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Solo e Clima 25 horas

Solo e Clima

Carga horária 25 horas

Objetivos

Reconhecer os diferentes tipos de solo,

Reconhecer os principais constituintes do solo,

Relacionar as características físico-químicas dos solos com as propriedades dos seus principais constituintes orgânicos e inorgânicos e a sua influência no desenvolvimento das culturas.

Reconhecer a influência dos fatores do clima na dinâmica do solo e no desenvolvimento das plantas.

Reconhecer os fatores do clima e a sua influência nos processos erosivos do solo.

Interpretar e aplicar a informação dada pelos instrumentos de medição dos elementos do clima.

Conteúdos

Morfologia e fertilidade do solo

o

Definição de solo

o

Perfil pedológico

o

Tipos e classificação dos solos

o

Funções e constituintes do solo - matéria mineral e orgânica, água e atmosfera do solo

o

Estrutura do solo (propriedades físico-químicas - complexo de troca e solução do solo, reação do solo, degradação e conservação)

o

Factores que influenciam a produtividade do solo

o

Classificação do solo de aptidão agrícola

o

Fertilidade e nutrição mineral nutrientes essenciais para a planta e função e carência de alguns macronutrientes. Importância da matéria orgânica no solo

o

Como melhorar e manter a estrutura de um solo

o

A água no solo

Erosão e conservação

o Erosão (Origem; Descrição; Tipos de erosão: eólica e hídrica (em ravinas e laminar); Prejuízos causados pela erosão;)

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o Conservação do solo (Importância; Métodos e técnicas de conservação - processos de controlo da erosão; Procedimentos humanos que levam à degradação do solo;).

Influência do clima

o

Clima, meteorologia e agrometeorologia

o

Elementos do clima

o

Fatores climáticos (aparelhos de medição; importância do registo de dados climáticos)

Influência dos fatores e dos elementos do clima nas plantas (relação solo-planta-meio)

Caracterização do clima em Portugal e na região

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“Camada superficial da Terra proveniente da degradação das rochas e da matéria orgânica decomposta”. "Conjunto de materiais minerais, orgânicos, água e ar, não-consolidados, normalmente localizado à superfície da terra, com atividade biológica e capacidade para suportar a vida das plantas."

e capacidade para suportar a vida das plantas." Os Solos Os solos são formados a partir

Os Solos Os solos são formados a partir da degradação das rochas devido a factores climáticos e biológicos. As rochas desgastam-se por ação do vento, da água, da temperatura e dos seres vivos. Com o passar do tempo vai-se formando uma mistura complexa de minerais, material rochoso alterado, matéria orgânica, água e ar que constitui o solo. O solo é constituído por uma série de camadas a que se chamam horizontes. À sequência destes horizontes dá-se o nome de perfil de solo. Nem todos os solos têm o mesmo número de horizontes e a mesma espessura, estes variam de solo para solo.

e a mesma espessura, estes variam de solo para solo. Figura 1 – Perfil do solo
e a mesma espessura, estes variam de solo para solo. Figura 1 – Perfil do solo
e a mesma espessura, estes variam de solo para solo. Figura 1 – Perfil do solo
e a mesma espessura, estes variam de solo para solo. Figura 1 – Perfil do solo
e a mesma espessura, estes variam de solo para solo. Figura 1 – Perfil do solo

Figura 1 Perfil do solo

Perfil do solo

Horizonte O Camada de matéria orgânica em decomposição (húmus). Horizonte A Camada de cores claras de onde a argila e outras partículas finas foram arrastadas. Pode haver acumulação de matéria orgânica na zona de contacto com o horizonte O. Horizonte B Camada onde se acumulam as partículas arrastadas dos horizontes superiores.

Horizonte C Rocha alterada, detritos minerais provenientes da degradação das rochas.

Horizonte R Rocha-mãe.

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Formação do solo

O solo forma-se a uma taxa de 0,3 a 1,5 mm por ano e pode ser considerado, à escala humana,

um recurso não renovável.

Funções do solo

Suporte da planta

O solo deve assegurar à planta um apoio firme sem dificultar a penetração das raízes nem

impedir a circulação de água e do ar.

Reservatório de nutrientes, água e ar

O solo deve fornecer um bom ambiente às raízes, permitir a sua respiração, deve ser bem

arejado, conservar bem a humidade e o calor. Deve fornecer às plantas os nutrientes necessários ao seu crescimento e desenvolvimento. Macronutrientes principais: Azoto (N); Fósforo (P); Potássio (K). Macronutrientes secundários: Cálcio (Ca); Enxofre (S); Magnésio (Mg). Micronutrientes: Ferro (Fe); Boro (B); Zinco (Zn); Cobre (Cu); Manganês (Mn); Molibdénio (Mo).

Constituição do solo

O solo é um meio heterogéneo que compreende: partículas sólidas de dimensões diferentes,

água e intervalos maiores ou menores ocupados pelo ar.

, água e intervalos maiores ou menores ocupados pelo ar . Figura 2 – Constituintes do

Figura 2 Constituintes do solo

As partículas sólidas do solo são de natureza diferente:

Detritos

decomposição) e

de

animais

e

plantas

(provenientes

de

restos

de

animais

e

plantas

em

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Detritos rochosos (provenientes da desagregação das rochas).

I Matéria mineral do solo Os fragmentos resultantes da degradação das rochas constituem a matéria mineral do solo. Estes materiais podem ser agrupados em categorias consoante o seu tamanho.

