MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO SECRETARIA DE DEFESA AGROPECUÁRIA

Glossário Ilustrado de Morfologia

Brasília – 2009

© 2009 Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Todos os direitos reservados. Permitida a reprodução desde que citada a fonte. A responsabilidade pelos direitos autorais de textos e imagens desta obra é do autor. 1ª edição. Ano 2009 Tiragem: 3000 exemplares Elaboração, distribuição, informações: MINISTÉRIO DA AGRICULTURA, PECUÁRIA E ABASTECIMENTO Secretaria de Defesa Agropecuária Coordenação Geral de Apoio Laboratorial Esplanada dos Ministérios, Bloco D, Anexo B, 4º andar, sala 430 CEP: 70043-900, Brasília - DF Tel.: (61) 3225-5098 Fax.: (61) 3218-2697 www.agricultura.gov.br e-mail: cgal@agricultura.gov.br Central de Relacionamento: 0800 704 1995 Coordenação Editorial: Assessoria de Comunicação Social Impresso no Brasil / Printed in Brazil

Catalogação na Fonte Biblioteca Nacional de Agricultura – BINAGRI Brasil. Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento Glossário ilustrado de morfologia / Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. Secretaria de Defesa Agropecuária. – Brasília : Mapa/ACS, 2009. 406 p. : il. color. ; 21 cm. ISBN 978-85-99851-74-6 1. Morfologia. 2. Taxonomia. I. Secretaria de Defesa Agropecuária. II. Título. AGRIS C30 CDU 57.018.2(038)

AGRADECIMENTOS
` A Drª Doris, professor titular da UNICAMP, pela dedicação na elaboração deste Glossário Ilustrado de Morfologia e pelas relevantes informações técnicas cedidas ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

APRESENTAÇÃO
A Coordenação Geral de Apoio Laboratorial – CGAL, da Secretaria de Defesa Agropecuária – SDA, do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa é o órgão responsável pela Rede Nacional de Laboratórios Agropecuários do Sistema Unificado de Atenção à Sanidade Agropecuária e possui dentre suas atribuições estabelecer, uniformizar e oficializar métodos para a realização de análises. As presentes Regras para Análise de Sementes – RAS tem a finalidade de disponibilizar métodos para análise de sementes, sendo estes de uso obrigatório nos Laboratórios de Análise de Sementes credenciados no MAPA, objetivando o cumprimento da Lei nº 10.711, de 5 de agosto de 2003, publicada no Diário Oficial da União de 6 de agosto de 2003 e Decreto n° 5.153, de 23 de julho de 2004, publicado no Diário Oficial da União de 26 de julho de 2004. As RAS tiveram sua 1ª edição pelo Ministério da Agricultura, em 1967 e a partir de então foram publicadas outras atualizações. A presente edição atualiza e substitui a edição de 1992 e é composta de três volumes: Regras para Análise de Sementes, Manual de Análise Sanitária de Sementes (anexo ao Capítulo 9 – Teste de Sanidade de Sementes) e o Glossário Ilustrado de Morfologia. Estas regras foram atualizadas de acordo com as regras internacionais prescritas pela International Seed Testing Association – ISTA e incorpora a experiência e os avanços nacionais em análise de sementes. A CGAL pretende atualizar estas publicações à medida que novos métodos forem validados e de acordo com a exigência do mercado nacional e internacional. . Coordenação Geral de Apoio Laboratorial Secretaria de Defesa Agropecuária

...................................................................................................... 333 ........ 193 H ........................................... 249 N ........................................................................................ 203 I ................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 11 A .........................................................................SUMÁRIO Apresentação ............................................................................................................................................................................................................... 173 G ................................................................................................................... 137 F ............................................................................................................................... 313 R ......................................................................................................... 233 M ..................................................................................................................................................................................................... 75 D ................................................................ 271 P ................................................. 315 S ............................................................. 6 Introdução ............................. 125 E ..................................................................................... 231 L .............................................................................................. 263 O ........................................................................................................................................................................................... 17 B .................................................................................................................................................. 49 C ......................................................................................................................................................................................................................................................................................................................... 279 Q ............................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................................ 9 Abreviaturas usadas nas figuras para designar as estruturas morfológicas .................................................................................. 215 K .....................................................................................................................

......................................................................................................................................................................................381 X ..................................................................................................................................................................................................365 U .401 ...................................................397 Bibliografia consultada ............................375 V .................................................................................393 Z .............................................................................................................................................................................................................................................................................SUMÁRIO T .......................................................................................................

INTRODUÇÃO .

. Lolium. como por exemplo. fazia parte do Apêndice 3 das Regras para Análise de Sementes. de espécies de Avena. edição 1992 e que nesta edição foi ampliado e aprofundado tornando-se o Glossário Ilustrado de Morfologia. Foram introduzidas descrições de frutos visando atender a descrição das espécies florestais nativas. etc. Sorghum. Sob a responsabilidade da Coordenação Geral de Apoio Laboratorial (CGAL/SDA/MAPA). cujo material permanece sob o controle legal de propriedade da autora. Elytrigia. A posição do embrião permite o posicionamento das espécies em um grupo de famílias ou em uma determinada família botânica e até fazer a separação de algumas espécies do mesmo gênero. por ocasião das análises de rotina. Bromus.desenhos e descrições de espécies cultivadas que pertencem ao mesmo gênero. o que faz com que a sua utilização para quaisquer outras finalidades. Bromus. Brachiaria. anteriormente. Este Glossário contempla situações importantes como. Sorghum. um guia de consulta referencial. também.. As descrições de espécies botânicas permitem o reconhecimento das estruturas morfológicas e assim facilita o enquadramento nas definições de “Semente Pura”. que se encontram em estudo pelo MAPA. disponibilizar ao sistema de controle de qualidade de sementes no país. Trata-se de uma publicação que.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA O objetivo deste Glossário Ilustrado de Morfologia é suprir o analista de laboratório com informações sobre definições de termos utilizados na morfologia das espécies botânicas (plantas. Drª Doris Groth. Para facilitar o imediato entendimento dessas abreviaturas organizou-se. de espécies de Avena. na maioria das vezes. um dos volumes integrantes das Regras para Análise de Sementes. 10 . sementes e plântulas). Foram introduzidas. por exemplo: . Festuca. como por exemplo. etc. apontadas por abreviaturas (letras). frutos. Lolium. este trabalho foi desenvolvido pela professora titular da UNICAMP. Nas Figuras as estruturas morfológicas estão. as descrições dos embriões com os respectivos desenhos. especialista na área. Muitas vezes essas abreviaturas encontram-se também no texto. seja permitido somente mediante autorização expressa da mesma. Elytrigia. portanto. por ordem alfabética: a abreviatura e a designação da estrutura morfológica. para facilitar a identificação / separação dessas espécies nos trabalhos da “Análise de Pureza”.desenhos e descrições de algumas espécies invasoras e / ou quarentenárias que pertencem ao mesmo gênero de uma espécie cultivada. A preocupação foi.

ABREVIATURAS USADAS NAS FIGURAS PARA DESIGNAR AS ESTRUTURAS MORFOLÓGICAS .

escapo ege – espigueta estéril eh – estolão hipogeu eixo – eixo embrionário ou eixo principal.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ABREVIATURAS USADAS NAS FIGURAS PARA DESIGNAR AS ESTRUTURAS MORFOLÓGICAS A ac – acúleo ae – antécio estéril af – antécio fértil an – antípodas ani – antécio inferior ans – antécio superir ant – antera ap – apêndice aq – aquênio ar – artículo are – aréola ari – arilo arl – arilóide as – arista asg – arista geniculada au – aurícula B b – bulbo ba – bacáceo bai – bainha br – bráctea bres – bráctea com espinhos bv – broto vegetativo C c – catáfilo ca – carpelo cal – cálice cali .calículo cap – cariopse car – carpídio cau – caule cd – costela dorsal ce – cerdas cf – coifa ch – chalaza ci – costela intermediária cl – costela lateral co – cotilédone(s) col – coluna seminífera cop – coleóptilo cor – coleorriza cos – costela C cp – cápsula cr – carpóforo crn – cornículo cru – carúncula D de – disco epígeno dru – drupa E e .nervura mediana nm – nervura mediana do carpelo no – nó np – núcleos polares nse – núcleo seminífero nu – núcula nv – nervuras anastomosadas O o – oosfera oc – ócrea op – opérculo or – orifícios ov – óvulo ova – ovário P p – poro pa – papus pal – pecíolo alado pcap – posição da cariopse pd – pedúcnculo pe – pecíolo ped – pedicelo per – perianto pes – pálea estéril pet – pétala pf – pálea fértil pin – ponto de inserção dos cotilédones pir – pirênio pis – pistilo pj – ponto de junção dos carpelos pl – plúmula ple – pleurograma por – posição da radícula pr – pericarpo prg – perigônio pri – primórdios foliares pt – pericarpo+tegumento 12 . flor ej – ejaculador em – embrião en – endosperma end – endocarpo ent – entalhe epi – epicótilo epu – estípula es – estigma esc – escutelo esd – espádice esp – espata espi – espinhos est – estilete et – estilopódio etr – estrofíolo eun – espinhos uncinados ex – integumento externo F f – funículo fc – folha carpelar fi – filete fl – flor fli – folículo fo – folha fol – folíolo fp – folha primária fr – fruto frc – fruto composto frm – fruto múltiplo F fru – frutículos fse – falso septo fv – feixes vasculares G g – glomérulo gaf – gametófito feminino gan – ganchos ge – gema gea – gema apical gi – ginóforo gin – gineceu gl – glumas gle – gluma estéril gli – gluma inferior gls – gluma superior gp – grão de pólen gpg – grão de pólen germinado H hi – hipanto hip – hipocótilo hpo – hipógino hr – eixo hipocótilo-radícula I in – integumento interno is – istmo L la – lacínia lab – lábio lb – lobos le – lema estéril ou estaminada lf – lema fértil li – linha de deiscência lo – lóculo lod – lodícula l – limbo M m – micrópila me – mericarpo mes – mesocarpo ms – mesocótilo N n – nucela nm .

ABREVIATURAS USADAS NAS FIGURAS PARA DESIGNAR AS ESTRUTURAS MORFOLÓGICAS Q q – quilha R r – raiz ra – raque rad – raizes adventícia rap – raiz primária ras – raizes adventícias seminais rc – raiz contrátil rd – radícula re – receptáculo R rep – replum rf – rafe rl – raiz lateral ro – rostro rp – raiz principal rs – raiz secundária ru – ruptura S s – semente sa – saco embrionário sc – saco polínico S se – septo seg – segmento da ráquila sgm – segmento si – sinérgidas sm – sâmara sp – sépalas spe – sépalas externas spi – sépalas internas su – sutura sul – sulco da comissura T t – teca tb – tubos de óleo te – tépala teg – tegumento tp – tubo polínico tu – tubérculo V va – valva val – valécula 13 .

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA 14 .

A GLOSSÁRIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA 15 .

.

.

Abcisão em Avena – segundo MUSIL (1977) pode ser (mais detalhes na descrição de Avena e de Sorghum): Abcisão completa – na base (ponto de inserção) do antécio se forma uma camada engrossada. Abcisão parcial – na base do antécio não se forma uma camada engrossada ao redor de toda a cavidade. sem o calo espessado (abcisão completa). Ver articulada e desarticulação [Fig. ABCISÃO ou ABSCISÃO – um tipo de desarticulação. assim o calo só se apresenta engrossado lateralmente. O antécio não se separa facilmente. A cavidade 18 . antônimo de adaxial. ou o segmento da ráquila pode se romper ou lascar em algum ponto. o antécio se separa com calo liso e bem desenvolvido. como a separação dos antécios das espiguetas.327]. Este tipo de abcisão é encontrado nas aveias fatuóides heterozigotas. é um caráter importante na distinção das espécies de Avena e de Sorghum (Poaceae =Gramineae).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ABAXIAL – se refere a superfície inferior de um órgão ou a superfície que está mais afastado do eixo sobre o qual se insere. O antécio pode se separar mais ou menos regularmente ao redor da linha onde a camada de abcisão normalmente deveria se desenvolver. Ruptura – os pontos de articulação permanecem unidos ao redor de toda a cavidade basal. Este tipo de abcisão é encontrado nas aveias selvagens. pois uma pequena porção na frente e atrás permanecem unidos. ao redor da cavidade basal. quando maduro.

30. Abrus precatorius L. vermelho-escarlate e com mancha preta oblíqua no ápice. base cuneiforme.2]. 19 . ápice e base arredondados e com uma extremidade voltada para um lado e a outra para o outro [Fig. ápice largo-truncado. 1]. A unidade-semente é formada pelo invólucro-de-brácteas. com um reto e outro uncinado [Fig. com cerdas uncinados que se inserem irregularmente sobre 8-10 costelas longitudinais. – semente de largo-ovóide a globosa. Este tipo de abcisão é encontrado nas aveias cultivadas Avena byzantina K. levemente inclinado. Acanthospermum australe (Loef. sem costelas e com cerdas inseridas irregularmente sobre a superfície. com ápice e FIGURA 1 – Abrus precatorius (A-B) e Rhynchosia phaseoloides (C-D): semente.A basal é frequentemente muito reduzida em tamanho. Avena sativa L. FIGURA 2 – Acaule. como as folhas de Pinus [Fig. onde as folhas (fo) se apresentam dispostas em roseta sobre a superfície do solo e no centro surge o escapo (e) que sustenta a inflorescência [Fig. e Avena strigosa Schreb. ACAULE – desprovido de caule. – invólucro-de-brácteas obtriangularcomprimido. mais grossos do que as cerdas. fruto ou semente) tem contorno de agulha. em torno do hilo e que ocupa cerca de ⅓ a ¼ da superfície [Fig.206B]. com dois rostros divergentes. Ver Rhynchosia phaseoloides.103L]. Acanthospermum hispidum DC. [Fig.) Kuntze – invólucro-de-brácteas elipsóidecomprimido. linear e rígida. 31. Koch. A unidade-semente é formada pelo invólucro-de-brácteas.206A]. ACICULAR – diz-se quando um órgão (folha. base arredondada. 32].

como se tivessem sido produzidas com a ponta de uma agulha [Fig. antônimo de abaxial. como a do abacaxi. o mesmo que adnato. ADAXIAL – se refere a superfície superior de um órgão ou a superfície que está mais próxima do eixo sobre o qual se insere.203B] ou da margem [Fig. fruto ou semente) que se apresenta marcada com estrias muito finas. conato. como o caule das roseiras ou a margem de uma folha.107-ac]. 20 .16K-K’-K’’].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ACICULADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. fruto ou semente) provida de acúleos. quando estruturas diferentes. encontra-se em caules de roseiras. distinguem-se dos espinhos por não ter uma posição definida no órgão.) e nos frutos (craspédios) de Mimosa pudica L. Ver cálice. fruto ou semente) se afila para um ângulo obtuso e abruptamente para um ângulo agudo (ponta dura) [Fig. estão fundidas. ACÚLEO – formação epidérmica rígida. por ser de fácil remoção e por não possuir elementos condutores. como pétalas + estames. ADNATO – diz-se quando estruturas estão naturalmente concrescidas ou aderidas. irregulares.295H]. ACRESCENTE – que se desenvolve ou que continua a se desenvolver após a frutificação. ACULEADA(O) – diz-se da superfície [Fig. em folhas de abacaxi e de joá (Solanum aculeatissimum Jacq. concrescente.110G] de um órgão (caule. afilada. [Fig. folha. o mesmo que aderente. com aspecto de espinho. ADERENTE – que adere. ACUMINADO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha.

5mm de largura. A unidade-semente é o antécio-fértil. pálea fértil ausente ou bicarenada e muito menor do que a lema [Fig. – espiguetas pediceladas. como um gancho. aguda ou truncada. ÁFILO – diz-se quando caules ou plantas não possuem folhas de tipo algum. segmento da ráquila (ráquis) estéril glabra. frequentemente escabrosa na carena. com 3-5 nervuras. ADUNCO – diz-se quando uma estrutura vegetal se apresenta curvada. lema fértil (lf) fina. comprimidas lateralmente. com arista dorsal ou ausente. Seguem as características diferenciais das espécies de Agrostis: Agrostis canina L. glabra.5mm ou mais de comprimento por menos de 0. do colo. com dobras entre as nervuras escabrosas e finas na extremidade. lema fértil membranácea. Agrostis sp.3. de caules ou de ramos. com 1. glumas (inferior e superior) lanceoladas. mas não se encontra fundida com ela.A ADPRESSO – diz-se quando uma determinada estrutura cresce em contato íntimo com outra estrutura. é a raiz ou as raízes que se originam de outras estruturas que não da radícula ou da raiz primária. hialina. glabras. para baixo. 4]. finamente granular.). subiguais e mais longas do que o antécio fértil. como em plantas parasitas (Cuscuta sp. pode ser a partir do hipocótilo. agudas ou aristadas. curtíssima ou ausente. ADVENTÍCIO – diz-se de um órgão que nasce em lugar indevido. – antécio fértil de fusiforme a estreito-elíptico. com 1-nervura. calo glabro ou com anel de pêlos. com arista (as) 21 . dasarticuladas acima das glumas e formadas por um antécio fértil.

stolonifera. 4A]. lustroso e de coloração pálea a amarelada. se presente. reta. escabrosas na carena e de resto lisas. se presentes. calo arredondado e espessado verticalmente [Fig. antécio fértil (lf) fusiforme.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA longa.5mm de largura. gigantea. liso. gigantea. agudas.3B. afilando-se uniformemente da base para um estreito entalhe apical em forma de ‘V’. EA. às vezes. pêlos basais em geral ausentes. inserida acima da porção mediana da lema.A.A.A. com ⅔-¾ do comprimento das glumas ou com 1. lema fértil de fusiforme a estreito-elíptica.A. pálea fértil (pf) aderente a cariopse. canina.A. geniculada e inserida na porção mediana ou pouco abaixo. curta FIGURA 3 – Agrostis (antécio fértil lado dorsal): A. 22 .8-2.0mm ou mais de comprimento por 0. arista (as). capillaris. (=Agrostis tenuis Sibth. canina. CA. comprimento da lema fértil e ápice truncado ou com largo entalhe raso e encoberto pelos bordos da lema. fosco ou ligeiramente lustroso. antécio fértil oblongo ou estreito-elíptico. D. B. pálea fértil tão reduzida que parece estar ausente. 4E]. torcida. às vezes ausentes [Fig. acinzentado. ou com nervuras e sem arista. com 2. palustris. dura.0mm de comprimento por 0. torcida.A. ou estendidos. EA. lema fértil (lf) com dorso arredondado ou levemente achatado e não carenado. pêlos basais rombudos e curtos nas extremidades do calo. e reta. geniculda ou. lustrosa. nunca torcida e geniculada. Agrostis gigantea Roth (=Agrostis alba L. Agrostis capillaris L. inserida entre próximo à base e a porção mediana da lema. capillaris. CA. palustris. curta. pálea fértil (pf) cerca da ½ do FIGURA 4 – Agrostis (antécio fértil lado ventral): A. B.) – glumas de estreitooblongas a lanceoladas e a inferior escabrosa na carena. em certas variedades. lisa. D. se presente.3E. dependendo da cultivar.3A. curtos e grossos ou ausentes. 4B]. arista (as). mais ou menos longos e estendido [Fig.) – glumas lanceoladas. pêlos basais longos e adpressos.5mm de largura e ápice geralmente com 3-nervuras. longa ou curta. stolonifera.

curta. se presente. com 1. pêlos basais em geral curtos e grossos. de coloração palha e com ápice truncado. 4C].0mm de comprimento por 0.16J-J’]. lustrosa. roliço e liso. que é muito variável. 4D].3C. pálea fértil (pf) abruptamente mais estreita em direção ao ápice. de amarelo-pálea lustroso a cinza-prateado e levemente lustroso.) – antécio fértil ovado-lanceolado ou elíptico. dorso carenado acima da base e com conspícua constrição acima do espesso calo obtusamente anguloso. como o ápice da folha lanceolada [Fig. mas se presentes curtos e grossos. algumas vezes maiores e esparsos ou ausentes [Fig.A Agrostis palustris Huds. arista (as).5mm de largura. – antécio fértil geralmente curto. inserida acima da porção mediana da lema. se presente. (incluída em Agrostis stolonifera L. foliácea ou membranácea) e que se prolonga da superfície de diversos órgãos. reta e inserida entre a porção mediana e próximo ao ápice da lema. ALA – qualquer expansão em forma de asa (laminar. pálea fértil (pf) larga na porção mediana e afilando-se abruptamente para um ápice diminutamente arredondado ou formando uma “espécie de ombro” e variavelmente entalhado. mas não apresenta entalhe em forma de ‘V’ e com cerca de ⅔ do comprimento da lema.3D. fruto ou semente) termina gradativamente em um ângulo menor do que 90°. lema fértil (lf) à vezes fosca. liso. AGUDO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. arista (as). lema fértil (lf) lisa. calo cônico e protuberante [Fig. geralmente com 5-nervuras no ápice (raramente 3-nervuras). pêlos basais em geral ausentes. no fruto 23 .8-2. Agrostis stolonifera L. curta e reta.

T. D.) Kuntze (Fabaceae-Papilionoideae).) Standl. Em sementes pode-se encontrar: FIGURA 5 – Alas de Aspidosperma ramiflorum (A) e Tabebuia: B.Fig. Ala bilateral – gênero Tabebuia (T..T.) Standl. T. roseo-alba. T. (Apocynaceae Fig. .313D] e Aspidosperma macrocarpon Mart. [Fig.Bignoniaceae . Cedrela fissilis Vell.T.313E-E’). nos gêneros Jacaranda (Bignoniaceae).T. (Fabaceae-Caesalpinoideae). avelanedae.Fig. impetiginosa.. chrysotricha. chrysotricha (Mart. Ala apical – Aspidosperma polyneuron Müll. ex Griseb.) Standl. E. Luehea (Tiliaceae) e Qualea (Vochysiaceae). ex DC. Arg. T.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA é formada exclusivamente pelo pericarpo e na semente é formada apenas pelo tegumento. impetiginosa (Mart. . C. Ala circular – em Allamanda sp. roseo-alba (Rindl.5A (Apocynaceae). e Swietenia macrophylla King (Meliaceae). avelanedae Lor. Como fruto alado cita-se a sâmara (ver descrição) que ocorre em: Pterogyne nitens Tul.5]. Arg.. e Aspidosperma ramiflorum Müll. Tipuana tipu (Benth. Carda- 24 .

calo pequeno e imperceptível. superando e ocultando o antécio. amarelo-dourada ou castanho-clara. pecíolos alados. trigo. 25 . cariopse comprimida.313C) e Roupala (Proteaceae). com longos cílios na carena e nas nervuras laterais. presas na base.0mm de comprimento. pálea fértil ausente. mas às vezes. diminutamente enrugada ou microscopicamente estriada e hilo basal punctiforme [Fig.5-3. lemas férteis (lf) lisas. envolvem a cariopse e com as margens unidas na metade inferior.A mine (Brassicaceae =Cruciferae). ALEURONA – camada vital mais externa do endosperma de certas cariopses.305G-H). com 3-5 nervuras. ALBUME ou ALBÚMEN – tecido nutritivo da semente. cevada. nas sementes beneficiadas é encontrada sem as glumas (apenas a lema fértil com a cariopse). A unidade-semente é a espigueta.lema fértil. que FIGURA 6 – Alopecurus pratensis: A. ALADO(A) – provido de alas. Spergula e Spergularia (Caryophylla-ceae . ALBUMINOSA – diz-se da semente que contém albúmen no tecido de reserva.0mm de largura. centeio (Poaceae =Gramineae) e mamona (Euphorbiaceae). B. sulcada. com 1. glumas (gl) agudas. – espigueta uniflora (antécio fértil). de 5-6mm de comprimento por 1. 6]. fruto ou semente alada.Fig. Dimorphoteca (Asteraceae =Compositae) e Grevillea [Fig. arista (as) geniculada. Alopecurus pratensis L. translúcidas. se desarticula abaixo das glumas. inserida próximo à base da lema e 5-7mm mais longa do que as glumas. torcida. fortemente comprimida. iguais ou subiguais entre sí. glabra. arredondadas ou achatadas no dorso.espigueta. o mesmo que endosperma (termo preferido). “sementes” que contém reservas de proteína são milho. finas.8-2.

A unidade-semente é o invólucro-gamófilo. às vezes.240A]. superfície fracamente transverso-rugosa. Ambrosia polystachya DC.7]. Ambrosia artemisiifolia L.Fig 295C. ALVEOLADA(O) – diz-se da superfície que apresenta alvéolos (cavidades rasas e ± hexagonais .208B]. faces com costelas longitudinais lisas. levemente mais escuras entre as costelas.208A]. superfície glabra e entre as costelas fortemente transverso-rugosa [Fig. Utilizado também quando os verticílios florais se organizam em duas séries.). mais densos perto do ápice [Fig.). ALTERNÂNCIA DE TEMPERATURA – quando no teste de germinação a temperatura mais baixa é utilizada durante 16 horas no período noturno e a temperatura mais alta por oito horas no período diurno. – invólucro-gamófilo mais largo próximo ao ápice ou em torno da porção mediana. 26 . como a inserção das folhas do brinco-de-princesa (Hibiscus rosa-siensis L.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ALTERNA(O) – diz-se quando as folhas (fo) estão inseridas no epicótilo ou no caule (cau) isoladamente e não em posição oposta [Fig. FIGURA 7 – Alterna. A unidade-semente é o invólucro-gamófilo. ápice rostrado e não circundado por uma coroa de projeções. onde a ½ de uma sépala externa se sobrepõem ao bordo de duas sépalas internas [Fig. afilando gradativamente para a base.) – invólucro-gamófilo mais largo entre a porção mediana e o ápice. ápice com rostro grosso e circundado por uma coroa de 5-8 projeções delgadas e que formam costelas longitudinais em direção a base. Ver Rumex acetosela L. ou quando sementes se inserem alternadamente no fruto. o mesmo que faveolada e faviforme. com grande reticulado de veias. e com longos pêlos alvo-hialinos. (=Ambrosia elatior L.

lado ventral com profundo sulco.109A-B-C-D-E].109A-B-C]. – invólucro-gamófilo de aredondado a 5-angular. AMÊNDOA – termo utilizado por alguns autores para indicar a parte que contém o embrião. Ammi sp. – cremocarpo formado por dois carpídios monospérmicos. às vezes com 1-3 projeções menores podem ocorrer entre a coroa externa e o rostro central.5mm de comprimento por 0. ápice com rostro grosso. limitado por duas estrias longitudinais muito próximas [Fig. circundado por uma coroa de cinco projeções e que formam costelas longitudinais em direção a base. com sulco mediano e que envolve o carpóforo [Fig. afila gradativamente para a base.A Ambrosia trifida L.8-1.0mm de largura e 0. Seguem as características diferenciais das espécies de Ammi: Ammi majus L. carpídio de estreitoovalado a elíptico e ápice agudo. A unidade-semente é o invólucro-gamófilo.5mm de comprimento por 0. com 2.5mm de comprimento). carpídio com lado dorsal convexo com cinco nítidas costelas longitudinais. A unidade-semente é o cremocarpo e o carpídio. – cremocarpo ovóide e comprimido lateralmente. – cremocarpo largo-elíptico. lado dorsal com fina listra. lado ventral (da comissura) em geral plano. pouco mais escura. lisas e amareloclaras.) Lam.8 mm de espessura. dividindo 27 . com base arredondada e ápice com estilopódio. Ammi visnaga (L.8-2. com 1. carpídio ovado-oblongo e ápice obtuso.8mm de espessura.8-1. mais largo próximo ao ápice ou em torno da porção mediana (5.02.0mm de largura e 0.6-6.

5mm de largura.47A]. mas nunca um sulco como em Ammi majus L. lema fértil com largo sulco longitudinal no dorso. 171]. glumas da espigueta fértil coriáceas. AMPLEXICAULE – diz-se quando a base de uma folha (fo) séssil abraça (envolve) parcial ou totalmente o caule (cau) [Fig. constitui o terceiro verticilio floral numa flor hermafrodita das Dicotiledôneas [Fig. vasos. a espécie produz uma porção variável de espiguetas pediceladas férteis. ANDROCEU – conjunto dos órgãos masculinos da flor. ANASTOMOSADO – confluência ou ramificação de duas células.8]. 28 . etc. lema e pálea fértil hialinas e pouco menores do que as glumas. uma espigueta do par é séssil e fértil. canais. nervuras. opacas e acastanhadas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA as costelas. lado ventral com dois sulcos longitudinais em ambos os lados da linha mediana. ANÁTROPO – ver óvulo anátropo [Fig. 12.. que diferem das espiguetas sésseis. unido de tal maneira que forma uma rede de malhas. a outra é pedicelada e pode ser estéril ou estaminada. Andropogon gerardii Vitman – espiguetas aos pares. [Fig. ambas estão unidas pelo segmento da ráquila (ráquis). como em Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc. com (5-)7-9mm de comprimento por 1.109D-E]. que se formam no mesmo nó.246]. gluma superior lanceolada e unicarecada. gluma inferior 2-carenada e com largo sulco no dorso. sem arista.13A. com arista FIGURA 8 – Amplexicaule. dos estames. isto é. onde as 10-11 nervuras na gluma inferior (ou primeira gluma) se apresentam nitidamente anastomosadas no ápice [Fig.

A unidade-semente é a espigueta séssil e fértil.-Hil.247].seção longitudinal e B. com uma cavidade central. 29 .Amaioua sp. aquênios com papus. como as de Eucalyptus.9D). Como grupo opõe-se ao das Gimnospermas. ANGIOSPERMA – divisão do reino vegetal que compreende uma planta ou um grupo de plantas.100L] ou quando um órgão apresenta ângulos salientes na FIGURA 10 – Anfissarcídios: A-B. em forma de taça [Fig. sem lóculos individualizados e cheia de sementes (s). ANEMOCORIA – diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pelo vento.Theobroma cacao. com segmento da ráquila e pedicelo de uma segunda espigueta. cujas sementes ficam encerradas no interior de um ovário transformado em fruto. samarídio. ANFÍTROPO – ver óvulo anfítropo. a espigueta estéril ou estaminada.. pericarpo carnoso.Fig.9C e Genipa (Rubiaceae) e Theobroma cacao L. (Sterculiaceae) [Fig..A torcida. semelhante a anátropo [Fig. achatados na base e ápice expandido. St. etc. às vezes. (Lecythidaceae .Couroupita guianensis.10C-D). geniculada e que emerge do ápice. A. ANFISSARCÍDIO – fruto de origem placentar..155]. em oficial-de-sala (Asclepias curassavica L. Arista geralmente quebrada nas sementes comerciais. Ver antropocoria. segmento da ráquila e pedicelo denso-vilosos. ornitocoria e zoocoria. preso no pedicelo.Crescentia sp. Amaioua . na FIGURA 9 – Anfissarcídios: A. Crataeva (Capparaceae . Couroupita guianensis Aubl. autocoria. como nas sementes aladas. com pronunciados ângulos longitudinais [Fig.10A-B]. B. sâmaras. ANGULAR – que forma ângulos. – Malvaceae).seção transversal. hidrocoria. C.Kigelia sp.Crataeva sp. – Asclepiadaceae). C-D.Fig.Fig. se encontra ainda.9A-B). envoltas por polpa (endocarpo) carnosa (suculenta). paineira (Chorisia speciosa A. D.Fig. como em Kigelia e Crescentia (Bignoniaceae .

Antécio fértil – nas Poaceae (=Gramineae) compõe-se das glumelas (lema .antera.lado ventral com hilo. Nas tecas encontram-se os FIGURA 12 – Antera.lado dorsal com embrião.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA margem [Fig.12]. FIGURA 11 – Antécio fértil: A-B. FIGURA 13 – Antera e ovário (seção transversal): A. ANTÉCIO – cada urna das flores que compõem a espigueta das Cyperaceae e Poaceae (=Gramineae). Compõe-se de duas bractéolas (glumelas) secas. com ou sem lemas estéreis adicionais [Fig. ANOMOCARPO – o mesmo que heterocarpo.lado ventral. D. cariopse: C.11].fi).lf) envolve a cariopse pelo lado dorsal e a superior ou interna (pálea .156-ae]. 30 .lf e pálea . como a folha de Datura stramonium L.pf) e dos dois órgãos floríferos reprodutivos (pistilo .11. a inferior ou externa (lema . na base de cada flor. Angular-angular – quando os ângulos são pronunciados.pf) envolve a cariopse pelo lado ventral [Fig.110E]. e o caule de Salvia pratensis L. Antécio estéril – nas Poaceae (=Gramineae) compõe-se exclusivamente das glumelas e é incapaz de produzir sementes [Fig.ovário tricarpelar e trilocular.pis e estame) ou da cariopse madura. divide-se em tecas (t) que estão unidas pelo conectivo [Fig. ANORMALIDADE APARENTE – anormalidade de plântulas devido a condições inadequadas para o teste de germinação em laboratório. localizada na extremidade apical do filamento (filete . 155]. Obtuso-angular – quando os ângulos são arredondados. ANTERA – parte mais intumescida do estame. B.

devido ao beneficiamento. – espigueta curto-pedicelada. às vezes. não aristada. pubescentes. ANTÍPODA – no óvulo das Angiospermas é cada uma das três células (an) que se encontram na base do saco embrionário (sa). torcida. ou é formado pela porção inferior persistente do 31 . aguda. desiguais. comprimida lateralmente.14]. lustrosa. a inflexão da arista geniculada (asg) geralmente ocorre na altura do ápice da lema ou pouco acima. FIGURA 14 – Anthoxanthum odoratum: Aespigueta. cerca de 3mm de comprimento. castanho-avermelhadas e amareladas no ápice. com dorso laxo-piloso. como na parede da núcula de Guapira (Nyctaginaceae). escabrosas.A microsporângios ou sacos polínicos (sc). lema estéril (superior) com arista dura. com cerca de 2mm de comprimento. catanho-avermelhada-escura.171A. apenas o antécio fértil. um único antécio fértil terminal e duas lemas estéreis aristadas por baixo. geniculada e que se insere no dorso perto da base. que são em número de quatro. com duas glumas. com longos pêlos fulvos e margens denso-ciliadas. B-C.antécio fértil. o segmento da ráquila se desarticula acima das glumas naviculares. portanto em posição oposta à oosfera (o) [Fig. Anthoxanthum odoratum L. sendo duas para cada teca e que contêm os grãos de pólen (gp) ou micrósporos [Fig. 297]. na extremidade da chalaza (ch). subiguais.13A]. glabra e envolve a cariopse e a pálea fértil (pf) [Fig. A unidade-semente é a espigueta + as lemas estéreis ou. lema estéril (inferior) com curta arista que se insere perto da região mediana. FIGURA 15 – Antocarpo de Boerhavia difusa (A-B-C) e Mirabilis jalapa (D-E). lema fértil (lf) largo-ovada. apiculadas. lemas estéreis (le) bilobadas. Nas sementes comerciais pode(m) faltar a(s) lema(s) estéril(eis). participa na formação da parede do fruto. ANTOCARPO – formado pelo gineceu inteiro ou por parte dele (hipanto).

T. 32 . Q. O mesmo que Espermáfitas e é sinônimo de Fanerógamas e que se opõem as Criptógamas. E.rostrado. hidrocoria.obtuso.pungente. I. P. Bmucronado. N. APÊNDICE – designação de qualquer parte saliente. para o ápice. Oposto de retrorso. Mobtuso com acúmen. que aumenta de tamanho durante o desenvolvimento do fruto. [Fig. ANTROPOCORIA – quando a dispersão de diásporos é feita pelo homem. como em Boerhavia difusa L. (Nyctaginaceae) [Fig. ornitocoria e zoocoria.cuspidado. azul ou violácea a várias partes da planta.setoso.obcordado. F. K-K’K’’. quase sempre curta. fruto ou semente) tem contorno de ovo. S. C.aristado.roído.15D-E]. R-R’. acidental ou espontaneamente.agudo. O mesmo que ovado e ovóide. Oemarginado. ANTÓFITOS – plantas que produzem flores.15A-B-C] e Mirabilis jalapa L. estreita e muitas vezes de importância secundária.retuso. L.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA perigônio. ANTOCIANINA – pigmento que dá a coloração vermelha. com a parte mais larga na base [Fig. ANUAL – diz-se da planta que completa seu ciclo vegetativo e reprodutivo em alguns meses. como no samarídio de Banisteriopsis lucida (Malpighiaceae) [Fig. G. D.103E].exisa.capitado. J-J’. AOVADO(A) – diz-se quando um órgão (folha.apiculado. FIGURA 16 – Ápice (quanto a ponta): A.300K].cirroso.acuminado. H.truncado.uncinado. circunda e protege o fruto (núcula). APIACEAE – nome válido da família Umbelliferae. ANTRORSO – dirigido para frente. Ver anemocoria. de um órgão vegetal. torna-se mais firme.) Vill. autocoria. como a folha de Stellaria media (L.

pode apresentar estruturas 33 . Ápice da parte aérea ou Sistema apical – porção terminal da parte superior da plântula. FIGURA 18 – Aquênios alados: A.16G]. APÍCULO – pequena ponta aguda e curta. unilocular. APOMIXIA – quando a reprodução ocorre sem fecundação. formando assim a gema apical. fruto ou semente) termina abruptamente em curta projeção (ponta) dura e aguda no centro [Fig.Synedrellopsis grisebachii (com dois tipos do centro do capítulo) e C’-D’. Em órgãos foliáceos é frequentemente usado como sinônimo de múcron. ÁPICE – extremo ou ponto terminal de qualquer órgão. como o fruto de Cordia superba Cham. na base. geralmente associada à presença de microorganismos patogênicos. mas pouco consistente.Synedrella nodiflora (raio do capítulo). APICULADO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha.16]. que pode ter diversas formas [Fig. indeiscente. C-D. pericarpo não soldado ao tegumento. provido de apículo. com semente presa na parede do fruto (pericarpo) em um só ponto. FIGURA 17 – Apocárpico. originado de um ovário bicarpelar e ínfero. unisseminado. (Boraginaceae). Estas folhas envolvem e protegem o ponto de crescimento. APOCÁRPICO – diz-se do gineceu e depois do fruto onde os carpelos não se fundiram [Fig.A APICAL ou TERMINAL – relativo ao ápice. liso ou com excrescências.seção transversal. APODRECIMENTO – destruição da semente ou das estruturas da plântula.17]. BSoliva pterosperma. AQUÊNIO – fruto nucóide simples. que contém o ponto principal de crescimento (meristema ou gema apical) e as folhas iniciais. seco.

radicata L. Synedrella nodiflora (L. não alados e os do centro com dois tipos. 18A).) Gaertn. 34 . Dipsacaceae e Valerianaceae. Hypochaeris radicata L. de diferentes tamanhos e com diminutos cílios esparsos branco-amarelados na margem. H. Aquênio alado – em Soliva pterosperma (Juss.Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA acessórias (invólucro) na base ou apresentar o cálice modificado em papus. 18-19-20-21-22-23-24-25). do capítulo. em Synedrellopsis grisebachii Hieron & Kuntze – aquênios da periferia. – aquênios do centro. [Fig. Cyperaceae. um com estreita-ala virada para o lado ventral e outro com ala estendida e laciniada nas margens – Fig.18]. alados e com cerdas ascendentes. em Asteraceae (=Compositae) os frutos originados na periferia (raio) do capítulo podem apresentar características morfológicas diferentes daqueles que se formam no centro do capítulo. Synedrellopsis grisebachii Hieron & Kuntze – dois tipos de aquênios no centro do capítulo. fruto das Asteraceae (=Compositae . Em FIGURA 19 – Aquênio com papus bisseriado: Vernonia scorpioides. em Synedrella nodiflora (L. como em Hypochaeris brasiliensis Griseb. onde no ápice se insere o papus.23A-A’]. – aquênios pilosos na periferia e os do centro glabros – Fig. um com ala estreita virada para o lado ventral e outro com ala estendida e laciniada nas margens [Fig. – ala bilobada e recortada.. do capítulo. glabra L. e H. H. com cerdas ascendentes de diferentes tamanhos e com diminutos e esparsos cílios branco-amarelados na margem – Fig. grisebachii Cabr. – aquênios do centro. do capítulo.) Less.18C-C’-D).) Gaertn. Aquênio heterocarpo – com dois ou mais tipos de aquênios na mesma inflorescência. – aquênios da periferia. não alados e os da periferia alados.23A]. do capítulo. Aquênio rostrado – prolongamento apical do aquênio.. rostrados e os da periferia não rostrados [Fig. em Picris echioides L.23B-B’).

Bidens subalternans.Picris echioides.Blainvillea biaristata. C.aquênios que se inserem no centro do capítulo.Eclipta alba.Elephantopus mollis. FIGURA 21 – Aquênio com papus ausente: A.Centaurea melitensis. B-B’.B’. FIGURA 23 – Aquênios heterocarpos: A-A’-Hypochaeris radicata. B.Jaegeria hirta.Siegesbeckia orientalis. B.aquênios que se inserem na periferia do capítulo. CPicris hieracioides. F. D.Elvira biflora. A’. A-B.Bidens pilosa. 35 .A FIGURA 20 – Aquênio com papus aristado ou cerdoso: A-A’. E. B. FIGURA 22 – Aquênios com papus multisseriado: A.Centaurea solstitialis.

C.Eupatorium squalidum.Ageratum conyzoides. FIGURA 24 – Aquênios com papus piloso unisseriado: AConyza bonariensis. G.Parthenium hysterophorus. E. F.Tagetes minuta. 36 . B.Galinsoga parviflora. D. B.Gochnatia velutina.Emilia sonchifolia. D.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 25 – Aquênio com papus paleáceo: A. C.Erechtites hieracifolia.Sonchus asper.Sonchus oleraceus.

D. G. ARÉOLA – pequena área. do tamanho que alcançam.f) e carúncula (cru . mas alguns autores consideram quando a altura não é superior a 4m.Polygala sp. E.46]. brancos e emaranhados [Fig.Cleome sp.Turnera ulmifolia. C.. O arilo (ari) às vezes cobre todo o tegumento da semente (sarcotesta) ou forma apenas um apên- 37 . ARILADO(A) – que possui arilo. a altura da planta não a define como arbusto ou árvore.Chelidonium majus. fruto ou semente) que se apresenta revestida por pêlos finos. soltos. ARILO – excrescência carnosa da semente.A ARACNÓIDE – diz-se da superfície de um órgão (folha.formada pelo FIGURA 27 – Arilos: A. os dois tipos somente se diferenciam em função do lugar onde iniciam seu desenvolvimento.. portanto não forma um tronco (fuste) definido. ARBUSTO – planta com caule lenhoso que se ramifica desde a base. I.Connarus sp. ARBÓREA – quando a planta se aproxima do tamanho de uma árvore. H-H’.Glinus sp.. pela morfologia e pela coloração. ARGÊNTEO – de coloração prateada. na base da lema fértil das espécies de Brachiaria [Fig. pequeno círculo deprimido.formado pelo funículo . em forma de semicírculo. linha pontilhada. F. B.Acacia longifolia. ARECACEAE – nome válido para a família Palmae.Acacia molissima..Eriosema sp.. tegumento e próximo da micrópila).300D-J-M]. FIGURA 26 – Arilo da semente de Connarus sp.204A]. que pode ser de dois tipos: estrofíolo (etr . em torno do ponto de inserção de alguns samarídios de Malpighiaceae (como Banisteriopsis basifixa e Banisteriopsis megaphylla) e dos espinhos em certas plantas espinhosas [Fig.

falso arilo. encontrado freqüentemente no ápice ou no dorso das glumas ou glumelas. Turnera ulmifolia L (Turneraceae) – arilo funicular (f).). Cleome sp. teixo (Taxus baccata L. membranáceo.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA dice de tamanho variável.27D. exceto do lado da micrópila – Fig. ARISTA – prolongamento ou apêndice. Swartzia e Copaifera (Fabaceae−Papilionoideae). ou pode ser carnoso-mucilaginoso. Polygala (Polygalaceae . como em Cucurbita e Lagenaria. inteiro ou lacerado. Maytenus e Celastrus (Celastraceae). recobrindo toda a superfície. ou pode ser um envoltório membranoso-hialino e ligado à extremidade hilar. maracujá (Passiflora sp. (Fabaceae–Mimosoideae – Fig.26. como em Cucumis e Melothria. curvo ou geniculado. das espiguetas ou dos antécios estéreis 38 .).27A). como em Momordica. (Magnoliaceae).27E). branco. Clusia (Clusiaceae =Guttiferae).) Sweet. Em Cucurbitaceae o arilóide pode ser fibroso ou piloso e mais abundante próximo à região dos bordos. ao redor do ápice do funículo. Nas Fabaceae–Papilionoideae apresenta-se como um anel ou um arco carnoso. mais ou menos rígido. ou pode ser como uma cobertura de pêlos. evônimo-da-Europa (Euonymus europaeus L. (Capparaceae) – sem ou com arilo vesiculoso – Fig. unilateral. Acacia molissima (Andrews) Willd.27H-H’ e Ulex (Fabaceae–Papilionoideae). 27F). reto.Fig. (Connaraceae – Fig. Mucuna. – Celastraceae). noz-moscada (Myristiaca fragans Houtt. Ex: Connarus sp. como em labe-labe (Lablab purpureus (L.). carúncula. recobrindo toda a semente e formando um falso arilo vermelho. Eriosema – arilo membranáceo Fig. como em Cucumis.). Dodonaea e Paullinia (Sapindaceae).-Hil. ARILÓIDE – termo usado para designar as estruturas carnosas formadas em torno do exostoma da micrópila. delgado. Talauma ovata A. Ver arilóide. estrofíolo. funículo. micrópila e sarcotesta. St.27C. ou como uma faixa ao lado do hilo. ocorre em Xylopia (Annonaceae).

calo com abundantes pêlos longos. (lf) e com antécio inferior aderido. que se desarticulam acima das glumas. glumas finamente escabrosas. geniculada. B. pediceladas. – Fig. inserida no dorso da lema fértil FIGURA 28 – Arrhenatherum elatius: A. Beauv.antécio superior. dura. D. Presl & C. a inferior (gli) com 1-nervura.16A]. ARREDONDADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. Presl – espiguetas comprimidas lateralmente. estreitas.0-)9.A das Poaceae (=Gramineae) ou de frutos de outras famílias botânicas. C’.antécio inferior. estendidos e de coloração 39 . Em Poaceae (=Gramineae) a arista geralmente é a continuação da nervura mediana de glumas ou lemas.continuação da arista. com dois antécios.0mm de comprimento. de coloração palha-clara. como nos aquênios de algumas espécies de Asteraceae (=Compositae – ex: Bidens pilosa L. com (8. mais curta do que os antécios e gluma superior (gls) com 3-nervuras e subigualando-se aos antécios. quando o ápice de um órgão (folha. ex J. segmento da ráquila se prolongada acima do antécio superior. como nos gêneros Arrhenatherum e Avena [Fig. antécio inferior (ani) com longa arista (asg) torcida. C.) P.0-10.27-30-31]. lemas com 5-7 nervuras. delgada. Arrhenatherum elatius (L.cariopse. reta e subulada [Fig. com o inferior estaminado (ani) e o superior fértil (ans). que se insere no dorso da lema (le) perto da base e listrada de castanho e amerelo-bronzeado. diminutamente escabrosas na metade superior e frequentemente com esparsos e longos pêlos esbranquiçados na metade inferior. antécio superior (fértil) com curta arista reta e subapical. ARISTADO(A) – provido de arista. páleas (pf) hialinas.espigueta. fruto ou semente) apresentam-se quase como um círculo.19A-A’). fruto ou semente) termina abruptamente em ponta longa. que tendem a ser mais longas do que as lemas e nervuras da carena bem juntas.

ASCENDENTE – que cresce obliquamente para cima.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA clara. de um craspédio. Arista geralmente quebrada nas sementes comerciais.segmentos) destacáveis ou das fragmentações transversais. ARTICULADO(A) – que se articula. deiscentes ou indeiscentes. ou pelo antécio fértil.Fig. Ver abcisão e desarticulação. devido ao beneficiamento. como em Aeschynomene e Ornithopus sativus Brot. . A unidade-semente é formada pela espigueta inteira (antécio fértil + antécio estaminado) e sem as glumas. alguns autores consideram que a altura varia entre 3-4m. como Raphanus raphanistrum [Fig. com fuste principal definido e na parte superior uma copa ramificada. como em Sorghum (Poaceae =Gramineae) [Fig. como pêlos. ou de um lomento. formando com o eixo um ângulo menor do que 90°.28].327]. amarelada ou castanho-clara. ÁRVORE – planta lenhosa com crescimento monopodial. ARTÍCULO – cada um uma das porções (ar . com cerca de 4-5mm de comprimento. 40 . só se ramifica depois de 2m de altura. típico de Fabaceae−Caesalpinioideae. ou pela cariopse. espinhos dirigidos para o ápice. unisseminados.321A-A’-A’’]. típico de Fabaceae (=Leguminosae)−Mimosoideae como do gênero Mimosa e de algumas espécies de Desmodium e Stylosanthes.29) ou síliqua lomentácea que ocorre em Brassicaceae =Cruciferae. ARVORETA – planta lenhosa com tronco principal definido e com uma copa ramificada. em vista latersal o lado dorsal é quase reto e o ventral convexo [Fig. provido de regiões predeterminadas onde podem ocorrer fragmentações. cariopse subcilíndica. ou de Fabaceae−Papilionoideae.

A ÁSPERA – diz-se da superfície de um órgão revestida com curtas pontas duras e irregulares. lobo ou prolongamento em forma de orelha na base [Fig. Acystacia. – Balsaminaceae). AURÍCULA – pequena projeção (lobo . ÁTROPO – ver óvulo ortótropo. como no beijo-de-frade (Impatiens balsamina L. fruto ou semente) se afila lentamente para um ângulo agudo [Fig. FIGURA 29 – Artículo de Ornithopus sativus. hidrocoria. ASTERACEAE – nome válido para a família Compositae. antropocoria. ornitocoria e zoocoria. ATROPURPÚREO(A) – coloração que varia de púrpura ao negro. AUTOCORIA – quando a dispersão de diásporos é feita pela própria planta. Ver auriculado. AURICULADO(A) – que tem aurícula.102E]. Coloração das sementes de Amaranthus e Chenopodium. Ver anemocoria.102 E]. ATENUADO(A) – diz-se quando o ápice ou a base de um órgão (folha. 41 . isto é.102P].au) na base de uma folha [Fig. ATROAVERMELHADO(A) – coloração que varia do vermelho-preto ao preto. Justicia e Ruellia (Acanthaceae). Folha com ápice atenuado – Eucaliptus saligna Sm. ASSIMÉTRICO – sem simetria. os frutos se abrem por pressão e lançam as sementes a distância.

com escabrosidade antrorsa sobre as nervuras. com longos e abundantes pêlos amarelados no lado dorsal.ráquis) pilosa. alongadas. Ver abcisão em Avena. 32]. 42 . antécio fértil estreitoelíptico. arista geniculada (asg). antécios aristados. membranáceas e persistentes na inflorescência (panícula). pálea com duas carenas ciliadas. que se desarticulam acima das glumas e entre os antécios. segmento da ráquila (seg . agudas. – espigueta com 1-6 antécios.30. de coloração parda (quando maduras). geralmente 7-nervadas. com dorso arredondado. cariopse delgada ou ligeiramente engrossada. ex Link – espigueta com 2-3 antécios. 31. glumas quase iguais no tamanho e geralmente 9-nervadas. duas glumas iguais ou su- biguais. de comprimento igual ou pouco menor do que a lema. A unidadesemente é o antécio-fértil. Seguem as características diferenciais das espécies de Avena: • Todos os antécios se desarticulam por abcisão completa: – Lema (lf) com dois diminutos dentes ou duas aristas terminais.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Avena sp. em vista lateral não evidentemente mais largo na porção mediana (na base da arista). geralmente com um antécio rudimentar adicional. mais curtas do que as glumas. lemas endurecidas quando maduras. Avena barbata Pott. dos antécios e entre os antécios). o tipo da abcisão é um caráter importante na distinção das espécies de aveia (abcisão da espigueta do seu pedicelo. cariopse firmemente envolta pela lema e pálea endurescida [Fig. Algumas características importantes podem estar presentes no antécio basal e ausentes nos antécios superiores. lema (lf) com duas aristas apicais. dificilmente é a cariopse nua. na extremidade alongada da ráquila.

31G. geralmente 7-nervadas. 31E. geralmente com um antécio rudimentar adicional aristado e com segmento da ráquila piloso e alongado. Avena fatua L. geniculada (asg). B-C-D. barbata. com escabrosidade antrorsa sobre as nervuras. calo arredondado ou oval. denso-ciliada nas carenas.A. glumas quase iguais no tamanho e geralmente 9-nervadas. fatua. inserida ao redor da porção mediana. denso ciliada nas carenas. G. – espigueta com 2-3 antécios.A. calo estreito-elíptico e circundado por um anel incompleto de pêlos. F. ápice 2-denticulada (que correspondem as terminações das nervuras das carenas). ápice bidenticulado (que corresponde às terminações das nervuras das carenas).A na porção superior e sobre as duas aristas apicais. segmento da ráquila (seg) se desarticula na base de cada antécio e com longos e duros pêlos castanhos na parte externa. sativa. e longos pêlos duros e castanhos na face dorsal (abaixo da inserção da arista) ou glabra. segmento da ráquila (seg) avermelhada. com escutelo ausente ou reduzido à fraca linha branca [Fig. 32E ]. com arista torcida. byzantina. lema (lf) com dois curtos dentes no ápice hialino.30G. circundado por um anel de pêlos castanhos. arista torcida. longos e estendidos ou curtos e compactos (densos). castanho-escura (quando madura). strigosa. pálea (pf) bicarenadas. antécio fértil estreito-elíptico.A. se desarticula na base de cada antécio e com longos e duros pêlos estendidos. E. de coloração mais clara e inserida pouco abaixo da porção mediana da lema. 32C]. com esparsos FIGURA 30 – Avena (antécio fértil lado ventral): AA. em vista lateral somente mais largo na porção mediana (na base da arista). levemente mais larga na porção mediana.A. 43 . cariopse oblonga. geniculada (asg).30E. pálea (pf) bicarenada. cariopse com escutelo conspícuo [Fig.

com escabrosidade antrorsa sobre as nervuras. pode-se afirmar que. Segundo DILLENBERG (1984) o material que deu origem à primeira descrição (o holotipo). arista quando presente reta ou geniculada. na realidade corresponde a Avena sativa L. em geral 7-nervadas. barbata. abaixo da inserção da arista. inserida na porção mediana ou pouco acima. mais raro alguns pêlos longos no lado dorsal.A. amarelada. fatua. F. strigosa. às vezes semi-geniculada e semi-torcida. G. aristada ou não (o que pode ocorrer na mesma inflorescência).30BC-D.A. E. sativa. lema (lf) com ápice inteiro ou bidentado. sativa. – espigueta com 1-3 antécios e com um antécio rudimentar adicional. Avena sativa L. 32B]. torcida na parte inferior e em geral com inflexão abaixo do ápice da lema. arista reta. na extremidade alongada do segmento da ráquila. portanto esta espécie deve ser considerada como sinônimo de A. o segmento da ráquila é partido na base do antécio basal ou próximo dela [Fig. glumas quase iguais no tamanho. B-C-D. de lisa a finamente granulosa. byzantina. glabra ou com tufo de pêlos (lateralmente sobre o calo). segmento da ráquila (seg) glabro.) – com características morfológicas iguais as de Avena sativa L.. FIGURA 31 – Avena (antécio fértil lado dorsal): A.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA • Todos os antécios se desarticulam por fratura: – Lema (lf) aguda e com dois diminutos dentes terminais. 31B-C-D. Avena byzantina K. cariopse não conspicuamente espessado na metade inferior e escutelo largo e evidente. que se encontra no Herbário de Beºrlim. Koch (incluída em Avena sativa L. o que comunga também com a opinião de outros autores.A.A. geralmente 9-nervadas.. às vezes. na porção apical da lema. 44 .A.

com arista geniculada e com inflexão abaixo do ápice da lema.A. – espiguetas com 1-2 antécios.30A.A. com duas longas aristas duras. 31F. sativa. com escabrosidade antrorsa sobre a porção terminal da lema e as aristas apicais. geralmente 7-nervadas. strigosa. segmento da ráquila piloso. glumas quase iguais tamanho e geralmente 9-nervadas. lema (lf) acuminada. diz-se do embrião quando ele se encontra no centro (no eixo) da semente [Fig. D. com escutelo largo e evidente [Fig. AXIAL – relativo ao eixo. de coloração mais clara e FIGURA 32 – Avena (antécio fértil vista lateral): A.A. inserida pouco acima da porção mediana da lema. 31A. barbata. segmento da ráquila (seg) sem desarticulação (antécios não se desprendem quando maduros). geralmente com um antécio rudimentar adicional. E. cariopse estreito-oblonga. escutelo largo e evidente. byzantina. 30F. bicarenada. ou do fruto (cápsula septífraga) 45 . de coloração escura (quando maduras) e nervuras mais claras. com duas longas aristas. Avena strigosa Schreb. 32D]. arista torcida. segmento da ráquila (seg) glabro ou às vezes com alguns pêlos e sem desarticulação (os antécios não se separam. este frequentemente aristado e com arístulas. glabra ou com tufo de longos pêlos restritos aos bordos da porção superior. 32A].A pálea (pf) bidenticulado (que corresponde as terminações das nervuras das carenas) e com densos cílios sobre as carenas. C. – Lema linear. fatua. quando maduros) [Fig. ciliada na porção terminal das carenas e nos dentículos apicais. cariopse levemente mais larga na porção mediana.A. geniculada (asg). B.A.33]. pálea (pf) com ápice bidenticulado (que corresponde as terminações das nervuras das carenas).

geralmente se refere a folha e ao caule ou a folha e o épicótilo. que se desarticulam abaixo da gluma superior.0mm de comprimento e com esparsos pêlos longos nas margens. lema fértil (lf) de glabra a alguns pêlos no ápice e com as margens recurvadas sobre a pálea (pf). na porção central. – espiguetas com dois antécios. gluma superior (gls) e lema estéril de agudas a sub-agudas. antécio fértil (lema e pálea) papiráceo. como nas Convolvulaceae. AXILAR – que fica na axila. gluma superior (gls) e lema estéril membranáceas. Axonopus sp. ângulo formado pelo encontro de dois órgãos ou FIGURA 33 – Axial (A). plurilocular. – espiguetas de ovaladolanceoladas a elíptico-lanceoladas. misturada as sementes beneficiadas. Raramente se encontra o antécio fértil. de 2. 33]. com agluma superior e lema estéril. iguais no comprimento e localizadas por cima da lema fértil. Ipomoea e Merremia. A unidadesemente é o antécio fértil. partes da planta (axila da folha – ângulo formado pelo pecíolo no ponto onde ele se prende ao caule). ao 46 . FIGURA 34 – Axonopus compressus (A-C-D) e A. fissifolius (B): A-B.cariopse.antécio fértil. C. sem gluma superior e sem lema estéril. D. gluma inferior ausente. Seguem as características diferenciais das espécies de Axonopus: Axonopus compressus (Sw. num gineceu sincárpico. Beauv. plano-convexas e acuminadas. os óvulos se inserem nos bordos de cada carpelo.espigueta. nos gêneros Convolvulus. antécio inferior reduzido apenas a lema estéril (pálea estéril ausente). onde ocorre a fusão dos carpelos [Fig. AXILA – ângulo formado entre a inserção de um órgão com o eixo no qual está inserido.) P. liso e glabro.0-3. Ver placentação axial. Axilar (B). ou no caso da placentação quando.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA quando as sementes estão presas no eixo central (columela).

antécio fértil branco-amarelado. (=Axonopus affinis Chase) – espiguetas de oblongas a ovaladas. de esverdeadas a violáceas. sub-obtusas ou agudas. com a central apagada.34B]. se 5-nervada com a mediana às vezes apagada (vestigial). 34A-C-D]. glabra ou com pubescência adpressa ao longo das nervuras.A longo das nervuras externas esparso-pubescentes ou glabras. obtusas ou subagudas. lema fértil (lf) do mesmo tamanho da gluma superior ou um pouco menor [Fig. Axonopus fissifolius (Raddi) Kuhlm. lema fértil (lf) de obtusa a subaguda e menor do que a gluma superior e a lema estéril [Fig. com 4-5-nervuras. 47 . antécio fértil de coloração palha. gluma superior (gls) e lema estéril linear-elípticas. com 2-4 nervuras.

.

.

Fig. 50 . carnosos. Fig. bacáceo. Bacáceo (ba) ocorre em Melastomataceae. Eugenia. uni.Phytolacca sp. ou com poucas sementes. que não se encontram envoltas por polpa.Coccocypselum sp. mostrando a invaginação da placenta no lóculo. não há nítida distinção entre os lóculos (lo). Mezilaurus (Lauraceae . melanídio.Fig.35). BACÓIDE – incluem os frutos indeiscentes. D. O fruto bacóide se classifica em: anfissarcídio.36B). Fonte B-C-D: Barroso et al. mas não são raros os oligospemos e até mesmo os unisseminados.Adenaria sp. indeiscente.36A). geralmente com um grande número de sementes. Brunfelsia e Cestrum (Solanaceae). 38B-C]. Adenaria (Lythraceae Fig. Mouriri sp.Fig. 36D). Cayaponia e Fevillea (Cucurbitaceae FIGURA 35 – Bacáceo (seção longitudinal) do abacate.Platycentrum sp. . não diferenciada. Myrciaria (Myrtaceae). Fonte: A-C-D-E: Barroso et al.36C).ou multisseminado. originado de um ovário ínfero ou semi-ínfero. Coccocypselum (Rubiaceae . mas não lenhosa. hesperídio. com espaço central dividido ou não por septos.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA BACÁCEO – fruto bacóide. FIGURA 37 – Bacídios: A. com pericarpo de pouco a muito espessado e endocarpo constituído apenas pela epiderme interna. Vitis e Cissus (Vitaceae) e Phytolacca (Phytolaccaceae) [Fig. solanídio e teofrastídio.37A-B-C-D]..Cinnamodendron sp. com mesocarpo carnoso e endocarpo membranáceo. como em Mutingia calabura L. Mouriri e Platycentrum (Melastomataceae). FIGURA 36 – Bacáceos: A.fruto inteiro e D. balaústio. 36E).. Ocorre em Potalia sp. esclereificada ou coriácea.seção transversal. com epicarpo geralmente fino e mesocarpo carnoso ou sucoso. (Loganiaceae . (1999). BACÍDIO – fruto bacóide.Fig. BMezilaurus sp.38A) e Schlegelia (Bignoniaceae Fig. E. (Tiliaceae) e nos gêneros Miconia.. C. indeiscente. Ver a descrição de cada um deles.: C. campomanesoídeo. origindo de um ovário ínfero ou semi-ínfero. Gomidesia e Myrcia (Myrtaceae). (1999).. B.. bacídio. com uma semente como no fruto do abacate (Persea americana Mill. nos gêneros Cinnamodendron (Canella-ceae .Fevillea sp.Fig. Sementes (s) envoltas por polpa sulcosa..

com membrana pectínica.fruto inteiro. mesotesta esclerótica e tegumento formado por células polposas. com funículo (f) longo e endosperma ausente.78 B. onde se alojam as numerosas sementes. FIGURA 40 – Balausta de romã. que se rompe no ápice e libera a primeira folha (eófilo) ou a plúmula (pl).Potalia sp.39FIGURA 38 – Bacóides: A. o mesmo que coleóptilo (cop) [Fig. BAINHA – parte basal ou achatada da folha.40]. em geral membranácea. amarelo- FIGURA 39 – Bainha avermelhado. Difere da IíguIa por não ter vasos condutores. BAINHA COTILEDONAR – porção basal do tecido cotiledonar que aparece nas plântulas de Monocotiledôneas. com pericarpo carnoso-coriáceo. com endocarpo fino. que a prende ao caule [Fig. bai. C. BAGA – termo genérico.. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos macios. (1999). mais freqüentes no ápice [Fig.B BACTÉRIA – vegetal unicelular. 172D-bai]. com sarcotesta translúcida. originado de um ovário ínfero. com carpelos dispostos em dois estratos. 51 . BALAUSTA ou BALAÚSTIO – fruto bacóide carnoso.corte longitudinal mostrando as sementes. − Punicaceae) [Fig. Fonte: Barroso et al. que crescem em tufos e em diferentes partes da superfície. multisseminado. muito usado como sinônimo de solanídio. raramente celulósica e em geral com menos de dois micras. como uma pequena protuberância. Schlegelia sp.204B]. indeiscente. sem núcleo diferenciado e sem clorofila. BARBADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. internamente dividido em cavidades. como o fruto da romã (Punica granatum L.: B. 187].

BICARENADO – estrutura com duas quilhas (carenas). Fonte B-C-: Barroso et al.Pteropegon sp. BERTOLONÍDIO – fruto capsulídio e que ocorre no gênero Bertolonia (Melastomataceae). 52 . com duas ou mais alas.Thiloa sp. ovário ínfero e provido de alas derivadas de expansões do hipanto. parte de uma estrutura perto do ponto de união ou de origem.41A-B-C]. antropocoria. BASE – parte de um órgão que está mais próximo ao ponto de inserção. hidrocoria. refere-se também à extremidade da radícula da semente. Ver anemocoria. o que só pode ser visto de cima.. o mesmo que bienal. BIANUAL – diz-se da planta que completa seu ciclo vegetativo em dois anos. originados de um FIGURA 41 – Betulídios: A. floresce e frutifica. que segundo BARROSO et al. podem ocorrer exceções. BASAL – relativo à base. no primeiro ano desenvolve a parte vegetativa e no segundo. Terminalia e Thiloa (Combretaceae) e Pteropegon (Cucurbitaceae) [Fig. ornitocoria e zoocoria. (1999) apresenta três deiscências loculicidas somente na porção superior. (1999). B-C. como no abacate e manga. (em inglês: basionym).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA BAROCORIA – quando a dispersão de diásporos é feita pela ação da gravidade. de onde tem um aspecto radial. como nos gêneros Combretum. BETULÍDIO – designação dada aos frutos nucóides. O pericarpo pode ser lenhoso ou coriáceo. BASINÔMIO – em taxonomia: é o primeiro nome dado (reconhecidamente conferido) a um táxon. autocoria.

42).lábio. como a corola da boca-de-leão (Antirrhinum majus L. BINÔMIO – em taxonomia: nome científico dado a uma espécie botânica. Ipomoea hederacea (L.) Jacq. que se divide transversalmente em dois artículos superpostos. Anemone. formado por dois vocábulos latinos (gênero e espécie). diz-se da corola gamopétala e zigomorpha. – FIGURA 42 – Bilabiado: lb. e Ipomoea invisa (Vell.Fig.110A’].) Hallier (Convolvulaceae). como as folhas de Bauhinia forficata Link e folhas cotiledonares de Ipomoea carnea Jacq. Scrophulariaceae . BÍFIDO(A) – órgão fendido em duas partes. Ranunculus (Ranunculaceae). indeiscente. onde as pétalas se distribuem nitidamente em dois lábios superpostos. Fruto (solanídio) de Capsicum chinense L. BILOMENTO – síliqua lomentácea. Erodium e Geranium (Geraniaceae) e Geum (Rosaceae). BICRENADA(O) – diz-se quando a margem de uma folha apresenta dentes arredondados que por sua vez também estão crenados [Fig.322]. Encontra-se nos frutos dos gêneros Adonis. em geral na porção superior e que não ultrapassa a metade do comprimento do referido órgão.B BICO – prolongamento longo e pontudo de um órgão (fruto ou semente). (Solanaceae). BILABIADO(A) – que tem dois lábios (lb). o superior globoso e fértil. como nos frutos do gênero Rapistrum (Brassicaceae) [Fig. BILOCULAR – diz-se do ovário ou do fruto com dois lóculos. BIENAL – o mesmo que bianual. 53 ..

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA BIPARTIDO(A) – qualquer órgão com incisão apical que se extende por quase todo o comprimento.) Sweet. & Schult. BLASTOCÁRPICO – diz-se da semente que germina no interior do fruto. – antocarpo obcônico.) Roth. BISERREADA(O) ou DUPLOSERREADA(O) – diz-se quando os dentes de uma margem serreada também estão serreados [Fig. como as das plantas do mangue. com (2.43]. reto ou longitudinalmente curvado. ou as divisões primárias também estão divididas [Fig. BLASTOCARPO – diz-se do fruto cuja semente germina antes de sair do pericarpo.) Choisy e Ipomoea triloba L. 54 .5-)3. dividindo-o em duas partes. Ipomoea nil (L. [Fig.folíolo. ra. BISSEXUAL – diz-se da flor que tem órgãos masculinos (estames) e femininos (pistio). Boerhavia diffusa L. Ipomoea cairica (L.1mm de comprimento (var. BIPINATÍFIDA – que tem folha composta bipinada. (Fabaceae-Caesalpinioideae).raque..110B’]. BISPÉRMICO – diz-se do fruto que contém duas sementes. mas que permanece unido pela base como as folhas cotiledonares de Ipomoea asarifolia (Desr.. Ipomoea ramosissima (Poir.) Roem.176].7-4. que ao cair já trazem o embrião em desenvolvimento. BIPINADA – quando a folha composta está duplamente pinada ou dividida.) Raf. Folha de Delonix regia (Bojer ex Hook. diffusa) ou FIGURA 43 – Bipinada: fol.

