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IDENTIFICAÇÃO DO DOCUMENTO N º RF-ABAST02-CD-001-0 COMITÊ SETORIAL: FOLHA: ABASTECIMENTO 1 de 131 COORDENADOR
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N º
RF-ABAST02-CD-001-0
COMITÊ SETORIAL:
FOLHA:
ABASTECIMENTO
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COORDENADOR DO COMITÊ SETORIAL:
ENTIDADE:
Alan Kardec
Petrobras
COORDENADOR DO PROJETO:
ENTIDADE:
Oscar Simonsen
ABEMI
CÓDIGO DO PROJETO:
TÍTULO DO DOCUMENTO:
ABAST-02
RELATÓRIO FINAL ABAST-02
NOME DO PROJETO:
AUMENTO DA PRODUTIVIDADE DAS EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO E MONTAGEM COM VISTAS À MELHORIA DA
COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA NACIONAL
ÍNDICE DE REVISÕES
REV
DESCRIÇÃO E/OU FOLHAS ATINGIDAS
0
Emissão original
REV. 0
REV. A
REV. B
REV. C
CONTROLE
DATA
ASSINATURA
DATA
ASSINATURA
DATA
ASSINATURA
DATA
ASSINATURA
EMISSÃO
(Coordenador do
02/07/2004
Projeto)
APROVAÇÃO
(Coordenador do
Comitê Setorial)
As aprovações abaixo serão aplicáveis quando da emissão dos produtos finais
APROVAÇÃO
(Coordenador
Executivo)
APROVAÇÃO
(Coordenador do
Comitê Executivo)
       

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AUMENTO DA PRODUTIVIDADE DAS EMPRESAS DE CONSTRUÇÃO E MONTAGEM COM VISTAS À MELHORIA DA COMPETITIVIDADE DA INDÚSTRIA NACIONAL

 

Relatório Final ABAST-02

 
 

Oscar Simonsen (ABEMI)

 

Resumo Executivo

 

O objetivo é fornecer informações que permitam aumentar a produtividade dos canteiros de obras brasileiros nas atividades de montagens industriais. Para isso, é proposto o monitoramento de indicadores (apresentados neste documento), os quais, em comparação com os mesmos valores obtidos de canteiros de EUA e Europa, apresentaram diferenças que margearam os 70%.

As conclusões do relatório não são novas, e as idéias e sugestões giraram em torno de qualificação de mão-de-obra, atuação nos processos com foco na produtividade, e adoção de máquinas e equipamentos mais adequados.

Relatório Final ABAST-02

 
       

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ÍNDICE

1 INTRODUÇÃO

 

4

2 METODOLOGIA

6

2.1

Premissas

7

3

DESCRIÇÃO DAS ANÁLISES: INDICADORES

 

8

3.1 Montagem de Tanques a partir de Chapas Calandradas

8

3.2 Montagem de Equipamentos e Estruturas Metálicas

9

3.3 Fabricação e Montagem de Tubulações

9

3.4 Montagem de Instalações Elétricas

10

3.5 Montagem de Instalações de Instrumentação

11

4 RESULTADOS: PAINEL DE INDICADORES ATUAIS NO BRASIL

 

12

5 CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES PARA O AUMENTO DA PRODUTIVIDADE

14

5.1 Qualificação da Mão-de-Obra

 

14

5.2 Atuação nos Processos com Foco na Produtividade

17

 

5.2.1 Planejamento

17

5.2.2 Materiais

18

5.3 Máquinas e Equipamentos

 

18

6

ANEXOS

20

6.1 ANEXO A: Índices de Produção - Mão-de-Obra Direta

 

20

6.2 ANEXO B: Métodos, Máquinas e Equipamentos Utilizados em Obras de Construção e Montagem

Industrial

 

23

 

6.2.1 Introdução

23

6.2.2 Montagem De Tanques De Derivados De Petróleo

 

24

6.2.3 Fabricação E Montagem De Tubulações

27

6.2.3.1 Manuseio / Recebimento / Distribuição De Material

27

6.2.3.2 Corte e Biselamento

44

6.2.3.3 Montagem de “spools”

62

6.2.3.4 Soldagem

83

6.2.3.5 Posicionadores e Manipuladores

 

124

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INTRODUÇÃO

 

O

objetivo deste relatório é fornecer informações que permitam aumentar a produtividade

dos canteiros de obras brasileiros nas atividades de montagens industriais. Não se controla o que não é medido. Melhorar a produtividade significa evoluir de um estágio de produção de um bem para outro estágio de produção do mesmo bem com um custo menor. O monitoramento irá exigir a criação de indicadores.

O

relatório está estruturado em: Metodologia, onde apresentamos as premissas utilizadas,

Indicadores, onde são apresentados os indicadores a serem medidos, Painel dos Indicadores Atuais do Brasil, onde são apresentados os resultados obtidos nas medições realizadas, e Conclusões e Recomendações, onde são expostas idéias para o aumento da produtividade medida pelos indicadores. O Anexo A apresenta números de produtividade de mão-de-obra direta, emitido em 30 de dezembro de 2003, e com última revisão de 15 de abril de 2004. O Anexo B pretende ser um manual bastante extenso de métodos, máquinas e equipamentos utilizados em Construção em Montagem.

O

coordenador do projeto ABAST 2 e os representantes das entidades que participam no

desenvolvimento deste relatório são:

 

COORDENADOR: OSCAR SIMONSEN (ABEMI)

 

E-mail: oscar@montcalm.com.br

 

INTEGRANTES: ANGELIM PIAO (ABEMI)

 
 

E-mail: isotec@uol.com.br

CARLOS ROBERTO DENARO (ABEMI)

E-mail: carlos.denaro@montcalm.com.br

EMILIO PIMENTA (ABEMI)

E-mail: epimenta@bechtel.com

FRANCISCO ASSIS DE OLIVEIRA ROCHA (ABEMI)

 

E-mail: francisco.rocha@ultratec.com.br

MYRIAM MARQUES DA S. CARVALHO (FINEP)

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E-mail: mazevedo@finep.gov.br

PAULO SIMONSEN (MONTCALM)

E-mail: paulosimonsen@montcalm.com.br

LUIZ CESAR DE ALMEIDA (PETROBRAS)

E-mail: cesar@petrobras.com.br

MAURICIO GODOY (SETAL)

E-mail: mgodoy@setal.com.br

Este relatório com seus anexos será disponibilizado a todas as empresas associadas da ABEMI. A ABEMI, por meio de seu boletim informativo, divulgará a existência do relatório, enfatizando sua utilidade para as empresas que desejarem investir na melhoria da produtividade de suas obras.

