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Ministério do Trabalho esclarece dúvidas sobre a Portaria 1510 – Sistema de Controle de Ponto

Considerando o volume de dúvidas e a necessidade de diversos esclarecimentos, o MTE lançou em


seu portal uma lista com 20 questionamentos e respostas sobre a nova portaria.

Veja os detalhes em:

● 1. Quais são os principais pontos da Portaria MTE 1.510/2009?

a. Proíbe todo tipo de restrição à marcação de ponto, marcações automáticas e alteração dos
dados registrados;
b. Estabelece requisitos para o equipamento de registro de ponto, identificado pela sigla REP
(Registrador Eletrônico de Ponto);
c. Obriga a emissão de comprovante da marcação a cada registro efetuado no REP;
d. Estabelece os requisitos para os programas que farão o tratamento dos dados oriundos do
REP;
e. Estabelece os formatos de relatórios e arquivos digitais de registros de ponto que o
empregador deverá manter e apresentar à fiscalização do trabalho.

● 2. Quando a portaria entra em vigor?

Na data de sua publicação, 21/08/2009, exceto para o uso do REP, que se tornará obrigatório após
1 ano. Observando que nos primeiros noventa dias de vigência da portaria a fiscalização será
orientativa, conforme art. 627 da CLT e art. 23 do Decreto nº 4.552/2002, Regulamento da Inspeção
do Trabalho.
● 3. Qual o prazo para a adaptação dos programas de tratamento dos dados de registro de
ponto à portaria?

A adaptação dos programas deve ser feita imediatamente. Como dito na questão precedente, a
fiscalização terá caráter orientativo nos primeiros 90 dias de vigência da portaria.
● 4. O uso de registro eletrônico de ponto passou a ser obrigatório?

Não. O artigo 74 da CLT faculta o uso de registro de ponto manual ou mecânico. Porém, se o meio
eletrônico for adotado, deverão ser seguidas as instruções da Portaria MTE nº 1.510/2009.
● 5. Quais os principais requisitos do REP?

a. Ter como finalidade exclusiva a marcação de ponto;


b. Possuir memória das marcações de ponto que não possa ser alterada ou apagada;
c. Emitir comprovante a cada marcação efetuada pelo trabalhador;
d. Não possuir mecanismo que permita marcações automáticas ou restrições às marcações.
● 6. O MTE especificará um modelo de referência de REP?

Não. Cada fabricante de equipamentos deverá desenvolver seu equipamento. O MTE estabeleceu
regras que devem ser seguidas, mas não especificará tecnologias para a implementação do REP.
● 7. Quem atesta que o REP atende aos requisitos da Portaria MTE nº 1.510/2009?

Órgãos técnicos credenciados pelo MTE serão responsáveis por certificar que os equipamentos
atendem as normas vigentes, especialmente a Portaria MTE nº 1.510/2009.
● 8. Será permitido o registro de ponto em terminal de computador?

Não. O registro de ponto de forma eletrônica deverá ser feito obrigatoriamente por meio do REP.
● 9. O empregador pode restringir o horário de marcação de ponto?
Não. Nenhuma restrição à marcação é permitida.
● 10. Se nenhum dado pode ser alterado ou apagado, qual o procedimento para marcações
incorretas?

O programa de tratamento admitirá a inserção justificada de informações, seja para a inclusão


de marcação faltante, seja para a assinalação de marcação indevida. Porém, os dados originais
permanecerão.
● 11. O REP poderá emitir um comprovante de marcação de ponto por dia?

Não. É obrigatória a emissão de um comprovante a cada batida.


● 12. A emissão do comprovante é obrigatória desde já?

Não. A emissão do comprovante só será exigida quando o uso do REP se tornar obrigatório.
● 13. Após o prazo de 1 ano previsto na portaria, os equipamentos de registro de ponto que
não sigam seus requisitos poderão continuar a ser utilizados?

Não. Apenas serão permitidos os equipamentos certificados.


● 14. Os relatórios e arquivos digitais, na forma padronizada prevista na portaria, já são
obrigatórios?

Sim, à exceção do Arquivo Fonte de Dados no formato previsto. Este, até que o REP torne-se
obrigatório, será fornecido pelo empregador no formato produzido pelo equipamento atualmente em
uso.
● 15. Como o empregador poderá saber se o REP é certificado?

Os equipamentos certificados serão cadastrados no MTE e poderão ser consultados por meio de seu
sítio na internet.
● 16. Haverá certificação para os programas de tratamento dos dados?

Não. Caberá ao fornecedor dos programas garantir que estes atendem aos requisitos da portaria.
Também cabe ao empregador usuário dos programas verificar a adequação destes à portaria.
● 17. Quais os órgãos credenciados para a certificação de REP?

O MTE está em processo de credenciamento dos órgãos. À medida que forem credenciados, o MTE
fará divulgação por meio de seu sítio na Internet.
● 18. Os fabricantes de REP deverão se cadastrar no MTE?

Sim. O Cadastramento será feito pela internet, no sítio do MTE, em página que estará disponível em
breve.
● 19. Haverá cadastramento dos fornecedores de programas de tratamento de registros de
ponto eletrônico?

Não. Estes deverão apenas entregar ao empregador usuário Atestado Técnico e Termo de
Responsabilidade, que deverá permanecer arquivado à disposição da Inspeção do Trabalho.
● 20. O empregador poderá desenvolver o seu prórpio Sistema de Registro de Ponto
Eletrônico (SREP)?

Sim, desde que atendidos todos os requisitos previstos na portaria. No caso do REP, este deverá
seguir os procedimentos de certificação do equipamento e cadastramento no MTE. O programa de
tratamento também poderá ser criado pelo empregador, neste caso o responsável técnico assinará o
Atestado Técnico e Termo de Responsabilidade previsto na portaria, o qual ficará disponível para a
fiscalização do trabalho.
● 21. A portaria 1.510 trata do controle de acesso do empregado ao local de trabalho?

Não. A portaria trata exclusivamente do controle de jornada de trabalho. O acesso ao local de


trabalho, seja por catraca eletrônica ou qualquer outro meio, por empregados ou qualquer pessoa é
determinado pelo poder diretivo do empregador sobre seu estabelecimento, respeitadas as restrições
previstas na legislação.
● 22. A portaria 1.510 franqueia ao empregado livre acesso ao local de trabalho, independente
do horário?

Não. O inciso I do art. 2° prevê que não haja qualquer restrição à marcação de ponto. A portaria
não altera em nada o poder do empregador de controlar o acesso do empregado ao local de trabalho,
nem de fazer cumprir a jornada do trabalhador. O SREP deve apenas registrar fielmente as jornadas
efetivamente praticadas pelos empregados, ou seja os horários de início e término de jornada e de
intervalos, quando não pré assinalados.
● 23. A marcação de ponto poderá ser feita remotamente?

Não. As marcações de ponto só poderão ser efetuadas diretamente no REP pelo empregado.
● 24. O REP poderá se comunicar com outros equipamentos?

Sim. O REP, desde que certificado por órgão técnico credenciado pelo MTE, poderá ser conectado
a outros equipamentos, seja para enviar informações sobre os registros armazenados, seja para
receber dados de identificação dos empregados para configuração. Dois pontos importantes a
observar:
a) O REP não pode depender de conexão externa para seu funcionamento, conforme inciso VII do
art. 4°.
b) De acordo com o inciso VIII do art. 4°, não pode haver comunicação durante a marcação
de ponto, compreendida como os passos descritos nas alíneas do inciso I do art. 7°. Ou seja, a
comunicação com dispositivos externos só pode ocorrer quando o equipamento estiver em estado de
espera e essa comunicação não deve afetar a disponibilidade do equipamento para que o trabalhador
possa efetuar a marcação de ponto.
● 25. O REP pode ter função de catraca eletrônica ou fazer parte dela?

Não. O art. 3° prescreve que o REP será usado exclusivamente para o registro de ponto, portanto
não pode ter outras funcionalidades.
● 26. O REP deverá funcionar no mínimo 1.440 horas em caso de falta de energia?

Não. O requisito de funcionamento de 1.440 horas em caso de falta de energia se aplica unicamente
ao relógio interno do REP e não a todo o equipamento.
● 27. Uma empresa poderá utilizar sistema eletrônico em um setor/estabelecimento e manual
em outro?

Sim. A Portaria 1.510/2009 disciplina apenas o sistema eletrônico. Não cria nenhuma restrição à
utilização dos sistemas manuais e mecânicos.
● 28. Poderão ser incluídas no REP informações sobre o horário de trabalho do empregado,
férias, afastamentos, etc?

Não. O REP serve unicamente como meio de marcação de ponto. Informações sobre o horário
contratual do empregado e outras necessárias à apuração da jornada deverão estar disponíveis no
Programa de Tratamento de Registro de Ponto.
● 29. Se o horário do empregado não estará disponível no REP, como o equipamento
identificará se uma marcação é de entrada ou de saída?

O reconhecimento das marcações como entrada ou saída ao serviço será feita no


Programa de Tratamento de Registro de Ponto com base na ordem em que são registradas.
● 30. Uma vez que o empregado será identificado no REP pelo PIS, como fazer com o
trabalhador recém admitido que ainda não possui número de PIS?

Todo trabalhador precisa ter número de PIS, até para efeito de recolhimento ao FGTS e informação
ao CAGED. Para o empregado de primeiro emprego, caso não possua PIS nos primeiros dias de
trabalho, o controle poderá ser feito manual ou mecanicamente até que ele receba o seu número de
PIS.
● 31. Durante os doze meses, contados da data da publicação da Portaria 1.510/2009, a que o
empregador não está obrigado?

Durante os doze meses, contados da data da publicação da Portaria 1.510/2009, o empregador não
está obrigado a:
1. utilização do REP;
2. geração dos dados originais na forma do Arquivo-Fonte de Dados – AFD;
3. impressão do comprovante do trabalhador;
4. emissão da Relação Instantânea de Marcações com as marcações efetuadas nas vinte e quatro
horas precedentes.
● 32. A Portaria 1.510/2009 revogou a portaria 1.120/1995?

