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FILOSOFIA DO DIREITO

1. Filosofia Jurídica

Questões Gerais:

Em análise aos filósofos antigos, incluído nesta análise os gregos e os romanos estes consideravam a vida ética

transcorrendo como um embate frequente entre os apetites e desejos paixão e a razão.

Sendo que o homem é um ser por natureza passional, onde a ética, tendo como base a educação do caráter orienta a

razão.

Para os Filósofos antigos a ética se submetia a três pontos:  Racionalismo;  Naturalismo;
Para os Filósofos antigos a ética se submetia a três pontos:
 Racionalismo;
 Naturalismo;
 Inseparabilidade entre ética e política.
Sobre os filósofos pré-socráticos vale destacar a respeito do conceito de justiça. Anaximandro: a justiça
Sobre os filósofos pré-socráticos vale destacar a respeito do conceito de justiça.
Anaximandro: a justiça se efetivaria em um equilíbrio pendular, em que o excesso de um
lado provocaria uma ação contrária igualmente forte.
Demócrito: possuía alta preocupação com a justiça sendo visível em suas sentenças.
Pitágoras: proporcionalidade no justo.
2. Os Sofistas
Na análise dos sofistas a RETÓRICA ganhou espaço nos debates filosóficos.
A Justiça para os sofistas era relativa, pois como derivavam das leis, a questão de justiça seria mutável, pois os critérios
para sua essência seriam modificados de forma constante.
Aquilo
que
se
entende
como
justiça
pode
ser
apenas
convenção social.
Justiça relacionada com a medida do homem.

3.

Filosofia Iluminista

O

iluminismo pode ser caracterizado pela libertação da mente humana de sua servidão espiritual.

O

racionalismo exposto por René Descartes é uma das fontes do iluminismo.

Para que ocorresse tal libertação o iluminismo propunha o uso crítico da razão.

Sendo que a razão nesta ótica deve ser voltada para a libertação em relação aos dogmas metafísicos, aos

preconceitos morais, às superstições religiosas, às relações desumanas entre os homens, às tiranias políticas.

A Revolução Americana é o primeiro caso de implantação das ideias norteadoras do iluminismo.

O iluminismo identifica a lei com a vontade geral.

Realizada no seio de seus cidadãos ou de seus representantes, na busca da condução racional da sociedade.

Em síntese: A filosofia iluminista propõe que a conduta humana seja ordenada de modo a buscar a felicidade por

meio da racionalidade.

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Os Estados na visão política iluminista possuíam a finalidade de elencar os princípios da ordenação social, sendo

que neste papel cabe ao próprio Estado limitar esta busca da felicidade frente a estes preceitos.

4.

Eurípedes

Eurípedes reflete sobre as paixões humanas e suas consequências, como podem ser observadas na Tragédia Medeia.

Eurípedes tem seu marco ao recepcionar os conceitos da filosofia pré-socrática e dos sofistas, sendo visível neste a

passagem de mudança racional a respeito do homem helênico.

Eurípedes em suas tragédias denuncia a crise de seu tempo, onde em suas obras é
Eurípedes em suas tragédias denuncia a crise de seu tempo, onde em suas
obras é possível verificar os comportamentos adotados de sua geração.

5. Aristófanes

Aristófones em As Nuvens faz uma sátira a figura de Sócrates, sendo está sátira uma
Aristófones em As Nuvens faz uma sátira a figura de Sócrates, sendo está sátira uma forma de critica.
Critica a um novo modelo de pensamento, a um modo novo de formar os cidadãos.
A Obra Comilões – Critica o modelo de formação dos sofistas.
A Obra Lisístrada – Comédia que fala da forma que as mulheres utilizando de sensualidade
podem controlar os homens.
6. Platão
Sobre o pensamento de Platão a principal influencia que sofreu foi de Sócrates.
Na análise de Platão e suas exposições e conceitos são as ideias sobre eternos.
O divino, representado pelo mundo das ideias, é
caracterizado por três pontos essenciais:
Beleza
Verdade
Proporção
Segundo a ideia de justiça de Platão, em relação ao mundo organizacional a justiça é um tipo de virtude que beneficia
tanto ao homem justo em si, posto que enobrece sua alma, desenvolve-a, quanto ao corpo social, que aproveita
daquele indivíduo no melhor de suas capacidades.
A ideia de justiça em Platão possui extrema relação com o sistema das organizações públicas ou privadas,
posto que, ao buscar levar o indivíduo a executar aquela tarefa que ele sabe fazer tão benfeita como poucos

geram o crescimento, o desenvolvimento de todo o grupo.

