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MARKETING DIGITAL EM REDES SOCIAIS

NAS EMPRESAS DE ASSESSORIA E CONSULTORIA DE COMUNICAÇÃO

Guilherme Cardoso do Canto

Orientador metodológico: Professora Dra. Laura Glüer

Resumo

Este trabalho tem por objetivo analisar a importância e os benefícios do marketing digital em redes sociais nas empresas de assessoria e consultoria de comunicação, na cidade de Porto Alegre (RS). Foi realizada a observação de doze assessorias e consultoria de comunicação na capital gaúcha e, posteriormente, aplicado um questionário para as empresas observadas, tendo como objetivo verificar a importância e os benefícios das redes sociais para estas empresas e identificar possíveis métodos e estratégias de como as redes sociais podem funcionar como veículos informativos para as assessorias e consultoria de comunicação. De posse das duas amostras, pesquisa de observação e questionário, e à luz da teoria acerca do Marketing Digital, Redes Sociais e Assessoria e Consultoria de Comunicação, é possível estabelecer uma série de paralelos que evidenciam este meio digital. Concluída a análise, será possível entender como se dá relação entre as empresas e as Redes Sociais.

Palavras-chave: Marketing Digital. Assessoria e Consultoria de Comunicação. Redes Sociais. Twitter.

1. Considerações Iniciais

O ambiente mundial está passando por modificações profundas no que diz respeito aos aspectos sociais e econômicos. Neste cenário de competição global, as empresas são compelidas a adotar sistematicamente novos métodos de trabalho, que possam aumentar a sua competitividade e, desta forma, fazer frente a uma concorrência cada vez mais voraz.

Vivemos em uma sociedade do conhecimento, onde o talento humano e suas capacidades são vistos como fatores competitivos no mercado de trabalho globalizado. Os avanços observados nas ultimas décadas têm levado as organizações a buscarem novas formas de gestão, com o intuito de melhorar, alcançar resultados e atingir a missão institucional para o pleno atendimento das necessidades dos clientes. Com isso, o marketing deixou de ser apenas um setor de uma organização e passou a fazer parte de todos os setores de uma organização. Uma comunicação clara e eficiente também está cada vez mais necessária para o sucesso da organização. Marketing e comunicação contribuem para construir a imagem positiva da organização, para um bom relacionamento com clientes e colaboradores e melhorias no fluxo de informações no ambiente corporativo. Por meio destes avanços tecnológicos, a internet está cada vez mais presente no cenário atual das organizações. Neste contexto, é importante

analisarmos as fases de evolução desta rede: a primeira, Web 1.0, foi a implantação e popularização da rede em si com o marketing centrado no produto; a segunda, denominada Web 2.0, é a que o mundo vive hoje, centrada nos mecanismos de busca como Google e nos sites de colaboração do internauta, como Wikipedia, YouTube e os sites de relacionamento social, como o Facebook, Orkut, Twitter, conhecidos como redes sociais com o marketing voltado para o consumidor. A Web 3.0, ainda em fase inicial, pretende ser a organização e o uso de maneira mais inteligente de todo o conhecimento já disponível na Internet sendo o marketing voltado para os valores. As empresas que prestam serviços na área de assessoria e consultoria de comunicação tendem a criar estratégias para obter resultados positivos com este novo tipo de mídia. As assessorias e consultorias de comunicação prestam vários serviços na área da comunicação corporativa, tais como elaboração de releases¹, sugestões de pauta e press-kits²; relacionamento formal e informal com os pauteiros, repórteres e editores da mídia; acompanhamento de entrevistas de suas fontes; organização de coletivas; edição de jornais, revistas, sites de notícia e material jornalístico para vídeos; preparação de textos de apoio, sinopses, súmulas e artigos; organização do mailling³ de jornalistas; media training é um treinamento feito em empresas para seus colaboradores (jornalistas, assessores, imprensa em geral), que ensina como se comportar diante desse público; clipping 4 de notícias (impressos, Internet e eletrônicos) arquivo do material jornalístico