Nos 03 meses após a conclusão do relatório, a ABEMI fará sua divulgação nas reuniões de diretoria e de conselho.

O relatório será também divulgado e disponibilizado no comitê ABEMI – ABDIB de melhoria da capacitação tecnológica.

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METODOLOGIA

 

Para atingir o objetivo deste relatório, decidimos:

 

a)

relacionar os indicadores que serão adotados para avaliação das práticas de construção e

montagem industrial no Brasil a fim de:

 

b) compará-los com os mesmos indicadores obtidos em canteiros nos EUA e Europa.

 

A seleção de indicadores para a avaliação da produtividade nos leva a pensar em uma fase

anterior à da realização dos serviços. A unidade adotada para medir a produtividade na produção tem obrigatoriamente de ser a mesma unidade adotada na fase de estimativa da produtividade para a produção na fase orçamentária, a fim de permitir a comparação do que foi previsto com o que foi realizado. Em outras palavras, as empresas que se propõem a construir plantas industriais devem adotar na fase da precificação os mesmos índices que adotarão na montagem. Esse fato conduz à necessidade de se adotar indicadores que, muitas vezes, não são os mais precisos, uma vez que na fase de precificação são raras as ocasiões em que se dispõem de todas as informações detalhadas do que se vai construir.

Na modalidade de contratação em que o contratado é responsável pela Engenharia, Suprimentos e Construção, conhecida como EPC, a questão é ainda mais crucial. O que se dispõe no momento da avaliação de um escopo são informações qualitativas e quantidades estimadas globais. O desafio para a empresa contratada é incorporar no mesmo indicador todos os custos dos insumos, os requisitos contratuais de qualidade, as dificuldades climáticas locais, as características da mão-de-obra no sítio de cada planta além de todos os riscos possíveis.

Os indicadores foram escolhidos após uma série de sete reuniões realizadas entre representantes de empresas associadas à ABEMI, Associação Brasileira de Montagem Industrial, no período de 23/10/03 a 16/03/04.

A

adoção de indicadores unificados pelas empresas que realizam construção e montagem

industrial permitirá que cada empresa compare sua produtividade em atividades de montagem industrial com a produtividade de empresas concorrentes, seja em trabalhos no território brasileiro seja em trabalhos no exterior.

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2.1

Premissas

 

Na construção de plantas industriais estaremos estudando a produtividade do ser humano. Qualquer indicador expressará a relação entre uma quantidade de serviço e esforço humano para realizá-lo. Existe a convenção mundial de expressar o esforço humano em homem-hora. O trabalho realizado por um ser humano em uma hora.

Além do indicador, é necessário também unificar as condições de contorno do ambiente onde se pratica a medida do indicador: Conjuntura econômica, supervisão, recursos humanos, equipamentos, metodologia, condições climáticas e condições de trabalho.

O

quadro de índices de produtividade, item 4 deste relatório, foi criado com base nas

informações prestadas pelas empresas a respeito da efetiva produtividade que conseguem em seus canteiros de obras no Brasil. Apresenta uma faixa dentro da qual se situam suas realidades. Retratam números factíveis, a partir de uma condição ótima de realização de obra até uma situação usual em que se depara com imprevistos absorvíveis no suprimento de materiais, nos recursos humanos, nas condições climáticas, na supervisão dos trabalhos, na comunicação.

Os índices expressam apenas a Mão-de-Obra Direta. Chamaremos de MOD as categorias profissionais de Encarregado (Chefe de Turma) para os níveis hierárquicos mais baixos. As horas de trabalho dos supervisores, inspetores de qualidade, técnicos de materiais, almoxarifes, não são computadas nos índices.

O

índice relativo a uma determinada tarefa inclui também as atividades de preparação

direta-mente ligada à tarefa, ou seja: A organização de materiais, o transporte dos materiais para as frentes de trabalho, a montagem de acessos temporários, a preparação de máquinas e equipamentos.

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DESCRIÇÃO DAS ANÁLISES: INDICADORES

 

O quadro a seguir relaciona os indicadores selecionados e suas unidades:

 

Atividade

 

Unidade (homens-horas / prod.)

   

Montagem de tanques em chapas

hh / tonelada ( t )

 

Montagem de equipamentos rotativos monoblocos

hh / t

 

Montagem de equipamentos estáticos monoblocos

hh / t

 

Montagem de estruturas metálicas para prédios e estacadas

hh / t

 

Fabricação e Montagem de suportes de tubulação

hh / t

 

Fabricação e montagem de tubulações

hh / t

 

Montagem de instalações elétricas de força e comando

hh / ponto consumidor

 

Montagem de instalações elétricas de iluminação

hh / ponto consumidor

 

Montagem de sistemas de instrumentação

hh / instrumento

 

Montagem de isolamento térmico.

hh / m2

 

Montagem de revestimento refratário

hh / t

 

3.1

Montagem de Tanques a partir de Chapas Calandradas

 

Este indicador trata da produtividade obtida nos canteiros brasileiros para montagem de tanques de armazenamento de líquidos a partir de chapas esquadrejadas e calandradas. O indicador inclui a movimentação horizontal das chapas, a montagem do piso, costado, teto, acessórios e estruturas metálicas ligadas ao tanque. 65% das horas envolvidas referem-se às operações de soldagem. A montagem convencional envolve o içamento de chapa por chapa com o auxílio de um guindaste ou de um equipamento de elevação, a instalação de andaimes para acesso dos soldadores e a solda manual com eletrodo revestido.

Tem-se procurado com sucesso a utilização de macacos dispostos ao longo do perímetro do costado para montar o tanque de “cima para baixo” começando pelo teto e último anel do costado e em seguida pelos anéis inferiores, por meio de levantamentos sucessivos com macacos. Desta forma evita-se a montagem dos andaimes até o mais alto cordão de solda e permite-se a solda a 2,0 m do solo. Existem também equipamentos para realizar a soldagem de forma semi-automática.