Ao transpor as concepções de justiça de Platão no plano da chamada Justiça Social, destaca-se a importância de se

formar as pessoas ao exercício de uma profissão, com a qual se identifiquem e desempenhem bem.

A ideia de desenvolvimento social não se dissocia da concepção de responsabilidade individual.
A ideia de desenvolvimento social não se dissocia da concepção de responsabilidade individual.

Analisando a ligação com o mérito da Aristocracia, Platão traz à luz a questão que o governante deve ser o filósofo, pois

no filósofo encontram se as virtudes necessárias ao bom governo, por este ser é o mais preparado de todos.

Na Alegoria da Caverna – Efetiva um tratado sobre o homem em buscar deste se
Na Alegoria da Caverna – Efetiva um tratado sobre o homem em buscar deste se encontrar,
sendo que assim seria possível aprender a identificar a realidade.
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488

7. Sócrates

Sócrates trabalhava com a ironia, a qual poderia ser considerada como instrumento para realização da MAIÊUTICA.

Maiêutica é técnica socrática a qual consiste em um método destinado a obter ideias complexas a partir de perguntas simples.

A Ética socrática é visualizada no conhecimento de si mesmo como condição para obtenção da virtude.

Sócrates por meio da ironia viabilizava ao adversário conhecer sua ignorância, de forma sutil.

Por meio da Ironia é possível que o interlocutor seja levado a compreensão do equivoco em seu raciocínio.

Sócrates, ao conscientizar o adversário de sua ignorância e propor soluções que logo em seguida
Sócrates, ao conscientizar o adversário de sua ignorância e
propor soluções que logo em seguida eram refutadas por ele
próprio, buscava estimular aquele que o ouvia a, por si próprio,
alcançar a compreensão do tema.
8. Aristóteles
Aristóteles diferencia a ciência em três ramos:
Ciências Teóricas
Ciências Práticas
Ciências Poéticas ou Produtivas
Para Aristóteles não há como tratar das questões inerentes à sociedade, do direito, dos problemas das relações entre
os indivíduos, sem antes entender a finalidade da vida humana.
A partir da leitura de Aristóteles, sobre o tratado: Ética e Nicômaco, o autor trabalha as questões que definem a Justiça.
A divisão do autor refere-se:
Justiça Legal
• Destacando e considerando a importância das Leis, uma vez que as leis dentro de diferentes
classes sociais visam a garantir a vantagem de todos.
Justiça Distributiva (ou Justiça Geométrica)
• Função distributiva.
Justiça Corretiva -
• Função corretiva (Proporção Aritmética)
Aristóteles trata a Justiça como uma virtude.
Equidade para Aristóteles: é uma correção da Justiça Legal.
A política tem a mesma finalidade que a Ética.

A ética tem como finalidade a felicidade do individuo.

Objetivo da Política maior que o da ética, pois a política tem como questão principal a

efetivação da felicidade da organização social.

A justiça dentro da sociedade política é considerada como o tratamento dos iguais como iguais e dos

desiguais como desiguais.

Tornando possível o fomento do desenvolvimento humano rumo ao ideal de felicidade.

Aristóteles divide o governo em três funções:

A deliberativa;

A executiva, relativa à nomeação e a divisão das magistraturas.

A judiciária.

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Os homens criam as leis para que possam regular-se em sociedade por intermédio de

dispositivos racionais não corruptíveis pelas paixões humanas. O governo ideal deve ser aquele

o qual a constituição adotada, é a lei que está acima do governante.

9. Karl Larenz

Trabalha em seu Livro a Metodologia da Ciência do Direito, quais seriam os métodos utilizados na Ciência do Direito.

O autor entende que não existe um procedimento dedutivo que seja logicamente correto, quando houver premissas

valorativas existentes.

O autor tem uma visão critica sobre os métodos de interpretação da Ciência do Direito.

Entende que a metodologia jurídica utilizada depende do entendimento do direito que se tem.

A sua obra explana sobre os métodos utilizados na seara jurídica para interpretação e utilização do Direito.

