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EXCELENTÍSSIMO (A) SENHOR (A) DOUTOR (A) JUIZ (A) DIREITO DO JUIZADO CIVEL DE DEFESA DO CONSUMIDOR DA COMARCA DA COMARCA DE SALVADOR ESTADO DA BAHIA.

AUTOR: JASMINE SILVA SANTOS, Rg 15261219-05, Cpf 060.802.425-24, Brasileira, solteira, residente e domiciliado a TV 3 Cristóvão Ferreira, Nº 48 E, Nordeste de Amaralina, Salvador, Bahia, CEP 41.900-110, vem, perante Vossa Excelência, por seu procurador, com fulcro no art. 5º, incisos V e X, da Constituição Federal e art. 186, do Código Civil brasileiro, propor a presente:

RÉU: BRADESCARD, devidamente cadastrado no sistema PROJUDI, pelas razões de fato e de direito a seguir aduzidas:

AÇÃO: OBRIGAÇÃO DE FAZER, DANOS MORAIS C/C COM PEDIDO DE MEDIDA LIMINAR

DOS FATOS

A promovente tentou adquirir um cartão nas lojas C&A e foi surpreendida ao ser informada que seu nome encontrava-se “sujo” nos cadastros do SPC. Suposta dívida a qual não foi notificada.

Ao procurar os cadastros de proteção de crédito, quando retirou o extrato, verificando do que se tratava, não entendeu o porquê de seu nome constar no referido cadastro.

Assim, percebe-se o “suposto” débito, em relação à Empresa Ré (BRADESCARD), no importe de R$ 169,40 (cento e sessenta e nove reais e quarenta centavos) o qual motivou a negativação foi realizado sem respeitar os procedimentos adequados e previstos legalmente,

O Autor tentou em contato com a Empresa Ré através do serviço de atendimento sem sucesso na solução do problema.

DO DIREITO

DA APLICAÇÃO SÚMULA 54 DO STJ

Súmula 54: OS JUROS MORATORIOS FLUEM A PARTIR DO EVENTO DANOSO, EM CASO DE RESPONSABILIDADE EXTRACONTRATUAL.

Como o próprio conceito sugere, a responsabilidade contratual decorre de um contrato, um acordo preestabelecido entre as partes, escrito ou tácito, no qual são fixadas obrigações preexistentes e eventuais penalidades para a hipótese de descumprimento.

Assinado eletronicamente por: MARCIO JOSE MAGALHAES COSTA; Código de validação do documento: 554145ba a ser validado no sítio do PROJUDI - TJBA.

Por sua vez, a responsabilidade extracontratual, também conhecida como aquiliana, resulta do inadimplemento normativo, ou seja, de inobservância de dever legal, a partir de ato contrário ao ordenamento jurídico, que lesa direito da vítima e, simultaneamente, lhe causa prejuízo financeiro. Entre os exemplos mais comuns estão: danos causados negativação indevida, por acidente de trânsito, prejuízos decorrentes de ilícitos penais (furto ou roubo) e lucros cessantes.

Neste sentido, defende Claudio Luiz Bueno de Godoy 3 :

"No seu caput, o art. 927 reproduz a cláusula geral da responsabilidade aquiliana, que estava contida no art. 159 do CC/1916. E o fez de maneira compartimentada ao estatuir que quem comete ato ilícito é obrigado a reparar, remetendo, porem, aos artigos 186 e 187 para a definição do que seja ato ilícito."

Portanto, não há dúvidas de que, para a configuração da responsabilidade extracontratual, faz-se necessário o preenchimento dos requisitos previstos no artigo 186 do CC/2002, elementos intrínsecos à configuração do ato ilícito e do dever de indenizar, quais sejam: a ação ou omissão; culpa ou dolo do agente; nexo de causalidade e o dano (patrimonial e extrapatrimonial ou moral).

Neste sentido, importa destacar o entendimento pacificado nas decisões do STJ sobre o pedido de indenização por danos morais, tratando-o o dano e não o valor da indenização, valor este que é apenas utilizado como tentativa de recuperar o status quo ante do evento danoso e tomado como base para o calculo dos honorários advocatícios.

