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PLANO DE NEGÓCIO NÚCLEO DE PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA - NUPAGRO -
PLANO DE NEGÓCIO
NÚCLEO DE PRODUÇÃO
AGROPECUÁRIA
- NUPAGRO -
Universidade Federal de Campina Grande NÚCLEO DE PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA - NUPAGRO - Centro de Desenvolvimento

Universidade Federal de Campina Grande

NÚCLEO DE PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA - NUPAGRO -

Grande NÚCLEO DE PRODUÇÃO AGROPECUÁRIA - NUPAGRO - Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido Sumé,

Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido

Sumé, PB

2011

Universidade Federal de Campina Grande Reitor Thompson Fernandes Mariz Vice-Reitor José Edilson de Amorim

Universidade Federal de Campina Grande

Reitor Thompson Fernandes Mariz

Vice-Reitor José Edilson de Amorim

Diretor do CDSA Márcio de Matos Caniello Vice-Diretor do CDSA José Vanderlan Leite de Oliveira

Diretor do CDSA Márcio de Matos Caniello

Vice-Diretor do CDSA José Vanderlan Leite de Oliveira

Coord. Adm. UATEC Glauciane Danusa Coelho

Coord. Adm. UAEDUC José Irelânio Ataíde Leite

Prefeito setorial Edvaldo Eloy Dantas Júnior

Coord. Geral Ana Cristina Chacon Lisboa Coord. Adjunto Karla dos Santos Melo Ger. Administrativo Osiran

Coord. Geral Ana Cristina Chacon Lisboa

Coord. Adjunto Karla dos Santos Melo

Ger. Administrativo Osiran Felício de Lima

Coord. Setor de Paisagismo Adriana de Fátima Meira Vital

Zootecnista Mirela Gurgel Guerra

Técs. Lab. Agroindústria Amanda Kelle Fernandes de Abreu Carla Mailde Feitosa Santa Cruz

Téc. Lab. Agropecuária Valdir José Costa Padilha

EQUIPE TÉCNICA:

Profissionais/Área de conhecimento:

Profa. Ana Cristina Chacon Zootecnia Profa. Karla dos Santos Melo Engenharia Agrícola - Tecnologia de Alimentos Prof. João Pereira Leite Engenharia Mecânica Engenharia de Produção Prof. Robson Fernandes Barbosa Administração de Empresas Marketing Prof. Edvaldo Eloy Dantas Júnior Engenharia Agrícola

Amanda Kelle Fernandes de Abreu Engenharia de Alimentos Téc. Lab. Agroindústria Carla Mailde Feitosa Santa Cruz Téc. Lab. Agroindústria Mirela Gurgel Guerra - Zootecnia Valdir José Costa Padilha Téc. Lab. Agropecuária

Alunos do Curso de Engenharia de Produção (5º Período):

Pablo Veronese de Lima Rocha Lanne Karelle Vieira Aragão Juliane Vasconcelos da Silva

Formatação e Análise da viabilidade econômica do Plano de Negócio:

Osiran Felício de Lima Administrador/UFCG CRA-PB Nº 3575

Apoio técnico:

Prof. Vicente de Paula Albuquerque Araújo Coord. do Programa de Estudos e Ações para o Semiárido (PEASA/UFCG)

SUMÁRIO

1

SUMÁRIO EXECUTIVO

11

1.1 RESUMO DO PONTOS PRINCIPAIS DO PLANO DE NEGÓCIO

11

1.2 REFERENCIAL TEÓRICO

14

1.2.1 Caprinocultura

14

1.2.2 Ovinocultura

16

1.2.3 Suinocultura

18

1.2.4 Avicultura

19

1.2.5 Cotornicultura

20

1.2.6 Piscicultura

20

1.2.7 Produção de forragem

23

1.2.8 Beneficiamento e processamento de produtos agropecuários

24

1.2.9 Biodigestor

25

 

1.3

OBJETIVOS

26

1.3.1 Objetivo geral

26

1.3.2 Objetivos específicos

26

 

1.4

ORGANOGRAMA DO NÚCLEO

30

1.4.1 Funções

30

1.4.2 Níveis hierárquicos

31

1.5 FORMAÇÃO ACADÊMICA E PROFISSIONAL DOS GESTORES

36

1.6 DADOS DO NEGÒCIO

37

1.7 MISSÃO E VISÃO

37

1.7.1 Missão

37

1.7.2 Visão

37

1.8 SETORES DE ATIVIDADES

38

1.9 FORMA JURÍDICA

38

1.10 FONTE DE RECURSOS

38

2

ANÁLISE DE MERCADO

39

2.1

ESTUDO DOS CLIENTES

39

2.1.1 Público-alvo

39

2.1.2 Comportamento dos consumidores

42

2.1.3 Área de abrangência

50

 

2.2

ESTUDO DO COMÉRCIO LOCAL

54

2.2.1

Análise da previsão da demanda

59

2.3

ESTUDO DOS FORNECEDORES

69

3

PLANO DE MARKETING

70

3.1

DESCRIÇÃO DOS PRODUTOS

70

3.1.1 Família tecnológica

70

3.1.2 Especificações técnicas

71

3.1.3 Nomenclatura dos produtos e slogan do Núcleo

72

3.1.4 Normas técnicas de produção e acondicionamento dos produtos

75

3.1.5 Codificação dos produtos

75

3.2 PREÇO

79

3.3 ESTRATÉGIAS PROMOCIONAIS

80

3.4 ESTRUTURA DE COMERCIALIZAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO

80

3.5

LOCALIZAÇÃO DO NEGÓCIO

87

4

PLANO OPERACIONAL

90

4.1

ARRANJO FÍSICO

90

4.2

CAPACIDADE PRODUTIVA

90

4.3

PROCESSOS OPERACIONAIS

91

4.3.1 Atividades diretas de Abate

93

4.3.2 Atividades diretas de Beneficiamento

97

4.4

NECESSIDADE DE PESSOAL

112

4.4.1 Mão-de-obra indireta (MOI)

112

4.4.2 Mão-de-obra direta (MOD)

116

4.4.3 Resumo do quantitativo de mão-de-obra terceirizada

121

5

PLANO FINANCEIRO

122

5.1

LEVANTAMENTO DOS INVESTIMENTOS FIXOS

122

5.1.1 Máquinas e Equipamentos

122

5.1.2 Móveis e Utensílios

125

5.1.3 Computadores, periféricos, softwares e telefonia

127

5.2 LEVANTAMENTO DOS INVESTIMENTOS COM SEMOVENTES

128

5.3 CAPITAL DE GIRO

130

5.3.1 Estimativa do Estoque inicial de Matéria-prima

130

5.3.2 Estimativa do Estoque inicial de Rações

131

5.3.3 Estimativa do Estoque inicial de Medicamentos

133

5.3.4 Caixa Mínimo

135

5.4

INVESTIMENTOS PRÉ-OPERACIONAIS

136

5.4.1 Despesa de legalização

136

5.4.2 Projetos de execução

136

5.4.2.1 Projeto arquitetônico

136

5.4.2.2 Projeto hidráulico

136

5.4.2.3 Projeto elétrico

136

5.4.2.4 Projeto de Telefonia e Lógica

136

5.4.2.5 Projeto de Segurança

136

5.4.3 Orçamentos

136

5.4.4 Cronograma Físico-financeiro

136

5.5 INVESTIMENTO TOTAL

137

5.6 ESTIMATIVA DO FATURAMENTO MENSAL

137

5.7 ESTIMATIVA DOS CUSTOS E CONSUMOS DAS MP’s

142

5.8 ESTIMATIVA DOS CUSTOS DE COMERCIALIZAÇÃO

164

5.9 APURAÇÃO DOS CUSTOS COM MATERIAIS DIRETOS

164

5.10 ESTIMATIVA DOS CUSTOS COM MÃO-DE-OBRA DIRETA

166

5.11 ESTIMATIVA DOS CUSTOS COM DEPRECIAÇÃO

168

5.12 ESTIMATIVA DOS CUSTOS FIXOS MENSAIS

170

5.13 COMPOSIÇÃO DO CUSTO TOTAL DOS PRODUTOS

175

5.14 DEMONSTRATIVO DOS RESULTADOS

178

5.14.1 Contribuição Líquida para Reinvestimento (CLR)

180

5.14.2 Margem de Contribuição Líquida (MCL)

180

5.14.3 Fluxo de Caixa Projetado (FCP)

182

5.15

INDICADORES DE VIABILIDADE DO NEGÓCIO

184

5.15.1 Ponto de Equilíbrio (PE)

185

5.15.2 Lucratividade

185

5.15.3 Rentabilidade

185

5.15.4 Payback (Retorno do Investimento)

185

6

AVALIAÇÃO ESTRATÉGICA

186

6.1 ANÁLISE DA MATRIZ “SWOT”

186

6.2 AVALIAÇÃO DO PLANO DE NEGÓCIO

188

 

REFERÊNCIAS

189

LISTA DE ANEXOS:

ANEXO I Questionário da Pesquisa interna

191

ANEXO II Questionário da Pesquisa externa

194

ANEXO III Estimativa de crescimento populacional Sumé, PB

195

ANEXO IV Evolução do consumo anual – “doce de leite”

196

ANEXO V Evolução do consumo anual – “iogurte”

197

ANEXO VI Evolução do consumo anual – “queijo coalho”

198

ANEXO VII Evolução do consumo anual – “lingüiça suína”

199

ANEXO VIII Evolução do consumo anual – “lingüiça ovina”

200

ANEXO IX Evolução do consumo anual – “carne de frango”

201

ANEXO X Evolução do consumo anual – “carne de sol suína”

202

ANEXO XI Evolução do consumo anual – “carne de sol ovina”

203

ANEXO XII Evolução do consumo anual – “carne de codorna”

204

ANEXO XIII Evolução do consumo anual – “cortes especiais de carne ovina”

205

ANEXO XIV Evolução do consumo anual – “cortes esp. de carne suína”

206

ANEXO XV Evolução do consumo anual – “ovos de codorna”

207

ANEXO XVI Evolução do consumo anual – “ovos de galinha”

208

ANEXO XVII API Análise de Projetos de Investimentos (DRE)

209

ANEXO XVIII API Análise de Projetos de Investimentos (BP)

210

ANEXO XIX API Análise de Projetos de Investimentos (FC e Indicadores)

211

ANEXO XX Percentuais de aproveitamento/tipo de animal/produto

212

ANEXO XXI Padrões de Identidade e Qualidade de doce de leite

213

ANEXO XXII Padrões de Identidade e Qualidade de leites fermentados

218

ANEXO XXIII Padrões de Identidade e Qualidade de queijo coalho

237

ANEXO XXIV Padrões de Identidade e Qualidade de lingüiça

241

ANEXO XXV Padrões de Identidade e Qualidade de prod. cárneos salgados

246

ANEXO XXVI Padrões de Identidade e Qualidade de ovos

251

11

1 SUMÁRIO EXECUTIVO

Esta etapa introdutória consiste em apresentar os pontos mais importantes do Plano de Negócio do NUPAGRO.

1.1 RESUMO DOS PONTOS PRINCIPAIS DO PLANO DE NEGÓCIO

O NUPAGRO - Núcleo de Produção Agropecuá ria - é um Órgão

Suplementar do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido (CDSA) da Universidade Federal de Campina Grande, de acordo com o que dispõe o Art. 39 do Estatuto da UFCG. Nesse sentido, o NUPAGRO foi criado para atuar na implementação d e tecnologias voltadas para as práticas da Agropecuária e Agroindústria, e através do seu portfólio de projetos gerar receita de subsistência, fomentar parcerias com a comunidade e instituições afins e contribuir para o crescimento sócio - econômico e o desenvolvimento sustentável do semiárido.

Este Núcleo será constituído de vários setores, são eles: Avicultura, Caprinocultura, Ovinocultura, Suinocultura, Piscicultura, Forragicultura, Produção e Distribuição de Alimentos de qualidade para a Comunidade Acadêmica e Produção do Biogás e Biofertilizante .

No aspecto sócio-econômico, o NUPAGRO vai proporcionar à população da cidade de Sumé e das regiões vizinhas, um local onde os produtores rurais possam conhecer formas corretas de manejar seus animais, benefici ar os produtos, custear seus processos e, através dessas práticas sustentáveis, agregar valor às suas atividades agropecuárias, aumentar a renda familiar e reduzir o impacto destas atividades no Meio Ambiente. Outrossim, no aspecto acadêmico, os setores que constituem o Núcleo trarão benefícios intangíveis para os alunos do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido

(CDSA), pois estes poderão vivenciar na prática o que foi visto em sala

de aula e aprimorar a formação profissional.

São alvos permanentes do NUPAGRO:

12

- Ser um núcleo de pesquisa, desenvolvimento e difusão de tecnologias apropriadas para as práticas da Agropecuária e da Agroindústria no âmbito da cadeia produtiva instalada no Semiárido brasileiro ;

- Desenvolver, estruturar e implantar si stemas sustentáveis de produção agropecuária, produção agroindustrial e atividades afins , focalizando prioritariamente a agricultura familiar ;

- Estimular

extensão rural;

estudantes

e

profissionais

para

atuação

na

pesquisa

e

na

- Capacitar

Núcleo;

a

comunidade

l ocal

nas

temáticas

desenvolvidas

pelo

- Produzir

capacitar, fomentar e estimular a Agricultura Familiar;

material

didático

para

o

trabalhador

rural,

- Socializar

pelo Núcleo;

o

conhecimento

acadêmico

nas

temáticas

de

forma

a

desenvolvidas

- Administrar e manter o Viveiro de Mudas do CDSA, visando ao

desenvolvimento de pesquisas, atividades de extensão, preservação, conservação do meio ambiente e patrimônio paisagístico, em parceria

com a Prefeitura do Campus;

- Coordenar o planejamento, a gestão e a manutenção das praças,

jardins, canteiros e arborização do CDSA em parceria com a Prefeitura

do Campus.