O Filósofo alémão ainda explana que os textos jurídicos são problematizáveis, pois a sua concepção
O Filósofo alémão ainda explana que os textos jurídicos são
problematizáveis, pois a sua concepção é realizada em linguagem
do autor do texto, linguagem está ainda técnica.
Sendo que a questão da interpretação em relação à interpretação das expressões e a variação de seus significados são
suscetíveis de interpretação em relação à adequação em cada situação.
10. Homero
A justiça para Homero se apresenta, como a lei universal, que envolve homens, acontecimentos e natureza num ciclo
uniforme, no qual participam também figuras eternas e imutáveis, como os deuses.
A grande contribuição de Homero foi o enaltecimento ao herói, porque sua visão de homem, a do homem
como capaz de feitos grandiosos, influenciaria decisivamente a ética grega e, por consequência o direito.
O agir ético faz parte de concepção de justiça em Homero, porque esse agir ético implica honra e cultivo das virtudes,
como a coragem.
A ligação entre justiça e virtudes abordada por Homero influenciará o pensamento grego posterior.
11. Hesíodo
Hesíodo autor das obras Teologia e Os Trabalhos e os dias, tinha uma função pedagógica no que tange a importância
do trabalho para a formação humana.
Hesíodo – Educação da Humildade por meio do trabalho.
O autor utiliza dos mitos para demonstrar os pensamentos religiosos, bem como por meio da narrativa demonstrar os
conceitos de ética e justiça para os cidadãos.
Justiça para Hesíoso é trabalhada com a questão da luta pelo Direito diante da injustiça
Justiça para Hesíoso é trabalhada com a questão da luta pelo
Direito diante da injustiça dos juízes que causam opressão.

12. Sófocles

Sófocles no que concerne a tragédia “Antígona” expõe O decreto de Creonte, classicamente interpretado como uma

agressão ao Direito Natural.

Possui um significado muito mais profundo, relacionado à linhagem maldita a que Antígona fazia parte.

Nesse sentido, ao condenar Antígona, Creonte buscava salvar sua família e a cidade de Tebas.

Assim, Sófocles dramaturgo grego trabalha em sua obra a análise da sociedade, com retrato a personagens elitistas,

sendo visível em suas obras as concepções das paixões e do destino.

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13. Rudolf Von Ihering

Rudolf Von Ihering em sua obra A luta pelo Direito, finaliza na sua obra expondo que se o Direito não está disposto a

lutar não estará pronto para a concepção poética de liberdade e vida.

Contudo em sua obra vale destacar que o autor expõe que o fim do direito seria a paz, contudo a forma de atingi-la

é por meio da luta.

Sendo que na leitura se extrai a luta constante e freqüente das classes e as lutas entre os próprios indivíduos.

A obra retrata que esta luta sempre tem o fim de gerar a paz.
A obra retrata que esta luta sempre tem o fim de gerar a paz.

O conflito gerado gera o aprimoramento e por consequência a evolução dos institutos jurídicos.

Revolução diária = Evolução Jurídica

14. Kant

Kant Inicia o Idealismo, aborda as questões relacionadas à metafísica, analisando as questões por meio
Kant Inicia o Idealismo, aborda as questões relacionadas à metafísica, analisando as questões por meio das ideias
transcendentais.
Estuda os seguintes conceitos: Espaço; Tempo; Alma; Deus;
Kant trabalha a questão do conhecer sendo este, por meio da participação do ser, no aspecto de que a matéria é
inerente ao próprio objeto. (MACEDO JÙNIOR, 2008, p.433)
Analisar o ponto de vista do SER frente à análise dos objetos a serem estudados.
Conhecimento a priori
Conhecimento a posteriori
Consoante à mente do Sujeito
Conhecimento Sensível
Razão – Para abarcar os Universais
O Pensamento Político e Jurídico de Kant baseia-se na estrutura inicial da sociedade como o contrato civil.
As obras principais de Kant nesta seara tratam-se da Metafísica dos Costumes e Crítica da razão Pura.
A moral Kantiana se efetiva sobre princípios a priori – sendo derivados da razão pura.
Kant trabalha os Imperativos Categóricos: Os quais devem ser entendidos como juízos sintéticos a priori.
Os Imperativos categóricos decorrem da Autonomia da Vontade.
Decorre do Poder Agir segundo as leis que o próprio individuo postula frente aos princípios universais.
Os imperativos categóricos atribuem autonomia e liberdade ao agir humano.
Os imperativos categóricos atribuem
autonomia e liberdade ao agir humano.

Seu conteúdo corresponde à universalidade e a necessidade de se obter as leis em geral, com o fim de se tornarem a

lei universal.