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3.2 Montagem de Equipamentos e Estruturas Metálicas

 

A

necessidade de redução dos custos do investimento e do atendimento às demandas

exige a busca contínua de métodos que reduzam os prazos de construção e montagem. A pré-montagem de subconjuntos reduz o prazo de instalação no entanto exige equipamentos de maior capacidade para o manuseio dos conjuntos. O aumento da produtividade nas atividades de montagem de equipamentos e estruturas metálicas está diretamente associado à utilização de guindastes de capacidade maior.

O

indicador hh / t retrata a produtividade na montagem de equipamentos rotativos ou

estáticos e na montagem de estruturas metálicas. O indicador inclui a preparação da base do equipa-mento ou da estrutura metálica, a retirada do equipamento ou das peças da estrutura do pátio de armazenamento, o seu transporte até o local de montagem, o seu içamento, colocação sobre a base, alinhamento, nivelamento e montagem de acessórios.

A

produtividade será tão maior quanto maior for o grau de pré-montagem no solo e o

içamento de módulos ou conjuntos maiores.

 

3.3 Fabricação e Montagem de Tubulações

Este índice merece atenção especial em função da proporção com que a atividade de fabricação e montagem de tubulações participa do custo da montagem industrial. Cerca de 40% dos homens-horas despendidas na construção de uma planta petroquímica refere-se à tubulação.

O

processo de fabricação e montagem de tubulações para plantas de processo ainda é

muito dependente da competência do profissional.

 

A

automatização do processo é viável até um certo grau em função das características

únicas de cada “spool”. O processo envolve mão-de-obra intensiva.

 

A

necessidade de melhoria contínua medida pela redução de custos e melhor qualidade do

produto tem promovido o desenvolvimento de máquinas para substituir o homem. No entanto, a mão-de-obra tem permanecido o insumo de maior valor na composição do custo total do serviço de pré-fabricação e montagem de tubulações.

Tradicionalmente, as empresas de construção e montagem têm adotado a unidade de homens-horas por tonelada produzida – hh / t para a elaboração de uma proposta e para a medição da produtividade. Trata-se de um indicador que pode ser usado como um grande

balizador, mas que carrega consigo grandes distorções tornando-o pouco confiável quando

se

deseja uma precisão maior.

 

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O

quadro a seguir mostra 02 lotes de tubos, cada um deles com a mesma quantidade em

metros de tubos, de especificações diferentes, a quantidade de homens-horas necessária para fazer sua montagem segundo os padrões de uma empresa especializada em montagem industrial, e o indicador hh / t relativo a cada um dos lotes. A variação observada entre os indicadores hh / t obtidos para cada lote demonstra por que a unidade não é confiável.

Lote

Descrição sumária

Peso

 

HHs

hh / t

 

estimado (t)

estimadas

1

1000 m de tubo de aço carbono diâmetro 8 polegadas, espessura 8,2 mm

42,5

 

2.400

56,5

2

1000 m de tubo de aço inoxidável diâmetro 8 polegadas, espessura 3,8 mm

19,9

 

3.600

180,9

O

critério de adoção de homens-horas por metro de tubo ou por conexão encerra mais

precisão porém exige um trabalho exaustivo: o levantamento de todo o material envolvido. Raras vezes dispõem-se da relação detalhada de materiais no momento em que se faz a previsão de homens-horas necessárias.

O

critério de hh / PD = homem-hora por polegada diâmetro, pouco utilizado no Brasil, tem

tido crescente aceitação nos canteiros de obras na Europa e EUA em vista de sua razoável

precisão e da praticidade que ele permite no que se refere ao avanço físico da tarefa.

 

No âmbito deste relatório, permaneceremos adotando o índice de hh / t em função de sua difusão e aceitação no meio da construção e montagem no Brasil. Pesou nessa decisão o fato de que a PETROBRAS adota este índice em suas avaliações e previsões.

3.4

Montagem de Instalações Elétricas

 

Os indicadores de hh / ponto consumidor inclui as atividades de retirada dos materiais do local de armazenamento, a montagem de bandejas para cabos elétricos e eletrodutos, a medição de comprimento no local e o corte dos cabos elétricos, o lançamento dos cabos, sua interligação a painéis ou a consumidores, os testes de continuidade e de funcionamento. O aumento de produtividade, na montagem elétrica e de instrumentação, está ligado à preparação dos trabalhos, acessos, materiais, ferramentas, projeto.

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3.5

Montagem de Instalações de Instrumentação

 

Os indicadores de hh / instrumento inclui as atividades de retirada dos instrumentos do local de armazenagem, a montagem de bandejas para cabos elétricos e eletrodutos, o corte dos cabos de instrumentação, o lançamento dos cabos, sua interligação a painéis e a instrumentos, a proteção dos instrumentos no local de montagem. O aumento de produtividade, na montagem da instrumentação, está ligado à preparação dos trabalhos, acessos, materiais, ferramentas, projeto.

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4

RESULTADOS: PAINEL DE INDICADORES ATUAIS NO BRASIL

 

Segue, como anexo A, o quadro de indicadores de produção resultante da pesquisa realizada entre empresas de montagem industrial associadas na ABEMI. Esses indicadores representam a experiência dessas empresas na realização de obras. Representam uma média das médias indicadas pelas empresas. Não podem e não devem ser usados para a elaboração de uma proposta ou orçamento. Servem para que tenhamos uma base de comparação da produtividade alcançada no Brasil com a produtividade obtida em canteiros nos exterior quando analisados e medidos sob os mesmos critérios.

Faz parte de nosso projeto, ABAST 2, a comparação dos indicadores de produtividade utilizados pelas empresas de construção e montagem no Brasil com os indicadores, medidos sob os mesmos critérios, nos canteiros de obras dos EUA e Europa. Não nos foi possível, até a data atual, 14/06/04, organizar e realizar viagens ao exterior para essa finalidade. As informações que transcrevemos foram obtidas de estudos e propostas feitos por empresas de construção e montagem que atuam no exterior. São indicadores utilizados por essas empresas em suas propostas. Não foram efetivamente medidos por nós.