participação na definição de estratégias de comunicação. Este artigo tem como delimitação o marketing digital em redes sociais, em empresas de assessoria e consultoria de comunicação na cidade de Porto Alegre (RS). Este projeto de pesquisa busca discutir a importância e os benefícios do marketing digital nas redes sociais para estas organizações. Para o meio acadêmico, este projeto poderá possibilitar aos futuros alunos do curso de Administração mais uma fonte de pesquisa e novas ideias para futuros projetos. O tema escolhido se dá em função de ser um assunto novo, e por ser este um tipo de empresa no qual este pesquisador é colaborador e está desempenhando o serviço de marketing digital em redes sociais. Neste contexto, surge como problema de pesquisa: Qual a importância e os benefícios das redes sociais para as empresas de assessoria e consultoria de comunicação? Assim, o objetivo geral consiste em analisar a importância e benefícios das redes sociais para as empresas de assessoria e consultoria de comunicação. Os objetivos específicos são: mapear e investigar as empresas de assessoria e consultoria de comunicação nas redes sociais; analisar os benefícios das redes sociais para as empresas de assessoria e consultoria de comunicação; identificar possíveis métodos e estratégias de como as redes sociais podem funcionar como veículos informativos para essas empresas. Este é um estudo de natureza qualitativa que teve as seguintes etapas metodológicas: foi desenvolvida, inicialmente, a observação de doze empresas de assessoria e consultoria de comunicação

na cidade de Porto Alegre, na ferramenta Twitter 5 , no período de 01 de janeiro de 2011 a 31 de março de

2011.

Para esta observação, foi criado um perfil neste site de rede social chamado de @assescompoa para observar as assessorias e consultorias de comunicação. As empresas terão seus nomes preservados neste artigo, adotando a nomenclatura A, B, C, D, E, F, G, H, I, J, L e M. Foram observados, neste período, quantos tweets e retweets estas assessorias faziam por dia e quais assuntos foram abordados, também de que natureza eram estes tweets/retweets:

sobre seus clientes, sobre a assessoria ou outros assuntos em geral. Posteriormente, foi aplicado também um questionário via e-mail com os gestores das empresas

observadas, relatando a importância e os benefícios do marketing digital nas redes sociais, obtendo retorno de dez das doze empresas observadas.

2. Desenvolvimento

MARKETING DIGITAL

Ao abordarmos marketing digital e internet, estamos falando sobre pessoas, suas histórias e seus desejos, sobre relacionamentos e necessidades a serem atendidas (TORRES, 2009). O foco do Marketing Digital “é desenvolver estratégias e ações de marketing, comunicação e publicidade através da Internet” (TORRES 2009, p. 61). Segundo Torres (2010, p. 7), “o marketing digital está se tornando cada dia mais importante para os negócios e para as empresas”. Não é uma questão de tecnologia, mas uma mudança no comportamento do consumidor, que está utilizando cada vez mais a Internet como meio de comunicação, relacionamento e entretenimento. O marketing on line, de acordo com Las Casas (2006, p. 335) “é um conjunto de transações eletrônicas que visam à transferência de produtos e serviços do produtor ao consumidor”. Incluem-se no conjunto de transações o uso de e-mail, o envio de pedidos para fornecedores via EDI (troca eletrônica de dados), o uso da internet e a prestação de serviços on line, entre outras atividades. Assim, de acordo com Las Casas (2006) o marketing digital deve selecionar as ações que melhor atendam às necessidades dos usuários, utilizando as tecnologias como ferramentas básicas para melhorar a prestação de serviços, e ainda, o profissional da informação deve ter em mente o seu papel de disseminador da informação, e utilizá-lo de forma coerente, adequando-se às mudanças e implementando modelos eficazes centrados no planejamento de produtos e serviços voltados aos usuários. Como função corporativa, o marketing tem o objetivo de satisfazer as necessidades futuras dos consumidores. No marketing digital esta premissa continua a mesma, entretanto, com o advento da internet e das novas tecnologias, o mercado teve que repensar a forma como a missão básica do marketing é executada (SHETH; ESHGHI; KRISHNAN, 2002). Mesmo antes da revolução tecnológica, o

