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Contabilidade

Avançada

Pós-Graduação a Distância

Brasília-DF, 2009.

1
Elaboração:

Rogério de Moraes Silva

Avaliação e revisão:

Equipe Técnica do CETEB


Contabilidade Avançada

2 Universidade Gama Filho


Sumário

Apresentação........................................................................................................................................ 4

Organização do Caderno de Estudos e Pesquisa ................................................................................ 5

Organização da Disciplina ................................................................................................................... 6

Introdução ............................................................................................................................................ 7

Unidade I – Avaliação de Investimentos ............................................................................................ 9

Capítulo 1 – Avaliação de Investimento em Coligadas e Controladas pelo


Método da Equivalência Patrimonial ........................................................................ 9

Capítulo 2 – Investimento em Sociedades Coligadas ou Controladas Avaliado


pelo Valor de Patrimônio Líquido.............................................................................. 12

Unidade II – Equivalência Patrimonial................................................................................................ 17

Capítulo 3 – Método da Equivalência Patrimonial ........................................................................ 17

Capítulo 4 – Demonstrações Contábeis Consolidadas .................................................................. 27

Unidade III – Transações em Moeda Estrangeira e Operações no Exterior ..................................... 31

Capítulo 5 – Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis ................................... 31

Capítulo 6 – Transações em Moedas Estrangeiras....................................................................... 37

Capítulo 7 – Conversão das Demonstrações Contábeis para


Moeda Diferente da Moeda Funcional ...................................................................... 41

Para (não) finalizar ............................................................................................................................... 44

Referências ........................................................................................................................................... 45

Pós-Graduação a Distância

3
Apresentação

Caro aluno,

Bem-vindo ao estudo da disciplina Contabilidade Avançada.

Este é o nosso Caderno de Estudos, material elaborado com o objetivo de contribuir para a realização e o desenvolvimento
de seus estudos sobre Contabilidade.

Para que você se informe sobre o conteúdo a ser estudado nas próximas semanas, conheça os objetivos da disciplina, a
organização dos temas e o número de horas de estudo que devem ser dedicadas a cada unidade.

A carga horária do curso é de 40 (quarenta) horas destinadas aos estudos de conteúdos, reflexões e à elaboração das
atividades, cabendo a você administrar seu tempo conforme a sua disponibilidade. Mas, lembre-se, há uma data limite
para a conclusão do curso, implicando a apresentação, ao seu tutor, das atividades avaliativas indicadas na folha anexa,
que contém as respectivas pontuações e prazos determinados.

Os conteúdos foram organizados em unidades de estudo, subdivididas em capítulos de forma didática, objetiva e coerente.
Eles serão abordados por meio de textos básicos, com questões para reflexão, que farão parte das atividades avaliativas
do curso; serão indicadas, também, fontes de consulta para aprofundamento dos estudos com leituras e pesquisas
complementares.

Desejamos a você um trabalho proveitoso sobre os temas abordados nesta disciplina! Lembre-se de que, apesar de
distantes, podemos estar muito próximos.

A Coordenação do PosEAD
Implementação da Gestão por Projetos
Organização e Avançada
Contabilidade

4 Universidade Gama Filho


Apresentação
Organização do Caderno de Estudos e Pesquisa

Organização do Caderno de Estudos e Pesquisa

Apresentação: Mensagem da Coordenação do PosEAD ao cursista.

Organização da Disciplina: Apresentação dos objetivos e da carga horária das unidades.

Introdução: Contextualização do estudo a ser desenvolvido por você na disciplina, indicando a importância desta para
a sua formação acadêmica.

Ícones utilizados no material didático

Provocação: Pensamentos inseridos no material didático para provocar a reflexão sobre sua prática
e seus sentimentos ao desenvolver os estudos em cada disciplina.

Para refletir: Questões inseridas durante o estudo da disciplina, para estimulá-lo a pensar a respeito do
assunto proposto. Registre aqui a sua visão, sem se preocupar com o conteúdo do texto. O importante
é verificar seus conhecimentos, suas experiências e seus sentimentos. É fundamental que você reflita
sobre as questões propostas. Elas são o ponto de partida de nosso trabalho.

Textos para leitura complementar: Novos textos, trechos de textos referenciais, conceitos de
dicionários, exemplos e sugestões, para lhe apresentar novas visões sobre o tema abordado no texto
básico.

Sintetizando e enriquecendo nossas informações: Espaço para você fazer uma síntese dos textos
e enriquecê-los com a sua contribuição pessoal.

Sugestão de leituras, filmes, sites e pesquisas: Aprofundamento das discussões.

Praticando: Atividades sugeridas, no decorrer das leituras, com o objetivo pedagógico de fortalecer
o processo de aprendizagem.
Pós-Graduação a Distância

Para (não) finalizar: Texto, ao final do Caderno, com a intenção de instigá-lo a prosseguir com a
reflexão.

Referências: Bibliografia consultada para a elaboração do curso. Você poderá consultá-la também.

Direitos reservados ao CETEB 5


Organização da Disciplina

Ementa da disciplina:

Avaliação de investimentos; relevância individual e coletiva; agis, deságio e provisão; participação minonitária; conversão
de demonstrações financeiras para moeda estrangeira e taxas de câmbio.

Objetivos:

– Avaliar investimentos em coligadas e controladas.

– Aprofundar o conhecimento sobre o método de equivalência patrimonial.

– Conhecer o processo de conversão das demonstrações contábeis para moeda estrangeira.

– Identificar transações em moeda estrangeira.

Unidade I – Avaliação de Investimentos


Carga horária: 10 horas

Conteúdo Capítulo
Avaliação de Investimentos em Coligadas e Controladas pelo Método
1
da Equivalência Patrimonial
Investimento em Sociedades Coligadas ou Controladas Avaliado pelo
2
Valor de Patrimônio Líquido

Unidade II – Equivalência Patrimonial


Carga horária: 10 horas

Conteúdo Capítulo
Método da Equivalência Patrimonial 3
Demonstrações Contábeis Consolidadas 4
Implementação da Gestão por Projetos

Unidade III – Transações em moeda estrangeira e operações no exterior


Carga horária: 20 horas

Conteúdo Capítulo
Taxas de Câmbio e Conversão de Demonstrações Contábeis. 5
Transações em Moeda Estrangeira 6
Organização e Avançada

Conversão das Demonstrações Contábeis para Moeda Diferente da


7
Moeda Funcional
Contabilidade

6 Universidade Gama Filho


Introdução

CONTABILIDADE AVANÇADA

Buscaremos transmitir os assuntos


mais avançados da contabilidade,
visando desenvolver no corpo discente
habilidades com as práticas contábeis
contemporâneas.

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A Contabilidade, como ciência, exerce um papel importante na sociedade. Deixou de ser considerada apenas um instrumento
de escrituração fiscal e é reconhecida como uma ferramenta que atua diretamente nas decições das empresas e de outros
segmentos da sociedade, como investidores, sindicatos, bancos, servidores.

O profissional da Contabilidade deve, diante da evolução da competitividade dos mercados, estar sempre atento,
interagindo com as inovações tecnológicas, filtrando informações e se preparando constantemente para o exercício de
sua função gerencial.

Esta disciplina se propõe, portanto, a levantar tópicos importantes sobre a Contabilidade Avançada, distribuíndo em
três temas principais:

– Avaliação de Investimentos.

– Equivalência Patrimonial.

– Transações em moeda estrangeira e operações no exterior.

Com isso, pretendo propiciar-lhe algumas horas de estudo, com ênfase na avaliação de investimentos em coligadas e
controladas, no método de equivalência patrimonial, no processo de conversão das demonstrações contábeis para moeda
estrangeira e na identificação de transações em moeda estrangeira.

Espero que você tenha sucesso em seus estudos. Conte com minha participação. Estarei sempre disponível para sanar
qualquer dúvida.

Sucesso!
Pós-Graduação a Distância

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Organização e Avançada
Contabilidade Implementação da Gestão por Projetos

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Universidade Gama Filho
Unidade I

Avaliação de Investimentos

Capítulo 1 – Avaliação de Investimentos em Coligadas e


Controladas pelo Método da Equivalência Patrimonial

Acesse o endereço abaixo e leia, na íntegra, o texto da:

Lei no 6.404, De 15 de dezembro de 1976.

Dispõe sobre as Sociedades por Ações.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6404consol.htm

Balanço Patrimonial
Os investimentos em coligadas ou em controladas, constantes do balanço patrimonial de uma companhia ou de outras
sociedades, que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum, serão avaliados pelo método da
equivalência patrimonial, nos seguintes termos:
• determinar-se-á o valor do Patrimônio Líquido da coligada ou da controlada de acordo com o Balanço Patrimonial
ou Balancete de Verificação levantado, na mesma data, ou até 60 (sessenta) dias, no máximo, antes da data
do balanço da companhia; no valor do Patrimônio Líquido não serão computados os resultados não realizados
decorrentes de negócios com a companhia, ou com outras sociedades coligadas à companhia, ou por ela controladas,
devendo a sociedade coligada, sempre que solicitada pela companhia, elaborar e fornecer o balanço ou balancete
de verificação.

• sobre o valor de Patrimônio Líquido referido acima, o valor do investimento será determinado mediante a aplicação
da porcentagem de participação no capital da coligada ou controlada;
Pós-Graduação a Distância

• somente será registrada como resultado do exercício a diferença entre o valor do investimento e o custo de
aquisição corrigido monetariamente:
– se decorrer de lucro ou prejuízo apurado na coligada ou controlada;
– se corresponder, comprovadamente, a ganhos ou perdas efetivos;
– no caso de companhia aberta, com observância das normas expedidas pela Comissão de Valores Mobiliários.
Na determinação da relevância do investimento serão computados, como parte do custo de aquisição, os saldos de
créditos da companhia contra as coligadas e controladas.

