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FUNDAMENTOS DA ENGENHARIA DE SEGURANÇA

CURSO ENGENHARIA MECANICA

FUNDAMENTOS DA ENGENHARIA DE SEGURANÇA CURSO ENGENHARIA MECANICA PROFESSOR: ROLANDO DE MELLO

PROFESSOR: ROLANDO DE MELLO

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ SEGURANÇA E MEDICINA NO TRABALHO

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SEGURANÇA E MEDICINA NO TRABALHO BREVE HISTÓRICO

Dentro das perspectivas dos direitos fundamentais do trabalhador em usufruir de uma boa e saudável qualidade de vida, na medida em que não se pode dissociar os direitos humanos e a qualidade de vida, verifica-se, gradativamente, a grande preocupação com as condições do trabalho. A primazia dos meios de produção em detrimento da própria saúde humana é fato que, infelizmente, vem sendo experimentado ao longo da história da sociedade moderna. É possível conciliar economia e saúde no trabalho. As doenças aparentemente modernas (stress, neuroses e as lesões por esforços repetitivos), já há séculos vem sendo diagnosticadas. Os problemas relacionados com a saúde intensificam-se a partir da Revolução Industrial. As doenças do trabalho aumentam em proporção a evolução e a potencialização dos meios de produção, com as deploráveis condições de trabalho e da vida das cidades. A OIT - Organização Internacional do Trabalho, em 1919, com o advento do Tratado de Versalhes, objetivando uniformizar as questões trabalhistas, a superação das condições subumanas do trabalho e o desenvolvimento econômico, adota seis convenções destinadas à proteção da saúde e à integridade física dos trabalhadores (limitação da jornada de trabalho, proteção à maternidade, trabalho noturno para mulheres, idade mínima para admissão de crianças e o trabalho noturno para menores). Até os dias atuais diversas ações foram implementadas envolvendo a qualidade de vida do trabalho, buscando intervir diretamente nas causas e não apenas nos efeitos a que estão expostos os trabalhadores.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ Em 1919, por meio do

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Em 1919, por meio do Decreto Legislativo nº 3.724, de 15 de janeiro de 1919, implantaram-se serviços de medicina ocupacional, com a fiscalização das condições de trabalho nas fábricas. Com o advento da Segunda Guerra Mundial despertou-se uma nova mentalidade humanitária, na busca de paz e estabilidade social. Finda a Segunda Guerra Mundial, é assinada a Carta das Nações Unidas, em São Francisco, em 26 de junho de 1945, que estabelece nova ordem na busca da preservação, progresso social e melhores condições de vida das futuras gerações. Em 1948, com a criação da OMS - Organização Mundial da Saúde, estabelece-se o conceito de que a “saúde é o completo bem-

estar físico, mental e social, e não somente a ausência de afecções ou

enfermidades” e que “o gozo do grau máximo de saúde que se pode

alcançar é um dos direitos fundamentais de todo ser humano. Em 10 de dezembro de 1948, a Assembléia Geral das Nações Unidas, aprova a Declaração Universal dos Direitos Humanos do Homem, que se constitui uma fonte de princípios na aplicação das normas jurídicas, que assegura ao trabalhador o direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, as condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra ao desemprego; o direito ao repouso e ao lazer, limitação de horas de trabalho, férias periódicas remuneradas, além de padrão de vida capaz de assegurar a si e a sua família saúde e bem-estar. Contudo, a reconstrução pós-guerra induz a sérios problemas de acidentes e doenças que repercutem nas atividades empresariais, tanto no que se refere às indenizações acidentárias, quanto ao custo pelo afastamento de empregados doentes. Impunha-se a criação de novos métodos de intervenção das causas de doenças e dos acidentes, recorrendo- se à participação interprofissional.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ Em 1949, a Inglaterra pesquisa

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Em 1949, a Inglaterra pesquisa a ergonomia, que objetiva a organização do trabalho em vista da realidade do meio ambiente laboral adequar-se ao homem. Em 1952, com a fundação da Comunidade Européia do Carvão e do Aço - CECA, as questões voltaram-se para a segurança e medicina do trabalho nos setores de carvão e aço, que até hoje estimula e financia projetos no setor. Na década de 60 inicia-se um movimento social renovado, revigorado e redimensionado marcado pelo questionamento do sentido da vida, o valor da liberdade, o significado do trabalho na vida, o uso do corpo, notadamente nos países industrializados como a Alemanha, França, Inglaterra, Estados Unidos e Itália. Na Itália, a empresa Farmitália, iniciou um processo de conscientização dos operários quanto à nocividade dos produtos químicos e dos técnicos para a detecção dos problemas. A FIAT reorganiza as condições de trabalho nas fábricas, modificando as formas de participação da classe operária. Na realidade o problema da saúde do trabalhador passa a ser outra, desloca-se da atenção dos efeitos para as causas, o que envolve as condições e questões do meio ambiente. No início da década de 70, o Brasil é o detentor do título de campeão mundial de acidentes. E, em 1977, o legislador dedica no texto da CLT - Consolidação das Leis do Trabalho, por sua reconhecida importância Social, capítulo específico à Segurança e Medicina do Trabalho. Trata-se do Capítulo V, Título II, artigos 154 a 201, com redação da Lei nº 6.514/77.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ O Ministério do Trabalho e

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O Ministério do Trabalho e Emprego, por meio da Secretaria de Segurança e Saúde no Trabalho, hoje denominado Departamento de Segurança e Saúde no Trabalho, regulamenta os artigos contidos na CLT por meio da Portaria nº 3.214/78, criando as Normas Regulamentadoras - NRs. Com a publicação da Portaria nº 3214/78 se estabelece a concepção de saúde ocupacional. Os problemas referentes à segurança, à saúde, ao meio ambiente e à qualidade de vida no trabalho vêm ganhando importância no Governo, nas entidades empresariais, nas centrais sindicais e na sociedade como um todo. O Ministério do Trabalho e Emprego tem como meta a redução de 40% nos números de acidentes do trabalho no País até 2003. Propostas para construir um Brasil moderno e competitivo, com menor número de acidentes e doenças de trabalho, com progresso social na agricultura, na indústria, no comércio e nos serviços, devem ser apoiadas. Para isso deve haver a conjunção de esforços de todos os setores da sociedade e a conscientização na aplicação de programas de saúde e segurança no trabalho. Trabalhador saudável e qualificado representa produtividade no mercado globalizado.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ NR1 - Disposições Gerais: Estabelece

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NR1 - Disposições Gerais:

Estabelece o campo de aplicação de todas as Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho do Trabalho Urbano, bem como os direitos e obrigações do Governo, dos empregadores e dos trabalhadores no tocante a este tema específico. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 154 a 159 da Consolidação das Leis do Trabalho - CLT.

NR2 Inspeção Prévia:

Estabelece as situações em que as empresas deverão solicitar ao MTb a realização de inspeção prévia em seus estabelecimentos, bem como a forma de sua realização. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 160 da CLT.

NR3 - Embargo ou Interdição:

Estabelece as situações em que as empresas se sujeitam a sofrer paralisação de seus serviços, máquinas ou equipamentos, bem como os procedimentos a serem observados, pela fiscalização trabalhista, na adoção de tais medidas punitivas no tocante à Segurança e a Medicina do Trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 161 da CLT.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ <a href=NR4 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas, que possuam empregados regidos pela CLT, de organizarem e manterem em funcionamento, Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 162 da CLT. NR5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA: Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas organizarem e manterem em funcionamento, por estabelecimento, uma comissão constituída exclusivamente por empregados com o objetivo de prevenir infortúnios laborais, através da apresentação de sugestões e recomendações ao empregador para que melhore as condições de trabalho, eliminando as possíveis causas de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 163 a 165 da CLT. NR6 - Equipamentos de Proteção Individual - EPI: Estabelece e define os tipos de EPI's a que as empresas estão obrigadas a fornecer a seus empregados, sempre que as condições de trabalho o exigirem, a fim de resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 166 e 167 da CLT. Fundamentos da Engenharia de Segurança 7 " id="pdf-obj-6-2" src="pdf-obj-6-2.jpg">

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NR4 - Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho:

Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas, que possuam empregados regidos pela CLT, de organizarem e manterem em funcionamento, Serviços Especializados em Engenharia de Segurança e em Medicina do Trabalho - SESMT, com a finalidade de promover a saúde e proteger a integridade do trabalhador no local de trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 162 da CLT.

NR5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA:

Estabelece a obrigatoriedade das empresas públicas e privadas organizarem e manterem em funcionamento, por estabelecimento, uma comissão constituída exclusivamente por empregados com o objetivo de prevenir infortúnios laborais, através da apresentação de sugestões e recomendações ao empregador para que melhore as condições de trabalho, eliminando as possíveis causas de acidentes do trabalho e doenças ocupacionais. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 163 a 165 da CLT.

NR6 - Equipamentos de Proteção Individual - EPI:

Estabelece e define os tipos de EPI's a que as empresas estão obrigadas a fornecer a seus empregados, sempre que as condições de trabalho o exigirem, a fim de resguardar a saúde e a integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 166 e 167 da CLT.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ <a href=NR7 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional: Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 168 e 169 da CLT. NR8 - Edificações: Dispõe sobre os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 170 a 174 da CLT. NR9 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais: Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 175 a 178 da CLT. Fundamentos da Engenharia de Segurança 8 " id="pdf-obj-7-2" src="pdf-obj-7-2.jpg">

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NR7 - Programas de Controle Médico de Saúde Ocupacional:

Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional - PCMSO, com o objetivo de promoção e preservação da saúde do conjunto dos seus trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 168 e 169 da CLT.

NR8 - Edificações:

Dispõe sobre os requisitos técnicos mínimos que devem ser observados nas edificações para garantir segurança e conforto aos que nelas trabalham. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos

  • 170 a 174 da CLT.

NR9 - Programas de Prevenção de Riscos Ambientais:

Estabelece a obrigatoriedade de elaboração e implementação, por parte de todos os empregadores e instituições que admitam trabalhadores como empregados, do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA, visando à preservação da saúde e da integridade física dos trabalhadores, através da antecipação, reconhecimento, avaliação e conseqüente controle da ocorrência de riscos ambientais existentes ou que venham a existir no ambiente de trabalho, tendo em consideração a proteção do meio ambiente e dos recursos naturais. A fundamentação legal, ordinária e específica, que

dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 175 a

  • 178 da CLT.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ <a href=NR10 - Instalações e Serviços em Eletricidade: Estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas, em suas diversas etapas, incluindo elaboração de projetos, execução, operação, manutenção, reforma e ampliação, assim como a segurança de usuários e de terceiros, em quaisquer das fases de geração, transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica, observando- se, para tanto, as normas técnicas oficiais vigentes e, na falta destas, as normas técnicas internacionais. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 179 a 181 da CLT. NR11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais: Estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho, no que se refere ao transporte, à movimentação, à armazenagem e ao manuseio de materiais, tanto de forma mecânica quanto manual, objetivando a prevenção de infortúnios laborais. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 182 e 183 da CLT. NR12 - Máquinas e Equipamentos: Estabelece as medidas prevencionistas de segurança e higiene do trabalho a serem adotadas pelas empresas em relação à instalação, operação e manutenção de máquinas e equipamentos, visando à prevenção de acidentes do trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à Axistência desta NR, são os artigos 184 e 186 da CLT. Fundamentos da Engenharia de Segurança 9 " id="pdf-obj-8-2" src="pdf-obj-8-2.jpg">

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NR10 - Instalações e Serviços em Eletricidade:

Estabelece as condições mínimas exigíveis para garantir a segurança dos empregados que trabalham em instalações elétricas, em suas diversas etapas, incluindo elaboração de projetos, execução, operação, manutenção, reforma e ampliação, assim como a segurança de usuários e de terceiros, em quaisquer das fases de geração, transmissão, distribuição e consumo de energia elétrica, observando- se, para tanto, as normas técnicas oficiais vigentes e, na falta destas, as normas técnicas internacionais. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 179 a 181 da CLT.

NR11 - Transporte, Movimentação, Armazenagem e Manuseio de Materiais:

Estabelece os requisitos de segurança a serem observados nos locais de trabalho, no que se refere ao transporte, à movimentação, à armazenagem e ao manuseio de materiais, tanto de forma mecânica quanto manual, objetivando a prevenção de infortúnios laborais. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 182 e 183 da CLT.

NR12 - Máquinas e Equipamentos:

Estabelece as medidas prevencionistas de segurança e higiene do trabalho a serem adotadas pelas empresas em relação à instalação, operação e manutenção de máquinas e equipamentos, visando à prevenção de acidentes do trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à Axistência desta NR, são os artigos 184 e 186 da CLT.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ <a href=NR13 - Caldeiras e Vasos de Pressão: Estabelece todos os requisitos técnicos-legais relativos à instalação, operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão, de modo a se prevenir a ocorrência de acidentes do trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 187 e 188 da CLT. NR14 - Fornos: Estabelece as recomendações técnicos-legais pertinentes à construção, operação e manutenção de fornos industriais nos ambientes de trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 187 da CLT. NR15 - Atividades e Operações Insalubres: Descreve as atividades, operações e agentes insalubres, inclusive seus limites de tolerância, definindo, assim, as situações que, quando vivenciadas nos ambientes de trabalho pelos trabalhadores, ensejam a caracterização do exercício insalubre, e também os meios de proteger os trabalhadores de tais exposições nocivas à sua saúde. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 189 e 192 da CLT. Fundamentos da Engenharia de Segurança 10 " id="pdf-obj-9-2" src="pdf-obj-9-2.jpg">

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NR13 - Caldeiras e Vasos de Pressão:

Estabelece todos os requisitos técnicos-legais relativos à instalação, operação e manutenção de caldeiras e vasos de pressão, de modo a se prevenir a ocorrência de acidentes do trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 187 e 188 da CLT.

NR14 - Fornos:

Estabelece as recomendações técnicos-legais pertinentes à construção, operação e manutenção de fornos industriais nos ambientes de trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 187 da CLT.