O NUPAGRO, na sua concepção, possibilita a articulação entre diferentes atores sociais e a abertura da Universidade para colocar a agricultura familiar na sua agenda, fatores determinantes na adequação e conseqüente sucesso do projeto, representando o compromisso do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido (CDSA),

13

vinculado à Universidade Federal de Campina Grande (UFCG), com as

questões relacionadas ao desenvolvimento rural sustentável no Cariri

Paraibano, ao tempo em que redesenha o cenário de transformação do

conhecimento produzido na Academia em tecnologias acessíveis através

da democratização do saber científico e da valorização do con hecimento

tradicional.

O NUPAGRO funcionará no antigo parque de exposição de animais da

cidade de Sumé (atualmente, área da UFCG). Parte das instalações

existentes será reformada para se adequar a cada espécie e a cada

categoria de animais. As demais estr uturas necessárias serão

projetadas,licitadas e posteriormente construídas.

Projeções financeiras do negócio (ANEXO XVII):

- Projeção da Receita Bruta anual de Vendas (RBV): R$947.432,44;

- Projeção dos Investimentos Fixos: R$638.992,64;

- Projeção dos Investimentos com Semoventes: R$150.048,80;

- Projeção do Capital de Giro Total : R$685.048,80;

- Projeção do Investimento Total : R$1.475.001,44

- P r oj e ç ão

d os in v es tim e nto s p r é - op e ra c i on ai s T ot al : R$ 1.569.127,50

Observações: O detalhamento financeiro do neg ócio é constante do Item 5 “PLANO FINANCEIRO”, página 122.

14

1.2

REFERENCIAL TEÓRICO

O

Cariri paraibano está situado na região semi -árida do Nordeste

Brasileiro, caracterizada principalmente por apresentar precipitações médias anuais iguais ou inferior es a 800 mm, insolação média de 2.800 h/ano, médias anuais de temperatura 23 a 27° C, regime irregular das chuvas (espaço/tempo), domínio do ecossistema Caatinga. As condições climáticas do semi -árido condicionam as atividades econômicas, se

voltarem para as atividades agropecuárias, quais sejam:

1.2.1 Caprinocultura

Nos últimos anos, a caprinocultura leiteira vem assumindo importante papel no contexto do agronegócio brasileiro. Atualmente, a produção de cabras leiteiras vem se caracterizando como uma ati vidade de grande importância cultural, social e econômica para a região do semiárido, desempenhando um papel fundamental no desenvolvimento do Nordeste.

O Cariri paraibano, a região que mais contribui para a Paraíba como maior produtor de leite de cabra n o país, começa a diversificar os negócios com a demanda do mercado pela cadeia da caprinocultura. A região semi-árida nordestina tem vocação natural para a produção animal e, em particular, para a exploração da caprinocultura ; o leite tem alto valor nutrit ivo e os derivados lácteos têm boa aceitação no mercado (FILHO & ALVES APUD NUNES 2002). No entanto,

atualmente, a produtividade alcançada pelos produtores ainda encontra -

se em baixa, o que pode ser considerado como um entrave para a

inserção competitiva no mercado nacional de produtos pecuários.

A caprinocultura leiteira vem passando por transformações estruturais e

os sistemas produtivos tradicionais deverão emergir em novas formas de

organização com enfoque no agronegócio. Segundo MORAES NETO et al., (2003), a caprinovinocultura representa uma excelente alternativa

de trabalho e renda, tendo em vista a produção de alimentos de alto

15

valor biológico (leite, carne e vísceras), bem como de pele de excelente qualidade, além da adaptabilidade dos animais aos e cossistemas locais.

Na região Nordeste, parte da produção do leite não é enviada para as

indústrias especializadas no processamento, sendo destinada ao consumo familiar ou comercializada misturada ao leite de vaca (SIMPLÍCIO & WANDER, 2003). A comercialização ocorre principalmente na forma de queijo e fluido (leite in natura, resfriado e

congelado). Uma parcela expressiva da produção é destinada ao consumo familiar, sendo o restante entregue aos pontos comerciais ou vendido diretamente aos consumidores, c om ou sem transformação na propriedade ou em outros laticínios.

A oferta cada vez mais variada de produtos tem exigido maior

eficiência de todos aqueles envolvidos na atividade e, nesse sentido, deve-se considerar dois pontos de fundamental importância. O primeiro ponto é a qualidade aplicada ao leite, referindo -se à sua qualidade higiênica, composição, volume, sazonalidade, nível tecnológico e saúde do rebanho. Os ganhos em eficiência no processamento industrial, aliados às características organolépticas do produto final, fazem com que a qualidade da matéria -prima seja um atributo cada vez mais considerado pelas indústrias de laticínios. O segundo é a produtividade. A tendência mundial na atividade leiteira , assim como nos demais ramos de atividade, é aumentar o índices dos indicadores de produtividade e a redução dos custos operacionais através das práticas que torn em os processos mais eficazes. Maior produtividade reduz o capital empregado por litro de leite produzido e a redução de custos aumenta a margem de lucro dos produtos.

Segundo BORGES & BRESSLAU (2002), antecipar estas tendências e adequar-se da melhor forma possível pode significar a sobrevivência do produtor, que deve buscar a especialização na produção de leite para melhor aproveitamento dos fatores de produção como, capital, terra e

16

trabalho

e

aumento

da

produtividade

do

rebanho

e

do

volume

de

produção.

Acredita-se que a caprinocultura leiteira, modelada em planos estratégicos, visando ao seu fortalecimento e à sua ampla expansão, apresentar-se-á como um instrumento capaz de contribuir de forma significativa a alcançar os objetivos das políticas de Segurança Alimentar e Nutricional no Brasil.

1.2.2 Ovinocultura

A ovinocultura de corte tem se apresentado como boa opção de

produção para pequenos, médios e grandes produtores , determinada pelo incremento da demanda e pelos altos preços alcançados, quando comparada aos índices da bovinocultura de corte.

O confinamento de cordeiros é sem dúvida uma importante alternativa para o incremento na of erta regular do produto, que entre outros benefícios aos sistemas de produção da região pode -se citar: redução do prazo de retorno do capital empregado, possibilidade de produção de carnes de boa qualidade durante todo o ano, padronização do produto em cortes especiais, aumento da produtividade e da renda do produtor, redução da idade do abate (para 4 a 6 meses) e disponibilidade da forragem das pastagens para as demais categorias do rebanho.

A decisão da utilização do confinamento de cordeiros é puramente

econômica. Fatores como, velocidade de acabamento, conversão alimentar, qualidade dos animais disponíveis, preço e qualidade da alimentação e mercado demandador de carnes de qualidade, devem ser levados em conta sistemicamente, para que o produtor obtenha ganho econômico na atividade. Ao optar pelo confinamento de cordeiros, o produtor necessita ter um bom estudo de mercado para identificar os consumidores potenciais. Se possível, fazer alianças mercadológicas com donos dos pontos de venda (supermercados, butiques de carne,

17

casas de carne, restaurantes, entre outros), pois o mercado de carne de ovinos no Brasil ainda não está perfeitamente organizado. Após essa pesquisa que deve estimar volume e preço, o produtor passaria a calcular seus custos fixos e vari áveis e sua capacidade de produção, garantindo oferta regular do produto aos pontos de venda anteriormente comentados.

A valorização dos produtos caprinos e ovinos através da fixação de um padrão diferenciado de qualidade e de sua certificação é, no conte xto atual de grande expansão da ovinoc ultura, a grande, senão única alternativa estratégica capaz de assegurar a plena expressão do potencial dessas atividades no semi -árido, preservando os recursos da caatinga e promovendo o bem-estar das populações que nela vivem e dela dependem. A diferenciação dos produtos se dá a partir da incorporação aos mesmos de uma identidade territorial e cultural ligada estreitamente ao ambiente geográfico onde são produzidos. Na Europa, os produtos caprinos e ovinos com cert ificação de origem são inúmeros. Entre os exemplos mais conhecidos estão o “cabrito Serra da Estrela”, em Portugal; o “cordero Manchego”, na Espanha; os queijos “Roquefort”, de leite de ovelha, e “chabichou du Poitou”, de leite de cabra, na França.

Somente a diferenciação dará condições de competitividade aos nossos produtos caprinos e ovinos. A criação de uma ou mais marcas de “cabrito”, de “borrego” ou de “queijo de cabra da caatinga”, com certificação de Indicação de Procedência (IP) ou de Denominaçã o de Origem (DO), se fundamentaria nas relações do animal com o bioma, via sistema produtivo utilizador de um mínimo de insumos externos e maximizador de tipicidades locais/regionais disseminados pelos distintos espaços do semi -árido. Na medida em que a di ferenciação agrega valor ao produto final, facilita a inserção do produtor no mercado, protege o produto, fortalece as organizações dos produtores e, sobretudo, valoriza a região através da promoção e preservação da cultura e da identidade local.

18

1.2.3 Suinocultura

As atividades relacionadas à suinocultura ocupam lugar de destaque na matriz produtiva do agronegócio brasileiro, destacando -a como uma atividade de importância no âmbito econômico e social. Segundo estimativas, mais de 730 mil pessoas dependem diretamente da suinocultura, sendo essa atividade responsável pela renda de mais de 2,7 milhões de pessoas (ROPPA, 2002). Em termos econômicos, a suinocultura não contribui apenas através de sua dinâmica econômica interna, mas também pela geração de divisas via mercado externo.

A suinocultura brasileira, a exemplo de outras cadeias produtivas do

agronegócio, cresceu significativamente, nos últimos 14 anos. Esse

crescimento é notado quando se analisa os vários indicadores econômicos e sociais, como volume d e exportações, participação no

mercado mundial, número de empregos diretos e indiretos, entre outros.

A criação de porcos do passado evoluiu também na técnica e no modelo

de coordenação das atividades entre fornecedores de insumos, produtores rurais, agroi ndústrias, atacado, varejo e consumidores.

Passou a ser uma cadeia de produção de suínos, explorando a atividade

de

forma econômica e competitiva.

O

Brasil possui atualmente o terceiro maior rebanho mundial de suínos

com mais de 32 milhões de cabeças, send o superado apenas pelos Estados Unidos, com um rebanho superior a 60 milhões de animais, e

pela China que possui o maior rebanho de suínos, com mais de 460 milhões de animais. O crescimento do rebanho de suínos no Brasil tem

se mantido praticamente constan te, enquanto que o número de matrizes

suínas decresceu nos últimos dez anos. Por outro lado, a produção de leitões cresceu significativamente, passando de 22,4 milhões em 1993 para quase 30 milhões em 2002. Isso reflete os avanços em tecnologias de produção implementados nesse período, o que permitiu aumentar significativamente a produtividade do plantel de matrizes. Um indicador representativo desse avanço é o número de leitões/matriz/ano:

em 1993 a média era de 7 leitões/matriz, passando para 9,8 em 2002.

19

Essa produtividade está longe dos índices verificados em outros países, como Irlanda (26,4 leitões/matriz), Itália (24,0), Holanda (20,9), Canadá (20,7), dentre outros, mas reflete positivamente os avanços técnicos na produção (ANUALPEC, 2002).

1.2.4 Avicultura

Dentro do complexo brasileiro de carnes, a avicultura é considerada por muitos como a atividade mais dinâmica. O desenvolvimento dessa atividade ocorreu a partir do final da década de 1950, nos estados da Região Sudeste, principalmente em São Paul o.

No mercado consumidor interno, o brasileiro tem mudado seu hábito de consumo de carnes, passando de um país preponderantemente consumidor de carne bovina para consumidor da carne de frango. A qualidade, a imagem de produto saudável e os preços acessívei s auxiliaram na conquista dessa posição.

Desde o inicio da produção de frangos de corte no Brasil, a cadeia produtiva do produto modernizou -se, devido à necessidade de redução de custos e aumento de produtividade, tentando com isso não perder competitividade em nível mundial. Como conseqüência, tem sido uma das mais organizadas do mundo, destacando -se das demais criações pelos resultados alcançados não só em produtividade e volume de abate, como também no desempenho econômico, contribuindo de forma significativa para a economia do nosso país .

A criação de frango de corte e postura aumentou nos últimos anos devido à facilidade que o agricultor tem para implantar esta criação em sua propriedade. O investimento inicial é relativamente baix o e o retorno é rápido. O frango de corte com 45 dias está pronto para abate. É prática comum os produtores de aves fazerem parcerias denominada s “integração” com as empres as que vendem frango para o comé rcio. Estas parcerias têm a vantagem de proporcionar ao produtor uma re nda garantida ao final de cada ciclo produtivo, uma vez que as empresas compram toda a produção.