Kant Compreende ainda que a conduta moral refere-se à vontade interna do sujeito.

Relação entre moral e direito

O indivíduo deve se guiar pela moral, a lei interna.

Ao seguir uma lei interna o indivíduo é livre porque está obedecendo a leis formuladas por ele mesmo segundo

princípios universais.

O individuo deve se guiar pelo direito, a lei externa.

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491

Para Kant O direito sustenta-se na liberdade e não na coação, porque impede que outros interfiram na minha

liberdade.

Para Immanuel Kant Dignidade Humana:

Deve ser entendida como algo que está acima de todo o preço, pois quando uma
Deve ser entendida como algo que está acima de todo o preço, pois quando uma
coisa tem um preço pode-se pôr em vez dela qualquer outra como equivalente;
Mas quando uma coisa está acima de todo o preço, e portanto não permite
equivalência, então ela tem dignidade

A relação entre direito e moral para o autor pode ser visualizada na questão de que manter os próprios compromissos

não constituir o dever de virtude.

Manter os próprios compromissos é dever de direito.

Sendo que a diferença clara é que para os próprios compromissos serem caracterizados como dever de direito, é

quando se pode forçar o seu cumprimento.

Torna-se uma ação virtuosa é fazer o compromisso quando nenhuma coerção possa ser aplicada. Doutrina
Torna-se uma ação virtuosa é fazer o compromisso quando nenhuma coerção possa ser aplicada.
Doutrina do Direito DIFERENTE da Doutrina da Virtude.
Em síntese: A conduta moral é visível na vontade interna do sujeito.
O Direito é imposto por uma AÇÃO exterior para efetivar o seu cumprimento.
15. Tomás de Aquino
No que tange as concepções de São Tomás em relação à ordem do mundo são divididas da seguinte forma:
I. Lei eterna
II. Lei natural
III. Lei humana - oriunda da lei natural trata-se do preceito natural positivado pelo ser humano na busca
pela sua própria regulação.
IV. Lei Divina – onde as demais estão subordinadas - originada pela revelação divina na realidade.
As concepções de São Tomás a cerca de a justiça ser uma virtude e ainda a reformulação da fé
cristã são efetivadas com base em Aristóteles.
São Tomás de Aquino na obra Summa Theologica são concepções de grande aplicação na Filosofia Jurídica.
Sendo que importa destacar os conceitos de justiça Comutativa e Justiça Distributiva:
Justiça Comutativa – trata da regulamentação das relações mútuas entre
pessoas privadas.
Justiça Distributiva – trata da regulamentação da distribuição proporcional
dos bens comuns

16. Duns Scott

A filosofia de Duns Scoott defendia a separação da filosofia em relação à teologia, pois em sua análise cada uma

possuiria uma linha própria tendo sua própria metodologia.

17. Guilherme de Ockham

Guilherme Ockham teve contribuição na construção do conceito de direito subjetivo, concedendo ao indivíduo a

liberdade de poder contestar as ordens e leis vigentes.

18. Baruch Espinoza

Para Baruch Espinoza a ética inicia-se com Deus, porque Ele é o ente perfeito e condição fundamental que justifica a

ordem.

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As paixões são também oportunidades de liberdade, porque as conhecendo objetivamente permite o aprimoramento da

racionalidade.

Conhecer as paixões e adotar as virtudes é aproximação de Deus.

19.

Montesquieu

Montesquieu, na analise de sua obra O Espírito das Leis aborda sua teoria da tripartição dos poderes sendo

considerada como prerrogativa ao bom exercício de um Estado, pois a cumulação de funções em mais de um dos

órgãos é extremamente perigosa à sociedade.

20. Jean-Jacques Rousseau

Jean-Jacques Rousseau trabalha a obra O Contrato Social, sendo que analisa nesta posição que o elemento essencial

para a condução do Estado é a vontade Geral, vontade esta que conduz ao bem de todos.