Diâmetro das partículas

Diâmetro das partículas

2

2

mm

mm

0,02 mm

0,02 mm

0,002 mm

0,002 mm

Materiais

Materiais

grosseiros

grosseiros

Areia

Areia

Limo

Limo

Argila

Argila

Areia Areia Limo Limo Argila Argila Terra fina Figura 3 – Matéria mineral do solo Areia

Terra fina

Figura 3 Matéria mineral do solo

Areia

A areia é constituída por fragmentos de dimensões relativamente grandes. Quando misturados

com água os grão de areia depositam-se rapidamente no fundo do recipiente. Apresenta como características principais a elevada permeabilidade e mobilidade e o fraco poder de retenção de água e elementos nutritivos. Os grânulos de areia deixam entre si grandes espaços vazios por onde o ar e a água podem circular facilmente.

Argila A argila é formada por elementos finos, misturada com água fica em suspensão durante bastante tempo. A argila possui grande plasticidade e impermeabilidade e um bom poder de retenção de água e substâncias nutritivas. A circulação de ar e água é difícil.

Limo As partículas de limo apresentam características intermédias entre as da areia e da argila. Retêm uma quantidade considerável de água e nutrientes e têm alguma permeabilidade.

II Matéria orgânica do solo

A matéria orgânica é formada por restos de plantas e outros seres vivos decompostos devido à

atividade microbiana do solo. O húmus é a parte da matéria orgânica bem decomposta e com elevado grau de estabilidade no qual não se reconhecem os materiais que lhe deram origem.

A matéria orgânica é importante para a formação dos solos e para a manutenção e melhoria da

sua fertilidade.

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A matéria orgânica influencia as características do solo das seguintes formas:

- Melhora a estrutura do solo

- Defende o solo contra a erosão

- Aumenta a retenção de água e nutrientes

- Regulariza os movimentos de água e ar

- Evita variações de pH

- Diminui a toxicidade dos micronutrientes e dos metais pesados

- Diminui a salinidade resultante da utilização de fertilizantes e da água de rega

- Melhora a nutrição das plantas e dos microrganismos do solo

III Textura do solo A textura do solo diz respeito à proporção relativa em que as partículas de diferentes dimensões (argila, limo e areia) se encontram na fracção de terra fina. É a propriedade física do solo que sofre menos alterações ao longo do tempo. Tem influência direta na taxa de infiltração de água, no arejamento, na capacidade de retenção de água, na nutrição das plantas e na aderência entre as partículas do solo.

das plantas e na aderência entre as partículas do solo. Figura 4 – Textura do solo

Figura 4 Textura do solo

Os solos podem ser classificados de acordo com o tamanho das partículas minerais que os constituem, isto é, quanto à sua textura. Assim podemos ter:

Solos argilosos Solos com uma considerável porção de argila (mais de 30%). Retêm grande quantidade de água embora parte dela não esteja disponível para ser usada pelas plantas. Quando secos são muito compactos. São difíceis de trabalhar. Solos francos Solos com uma proporção equilibrada de argila, limo e areia. São permeáveis mas retêm alguma água. São fáceis de trabalhar. Solos arenosos Solos constituídos por grande quantidade de areia. São muito permeáveis e retêm pouca água. São soltos e fáceis de trabalhar.

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Exercício: Determinar a textura de campo de diferentes solos através das suas características granulométricas, percebidas através do manuseamento do solo.

Material:

- Amostras de diferentes solos

- Água

Procedimento:

1. Comprima entre os dedos um pouco solo retirado do perfil (material agregado) e da fracção terra fina no estado seco e registe a sua tenacidade e o comportamento quanto ao tacto (macia ou áspera).

2. Humedeça, com um pouco de água, uma porção de terra fina de um solo.

3. Comprima entre os dedos um pouco de terra fina no estado húmido e indique o seu comportamento quanto à aderência.

4. Amasse-a até obter uma consistência idêntica á do cimento e verifique se consegue fazer:

a) uma bola;

b) um filamento, até uma espessura de 1mm, e

c) um anel com o filamento obtido.

5. Registe a consistência:

d) da bola

e) do filamento á medida que o seu diâmetro foi diminuindo até obter 1 mm.

6. Registe se o anel tem tendência para gretar.

7. Classifique cada amostra de solo em estudo, quanto á textura de campo, utilizando para o efeito a informação obtida nas suas experiências e a contida nas tabelas 1, 2 e 3.

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Tabelas 2 e 3 - Determinação das classes de textura

horas Tabelas 2 e 3 - Determinação das classes de textura Características observadas no estado seco

Características observadas no estado seco

Características observadas no estado húmido

Textura

Áspero, formado quase exclusivamente por areia

Não pode moldar-se em filamento nem em bola coesiva; não é pegajoso

ARENOSA

Áspero, formado principalmente por areia mas já com algum material fino

Não susceptível de moldar-se em bola coesiva ou em filamento; contudo, já suja, já cora os dedos, não é pegajoso

ARENO-

FRANCA

Com elementos ásperos (areias) e, em menor proporção, elementos macios

Fendilha quando se tenta moldar em filamento que só pode formar-se com muita dificuldade; não é pegajoso

FRANCO-

ARENOSA

 