consumidor já passava a receber uma atenção especial e ter um papel mais interativo nas ações de marketing, era o chamado marketing interativo, “o conjunto de ações de marketing direcionadas a criar uma interação entre o cliente e a empresa, em que o cliente tem um papel ativo, possibilitando a personalização e a customização dos produtos e serviços” (LIMEIRA, 2003 p. 10). Segundo Las Casas (2006), o crescimento do marketing pela Internet deve-se aos vários benefícios proporcionados. Entre eles, destacam-se conforto, rapidez, custos mais baixos, informações, relacionamento mais próximo e ainda a possibilidade de coletar dados com detalhamento maior. Conforme Menezes (2003, p. 74), a internet chega a um tipo de cliente diferente daquele que a empresa está acostumada a atingir. O importante é tentar conhecer esse consumidor. Para conhecê-lo, é preciso estimulá-lo a divulgar o máximo de informações sobre si, para que seja criado um perfil do mesmo. Cabe a área de marketing transformar essas informações retiradas de um banco de dados em conhecimento, utilizá-las em campanhas de marketing através das redes sociais e induzir esse público ao consumo dos produtos de sua organização.

REDES SOCIAIS

As redes sociais, segundo Marteleto (2001, p.

um conjunto de participantes

autônomos, unindo idéias e recursos em torno de valores e interesses compartilhados”. A autora ressalta, ainda, que só nas últimas décadas o trabalho pessoal em redes de conexões passou a ser percebido como um instrumento organizacional, apesar de o envolvimento das pessoas em redes existir desde a história da humanidade. A definição de redes sociais apresentada por

Marteleto (2001) contempla a ideia de compartilhamento de valores e interesses que, para promover o fortalecimento da rede, dependem do compartilhamento da informação e do conhecimento. Para Sluzki (1996) e Attneave e Ross (1982), as redes sociais se estruturam segundo seu tamanho e sua dimensão. Elas estão determinadas pelo número de órgãos ou instituições que as compõem. Recuero (2009, p. 69) define redes sociais de forma objetiva como “um conjunto de atores e suas relações”. Essas relações são denominadas conexões e, desta forma, uma rede social é formada sempre por dois elementos fundamentais, os atores e as suas conexões. “Uma rede, assim, é uma metáfora para

72), representam “[

]

observar os padrões de conexão de um grupo social, a partir das conexões estabelecidas entre os diversos atores”, Recuero (2009, p. 24):

Como as redes sociais na Internet ampliaram as possibilidades de conexões, aumentaram também a capacidade de difusão de informações que esses grupos tinham. No espaço offline, uma notícia ou informação só se propaga na rede através das conversas entre as pessoas. Nas redes sociais online, essas informações são muito mais amplificadas, reverberadas, discutidas e repassadas (RECUERO, 2009, p. 25).