NR15 - Atividades e Operações Insalubres:

Descreve as atividades, operações e agentes insalubres, inclusive seus limites de tolerância, definindo, assim, as situações que, quando vivenciadas nos ambientes de trabalho pelos trabalhadores, ensejam a caracterização do exercício insalubre, e também os meios de proteger os trabalhadores de tais exposições nocivas à sua saúde. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 189 e 192 da CLT.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ <a href=NR16 - Atividades e Operações Perigosas: Regulamenta as atividades e as operações legalmente consideradas perigosas, estipulando as recomendações prevencionistas correspondentes. Especificamente no que diz respeito ao Anexo n° 01: Atividades e Operações Perigosas com Explosivos, e ao anexo n° 02: Atividades e Operações Perigosas com Inflamáveis, tem a sua existência jurídica assegurada através dos artigos 193 a 197 da CLT.A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à caracterização da energia elétrica como sendo o 3° agente periculoso é a Lei n° 7.369 de 22 de setembro de 1985, que institui o adicional de periculosidade para os profissionais da área de eletricidade. A portaria MTb n° 3.393 de 17 de dezembro de 1987, numa atitude casuística e decorrente do famoso acidente com o Césio 137 em Goiânia, veio a enquadrar as radiações ionozantes, que já eram insalubres de grau máximo, como o 4° agente periculoso, sendo controvertido legalmente tal enquadramento, na medida em que não existe lei autorizadora para tal. NR17 - Ergonomia: Visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptaçào das condições de trabalho às condições psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 198 e 199 da CLT. Fundamentos da Engenharia de Segurança 11 " id="pdf-obj-10-2" src="pdf-obj-10-2.jpg">

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NR16 - Atividades e Operações Perigosas:

Regulamenta as atividades e as operações legalmente consideradas perigosas, estipulando as recomendações prevencionistas correspondentes. Especificamente no que diz respeito ao Anexo n° 01: Atividades e Operações Perigosas com Explosivos, e ao anexo n° 02: Atividades e Operações Perigosas com Inflamáveis, tem a sua existência jurídica assegurada através dos artigos 193 a 197 da CLT.A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à caracterização da energia elétrica como sendo o 3° agente periculoso é a Lei n° 7.369 de 22 de setembro de 1985, que institui o adicional de periculosidade para os profissionais da área de eletricidade. A portaria MTb n° 3.393 de 17 de dezembro de 1987, numa atitude casuística e decorrente do famoso acidente com o Césio 137 em Goiânia, veio a enquadrar as radiações ionozantes, que já eram insalubres de grau máximo, como o 4° agente periculoso, sendo controvertido legalmente tal enquadramento, na medida em que não existe lei autorizadora para tal.

NR17 - Ergonomia:

Visa estabelecer parâmetros que permitam a adaptaçào das condições de trabalho às condições psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 198 e 199 da CLT.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ <a href=NR18 – Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção: Estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento de organização, que objetivem a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na industria da construção civil. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso I da CLT. NR19 - Explosivos: Estabelece as disposições regulamentadoras acerca do depósito, manuseio e transporte de explosivos, objetivando a proteção da saúde e integridade física dos trabalhadores em seus ambientes de trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso II da CLT. NR20 - Líquidos Combustíveis e Inflamáveis: Estabelece as disposições regulamentares acerca do armazenamento, manuseio e transporte de líquidos combustíveis e inflamáveis, objetivando a proteção da saúde e a integridade física dos trabalhadores m seus ambientes de trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso II da CLT. Fundamentos da Engenharia de Segurança 12 " id="pdf-obj-11-2" src="pdf-obj-11-2.jpg">

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NR18 Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção:

Estabelece diretrizes de ordem administrativa, de planejamento de organização, que objetivem a implementação de medidas de controle e sistemas preventivos de segurança nos processos, nas condições e no meio ambiente de trabalho na industria da construção civil. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso I da CLT.

NR19 - Explosivos:

Estabelece as disposições regulamentadoras acerca do depósito, manuseio e transporte de explosivos, objetivando a proteção da saúde e integridade física dos trabalhadores em seus ambientes de trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso II da CLT.

NR20 - Líquidos Combustíveis e Inflamáveis:

Estabelece as disposições regulamentares acerca do armazenamento, manuseio e transporte de líquidos combustíveis e inflamáveis, objetivando a proteção da saúde e a integridade física dos trabalhadores m seus ambientes de trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso II da CLT.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ <a href=NR21 - Trabalho a Céu Aberto: Tipifica as medidas prevencionistas relacionadas com a prevenção de acidentes nas atividades desenvolvidas a céu aberto, tais como, em minas ao ar livre e em pedreiras. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso IV da CLT. NR22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração: Estabelece métodos de segurança a serem observados pelas empresas que desemvolvam trabalhos subterrâneos de modo a proporcionar a seus empregados satisfatórias condições de Segurança e Medicina do Trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 293 a 301 e o artigo 200 inciso III, todos da CLT. NR23 - Proteção Contra Incêndios: Estabelece as medidas de proteção contra Incêndios, estabelece as medidas de proteção contra incêndio que devem dispor os locais de trabalho, visando à prevenção da saúde e da integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso IV da CLT. Fundamentos da Engenharia de Segurança 13 " id="pdf-obj-12-2" src="pdf-obj-12-2.jpg">

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NR21 - Trabalho a Céu Aberto:

Tipifica as medidas prevencionistas relacionadas com a prevenção de acidentes nas atividades desenvolvidas a céu aberto, tais como, em minas ao ar livre e em pedreiras. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso IV da CLT.

NR22 - Segurança e Saúde Ocupacional na Mineração:

Estabelece métodos de segurança a serem observados pelas empresas que desemvolvam trabalhos subterrâneos de modo a proporcionar a seus empregados satisfatórias condições de Segurança e Medicina do Trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, são os artigos 293 a 301 e o artigo 200 inciso III, todos da CLT.

NR23 - Proteção Contra Incêndios:

Estabelece as medidas de proteção contra Incêndios, estabelece as medidas de proteção contra incêndio que devem dispor os locais de trabalho, visando à prevenção da saúde e da integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso IV da CLT.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ <a href=NR24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho: Disciplina os preceitos de higiene e de conforto a serem observados nos locais de trabalho, especialmente no que se refere a: banheiros, vestiários, refeitórios, cozinhas, alojamentos e água potável, visando a higiene dos locais de trabalho e a proteção à saúde dos trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso VII da CLT. NR25 - Resíduos Industriais: Estabelece as medidas preventivas a serem observadas, pelas empresas, no destino final a ser dado aos resíduos industriais resultantes dos ambientes de trabalho de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso VII da CLT. NR26 - Sinalização de Segurança: Estabelece a padronização das cores a serem utilizadas como sinalização de segurança nos ambientes de trabalho, de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso VIII da CLT. Fundamentos da Engenharia de Segurança 14 " id="pdf-obj-13-2" src="pdf-obj-13-2.jpg">

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NR24 - Condições Sanitárias e de Conforto nos Locais de Trabalho:

Disciplina os preceitos de higiene e de conforto a serem observados nos locais de trabalho, especialmente no que se refere a:

banheiros, vestiários, refeitórios, cozinhas, alojamentos e água potável, visando a higiene dos locais de trabalho e a proteção à saúde dos trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso VII da CLT.

NR25 - Resíduos Industriais:

Estabelece as medidas preventivas a serem observadas, pelas empresas, no destino final a ser dado aos resíduos industriais resultantes dos ambientes de trabalho de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso VII da CLT.

NR26 - Sinalização de Segurança:

Estabelece a padronização das cores a serem utilizadas como sinalização de segurança nos ambientes de trabalho, de modo a proteger a saúde e a integridade física dos trabalhadores. A fundamentação legal, ordinária e específica, que dá embasamento jurídico à existência desta NR, é o artigo 200 inciso VIII da CLT.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ <a href=NR27 - Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho: Revogado NR28 - Fiscalização e Penalidades: Estabelece os procedimentos a serem adotados pela fiscalização trabalhista de Segurança e Medicina do Trabalho, tanto no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para a correção das irregularidades técnicas, como também, no que concerne ao procedimento de autuação por infração às Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, tem a sua existência jurídica assegurada, a nível de legislação ordinária, através do artigo 201 da CLT, com as alterações que lhe foram dadas pelo artigo 2° da Lei n° 7.855 de 24 de outubro de 1989, que institui o Bônus do Tesouro Nacional - BTN, como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas, e posteriormente, pelo artigo 1° da Lei n° 8.383 de 30 de dezembro de 1991, especificamente no tocante à instituição da Unidade Fiscal de Referência -UFIR, como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas em substituição ao BTN. Fundamentos da Engenharia de Segurança 15 " id="pdf-obj-14-2" src="pdf-obj-14-2.jpg">

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NR27 - Registro Profissional do Técnico de Segurança do Trabalho no Ministério do Trabalho:

Revogado

NR28 - Fiscalização e Penalidades:

Estabelece os procedimentos a serem adotados pela fiscalização trabalhista de Segurança e Medicina do Trabalho, tanto no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para no que diz respeito à concessão de prazos às empresas para a correção das irregularidades técnicas, como também, no que concerne ao procedimento de autuação por infração às Normas Regulamentadoras de Segurança e Medicina do Trabalho. A fundamentação legal, ordinária e específica, tem a sua existência jurídica assegurada, a nível de legislação ordinária, através do artigo 201 da CLT, com as alterações que lhe foram dadas pelo artigo 2° da Lei n° 7.855 de 24 de outubro de 1989, que institui o Bônus do Tesouro Nacional - BTN, como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas, e posteriormente, pelo artigo 1° da Lei n° 8.383 de 30 de dezembro de 1991, especificamente no tocante à instituição da Unidade Fiscal de Referência -UFIR, como valor monetário a ser utilizado na cobrança de multas em substituição ao BTN.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ <a href=NR29 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário: Tem por objetivo Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais, facilitar os primeiro socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. As disposições contidas nesta NR aplicam-se aos trabalhadores portuários em operações tanto a bordo como em terra, assim como aos demais trabalhadores que exerçam atividades nos portos organizados e instalações portuárias de uso privativo e retroportuárias, situadas dentro ou fora da área do porto organizado. A sua existência jurídica está assegurada em nível de legislação ordinária, através da Medida Provisória n° 1.575-6, de 27/11/97, do artigo 200 da CLT, o Decreto n° 99.534, de 19/09/90 que promulga a Convenção n° 152 da OIT. NR30 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário : Aplica-se aos trabalhadores de toda embarcação comercial utilizada no transporte de mercadorias ou de passageiros, na navegação marítima de longo curso, na cabotagem, na navegação interior, no serviço de reboque em alto-mar, bem como em plataformas marítimas e fluviais, quando em deslocamento, e embarcações de apoio marítimo e portuário. A observância desta Norma Regulamentadora não desobriga as empresas do cumprimento de outras disposições legais com relação à matéria e outras oriundas de convenções, acordos e contratos coletivos de trabalho. Fundamentos da Engenharia de Segurança 16 " id="pdf-obj-15-2" src="pdf-obj-15-2.jpg">

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NR29 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Portuário:

Tem por objetivo Regular a proteção obrigatória contra acidentes e doenças profissionais, facilitar os primeiro socorros a acidentados e alcançar as melhores condições possíveis de segurança e saúde aos trabalhadores portuários. As disposições contidas nesta NR aplicam-se aos trabalhadores portuários em operações tanto a bordo como em terra, assim como aos demais trabalhadores que exerçam atividades nos portos organizados e instalações portuárias de uso privativo e retroportuárias, situadas dentro ou fora da área do porto organizado. A sua existência jurídica está assegurada em nível de legislação ordinária, através da Medida Provisória n° 1.575-6, de 27/11/97, do artigo 200 da CLT, o Decreto n° 99.534, de 19/09/90 que promulga a Convenção n° 152 da OIT.

NR30 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho Aquaviário :

Aplica-se aos trabalhadores de toda embarcação comercial utilizada no transporte de mercadorias ou de passageiros, na navegação marítima de longo curso, na cabotagem, na navegação interior, no serviço de reboque em alto-mar, bem como em plataformas marítimas e fluviais, quando em deslocamento, e embarcações de apoio marítimo e portuário. A observância desta Norma Regulamentadora não desobriga as empresas do cumprimento de outras disposições legais com relação à matéria e outras oriundas de convenções, acordos e contratos coletivos de trabalho.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ <a href=NR31 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária Silvicultura, Exploração Florestal Aqüicultura: Estabelece os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho. A sua existência jurídica é assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. 5.889, de 8 de junho de 1973. NR32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde: Tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral .. NR33 - Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados: Tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços. Fundamentos da Engenharia de Segurança 17 " id="pdf-obj-16-2" src="pdf-obj-16-2.jpg">

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NR31 - Norma Regulamentadora de Segurança e Saúde no Trabalho na Agricultura, Pecuária Silvicultura, Exploração Florestal Aqüicultura:

Estabelece os preceitos a serem observados na organização e no ambiente de trabalho, de forma a tornar compatível o planejamento e o desenvolvimento das atividades da agricultura, pecuária, silvicultura, exploração florestal e aqüicultura com a segurança e saúde e meio ambiente do trabalho. A sua existência jurídica é

assegurada por meio do artigo 13 da Lei nº. 5.889, de 8 de junho de

1973.

NR32 - Segurança e Saúde no Trabalho em Estabelecimentos de Saúde:

Tem por finalidade estabelecer as diretrizes básicas para a implementação de medidas de proteção à segurança e à saúde dos trabalhadores dos serviços de saúde, bem como daqueles que exercem atividades de promoção e assistência à saúde em geral ..

NR33 - Segurança e Saúde no Trabalho em Espaços Confinados:

Tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados e o reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ NR 34 – Condições e

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NR 34 Condições e Meio Ambiente de Trabalho a Industria da Construção e Reparo Naval

Estabelece os requisitos mínimos e as medidas de prevenção à segurança à saúde e meio ambiente de trabalho nas atividades na industria de construção e reparo naval

NR 35 TRABALHOS EM ALTURA

Esta Norma estabelece os requisitos mínimos e as medidas de

proteção para o trabalho em altura, envolvendo o planejamento, a organização e a execução, de forma a garantir a segurança e a saúde dos trabalhadores envolvidos direta ou indiretamente com esta

atividade.

Considera-se trabalho em altura toda atividade executada

acima de 2,00 m (dois metros) do nível

inferior, onde haja risco de

queda.

NR-36 - SEGURANÇA E SAÚDE NO TRABALHO EM EMPRESAS DE ABATE E PROCESSAMENTO DE CARNES E DERIVADOS

O objetivo desta Norma é estabelecer os requisitos mínimos para a avaliação, controle e monitoramento dos riscos existentes nas atividades desenvolvidas na indústria de abate e processamento de carnes e derivados destinados ao consumo humano, de forma a garantir permanentemente a segurança, a saúde e a qualidade de vida no trabalho

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ NR 5- Comissão Interna de

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NR 5- Comissão Interna de Prevenção de Acidentes DO OBJETIVO

  • 5.1 a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA - tem como

objetivo a prevenção de acidentes e doenças decorrentes do trabalho, de modo a tornar compatível permanentemente o trabalho com a preservação da vida e a promoção da saúde do trabalhador.

DA CONSTITUIÇÃO

  • 5.2 Devem constituir CIPA, por estabelecimento, e mantê-la em

regular funcionamento as empresas privadas, públicas, sociedades de economia mista, órgãos da administração direta e

indireta, instituições beneficentes, associações

recreativas, cooperativas, bem como outras instituições que admitam trabalhadores como empregados.

  • 5.3 As disposições contidas nesta NR aplicam-se, no que couber, aos

trabalhadores avulsos e às entidades que lhes tomem serviços, observadas as disposições estabelecidas em Normas Regulamentadoras de setores econômicos específicos.

  • 5.4 A empresa que possuir em um mesmo município dois ou mais

estabelecimentos, deverá garantir a integração das CIPA e dos designados, conforme o caso, com o objetivo de harmonizar as

políticas de segurança e saúde no trabalho.