Susceptível de se amassar em bola coesiva mas apresentando coesão e aderência fraca: fendilha quando se tenta moldar em filamento, que só com muita dificuldade se consegue formar; não é pegajoso

FRANCO-

Áspero, embora já contendo mais material macio

ARGILO-

ARENOSA

Heterogéneo, com maior proporção de materiais macios do que ásperos. Pode apresentar agregados que se esboroam facilmente

Pode moldar-se em filamento mas com certa dificuldade; fendilha quando se tenta curvar em argola; não é pegajoso

FRANCA

Caracteres intermédios entre a anterior e a seguinte

Caracteres intermédios entre a anterior e a seguinte

FRANCO-

ARGILOSA

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Exclusivamente ou quase formado por materiais macios. Pode ter agregados que é difícil ou impossível esboroar entre os dedos

Facilmente moldável em filamento alongado, que com facilidade se pode curvar em argola; pegajoso

ARGILOSA

Caracteres intermédios entre a anterior e a seguinte

Caracteres intermédios entre a anterior e a seguinte

ARGILO-

LIMOSA

Exclusivamente ou quase formado por materiais macios (sedosos)

Facilmente moldável em filamento alongado, que com facilidade se pode curvar em argola; pouco pegajoso

LIMOSA

Nb Casos intermédios entre Franco e Limosa correspondem a Franco-limosa. Casos intermédios entre Franco-Argilosa e Argilo-Limosa, correspondem a Franco-Argilo-Limosa. Casos intermédios entre Arenosa e Argilosa com proporção sensível igual dos elementos dominantes em cada uma destas duas texturas e fraca proporção de limo, correspondem a Argilo-Arenosa.

IV Estrutura do solo

A

estrutura do solo é determinada pela disposição no espaço das partículas que o constituem.

O

tamanho, a forma, a agregação entre as partículas e os espaços livres existentes entre elas

definem a estrutura do solo. Esta é mantida devido à agregação existente entre os elementos

que formam o solo. O ferro, a sílica e a matéria orgânica são os principais agentes de agregação entre as partículas do solo.

A estrutura do solo influencia o arejamento, a capacidade de retenção de água e a porosidade, isto é o espaço deixado livre entre as partículas após o arranjo dos componentes da parte

sólida. Um solo em que a circulação da água e do ar seja facilitada ajuda o transporte de nutrientes dissolvidos, essenciais às plantas, e consequentemente aumenta a fertilidade do solo.

dissolvidos, essenciais às plantas, e consequentemente aumenta a fertilidade do solo. Figura 5 – Estrutura do
dissolvidos, essenciais às plantas, e consequentemente aumenta a fertilidade do solo. Figura 5 – Estrutura do

Figura 5 Estrutura do solo

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V O pH do solo

A acidez ou alcalinidade dos solos é medida por uma escala de pH (potencial de hidrogénio),

graduada de 0 a 14. Os solos que diluídos em água produzem uma solução com pH abaixo de 6,5 são ácidos, de 6,5 a 7,5 são neutros e acima de 7,5 alcalinos. O pH ideal para um solo agrícola ronda os 5,5 a 6,0.

O pH do solo depende em grande parte das rochas que lhe deram origem mas é também influenciado pelos adubos e outros fertilizantes aplicados ao solo. A maioria dos adubos possui uma reação ácida, isto é, faz descer o pH do solo. A acidez do solo pode ser corrigida com a incorporação de substâncias alcalinas como o carbonato de cálcio.

O pH do solo é um dos indicadores da sua fertilidade, isto é, da

capacidade de fornecer elementos nutritivos às plantas que nele

crescem. Cada espécie de plantas tem um intervalo de pH óptimo para o seu desenvolvimento. Algumas plantas preferem solos mais

ácidos e outras, solos mais alcalinos.

preferem solos mais ácidos e outras, solos mais alcalinos. Figura 6 – pH do solo (Escala

Figura 6 pH do solo (Escala Pratolongo)

VI Solos portugueses

A partir das suas características gerais, os solos portugueses podem ser classificados em:

Incipientes: solos não evoluídos, sem horizontes genéticos claramente diferenciados, praticamente reduzidos ao material originário; Litossolos ou solos esqueléticos derivados das rochas consolidadas, de espessura efetiva normalmente inferior a 10 cm; encontram-se normalmente em áreas sujeitas a erosão acelerada ou a erosão geológica recente; Interior: Serras do Baixo Alentejo e Algarve, Beira Baixa, Bacia do Guadiana, Trás-os-Montes (34%). Regossolos psamíticos (areias) normalmente com grande espessura efetiva, mais ou menos ácidos, constituídos por materiais detríticos arenosos mais ou menos grosseiros, com baixo teor em matéria orgânica; Litoral Algarvio e de Odemira a Caminha (2%). Aluviossolos modernos recebem em geral, periodicamente, adições de sedimentos aluvionares; são solos não hidromórficos, constituídos por depósitos estratificados de aluviões; pH entre 6.5 e 7.5; em muitos casos, a toalha freática encontra-se a menos de 2 metros de profundidade; relevo plano ou quase plano; encontram-se geralmente humedecidos e

