Você está na página 1de 82

0

UNEMAT UNIVERSIDADE DO ESTADO DO MATO GROSSO CAMPUS DE SINOP CURSO DE ENGENHARIA CIVIL

AYRTON GUSTAVO DE SOUZA DOS SANTOS

ALVENARIA ESTRUTURAL: CONCEITOS, APLICAÇÕES E ANÁLISE DA VIABILIDADE DA SUA APLICAÇÃO NA CIDADE DE SINOP

Sinop (MT)

2010

1

AYRTON GUSTAVO DE SOUZA DOS SANTOS

ALVENARIA ESTRUTURAL: CONCEITOS, APLICAÇÕES E ANÁLISE DA VIABILIDADE DA SUA APLICAÇÃO NA CIDADE DE SINOP - MT

Trabalho apresentado à Disciplina de Trabalho de conclusão de curso II, como um dos requisitos para avaliação parcial do Curso de Engenharia Civil da Universidade do Estado do Mato Grosso.

Professor Amadeu Rampazzo Júnior

Sinop MT

2010

2

AYRTON GUSTAVO DE SOUZA DOS SANTOS

ALVENARIA ESTRUTURAL: CONCEITOS, APLICAÇÕES E ANÁLISE DA VIABILIDADE DA SUA APLICAÇÃO NA CIDADE DE SINOP

BANCA EXAMINADORA

Examinador:

Amadeu Rampazzo Júnior Prof. Orientador

Examinador:

Prof.(a) Kênia de Araújo Lima Membro da banca

Examinador:

Eng. Civil Alessandro Salles Silva Membro da banca

SINOP, MT 11 / Dezembro / 2010.

3

DEDICO este trabalho a minha família que sempre esteve ao meu lado me auxiliando nesta caminhada, e aos amigos e companheiros que também sempre me deram força para prosseguir.

4

AGRADECIMENTOS

Agradeço primeiramente a Deus por sua infinita bondade, e que em momentos de dificuldades sempre esteve comigo. Agradeço minha querida mãe por ela ser esta pessoa maravilhosa que nunca me deixou desistir e desviar do caminho correto, sempre foi meu guia nos caminhos difíceis, sempre me deu forças quando me fazia padecer. Agradeço-te também pela oportunidade da vida, por ter me ensinado a ser um homem de caráter, por ensinar as coisas certas, enfim te agradeço por todos os sacrifícios feitos por ti nesses meus 22 anos de vida. Agradeço também a meu pai, que sempre me foi um fiel companheiro e um verdadeiro amigo nos momentos de dificuldade, e por me mostrar a realidade do dia-a-dia dos homens.

Agradeço ao meu grande irmão, por ser este amigo fiel e sincero que sempre esteve ao meu lado batalhando junto para um dia atingirmos nossos ideais. Agradeço a minha namorada pelo seu carinho, por sua amizade, por seu companheirismo, por estar sempre ao meu lado nos momentos bons e ruins, compartilhando alegrias e tristezas. Obrigado por você me agüentar em dias de nervosismo e por saber me acalmar, muito obrigado por ser esta pessoa tão especial em minha vida. Agradeço aos meus grandes amigos e parceiros que também sempre ali estiveram quando deles necessitei amigos estes que em momentos de incertezas e de aflições sempre estivem dispostos a me ajudar.

5

“Ninguém pode voltar atrás e fazer um novo começo. Mais qualquer um pode recomeçar e fazer um novo fim”.

Chico Xavier.

6

RESUMO

SANTOS, A. G. S. Alvenaria Estrutural: Conceitos, Aplicações e Análise da Viabilidade da sua Aplicação na Cidade de Sinop. 2010. Trabalho de Conclusão de Curso (Graduação) Universidade do Estado do Mato Grosso, 2010.

Este Trabalho de Conclusão de Curso, busca colaborar no desenvolvimento de informações necessárias tanto para a elaboração de um projeto em alvenaria estrutural, quanto para os profissionais da área da construção civil conhecer esta nova concepção construtiva. Para isto este trabalho apresenta em seu conteúdo aspectos importantes sobre a alvenaria estrutural, mostrando desde a fase inicial do projeto onde são realizados todas as considerações e feito todo o planejamento necessário, apresentando as características dos blocos que podem ser utilizados, indicando todos os conceitos envolvidos neste método construtivo bem com suas aplicações. Também é apresentado um estudo comparativo de custos entre a utilização da alvenaria estrutural e a estrutura convencional, com a finalidade de verificar a viabilidade da aplicação deste método na cidade de Sinop - MT.

Palavras-chave: Alvenaria Estrutural; Conceitos; Aplicações; Projetos; Comparativo; Custos.

7

ABSTRACT

SANTOS, A. G. S. Structural Masonry: Concepts, Applications and Analysis of the Feasibility of its Application in Sinop city 2010. Work of Conclusion of Course (Graduation) State of Mato Grosso University, 2010.

This work of conclusion of course has like objective contribute in informations’ development necessary, as for the project’s elaboration on structural masonry as for the professionals of the civil engineer area know this new constructive conception. For it, this work presents in your content important aspects about a structural masonry, showing since project's inicial phase where all considerations are done and all necessary planning, exhibiting the blocks' features that can be used, indicating all involved concepts in this constructive method and also your applications. In this work is also presented a comparative review of costs between structural and convencional masonry utilization, with the purpose to verify the application's feasibility this method in Sinop city.

Keywords: Structural masonry; Concepts, Applications, Projects, Comparative and costs.

8

LISTA DE FIGURAS

Figura

1

13

Figura

2

14

Figura

3

15

Figura

4

24

Figura

5

24

Figura

6

25

Figura

7

25

Figura

8

26

Figura

9

26

Figura

10

27

Figura

11

27

Figura

12

28

Figura

13

28

Figura

14

29

Figura

15

29

Figura 16 - Exemplo de shafts

Figura

24

Comparação

de

custos entre revestimentos

42

Figura 17 - Exemplo de paginação

43

Figura 18 - Utilização de shaft para passagem de dutos de 2 banheiros

45

Figura 19 - Exemplo de passagem de tubulação

45

Figura 20 - Exemplo de solução para projeto hidráulico

46

Figura 21 - Planta de análise

53

Figura 22 - Comparação dos custos dos blocos

55

Figura 23 - Comparação de custo entre as estruturas -

57

59

Figura 25 - Comparação de custo entre métodos construtivos

61

Figura 26 - Comparativo de custos de alvenaria

67

Figura 27 - Comparativo de custos de revestimento

68

Figura 28 - Comparativo de custos de concreto armado

68

Figura

29 - Comparativo

de

custos

total

69

9

LISTA DE TABELAS

Tabela 1 - Dimensões nominais para blocos de vedação e portantes

23

Tabela 2 - Resistência a compressão

30

Tabela 3 - Dimensões padronizadas

30

Tabela 4 - Traços e propriedades das argamassas americanas e britânicas

34

Tabela 5 - Dimensões recomendadas para quadros de modulação de 20 cm

47

Tabela 6 - Dimensões recomendadas para quadros de modulação de 15 cm

47

Tabela 7 - Consumo de argamassa em alvenaria comum

55

Tabela 8 - Consumo de argamassa em alvenaria estrutural

55

Tabela 9 - Custo dos materiais para estrutura convencional

56

Tabela 10 - Custos dos materiais para alvenaria estrutural

56

Tabela 11 - Custo do revestimento em alvenaria comum

58

Tabela 12 - Custo do revestimento em alvenaria estrutural

58

Tabela 13 - Preço total do método construtivo convencional

60

Tabela 14 - Preço total do método construtivo com alvenaria estrutural

60

10

1 INTRODUÇÃO

SUMÁRIO

13

1.1

HISTÓRICO

13

1.1.1 Coliseu de Roma

 

13

1.1.2 Muralha da China

14

1.1.3 Edifício Monadnock

14

2 OBJETIVOS

 

16

2.1

OBJETIVOS GERAIS

16

2.2

OBJETIVOS

ESPECÍFICOS

16

5.1

DEFINIÇÃO

19

5.2

CLASSIFICAÇÃO

19

5.2.1 Alvenaria Estrutural não Armada

20

5.2.2 Alvenaria Estrutural Armada

20

5.2.3 Alvenaria Estrutural Parcialmente Armada

20

5.2.4 Alvenaria Estrutural Protendida

21

5.2.5 Alvenaria Estrutural de Tijolos ou de Blocos

21

5.2.6 Alvenaria Estrutural Cerâmica ou de Concreto:

21

5.3

BLOCOS

21

5.3.1 Bloco

 

22

5.3.2 Bloco Canaleta

22

5.3.3 Bloco Compensador

22

5.3.4 Bloco Jota

 

22

5.3.5 Blocos Especiais

22

5.3.6 Blocos Cerâmicos

23

5.3.6.1

Tipologia

23

11

5.3.7

Blocos de concreto

30

5.3.7.1 Tipologia

30

5.3.7.2 Propriedades mecânicas

30

5.4

VANTAGENS E DESVANTAGENS

31

5.4.1 Principais Vantagens do Sistema

31

5.4.2 Principais desvantagens do sistema

32

6 COMPONENTES EMPREGADOS

33

6.1

ARGAMASSA

33

6.1.1 Tipos Argamassas

33

6.1.2 Emprego

34

6.2 GRAUTE

34

 