Atividade

No Brasil

Nos EUA

Diferença

 

Montagem de estruturas metálicas (hh / t)

50,00

30,00

 

67%

Montagem de equipamentos (hh / t)

18,50

15,00

 

23%

Fabricação de tubulações (hh / pol. Diâmetro)

1,00

0,65

 

54%

Fabricação de tubulações (hh / t) 8” sch40

109,50

71,10

 

54%

Montagem de tubulações (hh / t) 8” sch40

163,80

106,40

 

54%

Montagem de instalações elétricas

125,00

100,00

 

25%

Montagem de instalações de instrumentação

37,00

30,00

 

25%

Observações:

1. Apesar da grande diferença observada na comparação dos índices de produtividade, o custo unitário da montagem industrial expresso em R$ / t ou US$ / t é maior nos EUA do que no Brasil.

2. A diferença da produtividade em montagem de estruturas metálicas, deve-se ao emprego de guindastes de maior capacidade manuseando subconjuntos de maior peso. A disponibilidade de guindastes de grande porte em qualquer local dos EUA propicia a pré- montagem de subconjuntos no solo.

Relatório Final ABAST-02

 

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3. É importante registrar que as empresas de montagem industrial estrangeiras que têm vindo realizar obras no Brasil, deparam-se com as mesmas dificuldades que as empresas brasileiras enfrentam e a produtividade que conseguem atingir torna-se a mesma atingida pelas empresas brasileiras.

Relatório Final ABAST-02

       

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5

CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES PARA O AUMENTO DA PRODUTIVIDADE

 

As conclusões não são novas. Para melhorar a produtividade nos canteiros de obras no Brasil é necessário agir: (i) na qualificação da mão-de-obra; (ii) na atuação nos processos com foco na produtividade; (iii) na adoção de máquinas e equipamentos similares aos utilizados nos canteiros dos EUA e Europa.

Julgamos importante também a atualização dos gerentes técnicos responsáveis pelas empresas de construção e montagem por meio de feiras nacionais e internacionais.

Dentre as feiras que ocorrem no Brasil, sugerimos:

 

FEIMAFE – Feira Internacional de Máquinas e Ferramentas e Sistemas Integrados de Manu-fatura, que ocorre tradicionalmente no mês de maio no Anhembi em São Paulo. www.feimafe.com.br

MOVIMAT – Feira de Movimentação de Materiais, que ocorre em agosto no Expo Center Norte em São Paulo, www.imam.com.br

Dentre as feiras que ocorrem no exterior sugerimos:

 

A.W.S.

American

Welding

Society,

ocorre

em

cidades

alternadas

dos

EUA

www.aws.com.org

 

SCHWEISEN und SCHNEIDEN (Solda e Corte), que ocorre a cada 04 anos na cidade de Essen na Alemanha. Informações no site www.fwwtravel.com

BAUMA - que ocorre na cidade de Munique na Alemanha. www.bauma.de

 

FABTECH INTERNATIONAL - www.fmafabtech.com

 

5.1

Qualificação da Mão-de-Obra

 

Nos canteiros do exterior, além da maior disponibilidade de guindastes e de equipamentos pesados de montagem, a mão-de-obra é mais capacitada. Os salários, por sua vez também são mais altos. O conjunto desses 02 aspectos: Disponibilidade de máquinas a um custo menor e maior qualificação da mão-de-obra resulta em trabalhos com maior qualidade e menor custo. No Brasil existe o paradigma de se trabalhar com um ajudante ao lado de cada oficial. Os oficiais, por sua vez, em função do baixo nível de escolaridade, dependem de instruções detalhadas de encarregados. A prática no Brasil é se trabalhar com 01 encarregado para cada 10 pessoas, das quais 05 são oficiais e 05 são ajudantes.

Relatório Final ABAST-02

 
       

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Nos canteiros de obras nos EUA e Europa inexiste a figura do ajudante. Os oficiais, em função de sua maior escolaridade, tomam decisões e realizam suas tarefas sem a dependência de um encarregado. O reflexo desses dois fatos é a obtenção de maiores índices de produção e maior produtividade. O fato é que o oficial que trabalha em um canteiro da Europa ocidental recebe um salário com um poder aquisitivo que lhe permite uma qualidade de vida superior ao do trabalhador brasileiro atuando na mesma função.

A

busca da perfeição no que se faz, é natural ao ser humano. No entanto, o operário nos

EUA já possui uma posição na sociedade que lhe permite acesso a associações de classe e ambientes nos quais o trabalhador brasileiro ainda não se julga no direito. Quando se visita uma feira tecnológica nos EUA ou na Europa se depara com operários que se deslocam a esses eventos com o intuito específico de conhecer as novas tecnologias de sua profissão. Eles freqüentam as feiras com o intuito de melhorar sua performance pessoal.

Têm consciência da importância do aprendizado e do aprimoramento. Investem seu tempo

e

empenho no domínio pessoal de seu ofício. Nas feiras que se realizam no Brasil,

mostrando as mesmas novidades tecnológicas, encontramos os diretores, gerentes e

responsáveis pela produção das empresas, com a intenção de levar para suas organizações

o

que há de moderno e convencer os trabalhadores da necessidade de utilizá-los em uma

tentativa de ensinar de “cima para baixo”.

 

A

qualificação da mão-de-obra é um longo processo em que o maior interessado deve ser o

trabalhador, orgulhoso de sua profissão e entusiasmado pelo crescimento profissional. A empresa deve promover e estimular o desenvolvimento pessoal, mas é do indivíduo que se deve esperar a motivação.

Concluímos portanto, que para melhorar a produtividade nos canteiros de obras no Brasil é necessário investir na capacitação da mão-de-obra, nas práticas gerenciais e em ações que resultem no acesso a máquinas e equipamentos modernos a preços compatíveis com a nossa realidade.

O

brasileiro aprende e se desenvolve com facilidade. A disseminação de novos métodos a

partir da implantação de novos equipamentos é um bom caminho para a formação e

desenvolvimento da mão-de-obra.

 

No entanto, as empresas de construção e montagem no Brasil, se deparam com gastos de importação que tiram o estímulo à modernização. Além do risco cambial, sempre presente

na análise de riscos dos empresários, os impostos e taxas levam o valor do bem importado

a

um nível que inviabiliza a sua aquisição quando se analisa a taxa de retorno.

 

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Em recente experiência de consórcio com uma empresa chilena, pudemos comprovar que um equipamento importado dos EUA chegou ao Chile isento de impostos de importação ao

passo que, o mesmo equipamento foi internalizado no Brasil com um custo adicional de 45

%

(Imposto de Importação + IPI+ ICMS).