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fortemente influenciados na sua economia de água, vegetação e biologia pela presença dessa toalha freática; Localizam-se nas margens dos rios Tejo, Sorraia, Mondego, Vouga (3%). Aluviossolos antigos em regra, já não recebem adições de sedimentos aluvionares; constituem em geral terraços fluviais; apresentam quase sempre o lençol freático a maior profundidade que os aluviossolos modernos; relevo plano ou quase; Localizam-se nas margens dos rios Tejo, Sorraia, Mondego, Vouga (3%). Coluviossolos de origem coluvial, ou seja, por acumulação de depósitos muito variados, por ação da gravidade em vales, depressões ou base de encostas; frequentemente apresentam toalha freática dentro da profundidade normal de observação; relevo plano ou quase; Litólicos (Cambissolos): solos pouco evoluídos, formados a partir de rochas não calcárias; pequena espessura efetiva, frequentemente pobres sob o ponto de vista químico; baixo teor em matéria orgânica; expansibilidade baixa ou nula, permeabilidade rápida e capacidade de campo mediana; Os solos litólicos húmicos localizam-se no Norte, à exceção das Serras de S. Mamede e de Monchique, os litólicos não húmicos distribuem-se por todo o país (34%). Calcários: solos pouco evoluídos, formados a partir de rochas calcárias, com percentagem variável de carbonato de cálcio ao longo do perfil e sem as características dos barros; Solos calcários pardos dada a escassa cobertura vegetal e a rápida decomposição da matéria orgânica (baixa pluviosidade associada a alta temperatura), estes solos têm baixo teor de húmus. A água da chuva que cai sobretudo no Inverno, transporta, por dissolução e lavagem, uma certa quantidade de carbonatos que se acumulam no perfil, mas sem este deixar de ser calcário em toda a sua espessura; baixa expansibilidade; permeabilidade de moderada a rápida nos horizontes superficiais e moderada a lenta nos materiais originários muito calcários; capacidade de campo e água disponível elevadas; solo superficial pouco argiloso a argiloso, em geral com estrutura grumosa a granulosa e com pH superior a 6.5; o solo sub-superficial é semelhante, em geral franco-argiloso a argiloso, fazendo a transição para o calcário brando ou marga, ou menos frequentemente, outras rochas calcárias ou rochas diversas misturadas com depósitos calcários; Distribuem-se à volta de Coimbra, em Pombal, Lisboa, Vila Franca de Xira, no litoral entre Mafra e norte de Santarém. Solos calcários vermelhos muito parecidos com os anteriores, diferindo na cor; textura pesada a mediana, excepto aqueles que derivam de arenitos; teor em matéria orgânica baixo (inferior a 2%); reação ligeira ou moderadamente alcalina (pH superior a 6.5 chegando a cerca de 8.5); expansibilidade nula ou baixa a moderada; capacidade utilizável mediana a alta;

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permeabilidade moderada e relevo ondulado, suave a acidentado. Aparecem em Alcácer, no Alto Alentejo e no Ribatejo, Cartaxo e Tomar (4%). Barros (vertíssolos): solos evoluídos, de cor escura, argilosos, com presença de superfícies polidas por deslizamento e curta sazão. As máquinas têm que ser poderosas, portanto caras, devido à sua textura pesada, estrutura grosseira e elevada plasticidade e tenacidade. Os fenómenos de contração e expansão, de fendilhamento e deslizamento, comuns nestes solos, bem como o seu fácil deslocamento em massa mesmo em declives suaves, torna-os instáveis e levanta alguns problemas graves (é vulgar encontrarem-se inclinadas as sebes, os postes de fios telegráficos e telefónicos e árvores neles colocadas); os pavimentos partem-se e deslocam-se lateralmente; as fundações dos edifícios se não atingem a rocha compacta podem rachar, o mesmo acontecendo a canalizações pouco resistentes; regiões de Beja e Lisboa (1%). Barros pretos as fendas, que se formam especialmente no Verão, chegam a atingir mais de 25

cm de largura, penetrando algum do solo superficial e água; este humedecimento do subsolo

provoca a sua expansibilidade; com material seco por cima e por baixo dessa camada, torna-se mais fácil o deslizamento das faces estruturais entre si, formando-se superfícies polidas; a textura argilosa e a baixa permeabilidade tornam estes barros muito susceptíveis à erosão; nas zonas planas surgem quase sempre problemas de drenagem de difícil solução; grande fertilidade, conseguindo-se produções muito elevadas; abundam entre Ferreira do Alentejo e Serpa, passando por Beja. Barros castanho-avermelhados com características muito semelhantes às dos Barros Pretos, mas mais atenuadas, diferindo principalmente na cor. São mais fáceis de trabalhar e parecem fendilhar menos; podem encontrar-se a sul do rio Tejo, entre Alter do Chão e Monforte, na

serra de Beringel (entre Ferreira do Alentejo e Beja), entre Odemira e Amoreiras, nos arredores

de Moura, entre Aljustrel e Montes Velhos, em pequenas manchas no Algarve, perto de

Portimão e de Vila do Bispo e junto a S. Tiago do Cacém. Argiluviados pouco insaturados (Luvissolos): solos evoluídos, que se desenvolvem em climas com características mediterrânicas; têm cores pardacentas ou avermelhadas/avermelhadas nos horizontes A e B; Podzóis: solos evoluídos; textura muito ligeira, predominando as fracções areia grossa e fina; razão C/N elevada; capacidade de troca catiónica e capacidade de campo muito baixas; expansibilidade nula e permeabilidade rápida; horizonte B pardo, arenoso, frequentemente

com blocos de surraipa branda ou compacta ou então massa contínua de surraipa; pobres em