Assim, dizemos que essas redes proporcionaram mais voz às pessoas, mais construção de valores e maior potencial de espalhar informações. São, assim, essas teias de conexões que espalham informações, dão voz às pessoas, constroem valores diferentes e dão acesso a esse tipo de valor (RECUERO, 2009, p. 25). As redes sociais podem ser definidas como ferramentas baseadas em software que possibilitam pessoas de diferentes países a se relacionarem em um ambiente que propicia a troca de informações, notícias, músicas, vídeos, fotos e a formação de comunidades que atraem pessoas com as mesmas convicções e ideias (FREITAS, 2009). Castells (2003) aponta que a “grande transformação da sociabilidade em sociedades complexas ocorreu com a substituição de comunidades espaciais por redes como formas fundamentais de sociabilidade” (CASTELLS, 2003, p. 107). O mesmo autor também destaca o deslocamento da comunidade para a rede, como forma central de organizar a interação. Assim, as redes sociais vêm incorporando as comunidades virtuais e a Internet caracteriza-se como uma “nova” forma de organizar a interação. As comunidades virtuais são entendidas como “agregados sociais surgidos na Rede, quando os intervenientes de um debate o levam por diante em número e sentimento suficientes para formarem teias de relações sociais no ciberespaço” (RHEINGOLD, 1996, p. 18). Castells (2003) apresenta a noção de “comunidades virtuais”, como novos suportes tecnológicos para a sociabilidade, diferentes de outras formas de interação, mas não inferiores. Também destaca o fato de que “é a crescente diversidade dos padrões de sociabilidade que constitui a especificidade da evolução social em nossas sociedades” (p. 106). E assim, aponta que “o decisivo, portanto, é a passagem da limitação espacial como fonte de sociabilidade para a comunidade espacial como expressão de organização social” (CASTELLS, 2003, p. 106). Redes sociais na Internet são as páginas da

web que facilitam a interação entre os membros em diversos locais. Elas podem funcionar como veículos informativos, tornando-se ferramentas úteis em projetos de comunicação e marketing. De acordo com Torres (2009) “as redes sociais são sites onde as pessoas se cadastram, registram sues dados pessoais, nos chamados perfis, e podem se relacionar com outras pessoas, publicando fotos, enviando mensagens e criando listas de amigos” (TORRES, 2009, p. 74). Atualmente, existem vários sites da rede social que operam mundialmente, como Twitter, Facebook, Orkut, Myspace, blog’s, MSN. Neste artigo abordaremos com mais ênfase a ferramenta Twitter, que nos últimos anos vem ganhando espaço nas redes sociais. Fundado em março de 2006 por Jack Dorsey, Biz Stone e Evan Williams, o site parte da pergunta “O que você está fazendo?” e é estruturado por seguidores e pessoas a seguir. “Cada Twitter, o ator, pode escolher quem deseja seguir e quem poderá segui-lo” (RECUERO, 2009, p. 174). Para Comm (2009), autor do livro “O poder do

Twitter”:

Conceitualmente, esse novo instrumento de comunicação e aproximação de pessoas é constituído, antes de tudo, de uma rede social e de um servidor para o que é chamado de microblogging, de modo a permitir aos usuários o envio e a leitura de atualizações pessoais de outros indivíduos de seu contato, por meio de textos com o máximo de 140 caracteres, os tweets, pela internet ou pelo celular sob formato de mensagens curtas (COMM, 2009, p. 15).

Para Comm (2009, p. 30) “o Twitter é uma ferramenta de comunicação que funciona nas duas direções”, sendo possível a interação entre usuários, mas permitindo também que apenas uma das partes envie a mensagem e a outra somente leia, sem que haja retorno.

ASSESSORIA DE IMPRENSA E COMUNICAÇÃO

Segundo o Manual dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação editado pela Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ, Assessoria de Imprensa é o serviço prestado a instituições públicas e privadas, que se concentra no envio freqüente de informações jornalísticas, dessas organizações, para os veículos de comunicação em geral. Esses veículos são os jornais diários; revistas semanais, revistas mensais, revistas especializadas, emissoras de rádio, agências de notícias, sites, portais de notícias e emissoras de tevê (FENAJ, 2007). Conforme Duarte (2002, p. 24):

As assessorias de imprensa inserem-se num conjunto mais amplo de atividades, geralmente naquilo que tem

sido chamado de comunicação organizacional, integrado por processos e atividades que se cruzam, sobrepõem-se, integram-se e podem, muitas vezes, ser indistintas devido a linhas demarcatórias fluidas que envolvem ações de publicidade, Internet, marketing, relações públicas, comunicação interna, relacionamento com consumidores.