  • 5.5 As empresas instaladas em centro comercial ou industrial

estabelecerão, através de membros de CIPA ou designados, mecanismos de integração com objetivo de promover o desenvolvimento de ações de prevenção de acidentes e doenças decorrentes do ambiente e instalações de uso coletivo, podendo contar com a participação da administração do mesmo.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ DA ORGANIZAÇÃO 5.6 A CIPA

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DA ORGANIZAÇÃO

  • 5.6 A CIPA será composta de representantes do empregador e dos

empregados, de acordo com o dimensionamento

previsto no Quadro I desta NR, ressalvadas as alterações disciplinadas em atos normativos para setores econômicos específicos.

  • 5.6.1 Os representantes dos empregadores, titulares e suplentes

serão por eles designados.

  • 5.6.2 Os representantes dos empregados, titulares e suplentes, serão

eleitos em escrutínio secreto, do

qual participem, independentemente de filiação sindical, exclusivamente os empregados interessados.

  • 5.6.3 O número de membros titulares e suplentes da CIPA,

considerando a ordem decrescente de votos recebidos, observará o dimensionamento previsto no Quadro I desta NR, ressalvadas as

alterações disciplinadas em atos normativos de setores econômicos específicos.

  • 5.6.4 Quando o estabelecimento não se enquadrar no Quadro I, a

empresa designará um responsável pelo cumprimento dos objetivos desta NR, podendo ser adotados mecanismos de participação dos empregados, através de negociação coletiva.

  • 5.7 O mandato dos membros eleitos da CIPA terá a duração de um

ano, permitida uma reeleição.

  • 5.8 É vedada a dispensa arbitrária ou sem justa causa do empregado

eleito para cargo de direção de Comissões Internas de Prevenção de Acidentes desde o registro de sua candidatura até um ano após o final de seu mandato.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ 5.9 Serão garantidas aos membros

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5.9 Serão garantidas aos membros da CIPA condições que não descaracterizem suas atividades normais na empresa, sendo vedada a transferência para outro estabelecimento sem a sua anuência, ressalvado o disposto nos parágrafos primeiro e segundo do artigo 469, da CLT.

  • 5.10 O empregador deverá garantir que seus indicados tenham a

representação necessária para a discussão e encaminhamento das soluções de questões de segurança e saúde no

trabalho analisadas na CIPA.

  • 5.11 O empregador designará entre seus representantes o Presidente

da CIPA, e os representantes dos empregados

escolherão entre os titulares o vice-presidente.

  • 5.12 Os membros da CIPA, eleitos e designados serão empossados no

primeiro dia útil após o término do mandato anterior.

  • 5.13 Será indicado, de comum acordo com os membros da CIPA, um

secretário e seu substituto, entre os componentes ou não da comissão, sendo neste caso necessária a concordância do empregador.

  • 5.14 A documentação referente ao processo eleitoral da CIPA,

incluindo as atas de eleição e de posse e o calendário anual das reuniões ordinárias, deve ficar no estabelecimento à disposição da fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego.

5.14.1 A documentação indicada no item 5.14 deve ser encaminhada ao Sindicato dos Trabalhadores da categoria, quando solicitada.

5.14.2 O empregador deve fornecer cópias das atas de eleição e posse aos membros titulares e suplentes da CIPA, mediante recibo.

  • 5.15 A CIPA não poderá ter seu número de representantes reduzido,

bem como não poderá ser desativada pelo empregador, antes do término do mandato de seus membros, ainda que haja redução do número de empregados da empresa, exceto no caso de encerramento das atividades do estabelecimento.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ DAS ATRIBUIÇÕES 5.16 A CIPA

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DAS ATRIBUIÇÕES

5.16 A CIPA terá por atribuição:

  • a) identificar os riscos do processo de trabalho, e elaborar o mapa de

riscos, com a participação do

maior número de trabalhadores, com assessoria do SESMT, onde houver;

  • b) elaborar plano de trabalho que possibilite a ação preventiva na

solução de problemas de segurança e saúde no trabalho;

  • c) participar da implementação e do controle da qualidade das

medidas de prevenção necessárias, bem como da avaliação das prioridades de ação nos locais de trabalho;

  • d) realizar, periodicamente, verificações nos ambientes e condições

de trabalho visando a identificação de situações que venham a trazer riscos para a segurança e saúde dos

trabalhadores;

  • e) realizar, a cada reunião, avaliação do cumprimento das metas

fixadas em seu plano de trabalho e

discutir as situações de risco que foram identificadas;

  • f) divulgar aos trabalhadores informações relativas à segurança e

saúde no trabalho;

  • g) participar, com o SESMT, onde houver, das discussões promovidas

pelo empregador, para avaliar os impactos de alterações no ambiente e processo de trabalho relacionados à segurança e saúde dos trabalhadores;

  • h) requerer ao SESMT, quando houver, ou ao empregador, a

paralisação de máquina ou setor onde considere haver risco grave e iminente à segurança e saúde dos trabalhadores;

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ i) colaborar no desenvolvimento e

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  • i) colaborar no desenvolvimento e implementação do PCMSO e PPRA e

de outros programas

relacionados à segurança e saúde no trabalho;

  • j) divulgar e promover o cumprimento das Normas

Regulamentadoras, bem como cláusulas de acordos e convenções coletivas de trabalho, relativas à segurança e saúde no trabalho;

  • l) participar, em conjunto com o SESMT, onde houver, ou com o

empregador da análise das causas das

doenças e acidentes de trabalho e propor medidas de solução dos problemas identificados;

  • m) requisitar ao empregador e analisar as informações sobre

questões que tenham interferido na

segurança e saúde dos trabalhadores;

  • n) requisitar à empresa as cópias das CAT emitidas;

  • o) promover, anualmente, em conjunto com o SESMT, onde houver, a

Semana Interna de Prevenção

de Acidentes do Trabalho - SIPAT;

  • p) participar, anualmente, em conjunto com a empresa, de

Campanhas de Prevenção da AIDS.

  • 5.17 Cabe ao empregador proporcionar aos membros da CIPA os

meios necessários ao desempenho de suas atribuições,

garantindo tempo suficiente para a realização das tarefas constantes do plano de trabalho.

  • 5.18 Cabe aos empregados:

    • a. participar da eleição de seus representantes;

    • b. colaborar com a gestão da CIPA;

    • c. indicar à CIPA, ao SESMT e ao empregador situações de riscos e

apresentar sugestões para melhoria das

condições de trabalho;

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ d. observar e aplicar no

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  • d. observar e aplicar no ambiente de trabalho as recomendações

quanto a prevenção de acidentes e doenças

decorrentes do trabalho.

  • 5.19 Cabe ao Presidente da CIPA:

    • a. convocar os membros para as reuniões da CIPA;

    • b. coordenar as reuniões da CIPA, encaminhando ao empregador e ao

SESMT, quando houver, as decisões da

comissão;

  • c. manter o empregador informado sobre os trabalhos da CIPA;

  • d. coordenar e supervisionar as atividades de secretaria;

  • e. delegar atribuições ao Vice-Presidente;

    • 5.20 Cabe ao Vice-Presidente:

      • a. executar atribuições que lhe forem delegadas;

      • b. substituir o Presidente nos seus impedimentos eventuais ou nos

seus afastamentos temporários;

  • 5.21 O Presidente e o Vice-Presidente da CIPA, em conjunto, terão as

seguintes atribuições:

  • a. cuidar para que a CIPA disponha de condições necessárias para o

desenvolvimento de seus trabalhos;

  • b. coordenar e supervisionar as atividades da CIPA, zelando para que

os objetivos propostos sejam alcançados;

  • c. delegar atribuições aos membros da CIPA;

  • d. promover o relacionamento da CIPA com o SESMT, quando houver;

  • e. divulgar as decisões da CIPA a todos os trabalhadores do

estabelecimento;

  • f. encaminhar os pedidos de reconsideração das decisões da CIPA;

  • g. constituir a comissão eleitoral.

    • 5.22 O Secretário da CIPA terá por atribuição:

      • a. acompanhar as reuniões da CIPA, e redigir as atas apresentando-as

para aprovação e assinatura dos membros

presentes;

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ b. preparar as correspondências; e

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b. preparar as correspondências; e c. outras que lhe forem conferidas.

DO FUNCIONAMENTO

  • 5.23 A CIPA terá reuniões ordinárias mensais, de acordo com o

calendário preestabelecido.

  • 5.24 As reuniões ordinárias da CIPA serão realizadas durante o

expediente normal da empresa e em local apropriado.

  • 5.25 As reuniões da CIPA terão atas assinadas pelos presentes com

encaminhamento de cópias para todos os membros.

  • 5.26 As atas ficarão no estabelecimento à disposição dos Agentes da

Inspeção do Trabalho - AIT.

  • 5.27 Reuniões extraordinárias deverão ser realizadas quando:

    • a) houver denúncia de situação de risco grave e iminente que

determine aplicação de medidas

corretivas de emergência;

  • b) ocorrer acidente do trabalho grave ou fatal;

  • c) houver solicitação expressa de uma das representações.

    • 5.28 As decisões da CIPA serão preferencialmente por consenso.

5.28.1 Não havendo consenso, e frustradas as tentativas de negociação direta ou com mediação, será instalado processo de votação, registrando-se a ocorrência na ata da

reunião.

  • 5.29 Das decisões da CIPA caberá pedido de reconsideração,

mediante requerimento justificado. 5.29.1 O pedido de reconsideração será apresentado à CIPA até a próxima reunião ordinária, quando será analisado, devendo o Presidente e o Vice-Presidente efetivar os encaminhamentos necessários.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ 5.30 O membro titular perderá

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  • 5.30 O membro titular perderá o mandato, sendo substituído por

suplente, quando faltar a mais de quatro reuniões

ordinárias sem justificativa.

  • 5.31 A vacância definitiva de cargo, ocorrida durante o mandato, será

suprida por suplente, obedecida à ordem de colocação decrescente registrada na ata de eleição, devendo o empregador comunicar à unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego as alterações e justificar os

motivos.

  • 5.31.1 No caso de afastamento definitivo do presidente, o

empregador indicará o substituto, em dois

dias úteis, preferencialmente entre os membros da CIPA.

  • 5.31.2 No caso de afastamento definitivo do vice-presidente, os

membros titulares da representação dos empregados, escolherão o substituto, entre seus titulares, em dois dias úteis.

DO TREINAMENTO

  • 5.32 A empresa deverá promover treinamento para os membros da

CIPA, titulares e suplentes, antes da posse.

  • 5.32.1 O treinamento de CIPA em primeiro mandato será realizado no

prazo máximo de trinta dias, contados a partir da data da posse.

  • 5.32.2 As empresas que não se enquadrem no Quadro I, promoverão

anualmente treinamento para o

designado responsável pelo cumprimento do objetivo desta NR.

  • 5.33 O treinamento para a CIPA deverá contemplar, no mínimo, os

seguintes itens:

a. estudo do ambiente, das condições de trabalho, bem como dos riscos originados do processo produtivo;

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ b. metodologia de investigação e

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  • b. metodologia de investigação e análise de acidentes e doenças do

trabalho;

  • c. noções sobre acidentes e doenças do trabalho decorrentes de

exposição aos riscos existentes na empresa;

  • d. noções sobre a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida - AIDS, e

medidas de prevenção;

  • e. noções sobre as legislações trabalhista e previdenciária relativas à

segurança e saúde no trabalho;

  • f. princípios gerais de higiene do trabalho e de medidas de controle

dos riscos;

  • g. organização da CIPA e outros assuntos necessários ao exercício das

atribuições da Comissão.

  • 5.34 O treinamento terá carga horária de vinte horas, distribuídas em

no máximo oito horas diárias e será realizado durante

o expediente normal da empresa.

  • 5.35 O treinamento poderá ser ministrado pelo SESMT da empresa,

entidade patronal, entidade de trabalhadores ou por profissional que possua conhecimentos sobre aos temas ministrados.

  • 5.36 A CIPA será ouvida sobre o treinamento a ser realizado, inclusive

quanto à entidade ou profissional que o ministrará, constando sua manifestação em ata, cabendo à empresa escolher a

entidade ou profissional que ministrará o treinamento.

  • 5.37 Quando comprovada a não observância ao disposto nos itens

relacionados ao treinamento, a unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e Emprego, determinará a complementação ou a realização de outro, que será efetuado no prazo máximo de trinta dias, contados da data de ciência da empresa sobre a decisão.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ DO PROCESSO ELEITORAL 5.38 Compete

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DO PROCESSO ELEITORAL

  • 5.38 Compete ao empregador convocar eleições para escolha dos

representantes dos empregados na CIPA, no prazo

mínimo de 60 (sessenta) dias antes do término do mandato em curso.

  • 5.38.1 A empresa estabelecerá mecanismos para comunicar o início

do processo eleitoral ao sindicato da categoria profissional.

  • 5.39 O Presidente e o Vice Presidente da CIPA constituirão dentre

seus membros, no prazo mínimo de 55 (cinquenta e cinco) dias antes do término do mandato em curso, a Comissão Eleitoral - CE, que será a responsável pela organização e acompanhamento do processo eleitoral.

  • 5.39.1 Nos estabelecimentos onde não houver CIPA, a Comissão

Eleitoral será constituída pela empresa.

  • 5.40 O processo eleitoral observará as seguintes condições:

    • a. publicação e divulgação de edital, em locais de fácil acesso e

visualização, no prazo mínimo de 45 (quarenta e cinco) dias antes do término do mandato em curso;

  • b. inscrição e eleição individual, sendo que o período mínimo para

inscrição será de quinze dias;

  • c. liberdade de inscrição para todos os empregados do

estabelecimento, independentemente de setores ou locais

de trabalho, com fornecimento de comprovante;

  • d. garantia de emprego para todos os inscritos até a eleição;

  • e. realização da eleição no prazo mínimo de 30 (trinta) dias antes do

término do mandato da CIPA, quando houver;

  • f. realização de eleição em dia normal de trabalho, respeitando os

horários de turnos e em horário que possibilite a

participação da maioria dos empregados.

  • g. voto secreto;

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ h. apuração dos votos, em

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h. apuração dos votos, em horário normal de trabalho, com acompanhamento de representante do empregador e dos empregados, em número a ser definido pela comissão eleitoral; i. faculdade de eleição por meios eletrônicos; j. guarda, pelo empregador, de todos os documentos relativos à eleição, por um período mínimo de cinco anos.

  • 5.41 Havendo participação inferior a cinqüenta por cento dos

empregados na votação, não haverá a apuração dos votos e a

comissão eleitoral deverá organizar outra votação que ocorrerá no prazo máximo de dez dias.

  • 5.42 As denúncias sobre o processo eleitoral deverão ser

protocolizadas na unidade descentralizada do MTE, até trinta dias

após a data da posse dos novos membros da CIPA.

  • 5.42.1 Compete a unidade descentralizada do Ministério do Trabalho e

Emprego, confirmadas irregularidades no processo eleitoral, determinar a sua correção ou proceder a anulação quando for o

caso.

  • 5.42.2 Em caso de anulação a empresa convocará nova eleição no

prazo de cinco dias, a contar da data de ciência , garantidas as inscrições anteriores.

  • 5.42.3 Quando a anulação se der antes da posse dos membros da

CIPA, ficará assegurada a prorrogação do mandato anterior, quando houver, até a complementação do processo eleitoral.