6.3 PRISMA

35

7 PROJETO

36

7.1 COORDENAÇÃO DE PROJETOS

36

7.2 PROJETO ARQUITETÔNICO

37

7.2.1 Definição das Condicionantes do Projeto

38

7.2.2 Simplificação do Projeto

38

7.2.3 Simetria

39

7.2.4 Modulação

39

7.2.5 Passagem de Dutos

41

7.2.6 Paginação

42

7.2.7 Roteiro para Elaboração de um Bom Projeto Arquitetônico

43

7.3 PROJETO HIDRÁULICO

44

7.4 PROJETO ELÉTRICO

46

7.5 PROJETO EXECUTIVO

47

7.5.1 Planta Baixa

48

7.5.2 Paginações

49

12

8 ANÁLISE DA VIABILIDADE DA APLICAÇÃO DA ALVENARIA ESTRUTURAL EM

SINOP E REGIÃO

50

8.1 ANÁLISE DO CUSTO DE UMA EDIFICAÇÃO EM ALVENARIA ESTRUTURAL EM SINOP

51

EM CORRELAÇÃO COM O MÉTODO CONSTRUTIVO CONVENCIONAL

9 ESTIMATIVA DE CUSTOS

52

9.1

QUANTIFICAÇÃO DE MATERIAIS

54

9.1.1

Quantificação das Alvenarias

54

9.1.1.1 Alvenaria comum (tijolo seis furos)

54

9.1.1.2 Alvenaria estrutural (bloco cerâmico)

54

9.1.2

Quantificação da Estrutura

56

9.1.2.1 Estrutura em concreto armado (concreto, ferragens e fôrmas)

56

9.1.2.2 Estrutura em alvenaria estrutural (grout, ferragens)

56

9.1.3

Quantificação do Revestimento

57

9.1.3.1 Revestimento em alvenaria comum (chapisco e reboco)

57

9.1.3.2 Revestimento em alvenaria estrutural (gesso liso desempenado)

58

10 RESULTADOS

60

11 CONCLUSÃO

62

12 BIBLIOGRAFIA

63

ANEXOS

66

ANEXO 01

67

COMPARATIVO DE CUSTOS

67

APÊNDICES

70

APÊNDICE 01

71

Exemplo de Modulação e Paginação em Projeto de Alvenaria Estrutural

71

13

1 INTRODUÇÃO

1.1 HISTÓRICO

A alvenaria estrutural é uma concepção construtiva utilizada desde os primórdios da civilização, em construções de templos, monumentos religiosos e até mesmo suas habitações.

No início, seu conceito era utilizado de maneira limitada, onde se empilhavam blocos de pedra de tal maneira que estes resistissem aos esforços aplicados. E somente no início do século XX, por volta de 1920, que se começou a estudar os conceitos que envolviam a alvenaria estrutural através de análises científicas e ensaios laboratoriais. (Pires, 2008). Alguns exemplos mais conhecidos são:

1.1.1 Coliseu de Roma

Construído entre 70 e 90 d.C. o coliseu de Roma foi utilizado aproximadamente por 500 anos, com 50 metros de altura suportava cerca de 50 mil expectadores em seu interior.

de altura suportava cerca de 50 mil expectadores em seu interior. Figura 1 – Coliseu de

Figura 1 Coliseu de Roma Fonte: Pires, (2008)

14

1.1.2 Muralha da China

A grande muralha da China é a maior estrutura artificial do mundo, construída no período de 1368 a 1644, a partir da utilização de terra e pedras como componentes principais da estrutura.

de terra e pedras como componentes principais da estrutura. Figura 2 – Muralha da China Fonte:

Figura 2 Muralha da China Fonte: Pires, (2008)

1.1.3 Edifício Monadnock

Foi construído em Chicago, nos Estados Unidos, no período de 1889 a 1891. Com 16 pavimentos e 65 metros de altura esta obra tornou-se símbolo da alvenaria estrutural moderna, sendo considera por muitos como uma obra ousada, acreditavam que ali haviam chegado ao limite dimensional para edifícios de alvenaria. Entretanto pela utilização de métodos empíricos para seu dimensionamento, as paredes na base têm 1,80 metros de espessura, sendo que se fosse empregado os métodos de dimensionamento atuais e com a utilização dos mesmos materiais, essa espessura seria de no máximo 30 centímetros.

15

15 Figura 3 – Edifício Monadnock Fonte: Pires, (2008)

Figura 3 Edifício Monadnock Fonte: Pires, (2008)

16

2 OBJETIVOS

2.1 OBJETIVOS GERAIS

O presente trabalho tem o objetivo de facilitar o acesso ao contexto relacionado à alvenaria estrutural, acrescentando a bibliografia existente alguns conceitos relacionados a esta concepção construtiva na cidade de Sinop-MT. Este trabalho também vem apresentar o método construtivo utilizando-se da alvenaria estrutural e apresentar suas vantagens quando esta for utilizada de forma correta pelo profissional.

2.2 OBJETIVOS ESPECÍFICOS

O trabalho tem por objetivo, aprimorar o conceito da alvenaria estrutural como método construtivo, apresentando suas vantagens e desvantagens, dentro de um contexto geral e outro voltado para a cidade de Sinop MT. Dentre os principais objetivos estão:

- Apresentar os blocos existentes dentro da alvenaria estrutural;

- Apresentar o método construtivo;

- Mostrar todos os quesitos necessários para a elaboração de um projeto em alvenaria estrutural;

- Mostrar as vantagens e desvantagens do sistema quando comparada ao método

construtivo convencional;

- Avaliar a viabilidade da aplicação desde sistema na cidade de Sinop através da

comparação de uma mesma obra se esta fosse feita em alvenaria estrutural ou em concreto

armado;

17

3 JUSTIFICATIVA

O tema abordado é de grande interesse na área da construção civil, pois é um

assunto que vem trazer novos conceitos aos profissionais da área, apresentando novos princípios dentro do mercado que mais cresce no país hoje em dia.

A grande carência de profissionais da área acaba dificultando a oportunidade de

estes se tornarem profissionais mais “flexíveis” na hora da elaboração de um projeto, o que

faz com que o molde construtivo seja sempre o mesmo, impedindo assim a adaptação e melhorias a novos conceitos. Com isso a necessidade de se conhecer novos conceitos vem crescendo veementemente fazendo com que os profissionais da área se adaptem também a outras maneiras de construir.

18

4 METODOLOGIA

Este trabalho utilizar-se-á da metodologia qualitativa, pois sua forma de pesquisa

é censitária, ou seja, não atinge a totalidade dos componentes do universo, investigando apenas uma parte da literatura, buscando através da pesquisa bibliográfica traçar um

panorama do entendimento que os especialistas em Engenharia possuem sobre o assunto em questão. O referido trabalho buscará utilizar-se por vários métodos científicos, que nada mais

é que o conjunto das atividades sistemáticas e racionais que, com maior segurança e

economia, permitem alcançar o objetivo, ou seja, os conhecimentos válidos e verdadeiros, traçando o caminho a ser seguido, descobrindo erros e auxiliando as decisões do proponente à pesquisa.

Este trabalho utiliza o método hipotético-dedutivo, que cria o seu conhecimento através de hipóteses formuladas, deduzindo as conseqüências, descobrindo suas causas e provando as implicações.

Há duas técnicas para levantamento de dados:

a) a técnica que utiliza a documentação indireta, que se baseia no que já esta

pronto;

b) a técnica que utiliza a documentação direta, aonde vamos buscar os dados as

respostas.

Serão utilizadas ambas as técnicas, pois primeiramente será realizado o levantamento de dados em pesquisa bibliográfica, que podem ser obtidos de duas maneiras:

através da pesquisa feita em livros ou Internet. E logo após será realizada a coleta de dados necessários para se obter o resultado do problema aqui estudado.

19

5 ALVENARIA ESTRUTURAL

A alvenaria estrutural é uma concepção construtiva onde se utilizam blocos industrializados moldados em concreto, cerâmica ou sílico-calcário, de dimensões e peso que as fazem manejáveis, que quando unidas por um elemento ligante (argamassa) formam um conjunto monolítico. Neste tipo de estrutura, as paredes são as responsáveis além da vedação, também

por resistir aos esforços presentes na edificação, tendo as paredes à função resistente. Devido

a isto, a possibilidade de remoção de qualquer parede fica sujeita a uma análise mais criteriosa

e execução de reforços. Em relação à aplicação da alvenaria estrutural Manzione (2004) diz: “a alvenaria estrutural é praticada de forma parcial, apenas como uma forma de substituir uma estrutura convencional e sem o aproveitamento total e potencial do sistema. Quando utilizada integralmente, a alvenaria estrutural gera maior economia e propicia facilidades na própria construção(apud. FIGUEIRÓ, 2009, p.17).

5.1 DEFINIÇÃO

Segundo Camacho (2006), conceitua-se de Alvenaria Estrutural o processo construtivo na qual, os elementos que desempenham a função estrutural são de alvenaria, sendo os mesmos projetados, dimensionados e executados de forma racional.

5.2 CLASSIFICAÇÃO

De acordo com Camacho (2006), “a alvenaria estrutural pode ser classificada quanto ao processo construtivo empregado, quanto ao tipo de unidades ou ao material utilizado”.

Dentro desta afirmativa temos as seguintes classificações:

20

5.2.1 Alvenaria Estrutural não Armada

É o processo construtivo em que as armaduras presentes nos elementos estruturais

não têm a função de resistir a esforços, ou seja, são aplicadas apenas com a finalidade construtiva com o objetivo de prevenir problemas patológicos como: fissuras, concentração de tensões e etc (Camacho, 2006).

É de consenso entre vários profissionais do ramo da construção que civil que uma

construção em alvenaria estrutural não armada, quando realizada de forma correta, gera-se maiores lucros e conseqüentemente menos gastos se comparada com a mesma obra feita pelo método convencional em concreto armado.

5.2.2 Alvenaria Estrutural Armada

É o processo construtivo em que, por necessidade estrutural, os elementos

resistentes (estruturais) possuem uma armadura passiva de aço. Essas armaduras são dispostas

nas cavidades dos blocos que são posteriormente preenchidas com micro-concreto (graute).