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elementos orgânicos; relevo plano ou quase plano a ondulado-suave; o processo de formação do solo predominante é a podzolização, que resulta da acidificação acentuada do húmus, com formação de grandes quantidades de compostos orgânicos que se deslocam para a parte inferior do perfil, arrastando também óxidos de ferro e alumínio; em climas atlânticos, a elevada pluviosidade, ligada a grande nebulosidade favorecem a podzolização, bem como outros factores ecológicos, tais como vegetação acidificante (principalmente pinheiros) e rocha- mãe (extremamente permeável, siliciosa e pobre em alcalinos e alcalino-terrosos). A maior parte das folhosas não encontram neles condições para viver. Em Portugal, podem ser encontrados na faixa ocidental a sul do rio Tejo e na charneca da margem esquerda desse rio. Halomórficos: apresentam quantidades excessivas de sais solúveis e/ou teor relativamente elevado de sódio de troca no complexo de adsorção; Hidromórficos: solos sujeitos a encharcamento temporário ou permanente que provoca fenómenos marcados de redução em todo ou parte do perfil, com exceção dos solos que ao hidromorfismo se sobreponha outro processo pedogenético de maior importância taxonómica como a podzolização ou salinização. Sempre em terreno plano ou côncavo; textura variável; ligeiramente ácido a moderadamente alcalino; expansibilidade baixa ou nula; capacidade de campo mediana a alta; permeabilidade de moderada a lenta ou mesmo nula nas camadas argilosas e maciças que existem; Distritos de Portalegre e de Beja (0,9%). Solos Orgânicos Hidromórficos: solos com elevado teor de matéria orgânica que se acumulou em condições de permanente ou quase permanente saturação com água. Ponte de Sôr e Alcácer do Sal (0,1%). Solos salinos: solos cujas quantidades de sais chegam para prejudicar o desenvolvimento das plantas. Parte terminal dos rios Guadiana, Sado, Tejo, Mondego e Ria de Aveiro (0,9%).

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Solo e Clima – 25 horas Figura 7 – Distribuição dos diferentes tipos de solos em

Figura 7 Distribuição dos diferentes tipos de solos em Portugal Continental

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Solo e Clima – 25 horas Figura 8 – Capacidade de uso do solo em Portugal

Figura 8 Capacidade de uso do solo em Portugal Continental

VII Erosão e Conservação do solo Noção de Erosão Desgaste e arrastamento progressivo de partículas do solo de dimensões muito variáveis em tamanho, número ou quantidade provocada pela água, pelo vento, pela ação do Homem ou pelos animais. Destruição do solo, sob ação de agente meteorológicos, particularmente a chuva e o vento, que arrastam o solo, transportando-o para outros lugares.

Tipos de erosão Erosão eólica: erosão provocada pela ação do vento. A falta de estrutura e de coesão do solo, a falta de cobertura vegetal e a secura, em regiões planas onde o vento pode soprar à vontade são as condições necessárias para se dar este tipo de erosão. Erosão hídrica: erosão provocada pela ação da água. A falta de estrutura e de coesão do solo, a chuva intensa e um declive acentuado que faça escorrer a água com velocidade suficiente para arrastar as partículas dos solos são as condições necessárias para se dar este tipo de erosão.

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Erosão laminar: o solo é arrastado em camadas delgadas, acabando por desaparecer os horizontes superficiais. Erosão em ravinas: as águas provenientes de pontos altos escorrem pela linha de maior declive e ganham grande velocidade arrastando o terreno e abrindo valas profundas. Estas vão alargando e arrastando o terreno das encostas circundantes, ramificando-se e abrangendo áreas cada vez maiores.

ramificando-se e abrangendo áreas cada vez maiores. Figura 9 – Erosão eólica (provocada pelo vento)

Figura 9 Erosão eólica (provocada pelo vento)

Procedimentos humanos que levam à degradação do solo

Derrubar espécies vegetais de uma forma desordenada e excessiva.

Submeter o solo à mesma cultura durante vários anos (monocultura).

Cultivar o solo no sentido da maior inclinação.

Provocar fogos florestais.

Realizar práticas culturais mal orientadas.

Importância da conservação do solo Nos ecossistemas naturais, o solo está protegido quando o seu equilíbrio se quebra. As folhas travam as chuvas, o entrelaçado das raízes mantém o solo no lugar e o estrato herbáceo retém

a água como uma esponja, permitindo a sua penetração até aos lençóis de água subterrâneos.

Os ecossistemas naturais são extremamente frágeis. A intervenção humana pode causar rapidamente a sua destruição. Quando a vegetação é retirada, o solo perde rapidamente os poucos nutrientes que possui nas camadas superiores. Além disso, as chuvas arrastam consigo

o solo, agora solto, tornando praticamente impossível a sua regeneração.

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Quando a cobertura do solo é retirada a uma encosta, a água das chuvas em vez de se infiltrar, escorre arrastando consigo o solo.

O fogo destrói anualmente milhares de toneladas de matéria vegetal tornando os solos mais vulneráveis à erosão.

O pastoreio intensivo determina a destruição das espécies herbáceas e daí o aumento da erosão do solo pela água e pelo vento.