  • 5.43 Assumirão a condição de membros titulares e suplentes, os

candidatos mais votados.

  • 5.44 Em caso de empate, assumirá aquele que tiver maior tempo de

serviço no estabelecimento.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ 5.45 Os candidatos votados e

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  • 5.45 Os candidatos votados e não eleitos serão relacionados na ata de

eleição e apuração, em ordem decrescente de votos, possibilitando nomeação posterior, em caso de vacância de

suplentes.

DAS CONTRATANTES E CONTRATADAS

  • 5.46 Quando se tratar de empreiteiras ou empresas prestadoras de

serviços, considera-se estabelecimento, para fins de

aplicação desta NR, o local em que seus empregados estiverem exercendo suas atividades.

  • 5.47 Sempre que duas ou mais empresas atuarem em um mesmo

estabelecimento, a CIPA ou designado da empresa contratante deverá, em conjunto com as das contratadas ou com os designados, definir mecanismos de integração e de participação de todos os trabalhadores em relação às decisões das CIPA existentes no estabelecimento.

  • 5.48 A contratante e as contratadas, que atuem num mesmo

estabelecimento, deverão implementar, de forma integrada, medidas de prevenção de acidentes e doenças do trabalho,

decorrentes da presente NR, de forma a garantir o mesmo nível de proteção em matéria de segurança e saúde a todos os trabalhadores do estabelecimento.

  • 5.49 A empresa contratante adotará medidas necessárias para que as

empresas contratadas, suas CIPA, os designados e os demais trabalhadores lotados naquele estabelecimento recebam as informações sobre os riscos presentes nos

ambientes de trabalho, bem como sobre as medidas de proteção adequadas.

  • 5.50 A empresa contratante adotará as providências necessárias para

acompanhar o cumprimento pelas empresas

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ contratadas que atuam no seu

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contratadas que atuam no seu estabelecimento, das medidas de segurança e saúde no trabalho.

DISPOSIÇÕES FINAIS

5.51 Esta norma poderá ser aprimorada mediante negociação, nos termos de portaria específica.

NORMA REGULAMENTADORA 6 - NR 6

NR 6 EQUIPAMENTO DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL EPI

  • 6.1 Para os fins de aplicação desta Norma Regulamentadora - NR,

considera-se Equipamento de Proteção Individual - EPI, todo dispositivo ou produto, de uso individual utilizado pelo

trabalhador, destinado à proteção de riscos suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

6.1.1 Entende-se como Equipamento Conjugado de Proteção Individual, todo aquele composto por vários dispositivos, que o fabricante tenha associado contra um ou mais riscos que possam ocorrer simultaneamente e que sejam suscetíveis de ameaçar a segurança e a saúde no trabalho.

  • 6.2 O equipamento de proteção individual, de fabricação nacional ou

importado, só poderá ser posto à venda ou utilizado com a indicação do Certificado de Aprovação - CA, expedido pelo órgão nacional competente em matéria de

segurança e saúde no trabalho do Ministério do Trabalho e Emprego.

  • 6.3 A empresa é obrigada a fornecer aos empregados, gratuitamente,

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ EPI adequado ao risco, em

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

EPI adequado ao risco, em perfeito estado de conservação e funcionamento, nas seguintes circunstâncias:

  • a) sempre que as medidas de ordem geral não ofereçam completa

proteção contra os riscos de acidentes do trabalho ou de doenças profissionais e do trabalho;

  • b) enquanto as medidas de proteção coletiva estiverem sendo

implantadas; e,

  • c) para atender a situações de emergência.

    • 6.4 Atendidas as peculiaridades de cada atividade profissional, e

observado o disposto no item 6.3, o empregador deve fornecer aos trabalhadores os EPI adequados, de acordo com o disposto no ANEXO I desta NR.

  • 6.4.1 As solicitações para que os produtos que não estejam

relacionados no ANEXO I, desta NR, sejam considerados como EPI, bem como as propostas para reexame daqueles ora elencados, deverão ser avaliadas por comissão tripartite a ser constituída pelo órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, após ouvida a CTPP, sendo as conclusões submetidas àquele órgão do Ministério do

Trabalho e Emprego para aprovação.

  • 6.5 Compete ao Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e

em Medicina do Trabalho SESMT, ouvida a Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA e trabalhadores usuários, recomendar ao empregador o EPI adequado ao risco existente em determinada atividade.

  • 6.5.1 Nas empresas desobrigadas a constituir SESMT, cabe ao

empregador selecionar o EPI adequado ao risco,

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ mediante orientação de profissional tecnicamente

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mediante orientação de profissional tecnicamente habilitado, ouvida a CIPA ou, na falta desta, o designado e trabalhadores usuários.

  • 6.6 Responsabilidades do empregador.

    • 6.6.1 Cabe ao empregador quanto ao EPI:

      • a) adquirir o adequado ao risco de cada atividade;

      • b) exigir seu uso;

      • c) fornecer ao trabalhador somente o aprovado pelo órgão nacional

competente em matéria de segurança e saúde no trabalho;

  • d) orientar e treinar o trabalhador sobre o uso adequado, guarda e

conservação;

  • e) substituir imediatamente, quando danificado ou extraviado;

  • f) responsabilizar-se pela higienização e manutenção periódica; e,

  • g) comunicar ao MTE qualquer irregularidade observada.

  • h) registrar o seu fornecimento ao trabalhador, podendo ser adotados

livros, fichas ou sistema eletrônico.

  • 6.7 Responsabilidades do trabalhador.

    • 6.7.1 Cabe ao empregado quanto ao EPI:

      • a) usar, utilizando-o apenas para a finalidade a que se destina;

      • b) responsabilizar-se pela guarda e conservação;

      • c) comunicar ao empregador qualquer alteração que o torne

impróprio para uso; e,

  • d) cumprir as determinações do empregador sobre o uso adequado.

    • 6.8 Responsabilidades de fabricantes e/ou importadores.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ 6.8.1 O fabricante nacional ou

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6.8.1 O fabricante nacional ou o importador deverá:

  • a) cadastrar-se junto ao órgão nacional competente em matéria de

segurança e saúde no trabalho;

  • b) solicitar a emissão do CA;

  • c) solicitar a renovação do CA quando vencido o prazo de validade

estipulado pelo órgão nacional competente em

matéria de segurança e saúde do trabalho;

  • d) requerer novo CA quando houver alteração das especificações do

equipamento aprovado;

  • e) responsabilizar-se pela manutenção da qualidade do EPI que deu

origem ao Certificado de Aprovação - CA;

  • f) comercializar ou colocar à venda somente o EPI, portador de CA;

  • g) comunicar ao órgão nacional competente em matéria de segurança

e saúde no trabalho quaisquer alterações dos

dados cadastrais fornecidos;

  • h) comercializar o EPI com instruções técnicas no idioma nacional,

orientando sua utilização, manutenção, restrição e demais referências ao seu uso;

  • i) fazer constar do EPI o número do lote de fabricação; e,

  • j) providenciar a avaliação da conformidade do EPI no âmbito do

SINMETRO, quando for o caso;

  • k) fornecer as informações referentes aos processos de limpeza e

higienização de seus EPI, indicando quando for o caso, o número de higienizações acima do qual é necessário proceder à revisão ou à substituição do equipamento, a fim de garantir que os mesmos mantenham as características de proteção original.

6.8.1.1 Os procedimentos de cadastramento de fabricante e/ou importador de EPI e de emissão e/ou renovação de CA devem atender os requisitos estabelecidos em Portaria específica.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ 6.9 Certificado de Aprovação –

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6.9 Certificado de Aprovação CA

  • 6.9.1 Para fins de comercialização o CA concedido aos EPI terá

validade:

  • a) de 5 (cinco) anos, para aqueles equipamentos com laudos de

ensaio que não tenham sua conformidade avaliada no âmbito do SINMETRO;

  • b) do prazo vinculado à avaliação da conformidade no âmbito do

SINMETRO, quando for o caso.

  • 6.9.2 O órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde

no trabalho, quando necessário e mediante justificativa, poderá estabelecer prazos diversos daqueles dispostos

no subitem 6.9.1.

  • 6.9.3 Todo EPI deverá apresentar em caracteres indeléveis e bem

visíveis, o nome comercial da empresa fabricante, o lote de fabricação e o número do CA, ou, no caso de EPI importado, o nome do importador, o lote de fabricação e o número do CA.

6.9.3.1 Na impossibilidade de cumprir o determinado no item 6.9.3, o órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho poderá autorizar forma alternativa de gravação, a ser proposta pelo fabricante ou importador, devendo esta constar do CA.

6.11 Da competência do Ministério do Trabalho e Emprego / MTE 6.11.1 Cabe ao órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho:

  • a) cadastrar o fabricante ou importador de EPI;

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ b) receber e examinar a

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  • b) receber e examinar a documentação para emitir ou renovar o CA de

EPI;

  • c) estabelecer, quando necessário, os regulamentos técnicos para

ensaios de EPI;

  • d) emitir ou renovar o CA e o cadastro de fabricante ou importador;

  • e) fiscalizar a qualidade do EPI;

  • f) suspender o cadastramento da empresa fabricante ou importadora;

e,

  • g) cancelar o CA.

6.11.1.1 Sempre que julgar necessário o órgão nacional competente em matéria de segurança e saúde no trabalho, poderá requisitar amostras de EPI, identificadas com o nome do fabricante e o número de referência, além de outros requisitos.

6.11.2 Cabe ao órgão regional do MTE:

  • a) fiscalizar e orientar quanto ao uso adequado e a qualidade do EPI;

  • b) recolher amostras de EPI; e,

  • c) aplicar, na sua esfera de competência, as penalidades cabíveis pelo

descumprimento desta NR. 6.12 e Subitens

ANEXO I LISTA DE EQUIPAMENTOS DE PROTEÇÃO INDIVIDUAL

A - EPI PARA PROTEÇÃO DA CABEÇA

A.1 - Capacete

  • a) capacete para proteção contra impactos de objetos sobre o crânio;

  • b) capacete para proteção contra choques elétricos;

  • c) capacete para proteção do crânio e face contra agentes térmicos.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ A.2 - Capuz ou balaclava

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A.2 - Capuz ou balaclava

a)

capuz para proteção do crânio e pescoço contra riscos de origem

térmica;

b)

capuz para proteção do crânio, face e pescoço contra agentes

químicos;

c)

capuz para proteção do crânio e pescoço contra agentes abrasivos

e escoriantes.

d)

capuz para proteção da cabeça e pescoço contra umidade

proveniente de operações com uso de água.

B - EPI PARA PROTEÇÃO DOS OLHOS E FACE

 

B.1 - Óculos

a)

óculos para proteção dos olhos contra impactos de partículas

volantes;

b)

óculos para proteção dos olhos contra luminosidade intensa;

c)

óculos para proteção dos olhos contra radiação ultravioleta;

d)

óculos para proteção dos olhos contra radiação infravermelha.

e)

óculos de tela para proteção limitada dos olhos contra impactos de

partículas volantes.

B.2 - Protetor facial

a)

protetor facial para proteção da face contra impactos de partículas

volantes;

b)

protetor facial para proteção da face contra radiação

infravermelha;

c)

protetor facial para proteção dos olhos contra luminosidade

intensa;

d)

protetor facial para proteção da face contra riscos de origem

térmica;

e)

protetor facial para proteção da face contra radiação ultravioleta.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ B.3 - Máscara de Solda

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

B.3 - Máscara de Solda

  • a) máscara de solda para proteção dos olhos e face contra impactos

de partículas volantes, radiação ultra-violeta,

radiação infra-vermelha e luminosidade intensa.

C - EPI PARA PROTEÇÃO AUDITIVA

C.1 - Protetor auditivo

  • a) protetor auditivo circum-auricular para proteção do sistema

auditivo contra níveis de pressão sonora superiores ao

estabelecido na NR-15, Anexos n.º 1 e 2;

  • b) protetor auditivo de inserção para proteção do sistema auditivo

contra níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido na NR-15, Anexos n.º 1 e 2;

  • c) protetor auditivo semi-auricular para proteção do sistema auditivo

contra níveis de pressão sonora superiores ao estabelecido na NR-15, Anexos n.º 1 e 2.

D - EPI PARA PROTEÇÃO RESPIRATÓRIA D.1 - Respirador purificador de ar não motorizado:

  • a) peça semifacial filtrante (PFF1) para proteção das vias respiratórias

contra poeiras e névoas;

  • b) peça semifacial filtrante (PFF2) para proteção das vias

respiratórias contra poeiras, névoas e fumos;

  • c) peça semifacial filtrante (PFF3) para proteção das vias respiratórias

contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos;

  • d) peça um quarto facial, semifacial ou facial inteira com filtros para

material particulado tipo P1 para proteção das vias respiratórias contra poeiras e névoas; e ou P2 para proteção contra poeiras, névoas e fumos; e ou P3 para proteção contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos;

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ e) peça um quarto facial,

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

  • e) peça um quarto facial, semifacial ou facial inteira com filtros

químicos e ou combinados para proteção das vias respiratórias contra gases e vapores e ou material particulado.

D.2 - Respirador purificador de ar motorizado:

  • a) sem vedação facial tipo touca de proteção respiratória, capuz ou

capacete para proteção das vias respiratórias contra

poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos e ou contra gases e vapores;

5

  • b) com vedação facial tipo peça semifacial ou facial inteira para

proteção das vias respiratórias contra poeiras, névoas, fumos e radionuclídeos e ou contra gases e vapores.

D.3 - Respirador de adução de ar tipo linha de ar comprimido:

  • a) sem vedação facial de fluxo contínuo tipo capuz ou capacete para

proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;

  • b) sem vedação facial de fluxo contínuo tipo capuz ou capacete para

proteção das vias respiratórias em operações de jateamento e em atmosferas com concentração de oxigênio maior que

12,5%;

  • c) com vedação facial de fluxo contínuo tipo peça semifacial ou facial

inteira para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;

  • d) de demanda com pressão positiva tipo peça semifacial ou facial

inteira para proteção das vias respiratórias em

atmosferas com concentração de oxigênio maior que 12,5%;

  • e) de demanda com pressão positiva tipo peça facial inteira

combinado com cilindro auxiliar para proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio menor ou

igual que 12,5%, ou seja, em atmosferas

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ Imediatamente Perigosas à Vida e

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS).

D.4 RESPIRADOR DE ADUÇÃO DE AR TIPO MÁSCARA AUTONOMA

a)

de circuito aberto de demanda com pressão positiva para proteção

das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio menor ou igual que 12,5%, ou seja, em

atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS);

b)

de circuito fechado de demanda com pressão positiva para

proteção das vias respiratórias em atmosferas com concentração de oxigênio menor ou igual que 12,5%, ou seja, em

atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS).

D.5 - Respirador de fuga

a)

respirador de fuga tipo bocal para proteção das vias respiratórias

contra gases e vapores e ou material particulado em condições de escape de atmosferas Imediatamente Perigosas à Vida e a Saúde (IPVS).