DA SÚMULA 385 DO STJ

Da anotação irregular em cadastro de proteção ao crédito, não cabe indenização por dano moral, quando preexistente legítima inscrição, ressalvado o direito ao cancelamento.

Então, se não há LEGÍTIMA INSCRIÇÃO, não deve ser aplicada a súmula 385 do STJ, sendo cabível o pedido de indenização por danos morais perpetrados pelas Demandadas à honra, imagem e dignidade da Autora na presente demanda bem como nas outras alvitradas judicialmente

.

DA APLICABILIDADE DO CDC NO CASO EM TELA:

A situação retratada, não deixa dúvida quanto a aplicabilidade das normas consumeristas, vez que à pretensão da autora encontra guarida pelas normas do CDC.

Art. 6º. São direitos básicos do consumidor:

IV - a proteção contra a publicidade enganosa e abusiva, métodos comerciais coercitivos ou desleais, bem como contra práticas e cláusulas abusivas ou impostas no fornecimento de produto e serviços; VI - a efetiva prevenção e reparação de danos patrimoniais e morais, individuais e coletivos; VIII - a facilitação da defesa dos seus direitos, inclusive com a inversão dos ônus da prova, a seu favor,

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Código de validação do documento: 554145ba a ser validado no sítio do PROJUDI - TJBA.

no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficientes, segundo as regras ordinárias de experiências.

Art. 14. O fornecedor de serviços responde, independentemente da existência de culpa, pela reparação dos danos causados aos consumidores por defeitos relativos à prestação dos serviços, bem como por informações insuficientes ou inadequadas sobre sua fruição e riscos".

Destarte requer a aplicação do Código de Defesa do Consumidor no caso in ocullis.

Outrossim, existem outros apontamentos em nome/CPF do autor, também, de origem desconhecida uma vez que o Promovente fora vitima de fraude com seu nome/CPF, sendo conveniente destacar que já existem outras demandas judiciais questionando as outras negativações INDEVIDAS. Não insurge, pois, a aplicação da sumula 385 do STJ, sendo cabível o pedido de indenização por danos morais perpetrados pelas Demandadas à honra, imagem e dignidade do Autor na presente demanda, bem como nas outras alvitradas. Repise-se, as negativações são INDEVIDAS.

DO DANO MORAL SOFRIDO

A TRÍPLICE FUNÇÃO DO DANO MORAL

A Função Punitiva ou Sancionatória

A função punitiva consiste em punir o agente lesante pela ofensa cometida, mediante a condenação ao pagamento de um valor indenizatório capaz de demonstrar que o ilícito praticado não será tolerado pela justiça. A função punitiva consiste em punir o agente lesante pela ofensa cometida, mediante a condenação ao pagamento de um valor indenizatório capaz de demonstrar que o ilícito praticado não será tolerado pela justiça. Para Cavalieri,

não se pode ignorar a necessidade de se impor uma pena ao causador

do dano moral, para não passar impune a infração e, assim, estimular novas agressões. A indenização funcionará também como uma espécie de pena

privada em benefício da vítima

] [

A Função Reparatória/Compensatória

Assim, compensar significa amenizar, atenuar o dano de maneira a minimizar suas consequências e satisfazer a vítima com uma quantia econômica, que servirá como consolo pela ofensa cometida. No que tange à função em apreço, temos que o seu objetivo e sua finalidade são a reparação civil, ou seja, retornar as coisas ao status quo ante.

