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Tópicos

1 Axiomas, Lemas, Teoremas e Corolários

2 Técnicas de Demonstração
Métodos de Prova
Prova Direta
Prova por Contraposição
Edna A. Hoshino Prova por Vacuosidade e Prova Trivial
Prova por Contradição

DCT - UFMS
3 Contra-exemplos e Erros Comuns de Demonstração

abril de 2010 4 Indução Matemática

5 Exercı́cios

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Axiomas, Lemas, Teoremas e Corolários Axiomas, Lemas, Teoremas e Corolários

Definições Exemplos

Axiomas ou postulados Exemplo de teorema


São afirmações consideradas verdadeiras e usadas como hipóteses. “Se x > y , onde x e y são número reais positivos, então x 2 > y 2 .”

Lemas que equivale a


São teoremas menos importantes e usados na prova de outros teoremas. 2
“Para todo real positivo x e y , se x > y então x 2 > y .”
Teorema
É uma sentença que pode ser mostrada ser verdadeira. Usualmente, usa-se a lei da instanciação universal, ou seja, escolhe-se um
elemento qualquer do domı́nio, sem explicitamente mencionar seu uso e,
Corolário posteriormente, a generalização universal é aplicada implicitamente para
É um teorema que pode ser estabelecido diretamente (como conseqüência mostrar que o teorema vale para todos os elementos do domı́nio.
imediata) de outro teorema.
Usualmente, quer se provar teoremas da forma
Conjectura
∀x[P(x) → Q(x)].
É uma proposição que está se propondo ser verdadeira.
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Técnicas de Demonstração Prova Direta Técnicas de Demonstração Prova Direta

Prova Direta Exemplos

Prova Direta Exemplo 2


Supõe-se que P(x) é verdadeiro e usando-se axiomas e regras de Dê uma prova direta de que se m e n são ambos quadrados perfeitos então
inferências, chega-se à conclusão de que Q(x) também deve ser verdadeiro. nm também o é. (Um inteiro a é um quadrado perfeito se existir um
inteiro b tal que a = b 2 .)
Paridade
Um inteiro n é par se existir um inteiro k tal que n = 2k e n é ı́mpar se Solução
existir um inteiro k tal que n = 2k + 1. Assuma que m e n sejam quadrados perfeitos. Por definição de quadrado
perfeito, segue que existem inteiros s e t tais que m = s 2 e n = t 2 . O
Exemplo 1
objetivo é mostrar que nm também é um quadrado perfeito. Multiplicando
Prove o teorema “Se n é um inteiro ı́mpar então n2 é ı́mpar.” ambas as equações obtém-se que mn = s 2 t 2 , que, por comutatividade e
associatividade da multiplicação, implica que mn = (st)2 e, portanto, mn
Solução é o quadrado do inteiro st. Temos provado que se n e m são quadrados
Seja n um inteiro ı́mpar. Pela definição, temos que n = 2k + 1, para perfeitos, então mn também o é.
algum inteiro k. Logo, n2 = (2k + 1)2 = 4k 2 + 4k + 1 = 2(2k 2 + 2k) + 1,
o que implica (por definição) que n2 também é um inteiro ı́mpar.
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Técnicas de Demonstração Prova por Contraposição Técnicas de Demonstração Prova por Contraposição

Prova por Contraposição Exemplos

Prova por Contraposição Exemplo 2



É um método de prova indireto que usa o fato de que p → q é Prove que “Se n = ab, onde a e b são inteiros positivos, então a ≤ n ou

logicamente equivalente a ¬q → ¬p (contrapositiva). b ≤ n.”

Exemplo 1 Solução
√ √
Prove que se n é um inteiro e 3n + 2 é ı́mpar então n é ı́mpar. Sejam a e b dois inteiros positivos tais que a > n e b > n. Logo,
√ √
ab > n n = n. Isso mostra que ab 6= n. Uma vez que a negação da
Solução - primeira tentativa conclusão implicou que a hipótese é falsa, temos que a proposição
Tente demonstrar o teorema por prova direta. (teorema) é verdadeira.

Solução - segunda tentativa


Assuma que n não é ı́mpar. Por definição de número par temos que n = 2k
para algum inteiro k. Logo, 3n + 2 = 3(2k) + 2 = 6k + 2 = 2(3k + 1) e,
portanto, 3n + 2 não é ı́mpar, o que finaliza a demonstração.
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Técnicas de Demonstração Prova por Vacuosidade e Prova Trivial Técnicas de Demonstração Prova por Vacuosidade e Prova Trivial

Prova por Vacuosidade Prova Trivial

Prova por Vacuosidade Prova Trivial


Uma vez que p → q é verdadeiro sempre que p é falso, uma forma de Com a mesma simplicidade que a prova por vacuosidade, podemos provar
provar um teorema da forma p → q é demonstrar que p é falso. que p → q é verdadeiro bastanto provar que q é sempre verdadeiro.