 

O

conceito de pré-fabricação de peças de tubulação – “spools” – nos projetos para

implantação de complexos petroquímicos no exterior é uma prática de mais de 30 anos. A produtividade obtida em uma oficina de pré-fabricação é muito maior do que a obtida em canteiro de obra. Um solda realizada no campo envolve 4 vezes mais homens-horas do que uma solda realizada em “pipe-shop”.

Há que se considerar que nem todas as soldas podem ser realizadas em “pipe-shop” no

entanto, a proporção de 60% para 40% para soldas realizadas em “pipe-shop” e no campo

é

bem razoável.

Quando se fala na proporção de tempo de 4 para 1 para a solda realizada no campo em

relação à realizada em “pipe-shop” há que se lembrar que, para a execução de uma solda

no

campo, será necessária a preparação andaimes e plataformas, o transporte do “spool” e

do

equipamento de soldagem até o local da montagem, os cuidados com a prevenção de

acidentes, o tempo de espera para a liberação de trabalho, enfim, todas as precauções e preparativos que são exigidos no campo e que no “pipe-shop” são realizados de modo corriqueiro.

A

competência do profissional na atividade de fabricação e montagem de tubulações

também influencia de modo significativo a produtividade. Como em qualquer atividade humana, o “saber fazer” cria satisfação, motivação e elimina o tempo perdido pela insegurança e, pior ainda no retrabalho.

A

competência do profissional, pode ser avaliada pela formação (escolaridade), experiência

(tempo em que atua na atividade), habilidade (tendência natural para o tipo de atividade)

treinamento, determinado a partir da necessidade de treinar um indivíduo que tem as três capacidades anteriores para uma atividade específica.

e

As

associadas da ABEMI – Associação Brasileira de Engenharia Industrial, conscientes da

carência de mão-de-obra competente para realizar as obras de construção e montagem industrial, tomou a iniciativa de desenvolver um programa para qualificar trabalhadores. Com o apoio do SENAI foi criado um curso para a formação de encanadores industriais, justamente por ser a atividade de fabricação e montagem de tubulações aquela que é considerada a mais crítica nos canteiros brasileiros em termos de baixa produtividade em

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relação aos canteiros nos EUA ao lado de ser a atividade que exige maior quantidade de horas, como já falado neste trabalho.

O

tema de aumento da capacidade da mão-de-obra é objeto de um outro projeto do PRO-

MINP, o ABAST 12.

 

Cabe a todas as empresas de montagem industrial no Brasil incentivar a formação de profissionais e a adotar em seus canteiros os métodos e ferramentas utilizados em canteiros no exterior. Não é suficiente a aquisição de máquinas e equipamentos modernos e eficazes se não dispusermos de mão-de-obra competente para utilizá-los. Essa afirmação pode parecer superficial em função de ser lógica, no entanto, é penoso e dispendioso o processo de educação e treinamento para conduzir nossos trabalhadores a abandonar métodos com que estão habituados há décadas para adotar métodos modernos.

Como exemplo, menciono o caso verídico de soldadores que se negam a trabalhar sentados em frente a um tubo de aço que gira à sua frente para fazer uma junta soldada por que, orgulhosamente, não querem “perder a mão” e a certificação que obtiveram para soldar em posição ASME 6G, ou seja, contorcendo-se em torno do tubo fixo para realizar a soldagem de uma junta.

É

essencial o investimento racional e simultâneo em:

 

1) Aquisição de máquinas e ferramentas com correspondente adoção de novos métodos.

2) Formação de mão-de-obra.

 

5.2

Atuação nos Processos com Foco na Produtividade

5.2.1 Planejamento

 

Os índices de produtividade são diretamente afetados pelo grau de planejamento do empreendimento. Os esforços para a mobilização de recursos humanos e materiais para um canteiro de construção e montagem devem seguir um planejamento rigoroso. Não é viável a flutuação intermitente dos recursos segundo as necessidades diárias de um canteiro. O curso dos homens-horas das equipes disponíveis correm inexoravelmente com o tempo.

Em uma fase inicial de um empreendimento, na qual o planejamento deve ser detalhado, o custo despendido para mudanças e correções é irrisório e a capacidade de

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adequação do empreendimento elevada. Em uma fase avançada do empreendimento, o custo para mudanças será elevado e a capacidade de adequação baixa, podendo mesmo inviabilizar as mudanças requeridas. A energia e recursos despendidos na elaboração de uma Estrutura Analítica de Projeto (WBS) detalhada será sempre proveitosos.

A

EAP detalhada é a base que permite aos gerentes do empreendimento respeitar os

requisitos contratuais de escopo e prazo e de prever: Projetos e informações, análise dos riscos e suas mitigações, materiais de aplicação, recursos humanos, planos e sistemas de comunicação, critérios e controle da produção, critérios e controle da qualidade, máquinas e ferra-mentas para a execução.

5.2.2 Materiais

 
 

A

adoção de máquinas e processos automáticos que dispensam o uso intensivo da mão-

de-obra exige rigor na especificação e aquisição de materiais. Persiste nos canteiros de obras brasileiros a prática de “recuperar” ou “aproveitar” materiais não-conformes. A produtividade é direta e profundamente afetada pela qualidade dos materiais que chegam nos canteiros de obras. Pode-se gastar, na preparação de um bisel na extremidade de uma conexão, na redução da espessura da extremidade de um tubo ou na tentativa de eliminar a ovalização de um tubo, a mesma quantidade de horas previstas para realizar o acoplamento e soldagem daquela junta. Ou seja, realiza-se a mesma tarefa com a metade da produtividade prevista. Esse fato pode ocorrer em lotes

de peças, de procedência nacional ou importada.

 

A adoção de sistemas de qualidade nos canteiros de obras, com inspeção e

rastreamento dos materiais a partir de seu recebimento, é essencial para que não sejam

computadas como operacionais as horas gastas em atividades de recuperação e adaptação. Os materiais não-conformes, segregados e submetidos a um tratamento específico de análise de causas, resultará em uma medida da produtividade sem distorções e, indiretamente, no aumento do grau de maturidade das empresas brasileiras.

