula septífraga [Fig. Nos frutos os septos são formados por carpelos. tabiques. Alguns autores preferem usar serrilhado. SEPTICIDA – diz-se do fruto quando a deiscência ocorre ao longo do septo. 349 .73].). 71]. Ver cápsula septicida [Fig. com brilho de seda.).) Gaertn. SEPTO – membrana ou tabique que separa duas cavidades.110H]. SEPTÍFRAGA – diz-se do fruto quando a deiscência ocorre através da ruptura dos septos.70. Biserreada(o) ou duploserreada(o) – diz-se quando os dentes de uma margem serreada também estão serreados [Fig.110B’]. como a folha do capim-pé-de-galinha (Eleusine indica (L.S SEPTADO – provido de septos. macios ao tato. aglomerados muito próximos e geralmente adpressos [Fig.204K]. como a folha do beijo-de-frade (Impatiens balsamina L.

lema fértil (lf) mais ou menos convexa. ovaladas ou lanceoladas. – Ruscaceae) que se enraiza. eixo hipocótilo-radícula elevado e radícula geralmente se prolongando para além da base da cariopse. com bordos que podem ou não chegar até a carena da pálea fértil (pf) e encobrir ou não a margem escariosa. espigueta inferior estéril ou masculina (estaminada) e a superior hermafrodita. fruto ou semente) termina gradualmente em uma ponta muito fina e aguda [Fig.espigueta: A. algumas vezes apiculada. a inferior muito mais curta do que o antécio fértil (cerca de ⅓) e a superior (gls) de um pouco mais curta até quase do mesmo tamanho do antécio fértil. subestendidas por uma ou mais cerdas (antrorsas ou retrorso-escabrosas) e que formam um invólucro. C. cariopse plano-convexa. as espiguetas se desarticulam abaixo das glumas e as cerdas ficam presas no ráquis. lema estéril glumiforme. deprimida e mais clara. que caem com a espigueta. com rugosidade transversal mais ou menos conspícua. mácula hilar punctiforme [Fig. lisa e lustrosa da pálea. ou de um outro órgão vegetal quando está desprovido de haste. como a folha da espada-de-São-Jorge (Sansevieria thyrsiflora Thunb.ventral.ventral. com área do embrião ocupando cerca de ¾ do comprimento da cariopse.315]. ou a cariopse nua. mas geralmente é o antécio fértil sem as glumas e a lema estéril.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SÉSSIL – diz-se das espiquetas.dorsal. elípticas. 350 . envolvendo a pálea estéril bicarenada e hialina. pedúnculo ou filete. pedicelo. – espiguetas bifloras. SETOSO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. com aréola hipocrepiforme perto da base da lema. glumas membranáceas. agudas ou afilando para um apículo endurecido. Setaria sp. tão longa quanto o antécio fértil coriáceo. FIGURA 315 – Setaria sp. A unidade-semente pode ser uma espigueta inteira. múticas.16F]. . raramente lisa. antécio fértil: B.

298). de deiscência parcial.0mm de comprimento (exceto aristas) por 1. carpídio trígono ou trígono-globoso e lateralmente comprimido. Sida carpinifolia L. como no sacelo de Mimosa doleus Vell.5mm). em que há um receptáculo suculento em forma de urna com poro apical. com funículo liguliforme preto.8mm) FIGURA 316 – Sicônio de figo: A. que pode estar revestida por numerosos pêlos. acerba Benth.27. hilo apical côncavo ou às vezes levemente convexo.3-0.Fig. acerba (Benth. preso no lóbulo radicular.204J]. fruto típico das figueiras (Ficus). trígona-globosa ou trígona-cordiforme. semente apicalmente pêndula. sempre com flores diclinas no interior [Fig.8mm no dorso.0mm de diâmetro. com 2. subsp. ou em forma de taça. com (2. com 351 .51. ou rostros (0. com 5-12 carpídios (depende da espécie) unisseminados. com lado dorso convexo e ventral carenado.vista externa. subgloboso ou obovóide.4mm de comprimento por 2.82]. . fruto ou semente) se apresenta revestida por cerdas ou setas [Fig. ápice com dois apêndices reduzidos a cornículos (0. trígona. lado dorso convexo e ventral carenado. que o divide em duas faces.5-)3. e com fenda hilar estreita e transversal [Fig.vista interna.0mm de comprimento.5-4. – esquizocarpo globoso. A unidade-semente é o carpídio. aristas com (1. Sida sp. – carpídio trígono. mais ou menos reduzida e que permite a expulsão da semente.0mm) com pêlos antrorsos ou retrorsos.3-0.8-2. com columela cilíndrica.f. ápice raramente mútico. ou aristas apicais ou subapicais (1.5-5.316].) Barneby (= M. cálice persistente. SICÔNIO – fruto múltiplo proveniente de uma inflorescência. B.5-)2.S Têrmo também usado quando a supérficie de um órgão (folha. por fenda apical.0mm nas faces e 1. bordos angulosos ou arredondados.

7mm de comprimento.0mm de comprimento (exceto aristas) por (1.2-)1.3-1.5-2. Monteiro – carpídio trígono.0mm de comprimento.4mm nas faceas e (1.7-1.0-)1.3mm nas faceas e 1.0mm de comprimento (exceto cornículos) por 2.2-1.82C]. com 3.8mm de comprimento (exceto aristas) por 2.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA diminutos pêlos estrelados. Sida cordifolia L.4-0.0-1.2mm no dorso.3-2.82A]. com 2.0-3. aristas divergente com 2. cornículos com 0. – carpídio trígono. com 2. Sida rhombifolia L.0)1.3-0. aristas divaricadas com (1. com sulco oblíquo [Fig.5mm de comprimento.3-)0.5mm de comprimento. com pêlos estrelados. Sida spinosa L. – carpídio trígono. aristas com 0. alvo-translúcidos e retorsos [Fig. cornículos obtusos com (0. alvo-translúcidos.82B].5mm de comprimento (exceto aristas) por 2.2)mm nas faceas e 1.8-2. FIGURA 317 – Silícola de Capsella bursa pastoris.5(-1.0mm nas faceas e no dorso. com longos pêlos simples.8-3.0mm nas faceas e 1.2-1. – carpídio obovóide. Sida santaremnensis H. com densos pêlos simples.D]. Sida linifolia Cav.5-2.6)mm no dorso.7-1. – carpídio trígono.8mm de comprimento. 352 .82F].8mm no dorso. com 2.5mm no dorso.2-2. alvo-translúcido e muito caducos com o manuseio [Fig.8-3. alvo-translúcidos e caducos com o manuseio [Fig. com 2. com diminutos pêlos alvo-translúcidos e caducos com o manuseio [Fig. ascendentes e caducos com o manuseio [Fig.5mm de comprimento (exceto cornículos) por 1.82E].0(-2.3-1.

inconspícuos e compactos.L.0mm de diâmetro ou com 0. largo-ovalada em seção longitudinal e transverso-oblonga em seção transversal. com superfície de coloração castanho-avermelhada-escura ou de cinzaescura a preta. geralmente com estilete (est) apical (± longo).59B].Neslia paniculata.deiscente. D.274A). como em (Brassicaceae =Cruciferae .305E].5-0. C.317. 0.L.0-3. quase do mesmo comprimento da cápsula. 318.Fig. finos. farináceo. larga do que longa. placas alongadas ao redor do entalhe hilar ausentes.Fig.0)mm de largura. o hilo. na porção periférica convexa na face e no bordo da semente. E. F.2)mm de comprimento por FIGURA 318 – Silícolas: A-B. SILÍCOLA ou SILÍCULA – síliqua muito curta e duas a quatro vezes mais FIGURA 319 – Silícolas: A. com placas alongadas e estreitas na porção rebaixada da face e com tubérculos curto-rombudos.L. de baixo para cima.fechado e B. envolta pelo cálice curtopiloso. não dispostos em padrões definidos.Lepidium ruderale. com eixo hipocótilo-radícula pouco menos da ½ do comprimento total do embrião e cotilédones elípticos. comprimida. virginicum.S SIGMÓIDE – tem a forma da letra grega sigma (σ). draba. semente reniforme. bordo arredondado e interrompido por pequeno entalhe. B. o qual permanece ligado ao pedúnculo (pd) após a deiscência.5(4.L. 353 .8mm de largura. com 1. com nervuras salientes parecendo costelas.8-1. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central. ao longo do replum (rep). embrião com curvatura de quase 360º. campestre. C. 319). Sillene gallica L.L.Lepidium bonariense. faces levemente convexas. tegumento crustáceo. As características morfológicas das silícolas são uteis na separação de espécies. com 6-9(-12)mm de comprimento por 3. sativum. duro e esbranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig.Thlaspi arvense. com deiscência na sutura mediana.0(-1. fruto: A. ruderale. G. – cápsula denteada cônica [Fig. como o pleurograma de Senna obtusifolia (Fabaceae-Caesalpinoideae .