Rousseau dispõe que o Contrato Social é o meio pelo qual, através da entrega de todos, juntamente, estabeleça-se

uma organização onde ninguém sairá prejudicado. Todos igualmente constituindo-se como soberanos do Estado e ao
uma organização onde ninguém sairá prejudicado.
Todos igualmente constituindo-se como soberanos do Estado e ao mesmo tempo cidadãos que acatarão as
ordens deste soberano.
A vontade geral é indivisível, inalienável e não
pode ser também representada por outros,
pertencendo a todo o povo soberano.
21. Hegel
No que tange as concepções sobre a família Hegel trata a como uma universalidade natural, pois nesta análise para
nascer na família não é necessário um ato voluntário do individuo.
Para Hegel o individuo, quando em sociedade tem em sua analise tem fins egoísticos.
Sociedade Civil – universalidade – Relação de Independência entre os Indivíduos
Quando a Constituição torna-se diferente da vontade dos indivíduos, ser ético não é modificá-la,
mas obedecê-la, conforme o dever ético.
22. Giambattista Vico
Giambattista Vico Construiu a primeira filosofia da história regida por leis sujeitas a um eterno ciclo de repetição de três
fases: fase mítica, heróica e humana.
23. Augusto Comte

Segundo os estudos de Augusto Comte a humanidade passaria obrigatoriamente por três estados em sua evolução:

Teológico

Metafísico

Positivo

24. Friedrich Nietzsche

Na análise da obra do autor Friedrich Nietzsche A Origem da Tragédia este defende a tese de que a cultura grega

antiga vivia a tensão entre dois princípios básicos e divergentes:

Dionisíaco (ligado à exacerbação dos sentidos)

Apolíneo (ligado à razão e ao equilíbrio)

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25. Jurgen Habermas

Jurgen Habermas, um dos principais representantes contemporâneos da Escola de Frankfurt a sua obra Teoria da Ação

Comunicativa concebe a razão e a ação comunicativa como alternativa à razão instrumental oriunda do Iluminismo.

26. Jean-Paul Sartre

Jean-Paul Sartre leva às últimas consequências o pressuposto de que a existência precede a essência.

Expõe: Se Deus não existe, a essência do ser humano não pode preceder sua existência.

Desse modo, há pelo menos um ser que existe antes que possa ser definido por um conceito e o ser humano é esse ser

que primeiramente existe e somente depois se define.

Afirma-se nesta analise que o ser humano está condenado a ser livre, extraindo de si mesmo os valores e as normas

de sua conduta.

27. Norberto Bobbio Norberto Bobbio se destaca pela obra Teoria do Ordenamento Jurídico, obra que
27. Norberto Bobbio
Norberto Bobbio se destaca pela obra Teoria do Ordenamento Jurídico, obra que se visualiza o raciocínio analógico,
sendo que sua obra trata do método de autointegração do Direito.
No que tange a analogia para Norberto Bobbio está consiste na relevante semelhança ao se visualizar dois casos,
sendo que nesta visão as consequências jurídicas aplicadas em um já devidamente regulamentado, deverão em
consequência ser aplicados também no outro caso que ainda não foi devidamente regulamento.
O autor ainda é visualizado na questão sobre CONFLITO APARENTE DE NORMAS.
Sendo que para ele quando duas ou maus normas colidem entre si, e que em analise da validade temporal, espacial,
pessoal ou material são diferentes estamos frente à ANTINOMIA REAL.
28. Miguel Reale
Miguel Reale trabalhe a Teoria Tridimendional do Direito sobre a seguinte ótica:
Uma norma jurídica -► Uma vez emanada - ► Sofre alterações semânticas - ► pela superveniência de mudanças no
plano dos fatos e valores.
29. Hans Kelsen
Hans Kelsen aborda na obra Teoria Pura do Direito a respeito da interpretação jurídica, sendo que aborda os aspectos
sobre ato de vontade e ato de conhecimento.
Em relação à aplicação do Direito por um órgão jurídico, assinale a afirmativa correta da interpretação.

A Teoria Pura do Direito abordada pelo autor visa uma metodologia de aplicação na Ciência do Direito.

Ato de Conhecimento – ►tudo aquilo que se conhece da norma

Ato de Vontade –► Aquilo que se conhece do objeto

Com isso gera a possibilidade de interpretação da norma.

Finalidade da Obra Teoria Pura do Direito: afastamento das ciências que não contribuem para a ciência jurídica.

Kelsen: Buscar elevar o Direito a CIÊNCIA JURÍDICA. Conhecer e determinar seu objeto.
Kelsen: Buscar elevar o Direito a CIÊNCIA JURÍDICA.
Conhecer e determinar seu objeto.
a CIÊNCIA JURÍDICA. Conhecer e determinar seu objeto. Referências EURÍPIDES.Tradução: Jaa Torrano. v II.