Exemplo Exemplo
Mostre que P(0) é verdadeiro onde P(n) é “Se n > 1 então n2 > n” e o Mostre que P(0) é verdadeiro onde P(n) é “Se a e b são inteiros positivos
domı́nio é o conjunto dos inteiros. com a ≥ b então an ≥ b n ” e o domı́nio é o conjunto dos inteiros.

Solução Solução
Note que P(0) é “Se 0 > 1 então 02
> 0”. Podemos mostrar P(0) usando Note que P(0) é “Se a ≥ b então a0 ≥ b 0 ”. Como a0 = b 0 = 1, a
a prova por vacuosidade, pois a hipótese 0 > 1 é falsa. Logo, conclusão da proposição é sempre verdadeira. Portanto, P(0) é verdadeiro.
automaticametne, P(0) é verdadeiro.
Note que a hipótese não é usada neste tipo de prova!
Note que a conclusão não é usada neste tipo de prova!
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Técnicas de Demonstração Prova por Contradição Técnicas de Demonstração Prova por Contradição

Prova por Contradição Exemplo

Prova por Contradição (ou prova por absurdo) Exemplo 1


É um método de prova indireta (para uma proposição p) que consiste em Dê uma prova por absurdo de que “Se 3n + 2 é ı́mpar então n é ı́mpar.”
encontrar uma contradição q tal que ¬p → q é verdadeiro. Uma vez que q
é falso mas ¬p → q é verdadeiro, temos que ¬p só pode ser falso e, Solução
portanto, p é verdadeiro! Suponha, por contradição, que 3n + 2 é ı́mpar e que n é par. Se n é par
sabemos que existe um inteiro k tal que n = 2k, por conseguinte, temos
Novamente, considere que queremos provar um teorema da forma p → q. que 3n + 2 = 3(2k) + 2 = 6k + 2 = 2(3k + 1) e, portanto, 3n + 2 é par.
A idéia consiste em negar a proposição, ou seja, partir da hipótese de que Isso é um absurdo! Logo, o teorema é verdadeiro.
o teorema é falso (p e ¬q são verdadeiros) e, a partir de deduções chegar
à conclusão de algum absurdo, tal como p e ¬p são ambos verdadeiros!

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Técnicas de Demonstração Prova por Contradição Contra-exemplos e Erros Comuns de Demonstração

Exemplo Provando equivalência (biimplicação)

Exemplo 2 Uma prova para equivalência da forma p ↔ q consiste em provar que



Dê uma prova por absurdo de que “ 2 é irracional.” p → q e q → p são ambos verdadeiros.

Solução Exemplo
√ Prove o teorema: “Se n é um inteiro positivo então n é ı́mpar se e
Suponha, por contradição, que √ 2 é racional. Por definição, temos que
existem inteiros a e b tais que 2 = a/b, onde a e b não têm fatores em somente se n2 é ı́mpar.”
comum (aqui, estamos usando o fato de que todo número racional pode
ser escrito como fração de dois inteiros sem fatores em comum). Uma vez Solução

que 2 = a/b, segue que 2 = a2 /b 2 e, portanto, 2b 2 = a2 . Isso implica, Já temos provado que “Se n é ı́mpar então n2 é ı́mpar” e que “Se n2 é
pela definição de número par, que a2 é par. Então existe inteiro k tal que ı́mpar então n é ı́mpar”. Logo, a biimplicação é válida.
a = 2k. Logo, 2b 2 = (2k)2 = 4k 2 e, portanto, b também é par. Portanto,
o inteiro 2 divide ambos a e b. Por outro lado, como supomos que a e b
não têm um fator em comum, segue que 2 não divide ambos a e b, o que
é um absurdo!

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Contra-exemplos e Erros Comuns de Demonstração Contra-exemplos e Erros Comuns de Demonstração

Contra-exemplos Contra-exemplos (cont.)

