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DIREITO INTERNACIONAL

DIREITO INTERNACIONAL PÚJBLICO RELAÇÕES COM 0 DIREITO INTERNO Teoria monista:

Existe apenas um sistema jurídico internacional e, dentro desse sistema, estão contidos os ordenamentos

internos dos Estados e o Direito Internacional. Dentro desta teoria os que defendem um viés internacionalista

apontam que o Direito Internacional Público prevalece frente ao direito interno. No entanto, ha quem diga o

contrario, ou seja, que apesar de haver apenas um sistema jurídico (monista), a prevalência será do direito

interno.

Teoria dualista:

Existem dois sistemas jurídicos autônomos, ordens jurídicas distintas. 0 direito interno e constituído pela

vontade soberana do Estado, enquanto que o Direito internacional surge na acomodação destas

vontades. A norma internacional somente poderá ser aplicada internamente por incorporação ao direito

nacional.

FONTES Encontra-se na doutrina uma diferenciação entre as fontes formais e as fontes materiais. As
FONTES
Encontra-se na doutrina uma diferenciação entre as fontes formais e as fontes materiais. As fontes
materiais são os direitos em si, já as fontes formais são a maneira (forma) pela qual o direito se apresenta.
O art. 38 da Corte Internacional de Justiça elenca quais as fontes são aplicadas na solução de conflitos entre
os Estados:
1. A Corte, cuja função seja decidir conforme o direito internacional as controvérsias que sejam
submetidas, devera aplicar;
2. as convenções internacionais, sejam gerais ou particulares, que estabeleçam regras expressamente
reconhecidas pelos Estados litigantes;
3. o costume internacional como prova de uma prática geralmente aceita Como direito;
4. os princípios gerais do direito reconhecidos pelas nações civilizadas;
5. as decisões judiciais e as doutrinas dos publicitários de maior com petência das diversas nações, como
meio auxiliar para a determinação das regras de direito, sem prejuízo do disposto no Artigo 59.
6. A presente disposição não restringe a faculdade da Corte para decidir um litigio ex aequo et bono, se
convier as partes.
Julgar ex aequo et bono = utilizar a equidade no julgamento.
As fontes formais podem ser divididas em:
a)Primarias: tratados, costumes e princípios gerais do Direito.
b) Auxiliares: doutrina, jurisprudência e equidade.
c) Novas fontes: atos unilaterais dos Estados e decisões de organismos internacionais.

Norma jus cogens: a "uma norma aceita e reconhecida pela Comunidade de Estados Internacionais em sua

totalidade, como uma norma da qual[ no e permitida nenhuma derrogação e que só podem ser modificada

por uma subsequente norma de lei internacional que tem o mesmo caráter legal".

(Convenção de Viena sobre a Lei dos Tratados).Exemplo: dais países não podem acordar o começo de

uma guerra, pois fere o jus cogens.

SUJEITOS

O sujeito de direito internacional a uma entidade capaz de possuir direi tos e deveres internacionais. Os

Estados, as organizações internacionais e os indivíduos são os principais sujeitos no piano i nternacional.

Estados:

Os Estados são os principais sujeitos do Direito internacional Público. Possuem capacidade jurídica plena

na ordem internacional. Podem apresentar reclamações internacionais, celebrar tratados e gozar de

imunidades de jurisdição.

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Elementos constitutivos do Estado:

a) População permanente: e o conjunto de indivíduos, nacionais ou estrangeiros, que habitam o território.

População: todos as habitantes de um território, inclusive as estrangeiros.

Povo: é elemento do Estado. Compreende os nacionais e pessoas que exercem cidadania.

Nação: refere-se ao conjunto de pessoas que tem a mesma origem, mesma língua e costumes em comum. E um

conceito sociológico.

b) Território: exercício da soberania sobre determinado espaço geográfico.

c) Governo soberano: não pode haver subordinação a qualquer autoridade exterior.

Reconhecimento Internacional:

E ato unilateral, discricionário, irrevogável e incondicional, por meio do qual os Estados atestam o surgimento de

um novo sujeito de direito Internacional. 0 reconhecimento pode ser expresso ou tácito.