Não. Desde que autorizados por convenção ou acordo coletivo de trabalho, os empregadores
poderão adotar sistemas alternativos de controle da jornada de trabalho, porém caso
façam opção por sistema eletrônico, deverão obedecer ao disposto na portaria 1.510/2009.
● 33. O que fazer quando a memória MRP encher?

A solução técnica será criada pelo fabricante e certificada pelo órgão técnico credenciado de forma
a atender à legislação relativa à guarda de documentos e informações.
● 34. Uma empresa terceirizada poderá utilizar o REP da tomadora de serviço para marcação
da jornada dos seus trabalhadores que prestam serviço no local da contratante? (Alterada)

Não. A Portaria MTE 1.510/2009 não prevê mais de um empregador por REP.
● 35. Os equipamentos atualmente em uso podem ser adaptados para se transformarem em
REP?

A solução técnica para fabricação do REP é do fabricante, que deve observar o disposto na
Portaria 1.510/2009, especialmente a necessidade de certificação por órgão técnico credenciado.
● 36. Quando a Portaria entrar totalmente em vigor, será admitida alguma forma de registro
eletrônico de ponto que não utilize o REP?

Não.
● 37. A Portaria MTE 1.510/2009 aplica-se a trabalhadores não regidos pela CLT?

Não.
● 38. Será definido algum padrão de implementação para o Programa de Tratamento?

Não, cada desenvolvedor deverá definir a forma como implementará esse programa, respeitando as
regras da Portaria MTE 1.150/2009, que exige, entre outros requisitos, que não haja modificação ou
exclusão dos dados originais e que sejam emitidos relatórios e arquivos de dados padronizados.
● 39. Serão definidas as justificativas que serão aceitas para as correções de marcações no
Programa de tratamento?

Não. É responsabilidade do empregador controlar o ponto dos empregados, dessa forma cabe a ele
incluir e documentar as justificativas que, eventualmente, poderão ser analisadas pela Fiscalização
do Trabalho ou mesmo pela Justiça do Trabalho. Essa definição decorre do poder diretivo do
empregador.
● 40. Adotado o REP, é obrigatório o registro do intervalo de repouso no equipamento?

Não. O § 2º do art. 74 da CLT admite a pré-assinalação do período de repouso. É facultado


ao empregador exigir ou não o registro da entrada e saída dos intervalos de seus empregados.
Entretanto, as convenções e acordos coletivos de trabalho poderão prever a obrigatoriedade da
marcação nos intervalos.
● 41. As pausas de 10 minutos, previstas na Norma Regulamentadora 17 – Ergonomia - em
seu item 17.6.4, item c, para atividade de entrada de dados em sistemas de processamento
eletrônico de dados, devem ser marcadas no REP?

Não, esses 10 minutos não constituem intervalo de repouso/alimentação, mas sim pausas
inseridas na jornada de trabalho para garantir a saúde do trabalhador. O empregador deverá
utilizar outra forma de controle das pausas para demonstrar o cumprimento da citada norma.
● 42. O REP emitirá copia do Comprovante de Registro de Ponto do Trabalhador para o
empregador?

Não. O Comprovante será emitido em via única destinada ao trabalhador.


● 43. Quando adotado o REP, o que o empregador deverá fazer quando o equipamento não
estiver funcional?

A solução para uma eventual indisponibilidade do REP é de responsabilidade do empregador, mas,


dentre as possíveis alternativas, ele poderá utilizar o controle manual.
● 44. Quais serão as consequências para quem tiver um sistema de ponto eletrônico não
adequado às normas do MTE?

O ponto eletrônico utilizado de forma diversa do previsto na Portaria MTE 1.510/2009 não servirá
para comprovar o cumprimento da obrigação prevista no art. 74 da CLT, ou seja, acarretará todas
as conseqüências legais dessa omissão, entre as quais a aplicação de multas administrativas e as
dificuldades de apresentação de elementos comprobatórios da jornada de trabalho em eventual ação
judicial.
● 45. A portaria prevê a tecnologia que será empregada na impressão, por exemplo impressão
matricial ou térmica?

Não. O fabricante escolherá a alternativa que achar mais conveniente. A portaria apenas determina
que a impressão deverá ter duração de 5 anos em condições normais. Cabe ao fabricante indicar os
insumos que atendem à exigência de durabilidade e ao empregador seguir a indicação do fabricante.
● 46. No momento do registro, o REP pode se comunicar com equipamentos externos para
obter dados necessários à identificação do empregado? Por exemplo, comunicar-se com o
banco de dados central da empresa para verificar dados biométricos?

Não. Todos os dados necessários à operação do REP deverão estar armazenados na Memória de
Trabalho (MT) do equipamento.
● 47. O REP poderá ser programado para fazer automaticamente o ajuste para o horário de
verão?
Sim. O ajuste deverá ser registrado na Memória de Registro de Ponto, conforme inciso III do art. 6º
da Portaria MTE 1.510/2009.
● 48. Os fabricantes de REP deverão obrigatoriamente fabricar o Programa de Tratamento
para fornecê-lo com o equipamento?

Não. O fabricante pode fornecer o programa de tratamento se quiser.


● 49. O empregador pode utilizar para seu controle modelo de Espelho de Ponto diferente do
especificado no anexo II?

Sim. O empregador pode utilizar outro modelo de relatório para o seu controle, desde que mantenha
o Relatório de Espelho de Ponto, conforme o anexo II da Portaria MTE 1.510/2009 à disposição
inspeção do trabalho para apresentação quando requisitado.
● 50. A empresa deve imprimir todos os meses os Relatórios de Espelho de Ponto?

A empresa é livre para escolher o momento da impressão, desde que os relatórios estejam à
disposição da inspeção do trabalho na forma legal.
● 51. Como ficam as empresas que adotaram o ponto eletrônico mas possuem funcionários
que realizam trabalho externo?