Ainda segundo Duarte (2002, p. 90):

A boa atuação de uma assessoria aumenta a visibilidade pública das organizações e pode trazer efeitos mercadológicos e políticos predeterminados. Por perceber isso é que, cada vez mais, instituições brasileiras têm interesse em divulgar suas atividades e propostas pelos meios de comunicação, buscando influenciar a opinião pública. Já a imprensa não apenas utiliza as informações como parte do processo natural de captação da notícia, divulgando o que a organização deseja (se passar pelos mecanismos de filtragem), mas também agrega ao noticiário seu aval, mostrando aquilo em que acredita e, num círculo vicioso, dando credibilidade à notícia que veicula.

A assessoria de imprensa é uma instituição relativamente recente que trata fundamentalmente de notícias. Devido a complexidade das organizações e

da qualidade do alcance da mídia, a assessoria não pode mais se restringir ao trabalho de intermediação

e de propaganda indireta, “ela tem de responder à

altura das exigências da mídia por informações qualificadas e fontes fidedignas” (LORENZON; MAWAKDIYE, 2006, p. 7). Segundo o Manual dos Jornalistas em Assessoria de Comunicação editado pela Federação Nacional dos Jornalistas – FENAJ, Assessoria de Comunicação é a ampliação das atividades das Assessorias de Imprensa nos últimos anos levou o

profissional jornalista a atuar em áreas estratégicas das empresas, tornando-se um gestor de comunicação. E isso privilegiou a integração de outros profissionais – relações públicas, propaganda

e publicidade – numa equipe multifuncional e eficiente (FENAJ, 2007). Ao jornalista têm-se aberto oportunidades de atuar como estrategista na elaboração de planos de comunicação mais abrangentes. Esses planos devem privilegiar uma comunicação eficiente não apenas junto à imprensa, mas posicionando as organizações de forma a estabelecer uma interlocução com ética e responsabilidade social, comprometida com os valores da sociedade junto aos seus mais diversos públicos (FENAJ, 2007). Nesse sentido as organizações podem contar com equipes de assessorias de comunicação internas ou terceirizadas, cujas funções são:

Criar um plano de comunicação (estabelecer a importância deste instrumento tanto no relacionamento com a imprensa como os demais públicos internos e externos); Colaborar para a compreensão da sociedade do papel da organização; Estabelecer uma imagem comprometida com os seus públicos; Criar canais de comunicação internos e externos que divulguem os valores da organização e suas atividades; Detectar o que numa organização é de interesse público e o que pode

ser aproveitado como material jornalístico; Desenvolver uma relação de confiança com os veículos de comunicação; Avaliar freqüentemente a atuação da equipe de comunicação, visando alcance de resultados positivos; Criar instrumentos que permitam mensurar os resultados das ações desenvolvidas, tanto junto à imprensa como aos demais públicos; Preparar as fontes de imprensa das organizações para que atendam às demandas da equipe de comunicação de forma eficiente e ágil (FENAJ, 2007, p. 8).

Para Lopes (2000, p. 404), a atividade hoje pode ser descrita como “a gestão dos fluxos de informação e relacionamento entre fontes de informação e jornalistas, mesclando um caráter difusor com um recorte mais estratégico”. Uma empresa ou um setor de uma organização pública ou privada destinada a diagnosticar, planejar e executar planos, estratégias, projetos, ações e peças de comunicação para os diversos públicos daquela organização assessorada, observando a filosofia, perfil e objetivos do/da assessorado/a. Neste contexto, as atividades da assessoria e consultoria de comunicação foram ampliadas, para atuar na edição de publicações, elaboração de conteúdos para comunicação interna e internet, inclusive a gestão de redes sociais para as empresas e entidades no gerenciamento da comunicação com os seus diferentes públicos de relacionamento.