– cremocarpo formado por dois carpídios piriformes. BOLOTA – tipo de núcula envolta na base pela cúpula. de contorno ovalado e em seção transversal estreitoelíptico.1mm de comprimento (var. na var.109F-G-H]. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio.0-1.B cerca de 2. leiocarpa) por 1. 55 . lado ventral (da comissura) côncavo e muito estreito. fruto do carvalho (Quercus robur L.44). com base arredondada e atenuando gradativamente para um ápice agudo-obtuso. diffusa: com pêlos glandulosos e brancos entre as cinco nervuras longitudinais conspícuas.0mm de comprimento.15A-B-C]. fosca. FIGURA 44 – Bolota. BOLBILHO – o mesmo que bulbilho. tuberculada e com cinco sulcos longitudinais. na var. superfície castanho-amarelada ou acinzentada.1mm de largura. A unidadesemente é o antocarpo. – Fagaceae – Fig. leiocarpa: glabra.6-2. fosco e com esparsos pêlos estelados [Fig. com cinco costelas longitudinais inconspícuas e com as laterais viradas para o lado ventral. mais claras e espessas. Bowlesia incana Ruiz & Pav. formada pelo receptáculo ou pelo cálice persistente. porque o lado ventral é fortemente convexo. núcula globosa com pericarpo reduzido a fina película e que internamente se justapõem ao tegumento membranáceo e externamente ao espesso antocarpo [Fig. BORDO – o mesmo que margem. com 1. com ápice arredondado e atenuando-se para uma base estreita. de coloração castanho-amarelado-clara.

com 5-7(-9) nervuras relativamente próximas. dictyoneura. formado pela lema fértil (lf) com 5-nervuras inconspícuas. brizantha. B-D-G-J-M-P. decumbens.B.gluma inferior. O-P. reduzida ou rudimentar. antécio superior (apical) fértil ou bisexual crustáceo.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 45 – Brachiaria (espiqueta): A-B.B. formado pela lema estéril (le) com 5-9(-11) nevuras e as laterais um pouco mais afastadas da nervura mediana e pela pálea estéril hialina. binervada.lado ventral. tão longa quanto a lema estéril.B. de ovada a oblonga. Brachiaria sp.B.B. I-J-K. geralmente papilosa-rugosa ou estriada. K-N. ápice incospicuamente apiculada ou mucronado (ponta aguda e curta). tão longa quanto a espigueta. E-H. – espigueta com dois antécios. 2-glumas de textura papirácea e desiguais na forma e no tamanho. antécio basal estéril ou estaminado (masculino) membranáceo. mais ou menos plano-convexa ou biconvexa. raramente. C-D-E-F-G-H. segmento da ráquila entre a gluma inferior e a superior. segunda gluma ou gluma superior (gls) mais ou menos do mesmo comprimento da lema estéril.lado dorsal. com linha de ruptura conspícua e aréola (are) deprimida. primeira gluma ou gluma inferior (gli) voltada para o ráquis e geralmente menor ou. ou às vezes.lema estéril ou estaminada. humidicola. L-M-N. mais ou 56 . ruziziensis: A-C-F-I-L-O. plano-convexo.

como um desenho ± conspicuamente estriado. área do embrião dorsal e cerca da ½ a ¾ comprimento da cariopse [Fig. de contorno ovalado ou arredondado.0-2. com hilo sub-basal-ventral e punctiforme. de textura mais fina e conspicuamente convexo-encurvados sobre a cariopse. 46]. A-C-E-IK.45.5mm de largura. superfície glabra ou esparso-pilosa no ápice. ex A. Brachiaria brizantha (Hochst. ruziziensis. C-D-E-F. A unidade-semente é a espigueta.B. dictyoneura. Seguem as características diferenciais das espécies de Brachiaria: FIGURA 46 – Brachiaria (antécio fértil): A-B. B-D-F-H-J-L.B. K-L. humidicola.B. de coloração palha e frequentemente com pigmentações púrpuras ou tingida de 57 .lado dorsal.B.) Stapf – espigueta oblonga ou elíptico-oblonga. com duas conspícuas carenas espessadas. hipocrepiforme-arredondada perto da base. brizantha.B. ápice levemente obtuso ou subagudo. G-H.lado ventral. com cerca de 6.0mm de comprimento por 2. decumbens. pálea fértil (pf) tão longa quanto a lema fértil. I-J. raras vezes o antécio fértil. lustrosas. esta achatada.B menos lustrosa. Rich. margens lisas.

gluma superior (gls) ovada. finamente estriada e com curto ápice obtuso e encurvado. glabra. pálea fértil (pf) menos convexa no dorso. com 5-nervuras e com agumas nervuras transversais perto do ápice. com 5-nervuras e com agumas nervuras transversais anastomosadas (unidas). ápice esparso-piloso ou glabro. glabrescente ou esparso-hirsuta no ápice. com 7-11 nervuras. glabras. antécio fértil ovado. achatada no dorso. com mais de ⅓ do comprimento da espigueta. Brachiaria decumbens Stapf – espigueta obovada-elíptica. lema estéril (le) semelhante à gluma superior. com ápice curto-encurvado. esparsopilosa no ápice. ligeiramente mais curta do que a lema estéril. gluma inferior (gli) largo-ovada. glabrescente ou pilosa.45A-B. poucos pêlos ou glabrescente. 46A-B]. com cerca de 4mm de comprimento por 2mm de largura e de coloração 58 . abraça a base da espigueta. com 7-nervuras e com agumas nervuras transversais perto do ápice.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA púrpura. pálea estéril tão longa quanto a lema. às vezes. às vezes. antécio fértil oblongo ou elíptico-oblongo e de coloração palha. base atenuada e com conspícuo e grosso pedúnculo. ápice agudo. gluma inferior (gli) largo-ovada. lema estéril (le) semelhante à gluma superior. com 4-5mm de comprimento por cerca de 2mm de largura. tão longa quanto a espigueta. com mais de ⅓ do comprimento da espigueta. com extremidades das nervuras anastomosadas (unidas). com extremidades das nervuras anastomosadas (unidas) e algumas nervuras transversais na porção superior. acuminada. gluma superior (gls) ovada. com 9-11 nervuras. ligeiramente menor do que a lema [Fig. ligeiramente mais curta do que a lema estéril. abraça a base da espigueta. lema fértil (lf) elípticoovada. com 7-nervuras e com agumas nervuras transversais perto do ápice.

pálea fértil (pf) plana. coloração e pilosidade. glabra. acuminada e finamente estriada longitudinalmente. adpressos e mais longos na porção superior. opaca. gluma inferior (gli) largo-oblonga.45C-D-E-F-G-H. com cerca de 5mm de comprimento por 2mm de 59 . tão longa quanto a espigueta. com as margens se encontrando na base da espigueta. lema fértil (lf) obovada. membranácea. antécio fértil de coloração palha ou amerelo-escura. com longos pêlos brancos. finamente transversorugosa. com densas nervuras transversais anastomosadas (unidas). de coloração verde-clara. plicada e nervuras finamente reticuladas no ápice. 46I-J]. – espigueta ovadoelíptica. membranácea. margens terminam em fina membrana. lema fértil (lf) ovada. lema estéril (le) largo-ovada. muito menos longa do que as glumas e a lema estéril. com 6-7mm de comprimento por cerca de 2. Brachiaria dictyoneura (Fig. mucronada. pálea fértil (pf) levemente convexa no dorso. cariopse ovada e de coloração palha [Fig.7mm de largura e de coloração palha [Fig. quase glabra no centro. Brachiaria humidicola (Rendle) Schweick. menos larga do que a gluma inferior. cariopse ovada ou obovada.5mm de largura. geralmente de coloração púrpura-escura ou verde. ligeiramente mais curta. com 5-nervuras e com densas e longas nervuras transversais anastomosadas (unidas). pálea estéril largo-elíptica. tão longa quanto a lema estéril. ápice obtuso. com 4-5mm de comprimento.0mm de comprimento por 1. semelhante a gluma superior em textura. com 9-11 nervuras.45L-M-N. com cerca de 3.) Stapf – espigueta obovada ou largo-oblonga. 7-9 nervuras. & De Not. pilosa. gluma superior (gls) oblonga. 46C-D-E-F].B amarelo-clara.

gluma superior (gls) ovóide. E. levemente plicada. 46G-H]. membranácea.lado ventral.1)mm de espessura. 45I-J-K. quase branca ou parcialmente púrpura. finamente transverso-rugosa e com 5-nervuras conspícuas. ligeiramente mais curta.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA largura. – espigueta ovada-elíptica ou ovalada. pálea fértil (pf) levemente convexa no dorso. cerca de ⅓ do comprimento da espigueta. glabra.0mm de largura. com 4-5mm de compri-mento por 2. 10-11-ner- 60 . gluma inferior (gli) largo-ovada. ápice subagudo. FIGURA 47 – Brachiaria plantaginea . biseriada e inseridas alternadamente num ráquis ligeiramente alado.lado dorsal. lema fértil (lf) obovada. tão longa quanto a espigueta.lado dorsal. de plano-convexa a achatada.5mm de comprimento por 2. 7-9 nervuras e com nervuras transversais anastomosadas (unidas). 9-11 nervuras. antécio fértil: D. apiculada. antécio fértil de coloração palha ou branca (na maturação) com cerca de 3.0-2. amarelada-clara.espigueta: A. fino-membranácea. pálea estéril largo-ovada. devido ao tamanho da gluma inferior e da lema fértil. glabra. de coloração amarelada ou púrpura-escura ou com aparência púrpura. duros e grossos. B. semelhante a gluma superior em textura e coloração. Cpálea estéril. com aparência arredondada e mais aberta. de coloração verde-clara. com longas nervuras transversais anastomosadas (unidas) e quase glabra no centro.9-1. com esparsos pêlos longos.lado ventral.5mm de largura e 0. com 1-2 nervuras transversais no ápice. guma inferior (gli) largo-ovalada. lema estéril (le) ovóide. Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc. margens se encontram na base da espigueta. tão longa quanto a lema estéril e com carenas endurescidas. do que as outras espécies do gênero. estramínea. menos larga do que a gluma inferior. glabra.0(-1. margens terminam em fina. abraça a base da espigueta. com 5-nervuras. cariopse obovada e de coloração palha [Fig.

Evrard – espigueta ovada.2mm de largura e 0. embrião cerca da ½ do comprimento da cariopse. tamanho e textura. 11-nervuras. & C. gluma superior (gls) de ovalada a ovalada-elíptica. mancha hilar punctiforme e sub-basal [Fig. amarelado. cariopse ovalada-arredondada.7-0. antécio estéril com lema estéril (le) 5-nervada e muito semelhante a gluma superior em forma. ligeiramente menor do que a lema fértil. ápice apiculado. pálea fértil (pf) com dorso convexo.8mm de espessura. com cerca de 5mm de comprimento por 2mm de largura. antécio fértil ovalado. com 9-nervuras e com nervuras transversais anastomosadas (unidas) ausentes ou inconspícuas perto do ápice.6(-4.0)mm de comprimento por 2. com conspícuas nervuras anastomosadas (unidas) no ápice. com 7-nervuras. glabro. acuminada. abraça a base da espigueta. tamanho e textura. gluma inferior (gli) largo-ovada. com fina rugosidade transversal (45X) e nervuras fracamente visíveis. glabra.47].M. ápice subagudo. lema fértil (lf) obovada ou elíptica.0-2. apiculada. Germ. pálea estéril largo-elíptica e tão longa quanto a lema estéril. gluma superior (gls) ovada. lema estéril (le) semelhante a gluma superior em forma. do mesmo comprimento do antécio fértil.2-3. crustácea. achatada e amarelada. pálea estéril largo-elíptica e tão longa quanto a lema estéril. 5-nervada. cerca da ½ do comprimento da espigueta. antécio fértil ovado-elíptica. com pêlos longos e brancos na porção superior e nas margens. plana ou levemente deprimida no dorso. lema fértil 61 . com extremidades das nervuras e algumas nervuras transversais anastomosadas (unidas) perto do ápice. glabra. com (3. com longos pêlos brancos no ápice e nas margens. Brachiaria ruziziensis R. com dorso plano.B vada.0-)3.

B. Briza sp.206]. quase lisa e com 5-nervuras conspícuas. Bractéola fértil ou lema fértil ou pálea fértil. sem carena e com ala lateral ou lema lanceolada.B.vista dorsal da lema. que no eixo das Poaceae (=Gramineae) se estende por baixo de uma flor ou de uma espigueta. BRACTÉOLA – bráctea de segunda ordem (secundária) ou glumela.gls) herbáceas. mucronada ou aristada. como em Acanthospermum (Asteraceae =Compositae) [Fig. textura. plurinervada. – espiguetas multifloras (unidade-semente múltipla) que se desarticulam acima das glumas (inferior . antécio fértil: B-D. G. com dorso giboso (núcleo seminífero em forma de carúncula). geralmente modificada ou semelhante a escama.pálea fértil. C-E. pálea fértil (pf) 62 . geralmente bem menor do que a bráctea.vista ventral.B. antécio fértil com lema (lf) largo-cordiforme. poaeompha. F.vista lateral da lema. BRADIACARPO – que frutifica depois do inverno.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA (lf) obovada. Aespigueta.157] e Phalaris [Fig. um ano após a floração.269]. finamente estriada. glabra ou pilosa. pálea fértil (pf) levemente convexa no dorso. subaristata.46K-L]. É diferente das folhas normais pela forma. etc. tamanho. coloração.45O-P.gli e superior . G. Fig. que na maturação se tornam rijas e formam um invólucro que envolve o aquênio. ápice com curto mucro. ligeiramente mais curta [Fig. como em Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Oryza [Fig. C-D-E-F. minor. BRASSICACEAE – nome válido para a família Cruciferae. Brácteas involucrais ou Invólucro-de-brácteas – cada uma das brácteas internas da flor feminina. FIGURA 48 – Briza: A-B. BRÁCTEA – folha reduzida.

3-0. de orbicular ou elíptica a lanceolada. lisa ou com papilas entre as carenas. truncado. muito menor do que a lema. Briza minor L.0mm de comprimento por 1. ápice subagudo. com ala membranácea e ápice bífido antécio fértil transverso-ovalado-escavado.48A-B]. elíptico ou linear [Fig. de coloração amarelo-avermelhada. hialina. membranácea. segmento da ráquila pequena.7-1.B bicarenada. de coloração amarelada.48]. com cerca de 2mm de diâmetro. base cordiforme.8(-1. de 8-10mm de comprimento por 5mm de largura e 0. 63 . com 1. ápice obtuso e mútico. adpressa a lema fértil. atinge até a ½ do comprimento ou pouco mais. pálea fértil (pf) plana. lema fértil (lf) gibosa. – antécio fértil escavado-ovalado. membranácea e de coloração palha.7)mm de comprimento por 0. suborbicular. levemente encurvada e de 0. glabra ou pilosa. com carenas glabras e com pêlos retrossos entre elas.6mm de largura [Fig. ápice hialino.5mm de largura e 0. sem giba. esparso-pilosa no dorso. segmento da ráquila divergente.2mm de espessura. margem alada. divergente -encurvada. cariopse com 0. – gluma inferior (gli) cordiforme.8mm de comprimento por 0. cariopse com 1.52. pálea fértil (pf) de elíptica a suborbicular.2-1. cariopse com hilo punctiforme. de coloração palha e com 7-nervuras castanhoavermelhadas.5mm de comprimento. A unidade-semente é a espigueta ou o antécio fértil. margem alada. adpressa a lema fértil e cerca da ½ do seu comprimento. hilo linear.6-0. giba com grossos pêlos hialinos. base cordiforme. Seguem as características diferenciais das espécies de Briza: Briza maxima L.3mm de espessura.5mm de espessura.5-2. ápice obtuso.6mm de largura e 0. lema fértil (lf) côncava.3-0. inteiro ou algo recortado.

base cordiforme. pálea fértil (pf) de elíptica a elíptico-lanceolada.9-5. hilo elíptico [Fig. mútico ou com curto múcron.3mm de comprimento por 0.48G]. glabras ou pilosas. com 2.9mm de largura. ápice de subagudo a agudo. Briza subaristata Lam.4-7. subagudas. com glumas (gli – gls) persistentes. – espigueta comprimidas dorsiventralmente.6mm de largura. giba glabra ou com pêlos. segmento da ráquila divergente e curta. cariopse com 0. obtusa.0-1. com nervura central conspícua.9-1.0(-4. antécio fértil com lema (lf) largo-elíptica.0)mm de largura.5mm de comprimento por 0.3-0.0mm de largura. margem alada. gluma inferior em geral menor 64 . cariopse com 0. com conspícuo apêndice apical. membranácea e de coloração palha. largo-elípticas e escabrosas na carena. margem não alada.4-0. glumas agudas.9-2.8mm de comprimento por (0. – espiguetas multifloras (unidade-semente múltipla) que se desarticulam acima das glumas (inferior e superior) e entre as lemas. glumas (inferior – gli e superior – gls) largo-elípticas. segmento da ráquila diminuto.0-2. Bromus sp. papilosa-escabrosa no ⅔ superiores.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Briza poaemorpha (Presl) Henr.7mm de largura. de 1.8-4.48C-D-E-F]. com carenas lisas ou com cílios muito curtos e com aspereza tuberculada entre elas.5mm de largura. pálea fértil (pf) de elíptico-orbicular a orbicular. – espigueta suborbicular. de coloração amarelada. às vezes.6-1.5mm de comprimento por 1.2mm de comprimento por 0. de 1. curto-ciliada sobre a porção superior das carenas.5(-7. hilo elíptico [Fig.7-1. antécio fértil com lema (lf) gibosa. com 1. menores do que os antécios. comprimida lateralmente.5)mm de comprimento por 0.5-0.2-1.

segmento da ráquila (seg) com lado dorsal achatado e ventral (externo) arredondado e abaulado na porção superior. com 8-12mm de comprimento por 2-3mm de largura. reta.B do que a superior. glumas lanceoladas. com (18-)26 (-37) mm de comprimento por (3-)7mm de largura. carenas com curtos cílios [Fig. ápice bidentado. cariopse com ápice piloso. hilo linear [Fig. mucronada ou aristada. ex Nees – espiguetas elípticas. de (1-)3-6mm de comprimento. glabra.49A-B]. com 7-11 nervuras. de subglabras a pubescentes. A unidade-semente é o antécio fértil.5mm de largura. agudas.0-3. com 8-13(-15)mm de comprimento por 2. calo plano e inclinado para o lado ventral do antécio. menor do que a lema. de modo que aparenta estar paralelo ao eixo do antécio. o tamanho do antécio varia de acordo com sua posição na ráquila e as medidas não incluem a da arista. glabra ou pilosa. bicarenada e carenas com asperezas antrorsas e dorso glabro. antécio fértil com lema (lf) convexa ou carenada.49]. Seguem as características diferenciais das espécies de Bromus: Bromus auleticus Trin. lisa ou dorso papiloso. a inferior com (1-)3-5-nervuras.5mm de largura e a superior com 3-5-nervuras.82. com ápice agudo ou bidentado. em geral aderida à pálea. lisa ou com aspereza antrorsa. ápice agudo e fortemente comprimidas lateralmente. Bromus catharticus Vahl (= B. 1-5-nervuras. ápice com 2-dentes obtusos. de dorso aplanado ou arredondado. 65 . entre os quais a arista (as) terminal ou subapical. com 5-10(-13)mm de comprimento por 0. unioloides Kunth) – espiguetas ovadolanceoladas. lisa ou com aspereza antrorsa sobre o dorso. mútica. pálea fértil (pf) subigualando-se a lema. gluma superior 3-9-nervuras. antécio fértil com lema (lf) lanceolada. pálea fértil (pf) lanceolada.

5-)3. tectorum. lado ventral: B-C-H-K-O-Q. cariopse: E-I.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA glumas lancelolado-agudas. C-D-E. multinervadas e com magens hialino-membranáceas. vista lateral: D-F-L-P-R. rigidus. Q-R. sterilis.B. de coloração palha ou castanho-amarelada e algumas vezes púrpura.B. J-K. L-M. N-O-P.B. inermis.B. G-H-I. auleticus. catharticus. secalinus.B.B. hordaceus. F.0mm de largura. carenadas. FIGURA 49 – Bromus (antécios férteis): A-B.B. antécio fértil com (10-)1517(-20)mm de comprimento por (2. com lema (lf) lanceolada. frequentemente esverdeada (imatura). 66 . lado dorsal: A-G-J-M-N.B. papiráceas.0-5. K’-prolon-gamento da arista (as) de K.

glabro ou curto-pubecente. segmento da ráquila (seg) com 2-4mm de comprimento. com carenas ciliadas na porção superior e dorso liso. de 6-8(-10)mm de comprimento. encobre quase totalmente a pálea e a cariopse. nervuras e às vezes os interespaços finamente hispídulos. geralmente com rugas transversais entre as 7-nervuras. com a inferior menor do que a superior. de coloração cinza-amarelada ou verde-amarelada. ápice bidentado. lado ventral com sulco profundo (cerca de ⅓) e muito estreito [Fig. papirácea. base atenuada.B muito comprimida lateralmente. mais larga abaixo da porção mediana. cariopse aderida à pálea. comprimida lateralmente. reto ou um pouco abaulado longitudinalmente. com 3-9mm de comprimento por 0. antécio fértil obovado-oblongo. alarga-se ligeiramente em direção ao disco apical reto. pilosas.2-1. ápice agudo ou com múcro de até 3(-5)mm de comprimento.7-1. 3-5 nervuras e a mediana carenada. de 10-24mm de comprimento por 2. (=Bromus mollis L.49C-D-E].0mm de largura e 1. lema fértil (lf) de elíptica a estreito-obovada.3mm de largura.) – espiguetas denso-pilosas. com ápice truncado. pálea fértil (pf) estreito-lanceolada. segmento da ráquila (seg) com cerca de 1mm de comprimento. calo punctiforme e 67 . pálea fértil (pf) largo-acanalada. de (6-)7-9(-11)mm de comprimento (exceto arista) por 2. levemente encurvada longitudinalmente. Bromus hordaceus L.0-3. com 6-8mm de comprimento. diminutamente curto-pubescente. glumas ovalado-lanceoladas. calo glabrescente ou finamente piloso.8mm de espessura. lado dorsal plano.6mm de largura. mais curta e mais estreita do que a lema. estas mais conspícuas perto da base e a mediana estendendo-se em arista (as) subapical. dorso glabro e carenas esparso-pilosas.

alongado-ovalada. de coloração amarelo-clara ou de castanho-acinzantada a castanho-escura.0mm de comprimento. reto. com pubescência espranquiçada. de 1220mm de comprimento (exceto a arista) por 1.) Koch) – antécio fértil alongado-ovalado. de coloração castanha. segmento da ráquila (seg) subcilíndrico. – antécio fértil elíptico. base arredondada. lateralmente pouco comprimido. de (9-)10-12mm de comprimento por 1.5-3. afilando para o ápice.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA circundado por estreita calosidade. 3-5-nervuras e com a mediana mais conspícua. cariopse aderida à pálea.49G-H-I]. afilando para as duas extremidades. mais estreita do que a cariopse. Bromus rigidus Roth (= Bromus villosus Gmel.5mm de espessura. ápice arredondado.5-1. lado dorsal glabrescente ou esparso-puberulenta perto da base.0mm de espessura. com lado dorso plano-convexa e ventral com sulco raso [Fig.3-0.. alargando um pouco para o ápice.5-3. com 7-8mm de comprimento por 1. afilando para uma base pontuda.8-2. conspicuamente mais larga do que a cariopse. com 6mm de comprimento por 2mm de largura e 1mm de espessura. lema fértil (lf) de plana a levemente convexa (com margens levemente viradas). fino.2mm de largura 68 .0mm de largura e 1. de coloração castanha.49F]. Bromus inermis Leyss.8mm de largura e 0. villosus (Gmel. igualando-se ou levemente maior do que a cariopse e a pálea. achatada. arista (as) com 1-2(-3)mm de comprimento ou ausente. de 2. lado ventral com estreita costela longitudinal [Fig. pálea fértil (pf) plana. Bromus squarrosus L. carenas com densos e curtos pêlos finos. var. cariopse aderida à pálea e visível externamente através dela.

49J-K]. margens retas ou encurvadas sobre a pálea.0mm de largura e espessura. cariopse aderida ao antécio. mais largo acima da porção mediana e afilando gradualmente para uma base arredondada e abruptamente para um ápice obtuso. com lado dorsal reto e ventral levemente convexo e com estreito sulco longitudinal profundo [Fig. ápice com duas finas cerdas membranáceas de 4-5mm de comprimento.6-2. de coloração castanho-escura. com nervura mediana conspícua e que se estende.5-2. estreitooblonga.0mm de largura e espessura. com curta pilosidade esbranquiçada mais densa na base.5-1. lema fértil (lf) não comprimida lateralmente. calo fosco. pálea fértil (pf) com carenas muito próximas e com esparsa e curta pilosidade. da ½ inferior até ¾ do antécio. nervuras laterais 69 . – antécio fértil de oblongo a estreito-elíptico em contorno e hipocrepiforme em seção transversal. margem encurvada para o lado ventral. alargando um pouco para o ápice e curtopubescente. a 4-6mm abaixo do ápice.8mm de espessura. punctiforme e com curta-pubescência esbranquiçada e ascendente. lema e pálea fértil + cariopse ± iguais no comprimento. principalmente. segmento da ráquila (seg) de 3-4mm de comprimento.B e 1. de coloração amarelo-acinzentada a castanho-acinzentada. aproximadamente da mesma largura da cariopse. com 10-12mm de comprimento (muito mais curta do que a lema e não alcançando as cerdas apicais) por 1. lema fértil (lf) de coloração castanhoamarelada a castanho-púrpura. rugosa-escabrosa e com 35(-50)mm de comprimento. Bromus secalinus L. em uma arista (as) muito dura. lado dorsal reto. ápice obtuso. com 7-9mm de comprimento (exceto a arista) por 1. afilando para as duas extremidades pontudas. hialinas da porção mediana ao ápice. reto ou levemente encurvada longitudinalmente.

lado dorsal convexo.3-)1. pouco mais estreito perto do ápice. lado dorsal convexo e ventral com sulco longitudinal em forma de ‘V’ [Fig. comprimida lateralmente. aproximando-se uma da outra e extendendo-se para dois dentes apicais de 2-3mm de comprimento.0)mm de largura e 1. de coloração cinza-amarelada e lema frequentemente tingida de castanho-escura a vermelho-púrpura ou púrpura-escuro (antécio maduro).8mm de diâmetro. com (5.5-)6. margens conspicuamente voltadas para o lado ventral e que se afilam gradativamente do ápice arredondado para a base aguda. glabro ou lateralmente curtopiloso. margens estreitohialinas. oblongo-ovalada. mas que algumas vezes pode estar ausente. arista reta ou com abrupta torção ou curvada na ½ ou acima.5-8. pálea fértil (pf) côncava (com sulco ± profundo). segmento da ráquila (seg) de 1-2mm de comprimento. – antécio fértil estreito-oblongo.5-2. que geralmente se estende para uma arista (as) subapical de 3. lema fértil (lf) comprimida lateralmente.0mm de comprimento por (1. nervuras muito conspícuas e com a mediana se estendendo. com curta-pubescência inconspícua.0mm de espessura. pálea fértil (pf) com 70 .8(-2. lado dorsal achatado (porção deitada sobre a pálea) e ventral arredondado. ápice arredondado e carenas hispídulo- ciliadas. calo com calosidade aneliforme.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA inconspícuas e mediana conspícua. de coloração amarelada a cinza. com 10-15(-18) mm de comprimento (exceto a arista) por 1. viradas para o lado ventral. longitudinalmente encurvado (no antécio maduro). conspicuamente rugosa-escabrosa.0mm abaixo do ápice. cariopse aderida ao antécio.49L-M]. em uma arista (as) escabrosa com 15-25mm de comprimento.51.5-1.0-6. Bromus sterilis L.5mm de comprimento. a 1.

margens levemente encurvadas e que se extendem para dois dentes apicais. lustroso. reta ou curvada para o dorso e de até 12(-15)mm de comprimento.49N-O-P]. alargando-se ligeiramente para o ápice. superfície finamente pilosa e margens com pêlos cerdosos de tamanho variado. com curta-pilosida fina. de coloração castanha e com estreito sulco profundo [Fig. a 2-3mm abaixo do ápice. glabro ou com tufo de curtos pêlos em cada extremidade. viloso. Bromus tectorum L. ápice obtuso e diminutamente entalhado. estreito-oblonga.21.0-1. com longos e esparsos pêlos finos nas carenas. de 2.2mm de espessura. em geral obscurescida pelas margens encurvadas da lema. nervura laterais fracas e mediana muito conspícua e que se estende. calo amarelado. com densa-pubescência de pêlos macios e que se tornam mais longos perto do ápice. segmento da ráquila (seg) reto. de 2-3mm de comprimento. segmento da ráquila (seg) com cerca de 3mm de comprimento. afilando para as extremidades e mais largo na porção mediana. com 8-10(12)mm de comprimento (exceto a arista) por (0. com estreita concavidade rasa. em uma arista (as) dura.5mm de largura por 1.0mm de comprimento. com um 71 . se alarga ligeiramente para o ápice. pouco mais larga do que a cariopse. cariopse aderida à pálea.9-)1.B concavidade profunda (em forma de ‘V’). – antécio fértil de estreito-elíptico a estreito-lanceolado.5-3. com 8-12mm de comprimento por 1. de coloração cinza-amarelada e lema freqüentemente tingida de púrpura ou de castanho-escura. calo conspícuo.2mm de diâmetro. lema fértil (lf) comprimida lateralmente. lado dorsal achatado (porção deitada sobre a pálea) e ventral arredondado. um pouco encurvada longitudinalmente. pálea fértil (pf) pouco mais curta do que a lema. margem e ápice hialinos.

72 . C.composto de alho. alho .escamoso do lírio.Fig. de resto glabro.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA tufo de pêlos em cada lado. oblonga. surgem também na axila de folhas normais. BROTO – gema que brota nos vegetais e é capaz de se desenvolver em ramificações folhosas e/ou floríferas. como nas espécies de Allium sativum L. O mesmo que bolbinho.tunicado de cebola. os primórdios foliares e as folhas modificadas.Fig. (Alliaceae). (Amaryllidaceae) e no gênero Agave (Agavaceae).51C) ou cheios (alçafrão . mas na realidade se trata de um sistema caulinar com seu eixo. com lado dorsal convexo e ventral com profundo sulco [Fig. Hippeastrum reticulatum Herb.Fig.51A) ou tunicados (cebola . de coloração castanha. FIGURA 50 – Bulbo cheio de açafrão.Fig.50) que se caracterizam por apresentar o eixo FIGURA 51 – Bulbos : A. considera-se o bulbo como um caule modificado. BULBILHO – gema aérea transformada em órgão de multiplicação vegetativa. ou composto (trevo. Broto axilar – gema que se desenvolve na axila de uma folha. caulinar extremamente reduzido e todas as reservas encontramse nos catáfilos. suas gemas. do qual resulta um vegetal que pode crescer e formar uma nova planta adulta. Bulbos podem ser escamosos (lírio . cariopse aderida ao antécio. Broto terminal – gema que se desenvolve no ápice da parte aérea.51B) que apresenta grande número de pequenos bulbos. como em inflorescências. com cerca de 8mm de comprimento por 1mm de diâmetro. BULBO – diz-se de sistemas caulinares subterrâneos como gemas protegidas por catáfilos ou bases foliares que armazenam reservas.49Q-R]. B.

6-07mm de largura. transversalmente ondulado-rugasa. levemente lustrosa. pericarpo coriáceo. com 0.B.B Bulbostylis capillaris (L. A unidade-semente é a núcula.estilete remanescente) caliptriforme (raro ausente). Clarke (= Scirpus callaris L. inserção basal triangular.8mm de comprimento (exceto o rostro) por 0.) C. trigona. semente preenche todo o interior da núcula [Fig. afilando abruptamente para o ápice obtuso e gradativamente para uma base estipitada. de coloração parda. ápice com rostro (ro . 73 .) – núcula obovada.7-0.239A-A’].

74 .

.

297-ch].. como em Cirsium arvense (L.Triplaris surinamenseis. com um nome especial para cada um. FIGURA 52 – Cacho. neste caso. O cálice pode ser usado como uma caracteristica 76 . (Asteraceae =Compositae – Fig. CÁLICE – verticílo floral mais externo do perianto heteroclamídeo das Dicotiledôneas. na superfície do tegumento é visível sob a forma de mancha mais escura ou mais clara (como no gênero Bixa – Bixaceae). Cálice acrescente – que continua a se desenvolver (em vez de cair) após a fecundação. CAESALPINIOIDEAE – subfamília da Fabaceae. o mesmo que caduca ou decídua e oposto a perenifólia. o mesmo que racemo [Fig. CALAZA ou CHALAZA – nos óvulos das Angispermas é a parte onde passam os vasos que conduzem a seiva do funículo à nucela [Fig. ou quando um aquênio perde o pappus.Hyoscyamnus sp. se inserem num eixo comum.90). ou como uma elevação distinta (saliência em Faboideae. Ver Fabaceae. D. o mesmo que decíduo. pode ser simples ou compostro e.Hyptis sp. ou sob a forma de uma faixa que pode circundar parcial ou totalmente a semente..Marsypianthes.171]. (Fonte: Barroso et al. formado pelas sépalas (sp) [Fig. a certa distância umas das outras. E. CADUCO(A) – quando uma planta perde as folhas durante a estação mais desfavorável..52]. multiforme. B. C.) Scop. na tribo Vicieae. 1999). FIGURA 53 – Cálice acrescente: A. nas sementes é sempre oposta a micrópila e ao ápice dos cotilédones. como as folhas de Tabebuia (Bignoniaceae). CADUCIFÓLIA – árvore que perde as folhas no período de repouso vegetativo (inverno frio ou seco).Leonotis sp.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CACHO – tipo de inflorescência onde as flores providas de pedicelo (pedúnculo – pd).

240I-J] e Rumex pulcher L. dispostas em dois ciclos de três lóbulos ou segmentos e com as externas menores. com bordos inteiros ou com pequenos dentes ou com lacínias e no dorso de cada lóbulo pode-se encontrar na base um tubérculo esponjoso (espessamento da nervura mediana). (Polygonaceae . Cálice livre – cálice de flor súpero-ovariada.240D-E].240M-N].Fig. Leonotis sp. como em Triplaris surinamensis Cham. [Fig. [Fig. [Fig. O perigônio persiste sobre o fruto e geralmente toma parte na sua dispersão. Rumex obtusifolius L. é formado por seis segmentos (sp). Cálice dialisépalo – segmentos podem ser separados. adicional.53A).C morfológica. Cálice hexâmero – sépalas acrescentes. para separar espécies dentro do mesmo gênero.53A] e Ruprechtia.. [Fig. como em espécies de Polygonaceae ou é um cálice gamossépalo como em Hyptis sp. Ver cálice hexâmero e cálice pentâmero.Fig. Hyoscyamnus sp. que serve de flutuador.53B) e Triplaris surinamenseis Cham. como em Rumex sp. e Marsypianthes (Lamiaceae =Labiatae Fig.53C-D-E). Nas sépalas internas os lóbulos são acrescentes. com ou sem ala. (Solanaceae . 77 . [Fig. Cálice gamossépalo – segmentos unidos numa peça única. reflexas na frutificação e localizadas sobre os ângulos das núculas.240] ou os lóbulos externos são maiores do que os três internos. como em Rumex crispus L. Cálice aderente – cálice de flor infero-ovariada.

95-cf]. CALICINA(O) – relativo ao cálice.248]. . como ocorre em Eucaliptus. freqüentemente com pêlos [Fig. CALO – área protuberante e endurecida (calosa). em Asteraceae (=Compositae) é a parte basal do aquênio.241A]. [Fig. Coccoloba sp. Fallopia convolvulus (L.241GL-M] e Polygonum sp. CAMPANULADO(A) – diz-se da corola gamopétala. 241P]. com lóbulos ± do mesmo tamanho.20A-A’-B]. formado por brácteas externas a este. geralmente diferenciada pelo aspecto córneo e que rodeia a área de inserção no receptáculo [Fig. cálice ou outro órgão em forma de sino.49.. como as flores de Tabebuia e Tecoma [Fig. CALIPTRA – “capuz” que recobre aponta da radícula [Fig. o mesmo que coifa. Fagopyrum esculentum Moench [Fig. 116. ou corola soldada em peça única em forma de capuz. CALÍCULO – pequeno cálice.241D).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Cálice pentâmero – sépalas acrescentes. 167. em Poaceae (=Gramineae) é a área intumescida e dura na base ou no ponto de inserção do antécio ou da espigueta no ráquis ou na ráquila. com tubo inflado e que vai se alargando gradativamente para o limbo. Löve (=Polygonum convolvulus L. 224]. CAMPILÓTROPO – ver óvulo campilótropo [Fig.Fig..101D]. Ver corola gamopétala. [Fig. Persicaria sp. estrutura semelhante a um cálice. 78 .) A. dispostas em um único ciclo. CALICIFORME – semelhante ao cálice: bráctea ou glândula caliciforme. 155. como em Antigonon sp.

freqüentemente alargado (discóide.Fig. CANALICULADO(A) – diz-se quando um órgão se parece com um pequeno FIGURA 54 – Campomanesoídios (fruto inteiro e corte transversal): A-B. 79 . CAPPARIDACEAE – grafia correta da família Capparaceae (mais usada). 54C-D). Averrhoa (Oxalidaceae . fruto ou semente) que FIGURA 55 – Capítulo.16R-R’]. C-D. CANALÍCULO – que tem pequeno canal.. CANALIFORME – que tem forma de canal. Campomanesia (Myrtaceae . CAPITADO – diz-se do ápice de um órgão (folha. onde se localizam radialmente na porção central.Campomanesia sp. CAPPARACEAE – grafia correta da família Capparidaceae. canal (largo e côncavo) [Fig. estreitos lóculos (lo) que encerram poucas sementes.54A-B).. com pericarpo carnoso e cavidade central cheia de tecido polposo uniforme.Averhoa sp. como nos frutos de Achras (Sapotaceae).100P]. indeiscente.lóbulos do cálice.C CAMPOMANESOÍDIO – fruto bacóide. multisseminado. formado por um receptáculo (re). se apresenta mais largo. em forma de cabeça [Fig. lb. CAPÍTULO – tipo de inflorescência das Asteraceae (=Compositae). Diospyros (Ebenaceae) e Vismia (Hypericaceae =Guttiferae). como os pêlos glandulares. CAPACIDADE DE CAMPO – quantidade (volume) de água que um solo é capaz de reter para atingir a saturação. ovóide. Pecíolo canaliculado de Tradescantia virginiana L.Fig.

Lecythidaceae: A-C. (Primulaceae) .56]. Capsella bursa-pastoris (L. Eschweilera ovata 80 . Eschweilera nana (O.) Medik. Berg) Miers. como nos gêneros Sesuvium (Aizoaceae). com uma rede de malhas finas.fruto. interespaços rasos e alongados longitudinalmente [Fig. faces levemente convexas e com dois sulcos longitudinais. finamente alveolada (40X). deiscente e geralmente multisseminado.8-)0.5(-0. ápice levemente emarginado e com mais de uma semente por valva (va). Amaranthus e Celosia (Amaranthaceae). uma inferior (urna) e outra superior (opérculo . de (0. CÁPSULA – fruto simples.).9-2.4-0.317]. 57A-B-C]. Couratari asterotricha Prance.. de opaca a levemente lustrosa.op). formado por dois ou mais carpelos. Existem diversos tipos de cápsulas dependendo da forma como se abrem na maturidade: Cápsula circuncisa ou opercular ou pixídio – com deiscência transversal que divide o fruto em duas porções distintas.6)mm de largura e cerca de FIGURA 56 – Cápsula circuncisa (pixídio) de Anagallis arvensis. Bertholletia excelsa Bonpl.2mm de largura.3-)0. FIGURA 57 – Cápsula circuncisa (pixídio) de: A-BCariniana estrellensis e C.fruto membranáceo [Fig. seco. – com silícola oblongo-cordadatriangular ou em forma de bolsa de pastor antiga. A unidade-semente pode ser a silícola. B. levemente comprimida lateralmente. na parte inferior encontram-se brácteas.55].3mm de espessura. Portulaca (Portulacaceae) e em Anagallis arvensis L.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA etc. mais ou menos plano ou convexo e onde se inserem na parte superior as flores. semente (s) cilíndrica ou elipsóide. de 2. geralmente sésseis (sem pedúnculo) e muito próximas uma das outras [Fig.0(-1.columela seminífera. superfície de castanho-claro a castanho-avermelhado (quando madura).9-1.2) mm de comprimento por (0.8mm de comprimento por 1.6-2. 0. Cariniana estrellensis (Raddi) Kuntze (Lecythidaceae) – fruto lenhoso [Fig. uma valva ou a semente livre.

bicarpelar. como em Capparis flexuosa (L. ceae.Fig. (Capparaceae). expondo o largo eixo seminífero originado da placentação axial. Cápsula lobada – com deiscência loculicida que só ocorre na porção apical do fruto. expondo a superfície interna vermelha. como nos gêneros Cerastium e Silene (Caryophyllaceae . 81 . Gleasonia. formando-se curtos lobos (lb).Cerastium sp. (Lecythidaceae) .) L. FIGURA 58 – Cápsula circundante de Malopanthera sp.cápsulas uniloculares.61) e Theaceae. BSilene sp. Mitracarpus (Rubiaceae) e Plantago (Plantaginaceae) . pode-se encontrar em Campanulaceae. como no gênero Spathodea (Bignoniaceae .Fig. Cápsula denteada – com deiscência por dentes apicais. com eixo central placentífero e cálice (cal) tubuloso persistente.fechada e B-aberta. como nos gêneros Dianthus e Gypsophila (Caryophyllaceae). Cápsula folicular – com deiscência numa das suturas do fruto toruloso bicarpelar (ca). com placentação axial ou parietal. muitas vezes hialino. Fruto membranáceo. bilocular e com sementes (s) aladas. Em Luehea somente após a queda das sementes é que os lobos se aprofundam e o fruto forma valvas.cápsulas biloculares.Fig. sobre a placenta parietal-marginal.Fig. com dois ou mais carpelos.59). Tiliaceae (Luehea .C (Camb. que envolve o fruto até o ápice ou apenas a metade inferior. Menodora (Oleaceae).60).. fruto globoso ou comprimido. do pericarpo e as sementes (s) pêndulas com sarcotesta carnosa. Henriquezia e Molopan-thera (Rubiaceae .) Miers e Lecythis lanceolata Poir. Cucurbita- FIGURA 60 – Cápsula folicular de Spathodea campanulata: A.58). FIGURA 59 – Cápsulas denteadas: A. ou com deiscência num dos lóculos. Cápsula circundante – com deiscência loculicida que ocorre no contorno dos carpelos (ca).

65A-B) e nos gêneros Apeiba (Tiliaceae). e Stellaria (Caryophyllaceae).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Cápsula loculicida – com deiscência ao longo da nervura mediana (nm).66]. como nos gêneros Oxalis (Oxalidaceae). uma estrutura encurvada em forma de gancho. Spergula.62]. Mollugo (Molluginaceae). a forma da cápsula e o número de poros depende da variedade.Malvaceae) e nos gêneros Juncus (Juncaceae). – Lecythidaceae). Bredemeyera e Polygala (Polygalaceae) e Vochysia (Vochysiaceae) [Fig. como na castanha-do-Pará (Bertholletia excelsa Bonpl.65C-D-E). Fig. (Papaveraceae . Cápsula poricida – formado por dois ou mais carpelos.com deiscência por poros (p). como em algodão (Gossypium . disco estigmático (es) plano a levemente convexo. sobre a qual estão assentadas as sementes (s) e que são expulsas (liberadas) em duas direções opostas [Fig. no dorso de cada carpelo (ca). Petunia (Solanaceae). cápsula (cp) com 8-18 poros e igual número de estrias.64A-B]. 82 . portanto cada valva (va) é formada por duas metades de dois carpelos adjacentes [Fig.Fig. FIGURA 63 – Cápsula loculicida de Argemone mexicana. (Papaveraceae – FIGURA 62 – Cápsula loculicida. Argemone mexicana L. Linaria e Antirrhinum (Scrophulariaceae – Fig.63) em Acystasia e Justicia (Acanthaceae) existe internamente. Papaver rhoeas L. Spergularia FIGURA 61 – Cápsula lobada de Luehea sp. Cápsula rimosa – com deiscência loculicida que ocorre numa das suturas do fruto bicarpelar. o ejaculador (ej) ou retináculo. mas os carpelos permanecem presos ao eixo central do fruto. Em Papaver rhoeas L. formando-se tantas valvas (va) quantas forem os carpelos que compõem o fruto e na base permanece o cálice (cal). sem formar valvas independentes.

B-C-D. Mostue e Mitreola (Loganiaceae) e Veronica (Scrophulariaceae) [Fig..68I). E..Mostue sp.Polygala sp. segundo BARROSO et al. Fonte A-F: Barroso et al.. 1999).Papaver rhoeas. C-D. liberando as sementes. e T. (1999). fruto ± orbicular.68A-B-C-D)... Fonte A-B-C: Barroso et al. bicarpelar.Fig. Tibouchina (Melastomataceae) e em Talinum repens (Portulacaceae – Fig. FIGURA 65 – Cápsulas poricidas: A-B.Acystasia sp.67]. D. multiflora (Melastomataceae) ocorre primeiro o rompimento (ru) transversal. Ludwigia (Onagraceae – FIGURA 66 – Cápsulas rimosas: A. em geral.Mitreola sp. na mesma região da deiscência do ovário maduro.Justicia sp... E.) Wurdack o tubo do hipanto se rompe irregularmente no sentido longitudinal e. D. numa curta distância. o hipanto começa a se decompor nas regiões dos rompimentos (BARROSO et al..Bredemeyera sp.corte transversal do fruto.Linaria sp.C FIGURA 64 – Cápsula loculicida com ejaculador: A. (1999). FIGURA 67 – Cápsula ringente: A. 83 . na junção dos dois carpelos..Oxalis sp.. B.Antirrhinum sp. como nos gêneros Mollia (Tiliaceae).. Em Lavoisiera e Opisthocentra clidemioides (Melastomataceae . simultaneamente.Veronica sp. Cápsula rompente – quando o ápice do fruto fica obstruído e a deiscência ocorre através do rompimento (ru) irregular do pericarpo. como nos gêneros Begonia (Begoniaceae). F-Vochysia sp. B. na região mediana de cada valva. ficando a cápsula semi-aberta. Cápsula ringente – com deiscência que ocorre apenas na porção apical. (1999). Fig. em Tibouchina grandiflora Cogn. depois a deiscência loculicida e.Mollia sp.68E-F-G-H) ocorre primeiro o rombimento do hipanto. C. Em Tibouchina clavata (Pers.

ficando intacta a coluna seminífera (col). Penstemon (Scrophulariaceae). (1999).vista interna do fruto. o hipanto é membranáceo. B. ocorrendo a seguir a abertrura de cada um deles na linha FIGURA 68 – Cápsulas rompentes (cp) de Ludwigia sp. mostrando o fruto deiscente (se fende na base). 71]. Fonte: Barroso et al. Ipomoea e Merremia (Convolvulaceae). Sapium (Euphorbiaceae). ao longo do dobramento dos carpelos.: E. Cápsula septicida – com deiscência nos pontos de junção (união) dos carpelos. Hibiscus (Malvaceae). 73].72. Helicteres sacarrolha A. O pericarpo é membranáceo e hialino. como nos gêneros Aristolochia (Aristolochiaceae) e Escallonia (Saxifragaceae) [Fig.: A.porção apical do hipanto. St. mostrando a ruptura. FIGURA 69 – Cápsula rúptil: Cuphea sp.cp íntegra.70. no centro da cápsula Clusia (Clusiaceae =Guttiferae). a separação pode ocorrer da base do fruto para o ápice.69) e em algumas espécies de Aristolochia (Aristolochiaceae).rompimento longitudinal da parede do fruto e do cálice. longituninalmente estriado e geralmente colorido.: A. (Sterculiaceae). Alseis e Spermacoce (Rubiaceae). Rhododendron (Ericaceae). Hypericum (Hypericaceae =Guttiferae). Cápsula septífraga – com deiscência por septos (se). D. Petunia e Sessea (Solanaceae) [Fig.cp com ruptura.tubo do hipanto rompido.cp. Lavoisiera sp. Simira (Rubiaceae).cp íntegra.-Hil.cálice acrescente inteiro. Cardiospermum e Dodonaea (Sapindaceae).semente parcialmente envolta pelo endocarpo. Datura. Browalia. F. C. et al. 84 . Talinum repens: I. Convolvulus. ventral de sutura e o eixo seminífero permanece como coluna. e o eixo seminífero (col) com as sementes (s) é projetado através desta abertura. expulsando a coluna seminífera com as sementes. como no gênero Ammannia e Cuphea (Lythraceae – Fig. como nos gêneros Cuspidaria e Macfadyena (Bignoniaceae). caliciforme (cal). a coluna seminífera (col) pode sofrer um rompimento na porção basal e assim se desprende junto com as valvas (va).endocarpo.semente. B. H. C.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Cápsula rúptil – com deiscência por rompimento unilateral da parede do fruto e do hipanto. Em alguns casos. Opisthocentra clidemioides: G. Bonyunia (Loganiaceae).

.Alseis sp. (Fonte: Barroso et al.: D. Cápsula tubulosa – com deiscência loculicida que ocorre na porção médio-superior do fruto ou.Sessea sp. Nesse tipo de fruto. 1999). na região apical.Cuspidaria sp. Caiophora FIGURA 72 – Cápsula septífraga (aberta e no centro a columela). D.cápsula trivalvar.Macfadyena sp. E..Clusia sp. F.Bonyunia sp. B.. G.. FIGURA 71 – Cápsulas septicidas: A.Simira sp. também podem ocorrer rompimentos 85 ..Helicteris sacarrolha.74).. Siolmatra (Capparaceae).C FIGURA 70 – Cápsula septicida.. formando-se curtos lobos (lb) ou dentes. C. (Fonte: Barroso et al.. Sapium sp. 1999). formado por dois ou mais carpelos concrescidos em tubo até quase o ápice. C. E.cápsula sem uma valva e coluna seminífera sustentando a semente. Blumenbachia. e Menzelia (Losaceae) e Laplaceae (Theaceae – Fig. B.Ipomoea sp. como em Lobelia (Campanulaceae). mais freqüentemente.Hypericum sp. FIGURA 73 – Cápsulas septífragas: A.

B. (Lamiaceae =Labiatae .) Poit. Leonurus sibiricus L. São subtipos desse tipo de fruto as cápsulas: denteada. CARCERULÍDIO – fruto artrocarpáceo. B-B’Stachytarpheta cayennensis. Hyptis brevipes Poit.Fig...T. D. C.Laplaceae sp... CAPSULÍDIO – quando envolve mais de um tipo de cápsula.Blumenbachia sp.77). segundo BARROSO et al. Hyptis pectinata (L.Verbena bonariensis.. CAPSULÍFORME – em forma de cápsula.76). que se separa na maturação em dois carpídios ou mericarpos unisseminados e que correspondem à metade de uma folha carpelar.. Leucas martinicensis R.) Hill e Prunella vulgaris L. F-GLobelia sp. seco. Hyptis lophanta Mart.Br. rompente e velatídio.. Aiton. Leonotis nepetaefolia (L. (1999).Fig.. ou as 86 . como em Echium plantagineum L.Caiophora sp.Siolmatra sp. indeiscente..) Poit. Hyptis suaveolens (L. (1999)..Me nzelia sp. FIGURA 75 – Carcerulídios (ventral e dorsal) : A-A’.. (Boraginaceae . originado de um ovário súpero e bicarpelar. ou deste e do hipanto que o envolve. ficando intactas apenas as nervuras ou as costelas longitudinais. Fonte (exceto F): Barroso et al. Myosotis arvensis (L. FIGURA 74 – Cápsulas tubulosas lobadas: A.) W. Marsypianthes chamaedrus (Vahl) Kuntze. E.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA irregulares do pericarpo. lobada.

ápice mucronado ou. CARENIFORME – em forma de quilha.C folhas bicarpelares por constricções mais ou menos transversais se dividem em quatro carpídios ou mericarpos unisseminados.5mm de largura. planoconvexa. J. 104A-C-D] (Convolvulus . D.113A-B.dorsal. B. estipiforme e inserção elíptica.105.0-2. Carex sororia Kunth – núcula de largo-ovalada a largo-elíptica.113C-D e Ipomoea .C. com estilete filiforme persistente. CARENA – crista em forma de quilha (q) de barco.Myosotis arvensis. de 2. castanho-clara (imatura) e de castanho-escura a ferrugínea (madura). como em Verbenaceae (no gênero Glandularia e em Verbena bonariensis L. ELeonotis nepetaefolia. Cuscuta .100-O]. CARENADA(O) – que tem carena [Fig.Fig. como as glumas das Poaceae (=Gramineae . finamente reticulada.2mm de comprimento (exceto estilete) por 1. Rich.como a pálea fértil do antécio que é bicarenada) ou o lado ventral das sementes de Convolvulaceae [Fig. FIGURA 77 – Carcerulídio de Echium plantagineum: A.Fig.Fig.) Vahl .ventral. FIGURA 76 – Carcerulídios de Lamiaceae: A. BROUWER & STÄHLIN (1955) designam esse fruto de “Klause”.Leonurus sibiricus.Fig.338) ovóide-comprimida.Hyptis suaveolens. 87 . o mesmo que quilha. com rostro apical bifendido.Leucas martinicensis.210).Prunella vulgaris. escariosos e com pequenos dentículos antrorsos [Fig.239B-C-C’]. C.11 . núcula geralmente envolta pelo utrículo (bráctea em forma de saco . com um lado muito pronunciado ou com uma costela plana ou côncava. B.75). A unidade-semente é a núcula ou o utrículo. I. bordos carenados.Hyptis pectinata. base estipiforme. HMarsypianthes chamaedrus. castanha.Fig.Fig. e Stachytarpheta cayennensis (L. Dichondra . geralmente.Hyptis brevipes. opaca ou levemente lustrosa. G. com base obtusa.Hyptis lophanta.Fig. F.2-1.

As características morfológicas. seco.328].vista interna. Diz-se da folha que se modifica para constituir o pistilo e que corresponde ao megasporófilo. como folhas.11] e o lado ventral. forma o pistilo (parte do gineceu). onde se encontra o embrião. envolto pelo endosperma (en) abundante. da cariopse permitem separar espécies do mesmo gênero. O embrião (em) é formado pelo escutelo (esc) e pelo eixo embrionário. onde se encontra a mancha hilar. B.. que pode ser visualizado [Fig. FIGURA 78 – Cariopse de milho: A. radícula (rd) e a coleorriza (cor). almum Parodi e de S. estilete (est) e estigma (es) [Fig. fica voltado para a pálea fértil (pf) do antécio.79. em número de uma ou mais. O lado dorsal da cariopse. CARPELO – folha modificada (folha carpelar) que. fica voltado para a lema fértil (lf) [Fig. CARPELAR – relativo ao carpelo. CAROÇO – termo genérico para designar a parte central das drupas.) Pers.80. CARNOSA(O) – com textura de carne ou algo suculenta. Ver também putâmen. com pericarpo concrescido com o tegumento (pt) em toda a sua extensão. frutos. que em algumas espécies é punctiforme e na base do lado dorsal o embrião (em).171]. de S. como tamanho e forma. como Sorghum halepense (L. indeiscente. 78. raiz adventícia seminal (ras).78B): coleóptilo (cop). primórdios foliares (pri). plúmula (pl). a mancha hilar (não é o hilo verdadeiro). sudanense (Piper) Stapf [Fig. 88 . morfologicamente o termo mais adequado é ‘pirênio’. quando completo é constituído pelo ovário (ova – onde estão os megasporângios – o ). unisseminado.81] e é genericamente denominado de grão. Cariopse é o fruto típico das Poaceae (=Gramineae) [Fig. etc. apresenta na base do lado ventral uma cicatriz.vista externa.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CARIOPSE – fruto simples. pedúnculos.

fatua. byzantina. C-D.A. byzantina.Secale cereale.Avena barbata.Hordeum vulgare. fatua.A.A. FIGURA 80 – Cariopse vista lateral (difernças entre espécies): B.A. I.Triticum aestivum.A. fatua. sativa.Secale cereale.A. sativa. strigosa e antécio fértil vista lateral: A. 89 .Avena barbata.A.A. G. FIGURA 81 – Cariopse ventral (difernças entre espécies): B. H.A.A. C-D. sativa.Triticum aestivum.A. F.A. I. H. E.C FIGURA 79 – Cariopse dorsal (difernças entre espécies): B. I. G.Hordeum vulgare.Hordeum vulgare. F. F. strigosa e antécio fértil dorsal: A. E. EAvena barbata. C-D.Secale cereale. G. H.Triticum aestivum. byzantina. strigosa e antécio fértil ventral: A.

Fig. duas costelas intermediárias (ci) entre as costelas laterais e a costela dorsal (cd).f. entre as costelas encontram-se tubos oleíferos longitudinais. com face ventral plana (face da comissura que envolve o carpóforo (cr) antes da maturação) e dorsal convexa. CARPÓFORO – prolongamento do eixo floral que eleva o fruto acima do nível de inserção dos elementos do perianto. carpinifolia.. Monteiro e Sida spinosa L. que na maturação se decompõem em cinco ou mais carpídios como nas Malvaceae ( Alcea rosea L. sendo duas costelas laterais (cl . como em Apiaceae (=Umbelliferae) [Fig. bífido ou bipartido.83-cr]. rhombifolia.. .83. Nas espécies da família Apiaceae (=Umbelliferae) o carpídio [Fig. mas outras disposições podem ocorrer.S. as valéculas (val) e duas na face da comissura.. ou seja. linifolia. F. 109]. 109) e na maioria das Verbenaceae. = Althaea rosea (L. também denominado 90 ..82). B. CARÚNCULA – tipo de arilo. visíveis como quatro linhas escuras.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CARPÍDIO ou MERICARPO – cada uma das partes unisseminadas de um fruto esquizocarpáceo seco e indeiscente. cada carpídio (car) apresenta no lado dorsal cinco costelas ou nervuras longitudinais. que na maturação fica preso apenas no ápice pelo carpóforo inteiro. sendo uma em cada lado do sulco [Fig.uma em cada lado e que delimita a margem da comissura). denominada de estilopódio (et) [Fig.S. No ápice dos carpídios encontram-se os esiletes (est) e que na base apresentam uma formação cônica ou cilíndrica. C. 109]. Sida cordifolia L.. frequentemente FIGURA 82 – Carpídios de Sida: A.S.) Cav. Sida linifolia Cav.S. excrescência carnosa sobre o tegumento das sementes e que se forma próximo da micrópila.83.83. D. haste bifurcada de alguns frutos e que sustenta um carpídio ou mericarpo.83-car] é pêndulo. ou raramente quatro. E. spinosa. Sida rhombifolia L.S. cordifolia. em dois nas Apiaceae (=Umbelliferae Fig.S. santaremnensis. Sida santaremnensis H. Sida carpinifolia L.

26E). como em Polygala (Polygalaceae . 86. CAULE – haste das plantas. ou são pequenas estruturas foliares (folhas escamiformes rudimentares) que são produzidas pela plântula e aparecem no epicótilo. CATÁFILO – diz-se das folhas modificadas. 185D-c. 175B]. Luzula pilosa (L. com apêndice longo. CASTANHA – semente do cajueiro [Fig. CAUDADO(A) – diz-se do ápice excessivamente acuminado ou da base FIGURA 84 – Carúncula e rafe em Euphorbia comosa e Ricinus communis. carúncula de origem micropilar (arilóide – arl). 88. 172C.84).Fig. 174. parte que liga as raízes as folhas [Fig. CASCA – porção mais externa do tronco e ramos de uma árvore. CARTÁCEO(A) – com textura de uma folha de papel ou de pergaminho. geralmente de textura corticosa. como a cauda de um animal [Fig. 91 . 189A-B] . 173. ou podem ser encontradas em gemas. CARTILAGINOSO – com textura de cartilagem. freqüentemente sem clorofila (folhas não fotossintéticas) e tem a função de proteção. geralmente em espécies criptocotiledonares [Fig. entre os cotilédones e os eófilos. FIGURA 83 – Cremocarpo de Apiaceae. excrescência típica dos gêneros Euphorbia e Ricinus (Euphorbiaceae .C de arilo micropilar. rizomas e bulbos.102H]. (Juncaceae).280C].164-c. de textura variável (membranáceas ou coriáceas).Fig. em geral escamiformes.85.) Willd. 87.

FIGURA 86 – Caule prostrado de papo-de-perú. CAULINAR – se refere as folhas que se localizam no caule. – espiguetas isoladas ou pouco densas e inclusas num FIGURA 87 – Caule tuberoso de batatinha. Caule tuberoso – muitas vezes o caule se desenvolve subterraneamente e se torna mais ou menos espessado (tuberoso). o talo do mesmo. ou seja. o inferior masculino ou estéril e o superior fértil. que pode ser para a direita (caule dextrorso) ou para a esquerda (caule sinistrorso). sem um órgão de fixação. Caule prostrado – quando a planta não encontra um suporte e os caules se prostam como no xuxú e no papo-de-perú (Aristolochia .88A] e o segundo em campânula (Pharbitis . FIGURA 85 – Caule alado de carqueja. com a inferior curta e a 92 .).Fig.86). glumas papiráceas. Caule bujudo ou barrigudo – como o baobá. – Solanaceae – Fig.87). Cenchrus sp.88B).Fig. invólucro de espinhos ou de cerdas. esses tubérculos são na realidade ramos laterais do caule e são dotados de reservas nutritivas (amido. com 2-antécios.85].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Caule alado – ocorre em carqueja [Fig. CAULÍCULO – porção caulinar do embrião das sementes. Caule volúvel ou trepador – quando se enrola num suporte com um movimento em espiral. como na batata-inglesa (Solanum tuberosum L. inulina. etc. em oposição as folhas basais ou em roseta. Esta espécie não apresenta folhas e assim o caule se modificou em expansões aladas. o primeiro ocorre em madressilva [Fig.

dextrorso de madressilva. Curtis (=Cenchrus pauciflorus Benth. de coloração castanho–clara ou bronzeada. com 93 . A unidade-semente é geralmente a espigueta ou a cariopse.5-)5.6mm de largura. margens frequentemente ligeiramente elevadas. de coloração palha.C superior lanceolada. plano-convexa.A. brácteas com espinhos agudos.0-2. (=Cenchrus setiger Vahl) ver Pennisetum setigerum (Vahl) Wipff Centella sp. gluma superior (segunda) 5-7 nervuras e lema estéril quase do mesmo tamanho. 209A-B]. A unidade-semente é o invólucrode-espinhos ou de cerdas (espigueta + antécio fértil (lema e pálea) envolvendo a cariopse + lema estéril) ou a espigueta ou a cariopse. espigueta ovalada. – cremocarpo orbicular.sinistrorso de campânula. retos FIGURA 88 – Caule volúvel: A. formado por dois carpídios plano-convexos. gluma inferior (primeira) 1-nervura. cariopse largo-ovada. com ápice longo-acuminado.) – invólucro-de-cerdas-espinhosas. levemente enrugado e área do embrião ocupando a maior parte.209A]. muito reduzida ou ausente.0mm de comprimento por 2. de coloração pardo-amarelada.0mm de largura. e vilosos mais densos na porção mediana do que no ápice e na base. B. lado ventral convexo. O invólucro-de-cerdas espinhosas nem sempre é encontrado nas sementes comerciais. com (3. ligeiramente mais curtas do que a lema fértil. ápice geralmente com curto apêndice acicular. lado dorsal reto. O invólucro-de-cerdas nem sempre é encontrado nas sementes comerciais. antécio fértil lanceolado [Fig.6-3. séssil. comprimido lateralmente. liso e na base a escura mancha hilar punctiforme [Fig. lema estéril semelhante a gluma superior. papiráceas. calo oval.0-6. nervadas.5mm de comprimento por 3. glabra. Cenchrus incertus M. de 2. em geral soltas e de fácil remoção no manuseio.207.

lado ventral (ou da comissura) plano com sulco mediano longitudinal. e Rhynchospora aurea Vahl (=R. que se desarticulam acima das glumas na maturação. lemas estéreis aristadas ou múticas. 94 . A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio.239F-I). o mesmo que calaza [Fig. CHALAZA – região do óvulo através do qual ele se prende ao funículo (f). CENTRAL – o mesmo que axial. lema fértil (lf) carenada. & Schult.) Roem. – espiguetas sésseis ou pediceladas. apenas antécio basal fértil (af) e 1-2 antécios superiores menores e estéreis (ae). cariopse livre. pálea fértil (pf) bicarenada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA cerca de 4. que envolve o carpóforo.5mm de largura e de 1. quando a cerda é curva.109 I-J]. Chloris sp.209). membranáceas. mútica ou aristada. CERDA – pêlo rijo mais ou menos longo.2mm de espessura. glabra ou ciliada. pouco menor do que a lema fértil. no dorso e nas margens. crymbosa (L. conspícuas e anastomosadas na base [Fig.297-ch].0mm de comprimento por 4.) Britton – Cyperaceae – Fig. CESPITOSA – que cresce em touceiras. desiguais entre si e menores do que o antécio fértil. em geral denso-imbricadas. como nos gêneros Cenchrus e Pennisetum (Poaceae – Fig. como a maioria das Gramíneas. presente algumas vezes na parte superior da arista. de fusiforme a ovóide e de coloração castanha. lado dorsal fortemente convexo com costelas longitudinais lisas. glumas (inferior –gli e superior –gls) persistentes. ou na núcula de Eleocharis geniculata (L.

CHOCHA – “semente cocha”.2-3. gluma superior de 2.0mm de comprimento e inserida no ápice bidentado. glumas (inferior –gli e superior –gls) lanceoladas.0mm de largura. lema fértil (lf) largolanceolada. CILIADA – diz da margem de um órgão que apresenta pêlos finos e que se assemelham a cílios [Fig.203K]. calo ciliado. CIATIFORME – em forma de taça [Fig.0mm de comprimento por 0. com 2. FIGURA 89 – Chloris gayana: A. antécio fértil (af) em vista lateral com lado dorsal em geral reto e ventral arqueado.89]. como nas Cucurbitaceae e Solanaceae. glabro.3-2.6-1. glabros e gradativamente menores.6mm de comprimento por 0.40.espigueta. com pêlos brancos e com um tufo de cílios maiores próximo ao ápice. anécio inferior estéril (ae) mútico ou aristado. núcula ou cremocarpo) sem semente no seu interior como nas Asteraceae (=Compositae). A unidade-semente é o antécio fértil + antécio esteril ou antécio fértil e às vezes a semente nua. escabrosas.5mm de comprimento por 0.30.2-3.8mm de largura. Bantécio fértil. cariopse elipsóide e de coloração catanha [Fig.cariopse.5-0. gluma inferior de 1. C. portanto sem a cariopse no seu interior.2mm de comprimento por 0. pubescente e margens ciliadas. com 2-3 antécios estéreis.5-4. ou semente sem endosperma e sem embrião. de 2. dorso glabro e com arista de 1. agudas ou mucronadas.7mm de largura e os demais múticos. 95 . ou unidade de dispersão (aquênio.101F]. pálea fértil (pf) mútica.6mm de largura.5-3. principalmente na nervura mediana.C Chloris gayana Kunth – espiguetas denso-imbricadas. Polygonaceae e Apiaceae (=Umbelliferae). Espigueta ou antécio vazio.

reto ou levemente longo-curvado.101R]. (Rubiaceae) [Fig. CIRCINADO – diz-se quando uma folha [Fig. paniculatum L. lycocarpum L. (Plantaginaceae) e Diodia ocimifolia Brem. ápice truncado e reto ou oblíquo. comprimido. CIMEIRA – tipo de inflorescência na qual a ramificação. (Cuscutaceae) e Solanum aculeatissimum Jacq. como os folíolos de Cycas. CIMOSA – o mesmo que cimeira. [Fig. CINÉRIO – de coloração cinzenta. – aquênio elíptico-oblongo. o mesmo que inflorescência cimosa. como em Cuscuta spp. em corte transversal da semente é visto quatro vezes.279B] ou um embrião axial curvado se apresentam enrolados em espiral. com estreito colar que contorna o disco epígeno (de) ovalado e 96 . e S.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CILÍNDRICO – em forma de cilíndro. Semente cimbiforme – Plantago lanceolata L. é sempre terminal e acaba em uma flor.140E].314]. sisymbriifolium Lam.. como em certas sementes e nas glumas de Phalaris canariensis L. a folha está enrolada do ápice à base. em geral um pouco anguloso.101M]. com um número definido de ramos. S. o mesmo que teretiforme [Fig. S. faces biconvexas. (Solanaceae). CIMBIFORME ou NAVICULAR – em forma de pequeno barco. bordos arredondados. o embrião circinado. com um reto e outro convexo. Cirsium sp. côncavo e estreitando-se em direção as extremidades e externamente com quilha (q – carena) [Fig.

mais largo acima da porção mediana e afilando gradativamente para uma base e um ápice truncados. caduco no aquênio maduro e com 20-28mm de comprimento. – aquênio elíptico-oblongo. As características diferenciais são citadas em cada espécie. de 3.0(-1. estilete (est) de cuneiforme a obtuso. cerca de 2. em geral um pouco anguloso.0)mm de comprimento por 0. mais largo acima da porção mediana e afilando gradativamente para uma base oblíqua.C deprimido em torno do escuro estilete (est). fosco. estilete (est) obtuso ou frequentemente inconspícuo.16D].0mm de comprimento por 1. castanho-amarelado e finamente riscado de preto ou de púrpura. CIRROSO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. comprimido. liso. comprimido. 97 . com colar apical amarelo-intenso e miudamente dentado ou inteiro. o apêndice é um prolongamento da costela [Fig. largos. inserção basal. ápice truncado com colar castanho-claro ou amarelado.7mm de largura.) Scop. unisseriado. Cirsium arvense (L. arredondada ou oblíqua. esbranquiçados.0(-4. papus piloso.2)mm de largura. com base estreita. unisseriado. papus piloso. em geral um pouco anguloso. lustrosos.5-3. com numerosos pêlos plumosos. fruto ou semente) termina em espiral (flexível e filiforme). delicados. aplanados.8mm de comprimento e caduco (no aquênio maduro) [Fig. miudamente dentado e abaixo uma faixa constrita. – aquênio elíptico-oblongo. papus piloso. FIGURA 90 – Cirsium arvense. liso. caduco (no aquênio maduro). concrescidos na base em um anel e desta forma caidiço.8-1. fosco. A unidade-semente é o aquênio.2-1.5-4. Cirsium vulgare (Savi) Tem. de 2. castanho-claro.89]. unisseriado.

Polygonaceae . D. COCA – cada uma das 2-3 partes de um fruto esquizocarpáceo globoso. FIGURA 91 – Cladódio: A. CLAVADO – em forma de clave. elipsóde ou ovóide.91B].93]. CLOROFILA – pigmento responsável pela coloração verde do reino vegetal e de importância fundamental para a fotossíntese na presença da luz solar.coca ventral.92] (nos gêneros Diodia e Galium) e Trapaeolaceae (Trapaeolum). deiscentes ou indeiscentes.100B]. como em fita-de-moça (Homalocladium platycladium (F.91A). muitas vezes com nítidos nós e entrenós.H. Bailey . que apresentam folhas rudimentares verdes ou pequenas flores. 98 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CLADÓDIO – órgão de natureza caulinar e com aparência e função de folha (comprimido e laminar). Dicoca – ocorre em Rubiaceae [Fig. B.) e em Rubiaceae (Richardia brasiliensis Gómez) [Fig. distingue-se do folicládio porque tem crescimento indeterminado.Opuntia sp. D. alata: A.Fig. O cactos (Opuntia sp) apresenta cladódios articulados [Fig.fruto fechado. COCCÍNEA – de coloração escarlate. liberando oxigênio no ar e deste retirando o gás carbônico. enquanto que aquele é de crescimento limitado.coca dorsal. quando um órgão se engrossa gradativamente de uma base delgada para o ápice [Fig. o fruto pode ser uma: FIGURA 92 – Esquizocarpo cocóide (dicoca) de Diodia: D.fruto fechado. Outros autores consideram que os dois termos são sinônimos. Muell) L.) Millsp. E. Tricoca – ocorre em Euphorbiaceae (Chamaesyce hirta (L. ocimifolia: C. teres: D. CLUSIACEAE – nome válido da família Guttiferae. B-início da deiscência.Homalocladium platycladium.

COCO – fruto formado pelo epicarpo duro. .95-cf]. ocimifolia (Willd. com 1015mm de comprimento por 7-8mm de diâmetro. Ver coca. FIGURA 95 – Extremidade da raiz mostrando a coifa. COCÓIDE – fruto esquizocarpáceo globoso.C COCLEAR – torcido em forma de espiral curta. cariopse semiglobosa. Coix lacrima-jobi L.) Millsp. o mesmo que caliptra [Fig.) Brem.305N]. fruto de diversas palmeiras.. Ricinus communis L. COIFA – porção protetora da ponta da raiz.Fig. ápice com um poro por onde sai a antera (an). FIGURA 93 – Esquizocarpo cocóide (tricoca): A.5mm de espessura. deiscentes ou indeiscentes.Richardia brasiliensis.Fig. COCLEARIFORME – em forma de caracol. coriáceo. Comolia. como o coco-da-Bahia (Cocos nucifera L. . com 4-5mm de comprimento e largura por 3.92]. de coloração castanho-avermelhada. Dicoca em Diodia alata Nees & Mart. formada por uma ou várias camadas de células epidérmicas. Nepsera... Pterogastra e Tibouchina) [Fig.Fig.93B.217A] e as sementes de Melastomataceae (nos gêneros Aciotis.BChamaesyce hirta. 99 . D. Acisanthera. como o fruto de Medicago [Fig. lustroso. [Fig. Chamaesyce hirta (L. FIGURA 94 – Coco-da-Bahia (seção longitudinal). e D. de coloração esbranquiçada a cinza-escura. na realidade esse fruto é uma drupa. – invólucro de ovóide a globoso. 93A).94). teres Walt. elipsóde ou ovóide.101L]. endocarpo e a semente formada pelo endosperma (líquido e que se bebe ou é a parte comestível) e embrião a parte basal do endosperma. mesocarpo.0-3. em forma de caracol [Fig. encontradas na maioria das Euphorbiaceae (tricoca em Euphorbia sp. raramente dicoca) e a dicoca nos gêneros Diodia e Gallium e tricoca em Richardia brasiliensis Gómez (Rubiaceae .

como no gênero Avena. que se distingue por um entumescimento. COLEORRIZA – bainha membranácea fechada. O colmo típico é o caule da cana-de-açucar [Fig.96]. COLMO – caule especializado das Poaceae (=Gramineae) e Cyperaceae. que são separados uns dos outros por discos transversais. como nas Poaceae (=Gramineae). Hordeum. COLEÓPTILO ou BAINHA COTILEDONAR – primeira folha em forma de bainha fechada e ereta. sem vaso condutor e de aparência FIGURA 96 – Coix lacrima-jobi. fosco. os nós.0mm de largura. Envolve e protege o ápice do eixo embrionário e a plúmula. altamente especializada. [Fig. escutelo com cerca de 1. 100 . às vezes de coloração diferente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA com larga depressão onde se localiza o embrião de até 2.98]. esbranquiçado e cerca de 3.78B-cop]. hilo orbicular. Pode também circundar o meristema das raízes seminais. COLETO – ponto de junção do caule com a raiz. Na germinação a plúmula verde emerge através do coleóptilo [Fig.78B-cor).) Scop. todo o comprimento.97] e seus gomos estão cheios de bambú de um tecido (medula) rico de líquido açurado. Secale e Triticum (Poaceae . o colmo não se ramifica e distingue-se do estipe por apresentar. que surge na germinação de certas sementes de Mocotiledôneas. colmo cheio [Fig.5mm de largura. COLAR – parte superior ou basal de um aquênio de algumas Asteraceae (=Compositae). nitidamente dividido em gomos.Fig. No FIGURA 97 – Colmo de cana-de-açucar. como em Cirsium arvense (L. membranácea.0mm de diâmetro [Fig. os entrenós.90]. presente nos embriões das Poaceae (=Gramineae) e que envolve a base da radícula.