5.2.3 Alvenaria Estrutural Parcialmente Armada

É o processo construtivo em que alguns elementos resistentes são projetados

como armados e outros como não armados. De uma forma geral, essa definição é empregada somente no Brasil (Camacho, 2006). Têm-se alvenaria estrutural parcialmente armada ou mista, quando forem utilizados materiais estruturais que não seja somente a alvenaria. Podendo-se mesclar duas concepções estruturais tais como: concreto armado e alvenaria, madeira e alvenaria, aço e alvenaria e etc. A maior parte da ocorrência de alvenaria estrutural mista é em prédios acima de três pavimentos, quando existe a necessidade do primeiro pavimento ser de uso diferenciado, executando-se assim este pavimento da maneira convencional em concreto armado e os demais pavimentos apoiados simplesmente na alvenaria.

21

5.2.4 Alvenaria Estrutural Protendida

É o processo construtivo em que existe uma armadura ativa de aço contida no elemento resistente.

5.2.5 Alvenaria Estrutural de Tijolos ou de Blocos

Varia de acordo com a função do tipo das unidades.

5.2.6 Alvenaria Estrutural Cerâmica ou de Concreto:

Conforme as unidades (tijolos ou blocos) sejam de material cerâmico ou de

concreto.

5.3 BLOCOS

Dentre todos os componentes utilizados na alvenaria estrutural, o primeiro a ser definido é o bloco. Atualmente o mercado da construção nos oferece blocos de concreto, blocos cerâmicos, blocos de concreto celular, blocos de sílico-calcáreos, sendo que a escolha do tipo de bloco a ser empregado vão de acordo com o projeto e características do produto.

No Brasil, a maioria das construções em alvenaria estrutural é feita com blocos de concreto. A vantagem desta opção é que as normas brasileiras de cálculo e execução em alvenaria estrutural são apropriadas para esses blocos, talvez por influência da tecnologia americana, em lugar da européia. No caso de se utilizarem blocos cerâmicos é necessário fazer certas adaptações nos coeficientes das normas ou mesmo consultar normas internacionais, como, por exemplo, a BS 5628/78. (Accetti, 1998, p. 10)

No caso o bloco cerâmico, apesar de ser menos utilizado, apresenta como vantagem o aspecto estético da construção, possibilitando, em alguns casos reduzir ou até mesmo dispensar a aplicação de revestimentos. Outra vantagem a ser apontada é o peso dos blocos cerâmicos, que são mais leves que os blocos de concreto, facilitando assim o seu

22

manuseio durante a obra. Esse fato também implica em menor ação sobre a fundação, o que também é vantajoso do ponto de vista econômico.

5.3.1 Bloco

É uma unidade normalmente vazada, podendo ser de vários tipo e materiais.

5.3.2 Bloco Canaleta

É um bloco cujo principal objetivo é a colocação de armaduras horizontais no seu

interior. Possui dimensões variadas facilitando sua aplicação a cada situação. Por possuir sua seção em forma de U este bloco é utilizado em vergas, contravergas e cintas. (Ver figuras 7,10 e 15).

5.3.3 Bloco Compensador

O bloco compensador (figura 12) é um bloco no formato canaleta com altura diferente do módulo vertical da edificação. É utilizado junto à laje do pavimento, em situações quando se existe uma parede intermediária a outras duas para traspasse das vigotas da laje.

5.3.4 Bloco Jota

É um bloco em que uma de suas laterais é maior que a outra. É utilizado nas

paredes externas quando estas se encontram na altura da laje, facilitando-se assim a concretagem da mesma (Figura 11).

5.3.5 Blocos Especiais

São blocos que fogem as dimensões e aos padrões mais usuais, sendo utilizados principalmente em amarrações de parede e em alguns pontos específicos.

23

5.3.6 Blocos Cerâmicos

São produzidos a partir da queima da cerâmica vermelha e a sua conformação é

obtida através da extrusão. É durante este processo que ocorre toda a expulsão da umidade e a

matéria orgânica é queimada, ocorrendo a vitrificação com a fusão de sílica.

5.3.6.1 Tipologia

As dimensões nominais recomendadas pela NBR 8042 “Bloco Cerâmico Vazado

para Alvenaria – Formas e Dimensões” são dispostas na seguinte tabela:

Tabela 1 - Dimensões Nominais para Blocos de Vedação e Portantes Comuns

Dimensões comerciais L x H x C (cm)

 

Dimensões nominais (mm)

Largura (L)

Altura (H)

Comprimento ( C )

10x20x10

90

190

90

10x20x20

90

190

190

10x20x30

90

190

290

10x20x40

90

190

390

15x20x10

140

190

90

15x20x20

140

190

190

15x20x30

140

190

290

15x20x40

140

190

390

20x20x10

190

190

90

20x20x20

190

190

190

20x20x30

190

190

290

20x20x40

190

190

390

Fonte: NBR 8042

24

24 Figura 4 Fonte: NBR 8042 A seguir são apresentados os blocos cerâmicos mais utilizados em

Figura 4 Fonte: NBR 8042

A seguir são apresentados os blocos cerâmicos mais utilizados em edificações em alvenaria estrutural.

Bloco Cerâmico 14x19x29 cm Dimensão real: 14x19x29 cm Área bruta: 406 cm² Peso: 6,0 Kg

14x19x29 cm Dimensão real: 14x19x29 cm Área bruta: 406 cm² Peso: 6,0 Kg Figura 5 Fonte:

Figura 5 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br

25

Bloco Cerâmico 14x19x14 cm Dimensão real: 14x19x14 cm Área bruta: 196 cm² Peso: 3,0 Kg

real: 14x19x14 cm Área bruta: 196 cm² Peso: 3,0 Kg Figura 6 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br Bloco Cerâmico

Figura 6 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br

Bloco Cerâmico Canaleta 14x19x29 cm Dimensão real: 14x19x29 cm Peso: 6,0 Kg

Bloco Cerâmico Canaleta 14x19x29 cm Dimensão real: 14x19x29 cm Peso: 6,0 Kg Figura 7 Fonte :

Figura 7 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br

26

Bloco Cerâmico 14x19x44 cm Dimensão real: 14x19x44 cm Área bruta: 616 cm² Peso: 8,4 Kg

real: 14x19x44 cm Área bruta: 616 cm² Peso: 8,4 Kg Figura 8 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br Bloco Cerâmico

Figura 8 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br

Bloco Cerâmico 14x19x4 cm Dimensão real: 14x19x29 cm Peso: 1,3 Kg

Bloco Cerâmico 14x19x4 cm Dimensão real: 14x19x29 cm Peso: 1,3 Kg Figura 9 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br

Figura 9 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br

27

Bloco Cerâmico Canaleta 14x19x44 cm Dimensão real: 14x19x44 cm Peso: 9,0 Kg

14x19x44 cm Dimensão real: 14x19x44 cm Peso: 9,0 Kg Figura 10 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br Bloco “J”

Figura 10 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br

Bloco “J” 14x19x29 cm Dimensão real: 14x( 7 ou 9 ou 11)x19x29 cm Peso: 6,0 Kg

“J” 14x19x29 cm Dimensão real: 14x( 7 ou 9 ou 11)x19x29 cm Peso: 6,0 Kg Figura

Figura 11 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br

28

Bloco Cerâmico Canaleta “compensadora”14x07x29 cm Dimensão real: 14x07x07x29 cm/14x09x09x29 cm/14x11x11x29 cm Peso: 5,5 Kg/5,6 Kg/6,2 Kg

cm/14x09x09x29 cm/14x11x11x29 cm Peso: 5,5 Kg/5,6 Kg/6,2 Kg Figura 12 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br Bloco Cerâmico

Figura 12 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br

Bloco Cerâmico 19x19x39 cm Dimensão real: 19x19x39 cm Área bruta: 741 cm² Peso: 8,5 Kg

19x19x39 cm Dimensão real: 19x19x39 cm Área bruta: 741 cm² Peso: 8,5 Kg Figura 13 Fonte:

Figura 13 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br

29

Bloco Cerâmico 19x19x19 cm Dimensão real: 19x19x19 cm Área bruta: 361 cm² Peso: 4,7 Kg

real: 19x19x19 cm Área bruta: 361 cm² Peso: 4,7 Kg Figura 14 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br Bloco Cerâmico

Figura 14 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br

Bloco Cerâmico Canaleta 19x19x39 cm Dimensão real: 19x19x39 cm Peso: 7,5 Kg

19x19x39 cm Dimensão real: 19x19x39 cm Peso: 7,5 Kg Figura 15 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br 5.3.6.2

Figura 15 Fonte: www.ceramicamatieli.com.br

5.3.6.2 Propriedades mecânicas

A resistência a compressão mínima dos blocos cerâmicos na área bruta contida na NBR 7171 “Bloco Cerâmico para Alvenaria” são dispostas na seguinte tabela:

30

Tabela 2 - Resistência a compressão

Classe

Resistência a compressão na área bruta (MPa)

10

1,0

15

1,5

25

2,5

45

4,5

60

6,0

70

7,0

100

10,0

Fonte: NBR 7171

5.3.7 Blocos de concreto

5.3.7.1 Tipologia

Segundo

a

NBR

6136

“Bloco

vazado

de

concreto

simples

para

alvenaria

estrutural” as dimensões do bloco de ser de acordo com seguinte tabela:

Tabela 3 - Dimensões padronizadas

Dimensões nominais

 

Dimensões padronizadas (mm)

(cm)

Designação

Largura

Altura

Comprimento

20

x 20 x 40

 

190

190

390

 

M

- 20

     

20

x 20 x 20

 

190

190

190

15

x 20 x 40

 

140

190

390

 

M

- 15

     
       

15

x 20 x 20

 

140

190

190

Fonte: NBR 6136

5.3.7.2 Propriedades mecânicas

Os blocos de concreto são classificados pela NBR 6136 em classe A e B. Os blocos da classe A aplicam-se a alvenarias externas sem revestimento, sendo que o bloco deve possuir resistência característica a compressão maior do que 6,0 MPa, além da sua capacidade de vedação. Os blocos da classe B são aplicados a alvenarias internas ou externas com revestimento, e devem possuir resistência característica a compressão maior do que 4,5 MPa.