Nesse caso, as empresas devem utilizar a papeleta de serviço externo prevista no art. 13, parágrafo
único, da Portaria MTE 3.626/1991.
Portaria nº 3.626, de 13 de Novembro de 1991
(Atualizada com as alterações da Portaria 41, de 28-02-07)
Dispõe sobre o registro de empregados, as anotações na
Carteira de Trabalho e Previdência Social e o registro de
horário de trabalho.
O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E DA PREVIDÊNCIA SOCIAL,
usando das atribuições que lhe confere o art. 913 da Consolidação das Leis do
Trabalho;
Considerando o disposto nos artigos 29, 41 e 74 da mesma Consolidação das
Leis do
Trabalho, com as alterações da lei nº 7.855, de 24 de outubro de 1989, resolve:
Capítulo I
Do Registro de empregados
Art. 1º O registro de empregados, de que trata o art. 41 da CLT, conterá
obrigatoriamente as seguintes informações:
I - identificação do empregado, com número e série da Carteira de Trabalho e
Previdência Social ou número de Identificação do Trabalhador;
II - data de admissão e demissão;
III - cargo ou função;
IV - remuneração e forma de pagamento;
V - local e horário de trabalho;
VI - concessão de férias;
VII - identificação da conta vinculada do FGTS e da conta do PIS/PASEP;
VIII - acidente do trabalho e doença profissional, quando tiverem ocorrido.
(Artigo revogado pela Portaria n.º 41, de 28 de março de 2007)
Art. 2º O registro de empregados deverá estar sempre atualizado e numerado
seqüencialmente por estabelecimento, cabendo ao empregador ou seu
representante
legal a responsabilidade pela autenticidade das informações nele contidas.
§ 1º Para as empresas que não optarem pelo sistema informatizado de registro de
empregados, permanece a exigência da autenticação dos livros ou fichas, na
forma do
art. 42 da CLT. (Redação dada pela portaria nº 3.024, de 22 de janeiro de 1992)
§ 2º A autenticação do primeiro livro ou grupo de fichas, bem como de suas
continuações, será efetuada pelo Fiscal do Trabalho, quando da fiscalização no
estabelecimento empregador. (Redação dada pela portaria nº 739, de 29 de
agosto de
1997)
§ 3º Os Fiscais do Trabalho, quando da inspeção no estabelecimento
empregador,
poderão autenticar livro de registro em continuação ou grupo de fichas em
continuação,
que ainda não tiverem sido autenticados. (Acrescentado pela Portaria nº 402, de
28 de
abril de 1995)
OS PARÁGRAFOS 1º, 2º E 3º FORAM REVOGADOS PELA LEI Nº 10.243 DE
19
DE JUNHO DE 2001
Redação dada pela Portaria nº 739, de 29 de agosto de 1997 (DOU 05.09.97).
(Artigo revogado pela Portaria n.º 41, de 28 de março de 2007)
Art. 3º O empregador poderá utilizar controle único e centralizado dos
documentos
sujeitos à Inspeção do Trabalho, à exceção do registro de empregados, do
registro de
horário de trabalho e do Livro de Inspeção do Trabalho, que deverão permanecer
em
cada estabelecimento.
§ 1º A exibição dos documentos passíveis de centralização deverá ser feita no
prazo de
2 (dois) a 8 (oito) dias, segundo determinação do Agente da Inspeção do
Trabalho.
§ 2º O controle único e centralizado dos documentos, referido no caput deste
artigo, no
que concerne ao registro de empregados, refere-se apenas ao termo inicial do
registro
necessário à configuração do vínculo de emprego, aplicando-se às suas
continuações o
disposto no parágrafo anterior.
(Parágrafo revogado pela Portaria n.º 41, de 28 de março de 2007)
§ 3º O registro de empregados de prestadores de serviços poderá permanecer na
sede da
contratada, desde que esta se localize no município da contratante e desde que os
empregados portem cartão de identificação do tipo "crachá", contendo nome
completo
do empregado, data de admissão, número do PIS/PASEP, horário de trabalho e
respectiva função.(Redação dada pela Portaria nº 1048, de 18 de novembro de
1997
(DOU 19.11.97).
(Parágrafo revogado pela Portaria n.º 41, de 28 de março de 2007)
Capítulo II
(Revogado Pela Portaria nº 1.121, de 08.11.95)
Capítulo III
Das Anotações na Carteira de Trabalho e Previdência Social
Art. 11º A atualização das anotações da Carteira de Trabalho e Previdência
Social será
efetuada na data-base da categoria a que pertença o empregado, salvo na
rescisão
contratual ou a seu pedido para fins previdenciários.
Parágrafo único. O empregador fica obrigado, quando solicitado pelo
trabalhador; a
informar as alterações salariais havidas posteriormente à última constante da
Carteira.
(Artigo revogado pela Portaria n.º 41, de 28 de março de 2007)
Art. 12º As anotações e as atualizações da Carteira de Trabalho e Previdência
Social
poderão ser feitas com o uso de etiquetas gomadas, autenticadas pelo
empregador ou
seu representante legal.
(Artigo revogado pela Portaria n.º 41, de 28 de março de 2007)
Art. 12A. O empregador poderá adotar a Ficha de Anotações da Carteira de
Trabalho e
Previdência Social, cuja cópia será fornecida ao empregado mediante recibo, em
periodicidade nunca superior a doze meses, obedecido o estipulado no caput do
art. 11
desta Portaria, a qual passará a fazer parte integrante da Carteira de Trabalho e
Previdência Social - CTPS.
§ 1º A Ficha de Anotações e Atualizações da Carteira de Trabalho e Previdência
Social
deverá ser impressa com identificação completa da empresa, do empregado e do
período
a que se refere, conter assinatura digitalizada do empregador ou do
representante legal.
§ 2º O empregador continuará obrigado a efetuar as anotações na CTPS original
quando
da admissão, extinção do contrato de trabalho ou, se o empregado exigir, do
último
aumento salarial.
§ 3º O empregado pode a qualquer tempo solicitar o histórico contendo todas as
anotações e atualizações ocorridas durante o contrato de trabalho, a partir da
implantação do sistema eletrônico, a ser fornecido em meio impresso.
§ 4º Na extinção do contrato de trabalho o empregador além de efetuar a devida
anotação na CTPS, deverá fornecer ao empregado para arquivo pessoal um
histórico,
conforme especificado no parágrafo anterior.
§ 5º A adoção da Ficha de Anotações e Atualizações da Carteira de Trabalho e
Previdência Social não alcança as anotações concernentes à Previdência Social."
(Artigo 12-A acrescentado pela portaria nº 628, de 10 de agosto de 2000)
(Artigo revogado pela Portaria n.º 41, de 28 de março de 2007)
Capítulo IV
Do Registro de Horário de Trabalho
Art. 13. A empresa que adotar registros manuais, mecânicos ou eletrônicos
individualizados de controle de horário de trabalho, contendo a hora da entrada
e de
saída, bem como a pré-assinalação do período de repouso ou alimentação, fica
dispensada do uso de quadro de horário (art. 74 da CLT).
Parágrafo único. Quando a jornada de trabalho for executada integralmente fora
do
estabelecimento do empregador, o horário de trabalho constará também de ficha,
papeleta ou registro do ponto, que ficará em poder do empregado.
Art. 14. Permanece como modelo único do quadro de horário de trabalho o
aprovado
pela Portaria nº 576, de 06 de janeiro de 1941.
Capítulo V
Disposições Finais
Art. 15. Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as
Portarias
nºs 05, de 21 de janeiro de 1944; 161, de 11 de outubro de 1946; 03, de 07 de
janeiro de
1952; 43, de 19 de abril de 1956; 308, de 1º de outubro de 1962; GB- 195, de 10
de
maio de 1968; 96, de 26 de março de 1969; 3.378, de 14 de dezembro de 1971;
3.560,
de 10 de outubro de 1979; 3.088, de 28 de abril de 1980; 3.162, de 08 de
setembro de
1982; 3.163, de 08 de setembro de 1982; 3.081, de 11 de abril de 1984; 3.082, de
11 de
abril de 1984; 3.022, de 07 de janeiro de 1985; 3.035, de 26 de fevereiro de
1985; 3.044,
de 08 de março de 1985; 3.288, de 23 de setembro de 1987, e demais disposições
em
contrário.
Antonio Magri
Publicada no Diário Oficial da União, de 14 de novembro de 1991, Seção 1,
página
25790; alterada pelas Portarias nº 3.124, de 22 de janeiro de 1992; nº 739, de 29
de
agosto de 1997; nº 402, de 28 de abril de 1995; nº 1.121, de 08 de novembro de
1995; nº
1.048, de 18 de novembro de 1997; nº 628, de 10 de agosto de 2000; e Portaria
n.º 41,
de 28 de março de 2007.

PORTARIA Nº 41, DE 28 DE MARÇO DE 2007


Disciplina o registro e a anotação de Carteira de Trabalho e
Previdência Social de empregados.
O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso da
competência
que lhe confere o art. 87, parágrafo único, incisos I e II da Constituição,
resolve:
Art. 1º Proibir ao empregador que, na contratação ou na manutenção do
emprego do
trabalhador, faça a exigência de quaisquer documentos discriminatórios ou
obstativos
para a contratação, especialmente certidão negativa de reclamatória
trabalhista, teste,
exame, perícia, laudo, atestado ou declaração relativos à esterilização ou a
estado de
gravidez.
Art. 2º O registro de empregados de que trata o art. 41 da CLT conterá as
seguintes
informações:
I - nome do empregado, data de nascimento, filiação, nacionalidade e
naturalidade;
II - número e série da Carteira de Trabalho e Previdência Social - CTPS;
III - número de identificação do cadastro no Programa de Integração Social -
PIS ou no
Programa de Formação do Patrimônio do Serviço Público - PASEP;
IV - data de admissão;
V - cargo e função;
VI - remuneração;
VII - jornada de trabalho;
VIII - férias; e
IX - acidente do trabalho e doenças profissionais, quando houver.
Parágrafo único. O registro de empregado deverá estar atualizado e obedecer
à
numeração seqüencial por estabelecimento.
Art. 3º O empregador poderá adotar controle único e centralizado do registro
de
empregados, desde que os empregados portem cartão de identificação
contendo seu
nome completo, número de inscrição no PIS/PASEP, horário de trabalho e
cargo ou
função.
§ 1º O registro de empregados de prestadores de serviços poderá permanecer
na sede da
contratada caso atendida a exigência contida no caput deste artigo.
§ 2º A exibição dos documentos passíveis de centralização deverá ser feita
no prazo de
dois a oito dias, a critério do Auditor Fiscal do Trabalho.
Art. 4º O empregador poderá efetuar o registro de empregados em sistema
informatizado que garanta a segurança, inviolabilidade, manutenção e
conservação das
informações e que:
I - mantenha registro individual em relação a cada empregado;
II - mantenha registro original, individualizado por empregado,
acrescentando-lhe as
retificações ou averbações, quando for o caso; e
III - assegure, a qualquer tempo, o acesso da fiscalização trabalhista às
informações, por
meio de tela, impressão de relatório e meio magnético.
§ 1º O sistema deverá conter rotinas auto-explicativas, para facilitar o acesso
eo
conhecimento dos dados registrados.
§ 2º As informações e relatórios deverão conter data e hora do lançamento,
atestada a
sua veracidade por meio de rubrica e identificação do empregador ou de seu
representante legal nos documentos impressos.
§ 3º O sistema deverá possibilitar à fiscalização o acesso às informações e
dados dos
últimos doze meses.
§ 4º As informações anteriores a doze meses poderão ser apresentadas no
prazo de dois
a oito dias via terminal de vídeo ou relatório ou por meio magnético, a
critério do
Auditor Fiscal do Trabalho.
Art. 5º O empregador anotará na CTPS do empregado, no prazo de 48 horas
contadas da
admissão, os seguintes dados:
I - data de admissão;
II - remuneração; e
III - condições especiais do contrato de trabalho, caso existentes.
§ 1º As demais anotações deverão ser realizadas nas oportunidades
mencionadas no art.
29 da CLT.
§ 2º As anotações poderão ser feitas mediante o uso de carimbo ou etiqueta
gomada,
bem como de qualquer meio mecânico ou eletrônico de impressão, desde
que autorizado
pelo empregador ou seu representante legal.
Art. 6º O empregador poderá adotar ficha de anotações, exceto quanto às
datas de
admissão e de extinção do contrato de trabalho, que deverão ser anotadas na
própria
CTPS.
Parágrafo único. O empregado poderá, a qualquer tempo, solicitar a
atualização e o
fornecimento, impressos, de dados constantes na ficha de anotações.
Art. 7º As anotações deverão ser feitas sem abreviaturas, ressalvando-se, ao
final de
cada assentamento, as emendas, entrelinhas, rasuras ou qualquer
circunstância que
possa gerar dúvida.
Art. 8º É vedado ao empregador efetuar anotações que possam causar dano à
imagem
do trabalhador, especialmente referentes a sexo ou sexualidade, origem,
raça, cor,
estado civil, situação familiar, idade, condição de autor em reclamações
trabalhistas,
saúde e desempenho profissional ou comportamento.
Art.9º Esta portaria entra em vigor na data de sua publicação.
Art. 10 Revogam-se as Portarias nºs 3.024, de 22 de janeiro de 1992; 402, de
18 de abril
de 1995; 1.121, de 8 de novembro de 1995; 739, de 29 de agosto de 1997;
628, de 10
de agosto de 2000; 376, de 18 de setembro de 2002 e os arts. 1º e 2º, §§ 2º
e 3º do art.
3º; e arts. 11, 12 e 12-A da Portaria nº 3.626, de novembro de 1991.
LUIZ MARINHO
D.O.U., 30/03/2007 - Seção 1

52. Quando os empregadores usuários de SREP deverão se cadastrar no MTE?

Brevemente o MTE tornará disponível página da internet para que os empregadores usuários do
SREP façam seu cadastro, conforme o Art. 20 da Portaria MTE 1.510/2009.
53. A Portaria MTE 1.510/2009 define o método que o REP utilizará para a identificação do
empregado, tal como cartão magnético ou biometria?