E - EPI PARA PROTEÇÃO DO TRONCO

E.1 Vestimentas

a)

Vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem

térmica;

b)

Vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem

mecânica;

c)

vestimentas para proteção do tronco contra agentes químicos;

d)

Vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem

radioativa;

e)

Vestimentas para proteção do tronco contra riscos de origem

meteorológica;

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ f) Vestimentas para proteção do

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

f)

Vestimentas para proteção do tronco contra umidade proveniente

de operações com uso de água. E.2 - Colete à prova de balas de uso permitido para vigilantes que

trabalhem portando arma de fogo, para proteção do tronco contra riscos de origem mecânica.

F - EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS SUPERIORES F.1 - Luvas

a)

luvas para proteção das mãos contra agentes abrasivos e

escoriantes;

b)

luvas para proteção das mãos contra agentes cortantes e

perfurantes;

6

c)

luvas para proteção das mãos contra choques elétricos;

d)

luvas para proteção das mãos contra agentes térmicos;

e)

luvas para proteção das mãos contra agentes biológicos;

f)

luvas para proteção das mãos contra agentes químicos;

g)

luvas para proteção das mãos contra vibrações;

h)

luvas para proteção contra umidade proveniente de operações com

uso de água;

i)

luvas para proteção das mãos contra radiações ionizantes.

F.2 - Creme protetor

a)

creme protetor de segurança para proteção dos membros

superiores contra agentes químicos.

 

F.3 - Manga

a)

manga para proteção do braço e do antebraço contra choques

elétricos;

b)

manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes

abrasivos e escoriantes;

c)

manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes

cortantes e perfurantes;

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ d) manga para proteção do

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

d)

manga para proteção do braço e do antebraço contra umidade

proveniente de operações com uso de água;

e)

manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes

térmicos.

f)

manga para proteção do braço e do antebraço contra agentes

químicos.

F.4 - Braçadeira

a)

braçadeira para proteção do antebraço contra agentes cortantes;

b)

braçadeira para proteção do antebraço contra agentes escoriantes.

F.5 - Dedeira

a)

dedeira para proteção dos dedos contra agentes abrasivos e

escoriantes.

G - EPI PARA PROTEÇÃO DOS MEMBROS INFERIORES

 

G.1 - Calçado

a)

calçado para proteção contra impactos de quedas de objetos sobre

os artelhos;

b)

calçado para proteção dos pés contra agentes provenientes de

energia elétrica;

c)

calçado para proteção dos pés contra agentes térmicos;

d)

calçado para proteção dos pés contra agentes abrasivos e

escoriantes;

e)

calçado para proteção dos pés contra agentes cortantes e

perfurantes;

f)

calçado para proteção dos pés e pernas contra umidade proveniente

de operações com uso de água;

g)

calçado para proteção dos pés e pernas contra agentes químicos ..

G.2 - Meia

a)

meia para proteção dos pés contra baixas temperaturas.

G.3 - Perneira CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ a) perneira

G.3 - Perneira

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

a)

perneira para proteção da perna contra agentes abrasivos e

escoriantes;

b)

perneira para proteção da perna contra agentes térmicos;

c)

perneira para proteção da perna contra agentes químicos;

d)

perneira para proteção da perna contra agentes cortantes e

perfurantes;

e)

perneira para proteção da perna contra umidade proveniente de

operações com uso de água.

 

G.4 - Calça

a)

calça para proteção das pernas contra agentes abrasivos e

escoriantes;

b)

calça para proteção das pernas contra agentes químicos;

proteção das pernas contra respingos de produtos químicos;

c)

calça para proteção das pernas contra agentes térmicos;

d)

calça para proteção das pernas contra umidade proveniente de

operações com uso de água.

H - EPI PARA PROTEÇÃO DO CORPO INTEIRO

 

H.1 - Macacão

a)

macacão para proteção do tronco e membros superiores e

inferiores contra agentes térmicos;

b)

macacão para proteção do tronco e membros superiores e

inferiores contra agentes químicos;

c)

macacão para proteção do tronco e membros superiores e

inferiores contra umidade proveniente de operações com

uso de água.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ H.2 - Vestimenta de corpo

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H.2 - Vestimenta de corpo inteiro

  • a) vestimenta para proteção de todo o corpo contra riscos de origem

química;

  • b) vestimenta para proteção de todo o corpo contra umidade

proveniente de operações com água;

  • c) vestimenta condutiva para proteção de todo o corpo contra

choques elétricos.

I - EPI PARA PROTEÇÃO CONTRA QUEDAS COM DIFERENÇA DE NÍVEL

I.1 - CINTURAO DE SEGURANÇA COM Dispositivo trava-queda

  • a) cinturão de segurança com dispositivo trava-queda para proteção

do usuário contra quedas em operações com movimentação vertical ou horizontal.

I.2 - Cinturão DE SEGURANÇA COM TALABARTE

  • a) cinturão de segurança COM TALABARTE para proteção do usuário

contra riscos de queda em trabalhos em altura;

  • b) cinturão de segurança COM TALABARTE para proteção do usuário

contra riscos de queda no posicionamento em

trabalhos em altura”

ANEXO II

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ RISCOS AMBIENTAIS RISCOS AMBIENTAIS São

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RISCOS AMBIENTAIS

RISCOS AMBIENTAIS São considerados riscos ambientais os agentes físicos, químicos, biológicos, de acidentes e ergonômicos existentes nos ambientes de trabalho e capazes de causar danos à saúde do trabalhador em função de sua natureza, concentração ou intensidade e tempo de exposição. A Legislação determina que os agentes nocivos devem ser ELIMINADOS ou CONFINADOS no ambiente de trabalho. Além disso, impõe às empresas o pagamento do adicional de insalubridade, sempre que os níveis encontrados no ambiente de trabalho não estejam em acordo com as normas emitidas pelo Ministério do Trabalho e Previdência Social. O pagamento adicional não isenta as empresas de fornecerem Equipamentos de Proteção Individual e deverão ser esgotados todos os meios disponíveis para controle dos riscos ambientais, não se coadunando a prática de pagar o adicional de insalubridade e não cuidar para que os agentes agressivos sejam eliminados do ambiente. O uso do EPI não elimina os agentes nocivos do ambiente de trabalho, apenas controla a exposição dentro dos parâmetros estabelecidos pela Legislação de Segurança e Saúde do Trabalho. Daí também a obrigatoriedade do trabalhador em usar o EPI que lhe seja fornecido pela empresa. A Higiene Industrial (no ambiente de trabalho) deve ser vista como meio de promoção do indivíduo e otimização da produção, qualidade e segurança do trabalho. Agentes agressivos inibem o trabalhador e fazem com que as empresas percam seus valiosos recursos humanos com doenças ou acidentes. Deve-se, também, procurar estabelecer, no caso da empresa possuir em sua fase de produção agentes agressivos, uma política de recrutamento e seleção voltada para que não haja

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ agravamento de situação de doença

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

agravamento de situação de doença já existente, através de exames admissionais realizados por Médicos do Trabalho, e adotando-se sistema de exames complementares para cada função na empresa. A CIPA poderá em muito ajudar a combater tal situação, a partir do momento que traz tais assuntos às suas reuniões e que passa a despertar maior interesse de quantos militam na empresa para o problema. Além disso, os membros da CIPA devem adotar uma postura maior de orientação desses riscos ao trabalhador e o que representam para eles e sua família. O avanço tecnológico, com o largo emprego de maquinários associados a produtos químicos, deve servir para uma atenção maior quanto ao risco de acidentes do trabalho e doenças profissionais, as quais podem ser evitadas por um trabalho prevencionista na empresa a partir da CIPA, quando não houver na empresa pessoal especializado (Médicos do Trabalho, Enfermeiros do Trabalho, Engenheiros de Segurança do Trabalho, Técnicos de Segurança do Trabalho e Auxiliares de Enfermagem do Trabalho) que compõe o SESMT. A verificação da presença desses agentes no ambiente de trabalho, somente pode ser feita com a utilização de instrumentos próprios (na caso de ruído - decibelímetro, no caso de iluminamento - luxímetro etc.) e por profissionais devidamente habilitados pelo MTE. A Produtividade está intimamente ligada ao ambiente de trabalho e aos riscos, pelo que a higiene industrial deve nortear a administração para obter sempre a maior produção na empresa utilizando o instrumental técnico-científico hoje à disposição das organizações. A qualidade e a produtividade não poderão ser efetivadas caso não haja uma filosofia bem implantada e definida de como atingir estes objetivos aliando-os à Segurança.

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ MAPEAMENTO DE RISCOS AMBIENTAIS A

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

MAPEAMENTO DE RISCOS AMBIENTAIS

A Portaria nº 25, de 29/12/94, estabelece a criação do Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - PPRA e altera a portaria nº 5, de 17 de agosto de 1992, que estabeleceu a obrigatoriedade da elaboração de Mapa de Riscos Ambientais, que foi editada como complemento dos dispositivos legais que já determinavam ser do empregador a responsabilidade em adotar medidas para eliminar ou neutralizar a insalubridade e as condições inseguras de trabalho.

A Constituição da República Federativa do Brasil através do inciso XXII do Art. 7º, inclui como direito do trabalhador a redução dos riscos inerentes ao trabalho.

A NR 1 - Disposições Gerais, da Portaria 3214/78, obriga as empresas a adotarem medidas para eliminar ou neutralizar a insalubridade e as condições inseguras de trabalho, informando aos empregados os riscos profissionais dos locais de trabalho.

A NR 5 - Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA, Portaria 3214/78, entre outras atribuições delegadas aos seus membros, enfoca, também, no item 5.1 que a CIPA tem como objetivo observar e relatar condições de risco nos ambientes de trabalho e solicitar medidas para reduzir e até eliminar os riscos existentes e/ou neutralizar os mesmos, ou seja, a prevenção de acidente e doenças decorrentes do trabalho, promovendo a saúde do empregado.

ANEXO IV - MAPA DE RISCOS

1)

Mapa de Riscos tem como objetivos:

a) Reunir as informações necessárias para estabelecer o diagnóstico da situação de segurança e saúde no trabalho na empresa;

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ b) Possibilitar, durante a sua

CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

  • b) Possibilitar, durante a sua elaboração, a troca e

divulgação de informações entre os empregados, bem como

2)

estimular sua participação nas atividades de prevenção. Etapas de elaboração:

  • a) Conhecer o processo de trabalho no local analisado:

    • (a) Os empregados número, sexo, idade, treinamentos profissionais e de segurança e saúde;

    • (b) Os instrumentos e materiais de trabalho;

    • (c) As atividades exercidas;

    • (d) Ambiente.

  • b) Identificar os riscos existentes no local analisado,

  • conforme a classificação da tabela;

    • c) Identificar as medidas preventivas existentes e sua

    eficácia:

    • (a) Medidas de proteção coletiva;

    • (b) Medidas de organização do trabalho;

    • (c) Medidas de proteção individual;

    • (d) Medidas de higiene e confortobanheiro, lavatórios, vestiários, armários, bebedouro, refeitório.

    • d) Identificar os indicadores de saúde:

      • (a) Queixas mais freqüentes e comuns entre os empregados expostos aos mesmos riscos;

      • (b) Acidentes de trabalho ocorridos;

      • (c) Doenças profissionais diagnosticadas;

      • (d) Causas mais freqüentes de ausência ao trabalho.

  • e) Conhecer levantamentos ambientais já realizados no

  • local;

    • (a) Elaborar o Mapa de Riscos, sobre o Lay-Out da empresa, indicando através de círculo:

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ (b) O grupo a que

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

    • (b) O grupo a que pertence o risco, de acordo com a cor padronizada na Tabela I;

    (c) Número de empregados expostos ao risco, o qual deve ser anotado dentro do círculo;

    • (d) A especificação do agente (por exemplo: químico - sílica, hexano, ácido clorídrico; ou ergonômico - repetitividade, ritmo excessivo) que deve ser anotada também dentro do círculo;

    • (e) A intensidade do risco, de acordo com a percepção

    3)

    dos empregados, que deve ser representada por tamanhos proporcionalmente diferentes de círculos. Depois de discutido e aprovado pela CIPA, o Mapa de

    Risco, completo ou setorial, deverá ser afixado em cada local analisado, de forma claramente visível e de fácil acesso para os

     

    empregados.

    4)

    No caso das empresas da indústria da construção, o Mapa

    de Risco do estabelecimento deverá ser realizado por etapa de execução dos serviços; devendo ser revisto sempre que um

    fato novo e superveniente modificar a situação de riscos estabelecida.

    Membros de CIPA fazendo os levantamentos necessários à confecção do Mapa de Riscos Ambientais

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ TABELA (ANEXO IV) CLASSIFICAÇÃO DOS

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

    TABELA (ANEXO IV)

    CLASSIFICAÇÃO DOS PRINCIPAIS RISCOS OCUPACIONAIS EM GRUPOS, DE ACORDO COM A SUA NATUREZA E A PADRONIZAÇÃO DAS CORES CORRESPONDENTES

    GRUPO 1

    GRUPO 2

    GRUPO 3

    GRUPO 4

    GRUPO 5

    VERDE

    VERMELHO

    MARROM

    AMARELO

    AZUL

     

    RISCOS

    RISCOS

    RISCOS

    RISCOS

    RISCOS FÍSICOS

    QUÍMICOS

    BIOLÓGICOS

    ERGONÔMICOS

    ACIDENTES

         

    Esforço físico

     

    intenso

    Arranjo físico

    inadequado

    Levantamento e

    Máquinas e

    transporte

    equipamentos

    manual de peso

    sem proteção

    Ruídos

    Poeiras

    Exigência de

    postura

    Ferramentas

    Vibrações

    Fumos

    inadequada

    inadequadas ou

    Radiações

    Ionizantes

    Névoas

    Neblina

    Vírus

    Bactérias

    Controle rígido de produtividade

    defeituosas

    Iluminação

    inadequada

    Radiações não

    Gases

    Protozoários

    Imposição de

    Eletricidade

    Ionizantes

    Vapores

    Fungos

    ritmos excessivos

    Probabilidade de

    Armazenamento

    Frio

    Substâncias

    Parasitas

    Trabalho em turno e noturno

    incêndio ou

    Calor

    Pressões

    compostas ou

    produtos

    Bacilos

    Jornadas de

    explosão

    anormais

    químicos em

    trabalho

    inadequado

    Umidade

    geral

    prolongadas

    Animais

    Monotonia e

    repetividade

    peçonhentos

    Outras situações causadoras de stress físico e/ou psíquico

    Outras situações causadoras de stress físico e/ou psíquico

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ ALGUNS RISCOS E CONSEQÜÊNCIAS POSSÍVEIS

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

    ALGUNS RISCOS E CONSEQÜÊNCIAS POSSÍVEIS

    RISCOS FÍSICOS

    AGENTES E CONSEQÜÊNCIAS POSSÍVEIS

    Ruídos

    Cansaço, irritação, dores de cabeça, diminuição da audição, aumento da pressão arterial, problemas do aparelho digestivo, taquicardia, perigo de infarto, surdez.

    Vibrações

    Cansaço, irritação, dores nos membros, dores na coluna, doença do movimento, artrite, problemas digestivos, lesões ósseas, lesões dos tecidos moles, lesões circulatórias etc.

    Radiações ionizantes

    Alterações celulares, câncer, fadiga, problemas visuais, acidentes de trabalho.