às vezes. ou sob a forma de anel. o mesmo que aderente. FIGURA 99 – Colmo oco ou fistuloso. COLUMELA – em frutos esquizocarpáceos. ou apresenta-se intumescida. COLUNA SEMINÍFERA – eixo central dos frutos onde se prendem as sementes [Fig. 101 . estames. ou de coloração um pouco diferenciada e abaixo da qual formam-se o pêlos radicais. etc. quase imperceptível entre o hipocótilo e a radícula nas plântulas em início de germinação. escavado. Nas Euphorbiaceae a tricoca se rompe na maturação. cavado. formando o colmo fistuloso [Fig.). COMPOSITAE – sinônimo de Asteraceae. oposto de roliço. adnato. CÔNCAVO – menos elevado no meio do que nas bordas. 109G-N’-S-Z’).72].99]. achatado. CONATO – diz-se quando estruturas estão unidas ou soldadas uma a outra (pétalas. COLO – região de transição entre o caule e a raiz. concrescente. COMISSURA – face ventral do carpídio de Apiaceae (=Umbelliferae Fig. ou é uma demarcação externa. COMPRIMIDO – lateralmente aplanado. a queda dos mericarpos. é o eixo que persiste após FIGURA 98 – Colmo cheio-de cana-de-çucar.72]. de modo que ele se torna oco. as cocas se desprendem e a columela permanece presa no ápice do pedúnculo [Fig.C bambú a medula se separa durante o desenvolvimento do colmo.

umbonado. F. P. G.labiado. D.cônico.falcado.coclear.turbinado. L. J.trígono. R. F. B.infundibuliforme.nabiforme.moniliforme. I.espiralado.fusiforme.globoso.canaliculado. M.fungiforme.lacrimiforme. K. L. I.piriforme.sabreforme. B. 102 . Q. FIGURA 101 – Forma (terminologia usada): A.urceolado. M.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 100 – Forma (terminologia usada): A.angular. H. Ocarenado: q-quilha. C. O.semiteretiforme. K.clavado. E.toruloso. J.meloniforme.escuteliforme. N.cimbiforme ou navicular. Q. E. H.teretiforme.tiangular. C.tubuliforme. P.ringente.ciatiforme.cupuliforme.lenticular. G. D. N-N’.campanulado.

12].ensiforme. P.cordado. N. 103 . K. F. I-J. D.hastado. I-I’.elíptico-lanceolado. D.parabólico. CONÍDIO – esporo de origem assexuada.lirado. K. C.oblanceolado.cuneiforme ou cuneado.orbicular. H. FIGURA 102 – Contorno (terminologia usada): A.espatulado.acicular. CONES – inflorescência feminina ou inflorescência das Gimnospermas (Coníferas) [Fig. H.lanceolado. O. M.oval.panduriforme. B.100]. Lruncinado.reniforme. L. E-E’auriculado: F. G.C CONECTIVO – tecido que une as tecas (t) de uma antera (an) [Fig. o mesmo que coniforme [Fig. E.subulado. FIGURA 103 – Contorno (terminologia usada): A.lunado.ondulado. G.oblongo.aovado.atenuado.linear.rômbico.229-a]. B. C. J.caudado. como os espinhos de algumas rosas.sagitado. CÔNICO ou CONIFORME – em forma de cone.

Podocarpaceae e Taxodiaceae). Convolvulus sp. evidente e nítido. B-D-F. Ver Convolvulus e Ipomoea.. ou é a figura representada pela margem [Fig. CONVEXO – mais elevado no meio do que nas bordas. 100]. CONVOLUTA(O) – diz-se da folha com os bordos enrolados longitudinalmente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA CONÍFERA – classe de plantas das Gimnospermas (famílias Araucariaceae.Ipomoea sp. – a forma da semente depende do número de sementes maduras que se formam no fruto (cápsula septífraga). hilo transverso-elíptico.seção transversal da semente mostrando o contorno da semente. área hilar basal-ventral. Cupressaceae. A-B. lado dorsal convexo.Convolvulus sp. C-D-detalhe da área hilar. com ou sem sulco mediano e lado ventral com carena obtuso-arredondada. FIGURA 104 – CONVOLVULACEAE (terminologia usada na descrição das sementes): AC-E. CONSPÍCUO – usado quando a estrutura de um órgão vegetal normal é muito visível. do 104 . proeminente. em seção transversal achatado-ovalada ou subcuneiforme.279A]. produzem sementes não formados em frutos e sim reunidos em estróbilos coniformes. CONVOLVULACEAE – terminologia usada na descrição das sementes de Ipomoea e Convolvulus [Fig. variando de globosa a obovóide-cuneiforme. E-F. transverso-elíptica e base não emarginada. como na folha da bananeira.. Pinaceae. CONTORNO – linha que fecha ou limita externamente um corpo.semente ventral.104]. CONSTRICTO – o mesmo que estrangulado.99. um dentro do outro [Fig. CONIDIÓFORO – que porta (sustenta) conídios.

210]. lado dorsal fortemente convexo e ventral com duas faces planas ou convexas. mais larga na porção mediana.lado ventral.5mm de largura. com cotilédones de largo-obovados a obovados e com reentrância inferior a ¼ do comprimento do limbo (parecendo emarginado) [Fig.6-) 3.8mm de espessura.5-3. embrião axial. ápice arredondado e afilando-se abruptamente para a área hilar.C tipo convolvulus. mais largo do que longo. B-D. ambos de coloração esbranquiçada ou castanho-clara). crenatifolius (C-D): semente: AC. glabra. faces ventrais planas ou levemente convexas. margem ± conspicuamente delimitada.5mm de comprimento por 2-3mm de largura e 2.101].3mm de comprimento por 0.0-2. de coloração castanho-acinzentada-clara a castanhoescura ou quase preta. Seguem as características diferenciais de duas espécies de Convolvulus: Convolvulus arvensis L. de 3. glabra. 105 . carena obtuso-arredondada. com diminutos pêlos simples. plicado. carena obtusa. de coloração preta (madura) e castanho-acinzentada a FIGURA 105 – Convolvulus arvensis (A-B) e C. superfície fosca. contínuo. – semente largo-elipsóide a obovóide-cuneiforme e largo-elíptica em contorno. castanho-claros a esbranquiçados [Fig.0-3. área hilar e hilo transverso-elíptico. mostrando a área hilar. superfície fosca. lado dorsal fortemente convexo e com um sulco longitudinal ± conspícuo no centro. de (2.0-4. Ver Ipomoea [Fig.vista lateral. hilo com 0.8(-4.2mm de largura e 2. margem arredondada.02. rugosa (por numerosas verrugas obtusas ou por linhas onduladas. levemente afundado.0)mm de comprimento por 2.105A-B].5mm de espessura. avermelhado ou da mesma coloração do tegumento e denso-piloso. – semente de subglobosa a obovóidecuneiforme e achatado-ovalada em seção transversal. Convolvulus crenatifolius Ruiz et Pav. pequeno e não circundado por um sulco ou ranhura e por uma costela hipocrepiforme.

0-3. Coriandrum sativum L.109K-L]. glabro. fruto ou semente) tem contorno de coração. de laranja a avermelhado ou da mesma coloração do tegumento [Fig. lado ventral (da comissura) plano.102D]. rugoso.105C-D]. CORIÁCEA(O) – diz-se quando a folha. com lóbulos arredondados na base da folha. de 3.3-0. fruto. lado dorsal com costelas longitudinais.5mm de comprimento por 0. cerca de 1. levemente afundado. de coloração cinza FIGURA 106 – Corimbo.5mm de diâmetro. fruto ou semente tem textura de couro. com nervura mediana longitudinal.5mm de comprimento por 1.3mm de largura. CÓRNEO – diz-se da superfície que se apresenta dura como corno (chifre). – cremocarpo globoso ou ovóide. rugosa (por numerosas tubérculos rombudos ou por curtas linhas onduladas. a castanho-cinza.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA castanho-escura (imatura). onde as flores saem de pontos diferentes da mesma haste ou eixo. semente ou embrião [Fig. formado por dois carpídios semicirculares. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. 106 . mas terminam na mesma altura. área hilar suborbicular. ± conspicuamente delimitada. com 0. CORIMBO – tipo de inflorescência indeterminada.106]. hilo transvesoelíptico. ápice com estilopódio (estilete remanescente) cônico. ambos da mesma coloração do tegumento (madura) ou mais claras quando imatura) ee miudamente alveolada (40X). CORDADO(A) ou CORDIFORME – diz-se quando um órgão (folha. primárias e secundárias pouco salientes e onduladas. superfície áspera e rugosa [Fig.0mm de largura.2-1.6-1. que se prende ao carpóforo e com fina nervura na margem. porque os pedúnculos são de diferentes tamanhos [Fig.

Corola gamopétala – segmentos (pétalas) unidos numa peça única. que se extendem da base ao ápice de alguns 107 . 83. como nos gêneros Ammi. livres ou concrescidas e de textura mais fina do que as sépalas.C CORNICULADO – que possui cornículo. fruto ou semente) ou parte vegetal delgada e cujo aspecto lembra um chifre diminuto. formado por uma ou mais pétalas (pt). COSMOPOLITA – diz-se das espécies que se espalham espontaneamente pela maior parte do globo. geralmente é a parte mais vistosa da flor e de cores variadas.171]. geralmente finas. carpídio corniculado de Sida linifolia Cav. Apium. mericarpos) de certas Apiaceae (=Umbelliferae). Cyclospermum. [Fig. com ou sem sulcos intercalados. COSTELAS – diz-se da superfície com proeminências longitudinais. Daucus. CORNÍCULO – diz-se de um órgão (folha. COSTA – diz-se da superfície com proeminências longitudinais como nos frutos (carpídios.82-crn]. Corola dialipétala – segmentos (pétalas) separados. COSTADO(A) – diz-se da superfície provida com costelas (costas) longitudinais e/ou transversais. Petroselinum [Fig. 109]. o mesmo que costela. COROLA – verticílo floral interno do perianto heteroclamídeo das Dicotiledôneas [Fig. sépala corniculada ou androceu de Asclepiadaceae.

pode ser verde e em forma de folha (como no gênero Allium – Alliaceae) ou pode ser modificado e permanecer total ou parcialmente dentro da semente (como no gênero Asparagus (Asparagaceae) e em Poaceae =Gramineae). é um protófilo e não uma folha verdadeira. [Fig.78B]. ou de algumas sementes. subalternans DC. COSMOPOLITA – diz-se das espécies que se espalham.. na cariopse de Poaceae é uma estrutura em forma de escudo e que é o único cotilédone em forma de escudo. espontaneamente. que se manifesta durante o processo germinativo. o mesmo que costa. pela maior parte do globo. B. pode(m) ou não conter reservas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA aquênios Bidens pilosa L. COTILÉDONE – é a primeira folha ou o primeiro par de folhas embrionárias das Angiospermas e Gimnospermas.20A-B]. pode ser em número de: um cotilédone – folha rudimentar das Monocotiledôneas. como nas fanerocotiledonares e são então denominadas de paracotilédones. como nas criptocotiledonares. realizando o transporte de reservas alimentícias da semente para a plântula em desenvolvimento. o escutelo (esc) [Fig. podem tornar-se os primeiros órgãos fotossintetizadores da plântula. 108 . CORNUDO – que termina em um prolongamento parecido a um corno. CORTICOSO – diz-se de um órgão vegetal com textura de cortiça (muito grosso). podem também exercer a função haustorial. como no fruto de Trapa bicornis Osbeck (Lythraceae).

para a plântula. [Fig. 310B.. pigra L. após a queda. É a porção que permanece no interior do tegumento durante a germinação da semente. pachycarpa. M. COTILÉDONE HAUSTORIAL – porção haustorial do cotilédone (escutelo). CRASPÉDIO – fruto seco. fica preso ao pedúnculo. muitos cotilédones – nas Gimnospermas os cotilédones podem ser de 2 a 15. 307C. 109 . ocorre em Fabaceae− Mimosoideae como Mimosa caesalpiniaefolia Benth. dependendo das espécies variam em forma e tamanho.186. DC.. formado pela sutura e pela nervura do único carpelo. três cotilédones – podem ocorrer ocasionalmente em alguns gêneros como em Dianthus (Caryophyllaceae) e algumas espécies de Coníferas [Fig.C dois cotilédones – nas Dicotiledôneas. conforme a espécie e em Pinus variam de 4 a 15. M. que se fragmenta transversalmente em segmentos (artículos – ar) unisseminados e que. M. indeiscente. portoricensis Urb. 306C. como um órgão que absorve os nutrientes armazenados no tecido de reserva e os leva FIGURA 107 – Craspédio de Mimosa pudica.). pudica L. diplotricha C.108]. uma armação (replum – rep). 311B]. [Fig. nas plântulas com germinação epígea são verdes e semelhantes a folhas expandidas. nas Monocotiledôneas. carnosas e permanecem no interior da semente e no solo [Fig.5]. Schrankia leptocarpa C. enquanto nas plântulas com germinação hipógea são hemisféricas.107]. non Mart. 308D. ex Colla). Wright (= M. e S. M. invisa Mart.

Cyclospermum leptophyllum. D-E.. P-Q. CRASSO – diz-se quando a folha. caesalpiniaefolia Benth.Ammi majus.82]. (Fabaceae−Mimosoideae).Hydrocotyle umbellata.ToriTorilis nodosa.Daucus pusillus. FIGURA 108 – Craspédio articulado de Mimosa caesalpiniaefolia.Centella sp.seção transversal.lado dorsal.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Craspédio articulado – quando o fruto se fragmenta transversalmente em segmentos (ar .Coriandrum sativum.108]. I-J. A-I-K-M-U-W.Eryngium luzulifolium. Z-Z’-Z’’-Y. fruto ou semente tem textura espessa. K-L.cremocarpídio. G-N’-S-Z’. 110 . F-G-H. (Fabaceae−Mimosoideae) [Fig. como em Mimosa clausenii Benth. originado de um ovário ínfero e bilocular. CREMOCARPO ou CREMOCARPÍDIO – fruto esquizocarpáceo seco e indeiscente.lado da comissura. M-N-N’-N’’-O. U-V. como em M.artículos). como os cotilédones de feijão e soja. C-E-N’’-Z’’. carpídio: B-D-F-N-P-R-Z.Ammi visnaga.Foeniculum vulgare. X.vista lateral e H-JL-O-Q-T-V-Y. FIGURA 109 – Cremocarpos de APIACEAE: A-B-C. densa e grossa. Ver carpídio de Apiaceae (=Umbelliferae – Fig.Bowlesia incana. Craspédio não articulado – quando as valvas permanecem aderidas ao artículo. W-X. R-S-T.seção transversal do cremocarpo. Na maturidade se separa em dois carpídios unisseminados e que se mantém unidos pelo carpóforo. .109) e Malvaceae [Fig.

com epicarpo lenhoso e margens levemente sinuosas. dividido transversalmente em artículos indeiscentes.189]. FIGURA 110 – Margem (terminologia usada) – A.). embrião com plúmula desenvolvida e diferenciada em pinas.serreada. endosperma reduzido.serrulada. C. A’. I.crenada. CRIPTOLOMENTO – fruto oblongo.110A]. unisseminados e marcados internamente por falsos septos (fse) transversais. B.biserreada. G.C CRENADO(A) – diz-se quando a margem de uma folha apresenta dentes arredondados [Fig.denteada. B’. Crenado-obtusa – diz-se quando os dentes apresentam pontas arredondadas sucessivas. F.angular.aculeada.sinuada. Bicrenado(a) ou Duplocrenado(a) – diz-se quando os dentes por sua vez também estão crenados [Fig. Em Melanoxylon braunia Schott (Fabaceae- 111 . E. H.ondulada.110A’]. bivalvar.duplodenteada. sementes subquadrangulares. D. CRIPTOCOTILEDONAR – ver germinação criptocotiledonar [Fig. como a folha-da-fortuna (Kalanchoe pinnata Pers.bicrenada. Crenado-aguda – diz-se quando os dentes apresentam uma pontinha espinhosa. com pleurograma mediano.

. como a gluma superior da espigueta de Panicum miliaceum L. CRUCIFERAE – sinônimo de Brassicaceae. Ocorre também em Albizia polycephala (Benth. mais expandido do que o cornículo e que. CÚCULO – apêndice do androceu de Asclepiadaceae. . membranácea ou coriácea. é um elemento que constitui a corola.) S. a externa que se separa em duas valvas bem distintas ou se rompe irregularmente e a interna indeiscente. [Fig.Melanoxylum braunia.111B) e Plathymenia reticulata Benth.Tachigalia sp. Blake. (1999). comprimido.Schizolobium parahyba. 112 . CRIPTOSÂMARA – fruto unisseminado. fruto ou semente apresenta textura fina e quebradiça. que se caracteriza por apresentar duas porções bem distintas do pericarpo. B. FIGURA 111 – Criptolomento: A. com este. obtidas através da seleção (trabalho de polinização) não natural (melhoramento genético). foliolosa Benth.Albizia polycephala. (= P.) Killip ex Record (=Pithecellobium polycephalum Benth. B.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Caesalpinioideae – Fig.256A]. em forma de capacete (capuz).111A) o fruto é oblongo-falciforme. segundo BARROSO et al. cujo ápice ou os lados estão curvados para dentro. Schizolobium parahyba (Vell. com epicarpo lenhoso e bivalvar. – abreviatura de cultivar.Fig. FIGURA 112 – Criptosâmara: A. Sclerolobium sp. cv..FabaceaeMimosoideae). e Tachigalia sp. Fonte B-C-: Barroso et al. (Fabaceae =Leguminosae) [Fig.Sclerolobium sp. (1999). com características específicas. CRUSTÁCEO(A) – diz-se quando uma folha. CULTIVAR – relacionada a uma ou várias espécies naturais. C. CUCULADO – diz-se de um órgão vegetal plano. podendo ser fértil ou não. Pterodon. como em Amburana.112].F.

sobressaindo a parte basal em forma de cúpula. CURVADO – que se curvou.4-1. isto é. lado dorsal convexo e ventral com duas faces planas ou ligeiramente convexas. . finamente 113 . com 1.44).Fig.180I). mostrando a área hilar ) : Cuscuta indecora (A-B) e Dichondra repens (C-D). ligeiramente côncavo e com bordo quase inteiro [Fig.103I-J].101G]. carena geralmente incosnspícua. como na bolota do carvalho (Quercus sp. FIGURA 113 – Semente (lado ventral. inversamente triangular e com ângulos arredondados [Fig. CUPULIFORME – em forma de cúpula ou taça.8-1.2-1. fruto ou semente) tem contorno de cunha. de coloração amarelada a castanho-amarelada ou castanho-acinzentada-clara. Receptáculo cupuliforme – quando os frutículos se encontram sobre um receptáculo em forma de taça.2mm de espessura. glabra.7mm de comprimento por 1.Fig.C CUNEADO(A) ou CUNEIFORME – diz-se quando um órgão (folha. superfície fosca. CURVO – curvo.5mm de largura e 0. diz-se do fruto cuja base é revestida pelo cálice persistente da flor. (Monimiaceae . CÚPULA – brácteas involucrais soldadas que se subestendem a flor e depois na base de certos frutos. mas de maneira que representa o arco de um círculo. Ver embrião curvado. margem frequentemente marcada por fina listra longitudinal. como em Mollinedia sp. Cuscuta indecora Choisy – semente de largo-ovóide a globosa e cuneiforme em seção transversal.

5-2. (= Apium leptophyllum (Pers. ápice subagudo com estilopódio (estilete remanescente) deprimido-cônico.7-1. com a inferior até a ½ e a superior até ⅔ do comprimento do antécio fértil. Muell ex Benth. com 2. glabras.0mm de largura e com carpóforo bífido. orbicular (nem sempre muito nítida). com (1. comprimido lateralmente. lado dorsal fortemente convexo com cinco costelas longitudinais lisas. hilo em forma de fenda linear esbranquiçada. de coloração ligeiramente mais escura do que o tegumento.0-)1.2-2.113A-B].0)mm de comprimento por (1. – espiguetas elípticas.lado dorsal.7-1. de filiformes a salientes agudas ou obtusas (depende da variedade) e seis tubos oleíferos grandes e mais escuros do que as costelas.) F.) – cremocarpo globoso. lado ventral (ou da comissura) plano com sulco mediano longitudinal.0(-2.16C]. em seção transversal truncado-estrelados.5)mm de comprimento por 0.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA áspero-granulosa e microscópicamente alveolada (30X).109M-N-N’-N’’-O].lado vental. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. geralmente ausentes quando misturadas as sementes comerciais.5-)0. castanho-clara e opaca [Fig. fruto ou semente) é mais ou menos alongado e termina gradualmente em ponta fina [Fig. linear e espiralado [Fig.0mm de 114 . superfície FIGURA 114 – Cynodon dactylon (espigueta): A. que se desarticula acima das glumas múticas. Cyclospermum leptophyllum (Pers.5(-3.) Muell. embrião axial. glabras. CUSPIDADO – diz-se quando o ápice de um de um órgão (folha. C. D. com um antécio. mútico. contínuo. subgloboso ou ovalado (depende da variedade). formado por dois carpídios plano-convexos.0-)1. Cynodon dactylon (L.cariopse. com (0. antécio fértil de elíptico a ovalado. desiguais no comprimento. área hilar basal-ventral. B.) Pers.0mm de largura.vista lateral. que envolve o carpóforo.

ápice obtuso. lustroso. comprimida. lisa e finamente reticulada (10X).9mm de comprimento por 0. levemente lustrosa e de coloração castanha [Fig. (= Cyperus cayennensis (Lam. pálea fértril (pf) plana. em cada lado com coloração pardo-amarelada e 3-4-nervuras. com 3.7-0. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. (= Cyperus cayennensis (Lam. ápice acuminado ou agudo. curto-mucronadas.) – glumas inferiores 2.) Endl.) Hassk.0)mm de largura por 0. segmento da ráquila (seg) fina. Cyperus aggregatus (Willd.) Britton) – ver Cyperus aggregatus (Willd. A unidade-semente é a espigueta sem as glumas ou a cariopse nua. do mesmo tamanho da espigueta.0-1. liso.8mm de largura. apiculada.115A-A'-B-B'-B''-B''']. estreita. com diminuta ala pubescente e dorso próximo a carena com esparsos pêlos translúcidos.4mm de espessura. estéreis.6(-1..3-0. (= Cyperus brevifolius (Rottb. carena verde e 3-nervada. obovóide.5-0. lustrosa. carena aguda. ovalado-lanceolada. glabara e bordos escariosos. lisa. com lado dorsal nitidamente arqueado e ventral reto.5-1. com 1. Kyllinga cayennensis Lam. Cyperus flavus (Vahl) Nees. branco-amarelado.5mm de comprimento por 0. Mariscus cayennensis Urb.0-3. glumas férteis elípticas. núcula trígona.C largura. com superfície glabra. 115 . de castanhoclara a castanho-avermelhada. 114].. obtusas. adpressa a pálea e cerca da ½ do comprimento da pálea fértil. cariopse ovóide-elipsóide. com 1.3mm de comprimento. pericarpo crustáceo. glabra e microscopicamente estriada [Fig. Mariscus flavus Vahl. com a inferior prolongada em apêndice setiforme-escabroso.) Endl.) – ver Kyllinga brevifolia Rottb. lema fértil (lf) aguda.) Britton.

corte transversal da núcula (B’’-D’’-F’’-H’’-J’’-L’’-O’-Q’’-S’’-T’’-V’’-X’’-Y’’). Kyllinga brevifolia (Z-Z’-Y-Y’-Y’’-Y’’’): espigueta (A-A’): ápice (M). base da espigueta com gluma inferior estéril (K). base (M’).sis (U-V-V’-V’’). Cyperus diffusus (C-C’-C’’-D-D’-D’’). Cyperus meyenianus (K-K’-L-L’-L’’-L’’’). vista lateral (C’-G-P’). Cyperus surinamen. ápice da espigueta com gluma estéril e glumas férteis (R). Cyperus reflexus (P-P’-Q-Q’-Q’’). pedaço da ráquila com gluma fértil + núcula (N’). vista lateral-ventral (C’’) e lateral-dorsal (U). com glumas férteis (R’-Z-Z’). Cyperus odoratus (M-M’-N-N’O-O’). reticulado (B’’’-L’’’-Y’’’). Cyperus virens (W-X-X’-X’’). com gluma superior estéril (K’). Cyperus sesquiflorus (R-R’-S-S’-S’’). Cyperus gigan-teus (G-H-H’-H’’). Cyperus distans (E-F-F’-F’’). 116 . Cyperus luzulae (I-J-J’-J’’).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 115 – Cyperus aggregatus (A-A’-B-B’-B’’-B’’’). núcula (B-B’-D-D’-F-F’-HH’-J-J’-L-L’-O-Q-Q’-S-S’-T-T’-V-V’-Y-Y’-X-X’). Cyperus sphacelatus (T-T’-T’’). gluma fértil: vista dorsal (C-E-I-N-P-W).

ápice arredondadoobtusas. de coloração verde no dorso. raramente. casta- 117 . de coloração castanho-escura [Fig.2-2.5-1. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas.7(-0. com cerca de 1.40.6mm de comprimento.0)mm de largura. geralmente com mancha purpúrea na parte inferior da margem. geralmente iguais na largura.5mm de largura ou cerca da 1/3 do comprimento. de (1. de textura papirácea. pardacentas nos lados e margens largo-hialinas.5(-1. núcula trígona. apiculada. largo-obovóide.6mm de comprimento por 0. lados castanhoavermelhados e margens hialinas. – glumas férteis elípticas. com (1. 3-5-nervadas. com 9-11 nervuras proeminentes. com conspícuo múcro. com 2. pericarpo crustáceo.3-)1. lustrosa. com três faces planas. de coloração amarelada (imaturo) e castanho-amarelada a castanho-acinzentada (madura). base levemente atenuada.0mm de comprimento.5mm de comprimento por 0. Cyperus esculentus L.5-)0. com superfície glabra.6-0. levemente lustrosa. elipsóidetrígona. ângulos obtuso-arredondados e inserção basal arredondada e inconspícua. curto-apiculada.115E-F-F’-F’’]. com superfície glabra.1-)1. Cyperus distans L. com superfície glabra. lisa.C Cyperus diffusus Vahl – glumas férteis largo-ovaladasa. lisa (10X) e transverso-rugosa (30X). – núcula obovóide-trígona ou. revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto reticulado. mais larga perto do ápice obtuso-arredondado e com curto apículo. pericarpo crustáceo. com paredes dos retículos prateadas [Fig.115C-C'-C''-D-D'-D'']. se afila abruptamente para uma base atenuada-estipiforme. com cerca de 2.6)mm de comprimento por (0. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas.9(-1. dorso com listra esverdeada. de elíptica a oblonga em contorno.2-1. pericarpo crustáceo. núcula trígona.f. faces côncavas e atenuada na base.9) mm de largura.

5(-2.) Retz.5mm de comprimento. 5-7-nervadas.) – ver Cyperus odoratus L.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA nho-esbranquiçada. de oblongo a lanceolada em contorno.) Endl.5(-0. com (1. imbricadas. se atenua ligeiramente para uma base obtuso-estipitada. com aumento menor a superfície parece grosseiramente tuberculada [Fig. com superfície glabra. de coloração amarelada (imaturo) e castanho-avermelhada-escura a acinzentada (madura) [Fig.115G-HH’-H’’] . com 118 .239D-D’]. agudas. A unidadesemente é a núcula. núcula trígona. com 2.6)mm de largura ou cerca da ½ do comprimento. (= Cyperus flavus (Vahl) Nees) – ver Cyperus aggregatus (Willd. (= Scirpus luzulae L. Cyperus luzulae (L.1-1. de obovada a elíptica em contorno. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas.) – glumas férteis carenado-naviculares. núcula trígona. em geral um pouco arqueada. Cyperus giganteus Vahl (= Cyperus comosus Poir. carenadas. mucronuladas. ovóide. com cerca de 1..0-)1.3mm de comprimento por 0. com linha dorsal esverdeada. lisa (10X) e fino alveolada (25X).0-2. (= Cyperus ferax Rich.) – glumas férteis ovalado-oblongas. finamente reticuladas.8)mm de comprimento. carenas esverdeadas na maturação e lados de esbranquiçados a pardos. às vezes. ápice obtusoarredondado e curto-apiculado. adpressas. escario-sas. devido a fina camada ceróide que a reveste e que dá o aspecto reticulado. pericarpo crustáceo. Papuus comosus Willd. com estrias vermelho-sanguíneas (durante o desenvolvimento) e castanhoamarelada (maturação) e margens escariosas. com uma rede de malhas grossas e que formam interespaços profundos (30X). de coloração amarelada. lustrosa.

3-1.2-0. muito longo nas espiguetas inferiores e encurtando-se gradativamente em direção às superiores. margens escariosas e de esbranquiçadas a amareladas. pontilhada e revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto reticulado-prateado entre os pontos (25X) [Fig. com 3-nervuras no dorso e quatro em cada lado. com carena verde. levemente lustrosa.0mm de comprimento por 0. de 119 .9-1. mucronuladas. levemente lustrosa. com cerca de 3. agudas. base não atenuada e estipitada. oblonga em contorno. pericarpo crustáceo. com superfície glabra. com superfície glabra. Cyperus meyenianus Kunth (= Mariscus meyenianus Nees) – glumas estéreis 2. onde se fragmenta na maturação. glumas férteis carenado-naviculares.6mm de largura. fino-pontuada (10X) e revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto alveolado (25X) [Fig. entrenó da ráquila ovóide.4)mm de largura (varia com a variedade).C (0. (= Cyperus ferax Rich.2-)1. liso.3(-0.1mm de comprimento por 0.5mm de comprimento por 0.115I-J-J’-J’’]. nervuras laterais pardo-avermelhadas e com pontos e linhas vermelhas entre elas.8-)0. A unidade -semente é a núcula com ou sem as glumas. de coloração castanho-amarelada (imatura) a castanho-escura (madura). com (1. a inferior prolongada em apêndice setiforme. atenua gradativamente para um ápice apiculado. pericarpo crustáceo.5-0. com 2. geralmente com parte do pistilo persistente (característica da espécie). A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas.0-2.5mm de comprimento. núcula trígona. Cyperus odoratus L. plurinervadas. espesso-corticiforme no dorso (madura).115K-K'-LL'-L''-L''']. se atenua para um ápice obtuso e curto-apiculado (resto do pistilo). base levemente atenuada e estipitada.) – espigueta linear com ráquila articulada na inserção de cada gluma. de coloração castanho-avermelhada-escura.5mm de largura.

de coloração castanho-avermelhada a castanho-escura.6mm na maior largura (depende da variedade). de coloração de castanho-amarelada a castanho-avermelhada. lustrosa. com curto mucron subapical. inclinada (correspondendo a articulação com o entrenó superior) e envolta parcialmente pela gluma fértil ovado-elíptica.3-)0. base atenuada. nitidamente carenado. revestida por fina camada ceróide. com uma rede de malhas finas de coloração cinza-prateada (20X) [Fig. de coloração vermelho-sanguíneas nos lados. base atenuada e esti- pitada. núcula trígona. lustrosa. com duas faces ventrais quase iguais na largura e uma dorsal mais larga e arqueada longitudinalmente.6-0. Cyperus reflexus Vah. com superfície glabra. fosca ou levemente lustrosa. apiculado e às vezes com estilete trífido persistente. A unidade-semente é a núcula ou a núcula + o entrenó da ráquila + gluma fértil.4-0. devido aos interespaços prateados (25X) 120 .115M-M’-N-N’-O-O’]. mucronuladas. que dá o aspecto reticulado.4-)0.4mm ou (0. com carena verde e margens castanho-avermelhadas e com estrias vermelhas. porção apical do entrenó da ráquila em semi-círculo (meia-lua). ápice atenuado e com múcron mais escuro.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA coloração castanho-avermelhada.6-)1. – glumas férteis carenadas agudas. com 2.7-) 0.1mm de comprimento. núcula elipsóide-trígona.5mm de comprimento. glabra.1 mm de comprimento por 0. pericarpo crustáceo. se afila lateralmente em alas que envolvem a núcula. com dorso arredondado. com superfície lisa. com inserção basal triangular e inconspícua. com 1. pericarpo crustáceo. elíptica em contorno. verdes na carena. 3-nervadas. com ponta e nervuras amarelo-esverdeadas e margens hialinas. alongada. com fino reticulado longitudinal.3-0.8-2.7mm ou (0. ápice obtuso. branca.0mm de comprimento por (0.8-2. de coloração castanha ou acinzentada (10X). com (1. com 0. 7-9-nervada. ângulos arredondados.5mm de largura.8-1.5-0. estipiforme.

translúcidas. formado pela fina camada ceróide do revestimento [Fig. com uma rede de malhas finíssimas. com duas geralmente iguais e planas ou levemente convexas e a terceira mais larga e plana. com (2.0-3. ápice arredondado e curto-apiculado. de castanho-esverdeada ou castanho-prateada.2-1. comprimida. devido a fina camada ceróide que a reveste e que lhe dá o aspecto reticulado.3mm de espessura. com superfície glabra.) Mattf.115PP’-Q-Q’-Q’’]. com uma rede de malhas finíssimas e que formam interespaços rasos (30X).1-1. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. pericarpo crustáceo.8(-2. ápice arredondado e com curto apículo. com inserção basal elíptica e inconspícua. carena dorsal alada e esverdeada.5)mm de largura.239E-E’]. à superfície.5(2.2-)1. com superfície lisa.8)mm de largura. gluma inferior 5-nervada e cerca da ½ do comprimento das glumas férteis. (= Kyllinga odorata Vahl) – duas glumas férteis ovadas. o aspecto de diminutas pontuações (30X) ou de 121 . lados levemente convexos.7(-0. que na porção mediana da núcula formam interespaços maiores e que dão. núcula obovadaelíptica. Cyperus sesquiflorus (Torr. revestida por fina camada ceróide.1mm de largura e 0.3(-1. com três faces. nervuras conspícuas. A unidade-semente é a núcula. se afila gradualmente para uma base estipiforme. Cyperus rotundus L.5)mm de comprimento por (1.5-1. pericarpo crustáceo.0)mm de comprimento por (0.7-)0.3-)1. de (1. – núcula de elipsóide-trígona a oblongo-trígona. com (1. margem arredondada. & Kük.5-) 0. ângulos arredondados.0)mm de comprimento por (0. glabra. raramente obovóide-trígona.6-0. com aumento menor a superfície parece pontilhada [Fig.3 (3. de coloração castanho-escura a preta. levemente lustrosa. levemente lustrosa.2-0. com esparsos pontos avermelhados.9-)3.C do retículo. esbranquiçada e espessa. agudas ou curto-mucronadas. base atenuada e estipiforme. de coloração palha-translúcida.8-1.

– glumas férteis carenado-naviculares. fosca. 7-9-nervadas. com ou sem as glumas. com 0.8-2. 3-nervadas com uma nervura na carena e uma a cada lado. escariosas. ligeiramente imbricadas na parte superios da espigueta.8) mm de comprimento por (0. A unidadesemente é a núcula com ou sem as glumas. de oblonga a ovalada ou elíptica em contorno. ápice e base obtusas. Cyperus surinamensis Rottb.7(-0.3)mm na maior largura. núcula trígona.115R-R’-S-S’-S’’]. agudas. lustrosa. – glumas férteis sub-coriáceas.3-0. carenado-naviculares. reticuladas. com superfície glabra. de coloração castanha e fino-pontuada [Fig. pericarpo crustáceo.2mm na maior largura.5mm de comprimento por 0.6-0. transverso-rugosa (16X). agudas. elíptica em contorno. Cyperus sphacelatus Rottb. de 1. Cyperus virens Michx.25(-0. escariosas.5mm de comprimento. base obtusa e curto-estipitada. com fino reticulado longitudinal.2-)0. lisa. com superfície glabra. A unidade-semente é a núcula. de coloração palha nos lados e esverdeada na carena. com 1. com 0. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas. revestida por fina camada ceróide que dá o aspecto prateado entre as rugosidades [Fig. 122 . núcula trígona. de coloração parda e com margens hialinas. com interespaços pratedos [Fig. de coloração verde-clara a amarelada (imatura) e palha ou pardacenta (madura). – glumas férteis com 2-3mm de comprimento.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA rugosidades (20X).1mm de comprimento.115U-V-V’-V’’]. de coloração castanho-claro (imatura) a castanho-avermelhado (madura). ápice obtuso e apiculado (resto do pistilo).115TT’-T’]. geralmente com mancha purpúrea na parte inferior da margem. 3-nervadas e com as laterais proeminentes. mucronuladas. pericarpo custáceo.

6mm na maior largura. elíptica ou às vezes obovada em contorno. granulosa-reticulada. formado pela fina camada ceróide do revestimento. 123 . de coloração castanha a castanho-acinzentada. A unidade-semente é a núcula com ou sem as glumas.C núcula trígona. lustrosa. com interespaços hexagonais (25X). devido as paredes prateadas do retículo.5-0.115W-X-X’-X’’]. pericarpo crustáceo. Espécie com grande variabilidade [Fig. ápice atenuado.3mm de comprimento por (0. com 1. base atenuada e sub-estipitada. apiculado e às vezes com resto do pistilo. com superfície glabra.01.4-)0.

124 .

.

às vezes. com 3-5 nervuras. cariopse (cap) de trígona a quilhada.0mm de largura e 0. comprimidas. mais densa no ápice. antécio fértil estreito-ovalado. planoconvexo. multifloras (unidade-semente múltipla). agudas e carenadas.2-0.8mm de largura e espessura. DANO MECÂNICO – manifesta-se como um tecido rachado ou danificado. de coloração amarelada e ápice um pouco mais escuro.8mm de espessura. elípticas. nitidamente mais curta do que a pálea.0)mm de comprimento. frequentemente com fina pubescência esbranquiçada em toda a superfície. Daucus carota L – cremocarpo formado por dois carpídios ovalados. de (4-)5-7mm de comprimento (sem ariata) por 1. como conseqüência direta dos impactos recebidos ou pela compressão sofrida pela semente durante a colheita e o processamento. ápice expandido em disco. – espiguetas subsésseis. de 2. com FIGURA 116 – Dactylis glomerata (antécio fértil): A-B.0-3.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Dactylis glomerata L. segmento da ráquila (seg) com 1mm de comprimento.vista lateral. glumas (inferior e superior) desiguais. lado ventral plano com estreito sulco mediano e duas costelas longitudinais 126 . lema fértil (lf) comprimida lateralmente.2(1-1.0-)1. ápice com estilopódio (et . de 2-3mm de comprimento por 0.4-0. hilo punctiforme [Fig. Nas sementes comerciais.5)mm de largura e 0. pálea fértil (pf) largo-sulcada e ápice bidentado.6mm de comprimento. com margens pouco encurvadas sobre a pálea.0mm de espessura.5(-4.8-1.0-1. E.5-2. ápice longoacuminado e encurvado excentricamente (geralmente deitada de lado). A unidade-semente é o antécio fértil. arista cerca de 2mm de comprimento ou ausente.. a desarticulação ocorre acima das glumas e entre os antécios.estilete remanescente) de 0. persistem os antécios terminais estéreis. carena (nervura mediana) conspícua e ciliada. por (1. muito parecido com Daucus pusillus Michx. de coloração amarelo-acinzentada a amarelada. de coloração amarelada. C-D-lado ventral.lado dorsal.116]. facilmente separável do antécio.

lado dorsal levemente convexo. – cremocarpo largo-ovóide. cerca de 1mm de comprimento e que podem estar quebrados ou ausentes quando os carpídios se encontram misturados as sementes comerciais. equinadas. com cinco tubos oleíferos e costelas laterais conspicuamente aliformes. costelas laterais aliformes e com cinco tubos oleíferos [Fig. secundária. 127 . com acúleos esbranquiçado-amarelados. ápice agudo e com pequeno estilopódio (et -estilete remanescente). que cai facilmente FIGURA 117 – Decorrente. lado ventral (da comissura) de plano a levemente concavo e com sulco mediano longitudinal. se contrapõe a persistente.4mm de espessura.8mm de largura e 0.5-30(-3. de 1.109P-Q].2-1. com 2. entre cada uma das quatro costelas encontra-se uma outra costela longitudinal. entre cada costela primária se encontra uma costela secundária filiforme e com espinhos menores.0mm de comprimento e que podem estar quebrados ou ausentes quando os carpídios se encontram misturados as sementes comerciais.. com cerca de 10-15 acúleos esbranquiçado-amarelados por costela. equinadas. que envolve o carpóforo filiforme. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. o mesmo que caduco e caducifólia.5)mm de comprimento (sem acúleos) por 1. depois que cumpriu sua função ou em um inverno frio e seco. primárias. DECÍDUO(A) – que cai facilmente. Daucus pusillus Michx. de base arredondada. muito parecidos com Daucus carota L. filiforme e com curtos pêlos adpressos. lado dorsal convexo com quatro conspícuas costelas longitudinais primárias. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. castanho-amareladas a amarelo-acinzentadas. como as folhas de Tabebuia (Bignoniaceae). como folha decídua.D laterais sem espinhos. formado por dois carpídios ovalado-comprimidos. com quatro conspícuas costelas longitudinais.

59]. Fig.119C]. DENTEADA(O) – diz-se quando a margem de uma folha apresenta dentes dirigidos perpendicularmente [Fig. 128 . C.118B e FIGURA 118 – Deiscência por: A.120]. como o delta maiúsculo do alfabeto grego. com base muito ampla [Fig. septos (se) quebram no meio [Fig. fruto) apresenta pequenos dentes pequenos. como a folha do brinco-deprincesa (Hibiscus rosa-sinenesis L. suturas.) B.seção transversal. liberando os grãos de pólen ou as sementes que se encontram no seu interior.117].loculicida.118A-po]. DECUMBENTE – diz-se de colmos ou caules com base prostrada e extremidade ascendente ou ereta. FIGURA 119 – Deiscência de cápsulas: A. B. Ver cápsulas. abertura espontânea de anteras ou frutos em determinados pontos ou numa direção definida. DELTÓIDE ou DELTIFORME – diz-se quando uma folha é triangular em seção transversal.110I].lóculos (cápsula loculicida) . DEISCENTE – que sofre deiscência. DENTICULADO(A) – diz-se quando a margem de um órgão (folha.septicida. DEISCÊNCIA – abertura de qualquer órgão vegetal por um mecanismo natural (dentes apicais [Fig. poros [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA DECORRENTE – diz-se da folha cuja base se estende para além do ponto de inserção no caule. Duplodenteada(o) – diz-se quando esses dentes por sua vez também possuem dentes [Fig. 119B].). septos [Fig. lobos apicais.119A-nm]. nervura mediana [Fig. isto é.septifraga.110C]. etc. tornando-o alado [Fig. lóculos [Fig.poros (cápsula poricida de papoula).119A].

167. Ver abcisão e articulada. se por abscisão ou por ruptura.como nos gêneros Lolium e Festuca . DESCOLORAÇÃO – alteração ou perda da coloração.155. FIGURA 120– Deltóide.327B. achatado verticalmente.Fig. 327A. 329A]. 329B]. como a raiz do nabo. DESINFECÇÃO – ato ou efeito de desinfeccionar(-se). Dependendo do modo de desarticulação. DEPRIMIDO – que apresenta depressão. DESARTICULAÇÃO – separação na maturação. 224.Fig. 129 .166. na base do antécio (calo) e no ápice do segmento da ráquila (seg . fruto deprimido. se pode separar as espécies de Sorghum: Sorghum halepense – todas as partes do antécio se desarticulam por abcisão [Fig.D DEPRESSO – diz-se quando um órgão (fruto ou semente) apresenta uma depressão. como a separação dos antécios das espiguetas em muitas Poaceae (=Gramineae). Sorghum sudanense – todas as partes se desarticulam por ruptura [Fig. Sorghum almum – alguns antécios se desarticulam por abcisão e outros por ruptura [Fig. 327C]. 327). DESNATURADA – diz-se da substância cuja natureza foi alterada pela adição de outras substâncias.225) ou ainda no ápice do pedicelo (como nos gêneros Andropogon e Sorghum .

quando a semente atinge a maturidade fisiológica e continua em velocidade variável até a morte da semente. de 1. carena inconspícua ou levemente conspícua na ½ inferior. Dichondra microcalyx (Hall. que sofreu deterioração. f.5-2. somente retardado.2)mm de comprimento por 1.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA DETERIORADO – o mesmo que apodrecido. embrião axial. triangular. do tipo convolvulus. cerca de 0.0(-2. glabra. área hilar basal-ventral.7mm e glabra. glabro. não afundado.) Fabris (= Dichondra repens Forst & Forst var. nos gêneros Diodia e Gallium (Rubiaceae) [Fig. 130 .f. com cotilédones foliáceos oblongo-lineares e plicados [Fig. Ver coca. com hilo transversoelíptico.3(-0. liso. apodrecimento de um tecido orgânico. que teve perda de qualidade. DICOCA – fruto esquizocarpáceo formado por duas cocas. DETERIORAÇÃO – ato ou efeito de deteriorar(-se).4)mm de largura e mais escuro do que o tegumento. lisa de coloração castanhoavermelhada. ou é um processo progressivo e irreversível que não pode ser evitado.) – semente de subglobosa a obovóide-cuneiforme.5-1.1mm de comprimento por 0. margens não delimitadas.113C-D]. quando ocorre não há apenas a perda do poder germinativo e sim também do vigor da semente.92]. ou é um fenômeno progressivo que se inicia.8mm de diâmetro ou de espessura. contínuo. superfície fosca. DIÁSPORO – o mesmo que unidade de dispersão. lado dorsal e ventral convexos. geralmente associado com a presença de um microorganismo. microcalyx Hall. miudamente alveolada (40X). cerca de 0.

papirácea. ou com as laterais escabrosas no ápice.5mm de largura. Digitaria ciliaris (Retz.8(-1.2-) 2.2)mm de largura e 0. entre as nervuras e nas margens.4(-0. triangular. diz-se também das folhas palmaticompostas. lustroso.7-0. enérvea e glabra. gluma superior (gls) lanceolada. DICOTOMIA – subdivisão dois a dois.) Koeler (= D.4-3.121]. 131 .4)mm de comprimento.3-0. 7-nervuras. ápice agudo. lanceoladas. pálea estéril ausente. com 1. DIGITADA(O) – com lóbulos semelhantes a dedos da palma da mão. com a mediana e as laterais lisas.6-2. Ver Monocotiledôneas. lema estéril (inferior – le) lanceolada.3)mm de comprimento. que ultrapassam o ápice.2(-3.9(-1. com densos pêlos. 3-nervuras. com a inferior (gli) FIGURA 121 – Digitaliforme. glumas membranáceas. diz-se das folhas cujas lâminas são divididas em lóbulos profundos e divergentes [Fig.5mm de espessura. adscendens (Kunth) Henrard) – espiguetas aos pares. com 0.251].D DICOTILEDÔNEA – planta ou grupo de plantas pertencentes as Angiospermas e cujas sementes possuem embrião geralmente com dois cotilédones. por 0. com pilosidade esbranquiçada que não ultrapassa o ápice nas margens e entre as nervuras laterais. uma pedicelada e outra subséssil. plano-convexo. como a corola de Digitalis.1-)2.1mm de comprimento ou até ½ a ¾ do comprimento da espigueta por 0. cartáceo. por 0. antécio fértil lanceolado.5-3. igual ou mais longo do que o antécio fértil. DIGITALIFORME – quando a corola gamopétala e zigomorpha é parecida com um dedo de luva [Fig. lema fértil (lf) acuminada.2(-3. pilosa. com (2. ápice agudo. liso.1)mm de largura. com (2.5-0. de coloração castanho-clara.5)mm de comprimento.4-0.3-0. ápice agudo.

0mm de largura. finamente pontilhada longitudinalmente.9mm de largura e 0.) Fedde (= Tricholaena insularis (L. cartáceo. A unidade-semente é a espigueta. com (3. com lado ventral plano 132 . plano-convexa. por 0. de coloração esbranquiçado-hialina a amarelado-fosca.35mm de espessura. pouco mais longa ou tão longa quanto o antécio fértil.) Griseb. margens hialinas e longo-pilosas.25mm de espessura.0-1.20-0.30-0. papirácea. com (3. 7-nervada. com margens membranáceas viradas sobre a pálea fértil (pf).5mm de espessura.0-4. plano-convexo. com (1. lema fértil (lf) acuminada. liso.8-2.6-0. com 0. pouco menos longa ou tão longa quanto o antécio fértil.0mm de largura e 0.8mm de largura e 0.4-0.7-)4. lustroso.60. glabra em ambos os lados da nervura mediana e entre as demais nervuras. de ápice acuminado a caudado.) – espiguetas aos pares. de lanceolada a estreito-ovalada. ápice obtuso. glabra. antécio fértil lanceolado. lema estéril (inferior – le) estreito-ovalada.7-0. de ápice acuminado a caudado. de coloração castanho-avermelhada (imatura) a castanho-escura (madura).5-2. raro o antécio fértil. mácula hilar oblonga e mais escura do que o pericarpo.1mm de largura (exceto os pêlos) e 0.1mm de comprimento por 0. com 1. com a inferior (gli) subtriangular. Digitaria insularis (L. área do embrião menor do que a ½ do comprimento da cariopse.5mm de espessura.5-5.7-)1. glumas membranáceas. 3-5 nervuras e com longos pêlos entre as nervuras.5mm de comprimento por (0.6-)0. com os pêlos ultrapassando em até 3mm o ápice. de ápice acuminado a caudado. cariopse de lanceolada a estreitoovalada.2-)4.6-1.3-)1. gluma superior (gls) triangularlanceolada. glabra.4mm de comprimento (exceto os pêlos) por (0. respectivamente.81. longo-pilosa e glabra. cariopse de elíptica a oblonga.9mm de comprimento.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA finamente pontilhada longitudinalmente. com margens membranáceas viradas sobre a pálea fértil (pf).1mm de comprimento por 0.

3-nervuras conspícuas. com (2. de coloração cinza-esverdeada-clara a verde-oliva-clara (imatura) e castanho-acinzentada-clara (madura). liso. raro o antécio fértil. lema fértil (lf) acuminada. de coloração castanho-clara. ápice agudo.1-)2. mais longa do que o antécio fértil. ápice agudo.8-1. glabra.4mm de largura.9)mm de largura.5-3. ápice agudo. glumas e lema estéril membranáceas e de coloração palha.5mm de comprimento por (0.lado dorsal. de esbranquiçada-hialina a amarelada. – espiguetas aos pares. de lanceoladas a estreito-elípticas.7)mm de espessura. B. com 1.6(-0. com margens membranáceas viradas sobre a pálea fértil (pf).4mm de comprimento.8-1. A unidade-semente é a espigueta. lema estéril (inferior FIGURA 122 – Digitaria sanguinalis (espigueta): A.8-0. papirácea.D e dorsal levemente convexo.lado ventral.3-1. – le) ovalada.lado ventral. a mediana lisa e as laterais escobrosas em toda a extensão (às vezes.0mm de largura e 0.3-0. D. com 5-7-nervuras. ápice agudo.4mm de espessura.6mm até ½ do comprimento da espigueta por 0. com (2. pálea estéril ausente. Digitaria sanguinalis (L. mácula hilar obovada e mais escura do que o pericarpo. pubescente e denso-ciliada nas margens (pêlos ascendentes).6)0.1mm de comprimento por (0.) Scop. de coloração esbranquiçadahialina a amarelado-fosca. 133 . finamente pontilhada longitudinalmente. antécio fértil: C.3-0.9mm de largura e 0.30. glabra e enérvea.8(-0. glabro. finamente pontilhada longitudinalmente.1-)2.6-0.43. com 2. plano-convexo.1mm de comprimento por 0.5-3. lustroso. ápice agudo.7)- 0. com 1. mais visível no ⅓ superior). com 0. área do embrião de ⅓ a menos da ½ do comprimento da cariopse. gluma superior (gls) estreito-triangular-lanceolada.lado ventral.7-)0.0mm de largura. gluma inferior (gli) triangular.5mm de comprimento por (0. antécio fértil lanceolado.7-2. de coloração cinza-olivácea. fosca.5-0. cariopse de oblonga a estreito-ovalada. cartáceo. com fina pubescência esbranquiçada entre as nervuras laterais e glabra nos outros espaços.

134 . com estilete central remanescente (mais ou menos visível) e onde se insere o papus. com pouca espessura. termo usado em oposição às flores que se inserem no raio (na periferia) e que geralmente são liguladas. DISCO – porção central do capítulo de Asteraceae (=Compositae) e onde se inserem as flores (posteriormente os aquênios). DIÓICA – planta com flores unissexuadas.122]. onde as flores femininas e masculinas se encontram em plantas separadas. DISSEMINAÇÃO – dispersão natural das sementes. como nos aquênios das Asteraceae [Fig. DISCO EPÍGENO – porção apical. A unidade-semente é a espigueta. raro o antécio fértil.100I].21B-de.23]. DISSEMÍNULO – o mesmo que propágulo. o mesmo que lenticular. As flores do disco podem produzir aquênios com características morfológicas diferentes das do raio e então ocorrem aquênios heterocarpos [Fig. ornitocoria e zoocoria. hidrocoria. de coloração amarelo-esbranquiçada e não hialino. cerca da ½ do comprimento da cariopse. os tipos de dispersão são: anemocoria. orbicular-afundada e de coloração catanha [Fig. DISCÓIDE – orbicular. mais ou menos achatada e cilíndrica. DISPERSÃO – o mesmo que disseminação.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA área do embrião ovalada. mácula hilar sub-basal. o mesmo que seminação e dispersão. 90B-de]. com lados paralelos e margem arredondada [Fig.

Dormência induzida ou secundária – ocorre por indução de uma condição ambiental especial. DORSAL ou ADAXIAL – lado de cima da superfície de uma folha. umidade e luz foram satisfeitas. DORMÊNCIA – condição da própria semente que a impede de germinar. 1979). que ocorre com intensidade variável de ano para ano. em outras palavras. mesmo quando viável e quando aparentemente as exigências de temperatura. temperaturas e deficiência de oxigênio. como os rostros apicais das brácteas involucrais de Acanthospermum hispidum DC. Segundo VEGIS (1963) citado por CARVALHO & NAKAGAWA (1979). um fenônemo geneticamente programado para surgir e se desenvolver juntamente com a semente (CARVALHO & NAKAGAWA. a costa da semente. principalmente quando associados. [Fig. é controlada por fatôres endógens (CARVALHO & NAKAGAWA. DOENTE – plântula mostrando o efeito da presença e da atividade de microorganismos patogênicos.206B]. o que mais influencia a dormência induzida seriam altas FIGURA 123 – Drupa (seção longitudinal) de pêssego. ou o lado voltado para a parte externa do fruto. como altas temperaturas e baixa umidade relativa do ar. é. 1979). 135 .D DISTAL – parte da estrutura mais distante do seu ponto de união ou de origem. de local para local e se instala na fase da maturação da semente. Dormência natural ou primária – condição intrínseca da própria semente. Ver quiescência. ou do excesso ou da deficiência química. DIVARICADO – largamente divergente. podem ocorrer exceções.

278). 123).pirênio..Trema micrantha. fruto drupáceo. DRUPÉOLA – termo utilizado para designar uma drupa muito pequena.Hirtella sp. Hirtella e Chrysobalanus (Chrysobalanaceae . nitidamente diferenciado em exocarpo (fino). simples. D’. raramente unicarpelar. endocarpo (pirênio. com espaço central grande ou dividido em lóculos. cereja. provido de drupas. putâmen ou caroço) duro e concrescido com o tegumento membranáceo. Quando o fruto drupóide tem apenas um pirênio. putâmen ou caroço) coriáceo ou lenhoso.. Epi.Licania sp. Ver pirênio.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA DRUPA – fruto drupóide. com pericarpo nitidamente diferenciado em epicarpo. DRUPÁCEO – semelhante a drupa. como cada um dos frutículos da framboesa (Rubus sp). DRUPÓIDE – fruto de originado de um ovário súpero. FIGURA 124– Drupas (inteiras e seção transversal): A. D-D’. lenhoso (ameixa.124B-C-D-D') e Trema micrantha (L.Fig. B.Fig. pêssego .Chrysobalanus sp. 333]. formado por dois ou mais carpelos.) Blume (Ulmaceae . 243. C. mesocarpo e endocarpo. é denominado de nuculânio [Fig. 136 .e mesocarpo geralmente carnosos em maior ou menor grau. indeiscente..Fig. mesocarpo (carnoso) e endocarpo (pirênio. é denominado de drupa. com um único pirênio central grande. se o pirênio é loculado ou se tem dois ou mais pirênios livres. 124A]. ocorre também em Licania.242.Fig. esclerosado (azeitona) ou pergaminhoso (maçã. pêra .

.

0-1.0-1. dorsal. 3-nervada e escabrosa entre as nervuras.1mm de espessura. E.espigueta lado ventral. com a inferior (gli) acuminada. hialina. abraça completamente a espigueta. FIGURA 125 – Echinochloa – E.0-1. menos da ½ do comprimento da espigueta.lado dorsal. crusapiculada. antécio fértil: D. – espigueta obovada.3mm de espessura.5mm de largura e 0.0-)2.3mm de largura dorsal e H. plana ou sulcada longitudinalmente. glumas papiráceas.0-1.125A].lado Echinochloa crusgalli (L. escabrosa ou híspido-escabrosa. às vezes o antécio fértil. na ½ superior. gluma superior (gls) apiculada. crusgalli var. Beauv. crusgalli var.5mm de comprimento (exceto a arista) por 1. plano-convexa.5mm de largura e (0. antécio estéril (basal) com lema apiculada. por 1. coriáceo. A unidade-semente é a espigueta.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Echinochloa colona (L.1-1. 138 . E. de coloração amarelada a esbranquiçado-subhialina e ápice levemente mucronado.4mm de largura e 0.9mm de compri-mento por 1. glumas papiráceas.) Link – espigueta de obovada a elíptico-lanceolada.lado 2. crusgalli var. ovalada. com a inferior (gli) acuminada.9-1. mútica. de coloração estramínea e glabro.0-2.lado ventral.0mm de comprimento por 1. cruspavonis: F. crusgalli – espigueta: B. caudada ou E. com 2. pálea estéril bicarenada.espigueta lado dorsal. com cerca de 2-2½ vezes tão longa quanto larga ou com galli var.5-0.9-) 1. lema fértil (lf) fracamente 3-nervada e ápice levemente escabroso.0-2. área do embrião inconspicuamente delimitada e com até ⅔ do comprimento da cariopse.lado ventral e C. com 5-7(-9) nervuras híspidas e denso-escabrosas entre elas. convexa. cerca de duas vezes tão longa quanto larga ou com (2.6mm de comprimento por 1. pouco maior do que o antécio fértil. de coloração estramínea. com 1. zelayensis: I. mútica. colona: A.lado ventral e elíptico-lanceolada ou lanceolada. plano-convexa. híspidoescabrosa.0-1.4-4. ou às vezes com pigmentação avermelhada (+ na porção superior). membranácea e tão longa quanto o antécio fértil (superior) plano-convexo.6mm de espessura. mácula hilar punctiforme [Fig.espigueta lado dorsal. com 5-7 nervuras híspidas e escabrosa entre elas.) P. pálea fértil (pf) com margens escariosas e presas sobre a cariopse ovalado-orbicular. oryzicola – espigueta: G.0mm de espessura. E. principalmente. de coloração estramínea.4-3. E.

– espigueta elíptico-lanceolada.9mm de largura e ápice da lema (lf) com ou sem anel escabroso. lema fértil (lf) fracamente 3-5 nervada e ápice escabroso e com ou sem anel escabroso entre o prolongamento apical membranáceo e a porção coriácea da lema.2-4. localizadas em ambos os lados da nervura mediana.2-1. antécio estéril (basal) com lema aristada (as). A seguir seguem as características diferenciais das variedades: Echinochloa crusgalli (L.3-1. hialina.7mm de espessura. às vezes. cariopse com 2. caudada ou apiculada. plana ou sulcada longitudinalmente. pálea fértil (pf) com margens escariosas e presas sobre a cariopse ovalada.7mm de largura [Fig.0mm de comprimento por 1. abraça completamente a espigueta.0mm de comprimento por 0. var.63.2mm de espessura. com ápice de mútico a aristado (ocorre numa mesma inflorescência). às vezes o antécio fértil.) P. Beauv.125B-C-D-E]. 139 . mácula hilar punctiforme.0-1. Beauv.8mm de comprimento por 1.8-2. 3-5 nervada. gluma superior (gls) com nervuras híspidas ou papilosohíspidas e pouco maior do que o antécio fértil. na ½ superior. crusgalli (L.2mm de largura e (0. coriáceo. nervuras escabrosas. com 5-7 nervuras principais e mais duas ou quatro nervuras menores.6-0.6-3.0-3. com 2.E menos da ½ do comprimento da espigueta.7mm de largura e 0. A unidadesemente é a espigueta. pálea estéril bicarenada. de coloração pardacenta e ápice mucronado. glabra entre elas. lema estéril papirácea. área do embrião conspicuamente delimitada e com cerca de ⅔ do comprimento da cariopse. gluma superior (gls) apiculada ou caudada. membranácea e pouco menos longa ou tão longa quanto a antécio fértil (superior) planoconvexo. principalmente. arista (as) pode ultrapassar os 3cm de comprimento. com 5-7 nervuras híspidas e escabrosa entre elas.0mm de comprimento por 1.9-)1. com 2. antécio fértil com 3.) P.2-1. híspidas ou papiloso-híspidas e escabrosas ou. ou convexa.

Beauv.5mm de largura [Fig. lema estéril papirácea.0-1.5-1. arista quando presente com 1-9mm de comprimento. hipocótilo e raiz primária e nas Monocotiledôneas: gema.02. Beauv. escabroso-híspida e ápice aristado ou caudado (ocorre numa mesma inflorescência). var.7mm de largura e ápice esparso-escabroso e geralmente caudado.) P. var. reduzida ou ausente. escabrosa ou híspido-escabrosa e sulcada longitudinalmente.) Ohwi – espigueta com 3. pálea estéril tão longa quanto a pálea fértil. var. epicótilo. 140 .125G-H].3)mm de comprimento por 1. mesocótilo e raiz primária. lema estéril aristada ou caudada.5-3.2(-3.125F]. gluma superior (gls) geralmente caudada e nervuras híspidas.83.5-4. – espigueta lanceolada. pálea estéril tão longa quanto o antécio fertil.5-5. antécio fértil com 2.0mm de comprimento e mútica. cariopse com 2.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Echinochloa crusgalli (L. Echinochloa crusgalli (L. nas Dicotiledôneas normalmente inclui: gema.) P. zelayensis (Kunth) Hitchc. com 2. antécio fértil com 2. Beauv.3mm de largura [Fig. gluma superior (gls) com nervuras escabrosas e glabra entre elas ou esparso-escabrosa no ápice e pouco menos longa ou tão longa quanto o antécio fértil. lisa e brilhante (que pode estar restrito a região mediana ou em todo extensão). lema estéril coriácea.) P. cruspavonis (Kunth) Hitchc. geralmente. no dorso com uma região espessada [Fig.3-1.125I].2mm de comprimento por 1. oryzicola (Vasing.5mm de comprimento por 2.4mm de largura. Echinochloa crusgalli (L.2mm de comprimento por 1.0-2. – espigueta obovada e mútica. EIXO – estrutura central de um embrião ou de uma planta.

lisa. como em Chameranthemum [Fig.186) ou da plântula situada entre o ponto de inserção dos cotilédones e aquele em que tem início a radícula [Fig. quando o fruto (cápsula) na maturação se abre. lustrosa. – núcula lenticular-obovóide. Acystacia. no fruto. nas cariopses de Poaceae (=Gramineae) é visível. EJACULADOR ou RETINÁCULO – um crescimento encurvado (em forma de gancho – ej) que parte do ponto de inserção do funículo.2mm de altura. Eleocharis geniculata (L.8mm de largura. ápice obtuso com rostro (estilete remanescente) caliptriforme (raro ausente). EIXO HIPOCÓTILO-RADÍCULA – é o eixo do embrião (Fig.239F-F’] A unidade-semente é a núcula (com rostro apical e com as cerdas).186. segundo SELL (1969).0mm de comprimento (exceto o rostro) por (0. (1999). biconvexa.) Roem. fruto ou semente) tem contorno de elipse. 141 . 334D].8-1. 188. no lado dorsal. com 0.E Eixo embrionário – estrutura central de um embrião. As sementes assentadas sobre o ejaculador. para o lado da micrópila nas sementes. preta. 126]. esbranquiçado. como uma área ovalada evidente e ± elevada.7-0. Justicia e Ruellia (Acanthaceae – Fig. o mesmo que oval [Fig.hip]. ferrugíneas e ligeiramente maiores do que a núcula + o rostro [Fig.78].103D. com 0. citado por BARROSO et al. largo na porção mediana e com as extremidades mais esteitas.hip. & Schult.1-0.6-) 0.64A-B-ej). apresenta no ápice o coleóptilo envolvendo a plúmula e na base a coleorriza envolvendo a radícula [Fig. deprimido. são expulsas (liberadas) em duas direções opostas. na base com uma coroa de 7 cerdas retrorso-denticuladas. ELÍPTICO(A) – diz-se quando um órgão (folha. FIGURA 126 – Ejaculador de Chameranthemum sp.

com duas glumas (inferior e superior) iguais. A unidade-semente é o antécio fértil. Elytrigia elongata (Host) Nevski (=Agropyron elongatum (Host. ápice truncado ou miudamente lobado. fruto ou semente) é somente levemente mais longo do que largo. elongata e C-E-DF. glabra. arredondada no dorso ou. dura. fruto ou semente) tem contorno de elipse e terminando na base e no ápice em forma de lança [Fig. antécio fértil com lema semelhante as glumas e subigualando-se a pálea fértil. pálea fértil (pf) largamente côncava. Estreito-elíptico – diz-se quando um órgão (folha. Elytrigia.103G]. a nervura mediana conspícua na metade superior e terminando em curta arista dura. as margens se estendem até as carenas da pálea ou chegam próximas a elas. Seguem as características diferenciais de espécies de Elytrigia: FIGURA 127 – Elytrigia (antécio fértil lados ventral e dorsal): A-B. intermedia. geralmente multinervadas e agudas ou aristadas. tuda superfície 142 . lema fértil (lf) oblonga.5mm de largura. ELIPSÓIDE – um corpo sólido com contorno elíptico. lustrosa.E. Beauv. Elymus e Agropyron (tem características morfológicas gerais semelhantes e serão tratadas em conjunto) – espiguetas sésseis. com 10-12mm de comprimento por 2. fruto ou semente) é cerca de duas vezes mais longo do que largo. Largo-elíptico – diz-se quando um órgão (folha.0-2. às vezes. nervuras laterais inconspícuas. com 3-nervuras na porção apical.E. levemente carenada.) – antécio fértil estreito-oblongo.) P. constricta acima do calo. geralmente achatada em direção ao ápice.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Elíptico-lanceolado – diz-se quando um órgão (folha.

seno geralmente em forma de ‘U’. segmento da ráquila (seg) diminutopubescente.127A-B e Fig.. ápice arredondado. ápice com 3-nervuras ou inconspicamente 5-nervuras. Richt. deitada contra as carenas da pálea ou entre elas. a nervura mediana se prolongando em curta arista dura ou ápice longo-agudo ou mucronado ou diminutamente lobada. glabrescente ou nitidamente esparsopubescente no ápice. as margens se estendem até as carenas da pálea ou chegam próximas a elas. calo com curtos pêlos adpressos. elongata e B-C.. com ápice truncado.) Gould) – antécio fértil lanceolado ou estreito- 143 .lado dorsal. A unidade-semente é o antécio fértil. alargando-se para o ápice. C.E conspicuamente pubescente. Elytrigia intermedia (Host) Nevski (=Agropyron intermedium (Host. glabrescente ou esparso-escabrosa nas nervuras em direção ao ápice ou pubescentes. elíptico ou lanceolado. divergentes ou quase paralelos. intermedia. Beauv. com 8-10mm de comprimento por 2mm de largura.) P. com pêlos geralmente na metade superior da carena. curta e grossa. Elytrigia repens (L. carenada na metade superior ou dorso arredondado em antécios imaturos. A unidade-semente é o antécio fértil. Bvista lateral.) – antécio fértil FIGURA 128 – Elytrigia (antécio fértil vista lateral): A. densos e finos pêlos longos na carena (da base ao centro).) Desv. segmento da ráquila (seg) diminuto-pubescente. com alguns pêlos basais curtos e grossos. Elymus repens (L. ex Nevski (=Agropyron repens (L.E. seno em forma de ‘V’ ou ‘U’ estreito [Fig. confinados a extremidade ou ausentes [Fig.127CD-E-F e Fig. constricta acima do calo. com bordos FIGURA 129 – Elytrigia repens (antécio fértil): A.128B-C].E. pálea fértil (pf) levemente côncava. Beauv. Agropyron trichophorum (Link) K. truncado ou miudamente lobado.lado ventral.) P.128A]. arredondado ou com entalhe raso. deitada contra as carenas da pálea. lema fértil (lf) elíptica.

3-1. ápice com 3-nervuras ou inconspicuamente 5-nervuras. deitada contra a pálea e entre as carenas.129A-B-C]. EMBEBIÇÃO – ato ou efeito de embeber(-se). de coloração palha-clara ou.8mm de largura.16-O]. seno em forma de ‘U’. achatado dorso-ventralmente. com tonalidade esverdeada. pálea fértil (pf) levemente côcava em todo o comprimento ou com dobra longitudinal na metade inferior. segmento da ráquila (seg) de 1/6-¼ do comprimento do antécio. EMARGINADO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. levemente estreitada na base. como se tivessem tirado um pedaço [Fig. não encoberta pelas margens a lema e cicatriz apical largo-triangular e glabra. dorso convexo. glabra ou nervuras esparsoescabrosa no ápice. fruto ou semente) apresenta uma reentrância (incurvação). calo glabro ou. glabrescente ou miudamente pubescente. lustrosa. ápice truncado. A unidade-semente é o antécio fértil. às vezes. 144 . com alguns curtos pêlos adpressos. glabra ou finamente pubescente no ápice e com longos pêlos rombudos na carena. mais freqüentes na metade superior. com nítida saliência (inchaço) acima do calo. às vezes. em antécios bem desenvolvidos. margens hialinas na metade superior e na metade inferior.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA elíptico. de 8-9(-10)mm de comprimento por 1. arredondado ou com entalhe largo e raso. com os lados paralelos ou somente levemente divergente em antécios basais. com arista muito variável no comprimento (1-10mm) ou mais raro longo-agudo e sem arista. geralmente não se estendem até as carenas da pálea. restritos a extremidade externa do calo [Fig. lema fértil (lf) lanceolada ou oblonga.

médio ou grande. D.130]. que podem ser de tamanho pequeno. segundo MARTIN (1946). isto é. Quanto a forma o embrião pode ser: Embrião contínuo – embrião reto e onde não existe uma delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótilo-radícula. B. para a identificação das sementes em famílias. como nos embriões axiais lineares. planta-mãe.peqeno. C. 145 . mas ainda não se encontra em condições de germinar em função de características fisiológicas. Quanto ao tamanho o embrião pode ser: pequeno. Quanto a maturação o embrião pode ser: Embrião imaturo – é aquele que ainda não se encontra anatomicamente formado na maturação da semente e no seu desprendimento da FIGURA 130 – Embrião quanto ao tamanho: A. A forma. Geralmente formado por um eixo mais ou menos diferenciado (eixo hipocótilo-radícula) e pela inserção dos cotilédones. dominante e total. ginkgo. Etotal. são tão distintos nos diferentes grupos de plantas que podem ser utilizados. tamanho e posição do embrião maduro nas sementes em relação ao tecido de reserva (endosperma ou perisperma).E EMBRIÃO – planta rudimentar existente no interior da semente e que dará origem à futura plântula. quarto.quarto. Embrião dormente – é aquele que se encontra bem formado. é formado a partir da fecundação da oosfera. da fusão dos núcleos dos gametas feminino e masculino da planta.metade. gêneros ou espécies.dominante. etc. segundo MARTIN (1946) [Fig. como ocorre em orquídeas. com sucesso. curvados e plicados. metade. espatulados.

133E) e Ranunculaceae (Anemone caroliniana e Ranunculus californicus . mas algumas vezes evidentes e parecendo minuaturas do tipo linear ou do espatulado [Fig. C. ocorre em Mono.133B). Araliaceae. em relação ao tamanho da semente.Fig. C.Polygonaceae .Papaver dubium.Apiaceae =Umbellife. ocupa de ⅓ a ½ da porção inferior da semente [Fig.capitado.133A). com nítida delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótiolo-radícula. como em Juncus bufonius L.131). com cotilédones rudimentares e não diferenciados.Ranunculus californicus. como na núcula do trigo-sarraceno (Fagopyrum esculentum Moench . dubium L. de globoso a ovalado-oblongo. se encontra deitado sobre o tecido de reserva (endosperma) FIGURA 132 – Embrião basal: A.Anemone caroliniana.132].lateral. Magnoliaceae.Fig. .Fig.Ilex verticillata.Hydrocotyle umbellata.e Dicotiledôneas. B. exceto em alguns embriões do tipo lateral. Embrião ruminado – quando ocorrem invaginações do endosperma para dentro do embrião. Quanto a posição que ocupa na semente o embrião pode ser: Embrião basal – embrião relativamente pequeno. FIGURA 131 – Embrião ruminado de Fagopyrum esculentum. E. como o embrião axial invaginado. como em Hydrocotyle umbellata L.rae .132B].132A]. B. (=Hydrocotylle bonariensis Lam.. . abundante e se divide em: Rudimentar – embrião pequeno. D. sementes de tamanho médio ou maiores. D. Aquifoliaceae (Ilex verticillata - Fig. Juncus 146 . Papaveraceae (Papaver FIGURA 133 – Embriões basais rudimentares (em seção transversal e longitudinal): A.rudimentar.Fig.largo.133D).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Embrião invaginado – embrião reto. Largo – embrião periférico ou quase assim e tão ou mais largo do que comprido [Fig. segundo MARTIN (1946).