Não, cada fabricante poderá escolher o método que julgar mais conveniente.
54. Os arquivos eletrônicos mencionados na Portaria MTE 1.510/2009 devem ser impressos?

Não, o AFD será obtido pelo fiscal do trabalho diretamente no REP, já o AFDT e o ACJEF devem
ser fornecidos à fiscalização em meio eletrônico imediatamente quando requisitados.
55. O programa de tratamento poderá ter outras funcionalidades e gerar outros relatórios que não
os obrigatórios?
Sim, o programa de tratamento pode ter outras funcionalidades, desde que não proibidas pela
Portaria MTE 1.510/2009.
56. Se, fora o intervalo previsto no art. 71 da CLT, a empresa concede aos empregados outros
intervalos para lanche, esses intervalos devem ser registrados no REP?

Os intervalos não deduzidos da duração do trabalho não devem ser registrados no REP.
57. O REP poderá ser mudado de estabelecimento?

O REP poderá ser movimentado. Quando houver alteração do local da prestação do serviço, essa
informação deverá ser assinalada no equipamento, conforme Art. 5º e 6º da Portaria MTE 1.510/
2009.
58. Quais os sistemas que se enquadram no SREP?

Aqueles em que sejam usados meios eletrônicos para identificar o trabalhador, tratar, armazenar ou
enviar qualquer tipo de informação de marcação de ponto.
59. Um empregador que use o registro de ponto manual ou mecânico e posteriormente digite
esses dados em computador para apuração está enquadrado na Portaria MTE 1.510/2009?

Não, se o registro do ponto for manual ou mecânico não há enquadramento na Portaria MTE 1.510/
2009.
60. A Portaria MTE 1.510/2009 define uma quantidade máxima de trabalhadores que utilizarão
cada REP?

Não. Se a opção for pelo Registro Eletrônico de Ponto, é responsabilidade do empregador


disponibilizar equipamentos em quantidade e capacidade suficiente para atender aos empregados.
É também responsabilidade do empregador manter o equipamento com o papel necessário para a
quantidade de registros que serão efetuados.
61. Quando deverá ser emitida a Relação Instantânea de Marcações, prevista no inciso IV do caput
do art. 7° da Portaria MTE 1.510/2009?

A Relação Instantânea de Marcações é documento previsto para o uso da Fiscalização do Trabalho.


O REP deverá dispor de comando, a ser acionado pelo Auditor Fiscal do Trabalho, para permitir a
impressão dessa relação durante a inspeção.
62. Enquanto a exigência para uso do REP não entrar em vigor, é permitido o registro de ponto
por terminal de computador?

Sim.
63. A porta fiscal do REP pode ter outra função além de “gravação do AFD em dispositivo externo
de memória”?

Não. Essa porta é para uso exclusivo da fiscalização. O REP deverá ter outros conectores para o
intercâmbio de dados.
64. Como e quando devem ser registrados os intervalos quando esses são pré-assinalados?

Os intervalos pré-assinalados serão registrados utilizando-se o Programa de Tratamento e deverão


constar do AFTD. Neste arquivo os horários relativos aos intervalos pré-assinalados serão listados
nos registros de detalhe onde o campo 9 deverá ser preenchido com “P”.

Inspeção do Trabalho
Sistema de Registro Eletrônico de Ponto - SREP
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Quarta-Feira, 30 de junho de 2010

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Perguntas e Respostas
1.
Perguntas e Respostas

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Observação:
Essa página se propõe a responder, exclusivamente, perguntas sobre o Sistema de Registro
Eletrônico de Ponto – SREP, previsto na Portaria nº 1.510/2009. Perguntas sobre outros temas
como direitos trabalhistas devem ser tratadas no plantão fiscal de orientação trabalhista nas
unidades do Ministério do Trabalho e Emprego ou na Central de Relacionamento, clicando aqui.

● 1. Quais são os principais pontos da Portaria MTE 1.510/2009?

a. Proíbe todo tipo de restrição à marcação de ponto, marcações automáticas e alteração dos
dados registrados;
b. Estabelece requisitos para o equipamento de registro de ponto, identificado pela sigla REP
(Registrador Eletrônico de Ponto);
c. Obriga a emissão de comprovante da marcação a cada registro efetuado no REP;
d. Estabelece os requisitos para os programas que farão o tratamento dos dados oriundos do
REP;
e. Estabelece os formatos de relatórios e arquivos digitais de registros de ponto que o
empregador deverá manter e apresentar à fiscalização do trabalho.
● 2. Quando a portaria entra em vigor?

Na data de sua publicação, 21/08/2009, exceto para o uso do REP, que se tornará
obrigatório após 1 ano. Observando que nos primeiros noventa dias de vigência da portaria
a fiscalização será orientativa, conforme art. 627 da CLT e art. 23 do Decreto nº 4.552/2002,
Regulamento da Inspeção do Trabalho.
● 3. Qual o prazo para a adaptação dos programas de tratamento dos dados de registro de
ponto à portaria?

A adaptação dos programas deve ser feita imediatamente. Como dito na questão precedente,
a fiscalização terá caráter orientativo nos primeiros 90 dias de vigência da portaria.
● 4. O uso de registro eletrônico de ponto passou a ser obrigatório?

Não. O artigo 74 da CLT faculta o uso de registro de ponto manual ou mecânico. Porém, se
o meio eletrônico for adotado, deverão ser seguidas as instruções da Portaria MTE nº 1.510/
2009.
● 5. Quais os principais requisitos do REP?

a. Ter como finalidade exclusiva a marcação de ponto;


b. Possuir memória das marcações de ponto que não possa ser alterada ou apagada;
c. Emitir comprovante a cada marcação efetuada pelo trabalhador;
d. Não possuir mecanismo que permita marcações automáticas ou restrições às marcações.
● 6. O MTE especificará um modelo de referência de REP?

Não. Cada fabricante de equipamentos deverá desenvolver seu equipamento. O MTE


estabeleceu regras que devem ser seguidas, mas não especificará tecnologias para a
implementação do REP.
● 7. Quem atesta que o REP atende aos requisitos da Portaria MTE nº 1.510/2009?

Órgãos técnicos credenciados pelo MTE serão responsáveis por certificar que os
equipamentos atendem as normas vigentes, especialmente a Portaria MTE nº 1.510/2009.
● 8. Será permitido o registro de ponto em terminal de computador?

Não. O registro de ponto de forma eletrônica deverá ser feito obrigatoriamente por meio do
REP.
● 9. O empregador pode restringir o horário de marcação de ponto?

Não. Nenhuma restrição à marcação é permitida.


● 10. Se nenhum dado pode ser alterado ou apagado, qual o procedimento para marcações
incorretas?

O programa de tratamento admitirá a inserção justificada de informações, seja para a


inclusão de marcação faltante, seja para a assinalação de marcação indevida. Porém, os
dados originais permanecerão.
● 11. O REP poderá emitir um comprovante de marcação de ponto por dia?

Não. É obrigatória a emissão de um comprovante a cada batida.


● 12. A emissão do comprovante é obrigatória desde já?

Não. A emissão do comprovante só será exigida quando o uso do REP se tornar obrigatório.
● 13. Após o prazo de 1 ano previsto na portaria, os equipamentos de registro de ponto que
não sigam seus requisitos poderão continuar a ser utilizados?
Não. Apenas serão permitidos os equipamentos certificados.
● 14. Os relatórios e arquivos digitais, na forma padronizada prevista na portaria, já são
obrigatórios?

Sim, à exceção do Arquivo Fonte de Dados no formato previsto. Este, até que o REP torne-
se obrigatório, será fornecido pelo empregador no formato produzido pelo equipamento
atualmente em uso.
● 15. Como o empregador poderá saber se o REP é certificado?

Os equipamentos certificados serão cadastrados no MTE e poderão ser consultados por meio
de seu sítio na internet.
● 16. Haverá certificação para os programas de tratamento dos dados?

Não. Caberá ao fornecedor dos programas garantir que estes atendem aos requisitos da
portaria. Também cabe ao empregador usuário dos programas verificar a adequação destes à
portaria.
● 17. Quais os órgãos credenciados para a certificação de REP?

O MTE está em processo de credenciamento dos órgãos. À medida que forem credenciados,
o MTE fará divulgação por meio de seu sítio na Internet.
● 18. Os fabricantes de REP deverão se cadastrar no MTE?

Sim. O Cadastramento será feito pela internet, no sítio do MTE, em página que estará
disponível em breve.
● 19. Haverá cadastramento dos fornecedores de programas de tratamento de registros de
ponto eletrônico?

Não. Estes deverão apenas entregar ao empregador usuário Atestado Técnico e Termo de
Responsabilidade, que deverá permanecer arquivado à disposição da Inspeção do Trabalho.
● 20. O empregador poderá desenvolver o seu prórpio Sistema de Registro de Ponto
Eletrônico (SREP)?

Sim, desde que atendidos todos os requisitos previstos na portaria. No caso do REP,
este deverá seguir os procedimentos de certificação do equipamento e cadastramento no
MTE. O programa de tratamento também poderá ser criado pelo empregador, neste caso o
responsável técnico assinará o Atestado Técnico e Termo de Responsabilidade previsto na
portaria, o qual ficará disponível para a fiscalização do trabalho.
● 21. A portaria 1.510 trata do controle de acesso do empregado ao local de trabalho?

Não. A portaria trata exclusivamente do controle de jornada de trabalho. O acesso ao local


de trabalho, seja por catraca eletrônica ou qualquer outro meio, por empregados ou qualquer
pessoa é determinado pelo poder diretivo do empregador sobre seu estabelecimento,
respeitadas as restrições previstas na legislação.
● 22. A portaria 1.510 franqueia ao empregado livre acesso ao local de trabalho, independente
do horário?