    Radiações não ionizantes

    Queimaduras, lesões nos olhos, na pele e em outros órgãos.

    Frio

    Afecções do aparelho respiratório, engeladura, gangrena, doenças reumáticas etc.

    Calor

    Taquicardia, aumento da pulsação, cansaço, irritação, prostração térmica, choque térmico, fadiga térmica, perturbações das funções digestivas, hipertensão etc.

    Pressões anormais

    Fadigas, aumento da freqüência cardíaca e respiratória, anoxia, hiperglobulia, hemorragia, zumbidos, ruptura dos tímpanos, vertigens, dor nos ossos e dentes, intoxicação por CO (Monóxido de Carbono), asfixia, palidez e diminuição do pulso.

    Umidade

    Doenças do aparelho respiratório, quedas, doenças da pele, doenças circulatórias.

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    ALGUNS RISCOS E CONSEQÜÊNCIAS POSSÍVEIS

    RISCOS ERGONÔMICOS

    AGENTES E CONSEQÜÊNCIAS POSSÍVEIS

    Esforço físico intenso

    Cansaço, dores musculares, fraqueza, hipertensão arterial, úlcera duodenal, doenças do sistema nervoso, alterações do ritmo normal de sono e acidentes.

    Levantamento e transporte manual de peso

    Problemas de coluna, hérnias etc.

    Exigências de postura inadequada

    Fadiga, dores musculares, problemas de coluna etc.

    Controle rígido de produtividade, imposição de ritmos excessivos, trabalho em turno e noturno, jornadas prolongadas, monotonia e repetitividade, outras situações causadoras de stress físico e/ou psíquico.

    Cansaço, dores musculares, fraqueza, alterações do sono, da libido e da vida social com reflexos na saúde e no comportamento, hipertensão arterial, taquicardia, angina, infarto, diabetes, asma, doenças nervosas, doenças do aparelho digestivo (gastrite, úlcera etc.) tensão, ansiedade, medo etc.

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    ALGUNS RISCOS E CONSEQÜÊNCIAS POSSÍVEIS

    RISCOS QUÍMICOS

    AGENTES E CONSEQÜÊNCIAS POSSÍVEIS

    Poeiras Minerais Ex:

     

    sílica, asberto, carvão mineral

    Silicose (quartzo), asbestose (amianto), pneumoconiose, dos minérios de carvão (mineral).

    Poeiras vegetais Ex.:

     

    algodão, bagaço de cana-de-açúcar

    Bissinose (algodão), bagaçose (cana-de-açúcar).

    Poeiras Alcalinas Ex.:

    Doença pulmonar obstrutiva crônica, enfisema pulmonar.

    calcário

    Poeiras incômodas

    Podem interagir com outros agentes prejudiciais presentes no ambiente de trabalho, aumentando a sua nocividade.

    Fumos Metálicos

    Doença pulmonar obstrutiva, febre de fumos metálicos, intoxicação específica de acordo com o metal.

     

    Ácido clorídrico, ácido sulfúrico, soda cáustica, cloro - irritação das vias aéreas superiores.

    Hidrogênio, nitrogênio, hélio, metano, acetileno, dióxido de carbono, monóxido de carbono - dor de cabeça, náuseas, sonolência, convulsões, coma, morte.

    Névoas, Neblinas Gases e Vapores

    Butano, propano, aldeídos, cetonas, cloreto de carbono, tricloroetileno, benzeno, tolueno, álcoois, percloroetileno, xileno - ação depressiva sobre o sistema nervoso, danos aos diversos órgãos, ao sistema formador do sangue.

    Substâncias, Compostos ou Produtos Químicos em Geral

    Intoxicação das vias respiratórias e digestivas, irritação à pele, aos olhos e à mucosa.

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    ALGUNS RISCOS E CONSEQÜÊNCIAS POSSÍVEIS

    RISCOS BIOLÓGICOS

    AGENTES E CONSEQÜÊNCIAS POSSÍVEIS

    Bacilos, Bactérias, Fungos, Protozoários, Parasitas, Vírus

    Tuberculose, intoxicação alimentar, brucelose, malária, febre amarela.

    ALGUNS RISCOS E CONSEQÜÊNCIAS POSSÍVEIS

    RISCOS DE ACIDENTES

    AGENTES E CONSEQÜÊNCIAS POSSÍVEIS

    Arranjo físico inadequado

    Acidente, desgaste físico excessivo.

    Máquinas e equipamentos sem proteção

    Acidentes graves.

    Ferramentas defeituosas ou inadequadas

    Acidentes, principalmente nos membros superiores.

    Iluminação inadequada

    Fadiga, problemas visuais, acidentes de trabalho, ofuscamento.

    Eletricidade

    Curto-circuito, choque elétrico, incêndio, queimaduras, acidentes fatais.

    Probabilidade de incêndio e explosão

    Danos pessoais e materiais.

    Armazenamento inadequado

    Incêndios, explosões.

    Animais peçonhentos

    Envenenamento, dor local e/ou morte.

    Outras situações de risco que poderão contribuir para a ocorrência de acidentes

    Tipos diversos de acidentes e/ou doenças profissionais.

    EPI inadequado ao risco

     
    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ Acidentes, doenças profissionais. Edificações com

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    Acidentes, doenças profissionais.

    Edificações com defeitos de construção a exemplo de piso com desníveis, escadas fora de especificação, ausência de saídas de emergência, mezaninos sem proteção, passagens sem a altura necessária.

    Quedas, acidentes.

    Matéria-prima sem especificação e inadequada

    Acidentes, doenças profissionais, queda de qualidade de produção.

    Falta de sinalização das saídas de emergência, da localização de escadas e caminhos de fuga, alarmes, extintores de incêndios

    Ações desorganizadas nas emergências, acidentes.

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ MEDIDAS DE CONTROLE DOS RISCOS

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    MEDIDAS DE CONTROLE DOS RISCOS

    São medidas adotadas para eliminar ou atenuar os riscos detectados no ambiente de trabalho. Essas medidas tanto podem ser de Proteção Coletiva como de Proteção Individual.

    Exemplos de Medidas de Proteção Coletiva:

    • a) Mudança de métodos e/ou processos de trabalho;

    • b) Mudança de Lay-Out;

    • c) Mudança de matéria-prima agressiva à saúde;

    • d) Instalação de Equipamentos de Proteção Coletiva.

    Exemplos de Medidas de Proteção Individual:

    • a) Seleção adequada do empregado para cada atividade;

    • b) Rodízio do pessoal, com limitação do tempo de exposição;

    • c) Fornecimento de antídotos (sal para trabalhos com

    exposição a calor excessivo etc.);

    • d) Implantação do uso de Equipamentos de Proteção

    Individual.

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ Fundamentos da Engenharia de Segurança

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    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ Fundamentos da Engenharia de Segurança
    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO CÓDIGO DE

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    PREVENÇÃO CONTRA INCÊNDIO

    CÓDIGO DE SEGURANÇA CONTRA INCÊNDIO E PÂNICO

    1.1- PROTEÇÃO CONTRA INCÊNDIOS O problema da proteção contra incêndio apresenta-se em quatro aspectos distintos e importantes:

    • Prevenção de Incêndios;

    • Salvamento de Vidas;

    • Combate ao Fogo;

    • Proteção Patrimonial.

    Todos os problemas se interligam entretanto, indiscutivelmente, quanto mais perfeita a PREVENÇÃO DE INCÊNDIO tanto menores serão as oportunidades do surgimento de um incêndio e, conseqüentemente, menores as possibilidades de se empregar e se envolver com o combate ao fogo, o salvamento de vidas e com a

    proteção patrimonial. Fica claro, portanto, a importância da PREVENÇÃO DE INCÊNDIO.

    1.2 - PREVENÇÃO DE INCÊNDIOS Compreende uma série de medidas, uma determinada distribuição de equipamentos de detecção e combate a incêndios, treinamento de pessoal, vigilância contínua, a ocupação dos locais considerando suas particularidades (andares, salas, máquinas, equipamentos, material estocado, etc.) e periculosidade, a arrumação geral e a limpeza, visando:

    • Impedir o aparecimento de princípios de incêndio;

    • Detectar o incêndio o mais rápido possível;

    • Dificultar sua propagação;

    • Facilitar o combate a este em sua fase inicial.

    A PREVENÇÃO DE INCÊNDIO, portanto, pode ser encarada como um conjunto de providências, desde as mais simples, como a

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ limpeza do local, até as

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    limpeza do local, até as mais complexas, como instalação de equipamentos automáticos para detecção e combate a incêndios

    (detectores de fumaça, “sprinkler”, sistemas de alarme, etc.).

    A prevenção se faz quando se exige postura prevencionista dos responsáveis pelos diversos setores. Desta forma estaremos evitando, por exemplo, o armazenamento indevido de material combustível e/ou inflamável em local impróprio, a sobrecarga de instalações elétricas, o hábito de fumar em determinados locais e assim por diante. A prevenção é problema que deve ser encarado por todos, independente da função que desempenha como membro da organização, com a mesma seriedade, desde o momento em que se planeja a atividade e o local de trabalho devendo se estender ao seu lar.

    Deve ainda merecer consideração, com relação à Prevenção de Incêndios, a correta instalação (tipo e quantidade) e a manutenção dos equipamentos destinados ao combate a incêndios (no nosso caso extintores portáteis e hidrantes de parede), que deverão sempre ser mantidos em condições de uso, distribuídos de tal maneira que estejam sempre à mão dos operadores e que não tenham seu acesso obstruído (por depósito de materiais, equipamentos, descontinuidade do local, fogo, etc.), além de estarem sempre bem sinalizados, permitindo fácil visualização. Por isso são alocados em áreas previamente definidas, somente sendo justificável sua retirada ou interrupção de funcionamento; nas seguintes condições:

    • Para uso em combate a incêndio;

    • Para manutenção ou teste;

    • Para repor condições de uso (recarga).

    Nestes casos devem ser substituídos por extintores reservas até o retorno dos determinados para os locais em questão.

    Todo o aparelhamento de combate a incêndio, para atingir

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ sua finalidade, deverá ser operado

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    sua finalidade, deverá ser operado por empregados que conheçam os procedimentos básicos de combate à incêndio. Os empregados deverão ser treinados a como abandonar os locais de trabalho, em caso de emergência, de forma ordenada, evitando pânico. Deverá ser adotado como procedimento padrão, a revisão periódica (inspeções / manutenção) em instalações elétricas que, sem dúvida, arcam com a responsabilidade da grande maioria dos casos de incêndio. Em hipótese alguma devem ser admitidas instalações elétricas provisórias, fusíveis engatilhados, linhas sobrecarregadas, defeitos ou falhas de isolamento, etc. 1.3- SALVAMENTO DE VIDAS Paralelamente à "Prevenção de Incêndio", devem ser equacionados os problemas de SALVAMENTO DE VIDAS durante o incêndio. Conseqüentemente os prédios devem ser construídos atendendo as técnicas modernas de resistência ao fogo. Por este motivo, devemos estudar a possibilidade de equipar o prédio com meios que possibilitem aos seus usuários, em caso de emergência, abandoná-lo com absoluta segurança e de forma rápida, alcançando a via pública por seus próprios meios. São estes:

    • Luzes de emergência;

    • Saídas de emergência;

    • Portas e divisórias que retardem ou impeçam a propagação do fogo;

    • Sinalização clara e bem visível;

    • Estudo de área de refúgio (onde o pessoal impossibilitado

    de se locomover possa aguardar os bombeiros para serem retirados). Os empregados deverão ser instruídos de como evacuar as instalações da Cia, que deverá ser feita de forma ordenada e acelerada, adotando para isso, um procedimento padrão. Para isso deverá haver um PLANO DE ESCAPE , cujo objetivo é proporcionar a

    máxima segurança aos que se encontram em máxima situação de

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ risco e facilitar a atuação

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    risco e facilitar a atuação dos bombeiros. 1.4- COMBATE AO FOGO Após ser detectado o princípio de incêndio, É PRIMORDIAL QUE SE CHAME IMEDIATAMENTE O CORPO DE BOMBEIROS. O combate ao fogo envolve o treinamento teórico e prático, onde se dá o manuseio do material de extinção de incêndio, o seu emprego enfim, o preparo de todo o pessoal. Isto requer, inclusive, treinamento prático regular com o material de combate a incêndio disponível no local, no período da recarga e quando substituído pelos reservas.

    1.4.1 - PRINCÍPIOS TEÓRICOS BÁSICOS 1.4.1.1- NOÇÕES SOBRE INCÊNDIO O fogo, elemento básico de todo incêndio pode ser definido como uma reação química entre dois reagentes, mediante uma condição favorável. Os reagentes são o COMBUSTÍVEL e o COMBURENTE e a condição favorável é o CALOR. Existe ainda a REAÇÃO EM CADEIA.Quando estas partes se integram, proporcionalmente, obtém-se uma resultante que é a combustão.

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ risco e facilitar a atuação
    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ Basta separar ou isolar qualquer

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    Basta separar ou isolar qualquer um dos componentes para cessar a combustão.

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ Basta separar ou isolar qualquer

    Processos de extinção: São basicamente 3 (três):

    • ABAFAMENTO:

      • consiste na interrupção da ação do oxigênio.

    • RESFRIAMENTO:

      • consiste na redução da quantidade de calor presente na reação.

    • ISOLAMENTO:

      • consiste na retirada da parte combustível do processo.

    Quando utilizamos um simples extintor ou grande aparato de combate, utilizamos um ou mais desses processos de extinção.

    Classes de incêndio Os incêndios, para efeito de combate, são grupados em classes distintas: classes A, B, C e D. Classe A: Incêndios em elementos combustíveis que deixam resíduos sólidos (cinzas) após a sua queima. Ex.:

    madeira, papel, couro, tecidos e etc.

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ  Classe B: Incêndios em

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    • Classe B: Incêndios em elementos combustíveis cuja queima se processa em sua superfície, não produzindo resíduos sólidos. Ex.: líquidos inflamáveis (gasolina, tintas, solventes, álcool e etc.).

    • Classe C: Incêndios em equipamentos elétricos energizados. Ex.: Ar condicionado, cafeteiras, estufas e etc

    • Classe D: Incêndios em elementos pirofóricos. Ex.:

    magnésio, zircônio, titânio e etc. Obs. 1: caso a combustão ocorra em um equipamento elétrico não energizado o incêndio será considerado como de classe A. Obs. 2: no caso das instalações da Comlurb, um incêndio pode ocorrer, principalmente, observadas as classes A e C. Veja o quadro a seguir para conhecimento e utilização correta do agente extintor.