20

1.2.5 Cotornicultura

A codorna existe desde a antiguidade na Europa como ave migratória -

de plumagem cinza-bege e pequenas listas brancas e pretas espécie levada primeiramente para a Ásia - China, Coréia e, depois, para o Japão. A codorna, hoje criada em cativeiro, é o resultado de vários cruzamentos efetuados no Japão e na China, a partir da sub -espécie selvagem Coturnix coturnix, de origem européia.

No

Brasil,

as

codornas

foram

trazidas

por

imigrantes

italianos

e

japoneses

na

década

de

50.

A

partir

daí

sua

produção

vem

se

consolidando, tornando -a uma importante alternativa alimentar no país .

A criação de codornas (coturnicultura) tem apresentado um

desenvolvimento bastante acentuado nos últimos tempos. Os principais

fatores que contribuem para isso são: o excepcio nal sabor exótico de

sua carne,é considerada como iguaria fina e sofisticada e o baixo custo para implantar uma pequena criação (podendo se tornar uma fonte de renda complementar dos pequenos produtores rurais ).

No aspecto técnico-econômico, a cotornicultura se apresenta ainda mais atrativa. O rápido crescimento e atingimento da idade de postura, a alta prolificidade, o baixo consumo de ração e a elevada rusticidade, são vantagens desse tipo de atividade agropecuária. Para o empreendedor

que deseja desenvolver uma criação comercial, a estrutura básica deve

contar com uma boa disponibilidade de área, água e um clima favorável.

1.2.6 Piscicultura

O cultivo de peixes (piscicultura) constitui o grupo mais importante da

aqüicultura mundial, sendo responsáve l por 52,5% da produção aqüícola. O restante é dividido entre o cultivo de algas (20%), moluscos (23,5%) e crustáceos (4%). A piscicultura é uma atividade que vem se desenvolvendo em um ritmo muito acelerado (aproximadamente 30% ao ano) no Brasil. Este índice é muito superior ao obtido na maioria das atividades agropecuárias mais tradicionais.

21

Isso se deve ao fato da piscicultura resultar em boa lucratividade, no entanto, devemos considerar, também, que muitas pessoas que decidem investir na produção de peixes, não tem a menor idéia do que venha a ser criar com qualidade, baixo custo e sustentabilidade.

Atualmente existem diversos sistemas de criação de peixes. O processo de escolha depende de vários fatores, quais sejam: amplitude do investimento que se deseja empregar, disponibilidade de materiais, produtividade desejada, tecnologia, entre outros. Os sistemas mais utilizados são:

Sistema Extensivo

Este sistema se caracteriza por ser realizado em represas construídas utilizando a declividade do terreno, apenas barrando a água, ou em lagos naturais, não havendo a intenção de esgotar totalmente a água nem tão pouco a introdução de espécies exóticas à região. Essa condição é encontrada na maioria das propriedades rurais do Brasil, nas quais essa coleção de água ainda serve de bebedouro para outros animais, para lazer ou subsistência do proprietário e raramente é explorada no aspecto econômico. Quando se encontra essa situação pode-se obter uma produção anual de 200 a 400kg de pescados por hectare de área alagada. Deve-se dizer que essa produção será afetada pela condições climáticas e geográficas da região e pela qualidade da água.

Sistema Semi-intensivo

É o mais difundido no mundo todo. No Brasil, esse sistema é encontrado em mais de 95% das pisciculturas e se caracteriza pela maximização da produção de alimento natural (fito e zooplâncton, bentos e macrófitas) para servir como principal fonte de alime nto dos peixes. Destarte, seguem-se as considerações acerca desse sistema:

-Construção dos viveiros: a construção é planejada, e utilizam -se

máquinas

deve apresentar uma

para

escavar

o

viveiro,

o

qual

22

declividade que possa proporcionar o total escoamento d a água e facilitar a despesca. A profundidade do viveiro varia em torno de 1m, porém é desejável que possua, no mínimo, 70cm de coluna d'água, pois é nessa faixa que ocorre fotossíntese com maior intensidade.

de

alimento natural, deve-se realizar um aporte de minerais que pode ser feito com adubos orgânicos (esterco de bovinos, suínos, eqüinos, etc.)

- Adubação

dos

viveiros:

para

que

se

possa

maximizar

a

produção

ou químicos (fontes de N e P).

- Espécies a serem criadas: esse sistema de cultivo favorece a c riação

de espécies com diferentes hábitos alimentares, aproveitando todos os níveis tróficos do ambiente. Ex: podem ser criadas juntas a carpa capim (herbívora), a carpa comum (bentófaga), o pacu e o tambaqui

(onívoros).

- Alimentação: como não ocorre renovação da água dos tanques e ocorre uma adubação periódica do viveiro, o fornecimento de alimento artificial (ração) não deve ultrapassar o limite de 50kg/ha/dia. Caso isso ocorra, o ambiente não conseguirá reciclar todo esse material e o consumo de oxigênio pelos organismos decompositores aumentará, acarretando na morte dos peixes por falta de oxigênio dissolvido na água.

Sistema Intensivo

em

monocultivo (uma só espécie), que aceit em bem o alimento artificial (ração) e que possuem tamanho de mercado abaixo de 1kg. Destaca-se:

Esse

sistema

é

aplicado

para

espécies

que

podem

ser

criadas

-Viveiros: tal qual no Sistema Semi-intensivo, os viveiros são planejados, escavados com máquinas e possuem declividade para facilitar o escoamento da água e despesca dos anima is. A diferença está na alimentação de águ a que deve promover a renovação , para suportar a biomassa de pescado estocada e arrastar as excretas para fora.

23

Na piscicultura o cultivo com finalidade comercial deve atender todos os requisitos de demanda do merc ado, tais como a qualidade e a distribuição. Há de se preparar para vencer o desafio da comercialização do pescado in natura (evisceramento, caeiro, espinhas, nadadeiras, etc.) com marketing voltado para alternativas como venda do produto filetado, fish burguer, vivos a restaurantes, hotéis e pesque- pagues.

1.2.7 Produção de forrage m

Um dos maiores problemas encontrados nas fazendas de pecuária de leite e corte é a falta de planejamento de forragens. Isso gera incalculáveis prejuízos à produção animal e à r entabilidade do sistema. As forrageiras constituem a base da alimentação de ruminantes e geralmente representam a fonte de nutrientes de menor custo, quando comparadas à aquisição de alimentos concentrados.

a

necessidade do rebanho. Para conhecer a necessidade de forragem, é preciso saber a composição do rebanho, o peso médio das categorias, os componentes das dietas e o período de suplementação.

O planejamento

de

forragens

deve

visar

ao

ajuste

da

produção

com

O maior entrave para a produção de forragem n o semiárido é a escassez

de chuva nesta região, porém métodos de conservação de forrage ns podem ser adotadas para que o produtor tenha alimento volumoso o ano todo. Existem dois métodos para se conservar a forragem: a fenação e a silagem.

A fenação é uma técnica de conservação de forragens realizadas por

meio da desidratação ou secagem da forragem verde, que preserva o alimento de bom valor nutritivo, com o mínimo de perda na produção.O feno é um alimento para ser fornecido aos animais nos períodos de seca ou quando há falta de alimentação volumosa. Produzir feno exige

planejamento e sua utilização deve ser estratégica durante a seca e inverno. Estes são os dois principais períodos críticos em que a

24

escassez de alimento torna -se mais aguda, refletindo diret amente na produtividade do rebanho.

Denomina-se silagem a forragem verde, suculenta, conservada por meio

de um processo de fermentação anaeróbica. As silagens são guardadas

em silos. Chama-se ensilagem o processo de cortar a forragem, colocá -

la no silo, compactá-la e protegê-la com a vedação do silo para que haja

a fermentação. Quando bem feita, o valor nutritivo da silagem é

semelhante ao da forragem verde. A ensilagem não melhora a qualidade das forragens, apenas conserva a qualidade original. Portanto, u ma silagem feita a partir de uma lavoura ou capineira bem manejada vai ser bem melhor do que uma silagem feita com uma cultura ou capineira "passada" ou mal cuidada. Trata-se de um alimento volumoso, usado principalmente para ruminantes. Na época seca , a silagem pode substituir o pasto; na engorda em confinamento ela é usada junto com

os grãos e farelos.

1.2.8 Beneficiamento e processamento dos produtos agropecuários

A industria de beneficiamento é caracterizada pela realização do

processo de “limpeza” do alimento vindo diretamente do campo ou da lavoura, preparando a matéria-prima para a fase de processamento do

produto final.

Processamento de alimentos é o nome dado ao conjunto de métodos e técnicas usados para transformar ingredientes brutos em comida pa ra consumo humano ou animal. A indústria alimentícia utiliza tais processos. O processamento de alimentos freqüentemente lança mão de componentes colhidos ou mortos e os usa para produzir produtos alimentícios atrativos e comercialmente vendáveis. Como exemplos, cíta-se: a carne processada em lingüiça ou em carne de sol, o leite processado em iogurte ou queijo , etc.

No Brasil os pequenos e médios produtores , também conhecidos como minifundiários, contam com áreas pequenas e poucos recursos financeiros para incrementar o processo. Porém, existem

25

empreendedores modernos que, apesar de possuirem pouca área, conseguem maximizar a produção através da diversificação de culturas . Como exemplo, pode-se referenciar o Japão e países integrantes da Europa, que apesar d a pouca extensão territorial, auferem bons lucros com a criação de caprinos, ovinos, aves, suínos e piscicultura, bem como através da plantação de hortifrutigrangeiros.

A produção de derivados do leite (queijos, manteiga, etc.) sempre foi uma forma de muitos produtores, com equipamentos simples e baratos, e improvisando os métodos de fabricação, obterem renda a partir do processamento da matéria -prima supracitada. Outra alternativa de comercialização bastante empregada é a venda direta do leite cru ao consumidor, sem fiscalização higiênico -sanitária.

Recentemente, diversos produtores em vários estados brasileiros estão investindo em equipamentos e instalações que possibilitem a pasteurização na propriedade. Dessa forma, estes produtores têm a capacidade de produzir melhor, com qualidade e ainda agregar valor ao leite “in natura”, ao queijo, iogurte e bebidas lácteas .

Ressalta-se que a transformação caseira de produtos embutidos, defumados e beneficiados de carne (ovina, c aprina, de aves ou de peixes) é mais uma alternativa que vem agregar valor ao produto final, resultando na maximização da renda dos pequenos produtores da região semiárida.

1.2.9 Biodigestor

Biodigestor anaeróbico é um equipamento usado para a produção de biogás, uma mistura de gases principalmente metano - produzida por bactérias que digerem matéria orgânica em condições anaeróbicas. Um biodigestor é praticamente um reator químico em que as reações têm origem biológica. O biogás pode ser usado como combustível em substituição do gás natur al ou do Gás Liquefeito de Petróleo (GLP), ambos extraídos de reservas minerais. Pode também ser utilizado nas atividades rurais, por exemplo, no aquecimento de instalações para

26

animais

produção vegetal.

muito

sensíveis

ao

frio

ou

no

aquecimento

de

estufas

de

O efluente (líquido que sai do biodigestor após o período de tempo necessário à digestão da matéria orgânica pelas bactérias) possui propriedades fertilizantes. Além de água, o líquido efluente, conhecido como biofertilizante, apresenta elementos quími cos como nitrogênio, fósforo e potássio em quantidades e formas químicas tais que podem ser usados diretamente na adubação de espécies vegetais através de fertirrigação.

1.3 OBJETIVOS

1.3.1 Objetivo geral

Ser um Núcleo de tecnologias voltadas para as práti cas da Agropecuária e Agroindústria, abrangendo toda a cadeia produtiva.