Contra-exemplo Exemplo
Vimos que para provar que ∀x P(x) é falso é suficiente encontrar um Mostre que a afirmativa “Todo inteiro positivo é a soma dos quadrados de
contra-exemplo, isto é, um exemplo x de um elemento do domı́nio para o dois inteiros” é falsa.
qual P(x) é falso.
É suficiente encontrar um inteiro que não pode escrito como a soma dos
Dica: quadrados de dois inteiros. É fácil de ver que 3 é um desses inteiros, pois
Quando todas as tentativas de provar uma proposição da forma ∀xP(x) os únicos quadrados perfeitos que não excedem 3 são 02 = 0 e 12 = 1 e
falham ou quando acreditamos que ela é falsa, a idéia é procurar por não existem maneiras de obter 3 como soma de dois termos que são 0 e 1.
contra-exemplos.

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Contra-exemplos e Erros Comuns de Demonstração Indução Matemática

Erros Comuns Princı́pio da boa ordenação

O que há de errado na “prova” de que 1 = 2 ? Princı́pio da Boa Ordenação


“Prova:” Os seguintes passos foram usados, considerando dois inteiros a e Todo conjunto não-vazio de inteiros não-negativos possui um elemento
b iguais. mı́nimo.
1. a = b dados
2. a2 = ab multiplique ambos os lados de (1) por a
3. a2 − b 2 = ab − b 2 subtraia b 2 de ambos os lados de (2)
4. (a − b)(a + b) = b(a − b) fatore ambos os lados de (3)
5. a + b = b Divida ambos os lados de (4) por a − b
6. 2b = b Substitua a por b em (5) pois a = b e
simplifique
7. 2 = 1 Divida ambos os lados de (6) de b

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Indução Matemática Indução Matemática

Indução Matemática Exemplo 1 - indução matemática

Indução matemática Prove que a soma dos n primeiros inteiros positivos ı́mpares é n2 .
É um método de prova usado para provar proposições da forma ∀nP(n), Seja P(n) a proposição que a soma dos n primeiros inteiros positivos
onde o universo do discurso é o conjunto dos inteiros positivos. ı́mpares é n2 .
Consiste em dois passos: base P(1) diz que a soma do primeiro inteiro positivo ı́mpar é 12 .
base Prova-se que a proposição P(1) é verdadeira. Isto é verdade uma vez que 1 é o primeiro inteiro positivo
passo indutivo A implicação P(n) → P(n + 1) é mostrada ser verdadeira ı́mpar.
para todo inteiro positivo n. passo indutivo Suponha que P(n) é verdadeira para um inteiro positivo n,
isto é, 1 + 3 + 5 + . . . + (2n − 1) = n2 . Note que o n-ésimo
Observação: inteiro positivo ı́mpar é 2n − 1, uma vez que ele é obtido
adicionando 2 um total de n − 1 vezes ao inteiro 1.
Note que no passo indutivo, não assumimos que P(n) é verdadeira para
Devemos mostrar que P(n + 1) é verdadeira, assumindo que
todo inteiro positivo n! Queremos, na verdade, mostrar que P(n + 1) é
P(n) é verdadeira.
verdadeira se P(n), chamada hipótese de indução, for assumida
Note que P(n + 1) é a sentença:
verdadeira.
1 + 3 + 5 + . . . + (2n − 1) + (2n + 1) = (n + 1)2 .
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Indução Matemática Indução Matemática

Exemplo 1 - indução matemática (cont.) Princı́pio da Indução Matemática

cont. da prova Por que a indução matemática é válida?


Uma vez que P(n) é verdadeira, segue que Suponha que:
P(1) é verdadeira;
1 + 3+ 5 + . . . + (2n − 1) + (2n + 1)
= [1 + 3 + 5 + . . . + (2n − 1)] + (2n + 1) P(n) → P(n + 1) é verdadeira para todo inteiro positivo n.
= n2 + (2n + 1) Provaremos usando o princı́pio da boa ordenação de que P(n) é verdadeiro
= n2 + 2n + 1 para todo inteiro positivo n.
= (n + 1)2 .
Suponha, por contradição, que exista pelo menos um inteiro positivo tal
Portanto, uma vez que P(1) é verdadeira e P(n) → P(n + 1), para todo que P(n) á falsa. Considere S o conjunto dos inteiros positivos para os
inteiro positivo n, o princı́pio da indução matemática diz que P(n) é quais P(n) é falsa. Note que S é não-vazio.
verdadeira para todo inteiro positivo n.