Não. O inciso I do art. 2° prevê que não haja qualquer restrição à marcação de ponto. A
portaria não altera em nada o poder do empregador de controlar o acesso do empregado
ao local de trabalho, nem de fazer cumprir a jornada do trabalhador. O SREP deve apenas
registrar fielmente as jornadas efetivamente praticadas pelos empregados, ou seja os
horários de início e término de jornada e de intervalos, quando não pré assinalados.
● 23. A marcação de ponto poderá ser feita remotamente?

Não. As marcações de ponto só poderão ser efetuadas diretamente no REP pelo empregado.
● 24. O REP poderá se comunicar com outros equipamentos?

Sim. O REP, desde que certificado por órgão técnico credenciado pelo MTE, poderá
ser conectado a outros equipamentos, seja para enviar informações sobre os registros
armazenados, seja para receber dados de identificação dos empregados para configuração.
Dois pontos importantes a observar:
a) O REP não pode depender de conexão externa para seu funcionamento, conforme inciso
VII do art. 4°.
b) De acordo com o inciso VIII do art. 4°, não pode haver comunicação durante a marcação
de ponto, compreendida como os passos descritos nas alíneas do inciso I do art. 7°. Ou seja,
a comunicação com dispositivos externos só pode ocorrer quando o equipamento estiver em
estado de espera e essa comunicação não deve afetar a disponibilidade do equipamento para
que o trabalhador possa efetuar a marcação de ponto.
● 25. O REP pode ter função de catraca eletrônica ou fazer parte dela?

Não. O art. 3° prescreve que o REP será usado exclusivamente para o registro de ponto,
portanto não pode ter outras funcionalidades.
● 26. O REP deverá funcionar no mínimo 1.440 horas em caso de falta de energia?

Não. O requisito de funcionamento de 1.440 horas em caso de falta de energia se aplica


unicamente ao relógio interno do REP e não a todo o equipamento.
● 27. Uma empresa poderá utilizar sistema eletrônico em um setor/estabelecimento e manual
em outro?

Sim. A Portaria 1.510/2009 disciplina apenas o sistema eletrônico. Não cria nenhuma
restrição à utilização dos sistemas manuais e mecânicos.
● 28. Poderão ser incluídas no REP informações sobre o horário de trabalho do empregado,
férias, afastamentos, etc?

Não. O REP serve unicamente como meio de marcação de ponto. Informações sobre o
horário contratual do empregado e outras necessárias à apuração da jornada deverão estar
disponíveis no Programa de Tratamento de Registro de Ponto.
● 29. Se o horário do empregado não estará disponível no REP, como o equipamento
identificará se uma marcação é de entrada ou de saída?

O reconhecimento das marcações como entrada ou saída ao serviço será feita no


Programa de Tratamento de Registro de Ponto com base na ordem em que são registradas.
● 30. Uma vez que o empregado será identificado no REP pelo PIS, como fazer com o
trabalhador recém admitido que ainda não possui número de PIS?

Todo trabalhador precisa ter número de PIS, até para efeito de recolhimento ao FGTS e
informação ao CAGED. Para o empregado de primeiro emprego, caso não possua PIS nos
primeiros dias de trabalho, o controle poderá ser feito manual ou mecanicamente até que ele
receba o seu número de PIS.
● 31. Durante os doze meses, contados da data da publicação da Portaria 1.510/2009, a que o
empregador não está obrigado?

Durante os doze meses, contados da data da publicação da Portaria 1.510/2009, o


empregador não está obrigado a:
1. utilização do REP;
2. geração dos dados originais na forma do Arquivo-Fonte de Dados – AFD;
3. impressão do comprovante do trabalhador;
4. emissão da Relação Instantânea de Marcações com as marcações efetuadas nas vinte e
quatro horas precedentes.
● 32. A Portaria 1.510/2009 revogou a portaria 1.120/1995?

Não. Desde que autorizados por convenção ou acordo coletivo de trabalho, os empregadores
poderão adotar sistemas alternativos de controle da jornada de trabalho, porém caso
façam opção por sistema eletrônico, deverão obedecer ao disposto na portaria 1.510/2009.
● 33. O que fazer quando a memória MRP encher?

A solução técnica será criada pelo fabricante e certificada pelo órgão técnico credenciado
de forma a atender à legislação relativa à guarda de documentos e informações.
● 34. Uma empresa terceirizada poderá utilizar o REP da tomadora de serviço para marcação
da jornada dos seus trabalhadores que prestam serviço no local da contratante? (Alterada)

Não. A Portaria MTE 1.510/2009 não prevê mais de um empregador por REP.
● 35. Os equipamentos atualmente em uso podem ser adaptados para se transformarem em
REP?

A solução técnica para fabricação do REP é do fabricante, que deve observar o disposto
na Portaria 1.510/2009, especialmente a necessidade de certificação por órgão técnico
credenciado.
● 36. Quando a Portaria entrar totalmente em vigor, será admitida alguma forma de registro
eletrônico de ponto que não utilize o REP?

Não.
● 37. A Portaria MTE 1.510/2009 aplica-se a trabalhadores não regidos pela CLT?

Não.
● 38. Será definido algum padrão de implementação para o Programa de Tratamento?

Não, cada desenvolvedor deverá definir a forma como implementará esse programa,
respeitando as regras da Portaria MTE 1.150/2009, que exige, entre outros requisitos, que
não haja modificação ou exclusão dos dados originais e que sejam emitidos relatórios e
arquivos de dados padronizados.
● 39. Serão definidas as justificativas que serão aceitas para as correções de marcações no
Programa de tratamento?

Não. É responsabilidade do empregador controlar o ponto dos empregados, dessa forma


cabe a ele incluir e documentar as justificativas que, eventualmente, poderão ser analisadas
pela Fiscalização do Trabalho ou mesmo pela Justiça do Trabalho. Essa definição decorre do
poder diretivo do empregador.
● 40. Adotado o REP, é obrigatório o registro do intervalo de repouso no equipamento?

Não. O § 2º do art. 74 da CLT admite a pré-assinalação do período de repouso. É


facultado ao empregador exigir ou não o registro da entrada e saída dos intervalos de seus
empregados. Entretanto, as convenções e acordos coletivos de trabalho poderão prever a
obrigatoriedade da marcação nos intervalos.
● 41. As pausas de 10 minutos, previstas na Norma Regulamentadora 17 – Ergonomia - em
seu item 17.6.4, item c, para atividade de entrada de dados em sistemas de processamento
eletrônico de dados, devem ser marcadas no REP?
Não, esses 10 minutos não constituem intervalo de repouso/alimentação, mas sim pausas
inseridas na jornada de trabalho para garantir a saúde do trabalhador. O empregador deverá
utilizar outra forma de controle das pausas para demonstrar o cumprimento da citada norma.
● 42. O REP emitirá copia do Comprovante de Registro de Ponto do Trabalhador para o
empregador?

Não. O Comprovante será emitido em via única destinada ao trabalhador.


● 43. Quando adotado o REP, o que o empregador deverá fazer quando o equipamento não
estiver funcional?

A solução para uma eventual indisponibilidade do REP é de responsabilidade do


empregador, mas, dentre as possíveis alternativas, ele poderá utilizar o controle manual.
● 44. Quais serão as consequências para quem tiver um sistema de ponto eletrônico não
adequado às normas do MTE?

O ponto eletrônico utilizado de forma diversa do previsto na Portaria MTE 1.510/2009 não
servirá para comprovar o cumprimento da obrigação prevista no art. 74 da CLT, ou seja,
acarretará todas as conseqüências legais dessa omissão, entre as quais a aplicação de multas
administrativas e as dificuldades de apresentação de elementos comprobatórios da jornada
de trabalho em eventual ação judicial.
● 45. A portaria prevê a tecnologia que será empregada na impressão, por exemplo impressão
matricial ou térmica?

Não. O fabricante escolherá a alternativa que achar mais conveniente. A portaria apenas
determina que a impressão deverá ter duração de 5 anos em condições normais. Cabe ao
fabricante indicar os insumos que atendem à exigência de durabilidade e ao empregador
seguir a indicação do fabricante.
● 46. No momento do registro, o REP pode se comunicar com equipamentos externos para
obter dados necessários à identificação do empregado? Por exemplo, comunicar-se com o
banco de dados central da empresa para verificar dados biométricos?

Não. Todos os dados necessários à operação do REP deverão estar armazenados na Memória
de Trabalho (MT) do equipamento.
● 47. O REP poderá ser programado para fazer automaticamente o ajuste para o horário de
verão?

Sim. O ajuste deverá ser registrado na Memória de Registro de Ponto, conforme inciso III do
art. 6º da Portaria MTE 1.510/2009.
● 48. Os fabricantes de REP deverão obrigatoriamente fabricar o Programa de Tratamento
para fornecê-lo com o equipamento?

Não. O fabricante pode fornecer o programa de tratamento se quiser.


● 49. O empregador pode utilizar para seu controle modelo de Espelho de Ponto diferente do
especificado no anexo II?

Sim. O empregador pode utilizar outro modelo de relatório para o seu controle, desde que
mantenha o Relatório de Espelho de Ponto, conforme o anexo II da Portaria MTE 1.510/
2009 à disposição inspeção do trabalho para apresentação quando requisitado.
● 50. A empresa deve imprimir todos os meses os Relatórios de Espelho de Ponto?
A empresa é livre para escolher o momento da impressão, desde que os relatórios estejam à
disposição da inspeção do trabalho na forma legal.
● 51. Como ficam as empresas que adotaram o ponto eletrônico mas possuem funcionários
que realizam trabalho externo?

Nesse caso, as empresas devem utilizar a papeleta de serviço externo prevista no art. 13,
parágrafo único, da Portaria MTE 3.626/1991.
● 52. Quando os empregadores usuários de SREP deverão se cadastrar no MTE?

Brevemente o MTE tornará disponível página da internet para que os empregadores usuários
do SREP façam seu cadastro, conforme o Art. 20 da Portaria MTE 1.510/2009.
● 53. A Portaria MTE 1.510/2009 define o método que o REP utilizará para a identificação do
empregado, tal como cartão magnético ou biometria?