1.3.2 Objetivos específicos

Implantar sistemas simplificados de produção agropecuária (Caprinocultura leiteira, Ovinocultura de corte, Suinocultura, Avicultura - corte e postura, Cotu rnicultura, Piscicultura, Produção de forragem e Setor de beneficiamento dos produtos agropecuários);

Motivar estudantes e profissionais para atuação na extensão rural;

Capacitar a comunidade local;

Produzir material didático para o trabalhador rural, de f orma a estimular a agricultura familiar;

Socializar o conhecimento acadêmico;

Viabilizar

ações

de

caráter

disciplinar

e

educacional

através

de

estágios

e

pesquisas

extensivos

aos

diversos

cursos

do

CDSA,

a

saber:

27

a. ENGENHARIA DE PRODUÇÃO Os alunos irão vivenciar na prática conhecimentos de administração, economia e engenharia para racionalizar o trabalho; aperfeiçoar técnicas de produção e ordenar as atividades financeiras, logísticas e comerciais de uma organização; definir a melhor forma de integrar mão-de-obra, equipamentos e matéria -prima a fim de avançar na qualidade dos produtos/processos e aumentar a produtividade dos recursos utilizados;

b. E N G EN H AR IA D E B IO S S IS T EM AS P os si bili d ade d e estágios na área de infra-estrutura tecnológica da agropecuária e do agronegócio, através de estudos e pesquisas para aumentar a produção destes setores. Pode -se trabalhar, também, com sistemas de drenagem e irrigação, métodos de conversão e conservação da energia, impacto energético, busca de novas fontes de energia, imp lantação de sistemas de armazenamento e produtos . Em suma, proporciona ao aluno uma atuação em todo o processo de implantação, gerenciamento e manutenção das tecnologias que otimizam o agronegócio e maximizam a precisão da agropecuária ;

c. ENGENHARIA DE BIOT ECNOLOGIA E BIOPROCESSOS Possibilidade de estágios com vistas a desenvolver processos que permit am agregar valores aos recursos naturais existentes à geração de produtos e serviços das indústrias de alimentos, de fermentações, de cosméticos, de química fina, farmacêutica, agricultura, agropec uária, florestal, entre outras;

d. TECNOLOGIA

estágios

extrativista

em

práticas

EM

diversos

AGROECOLOGIA

sistemas

em

Possibilidade de

e

e

de

a

nos

de

princí pios

produção

de

agropecuária

agroecológicos

fundamentados

de

sistemas

sistemas

técnicas

nos

orgânicos

produção

a

através

e

integrados,

unindo

preservação

28

conservação de recursos naturais à sustentabilidade social e econômica dos sistemas produtivos. Ressalta-se, ainda, a possibilidade de atuar nas atividades de pr eservação dos recursos hídricos, do solo, da fauna e da flora silvestre e praticar métodos sobre o controle natural e biológico dos insetos, doenças e plantas espontâneas;

e. LICENCIATURA EM CIÊNCIAS SOCIAIS Possibilidade em desenvolver ações para incentiv ar a criação de cooperativas e associações nas comunidades rurais da região;

f. TECNOLOGIA EM GESTÃO PÚBLICA Possibilidade de estágios para praticar formas de traçar e executar estratégias de gestão; coordenar programas e projetos; liderar equipes de execução de mudanças; promover desenvolvimento sustentável e operar ações de licitação, contrato, prestação de contas e cálculo de benefíci os funcionais e previdenciários;

g. LIC E N C IA T U R A EM ED UC AÇ Ã O D O CA MP O Es t e cur s o é voltado para professores e outros profi ssionais da educação em exercício nas escolas da rede pública do Semiárido, para profissionais que atuem em centros de alternância ou em experiências educacionais alternativas, bem como em programas governamentais voltados para a Educação do Campo, além de jovens e adultos que desejem atuar nas escolas do campo. O NUPAGRO pode contribuir e agregar valor ao curso a partir da concessão de estágios aos alunos. Nesse sentido, os futuros educadores poderão conviver com a realidade dos produtores rurais e aprende r as práticas na área de produção agropecuária.

Em sentido amplo, a implementação do NUPAGRO proporcionará outros benefícios, quais sejam:

29

1. Em âmbito comunitário:

- Cursos para os criadores da região: através da implementação do Núcleo, propicía-se à comunidade da região cursos de capacitação em diversas áreas da agropecuária, abordando -se técnicas, práticas, custos, etc.;

- Criação de Empresas Junior: torna-se factível ao corpo discente a criação de Empresas Junior com vistas a fornecer assistência técn ica às comunidades da região. Através dessa prática os alunos terão a oportunidade de atuar como profi ssionais no mercado de trabalho;

- Projetos de Incubação: assessoria técnica aos alunos récem -formados e com estágio concluído quando estes desejem implem entar uma unidade do NUPAGRO em sua comunidade.

2. Em âmbito acadêmico:

- Laboratórios de análise de alimento : este laboratório será responsável

por realizar análise físico -química e sensorial nos alimentos produzidos pelo Núcleo. Nesse sentido, proporcion a-se aos alunos mais opções de estágios e à comunidade produtora local oportunidade de se utilizar desses serviços com vistas à garantia da qualidade de seus produtos;

- Biofábrica: responsável pela produção de mudas em larga escala. Esta

produção será de suma importância, pois iremos produzir mudas de palmas resistentes à cochonilha do carmim. Além disso, os alunos do curso de Engenharia de Biotecnologia e Bioprocessos irão vivenciar , na prática, metodologias inovadoras para o crescimento da região;

- Laboratório de células animais: responsável pela obtenção de cultivos

com alta concentração celular. A cultura de células animais em grande escala tem sido largamente utilizada pelos laboratórios de investigação básica e indústrias para a obtenção de uma gra nde variedade de produtos destinados à investigação, diagnósticos, uso terapêutico e também controle biológico na agricultura. Um grande esforço vem sendo despendido para se desenvolver metodologias que possam permitir culturas celulares em alta densidade e que levem à produção de

30

grandes quantidades de um determinado produto. Assim, tecnologias para a preparação de produtos virais tais como antígenos e vacinas em culturas celulares e proteínas com fins terapêuticos e diagnósticos vêm sendo desenvolvidas co m bastante sucesso.

das

espécies animais que estarão presentes no projeto NUPAGRO. Este laboratório irá realizar inseminação artificial e transferência de embriões.

-

Laboratório

de

Reprodução

animal :

responsável

pela

reprodução

1.4 ORGANOGRAMA DO NÚCLEO

1.4.1 Funções:

As funções do Núcleo se estabelecem de acordo com a Figura 1.

Funções: As funções do Núcleo se estabelecem de acordo com a Figura 1. Figura 1: Organograma

Figura 1: Organograma funcional do NUPAGRO

31

De acordo com o Regimento Interno do Núcleo, a administração será exercida pelos seguintes órgãos:

I. Direção Executiva;

II. Conselho Deliberativo.

A Direção Executiva será composta por:

I. Coordenador Geral;

II. Coordenador Adjunto;

III. Gerente Administrativo (Staff).

1.4.2 Níveis hierárquicos:

Os níveis hierárquicos do Núcleo se estabelecem de acordo com a proposta da Figura 2.

I

II

III

estabelecem de acordo com a proposta da Figura 2. I II III Figura 2: Organograma dos

Figura 2: Organograma dos níveis hierárquicos do NUPAGRO

A estrutura organizacional está disposta em três níveis, quais sejam:

32

I.

N í ve l

Est r at é gi c o;

II.

N í ve l

T áti c o G e re nc i al ;

III.

N í ve l

Op e r a ci on al .

O Nível Estratégico está incumbido do planejamento e das decisões internas; o Nível Tático Gerencial comporta as ações mediadoras e de controle das atividades nos setores e o Nível Operacional compreende todas as tarefas e operações do cotidiano através dos laboratórios.

De acordo com o Regimento Interno do NUPAGRO, seguem as atribuições das funções alocadas no Nível Estratégico:

1. Coordenador Geral:

a. Cumprir e fazer cumprir o Regimento Interno , o Estatuto e o Regimento Geral da Universidade, bem como a Legisl ação pertinente, no que couber;

b. Representar

NUPAGRO perante os órgã os

administrativos do CDSA, e, por delegação do Diretor do Centro e/ou do Magnífico Reitor da UFCG, perante órgãos públicos e privados, nacionais e estrangeiros;

os

interesses

do

c. Prestar informações à Diretoria do CDSA sobre as atividades desenvolvidas;

d. Colaborar

com

as

Assessorias

do

CDSA,

as

Coordenações

das Unidades Acadêmicas e dos Cursos;

e. Propor, analisar, avaliar e executar convênios com outras entidades científico-tecnológicas e financeiras para intercâmbio científico e fomento a pesquisa e extensão aprovados pelo conselho deliberativo do NUPAGRO, homologados pelo CONSAD e autorizados pelo Magnífico Reitor da UFCG, respeitada a Legislação vigente;

33

f. Referendar os projetos de pesquisa e extensão homologados pelo Conselho Deliberativo;

g. Emitir pareceres se solicitado;

h. Presidir e coordenar as reuniões do Conselho Deliberativo e outras reuniões do Órgão;

i. Propor assessorias, consultorias, cursos e estágios que desenvolvam e aprimorem as atividades de pesquisa e extensão na área agropecuária;

j. Promover encontros e presidir reuniões e discussões científicas;

k. Administrar os recursos destinados ao Órgão;

l. Participar

de

mecanismos

CDSA relativos à área;

de

decisões

administrativas

do

m. Encaminhar o Plano de Gestão, os Planos Anuais de Ação e Proposta Orçamentária ao Cons elho Deliberativo;

n.

Elaborar

o Prestação de Contas e submetê -lo ao Conselho Deliberativo.

Relatório

Anual

das

Atividades

contendo

2. Coordenador Adjunto:

a

a. Exercer, no âmbito do NUPAGRO, atividades de supervisão e de coordenação administrativa que lhe sejam d elegadas pelo Coordenador Geral, colaborando com este no exercício permanente de suas atividades em suas faltas, impedimentos e vacância.

3. Gerente Administrativo (Função Staff):

a. Fazer registro e gerenciamento do arquivo de documentos oficiais emitidos e rec ebidos;

b. Assessorar os coordenadores no que for solicitado no âmbito administrativo;

34

c. Responder pela conservação e guarda dos materiais permanentes; d. Realizar registros contábeis; e. Auxiliar na elaboração do Relatório Anual, Plano de Gestão, Planos Anuais de Ação, Planos de Negócio, análise de projetos e demais atividades administrativas que darão suporte ao Núcleo.

O Conselho deliberativo do Núcleo é o órgão máximo de deliberação em

matéria administrativa e das atividades fim do Núcleo. Deve ser constituído pelos seguintes membros:

-

Coordenador Geral;

 

-

Representante

do

Conselho

de

Ensino,

Pesquisa

e

Extensão

CEPE/CDSA;

 

-

Representante

da

UATEC

(Unidade

Acadêmica

de

Tecnologia

do

Desenvolvimento), escolhido em Assembléia;

 

-

Representante

da

UAEDUC

(Unidade

Acadêmica

de

Educação

do

Campo), escolhido em Assembléia ;

-

Representante

dos

Servidores

Técnico -Administrativos

e

Suplente,

indicados pelos seus pares;

 

- Representante do Diretório Central dos Estudantes (DCE) ;

 

- Diretor da Escola Agrotécnica de Sumé (EAS) ;

 

Compete ao Conselho Deliberativo:

 
 

a. Aprovar

o

Plano

de

Gestão,

os

Planos

Anuais

de

Ação

e

a

Proposta Orçamentária

do

NUPAGRO

e

enviá -los

ao

CONSAD para homologação;

35

b. Estabelecer normas e procedimentos administrativos no âmbito do Órgão, respeitando a legisl ação da UFCG e a legislação vigente;

c. Aprovar Relatório Anual, contendo a Prestação de Contas, e enviá-lo ao CONSAD para homologação;

d. Supervisionar a execução de obras e serviços;

e. Deliberar sobre processos encaminhados pelas Unidades Acadêmicas, Direção de Centro e outros setores da UFCG;

f. Apurar as responsabilidades sobre atos da Direção Executiva, adotando -se as providências cabíveis na forma da Lei e da Legislação da UFCG;

g. Realizar alterações neste Regimento e enviá -las ao CONSAD para homologação;

h. Estabelecer normas e procedimentos para atividades fim do Núcleo, respeitando o Estatuto e o Regimento da UFCG, bem como a Legislação vigente;

i. Deliberar sobre os Grupos e Linhas de Pesquisa e Extensão do Núcleo;

j. Apreciar

Projetos

de

Pesquisa

e

Extensão

a

se rem

desenvolvidas no âmbito do NUPAGRO ;

k. Deliberar sobre Estágios;

l. Deliberar sobre a admissão de docentes e servidores técnico - administrativos como pesquisadores e/ou extensionistas do Núcleo por meio da análise de Projeto de Pesquisa e/ou de Extensão;

Apreciar

m. propostas

de

convênios

e

contratos

e

outras

parcerias

com

entidades

públicas

e

privadas

e

36

posteriormente

homologação.

encaminhá-las

ao

CONSAD

para

1.5 FORMAÇÃO ACADÊMICA E PROFISSIONAL DOS GESTORES

De acordo com a Figura 2, a administração dos s etores do NUPAGRO será feita pelos chefes de setor (professores específicos para cada área de atuação). Dessa forma, sugere-se, a seguir, a formação acadêmica e profissional dos gestores para cada área:

1.

Produção Animal:

-

Zootecnia/Melhoramento animal;

2.

Produção Vegetal:

-

Engenharia agrônoma/Melhoramento vegetal;

3.

Aproveitamento de resíduos

-

Engenharia agrícola/Aproveitamento de resíduos;

4.

Agroindústria:

-

Engenharia agrícola/Processamento e armazenamento;

5.

Irrigação:

-

Engenharia

agrícola/Irri gação.

6.

Produção de mudas:

-

Engenharia florestal/Produção de mudas.

37

1.6 DADOS DO NEGÓCIO

Órgão Suplementar do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido (CDSA) da Universidade Federal de Campina Grande, de acordo com o que dispõem o Art. 39 do Estatuto da UFCG.

-

Nome de fantasia: NUPAGRO;

 

-

Núcleo de Produção Agropecuária;

 

-

Endereço:

Rua

Luiz

Grande,

S/N

Sumé,

PB

-

CEP

58540-000

-

Telefone:

(83)

3353.1850/3353.1869

-

FAX:

(83)

3353.1873

-

Sítio:

1.7 DEFINIÇÃO DA MISSÃO E VISÃO

A Missão representa o papel que o Núcleo desempenha em sua

atuação; indica o seu ponto de partida e orienta o negócio.

A Visão é a descrição do futuro desejado; reflete o alvo a ser atingid o

pelo Núcleo a longo prazo.

área de

1.7.1 Missão

Desenvolver tecnologias, parcerias e práticas acadêmicas, agroindustriais e agropecuárias de base agroecológica, adaptadas às necessidades do semiárido, com o objetivo de fortalecer as organizações produtivas da agricultura familiar e gerar contribuição de subsistência e de reinvestimento para a instituição.