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Indução Matemática Indução Matemática

Princı́pio da Indução Matemática (cont.) Exemplo 2 - indução matemática

continuação da prova Prove que n < 2n para todo inteiro positivo n


Pelo princı́pio da boa ordenação, S possui um inteiro positivo mı́nimo, que Seja P(n) a proposição “n < 2n ”.
denotaremos por k.
base P(1) é verdadeira pois 1 < 21 ;
Sabemos que k não pode ser 1, uma vez que P(1) é verdadeira. Como k é
positivo e maior que 1, segue que k − 1 é um inteiro positivo. passo indutivo Assuma que P(n) é verdadeira para um inteiro positivo n.
Além disso, uma vez que k − 1 é menor que k, ele não pode estar em S, Precisamos mostrar que P(n + 1) também é verdadeira, ou
portanto, P(k − 1) é verdadeira. seja que n + 1 < 2n+1 . Da hipótese de indução segue que

Uma vez que P(k − 1) → P(k) também é verdadeira, temos que P(k) é n + 1 < 2n + 1 ≤ 2n + 2n = 2n+1 .
verdadeira, o que contradiz a escolha de k.
Portanto, pelo princı́pio da indução matemática, temos mostrado que
Portanto, P(n) é verdadeira para todo inteiro positivo n. n < 2n para todo inteito positivo n.

Na realidade, o princı́pio da indução matemática é válida para mostrar que


P(n) é verdadeira para todo inteiro positivo n ≥ k. Neste caso, a base da
indução deve ser P(k).
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Indução Matemática Indução Matemática

Exemplo 3 - indução matemática Exemplo 4 - indução matemática

Prove que n3 − n é divisı́vel por 3 se n é um inteiro positivo Use indução matemática para provar que 1 + 2 + 22 + . . . + 2n = 2n+1 − 1
Seja P(n) a proposição “n3 − n é divisı́vel por 3”. para todo inteiro não-negativo n
base P(1) é verdadeira pois 13 − 1 = 0 é divisı́vel por 3. Seja P(n) a proposição de que a fórmula está correta para o inteiro n.
passo indutivo Assuma que P(n) é verdadeira para um inteiro positivo n. base P(0) é verdadeira pois 20 = 1 = 21 − 1.
Queremos mostrar que P(n + 1) é verdadeira, ou seja, que passo indutivo Assuma que P(n) é verdadeira para um inteiro positivo n.
(n + 1)3 − (n + 1) é divisı́vel por 3. Note que Queremos mostrar que P(n + 1) é verdadeira, ou seja, que
1 + 2 + 22 + . . . + 2n + 2n+1 = 2(n+1)+1 − 1 = 2n+2 − 1.
(n + 1)3 − (n + 1) = (n3 + 3n2 + 3n + 1) − (n + 1) Como
= (n3 − n) + 3(n2 + n).
1 + 2 + 22 + . . . + 2n + 2n+1 = (1 + 2 + 22 + . . . + 2n ) + 2n+1
Como, por hipótese de indução, n3 − n é divisı́vel por 3 e = (2n+1 − 1) + 2n+1
3(n2 + n) também é divisı́vel por 3 segue que = 2.2n+1 − 1
(n + 1)3 − (n + 1) é divisı́vel por 3. = 2n+2 − 1,
Portanto, pelo princı́pio da indução matemática, n3 − n é divisı́vel por 3
para todo inteiro positivo n. segue que P(n + 1) é verdadeira, o qual completa a prova.
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Indução Matemática Exercı́cios

Segundo Princı́pio da Indução Matemática Exercı́cios


1 Use indução matemática para mostrar que:
Segundo Princı́pio da Indução Matemática 1 sabendo que os números harmônicos Hk , k = 1, 2, . . ., são definidos
É outra forma de indução matemática, bastante usada na prova de por:
1 1 1
teoremas. Como antes, há a base e o passo indutivo. Hk = 1 + + + . . . + .
2 3 k
base Prova-se que a proposição P(1) é verdadeira. mostrar que
n
passo indutivo Assumimos que P(k) para k = 1, . . . , n é verdadeira e H 2n ≥ 1 + ,
2
mostramos que P(n + 1) é verdadeira, ou seja, mostramos onde n é um inteiro não-negativo.
que P(1) ∧ P(2) ∧ . . . ∧ P(n) → P(n + 1) é verdadeira para 2 a soma de um número finito de termos de uma progressão geométrica
todo inteiro positivo n. de razão r 6= 1 e primeiro termo a é:
X
n
ar n+1 − a
Observação: ar j = a + ar + ar 2 + . . . + ar n = ;
r −1
j=0
Os dois princı́pios são equivalentes, ou seja pode-se mostrar que cada um é
um método de prova válido considerando o outro válido. 3 se S é um subconjunto finito com n elementos, então S tem 2n
subconjuntos;
4 se n é um inteiro positivo então 1 + 2 + . . . + n = n(n + 1)/2;
5 2n < n! para todo inteiro positivo n com n ≥ 4.
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