Organizações internacionais:

As organizações internacionais são associações voluntarias de sujeitos de direito internacional. A

constituição ocorre mediante ato internacional (geralmente tratado). Características: a) São multilaterais: devem
constituição ocorre mediante ato internacional (geralmente tratado).
Características:
a) São multilaterais: devem ter pelo menos três Estados com direito a voto.
b) Estruturas formais: compostas por órgãos permanentes.
c) Funcionários de diversas nacionalidades_
d) Objetivos internacionais.
e) Imunidades e privilégios para atingir seus objetivos.
f) Autonomia em relação aos Estados que as constituíram.
Exemplos de organizações interacionais intragovernamentais: ONU, OMC, FMI, UNESCO, etc.
Exemplos de organizações não governamentais com atuação internacio nal: FIFA, Greenpeace,
Cruz Vermelha, Anistia Interacional, etc.
Indivíduos:
Os indivíduos são os destinatários de grande parte dos tratados internacionais, especialmente os
relativos aos direitos humanos. Porem, para que estes sejam aplicados devem ser recepcionados pesos
ordenamentos dos Estados.
Embora os indivíduos; Estados e organizações internacionais mereçam destaque, existem outros sujeitos de
direito internacional, como, por exemplo, os insurgentes, os beligerantes, a Cruz de Malta, e a Santa Sé.
ORGANIZAÇÃO DAS NAÇÕES UNIDAS
A Organização das Nações Unidas e uma organização internacional in tragovernamental com personalidade
jurídica própria.

Foi criada apos a Segunda Guerra Mundial com o objetivo de buscar a paz entre os povos e a segurança

internacional, bem como estabelecer uma cooperação internacional de caráter econômico, social, cultural e

humanitário.

Princípios aplicáveis:

a) Igualdade entre todos os Estamos-membros.

b) Solução pacífica das controvérsias.

c) Boa-fé nas obrigações assumidas.

d) Proibição da emaça ou do uso da forca contra a integridade territorial.

e) Não intervenção na jurisdição interna dos Estados.

f) Observância da Carta das Nações Unidas pelos Estados que não forem membros.

Órgãos:

a) Assembleia Geral.

b) Conselho de Segurança.

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c) Conselho Econômico e Social.

d) Conselho de Tutela.

e) Corte Internacional de Justiça.

f) Secretariado.

Estados Unidos, Reino Unido, Franca, China e Rússia são membros permanentes do Conselho de

Segurança. Estes possuem voto diferenciado, podendo vetar qualquer resolução do Conselho de

maneira unilateral.

TRIBUNAL PENAL INTERNACIONAL (TPI)

O Tribunal Penal Internacional e uma Corte Internacional permanente, que possui independência e

personalidade jurídica internacional. Sua jurisdição recai sobre os seguintes crimes previstos no Estatuto de

Roma:

a) 0 crime de genocídio;

b) Os crimes contra a Humanidade; c) Os crimes de guerra; d) 0 crime de
b) Os crimes contra a Humanidade;
c) Os crimes de guerra;
d) 0 crime de agressão.
0 TPI julga apenas os crimes cometidos após a sua entrada em vigor (03/07/2(102).
O Brasil e membro do TPI desde a edição do Decreto Legislativo 112/02. Sendo que a Emenda Constitucional
45/04 incluiu o paragrafo 4s do art. 54 da CF, onde "o Brasil se submete a jurisdição de Tribunal Penal
Internacional a cuja criação tenha manifestado adesão".
TRATADOS INTERNACIONAIS
O principal documento do Direito dos Tratados e a Convenção de Viena (1969), que regula a
celebração de tratados entre os Estados. Nota-se que apesar de datar da década de sessenta esta
convenção somente entrou em vigor em 1980. No Brasil a ratificação e a promulgação ocorreram apenas em
2009.
A Segunda Convenção de Viena sobre o Direito dos Tratados, de 1986, inclui as regras sobre a celebração
dos tratados entre organizações internacionais.
Destaca-se também a Convenção de Havana, celebrada no ano de 1929 e que entrou em vigor no
Brasil no mesmo ano.
Nos termos da Primeira Convenção de Viena "tratado significa um acor do internacional concluído por
escrito entre Estados e regido pelo Direito Internacional, quer conste de um instrumento único, quer de
dois ou mais instrumentos conexos, qualquer que seja sua denominação especifica".
Ausência de denominação:

Tratado e um termo genérico. No ha uma denominação especifica. No entanto, geralmente os termos

utilizados são:

Convenções: termo usado para os gra ndes tratados multilaterais abertos celebrados em

conferencia.