ANÁLISE E DISCUSSÃO DE DADOS

Neste item, relataremos os aspectos observados durante a observação das doze assessorias e consultoria de comunicação selecionadas na rede social Twitter. No período de 01 de janeiro de 2011 a 31 de março de 2011, foram contabilizadas 830 inserções, sendo 679 tweets e 151 retweets desses 721 sobre notícias de clientes, 63 sobre notícias da assessoria e 46 sobre outros assuntos. Conforme tabela a seguir.

JAN / FEV / MAR

TWEETS

RETWEETS

NOTÍCIAS

NOTÍCIAS

OUTROS

     

CLIENTES

ASSESSORIA

ASSUNTOS

A

96

05

97

01

03

B

156

23

176

00

03

C

20

01

20

01

00

D

36

17

52

01

00

E

49

10

34

09

16

F

6

10

15

00

01

G

32

27

53

04

02

H

31

00

30

00

01

I

13

02

15

00

00

J

87

00

78

00

09

L

80

51

96

31

04

M

73

05

55

16

07

Foi verificado que, em janeiro de 2011, houve 260 inserções destas assessorias e a empresa B foi a que mais interagiu no Twitter com 25,77%, sendo 54 tweets e 13 retweets todos a respeito de seus

clientes, mas logo em seguida ficou a empresa L com 25,38% com 34 tweets e 32 retweets com 41 sobre seus clientes e 25 sobre notícias próprias da assessoria, última colocada foi a empresa I com nenhum tweet retweet. Conforme gráfico abaixo.

I com nenhum tweet retweet. Conforme gráfico abaixo. Em fevereiro de 2011, houve 228 inserções e

Em fevereiro de 2011, houve 228 inserções e a empresa B se manteve na ponta novamente com 21,93% com 45 tweets e 05 retweets sendo todos a respeito de seus clientes. Em segundo lugar ficou novamente a empresa L com 18,42% com 27 tweets e 15 retweets sendo 34 sobre seus clientes, 5 sobre a empresa e 3 sobre outros assuntos, novamente a empresa não produziu nenhuma inserção no Twitter. Conforme gráfico abaixo.

e 3 sobre outros assuntos, novamente a empresa não produziu nenhuma inserção no Twitter. Conforme gráfico
No mês de março de 2011, tivemos um total de 342 inserções, com uma maior

No mês de março de 2011, tivemos um total de 342 inserções, com uma maior participação da empresa A com 18,42% sendo 59 tweets e 04 retweets sobre 63 inserções sobre seus clientes a empresa B teve 18,13% com 57 tweets e 05 retweets sendo 59 sobre clientes e 3 sobre outros assuntos, a empresa com menos inserções foi a F com 1,75% com 03 tweets e 03 retweets de noticias sobre seus clientes. Conforme gráfico abaixo.

de noticias sobre seus clientes. Conforme gráfico abaixo. Em resposta aos questionários enviados (roteiro em anexo)

Em resposta aos questionários enviados (roteiro em anexo) tivemos o retorno de dez assessorias e consultorias de comunicação. Em todas as doze empresas foi seguido o mesmo roteiro. Todas as empresas utilizam as redes sociais e a maioria delas sempre utilizam o twitter e facebook diariamente apenas uma usa semanalmente. Raramente são utilizadas ou não usam as outras redes sociais. Das dez empresas sete utilizam para sugerir pautas, a maioria não monitora as concorrentes pelas redes sociais. Todas as assessorias de comunicação usam as redes sociais para divulgar ações de seus clientes, somente duas empresas usam as redes sociais para conquistar novos clientes e seis usam as

redes sociais para divulgar a própria empresa. Dentre

a questão outros assuntos algumas assessorias

utilizam as redes sociais para comunicar vagas existentes, divulgar ações institucionais, para informação e notícias de empresas, parabenizarem amigos e divulgar eventos de clientes. No quesito importância e benefícios para as

empresas, foi visto que as redes sociais constituem um importante espaço para comunicação e interação