5.3

Máquinas e Equipamentos

 

As inovações que foram introduzidas nos canteiros brasileiros nos últimos 30 anos, nas atividades de fabricação e montagem industrial são resultado de ações individuais de poucas empresas de montagem. De uma forma geral, nos canteiros brasileiros, trabalha-se com máquinas e ferramentas ultrapassadas.

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O elevado custo de aluguel de máquinas e equipamentos, em relação ao que se pratica no exterior, resulta na maior utilização de mão-de-obra que por sua vez resulta em índices de produção piores (hh / trabalho unitário).

Para permitir o acesso de máquinas, ferramentas e equipamentos de última geração, é necessária uma política de incentivo às empresas que operam no Brasil, independentemente de sua nacionalidade, atuando na redução dos custos de importação:

imposto de importação, IPI, ICMS, taxas alfandegárias, taxa da marinha, e outros.

 

No anexo B apresentamos o resultado de nossa pesquisa para identificação de máquinas e equipamentos utilizados no momento em canteiros de alta produtividade, para atividades usualmente praticadas em montagem industrial.

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6

ANEXOS

6.1 ANEXO A: Índices de Produção – Mão-de-Obra Direta

Emissão: 30/12/03

Revisão A: 03/03/04

Revisão B: 15/04/04

Revisão C: 15/04/04

Revisão D: 14/06/04

30/12/03 Revisão A : 03/03/04 Revisão B : 15/04/04 Revisão C : 15/04/04 Revisão D :

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M ELHORIA DA C OMPETITIVIDADE DA I NDÚSTRIA N ACIONAL Notas importantes :   Nota 1

Notas importantes:

 

Nota 1: Critérios para a adoção dos índices pelas empresas:

a)

Cada empresa foi orientada para adotar o que considera um ótimo índice, ainda que ele

não seja aquele que a empresa obtenha em seus trabalhos quotidianos. Foram consideradas as atividades que influenciam diretamente os índices como movimentação, interrupções aceitáveis dos trabalhadores, tempo para regulagem das máquinas, tempo para repouso do trabalhador, tempo para limpeza da área de trabalho.

b)

Por outro lado as empresas foram orientadas para expurgar dos índices as causas

também usuais mas que não deveriam ocorrer em um trabalho organizado e com foco na produtividade tais como falta de desenhos ou instruções, supervisão falha, falta de materiais que garantam a continuidades, incapacidade individual do profissional, greves.

Nota 2: Os índices referem-se à Mão-de-Obra Direta (MOD).

 

Os índices expressam apenas as horas da Mão-de-Obra Direta envolvida na atividade. Definimos como Mão-de-Obra Direta a equipe composta pelo Encarregado / Chefe de Turma e seus subordinados: encanadores, soldadores, montadores, ajudantes. As horas de trabalho dos supervisores, inspetores de qualidade, técnicos de materiais, almoxarifes, não estão consideradas nos índices.

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Nota 3: Pré-fabricação e montagem de "spools".

 

Com relação ao índice relativo à montagem de tubulação, lembrar que estamos falando de montagem de "spools" que foram pré-fabricados e disponibilizados para a montagem no campo. A atividade de montagem no campo consistirá no transporte do "spool", montagem

desmontagem de andaimes ou acessos, ajustagem do "spool", soldagem das 02 extremidades de outras conexões, suportação e teste hidrostático.

e

Nota 4: Índice adotado.

 

O

valor adotado corresponde à média aritmética dos índices fornecidos pelas quatro

empresas.

 

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6.2

ANEXO B: Métodos, Máquinas e Equipamentos Utilizados em Obras de Construção e Montagem Industrial

 

6.2.1 Introdução

 
 

Por ocasião das reuniões entre as empresas de montagem industrial associadas da

ABEMI, concluímos que a atividade em que deveríamos concentrar nosso foco era a

fabricação e montagem de tubulações. Essa conclusão despontou quando verificamos

que a atividade de tubulação na montagem de uma planta petroquímica consome cerca

de 45% dos homens-horas totais, com as 55% remanescentes estão subdivididas em:

 

Montagem de equipamentos

 

15%

   

Montagem de estruturas metálicas

 

15%

 

Montagem das instalações elétricas e de instrumentação

25%

 
 

Outro aspecto que nos levou a essa conclusão foi a diferença de 54% observada entre a

produtividade obtida no Brasil e no exterior. Precisamos de 10h para realizar a tarefa

feita em 6,5h por nossos pares em canteiros no exterior.

 

Neste anexo, preocupamo-nos em identificar os métodos e equipamentos empregados

em oficinas de fabricação especificamente preparadas para produzir peças tubulares,

usualmente conhecidas sob o nome de “spools”, de “carretel” em inglês. Nos EUA e

Europa, existem oficinas especializadas de fabricação de “spools”. Essas oficinas,

conhecidas sob o nome de “pipe-shops”, pré-fabricam as peças e as entregam às

empresas de montagem industrial com qualidade assegurada. No Brasil, essas oficinas

especializadas não existem. A fabricação dos “spools” é feita pelas próprias empresas de

montagem industrial, usualmente em “pipe-shops” instalados de forma provisória na

área industrial do Cliente final.

 

A produtividade dos “pipe-shops” especializados é notavelmente superior àquela obtida

em canteiros provisórios por vários motivos: A perenidade da equipe de produção,

comparada à rotatividade inerente às obras com prazos definidos. A adoção de métodos

de linhas de produção, com automatização de processos. A implantação de máquinas de

movimentação e operatrizes de modo definitivo. O aprendizado contínuo das equipes. A

adequação às condições climáticas.

 

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Procuramos também neste anexo, reproduzir artigos escritos em revistas especializadas, que orientam os gerentes técnicos a identificar, selecionar e aplicar métodos que aumentem a produtividade em suas obras.

6.2.2

Montagem De Tanques De Derivados De Petróleo

 

Na montagem de um tanque a partir de chapas calandradas, cerca de 35% dos homens-horas serão consumidas no manuseio, montagem e ajustagem das chapas e 65% na sua soldagem.

A

utilização de andaimes tubulares apoiados sob o solo para as operações de montagem

e

soldagem chega a consumir 25% do custo total da montagem.

 

O

método que apresenta melhor produtividade a baixo custo é a montagem e soldagem

do tanque de “cima para baixo”. Monta-se no solo o teto e o anel superior do costado. Com o auxílio de macacos hidráulicos posicionados ao longo do perímetro do costado do tanque, empreende-se o levantamento do anel superior juntamente com o teto até a elevação que permita a montagem do anel imediatamente abaixo.