início da deisceência.318C]. ou piriformeinflada e com mais de uma semente por valva em Camelina. [Fig. 319G]. Eruca e Sinapis. Hirschfeldia.) DC. Síliqua indeiscente e rostrada – ocorre em Rapistrum. ou orbicular. Síliqua deiscente e rostrada – ocorre em Brassica.) L.19A]. ocorre em Barbarea. bicarpelar. SÍLIQUA – fruto simples. ápice estreito-alado e largo-emarginada. ou oblongo-cordada-triangular ou em forma de bolsa de pastor antiga. ou largo-cordada e um pouco alada somente na parte superior em Thlaspi perfoliatum L. em Lepidium virginicum L. mais longo do que largo e geralmente com estilete (rostro .317].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA como: silícola globosa. deiscente. com ápice estreito-alado. Hesperis. as placentas marginais são espessadas e os bordos dos carpelos constituem o replo (rep . com uma semente em cada valva (va).ro) apical persistente. Malcomia. Descurainia. na maturação se separa por deiscência septífraga em duas valvas (va). C-D. Cardamine. onde se inserem as sementes (s). sativus (B). ou orbicularachatada e largo-alada em toda margem. em Thlaspi arvense L. Diplotaxis muralis (L.) Medik. [Fig.fechada. com ápice levemente emarginado e com mais de uma semente por valva em Capsella bursa-pastoris (L.. Sinapis e Sisymbrium (Brassicaceae =Cruciferae Fig. emarginado e geralmente com estilete persistente em Lepidium ruderale L.replum). 354 .319D]. [Fig. FIGURA 320 – Síliqua de BRASSICACEAE: A. muito comprimida. seco. Brassica. FIGURA 321– Síliqua lomentácea de Raphanus raphanistrum (A-A’-A’’) e R. Cleome (Capparaceae =Capparidaceae). B.320).. ou globosa e apiculada em Neslia paniculata (L. bilocular. Raphanus. truncada ou emarginada no ápice e com quatro sementes em Alyssum alyssoides (L. disposto alternadamente na planta.) Desv. da base ao ápice.. Rorippa.deiscente. Erysimum. Eruca. [Fig. ou ovada. [Fig.319F] e ápice não alado em Lepidium bonariense L. [Fig.

[Fig.). SOLANÍDIO – fruto bacóide. Rapahanus raphanistrum L.110F.322]. arredondados. carnoso..diz-se da folha que apresenta margens desiguais.seção transversal) de Rapistrum rugosum. Em certos gêneros. sativus L. constricções ± acentuadas. do gineceu.323].S Síliqua não rostrada – ocorre em Cardamine. Rorippa e Sisymbium. [Fig. [Fig. 323]. SINUADA(O) . com pericarpo carnoso. ocorre em Coronopus. que apresenta concrescimento dos carpelos [Fig. Rapistrum rugosum (L. 297].321 A-A’-A’’] e R.) All.321B]. com bordos sinuados. originado de um ovário simples ou composto. ou mais lóculos (lo) e cavidade central cheia de polpa carnosa (de 355 . a porção apical é estéril. SISTEMÁTICA – o mesmo que taxonomia. multisseminado. uni.) All. raphanistrum a síliqua lomentácea pode apresentar formas diferentes e FIGURA 322 – Síliqua lomentácea (A-B inteira. dependendo da variedade. C. alternando profundas concavidades com convexidades [Fig. indeiscente. SINÉRGIDA – no óvulo das Angiospermas é cada uma das duas células (si) que acompanham a oosfera (o) e se encontram na porção apical do saco embrionário (sa). Síliqua lomentácea – fruto indeiscente. FIGURA 323 – Sincárpico. 322].171A. com dois FIGURA 324 – Sinuado. axilar e parietal. etc. Em R. portanto em posição oposta as antípodas (an) [Fig. SINCÁRPICO – diz-se da flor. Ver axial. [Fig. como as folhas do carvalho (Quercus robur L.ou bisseminados. como em Rapistrum rugosum (L. formada por dois ou mais artículos (segm – segmentos) superpostos.

Solanum (Solanaceae [Fig. FIGURA 325 – Solanídio de tomate (seção transversal). mente com arista geniculada. ciliada. lobos basais retrorso-divergentes. Lycopersicon [Fig. 329]. – espiguetas aos pares. Soliva pterosperma (Juss. ocorre em três pontos: na base da espigueta séssil fértil.fruto. Sorghum sp. superfície lisa. como nos gêneros Capsicum. com lobos apicais maiores e com a margem superior terminando em ponta aguda. a coloração das glumas e a presença ou ausência de pubescência varia com a espécie e a variedade. 356 . com núcleo seminífero obovado ou elíptico-obovado e circundado pela ala bilobada. A unidade-semente é a espigueta séssil (2 glumas + lema e pálea) + segemento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA origem placentar). ápice com agudo espinho (rostro – ro) alongado (estilete persistente) e no centro o núcleo seminífero (nse). inclusa. a outra séssil e perfeita (hermafrodita). espigueta séssil terminal com 2 espiguetas pediceladas. com uma pedicelada e estéril ou estaminado. A unidade-semente é o aquênio alado. com curtos pêlos no lado dorsal. 328.326]). Cfruto de Physalis sp. 325]. a desarticulação das espiguetas. na extremidade do segmento da ráquila e no pedicelo da espigueta estéril. no ápice e na base do espinho [Fig. dorsiventralmente comprimida. ou em várias formas cultivadas ultrapassando as glumas [Fig.corte transversal. é um caráter fundamental para separar espécies. espigueta com duas glumas coriáceas ou crustáceas. mais lustrosa no lado ventral. B. cariopse obovóide. lanceoladas ou elípticas. Psidium (Myrtaceae). 2-dentada. Usado incorretamente como sinônimo o termo genérico ‘baga’. – aquênio muito comprimido.) Less. pode ser por abcisão ou por ruptura.327. geral- FIGURA 326 – Solanídio: Solanum americanum: A.18B]. antécio fértil com lema hialina. Physallis.

S.327B]. sudanense. em vista lateral a espessura é bem uniforme. com ápice e base obtusos.S. Espigueta com alguns antécios se desarticulando por abcisão e outros por ruptura [Fig. halepense. com área escutelar oval-arredondada que se afila em direção a uma base pontuda. halepense pelo tamanho.S. Xalmum. No primeiro (por abcisão) base da espigueta com calo conspícuo e ápice do pedicelo expandido em forma de disco. B.S.327B. eixo hipocótilo-radícula com friso espesso ao longo de todo seu comprimento. 329A]. castanho-avermelhada-clara.S Sorghum Xalmum Parodi – a espigueta nem sempre pode ser diferenciada da espigueta de S.S.327B. FIGURA 327 – Sorghum (antécio fértil lado ventral): A. às vezes com fina alça. Cariopse obovada. 328B. 357 . assim a espigueta apresenta ponta curta e mais larga em direção ao ápice do que a de S. FIGURA 328– Sorghum (cariopse lado ventral): A. B. com extremidades arredondadas e superfície finamente estriada. embrião semelhante ao de S. Xalmum e C. no segundo (por ruptura) o calo é inconspícuo e ápice do pedicelo não expandido em forma de disco [Fig. sudanense. margem bem delimitada e geralmente castanho-amarelada.S. 329A]. halepense. Cariopse apenas ligeiramente mais curta do que as glumas. halepense. A unidade-semente é a espigueta séssil + segmento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua. Xalmum e C. presente acima da extremidade da plúmula [Fig.