Não, cada fabricante poderá escolher o método que julgar mais conveniente.
● 54. Os arquivos eletrônicos mencionados na Portaria MTE 1.510/2009 devem ser
impressos?

Não, o AFD será obtido pelo fiscal do trabalho diretamente no REP, já o AFDT e o ACJEF
devem ser fornecidos à fiscalização em meio eletrônico imediatamente quando requisitados.
● 55. O programa de tratamento poderá ter outras funcionalidades e gerar outros relatórios que
não os obrigatórios?

Sim, o programa de tratamento pode ter outras funcionalidades, desde que não proibidas
pela Portaria MTE 1.510/2009.
● 56. Se, fora o intervalo previsto no art. 71 da CLT, a empresa concede aos empregados
outros intervalos para lanche, esses intervalos devem ser registrados no REP?

Os intervalos não deduzidos da duração do trabalho não devem ser registrados no REP.
● 57. O REP poderá ser mudado de estabelecimento?

O REP poderá ser movimentado. Quando houver alteração do local da prestação do serviço,
essa informação deverá ser assinalada no equipamento, conforme Art. 5º e 6º da Portaria
MTE 1.510/2009.
● 58. Quais os sistemas que se enquadram no SREP?

Aqueles em que sejam usados meios eletrônicos para identificar o trabalhador, tratar,
armazenar ou enviar qualquer tipo de informação de marcação de ponto.
● 59. Um empregador que use o registro de ponto manual ou mecânico e posteriormente digite
esses dados em computador para apuração está enquadrado na Portaria MTE 1.510/2009?

Não, se o registro do ponto for manual ou mecânico não há enquadramento na Portaria MTE
1.510/2009.
● 60. A Portaria MTE 1.510/2009 define uma quantidade máxima de trabalhadores que
utilizarão cada REP?

Não. Se a opção for pelo Registro Eletrônico de Ponto, é responsabilidade do empregador


disponibilizar equipamentos em quantidade e capacidade suficiente para atender aos
empregados. É também responsabilidade do empregador manter o equipamento com o papel
necessário para a quantidade de registros que serão efetuados.
● 61. Quando deverá ser emitida a Relação Instantânea de Marcações, prevista no inciso IV do
caput do art. 7° da Portaria MTE 1.510/2009?

A Relação Instantânea de Marcações é documento previsto para o uso da Fiscalização


do Trabalho. O REP deverá dispor de comando, a ser acionado pelo Auditor Fiscal do
Trabalho, para permitir a impressão dessa relação durante a inspeção.
● 62. Enquanto a exigência para uso do REP não entrar em vigor, é permitido o registro de
ponto por terminal de computador?

Sim.
● 63. A porta fiscal do REP pode ter outra função além de “gravação do AFD em dispositivo
externo de memória”?

Não. Essa porta é para uso exclusivo da fiscalização. O REP deverá ter outros conectores
para o intercâmbio de dados.
● 64. Como e quando devem ser registrados os intervalos quando esses são pré-assinalados?

Os intervalos pré-assinalados serão registrados utilizando-se o Programa de Tratamento e


deverão constar do AFTD. Neste arquivo os horários relativos aos intervalos pré-assinalados
serão listados nos registros de detalhe onde o campo 9 deverá ser preenchido com “P”.
● 65. Quais são os documentos, relatórios e arquivos que o empregador deverá fornecer à
fiscalização do trabalho, segundo a Portaria MTE 1.510/2009?

a. AFD – Arquivo Fonte de Dados – gerado diretamente pelo REP mediante comando do
auditor-fiscal do trabalho;
b. Relatório Instantâneo de Marcações – gerado diretamente pelo REP mediante comando do
auditor-fiscal do trabalho;
c. AFDT – Arquivo Fonte de Dados Tratados, quando solicitado pelo auditor-fiscal do
trabalho;
d. ACJEF – Arquivo de Controle de Jornada para Efeitos Fiscais, quando solicitado pelo
auditor-fiscal do trabalho;
e. Relatório Espelho de Ponto, quando solicitado pelo auditor-fiscal do trabalho;
f. Atestado Técnico e Termo de Responsabilidade fornecido pelo fabricante do REP. Um
para cada equipamento utilizado pelo estabelecimento, quando solicitado pelo auditor-fiscal
do trabalho;
g. Atestado Técnico e Termo de Responsabilidade fornecido pelo desenvolvedor do
programa de tratamento, mesmo que seja desenvolvido internamente pela empresa, quando
solicitado pelo auditor-fiscal do trabalho.
66. As faltas abonadas, licenças e períodos de férias devem ser listadas no ACJEF e no Relatório
Espelho de Ponto?

Não, apenas os dias em que o trabalhador deve cumprir jornada devem ser listados. Observe que as
faltas, sejam parciais ou integrais, devem constar do ACJEF e do Relatório Espelho de Ponto.
67. No caso da empresa que utilize ponto eletrônico, mas ainda não implantou o REP, como será
gerado o AFDT?

O AFDT é gerado tomando como base os dados originais de registro de ponto, assim, enquanto
o REP não for implantado, AFDT deverá ser gerado a partir do conjunto de dados do sistema de
ponto eletrônico em uso. Nesse caso o campo 06 do registro de detalhe será preenchido com zeros.
68. O empregador deverá manter o AFDT e o ACJEF relativos a cada mês de apuração
armazenados à disposição da fiscalização ou poderá gerá-los sob demanda?
As duas opções são válidas, porém, caso o empregador resolva gerá-los a partir do pedido da
fiscalização, a produção desses arquivos deve ser imediata, no momento em que forem solicitados
pelo auditor fiscal.
69. O empregador que já utiliza o ponto eletrônico pode voltar a utilizar o sistema manual ou
mecânico de anotação de jornada?

Sim.
70. O MTE fornecerá modelo do "Atestado Técnico e Termo de Responsabilidade"?

Não. O atestado emitido pelo fabricante de REP ou de programa de tratamento deverá observar o
disposto nos artigos 17 e 18 da Portaria MTE 1.510/2009.
Art. 17. O fabricante do equipamento REP deverá fornecer ao empregador
usuário um documento denominado "Atestado Técnico e Termo de
Responsabilidade"
assinado pelo responsável técnico e pelo responsável legal pela empresa,
afirmando
expressamente que o equipamento e os programas nele embutidos atendem às
determinações desta portaria, especialmente que:
I - não possuem mecanismos que permitam alterações dos dados de
marcações de ponto armazenados no equipamento;
II - não possuem mecanismos que restrinjam a marcação do ponto em
qualquer horário;
III - não possuem mecanismos que permitam o bloqueio à marcação de
ponto; e
6
IV - possuem dispositivos de segurança para impedir o acesso ao
equipamento por terceiros.
§ 1º No "Atestado Técnico e Termo de Responsabilidade" deverá constar
que os declarantes estão cientes das conseqüências legais, cíveis e criminais,
quanto
à falsa declaração, falso atestado e falsidade ideológica.
§ 2º O empregador deverá apresentar o documento de que trata este artigo
à Inspeção do Trabalho, quando solicitado.
Art. 18. O fabricante do programa de tratamento de registro de ponto
eletrônico deverá fornecer ao consumidor do seu programa um documento
denominado "Atestado Técnico e Termo de Responsabilidade" assinado pelo
responsável técnico pelo programa e pelo responsável legal pela empresa,
afirmando
expressamente que seu programa atende às determinações desta portaria,
especialmente que não permita:
I - alterações no AFD; e
II - divergências entre o AFD e os demais arquivos e relatórios gerados pelo
programa.
§ 1º A declaração deverá constar ao seu término que os declarantes estão
cientes das conseqüências legais, cíveis e criminais, quanto à falsa declaração,
falso
atestado e falsidade ideológica.
§ 2º Este documento deverá ficar disponível para pronta apresentação à
Inspeção do Trabalho.

71. Como o empregador deve proceder no caso de uma marcação incorreta ou da falta de registro
de ponto?

Esses casos devem ser atendidos pelo programa de tratamento e documentados no AFDT. Na
situação de marcação incorreta, ou seja, quando o empregado marcar uma entrada ou saída sem
ter realmente entrado ou saído do trabalho ou quando o fizer em duplicidade, esse registro deve
ser sinalizado como marcação desconsiderada (‘D’) no campo 7 do AFDT e na justificativa a
ocorrência deve ser explicada. Se houve falta de marcação de ponto, deve ser incluído no AFDT
o correto horário de entrada ou saída do empregado, bem como a justificativa para a omissão da
marcação, e o campo 9 dever ser informar que aquela marcação foi incluída (‘I’).
72. Quais são as “marcações indevidas” citadas no art. 12, parágrafo único, da Portaria MTE
1.510?

São aquelas que não correspondem efetivamente a entrada ou saída do trabalho, ou aquelas feitas
em duplicidade.
73. Qual a quantidade mínima de empregados no estabelecimento para que o registro de ponto
torne-se obrigatório?

Continua válido o art. 74, § 2º, da CLT. Ele determina que “Para os estabelecimentos de mais
de dez trabalhadores será obrigatória a anotação da hora de entrada e de saída, em registro
manual, mecânico ou eletrônico”. Observe-se que norma coletiva pode obrigar o estabelecimento
empregador a efetuar o registro de ponto, mesmo com número de empregados inferior a 11.
74. Os estabelecimentos com até 10 empregados, portanto desobrigados do registro de
ponto, se optarem pelo registro eletrônico, deverão seguir a Portaria MTE 1.510/2009?

Sim.
75. Quando a marcação estiver dentro da tolerância prevista no Art. 58, § 1º, da CLT, o horário
deve ser corrigido no AFDT?

Não, o horário da marcação deve ser mantido como foi registrado.


76. Como preencher os campos de horas extras e de saldo de horas a compensar do item 3.3
do Anexo I da Portaria MTE 1.510/2009 (Detalhe ACJEF)?