Com isso, objetiva-se a reposição do bem perdido diretamente ou, quando não é mais possível tal circunstância, impõe-se o pagamento de um quantum indenizatório, importância equivalente ao valor do bem material ou compensatório do direito não redutível pecuniariamente. Consoante pode-se verificar no Direito tradicional, a função da responsabilidade civil se limita à reparação do dano. Em não sendo possível a reparação in natura, busca-se ressarcir o prejuízo sofrido pela vítima ou compensar seu dano por meio de um equivalente ou sucedâneo pecuniário. Acerca disso, importante demonstrar o entendimento do autor Sérgio

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Cavalieri Filho, verbis: O anseio de obrigar o agente, causador do dano, a repará-lo, inspira-se no mais elementar sentimento de justiça. O dano causado pelo ato ilícito rompe o equilíbrio jurídico-econômico anteriormente existente entre o agente e a vítima. Há uma necessidade fundamental de se restabelecer esse equilíbrio, o que se procura fazer recolocando o prejudicado no status quo ante. Impera neste campo o princípio da restitutio in integrum, isto é, tanto quanto possível, repõe-se a vítima à situação anterior à lesão. (CAVALIERI FILHO, 2008, p. 13). Diante do exposto, verifica-se que a responsabilidade civil é o instituto jurídico destinado à proteção daqueles casos em que alguém sofre um dano, por ato de outrem, razão pela qual obriga o causador a restabelecer o modo anterior à ocorrência do sinistro tanto quanto possível, evitando-se, assim, que a pessoa lesada suporte um prejuízo do qual não foi causadora, bem como não contribuiu para sua ocorrência.

A Função Desestimuladora ou Preventiva Esta função tem duplo objetivo: dissuadir o responsável pelo dano a cometer novamente a mesma modalidade de violação e prevenir que outra pessoa pratique ilícito semelhante. O primeiro afeta o agente lesante, ao passo que o outro reflete na sociedade em geral, que é advertida por meio da reação da justiça frente à agressão dos direitos da personalidade. Em virtude desses efeitos é também chamada de função pedagógica ou educativa, e por diversas vezes tem sido mencionada na jurisprudência. Para Noronha,

Esta função da responsabilidade civil é paralela à função sancionatória e, como esta, tem finalidades similares às que encontramos na responsabilidade penal, desempenhando, como esta, funções de prevenção geral e especial: obrigando o lesante a reparar o dano causado, contribui-se para coibir a prática de outros atos danosos, não só pela mesma pessoa como sobretudo por quaisquer outras. Isto é importante especialmente no que se refere a danos que podem ser evitados (danos culposos)

A Doutrina no Direito Brasileiro Consoante será demonstrado a seguir, tem-se que grande parte da doutrina pátria possui o entendimento de que a responsabilidade civil por dano moral não cumpre apenas o papel reparatório à vítima, mas também uma função punitiva ao ofensor.

Acerca dessa ideia, temos o entendimento de Caio Mário da Silva Pereira, ressaltando que na indenização por dano moral estão conjugados dois motivos, ou duas causas: I) punição ao infrator pelo fato de haver ofendido um bem jurídico da vítima, posto que imaterial; II) pôr nas mãos do ofendido uma soma que não é o pretium doloris, porém por meio de lhe oferecer a oportunidade de conseguir uma satisfação de qualquer espécie, seja de ordem intelectual ou moral, seja mesmo de cunho material (Mazeaud e Mazeaud, op. cit., nº 419; Alfredo Minozzi, Danno non patrimoniale, nº 66) o que pode ser obtido 'no fato' de saber que esta soma em dinheiro pode amenizar a amargura da ofensa e de qualquer maneira o desejo de vingança (Von Tuhr, Partie Générale Du Code Federal dês Obligations, I, § 106, apud Sílvio Rodrigues, In:

loc. Cit.). A isso é de acrescer que na reparação por dano moral insere-se a solidariedade social à vitima. (PEREIRA, 2001, p. 338). Ainda as palavras de Caio Mário da Silva Pereira: o fulcro do conceito ressarcitório acha-se deslocado para a convergência de duas forças: 'caráter