Pactos: normalmente para tratar de direitos humanos, políticos etc.

Acordos: tratados econômicos, culturais, financeiros, de cooperação ou técnicos.

Protocolos: são os tratados que complementam um tratado anterior.

Concordata: são tratados firmados com o Vaticano (Santa Se) no intuito de gerar

privilégios aos católicos. Tais privilégios religiosos são inconstitucionais no Brasil. Assim, o Brasil pode

firmar tratados com o Vaticano, mas não conceder privilégios aos adeptos do catolicismo ou de qualquer

outra religião.

Fases da celebração dos tratados:

1. Negociação a assinatura: aqueles que possuem capacidade negociam através dos seus signatários. A

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fase d encerrada com a elaboração do texto que a assinado. Essa assinatura a um aceite provisório, sem

efeitos jurídicos vinculantes. Porém, o texto já é definitivo e aquele que assina se compro mete a não

alterá-lo nem agir de forma que frustre o seu objeto. Em casos de urgência, como por exemplo, em um

"cessar fogo", a assinatura pode de pronto obrigar os Estados, desde que isso seja acordado.

2. Referendo do Congresso Nacional: é o Congresso, através de decreto legislativo, que resolve

definitivamente sobre o tratado. Se for aprovado o Executivo está autorizado a ratificar o documento,

caso contrario, isso nao poderá ocorrer.

3. Ratificação: e o ato do Direito Internacional Público pelo qual o Estado fica obrigado a respeitar o tratado

previamente assinado. Seus efeitos não retroagern (ex nunc). Quem faz a ratificação e o Poder Executivo,

após a autorização das Casas Parlamentares.

4. Promulgação e publicação: e o ato do Poder Executivo, onde através de um decreto promulga e torna o

texto obrigatório no piano interno.

5. Registro: após assinado o tratado deve ser arquivado no Secretariado geral da ONU.

Reserva: e a possibilidade do Estado, unilateralmente, excluir as efeitos jurídicos de partes do tratado
Reserva: e a possibilidade do Estado, unilateralmente, excluir as efeitos jurídicos de partes do
tratado para atender seus interesses. Segundo a Convenção de Viena, em seu artigo 19, um
Estado pode, ao assinar, ratificar, aceitar ou aprovar
um tratado, ou a ele aderir, formular uma reserva, a não ser que:
a) a reserva seja proibida pelo tratado;
b) o tratado disponha que só possam ser formuladas determinadas reser vas, entre as quais não figure a
reserva em questão; ou
c) nos casos não previstos nas alíneas a e b, a reserva seja incompatível com o objeto e a
finalidade do tratado.
Emenda: o art. 40 da Convenção de Viena possibilita o oferecimento de emendas aos tratados. Quando ocorrer,
todos as Estados partes serão notificados para participar da discussão e decisão sobre a emenda.
Se ela for aceita aqueles Estados que no aderiram a emenda não estarão a ela vinculados.
RECEPÇÃO DOS TRATADOS NO BRASIL
Os tradados internacionais que versem sobre direitos humanos, se forem aprovados com o quorum
de 3/5 em dois turnos, nas duas Casas Legislativas, ingressam no ordenamento com força de norma
constitucional. Os tratados de direitos humanos que não forem assim aprovados terão status supralegal.
Já os tratados internacionais sobre outras matérias entram em vigor com status de lei ordinária.

DIREITO INTERNACIONAL PRIVADO NACIONALIDADE E CONDIÇÃO JURÍDICA DO ESTRANGEIRO 0 Estrangeiro e os vistos:

Tem-se por estrangeiro, aquele indivíduo que não possui nacionalidade brasileira, seja originaria, seja

derivada. 0 Estatuto do Estrangeiro (Lei 6,815/80) disciplina a situação jurídica desses indivíduos no Brasil.