1.7.2 Visão

Ser reconhecido nacionalmente como um órgão suplementar de referência no ensino, pesquisa e extensão e na difusão de tecnologias apropriadas para as práticas da Agropecuária e da Agroindústria no

38

âmbito da cadeia produtiva instalada no semiárido brasileiro , voltadas prioritariamente para o setor da Agricultura Familiar.

1.8 SETORES DE ATIVIDADES

Agropecuária

Agroindústria

Distribuição de produtos

1.9 FORMA JURÍDICA

O NUPAGRO se constitui formalmente como um Órgão Suplementar do

Centro de Desenvolvimento Sust entável do Semiárido (CDSA), vinculado à Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Será regido pelo Regimento Geral da UFCG, que fixa normas para a criação e o funcionamento dos Órgãos Suplementares, pelo Regimento Interno e pela Legislação pertinente, no que couber.

1.10 FONTE DE RECURSOS

O Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), por

se tratar de um órgão do Governo Federal que implementa inúmeros programas e políticas públicas de desenvolvimento social, que realiza a gestão do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS) e aprova os orçamentos gerais do Serviço Social da Indústria (Sesi), do Serviço Social do Comércio (Sesc) e do Serviço Social do Transporte (Sest), deve ser considerado como um parceiro importantíssimo no aporte de capital necessário à implementação do NUPAGRO.

39

2 ANÁLISE DE MERCADO

Esta etapa compreende a avaliação e segmentação do mercado de forma a agrupar os clientes em potencial, que possuem necessidades de consumo semelhantes. Desta forma torna -se possível definir estratégias adequadas a cada segmento de mercado, agregando valor para o cliente e otimizando resultados para a organização.

2.1 ESTUDO DOS CLIENTES

Trata-se de uma das etapas mais importantes da elaboração do Plano de Negócio. Sem clientes não existem negócios. Os consumidores não compram apenas produtos ou serviços. Eles buscam soluções para algo que necessitam ou desejam. Dessa forma, nessa etapa, buscou -se conhecer melhor o público-alvo.

2.1.1 Público-alvo

Este estudo foi desenvolvido e coordenado pelos professores do curso de Engenharia de Produção e teve a participação de alunos do 4º. Período do curso supracitado. Constituiu-se de uma pesquisa interna que considerou os consumidores do CDSA /UFCG, a saber: professores, funcionários e terceirizados. Ressalta-se que o corpo discente não foi incluído nesse pleito, visto que essa demanda específica será objeto de estudo para o consumo previsto no Restaurante Universitário, o qual abordar-se-á em tempo oportuno nesse Plano de Negócio.

A

sejam:

limitação

da

pesquisa

se

firmou

em

dois

pontos

principais,

quais

Considerar apenas as carnes que o NUPAGRO provavelmente irá fornecer;

Estudar o comportamento de dois públicos -alvos completamente distintos: professores e funcionários x colaboradores terceirizados.

40

A metodologia utilizada foi a aplicação de um questionário (vide ANEXO I), com vistas a entender o perfil e os hábit os alimentares dos consumidores.

A seguir, a apresentação dos gráficos e a análise dos resultados que indicam as características gerais do público-alvo:

Em relação a faixa etária:

gerais do público-alvo:  Em relação a faixa etária: O perfil dos entrevistados com maior representação

O perfil dos entrevistados com maior representação variou entre a faixa etária de 25 a 35 anos e de 36 a 45 anos, totalizando 81%. Nesse sentido observam-se pessoas de uma faixa etária relativamente n ova e com grande expectativa de consumo.

Em relação ao estado civil:

41

41 De acordo com o público pesquisado a maioria é casada. A quantidade de casados é

De acordo com o público pesquisado a maioria é casada. A quantidade de casados é praticamente a mesma quantidade de solteiros. Considerando que a tendência natural é de que as pessoas s olteiras se casem e constituam famílias, pode -se enxergar nesse público uma clientela em potencial.

Em relação a renda mensal auferida:

em potencial.  Em relação a renda mensal auferida: Em se tratando de renda mensal, existe

Em se tratando de renda mensal, existe uma variação muito grande entre os entrevistados: desde as pessoas que ganham estranhamente menos de um salário mínimo (terceirizados), até as que ganham acima de R$5.000,00, estes últimos, professores com titulação de doutor.

Em relação aos local de trabalho e residência:

42

42 Verificou-se que 45% dos entrevistados trabalham e residem na região. Trata-se de um indicador favorável,

Verificou-se que 45% dos entrevistados trabalham e residem na região. Trata-se de um indicador favorável, uma vez que esse público possui um maior poder de compra e pode contribuir para o crescimento econômico. Entenda-se “região” todas as cidades circunvizinhas de Sumé, PB, áreas que normalmente são alcançadas e polarizadas pelo mercado local.

2.1.2 Comportamento dos consumidores

A seguir, a apresentação dos gráficos e a análise dos resultados que indicam os interesses e comportamentos dos clientes:

Em relação ao hábito de comer carne suína:

43

43 Percebe-se que 28% dos entrevistados comem carne de porco. Como é sabido, as pessoas esboçam

Percebe-se que 28% dos entrevistados comem carne de porco. Como é sabido, as pessoas esboçam um certo receio de consumir este tipo de carne; acredita-se que isso ocorra pelo risco de contaminação decorrente da falta de procedência da carne suína . Nesse caso, enxerga- se uma oportunidade para o NUPAGRO penetrar e alavancar esse mercado.

Em relação ao local de compra:

Uma forma de diminuir o receio de consumir alguns produtos seria confiar no estabelecimento que os comercializa; este tipo de indagação não foi ponto de discussão, mas de acordo com o gráfico a seguir se tem uma percepção sobre a preferência do local de compra dos consumidores de carne.

44

44 Observa-se que 66% dos clientes compram carnes no supermercado . Isto pode ser justificado pela

Observa-se que 66% dos clientes compram carnes no supermercado . Isto pode ser justificado pela comodidade e conforto que o s upermercado oferece, associado às muitas opções de pagamento . Ao longo da tabulação dos dados se observou que quanto maior a renda, maior a busca pelo supermercado. As pessoas de baixa renda tendem a optar em sua maioria, pela feira livre, até pela facilid ade em negociar preços.

Em relação aos gastos no açougue:

em sua maioria, pela feira livre, até pela facilid ade em negociar preços.  Em relação

45

Nota-se que 50% dos pesquisados gastam até R$15,00 no açougue. Não se deve analisar esse dado isoladamente, pois o fator de freqüência é determinante no gasto real do cliente.

Em relação a ferqüência de compra:

real do cliente.  Em relação a ferqüência de compra: Observa-se que 40% do público estudado

Observa-se que 40% do público estudado vai ao açougue uma vez ao dia. Ressalta-se que também é representativo a quantidade de pessoas que vai ao açougue de 2 a 3 vezes por semana (32%), daí poder -se inferir que o consumidor sempre deseja uma carne fresca, mesmo que haja desperdício de tempo ou custo de locomoção. Essa situação pode ser explorada pelo NUPAGRO, em fornecer produtos cárneos bem frescos para atrair consumidores.

46

Em relação a quem faz as compras:

46  Em relação a quem faz as compras: Percebe-se que os próprios entrevistados, em sua

Percebe-se que os próprios entrevistados, em sua maioria (57%), são responsáveis pela compra. Isso aponta para duas prováveis causas. Em primeiro lugar: indica que os consumidores preferem ter certeza de que o produto é de primeira qualidade; em segundo, que a decisão de compra se concentra muitas vezes na pessoa que é o sustentáculo do lar.

Em relação a motivação para a compra:

do lar.  Em relação a motivação para a compra: No momento de decidir aonde comprar

No momento de decidir aonde comprar , algumas variáveis foram

apontadas

acima apresentado. É importante chamar a

conforme gráfico

47

atenção que a variável Preçoocupa a quarta colocação, ficando atrás de variáveis como: “Qualidade dos produtos” (63%) e “Próximo à residência” (15%). Essa informação permite a seguinte assertiva: a qualidade dos produtos é um importantíssimo diferencial em qualquer negócio.

Em relação às desvantagens do Ponto de Venda a que freqüenta :

às desvantagens do Ponto de Venda a que freqüenta : Nota- se que as variáveis “Variedade

Nota-se que as variáveis “Variedade dos produtos” ( 45%) e “Qualidade dos produtos” (36%) lideram as desvantagens perc ebidas pelos entrevistados nos pontos de v enda atuais. O NUPAGRO pode atrair consumidores e parceiros a partir do beneficiamento de produtos de excelente qualidade associado à diversificação dos mesmos.

48

Em relação a preferência por produtos:

48  Em relação a preferência por produtos: De acordo com o gráfico acima, os respondentes

De acordo com o gráfico acima, os respondentes costumam comprar na seguinte ordem de preferência: frango (45%), peixe (33%), bode/cabra (15%) e porco (7%). A possibilidade de liderança no consumo de carne de frango, pode estar relacionada com questões sócio -econômicas locais, visto que este produto tem um preço de venda mais acessível à população.

Em relação a preferência por produtos ecologicamente corretos:

um preço de venda mais acessível à população.  Em relação a preferência por produtos ecologicamente

49

A pesquisa demonstrou que 72% dos consumidores se importam em saber se o processamento do produto tem responsabilidade ambiental, contra 22% que não se importam com esse detalhe. Os resultados apresentados reforçam a importância que o NUPAGRO deve dar às práticas sustentáveis de processamento, bem como a divulgação dessa informação nas embalagens de seus produtos.

Em relação aos fatores que afetam a decisão de com pra:

Em relação aos fatores que afetam a decisão de com pra: A decisão de compra também

A decisão de compra também é afetada por fatores que se traduz am em vantagens conforme apresenta o gráfico acima. Como se pode observar , o fator “Qualidade dos produtos (31%) é a principal vantagem, seguid o dos fatores “Localização”, “Variedade dos produtos” e “Preço”. Conclui-se que os consumidores estão dispostos a pagarem até um preço mais alto por um produto de melhor qualidade. Neste caso, pode -se afirmar que a qualidade é um dos fatores de vantagem competitiva que devem ser explorados pelo negócio.

50

2.1.3 Área de abrangência

A princípio, O NUPAGRO propõe abranger todo o Cariri paraibano, ou

seja, os municípios que compõem as microregiões do Cariri Ocidental e

Oriental, conforme indicações na Figura 3.

Ocidental e Oriental, conforme indicações na Figura 3. Figura 3: Microrregiões do Cariri paraibano O Cariri

Figura 3: Microrregiões do Cariri paraibano

O Cariri paraibano está localizado no sul do Estado e é formado por 31

municípios, dentre o s quais, destacam-se Sumé, Monteiro, Taperoá, Serra Branca e Cabaceiras. O Cariri paraibano faz parte da mesoregião Borborma e comporta duas microregiões , quais sejam: Cariri Ocidental

e Cariri Oriental.

51

Cariri Ocidental:

o

Área: 6.983,601 km²;

o

População: 114.164 habitantes;

o

Densidade demográfica: 1 6,3 hab./ km².

Cariri Oriental:

o

Área: 4.242,135 km²;

o

População: 61.388 habitantes;

o

Densidade demográfica: 14,5 hab./ km².

- Indicadores (IBGE 2003):

Cariri Ocidental:

o

PIB: R$ 237.147.763,00;

o

PIB per carpita: R$ 2.090,84.

Cariri Oriental:

o

PIB: R$ 159.402.359,00;

o

PIB per carpita: R$ 2.623,28 .

A Figura 4 mostra os municípios que compõem o Cariri Ocidental.

52

52 Figura 4: Microrregião do Cariri Ocidental - PB A microrregião do Cariri Ocidental é uma

Figura 4: Microrregião do Cariri Ocidental - PB

A microrregião do Cariri Ocidental é uma das microrregiões da Paraíba

pertencente à mesorregião Borborema . Está dividida em dezessete municípios: Amparo, Assunção, C amalaú, Congo, Coxixola, Livramento, Monteiro, Ouro Velho, Parari, Prata, São João do Tigre,

São José dos Cordeiros, São Sebastião do Umbuzeiro, Serra Branca, Sumé, Taperoá e Zabelê.

A microregião do Cariri Oriental é apresentada na Figura 5.

53

53 Figura 5: Microrregião do Cariri Oriental - PB Por sua vez, a microregião do Cariri

Figura 5: Microrregião do Cariri Oriental - PB

Por sua vez, a microregião do Cariri Oriental é compost a por catorze municípios, a saber: Alcantil, Barra de São Miguel, Boa Vista, Boqueirão, Barra de Santana, Cabaceiras, Caraúba, Caturité, Gurjão, Riacho de Santo Antonio, São Domingos do Cariri, Santo André, São João do Cariri e Soledade.

2.2 ESTUDO DO COMÉRCIO LOCAL

54

Esta etapa foi desenvolvida e coordenada por professores e auxiliada por alunos do curso de Engenharia de Produção. Constituiu -se de uma pesquisa externa no comércio local de Sumé, PB.

Segundo Kotler e Keller (2006) o comportamento do consumidor é influenciado por fatores culturais, sociais, pessoais e psicológicos. Para entender o comportamento do consumidor deve -se entender o comportamento de compra .