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Avaliação de Investimentos Unidade I

Acesse o endereço abaixo e leia, na íntegra, o texto da:

Medida Provisória no 449, de 2008

Altera a legislação tributária federal relativa ao parcelamento ordinário de débitos tributários,


concede remissão nos casos em que especifica, institui regime tributário de transição, e dá outras
providências.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Mpv/449.htm

Resolução do Conselho Federal de Contabilidade – CFC no 1.152, de 23.01.2009 – NBC T 19.18


O conceito de coligada e o alcance da aplicação do método da equivalência patrimonial dos investimentos em coligadas
classificados no ativo permanente, foram alterados pela Lei no 11.638/07 e pela Medida Provisória no 449/08.
Serão avaliados pelo método de equivalência patrimonial os investimentos em sociedades:
• em que a administração tenha influência significativa;
• em que a administração participe com 20% ou mais do capital votante;
• que façam parte de um mesmo grupo ou estejam sob controle comum.
Os ajustes na data de transição devem ser registrados:
• Pela diferença apurada na aplicação do método de equivalência patrimonial, na data de transição, devendo ser
registrada contra lucros ou prejuízos acumulados, para os investimentos adquiridos antes da data de transição
que passarem a ser avaliados pelo método de equivalência patrimonial. Pode a entidade retroagir o cálculo de
equivalência, apurando ágio ou deságio que teria sido gerado na data original do investimento feito, desde que as
atuais circunstâncias para a aplicação do método de equivalência estejam presentes. Nesse caso, deve efetuar o
cálculo do ágio ou deságio para todos os investimentos efetuados no período que retroagir.
O ágio e/ou deságio deve ser contabilizado com indicação do fundamento econômico que o determinou, isto é:
Implementação da Gestão por Projetos

– valor de mercado de ativos e passivos da coligada diferente do valor contábil; e/ou


– expectativa de rentabilidade futura. Os ágios que não possam ser justificados por esses fundamentos
econômicos não se qualificam para ser reconhecidos como ativos e não devem ser contabilizados. O deságio
terá o tratamento da normatização em vigor.
• Para os investimentos permanentes que deixarem de ser avaliados pelo método de equivalência patrimonial:
– considerar o valor contábil do investimento, incluindo ágio ou deságio não amortizado e provisão para perdas,
existente no balanço no início do exercício mais recente em que a entidade adotar a Lei no 11.638/07 e a
Organização e Avançada

Medida Provisória no 449/08 pela primeira vez, como novo valor de custo para fins de mensuração futura e
de determinação do seu valor recuperável;
– contabilizar, em contrapartida desses investimentos, os dividendos que vierem a ser recebidos por conta de
Contabilidade

lucros que já tiverem sido reconhecidos por equivalência patrimonial.

Os demais investimentos devem ser reclassificados de acordo com a intenção da administração, com aplicação dos
instrumentos financeiros para aqueles que não se qualifiquem como investimentos no ativo não circulante (inciso IV do
art. 183 da Lei no 6.404/76, conforme redação dada pela Lei no 11.638/07 e pela Medida Provisória no 449/08).

10 Universidade Gama Filho


Avaliação de Investimentos Unidade I

Demonstrações Consolidadas
A Lei no 6.404/76, art. 249, diz que “A companhia aberta que tiver mais de 30% (trinta por cento) do valor do seu
patrimônio líquido representando por investimento em sociedades controladas deverá elaborar e divulgar, juntamente
com suas demostrações financeiras, demostrações consolidadas nos termos do artigo 250.“
Pórem a Instrução no 247/96 da CVM, art. 21, diz que “Ao fim de cada exercício social, demostrações contábeis
consolidadas devem ser elaboradas por:
• companhia aberta que possuir investimento em sociedade controladas, incluindo as sociedade controladas em
conjunto referidas no artigo 32 desta intrução;
• sociedade de comando de grupo de sociedades que inclua companhia aberta.”
A companhia deverá elaborar e divulgar as demostrações consolidadas, juntamente com suas demonstrações financeiras,
podendo a comissão de Valores Mobiliário – CVM:
• expedir normas sobre as demonstrações que devam ser abrangidas na consolidação;
• determinar a inclusão de sociedades que, embora não controladas, sejam financeira ou administrativamente
dependentes da companhia;
• autorizar, em casos especiais, a exclusão de uma ou mais sociedades controladas.

Normas sobre Consolidação


Seguem abaixo algumas normas sobre demonstrações consolidadas:
• das demonstrações financeiras consolidadas serão excluídas:
– as participações de uma sociedade em outra;
– os saldos de quaisquer contas entre as sociedades;
– as parcelas dos resultados do exercício, dos lucros ou prejuízos acumulados e do custo de estoques ou
do ativo não-circulante que corresponderem a resultados, ainda não realizados, de negócios entre as
sociedades.
• destacar-se-á, respectivamente, no balanço patrimonial e na demonstração do resultado do exercício, a
participação dos acionistas não controladores no patrimônio líquido e no lucro do exercício;
• a parcela do custo de aquisição do investimento em controlada, que não for absorvida na consolidação, deverá
ser mantida no ativo não-circulante, com dedução da provisão adequada para perdas já comprovadas, e será
objeto de nota explicativa;
• o valor da participação que exceder do custo de aquisição constituirá parcela destacada dos resultados de
exercícios futuros até que fique comprovada a existência de ganho efetivo;
Pós-Graduação a Distância

• as sociedades controladas, cujo exercício social termine mais de 60 (sessenta) dias antes da data do
encerramento do exercício da companhia, elaborarão demonstrações financeiras extraordinárias em data
compreendida nesse prazo.

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Avaliação de Investimentos Unidade I

Acesse o endereço abaixo e leia, na íntegra, o texto do:


Decreto-Lei no 1.598, de 26 de dezembro de 1977.
Altera a legislação do imposto sobre a renda.
http://www.planalto.gov.br/ccivil/decreto-lei/Del1598.htm
Implementação da Gestão por Projetos
Organização e Avançada
Contabilidade

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Avaliação de Investimentos Unidade I

Capítulo 2 – Investimento em Sociedades Coligadas ou


Controladas Avaliado pelo Valor de Patrimônio Líquido

Desdobramento do Custo de Aquisição


O contribuinte que avaliar investimento deverá, por ocasião da aquisição da participação, desdobrar o custo de aquisição
em:

• valor de patrimônio líquido na época da aquisição;

• ágio ou deságio na aquisição, que será a diferença entre o custo de aquisição do investimento e o valor do
patrimônio líquido na época da aquisição.

O valor de patrimônio líquido e o ágio ou deságio serão registrados em subcontas distintas do custo de aquisição do
investimento.

O lançamento do ágio ou deságio deverá indicar seu fundamento econômico, entre os seguintes:

• valor de mercado de bens do ativo da coligada ou controlada superior ou inferior ao custo registrado na sua
contabilidade;

• valor de rentabilidade da coligada ou controlada, com base em previsão dos resultados nos exercícios
futuros;

• fundo de comércio, intangíveis e outras razões econômicas.

Avaliação do Investimento no Balanço da Coligada ou Controlada


O contribuinte deverá avaliar o investimento pelo valor de patrimônio líquido de acordo com as seguintes normas:

• o valor de patrimônio líquido será determinado com base em balanço patrimonial ou balancete de verificação,
que deverá ser levantado na mesma data do balanço do contribuinte ou em até 2 meses, no máximo, antes
dessa data, com observância da lei comercial, inclusive quanto à dedução das participações nos resultados
e da provisão para o imposto de renda. Esse prazo aplica-se aos balanços ou balancetes de verificação das
sociedades de que a coligada ou controlada participe, direta ou indiretamente, com investimentos relevantes
que devam ser avaliados pelo valor de patrimônio líquido para efeito de determinar o valor de patrimônio líquido
da coligada ou controlada;
Pós-Graduação a Distância

• o contribuinte deverá eliminar as diferenças relevantes decorrentes da diversidade de critérios contábeis se


os adotados pela coligada ou controlada e pelo contribuinte não forem uniformes;

• o balanço ou balancete levantado em data anterior à do balanço do contribuinte deverá ser ajustado para
registrar os efeitos relevantes de fatos extraordinários ocorridos no período;

• o valor do investimento do contribuinte será determinado mediante a aplicação da porcentagem da participação


do contribuinte, sobre o valor de patrimônio líquido ajustado de acordo com os números anteriores.

13
Avaliação de Investimentos Unidade I

Ajuste do Valor do Investimento e Dividendos


Depois de registrada a correção monetária do exercício, o valor do investimento deverá ser ajustado ao valor de patrimônio
líquido, na data do balanço, mediante o lançamento da diferença a débito ou a crédito da conta de investimento.

Como deverão ser registrados, pelo contribuinte, os lucros ou


dividendos distribuídos pela coligada ou controlada?

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Os lucros ou dividendos distribuídos deverão ser registrados como diminuição do valor de patrimônio líquido do investimento
e não influenciarão as contas de resultado.

Contrapartida do Ajuste no Valor do Investimento


Não serão computadas na determinação do lucro real:

• as contrapartidas de ajuste por aumento ou redução no valor do patrimônio líquido do investimento;

• as contrapartidas de ajuste do valor do investimento ou da amortização do ágio ou deságio na aquisição;

• os ganhos ou perdas de capital derivados de investimentos em sociedades estrangeiras coligadas ou controladas


Implementação da Gestão por Projetos

que não funcionem no País.

Ajuste Decorrente de Reavaliação na Coligada ou Controlada


A contrapartida do ajuste por aumento do valor do patrimônio líquido do investimento em virtude de reavaliação de bens
do ativo da coligada ou controlada, por constituir reserva de reavaliação, deverá ser compensada pela baixa do ágio na
aquisição do investimento com fundamento no valor de mercado dos bens reavaliados:
Organização e Avançada

O ajuste do valor de patrimônio líquido correspondente a reavaliação de bens diferentes dos que serviram de fundamento
ao ágio, ou a reavaliação por valor superior ao que justificou o ágio, deverá ser computado no lucro real do contribuinte,
salvo se ele registrar a contrapartida do ajuste como reserva de reavaliação:
Contabilidade

O valor da reserva de reavaliação de reajuste deverá ser computado na determinação do lucro real do período-base em
que o contribuinte alienar ou liquidar o investimento, ou em que utilizar a reserva de reavaliação para aumento do seu
capital social.

14 Universidade Gama Filho


Avaliação de Investimentos Unidade I

A reserva de reavaliação do contribuinte não será computada na determinação do lucro real:

• nos períodos-base em que a coligada ou controlada computar sua reserva de reavaliação na determinação do
lucro real; ou

• no período-base em que a coligada ou controlada utilizar sua reserva de reavaliação para absorver prejuízos.

Na conclusão da venda, a reserva relativa a participações societárias vinculadas ao Fundo Nacional de Desestatização
poderá ser estornada em contrapartida da conta de investimentos.

Amortização do Ágio ou Deságio


As contrapartidas da amortização do ágio ou deságio da avaliação do investimento em sociedade coligada ou controlada
pelo valor de patrimônio líquido não serão computadas na determinação do lucro real, ressalvado na alienação ou liquidação
do investimento.

Disposições Transitórias
No balanço de abertura do período-base, o contribuinte que tiver o dever legal de avaliar investimento em coligada ou
controlada, pelo valor de patrimônio líquido, deverá proceder à primeira avaliação; a diferença entre esse valor e o custo
de aquisição que estiver registrado na contabilidade terá o seguinte tratamento:

• o valor de patrimônio líquido que exceder do custo de aquisição não será computado na determinação do lucro
real desde que creditado à conta de reservas de lucros, como ajuste especial de exercícios anteriores;

• o custo de aquisição que exceder do valor de patrimônio líquido será registrado como ágio:
– nos termos do valor de mercado de bens do ativo da coligada ou controlada superior ou inferior ao custo
registrado na sua contabilidade, se tiver fundamento no valor de mercado de bens do ativo da coligada ou
controlada;
– nos termos de fundo de comércio, intangíveis e outras razões econômicas, o que exceder o valor de que
trata a letra anterior.

Acesse o endereço abaixo e leia, na integra, o texto da:

Lei no 9.249, de 26 de dezembro de 1995.