Observação: Os exemplos 11 e 12 foram corrigidos. O valor correto do campo “Horas


noturnas não extraordinárias” é “0500” em lugar de “0543” como anteriormente publicado.
Abaixo listamos alguns exemplos de preenchimento de registros de detalhe do Arquivo de Controle
de Jornada para Efeitos Fiscais.
Observações importantes:
a) As quantidades de horas nos campos de horas ordinárias noturnas e horas extras
noturnas devem ser informadas em horas-relógio (obviamente que, na apuração de horas
trabalhadas, o empregador deverá efetuar a devida redução sobre as horas-relógio noturnas,
prevista no Art.73, § 1º, da CLT, multiplicando-se as horas-relógio por 8/7).
b) O campo 23, saldo de horas a compensar, corresponde às horas da JORNADA DIÁRIA
que serão compensadas, sejam a maior ou a menor. Diferentemente dos campos de horas
ordinárias noturnas e horas extras noturnas, se esse campo contiver horas noturnas, estas
deverão constar com a devida redução.
c) Horas trabalhadas além da jornada normal deverão ser lançadas OU como horas extras
OU como horas a compensar.
d) As horas trabalhadas a menos na jornada, se não forem abonadas, serão lançadas OU
como faltas/atrasos (campo 21) OU como horas a compensar negativas (campo 23 e campo
22 preenchido com ‘2’). Essas horas são obtidas subtraindo-se da jornada prevista as horas
trabalhadas (estas com a devida redução, se noturnas).
1) Exemplo de um empregado que tem jornada diária de oito horas e cumpriu o seguinte horários:
das 08:00 às 12:00 e das 14:00 às 18:47, esses 47 minutos serão computados como horas extras com
acréscimo de 50% sobre a jornada normal.
Referência do campo Descrição do campo Exemplo de conteúdo
7 Horas diurnas não extraordinárias 0800
8 Horas noturnas não extraordinárias 0000
9 Horas extras 1 0047
10 Percentual do adicional de horas extras 1 0500
11 Modalidade da hora extra 1 D
22 Sinal de horas para compensar 0
23 Saldo de horas para compensar 0000
2) Mesmo exemplo que o anterior, porém os 47 minutos irão para o banco de horas:
Referência
do campo Descrição do campo Exemplo de conteúdo
7 Horas diurnas não extraordinárias 0800
8 Horas noturnas não extraordinárias 0000
9 Horas extras 1 0000
10 Percentual do adicional de horas extras 1 0000
11 Modalidade da hora extra 1 (EM BRANCO)
22 Sinal de horas para compensar 1
23 Saldo de horas para compensar 0047
3) Exemplo de um empregado que tem jornada diária de oito horas e cumpriu os seguintes horários:
das 11:00 às 15:00 e das 17:00 às 22:45, a jornada extraordinária será paga com 100% de
acréscimo, conforme convenção coletiva:
Referência
do campo Descrição do campo Exemplo de conteúdo
7 Horas diurnas não extraordinárias 0800
8 Horas noturnas não extraordinárias 0000
9 Horas extras 1 0100
10 Percentual do adicional de horas extras 1 1000
11 Modalidade da hora extra 1 D
12 Horas extras 2 0045
13 Percentual do adicional de horas extras 2 1000
14 Modalidade da hora extra 2 N
22 Sinal de horas para compensar 0
23 Saldo de horas para compensar 0000
* a quantidade de horas extras noturnas (campo 12) deve ser lançada pela hora relógio, ou seja, sem
a redução prevista no art. 73, § 1º.
** o percentual do adicional de horas extras noturnas (campo 13) não engloba o adicional noturno.
4) O mesmo caso do exemplo 3, mas as horas a mais irão para o banco de horas:
Referência
do campo Descrição do campo Exemplo de conteúdo
7 Horas diurnas não extraordinárias 0800
8 Horas noturnas não extraordinárias 0000
9 Horas extras 1 0000
10 Percentual do adicional de horas extras 1 0000
11 Modalidade da hora extra 1 (EM BRANCO)
12 Horas extras 2 0000
13 Percentual do adicional de horas extras 2 0000
14 Modalidade da hora extra 2 (EM BRANCO)
22 Sinal de horas para compensar 1
23 Saldo de horas para compensar 0151
* o saldo de horas a compensar é igual a 01:00 + (00:45 * 8/7)
5) O empregado tem jornada de 8 horas e fez o seguinte horário: das 14:00 às 18:00 e das 19:00 às
23:30. As horas extras serão pagas com adicional de 50%.
Referência
do campo Descrição do campo Exemplo de conteúdo
7 Horas diurnas não extraordinárias 0700
8 Horas noturnas não extraordinárias 0052
9 Horas extras 1 0038
10 Percentual do adicional de horas extras 1 0500
11 Modalidade da hora extra 1 N
22 Sinal de horas para compensar 0
23 Saldo de horas para compensar 0000
* as horas noturnas ordinárias (campo 8) e extraordinárias (campo 9) são lançadas em horas-relógio
6) Mesmo caso que o anterior, porém as horas a mais serão compensadas:
Referência
do campo Descrição do campo Exemplo de conteúdo
7 Horas diurnas não extraordinárias 0700
8 Horas noturnas não extraordinárias 0052
9 Horas extras 1 0000
10 Percentual do adicional de horas extras 1 0000
11 Modalidade da hora extra 1 (EM BRANCO)
22 Sinal de horas para compensar 1
23 Saldo de horas para compensar 0043
* As horas a compensar (noturnas) são lançadas com a devida redução, ou seja, 00:38 * 8/7.
7) O empregado tem jornada de 8 horas e fez o seguinte horário: das 08:00 às 12:00 e das 14:00 às
19:50. As primeira hora extra é paga com adicional de 50%, as demais com adicional de 100%,
segundo acordo coletivo.
Referência
do campo Descrição do campo Exemplo de conteúdo
7 Horas diurnas não extraordinárias 0800
8 Horas noturnas não extraordinárias 0000
9 Horas extras 1 0100
10 Percentual do adicional de horas extras 1 0500
11 Modalidade da hora extra 1 D
12 Horas extras 2 0050
13 Percentual do adicional de horas extras 2 1000
14 Modalidade da hora extra 2 D
22 Sinal de horas para compensar 0
23 Saldo de horas para compensar 0000
8) Mesmo caso anterior, porém a primeira hora irá para o banco de horas e as demais são pagas com
100%
Referência
do campo Descrição do campo Exemplo de conteúdo
7 Horas diurnas não extraordinárias 0800
8 Horas noturnas não extraordinárias 0000
9 Horas extras 1 0050
10 Percentual do adicional de horas extras 1 1000
11 Modalidade da hora extra 1 D
12 Horas extras 2 0000
13 Percentual do adicional de horas extras 2 0000
14 Modalidade da hora extra 2 (EM BRANCO)
22 Sinal de horas para compensar 1
23 Saldo de horas para compensar 0100
9) O empregado tem jornada de 8 horas e fez o seguinte horário: das 09:00 às 12:00 e das 14:00 às
18:00. A hora trabalhada a menor será lançada em faltas e/ou atrasos.
Referência
do campo Descrição do campo Exemplo de conteúdo
7 Horas diurnas não extraordinárias 0700
8 Horas noturnas não extraordinárias 0000
21 Horas de faltas e/ou atrasos. 0100
22 Sinal de horas para compensar 0
23 Saldo de horas para compensar 0000
10) Mesmo caso que o anterior, mas a hora trabalha a menor irá para o banco de horas:
Referência
do campo Descrição do campo Exemplo de conteúdo
7 Horas diurnas não extraordinárias 0700
8 Horas noturnas não extraordinárias 0000
21 Horas de faltas e/ou atrasos. 0000
22 Sinal de horas para compensar 2
23 Saldo de horas para compensar 0100
11) Um empregado trabalha das 20:52 às 05:00 com intervalo de 01:00 às 02:00, ele perfaz 7:08
horas-relógio e 08:00 de jornada efetiva. Em um certo dia, em que saiu 1 hora antes, ou seja às 4:00,
ele terá trabalhado 06:51 efetivas, ou seja 01:09 a menos do que o previsto. As horas não foram
abonadas pelo empregador, lançadas como faltas/atrasos.
Referência
do campo Descrição do campo Exemplo de conteúdo
7 Horas diurnas não extraordinárias 0108
8 Horas noturnas não extraordinárias 0500
21 Horas de faltas e/ou atrasos. 0109
22 Sinal de horas para compensar 0
23 Saldo de horas para compensar 0000
12) Mesmo caso anterior, com as horas a menor lançadas no banco de horas.
Referência
do campo Descrição do campo Exemplo de conteúdo
7 Horas diurnas não extraordinárias 0108
8 Horas noturnas não extraordinárias 0500
21 Horas de faltas e/ou atrasos. 0000
22 Sinal de horas para compensar 2
23 Saldo de horas para compensar 0109