A concessão do visto no gera direito subjetivo do estrangeiro ingressar no pals. A autoridade

competente pode negar a entrada do estrangeiro no país segundo critérios estabelecidos.

Nenhum Estado a obrigado a receber em seu território pessoas que não lhe sejam desejáveis. Para a

admissão dos estrangeiros os Estados costumam conceder os chamados "vistos". 0 Brasil adota as seguintes

espécies de vistos:

a) Trânsito: concedido para estrangeiro que irá atingir outros países. Não é necessário quando a viagem

é continua, ocorrendo apenas uma escala técnica. Vale apenas para uma entrada pelo prazo de 10 dias,

improrrogáveis.

b) Turista: é concedido ao estrangeiro que vem ao Brasil sem o intuito de desempenhar atividade

remunerada. É válido por até 5 anos e pode ser dispensado quando houver reciprocidade em favor do

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brasileiro.

c) Temporário: concedido ao estrangeiro que vier ao Brasil em viagem de negócios, estudos ou com

fim cultural.

d) Permanente: emitido em favor do estrangeiro que deseja fixar residência no Brasil.

e) Cortesia: é definido pelo Ministério das ReIações Exteriores. 0 prazo máximo é de 90 dias,

prorrogável uma única vez.

f) Oficial: também definido pelo MRE, por no máximo 90 dias e prorrogável uma única vez.

g) Diplomático: assim como o de cortesia e o oficial é definido pelo MRE, por no máximo 90 dias e

prorrogável uma única vez.

O estrangeiro que for natural de país limítrofe e reside nas cidades fronteiriças poderá ingressar nos

municípios brasileiros que fazem fronteira com o seu município desde que façam prova da sua

identidade.

SAÍDA COMPULSORIA DO ESTRANGEIRO Extradição:

A extradição no Brasil a regulamentada pelos artigos 76 a 84 do Estatuto do Estrangeiro.
A
extradição no Brasil a regulamentada pelos artigos 76 a 84 do Estatuto do Estrangeiro.
O
juízo competente para avaliar a extradição e o STF. No entanto, o STF não poderá entrar no mérito da
decisão que motivou o pedido de extradição pelo Estado que a solicitou, deve apenas verificar a existência
dos requisitos da extradição.
Após a autorização do STF o Presidente da República decidira se extra dita ou não o indivíduo. Nota-se que
somente poderá extraditar se houver autorização, no entanto, dada a autorização ele não é obrigado a
extraditar.
Para que seja concedida, o fato imputado ao extraditando deve ser con siderado crime também no Brasil. É
a consagração do princípio da dupla incriminação.
Não Cabe extradição quando o fato for considerado contravenção penal no Brasil, ou se considerado
crime, este estiver prescrito.
Pena de morte e prisão perpétua: se a pena aplicada no Estado requerente for a pena de morte ou a prisão
perpétua, o Brasil somente poderá extraditar o indivíduo mediante a alteração da pena para no máximo 30
anos de reclusão.
Tribunal de exceção: o STF não admite a extradição quando o requerente for submetido a juízo ou tribunal
de
exceção.
O
Estatuto do Estrangeiro diz que o Ministro da Justiça decretara a prisão para fins de extradição.
No entanto, tal regra não foi recepcionada pela Constituição Federal de 1988. Hoje e o STF que decreta
a prisão
Brasileiros: não poderão ser extraditados.

Portugueses: somente poderão ser extraditados para Portugal. Pela reciprocidade, os brasileiros somente

poderão ser extraditados para o Brasil; quando em Portugal.

Cônjuge e filhos brasileiros ao contrario do que ocorre na deportação, filhos e cônjuges brasileiros não

impedem a extradição.

Possibilidade de reingresso: o estrangeiro extraditado, ao contrario do que ocorre na expulsão, pode

retornar ao Brasil apos o cumprimento da pena.

Deportação:

Na deportação o estrangeiro não comete crime, mas sim um ilícito administrativo por estar irregular no pals. 0

instituto esta regulado nos artigos 57 e seguintes do Estatuto do Estrangeiro.