que se afila em direção a uma base pontuda e com margem bem delimitada. mais largas próximas a região mediana e se afilam gradativamente em direção ao ápice e à base. embrião. halepense [Fig. com área escutelar oval-arredondada. – a espigueta nem sempre pode ser diferenciada da de S. eixo hipocótilo-radícula com um friso espesso ao longo de todo seu comprimento. com 6mm de comprimenFIGURA 329 – Sorghum Xalmum (A) e Sorghum halepense (B): antécio fértil lado ventral. Cariopse obovada. 328A.5-2.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Sorghum halepense (L. assim. se afila gradativamente para o ápice e a base arredondados.327B-C]. calo conspícuo na base e ápice do pedicelo expandido em forma de disco [Fig. castanho-avermelhada-escura e área escutelar castanho mais clara. às vezes com fina alça. com ápice e base obtusos. em vista lateral com espessura uniforme. Cariopse geralmente.0mm de largura. Xalmum e S. todas as partes se desarticulam por ruptura e. semelhante ao de Sorghum Xalmum. Xalmum pelo tamanho. assim. 329B]. presente acima da extremidade da plúmula [Fig.327A.327A. A forma característica e o tamanho grande das espiguetas distinguem essa espécie de S. 329B].327C]. espiguetas pediceladas geralmente persistentes. to. A unidade-semente é a espigueta séssil + segmento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua. com extremidades arredondadas e superfície finamente estriada. Sorghum sudanense (Piper) Stapf – espiguetas sésseis de elípticolanceoladas a lanceoladas. subagudas. Cariopse elíptico-arredondada. em vista lateral mais larga na região mediana e com os lados ventral e dorsal curvadas e extremidades achatadas dorsi- 358 .5mm de comprimento por 1. nitidamente mais curta do que as glumas e espigueta com ponta longa.) Pers. Na espigueta todas as partes do antécio se desarticulam por abcisão e. calo inconspícuo na base e ápice do pedicelo não expandido em forma de disco [Fig. Glumas com 4.

1mm de espessura.S ventralmente. com fina linha saliente em forma de alça geralmente presente acima da extremidade da plúmula.5-3. multisseminada (5-25). sp.327C. com superfície opaca. de coloração preta a preto-acinzentada. pericarpo glabro.0-1. embrião periférico. – cápsula loculicida de globosa a ovóide. com deiscência por cinco valvas. almum. com cotilédones estreito-elípticos. de coloração amarelada a catanho-clara e interrompida na porção basal por pequeno entalhe. Spergula arvensis L. Xalmum e S. de amarelado a pardo-lustroso. com área escutelar inconspicuamente delimitada. irregularmente distribuídas. frequentemente.0)mm de comprimento (ou diâmetro) por 2. com (2.5)mm de diâmetro por (0. com pequenas verrugas e finas papilas. A cariopse de S. 359 . circinado [Fig. bordo acuminado. de coloração esbranquiçada a castanho-amarelada e. caducas pelo manuseio. orbicular em seção longitudinal e oblata em seção transversal. halepense [Fig.305G]. + longo ou tão longo quanto o comprimento do fruto. superfície não estriada e coloração igual a de S. com 1. – abreviatura do latim species (espécie). o hilo.138G]. sudanense pode ser facilmente diferênciada de S. com estreita ala circular. opostas as sépalas.6-) 3. 328C]. embrião.3(-1.2-4.8-)1. lados fortemente convexos. com eixo hipocótilo-radícula menos da ½ do comprimento total do embrião. envolta pelo cálice (cinco sépalas). farináceo. tegumento crustáceo. eixo hipocótilo-radícula achatado no ápice e na base termina com duas estrias em relevo.0-1.0(-5. semente lenticularglobosa.0mm de largura. glabras ou esparso-piloso externamente. duro e esbranquiçado quando seco ou translúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig. A unidade-semente é a espigueta séssil + segmento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central.

4mm de diâmetro ou com 0. com (5. lado ventral plano e totalmente revestido por minúsculas papilas achatadas e esbranquiçadas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA spp.2-1. com ápice mucronado e base reta.) – carcerulídio oblongo. A unidade-semente é o invólucro de brácteas + núcula. B. retículos miudamente reticulados (30X).5-7. multisseminada (4-6 sementes deitadas horizontalmente). de suborbicular a largo-ovalada em seção longitudinal.0-5.6-4.) Vill. menores. plano- convexo.8mm de espessura.3)mm de comprimento por (0. de fosco a levemente lustroso. envolta pelo cálice (cinco sépalas) curto-piloso externamente. com cinco costelas longitudinais anastomosadas no ápice. inermis.3mm de comprimento por 360 . Stellaria media (L. às vezes. formando retículos irregulares. de esverdeado a amarelado-lustroso.0mm de largura com deiscência por seis valvas. Stachytarpheta cayennensis (L. conspícuos e FIGURA 330 – Spinacia oleracea (perigônio): A. A unidade -semente é o carcerulídio. pode aparecer unido a outra metade e envoltos pelo cálice. linha longitudinal de sutura entre os dois carcerulídios castanho-avermelhada ou castanho-amarelada [Fig.0-)6. lado dorsal convexo.1(-4.9-)1. preto (maduro) ou avermelhado (imaturo). com 0. semente irregularmente lenticular. – abreviatura do latim species+p (espécies) adicional indicando plural. Spinacia oleracea L.7-0.0mm de comprimento por (3.ssp.ssp.75B-B’]. – perigônio formado pelo invólucro-de-brácteas endurescidas e concrescidas até o ápice e que envolvem a núcula ápice com dois espinhos (ssp.C. Rich. com depressão reniforme e transverso-elíptica em seção transversal. inermis) [Fig.6-1.) Vahl (=Stachytarpheta polyura (Schauer) DC. pericarpo glabro. com 3.4mm de largura e 0. unilocular. interespaços mais profundos na metade superior e retículos incospícuos na porção basal. – cápsula loculicida ovalada.0-4. spinosa) e sem espinhos (ssp.330]. spinosa. tão longo ou menos longo do que o comprimento do fruto. unisseminado.7-1.

bordo arredondado e interrompido lateramente por pequeno entalhe do hilo. embrião periférico. embora lignificada.7-1. duro e esbranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig. SUB-BASILAR – quase na base. tegumento crustáceo. com superfície glabra.305J]. hipocrepeiforme ou com uma curvatura de + de 360º (quando o ápice dos cotilédones se sobrepõem ligeiramente a ponta da radícula).4-0. quase inconspícuo. Planta baixa. cotilédones elípticos com ápice arredondado ou obtuso.6mm de espessura.4mm de largura e 0. parte subterrânea perene e geralmente mais vigorosa. A parte aérea. SUBARBUSTIVO – semelhante a um arbusto. SUBCARTILAGINOSO – quando a textura é quase cartilaginosa. de coloração preta ou preto-acinzentada. curvado. SUBAPICAL – quase no ápice.S 0. SUBCAUDADO – quando o ápice e a base são quase caudados. com 1-2 sulcos pouco conspícuo que correm do hilo para o centro da semente. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central. lustrosa. com lados convexos. característica da vegetação campestre e anualmente submetida a uma estação seca. farináceo. SUBARBUSTO – diz-se do vegetal que está entre erva e arbusto. SUBCAMPANULADO – de forma imperfeitamente campanulada. é anual e se refaz na época favorável ao crescimento. SUBCARENADO – com ângulo quase em forma de carena. 361 .

