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ETEI - ESCOLA TÉCNICA DE ENFERMAGEM DE ITABUNA CRISTIANE CARDIAL VALDENILDA SOUZA MOREIRA ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

ETEI - ESCOLA TÉCNICA DE ENFERMAGEM DE ITABUNA

CRISTIANE CARDIAL VALDENILDA SOUZA MOREIRA

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ISQUÊMICO

ITABELA BA

2017

CRISTIANE CARDIAL VALDENILDA SOUZA MOREIRA

ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL ISQUÊMICO

Pesquisa apresentada a Escola Técnica de Enfermagem ETEI, no curso técnico em enfermagem como requisito parcial para aprovação na disciplina de Anatomia e Fisiologia, no Semestre 2º de 2017.

Prof.: Bergman Borges

Itabela -BA

2017

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1.INTRODUÇÃO

A presente pesquisa tem como temática Acidente Vascular Cerebral e mais especificamente o Isquêmico. O Acidente Vascular Cerebral (AVC) e o seu impacto na vida das pessoas, está finalmente a sedimentar o merecido reconhecimento, quer como evento agudo quer como uma doença crónica. O interesse repentino no status do AVC deve-se ao impacto que esta entidade clínica gera no indivíduo, na sua família, nos serviços de saúde e na própria sociedade. A preocupação investigativa do presente estudo surge exatamente pela inquietação que a doença vascular cerebral representa em si mesma, não apenas pela panóplia de consequências negativas geradas no doente, como também pelo encargo que traz aos seus cuidadores. Na generalidade a ciência esforça-se por tornar inteligível o mundo da experiência humana. Já a ciência de enfermagem, esforça-se por tornar inteligível o conhecimento do homem e do seu mundo, na parte que se reveste de significado especial para o seu campo de ação (ELHART, 1983 cit in CARVALHO, 1996). Desta forma, é da responsabilidade do enfermeiro, nomeadamente, especialista em reabilitação averiguar as melhores evidências científicas a nível da qualidade de cuidados nesta área, para também, pela sua responsabilidade profissional e ética, prestar cuidados especializados nos três níveis de prevenção de modo a evitar a doença, reduzir a incapacidade quando surge e a minorar à posteriori a desvantagem do doente vítima de AVC perante a sociedade. Torna-se imperativo ter um conhecimento detalhado e atual nesta matéria, sob as várias perspectivas, para que os potenciais beneficiários se tornem alvo de eficiente reabilitação centrada na adaptação à inaptidão, cujos objetivos major são conseguir a maior independência na realização das atividades de vida diária (AVD´s) e na reaquisição de funções executivas compatíveis com uma qualidade de vida que minore os handicaps que restringem o indivíduo na participação das diferentes dimensões que o envolvem. O cérebro é totalmente responsável pela inteligência, personalidade, humor e pelas características que nos individualizam e levam os nossos semelhantes a reconhecerem-nos como humanos. A perca da função cerebral pode ser desumanizante, tornando-nos dependentes de outros (CAPLAN, 2009). A Organização Mundial de Saúde (OMS) define o AVC como sendo um

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comprometimento neurológico focal (ou global) que subitamente ocorre com sintomas persistindo para além de 24 horas, ou levando à morte, com provável origem vascular (World Health Organization [WHO], 2006). Muitos dos doentes que sobrevivem ao AVC ficam com sequelas de ordem física, sensorial e cognitiva. De facto, o AVC sendo a principal causa de incapacidade no adulto no mundo, leva à reforma precoce e a repercussões sócio-económicas devastadoras (MIN, 2010). De acordo com Bonita (1992 cit in TAMBARA, 2006), aproximadamente 85% dos acidentes vasculares cerebrais são de origem isquêmica e 15% hemorrágica; de entre os hemorrágicos, 10% são hemorragias intraparenquimatosas e 5% são hemorragias subaracnóideias. Relativamente ao AVC hemorrágico, este pode ser causado por “malformações arteriovenosas, ruptura de aneurisma, determinadas substâncias (por exemplo: anticoagulantes e anfetaminas) ou hipertensão descontrolada, podendo resultar em hemorragia craniana, extradural, subdural, subaracnóideia ou intracraniana” (p. 7). SMELTZER E BARE (2002 CIT IN VASCONCELOS, RODRIGUES, FREITAS E SOUSA, 2004) consideram que o AVC isquêmico pode ser dividido em cinco subtipos: trombose de grandes artérias (20%), trombose de pequenas artérias perfurantes (25%), acidente vascular cerebral embólico cardiogénico (20%), criptogénico (30%) e outros (5%).