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punitivo' para que o causador do dano, pelo fato da condenação, se veja castigado pela ofensa que praticou; e o 'caráter ressarcitório' para a vítima, que receberá uma soma que lhe proporcione prazeres como contrapartida do mal sofrido. (PEREIRA, 2001, p. 338). Na mesma linha de entendimento, temos Roberto Senise Lisboa, que, valorizando a teoria do desestímulo, afirma que "a teoria da responsabilidade civil possui uma dupla função: garantir o direito da vítima e servir como sanção civil em desfavor do responsável". E continua afirmando ser: necessário que o ofendido tenha a garantia legal de que ocorrerá a reparação do dano, consequência da segurança jurídica que deve existir na relação de consumo (e nas demais também). Além disso, a responsabilidade civil impõe uma sanção ao causador do prejuízo, que deve ser estabelecida de modo a se desestimular a reiteração da conduta danosa. (LISBOA, 2001, p. 112). Já Orlando Gomes (1994, p. 330) defende que a indenização do dano moral exerce a função de expiação, em relação ao culpado, e a função de satisfação, em relação à vítima. No que tange a essa dupla face da indenização do dano moral, temos a interpretação de Sérgio Cavalieri Filho, verbis: Com efeito, o ressarcimento do dano moral não tende à restitutio in integrum do dano causado, tendo mais uma genérica função satisfatória, com a qual se procura um bem que recompense, de certo modo, o sofrimento ou a humilhação sofrida. Substitui-se o conceito de equivalência, próprio do dano material, pelo de compensação, que se obtém atenuando, de maneira indireta, as consequências do sofrimento. Em suma, a composição do dano moral realiza-se através desse conceito - compensação -, que, além de diverso do ressarcimento, baseia-se naquilo que Ripert chamava 'substituição do prazer, que desaparece, por um novo'. Por outro lado, não se pode ignorar a necessidade de se impor uma pena ao causador do dano moral, para não passar a infração e, assim, estimular novas agressões. A indenização funcionará também como uma espécie de pena privada em benefício da vítima. (CAVALIERI FILHO, 2002, p. 96).

Quanto as previsões legais do dano moral

Inicialmente, há de ser ressaltado o que está prescrito na Constituição Federal de 1988:

"Art. 5º (…) X - são invioláveis a intimidade, a vida privada, a honra e a imagem das pessoas, assegurado o direito a indenização pelo dano material ou moral decorrente de sua violação;

(

)"

Com o advento da Carta Magna de 1988, que inseriu em seu texto a admissibilidade da reparação do dano moral, inúmeras legislações vêm sendo editadas no país, ampliando o leque de opções para a propositura de ações nessa área.

O Código Civil agasalha, da mesma forma, a reparabilidade dos danos morais.

. Aquele que, por ação ou omissão voluntária, negligência ou imprudência, violar direito e causar dano a outrem, ainda que exclusivamente moral, comete ato ilícito".

Dessa forma, define o que é ato ilícito, entretanto, observa-se que não disciplina

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o dever de indenizar, ou seja, a responsabilidade civil, sendo que: Aquele que, por ato ilícito, causar dano a outrem, fica obrigado a repara-lo."

Ressalte-se que a personalidade do ser humano é formada por um conjunto de valores que compõem o seu patrimônio, podendo ser objeto de lesões, em

decorrência de atos ilícitos. A constatação da existência de um patrimônio moral

e a necessidade de sua reparação, na hipótese de dano, constituem marco

importante no processo evolutivo das civilizações. Existem circunstâncias em que o ato lesivo afeta a personalidade do indivíduo, sua honra, sua integridade psíquica, seu bem-estar íntimo, suas virtudes, enfim, causando-lhe mal-estar ou uma indisposição de natureza espiritual. Sendo assim, a reparação, em tais casos, reside no pagamento de uma soma pecuniária, arbitrada pelo consenso

do juiz, que possibilite ao lesado uma satisfação compensatória da sua dor íntima, compensa os dissabores sofridos pela vítima, em virtude da ação ilícita do lesionador.

A personalidade do indivíduo é o repositório de bens ideais que impulsionam o

homem ao trabalho e à criatividade. As ofensas a esses bens imateriais redundam em dano extrapatrimonial, suscetível de reparação. Observa-se que as ofensas a esses bens causam sempre no seu titular, aflições, desgostos e mágoas que interferem grandemente no comportamento do indivíduo. E, em decorrência dessas ofensas, o indivíduo, em razão das angústias sofridas, reduz a sua capacidade criativa e produtiva. Nesse caso, além do dano eminentemente moral, ocorre ainda o reflexo no seu patrimônio material.