Referências

EURÍPIDES.Tradução: Jaa Torrano. v II. Ilumiuras.2016 GOTTLIEB, Anthony. Sócrates. Tradução: Irley Fernandes Franco. Unesp: São Paulo.1999. Disponível em:

C3%A3o&f=false. Acesso em: 09 set. 2016.

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GUIMARÃES, Bruno; Guaracy Araujo; Olímpio Pimenta. Filosofia como esclarecimento. Autentica.

JASPERS, Karl. Introdução ao Pensamento Filosófico. São Paulo: Cultrix. 19 ed.Tradução: Leonidas Hegenberg; Octanny Silveira da Motta.2011. Disponível em:

<https://books.google.com.br/books?id=yu6FYPXUoE0C&printsec=frontcover&hl=pt-

BR&source=gbs_ge_summary_r&cad=0#v=onepage&q&f=false>. Acesso em 09 set. 2016. KANT, Immanuel.Fundamentação da Metafísica dos Costumes. Tradução: Antonio Pinto de Carvalho. Nacional. Disponível em:< http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/marcos/hdh_kant_metafisica_costumes.pdf>. Acesso em: 09 set. 2016. LARENZZ, Karl. O método da ciência do Direito. Tradução: José Lamego. Fundação Calouste Gulbenkkan: Lisboa. 1997. Disponivel em: https://acasadospensadores.files.wordpress.com/2014/03/karl-larenz-metodologia-da-ciencia-do- direito.pdf. Acesso em: 09 set. 2016 MENDES, Manoel Odorico. Homero Odisséia. ebooksBrasi. Atena Brasil:São Paulo. 2009. Disponível em:

<http://www.ebooksbrasil.org/eLibris/odisseiap.html> . Acesso em: 09 set. 2016. OAB, Paraná. Disponível em: http://intranet.oabpr.org.br/sitenet/examedeordem/. Acesso em: 09 set. 2016.

POMPEU, Ana Maria César.Aristófones e Platão: A justiça na Polis. Biblioteca 24 horas. São Paulo. 2011. Disponível

BR&sa=X&ved=0ahUKEwje4qSG2IvPAhWHG5AKHZatDwcQ6AEINTAE#v=onepage&q=aristofanes&f=false>. Acesso em: 09 set. 2016 SOARES, Josemar. Filosofia do Direito. IESDE BRASIL: Curitiba. 2011. SPINELLI, Miguel. Filósofos Pré-Socráticos: Primeiros Mestres da filosofia e da Ciência Grega. 3ed. Edipucrs: Porto Alegre. 2012. Disponível em: <

https://books.google.com.br/books?id=Ganv5e9C7FkC&pg=PA158&dq=vidas+e+doutrinas+dos+filósofos+ilustres&hl=pt
https://books.google.com.br/books?id=Ganv5e9C7FkC&pg=PA158&dq=vidas+e+doutrinas+dos+filósofos+ilustres&hl=pt
-BR&sa=X&ved=0ahUKEwjZtaPt1YvPAhVJFJAKHRVaBWAQ6AEIJzAA#v=onepage&q=vidas e doutrinas dos filósofos
ilustres&f=false> . Acesso em: 09 set. 2016.
Questões
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XVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO TIPO 01

BRANCA Questão 11. Hans Kelsen, ao abordar o tema da

interpretação jurídica no seu livro Teoria Pura do Direito, fala em ato de vontade e ato de conhecimento.

Em relação à aplicação do Direito por um órgão

jurídico, assinale a afirmativa correta da interpretação. A)Prevalece como ato de conhecimento, pois o Direito

é atividade científica e, assim, capaz de prover

precisão técnica no âmbito de sua aplicação por

agentes competentes. B)Predomina como puro ato de conhecimento, em que

o agente escolhe, conforme seu arbítrio, qualquer

norma que entenda como válida e capaz de regular o

caso concreto.

C)A interpretação cognoscitiva combina-se a um ato de vontade em que o órgão aplicador efetua uma escolha

entre as possibilidades reveladas por meio da mesma

interpretação cognoscitiva.

D)A interpretação gramatical prevalece como sendo a

D)de duas ou mais normas que colidem entre si e que possuem diferentes âmbitos de validade temporal, espacial, pessoal ou material.