31

A determinação das propriedades mecânicas de um bloco de concreto segue as especificações da NBR 7184 “Blocos vazados de concreto simples para alvenaria – Determinação da resistência a compressão”.

5.4 VANTAGENS E DESVANTAGENS

5.4.1 Principais Vantagens do Sistema

A seguir serão relatadas as características que representam vantagens da utilização da alvenaria estrutural em relação ao método construtivo convencional em concreto armado.

a) Menor diversidade de materiais empregados: Com a menor diversidade de

materiais, o risco de ocorrer atraso do cronograma devido eventuais faltas de materiais, mão

de obra e equipamentos reduz consideravelmente;

b) Economia de formas: Devido ao formato dos blocos, as utilizações de formas

estão limitadas apenas as utilizadas para a concretagem das lajes, sendo que estas são formas lisas, de baixo custo e com alto índice de reaproveitamento;

c) Redução da aplicação de revestimentos: Devido à grande qualidade dos

blocos e mão de obra empregada, a redução na aplicação de revestimentos é significativa.

Usualmente o revestimento interno é feito com uma simples camada de gesso aplicada diretamente na superfície do bloco, no caso de o revestimento ser cerâmico este também pode ser aplicado diretamente sobre a superfície do bloco;

d) Redução no desperdício de mão de obra e materiais: Como as paredes de

alvenaria estrutural já possuem passagem para tubulação de água e eletrodutos, não são necessários as realizações de cortes posteriores em paredes, evitando-se assim, o acúmulo de entulhos no canteiro de obra e redução de mão de obra para determinado serviço;

e) Redução no número de mão-de-obra especializada: A única mão-de-obra

especializada necessária é para a execução da alvenaria, diferentemente do que ocorre nas obras convencionais onde existe a necessidade de pedreiros, armadores e carpinteiros;

f) Redução de custos: Esta é sem duvida a principal de todas elas, sendo que a

redução de custos esta diretamente ligada à correta aplicação de mão-de-obra juntamente com

o projeto e execução.

32

Segundo Camacho (2006), a redução de custos gerada pela utilização da alvenaria estrutural pode chegar até 30%, sendo proveniente basicamente da simplificação das técnicas de execução e economia de formas e escoramentos.

5.4.2 Principais desvantagens do sistema

Apesar de a alvenaria estrutural ser uma concepção construtiva com muitas vantagens, não podemos desconsiderar as desvantagens que a mesma apresenta em relação às obras de concreto armado.

a) Limitação na realização de alterações arquitetônicas: Após estarem prontas

as paredes, não existe a possibilidade de remoção nem alteração das mesmas.

b) Utilização de mão-de-obra qualificada: A execução da alvenaria estrutural

exige a utilização de uma mão-de-obra qualificada, para que esta utilize de maneira correta os

instrumentos necessários durante a execução. Para isto é necessário a selecionar e treinar esta mão-de-obra para que a mesma se torne capacitada, garantindo-se assim, uma execução sem riscos futuros.

c) Limitação do projeto arquitetônico: Dentre todos os inconvenientes este se

torna o principal deles, pois a alvenaria estrutural não nos permite a realização de obras arrojadas, o que acaba limitando sua aplicação em determinadas edificações. Para se tornar ideal esta aplicação, a melhor maneira de utilizá-la seria em edificações de médio e grande porte partindo-se de um pavimento tipo e que se tenha como principal objetivo apenas o aluguel, pois assim, não acarretaria na possibilidade de realizar modificações futuras nas paredes portantes dos prédios, o que geraria uma grande redução no custo final da construção, e com isso, traria um novo conceito de construção para a cidade, ajudando diretamente na sua economia e conseqüentemente a gerar novos empregos.

33

6 COMPONENTES EMPREGADOS

6.1 ARGAMASSA

Conforme Camacho (2006), a argamassa é o componente utilizado na ligação entre os blocos, uniformizando o apoio entre eles, e evitando pontos de concentração de tensões, sendo composta de cimento, agregado miúdo, água e cal, sendo que algumas destas argamassas podem conter aditivos com a finalidade de melhorar suas propriedades. Algumas argamassas industrializadas já vêm sendo aplicadas em edifícios de alvenaria estrutural. Argamassas mais fortes, compostas apenas de cimento e areia, não são recomendadas, pois são muito rígidas e apresentam baixa capacidade de deformabilidade. Em compensação, argamassas muito fracas, compostas apenas de cal e areia, tem resistência a compressão e aderência muito baixas, o que acaba prejudicando a resistência da parede.

A argamassa deve possuir resistência a compressão próxima de 70% da

resistência do bloco utilizado, e deve possuir capacidade de retenção de água para que ao entrar em contato com os blocos de absorção inicial elevadas, não tenha suas funções inicias prejudicadas pela excessiva perda de água para o bloco.

6.1.1 Tipos Argamassas

As normas americanas especificam quatro tipos de argamassas mistas, designadas

por M, S, N e O, assim como a britânica tem suas correspondentes i, ii, iii, e iv, conforme tabelas que seguem:

34

Tabela 4 - Traços e propriedades das argamassas americanas e britânicas

Variação das
Variação das

Variação das

Variação das Tipo de argamassa Traço em volume  
Tipo de argamassa
Tipo de argamassa

Tipo de argamassa

Traço em volume
Traço em volume

Traço em volume

 

propriedades

Cimento

Cal

Areia*

(a)

M (i)

1

0 a 1/4

3**

S (ii) 1 1/2 4 a 4,5**

S (ii)

1

1/2

4 a 4,5**

N (iii)

1

1

5

a 6**

(b)

O (iv)

1

2

8

a 9**

(a) - Aumento da resistência

(b) - Aumento da capacidade de absorver movimentos da estrutura

* - A norma americana prevê um intervalo na quantidade de areia de 2,25 a 3

vezes o volume de cimento e cal somados

** - As quantidades de areia fornecidas pela norma britânica se encaixam dentro

do intervalo da norma americana

somados ** - As quantidades de areia fornecidas pela norma britânica se encaixam dentro do intervalo

Fonte:Camacho (2006, p.12)

6.1.2 Emprego

a) Argamassa tipo M: é recomendada para alvenaria em contato com o solo, tais

como fundações. Possui alta resistência e durabilidade.

b) Argamassa tipo S: Por possuir boa resistência a compressão e a tração quando

confinada entre os blocos, recomenda-se sua utilização em alvenarias sujeitas aos esforços de

flexão.

c) Argamassa tipo N: Apresenta média resistência a compressão e boa durabilidade. É recomendada para uso geral em alvenarias expostas, sem contato com o solo. Essa é a argamassa mais comumente utilizada em obras de pequeno porte no Brasil. d) Argamassa tipo O: Pode ser aplicada em blocos maciços onde a tensão de compressão não ultrapasse 0,70 MPa e não esteja exposta a meio agressivo.Apresenta baixa resistência a compressão, e é indicada sua aplicação em paredes interiores em gera.

6.2 GRAUTE

O Graute é um concreto com agregado fino e alta plasticidade. Sua principal função é preencher os vazios dos blocos em pontos específicos onde se quer aumentar a resistência localizada da alvenaria e também o preenchimento das canaletas. Outras funções também de grande importância são o aumento da resistência da parede preenchida e propiciar aderência entre as armaduras.

35

O Graute é composto de cimento, areia e pedrisco, possui alta fluidez com slump

entre 20 e 28cm, o que gera alta relação entre água/cimento, podendo chegar até 0.9. Para se garantir a fluidez e a plasticidade do graute e também diminuir sua retração, é aconselhável que o volume adicionado de cal não ultrapasse 10% do volume de cimento. As principais propriedades que o graute deve apresentar são:

- Consistência: a mistura deve apresentar coesão mais sem gerar perca da fluidez necessária para preencher todos os furos dos blocos.

- Retração: a retração não deve chegar a níveis que possam gerar a separação entre o graute e as paredes internas dos blocos.

- Resistência à compressão: a resistência à compressão do graute, juntamente com

as propriedades mecânicas dos blocos e da argamassa definirão as características à

compressão da alvenaria.

6.3 PRISMA

O Prisma é o corpo de prova da alvenaria estrutural. Obtido pela superposição de

blocos, unidos por juntas de argamassa grauteados ou não, são utilizados na obtenção de dados para prever as propriedades dos blocos a serem empregados nas obras (resistência a tração, compressão, etc.). O Prisma deve representar a situação real da obra, por isso o mesmo deve apresentar todas as propriedades dos elementos, tais como: tipo de argamassa, forma de assentamento, espessura das juntas, igual espessura, etc. Pois assim como o corpo de prova cilíndrico é utilizado para controle de obras de concreto, o prisma é utilizado para controle de obras em Alvenaria Estrutural.

36

7 PROJETO

Como qualquer outro empreendimento na área da construção civil, uma edificação em alvenaria estrutural começa por um projeto adequado, sendo este, um único projeto no qual agregue todos os projetos específicos, de maneira que nenhum interfira no outro, evitando-se assim problemas durante a execução.

7.1 COORDENAÇÃO DE PROJETOS

A coordenação de projetos é a etapa onde um profissional responsável, geralmente

o arquiteto ou o projetista estrutural, analisa e avalia os vários projetos, com a finalidade de

identificar e apontar as possíveis interferências e contradições, e em função destas solicitar a alteração das mesmas, afim de que o projeto final possa ser executado sem erros e sem a necessidade de improvisações no canteiro de obras.