Altera a legislação do imposto de renda das pessoas jurídicas, bem como da contribuição social
Pós-Graduação a Distância

sobre o lucro líquido, e dá outras providências.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9249.htm

Ganhos auferidos no exterior


Serão computados, na determinação do lucro real das pessoas jurídicas correspondente ao balanço levantado em 31 de
dezembro de cada ano: os lucros, rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior.

15
Avaliação de Investimentos Unidade I

Os rendimentos e ganhos de capital auferidos no exterior serão computados com observância do seguinte:

• os rendimentos e ganhos de capital serão convertidos em Reais de acordo com a taxa de câmbio, para venda,
na data em que forem contabilizados no Brasil;

• caso a moeda em que for auferido o rendimento ou ganho de capital não tiver cotação no Brasil, será ela
convertida em dólares norte-americanos e, em seguida, em Reais.

Os lucros auferidos por filiais, sucursais ou controladas, no exterior, de pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil, serão
computados na apuração do lucro real com observância do seguinte:

• as filiais, sucursais e controladas deverão demonstrar a apuração dos lucros que auferirem em cada um de
seus exercícios fiscais, segundo as normas da legislação brasileira;

• os lucros a que se refere o item anterior serão adicionados ao lucro líquido da matriz ou controladora, na
proporção de sua participação acionária, para apuração do lucro real;

• se a pessoa jurídica se extinguir no curso do exercício, deverá adicionar ao seu lucro líquido os lucros auferidos
por filiais, sucursais ou controladas, até a data do balanço de encerramento;

• as demonstrações financeiras das filiais, sucursais e controladas que embasarem as demonstrações em Reais
deverão ser mantidas no Brasil pelo prazo previsto no art. 173 da Lei no 5.172, de 25 de outubro de 1966.

Os lucros auferidos no exterior por coligadas de pessoas jurídicas domiciliadas no Brasil serão computados na apuração
do lucro real com observância do seguinte:

• os lucros realizados pela coligada serão adicionados ao lucro líquido, na proporção da participação da pessoa
jurídica no capital da coligada;

• os lucros a serem computados na apuração do lucro real são os apurados no balanço ou balanços levantados
pela coligada no curso do período-base da pessoa jurídica;

• se a pessoa jurídica se extinguir no curso do exercício, deverá adicionar ao seu lucro líquido, para apuração
do lucro real, sua participação nos lucros da coligada apurados por ela em balanços levantados até a data do
balanço de encerramento da pessoa jurídica;
Implementação da Gestão por Projetos

• a pessoa jurídica deverá conservar em seu poder cópia das demonstrações financeiras da coligada.

Os lucros serão convertidos em Reais pela taxa de câmbio, para venda, do dia das demonstrações financeiras em que
tenham sido apurados os lucros da filial, sucursal, controlada ou coligada.

Os prejuízos e perdas decorrentes das operações não serão compensados com lucros auferidos no Brasil.

A pessoa jurídica poderá compensar o imposto de renda incidente no exterior sobre os lucros, rendimentos e ganhos
de capital computados no lucro real, até o limite do imposto de renda incidente no Brasil sobre os referidos lucros,
rendimentos ou ganhos de capital.
Organização e Avançada

Para fins de compensação, o documento relativo ao imposto de renda incidente no exterior deverá ser reconhecido pelo
respectivo órgão arrecadador e pelo Consulado da Embaixada Brasileira no país em que for devido o imposto.
Contabilidade

O imposto de renda a ser compensado será convertido em quantidade de Reais, de acordo com a taxa de câmbio, para
venda, na data em que o imposto foi pago; caso a moeda em que o imposto foi pago não tiver cotação no Brasil, será ela
convertida em dólares norte-americanos e, em seguida, em Reais.

16 Universidade Gama Filho


Unidade II

Equivalência Patrimonial

Capítulo 3 – Método da Equivalência Patrimonial

Acesse o endereço abaixo e leia, na íntrega, o texto da:

Instrução CVM no 247, de 27 de março de 1996.

Dispõe sobre a avaliação de investimentos em sociedades coligadas e controladas e sobre os


procedimentos para elaboração e divulgação das demonstrações contábeis consolidadas, para o
pleno atendimento aos Princípios Fundamentais de Contabilidade.

http://www.cvm.gov.br/asp/cvmwww/atos/exiato.asp?file=%5Cinst%5Cinst247consolid.htm

A globalização dos mercados e o incremento dos fluxos de capitais, de entidades brasileiras


e obtidos do mercado internacional, gerou um crescimento na necessidade de harmonização
dos procedimentos contábeis e do nível de divulgação feito pelas companhias abertas.
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17
Equivalência Patrimonial Unidade II

Método da Equivalência Patrimonial


A equivalência patrimonial corresponde ao valor do investimento determinado mediante a aplicação da percentagem de
participação no capital social sobre o patrimônio líquido de cada coligada, sua equiparada e controlada, localizada no
Brasil ou no exterior.

Coligadas e Controladas
As sociedades são consideradas de coligadas quando uma participa com 10% (dez por cento) ou mais do capital social
da outra, sem controlá-la.
Equiparam-se às coligadas, as seguintes sociedades:
• quando uma participa indiretamente com 10% (dez por cento) ou mais do capital votante da outra, sem
controlá-la;
• quando uma participa diretamente com 10% (dez por cento) ou mais do capital votante da outra, sem controlá-
la, independentemente do percentual da participação no capital total.
Considera-se controlada a sociedade:
• em que a investidora, direta ou indiretamente, seja titular de direitos de sócio que lhe assegurem, de modo
permanente:
– a preponderância nas deliberações sociais;
– o poder de eleger ou destituir a maioria dos administradores.
• filial, agência, sucursal, dependência ou escritório de representação no exterior, sempre que os respectivos ativos
e passivos não estejam incluídos na contabilidade da investidora, por força de normatização específica;
• em que os direitos permanentes de sócio, preponderância nas deliberações sociais e poder de eleger ou destituir
administradores, estejam sob controle comum ou sejam exercidos mediante a existência de acordo de votos,
independentemente do seu percentual de participação no capital votante; e
• subsidiária integral, tendo a investidora como única acionista.
Se a holding de um determinado conglomerado econômico possuir investimentos em uma controlada que detenha
Implementação da Gestão por Projetos

participações em outras empresas controladas por essa holding, esses investimentos devem ser avaliados pelo Método
de Equivalência Patrimonial.

Determinação da Relevância do Investimento


O investimento é considerado relevante quando:
• o seu valor contábil em cada coligada for igual ou superior a 10% (dez por cento) do patrimônio líquido da
investidora; ou
Organização e Avançada

• o seu valor contábil em controladas e coligadas, considerado em seu conjunto, for igual ou superior a 15%
(quinze por cento) do patrimônio líquido da investidora.
Contabilidade

O valor contábil do investimento em coligada e controlada abrange o custo de aquisição mais a equivalência patrimonial
e o ágio não amortizado, deduzido do deságio não amortizado e da provisão para perdas.
Ao valor contábil do investimento deverá ser adicionado o montante dos créditos da investidora contra suas coligadas e
controladas, para determinação dos percentuais determinados nos itens I e II acima.

18 Universidade Gama Filho


Equivalência Patrimonial Unidade II

Investimentos a Serem Avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial


Deverá ser avaliado o investimento:
• em cada controlada;
• relevante em cada coligada e/ou em sua equiparada, quando a investidora tenha influência na administração
ou quando a porcentagem de participação, direta ou indireta da investidora, representar 20% (vinte por cento)
ou mais do capital social da coligada.
São evidências de influência na administração da coligada:
• participação nas suas deliberações sociais;
• poder de eleger ou destituir um ou mais de seus administradores;
• volume relevante de transações;
• significativa dependência tecnológica e/ou econômico-financeira;
• recebimento permanente de informações contábeis detalhadas; ou
• uso comum de recursos materiais, tecnológicos ou humanos.
Não será avaliado pelo método da equivalência patrimonial o investimento:
• em sociedades coligadas e controladas com efetiva e clara evidência de perda de continuidade de suas operações; ou
• quando as sociedades coligadas e controladas estejam operando sob severas restrições a longo prazo que
prejudiquem significativamente a sua capacidade de transferir recursos para a investidora.
Será avaliado pelo método de equivalência patrimonial o investimento:
• em sociedade coligada e controlada, cuja venda por parte da investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e
clara evidência de realização;
• em coligada que, por redução do valor contábil do investimento, deixar de ser relevante, desde que não seja
considerada de caráter permanente, devendo todos os seus reflexos ser evidenciados, segregadamente, em
nota explicativa.

Procedimentos de Avaliação de Investimentos pelo Método da Equivalência Patrimonial

Como será obtido o valor do investimento, pelo método da equivalência patrimonial?


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19
Equivalência Patrimonial Unidade II

O valor do investimento será obtido mediante o seguinte cálculo:

• aplicando-se a percentagem de participação no capital social sobre o valor do patrimônio líquido da coligada
e da controlada;

• subtraindo-se, do montante referido no item anterior, os lucros não realizados e líquidos dos efeitos fiscais.

Serão considerados lucros não realizados aqueles decorrentes de negócios com a investidora ou com outras coligadas e
controladas, quando o lucro estiver incluído no resultado de uma coligada e controlada e correspondido por inclusão no
custo de aquisição de ativos de qualquer natureza no balanço patrimonial:

• da investidora; ou

• de outras coligadas e controladas.

Não devem ser eliminados no cálculo da equivalência patrimonial os prejuízos decorrentes de transações com a investidora,
coligadas e controladas. Não serão excluídos, para fins de calculo do valor de investimento, os lucros e os prejuízos,
assim como as receitas e as despesas decorrentes de negócios que tenham gerado, simultânea e integralmente, efeitos
opostos nas contas de resultado das coligadas e controladas.

Exemplo de cálculo: primeiro aplica-se o percentual de participação sobre o patrimônio líquido para, desse montante,
subtraírem-se os lucros não realizados.

PL da controlada: .................................................... R$ 1.200


% de participação: .................................................. - 60%
Lucros não Realizados: ............................................ R$ 200
Valor Contábil do Investimento: ............................... R$ 500

CÁLCULO DA EQUIVALÊNCIA PATRIMONIAL

Anterior: Atual:
PL ................................................. 1.200 PL ..................................................1.200
(-) Lucros ñ realizados ......................(200) % participação..................................60%
PL ajustado ................................... 1.000 PL ajustado. ......................................720
% participação .................................60% (-) Lucros ñ Realiz. ...........................(200)
Total do invest. .................................600 Total do Invest. ................................520
Implementação da Gestão por Projetos

Vr. Cont. Invest. ................................500 Vr. Cont. Invest. ...............................500


Res. Equiv. Pat. .................................100 Res. Equiv. Pat. ..................................20

O patrimônio líquido da coligada e controlada deverá ser determinado com base nas demonstrações contábeis levantadas
na mesma data da investidora. Na impossibilidade, admite-se a utilização de demonstrações contábeis da coligada e
controlada em um período máximo de defasagem de até 60 (sessenta) dias antes da data das demonstrações contábeis
da investidora.