E

capillaceus Lam. e Luzula sp. (Juncaceae), Syngonanthes sp. (Ericaulaceae) e em Nymphaeaceae [Fig.134]. Capitado – embrião alargado na porção superior, em forma de cogumelo [Fig.132C]; ocorre apenas em Monocotiledôneas, como em Cyperaceae (Carex sororia Kunth; Cyperus brevifolius (Rottb.) Hassk.; C. ferax L.C. Rich.; Eleocharis geniculata (L.) Roem. &
FIGURA 134 – Embriões basais largos: A- Juncus bufonius; B- Juncus capillaceus;CLuzula sp.; D- Syngonanthes sp.

Schult.; Fimbristylis autumnalis (L.) Roem. & Schult.; F. dichotoma (L.) Vahl; Rhynchospora aurea Vahl (=R. corymbosa (L.) Britton) e Rhynchospora nervosa (Vahl) Boeck. (=Dichromena ciliata Vahl) Fig.135), Commelinaceae e Musaceae.

FIGURA 135 – Embriões basais capitados (em seção transversal e longitudinal): A- Carex sororia; B- Cyperus brevifolius; C- C. ferax; D- Rhynchospora nervosa; E- Eleocharis geniculata; F- Fimbristylis autum nalis; G- F. dichotoma; H- Rhynchospora aurea. FIGURA 136 – Embriões basais laterais (em seção transversal e longitudinal): A-Avena sativa; B- Brachiaria plantaginea; C- Cynodon dactylon; D- Digitaria san- Lateral – embrião basal–lateral ou lateral, de inclinado a expandido guinalis; E- Echinochloa sp.; F- Panicum sp.; Gno plano periférico, de pequeno a ½ da semente ou raramente Paspalum sp.; H- Setaria sp.; I- Sorghum halemaior [Fig.132D]; ocorre somente nas Poaceae (=Gramineae) como pense. em Avena sativa L.; Brachiaria plantaginea (Link) Hitchc.; Cynodon

dactylon (L.) Pers.; Digitaria sanguinalis (L.) Scop.; Echinochloa sp.; Panicum sp.; Paspalum sp.; Setaria sp.; Sorghum halepense (L.) Pers. [Fig.136].

147

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Embrião periférico – embrião cilíndrico, contínuo, alongado, de ¼ a dominante, contíguo ao tegumento e em alguns casos deitado lateralmente contra o tecido de reserva (perisperma) central, conspícuo e amiláceo, ou curvado em torno de todo o perisperma [Fig.137]; cotilédones estreitos ou expandidos; mas em alguns casos um dos cotilédones é abortivo. Ocorre em Dicotiledôneas, como em Aizoaceae, Amaranthaceae (Amaranthus retroflexus L. - Fig. 138A), Cactaceae, Caryophyllaceae (Spergularia arvensis L. - Fig. 138G), Chenopodiaceae (Chenopodium album L. e Chenopodium ambrosioides L. - Fig.138B), Nyctaginaceae, Phytolaccaceae,
FIGURA 137 – Embrião periférico,
segundo MARTIN (1946).

Polygonaceae (Persicaria maculosa Gray; Persicaria punctata (Elliot) Small e Rumex crispus L. - Fig.138D-E-F) e Portulacaceae.

FIGURA 138 – Embriões periféricos e contínuos (em seção transversal e longitudinal): A- Amaranthus retroflexus; B- Chenopodium album; C- Chenopodium ambrosioides; D- Persicaria maculosa; E- Persicaria punctata; FRumex crispus; G- Spergularia arvensis.

Embrião axial – embrião de pequeno a total; se encontra no eixo
FIGURA 139 – Embrião axial: A- linear; B-B’diminuto; C-C’- micro; D- espatulado; E- curvado; F- plicado; G- invaginado, segundo MARTIN (1946).

centro da semente e está envolto pelo endosperma não amiláceo [Fig.139], exceto em cinco famílias de Monocotiledôneas. A divisão inclui o linear, a miniatura e o foliolado:

148

E

Linear – embrião cilíndrico, contínuo, geralmente mais longo do que largo [Fig.139A] e reto em Anethum graveolens L., Apium graveolens L., Daucus carota L. (Apiaceae =Umbelliferae - Fig. 140G-H-I) e Anagallis arvensis L. (Primulaceae - Fig.140A); ou anelar em Datura stramonium L. (Solanaceae - Fig.140C); ou curvo em Atropa belladona L. (Solanaceae - Fig.140B); ou espiralado em Cuscuta sp. (Cuscutaceae - Fig.148F), Byrsonima (Malpighiaceae), Dodonea e Koelreuteria (Sapindaceae); ou circinado em Solanum aculeatissimum Jacq., S. lycocarpum L., S. paniculatum L. e S. sisymbriifolium Lam. (Solanaceae - Fig. 140E); ou imbricado em Solanum americanum Mill. e Solanum capsicoides All. - Fig.140D-F); com cotilédones não expandidos e sementes geralmente não diminutas. O embrião linear ocorre em Amaryllidaceae, Apiaceae, Cuscutaceae, Malpighiaceae, Liliaceae, Primulaceae, Sapindaceae e Solanaceae.

FIGURA 140 – Embriões axiais lineares, contínuos e retos (em seção transversal e longitudinal): A- Anagallis arvensis; G-Anethum graveolens; H- Apium graveolens; I- Daucus carota; curvo: B- Atropa belladona.anelar: CDatura stramonium; circinado; E- Solanum aculeatissimum; imbricado: D- Solanum americanum; F- Solanum capsicoides.

Subdivisão miniatura – sementes de pequenas a diminutas, com embriões que são gandes ou diminutas, envoltório das sementes freqüentemente celular-reticulado; endosperma não amiláceo:

149

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Diminuto – embrião variável quanto ao seu tamanho relativo, de pequeno a total, geralmente de ovalado a elíptico ou oblongo; cotilédones de inclinados a pouco desenvolvidos; sementes geralmente de 0,3-2,0mm de comprimento, freqüentemente quase tão longas quanto largas [Fig.139B-B’]; como em Campanulaceae, Droseraceae (Drosera intermedia Hayne - Fig.141D), Ericaceae, Gentianaceae, Loganiaceae, Orobanchaceae, Saxifragaceae, ScrophulariaFIGURA 141 – Embriões axiais diminutos e contínuos (em seção transversal e longitudinal): A- Petunia axilaris; B- Scoparia dulcis; C- Chaenorhinum calycinum; D- Drosera intermedia.

ceae (Chaenorhinum calycinum (Banks & Sol.) P.H. Davis = Antirrhinum calycinum Banks & Sol. e Scoparia dulcis L. - Fig.141C-B) e Petunia axillaris (Lam.) Britton et al. (Solanaceae - Fig.141A). Micro – embrião de diminuto a total; sementes geralmente globosas, diminutas, em geral menores do que 0,2mm de comprimento e formadas por poucas células (50 a 150) no interior do tegumento [Fig.139C-C’]; como em Orchidiaceae. Subdivisão foliolada – embrião central, largo, de ¼ a total; cotilédones expandidos; sementes de grandes a médias; endosperma não amiláceo. A subdivisão foliolada apresenta as seguintes subdivisões:

FIGURA 142 – Embriões axiais espatulados e contínuos (em seção transversal e longitudinal): A-A’Spermacoce latifolia; B-B’- Plantago lanceolata; C-C’- Sesamum indicum; D-D’Euphorbia heterophylla; E-E’- Foeniculum vulgare.

Espatulado – embrião reto e contínuo; cotilédones de finos a espessos e de levemente expandidos a largos [Fig.139B]; como em Apiaceae (Foeniculum vulgare Mill. - Fig.142E-E'), Apocynaceae, Asclepiadaceae, Asteraceae (=Compositae), Bixaceae, Boraginaceae, Cistaceae, Cornaceae, Dipsacaceae, Ebenaceae, Euphorbiaceae (Euphorbia heterophylla L. - Fig.

150

E

142D-D’), Labiatae, Linaceae, Loasaceae, Meliaceae, Oleaceae, Oxalidaceae, Passifloraceae, Pedaliaceae (Sesamum indicum L. - Fig.142C-C’), Plantaginaceae (Plantago lanceolata L. - Fig.142B-B), Plumbaginaceae, Polemoniaceae, Rosaceae, Rubiaceae (Spermacoce latifolia Aubl. - Fig.142AA’), Rutaceae, Sapotaceae, Simaroubaceae, Theaceae, Urticaceae e Vitaceae. Curvado – embrião espatulado, contínuo, mas curvado em forma de canivete; cotilédones em geral espessos, iguais entre si, mas
FIGURA 143 – Embriões axiais curvados, contínuos e pleurorrizos (em seção transversal e longitudinal): A- Indigofera sp.; B-Ulex europaeus; C-Lespedeza sp.; D-Sesbania sp.

apresentam os bordos dobrados, ou um é maior do que o outro e se encontram dobrados ao meio [Fig. 139C]; como em Anacardiaceae, Bombacaceae, Brassicaceae (=Cruciferae), Cannabinaceae, Fabaceae–Papilionoideae e Moraceae; ou com eixo hipocótilo-radícula infletido (encurvado basal-lateralmente), em maior ou menor grau, como em Zornia sp. [Fig.143A] e Aeschynomene rudis [Fig.144] (Faba-ceae-Papilionoideae); ou com cotilédones dobrados, como em Serjania sp. (Sapindaceae – Fig.148D). O embrião curvado apresenta as seguintes subdivisões: Notorrizo ou Incumbente – quando no embrião curvado o eixo hipocótilo-radícula se dobra e se encontra deitado dorsalmente contra a nervura mediana de um dos cotilédones (um interno

FIGURA 144 – Embrião axial curvado, contínuo e raradícula infletida (em seção transversal e longitudinal): A- Aeschynomene rudis e B- Zornia sp.

e outro externo) incumbentes [Fig. 148G]; como em Capsella

bursa-pastoris (L.) Medik. [Fig. 145G] e Coronopis sp. (Brassicaceae =Cruciferae) e em espécies de Resedaceae. Ortoplóico ou Conduplicado – quando no embrião curvado os cotilédones conduplicados e justapostos se encontram

151

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

dobrados longitudinalmente e envolvem o eixo hipocótiloradícula [Fig.148H]; como nos gêneros Brassica (Brassica kaber (DC.) L.C. Wheeler - Fig.145I), Eruca, Raphanus, Rapistrum e Sinapis (Brassicaceae =Cruciferae).

FIGURA 145 – Embriões axiais curvados, contínuos e pleurorrizo (em seção transversal e longitudinal): A- Trifolium repens; B- Medicago lupulina; C- Melilotus indica; D- Lotus corniculatus; E- Crotalaria spectabilis; F- Desmodium tortuosum; H- Lepidium virginicum; notorrizo: G- Capsella bursa-pastoris e conduplicado: I- Brassica kaber.

Pleurorrizo ou Acumbente – quando no embrião curvado os cotilédones, se situam verticalmente na semente, e o eixo hipocótilo-radícula se dobra de maneira a se localizar lateralmente ao longo de um dos bordos justapostos dos cotilédones acumbentes; como em Barbarea, Cardamine, Lepidium virginicum L. [Fig.145H] e Nasturtium (Brassicaceae =Cruciferae), Crotalaria spectabilis Roth, Desmodium tortuosum (Sw.) DC., Indigofera sp., Lespedeza sp., Lotus corniculatus L., Medicago lupulina L., Melilotus indica (L.) All., Sesbania sp., Trifolium repens L. e Ulex europaeus (Fabaceae–Papilionoideae - Fig.143B-C-D-E e Fig.145AB-C-D-E-F).

152

E

Oblícuamente-Incumbente – é um estágio intermediário entre o embrião acumbente e o incumbente, mas está mais próximo ao incumbente; como em Sisymbrium officinale (L.) Scop. (Brassicaceae =Cruciferae). Plicado – embrião contínuo com cotilédones foliáceos, muito expandidos e variavelmente dobrados longitudinalmente e transversalmente, como se estivessem amassados e deitados
FIGURA 146 – Embriões axiais plicados e contínuos (em seção transversal e longitudinal): A- Malva parviflora; BSida carpinifolia; C- Sida linifolia; D- Sida spinosa; E- Ipomoea sp.

contra o eixo hipocótilo-radícula, ou envolvendo, às vezes, uma boa porção, dependendo do estádio de desnvolvimento do embrião; como em Burseraceae, Convolvulaceae (Ipomoea – Fig.146E e FIG.148R), Geraniaceae, Malvaceae (Malva parviflora L. - Fig.146A, Malvastrum americanum (L.) Torr. Fig.148P], Sida carpinifolia L. - Fig.146B e Fig.148Q, Sida linifolia Cav. e Sida spinosa L. – Fig.146C-D), Theobroma cacao L. (Sterculiaceae – Fig.148S), Tiliaceae e Ulmaceae. Invaginado – embrião com nítida delimitação entre o eixo hipocótiolo-radícula e os cotilédones, que se manifesta pela base emarginada, cordada, sagitada ou auriculada dos cotilédones ou pela invaginação do eixo reto e basal entre os cotilédones; a plúmula pode ou não estar presente; como em Betulaceae, Bignoniaceae, Fabaceae–Caesalpinioideae

FIGURA 147 – Embriões axiais invaginados (em seção transversal e longitudinal): AA’- Senna occidentalis; B-B’-Senna obtusifolia; C-C’- Senna alata.

(Senna occidentalis (L.) Link. – Fig.147A-A’; Senna obtusifolia (L.) H. S. Irwin & Barneby – Fig.147B-B’, Senna alata (L.) Roxb.; ou apresenta cotilédones em sigmóide – Fig.147C-C’), Fabaceae –Mimosoideae, Fagaceae, Lamiaceae, Lauraceae, Lythraceae e Rhamnaceae.

153

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Podem ocorrer ainda outros formas de embrião: Transverso-oblongo – embrião axial, com eixo hipocótilo-radícula curto, cilíndrico ou obcônico e cotilédones finos, membranáceos e mais largos do que longos; como em sementes dos gêneros Kielmeyera (Clusiaceae =Guttiferae - Fig.145N), Magonia (Sapindaceae - Fig.148M) e nas Bignoniaceae onde as sementes aladas, sem endosperma, possuem cotilédones profundamente bilodados no ápice [Fig.148O-O'-O'']. Conferruminado – embrião ovóide, elipsóide, globoso, obovóide ou claviforme, sem distinção de cotilédones nem do eixo hipocótilo-radícula, segundo BARROSO et al. (1999). Ocorre em Eugenia (Myrtaceae), Bertholletia e Lecythis (Lecythidaceae). Criptorradicular – embrião com cotilédones de oblongos a elípticos, plano-convexos, crassos, dispostos paralelamente ao curto eixo hipocótilo-radícula oculto entre os cotilédones, como em Erisma (Vochysiaceae), Anadenanthera pavonina L. e Pithecelobium (Fabaceae–Mimosoideae Fig.148J-J’-J’’). Hipocotilar – embrião com eixo hipocótilo-radícula grande e transformado em órgão armazenador de reservas, cotilédones de vestigiais a rudimentares, como duas alas membranáceas ou estão completamente ausentes. Ocorre em Bonnetia sp. (embrião cilíndrico e sem vestígios de cotilédones - Theaceae - Fig. 148Y), Caryocar (Cariocaraceae - Fig. 148U), Clusia (Clusiaceae
=Guttiferae - Fig.148T), Campo-manesia (com eixo curvo em forma de ‘C’ e cotilédones vestigiais - Myrtaceae - Fig. 148X) e Chomelia

sp. (Rubiaceae - Fig. 148V).

154

Pisum sp.Ipomoea sp. 155 . U.circinado.Caryocar sp...espatulados.curvado com cotilédones dobrados (Serjania sp.Chomelia sp. E. G. D.. transverso-oblongo: M.E FIGURA 148 – Embriões: A. (ponta da radícula visível externamente). X. B. K’. invaginado criptoradicular: eixo não visto externamente: J.Malvastrum americanum.. N. invaginado: I. Q.Campomanesia sp.Pithecelobium sp. hipocotilar: T. S.espiralado (Cuscuta sp.).Bonnetia sp. em um dos lados.lineares. com cotilédones conduplicados (dobrados longitudinalmente) e eixo deitado entre os bordos.Theobroma cacao. R. com cotilédones incumbentes e eixo deitado sobre o dorso dos cotilédones (um externo e outro interno). plicados: P.curvados.Bignoniaceae.ponta da radícula visível externamente. G-G’. I’. e J’.pleurorrizo.invaginado papilionáceo (eixo infletido em maior ou menor grau)..notorrizo.). O-O’-O’’.Clusia grandiflora.eixo em vista interna. 1999). F.Adenanthera pavonina e J’’. com cotilédones acumbentes e eixo encurvado e deitado entre os bordos justapostos dos cotilédones.com eixo rudimentar (Calophyllum.Sida carpinifolia.eixo em vista interna. invaginado globoso: K.ortoplóico. L. V. Y. C. (Fonte T-V-Y-X: Barroso et al. H.Magonia pubescens.Kielmeyera.

[Fig.) De Wit. como nas Brassicaceae (=Cruciferae). 325].). pode permanecer líquido como em Cocos nucifera L.) Allemão ex Benth. 156 . pode não estar presente na semente madura (como em espécies de orquídeas. corresponde a epiderme interna ou superior da folha carpelar.94]. Juncaceae. O amido pode conter como material de reserva os lipídios. As principais substâncias de reserva são: carbohidratos. em jacarandá – Dalbergia nigra (Vell. Poaceae (=Gramineae). lipídios e outras substâncias. pode ser parcial ou completa-mente absorvido pelo embrião em desenvolvimento ou pode permanecer até que a semente germine.. gelatinoso. ex Tul.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA EMERGÊNCIA – ação de emergir. córneo ou crasso. 94. ex Steud. lenhosa ou óssea [Fig.) Arrab. em leucena – Leucaena leucocephala (Lam. em pau-ferro – Caesalpinia ferrea Mart. EMERGENTE – que emerge. É o tecido de reserva utilizado pelo embrião durante o processo de germinação [Fig. etc. 309]. em cássia – Cassia fistula L. em pau-Brasil – Caesalpinia echinata Lam. elevando-se acima da superfície da água ou do solo. O amido é o material de reserva mais comum nas sementese e é encontrado nas famílias Cyperaceae. e em louro – Cordia trichotoma (Vell. a textura pode ser dura. ENDOCARPO – camada interna dos frutos (do pericarpo). carnoso.) ou estar reduzido a uma fina película. pode rodear parcial ou totalmente o embrião (como em erva-mate – Ilex paraguaiensis A. que são os óleos e gorduras. parte da planta aérea e parte submersa. EMERSO – que se eleva acima da superfície da água.-Hil. proteínas. 123..78B. Eucalyptus. St.35. Quanto a textura o endosperma pode ser farinhoso.. ENDOSPERMA – tecido nutritivo (triplóide) resultante da dupla fecundação que ocorre nas Angiospermas.

Virola (Myristicaceae). como em sementes de Annonaceae. Endosperma exalbuminoso – quando a semente não apresenta tecido de reserva e o alimento consumido durante a germinação e no desenvolvimento da plântula se encontra armazenado nos cotilédones. da micrópila para a chalaza. ENZIMA – proteína com propriedades catalíticas específicas. nas núculas de Antigonon. como nas Fabaceae (=Leguminosae). (Polygonaceae .284]. fruto ou semente) tem contorno de bainha de espada. bem delimitado e é todo consumido durante a germinação e no desenvolvimento da plântula. ENSIFORME – diz-se quando um órgão (folha.Fig. de Diospyros FIGURA 149 – Endosperma ruminado e invaginações do tégmen de Triplaris surinamensis. ou quando o endosperma se desenvolve no centro da semente. 1999).E Endosperma albuminoso – quando a semente apresenta uma tecido de reserva bem definido. 157 . entre as ruminações do tegumento (BARROSO et al. como nas Poaceae (=Gramineae).. Endosperma ruminado – se caracteriza pelas invaginações (ruminações) transversais do tegumento para o interior (centro) do tecido nutritivo.102A]. ENTRENÓ – a parte de um colmo ou ramo localizado entre dois nós consecutivos [Fig.146) e Cissus (Vitaceae). como a folha de Iris ou da espada-de-São-Jorge [Fig. e se expande no tecido nucelar. completamente reta com ponta aguda. Coccoloba e Triplaris surinamensis Cham. (Ebenaceae).

o epicótilo se alonga e eleva para a luz (acima do solo) a gema apical e a plúmula. corresponde a epiderme externa ou inferior da folha carpelar [Fig.186-epi. 123. ou as primeiras folhas (os eófilos).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA EÓFILO ou FOLHA PRIMÁRIA (PRIMORDIAL) – é a primeira folha expandida ou o primeiro par de folhas. O mesmo que exocarpo. 188-epi. Nas espécies de germinação epígea e fanerocotiledonar o crescimento do epicótilo é muito pequeno durante a germinação. EPICÓTILO – é o eixo (epi) do embrião acima do nó cotiledonar e abaixo da plúmula [Fig. 189]. os cotilédones e o hipocótilo com o sistema radicular (situado abaixo). enquanto nas espécies de germinação hipógea e criptocotiledonar. 307B-C-308C]. tipo de folha de transição desenvolvida antes da formação das folhas adultas. acima do ponto de inserção dos cotilédones e abaixo da inserção da folha primária ou do primeiro par de folhas primárias ou dos eófilos [Fig. 188-fp. EPIBLASTO – uma pequena excrescência do lado oposto do escutelo e é considerado como um remanescente do segundo cotilédone.306B-C. encontrado em algumas espécies. EPÍFITA – diz-se da planta que vive sobre a outra. desenvolvida a partir da gema apical e se localiza logo acima dos cotilédones [Fig. 325]. 189C]. 94. Os tecidos condutores do epicótilo unem a parte aérea (situada acima). com lâmina verde. ou o primeiro internó da plântula. como no trigo. mas não a parasita. 158 . ou a porção do eixo da plântula. EPICARPO – camada externa dos frutos (do pericarpo).35. 186-fp. portanto não retira dela alimento.

escura e nitidamente delimitada. 159 .150]. A unidade-semente é a semente nua. FIGURA 151 – Cálice equinado envolvendo o fruto múltiplo de Acaena sp. lisa ou levemente estriada longitudinalmente. área do embrião oblonga. ERGOT – substância produzida por fungos e que toma o lugar da cariopse.186]. fruto FIGURA 150 – Epígina. fruto ou semente) provida de pêlos duros. 243]. com nervuras laterais.E EPÍGEA – ver germinação epígea [Fig. folha. de 0. quando as partes se inserem acima dele [Fig. EQUINADA – diz-se da superfície de um órgão vegetal (caule.0mm ou menos de largura. aguçados e retos [Fig. folha.7-2.203C]. como nos gêneros Lolium e Festuca e outras Poaceae (=Gramineae). cariopse oval. Eragrostis curvula – lemas e páleas membranáceas e muito caediças no beneficiamento. lemas 3-nervadas. de coloração amarelo-castanhoclara. raras vezes com esturas acessórias. ou semente) que se apresenta revestida de espinhos ou acúleos.0mm de comprimento por cerca de 1. ERIÇADA – diz-se da superfície de um órgão (caule. Cálice equinado – ocorre no cálice que envolve o fruto mútiplo de Acaena (Rosaceae – Fig151]. às vezes. como no: Fruto (nuculânio) equinado – globoso em Triumfetta (Tiliaceae – Fig. EPIGÍNICO – que se insere acima do ovário. EPÍGINA – diz-se da flor de ovário ínfero. termo usado quando o ovário das flores é ínfero. relativo a epígina. cálice. inconspícuas.

mericarpo se afila gradativamente para a base. de pequena consistência.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Erodium cicutarium (L. como se tivesse sido roída por um animal. raro o cremocarpo. lisa. ± torcido (quanto + seca + espiralada. [Fig. EROSO – diz-se da folha que apresenta margem irregularmente dentada.) L’Her.0mm de diâmetro. geralmente.5-3. escamas dorsais inconspícuas e vesiculosas. por cinco mericarpos claviformes e em seção transversal orbiculares. raro a semente.0-4.Fig. – regmídio formado. em virtude da pequena ou de nenhuma lenhificação. calícinas pouco memores ou iguais. 160 . de 2-3mm de comprimento. Eryngium luzulifolium Cham. ESCABRO – áspero como uma lixa.).0mm de comprimento por 0. – cremocarpo com carpóforo nulo e formado por dois carpídios comprimidos. de 3. circundada por um anel e do qual sai o longo estilete (rostro – ro) de 2-3cm de comprimento. & Schlecht.7-1. A unidadesemente é o mericarpo. ERVA – pouco desenvolvida. como o botão-de-ouro (Galinsoga parviflora Cav. semente oblonga. com 2.2 (-5. ápice com cavidade oblíqua-ovalada. em curto bico (geralmente ausente quando misturado às sementes comerciais) reto ou levemente encurvado e coberto por um tufo de pêlos.193) e de serralha (Sonchus oleraceus L. parecendo um sacarrolha) da esquerda para a direita.0)mm de comprimento por 0.109R-S-T]. – Asteraceae =Compositae .9mm de diâmetro. A unidade-semente é o carpídio. castanho-avermelhada [Fig. ala formada por escamas laterais lanceolada e acuminadas.290C]. de coloração castanho-alaranjada a castanho-avermelhada e superfície com pêlos ascendentes esbranquiçados.

pálea. de forma irregular.204C]. 161 . ESCAMA – diz-se quando órgãos foliáceos. fruto ou semente) que se apresenta áspera. etc. como certos catáfilos de bulbos e gemas lembram escamas de peixe [Fig.203-O]. rizoma. ESCAMIFORME – em forma de escamas. ou escamas ou cerdas rígidas [Fig.2-e. ESCLERÓCIO – corpo duro. freqüentemente translúcido e não verde. glumelas) é membranoso. e produz. uma flor ou uma inflorescência [Fig. ESCARIOSO – diz-se quando o órgão de natureza foliar (lema. ESCARIFICAÇÃO – ato de expor a parte interna da semente para facilitar a germinação. 175A]. ESCAPO – pedúnculo geralmente sem folha (áfilo). constituído por numerosas hifas entrelaçadas e revestidas por um invólucro protetor (camada cortical). origina-se de um bulbo. no ápice. muitas vezes são escamiformes. ligeiramente coberta com curtas pontas um pouco duras. ESCAMOSA – diz-se da superfície de um órgão que se apresenta com escamas fixadas em uma ponta [Fig. que pode ser provido de escamas ou brácteas.E ESCABROSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. formado pelo micélio de certos fungos que atacam principalmente as Poaceae (=Gramineae) e em outras como Fabaceae e Brassicaceae. Produz diretamente os esporóforos. mais ou menos seco.51A-C]. pode ser química ou mecânica.

Espécie exótica – que não tem habitat original no Brasil. como nas palmeiras [Fig. consistentemente e persistentemente distintos e distinguíveis por meios usuais (CRONQUIST.101H]. geralmente díclinas e pouco vistosas [Fig. como no copo-de-leite. ESPATA – bráctea que ocorre na base de uma inflorescência. ESPÁDICE – tipo de inflorescência em espiga. 1945). 162 . ESPATULADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. são os menores grupos FIGURA 153 – Espata. a espata. 153]. fruto ou semente) tem contorno de espátula. No lado dorsal da cariopse é visível como uma área ovalada evidente. mais ou menos elevada e que no centro apresenta o eixo embrionário (a radícula e a plúmula da planta embrionária – Fig. através do qual os nutrientes são transferidos do endosperma para o embrião. com eixo mais ou menos carnoso e que tem na base uma bráctea. ESCUTELO – estrutura em forma de escudo e que constitui o único cotilédone (modificado) das cariopses de Poaceae (=Gramineae).103H]. possuindo caracteres comuns fixos no transcorrer de sua pogênese (VASCONCELOS SOBRINHO. que pode envolvêla em maior ou menor extensão.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ESCUTIFORME – em forma ou com aparência de escudo [Fig. Espécie nativa – que tem habitat original no Brasil. geralmente é membranácea. como no antúrio. ou lenhosa.152]. ESPÉCIE – em taxonomia: é o taxon básico.78-esc). largo e arredondado no ápice e afilando em direção a base [Fig. com flores FIGURA 152 – Espádice. é o conjunto de indivíduos originados de pais comuns. 1988). a espádice.

157). como nos gêneros Oryza [Fig. ESPIGUETA ou ESPIGUILHA – inflorescência típica de Cyperaceae e Poaceae (=Gramineae . muito próximas uma das outras. com flores sésseis (sem pedicelo) inseridas ao longo do eixo (raque .4]. também secas e opostas. em Poaceae. ou glumas. Na definição de semente pura das Poaceae. a inferior ou externa (lema) e a superior ou interna (pálea). simples. uma ou mais flores (antécios) férteis ou estéreis. ESPICIFORME – semelhante a uma espiga. ESPICULADA – diz-se da superfície de um órgão revestida com pontas finas e carnosas. como nos gêneros Agrostis [Fig. A flor propriamente dita se compõem de três estames e do gineceu protegido pelas glumelas.Fig.ra). uma inferior ou externa (gli) e outra superior ou interna (gls). Na base de cada flor encontram-se duas bractéolas (glumelas). 269]. pouco perceptíveis. Andropogon gerardii Vitmann [Fig.E ESPERMÁFITAS – divide-se em Angiospermas e Gimnospermas. o termo espigueta pode incluir mais de uma flor (antécio) fértil. As espiguetas se agrupam de diversas maneiras para formar espigas.268. ESPIGA – inflorescência racemosa. Podem aparecer ainda duas escamas (lodículas – lod) em ambos os lados do plano médio da lema. opostas e estéreis.155] Avena barbata FIGURA 154 – Espiga.3. rácemos e panículas compostas. sobre a qual se inserem as flores (uma a várias) e que apresentam na base da inflorecencia duas brácteas (glumas ) secas. geralmente.158] e Phalaris [Fig. 163 . pequena pequena espiga formada por um eixo ou segmento da ráquila ou ráquila curta.154]. como nas Poaceae (=Gramineae) [Fig.157.

157. A espigueta pode ser uma unidade-semente múltipla ou simples. [Fig. gerardii.158] e Sorghum sp.156]. dependendo das estruturas que estão presentes e da espécie. FIGURA 158 – Espigueta de Oryza.158]. [Fig. Panicum e Sorghum. [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Pott ex Link [Fig. [Fig. 158]. FIGURA 155– Espigueta de Andropogon FIGURA 156 – Espigueta de Avena barbata.199]. Axonopus [Fig. Panicum sp.34] Holcus sp. Oryza sativa L. FIGURA 157 – Espigueta de Oryza sativa. 164 .

ESPORÓFORO – órgão que suporta (contém) os esporos. que se decompõem longitudinalmente. com placentação. vegetativa ou assexuadamente. na maturação. originados de um ovário súpero ou ínfero. ESPINHOSA – diz-se da superfície de um órgão (caule. encontra-se geralmente no caule. fruto ou FIGURA 159 – Espinhos uncinados semente) provida de espinhos [Fig.E ESPINHENTA – provido de espinhos. 100F. [Fig. como nas samambaias. uma porção apical ou basal 165 .159]. ESQUIZOCARPÁCEO – fruto formado por dois ou mais carpelos. ESPIRALADO – curvado em forma de espiral mais ou menos estreita [Fig. ESPORO – formação geralmente unicelular e uninuclear. como o embrião de Cuscuta sp. geralmente. [Fig. Espinhos uncinados – no invólucro gamófilo de Xanthium strumarium L. porque nestas. ESPINHO – formação epidérmica pontiaguda. Distinguem-se das cápsulas septicidas. o indivíduo que o formou.203A]. folha. e rostro. ESPORÂNGIO – órgão que forma (e que contém durante certo tempo) esporos.160]. difere do acúleo por ser de difícil remoção e por possuir elementos condutores. em unidades de dispersão.148]. tantas quantas são os carpelos componentes. capaz de germinar em determinadas condições. reproduzindo. FIGURA 160 – Espiralado.

93] e mais de cinco unidades em Malvaceae.Fig. em tantas unidades-sementes quantas são os carpelos componentes.. 171]. estéril e não tem a função original de produzir pólen. três em Euphorbiaceae [Fig.13A. que só tem estames e é incapaz de produzir sementes. Nestas cápsulas a abertura dos carpelos é sempre vental. 109). ESQUIZOCARPO – fruto simples. ESTÉRIL – incapaz de produzir sementes. regmídio e samarídio. com a formação de valvas. se separa longitudinalmente dos demais formando um fruto parcial (mericarpo ou carpídio) unisseminado. seco. enquanto na maioria dos esquizocarpos deiscentes a abertura é apenas apical. A antera (estrutura alargada) é formada pelas duas tecas (t). composto pela antera (ant) e pelo filamento (ou filete –fi). indeiscente e de bi. em Poaceae (=Gramineae) é incapaz de produzir cariopses. duas em Rubiaceae [Fig. 1999): coca ou mericarpo. ESTAMINÓDIO – estame modificado. cremocarpídio. separa-se em duas unidades em Apiaceae (=Umbelliferae . ESTAMINADA – flor masculina.92].a pluricarpelar. unidas pelo conectivo e nelas estão os microsporângios ou sacos polínicos (sc) que contêm os grãos de pólen (gp) [Fig.83. como em Poaceae (=Gramineae) no gênero Arrhenatherum.12. Quando este falta diz-se que a antera é séssil. 166 . na maturação. ESTAME – órgão masculino da flor. Cada carpelo. Ver a descrição de cada um.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA dos carpelos fica sempre unida ao receptáculo. Os esquizocarpos dividemse em quatro subtipos (BARROSO et al.

car) de Apiaceae (Ammi majus L. cônica FIGURA 161 – Estilopódio. geralmente sem ramificações. ESTILOPÓDIO – base do estilete (et). que se prendem diretamente ao caule. que recebe os grãos de pólen e onde iniciam a germinação [Fig. Ver tronco e colmo.171-es]. ESTIGMA – parte apical do pistilo. FIGURA 162 – Estipe de carnaúba. como a carnaúba [Fig. ou cilíndrica. ESTIOLADO – que sofreu estiolamento. persistente.162]. ESTIPIFORME – que parece uma estipe. ESTIOLAÇÃO – ato ou efeito de alteração das plantas que vegetam em lugar escuro ou são privadas da luz e que se caracteriza pelo descoloramento e amolecimento dos tecidos que atingem um certo grau de crescimento.W..E ESTERILIZAÇÃO – que foi submetido a esterilização. que se enfraqueceu pelo estiolamento. ESTIPE – é um caule comprido. Petroselinum crispum (Mill.. caso típico das palmeiras. Pimpinella anisum L. que ocorre em certos frutos (cremocarpo / carpídio . 167 . como as núculas de Carex sororia Kunth.161-et]. ESTILETE ou ESTILO – parte do pistilo que fica entre o estigma e o ovário [Fig.. Angelica archangelica L. como por exemplo o caule do mamoeiro ou a base de um fruto. Daucus carota L.) Nyman ex A. às vezes dilatada e glandulosa.171-est]. apenas no ápice apresenta um tufo de folhas.Fig. de forma variada. . ± engrossada. Hill. quase cilíndrico.

ao crescer.184]. ESTIPULADA – provido de estípulas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Cyperus esculentus L. é denominado de estolão epigeu. de espaço em espaço. 168 . a qual por sua vez pode desenvolver um novo estolho. ESTIPITADO – como a base da núcula de Bulbostylis capillaris (L. pode também ocorrer o concrescimento de estípulas de folhas vizinhas. ESTÍPULA – formação laminar (epu) existente na base dos pecíolos de algumas plantas [Fig.) Vahl. Clarke [Fig. ocorre no pecíolo do brinco-de-princesa (Hibiscus rosa-sinensis L.163]. etc. ESTRIA – proeminência. com raízes e folhas em roseta. geralmente longitudinal. Estolão hipogeu – é subterrâneo.B. ESTOLONÍFERO – que tem estolão. – Malvaceae).. geralmente há duas em cada folha. FIGURA 163 – Estolão epigeu do morangueiro. ESTOLÃO ou ESTOLHO – a planta. bulbos (trevo). respectivamente [Fig. mas elas podem concrescer formando uma peça única. FIGURA 164 – Estolão hipogeu. mas produz na extremidade tubérculos (batatinhas). Cyperus rotundus L. como no morangueiro [Fig.172A-epu. formam gemas e nesse ponto pode haver a formação de uma nova planta.164-eh]. e Fimbristylis dichotoma (L.239C-D-E-G]. como linhas finas (menores do que costelas).239A]. mais raro. não origina ramos nas raízes. desenvolve eixos caulinares que rastejam sobre o solo e que.) C. [Fig.

como o hipocótilo. como o hipocótilo. ESTROBOLIFORME – em forma de cone ou de estróbilo (estrutura florífera e depois frutífera das Coníferas). (Violaceae) e em Fabaceae [Fig. ESTRUTURA COM LAÇADA – estrutura da plântula. como no gêneros Chelidonium majus L. que se forma a partir do funículo e visível como pequeno intumescimento sobre a rafe. fruto ou semente) que está marcado com finas linhas longitudinais [Fig. epicótilo ou mesocótilo.27I-etr). que se torce ao redor do próprio 169 . 309]. forma uma laçada. fruto ou semente) que se apresenta revestida por agudos pêlos. St. Viola odorata L.-Hil. ESTRIGOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. excrescência carnosa (etr) da semente. rígidos e adpressos [Fig. ESTROFÍOLO – tipo de arilo. que em vez de ser reta na sua porção terminal. 204D]. epicótilo ou mesocótilo.295F]. como em Talauma ovata A. (Papaveraceae – Fig. coleóptilo. Receptáculo estrobiliforme – quando os frutículos se encontram dispostos sobre um receptáculo cônico. ESTRUTURAS ESSENCIAIS – estruturas do embrião indispensáveis para a produção de uma plântula normal.E ESTRIADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. Aguns autores usam esse termo como sinônimo de híspido. ESTRUTURA TORCIDA – estrutura da plântula.308-etr. coleóptilo.

313H]. (Magnoliaceae . como a ala circundante das sementes de espécies de Bignoniaceae [Fig. Sessea sp. EXCRESCÊNCIA – diz-se quando a superfície de um órgão (folha. et al. EXERTA – que se expõe para fora de um órgão. Violaceae [Fig. Ver tuberculada.Fig. semente ou embrião) apresenta uma incisão curta [Fig. (Clethraceae . Clethra sp.313D). 170 . EXCISA(O) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha.313B). EXÊNTRICO(A) – fora do centro. como tubérculos ou verrugas. como as valvas dos frutos de Eucalyptus.16T].313I] Magonia pubescens A.313A). Fracamente torcida – quando a torção faz uma volta completa ao redor de um longo trecho da estrutura.Fig.Fig.313F).313J).Fig. Greville sp. (Fabaceae-Papilionoideae . (Proteaceae . (Rubiaceae Fig. Allamanda (Apocynaceae . fruto ou semente) apresenta elevações.-Hil.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA eixo de alongamento.St.Fig. fruto. (Solanaceae .Fig.313C). formando um laço ou um círculo ao invés de ser mais ou menos reto.313G) e Campsiandra sp. Coutarea sp. Fortemente torcida – quando a torção faz uma volta completa ao redor de um pequeno trecho da estrutura. – abreviatura do latim et alii (e outros).

de pequenas proporções. o mesmo que retrorso. o mesmo que escasso. 94. 325]. EXÓGENO – que é produzido ou desenvolvido na periferia de outro órgão. EXTRORSO – voltado para fora. EXÓTICA – planta estranha a região (não nativa). em direção oposta ao eixo. como espóros exógenos. EXOCARPO – o mesmo que epicarpo [Fig. termo mais usado. 171 .35. 123.E EXÍGUO – pequeno e estreito. EXSUDAÇÃO – fenômeno que libera substâncias líquidas por qualquer órgão da planta.

172 .

.

100K].6-)3. 309]. trígona e achatado-triangular em seção transversal. conspicuamente alados. sem ou com cálice pentâmero ou parte dele aderida a base. 174 . FACE – lado superior (ventral ou adaxial) ou inferior (dorsal ou abaxial) de um órgão (folha. apresenta as subfamílias: Caesalpinioideae. embrião (em) periférico. Mimosoideae e Papilionoideae. plano e recurvado do meio para o ápice [Fig. – em taxonomia: abreviatuara de forma. com três faces levemente convexas e iguais na largura.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA f. 307. curvo. pericarpo crustáceo. branco ou rosado e mais longo do que o comprimento da núcula [Fig. em relação ao eixo onde se prende [Fig. afila gradativamente para um ápice agudo e abuptamente para uma base obtuso-pedicelada. linear e deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula em um sulco do endosperma (en) farináceo e duro. ângulos ± agudos e.0mm de largura e espessura. às vezes. A unidade-semente é a núcula. glabro. As sementes dessas subfamílias também diferem. Fagopyrum esculentum Moench – núcula largo-ovalada em contorno. com 5-6mm de comprimento por (2. 308. geralmente variegado ou mosqueado de castanho ou cinzaprateado. cálice pentâmero (prg) glabro. fruto ou semente). legume falciforme. liso e de brilhante (quando nova) a fosco (quando velha).165]. FALCADO ou FALCIFORME – em forma de foice. FIGURA 165 – Face (lado) dorsal e ventral. FABACEAE – nome válido para a família Leguminosae.306. de coloração castanho-amarelada-clara a preta. Ver semente [Fig.0-4. 241A-B-C].

superfície das faces opaca. 175 .188]. espatulado e deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula.) – núcula trígona. Por exmplo: Faba é o gênero típico da família Fabaceae. A unidade-semente é a núcula. lisos. FAMÍLIA – em taxonomia: compreende um grupo de gêneros semelhantes entre si (affins) quanto ao aspecto geral e caracteres morfológicos. FANERÓGAMA – designa qualquer planta que tem órgãos sexuais aparentes. sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base. FARINHOSO – com textura semelhante a farinha.F Fallopia convolvulus (L. com três faces iguais na largura. Löve (=Polygonum convolvulus L. curvo. ângulos arredondados.241D-E-F]. embrião (em) periférico.0)-2.0)mm de largura. base arredondada. com ápice pontiagudo. Para os vegetais acrescenta-se ao radical do gênero típico a terminação aceae (em português áceas). preta e escabrosa. séssil. com 3-4mm de comprimento por (2. levemente côncavas (núcula imatura) e plana (núcula madura). FARINOSA ou FARINÁCEA – diz-se da superfície de um órgão que se apresenta coberta com substância branca.) A. denso-piloso e tão longo quanto o comprimento da núcula [Fig.5(-3. cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si. FANEROCOTILEDONAR – ver germinação fanerocotiledonar [Fig. lustrosos e pretos. Aster é o gênero típico da família Asteraceae. grande grupo do reino vegetal que inclui todas as plantas que produzem flores. Poa é o gênero típico da família Poaceae. estramíneo. por diminutas asperezas alongadas.

FAVA – termo muitas vezes usado incorretamente como sinônimo de legume ou vagem em Fabaceae. fruto ou semente) que apresenta favos (conjunto de alvéolos .). como nos frutos da laranja. FASCÍCULO – refere-se a pequenos grupos de folhas. 176 . até cerca da ½ da lâmina [Fig. [Fig. como a folha da batata-doce (Ipomoea batatas Lam. FENDIDO – quando as margens de uma folha são profundamente sulcadas. FEIXE – diz-se do cojunto de elementos do tecido vascular ou de fibras. – Convolvulaceae). raízes.252A]. FAVÉOLA – pequena depressão (alvéolo). FAVEOLADA – diz-se da superfície de um órgão (folha.194). têrmo usado erroneamente como sinônimo de invólucrode-brácteas. flores e estames. do gênero Citrus (Rutaceae .Fig 295C. no caso de raizes referese a raizes adventícias. lima e limão. FENDA – termo usado como sinônimo de sulco.297-fv].Fig. o mesmo que faviforme e alveolada FAVOS – no hesperídio (fruto bacóide) o endocarpo é membranáceo.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FASCICULADO(A) – diz-se de certas folhas e inflorescências que se encontram agrupadas em pequenos feixes. dividido em gomos e revestido de pêlos sucosos (favos) na porção interna.

ápice em geral mais escuro (amarromzado). antécios (lemas e páleas) com 1-2mm de comprimento e que se desarticulam quando maduros. afila-se uniformemente para a base e para um ápice pontudo. a inferior 1-nervada e a superior 3-nervada. A unidade-semente é o antécio fértil. de coloração cinzaamarelada a palha-amarelado. Festuca – espiguetas comprimidas.0-1.F FENÓTIPO – organismo de um ser vivo considerado em relação aos caracteres apreciáveis com o uso dos sentidos. oposto de estéril. grosseiramente granulosa-escabrosa ao longo das margens (fortemente encurvadas) e nas nervuras. pálea 177 .4-1. Seguem as características diferenciais das espécies de Festuca: Festuca arundinacea Schreb. em geral mais escura do que Festuca pratensis. com 5-nervuras.5 mm de espessura. FÉRTIL – capaz de produzir sementes. multifloras (unidade-semente múltipla). com nervura mediana inconspícua e as outras conspícuas. (=Festuca elatior L. glumas lanceoladas. sem carena e atenuada numa arista ou às vezes miudamente bífida ou as vezes sem arista [Fig. lema fértil (lf) lanceolada ou elíptica. antécio fértil de 6-9mm de FIGURA 166 – Festuca arundinacea (A) e Lolium multiflorum (B): antécio fértil lado ventral. especialmente em direção ao ápice e esparsa entre as nervuras. Na definição de semente pura. comprimento por 1. lema fértil (lf) convexa. 5-nervadas. com arista ausente. longo-agudas. com glumas (inferior e superior) basais persistentes. quando se fala em antécio de Poaceae (=Gramineae) significa que encerra uma cariopse.166 a 169]. subagudas.) – espiguetas lanceoladas.8mm na maior largura (abaixo da porção mediana) e 1.

no ápice e glabras na base.Vulpia myurus.l. com ápice horizontal e expandido em disco.5mm de largura e 1mm de espessura. ovina.F. não adpresso a pálea. arundinacea. 168A.4-)0. segmento da ráquila ( seg ) cilíndrico. B. cariopse (cap) obovada. de 2. carenas da pálea convergem abruptamente. acima do término da cariopse e no ⅓ superior com curtos dentículos. D-D’. segmento da ráquila (seg) cilíndrico e ápice expandido em disco. s. de coloração castanho-amarelada a castanho-acinzentada.F.166A.5-0. levemente lustrosas e com profundo sulco em forma de ‘V’.F. lado dorso convexo e ventral com largo sulco profundo [Fig. lema e pálea do mesmo comprimento (que depende variedade.5-2.Vulpia myurus. 167A. ápice arredondado e base obtusa. levemente encurvado e não adpresso a pálea ou apenas ligeiramente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA fértil (pf) com largo sulco raso na base. E. granulosa e fosca. – antécio fértil lanceolada ou estreito-elíptica.6-1.5-6. rubra. rubra. pratensis. C. por 1.F.0mm de largura e (0. B. arundinacea.F. pratensis. 178 . concrescida com o antécio (difícil de ser separada) . deixando visível somente uma estreita faixa da pálea.F. 168D-D’. muito FIGURA 168 – Festuca e Vulpia (antécio fértil dorsal): A.0-1. Festuca ovina L. cariopse (cap) de coloração castanho-preta. ovina.8)mm de espessura) . 169A]. esparsopubescente. com ápice coprimido.0mm de comprimento. de 2.F.5mm de largura e espessura [Fig. 169 D-D’]. esparso-pubescentes FIGURA 167 – Festuca e Vulpia (antécio fértil ventral): A.F.0mm por 0. com 3-4mm de comprimento. E.167D-D’.7(-0. frequentemente com reentrância na margem superior.0mm de comprimento por 0.. lema fértil ( lf ) sem nervuras e margem encurvada sobre a pálea. calo largotransversal. arista ( as ) com cerca de 1/ 5 do comprimento da lema ou às vezes ½ ou mais.0mm de comprimento. com 1. C.8-1. de 0. de coloração castanha. concrescida com a pálea fértil. D-D’.

de 3.167B. com curta e esparsa pubescência no ápice e nas margens. pálea fértil (pf) largo sulcada e lustrosa.Vulpia myurus. mais largo na região mediana. lema fértil (lf) convexa e um pouco quilhada.. afastado da pálea e ápice expandido em disco. – antécio fértil de estreito-lanceolado a elíptica. s. carenas da pálea fértil (pf) 179 .F Festuca pratensis Huds.. ápice longo acuminado. Festuca rubra L.6-0. com ápice arredondado e base pontuda.F. D-D’. (=Festuca elatior auct.6mm de largura e 0.2-1.8mm de comprimento (pelo menos 2mm mais curta do que o antécio) por 1. segmento da ráquila (seg) de cilíndrico a levemente quadrangular. de 5-7mm de comprimento por 1. arista (as) até 2mm de comprimento ou ausente. cariopse (cap) de coloração castanha a castanho-preta.5 mm de largura e 0. non L. um pouco encurvado.F.2mm de largura e 0. com 4-6mm de comprimento por 0.8mm de espessura. com largo e raso sulco basalventral.l.) – antécio fértil de estreito-elíptica a estreito-lanceolada. rubra. deixando visível somente uma estreita faixa da pálea. 169C]. B.5-0.53. margens encurvadas e esparso-escabroso no ápice. FIGURA 169 – Festuca e Vulpia (antécio fértil vista lateral): A. lisa.2-1. calo frequentemente com reentrância na margem superior. E.F.F. amarelopalha com manchas avermalhadas. cerca de 2mm de comprimento. ovina. de coloração esbranquiçada a cinza-amarelada. C. arista ausente. nervuras laterais sempre incosnpícuas. muito concrescida com a pálea (difícil de ser separada).8-1. Amer. de coloração cinza-amarelada a castanho-amarelada. pratensis. nervura mediana conspícua. lema fértil (lf) convexa. arundinacea. glabra e lisa.0mm de espessura. com nervuras laterais inconspícuas e próximas ao ápice conspícuas.8mm de espessura. 168B. lado dorsal convexo e ventral largosulcado [Fig.8-1. com profundo sulco em forma de ‘V’. afilando-se uniformemente para a base e para um ápice pontudo.

concrescida com o antécio. mas as sementes permanecem encerradas em estruturas indeiscentes. FILETE ou FILAMENTO – haste que sustenta a antera [Fig.170E). ou separados em dois ou mais.12. cujo exocarpo coriáceo. 180 . de 1-2mm de comprimento.170F-G]. FILOGENIA – relação entre organismos com base na sua história evolutiva. como nos gêneros Aguiaria (Bombacaceae . se separa na maturação em 1-3 valvas (va). liso. Protium [Fig. segmento da ráquila (seg) cilíndrico. cariopse (cap) de coloração castanha a castanho-preta. Bursera [Fig. ou frequentemente quebradiço ou crasso. 169C]. FILOTRIMÍDIO – fruto drupóide. reto e afastado da pálea. conforme o número de carpelos que participaram na formação do filotrimídio. 13A].170A-B-C-D] e Tetragastris (Burseraceae) e Joannesia (Euphorbiaceae). FILOGENÉTICO – relativo a filogenia. com ápice horizontal e expandido em disco. com ápice arredondado e base pontuda.).167C. como os estiletes de muitas espécies. FILIFORME – diz-se de um órgão vegetal que é longo e fino como um fio.5mm de espessura. envoltas parcial ou inteiramente por um mesocarpo (me) ± carnoso ou lenhoso.Fig. O fruto se separa em 3-valvas (Protium sp. 168C. lado dorsal convexo e ventral sulcado [Fig. o endocarpo (pirênio – pir). Os pirênios podem se apresentar divididos em lóculos (lo).) e em 4-valvas (Tetragastris sp. de 4mm de comprimento por 1mm de largura e 0.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA convergem gradativamente em direção ao ápice onde apresenta curtos dentículos.

F

FIGURA 170 – Filotrimídios: Protium sp.: A- fruto, B- fruto no início da separação das valvas, C- pirênio separando-se da valva; D- pirênio ovóide; E- Aguiaria sp. (Fonte: Barroso et al., 1999); Bursera sp: F- fruto íntegro, G- pirênio com mesocarpo carnoso.

FIMBRIADO(A) – diz-se da superfície, de órgãos laminares, que apresenta a margem finamente recortado; o mesmo que franjada. Fimbristylis dichotoma (L.) Vahl – núcula ovalada, biconvexa, com 1,01,2mm de comprimento por (0,8)0,9-1,0mm de largura ou 1,0mm de diâmetro, de coloração ebúrnea ou castanho-clara, lustrosa, com ápice arredondado-truncado, muitas vezes com estilete bífido, fimbriadociliado [Fig.239H] e de base buldosa (persistente); base da núcula atenuada, estipiforme, geralmente com engrossamento mais escuro e inserção arredondada; superfície com 7-8 costelas conspícuas nas

181

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

faces e uma no bordo, transversalmente estriada e que dão a núcula o aspecto de costada-reticulada, com interespaços grandes e profundos [Fig.239G-G’]. A unidade-semente é a núcula (com ou sem o estilete). FISTULOSO – provido de cavidade central alongada, oco e cilíndrico; caule fistuloso. FITOTÓXICO – nocivo à planta ou à plântula. FLOCOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que se apresenta revestida por densos pêlos adpressos, em manchas ou em tufos [Fig.204E].
FIGURA 171 – Flor (diagrama completo): A- detalhe do saco embrionário.

FLOR – elemento reprodutivo dos vegetais superiores (Fanerógamas), formado pelos verticílios protetores (cálice e corola), mais ou menos vistoso e dos verticílios reprodutores (androceu e gineceu); a forma, a organização e a coloração são extremamente variáveis [Fig.171]. FLÓSCULO – pequena flor; cada uma das flores do capítulo de uma Asteraceae (=Compositae). Flósculo-múltiplo – flósculos ligados a um mesmo pedúnculo e que em conjunto constituem uma flor composta. FLUTUANTE – que fica sobre a superfície da água. Foeniculum vulgare Mill. – cremocarpo formado por dois carpídios oblongoelípticos, glabros, de 3,5-10,0mm de comprimento por (1,5-) 2,0-3,0mm de largura e 1,0-2,0mm de espessura, lado dorsal com cinco conspícuas

182

F

costelas longitudinais amaledo-esverdeadas a cinza-esverdeadas e entre elas os tubos oleíferos escuros; lado ventral (da comissura) plano e na margem amarelo-clara a esverdeada; frequentemente os dois carpídios permanecem aderidos mesmo depois do beneficiamento [109Fig.U-V]. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. FOLHA – órgão lateral que nasce sobre o eixo principal (caule – cau) ou
FIGURA 172 – Folhas: A- limbo com estípula e pecíolo; B- limbo com pecíolo alado; C- limbo com pecíolo, ócrea, caule e nó; Dlimbo com pecíolo e bainha.

sobre seus ramos e tem crecimento limitado; é em geral laminar, verde e tem como principal função a fotossíntese; é formado pelo limbo
(lâmina – l), pecíolo (pe), bainha (bai) e estípulas (epu) [Fig.172];

qualquer dessas partes pode faltar, menos freqüente é a ausência do limbo; as folhas variam muito quanto ao aspecto (contorno – Fig.102, 103] de suas partes, bem como quanto as margens [Fig.110], ao indumento da superfície [Fig.203, 204], nervação, etc.; em alguns casos a folha tem crescimento indeterminado. Folha simples – quando o limbo não se apresenta dividido em folíolos;

FIGURA 173 – Folha adunada de barbasco.

como a folha do café e batata-doce. Follha composta – quando o limbo se apresenta dividida em folíolos; como a folha do feijão e da paineira. Folha adunada – são folhas opostas, sésseis, soldadas pelas bases, aparentando ser perfurada pelo caule [Fig.173]; como as de
barbasco (Buddleia brasiliensis Jacq. ex Spreng. – Loganiaceae).

Folha perfoliada – quando as duas metades da base do limbo se
FIGURA 174 – Folha perfoliada de Specularia sp.

desenvolvem circundando o caule, de modo queesse parece estar atravessando o limbo [Fig.174]; como a folha de Specularia sp.

183

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Folhas rosuladas – ver rosulada [Fig.175A]. Folhas verticiladas – ver vertcilada [Fig.175B]. FOLHAS COTILEDONARES – são os cotilédones que no fim da germinação fanerocotiledonar saem do tegumento da semente, liberam a lâmina foliar e são os primeiros órgãos fotossintetizadores da plântula e
FIGURA 175 – Folhas: A- rosuladas da falsa-tiririca; B- verticiladas da espirradeira.

recebem a denominação de paracotilédones [Fig.188]. Elas podem ser inteiras ou lobadas (ápice com recorte não muito profundo), ou bipartiadas (com incisão apical que se extende por quase todo o comprimento, dividindo-o em duas partes, mas que permanecem unidas pela base, como as folhas cotiledonares de Ipomoea ramosissima (Poir.) Choisy e Ipomoea triloba L. - Fig.176). FOLHA PRIMÁRIA ou FOLHA PRIMORDIAL – são diferentes das folhas definitivas; na germinação de sementes é a primeira folha ou o primeiro par de folhas (eófilos) que se desenvolvem logo após os cotilédones.

FIGURA 176 – Folhas cotiledonares de Ipomoea: A-B- I. triloba, C- I. ramosissima.

Uma folha primária ocorre em plântulas com folhas alternas, como no gênero Pisum (Fabaceae-Papilionoideae); o primeiro par de folhas primárias ocorre nas plântulas com folhas opostas, como no gênero Phaseolus (Fabaceae-Papilionoideae - Fig.186). FOLIÁCEO – que tem textura e forma de folha. FOLÍCULO – fruto oblongo, simples, seco, deiscente, de cartáceo a coriáceo, com margens espessadas ou não, uni- ou multisseminado, que se abre pela sutura (fenda) longitudinal (bordo ventral ou bordo dorsal) do único carpelo de que é formado e com sementes aladas ou

FIGURA 177 – Folículo.

não [Fig.177]. As sementes se encontram inseridas no mesmo bordo

184

F

da deiscência. Folículo unisseminado em Macadamia (Proteaceae) e com mais de uma semente em Delphinium (Ranunculaceae), Aspidosperma polyneuron Müll. Arg. (Apocynaceae), Grevillea (Proteaceae - Fig.178A-A'-B); Senna alata (L.) Roxb., Dioclea, Indigofera, Mucuna, Pseudopiptadenia [Fig.170E] e Sesbania (Fabaceae =Leguminosae -Papilionoideae), Brachychiton e Pterygota (Sterculiaceae - Fig.178CD). Ver cápsula folicular. Folículo moniliforme – em Anadenanthera (Fabaceae-Mimosoideae). FOLIOLADO(A) – que tem folíolos. FOLÍOLO – a menor divisão de uma folha composta [Fig.257]; o mesmo que pina. FRANJADO – o mesmo que fimbriado.
FIGURA 178 – Folículos: Grevillea banksii – A- fruto fechado; A’- continuação do estilete de A; B- deiscência do fruto e sementes aladas no interior; deiscência dos frutos e no interior as sementes: C- Brachychiton sp.; D- Pterygota sp.; E- Pseudopiptadenia sp. Fonte C-D: Barroso et al. (1999).

FRUTA – qualquer fruto comestível. FRUTÍFERO – que produz frutos. FRUTIFICAÇÃO – ato de produzir frutos. FRUTO – ovário fecundado e desenvolvido, com ou sem semente. Podese definir também o fruto como um órgão formado por um ou mais ovários desenvolvidos, aos quais podem se associar, intimamente, outras estruturas acessórias. Quanto a origem o fruto pode ser simples, composto ou múltiplo; quanto ao pericarpo pode ser seco ou carnoso e quanto a abertura deiscente ou indeiscente:

185

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Frutos simples – originados de um só ovário, de uma flor, e são formados por um ou mais carpelos, são deiscentes ou indeiscentes. Frutos secos – aqueles que na maturação tem pericarpo seco, não carnoso. Frutos secos deiscentes – que se abrem na maturação: cápsula
(formada por dois ou + carpelos e com diferentes tipos de deiscência),

folículo (formado por um carpelo e se abre pela sutura do único
carpelo de que é formado), legume (formado por um carpelo e se abre longitudinalmente ao longo da sutura ventral (bordos de união dos carpelos) e da nervura mediana (principal) do único carpelo de que é formado), lomento (com constrições entre as sementes, se fragmenta transversalmente, na maturação, em segmentos (artículos) unissemi-nados, deiscentes ou indeiscentes), silícola e

síliqua (formadas por dois carpelos e ao se abrir, a partir da base,
deixa persistente um septo mediano (replum), onde se inserem as sementes). Ver a descrição de cada um.

Frutos secos indeiscentes – aquênio (com uma semente ligada
a parede do fruto (pericarpo) em um único ponto), bolota (tipo

de núcula envolvida na base por uma cúpula, formada pelo receptáculo ou pelo cálice persistente), carcerulídio (formado
por dois carpelos, que se separam na maturação em dois carpídios ou mericarpos unisseminados e que correspondem à metade de uma folha carpelar), cariopse (ligada a parede do fruto em toda a extensão),

craspédio (se fragmenta transversalmente em segmentos (artículos)
unisseminados e que, após a queda, fica preso ao pedúnculo, uma armação (replum), formado pela sutura e pela nervura do único carpelo),

186

F

esquizocarpo (bi- ou pluricarpelar, cada carpelo, na maturação, se
separa longitudinalmente dos demais formando um fruto parcial (mericarpo ou carpídio) unisseminado), núcula (formado por 1-2-carpelos, com uma semente presa na base da parede do fruto e pericarpo não soldado ao tegumento; alguns autores usam o termo noz), sâmara (em geral uma semente, com núcleo seminífero aliforme) e utrículo (resulta da soldadura dos bordos de uma gluma secundária (bráctea) e forma uma estrutura fechada, saciforme, ovóide-comprimida, com abertura apical ou subapical e que envolvem uma núcula de textura paleácea, coriácea). Ver a descrição de cada um.

Fruto carnoso – com pericarpo de tecido suculento (aquoso e
parenquimatoso); como o anfissarcídio (com pericarpo carnoso, uma cavidade central, sem lóculos individualizados e cheia de sementes, envoltas por uma polpa (endocarpo) carnosa), balausta (com carpelos dispostos em dois estratos, pericarpo carnoso-coriáceo e amarelo-avermelhado, internamente dividido em cavidades, endocarpo fino, onde se alojam as numerosas sementes, sarcotesta translúcida, mesotesta esclerótica), drupa (nitidamente diferenciado em exocarpo fino, mesocarpo carnoso e endocarpo (pirênio) duro e concrescido com o tegumento membranáceo; com um único pirênio central grande, lenhoso, esclerosado ou pergaminhoso), hesperídio (formado por vários carpelos, nos quais não houve uma perfeita sincarpia das porções mais internas; exocarpo mais ou menos delgado e cheio de glândulas, mesocarpo branco-esponjoso e endocarpo membranáceo, dividido em gomos, revestidos de favos (pêlos sucosos) na porção interna) e

solanídio (formado de um ovário simples ou composto, com pericarpo
carnoso, com dois ou mais lóculos e cavidade central cheia de polpa carnosa). Ver a descrição de cada um.

187

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Frutos compostos – formados por um ou mais ovários fecundados e desenvolvidos, aos quais se podem associar intimamente outras estruturas acessórias; são frequentemente também designados por alguns autores como falsos-frutos; ocorre em Coussapoa sp. e Brosimum sp. (Moraceae) [Fig.179]. No abacaxi (Ananas – Bromeliaceae – Fig.280A) a infrutescência rodeia um eixo que se torna carnoso e carrega numerosas flores que depois se transformam em frutos, que são os “olhos do abacaxi” e acima da infrutescência o eixo continua seu desenvolvimento vegetativo. Frutos múltiplos – originado de vários ovários, de flores distintas e que se agrupam em uma infrutescência. Cada ovário dá origem a um aquênio, núcula, drupa ou folículo. Os frutícolos se encontram assentados sobre um receptáculo comum, plano em Annonaceae nos gêneros Bacageopsis (1-6-frutícolos globosos,
FIGURA 179 – Frutos compostos (frc): Coussapoa sp.: A- frc, B- frutículo isolado; Brosimum sp.: C- frc, D- porção rompida do receptáculo mostrando a posição da núcula. Fonte: Barroso et al. (1999).

subsésseis e indeiscentes) e Pseudoxandra (6-10-frutícolos globosos e curto-estipitados) – Fig.180A-B; ou globoso em Rolliniopsis (frutícolos indeiscentes) – Fig.180C; ou cupuliforme em Mollinedia (Monimiaceae – Fig.180I) ou alongado e cilíndrico em Magonia champaca (L.) Baill. ex Pierre (= Michelia champaca L. - frutícolos deiscentes e mujltisseminados – Magnoliaceae – Fig.180H-H’), ou ovóide em Talauma ovata A. St.-Hil. (frutículos deiscentes – Magnoliaceae) ou receptáculo urceolado (Rosa). Em Xylopia frutículos oblongos, deiscentes e semente com arilóide e em Unonopsis os frutícolos indeiscentes estão dispostos em cachos axilares (Annonaceae – Fig.180E-D-D’); em Doliocarpus grandiflorus Eichler - fruto globoso, apiculado, denso-piloso, deiscente e que na maturação se divide em duas partes, unidas na base, em cada uma delas se prende apicalmente uma semente

188

Unonopsis sp. B. Em Ranunculaceae o fruto múltiplo é formado por diversas núculas (nu) com estilete (rostro – ro) plumoso no ápice.181].316). como em Ranunculus sp. mostrando a posição das das sementes.Rolliniopsis sp. (1999).semente com arilo laciniado ou franjado.Bacageopsis matogrossensis.Mollinedia sp.180F-G-G’) Outro fruto múltiplo é o sicônio como em Ficus (Moraceae – Fig.: D. Magnolia champaca: H. D’.frm formado por folículos.: G. enquanto os frutos (núculas) muito pequenos se inserem na superfície do receptáculo [Fig. alguns levemente uncinados.frm. F. – fru dispostos no receptáculo cupuliforme. Em morango (Fragaria) e amora o receptáculo da flor.Doliocarpus grandiflorus.frutícolo (fru) isolado com parede rompida. H’.180B]. Fonte (exceto H-H’): Barroso et al.fru deiscente com numerosas sementes sésseis. G’. FIGURA 180 – Frutos múltiplos (frm): A..F com arilo branco e em Tetracera com 4-frutícolos unisseminados (Dilleniaceae – Fig. ou núculas com espinhos (espi). 189 .fru fechados dispostos no receptáculo estrobiliforme alongado. Tetracera sp. E.Pseudoxandra sp. I. [Fig. como em Clematis dioica L. com cinco fru fechados.Xylopia sp. se desenvolve e forma a parte carnosa e comestível. depois de fecundada. C.

FUNGO – organismo vegetal heterotrófico. Ranunculus sp. Fruto-semente – ovário fecundado. (Brassicaceae =Cruciferae). pedaços da síliquas articuladas. pedaços unisseminados de frutos multisseminados (lomento).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Fruto monospérmico – com uma só semente. Raphanus raphanistrum L. Fruto trispérmico – com três sementes. Desmodium e Ornithopus (Fabaceae−Papilionoideae). saprófito ou parasita. Fruto polispérmico – com várias sementes. sem raízes e cujas células (hifas) são desprovidas de cloroplastos e de paredes não celulósicas. convexa e alargada [Fig.101I].frm.núcula com estilete (ro). – C. FIGURA 181 – Frutos múltiplos (frm): Clematis dioica – A. FULVO – de coloração amarelo-tostada ou pardo-avermelhada. Ocorre em Aeschynomene. Fruto apocárpico – formado de um gineceu dialicarpelar. bolota que ocorre em Juniperus (Cupressaceae) e Taxus (Taxaceae). cilíndrico e uma extremidade arredondada. D.núcula com espinhos. Fruto dispérmico – com duas sementes. Fruto sincárpico – formado de um gineceu gamocarpelar. Fruto monocárpico – formado de um gineceu unicarpelar. desenvolvido e abriga uma única semente. B.frm. 190 . FUNGIFORME – com forma de fungo. sem tecido de sustentação ou condutor diferenciado.

é o mesmo que tronco. (Caricaceae). na semente pode ser seco. como as raizes do rábano [Fig. (Mulluginaceae – Fig. Urena lobata L. Gustavia angusta L. (Lecythidaceae). FUSTE – quando a planta apresenta caule lenhoso e não se ramifica na base.Fig.27B – Fabaceae−Mimosoideae). como em Carica papaya L. (Malvaceae . (Andrews) Willd – Fig. como em Glinus sp. como nas sementes de Malvaceae. 246 a 250.27G) e em muitas espécies do gênero Acacia (Acacia longifolia FIGURA 182 – Funículo de Urena lobata.182). alvo-amarelada. 191 . ou funículo longo-filiforme com formação arilóide carnosa.101I]. FUSIFORME – em forma mais ou menos cilíndrica na porção central e que se afila para as extremidades.F FUNÍCULO – filamento (f) pelo qual o óvulo (ov) [Fig. 297] e depois a semente se ligam à placenta ou à parede do ovário (ova) e mais tarde ao fruto.171. ou carnoso e colorido.

192 .

.

FIGURA 184 – Gavinha do maracujazeiro. GAMETÓFITO – fase sexuada na geração. ± filamentoso. GANCHUDO − com a extremidade de um órgão mais ou menos recurvada. que resulta da modificação de um caule. FIGURA 183 – Gavinha da videira. de uma folha. mais raramente de uma raiz. produzida pelo ataque de insetos. nematóides.) se apresentam soldadas. coesas. 194 . quando as peças que a compõem (brácteas. Gametófito feminino – forma-se antes da fertilização e seu núcleo é haplóide (possui n cromossomas) e produz arquegônios. como as gavinhas da videira [Fig.183] e do maracujazeiro [Fig. Ver invólucro-gamófilo e invólucro-de-cerdas. em forma de gancho (uncinado). GAVINHA – órgão de fixação de certas plantas trepadeiras. concrescidas. pétalas. das plantas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA GALHA – intumescência de qualquer parte de um vegetal. GAMOSÉPALA – ver cálice gamosépalo. que termina produzindo gametas (células sexuais) em Coníferae (Gimnospermas). etc. GAMÓFILO – termo usado para qualquer estrutura de natureza foliar. GAMOPÉTALA – ver corola gamopétala.184]. com que as trepadeiras se fixam aos ramos de outras plantas ou a suportes cilíndricos. espiralado. sépalas. a fase que alterna com o gametófito é o esporófito (que produz esporos) . fungos e/ou bactérias.

183]. os catáfilos. ornitocoria e zoocoria. GEOCARPIA – quando a dispersão de diásporos é feita pelos pedúnculos. 188bv] responsável pelo desenvolvimento da parte aérea. onde amadurecem. tecido de crescimento (meristema). GEOTROPISMO – tipo de curvatura de órgãos da planta em resposta à ação da gravidade. em Hyparrhenia rufa [Fig. Os gêneros congregam-se em famílias. antropocoria. autocoria. Ver anemocoria. não se desenvolve [Fig.G GEMA – rudimento de uma nova estrutura. ± diferenciadas.28]. 195 . após a fecundação os pedúnculos enterram no solo seus frutos. GENICULADO(A) – dobrado ou curvado abruptamente em ângulo (reto ou quase). isto é.88A186-gea. isto é. como nas aristas dos gêneros Avena [Fig.200] e em outras espécies de Poaceae (=Gramineae). como no amendoim. hidrocoria. GÊNERO – unidade taxonômica usada no sistema de classificação botânica e é formada por uma ou mais espécies com características semelhantes (afins). localizada entre os cotilédones ou entre seus pecíolos e muitas vezes está protegida por várias folhas. habitualmente formada na axila de uma folha e pode dar origem a ramos e folhas (gemas vegetativas) ou flores (gemas florais).31. com forma de joelho.32] e Arrhenatherum [Fig. 30. Gema axilar ou lateral – geralmente formada na axila de uma folha e muitas vezes está protegida pelos catáfilos e também permanece dormente. Gema apical ou terminal – é o ponto vegetativo [Fig.

pode ser glabra. superfície (dependendo da espécie) varia do castanho-amarelado ou avermelhado ao castanho-escuro. D. que culminam com a emissão da radícula (conceito fisiológico) ou das estruturas essenciais do embrião. dando origem a uma plântula (conceito tecnológico) e que em condições favoráveis de campo originam uma planta normal. Cinício da germinação. Helianthus (Asteraceae =Compositae). reto ou levemente encurvado.290A-B]. A unidade-semente é a semente. como a parte aérea normal. semente FIGURA 185 – Germinação de Coniferae: A. glabro ou com pêlos. de elíptica a largo-ovalada.estilete) glabro ou com pêlos. GERMINAÇÃO – é o ato de germinar e consiste de uma série de processos de desenvolvimento do embrião.2-2.5)mm de comprimento por 1. mamona (Euphorbiaceae).8)mm de largura e espessura. Germinação epígea – é a germinação na qual os cotilédones e a gema apical são elevados acima do solo pelo alongamento do hipocótilo.5(-1.01. raro o mericarpo. base com ou sem um bico (geralmente ausente quando misturado às sementes comerciais).Fig. B. como nos gêneros Allium (Alliaceae). Phaseolus (Fabaceae =Leguminosae . ou finamente rugosa [Fig.semente.seção longitudinal da semente. ou finamente reticulada. ± torcido (quanto + seca + espiralada. parecendo um sacarrolha) da esquerda para a direita.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Geotropismo negativo – crescimento para cima. ápice com longo rostro (ro .186). Geranium sp.) Batsch 196 . FIGURA 186 – Germinação epígea de feijão. Geotropismo positivo – crescimento para baixo. lisa e fosca ou lustrosa e finamente faveolada. – regmídio formado por cinco mericarpos oblanceolados. como as raízes. trigo-sarraceno (Fagopyron esculentum Moench – Polygonaceae) e pêssego (Prunus persica (L.5(-3.plântula com cotilédones + catáfilos. de 1. mostrando os cotilédones.