Assim, todo mal infligido ao estado ideal das pessoas, resultando mal-estar, desgostos, aflições, interrompendo-lhes o equilíbrio psíquico, constitui causa suficiente para a obrigação de reparar o dano moral.

O dinheiro proporciona à vítima uma alegria que pode ser de ordem moral, para que possa, de certa maneira, não apagar a dor, mas mitigá-la, ainda com a consideração de que o ofensor cumpriu pena pela ofensa, sofreu pelo sofrimento que infligiu.

DA INVERSÃO DO ÔNUS DA PROVA

Diante dos conflitos de consumo, que surgem a cada dia entre o fornecedor e o consumidor, verifica-se o desequilíbrio entre as partes, em face de uma prática comercial abusiva ditada pela parte mais forte, demonstrando a manifesta vantagem excessiva. Surge assim a necessidade do intervencionismo estatal, permitindo inclusive a revisão das cláusulas contratuais pactuadas em razão do abuso, que implica lesão ao direito do consumidor.

Demonstrado está que as práticas abusivas ocasionam um desequilíbrio na relação de consumo, podendo ocasionar uma lesão à parte mais desfavorecida.

Assim, o poderio econômico da parte mais forte faz evoluir o desequilíbrio da força contratual, que dita condições, faz prevalecer interesses egoístas, contrata sem combate, mascarando os privilégios e assegurando a eficiência e a rentabilidade.

Desta forma, percebe-se, igualmente, que o

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REQUERENTE deve ser

beneficiado pela inversão do ônus da prova, pelo que reza o inciso VIII do artigo 6º, também do CDC, uma vez que a narrativa dos fatos dão "ares de verdade", ou seja, dão verossimilhança ao pedido do autor. Versa o dispositivo elencado no Código de Defesa do Consumidor, a saber:

Art. 6º. São direitos básicos do consumidor: (

)

VIII - a facilitação da defesa de seus direitos, inclusive com a inversão do ônus da prova, a seu favor, no processo civil, quando, a critério do juiz, for verossímil a alegação ou quando for ele hipossuficiente, segundo as regras ordinárias de experiências;

Pelo exposto, requer a inversão do ônus da prova em benefício da Requerente, determinando a parte ré que apresente em sede de audiência:

Contrato do serviço oferecido, cópia de documento de identidade do autor, cópia de do documento de CPF e Cópia de comprovante de residência em nome do autor.

DOS PEDIDOS

1. A citação da parte Ré, na pessoa de seu representante legal, para que compareça a audiência, concilie ou conteste a presente ação, sob pena de revelia e confissão, julgando-a TOTALMENTE PROCEDENTE para que seja declarada conduta abusiva à perpetrada pela parte acionada, reconhecendo a inexistência de qualquer débito da parte autora para com a Ré, retirando o seu nome do cadastro de inadimplentes, no que tange à aludida avença;

2. A CONDENAÇÃO DA PARTE RÉ AO PAGAMENTO DE INDENIZAÇÃO

POR DANOS MORAIS causados à parte demandante, no valor de R$

evento

8.000,00

(oito

mil

reais)

com

juros

legais

a

partir

do

danoso e correção monetária conforme teor das Súmulas 54.

3. Requer a inversão do ônus da prova em prol da parte Autora, tendo em vista a verossimilhança de suas alegações e sua condição de parte hipossuficiente na relação de consumo;

4. Protesta pela produção de todos os meios de prova em Direito admitidos, em especial pela juntada aos autos de novos documentos, oitiva de testemunhas, colheita dos depoimentos pessoais da parte autora e do preposto da parte Ré e tudo o mais que se fizer necessário para o deslinde desta demanda.

Dá-se a causa o valor de R$ 13.000,00 (treze mil reais).

Nestes termos, Pede deferimento.

Salvador, 16 de julho de 2016. Márcio José Magalhães Costa OAB-BA 43.156

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