O período de abrangência das demonstrações deverá ser idêntico ao da investidora, aceitando-se a utilização de períodos
Organização e Avançada

não idênticos, nos casos em que esse fato representar melhoria na qualidade da informação produzida, sendo a mudança
evidenciada em nota explicativa.

Para determinar o valor da equivalência patrimonial, a investidora deverá:


Contabilidade

• eliminar os efeitos decorrentes da diversidade de critérios contábeis, inclusive de investimentos no exterior;

• excluir o montante correspondente às participações recíprocas;

20 Universidade Gama Filho


Equivalência Patrimonial Unidade II

• reconhecer os efeitos decorrentes de:

– eventos relevantes ocorridos no período intermediário, no caso de demonstrações contábeis levantadas


em datas diversas;

– classes de ações com direito preferencial de dividendo fixo, dividendo cumulativo e com diferenciação na
participação de lucros.

Perdas Permanentes em Investimentos Avaliados pelo Método da Equivalência Patrimonial


A investidora deverá constituir provisão para cobertura de:

• Perdas efetivas, em virtude de:

– eventos que resultarem em perdas não provisionadas pelas coligadas e controladas em suas demonstrações
contábeis; ou

– responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto.

• Perdas potenciais, estimadas em virtude de:

– tendência de perecimento do investimento;

– elevado risco de paralisação de operações de coligadas e controladas;

– eventos que possam prever perda parcial ou total do valor contábil do investimento ou do montante de
créditos contra as coligadas e controladas; ou

– cobertura de garantias, avais, fianças, hipotecas ou penhor concedidos, em favor de coligadas e controladas,
referentes a obrigações vencidas ou vincendas quando caracterizada a incapacidade de pagamentos pela
controlada ou coligada.

Independentemente de responsabilidade formal ou operacional para cobertura de passivo a descoberto, deve ser constituíd,
a ainda, provisão para perdas, quando existir passivo a descoberto e houver intenção manifesta da investidora em manter
o seu apoio financeiro à investida.

A provisão para perdas deverá ser apresentada no ativo permanente por dedução e até o limite do valor contábil do
investimento a que se referir, sendo o excedente apresentado em conta específica no passivo.

Ágio ou Deságio na Aquisição de Investimento Avaliado pelo Método da Equivalência


Patrimonial
Pós-Graduação a Distância

Na contabilização, o custo de aquisição de investimento em coligada e controlada deverá ser desdobrado e os valores
resultantes contabilizados em subcontas separadas:

• equivalência patrimonial baseada em demonstrações;

• ágio ou deságio na aquisição ou na subscrição, representado pela diferença para mais ou para menos,
respectivamente, entre o custo de aquisição do investimento e a equivalência patrimonial, devendo ser
contabilizado com indicação do fundamento econômico que o determinou.

21
Equivalência Patrimonial Unidade II

O ágio ou deságio, decorrente da diferença entre o valor de mercado de parte ou de todos os bens do ativo da coligada
e controlada e o respectivo valor contábil, deverá ser amortizado na proporção em que o ativo for sendo realizado
na coligada e controlada, por:
• depreciação;
• amortização;
• exaustão; ou
• baixa em decorrência de alienação ou perecimento desses bens ou do investimento.

Na contabilização, o custo de aquisição de investimento em coligada


e controlada deverá ser desdobrado.

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Deverá ser amortizado o ágio ou o deságio decorrente da diferença entre o valor pago na aquisição do investimento e o
valor de mercado dos ativos e passivos da coligada ou controlada, da seguinte forma:

• o ágio ou o deságio decorrente de expectativa de resultado futuro no prazo, extensão e proporção dos resultados
Implementação da Gestão por Projetos

projetados, ou pela baixa por alienação ou perecimento do investimento, devendo os resultados projetados
serem objeto de verificação anual, a fim de que sejam revisados os critérios utilizados para amortização ou
registrada a baixa integral do ágio, sendo que o prazo máximo para amortização não poderá exceder a dez
anos;

• o ágio decorrente da aquisição do direito de exploração, concessão ou permissão delegadas pelo Poder Público
no prazo estimado ou contratado de utilização, de vigência ou de perda de substância econômica, ou pela baixa
por alienação ou perecimento do investimento.

Quando houver deságio não justificado, a sua amortização somente poderá ser contabilizada em caso de baixa por
Organização e Avançada

alienação ou perecimento do investimento, devendo ser reconhecido imediatamente como perda, no resultado do exercício,
esclarecendo-se em nota explicativa as razões da sua existência.
Contabilidade

O saldo não amortizado do ágio ou deságio deve ser apresentado no ativo permanente, adicionado ou reduzido,
respectivamente, à equivalência patrimonial do investimento a que se referir.

Quando havia alteração no percentual de participação em um processo de subscrição de ações, o entendimento era de
que a parcela subscrita que ultrapassasse o valor patrimonial das ações constituía uma perda de capital na investidora

22 Universidade Gama Filho


Equivalência Patrimonial Unidade II

(e um ganho na empresa cuja participação estava sendo diminuída), e essa perda/ganho deveria ser contabilizada, no
resultado não operacional, como variação de percentual de participação. Posteriormente, verificou-se que, quando essa
parcela subscrita decorre, por exemplo, da subavaliação no valor contábil dos bens, existe a figura do ágio na investidora,
mesmo que não tenha havido uma negociação direta com terceiros.

Vejamos essa questão por meio de um exemplo:

a. POSIÇÃO INICIAL:

Cia XYZ (Investida)


Ativo Imobilizado = 2.000 Capital (1.000 ações x 2,00) = 2.000
Cia A (Investidora)
% de Participação = 700 ações = 70%
1.000 ações

Investimento XYZ = 1.400 Capital = 1.400

Cia B (Investidora)
% de Participação = 300 ações = 30%
1.000 ações
Investimento XYZ = 600 Capital = 600

Aumento de capital por emissão de 400 novas ações totalmente subscritas e integralizadas pela Cia B. Preço
de emissão de $3,00 cada ação, considerando o valor de mercado dos ativos no montante de $3.000,00.

Cia XYZ
Caixa 1.200 Capital (1.400 ações x 2,00) 2.800
Imobilizado 2.000 Reserva de Ágio 400
3.200 3.200

Cia A (Investidora)
% de Participação 700 ações 50%
1.400 ações

Investimento Anterior (70% de 2.000) = 1.400


Investimento Atual (50% de 3.200) = 1.600
DIFERENÇA 200

Cia B (Investidora)
% de Participação 700 ações 50%
1.400 ações

Investimento Anterior (30% de 2.000) = 600


Pós-Graduação a Distância

Integralização (400 ações x 3,00) = 1.200


1.800
Investimento Atual (50% de 3.200) = 1.600
DIFERENÇA = (200)

Imaginemos que a Cia XYZ tenha reavaliado seus ativos antes do aumento de capital. Nesse caso, a situação
seria a seguinte:

23
Equivalência Patrimonial Unidade II

Cia XYZ
Caixa 1.200 Capital (1.400 ações x 2,00) 2.800
Imobilizado 2.000 Reserva de Ágio 400
3.200 3.200

Cia XYZ (Investida)


Ativo Imobilizado = 3.000 Capital (1.000 ações x 2,00) = 2.000
Reserva de Reavaliação = 1.000
3.000

Cia A (Investidora)
Investimento (70% de 3.000) = 2.100 Capital = 1.400
R. Reaval.(70% de 1.000) = 700
2.100

Cia B (Investidora)
Investimento (30% de 3.000) = 900 Capital = 600
R. Reaval.(30% de 1.000) = 300
900
c. AUMENTO DE CAPITAL

Cia XYZ
Caixa = 1.200 Capital (1.400 ações x 2,00) = 2.800
Imobilizado = 3.000 R. Reavaliação = 1.000
Reserva de Ágio = 400
4.200 4.200

Cia A (Investidora)
Investimento Anterior (70% de 3.000) = 2.100
Investimento Atual (50% de 4.200) = 2.100
DIFERENÇA 0

OBS.: Neste caso devemos reverter parte da reserva de reavaliação, anteriormente contabilizada, uma vez que
a Cia A “possui” apenas 50% desta reserva.
Implementação da Gestão por Projetos

Cia B (Investidora)

Investimento Anterior (30% de 3.000) = 900


Integralização (400 ações x 3,00) = 1.200
2.100
Investimento Atual (50% de 4.200) = 2.100
DIFERENÇA 0

OBS.: Pode-se verificar, nesse caso, que não existe a figura da “perda” no investimento e que, uma vez que
o fundamento econômico que sustenta o ágio foi objeto de contabilização na investida, não existe, também,
Organização e Avançada

a figura do ágio. Aliás, esse fato ficaria também evidenciado caso a reavaliação fosse feita posteriormente
à emissão das ações.
Contabilidade

Diferença Resultante da Avaliação Baseada no Método da Equivalência Patrimonial


A investidora deverá apropriar a diferença no valor do investimento, verificada ao final de cada período, como:

24 Universidade Gama Filho


Equivalência Patrimonial Unidade II

• Receita ou despesa operacional, quando corresponder:

– a aumento ou diminuição do patrimônio líquido da coligada e controlada, em decorrência da apuração de


lucro líquido ou prejuízo no período ou que corresponder a ganhos ou perdas efetivos em decorrência da
existência de reservas de capital ou de ajustes de exercícios anteriores;

– a variação cambial de investimento em coligada e controlada no exterior.

• Receita ou despesa não operacional, quando corresponder a eventos que resultem na variação da porcentagem
de participação no capital social da coligada e controlada.

• Aplicação na amortização do ágio em decorrência do aumento ocorrido no patrimônio líquido por reavaliação
dos ativos que lhe deram origem.

• Reserva de reavaliação quando corresponder a aumento ocorrido no patrimônio líquido por reavaliação de
ativos na coligada e controlada, ressalvado o disposto no inciso anterior.

O resultado negativo da equivalência patrimonial terá como limite o valor contábil do investimento.

Reserva de Lucros a Realizar e dos Dividendos e Bonificações em Ações Recebidos pela


Investidora
Em sua constituição somente poderá ser considerado como lucro a realizar o resultado líquido positivo da equivalência
patrimonial sobre o conjunto dos investimentos.

As bonificações recebidas sem custo pela investidora não devem ser objeto de contabilização na conta do investimento
na coligada e controlada.

A parcela revertida da reserva de lucros a realizar para a conta de lucros ou prejuízos acumulados, se não absorvida
por prejuízos, deverá ser considerada no cálculo, em separado, do dividendo obrigatório no exercício em que for feita a
reversão, podendo o excedente ser destinado para :

• aumento de capital;

• distribuição de dividendo;

• constituição de outras reservas de lucros.