Berg) Kiaersk.Fig. permanecem no solo ou na superfície do mesmo e dentro da semente. Ex: Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Triticum e Zea [Fig. como o escutelo.Fig.189C). Eugenia edulis (O. em Campsiandra laurifolia Benth. em Coníferae: com o início da germinação os 5-cotilédones escapam da testa [Fig. Germinação fanerocotiledonar – é a germinação onde os cotilédones emergem do tegumento da semente. como nas Dicotiledôneas ou pelo alongamento do mesocótilo em algumas Monocotiledôneas. FIGURA 187 – Germinação hipógea de milho.) Batsch – Rosaceae) mostrando o início da germinação até a formaçào da plântula [Fig. Ex: gêneros Helianthus (Asteraceae =Compositae). (Fabaceae-Caesalpinioideae . as espécies com esse tipo de germinação são também hipógeas.188]. as espécies com esse tipo de germinação são também epígeas. Phaseolus (Fabaceae =Leguminosae) e pêssego (Prunus persica (L. A maioria das espécies de germinação hipógea são também criptocotiledonares.G – Rosaceae).185]. FIGURA 188 – Germinação epígea-fanerocotiledonar de Prunus persica. 197 . (Myrtaceae .) Kuntze (Araucariaceae . O eixo é elevado acima do nível do solo pelo o epicótilo. Germinação hipógea – é a germinação na qual os cotilédones ou uma estrutura semelhante. A maioria das espécies de germinação epígea são também fanerocotiledonares. 187] e em Fabaceae (=Leguminosae) no gênero Pisum. escapam da testa e se expandem. Ocorre no gênero Pisum (Fabaceae =Leguminosae).Fig.189B) e Araucaria angustifolia (Bert.189A). Germinação criptocotiledonar – é a germinação onde os cotilédones não emergem do tegumento da semente e permanecem no interior do mesmo até o final do processo.

198 .Eugenia edulis. Existem tipos intermediários ou transitórios de germinação e são propostas outras classificações. – Scrophulariaceae). por exemplo em germinação e alongamento de células. perto da base [Fig. mas essa é a que melhor caracteriza as situações. C.Araucaria angustifolia. GIBERELINA – classe de hormônios de plantas envolvidos em numerosas atividades.Campsiandra laurifolia. como na flor de boca-de-leão (Antirrhinum majus L. GIBA – pequena saliência em forma de carúncula. GIBOSO – provido de giba. inchado em um lado.190].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA FIGURA 189 – Germinação hipógea-criptocotiledonar: A. B. FIGURA 190 – Giba na flor de boca-de-leão.

G GIMNOSPERMA – divisão do reino vegetal que compreende espécies com antófitos de rudimentos seminais. sem a proteção de um verdadeiro pericarpo ou fruto. ocorre em Capparaceae [Fig.191]. GLABRA(O) – diz-se da superfície que não tem pêlos. Pinus caribaea Morelet. 199 . GLABRESCENTE – diz-se da superfície que é quase sem pêlos. não protegidos por um ovário fechado e que formam sementes nuas. patula Schiede ex Schltdl.). GINÓFORO – pedúnculo do ovário. semelhantes a uma pequena gota. desprovida de indumento.) Franco =Araucaria excelsa R. completamente FIGURA 191 – Ginóforo. Br. pinheiro-bravo (Podocarpus lambertti Klotzsch). P. elliottii Engelm. como as espécies de pinheiro-brasileiro (Araucaria angustifolia (Bertol. que secreta alguma substância. & Cham. e P. é o prolongamento do eixo floral que eleva o gineceu acima do ponto de inserção dos demais elementos que formam uma flor. árvore-de-natal (Araucaria heterophylla (Salisb. protuberante.171].) Kuntze). GINECEU – órgão feminino da flor. que pode ser formado por um ou mais pistilos. (Pinaceae). GLÂNDULA – pequena célula epidérmica. estilete (est – estilo) e estigma (es) [Fig. GLABÉRRIMO – diz-se da superfície que é completamente destituído de pêlos. GLANDULAR – se referem aos pêlos que possuem na sua extremidade pequenas bolinhas. cada um constituído pelo ovário (ova).

Fig. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos estrelados. que se encontram na base de cada flor (antécio) ou de uma espigueta.6A].11A] de Poaceae (=Gramineae). globosa e com pequenas flores mais condensadas FIGURA 192 – Glomérulo (g) do que no fascículo.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA GLANDULÍFERO – provido de glândulas. GLOBOSO – em forma de esfera ou de globo [Fig.192-g). GLUMELA – cada uma das duas peças (lema e pálea) escamiformes. escariosas ou paleáceas que se encontarm na base de cada flor ou do antéco fértil (lema fértil e pálea fértil) [Fig.156]. GLUMA – cada uma das brácteas estéreis (inferior e superior). fruto da acelga e beterraba (Beta – Chenopodiaceae .125B-C] e Panicum [Fig. Avena [Fig. provido de glândulas. em tufos [Fig.45]. 200 . GLAUCO(A) – diz-se da superfície revestida com cerosidade verde e tonalidade ligeiramente azulada. muito contraída. Echinochloa [Fig. GLOMÉRULO – inflorescência do tipo cimosa multípara (pleiocásio).100H]. Brachiaria [Fig. GLOQUIDIADA – diz-se da superfície de um órgão (folha.158B]. Gluma inferior ou primeira no lado dorsal ou adaxial e gluma superior ou segunda no lado ventral ou abaxial. em Poaceae (=Gramineae) como nos gêneros Alopecurus [Fig. fruto ou semente) provido com pêlos que produzem pequenas glândulas na ponta. GLANDULOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. 204F].

o mesmo que pólen.46]. GRÃO – termo genérico para designar a cariopse dos cereais e mais genericamente das Gramíneas. GUTTIFERAE – sinônimo de Clusiaceae. GLUTINOSO – superfície pegajosa. GRÃO DE PÓLEN – cada um dos microsporos produzidos pelas anteras.116]. 201 .G como em Brachiaria [Fig. 225]. GRANULADA ou GRANULAR – diz-se da superfície rugosa. dando a aparência de diminutos grânulos (grãos de areia) e que podem estar agrupados ou esparsos.224.157]. Festuca e Vulpia [Fig. ou dos microsporos germinados das Fanerógamas [Fig. GRAMINEAE – sinônimo de Poaceae. viscosa. na espigueta de Oryza [Fig.171]. Dactylis [Fig. GLUMÉLULA – o mesmo que lodícula. 167] e Lolium [Fig. com pequenas elevações arredondadas.

202 .

.

Asteraceae . FIGURA 193 – Haste de Galinsoga parviflora. HÁBITO – aparência geral da planta.193) e da serralha (Sonchus oleraceus L.Fig. como a planta do botão-de-ouro (Galinsoga parviflora Cav. . região onde uma planta cresce em forma nativa. com lobos basais pontiagudos e divergentes [Fig. HELIÓFITA – planta que só pode crescer e se reproduzir sob insolação completa. lembra o ferro de alabarda sem farpa. pouco resistente.193). termo usado para designar as raizes modificadas das parasitas.) e botão-de-ouro (Galinsoga parviflora Cav. planta de sol.). ocorre em ervas e arbustos.249].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA HABITAT – local onde cresce uma planta. como a folha de Rumex pulcher L. HAUSTÓRIO – órgão sugador das plantas parasitas. como na serralha (Sonchus oleraceus L.Fig. herbáceo ou fracamente lenhificado. HASTADO(A) – diz-se de um órgão foliáceo que tem contorno de lança. HASTE – termo geral usado para designar um caule. . HEMÍTROPO – ver óvulo hemítropo [Fig.102J]. HERBÁCEA(O) – planta desprovida de caule lenhoso e persistente. que penetram no interior dos tecidos da planta hospedeira para absorver o água e alimento. HALÓFITA – planta daptada a viver em ambiente com alto teor salino. que tem porte e textura de erva. 204 .

ocorre em certas espécies de Asteraceae (=Compositae) como Anthemis arvensis L. C. como nos frutos da laranja (Citrus aurantiifolia (Christm. (=C. o mesmo que flor bissexual. contendo uma qunantidade variável de ácidos orgânicos. HETEROCARPIA – com dois tipos de frutos na mesma planta. [Fig..23]. radicata L.. carnoso. como pode ocorrer em espécies de Rumex. lima e limão. HESPERÍDIO – fruto bacóide. transparente e sem coloração. dividido em gomos. que possuem tubérculos 205 .). freqüentemente multisseminado. indeiscente. Glebionis segetum (L. HETEROMORFO – multiforme. H. formado por vários carpelos. HETEROCARPO – frutos da mesma espécie com características morfológicas externas diferentes. HIALlNO – que tem aparência fina. do gênero Citrus (Rutaceae). mesocarpo branco-esponjoso e endocarpo membranáceo. revestidos de favos (pêlos sucosos) na porção interna e ricos em uma solução açucarada. nos quais não houve uma perfeita sincarpia das porções mais internas.).) Cass.194). Glebionis coronaria (L. ex Spach (=Chrysanthemum coronarium L. e Picris echioides L. segetum L. officinalis L. HIDROCORIA – diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pela água. Swingle .) FIGURA 194 – Hesperídio (seção transversal) de laranja. Ver disco. Hypochaeris glabra L. Calendula arvensis L..Fig. polimorfo. com exocarpo mais ou menos delgado e cheio de glândulas. o mesmo que anomocarpo.H HERMAFRODITA – flor que contém os órgãos masculinos (estames) e femininos (pistilo)..) Fourr. originado de um ovário súpero. raio e aquênios heterocarpos. seca.

como uma mancha escura.) [Fig. 206 . ornitocoria e zoocoria.) Walp. o hilo se prolonga para além da inserção do funículo. [Fig.) Merr. entre a semente e o fruto. feijão (Phaseolus vulgaris L. O hilo é um detalhe importante na identificação das sementes. não saliente.308].11D].). Nas Fabaceae (Mimosoide e Caesalpinioideae) o hilo é apical e pouco conspícuo [Fig. HIGRÓFITA – planta hidrófila. que cresce em ambiente aquático ou brejoso. autocoria. tamanho e coloração diversa.196). Ver anemocoria. Em certas Papilionoideae. como uma linha mediana que é tão longa que circunda as sementes (hilo linear circundante – Fig. 307]. deixada no tegumento da semente e resultante da inserção e separação do funículo. na base da face ventral. HIFA – cada um dos elementos filamentosos que reunidos compõem o micélio de um fungo. denominada de hilo. hidrocoria.312].195) ou apenas uma parte da semente (hilo linear semicircundante – Fig.) e soja (Glycine max (L.) Walp. entre outros. com exceção de Lupinus e Eriosema. em forma linear.) [Fig.semente. ou pode ser obscurecido por um tecido corticiforme ebranquiçado. Ex: sementes de ervilha (Pisum sativum L. nas Fabaceae–Papilionoideae é quase sempre lateral [Fig. HILO – cicatriz. como em Vigna unguiculata (L. mancha hilar ou mancha hilaris [Fig. O hilo pode ou não ser contornado por uma excrescência arilar.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA nas sépalas. de forma. FIGURA 195 – Hilo linear circundante de Dioclea macrocarpa: A-B-C.306. feijão-miúdo (Vigna unguiculata (L.310]. onde o hilo também é apical. Nas Poaceae (=Gramineae) o hilo é visível. antropocoria.311].

186. 188. 189C]. e Vicia nigricans (Fabaceae-Papilionoideae). corola e androceu. [Fig. HIPOCÓTILO – é o eixo embrionário da plântula e que se localiza imediatamente acima da radícula ou da raiz primária e abaixo da inserção dos cotilédones. HIPOCRATERIFORME ou HIPOCRATERIMORFO – diz-se da cálice ou da corola gamopétala ou de outro órgão com longo tubo estreito e que. Pode ser curto ou nulo nas plântulas com germinação hipógea e longo nas de germinação epígea. Mucuna urens (L.101S].197]. pétalas e estames. circunda as flores com ovário ínfero. concresce com ele e no qual se inserem as sépalas. termina por um limbo que se expande abruptamente e que pode ser íntegro ou lobado [Fig.Fig. Hilo linear semicircundante – contorna cerca de ½ da circunferência da semente.195].185B. Os tecidos condutores do hipocótilo transferem água e sais minerais em sentido ascendente e material de reserva em sentido inverso (descendente) FIGURA 197 – Hipanto.semente. como em Dioclea microcarpa Huber [Fig. 207 .196).) Baill. HIPOCREPIFORME – em forma de ferradura. quanto à origem.) Medik. como nos gêneros Agrimonia e Sanguisorba (Rosaceae). HIPANTO – tálamo ou receptáculo em forma de taça (ou urna) que FIGURA 196 – Hilo linear semicircundante de Ormosia continhoi: AB. como em Ormosia continhoi (Meissn.H Hilo linear circundante – contorna cerca de ¾ da circunferência da semente. no ápice. pela base [Fig. O hipanto. pode ainda resultar da fusão parcial do cálice. (Fabaceae-Papilionoideae .

lemas esbranquiçadas. 204H]. comprimidas lateralmente.75mm de largura. HIPOGEU – órgão subterrâneo. fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos rígidos e duros (espinhos) [Fig.5mm de coprimento por 0.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA HIPÓGEA – ver germinação hipógea. lema do antécio superior dorsalmente curtoaristada. que se encontra sob a superfície do solo. os frutos após a fecundação são enterrados. em vista lateral.164]. muito comprimidas lateralmente. antécio basal fértil e superior masculina (estaminada).50. às vezes. desarticuladas abaixo das glumas (gl) subiguais. embora. com lado ventral reto e dorsal fortemente arqueada abaixo da porção mediana e afilando-se para um FIGURA 198 – Hipógina. HISPÍDULO – diz-se da superfície de um órgão (folha. 204G]. no caso do amendoim. lisas e lustrosas.198]. – espiguetas pediceladas. antécios com cerca de 2. fruto ou semente) que se apresenta revestida por numerosos pêlos muito duros e curtos. HIRSUTA – diz-se da superfície de um órgão (folha. Holcus sp. 208 . fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos espessos e um pouco duros [Fig. pelo crescimento do pedúnculo [Fig. tenha se originado na parte aérea da planta. HÍSPIDA – diz-se da superfície de um órgão (folha. HIPÓGINA(O) ou HIPOGÍNICA – diz-se quando todas as estruturas que compoem a flor se encontram inseridas no tálamo mas em nível inferior ao do ovário [Fig.

Holcus mollis L. mollis (BD-F): A-B. lema fértil (lf) lisa. pálea fértil com 10-12mm de comprimento por 4mm de largura. com lado ventral convexo e dorsal quase reto.199].espigueta. afilando para as extremidades e segmento da ráquila (seg) filiforme. afilando para as extremidades. lema do antécio basal sem arista. E-F. lisa ou com dobras transversais. – espiguetas com glumas (gl) granulosas. uniflora. ligeiramente curto-pubescentes e ciliadas nas nervuras da carena.lateral. 209 . A unidade-semente é o antécio fértil. antécio fértil lanceolado-ovalado. antécio fértil lanceoladoovalado. segmento da ráquila do antécio superior ausente. Hordeum vulgare L. calo praticamente glabro [Fig. a central com antécio fértil largo-elíptico. séssil. ápice obtuso ou com três pontas curtas. calo praticamente glabro [Fig. D. as duas laterais da tríade estéreis e pediceladas.B-D-F]. lustrosa e sem arista. Seguem as características de duas espécies de Holcus: Holcus lanatus L. antécio fértil: C. segmento da ráquila do antécio superior ausente. lema fértil superior (lf) com arista em forma de gancho.129A-C-F]. lema fértil lanceolada. espesso. 5-9-nervadas e arista com 15mm de comprimento (geralmente quebrada nas sementesa comerciais).H ápice agudo [Fig. glabro e justaposto à pálea fértil (pf).cariopse. gluma inferior 2-nervada e superior 3-nervada.5mm de comprimento. FIGURA 199 – Holcus lanatus (A-C-F) e H. segmento da ráquila (seg) achatado e com esparsa e longa pubescência. duro e em vista lateral. cerca de 0. – espiguetas com glumas (gl) quase glabras e ciliadas nas nervuras da carena. geralmente com três espiguetas presas no mesmo segmento da ráquila. – espigueta séssil.ventral. lema do antécio superior com arista em forma de gancho.

B. cariopse com 7-11mm de comprimento. C. com 3-5mm de comprimento. espiguetas elípticas. com superfície fosca. pálea fértil em geral ausente. sem nenhuma estrutura acessória. ± cartáceas. ou apenas o antécio fértil. 80. A unidade-semente pode ser a tríade de espiguetas com segmento da ráquila aderido. cariopse oblonga. verdes e com manchas ruivas. FIGURA 200 – Hyparrhenia rufa (Nees) Stapf (espigueta) : A. base cordada e com 2 carpídios monospérmicos. lema fértil (lf) com arista (as) filiforme. com cerca de ¾ do comprimento da pálea.lado ventral.5mm de largura.antécio fértil (inferior e séssil) + antécio estéril (superior e pedicelado) .0mm de comprimento por 2. que geralmente se mantém unidos mesmo após a maturação. lado dorsal rufo-pubescentes (pêlos castanho-avermelhados) e bordos ciliados.lado dorsal. com os pares inferiores semelhantes. estéril ( ae) ou estaminada e outra séssil. entre as costelas os tubos oleíferos.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA segmento da ráquila filiforme. torcida.109W-X]. com cinco costelas longitudinais. incluso no antécio ou solta [Fig.79. com uma costela lateral mais proeminentes (margem aguda) e as outras duas uma em cada lado.5-2. onde se localiza a área do 210 . fértil (af) e aristada (as). lisas. mais claras. D-cariopse com embrião (em). A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio.0-2. Hyparrhenia rufa (Nees) Stapf – espécie muito polimorfa. 81]. com 3-4mm de comprimento. levemente rugosa. a inferior bidentada. os pares superiores uma pedicelada. de coloração levemente mais escura [Fig. com 1. estéreis e múticos. de castanhoamarelada a castanho-avermelhada. sobre o reduzido estilopódio. ápice emarginado ou levemente truncado. espiguetas em pares. carpídio com estiletes geralmente persistentes. glumas iguais. (=Hydrocotyle bonariensis Lam. no ápice. Hydrocotyle umbellata L. geniculada e de 20-25(-30)mm de comprimento. com base aguda. fortemente comprimido lateralmente.) – cremocarpo cordiforme.

brevipes var. às vezes com cálice acrescente presente. pericarpo cartáceo. H..2)mm de comprimento e 0. externamente com esparsos. ápice com 5 projeções filiformes ou 5 dentes.4(-0. com (0. em forma de ‘V’ na base do lado ventral e suborbicular no dorsal.3mm de espessura. Hyptis sp.0-3. brevipes var. pectinata. glabro. com lado dorsal ± convexa e ventral carenada. liso e microscopicamente reticulado ou alveolado (32X).2-)0.0(-1.8-)0. semente inclusa no carcerulídio.5mm de comprimento.200]. pericarpo castanho-amareladaclaro a escuro (imatura) ou preto (maduro) e microscopicamente reticulada [Fig. envolto pelo cálice acrescente [Fig. + densos no ápice.0mm de comprimento.03. endosperma carnoso. com tegumento membranáceo.) – cálice infundibuliforme com 5. A unidadesemente é o carcerulídio. 211 . carcerulídio de elíptico a estreito-obovóide ou oblongo-elíptico ou quadrangular-comprimido. mutabilis e H.9-1.H embrião com cerca da ½ do comprimento da cariopse [Fig. que a divide em duas faces.53]. vulgaris Briq.5)mm de largura por (0. serrata Briq. cicatriz de inserção esbranquiçada. H. às vezes inconspícua em H.76A].0-6. finos e curtos pêlos simples e alvo translúcidos. invaginado e reto. carcerulídio elíptico ou estreito-obovóide. melanosticta Griseb. embrião axial. fosco ou brilhante em H. H. Seguem as características diferenciais de espécies de Hyptis: Hyptis brevipes Poit. tubo com 3.. acuta Benth.5mm e as 5 projeções filiformes com 2. A unidade-semente é a espigueta ou antécio fértil. (=H. pectinata.. carena ventral inconspícua. – fruto artrocarpáceo geralmente com quatro carcerulídios.

Hyptis pectinata (L. H. levemente curvo. com 1.Rich.5mm de largura.1mm de comprimento por 0. – cálice tubuloso com 2-4mm de comprimento. tubo com base dilatada.1mm de largura por 0. com 5-7mm de comprimento. 212 . H. carcerulídio elíptico. ápice ± truncado.9-1.2mm de comprimento.) Poit.4mm de comprimento e 1. carena ventral arredondada. Hyptis mutabilis (A. largamente reticulado (por nervuras longitutinais proeminentes e transversais menos pronunciadas). carena ventral arredondada. pericarpo de coloração palha. carcerulídio oblongo-elíptico.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Hyptis lophanta Mart. spicata Poit. (=Nepeta mutabilis L.4-0. simples e com glândulas no ápice. nervuras longitudinais e transversais proeminentes formando um reticulum com interespaços alongados.C. carena ventral inconspícua.5-1.) Briq. H. com 0.0-1. inconspicuamente transverso-rugoso e microscopicamente alveolado. pericarpo castanho-claro (imatura) e preto (maduro) e microscopicamente reticulado [Fig.3mm de comprimento e 0. polystachya Kunth. polystachya var. pericarpo castanho-amarelado-claro a escuro ou preto.6-0. mais densa na porção apical.6-07mm de espessura. carcerulídio elíptico.76B].76C]. – cálice tubuloso levemente curvado. castanho-clara a escura ou preta. externamente curto piloso.) – cálice campanulado com 4. com pêlos patentes curvados e com esparsas glândulas curto-pedunculadas. com 5 projeções filiformes.8mm de largura por 0.Rich. canescens Kunth.5mm de espessura. microscopicamente alveolado e malhas do alvéolo mais escuras nos carcerulídios claros [Fig. com 1.0-1. longiflora Benth.. lado dorsal curvada longitudinalmente. externamente com esparsos pêlos alvo-translúcidos.. semi-reto e com 5 dentes setiformes e pilosos.5-6. H.0mm de comprimento. com 5 dentes apicais de 0.

H Hyptis salzmanii Benth. lado ventral e dorsal com carena ± conspícua.2 mm de largura. ápice levemente emarginado e base abrupto-atenuada. A rugosidade do pericarpo é a única diferença entre esta espécie e H. – cálice em forma de taça. salzmanii [Fig. 213 .8-3. com 5 dentes cuneados e agudos.) Poit. suaveolens. ligeiramente menos largo. carcerulídio muito semelhante ao de H. Hyptis suaveolens (L. bordos mais retos.76D]. com 5 dentes de dois tamanhos. carcerulídio quadrangular-comprimido. com 2. pericarpo castanho-amarelado a castanho-avermelhado-claro (imatura) e castanho-escuro ou quase preto (madura).5mm de comprimento por 1. – cálice tubuloso com 8-13 mm de comprimento. reto. nervuras longitudinais proeminentes. grosseiro e levemente rugoso (rugosidade ligeiramente mais escura nos carcerulídios claros) e microscopicamente reticulado. externamente piloso e internamente glabro.9-2. cicatriz de inserção pouco menor e pericarpo microscopicamente reticulado.

214 .

.

outra totalmente interna e nas demais um bordo recobre o outro [Fig. pseudocapsicum L. IMPARIPINADA – diz-se da folha pinada cujo eixo (ráquis) termina por um folíolo (pina). asperolanatum Ruiz et Pav. outros líquidos e/ou gases. S. e S. [Fig. S. S.201]. o conjunto tem um número ímpar de folíolos. S. 201]. ou que está inserido em. Ver imbricado. [Fig. grandiflorum Ruiz & Pav. sendo um em posição terminal [Fig..140D]. IMPUREZA – termo mais genérico para definir material inerte na Análise FIGURA 202 – Imparipinada. atropurpureum Schrank.. FIGURA 201 – Imbricado. Ver também circinado. IMPERMEÁVEL – condição dos tegumentos da semente ou das membranas protoplasmáticas que impedem a passagem da água.140F]. INCLUSO – que está incluído em. como em Solanum americanum Mill. IMBRICADO – tipo de prefloração onde há uma pétala totalmente externa. de Pureza.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA IMBRICAÇÃO – modo de apresentação do botão floral. ou dentro de alguma coisa. INCANO – diz-se da superfície de um órgão revestida por pêlos muito curtos. 216 . Mas também é utilizado para o embrião axial curvado onde a base do eixo hipocótilo-radícula recobre o ápice dos cotilédones e num corte transversal da semente o embrião é visto três vezes. densos e dispostos tão próximos que dão a impressão da superfície ser de coloroção branca. capsicoides All.

N.tuberculada. N. INDEISCENTE – que não se abre na maturidade. D.vilosa.flocosa. FIGURA 203 – Superfície (quanto ao indumento): A.escabrosa. aplica-se geralmente as anteras e aos frutos.urticante. J.ramentácea. 217 . L.espinhosa. B. M. K. contidas no seu interior. K. D.pilosa.puberulenta.gloquidiada. sendo quase imperceptível.I INCONSPÍCUO – diz-se de um órgão vegetal normal.pubescente. E.barbada.lepidota. J.papilosa.setosa. porém com dimensões muito reduzidas.velutino. E.eriçada (equinada). M.estrigosa. B.aculeada.ciliada. F.serícia.híspida.aracnóide.fimbriada. H. L. que não liberam o pólen ou as sementes. FIGURA 204– Superfície (quanto ao indumento): A. H. C. I. F. C.escamosa. G. I.hirsuta.muricada.glandulosa. G.tomentosa. O.

como nas estruturas da plântula. mas não necessariamente mostrando sintomas de doença. INERME – diz-se da superfície de um órgão (folhas.205]. espinhos. Ver súpero. INFECÇÃO – é entrada e a disseminação de organismos patogênicos no material vivo. não necessariamente mas frequentemente causa sintomas de doença e deterioração. pêlos ou tricomas. desprovido de qualquer tipo de indumento. ÍNFERO – diz-se do ovário que fica abaixo do ponto de inserção dos outros verticílios florais e que está soldado ao hipanto (hi) [Fig. FIGURA 205 – Ínfero.) que cobre a superfície de um órgão (folhas. escamas. INFECTADO – portador do organismo patogênico.203. frutos e sementes) [Fig. frutos e sementes) que está desprovida de acúleos e espinhos. 218 . Infecção primária – presença de organismos patogênicos ativos na própria semente. Infecção secundária – presença de organismos patogênicos disseminados por outras sementes ou plântuIas. 204]. etc.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA INDUMENTO – qualquer estrutura (cera. como nos gêneros Coffea (Rubiaceae) e Psidium (Myrtaceae). INFECCIONADA – mostrando o efeito da presença do organismo patogênico ou atividade fisiológica anormal. INFESTAÇÃO – ato ou efeito de infestar(-se).

uniformemente inchado. ou substância química que impede ou retarda a germinação. INFLORESCÊNCIA – conjunto de flores. – Chenopodiaceae) com flores múltiplas (glomérulo) forma uma infrutescência-semente. delgado. como se estivesse cheio de ar. INFLADO – semelhante a uma bexiga. INFUNDIBULIFORME – diz-se da corola gamopétala em forma de funil. com tubo obcônico e que se alarga gradualmente em direção ao limbo [Fig.Fig. membranoso. provenientes de flores distintas. 218]. INÓCULO – qualquer estrutura do patógeno capaz de iniciar ou causar doença. INFRUTESCÊNCIA – quando dois ou mais frutos (unidade-semente múltipla). INIBIDORES – substância que inibe o crescimento. enquanto a acelga é formado por uma flor solitária. qualquer sistema de ramificação que termina em flores. ligeiramente transparente. Ex: beterraba (Beta vulgaris L. Também denominado de infrutescência-semente ou frutosemente.) Kuntze – Aizoaceae . 219 . como a corola de Nicotiana (Solanaceae).101C]. 333).I INFESTADA – quando a semente transporta um agente patogênico. mas não apresenta sintomas da doença. como em Eichohrnia (Pontederiaceae) e no legume inflado de Bocoa mollis [Fig. encontram-se envolvidas pelo receptáculo comum do conjunto floral. formando uma infrutescência. o mesmo que inchado e intumescido. outro ex: espinafre-da-Nova-Zelândia (Tetragonia tetragonioides (Pall.

o externo (primina . INTERNÓ – parte do embrião ou do eixo da plântula entre dois nós consecutivos. 220 . ou invólucro floral (involucelo). INTEIRO – quando a margem de um órgão é lisa. INTRORSO – dirigido para dentro.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA INSERÇÃO – local onde um órgão se prende a outro. a corola tubulosa e o calículo modificado em papus (formado por cinco sépalas estreitas e agudas.ex) e o interno (secundina . com nítida delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótiloradícula. INTEGUMENTO – estrutura que envolve e protege o óvulo. INVAGINADO – termo usado para designar um tipo de embrião axial reto. de uma umbela composta. sagitada ou auriculada dos cotilédones e pela invaginação do eixo reto e basal entre os cotilédones.in) [Fig. (Dipsacaceae . 297]. formado por um conjunto de pequenas brácteas na base das umbelas secundárias. e Scabiosa columbaria L. Ver embrião invaginado. pode(m) ocorrer um ou dois integumentos.301). não tem recortes. como em Scabiosa sp. cordada.171. INVOLUCELO – um invólucro secundário. que se manifesta pela base emarginada. persistente no ápice do aquênio). que darão origem a testa e ao tégmen.Fig. freqüentemente circundando um glomérulo de flores. aplica-se também ao espaço entre dois artículos de um fruto (lomento ou craspédio).

206). ou são mais delgadas (invólucro- de-cerdas) e às vezes plumosas.) Brunken – Fig.208A-B] e dois no gênero Xanthium [Fig. Invólucro-de-brácteas ou brácteas-involucrais – conjunto formado pelas brácteas involucrais internas da flor feminina que na maturação se tornam rijas e formam um invólucro que envolve o aquênio. (= P.Fig.208C-D]. .A. hispidum.espigueta. pauciflorus Benth.invólucro-de-cerdas. B. em Pennisetum setigerum (Vahl) Wipff (=Cenchrus setiger Vahl . incertus M. como no gênero Cenchrus.I INVÓLUCRO – um conjunto (anel) de pequenas folhas (brácteas) ou cerdas que circundam ou envolvem a base de uma flor ou de uma inflorescência. B. Ver a descrição das espécies.209B) . como no gênero Pennisetum setosum (Sw. concrescidas entre si e que na maturação se tornam rijas e encerram um aquênio. 221 . Invólucro-de-cerdas – em Poaceae (=Gramineae) se refere ao conjunto formado por uma série de brácteas das flores femininas que concrescem na parte inferior e na maturação se tornam mais ou menos rijas e espinhosas (invólucro-de-cerdas-espinhosas). (Sw.) Rich. O invólucro-de-cerdas encerra de 1-5 espiguetas. como no gênero Ambrosia [Fig. como o capítulo das Asteraceae (=Compositae) ou a umbela das Apiaceae (=Umbelliferae). subsp.Fig.) Schult. . polystachion (L. Invólucro-gamófilo – em Asteraceae (=Compositae) se refere ao conjunto formado pelas brácteas foliáceas da flor feminina. Ver descrição das espécies. Ver a descrição das espécies. setosum FIGURA 207 – Pennisetum setigerum: A.A.209A). como no gênero Acanthospermum (Asteraceae =Compositae FIGURA 206 – Invóluco-de-brácteas de Acanthospermum: A.Fig.A. C-antécio fértil. Curtis (= C. australe.207) e C.

de plano a levemente afundado.0(-6. faces ventrais fortemente convexas. em seção transversal cuneiforme ou circular. a ovóide ou suborbicular em contorno.5mm de diâmetro. fosco. ferrugíneo e com pêlos simples. embrião axial. Oposto a revoluta.Xanthium spinosum. ligeiramente maiores e esbranquiçados. C. na base do hilo com duas pequenas projeções inconspícuas. Seguem as características diferenciais das sementes de espécies de Ipomoea: Ipomoea cairica (L. com curto eixo hipocótilo-radícula reto e com cotilédones foliáceos.105]. contínuo. D.0)mm de comprimento por 4.279C].0(-6. geralmente emarginado na base e circundado por um sulco ou ranhura e por uma costela hipocrepiforme.) Sweet.Ambrosia artemisiifolia.Ambrosia polystachya. lado dorsal com ou sem sulco mediano. fosca. B.210]. (= Convolvulus cairicus L.) – semente geralmente globosa-cuneiforme e de irregularmente orbicular FIGURA 208 – Invólucro-gamófilo: A.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA INVOLUTA – diz-se da folha com os bordos voltados para a face inferior [Fig. com base emarginada e circundado por um sulco de coloração ligeiramente mais clara. carena arredondada inconspícua. com 1. variando de globosa. áspero. dando à semente 222 . lado dorsal fortemente convexo e com estreito e raso sulco mediano.0)mm de largura e 4-5mm de espessura.8-5. área hilar ovalada ou de obovada a orbicular. obovóide-cuneiforme ou ovóide-cuneiforme a oblongaovóide. – a forma da semente depende do número de sementes maduras que se formam no fruto (cápsula septífraga). com hilo orbicular. bilobados e plicados [Fig. Ipomoea sp. com as extremidades elevadas e abertura voltada para a base. hilo suborbicular. Ver Convolvulus [Fig.Xanthium strumarium. oblíqua e no lado ventral abaixo da carena.3-1.4-5. revestida por curto tomento uniforme. com tomento castanhoavermelhado-claro. do tipo ipomoea. superfície áspera. com 4.

5-)3. esbranquiçados e de 5mm ou mais de comprimento [Fig. lado dorsal fortemente convexo.7-5. base inconspicuamente emarginada e com duas pequenas projeções estreito ovaladas e revestidas por tomento.5-3. dando à semente uma FIGURA 209 – Cenchrus incertus (A) e Pennisetum setosum (B): invólucro-de-cerdas.210D]. margem com conspícua listra estreita e que separa os dois lados.0-) 4. com ou sem sulco mediano largo e raso.I uma coloração de castanho-amarelada a acastanho-avermelhadaclara e na margem com macios pêlos lanosos. faces ventrais geralmente irregularmente deprimidas mais perto da margem. lado dorsal irregularmente convexo.8(-4.5mm de largura e 2. com densos e grossos pêlos muito curtos e cinza-avermelhados.5-)3. hilo orbicular.0-4. áspero. quando o tomento está parcialmente removido e os pêlos cairam [Fig. com (3. (= Quamoclit hederifolia (L. Ipomoea hederifolia L.5mm de espessura.0)mm de comprimento por (2.0-2. fino e preto.0) mm de comprimento por (2. fosco. Ipomoea hederacea (L.5(-6. afundado.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de ovalada a elíptica em contorno. parecendo miudamente pontilhada (20X).5(-2.) Jacq. com diminutos e esparsos pêlos simples e translúcidos (10X ou mais). devido ao curto revestimento tomentoso uniforme.0-3.0-)3.6mm de diâmetro. coloração que varia do preto-acinzentado ao preto ou castanhoescura.5-0.0-3. carena obtuso-arredondada. com (4.210F].) Choisy) – semente geralmente de subglobosa-cuneiforme a ovóide-cuneiforme e de suborbicular a largo-elíptica em contorno. às vezes. com largo sulco raso. com 0. com estreito sulco raso em cada lado do 223 . superfície áspera. fosca. (= Convolvulus hederaceus L.8) mm de espessura.0mm de largura e 3.

às vezes. com duas pequenas projeções na base do hilo. Quamoclit indivisa (Vell. áspero e fosco. com 3-4mm de comprimento e largura por 2.210B-G]. com densos pêlos simples. superfície fosca.e ruivo-translúcidos. com diminutos e esparsos pêlos translúcidos e. carena obtusa e. hilo orbicular.9-1. longos. hilo circundado por estreito sulco glabro e pela costela hipocrepiforme.) – semente geralmente de subglobosa a obovóide- cuneiforme. ruivo-translúcidos e adpressos do bordo para a base da semente. faces e carena com pêlos irregulares de coloração cúprea ou amarelada-translúcida.) Hall. formando manchas irregularmente argênteas [Fig.. faces ventrais geralmente planas ou levemente arqueadas. ± inconspícuas por estarem encobertas por pêlos iguais aos do hilo. carena aguda. grossos.7mm de comprimento por 0. levemente afundado. lado dorsal fortemente convexo e com duas áreas longitudinais denso-pubescentes. às vezes afundada. mais curtos do que os pêlos da margem e do lado dorsal.0) mm de espessura.6-0. superfície fosca.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA sulco mediano. às vezes. (= Convolvulus indivisus Vell. área hilar com cerca de 0. com 0. revestida por curto tomento ± uniforme e castanho-escuro ou preto.8mm de diâmetro. ligeiramente encoberto pelos pêlos da carena. aguda ou inconspícua perto do ápice. áspera. com longapilosidade (que pode estar removidada quando misturada as sementes comerciais).0mm de largura. áspera. margem e áreas longitudinais do lado dorsal com longos e densos pêlos de coloração cúpreo-translúcida. áspero. hilo de largo-elíptico a obovado. afundado. com 0.4mm de diâmetro. alvo. castanho-avermelhado.5(-3. 224 .) Hall. faces ventrais levemente côncavas perto do ápice.0-2. revestida por tomento preto e por densos pêlos simples. Ipomoea indivisa (Vell.

com 1.5-6. superfície do tegumento fosca. área hilar revestida com densos pêlos simples.0-)4. hilo orbicular.210A].0-)3.5(-4.7)mm de comprimento por 6. essa disposição dos pêlos na superfície dá a delimitação da margem. com (4. 225 .0mm de comprimento por 3.0mm de diâmetro.0-3. Br. ± deitados nas faces (da margem à carena) e eretos no lado dorsal. revestida por curto tomento preto.) Roth (= Ipomoea longicuspis Meissn. afundado e avermelhado.1)mm de comprimento por 0. uniforme e com diminutos pêlos fulvo-translúcidos.6-0. lado dorsal fortemente convexo. margem com conspícua delimitação entre os dois lados. fulvo-translúcidos. carena obtusa. revestida por tomento aveludado castanho-médio e por densa pilosidade de curtos pêlos pálidos. ± adpressos e dirigidos para o centro.5-7. superfície áspera.0mm de largura e 4-5mm de espessura. lado dorsal fortemente convexo e com largo e profundo sulco mediano. pêlos facilmente removíveis com o manuseio [Fig.I Ipomoea nil (L.0(-1.0mm de espessura. Ipomoea pes-caprae (L. com 6.7mm de largura. (= Convolvulus pes-caprae L.) R. carena conspícua.5-7.0(-7. amarelado. áspera. faces ventrais de planas a levemente côncavas. na base do hilo com duas pequenas projeções lineares. com 2. faces ventrais ligeiramente côncavas.5-4. hilo oblongo.0)mm de largura e (3. fosca. não afundado.5-3.) – semente geralmente estreito-obovóide-cuneiforme. pubescente e com conspícuo e profundo emarginado na base. hilo circundado por denso anel de pêlos fulvos a prateados.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e largo-elíptica em contorno.

sem sulco mediano. uniforme e por diminutos e esparsos pêlos simples.7mm de diâmetro. com 0.0-4. com tomento preto mais longo do que o do tegumento. superfície ápera.5)mm de largura e 1.1-2.0-)3.4-)5.0-5. áspero. glabro.4(-4. hilo orbicular. afundado. principalmente perto da base.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Ipomoea purpurea (L. com duas pequenas projeções estreito-ovaladas na base do hilo. com (0. circundado por saliência hipocrepiforme com densos pêlos simples e pretos. carena arredondada inconspícua.5)mm de comprimento por 2.1mm de espessura.210H]. superfície áspera.5mm de espessura.5-) 4. faces ventrais geralmente com uma ou duas dobras transversais.0(-3. com duas projeções estreito-ovaladas na base do hilo. revestida por curto tomento preto. geralmente circundado por um anel de diminutos pêlos de alvo-translúcidos a argênteos. Ipomoea quamoclit L. com (3.0-3. inconspicuamente emarginado na base. translúcidos e que dão à semente a coloração negro acinzentada [Fig.9mm de diâmetro. faces ventrais de planas a arqueadas. de 226 . com (4. fosca. (= Quamoclit pinnata Bojer) – semente geralmente alongado-ovóide e de ovalado em contorno. parecendo miudamente pontilhada (10X).5mm de comprimento por 2.5-3. lado dorsal fortemente convexo e com largo sulco mediano ± raso.5)mm de largura e (2. fosca. não afundado. caidiços.) Roth – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de estreito-obovada a estreito-elíptica em contorno.6-0. inconspicuamente emarginado na base. parecendo miudamente pontilhada (10X). revestida por curto tomento preto ou castanho-escuro (30X). localizados sobre a saliência hipocrepiforme e que encobrem ± o sulco que circunda o hilo. margem com fina costela que separa os dois lados. hilo orbicular.5-)0.3(-2.9-2. lado dorsal mais convexo na ½ inferior.

8mm de diâmetro. faces ventrais planas ou deprimidas no centro.) Choisy (= Ipomoea cynanchifolia Meissn. áspero. glabra e finamente alveolada (30X) [Fig. com 0. amarelo-alaranjado ou castanho-avermelhado. lado dorsal convexo. ápice agudo e com (3. levemente afundado.210I]. com 0. faces ventrais côncavas ou levemente convexas.8-2. levemente lustrosa.0mm de comprimento por 3. margem geralmente com conspícua listra estreita que separa os dois lados.3(-4.7-4.5-4.210C].3-)3. com base emarginada e circundado por um sulco mais claro do que a testa.0-2. área hilar orbicular e com 1.1mm de espessura. castanho-avermelhado-claro e revestido 227 .0)mm de largura e 1. se reduz a uma listra longitudinal.0mm de diâmetro. mais claro do que o resto do tegumento e que. subaguda ou inconspícua. de coloração castanho-escura. Ipomoea ramosissima (Poir. mais escuro do que o tegumento. superfície lisa.5)mm de comprimento por 2.2-2. com 3.I diferentes comprimentos e com diminutos pêlos alvo-translúcidos em tufos. carena obtusa. hilo orbicular.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de ovalada a largoelíptica em contorno.0mm de largura e 2. geralmente mais escuro do que o resto do tegumento. carena obtusa.7-0.5mm de espessura.7(-3. lado dorsal convexo. hilo orbicular. que dão à semente o aspecto rugoso e irregularmente manchado de cinza [Fig. área hilar às vezes encoberta por pêlos da carena. fosco. às vezes. às vezes. com largo e profundo sulco mediano. Ipomoea rubiflora O’Donell – semente geralmente ovóidecuneiforme e largo-ovalada em contorno. afundado.4mm de diâmetro. com estreito sulco mediano raso.

I. se reduz a uma listra. como a corola labiada e a violeta são irregulares.1)mm de comprimento por 2. encobertas por pêlos da margem.I. quamoclit. ramosissima.5-2. E-J.0-3. faces ventrais planas e às vezes FIGURA 210 – Semente de Ipomoea (lado ventral): A. castanhoclaro ou mais escuro do que o tegumento. com 0. ápice obtuso e com 3. às vezes. nil (L.210E-J]. desiguais. glabro.2)mm de largura e cerca de 2. que dão à superfície a aparência manchada. hederacea. (= Ipomoea grandifolia (Dammer) O’Don. Ipomoea triloba L. B-G.) Roth.I. purpurea.7(-3.) – semente geralmente ovóide-cuneiforme e de largo-ovalada a largoelíptica em contorno.I. circundado por um sulco levemente mais claro do que o tegumento ou de coloração amarelo-alaranjada e por uma saliência hipocrepiforme e com extremidades elevadas. fosca. I. levemente afundado. 228 . carena aguda. F. nas faces com curtos pêlos irregularmente distribuídos e com longos pêlos na margem e em ambos os lados do sulco dorsal.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA por longos pêlos amarelado-translúcidos. lado dorsal fortemente convexo e com estreito e raso sulco mediano. de coloração castanha ou quase preta. revestida por curto tomento castanhoacinzentado-claro e castanho-avermelhado.I. às vezes. hilo orbicular.I. IRREGULAR – usado quando a simetria das partes é distribuída por desigual.I. na base do hilo com duas inconspícuas projeções largo-ovaladas. triloba.4mm de diâmetro. superfície lisa. C. D. cairica.0mm de espessura.7(-4. com base emarginada. muito próximas uma da outra e. H. mais claro do que o resto do tegumento e que. glabra e finamente alveolada (30X) [Fig. levemente lustrosa.I. superfície áspera. hederifolia.

227C). ou entre dois artículos (segmentos – segm) de uma síliqua lomentácea de Raphanus raphanistrum L. 229 . (Brassicaceae =Cruciferae – Fig. como em Desmodium tortuosum (Sw. (Fabaceae =Leguminosae– Papilionoideae – Fig.) DC. ISTMOCÁRPO – legume ou lomento com os artículos separados por costrições. mas sem septos transversais.I ISTMO – estreito ponto de união entre dois artículos (ar) de um lomento.321A-A’-A’’).

230 .

.

pericarpo crustáceo. com 3.5mm de comprimento por 2. obtusos e glabros.) – ver Cyperus aggregatus (Willd. com retículo tênue. levemente lustrosa.) (= Kyllinga cayennensis Lam.0-3.) Schindl. Kummerowia striata (Thunb. com uma rede de malhas finíssimas [Fig.) – glumas férteis lanceoladas e carena espinulosa.115Z-Z’-YY’’-Y’’’]. afila gradativamente para uma base larga. (=Lespedeza striata (Thunb.) – legume largo-elíptico. A unidade-semente é o legume ou a semente. 3-brácteas basais estreitas.5mm de largura. cerca da ½ do comprimento do fruto.) Hook.) Hassk. revestida por fina camada ceróide.215B-C-G]. ligeiramente curto-pubescente e envolto pelo cálice e pelas brácteas. lóbulos largos. com rostro uncinado ou inconspícuo.) – legume oval-arredondado. 232 . cálice 5-lobulado. glabra.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Kummerowia stipulacea (Maxim.0-1.215A-F]. menores do que a ½ do comprimento do cálice e com nervuras conspícuas [Fig. cálice 5-lobulado.115Y’]. 3-brácteas basais com mais da ½ do comprimento do cálice [Fig. com curto rostro apical. com ¾ do comprimento do fruto. ápice de arredondado a truncado e apiculado.2mm de comprimento por 0. com superfície lisa. A unidade-semente é a núcula. de coloração amaraleda a castanho-escura. com retículo conspícua. & Arn. unisseminado. biconvexa.) Makino (=Lespedeza stipulacea Maxim. Kyllinga brevifolia Rottb. com ou sem as glumas. obtusos e denso-pubescente ao longo das margens dos lóbulos. ligeiramente pubescente e envolto pelo cálice e pelas brácteas. lóbulos largos. núcula obovado-elíptica.) Endl. (= Cyperus brevifolius (Rottb. translúcidas e que lhe dá o aspecto reticulado (30X) [Fig.8mm de largura. unisseminado. com 1. A unidade-semente é o legume ou a semente.

.

só que os lados do cone invertido não são contraídos [Fig. LACUNOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. constituída por três pétalas soldadas. LACÍNIA – diz-se quando os bordos de qualquer órgão laminar (folhas. que tem látex. LAMIACEAE – nome válido para a família Labiateae. 234 .100E]. LACUNAR – lacunoso. como a semente da maçã. pétalas.) estão recortados em profundos e estreitos segmentos pontiagudos [Fig.211]. também usado para o cálice que apresenta dois lábios. com aspecto de lábio [Fig. LACINIADO – que tem lacínias (la) [Fig.101B]. fruto ou semente) que tem numerosas escavações grandes e profundas [Fig. das quais duas superiores são soldadas e formam uma porção. Termo frequentemente usado em vez de ringente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA LABIADO(A) – diz-se da corola simpétala (gamopétala e zigomorpha) de cinco pétalas. o mesmo que piriforme. LADO – ver face. podem ocorrer plantas com corola ou cálice labiado. LACTESCENTE – leitoso. que tem lacunas. LACTÍFERO – que produz látex.295E]. por isso o termo mais usado é o bilabiado.211] LACRIMIFORME – em forma de lágrima. etc. que se opõe à inferior. FIGURA 211 – Laciniado.

endocarpo de textura óssea (aparência de caroço) e geralmente com restos do mesocarpo aderido. fruto ou semente) tem contorno de lança. Seguem as características diferenciais das espécies de Lantana: Lantana camara L. de três a quatro vezes a largura [Fig. o mesmo que limbo [Fig.5) mm de comprimento por 2. A unidade-semente é o nuculânio. lado dorsal mais convexo do que o ventral.103B].0-4. com 3. essse com estreito sulco escuro e que percorre parte do lado. de roxo-escuro a preto.242]. superfície lustrosa e lisa na maturação e enrugado-escavada após desidratado.0-4.2-5.0)mm de largura e espessura.8(-5. cavidade de tamanho e forma irregular. LANOSA – diz-se da superfície de um órgão revestida por curtos pêlos densos. inserção basal orbicular. – nuculânio com mesocarpo carnoso-sucoso na maturação e fibroso após desidratado. finos. superfície do endocarpo de amarelada a castanho-amarelada ou castanho-avermelhada.0(-6. pirênio com dois lóculos [Fig. LANCEOLADO(A) – quando um órgão (folha. sedosos e semelhantes a lã.1-4.5)mm de largura e espessura.172-l]. muito mais longo do que largo. inserção basal mais clara do que o exocarpo. lados fortemente convexos.5(-5. fosca. – nuculânio globoso-cuneiforme.5)3.L LÂMINA – porção expandida (l) da folha. no ápice do lado ventral e entre os lóculos do pirênio. afilando gradativamente para uma base obtusa com abertura em forma de ‘V’ (visto pelo lado ventral). com 3.1(5. Lantana sp. nuculânio obovóide com mesocarpo removido e orbicular em seção transversal. se afila para as extremidades.0)mm de comprimento por (2. com porção basal lisa e da porção mediana ao ápice com espessamento irregular e com retículo de 235 .

1-2.2-)2. LARVA – o primeiro estádio dos insetos. depois da eclosão dos ovos. LATÊNCIA – é o estado de repouso fisiológico onde a semente pode se encontrar quiescente ou dormente. – nuculânio oblongo-globoso.9-)2. castanho. que dão o aspecto ápero-rugoso à superfície [Fig.242A-A’]. cavidade interna reduzida a estreita fenda entre os lóculos do pirênio. como o de algumas espécies de Euphorbiaceae (Hevea. Euphorbia).5(-4. com interespaços irregulares e ± profundos [Fig. luz e umidade.1mm de largura e (1.5-3. LÁTEX – suco leitoso.4mm de espessura.0-)2.2-2.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA malhas escuras. inserção basal da mesma coloração do exocarpo. lado levemente convexos e com um sulco largo e ligeiramente mais escuro no centro do lado ventral.9)mm de comprimento por (2.2mm de largura e (2. mesmo sob condições favoráveis de temperatura. 236 . irregulares. nuculânio oblongo-globoso com mesocarpo removido e transverso elíptico em seção transversal.7-3. ápice apiculado e base sem fenda.4(-3. superfície do endocarpo de castanho-clara a castanha. Lantana lilacina Desf. com 2. com 2.8-3.5mm de espessura.1-)2.0mm de comprimento por (2. levemente brilhante. LANUGINOSO – diz-se da superfície revestida com numerosos pêlos finos semelhantes a lã. condição que impede a germinação de sementes viáveis.242B-B’-B’’-C-D].4-3.

[Fig. BAnadenanthera pavonina. em Caesalpinia ferrea Mart. com epicarpo mais ou menos carnoso e mesocarpo de consistência carnosa ou gelatinosa. feijão [Fig. [Fig. [Fig. A deiscência pode ser elástica explosiva.: A. dos quais existem diversos tipos: Legume bacóide – fruto indeiscente com mesocarpo polposo. semente com pleurograma apical-basal. como em Anadenanthera pavonina L. deixando apenas as porções fibrosas dos bordos. quando seco.Bauhinia sp.214]. B. pode ser cilíndrico.216A). ex Tul. multisseminado. A morfologia desse tipo de fruto evidencia uma adaptação do pericarpo à dispersão zoocórica. [Fig. embrião com plúmula diferenciada em pinas. Após a deiscência as valvas podem permanecer retas ou se torcer. e Caesalpinia peltophoroide Benth. (FabaceaeCaesalpinioideae). sementes com pleurograma . como em Bauhinia sp. CC’. deiscente. em Pithecellobium inopinatum (FabaceaeMimosoideae . de tamanho e formas variadas. toruloso ou levemente comprimido. oblongocilíndrico.213]. fibroso.217]. Ocorre em Tamarindus indica L..Fig. seco.valvas espiraladas. 237 . Legume indeiscente – Medicago sp. abre-se longitudinalmente ao longo da sutura ventral (bordos de união dos carpelos) e da nervura mediana (principal) da folha carpelar.com deiscência elástica explosiva e valvas retrorsas.212C-C’]. como de ervilha [Fig. lenhoso ou coriáceo e mesocarpo. unicarpelar.valvas torcidas.212A] ou ficar espiraladas.Fig.212B].216B-C) o fruto é oblongo-cilíndrico. FIGURA 213 – Legume de ervilha. C-C’Calliandra spp. soja. como em Calliandra spp.L LAXO – frouxo. (fruto com mesocarpo polposo-gelatinoso e epicarpo que se desprende totalmente. LEGUME – fruto simples. FIGURA 212 – Legume de: A. Fruto comum das Fabaceae (=Leguminosae). e Onobrychis sp.

Pithecellobium dulce (Roxb.Fig.K. A-B. Encontrado em Arachis hypogaea L. Legume samaróide – fruto seco indeiscente. lenhoso-fibroso ou fibroso-esponjoso. Legume nucóide com aspecto moniliforme – ocorre em Sophora tomentosa L. Dioclea macrocarpa Huber. plano e comprimido.Fig.seção transversal. com pericarpo seco e mesocarpo.221D).legume D. como em Bocoa mollis (Benth. B-C-G. (Fabaceae–Mimosoideae .) Benth.219C-D). como se estivesse cheio de ar. Dalbergia. com adaptação à dispersão anemocórica e com uma a poucas sementes.221B] e Sweetia (Fabaceae =Leguminosae).) Morong. Distingue-se da sâmara porque a ala e o núcleo seminífero não são bem delimitados e as alas não são originadas dos carpelos. nos gêneros Apuleia (legume samaróide não apresenta núcleo seminífero distinto da ala .220C).220B) e Parkinsonia sp. 238 .Fig.) R.219A-B). FIGURA 215 – Legume de Lespedeza e Kummerowia: A-F.S.221A].. Bowdichia.seção longitudinal mostrando as sementes presas na margem do carpelo.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Legume inflado – uniformemente inchado.legume com cálice + brácteas.Fig. Dinizia excelsa Ducke (com frutos plano-convexos e cartáceos).Fig. Derris [Fig. O legume nucóide distingue-se da núcula por ser um fruto sempre oligospermo ou polispermo. (Fabaceae–Mimosoideae .Fig. D-E. Enterolobium contortisiliquum (Vell. C-E. (Fabaceae–Papilionoideae .218). Lonchocarpus [Fig. (Fabaceae–Papilionoideae . FIGURA 214 – Legume de Phaseols vulgaris: A.220A).221C].legume com cálice. F-G. mas nunca se diferencia em polpa típica. Cowan (Fabaceae– Papilionoideae . mas sim de outras partes florais. como do cálice acrescente no ápice.Fig. stipulacea. Parkia multijuga Benth. quando visível. ocorre em Cedrelinga catenaeformis (Ducke) Ducke [Fig. B. Legume nucóide – fruto indeiscente ou tardiamente deiscente. no gênero Erisma (Vochysiaceae).Kummerowia striata.semente. (Fabaceae–Caesalpinioideae .Lespedeza cuneata.

L FIGURA 216 – Legume bacóide: A-Tamarindus indica. DEnterolobium contortisiliquum. B. FIGURA 217 – Legume indeiscente: A. FIGURA 218 – Legume inflado de Bocoa mollis: A . C. C. B. FIGURA 220 – Legumes nucóides com aspecto moniliforme: A.Parkia multijuga. 239 .Arachis hypogaea.Pithecellobium dulce. C.Dioclea macrocarpa.C. FIGURA 219 – Legume nucóide: A. Bfruto em início de deiscência.Sophora tomentosa.Parkinsonia sp.Caesalpinia peltophoroides. B.fruto fechado. ferrea. BOnobrychis sp.Medicago sp..

fosca. 158A-le]. aspecto e consistência do lenho ou da madeira. sulco longitudinal ± conspícuo. – com silícola de ovada a orbicular.Cedrelinga catanaeformis. No eixo da ráquis situa-se mais abaixo e envolve a base da pálea. LEMA – glumela inferior ou externa (bractéola fértil . B.. D. levemente reticulada.318. ambos do mesmo comprimento). base geralmente atenuada e com hilo.Lonchocarpus sp.Apuleia sp. semente de ovada a obovada. cada uma unisseminada e geralmente com estilete apical remanescente no ápice [Fig.157. alada ou não. Lema estéril – é a glumela inferior (le) de um antécio estaminado.100I]. (1999).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA LEGUMINOSAE – sinônimo de Fabaceae. reto ou ligeiramente encurvado. C. o FIGURA 221 – Legumes samaróides: A. ápice arredondado. Seguem as características diferenciais das silícolas e das sementes de espécies de Lepidium: Lepidium bonariense L. ápice com estilete (est) ausente ou inconspícuo [Fig. LENHOSO – diz-se de um órgão vegetal que apresenta natureza. com duas valavas. como as sementes de Amaranthus e Chenopodium. Possui a nervura mediana mais ou menos perceptível. localizada na base de cada flor (antécio) e que envolve a cariopse pelo lado dorsal (externo) [Fig. LENTICULAR – em forma de lente duplamente convexa ou de lentilha [Fig. Fonte C-D: Barroso et al. que corre do hilo para o centro da semente (separando internamente o eixo hipocótilo-radícula dos cotilédones. além das laterais não muito visíveis. 240 .Derris guianensis.319A]. – com silícola ovada-elíptica a quase orbicular.11A-lf].lf) da espigueta das Poaceae (=Gramineae).319]. antécio estaminado pode estar reduzido apenas a glumela inferior [Fig. Lepidium sp.

0mm de comprimento por 1. 241 . sulco ± conspícuo. Br.2-0.8mm de espessura. muito comprimida.4mm de espessura. com conspícuo sulco ligeiramente encurvado. de amareloescura a amarelo-acinzentada.0-2.5mm de largura. base estreita. de castanhoavermelhada-clara a escura. base com duas pontas quase inconspícuas e hilo branco.4mm de comprimento por 0.5) mm de comprimento por 1.2-1. – com silícola orbicular-ovada. semente de largo-ovalada a largo-obovada.319E]. com ápice largoalado e emarginado [Fig.8mm de largura e 0. – com silícola ovada. lisa. comprimida na porção superior.1-1. granular.8-2.5(-2. finamente granulosa-reticulada. estreito-alada e geralmente com estilete (est) persistente [Fig. com conspícuo sulco quase reto.6-1. (=Cardaria draba (L.2-1. lisa.319B]. de castanho-escura a castanho-avermelhada.) – com silícola de ovada a elíptica. Lepidium ruderale L.5)mm de comprimento por 1. com conspícuo sulco curvo. semente ovalada.) R.) Desv.0mm de espessura. semente obovada. com 2.2(-2. ápice emarginado e com estilete (est) geralmente persistente [Fig. com 1. 319D]. semente ovalada. Lepidium sativum L.319C].318A-B. base com duas pontas e hilo esbranquiçado. de castanho-escura a castanho-preta. se afila convexamente do ápice para a uma base aguda com hilo claro. com 2.2(-2. com 1.3-3.5mm de largura e 0.0)mm de largura e 0.8-1. com ápice emarginado. Lepidium draba L. – com silícola largo-ovada. margem cotiledonar reta e margem do eixo hipocótilo-radícula curvada. ala marginal.6-0. base com hilo esbranquiçado e levemente protuberante. frequentemente [Fig.0-1.L Lepidium campestre (L.

Lespedeza cuneata (Dumont) G.2-0.2(-1. a escama é arredondada e se fixa no centro [Fig. miudamente tuberculada (que acompanha o contorno da semente).1-)1. LEPIDOTA – diz-se da superfície de um órgão (folha. pubescente no ápice e ao longo dos lados.215D-E]. fendido até quase a base e com lóbulos estreitos.3)mm de largura e 0. – com silícola orbicular (globosa).3(-0. LIGNIFICADO – diz-se de qualquer parte da planta que se encontra impregnada de lignina. com sulco mais acentuado na porção mediana. acuminados e pubescentes.8-1. hilo basal esbranquiçado. cálice basal com mais da ½ até ¾ do comprimento do fruto. comprimida. com retículo tênue.4) mm de espessura. muitas vezes com margem cotiledonar reta e a do eixo hipocótilo-radicula convexa.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Lepidium virginicum L. isto é.) Gaertn. alaranjada ou de castaho-alaranjada a castanho-avermelhado-clara. semente de ovalada a obovada. de 0.0mm de largura. fruto ou semente) que se apresenta coberta com pequenas escamas peltadas. portanto adquire textura de madeira.222]. nas Poaceae (=Gramineae) como no capim-pé-de-galinha (Eleusine indica (L.).7-2. – legume unisseminado. ala geralmente translúcida.5-2. Don.203M]. miudamente tuberculada. com (1. com 3-5mm de comprimento por 1. LÍGULA – apêndice membranáceo.1mm de largura e que só não circunda o bordo cotiledonar. com ápice estreito-alada e largo-emarginada [Fig. que ocorre na junção do pecíolo das FIGURA 222 – Lígula.0)mm de comprimento por 0.31F]. nas flores das 242 . castanhoavermelhado-escuro. brácteas ausentes [Fig. folhas com a bainha [Fig.

com bordos paralelos e geralmente mais longo do que largo. 243 . quando as pétals unidas formam uma única lígula. sem nenhuma elevação ou aspereza aparente. 139 a 147]. LINEAR – diz-se quando um órgão (folha. embrião axial [Fig. LIGULIFORME – em forma de lígula.L espécies da família Asteraceae (=Compositae) denomina-se de lígula à corola gamopétala e zigomorpha. Glebionis. LIRADO(A) – o mesmo que panduriforme. das flores da periferia ou de todas as flores do capítulo.103A]. LIMBO – parte expandida (l) de uma folha (lâmina) [Fig. (Brassicaceae =Cruciferae). reto. mas com várias sinuosidades em cada lado e que diminuem da porção mediana para a base [Fig. LISA(O) – diz-se da superfície plana. tri. Coleostephus. como as folhas das gramíneas [Fig. LIGULADO(A) – provido de lígula. ocorre nos gêneros Chrysanthemum. LOBADO(A) – diz-se de um órgão provido de lobos. geralmente lustrosa.ou pentadentada.172-l]. Leucanthemum e Tanacetum. de recortes pouco profundos e arredondados. LINTER – penugem que permanece nas sementes de algodão após o beneficiamento. como as folhas de Raphanus rhaphanistrum L. fruto. semente ou embrião) é estreito. isto é.102 K].

63. antécio fértil oblongo. contendo respectivamente os esporos.62. se desarticulam acima das glumas e entre os antécios. com duas glumas (inferior e superior). LODÍCULA – o mesmo que glumélula.157] e Phalaris [Fig. multiflorum. B. arista (as) geralmente quebrada no beneficiamento.54B-C-lo]. da nervura mediana.269-lod]. com lema (lf) 5-7-nervada. adpressas à base do ovário [Fig. Lolium sp.L. LÓCULO – cavidade (lo) de um órgão. LÓBULO – diz-se do órgão com pequeno lobo (lb) [Fig. Seguem as características diferenciais de espécies de Lolium: 244 .L.L. grãos de pólen. calo estreito transverso-elíptico e com bordo fino [Fig. segmento da ráquila (seg) achatado. 64]. LOBULADO – diz-se do órgão provido de (ou dividido em) lóbulos. convexa. membranácea no ápice e subigualando-se a pálea fértil (pf) lisa e lustrosa em direção ao ápice. LOCULICIDA – diz-se do fruto (cápsula) que apresenta deiscência ao longo FIGURA 223 – Lodícula: an. largo e ápice não expandido. em geral de um esporângio. alternas sobre o eixo central.54A-lb]. como em Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Oryza [Fig.166.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA LOBO – diz-se do órgão com recorte(s) pouco profundo(s) e arredondado(s). Ver cápsula loculicida [Fig. lod. temulentum. C. óvulos ou sementes [Fig. comprimidas. antera. FIGURA 224 – Lolium (antécio fértil lados ventral e dorsal): A. 225] A unidade-semente é o antécio fértil. – espiguetas multifloras (unidade-semente múltipla). exceto na espigueta terminal. gluma inferior geralmente ausente. 224.antera. duas ou três escamas hialinas. esestigma. 223-lod] e da espigueta. sésseis. rudimentos ancestrais do perianto. granulosa. perenne.lodícula. esparsopubescente ou glabra. ovário ou fruto.

achatada dorso-ventralmente e de coloração castanho-amarelada a FIGURA 225 – Lolium (antécio fértil vista lateral): A.5mm de largura e 0. afilandose levemente para a base. com curtos dentículos nas carenas e frequentemente intercalados com espaços sem dentes. ápice curto.lanceolada. temulentum. afila-se para um ápice agudo. segmento da ráquila (seg) cilíndrica ou ± quadrangular (depende da variedade). com 5-7mm de comprimento (exceto a arista) por 1. – espiguetas com glumas mais curtas do que o antécio fértil. arista (as) tão longa quanto a lema fértil. ápice obtuso ou curtopontudo.4mm de largura e 0. B. Lolium perenne L. nervuras frequentemente inconspícuas.224A. achatado dorso-ventralmente e aproximadamente com a mesma largura em toda extensão. C. curta.7-4.0mm de 245 .L. mais ou menos convexa (depende da variedade).5-)2. este oblongo ou lanceolado.L. com 5. achatado dorso-ventralmente e quase com a mesma largura em toda extensão. sem dobras transversais. 225A].2-1.0mm de comprimento por cerca de 1. fraco-convexa. exceto na base que é ligeiramentre mais estreita. perenne.7-0. tão longa quanto a lema. cariopse lanceolada ou oblonga.L. quase da mesma espessura em toda extensão.L Lolium multiflorum L.multiflorum. com 3. lema fértil (lf) oblongo-lanceolada. lema fértil (lf) oblongo. de coloração castanho-amarelada a acinzentada e fosco. pálea fértil (pf) acanalada. este oblongo ou lanceolado. – espiguetas com glumas pouco mais curtas do que o antécio fértil.7mm de espessura.0-7. castanho-escura [Fig. exceto na base que é ligeiramentre mais estreita.8(-0. aristada. de coloração amarelo-acinzentada a cinza-amarromzada e fosco.5mm de comprimento por (1.9)mm de espessura. alarga-se ou não para o ápice (depende da variedade) e pouco mais estreita do que em Lolium perenne.

1. Lolium temulentum L. sem dobras transversais. larga.Aeschynomene denticulata. muito adpressa a pálea e se alarga uniformemente para o ápice.5-4. escabrosa e em geral quebrada quando misturada as sementes comerciais. segmento 246 . 225B].8mm de espessura. carenas com curtos e densos dentículos uniformemente inclinados e no ápice múticos. mais largo na porção mediana. semarista ou quando presente. porção mediana das nervuras laterais sem dentículos. segmento da ráquila (seg) de 0. de 6-7mm de comprimento (exceto a arista) por 2. – espiguetas com glumas (inferior e superior) 7-nervadas e subigualando-se ao resto da espigueta.3-1. curta e frágil. BStylosanthes guianensis. em vista lateral com lado ventral fortemente arqueado e dorsal reto. arista (as) com inserção subapical na lema. fracamente 5-nervada. com estreito sulco mediano arredondado.Stylosanthes humilis.224B. ápice frágil. translúcido. lema fértil (lf) fortemente convexa. ápice obtuso e bordos não encobrindo as carenas da pálea fértil. D-D’. C. com cerca de 12(-15)mm de comprimento. pálea fértil (pf) bicarenada. pálea fértil (pf) acanalada. com curtos dentículos nas carenas. afila-se para o ápice.0-2. tão longa quanto a lema.0mm de comprimento por 1.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA largura e 0. com dorso achatado.7. visível através do antécio fértil e intimamente aderida a ele. lema e pálea nitidamente 5-nervadas e de cinzaamareladas a castanho-claras. com dobra transversal na porção mediana ou pouco acima. aristado. arredondada no ápice e largo acanalada no lado ventral e de coloração castanho-amarelada [Fig.4mm de largura e 0. antécio fértil de ovalado a largo-elíptico. mente. fortemente acanalada. não achatado dorso-ventralFIGURA 226 – Lomentos: A.8-2.0(-3.5mm de comprimento. com 3.0mm de espessura.7-0.5)mm de largura e 2.5-3. cariopse oblonga-lanceolada.2mm de espessura. estreitando-se para um ápice obtuso.Zornia diphylla.

228A-B) onde o fruto é linear-oblongo. adpressa a pálea.228C). cariopse oblonga-cimbiforme.Desmodium adscendens.Fig. Lomento FIGURA 227 – Lomentos: A. com epicarpo e mesocarpo contínuos. com constrições entre as sementes. endocarpo articulado. deiscentes ou indeiscentes. drupáceo – fruto indeiscente. Coronilla. Crotalaria. comprimido. que se separa em pedaços (artículos – ar) monospérmicos. de falcado a subfalcado. e em Prosopis hassleri Harms (Fabaceae–Mimosoideae . mesocarpo granuloso-polposo e endocarpo coriáceo. pouco profundo e com sulco mediano [Fig. em segmentos (artículos – ar) unisseminados.224C.L da ráquila (seg) achatado-cilíndrica.4-1. 228B]. na maturação. mais larga do ápice a porção mediana e afilando-se para a base. (Fabaceae–Caesalpinioideae – Fig. com ápice plano-ovalado e de até 3mm de comprimento. fragmenta-se transversalmente. Hedysarum.Desmodium tortuosum.Fabaceae. 227). com 3. ex DC.0mm de comprimento por 1. Cassia fistula L. lado dorsal plano e ventral largo-acanalado. com epicarpo cartáceo.Fig.Desmodium incanum. 225C]. Desmodium.7-0. ocorre em Fabaceae– Caesalpinioideae como no gênero Cassia subgênero Fistula: Cassia ferruginea (Schrad. C. LOMENTO – fruto artrocarpáceo seco. 247 . como nos gêneros Aeschynomene.8mm de largura. subretangulares e sementes com pleurograma (ple) [Fig. Existem formas botânicas com ou sem aristas. alongado.. com segmentos. em geral.) Schrad. Este fruto ocorre também em Gleditsia sp. indeiscentes e de consistência óssea ou coriácea. D. B. calo estreito transverso-elíptico.7-4.226.5mm de largura e 0. sub-cilíndrico. Stylosanthes e Zornia (Fabaceae =Leguminosae .

como em Desmodium tortuosum (Sw. LUSTROSO – o mesmo que brilhante. o mesmo que lunado. LUNADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. de consistência co- riácea ou óssea e apresentam istmo (is) central entre os artículos.102F]. B. com epicarpo e mesocarpo contínuos.inserção da semente nos artículos. reluzente. fruto ou semente) tem contorno semelhante a lua crescente [Fig. 248 . LÚTEO – de coloração amarelo-vivo tirante a vermelho. [Fig. e endocarpo articulado. que se separam em pedaços (artículos – ar) monospérmicos. indeiscentes. LUTESCENTE – de coloração que se aproxima do amarelo-pálido. CGleditsia sp.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Lomento toruloso – fruto indeiscente. LONGITUDINAL – que está na direção do eixo principal (sentido do comprimento) do órgão vegetal. FIGURA 228 – Lomento drupáceo de Prosopis hassleri: A. LUTÉOLO – de coloração levemente amarelada.fruto. LUNIFORME – que tem forma de meia-lua.) DC.227C].