da empresa com seus diferentes públicos sociais, têm

um alcance maior do que muitos outros meios de comunicação. As redes sociais além de fazerem-se presente no mundo web também proporcionam um relacionamento diferenciado tanto com os clientes quanto com os diversos públicos a quem atingem

como a imprensa. É um espaço para dialogar com jornalistas de veículo, clientes, candidatos a vagas de emprego, entre tantas outras ações. Conforme o gestor da empresa G “hoje em dia relacionamento é muito importante ainda mais entre empresas de comunicação, e no caso do twitter e facebook são ferramentas de trabalho essencial tanto para divulgar ações das empresas no qual atendem como para acompanhar notícias, veículos e parceiros”. Muitas empresas já realizaram entrevistas e pautas pelas redes sociais. Além de ampliar a visibilidade, é também um espaço interessante para a sugestão de pautas com os seus diferentes públicos

de relacionamento.

Os benefícios são fundamentais para somar aos resultados das atividades na agilidade da

comunicação e abrangência da noticia, é uma opção

de mais um canal de informação e mídia. É possível

obter informações que antes eram mais restritas e ainda estar conectado aos mais modernos meios de contato com as redações dos veículos tradicionais. Algumas empresas possuem um núcleo de redes sociais e oferecem serviço de criação e manutenção de páginas para seus clientes nas redes sociais com atualização e monitoramento diário com interação e agilidade nas respostas. Para os clientes que tem redes sociais e não terceirizam este tipo de

serviço com as assessorias, a maioria destas empresas costumam acompanhar e dar sugestões a

seus clientes. É um serviço novo e em constante aprimoramento. As redes mais utilizadas são twitter e facebook. Alguns clientes não desenvolveram as redes sociais, mas certamente em pouco tempo todos terão que introduzir esta prática. Atualmente, o foco

de atuação nas redes sociais é a imprensa buscando

alinhar esse trabalho entre a assessoria e consultoria

de comunicação e clientes.

3. Considerações Finais

Nos tempos atuais, os mecanismos de comunicação digital tomaram uma dimensão global, onde não há mais limitadores de tempo e espaço. De acordo com este contexto, tanto empresas como pessoas, precisam cada vez mais se adaptar a estes recursos. Se alguns ainda buscam adaptar-se a este novo mundo, muitos já estão em um nível de competição bem acirrada, pois aproveitam todos os benefícios e ferramentas deste universo digital. Revistas eletrônicas, blogs, redes sociais e outras já são uma realidade para muitas empresas, onde cada vez mais buscam se aperfeiçoar e competir em terrenos que antes não atingiam. Neste artigo, buscou-se discutir a importância e benefícios das redes sociais para as empresas de assessoria e consultoria de comunicação como um novo mercado de marketing digital em redes sociais nas empresas de assessoria e consultoria de comunicação na cidade de Porto Alegre, no estado do Rio Grande do Sul. De acordo com o referencial teórico, a pesquisa de observação e a comprovação nos questionários as redes sociais para estas empresas de assessoria e consultoria de comunicação têm como maior objetividade divulgar e sugerir pautas de seus clientes. Isto se comprova a teoria que Torres (2009), nos traz que o foco do Marketing Digital “é desenvolver estratégias e ações de marketing, comunicação e publicidade através da Internet’ e conforme Recuero (2009), que “as redes sociais proporcionaram mais voz às pessoas, mais construção de valores e maior potencial de espalhar informações”. Dentre os sites de redes sociais, o Twitter e facebook são os mais utilizados pelas empresas pesquisadas, seja para uso próprio divulgando sua empresa, criando pautas, monitorando a concorrência e até mesmo terceirizando este serviço para seus clientes. Este referente a serviço se reflete na teoria de Duarte 2002, onde “as assessorias de imprensa inserem-se num conjunto mais amplo de atividades, geralmente naquilo que tem sido chamado de comunicação organizacional, integrado por processos e atividades”. Foi observado que hoje em dia os sites de redes sociais estão cada vez mais presentes no mundo, com isso para as assessorias e consultoria de comunicação funcionam com um novo veiculo de comunicação, pois assim surgem pautas, contatos,