Atenção ao curso útil dos macacos hidráulicos que deverá permitir o acesso do anel seguinte após o levantamento do anel precedente. Existem empresas brasileiras que locam os macacos e prestam o serviço de instalação e operação dos mesmos.

A

operação de soldagem será sempre realizada a uma altura baixa em relação ao solo,

correspondente à largura da chapa do costado. Desta forma evita-se o andaime e o trabalho em altura. Seguem fotos ilustrativas.

 
   
 

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M ELHORIA DA C OMPETITIVIDADE DA I NDÚSTRIA N ACIONAL As soldas verticais do costado são

As soldas verticais do costado são feitas com processo semi-automático MIG. Existe disponível no mercado mecanismos motorizados que realizam a solda vertical MIG de forma automática. A empresa norte-americana BUG-O comercializa esse mecanismo. A empresa Koike Aronson Inc., utilizando equipamento LINCOLN para solda no processo de arco submerso, desenvolveu um equipamento para solda automática das soldas horizontais de costados de tanques. Trata-se de uma cabine de solda que aloja o equipamento de solda em arco submerso e o operador, de forma confortável. A cabine se move encostada no costado do tanque, movida por acionamento com variação contínua de velocidade. A cabine fica “pendurada” na borda superior do costado do tanque. Anexamos a seguir fotos da cabine de solda.

na borda superior do costado do tanque. Anexamos a seguir fotos da cabine de solda. Relatório
na borda superior do costado do tanque. Anexamos a seguir fotos da cabine de solda. Relatório

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M ELHORIA DA C OMPETITIVIDADE DA I NDÚSTRIA N ACIONAL Fornecedores dos equipamentos : Koike Aronson
M ELHORIA DA C OMPETITIVIDADE DA I NDÚSTRIA N ACIONAL Fornecedores dos equipamentos : Koike Aronson

Fornecedores dos equipamentos:

Koike Aronson Inc. www.koike.com

BUG-O-SYSTEM www.bugo.com

GULLCO www.gullco.com

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6.2.3

Fabricação E Montagem De Tubulações

 

Dentro da disciplina “Tubulação”, estaremos subdividindo-a em pré-fabricação e montagem.

A

atividade pré-fabricação é caracterizada pela possibilidade de maior planejamento,

introdução de rotinas, padronização de processos, desenvolvimento de métodos específicos, nenhuma interferência com outras áreas da montagem, além de sofrer menor para não dizer nenhuma interferência de intempéries.

A pré-fabricação é composta de sub-atividades e dentro de cada sub-atividade estaremos apresentando alternativas que permitirão uma maior produtividade. Esta produtividade irá refletir num menor custo do trabalho que poderá além de tornar o prestador de serviço mais competitivo minimizar os custos para o cliente final.

A pré-fabricação será subdividida em:

 

1 Manuseio/Recebimento/Distribuição de Material.

2 Corte/Biselamento

3 Montagem dos Spools

4 Soldagem

 

5 Posicionadores

 

6.2.3.1 Manuseio / Recebimento / Distribuição De Material

 
 

Serão tratados os seguintes itens:

 

(i) Carro hidráulico para paletes;

(ii)

Guindauto ou guindaste de pequeno porte;

(iii)

Empilhadeiras Manuais, com motor elétrico ou motor de combustão interna;

 

(iv)

Carro plataforma;

 

(v)

Ponte rolante;

(vi)

Prateleiras para ar condicionado de tubos e conexões;

 

(vii) Identificação de “spools” e peças.

 

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Carro hidráulico para paletes:

 

Características

Técnicas:

Equipamento

utilizado

para

manuseio

de

conexões

(flanges, conexões, válvulas). Necessita de piso retangular (cimentado) devido aos rodízios utilizados. Trabalha com palets (plataformas) padrão facilitando o serviço de carga e descarga.

Capacidade: até 2t

 

Dimensões: 1,3m (altura) / 0,68m (largura) / 1,5m (compr.)

 

Principais Fornecedores: Transall / Carril / Big / Cidan

 
 
   
 
Principais Fornecedores : Transall / Carril / Big / Cidan       Relatório Final ABAST-02

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Guindauto ou guindaste de Pequeno Porte:

 

Características Técnicas: Equipamento utilizado para manuseio de tubulação no pátio de estocagem. No caso de guindauto, o equipamento só trabalha quando “patolado”. O guindaste Grove pode se movimentar com carga sobre a carroceria ou com a peça içada diferente a área de locomoção.

Capacidade: até 18 toneladas

 

Dimensões: ver catálogo

Principais Marcas: Grove/Hiab/ Madal

 
   
   
 

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E M ONTAGEM COM V ISTAS À M ELHORIA DA C OMPETITIVIDADE DA I NDÚSTRIA N

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E M ONTAGEM COM V ISTAS À M ELHORIA DA C OMPETITIVIDADE DA I NDÚSTRIA N

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Empilhadeiras

Manuais,

com

motor

elétrico

ou

motor

de

combustão

interna:

 

Características Técnicas: O uso de empilhadeiras, em qualquer das 3 versões, agiliza o manuseio de peças não só sobre os palets como também na movimentação dos itens no pátio de descarga. A motorização elétrica ou a gás permite sua utilização também internamente junto com as pontes rolantes (item 1.5) na área de fabricação.

Capacidade: até 10 toneladas

 

Dimensões: ver catálogo

Principais Marcas: Meppam / Paletrans / Halia / Genie / Lifttrans

 
 
 

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Carro plataforma:

Características Técnicas: Equipamento de apoio utilizado para manusear tubos e conexões de menor porte. Trafego sobre piso irregular quando equipado com rodas com câmara de ar.

Capacidade: até 800 kg.

Dimensões: ver catálogo

Principais: Marcon/Transall/Rod-Car/Carril

Capacidade : até 800 kg. Dimensões : ver catálogo Principais : Marcon/Transall/Rod-Car/Carril Relatório Final ABAST-02

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Ponte rolante:

Características Técnicas: Equipamento que necessita de pista de rolamento para se deslocar. Sua utilização ao invés de um pórtico, permite maior mobilidade / e menos interferência dentro da área de trabalho. Sua operação pode ocorrer através de botoeira com cablagem ou com controle sem fio.