Notas Explicativas
As notas explicativas que ampanham as demostrações contábeis devem conter informações precisas das coligadas e
das controladas, indicando, no mínimo:
Pós-Graduação a Distância

• denominação, número, espécie e classe de ações ou de cotas de capital possuídas pela investidora, o
percentual de participação no capital social e no capital votante e o preço de negociação em bolsa de valores,
se houver;
• patrimônio líquido, lucro líquido ou prejuízo do exercício, assim como o montante dos dividendos propostos ou
pagos, relativos ao mesmo período;
• créditos e obrigações entre a investidora e as coligadas e controladas, especificando prazos, encargos financeiros
e garantias;

25
Equivalência Patrimonial Unidade II

• avais, garantias, fianças, hipotecas ou penhor concedidos em favor de coligadas ou controladas;

• receitas e despesas em operações entre a investidora e as coligadas e controladas;

• montante individualizado do ajuste, no resultado e patrimônio líquido, decorrente da avaliação do valor contábil
do investimento pelo método da equivalência patrimonial, bem como o saldo contábil de cada investimento no
final do período;

• memória de cálculo do montante individualizado do ajuste, quando este não decorrer somente da aplicação do
percentual de participação no capital social sobre os resultados da investida, se relevante;

• base e fundamento adotados para constituição e amortização do ágio ou deságio e montantes não amortizados,
bem como critérios, taxa de desconto e prazos utilizados na projeção de resultados;

• condições estabelecidas em acordo de acionistas com respeito à influência na administração e distribuição


de lucros, evidenciando os números relativos aos casos em que a proporção do poder de voto for diferente da
proporção de participação no capital social votante, direta ou indiretamente;

• participações recíprocas existentes;

• efeitos no ativo, passivo, patrimônio líquido e resultado decorrentes de investimentos descontinuados.


Implementação da Gestão por Projetos
Organização e Avançada
Contabilidade

26 Universidade Gama Filho


Equivalência Patrimonial Unidade II

Capítulo 4 – Demonstrações Contábeis Consolidadas

Elaboração e Divulgação das Demonstrações Contábeis Consolidadas


As demonstrações contábeis consolidadas devem ser elaboradas ao fim de cada exercício social por:

• companhia aberta que possuir investimento em sociedades controladas, incluindo as sociedades controladas
em conjunto; e

• sociedade de comando de grupo de sociedades que inclua companhia aberta.

As demonstrações contábeis consolidadas compreendem:

• o balanço patrimonial consolidado;

• a demonstração consolidada do resultado do exercício;

• a demonstração consolidada das origens e aplicações de recursos, complementadas por notas explicativas e
outros quadros analíticos julgados necessários.

Controladas Excluídas nas Demonstrações Contábeis Consolidadas


As sociedades controladas que se encontrem nas condições seguintes, poderão ser excluídas das demonstrações contábeis
consolidadas, sem prévia autorização da CVM:

• com efetivas e claras evidências de perda de continuidade e cujo patrimônio seja avaliado, ou não, a valores
de liquidação; ou

• cuja venda por parte da investidora, em futuro próximo, tenha efetiva e clara evidência de realização devidamente
formalizada.

Poderão ser ainda excluídas da consolidação, em casos especiais justificados, mediante prévia autorização da CVM,
as sociedades controladas cuja inclusão não represente alteração relevante na unidade econômica consolidada ou que
venha distorcer essa unidade econômica.

O valor contábil do investimento na sociedade controlada excluída da consolidação deverá ser avaliado pelo método da
equivalência patrimonial.

Não será considerada justificável a exclusão de sociedade controlada cujas operações sejam de natureza diversa das
Pós-Graduação a Distância

operações da investidora ou das demais controladas.

Elaboração das Demonstrações Contábeis Consolidadas


A investidora deverá observar, entre outros, os seguintes procedimentos para a elaboração das demonstrações:

• excluir os saldos decorrentes de transações entre as sociedades incluídas na consolidação;

27
Equivalência Patrimonial Unidade II

• eliminar o lucro não realizado que esteja incluído no resultado ou no patrimônio líquido da controladora e
correspondido por inclusão no balanço patrimonial da controlada;

• eliminar do resultado os encargos de tributos correspondentes ao lucro não realizado, apresentando-os no ativo
circulante/realizável a longo prazo – tributos diferidos, no balanço patrimonial consolidado.

Não poderá ser efetuada a compensação de ativos ou passivos pela dedução de outros passivos ou ativos, a não ser que
exista um direito de compensação e a compensação represente a expectativa quanto à realização do ativo e à liquidação
do passivo.

A participação dos acionistas não-controladores deverá ser destacada em grupo isolado, no balanço patrimonial consolidado,
imediatamente antes do patrimônio líquido.

O montante correspondente ao ágio ou deságio proveniente da aquisição/subscrição de sociedade controlada, não excluído
na elaboração das demonstrações, deverá se divulgado quando decorrente da diferença prevista entre o valor:

• de mercado de parte ou de todos os bens do ativo da coligada e controlada e o respectivo valor contábil, como
adição ou retificação da conta utilizada pela sociedade controlada para registro do ativo especificado; e

• pago na aquisição do investimento e o valor de mercado dos ativos e passivos:

– em item destacado no ativo permanente, quando representar ágio;

– em conta apropriada de resultados de exercícios futuros, quando representar deságio.

Quando representar expectativa de conversão em exigibilidade, a parcela correspondente à provisão para perdas constituída
na investidora deve ser deduzida do saldo da conta da controlada que tenha dado origem à constituição da provisão, ou
apresentada como Passivo Exigível.

Para a elaboração da demonstração consolidada do resultado do exercício, a investidora deverá:

• incluir os resultados de sociedade controlada, adquirida ou vendida no transcorrer do exercício social, tomando
por base a data do respectivo registro ou baixa nos seus investimentos permanentes;

• excluir todas as receitas e despesas decorrentes de negócios entre a investidora e as sociedades controladas,
bem como entre essas últimas.
Implementação da Gestão por Projetos

Notas Explicativas às Demonstrações Contábeis Consolidadas


As notas explicativas que acompanham as Demonstrações Contábeis Consolidadas, devem conter informações precisas
das controladas, indicando:
• critérios adotados na consolidação e as razões pelas quais foi realizada a exclusão de determinada
controlada;
• eventos subsequentes à data de encerramento do exercício social que tenham, ou que possam vir a ter efeito
Organização e Avançada

relevante sobre a situação financeira e os resultados futuros consolidados;


• efeitos nos elementos do patrimônio e resultado consolidados, da aquisição ou venda de sociedade controlada,
no transcorrer do exercício social, assim como da inserção de controlada no processo de consolidação, para
Contabilidade

fins de comparabilidade das demonstrações contábeis;


• eventos que ocasionaram diferença entre os montantes do patrimônio líquido e lucro líquido ou prejuízo da
investidora, em confronto com os correspondentes montantes do patrimônio líquido e do lucro líquido ou
prejuízo consolidados.

28 Universidade Gama Filho


Equivalência Patrimonial Unidade II

Consolidação das Demonstrações Contábeis de Sociedades Controladas em Conjunto


Os componentes do ativo e passivo, as receitas e as despesas das sociedades controladas em conjunto deverão ser
agregados às demonstrações contábeis consolidadas de cada investidora, na proporção da participação destas no seu
capital social.

Controlada em conjunto é a sociedade em que nenhum acionista exerce, individualmente, os poderes nem mediante a
existência de acordo de votos.

A controladora final deverá passar a consolidar integralmente os elementos do seu patrimônio, caso uma das sociedades
investidoras passe a exercer o controle isolado sobre a sociedade controlada em conjunto.

Em nota explicativa às Demonstrações Contábeis Consolidadas, deverão ser divulgados o montante dos principais grupos
do ativo, passivo e resultado das sociedades controladas em conjunto, bem como o percentual de participação em cada
uma delas.

Disposições Finais
Serão objeto de exame e de parecer de auditores independentes as demonstrações contábeis consolidadas e respectivas
notas explicativas, devendo incluir o exame das demonstrações contábeis de todas as controladas, abertas ou fechadas,
incluídas na consolidação.

As demonstrações contábeis consolidadas, assim como as notas explicativas e quadros analíticos, integram, em cada
exercício social, as demonstrações contábeis da companhia aberta investidora ou da sociedade de comando de grupo de
sociedades que inclua companhia aberta.

Os ajustes iniciais, decorrentes das alterações introduzidas na Instrução CVM no 247/1996, deverão ser registrados
como receita ou despesa de equivalência patrimonial, no resultado não operacional, com a divulgação do fato e os valores
envolvidos em nota explicativa.

As companhias abertas deverão manter em boa ordem, pelo prazo de


3 (três) anos e por quaisquer meios adequados, a guarda dos papéis
de trabalho e memórias de cálculo relativos à elaboração de suas
demonstrações contábeis consolidadas.

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29
Equivalência Patrimonial Unidade II

A Comissão de Valores Mobiliários poderá impor aos infratores das normas da Lei no 6.385/76, da lei de sociedades por
ações, das suas resoluções, bem como de outras normas legais cujo cumprimento lhe incumba fiscalizar, as seguintes
penalidades:

• advertência;

• multa;

• suspensão do exercício do cargo de administrador ou de conselheiro fiscal de companhia aberta, de entidade


do sistema de distribuição ou de outras entidades que dependam de autorização ou registro na Comissão de
Valores Mobiliários;

• inabilitação temporária, até o máximo de vinte anos, para o exercício dos cargos referidos no inciso
anterior;

• suspensão da autorização ou registro para o exercício das atividades contábeis;

• cassação de autorização ou registro, para o exercício das atividades contábeis;

• proibição temporária, até o máximo de vinte anos, de praticar determinadas atividades ou operações, para os
integrantes do sistema de distribuição ou de outras entidades que dependam de autorização ou registro na
Comissão de Valores Mobiliários;

• proibição temporária, até o máximo de dez anos, de atuar, direta ou indiretamente, em uma ou mais modalidades
de operação no mercado de valores mobiliários.
Implementação da Gestão por Projetos
Organização e Avançada
Contabilidade

30 Universidade Gama Filho


Unidade III

Transações em Moeda Estrangeira


e Operações no Exterior

Capítulo 5 – Taxas de Câmbio e Conversão


de Demonstrações Contábeis

Acesse o endereço abaixo e leia, na íntegra, o texto das

Normas brasileiras de contabilidade NBC T 7 – efeitos das mudanças nas taxas de câmbio e conversão
de demonstrações contábeis

http://www.portaldecontabilidade.com.br/nbc/t7.htm

Como incluir transações em moeda estrangeira nas demonstrações


contábeis de uma entidade no Brasil? Pós-Graduação a Distância

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31
Transações em Moeda Estrangeira e Operações no Exterior Unidade III

Objetivos
O objetivo das Normas Brasileiras de Contabilidade – NBC T7, aprovados pela resolução CFC no 1.120/2008, é determinar:

• como incluir transações em moeda estrangeira e operações no exterior nas demonstrações contábeis de uma
entidade no Brasil;

• como converter as demonstrações contábeis de entidade no exterior para a moeda de apresentação das
demonstrações contábeis no Brasil para fins de registro da equivalência patrimonial, de consolidação integral
ou proporcional das demonstrações contábeis;

• como converter as demonstrações contábeis de entidade no Brasil em outra moeda.