SUBESPÉCIE – em taxonomia: táxon de nível hierárquico inferior à espécie. designada pelo acréscimo da terminação oideae ao radical do gênero considerado seu tipo. SUBTERMINAL – muito próximo da extremidade. SUBCORIÁCEO – com textura entre o membranáceo e o coriáceo. Mimosa é o gênero tipo da subfamília Mimosoideae. 362 . quase terminal. SUBTERETE – quase cilíndrico. SUBRENIFORME – quase reniforme. Ex: Caesalpinia é o gênero tipo da subfamília Caesalpinoideae. que compreende um grupo de gêneros afins. elíptico ou ovóide com leve depressão lateral. SUBTRUNCADO – terminando quase abruptamente. como na crista-de-galo (Amaranthus tricolor L. SUBCORDADO – com tendência ao contorno de coração.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SUBCLAVADO – quando a forma é quase em clave. SUBCORDIFORME – quase cordiforme. SUBTERRÂNEO – que fica abaixo da superfície do solo. SUBGLABRO – diz-se da superfície que é quase glabra. SUBLENHOSO – diz-se quando um caule é lenhoso na base e tenro (não lenhificado) no ápice. SUBFAMÍLIA – divisão da família. Agrostis é o gênero tipo da subfamília Agrostoideae.).

unido ao receptáculo apenas pela base. No caso de radícula (súpera). que resulta da fusão de partes contíguas. – abreviatura do latim subspecies. Ver ínfero. SUPERFICIAL – sobre ou que cresce sobre a superfície do solo SÚPERO – diz-se do ovário livre. fruto ou semente) que se apresenta marcada por canais longitudinais [Fig.63. SUTURAL – diz-se do ovário ou fruto quando a deiscência ocorre ao longo da sutura. Ver cápsula loculicida [Fig.330]. os outros verticílos florais estão inseridos abaixo do ovário. isto é. com estreitamento em direção ao ápice. como nos carpídios das Apiaceae (=Umbelliferae). até terminar em ponta fina [Fig. 363 .S SUBULADO(A) – diz-se quando um órgão (folha.295G]. maturação [Fig.177]. fruto ou semente) tem contorno de sovela (agulha de sapateiro). num legume corresponde a linha pela qual o fruto se abre na FIGURA 331 – Sutural: semente. como a haste de Conium sp.103K]. SUCULENTO(A) – carnosa e cheia de suco. mais ou menos conspícua.64]. aplica-se àquela cuja extremidade está dirigida para o ápice do fruto.62. SUTURA – linha. subsp. como a folha de Ulex europaeus L. SULCADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. como os bordos concrescentes de um ou mais carpelos. os óvulos e as sementes se inserem na sutura [Fig.

364 .

.

deve-se dizer falsos septos ou tabiques.0-1. TÁLAMO – porção axial. (=T. de suborbicular ou orbicular a largo-obovada em contorno. com curvatura de + de 360º.) Willd. embrião periférico. patens (L. com superfície lustrosa. patens L. lados convexos. unilocular. de coloração amarelo-esverdeada ou de amarelada a vermelho-alaranjada ou parda e envolta pelo cálice. farináceo.) Gaertn. semente de lenticular a reniforme. achatados e dispostos mais ou menos simetricamente em linhas concêntricas a partir do hilo (30X). onde se inseserem os diversos verticílios de uma flor. 366 . eixo hipocótilo-radícula cerca da ½ do comprimento total do embrião e cotilédones elípticos de ápice obtuso. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central. encoberto pelo funículo brancohialino. os verdadeiros tabiques ou septos são de natureza carpelar e quando não o são. T.305M].0-)3. curvo e aneliforme. bordo arredondado e interrompido na porção lateral-basal por pequeno entalhe ovalado.0) mm de diâmetro ou 4. com desiscência por três valvas membranáceas. o mesmo que receptáculo.9-)1.0mm de largura.5mm de espessura.3-0.0mm de comprimento por 2. em geral alargada.. pericarpo crustáceo. com (0. com sulco mais ou menos inconspícuo que corre do hilo ao centro da semente. tegumento crustáceo. Talinum paniculatum (Jacq. às vezes lisa.5-3.1mm de comprimento por 0. de coloração castanho-avermelhada (imatura) e preta (madura).) – cápsula septifraga de globosa a ovóide. o hilo. duro e esbranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig.5-5. multisseminada (20).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA TABIQUE – num fruto.8-1.0(-4. glabra. com (2. ornamentada com finos tubérculos alongados.0mm de largura e 0.

12]. TÁXON – qualquer unidade taxonômica. TAXONÔMICO – em taxonomia: palavra que designa um táxon. pode ser gênero. TECIDO NUTRITIVO ou TECIDO DE RESERVA – independentemente de sua origem. espécie. o termo é utilizado para indicar qualquer tecido de reserva de alimentos do embrião.13A-sc]. TECIDO ESSENCIAL – são os meristemas e todos as estruturas conhecidas como necessárias ao desenvolvimento normal da plântula. o mesmo que sistemática.T TAXA – é o plural de táxon. sem especificação da categoria (do nível hierárquico). TECA – parte da antera [Fig. perisperma e tecidos gametófitos. etc. 367 . TECIDO GAMETOFÍTICO ou GAMETÓFITO – tecido nutritivo que ocorre no interior das sementes de Coníferas (GIMNOSPERMAS) e tem função semelhante a do endosperma nas Angiospermas. que são os microsporângios. TECIDO CONDUTOR – conjunto de células de origem comum. que serve para transportar água e sais minerais através do corpo da plântula e/ ou planta. que acumulam reservas. geralmente em número de duas. cada uma geralmente formada por duas cavidades as lojas ou sacos polínicos [Fig. como o endosperma. TAXONOMIA – ciência que se ocupa da classificação dos seres vivos.

indeiscente. como nos gêneros Clavija e Jacquinia (Theophrastaceae . originado de um ovário súpero.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA TÉGME ou TÉGMEN – tegumento interno da semente.ex). carnoso. TEMPERATURA ALTERNADA – quando no teste de germinação a FIGURA 332 – Teofrastídio: A. pouco espessado. quando o óvulo tem originalmente dois integumentos (primina ou intina . Chenopodiaceae e Fabaceae (=Leguminosae).in e secundina ou exina .149] (Polygonaceae). com placentação central livre. TEMPERATURA CONSTANTE – quando no teste de germinação uma determinada temperatura é a mesma durante todo o período. (1999). como em Annonaceae e em Triplaris surinamensis Cham.332]. O tegumento pode apresentar invaginações trans- versais internas (ver endosperma ruminado e nucela). TEOFRASTÍDIO – nome que BARROSO et al. Brassicaceae (=Cruciferae).Clavija sp. do perianto onde não se destingue o cálice da corola. não variando mais do que 1%. temperatura mais baixa é mantida durante 16 horas.Jacquinia sp. isto é. Ex: sementes de Amaranthaceae. a não ser pela sua posição relativa.. (1999) propõem para designar o fruto globoso. [Fig. TÉPALA – cada um dos segmentos do perigônio (prg).Fig. envoltas por tecido vermelho ou alaranjado. cerca 5-10 sementes. B. no período diurno. TEGUMENTO – é a estrutura externa que envolve a semente e protege o embrião e o endosperma. é constituído por camadas celulares originárias dos integumentos do óvulo. Fonte: Barroso et al. 368 . e a mais alta por oito horas. no período noturno.