.

flor feminina com escamas de Cupressus goveniana. 250 . por fendas entre as margens das escamas.11D]. As sementes podem ter ou não estreita ala. MADURO – usado para frutos que tem sementes aptos a germinar. submetio a maceração. que são medicinais. MACERAR – amolecer um órgão (semente) em um líquido. ou para o ovário com óvulos aptos a serem fecundados. em posição oposta ou verticilada. b. nas Cupressaceae.229]. O cone seminífero maduro varia de coriáceo a lenhoso. imersão em um líquido. se abre no amadurecimento das sementes. Em Juniperus permanece fechado. MACERADO – que sofreu maceração. que são compostos de poucas escamas férteis ou estéreis. MACROSPORÓFILO – encontra-se.cone maduro). como em Cupressus goveniana Gordon [Fig. MACROGAMETÓFITO – célula modificada e que formará o megagameta.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA MACERAÇÃO – ato ou efeito de macerar. nos cones femininos FIGURA 229 – Macrosporófilo (a. usadas no preparo de bebida alcoólica (genebra) e no preparo do chucrut. são células especializadas na nucela e que dão origem aos óvulos (macrosporos). MANCHADO – que tem macula de diferentes colorações e/ou tonalidades. MANCHA HILAR ou MANCHA HILARIS – ver hilo [Fig. formando uma espécie de baga (fructus juniperi). MACROSPORÂNGIO ou MEGASPORÂNGIO – nas Angiospermas é denominado de nucelo. o memo que megagametófito.

sinuada. lóbulo radicular mais estreito do que o lóbulo cotiledonar e separado por um conspícuo sulco raso. MELÍFERA – plantas cujas flores atraem abelhas. não FIGURA 231 – Melonídios (seção transversal): A. com configurações conspícuas no dorso [Fig. carnoso. fruto ou semente). que corre do hilo para o centro da semente. B. angular. como crenada. dividida em lóculos e forrada por placentas carnosas.semente.231B] e Jacarantia (Caricaceae). como os frutos dos gêneros Carica [Fig.Fig. Medicago tuberculata Willd. com placentação parietal.núcula com cálice basal acrescente.M MARGEM ou BORDO – a parte mais externa de um órgão (folha. originado de um ovário ínfero ou súpero. multisseminado. com cavidade central ampla..110]. serreada. Melilotus sp. A unidade-semente é a semente. semente com hilo localizado num entalhe basal excêntrico raso. Ver placentação marginal [Fig. MEGAGAMETA – célula aredondada que se forma de um megagametófito. Seguem as características diferenciais das espécies de Melilotus: FIGURA 232 – Melilotus indicus: A. MELONÍDIO – fruto bacóide.Carica sp. pericarpo com pouca ou muita espessura (carnoso).231A). Parietal(B). que produz mel. Citrullus (Cucurbitaceae) e Passiflora (Passifloraceae . FIGURA 230 – Marginal (A). que envolvem numerosas sementes ariladas ou com funículo espessado. aculeada e serrulada [Fig. MARGINAL – que se refere a margem. MEGAGAMETÓFITO – o mesmo que macrogametófito. 251 .Passiflora sp. que pode ser inteira ou apresentar diversas divisões.217A]. indeiscente. – núcula (nu) unisseminada. cálice (cal) acrescente com cinco lóbulos. denteada. B. ondulada. preto. – legume indeisecente coclear.230A].

4-1.) Lam. com largo sulco conspícuo e raso.0mm espessura. eixo hipocótilo-radicula com cerca de ⅔ a ¾ do coprimento dos cotilédones [Fig. Melilotus indicus (L. cálice (cal) cerca de 1/3 do comprimento da núcula e lóbulos curto-agudos. hilo pequeno e conspícuo.5mm de espessura. – núcula (nu) subglobosa. fosca.6mm de largura e 1. hilo pequeno e inconspícuo.5mm de largura e 1. com conspícuo sulco raso. semente de ovóide a cordiforme. com conspícuo sulco raso.5mm de comprimento por 2. hilo orbicular circundado por um halo branco. 252 .8mm de comprimento por 1. rugosa (finos tubérculos).2-1. semente ovóide ou cordiforme. de 3-4mm de comprimento por 2. eixo hipocótilo-radicula com cerca de ¾ do coprimento dos cotilédones. de 2. superfície preta e grosseiramente reticulada.2-1.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Melilotus albus Medik.5mm de comprimento por 1.0mm de espessura.6-1. de castanho-cinza a catanhoesverdeada. semente ovóide. com curto estilete remanescente no ápice. superfíce de amarela a amareloavermelhada.semente.232].) – núcula (nu) ovóide. de 1.3mm de largura e 0.5mm de largura e 1. lisa. superfície de castanha a preta e transversalmente rugosa.0-1. de amarelo-esverdeada a castanho-pálido. com curto estilete remanescente no ápice. com curto estilete remanescente no ápice. cálice (cal) de até ¾ do comprimento da núcula e lóbulos longo-acuminados. de amarela a castanho-amarelada.0mm de largura e 1.núcula com cálice basal acrescente. Melilotus officinalis (L.0mm de espessura. (= Melilotus alba Medik.8-2. FIGURA 233 – Melilotus officinalis: A.0-2. eixo hipocótilo-radicula com cerca de ⅔ a ¾ do comprimento dos cotilédones [Fig. lisa. de 1.0-2. rugosa-escavada e com algumas nervuras transversais onduladas. cálice (cal) menos da ½ do comprimento da núcula e lóbulos cuto-agudos.) All.5-2.8 mm de comprimento por 1. com 1. fosca. fosca.3mm de espessura. de 3-4mm de comprimento por 2.233].5mm de largura e 1.0mm de espessura. B. – núcula (nu) ovóide.

4mm de largura e pericarpo castanho-esverdeado. MEMBRANÁCEA(O) – com textura de membrana. E. levemente afundadas ou convexas. com cerca de 1.dorsal.8mm de comprimento. pediceladas. com 1.) ou inconspícua (nas demais espécies).235]. margem bem delimitada (Merremia aegyptia (L. como duas projeções [Fig. circundado por um sulco e pela saliência hipocrepiforme ± conspícua ou apunas visível na base. pálea fértil subhialina no ápice.lateral. do comprimento da espigueta. hilo de transverso-ovalado a transverso-elíptico.5mm de largura.) Urb. roxo-avermelhadas. fortemente nervada.2mm de comprimento por 0. lema estéril com arista reta inserida entre os 2-dentes apicais. pode ser aplicado às folhas.101J]. F. com ou sem arista (as) terminal.4-0. lado dorsal convexo e ventral carenado e com duas faces de planas a FIGURA 234 – Melinis minutiflora: A-B-C. Beauv. Merremia sp. ao pericarpo dos frutos e ao tegumento das sementes.2mm de comprimento por 0. lema fértil (lf) com 0. solitárias. do tipo ipomoea. com base emarginada ± conspícua.M Melinis minutiflora P. cariopse: D. levemente lustroso e liso [Fig. o inferior reduzido a lema estéril.234] MELONIFORME – com forma que se assemelha a do melão.espigueta. irregularmante esférico com costelas salientes [Fig. ápice e base a agudos.8-2.ventral. cariopse elipsóide.5-1. Seguem as características diferenciais de espécies de Merremia: 253 . – espiguetas estreito-oblongas.3mm de comprimento. membranácea. ± afundado. gluma superior bilobada. glabras. com dois antécios. A unidade-semente é a semente. – semente de globosa-cuneiforme a ovóide-cuneiforme. sulcada. gluma inferior reduzida a pequena escama de 0. semelhante a lema estéril e maior do que a lema fértil.

cissoides. dissecta.0-4.M.0-)4.) Urb.5)mm de largura e 2.8(-4.5)mm de largura e 3. com (4. margem com nítida listra.M. finamente pontilhada (10X).7mm de comprimento por 1.8-)4. aegyptia. B-D-F-H.5-4.5-3.34. mais largo na parte superior e inferior.lado ventral.M. com 0. hilo transverso-ovalado.0)mm de espessura. – semente globosa-cuneiforme.2-) 4. branco e circundado por um sulco esbranquiçado. lado ventral 254 . FIGURA 235 – Merremia (semente): A-B.) Hall. muito próximas uma da outra e em geral mais claras do que o tegumento.5-3.2(-4.5mm de espessura. Merremia cissoides (Lam. não afundado. superfície do tegumento de fosca a levemente brilhante. de coloração alaranjada (imatura) e castanho-amarelada-escura (madura) [Fig. lado dorsal com base emarginada e ventral com carena de obtuso-arredondada a inconspícua. – semente de subglobosa a ovóide-cuneiforme. saliência hipocrepiforme mais conspícua na metade inferior e na base com duas projeções largoovaladas.235A-B].0mm de largura. E-F. com (3.lado dorsal. macrocalyx: A-C-C’-E-G. C-C’-D.M. glabro.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Merremia aegyptia (L.7mm de comprimento por 3.f. G-H.7(-5.0)mm de comprimento por (4.0(-4.

lado dorsal mais convexo na ½ inferior. fasciculados e alvo-translúcidos. hilo transverso-obovado. fasciculados. mais visível nas sementes de coloração cinza-escura.235E-F].2mm de largura e (4.0-7. lado ventral com carena obtuso-arredondada (às vezes inconspícua). na base com duas projeções estreitoovaladas. revestida por pêlos simples.0-5. superfície do tegumento fosca. dando à semente o aspecto de pequenas manchas claras de coloração castanho-acinzentada [Fig. área hilar largo-obovada.235C-C’-D]. na base com duas projeções suborbiculares.0-9. geralmente mais densos e menos caidiços no sulco e diminuindo em quantidade do hilo para a saliência hipocrepiforme.8- 0. com 1. miudamente alveolada (20X). não emarginado na base. levemente afundado.) Hall. às vezes.f. com 0.0mm de comprimento por 6. muito próximas uma da outra e ± inconspícuas. alvo-translúcidos. não afundado. muito caidiços. revestida por fina camada ceróide castanho-clara [Fig.0mm de largura. glabra.5mm de espessura. hilo transverso-elíptico.8mm de comprimento por 1. 255 . de coloração alaranjada (imatura) a castanho-escura (madura).2-1. – semente de ovóide-cuneiforme a subglobosa. com numerosos pêlos simples. lanceoladas ou suborbiculares. carena e margem inconspícuas com faces fortemente convexas (quando no fruto se formaram apenas três sementes).5-)5. com 0.9mm de comprimento por 2. de castanho-avermelhado a castanho-escuro e circundado na parte superior por um semi-halo preto. com 7.5mm de diâmetro.M com carena obtuso-arredondada. superfície do tegumento fosca. de coloração cinzaescura a preta. miudamente alveolada (10X).0mm de largura e preto. Merremia dissecta (Jacq.

35. não diferenciado. 256 .7-3.e o endocarpo. 325]. na base com duas projeções estreito-lanceoladas. lado ventral com carena arredondada.5mm de largura. que na maturação se decompõe em dois mericarpos. com 0. hilo transversoelíptico. embrionário. 94. em geral.8-4.) O’Don. como nas Malvaceae [Fig. não afundado.2mm de comprimento por 3. à parte mais desenvolvida do fruto [Fig. corresponde ao mesófilo carpelar e é. de coloração castanhoescura (imatura) e negra (madura).83-car] e em mais de dois mericarpos.41.265. Cada mericarpo corresponde a metade de uma folha carpelar. MERICARPO – o mesmo que carpídio. áspera. com 3. revestida por fina camada ceróide mais clara e com numerosos e diminutos pêlos simples e alvo-translúcidos [Fig. como nas Apiaceae (=Umbelliferae) [Fig. ou seja. – semente globosacuneiforme. cuja função é produzir novos tecidos por divisão de suas células. pode ser fibroso. carnoso e comestível ou não. farináceo.9mm de comprimento por 1. também denominado de gema apical. superfície do tegumento fosca.235G-H]. ainda não diferenciado e que se localiza no ápice da plântula ou da planta. MESOCARPO – camada mediana dos frutos (do pericarpo).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Merremia macrocalyx (Ruiz & Pav. Meristema apical – tecido vivo.9mm de diâmetro.82]. com pilosidade igual à do tegumento e circundado na parte superior por um semi-halo escuro e piloso. MERISTEMA – um tecido vivo.8-0. Cada uma das partes unisseminadas de um fruto esquizocarpáceo seco e indeiscente. é a parte que fica entre o epi. castanho-negro.

folhas adultas.microsporos) [Fig. 257 .78B-cop]. Vicia. Pisum [Fig. um ser microscópico. MICÉLIO – conjunto das hifas de um fungo. ou um pequeno orifício punctiforme (poro). Na plântula. abaixo.297] ou no tegumento da maioria das sementes maduras [Fig. 309]. que em muitas sementes se evidencia como uma saliência no tegumento ou por dois feixes mais claros. MICROSPORÂNGIO ou SACO POLÍNICO – oposto a macro-(ou mega-) sporângio. nas Angiospermas são as células especializadas da antera e que produzem os grãos de pólen ( gp . freqüentemente fechada formando uma cicatriz superficial.13A].310]. Indica sempre.308. METÁFILOS – são as folhas que se formam após o(s) eófilo(s).M MESOCÓTILO – nas Poaceae (=Gramineae) é a parte do eixo embrionário entre o ponto de inserção do escutelo e o coleóptilo [Fig.311]. MICROORGANISMO – é um micróbio. causador de fermentações e doenças. e nas Fabaceae (=Leguminosae) onde se inserem os cotilédones. é a parte que fica abaixo das raízes adventícias do primeiro nó até o início da radícula. a posição da radícula do embrião. MICRÓPILA – pequena abertura ( m) existente no integumento de um óvulo [Fig. Nem sempre é claramente visível. como em Fabaceae (=Leguminosae) no gênero Phaseolus [Fig.

15D-E]. geralmente com esparsoas e pequenas manchas lineares amareladas. com (6.101-O]. de irregularmente transverso-rugosa a tuberculada.96). Mirabilis jalapa L. com ápice obtuso-arredon- dado e base truncado-aneliforme. com constrições entre eles e que podem se separar (Raphanus raphanistrum L. 258 . com uma série de invólucros córneos superpostos. portadoras de 2-3-6 sacos polínicos livres.5-5. somente nos cones masculinos. córneo. A unidade-semente é o antocarpo. MONILIFORME – em forma de rosário de contas [Fig. nas Cupressaceae. superfície com cinco estrias longitudinais.0-)7.321A-A'-A'') ou que não se separam (Raphanus sativus L.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA MICROSPORÓFILO – encontra-se. como em Coix lacrima-jobi L.2-)4.0)mm de diâmetro. . núcula globosa com pericarpo reduzido a fina película e que internamente se justapõem ao tegumento membranáceo e externamente ao espesso externamente ao espesso antocarpo [Fig.Fig. ± alongado. MIMOSOIDEAE – subfamília da Fabaceae.171]. – antocarpo de globoso a largo-ovóide (parece uma granda) e orbicular em contorno.321B) na maturidade. que constam de pecíolos curtos com escamas terminais alagados. ou são segmentos arredondados superpostos.Fig. de coloração castanho-escura a preta. (Poaceae =Gramineae . glabro. Ver Fabaceae. . Ver macrosporófilo.5-8. espécies da família Brassicaceae (=Cruciferae).5(-6.Fig. MICROSPOROS ou GRÃOS DE PÓLEN (gp) [Fig. fosco.5mm de comprimento por (4.

M MONOCOTILEDÔNEA – planta ou grupo de plantas. MUCRONADO(A) – provido de múcron. MONOGÉRMICO ou MONOSPÉRMICO ou MONOSPERMO – o mesmo que unisseminado. Angiospermas. MULTICARPELAR – diz-se do gineceu que tem vários carpelos.16B]. MUCRO ou MÚCRON – ver apículo. líquido de textura viscosa. MULTIFLORA – que tem muitas flores. MUCILAGEM – diz-se da superfície que apresenta substância parecida com goma. plulobulado 259 . MUCILAGINOSO – que tem textura de mucilagem (goma). MUCRONULADO – provido de múcron (apículo) muito reduzido. que produzem flores e cujas sementes (cariopse) possuem um embrião com um único cotilédone. fruto ou semente) termina abruptamente em pequena (curta) projeção (ponta) aguda e dura no centro [Fig. MONÓICA – planta com flores masculinas e femininas separadas. quando o ápice de um órgão (folha. mas no mesmo indivíduo. MULTILOBADO – que tem muitos lóbulos.

uma delas é mucronada FIGURA 236– Muricado. MURICADA – diz-se da superfície de certos frutos com numerosas excrescências (protuberâncias) curtas. 260 . envolto pelo cálice acrescente. MÚLTIPLO – diz-se quando um fruto deriva de várias flores da mesma inflorescência. tubérculos pontudos ou curtos acúleos cônicos) [Fig. MULTIOVULADO – diz-se do ovário que tem vários lóculos. poligérmico. e a outra não. MÚTICO – o termo somente é empregado em oposição a outro que indica: com ponta. ou qualquer outro similar. assim. contrasta-se duas coisas. MULTISSEMINADO – com muitas sementes. oligospermo. incorretamente.) Hill. polispérmico ou polispermo. (=Myosotis intermedia Link) – fruto artrocarpáceo geralmente com quatro carcerulídios. irregulares e duras.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA MULTIGÉRMICA – alguns autores utilizam esse termo. o mesmo termo pode ser usado em contraste com cuspidado ou aristado. esse caso a última pode ser designada de mútica. ou provida de saliências (espinhos. Myosotis arvensis (L. MULTILOCULAR – quem tem muitos lóculos. MURIFORME – diz-se da superfície que apresenta divisões transversais e longitudinais. o mesmo que oligospérmico. como sinônimo de multisseminado. 236].203D.

com ápice obtuso e base arredondada. margem circundante aguda.2-1. glabra. com tegumento membranáceo.76I]. achatada. A unidade-semente é o carcerulídio.M carcerulídio ovalado. cicatriz de inserção basal-ventral. endosperma carnoso [Fig. que o divide em duas faces quase planas.5mm de comprimento por 0. semente inclusa no carcerulídio. invaginado e reto. pericarpo crustáceo.8mm de largura e 0.5mm de espessura. embrião axial. muito lustrosa e de coloração preta. com 1. comprimido. com superfície lisa. frequentemente formado por duas pequenas verrugas esbranquiçadas. 261 . lado dorsal levemente convexo e ventral levemente carenado.4-0.

262 .

.

1)mm de largura. A unidade-semente é a silícola.0-2. de coloração cinza-esverdeada a castanho-acinzentada ou castanho-escura.0mm de espessura. que se distinguem. 264 . com rostro (ro) apical. NAVICULAR – o mesmo que cimbiforme [Fig. NÓ – parte de um eixo embrionário ou de uma plântula. 244]. NECROSE – área de um tecido morto. de 1.5-2.0(-1. base (área hilar) pontuda (posição da ponta da radícula) e com sulco longitudinal conspícuo.101R].6-2. interespaços afundados. Necróse profunda – localiza-se profundamente dentro do tecido. circundada por estreita margem. 318C].100G]. superfície grosseiramente reticulada. cotilédones ou escutelo). NEMATÓIDE – organismo fino e alongado. – com silícola de ovóide-globosa a subglobosa. a partir do qual se origina uma folha ou uma folha modificada (coleóptilo. com grande nitidez nas folhas.) Desv. Neslia paniculata (L. Necróse superficial – localiza-se superficialmente nos tecidos. fosca. folhas e ramos [Fig.5(-1.6mm de largura e 1. como um fio de linha. que corre do hilo para o centro da semente (separando internamente o eixo hipocótilo-radícula dos cotilédones) [Fig. com 1.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA NABIFORME – que tem a forma de nabo (esfera achatada).2mm de comprimento por 2. amarelada ou alaranjada.172C.9)mm de comprimento por 1. ou parte espessada sólida do colomo onde nascem raízes. em especial na face abaxial. semente ovóide. como a raiz do rabanete [Fig. um pouco comprimida. NERVURA – conjunto de elementos condutores.

NÚCLEO POLAR – no óvulo das Angiospermas é cada uma das duas células (np) que se encontram na porção central do saco embrionário (sa) [Fig.) [Fig.171A. fruto do carvalho (Quercus rubor L.44]. 297]. Na maioria das espécies vegetais. 265 . Curatella americana L. denominada de perisperma. NUCELA – tecido nutritivo do saco embrionário (as).297]. Ver endosperma ruminado e perisperma.171A. Nucáceo bilocular – com dois lóculos. que se torna ruminado pelas invaginações transversais do tegumento. (Dilleniaceae) e Heliocarpus (Tiliaceae). pode apresentar apêndices sob a forma de alas. não deve ser utilizado na descrição morfológica. a nucela (n) é praticamente toda consumida durante a formação do saco embrionário e do endosperma (en) [Fig. NUCÁCEO – fruto originado de um ovário súpero. ela é usada apenas parcialmente. Algumas vezes a nucela (n) se desenvolve muito depois da fecundação do óvulo (ov) e a chalaza (ch) preenche os espaços laterais da semente. com dois ou mais carpelos.N NOZ – denominação genérica para aquênio ou núcula. Nucáceo multilocular – com 4-5 lóculos Balfourodendron (Rutaceae) e com 2-5 lóculos Triumfetta (Tiliaceae – Fig. com dois ou mais lóculos. em outras espécies. como em Balfourodendron (Rutaceae). corresponde ao megasporângio. desenvolvendo-se no centro da semente um endosperma ruminado. 243). e a parte remanescente vai funcionar como um tecido de reserva na semente madura.

e Riedeliella sp.Fig. (Meliaceae). (Magnoliaceae) . como na sâmara de Centrolobium tomentosum Guill. (A-B-C). O núcleo seminífero pode ser equinado como em Centrolobium tomentosum Guill. não diferenciado nas três camadas típicas (coriácea. núcula e nucáceo. Grevillea (Proteaceae .) Cambess (Caryophyllaceae .R. por divisão. 312A.Fig. Serjania glabrata Kunth. Banisteriopsis muricata e Banisteriopsis andersonii (Malpighia-ceae .Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA NÚCLEO GERMINATIVO – do grão de pólen dá origem. Magonia pubescens A. (Apocynaceae). acris. nos gêneros Dimorphoteca (AsteraFIGURA 237 – Núcula com ganchos em Petiveria sp. Ver a descrição de cada um deles. 266 . ceae).299F): ou é a parte que contém o embrião em um fruto.R.312F). Jacaranda (Bignoniaceae). (Clethraceae .305G-H).Fig.312B).Fig. Clethra sp. (Fabaceae-Papilionoideae . lenhosa ou membranácea). ex Benth (Fabaceae–Papilionoideae . aquênio. 299D).312E-E’] e A. Arg.Fig. bulbosus. cerdosa ou equinada e se divide em sâmara.299A) e não equinado em Tipuana (Fabaceae–Papilionoideae . B-B’. (Rubiaceae . FIGURA 238 – Núculas de Ranunculus: A. betulídio. ocorre a penetração do tubo polínico no óvulo e o desaparecimento do núcleo vegetativo. pilosa.R. Aspidosperma macrocarpon Mart. apresenta um grande número de acessórios.312D]. Spergula arvensis L. (Fabaceae–Caesalpinioideae – Fig. Arg. e Spergularia grandis (Pers. NÚCLEO SEMINÍFERO – parte (nse) que contém o embrião numa semente alada. polyneuron Müll.Fig. [Fig. como em Allamanda [Fig. Cedrela fissilis Vell.-Hil.Fig. parviflorus. NUCÓIDE – fruto indeiscente. ou como no samarídio de Serjania cuspidata. ex Benth. a superfície do pericarpo pode ser lisa. tem formas variadas. C.Fig.300A-B-G-I). Coutarea sp.312C) e Tabebuia (Bignoniaceae). ramiflorum Müll.St. com pericarpo seco. formado por 1-2 carpelos. a dois núcleos espermáticos. Pterogyne sp. A..299A-E).

A núcula ocorre em espécies de Cyperaceae e Polygonaceae e em Basella (Baselaceae).Carex sororia.Scleria balansae. água ou animais. pericarpo não soldado ao tegumento.239B-C-C’. J-J’. K-K’. estar totalmente incluso no utrículo (Carex – Fig. Fallopia.237. Petiveria (Phytolaccaceae) e Ranunculus (Ranunculaceae) [Fig. seco. simples. Persicaria. pequeno. Fagopyron. A’-C’-D’-E’-F’-G’-I’-J’-K’. 238. (Phytolaccaceae – Fig. Fallopia. & Schult. 240. Rhynchospora aurea Vahl (=R. 338). como nos gêneros de Antigonon. com um ou dois carpelos.237]. 239. B-C-C’.) Roem.). 267 .núcula. Núculas de Polygonaceae – em geral ficam inclusas no perigônio (prg) persistente. 241].seção transversal da núcula.estilete bífido.Scleria uleana. B.239F-F’-I-I’-J-J’) e estrutura cupuliforme paleácea e ciliada (Cephalocarpus) ou a núcula pode FIGURA 239 – Núculas de CYPERACEAE (inteira e seção transversal): A-A’.utrículo (perigônio). na base. Núculas de Cyperaceae – pode apresentar: no ápice um tubérculo.Cyperus rotundus. A-C-D-E-FG-I-J-K.G-G’H. 241]. indeiscente e unisseminado. Coccoloba. L-L’.N NÚCULA – fruto nucóide. rostro (ro) ou caliptra (Bulbostylis. originado de um ovário súpero. no ápice um rostro ou tubérculo e na base cerdas (ce) (Eleocharis geniculata (L. (=Dichromena ciliata Vahl) – Fig. essas adaptações podem ser o cálice (como em Rumex sp. Bistorta. mais ou menos acrescente e pode ou não apresentar adaptações para a dispersão pelo vento.240. corymbosa (L. H.Fimbristylis dichotoma.Bulbostylis capillaris.) Britton) e Rhynchospora nervosa (Vahl) Boeck.Eleocharis geniculata. Polygonum e de Persicaria – com embrião sempre deitado paralelamente a um dos ângulos da núcula [Fig. Núculas de Bistorta. Rhynchospora – Fig. Núculas com ganchos – Petiveria sp. Polygonum e Rumex [Fig. E-E’.241F-I-K-O-R].239A-A’I-I’-J-J’).. etc. D-D’. água ou pelos animais. pode apresentar adaptações para dispersão pelo vento. Boehmeria (Urticaceae).Cyperus esculentus. F-F’. I-I’.Rhynchospora aurea. com semente presa na parede do fruto (pericarpo) em um só ponto.Rhynchospora nervosa.

E-J-N.238]. parviflorus L. [Fig. em ± tamanho.R.. R.R. com pirênios loculados ou pirênios livres. Em Verbenaceae pirênios com dorso não convexo e sementes sem ranhuras na face ventral. Em Valerianella (Valerianaceae) NUDICAULE – haste sem folhas.seção trans. Em Tiliaceae pirênio lenhoso e com três lóculos. C-H-L-P. R.núcula envolta pelo cálice. como em Lantana FIGURA 240 – Núculas de Rumex: A-B-C. NUCULÂNIO – fruto drupóide policárpico. M-N-O-P.R. e L.lóculos estéreis. A-D-I-M. D-E-F-Go nuculânio se origina de um ovário ínfero e trilocular.rostro) apical persistente. com estilete (ro . Em Tetragonia (Aizoaceae – Fig.encontra o cálice mais ou menos acrescente e plumoso.243]. reto ou curvado. núcula comprimida. camara L.333) nuculânio com quatro pirênios lenhosos.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Núculas de Rumex – com embrião sempre deitado paralelamente a uma das faces da núcula [Fig. como em Triumfetta bartramia L. semitriloba Jacq. unisseminados e no ápice se apresenta coroado pelo cálice acrescente. como em R. acris L.núcula. e T.. com quatro sépalas providas de cornículos apicais. pulcher.240C-H-L-P]. seco. que estão assentadas sobre um receptáculo estrobiliforme. maiores ou menores do que o lóculo fértil e no ápice se seção transversal do cálice. acetosella. indeiscente.R. obtusifolius. apresenta dois H. lilacina Desf. semente com ranhura profunda na face ventral (Coffea e Ixora) e pouco profunda em Palicourea. versal da núcula. [Fig. B-F-G-K-O. I-J-K-L.ou multisseminados. bulbosus L.242]. [Fig. Núculas de Ranunculus – são os frutícolos de um fruto múltiplo. livres entre si. crispus. mostrando a seção do embrião nocentro de uma das faces. que podem ser uni. 268 . mostrando o tubérculo corticoso. Em Rubiaceae com dois pirênios dorsalmente convexos e sulcados longitudinalmente.

lilacina. D.seção seção transversal.N FIGURA 241 – Núculas de POLYGONACEAE: A-D-C. S-T-U. D-E-F. C.T.núcula. bartramia. pirênio: A’-B’-B’’. C-F-I.T. B. B-B’-B’’-C-D.L.Fallopia convolvulus . semitriloba.L. 269 . FIGURA 243 – Nuculânio de Triumfetta: A.seção transversal da núcula. L-M-N-O. camara.Fagopyrum esculentum.Persicaria maculosa.seção longitudinal. P-Q-R. B-E-H-J-N-Q-U.Polygonum aviculare. FIGURA 242 – Nuculânio (A-B) de Lantana: A-A’.K-O-R. G-H-I-J-K.Rheum rhaponticum.Persicaria punctata.vista externa. A-D-G-L-M-P-S-Tnúcula envolta pelo perigônio inteiro ou parte na base.

270 .

.

272 .334C].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA OBCÔNICO(A) – em forma de cone invertido. com a parte mais larga no ápice e a inserção basal na parte aguda [Fig. OBLANCEOLADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. OBLONGO-AGUDO(A) – igual ao anterior. com bordos paralelos e é obtuso no ápice e na base. quando o grau de desigualdade nos dois lados é leve. OBOVADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. OBCORDADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. OBCORDIFORME – o mesmo que obcordado. com ponto de inserção na extremidade pontiaguda. fruto ou semente) tem contorno de pirâmide invertida e a inserção ocorre na base (no vértice). fruto ou semente) tem contorno inversamente cordada. mas com as extremidades agudas. OBLÍCUO – inclinado. fruto ou semente) é duas a quatro vezes mais longo do que largo. o mesmo que obcordiforme [Fig.16Q]. fruto ou semente) tem contorno de ovo invertido (inversamente ovada).103F]. OBPIRAMIDAL – diz-se quando um órgão (folha. OBLONGO(A) – diz-se quando o contorno de um órgão (folha. com a parte mais larga voltada para o ápice e com o ponto de inserção na extremidade estreita [Fig. com a parte mais larga no ápice. fruto ou semente) tem contorno de lança invertida. o mesmo que obovóide. OBOVÓIDE – o mesmo que obovado.

102M. nos dois bordos [Fig. OLIGOSTÊMONE – que tem poucos estames. 110D].) Baill.O OBTUSO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. OPERCULAR – relativo ao opérculo. Ex: flor oligostêmone. fruto ou semente) termina em um ângulo arredondado (maior do que 90°) [Fig.16L]. ONDULADO(A) – diz-se quando a margem de um órgão (folha. é o resultado do concrescimento de estípulas axilares. Obtusa com acúmen – quando o ápice termina em um ângulo arredondado (maior do que 90°) e no centro apresenta abruptamente uma ponta dura [Fig. de pétalas. como a folha da magnólia (Magnolia champaca (L. portanto em posição oposta as antípodas (an . polispérmico ou polispérmo. em certas plantas. OLlGOSPÉRMICO ou OLIGOSPERMO – que tem poucas sementes. 273 . 244]. em número menor do que o FIGURA 244 – Ócrea. o mesmo que multisseminado. OOSFERA – célula sexual feminina (o). Ex: cápsula oligosperma.Fig. ÓCREA – estrutura vegetal com aspecto de bainha que envolve o caule.172C-oc. fruto ou semente) apresenta concavidades e convexidades alternadas e sucessi- vas [Fig.297). poligérmico.16M]. ex Pierre). no óvulo (ov) das Angiospermas é a célula que se encontra acompanhada pelas sinérgidas (si) na porção apical do saco embrionário (sa).

(Brassicaceae – Fig. Semente orbicular – Amaranthus graecizans L. fruto ou semente) é perfeitamente circular [Fig. fruto e semente) que tem a finalidade de manter a planta viva. (Amaranthaceae). garantindo a sobrevivência da espécie. 274 . antropocoria. folha. ORNITOCORIA . Wendl. Ver cápsula circuncisa. ORBICULAR – diz-se quando o contorno de um órgão (folha.319F). Folha orbicular – Maranta orbiculata (Marantaceae). retrroflexus L.102-O].57A-C]. Saintpaulia ionantha H. OPOSTO(A) – quando a inserção ocorre aos pares. autocoria. e A. barocoria. Ver anemocoria. ÓRGÃO – parte de um organismo vegetal (raiz. Órgãos acessórios – termo utilizado por algus autores para designar o cálice e/ou a corola quando acompanham o fruto ou a semente na dispersão.diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pelos pássaros. Fruto orbicular – silícola de Lepidium virginicum L. caule. no mesmo nível e em sentido contrário. hidrocoria e zoocoria. (Gesneriaceae). flor.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA OPÉRCULO – parte superior (op) de um fruto (cápsula) que se destaca na deiscência transversal [Fig.

com um único antécio fértil.5-)3. antécio fértil com lema ( lf) e pálea (pf) naviculares (carenadas) e subiguais.espigueta. geralmente mais longo do que o artículo [Fig. – espiguetas pediceladas. OVAL – diz-se quando um órgão (folha.0)mm de largura e 1. Oryza sp. OVADO(A) ou OVÓIDE – que tem contorno de ovo. indeiscentes.4(-3. A unidade-semente é o artículo unisseminado do lomento.O Ornithopus sativus Brot.29]. lema fértil às vezes aristada [Fig.0-1. quadrangulares. fruto ou semente) tem contorno de elipse e com as duas extremidades arredondadas [Fig.0-2.334B]. OVALADO(A) – diz-se quando um órgão (folha. FIGURA 245 – Oryza sp. Bantécio fértil. com 2-lemas inferiores (le) estéreis. 275 . desarticulado acima das pequenas glumas paleáceas e glabras. artículo superior com rostro unciforme. com a parte mais larga na base. de castanho-claros a escuros. de (2.103D]. com linhas anastomosadas nas faces. – legume formado por vários artículos achatados.cariopse. 245]. 334B].0-3.3mm de espessura. ovóide e aovado [Fig.: A. ORTÓTROPO – ver óvulo ortótropo [Fig. com a parte mais larga na base.8mm de comprimento por 2. o comprimento no máximo duas vezes a largura [Fig. o mesmo que ovado. fruto ou semente) tem contorno de ovo. o mesmo que aovado e ovalado.250]. A unidade-semente é a espigueta ou a cariopse.103E. C. muito reduzidas (escamiformes). mais ou menos comprimido lateralmente.

formando a rafe (rf) [Fig. transforma-se em fruto e os óvulos em sementes [Fig.e.247].246].. OVÓIDE – em forma de ovo. FIGURA 246 – Óvulo anátropo: A. 276 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA OVÁRIO – região inferior dilatada do pistilo e que contém um ou mais óvulos (ov).inteiro.seção longitudinal. este óvulo é muito semelhante ao anátropo [Fig. chalaza (ch) não está oposta à micrópila (m).. B. a chalaza (ch) está oposta a micrópila e esta está dirigida para a placenta e o funículo se encontra fundido ao integumento (in – ex). mas o encurvamento não afetou a forma do saco embrionário (sa).. Existem cinco tipos de óvulos maduros: Óvulo anátropo – diz-se do óvulo que sofre uma curvatura de 180°. em relação a sua base. em relação a sua base.246 a 2450. onde se localiza a oosfera (o) [Fig. formado por um ou mais carpelos. Oposto ao óvulo ortótropo. O óvulo fecundado e maduro transforma-se na semente.pluricarpelar. semente ovóide. tri. bi-. é o óvulo mais comum em Angiospermas. formado por um ou dois integumentos (in – ex) que envolvem a nucela (n) e o saco embrionário (sa).171-ova]. as Angiospermas. 297]. ocorre em Alismaceae. Óvulo anfítropo – diz-se do óvulo e do saco embrionário (sa) que sofrem uma curvatura. a curvatura afeta a nucela (n) e o saco embrionário. ÓVULO – é o megasporângio dos vegetais superiores. a FIGURA 247 – Óvulo anfítropo. que toma a forma de ferradura. o ovário pode ser uni-. OVULADO – provido de óvulos. o funículo (f) e a micrópila (m) estão na mesma linha e esta está próxima do hilo.

curvatura. Oposto ao óvulo anátropo. a chalaza (ch) não está oposta a micrópila (m) [Fig. B. a curvatura não afeta o saco embrionário (sa). ocorre em Resedaceae e Fabaceae.250]. Óvulo hemianátropo ou hemítropo – diz-se do óvulo que sofre uma curvatura de 90°.248]. na curvatura se forma um ângulo reto FIGURA 248 – Óvulo campilótropo: A.seção longitudinal.O Óvulo átropo ou ortótropo Óvulo campilótropo – diz-se do óvulo que sofreu uma curvatura. em relação a sua base. ocorre em Ranunculus.inteiro. a curvatura não afeta o saco embrionário (sa). 277 . Óvulo ortótropo ou átropo – diz-se do óvulo reto que não tem curvatura. B.seção longitudinal. em relação a sua base. FIGURA 250 – Óvulo ortótropo: A.249].inteiro. FIGURA 249 – Óvulo hemianátropo ou hemítropo. a micrópila (m) e a chalaza (ch) estão na mesma linha axial e a micrópila é oposta ao funículo (f) [Fig. com a nucela (n) e os integumentos (in – ex) [Fig.

278 .

.

– Convolvulaceae).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PÁLEA – glumela seca. com entalhes que ultrapassam ½ do limbo [Fig. FIGURA 251 – Palmado. FIGURA 252 – Folhas (quanto a forma): A. FIGURA 253 – Panícula. PALMATÍFIDA – diz-se da folha palmada. superior ou interna da espigueta das Poaceae (=Gramineae).252C]. como a folha do mamão (Cariaca papaya L. F. também conhecida como bractéola fértil e que envolve a cariopse pelo lado ventral. G. com entalhes que alcançam quase até a base [Fig. B.pinatífida. PALMAE – sinônimo de Arecaceae. 280 . com entalhes que alcançam até a ½ do limbo [Fig. C.palmatilobada. PALMADO – em forma de palma de mão. D.) Sweet. pode estar ausente. se aplica às folhas.251]. com lobos ± arredondados [Fig. – Convolvulaceae).252D]. PALMATILOBADA – folha palmada. – Malvaceae). como a folha da corriola (Ipomoea cairica (L. PALEÁCEO(A) – com textura e coloração de palha.11A].252B]. como a folha da batata-doce (Ipomoea batatas Lam.palmatífida. Pálea estéril – é a glumela superior de um antécio estaminado.pinatissesta. – Caricaceae). diz-se da folha que se divide em segmentos lembrando a palma da mão [Fig.palmatipartida.palmatissecta. como a folha da guanxima (Urena lobata L. E. Possui nervuras laterais conspícuas [Fig.252A]. PALMATISSECTA – diz-se da folha palmada.pinatilobada. PALMATIPARTIDA – diz-se da folha palmada.

A unidadesemente é a espigueta ou o antécio fértil. lustrosa. antécio fértil: B. do mesmo comprimento.p PANDURIFORME – diz-se quando um órgão (folha.lado dorsal. a inferior (gli) ovalada. o mesmo que lirado [Fig. com lema (lf) ovalada e com diminutos tubérculos que formam estrias transversais (rugosidade) [Fig. gluma superior (gls) e lema FIGURA 255 – Panicum maximum . os ramos crescem da base para o ápice e o conjunto assume forma cônica ou piramidal. fruto ou semente) tem contorno de violino.espigueta: Alado ventral. – espiguetas estreito-elipsóides. lustroso. com 3. hebáceas.lado ventral. – espiguetas de lanceoladas a subglobosas ou obovóides. com a inferior geralmente muito menor. PANÍCULA – tipo de inflorescência que corresponde a um cacho composto. PANICULADO(A) – disposto em panícula. antécio fértil: C-lado dorsal e D.lado dorsal. 281 .3mm de comprimento. o inferior reduzido a lema estéril semelhante às glumas e com lema fértil próxima a ráquis. com 2-3-antécios. lado ventral.255]. glumas glabras. [Fig. glumas (inferior – gli e superior – gls) nervadas. Clado ventral.253].lado dorsal.G. aguda. 3-nervada e cerca de ⅓ da espigueta. Panicum maximum Jacq. B. cariopse:F.0-3. largosubuladas.102N].lado dorsal. antécio fértil rijo. com ápice para cima FIGURA 254– Panicum sp. glabras.254]. com margens encurvadas e envolvendo a pálea fértil (pf) plana [Fig. estéril (le) 5-nervadas e agudas. A unidade-semente é a espigueta ou o antécio fértil. em geral lisa. viola ou pandora (instrumento da família do alaúde). lema estéril (le) e gluma superior do mesmo comprimento. lema fértil (lf) cartilaginosa. esverdeadas ou violáceas. obtusa.: espigueta: A. glabro. Panicum sp.lado ventral.

cuculado-obtusa. A unidade-semente é o antécio fértil ou a cariopse nua. antécio fértil: B. raramente a espigueta. a coloração depende da variedade. lema fértil (lf) encobrindo a margem da pálea fértil (pf).lado ventral. varia do palha. amarelado.5mm de largura. gluma inferior (gli) ovada. muito lustroso. lema estéril (le) semelhante a gluma superior. com 3-3. Papus aristado – Bidens pilosa L.. antécio fértil ovalado. Siegesbeckia orientalis L.. 282 . Jaegeria hirta (Lag.) DC.lado dorsal e Clado ventral. cinza-claro... Blainvillea biaristata DC. semiabertas e glabras. cariopse: D. escamosos ou cerdosos: Papus ausente – Elvira biflora (L. área do embrião (em) cerca da ½ do comprimento da cariopse e mancha hilar (hilo) punctiforme [Fig..21].lado dorsal e E. FIGURA 256 – Panicum miliaceum: A.) Less. obtuso.espigueta. Pode estar ausente ou se apresentar como um anel de pêlos finos. cariopse largo-elipsóide. plumosos. Bidens subalternans DC. PAPILHO ou PAPUS – cálice modificado e persistente no ápice dos frutos (aquênios) de Asteraceae (=Compositae) e que auxilia na disperção do fruto. avermelhado ao quase preta. com 4. Eclipta alba (L.256].) Hassk..0-2. [Fig.3(-4)mm de comprimento por 2. com a central escabrosa. calo estreito (vertical) e cicatriz proeminente. – espiguetas ovóides.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Panicum miliaceum L. PAPILAS – com projeções semelhantes a mamilos.20A-A-B-C-D-F]. atenuada e mais da ½ do comprimento da espigueta. 11-13-nervada.3mm de comprimento.8-5. [Fig. gluma superior (gls) ovada. Picris hieracioides L.

) Rafin..) Cabr. Sonchus asper (L. PAPILIONOIDEAE – subfamília da Fabaceae.. [Fig. Parthenium hysterophorus L. [Fig.p Papus cerdoso – Elephantopus mollis Kunth [Fig. Erechtites hieracifolia (L. Ver Fabaceae..24]. Galinsoga parviflora Cav.) Hill.) Cronq.. Papus paleáceo – Ageratum conyzoides L. que podem vir a ser os primeiros órgãos fitossintetizantes da plântula. com ápice arredondado. [Fig. Sonchus oleraceus L.. como na germinação fanerocotiledonar. Emilia sonchifolia (L. PAPILOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. de tamanho desigual e bem delicadas [Fig. Papus bisseriado – Vernonia scorpioides (Lam. Tagetes minuta L. Papus piloso e unisseriado – Conyza bonariensis (L. Papus multisseriado – Centaurea melitensis L.20E]. PARACOTILÉDONES – designação dada a primeira folha ou ao primeiro par de folhas encontradas nas sementes das Angiospermas e Gimnospermas.25].) Pers. Centaurea solstitialis L..) DC. fruto ou semente) provida com pequenas e curtas papilas (tubérculos ou excrescências) cupuliformes ou em forma de tubo. Gochnatia velutina (Bong. [Fig. PAPIRÁCEO(A) – com textura de papel.22]..19]..203E].. Essa(s) folha(s) 283 . Eupatorium squalidum DC.

isto é. FIGURA 258 – Partido. ocorre em banana. PARIETAL – ver placentação parietal [Fig. com incisões até quase a metade do limbo. simetricamente dispostas dos dois lados do raque (ra) [Fig. PARTIDO – diz-se da folha profundamente fendida.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA pode(m) ter a função de reserva no embrião e assim permanecer durante a germinação. FIGURA 257 – Paripinada. os frutos resultantes são estéreis.258]. 284 . o desenvolvimento de um indivíduo a partir de um óvulo não fecundado. sem fecundação. geralmente desprovida de clorofila. PARTENOCARPIA – desenvolvimento de uma infrutescência mesmo sem haver a polinização das flores. realizando o transporte das reservas da semente para a plântula em formação.230B]. entre a margem e a nervura principal (mediana) [Fig. PARASITA – planta que cresce as custas de outra. fruto ou semente) tem contorno entre aovado e elíptico. pode(m) ainda exercer a função haustorial.257]. com ápice obtuso [Fig.102B]. PARTENOGÊNESE – é o desenvolvimento do óvulo. PARIPINADA – diz-se da folha pinada que termina em dois folíolos (fol) opostos e que tem um número par de folíolos. PARABÓLICO – diz-se quando um órgão (folha.

verdes. gluma superior e lema fértil (lf) muito semelhantes e margens da lema enroladas e abraçando a pálea fértil (pf). ovadas.ventral.5-3.0(-2.0mm de comprimento por 1. plano-convexa. com 1. cariopse orbicular.0mm de largura. C. FIGURA 259 – Paspalum dilatatum: A. lemas e páleas férteis duras.8)mm de comprimento por 1. com mancha hilar punctiforme e embrião castanho-claro [Fig. curto-pediceladas.259].2(-3. com longos pêlos translúcidos.0-2. lisas. glumas e lema estéril (le) acastanhadas e lanuginosas ao longo das margens. antécio fértil (lema – lf e pálea – pf) duro.0(-3.0-2. plano-convexa. Paspalum dilatatum Poir. com 2. lema fértil (lf) elíptica. gluma superior (gls) e lema estéril (le) ovaladas. cariopse com embrião basal no lado dorsal. A unidadesemente é o antécio fértil ou raro a cariopse nua. glabras. obtusas.8)mm de comprimento por 1. gluma inferior muito reduzida ou ausente na maioria das espécies do gênero. com 2. solitárias ou em pares. ou às vezes um pouco côncavoconvexas ou desigualmente biconvexas. cariopse ovóide-elíptica ou ovóide-aredondada. liso e levemente lustroso.espigueta ventral.259. 260]. antécio fértil: B. ovaladas.p Paspalum sp.7mm de largura.4) mm de largura. lisas ou ligeiramente ásperas. lustrosas.5-1. glabra e com 2. lustrosas e paleáceas. amarelada ou esverdeada. amarelado e lustroso.0mm de comprimento. gluma inferior ausente.82. – espiguetas unifloras. – espiguetas plano-convexas. mais ou menos achatadas.dorsal. pericarpo cinza-esbranquiçada.5mm de comprimento.5-2. glabras.1mm de comprimento por 285 . Paspalum notatum Flüggé – espiguetas bisseriadas. com 2.8-3.0-3.8-2. mancha hilar punctiforme no lado ventral e em geral mais escuro [Fig. com 3. pelo lado ventral (plano). obtusa.

com a primeira convexa e a segunda plana. – espiguetas aos pares.0-3.0-2.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA 1.5mm de comprimento [Fig. membranáceas.P. B-E-K. glabro. plano-convexa [Fig. com 3. de coloração palha a esverdeadas.lado ventral. bisseriadas. guenoarum. glabras. gluma superior (gls) e lema estéril (le) obovadas. com 3.6mm de largura. notatum var.260G-H-I]. com 2. FIGURA 260 – Paspalum: A-B-C-D-E-F. glabras. plano-convexas. mancha hilar oblonga basal-ventral e de 0. obtusa. Paspalum saurae (Parodi) Parodi – para alguns autores é uma espécie independente e para outros como GRIN (acessado em 286 . H.P. espigueta: A-D-G-J. lustroso.lado dorasal.5mm de comprimento.260A-B-C-D-E-F]. convexa e longitudinalmente estriada. antécio fértil castanho escuro.5mm de largura.lado ventral. G-H-IP. saurae. Paspalum guenoarum Arech. cariopse ovada. J-K-L.5-1. obtusas. notatum.5mm de comprimento por 2. gluma inferior ausente. antécio fértil: C-F-I-Llado ventral. ovadas. escutelo basal-dorsal. lisa e glabra. com cerca da ½ do comprimento. com lema (lf) ovalada.0mm de comprimento.

172B]. PEDÚNCULO-FLORAL – ver pseudo-fruto. PATOGÊNICO – capaz de produzir doença.p 10/07/2009) é uma variedade de Paspalum notatum Flüggé var.lâmina) ao caule(cau) [Fig.8-3. PEDICELADO(A) – provido de pedicelo. PECÍOLO – parte (pe) da folha que prende o limbo (l . saurae Parodi – a espigueta é um pouco menor (2.8-2.56 a 74).172]. 287 . ou sustenta a espigueta nas Poaceae (=Gramineae . como nas Asteraceae (=Compositae). Pecíolo alado – ocorre em laranja (Citrus aurantium L.Fig. como nas folhas de Abies FIGURA 261 – Pectinado.0mm de largura) as demais características são muinto semelhantes [Fig.261]. PECTINADO – em forma de pente.) [Fig. pectinata (Pinaceae) [Fig. PECIOLADA – que tem pecíolo.2mm de comprimento por 1.260J-K-L]. Alguns autores preferem usar o termo pedúnculo para a haste que sustenta um fruto. PEDICELO ou PEDÚNCULO – pequena haste (pd) que sustenta cada uma das flores (e mais tarde um fruto) de uma inflorescência. com lacínias (la) que se dispõem de modo a lembrar os dentes de um pente.

lisa ou estriada. embrião de Apiaceae (=Umbelliferae). flexível ou rígida. tornandose flácidos e desprendem-se da raiz. PELTINÉRVEAS – quando as nervuras de uma folha peltada se irradiam do pecíolo para a margem [Fig. 288 . água e sais minerais do solo.262]. como em Gossypium (Malvaceae) e Anemone (Ranunculaceae). PÊNDULA – diz-se do órgão que se apresenta dependurado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PELÍCULA – membrana. simples ou ramificada. de uma folha ou de uma semente [Fig. PENINÉRVEA ou PENINERVADA – diz-se da folha cuja nervura principal se ramifica em nervuras secundárias. São pêlos de vida curta que perdem a turgescência em poucos dias após sua formação. As paredes finas absorvem FIGURA 262 – Peltada.262]. PENINERVADA – o mesmo que peninérvea. PÊLO ou TRICOMA – formação epidérmica. uni ou multicelular. Pêlos absorventes ou Pêlos radiculares – extensões finas. quando o ponto de inserção do pecíolo ou do funículo se dá no centro da circunferência. como o FIGURA 263 – Peninérvea. cilíndricas e capilares da epiderme das raízes. – Tropaeolaceae). dispostas como as barbas de uma pena [Fig. como a folha do mamoeiro e de cinco-chagas (Tropaeolum majus L.263]. pontiaguda ou capitada. PELTADA – em forma de escudo. que ocorrem na sua base ou na extremidade (zona pilífera).

) Leeke. Br. Pennisetum glaucum (L.p Pennisetum sp. lemas heteromorfas. B. lema fértil subigualando-se a lema estéril e as margens envolvem a pálea fértil [Fig. gluma inferior pelo menos ½ do comprimento da espigueta. gluma superior se iguala a espigueta. 264].5-3. amarelo. com 2 antécios lisos e lustrosos. com 4-6mm de comprimento. com 2-antécios o inferior estéril (ani) ou estaminado e o superior fértil (ans).) – espiguetas obova- das e subestendidas pelas cerdas do invólucro. com 2. Pennisetum pedicellatum Trin. uninervada ou sem nervuras.) Stapf & C. fosco. cariopse elíptica.) R. glumas herbáceas com a inferior curta ou ausente. com cerca de 2mm de comprimento. – espiguetas isoladas ou com 2-3 dentro do invólucro com numeroras cerdas escabrosas ou plumosas e caindo com ele. Hubb. f. E. 5-7-nervada. a inferior curta. A unidade-semente é geralmente formada pela cariopse nua. 5-nervadas.209B. frequentemente 3-lobadas. A unidade-semente é geralmente formada pela cariopse nua. 289 . antécio fértil (lema e pálea) duro e com margens pubescentes. sub-obtusa. Pennisetum typhoides (Burm. embrião (em) elíptico. o inferior masculino (estaminado) e o superir hermafrodito.264]. com duas glumas herbáceas. gluma superior mais curta do que a lema estéril. lema fértil (lf) quase igual a lema estéril e com as margens envolvendo a pálea fértil (pf). – espiguetas lanceoladas. mais longa do que a lema e a pálea na maturação. cariopse (cap) obovóide. (=Pennisetum americanum (L. áspero e cerca de ⅔ do comprimento da cariopse.0mm de comprimento. lema estéril comprida. A unidade-semente é o invólucro de cerdas (espigueta + antécio fértil (lema e pálea) envolvendo a cariopse + lema estéril). com eixo hipocótilo-radícula conspícuo [Fig.cariopse. com base FIGURA 264 – Pennisetum glaucum: Aantécio fértil.

carnoso. com margens escariosas e hialinas. lema estéril com três dentes apicais ciliados.207]. porção apical escabrosa. de amarelada a castanho-avermelhada ou púrpura.) Brunken) – espigueta obovada.) Schult. indeiscente. Pennisetum setigerum (Vahl) Wipff (=Cenchrus setiger Vahl) – invólucro-de-cerdas com 1-4 espiguetas. lema FIGURA 265 – Peponídio de pepino. membranácea. 5-nervadas. uma mais longa. de ápice reto e ciliado com margens escariosas. com placentação parietal. como os frutos dos gêneros Cayaponia. pericarpo carnoso e sementes embebidas em polpa sucosa. coriáceo. pálea fértil plana.. fracamente 3-nervada. gluma superior mucronada.265). hialina e de ápice arredondado e ciliado. Cucumis e Cucurbita (Cucurbitaceae .) Rich. gluma inferior geralmente ausente. com gluma superior + antécio fértil + lema estéril [Fig. indeiscente. a maioria com até 9mm. subiguais no tamanho. carnoso. tão longa quanto a espigueta. originado de um ovário ínfero. lustroso. convexas e presas sobre a cariopse [Fig. setosum (Sw. pálea estéril plana. com pêlos que se entrelaçam.209B]. liso. com cerca de 15mm e intenso-pilosas na poção inferior. de ápice reto e ciliado. planoconvexo. branco-amarelado. gluma superior e lema estéril convexas. fértil convexa. (=Cenchrus setosus Sw. 290 .Fig. rodeada por até 30 cerdas (ce) de comprimento variado. antécio fértil apical. multisseminado. Pennisetum polystachion (L. em geral quatro vezes mais longa do que larga. PEPONÍDIO – fruto bacóide. subsp.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Pennisetum setosum (Sw. membranáceas. glabro. com 2-antécios o inferior estéril (ani) ou estaminado e o superior fértil (ans).

florescendo ou não todos os anos. estão dispostos em torno do gineceu. o mesmo que perigônio. Em Carex sp. envoltório externo da flor.197. mesocarpo e endocarpo. provém da parede do ovário maFIGURA 266 – Perígino. oposto de caducifólia. PERENIFÓLIA – árvore que tem. PERIANTO – os dois invólucros florais. Ver cálice acrescente. 266]. duro e é formado por três cama das: epicarpo. em nível mais alto do que o ovário (ova). PERÍGINO – diz-se quando os três verticílios externos independentes. termo usado para uma flor com ovário súpero e provida de hipanto [Fig. 338].p PERENE – planta que vive três ou mais anos. PERIGÔNIO – o mesmo que perianto (per). (Cyperaceae) envolve a núcula [Fig. BARROSO et al. PERIGÍNIO – bráctea em forma de saco (utrículo) que se estende por baixo da flor pistilada e mais tarde envolve a unidade de dispersão. como em espécies de Amaranthaceae. em forma de taça. cálice e coroIa. PERIFÉRICO – que se encontra na periferia (parte externa) de um órgão. onde não se destingue o cálice da corola. a não ser pela sua posição relativa. PERICARPO – parede do fruto que o envolve. folhas perenemente. ou qualquer um deles sozinho.239B. (1999) utilizam o têrmo “perigônio” para designar o cálice acrescente (hexâmero e pentâmero) das espécies de Polygonaceae. 291 .

mas de nenhuma forma ho mólogos. Quanto a textura o perisperma pode ser carnoso ou gelatinoso.0)mm de espessura.5-)2. como nas Musaceae.0)mm de largura e (0. Persicaria lapathifolia (L. Caryophyllaceae. é encontrado em Piperaceae. pois tem origem diversa.0-2.5mm de comprimento por 1. Chenopodiaceae. curvo (deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula). ângulos arredondados. pois a medida que o embrião se desenvolve. embrião (em) periférico. Polygonaceae e Portulacaceae (onde apresenta reserva de amido).3-)0. apiculada.4-0.31.8(-2. a nucela se degenera e é absorvida totalmente. Perisperma nucelar – não é muito comum.) – núcula lenticular (nunca triangular) e em contorno de orbicular a largo-ovalada. com concavidade central e uma delas na porção mediana um pouco elevada (levemente carenada). pedicelada. Piperaceae e Nymphaeaceae. com (1.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PERISPERMA – tecido de reserva de origem nucelar.) Gray (= Polygonum lapathifolium L. Perisperma integumentar – é mais comum do que o perisperma nucelar.5(-1. superfície atro-avermelhada (em maior ou menor grau). com duas faces convexas. presente em algumas sementes e pode ocorrer como tecido nutritivo único. linear. ou aparece acompanhado pelo endosperma mais ou menos copioso. como nas Amaranthaceae. têm a mesma função de armazenar reservas. cotilédones estreito-elípticos com ápice obtuso e eixo hi- pocótilo-radícula transverso-elíptico em seção transversal. Perisperma e endosperma são análogos. lustrosa. Phytolacaceae. e microscopicamente rugosa (45X). cálice 292 .

sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base. de estramíneo a rosado.p pentâmero (prg) geralmente persistente apenas somente na base da núcula. apiculada. cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si. superfície castanho-clara (núcula imatura) ou atro-avermelhada (núcula madura). embrião 293 . ângulos arredondados.8-2. lisa. glabro.8)mm de espessura. Persicaria punctata (Elliot) Small (=Polygonum punctatum Elliot) – núcula triangular. A unidade-semente é a núcula.7(-0. com ângulos arredondados e três faces desiguais na largura. muito lustrosa. sendo duas iguais na largura e a terceira mais larga.6-0. Persicaria maculosa Gray (=Polygonum persicaria L.5-3. às vezes triangular e em contorno de orbicular a largo-ovalada. com 2.7-2. afilando abruptamente para um ápice agudo.8mm de comprimento. com três faces. cotilédones estreito-elípticos com ápice obtuso e eixo hipocótilo-radícula circular em seção transversal.241G-H-I-J-K].5mm de comprimento por 1. superfície castanho-avermelhada (núcula imatura) a atro-avermelhada (núcula madura). com nervuras salientes e recurvados no ápice. rosado.) – núcula lenticular ou.0mm de largura.0mm de comprimento por 1. muito lustrosa e finamente alveolada. glabro e tão longo quanto o comprimento da núcula [Fig. com 2.0mm de largura e 0. lisa e finamente alveolada (45X). planas ou ligeiramente côncavas. curvo (deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula). A unidadesemente é a núcula. com cerca de 1. sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base.0-2. linear.5-2. pedicelada. com duas faces convexas e uma delas com uma concavidade central ou. embrião (em) periférico. às vezes.

estramíneo. dorsiventralmente comprimida.171]. perisperma escasso [Fig. sem ou com cálice pentâmero inteiro ou parte dele aderida a base. PERSISTENTE – diz-se quando um órgão vegetal permanece afixado após o término da sua função e não cai. Polygonum. glabro. Petiveria tetrandra Gomez – núcula linear-cuneada. A unidade-semente é a núcula. com pêlos retrorsos na porção apical-lateral. cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si. A unidade-semente é a núcula. como o cálice que envolve as núculas dos gêneros Fallopia. cotilédones foliáceos e um deles dobrado transversalmente ao meio. como as brácteas de muitas espécies. Rumex.237]. curvo.Fig. castanho-acinzentada ou esverdeada. núcula envolta até pouco mais da ½ do comprimento pelo cálice tubuloso. Gamopétala – corola com as pétalas total ou parcilamente unidas. PETALÓIDE – que tem coloração e textura de uma pétala. espatulado e deitado paralelamente a uma dos ângulos da núcula.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA (em) periférico. Ver corola. 241). PÉTALA – cada um dos segmentos (pt) da corola de uma flor [Fig. bilobado. longitudinalmente estriada.240. ápice emarginado. Persicaria. cada lobo com três aristas (gan) pontiagudas e retrorsas.241L-M-N-O]. esparso-pilosa. embrião axial reto. semente oblonga e mais ou menos cilíndrica. com pontos glandulares castanho-avermelhados e mais longo do que o comprimento da núcula [Fig. 294 . Rheum e Triplaris (Polygonaceae .

angusta.P. FIGURA 268 – Phalaris (antécio fértil ventral.0mm de comprimento. glumas (gl) naviculares. com lemas estéris): A.p PÉTREO – com textura de pedra.267. D. com (2. minor. glumas com nervuras diminuto-escabrosas. como duas diminutas escamas. se afila gradativamente da região próxima à base para um ápice longo-agudo. minor. – espigueta subelíptica.2-)2.5-4.5-2.0mm de largura.6mm de comprimento e de coloração castanhoclara [Fig. glabras. antécio fértil com lema (lf) coriácea.267A. às vezes glabra.4-1. lustrosa. com estreitas glumas (gl) agudas.P. lateralmente comprimida.0(-4. D. estreitas. as intermediárias ligeiramente pubescentes na extremidade. B. 269D]. C. canariensis. cariopse com 1. adpressas ao antécio fértil. e envolvem completamente a pálea [Fig. subiguais.0mm de comprimento e com esparsa pubescência longa. menos da ½ do tamanho do antécio fértil ou com (0. lema fértil (lf) de castanho-acinzentado-claro a escuro. 269]. ± pubescente. aquatica. arundinacea. com pálea estéril ou estaminada ausente. 268a. B. aquatica.P. do que as glumas.P. 268. antécio fértil ovado-lanceolado ou ovado. A unidade-semente é a espigueta ou o antécio fértil com lemas estéreis presas na base. com um antécio fértil terminal e dois estéreis ou estaminados por baixo e adpressas a lema fértil. as espiguetas se desarticulam acima das glumas (gl) e as duas lemas estéreis (le) permanecem ± adppressas na base do antécio fértil.53.P.5-2. mais curta FIGURA 267 – Phalaris (espigueta com as glumas): A. – espiguetas curto-pediceladas. CP. 295 . esparso-pubescente em direção ao ápice e com nervuras ± inconspícuas. 3-nervadas. angusta.7-)1.P.P. Phalaris angusta Nees ex Trin.0)mm de comprimento por 1. comprimidas lateralmente. Phalaris sp. 2-lemas estéreis (le) subuladas. de 3. com carenas aladas e que se alargam para cima. iguais e mais ou menos aladas.

nervuras conspícuas e amaralo-claras. pilosa.2-2.0)mm de comprimento por 1.5mm de comprimento.3mm de largura e 0. na base e no ápice). Phalaris canariensis L. que se afilam uniformemente para um ápice pontudo. – espigueta com glumas (gl) estreito-agudas. com carena largo-alada nos ⅔ superiores. com até 1mm de comprimento e com longos cilíos brancos.8mm de espessura. com lemas estéreis): A. 268B. C. estreita.5-0. cariopse com 2.5-4.P. com esparsa pubescência esbranquiçada (pouco mais intensa na margem.8) mm de largura. pubescente na ½ superior e com conspícuas nervuras esbranquiçadas. 3-nervadas. aquatica.0(-4. nervuras laterais glabras FIGURA 269 – Phalaris (antécio fértil lateral.) – espigueta com glumas (gl) de 5-6mm de comprimento. lema fértil (lf) de cinza-amarelada a cinza-prateadaescura ou esbranquiçada.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Phalaris aquatica L. (=P. tuberosa L.P. com 1. adpressas ao antécio fértil. lema fértil (lf) de coloração palha-clara a castanho-acinzentada.5(-1. 269C]. 269A]. e as intermediárias microscopicamente pubescentes. com nervura da carena escabrosa. lustroso. BP.6) mm de comprimento por 1.5(-4. – espigueta com carenas (q) aladas nas glumas (gl) que se afilam abruptamente para uma curta ponta e de 296 . adpressa ao antécio fértil. antécio fértil estreito-lanceolado. cariopse largo-ovada. Phalaris arundinacea L. com 3. nervura da carena escabrosa. 2-lemas estéreis (le) subiguais.0-3. com 3.5mm de comprimento por 1mm de largura e 0.267 B. minor.0-1.268C. angusta. antécio fértil de lanceolado a ovado-lanceolado. coriáceo e muito lustroso. lema estéril (le) uma única.4-1. arundinacea. DP. nervuras laterais e intermediárias lisas e glabras.5mm de comprimento e de coloração castanho-clara [Fig. com 1.7mm de espessura castanho-escura e fosca [Fig.0-1. estreitas.

com 1.0-2. glumas (gl) de 4-6mm de comprimento. com (2.0)mm de comprimento por 1.5)mm de comprimento por 1mm de largura e 0.0-4.8mm de espessura. cariopse com (2.2)mm de comprimento por 1. 269B].p 7-8mm de comprimento. agudo.8-)5. com conspícuas nervuras esbranquiçadas e com sedosa pubescência branca nos ⅔ a ½ superior e de resto glabra.5(-4. glabra. 268D.9(-4.0(-1. cariopse (cap) subglobosa. cariopse com (3.5-0.3(-2. com nervuras da carena bem próximas.8-)2. – espiguetas com um antécio.0-1.0mm de comprimento. de coloração castanha a quase preto [Fig.2(2. com (4. 2-lemas estéreis (le) glabras.0-6. coriáceo e lustroso. lema fértil (lf) papirácea. glabra e de até 1. Phalaris minor Retz. antécio fértil de ovado-lanceolada a lanceolada. de comprimento. com 7-nervuras.5-) 3.5mm de largura e 1mm de espessura.5)mm de largura e 1. esparso curtopubescente. que se desarticulam acima das glumas carenadas.5mm de espessura e de coloração castanho-clara [Fig.0-)2.5(-1.7-)3.5)mm FIGURA 270 – Phleum pratense: A-antécio fértil. lema fértil (lf) de coloração palha-clara.0(-6.5-)3. – espigueta com carenas aladas nas glumas que se afilam uniformemente para um ápice agudo.267C]. subiguais. lema fértil (lf) de amareloacinzentada a castanho-acinzentada e amarelo-clara (imaturo). Phleum pratense L. largas.5mm de 297 .8)mm de largura e 0. muitas vezes irregularmente dentadas. com três nervuras longitudinais em cada lado.5mm de espessura.267D. pálea fértil (pf) abaulada. exceto na margem que é ciliada em direção ao ápice. estreita. B-C-cariopse. lema estéril (le) uma única. na base do antécio fértil e mais da ½ do tamanho da lema fértil ou com (2.2-1.0-3.8)mm de comprimento por (1. antécio fértil lanceolado.

257]. PINULADO – provido de pínulas. PÍNULA – últimos folíolos de uma folha bi.252G. PILOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. fruto ou semente) que se apresenta revestida por pêlos curtos. 272]. como a folha do bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima Willd.ou tri-pinatissecta. 271]. com recortes que chegam.252E. 298 . no máximo. A unidade-semente é o antécio fértil ou a cariopse.252F]. da folha de nervação pinada. – Euphorbiaceae). PINADA – quando a folha composta está subdividida em folíolos ou pinas. com limbo tão profundamente dividido que os lobos quase alcançam a nervura mediana [Fig. PINATICORTADA(O) ou PINATÍFIDA(O) ou PINATIPARTIDA(O) – diz-se FIGURA 271 – Pinatífido. PINATISSECTA(O) – diz-se da folha de nervação pinada. embrião (em) na base obtusa da cariopse [Fig. – Asteraceae).270]. – Meliaceae). PINA – cada uma das divisões ou dos folíolos (fol) de uma folha composta (pinada) [Fig. PINATILOBADA – diz-se da folha de nervação pinada.203G-J].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA comprimento. FIGURA 272 – Pinatissecta. como a folha do picão (Bidens pilosa L. até a metade do limbo [Fig. como o folíolo de cinamomo (Melia azedarach L. macios e delgados [Fig. com lobos arredondados [Fig.

265]. PIRÊNIO – em morfologia indica o endocarpo (parte central) de um fruto drupóide. PISTILO – unidade do gineceu.Fig.p PIRAMIDAL – diz-se quando um órgão (folha. pode conter uma ou mais sementes.170E). enquanto o composto é formado por dois ou mais carpelos. Bursera Fig. como a copa de algumas árvores. fruto ou semente) tem forma cônica. 299 .Fig. às vezes o estilete pode faltar e o estigma fica diretamente sobre o ovário [Fig. estilete (est) e estigma (es) [Fig. indeiscente e carnoso. Ver cápsula circuncisa. parte feminina da flor é formada de ovário (ova). O pistilo (pis) pode ser simples ou composto. como nos gêneros Ilex (Aquifoliaceae). PIRIFORME – diz-se quando um órgão (folha. Aguiaria (Bombacaceae .13B].170A-B-C-D (Burseraceae). a flor pode ser formada por um ou mais pistilos. onde os óvulos em fileira se inserem na margem do carpelo. fruto ou semente) tem a forma de pêra [Fig. 170F-G e Protium . como em feijão e ervilha.57]. também conhecido como putâmen ou caroço. como no peponídio [Fig. PIXÍDIO – fruto seco (cápsula) de deiscência transversal [Fig. PLACENTA – tecido do ovário sobre o qual ocorre o desenvolvimento de um ou mais óvulos.100D]. O pistilo simples é formado por um carpelo. Duranta e Lantana (Verbenaceae) [Fig.171].242].

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

PLACENTAÇÃO – modo como se dispõe a placenta e conseqüentemente os óvulos (mais tarde as sementes) no ovário (mais tarde no fruto). Placentação axial ou central – quando em um ovário sincárpico e unilocular os óvulos se inserem sobre o eixo central [Fig.33A]; como na cravina. Placentação axialar – diz-se quando num gineceu sincárpico e pluricarpelar, os óvulos (mais tarde as sementes) se inserem nos bordos de cada carpelo, na porção central do eixo do ovário
(e depois no fruto), resultante do fechamento e fusão lateral dos

carpelos; neste caso o número de lóculos corresponde ao número de carpelos [Fig.33B]. Placentação marginal – quando os óvulos (mais tarde as sementes) se inserem isoladamente ou em fileira na margem do(s)

carpelo(s) (mais tarde no fruto), na face adaxial dos carpelos. Em ervilha e feijão os óvulos se inserem em fileira na margem do(s) carpelo(s) [Fig. 230A]. Placentação parietal – quando os óvulos (mais tarde as sementes ) se inserem na parede interna do ovário (mais tarde no fruto) na superfície denominada placenta; neste caso os carpelos são abertos ou parcialmente abertos e circundam uma cavidade (lóculo) [Fig. 230B]. PLANO – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que se apresenta plana, lisa e sem desigualdades.

300

p

Plantago lanceolata L. – pixídio de oblongo a ovóide, com placenta axial, bilocular, com 3-4mm de comprimento, com deiscência transversal no ⅓ inferior, unisseminado por lóculo, lustroso, glabro, liso e castanho-claro ou castanho-amarelado, urna membranácea e opérculo obtuso, geralmente mais consistente e mais longo do que o comprimento da urna; pixídio envolto pelo cálice, com 4 sépalas de ápice acuminado; semente oblonga, cimbiforme [Fig.314A-B], elíptica ou estreito-ovalada em contorno, com 2,5-3,0(-3,2)mm de comprimento e 1,0-1,3(-1,5)mm de largura por 0,6-0,8 mm de espessura, lado dorsal convexo e ventral em forma de canoa (profundo e estreito sulco longitudinal de 0,1-0,7mm de largura, que corre da extremidade fechada para a aberta), lado dorsal virado para o lado ventral exceto na extremida-

de aberta; hilo oblongo-ovalado, ventral, mediano, escuro e rodeado por uma porção esbranquiçada; tegumento crustáceo quando seco e mucilaginoso quando hidratado, com superfície lisa, glabra, muito brilhante exceto o sulco ventral que é fosco, de coloração castanhoclara a escura, lado dorsal mais escuro do que o vental (sementes
pretas sem nenhuma porção castanha, são consideradas mortas), com lar-

ga listra longitudinal mais clara (que mostra a posição do embrião), lado dorsal finamente alveolado (45X) e ventral com fino reticulado longitudinal (30X); embrião axial, espatulado, esbranquiçado-amarelado e cotilédones paralelos aos bordos da semente; endosperma carnoso, amarelado-translúcido, o que permite ver o embrião através do tegumento [Fig.142B-B’]. PLÂNTULA – pequena planta resultante do desenvolvimento inicial do embrião de uma semente [Fig.185 a 189].