Alcance
As Normas Brasileiras de Contabilidade – NBC T7 devem ser adotadas:

• na contabilização de transações e saldos em moedas estrangeiras;

• na conversão dos resultados e dos balanços patrimoniais das entidades no exterior para fins de consolidação,
consolidação proporcional e aplicação do método da equivalência patrimonial na entidade investidora;

• na conversão do resultado de uma entidade e de seu balanço patrimonial de uma para outra moeda na
apresentação das demonstrações contábeis.
do Ensino da Química

Definições
Os termos seguintes são normalmente usados no estudo e na prática de taxas de câmbio e conversão de demonstrações
contábeis:

• Investimento líquido em uma entidade no exterior:


e Contextualização

– é o valor da participação detida pela entidade investidora no patrimônio líquido da entidade investida, adicionado
(ou diminuído) de crédito ou (débito) junto a essa investida que tenha natureza de investimento.
Projetos

• Itens monetários:
Gestão por

– são aqueles representados por dinheiro ou por direitos a serem recebidos e obrigações a serem liquidadas
daQuímico

em dinheiro.

• Itens não-monetários
Conhecimento
Implementação

– são aqueles representados por ativos e passivos que não serão recebidos ou liquidados em dinheiro.

• Moeda estrangeira:
Organização e do

– é uma moeda diferente da moeda funcional de uma entidade.


Epistemologia

• Moeda funcional:

– é a moeda do ambiente econômico principal no qual a entidade opera. Conglomerado é o conjunto da entidade
controladora e de todas as suas controladas.

32 Universidade Gama Filho


Transações em Moeda Estrangeira e Operações no Exterior Unidade III

• Moeda de apresentação:

– é a moeda na qual as demonstrações contábeis são apresentadas.

• Taxa de câmbio à vista:

– é a taxa normalmente utilizada para liquidação imediata das operações de câmbio; no Brasil, a taxa a ser
utilizada é a divulgada pelo Banco Central do Brasil.

• Taxa de fechamento:

– é a taxa de câmbio vigente na data do balanço para operações à vista.

• Valor justo:

– é o valor pelo qual um ativo pode ser negociado, ou um passivo liquidado, entre partes interessadas,
conhecedoras do negócio e independentes entre si, com a ausência de fatores que pressionem para a
liquidação da transação ou que caracterizem uma transação compulsória.

• Variação cambial:

– É a diferença resultante da conversão de um valor em uma moeda para um valor em outra moeda, a diferentes
taxas cambiais.

Filiais, agências, sucursais ou dependências no exterior


As filiais, agências, sucursais, dependências e mesmo uma controlada no exterior que não se caracterizam como
entidades independentes mantidas por investidoras brasileiras no exterior, por não possuírem corpo gerencial próprio e
autonomia administrativa, que não contratarem operações próprias, utilizarem a moeda da investidora como sua moeda
funcional e funcionarem, na essência, como extensão das atividades da investidora, devem normalmente ter, para fins
de apresentação, seus ativos, passivos e resultados integrados às demonstrações contábeis da matriz no Brasil como
qualquer outra filial, agência, sucursal ou dependência mantida no próprio país. Nesse caso, é provável que a moeda
funcional dessa entidade seja a mesma da investidora.

Quando, todavia, tais filiais, agências, sucursais ou dependências se caracterizarem, na essência, como uma controlada, a
matriz, no Brasil, deve reconhecer os resultados apurados pela aplicação do método de equivalência patrimonial e incluí-las
nas suas demonstrações consolidadas, observando os critérios contábeis de conversão previstos na presente Norma.

Dividendos recebidos
Devem ser registrados como redução da conta de investimento pelo valor recebido em moeda estrangeira, convertido
para real à taxa de câmbio vigente na data do recebimento, os dividendos de investimentos no exterior reconhecidos
Pós-Graduação a Distância

pelo método de equivalência patrimonial. Se o registro do dividendo se der, antes do recebimento, por declaração de
dividendo pela entidade no exterior, a taxa de câmbio será, inicialmente, a da data do registro, com as atualizações
periódicas necessárias até o seu recebimento, reconhecidas tão-somente na conta relativa ao valor a receber utilizada e
na conta de equivalência patrimonial, não podendo ser reconhecidas no resultado ou diretamente no patrimônio líquido.
Os dividendos de investimentos no exterior reconhecidos pelo método do custo devem ser registrados como receita pelo
valor recebido em moeda estrangeira convertido para real à taxa de câmbio vigente na data do recebimento, a não ser
quando relativos a lucros na pré-aquisição do investimento, quando devem ser registrados como redução do custo de
aquisição do investimento pelo valor recebido em moeda estrangeira convertido para real à taxa de câmbio vigente na
data do recebimento.
33
Transações em Moeda Estrangeira e Operações no Exterior Unidade III

Os dividendos de investimentos no exterior reconhecidos pelo valor de mercado devem ser registrados como receita pelo
valor recebido em moeda estrangeira convertido para real à taxa de câmbio vigente na data do recebimento.

No caso dos dividendos estarem sujeitos à tributação por impostos no país de origem, a contabilização deve ser a
seguinte:

• crédito: se tais impostos forem recuperáveis;

• despesa: se tais impostos não forem recuperáveis, representando um ônus da entidade investidora.

Deve-se analisar cada caso em particular quanto à incidência de impostos sobre dividendos remetidos à entidade no Brasil,
verificando se eles são ou não recuperáveis, considerando-se que, pelo regime de competência, tal ônus e consequente
despesa estão mais bem refletidos se registrados no mesmo período em que for reconhecido o resultado da equivalência
patrimonial relativo aos lucros que dão origem aos dividendos, e não ao período em que dividendos são efetivamente
remetidos, gerando tais impostos.

Todavia, há que se analisar que:

• nem todo o resultado apurado se converterá em dividendos, não havendo a correspondente incidência do
imposto de renda na fonte, se for essa a legislação do País;

• se houver mudança posterior de decisão e forem distribuídos dividendos relativos a lucros passados, o imposto
deve ser registrado quando os dividendos forem declarados;

• quando houver prévio conhecimento de dividendos futuros relativos a lucros apurados no exercício presente,
em face da determinação estatutária legal, ou por deliberação da entidade, o imposto de renda correspondente
deve ser reconhecido no mesmo exercício.
do Ensino da Química

Determinação da moeda funcional


O ambiente econômico principal em que uma entidade opera é em geral, e em raras exceções, aquele em que ela
fundamentalmente gera e desembolsa caixa.
e Contextualização

Fatores a serem considerados na determinação da moeda funcional:


Projetos

• a moeda:
– que mais influencia os preços de bens e serviços;
Gestão por

– do país cujas forças competitivas e regulamentos mais influenciam na determinação do preço de venda de
daQuímico

seus produtos ou serviços;

• a moeda que mais influencia mão-de-obra, material e outros custos para o fornecimento de produtos ou
Conhecimento

serviços;
Implementação

• a moeda na qual são obtidos, substancialmente, os recursos das atividades financeiras;

• a moeda na qual são normalmente acumulados valores recebidos de atividades operacionais.


Organização e do
Epistemologia

Os seguintes fatores adicionais podem, ainda, proporcionar evidências que ajudem na determinação da moeda funcional
de uma entidade no exterior e se a moeda funcional é a mesma que a da entidade que reporta:
• se as atividades da entidade no exterior são desenvolvidas como uma extensão da entidade que reporta e não
com um grau significativo de autonomia;

34 Universidade Gama Filho


Transações em Moeda Estrangeira e Operações no Exterior Unidade III

Exemplo: quando uma entidade no exterior que vende somente produtos importados da entidade que reporta
e remete para ela o resultado das transações.
• se as transações com a entidade que reporta são uma proporção alta ou baixa das atividades da entidade no
exterior;
• se fluxos de caixa das atividades da entidade no exterior afetam diretamente os fluxos de caixa da entidade
que reporta e se estão prontamente disponíveis para remessa para ela;

• se fluxos de caixa das atividades da entidade no exterior são suficientes para cobrir dívidas existentes e
esperadas sem necessidade de aporte de recursos pela entidade que reporta.

Quando os fatores citados estão presentes e a moeda funcional não é evidente, a administração usa seu julgamento para
determinar a moeda funcional que represente de forma mais fiel os efeitos econômicos das transações, dos eventos e
das condições correspondentes.

A moeda funcional de uma entidade reflete as transações, os eventos e as condições relevantes relacionados a ela, que
só deve ser alterada caso haja mudança nas transações, nos eventos e nas condições correspondentes.

Exemplo: uma mudança na moeda que influencia fortemente os preços de venda de bens e serviços pode causar uma
alteração na moeda funcional da entidade.

Se a moeda funcional da entidade no exterior for de uma economia hiperinflacionária, suas demonstrações contábeis
devem ser monetariamente atualizadas.

Item monetário com característica de investimento líquido em uma entidade no exterior


Uma entidade pode ter, diretamente ou por meio de uma investida, um item monetário a receber ou a pagar junto a uma
entidade no exterior.

A entidade que possui um item monetário a receber de, ou a pagar a, uma entidade no exterior pode ser qualquer entidade
do grupo.

Exemplo: uma entidade possui duas controladas, “A” e “B”. A controlada “B” é uma entidade no exterior. A controlada
“A” dá um empréstimo a “B”. O valor a receber em “A” é parte do investimento líquido em “B” se a liquidação do
empréstimo por “B” não está planejado e nem é provável que ocorra em futuro previsível. Isso seria também verdadeiro
se a controlada “A” fosse ela mesma uma entidade no exterior.

Itens monetários
A característica essencial de um item monetário é o direito de receber (ou a obrigação de entregar) um número fixo ou
determinável de unidades de moeda.
Pós-Graduação a Distância

Os exemplos incluem: pensões e outros benefícios a funcionários a serem pagos em dinheiro; provisões a serem liquidadas
em dinheiro; dividendos reconhecidos como obrigações.

A característica essencial de um item não-monetário é a ausência do direito a receber (ou da obrigação a entregar) um
número fixo ou determinável de unidades de moeda.

Os exemplos incluem: ativos intangíveis, estoques, adiantamentos a fornecedores, ativo imobilizado, adiantamentos de
clientes, provisões a serem liquidadas com a entrega de um ativo não-monetário.

35
Transações em Moeda Estrangeira e Operações no Exterior Unidade III

Resumo da abordagem exigida por esta Norma


Ao elaborar as demonstrações contábeis, cada entidade, seja ela uma entidade autônoma, uma entidade com operações
no exterior ou uma entidade no exterior (como controlada ou filial):

• determina sua moeda funcional;

• converte os itens expressos em moeda estrangeira para sua moeda funcional;

• contabiliza os efeitos de tal conversão.

Muitas entidades são compostas de diversas entidades individuais (ex., um grupo formado pela controladora e uma ou
mais controladas).

Vários tipos de entidades, participantes ou não de um grupo, podem ter investimentos em coligadas ou joint ventures,
podendo existir filiais, agências, sucursais ou dependências.