É no processo de coordenação que projetos que se é possível elevar a qualidade do

projeto integral e, conseqüentemente, elevar a qualidade da construção. Muitas medidas de racionalização e, várias das medidas de controle de qualidade dependem de clara

especificação na sua fase de concepção. Não é possível controlar determinada atividade se suas características não se encontram definidas, ou seja, só será possível realizar o planejamento da execução de forma eficiente se o projeto apresentar todas as informações contundentes para se elaborar o planejamento.

Os principais objetivos da coordenação de projetos são:

- Realizar a integração entre os envolvidos no projeto, com a finalidade de

promover a comunicação e a troca de informações entre os participantes e as diversas etapas

do empreendimento; - Controlar as etapas de desenvolvimento do projeto, garantido-se que este seja

executado conforme os requisitos e as especificações já definidas (custos, prazos e especificações técnicas);

- Coordenar o processo de tal forma que as interferências entre as partes do projeto elaboradas pelos distintos projetistas sejam solucionadas;

37

- Garantir a total coerência entre o modo de produção e o produto projetado, com grande atenção a tecnologia do processo construtivo empregado. Os principais requisitos para uma perfeita coordenação de projetos são:

- Ter os objetivos e parâmetros claramente definidos, para que estes sejam repassados aos diferentes profissionais como requisitos do projeto;

- Definir todas as partes e todos os conteúdos que envolvem os projetos;

- Padronizar a forma de apresentação das informações (padronização das

informações gráficas);

- Criar um método avaliativo dos problemas encontrados durante a execução dos

projetos, afim de que esta alimente continuamente a tecnologia da empresa através da experiência adquirida;

- Realizar a integração do projeto e a obra, inclusive durante a execução do

empreendimento, com a finalidade de dar suporte a possíveis alterações a serem realizadas;

- Definir previamente quem será o responsável pelo detalhamento executivo de cada projeto complementar.

7.2 PROJETO ARQUITETÔNICO

Além das condicionantes usuais, normalmente advindas dos códigos de obra municipais, um projeto em alvenaria estrutural estabelece algumas restrições específicas aos projetistas. Dentre elas as principais restrições estruturais são:

- O número de pavimentos se torna limitado devido aos limites dos materiais

disponíveis no mercado;

- A necessidade de amarração entre os elementos e o arranjo espacial das paredes;

- A impossibilidade de se remover uma parede estrutural posteriormente.

- Limitação na dimensão das aberturas e sacadas.

Todos os projetos complementares influem nos condicionantes do projeto arquitetônico como também são influenciados por este, já que o mesmo estabelece o partido geral do edifício. Por esse motivo, a elaboração do projeto arquitetônico será de grande importância para que se obtenha sucesso no empreendimento. Caso o projeto arquitetônico

38

não seja adequado, torna-se muito difícil compensá-lo através de medidas tomadas nos projetos complementares ou durante a obra. Os principais fundamentos do projeto arquitetônico são:

 

-

Garantir o máximo de simetria;

 

-

Utilizar modulação;

 

-

Compatibilizar

os

projetos

arquitetônicos

com

o

estrutural

e

com

o

de

instalações;

 

-

Prever os pontos de passagem de tubulações determinando-se assim a posição

dos shafts. Caso não seja possível a utilização dos shafts, prever as paredes que podem

funcionar como vedação, utilizando estas para passagem de tubulações;

- Apresentar os detalhes construtivos de forma clara e objetiva;

- Utilizar escalas diferentes para planta e detalhes;

- Materiais e componentes simples, de fácil conexão, e que dispensem cuidados especiais de armazenamento e manuseio.

7.2.1 Definição das Condicionantes do Projeto

Os principais fatores que condicionam um projeto em alvenaria estrutural são o arranjo arquitetônico, a coordenação dimensional, a otimização do funcionamento estrutural da alvenaria e a racionalização do projeto e da produção. (Universidade Corporativa CAIXA,

2002).

São também relevantes as necessidades dos clientes, como os custos, os requisitos de desempenho e os aspectos de segurança e confiabilidade. Uma das principais dificuldades é a remoção de paredes, o que limita a flexibilidade do processo construtivo em alvenaria estrutural, pode ser resolvido de maneira satisfatória desde que haja a união do projetista estrutural com o arquiteto, pois estes trabalhando em conjunto, podem especificar as paredes que poderão ser eliminadas futuramente.

7.2.2 Simplificação do Projeto

Um projeto simplificado facilita a construtibilidade. Para se obter um projeto simplificado, recomenda-se o seguinte:

39

- Utilizar o menor número de componentes possível;

- Concentrar trabalhos com um único tipo de material ou função;

- Utilizar materiais encontrados facilmente no mercado, com configuração e tamanho padrão;

- Utilizar componentes e materiais simples, de fácil aplicação, evitando-se ao máximo o emprego de serviço especializado;

-

Dar a devida atenção nas juntas entre componentes e entre elementos

construtivos;

-

Evitar projetos com ângulos, inclinações e superfícies curvas.

7.2.3 Simetria

A simetria do projeto esta totalmente ligada a sua efetividade, ou seja, quanto

mais simétrico o projeto, mais efetivo o resultado. É por esta razão, que o arquiteto deve tentar distribuir as paredes resistentes na planta da maneira mais equilibrada possível. Prédios muito assimétricos podem causar concentração de tensões em determinadas partes do edifício. Se isto ocorrer, será necessário a utilização de materiais com resistências diferentes para paredes do mesmo pavimento ou de grauteamento delas. O grauteamento aumenta o custo e

prejudica a construtibilidade. Outro grande problema gerado pela assimetria é o aparecimento de tensões decorrentes da torção, tensões que não são muito fáceis de ser corretamente estabelecidas. Além da simetria, vale ressaltar que as paredes resistentes devem ser distribuídas nas duas direções da edificação, com a finalidade de garantir a estabilidade da mesma em relação às cargas horizontais.

7.2.4 Modulação

A técnica da modulação consiste no ajuste de todas as dimensões da obra,

verticais e horizontais, como múltiplos da dimensão básica da unidade, com o objetivo de se evitar transtornos durante a execução com cortes nos blocos e desperdício de material. Durante esta fase devem ser previstos todos os encontros de paredes, aberturas, pontos de graute e ferragem, caixas de passagem, ligação entre laje e parede, colocação de pré-moldados e instalações em geral.

40

Ainda durante a fase de coordenação modular deve-se dar atenção para possível formação de juntas verticais a prumo, que devem ser evitadas sempre que possível já que estas podem gerar pontos de fraqueza e conseqüentemente o surgimento de patologias, comumente na forma de fissuras. A coordenação modular quando realizada de maneira correta pode gerar um aumento de produtividade de até 10%. O uso adequado da modulação permite evitar cortes em blocos e outros ajustes no canteiro de obras, o que acaba gerando perda de tempo, mão-de- obra e material. Além do projeto arquitetônico, os projetos estruturais e de instalações também devem ser compatibilizados. A grande facilidade de se implantar a coordenação modular nos projetos em alvenaria estrutural é um dos principais fatores que o torna propício a utilização de medidas de racionalização, sendo que, essas facilidades são resultados da própria forma de execução, que simplifica a padronização dos serviços, o treinamento e a qualificação da mão-de-obra, a coordenação das atividades, entre outras. A coordenação modular só pode ser obtida se os blocos forem padronizados e se os projetos arquitetônicos, estruturais e de instalações forem devidamente compatibilizados. Esta se obtém através do traçado de um reticulado de referência com um módulo básico escolhido, sendo que estas constituem das dimensões do bloco, mais a espessura das juntas, cabe lembrar ainda que comumente as dimensões de referência são de 15 ou 20 cm de acordo com a espessura da parede, e que o ideal é que se tenha unidades que apresentem o comprimento como sendo o dobro de sua largura, pois assim a necessidade de utilizar blocos especiais é bastante reduzida. Quando iniciou-se a utilização de alvenaria estrutural empregava-se blocos de dimensões nominais de 20x40 cm, com a necessidade da aplicação do meio-bloco. Com a evolução do sistema e consequentemente dos materiais envolvidos, passou a ser possível a utilização de paredes de menor espessura, sendo então introduzidos no mercado os blocos de 15x40 cm. Essa nova configuração de blocos acabou gerando dificuldades na hora de se elaborar a coordenação modular, uma que em todos os encontros de paredes houve a necessidade de se introduzir blocos especiais, o que resultou em blocos de 15x55 cm para os encontros de paredes em “T” e 15x35 cm para os encontros de paredes em “L” (Universidade Corporativa CAIXA, 2002). Devido a novas dificuldades na elaboração da coordenação modular, foi introduzida no mercado a família dos blocos com dimensões nominais de 15x30 cm, o que acabou acarretando em nova simplificação da técnica de modulação, ainda com a vantagem

41

de esses blocos serem mais leves e conseqüentemente aumente a produtividade e a qualidade das alvenarias.

7.2.5 Passagem de Dutos

No projeto e execução das instalações deve-se evitar principalmente o rasgo horizontal de paredes estruturais para inserir as instalações. Rasgos de paredes significam refazer o trabalho, além de gerar desperdício, maior consumo de material e de mão-de-obra, e principalmente a insegurança gerada devido a redução da seção resistente. Para evitar a ocorrência deste problema, podem ser utilizadas algumas alternativas, como estas a seguir:

- Utilizar paredes não estruturais para o embutimento das tubulações;

- Criar aberturas tipo “shafts” para passagem vertical de várias tubulações; - Utilizar blocos especiais para passagem de tubulações, tais como blocos hidráulicos para passagem vertical das tubulações em paredes estruturais;

- Emprego de tubulações aparentes;

- Rebaixo na laje;

A melhor alternativa do ponto de vista construtivo quanto ao de segurança estrutural é o emprego dos shafts. Deve-se, no entanto, prestar atenção quanto a sua dimensão e localização deles. O arquiteto deve procurar reunir ao máximo as instalações, de tal maneira que se possam projetar banheiros e cozinhas na maior proximidade possível, a fim de se economizar espaço com criação de shafts e aproveitá-los de melhor forma na disposição arquitetônica.