A agricultura favorece o desaparecimento da camada arável superficial ao deixar o solo a descoberto (corte total das plantas cultivadas).

o solo a descoberto (corte total das plantas cultivadas). Figura 10 – Procedimentos humanos que levam

Figura 10 Procedimentos humanos que levam à degradação do solo

Processos de Controlo da Erosão do Solo

Corrigir os solos agrícolas degradados.

Repovoar as áreas florestais.

Evitar o pastoreio intensivo de forma a permitir a reconstituição do coberto vegetal.

Processos de controlo da erosão eólica

Fixação das dunas.

Processos artificiais estacarias, sebes mortas.

Processos naturais plantação de vegetação permanente adaptada à secura, ao vento e resistente ao sol.

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Solo e Clima – 25 horas Figura 11 – Processos de controlo da erosão eólica Processos

Figura 11 Processos de controlo da erosão eólica

Processos de controlo da erosão hídrica Erosão laminar

Usam-se métodos preventivos. Pretende-se evitar que o solo continue a ser arrastado. Os métodos usados vão depender do declive do terreno.

Deixar de mobilizar o solo, recorrendo a culturas permanentes: prados e matos;

Explorar pastagens e matas;

Instalar socalco e terraços;

Realizar a lavoura segundo as curvas de nível;

Plantar segundo as curvas de nível;

Reflorestar;

Culturas em faixas alternadas;

Culturas feitas à volta de uma elevação;

Utilizar corta-ventos (caniçadas ou filas de árvores);

Valas para desvio de água.

Erosão em ravinas

Quando as ravinas são estreitas, entulham-se em alguns pontos. Com materiais pesados ou fixos, como pedras, estacaria.

Quando as ravinas são grandes, é preferível fixá-las: regularizam-se as margens, limpa-se o leito e deixa-se a vegetação espontânea segurar as margens com as suas raízes.

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Clima Muitas vezes confunde-se estado de tempo com clima. Embora sejam conceitos diferentes, eles estão interligados, uma vez que à sucessão habitual dos estados de tempo, que ocorrem numa área, durante um longo período de tempo dá-se o nome de clima.

Elementos do clima Temperatura (ºC)

o nome de clima. Elementos do clima Temperatura (ºC) Precipitação (nº de dias) Evaporação (mm)

Precipitação (nº de dias)

do clima Temperatura (ºC) Precipitação (nº de dias) Evaporação (mm) Precipitação total (mm) Humidade

Evaporação (mm)

Precipitação total (mm)

(nº de dias) Evaporação (mm) Precipitação total (mm) Humidade relativa do ar (%) Geada (número de

Humidade relativa do ar (%)

(nº de dias) Evaporação (mm) Precipitação total (mm) Humidade relativa do ar (%) Geada (número de

Geada (número de dias)

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Solo e Clima – 25 horas Figura 12 – Elementos do clima Temperatura – é a
Solo e Clima – 25 horas Figura 12 – Elementos do clima Temperatura – é a

Figura 12 Elementos do clima

Temperatura é a quantidade de calor na atmosfera. A energia primária do Sol aquece a superfície da Terra (a hidrosfera e a litosfera) e esta irradia calor para o ar; portanto, a temperatura do ar é um calor indireto, já que é irradiado da superfície para a atmosfera. Os factores condicionantes de mudança da temperatura são a altitude, a latitude, a proximidade do mar e as correntes marítimas. Humidade representa o vapor de água contido na atmosfera, ou mais precisamente, na troposfera. Ela é o resultado da evaporação (maior nos oceanos e menor nos continentes) e da evapotranspiração, de acordo com a altitude, a latitude, os ventos e a temperatura. Precipitação assim chamada porque o vapor de água sobe, forma as nuvens, condensa-se e depois precipita-se. A principal modalidade de precipitação é a das chuvas, que acontecem sob uma condição fundamental: o arrefecimento do vapor de água contido no interior das nuvens. Tal arrefecimento dá-se em 3 situações diferentes, daí decorrendo 3 tipos de chuvas:

orográficas (ou de relevo), convectivas e as frontais. Massas de ar são grandes volumes de atmosfera que apresentam características de pressão, temperatura e humidade, conforme os seus locais de procedência. Na Zona Intertropical formam-se massas quentes de ar, enquanto nas Zonas Glaciais originam-se as massas frias ou polares. Estas massas de ar, por outro lado, podem ser húmidas ou secas conforme se formem no oceano ou no continente, respectivamente. Ventos correspondem ao deslocamento do ar, que se processa dentro de duas leis físicas:

quanto à direção, eles deslocam-se de áreas anticiclonais para as ciclonais; quanto à

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velocidade, o seu deslocamento será tanto mais veloz quanto maior for a diferença de pressão entre as duas áreas. Este deslocamento, contudo, não se faz direto das áreas anticiclonais para as ciclonais, por causa da rotação da Terra. Pressão Atmosférica é a força atuante da atmosfera sobre a superfície terrestre. A camada da atmosfera mais importante é a troposfera (até 12 km de altitude), porque nela acontecem as mudanças atmosféricas provocadas pela dinâmica das massas de ar. Nela concentra-se, também, ¾ da massa gasosa e quase todo o vapor d''''água da atmosfera. Como um todo, a atmosfera protege a superfície terrestre: a camada de ozono protege os seres vivos das radiações ultravioletas do Sol, prejudiciais à saúde.