Questão 12. Segundo o jusfilósofo alémão Karl Larenz, os textos jurídicos são problematizáveis porque estão redigidos em linguagem corrente ou em linguagem especializada, mas que, de todo modo, contêm expressões que apresentam uma margem de variabilidade de significação. Nesse sentido, assinale a

opção que exprime o pensamento desse autor acerca da ideia de interpretação da lei. A)Deve-se aceitar que os textos jurídicos apenas carecem de interpretação quando surgem particularmente como obscuros, pouco claros ou contraditórios. B)Interpretar um texto significa alcançar o único sentido possível de uma norma conforme a intenção que a ela foi dada pelo legislador. C)Os textos jurídicos, em princípio, são suscetíveis e carecem de interpretação porque toda linguagem é passível de adequação a cada situação. D)A interpretação dada por uma autoridade judicial a

única capaz de revelar o conhecimento apropriado da mens legis. Questão 12. “Mister é não
única
capaz de revelar o conhecimento apropriado da
mens
legis.
Questão 12. “Mister é não olvidar que a compreensão
do direito como ‘fato histórico-cultural’ implica o
conhecimento de que estamos perante uma realidade
uma
lei é uma conclusão logicamente vinculante que,
por
isso mesmo, deve ser repetida sempre que a
mesma lei for aplicada.
essencialmente dialética, isto é, que não é concebível
senão como ‘processus’, cujos elementos ou
momentos constitutivos são fato, valor e norma ( )”
(Miguel Reale, in Teoria Tridimensional do Direito)
Assinale a opção que corretamente explica a natureza
da dialética de complementaridade que, segundo
Miguel Reale, caracteriza a Teoria Tridimensional do
Direito.
A)A relação entre os polos opostos que são o fato, a
norma e o valor, produz uma síntese conclusiva entre
tais polos.
B)A implicação dos opostos na medida em que se
desoculta e se revela a aparência da contradição, sem
XIX EXAME DE ORDEM UNIFICADO – TIPO 01 –
BRANCA
Questão 11. Segundo o Art. 1.723 do Código Civil, “É
que, com esse desocultamento, os termos cessem de
ser contrários.
C)A síntese conclusiva que se estabelece entre
reconhecida como entidade familiar a união estável
entre o homem e a mulher, configurada na convivência
pública, contínua e duradoura e estabelecida com o
objetivo de constituição de família”. Contudo, no ano de
2011, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF),
ao julgarem a Ação Direta de Inconstitucionalidade
4.277 e a Arguição de Descumprimento de Preceito
Fundamental 132, reconheceram a união estável para
casais do mesmo sexo. A situação acima descrita pode
ser compreendida, à luz da Teoria Tridimendional do
Direito de Miguel Reale, nos seguintes termos:
diferentes termos, conforme o modelo hegeliano de
tese, antítese e síntese.
D)A estrutura estática que resulta da lógica de
subsunção entre os três termos que constituem a
experiência jurídica: fato, norma e valor.
A)uma norma jurídica, uma vez emanada, sofre
alterações semânticas pela superveniência de
mudanças no plano dos fatos e valores.
B)toda norma jurídica é interpretada pelo poder
discricionário de magistrados, no momento em que
estes transformam a vontade abstrata da lei em norma
para o caso concreto.
XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO – TIPO 01 –

BRANCA Questão 11. “A solução do conflito aparente de normas

dá-se, na hipótese, mediante a incidência do critério da especialidade, segundo o qual prevalece a norma específica sobre a geral.” É conhecida a distinção no âmbito da Teoria do Direito entre antinomias aparentes (ou antinomias solúveis) e antinomias reais (ou antinomias insolúveis). Para o jusfilósofo Norberto Bobbio, uma antinomia real se caracteriza quando estamos diante A)de duas normas colidentes que pertencem a ordenamentos jurídicos diferentes. B)de normas que colidem entre si, porém essa colisão é solúvel mediante a aplicação do critério cronológico,

do critério hierárquico ou do critério de especialidade.

C)de normas colidentes e o intérprete é abandonado a si mesmo pela falta de um critério ou pela impossibilidade de solução do conflito entre os critérios

existentes.

C)o fato social é que determina a correta compreensão do que é a experiência jurídica e, por isso, os costumes devem ter precedência sobre a letra fria da lei.

D)o ativismo judicial não pode ser confundido com o direito mesmo. Juízes não podem impor suas próprias ideologias ao julgarem os casos concretos.