FIGURA 333 – Tetragonia tetragonoides .nuculânio. ápice largo-emarginado e estilete persistente. com 4-5 sépalas providas de cornículos apicais. 369 . cada face com 6-costelas concêntricas que acompanham o contorno da semente [Fig.7-2. muito rígidos e entrelaçados. unisseminados e no ápice se apresenta coroado pelo cálice acrescente. Tetragonia tetragonoides (Pall. de maneira que são sensivelmente perceptíveis ao tato [Fig. TERETIFORME ou CILÍNDRICO – que tem forma de cilíndrico [Fig. largo-alada em toda margem. quando o óvulo tem originalmente dois integumentos (primina e secundina). A unidade-semente é a silícola e a semente. A unidade-semente é o nuculânio.0mm de comprimento por menos de 0. curtos pêlos densos. com testa lustrosa e estriada longitudinalmente [Fig.319G].T TESTA – é o tegumento externo da semente. sementes piriformes e pêndulas. TOMENTO – diz-se da superfície de um órgão com pubescência densa e lanosa (camada de pêlos semelhantes a lã). TOMENTOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. semente ovada. Thlaspi arvense L. com 1.204L].101M]. castanho-violeta. TIPO – amostra herborizada de uma planta que caracteriza o táxon. fruto ou semente) que se apresenta revestida por tomento.) Kuntze – nuculânio com quatro pirênios lenhosos.333].7mm de largura. livres entre si. – com silícola de sub-orbicular a orbicular-achatada. O têrmo só pode ser usado como sinônimo de tegumento quando a semente apresenta uma única camada (tégmen ausente) e portanto se originou da primina do óvulo.

cilíndrico.0mm (sem espinhos) ou 2. TORULOSO – diz-se do fruto alongado.5mm de largura (com espinhos) e cerca de 1.0-2. TRANSLÚCIDO – que transmite a luz.109Z-Z’-Z’’-Y].) DC. no cremocarpo do centro da umbela . TRANSVERSAL – que atravessa perpendicularmente a superfície de um órgão vegetal. TRANSVERSO – colocado ou dirigido de maneira transversal. [Fig.carpídio externo com espinhos retos e carpídio interno com tubérculos rugosos. – carpídios heterocarpos ovados. Fruto toruloso – como os lomentos de Desmodium tortuosum (Sw.) Gaertn. 370 . A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio.334E]. lado dorsal fortemente virado para o lado ventral e assim essse lado sempre com tubérculos rugosos. eixo transversal.0mm de espessura.227C]. no cremocarpo da perifería da umbela . assimétricos. desigual na superfície [Fig.101P] e muito semelhante ao moniliforme. com 5 finas costelas longitudinais e interespaços com longos e densos espinhos retos ou com curtos e rugosos tubérculos cilíndricos.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Torilis nodosa (L.os dois carpídios com tubérculosrugosos [Fig. lado da comissura (ou ventral) com profundo sulco longitudinal. Transverso-elíptico – [Fig. mas não é completamente transparente. lado dorsal convexo. com 2-4mm de comprimento por cerca de 1.

pericarpo castanho-claro. TRAPEZÓIDE – que tem forma de trapézio. TRICOMA – o mesmo que pêlo. Triumfetta bartramia L. 3-locular e com uma sementes por lóculo. tamanho varia com as cultivares.79B.100M-N]. FIGURA 334 – Terminologia usada na descrição das sementes de Trifolium e contornos: A. com 3-4mm de diâmetro (exceto as cerdas). – nuculânio globoso.93]. E.obovado. como nas Ephorbiaceae [Fig.334].diagrama. B. 80B. ápice com tufo de pêlos.transverso-eliptico. com área do embrião obovada [Fig. lado dorsal. Triticum aestivum (L. A unidade-semente é a cariopse. TRIANGULAR – que tem forma ou contorno de triângulo. com três ângulos agudos e com faces côncavas [Fig. equinado. indeiscente ou tardiamente deiscente.334F]. 81B]. TRÍGONO – que tem três ângulos longitudinais e três lados planos [Fig. F. 371 .100L].) Fiori et Paoletti – cariopse longo elíptico-obovado.T Transverso-oblongo – [Fig.elíptico. D.100L]. Trifolium – terminologia usada na descrição do gênero [Fig. TRAPEZOIDAL – o mesmo trapezóide.ovalado. na extremidade mais estreita. geralmente usado como sinônimo de trígono [Fig. C. lado ventral com sulco longitudinal de raso a profundo.transverso-oblongo. de amarelada a castanho-amarelado. os dois lados mais ou menos convexos. Ver coca. TRICOCA(O) – fruto esquizocarpáceo formado por três cocas.

0(-2. com 50-75 espinhos. fruto ou semente) com elevações em forma de pequenas excrescências ou verrugas. como o caule do cacaueiro [Fig. pericarpo castanho-escura. Ver estipe e colmo. de 1. de glabros a quase.335]. A unidade-semente é o nuculânio. com 75-100 espinhos uncinados.5) mm de comprimento por 1. A unidade-semente é o nuculânio. fruto ou semente) termina como se tivesse sido cortado no plano horizontal [Fig. O tronco na maioria das árvores e arbustos das Dicotiledôneas se apresenta robusto. indeiscente ou tardiamente deiscente.16P]. provido de tubérculos [Fig.0-1. de 2-3mm de comprimento e com pêlos retorsos da base até cerca da ½ a ¼ do comprimento.243A]. Triumfetta semitriloba Jacq. base afilada e ápice com um sulco funicular mais ou menos nítido. cotiledones plicados e endosperma oleaginoso [Fig. semente piriforme.0)mm de largura. semente piriforme ou ovóide-comprimida. com densa pubescência estrelada ou glabrescente. com desenvolvimento maior na base e no ápice apresenta ramificações. mais ou menos densas e globosas. lenhoso.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA com densa pilosidade esbranquiçada. TRUNCADO – diz-se quando o ápice ou base de um órgão (folha. com 3-5mm de diâmetro (exceto as cerdas) e 5-7mm de diâmetro com os espinhos.5(-2. TRONCO – caule lenhoso e maciço das árvores.5-2. – nuculânio orbicular. 3-locular e com 2 sementes por lóculo. castanho-escura. 372 . equinado. TUBERCULADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. de 1.243B]. FIGURA 335 – Tronco do cacaueiro.203F]. cerca de 2mm de comprimento e com nítido sulco funicular no ápice [Fig.5mm de comprimento.0-1.

raiz tuberosa. oco e cilíndrico. como o fruto de algumas rosas [Fig. TUBERCULOSO – que tem pequenos tubérculos. especialmente das Angiospermas.T TUBÉRCULO – caule subterrâneo. arredondado ou engrossado e que possui na superfície pequenos brotos ou olhos (como na batatainglesa [Fig. penetra pelo estilete em direção ao ovário até alcançar o saco embrionário (sa) [Fig. 289]. TURBINADO . batatinha e em Cyperus rotundus L. TUBO POLÍNICO – protalo masculino (tp) das Espermatófitas. TUNICADO – coberto por multiplas camadas superpostas.171-tp]. TUBULIFORME ou TUBULOSO ou TUBULAR – que tem forma de pequeno tubo oco e dilado na extremidade.) ou caule aéreo (cará – Dioscorea bulbifera L. 373 .em forma de cone invertido (pião).) ou raiz (mandioca). com uma contração até a ponta. em vez de um só. com aspecto de tubo ou fita. o mesmo que tubular. TÚRGIDO – ligeiramente inchado (dilatado e endurecido).101Q]. Cálice tubuloso – como o cálice de Silene. como na beterraba [Fig. Corola tubulada TUBULOSO – em forma de tubo.100C]. que germina no estigma.87]. como uma tuba (trombeta) romana [Fig.

374 .

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espigueta. inflorescência típica das Apiaceae (=Umbelliferae) como na cenoura. [Fig. cremocarpo. carpídio. As unidades de dispersão podem vir acompanhadas de estruturas acessórias. como os espinhos uncinados de certos frutos: invólucro-gamófilo de Xanthium strumarium L. UMBONADO – que tem no centro uma proeminência mamiliforme. mericarpo. esquizocarpo. antécio fértil (cariopse envolta pelas glumelas. nuculânio. drupa. UMBIGO – formação anômala. cariopse. núcula.101K]. 376 . sâmara e samarídio. UNIDADE DE DISPERSÃO – são estruturas que tem a finalidade de disseminar e dispersar as espécies. fruto ou semente) se apresenta repentinamente curvado para trás [Fig. como a laranja-baía. ou diz-se quando o ápice de um órgão (folha. tal como o chapéu de alguns fungos [Fig. erva-doce e salsa [Fig. aquênio. UMBELÍFERO – provido de umbelas. glomérulo. proveniente do ovário. lema e pálea).336]. UNCIFORME – em forma de gancho. UMBELLIFERAE – sinônimo de Apiaceae. UNCINADO – que tem ganchos (curvado para trás).208C].16H]. O mesmo que diásporo. mais ou menos desenvolvida e que ocorre no centro do ápice de certos frutos. FIGURA 336 – Umbela. antécio fértil ligado a um antécio estéril. tais como a semente botânica (semente verdadeira).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA UMBELA – tipo de inflorescência onde numerosas flores pedunculadas se inserem num mesmo nível do eixo principal e os pedúnculos tem um comprimento tal que elevam as flores na mesma altura da flor terminal do eixo principal.