42

42 Figura 16 - Exemplo de shafts Fonte: BRICKA Alvenaria Estrutural (2010) 7.2.6 Paginação É o

Figura 16 - Exemplo de shafts Fonte: BRICKA Alvenaria Estrutural (2010)

7.2.6 Paginação

É o detalhamento das paredes uma a uma, em elevação, onde são representados tudo que esta contido nesta parede como janelas (com verga e contra-verga e as fiadas de respaldo), instalações, e todos os demais detalhes construtivos. Nas elevações também são demonstrados os eletrodutos, as caixas de passagem, interruptores e as tubulações hidráulicas. As paginações devem ser feitas pelo projetista arquitetônico para que se possa ser elaborado o projeto elétrico e hidráulico. Tanto a primeira fiada como as elevações das paredes devem ser desenhadas em escalas de no mínimo 1:50, sendo que, para facilitar a visualização desses desenhos em obra, recomenda-se que estes sejam feitos em escala 1:25.

43

43 Figura 17 - Exemplo de paginação Fonte: BRICKA Alvenaria Estrutural (2010) 7.2.7 Roteiro para Elaboração

Figura 17 - Exemplo de paginação Fonte: BRICKA Alvenaria Estrutural (2010)

7.2.7 Roteiro para Elaboração de um Bom Projeto Arquitetônico

- Avaliar todas as condicionantes do projeto.

- Procurar estabelecer o máximo de simetria possível.

- Compatibilizar vãos e portas com dimensões externas dos marcos e com o tipo de abertura a ser usada (madeira, ferro ou alumínio).

- Dispor os shafts de maneira em que se possa passar o máximo de tubulação e analisar paredes que possam ser utilizadas somente como vedação.

- Elaborar os desenhos da primeira e segunda fiadas.

- Fazer as paginações de todas as paredes.

- Mostrar todos os detalhes da amarração.

- Apresentar os detalhes de vergas, contravergas, portas e janelas.

- Detalhar os pontos grauteados.

- Mostrar os pontos de apoio das lajes.

- Existir a troca de informações entre os projetistas responsáveis.

44

7.3 PROJETO HIDRÁULICO

Para que se possa definir um bom projeto hidráulico, é necessária a interação entre

o projetista hidráulico e arquitetônico, a fim de evitar que haja interferência com os demais projetos.

Sempre que possível, deve-se tentar passar as tubulações hidráulicas pelos shafts. Se o projeto arquitetônico oferecer uma solução em que uma única parede seja comum a todas as áreas que necessitem tubulações, pode-se utilizar do recurso de fazer as ligações das mesmas às prumadas dispostas externamente e junto à parede. O fechamento poderá ser com outra parede de painel removível (parcial ou totalmente), o que facilitará a manutenção. Esta solução permite trabalhar com kits pré-fabricados e fazer inspeções nas instalações sem a necessidade de se remover o acabamento.

Deve-se lembrar que todo o trecho horizontal para passagem dos tubos deve ser projetado para passar entre a laje e o forro. Os trechos verticais de água fria e quente deverão ser dispostos horizontalmente entre a laje e o forro até o ponto onde irão descer verticalmente pelos furos dos blocos. A descida pelo furo dos blocos não deve ser encorajada, pois o ideal é a utilização de shafts ou paredes hidráulicas. No caso de haver a necessidade de se passar tubos por dentro de paredes estruturais, ela deve ser efetuada em blocos especiais, com a devida autorização do projetista estrutural e em trechos muito pequenos. Além disso, deve-se ter o cuidado para não solidarizar os tubos com a estrutura em nenhum ponto. Em paredes estruturais, os cortes horizontais devem ser evitados, dando preferência para paredes não estruturais para passagem dos tubos que tiverem que ser embutidos. Vale lembrar que ocasionais necessidades de cortes para manutenção em caso de vazamento poderão atingir diretamente a integridade das paredes

e alterar sua função estrutural.

45

45 Figura 18 - Utilização de shaft para passagem de dutos de dois banheiros Fonte: BRICKA

Figura 18 - Utilização de shaft para passagem de dutos de dois banheiros Fonte: BRICKA Alvenaria Estrutural (2010)

de dois banheiros Fonte: BRICKA Alvenaria Estrutural (2010) Figura 19 - Exemplo de passagem de tubulação

Figura 19 - Exemplo de passagem de tubulação Fonte: BRICKA Alvenaria Estrutural (2010)

46

46 Figura 20 - Exemplo de solução para projeto hidráulico Fonte: BRICKA Alvenaria Estrutural (2010) 7.4

Figura 20 - Exemplo de solução para projeto hidráulico Fonte: BRICKA Alvenaria Estrutural (2010)

7.4 PROJETO ELÉTRICO

Como no projeto hidráulico é essencial a interação entre projetista arquitetônico e

elétrico.

Como regra geral, as tubulações devem sempre ser dispostas na vertical, utilizando os vazios dos blocos para a passagem das mangueiras e não sendo permitidos cortes horizontais nos blocos para interligação dos pontos. Outra maneira interessante de passagem dos eletrodutos de instalação elétrica consiste na utilização do espaço atrás do batente das portas, quando este for de madeira, uma vez que geralmente os interruptores se situam próximas a estas. Já os eletrodutos horizontais devem ser embutidos nas lajes ou nos pisos. As caixas de tomadas e interruptores podem ser fixadas antecipadamente nos blocos, que, por sua vez, serão assentadas em posições previamente definidas, conforme indicado nas plantas de elevação das paredes. As caixas para quadros de distribuição e as caixas de passagem devem ser projetas de forma que se evite fazer cortes na alvenaria. Para que a abertura para os quadro de distribuição não venha a danificar a integridade estrutural da parede, as dimensões e as posições dos mesmos devem ser informadas ao projetista estrutural para que este venha a realizar os reforços necessários.

47

Tabela 5 - Dimensões recomendadas para quadros de modulação de 20 cm

Nº de blocos horizontal X vertical

Dimensões de quadros de distribuição p/ modulação de 20 cm - (m) X (m)

1

x 2

0,40 x 0,40

1,5 x 3

0,60 x 0,60

2

x 4

0,80 x 0,80

2,5 x 5

1,00 x 1,00

4

x 6

1,20 x 1,20

Fonte: Analise de Alvenaria Estrutural Universidade Corporativa Caixa

Tabela 6 - Dimensões recomendadas para quadros de modulação de 15 cm

Nº de blocos horizontal X vertical

Dimensões de quadros de distribuição p/ modulação de 15 cm - (m) X (m)

1

x 2

0,45 x 0,40

2

x 3

0,60 x 0,60

2

x 4

0,60 x 0,80

3

x 5

0,90 x 1,00

4

x 6

1,20 x 1,20

Fonte: Analise de Alvenaria Estrutural Universidade Corporativa Caixa

7.5 PROJETO EXECUTIVO

Para que se consiga extrair o máximo das vantagens teóricas que processo

construtivo em alvenaria estrutural proporciona, é de extrema necessidade a elaboração do

projeto executivo. Este projeto é composto por desenhos nos quais trazem detalhes e as

informações necessárias à realização dos serviços de execução das alvenarias. A utilização

apenas dos projetos arquitetônicos e estruturais pode causar problemas de entendimento da

obra, já que estes não trazem consigo uma série de informações necessárias para a execução

das alvenarias, o que pode acarretar durante a execução a tomada de várias decisões sem

planejamento. Em muitos casos, esta situação pode causar problemas para a qualidade e

produtividade dos serviços.

A insuficiência de detalhes e a dúvida na análise das informações contidas nos

projetos podem criar vários problemas, tais como atraso nos prazos, retrabalhos para correção

de erros e conseqüentemente diminuição da produtividade. Assim, por exemplo, a informação

nos projetos dos tipos e quantidades de blocos e elementos pré-moldados a serem utilizados,

facilitará a programação dos trabalhos e as atividades de movimentação dos materiais.

48

Na elaboração dos projetos executivos pode-se antecipar e prevenir uma grande

quantidade de problemas, que podem ser resolvidos em uma fase onde as alterações realizadas

são pouco significativas no aumento dos custos. Além do mais, a utilização destes projetos leva a um grande aumento no nível de racionalização da produção. Para a apresentação de um bom projeto executivo, deve-se elaborar:

- Planta baixa;

- Cortes e elevações;

- Informações técnicas dos materiais a serem utilizados;

- Detalhes-padrão de amarrações e de ligações das paredes;

- Detalhes de vergas e contra-vergas;

- Detalhes de passagens de tubulações e localização dos pontos elétricos e

hidráulicos;

 

- Detalhes especiais como: pontos a serem grauteados, amarrações com ferros, etc;

- Armazenamento e transporte;

- Seqüências de execução;

- Ferramentas e profissionais necessários.

Na elaboração dos projetos executivos devem ser seguidas as recomendações

abaixo.

7.5.1 Planta Baixa

A planta baixa no projeto executivo deve apresentar as paredes sem o

revestimento. Devem ser apresentadas as plantas de primeira e segunda fiada (modulação), tipos de blocos a serem usados para cada parede e representação dos pontos que receberão graute.

Deve ser elaborara para facilitar a marcação na obra. Assim, as medidas das distâncias devem ser acumuladas e feitas a partir de um ponto de referência até a face interna de cada parede. Pode ser utilizada a planta de modulação da primeira fiada.

A quantidade de componentes necessários por pavimento também é uma

informação importante que deve ser fornecida.

49

7.5.2 Paginações

As paginações ou elevações devem indicar a posição dos blocos especiais (instalações elétricas e hidráulicas), locais de descida das prumadas de luz e de água, amarração entre as paredes, detalhamento sobre a ferragem necessária. Igualmente devem ser indicadas as posições dos quadros de distribuição das instalações elétricas e sua solução estrutural. Também devem ser apresentadas as aberturas (portas e janelas), localizando as vergas, contravergas e/ou blocos canaleta.