Quem trata da deportação e o Ministro da Justiça, através da Polícia Federal, que notificara o estrangeiro

para que deixe o território Brasileiro no prazo de 3 (três) a 8 (oito) dias. Se o estrangeiro não sair

espontaneamente no prazo fixado ocorre a deportação.

O deportado poderá escolher se será deportado para o seu país de origem, para o Estado de procedência

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ou para algum outro que o acolha. Após a deportação ele poderá voltar ao Brasil se estiver em situação

regular.

Somente estrangeiro poderá ser deportado.

Expulsão:

Está presente nos artigos 65 a 75 do Estatuto do Estrangeiro. Ocorre quando o estrangeiro comete crime dentro

do território nacional, e preso, condenado, e apos cumprir a pena 6 expulso.

Em alguns casos o estrangeiro poderá ser expulso por cometer atentado à segurança nacional, mesmo que

o

fato não seja, penalmente tipificado.

O

estrangeiro poderá ser expulso antes do termino do cumprimento da pena quando existir tratado

internacional ou acordo de reciprocidade.

Quem decreta a prisão para a expulsão e o juiz. Quem viabiliza a expulsa o apos o cumprimento da pena,

através da Policia Federal, e o Ministro da Justiça.

A expulsão também só pode afetar os estrangeiros, pois a Constituição veda expressamente o exílio de

brasileiros natos ou naturalizados. Reingresso de estrangeiro expulso a crime federal REFUGIO ASILO -Alcance universal
brasileiros natos ou naturalizados.
Reingresso de estrangeiro expulso a crime federal
REFUGIO
ASILO
-Alcance universal
- Concedido na América Latina
- Perseguição generalizada
- Perseguição política individual
- Motivos religiosos, raciais, etc.
- Perseguição por crime político
-Caráter humanitário
- Natureza política
- O ato meramente declaratório
- Ato que concede a constitutivo
- 0 perseguido encontra-se fora do seu país
- 0 estrangeiro pode estar dentro ou fora do seu
pals. 0tuando ocorre dentro do país o pedido de asilo a
feito na embaixada.
BIBLIOGRAFIA.
DOLINGER, Jacob. Direito International Privado. Rio de Janeiro: Renovar, 2003.
MAZZUOLI, Valerio de Oliveira. Curso de Direito Internacional Pfiblico. 5. ed. Sa"o Paulo: RT, 2011.
REZEK, Francisco. Direito Internacional PubIico. 11. ed. Sao Paulo: Saraiva, 2008.
SHAW, Malcom. Direito InternacionaI. Sao Paulo: Martins Fontes, 2011.
Questões
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XVII EXAME DE ORDEM UNIFICADO TIPO 01

BRANCA Questão 23. Carlos, brasileiro naturalizado, tendo renunciado à sua anterior nacionalidade, casou-se com Tatiana, de nacionalidade alemã. Em razão do trabalho

na iniciativa privada, Carlos foi transferido para o Chile,

indo residir lá com sua mulher. Em 15/07/2011, em

território chileno, nasceu a primeira filha do casal, Cláudia, que foi registrada na Repartição Consular do Brasil. A teor das regras contidas na Constituição

Brasileira de 1988, assinale qual a situação de Cláudia quanto à sua nacionalidade. A)Cláudia não pode ser considerada brasileira nata, em virtude de a nacionalidade brasileira de seu pai ter sido adquirida de modo derivado e pelo fato de sua mãe ser estrangeira. B)Cláudia é brasileira nata, pelo simples fato de o seu pai, brasileiro, ter se mudado por motivo de trabalho. C)Cláudia somente será brasileira nata se vier a residir no Brasil e fizer a opção pela nacionalidade brasileira

B)Aplicável a Lei italiana, em razão do local em que foi realizado o casamento. C)Aplicável a Lei brasileira, em razão do domicílio do cônjuge varão. D)Aplicável a Lei brasileira, porque aqui constituído o primeiro domicílio do casal.