Com a preocupação de oferecer produtos de boa aceitação, o NUPAGRO recorreu à pesquisa de mercado para entender melhor o comportamento dos consumidores da região e identificar prováveis lacunas de comercialização e oportunidades de melhoria . Dessa forma, a pesquisa visa: obter uma estimativa de consumo de produtos alimentícios com potencial de inovação; verificar os níveis de preços praticados ; identificar os produtos com maior valor agregado ; e dar suporte às decisões superiores quanto à diversificação do s produtos ora comercializados.

A metodologia utilizada foram a coleta de informações junto aos fornecedores e consumidore s através de uma lista de questões diversas

e pré-estabelecidas por tipo de produto (vide ANEXO II) e a pesquisa

direta dos preços dos produtos nas prateleiras dos estabelecimentos

comerciais. A pesquisa se deu em dois locais diferentes: supermercados

e feira livre (mercado público) da cidade de Sumé PB.

A pesquisa ocorreu no dia 07/04, com a participação de Gisele Freitas (Bungaville Supermercados) e Maria do Socorro de Almeida (Cariri Supermercados), representantes comerciais das maiores redes de supermercados da cidade supracitada.

As questões pesquisadas nesse primeiro momento englobaram os seguintes produtos: doce de leite; leite em pó; iogurte; queijo (leite de cabra e de vaca); ovos (codorna e galinha); carnes (suína, ovina e de aves); e lingüiça (suína, de frango e ovina).

55

No segundo momento foram realizadas duas visitas na feira livre, que ocorreram nos dias 10/04 e 17/04 utilizando-se a mesma metodologia.

Questões sobre demanda e preços englobaram os seguintes produtos:

queijo (leite de cabra e de vaca); carnes (suína, ovina e de aves); e lingüiça (suína, frango e ovina).

A seguir, a apresentação e análise dos resultados:

Supermercados:

Os valores médios estimados das vendas estão dispostos no Quadro 1. Foram desconsiderados na análise os meses de janeiro e fevereiro, devido a atipicidade do período.

Segundo os responsáveis pelos supermercados , em se tratando da comercialização da carne de frango, o consumidor tem preferência pelo frango abatido “na hora”, em detrimento ao mesmo produto congelado.

Os produtos derivados do leite de cabra não são bem aceitos pelo s consumidores locais ; percebeu-se que, de acordo com relatos verbais, tais produtos exalam um cheiro forte , por este motivo o queijo de leite de cabra (que normalmente custa mais ), se vendido pelo mesmo preço do queijo de leite de vaca, ainda não teria uma boa aceitação no mercado. Apresenta-se o Quadro 1:

Produto

Unidade de vendas

Estimativa de vendas (mês)

Preço médio (venda)

Doce de leite

500g

175

R$ 4,05

Bebida láctea

l

340

R$ 1,90

(morango)

Bebida láctea (outros)

l

210

R$ 1,90

Queijo coalho (cabra)

Não comercializa

Não comercializa

Não comercializa

Queijo coalho (vaca)

Kg

380

R$ 10,00

Leite em pó (saco)

200g

1.000

R$ 2,10

Codorna (ovos)

Bandeja (30 unidades.)

20

R$ 3,25

56

Codorna (carne)

Não comercializa

Não comercializa

Não comercializa

Lingüiça (suína)

kg

645

R$ 9,00

Lingüiça (bovina)

kg

660

R$ 8,20

Lingüiça (ovina)

Não comercializa

Não comercializa

Não comercializa

Carne de sol (suína)

kg

60

R$ 12,00

Carne de sol (bovina)

kg

700

R$ 15,00

Carne de sol (ovina)

Não comercializa

Não comercializa

Não comercializa

Aves (inteira)

Unidade

230

R$ 5,00

Aves (coxa e sobrecoxa)

kg

150

R$ 5,10

Aves (asas)

kg

90

R$ 7,00

Aves (peito)

kg

145

R$ 6,70

Quadro 1: Resultados da Pesquisa nos Supermercados de Sumé, PB

Dentre os produtos realizados, verificou -se que o camarão é um produto bem aceito na região e todo camar ão comercializado é fornecido por empresas de outros estados. Dessa forma, caso seja possível a criação de camarão na região do cariri, trata -se de um produto cuja comercialização pode ser explorada.

Feira livre (Mercado público):

A pesquisa realizada no m ercado público contabilizou 46 bancas . Em 18 destas, se comercializa carnes de frango, bode ou de porco. As demais bancas comercializam carne bovina. Segue abaixo a análise de acordo com o Quadro2.

Bancas

 

kg/Semana

Reais/kg

1ª. banca

75

kg (4 bodes)

R$ 10,00

2ª. banca

70

kg (4 bodes)

R$ 10,00

3ª. banca

30

kg (2 bodes)

R$ 10,00

4ª. banca

80

kg (5 bodes)

R$ 10,00

5ª. banca

782 kg (46 bodes)

R$ 10,00

57

6ª. banca

100

kg (7 bodes)

R$ 10,00 kg (pernil)

7ª. banca

45

kg (3 bodes)

R$ 10,00

8ª. banca

340 (20 bodes)

R$ 10,00 (dianteiro e traseiro)

9ª. banca

102

kg ( 6 bodes)

R$ 10,00

10ª. banca

30

kg (2 bodes)

R$ 10,00 (traseiro)

Total (kg/semana)

1.654 kg ou 99 bodes

R$ 10,00

Quadro 2: Demonstrativo da comercialização de ovinos na feira livre

A análise do Quadro 2 possibilita observar que a banca nº 05 comercializa a maior parcela de carne de bode vendida no mercado público. Esta quantidade pode ser justificada por ser este ponto de venda o fornecedor de tal produto para os supermercados e restaur antes locais.

Bancas

kg/Semana

Reais/kg

11ª. banca

75

kg (1 porco)

R$ 10,00 (bisteca, filé e lingüiça).

12ª. banca

100

kg (2 porcos)

R$ 10,00

13ª. banca

100

kg (1 porco)

R$ 10,00 (carne de sol)

14ª. banca

60

kg (1 porco)

R$ 10,00

15ª. banca

200

kg (3 porcos)

R$ 10,00 (bisteca)

Total (kg/semana)

535 kg ou 8 porcos

R$ 10,00

Quadro 3: Demonstrativo da comercialização de suínos na feira livre

Produtos diferenciados tais como cortes de carne de porco salgada e defumada não foram encontradas à venda.

Bancas

 

kg/Semana

Reais/kg

16ª. Banca (única banca que vende cortes especiais – “peito”)

140

kg (70 frangos)

R$ 3,00

58

17ª. Banca (proprietário tem um abatedouro de frango no centro da cidade)

1600 kg (800 frangos)

R$ 3,00

18ª. banca

150 kg (75 frangos)

R$ 3,00

Total (kg/semana)

1890 kg ou 945 frangos

R$ 3,00

Quadro 4: Demonstrativo da comercialização de aves na feira livre

Ainda com relação aos produtos contemplados nessa análise, de acordo com informações advindas dos comerciantes locais, os animai s, em sua maioria, são abatidos clandestinamente, uma vez que, a utilização do abatedouro público municipal acarretaria no pagamento de uma taxa de serviço por animal abatido equivalente a R$7,50 (bode) , e R$10,00 (porco).

Outros dados referentes ao comércio local foram obtidos empiricamente e posteriormente à pesquisa supracitada . O Quadro 5 apresenta um comparativo entre o comércio local e o NUPAGRO no que tange a qualidade, preço, condições de pagamento, atendimento e localização ; dados estes coletados a partir de informações e depoimentos de consumidores da região.

atendimento e localização ; dados estes coletados a partir de informações e depoimentos de consumidores da

59

Quadro 5: Comparativo - Comércio local x Perspectivas do NUPAGRO

Observa-se que o NUPAGRO pode explorar muito bem os quesitos “Qualidade”, “Preço” e “Atendimento”, e fazer disso um diferenc ial para atrair parcerias, fortalecer o aprendizado contínuo e tornar -se uma referência no desenvolvimento acadêmico, sócio-econômico e sustentável da região caririense.

2.2.1 Análise da previsão da demanda

Conforme visto em tópicos anteriores, o NUPAGR O se propõe a produzir vários produtos a partir do beneficiamento em instalações próprias. Nesse sentido, faz -se necessário uma análise criteriosa para determinar a evolução da demanda e consequentemente possibilitar o dimensionamento dos recursos a serem utilizados. Para o caso em tela, foi considerado um período de cinco anos.

Conforme dados do IBGE 2010 (vide ANEXO III), a população local vem crescendo a uma taxa de 0,67% a.a. Isto significa que a população passará de 16.072 habitantes (em 2010) para 16. 619 habitantes (em

2015).

Em consonância com esta curva de crescimento previsto se infere que haverá crescimento proporcional do consumo. A partir dessa possibilidade, e dos dados levantados anteriormente, foi traçada a curva de crescimento da demanda por produto a ser considerada no Plano de Negócio. Ademais, visando uma análise mais apurada e robusta, estas curvas foram comparadas com os dados constantes da POF 2008/09 (Pesquisa de Orçamento Familiar) do IBGE, para a região Nordeste.

60

60 Figura 6: Evolução estimada do produto “doce de leite” Na figura 6, apresenta- se a

Figura 6: Evolução estimada do produto “doce de leite”

Na figura 6, apresenta-se a análise da demanda do produto “doce de leite”. Nesta análise verificou -se um consumo per capita anual de 65g (0,13 pote de 500g). A partir disto, estima-se que a venda passaria de 2.100 para 2.190 potes (500g) no período. Considerando -se tratar de um produto geralmente industrializado, verifica -se certa dificuldade de entrança no mercado, o que requer cautela na estimativa do market share para o referido produto. Assim, a demanda anual absorvível foi estimada em 30%, o que corresponde a 1.314 potes de 250 gramas (embalagem definida pela equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015).

equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015). Figura 7: Evolução estimada do produto “iogurte”

Figura 7: Evolução estimada do produto “iogurte”

Na Figura 7, apresenta-se a análise da demanda do produto “iogurte”. Nesta análise verificou -se um consumo per capita anual de 400ml (0,40 unid.de 1l). Destarte, estima-se que a venda passaria de 6.600 para

61

6.882 unidades (1l) no período. Considerando -se tratar de um produto geralmente industrializado, verifica-se certa dificuldade de entrança no mercado, o que requer cautela na estimativa do market share para o referido produto. Assim, a demanda anual absorvível foi estimada em 30%, o que corresponde a 8.258 unidades de 250 ml (embalagem definida pela equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano

2015).

equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015). Figura 8: Evolução estimada do produto “queijo

Figura 8: Evolução estimada do produto “queijo coalho”

Na Figura 8, apresenta-se a análise da demanda do produto “ queijo coalho”. Nesta análise verificou -se um consumo per capita anual de 280g (0,28 unid.de 1kg). Dessa forma, estima-se que a venda passaria de 8.351 para 8.707 unidades (1kg) no período. Considerando -se tratar de um produto geralmente oriundo da agricultura familiar , verifica-se grande possibilidade de parcerias com grupos coopera dos para o beneficiamento e distribuição , o que fomenta uma estimativa mais otimista do market share para o referido produto. Assim, a demanda anual absorvível foi estimada em 60%, o que corresponde a 5.224 unidades de 1 kg (embalagem definida pela equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015).

62

62 Figura 9: Evolução estimada do produto “lingüiça suína” Na Figura 9, apresenta- se a análise

Figura 9: Evolução estimada do produto “lingüiça suína”

Na Figura 9, apresenta-se a análise da demanda do produto “ linguiça suína”. Nesta análise verificou -se um consumo per capita anual de 470g (0,47 unid.de 1kg). Assim, estima-se que a venda passaria de 7.040 para 8.070 unidades (1kg) no período. Considerando -se tratar de um produto geralmente oriundo da agricultura familiar , verifica-se grande possibilidade de parcerias com grupos cooperados para o beneficiamento e distribuição , o que fomenta uma estimativa mais otimista do market share para o referido produto. Face ao exposto, a demanda anual absorvível foi estimada em 60%, o que corresponde a 4.842 unidades de 1 kg (embalagem definida pela equipe d o NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015).

d o NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015). Figura 10: Evolução estimada do produto “lingüiça

Figura 10: Evolução estimada do produto “lingüiça ovina”

63

Na Figura 10, apresenta-se a análise da demanda teórica do produto linguiça ovina, a partir de percentuais de aproveitamento de carcaça constante do ANEXO XX. Nesta análise verificou -se a possibilidade de oferta per capita anual de 140g (0,14 unid.de 1kg). Assim, havendo aceitação de todo o produto ofertado, estima-se que a venda passaria de 2.256 para 2.352 unidades (1kg) no período. Considerando-se tratar de um produto entrante no mercado local , verifica-se grande possibilidade de parcerias com grupos cooperados para o beneficiamento e distribuição, o que fomenta uma estimativa mais otimista do market share para o referido produto. Face ao expo sto, a demanda anual absorvível foi estimada em 80%, o que corresponde a 1.882 unidades de 1 kg (embalagem definida pela equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015).

equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015). Figura 11: Evolução estimada do produto “carne

Figura 11: Evolução estimada do produto “carne de frango” Na Figura 11, apresenta-se a análise da demanda do produto “ carne de frango”. Nesta análise verificou-se um consumo per capita anual de 5,98 kg. Destarte, estima-se que a venda passaria de 98.100 para 102.289 kg no período. Considerando -se tratar de um produto geralmente oriundo da agricultura familiar , verifica-se grande possibilidade de parcerias com grupos cooperados para o beneficiamento e distribuição , o que fomenta uma estimativa mais otimista do market share para o referido produto. Assim, a demanda anual absorvível foi estimada em 50%, o que corresponde a 51.144 kg (embalagem definida pela equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015).