301

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Plântula anormal – é aquela que não apresenta potencial para continuar seu desenvolvimento e dar origem a uma planta normal, mesmo quando cultivada em solo de boa qualidade e em condições favoráveis de umidade, temperatura e luz. Plântula normal – é aquela que apresenta capacidade de continuar seu desenvolvimento e dar origem a uma planta normal, quando cultivada em solo de boa qualidade e em condições favoráveis de
FIGURA 273 – Pleurogramas lineares: A- Anadenanthera colubrina; B- Mimosa sp.; C- Cassia sp.; D- Albizia lebeck.

umidade, temperatura e luz. PLEUROGRAMA – marca (ple) sobre a face das sementes, visível na superfície da maioria das sementes de Fabaceae−Mimosoideae (Prosopis hassleri Hams), como uma linha ou ranhura ± conspícua, hipocrepiforme (‘U’ invertido) ou em forma de ‘V’ invertido, com abertura para a extremidade do hilo [Fig.273A-B-D], ou como uma estrutura fechada, de coloração diferente da do tegumento, como em certas espécies do gênero Cassia [Fig.273C] e em Senna alata (L.) Roxb., Senna hirsuta (L.) H.S. Irwin & Barneby, Senna obtusifolia (L.) H.S. Irwin & Barneby,

FIGURA 274 – Pleurograma: A- Senna obtusifolia; B- Senna hirsuta.

Senna occidentalis (L.) Link e Senna tora (L.) Roxb. [Fig.274] (Fabaceae−Caesalpinioideae), Acacia molissima (Andrews) Willd. e Acacia molissima Willd. – Fig.27A); Anadenanthera colubrina (Vell.) Brenan, Albizia lebeck (L.) Benth. e Mimosa sp. (Fabaceae−Mimosoideae – Fig. 273A-D-B); ou como uma linha que circunda o bordo da semente, como em Cucurbitaceae. PLICADO – provido de dobras (pregas); plissado. Ver embrião plicado [Fig.139F, 146]

302

p

PLUMOSO – diz-se da superfície de um órgão com aspecto de pluma; ou com pêlos secundários ao longo do eixo principal, como uma pena; ou como o paus de Leotondon e Taraxacum. PLÚMULA – folha (pl) simples ou composta, verde, pouco perceptível ou diferenciada, que se encontra entre os cotilédones de alguns embriões e que dará origem a parte aérea da planta [Fig.78B, 275, 307B, 308C, 309, 311B].
FIGURA 275 – Plúmulas de espécies de Fabaceae.

PLURISSEMINADO – com muitas sementes. Poa annua L. – espiguetas ovadas, agudas, comprimidas lateralmente, multifloras (unidade-semente múltipla), com 3,0-5,5(-7,0)mm de comprimento por 1,8-2,5mm de largura, de coloração palha, que se desarticulam acima das glumas e entre os antécios; glumas ovadas, a agudas, herbáceas, glabras, com a inferior (gli) 3-nervada e menor do que a gluma superior (gls); antécio fértil (af) com lema (lf) largo-ovada, aguda, mútica de 2,5-3,0(-3,7)mm de comprimento por (0,7-)1,0-1,3mm de largura, 5-nervuras conspícuas, com densa pubescência longa nas nervuras laterais e no dorso, pouco maior do que a pálea fértil; esta com densos pêlos longos na carena e que não vão até o ápice; segmento da ráquila (seg) adpresso à pálea fétil, cilíndrico e cerca de 1/5 do comprimento do antécio; cariopse com (1,0-)1,21,5mm de comprimento, com fino retículo, livre ou aderido ao antécio, hilo elíptico [Fig.276]. A unidade-semente é o antécio fértil. Poa pratensis L. – antécio fértil de 2,5-3,0(-3,8)mm de comprimento por 0,7-1,0mm de largura; lema fértil lanceolada, de coloração palha-cla-

FIGURA 276 – Poa annua: A- espigueta; B- antécio fértil; C- cariopse ventral.

303

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

ra a escura, com mancha marrom mais escura na base, 5-nervuras, granulosa, levemente arqueada no dorso, ápice obtuso-dilatado, com curta pubescência esparsa na porção inferior das nervuras; pálea fértil com esparsos pêlos ásperos e que não vão até o ápice; cariopse com 1,5-1,7(-2,0)mm de comprimento, tendendo a ser uniformemente espessa, lisa, de coloração castanho-amarelada, área do embrião larga, hilo ovalado-arredondado. A unidade-semente é o antécio fértil. POACEAE – nome válido da família Gramineae. PÓLEM ou PÓLEN – cada um (ou o conjunto) dos microspóros (gp) germinados das Fanerógamas [Fig.13A, 171]. POLIEMBRIONIA – quando ocorrem dois ou mais embriões na mesma semente. Esses embriões podem ser de origem sexuada ou apomítica. A poliembrionia ocorre em manga, Citrus, orquídeas e tem grande interesse e importância para o melhoramento de plantas e para
FIGURA 277 – Poliembrionia em Aspidosperma polyneuron: A- semente; B-C-DE-F- poliembrionia.

a horticultura. Também ocorre em algumas espécies florestais como Aspidosperma polyneuron Müll. Arg. (Apocynaceae - Fig.277). POLIGÉRMICO ou POLISPÉRMICO ou POLISPÉRMO – com muitas sementes; o mesmo que multisseminado, oligospérmico ou oligospermo. Ex: cápsula polispérmica. POLIMORFISMO – ocorrência de várias formas de indivíduos na mesma espécie, isto é com existência de órgãos ou plantas com diversas formas.

304

p

POLISTÊMONE – que tem estames em número superior ao dobro de pétalas. Ex: flor polistêmone. POLISSÂMARA – fruto formado por várias sâmaras. Polygonum aviculare L. – núcula triangular, apiculada, pedicelada, afilando gradativamente para um ápice agudo-acuminado, com 2,5-3,5 mm de comprimento por 1,5-2,0mm de largura, ângulos arredondados, lisos, lustrosos e castanho-avermelhados; com três faces geralmente desiguais na largura, levemente côncavas, foscas, escabrosas por diminutas asperezas alongadas (30X), castanho-escuras (núcula madura) ou castanho-avermelhadas (núcula imatura), mas sempre ligeiramente mais escuras do que os ângulos; embrião (em) periférico, curvo, linear e deitado paralelamente em um dos ângulos da núcula; cálice pentâmero (prg) com segmentos iguais entre si, estramíneo, glabro e menos longo do que o comprimento da núcula [Fig.241P-Q-R]. A unidade-semente é a núcula, sem ou com cálice pentâmero inFIGURA 278 – Pomídio de maçã.

teiro ou parte dele aderida a base. POMÍDIO – fruto bacóide, carnoso, indeiscente, unisseminado, originado de um ovário ínfero, com endocarpo coriáceo que forma pequenas câmaras ou “antros”, que encerram as sementes; como nos gêneros Malus e Pyrus (Rosaceae) [Fig.278]. PORICIDA – diz-se do fruto quando a deiscência ocorre através de poros (p). Ver cápsula poricida [Fig.65]. PORO – qualquer pequena abertura na parede de um órgão (esporos, anteras, frutos, estômatos).

305

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Portulaca oleracea L. – pixídio de globoso a obovado, com 4-8mm de diâmetro, unilocular, multisseminado, com deiscência transversal na porção mediana, pericarpo de esverdeado ou amarelo-esverdeado a pardo e envolto pelo cálice, tão longo quanto o comprimento do fruto; semente de lenticular a reniforme, de suborbicular ou orbicular a largo-obovado em contorno; com 0,5-0,8mm de diâmetro ou 0,50,8(-0,9)mm de comprimento por 0,4-0,6mm de largura e 0,3-0,5mm de espessura, lados convexos, com sulco que corre do hilo ao centro da semente, bordo arredondado e interrompido na porção lateralbasal por pequeno entalhe amarelado e ovalado, o hilo; tegumento crustáceo, com superfície levemente lustrosa, glabra, de coloração castanho-avermelhado-escura a preta, ornamentada com curtos tubérculos arredondados e dispostos ± simetricamente em linhas concêntricas, a partir do hilo (20X); embrião periférico, curvo e aneliforme, com curvatura de + de 360º, eixo hipocótilo-radícula pouco + da ½ do comprimento total do embrião e cotilédones elípticos de ápice obtuso-arredondado; endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central, farináceo, duro e ebranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig.305L]. PRAGA – qualquer espécie, raça ou biótipo vegetal ou animal ou agente patogênico nocivo para os vegetais ou produtos vegetais. Nestas regras a praga refere-se especificamente às espécies de sementes determinadas e definidas pela legislação como: Praga não quarentenária regulamentada – é aquela cuja presença nas plantas, ou partes destas, para plantio, influi no uso proposto

306

p

para essas plantas com impactos economicamente inaceitáveis e que, portanto, está regulamentada no território da parte contratante importadora. Praga quarentenária – praga de importância econômica potencial para a área posta em perigo quando a praga ainda não está presente, ou se está, não se encontra amplamente distribuída e é oficialmente controlada. Praga quarentenária A1 – praga não presente no País, porém com características de ser potencial causadora de importantes danos
FIGURA 279 – Préfloração: A- convoluta; B- circinado; C- involuta; D- revoluta.

econômicos, se introduzida. Praga Quarentenária A2 – praga de importância econômica potencial, já presente no País, porém não se encontra amplamente distribuída e possui programa oficial de controle. PRÉFLORAÇÃO – modo pelo qual se prendem, no botão floral, os elementos do perianto [Fig.279]. Ver circinada, convoluta, involuta e revoluta. PRIMINA – integumento externo (ex) do óvulo [Fig.171, 297]. PRIMÓRDIO – estádio rudimentar de um órgão que começa a se formar. PROCUMBENTE – diz-se de caules que não se mantém eretos, mas rastejam sobre o solo e não se enraizam; o mesmo que prostrado.

307

PRUINOSO – coberto com pruina (partículas ou pequenos pontos esbranquiçadas).5)mm de compri mento por 0. carceru lídio alongadoobovóide-cuneiforme. que o divide em duas faces quase planas.91. – fruto artrocarpáceo bicarpelar. de um órgão (folha. de coloração castanho-amare lado-clara ou escura. Prunella vulgaris L.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PROPAGAÇÃO – o memo que multiplicação. envolto pelo cálice. aguda. cicatriz de inserção basal-ventral. lustrosa. ato de se propagar. em forma de V. por exemplo cotilédones. glabra. que apresenta pó ceroso. PROPÁGULO – o mesmo que dissemínulo. geralmente com quatro carceru lídios. com carena obtuso-arredondada. ornamentada por carnosidade branca.8(-2.2mm de largura e 0. ápice arredon dado. pericarpo crustáceo. lado dorsal levemente convexo e ventral arredondado-carenado. fruto ou semente) que apresenta secreção pulverulenta. com listra mais clara no 308 .7-0. PROTÓFILO – folha embrionária. PROSTRADO – deitado sobre o solo. Qualquer estrutura que serve para propagação ou multiplicação vegetativa de uma planta. PROTUBERÂNCIA – saliência (proeminência) em geral de forma arredondada. base aguda. PRUÍNA – diz-se da superfície.5-1. com 1. com superfície lisa. o mesmo que procumbente. obovada em contorno e cuneiforme em seção transversal. diásporo e unidade de dispersão.9mm de espes sura.

Fig.marmelo. 280C) é o pedúnculo-floral e a semente é a castanha. endosperma carnoso [Fig.Fig.Fig. 309 .280 A) o pseudo-fruto múltiplo resulta de numerosas flores femininas inseridas sobre um eixo comum. FIGURA 280 – Pseudo-frutos: A.abacaxi. no morango (Fragaria sp. PSEUDO-FRUTO – resultante do crescimento de partes acessórias da flor. na amora (Rubus sp. D. .Fig. diversos ovários provenientes de uma única flor e distribuídos em uma polpa suculenta.amora.280D) a parte comestível é o receptáculo-floral e internamente se encontra o fruto com as sementes. seção longitudinal: C.281].76J]. na uva-do-japão (Hovenia dulcis Thunb. com embrião na parte basal (próximo do ponto de inserção com o pedúnculo-floral).) Merr.280B) o pseudo-fruto múltiplo é formado pela inflorescência feminina de diversas flores. formado por FIGURA 281 – Pseudo-fruto de Hovenia dulcis. .[Fig. A unidade-semente é o carcerulídio. embrião axial.p centro do lado dorsal e sobre a carena. invagi nado e reto.cajú. a parte comestível no fruto do cajú (Anacardium occidentale L. no marmelo (Cydonia oblonga Mill. . no abacaxi (Ananas comosus (L. B.) a parte comestível é o pedúnculo (pd) .) tem-se um pseudo-fruto composto. . e listra escura que desce ao lado da carena e pelos bordos do lado ventral.

PUBÉRULO – diz-se da superfície de um órgão (folha. PUNCTIFORME – em forma ou com aparência de ponto. Ver pubescente. fruto ou semente) que se apresenta ligeiramente pubescente. próximo ao ponto de inserção no caule. fruto ou semente) que se apresenta revestida com densos e curtos pêlos finos [Fig. ocorre principalmente nas Fabaceae (=Leguminosae). 310 . com densos e curtos pêlos finos. PULVINO – o mesmo que pulvínulo. o mesmo que pulvino.204I]. PUBESCÊNCIA – indumento da superfície de um órgão. pode provocar movimentos nas folhas. composta de parênquima e que pela variação da turgescência. fruto ou semente) que se apresenta coberta com pequenas impressões. PUNCTEADA – diz-se da superfície de um órgão (folha.295I].203J]. PUBESCENTE – diz-se da superfície de um órgão (folha.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PUBERULENTA – diz-se da superfície de um órgão (folha. como a semente de Anagallis arvensis L. como se tivessem sido feitas pela ponta de um alfinete [Fig. PULVÍNULO – pequena intumescência situada na base do pecíolo de muitas plantas. fruto ou semente) que se apresenta miudamente pubescente [Fig.

311 . PUREZA FÍSICA – é a característica que reflete a composição física ou mecânica de um lote de sementes. PUTÂMEN – parte central (caroço) das drupas. PÚRPURA – de coloração vermelha-escura tirante ao violeta.16E]. fruto ou semente) termina gradativamente em ponta dura e aguda [Fig. PURPÚREO – que tem coloração púrpura.p Hilo punctiforme como em muitas Poaceae (=Gramineae . fraco e delgado. PUREZA VARIETAL – quando as sementes geneticamente puras produzem no campo plantas adultas que reproduzem fielmente as características da variedade selecionada pelo melhorista.11D). morfologicamente o termo mais adequado é ‘pirênio’. PUNGENTE – diz-se quando o ápice de órgão (folha. PÚSTULA – pequena proeminência vesicular na haste. PUSILO – muito pequeno. PUPA – estádio intermediário entre a larva e o inseto adulto. nas folhas ou na testa das sementes.Fig.

312 .

Q .

Ver cimbiforme e navicular. semelhante a quilha de um barco. 314 . nas Poaceae (=Gramineae) é uma dobra aguda ou o ângulo ao longo das duas nervuras da pálea [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA QUIESCÊNCIA – é um estado de repouso. ficando por um período como que dormente. é controlada por fatores exógenos (CARVALHO & NAKAGAWA. Ver dormência.: uma semente de milho pode estar em estado quiescente. QUILHA – saliência longitudinal. o mesmo que carena. Ver quiescência. 1979). este estado é facilmente superado com o fornecimento das condições ambientais adequadas para a espécie. Por ex. QUIESCENTE – aplica-se a fase ou estado de repouso de um vegetal ou de uma semente.11A] ou ao longo da nervura mediana da lema. em que a semente está viável mas não germina. temperatura e oxigênio. 101R].100-O. como [Fig. mas passará imediatamente a germinar quando forem fornecidas as condições adequadas de umidade.

.

.78A] e que após emergir do tegumento da semente. onde as flores são pedunculadas e não se inserem no mesmo ponto. 304B. RADIADA – arranjada ou que se insere em um ponto comum. entre e dentro da família. 316 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA RACEMO – inflorescência indefinida na qual as flores são pediceladas. Crotalaria spectabilis Roth e Desmodium tortuosum (Sw. geralmente. 309. durante o processo de germinação.) DC. RADICELA – o mesmo que radícula. Contorno da radícula – é visível nas sementes na extremidade FIGURA 283 – Sistema radicular fasciculado de Monocotiledônea. 306B. RACEMOSO – que tem cachos ou com aparência de cacho.). 303B. dentro da semente. próximo da micrópila. a certa distância uma das outras. RADIAL – se refere à periferia (ao raio). dará origem à raiz primária.302B... 311B] ou abaixo do escutelo [Fig. A posição da radícula em relação aos cotilédones. RADÍCULA – é a raiz rudimentar do embrião e que consiste. se inserem num eixo comum. de apenas um meristema apical coberto pela coifa [Fig. 308C. 310B.52]. Melilotus indica (L.. Lotus corniculatus L. FIGURA 282 – Sistema radicular ramificado de Dicotiledônea. dispostos em forma de roda. inflorescência em cacho. 307B. o mesmo que cacho [Fig.) All. Medicago lupulina L. é um elemento de grande valor na identificação de certas espécies. como em Trifolium repens L.11] ou pode-se dizer que é a estrutura distal do eixo embrionário ou eixo hipocótiloradícula que se encontra abaixo dos cotilédones [Fig. em muitas espécies de Fabaceae– Papilionoideae.

284]. e que provém da soldadura de uma porção do funículo de um óvulo anátropo [Fig. Rafe ventral – tipo mais comum. isto é. principal. de onde retira água e nutrientes minerais. que são centrais. Termo usado em oposição às flores do disco. 317 . do hilo à chalaza. Raiz axial ou pivotante – é a raiz principal que penetra verticalmente no solo. FIGURA 284 – Parte inferior de uma planta de milho. ocorre em Buxaceae. Celastraceae e Proteaceae. RAIZ – é o órgão de fixação do vegetal ao solo. Ebenaceae e Lauraceae e em certos gêneros de Anacardiaceae. as flores mais externas (posteriormente os aquênios) que geralmente são flores liguladas. ocorre nas Euphorbiaceae.282]. do colmo. este conjunto forma o sistema radicular ramificado de Dicotiledôneas [Fig.246] ou campilótropo [Fig. [Fig. Raiz adventícia – é a raiz ou as raízes que se originam de outras estruturas que não a radícula. e Ricinus communis L. pode ser a partir do hipocótilo.84]. de ramos ou de bulbos [Fig. As flores do raio podem produzir aquênios com características morfológicas diferentes das do disco e quando isso ocorre temos aquênios heterocarpos.248] com o integumento. Rafe dorsal – resulta da curvatura do funículo sobre a micrópila adaxial. de caules. do colo.51.R RAFE – linha elevada ou sulco que percorre o tegumento da semente. como em Euphorbia comosa Vell. num capítulo de Asteraceae (=Compositae). RAIO – região onde se inserem. apresenta geotropismo positivo e raizes secundárias pouco desenvolvidas e oblíquas em relação a FIGURA 285 – Raiz aérea de Philodendron.

sem parasitá-las. que vive sobre outras plantas. que degeneraram. que serve para flutuação e para a respiração da planta [Fig. antes disso a ramificação dificilmente acontece. Raiz atrofiada – é a raiz ou as raízes que apresentam atrofia. outras raízes adventícias se desenvolvem dos nós do colmo principal e dos colmos laterais.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Raizes adventícias seminais – no embrião das Poaceae (=Gramineae) desenvolve-se acima do ponto de inserção do escutelo [Fig.78Aras] e após a germinação. Raiz geralmente claviforme. Quando as raizes FIGURA 286 – Raiz aquática de Jussiaea. As raizes partem do caule e se dirigem verticalmente para o solo. como a raiz do imbé (Philodendron Fig. FIGURA 287 – Raiz pivotante de nabo. que estão enfraquecidas. Raiz com desenvolvimento atrasado – uma raiz geralmente com ponta intacta. Raiz enfezada – é uma raiz raquítica e atrofiada. Raiz aquática – é a raiz que se forma abaixo da lâmina d’água. atingem o solo. podem atingir a alguns metros. a não ser que a ponta tenha sido quebrada. mas muito curta e fraca para estar em equilíbrio com as outras estruturas da plântula. Raiz curta e grossa – é a raiz que caracteriza as plântulas com sintomas fitotóxicos. que não se desenvolveram. são muito resistentes e freqüentemente usadas como cipós. com ponta intacta. 318 .285). Raiz aérea – é a raiz de uma planta epífita. penetram nele e se ramificam.286].

este conjunto forma o sistema radicular fasciculado de Monocotiledôneas [Fig.283]. geralmente com FIGURA 288 – Raiz tuberosa de batata-doce. resultante do desenvolvimento da radícula do embrião. Raiz lateral – é qualquer raiz que se origina lateralmente a raiz principal. que se originam no eixo embrionário e formam o sistema radicular de uma plântula de cereais (como em Triticum – Poaceae) e de Cyclamen (Primulaceae). portanto também é uma raiz tuberosa. Raiz pivotante – quando a raiz principal é muito desenvolvida e suas ramificações tem desenvolvimento quase desprezível.R Raiz fascículada ou Raiz em cabeleira – é aquela onde não se distingue nem pela posição e nem pelo desenvolvimento uma raiz principal. longa e delgada. Raiz primária – é a raiz principal. 284]. numerosos pêlos absorventes e terminando em ponta fina. pois armazena reservas alimentícias. 319 . como em cenoura e nabo [Fig. ocorre em Poaceae (=Gramineae) e devido ao formato são denominadas de raízes adventícias [Fig.287]. Raizes seminais – designação dada à raiz primária e um certo número de raízes secundárias. Nos testes de germinação usa-se essa designação para outras raízes que não a raiz primária. como nos gêneros Zea (Poaceae =Gramineae) e Cucurbita (Cucurbitaceae). Raiz secundária – é a raiz que emerge da raiz primária.

238A]. fosca. que se afila para o ápice e a base (ponto de inserção).3mm de comprimento. ou espinhoso [Fig. cerca de 2. por (1. base frequentemente levemente extendida.6mm de largura e 0.5-)2. – fruto múltiplo formado por diversos frutícolos (núculas). com uma muito mais alada e curvada do que a outra. – núcula discóide. Seguem características diferencias de algumas espécies de Ranunculus: Ranunculus acris L. originado da margem. RAMENTÁCEA – diz-se da superfície de um órgão (folhas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Raiz tuberosa – é a raiz principal. marrons e escamiformes [Fig. A unidade-semente é FIGURA 289 – Raiz tuberosa de beterraba. a núcula. superfície finamente pontilhada.7mm de espessura. com estilete (rostro) apical persistente. de coloração castanho-clara a escura e margem ligeiramente mais clara em sementes mais escuras [Fig. como na beterraba [Fig. 289].288] e nas raizes de dália. que penetra verticalmente no solo onde se ramifica e na porção próxima a superfície é muito desenvolvida. como em batata-doce [Fig.2-3.0-2. que se assentam sobre um receptáculo estrobiliforme. formando um tubérculo. 320 . largo-obovada em contorno e estreito-elíptica em seção transversal.238]. Ranunculus sp. margens levemente aladas. núcula comprimida. reto ou curvado.5-0. com curto rostro apical ligeiramente curvado ou reto.203N]. frutos ou sementes) que se apresenta coberta com macías e flexíveis excrescências rugosas. em maior ou menor tamanho. Algumas vezes não é a raiz principal que é tuberosa e sim as algumas raizes laterais.

R

Ranunculus bulbosus L. – núcula discóide, de suborbicular a largoobovada em contorno e estreito-elíptica em seção transversal, com (2,8-)3,0-3,5mm de comprimento, por (1,8-)2,3-2,8mm de largura e 0,5-0,7mm de espessura, com curto rostro apical uncinado, originado da margem; margens levemente aladas, com uma muito mais alada e curvada do que a outra; superfície finamente granular, fosca, de coloração castanho-escura a castanho-avermelhada e margem amarelada [Fig.238B]. Ranunculus parviflorus L. – núcula de largo-ovalada a suborbicular em contorno, cerca de 2,0-2,8mm de comprimento, por 1,8-2,5mm de largura e 0,5-0,7mm de espessura, com longo rostro apical reto, margens inconspícuamente aladas e pouco mais claras, superfície castanha, granulosa e fosca [Fig.238C]. RANHURA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) com pequeno sulco, ou escavação. Raphanus raphanistrum L. – síliqua lomentácea cilíndrico-alongada, não alada, moniliforme em maior ou menor intensidade, com 25-80mm de comprimento por 2,0-3,5(-4,0)mm de largura, com 5-7 costelas conspícuas ou inconspícuas e com rostro longo-acuminado (muitas vezes
quebrada quando misturada às sementes comerciais); porção valvar delgada,

estipiforme e com 2,0mm de comprimento; porção estilar com (2-)48(-10) sementes, com costrições transversais (mais [Fig.321A’-A’’] ou
menos [Fig.320A] acentuadas, dependendo da variedade), que podem

se separar em segmentos (sgm - na maturação) com 1-2 artículos unisseminados, globosos e com 1,6-2,0mm de diâmetro, ou subcilíndricos e com 3-4mm de comprimento [Fig.321A-A’-A’’]; semente

321

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

ovóide, castanho-avermelhada, 4-6mm de comprimento por 2mm de largura. A unidade-semente são os segmentos e mais raramente a semente livre. Raphanus sativus L. – síliqua lomentácea cilíndrico-cônica, inflado, não moniliforme, com 30-50(-80)mm de comprimento por 5-9(-10)mm de largura, com nervuras longitudinais e rostro largo-cônico (muitas vezes
quebrado quando misturado às sementes comerciais); porção valvar muito curta, parecendo um pedúnculo; porção estilar com 2-3(-4) sementes, sem constrições transversais, ou às vezes contrídas entre as sementes, mas não se separa em segmentos na maturação, no entanto pode se abrir mecanicamente no beneficiamento [Fig.321B]. A unidade-semente é a semente e mais

raramente o fruto quebrado. Rapistrum rugosum (L.) All. – síliqua lomentácea formada por dois ou mais artículos superpostos, uniseminados ou bisseminados, um rostro (ro) e um pedúnculo (pd); artículos córneos, de amarelado a amarelo-palha ou acinzentado, bordos sinuados, se desarticulam entre eles e entre o pedúnculo; artículo superior indeiscente, de globoso a largo-ovóide, com 2,5-3,5mm de comprimento (exceto o rostro) por 2,0-3,0(-3,5)mm de diâmetro, unisseminado ou bisseminado,

com largas costelas longitudinais, muito ou pouco rugosas; artículo superior atenuado para um rostro apical estéril, com 1,0-1,5(-2,0) mm de comprimento, muitas vezes ausente; artículo inferior deiscente ou não, subcilíndrico ou ovóide, liso ou levemente rugoso ou estriado, com 1,0-1,5(-2,0)mm de comprimento por 1,0-1,2mm de largura, unisseminado, estéril ou raro bisseminado; pedúnculo liso, curto ou até três vezes o comprimento do artículo inferir [Fig.322]. A unidade-semente são os artículos, muito raro a semente livre.

322

R

RAQUE – é o eixo principal (ra) de uma inflorescência [Fig.43, 257]. RÁQUILA ou RÁQUIS – pequeno eixo ou eixo secundário do ráquila; nas Poaceae (=Gramineae) e nas Cyperaceae é o eixo onde se originam as pequenas flores ou os antécios. Ver segmento da ráquila. RASTEIRO – que se arrasta; o mesmo que rastejante. RASTEJANTE – diz-se do caule que se desenvolve apoiado sobre o solo, com ou sem raízes, de trechos em trechos, como na abóbora; o mesmo que rasteiro. REANÁLISE – quando a repetição do teste for com sementes do mesmo lote, mas de amostras médias diferentes. Ver reteste. RECEPTÁCULO – porção axial da flor que serve de assento aos diversos verticilos florais [Fig.171-re], assim como a extremidade ± dilatada do pedicelo, que constitui o suporte das diversas flores de um capítulo ou de outra inflorescência; o mesmo que tálamo.
FIGURA 290 – Regmídio (A-C) e mericarpo (B)de Geranium sp. (A-B) e Erodium sp. (C).

RECEPTÁCULO-FLORAL – ver receptáculo. RECURVO – curvo com a cavidade voltada para trás. REFLEXO – diz-se do órgão que que se apresenta voltado para base do local onde se insere. REGMÍDIO – fruto esquizocarpáceo, formado por cinco carpelos, cujos estiletes estão concrescidos em uma coluna (eixo) central ou carpóforo

323

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

mais ou menos longo. Na maturação os carpelos (agora carpídios ou mericarpos) se separam da coluna, mas ficam presos a ela, por algum tempo, pela base e pelo ápice (os estiletes). Cada carpídio longopontudo na base, se abre (deiscente) longitudinalmente por uma fenda, mas a semente fica impedida de sair pela projeção basal da coluna central. Enquanto os estiletes (rostro – ro) se torcem helicoidalmente
(da esquerda para a direita), a semente se move e é levada para a parte

superior do carpídio ou mericarpo e depois é liberada. Fruto típico das Geraniaceae, como nos gêneros Erodium (mericarpos com um tufo de pêlos na base - Fig. 290C), Geranium [Fig.290A-B] e Pelargonium (mericarpos com pêlos na base). Na natureza os estiletes absorvem ou perdem água, em velocidades diferentes, de maneira que eles executam movimentos em espiral, ora num sentido ora no outro, e assim o mericarpo se move sobre a superfície do solo e penetra nele. REGULAR – usado para dizer que todas as partes são simétricas; como uma corola rotada. REMANESCENTE – a estrutura que permaneceu aderida. RENIFORME – diz-se quando um órgão (folha, fruto ou semente) tem contorno de rim e com ponto de inserção no centro do lado encurvado [Fig.102G]. REPLO ou REPLUM – falso septo (rep), de textura membranácea, formado pela união dos bordos carpelares no fruto (síliqua ou silícula) de Brassicaceae (=Cruciferae) e que contém as placentas e posteriormente as sementes [Fig.317B, 319C-D]. Este conjunto permanece ligado ao pedúnculo, após a deiscência e a queda das valvas. Também encontrado nos craspédios das Fabaceae [Fig.107-rep].

324

R

RETANGULAR – que tem forma de retângulo. RETESTE – quando a repetição do teste for com sementes da mesma amostra média. Ver reanálise. RETICULADA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que se apresenta recoberto por linhas que se anastomosam formando uma rede de pequenas malhas, geralmente com aparência geométrica [Fig.295B]. RETICULADO–FAVEOLADA – diz-se da superfície de um órgão (folha, fruto ou semente) que varia entre reticulada e faveolada; quando a profundidade e a distância entre cada retículo são mais pronunciadas do que a de uma simples superfície reticulada [Fig.295D]. RETICULAR – com aspecto de retículo. RETÍCULO – diz-se da superfície com pequena rede de malhas. RETINÁCULO – o mesmo que ejaculador [Fig.64, 126]. RETRORSO – voltado ou dirigido para trás (base), geralmente pêlos ou espinhos [Fig.237]; oposto de antrorso. RETUSO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente) é arredendo e no centro apresenta pequena reentrância [Fig.16N]. REVOLUTA(O) – diz-se da folha com os bordos enrolados ou voltados para trás ou para baixo [Fig.279D]; como os bordos de uma folha ex: Senna. Oposto a involuta.

325

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

Rheum rhaponticum L. – núcula envolta pelo perigônio (prg), formado por 3-sépalas (sp) aladas, planas, amarelo-castanho-avermelhada, com bordos paralelos e de 7-9mm de comprimento, largura e espessura; núcula de trígona a quadrangular, com 7-8mm de comprimento por 3,5-4,0mm de largura e espessura, castanho-escura, com faces convexas, com três ângulos agudos e afilando para o ápice e a base [Fig.241S-T-U]. A unidade-semente é a núcula, sem ou com o cálice pentâmero inteiro ou parte aderida a base. Rhynchosia phaseoloides (Sw.) DC. – semente de largo-ovóide a globosa, com ápice e base arredondada, vermelho-escarlate e com mancha preta obliqua (abaixo da área hilar e na margem dorsal) que ocupa cerca da ½ da superfície; hilo localizado na porção vermelho-escarlate [Fig.1C-D]. Ver Abrus precatorius. A unidade-semente é a semente. Rhynchospora aurea Vahl (=R. corymbosa (L.) Britton) – núcula obovada, com 2,5-3,5mm de comprimento (exceto o rostro) por 2,0-3,0mm de largura (próximo ao ápice), castanha, com leve escabrosidada, se afila gradativamente para uma base pontuda, deprimida nas faces, ápice com longo rostro (ro - estilete remanescente) igual ou maior do que a núcula, na base com 6-7 cerdas (ce) escabrosas de 4-5(-5,5)mm de comprimento [Fig.239I-I’]. A unidade-semente é a núcula (com rostro
apical e com ou sem as cerdas basais).

Rhynchospora nervosa (Vahl) Boeck. (=Dichromena ciliata Vahl) – núcula de suborbicular a largo-elíptica, biconvexa, com 10-2mm de comprimento
(exceto o rostro), de amarelo-palha a castanho-escura, transversalmente

rugosa, ápice com rostro (ro - estilete remanescente) de até ½ do comprimento da núcula [Fig.239J-J’]. A unidade-semente é a núcula (com
rostro apical).

326

R

RINGENTE – termo usado para uma corola monopétala, cujo limbo está desigualmente dividido e com os lábios bem afastados; com a divisão superior do lábio encurvada (em forma de arco) e a inferior proeminente e adpressa contra a anterior, de modo que o conjunto se parece com a boca de um animal [Fig.101A]. Ver cápsula ringente. Corola ringente – como a de Antirrhinum. RIZOMA – caule freqüentemente parcial ou totalmente subterrâneo, horizontal, mais ou menos espesso, rico em reservas e com capacidade de produzir raizes e caules em cada nó; se destingue das raizes pela presença de nós, gemas e escamas; como o rizoma de Iris [Fig.291] e da espada-de-São-Jorge. RIZOMATOSO – que tem rizomas. ROÍDO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente) se apresenta truncado, exceto que não termina reto e sim parece estar
FIGURA 291 – Rizoma de Iris.

irregular (roído) [Fig.16S]. ROLIÇO – quando um órgão, em seção transversal, é quase circular; o mesmo que cilíndrico e teretiforme [Fig.101M]. RÔMBICO – diz-se quando um órgão (folha, fruto ou semente) tem contorno de losango ou oval e um pouco angular na porção mediana [Fig.102C]. ROMBIFORME – que tem forma de romboedro. ROMBOIDAL – que tem forma de rombóide; o mesmo que rombóide.

327

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA

ROMBÓIDE – quadrilátero de ângulos não retos, com lados opostos iguais e paralelos e lados contíguos diferentes; o mesmo que paralelograma. ROSETA – quando as folhas estão arranjadas ao redor da base, em círculo condensado, de um caule central [Fig.2]. ROSTRADO – diz-se quando o ápice de um órgão (folha, fruto ou semente) termina gradualmente em ponta dura, larga, reta ou curvada [Fig.16I]; como a bainha do rábano; ou que possui rostro (ro). Aquênio rostrado – quando o corpo do aquênio apresenta um
FIGURA 292 – Rostro.

prolongamento, como em Hypochaeris brasiliensis Griseb., H. grisebachii Cabr., H. glabra L., H. radicata L. e Soliva pterosperma (Juss.) Less. (Asteraceae =Compositae – Fig.23A, 18B) e de Scabiosa atropurpurea L. (Dipsacaceae – Fig.301B-C). Invólucro-gamófilo rostrado – como em Xanthium strumarium [Fig. 208C-ro]. Núcula rostrada – que possui estilete apical persistente, como nos gêneros Ranunculus [Fig.238] e Anemone (Ranunculaceae ). ROSTRO – prolongamento apical de um órgão (fruto ou semente)

FIGURA 293 – Rosulado.

que termina em ponta dura, longa e reta, formado pelos estiletes concrescidos e persistentes [Fig.16I,18B, 23A, 238, 292]. Ver rostrado. Rostro divergente – em Acanthospermum hispidum [Fig.206B]. ROSULADO – quando as folhas (fo) encontram-se dispostas na base ou no ápice do caule (cau), estão muito próximas por ocorrer em entrenós

328

– núcula trígona. ruínas.reticulado -faveolada.rugosa. expandido e perpendicular ao tubo [Fig. D.R muito curtos. curvo. RUDERAL – diz-se da espécie. etc.faveolada. que habitam as cercanias das construções humanas. E. glabro. próprio do rudimento ou relativo a ele. Rumex sp. portanto a existência da planta depende da habitação humana vizinha. fruto ou semente) que tem rugas (que não é lisa) [Fig.reticulada. ou ser definitivo como o estaminódio de certas flores. linear e deitado paralelamente a uma das faces da núcula. RUGOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. F. papiráceo e formado por dois ciclos de três sépalas. RUDIMENTO – estrutura inicial.294]. FIGURA 294 – Rotada. ROTÁCEO ou ROTADA – diz-se da corola gamopétala. como as folhas da falsa-tiririca (Hypoxis decumbens L. lugares abandonados. o estado rudimentar pode ser transitório. dando a impressão de que todas estão no mesmo nó [Fig. fica reduzido. cálice hexâmero. Gsulcada.lacunosa. primórdio.295A]. embrião periférico. de tubo muito curto e estreito que lembra o eixo de uma roda. como a corola de Veronica e Galium. como ruas.aciculada. B. rotáceo mais usado do que rotada. as externas 329 . RUDIMENTAR – estado de desenvolvimenbto imperfeito. como nos frutos ou sementes no início do seu desenvolvimento.175A).. ou estado atrofiado de um órgão e que FIGURA 295 – Superfície (quanto ao desenho): A. I. H. com limbo circular. um órgão imperfeitamente desenvolvido e não funcional. – Hypoxidaceae – Fig. em forma de roseta. ou de um grupo de plantas.puncteada. terrenos baldios. C.293].estriada.

superfície castanho-avermelhadaescura. tão longas quanto a núcula. – núcula trígona. sépalas internas (spi) aderentes. acrescentes e aderentes ou não à núcula [Fig. de ápice acuminado. com sépalas externas (spe) linear-lanceoladas e com 1. com ápice e base obtusos. com retículo de malhas bem visíveis.5(-1. com retículo de malhas 330 .8-1. Seguem as características diferenciais das espécies de Rumex: Rumex acetosella L.5mm de comprimento por (1. castanho-claras e cerca da ½ do comprimento total da núcula. com três faces planas iguais na largura.2mm de comprimento. ligeiramente pedicelada. com 4-5(6-)mm de comprimento por 3-4mm de largura. – núcula trígona. com 2.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA (spe) reflexas na frutificação e muito menores do que as internas (spi). A unidade-semente é a núcula.240]. com três faces planas iguais na largura. cálice com sépalas externas (spe) ovado-oblongas. ovado-triangulares.3mm de comprimento por 0. castanho-escuras. cerca de 1mm de diâmetro ou 1. de ápice arrebondado ou obtuso. se afila abruptamente para um ápice acuminado. lóbulos áspero-granulosas.240A-B-C]. nervura mediana saliente e sem tubérculo [Fig. Rumex crispus L.7)mm de largura.0-1. ângulos obtusos e não alados.4-)1. ângulos obtusos e ligeiramente alados. sépalas internas (spi) não aderentes. lisa e muito lustrosa. séssil. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base. com bordos inteiros e não alados. superfície castanho-avermelhada nas faces e ângulos castanho mais escuros. cálice castanho-avermelhado-claro.0-2. ovadas ou cordiformes.1 mm de largura. embrião (em) estreito-transversoelíptico em seção transversal. embrião (em) transverso-elíptico em seção transversal.0-1.

0 mm de comprimento e com retículo longitudinal [Fig. a nervura mediana de cada sépala forma um tubérculo (tu) oblongo. superfície atro-avermelhada (núcula madura) e mais clara (núcula imatura) e com ângulos mais escuros. embrião (em) com cotilédones transverso-elíptico em seção transversal. com 2mm de comprimento e com retículo longitudinal [Fig.0mm de largura.3 mm de comprimento por 1. Rumex pulcher L.2-1. afila gradativamente para um ápice acuminado. ovado-triangulares. com dentes ou lacínias entre a base e a porção mediana. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base. com (4. com retículo de malhas menores na base e maiores no ápice e ligeiramente mais escuras. ângulos obtusos e não alados. bordos alados.240D-E-F-G-H].5-1. – núcula trígona. embrião (em) transverso-elíptico em seção transversal.5-2. sépalas internas (spi) não aderentes. bordos alados.0)mm de comprimento por 2. inconspicuamente pedicelada.8mm de largura. séssil.240I-J-K-L].02.5-3. de ápice agudo. A unidade-semente é a núcula.5mm de comprimento pr 1. com 2. com 1. ápice agudo. basal.4mm de largura. superfície castanho-avermelhada ou castanho-acinzentada e ângulos da mesma coloração. – núcula trígona. apenas a nervura mediana de uma das sépalas forma um tubérculo (tu) subgloboso ou oblongo-ovalado.2mm de comprimento. inteiros ou com pequenos dentes na porção basal.R ligeiramente mais escuras.0-2. A unidade-semente é a núcula.0-)4. ângulos obtusos e não distintamente alados. com sépalas externas (spe) linear-lanceoladas e com 1.0(-6. cálice 331 . cálice castanhoavermelhado. basal.5-5. Rumex obtusifolius L. com 2.0-1. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base.

240M-N-O-P].5-4.69]. de ápice agudo. sem ou com cálice hexâmero inteiro ou parte aderida a base. (Polygonaceae . ver Cápsula rúptil [Fig. setiformes ou subespinhosas. 296].5mm de largura. Coccoloba e Triplaris surinamensis Cham. RÚPTIL – que se rompe irregularmente. de ovadas a ovado-oblongas. com retículo de malhas menores na base e maiores no ápice e da mesma coloração. Endosperma ruminado – se caracteriza pelas invaginações transversais do tegumento (tegmen) para o interior do tecido nutritivo (para o centro da semente). com 5-10 dentes ou lacínias retas. RUPESTRE ou RUPÍCOLA– vegetal que cresce sobre rochas. bordos alados. com sépalas externas (spe) oblongas e com 1mm de comprimento. Antigonon. com 4-5(-6)mm de comprimento por 2. basal. como em sementes de Annonaceae. de Diospyros FIGURA 296 – Runcinado. sépalas internas (spi) não aderentes. a nervura mediana de cada sépala ou apenas uma delas. Virola (Myristicaceae). 332 .149) e Cissus (Vitaceae). forma um tubérculo (tu) de semigloboso a oblongo. RUMINADO – provido de múltiplas fissuras. RUNCINADO(A) – diz-se das folhas com profundos recortes voltados para a base [Fig. A unidade-semente é a núcula. como as folhas de Taraxacum.Fig. com 2mm de comprimento e alveolado [Fig. ou de aspecto irregular. (Ebenaceae). como a noz-moscada.102L.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA castanho-avermelhado. RUPTURA – ver abcisão.

.

carnoso.100J]. SACELO – segundo BARROSO et al. como as folhas de Rumex acetosella L. em oito.gp]. curvado. hispídulo. SAGITIFORME – o mesmo que sagitado. pela redução a um único artículo oval. que nas Angiospermas são as células especializadas da antera (ant).) Barneby (= M. ocorre em Mimosa doleus Vell.oposto de macro. onde três núcleos ficam próximos da micrópila.(ou mega-) sporângio. SAGITADO(A) – diz-se de um órgão vegetal foliáceo que tem ápice agudo e base com lobos (apêndices) basais retos. que são a célula mãe do endosperma [Fig. pubérulo.102I-I’]. as antípodas (an) e duas na porção central. setoso. em geral. acerba (Benth.171A. subsp. . 297].171 ant . margem grosso-côncava e outra delgado-convexa [Fig. SACO EMBRIONÁRIO ou MACROSPORÂNGIO – nas Angiospermas é a célula que o formou e que divide seu núcleo.Fig. (1999) o fruto é um tipo derivado do craspédio. os núcleos polares (np). plano nos dois lados. (1999). FIGURA 297 – Saco embrionário em desenvolvimento. O sacelo se encontra reunido em glomérulos e tem a superfície externa recoberta com uma grande variedade de indumentos (hirsuto. com abertura transverso-apical da borda do carpelo e que ao se abrir forma um replum curto e caduco. meticulosa. SACO POLÍNICO ou MICROSPORÂNGIO . dirigidos para trás e em forma de seta ou bilabiados [Fig. três ficam na parte oposta. acerba Benth. 334 . Fonte: Barroso et al. sendo uma a oosfera (o) e duas sinérgidas (si).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SABREFORME – em forma de sabre. que produzem os grãos de pólen (gp) [Fig. FIGURA 298 – Sacelo de Mimosa doleus. agudos.298) e M. glandular. estrigoso e estrelado).

B. em Vatairea com ala transversovenosa. persistente e com lacínias eretas.Gallesia sp. Fonte B-C-E. ISecuridaca sp.Vatairea heteroptera.S SÂMARA – fruto nucóide... com núcleo seminífero (nse) unisseminado e com projeções membranáceas do pericarpo em forma de ala. C.299A-B-F-G). com núcleo seminífero reticulado-faveolado ou cristado.299D).Pterogyne sp. simples. G. nos gêneros: Pterogyne (Fabaceae–Caesalpinoideae – Fig. F. por atrofia de um carpelo [Fig. basal ou unilateral) do núcleo seminífero: Ala apical – com núcleo seminífero basal. Quanto a posição da ala pode ser: FIGURA 299 – Sâmara: A. Machaerium.Machaerium pedicellatum. D.ou dissâmaras) ou de três (trissâmaras). cada uma formando um mericarpo. Riedeliella (Papilionoideae – Fig. Gallesia (Phytolaccaceae – Fig. em Securidaca L. as sâmaras podem apresentar-se isoladamente ou em grupos de duas (bi. desenvolvidas da parede ovariana (ovário súpero) e pode ser um caráter de diferenciação entre táxons. monocarpelar ou pseudomonocarpelar. se localizar apenas nas extremidades dele ou apenas numa de suas extremidades. (1999). em Centrolobium com núcleo semínífero equinado.299].299E) e em Monina (Polygalaceae). A sâmara em Gallesia com cálice tubuloso (cal).Tipuana tipi.299H). As alas podem contornar o núcleo seminífero. H.Platypodium elegans. Tipuana e Vatairea (Fabaceae–Papilionoideae – Fig. ocorre em Fabaceae (=Leguminosae) como em Pelthophorum (Caesalpinioideae). ERiedeliella sp.. Securidaca (Polygalaceae – Fig.299I) e Phyllostylon (Ulmaceae). Sâmara paranuclear – com ala somente em um lado (apical. Centrolobium.Centrolobium tomentosum. Sâmara anfinuclear – com ala circular (circunda o núcleo seminífero).G-I: Barroso et al. 335 . indeiscente. seco.

300L).300B). raramente bicarpelar por aborto.300C). SAMARÍDIO – fruto esquizocarpáceo tricarpelar (originado de um ovário súpero ou ínfero). ou providos de alélulas laterais ou paralelas (Banisteriopsis ferruginea) ou com apêndices na base da ala dorsal (Banisteriopsis lucida – Fig. – Fig.300A).300M).300D e Heteropterys verrucoides – Fig. ou com ala dorsal e espessamento no bordo inferior (Heteropterys macrophylla – Fig. Ala unilateral – com núcleo seminífero em uma das extremidades gênero Paramachaerium (Fabaceae–Papilionoideae). lóculos unisseminados e com ala dorsal ou lateral em cada um dos carpelos.300J). O núcleo seminífero (nse) em Malpighiaceae pode ser: liso em Mascagnia (Malpighiaceae). O esquizocarpo pode ser formado por 1 samarídio (por aborto dos demais) e com ala dorsal (Banisteriopsis stellaris (Griseb. O samarídio pode ser mais ou menos giboso com espessamento no bordo superior (Banisteriopsis muricata (Cav.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Ala basal – com núcleo seminífero apical. ocorre nos gêneros Myroxylon e Platypodium – Fig. que pode ser longa e afundada (Banisteriopsis megaphylla – Fig. ou comprimido e se distinguem pouco das alas (Serjania cuspidata – Fig.300G).) Cuatrec.) B. ou alongada (Banisteriopsis basifixa – Fig. As alas dos samarídios podem ser: 336 . ou cristado e mais ou menos distinto da ala (Serjania platycarpa – Fig.300K). O ponto de inserção do samarídio no receptáculo é a aréola (are). Gates – Fig. ou por 2 samarídios. por aborto do terceiro (Banisteriopsis andersonii – Fig.299C (Fabaceae–Papilionoideae). ou pequena e circular (Banisteriopsis ferruginea). ou globoso e saliente e bem distinto da ala (Serjania glabrata Kunth – Fig.300H). ocorre em Malpighiaceae (com núcleo seminífero basal) e Sapindaceae (com núcleo seminífero apical).300I).

G.Banisteriopsis basifixa.300K. B. K.Banisteriopsis stellaris.Fig. I. schizopetala.H. C.Serjania cuspidata. como em Barnebya dispar. M. Ala dorsal – oblonga.Banisteriopsis muricata. como no gênero Helietta. J.Heteropterys macrophylla.Mascagnia sp. F. 337 . (1999). L. Banisteriopsis lucida .Banisteriopsis lucida.Heteropterys verrucoides.Serjania platycarpa e de Malpighiaceae: D. Em Rutaceae com três samarídios. Ala cristiforme – dorsal vertical sobre o núcleo seminífero – em Diplopterys (Malpighiaceae) ou dorsal disposta em uma extremidade do núcleo seminífero. B. como no gênero Diatenopteryx que tem ala dorsal. Fonte (exceto F): Barroso et al. E.Banisteriopsis andersonii.Serjania glabrata. cuneiforme ou cristiforme.Mascagnia pubiflora. Em Sapindaceae com dois samarídios divergentes.Banisteriopsis megaphylla.. com reforço no bordo superior ou excepcionalmente no bordo inferior.S FIGURA 300 – Samarídios de Sapindaceae: A.

Fig. C. Heteropterys chrysophyllum.) Cuatrec . banksiaefolia e H.). . ou ala dividida profundamente em dois segmentos Mascagnia pubiflora (A. H. Juss. ex Pierre e no gênero Michelia (Magnoliaceae). que contorna o núcleo seminífero. – aquênio (aq) envolto pelo invólucro floral (involucelo). (= Hiraea pubiflora A. onde se localiza a aréola central (Mascagnia – Fig. persistente no ápice do aquênio).Fig. muricata (Cav. três segmentos laterais em Hiptage. como nos gêneros Mezia e Mascagnia – com ala lateral inteira.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA B.Fig. Ala lateral-inteira – contornando o núcleo seminífero. calículo (cali) com pêlos nas nervuras longitudinais [Fig. (Capparaceae) é branco. persistente no ápice do aquênio). – aquênio (aq) envolto pelo invólucro floral (involucelo). (= Hiraea rigida A.) Griseb.aquênio com papus. SARCOTESTA – um tipo de arilóide carnoso que recobre o tegumento da semente.formado por cinco sépalas estreitas e agudas. 338 . a corola tubulosa e o calículo (cali) modificado em papus (pa . A unidade-semente é o aquênio com ou sem o calículo persistente. verrucoides . H. Juss. ou quatro segmentos em Tetrapteryx. a corola tubulosa e o calículo modificado em papus (pa – formado por cinco sépalas estreitas e agudas. ou aquênio (aq) coroado pelo papus [Fig. ala confluente em vista ventral. B.300D.) Baill. é vermelho-alaranjado e em Capparis flexuosa (L.Fig.300F) e Mascagnia rigida (A. laevifolia.) Griseb.301A].300L (Malpighiaceae). Scabiosa sp. Juss. como em Magnolia champaca (L.330E). (B-C): A-B.aquênio envolto pelo involucelo.301B-C]. Juss.300I. macrophylla . FIGURA 301 – Scabiosa columbaria (A) e Scabiosa sp.) L. Scabiosa columbaria L.

hipogínio ausente [Fig. A unidade-semente é a núcula (com hipogíno). 225].155] e Sorghum [Fig.5-3. branco. 81C-D]. de resto glabra. 339 . 326. 168]. liso e com 2. apiculado. SEGMENTO DA RÁQUILA ou SEGMENTO DO RÁQUIS ou RÁQUIS – uma parte da ráquila (seg) articulada que na maturação permanece presa ao antécio.S Scleria balansae Maury – núcula ovóide.5-3. branca. ápice truncado. de amarelada a castanho-amarelada. geralmente curtos.0mm de comprimento.0)mm de comprimento por 1.0mm de espessura.0-8. semilunares e com pontos lustrosos [Fig. lado ventral com prufundo sulco longitudinal. 297]. – cariopse com (4.167. muricado-tuberculado e com 2. A unidade-semente é a cariopse nua. Festuca [Fig.0)5.171.224. se afila para uma base aguda.5mm de comprimento.49]. Andropogon [Fig. rugosa. Secale cereale L. hipogíno cupuliforme basal bem desenvolvido e com seis tubérculos brancos. diz-se da superfície de um órgão revestida por numerosos pêlos muito finos. SEDOSO ou SERÍCIO – que tem pêlos com textura de seda.5mm de largura e 1. A unidade-semente é a núcula. – núcula depresso-globosa.239K-K’]. com brilho de seda e sedosos ao tato. Scleria uleana Boeck. com curtos pêlos. 328].158C. como em Poaceae (=Gramineae) nos gêneros Bromus [Fig. SECUNDINA – integumento interno (in) do óvulo [Fig.79C-D. fosca. com área hilar longo e estreita [Fig. mucronada.239L-L’]. Lolium [Fig.5(10.0-3. 80CD.

– superfície com curtos tubérculos rombudos.vista exerna. FIGURA 304 – Sementes de couve. Silene antirrhina L. melancia. 309] e de Trifolium [Fig.vista interna. distribuídos sobre placas cinza-arredondadas e que se tornam oblongas perto na área hilar. rabanete e repolho: A. B. Estruturas da semente de abóbora. Sementes com diferentes ornamentações na superfície: • CARYOPHYLLACEAE: (Agrostemma githago L. de ervilha [Fig. Silene gallica L. a partir do hilo [Fig. grandes em relação ao tamanho da semente. Cerastium glomeratum Thuill.306]. às vezes. rabanete e repolho [Fig.303].305B]. Compreende em geral três partes: tegumento(s).310].307].vista interna. do desenvolvimento e do amadurecimento do óvulo.311]. pepino. – superfície com estreitas placas alongadas na porção escavada da face. arranjadas em linhas concêntricas a partir do hilo e paralelas à margem. B. arredondados. de Papilionoideae [Fig.302]. dispostas em placas arredondadas formamdo um padrão definido nas faces. semente é toda estrutura que serve para reproduzir um vegetal.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SEMENTE – parte reprodutora dos vegetais superiores que produzem flores e resulta da fecundação. melancia e melão: A. – superfície com pequenas verrugas rombudas mais escuras. arranjados em linhas concêntricas a partir do hilo e paralelas à margem [Fig. pinioideae [Fig.vista externa.334]. de Mimosoideae [Fig.vista externa. Silene noctiflora L.305A]. cebola [Fig. de feijão [Fig. – superfície com tubérculos pontudos ou. Em sentido amplo. nas faces as placas com os FIGURA 303 – Semente de cebola: A. 308.vista interna. mas no dorso e no bordo estão organizados em cinco linhas concêntricas. com curtos e finos tubérculos rombudos inconspícuos na porção periférica convexa da face e no bordo da semente e com placas alongadas ao redor do entalhe do hilo ausentes [Fig. 340 . – superfície com tubérculos espinhosos. B. couve.305D]. tecido(s) nutritivo(s) e embrião. melão e pepino [Fig. onde as verrugas são achatadas [Fig. de CaesalFIGURA 302 – Sementes de abóbora.304].305E].

305F].305C].305K]. Talinum triangulare (Jacq.) Willd.S tubérculos estão arranjados em um padrão de linhas concêntricas a partir do hilo e nos bordos sobre 6-8 linhas [Fig. Stellaria graminea L.27G]. • CAPPARACEAE: Cleome hassleriana Chodat – superfície com pequenos e irregulares tubérculos coniformes no dorso e nas faces.305G]. – superfície finamente rugosa [Fig. • MULLUGINACEAE: Glinus sp.305M].) Rauschert – superfície com curtos tubérculos ovais em forma de bolhas arranjados em fileiras ou em um padrão específico [Fig. grandes em relação ao tamanho da semente e dispostos em linhas concêntricas a partir do hilo [Fig. dispostos mais ou menos simetricamente em linhas concêntricas a partir do hilo.305I]. esta com nítido sulco entre a radícula e os cotilédones e que termina no centro em uma cavidade mais ou menos profunda [Fig. bordo acuminado e com estreita ala circular esbranquiçada [Fig. Spergula arvensis L. – superfície com curtos tubérculos rombudos. • PORTULACACEAE: Portulaca oleracea L. Vaccaria hispanica (Mill.305H]. – superfície com finos tubérculos alongados e achatados.305J]. Spergularia grandis (Pers. – superfície diminutamente tuberculada [Fig. – superfície com curtos tubérculos rombudos. 341 . dispostos mais ou menos simetricamente em linhas concêntricas a partir do hilo [Fig. Stellaria media (L. – superfície com finas verrugas e com pequenas papilas distribuídas irregularmente.) Cambess – superfície com pequenas papilas distribuídas irregularmente [Fig.) Vill.

Talinum triangulare. G. B.Silene gallica. N. com malhas do retículo salientes [Fig. – superfície reticulada. D. J. H. F.Stellaria graminea. – superfície granulosa. C. L. I. E. K.Agrostemma githago. com pequenas elevações arredondadas. FIGURA 305 – Sementes com diferentes ornamentações na superfície: A.Tibouchina sp.Portulaca oleracea. parecendo diminutos grãos de areia e que podem estar adensados ou espaçados [Fig. M.27C]. • TURNERACEAE: Turnera ulmifolia L.Silene noctiflora.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA • MALPIGHIACEAE: Tibouchina sp.Spergularia grandis.Spergula arvensis.Silene antirrhina. 342 .Vaccaria hispanica.Cerastium glomeratum.305N].Stellaria media.Cleome hassleriana.

geralmente representada por uma camada castanho-escura. Em Caesalpinioideae existe também uma parede de parênquima.) Irwin & Barneby possuem embrião axial FIGURA 308 – Sementes de PAPILIONOIDEAE: A-Bvista externa. espécies de Bauhinia existe leve assimetria da base dos cotilédones e do eixo hipocótilo-radícula que fica ligeiramente curvo. Em algumas FIGURA 307 – Sementes de MIMOSOIDEAE: Avista externa. C. hilo pequeno. simétricas e razoavelmente consistentes na forma (elíptica. B. O endosperma. no lado interno e está totalmente oculto.seção longitudinal.306C.seção longitudinal. arredondados.seção longitudinal.seção transversal. Cercis canadensis L. oblonga ou orbicular). Nesta subfamília as espécies de Ceratonina siliqua L. imediatamente contígua à ponta da radícula. sendo mais abundante sobre as faces externas dos cotilédones. que se encontra ± invaginada entre os cotilédones crassos. Albizia e Calliandra. funículo curto ou longo e. 306. sem características específicas e que se localiza na margem em FIGURA 306 – Sementes de CAESALPINIOIDEAE: A. com eixo hipocótila-radícula curta. Plúmula bem desenvolvida e diferenciada em pinas. e Senna obtusifolius (L. axial e invaginado (quando há delimitação entre os cotilédones e o eixo hipocótilo-radícula). C. faces planas (achatadas) ou levemente convexas [Fig. 343 . torcido em espiral. uma das extremidades da semente. nas espécies de Inga e Pithecellobium os cotilédones possuem base cordada (profunda incisão) e o eixo hipocótilo-radícula se localiza acima dessa incisão. embrião reto. quando evidente nas duas subfamílias. elípticos ou oblongos e articulados na porção centralbasal. Adenanthera.S Diferença entre sementes de CAESALPINIOIDEAE e MIMOSOIDEAE: Sementes geralmente oriundas de óvulos anátropos. cônica e reta. 307]. em seção transversal a semente apresenta cotilédones finos e endosperma ± abundante [Fig. muitas vezes. inconspícuo. de suborbicular a elíptico. com espessura variável.seção transversal. em Acacia. C. B.. é duro e vítreo.vista externa. Dseção transversal. a chalaza se encontra na extremidade oposta. 307C].

é um caráter importante para separar algumas espécies.vista interna. Micrópila (m) um minúsculo poro (orifício) perto de uma das extremidades do hilo. que as vezes pode estar obscurescida por uma camada corticenta esbranquiçada. contígua à ponta da radícula. grande ou médio.) Savi ex Hassk. 309]. mas a testa tem superfície faveolada. a natureza e o grau desta curvatura é variado. No subgênero Lasioohegma de Cassia (Chamaecrista) não ocorre o pleurograma. de forma e localização variáveis. B. que segue ± o contorno da semente e pode ser pequeno. hilo (h) orbicular. mas variavelmente posicionada em relação à chalaza. Na maioria das Mimosoideae encontra-se sobre a testa (nas faces) uma fina linha hipocrepiforme (‘U’ invertido) ou em forma de ‘V’ invertido. (=Vigna sinnensis (L. com os alvéolos dispostos em linhas.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA reto e espatulado. coloração e localização do hilo e da chalaza [Fig. contornado ou não pelo arilo (ari) e com conspícua e fina fenda longitudinal ou ranhura mediana. se localiza na porção mediana. .vista externa. como em Vigna unguiculata (L. da posição da radícula [Fig. FIGURA 309 – Terminologia usada na descrição das sementes de PAPILIONOIDEAE e alguns embriões.308. se localiza sempre. linear ou oblongo. 344 . a micrópila e ao ápice dos cotilédones.307A]. o pleurograma. Características morfológicas das sementes de Papilionoideae: Sementes oriundas de óvulos campilótropos. abaixo. No gênero Senna aparece nas duas faces uma área mais clara. quanto ao tamanho.310A. oposta FIGURA 310 – Semente de ervilha: A. forma (sendo a reniforme a mais comum).312) e Phaseolus. como em Vicia. variável no tamanho e na nitidez. o pleurograma. com abertura dos braços para a extremidade hilar [Fig. Sementes assimétricas em um único plano e diferem acentuadamente entre os diferentes gêneros.) Walp. Chalaza uma pequena área (mancha) evidente.Fig. escura (em algumas espécies).

H.Violaceae. I. A inserção do funículo pode ser apical ou central.Lagerstroemia speciosa.Aspidosperma polyneuron. Embrião axial. F. A forma da FIGURA 312 – Semente de Vigna unguiculata: área hilar semente é determinada.. FIGURA 313 – Sementes aladas: A.vista interna.S 311A] e acima da cicatriz hilar. C.Greville sp. formam-se duas pequenas saliências (excrescência carnosas) sobre a rafe.. Vatairea e outros gêneros.. Rafe (rf) conspícua.Clethra sp.. L. é parco ou reduzido.. Tegumento FIGURA 311 – Semente de feijão: A. como em Andira. 345 . Pterodon. sob a forma de uma estria em relevo.. Existem muitas exceções. em algumas espécies. D. entre o hilo e a chalaza. com eixo hipocótilo-radícula infletido (em maior ou menor grau). contínuo.Magonia pubescens. Hymenelobium. duro e freqüentemente impermeável à água. como na maioria das espécies desta subfamília. localizado lateralmente aos cotilédones. G. ocupa quase toda a cavidade da semente. em geral.Sessea sp.Cariniana sp.Coutarea sp. J. B. em certas espécies. a fina camada quase imperceptível sobre as faces dos cotilédones. E-E’. curvado.Bignoniaceae. B. o estrofíolo (etr). pelo ângulo que a radícula forma com os cotilédones e pela distância entre a extremidade da radícula e a dos cotilédones. geralmente espesso.Campsiandra sp. resultante do espessamento do funículo.Allamanda sp. K. Em Vicieae e nas Phaseoleae o endosperma é ausente. Endosperma córneo e translúcido quando seco e gelatinoso quando hidratado. ela não tem valor morfológico significativo. Dipteryx.vista externa.

-Hil.Diodia ocimifolia.313E-E').Fig.305G] e Spergularia grandis (Pers.313G) e Tabebuia (Bignoniaceae .Fig. (Rubiaceae) [Fig. Spergula arvensis L.5). Sementes aladas – com ala apical e núcleo seminífero basal (nse) – no gênero Cariniana sp.314]. Semente cultivada – é aquela reconhecida como de interesse agrícola e cuja presença junto às sementes comerciais é individual ou globalmente limitada.Fig.Fig. conforme normas e padrões estabelecidos.) Cambess [Fig. Coutarea (Rubiaceae . conforme normas e padrões estabelecidos.Fig. Clethra (Clethraceae .313D e Aspidosperma ramiflorum Müll. (Lecythidaceae . Lagerstroemia speciosa (Lythraceae .Fig.Fig. FIGURA 314 – Sementes cimbiformes (lado ventral e seção transversal): A-B. Greville (Proteaceae . Sementes aladas – com ala bilateral e núcleo seminífero (nse) entre as alas – em Sessea (Solanaceae .313L).Fig. Semente cimbiforme – Plantago lanceolata L. Campsiandra (Fabaceae-Papilionoideae .313K) e em Aspidosperma polyneuron (Apocynaceae . . (Plantaginaceae) e Diodia ocimifolia Brem.Fig.313B).Plantago lanceolata. (Magnoliaceae .313C) e em Magonia pubescens A St.313A).313F).305H] (Caryophyllaceae).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Sementes aladas – com ala circundante e núcleo seminífero (nse) central – são encontradas em espécies de Bignoniaceae [Fig. [Fig.313I].Fig.Fig. Violaceae [Fig. Arg. 346 .313J). nos gêneros de Allamanda .5A (Apocynaceae). C-D.313 H]. Semente silvestre – é aquela reconhecida como invasora e cuja presença junto às sementes comerciais é globalmente limitada.Fig.

não podem ser limpas. conforme normas e padrões estabelecidos. sendo as espécies relacionadas e cuja presença junto às sementes comerciais é limitada. porém nunca fica totalmente desfolhada. ou indicam-se outros gêneros que apresentam unidades de dispersão com apêndices (ganchos. 347 . SEMENTE PALHENTA – segundo as Regras para Análise de Sementes (BRASIL. Semente nociva tolerada – semente de espécie cuja presença junto às sementes da amostra é permitida dentro de limites máximos. alas. específicos e globais. SEMIDECÍDUA – planta que perde parcial ou quase totalmente as folhas durante um período do ano (inverno). 2009) são as unidades de dispersão que não deslizam facilmente e são propensas a aderirem umas às outras ou a outros objetos. Como palhentas citam-se as Poaceae (a não ser que suas estruturas palhentas tenham sido previamente removidas). espinhos. etc) ou que apresentam superfície rugosa. conforme normas e padrões estabelecidos. fixados em normas e padrões estabelecidos. é prejudicial à cultura ou a seu produto.S Semente nociva – semente de espécie que. Semente nociva proibida – semente de espécie cuja presença não é permitida junto às sementes do lote. por ser de difícil erradicação no campo ou de remoção no beneficiamento. ou não são amostradas facilmente e podem fazer com que outras sementes fiquem presas ou aderidas às sementes cultivadas.

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SEMI-ÍNFERO – diz-se do ovário que se encontra parcialmente soldado ao hipanto. com um lado plano e outro cilíndrico [Fig. Elytrigia [Fig. usa-se rudimento seminal como sinônimo de óvulo. SÉPALA – cada um dos segmentos (sp) do cálice das flores [Fig.127A-C-E. 348 .101N]. entre as margens da lema e na base de um antécio fértil.166A. SEMÍNULA – pequena semente. SENESCENTE – que envelhece. SENO – espaço angular na face ventral.11B]. o mesmo que envelhecimento.171-sp]. SENESCÊNCIA – ação e efeito de envelhecer. SEMITERETIFORME – com forma de semicilindro.166B. 101N]. Festuca [Fig. O mesmo que dispersão e disseminação. 224] e Vulpia [Fig. SEMINAÇÃO – dispersão natural das sementes. SEMINAL – relativo à semente. Lolium [Fig. 129A]. Ver cálice. SEMITERETIFORME – o mesmo que semicilíndrico e semiroliço [Fig.167E]. como nas Poaceae (=Gramineae) [Fig. Elymus. SEMINÍFERO – que produz sementes. nos gêneros Agropyron. 167A-B-C-D-D’].

72. com brilho de seda. aglomerados muito próximos e geralmente adpressos [Fig. Alguns autores preferem usar serrilhado. tabiques.S SEPTADO – provido de septos. SEPTÍFRAGA – diz-se do fruto quando a deiscência ocorre através da ruptura dos septos. SEPTO – membrana ou tabique que separa duas cavidades. como a folha do beijo-de-frade (Impatiens balsamina L.). SERRILHADO – ver serrulada. SERRULADA(O) – diz-se quando a margem de um órgão (folha) apresenta diminutos dentes dirigidos para o ápice [Fig. 349 .110B’]. fruto ou semente) que se apresenta revestida por numerosos pêlos muito finos.204K].). Ver cápsula septicida [Fig. Biserreada(o) ou duploserreada(o) – diz-se quando os dentes de uma margem serreada também estão serreados [Fig. como a folha do capim-pé-de-galinha (Eleusine indica (L.110H]. SERÍCEA ou SEDOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. Nos frutos os septos são formados por carpelos.) Gaertn. SEPTICIDA – diz-se do fruto quando a deiscência ocorre ao longo do septo. geralmente curtos. Ver cápsula septífraga [Fig.70. 71]. macios ao tato. SERREADA(O) – diz-se da margem de uma folha que apresenta aguçados dentes dirigidos para cima [Fig.110B].73].

– Ruscaceae) que se enraiza.16F]. pedicelo. com bordos que podem ou não chegar até a carena da pálea fértil (pf) e encobrir ou não a margem escariosa. eixo hipocótilo-radícula elevado e radícula geralmente se prolongando para além da base da cariopse. a inferior muito mais curta do que o antécio fértil (cerca de ⅓) e a superior (gls) de um pouco mais curta até quase do mesmo tamanho do antécio fértil. – espiguetas bifloras.ventral. que caem com a espigueta. A unidade-semente pode ser uma espigueta inteira. como a folha da espada-de-São-Jorge (Sansevieria thyrsiflora Thunb. múticas. lisa e lustrosa da pálea.dorsal. pedúnculo ou filete. mas geralmente é o antécio fértil sem as glumas e a lema estéril.espigueta: A. algumas vezes apiculada. subestendidas por uma ou mais cerdas (antrorsas ou retrorso-escabrosas) e que formam um invólucro.315]. com rugosidade transversal mais ou menos conspícua. lema fértil (lf) mais ou menos convexa. 350 . com área do embrião ocupando cerca de ¾ do comprimento da cariopse.ventral. envolvendo a pálea estéril bicarenada e hialina. fruto ou semente) termina gradualmente em uma ponta muito fina e aguda [Fig. Setaria sp. raramente lisa. glumas membranáceas. antécio fértil: B. ou a cariopse nua. lema estéril glumiforme. agudas ou afilando para um apículo endurecido. cariopse plano-convexa. mácula hilar punctiforme [Fig. espigueta inferior estéril ou masculina (estaminada) e a superior hermafrodita. elípticas. as espiguetas se desarticulam abaixo das glumas e as cerdas ficam presas no ráquis. tão longa quanto o antécio fértil coriáceo. SETOSO(A) – diz-se quando o ápice de um órgão (folha. FIGURA 315 – Setaria sp. C. ou de um outro órgão vegetal quando está desprovido de haste. com aréola hipocrepiforme perto da base da lema.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SÉSSIL – diz-se das espiquetas. deprimida e mais clara. . ovaladas ou lanceoladas.

A unidade-semente é o carpídio.f.4mm de comprimento por 2. ápice com dois apêndices reduzidos a cornículos (0.0mm de comprimento (exceto aristas) por 1. com 2. acerba Benth. com 351 .) Barneby (= M. trígona. ápice raramente mútico. lado dorso convexo e ventral carenado. que pode estar revestida por numerosos pêlos.5-)3.vista externa. bordos angulosos ou arredondados. B.vista interna.0mm nas faces e 1. preso no lóbulo radicular. de deiscência parcial. cálice persistente. trígona-globosa ou trígona-cordiforme. – carpídio trígono. aristas com (1. mais ou menos reduzida e que permite a expulsão da semente. Sida sp. carpídio trígono ou trígono-globoso e lateralmente comprimido. com funículo liguliforme preto. como no sacelo de Mimosa doleus Vell.5mm).Fig.27.8mm) FIGURA 316 – Sicônio de figo: A. SICÔNIO – fruto múltiplo proveniente de uma inflorescência. – esquizocarpo globoso.S Têrmo também usado quando a supérficie de um órgão (folha. que o divide em duas faces.0mm de diâmetro.3-0. fruto ou semente) se apresenta revestida por cerdas ou setas [Fig. hilo apical côncavo ou às vezes levemente convexo.5-5.51. .3-0.8-2.0mm) com pêlos antrorsos ou retrorsos. ou aristas apicais ou subapicais (1. com columela cilíndrica. em que há um receptáculo suculento em forma de urna com poro apical.8mm no dorso.5-)2.0mm de comprimento. e com fenda hilar estreita e transversal [Fig. subgloboso ou obovóide. fruto típico das figueiras (Ficus).5-4. por fenda apical.298).204J]. com (2.316]. ou em forma de taça. Sida carpinifolia L. ou rostros (0. com lado dorso convexo e ventral carenado. acerba (Benth. semente apicalmente pêndula. subsp. sempre com flores diclinas no interior [Fig.82]. com 5-12 carpídios (depende da espécie) unisseminados.