entrevistas, vagas de empregos para colaboradores e terceirização das redes sociais para seus clientes. O resultado alcançado por este artigo foi a reflexão sobre importância e benefícios das redes sociais para as empresas de assessoria e consultoria de comunicação. Além disso, serve como uma forma de ampliar o entendimento das mudanças sociais e tecnológicas como ferramentas aliadas da construção de uma boa comunicação e imagem organizacional.

Anexo

Questionário sobre Marketing Digital em Redes Sociais para as Empresas de Assessoria de Comunicação: 1.
Questionário
sobre
Marketing
Digital
em
Redes
Sociais
para
as
Empresas
de
Assessoria
de
Comunicação:
1.
Sua empresa utiliza as redes sociais?
(
)Sim (
)Não
2.
Quais as redes sociais sua empresa utiliza?
SEMPRE
QUASE
RARAMENTE
NUNCA
NÃO
SEMPRE
USO
ORKUT
TWITTER
FACEBOOK
LINKEDIN
MYSPACE
OUTRAS/
QUAIS

3. Das Redes Sociais abaixo quais sua empresa mais

utiliza?

( ) Orkut ( ) Facebook ( ) Twitter ( ) Linkedin ( ) MySpace

( ) Outras/Quais

4. Com que frequência sua empresa acessa e utiliza as

redes sociais?

(

) Diariamente

(

) Semanalmente

(

) Mensalmente

(

) Não usa

5.

Para qual finalidade sua empresa utiliza as redes

sociais?

(

) Sugerir pautas

(

) Monitorar concorrentes

(

) Divulgar ações de clientes

(

) Conquistar novos clientes

(

) Divulgar assessoria de comunicação

(

) Outros assuntos, quais?

6.

Qual a importância e benefícios das redes sociais para

a sua empresa?

7. Como sua empresa trabalha com os seus clientes

perante as redes sociais, como os clientes atuam? Terceirizam esse serviço com sua empresa?

Notas

1 Material distribuído para a imprensa sobre assunto ao qual se pretende dar divulgação. Respeita a linguagem específica dos diferentes veículos e a estrutura discursiva básica do texto jornalístico (DUARTE, 2002).

2 Conjunto de material informativo normalmente colocado em pasta ou envelope para subsídio ao jornalista. Muito utilizado em lançamentos de produtos e serviços, visitas ou eventos (DUARTE, 2002, p. 303).

3 Relação de nomes e endereços para envio de correspondência, publicações, material promocional ou informativo. Diz-se lista de endereços (BARBOSA; RABAÇA, 2001, p. 449).

4 Levantamento das matérias publicadas nos veículos de comunicação.

Organizados a partir da leitura, acompanhamento e seleção das notícias que interessam ao assessorado (FENAJ, 2007).

5 Twitter é um misto de rede social, blog e ferramenta de comunicação, que

permite que os usuários enviem atualizações pessoais sobre onde estão e o que estão fazendo, contendo apenas texto, em menos de 140 caracteres, via o www.twitter.com, SMS, e-mail ou algum programa istalado no computador (TORRES, 2009, p. 149).

Referências

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Sobre o Autor

Guilherme Cardoso do Canto

Graduado em Administração pela Faculdade IBGEN em

julho/2011.

Atua há mais de seis anos na Uffizi Consultoria em Comunicação, no setor administrativo. Em seu mais recente projeto, chamado Blitz Consultoria, realiza trabalho de consultoria administrativa e marketing em redes sociais. E-mail: guicardosodocanto@hotmail.com / blitzconsultoria@gmail.com Blog: http://blitzconsultoria.blogspot.com Twitter: GuiCCanto / Blitzconsultor