7.5.3 Detalhes Construtivos

Devem ser apresentados os detalhes construtivos que não estejam definidos nas plantas baixas e paginações. Os detalhes que serão mais utilizados no decorrer da obra podem ser fornecidos em um caderno de detalhes padrão para evitar a repetição dos mesmos nas várias plantas. O projeto executivo pode conter também o projeto da laje acabada, a localização dos equipamentos tais como escantilhões e ainda, o layout do canteiro.

50

8 ANÁLISE DA VIABILIDADE DA APLICAÇÃO DA ALVENARIA ESTRUTURAL EM SINOP E REGIÃO As informações aqui contidas são de responsabilidade do acadêmico.

Após estudo das grandes vantagens existentes na utilização da alvenaria estrutural, percebe-se que a mesma, por mais que gere reduções consideráveis em custos e tempo de execução não vem sendo utilizada em nossa região com o mesmo ímpeto que em regiões mais desenvolvidas. Através da realização de entrevistas com profissionais da área da construção presentes nesta região, constatou-se que a falta de empresas que fabriquem e viabilize o acesso deste novo material a região, dificulta o interesse das construtoras a buscarem a aplicação deste novo método, pois não se tornaria viável a utilização de um material que teria que vir de fora, já que este transporte acarretaria em um custo mais elevado da alvenaria, não alcançando assim a economia desejada. Já os proprietários de cerâmicas da cidade de Sinop - MT alegam que a busca por este tipo de material é muito pequena, pois como existe pouca divulgação deste método construtivo na região, as pessoas não questionam e não apresentam interesse em construir com alvenaria estrutural, com isso a mão-de-obra especializada neste processo construtivo acaba se tornando escassa como também são escassos os profissionais que elaboram projetos em alvenaria estrutural. Outra grande dificuldade também encontrada é a de vencer a barreira inicial criada pelos consumidores, já que estes acostumados com a metodologia construtiva convencional ficariam em dúvida quanto a real eficácia da alvenaria estrutural. Outro fator que também é primordial na aplicação deste sistema é a mão-de-obra qualificada, pois não sendo este um método construtivo muito utilizado a dificuldade de se encontrá-la seria grande, fazendo-se necessário realizar o treinamento destes funcionários a fim de profissionalizá-los na execução da alvenaria estrutural. Sem dúvida o emprego deste material em obras de médio e grande porte como quitinetes, edificações de quatro a oito pavimentos, obras que em geral sejam produzidas a partir de um pavimento tipo e que se tenha como principal objetivo apenas o aluguel, pois assim, não acarretaria na possibilidade de realizar modificações futuras nas paredes portantes dos prédios, geraria uma grande redução no custo final da construção, e com isso, traria um novo conceito de construção para a cidade, ajudando diretamente na sua economia e conseqüentemente a gerar novos empregos.

51

8.1 ANÁLISE DO CUSTO DE UMA EDIFICAÇÃO EM ALVENARIA ESTRUTURAL EM SINOP EM CORRELAÇÃO COM O MÉTODO CONSTRUTIVO CONVENCIONAL

Esta análise foi realizada através da coleta de dados de preços atuais dos materiais, chegando assim a um preço aproximado do valor por metro quadrado de uma mesma edificação se esta fosse construída em alvenaria estrutural e na estrutura convencional. Vale ressaltar que os materiais aqui orçados condizem apenas com material para estrutura, vedação e revestimento, já que as partes de cobertura e acabamentos são praticamente as mesmas. Também não será orçada a fundação, mão-de-obra e os projetos envolvidos em cada concepção construtiva.

52

9 ESTIMATIVA DE CUSTOS

A composição dos custos aqui apresentados foi obtida através da cotação em loja

de materiais para construção.

A comparação dos custos será realizada por etapas, sendo seguido o seguinte

roteiro:

- Custo da alvenaria;

- Custo da estrutura (concreto, ferragens, fôrmas);

- Custo do revestimento

A seguir é feita a composição do custo do milheiro do bloco cerâmico estrutural

para a cidade de Sinop - MT:

O custo de mil blocos cerâmicos avaliados no dia 24/11/2010 em Cuiabá MT é

de R$ 1200,00 (mil e duzentos reais), mas para chegarmos ao preço real em Sinop - MT é necessário adicionar a este valor o custo do frete. Partindo do principio de que uma carreta transporta 30 (trinta) toneladas e que cada bloco pesa aproximadamente 6 (seis) quilogramas, temos que uma carreta transporta 5000 (cinco mil) blocos. Sabendo-se que o preço por tonelada transportada é de R$ 36,00 (trinta e seis reais), o preço do frete será de R$ 1080,00 (mil e oitenta reais) e o preço final dos 5000 (cinco mil) blocos será de R$ 7080,00 (sete mil e oitenta reais), chegando-se a um valor por milheiro de R$ 1416,00 (mil quatrocentos e dezesseis reais).

O custo do tijolo comum seis furos cotado no dia 24/11/2010 em Sinop - MT é R$

290,00 (duzentos e noventa reais). Através da quantificação de materiais de uma planta fictícia utilizada para o

estudo em questão chegaremos ao custo aproximado do valor da alvenaria.

53

53 Figura 21 - Planta de análise

Figura 21 - Planta de análise

54

9.1 QUANTIFICAÇÃO DE MATERIAIS

A planta aqui orçada é de caráter apenas de estudo, sendo esta uma edificação de 3 cômodos com uma área total de 35,07 m², pé direito de 3 m sem laje.

9.1.1 Quantificação das Alvenarias

9.1.1.1 Alvenaria comum (tijolo seis furos)

Considerando o pé direito da edificação com 3 (três) metros de altura, temos um total de 102,63 m² de parede, sabendo-se que o consumo desta alvenaria por metro quadrado é de 35 (trinta e cinco) tijolos temos um consumo de aproximadamente 3600 (três mil e seiscentos) tijolos. Sabendo que o custo do milheiro do tijolo seis furos é de R$ 290,00 (duzentos e noventa) reais, temos que o valor final somente da alvenaria será de R$ 1044,00 (mil e quarenta e quatro reais).

9.1.1.2 Alvenaria estrutural (bloco cerâmico)

O consumo do bloco cerâmico estrutural é de 22 blocos por metro quadrado, sendo assim chegamos a um consumo final de aproximadamente 2260 blocos o que geraria um custo final de R$ 3200,16 (três mil e duzentos reais e dezesseis centavos). Através desta análise temos a seguinte relação:

55

Comparação de custo entre blocos

100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0%
100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Preço dos blocos

Tijolo comumde custo entre blocos 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Preço

Bloco cerâmico estruturalComparação de custo entre blocos 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0%

Figura 22 - Comparação dos custos dos blocos

Dentro desta mesma relação temos também o consumo de argamassa em cada concepção estrutural:

a) Alvenaria comum (tijolo seis furos)

Tabela 7 - Consumo de argamassa em alvenaria comum

 

ARGAMASSA TRAÇO 1:5

 

MATERIAL

UNID.

QUANT.

 

PREÇO UNIT.

TOTAL

Argamassa

2,78

 

R$ 88,87

R$ 247,06

   

TOTAL

R$ 247,06

 

b) Alvenaria estrutural (bloco cerâmico):

 

Tabela 8 - Consumo de argamassa em alvenaria estrutural

 

ARGAMASSA TRAÇO 1:5

 

MATERIAL

UNID.

QUANT.

PREÇO UNIT.

TOTAL

Argamassa

1,07

R$ 88,87

R$ 95,09

 

TOTAL

R$ 95,09

56

9.1.2 Quantificação da Estrutura

9.1.2.1 Estrutura em concreto armado (concreto, ferragens e fôrmas)

Para esta quantificação será levantado o volume de concreto a quantidade de ferro

e fôrmas utilizados em pilares e vigas.

A seguir será apresentada uma tabela com a quantidade e custo dos materiais

utilizados.

Tabela 9 - Custo dos materiais para estrutura convencional

MATERIAIS UTILIZADOS

 
     

PREÇO

 

MATERIAL

UNID.

QUANT.

UNIT.

TOTAL

Concreto

4,18

R$ 260,00

R$ 1.086,80

Fôrmas

77,04

R$ 12,80

R$ 986,11

Ferro CA-60 5,0 mm

br.

65

R$ 5,69

R$ 369,85

Ferro CA-50 6,3 mm

br.

15

R$ 12,39

R$ 185,85

Ferro CA-50 8,0 mm

br.

12

R$ 15,79

R$ 189,48

Ferro CA-50 10 mm

br.

12

R$ 24,75

R$ 297,00

 

TOTAL

R$ 3.115,09

9.1.2.2 Estrutura em alvenaria estrutural (grout, ferragens)

Para esta quantificação foi composto o preço do m³ de grout sem mão-de-obra e levantado o volume utilizado, mais as ferragens utilizadas.

A seguir será apresentada uma tabela com a quantidade e custo dos materiais

utilizados.

Tabela 10 - Custos dos materiais para alvenaria estrutural

 

MATERIAIS UTILIZADOS

 

MATERIAL

UNID.

QUANT.

PREÇO UNIT.

TOTAL

Concreto(grout)

1,24

R$ 197,76

R$ 245,22

Ferro CA-50 8,0 mm

br.

6

R$ 15,79

R$ 94,74

Ferro CA-50 10 mm

br.