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ  Classe B: Incêndios em
    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ  Classe B: Incêndios em

    Agentes extintores A água é o agente extintor universal, NUNCA use água em

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ incêndios classe C (equipamentos elétricos

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    incêndios classe C (equipamentos elétricos energizados), ela é condutora de energia. A água atua pelo processo de resfriamento e em casos específicos pode atuar por abafamento. O Dióxido de

    Carbono (C02) pode ser usado nas três classes (na classe A com menos eficiência). O Pó Químico Seco (PQS) também atua nas três classes sua base é o bicarbonato de sódio e age por abafamento. A espuma pode ser obtida por processo físico-químico, também atua por abafamento, sendo específica para as classes A e B. Esses agentes extintores são os que equipam os extintores instalados em toda a empresa. 1.4.1.2- SISTEMAS PREVENTIVOS Os equipamentos de combate a incêndio empregados em toda a Cia são os seguintes:

    Extintores portáteis Encontram-se dispostos em pontos estratégicos e constituem um eficiente equipamento para combater princípios de incêndio. A sua eficiência é proporcional ao seu conhecimento sobre como usá-lo corretamente. As instruções para uso no rótulo dos extintores. Modo de usar - resumo Extintor de “Água Pressurizada” (AP) ou “Água-Gás” (AG)

    • Levar o extintor ao local do fogo

    • Observar a direção do vento

    • Acionar o extintor

    • Atacar o fogo. Procurar cobrir toda a área atingida com movimentos rápidos da mão para direita e esquerda.

    Extintor de Pó Químico (PQS)

    • Levar o extintor ao local do fogo

    • Observar a direção do vento

    • Acionar o extintor

    • Atacar o fogo. Procurar cobrir toda a área atingida com movimentos rápidos da mão da esquerda para a

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ  direita. Extintor de Dióxido

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    direita. Extintor de Dióxido de Carbono (C02)

    • Levar o extintor ao local do fogo

    • Puxar a trava de segurança

    • Apontar o esguicho para a base das chamas

    • Apertar o gatilho até o fim.

    • 1.4.1.3 - INSPEÇÃO DOS EXTINTORES Todo extintor deverá ter uma etiqueta de identificação presa a seu bojo; com a data em que foi carregado, data para recarga e nº de identificação. Cada extintor deverá ser inspecionado visualmente a cada mês, examinando-se o seu aspecto externo, os lacres, os manômetros quando o extintor for do tipo pressurizado, verificando se o bico e a válvula de alívio não estão entupidos. Quando um extintor estiver vazio ou danificado, deverá ser feita a solicitação de recarga ou reparo do mesmo ao órgão competente da própria Cia.

    • 1.4.1.4 - LOCALIZAÇÃO E SINALIZAÇÃO DOS EXTINTORES

    Os extintores deverão ser colocados em locais:

    • de fácil visualização;

    • de fácil acesso;

    • onde haja menos probabilidade de o fogo bloquear o seu acesso.

    • Os locais destinados aos extintores devem ser demarcados no piso por uma faixa pintada em vermelho e nas paredes, por uma seta larga, vermelha com bordas amarelas.

    • Os extintores não deverão ter sua parte superior a mais de 1,60 m de altura do piso; ser localizados nas paredes das escadas ou encobertos por pilhas de material.

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ 1.4.1.5 – TREINAMENTO PRÁTICO O

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    1.4.1.5 TREINAMENTO PRÁTICO O treinamento prático deve conter:

    • Uso de extintores;

    • Prática de proteção de máquinas e equipamentos;

    • Inspeções de segurança (prevenção de incêndios);

    • Simulação do plano de escape (com todos os empregados

    do local). TÉCNICA:

    Compreende a maneira como são usados, acertadamente, todos os meios disponíveis para efetivo combate ao incêndio (conforme treinamentos realizados).

    1.5- ISOLAMENTO Denomina-se isolamento tudo que se faz para eliminar ou minimizar os estragos materiais provocados pelo fogo e/ou pela aplicação dos agentes extintores durante o incêndio. Esta prática é motivada para que, durante a ação de combate ao incêndio, os empregados trabalhem paralelamente na redução de estragos e proteção a máquinas, equipamentos, documentos, arquivos, etc., não atingidos pelo fogo ou pelo agente extintor. Pode ser feito com a utilização de sacos, lonas, canos, madeiras, etc., normalmente utilizados para outra finalidade e que estejam disponíveis, de modo a evitar o contato ou ainda possibilitar a locomoção para área segura. O isolamento de material combustível, além de constituir prática extintora, poderá salvá-los da destruição. O escoramento do prédio em área que ameace desmoronamento também é uma prática de proteção.

    • Escada

    As instalações da Cia que possuírem escada de acesso aos andares deverão em caso de incêndio, usá-las para abandono do

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ prédio, conforme descrito no plano

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    prédio, conforme descrito no plano de escape. Não existem portas corta fogo porém as portas existentes retardam a propagação do fogo.

    O combate ao incêndio compreende múltiplos e complexos trabalhos destinados a dominar um sinistro, com o objetivo de controlar o fogo em tempo oportuno e o mais breve possível, extinguindo-o completamente e minimizando os prejuízos. A organização dos trabalhos é um elemento básico para se alcançar êxito. O combate ao fogo pode ser dividido em três fases:

    1) - PREPARAÇÃO:

    É levada a efeito antes do fogo se manifestar, compreende os meios disponíveis preventivos - é a PREVENÇÃO; 2) - TÁTICA:

    Compreende o estudo do emprego adequado, no momento do fogo, de todos os meios providenciados na preparação, com o intuito de obter a máxima eficiência. Neste tópico entram o treinamento, o equipamento de combate disponível, as reservas de água, o local, a quantidade de material combustível (existente ou estocado), o tempo decorrido do início do incêndio, a propagação do fogo durante este tempo, a velocidade de combustão e o calor. Neste momento do incêndio, deverá ser feito um reconhecimento e verificado:

    • A) Se há pessoas a retirar;

    • B) Certificar-se sobre o que queima (normalmente já deve saber) e sua exata localização;

    • C) Verificar as possibilidades de propagação do fogo;

    • D) Verificar o foco do incêndio e sua extensão;

    • E) Verificar os acessos e pontos onde iniciar o ataque ao incêndio (caso seja mais de um).

    3) COMBATE:

    Imediatamente

    após

    estas

    verificações,

    deverá

    ser

    dado

    ordens considerando as observações feitas, principalmente em

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ relação aos itens "A" e

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    relação aos itens "A" e "B". Deverão ser avaliados aos perigos (intoxicações, queimaduras, desabamentos, quedas, etc.) a que ficarão expostos os empregados ao executarem as primeiras medidas. Se tem condições de realizar o combate inicial até a chegada dos bombeiros profissionais. Dada a ordem de combate, este deve ser conduzido diretamente ao foco, atacando-o de forma apropriada, conforme as condições, para cortar seu alastramento.

    os meios disponíveis preventivos dos quais o principal é a PREVENÇÃO.

    • 10 O que é TÁTICA?

    Compreende o estudo do emprego adequado, no momento do fogo, de todos os meios providenciados na preparação, com o intuito de obter a máxima eficiência. Neste tópico entram o treinamento, o equipamento de combate disponível, as reservas de água, o local, a quantidade de material combustível (existente ou estocado), o

    tempo decorrido do início do incêndio, a propagação do fogo durante este tempo, a velocidade de combustão e o calor.

    • 10 O que é COMBATE?

    Imediatamente após estas verificações, deverá ser dado ordens considerando as observações feitas, principalmente em relação aos itens "A" e "B". Deverão ser avaliados aos perigos (intoxicações, queimaduras, desabamentos, quedas, etc.) a que ficarão expostos os empregados ao executarem as primeiras medidas. Se tem condições de realizar o combate inicial até a chegada dos bombeiros profissionais. Dada a ordem de combate, este deve ser conduzido diretamente ao foco, atacando-o de forma apropriada, conforme as condições, para cortar seu alastramento.

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ NR 26 - SINALIZAÇÃO DE

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    NR 26 - SINALIZAÇÃO DE SEGURANÇA CONFORME NORMA NBR 7195 CORES PARA SEGURANÇA

    • 1 Objetivo Esta Norma fixa as cores que devem ser usadas para prevenção de

    acidentes, empregadas para identificar e advertir contra riscos.

    • 2 Condições gerais

      • 2.1 A indicação dos riscos por meio de cores não dispensa o emprego

    de outras formas de prevenção de acidentes.

    • 2.2 Com exceção das cores verde, branca e preta, as demais cores

    padronizadas nesta Norma não devem ser utilizadas na pintura do corpo de máquinas.

    • 3 Condições específicas

    3.1

    Cores

    As cores adotadas nesta Norma são as seguintes:

     
    • a) vermelha;

    • b) alaranjada;

     
    • c) amarela;

    • d) verde;

    • e) azul;

     
    • f) púrpura;

    • g) branca;

    • h) preta.

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ 3.1.1 Vermelha 3.1.1.1 É a

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

    • 3.1.1 Vermelha

      • 3.1.1.1 É a cor empregada para identificar e distinguir equipamentos

    de proteção e combate a incêndio, e sua localização, inclusive portas

    de saída de emergência. Os acessórios destes equipamentos, como válvulas, registros, filtros, etc., devem ser identificados na cor Amarela.

    • 3.1.1.2 A cor vermelha não deve ser usada para assinalar perigo.

    • 3.1.1.3 A cor vermelha também é utilizada em sinais de

    parada obrigatória e de proibição, bem como nas luzes de

    sinalização de tapumes, barricadas, etc., e em botões interruptores para paradas de emergência.

    • 3.1.1.4 Nos equipamentos de soldagem oxiacetilênica, a

    mangueira de acetileno deve ser de cor vermelha (e a de oxigênio de cor verde).

    • 3.1.2 Alaranjada

    É a cor empregada para indicar “perigo”. É utilizada, por

    exemplo, em:

    a) partes móveis e perigosas de máquinas e equipamentos; b) faces e proteções internas de caixas de dispositivos elétricos que possam ser abertas; c) equipamentos de salvamento aquático, como bóias circulares, coletes salva-vidas, flutuadores salva-vidas e similares.

    • 3.1.3 Amarela

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ É a cor usa da

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

    É a cor usada para indicar “cuidado!”. É utilizada, por exemplo, em:

    • a) escadas portáteis, exceto as de madeira, nas quais a pintura fica

    restrita à face externa até a altura do 3º degrau, para não ocultar eventuais defeitos;

    • b) corrimãos, parapeitos, pisos e partes inferiores de escadas que

    apresentem riscos;

    • c) espelhos de degraus;

    • d) bordas de portas de elevadores de carga ou mistos, que se fecham

    automaticamente;

    • e) faixas no piso de entrada de elevadores de carga ou mistos e

    plataformas de carga;

    • f) meios-fios ou diferenças de nível onde haja necessidade de chamar

    atenção;

    • g) faixas de circulação conjunta de pessoas e empilhadeiras,

    máquinas de transporte de cargas, etc.;

    • h) faixas em torno das áreas de sinalização dos equipamentos de

    combate a incêndio;

    • i) paredes de fundo de corredores sem saída;

    • j) partes superiores e laterais de passagens que apresentem risco;

      • l) equipamentos de transporte e movimentação de materiais, como

    empilhadeiras, tratores, pontes rolantes, pórticos, guindastes, vagões e vagonetes de uso industrial, reboques, etc., inclusive suas cabines, caçambas e torres;

    • m) fundos de letreiros em avisos de advertência;

    • n) pilastras, vigas, postes, colunas e partes salientes de estruturas e

    equipamentos que apresentem risco de colisão;

    • o) cavaletes, cancelas e outros dispositivos para bloqueio de

    passagem;

    • p) pára-choques de veículos pesados de carga;

    • q) acessórios da rede de combate a incêndio, como válvulas de

    retenção, registros de passagem, etc.;

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ r) faixas de delimitação de

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

    • r) faixas de delimitação de áreas destinadas à armazenagem

      • 3.1.4 Verde

        • 3.1.4.1 É a cor usada para caracterizar “segurança”. É

    empregada para identificar:

    • a) localização de caixas de equipamentos de pri-meiros

    socorros;

    • b) caixas contendo equipamentos de proteção individual;

    • c) chuveiros de emergência e lava-olhos;

    • d) localização de macas;

    • e) faixas de delimitação de áreas seguras quanto a riscos mecânicos;

    • f) faixas de delimitação de áreas de vivência (áreas

    para fumantes, áreas de descanso, etc.);

    • g) sinalização de portas de entrada das salas de atendimento de

    urgência;

    • h) emblemas de segurança.

      • 3.1.4.2 Nos equipamentos de soldagem oxiacetilênica, a mangueira de

    oxigênio deve ser de cor verde (e a de acetileno de cor vermelha).

    3.1.5

    Azul

    É a cor empregada para indicar uma ação obrigatória, como,

     

    por exemplo:

    • a) determinar o uso de EPI (Equipamento de Proteção Individual)

    (por exemplo: “Use protetor auricular”);

    • b) impedir a movimentação ou energização de equipamentos (por

    exemplo: “Não ligue esta chave”, “Não acione”).

    • 3.1.6 Púrpura

    É a cor usada para indicar os perigos provenientes das radiações

    eletromagnéticas penetrantes e partículas nucleares. É empregada, por exemplo, em:

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ a) portas e aberturas que

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    • a) portas e aberturas que dão acesso a locais onde se manipulam ou

    armazenam materiais radioativos ou contaminados por materiais

    radioativos;

    • b) locais onde tenham sido enterrados materiais radioativos e

    equipamentos contaminados por materiais radioativos;

    • c) recipientes de materiais radioativos ou refugos de materiais

    radioativos e equipamentos contamina-dos por materiais radioativos;

    • d) sinais luminosos para indicar equipamentos produtores de

    radiações eletromagnéticas penetran-tes e partículas nucleares.

    • 3.1.7 Branca

    É a cor empregada em:

    • a) faixas para demarcar passadiços, passarelas e corredores pelos

    quais circulam exclusivamente pessoas;

    • b) setas de sinalização de sentido e circulação;

    • c) localização de coletores de resíduos;

    • d) áreas em torno dos equipamentos de socorros

    de urgência e outros equipamentos de emergên-cia;

    • e) abrigos e coletores de resíduos de serviços de saúde.

      • 3.1.8 Preta

    É a cor empregada para identificar coletores de resíduos,

    exceto os de origem de serviços de saúde. 3.2 Cores de contraste

    • 3.2.1 Recomenda-se o uso das cores de contraste da Tabela, para se

    melhorar a visibilidade da sinalização.

    • 3.2.2 As cores de contraste também podem ser usadas na forma de

    listas ou quadrados, para destacar a visibilidade, porém a sua área

    não pode ultrapassar 50% da área total.

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ 3.3 Especificação das cores 3.3.1

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    • 3.3 Especificação das cores

      • 3.3.1 A especificação das cores constantes nesta Norma obedece aos

    seguintes padrões Munsell(2):

    • a) vermelha: 5 R 4/14;

    • b) alaranjada: 2.5 YR 6/14;

    • c) amarela: 5 Y 8/12;

    • d) verde: 10 GY 6/6;

    • e) azul: 2.5 PB 4/10;

    • f) púrpura:10 P 4/10; 2.5 RP 4/10.

      • 3.3.2 A comparação com os padrões adotados deve ser feita sob a luz

    do dia. Quando for utilizada luz artificial, esta deve ser, necessariamente, um iluminante branco.

    3.4 Tolerâncias São admissíveis pequenas variações nos três atributos da cor (tonalidade ou hue; luminosidade ou value; saturação ou chroma). As referências de 3.3 destinam-se mais a evitar que se use, indiferentemente, qualquer uma das inúmeras cores que correspondem a uma mesma denominação (vermelho, por exemplo), do que à necessidade de estabelecer um padrão rigoroso, na prática sem benefício ponderável à segurança.