Capacidade: até 5t

Dimensões: compatíveis com as instalações

Principais Fabricantes: Bauma/DK Demag/Rovela

5t Dimensões : compatíveis com as instalações Principais Fabricantes : Bauma/DK Demag/Rovela Relatório Final ABAST-02
5t Dimensões : compatíveis com as instalações Principais Fabricantes : Bauma/DK Demag/Rovela Relatório Final ABAST-02

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Prateleiras para ar condicionado de tubos e conexões:

Características Técnicas: O acondicionamento de tubos, conexões, válvulas e acessórios requer soluções práticas e flexíveis. A má organização do estoque ocasionará dificuldade no controle e no suprimento para as linhas de montagem. Deverá ser prevista a identificação dos locais de armazenamento visando facilitar o manuseamento dos itens.

Dimensões: compatíveis com as instalações

Principais fabricantes: Altamira / Marfinite

Dimensões : compatíveis com as instalações Principais fabricantes : Altamira / Marfinite Relatório Final ABAST-02

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Identificação de “spools” e peças:

 

Características Técnicas: Etiquetas ou marcações puncionadas. Tendo em vista a alta produção obtida na pré-fabricação de spools faz-se necessário um sistema de identificação confiável que permita a rastreabilidade de todos os passos envolvidos no processo. A utilização de marcadores / puncionadores auxilia tanto na identificação de itens não conformes, especificação de material bem como de spools executados.

 
   
 

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6.2.3.2 Corte e Biselamento

 

Existem diversos processos para corte e biselamento de tubulação, o processo a ser adotado deverá levar em conta o volume de produção bem como o tipo de material

a

ser cortado e biselado.

 

(i) Corte a Plasma

(ii)

Equipamento Cort – U – box para corte de tubos.

(iii)

Cortadeiras elétricas e pneumáticas.

(iv)

Mesas de corte para barras de tubos.

(v)

Bizeladoras elétricas ou pneumáticas.

Corte a Plasma:

Historicamente as empresas de montagem industrial utilizam o sistema “oxi- combustível” para fazer o trabalho de corte nas tubulações de aço carbono. Trata-se do processo de corte com maçarico utilizando os gases oxigênio e acetileno.

Já as tubulações de aço inoxidável eram cortadas com o auxílio de discos de corte ou muitas vezes com serras elétricas. Com o desenvolvimento de equipamentos de “corte e plasma”, a operação de corte ficou bastante facilitada tanto para o aço carbono, aço inoxidável e aços liga.

A

velocidade de corte com o sistema plasma supera a rentabilidade do oxicorte. As

máquinas de corte a plasma operam com ar comprimido e/ou com gases específicos, dependendo do resultado necessário a ser obtido. Muitas vezes, o corte obtido através do plasma não necessita de um biselamento posterior, mas sim apenas uma limpeza / acabamento da superfície cortada.

ALGUMA TEORIA SOBRE O CORTE A PLASMA:

 

Ao aplicar-se uma diferença de potencial tipo descarga de alta freqüência entre dois pólos imersos em uma atmosfera gasosa, ioniza-se parte dos átomos do gás, criando-se assim um meio condutor de corrente elétrica entre os pólos, chamado, meio condutor de terceira classe.

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Com manutenção da diferença de potencial entre os pólos, é estabelecido um fluxo de corrente elétrica através do gás, gerando assim uma maior ionização e aquecimento do meio. Isto ocorre através da decomposição das moléculas do gás em cátions, nêutrons e elétrons. É observado nessa fase o calor latente, que é característico das mudanças de fase. Denomina-se esse estado de quarto estado da matéria ou estado "Plasma".

No processo de oxi-combustível, o calor gerado está limitado, pois parte da energia da chama é cedida para dissociar os elementos combustíveis (reação endotérmica).

No caso do Plasma a temperatura é limitada somente pela corrente do arco elétrico, pois todo calor gerado no Plasma é utilizável. As temperaturas podem chegar até 60.000°C, sendo que industrialmente se utiliza entre 18.000 a 24.000°C, enquanto as chamas oxi-combustíveis atingem a faixa de 3.000°C.

as chamas oxi-combustíveis atingem a faixa de 3.000°C. Um outro grande avanço no processo Plasma foi

Um outro grande avanço no processo Plasma foi dado pela constrição do arco elétrico. Abaixo podemos comparar o processo TIG com o processo Plasma, em termos de temperaturas geradas versus constrição do arco. A constrição do arco também gerou uma diminuição drástica na Z.T.A. (Zona Termicamente Afetada).

do arco também gerou uma diminuição drástica na Z.T.A. (Zona Termicamente Afetada). Relatório Final ABAST-02

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A

velocidade de escoamento do jato plasma está em torno da velocidade sônica,

isto é 340m/seg e é utilizada para ejetar o material ejetado pelo corte ou goivagem.

O

arco é estabelecido entre um eletrodo não consumível e a peça. O gás exposto

ao grande calor do arco na câmara da tocha, se expande rapidamente e é forçado através de um orifício constrito, gerando um jato de alta velocidade e alta temperatura que é concentrado sobre uma pequena área na peça promovendo a fusão do metal. As partículas fundidas são removidas, continuamente pelo jato plasma, formando o corte.

Um outro dispositivo para facilitar o corte é o movimento rotacional do gás na câmara da tocha. Esse movimento produz um efeito "saca-rolhas" que aumenta a velocidade, intensidade e eficiência produzindo cortes livre de rebarbas com mínima sangria e bordas com uma angulação de quase 90°.

Veja abaixo o movimento rotacional do gás na câmara da tocha.

 
 
 

A

fonte de energia para o processo plasma corte é eletrônica, do tipo corrente

constante e possui uma série de dispositivos que garantem a integridade do

processo de corte e de proteção do equipamento e do operador.

 

A

fonte sendo eletrônica monitora a corrente de corte, mantendo-a constante

mesmo que haja variações na rede elétrica e na distância tocha-peça, mesmo com

operadores inexperientes.

 

As proteções existentes são:

Termostato: Protege contra trabalhos acima da capacidade do equipamento;

Pressostato: Garante uma pressão mínima de entrada do gás plasma;

 

Sensor de Corte: Ignita a alta freqüência toda a vez que o arco de corte é interrompido e o gatilho da tocha é mantido pressionado.

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