É necessário que as demonstrações do resultado e do balanço patrimonial de cada entidade individual incluída na
entidade investidora sejam convertidas para a moeda utilizada por essa entidade investidora nas suas demonstrações
contábeis.

Uma entidade autônoma, sem controladas, que prepara suas demonstrações contábeis, ou uma entidade que prepara
suas demonstrações contábeis individuais pode preparar essas demonstrações em qualquer moeda (ou moedas), caso
a moeda de apresentação das demonstrações contábeis seja diferente da moeda funcional, os resultados e o balanço
patrimonial nessa moeda funcional também são convertidos para a moeda de apresentação.
Implementação
Organização e do
Epistemologia daQuímico
Conhecimento e Contextualização
Gestão por Projetos do Ensino da Química

36 Universidade Gama Filho


Transações em Moeda Estrangeira e Operações no Exterior Unidade III

Capítulo 6 – Transações em Moedas Estrangeiras

Reconhecimento Inicial
Uma transação em moeda estrangeira é uma operação que é feita ou exige liquidação em uma moeda estrangeira, incluindo
transações que surgem quando uma entidade:

• compra ou vende produtos ou serviços, cujo preço é estabelecido em uma moeda estrangeira;

• toma emprestado ou empresta fundos, quando os valores a pagar ou a receber são estabelecidos em uma
moeda estrangica;

• adquire ou dispõe de ativos, ou incorre ou liquida passivos, estabelecidas em uma moeda estrangeira.

Uma transação em moeda estrangeira deve ser contabilizada, no seu reconhecimento inicial, na moeda funcional, aplicando-
se, à importância em moeda estrangeira, a taxa de câmbio à vista entre a moeda funcional e a moeda estrangeira na data
da transação, sendo a data da transação a que se qualifica para reconhecimento de acordo com as práticas contábeis
adotadas no Brasil.

Apresentação nos Balanços de Datas Subsequentes


Na data de cada balanço, os itens:

• monetários em moeda estrangeira devem ser convertidos usando-se a taxa de fechamento;

• não-monetários:
– que são mensurados ao custo histórico em uma moeda estrangeira devem ser convertidos usando-se a taxa
cambial da data da transação;
– que são mensurados ao seu valor justo em uma moeda estrangeira devem ser convertidos usando-se as
taxas cambiais da data em que o valor justo for determinado.

O valor contábil de um item é determinado em conjunto com outras normas pertinentes, sendo utilizado aquele que dê
tratamento específico a um determinado ativo ou passivo.

O valor contábil de alguns itens é determinado comparando-se dois ou mais valores.

Exemplo: o valor contábil dos estoques é determinado pelo custo ou valor líquido de realização, dos dois o menor.
Pós-Graduação a Distância

Quando o ativo não for monetário e for expresso em moeda estrangeira, o valor contábil deve ser determinado comparando-
se:
• o custo ou valor contábil, conforme o caso, convertido à taxa de câmbio vigente na data da determinação do
valor (i.e., a taxa na data da transação para um item medido em termos de custo histórico);
• o valor líquido realizável ou o valor recuperável, conforme o caso, convertido à taxa de câmbio vigente na data
da determinação do valor (ex., a taxa de fechamento na data do balanço). Essa comparação pode gerar perda
por desvalorização a ser reconhecida na moeda funcional sem que seja reconhecida na moeda estrangeira e
vice-versa.
37
Transações em Moeda Estrangeira e Operações no Exterior Unidade III

Quando houver diversas taxas de câmbio disponíveis, a taxa usada deve ser aquela pela qual os futuros fluxos de caixa
representados pela transação ou balanço seriam liquidados caso esses fluxos de caixa ocorressem na data da mensuração.
Se, temporariamente, não houver câmbio entre duas moedas, a taxa usada deve ser a primeira taxa subsequente em
que a transação puder ser realizada.

Reconhecimento de Variações Cambiais

Acesse o endereço abaixo e leia, na íntegra, o texto da

Resolução Conselho Federal de Contabilidade – CFC nº 1.153 De 23.01.2009 – Aprova a NBC T


191.19 – Instrumentos Financeiros: Reconhecimento, Mensuração e Evidenciação

http://www.normaslegais.com.br/legislacao/resolucaocfc1152_2009.htm

São reconhecidas como receitas ou despesa no período em que surgirem as variações cambiais que resultam da liquidação
de itens monetários ao converter itens monetários por taxas diferentes daquelas pelas quais foram inicialmente convertidas
durante o período, ou em demonstrações contábeis anteriores.

A variação cambial ocorre quando itens monetários surgem de transações em moeda estrangeira e há uma mudança na
taxa de câmbio entre a data da transação e a data da liquidação.
do Ensino da Química

Quando a transação é liquidada dentro do mesmo período contábil em que ocorreu, toda a variação cambial é reconhecida
nesse mesmo período, mas quando é liquidada num período contábil subsequente, a variação cambial é determinada pela
mudança nas taxas de câmbio ocorrida durante cada período.

As variações cambiais resultantes de itens monetários que fazem parte do investimento líquido da entidade que reporta
em uma entidade no exterior devem ser reconhecidas no resultado nas demonstrações contábeis individuais da entidade
que reporta ou nas demonstrações contábeis individuais da entidade no exterior, conforme apropriado.
e Contextualização

Nas demonstrações contábeis que incluem a entidade no exterior e a entidade que reporta (ex., demonstrações contábeis
Projetos

consolidadas), tais variações cambiais devem ser registradas, inicialmente, em uma conta específica do patrimônio líquido
e reconhecidas em receita ou despesa na venda do investimento líquido.
Gestão por

Quando um item monetário faz parte do investimento líquido da entidade que reporta em uma entidade no exterior:
daQuímico

• se estiver expresso na moeda funcional da entidade que reporta, surge uma variação cambial nas demonstrações
contábeis individuais da entidade no exterior;
Conhecimento
Implementação

• se tal item está expresso na moeda funcional da entidade no exterior, também surge uma diferença cambial
nas demonstrações contábeis individuais da entidade que reporta;

• se esse item está expresso em uma moeda que não a moeda funcional da entidade que reporta ou a entidade
Organização e do

no exterior, uma variação cambial surge nas demonstrações individuais da entidade que reporta e nas
Epistemologia

demonstrações individuais da entidade no exterior.

Tais diferenças cambiais são reclassificadas para uma conta específica de patrimônio líquido nas demonstrações contábeis
que incluem a entidade no exterior e a entidade que reporta, (i.e., demonstrações contábeis nas quais a entidade no
exterior é consolidada, proporcionalmente consolidada ou reconhecida pelo método de equivalência patrimonial);
38 Universidade Gama Filho
Transações em Moeda Estrangeira e Operações no Exterior Unidade III

Quando uma entidade mantém seus registros contábeis em moeda diferente da sua moeda funcional, ao elaborar suas
demonstrações contábeis todos os valores são convertidos para a moeda funcional, gerando os mesmos valores na
moeda funcional que teriam ocorrido se os itens tivessem sido registrados inicialmente na moeda funcional, como, por
exemplo:

• itens monetários são convertidos para a moeda funcional utilizando a taxa de fechamento;

• itens não-monetários mensurados com base no custo histórico são convertidos utilizando a taxa cambial na
data da transação que resultou em seu reconhecimento.

Mudança da Moeda Funcional


Quando há mudança da moeda funcional de uma entidade, ela deve utilizar os procedimentos de conversão aplicáveis à
nova moeda funcional prospectivamente a partir da data da mudança.

A moeda funcional de uma entidade reflete as transações, os eventos e as condições correspondentes que são significativas
para a entidade; portanto, uma vez determinada a moeda funcional, ela somente pode ser trocada se houver uma mudança
nas transações, nos eventos e nas condições correspondentes.

O efeito de uma mudança na moeda funcional deve ser contabilizado prospectivamente, ou seja, uma entidade efetua
a conversão de todos os itens para a nova moeda funcional utilizando a taxa cambial na data da mudança. Os valores
convertidos resultantes para os itens não-monetários são tratados como se fossem seus custos históricos. As variações
cambiais decorrentes da conversão de uma entidade no exterior, previamente classificada em patrimônio líquido, não
devem ser reconhecidas como receita ou despesa, no resultado, até a baixa do investimento.

Reconhecimento de variações cambiais de um investimento no exterior


Nas demonstrações contábeis da entidade que possui investimento no exterior:

• as variações cambiais de tal investimento líquido devem ser reportadas como receita ou despesa do período,
ou seja, como resultados integrados à contabilidade da matriz no Brasil como qualquer outra filial, agência,
sucursal ou dependência mantida no próprio País;

• as variações cambiais de tal investimento líquido devem ser registradas em conta específica do patrimônio
líquido para serem reconhecidas em receita ou despesa quando da venda ou baixa do investimento líquido.

As variações cambiais resultantes de itens monetários que fazem parte do investimento líquido da entidade em uma
entidade no exterior devem ser registradas conforme item item b, acima citado, desde que a moeda funcional da investida
seja diferente da moeda funcional da investidora.

Reconhecimento de variações cambiais de operações de proteção de um investimento no


Pós-Graduação a Distância

exterior (hedge)
Deve ser também registrada em conta específica no patrimônio líquido a variação cambial do instrumento financeiro
passivo em moeda estrangeira contratado e contabilizado como proteção (hedge), parcial ou total, de investimento líquido
no patrimônio líquido de coligada ou controlada no exterior. Deve ser o instrumento financeiro passivo de que trata esse
item, considerado como proteção (hedge) de investimento no patrimônio líquido de investida no exterior quando houver,
desde o seu início, a comprovação dessa relação de proteção (hedging) entre o passivo e o ativo, explicitando a natureza
da transação protegida, do risco protegido e do instrumento utilizado como proteção mediante toda a documentação
pertinente e análise de efetividade.
39
Transações em Moeda Estrangeira e Operações no Exterior Unidade III

Capítulo 7 – Conversão das Demonstrações Contábeis


para Moeda Diferente da Moeda Funcional

Conversão para a Moeda de Apresentação das Demonstrações Contábeis


Uma entidade pode apresentar suas demonstrações contábeis em qualquer moeda (ou moedas). Se a moeda de apresentação
das demonstrações contábeis diferir da moeda funcional da entidade, seus resultados e seu balanço patrimonial devem
ser convertidos para a moeda de apresentação. Por exemplo, quando um grupo é compreendido por entidades individuais
com diferentes moedas funcionais, os resultados e o balanço patrimonial de cada entidade devem ser expressos em uma
moeda comum a todas elas para que as demonstrações contábeis consolidadas possam ser apresentadas.

Os resultados e os balanços patrimoniais de uma entidade no exterior, cuja moeda funcional não é de economia
hiperinflacionária, depois de ajustados para eliminar diversidade de critérios, princípios e práticas contábeis em relação
à entidade que reporta, devem ser convertidos para a moeda de apresentação por meio dos seguintes procedimentos:

• os ativos e passivos para cada balanço patrimonial apresentado (i.e., incluindo os comparativos) devem ser
convertidos utilizando a taxa de fechamento na data do respectivo balanço;

• o patrimônio líquido inicial de cada balanço corresponde ao patrimônio líquido final do período anterior conforme
convertido à época; as mutações do patrimônio inicial durante o período corrente devem ser convertidas pela
taxa de suas respectivas datas;
do Ensino da Química

• as receitas e despesas para cada demonstração do resultado (incluindo as comparativas) devem ser convertidas
utilizando as taxas cambiais em vigor nas datas das transações, quando aplicável;

• as variações cambiais resultantes dos itens (a), (b) e (c) acima devem ser reconhecidas em conta específica
no patrimônio líquido.