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2. ACIDENTE VASCULAR CEREBRAL

O Acidente Vascular Cerebral, mais conhecido pela sigla AVC, é uma séria condição médica que acontece quando o suprimento de sangue que vai para o cérebro é rompido. Isso acontece porque, como todos os órgãos, o cérebro, para funcionar adequadamente, necessita de oxigênio e determinados nutrientes que provêm do sangue. Portanto, quando há um rompimento no fluxo sanguíneo, as células do cérebro começam a morrer, ocasionando diversos problemas cerebrais, podendo até chegar à morte. Por ser uma das doenças que mais matam no mundo, o AVC é uma

urgência médica e necessita de tratamento imediato, pois quanto antes diagnosticado o que está acontecendo, menos danos o paciente sofrerá. No Brasil, o AVC é a principal causa de morte por incapacidade: são 130 mil pessoas que morrem vítimas da doença. Além disso, estima-se que, em 2030, o número mundial de mortes pode ser de 7,8 milhões. A expressão Acidente Vascular Cerebral (AVC) refere-se a um conjunto de sintomas de deficiência neurológica, resultantes de lesões cerebrais provocadas por alteração da irrigação sanguínea.

De acordo com Phipps (2003) “ O acidente vascular cerebral pode ser

definido como um défice neurológico, de início súbito, que se prolonga por 24 horas”.

Sorensen e Luckman (1998) definem AVC como uma perturbação em que há perda súbita de consciência, ou perda da função motora ou sensorial, em consequência da ruptura ou oclusão de uma artéria cerebral. O AVC é uma manifestação, muitas vezes súbita, de insuficiência vascular do cérebro de origem arterial: espasmo, isquemia, hemorragia, trombose. (Manuila, Lewalle e Nicoulin, 2003). A Organização Mundial de Saúde (OMS), refere AVC como o

desenvolvimento rápido de sinais clínicos de distúrbios focais (ou globais) da função cerebral, com sintomas que perduram por um período superior a 24 horas ou conduzem à morte, sem outra causa aparente que a de origem vascular. (Nunes e Pereira 2005).

Silva (2007) diz “ O AVC corresponde à lesão cerebral resultante da

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interrupção aguda do fluxo sanguíneo arterial que pode surgir por uma obstrução do vaso provocada por um êmbolo/trombo (coágulo), pela pressão de perfusão cerebral

insuficiente ou pela ruptura da parede da artéria. ”

2. 1 Etiologia

Consideram-se a trombose, a hemorragia, a embolia e a isquemia cerebral transitória como sendo as causas imediatas de um AVC agudo. Nos três primeiros casos produz-se uma área focal de hipoxia ou necrose celular, correspondente ao território irrigado pela artéria ou atingido pela hemorragia, podendo ser envolvida por uma zona de edema mais ou menos extensa.

2.2 Tipos de AVC

O AVC pode ser classificado de duas maneiras: isquêmico ou hemorrágico. Veja abaixo o que caracteriza cada uma delas.

6 interrupção aguda do fluxo sanguíneo arterial que pode surgir por uma obstrução do vaso provocada

Fonte: redebrasilavc.org.br

AVC Isquêmico

Tipo de AVC mais comum acomete cerca de 80% dos pacientes , o AVC Isquêmico se deve ao fato da falta do fluxo sanguíneo para o cérebro. Isso pode ocorrer por 3 motivos:

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Obstrução arterial, através de um trombo ou um êmbolo; Queda na pressão de perfusão sanguínea, como em casos de choque;

Obstrução

na

drenagem

do

sangue

venoso

como

acontece

na trombose venosa , o que dificulta a entrada do sangue arterial no cérebro. É importante salientar que, nos primeiros momentos em que o AVC ocorre, não há morte do tecido cerebral, mas, por conta da falta de suprimento sanguíneo, ele se degenera muito rapidamente. Porém, há uma região em volta do acidente que possui um fluxo de sangue reduzido e que se mantém vivo por um tempo ainda. A ela,

dá-se o nome de penumbra, e é justamente nela que os esforços terapêuticos se concentram na hora do tratamento. Dentro do AVC Isquêmico há ainda um subtipo, chamado Ataque Isquêmico Transitório (AIT). O AIT se caracteriza por um entupimento passageiro em um dos vasos sanguíneos, mas que não chega a causar uma lesão cerebral. Ou seja, é um déficit de sangue momentâneo que se reverte em poucos minutos ou em até 24 horas, sem deixar sequelas. Caso o tempo de 24 horas ultrapasse e o AIT ainda não tenha se revertido, ele passa a se chamar Acidente Isquêmico Vascular por Definição.