Factores do clima Cada região tem seu próprio clima, isto porque os factores climáticos modificam os elementos do clima. Os factores climáticos são:

Latitude Quanto mais nos afastarmos do Equador, menor a temperatura. A Terra é iluminada pelos raios solares com diferentes inclinações. Quanto mais longe do Equador a incidência de luz solar é menor. Altitude Quanto mais alto estivermos menor será a temperatura. Isto porque o ar se torna rarefeito, ou seja, a concentração de gases e de humidade à medida que aumenta a altitude, é menor, o que vai reduzir a retenção de calor nas camadas mais elevada da atmosfera. Há a questão também que o oceano ou continente irradiam a luz solar para a atmosfera, ou seja, quanto maior a altitude menos intensa será a irradiação. Massas de ar Apresentam características particulares da região em que se originaram, como temperatura, pressão e humidade, e deslocam-se pela superfície terrestre. As massas podem ser polares, tropicais ou equatoriais. As massas de ar tropicais formam-se nos trópicos de Capricórnio e de Câncer. Elas podem-se formar nos oceanos (oceânicas) e serem húmidas; serão secas se forem formadas no interior dos continentes (continental). As massas polares são frias. Isto porque elas formam-se em regiões de baixas temperaturas, como o nome já diz, nas regiões polares. Elas também são secas, visto que as baixas temperaturas não possibilitam uma forte evaporação das águas. As massas equatoriais são quentes, formam-se próximas a linha do Equador.

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O encontro de duas massas, geralmente uma fria e outra quente, dá-se o nome de frente. Quando elas se encontram ocorre as chuvas e o tempo muda. Continentalidade A proximidade de grandes quantidades de água exerce influência na temperatura. A água demora a aquecer-se, enquanto os continentes se aquecem rapidamente. Por outro lado, ao contrário dos continentes, a água demora irradiar a energia absorvida. Por isso, o hemisfério Norte tem invernos mais rigorosos e verões mais quentes, devido a quantidade de terras emersas ser maior, ou seja, sofre influência da continentalidade, boa parte deste hemisfério. Correntes Marítimas São massas de água que circulam pelo oceano. Tem as suas próprias condições de temperatura e pressão. Tem grande influência no clima. Relevo O relevo pode facilitar ou dificultar as circulações das massas de ar, influindo na temperatura. Vegetação A vegetação impede a incidência total dos raios solares na superfície. Por isso, com o desmatamento há diminuição de chuvas, visto a humidade diminuir, e há um aumento da temperatura na região.

Zonas Climáticas Na Terra existem cinco grandes zonas climáticas: uma zona quente, duas zonas temperadas e duas zonas frias, como podes observar na figura. A Zona quente localiza-se, aproximadamente, entre o equador e os Trópicos de Câncer e Capricórnio. As zonas temperadas situam-se sensivelmente entre os trópicos e os círculos polares. As zonas frias localizam-se dentro dos círculos polares (uma no Hemisfério Norte e outra no Hemisfério Sul).

(uma no Hemisfério Norte e outra no Hemisfério Sul). Figura 13 – Zonas climáticas da terra

Figura 13 Zonas climáticas da terra

Tipos de clima I Climas quentes Os climas quentes localizam-se, sensivelmente na zona compreendida entre os trópicos (intertropical) e subdividem-se em três grandes tipos:

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Clima Equatorial

As temperaturas médias mensais variam pouco ao longo

do ano. A temperatura média é cerca de 25ºC. A

amplitude térmica anual é muito reduzida.

A precipitação é abundante durante todo o ano, não

existindo nenhum período seco. Não existem estações diferenciadas.

nenhum período seco. Não existem estações diferenciadas. (Kuala Lumpur - Malásia) Clima Tropical As temperaturas

(Kuala Lumpur - Malásia)

Clima Tropical

As temperaturas médias mensais são elevadas e geralmente superiores às do clima equatorial.

A amplitude térmica é baixa, não ultrapassando os 10ºC. A precipitação distribui-se de forma irregular ao longo do ano, o que permite distinguir duas

estações: a seca e a húmida.

que permite distinguir duas estações: a seca e a húmida. Se a estação húmida for a

Se a estação húmida for a mais prolongada trata-se do clima tropical húmido. Se a estação seca for a mais prolongada então estamos na presença do clima tropical seco. Existem duas estações: a húmida e a seca.

(Zinguinchor - Senegal)

Clima Desértico Quente As temperaturas médias mensais são bastante elevadas, podendo ultrapassar os 35ºC (na

estação quente). A amplitude térmica anual é muito elevada, assim como a amplitude térmica diária.

A precipitação é escassa e muito irregular. No entanto,

podem ocorrer precipitações muito elevadas, num curto período de tempo. As estações do ano diferenciam-se pelas diferenças de temperatura.

do ano diferenciam-se pelas diferenças de temperatura. (Uluru - Austrália) II – Climas Frios Os climas

(Uluru - Austrália)

II Climas Frios

Os climas frios localizam-se em latitudes elevadas, sensivelmente a partir de 55º ou 60º até aos

pólos. Os climas frios subdividem-se em:

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Clima Continental Frio

Solo e Clima – 25 horas Clima Continental Frio As temperaturas médias mensais são baixas, não

As temperaturas médias mensais são baixas, não ultrapassando os 15ºC no Verão. No Inverno as temperaturas médias mensais são sempre negativas, atingindo valores inferiores a -20ºC. A amplitude térmica anual é muito elevada. A precipitação é escassa e ocorre principalmente no Verão. Existem duas estações: o Verão e o Inverno.