77. Após 21.08.09 houve alguma alteração na Portaria MTE 1.510/2009?

Sim. Foi publicada a Portaria MTE 2.233, de 17 de novembro de 2009, disponível na página de
Internet do MTE no item Portarias.
PORTARIA No 2233, DE 17 DE NOVEMBRO DE 2009
O MINISTRO DE ESTADO DO TRABALHO E EMPREGO, no uso das atribuições
que lhe conferem o inciso II do parágrafo único do art. 87 da Constituição Federal e os arts. 74, §
2o, e 913 da Consolidação das Leis do Trabalho, aprovada pelo Decreto-Lei no 5.452, de 1o de
maio de 1943, resolve:
Art. 1o Alterar o Anexo I e o artigo 11 da Portaria nº 1.510, de 21 de agosto de 2009.
Art. 2º O parágrafo 1º artigo 11 da Portaria nº 1.510, de 21 de agosto de 2009 passa a ter a
seguinte redação:
“§ 1o A impressão deverá ser feita em cor contrastante com o papel, em caracteres legíveis com a
densidade horizontal máxima de oito caracteres por centímetro e o caractere não poderá ter altura
inferior a três milímetros.”
Art. 3º A coluna Conteúdo dos campos 5, 6 e 7 e os subitens do item 3.2 do Anexo I da Portaria
nº 1.510, de 21 de agosto de 2009 passam a ter a seguinte redação:
3.2 Horários Contratuais
Referência
do campo Posição Tamanho Tipo Conteúdo
.... .... .... .... ....
5 019-022 4 numérico Saída, no formato “hhmm”.
6 023-026 4 numérico Início intervalo, no formato
“hhmm”.
7 027-030 4 numérico Fim intervalo, no formato “hhmm”.
a. ....
b. Os campos 4 e 5 indicam, respectivamente, o início e o fim da jornada;
c. Os campos 6 e 7 contêm, respectivamente, o início e o final do intervalo para
repouso/alimentação, quando houver.
d. Caso existam horários com mais de um intervalo para repouso/alimentação, que não façam
parte da duração da jornada, deverão ser inseridos, após a posição 30, campos adicionais
indicando o início e o fim de cada um desses intervalos suplementares, no mesmo formato dos
campos 6 e 7. Por exemplo, caso um horário contratual contenha dois intervalos, além dos
campos acima descritos, existirão os campos 8 e 9, contendo, respectivamente, o início e o final
do segundo intervalo.”
Art. 4º A coluna Conteúdo dos campos 10, 13, 16, 19 e 23 do item 3.3 do Anexo I da Portaria nº
1.510, de 21 de agosto de 2009 passa a ter a seguinte redação:
3.3 Detalhe
Referência
do campo Posição Tamanho Tipo Conteúdo
.... .... .... .... ....
10 051-054 4 numérico
Percentual do adicional de horas
extras 1, onde as 3 primeiras
posições indicam a parte inteira e a
seguinte a fração decimal.
.... .... .... .... ....
13 060-063 4 numérico
Percentual do adicional de horas
extras 2, onde as 3 primeiras
posições indicam a parte inteira e a
seguinte a fração decimal.
.... .... .... .... ....
16 069-072 4 numérico
Percentual do adicional de horas
extras 3, onde as 3 primeiras
posições indicam a parte inteira e a
seguinte a fração decimal.
.... .... .... .... ....
19 078-081 4 numérico
Percentual do adicional de horas
extras 4, onde as 3 primeiras
posições indicam a parte inteira e a
seguinte a fração decimal.
.... .... .... .... ....
23 088-091 4 numérico Saldo de horas para compensar no
formato “hhmm”.
Art. 5º - Esta Portaria entra em vigor na data de sua publicação.
CARLOS ROBERTO LUPI

78. É necessário enviar os arquivos gerados nos formatos especificados na Portaria 1.510/2009 para o MTE?

Não. O AFD deve estar sempre disponível no REP para que o auditor-fiscal do trabalho possa fazer
uma cópia por meio da porta fiscal. Os outros arquivos devem ser apresentados ao auditor-fiscal do
trabalho, quando solicitados.
79. O fornecedor do programa de tratamento é responsável pelo conteúdo do AFD?

O AFD é gerado pelo REP e não pelo programa de tratamento, mas o fabricante do programa de
tratamento assina termo de responsabilidade afirmando expressamente que seu programa atende
às determinações da Portaria MTE 1.510/09. Assim, será responsabilizado se o seu programa
possibilitar que o AFD seja alterado.
80. Os relógios Ponto mecânicos que imprimem a marcação em cartão de papel poderão ainda ser utilizados?

Sim, desde que não usem meio eletrônico para identificar o trabalhador, tratar, armazenar ou enviar
qualquer tipo de informação de marcação de ponto. Se possuírem estes recursos, deverão atender
aos requisitos do SREP.
81. De acordo com o anexo II temos que emitir, no espelho do ponto eletrônico, o período da folha de pagamento,
porém se o período da folha é de 01 a 30 e o período de apuração do ponto é de 26 a 25 de cada mês, qual desses
períodos deve ser listado no espelho?

A Portaria MTE 1.510/2009 se refere ao período de apuração do ponto para efeito de folha de
pagamento. Assim, no caso em questão é do dia 26 ao dia 25 do mês seguinte.
82. A assinatura do "Atestado Técnico e Termo de Responsabilidade", previsto no artigo Art. 18 da Portaria
MTE 1.510/2009, pode ser digitalizada?

Não. A imagem da assinatura digitalizada não tem valor legal.


83. Se o empregado, sem autorização do empregador, efetuar marcação de saída após o horário de sua jornada,
qual o procedimento deve ser adotado?

O SREP deve registrar os horários efetivamente trabalhados. Se o empregado tiver trabalhado,


o horário deve ser considerado para efeito de pagamento. O programa de tratamento prevê a
possibilidade de correções. A justificativa da correção será analisada pelo auditor-fiscal do trabalho
no momento da fiscalização. Questões relacionadas ao comportamento do empregado não dizem
respeito à Portaria MTE 1.510/2009 e sim ao poder diretivo do empregador.
84. As informações relativas ao CNPJ/CEI e à razão social dos arquivos AFD, AFDT e ACJEF se referem à
empresa (matriz) ou ao estabelecimento?
Ao estabelecimento onde ocorre a prestação do serviço pelo empregado.
85. A Emissão da Relação Instantânea de Marcações deverá ser impressa ou armazenada no dispositivo externo
do auditor Fiscal?

Deverá ser impressa pela impressora do REP.


86. No relatório do espelho do ponto, quando o funcionário possuir batidas em um dia de descanso em que não
existe um horário contratual, o campo CH deve ser preenchido com qual valor?

No dia de folga em que não existe um horário contratual de trabalho, caso o empregado trabalhe, o
campo CH deve ser preenchido com “0000”.
87. Um órgão público que tenha funcionários em regime estatutário e empregados regidos pela CLT estará
obrigado a utilizar o REP para os empregados regidos pela CLT? Em caso afirmativo, o órgão poderá,
opcionalmente, incluir os funcionários em regime estatutário no REP, fazendo a separação no programa de
tratamento?

Sim. Para todo empregador que tenham mais de dez empregados regidos pela CLT que opte
por sistema eletrônico de ponto será obrigatório o uso do REP. Não há problema em incluir,
opcionalmente, funcionários estatutários, desde que sejam separados no programa de tratamento e
nos documentos a serem apresentados à fiscalização.
88. No leiaute do relatório Espelho de Ponto, deve-se informar a jornada realizada com entrada e saída. No
modelo que consta no Anexo II da Portaria MTE 1.510/2009, têm-se três períodos (entrada e saída). Se o
empregado efetuar mais de três entradas ou saídas no mesmo dia, deverão ser criadas mais colunas na tabela de
jornadas realizadas?

Não. Caso existam mais de três entradas/saídas no dia do início dessa jornada, deve-se repetir a
data em outra linha da coluna DIA e utilizar, nessa outra linha, as colunas existentes. Por exemplo,
se o empregado tiver uma quarta entrada e/ou saída, a primeira coluna ficará com duas linhas
preenchidas e as demais, apenas com uma. Observar a resposta da questão 56.
89. No leiaute do relatório Espelho de Ponto, é explanado que quando uma jornada se inicia em um dia
e termina em outro (horário noturno), deve-se gerar duas linhas. O que deve constar na coluna DIA?

No caso da jornada se iniciar em um dia e terminar em outro, os registros de horários referentes ao


dia do inicio estarão em uma linha, onde será informado este dia. Os registros do dia seguinte serão
colocados na próxima linha, que terá a coluna DIA preenchida com este dia. Caso exista entrada em
outra jornada no mesmo dia que ocorreu a saída da anterior, esta entrada deverá ocupar uma nova
linha, repetindo-se o dia. O campo DIA sempre conterá o dia em que foram realizadas as marcações
contidas naquela linha.
90. No arquivo de controle de jornada para efeitos fiscais, consta que o código do horário deve ser sequencial,
iniciando-se em 0001. Pode-se somente listar os horários contratuais em ordem de código sem preencher o código
sequencial?

Não. O código seqüencial é obrigatório.

91. O Arquivo de Fontes de Dados Tratado - AFDT, item 2.2 do Anexo I, existe o
campo 9 para informar se a marcação é Original, Incluída ou Pré-Assinalada. Qual
o objetivo do tipo PRE-ASSINALADO?

O tipo marcação pré-assinalada é para ser utilizado quando o empregador utilizar a previsão legal
de pré-assinalação dos intervalos intrajornada para repouso/alimentação. Neste caso as entradas e
saídas do intervalo não serão registradas no REP, mas deverão constar no AFDT com a sinalização
de horário pré-assinalado – “P”.
92. Em uma empresa que possui várias filiais, o funcionário da matriz, pode
efetuar as marcações no REP da filial e vice-versa?
Sim, desde que o período de apuração das jornadas do empregado em um estabelecimento seja
feito pelo programa de tratamento considerando as marcações obtidas em todos REPs da empresa
(todos os estabelecimentos) onde tenha havido marcação por aquele empregado. Observar que o
estabelecimento onde houve a marcação do empregado terá marcações no AFD que não constarão
do AFDT e o estabelecimento que cedeu o empregado terá marcações no AFDT que não constarão
do AFD.

Exemplo: um determinado empregado registrado na filial A trabalhou durante certo período na filial
B. Os registros de sua jornada contida no REP, e portanto no AFD, da filial B deverão ser inseridos
no AFDT e no ACFJ da filial A, e não no AFDT e no ACFJ da filial B.
93. Quando em um estabelecimento houver vários REPs, deverá ser gerado um AFDT
para cada AFD?

Não. A alínea f do item 2.2 da Portaria MTE 1.510/2009 prevê que todos os registros do período
apurado devam estar em um único AFDT. Assim, quando o auditor fiscal do trabalho solicitar, deve
ser apresentado apenas um AFTD com todos os registros relativos ao estabelecimento, originários
de todos os AFDs que esse estabelecimento possuir.

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