Questão 24 Uma carta rogatória foi encaminhada, nos

termos da Convenção Interamericana sobre Cartas Rogatórias, para citação de pessoa física domiciliada em São Paulo, para responder a processo de divórcio

nos Estados Unidos. A esse respeito, assinale a opção

correta. A)Não será necessário obter exequatur em função do tratado multilateral ratificado por ambos os países. B)O STJ deverá conceder o exequatur, cabendo à justiça estadual cumprir a ordem de citação. C)A concessão de exequatur caberá ao STJ e seu posterior cumprimento à justiça federal. D)A concessão de exequatur e seu posterior cumprimento caberão à autoridade central indicada na Convenção Interamericana sobre Cartas Rogatórias.

após atingir a maioridade. D)Cláudia é brasileira nata, não constituindo óbice o fato de o
após atingir a maioridade.
D)Cláudia é brasileira nata, não constituindo óbice o
fato de o seu pai ser brasileiro naturalizado e sua mãe,
estrangeira.
XIX EXAME DE ORDEM UNIFICADO – TIPO 01 –
Questão 24. A sociedade empresária brasileira do
ramo de comunicação, Personalidades, celebrou
contrato internacional de prestação de serviços de
informática, no Brasil, com a sociedade empresária
uruguaia Sacramento. O contrato foi celebrado em
BRANCA
Questão 23.Ex-dirigente de federação sul-americana
de
futebol,após deixar o cargo que exercia em seu país
de
origem, sabedor de que existe uma investigação em
curso na Colômbia, opta por fixar residência no Brasil,
pelo
fato de ser estrangeiro casado com brasileira, com
Caracas, capital venezuelana, tendo sido estabelecido
a qual tem dois filhos pequenos. Anos depois, já tendo
pelas partes, como foro de eleição, Montevidéu. Diante
se naturalizado brasileiro, o governo da Colômbia pede
da situação exposta, à luz das regras do Direito
Internacional Privado veiculadas na Lei de Introdução
às Normas do Direito Brasileiro (LINDB) e no Código de
Processo Civil, assinale a afirmativa correta.
A)No tocante à regência das obrigações previstas no
contrato, aplica-se a legislação uruguaia, já que
Montevidéu foi eleito o foro competente para se dirimir
eventual controvérsia.
B)Para qualificar e reger as obrigações do presente
contrato, aplicar-se-á a lei venezuelana.
a sua extradição em razão de sentença que o
condenou por crime praticado quando ocupava cargo
na federação sul-americana de futebol. Essa extradição
C)Como a execução da obrigação avençada entre as
partes se dará no Brasil, aplica-se, obrigatoriamente,
no tocante ao cumprimento do contrato, a legislação
brasileira.
D)A Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro
A)não poderá ser concedida, porque o Brasil não
extradita seus nacionais.
B)não poderá ser concedida, porque o extraditando tem
filhos menores sob sua dependência econômica.
C)poderá ser concedida, porque o extraditando não é
brasileiro nato.
D)poderá ser concedida se o país de origem do
extraditando tiver tratado de extradição com a França.
Questão 24. Para a aplicação da Convenção sobre os
veda expressamente o foro de eleição, razão pela qual
Aspectos Civis do Sequestro Internacional de Crianças,
Lígia recorre à autoridade central brasileira, quando
Arnaldo, seu marido, que tem dupla-nacionalidade,
é nula ipse jurea cláusula estabelecida pelas partes
nesse sentido.
viaja para os Estados Unidos com a filha de 17 anos do
casal e não retorna na data prometida. Arnaldo alega

XVIII EXAME DE ORDEM UNIFICADO TIPO 01

BRANCA Questão 23. Ricardo, brasileiro naturalizado, mora na

cidade do Rio de Janeiro há 9 (nove) anos. Em visita a parentes italianos, conhece Giulia, residente em Roma,

que entrará com pedido de divórcio e passará a viver

com a filha menor no exterior. Com base no caso apresentado, a autoridade central brasileira A)deverá acionar diretamente a autoridade central estadunidense para que tome as medidas necessárias

para o retorno da filha ao Brasil.

com

quem passa a ter um relacionamento amoroso.