(Fair Banks - Alaska)

Clima Desértico Frio No Verão as temperaturas médias mensais são elevadas e no Inverno são baixas. A amplitude térmica anual é muito elevada, assim como a diurna. A precipitação é muito reduzida e ocorre, principalmente, no Verão. No Inverno ocorre sob a forma de neve. Existem duas estações.

Clima Subártico

(Kalsalinsk - Cazaquistão)

estações. Clima Subártico (Kalsalinsk - Cazaquistão) O Verão é curto e pouco quente. O Inverno é
estações. Clima Subártico (Kalsalinsk - Cazaquistão) O Verão é curto e pouco quente. O Inverno é

O Verão é curto e pouco quente. O Inverno é muito frio e longo. As temperaturas médias mensais são por vezes inferiores a - 40ºC. A amplitude térmica anual é elevada. A precipitação anual é muito baixa. Os valores mais elevados registam-se nos meses menos frios. A fraca precipitação que ocorre no Inverno é, geralmente, sob a forma de neve. Existem duas estações.

(Angmagssalik - Gronelândia)

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Clima Polar As temperaturas médias mensais são muito baixas. No Inverno chegam a atingir valores inferiores a -50ºC. No Verão as temperaturas médias raramente ultrapassam os 10ºC. A amplitude térmica anual é muito elevada. A precipitação é muito reduzida, ocorrendo, sobretudo, na estação mais quente. Existem duas estações.

(Barrow - Canadá)

mais quente. Existem duas estações. (Barrow - Canadá) III – Climas Temperados OS climas temperados

III Climas Temperados OS climas temperados localizam-se, sensivelmente, entre os trópicos e os círculos polares de cada hemisfério. Caracterizam-se por terem temperaturas intermédias entre as da zona intertropical (sempre elevadas) e as das zonas polares (constantemente baixas). As precipitações são também moderadas. Os climas temperados têm quatro estações: o Inverno é a estação mais fria, o Verão é a estação mais quente, a Primavera e o Outono são as estações de transição. Os climas temperados subdividem-se em quatro tipos:

Clima Subtropical Húmido

subdividem-se em quatro tipos: Clima Subtropical Húmido (Washington - EUA) O Verão é quente. A temperatura

(Washington - EUA)

O Verão é quente. A temperatura média do mês mais quente ultrapassa, frequentemente, os 22ºC. O Inverno

tem temperaturas moderadas, raramente inferiores a 0ºC.

A amplitude térmica anual não é muito elevada.

A precipitação é abundante e regular durante todo o ano,

sendo, contudo, mais intensa no Verão. Existem quatro estações.

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Clima Temperado Mediterrânico

O Verão caracteriza-se por ser longo e quente. As temperaturas médias mensais oscilam entre

os 18ºC e os 25ºC. Porém, a temperatura máxima pode atingir os 40ºC. O Inverno é curto, com

temperaturas amenas, raramente inferiores a 8ºC. A amplitude térmica anual é pouco acentuada.

A precipitação é escassa e irregular, concentrando-se nos meses de Outono e de Inverno. Existem quatro estações do ano: Primavera, Verão,

Outono e Inverno.

(Badajoz - Espanha)

Primavera, Verão, Outono e Inverno. (Badajoz - Espanha) Clima Temperado Marítimo O Verão é fresco. As

Clima Temperado Marítimo

O Verão é fresco. As temperaturas médias mensais variam entre os 15ºC e os 20ºC. No Inverno

as temperaturas são moderadas, geralmente, superiores a 5ºC. A amplitude térmica anual é reduzida. A precipitação é abundante e distribui-se de forma regular ao longo do ano, embora se registem valores mais elevados no Outono e Inverno. Existem quatro estações.

elevados no Outono e Inverno. Existem quatro estações. (Valentia - Irlanda) Clima Temperado Continental O Verão

(Valentia - Irlanda)

Clima Temperado Continental

O

Verão é curto e relativamente quente. O Inverno é longo

e

muito frio. As temperaturas podem ser inferiores a -

15ºC. A amplitude térmica anual é elevada, podendo ultrapassar os 30ºC.

A precipitação anual não é muito elevada, concentrando-

se, principalmente nos meses de Verão. No Inverno ocorre, frequentemente, sob a forma de neve ou granizo. Existem quatro estações. (Moscovo - Rússia)

Verão. No Inverno ocorre, frequentemente, sob a forma de neve ou granizo. Existem quatro estações. (Moscovo

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IV Climas de Altitude O Clima de altitude encontra-se em todas as áreas de altitude elevada. A altitude é um factor que condiciona a variação da temperatura e da precipitação: a temperatura diminui com o aumento da altitude (6,4ºC por cada 1000 metros) e a precipitação aumenta até um determinado nível. O Verão é muito curto, com temperaturas que raramente ultrapassam os 10ºC. O Inverno é muito frio. A amplitude térmica anual não é muito elevada. A precipitação anual é muito abundante, ocorrendo, frequentemente, sob a forma de neve.

abundante, ocorrendo, frequentemente, sob a forma de neve. (Santis - Suiça) Figura 14 – Distribuição dos

(Santis - Suiça)

frequentemente, sob a forma de neve. (Santis - Suiça) Figura 14 – Distribuição dos Principais Tipos

Figura 14 Distribuição dos Principais Tipos de Clima no Mundo