AVC Hemorrágico

Esse tipo de AVC é o menos comum de ocorrer, porém não deixa de ser grave. Ele acontece quando há uma ruptura de um vaso sanguíneo localizado dentro do crânio do paciente, causando uma ação irritativa por conta do contato do sangue com o parênquima nervoso (tecido cerebral com maior função). Além disso, essa inflamação, juntamente com a pressão que o coágulo faz sobre o tecido nervoso, prejudica e degenera o cérebro, bem como a sua função. A hemorragia intracraniana acontece por um desses dois motivos:

Ruptura dos aneurismas de Charcot-Bouchard pequenas bolsas das artérias cerebrais que se formam por hipertensão arterial descontrolada ou não tratada; Sangramento de aneurismas cerebrais no espaço liquórico ou subaracnóideo (partes formadoras do cérebro) provavelmente possuem origem congênita.

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  • 2. 3 Epidemiologia

Em escala mundial, o acidente vascular cerebral (AVC) é a segunda principal causa de morte. É uma doença que ocorre predominantemente em adultos de meia- -idade e idosos1,2. Nas últimas décadas, o Brasil vem mudando o seu perfil de morbimortalidade, com as doenças crônicas não transmissíveis liderando as principais causas de morte. Entre as mais importantes doenças crônicas está o AVC, que é uma das principais causas de internações e mortalidade, causando na grande maioria dos pacientes, algum tipo de deficiência, seja parcial ou completa. No Brasil, foram registradas 160.621 internações por doenças cerebrovasculares em 2009, segundo os dados de domínio público do Sistema Único de Saúde (DATASUS), do Ministério da Saúde. A taxa de mortalidade foi de 51,8 a cada grupo de 100.000 habitantes. O grupo acima de 80 anos representou quase 35% dos 99.174 óbitos. O estudo de Pinheiro e Vianna4 analisou essa temática, sobre a taxa de mortalidade numa região específica do Brasil. Os autores avaliaram o comportamento da taxa de mortalidade específica (TME) por AVC, na população do Distrito Federal, entre 1995 e 2005. De acordo com os resultados, houve uma redução da TME no sexo masculino entre 30 e 79 anos, com aumento da taxa nos indivíduos acima de 80 anos. Quanto ao sexo feminino, houve aumento da TME entre 30 e 49 anos, e na faixa etária acima dos 80 anos.

  • 2. 4 Acidente Vascular Cerebral Isquêmico

O AVC isquêmico é a falta de sangue numa região do cérebro, devido a uma obstrução num vaso sanguíneo cerebral, que pode causar sequelas graves ou até mesmo a morte do indivíduo, se ele não for socorrido à tempo. O AVC isquêmico transitório é um tipo de AVC isquêmico menos grave e que ocorre quando o fornecimento de sangue para o cérebro é interrompido por um curto período de tempo. Os sintomas do AVC isquêmico transitório são sentidos por

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pouco tempo, entre 1 a 2 horas, desaparecendo dentro de 24 horas. AVC isquêmico e hemorrágico A diferença entre o AVC isquêmico e o AVC hemorrágico são:

AVC Isquêmico: ocorre devido a falta de sangue no cérebro e AVC Hemorrágico: ocorre devido ao extravasamento de sangue no cérebro. Os sintomas são semelhantes nos dois tipos de AVC, mas no hemorrágico, os pacientes podem sentir pressão dentro da cabeça. O tratamento do AVC isquêmico e do AVC hemorrágico é diferente. No primeiro caso, o objetivo é resolver a obstrução da artéria que causa o AVC, enquanto no segundo o tratamento irá impedir a hemorragia cerebral. Sintomas do AVC isquêmico Os sintomas do AVC isquêmico desenrolam-se em poucos minutos e podem

ser:

Dores de cabeça muito fortes; Perda de força ou paralisia de um dos lados do corpo; Dificuldade em falar e compreender; Dificuldade para engolir; Alterações visuais; Tonturas; Boca torta. Existem vários fatores de risco para o AVC isquêmico como a hipertensão, doenças cardiovasculares, colesterol alto, tabagismo, diabetes ou excesso de peso. O diagnóstico do AVC isquêmico pode ser feito pela análise dos sintomas do paciente ou recorrendo a exames de imagem como tomografia computadorizada ou ressonância magnética. Causas do AVC isquêmico As causas do AVC isquêmico estão relacionadas com alterações no fluxo sanguíneo e podem ser:

Aterosclerose;

Arritmia cardíaca;

Doenças das válvulas cardíacas;

Endocardite;

Distúrbios na coagulação do sangue;

Insuficiência cardíaca;

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Infarto agudo do miocárdio. A pressão baixa também pode causar um AVC isquêmico, pois reduz o fluxo sanguíneo para o cérebro e causa estreitamento das artérias cerebrais.

Diagnóstico

Caso suspeite de que você, ou alguém que você conheça, está tendo um AVC, um diagnóstico caseiro pode ser feito no ato para verificar se o caso é o acidente vascular ou não. Esse diagnóstico se chama FAST (do inglês: face (rosto), arms (braços), speech (fala) e time (tempo) e é um teste eficaz, pois 9 em cada 10 casos de AVC podem ser identificados apenas com esse teste. Rosto: Peça à pessoa para sorrir. Um dos lados do rosto está com aspecto “tombado”? Braços: Peça à pessoa para levantar ambos os braços. Um dos braços insiste em ficar mais baixo ou é incapaz de se levantar? Fala: Peça à pessoa para dizer uma frase bem simples. Ela está falando de forma estranha ou arrastada? Tempo: Se observar qualquer um desses sinais, chame imediatamente uma ambulância e fique no aguardo do atendimento médico. Lembre-se: o tempo, nesse caso, é fundamental. Após chegar ao hospital, o médico que poderá ser um médico de emergência (clínico geral), um neurologista ou um neurocirurgião irá realizar uma bateria de exames em você, a fim de descobrir exatamente o que causou o AVC. A realização desse procedimento é muito importante, pois só assim o tratamento mais eficaz poderá ser indicado. Dentre os exames, estão:

Exame clínico

Essa primeira etapa pode ser subdividida em outras três:

  • 1. Na primeira, o médico irá fazer perguntas sobre os sintomas que o paciente vem tendo, quando começaram e o que estava sendo feito quando os sintomas apareceram. Após isso, ele irá verificar se esses sintomas ainda permanecem.

  • 2. Em seguida, o médico vai querer saber sobre os medicamentos que o paciente toma, bem como o histórico familiar de doenças cardíacas, AIT e AVC.

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oftalmoscópio, a fim de verificar se há sinais de cristais minúsculos de colesterol ou coágulos nos vasos sanguíneos na parte de trás dos olhos do paciente.

Exame de sangue

Apenas um exame clínico não irá dar ao médico um diagnóstico preciso. Por isso, é preciso fazer exames adicionais. Um deles é o exame de sangue, que pode identificar o tempo de coagulação do sangue, bem como a taxa de açúcar presente nele e se os produtos químicos críticos ao sangue estão fora de equilíbrio. Além disso, um exame de sangue também pode identificar se você possui

algum tipo de infecção.

Tomografia computadorizada

Através de uma série de raios-x, a tomografia computadorizada visa criar uma imagem detalhada do seu cérebro. Dentre diversos fatores, ela pode mostrar uma

hemorragia, um tumor ou, no caso, um AVC.

Ressonância magnética

Na ressonância magnética, o médico consegue verificar se o seu tecido nervoso está danificado por algum acidente vascular ou hemorragia cerebral através de ondas de rádio e ímãs.

Ultrassom da carótida

Com esse teste, ondas sonoras criam imagens do interior das artérias

carótidas localizadas no pescoço. Através dele, é possível verificar se há acúmulo de placas gordurosas e também se o fluxo de sangue está normal ou não.

Angiografia do cérebro

Na angiografia, o médico insere um cateter através de uma pequena incisão (normalmente localizada na virilha) e o move entre as suas artérias principais, bem como na carótida ou artéria vertebral. Com esse procedimento, é possível ver detalhadamente as artérias do cérebro e do pescoço e constatar se há algum tipo de alteração.

