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O APOCALIPSE MUITO, MUITO CEDO

T S Wiley,
Antropóloga e teórica médica, com passagem pelo jornalismo
investigativo. Trabalha atualmente em pesquisa médica, com
especial interesse nas áreas de endocrinologia e biologia evolutiva

Todos nós ficamos acordados na cama, quando deveríamos estar


dormindo, pensando na mesma velha questão: o quanto, na
realidade, estamos próximos das “portas da morte”? Bem, se as
estatísticas do primeiro capítulo estiverem corretas, estamos muito
próximos mesmo. A solução à qual a medicina se agarrou é, na
verdade, apenas um antídoto contra a dieta de baixo teor de
gordura: fazer exercícios histericamente. Tudo o que a medicina
sugere que você faça é viver de açúcar e correr feito um
alucinado para queimá-lo. É claro que queimar todos os
carboidratos que você ingeriu em conseqüência da perda do sono
através de exercícios histéricos parece reverter o processo, em
termos fisiológicos. À medida que seu peso baixa, baixa também a
produção de insulina, porque você produz insulina em proporção às
gramas de peso corpóreo.
Quando o nível de insulina baixa, seus receptores de insulina se
elevam; com isso o açúcar no sangue também cai, porque seus
músculos vão suá-lo enquanto você se exercita, através dos
receptores de insulina, agora em funcionamento. É dessa forma que
o exercício baixa o açúcar no sangue. Quando seu nível de insulina
está baixo, você não consegue produzir tanto colesterol e esse
número também cai. Aí o médico o declara curado. Mas você não
está curado!
Agora, você tem uma nova doença – e isto porque nunca ocorreu
a eles que você não precisa queimar aquilo que não ingere, para
começo de conversa. Na verdade, correr, saltar ou praticar
StairMaster funciona, para seu corpo – que ainda responde com as
sub-rotinas ancestrais –, como uma “resposta de medo” que eleva
seu cortisol à estratosfera, enquanto você vê Deus. O cortisol alto é
um mobilizador do açúcar no sangue e, portanto, eleva o açúcar em
seu sangue; quando esse açúcar se eleva, a insulina vem logo
atrás. Isso significa que o rebote contínuo provocado só pelo
excesso de exercício pode torná-lo, com o tempo, resistente à
insulina. Veja como funciona:
• Correr, pular, escalar = ser perseguido
• Perseguição = resposta de estresse
• Estresse = liberação de cortisol = mobilização de açúcar no
sangue
• Açúcar no sangue elevado = insulina elevada = resistência à
insulina – armazenamento de gordura e hipertensão

Vamos encarar os fatos: você jamais iria correndo de sua cadeira


até à porta, a menos que algo o estivesse perseguindo. Esse
estímulo ao medo provocado pelo cortisol é a grande chave para a
doença mental e para as doenças cardíacas.

Esse estímulo ao medo provocado pelo


cortisol é a grande chave para a doença
mental e para as doenças cardíacas.

Quando as luzes ficam acesas por muito tempo, dentro das 24


horas do dia, é sinal que é verão. Durante o verão nos acasalamos
e comemos até explodir. A luz, as lutas e comer açúcar eram sinais
de que nosso cortisol nunca baixava, durante três a cinco meses do
ano. Você, por outro lado, vive, em sua mente, em constante medo
e pânico diante da morte.
Nos dois capítulos seguintes, vamos lhe mostrar que o pânico
mental de estar constantemente fugindo de nada é o que
realmente destrói seu coração e sua mente. Pense só no que
você faz num dia, em sua vida, e como seu corpo percebe suas
atitudes. É óbvio que parar para beber algo com baixo teor de
gordura no caminho da ginástica após o trabalho – digamos, às sete
ou oito da noite – e depois se exercitar como louco sob luzes
brilhantes durante uma hora ou mais, provável-mente não está
surtindo o efeito que você esperava, não é mesmo?
Na verdade, podemos apostara que, ao chegar em casa (e não
vai ser antes das nove e meia ou dez da noite), já estará acordado
há pelo menos dezesseis horas. Você está mais do que cansado –
e as luzes ainda estão acesas. É nesse ponto que sua psique vai
entrar em cena, para tentar salvá-lo de si mesmo e fazê-lo dormir,
quando lhe diz para “procurar um lanchinho”. Agora sua mente
vai guiá-lo até a geladeira atrás de açúcar – ou pior, atrás de um
drinque.
Quando você se vê diante da geladeira como um zumbi, com
aquele sopro de ar frio na cara e sem saber direito como chegou até
lá, saiba que a razão pela qual você chegou até lá está bem na sua
frente.
A mesma luz artificial que ilumina seu caminho até aquela última
fatia de bolo foi quem começou todo o processo – desde a neces-
sidade de se exercitar até a “necessidade” de comer algo doce à
meia-noite.
Você não está com fome; está apenas cansado demais. No em-
tanto, por dentro, seu corpo sabe que o bolo vai elevar seu nível de
insulina, para transformar a serotonina em melatonina e –
finalmente – fazê-lo dormir.
Aja assim durante uns bons dez anos e talvez não consiga mais
se recuperar.

(fonte: trecho do livro “Apague a Luz”!, pág 118 a 120).

“Apague a luz!” Durma melhor e: perca peso, diminua a


pressão arterial e reduza o estresse, Bent Formby e T. S. Wiley,
384 páginas, Rio de Janeiro, Editora Campus, 2000.

Com base em uma pesquisa minuciosa, colhida no National


Institutes of Health (Instituto Nacional de Saúde), T.S.Wiley e Bent
Formby apresentam descobertas incríveis:os americanos estão
doentes de cansaço. Diabetes, doenças do coração, câncer e
depressão são enfermidades que crescem em nossa população e
estão ligadas à falta de uma boa noite de sono.

Quando não dormimos o suficiente, em sincronia com a exposição


sazonal à luz, estamos alterando um equilíbrio da natureza que foi
programado em nossa fisiologia desde o Primeiro Dia. A obra revela
por que as dietas ricas em carboidratos, recomendadas por muitos
profissionais da saúde, não são apenas ineficazes, mas também
mortais; por que a informação que salva vidas e que pode reverter
tudo é um dos segredos mais bem guardados de nossos dias.

Com o livro, o leitor saberá que:

• perder peso é tão simples quanto uma boa noite de sono

• temos compulsão por carboidratos e açúcar quando ficamos


acordados depois que escurece
• a incidência de diabetes tipo II quadruplicou

• terminaremos como os dinossauros, se não comermos e


dormirmos em sincronia com os movimentos planetários.

T.S.WILEY e BENT FORMBY, Ph.D., são pesquisadores que


trabalharam juntos no Sansum Medical Research Institute em Santa
Barbara, na Califórnia – o centro de pesquisas de ponta sobre
diabetes desde que a insulina foi sintetizada pela primeira vez, lá
mesmo, na década de 1920.

Para adquirir este livro:


EDITORA CAMPUS
Ligue grátis: 0800-265340
e-mail: info@campus.com.br
www.campus.com.br

http://www.livrariasaraiva.com.br/