B)deverá ingressar na Justiça Federal brasileira, em

Após

3 (três) anos de namoro a distância, ficam noivos

nome de Lígia, para que a Justiça Federal mande

e celebram matrimônio em território italiano. De comum

acionar a autoridade central estadunidense para que

acordo, o casal estabelece seu primeiro domicílio em

tome as medidas necessárias para o retorno da filha ao

São

Paulo, onde ambos possuem oportunidades de

Brasil.

trabalho. À luz das regras de Direito Internacional Privado, veiculadas na Lei de Introdução às Normas do Direito Brasileiro (LINDB), não havendo pacto antenupcial, assinale a opção que indica a legislação que irá reger o regime de bens entre os cônjuges. A)Aplicável a Lei italiana, haja vista que nenhum dos cônjuges é brasileiro nato.

C)não deverá apreciar o pleito de Lígia, eis que a filha

é maior de 16 anos.

D)não deverá apreciar o pleito de Lígia, eis que o pai também possui direito de guarda sobre a filha, já que o divórcio ainda não foi realizado.

XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO TIPO 01 BRANCA

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Questão 23. Em 2013, uma empresa de consultoria brasileira assina, na cidade de Londres, Reino Unido, contrato de prestação de serviços com uma empresa

local. As contratantes elegem o foro da comarca do Rio

de Janeiro para dirimir eventuais dúvidas, com a

exclusão de qualquer outro. Dois anos depois, as partes se desentendem quanto aos critérios técnicos previstos no contrato e não conseguem chegar a uma solução amigável. A empresa de consultoria brasileira decide, então, ajuizar uma ação no Tribunal de Justiça

do Estado do Rio de Janeiro para rescindir o contrato. Com relação ao caso narrado acima, assinale a afirmativa correta. A)O juiz brasileiro poderá conhecer e julgar a lide, mas deverá basear sua decisão na legislação brasileira, pois um juiz brasileiro não pode ser obrigado a aplicar

leis estrangeiras.

B)O Poder Judiciário brasileiro não é competente para

conhecer e julgar a lide, pois o foro para dirimir questões em matéria contratual é necessariamente o do local em que o contrato foi assinado. C)O juiz brasileiro poderá conhecer e julgar a lide, mas deverá basear sua decisão na legislação do Reino Unido, pois os contratos se regem pela lei do local de

B)A decisão interlocutória da autoridade judiciária japonesa poderá ser executada no Brasil, depois de homologada pelo Superior Tribunal de Justiça. C)A decisão proferida pela autoridade judiciária japonesa não poderá produzir efeitos no Brasil, visto que apenas a autoridade brasileira poderá conhecer de ações relativas a bens situados no Brasil. D)A agricultora deverá aguardar o trânsito em julgado da decisão final da autoridade judiciária japonesa, para então proceder à sua homologação no Superior Tribunal de Justiça e execução na Justiça Federal.

Questão 24. Thomas, nacional dos Estados Unidos, deseja passar as férias com a esposa Mary, canadense, no Brasil. Para tanto, o casal obteve visto de turista, na forma da legislação brasileira aplicável. Após meses de expectativa, é chegado o tempo de embarcar para o Brasil. A respeito da entrada e estada do casal no Brasil, assinale a afirmativa correta. A)Caso desejem fixar residência no Brasil, Thomas e Mary poderão pleitear a conversão de seu visto para permanente. B)Caso ultrapassem o prazo de estada no Brasil previsto em seus vistos, Thomas e Mary poderão ser expulsos do Brasil. C)Thomas e Mary poderão solicitar ao Ministério da Justiça a prorrogação de sua estada no Brasil por até 1 ano. D)Os vistos de turista concedidos a Thomas e a Mary configuram mera expectativa de direito, podendo sua entrada no território nacional ser obstada.

sua assinatura. D)O juiz brasileiro poderá conhecer e julgar a lide, mas deverá se basear
sua assinatura.
D)O juiz brasileiro poderá conhecer e julgar a lide, mas
deverá se basear na legislação brasileira, pois, a litígios
envolvendo brasileiros e estrangeiros, aplica-se a lex
fori.
Questão 24. Lúcia, brasileira, casou-se com Mauro,
argentino, há 10 anos, em elegante cerimônia realizada
no Nordeste brasileiro. O casal vive atualmente em
Buenos Aires com seus três filhos menores. Por
diferenças inconciliáveis, Lúcia pretende se divorciar de
Mauro, ajuizando, para tanto, a competente ação de
divórcio, a fim de partilhar os bens do casal: um
apartamento em Buenos Aires/Argentina e uma casa
de praia em Trancoso/Bahia. Mauro não se opõe à
ação. Com relação à ação de divórcio, assinale a
afirmativa correta.
A)Ação de divórcio só poderá ser ajuizada no Brasil, eis
Gabarito
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XVII
D
B
XVIII
D
C
XIX
C
C
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C
B
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A
D
que o casamento foi realizado em território brasileiro.
Salvador