Questão 12. Segundo o filósofo Immanuel Kant, em sua obra Fundamentação da Metafísica dos Costumes, a ideia de dignidade humana é entendida A)como qualidade própria de todo ser vivo que é capaz de sentir dor e prazer, isto é, característica de todo ser senciente. B)quando membros de uma mesma espécie podem ser considerados como equivalentes e, portanto, iguais e plenamente cooperantes se eles possuem dignidade. C)como valor jurídico que se atribui às pessoas como característica de sua condição de sujeitos de direitos. D)como algo que está acima de todo o preço, pois quando uma coisa tem um preço pode-se pôr em vez dela qualquer outra como equivalente; mas quando

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uma coisa está acima de todo o preço, e portanto não permite equivalência, então ela tem dignidade

XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO TIPO 01

BRANCA

Questão 11. A partir da leitura de Aristóteles (Ética a

Nicômaco), assinale a alternativa que corresponde à

uma

espécie é a que se manifesta nas distribuições de honras, de dinheiro ou das outras coisas que são divididas entre aqueles que têm parte na constituição (pois aí é possível receber um quinhão igual ou desigual ao de um outro) ” A)Justiça Natural. B)Justiça Comutativa. C)Justiça Corretiva. D)Justiça Distributiva.

classificação de justiça constante do texto: “

A)Trabalho incessante e uma luta sem tréguas nos quais participam o Poder Público e toda a população, isto é, qualquer pessoa que se veja na contingência de ter de afirmar seu direito. B)Uma luta permanente que é travada por parlamentares no âmbito da arena legislativa, que o fazem em nome da população a partir das eleições que configuram o processo democrático de legitimação popular. C)O resultado dinâmico da jurisprudência que cria e recria o direito a partir das demandas de cada caso concreto, adaptando a lei ao mundo real. D)O produto das relações industriais e comerciais que são livremente travadas por agentes econômicos, trabalhadores e empregadores e que definem, no contexto de uma luta concreta, o sentido próprio das leis.

Questão 12. O raciocínio analógico é típico do

Gabarito

pensamento jurídico. Esse é um tema debatido por vários teóricos e filósofos do Direito. Para
pensamento jurídico. Esse é um tema debatido por
vários teóricos e filósofos do Direito. Para Norberto
Bobbio, na obra Teoria do Ordenamento Jurídico, trata-
11
12
XVII
C
B
se de um método de autointegração do Direito.
XVIII
C
C
Assinale a opção que, segundo esse autor, apresenta o
conceito de analogia.
A)Subsunção de um caso (premissa menor) a uma
norma jurídica (premissa maior) de forma a permitir
uma conclusão lógica e necessária.
B)Existindo relevante semelhança entre dois casos, as
consequências jurídicas atribuídas a um caso já
regulamentado deverão ser atribuídas também a um
caso não-regulamentado.
C)Raciocínio em que se produz, como efeito, a
extensão de uma norma jurídica para casos não
previstos por esta.
D)Decisão, por meio de recurso, às práticas sociais que
sejam uniformes e continuadas e que possuam
previsão de necessidade jurídica.
XIX
A
D
XX
D
B
XX
A
A
Salvador
XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO – TIPO 01 –
BRANCA SALVADOR
Questão 11. Na sua mais importante obra, a Summa

Theologica, Santo Tomás de Aquino trata os conceitos de justiça comutativa e de justiça distributiva de uma tal maneira, que eles passariam a ser largamente utilizados na Filosofia do Direito. Assinale a opção que apresenta esses conceitos, conforme expostos na obra citada. A)A Justiça Comutativa regula as relações mútuas entre pessoas privadas e a Justiça Distributiva regula a distribuição proporcional dos bens comuns. B)A Justiça Distributiva destina-se a minorar o sofrimentos das pessoas e a Justiça Comutativa regula os contratos de permuta de mercadorias. C)a Justiça Comutativa trata da redução ou diminuição

das penas (sanção penal) e a Justiça Distributiva da

distribuição justa de taxas e impostos. D)A Justiça Comutativa regula a relação entre súditos e governante e a Justiça Distributiva trata das relações

entre diferentes povos, também chamadas de direito

das gentes.

Questão 12. “O direito não é uma simples ideia, é uma força viva.” (Rudolf von Ihering) Em seu texto “A Luta pelo Direito”, o jurista alémão Rudolf von Ihering apresenta o conceito de direito a partir daideia de luta social. Assinale a afirmativa que expressa o sentido que, no trecho citado, Ihering confere ao direito.

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