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ Tabela – Cores de contraste

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

    Tabela Cores de contraste

    Cor de segurança

    Cor de contraste

    Vermelha

    Branca

    Alaranjada

    Preta

    Amarela

    preta

    Verde

    Branca

    Púrpura

    Branca

    Branca

    Preta

    Preta

    Branca

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ NR-33 SEGURANÇA E SAÚDE NOS

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

    NR-33 SEGURANÇA E SAÚDE NOS TRABALHOS EM ESPAÇOS CONFINADOS

    33.1 Objetivo e Definição

    33.1.1 Esta Norma tem como objetivo estabelecer os requisitos mínimos para identificação de espaços confinados eo reconhecimento, avaliação, monitoramento e controle dos riscos existentes, de forma a garantir permanentemente a segurança e saúde dos trabalhadores que interagem direta ou indiretamente nestes espaços.

    33.1.2 Espaço Confinado é qualquer área ou ambiente não projetado para ocupação humana contínua, que possua meios limitados de entrada e saída, cuja ventilação existente é insuficiente para remover contaminantes ou ondepossa existir a deficiência ou enriquecimento de oxigênio.

    33.2 Das Responsabilidades

    • 33.2.1 Cabe ao Empregador:

      • a) indicar formalmente o responsável técnico pelo

    cumprimento desta norma;

    • b) identificar os espaços confinados existentes no

    estabelecimento;

    • c) identificar os riscos específicos de cada espaço confinado;

    • d) implementar a gestão em segurança e saúde no trabalho em

    espaços confinados, por medidas técnicas de prevenção, administrativas, pessoais e de emergência e salvamento, de forma a garantir permanentemente ambientes com condições adequadas de trabalho;

    • e) garantir a capacitação continuada dos trabalhadores sobre

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ os riscos, as medidas de

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

    os riscos, as medidas de controle, de emergência e salvamento em espaços confinados;

    • f) garantir que o acesso ao espaço confinado somente ocorra

    após a emissão, por escrito, da Permissão de Entrada e Trabalho, conforme modelo constante no anexo II desta NR;

    • g) fornecer às empresas contratadas informações sobre os

    riscos nas áreas onde desenvolverão suas atividades e exigir a capacitação de seus trabalhadores;

    • h) acompanhar a implementação das medidas de segurança e

    saúde dos trabalhadores das empresas contratadas provendo os

    meios e condições para que eles possam atuar em conformidade com esta NR;

    • i) interromper todo e qualquer tipo de trabalho em caso de

    suspeição de condição de risco grave e iminente,procedendo ao

    imediato abandono do local; e

    • j) garantir informações atualizadas sobre os riscos e medidas

    de controle antes de cada acesso aos espaços confinados. 33.2.2 Cabe aos Trabalhadores:

    • a) colaborar com a empresa no cumprimento desta NR;

    • b) utilizar adequadamente os meios e equipamentos fornecidos

    pela empresa;

    • c) comunicar ao Vigia e ao Supervisor de Entrada as situações

    de risco para sua segurança e saúde ou de terceiros,que sejam

    do seu conhecimento; e

    • d) cumprir os procedimentos e orientações recebidos nos

    treinamentos com relação aos espaços confinados.

    33.3 Gestão de segurança e saúde nos trabalhos em espaços confinados

    33.3.1 A gestão de segurança e saúde deve ser planejada,

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ programada, implementada e avaliada, incluindo

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

    programada, implementada e avaliada, incluindo medidas técnicas de prevenção, medidas administrativas e medidas pessoais e capacitação para trabalho em espaços confinados. 33.3.2 Medidas técnicas de prevenção:

    • a) identificar, isolar e sinalizar os espaços confinados para

    evitar a entrada de pessoas não autorizadas;

    • b) antecipar e reconhecer os riscos nos espaços confinados;

    • c) proceder à avaliação e controle dos riscos físicos, químicos,

    biológicos, ergonômicos e mecânicos;

    • d) prever a implantação de travas, bloqueios, alívio, lacre e

    etiquetagem;

    • e) implementar medidas necessárias para eliminação ou

    controle dos riscos atmosféricos em espaços confinados;

    • f) avaliar a atmosfera nos espaços confinados, antes da

    entrada de trabalhadores, para verificar se o seu interior é seguro;

    • g) manter condições atmosféricas aceitáveis na entrada e

    durante toda a realização dos trabalhos, monitorando,

    ventilando, purgando, lavando ou inertizando o espaço confinado;

    • h) monitorar continuamente a atmosfera nos espaços

    confinados nas áreas onde os trabalhadores autorizados estiverem desempenhando as suas tarefas, para verificar se as condições de acesso e permanência são seguras;

    • i) proibir a ventilação com oxigênio puro;

    • j) testar os equipamentos de medição antes de cada utilização;

    e

    k) utilizar

    equipamento

    de

    leitura

    direta, intrinsecamente

    seguro, provido de alarme, calibrado e protegido contra emissões eletromagnéticas ou interferências de radiofreqüência. 33.3.2.1 Os equipamentos fixos e portáteis, inclusive os de

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ comunicação e de movimentação vertical

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

    comunicação e de movimentação vertical e horizontal, devem ser adequados aos riscos dos espaços confinados;

    • 33.3.2.2 Em áreas classificadas os equipamentos devem estar

    certificados ou possuir documento contemplado no âmbito do

    Sistema Brasileiro de Avaliação da Conformidade - INMETRO.

    33.3.2.3

    As

    avaliações

    atmosféricas

    iniciais

    devem

    ser

    realizadas fora do espaço confinado.

    • 33.3.2.4 Adotar medidas para eliminar ou controlar os riscos de

    incêndio ou explosão em trabalhos a quente, tais como solda, aquecimento, esmerilhamento, corte ou outros que liberem chama aberta, faíscas ou calor.

    • 33.3.2.5 Adotar medidas para eliminar ou controlar os riscos de

    inundação, soterramento, engolfamento, incêndio, choques elétricos, eletricidade estática, queimaduras, quedas, escorregamentos, impactos, esmagamentos, amputações e outros que possam afetar a segurança e saúde dos trabalhadores.

    33.3.3 Medidas administrativas:

    • a) manter cadastro atualizado de todos os espaços confinados,

    inclusive dos desativados, e respectivos riscos;

    • b) definir medidas para isolar, sinalizar, controlar ou eliminar

    os riscos do espaço confinado;

    • c) manter sinalização permanente junto à entrada do espaço

    confinado, conforme o Anexo I da presente norma;

    • d) implementar procedimento para trabalho em espaço

    confinado;

    • e) adaptar o modelo de Permissão de Entrada e Trabalho,

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ previsto no Anexo II desta

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

    previsto no Anexo II desta NR, às peculiaridades da empresa e dos seus espaços confinados;

    • f) preencher, assinar e datar, em três vias, a Permissão de

    Entrada e Trabalho antes do ingresso de trabalhadores em espaços confinados;

    • g) possuir um sistema de controle que permita a

    rastreabilidade da Permissão de Entrada e Trabalho;

    • h) entregar para um dos trabalhadores autorizados e ao Vigia

    cópia da Permissão de Entrada e Trabalho;

    • i) encerrar a Permissão de Entrada e Trabalho quando as

    operações forem completadas, quando ocorrer uma condição

    não prevista ou quando houver pausa ou interrupção dos trabalhos;

    • j) manter arquivados os procedimentos e Permissões de

    Entrada e Trabalho por cinco anos;

    • k) disponibilizar os procedimentos e Permissão de Entrada e

    Trabalho para o conhecimento dos trabalhadores autorizados, seus representantes e fiscalização do trabalho;

    • l) designar as pessoas que participarão das operações de

    entrada, identificando os deveres de cada trabalhador e

    providenciando a capacitação requerida;

    • m) estabelecer procedimentos de supervisão dos trabalhos no

    exterior e no interior dos espaços confinados;

    • n) assegurar que o acesso ao espaço confinado somente seja

    iniciado com acompanhamento e autorização de supervisão

    capacitada;

    • o) garantir que todos os trabalhadores sejam informados dos

    riscos e medidas de controle existentes no local de trabalho; e

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ p) implementar um Programa de

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    p) implementar um Programa de Proteção Respiratória de acordo com a análise de risco, considerando o local, a complexidade e o tipo de trabalho a ser desenvolvido.

    • 33.3.3.1 A Permissão de Entrada e Trabalho é válida somente

    para cada entrada.

    • 33.3.3.2 Nos estabelecimentos onde houver espaços confinados

    devem ser observadas, de forma complementar a presente NR, os seguintes atos normativos: NBR 14606 Postos de Serviço Entrada em Espaço Confinado; e NBR 14787 Espaço Confinado Prevenção de Acidentes, Procedimentos e Medidas de Proteção, bem como suas alterações posteriores.

    • 33.3.3.3 O procedimento para trabalho deve contemplar, no

    mínimo: objetivo, campo de aplicação, base técnica, responsabilidades, competências, preparação, emissão, uso e cancelamento da Permissão de Entrada e Trabalho, capacitação para os trabalhadores, análise de risco e medidas de controle.

    • 33.3.3.4 Os procedimentos para trabalho em espaços

    confinados e a Permissão de Entrada e Trabalho devem ser avaliados no mínimo uma vez ao ano e revisados sempre que houver alteração dos riscos, com a participação do Serviço Especializado em Segurança e Medicina do Trabalho - SESMT e da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes - CIPA.

    • 33.3.3.5 Os procedimentos de entrada em espaços confinados

    devem ser revistos quando da ocorrência de qualquer uma das

    circunstâncias abaixo:

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ a) entrada não autorizada num

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

    • a) entrada não autorizada num espaço confinado;

    • b) identificação de riscos não descritos na Permissão de

    Entrada e Trabalho;

    • c) acidente, incidente ou condição não prevista durante a

    entrada;

    • d) qualquer mudança na atividade desenvolvida ou na

    configuração do espaço confinado;

    • e) solicitação do SESMT ou da CIPA; e

    • f) identificação de condição de trabalho mais segura.

    33.3.4 Medidas Pessoais

    • 33.3.4.1 Todo trabalhador designado para trabalhos em espaços

    confinados deve ser submetido a exames médicos específicos para a função que irá desempenhar, conforme estabelecem as NRs 07 e 31, incluindo os fatores de riscos

    psicossociais com a emissão do respectivo Atestado de Saúde Ocupacional - ASO.

    • 33.3.4.2 Capacitar todos os trabalhadores envolvidos, direta ou

    indiretamente com os espaços confinados, sobre seus direitos, deveres, riscos e medidas de controle, conforme previsto no item 33.3.5.

    • 33.3.4.3 O número de trabalhadores envolvidos na execução

    dos trabalhos em espaços confinados deve ser determinado

    conforme a análise de risco.

    • 33.3.4.4 É vedada a realização de qualquer trabalho em espaços

    confinados de forma individual ou isolada.

    33.3.4.5

    O

    Supervisor

    de

    Entrada

    deve

    desempenhar

    as

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ seguintes funções: a) emitir a

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

    seguintes funções:

    a)

    emitir a Permissão de Entrada e Trabalho antes do início das

    atividades;

    b)

    executar os testes, conferir os equipamentos e os

    procedimentos contidos na Permissão de Entrada e Trabalho;

    c)

    assegurar que os serviços de emergência e salvamento

    estejam disponíveis e que os meios para acioná-los estejam operantes;

    d)

    cancelar os procedimentos de entrada e trabalho quando

    necessário; e

    e)

    encerrar a Permissão de Entrada e Trabalho após o término

    dos serviços.

    33.3.4.6 O Supervisor de Entrada pode desempenhar a função de Vigia.

    33.3.4.7 O Vigia deve desempenhar as seguintes funções:

    a)

    manter continuamente a contagem precisa do número de

    trabalhadores autorizados no espaço confinado e assegurar que todos saiam ao término da atividade;

    b)

    permanecer fora do espaço confinado, junto à entrada, em

    contato permanente com os trabalhadores autorizados;

    c)

    adotar os procedimentos de emergência, acionando a equipe

    de salvamento, pública ou privada, quando necessário;

    d)

    operar os movimentadores de pessoas; e

    e)

    ordenar o abandono do espaço confinado sempre que

    reconhecer algum sinal de alarme, perigo, sintoma, queixa, condição proibida, acidente, situação não prevista ou quando não puder desempenhar efetivamente suas tarefas, nem ser substituído por outro Vigia.

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ 33.3.4.8 O Vigia não poderá

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

    • 33.3.4.8 O Vigia não poderá realizar outras tarefas que possam

    comprometer o dever principal que é o de monitorar e proteger

    os trabalhadores autorizados;

    • 33.3.4.9 Cabe ao empregador fornecer e garantir que todos os

    trabalhadores que adentrarem em espaços confinados disponham de todos os equipamentos para controle de riscos, previstos na Permissão de Entrada e Trabalho.

    33.3.4.10 Em caso de existência de Atmosfera Imediatamente Perigosa à Vida ou à Saúde - Atmosfera IPVS , o espaço confinado somente pode ser adentrado com a utilização de máscara autônoma de demanda com pressão positiva ou com respirador de linha de ar comprimido com cilindro auxiliar para escape.

    33.3.5 Capacitação para trabalhos em espaços confinados

    • 33.3.5.1 É vedada a designação para trabalhos em espaços

    confinados sem a prévia capacitação do trabalhador.

    • 33.3.5.2 O empregador deve desenvolver e implantar

    programas de capacitação sempre que ocorrer qualquer das

    seguintes situações:

    a) mudança nos procedimentos, condições ou operações de trabalho;

    b) algum evento

    que

    indique

    a

    necessidade

    de

    novo

    treinamento; e c) quando houver uma razão para acreditar que

    existam

    desvios na utilização ou nos procedimentos de entrada nos

    espaços confinados ou que os conhecimentos não sejam adequados.

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ 33.3.5.3 Todos os trabalhadores autorizados

    CENTRO FEDERAL DE EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA CELSO SUCKOW DA FONSECA CAMPUS ITAGUAÍ

    • 33.3.5.3 Todos os trabalhadores autorizados e Vigias devem

    receber capacitação periodicamente, a cada doze meses.

    33.3.5.4

    A

    capacitação

    deve

    ter

    carga

    horária

    mínima

    de

    dezesseis horas, ser realizada dentro do horário de trabalho,

    com conteúdo programático de:

    • a) definições;

    • b) reconhecimento, avaliação e controle de riscos;

    • c) funcionamento de equipamentos utilizados;

    • d) procedimentos e utilização da Permissão de Entrada e

    Trabalho; e

    • e) noções de resgate e primeiros socorros.

      • 33.3.5.5 A capacitação dos Supervisores de Entrada deve ser

    realizada dentro do horário de trabalho, com conteúdo programático estabelecido no subitem 33.3.5.4, acrescido de:

    a)

    identificação dos espaços confinados;

    b)

    critérios de indicação e uso de equipamentos para controle

    de riscos;

    c)

    conhecimentos sobre práticas seguras em espaços

    confinados;