64

64 Figura 12: Evolução estimada do produto “carne de sol suína” Na Figura 12, apresenta-se a

Figura 12: Evolução estimada do produto “carne de sol suína”

Na Figura 12, apresenta-se a análise da demanda do produto “carne de sol suína”. Nesta análise verificou -se um consumo per capita anual de 340g (0,34 unid.de 1kg). Assim, estima-se que a venda passaria de 5.520 para 5.756 unidades (1kg) no período. Considerando -se tratar de um produto geralmente oriundo da agricultura familiar, verifica-se grande possibilidade de parcerias com grupos cooperados para o beneficiamento e distribuição , o que fomenta uma estimativa mais otimista do market share para o referido produto. Face ao exposto, a demanda anual absorvível f oi estimada em 60%, o que corresponde a 3.454 unidades de 1 kg (embalagem definida pela equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015).

equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015). Figura 13: Evolução estimada do produto “carne

Figura 13: Evolução estimada do produto “carne de sol ovina”

65

Na Figura 13, apresenta-se a análise da demanda teórica do produto carne de sol ovina, a partir de percentuais de aproveitamento de carcaça constante do ANEXO XX. Nesta análise verificou -se a possibilidade de oferta per capita anual de 280g (0,28 unid.de 1kg). Assim, havendo aceitação de todo o pro duto ofertado, estima-se que a venda passaria de 2.256 para 2.352 unidades (1kg) no período. Considerando-se tratar de um produto entrante no mercado local, verifica-se grande possibilidade de parcerias com grupos cooperados para o beneficiamento e distrib uição, o que fomenta uma estimativa mais otimista do market share para o referido produto. Face ao exposto, a demanda anual absorvível foi estimada em 80%, o que corresponde a 3.774 unidades de 1 kg (embalagem definida pela equipe do NUPAGRO),no final do p eríodo estudado (ano 2015).

do NUPAGRO),no final do p eríodo estudado (ano 2015). Figura 14: Evolução estimada do produto “carne

Figura 14: Evolução estimada do produto “carne de codorna”

Na Figura 14, apresenta -se a análise da demanda teórica do produto “carne de codorna”, a partir de pesquisa com alguns comerciantes específicos da região. Consideran do-se tratar de um produto entrante no mercado local, verifica -se grande possibilidade de consumo, o que fomenta uma estimativa bem otimista do market share para o referido produto. Face ao exposto, a demanda anual considerada foi estimada em 100,0%, o que corresponde a 404,0 kg (embalagem com peso variável, definida pela equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015).

66

66 Figura 15: Evolução estimada do produto “cortes especiais de carne ovina” Na Figura 15, apresenta-se

Figura 15: Evolução estimada do produto “cortes especiais de carne ovina”

Na Figura 15, apresenta-se a análise da demanda do produto “cortes especiais de carne ovina ”. Nesta análise verificou-se um consumo per capita anual de 340g (0,34 unid.de 1kg). Assim, estima-se que a venda passaria de 5.640 para 5.881 unidades (1kg) no período. Considerando - se tratar de um produto geralmen te oriundo da agricultura familiar, verifica-se grande possibilidade de parcerias com grupos cooperados para o beneficiamento e distribuição , o que fomenta uma estimativa mais otimista do market share para o referido produto. Face ao exposto, a demanda anual absorvível foi estimada em 60%, o que corresponde a 3.529 unidades de 1 kg (embalagem definida pela equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015).

equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015). Figura 16: Evolução estimada do produto “cortes

Figura 16: Evolução estimada do produto “cortes especiais de carne suína”

67

Na Figura 16, apresenta-se a análise da demanda teórica do produto cortes especiais de carne suína, a partir de percentuais de aproveitamento de carcaça constante do ANEXO XX. Nesta análise verificou-se a possibilidade de oferta per capita anual de 170g (0,17 unid.de 1kg). Assim, havendo aceitação de todo o produto ofertado, estima-se que a venda passaria de 2.760 para 2.878 unidades (1kg) no período. Considerando -se tratar de um produto não contemplado inicialmente como um potencial de consumo , verifica-se certa dificuldade na estimativa da demanda, o que requer cautela na estimativa do market share para o referido produto. Face ao exposto, a demanda anual absorvível foi estimada em 30%, o que corresponde a 863 unidades de 1 kg (embalagem definida pela equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015).

equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015). Figura 17: Evolução estimada do produto “ovos

Figura 17: Evolução estimada do produto “ovos de codorna” Na Figura 17, apresenta-se a análise da demanda do produto “ ovos de codorna”. Nesta análise verificou -se um consumo per capita anual de 0,3 ovo (0,01 bandeja de 30 ovos). Dessa forma, estima-se que a venda passaria de 240 para 250 bandejas (30 ovos) no período. Considerando- se tratar de um produto geralmente oriundo da agricultura familiar, verifica-se grande possibilidade de parcerias com grupos cooperados para o beneficiamento e distribuição , o que fomenta uma estimativa mais otimista do market share para o referido produto. Assim, a demanda anual absorvível foi estimada em 60%, o que corresponde a 150 bandejas de 30 ovos (embalagem definida pela equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano 2015).

68

68 Figura 18: Evolução estimada do produto “ovos de galinha” Na Figura 18, apresenta- se a

Figura 18: Evolução estimada do produto “ovos de galinha”

Na Figura 18, apresenta-se a análise da demanda do produto “ ovos de

galinha”. Nesta análise verificou -se um consumo per capita anual de 18

ovos (0,59 bandeja de 30 ovos ), a partir dos dados do IBGE 2010 .

Destarte, estima-se que a venda passaria de 9.690 para 10.104 bandejas

(30 ovos) no período. Considerando-se tratar de um produto geralmente

oriundo da agricultura familiar, verifica-se grande possibilidade de

parcerias com grupos cooperados para o beneficiamento e distribuição ,

o que fomenta uma estimativa mais otimista do market share para o

referido produto. Assim, a demanda anual absorvível foi estimada em

50%, o que corresponde a 5.052 bandejas de 30 ovos (embalagem

definida pela equipe do NUPAGRO),no final do período estudado (ano

2015).

Observações: Além desses 13 (treze) produtos, com a finalidade de melhor aproveitar o resíduo animal decorrente do processamento, optou-se por mais 02 (dois) produtos, quais sejam: “buchada” (resíduo ovino) e “kit feijoada” (resíduo e partes suínas). Assim, considera -se nesse projeto um total de 15 (quinze) produtos.

69

2.3 ESTUDO DOS FORNECEDORES

Os fornecedores de matérias -primas para a fabricação dos diversos

produtos estão espalhados por todo o Brasil e poderão participar dos certames licitatórios de acordo com os pré -requisitos dos Editais.

23

70

3 PLANO DE MARKETING

Através desta etapa se identifica as oportunidades que podem gerar bons resultados para a organização, mostrando como penetrar com sucesso para obter as posições almejadas nos mercados. O Plano de Marketing deve ser regularmente utilizado e atualizado, pois permite analisar o mercado, adaptando -se às suas constantes mudanças e identificando tendências.

3.1 DESCRIÇÃO DOS PRODUTOS

3.1.1

Famílias tecnológicas:

Lácteos:

Doce de leite;

Iogurte;

Queijo coalho;

Cárneos:

Lingüiça suína;

Lingüiça ovina;

Carne de frango;

Carne de sol suína;

Carne de sol ovina;

Carne de codorna;

Cortes especiais de carne ovina;

Cortes especiais de carne suína;

Buchada;

Kit feijoada.

Ovos:

Ovos de codorna;

Ovos de galinha.

3.1.2

Especificações técnicas:

As especifiçações de embalagem, variações (capacidade, sabor e cortes) por produto, seguem -se de acordo com o Quadro 6:

71

71 Quadro 6: Especificações técnicas dos produtos
71 Quadro 6: Especificações técnicas dos produtos
71 Quadro 6: Especificações técnicas dos produtos

Quadro 6: Especificações técnicas dos produtos

72

3.1.3 Nomenclatura dos produtos e “slogan” do Núcleo :

O processo de escolha dos nomes de fantasia dos produtos (agrupados por família tecnológica) e a definição do “slogan” do NUPAGRO se estabelece através de uma reunião de “brainstorming”, realizada em 16 de agosto de 2011, na sala de reuniões do CDSA. Nessa reunião, a participação da comunidade acadêmica (representação de professores, alunos e técnicos administrativos) foi fundamental nesse processo. Com relação à nomenclatura dos produtos, apresenta -se no Quadro7 as propostas vencederodas pelo voto direto:

Obs. A arte inicial foi concebida, no entanto, outras idéias podem ser elaboradas, discutidas e aprovadas. O “slogan” (frase de fácil memo rização, associada à propaganda de produtos) vencedor nesse proceso apresenta -se na Figura 19 a seguir:

Todos os produtos deverão ser acondicionados em embalagens tradicionais com todas as especificações e responsabilidades técnicas. Os rótulos serão desenvolvidos conforme propostas e escolhas futuras, com a marca NUPAGRO e o selo “Produtos Agroecológicos”, conforme foto meramente ilustrativa da Figura 20.

73

73 Quadro 7: Nomenclatura dos produtos por Família tecnológica

Quadro 7: Nomenclatura dos produtos por Família tecnológica

74

74 Figura 19: “ Slogan” do Núcl eo Figura 20: Mockup do produto Iogurte

Figura 19: Slogan” do Núcleo

74 Figura 19: “ Slogan” do Núcl eo Figura 20: Mockup do produto Iogurte

Figura 20: Mockup do produto Iogurte

75

3.1.4

Normas técnicas de produção e a condicionamento dos produtos

Doce de leite (Vide ANEXO XXI) ;

Iogurte (Vide ANEXO XXII);

Queijo coalho (Vide ANEXO XXIII);

Linguiça (Vide ANEXO XXIV);

Produtos cárneos salgados (Vide ANEXO XXV);

Ovos (Vide ANEXO XXVI).

3.1.5

Codificação dos produtos

Verifica-se duas situações para o cadastramento dos códigos de barra dos produtos a serem produzidos e distribuídos pelo NUPAGRO, a saber:

a. Produtos de MEDIDAS FIXAS;

b. Produtos de MEDIDAS VARIÁVEIS.

Os produdos de medidas fixas (peso fixo) devem ser cadastrados a partir da criação do NÚMERO GLOBAL DE ITEM COMERCIAL (GTIM), número este válido em nível global, o que possibilitará o reconhecimento de nossos produtos em pratel eiras e leitores de código de barras, automaticamente, em qualquer comércio, indiferente de sua localização (Brasil ou exterior). Para fazer esse cadastro no Brasil, a única empresa credenciada consta no endereço http//www.gslbr.org/. O valor cadastral e as anuidades para empresas de faturamento anual de até R$300.000,00 é de R$509,00 (produtos de MEDIDAS FIXAS) e R$238,00 (Produtos de MEDIDAS VARIÁVEIS). Através desse pagamento recebe -se o código identificador do Núcleo (o “RG” do NUPAGRO , com 5 dígitos). A partir disso pode-se gerar os números/códigos de cada produt o (GTIN).

76

No exemplo da Figura 21 comenta-se:

76 No exemplo da Figura 21 comenta-se: Figura 21: Detalhamento da etiqueta “código de barra” 1.

Figura 21: Detalhamento da etiqueta “código de barra”

1.

O

número

em

destaque

(12102)

corresponde

à

identificação

da

instituição/empresa que de manda a produção do produto;

 

2.

O s

d em ai s

nú me r os

s ã o

ge r a do s

au to m ati c am e nt e

em

f u n ç ão

do

cadastramento de cada produto .

Em se tratando dos produtos de MEDIDAS VARIÁVEIS (pesos variáveis), que de acordo com o Quadro 8 equivale aos produtos listados nos itens 6, 9, 10,11, 14 e 15 (seis produtos que somam dezessete códigos), se gera, apenas, códigos de barra para uso interno (isso ocorre em qualquer negócio, até mesmo em grandes empresas, como é o caso do Grupo Walmart). Para se gerar esses códigos se deve adquirir uma impressora de códigos de barras, um computador e o software adequado.

77

77 Quadro 8: MIX – Necessidade de códigos por produto

Quadro 8: MIX Necessidade de códigos por produto

78

3.2 PREÇO

O NUPAGRO estabelece que os preços de seus produtos dev am ficar no mesmo patamar dos preços dos produtos similares encontrados no mercado local; portanto, o principal diferencial competitivo se verifica através da qualidade dos produtos oferecidos, beneficiamento de acordo com as normas técnicas, sanitárias e de base agroecológicas. O Quadro 9 apresenta o preço de venda projetado para os produtos.

O Quadro 9 apresenta o preço de venda projetado para os produtos. Quadro 9: Preços de

Quadro 9: Preços de venda dos produtos NUPAGRO

79

3.3 ESTRATÉGIAS PROMOCIONAIS

A promoção tem como objetivo a apresentação, a informaçã o, a

lembrança acerca dos produtos, com vistas a convencer os clientes de

que os nossos produtos possuem as melhores características de qualidade e preços compatíveis.