6

R$ 24,75

R$ 148,50

 

TOTAL

R$ 488,46

57

A partir da relação entre os dois custos chegamos ao seguinte gráfico:

entre os dois custos chegamos ao seguinte gráfico: Figura 23 - Comparação de custo entre as

Figura 23 - Comparação de custo entre as estruturas

9.1.3 Quantificação do Revestimento

9.1.3.1 Revestimento em alvenaria comum (chapisco e reboco)

No método construtivo convencional, devido a irregularidade do tijolo existe a necessidade de se aplicar camadas de revestimento antes de se aplicar a pintura, sendo estas o chapisco(camada para aumentar a aderência da parede) e o reboco(camada regularizadora). Para levantar este custo será necessário quantificar a quantidade desses materiais que serão empregados, a seguir temos uma tabela com a camada e seu respectivo custo:

58

Tabela 11 - Custo do revestimento em alvenaria comum

 

CAMADAS DE REVESTIMENTO

 

CAMADA

UNID.

QUANT.

PREÇO UNIT.

TOTAL

Chapisco

205,26

R$ 1,45

R$ 297,63

Reboco

205,26

R$ 3,16

R$ 648,62

 

TOTAL

R$ 946,25

9.1.3.2 - Revestimento em alvenaria estrutural (gesso liso desempenado)

Na alvenaria estrutural não há necessidade de se rebocar internamente,

normalmente as paredes internas são revestidas com uma camada de aproximadamente quatro

mm de gesso liso desempenado, o que gera grande redução de custo.

Já as paredes externas, por estarem expostas a intempéries, há a necessidade de

um revestimento mais resistente, com isso se faz necessário a utilização do chapisco e reboco.

Vale ressaltar que muitas vezes é utilizado textura na parte externa da edificação, o que

dispensaria a aplicação de chapisco e reboco, pois a alvenaria estrutural permite essa

aplicação diretamente na face do bloco o que reduziria ainda mais o custo do revestimento.

Outra situação parecida é em paredes com revestimento cerâmico já que este

também pode ser aplicado diretamente sob a superfície do bloco. Alguns autores afirmam que

mesmo utilizando somente o reboco a economia no revestimento também e muito alta, já que

não existe a possibilidade da parede estar fora de prumo e esquadro o que reduziria ainda mais

no preço do revestimento da alvenaria estrutural.

A seguir temos a representação dos custos do revestimento na alvenaria estrutural:

Tabela 12 - Custo do revestimento em alvenaria estrutural

 

CAMADAS DE REVESTIMENTO

 

MATERIAL

UNID.

QUANT.

PREÇO UNIT.

TOTAL

Gesso liso

       

desempenado

102,63

R$ 2,23

R$ 228,86

 

TOTAL

R$ 228,86

59

A partir da relação entre os dois custos temos o seguinte gráfico:

Comparação de custo entre revestimentos

100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0%
100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Preço do revestimento

Tijolo comumrevestimentos 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Preço do revestimento Bloco

Bloco cerâmico estruturalde custo entre revestimentos 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Preço

Figura 24 - Comparação de custos entre revestimentos

60

10 RESULTADOS

A partir dos dados aqui obtidos, chegamos a um custo por metro quadrado desta edificação em alvenaria estrutural e em estrutura convencional. A seguir será apresentado duas tabelas com o preço total de cada concepção

estrutural.

Tabela 13 - Preço total do método construtivo convencional

 

ESTRUTURA CONVENCIONAL

 

SERVIÇO

TOTAL

Tijolo comum

 

R$ 1.044,00

Argamassa de assentamento

R$ 247,06

Estrutura

 

R$ 3.115,09

Revestimento

 

R$ 946,25

 

TOTAL

R$ 5.352,40

TOTAL - m²

R$ 152,62

Tabela 14 - Preço total do método construtivo com alvenaria estrutural

 

ALVENARIA ESTRUTURAL

 

SERVIÇO

TOTAL

Tijolo comum

 

R$ 3.200,16

Argamassa de assentamento

R$ 95,09

Estrutura

 

R$ 488,46

Revestimento

 

R$ 228,86

 

TOTAL

R$ 4.012,57

TOTAL - m²

R$ 114,42

61

Através da análise destas tabelas chegamos ao seguinte gráfico:

Comparação de custo entre métodos construtivos

100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0%
100%
90%
80%
70%
60%
50%
40%
30%
20%
10%
0%

Preço final

Método Convencionalcusto entre métodos construtivos 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Preço

Alvenaria Estruturalcusto entre métodos construtivos 100% 90% 80% 70% 60% 50% 40% 30% 20% 10% 0% Preço

Figura 25 - Comparação de custo entre métodos construtivos

62

11 CONCLUSÃO

Este trabalho é de grande importância, pois demonstra o que é e como funciona a alvenaria estrutural, apresentando conceitos e métodos de como deve ser aplicado este método construtivo, de maneira que o mesmo venha a apresentar suas vantagens e se tornar uma concepção construtiva viável, fazendo com que os profissionais pensem na possibilidade da utilização da alvenaria estrutural em suas obras. Outra grande observação a ser considerada é que mesmo apesar de não se ter cerâmicas que disponibilizem este material na cidade de Sinop MT, a economia gerada por este processo construtivo é de grande relevância, pois chega as margens de 25% mais barata que o método construtivo convencional, provando assim que a alvenaria estrutural é um método construtivo racional e com certeza é de grande viabilidade a sua aplicação na cidade de Sinop MT. Assim percebemos que a falta de profissionais capacitados com este ramo da construção e a falta de mão-de-obra qualificada, acaba dificultando a vinda desde material a cidade de Sinop MT, mesmo sendo este um método construtivo muito mais econômico que o método construtivo tradicional.

63

12 BIBLIOGRAFIA

ACCETTI, Kristiane Mattar. Contribuições ao projeto estrutural de edifícios em alvenaria. Dissertação (Doutorado) Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo, São Carlos, 1998.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 7171: Bloco cerâmico para alvenaria - Especificação. Rio de Janeiro, 1992.

ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DE NORMAS TÉCNICAS (ABNT). NBR 6136: Bloco vazado de concreto simples para alvenaria estrutural. Rio de Janeiro, 1994.

CAMACHO, Jeferson Sidney. Projeto de edifícios de alvenaria estrutural. In: Núcleo de Ensino e Pesquisa da Alvenaria Estrutural. Ilha Solteira: Universidade Estadual Paulista Julio de Mesquita Filho, 2006.

CATÁLOGO Técnico de Alvenaria Estrutural, 2010, disponível em:

<http//www.selectablocos.com.br> acessado em 13/ 10/2010.

FIGUEIRÓ, Wendell Oliveira, Racionalização do Processo Construtivo de Edifícios em Alvenaria Estrutural, Universidade Federal de Minas Gerais Belo Horizonte, 2009.

KALIL, Silvia Maria Baptista. Alvenaria Estrutural- Apostila. Pontifícia Universidade Católica- Rio Grande do sul, 2007?.

MANUAL de tecnologia. Bricka Alvenaria Estrutural. Disponível em:

<http//www.bricka.com.br> acessado em 25/10/2010 as 19:30.

MANZIONE, Leonardo. Projeto e execução de alvenaria estrutural. São Paulo: O Nome da Rosa Editora, 2004.

NUCLEO DE PESQUISA EM CONSTRUÇÃO. Análise de Alvenaria Estrutural. Universidade Corporativa Caixa, Universidade Federal de Santa Catarina, 2002.

PIRES, Pedro Lima. Projeto de um Edifício Residencial de Alvenaria Estrutural. Trabalho de Conclusão de Curso- Universidade Federal de Santa Maria, Rio Grande do Sul, 2008.

64

RAMALHO, Marcio Antônio. CORRÊA, Marcio Roberto Silva Projetos de edifícios de alvenaria estrutural. São Paulo: Editora Pini, 2003.

65

66

ANEXOS

67

ANEXO 01

COMPARATIVO DE CUSTOS

Uma análise comparativa do custo para um prédio de 3 pavimentos mais pilotis, construído em alvenaria estrutural, com o custo orçado pelo sistema construtivo convencional, mostrou uma economia global do prédio em alvenaria estrutural de cerca de 30%. Não foram computados, nesta análise, os desperdícios sempre presentes em obras convencionais, o que leva a economia ainda maior da alvenaria estrutural. Considerando que a transição tem peso importante no custo global, o aumento do número de pavimentos dilui o custo da estrutura de transição, podendo com isto obter-se economia ainda maior, da ordem de 30% a 40% do custo total para prédios mais altos. Os gráficos a seguir mostram alguns comparativos de custo entre os dois sistemas. Os comparativos foram feitos para a obra com pilotis mais 3 pavimentos.

foram feitos para a obra com pilotis mais 3 pavimentos. Figura 26 - Comparativo de custos

Figura 26 - Comparativo de custos de alvenaria Fonte: Bricka Manual de tecnologia

68

68 Figura 27 - Comparativo de custos de revestimento Fonte: Bricka Manual de tecnologia Figura 28

Figura 27 - Comparativo de custos de revestimento Fonte: Bricka Manual de tecnologia

de custos de revestimento Fonte: Bricka Manual de tecnologia Figura 28 - Comparativo de custos de

Figura 28 - Comparativo de custos de concreto armado Fonte: Bricka Manual de tecnologia

69

69 Figura 29 - Comparativo de custos total Fonte: Bricka Manual de tecnologia

Figura 29 - Comparativo de custos total Fonte: Bricka Manual de tecnologia

70

APÊNDICES

71

APÊNDICE 01

Exemplo de Modulação e Paginação em Projeto de Alvenaria Estrutural

71 APÊNDICE 01 Exemplo de Modulação e Paginação em Projeto de Alvenaria Estrutural FIGURA 1

FIGURA 1

72

72 FIGURA 2

73

73 FIGURA 3

FIGURA 3

74

74 FIGURA 4

75

75 FIGURA 5

FIGURA 5

76

76 FIGURA 6

FIGURA 6

77

77 FIGURA 7

FIGURA 7

78

78 FIGURA 8

79

79 FIGURA 9

FIGURA 9

80

80 FIGURA 10

FIGURA 10

81

81 FIGURA 11