Bromus.337]. um antécio fértil (cariopse envolta pelas glumelas. Koeleria. Chloris. como nos gêneros Arrhenatherum. Unidade-semente múltipla – unidade-semente que contém mais de uma estrutura: Em Poaceae (=Gramineae) é definida como sendo um antécio fértil com: a) mais de um antécio fértil e/ou antécio estéril aderidos. b) outro antécio fértil ou antécio estéril aderido. O antécio fértil envolvendo a cariopse pode ou não apresentar o segmento da ráquila [Fig.U UNIDADE-SEMENTE – em Poaceae (=Gramineae) pode ser a cariopse nua. festuca). Avena. capim-de-Rhodes. Poa. Lolium. lema e pálea). XFestulolium. dátilo. c) outro antécio estéril aderido à base mais de um antécio fértil (aveia-perene. 377 . Festuca. Dactylis. Holcus. Unidade-semente simples – em Poaceae (=Gramineae) é definida como sendo um antécio fértil ligado a outro antécio fértil e/ou estéril. FIGURA 337 – Unidade-semente simples e Unidade-semente múltipla. Sorghum e Triticum spelta.

UNILOCULAR – que só tem um lóculo ou cavidade. b) glomérulo que possue mais de uma semente (acelga e beterraba – Chenopodiaceae). UNISSEMENTADO ou UNISSEMINADO – que possui uma única semente. oligospérmico ou oligospermo. monospérmico. UNINERVADO – que só tem uma nervura. c) drupa que possue mais de uma semente (espinafre-da-NovaZelândia – Aizoaceae) d) frutos de Tectona grandis (Verbenaceae). UNINÉRVEO – o mesmo que uninervado. O mesmo que monogérmico. UNITEGUMINADO – com um só integumento ovular (do óvulo). UNISSERIADO – disposto em uma fila. UNISSEPTADO – que só tem um septo. UNILATERAL – disposto em um só lado. UNISSERRULADO – com uma fila de pequenos dentes. o mesmo que uninérveo. 378 . monospermo.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Em outras famílias botânicas: a) cremocarpos unidos não separados em espécies de Apiaceae (=Umbelliferae). unissementado não é muito usado.

101E) e limbo pouco desenvolvido e ereto.204M]. as glumas formam uma estrutura fechada. 57].338]. 1984). UTRÍCULO – resulta da soldadura dos bordos de uma gluma secundária FIGURA 338 – Utrículo de Carex sororia. ocorre em Carex (Cyperaceae) [Fig.U URCEOLADO(A) – diz-se principalmente do cálice gamossépalo ou da corola gamopétala. mais raramente membranácea ou suberosa. com longo tubo bojudo (maior diâmetro na região mediana do que nas extremidades . dando passagem aos estigmas. 1979. oco e chanfrado. em forma de urna. na deiscência transversal de um fruto [Fig. como a corola de mirtilo (Vaccinium myrtillus L. 379 . citado por GROTH.). URNA – parte inferior de um fruto (cápsula). base arredondada ou estipiforme. com abertura apical ou subapical e que envolvem uma núcula de textura paleácea. fruto ou semente) que se apresenta revestida por duros pêlos de ponta aguda e que produzem irritação como queimaduras. saciforme. ápice com rostro de comprimento variável. que permanece presa no pedúnculo. ovóide-comprimida.56. (bráctea). como as folhas de Urtica urens L. coriácea. com características de prófilo (OLIVEIRA.Fig. URTICANTE – diz-se da superfície de um órgão (folha. quando em contato com a pele (quando tocados) [Fig. Ver cápsula circuncisa. Ver Carex sororia Kunth e perigínio.

380 .

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irregularmente manchado. e Tibouchina fothergilla [Fig. var. 72. alongado. 63. Acisanthera alsinaefolia (DC. VELATÍDIO – fruto capsulídio. Pterogastra divaricata. VARIEGAÇÃO – diz-se da superfície que apresenta manchas de colorações diferentes. como de Acanthella conferta..339]. que fica entre as costelas (linhas em relevo) dos carpídios das Apiaceae (=Umbelliferae) [Fig. Behuria parvifolia. comum nas Fabaceae (=Leguminosae). 71. Tibouchina sp. 109-M-N-val].67. O fruto pode estar totalmente incluso ou com região apical exposta. nas quais a deiscência é loculicida e pode ou não ser acompanhada de deiscência septífraga. fruto seco. atinge apenas a parede do pericarpo (parede ovariana) e deixa o hipanto inteiro. VALÉCULA – sulco (val) mais ou menos profundo.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA VAGEM – denominação genérica para legume. VARIEDADE – táxon de nível hierárquico inferior à espécie e subespécie.83val. 382 .) Triana. Aciotis sp.62. – abreviatura do latim varietas (variedade). VARIEGADO – que apresenta variegação. Salpinga secunda. Comolia sertularia. pela queda das lacínias do calíce. que ocorre em algumas espécies de Melastomataceae. com várias sementes. VALVA – cada uma das porções (va) de certos frutos (cápsulas e síliqua) em que se separam na maturação [Fig. 73]. em geral deiscente.

VELUTINO – diz-se da superfície de um órgão (folha. VENTRAL – é a frente da semente. J-K.Acanthella conferta. A-F-G-J.Aciotis sp.5-)0. que dão ao tato a sensação proporcionada pelo veludo [Fig. (1999). densos. curtos. com textura de veludo. I.6-0.Behuria parvifolia. eretos e macios. lado voltado para a parte interna do fruto. com (1. ápice e base arredondados.. B. ápice do lado dorsal mais ou me- 383 .0)mm de comprimento por (0.6)mm de espessura. mostrando o fruto deiscente.Pterogastra divaricata. Verbena bonariensis L. G-HSalpinga secunda.5-0.5-)1. D. – carcerulídio em forma de bastonete-alongado. B-C-E-D-H-I-K. Fonte: Barroso et al. reto ou levemente curvado longitudinalmente.204N].velatídio íntegro.7mm de largura e (0. E.Comolia sertularia.V FIGURA 339 – Velatídios de MELASTOMATACEAE: A. F..velatídio com tubo do hipanto parcialmente removido.Tibouchina fothergilla.9(-2. C.Acisanthera alsinaefolia.4-)(0. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos muito finos.6-1.Tibouchina sp.

VENTROLATERAL – que vai dos lados à face ventral. mais ou menos pronunciada (dependendo se 2 ou 4 carcerulídios se formaram juntos).com malhas do retículo mais claras). VERRUCOSO(A) – diz-se da superfície de um órgão (folha. formando retículos irregulares no terço apical e interespaços alongados no restante. oblíqua e com inserção branca. de fosco a levemente lustroso. VENTRODORSAL – que vai da face dorsal à ventral. que a divide em duas faces planas ou uma plana e outra convexa (dependendo se 2 ou 4 carcerulídios se formaram juntos). área hilar basal-ventral. – Apocynaceae). provido de verrugas. mais ou menos anastomosadas no ápice. formando um verticílio foliar [Fig. pequena protuberância rugosa.175B]. ou outras estruturas que se inserem em círculo (no mesmo nó) ao redor de um eixo. lado dorsal convexo e ventral com carena obtusa. inclusive na carena [Fig. VERRUGA – pequena elevação superficial. VERTICILADA(O) – com três ou mais folhas. 384 . pericarpo glabro.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA nos encurvado para o lado ventral. com lado dorsal castanho-avermelhado. ± globosa e dura. miudamente reticulado (30X . arredondada e dura.75A-A’]. lado ventral totalmente revestido por minúsculas papilas esbranquiçadas. como na espirradeira (Nerium oleander L. bordos agudos. VERRUCIFORME – em forma de verruga. VENTRICOSO – dilatado ou entumescido em sua porção mediana. fruto ou semente) que apresenta saliências em forma de verrugas. A unidade-semente é o carcerulidio. com quatro costelas longitudinais.