A esse propósito, é importante desenvolver as seguintes estratégias:

Promover feiras e workshops para apresentação dos produtos e das práticas sustentáveis de produç ão;

Fazer panfletagem com folders dos produtos;

Realizar divulgações periódicas na mídia local;

Promover palestras orientativas acêrca da implementação de controles e de novas tecnologias;

Divulgação do portifólio de técnicas agropecuárias através de banners.

Com vistas à implementação dessas estratégias promocionais, considera-se uma provisão de 1% da Receita Bruta de Vendas conforme consta no subitem 6.3 do ANEXO XVII.

3.4 ESTRUTURA DE COMERCIALIZAÇÃO E DISTRIBUIÇÃO

O NUPAGRO pretende estabelecer dois meios de comercialização, a

saber:

Distribuição de produtos (venda pessoal) através de um Ponto de Venda (PV) no âmbito do CDSA;

Parceria na distribuição de produtos (mercado local e municípios do Cariri Paraibano) beneficiados internamente, provenientes de parcerias com outras instituições que visam o desenvolvimento sócio-econômico e sustentável do semiárido.

A

distribuição

no

PV

interno

se

estabelece

através

do

fluxograma

mostrado

 

na

Figura

32.

80

80 Figura 32: Engenharia financeira para a distribuição de produtos - NUPAGRO

Figura 32: Engenharia financeira para a distribuição de produtos - NUPAGRO

81

O fluxograma mostrado na Figura 32 estabelece o processo administrativo desde a venda do produto até a disponibilização do recurso para reinvestimento no Núcleo. Envolve as seguintes pessoas:

consumidor local, agente de vendas (PV inter no), coordenador geral do Núcleo, agente de pagamento (GEAF), gestor financeiro (GEAF) e diretor do Centro. O ciclo de vendas é de 0,208 horas (~12,5 minutos) por produto (vide etapa “Vendedor – CDPAV). O ciclo financeiro corresponde a 153,65 8horas (6,402 dias) e compreende o trâmite desde

a consolidação das vendas semanais até a disponibilidade do crédito

orçamentário (vide etapa “Gestor financeiro – GEAF). O Lead Time Total (LTT) é de 6,411 dias . Esse tempo de atravessamento referencia o período mínimo que o NUPAGRO terá de volta os recursos para

reinvestimento.

A partir das ilustrações da Figuras 33, seguem-se os comentários:

das ilustrações da Figuras 33, seguem-se os comentários: Figura 33: Consolidação da distribuição dos produtos -

Figura 33: Consolidação da distribuição dos produtos

- O

produtos portando o CPF;

consumidor

se

desloca

até

o

PV

do

NUPAGRO

para

adquirir

os

- O agente de vendas registra a compra em duas vias utilizando o recibo

proposto da Figura 34. A via original deve ser entregue ao consumidor;

a outra via segue para controle e arquivo do NUPAGRO;

82

82 Figura 34: Modelo de recibo NUPAGRO - O agente de vendas do NUPAGRO faz a

Figura 34: Modelo de recibo NUPAGRO

- O agente de vendas do NUPAGRO faz a consolidação semanal, acessa o sítio www.tesouro.fazenda.gov.br (Figura 35) e preenche a GRU (Guia de Recolhimento da União );

83

83 Figura 35: Tela de acesso para preenchimento da GRU Ao preencher os dados para a

Figura 35: Tela de acesso para preenchimento da GRU

Ao preencher os dados para a geração da GRU (Figura 36), o agente de vendas deve atentar para os seguintes detalhes:

da GRU (Figura 36), o agente de vendas deve atentar para os seguintes detalhes: Figura 36:

Figura 36: Modelo/Descrição - GRU

84

1. Nome do Contribuinte/Recolhedor pessoa que adquiriu o produto no PV;

2. CPF do Contribuinte conforme dados do recibo NUPAGRO;

3. Código de Recolhimento referente às entradas advindas da venda de produtos de origem animal e vegetal (Código padrão);

4. Número de Referência: campo utilizado pela UG responsável pela arrecadação para identificar o pagament o.

5. Somente preenchido se orientado pela instituição favorecida.

6. Competência preencher com o mês de emissão da guia;

7. Vencimento preencher com a data-limite do pagamento da guia;

8. UG (Unidade Gestora) preencher com o códio da UG do CDSA;

9. Valor principal preencher com o valor a ser pago;

10. Valor total preencher com o valor a ser pago.

- O agente de vendas gera e imprime a GRU, apanha recibos e valores arrecadados (consolidação semanal) e os encaminha ao setor de Pagamento (GEAF);

- O agente de pagamento (GEAF) protocola o recebimento, verifica os documentos e valores e planeja ação para pagamento na agência bancária (afixar comprovante de pagamento à GRU) .

85

A Figura 37 ilustra os próximos trâmites .

85 A Figura 37 ilustra os próximos trâmites . Figura 37: Consolidação da engenharia financeira de

Figura 37: Consolidação da engenharia financeira de reinvestimento

- O agente de pagamento (GEAF) faz duas cópias da GRU paga; separa

a via original para encaminhar ao Campus de Campina Grande PB (via gestor financeiro GEAF); arquiva uma cópia para controle e envia a outra para arquivo do NUPAGRO ;

- O gestor financeiro (GEAF) encaminha Memo (via eletrônica) ao setor de Finanças (Campus 1) com a solicitação de abertura do Crédito Orçamentário no valor recolhido na guia e aguarda liberação;

- NUPAGRO utiliza os recursos liberados para subsistência d o Núcleo.

86

3.5 LOCALIZAÇÃO DO NEGÓCIO

A sede administrativa do NUPAGRO se localiza no âmbito do Campus

do CDSA/UFCG (vide destaque da Figura 38), a aproximadamente 3 km

do centro da cidade de Sumé - PB. O acesso é fácil, as ruas são calçadas ou pavimentadas e o trânsito é tranquilo.

são calçadas ou pavimentadas e o trânsito é tranquilo. Figura 38: Vista aérea do Centro de

Figura 38: Vista aérea do Centro de Desenvolvimento Sustentável do Semiárido UFCG

Sumé (Figura 39) está localizado na microrregião do Cariri Ocidental do Estado da Paraíba, região Nordeste do Brasil e dista 264 km da capital do Estado, João Pessoa.

A

área

territorial

é

de

838

km²,

com

as

seguintes

fronteiras:

Amparo

(20 Km),

Ouro

Velho

(32

Km),

Prata

(22,5

Km),

Monteiro

(32

Km),

Camalaú

(26

Km),

Congo

(28

KM),

Serra

Branca

(32

Km)

e

São

José

dos Cordeiros (32,5 Km).

87

87 Figura 39: Vista aérea de Sumé - PB Possui temperatura média de 26 °, com

Figura 39: Vista aérea de Sumé - PB

Possui temperatura média de 26 °, com variação de aproximadamente 20° nos meses de junho e julho, e chega a atingir 33° entre novembro e janeiro.

A Figura 40, apresenta a situação geográfica de Sumé . Pode-se verificar que esta cidade está localizada, praticamente, no centro do Cariri Paraibano.

88

88 Figura 40: Situação geográfica do município de Sumé – PB Essa localização é estratégica para

Figura 40: Situação geográfica do município de Sumé PB

Essa localização é estratégica para o NUPAGRO, uma vez que, o portifólio de projetos e ações do Núcleo estarão voltados para o desenvolvimento técnico, econômico e social dessa região.

O acesso principal, considerando a partida da cidade de Campina Grande, se dá atavés da BR 230 e BR 412, conforme se apresenta na Figura 41.

Grande, se dá atavés da BR 230 e BR 412, conforme se apresenta na Figura 41.

Figura 41: Acesso à cidade de Sumé - PB

89

4 PLANO OPERACIONAL

Esta etapa compreende as definições dos vários setores e laboratórios

do

Núcleo, os processos, os fluxogramas dos produtos, as necessidade

de

mão-de-obra, máquinas e equipamentos, o arranjo físico, enfim,

todos os recursos a serem utilizados.

4.1 ARRANJO FÍSICO

Aguardando projeto arquitetônico a ser providenciado . Após o recebimento das plantas, projeta -se o layout conforme fluxogramas/produto já definidos.

4.2 CAPACIDADE PRODUTIVA

A capacidade

estabelece através do Quadro 10:

instalada

com

base

nos

princi pais

equipamentos

se

através do Quadro 10: instalada com base nos princi pais equipamentos se Quadro 10: Capacidade instalada

Quadro 10: Capacidade instalada - Equipamentos

90

4.3 PROCESSOS OPERACIONAIS

Os laboratórios serão estabelecidos por família de produtos e assim distribuídos:

1) Laboratório de processamento de produt os cárneos (ovino/suíno); 2) Laboratório de processamento de produtos lácteos (derivados do leite de cabra); 3) Laboratório de processamento de aves (carne de frango e de codorna).

do

beneficiamento dos produtos terão as seguintes nomenclaturas

As etapas que comportarão todas

as

atividades

diretas

apresentadas na Figura 42.

91

91 Figura 42: Etapas produtivas dos laboratórios de beneficiamento de produtos Cada laboratório comportará 01

Figura 42: Etapas produtivas dos laboratórios de beneficiamento de produtos

Cada laboratório comportará 01 almoxarifado de matéria -prima cujo controle deverá ser independente dos demais.

A seguir,

os fluxogramas para cada produto considerado no Plano de Negócio do NUPAGRO.

começando pelas atividades diretas do “Abate”,

apresenta-se

Na

informações:

parte

final

de

todos

os

fluxogramas

encontram -se

as

seguintes

92

1. Tempo de atravessamento total corresponde ao tempo total necessário para se fazer passar o lote do produto considerado em todas as etapas do processo produtivo;

2. Tempo manual corresponde à somatória dos tempos puramente manuais, que ocorrem independentemente dos processos automáticos e esperas programadas;

3. Tempo das esperas programadas corresponde à somatória dos tempos onde o lote de produtos aguarda um período programado para adquirir as propriedades finais e específicas de cada processo;

4. Tempo TAKT: corresponde ao ritmo de produç ão para o lote considerado, ou seja, indica o intervalo de tempo para a produção de uma unidade de produto;

5. Tempo Padrão: obtido a partir do quociente da somatória dos tempos puramente manuais e do tamanho do lote produzido e correspondente à parcela do tempo utilizado por uma pessoa ao se produzir uma unidade de produto . Utiliza-se para determinar a quantidade de MOD (mão -de-obra direta) necessária em função de uma demanda conhecida.

4.3.1 Atividades diretas do Abate

A seguir, apresentam-se os fluxogramas:

93

Abate de suíno (Figura 43)

93  Abate de suíno (Figura 43) Figura 43: Fluxograma do abate de suíno

Figura 43: Fluxograma do abate de suíno

94

Abate de ovino (Figura 44)

94  Abate de ovino (Figura 44) Figura 44: Fluxograma do abate de ovino  Abate

Figura 44: Fluxograma do abate de ovino

Abate de frango (Figura 45)

44) Figura 44: Fluxograma do abate de ovino  Abate de frango (Figura 45) Figura 45:

Figura 45: Fluxograma do abate de frango

95

Abate de codorna (Fi gura 46)

95  Abate de codorna (Fi gura 46) Figura 46: Fluxograma do abate de codorna

Figura 46: Fluxograma do abate de codorna

96

4.3.2 Atividades diretas do Beneficiamento

A seguir, apresentam-se os fluxogramas dos produtos lácteos:

Iogurte (Figura 47)

os fluxogramas dos produtos lácteos:  Iogurte (Figura 47) Figura 47: Fluxograma do produto “iogurte”

Figura 47: Fluxograma do produto “iogurte”

97

Doce de leite (Figura 48)

97  Doce de leite (Figura 48) Figura 48: Fluxograma do produto “doce de leite”

Figura 48: Fluxograma do produto “doce de leite”

98

Queijo coalho (Figura 49)

98  Queijo coalho (Figura 49) Figura 49: Fluxograma do produto “queijo coalho”

Figura 49: Fluxograma do produto “queijo coalho”

99

A seguir, apresentam-se os fluxogramas dos produtos cárneos:

Linguiça suína (Figura 50)

dos produtos cárneos:  Linguiça suína (Figura 50) Figura 50: F luxograma do produto “lingüiça suína”

Figura 50: Fluxograma do produto “lingüiça suína”

100

Linguiça ovina (Figura 51)

100  Linguiça ovina (Figura 51) Figura 51: Fluxograma do produto “lingüiça ovina”

Figura 51: Fluxograma do produto “lingüiça ovina”

101

Carne de frango (Figura 52)

101  Carne de frango (Figura 52) Figura 52: Fluxograma do produto “carne de frango”

Figura 52: Fluxograma do produto “carne de frango”

102

Carne de sol suína (Figura 53)

102  Carne de sol suína (Figura 53) Figura 53: Flux ograma do produto “carne de

Figura 53: Fluxograma do produto “carne de sol suína”

103

Carne de sol ovina (Figura 54)

103  Carne de sol ovina (Figura 54) Fi gura 54: Fluxograma do produto “carne de

Fi

gura 54: Fluxograma do produto “carne de sol ovina”

104

Carne de codorna (Figura 55)

104  Carne de codorna (Figura 55) Figura 55: Fluxograma do produto “carne de codorna”

Figura 55: Fluxograma do produto “carne de codorna”

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