Por razões práticas, uma taxa que se aproxime das taxas cambiais em vigor nas datas das transações, por exemplo, uma
e Contextualização

taxa média para o período, é normalmente utilizada para converter itens de receita e despesa. Entretanto, se as taxas
cambiais flutuarem significativamente, o uso da taxa média do período é inapropriado. Também não é apropriado o uso
Projetos

de taxa média se a distribuição das receitas ou das despesas não for uniforme dentro do período considerado.

As variações cambiais acumuladas resultantes da conversão e atribuíveis a participações minoritárias ou de


Gestão por

não-controladores são apropriadas e reconhecidas como parte da participação minoritária no balanço patrimonial
daQuímico

consolidado quando as variações cambiais são relacionadas a uma entidade no exterior consolidada, mas que não
seja uma controlada integral.
Conhecimento
Implementação

Quando uma entidade possui uma moeda funcional de uma economia hiperinflacionária suas contas dos resultados e
balanços patrimoniais são convertidos para a moeda de apresentação por meio dos seguintes procedimentos:

• os valores (ativos, passivos, itens do patrimônio líquido, receitas e despesas, incluindo saldos comparativos)
devem ser atualizados monetariamente para a moeda de capacidade aquisitiva da data do balanço mais recente,
Organização e do
Epistemologia

com o uso da metodologia da correção integral conforme já utilizada no Brasil;

• a seguir, todos os valores devem ser convertidos pela taxa de câmbio em vigor na data do balanço patrimonial
mais recente;

40 Universidade Gama Filho


Transações em Moeda Estrangeira e Operações no Exterior Unidade III

• quando valores são convertidos para a moeda de uma economia não-hiperinflacionária, os valores comparativos
devem ser aqueles apresentados nas demonstrações contábeis do ano anterior (não são ajustados para mudanças
subsequentes no nível de preços ou mudanças subsequentes nas taxas cambiais).

Quando a economia deixa de ser hiperinflacionária, a entidade não mais atualiza monetariamente suas demonstrações
contábeis e os valores atualizados, ao nível de preços da data em que a entidade deixou de efetuar a atualização monetária,
devem ser usados como se fossem os custos históricos da conversão para a moeda de apresentação.

Conversão das demonstrações de uma entidade no exterior


Na conversão dos resultados e dos balanços para uma moeda de apresentação das demonstrações contábeis para
que a entidade no exterior possa ser incluída nas demonstrações contábeis da entidade que reporta por consolidação,
consolidação proporcional ou pelo método da equivalência patrimonial, deve ser observado que:

• na aplicação da equivalência patrimonial, a investidora reconhece diretamente em seu patrimônio líquido o


resultado de equivalência correspondente à sua participação;

• o saldo dessa conta deve ser baixado.

A incorporação dos resultados e dos balanços de uma entidade no exterior àqueles da entidade que reporta segue os
procedimentos normais de consolidação, tais como a eliminação de saldos intragrupo e transações intragrupo de uma
controlada. Entretanto, um ativo (ou passivo) monetário intragrupo, seja ele de curto ou longo prazo, não pode ser
eliminado contra o passivo (ou ativo) intragrupo correspondente sem apresentar o resultado das flutuações da moeda nas
demonstrações contábeis consolidadas, que ocorre porque o item monetário representa um compromisso para converter
uma moeda em outra e expõe a entidade que reporta a uma receita ou uma despesa devido às flutuações da moeda.

Quando a data das demonstrações contábeis de uma entidade no exterior é diferente da data da entidade que reporta,
a entidade no exterior normalmente prepara demonstrações adicionais referentes à mesma data das demonstrações
contábeis da entidade que reporta. Quando isso não for feito, é permitida a utilização de uma data diferente, contanto
que a diferença não seja maior do que três meses e que ajustes sejam feitos para os efeitos de quaisquer transações
significativas ou outros eventos que possam ocorrer entre as datas. Nesse caso, os ativos e passivos da entidade no
exterior são convertidos pela taxa de câmbio em vigor na data do balanço patrimonial da entidade no exterior. Os ajustes
são feitos para mudanças significativas nas taxas cambiais até a data do balanço patrimonial da entidade que reporta.
A mesma abordagem é usada ao adotar o método de equivalência patrimonial para coligadas e joint ventures e ao adotar
consolidação proporcional no caso de joint ventures.

Deve ser tratado como ativo e passivo da entidade no exterior, o ágio decorrente de expectativa de resultados futuros
(goodwill) pago na aquisição de uma entidade no exterior e qualquer ajuste do valor justo dos valores contábeis de ativos
e passivos, decorrentes da aquisição daquela entidade no exterior, devendo ser ser expressos na moeda funcional da
entidade no exterior e convertidos pela taxa de fechamento.

Realização das variações cambiais registradas em conta específica do patrimônio líquido


Pós-Graduação a Distância

Devem ser reconhecidas no resultado do período em que o ganho ou a perda da referida baixa for realizado, as variações
cambiais acumuladas que tiverem sido registradas em conta específica de patrimônio líquido e que se referirem a entidade
no exterior que está sendo baixada.

Uma entidade pode se desfazer de seus investimentos numa entidade no exterior por meio de venda, liquidação, reembolso
de ações do capital ou abandono de toda ou parte daquela entidade no exterior. No caso de uma baixa parcial por uma
dessas razões, somente a parte proporcional da respectiva variação cambial acumulada deve ser incluída no ganho ou
na perda.
41
Transações em Moeda Estrangeira e Operações no Exterior Unidade III

Uma redução no valor contábil do investimento no exterior não constitui uma baixa parcial do investimento. Assim
sendo, nenhuma parte do ganho ou da perda cambial acumulado no patrimônio líquido deve ser reconhecida na ocasião
da redução.

Efeitos fiscais das variações cambiais


As variações cambiais que decorrem do investimento em uma entidade no exterior, se resultarem em diferenças temporárias
para efeitos tributários, devem ser contabilizadas de acordo com as regras próprias sobre tributos e sobre o resultado,
tais como o Imposto de Renda e a Contribuição Social. Se existente, o efeito tributário sobre a parcela da variação
cambial registrada no patrimônio líquido deve, também, ser registrado como redutor da conta específica do patrimônio
líquido a que se referir.

Divulgação

A divulgação das variações cambiais líquidas, classificadas em conta específica de patrimônio líquido, e a conciliação
do montante de tais variações cambiais devem ocorrer no começo e no fim do período e mencionar a partir de que data
está aplicando esse procedimento.

Quando a moeda de apresentação das demonstrações contábeis for diferente da moeda funcional, esse fato deve ser
citado, juntamente com a divulgação da moeda funcional e a razão para a utilização de uma moeda de apresentação
diferente.

Existindo uma mudança na moeda funcional da entidade que reporta ou de uma entidade significativa no exterior, esse
fato e a razão para a mudança da moeda funcional devem ser divulgados.
do Ensino da Química

Quando uma entidade apresentar suas demonstrações contábeis em uma moeda que seja diferente da sua moeda funcional,
ela somente deve mencionar que essas demonstrações estão em conformidade com as práticas contábeis adotadas no
Brasil se estiverem de acordo com todas as exigências de cada Norma e cada Interpretação Técnica aplicáveis.

Pode ocorrer de uma entidade apresentar suas demonstrações contábeis ou outras informações financeiras em uma moeda
que não a sua moeda funcional. Por exemplo, uma entidade pode converter para outra moeda somente itens selecionados
e Contextualização

de suas demonstrações contábeis ou, então, uma entidade, cuja moeda funcional não seja a moeda de uma economia
hiperinflacionária, pode converter as demonstrações contábeis para outra moeda, convertendo todos os itens pela taxa
Projetos

de fechamento mais recente, não estão de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil.

Quando uma entidade apresenta suas demonstrações contábeis ou outras informações financeiras em uma moeda que não
Gestão por

a sua moeda funcional ou a moeda de apresentação das demonstrações contábeis, e as exigências não são cumpridas,
daQuímico

deve a mesma entidade:

• identificar claramente as informações como sendo informações suplementares para distingui-las das informações
Conhecimento

que estão de acordo com as práticas contábeis adotadas no Brasil;


Implementação

• divulgar a moeda utilizada para essas informações suplementares;

• divulgar a moeda funcional da entidade e o método de conversão utilizado para determinar as informações
Organização e do

suplementares.
Epistemologia

42 Universidade Gama Filho


Para (não) Finalizar

Simplesmente olhe...

Olhe para trás, veja os obstáculos que você superou.

Veja o quanto você já aprendeu nesta vida e quanto você cresceu...

Olhe para a frente, não fique parado, levante-se quando tropeçar e


cair.

Estabeleça metas, tenha planos e prossiga com firmeza.

Olhe para dentro, conheça seu coração e analise seus projetos,


mantenha puros seus sentimentos, não deixe que o orgulho, a vaidade
e a inveja dominem seus pensamentos e seu coração.

Olhe para o lado, socorra quem precisa de você.

Ame o próximo e seja sensível para perceber as necessidades daqueles


que o cercam.

Olhe para baixo, não pise em ninguém, perceba as pequenas coisas e


aprenda a valorizá-las.

Olhe para cima. Há um Deus maior do que você que o ama muito e
cuida para que você tenha tudo aquilo que necessitar.

Olhe para Deus. Perceba a profundidade, a riqueza e o poder da


bondade divina.

Saiba que esse Deus olha por você em todos os dias de sua vida.
Pós-Graduação a Distância

Parabéns! Você merece mais esta vitória em sua vida! Seja feliz...

Um abraço fraterno e que Deus o abençoe!

Prof/tutor Rogério Moraes

43
ALMEIDA, M. C. Contabilidade avançada. São Paulo: Atlas.

ASSAF NETO, A. Estrutura e análise de Balanços.São Paulo: Atlas.

MARTINS, E. Análise da correção monetária das demonstrações financeiras. São Paulo: Atlas.

Sites Pesquisados:
http://www.revistajuridica.com.br/content/lista_legislacao.asp?pagina=1

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/L6404consol.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_Ato2007-2010/2008/Mpv/449.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil/decreto-lei/Del1598.htm

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/LEIS/L9249.htm

http://www.cvm.gov.br/asp/cvmwww/atos/exiato.asp?file=%5Cinst%5Cinst247consolid.htm

http://www.normaslegais.com.br/legislacao/resolucaocfc1152_2009.htm

http://www.revistajuridica.com.br/content/lista_legislacao.asp?pagina=1
Contabilidade Avançada

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Pós-Graduação a Distância

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Contabilidade Avançada

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