B)Caso Lúcia ingresse com a ação perante a Justiça argentina, não poderá partilhar a casa de praia. C)Eventual sentença argentina de divórcio, para produzir efeitos no Brasil, deverá ser primeiramente homologada pelo Superior Tribunal de Justiça. D)Ação de divórcio, se consensual, poderá ser ajuizada tanto no Brasil quanto na Argentina, sendo ambos os países competentes para decidir acerca da guarda das criança e da partilha dos bens.

XX EXAME DE ORDEM UNIFICADO TIPO 01

BRANCA SALVADOR Questão 23. Uma agricultora japonesa residente no Brasil ingressou com ação perante a autoridade judiciária do Japão para cobrar indenização de seu principal fornecedor de pesticidas, a brasileira Ervas Daninhas S.A., alegando descumprimento dos termos de um contrato de fornecimento celebrado entre as partes. A agricultora recentemente obteve uma decisão interlocutória a seu favor, reconhecendo a Ervas Daninhas S.A. como devedora. Sobre a hipótese, assinale a afirmativa correta. A)A decisão da autoridade judiciária japonesa poderá ser executada no Brasil por meio de carta rogatória.

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FILOSOFIA DO DIREITO

1. Filosofia Jurídica

Questões Gerais:

Em análise aos filósofos antigos, incluído nesta análise os gregos e os romanos estes consideravam a vida ética

transcorrendo como um embate frequente entre os apetites e desejos paixão e a razão.

Sendo que o homem é um ser por natureza passional, onde a ética, tendo como base a educação do caráter orienta a

razão.

Para os Filósofos antigos a ética se submetia a três pontos:  Racionalismo;  Naturalismo;
Para os Filósofos antigos a ética se submetia a três pontos:
 Racionalismo;
 Naturalismo;
 Inseparabilidade entre ética e política.
Sobre os filósofos pré-socráticos vale destacar a respeito do conceito de justiça. Anaximandro: a justiça
Sobre os filósofos pré-socráticos vale destacar a respeito do conceito de justiça.
Anaximandro: a justiça se efetivaria em um equilíbrio pendular, em que o excesso de um
lado provocaria uma ação contrária igualmente forte.
Demócrito: possuía alta preocupação com a justiça sendo visível em suas sentenças.
Pitágoras: proporcionalidade no justo.
2. Os Sofistas
Na análise dos sofistas a RETÓRICA ganhou espaço nos debates filosóficos.
A Justiça para os sofistas era relativa, pois como derivavam das leis, a questão de justiça seria mutável, pois os critérios
para sua essência seriam modificados de forma constante.
Aquilo
que
se
entende
como
justiça
pode
ser
apenas
convenção social.
Justiça relacionada com a medida do homem.

3.

Filosofia Iluminista

O

iluminismo pode ser caracterizado pela libertação da mente humana de sua servidão espiritual.

O

racionalismo exposto por René Descartes é uma das fontes do iluminismo.

Para que ocorresse tal libertação o iluminismo propunha o uso crítico da razão.

Sendo que a razão nesta ótica deve ser voltada para a libertação em relação aos dogmas metafísicos, aos

preconceitos morais, às superstições religiosas, às relações desumanas entre os homens, às tiranias políticas.

A Revolução Americana é o primeiro caso de implantação das ideias norteadoras do iluminismo.

O iluminismo identifica a lei com a vontade geral.

Realizada no seio de seus cidadãos ou de seus representantes, na busca da condução racional da sociedade.

Em síntese: A filosofia iluminista propõe que a conduta humana seja ordenada de modo a buscar a felicidade por

meio da racionalidade.

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