Ecocardiograma

Através de ondas sonoras, o médico consegue ver imagens detalhadas do

seu coração. Por conta disso, o eletrocardiograma mostra se há alguma fonte de coágulo no órgão e que possa, eventualmente, ter se deslocado até o cérebro, causando, assim, o AVC.

Tratamento para AVC Isquêmico

Para tratar esse tipo de AVC, os médicos precisam restaurar rapidamente o

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fluxo sanguíneo para o cérebro do paciente.

Tratamento emergencial com medicamentos

Esse procedimento, se feito de maneira rápida, pode não só aumentar a sua chance de sobrevivência, mas também de reduzir as eventuais complicações. Os médicos podem se utilizar de:

Aspirina: reduz a probabilidade de outro AVC ocorrer; Injeção intravenosa de ativador do plasminogênio dos tecidos: restaura o fluxo sanguíneo através da dissolução do coágulo.

Procedimentos emergenciais

Às vezes, o médico pode recorrer a procedimentos emergenciais que não os

medicamentos citados anteriormente. Esses procedimentos podem ser:

Medicamentos injetados diretamente no cérebro; Remoção mecânica do coágulo. Importante: Estudos recentes dizem que esses dois procedimentos não são

benéficos para grande parte dos pacientes com AVC. É preciso que os médicos verifiquem detalhadamente se o uso desses procedimentos pode ser feito ou não.

Demais procedimentos

Para diminuir as chances do paciente sofrer com outro AVC, os médicos podem recomendar um procedimento que irá abrir uma artéria que está estreitada por conta do acúmulo de gorduras. Veja quais são:

Endarterctomia carotídea: Esse procedimento visa a retirada das placas que estão impedindo o sangue a ter o seu fluxo normal dentro das artérias localizadas no pescoço. É preciso enfatizar que a endarterctomia também possui certos riscos, principalmente em pessoas que tenham doenças cardíacas ou outras condições médicas. Angioplastia e stents: Através do uso de um balão, as artérias estreitadas são expandidas. Em seguida, um stent pequeno tubo expansível e em forma de malha é inserido a fim de apoiar a artéria aberta. . Recuperação e Reabilitação Pessoas que, felizmente, sobreviveram a um AVC, precisam de suporte e tratamentos auxiliares a longo prazo:

Fisioterapia para restaurar o movimento perdido; Terapia ocupacional para reaprender a executar tarefas diárias, como as que envolvem higiene pessoal;

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Fonoaudiologia para melhorar a capacidade de falar e se comunicar;

Psicólogo

para

ajudar

a

lidar

com

os

sentimentos

de ansiedade ou depressão. Prevenção

Seguir algumas dicas pode ser de extrema importância para manter a saúde em dia e, assim, evitar que um AVC o acometa:

Procure saber se você possui alguma doença que possa vir a desencadear um AVC (como diabetes, hipertensão ou colesterol alto); Seja ativo e faça exercícios físicos regularmente; Tenha uma dieta saudável no seu dia a dia, rica em verduras e legumes e com pouco sal; Controle o seu consumo de álcool; Evite fumar caso o faça, procure parar o quanto antes; Aprenda a reconhecer os primeiros sintomas do AVC (teste FAST). Com essas dicas e as demais informações constantes nesse texto, controlar seus fatores de risco, bem como saber identificar os primeiros sinais de um AVC, será muito mais fácil.

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3. CONCLUSÃO

Podemos inferir que o AVC após a análise dos estudos foi possível concluir que há um consenso dos autores nos estudos em que a população deve saber os sinais e sintomas iniciais do AVCi, e não só saber como também que os minutos nesta patologia é fundamental. Essa educação social é feita em sua grande maioria pelos Postos de Saúde, e que pelo número da incidência só aumentado isso não está sendo um trabalho bem realizado. O familiar ou responsável ou a pessoa que está vendo uma pessoa sofrer um AVCi deve chamar socorro adequado imediatamente, de preferência o SAMU, pois dentro da ambulância o responsável entra em contato com a unidade de saúde especializada em AVC e também faz os atendimentos que agilizem as ações na unidade especializada. No atendimento deve ser feito um diagnóstico imediato com os profissionais (neurologista, neurorradiologista, departamento de radiologia, equipe de enfermagem e técnico em eletrocardiograma) já avisados pelo SAMU e que devem estar esperando o paciente.

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