globosa-achatada e globosa-quadrangular a ovóide ou lenticular. no mesmo nó ou no mesmo nível. ao mesmo nível da superfície e variavelmente ornamentado. VIABILIDADE – índice de sementes vivas. VESTIGIAL – que remanesce muito diminuto. chalaza brilhante. hirsuta). num teste de tetrazólio. bem desenvolvida. fosca ou brilhante. monocolor. capazes de germinar e se desenvolver. glabra. com funículo persistente (V. Seguem as características diferenciasis de espécies de Vicia: 385 . paralelo ao comprimento da semente (exceto em Vicia faba). marmoreada). geralmente. corola. oblongo ou ovalado. de coloração mais escura do que o tegumento. castanha em diversas tonalidades. lanceolado. fenda hilar visível e branca. geralmente. de coloração muito variável (cinza-esverdeada. linear. cotilédones crassos e plúmula.V VERTICÍLIO – conjunto de peças florais (cálice. – semente de globosa. sobre o qual se inserem. estames e pistilo) dispostas em torno de um eixo. localizada no bordo dorsal ou próximo a uma das extremidades do hilo. hilo pequeno ou grande. 2-3X mais longo do que largo. às vezes. Vicia sp. levemente comprimida. rugosa ou verrucosa. remanescente. embrião axial curvado. com radícula curta. acinzentada. olivácea. VIÁVEL – quando as células de um embrião estão vivas e tem a capacidade de produzir uma plântula normal. áspera. ocupando de ½ a ⅔ do contorno da semente. endosperma muito reduzido a ausente. vermelho-escura ou castanho. vermelha ou preta. tegumento com superfície lisa. às vezes.

hilo de estreito-cuneiforme a linear-ovalado. de terete a levemente comprimido (arredondado sobre as sementes). de reto a levemente curvado.6(-4. de coloração castanha a preta. reticulada e ± rugosa. 3-4X mais longo do que largo.0) mm de diâmetro. Vicia faba L. de oblonga a oval-arredondada ou arredondada-quadrangular.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Vicia angustifolia L. ocupa de 1/6 a 1/5 do diâmetro da semente e completamente ou parcialmente encobertro pelo funículo. preto-acastanhada e lustrosa ou de esverdeada (verde-oliva) a castanha e esparso ou denso-marmoreada de preto (20X). – semente globosa. chalaza um escuro ponto proeminente. glabro. castanha e a cerca de 1. o que depende da variedade. com extremidade hilar muitas vezes mais espessa do que a extremidade oposta.3-2. de fosca a 386 .0mm abaixo do hilo. com 5-6mm de comprimento por 1. pericarpo de castanho a preto. ocupa de 1/6 a 1/5 do diâmetro da semente ou com cerca de 2mm de comprimento por 0. rafe conspícua. comprimida lateralmente (com faces sub-planas). com (7-)13-14(-30) mm de comprimento por (6-)8-9(-17)mm de largura.7-3. semente muito variável em forma e tamanho.5mm de largura. – legume oblongo. de 3-20cm de comprimento por 10-30mm de largura. tegumento com superfície lisa.3-)2. 2-3X mais longo do que largo.75mm na porção + larga. levemente deprimido nas margens e proeminente ao longo da fenda hilar mediana. com (2. ápice e base obliquamente acuminados. finamente granular. afila-se para uma das extremidades em um ponto arredondado. tegumento com superfície geralmente fosca. hilo elíptico em sementes menores e oblongo em sementes maiores.

verde-amarelado-clara. acastanhada. 387 .0mm abaixo do hilo. cinza-esverdeada a palha-avermelhada e de leve a denso-marmoreada de castanho-escura a preta (20X). pericarpo de castanho a preto. Vicia hirsuta (L.5mm e parcialmente obscurescido pelo funículo castanho de 2mm de comprimento (característico da espécie). de coloração amarelo-clara.) Gray – legume oglongo-ovalado.5-8. com (2. comprimido ou quase teretiforme. avermelhada. comprimido. curto-pubescente e obscuramente reticulado. rafe + escura do que o tegumento e a cerca de 0.0-2.5-6. com (1. ocupa de ⅓ a ½ do diâmetro da semente ou com 2. lustrosa.5mm de comprimento por menos de 0.0)cm de comprimento por 6-12mm de largura ou 4. de 6-9X mais longo do que largo. – legume de oblongo a linear.0mm (dependendo do cultivar). hilo de linear a subcuneiforme. semente de subglobosa-comprimida a espesso-lenticular.V lustrosa.5-4.5-)3. + escuro do que o tegumento.0mm de espessura.5-)2.5-)3. tegumento com superefície lisa. às vezes somente preso em uma das extremida- des.8mm de diâmetro por 1.82. de coloração palha-esverdeada.0-2.0mm de largura e 3. ápice e base oblicuamente curtoacuminados a quase arredondados.6-1.0(-9. castanho-esverdeada-clara a escura ou de púrpura-clara a escura ou preta e insconspicuamente marmoreada e pontilhada com coloração similar a da coloração base (20X). com (6-)9-11mm de comprimento por (2. Vicia sativa L.0mm de espessura. algumas vezes tão denso-mamoreada que parece monocromática. com (1-)2(-3) sementes.

ápice e base oblicuamente curto-acuminados. pericarpo de palha-claro a escuro. com 20-40mm de comprimento por 5-10mm de largura. com 6-8 sementes. de glabro a piloso ou seríceo-piloso (dependendo do cultivar). de leve a intensomarmoreada e pontilhada de castanho-clara a escura (20X). branco. raramente preto.75mm de largura.3mm de espessura.5 (-6. geralmente da mesma coloração do tegumento. ocupa de 1/6 a 1/5 do diâmetro da semente ou com 2. achatado.0) mm de diâmetro por 3. deprimido nas margens e proeminente ao longo da fenda hilar mediana.5-0. de ± comprimida a ovóide ou sublenticular. semente de subglobosa a globosa.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ápice e base oblícuas e agudos. hilo de oblongo a estreito-ovalado ou estreitocuneiforme.5-4. geralmente castanho-avermelhada.0(-5.4-4. com 3. semente globosa e ligeiramente achatada. pericarpo de amarelado a castanhoamarelado (madura). hilo oblongo.5mm de comprimento por 0.0mm abaixo do hilo (às vezes a cerca de 0.3mm de espessura. 3-4X mais longo do que largo. tegumento com superfície lisa. glabro. rafe geralmente preta ou de castanha a palha-clara em sementes de coloração mais clara e a cerca de 1. Vicia villosa Roth – legume oblongo.0)mm de diâmetro por 3. algumas vezes tão denso-mamoreada que parece monocromático (castanho-escura ou preta). amarelo-esbranquiçada e não obscurescida. com 10-12 sementes unisseriadas.3-4. fortemente reticulado. de palha-clara a ocre-esverdeada-escura ou verde. multisseminado. 388 . orbicular em contorno e largo-elíptica em seção transversal. com 3.7mm).0-2. de coloração variável. de fosca a semilustrosa. finamente reticulado e puncteado.

tamanho e coloração. ao mesmo nível da superfície da semente.) Savi ex Hassk. de alongada-reniforme a ovóide ou globosa-angular.0) mm de largura e com estreita fenda hilar mediana. grosso. com (2. (=Vigna sinensis (L. + escura do que o tegumento e a cerca de 1. hilo de ovalado-oblongo.0-6.5-)4. rafe oval.0mm de espessura. exceto por um pequeno sulco em uma das extremidades.7(-1. Vigna unguiculata (L.0-2. algumas vezes tão denso-marmoreada que parece monocromática (preto). com coloração que varia do 389 . ± afundada (característico da espécie). com (6-)8-9(-12)mm de comprimento por (3.3mm abaixo do hilo. que se eleva acima da superfície da semente e encobre também a fenda hilar mediana.) Walp. ± comprimida. Sementes Vicia villosa são muito parecidas com as de Vicia dasycarpa Ten.7(-3. com superfície lustrosa.312] esbranquiçado (caráter diagnóstico importante da espécie) persistente. ocupa de 1/7 ou pouco menos do diâmetro da semente ou com 2. rafe bilobada e escura.V liso.5-)5. fosca.) – semente muito variável na forma.0-1.2-2.5mm de comprimento por 0.7mm de largura (a forma e a largura variam muito com a variedade). tegumento com superfície lisa. tegumento coriáceo. 3X mais longo de que largo. de coloração castanho-avermelhado-escura a castanho-esverdeada. denso-marmoreada e pontilhada de catanho-preto (20X).3-1.0-6. lisa ou transversalmente rugosa.0)mm de largura e (2.5-0.0-)2. hilo circundado por tecido marginal escuro (geralmente esverdeado) e pelo arilo escuro (de castanho a preto). da mesma coloração do tegumento ou + escuro (preto ou avermelhado). deprimido e obscurecido por tecido corticiforme [Fig.5(-8.0)mm de comprimento por 1. micrópila um poro na extremida- de inferior do hilo.