Sida santaremnensis H. 352 . com 2.0-3.7mm de comprimento.82E]. Sida spinosa L. – carpídio obovóide.2-2.7-1.2-)1.0mm nas faceas e no dorso.0-1.3-1. com diminutos pêlos alvo-translúcidos e caducos com o manuseio [Fig. alvo-translúcidos.5mm de comprimento (exceto aristas) por 2. com 2.8mm de comprimento. com sulco oblíquo [Fig.8mm no dorso.5-2. – carpídio trígono.D].0mm de comprimento.0mm nas faceas e 1.5mm de comprimento. – carpídio trígono. alvo-translúcidos e caducos com o manuseio [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA diminutos pêlos estrelados.3-0.82F]. FIGURA 317 – Silícola de Capsella bursa pastoris.4mm nas faceas e (1.5mm de comprimento.0(-2.6)mm no dorso.5(-1.5-2. com 3.7-1. Sida rhombifolia L.3-1. Monteiro – carpídio trígono.3-)0.2-1.3mm nas faceas e 1. alvo-translúcidos e retorsos [Fig. Sida cordifolia L. Sida linifolia Cav. aristas com 0.82C]. aristas divaricadas com (1.8-2. com 2.0)1.0mm de comprimento (exceto aristas) por (1. ascendentes e caducos com o manuseio [Fig.0-)1. cornículos obtusos com (0. com pêlos estrelados.82B].5mm de comprimento (exceto cornículos) por 1. aristas divergente com 2.8mm de comprimento (exceto aristas) por 2.8-3. alvo-translúcido e muito caducos com o manuseio [Fig. cornículos com 0.2-1.8-3.4-0.3-2. com densos pêlos simples. com 2.82A].5mm no dorso. – carpídio trígono.2mm no dorso.0mm de comprimento (exceto cornículos) por 2.2)mm nas faceas e 1. com longos pêlos simples.

5(4.L. com superfície de coloração castanho-avermelhada-escura ou de cinzaescura a preta. F. campestre. Sillene gallica L. geralmente com estilete (est) apical (± longo). como o pleurograma de Senna obtusifolia (Fabaceae-Caesalpinoideae . com deiscência na sutura mediana.59B].2)mm de comprimento por FIGURA 318 – Silícolas: A-B. B. o qual permanece ligado ao pedúnculo (pd) após a deiscência.Fig.Thlaspi arvense. draba. finos.0)mm de largura. envolta pelo cálice curtopiloso. não dispostos em padrões definidos. C. virginicum. 318.L.0mm de diâmetro ou com 0. sativum. SILÍCOLA ou SILÍCULA – síliqua muito curta e duas a quatro vezes mais FIGURA 319 – Silícolas: A.305E]. larga do que longa. ruderale. D. inconspícuos e compactos. bordo arredondado e interrompido por pequeno entalhe.deiscente. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central.274A).Neslia paniculata. C.Fig. duro e esbranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig. – cápsula denteada cônica [Fig. E. embrião com curvatura de quase 360º.0-3.Lepidium ruderale. farináceo. com eixo hipocótilo-radícula pouco menos da ½ do comprimento total do embrião e cotilédones elípticos. com 1.L. fruto: A.L.5-0. com placas alongadas e estreitas na porção rebaixada da face e com tubérculos curto-rombudos.fechado e B. largo-ovalada em seção longitudinal e transverso-oblonga em seção transversal. o hilo. semente reniforme.8-1. 353 . 0.8mm de largura. na porção periférica convexa na face e no bordo da semente.L. As características morfológicas das silícolas são uteis na separação de espécies. faces levemente convexas. ao longo do replum (rep). placas alongadas ao redor do entalhe hilar ausentes. como em (Brassicaceae =Cruciferae .Lepidium bonariense. 319). G.317. tegumento crustáceo. quase do mesmo comprimento da cápsula.S SIGMÓIDE – tem a forma da letra grega sigma (σ). comprimida. com 6-9(-12)mm de comprimento por 3.0(-1. com nervuras salientes parecendo costelas. de baixo para cima.

19A]. Sinapis e Sisymbrium (Brassicaceae =Cruciferae Fig. Cardamine.) Medik.) DC. bilocular. com ápice levemente emarginado e com mais de uma semente por valva em Capsella bursa-pastoris (L.) Desv. emarginado e geralmente com estilete persistente em Lepidium ruderale L.. [Fig.. C-D. com ápice estreito-alado. 319G].320). Eruca. em Thlaspi arvense L. B. FIGURA 321– Síliqua lomentácea de Raphanus raphanistrum (A-A’-A’’) e R. SÍLIQUA – fruto simples.ro) apical persistente. ou globosa e apiculada em Neslia paniculata (L. ocorre em Barbarea. Síliqua indeiscente e rostrada – ocorre em Rapistrum.início da deisceência. disposto alternadamente na planta. Hirschfeldia. bicarpelar.317]. em Lepidium virginicum L.) L.319D]. deiscente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA como: silícola globosa. Eruca e Sinapis. 354 .deiscente. Raphanus. Descurainia. [Fig. muito comprimida. truncada ou emarginada no ápice e com quatro sementes em Alyssum alyssoides (L. Erysimum. da base ao ápice.318C]. Cleome (Capparaceae =Capparidaceae). sativus (B). ou oblongo-cordada-triangular ou em forma de bolsa de pastor antiga. Síliqua deiscente e rostrada – ocorre em Brassica. [Fig. Hesperis. FIGURA 320 – Síliqua de BRASSICACEAE: A. Brassica. Malcomia.fechada. as placentas marginais são espessadas e os bordos dos carpelos constituem o replo (rep . mais longo do que largo e geralmente com estilete (rostro . [Fig. na maturação se separa por deiscência septífraga em duas valvas (va). [Fig. ou largo-cordada e um pouco alada somente na parte superior em Thlaspi perfoliatum L. ou orbicular. ápice estreito-alado e largo-emarginada. onde se inserem as sementes (s). seco. Rorippa.replum). [Fig. ou orbicularachatada e largo-alada em toda margem. ou piriformeinflada e com mais de uma semente por valva em Camelina.. ou ovada. Diplotaxis muralis (L.319F] e ápice não alado em Lepidium bonariense L. com uma semente em cada valva (va).

alternando profundas concavidades com convexidades [Fig.321B]. SISTEMÁTICA – o mesmo que taxonomia. Síliqua lomentácea – fruto indeiscente. como em Rapistrum rugosum (L.ou bisseminados. ou mais lóculos (lo) e cavidade central cheia de polpa carnosa (de 355 . formada por dois ou mais artículos (segm – segmentos) superpostos. Rapistrum rugosum (L. Rorippa e Sisymbium. constricções ± acentuadas. uni.). axilar e parietal.321 A-A’-A’’] e R. dependendo da variedade. 322].110F. com dois FIGURA 324 – Sinuado. [Fig. com bordos sinuados. portanto em posição oposta as antípodas (an) [Fig.S Síliqua não rostrada – ocorre em Cardamine. como as folhas do carvalho (Quercus robur L. raphanistrum a síliqua lomentácea pode apresentar formas diferentes e FIGURA 322 – Síliqua lomentácea (A-B inteira.seção transversal) de Rapistrum rugosum.323]. C. SOLANÍDIO – fruto bacóide. [Fig. originado de um ovário simples ou composto. que apresenta concrescimento dos carpelos [Fig. a porção apical é estéril. 297].. Rapahanus raphanistrum L. carnoso.) All. sativus L. ocorre em Coronopus. Ver axial. do gineceu. FIGURA 323 – Sincárpico. indeiscente.diz-se da folha que apresenta margens desiguais. Em certos gêneros. SINÉRGIDA – no óvulo das Angiospermas é cada uma das duas células (si) que acompanham a oosfera (o) e se encontram na porção apical do saco embrionário (sa). SINUADA(O) . etc. 323].322]. arredondados. multisseminado.) All. Em R. [Fig.171A. com pericarpo carnoso. SINCÁRPICO – diz-se da flor. [Fig.

dorsiventralmente comprimida. Solanum (Solanaceae [Fig. cariopse obovóide. com lobos apicais maiores e com a margem superior terminando em ponta aguda. a coloração das glumas e a presença ou ausência de pubescência varia com a espécie e a variedade. a outra séssil e perfeita (hermafrodita). mente com arista geniculada. Cfruto de Physalis sp. lanceoladas ou elípticas. com curtos pêlos no lado dorsal. mais lustrosa no lado ventral. espigueta séssil terminal com 2 espiguetas pediceladas. ocorre em três pontos: na base da espigueta séssil fértil. 328. 356 . a desarticulação das espiguetas. ápice com agudo espinho (rostro – ro) alongado (estilete persistente) e no centro o núcleo seminífero (nse). pode ser por abcisão ou por ruptura. espigueta com duas glumas coriáceas ou crustáceas. geral- FIGURA 326 – Solanídio: Solanum americanum: A. Lycopersicon [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA origem placentar). ou em várias formas cultivadas ultrapassando as glumas [Fig. – espiguetas aos pares. Sorghum sp. – aquênio muito comprimido.326]). superfície lisa. ciliada. é um caráter fundamental para separar espécies. 325].fruto. Psidium (Myrtaceae). inclusa. 329].corte transversal. como nos gêneros Capsicum. Physallis. lobos basais retrorso-divergentes. A unidade-semente é o aquênio alado. Usado incorretamente como sinônimo o termo genérico ‘baga’. 2-dentada.327. antécio fértil com lema hialina.) Less. com uma pedicelada e estéril ou estaminado.18B]. na extremidade do segmento da ráquila e no pedicelo da espigueta estéril. B. Soliva pterosperma (Juss. FIGURA 325 – Solanídio de tomate (seção transversal). com núcleo seminífero obovado ou elíptico-obovado e circundado pela ala bilobada. A unidade-semente é a espigueta séssil (2 glumas + lema e pálea) + segemento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua. no ápice e na base do espinho [Fig.

embrião semelhante ao de S. Xalmum.S. Cariopse apenas ligeiramente mais curta do que as glumas. presente acima da extremidade da plúmula [Fig. 329A].S.327B.S.S. Xalmum e C. Cariopse obovada. 357 . no segundo (por ruptura) o calo é inconspícuo e ápice do pedicelo não expandido em forma de disco [Fig. assim a espigueta apresenta ponta curta e mais larga em direção ao ápice do que a de S. halepense. margem bem delimitada e geralmente castanho-amarelada. com ápice e base obtusos. em vista lateral a espessura é bem uniforme. sudanense. com extremidades arredondadas e superfície finamente estriada. halepense pelo tamanho. FIGURA 327 – Sorghum (antécio fértil lado ventral): A. com área escutelar oval-arredondada que se afila em direção a uma base pontuda.S. às vezes com fina alça. 329A]. eixo hipocótilo-radícula com friso espesso ao longo de todo seu comprimento. FIGURA 328– Sorghum (cariopse lado ventral): A. B.S. sudanense. Xalmum e C. castanho-avermelhada-clara. No primeiro (por abcisão) base da espigueta com calo conspícuo e ápice do pedicelo expandido em forma de disco. halepense. A unidade-semente é a espigueta séssil + segmento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua. Espigueta com alguns antécios se desarticulando por abcisão e outros por ruptura [Fig.327B].S Sorghum Xalmum Parodi – a espigueta nem sempre pode ser diferenciada da espigueta de S.327B. 328B. B. halepense.

) Pers.327C]. que se afila em direção a uma base pontuda e com margem bem delimitada. calo inconspícuo na base e ápice do pedicelo não expandido em forma de disco [Fig. to. calo conspícuo na base e ápice do pedicelo expandido em forma de disco [Fig. 329B]. Glumas com 4.5mm de comprimento por 1. mais largas próximas a região mediana e se afilam gradativamente em direção ao ápice e à base.5-2. assim. semelhante ao de Sorghum Xalmum. com área escutelar oval-arredondada. todas as partes se desarticulam por ruptura e.327A. nitidamente mais curta do que as glumas e espigueta com ponta longa. em vista lateral mais larga na região mediana e com os lados ventral e dorsal curvadas e extremidades achatadas dorsi- 358 .327A. subagudas. A forma característica e o tamanho grande das espiguetas distinguem essa espécie de S. espiguetas pediceladas geralmente persistentes. Cariopse elíptico-arredondada. 329B]. castanho-avermelhada-escura e área escutelar castanho mais clara. com extremidades arredondadas e superfície finamente estriada. 328A. com 6mm de comprimenFIGURA 329 – Sorghum Xalmum (A) e Sorghum halepense (B): antécio fértil lado ventral. assim. Xalmum e S. Cariopse obovada. A unidade-semente é a espigueta séssil + segmento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua. halepense [Fig. em vista lateral com espessura uniforme.327B-C]. embrião. Sorghum sudanense (Piper) Stapf – espiguetas sésseis de elípticolanceoladas a lanceoladas. – a espigueta nem sempre pode ser diferenciada da de S.0mm de largura. se afila gradativamente para o ápice e a base arredondados. eixo hipocótilo-radícula com um friso espesso ao longo de todo seu comprimento. Cariopse geralmente. Na espigueta todas as partes do antécio se desarticulam por abcisão e. presente acima da extremidade da plúmula [Fig. com ápice e base obtusos.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Sorghum halepense (L. às vezes com fina alça. Xalmum pelo tamanho.

semente lenticularglobosa. de amarelado a pardo-lustroso.5-3. de coloração preta a preto-acinzentada.5)mm de diâmetro por (0. halepense [Fig. com (2.S ventralmente. com estreita ala circular. Spergula arvensis L. com deiscência por cinco valvas.6-) 3. sudanense pode ser facilmente diferênciada de S. pericarpo glabro. opostas as sépalas.138G]. sp. embrião. irregularmente distribuídas. circinado [Fig. com 1. glabras ou esparso-piloso externamente.8-)1. multisseminada (5-25).3(-1. de coloração amarelada a catanho-clara e interrompida na porção basal por pequeno entalhe.327C.0(-5. o hilo. com área escutelar inconspicuamente delimitada.2-4. 359 . almum. bordo acuminado. com superfície opaca. A cariopse de S. lados fortemente convexos. com eixo hipocótilo-radícula menos da ½ do comprimento total do embrião. com cotilédones estreito-elípticos. embrião periférico. farináceo. caducas pelo manuseio. A unidade-semente é a espigueta séssil + segmento da ráquila + pedicelo ou a cariopse nua. duro e esbranquiçado quando seco ou translúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig. – cápsula loculicida de globosa a ovóide. Xalmum e S. de coloração esbranquiçada a castanho-amarelada e.0)mm de comprimento (ou diâmetro) por 2.0mm de largura. tegumento crustáceo. com pequenas verrugas e finas papilas. + longo ou tão longo quanto o comprimento do fruto. superfície não estriada e coloração igual a de S. – abreviatura do latim species (espécie). 328C]. orbicular em seção longitudinal e oblata em seção transversal. frequentemente. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central.1mm de espessura. eixo hipocótilo-radícula achatado no ápice e na base termina com duas estrias em relevo.0-1. envolta pelo cálice (cinco sépalas).305G]. com fina linha saliente em forma de alça geralmente presente acima da extremidade da plúmula.0-1.

Stachytarpheta cayennensis (L.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA spp. tão longo ou menos longo do que o comprimento do fruto.6-1. – abreviatura do latim species+p (espécies) adicional indicando plural.) Vill.5-7.3)mm de comprimento por (0. de esverdeado a amarelado-lustroso. plano- convexo.0mm de comprimento por (3.0-5. conspícuos e FIGURA 330 – Spinacia oleracea (perigônio): A. pode aparecer unido a outra metade e envoltos pelo cálice. menores.ssp.ssp.7-1. spinosa) e sem espinhos (ssp. retículos miudamente reticulados (30X). com cinco costelas longitudinais anastomosadas no ápice. às vezes. – cápsula loculicida ovalada. Spinacia oleracea L.6-4.7-0. de suborbicular a largo-ovalada em seção longitudinal. – perigônio formado pelo invólucro-de-brácteas endurescidas e concrescidas até o ápice e que envolvem a núcula ápice com dois espinhos (ssp.75B-B’]. com 0. inermis) [Fig. com (5. preto (maduro) ou avermelhado (imaturo). multisseminada (4-6 sementes deitadas horizontalmente).8mm de espessura.1(-4. formando retículos irregulares.) – carcerulídio oblongo. com ápice mucronado e base reta. lado dorsal convexo.0-)6. com depressão reniforme e transverso-elíptica em seção transversal. semente irregularmente lenticular. unisseminado.) Vahl (=Stachytarpheta polyura (Schauer) DC. A unidade -semente é o carcerulídio. B.4mm de largura e 0. interespaços mais profundos na metade superior e retículos incospícuos na porção basal.9-)1. linha longitudinal de sutura entre os dois carcerulídios castanho-avermelhada ou castanho-amarelada [Fig.0mm de largura com deiscência por seis valvas.0-4. pericarpo glabro. Stellaria media (L. A unidade-semente é o invólucro de brácteas + núcula.3mm de comprimento por 360 .330]. spinosa.2-1. envolta pelo cálice (cinco sépalas) curto-piloso externamente. com 3. unilocular.C. Rich. lado ventral plano e totalmente revestido por minúsculas papilas achatadas e esbranquiçadas.4mm de diâmetro ou com 0. inermis. de fosco a levemente lustroso.

lustrosa. A parte aérea. com superfície glabra. quase inconspícuo. SUBAPICAL – quase no ápice. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central. parte subterrânea perene e geralmente mais vigorosa.7-1. SUBARBUSTIVO – semelhante a um arbusto. embora lignificada.4mm de largura e 0. é anual e se refaz na época favorável ao crescimento. SUBCAUDADO – quando o ápice e a base são quase caudados. com 1-2 sulcos pouco conspícuo que correm do hilo para o centro da semente. Planta baixa. SUBCAMPANULADO – de forma imperfeitamente campanulada. SUBCARENADO – com ângulo quase em forma de carena. 361 . hipocrepeiforme ou com uma curvatura de + de 360º (quando o ápice dos cotilédones se sobrepõem ligeiramente a ponta da radícula). bordo arredondado e interrompido lateramente por pequeno entalhe do hilo. embrião periférico. curvado.6mm de espessura. farináceo. SUB-BASILAR – quase na base. SUBARBUSTO – diz-se do vegetal que está entre erva e arbusto. de coloração preta ou preto-acinzentada.4-0. SUBCARTILAGINOSO – quando a textura é quase cartilaginosa. duro e esbranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig.S 0.305J]. com lados convexos. cotilédones elípticos com ápice arredondado ou obtuso. característica da vegetação campestre e anualmente submetida a uma estação seca. tegumento crustáceo.

SUBTRUNCADO – terminando quase abruptamente. designada pelo acréscimo da terminação oideae ao radical do gênero considerado seu tipo. Mimosa é o gênero tipo da subfamília Mimosoideae. SUBCORIÁCEO – com textura entre o membranáceo e o coriáceo. como na crista-de-galo (Amaranthus tricolor L. SUBLENHOSO – diz-se quando um caule é lenhoso na base e tenro (não lenhificado) no ápice. Agrostis é o gênero tipo da subfamília Agrostoideae. SUBCORDADO – com tendência ao contorno de coração. SUBGLABRO – diz-se da superfície que é quase glabra.). Ex: Caesalpinia é o gênero tipo da subfamília Caesalpinoideae. SUBRENIFORME – quase reniforme. SUBTERMINAL – muito próximo da extremidade. SUBCORDIFORME – quase cordiforme. que compreende um grupo de gêneros afins. SUBESPÉCIE – em taxonomia: táxon de nível hierárquico inferior à espécie. elíptico ou ovóide com leve depressão lateral. quase terminal. SUBTERRÂNEO – que fica abaixo da superfície do solo. SUBFAMÍLIA – divisão da família. 362 .GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA SUBCLAVADO – quando a forma é quase em clave. SUBTERETE – quase cilíndrico.

Ver cápsula loculicida [Fig. fruto ou semente) tem contorno de sovela (agulha de sapateiro). – abreviatura do latim subspecies. aplica-se àquela cuja extremidade está dirigida para o ápice do fruto. No caso de radícula (súpera). como os bordos concrescentes de um ou mais carpelos. até terminar em ponta fina [Fig. SUTURAL – diz-se do ovário ou fruto quando a deiscência ocorre ao longo da sutura.S SUBULADO(A) – diz-se quando um órgão (folha.330]. unido ao receptáculo apenas pela base. maturação [Fig. SULCADA – diz-se da superfície de um órgão (folha.62. SUTURA – linha. num legume corresponde a linha pela qual o fruto se abre na FIGURA 331 – Sutural: semente.177]. que resulta da fusão de partes contíguas. subsp. mais ou menos conspícua. como nos carpídios das Apiaceae (=Umbelliferae). como a folha de Ulex europaeus L. com estreitamento em direção ao ápice. SUPERFICIAL – sobre ou que cresce sobre a superfície do solo SÚPERO – diz-se do ovário livre.103K]. os óvulos e as sementes se inserem na sutura [Fig.295G]. isto é. como a haste de Conium sp. Ver ínfero. SUCULENTO(A) – carnosa e cheia de suco.64]. 363 . fruto ou semente) que se apresenta marcada por canais longitudinais [Fig.63. os outros verticílos florais estão inseridos abaixo do ovário.

364 .

.

unilocular.305M].0) mm de diâmetro ou 4. o mesmo que receptáculo.0-1. encoberto pelo funículo brancohialino.0(-4. patens L. deve-se dizer falsos septos ou tabiques.9-)1.. endosperma reduzido a fina película em torno da ponta da radícula e perisperma central. o hilo.8-1. 366 .5-3. tegumento crustáceo. duro e esbranquiçado quando seco ou taranslúcido e mucilaginoso depois de hidratado [Fig. achatados e dispostos mais ou menos simetricamente em linhas concêntricas a partir do hilo (30X).5mm de espessura. patens (L. de coloração castanho-avermelhada (imatura) e preta (madura).0mm de largura. eixo hipocótilo-radícula cerca da ½ do comprimento total do embrião e cotilédones elípticos de ápice obtuso. em geral alargada. com superfície lustrosa. curvo e aneliforme.) Gaertn. TÁLAMO – porção axial. com desiscência por três valvas membranáceas. onde se inseserem os diversos verticílios de uma flor. multisseminada (20).5-5. lados convexos. com (2.0-)3. de coloração amarelo-esverdeada ou de amarelada a vermelho-alaranjada ou parda e envolta pelo cálice. com curvatura de + de 360º. com sulco mais ou menos inconspícuo que corre do hilo ao centro da semente. bordo arredondado e interrompido na porção lateral-basal por pequeno entalhe ovalado.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA TABIQUE – num fruto. T.1mm de comprimento por 0.) Willd. embrião periférico. (=T. farináceo. pericarpo crustáceo. os verdadeiros tabiques ou septos são de natureza carpelar e quando não o são. Talinum paniculatum (Jacq. semente de lenticular a reniforme. glabra.0mm de comprimento por 2.) – cápsula septifraga de globosa a ovóide.3-0.0mm de largura e 0. de suborbicular ou orbicular a largo-obovada em contorno. ornamentada com finos tubérculos alongados. com (0. às vezes lisa.

12]. TECIDO NUTRITIVO ou TECIDO DE RESERVA – independentemente de sua origem. que são os microsporângios. TECA – parte da antera [Fig. espécie. que acumulam reservas.T TAXA – é o plural de táxon.13A-sc]. TAXONÔMICO – em taxonomia: palavra que designa um táxon. que serve para transportar água e sais minerais através do corpo da plântula e/ ou planta. o mesmo que sistemática. 367 . TECIDO ESSENCIAL – são os meristemas e todos as estruturas conhecidas como necessárias ao desenvolvimento normal da plântula. etc. TAXONOMIA – ciência que se ocupa da classificação dos seres vivos. TECIDO CONDUTOR – conjunto de células de origem comum. perisperma e tecidos gametófitos. pode ser gênero. TÁXON – qualquer unidade taxonômica. cada uma geralmente formada por duas cavidades as lojas ou sacos polínicos [Fig. geralmente em número de duas. sem especificação da categoria (do nível hierárquico). como o endosperma. TECIDO GAMETOFÍTICO ou GAMETÓFITO – tecido nutritivo que ocorre no interior das sementes de Coníferas (GIMNOSPERMAS) e tem função semelhante a do endosperma nas Angiospermas. o termo é utilizado para indicar qualquer tecido de reserva de alimentos do embrião.

[Fig. originado de um ovário súpero. e a mais alta por oito horas. quando o óvulo tem originalmente dois integumentos (primina ou intina . como em Annonaceae e em Triplaris surinamensis Cham. pouco espessado. carnoso. envoltas por tecido vermelho ou alaranjado. como nos gêneros Clavija e Jacquinia (Theophrastaceae . Ex: sementes de Amaranthaceae. TEMPERATURA ALTERNADA – quando no teste de germinação a FIGURA 332 – Teofrastídio: A. indeiscente. (1999) propõem para designar o fruto globoso. no período noturno.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA TÉGME ou TÉGMEN – tegumento interno da semente. com placentação central livre. (1999).332]. no período diurno.in e secundina ou exina . TÉPALA – cada um dos segmentos do perigônio (prg). do perianto onde não se destingue o cálice da corola. cerca 5-10 sementes. não variando mais do que 1%. temperatura mais baixa é mantida durante 16 horas. 368 . Chenopodiaceae e Fabaceae (=Leguminosae). Fonte: Barroso et al. TEMPERATURA CONSTANTE – quando no teste de germinação uma determinada temperatura é a mesma durante todo o período. B. O tegumento pode apresentar invaginações trans- versais internas (ver endosperma ruminado e nucela).ex). Brassicaceae (=Cruciferae). TEOFRASTÍDIO – nome que BARROSO et al.Clavija sp.Jacquinia sp. TEGUMENTO – é a estrutura externa que envolve a semente e protege o embrião e o endosperma.149] (Polygonaceae).. a não ser pela sua posição relativa. é constituído por camadas celulares originárias dos integumentos do óvulo. isto é.Fig.

nuculânio. Tetragonia tetragonoides (Pall. TOMENTO – diz-se da superfície de um órgão com pubescência densa e lanosa (camada de pêlos semelhantes a lã). castanho-violeta. – com silícola de sub-orbicular a orbicular-achatada. largo-alada em toda margem. fruto ou semente) que se apresenta revestida por tomento. TERETIFORME ou CILÍNDRICO – que tem forma de cilíndrico [Fig. ápice largo-emarginado e estilete persistente. FIGURA 333 – Tetragonia tetragonoides . livres entre si.T TESTA – é o tegumento externo da semente. com 1.319G].7-2. TIPO – amostra herborizada de uma planta que caracteriza o táxon.333].) Kuntze – nuculânio com quatro pirênios lenhosos. A unidade-semente é a silícola e a semente. unisseminados e no ápice se apresenta coroado pelo cálice acrescente. 369 . quando o óvulo tem originalmente dois integumentos (primina e secundina). muito rígidos e entrelaçados.101M]. com testa lustrosa e estriada longitudinalmente [Fig. curtos pêlos densos. TOMENTOSA – diz-se da superfície de um órgão (folha. O têrmo só pode ser usado como sinônimo de tegumento quando a semente apresenta uma única camada (tégmen ausente) e portanto se originou da primina do óvulo.0mm de comprimento por menos de 0. sementes piriformes e pêndulas. cada face com 6-costelas concêntricas que acompanham o contorno da semente [Fig. de maneira que são sensivelmente perceptíveis ao tato [Fig. A unidade-semente é o nuculânio. Thlaspi arvense L.204L]. com 4-5 sépalas providas de cornículos apicais.7mm de largura. semente ovada.

) DC.5mm de largura (com espinhos) e cerca de 1. – carpídios heterocarpos ovados.) Gaertn.334E]. cilíndrico.227C].0mm (sem espinhos) ou 2.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Torilis nodosa (L. TRANSLÚCIDO – que transmite a luz. lado da comissura (ou ventral) com profundo sulco longitudinal. no cremocarpo da perifería da umbela .0mm de espessura.carpídio externo com espinhos retos e carpídio interno com tubérculos rugosos. A unidade-semente é o cremocarpo ou o carpídio. [Fig. TORULOSO – diz-se do fruto alongado. mas não é completamente transparente. assimétricos. Transverso-elíptico – [Fig. eixo transversal. 370 .os dois carpídios com tubérculosrugosos [Fig.0-2. com 5 finas costelas longitudinais e interespaços com longos e densos espinhos retos ou com curtos e rugosos tubérculos cilíndricos. desigual na superfície [Fig. Fruto toruloso – como os lomentos de Desmodium tortuosum (Sw.101P] e muito semelhante ao moniliforme. TRANSVERSAL – que atravessa perpendicularmente a superfície de um órgão vegetal. lado dorsal fortemente virado para o lado ventral e assim essse lado sempre com tubérculos rugosos.109Z-Z’-Z’’-Y]. lado dorsal convexo. com 2-4mm de comprimento por cerca de 1. no cremocarpo do centro da umbela . TRANSVERSO – colocado ou dirigido de maneira transversal.

ovalado.93].T Transverso-oblongo – [Fig. lado ventral com sulco longitudinal de raso a profundo.transverso-eliptico. – nuculânio globoso. E. A unidade-semente é a cariopse. C. F. geralmente usado como sinônimo de trígono [Fig.obovado. com três ângulos agudos e com faces côncavas [Fig. indeiscente ou tardiamente deiscente. 80B. TRAPEZOIDAL – o mesmo trapezóide. TRIANGULAR – que tem forma ou contorno de triângulo. TRÍGONO – que tem três ângulos longitudinais e três lados planos [Fig. de amarelada a castanho-amarelado. os dois lados mais ou menos convexos. FIGURA 334 – Terminologia usada na descrição das sementes de Trifolium e contornos: A.100L]. D. Trifolium – terminologia usada na descrição do gênero [Fig. TRAPEZÓIDE – que tem forma de trapézio.transverso-oblongo. com 3-4mm de diâmetro (exceto as cerdas).100M-N].diagrama. Triticum aestivum (L.) Fiori et Paoletti – cariopse longo elíptico-obovado. lado dorsal. B. 3-locular e com uma sementes por lóculo. com área do embrião obovada [Fig.79B. equinado.334].334F].elíptico. ápice com tufo de pêlos. TRICOCA(O) – fruto esquizocarpáceo formado por três cocas. Ver coca. Triumfetta bartramia L. como nas Ephorbiaceae [Fig. 81B]. 371 .100L]. na extremidade mais estreita. tamanho varia com as cultivares. pericarpo castanho-claro. TRICOMA – o mesmo que pêlo.

FIGURA 335 – Tronco do cacaueiro. O tronco na maioria das árvores e arbustos das Dicotiledôneas se apresenta robusto. de 1.0-1. base afilada e ápice com um sulco funicular mais ou menos nítido. com 50-75 espinhos. de glabros a quase. TRONCO – caule lenhoso e maciço das árvores. 3-locular e com 2 sementes por lóculo. fruto ou semente) com elevações em forma de pequenas excrescências ou verrugas. 372 . com desenvolvimento maior na base e no ápice apresenta ramificações. cotiledones plicados e endosperma oleaginoso [Fig. Ver estipe e colmo. indeiscente ou tardiamente deiscente. fruto ou semente) termina como se tivesse sido cortado no plano horizontal [Fig. A unidade-semente é o nuculânio. castanho-escura.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA com densa pilosidade esbranquiçada.0-1.0(-2.203F].5) mm de comprimento por 1. – nuculânio orbicular.5mm de comprimento.5(-2. equinado. A unidade-semente é o nuculânio.16P]. com 75-100 espinhos uncinados. de 1. mais ou menos densas e globosas. pericarpo castanho-escura. provido de tubérculos [Fig. Triumfetta semitriloba Jacq. de 2-3mm de comprimento e com pêlos retorsos da base até cerca da ½ a ¼ do comprimento.243A]. com densa pubescência estrelada ou glabrescente.243B].5-2. TRUNCADO – diz-se quando o ápice ou base de um órgão (folha. TUBERCULADA – diz-se da superfície de um órgão (folha. cerca de 2mm de comprimento e com nítido sulco funicular no ápice [Fig.0)mm de largura. lenhoso. com 3-5mm de diâmetro (exceto as cerdas) e 5-7mm de diâmetro com os espinhos. como o caule do cacaueiro [Fig. semente piriforme ou ovóide-comprimida. semente piriforme.335].

TUBERCULOSO – que tem pequenos tubérculos. TÚRGIDO – ligeiramente inchado (dilatado e endurecido). penetra pelo estilete em direção ao ovário até alcançar o saco embrionário (sa) [Fig. TUBULIFORME ou TUBULOSO ou TUBULAR – que tem forma de pequeno tubo oco e dilado na extremidade. Corola tubulada TUBULOSO – em forma de tubo.em forma de cone invertido (pião).T TUBÉRCULO – caule subterrâneo. raiz tuberosa.87]. com uma contração até a ponta. oco e cilíndrico. especialmente das Angiospermas. Cálice tubuloso – como o cálice de Silene. como o fruto de algumas rosas [Fig. em vez de um só. com aspecto de tubo ou fita. TURBINADO . arredondado ou engrossado e que possui na superfície pequenos brotos ou olhos (como na batatainglesa [Fig.100C]. 373 .101Q]. como na beterraba [Fig.) ou raiz (mandioca).171-tp]. como uma tuba (trombeta) romana [Fig. 289]. TUBO POLÍNICO – protalo masculino (tp) das Espermatófitas. o mesmo que tubular. que germina no estigma. TUNICADO – coberto por multiplas camadas superpostas. batatinha e em Cyperus rotundus L.) ou caule aéreo (cará – Dioscorea bulbifera L.

374 .

.

fruto ou semente) se apresenta repentinamente curvado para trás [Fig. As unidades de dispersão podem vir acompanhadas de estruturas acessórias. nuculânio. glomérulo. antécio fértil ligado a um antécio estéril. UMBELLIFERAE – sinônimo de Apiaceae. O mesmo que diásporo. UNCIFORME – em forma de gancho. como a laranja-baía.336]. mericarpo. tal como o chapéu de alguns fungos [Fig.16H]. núcula. [Fig. tais como a semente botânica (semente verdadeira). UNCINADO – que tem ganchos (curvado para trás). UMBONADO – que tem no centro uma proeminência mamiliforme. lema e pálea). proveniente do ovário. aquênio. esquizocarpo.208C]. carpídio. UNIDADE DE DISPERSÃO – são estruturas que tem a finalidade de disseminar e dispersar as espécies. antécio fértil (cariopse envolta pelas glumelas. cremocarpo. sâmara e samarídio. mais ou menos desenvolvida e que ocorre no centro do ápice de certos frutos. cariopse. erva-doce e salsa [Fig. 376 . drupa. UMBELÍFERO – provido de umbelas. ou diz-se quando o ápice de um órgão (folha.101K].GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA UMBELA – tipo de inflorescência onde numerosas flores pedunculadas se inserem num mesmo nível do eixo principal e os pedúnculos tem um comprimento tal que elevam as flores na mesma altura da flor terminal do eixo principal. espigueta. inflorescência típica das Apiaceae (=Umbelliferae) como na cenoura. FIGURA 336 – Umbela. como os espinhos uncinados de certos frutos: invólucro-gamófilo de Xanthium strumarium L. UMBIGO – formação anômala.

Festuca. dátilo. XFestulolium.U UNIDADE-SEMENTE – em Poaceae (=Gramineae) pode ser a cariopse nua. Holcus. Chloris. O antécio fértil envolvendo a cariopse pode ou não apresentar o segmento da ráquila [Fig. Unidade-semente múltipla – unidade-semente que contém mais de uma estrutura: Em Poaceae (=Gramineae) é definida como sendo um antécio fértil com: a) mais de um antécio fértil e/ou antécio estéril aderidos. festuca). Unidade-semente simples – em Poaceae (=Gramineae) é definida como sendo um antécio fértil ligado a outro antécio fértil e/ou estéril. b) outro antécio fértil ou antécio estéril aderido. Avena. 377 . um antécio fértil (cariopse envolta pelas glumelas. Koeleria. capim-de-Rhodes. como nos gêneros Arrhenatherum. Bromus.337]. Poa. Lolium. lema e pálea). FIGURA 337 – Unidade-semente simples e Unidade-semente múltipla. Sorghum e Triticum spelta. Dactylis. c) outro antécio estéril aderido à base mais de um antécio fértil (aveia-perene.

UNISSEPTADO – que só tem um septo. O mesmo que monogérmico. UNISSEMENTADO ou UNISSEMINADO – que possui uma única semente. UNISSERRULADO – com uma fila de pequenos dentes. UNISSERIADO – disposto em uma fila. b) glomérulo que possue mais de uma semente (acelga e beterraba – Chenopodiaceae). c) drupa que possue mais de uma semente (espinafre-da-NovaZelândia – Aizoaceae) d) frutos de Tectona grandis (Verbenaceae). UNITEGUMINADO – com um só integumento ovular (do óvulo). monospermo. o mesmo que uninérveo. oligospérmico ou oligospermo. unissementado não é muito usado. UNILOCULAR – que só tem um lóculo ou cavidade. UNINÉRVEO – o mesmo que uninervado. UNILATERAL – disposto em um só lado. monospérmico. UNINERVADO – que só tem uma nervura.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Em outras famílias botânicas: a) cremocarpos unidos não separados em espécies de Apiaceae (=Umbelliferae). 378 .

56. Ver Carex sororia Kunth e perigínio. na deiscência transversal de um fruto [Fig. como as folhas de Urtica urens L. quando em contato com a pele (quando tocados) [Fig. coriácea. ocorre em Carex (Cyperaceae) [Fig. 57]. em forma de urna. com abertura apical ou subapical e que envolvem uma núcula de textura paleácea. fruto ou semente) que se apresenta revestida por duros pêlos de ponta aguda e que produzem irritação como queimaduras. URTICANTE – diz-se da superfície de um órgão (folha. com longo tubo bojudo (maior diâmetro na região mediana do que nas extremidades . que permanece presa no pedúnculo. URNA – parte inferior de um fruto (cápsula). com características de prófilo (OLIVEIRA. citado por GROTH.101E) e limbo pouco desenvolvido e ereto.U URCEOLADO(A) – diz-se principalmente do cálice gamossépalo ou da corola gamopétala. ápice com rostro de comprimento variável. dando passagem aos estigmas. Ver cápsula circuncisa. UTRÍCULO – resulta da soldadura dos bordos de uma gluma secundária FIGURA 338 – Utrículo de Carex sororia.). 379 . oco e chanfrado. 1979.204M]. 1984).Fig. mais raramente membranácea ou suberosa. como a corola de mirtilo (Vaccinium myrtillus L. saciforme. as glumas formam uma estrutura fechada. base arredondada ou estipiforme. ovóide-comprimida.338]. (bráctea).

380 .

.

71. em geral deiscente. Behuria parvifolia. Acisanthera alsinaefolia (DC. VALVA – cada uma das porções (va) de certos frutos (cápsulas e síliqua) em que se separam na maturação [Fig. 109-M-N-val]. Salpinga secunda. como de Acanthella conferta. que ocorre em algumas espécies de Melastomataceae. que fica entre as costelas (linhas em relevo) dos carpídios das Apiaceae (=Umbelliferae) [Fig.) Triana. 73].62. e Tibouchina fothergilla [Fig. fruto seco. VARIEGADO – que apresenta variegação. – abreviatura do latim varietas (variedade). VARIEGAÇÃO – diz-se da superfície que apresenta manchas de colorações diferentes. com várias sementes. var. 382 . alongado. Pterogastra divaricata.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA VAGEM – denominação genérica para legume. 63. Comolia sertularia.83val. VARIEDADE – táxon de nível hierárquico inferior à espécie e subespécie. Tibouchina sp. comum nas Fabaceae (=Leguminosae).339]. nas quais a deiscência é loculicida e pode ou não ser acompanhada de deiscência septífraga.67. 72. irregularmente manchado. Aciotis sp. VALÉCULA – sulco (val) mais ou menos profundo. pela queda das lacínias do calíce.. O fruto pode estar totalmente incluso ou com região apical exposta. VELATÍDIO – fruto capsulídio. atinge apenas a parede do pericarpo (parede ovariana) e deixa o hipanto inteiro.

fruto ou semente) que se apresenta revestida por longos pêlos muito finos.Tibouchina fothergilla. com (1. VENTRAL – é a frente da semente. Fonte: Barroso et al. reto ou levemente curvado longitudinalmente.6-0. ápice do lado dorsal mais ou me- 383 .5-)0.Tibouchina sp.velatídio com tubo do hipanto parcialmente removido. C.Behuria parvifolia.velatídio íntegro. ápice e base arredondados. lado voltado para a parte interna do fruto.Acisanthera alsinaefolia. F. B. – carcerulídio em forma de bastonete-alongado.6)mm de espessura.Pterogastra divaricata..V FIGURA 339 – Velatídios de MELASTOMATACEAE: A.Comolia sertularia.4-)(0. B-C-E-D-H-I-K. G-HSalpinga secunda. que dão ao tato a sensação proporcionada pelo veludo [Fig.7mm de largura e (0.6-1.Acanthella conferta. com textura de veludo.Aciotis sp.5-0.9(-2. Verbena bonariensis L. A-F-G-J. (1999). I. J-K.0)mm de comprimento por (0. mostrando o fruto deiscente. VELUTINO – diz-se da superfície de um órgão (folha..204N]. D. E. densos. curtos.5-)1. eretos e macios.

provido de verrugas. mais ou menos pronunciada (dependendo se 2 ou 4 carcerulídios se formaram juntos). mais ou menos anastomosadas no ápice.175B]. lado ventral totalmente revestido por minúsculas papilas esbranquiçadas. com quatro costelas longitudinais. formando um verticílio foliar [Fig. pequena protuberância rugosa. miudamente reticulado (30X . inclusive na carena [Fig. com lado dorsal castanho-avermelhado. ou outras estruturas que se inserem em círculo (no mesmo nó) ao redor de um eixo. de fosco a levemente lustroso. fruto ou semente) que apresenta saliências em forma de verrugas. arredondada e dura. área hilar basal-ventral. oblíqua e com inserção branca. VENTROLATERAL – que vai dos lados à face ventral. pericarpo glabro. VERRUGA – pequena elevação superficial.75A-A’]. VERRUCOSO(A) – diz-se da superfície de um órgão (folha. 384 . VERRUCIFORME – em forma de verruga. que a divide em duas faces planas ou uma plana e outra convexa (dependendo se 2 ou 4 carcerulídios se formaram juntos). lado dorsal convexo e ventral com carena obtusa. – Apocynaceae).com malhas do retículo mais claras). A unidade-semente é o carcerulidio.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA nos encurvado para o lado ventral. bordos agudos. VERTICILADA(O) – com três ou mais folhas. ± globosa e dura. VENTRODORSAL – que vai da face dorsal à ventral. VENTRICOSO – dilatado ou entumescido em sua porção mediana. formando retículos irregulares no terço apical e interespaços alongados no restante. como na espirradeira (Nerium oleander L.

chalaza brilhante. Vicia sp.V VERTICÍLIO – conjunto de peças florais (cálice. paralelo ao comprimento da semente (exceto em Vicia faba). corola. endosperma muito reduzido a ausente. de coloração mais escura do que o tegumento. às vezes. globosa-achatada e globosa-quadrangular a ovóide ou lenticular. hilo pequeno ou grande. com funículo persistente (V. VESTIGIAL – que remanesce muito diminuto. fosca ou brilhante. monocolor. áspera. geralmente. VIÁVEL – quando as células de um embrião estão vivas e tem a capacidade de produzir uma plântula normal. vermelho-escura ou castanho. Seguem as características diferenciasis de espécies de Vicia: 385 . – semente de globosa. rugosa ou verrucosa. geralmente. castanha em diversas tonalidades. ao mesmo nível da superfície e variavelmente ornamentado. acinzentada. vermelha ou preta. às vezes. VIABILIDADE – índice de sementes vivas. levemente comprimida. no mesmo nó ou no mesmo nível. estames e pistilo) dispostas em torno de um eixo. lanceolado. 2-3X mais longo do que largo. embrião axial curvado. linear. marmoreada). tegumento com superfície lisa. bem desenvolvida. localizada no bordo dorsal ou próximo a uma das extremidades do hilo. hirsuta). sobre o qual se inserem. fenda hilar visível e branca. de coloração muito variável (cinza-esverdeada. remanescente. num teste de tetrazólio. cotilédones crassos e plúmula. com radícula curta. glabra. ocupando de ½ a ⅔ do contorno da semente. oblongo ou ovalado. olivácea. capazes de germinar e se desenvolver.

GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Vicia angustifolia L. – semente globosa. com (7-)13-14(-30) mm de comprimento por (6-)8-9(-17)mm de largura.7-3.6(-4. chalaza um escuro ponto proeminente. de fosca a 386 . reticulada e ± rugosa. tegumento com superfície lisa. semente muito variável em forma e tamanho. – legume oblongo. ápice e base obliquamente acuminados. rafe conspícua. com extremidade hilar muitas vezes mais espessa do que a extremidade oposta. pericarpo de castanho a preto.0) mm de diâmetro. finamente granular. comprimida lateralmente (com faces sub-planas).3-)2. levemente deprimido nas margens e proeminente ao longo da fenda hilar mediana.75mm na porção + larga. de reto a levemente curvado. de 3-20cm de comprimento por 10-30mm de largura. tegumento com superfície geralmente fosca. o que depende da variedade. glabro. castanha e a cerca de 1. 2-3X mais longo do que largo.0mm abaixo do hilo. com 5-6mm de comprimento por 1. hilo elíptico em sementes menores e oblongo em sementes maiores. preto-acastanhada e lustrosa ou de esverdeada (verde-oliva) a castanha e esparso ou denso-marmoreada de preto (20X). ocupa de 1/6 a 1/5 do diâmetro da semente e completamente ou parcialmente encobertro pelo funículo.3-2. 3-4X mais longo do que largo. de coloração castanha a preta. hilo de estreito-cuneiforme a linear-ovalado. com (2. Vicia faba L.5mm de largura. ocupa de 1/6 a 1/5 do diâmetro da semente ou com cerca de 2mm de comprimento por 0. de oblonga a oval-arredondada ou arredondada-quadrangular. afila-se para uma das extremidades em um ponto arredondado. de terete a levemente comprimido (arredondado sobre as sementes).

algumas vezes tão denso-mamoreada que parece monocromática. semente de subglobosa-comprimida a espesso-lenticular. avermelhada.5-)2. tegumento com superefície lisa. 387 .0-2. comprimido.0(-9. às vezes somente preso em uma das extremida- des.82.0-2. com (1.) Gray – legume oglongo-ovalado. com (6-)9-11mm de comprimento por (2. com (1-)2(-3) sementes.V lustrosa. – legume de oblongo a linear.8mm de diâmetro por 1. de coloração amarelo-clara.0mm (dependendo do cultivar).0)cm de comprimento por 6-12mm de largura ou 4. cinza-esverdeada a palha-avermelhada e de leve a denso-marmoreada de castanho-escura a preta (20X). comprimido ou quase teretiforme.5mm e parcialmente obscurescido pelo funículo castanho de 2mm de comprimento (característico da espécie).0mm abaixo do hilo. Vicia sativa L. pericarpo de castanho a preto.0mm de espessura. lustrosa. de coloração palha-esverdeada.5mm de comprimento por menos de 0. de 6-9X mais longo do que largo. com (2. Vicia hirsuta (L. + escuro do que o tegumento. ocupa de ⅓ a ½ do diâmetro da semente ou com 2. acastanhada. curto-pubescente e obscuramente reticulado. castanho-esverdeada-clara a escura ou de púrpura-clara a escura ou preta e insconspicuamente marmoreada e pontilhada com coloração similar a da coloração base (20X). verde-amarelado-clara.5-6. ápice e base oblicuamente curtoacuminados a quase arredondados.5-8. hilo de linear a subcuneiforme.5-)3.5-4.6-1. rafe + escura do que o tegumento e a cerca de 0.0mm de largura e 3.5-)3.0mm de espessura.

de ± comprimida a ovóide ou sublenticular. finamente reticulado e puncteado.5-0.0) mm de diâmetro por 3. tegumento com superfície lisa. de coloração variável. fortemente reticulado. geralmente castanho-avermelhada.3-4. Vicia villosa Roth – legume oblongo. rafe geralmente preta ou de castanha a palha-clara em sementes de coloração mais clara e a cerca de 1.0-2.75mm de largura. 388 . de glabro a piloso ou seríceo-piloso (dependendo do cultivar).GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ápice e base oblícuas e agudos. multisseminado. glabro. raramente preto.3mm de espessura. algumas vezes tão denso-mamoreada que parece monocromático (castanho-escura ou preta). hilo de oblongo a estreito-ovalado ou estreitocuneiforme. semente globosa e ligeiramente achatada. com 3.3mm de espessura. com 6-8 sementes.4-4.7mm).5mm de comprimento por 0.5-4. branco. semente de subglobosa a globosa. com 3.0mm abaixo do hilo (às vezes a cerca de 0. com 10-12 sementes unisseriadas. de leve a intensomarmoreada e pontilhada de castanho-clara a escura (20X). de palha-clara a ocre-esverdeada-escura ou verde. orbicular em contorno e largo-elíptica em seção transversal. pericarpo de amarelado a castanhoamarelado (madura). amarelo-esbranquiçada e não obscurescida.5 (-6. achatado. deprimido nas margens e proeminente ao longo da fenda hilar mediana. de fosca a semilustrosa. ápice e base oblicuamente curto-acuminados.0(-5. hilo oblongo. ocupa de 1/6 a 1/5 do diâmetro da semente ou com 2. com 20-40mm de comprimento por 5-10mm de largura. geralmente da mesma coloração do tegumento.0)mm de diâmetro por 3. 3-4X mais longo do que largo. pericarpo de palha-claro a escuro.

± afundada (característico da espécie). tegumento coriáceo.0-1. + escura do que o tegumento e a cerca de 1. com coloração que varia do 389 . de coloração castanho-avermelhado-escura a castanho-esverdeada. rafe bilobada e escura. tegumento com superfície lisa.) Savi ex Hassk.0mm de espessura.0)mm de largura e (2.5-)4. tamanho e coloração. rafe oval.0-6.0-)2. com (6-)8-9(-12)mm de comprimento por (3.0-6. ao mesmo nível da superfície da semente. fosca.V liso.2-2.312] esbranquiçado (caráter diagnóstico importante da espécie) persistente. micrópila um poro na extremida- de inferior do hilo.7(-1.) – semente muito variável na forma. ± comprimida. Sementes Vicia villosa são muito parecidas com as de Vicia dasycarpa Ten. da mesma coloração do tegumento ou + escuro (preto ou avermelhado). deprimido e obscurecido por tecido corticiforme [Fig.5mm de comprimento por 0. grosso.7mm de largura (a forma e a largura variam muito com a variedade).0) mm de largura e com estreita fenda hilar mediana. de alongada-reniforme a ovóide ou globosa-angular. que se eleva acima da superfície da semente e encobre também a fenda hilar mediana. denso-marmoreada e pontilhada de catanho-preto (20X). com superfície lustrosa.7(-3.5-0. algumas vezes tão denso-marmoreada que parece monocromática (preto).) Walp. 3X mais longo de que largo. (=Vigna sinensis (L. ocupa de 1/7 ou pouco menos do diâmetro da semente ou com 2. com (2.0-2. lisa ou transversalmente rugosa. hilo de ovalado-oblongo.3mm abaixo do hilo.5(-8. exceto por um pequeno sulco em uma das extremidades.3-1. Vigna unguiculata (L.0)mm de comprimento por 1. hilo circundado por tecido marginal escuro (geralmente esverdeado) e pelo arilo escuro (de castanho a preto).5-)5.

203H]. monocolor ou bicolor e variavelmente marmoreada. A unidade-semente é a semente. embrião axial curvado. com curta radí-cula infletida e menos da ½ do comprimento dos cotilédones de reniformes a oblongos. ovadas com ápice obtuso. Vigor genético – é aquele observado na heterose ou nas diferenças de vigor entre duas linhagens. VISCOSO – que é pegajoso (grudento). com duas plúmulas bem desenvolvidas. sob ampla diversidade de condições ambientais (MARCOS-FILHO (1999). com área preta ou púrpurea ao redor do hilo. endosperma não evidente. cultivar ou espécie. VIGOR DE SEMENTES – compreende um conjunto de características que determinam o potencial para a emergência e o rápido desenvolvimento de plântulas normais. 390 . Vigor fisiológico – é aquele observado entre lotes de uma mesma linhagem genética. VILOSA(O) – diz-se da superfície de um órgão (folha. fruto ou semente) que se apresenta revestida com pêlos macios e delicados [Fig.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA branco-creme. o mesmo que pubescente. com base nas definições da ISTA e AOSA). castanho-amarelado-clara a vermelho-escura. com nervura central e quatro pares de secundárias conspícuas. VÍTREO – o mesmo que transparente. translúcido. castanho-avermelhada ou preta.

escabrosa. Gmel. de dorso convexo.167E. (=Festuca myurus L. 168E. pálea fértil (pf) membranácea e dobrada no ápice. 5-nervada. A unidade-semente é o antécio fértil. Vulpia myurus (L. arista (as) com o dobro do comprimento da lema (±5mm) ou mais longa por ½mm de largura. como a madressilva [Fig. sublaxas.C. – espiguetas obovadas.88B) e se para a direita (dextrorso).) C.88A]. quando se enrola para a esquerda (sinistro). muito desiguais. glabra. 169E]. segmento da ráquila (seg) filiforme. antécio fértil com comprimento cerca de 9-10 vezes a largura.V VOLÚVEL – diz-se da planta trepadeira que sobe enrolando-se em torno de um suporte.Fig. achatada contra a pálea e ápice muito pouco expandido [Fig. como na campânula (Pharbitis . deixando somente uma faixa estreita da pálea fértil (pf) visível e com curta pubescência no ápice e ao longo dos lados. com a inferior cerca de ⅓−¼ do tamanho da gluma superior. 391 . comprimidas. lema fértil (lf) estreito-lanceolada. lema longo-aristada. inermes. com duas glumas estreito-lanceoladas.). multifloras (unidade-semente múltipla). margens enroladas para dentro.

392 .

.

como a caatinga e os desertos. superfície de castanho-amarelada a castanho-escura. – invólucro gamófilo ovóide ou elipsóide.0-2. também usado para designar a estrutura das folhas de plantas xerófitas.0) mm de espessura (todas as medidas sem as cerdas). ápice sem rostro e. XERÓFILO . sobre as costelas e no invólucro imaturo. – invólucro gamófilo elipsóide.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA Xanthium spinosum L.208C]. com duas cerdas iguais as outras. A unidadesemente é o invólucro gamófilo. com 15-20mm de comprimento (exceto os rostros) e 6-8(-13)mm de largura e espessura (exceto os rostros). base engrossada e de 2-3(-4)mm de comprimento.5-4. A unidade-semente é o invólucro gamófilo. Xanthium strumarium L. mas geralmente um pouco menores. em solos com pouca umidade disponível.5-3. mais grossos e de 1½ a duas ve- zes mais longos do que as cerdas. de ápice fortemente uncinado (característico da espécie) e base engrossada.5)mm de largura e 2.0(4. mais numerosos na base das cerdas.208D]. com curtos pêlos lanuginosos brancos (invólucro maduro) e de amarelados a alaranjados (invólucro imaturo).0) mm de comprimento. Cada invólucro gamófilo encerra dois aquênios [Fig. Cada invólucro gamófilo encerra dois aquênios [Fig.que vive em lugares secos. XERÓFITA – diz-se da planta que é capaz de crescer em lugares áridos. com curtos pêlos rígidos e numerosas cerdas duras de ápice uncinado. às vezes.0(-4. onde se inserem irregularmente as numerosas cerdas de 2.5(-3. com costelas longitudinais incompletas e pouco nítidas. ápice com dois rostros. superfície de cinza-amarelada a castanha em diversas tonalidades. 394 . com 11-12 (-13)mm de comprimento por 3.

395 . rico em substâncias de reserva e inclusive de água. provocados pela seca. XILOPÓDIO – órgão subterrâneo. de natureza incerta (caulinar. XEROMORFOSE – modificação de forma dos órgãos vegetais. lignificado.X XEROMÓRFICO – diz-se do órgão vegetal. o mesmo que xeromorfo. radicular ou mista).340) e da caatinga (maniçoba .Fig.341). protegido contra a seca excessiva (não sofre deficiência hídrica). encontrado com muita freqüência em plantas do cerrado (como o caiapá . XEROPLÁSTICO – diz-se do vegetal característrico de lugares secos. XEROMORFO – o mesmo que xeromórfico. independentemente do seu modo de adaptação.Fig. como é o caso da vegetação do cerrado. FIGURA 340 – Xilopódio de caiapá. FIGURA 341– Xilopódio de maniçoba. Estas plantas tem a capacidade de preservar a vida contra a seca na caatinga e contra a queimada que assola os campos.

396 .

.

portanto o órgão floral possui um plano de simetria [Fig. FIGURA 343 – Zornia diphylla: A.344].342]. às vezes. A unidade-semente é a cariopse envolta pela gluma superior. ZOOCORIA – diz-se quando a dispersão de diásporos ocorre pelos animais. ZIGOMORFIA – tipo de simetria bilateral de uma flor. barocoria.semente.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA ZIGOMORFA(O) – que apresenta zigomorfia. gluma inferior ausente e superior (gls) coriácea.lomento. se desarticulam por baixo das glumas. tipo de simetria bilateral de uma flor. o mesmo que célula ovo. relativo ao zigoto.5mm de comprimento (excluíndo a arista) por 1. corola zigomorfa. ZIGÓTICO – que ocorre logo após a fecundação. de coloração palha-amarelada [Fig. antropocoria. hidrocoria e ornitocoria.) Merr.9-3. FIGURA 342 – Zigomorfa.342]. – lomento 2-5-articulado. lustrosa. portanto o ógão floral possui um plano de simetria [Fig. que envolve completamente o antécio fértil (lema (lf) e pálea) membranáceo.0mm de largura. lustrosa. com superfície híspida. B. ZIGOTO –célula resultante da fusão dos gametas. pálea fértil (pf) reduzida ou ausente. envolto por brácteas persistentes e arranjado em estruturas alongadas e racemosas Fig. Ver anemocoria. lateralmente comprimidas. cariopse (cap) estreito-elíptico-lanceolada. 398 . A unidade-semente é o artículo do lomento. autocoria.343]. – espiguetas unifloras (1 antécio). com 3. Zoysia matrella (L. Zornia diphylla Pers. com arista curta ou vestigial.

399 . FIGURA 344 – Zoysia matrella: A.espigueta com gluma superior superior.antécio fértil com pálea fértil ausente. B.Z ZOÓCORO – diz-se dos esporos ou das unidades de dispersão que são disseminados pelos animais (aderindo aos pêlos dos animais ou ingeridos e assim são transportados).

400 .

BIBLIOGRAFIA .

Campinas. FAEM. 1980. STÄHLIN.. 443p.. p.L.33. Frutos e sementes: morfologia aplicada à sistemática de Dicotiledôneas. São Paulo: EBRATEC – Ed. CARVALHO. 1992. p.L.G. Seed Test. p.Téc.2. 1965.7.E.J.L. 1999.59-95. ICHASO. KOENDERS.T. As espécies indígenas ou espontâneas do gênero Digitaria Heister ex Haller (Gramineae) ocorrentes no Rio Grande do Sul.324. Frankfurt am Main: DLG–Verlags–GMBH. Identificação botânica de plantas e sementes de espécies invasoras na cultura da soja. p. DILLENBURG.Int. Ministério da Agricultura e Reforma Agrária. Revista Brasileira de Sementes.1984. BURG. A. NAKAGAWA.. Gartenbau und Forstwirtschaft mit einem Schlüssel zur Bestimmung der wichtigsten landwirtschaftlichen Samen. Porto Alegre. dez. BARRETO. W.. Téc. 197p. C.& Technol. 1956. v. p.531. 1988. Wageningen. BRASIL.do IPZFO. Pelotas. G. Identificação das espécies do gênero Avena L. v.L. n.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA BARROSO. CETREISUL.ed. D. PEIXOTO.G. W.M. FERRI. VIERBERGEN. Anu.M. v. MONTEIRO-SCANAVACCA.van der. Identification of Agrostis spp. Pelotas. v.M. CAVALHEIRO.2. Handbuch der Samenkunde für Landwirtschaft. A. tecnologia e produção. In: CURSO SOBRE IDENTIFICAÇÃO DE SEMENTES.. Curso de Pós-Graduação em Tecnologia de Sementes. Dicionário de botânica. Fundação Cargil. 1955. M.. (Gramineae) coletadas no estado do Rio Grande do Sul (Brasil). FONT QUER. n. G.171-316. A. Porto Alegre. C. New York: The New York Botanical Garden.R. do IPZFO. 365p.P. 1978. Secretaria Nacional de Defesa Agropecuária. MENEZES. Viçosa: UFV.11-54. 2..R. M. da USP. 1244p. UFPel. 1980.. Botânica – morfologia externa das plantas. Wageningen. Sementes: ciência. MORIM.8. P. Glodssário ilustrado de botânica. Brasília. 2. dez. GROTH. FERRI.F. Diagnostic characteristics of florets of crop kinds of Agrostis spp. N.. 149p. 1968. N. Proc. G.11.A. n. The evolution and classification of flowering plants. São Paulo: Edições Melhoramento. Regras para análise de sementes. Brasília. (Mimeografado). 1978. MA. BOEKE. CRONQUIST. p.65-102. Seed Sci. v. E. J. 402 . 1979. Barcelona: Ed. Morfologia da semente. M. 55p.1981. Anu.Ass. W. Labor S. 149f. I. J. BARROSO. 1978. BROUWER.M. Apostila.3.. 656p..4. K..

45-63.575-86. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE PESQUISA DE SOJA. Planta Daninha. Iheringia.Bras. D. Anais. n. GROTH.35.Bot. n.19. n. 1997a. n. GROTH.. Bot. 1985. GROTH. Caracterização morfológica das sementes e frutos de nove espécies invasoras de Ipomoea (Convolvulaceae). Morphological and anatomical characterization of twelve species of weeds occuring in forage seed produced in Brazil. Rev. v. Porto Alegre. 1988. nov. Iheringia. p. Campinas.3. v. Eupatorieae.21. D.2.. p. p. Porto Alegre. jun. Brasília. GROTH. n. D. 1984a. GROTH. Caracterização morfológica das sementes e frutos de oito espécies invasoras da família Convolvulaceae. p. Caracterização morfológica das unidades de dispersão e das plântulas de três espécies invasoras do gênero Sida L.9. Caracterização morfológica das plântulas e das sementes de três espécies daninhas da cultura de soja. v. Sem.7. GROTH. D. Astereae e Cichorieae (COMPOSITAE). 1991. 1985.3-19. 1984. Estudo morfológico das unidades de dispersão e respectivas plantas de seis espécies de plantas invasoras da família CYPERACEAE. Campinas. n. p.. D.. Revista Brasileira de Sementes. v.UNICAMP. Agron.49-78. n.3. Iheringia.41. Bras. Caracterização morfológica das unidades de dispersão e das plântulas de quatro espécies invasoras do gênero Digitaria Heister ex Haller.6. GROTH. v. Morphological characterization of seeds and seedlings of seven weed species of Convolvulaceae occurring in agricultural seeds in Brazil. Tese (Doutorado em Biologia Vegetal) – Instituto de Biologia .25-38. D. Brasília. 1987.3-19. GROTH. Morfologia das unidades de dispersão e das plântulas das POLYGONACEAE invasoras no Rio Grande do Sul. 1997b. set. 1984. Brasília.. n. Brasil. Heliantheae e Senecioneae) através das plântulas e das características anátomo-morfológicas das unidades de dispersão.Bot. 1985.303-314.1983. Brasília.Sulriograndense. Porto Alegre. GROTH. Rev. 1984. Porto Alegre. Campinas: EMBRAPA/Centro Nacional de Pesquisa de Soja.Sem. p. Sér.9-48. D. Unidades de dispersão e plântulas de espécies de plantas invasoras.. v. D. p.361-368.7.38.2. Caracterização morfológica de treze espécies invasoras da família COMPOSITAE (tribos Cynareae. p.Bras.83-99. 1986. D.1.19-34.1. D. 630f. Brasília. n.. Revista Brasileira de Sementes. Sér. v. GROTH. p. p.2. GROTH. Caracterização morfológica das unidades de dispersão e das plântulas de nove espécies invasoras das tribos Anthemideae. (MALVACEAE). 3. Campinas. 403 .. p. n.Sem. Sér. Rev.19. D.BIBLIOGRAFIA GROTH. D.

Brasília. Caracterização morfológica das sementes e plântulas de seis espécies invasoras do gênero Solanum. n. p.3. Londrina. p. GROTH. p. Estudo morfológico das sementes.89-105. GROTH.B.1. p.. BOARETTO.R. p.83-99. 182p. 1988. Iheringia. Sér.79-97.. D. n. Rev. Catálogo de identificação de sementes. D. D. 2002.23. Brasília.bras. GROTH. p.. 1988. p. 1979. D. GROTH.2. Iheringia. 1988. Porto Alegre.7. D. ANDRADE. Rev.Sem. v. D.10. frutos e plantas invasoras em algumas culturas.. s. Morphological characterization of seeds and seedlings of seven weed species of Convolvulaceae occuring in agricultural seeds in Brazil. R. M. GROTH. 1985. Caracterização morfológica de unidades de dispersão de cinco espécies ornamentais.1.Sem.1-13. 404 .24.11-17. Londrina.EMBRAPA. 2001. n. Die Ackerunkräuter und ihre Keinlinge. v. & SILVA. Sulriograndense.25-48.d..24. Porto Alegre. M. p. D.3.41. v. Rev. GROTH.. jul. v. hortaliças e grandes culturas.N.. Bras. GROTH. v. GROTH.3. Londrina.10. Campinas: Fundação Cargill. Agron. p. H. D. Anais. GROTH. n...R.Sem. Brasília.da.5. Porto Alegre.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA GROTH. Acta. Brasília. R.Bras. out.Bot.. D. n.1991.1989. O.T & WEISS. n.. Brazil. Centro Nacional de Pesquisa de Soja . Bras. Caracterização morfológica de quatro esécies invasoras da família VERBENACEAE através das unidades de dispersão e das plântulas.19-35. que ocorrem no Rio Grande do Sul. Caracterização morfológica das unidades de dispersão e das plântulas de quatro es-pécies nocivas toleradas em sementes forrageiras. Brasília. Caracterização morfológica dos carpídios e das plântulas de seis espécies invasoras da família MALVACEAE.2. HANF. D. GROTH.1.. Caracterização morfológica das sementes e plântulas de cinco espécies invasoras do gênero Plantago L. B. n.N. 347p. 1. Sér. Caracterização morfológica de sementes de espécies invasoras da família Convolvulaceae Juss.21-32. n. Rev.1989.) Merrill.H. Revista Brasileira de Sementes. LIBERAL. v. Caracterização botânica de plantas de espécies invasoras e respectivas sementes na cultura da soja (Glycine max (L. jun. n. frutos e plantas de quatro espécies invasoras do gênero Ipomoea L. p. Londrina. M. Revista Brasileira de Sementes.T. v.bot. 1978.Bot.) no Rio Grande do Sul. Morfologia de sementes.. GROTH. D.39. 1983. v. & BOARETTO. SILVA.108-202. In: SEMINÁRIO NACIONAL DE PESQUISA DE SOJA.151-82. 1988. n.33-44.2.Bras.Sem. Ludwigshafen: BASF. D.

142145. 494p. 1999. 2. n.Sci. GROTH. Iowa. Seed character relationships in the Leguminosae. v. 724p. K. MARTIN. D.). D. Plantas infestantes e nocivas.Téc. Investigations in seed classification by family characteristics. Manual do laboratório de análise de sementes – botânica da semente.3. (Manuscrito para ISTA). t. LEIST.H. Dicionário de biologia.ed. Plantas infestantes e nocivas.G. 646p. Identificação de algumas invasoras encontradas em sementes das principais espécies forrageiras produzidas no Rio Grande do Sul. OLIVEIRA. Cyperaceae Juss. ISELY. Rio de Janeiro/São Paulo: Companhia Editora Nacional. 95p. D. n. São Paulo: BASF. Proc.. KOPOOSHIAN. KOEHN. Review: description . 2. D.. KISSMANN. (Agric. p. v. 2. 1980. 1983. 1989. 229p.2. LINDLEY. São Paulo: BASF.T..32. ISELY. p.BIBLIOGRAFIA HANF. 2000. p. Identificação de sementes de plantas cultivadas e silvestres.Sci. Iowa. The comparative internal morphology of seeds. 2. v. p. 1977. M. The arable weeds of Europe with their seedlings and seeds. MUSIL.351.73. D. KISSMANN. Empresa de Pesquisa Agropecuária do Estado do Rio de Janeiro (PESAGRO-RIO).Exp.). v. 405 .: morfologia dos aquênios dos gêneros ocorrentes no Brasil.ed.. v. (Miscelânia. Iowa Acad.evaluation . Tucuman:Fundacion Miguel Filho. & BICKELMANN. 15). abr. GROTH. A.3-96. K.do IPAGRO. R. Rodriguésia.59-67.1. A.1. Ludwigshafen: BASF.1968. v.3.1947.. Research Bulletin. COELHO. 1997. U. Zürich: ISTA. Observations on seeds of Leguminosae: Mimosoideae and Caesalpinioideae. 1977. v.336-342. t. 123p. Iowa. p. D. The American Midland Naturalist.G.C. jul. 1955a.F. de.ed.3-660. K. 1946 MELLO-LEITÃO. Glossologia. H. 978p. Porto Alegre. Brasília: MA-AGIPLAN. Niterói. KISSMANN. t. LIBERAL. Fatuoids and bastartds of oats (Avena spp. Bol.Stat. Rio de Janeiro. 1980. ISELY.ed. N. 23p.1. C. O. 825p. 1946.327-405.origin.62. São Paulo: BASF. Proc.55.C.36. D. Plantas infestantes e nocivas.G. J. 1951.Iowa Acad. E. Indiana.C. GROTH. p..

Brasília: Ministério da Agricultura – IBDF. Washington.245-289. 1945. J. As espécies do gênero Echinochloa (Gramineae) ocorrentes no Rio Grande do Sul.S. VASCONCELOS-SOBRINHO. VIDAL.7. and Canada. n. Dicionário de termos técnicos de botânica. 2005. F. M. 1978. v.. 1952. 2006. ROYER. & BARRETO. 3. p. p. DICKINSON. L. J.. Rio de Janeiro. p.79-82. n. Principles of dispersal in higher plants. do IPZFO. 406 . Porto Alegre: Editora Globo. p. 215p.ed. E. Berlin: Verlagsbuchhandlung Paul Parey.194-262. VIDAL. R. v. 1974. VIDAL. 124p.R. C. p.GLOSSARIO ILUSTRADO DE MORFOLOGIA PEREIRA. M.109-168. Rodriguésia. Viçosa: Ed. Recife: Imprensa Industrial. Chicago: West Hackson Boulevard. PFITSCHER.ampl. Hoehnea. Vascular Plant Systematics.47. 2. Porto Alegre. WITTMACK.N. 1963. BELL. v. Brachiaria . S. 4.3.2. W. téc. jan. 1978. Considerações sobre as sâmaras que tem ala paranuclear. p. O gênero Chloris Swartz (Gramineae) no Rio Grande do Sul. Department of Agriculture.ed. p.R.1985. v. SENDULSKY. SCHULTZ. PIJL. Weed and weed seeds. PIO CORRÊA. In: Manual for testing agricultural and vegetable seeds.R. 96p.1976. W.C.30. Rodriguésia.5-6. A.62. New York: Harper & Row Publishers. THE WARREX CORPORATION. 581p. I. 1982.83-166. jul. (n° 618-626).ed. Alberta: The University of Alberta Press and Washington: Lone Pine Publishing. Rio de Janeiro. A. RADFORD. 3. van der.R. quadros sinóticos ilustrados de Fanerógamas.C. 1984. W.9-20. DICCKINSON. v. Botânica – organografia./jun.ed. Identification of seeds. T. New York: Springer-Verlag. L.R. 30). Weeds of the northern U. 434p. Anu. da UFV.N. 427p.L. Handbook. 1960. 1.99-139.37. Botânica sistemática.taxonomy of cultivated and native species in Brazil.ed.6.M.rev. (Agric. cap. v. Landwirtschaftliche Samenkunde. Dicionário das plantas úteis do Brasil e das exóticas cultivadas.. São Paulo. 1922. UNITED STATES.E. MASSEY.

Interesses relacionados