cultivar ou espécie. endosperma não evidente. embrião axial curvado. castanho-avermelhada ou preta. VÍTREO – o mesmo que transparente. VISCOSO – que é pegajoso (grudento). Vigor fisiológico – é aquele observado entre lotes de uma mesma linhagem genética. o mesmo que pubescente. ovadas com ápice obtuso. com duas plúmulas bem desenvolvidas. translúcido. A unidade-semente é a semente. 390 . VIGOR DE SEMENTES – compreende um conjunto de características que determinam o potencial para a emergência e o rápido desenvolvimento de plântulas normais. VILOSA(O) – diz-se da superfície de um órgão (folha. com área preta ou púrpurea ao redor do hilo. monocolor ou bicolor e variavelmente marmoreada. sob ampla diversidade de condições ambientais (MARCOS-FILHO (1999). com nervura central e quatro pares de secundárias conspícuas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA branco-creme.203H]. Vigor genético – é aquele observado na heterose ou nas diferenças de vigor entre duas linhagens. com base nas definições da ISTA e AOSA). fruto ou semente) que se apresenta revestida com pêlos macios e delicados [Fig. com curta radí-cula infletida e menos da ½ do comprimento dos cotilédones de reniformes a oblongos. castanho-amarelado-clara a vermelho-escura.

). como a madressilva [Fig. de dorso convexo. multifloras (unidade-semente múltipla). 5-nervada. deixando somente uma faixa estreita da pálea fértil (pf) visível e com curta pubescência no ápice e ao longo dos lados. (=Festuca myurus L.C. glabra. Gmel. lema fértil (lf) estreito-lanceolada. Vulpia myurus (L. inermes.V VOLÚVEL – diz-se da planta trepadeira que sobe enrolando-se em torno de um suporte.Fig. com a inferior cerca de ⅓−¼ do tamanho da gluma superior.) C. sublaxas. com duas glumas estreito-lanceoladas. escabrosa. comprimidas. margens enroladas para dentro. 169E]. 391 . quando se enrola para a esquerda (sinistro). A unidade-semente é o antécio fértil.88B) e se para a direita (dextrorso).167E. lema longo-aristada. – espiguetas obovadas. segmento da ráquila (seg) filiforme. como na campânula (Pharbitis . antécio fértil com comprimento cerca de 9-10 vezes a largura. achatada contra a pálea e ápice muito pouco expandido [Fig. arista (as) com o dobro do comprimento da lema (±5mm) ou mais longa por ½mm de largura.88A]. 168E. muito desiguais. pálea fértil (pf) membranácea e dobrada no ápice.

392 .

.

superfície de cinza-amarelada a castanha em diversas tonalidades. Xanthium strumarium L. base engrossada e de 2-3(-4)mm de comprimento. – invólucro gamófilo elipsóide. A unidade-semente é o invólucro gamófilo.5)mm de largura e 2. mais grossos e de 1½ a duas ve- zes mais longos do que as cerdas. onde se inserem irregularmente as numerosas cerdas de 2. com duas cerdas iguais as outras.que vive em lugares secos.5-4. também usado para designar a estrutura das folhas de plantas xerófitas.208D]. ápice com dois rostros. com costelas longitudinais incompletas e pouco nítidas. com curtos pêlos rígidos e numerosas cerdas duras de ápice uncinado. Cada invólucro gamófilo encerra dois aquênios [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Xanthium spinosum L. mas geralmente um pouco menores.0) mm de comprimento. com 15-20mm de comprimento (exceto os rostros) e 6-8(-13)mm de largura e espessura (exceto os rostros). XERÓFITA – diz-se da planta que é capaz de crescer em lugares áridos. – invólucro gamófilo ovóide ou elipsóide. ápice sem rostro e.5-3. XERÓFILO . com curtos pêlos lanuginosos brancos (invólucro maduro) e de amarelados a alaranjados (invólucro imaturo).208C]. como a caatinga e os desertos. superfície de castanho-amarelada a castanho-escura. de ápice fortemente uncinado (característico da espécie) e base engrossada.0(4. 394 . em solos com pouca umidade disponível. A unidadesemente é o invólucro gamófilo. com 11-12 (-13)mm de comprimento por 3. sobre as costelas e no invólucro imaturo. mais numerosos na base das cerdas. às vezes.0(-4.0) mm de espessura (todas as medidas sem as cerdas). Cada invólucro gamófilo encerra dois aquênios [Fig.5(-3.0-2.

encontrado com muita freqüência em plantas do cerrado (como o caiapá . o mesmo que xeromorfo. Estas plantas tem a capacidade de preservar a vida contra a seca na caatinga e contra a queimada que assola os campos. como é o caso da vegetação do cerrado. FIGURA 340 – Xilopódio de caiapá. 395 .X XEROMÓRFICO – diz-se do órgão vegetal.Fig. rico em substâncias de reserva e inclusive de água. radicular ou mista).Fig.340) e da caatinga (maniçoba . de natureza incerta (caulinar. provocados pela seca. XEROMORFO – o mesmo que xeromórfico. protegido contra a seca excessiva (não sofre deficiência hídrica). FIGURA 341– Xilopódio de maniçoba. lignificado.341). independentemente do seu modo de adaptação. XILOPÓDIO – órgão subterrâneo. XEROMORFOSE – modificação de forma dos órgãos vegetais. XEROPLÁSTICO – diz-se do vegetal característrico de lugares secos.

396 .

.

FIGURA 343 – Zornia diphylla: A.343]. tipo de simetria bilateral de uma flor. A unidade-semente é o artículo do lomento. autocoria. 398 . – lomento 2-5-articulado. com superfície híspida.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ZIGOMORFA(O) – que apresenta zigomorfia. Ver anemocoria.lomento. às vezes.342]. Zornia diphylla Pers. lustrosa. envolto por brácteas persistentes e arranjado em estruturas alongadas e racemosas Fig. se desarticulam por baixo das glumas. de coloração palha-amarelada [Fig. com arista curta ou vestigial.semente. relativo ao zigoto. portanto o órgão floral possui um plano de simetria [Fig. antropocoria. FIGURA 342 – Zigomorfa. lateralmente comprimidas.) Merr.5mm de comprimento (excluíndo a arista) por 1. barocoria. ZIGÓTICO – que ocorre logo após a fecundação.344]. B. que envolve completamente o antécio fértil (lema (lf) e pálea) membranáceo.342]. corola zigomorfa. ZIGOMORFIA – tipo de simetria bilateral de uma flor. o mesmo que célula ovo. hidrocoria e ornitocoria.0mm de largura. A unidade-semente é a cariopse envolta pela gluma superior.9-3. pálea fértil (pf) reduzida ou ausente. ZOOCORIA – diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pelos animais. Zoysia matrella (L. portanto o ógão floral possui um plano de simetria [Fig. gluma inferior ausente e superior (gls) coriácea. ZIGOTO –célula resultante da fusão dos gametas. cariopse (cap) estreito-elíptico-lanceolada. lustrosa. com 3. – espiguetas unifloras (1 antécio).

B.Z ZOÓCORO – diz-se dos esporos ou das unidades de dispersão que são disseminados pelos animais (aderindo aos pêlos dos animais ou ingeridos e assim são transportados).antécio fértil com pálea fértil ausente. FIGURA 344 – Zoysia matrella: A. 399 .espigueta com gluma superior superior.

400 .

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